Issuu on Google+


POETRY SLAM

SLAM LX - Poetry slam de volta ao palco do Musicbox! Slam LX é uma noite temática que o Musicbox organiza inteiramente dedicada à Palavra e ao Poetry Slam. Para além do torneio de Poesia, este novo formato inclui a presença de vários convidados (um slammer e um humorista), a apresentação de vídeo clips de poesia e a participação do público em versão microfone aberto. Serão 8 sessões com uma finalíssima a ter lugar em Maio de 2012. O Slam LX nº1 terá lugar no dia 27 de Outubro, pelas 22h no Musicbox. Para além dos 8 concorrentes do Poetry Slam o evento terá como Mestre de Cerimónias Filipe Homem Fonseca e como convidados especiais o humorista José de Pina e a slammer Raquel Lima, vencedora do Poetry Slam do festival Silêncio. A sessão será ainda animada pelo DJ Mike Stellar!


Considerado uma das mais recentes e cosmopolitas tendências da noite das grandes capitais, o Poetry Slam tem alcançado enorme sucesso nos bares de Berlim, Nova Iorque, Paris ou Londres. O conceito é simples: 8 concorrentes, 2 eliminatórias e uma final, basta escolher um tema, tratá-lo de forma crítica e espirituosa, adicionar algumas rimas e declamá-lo de forma dramática no espaço de três minutos no palco de um clube. Um Júri com convidados e alguns elementos escolhido entre o público vota nas melhores performances poéticas. Emblema da cultura urbana, este novo movimento dá primazia à palavra e aos poetas e convoca todos aqueles que queiram exprimir e transmitir a sua arte através da palavra dita.

Links: http://www.facebook.com/SLAM.LX

http://issuu.com/alexcortez/docs/ press_slam_lx_n_1 http://www.facebook.com/pages/ MUSICBOX-LISBOA/99993167661 http://www.musicboxlisboa.com Regulamento em: http://www.facebook.com/ PoetrySlamNight?sk=info Inscrições em : programacao@musicboxlisboa.com


POET SL

Eles sobem ao palco, agarram o microfone e enfrentam o público. Têm três minutos para mostrar o que valem. O público aplaude, o júri vota e o vencedor descobre-se no final das eliminatórias. Não são cantores, mas antes poetas. Autores de uma poesia oral, contemporânea e popular. Às vezes, no papel, perde todo o interesse, quase não faz sentido. São palavras escritas para serem ditas, que também se dizem com o corpo. As noites de Poetry Slam, assim se chama o fenómeno, decorrem mensalmente no Musicbox, em Lisboa, já há quase dois anos. Têm ganho popularidade acompanhando o crescimento do movimento nas cidades europeias. Não se trata de hip-hop, nem de uma tertúlia, embora tenha coisas de ambos. Estará próximo do spoken word, mas às vezes lembra uma noite de fados. Nasceu em Chicago, nos anos 80, como forma de expressão poética da classe operária, longe das elites. Manuel Halpern in JL (27/11/2011) Ler mais:

http://aeiou.visao.pt/social-smokers-poesiapara-dancar=f587516#ixzz1ZGMB8ECX


TRY

LAM Slam LX Nº1 - 27 Out, 22h Programa 1ª Parte - 22h00 / 22h 30 • Apresentação pelo Mestre de Cerimónias Filipe

Homem Fonseca Convidados:

• José de Pina • Raquel Lima • DJ Mike Stellar • Apresentação de 2 vídeos (Vídeo Poetry) seleccionados do Filmagens/ Festival Silêncio 1) Mediano (2'55”, 2011, Brasil) de Victor Lemos e Jorge Vaz Nande - 1º Prémio do Júri Jameson Fimagens 2011 / Baseado no poema Mediano de Jorge Vaz Nande 2) Chatting Alone - Around the world (4'32”, 2011, Itália) de Giuseppe Garau (Vencedor do 2º Prémio do Júri Jameson Filmagens) Baseado no poema 'Chatting Alone – Around the World’ de Sérgio Garau. Intervalo (10m) 2ª Parte - 22h40 / 00h00 • Poetry Slam : Apresentação dos concorrentes e Júri por Filipe Homem Fonseca e José de Pina. • 1ª Eliminatória ( 8 concorrentes) • 2ª Eliminatória (4 concorrentes) • Final – (2 concorrentes) • Entrega de prémios • Open Mic - Microfone aberto para participação do público (10m)


Filipe Homem Fonseca

Raquel Lima

Argumentista freelancer, grande apreciador de empada de lebre, acredita que a ubiquidade é a nova exclusividade, e por isso passa grande parte do seu tempo em http:// twitter.com/fhf .

Jovem autora que tem participado em vários eventos de poetry slam. É formada em Estudos Artísticos pela FLUL e trabalha como produtora cultural na área da dança contemporânea.

José de Pina

Mike Stellar

(Club Journeys/Jazz Picante) Humorista, escritor, apresentador de televisão, argumentista e ferrenho adepto do Conceituado Dj´s português que já tocou com nomes como os Jazzanova, Peter Kruder, Gilles Peterson, Sporting Club de Portugal Rainer Truby, Nicola Conte, entre muitos outros.

Nesta sessão o Júri será constituído por Nuno Miguel Guedes (Jornalista), Luís Gouveia Monteiro (Jornalista), Paola d’ Agostino (escritora e tradutora) e dois elementos do público selecionados aleatoriamente. O slammer vencedor, entre outros prémios, ganhará uma colecção de livros das editoras Bertrand, Quetzal, Contraponto e 101 Noites, o direito a estar presente na finalíssima do SLAM LX, uma participação no Festival Silêncio de 2012, participação no espectáculo ‘Avenida de Poemas’ no cinema Tivoli e ainda um prémio especial ‘Musicbox / Jameson’ Entrada 5€ c/ oferta de bebida SLAM LX - Uma produção CTL , Musicbox Lisboa e Festival Silêncio. Pedro Azevedo e Janine Lajes (comunicação), Débora Marques (produção), João Pedro Gomes (vÍdeo) André Pereira (som).

Apoios e Parcerias:


Poetry Slam - Regulamento A. Regulamento: 1. Os poetas concorrentes terão de ter mais de 16 anos de idade; 2. Os poetas podem abordar qualquer tema em qualquer estilo; 3. Os poetas devem utilizar os seus próprios poemas; 4. Nenhum poema poderá ultrapassar os três minutos. As performances serão cronometradas; 5. Não é permitido: a utilização de instrumentos musicais ou música pré-gravada, cenários, recurso a acessórios, disfarces ou máscaras. O poeta deverá vestir as roupas que usa no seu dia-adia; 6. Cada poeta que participe no Poetry Slam do Festival Silêncio deverá preparar pelo menos 3 poemas de sua autoria; 7. Os poetas não podem repetir duas vezes o mesmo poema excepto na final; 8. O júri constituído por 5/6 elementos atribui uma nota após cada poema numa escala de 1 à 10; 9. O concurso desenrola-se por eliminatórias da seguinte forma: 9.1 – Primeira etapa com os 8 poetas concorrentes. Os 4 poetas mais pontuados passam à meia-final; 9.2 – Meia-final: dos 4 seleccionados serão escolhidos 2 para a final; 9.3 – Final: com os 2 mais pontuados; 9.4 – Performance final do vencedor. 10.A decisão do júri é soberana. Os concorrentes não poderão recorrer do resultado das pontuações atribuídas pelo júri 11.aos vencedores é oferecido um prémio de participação. B. Notas e penalizações 1. O júri atribui uma nota a cada poema indo de 1 a 9.9, sendo 10 a nota máxima; 2. Os elementos do júri serão encorajados a utilizar décimas após a vírgula de forma a desempatar poemas cujas notas sejam demasiado próximas; 3. Se a regra dos três minutos for infringida por um poeta durante a sua actuação, este terá 10 segundos de tolerância; 4. Caso ultrapasse os 3 minutos e 10 segundos, o poeta verá o seu score final penalizado, segundo o seguinte esquema: 0,5 pontos por cada período de 10 segundos acima de 3 min. e 10 seg.


Em Destaque!!

Uma Mentira Mil Vezes Repetida, Manuel Jorge Marmelo «O principal mérito de MJM está na forma como consegue manter a sensação de claustrofobia narrativa, sem deixar que o leitor se perca no caos de repetições, incongruências e "solavancos lógicos".» José Mário Siva, Expresso Para escapar ao anonimato de uma vida comum, à solidão da escrita e ao esquecimento dos futuros leitores, o narrador de Uma Mentira Mil Vezes Repetida inventou uma obra monumental, um autor – um judeu húngaro com uma vida aventurosa – e uma miríade de personagens e de histórias que narra entusiasticamente a quem ao pé dele se senta nos transportes públicos. Assim vai desfiando as andanças literárias de Marcos Sacatepequez e o seu singular destino, a desgraça do homem-zebra de Polvorosa, o caos postal de Granada, a maldição do marinheiro Albrecht e as memórias do velho Afonso Cão, amigo de Cassiano Consciência, advogado e proprietário do único exemplar conhecido de Cidade Conquistada, a obra-prima de Oscar Schidinski. Enquanto o autocarro se aproxima de Cedofeita, ou pára na rua do Bolhão, quem o escuta viaja do Belize a Budapeste, passando pelas Honduras, por estâncias alpinas, por Toulon ou por Lisboa. Mas se o nosso narrador não encontrou a glória - senão por breves momentos e na mente alheada de quem cumpre uma rotina - talvez tenha encontrado o amor. Ou será também ele inventado?

POETRY SLAM Prémios para o vencedor do torneio! Nesta sessão o Júri será constituído por Nuno Miguel Guedes (Jornalista), Paola d’ Agostino (escritora e tradutora), Luís Gouveia Monteiro (Jornalista), e dois elementos do público selecionados aleatoriamente. O slammer vencedor, entre outros prémios, ganhará uma colecção de livros das editoras Bertrand, Quetzal, Contraponto; Uma Mentira Mil Vezes Repetida, de Manuel Jorge Marmelo (Quetzal), O Beco dos Milagres, de Naguib Mahfouz (Contraponto), Contos dos Subúrbios, de Shaun Tan (Contraponto), Eu e Tu, de Niccolò Ammaniti (Bertrand), da editora 101 Noites; Ópera do Falhado de JP Simões, Onde a Terra Acaba / From The Edge, Contos de vários escritores e Um jantar muito original de Fernando Pessoa, lido por São José Lapa (Audiolivro) e da editora discografica Trandormadores / Musicbox; Magnetic Poetry dos Social Smokers (Livro +cd+dvd) e 4º Grão dos Couple Coffee (CD). O Vencedor ganha ainda o direito a estar presente na finalíssima do SLAM LX, uma participação no Festival Silêncio de 2012, uma participação no programa Clube da Palavra do Canal Q, uma participação no espectáculo ‘Avenida de Poemas’ no cinema Tivoli e ainda um prémio especial ‘Musicbox / Jameson’

1ºPrémio


TULIPAS

EROSLAM

ARMAR UM TABULEIRO DE TULIPAS WHITE ANESTESIA

Soletrais traições extensas nas entrelinhas da tez tensões densas Tu pronuncias prazeres hieráticos a um ritmo sincopático na tua língua não se esgota a voz do meu vir ouvindo o músculo da fabulação nos meus lábios grandes lágrimas densas de te querer tirar o esperneável luxo de tactear a ambição suprema do êxtase sintaxe coxa nas minhas coxas aos baloiços asas de um deus volúvel nos calabouços deste suave masoquismo sensível

I have nothing to do with explosions BOOOMMMMM CAIXA NEGRA VAZIA CHOCOLATE AMARELO QUEIJO ÀS RISCAS UM PEIXE ENCARNADO DUAS GARRAFAS DE TINTO TELEMÓVEL DESLIGADO UNA PIETRA SOPRA SEU RELÓGIO ESTÁ PARADO HO 15 ANNI A LOIÇA, O SOUK, O PIQUE ARIZONA DREAM TELHAS DE AMÊNDOA THE BED, THE BAD SEEDS CALCANHOTO MEETS SYLVIA PLATH AÇOREANA MÍNIMA À JANELA BANDONEON, LUME DI CANDELA O GLOBO, A BANHEIRA A TORNEIRA A PINGAR

Eskerrik asko

KENZO AMOUR MENTIRA vs ESSÊNCIA CONSUMIR DE PREFERÊNCIA ANTES DE 27-10-11 (Paola d’Agostino)

(Paola d’Agostino)

Paola d’Agostino- Tradutora e Escritora Italiana, vive e trabalha em Lisboa desde 2000. É um dos elementos do Júri do SLAM LX Nº1 e tem participado em diversos eventos dedicados ao Poetry Slam.


Séc XXI

Anos 70

Type to enter text

Anos 50

Início do Séc XX

Em 1985, um trabalhador da construção civil e poeta chamado Marc Smith (slampapi) iniciou uma série de leituras de poesia num clube de jazz de Chicago, o Salão ‘Get Me High’, procurando uma maneira de dar vida ao formato ‘Open Mic’ em que o público presente é convidado a subir ao palco e usar o microfone para declamar a sua própria poesia. O sucesso desta iniciativa lançou as bases para um estilo de poesia performativa que viria a ser espalhado por todo o mundo. Em 1986, Smith entrou em contacto com Dave Jemilo, o proprietário de um clube de jazz de Chicago, Green Mill (antigo refúgio de Al Capone), com um projecto de uma residência semanal aos domingos inteiramente dedicada àquilo que se viria a designar Poetry Slam. E assim, em 25 de Julho de 1986, nasceu o Slam Poetry Uptown. Smith usou a terminologia do basebol e instituiu uma estrutura básica da noite com uma sessão de microfone aberto, artistas convidados, e uma competição de poetas. O Green Mill transformou-se assim na Meca para os poetas e performers e 18 anos após seu início, o Slam Poetry Uptown ainda contínua a fazer um enorme sucesso junto da comunidade de poetas e slammer’s dos EUA.


“Poeta Peter Pan” por Silva o Sentinela Vim a Berlim para esquecer o Valentim. Germes há muitos até aqui na Germany. Faço o check-in. No Hostel hóstil, a Alemanhã vem sem til, salto o muro cinzento à vara com um Ventil. Cinzento vil contém massa cinzenta no cantil. Sem Tv o Tal Canal não se vê no retrovisor que duplo vê. A minha cara pergunta o quê? Was?! “Lina” nesse coração de actor, assisto a dor de monitor, declamo a dor sem fingir dor. Empobrecido e impostor, mas com tempo, o Urâneo é enriquecido. O português fica podre de rico e paga um conto para ser traduzido. I'm the S. to the O. to the S.! Soletro para os Z's Afonsos SOS's, se for citado por esses ficarei passado até ao fim dos meus meses. A vida saiu à rua num dia assim...x2 Fui a Berlim a um Torneio de Poesy. Cito o Ary, longe da Lili, eu estou aqui! Estou sim? Existe alguma questão em que possa ser fútil? My brain is burning and Looting. Estilo Cutileiro inútil, sem esculpir papel não sou útil. Fui a Berlim mas não foi dalí que eu vim. Regresso ao Carmo de canoa, até que o antebraço me doa, colo a Lapa à Madragoa. Atraco as Trinas às rimas de Lisboa. A vida saiu à rua num dia à assim. http://www.youtube.com/watch? v=J8Cg3S7S9aQ http://www.myspace.com/silvaosentinela http://www.facebook.com/SilvaOSentinela


Social Smokers - Magnetic Poetry Fotografias de João Silveira Ramos Artwork de Mackintóxico

Social Smokers - ‘Magnetic Poetry’ (Mar 2011) - Uma edição Transformadores / Musicbox (Cd + Dvd + Livro) à venda nas lojas FNAC!


MÁRCIO ANDRÉ POESIA SONORA (fragemento de MONSANTO)

este é um templo como é templo o colar de dentes desta que agora é minha amante sua boca que certa vez beijou um folião no carnaval do engenho novo desde então tem escama nos dentes pérolas nos dentes dentes nos dentes seu corpo é templo por dentro e à volta maior que toda ela enorme nela e circunda sua cabeça como um músculo um templo só pode ser compreendido de dentro do templo é no templo que está guardado esse amor incondicional somos templo um do outro Márcio-André (Brasil) www.confrariadovento.com/

http://www.youtube.com/watch?v=q5tCabduU0U


O Meu Olhar Azul como o Céu O meu olhar azul como o céu É calmo como a água ao sol. É assim, azul e calmo, Porque não interroga nem se espanta ... Se eu interrogasse e me espantasse Não nasciam flores novas nos prados Nem mudaria qualquer cousa no sol de modo a ele ficar mais belo... (Mesmo se nascessem flores novas no prado E se o sol mudasse para mais belo, Eu sentiria menos flores no prado E achava mais feio o sol ... Porque tudo é como é e assim é que é, E eu aceito, e nem agradeço, Para não parecer que penso nisso...) Alberto Caeiro, in "O Guardador de Rebanhos - Poema XXIII" Heterónimo de Fernando Pessoa Fotos de Stefano Riva


tem quem come com a boca tem quem come com a mão tem quem come com os olhos tem quem come com o pinto também tem quem não come tem quem tem comichão tem quem come chão tem quem come terra tem quem come bola tem quem come pão também tem quem não come tem quem mata pra comer tem quem come o que não mata engorda tem quem come gorda tem quem come magra tem quem come e cresce tem quem come e emagrece também tem quem não come tem quem come home tem quem come mulé também tem quem não qué tem quem come na cama tem quem come o que ama

tem quem come em pé também tem quem não come tem quem come o que faz tem quem tem quem traz tem quem come de frente tem quem come de lado tem quem come de trás tem quem tanto faz também tem quem não come tem quem come pedra sabe o cu que tem tem quem come vento tem quem come rápido tem quem come lento tem quem vomita o que come tem quem come o que vomita tem quem come marmita também tem quem não come tem quem come bicha tem quem come bicho tem quem come mato tem quem come lixo tem quem come até o prato

tem quem cospe no prato em que comeu também tem quem não come tem quem não come porque está duro tem quem come só porque está duro tem comida com cominho tem caminho só com ida tem quem come na volta se na volta tem comida também tem quem não come também tem quem não come também tem quem não come tem quem come tem quem fome tem quem some que que tem tem quem come o que tem tem quem não tem o que comer? Como? tem? comer quê eu nilsOn muniZ heim


se a ordem das coisas tem uma origem fria morta exata ação versus reação

gravidade versus massa luz versus escuridão então por que nos foi dada a faculdade (maldição) de perguntar por que ?

(des ordem é de Viton Araújo, redator publicitário e slammer nas horas vagas. www.vitonaraujo.com)

?


PASSAGEM

http://www.facebook.com/alexcortezpinto#!/video/video.php?v=446420479561

Não fiques à espera, anjo, espera que as coisas melhorem, anjo, pra ti tudo muda, anjo, depois ou agora agradece não estragar a surpresa.

tu tens uma espada, anjo, tu vais-me matar deixa-a cair sobre mim, cair sem parar deixa que o tempo nos leve na confusão surda talvez nos achemos no meio do remoinho

Não te prendas a mim, anjo, de mim nada nasce de bom, anjo, o bom é largares-me esta mão, anjo, a mão sem cicatrizes a mostrar o futuro.

Eu quero-me dar a ti Eu quero-me dar a ti Eu quero-me dar a ti mas não sei

Eu não tenho remédio, anjo, só tenho um monte de lixo, anjo, em mim não nasce o belo, anjo, o belo é um sinal de nascença por que eu não nasci.

Não sei se é melhor que me queimes me espremas esganes no fundo do dia recites comigo o final da história ou brinquemos juntos como duas crianças

Eu quero-me dar a ti Eu quero-me dar a ti Eu quero-me dar a ti mas não posso

Não sei se devemos encontros à noite visitas aos tios e prendas pró lar ou se devo afastar-me para a periferia para assim afastado te ver flutuar

Não posso seguir-te, anjo, no voo nocturno lisboa-outro sítio que fazes no mundo não posso seguir-te, anjo, tu voas e és livre e eu sou um homem sem rumo ou destino

Shakespeare comigo fazia farinha crânio na mão, cabeça tontinha Não te prendas a mim, anjo, de mim nada nasce de bom, nada nasce de bom.

por muito que digas, anjo, por muito ainda pesam em ti as verdades antigas e eu não sirvo, anjo, eu não te sirvo porque eu sou um homem sem rumo ou destino

Eu quero-me dar a ti Jorge Vaz Nande ’Magnetic Poetry’ Social Smokers


Ana Margarida Jer贸nimo


PEDRO FILIPE ALVES DIOGO DORY RICARDO PAIS NUNES BOB DA RAGE SENSE VÍTON ARAÚJO JORGE VAZ NANDE AFONSO POEMA CÁTIA NEVES CONCORRENTES / SLAM LX Nº1 / 27 OUTUBRO 2011


Inscrições em :

programacao@musicboxlisboa.com Musicbox Rua Nova do Carvalho, nº 24. Cais do Sodré. Lisboa 21 343 01017 www.musicboxlisboa.com


SLAM LX Nº1