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WHO IS IT

LOVE ANGOLA

LOVE AFRICA

LOVE LIFE

LOVE STYLE

TEST WHODRIVE IS IT

“O ALEX É UM MIÚDO QUE MORA NA MOITA, QUE É COMPLETAMENTE VICIADO EM MÚSICA, ESCREVE CANÇÕES E DÁ CONCERTOS CHEIOS DE ENERGIA”  APRESENTAÇÃO, NA PRIMEIRA PESSOA, DESTE FILHO DE MÃE BRASILEIRA E PAI SÃO TOMENSE, NASCIDO EM LUANDA EM 1990.

Alex D’Alva Teixeira “ALEX IS THIS KID FROM MOITA WHO IS COMPLETELY ADDICTED TO MUSIC. HE WRITES SONGS AND THEN GIVES REALLY HOPPING SHOWS” – THIS IS THE DESCRIPTION, IN THE FIRST PERSON, OF THIS SON OF A BRAZILIAN MOTHER AND A FATHER FROM SÃO TOMÉ, WHO WAS BORN IN 1990 IN LUANDA.

A

GONÇ A LO F. SAN TOS, ASSISTID O P OR / ASSISTED BY MADALEN A SAN CHO VA NE S S A RA MINHOS MA RGA RIDA BRITO PAES | HAIR & MAKE UP: JOAN A BER N AR DO A GRA DE CIMEN TOS/ ACKNOWLEDGEMENT : ZDB

s raízes do músico Alex D’Alva Teixeira estão sempre presentes – tanto na sua música como na sua pessoa. Quando ainda era um bebé de colo, os pais trouxeram-no para Portugal. Sempre viveu na Margem Sul do Tejo, mas sempre teve contacto com outras culturas.

A família vinha várias vezes de Angola visitá-lo, esteve sempre lado a lado com a cultura portuguesa, e é um dos filhos da globalização – a geração MTV e da internet. Desde cedo, teve contacto com a música – com apenas oito anos aprendeu a tocar baixo, aos 11 guitarra, e com 12 criou a sua primeira banda. Mas só a partir dos 18 anos é que abraçou de corpo e alma a sua herança meio africana, meio brasileira. Pouco tempo depois, começou a cimentar a sua identidade como músico. Em 2009, deixou-se convencer pelo seu produtor Ben Monteiro. Lançou-se a solo, gravando algum do material que tinha escrito para uma das suas bandas. Com o tempo, ganhou consciência de que tinha o potencial para fazer da música a sua carreira e profissão. 10 DIVO MARÇO 2014

T

he roots of his music are omnipresent – in Alex D’Alva Teixeira’s musical output and in his very person. He was just a baby when his parents brought him to Portugal. He’s always lived on the South Bank of the Tagus, yet he’s always had contact with a variety of different cultures.

His family has come several times from Africa, to visit him, so he has always felt close to Portuguese culture. And he is too, of course, a child of globalisation – the MTV and the internet generation. From early on he had intense contact with music – he picked up the bass when he was just 8 years old, started playing the guitar at 11, and then formed his own band at just 12 years of age. But it wasn’t until he was 18 that he embraced, heart and soul, his African and Brazilian heritage. Shortly thereafter, he began to solidify his musical persona. In 2009 he was won over by his producer Ben Monteiro. He went out on his own, recording some of the music he’d composed for one of his bands. In time, he began to realise that he had the potential to make music his profession, his career. He tuned out all those influences and started making music, his own music.

Camisa/shirt Carhartt, jeans D’Alva, sapatos/shoes Dkode PÁGINA ANTERIOR/PREVIOUS PAGE: blusão/jacket Gant, t-shirt Eleven Paris, óculos/glasses Dita Super Genius @André Ópticas

OCTOBER 2013 DIVO 11


WHO IS IT

SE PUDESSES, PARTILHAVAS O PALCO COM: JAMES BLAKE. QUANDO SOBES AOS PALCOS DOS GRANDES FESTIVAIS: ... SINTO QUE NÃO PERTENÇO ALI. AS TUAS INFLUÊNCIAS MUSICAIS: SÃO TANTOS OS NOMES QUE PODIA COLOCAR NA MESA... O TEU ESTILO: É UM ‘MELTING POT’ DE CULTURAS E IDEIAS! UMA ESTRATÉGIA PARA COMPOR: USAR A VONTADE DE NÃO COMPOR. O QUE FAZ DE TI UMA PESSOA DIFERENTE: A AUTENTICIDADE.

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Desligou-se de todas as suas influências musicais e encontrou o verdadeiro Alex. Numa altura em que para se ser músico não é preciso um estúdio, aliou-se a Ben Monteiro e resolveu avançar com a criação do colectivo D’Alva, com “uma atitude punk rock, ritmada a 808’s, com o suor africano, o balanço brasileiro e sem esquecer alguma sensibilidade da pop bem portuguesa”. Como definir os D’Alva numa palavra? Família. “Em primeiro lugar, os D’Alva são uma família, com uma árvore genealógica. Começa pela minha pessoa e depois tens o Ben Monteiro. D’Alva tornou-se um colectivo por causa dele. Não fazia mais sentido estarmos a trabalhar juntos e as pessoas não conhecerem quem está à minha volta. Depois, tens os outros rapazes que tocam connosco ao vivo e nos permitem reproduzir aquilo que fazemos em casa. É muito melhor do que ser só o Alex e o DJ”. A identidade D’Alva não se fica só pela música. Para além desta, fazem questão de criar uma imagem associada ao colectivo, através das roupas que usam em palco, criando uma ponte entre “o universo da moda lisboeta e até mesmo dos subúrbios de Lisboa, com uma linguagem mais étnica, tropical”. Um dia, gostava de voltar a Luanda – conhecer a capital angolana e viajar por outras províncias do país que o viu nascer. Não quer ter “uma experiência de turista, mas sim sair de lá a pensar ‘isto é Angola’.” Quer ver os edifícios, como é a noite, os becos estreitos de que os amigos falam. Conhecer a influência europeia no país, já que a influência africana na Europa é cada vez maior. E, talvez, realizar um documentário sobre a música que existe por lá, para além dos ritmos tradicionais.

Óculos/glasses Thom Browne @André Ópticas, camisa/shirt Levi’s, gravata/tie Gant

Óculos/glasses Cazal @André Ópticas, polo Lacoste L!ve, jeans D’Alva, meias/socks Happy Socks, sapatos /shoes Miguel Vieira

WHO WOULD YOU GO ON STAGE WITH IF YOU COULD: JAMES BLAKE. WHEN YOU CLIMB ONTO THE STAGE OF THE BIG MUSIC FESTIVALS: ... I FEEL THAT I DON’T BELONG THERE. YOUR MUSIC INFLUENCES: THERE ARE SO MANY NAMES... YOUR STYLE: A MELTING POT OF CULTURES AND IDEAS! YOUR STRATEGY FOR COMPOSING: MAKING USE OF MY RESISTANCE TO COMPOSE. WHAT MAKES YOU STAND OUT: AUTHENTICITY. 12 DIVO MARÇO 2014

In a time when a studio isn’t essential in order to make music, he and Ben Monteiro decided to embark on launching the D’Alva collective, with ‘a punk attitude, a pounding from the 808’s beat, some African heat and the rest Brazilian, without denying a touch Portuguese pop sensibility’. How to define D’Alva in one word? Family. ‘First of all, D’Alva is a family, with a family tree. Firstly, there’s me and then there’s Ben Monteiro. D’Alva became a collective because of him. It didn’t make sense for us to work together and people not knowing who was with me. Then you’ve got the other blokes who play live with us and help us reproduce what we can do at home. It’s much better than just being Alex and the DJ’. And D’Alva is not limited to music. There was an image to create for the collective, starting with the look they project on stage that creates a bridge between ‘the Lisbon fashion scene and even that of its suburbs, with their more ethnic, tropical style’. One day he’d like to return to Luanda – to get to know the Angolan capital and travel through other provinces in the country where he was born. Not merely as a tourist but ‘to really leave the place with a good idea of ‘this is what Angola is all about’’. To see the buildings, how is the night scene, the narrow alleyways that his friends have talked about. To get a feel for the European influence on the people, since an African influence is growing stronger and stronger, in Europe. And maybe to make a documentary about the music that they’re making there, beyond the traditional beats.

Óculos/glasses Mykita @André Ópticas, t-shirt Franklin&Marshall

MARCH 2014 DIVO 13

Who Is It - DIVO #8 - Março 2014  

Entrevista a Alex D'Alva Teixeira.

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