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T CENTRO路 NITEROIENSE DE TURIS~tO


No: Carnaval :d.a Fus,ão, o Samba Ainda Maior é


AOS POETAS DA l\'!úSICA POPULAR,

~~ON

CAVAQUINHO

ZÉ KETTI

CARTOLA

GILHER1VIE

DE BRJTO

ISIM"AEL S>JJLVA

Os compositores niteroienses dedicam os Sambas que as Escolas e E.Io c o s cantam neste Carnaval.


ツキA

PREFEITURA MUNICIPAL DE NITERテ的 enfeitou a Cidade, preparou a festa, sテウ para ver vocテェ alegre . neste Carnaval, caindo na folia e sambando bonito como

, 80

. .

o mteroiense

sabe sambar. '.. <

IVAN FERNANDES PREFEITO

BARROS


Revista Programa do Desfile das Escolas de Samba e Blocos de Niterói ANO 5 PRODUÇÃO . TEXTOS, PESQUISA, FOTOS ARTE . PARTICIPAÇÃO CONTATOS COORDENAÇÃO . . . . . . . . .. IMPRESSÃO . ..:...........

Ê

N.o 5

1975

BECA - PUBLICAÇÕES Beatríz E.CMcon de Assis Roberto Ricardo / Paulete Regina Miguel Coelho Milton Riheirc / Altamir Moraes Sérgio Chacon de Assis ITAMBÊ Rio. CAPA: "Pelé do Chocalho" CGC n.? 28557171/0001 - JUCERJ - IN n.? 059.343 proibida a REPRODUÇÃO total ou pardal desta publicação DístrtbuíçãoGratulta 10.000 exemplares RUA DA CONCEIÇÃO, N.o 99/405 ZC 24000 TEL. 722-4157 NITERÚI - RJ


SAMBA'

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é pra. viver o ano inteiro . Dizem que o movimento de samba em Niterói é o segundo, do Brasil em força, qualidade e beleza. É verdade. Entretanto, porin.crívet que pareça, isso só é sentido em alguns meses antes do Carnaval.e. nos quatro maravilhosos dias de folia. .. . E aonde andou o pessoal durante o ano? Trabalhando, sofrendo, vivendo, enfim. .. Também fazendosainbinhas, mesmo que só cantarolados. Sempre acontece . . Mas ninguém aprendeu esses sambas, não se conhecem os compositores, não surgiram parcerias nem bons papos, cervejas com ins· piração não foram tomadas. Não houve encontro, apesar dos" motivos para muitos encontros. . (Quantas agremiações ,

se acabaram em poucos Carnavais?)

"

Triste foi esperar dezembro que afinal chegou trazendo reuniões, muitos planos e animação .. Os que pensaram em, Carnaval durante os apaqados meses, .começaram a jqga:r suas idéias e' belezas, de uma só vez, , exatamente quando os ensaiosresquentavam e enquantcfazjam passos .1i:gej(bSporque o corpo já, não agüentava. tamanha vontade d~ sambar.Por :6au.$Çlde parada tão. longa 'e .daconseqüenté pres,sa,~ml)i.ta coisa. boa, sei p~rpeu...' ~.. ':'.'>, ~. :, . . .. - :'".: ~. '.

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Feliz: .do ..fevereiro que .velo ·coma maior,: festa .., Ôepõfs,: resUR:acl'ó; prêmios, .. dlscussões.'. .. Abril, ,çomeritàrios:Silênclo .Jncluslve na Imprensa (rrunto .acanhada emrnatérlade. samba, .mesmo.haOaruavat) e até o pró)(;imodezembro..· . '... ..' .

nem

Pena que tantos clubes, quadras, associações, salões, estiveram fechados ou' sem promoção por boa parte do tempo. Lamentável é que os sambistas foram ao cinema ou conversaram à toa quando a vontade era participar de uma roda de samba. Não se justifiquem as escolas com a falta de apoio para essas reuniões de meio de ano, pois ele virá de qualquer jeito, ou não deverá vir, pouco importa, porque a iniciatlva só será verdadeira e bonita se feita por quem gosta (e' muitcl) do samba. De fevereiro a fevereiro, Niterói precisa viver intensamente seu samba. Com dinheiro ou sem dinheiro, quer chova ou faça" sol. E sem esquecer. de convidar a "primeira dama" Clementina de Jesus e toda gente que tem vida de samba pra contar ..


A VELHA GUARDA

DO SAMBA

FALA SOBRE OS PRIMEIROS DESFILES DE NITERÓ. Domingo de Carnaval, 1946, Rua da Conceição colorida e iluminada. As 8 da noite começou o 1.° desfile da Cidade, promovido pelo 'O Estado', o jornal que muito incentivou o samba. Da estação das barcas chegavam as concorrentes União do Viradouro, Combinado do Amor, Império da Riodades, Desprezados do' Viradouro, União do Capricho, Aguia Branca, União da Boa Vista, Vê se Pode, Unidos do Vlradouro, Sabiá e União da Mocidade. Também por muitos outros carnavais, os desfiles foram assim: "Ao chegar no palanque' armado em frente à sede dei-jornal, hoje está Ó Fhiminense, o diretor da escola era -anu'nciado e ele conduzia ao 1.° andar do prédio a porta-bandeira; omestre-sala,' o cidadãosamba, a imperatriz e o versante para se apresentarem no salão onde estavam jornalistas, fotógrafos, comissão julgadora e -convldados. E era samba no pé. O versante cantava o partido feito de improviso (só o estrlbilho era conhecido), versando' sobre as qualidades da escola, fatos da época, elogios à Imprensa. Carnaval de hoje é melhor porque é feito de grandeza, mas naquela época não existia proflsslenaltsmo no samba, tudo era feito com amor e por 'isso era mais quente" (Virgílio dos Santos Filho, o Lilico, fundador da Combinado do Amor). ' "Na rua, a bateria formada por peças de madeira e couro, porque as que tinham ferro eram proibidas, tocava para todos os componentes. A comissão de frente, terno, bengala e gravatinha, ficava muito imponente, e o pessoal usava as fantasias como queria, sem compromisso com figurino, mas nas cores oficiais da escola. Só se tinha o dinheiro do

onde


livro de .ouro 'para fazer as despesas. - N~quele tempo se lutava pra botar uma escola na rua, mas se tinháãlegria. Hoje o desfile é de ri, queza" (Júlio Clemente, fundador da Sabiá). ' , "Lá pela esquina de Barão do Amazonas o desfile encerrava, e as escolas seguiam com os torcedores aplaudindo, cantando,' participando. - O carnaval de ontem era melhor porque deslilávamos para o povo, de domingo a terça, em-qualquer lugar e hora, e até famílias, eomo ade Tomás de Aquino, nos convidavam para fazer samba nas suas casas' (Claudionor Ma.chado,'o Cláudio Trapalhada, fundador da- Sabiá). "Depois 'dó Carnaval, se esperava a ' pubttcação- do resultado no jornal e a distrlbuição dOS troféus. A minha 'Sabiávenêeu o 1.° desfile oficial, com o t-ema,'~CaÍ'naval,passado e' (j>resênte':.,,Abandelrauesse ano era plntadaa.tnão e acho que custou 80. mil réiS::'~ Hoje é melhor porque o'samb~:;é)nàis organizado, -cada _diretor fç uma coisa ~ntês .:, se faZia de' -tudo"desde _tiraralvarápro desme átétómarconta das moet- ' " 'nhas para rião levarem beliscão. Mas se desfilava.para todos e hoje nos '. vê quemc~~~e,arquiban:ca~~~~{F~lfciO :(;teSóuza; o Grilo dO-~é.ln~t~lro, fundador d~~;$·al,)lál. ",:".h"" ,: , ,,",.. . '_ ,":',', "A Cqmbin~dº usou alegoria '~'m:A9:~tambérriJór;.pioneira~Q's.ar:riba-enredo.'1fi,~:ga.tnelÍt~,'(),Sde~file~' ~raP1::jrnuitopiferent9$,rie[l1 "todas. as escolas, p.í:~~rª,var'n:um terna, Sar'am,4~às·',8o;!'.pessoas43rn"cªdâagremiação.A~,,:aJa:s"só foram ór,ganilad:~s' mUitódepois·, e'à;minha esposa Nazaré daQoncelção, já falecida~org~nizou~;ct;a 'alà~(éminJna.Eu lembró muito das; melhores sambistas. detódâs:as escofàs;:'como Buriti, Paula, Carmelita :'Machado, Ermelinda, C'fiininha/Yara,:'Paúli:i: e\Magria; e dos partldeiros Ádá'cio, Tlão, Gorró e-Monteir_oJ.,..;..; ~cho, m~'h9t'de,sfilar agora, vendo 2.00p:]iessoas na minha escole. SentimEm,talinehi~,estou ligado ãquelt.répocarPorque sou o pal da \liradouro~ jàfiz- bateria, enredO, samba; alegoria,judó. M~s:se minha escelaacabar •.eú sàlo com bandeira e meu pessoãi/porque 'prarntm ela não acabará nunca" (Nelson dos Santos: o -Netson.Janqada, fundador da Unidos 'do vtradcuro) . . E após contar-que as luzes da rua se apagavam à meia-noite, encerrando o destlle.: a.Velha Guarda pede que os mais moços não deixem o samba morrer.iporque ele é a.vlda do Carnaval.

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DESFILE:: DIA 9

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Corações UnidOs : -:

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DESFILE DE FANTASIAS PREMIADAS,COM':

. Clóvis Bornay, Wilza Carla, Evandro C, L'ma, Mauro RoSas', Dinm Mara, Jaqueline Rion, Ana Maria 8agres, Paulo VallEilli, Mar~ garoni Vi<iale ~lia Martins. '

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desfUeo1'1c1al ' no ~va.l de 1948, Jillpois part.cípante 'dOs desiili!t;' dás -academias, volta este ano ao grupo das grandes escolas, :o,nde &em~e brilhou. /'. ," .... 0_

:de NíterOl,' também trícampeã

Apesar da tristeza que tomou con~ ,dos 5aD1bistas da Vlla tpíranga, '4uando pouoo antes do éarnaval per[deram seu 'presidente e grande amigo ~os\O !tüximo. os díretores Jorge iFerraz, e, Eunice. ,MQJ;l.teirotudO üze:ram para que a' escola voltasse ao .clima de bom samba que sempre. ~einÕu na quadra da; Tenente osórío. Paulo JardIm, compositor esc"lhic'o pela: dir~t9tia. exalta em seu samba ~ 'figura d.e Portãnarl, o artista 'que mostrou os f'ncantos de nossa terra ao mundo, através de sua obra magrofica, Nasc'do em São Paulo. Cândido Prrtlnari aos 15 anos com-çou a freqüentar a ESCQla,dp, 13 1as-Art-s do,Rio (le 3aneird;: viajando dep"\is p.ara a Europa, .onde estudou' doís anos, Com onuadro "C!'lfé"; o 'pintor recebeu seu l'lrimolro nrêmío internáeíonat, nos Estados Unidos. consa0

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grado no mundo inteiro, Portinarléo autor de diversos painéis da sede da ONU, expôs em diversos pa1ses e "ilustrou grandes obras da literatura mundial. Entre os seus trabalhos mais aprecíados, destacam-se' "A "primeira missa", a série "Cangaceiros"~ "Festas de Sã-o João", "O descobri-mento do Brasil" e o mural "Inoonrídêncía". Falecido em 1962, portlnart deixou uma lição de brasUidade. " Afastada .dos desfiles de" 1963 l\ 1969, a segunda mais antiga escola ',niteroiense tem enfrentado muitas , dificuldades para conseguir apresentar seu carnaval. Mas a dedicação dos componentes faz suas vitórias. Basta lembrar que sua l,a sede fol arranjada em 1940, quando os diretores organizaram um baile em que os participantes levavam, em vez de ingressos, folhas de zinco para cobrir o'barrãc().Hoje seus sambistas têm até uma boa quadra pra sambar. E com. orgulho, apresentam a bandeíra verde e branca, única nota dez em 74, riódesfile das "chamadas academias.

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VEREADOR'

WOL'NEY

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VIDA E OBRA .'. ~ . ",..

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Nessa passarela Onde tudo é alegria e sedução Exaltamos Vi'da e Obra de um artista. .:,0 mestreda reflex~,. ,":: -. ~

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Portínarl . Ainda, menino príncípía , Ao p ntar uma estrela .. ..:' Seu pincel. ganhou magia .Ó

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E foi assim Afamado entre outros mil Que o moderno e' maior pintorJá nascido no Brasil . .' "

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NÃO LEIA! :' VAI TIRAR

CARTEIRA

DE MOTORISTA?

ESCOLAD·E ,'MOTORISTA' SÃO'IÃZARO FUSCÁO DO, AlfO RUA BARAO DE AMAZONAS,

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Se projetou pela Europa Num g'ro Continental E se consagrou Grande artista universal Sua vida suas obras .O tomaram imortal . E o Sabiá traz pra esse carnaval'

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DI~~O: ADII:.SON 304 .;..... NlTERóI.


informa"

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2. Souza Soares o sonho maior dos sambistas de Banta Rosa se tomou realidade, pois desde 1967, quando começaram a desnlar oficialmente, eles ncam nas melhores colocações do 2.° grupo, mas SEm conseguir o título máx.mo que chegou em 74. Agora eles se apresentam ao grupo das grandes eScolas, prometendo um carnaval à altura da importância do desfile, Através do tema escolhido pelo Prot, Raul Giovani Lody, o P)VO vai conhecer, na línguagem do samba, uma das mais belas manifestações da gente brasileira. trazida pelos negros da Africa. O maracatu é o corteja do rei e da rainha do Congo, eleitos p~10s pscravos. que se d rígem à Igreja de N, Sra, do Rosário para a eerlmõn'a da coroação. Príncipes, princesa". guerreiros, mucamas, índíos, baíanas, acompanham Os reis que s~ destacam sob o pálio. símbolo, do. s-I. :protetor. A dama abr» o desf'Ie, .dançando, recebendo dinheiro p mo':' trando ~. ímag= m da deusa Calunga. :0 pnndo. as danças"f' toadas. pos'supm slgntftcado rellgiofo. embora rl"po's o maracatu tenha ar'lquirido um rrntido profano p carnavale=cn. Na l.8 parte dO d.""file. R v=rd=« branca lembra as grandes nações de

Roupax o , ".

. maraeatu, como Canibinda Velha, Porto Rico, Sol Nascente, Estrela Brilh~te, Oriente Grande e Leão Coroado. Depois, uma aiusão especial ao maracatu Elefante e, também, à Rainha Dona Santa, que destilou até 88 anos de idade, considerada a figura mais importante do maracatu nordestino. Novamente o artista Paulo Roberro Caldeira prepara as alegorias - um carro caracterizando as calungas, o elefante sim bolo da nação, além de pálios e diversos estandartes das nações de maracatu. Wagner Gonçalves, Solange, Alice Pacheco, Belinha e Aroldo representam as prtncípa.s figuras do cortejo, cem fantasias de grande luxo. O compositor Gelson Vidal, a bateria do m=stre H"rmos, a f'mpolgação da Ala Mão de Batuqu=íro e dos passistas LUa, Verínha e Sérgio Macoda garantem a, boa figura r m samba . O antigo Bloco Bola Preta M'ora é a escola que possuí quase ml fiaurantes ." uma grande torcída =m to-ta a Cidan",. P~r isso ela é r) ormr1"'0. ma'or elO., rllrigentes Silvifl Ff'r-r-íra. 'Am!'1,rtor V'rRnte, Cplso Bolsas, oa-t-s Landi, Osvaldir e Carlos IfIagaldí-

Modas

MAXÍMÓ' EM EL'EGANCIA MASCULINA RUA SAO PEDRO, 6 -

CENTRO

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"MARACATU Cortejo dos REIS NE.tiROS Vejam a nossa escola contagia dando um !i?how~e harmonla todo povo quer sambar foi nesta festa nordestina Dona Santa tão menina, começou. a desfilar Rainha do Maracatu tradição do folclore brasileiro ,0 Nordeste está em festa meu Senhor bis]

Abram alas minha gente deixa o cortejo passar dança dama com a calunga e pede dinheiro pra festa ajudar

11 era fascinante os reis indo pracoroação .um grupo de. batuqueiros cantando em louvor a rainha e sua consagração n'l corte destacava a nobreza .onds prfncioee pr+icesa apareciam ,como grande atração :vejam que alegria exuberante .quando aparece o elefante dançando cumprimentando 'a multidão

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BRINQUE

entra a noite'vern o dia' a'eoria é geral. Souza com Maracatu '" animando o carnaval-

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BASTANTE NO úLTIMO CARNAVAL" DE NITERóI CAPITAL


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'Canarinhos Engenh{}~á Para honra dos sambistas desta Cldaae, é ruteroier.sa a prrme.ra escora a homenagear, em furma de enredo, o run.iacor das escalas de samba, Com essa feliz lembrança, a Canarinhos marca sua presença na história do Carnaval e oferece ao povo de Níteróí a oportuníuada de conhecer o. sambista maior que numa demonstração de amor e reconhecímente, partícipa deste desfile, E chega lsmael, conta r: do sua viela de samba desde a mocidade no Estácio, onde começou a compor com a preocupação de cr.ar um estílc de samba para a apresentação dOs grupos carnavalescos, "Já desisti". "Me faz carinho", "Amor de malandro", "Antonico", "Se você jurar". são cOntríbuíçôes do mestre I<mael ao cancioneiro popular, Figura índísp=nsável nas famosas rodas de bambas, boêmio dos bares e calçadas, ele se destacou na fundação de um bloco que seria a l.a .escola de samba. O nome "escola" foi dado porque os professores de samba se reuniam perto da Escola Normal. "Deixa Falar" foi chamada porque essa era a resposta aos que críttcavam a nova agr-míação Que nretendía ser d rerente dos violentes blocos p organlzada como os ranchos, "Doixa Falar", encerrou suas atividades, mas

PRAIA

todas as escolas, apesar das mJdificaçoes, VIVEma.é hoje .sob sua inspiração. . O enredo de Carlos Alberto e Noel Matias é valoríza.ío pelo samba de Ildefonso Ejas e AJiléa Magalhães, Jorge Bímonal acompanha a portabandeira Arlete Jard:m, nrometendo garantir a nota dez Em "coreor-rara do ano passado O pr=sídente Wilson Lopes e Os diretores Mvrcedes Aor u, Alm-rlnda Pereira e W.lso a Malta, confiam no sucesso deste Carnaval, pois seus ensaios fJram dos mais anímaios, tendo recebi 10, ínclus've, a visita dI' lrma.el, num dom.ngo de muita festa. A escola que agora "faz [ustíç i", externando sua gratidão ao "pai das escolas de samba". é uma das maís .novas, pois ccm=çou a desfilar como grande escola em 1971. Ela é conhecida pela alegria de seus componentes. pela excelente bater' a e pelo bom gosto pm selecionar enrrdos, D"sfilando com várias cor=s, em sau-Iaçâo a. todas- as escolas, os samb'stas da Engenh<'Ca trazem rlp. volta o niteroiense Ismael, que brilhou no Estáclo, na música f()l)ular. nos pateos na vi~a pnfim No~t<>Car"'av:al f>lo • é o maís •f<'liz dós sambistas. !lO'S 'confessa 01'1" "nun"a r"cobpra h-m~nagem igual ôe uma escola"·

DE ITACOATIARA BELEZA DE NITERiÓI

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ISMAE ,L, .SIL'" A, Bamba Em noite de gala Canarinhos traz para vocês Com um sorriso e um abraço Ismael Silva, O Bamba do Estácio Em Jurujuba ele nasceu. Niterói é o seu berço natal Esse é o tema que escolhemos, para o nosso carnaval Foi no bairro do Estácio, berço de bambas, onde ele se projetou E aos quinze anos conquistou, glórias de grandes compositor Lindas melodias Ismael criou Já desisti, me faz carinhos, se você jurar Figuras importantes do cenário popular Uniam-se a Ismael, e punham-se a cantar' Como Pixinguinha e Sinhô Zequinha de Abreu, era espetacular Lembramos Chico Viola, o Rei da Voz Cancioneiro que deixou saudades entre nós Tia Ciata também vamos recordar Em sua casa, os bons malandros iam sambar Ao aleqre repicar dos tamborins Ismael seus companheiros reuniu Daí nascia "Deixa falar" Primeira Escola de Samba no Brasil. Alegria minha gente Alegria pessoal Está presente os Canarinhos Mostrando seu Carnaval

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Refrão [bis

AUTO ÔNIBUS BRASÍLIA LTDA. • • Deseja aos mterorenses um feliz Carnaval

[bis


informa ... NITEROI

4. BAFO No lendário brasileiro, o sambista Luiz Carlos Ribeiro encontrou o enredo para sua escola, a campeã do Quarto Centenário no desfile do 2.<> grupo. Com as novas cores verde e branca, o Bafo relembra uma história mística, que explica o costume dos camponeses gaúchos de acender velas nas campinas quando precisam encontrar animais Ou objetos perdidos. Contam que um fazendeiro muito rico, também muito mau, tinha como pastor um menino bonito, negro como o carvão, sem nome e sem padrinho. Chamado apenas por Negrinho, tornouse afilhado da Virgem Maria por ser ela a madrinha dos infelizes. Um dia o senhor sentiu falta de um novilho e por isso amarrou o menino em Um toco, espancou-o, deixando o pequeno corpo sobre um formigueiro. Quando foi procurado para levar nova surra, o escravo foi visto subindo ao céu numa nuvem muito brilhante. Neste desfile, todo o encanto que envolve a figura do Negrinho do Pas-

DO BODE toreío. o samba de Antônio Carlos lembra também o medo do castigo que o fazendeiro certamente sentiu 3iPÓS o milagre. Érico Lameiras e Ademír Soares criaram as alegorias. O mestre-sala Otelo acompanha Mariazlnha Pompeu em maravilhosa coreografia. Naná, Delmíta, Licéria e Maria das Graças são os destaques em fantasiaA bateria do mestre Moacyr acompanha as vinte alas de bom samba da escola,entreelas a Venha Conosco, a dos Magnatas, das Cabrochas e das Mulatas. Chiquinho e Tarcísio, compositores de excelentes partidos, colaboram na harmonia do pessoal. Os diretores Mário Víeíra, EugêniO dos Santos, Arlete Pompeu e Júlio Silva organizam os figurantes para maior beleza do desfile. Hereilía Aparecida, para sempre Rainha do Samba, é o destaque maior da agremíação da Venda da Cruz que pela terceira vez fortalece o grupo das grandes escolas.

CHURRASCARIA

PRIMO

GAÚCHO

Aberta até às 4 da manhã Alameda. PedI'o 11, 87 -

Entrada pela Rua Sâ Pinto -

Barrete


NEGRINHO'

DO P.ASTORE.J.O

Sublime a imaginação Do nosso artista genial Rebuscou na memória Para o nosso carnaval

Nega-inhodo pastoreio Menino escravo do senhor Tomava conta do rebanho Com sofrimento e dor

Ele virou santo Ele é padroeiro A nuvem divina O livrou do formigueiro O gaúcho lá dos pampas Preparando o chimarrão Cantarolando o dia inteiro Este lendário refrão

Vaiei-me Nossa 'Senhora Diz no baio a galopar Sinto de perto a hora Do senhor me castigar

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SUBLIME .. '.

MARMORARIA TODOS OS SANTOS Alves, Moura Ind. e Com. Ltda, Trav. Célio Costa, 26 - Fábrica - Rua Dr. Mareh, 16 - 'Escritório Te!. 722-1339 - Barreto

- Nitel'oo.

Estado do Rio


informa ...

Quando Nlterói se despede da condição de sede do Estado, Os tradicionais sambistas da Engenhoca prestam sua homenagem, com a promessa de que ela continuará capital da folia e muito samba. Tornando ainda mais bonito este Carnaval da Fusão, a ascola lembra fases e acontecimentos ligados à história da Praia Grande que encantou majestades e acolheu a nobreza. A fundação em 1573, o valente Araríbóia, a Vila Real e as belezas naturais da terra, compõem o. enredo criado por Marcílio Pírrto. O samba de Cící Reis e Diléa, também é uma saudação ao Estado do Rio que se torna maior. "Sol de Icaraí", "Noites de Niterói". "Índia", "Dama da Corte", "Pintor" e "Píerrot", fantasias de grande luxo apresentadas por D. Maria, Paulão, Zenir, Sandra, Oezaríno, Doca e Érica exaltam a natureza, iperso.nagens históricas e a poesia do Carnaval níteroíense, A "Corte de D. João, VI",

oom dOZe figurantes, ,enriquece ainda mais o enredo. Um carro alegórico representa a Pedra de Itapuca, símbolo da Cidad~, e outro exprime o amor que a Corações Unidos sempre dedicou ao Carnaval níteroíense. Destaque em samba com as alas União faz a torça, Nós somos assim, Explosão, Gafieira e Carinhosos. Os consagrados Jorge-Cleonice e BenéEdna, evoluem com a bandeira e o estandarte azul e branco que conquistaram o trícampeonato .em 1966 e a 3.a colocação no ano passado. O presidente Lourival Silva, mestre Querino de Oliveira e Os dedicados diretores Valdir Cruz, Tenente Jofre, José Gomes, Ledír Pinho, Silvério, Ivan Gomes Belém, José Antônio e Robenita Quaglio, são os responsáveis por toda a organização deste espetáculo. Descendente da "Vê se pode", que partícípou dos primeiros desfiles, a Corações· Unidos, há mais de vinte Carnavais; é a expressão mais pura do samba da Cidade Sorriso.

AUTO ONIBUS BRASÍLIA LT'DA~ CONFORTO CORTESIA .:

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RAPIDEZ


ADEUS, NITERÓI CAPIT AL Cidade sorriso encantada, cheia de encantos mil Cantaremos em sua memória, pois será cheia de glória .Novo Estado do Brasil (Bis) No limiar de nossa !história, Corações Unidos vem apresentar. A mudança desta linda capital que chega a novo Estado em progresso [Triunfal Em 22 de novembro de 1573 Bravos índios entraram para história, Estácio e Mem de Sã tiveram [sua Glória E por isso exaltamos o grande guerreiro "ARARIBÓIA" (Bis) De capital o Título perderás, mas Cidade Sorriso tu sempre serás Cantam em serestas 10'S Violões, novo Estado do Rio de nossos [corações (Bis)

Quando no reinado imperial, D. João VI chegava em nossa capital Sinhazinhaa desfilavam nos salões, negros nas senzalas, cantavam [lamentos e canções. Agradeciam a Deus e seus senhores, índio em suas tabas rufavam seus [tambores Hoje Níteróí é um esplendor (Bis) Neste Carnaval cantaremos em seu louvor Cidade sorriso encantada, etc ...

NITEROl

Homenageia o Autêntico Sambista


informa ... NITEROI

6. Acadêmicos

do Cubango A více-campeã do Carnaval-74,co-:lecíonadora de títulos e bons sambas, apresenta enredo de seu idealizador e presidente Ney Ferreira, em busca da vitória maior que aguardam desde 1973.

E o samba está na rua, exaltando as ricas manifestações do folclore nordestino. Bumba meu Boi, Reisado e Maracatu são destaques nessa festa da tradição popular, traduzidos nas alegorias de Luizinho e nas fantasias criadas por Carmen Jones, mostradas por VaIter Costa, Betmho, Neto, Iracema, Doca, Nilton e mãe Jurema, Mestre Pururuca e o compositor João Tapê garantem a harmonia nota dez. D. Luízinha e as famosas baianas oferecem espetáculo de beleza e evolução. Marli, a sambista sensação, e as passistas Neuci, Kátia e Cássia se destacam no samba puro, Tião e Jorginho acompanham Isabel e Carmelita na apresentação das bandeiras. A ala dos Artistas, formada por profissionais do rádio, cinema e Tv, é a maior atração. A favorita do Cubango-Fonseca, é a pioneira na promoção de grandes

ensaios e reuniões de samba. em clubes, trazendo sambistas dos morros e bairros para o centro da Cidade. Com isso, conseguiu atrair elementos de camadas sociais até então indiferentes ao samba de Niterói, que vivia timidamente e sem prestígio. Em suas noitadas, muito branco aprendeu a sambar, !passando seus desfiles a contar com a presença de doutores, umversítártos e professores, geralmente .provenientes da zona sul. A verde-branca, assim, propiciou o surgímsnto de uma enorme concentração de samba, já sentida em todas as escolas, onde todos participam sem preconceitos e com muita alegria. Pensando no futuro e na preservação de seus muitos campeonatos, seus dirigentes Neline Ogeda, Eurídio da Conceição, Milton Teixeira e Luiz Oliveira vão fundar uma escola mirim para formar sambistas. Depois do Carnaval, também realizam o 2,.0 show, "Macumbalanço", que o relações públicas Mário Dias já 'prepara. -.Por tudo isso, os sambistas usam o "slogan" "A Cubango não é a maior, nem a melhor, é a do povo", para deflnír sua escola,

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FOLCLORE, RIQUEZ.A DO NORDE,STE Vejam só que maravilha Esse tema colossal O folclore do Nordeste Que o Cubango mostra nesse carnaval O bumba meu boi Que nasceu no Maranhão De um ritual composto de magias Suas danças e canções Ficou sendo no Nordeste palco de grandes atrações Bis .:Ê ê ê canta o vaqueiro Bumba meu boi canta o víoleíro (e o reísado) E .o reísado grande festa tradicional Que os Nordestinos apresentam No ciclo do Natal Tem sanfona e pandeiro Bis Contramestre e pastorinha • E o reisado canta Em louvor à rainha Sen;hora da casa Ô Ô Ô Bis Abra sua porta O reísado chegou Vindo do solo africano O maracatu se consagrou E em Pernambuoo É mostrado com fervor Seus bailados e as damas E seu som original Bis Maracatu é tradição no carnaval Tem, tem, tem Tem maracatu Vamos cantar Minha gente Vamos dançar (Mas vejam)

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Amor Com o enredo do prof. Marcos Reis, do Caramujo destacam a importância da obra de Villa-Lobos, talvez o artista brasileiro de maior talento. D. Armínda, viúva do compositor, participa deste desfile e da grande homenagem. Os sambistas

Na linguagem do samba, eles contam que aos quatro anos de idade o menino Heitor começava sua vida de música, aprendendo violoncelo com seu pai, que logo percebeu sua notável sensibilidade. Em Minas Gerais, ele sentiu o gosto pela música brasileira, ouvindo as violas e rebocas dos caipiras. Apesar de sua mãe desejar que estudasse para médico, Villa-Lobos se interessou por violão, boêmia e serestas. Sempre estudando música, também tocava em teatros e cinemas, até que quis conhecer o Brasil. Viajando. ele conheceu o folclore e os sons brasileiros, chegando a anotar mais de mil ternas folclóricos na Amazônia. Identificado com os cantadores nordestinos, com as modínhas, embaladas e cirandas, com o canto dos índíos e Os pontos de candomblé, suas composições sintetizam as maravilhosas manifestações raciais.

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As alegorias do prof. Fernando Nascimento retratam a flora, a fauna e os encantos da Amazônia, tema constante nas peças de Villa-Lobos. EUrlpedes Borba é o autor do samba que lembra composições do artista. A ala Veneno apresenta a "Dança do índio Branco" e as alas dos Universitários, Estudantes e do Lobisomem, evoluem com a bateria do mestre Ereca, Grande atração o samba dos passistas Gaio, Chapa Preta e Leila, e dos rltmístas Macaquinho, Bira e Célio. "Rainha Africana" é o destaque de Helena. Jurema, ElizabetJh e todos Os componentes da escola desfilam com famtasíaj, criadas pelo figurinista Lélio Paz. Více-campeões do Quarto Centenário, Os sambistas da azul e branca já mereciam um campeonato, segundo Os diretores José Santos, Hírdes Silva, Ferretí, João Ferreira e Virgílio dos Santos, que valorizam a animação e o samba de seu pessoal. otacílio e Sônia exibem com muito orgulho a bandeira da 1.30 escola niteroíense, nascida há quarenta carnavais, como símbolo de todo o samba que aqui existe-

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do Amor, Traz pra este Carnaval, O Reino musical de Villa-Lobos, Figura de destaque Mundial Amante do.folclore Brasíle'ro, Dos cantadcres, das Seiestas e 'dos Chorões. Repentistas, Capoeira e Candomblé Frevo e Zabumbas na maior empolg,aç;ãd:: Dai surgiu, Cãnt'cos Sertanejos A sua Primeira Canção. Um amor frustrado, Levou-o até a ilha de Barbados, não se dando bem, Regressou com seu víolão a ·Belém. Bis"

UmAPURU Lhe deu nova ínspíração, compôs um tema negro

B1s

e fez llndas canções Sa.ci pererê, Lobisomem e currupíra carnaval das crianças e poema de Itabíra

o

Combinado.

(Breque)

o VEREADOR EKEIO JOSÉ ALV'ES, O

popular Quim Quim, também está

presente no CARNAVAL.


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8..·Unidos do Virad·ouroA vencedora de 7B -e 't4 vem em busca do tricampeonato.· baseando seu desfile na beleza.. organização e ortgtnalídade que já a caracterizam. E para brilhar na A'Vcnida, ela conta novamente com a arte· ueAugust-o Henrlque Alves que escolheu para enredo uma h1stória ~ada em M1.nl:h$ Gerais. onde rn.etals e pedras precíosas inspiraram eentes fabulosos.

bram seu ehararíz, a carruagem que mandou fazer na França com seu próprio ouro e a mina de Macaúbas, suaúitãma riqueza. Terezinha Miranda, Dedé, Reinaldo. Itamar Leal. Vicente, Alice e Nanci, famosos pelo luxo de suas fantasias. mostram as priD'clpa'is figuras do enredo. ArIeI, F~Z9;, Salvador e Dina eveluem com a bandeira e o estandarte vermelho e branco. tara, JuUnho MiCa e seus garotos. as alas da Corte, Mocidade Atômica e Mocidade Louca. oferecem espetácu'o de samba e coreorrrafta com a bateria nota dez dos mestres Mauricio, China e Tlãozinho. os eomoosttores Geraldo Babão c Dalmo Faria apresentam o sambaenreda.

O nosso Rei Mioos. assim chama<io porque tudo que fez teve a marca do ouro é o 6aer1stão João Batista. ooutínno. 1!'enTOdo preprtetárío das minas de GoDJW-Soco que depois. com esperteza tornee-se o senhor dessas riquezas EJf' COD$tTUiupalácios. ofereceu festas fa.ntást1cas, pelo prazer de chamar 8 atencão C1etodos. Seus cavalos tinham feTTadtrras de ouro. mas ele ansiava por ~ título de nobreza para alimentas' sua vaidade. o que consegue com D. Pedro I. que dele recebeu um eaebo de bananas em OUTO. Df" tanto I!tlStar e abusar da sorte. acaba vendendo tudo para pagar dív1daJõ.Morre em 1839. deixando para li famnia.. apenas. o tltu10 de Barão de catas .Kltas.

Alba.,.,.oFerre1ra. Nel!>oTlJanf!.'a(fa. 3'ort;e Oáduza, !to Machado. Jorjão, Montenel!To. Luiz S';rgio. Gelson dos S~ntos, Mário Coutinho. dirigentes da Viradouro. neste Carnaval da Fusão recordam que elfl é a escola que mostrou o samba níteroíense na Praça Onze, há dez anos nassados. promovendo a 1.a reuníão de samba dos Estados que sempre fizeram o melhor

O abre-alas powrtão do palácte do Barão eOS earcos alegôrfcoa tem-

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REI MIDAS DE CAT#AS ALTAS Sonhando Se um dia fora rei Pensando Tanta coisa que nem sei Comprou com malícra e imaginação' A sua alforria Que um dia Lhe deu o tftulo de Barão

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E o antigo sacristão de Catas-Altas Ludibr iando suas vítimas incautas Com a morte do sogro - o capitão-mor O esperto Coutinho Amealhou sozinho Gongo-Soco e o que tinha a redor Para ostentar sua opulência Herdades mandou levantar Brumado - Casté Santa Luzia e Sabará Em cada banquete era um desperdlclo Iguarias exóticas eram servidas Em baixela de ouro maciço Dádivas que não eram comidas Depois que vendeu Macaúbas Sua riqueza acabou Morreu na miséria Q .. Barão Que tanto dinheiro esbanjou Qü.ebrem taças Levem ouro Bebam vinho Bis QlJe vai acabar o tesouro sonhando

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CAMPEONÍSSIMAS

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1946 - SABIA 1947 -. SABIÁ 1948 - SABIA 1949 - UNIDOS DO vm.ADOURO 1950 - UNIDOS DO VIRAD-oURO 1951 - Não houve desfile oficí I 1952 - UNIDOS DO VIRADOURQ 1953 - UNIDOS DO VIRADOURO 1954 - COMBINADO DO AMOR 1955 - COMBINADO DO AMOR 1956 - UNIDOS DO VIRADOURO 1957 - UNIDOS DO VIRADOURO 1958 - UNIlDOS DO VIRADOURO 1959 - UNIHOS DO VIRADOURO 1960 - CORAÇõES UNIDOS. 1961 - COMBINADO DO AMOR 1962 - UNIDOS DO VIRADOURO 1963 - UNIDOS DO VlRADOURO 1964 - CORAÇõES UNIDOS 1965 - CORAçõES UNIDOS 1966 - CORAÇõES UNIDOS 1967 - ACAD1tMICOS DO CUBANGO 1968 - ACAD1tMI~OS DO CUBANGO 1969 - ACAD1tMIOOS DO CUBANGO 1970 - ACAD1tMIOOS DO CUBANGO 1971 - UNIDOS 00 VIRADOUP..o 1972 - ACAD1tMICOS DO CUBANGO 1973 - UNIDOS DO VIRADOURO 1974 - UNIDOS DO VIRADOURO


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1. Acadêmicos da Carioca Com o 'enredotieMilton :Me1reles, a escola do balntl de Neves vem falar sobre a descD'l/ie1't.a do diamante em Minas GeJ'ala tuslilria cercada de muitas 1n~ e até de místério. Contam qnf' os 1'J.I.h3eiros desconheciam a imponb-=i:il das pedrinhas brilhantes f'neoJl>U'at1as nos córregos, quando ('uidavam óc) OUTO. e razíam delas tentos pan mueacão de jogos. Bernardo da F'omeea Lobo. já conhecedor do diamMte df' outros lugares, vI~ as p('>drinbas usadas Ingenuamente Tl"}o po""t) do Tiiuco e logo transmrtín a l')(J~ 2'1.0 Rei de Portugal sf'n~o JlOT ~ nomeado tabeHão e {'auit.âtl-~ N-a =xotoracêo dos díamantes mm:we: f'T.rlquecpram como João l'P.Tnazyt}es de OUveira. ·0 português que se a,paixonou por Chica da Silva.. ReJembrando o lU:lWostt>ntado pelos senbores a l'}(!I'bn.'za o trabalho ortcínat àe mlnP.1"aeno o capricho de Chica "" Sl),.v ,. ovtTa~ damas. váfios destaques faDtasiaâos 'se apre-

P AINEI.S

'sentam, entre eles os sambistas Samuca, João Vareta, Jeco e rara, As alas 'dos garímpeíros, escravos e capoeiras, caracterizam a época. Atração especial em samba, a ala 'dos Acadêmícos, os rítmístas Coruja, 'Carllnhos e Jandira, e os passistas Hilton, Vicentina, Itamar e Cocota lata d'água. A ala dos compositores, formada Dor Moacir. Antenor e Roberto, colabora com Jorglnho do Violão, autor do samba-enredo. Os diretores Nilton de Souza, Célio Rlbeiro, Bento José e Nllo dos Santos, organizam '0 pessoal que samba pela azul, rosa e branca. O mestre Joaquim. sambista dos melhores, há multo vem anunciando que "este ano, quem quiser que se cuIde. porque a bateria vem quente", E esse éo desejo de todos os amigos do samba Que querem ver e ouvir aqueles admlrávels rltmistas que sempre brilharam até sem apito. A Carioca. Que luta bastante para colocar seu pessoal na rua, quando ensaia no morro ou desfila na Avenida. tonos sentem seu samba puro e pra valer.

'POSTERS

~SLIDES

ÁLBUNS

FILMAGENS

PAULETE REGINA ANTONIO ALBERtO lONATHAS AV. AMAR.AL PEIXOTO, ..60 .- ~SALA306 -

NlTERóI


OS D/~AMANTES DO TI.JUCO Chegou a Carioca Na Avenida nesse lnstants Para falar em diamante

Bis

Muitas tradições existem Mas nenhuma leva fé O Bernardo da Fonseca lobo Na descoberta foi nomeado legal A Tabelião e Capitão-mor Da vila do Prfncipe Pelo Rei de Portugal

o

Diamante foi a grande descoberta desse gênio Que o mineiro enviou O Ô ô õ vejam s6 que maravllha Bis Que o Bernardo encontrou

Ele criou aquele mundo encantado Os escravos na senzala E outros homens nomeados Fizeram muita fortuna, tinham dinheiro bastante Na descoberta do maravllhoso diamante Olha chegou

Bis

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informa ... NITEROI

2. Unidos. da Mem de Só Sumanta, a negra que se tornou deusa do povo escravo, nome cantado nas senzalas ao som de atabaques e berímbaus, é agora exaltada pelos universitários do samba.

irmãos. Sua lembrança, entretanto, ficou guardada no coraçao dos escravos e nos murmúrios do São Francisco, o rio que assistiu à Sua luta. e sabe contar toda a história.

Miguel Coelho, pintor, compositor e grande amigo dos sambistas. erro-r para sua escola um enredo baseado numa história muito antiga em que fantasia e realidade se misturam. Alguns historiadores e cantadores de viola difundiram a existência de uma mulher assombrosa que todos chamavam Rosa Negra, mas muitos acreditam que ela é apenas personagem de uma lenda.

Os compositores Fernandinho, de volta à Mem de Sã, e Nereu Frlckman fizeram o samba que a escola canta com a empolgaçâo da bateria de Roberto Gonzaga. A sambista Edna, famosa pelas belas fantasias que apresenta há muitos carnavais, caracteriza. 'a figura principal do: enredo. Clarice e Damião também são destaques em luxo .:Cobrinha. do Cho. calho, a Ala das Cuicas, os passistas Jorginho José' Milton e Sapo S3CO, são as: grandes atrações em ..samba. Caramujo e Lourdes apresentam a bandeira vermelha e branca.

Na época em que os conquistadores penetravam no sertão brasileiro em busca de riquezas, contam que os escravos, não suportando o sofrimento em que viviam, se revoltaram COntra a maldade e a exploração dos se-nhores. As revoltas eram sempre fortalecidas pela presença da linda sumanta. lnspiradora de belos príncipios de dignidade humana, que influenciou e ajudou seu povo. A paz, a alegria e a salvação emanavam de Sua presença. mas a Rosa Nezra não conseguiu realizar o sonho de seus

Improvisando uma quadra de ensaios e trabalhando sem parar para mostrar um trabalho à altura de suas tradições os diretores Alvaro Martins, Jonre Mo·"telro, VIl<> Rica, Antônio Corrêa, Aloyslo Santos e Chocolate demonstraram grande amor ao Carnaval. E chegam os sambistas vícecsmoeões de 1971. no desfile do 1.0 grupo, trazendo o bom samba dazona sul da Cidade.

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VEREADOR

WOLNEY

TRINDADE

TAMBÉM PRESTIGIA .0, SAMBA NITEROIENSE


A ROSA NEG R'A Hoje a Mem de Sá Relembrando, canta Aquela hlstórla comovente Da corajosa Sumanta Que, certa vez, iniciou Um movimento de libertação Contra a vontade dos Senhores Conquistadores do sertão

Nas linhas do Congo Angola e Guiné Vamos Saravá O nome dessa mulher (lutando ... )

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Bis

lutando com perseverança Tornou-se uma chama permanente Ela era a grande esperança De seu povo, sua raça, sua gente Defendia com ardor Essa causa justa e humana Rosa Negra era um amor Ô Ô Essa flor era bacana

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íníorma ...

3. Unidos de Santo I nácio As rantasías que a verde-branca traz este ano são a maior atração de seu desfile. Exaltando a beleza das festas do povo brasileiro, seus sambistas criaram belos figurinos para enriquecer ainda mais o Carnaval, esta grande festa. caracterizando figuras e motivos das festas, chegam Itamar Leal "A1poteose", Jusôara - "Alegria, alegria", Alice Pacheco - "Carmem Miranda", Nílton Alves - "Lendas e místér.os do Maranhão", tcaro Soares "Bumba meu Boi" Na.nci - "Esplendor das Lendas" Lourdes - "Iaiá da Bahia". As alegorias de Francisco Thiago e Franci~co Silva lembram festejos do ciclo de Natal, as comemorações da Umbanc1a, o Carnaval e o Reisado.

e

o enredo de Alde'miro da Sllva destaca as festas do Mararihão, onde a mistura de raças resultou num grande acervo de tradições que se manifest-am através de seu valioso folclore. A Festa do Divino, o cordão de Reis, o Carneírtnho Pastoril, entre outras. estão ligadas aos costumes de sua gente. GiIson Nascimento, sam-

bista dos mais queridos, descreve em seu samba Os encantos de muitas festas populares. . Oleoníce evolui cem a bandeira, acompanhada pelo mestre-sala Jorgínho. .li ala dOS Estudantes é destaque em coreografia. Waldir Fontela, Bráulio Vidal, ManoeI Padrone e José Carlos Santos são os responsáveis pela organização e harmona da escola. AriFernandes, autor de "Linda escritura", 1.0 samba cantado pela escola, e de "Independência do Brasil" que em 1968 foi considerado pelo júri "o mais bonito samba-enredo", apresenta a Ala de composítores que preside. Alegria maior do pessoal de Pendotíba, que muito se orgulha dos inspirados sambas e bonitos desfiles, a Santo Ináeío promete conseguir neste carnaval o campeonato que seus sambistas merecem. Colaborando, e mu to, para a vitória aue todos esperam, está o sambista S,=bastião Gomes da Silva. fundador da f'scola em 1958, que melhor do que ninguém conhece o bom samba que ela pode apresentar.

Brinque o Melhor e Mais Animado Carnaval do Mundo em'

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Festas Tradicionais Maranhão, Maranhão, Maranhão Bumba Meu Boi, a grande festa do sertão Com a batida do pandeiro e do chocalho Bota a bateria em evolução

Bis

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Santo Inácio apresenta a grande festa' do sertão' E os boiadeiros com seus trajes divinais AssisJram à festa, vejam como foi legal Ou! ou! ou! ou! (Bis) Os boiadeiros cantam assim Cazumba, tudo isto é seu Vá buscar Vovó Cambina Para salvar os filhos teus E a capoeira que não podia faltar Nesta terra altaneira, nesta festa brasileira' Que representam o carnaval Bumba Meu Boi, bumba Sinhá Salve o Maranhão que vive a cantar Ou! ou! ou! ou!. Os boiadeiros cantam assim Natal, oh! festa tão querida Que valeu por uma vida DJ Menino Jesus lá em Belém O filho Rei, ela Rainha Fugiu com o menino coitadinha O que S9 assiste na tela, ela foi tão bela Lá em Belém Hoje o povo todo salvo Todos postos de joelhos Bis Rezam para o Senhor Ave Maria este é o meu Brasil

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CHURRASCO E BOM PAPO NA MADRUGADA

CHURRASCARIA' PRIMO GAUmO ALAMEDA PEDRO TI" 27 - Entrada pela Sã Pinto -' (Pertinho do Barrete - Niteréí}


informa ... f«TEROI

4 .. POÇO .D:O ANIL Em homenagem ao Ataulfo A. Vt:S, d.ebli1am

inesquecível sambistas do Paraisu ret;UTQ1â.MlO sua vida de samoa, "traves na poesia Que deixou na mus.ca púpU!iÚ uras.leua. Os

Nascido em Mirai. Minas Gerais. Ataulfo 101 amca rapazmao para o Rio de Janeiro onde cllJnneeeu o sambis ta Aicetnanes Barcuoe; e a cantora Carmsm Miranda, que começaram a dívuigar seu \.aleIJLO. Das primeiras campos] çoes, -Sexta- f<E'u'a", "Tempo perdido" e "'Ssuo:;;oes do meu barracão", a tê s-u UJl mijO sucesso. "Você passa. eu acno p-'.t.(.'1\i ~. está presente a ímportància do eemposator, Orlando Silva, em 11)38. marcou sua carreira !.,'Tl'l ''Mpu pranto ninguém vê" e ··EnFi. p:lTamos". Car'los Galhardo Sf destacen no carnaval ,de 1939 r-em "Sei QUI' ~ eovardía" e Dalva de Olívetra. com -lDTpi. sim". 'fez grande I'UCPsso. Mwtos cantores gravaram músicas dI' Ataulfo, mas ele só p~trp(lU r-orne cantor f'ro 1941 'lançando "Ai. Que sanélaõpS da Amêl'a=, um- na< rnRtc m:l'pc...-alltpc: p-ca- poputar=s eam aea ~ n>gT'3vada até 'hoje.. Imnossivel al(rOêm e-srrotllr eassunto Ataulfo, mas os sunbistas na iAve-

nida, com o samba de Paraguaçu César dizem do carinho qUe o povo dedica à sua lembrança. As alegorias de Antônio CarIos recordam a músíca e as apresentações de Ataulfo e suas famosas pas'toras A ala das mulatas assanhadas, o Bando da Lua e o pessoal da Gaiieira valorizam o enredo de Matíkíe _~aposo. Jordeli é o destaque maior, CDm "Carmem Miranda". Lilíco, Jurema, Deodir e Gracinha são Os mestres em evolução. Hélio Considera, 'M'Iton Gomes e Irací apresentam fantasias de grande luxo. A bateria de Carlínhos acompanha Edésio, Grilo 'e Vanrla Os passistas mais destacados da escola. Osmar Gust"lYo. Pedro Rezern

Al-

m+r Silva, Antônio de Pádua, Ambrõsío Silva. Délcio Ramos e Juraní dos

Santos quer=rn mostrar este ano como a agremvação do Paraíso cr=sceu em beleza e samba. Revprpnciand'" o mes; tre Ataulfo que deixou uma saudade enorme no coração de todos, os sambistac: rJll azul e branca ouer=m t0rnar ainda mais bonita esta festa de

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MEU SAMBA, MINHA VIDJ\ Singelos versos, porém originais Que o Poço do Anil Apresenta neste carnaval Homenageando sambista de Minas Gerais Este é o Poço do Anil Enaltecendo o famoso sambista do Brasil

~.:lmba mulata. brejeira Mostre que brasileira Diz no pé pois é, pois é (refrão) .é

Que saudades da Amélia Leva meu samba meu senhor Na cadência do samba Ataulfo Se Imortalizou

Oh! Minas Gerais Oh! Minas Gerais Somos do 'Poço do Anil ·tiomenageando Ataulfo Alves -O -sambij;ta do Brasil (refrão)

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5. Caçadores da ViLa Senhores, senhoras, distinto público . .. Em cena, palhaços, trapezistas, bandas, mágicos, bailarinas, anões, misturados a luzes, prateados e muito samba. Ao criar o enredo, Marcílio Pinto se preocupou em mostrar toda a beleza que o circo contém e assim descreve, em clima de euforia, os vários atos de um espetáculo em que o quadro principal é uma homenagem à velha Bahia. Os artistas também se vestem de mucamas, sínhazínhas e vendedoras faceiras. Na verdade, esse ato final se passa na Avenida, pois não existe cenário mais colorido e iluminado. O samba de Nilcéia Ferreira Monteiro, a maravilhosa compositora da Vila qUe há seis carnavais empresta sua inspiração à escola, faz recordar modínhas cheias de saudade. As alegorias do presidente Jorge Luzia mos; tram a arena e o famoso carroussel. Tudinha é o "M:arajá", mágico do Oriente", e Selma, a "Cigana"· Marcelo, Orlando Carabina, "Os gêmeos"

FOTO

e a Ala. da Esnobação, são destaques em samba. José Oarlos e Luzia evoluem com a bandeira nota dez. Eduardo Siqueira, Ricardo Ramos, Guaraci de Souza e Orlando da Bllva, dirigentes e incansáveis colaboradores, organizaram os ensaios na quadra da. Sã Barreto e no ESlperança Futebol Clube, onde a torcida SEmpre comparecia para prestigiar a escola quedesde 1968 realiza um bonito trabalho. Como boa Vila que "dá samba", esta simpática agremíação vem cada vez mais conseguindo a admiração dos sambistas da Cidade que dela. fazem um bom motivo para seus encontros. Neste espetáculo, a alegria de uma noite de estréia, sempre sentida quan; do um circo .chega a algum lugar, e também o entusiasmo dos caçadores -. os admiráveis sambistas camp=ões de 1972, que pela prímelra vez desfilam CC'm as cores vermelha, preta e branca.

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"Herói


o

ESPETÁCULO

TERRA A Banda toca a Marcha Triunfal Os Caçadores armam um circo em pleno Carnaval Lindas bandeiras coloridas Formam um cenário em Festival Raia o Sol suspende a Lua Quem chegar no fim é bobo Alegria do Palhaço é ver o Circo pegar fogo

)

) Bis )

Lindas Amazonas formando um Carroussel Fazem a platéia delirar Domando seus Corcéis enlouquecidos Estalando seus chicotes no ar O Mágico e a Magia do Oriente Trazem todo o encanto da Fantasia Clarins Dão prosseguimento às emoções Trapezistas de mil saltos balançam os corações

) ) Bis )

Uma vasta Ala de Anões Fazem de.irar a petizada Lembrando a Carochinha com seus contos infantis E o Mundo Encantado das Fadas Agora os olhares mudaram a direção Um bando de Ciganas vem ler sua mão A Cigana falou, não errou Foi o Maior Espetáculo Que a Terra apresentou

)

) Bis )

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6. Cacique Das

Palmeiras Na literatura brasileira, Os sambistas da verde-branca encontraram o tema para seu desfile. Humberto de campos, notável escritor e poeta, é o autor desse conto que Rogérro Gu.maràes transformou em enredo. Mestre Gonçalo, consertador das poucas jóias ca gente pobre do povoado, uma noite recebeu a visita d) preto Belísárío velho empregado das minas do Jequitinhonha. Belrsárío mostra ao compadre uma pedra do tamanho de um ovo e pede que ele guarde aquela preciosidade r m absoluto segredo, como propriedade dos dois. Trancada a humilde cara, mEStre Gonçalo ficou admirando aquele diamante qUe lhe daria fortuna e importância. De tanta emoção e por muito pensar no futuro, ao nascer do dia ele estava cego. Mas não S~ importou, porque tinha nas mãos um pequeno planeta qUe brilhava como o sol e as estrelas. Em seu quarto escuro, o velho Gonçalo passou dois anos polindo a pedra que um dia apresentaria ao mundo. Quando terminou a obra, .saíu do esconderij o trazendo uma p-e-

ESCRITÓRIO

dra sem qualquer valor que a febre de sua ilusão chamava de diamante. "A minha fortuna, a minha Estrelá do Pastor!", gritava. Durante um ano mostrou sua estrela a todos, até que um dia morreu sorríndo, na ilusão de ter policlo o ma or diamante que já aparecera na terra. O mundo encantado de mestre Gonçalo é representado nas fantasias de Valquíria, Vera, D. Maria e nas alegorias criadas por Niltinho. O sam, ba-anredo é de Eurípedes Borba A ala dos Garímneíros lembra o original trabalho da m-neracã-. Os rítm-stas Jurandir, Robson, Jorge Chirrinha e os passistas Ivan, Sileda e Edmilson, apresentam o bom samba das caciques. A escola de Valmír de S'1uza. 08vaklo SaIdanha. Jorge Sabino, Valter Araújo e Wiliam Cordeiro vem preparando com todo o carinho o desfile, pois querem fazpr boa figura n=ste Carnaval. Paulo Roberto e Sandra mostram a bando ira qu» simboliza a alevrla maior dos sambistas das PllJn1'piras, quando comnletam dez anos de folia e muito samba.

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MESTRE ESTRELA

GONÇALO

f· ,A

DO PASTOR

Due maravilha! Quanto esplendor O Cacique que apresenta Mestre Gonçalo, e a Estrela do Pastor áua maravilha!

) ) ) Bis ) .)

Debaixo deste céu de anil, Na sua imaginação febril, De um dia, tornar-se milionário Com o diamante que lhe deu o Belisário

Veio a desdita, e cego ele ficou Nas margens de um regato Uma pedra na mão apertou Morreu sorrindo, feliz da vida 0.3 ter polido a Estrela do Pastor

Que maravilha

) Bis )

) Bis )

) Breque

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7. Império

Niterói A Bah1a bonita, alegre, mística e festeira é saudada agora, no melhor do Carnaval. E a maior festa popular religiosa daquela terra é contada em ritmo de samba.

o Senhor do Bonfim é padroeiro do Brasil desde 1745. quando 6 capitão português Teodós1o Rodrigues levou a imagem de Cristo crucmcado para a Bah!a. A devoção ao santo começou naquela época com nove nas e hoje é externada em grandes festas não só em sua igreja mas também nas ruas de Salvador. Todos Os anos ~m janeiro, devotos de várias partes do pais se misturam aos baíanos para agradecer, com muita alegria, a proteção que recebem do Senhor, o OXalá africano. Danças, rodas de samba, eapoeíra, muita comida e bebida fazem a festa que inicia numa quinta-feira e SÓtermina no domingo. A parte mais ímporta.nte é a cerimônia da "Lavagem". Milhares de pessoas formam uma verdadeira e colorida procissão, com s"US potes dágua, vassouras, flores, bícícle-

tas e carroclnhag enfeitadas, pa:ra lavar as escadarias da igreja do PNtetor, rito seguido há mais de um século. As baíanas, com seus trajes tipicos e balangandâs, enfeitam ainda. mais a Cidade. A festa do Bonfim é o principio do carnaval baíano, pois o povo continua cantando e dançando até fevereiro. Neste Carnaval. Os sambistas da Impérío apresentam o enredo do presidente Orlando do Rosário e as alegorias de ltrico Lameíras, cantando o samba de Flavinho. Abigail do Egito é a baiana mais luxuosa do desfile. Bebasttão Ribeiro, Atcídé'a, Mauricio Carvalho e João Batista são os destaques fantasiados. Jarrõos, flores, vassouras e lampiões são trazidos pelas alas da escola. Arlet e Elza mais uma vez exíb=m a bandeira vermelha, verde e branca. Renrique dos Santos, Alcides Nunes e Valdir Carvalho, confiam no sucesso da escola que possui Jacira "Pé de Ouro", }J.osângela "Mulata de Prata" e a bateria do mestre Sérgio.

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FEST~A DO BONFIM,

:BAHfA

Vamos falar na Bahla Numa festa tradicional Exaltamos a Festa do BonfitR Neste Carnaval Tradição de um povo Tem inCcio no mês de janeiro

. Com grande animação De muitos Romeiros

) Bis :)

Tem roda de Samba Tem a Capoeira Os Baianos, Cantam e Dançam Lá no Bairro da RIBEIRA

) Refrão

Que maravilha A lavagem do Bonfim e a lavagem da escadaria <Que muitos fiéis .comemoram com alegria

Mas que beleza O O O O .fi.. 'Festa do Bonfim Na Bahia de São Salvador

Vamos falar

) } Bis ) )

(Breque)

MECÂNICA SÃO JORGE LTDA. -

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])IREÇAO: ARLINDO STUMPF fUJA SA0 LOURENço,

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8. Acadêmicos do Beltrão A verde-rosa níteroíense, apesar da terceira coiocaçao oouca no carnaVal-I"', tamoem mereceu as honras de camp-a. E que o samoa apresenta., o para o ".i-.1.mosoManaca" sensibíi.zou nao só a comissao [uígadora como também o povo que o cantou durante todo seu uesríle- O compositor Buquinha ganhou por isso um prêmio espec.al e, o mais Importante. fez sua Bertrão receber as unícas notas dez em letra e música entre todas as escolas de Nrteróí, Novamente Buquinha compôs o samba e traz Sandra. a cantora mais aplaudida na Avenida, para mostrá10, prometendo repetir o sucesso, pois na Cidade já comentam que "este samba é tão bonito como o outro". O enredo, também único nota dez das escolas do 2.° grupo, este ano é de Alédio Pinheiro. A Baía de Guanabara de tantas belezas, cantada em prosa e verso por muitos poetas. é agora exaltada peles sambistas de Santa Rosa. Neste Cnnaval, lembram da época de nascimonto das cidades que ela enf=Ita, das lutas a que assístíu e dos fatos marcantes passados em suas ilhas. Os

encantos das praias,a poesia das noites enluaraaas e o rascímo de suas águas que guardam muitos mistérios, servem de motivo também para a homenagem. Destacando que a "passarela do mar" tornou ainda mais importante o encontro do Rio com Niteról, os sambistas falam da nova feição que o progresso deu à Baía. As alegorias de Jeferson, tradicional cenógrafo da escola, retratam aspectos maravilhosos da Baía. Nanei, Fred. Deborah, Arlete e Lentnha apresentam fantasias de grande Iuxo, As alas dos Independentes e dos Imortais são destaques em coreografia. Darcino e Isabel, premíados com nota dez em 74, voltam a exibir a bandeíraDesde 1968 que a Beltrão se elassificaem 2.° ou 3.°, lugar dos desfiles. Este ano, os diretores Dílermaaido Soares, Carlos da Matta, Newton Machado e José Carlos Jesus esperam a grande' vitória, pC'~ os acadêrntcos estão ainda mais preparados. Tânia, S')lange, Sueli e a bateria d~ Michila estão aí para mostrar o bonito samba. que a Beltrâo :ensina.

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ESSA GUANABARA QUE EU AMO Oh! Bara de Guanabara Minha Eterna jóia rara Hoje vou te exaltar Mostrar sobre um tom de um novo canto Teus refúgios e recantos Todo encanto de mar Neste mar feito. aquarela Tu és a tela das telas Que a natureza criou E o poeta através da poesia Vem falar de tua História Bis Do império aos nossos dias uha do Governador Da expulsão dos Franceses Paquetá dos meus amores Decantada tantas vezes E nos requintes 'dos salões Da famosa Ilha Fiscal Derradeiro foi o baile Bis Da famflia Imperial Como é Jlndo Ver o sol banhando areia Bronzeando as sereias Que se deleitam ao mar .Sentir a lua Ouando a noite está clara Espargindo pelas praias No seu raio de luar Tu tens a festa Do pescador pela pesca Tu tens noite de seresta Tens o culto pra lemanjá E hoje vejo um sonho realizado Todo transporte pesado Na passarela do mar.

Bis

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O Sindicato dos' Empregados. no Comércio de .Niterói e São .Gonçalo' Deseja' áos ilSeusaSSóciados·um Car.n~valcom .:muilaalegria

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CAMPEo~1SSIMAS . ~-----------------------------------

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1960 - ACAD:2MICOS DO CUBAN.GO 1961 - ACAD~MIOOS DO CUBANGO 1962 - ACAD:tMIOOS DO. CuBANGO 1963 - ACAD:2MlOOS DO CUBANGO 1004 - ACAD:2MICOS DA CARIOCA 1965 - ACAD:2MOOOS DA OARIOCA 1966 :..... ACAD1l;MICOS DA CARIOCA. 1967 - FLOR DA MOCIDADE 1968 - FLOR DA MOCIDADE E UNIDOS DE sANTo INACIO .. 1969 - UNIDOS DA .MEM DE. sA. 1970 - CANARINHOS DA ENGENHOO~ 1971 ...;.. BAFO DO OODE , 1972 - CAÇADORES DA. VILA 1973.BAFO DO BODE. 1974 -SOUZA SOIlRES:


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da Câmara Municipal de Niterô,i PARTICIPAMOS COM VOCEDESSE CLIMA DE ALEGRIA QUE DOMINA A . CIDADE, AGRAD'ECENDO AO SAMBISTA NITEROIENSE PELA ,MARAVImOSA CONTRIBUIÇÃO AO NOSSO CARNAV AL~

. ANTONIO LUIZ 'MORÇ~O JOÃO. BAPTISTA SOBRINHO! EKEIO JOSÉ AL VES . JOÃO. TElXEIRA ·WOLNEYTRlNDADE.

Comissão Executiva,


.BLOCOS DESFILE: DIA 8 -

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R, A R

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SABADO

•• GRBe

M.I. Bairro Almerlnda

-

20,00

2. GRIC

Cacique do Viradouro

-

20J35

3.

GRle

Boêmios da Madama

-

21,10

4-

GRBC

Bugres do Cubango

-

21,45

5. GRBe

Acadêmicos do Sossego -

22,20

6-

Xavantes do Paraíso

-

22,55

ORBe

I

1. GRIC

B~fo 'do Tigre

-

23,30

O

-S.

Império Gonçalense

-

00,05

~

19,30 19,50

GIBe

P~OGRAMAÇÃOEXTRA -

--BANDA 00

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FONSECA

REI MOMO E RAINHA DO CARNAVAL '~

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informa ...

A lIIIf DAICUNIIMII

1. Mocidade rnd. do Bairro . A Lmerinda o samba niteroiense chega este ano de verde e branco, através da mais nova agremíação que surgiu para rorcaíecer o carnavai. N..::s~e Início de festa, a bater.a li; mestre Bolao, por todas as escolas e blocos, saúca o público que aplaude o sambista e sua arte. Desfilando pela primeira vez, a Moc.dada Indep~ndente VEm mostrar o samba qUe a juventude do Bairro Almer.nda e de várias localidades de São Gonçalo está fazendo, e até multo bem, pois Os gonçalenses se destacam na fundação de entidades carnavalescas, atualmente. Este bloco nasceu em 15 de outubro de 1974e já se apresenta para concorrer na Avenida, com seus próprios recursos e o trabalho de seus sambistas. Os ensaios da Mocidade, na quadra do bairro P. na Casa Unidos de Portugal. foram dos mais animados. contando com o prestdg!o de cornpon-ntes do outras agr=mtaçô-s que comp=r-c'am para levar a necessãr+a amj,>;'vio. L~. o~ dirl,?:pntps. t> tllmh'm f11nõanor°l". Walt~r G~'m~" Lu'z Pa'va, Daniel Barbosa, Amaurí Sherman, P<,-

dro Dias, Alzemír Borges, E'Veraldo.; RonaJ:d..> Carvalho, Aitamír e Paulo' Jorge, receberam com carinho todos, OS visitantes ' O Carnaval que os sambistas Mil-" ton e Ariel prepararam tem como, tema uma lenaa indígena da tradição. gaúcha que descreve Os poderes do cacique Sepê, um guaraní que no tempo das missões lutou contra os, europeus, em defesa da terra de seus' irmãos. Bom cavaleiro e háb'I guerreiro, Sepê sempre vencia os tnvasores.. até que num combate foi morto pelos' soldados. Os índios contaram qua do seu corpo srm viela se erguia um. ca-. valeiro de luz. Dizem que ainda hoje' ele aparece no céu azul, sobre os'

pampas. Paulo Jardim e Antônio Carlos são autores do samba-enredo. Salomé. Edson Luz. Alexandre e Eunic<> apreSf'nt!!,m fantasias de luxo, criadas pôr Maria Leuníce, Ot=lo e Izalx>l evolu=m com a band=íra. r.al"'uTOs na Avenida. Os pas=Istas t> rttmtstas oferecem o melhor samba para que a M~ldade marque sua presença nesta estréia.

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LENDA DE SÃO SEPÊ Foi nos Pampas do Rio Grande Entre coxilas e montes Que essa lenda nasceu Cheia de heroismo e bravura Com o cacique guarani aconteceu Sepê foi batizado Com muita fé Tornou-se cristão E chamou-se José

Bis

frente de seus guerreiros Defendia a missão Mas em batalha combatido Lutou até cair Mortalmente ferido E .do seu corpo se ergueu Transparente visão Do cavaleiro feito de luz Que desapareceu na imensidão À

Eu vi no céu A galopar sobre os montes O índio santo Bis Se perder no horizonte

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Niterói


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lEI,! ,fPtA.lUI

[1.1 SlflVI'

2. C,A,C/QUE

DO VIR.ADOURO Do tradicional reduto de samba de Santa Rosa, que já abrigou Surdina, Desprezados, Serrinha, União e Unidos do Viradouro, chegam Os caciques trazendo a alegria deste povo brasileiro qus canta e dança como nenhum outro.

o

fandango já era dançado nas festas palacíanas do século XIX. De origem portuguesa, também é chamado marrafa, manjericão, cana verde, chimarrita, de acordo com o localEm São Paulo o fandango é conjunto de danças de salão, no Nordeste é dança dramática, no Sul é dançabaile, mas no Rio Grande representa o folclore gaúcho. Em Alagoas parece ter nascido o coco, a dança dos que possuem apenas as mãos para fazer o ritmo que se parece com o ruído do quebrar a casca do .coco. Cantando e dançando em roda, homens e mulheres Se divertem com o côco de origem afroameríndia. O batuque foi trazido pelos a.fricanos como dança do ritual da

~ ~

procriação, por isso sensual e também proibida pela igrej a. Os senhores das senzalas não se importavam com aquelas "umbigadas" e assim o batuque chegou até nossos dias, sendo muito praticado em São Paulo. O maracatu é manifestação de origem africana, pois está ligado ao cortejo da coroação dos reis do Congo. A capoeira, dança com características de defesa dos negros, tem sabor de Bahia e berimbau. As modínhas de viola são tradicionais no Nordeste, onde o sertanejo é essencialmente poeta e repentísta.

Destacando ainda outros cantos e danças, o vice-campeão de 1970 apresenta o samba de Pedro Silva, as fantasias originais de Margarete, Cátia e Sebastião, e 'as alegorias que a Comissão de Carnaval preparou com carinho para maior beleza do desfile. Herotildes e Neuza mostram 2. bandeira que representa oito carnavaís, Valdecí Alves, Jorge de Assis e Luíz Lannes formam a ala da Diretoria que comanda a folia dos caciques.

CENITUR PROMOVE

TURISMO


Ci\NTO:S, E DANCAS .;,

DO BRASIL o

Cacique traz

Para este Carnaval Cantos e danças A coroação

do nosso Brasil BIS

do Rei

Festa tradicional Mas como é lindo de ver O povo na rua a cantar e dançar O canto

BIS

e a dança do Brasil

Neste Carnaval

vimos recordar

Mas como é lindo Laiá,

laiá, Iaiá, laiá

Laiá,

laiá, laiá,

(breque) Ô Ô

laiá Ô

Ô

Tem fandango E o coco e Capoeira E o maracatu Tem o batuque A modinha

BIS

no terreiro

ao desafio

Assim canta o violeiro

r I 1

o

Vereador

Ekeio

José

Alves

TAMBÉM ESTA PRESENTE, PARA DESEJAR AOS NITEROIENSES

UM ALEGR!E)

CARNAVAL


informa ...

3. BOÊMIOS D,A MADAMA Uma das festas mais bonitas deste Brasil, tradíção da Bahía alegre e festeira, serve de enredo para a apresentaeão dos sambistas boêmios de São Gonçalo.

tem fim, pois logo depois começam a se preparar para a Lapinha, a Lavagem do Bonfim ...

---o compositor Jorge de Souza fez o enredo ,e o samba para seu bloco desfilar. As alegorias de Oscar lembram Os saveiros e galeotas que embe~am a festa- Pescadores, pretos velhos, baianas e capoeiras formam as principais alas. Destaque para a representação do Camdomblé. Mestre Joãozinho, Armando Leite, Urbano Silva, Antônio Veloso e Jorge Carvalho são os responsáveis pela harmonia e organização deste desfíle. Antônio, Carlinhos Ja1pona, Leir e Neuza se destacam nas evoluções.

Ano Novo em Salvador. A procissão marítima do Senhor dos Navegantes é a coisa mais bonita que o baíano prepara há séculos, para homenagear um santo. O Cais Cairu recebe brasileiros de todas as partes, num colorido deslumbrante. Foguetes, bandas, berímbaus, animam o cortejo que leva a imagem para um pequeno navio onde está escrito "Gratidão do povo". No mar. canoas, saveíros, gaIeotas, entre centenas de embarcações, todas enfeitadas. vão em procissão para a Boa Viagem, igreja em que a imagem será recebida também com palmas, música e muita alegria.

Na rua, a animação do verdebranco campeão de 72 e segundo colocado em 73, que se tornou afilhado da Escola Império de Niterói no Carnaval-74. Seus sambistas, como bons boêmios, agora transmitem as lições de samba que receberam nas alegres noitadas do Clube Excursionista, onde não faltou bom sapateado,

O Senhor dos Navegantes chegou! A festa continua com as disputas de capoeiras. com as delícias dos variados quítutes, com as gingas das baíanas, até a madrugada. E a festa não

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Si\VEIRO DO SIENHOR DOiS NA VEGANT'ES Hoje é dia de festa na Bahia Foguetes espocando a todo instante São' os Saveiros em romaria Acompanhando o Senhor dos Navegantes

Pescad0G Pescador Lava a rede no mar E joga as flores Em. oferenda à lemanjá

(Bis)

Praça da Sé Dos Capoeiras, Berirnbaus e Candomblés E a baiana com sua magia Que é a tradição lá da Bahia

Quem quiser vem ver Os Saveiros Bem amar e Bem querer O ..mar éum colorido deslumbrante É a Galeota levando o Senhor dos Navegantes

(Bis)

ôô ô ôô Ô

Ô Ô

Bania. de todas as festas D.9 São Salvador.

o Sindicato

dos Empregados no Comércio

de Niterói e São Gonçalo Cumprimenta os sambistas pela brilhante participação neste Carnaval. Odenír de Almeida Presidente


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...

NITEROI " lOJA OV[ T(M "'I"Z~I\ EM SlJIVII'I.

4. BU,GRES

DO CUBAN,GO o blooo mais antigo que desfila na Avenida vem da Viçoso Jardim, tradicional ponto de encontro de belas mulatas, bons partídeíros e rítmístas, onde a bateria de mestre Chico faz a maçada sambar e levantar poeiraCom o enredo de Mathilde Raposo, eles contam o bonito segredo da natureza que oferece dias e noites de Outono, Inverno, Primavera e Verão. No Brasil, as estações do ano são recebidas com alegria pelo seu povo, pois todas elas chegam com muitas belezas e servem de motivo para muitas festas. Os sambistas do verde-branco saúdam o Outono pela suavidade que representa e pelas deliciosas frutas que traz. Lembrando o Inverno, homenageiam os santos testeíros qus propiciam quadrilhas, balões, fogueiras ... A Primavera de tantas flores e coloridos é cantada pela beleza. As festas na.talinas e o Carnaval são expressões do Verão de muito sol e alegria. No desfile, as alas caracterizam vende-

dores de bolas, jardineiros, pescadores, vendedores de abano. turistas, capoeiras, banhistas e muitos outros. personagens do espetáculo das estaçõesGustavo Mallet. conceituado cenógrafo, preparou as alegorias. Nílton representa o "Rei Sol", Ivani a "Primavera" e Elizabeth a "Lua". O samba-enredo é de autoria de Paulo Adad e Paulo Ribeiro. Geraldo do Pandeiro e Denerval "Prato de ouro" oferecem o melhor ritmo para a apresentação das sensacionais passistas Solange, Doquínha e Selma. O mestre-sala Jorginho e a porta-bandeira Leila são destaques também em fantasia. Bicampeâo de 1966, terceiro colocado em cinco carnavais, o Bugres sempre chega na Avenida para sambar com vontade, em disputa da primeira colocação. Por isso, os diretores Paulo Barbosa, Alberto Barcelos, Sebastião Barroso, Aílton Balbino, Mhír., tes Doreste e Irene Oliveira estão certos de que mais uma vez seus sambistas vão oferecer um excelente espetáculo-

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NITERõI


A.S E:STACÕE,S DO ANO .>

.

É rotação em gesto de harmonia Os raios solares com suprema snerqla

Essa terra arredondada Não pode ficar parada E movimenta noite e dia

Bis

Ventos, águas, aves, luz e flores Alegria de mil cores E os gritos dos trovões Chegou o Bugres do Cubango Com seu enredo falando das estações Lindas Manhãs de primavera O botão que sempre espera Abriu-se em floração Chega o verão enamorado O peito fica embalado Aquecendo o coração

) Bis

O outono é uma beleza É obra da natureza De encanto e emoção É suave o cair da tarde Tempo morno que invade Círculo de imaginação E com risos de crianças Sempre cheios de esperanças Chega o inverno integrante Com curiosos bailados Com sanfonas e cajados E a quadrilha dançante

) Bis

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NITERõI


informa ...

5. Acadêmicos do Sossego Os sambistas de Pendotiba realizaram um dos mais bonitos desfiles do Garnaval-74. Com "Carnaval dos Carnavais", eles conseguiram as únicas notas dez em letra e música dos blocos e também o více-campeonato. Neste desfile, trazem a poesia de Caymmí para o Carnaval Se tornar ainda mais bonito. O enredo de Miguel Coelho e Adalu Pímentel é uma saudação ao "bom baíano de militas canções e sorrisos sinceros" que se inspira nas coisas brasileiras, livre portanto das correntes intelectuais importadas e do modismo ímítatívo. A música de Caymmí é o símbolo da Bahía de Iemanjá, Mercado Modelo, capoeiras, Itapoan, berímbaus, ladeira do Pelourinho, Baixa do Sapateiro, areias de Abaeté. Conhecedor de muitos segredas, o artista Caymmí é o encanto dos oríxás, a gente simples, os feitiços de viola, a natureza morena, os acalantos do mar, é a própria boa terra. No samba de Natinho e Ademir Magalhães, a mensagem de alegria

PRAIA

DE

dos acadêmicos ao homenagear o poeta que valoriza nossa cultura mesclada e muito rica, representando a arte popular do nosso povo. Célia e Odinéia se destacam na beleza dos passos. Gíria, Cidinho e Mindo apresentam fantasias de luxo. Sérgio Soares e Tataco são Os mestres da famosa bateria. Carlos Fernando e seus diretores Antônio Silva, Ney Gomes, Otacílío José Nascimento, Odir Costa, César Loureiro e Amélia Francisca, organizaram os ensaios na quadra da Estrada Caetano Monteiro, onde a moçada sambou pra valer, e também o desfile que agora oferecem à Cidade. Odir e Maria exibem a bandeira vermelha-amarela qUe pela quarta vez desfila na Avenida com Os sambistas que apesar do nome, nada têm de sossegados. Nascido em 1969 para proporcionar divertimentos aos moradores do bairro, este bloco começa a demonstra. que além disso é um bom motivo de samba para a juventude que aprende com mestre Otacílio como fazer um espetáculo de Carnaval,

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Carnaval al~gria e cores - Ao rufar dos tambores; ~' Vejam este povo tão feliz , " NUf!1a apoteose triunfal. "Óori.val Caymmy, terna.deste

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carnaval'

Tem seu nome gravado, No cenário, musical , Letras de raro esplendor Morena Marina você se, pintou Eu vou para Maracangalha eu vou É doce morrer no mar canoeiro 'Obras do poeta braslleiro

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Na Bahia tem,tem, tem Na Bahia tem ó morena 'Coco por vintém

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Mais carnaval ... '

ANDREZA REFLEXOS

Cabeleireiros. MASSAGENS ..

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do Terceiro colocado no Carnaval-74, o verde-rosa de São Gonçalo que sempre realiza excelentes desfUes, vem agora sambar em clima de poesia e encantamento.

o enredo de João Tenê descreve o maravilhoso mundo infantil povoado de sonhos e muitas eores A visão das crianças entre flores, pássaros e borboletas de imensos jardins, a lembrança das pipas no céu azul, Os jogos, as bonecas e tantos outros brinquedos, são motivos de samba neste desfile. E bonitas são as rodas de meninas que cantam, à noítínha, as alegres melodias do nosso folclore. Terezinha d3 Jesus, o Cravo e a Rosa... Para dormir, as histórias da mamãe ou da vovó propiciam lindos sonhos com a Branca de Neve, o Pequeno Polegar, . o Grilo Brincalhão... Nos passeios de dom'rigo, a animação dos parques de rodas gigantes, balanços, sorvetes, p'pocas e bolas d~ gás. COm a ch 'gada do bom Velhinho. "m dezembro, Ospequenos sentem a felicidade maior

em seus corações. A fantasia é a verdade da criançada. As alegorias de Valdir Machado e o samba de Flávio Jorge enriquecem o enredo. Gelson vem de "Pípoqueíro", Antônio é o "Vendedor de bolas". Humberto caracteriza o "Anão". Valter o "Papai Noel". China e Vanderley representam os "Palhaços" dos saudosos circos. Neguinho do Prato, Pirulito, Grilo, Jurandir e Gracinha são as grandes atrações em samba. Salvador e Cleonice evoluem com a famosa banclelra que representa a participação em dszessete carnavais. No Carnaval, mundo de fantasia do folião. o tradícíonal bloco do Paraíso vem desp=rtar a criança que rícou em todos, tornando esse desfile uma forma de recordação. Seus dirigentes' JOEé Silvà, Sebastião Gomes, V:álter Julião, Amare da SIlva. S'dney Ferreíra, Céoat Qilintanllha e Mariana Rocha, também pretendem agradar com a nova coreografia que os sambístas criaram para a apresentação deste ano.

I N De PROMOVE

CULTURA


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REINO .DE,FANT,ASIAS

A Natureza nos dá Muita Ima~inação ·'to Reirro de FantaslQ$~' O Xavantes mostra com empotgação

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Vejam as crianças No jardim, qUE~ ilusão ,'Estrlbll-ho Passarinhos ~ln<;fos ç multa anlmação Ao anoitecer As brincadeiras de roda Tem o seu lugar Ciranda; cirandinha Vamos todos cirandar

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Quando terminam as brincadeiras Eles voltam para casapra se descansar E adormecem com as lindas historinhas Que a Vovó começa acontar

o Jabuti e a Flauta e o Grilo brincalhão A Branca de Neve e os Sete Anões No fimde semaria no Parque de Diversões A Roda Gigante é a grande atração . A Natureza

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CAFEZINIIO - AGUA GELADA ESTACIONAMENTO GRATIS

Super Organização São Jorge DIA A DIA $ERVINDO MELHOR ALCANTARA - RODO -. ~ GAROTO


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Apesá,r' (Ia"ta'isteza que tomou con- , :'; .: O Rio que NoeI tant() amou e para: ta desses samo.stas, quanao no nnal : quem cantou- "que'; "foi juntinho ao de 1:.l'I4 um u.cêndio uestruiu a sede' Corcovado que Jesus Cr.sto nasceu", e as peças de sua oater,a, eles vonam -não .poderta i.deíxar de ser exaltado a desruar na Aven.da CLm a v.mtaue no enredo do presidente Ivan Vieira. de apreseniar um bornto ca.navaí. O samba 'de Nilton, Juarez e Roberto Famosos rítmístas, Os component.s lembra a 'cídade 'uatill;'e belos versos do Bafo sempre marcaram Os desfiles do poeta de Vila Isabel,. Ademir Boacom a empoigação da excelen.sbares e Iilrico Lameíras, prepararam as teria. Neste Carnaval. eles trazem alegorias. As "Meninas do Bafo", ",a instrumentos de várias agremíações ala; dos seresteíros e arsambista. Jane que, num gesto de a.nízada, aíu.ram Freitas mostram.o samba mais Quente a formar de novo a bateria de que do bloco. '., tanto se orgulham todos os sambistas. Luiz Carlos, Osvaldo Faria, AureInspirado na própria poesia çle lino CardOSO, Qenaro e Villy comanNoel, o bloco da rua Padre Anchieta daram os ensaios no Clube dos Piofala sobre o grande compositor de neíros e no Independente da IDnge-:nossa música popular. Carioca por nhoca onde as noitadas toram das excelência e amigo da Vila ac'ma de mais batuqueiras, e organizam o destudo, Noel Rosa deixou em suas mú_ file esperando conseguir o campeosicas a vida do Rio e o cotídano do nato que quase chegou em 1969 e seu povo. Ligado aos artistas do sua 1971. época. ele foi o companheíro sincero de Almirante, Mário Reis, Vic"nte Arlei e Elza, tradicionais. colaboOelestdno, Araey de Almelda. Francisco Alves e Maril!a Batlsta, entre radores do bloco, exibem a bandeira preta, amarela e branca que conquisoutras que muito o admiravam. Boêmio da Lapa e dss serestas, NOel roí tou a quarta colocação no Carnava1retratando as noites. o amor, a t=r74. Mico, Daniel e Pedro, OS famosos rttmístas Que o núblíco aplaude todos ' nura, a íronía. a tristeza .. , Os samba!'! quI' f"z àté hoje são cantados e Os anos, demonstram mais 'uma vez serãos=mor-. pois =xpreseam fi feição que samba não SI' aprende no colégio, da capital do samba. como bem disse Noel·

CONSERTOS DE RELóGIOS·

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PIVOTEIRO O J\lELHOR SERVIÇO

RUA VIse.:OO RIO BRANco· N,o 369

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o RIO'DE,',NOEL .

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Retomando à Passarela ,O Tigre vem apresentar , Urna história de um compositor popular

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( Rio Capital do 'Samba ( Que tanto Noel 8os'a versou Bis" ( Seu passado suas glórias '~'.>, ' .. ' ,", (' Súavlda suá história," . -', . . , , '--(- E todo. povoâSsimcantóu'_-'

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o bícampeão do Carnaval níte- ,.' ' tanta" participa de tudo. Mas quando roiense vem agora em busca do trtalgüéfu grita "tá na hora, bota o pacampeoaato, com .toda a animaçãO " .:. .lhaço pra tora", é que chega verdade seus sambistas que prcporcíonam deíramente a alegria. Pulos, cambaum belo espetáculo quando chegam lhotas. .. O palhaço e sua mensagem na Avenida. de amor são as coisas mais imporFundado em 1971, o Império cotantes do's?Uw,~n.lesm(L~Jl~()a cormeçou a desfilar em 197~•.recebendo tína se fecha. a segunda colocação, "tornando-se ' As muitas alas do !kpériõ,: entre campeão do Quarto Centenário em 1973. No carnaval passado, ele cemelas a dos Professores, dOs Amantes seguiu 107pontos do total de no que '" da Mangueira, das Deslumbradaa e a o júri poderia cOnceder a uma agreBufoco do Grilo, são responsáveíapela evolução nota dez. As alegorias de míação. Por isso, seUs'dirigentes,.ro~é Ra1mundoMeio enfeitam ainda maís Luiz Marinho, Ernesto Ezequiel, JO'ão o desflle.Marinho, Mauricio,Zezi.nho Luiz Nery, JO'aquimPereira, Geraldo e Sérgio apresentam fantasias de Ooutínho, Maria Bummaía, Jorge de grande luxo- Destaque em samba. Souza e Francisco Lomelino confiam novamente no sucesso, prometendo puro com Mortadelã. e a passísta Sandra. Pery, Pimpa e Lambreta forque se forem vencedores, continuarão talecem o ritmo da bateria dó mestre com o bloco, embora seus desfiles seAvanir: Vanderci.Rangel comanda a jam tão bonitos e organizados como harmonia da meçada que canta o os das escolas de samba. E quando o circo Chega,com tigres samba ele Liquinhoe Edson E;z.equiel. ensinados, homens que engolem fogo, Jort?:p rruíca e Arlpte Ja.rdlm traz-m macacos sabidos, equílíbrístas, ursos a bandeira verm=lha, azul e branca. dançarinos. mágtcos, trapezístas, tamEncerrando o desfile, os sambistas bém ch=ga a emoção. A ctdad=zínha de Neves prosseguem na folia, com o de nossas lembranças desperta com .pÚblíco que deixa as arquibancadas bandas e clarins para viver a grande e cordões !)ara brincar. também, sob festa. A criançada bate palmas, ti, o abrigo da águia imperial.

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LEIA «cANTADÓR~ VERSO E VIOLA» .: ':De .~RAlMUNDO-ARAÚJO

,ESTUDO E, DIVIJL.GAÇÃO DA POESIA >

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E O CIRCO--GHEGOU-

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Palhaços, üornadoree Trapezista sensaclonal ..,. E a platéla dellrandó' O meu' Império, desfilandO. ,Tud,o ,Isto..em pl~noG~rn~val-

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Olhá (j, fnipérío na Avenida Com um tema popular O ô, fá rá" lá lá, rá rá Olha o Circo na Avenida No Império eu vou sambar

(Império de novo) .~,'

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MERCADO DE PEIXE SÃO PEDRO

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BAND,A CARNAVALESCA também é a folia/ alegria das ruas o carnaval de hoje, apesar de toda a beleza e grandíosídade, anda meio sem poesía- Já estão longe as colembínas e confetes. As famílias não sentam mais nas calçadas, nem organizam cordões. As criancas conhecem ainda menos os mascarados. Os tempos mudaram. .. Sem qualquer ponta de saudosismo, entretanto, muitos admitem que a brincadeira ficou no "carnaval de outrora". Momo não tem reinado plenamente, a não ser nos blocos e escolas de samba, únicas e verdadeiras expressões carnavalescas existentes que, por isso, concentram quase toda a vida do carnaval. Felizmente para todos, e para o próprio carnaval, ainda existem carnavalescos sinceros, aqueles que gostam de "se acabar":', A:lém dOS sambistas e dos tradicionais componentes dos blocos "eu soaínho", Os foliões das bandas, pouco valorizados até,são figuras importantes do Carnaval. A Banda do Fonseca, em Niterói. é éxémplo amor à folia: Nascida em 1971 para animar seu bairro, ela vem cumprindo a finalidade de fazer 'alegremente' O' carnaval "de rua". Idealizada por José Lui?: Lima, a antiga Oaríjó cria seu próprio repertório de sambas e marchas-rancho para a apresentação pelas ruas dO bairro e na Av. Amaral Peixoto quando da

de

abertura dos desfiles oficiais. Seus componentes desfilam com fantasias simples e estandartes, nas cores azul, vermelha e branca, acompanhados por pistões, trombones, tubas. bumbos, pratos, bombardinos ... (orquestra popular l) . Os compositores dessa Banda, entre eles Crisplm, Neline Ogeda e Roberto Ney são muito prestlglados, não precisandó concorrer com suas músicas porque todas elas são cantadas. O baliza lmio Silveira, o Nininho, folião tradicional da Cidade, também é figura respeitada e querida. Os diretores Itamir Gomes, Wildson Medeíros, Mércio de Souza, Sérgio Marinho, Nélio Silva, Gilberto Silva e Adilson Martins, também promovem festas, serestas, almoços, durante o ano, para o divertimento dos sócios, reuniões sempre animadas por músicas carnavalescas. Enl homenagem ao último Carnaval da Niterói Capital, a Banda do Fonseca traz as bandeiras das agremiaçõescarnavaléscas da Cidade, também saudando as Bandas de Icarai, São Francisco, Irigá e Canto do Rio. QUe a- a.legria;dessesverdadeiros foliões propicie o aparecimento de outras bandas, para que o camavaI, níteroíense seja cada' vez 'mais poesia, de todas as formas, em todas as ruas.

N iterói-Sao

Gonç,a[o

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LOGO QUE O NITEROIENSE COMEÇA A BRINCAR SEU 'CARNAVAL, NOSSO TRABALHO SE TRANSFORMA EM ALEGRIA. OTTO BORGES Presidente NICOLA TUTUNGI . GELSON CAETANO DA SILVA MARIAELI TRACHTENBERG CARLOS AUR:mLIO H. FERNANDES MARCO ANTONIO PINTO REIS JOANA MAKUSKA BUCKLEY Comissão

de Carnaval da P.M.N.


«ESTOU ME GUARDANDO PRA QUANDO O CARNAVAL CHEGAR ...»

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(Chico Buarque

de Holanda)

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20 de fevereiro 5 de fevereiro 25 de fevereiro 17 'de fevereiro 1 de março 21 de fevereiro 13 de fevereiro 4 de março 17 de fevereiro 9 de fevereiro 1 de março 14 de fevereiro 5 de março 25 'ele fevereiro 10 de fevereiro 1 de março 21 de fevereiro 13 de fevereiro 26 de fevereiro 13 de fevereiro 14 de fevereiro 22 de fevereiro 14 de fevereiro 5 de março


"A Revista é uma contríbuíção significativa para a informação gH21 do carnaval que é exercitado em 'Niterói. Se todas as cidades do Brasil registrassem em revistas especiais, a visão global do .carmaval de cada ano, nós teríamos o verdadeiro Museu do Carnaval, Oi1 seja, o mais completo arquivo de informações sistematizadas sot.re a festa máxima do povo deste país. Parabéns por este esforço ccnsiderável " .

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R1CARDO .ORAVO ALEIN, musícólogo fundador do Museu da Imagem e do Som. '''Nós, radíàlístás, muíto nos baseamos na Revista. Foi' através dela que ficamos sabendo muito' do carnaval de Niterói. É forte elemento de pesquisa".

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ARILDES CARDOSO, radialista Rádio Nacional e . Rádio Federal de Niterói.

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"É melhor Revista na minha opinião. Informativa e paginada cem fino gosto, destaca os blocos carnavalescos e escolas de samba de ' íteróí,' mostrando o progresso e o quanto' têm evoluído em rítmo de samba" . ' ZÉ KETTI, compositor.

,"É1U:cada escola de samba, em cada enredo, um fato dahistória, em qualquer setor, A 'Revista mostra. tudo isso, ano a ano: Através dela eu-conbeço a história no carnaval de Niterói".

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1\!!AUROGOSTA, jornalista chefe de reportagem da TV GLOBO ," "Valoriz-ando 'Cada vez mais o samba níteroíense. na divulgação exata de nossas escolas e blocos, num esforço sobrenatural, eis o invejável Guia Rex de nosso carnaval". ,O,;";'

JORGE .P'INTO LUZIA, sambista presidente do GRES "Caçadores

daVilaP•

'''Excelente esta Revista. Seus idealizadores foram; sobretudo, felízes , É mais um, veículo de divulgação da nossa música' mais autêntica que ..é o samba". . , ANTONIO LEMOS, jornalista chefe de reportagem da GAZETA DE NOTíCIAS e více-presidente do GRES "Império Serrano" "Quando se toma qualquer. posição que possa {avorecer a música popular brasileira, faz-se presente a dignidade. A Revista é digna do nosso povo". LE,cI m:MNDÁO. compositora

do GRES "Estação Primeira

de Mangueira"

"Noticiando e divulgando o desfile das Escolas de Samba, Revista presta, em verdade, um grande trabalho e contribuição cultura popular brasileira". iRJU:MUNDOARAÚJO, poeta e escritor da Academia Brasileira.de Trova.

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MIGUEL

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E com profunda decepção e tristeza que assistimos, nesses dias, à total falência do carnaval/ escolas de samba de Niterói. O descaso injustificado daqueles que por obrigação e meios materiais deveriam criar condições favoráveis à sobrevivência dos pólos culturais é lamentável. Em lugar algum do mundo a arte apresenta superavit financeiro; ela é tão-somente. resguardada, como um acervo de conquista no campo do espírito e em nome da civilização, logo todos somos responsáveis por ela e temos, como ponto de honra, que defender a rnatéria-prima-sarnbista dos diversos fatores cerrcsívos à sua criação. As quadras ainda sobreviventes - por milagr~ -:- minguam-se, pelo implacável esvaziamento e desinteresse, refleHdosnos traces sambas e, no desânimo do sambista, este abnegado. Escolas morrem após breve período' esfuziante'; outras agonizam em meio às crises e .impotência.. graças .àtalta de recursos - .seráque a febre do petrodólar, desculpa recente para justificar o declinio de várias, regiões do globo,. também influi em nossa mais autêntica manifestação cultural? .. Há um misto de amargura e desalento nas noites de samba. Vemos os presidentes das escolas e uns poucos diretores fazendo das tripas coração pra botar o bloco no "tapete neqro": da avenida (mais uma "pérola" na evolução semântica do carnaval ... ). Ora, cultura é sobrevivência. Sem ela estarfamos andando de 'quatro e comendo vermes até hoje. O negro veio da África despojado de tudo: de liberdade, de terra, de bens e dignidade. Veio na forma animal mais primária, sob o domínio infamante dos cavalheiros de reinos e fortunas. Humilhado e vilipendiado. Aqui nas plagas virgens semeou a terra com grãos e herança de seu povo. De nada resolveram o despotismo e o açoite do colonizador: sua cultura acabou predominando, na manifestação negro/mulata e não adianta a contestação dos puristas de gabinete e dos intelectuais colonizados: nossa caligrafia cultural é negra. O tempo é curto para uma retratação dos homens que têm veículos da solução, mas é necessário, caso haja ainda uma autocrítica, que ela seja feita em termos práticos e objetivos para nossas escolas de samba. Caso contrário, testemunharemos, pesarosos, ao assassinato inexorável de mais uma forma de cultura popular brasileira. Meditem bem, senhores. .. ou então aproveitem o restinho da testa!

• FINAL


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REVISTAS

FOLHETOS REPORTAGEM PUBLICIDADE

REDAÇÃO RUA DA CONCEIÇÃO, 99 ,TEL. 722-4157 -

CONJ. 405

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Desfile das Escolas de Samba e Blocos de Niteroi 75