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Centro De Umbanda Nossa Casa Dirigente Espiritual: Carla Colzi R Silvio de Moura, 87 – Parada Inglesa São Paulo / SP Facebook: Centro de Umbanda Nossa Casa

Índice o ORAÇÃO PARA NANÃ Divina Mãe Nanã, Senhora das águas calmas dos lagos, aquieta os corações dos teus filhos que andam aflitos, ensinando-nos a paciência, a buscar a perseverança e, a saber, esperar a Luz do amanhã. Mãe estende sobre nós o Teu Manto Sagrado de água e terra que recolhe todas as impurezas e as nossas angústias e tristezas; purifica e transmuta os nossos sentimentos e os mais íntimos pensamentos. Que teimam em se esconder da razão, criando pântanos escuros em nosso coração, que as tuas águas calmas lavem mesmo as nossas almas, o nosso íntimo, o nosso querer mais escondido; e decantem tudo o que não seja da Luz, despertando todos os aflitos pela magia Sagrada do Mistério da Cruz. Senhora, leva-nos de volta ao caminho do Pai Criador hoje mesmo, ainda agora, com o Teu Poder Divino transformador, para que todos sintam e saibam da pureza do teu divino amor. Mãe Sagrada, Mãe Divina, caminha conosco, Nanã. Ensinando-nos a apenas caminhar passo a passo, dia após dia, como Pai Joaquim e Vovó Catarina, como todos os vovôs e vovós; para que, na bênção do Teu abraço e sob a Luz da tua guia nunca estejamos sós. Saluba, Nanã! Salve o Teu Poder, Salve a Tua calma, Salve o Teu passo sereno, Salve a Força dos Teus Lagos! Salve o Mistério Supremo Dos Teus silêncios e afagos!

Palavra da Dirigente Nosso Toque Especial – Nanã Nossas Giras Nossas Orações Nossas Mensagens

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Pedimos a colaboração de vocês na nossa assistência. Por favor, não trajem bermudas, saias ou shorts. Este é um sinal de respeito aos nossos orixás e entidades. O seu SILÊNCIO também é uma prece. PRATIQUE!


Palavra da Dirigente Carla Colzi Ela é uma das figuras mais conhecidas nos cultos brasileiros, com o nome sempre bem divulgado pela imprensa, pois suas festas anuais sempre movimentam um grande número de iniciados e simpatizantes, tanto da Umbanda como do Candomblé. Iemanjá é a rainha das águas salgadas, regente absoluta dos lares, protetora da família, é aquela que apara a cabeça dos bebês no momento de nascimento. Num templo religioso, Iemanjá atua dando sentido ao grupo, à comunidade ali reunida e transformando essa convivência num ato familiar; criando raízes; proporcionando sentimento de irmão para irmão em pessoas que há bem pouco tempo não se conheciam; proporcionando também o sentimento de pai para filho ou de mãe para filho e vice-versa, nos casos de relacionamento dos Pais e Mães de Santo com seus filhos. A necessidade de saber se aquele que amamos estão bem, a dor pela preocupação, é uma regência de Iemanjá, que não vai deixar morrer dentro de nós o sentido de amor ao próximo, principalmente em se tratando de um filho, filha, pai, mãe, outro parente ou amigo muito querido. Essa força da natureza também tem papel muito importante em nossas vidas, pois é ela que rege nossos lares, nossas casas. É ela que dá o sentido da família às pessoas que vivem debaixo de um mesmo teto pelo fato de Iemanjá ser a Criação, sua filha normalmente tem um tipo muito maternal. Aquela que transmite a todos a bondade, confiança, grande conselheira. É mãe. Sempre tem os braços abertos para acolher junto de si todos aqueles que a procuram. O homem filho de Iemanjá carrega o mesmo temperamento: é o protetor. Cuida de seus tutelados com muito amor. Geralmente é calmo e tranquilo, exceto quando sente-se ameaçado na perda de seus filhos, isto porque não divide isto com ninguém. É sempre discreto e de muito bom gosto. Veste-se com muito capricho. É franco e não admite a mentira. O maior defeito do filho de Iemanjá é o ciúme. É extremamente ciumento com tudo que é seu, principalmente das coisas que estão sob sua guarda. Apreciam o luxo, as joias caras e os tecidos vistosos e bons perfumes. Entretanto, não possuem a mesma vaidade de Oxum. A força e a determinação fazem parte de suas características básicas, assim como o sentido de amizade, sempre cercada de algum formalismo pela importância que dá a retidão e à hierarquia, Iemanjá não tolera mentira e a traição. Não esquecem uma ofensa ou traição, sendo raramente esta mágoa esquecida. Um filho de Iemanjá pode tornar-se rancoroso, remoendo questões antigas por anos e anos sem esquecê-las jamais. Os filhos de Iemanjá são diretos, a força e a determinação fazem parte de seus caracteres básicos, assim como o sentido da amizade e do companheirismo. Todos esses dados nos apresentam uma figura um pouco rígida, refratária a mudanças, apreciadora do cotidiano. Ao mesmo tempo, indicam alguém doce, carinhoso, sentimentalmente envolvente e com grande capacidade de empatia com os problemas e sentimentos dos outros. Mas nem tudo são qualidades em Iemanjá, como em nenhum Orixá. Seu caráter pode levar o filho desse Orixá a ter uma tendência a tentar concertar a vida dos que o cercam - o destino de todos estariam sob sua responsabilidade.

Nossa Comunidade Nossa Casa colabora com o Lar Espírita São Gabriel.

O Lar Anjo Gabriel e a Associação Espírita Anjo Gabriel sua mantenedora, foram fundados em 1914, pelo casal Joaquim e Carolina Clemente, tendo a Associação uma filial em Santos, que foi fundada em 1921. O Lar Anjo Gabriel atende, em regime de semi-abrigo, gratuitamente a aproximadamente 80 crianças de famílias menos favorecidas economicamente, em idade préescolar, oferecendo-lhes: educação, saúde, alimentação e lazer. O símbolo do Lar Anjo Gabriel é um Anjo amparando duas crianças, desde sua fundação. Isso demonstra o nosso objetivo de cuidar de crianças e o empenho de todos que estão ligados ao trabalho da Entidade, sem exceções. O nosso carinho para com as crianças, fala mais alto do que qualquer direito adquirido através de leis que apesar de respeitadas, o amor as crianças prevalece a tudo. Localização: Rua Conselheiro Moreira de Barros, 497 Santana - São Paulo - SP - Tel/ Fax: (11) 2973-2727


Nosso Canto

Nosso Toque Oxumarê me deu dois barajás Pra festa de Nanã A velha deusa das águas Quer mugunzá Seu ibiri enfeitado com fitas e búzios O ponto pra assentar Mandou cantar Ê, Salubá! Ela vem no som da chuva Dançando devagar seu ijexá Senhora da Candelária, abá Pra toda a sua nação iorubá. *****************************

Curiosidade sobre o Atabaque A força de um Ogã deve vir de sua fé, A fé religiosa nos Orixás A fé na tradição, através dos atabaques E preceitos da sua religião A fé em si mesmo, através de sua consciência E principalmente a fé nas pessoas de branco Que ficam a frete da corimba Com um sorriso no rosto Com olhos brilhando como estrelas, Apenas esperando.... O momento mágico e divino De entrar em contado com as divindades Através do ponto cantado Que é a canalização de toda a energia Que o Ogã traz através da sua FÉ.... Corimba é para quem tem fé Este é o meu Atabaque É esta a minha fé Ogã Marcio Tronquini

Eu vi uma senhora Lá na beira da lagoa De longe já se via O brilho da sua coroa [refrão] Era NANÃ BURUQUÊ Lavava o manto do seu filho Oxumarê [2x] ****************************************************************** Eu olhei pro céu Pedi pra Oxalá Que me desse as estrelas Para me iluminar Quando avistei um anjo Que veio me guiar O anjo então me disse Que eu tinha que saber ê ê ê ê ê... Sou de Nanã iê ê ê ê ê ê..... Sou de Nanã iê ê ê ê ê ê..... Sou de Nanã iê ê ê ê ê ê..... Sou de Nanã iê ê ê ê ê ê......... ***************************************************************** SÃO FLORES NANÃ, SÃO FLORES SÃO FLORES NANÃ BURUKÊ SÃO FLORES NANÃ, SÃO FLORES DO SEU FILHO OBALUAÊ [2X] [refrão] NAS HORAS E AGONÍA ELE SEMPRE VEM VALER É SEU FILHO NANÃ, É MEU PAI ELE É OBALUAÊ [ refrão] A SENHORA SANTANA É NANÃ BURUKÊ É SEU FILHO NANÃ, É MEU PAI SÃO ROQUE É OBALUAÊ + refrão

Curiosidade Qual o objetivo da DEFUMAÇÃO ? Geralmente as defumações atrativas somente podem ser feitas depois do ambiente descarregado e limpo. As defumações atrativas em vias gerais são feitas de fora para dentro do ambiente mudando seus elementos conforme as energias que quer atrair. Já a de descarga deve ser feita de dentro para fora e seus elementos tb variam confomre a necessidade do ambiente e situação; eguns, kiumbas (obessessores), fluidos negativos, demandas, etc.


Especial Matéria de Capa Nanã A mais velha divindade do panteão, associada às águas paradas, à lama dos pântanos, ao lodo do fundo dos rios e dos mares. O único Orixá que não reconheceu a soberania de Ogum por ser o dono dos metais. É tanto reverenciada como sendo a divindade da vida, como da morte. Seu símbolo é o Íbíri – um feixe de ramos de folha de palmeira com a ponta curvada e enfeitado com búzios. Nana é a chuva e a garoa. O banho de chuva é uma lavagem do corpo no seu elemento, uma limpeza de grande força, uma homenagem a este grande orixá. Nanã Buruquê representa a junção daquilo que foi criado por Deus. Ela é o ponto de contato da terra com as águas, a separação entre o que já existia, a água da terra por mando de Deus, sendo portanto também sua criação simultânea a da criação do mundo. 1. Com a junção da água e a terra surgiu o Barro. 2. O Barro com o Sopro Divino representa Movimento. 3. O Movimento adquire Estrutura. 4. Movimento e Estrutura surgiu a criação, O Homem. Portanto, para alguns, Nanã é a Divindade Suprema que junto com Zambi fez parte da criação, sendo ela responsável pelo elemento Barro, que deu forma ao primeiro homem e de todos os seres viventes da terra, e da continuação da existência humana e também da morte, passando por uma transmutação para que se transforme continuamente e nada se perca. Esta é uma figura muito controvertida do panteão africano. Ora perigosa e vingativa, ora praticamente desprovida de seus maiores poderes, relegada a umsegundo plano amargo e sofrido, principalmente ressentido. Orixá que também rege a Justiça, Nanã não tolera traição, indiscrição, nem roubo. Por ser Orixá muito discreto e gostar de se esconder, suas filhas podem ter um caráter completamente diferente do dela. Por exemplo, ninguém desconfiará que uma dengosa e vaidosa aparente filha de Oxum seria uma filha de Nanã “escondida”. Nanã faz o caminho inverso da mãe da água doce. É ela quem reconduz ao terreno do astral, as almas dos que Oxum colocou no mundo real. É a deusa do reino da morte, sua guardiã, quem possibilita o acesso a esse território do desconhecido. A senhora do reino da morte é, como elemento, a terra fofa, que recebe os cadáveres, os acalenta e esquenta, numa repetição do ventre, da vida intrauterina. É, por isso, cercada de muitos mistérios no culto e tratada pelos praticantes da Umbanda e do Candomblé, com menos familiaridade que os Orixás mais extrovertidos como Ogum e Xangô, por exemplo. Muitos são portanto os mistérios que Nanã esconde, pois nela entram os mortos e através dela são modificados para poderem nascer novamente. Só através da morte é que poderá acontecer para cada um a nova encarnação, para novo nascimento, a vivência de um novo destino – e a responsável por esse período é justamente Nanã. Ela é considerada pelas comunidades da Umbanda e do Candomblé, como uma figura austera, justiceira e absolutamente incapaz de uma brincadeira ou então de alguma forma de explosão emocional. Por isso está sempre presente como testemunha fidedigna das lendas. Jurar por Nanã, por parte de alguém do culto, implica um compromisso muito sério e inquebrantável, pois o Orixá exige de seus filhos-de-santo e de quem a invoca em geral sempre a mesma relação austera que mantém com o mundo. Nanã forma par com Obaluaiê. E enquanto ela atua na decantação emocional e no adormecimento do espírito que irá encarnar, ele atua na passagem do plano espiritual para o material (encarnação), o envolve em uma irradiação especial, que reduz o corpo energético ao tamanho do feto já formado dentro do útero materno onde está sendo gerado, ao qual já está ligado desde que ocorreu a fecundação. Este mistério divino que reduz o espírito, é regido por nosso amado pai

já formado dentro do útero materno onde está sendo gerado, ao qual já está ligado desde que ocorreu a fecundação. Este mistério divino que reduz o espírito, é regido por nosso amado pai Obaluaiê, que é o “Senhor das Passagens” de um plano para outro. Já nossa amada mãe Nanã, envolve o espírito que irá reencarnar em uma irradiação única, que dilui todos os acúmulos energéticos, assim como adormece sua memória, preparando-o para uma nova vida na carne, onde não se lembrará de nada do que já vivenciou. É por isso que Nanã é associada à senilidade, à velhice, que é quando a pessoa começa a se esquecer de muitas coisas que vivenciou na sua vida carnal. Portanto, um dos campos de atuação de Nanã é a “memória” dos seres. E, se Oxóssi aguça o raciocínio, ela adormece os conhecimentos do espírito para que eles não interfiram com o destino traçado para toda uma encarnação. Em outra linha da vida, ela é encontrada na menopausa. No inicio desta linha está Oxum estimulando a sexualidade feminina; no meio está Yemanjá, estimulando a maternidade; e no fim está Nanã, paralisando tanto a sexualidade quanto a geração de filhos. Esta grande Orixá, mãe e avó, é protetora dos homens e criaturas idosas, padroeira da família, tem o domínio sobre as enchentes, as chuvas, bem como olodo produzido por essas águas. Quando dança no Candomblé, ela faz com os braços como se estivesse embalando uma criança. Sua festa é realizada próximo do dia de Santana, e a cerimônia se chama Dança dos Pratos.

Origem

Nanã, é um Orixá feminino de origem daomeana, que foi incorporado há séculos pela mitologia iorubá, quando o povo nagô conquistou o povo do Daomé (atual Republica do Benin) , assimilando sua cultura e incorporando alguns Orixás dos dominados à sua mitologia já estabelecida.


Resumindo esse processo cultural, Oxalá (mito ioruba ou nagô) continua sendo o pai e quase todos os Orixás. Iemanjá (mito igualmente ioruba) é a mãe de seus filhos (nagô) e Nanã (mito jeje) assume a figura de mãe dos filhos daomeanos, nunca se questionando a paternidade de Oxalá sobre estes também, paternidade essa que não é original da criação das primeiras lendas do Daomé, onde Oxalá obviamente não existia. Os mitos daomeanos eram mais antigos que os nagôs (vinham de uma cultura ancestral que se mostra anterior à descoberta do fogo). Tentou-se, então, acertar essa cronologia com a colocação de Nanã e o nascimento de seus filhos, como fatos anteriores ao encontro de Oxalá e Iemanjá. É neste contexto, a primeira esposa de Oxalá, tendo com ele três filhos: Iroco (ou Tempo), Omolu (ou Obaluaiê) e Oxumarê. CARACTERÍSTICAS Cor Roxa ou Lilás (Em algumas casas: branco e o azul) Fio de Contas Contas, firmas e miçangas de cristal lilás. Ervas Manjericão Roxo, Colônia, Ipê Roxo, Folha da Quaresma, Erva de Passarinho, Dama da Noite, Canela de velho, Salsa da Praia, Manacá. (Em algumas casas: assa peixe, cipreste, erva macaé, dália vermelho escura, folha de berinjela, folha de limoeiro, manacá, rosa vermelho escura, tradescância) Símbolo Chuva. Pontos da Natureza Lagos, águas profundas, lama, cemitérios, pântanos. Flores Todas as flores roxas. Essências Lírio, Orquídea, limão, narciso, dália. Pedras Ametista, cacoxenita, tanzanita Metal Latão ou Níquel Saúde Dor de cabeça e Problemas Intestino Planeta Lua e Mercúrio Dia da Semana Sábado (Em algumas casas: Segunda) Elemento Água Chakra Frontal e Cervical Saudação Saluba Nanã Bebida Champanhe Animais Cabra, Galinha ou Pata. (Brancas)

AS CARACTERÍSTICAS DOS FILHOS DE NANÃ Uma pessoa que tenha Nanã como Orixá de cabeça, pode levar em conta principalmente a figura da avó: carinhosa às vezes até em excesso, levando o conceito de mãe ao exagero, mas também ranzinza, preocupada com detalhes, com forte tendência a sair censurando os outros. Não tem muito senso de humor, o que a faz valorizar demais pequenos incidentes e transformar pequenos problemas em grandes dramas. Ao mesmo tempo, tem uma grande capacidade de compreensão do ser humano, como se fosse muito mais velha do que sua própria existência. Por causa desse fator, o perdão aos que erram e o consolo para quem está sofrendo é uma habilidade natural. Nanã, através de seus filhos-de-santo, vive voltada para a comunidade, sempre tentando realizar as vontades e necessidades dos outros. Às vezes porém, exige atenção e respeito que julga devido mas não obtido dos que a cercam. Não consegue entender como as pessoas cometem certos enganos triviais, como optam por certas saídas que para um filho de Nanã são evidentemente inadequadas. É o tipo de pessoa que não consegue compreender direito as opiniões alheias, nem aceitar que nem todos pensem da mesma forma que ela. Suas reações bem equilibradas e a pertinência das decisões, mantém-nas sempre no caminho da sabedoria e da justiça. Todos esses dados indicam também serem os filhos de Nanã, um pouco mais conservadores que o restante da sociedade, desejarem a volta de situações do passado, modos de vida que já se foram. Querem um mundo previsível, estável ou até voltando para trás: são aqueles que reclamam das viagens espaciais, dos novos costumes, da nova moralidade, etc. Quanto à dados físicos, são pessoas que envelhecem rapidamente, aparentando mais idade do que realmente têm. Os filhos de Nanã são calmos e benevolentes, agindo sempre com dignidade e gentileza. São pessoas lentas no exercício de seus afazeres, julgando haver tempo para tudo, como se o dia fosse durar uma eternidade. Muito afeiçoadas às crianças, educam-nas com ternura e excesso de mansidão, possuindo tendência a se comportar com a indulgência das avós. Suas reações bem equilibradas e a pertinência de suas decisões mantêm-nas sempre no caminho da sabedoria e da justiça, com segurança e majestade. O tipo psicológico dos filhos de NANÃ à introvertido e calmo. Seu temperamento é severo e austero. Rabugento, é mais temido do que amado. Pouco feminina, não tem maiores atrativos e à muito afastada da sexualidade. Por medo de amar e de ser abandonada e sofrer, ela dedica sua vida ao trabalho, à vocação, à ambição social. LENDAS DE NANÃ Como Nanã Ajudou na Criação do Homem Dizem que quando Olorum encarregou Oxalá de fazer o mundo e modelar o ser humano, o Orixá tentou vários caminhos. Tentou fazer o homem de ar, como ele. Não deu certo, pois o homem logo se desvaneceu. Tentou fazer de pau, mas a criatura ficou dura. De pedra, mas ainda a tentativa foi pior. Fez de fogo e o homem se consumiu. Tentou azeite, água e até vinho de palma, e nada. Foi então que Nanã veio em seu socorro e deu a Oxalá a lama, o barro do fundo da lagoa onde morava ela, a lama sob as águas, que é Nanã. Oxalá criou o homem, o modelou no barro. Com o sopro de Olorum ele caminhou. Com a ajuda dos Orixá povoou a Terra. Mas tem um dia que o homem tem que morrer. O seu corpo tem que voltar à


terra, voltar à natureza de Nanã. Nanã deu a matéria no começo mas quer de volta no final tudo o que é seu. Fim


Nossas Orações Para afastar maus espíritos Em nome de Deus Todo-Poderoso, afastem-se de mim os maus Espíritos, servindo-me os bons de antemural contra eles. Espíritos malfazejos, que inspirais maus pensamentos aos homens; Espíritos velhacos e mentirosos, que os enganais; Espíritos zombeteiros, que vos divertis com a credulidade deles, eu vos repelem com todas as forças de minha alma e fecho os ouvidos às vossas sugestões; mas, imploro para vós a misericórdia de Deus. Bons Espíritos que vos dignais de assistir-me, dai-me a força de resistir à influência dos Espíritos maus e as luzes de que necessito para não ser vítima de suas tramas. Preservai-me do orgulho e da presunção; isentai o meu coração do ciúme, do ódio, da malevolência, de todo sentimento contrário à caridade, que são outras tantas portas abertas ao Espírito do mal. OBS: Os maus Espíritos somente procuram os lugares onde encontrem possibilidades de dar expansão à sua perversidade. Para os afastar, não basta pedir-lhes, nem mesmo ordenar-lhes que se vão; é preciso que o homem elimine de si o que os atrai. Os Espíritos maus farejam as chagas da alma, como as moscas farejam as chagas do corpo. Assim como se limpa o corpo, para evitar a bicheira, também se deve limpar de suas impurezas a alma, para evitar os maus Espíritos. Vivendo num mundo onde estes pululam, nem sempre as boas qualidades do coração nos põem a salvo de suas tentativas; dão, entretanto, forças para que lhes resistamos.

Oração da Solidariedade Senhor, que eu possa a quem está com frio dar o cobertor. Mas se o frio for da alma, que eu tenha condições de dar afetivo calor. Se alguém chorar, que eu possa suas lágrimas enxugar. Mas se eu também estiver em dor, que pelo menos possa companhia fazer. Porque é chocante, senhor, chorar sem ter alguém para nos consolar; sofrer sem ter com quem dividir; precisar desabafar e não ter quem ouvir; enfermar sem ter com quem contar. Assim, Senhor, e por tudo isso, eu te suplico: preciso ao próximo servir, tendo tolerância para com a ignorância, o desprendimento frente à pobreza;a solicitude moral diante dos reclames das crianças; atenção e amparo para com a velhice; o perdão sem condição; a brandura na exaltação; a verdade sem interesse e o amor sem cobranças. Mas, se nada disso eu puder ter ou fazer, que a vida me torne humilde para reconhecer que preciso espiritualmente crescer. Assim seja.

Prece pelo doente Meu Deus, Vossa sabedoria é infinita e só Vós podeis saber o real motivo da doença que aflige (nome do doente), eu como humilde servo que sou prostro-me a Vossos pés e Vos imploro por este vosso filho. Peço a Vós ó Pai Eterno, se for possível a cura de (nome do doente), mas ó Pai se esta cura não for possível, sendo esta doença benéfica para o seu espírito, ou seja, necessária para a sua evolução, então vos imploro que lhe dê força moral e amparo dos bons amigos espirituais para que possa sair vitorioso deste resgate ou prova. Que Assim Seja.

Oração do amor Senhor! Ilumina meus olhos para que eu veja os defeitos da minha alma e vendo-os para que eu não comente os defeitos alheios. Senhor! Leva de mim a tristeza e não a entregueis a mais ninguém. Encha meu coração com a divina fé, para sempre louvar o vosso nome. E arranca de mim o orgulho e presunção. Senhor! Faze de mim um ser humano realmente justo, dá-me a esperança de vencer minhas ilusões todas. Planta em meu coraçãoa sementeira do amor e ajuda-me a fazer feliz o maior número possível de pessoas para ampliar seus dias risonhos e resumir suas noites tristonhas. Transforma meus rivais em companheiros, meus companheiros em amigos meus amigos em entes queridos. Não permita que eu seja um cordeiro perante os fortes, nem um leão perante os fracos. Dá-me, Senhor, o sabor de perdoar e afasta de mim o desejo de vingança, mantendo sempre em meu coração somente o amor. Amém!


Nossa Mensagem QUARESMA AFRO-BRASILEIRA

O período da quaresma constitui-se como momento litúrgico excecional, no qual os devotos são convidados a revisitarem as suas vidas a partir da mensagem bíblica, penitenciando-se como preparação para a celebração da Páscoa, isto é, da Ressurreição de Cristo. A Páscoa é, pois, a experiência de um tempo mítico e cíclico, um encontro, do fiel consigo mesmo e com Deus, na preparação do espírito para espírito de Jesus. A Quaresma é, portanto, um período de introspecção cristã, Longe, então, do imaginário africano e afro-brasileiro. Mas a verdade é que a Quaresma é hoje parte integrante do imaginário afro-brasileiro, muito vincado na religião brasileira por excelência, a Umbanda. O respeito umbandista para com o período quaresmal é compreendido na lógica fundadora da sua matriz religiosa: a “bricolagem” entre imaginários religiosos. Dessa forma, operando a partir do seu imaginário cristianizado, os terreiros de Umbanda – exceção feita a alguns africanizados – encerram as suas atividades religiosas e cobrem os seus altares, normalmente de branco, em homenagem a Oxalá, o deus yorùbá sincretizado com Jesus/ ou o Deus abraâmico. No Candomblé a narrativa altera-se profundamente. O Candomblé é herdeiro, sabemos, do trânsito atlântico. Embora herdeiro da experiência dos Batuques de Senzala e dos Calundus mais urbanos, o Candomblé como o conhecemos é o resultado da experiência intra-africana em contexto urbano de finais do século XVIII. Enquanto a umbanda nasce em período já pós-abolição da escravatura, em 1908, o Candomblé emerge em contexto escravagista, 1790/90, e atravessa um período de mais de cem anos de intensa perseguição. Traz consigo toda uma herança colonialista marcada pela evangelização dos africanos (que começou na África), pela proibição e perseguição das manifestações religiosas, recalendarização do ano litúrgico católico, aproveitando os períodos sem trabalho em nome dos dias santos para a prática do Candomblé, num processo engenhoso amplamente conhecido sob o nome de sincretismo afro-cristão. Fonte: Comunidade Portuguesa do Candomblé Yorùbá – Presidida por Yèyè Sussu Òsuntumbì, Olóòrìsà de tradição Ketu.


Curiosidade Acender Velas: A vela acesa dentro do terreiro tem o objetivo de movimentar ou colocar em ação a “energia ígnea”, tal qual o charuto aceso, o alguidar com álcool, o carvão…A Umbanda, na sua essência e por ser mágica, trabalha com os elementos da natureza: – água, ar, terra, fogo, mineral, vegetal e mineral.A energia ígnea além de transmutar é também um condutor energético. Esta energia é fundamental ao equilíbrio mental no campo da razão. A absorção dela é vital para que alcancemos um ponto de equilíbrio em todos os sentidos da Vida. Assim como cada substância tem seu ponto de equilíbrio, medido em graus Celsius ou Fahrenheit, nós também temos esse ponto. e dependendo da absorção dessa energia ígnea, tanto podemos acelerar quanto paralisar nosso racional, deixando de usar a razão e recorrer à emoção ou aos instintos. O uso religioso das velas justifica-se porque quando as acendemos, elas tanto consomem energias do prana quanto o energizam, e seus halos luminosos interpenetram as sete dimensões básicas da vida, enviando a elas suas irradiações ígneas e consequentemente nossos pedidos feitos

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Jornal Nossa Casa - Março/14