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Centro de Umbanda Nossa Casa Dirigente Espiritual: Carla Colzi R Silvio de Moura, 87 – Parada Inglesa São Paulo / SP Facebook: Centro de Umbanda Nossa Casa

Índice o Oração de Oxum Ó, mãe Oxum! Idolatrada mãe, luz divina de excelsas virtudes, senhora da doçura e da concórdia, mãe dos aflitos, regaço de bondade e, para todos, derramai sobre nós vossa ternura e proteção.

Deixe sugestões e tire suas dúvidas! Basta acessar nossa fanpage: facebook.com/centrodeumbandanossacasa

Deixai-nos participar da vossa mansuetude. Dainos forças para estancarmos a sede de sentimentos deletérios e vulgares. Fazei-nos senzir vosso hálito e perene devoção nas nossas mentes acanhadas. E seremos felizes por amar verdadeiramente, abrigando em nossos corações a vossa misericórdia e a vossa paz de infinito amor.

O Centro de Umbanda Nossa Casa agradece sua presença. Volte sempre!

Aieê ieu Oxum Glória a Olorum

Palavra da Dirigente Nosso Canto Especial - Oxum Nossas Giras Nossas Orações Nossas Mensagens Anúncios

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Outubro é o mês de homenagearmos Oxum, orixá conhecida por sua delicadeza, amor e elegância. Nas lendas, é sempre representada pela riqueza de suas roupas e objetos de uso pessoal. A imagem dela é quase sempre associada à maternidade. Por isto, é muito comum que seja invocada com a expressão "Mamãe Oxum". O ventre da mulher pertence à Oxum, responsável pelo controle da fecundidade e o cuidado com as crianças. A maternidade é sua grande força. Não é por acaso que as mulheres que têm dificuldade para engravidar pedem ajuda a ela. Oxum é essencialmente a orixá das mulheres. Preside a menstruação, a gravidez e o parto. Confira mais detalhes sobre esta linda orixá na Pág.3 Pedimos a colaboração de vocês na nossa assistência. Por favor, não trajem bermudas, saias ou shorts. Este é um sinal de respeito aos nossos orixás e entidades. O seu SILÊNCIO também é uma prece. PRATIQUE!


Visita Encantada

Nossas Mensagens

Na reunião de pauta desta primeira edição, “Nossa Casa” foi surpreendida pela iluminada visita da Cabocla Herondina. A entidade, muito sábia e alegre, abençoou nossos filhos e o novo jornal com seus cantos e histórias pouco conhecidas em São Paulo. Ela é uma legítima representante do tambor de mina, religião afro-brasileira que traz muitas semelhanças com a umbanda e é comum principalmente no Maranhão, na Amazônia e em outros Estados do Norte do país, como o Pará. A maneira de incorporação dos médiuns e o culto aos orixás, por exemplo, são dois fatores parecidos nas duas religiões. A grande diferença é que, enquanto na umbanda recebemos espíritos de luz desencarnados, o tambor de mina trabalha com seres encantados, chamados assim por terem desaparecido sem deixar rastros – no fundo do mar, nas matas e em outros pontos da natureza. Segundo a cabocla, estas entidades se “encantam” na forma de animais. No caso de Herondina, a onçapintada. Ela e suas irmãs Mariana e Jarina, cultuadas e amadas pelos seguidores do tambor de mina, teriam sido em sua última encarnação princesas turcas que fugiram da guerra santa em seu país no final do século 11. Seu destino seria o Brasil, onde se “encantaram” nas águas dos Lençóis Maranhenses. A lenda de seres mais conhecidos no imaginário de todo o país, como o boto e as sereias, também está na base desta religião fascinante. Curiosidades: - O nome da religião vem da mistura da importância do tambor no culto com o termo mina, como eram chamados os escravos que viviam na Costa da Mina, região africana correspondente hoje ao território de Gana; - 90% dos paticipantes do “culto de mina” são mulheres. Os homens, na maioria das vezes, atuam como tocadores de tambores e transportam as oferendas para os “encantados” aos locais desejados.

“Temos que fazer com que a umbanda deixe de ser somente uma religião africana para se tornar também uma filosofia de vida.” Exu Marabô das Almas (médium Carla Colzi) "A verdade é reta. Não faz curva!" Preta Velha Vó Cambinda do Congo (médium Carla Colzi) “Terreiro é solo sagrado porque é cheio de intenções e elementos emissores de vibrações que sutilmente se irradiarão em seu corpo.” Preta Velha Benta (médium Vania Lares) "Vocês aqui na Terra precisam ter mais amor, mais paciência. Observem o trabalho das formiguinhas. Elas se ajudam ao guardar comida para o período de frio, com calma e paciência. Vocês não têm essa consciência de senso coletivo. Aprendam a ajudar uns aos outros e não somente os parentes ou conhecidos. Lembrem da história das formiguinhas e façam o bem sem olhar a quem." Preto Velho Vô Benedito das Almas (médium Fernando Leite) "Para que tantos enfeites? Para que tantas cores? Se o que é simples e claro sempre é mais bonito? A simplicidade eleva nossa alma aos verdadeiros bons de coração. Façamos a nossa parte para nos tornarmos bons de coração." Baiana Maria Quitéria (médium Érica Domingues) "Vocês, adultos, deveriam aprender com as crianças como nós a colocar para fora tudo o que incomoda, sem pensar tanto. A gente fala e depois volta a brincar. Fica tudo bem. E vocês costumam guardar mágoa dentro de si, sem precisar." Erê Juninho (médium Brunno Grillo) “Aprenda a perdoar e não guardar mágoas. Você saberá que perdoou e não tem mágoas quando alguém perguntar porque se desentendeu com determinada pessoa e, antes de responder, você pensará, pensará e não lembrará o motivo.” Erê Luisinho (médium Tatiana Elena) “Quando você quer alguma coisa, não olhe para o lado. Olhe sempre para frente e vá no caminho direto do seu objetivo.” Exu-mirim Caveirinha (médium Tascilla Domingues)

Curiosidade Pés no chão Sabe por que trabalhamos descalços? Costumamos tirar os calçados em respeito ao solo do terreiro, pois seria como se trouxéssemos sujeira da rua para dentro de nossas casas. O ato é também uma forma de representar a humildade e simplicidade do rito umbandista. Além disto, nós atuamos como para-raios naturais. Ao recebermos qualquer energia mais forte, automaticamente ela se dissipa no solo. Portanto, estar descalço é uma forma de garantir a segurança do médium para que não acumule e leve determinadas energias consigo.

Palavra da Dirigente

Carla Colzi SAUDAÇÃO: Oke Caboclo!

Caminhamos pela trilha da liberdade Esta tenda de Umbanda é dirigida por mim, Caboclo Tupinambá, na linha de Oxóssi, com apoio efetivo do Exu Marabô das Almas e da Preta Velha Vó Cambinda do Congo. Temos como raíz a base da religião de Umbanda e uma parte acentuada de religiões africanas. Por isto, muitas coisas aqui usadas e encontradas não são vistas nos terreiros que trazem em sua raíz a Umbanda Pura, de Zélio Fernandino de Moraes. Para que possamos unificar nossa linguagem, estamos dispostos a transferir conhecimentos para vocês. Primeiramente, vamos enfatizar que, neste chão, em hipótese alguma se faz ou se prega o mal a qualquer ser criado por Deus. Quem o fizer será automaticamente cortado da nossa corrente. Trouxemos muito da doutrina umbandista, mas outras tantas trouxemos do africanismo, simplesmente porque acreditamos na efetividade deste método de trabalho. Jamais desmereceremos nenhuma vertente dos caminhos que o Pai maior criou para seus filhos seguirem e O encontrarem. A primeira coisa que acreditamos é que nenhum caminho é vitorioso e efetivamente trilhado se não for feito com liberdade. A liberdade traduz o amor da escolha feita por nós. Portanto, meu filho, acolhemos você que nos escolheu como caminho para auxiliá-lo no seu desenvolvimento íntimo. Mas saiba que a mesma liberdade remete à responsabilidade de assumir uma escolha. Confiamos no nosso trabalho e em cada médium que pisa no nosso chão. Exigimos que cada um se comprometa em evoluir, sabendo desde já que o ÚNICO caminho para a evolução é o conhecimento e o trabalho caritativo, assim como Jesus nos ensinou. Queremos adubar o terreno do coração de cada um de vocês. Para isto, aproveite e extraia o máximo de cada guia espiritual que se propõe a falar e a ensinar. Estamos felizes com o caminho que as coisas estão seguindo. É o caminho que todos escolhemos trilhar juntos. É o caminho a que Deus, nosso Pai maior, nos confiou seus pequeninos. Na fé, no amor e na liberdade. Juntos nunca estaremos sós. Obrigado! Caboclo Tupinambá de Oxóssi, dirigente espiritual do Centro de Umbanda Nossa Casa

Nossa Comunidade Nossa Casa colabora com o Instituto PIVI e ajuda a recuperar dezenas de jovens O Instituto PIVI (Projeto de Incentivo à Vida) é uma entidade de natureza filantrópica, sem fins lucrativos, fundada há 20 anos no bairro do Mandaqui (zona norte de São Paulo). Hoje, o local abriga dezenas de crianças e adolescentes vítimas de violência doméstica ou portadoras do vírus da Aids (HIV), atendidas graças a doações de pessoas físicas, empresas e outras instituições beneficentes. A principal missão do PIVI é promover a inclusão social, resgatar e formar estes jovens em situação de vulnerabilidade pessoal, que em sua maioria tiveram seus direitos violados ou ameaçados. A entidade quer continuar a prepará-los para o futuro e dar a cada um a possibilidade de exercer sua cidadania. Desde que foi criado, o instituto é reconhecido na comunidade por combater graves problemas sociais e lutar com mãos firmes pela melhoria da qualidade de vida das crianças e adolescentes necessitados da região. “Nossa Casa” apoia totalmente a nobre causa do PIVI e tem ajudado seus jovens carentes. Colabore você também com a doação de roupas, alimentos não perecíveis (como arroz, feijão e óleo, entre outros) e rolos de papel higiênico. Contamos com sua contribuição! Agende sua visita para conhecer o PIVI: Rua Capitão João Noronha, 208 Parque Mandaqui - São Paulo Tel: (11) 2953.5158 / 3476.5416 www.pivi.org.br


Nossas Orações

Nosso Toque

Nosso Canto

Pai Nosso

Poucas pessoas sabem o quanto é a importante o trabalho do ogã em um terreiro. Menos gente ainda tem a noção de quantas funções ele exerce. Seu valor está muito acima de reger o atabaque e, assim, dar o ritmo de uma gira, conduzir as incorporações dos médiuns e saudar os orixás e entidades espirituais do centro. Na verdade, algumas vertentes da umbanda o permitem até ser um dos dirigentes da casa. No entanto, o mais importante é ter o conhecimento de que o ogã é o escolhido dos orixás para se manterem lúcidos, já que eles nunca incorporarão durante os trabalhos. Na nossa religião, os ogãs muito raramente são rodantes, como boa parte dos médiuns. Além da responsabilidade pelos atabaques, controlam também as curimbas, instrumentos de percussão que emanam energias positivas aos guias e médiuns e representam um dos pontos de força do terreiro, assim como o congá e a tronqueira. O nome ogã tem origem no dialeto irorubá e significa “pessoa superior ou chefe”. Em jeje quer dizer “chefe dirigente”. Um dos protagonistas de qualquer trabalho, ele promove todas as curimbas desde a abertura até o encerramento dos trabalhos por intermédio dos três atabaques do centro - Run, Rumpi e Lé. Graças ao couro que segura nas mãos, o ogã segura diversas demandas durante a sessão espiritual. O dom de ser bom observador é fundamental a estes mestres da umbanda. Com sua visão apurada, eles mantêm uma fina sintonia com o dirigente do terreiro para mudar a direção dos trabalhos sempre que necessário.

Salve a abertura da gira

Pai Nosso, que estás nos céus, santificado seja o vosso nome. Venha a nós o vosso reino. Seja feita a vossa vontade, assim na Terra como no céu. O pão nosso de cada dia nos dai hoje. Perdoai as nossas ofensas, assim como nós perdoamos a quem nos tem ofendido. E não os deixeis cair em tentação, mas livrai-nos do mal. Assim seja!

Credo Umbandista Creio em Deus, onipotente e supremo. Creio nos Orixás e nos Espíritos Divinos que nos trouxeram para a vida por vontade de Deus. Creio nas falanges espirituais, orientando os homens na vida terrena. Creio na reencarnação das almas e na justiça divina, segundo a lei do retorno. Creio na comunicação dos guias espirituais, encaminhando-nos para a caridade e a prática do bem. Creio na invocação, na prece e na oferenda, como atos de fé, e creio na umbanda, como religião redentora, capaz de nos levar pelo caminho da evolução até o nosso Pai Oxalá.

Prece de Cáritas Deus, Nosso Pai, que sois todo poder e bondade, dai forças a aqueles que passam pela provação, dai luz aqueles que procuram a verdade, ponde no coração do homem a compaixão e a caridade. Deus!...Dai ao viajor a estrela guia, ao aflito a consolação, ao doente o repouso. Pai!...Dai ao culpado o arrependimento, ao espírito a verdade, a criança o guia, ao órfão o pai. Senhor!...Que a Vossa bondade se estenda sobre tudo que criastes. Piedade, Senhor, para aqueles que não vos conhecem. Esperança para aqueles que sofrem. Que a Vossa bondade permita aos espíritos consoladores derramarem por toda a parte a paz, a esperança e a fé! Deus!...Um raio, uma faísca do Vosso amor pode abrasar a terra; deixai-nos beber nas fontes águas dessa bondade fecunda e infinita e todas as lágrimas secarão, todas as dores se acalmarão. Um só coração, um só pensamento subirá até Vós como um grito de reconhecimento e de amor. Como Moisés sobre a montanha, nós Vos esperamos com os braços abertos. Oh, bondade, oh beleza, oh perfeição! E queremos de alguma sorte merecer a Vossa misericórdia. Deus!...Dai-nos a força de ajudarmos o progresso, a fim de subirmos até vós. Dai-nos a caridade pura, dai-nos a fé e a razão. Dainos a simplicidade que fará de nossas almas o espelho onde se deve refletir a Vossa Santa e Bendita imagem. Que assim seja!

Oração do Perdão Perdoa, Senhor de infinito amor e bondade, todo e qualquer tipo de prejuízo que eu tenha praticado ao longo de minha existência, contra quem quer que seja. Ilumina os corações e as mentes dessas pessoas que sofreram por minha causa e faz com que também elas possam me perdoar. Peço perdão por todos os erros cometidos por meus antepassados, que já se encontram no mundo espiritual. Que todas as suas dívidas sejam anistiadas e que recebam a graça da elevação espiritual para um plano de luz e paz, onde possam continuar sua jornada de evolução e trabalhar de acordo com teu plano divino. Que o amor de Jesus e Maria, presente em meu coração, me capacite a perdoar toda e qualquer ofensa praticada contra mim, para que eu seja liberado de toda e qualquer ofensa praticada contra mim, para que eu seja liberado de toda mágoa, de todo ódio ou rancor. Eu perdoo a mim próprio pelas culpas que carreguei até hoje, pois acredito no perdão divino e aceito a nova chance que estou tendo. Que as entidades da hierarquia à qual pertenço possam me proteger contra os perigos e vícios, a fim de que eu consiga praticar o amor ao próximo. Liberta-me de todos os preconceitos e da escravidão às paixões. Que eu possa contribuir para a construção de um mundo bem melhor - de paz, de compaixão e solidariedade entre os homens e as religiões. Assim eu determino.

Eu vou abrir meu casuê Eu vou abrir meu casuá Primeiro eu peço a licença, Ogum e minha mãe Iemanjá Pra saudar Vovó Cambinda e, lá na mata, Caboclo Tupinambá Pra saudar Seu Marabô, lá na porteira protegendo este congá

Defumação Ô Juremê, ô Juremeira Olha as folhas das palmeiras Jurema vem lá das matas Vem trazer nesse congá O seu cheiro de incenso Pra seus filhos defumar Cheira mirra, benjoim E também cheira incenso Defuma filhos de pemba Com as ervas da Jurema

Hino da Umbanda (Epa babá, Oxalá!) Refletiu a luz divina Com todo seu esplendor É do reino de Oxalá Onde há paz e amor Luz que refletiu na terra Luz que refletiu no mar Luz que veio de Aruanda Para todos iluminar A Umbanda é paz e amor É um mundo cheio de luz É a força que nos dá vida e a grandeza nos conduz Avante, filhos de fé Como a nossa lei não há Levando ao mundo inteiro A Bandeira de Oxalá Levando ao mundo inteiro A Bandeira de Oxalá!

Curiosidade Bater cabeça O ato de bater cabeça antes de começar uma gira é uma reverência a todos os orixás. Com este gesto, nos colocamos à disposição deles para vibrarmos em suas energias. Assim, conseguiremos auxiliar quem precise, demonstrando que temos respeito pelos orixás, guias e entidades que estão representados pelo congá ou em outros pontos de força, como a tronqueira, o atabaque e ainda a figura de nossa babá.


Nossos Guias

Nossas Giras

Especial - Oxum

Quem é o Caboclo Tupinambá?

OUTUBRO

Mamãe Oxum, deusa do amor e rainha na riqueza e fertilidade

Saudação: Okê, Caboclo! “Seu lugar é o templo de Umbanda que frequenta enquanto os espíritos regentes ainda forem referências de aprendizado. Enquanto você sentir saudade ao final de cada gira. Enquanto os objetivos espirituais e materiais também forem os seus objetivos. Enquanto o sentimento de irmandade não se dissipar facilmente em momentos de atritos e conflitos naturais. Enquanto você preservar o respeito e lealdade ao seu sacerdote." Caboclo Tupinambá de Oxóssi (dirigente espiritual do Centro de Umbanda Nossa Casa) O Caboclo Tupinambá vem de uma legião muito antiga, que se refere a uma grande nação de índios. Dela faziam parte, dentre outros, os tamoios, temiminós, tupiniquins, potiguaras, tabajaras, caetés, amoipiras, tupinás (tupinaês), aricobés e, finalmente, um grupo também chamado de tupinambá. Como nação, os tupinambás dominavam quase todo o litoral brasileiro e tinham uma língua comum, que teve sua gramática organizada pelos jesuítas e passou a ser conhecida como o tupi antigo. Apesar das mesmas raízes, as diversas tribos formadoras da nação tupinambá lutavam constantemente entre si, movidas por um intenso desejo de vingança que resultava sempre em guerras sangrentas. Nestas batalhas, os prisioneiros eram capturados e depois devorados em rituais antropofágicos. Também era comum a intercessão junto aos espíritos dos pajés com a ajuda dos maracás, chocalhos místicos de uso obrigatório em qualquer cerimônia. Hoje em dia, os Caboclos Tupinambá costumam vir em linhagens ou falanges de Xangô e Obaluaiê, já que muitos atuam com o intuito de curar doenças. São caboclos muito fortes e justos.

07/10 - Exu (Laroyê, Exu!) Exus trabalham em busca da evolução e da prática do bem, totalmente ao contrário de seus mitos ligados ao "diabo" ou "demônio". Os compadres atuam na resolução de assuntos imediatos. Jamais visam prejudicar alguém. Eles têm a força que impõe o equilíbrio às criaturas. Presentes nos entroncamentos energéticos, entre as encruzilhadas vibratórias. Agem de acordo com a justiça, sem se pautar pelas noções de bem e mal desenvolvidas pelos encarnados. Orientam-se conforme a ética mais ampla e os conceitos cósmicos. Lutam contra o mal ao desmanchar demandas, desfazer trabalhos, feitiços e magias negras. Podemos pedir a ajuda dos exus na solução de problemas nossos e de outras pessoas. Para isto, é necessário estar sempre consciente do merecimento de cada um, sempre sob as leis de Deus.

14/10 – Curumim O nome vem da variação do idioma tupi "curumim", que significa "menino". São nossos caboclinhos, espíritos manifestados na linha das crianças e especialistas em auxiliar as pessoas com seus passes, benzimentos e magias elementais. Tudo é feito por eles com alegria e simplicidade, enquanto brincam de carrinho ou boneca. Linha de muita luz, força e poder, até intensificados por incorporarem os médiuns por meio de figuras infantis. Entre seus trabalhos estão a atuação na cura de doenças, os conselhos e o afastamento de demandas.

21/10 – Preto Velho (Atotô!) Entidades apresentadas em corpo fluídico de velhos africanos que trabalhavam nas senzalas. A maioria deles viveu como escravos mortos no tronco ou de velhice. Adoram contar as histórias do tempo do cativeiro. Humildes, pacientes e ao mesmo tempo extremamente sábios, os pretos velhos nos auxiliam a buscar estas mesmas qualidades, graças as suas orientações e vibrações de amor incondicional. Também são mestres dos elementos da natureza, muito utilizados em seus benzimentos. A característica central da chamada “linha das almas” é mesmo o conselho, reforçado pela elevação espiritual destas entidades. São conhecidos como grandes psicólogos da Umbanda e têm como marca registrada a receita de remédios e tratamentos caseiros para os males do corpo e da alma.

28/10 – Caboclo (Okê, Caboclo!) Espíritos de índios brasileiros e sul-americanos que cultuavam a fé inabalável a Tupã, seu Deus Supremo. Foram pajés, caciques e caçadores. Trouxeram para a Umbanda toda a magia e poder milagroso das ervas e da defumação pelos charutos e cachimbos. Atuam na caridade como verdadeiros conselheiros. Nos ensinam a amar ao próximo e à natureza. Encorajam cada um a desenvolver a espiritualidade e a fé, como caminhos para se alcançar tudo o que se deseja na vida. Os caboclos sempre trabalham com ervas indicadas a banhos de limpeza e chás para a parte física. Ajudam também na vida material, por meio de trabalhos de magia positiva, responsáveis por limpar nossa aura e aumentar o foco e a energia em busca dos objetivos traçados. Preparam e fortalecem os espíritos para que as metas sejam cumpridas.

Nome de um rio em Oxogbô, região da Nigéria, na nação Ijexá. O local é considerado a morada mítica da orixá. Apesar de ser comum na mitologia africana a associação entre rios e orixás femininos, Oxum é destacada como a dona da água doce - das quedas d´água e cachoeiras. O elemento dela é justamente a cachoeira, onde costumam ser entregues suas comidas rituais votivas e presentes de filhos de santo. Esta orixá é conhecida por sua delicadeza. As lendas a adornam com ricas vestes e objetos de uso pessoal. Sua imagem é quase sempre associada à maternidade. Por isto, muitas vezes é invocada com a expressão "Mamãe Oxum". O ventre da mulher pertence a ela. Ao mesmo tempo, controla a fecundidade. Por esta razão, abençoa as crianças. A maternidade é sua grande força, tanto que quando uma mulher tem dificuldade para engravidar, é à Oxum que se pede ajuda. Orixá essencialmente das mulheres, preside a menstruação, a gravidez e o parto. Oxum mostrou que a menstruação, ao invés de constituir motivo de vergonha e inferioridade nas mulheres, proclama pelo contrário a realidade do poder feminino, a possibilidade de gerar filhos. Fecundidade e fertilidade são, por extensão, abundância e fartura. Num sentido mais amplo, a fertilidade atua no campo das ideias e desperta a criatividade do ser humano, responsável por possibilitar seu desenvolvimento. Ela é também a orixá da riqueza - dona do ouro, fruto das entranhas da terra. Alegre, risonha, cheia de dengos e inteligente. Uma “mulher menina” que brinca de boneca e, ao mesmo tempo, mulher sábia, generosa e compassiva, incapaz de se enfurecer. Elegante e cheia de joias, é a rainha que nada recusa e tudo dá. A orixá é totalmente ligada ao conceito de fertilidade. Além de receber as mulheres que se dirigem a ela com o desejo de engravidar, tem plena responsabilidade de zelar pelos fetos desde a gestação até o momento do parto. Neste momento, Iemanjá é quem ampara a cabeça da criança e a entrega aos seus “Pais e Mães de cabeça”. Em quanto isto, Oxum segue zelando pelas crianças recém-nascidas, até que aprendam a falar. Orixá e sobretudo deusa do amor, Oxum também entre seus domínios a atividade sexual e a sensualidade em si. Não por acaso é considerada pelas lendas uma das figuras físicas mais belas do panteão místico iorubano. Sua busca de prazer implica sexo e também ausência de conflitos abertos. Ela é um dos poucos orixás iorubás que absolutamente não gosta da guerra. Irradiadora do amor divino e da concepção da vida em todos os sentidos, estimula a união matrimonial. Como regente do trono mineral, Oxum favorece a conquista da riqueza espiritual e abundância material. Ela desperta o amor nos seres, os agrega e dá início à concepção da própria vida. Por isto, é tida como a divindade que rege a sexualidade. Graças ao seu intermédio, a vida é concebida na carne e se multiplica. Toda ligação existente no universo se dá somente por conta do magnetismo agregador de Oxum. A orixá está em todas as outras qualidades de Deus, em todos os sentimentos, em toda a criação, em todos os seres, em todas as criaturas e em todas as espécies.

Curiosidades

Características Cores: dourada, rosa, azul e amarelo Dia da Semana: Sábado Elemento: Água doce Chacra: umbilical Saudação: Ora-ie-ie-ô. Data Comemorativa: 12 de outubro Pontos de Força: cachoeiras e rios Pontos Riscados: coração e flor Sincretismo: Nossa Senhora Aparecida Ervas: Alfavaca, arnica, calêndula, camomila, erva-cidreira, ipê amarelo, gengibre, rosa branca e rosa amarela. Os filhos de Oxum O tipo psicológico se aproxima da imagem de um rio e seu elemento regente – a água. Eles têm a aparência da calma que pode esconder correntes, grutas e buracos no fundo. Preferem contornar habilmente um obstáculo a enfrentá-lo diretamente. São muito persistentes, teimosos e obstinados na busca por seus objetivos, fortemente definidos, embora traçados como os desvios da correnteza. A imagem doce esconde uma forte determinação.

Jornal Nossa Casa  

Esta tenda de Umbanda, que nasce no plano material no momento em que se efetiva este livro, que é dirigida por mim Caboclo Tupinambá, na lin...

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