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Bahia visite a

e Sergipe também

A n o 0 1 - n º 0 1 - j u n h o 2013

O Pelourinho

A cidade de Salvador começou aqui em 1549

Estancia

resgatando o melhor e maior São João do Brasil!

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Editorial Prezado leitor,

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revista Visite a Bahia, há quase 10 anos, quando surgiu o portal Visiteabahia.com.br, já fazia parte do mesmo projeto do site e sem abrir mão de conteúdo turístico exclusivamente sobre esse imenso estado chamado de Bahia. Sendo assim, esse projeto ficou engavetado, em razão das imensas dificuldades que existiram ao longo desses anos. Passado esse tempo, já com o poderio bombástico da internet, ao observar continuadamente e atenciosamente as inúmeras pesquisas estatísticas, constatei que, no âmbito das convergências, o único meio de comunicação que não involuiu diante da web, ao contrário dos jornais, rádios e tvs, foi justamente a revista impressa onde, a internet só veio a contribuir, estabelecendo assim uma convergência perfeita. Hoje, lemos revistas na web também!

Ramon Andrade Diretor geral.

O casamento perfeito: Quando decidi começar a por em prática o projeto da revista, surgiu a ideia de unir os estados irmanados (Bahia e Sergipe). Embora a Bahia já solidificada no âmbito do turismo em todo o mundo, enxerguei a possibilidade de encaixar esse belíssimo estado de Sergipe, ainda que não tão conhecido além de pouco explorado. Sergipe, assim como a Bahia , tem um rico acervo cultural, um povo amigo, alegre e hospitaleiro - restingas e manguezais, belíssimas praias, uma capital lindíssima e gostosa para se viver. Foi assim, que, junto com a minha noiva, que é sergipana e coloboradora, recriamos o meu projeto, agora denominado de revista ‘Visite a Bahia e Sergipe também’! Outra coisa que nos chamou muito atenção, é o fato da proximidade cada vez maior entre os dois estados – tanto pela Linha Verde, quanto pela construção das Pontes Gilberto Amado, que liga Indiaroba a Estância, pelo litoral e Ponte Joel Silveira que liga a praia da Caueira (município de Itaporanga), a Aracaju – encurtando, assim, a distância de Salvador e cidades circunvizinhas ao litoral sul de Sergipe. A Bahia é um forte polo turístico que atraí pessoas de todo o mundo e Sergipe, um estado de belezas inigualáveis e que ainda está engatinhando no quesito “Turismo” _Sendo assim, uma parceria perfeita! Em nossas seções, destacamos o que há de melhor e mais belo na esfera turística de ambos os estados: Cultura, Meio Ambiente, Destinos Turísticos, Cartão Postal, Variedades (Viajando Brasil à Fora, Turismo Internacional, Velejando, Culinária à Bordo, Entrevistas e Curtas Tur).

Boa leitura.

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expediente Diretor Geral:

Bahia visite a

e Sergipe também

Ramon Andrade Gerente Financeiro: Francisco Carlos Diretora Comercial e Administrativa: Perpétua Andrade Direção de Jornalismo: Jussara Assunção Gerente de Marketing: Gabriela Britto Dpto Jurídico: Dra Gabriela Santana Jornalista Responsável: Marta Santana (DRT/BA3899) Colaboradores: Edvaldo Ribeiro Carlos Poff Sandra Poff Correspondente internacional: Marta Santana Fotos: Jota Freitas- Ivan Baldivieso - Rita Barreto Roberto Viana Tatiana Azeviche - Gabriel Carvalho Carlos Alcântara - Manu Dias - João Ramos - André Moreira Lúcio Távora - Daniel 101 Alejandro Zambrana - Cezar de Oliveira Maxwell Corrêa - Marcelo Alves - Filipe Franco Projeto Gráfico e Arte: Alexandre Rosa Diagramação: Ap Midia Revisão de texto: Gabriela Andrade Chefe de distribuição e circulação: Mateus Soares Para receber gratuitamente a revista ‘Visite a Bahia e Sergipe também’ em seu endereço, envie um e e-mail para cadastro@visiteabahiaesergipetambem.com.br. A revista ‘Visite a Bahia e Sergipe também’ é uma publicação trimestral e pertence ao Grupo VBtur. As opiniões e conceitos nos artigos assinados por seus autores, são de sua inteira responsabilidade. Contatos: Geral: 71-3492-9315 Comercial Ba: 71-8841-2770 / Comercial Se: 79-9952-0514 Endereço: Rua do Tira Chapéu, Edf Nsa Sra da Ajuda, salas 804-A e 804-B Centro Histórico - Salvador – Bahia - Brasil Foto Capa: Jota Freitas - Setur

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Foto: Roberto Viana-Secom

Ă­ndice


Seção

Bahia pag 10 MEIO AMBIENTE pag 15 DESTINOS TURÍSTICOS pag 22 EM DESTAQUE pag 28 CULTURA pag 32 CARTÃO POSTAL


Meio Ambiente

Foto: Divulgação

Por: Jussara Assunção

Terminal de Regaseificação deverá causar poluição visual na Baía de Todos os Santos A construção do Terminal de Regaseificação da Bahia (TRBA), que irá regaseificar 14 milhões m³/dia para assegurar a injeção de gás natural no maior Estado consumidor deste combustível do Nordeste, vem causando certa preocupação ao povo baiano.

E

rigido pela Petrobras no meio da Baía de Todos os Santos, em frente à Ilha dos Frades, deve causar enorme prejuízo a Comunidade de Pescadores da região, que protestam inutilmente. A Petrobras com-

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prometeu-se com o Município de Salvador a mitigar os impactos, através da execução do Projeto de Requalificação Urbanística das Ilhas de Bom Jesus dos Passos, Maré e parte da Ilha dos Frades (Paramana). Tam-

bém aportaria recursos para melhoramentos em pousadas e restaurantes. A obra começou em março de 2012 e faz parte do PAC (Programa de Aceleração do Crescimento) e será concluída com previsão para agosto de


Foto:Rita Barreto-Setur

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Meio Ambiente

Foto: Tatiana Azeviche

2013, com um investimento de nada mais, nada menos, que US$ 706 milhões e irá gerar muitos empregos. Segundo Antônio Castro (Gerente de Marketing, Comercialização do G&E – Petrobras) em coletiva à imprensa da Bahia, a partir de setembro de 2013, data prevista para o funcionamento do Terminal, quando o TRBA entrar em operação, o Brasil terá capacidade para regaseificar 35 milhões m³/dia – um volume maior que os 31 milhões m³/dia de gás natural importados da Bolívia. Ao injetar esse volume de gás na malha de gasodutos brasileira, a Petrobras agregará ainda mais segurança e flexibilidade no atendimento ao mercado, ampliando assim, o acesso a diferentes fontes de oferta (nacional e importada). Para que não venha causar nenhum dano à natureza, já foi elaborado, também, um estudo sobre o impacto ambiental (EIA rima) - o empreendimento foi elaborado pela BOURSCHEID, que contou com a colaboração da SEA PROJECTS, essa, responsável pela amostragem e caracterização de água, sedimentos, biota aquática e manguezal. Mas existe outra polêmica em torno deste assunto: A poluição visual que tem preocupado os baianos e o setor turístico. Se por um lado, quando o TRBA entrar em operação, o Brasil terá ca-

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Foto: Filipe Franco

pacidade para regaseificar 35 milhões m³/dia, sendo um maior volume de gás natural importado e com certeza trará grandes benefícios para o país; por outro lado, vem causando certa preocupação ao povo baiano e principalmente ao setor turístico da Bahia – e o que se questiona é: _ Qual será o efeito sobre o visual belíssimo e natural das Ilhas dos Frades, da Baía de Todos os Santos, após a construção de um píer para o Terminal de Regaseificação dentro das águas límpidas da Baía? Muitos asseguram que deverá causar poluição visual e poderá interferir na linda paisagem com visão cinematográfica. A Baía de Todos os Santos é a maior do Brasil e a segunda maior do mundo; um dos mais belos cartões postais nacionais – apreciado por seu mar de águas calmas e cristalinas, envolvidos por uma áurea histórica

secular, pela Mata Atlântica que contrastam com seus vastos manguezais, restingas e recifes de corais, atraindo turistas de todas as partes do mundo por seus encantos e magias. Segundo relatos históricos a larga e profunda baía encantou navegadores, piratas e colonizadores, bem como despertou o interesse do governo português por ser um excelente ancoradouro natural, um estratégico sítio defensivo, com águas piscosas e terras com boa fertilidade. E é essa visão extraordinária da Baía de Todos os Santos que os turistas e empreendedores na área defendem... Além de banhar Salvador com suas águas quentes e beleza natural, a Baía de Todos os Santos possui um mar propício à navegação, pesca ou mergulho e ilhas lindíssimas para visitar. Unindo estas preciosas qualidades, o turista desfrutará de deliciosos

passeios marítimos que desvendará belas paisagens. Com saídas diárias, existem passeios de escunas: em grupos, coletivos, grupos de empresas, grupos escolares e diversos outros eventos... As locações de escunas saem sempre do Centro Nautico ou da Ribeira e o objetivo do roteiro é sempre explorar a encantadora Baía, que envolve costumeiramente a Ilha dos Frades e Ilha de Itaparica (a maior ilha da Baía), propiciando ao turista uma bela visão das ilhas. Esse passeio ofereçe ao turista, também, uma vista parcial da cidade (destaque para a cidade alta) e do Forte de São Marcelo, Porto da cidade, Península de Itapagipe, com Igreja do Bonfim, Forte e Igreja do Monte Serrat. Realmente, paisagens e imagens que encantam turistas e baianos nessa terra de pura magia!

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Fotos: Jota Freitas - Setur

Destinos turĂ­sticos

Visite a

Chapada Diamanti


ina

A Chapada Diamantina reúne variados atrativos naturais e culturais, no coração do Estado da Bahia. Roteiro certo para quem busca paz e tranquilidade ou para quem está atrás de história e aventura.


Destinos turísticos

A

Chapada Diamantina é uma região de serras, situada no centro do Estado da Bahia, onde nascem quase todos os rios das bacias do Paraguaçu, do Jacuípe e do Rio de Contas. Essas correntes de águas brotam nos cumes e deslizam pelo relevo em belos regatos, despencam em borbulhantes cachoeiras e formam transparentes piscinas naturais. O parque nacional é administrado pelo Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio). A vegetação é exuberante, composta de espécies da caatinga semi-árida e da flora serrana, com destaque para as bromélias, orquídeas e semprevivas. A Chapada Diamantina reúne variados atrativos naturais e culturais, no coração do Estado da Bahia. Roteiro certo para quem busca paz e tranquilidade ou para quem está atrás de história e aventura. A vasta Mata Atlântica, campos floridos e planícies de um verde sem fim dividem a paisagem com toques de caatinga e cerrado. Imensos paredões, desfiladeiros, cânions, grutas, cavernas, rios e cachoeiras completam o cenário de rara beleza da Chapada Diamantina. Inicialmente fora habitada pelos índios Maracás, a ocupação de fato da região remonta aos anos áureos da exploração de jazidas e minérios, a partir de 1710, quando foi encontrado ouro próximo ao Rio de Contas Pequeno, marcando o início da chegada dos bandeirantes e exploradores. Em 1844, a colonização é impulsionada pela descoberta de diamantes valiosos nos arredores do Rio Mucugê, e os comerciantes, colonos, jesuítas e estrangeiros se espalham pelas vilas, controladas e reguladas pela força da riqueza. A atividade agropecuária tomba diante da opulência do garimpo. Reduto de belezas naturais, a Chapada abarca uma diversidade grande

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de fauna e flora. São mais de 50 tipos de orquídeas, bromélias e trepadeiras, além de espécies animais raras, como o tamanduá-bandeira, tatu-canastra, porco-espinho, gatos selvagens, capivaras e inúmeros tipos de pássaros e cobras. O Parque Nacional da Chapada Diamantina, criado na década de 80 do séc. XX, atua como órgão protetor de toda essa exuberância. Na região da Chapada Diamantina existem vários municípios com exploração eminentemente turística como Mucugê, Rio de Contas, Iraquara, Andaraí, Morro do Chapéu, Jacobina, Palmeiras, Rio de Conta e a que mais se destaca, sendo considerado pelo trade como principal destino turístico da Chapada é a cidade de Lençóis, que fora construída nos tempos áureos do garimpo na região, numa época de imensa riqueza. Lençóis era

conhecida como a Capital do Diamante. Tombada pelo Patrimônio Histórico Nacional desde 1973, a cidade preserva o casario colonial do final do século XIX. Com o término da mineração e a criação do Parque Nacional da Chapada Diamantina, o turismo tornou-se uma nova fonte de desenvolvimento para a região. Principal destino da Chapada Diamantina, Lençóis dispõe de infra-estrutura com capacidade para atender turistas de todas as partes do mundo. Possui aeroporto a 20 km da sede, dois mil leitos oficiais de variados tipos de hospedagem, agências e guias, culinária regional, nacional e internacional, internet e todos os sinais de celular. Para conhecer as atrações turísticas da região, agências de turismo

organizam caminhadas pelas trilhas que cortam o parque e passeios fretados para os locais mais Longínquos . Também podem ser contratados guias credenciados pela Embratur que estão aptos a apresentar os atrativos da região. Lençóis possui vários tipos de acomodação como hotéis, pousadas, albergues ou campings. Para comer, existem boas iguarias do cardápio típico baiano (como godó de banana), além de opções da culinária brasileira e internacional. Em Qualquer época do ano a Chapada Diamantina é indicada para se visitar, basta observar a preferência do turista, onde há os que preferem o verão, a primavera, o outono ou o inverno, períodos mais frequentados como nos grandes eventos culturais, ou com menos turistas. acesse: www.visiteabahia.com.br

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Destinos turísticos

Visite a Ilha de

Boipeba Fotos: Gabriel Carvalho - Setur

A ILHA DE BOIPEBA, ESTÁ INSERIDA NO ARQUIPÉLAGO DE TINHARÉ, É CERCADA DE UM LADO PELO OCEANO E DE OUTRO PELO ESTUÁRIO DO RIO DO INFERNO. A ILHA SE DESTACA POR UMA RARA BELEZA NATURAL E GRANDE DIVERSIDADE DOS SEUS ECOSSISTEMAS E ESTÁ INTEGRADA À ÁREA DE PRESERVAÇÃO AMBIENTAL DAS ILHAS DE TINHARÉ E BOIPEBA.


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unto com a Ilha de Cairu formam o município singular do mesmo nome situado no Baixo Sul da Bahia. Em virtude do patrimônio natural, a região foi reconhecida pela UNESCO como Reserva da Biosfera e Patrimônio da Humanidade, estando inserida no Corredor Central da Mata Atlântica. Cercada de um lado pelo oceano e de outro pelo estuário do Rio do Inferno, a ilha se destaca por uma rara beleza natural e grande diversidade dos seus ecossistemas. O nome Boipeba é uma palavra de origem tupi (m’boi pewa) que quer dizer ¨cobra chata¨ em referência à tartaruga marinha. Os recifes se estendem pela costa e tornam as praias abrigadas das ondas e correntes. Estes recifes são bem largos e cortados por canais e poças.

Povoados Boipeba é um dos locais de colonização mais antigos da Bahia, pois, em 1537, os jesuítas fundaram a Aldeia e Residência de Boipeba. A ilha é formada pelos povoados de Velha Boipeba, São Sebastião, Moreré e Monte Alegre.

Acessos: Os únicos acessos são marítimo ou fluvial. O acesso fluvial é mais utilizado devido à segurança oferecida pelas águas calmas do estuário. No entanto, este acesso pelos canais é dificultado pela pequena profundidade e existência de bancos de areia. Em Boipeba, além de ser uma Ilha, sem ligações rodoviárias, é terminantemente proibido o acesso de veículos automotivos, como carros, ônibus, triciclos ou mesmo motos. A Ilha de Boipeba é um paraíso ainda preservado e escondido na Bahia. O local é paradisíaco, reunindo 20 quilômetros de praias semi-desertas como as praias do Tassimirim, Cueira, Moreré, Bainema e a mais deserta de todas que se chama Ponta dos Castelhanos. Piscinas naturais, águas mornas, manguezais e uma extensa área de vegetação nativa da Mata Atlântica, faz de Boipeba um paraíso a ser descoberto. Boipeba, uma das 3 principais ilhas do Arquipélago de Tinharé, conserva ainda a atmosfera intocada de lugares isolados da civilização. É possível caminhar por quilômetros de praias desertas


Foto: Gabriel Carvalho

Destinos turísticos

e ter a sensação de ser o único visitante da ilha. Apesar de pertencer ao mesmo município arquipélago, a ilha de Boipeba tem a sua própria personalidade. Ao contrário da vizinha, famosa, badalada e com vocação noturna, Boipeba é pacata e reservada, com a mesma beleza exuberante que encanta os visitantes. A natureza rica em mata atlântica, manguezais, praias de areia branca, recifes de corais, flora e fauna . Em 1992 foi criada, pelo Decreto Estadual n° 1.240, a APA Tinharé/Boipeba, visando a preservação de seu rico ecossistema, extensos manguezais, fauna, belas praias recortadas por recifes e barras. Até pouco tempo atrás, Boipeba, conseguia manter-se incógnita, apesar de todo o fluxo turístico que se desenvolvia na vizinha ilha de Tinharé. Hoje, Boipeba se tornou o destino precioso de turistas que procuram lindas paisagens, praias desertas e natureza exuberante, mas com o clima de um vilarejo perdido no mundo. E, quer continuar assim, dividindo com os visitantes toda a beleza que a ilha oferece sem perder o ar de tranquilidade e dando muita atenção à preservação deste paraíso. Da Praia da Boca da Barra, em direção ao porto, subindo uma ladeira ou a rua em frente ao atracadouro, se chega à Vila. A “vila” local é Velha Boipeba, o principal povoado da Ilha, fundado em 1537 pelos jesuítas. Velha Boipeba é hoje uma grande e pacata praça principal com uma ladeira que leva à Igreja Matriz do Divino Espírito Santo, do século

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XVII e algumas ruas laterais com o comércio local, mercadinhos, lojinhas que vendem de tudo um pouco, farmácia e alguns restaurantes. Pelas ruas laterais se chega à Casa da Farinha, onde se fabrica a farinha de mandioca, muitas famílias ainda preparam a sua farinha ali, inclusive o beijú. Subindo um pouco se chega ao morro do Quebra Cú. Dizem que o nome vem dos meninos que escorregavam morro abaixo com pranchas de papelão. Vale a pena a subida, a vista lá de cima é deslumbrante, com o desenho da praia da boca da barra e à esquerda, o estuário do rio do Inferno com seu manguezal. Como dica, o melhor horário é no final da tarde, no pôr do sol. O Roldão também merece visita. É onde se faz o azeite de dendê, típica na culinária local e que dá nome ao pedaço do litoral baiano onde está a Ilha de Boipeba, Costa do Dendê. Os outros povoados da Ilha são Moreré, Monte Alegre e São Sebastião, mais conhecido como Cova da Onça.

Mais informações acesse os sites: www.visiteabahia.com.br www.boipebabahia.com.br www.bahia.com.br


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Em Destaque

Por: Jussara Assunção Fotos J. Freitas

Salvador:

Seus mistérios, encantos e fascínios – parte 1

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iajando Brasil a Fora foi a Salvador/Bahia, primeira capital do Brasil durante 214 anos, cujo nome foi em homenagem a Jesus Cristo, “o Salvador”, conhecer um pouco dos seus encantos e magias. Pesquisamos os pontos turísticos mais procurados e assediados por turistas de todos os cantos do mundo, fazendo um relato importante, breve e satisfatório – assim, ao ir à Salvador, o turista ou pesquisador terá uma ideia do que irá procurar, e o que realmente é de suma importância na história cultural desta cidade. Com uma variedade expressiva de pontos turísticos e culturais e um acervo riquíssimo relatando toda sua

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história, seus casarios, sua culinária e suas belas praias... Conhecer Salvador não é algo muito fácil, pela diversidade de coisas e extensão. Para começar a desvendar seus mistérios e fascínios, é necessário que se faça um roteiro a partir do principio – de onde tudo começou. Então, o que não pode faltar no seu roteiro é uma visita ao deslumbrante Pelourinho (tombado pelo Patrimônio Histórico da Humanidade, o Terreiro de Jesus, as Praças Tomé de Souza e Castro Alves que fazem parte do Centro Histórico de Salvador. Lá, se terá uma ideia precisa das raízes do povo baiano, de como tudo começou e o porquê de tanta religiosidade e originalidade.

As ruas do Centro Histórico transportam o turista para os primórdios da história do Brasil. Durante as visitas ao local, pode-se aprender, com a ajuda dos guias, como se desenvolveu a colonização da primeira cidade do país. Até 1763, Salvador sediou a capital da Coroa Portuguesa nas Américas, sendo que alguns monumentos construídos neste período continuam preservados, o que torna o patrimônio arquitetônico dessa cidade muito valorizado. No Pelourinho, existem mais de 800 casarões dos séculos XVII e XVIII. Diversas igrejas e museus completam a estrutura deste bairro, que, no passado, era ponto oficial de tortura dos escravos.


Em Destaque A cidade destaca-se historicamente, também, por ter sido o principal porto do Hemisfério Sul até o século XVIII. A cidade de Salvador teve início no Pelourinho em 1549 e o primeiro governador geral do Brasil, Tomé de Souza, fundou a cidade no intuito de construir uma “cidade fortaleza”, daí a escolha do local – o Pelourinho era a parte mais alta da cidade, ficava em frente ao Porto e estava fortificado pela grande depressão que forma uma muralha de quase 90 metros de altura, por 15 km de extensão, o que facilitaria a defesa de qualquer ameaça vinda do mar – sua localização estratégica na costa brasileira, também propiciava as ligações Portugal-Brasil-Africa-Asia. E por isso foi escolhida como sede do governo, devido à excelente localização geográfica. Lá foi construída uma série de casarões e sobrados inspirados na arquitetura barroca portuguesa e erguida com mão de obra escrava negra e indígena, presenteando essa nova geração com um legado histórico riquíssimo e importantíssimo para a história do Brasil. Ao visitar o Pelourinho a primeira coisa que sempre chama muito atenção e nos emociona é a quantidade de obras barroquinas e coloniais e sua arquitetura rica e detalhada – algo muito fascinante! É lá que Salvador

reúne sua maior riqueza. As igrejas, que alias, são muitas - comenta-se que há na cidade pelo menos 365 igrejas, a maior parte com mais de dois séculos de construção; algumas são verdadeiras obras de arte seculares com traços de diferentes povos e culturas; outras humildes ou inovadoras. Isso demonstra toda religiosidade desse povo e toda riqueza do acervo - o bom gosto e dedicação de uma sociedade que ali vivera e fora construída. Os detalhes ricos e minuciosos e a qualidade dos monumentos resistem ao tempo e ao descaso do homem moderno, com muita bravura. Citamos aqui algumas das principais e seculares igrejas que o turista pode optar por conhecer: Igreja Nossa Senhora da Ajuda. A história dessa igreja tem muito haver com a história de Salvador. Foi a primeira igreja construída dentro dos muros da cidade que estava em construção, por volta do mês de maio de 1549. No mesmo ano, tornou-se a sede da primeira paróquia de São Salvador., construída pelos Jesuítas; Capela Nossa Senhora da Conceição (a 1ª capela), localizada no Solar do Unhão à Avenida Contorno, construída no século XVIII, com características típicas das igrejas matrizes do período, com a particularidade de possuir nave e capela-mor da mesma largura e altura. Sua fachada, em rococó tardio, com

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fonte, aqueduto, chafariz em arenito com carranca e conchas superpostas; a Igreja e Convento de São Francisco, O convento foi fundado em 1585 pelo frei franciscano Melchior de Santa Catarina, Custódio de Olinda, em Pernambuco, após receber autorização do papa Sisto V. No local já havia uma pequena capela e algumas habitações provisórias. Em 1737 foram colocados azulejos na capela-mor, no ano seguinte começou o arremate dos pilares do claustro, o douramento do capela-mor e altares laterais da igreja, Igreja Nossa Senhora do Rosário dos Pretos construída pelos negros no século XVIII, está localizada no Centro Histórico na ladeira do Pelourinho. Desde os inícios do século XVII os escravos e forros veneravam Nossa Senhora do Rosário num altar da Sé da Bahia, em Salvador. Como outros grupos da colônia, também os negros se organizavam em agrupações religiosas de ajuda mútua, as chamadas irmandades ou confrarias. Catedral Basílica de Salvador, localizada no Terreiro de Jesus, é a igreja mãe de todas as igrejas na circunscrição Eclesiástica de São Salvador da Bahia, onde fica a cátedra do Arcebispo metropolitano cardeal primaz do Brasil. É um dos monumentos barrocos mais importantes do centro histórico


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Em Destaque

de Salvador, com proporções majestosas e esplêndida obra de talha nos altares. Atualmente o Pelourinho reúne restaurantes e os bares mais movimentados da cidade, com o melhor sabor da culinária baiana, artesanatos, arquitetura barroca, religião, centros culturais, a Fundação Jorge Amado e o legítimo e emocionante batuque do Olodum – fonte de inspiração também, para artistas brasileiros e estrangei-

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ros, como é o caso do mito Michael Jackson, que gravou cenas de um clipe no local. O novo Pelourinho, realiza em diversas praças e ruas do bairro, quase que diariamente e de entrada franca, bailes, espetáculos de música e teatro para todos os gostos – as terças-feiras são reservadas a shows e à benção (missa) que atrai vários religiosos e em seguida une-se com o profano como o ensaio do Olodum, dentre

outros – atraindo assim, milhares de pessoas nas ruas e praças. A diversidade de lojas localizadas nos casarios coloniais e coloridos são atrativos para visitantes – lá o turista encontra uma variedade de artesanatos reverenciando a cultura baiana, roupas, joias, lembranças pra todo gosto – inclusive, as famosas fitinhas do Senhor do Bonfim. Quem vai à Bahia dificilmente sai sem sua fitinha no braço e com ela os


seus pedidos mais desejados desse santo que vem realizando milagres na vida de muitos fieis e se torna quase que impossível, também, não percorrer todas as vielas e ladeiras de calçamento feito pelos escravos – são várias as ruas, com um comercio bem diversificado e belas obras de artes, como é o caso da Fonte da Deusa Cirus. Deslocando-nos mais um pouco para outros pontos do Centro Histórico de Salvador, encontramos mais raridades monumentais de extasiar e emocionar até os corações mais endurecidos. O Elevador Lacerda, inaugurado em 1873, que leva esse nome em homenagem ao seu construtor, é o principal meio de transporte entre as duas partes da cidade, a alta e a baixa. Atualmente funciona com quatro cabines modernas (comportando mais de vinte passageiros cada). O Palácio do Rio Branco antiga sede do governo da Bahia, é um dos mais antigos palácios do Brasil localizado na Praça Tomé de Sousa, onde também se encontram a Prefeitura da cidade, a câmara municipal. O palácio recebeu o nome de “Rio Branco”, em homenagem a um dos maiores estadistas brasileiros, o Barão do Rio Branco. Adentrando pela Rua Chile Vemos o imponente Pálace Hotel com uma arquitetura diferenciada e arrojada

para sua época; mais à frente temos a Praça Castro Alves, e onde fica o belíssimo monumento erguido em praça pública, em homenagem ao poeta Castro Alves – de lá se pode ter uma encantadora vista da Baía de Todos os Santos e seus mistérios, com a Ilha de Itaparica uns 13 km ao fundo. Passear por Salvador é realmente algo imperdível, que deve ser feito com minuciosidade e disponibilidade de tempo! Visite Salvador e desfrute de todas essas delicias e peculiaridades. Nas próximas edições o leitor irá acompanhar várias matérias para conhecer outros pontos turísticos de Salvador e regiões turísticas do Estado da Bahia. acesse: www.visiteabahia.com.br

A diversidade de lojas localizadas nos casarios coloniais e coloridos são atrativos para visitantes lá o turista encontra uma variedade de artesanatos reverenciando a cultura baiana

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Foto: Jota Freitas - Setur

Cultura

Tempero

Singular de

Por: Ramon Andrade

Baianidade 28

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balorixás. Terra de culto a Todos os Santos, a Bahia é também, a Terra de ritmos diversificados . As diversas expressões folclóricas ostentam a riqueza do imaginário popular. Rodas de samba, Puxadas de Mastro, Capoeira, Terno de Reis, Bumba-meu-boi, Afoxé e tantas outras colorem, animam e exibem a vida e a fé inabalável do baiano por toda a capital e interior. Um mosaico de festejos e celebrações às crenças de origem africana, indígena e portuguesa, ao tempero singular da baianidade. Berço da música nacional, a Bahia exala melodia em cada esquina; no rebolado da morena que samba no seu leve caminhar; no passo bambo e gingado do mulato; no traço explícito do turista; na boemia de suas ruas e vielas; nas apresentações que reúnem do samba de raiz ao axé; do forró ao reggae; da MPB ao afoxé; da Bossa Nova ao Carnaval. A Terra do sincretismo religioso é, também, a do caldeirão musical. Não é à toa, que dizem por aí que, Na Bahia não se nasce, se estreia. E foi com essa marca que vários artistas, ritmos e estilos começaram a trilhar a história da música verde-e-amarela e de todas as cores, de todos os tons, de todos os ritmos, de todas as raças, pra todos os gostos. Enfim... Para todos!

No folclore - O Afoxé:

P

átria da diversidade cultural, a Bahia apresenta o seu tabuleiro de roteiros turísticos e viagens, que faz parte da História do Brasil. De igrejas seculares ao artesanato típico das cidades do interior, da crença diversificada de um povo mestiço, aos mitos e ritos do folclore local, o estado se abre em um verdadeiro mosaico de atrativos para quem deseja desvendar a Bahia em toda a sua graça, beleza e poesia. Terra dos orixás, patuás e ba-

Salvador é a capital baiana do sincretismo religioso. Um verdadeiro caldeirão cultural, onde as diversidades convivem em perfeita harmonia. As 365 igrejas que homenageia todos os Santos católicos, somam-se à fé de origem africana, dos orixás, patuás e entidades sagradas do Candomblé. Exemplo disso é o bloco carnavalesco dos Afoxés Filhos de Gandhi. Centenas de homens desfilam com indumentárias brancas de detalhes em azul dos pés à cabeça, incluindo um turbante com o símbolo do bloco, e colares de contas – ou guias - nas mesmas cores. O bloco, um dos mais tradicionais do carnaval, sai sempre

aos domingos, segundas e terças, e arrasta multidões entoadas pelos cânticos africanos. A lista de associados inclui famosos como os cantores e compositores Gilberto Gil e Caetano Veloso. A palavra “afoxé” significa adivinhação, profecia ou predição do futuro. Esta manifestação folclórica se caracteriza, sobretudo, pela figura central do babalawô ou baba-oni-awô; o pai conhecedor do porvindouro. Originado nos terreiros de Candomblé, em especial os de “Efan”, nação dedicada ao culto de Oxum. O Afoxé ainda hoje simboliza os cultos e entidades nobres da cultura africana. Os cantos a Oxum e Oxalá, o “Ijexá”, ritmados com cabaça, agogô e atabaque, remontam aos entoados no terreiro por pais de santo, imbuídos de fé nos rituais religiosos.

A Capoeira: Mistura de dança com luta, a Capoeira tem sua origem na África, trazida ao Brasil pelas mãos dos escravos, como forma de defesa. Ao som ritmado e bem marcado do berimbau de barriga, caxixi, atabaque, pandeiro e reco-reco, dois participantes ensaiam coreografias sincronizadas, gingadas de perna, braços, mãos, pés, cabeça e ombros. O repertório abrange chutes e piruetas cheios de molejo, malícia e manemolência. Existem duas vertentes: a Capoeira de Angola e a Regional. Mestre Pastinha é o grande precursor da primeira, e Mestre Bimba, da Regional, diferenciada pela introdução de golpes “ligados” e “cinturados”. A chamada Roda de Capoeira divide-se entre lutadores e instrumentistas, responsáveis pelo tom e marcação dos capoeiristas. O berimbau é a alma da batucada, entoando e guiando o ritmo da apresentação. A mais popular manifestação folclórica do estado encontra eco no mundo inteiro. A Capoeira é prática difundida por todos os cantos - atraente para os “gringos” e dominada com maestria pelo baiano. A manifestação

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Foto: Rita Barreto

é mais forte em Salvador, Cachoeira, Mata de São João, Santo Amaro, São Félix, Feira de Santana, Maragojipe e Nazaré.

Na música - O Samba: A história do samba está diretamente relacionada à história da formação cultural do povo baiano. Durante o período colonial, o samba foi enriquecido com palmas e instrumentos, como a viola, o violão, o triângulo, a cuíca e o pandeiro. O ritmo se desenvolveu principalmente no Recôncavo Baiano, mais precisamente nos engenhos de cana-de-açúcar, para onde foi levada a maioria dos escravos originários de Angola. Ali, ganhou a forma conhecida hoje como samba de roda. A partir de 1860, em consequência da abolição da escravatura e do fim da Guerra de Canudos, houve um grande fluxo migratório de negros e mestiços de várias partes do país, sobretudo da Bahia, para o Rio de Janeiro, então capital do Brasil, em busca de trabalho e de melhores condições de vida. A maioria se instalou em locais periféricos, mais especificamente nas imediações do Morro da Conceição, Pedra do Sal, Praça Mauá, Praça XI, Cidade Nova, Saúde e na Zona Portuária. Muitas baianas, descendentes de escravos, alojaram-se nesses bairros. Abriram pequenos bares e restaurantes, que funcionavam em suas próprias casas, e ficaram conhecidas como as Tias Baianas ou Tias do Samba. Nas casas dessas Tias, os baianos se reuniam para comer, beber e cantar.

O Samba-reggae: O samba-reggae, que alguns chamam também de samba-reggaeton, nasceu na década de 80, na Bahia, e é fruto da fusão de ritmos do samba tradicional com o reggae jamaicano, de Bob Marley e Jimmy Cliff. Foi criado e introduzido no Carnaval de Salvador pelo maestro


Axé Music: Considerado o mais baiano dos ritmos musicais contemporâneos, a mú-

sica axé, axé music ou simplesmente nova música baiana, é, na verdade, uma grande mistura de elementos musicais, aparentemente distantes, como salsa, samba, reggae e rock, como definem seus criadores. O nome foi dado pelo jornalista e crítico de música, Agamêmnon Brito, em 1987. Ele juntou a maneira como chamava as músicas baianas que considerava bregas, axé, ao termo em inglês usado pelas bandas que tinham pretensões internacionais, music. Apesar da carga pejorativa, cresceu e frutificou, marcando uma nova fase do Carnaval da Bahia e a sua inserção no mercado nacional de discos. O marco zero foi a música ‘Fricote’

e ‘Nega do Cabelo Duro’, de Luiz Caldas, em 1985. Os dois hits explodiram. A adesão de novos nomes da área musical ajudou a consolidar o gênero no Brasil e no exterior. E projetaram nacionalmente, nomes como Daniela Mercury, Ivete Sangalo, Durval Lélis, Margarete Menezes e Chiclete com Banana. acesse: www.visiteabahia.com.br

A palavra “afoxé” significa adivinhação, profecia ou predição do futuro.

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Foto: Carlos Alcântara

Neguinho do Samba, ‘In memoriam’ então maestro da banda do bloco afro Olodum. O ritmo tem por base a percussão, com ênfase nos tambores, atabaques, pandeiro, guitarra ou viola eletrônica no lugar do cavaquinho e outros instrumentos característicos da música latina, com influência do merengue. A Bahia é um berço de grandes percussionistas. O talento e a criatividade de vários deles acabaram por criar ritmos com marcas características que se tornam verdadeiras escolas.


Foto: Manu Dias - Secom

Cartão Postal Farol de Itapoan O farol de Itapuã ou farol da Ponta de Itapuã é um farol localizado na praia de Itapuã, em Salvador. Trata-se de uma torre troncónica em ferro fundido com 21 metros (69 pé), assente sobre uma base de concreto e ligada à praia por uma ponte também de concreto. Emite um relâmpago branco a cada seis segundos, com um alcance de 15 milhas náuticas (28 km).

A praia de Barra Grande é reta, com areias claras e águas mornas e calmas, ideais para a familia toda, inclusive as crianças.. Barra Grande é o porto de entrada na Península de Maraú, local onde os turistas chegam de barco vindos de Camamu. Tem casas de veraneio, várias pousadas, bares e restaurantes.

Foto: Tatiana Azeviche - Setur

Península de Maraú


Foto: Jota Freitas - Setur

Marco do descobrimento Porto Seguro Um dos primeiros núcleos habitacionais do Brasil, Porto Seguro, além de ostentar o Marco do Descobrimento, desempenhou papel importante nos primeiros anos da colonização. São desta época prédios históricos que podem ser visitados durante o dia ou apreciados à noite, quando sob efeito de iluminação especial.náuticas (28 km).

Possui excelente área para mergulho autônomo e livre, pois as formações de corais abrigam grande diversidade de fauna marinha. Nas ilhas, a atração fica por conta das aves nidificando nas formações rochosas. O Parque é aberto todos os dias. Diversas embarcações oferecem passeio de um dia ou mais à unidade. A partir de julho, inicia-se a temporada das baleias jubarte.

Foto: João Ramos - Bahiatursa

Arquipélago de Abrolhos Parque Nacional Marinho de Abrolhos


Foto: AndrĂŠ Moreira


Seção

Sergipe pag 36 DESTINOS TURÍSTICOS pag 39 CULTURA pag 40 EM DESTAQUE pag 44 MEIO AMBIENTE pag 46 CARTÃO POSTAL


destinos Turísticos

Por: Jussara Assunção

visite

SÃO CRISTÓVÃO “A quarta cidade mais antiga do Brasil”

Praça São Francisco

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destruída e foram expulsos em 1645. No final do século XVII, Sergipe foi anexado à Bahia e São Cristóvão passou a sede de Ouvidoria. Depois de reconstruída, em meados do século XVIII, no dia 08 de Julho de 1820, através do decreto de Dom João VI, Sergipe foi emancipado da Bahia e São Cristóvão tornou-se então, capital. No final da primeira metade do século, foi liderado pelos senhores de engenho um movimento para transferir a capital para outra região – o intuito Foto: Lineu Lins

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histórica cidade de São Cristóvão fica situada a 26 km da capital Aracaju, situa-se ao norte do estuário do rio Vaza-Barris e é a quarta cidade mais antiga do Brasil e também já foi a 1ª capital de Sergipe. A cidade de São Cristovão foi fundada por Cristóvão de Barros em 1º de Janeiro de 1590. Época em que Portugal estava sob domínio do Rei Felipe II da Espanha. Chegou a ser invadida em 1637 pelos holandeses, que a deixaram praticamente


Fotos: Folheteria Mtur

Igreja e Convento de Nossa Sehora do Carmo


Praça São Francisco

era facilitar o escoamento da produção açucareira. Na época, principal fonte de economia e por isso, precisaria de um porto capaz de receber embarcações de maior porte. O presidente da Província, Inácio Joaquim Barbosa, transferiu, então, a capital para Aracaju. Tombada pelo patrimônio histórico nacional desde 1939, hoje, São Cristóvão é candidata a Patrimônio da Humanidade. A cidade possui um conjunto de obras arquitetônicas, onde prevalece o estilo barroco e por isso, muito visitado por turistas que chegam de todos os lugares do país. Entre os principais monumentos históricos estão: Igreja e Convento de São Francisco (hoje funciona o Museu de Arte Sacra, 1º monumento tombado no Estado de Sergipe pelo IPHAN em 1941); Santa Casa de Misericórdia (tombada em 1944, e hoje abriga o Lar Imaculada Conceição, administrado pelas Irmãs Clarissas Concepcionistas. Lá funciona a escola de ensino fundamental e asilo para freiras idosas. No interior da Igreja destaca-se o painel óleo sobre tela denominado “A Visitação”, cuja autoria foi atribuída ao grande pintor baiano José Theófilo de Jesus); Lar Imaculada Conceição); Igreja Nossa Senhora do Amparo,

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Igreja Nossa Senhora do Rosário dos Homens Pretos, Igreja e Convento da Ordem Terceira do Carmo (mais conhecida como Igreja de Nosso Senhor dos Passos, tombada em 1943), Museu dos ex-votos, entre tantos outros que proporciona ao visitante um mergulho ao passado colonial do país. Um dos patrimônios que mais se destaca é o Museu Histórico de Sergipe (tombado pelo governo estadual), que guarda a memória e identidade do povo sergipano. Indo a São Cristóvão uma das coisas a apreciar é o painel Peri e Ceci (óleo sobre tela) do pintor sergipano Horácio Hora. A cidade ainda possui duas capelas rurais de antigos engenhos tombados- a do Poxim (IPHAN em 1943) e a de Itaperoá (governo Estadual/anos oitenta). Esta última corre sério risco de desaparecer. Vale também lembrar aos visitantes um dos pontos importantes da cidade histórica. Que ela está dividida em dois planos: Cidade alta e cidade baixa. A cidade baixa é a parte onde residia a comunidade com baixo poder aquisitivo e a alta onde se concentrava a elite. Podemos perceber isso através dos seus casarios e sobrados, que demonstram através de suas fachadas e telhados a divisão social do tempo

do Brasil Colônia. Os historiadores contam que os telhados representavam cada grupo de poderes: Tribeiras, os beiras e os eiras – isso demonstrava o grau de poder de cada um. A fé é um dos marcos do povo sancristovense. São tradições as romarias e festas religiosas – que todos os anos arrastam multidões que vêm de todos os lugares do Brasil para adorar e acompanhar a procissão de Nosso Senhor dos Passos. São destaques também no turismo de São Cristóvão:

Grupos Folclóricos Caceteira, Chegança, Samba de Coco, Dança do Langa, Reisado, São Gonçalo, Taieira, entre outros.

Culinária Se destaca na culinária de São Cristóvão as famosas compotas de frutas, produzidas no Povoado Cabrita e tradicionalmente passadas de mães para filhas. São vendidas em várias cidades sergipanas, mas uma quantidade maior é levada para ser vendida no Mercado Municipal de Aracaju.

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Cultura

ODIR CAIUS “SURGE UMA ESTRELA NO CENÁRIO DO CHORINHO SERGIPANO” Por: Jussara Assunção

O

dir Caius, como assim ficou conhecido no mundo artístico, tem deixado sua marca registrada por onde passa. Com humildade e muito talento o músico vem se destacando não só no cenário sergipano, como também, em outros estados brasileiros. O Chorinho na flauta doce é o seu ponto forte – música de qualidade cultural! Mas, o músico que nasceu no dia 03 de julho de 1968, na cidade de Aracaju, na verdade é Odinezio Rozendo Santos. Não nasceu na cidade de Estância, mas considera a sua terra natal; pois foi no cenário estanciano que sua vida musical desabrochou. A história de vida do músico Odir foi semelhante à de vários artistas – com muitos obstáculos para driblar e sacrifícios. Mas, ele não mediu esforços para chegar onde está. Ao completar um ano de vida seus pais mudaram-se para São Paulo e lá viveram durante 10 (dez) anos. Após alguns anos voltaram para Sergipe, onde residiram na cidade de Estância e Odir adotou a cidade como sua

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terra natal; Aos 13 anos, iniciou sua carreira musical. Ingressou na escola de música do SESI/Estância, onde, sob orientação do saudoso professor Amaral, deu os seus primeiros passos, apaixonando-se pela música. Além de estudar partituras, estudou também, instrumentos de percussão e em 1984 realizou um grande sonho: ingressar na centenária Lira Carlos Gomes, na cidade de Estância, onde aprendeu tocar vários instrumentos, como o clarinete, saxofone – e teve como exemplo, grandes mestres na música: o professor José Luiz e o saxofonista da Lira Sr. Luisinho, que o inspirou a tocar, compor e se dedicar ao chorinho. E foi assim, que tudo aconteceu. Outra paixão que fortaleceu seus laços com a cidade de Estância, foi o trabalho como instrutor de bandas marciais e a arte de fabricar fogos – aos 16 anos Odir já fazia busca-pés e recebeu sua 1ª carteira de fogueteiro. Foi instrutor de bandas, trabalhou para vários colégios formando excelentes músicos. Fala com muita

precisão sobre o assunto e se enche de orgulho ao lembrar que vivenciou uma das melhores fases de sua vida nesta cidade. Após mudar-se para Aracaju, de menino sonhador a homem persistente, Odir deu uma guinada em sua carreira artística e surgiu uma estrela no cenário do chorinho sergipano. Foi o primeiro chorão a introduzir a flauta doce no choro em Sergipe – um instrumento simples, mas não muito utilizado para executar choros. E essa inovação chamou a atenção não só do público sergipano, como também, de muitos turistas de outros estados do país. Hoje, um artista de renome em Sergipe. É professor de música e autor de belíssimos choros, marchinhas, valsas e baiões. Entre elas, “Sofise”, Chorado Sergipano, Trombone Seresteiro, Memórias de Aracaju, Lembranças da Lira (em homenagem a Lira Carlos Gomes), Alma de um Artista (uma homenagem ao Sr Luisinho); é também autor do baião Serigy, entre tantas outras. Hoje tem uma carreira sólida e o reconhecimento de todo o estado – é um determinado pesquisador de choros. Ganhou dois festivais Sescanção: 2009, com o choro Sofise composto em homenagem à Sociedade Filarmônica de Sergipe pelos seus relevantes serviços prestados no campo da música e em 2011 foi novamente selecionado com o choro-maxixe “Uma Flauta Doce no Choro”. Faz shows em várias cidades do estado com playback ou o próprio regional de choro. Tem lançados no mercado 12 (doze) CDs; um deles de choros 100% autoral. O músico tem um público diversificado – prestigiado e querido entre advogados, grandes políticos, médicos, jornalistas e requisitado para tocar em vários eventos fora e dentro do estado, Odir se sobressai entre tantos outros artistas sergipanos.

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Foto: Cezar de Oliveira - Acervo Emsetur

Em Destaque

Resgatando o melhor e maior São João do Brasil Por: Ramon Andrade

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stância é um município brasileiro do estado de Sergipe. A cidade denominada por Dom Pedro II como o jardim de Sergipe, dos sobrados azulejados, das festas juninas e do imponente barco de fogo.

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Segundo palavras do escritor Jorge Amado, que viveu em Estância e curtiu muitos São João na cidade, o povo estanciano é um dos mais cordiais do mundo – além de possuir um belo acervo arquitetônico, apesar das con-

stantes perdas provocadas pela ação do homem. O São João de Estância, também, já foi considerado o melhor São João do Brasil e a cidade é lembrada como capital brasileira do Barco de Fogo.


Foto: Lúcio Távora

No São João a cidade transformase em um verdadeiro centro cultural. Ruas e estabelecimentos públicos e privados são enfeitados com bandeirolas, palmas de bambu, folhas de bananeiras e palhas de coqueiros, sem contar com as bandas musicais regionais (os tradicionais trios Pé de Serra) e algumas famosas nacionalmente. Também tem os grupos folclóricos que abrilhantam a festa durante todo o mês de junho: Quadrilhas, Batucadas, reisados, pastoris, samba de coco... E claro que não poderia esquecer a principal atração:

sua majestade “Barco de Fogo”. Uma belíssima e encantadora criação do povo estanciano, que poderá se tornar patrimônio histórico da cidade. A cidade se destaca, ainda, por oferecer um rico leque de atrativos culturais. São trinta dias de festa, que incluem várias brincadeiras e concursos juninos: do melhor licor, da melhor comida típica, da rua mais enfeitada, das agências bancarias melhor decoradas, do melhor buscapé, da melhor espada, do melhor barco de fogo, da melhor quadrilha junina, das rainhas mirim e adulta e etc..

Já é tradição também, o forró nas feiras livres, praças, postos de combustíveis, lojas do centro comercial, supermercados e bairros da cidade;. Nenhum outro município do nordeste faz um São João com duração de trinta dias e com o gostinho de festa do interior. Numa das praças principais da Cidade de Estância, é erguida todos os anos a tradicional Feirinha Cultural, onde o visitante pode conhecer um pouco da cultura da cidade e degustar da melhor culinária da época - comidas e bebidas típicas da tradicional

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Foto: Alejandro Zambrana - Acervo Emsetur

festa junina: pamonhas, canjica, beijus, os famosos bolos de milho, macaxeira e puba; cocadas, amendoim, milho assado e cozido, licores variados ( pitanga, murici, jenipapo, Cambuí, graviola...) encontrados em grande escala no interior dos arraiais. Outro costume do povo estanciano é a construção de pequenas gaiolas (os arraiais que levam nomes de duplo sentido... Tipo: “Toco crú pegando fogo”). São feitos na frente das residências, para receber amigos e turistas e protegê-los dos fogos. Animados, dançam um gostoso forró, enquanto nas ruas da cidade o fogo come no centro. São exibidos, também, barcos de fogo, busca-pés e as famosas espadas, num belíssimo show de pirotecnia. São José, São João e Santo Antônio são os santos cultuados e lembrados nesse período junino, onde

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se mistura o sagrado e o profano – os mais fiéis, costumam acompanhar as procissões.

Buscapé ou Espada - O perigo e a brincadeira No céu, um espetáculo colorido de encher os olhos. Na terra, uma aventura de espalhar faíscas de fogo pelas ruas. No pilão, nitrato de potássio, enxofre e carvão: a fórmula da pólvora, descoberta por acaso na China há mais de dois mil anos e hoje, usada como receita indispensável nas festas nordestinas. Além de pólvora, limalha de ferro: milhões de partículas de metal que dão a luminosidade. É um desafio arriscado entre o homem e o fogo. Só o barulho da pólvora queimando e da limalha de ferro assusta - Incontroláveis, avançam para todos os lados.

Parece que ganham vida quando saem da mão _ Como proteção, luvas! Algumas vezes a coragem desses aventureiros acaba no hospital. Para quem não tem intimidade com o fogo, o melhor mesmo é ver a certa distância. Brincar com essa arma não é para qualquer um. O que para alguns é medo, para essa turma, é pura alegria. Destemido, o funcionário público Valdivino Menezes domina três espadas de uma só vez. Haja habilidade. Ele fica no meio do fogo cruzado. “Graças a Deus, não estou queimado. Faço isso desde criança. Você só tem que olhar para a taboca. A faísca não queima, ela só sapeca”, diz Valdivino.

Barco de Fogo Espetáculo de luz com brilhos incandescentes para muitos nordestinos, agradar a São João é abusar da cria-


tividade. Uma das invenções dessa festa é um facho de luz cruzando a noite: Sua majestade junina o ‘Barco de Fogo’ - um produto junino, exclusivo de estância, de fabricação caseira, construído em fundo de quintal. A maioria dos fabricos funcionava em pequenos barracos, em fundo dos quintais – atualmente, por questões de segurança e exigência do Exército e Corpo de Bombeiros, são fabricados em grandes barracões, afastados da cidade. Nesta época do ano, centenas de moradores de Estância, se dedicam à arte de brincar com os fogos. Todo ano, no mês de junho, algumas pessoas mudam de profissão: Abandonando o verdadeiro ofício para se dedicar a construção de espadas e barco de fogo. Algumas pessoas chegam a fabricar cerca de quarenta barcos no mês. Madeira leve e papelão. Esse é o material utilizado na estrutura. O resto é pólvora e na medida exata para queimar os rojões e fazer o barco flutuar em um arame como se fosse um foguete na horizontal. Tudo é calculado matematicamente igual á obra de engenharia. “Barco bom é aquele que chega de um travessão a outro. Vai e volta”, dizem os fogueteiros. Com o passar dos anos e algumas mudanças administrativas, alguns costumes e tradições foram se dissipando. É o caso de um fogo de artifício fabricado na cidade, conhecido como “Tremendão” - de arrojo muito forte e lindo assovio quando sua boca de cor pega fogo, ele foi extinto das tradições culturais e quase não se vê mais por aqui. acesse: www.visiteobrasil.com.br

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Fotos: BNTM - Setur-Se

Meio Ambiente

Degradação ambiental ! “Uma preocupação do Litoral Sul de Sergipe”

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alar sobre as belezas naturais do litoral centro-sul sergipano não tem preço! As belas praias de Caueira, Abaís, Saco do Rio Real, Pontal, Terra Caída e a Ilha do Sossego traduzem a beleza de todo o litoral Sul de Sergipe. Um verdadeiro paraíso litorâneo com paisagens deslumbrantes: praias extensas, lagoas, matas virgens, coqueirais e dunas douradas, sendo um cenário perfeito para quem gosta de desfrutar e estar em harmonia com a natureza. Porém, o homem não tem cuidado muito bem desse patrimônio que faz parte

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do nosso acervo natural. E apesar de toda beleza natural e rústica a degradação ambiental é um dos pontos mais preocupantes para ambientalistas, ONGs e instituições governamentais que lutam para preservar praias, manguezais, lagoas e dunas do litoral sul sergipano. Por possuir um grande numero de residências construídas fora dos padrões e determinações da engenharia civil, hoje o litoral sofre com o grande numero de escombros de casas destruídas a beira mar. Ação essa, que titulamos como “Antropica”, aumen-

tando cada vez mais a poluição em nossos estuários e praias - sem falar na retirada de areia das dunas! Outro fator que tem preocupado moradores e comerciantes da região é a estiagem prolongada – algumas lagoas existentes no litoral estão secando e poderão desaparecer e com elas um grande número de peixes (os famosos tambaquis), que atraem os visitantes para alimentá-los e tocá-los, admirados por sua beleza. A preservação do litoral não é dever somente dos órgãos públicos, e sim da sensibilidade e conscientização


de que o meio ambiente é de todos e não somente de uma classe favorecida da sociedade. A preservação deve ser realizada sim, por moradores, turistas e visitantes levando em consideração que bem antes de nós, aquilo tudo já existia, basta apenas preservar! Conhecer o litoral Sul de Sergipe é sentir uma nova paixão, onde as belíssimas praias e paisagens encantam os turistas e visitantes de todos os cantos do mundo, porém, os diferentes princípios culturais são expressos em praias badaladas e outras quase desertas, oferecendo opções tanto para quem gosta de agito quanto para quem prefere um lugar mais tranquilo. Enfim, para todos os gostos. A beleza da região se completa com os rios. A melhor forma de conhecê-los é um passeio de lancha, escuna ou catamarã, partindo do Porto

de N´Angola ou da praia do Saco. Navegando entre manguezais nativos e ilhas fluviais. Atravessando o estuário dos rios Piauí e Real chega-se a Mangue Seco, local onde o escritor Jorge Amado inspirou-se para o romance Tieta. Embora localizado na Bahia, a entrada principal é por Sergipe. O litoral Sul de Sergipe espera você para se deliciar em seus estuários, manguezais, lagos, dunas e mar. Porém, a visitação de turistas e amantes de esportes como o surf e o mergulho, precisa ser monitorada e conscientizada, para que suas águas limpas e cristalinas sejam preservadas. Conhecer o litoral Sul de Sergipe é contribuir com o turismo, mas também, com a causa da preservação ambiental, que necessita muito da nossa ação presencial e ativa. Venha você também visitar-nos e tornar-se amante dessas belezas naturais que canta e encanta a quem

desfruta com respeito os limites da natureza, pois o melhor de tudo é poder sentir o verdadeiro calor natural que sai das raízes dos manguês, dos raios do sol, das espumas das ondas, da brisa ao vento e do grão de areia que se multiplica ao formar uma duna. Ser Sergipano é isso, poder sentir a verdadeira forma de ser amado por quem tanto nos ajuda a sobreviver. Obrigado a Mãe Natureza!

Edvaldo Ribeiro da Cruz Presidente da ONG Voluntários Ecológicos; Tecnico em Analises de Impactos Ambinetais EIA e RIMA; Geografo Bacharel Licenciado; Pós-Graduado em Administração Publica Municipal; Pós-Graduado em Geografia e Meio Ambiente; Pós-Graduado em Didática e Metodologia do Ensino Superior; Mestrando em Agroecossistemas.

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Foto: Maxwell Corrêa - Acervo emsetur

Cartão Postal Por do Sol no Mosqueiro O mais belo por do sol sergipano, fica às margens do Rio Vaza Barris em Aracaju. Sergipanos e turistas têm um motivo a mais para contemplar este espetáculo do sol: a Orla do Mosqueiro. São 600 metros de extensão com ciclovia, atracadouro, parque infantil e píer. Dica: Chegue às 17hs para contemplar todo o espetáculo da natureza e espere escurecer. O sol se vai, mas a beleza do lugar permanece.

Diz a lenda que nesse pedaço de paraíso sergipano foi abandonada a mãe da mulher de um pescador nativo. Mas a Ilha da Sogra, no Litoral Sul de Sergipe, nem de longe pode ser encarada como um castigo, nem mesmo para a sogra. A Ilha é um banco de areia em formato de ferradura, que durante o dia é uma bela ilha deserta e, ao cair da tarde é coberta pelas águas.

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Foto: Acervo Emsetur

Ilha da Sogra


Foto: Acervo Emsetur

Lagoa Azul A Lagoa Azul, fica na Praia do Abaís no município de Estancia, é alimentada pelas águas da chuva e do lençol freático, apresenta formação de pequenas ilhas nos períodos de estiagem. Ela também serve de atração turística, pela sua beleza, e tamanho, agradável banho e apreciação dos peixes tambaqui, tilápia e curimatã. A temperatura da lagoa é amena, o que propicia um banho delicioso e bem relaxante.

Museu da Gente Sergipana

Foto: Marcelle Crstinne

O Museu de Gente Sergipana é novo e seu acervo resgata hábitos, cultura, culinária, natureza e folclore do estado. Inaugurado em 2011, no antigo Ateneuzinho, construção de estilo eclético do início do século 20, no centro histórico de Aracaju, o museu multimídia propõe uma viagem virtual por hábitos, cultura, culinária, natureza e folclore do estado. É uma criação do Instituto Banese e do governo de Sergipe.

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VARIEDADES


Viajando Brasil a fora

Por: Jussara Assunção

VIsite Ubatuba VIAJANDO BRASIL AFORA, FALA DAS EXPERIENCIAS POR MIM VIVIDAS E DE AMIGOS EM COMUM QUE ADORAM EXPLORAR NOVAS E BELAS CULTURAS BRASILEIRAS... E INSPIRAM O CARO LEITOR A PRATICAR O TURISMO COM MAIOR FREQUENCIA, JÁ QUE O NOSSO PAÍS DISPÕE DE BELEZAS INIGUALÁVEIS– HOJE, O ASSUNTO EM PAUTA, É A BELA CIDADE LITORANEA DE UBATUBA-SP QUE VISITEI E ENCANTEIME COM SUAS PRAIAS, SEU POVO ORDEIRO E SUA EXCELENTE ESTRUTURA TURÍSTICA. turística de apoio: Aeroporto Estadual Gastão Madeira para aeronaves de pequeno porte; tem a maior marina fluvial do litoral Norte, que é a marina do Saco da Ribeira- movimenta cerca de 2.000 embarcações ; Rede hoteleira: 300 meios de hospedagem. Ao chegar a Ubatuba, logo de cara, a receptividade agradável pelos agentes de turismo, com carros e Vans disponibilizados para fazer um city tour pelos mais belos pontos turísticos da cidade – fica a seu critério: são 84

praias ao longo de 100 Km de Costa. Entre elas, Praia Grande; oito trilhas, seis cachoeiras, passeios de escunas, visitas ao Projeto Tamar, Aquário de Ubatuba – uma das melhores opções de lazer educacional do litoral paulista, com mais de 100 espécies de animais: raias, moréias, tubarões, tartarugas, jacarés, etc... O Aquário de Ubatuba é um dos maiores do Brasil! E para completar o seu lazer a cidade oferece noites agitadas nas danceterias, maravilhosos bares e restaurantes com Foto: Marcelo Alves

UBATUBA – Localizada no litoral Norte de São Paulo tem duas definições sobre a origem do nome derivado em tupi ybtyba ou ybatiba. Em ambos concorda-se que “tuba” poderia significar muitas – “uba”, entretanto, poderia se referir à canoas ou caniços, de um tipo de taquara comum na região. Tem uma população, de mais ou menos, 75.000 habitantes, fica localizada na Serra do Mar, 2.770 de altitude; clima: tropical/ temperado; temperatura máxima de 35,0° e mínima de 17,0°; Infraestrutura

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Foto: Marcelo Alves

uma culinária deliciosa a base de frutos do mar (algo que percebi, é que, o camarão é um crustáceo muito presente na culinária de Ubatuba) – o que significa que o marisco existe em abundância na região. Caminhando alguns quilômetros de avenida várias coisas me chamaram atenção naquele delicioso passeio: a organização das ruas, a limpeza das praias, lojas e restaurantes com o mesmo padrão e estilo e até uma academia em praça pública, mantida pela prefeitura local. O artesanato é diversificado – feitos à base de madeira, cerâmica, palhas e também com o aproveitamento dos variados modelos de conchinhas do mar. Como vê, existem mil motivos para você visitar a cidade litorânea de UBATUBA e ser muito feliz... Boa Viagem!

Foto: Daniel 101

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Por: Marta Santana

Correspondente

Fotos: Imagine Adventure

Turismo Internacional

Paris, vista pelos meus olhos!

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as, como chegou a minha vez, deixeme ver: hum!!! Acho que é um museu a céu aberto que mistura com perfeição e requinte, passado, presente e futuro. Ao longo dos anos, a gente escuta mesmo sem querer, que, París é a cidade do romantismo. Do amor, a cidade luz, a que inspira apaixonados e artistas! Esses e tantos

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outros atributos sobrepostos ‘a capital francesa’, ja foram tão reproduzidos que se tornaram clichês, e, como tais, exíguos para revelar as diversas facetas que a cidade pode assumir. Que artista nunca tentou difundir, seja na música, nos versos, nos poemas, gravuras e pinturas, a aura dourada e charmosa que envolve a capital?

Eu pensei: o que escrever sobre París? Sei lá... acho que é uma responsabilidade grande demais para mim.

Olhem, nao sei qual a razão, mas, devo dizer que é simplismente, LINDA! Eu sempre pensei: mas, que graça há em uma torre que deixa as pessoas tão fascinadas? Gente... O Mauro Sato saiu comigo caminhando e conversando discretamente sobre o belíssimo Trocadéro, eu observando cada detalhe do que via, caminhando lentamente sem perceber a ansiedade dele, quando de repente ele, que faz


isso com todo mundo que leva a París, me diz sorrindo: olhe para a frente! E lá despontava majestosa e imponente, por detrás de um enorme edifício, a tão divulgada Torre Eiffel. Sabem, a única reaçao que pude esboçar foi de espanto. Levei imediatamente a mão ao coraçao e murmurei: meu Deus!!! olhem, a magia e o encanto que envolvem toda a torre e a área onde está localizada é sim, digna de todo o louvor. De tudo que vi, e olha que foram cinco dias acordando cedo, tomando café e deixando o hotel e retornando por volta das 10 da noite, mas de tudo que vi, o que mais me fascinou foi de fato, a torre. Enfrentamos uma fila gigantesca para chegar até o topo. A entrada custa 14 Euros por pessoa. Queria des-

vendar melhor esse mistério, queria uma explicação para tudo aquilo. No meio da torre tem uma ala com bares, restaurantes, banheiros, etc, bem no topo, tem mais banheiros e lojas que vendem artigos para turistas. Gente, a cidade vista do alto é deslumbrante. É formosa por todos os ângulos. Achei maravilhoso um pequeno museu, um escritório, onde o Gustave Eiffel recebia visitas ilustres . Olhei bem para a cara do sujeito. Estava ele lá todo elegante conversando com o Thomas Edison. Fiquei um tempão a contemplar tudo. Eu pensei: O Thomas, enquanto fumava um charuto, deve ter dito: rapaz, que monumento esplêndido você conseguiu construir! O Eiffel deve ter respondido: ainda bem que você trouxe a luz!

Olhem, se durante o dia você se embriaga com tanta beleza, á noite o espetáculo é ainda mais atrativo. É uma mistura perfeita de brilho, luz e cor! Sao milhares de pessoas a olhar para o alto. São flashs por todos os lados, e de todos os lados, os mais diversos idiomas. Confesso que tudo é belo, até ver o garçom muito bem trajado, exprimindo todo o seu charmoso francês, te chamando de madame!!! París, nao sei o que lhe dizer para agradecer a felicidade que você me proporcionou. De tudo, o que posso concluir é que Ele, assim como escolheu os seus 12 apóstolos, apontou, de modo especial, cada artista que contribuiria para este resultado. Creio que como tantos outros, o Eiffel veio e cumpriu sua missão.

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Fotos: Tatiana Azeviche

Velejando

“Navegar

pela Bahia

de todos os Santos é um privilégio” Parte I

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ossa intenção é mostrar velejadas pelas águas da Bahia, lugares mágicos, às vezes, pouco conhecido, sem pretensão em me aprofundar na historia e detalhes da região visitada. Navegar pela Baía de Todos os Santos é um privilégio. Águas abrigadas, limpas e com todos os requisitos para a prática de todos os esportes náuticos: VELA, PESCA, MERGULHO, NAVEGAÇÃO... Todos os velejadores de cruzeiro do Brasil, e principalmente estrangeiros, que fazem da Bahia uma parada

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quase que obrigatória, que tiveram a oportunidade de navegar pelas águas da Bahia, tem um enorme carinho e respeito pela Baía de Todos os Santos. Nossa navegada dessa vez será para quatro belíssimas ilhas, cada uma com sua particularidade e beleza natural. Consultado o tempo, Foi passado o normal para um dia de verão em Salvador, ventos de direção NE, com velocidade de 15 nós, show... Sol entre nuvens, ondulação fraca! Namastê é o nome do nosso veleiro, trata-se de um Modelo Main 35 pés, ano 2001, equipado com eletrô-

nicos e equipamentos de segurança para navegarmos em mar aberto. O veleiro tem geladeira, micro-ondas, fogão forno, e dormidas para até 5 pessoas,. Sua motorização – Marca Yan mar três (03) cilindros com 1.000 horas de funcionamento; mais um bote com fundo rígido e motor de popa de 15 HP Yamaha. Já estávamos abastecidos e prontos para zarparmos. Saímos da Marina Aratu – Baía de Aratu, 6ª feira por volta das 09hs rumo a Ilha de Maré. Tempo estimado até Ilha de Maré, 45 minutos. Mais um dia de sol e ventos em


Salvador, passamos primeiramente por toda a extensão do canal da Baía de Aratu, que leva cerca de 30 minutos motorando (lembrando que o tempo estimado está relacionado a velocidade de um Veleiro - uma lancha faz todo o percurso em muito menos tempo), para chegar em Maré. A Baía de Aratu é muito abrigada, água limpa e cercada de manguezais. Lá estão localizadas duas marinas: Marina de Aratu e Marina Ocema e o tradicional Aratu Iate Clube. Nessa área tem movimentação de navios rebocadores e embarcações de recreio e é muito bem sinalizada pela Marinha.

Ilha de Maré Diminuímos a velocidade do Veleiro, estávamos motorando a uma velocidade de cinco nós; jogamos nossa âncora a 6 metros de profundidade, bem perto da Ilha de Maré e do seu lado Leste, lembrando que todos os veleiros tem uma quilha que faz com que não se aproxime de águas rasas, para não encalhar _ Ainda bem que temos (guincho elétrico). O que facilita e muito, a vida de quem tem que recolher depois

_ Ancora ok! A jogamos perto de algumas poitas e tudo tranquilo. Sem pensar, muito tempo, porque o sol estava de rachar, fomos dar um mergulho. Água limpa e quente. Ficamos mais de 1 hora relaxando no mar... Fomos nadando até a ilha, mas existem canoeiros que vem buscar a bordo, para os restaurantes _ Vai aí uma dica: Só em ir de canoa já é uma aventura. Fomos para o Restaurante da DARCI, que tem uma vista privilegiada da Baía de Todos os Santos. Lá, comemos uma bela salada de siri catado e depois é lógico, um doce de banana feito no local, que é demais. A comunidade que mora na Ilha de Maré vive da pesca e artesanato. Tudo gente boa. Somente se chega à Ilha por água! O transporte é feito por escunas que saem do Bairro da Ribeira ou pequenas embarcações que saem do Bairro de Paripe.

Ilha dos Frades (LORETO) Após parada para banho de mar e almoçarmos muito bem na Darci, chegou a hora de levantar âncora rumo a linda Ilha dos Frades – mais precisamente

Loreto. São 14hs e o tempo estimado até Loreto, seriam 2 horas de velejada. Loreto se localiza no lado NO da ilha dos Frades. Como estava ventando NE, recolhemos a âncora, levantamos a vela mestra e em seguida a vela genoa. Pronto, já estávamos velejando. O deslocamento do barco sendo causado através do vento. A sensação de liberdade, sentindo o vento no rosto... O som das ondas batendo no casco _ É muito bom... Paz... Em Loreto, tem uma Igrejinha linda e uma enseadinha maravilhosa com muitos manguezais e muito verde da llha. Nada para se fazer a não ser descansar com a natureza , que se faz presente no belo cenário da Ilha. Loreto não havia outra embarcação ancorada _ Éramos privilegiados naquele paraíso! Água limpa esverdeada _ Bem abrigados, jogamos nossa âncora perto da margem da Ilha dos Frades Chegamos por volta das 16hs e estava tudo tranquilo. Ficamos ouvindo música calma e desfrutando daquele visual de Loreto. Só vegetação! São aqueles momentos que você agrade-


Velejando ce ao homem lá de cima, por tudo... Sandra (minha esposa) foi preparar um tira gosto maravilhoso - uma porção de camarão frito. Fantástico! Brindamos com um bom vinho branco a chegada de um por do sol mágico. A noite chegou e com ela a Lua cheia. Ficamos ali, admirando até dar sono. Dia seguinte um belo café da manhã caprichado com ovos, iogurte, frutas, sucos e nos preparamos para sair com o nosso bote. Na região tem vários locais como Maria Da Guarda, Bom Jesus a própria cidade de Madre de Deus e outras Ilhas pequenas. É tudo muito rústico; gente simples e cordial. Demos uma volta pela região e depois fomos visitar a Igrejinha. Voltamos para o Namastê perto da hora do almoço, por que o gostoso em Loreto é não fazer nada e a Sandra queria dar uma pescada com molinete a bordo. E como sempre ela se da bem - pegamos 3 peixinhos que deu um belo tira gosto. Descansamos mais um tempinho e fomos levantar âncora, pois estava na hora de irmos rumo a Ilha de Itaparica. Valeu Loreto, até a próxima! Na próxima edição falaremos de Ilha de Itaparica e Ilha do Cau! Bons Ventos! Carlos Henrique Poffo CMT-Veleiro NAMASTÊ Site: www.rotastralbahia.com E-mail: carlos@rotastralbahia.com Telefones de contato: 71-8103-0012 e/ou 71-9163-1043

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Culinária a bordo MOLHO DE TOMATE: Processar os tomates, para que fique um creme. Refogar 1 dente de alho amassado no azeite de oliva (2 colheres. de sopa) com ¼ c. de chá de sal, até dourar o alho, acrescenta o molho de tomate e deixa ferver em fogo brando por 10 min. e acrescenta 1 colher de sopa de açúcar. Reserve o molho. CAMARÃO: Temperar com 1 colher de chá de sal e 2 dentes de alho amassados, deixar 10 minutos marinando. Aquecer uma panela com 1 colher de sopa de azeite de oliva e coloca os camarões até ficarem rosados, + ou – 5 minutos, acrescenta a banana fatiada em 4 partes, cortada em pedaços pequenos, ¼ de colher de chá de pimenta calabresa e 1 colher de sopa de coentro picado. Deixa mais 2 min. no fogo. Junta-se os camarões ao molho de tomate, mistura-se bem e deixa mais 2 min. no fogo para aquecer o molho. Sirva o macarrão com o molho por cima, acrescente queijo ralado e para decorar coloque folhas de manjericão. É prático e muito saboroso, pois tem a combinação do levemente picante com o suave doce da banana. Vale a pena experimentar.

MACARRÃO AO MOLHO DE CAMARÃO E BANANA Por: Sandra Poff

INGREDIENTES: »» 250g de macarrão tipo spaguetti ou linguine, de preferência marca “Divella” »» 1 lata (400g) de tomate sem pele, de preferência marca “Divella” »» 250g de camarão limpo (sem casca e sem víceras) »» 3 dentes de alho »» folhas de manjericão »» 1 colher de sopa de coentro picado »» 1 banana da prata madura »» ¼ colher de chá de pimenta calabresa »» 1 colher de sopa de açúcar »» queijo parmesão (faixa azul) ralado na hora sal azeite de oliva »» Rendimento: 2 Porções »» Tempo: 40 minutos

MODO DE PREPARO: Coloque água para ferver, quando ferver coloque um fio de azeite e 2 colheres de chá de sal e o macarrão pra cozinhar, deixar no ponto al dente, escorrer e reserve.

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Esta receita surgiu, quando eu estava preparando o spaguetti a bordo do nosso veleiro Namastê e havia convidado uns amigos de outro barco para virem almoçar conosco, e no momento de colocar a pimenta calabresa, coloquei muita, daí surgiu a ideia rápida de colocar a banana, para quebrar o ardor, e deu muito certo... todos adoraram. Tenho vários apreciadores deste prato.


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