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SLAM

LX Nº2 Filipe Homem Fonseca

Argumentista freelancer, grande apreciador de empada de lebre, acredita que a ubiquidade é a nova exclusividade, e por isso passa grande parte do seu tempo em http://twitter.com/fhf .

Salvador Martinha

Silva o Sentinela

Silva O Sentinela, poeta, músico, slamer, performer. Tudo em nome da palavra dita. “Permitam que me apresente. Sou Silva o Sentinela o poeta dissidente. Não quero ser Almeida muito menos Presidente. Sou Silva o Sentinela o poeta, pessoa, gente. Ter ideias na cabeça é o mais fácil. Concretizá-las não é o mais difícil. As palavras são rascunhos. As notas musicais são apontamentos. A imagem é uma impressora. Junta-se tudo e aí sim, existimos. “Permitam que me reapresente, Sou Silva o Sentinela o poeta, pessoa, gente. Hoje acordei e vi um Almeida a dar a vassoura a um Presidente.” http://www.myspace.com/silvaosentinela

Salvador Maria Ferro Pinto de Magalhães Martinha não é licenciado em Publicidade por um triz. Não se trata de nenhuma piada, faltam-lhe mesmo duas cadeiras: Matemática (não deu para copiar) e Ética e Cidadania (estamos a falar de uma Professora na casa dos sessenta). Em relação ao seu CV há muito pouco para dizer, uma vez que este afirmou em tempos preferir gabar-se em público. Num apanhado geral é possível dizer-se que começou a sua carreira a fazer espectáculos ao vivo, Mike Stellar deverá continuar a fazê-los e só parará quando meter (Club Journeys/Jazz Picante) Conceituado Dj´s português que já tocou com nomes como muito dinheiro ao bolso. os Jazzanova, Peter Kruder, Gilles Peterson, Rainer Truby, Nicola Conte, entre muitos outros.

Apoios e Parcerias:


SILVA O SENTINELA SOS Silva o Sentinela o dizedor entrevista de maria joão freitas / fotografias joão antónio publicado em :

http://clubalice.com/

"Ou sou artista ou sou triste Ou sou poeta ou que se lixe"

Gostas do teu apelido? O meu problema com o Silva é por haver tantos. Até é mais com Pedro Silva, do que só com Silva. Para uma pessoa que cria qualquer coisa, assinar Pedro Silva torna-se ingrato. ¶ O teu nome desagrada-te como autor? É um nome como outro qualquer, só que como assinatura de um trabalho não se consegue destacar pelo nome. Uso um apelido da minha mãe que é Kruss. É um nome judeu, de origem alemã. ¶ Há quanto tempo nasceu Silva o Segurança? O Segurança? ¶ Desculpa, enganei-me. Esse ainda não nasceu. Queria dizer o Sentinela. Nasceu mais ou menos há dois anos. Estava sempre a ter ideias mas nunca conseguia descobrir uma plataforma concreta para usá-las. Fiz algumas peças de design, uma marca de t-shirts, só que não era exactamente aquilo. Usava frases de músicas conhecidas, por exemplo, da Lauren Hill, If I rule the world. Principalmente ligadas ao hip hop, com uma punchline, tinha uma que era “Tentaste ser o rei, mas o Ás está de volta”. Depois tinha uma que era “Keep your head up”, mantém a cabeça levantada e na parte detrás tinha a cara da Aretha Franklin a dizer RESPECT. Foi mau negócio, porque a maneira certa teria sido fazer as etiquetas ali, ir buscar as t-shirts acolá e fazer as impressões noutro sítio, só assim é que se consegue reduzir o custo. Mas como fiz tudo numa empresa, saiu-me muito caro. ¶ A marca tinha nome? All Good Wear. Eram 6 modelos diferentes e vendi mais de metade. ¶ Usavas as tuas t-shirts? Usava e uso. ¶ Excerto da entrevista publicada na ALICE (http://clubalice.com/) para ler o resto da entrevista vá a : http:// clubalice.com/index.php?file=1&id=5149&page=0


SALVADOR MARTINHA Salvador Maria Ferro Pinto de Magalhães Martinha não é licenciado em Publicidade por um triz. Não se trata de nenhuma piada, faltam-lhe mesmo duas cadeiras: Matemática (não deu para copiar) e Ética e Cidadania (estamos a falar de uma Professora na casa dos sessenta). Em relação ao seu CV há muito pouco para dizer, uma vez que este afirmou em tempos preferir gabar-se em público. Num apanhado geral é possível dizer-se que começou a sua carreira a fazer espectáculos ao vivo, deverá continuar a fazê-los e só parará quando meter muito dinheiro ao bolso. Politicamente tem sempre uma opinião assertiva, normalmente é a resposta dois. Não é ateu, e tem duas razões muito fortes para justificá-lo: considera-se uma pessoa com personalidade e já leu Antero de Quental. Em relação à escrita, é fácil fazer um resumo: para além de ser um dos autores da página de humor Off the Record, e de ter escrito três sketches comedy: Terapias de grupo, Matrioshka e Mais um LP, a única coisa que escreveu com sentido até à data, e atenção que já lá vão quinze anos, foi a composição “As minhas férias na Quarteira ”. Já fez uma coisa para a Antena 3, mas não gosta de falar sobre isso. Já escreveu para o Jornal Destak, mas os outros não gostam que ele fale disso. Foi o elemento mais novo, quando ainda estava no liceu, a participar no programa Levanta-te e ri. Falhou redondamente como comediante, no entanto foi o primeiro da Escola Secundária Sebastião e Silva a conhecer o Óscar Branco de perto. Recentemente participou nos “incorrigíveis”, o que lhe permitiu ir à neve, e no programa “Fogo Posto”, perdendo assim a possibilidade de trocar de carro. Está neste momento a escrever dois programas que vão aparecer na televisão e tudo. Contudo, já prometeu que uma vez mais não os vai levar a sério. www.salvadormartinha.com/ http://videos.sapo.pt/especialq http://www.twitter.com/salvasmartinha http://www.youtube.com/salvadormartinha


Bob da Rage Sense é um dos melhores autores do hiphop feito em português e considerado também um dos melhores MCs em dois movimentos (Angolano e Português), para além de poeta eclético, Bob é também muito político, espiritualista, activista dos direitos civis. Nasceu em Luanda (Angola) em 1982, tendo assim desde que nasceu um contacto directo com o mundo da música, pois seu pai era um grande fanático do lendário B o b M a r l e y, P e t e r Mackintosh e os The Wailers Bob participou no SLAM LX nº1 e este poema (Música) irá integrar o seu próximo album

http://www.youtube.com/watch?v=MXhLEjHAZdg&feature=related


http://www.toyomasu.com/haiku/


Slam LX Nº1

Fotografias por Rui de Freitas http://www.ruadebaixo.com/galeria/fotografias/?gid=31982

Publicado na edição nº74 Novembro na revista digital RUADEBAIXO.COM Poesia (com) batida no Musicbox. “Antes que venha o Inverno e disperse ao vento essas folhas de poesia que por aí caíram, vamos escolher uma ou outra que valha a pena conservar, ainda que não seja senão para a memória”. Folhas caídas de outrora, noites de Poetry Slam, de 27 de Outubro de 2011 a Maio de 2012, pelo terceiro ano, organizadas pelo Musicbox, no Cais do Sodré. Neste palco da noite lisboeta, acompanhando a tradição cosmopolita de outras capitais, decorre este torneio de poesia urbana com oito sessões e uma finalíssima em Maio. Com pontuações e regras, Slam LX é, na sua essência, uma homenagem à palavra dita e tem-se tornado em estímulo, encontro, reunião, descoberta de slammers e poetas, anónimos e adictos. “Se dos meus versos se rirem têm razão, mas saibam que eu também primeiro me ri deles”. Numa das sessões do Slam LX o primeiro a rir pode bem ser o mestre-de-cerimónias Filipe Homem Fonseca. É o que ele faz desde o início do Slam LX. Há que tirar a teima de que um encontro de poetas é enfadonho. Para o efeito, na primeira sessão esteve o humorista José de Pina e a próxima contará com o humorista Salvador Martinha e o dizedor Silva o Sentinela. Por que não há-de ser a poesia uma coisa para rir, se os dentes também se usam quando de raiva se range, e há por aqui alguma revolta, reivindicação e riso? Sim, riso à mistura. É poesia urbana. http://www.ruadebaixo.com/slam-lx-1-2.html


Já olharam ao redor, para a vossa cidade? A inspiração está aí. Ou não. O Slam LX é para slammers e não só. Já se ouviu por aqui, em sessões passadas, algum stand-up e lirismo, encaixados em três minutos cronometrados. É a regra base. E isto do riso descontrai, porque uma coisa é declamar poesia e outra é fazer slam: uma poesia batida que conquista o público pela sua performance. Para isto nem todos são talhados, mas é mais fácil do que parece e o ambiente… favorece. Estas noites de Slam são ainda animadas pelo DJ Mike Stellar, por antigos concorrentes e por todos os que de rasgão quiserem agarrar o momento de microfone aberto. “Logo o poeta é louco porque aspira sempre ao impossível”. Aqui o poeta aspira a um convívio, uma noite bem passada de expressão, troca e partilha, com pontuações sim e um vencedor em cada sessão que disputará a final de Maio. O júri é composto por Nuno Miguel Guedes, jornalista, Luís Gouveia Monteiro, jornalista e Paola D´Agostino, tradutora, e por alguns membros do público. O “louco” do Slam LX nº 1 foi Víton Araújo. “Deixai-o passar, gente do mundo, devotos do poder, da riqueza, do mando ou da glória”. As candidaturas para o próximo Slam LX já estão abertas. As regras básicas são a da originalidade da autoria, da performance poética e, claro, do cronómetro. De resto os três minutos têm espaço para qualquer tema. “Deixai-o passar porque ele vai onde vós não ides”. Aqui deixa-se o Almeida Garrett, autor, destes trechos de advertência de “Folhas Caídas”, deixam-se todas as outras advertências e faz-se frente ao lirismo com novas entoações. E assim, em vez de o deixar passar, juntai-vos a ele. O próximo Slam LX é já dia 24 de Novembro!


Auto do Moralista SILVA O SENTINELA

Todo o purista pensa que tem uma quarta vista. No dia antes de quinta lí a crónica da revista. SOS, verdadeiro ou falso moralista? Curvei as costas entortei a coluna deste Artista. Demagogo, Velho do Restelo depois do jogo. O Jackie Chan foi titular na Selecção do Congo! Tudo é um logro! E o Michael Moore é meio mongo. A dor de cotovelo vai da cabeça até ao ombro. Dói-te o menisco? Filho, a mim dói-me isto. E isto e aquilo e o Rui Santos tem cara de esquilo. Mal dizer a bem dizer que me deixa tranquilo. Pratico Yoga num asilo! A consciência pesa no meu estilo, oposto a piégas, Viriato com Viegas... Vós verteis pingos nas cuecas. Se o coração é um quadrado, a caneta lima-me as arestas. Não arranjo nem sentimentos nem becas, quanto muito, há sentimentos que nunca tive. Jorge Palma ou live. Contido não vive. Todo o poeta é filho do Edson Athayde. Junto à roupa suja mantenho trinta embalagens de Tide.

Mas ás vezes não Presto! Mimado deixa sempre um resto, ridículo, mesquinho, não passa de um fraquinho. Esta mania que sinto mais que os outros, tipo és maus como às cobras para as pessoas que gostas, viram-me as costas como os Cowboys nas encostas! Opostas ao que o Silva gosta. Sentinelagosta. Consta que a óstia e a ostra ostentam óssio na mesma boca, bucólica, bélica, mantém-se aberta quando atónita... A má lingua é uma mula supersónica, propriedade da cooperativa maçónica! Tipo ético é não ser mais alto que o atlético, um arquétipo! Pium. Pio sem moral mas poético.

SOS


Poetry Slam - Regulamento A. Regulamento: 1. Os poetas concorrentes terão de ter mais de 16 anos de idade; 2. Os poetas podem abordar qualquer tema em qualquer estilo; 3. Os poetas devem utilizar os seus próprios poemas; 4. Nenhum poema poderá ultrapassar os três minutos. As performances serão cronometradas; 5. Não é permitido: a utilização de instrumentos musicais ou música pré-gravada, cenários, recurso a acessórios, disfarces ou máscaras. O poeta deverá vestir as roupas que usa no seu dia-a-dia; 6. Cada poeta que participe no Poetry Slam do Festival Silêncio deverá preparar pelo menos 3 poemas de sua autoria; 7. Os poetas não podem repetir duas vezes o mesmo poema excepto na final; 8. O júri constituído por 5/6 elementos atribui uma nota após cada poema numa escala de 1 à 10; 9. O concurso desenrola-se por eliminatórias da seguinte forma: 9.1 – Primeira etapa com os 8 poetas concorrentes. Os 4 poetas mais pontuados passam à meiafinal; 9.2 – Meia-final: dos 4 seleccionados serão escolhidos 2 para a final; 9.3 – Final: com os 2 mais pontuados; 9.4 – Performance final do vencedor. 10.A decisão do júri é soberana. Os concorrentes não poderão recorrer do resultado das pontuações atribuídas pelo júri 11.aos vencedores é oferecido um prémio de participação. B. Notas e penalizações 1. O júri atribui uma nota a cada poema indo de 1 a 9.9, sendo 10 a nota máxima; 2. Os elementos do júri serão encorajados a utilizar décimas após a vírgula de forma a desempatar poemas cujas notas sejam demasiado próximas; 3. Se a regra dos três minutos for infringida por um poeta durante a sua actuação, este terá 10 segundos de tolerância; 4. Caso ultrapasse os 3 minutos e 10 segundos, o poeta verá o seu score final penalizado, segundo o seguinte esquema: 0,5 pontos por cada período de 10 segundos acima de 3 min. e 10 seg.


Inscrições em :

programacao@musicboxlisboa.com Musicbox Rua Nova do Carvalho, nº 24. Cais do Sodré. Lisboa 21 343 01017 www.musicboxlisboa.com


SLAM LX Nº2