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Nascido e criado na zona norte da cidade de são paulo, o rapper DU_BOD, iniciou sua carreira literária na ano de 2008, sendo coautor do livro: Pelas periferias do Brasil volI. (antologia - com dezessete autores de sete estados diferentes), organizado pelo escritor Alessandro Buzo. No mesmo ano o livro foi o vencedor do prêmio Hutúz, na categoria: Hip Hop Ciência e Conhecimento. Paralelamente vem desenvolvendo um trabalho musical solo, com rimas inteligentes, envolventes e bem elaboradas. Nessa sua primeira obra de autoria própria, o autor tem como proposta, mostrar o seu lado criativo e bem humorado; mantendo um estilo hilário na escrita de seus versos - mas sem perder a essência do ativismo na luta contra os opressores que continuam no poder.

Todos os direitos reservados de acordo com a convenção internacional de direitos autorais. Alguns trechos ou expressões desta obra poética podem ser eventualmente considerados apropriados apenas para adultos. Todos os textos desta edição estão atualizados de acordo com a reforma ortográfica, que entrou em vigor desde janeiro de 2009. Contém um livro impresso e uma versão GRATÍS em áudio. Proibida a venda separada deste produto.


ficah de crĂŠditos


Agradeço somente a Deus. Criador de tudo e de todos. Que se fodam as críticas e seus poderes. Esta obra é dedicada a VAN (meu grande amor). E a todos que de alguma forma contribuíram para a sua realização. Pras minas beijinhos E pros manos brigadeirão É nozes nas fritas E no "moio" da macarronada. Sem viajar na maionese... (Du_Bod the chef)


ÍNDICE IntroDUlivro A Hora é Essa Elo da Corrente O Resgate ATática AArte Milenar (Duoriente) Pinga ni Mim (O Ébrio) Dona Xepa Megalópole Art&Manha Santa Maria (Para dona Maria minha mãe) Assine Já Bundalelê Sexo Virtual (Internetês) De 4uatro, Rodas (Orgasmo da maria gasolina) Rua sem Saída Sai Pra Lá Zica Raio-x do País Muleque de Rua Retrospecto Bilíngue (Estrangeirismo na língua portuguesa) És tu Brasil


A Hora é essa Agora eu te digo Que você tá em perigo Mandarei uma rajada de palavras Pra dentro dos seus ouvidos. Com os nossos pensamentos, O mundo em que vivemos construímos. Por isso eu lhe digo! Você tem que me escutar Vamos lá, bola pra frente Que o jogo vai começar... Faça o que tu queres Não tenho nada contra ninguém Cada um com o seu talento Respeitando sempre, porém... No embalo desse trem O rap é o meu vagão Tenho um grande poder De autodestruição


Minha arma tá na mão Estou pronto pra atirar Aí pipoca, se joga Que o bicho vai pegar A epidemia Acaba de chegar Ninguém vai me deter Se quiser pode tentar. Não vim aqui para ensinar Mas, sim para aprender E o que eu aprendi Tento passar a você Tente me compreender O mundo pertence a nós Unidos venceremos E nunca estaremos sós E após você plantar Com certeza vai colher Então, escolha o que vai semear Pra depois não se arrepender Só depende de Pra colher um Desperte para Que o futuro

você fruto bom a vida está em suas mãos!


ELO DA CORRENTE Pele parda. Preta. Escura como a noite Osso duro de roer Usando a língua como foice. Sempre sujeito homem Correndo pelo certo Enquanto a inveja Consome os invejosos Como a ferrugem, O ferro. Todo o cuidado é pouco E se vacilar é aquilo! A flor é bela Mas com ela traz o espinho. Olhos abertos E ouvidos atentos Lobo em pele de cordeiro Tem a torto e a direito. Vendendo ilusões e falsos milagres Cegante ignorância que ilude Os miseráveis mortais dessa terra. Não se limpa as armas Em tempos de guerra Pois, camarão que dorme Com certeza a onda leva.


Na selva de pedras A hiena ri, mas não contente Pelo andar da carruagem O mar não tá pra peixe. Tem "zé povinho"¹ louco Pra puxar o seu tapete. Tamanduá abre os braços Mas é inimigo da gente Quando menos você espera Dão o bote da serpente. Se o estudo é o escudo Vou fazer a linha de frente Doa a quem doer Sou mais um elo da corrente.

1. zé povinho: Este substantivo, que define uma pessoa de nível social baixo, foi criado pelo caricaturista português Rafael Bordalo Pinheiro (1846-1905) em referência ao tipo característico do homem do povo em portugal. No Brasil significa - na gíria -gentinha; fofoqueiro.


O RESGATE Nossa mãe o "baguio tá osso Sem nenhum conto no bolso Com uma placa no pescoço De calça larga ou bermudão. Sou maloqueiro estilo drão Que nunca puxou o cão¹ Tem boy se adiantando E se sentindo o malandrão Pagando de gatão, E achando que é o tal. O mala mete marra, E ainda faz cara de mal

E prossiga... 157², homicídio, Sequestro e estelionato Fim de carreira é a cadeia, Ou enterrado à sete palmos Este é o resultado! Tô fora dessa, pelo amor. Se o rap é o resgate O resgate... resgatou!.

Pensa que é marginal Quer ser manchete de jornal Entrou pra vida do crime Se vacilar será fatal Sequência criminal, De usuário à traficante O crime não compensa Se compensa, segue avante

1. cão; Peça de arma de fogo; gatilho. 2. 157; Artigo do código penal Brasileiro que significa: assalto a mão armada.


A Tática A tática da jogada É um papel e uma caneta Invado a sua área Pra fazer um gol de letra. O ataque é a melhor defesa Contra qualquer adversário Sou a mosca que te perturba Uma pedra no seu sapato. Um zero a mais a ser somado Respeito, pra ser respeitado Mas o que mais me incomoda É ouvir o lixo fonográfico. Quem vem do degrau debaixo Enfrenta uma longa caminhada Mas se a vida me der um limão Farei dele uma limonada.


A ARTE MILENAR (duoriente) Ichi, ni sushi E sashimi cumi Sou tupiniquim Guarani, falo tupi Peixe mim Comeu teu cru Na terra do sol nascente Cabra da peste O nordeste, é meu oriente O seu bonsai É o pandeiro do repente Kamikaze quer saquê E o índio água ardente. Porém, Se o nosso futebol É rei, num sei Só sei Que sansei e nissei É tudo japonês Nessa nova tecnologia Que eu inventei... Aperte o play sensei Sayonara Nossa cultura popular Arregala o "zóio" do mangá.

Arigatou Brasi, Japão judô Mas nada mudou Falou o pajé Do cacique a gueixa é. Virou caça. Comida! De arco e flecha sou ninja Nas batalhas da vida Valorizo os meus ancestrais Sou da tribo maloca Lutando igual um samurai.


PINGA NI MIM (O Ébrio) Saio arrumado Feito um pavão Vou direto pro bar Beber de montão. Peço que desça A primeira latinha E já pareço um macaco Fazendo graçinha. Fico chapado E começo a ser chato Enchendo o saco Até arrumar confusão Travado, mamado E bravo que nem um leão. Continuo bebendo Até virar um burro Todo mundo sai fora E sou eu que pago tudo. Vou embora muito loco Embriagado, de fogo Chego em casa duro, E sujo igual um porco.


Bêbado Torrado Chumbado Cercando o galo Turbinado Pileque Pra lá de bagdá. Bato na porta E a patroa não deixa eu entrar. Me ajoelho no chão Imploro, pedindo perdão E é do fundo do coração Que rogo por piedade. Por favor meu amor! Me dê a última chance Dessa vez é verdade Juro, não beber mais... Só a mesma quantidade. "Se for dirigir não beba... mas se for beber me chame!" Aprecie com moderacão.


DONA XEPA (du_bod the chef) Sem miserê cumi restu dontê Só tinha arroz e feijão... O bife foi a rolê. Sobremesas: Toalhas rendadas, Talheres de prata Na casa do empresário. Enquanto moleque ranhento Que dorme ao relento Fica de olho arregalado Peito seco, bucho inchado Estômago vazio Ganha yakisopa pra se aquecer no frio. Prato do dia alinamesa Tudo a lá vontê Na tevê pavê E não pra cume. Almoço de domingo, Macarrão...nada! Na dispensa... Farinha, fubá E pra beber... água! Quando criança, Minha mãe sempre dizia Que estávamos passando dificuldades. Eram épocas de vacas magras. Hoje apenas nos encontramos em crise... É o ano da vaca atolada.


De broa, que nada! Na água da salsicha, Empurrando com a barriga É "nois" que tá A Deus dará. Com a panela vazia E sem nem um pingo de comida A opção pra muitos É ficar plantado na esquina Vendendo cocada boa E ervas finas. Enquanto o burguês!? De tanto comer fora Escargô Maria-mole Ostra vez. Um bombocado passou mal Comeu-morreu No mata fome é um real Mas prefiro espetinho de gato Filé miau.

Depois dessa, tenho que sair escondidinho - já que você não me convida pra comer o seu fondue - vou pra casa saborear uma bruschetta. Também!? Adoro fazer nhoque...Gosto mais do que lasanha!


MEGALÓPOLE As margens do IPIRANGA, Caminho pela cidade... Na LIBERDADE, Rumo ao PARAÍSO. Entrei na contra-mão E dei de frente com o CARRÃO. Me PERDIZES no CAPÃO Dando um rolê pela FUNDÃO. BELA VISTA aqui de cima... Do ALTO DE PINHEIROS CAMPO LIMPO, CAMPO BELO E não MANOEL FEIO. ÁGUA BRANCA, ÁGUA FRIA A PONTE RASA E o RIO PEQUENO LUZ no fim do túnel para IMIGRANTES do mundo inteiro. São Paulo, terra da garoa. Aqui cai chuva E também muita pessoa. De Leste à Oeste, De Norte à Sul Cento e onze foram só no CARANDIRU.


BOM RETIRO aqui MAUÁ. SANTA CRUZ pra carregar. Do nordeste muita gente vem No TIÊTE desembarcar. Trago CONSOLAÇÃO, Pra quem entrou pelo CANÃO Quando percebeu que aqui é só ilusão. Vida dura muita luta. PEDREIRA, BARRA FUNDA. Moleque dorme na rua em plena PRAÇA DA REPÚBLICA. Vou orar por esse povo Na CAPELA DO SOCORRO. SAÚDE! Deus MANDAQUI à todos. Porque pra VILA ESPERANÇA É o resta... Então deixa eu ir que estou com pressa. Pois meu trem já se foi. Partiu. Destino: LAPA puta que PARI.


ART&MANHA O Damon e a Lauryn Hill Quando o corpo caiu E em questão de segundos, Tipo tomou um doril... Sumiu?... Não, subiu! Coração acelerado Eu tô a mil Ninguém sabe de nada Só o Clodovil E começou a chorar Mas juro, não matei Eu mandei O Maurício Mattar Entro num carro de fuga E boto o Frank Aguiar. Pego o meu celular E ligo pra Fafá de Belém Pergunto se o Jorge tá Ben Comigo tá tudo o.k. Só que com o Eminem Eu sei.... A Adriana Esteves por lá Me contou tudo Que absurdo, Jogo sujo, eu sabia Tenho certeza! quem diria!?... Isso só a Bety Faria.


A Kelly Key planejou Essa fita que a Cássia Kiss Estava escrito no livro Que dá Rita Lee, Tudo nos mínimos detalhes. O plano exato era empurrar O Luciano do Valle E roubar do Jânio Quadros que ele pintou A Danielle Valente ficou Então, quando soube da situação O Tony virou um Tornado E a Hilda um Furacão. Enquanto isso o Celso Pitta, Eu vou tomando umas biritas O Leonardo da Vinci E o Joãosinho Trinta. Pepitas de ouro, Dezoito quilates maciço. Pra executar esse serviço... Por um fim em tudo isso. É difícil, mas faço, é claro Quero ficar Milionário (eu digo) De pouquinho em pouquinho Já tô ficando José Rico.


Que nem o Beastie boys, Cheio da grana Na galeria da fama, E não em cana Quero ibope! Ontem eu era mais um pobre (vê se pode) No terminal, com um real, Comendo junto Com o Snoop Dogg E hoje já sou um Dudu Nobre Firme e forte Pela "orde", é aquilo! Num Fundo de Quintal Vou fazendo um improviso E o Zeca Pagodinho, Junto comigo, no mó estilo Ficou a pampa¹ É só pra gente bamba Enquanto eu exalto o rap, O Péricles Exaltasamba E o Fifty Cent O poder da mente consciente e pede mais... Deu nas manchetes dos jornais A Tati Quebra-Barraco O Bush quer guerra E a Juliana Paes


(Vai que vai!) É isso "memo" De olho no movimento, Correndo contra o tempo... Na classificação, Virei a tabela do avesso E já sou o terceiro João Paulo 2º, E o Dom Pedro 1º No bar fiquei O dia inteiro bebendo... Comprei vinho suave, E a Débora Secco Tomei no copo, E a Suzi tomou no Rego (vai vendo) Alarme acionado, O Pedro Furtado Chega os homi² armados, Dão tiros pra todos os lados... Corre-corre, pega-pega Polícia e ladrão Do Valderrama Sangue no chão. Mas isso é apenas um filme, firmão? Luz, câmera e ação... gravando irmão Então veja! Schummacher contraSenna, Só Pra Contrariar Nessa também quero entrar Se é compromisso, Eu vou tá lá, (pode deixar) O Juca Kfouri, Porque eu não posso furar


Levanto a taça pra comemorar, E gritar... é campeão! Nesse time só joga quem é, E quem tem os dom Da imaginação. (...) Talento eu tenho, Wu-Tang, o Einstein E o Frankstein também (amém) (...) Ganhei, fitei e registrei Marcelo D2 E passe a bola... sorrirei Verei, na nota de dois...uma de cem E só porque fumei, Virei chinês Até nomes troquei... Chamei Leão Lobo De Marvin Gaye Se xinguei, sei lá Se essa coca é fanta, Com que nome eu ia assimilar Vai arriscar, sô? Deixo isso Pro Gabriel o pensador Que pensou, Que o Turco Loco ficou Quando saiu no rolê Com o Martinho da Vila, Que a Marilyn Monroe


Enrolado assim, o gringo falou O coco chapou, Sorriso estampou O Pelé fez o gol A torcida vibrou, Mas nada mudou Continua na mesma... A situação Brasileira É um absurdo Tá pra Mara Maravilha, E pro Renato Russo (imagina!) É daquele jeito Tem que ser Sid Guerreiro Pra aguentar Pois sempre terá Um Cléber Machado Querendo te derrubar. Já tô cheio de ver O Caio Blat blá-blá De tí-tí-tí e lero-lero O Vitor Fasano Que vem observando O Pedro Manso, quieto Andando sozinho a pé Porque o Chico Xavier E sempre toma enquadro da barca³ E como toda vizinha fofoqueira... A Denise Fraga Ligeiro o Chiquinho Scarpa Escoa pela tangente Por ser inimigo da gente Eu tomo cerveja gelada E ofereço a pro Clark Quent.


E de repente, Me veio na mente agora Vamos fazer um samba de roda É só chamar o Jackson do Pandeiro E o Paulinho da Viola É um, dois, pá e bola Enquanto você vai O John Travolta Cheio de revolta Porque venho agradando Los Hermanos, gregos E até a Claudete Troiano. Minas e manos, assim não dá Eu sei, já é de mais Até a Fernanda Takai Nas minhas conversas... Já declamou a Patrícia Poeta Hoje em dia é tudo Orgia, festa E mulher nua Uma salada de fruta garantida. É Mulher Morango, Maça, Melão Jaca e Melancia Uma pra cada dia da semana...


De segunda, Marília Pêra Terça, Dani Bananinha E quarta, Camila Pitanga O resto nem te conto, Que é bagaço da laranja A sobra fica pra você! Vou lhe oferecer... Caju e Castanha Sente o drama, O gosto amargo do fel. Sou cruel De sobremesa, Chamo o Kid Abelha Pra me trazer Luísa Mel. Meu Deus do céu! Aonde é que você tá Senhor Que eu vou À pé ou de taxi Se quer andar de carro velho Vai com a Rita Cadillac ("cê" que sabe) Não tenho nada a ver com isso Sei que o rap é compromisso E por isso esse dito... Eu carrego junto comigo.

1. a pampa; legal 2. homi: polícia 3. barca: viatura da polícia


SANTA MARIA (Para dona Maria minha mãe) Vichi Maria Quanta dona Maria Seguindo a romaria Pra virgem Maria Rezando uma ave Maria Segue José Maria Com a Maria José Maria-gasolina Vai de maria-fumaça Porque não anda a pé. Mulher-macho, Maria-homem Não é maria-mole não Por ser maria-vai-com-as-outras Virou maria-sapatão: De dia é Maria E de noite é João. E pra sumariar... Maria bonita Maria pretinha, E Maria mariah De maria-chiquinha, Vão em qualquer lugar.

Da perfumaria à enfermaria São conhecidas na Vila Maria As três Marias, Que na calmaria vão levando a vida No banho-maria... Pra não virar marionete.


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ÉPOCA VIP CARAS VIVA! ANA MARIA ATREVIDA CRIATIVA ESTILO DE VIDA SUPERINTERESSANTE VEJA! CLÁUDIA BOA FORMA UMA NOIVA NOVA SEXY CAPRICHO CONTIGO BONS FLUÍDOS CORPO A CORPO ISTO É. Quando não estão de TPM.


BUNDALELÊ Pesquisa revela o grande aumento do lixo fonográfico do país. A indústria pornográfica musical, tem nádegas a declarar. Enquanto nossos políticos metem a mão na maior cara de pau, O povo bunda mole fica com cara de bunda, Contente com popozudas rebolando o bundão. Nessa bundança, Cerca de um milhão por ânus, pouzados para as câmeras São pagos para mulheres que mostram a bunda, Mas não usam o cérebro. Classificadas com bitch¹ Mulhres vulgares que simulam poses eróticas em suas coreografias, Preferem serem chamadas de cachorras; Piranhas; periguetes... E não de damas. Se modelam com plásticas, Ostentano lipos e silicones Ganhando status e fama Com o título de: "turbinadas" Investindo o que ganham no fundo Ou aplicando tudo na poupança.


E se não bastasse, essa bundudas ainda ousam Colocando seus traseiros no seguro Previnindo suas porções carnudas Contra qualquer tipo de arrombamento. Na era da bundalização, Mulheres frutas dão sequência ao reinado das bundas. Tratadas como objeto, símbolo sexual Gluteos é a paixão nacional. É melão, melancia Maça e jaca. Entre outras fogosas, Na gaiola ou acorrentadas. A disputa é acirrada Centímetro por centímetro Polegada a polegada. Lutando por algo em comum... QUEM SERÁ ELEITA A MAIS NOVA RAINHA DO BUMBUM? A quantidade é abundante No mercado das bund'elas E se somarmos todas as bundonas delas O Brasil possui uma imensa fábrica de MERDA!

1. Bitch; Palavra em inglês que significa: Vagabunda; cachorra; cadela.


SEXO VIRTUAL (internetês) Alguém precisa me SALVAR! Meu PAINEL DE CONTROLE Deu pane no SISTEMA. MOUSE consigo me mexer. Preciso REINICIAR EXECUTAR mais PROGRAMAS NAVEGAR pelas PÁGINAS do seu corpo nu. INSERIR meu CABO DE CONEXÃO Na sua REDE E sem PROTETOR DE TELA. Mas relaxe! Não detectei nem um VÍRUS Que possa danificar os seus ARQUIVOS. Então ENTER. DELETE minha vontade VIRTUAL De EXPLORAR suas PROPRIEDADES. Estou ON-LINE agora Para MINIMIZAR os seus desejos. Venha sentir o meu PLUG-IN ENVIANDO milhões e milhões de MEGABYTES Engravidando, E lhe transformando numa PLACA-MÃE.


Rapidin, vamos fazer LOGIN É só você BAIXAR ABRIR e me DOWNLOAD Vou POSTAR meu DISCO RÍGIDO Bem no E-MAIL do seu ORKU-Te fazendo delirar Dando pau na sua CAIXA DE ENTRADA. Ah! que bom seria ACESSAR nessa BANDA LARGA. Nessa poesia, obtive uma licença poética, que permitiu que minha criatividade não seguisse à risca, o funcionamento padrão dos componentes citados - usando o sentido figurado para representar uma idéia literal: "o sexo virtual" - cada vez mais praticado pelos internautas; punhetas da web.


DE 4UATRO RODAS (Orgasmo da Maria gasolina) Dona MERCEDES Não é uma COROLLA. E sim, CLASSE A TIPO PERUA. PASSAT os anos Conheceu ALFA-ROMEU LADA FIESTA Em BRASÍLIA aonde joga GOLF E pratica ECO SPORT. CELTA vez Fez uma VOYAGEM À MONZA Em busca de um PRÊMIO que a tempo OFUSCA os seus olhos Mas ficou BRAVA Quando viu que se FERRARI Apenas seu STRATUS negativo DOBLÔ. FIT QUANTUM BESTA de lambreta Se achando à PAMPA. TEMPRA ninguém.


Harley&Davison se destaca Com seu UNO STYLO DEL REY. Voltando para IPANEMA Juntos na STRADA OPALA POINTER a cara a tapa E LANCIA uma propasta indecente PARATI. É furado o seu xaIVECO MAZDA certo A IDEA. Sem SIENA Ela tira o BLAZER. SENTRA no PICASSO D-20, GM Mas pede que lhe FORD! BORA KA LOGUS Deixa de HONDA EnFIAT o KADETT No meu COURIER Que eu vou GOLzar!


RUA SEM SAÍDA De segunda a domingo Você tá com o cachimbo. Com o cachimbo... Queimando o ouro, O ouro de tolo. De tolo e demente Que manda pra mente. Na mente Bate o barato E quem gosta é o diabo. O diabo é atentado Te deixa assombrado Te leva ao inferno Pro mundo macabro. Tá tudo acabado Agora já era Escolheu essa vida O caminho das pedras. Em meio as trevas Na trilha da morte Se sair terá sorte Então, saia quem pode. Isso é apenas um toque Não entre nessa cilada Se escondendo atrás da seda Ou se acabando na lata Essa rua é sem saída Não te leva a nada.


Quem embarca acaba Caindo na ilha da perdição O passaporte é um papelote Com uns minutos de ilusão Prepare as madeiras pro seu terno... Que é caixão! Arrume suas malas Que quem vai, não volta não. Se perdeu na escuridão, Vai virar mais um defunto Enterrado a sete palmos, caixão lacrado Não é o cúmulo? Dentro de casa Tudo o que tem vira fumaça Que desgraça! Sua própria cova está cavando Tá dando bonde até nos manos E ainda quer que eu passe um pano Já roubou fulano Beltrano e sicrano É embaçado! Pois fique ligeiro Fique ligado Que ninguém tá do seu lado Sempre noiado Olhando pra todos os lados Com os batimentos cardíacos acelerados Pega pesado, vive drogado Seus neurônios estão sendo queimados Desesperado, meio esquisito Pra lá de Bagdá Já tá até vendo bicho


Isso é ridículo E já virou seu compromisso... Sem essas, nunca nessas Tudo o que rela vira pedra. Preste atenção! Viva a vida sangue bom Tenha amor a ti E um pouco de compreensão... Saia do mundão Essa vida não leva a nada Não deixe seu respeito Ser queimado numa lata.


Sai pra lá zica Ziquizira sai da minha Vê se desbaratina Vai assombrar do outro lado Azarar outro na China. Eu já tomei vacina Contra essa tal de dona zica Que insiste, que persiste Em perturbar a minha vida Dia e noite, noite e dia Tem hora que dá tudo errado Acordar com o pé esquerdo É, levantar zicado Nada dá certo, Sai tudo errado Algo, atrasa o seu lado Até o relógio, Parece que gira ao contrário É embaçado! Claro, não quero ser contaminado Até reza brava, faço Pra afasta-la do meu lado Sai pra lá, sai pra lá zica Nem vem com esse mau olhado. (...) Deus é mais, me ilumina Me protege da ziquizira Sai pra lá, vê se me erra Que essa praga contagia


Contamina essa zica Atrasa o meu lado Pra me livrar dessa maldita Ando com um colar-de-alho, Amarrado no pescoço. Me banho todo dia Com um quilo de sal grosso E ainda acho pouco Não quero ser zicado Meu santo contra-zica É um boneco-espantalho. Assim, meu corpo fica fechado Tenho que tomar cuidado Porque hoje em dia Dona zica tá que nem mato Todo canto tem um bocado Querendo me agorar Mas eu já disse ziquizira Desbaratina, sai pra lá. (...) Dá meia volta e espirra Vai vê se eu tô na esquina Zica brava, coisa mandada Até careca arrepia Assombração maligna Espírito de porco Tem gente que vive a vida Só atrasando os outros


Botando olho gordo Invejando tudo o que eu consigo Jogando praga, fazendo catiça, Mandinga ou feitiço Mas sou protegido contra isso Não serei atingido por urucubaca, nada! Tenho uma ferradura e uso uma arruda Pra espantar a zicaiada Que pesa uma tonelada E na minha fica em cima Me agorando, me secando Cruz, credo, ave Maria Chuta que é macumba! Encosto, verme parasita... Sai pra lá zica.


Raio-x do País Pesadelo, É saber que estamos as margens Somos nós uma parte Do futuro da humanidade O povo vive se iludindo E quanto mais eu ando Mais me sinto submisso Oprimido, menosprezado A realidade É que eu sou descriminado. Desabafo, não adianta A gente briga, briga, briga E acaba tudo em samba A nossa gente encanta Nasce na corda bamba Sonha pra caramba Quando acorda cai da cama Se alimenta de esperanças Quer sair da boca do inferno Este é o reflexo Deste nosso mundo moderno Espero, que por aqui Um melhor dia venha E que tudo que pra nós prometem Não termine virando lenda Fome, miséria, Pobreza e violência São fatos e não boatos Apenas algumas das crises intensas


Pro lado mais fraco Sempre a corda arrebenta Assim, nascemos e crescemos Colhendo as migalhas plantadas pelo sistema.

A diferença, É como um filtro d’água Com duas torneiras Uma grande e uma pequena... A pequena, Enche uma caneca grande E a grande, Enche uma caneca pequena A caneca pequena, de água tá cheia E a classe rica a representa Quem representa a outra é a maioria A caneca grande está sempre vazia O resultado é a panela Sem nenhum pingo de comida Na mesa não tem, Nem o pão de cada dia. Tá faltando há muito tempo Saúde, emprego, Educação e moradia Tá faltando uma vida digna Ou você não sabia?... É ser contra a cidadania Deixar o povo no esgoto Esse é o Brasil!


Um país de tolos Quem é de dentro, Fica com a casca Quem é de fora, Fica com o miolo Se não entendeu!?... Te explico tudo de novo É pouco para muitos E muito para poucos Eles comem a carne E a gente rói o osso Será que eu estou louco Ou estou alucinado No país do desemprego Sonhando com um salário Jornal debaixo do braço Enfrentando a fila Com uns trocentos "Sem qualificação" Venho escutando isso Há muito tempo E desde pequeno Você é iludido pela tv A moda agora é rebolar E se assimilar ao cine privê E vem o demônio engravatado dizendo Que o culpado é você Então, o que fazer?...


O jeito é se unir e ir pra rua A cada eleição, Entram até as putas e nada muda A vida continua Sou mais um pobre Brasileiro Da Silva, sou da selva Sou guerreiro... Reivindicando meus direitos Como qualquer cidadão Usando e abusando Da liberdade de expressão Tenho muita munição A bala é a fala e tem poder Quando a mente se rebela Faz até o chão tremer Denunciando a miséria Que eu vejo por aqui Se uma língua incendeia uma cidade... Pus fogo no país E de nada adianta Se a gente não se unir Falo por milhões Mas, nem cem para pra ouvir Infelizmente é assim O pobre da flor, Tá com o espinho Vendendo o almoço pra comprar a janta Matando cachorro a grito


E muito pouco fazem os políticos Só tampam o sol com a peneira Essa é a imagem Brasileira A marca da incompetência Mobilizando a consciência Vou fazendo esse protesto Nessa guerra eu ando armado Com uma caneta e um papel de caderno.


Moleques de Rua Quando eu saio na rua Pra dar um rolê Olho dum lado pro outro E o que se vê é: Moleques de rua, cheirando cola Moleques de rua, pedindo esmola Moleques que estão aqui E deveriam estar na escola Tendo que sobreviver neste inferno Que derrota! Fugindo da fome Consumindo a droga Este é o futuro que o país espera?... Moleques e Molecas Que não têm apoio Que vivem na miséria Sonham em um dia Erguer a cabeça Esquecer do passado De muita tristeza Jogados no mundo Largados nesse poço Sujo e fundo Perdidos neste submundo Será que um dia isso irá acabar?...


Moleques de rua, Desde cedo tem que se virar “Vivendo e aprendendo” (Vai vendo) Sobrevivendo! Pena, que nem tudo É do jeito que queremos Moleques de rua Sempre sofrendo Com fome, com frio E com medo. Medo de si próprio Medo de morrer Em qualquer canto da cidade Tudo pode acontecer Nas esquinas, nas ruas Pode acreditar! Te alerto sociedade Se ponha no lugar Pois se alguém Parar para pensar E vê a situação Verá que o moleque de rua É o futuro da nação Vivendo na podridão Totalmente esquecido Eu acho isso ridículo É o cúmulo, político! Ver crianças nascendo Crescendo nas ruas com fome Comendo lixo...


Por isso eu lhe digo! Escuta o que eu falo Olha o estado Do menor abandonado Que vive rejeitado Humilhado a todo instante O problema continua E a solução está distante Que quadro alarmante! Será que te preocupa, Resolver a questão Dos moleques de rua?... Sem cultura, sem lazer Sem ter o que fazer Só precisam de você De alguém para ajudar Não têm direito de ser Adolescer ou estudar Ninguém pra confiar Sentem a falta do amparo Desde de pequeno O menor é explorado Trabalha como escravo Pelos pais são maltratados Muitas vezes espancados Isso é revoltante... Quando na TV você vê Um pivete assaltante Viciado ou traficante


Mas cuidado! Não se espante Que é constante Me corrija se for mentira Confira! Moleques sem conforto Sem casa, sem comida Crianças desnutridas Vidas destruídas Viraram até notícia Vítimas de chacinas Mais tarde Homicidas Ou números de estatísticas Não têm roupa, nem brinquedo Não têm bola, não têm pipa Não têm uma vida digna! Então insista, persista Por melhores condições A fome não é zero Ela mata milhões... Arrasa corações De um povo tão sofrido Pobre menino Está sempre pedindo Pedindo auxílio Alguém me ajuda Socorro! Ninguém lembra do garoto Que está vivendo no sufoco


Louco é pouco Anda sempre alucinado Faz uma correria Pra poder ficar drogado Foram desprezados Temos que admitir Moleques de rua Não podem ficar assim É um problema do país Que está sendo ignorado São passos errados Que a nossa gente tem dado Este é o resultado Me mostre uma saída A criança é a esperança Para nós, sabia? Sua cidadania Fatalmente foi perdida Restou as dores de uma história Sem nenhuma alegria Que jamais serão esquecidas. Nunca cicatrizará essa ferida O difícil é entender Quanta covardia Me dá agonia Viver de fantasia Alice no país das maravilhas?... Que Hipocrisia!


Enquanto isso Nossas crianças são traídas E iludidas toda à vida Pela televisão Mas na verdade a realidade Para eles é a exclusão E a população Fica parada de braços cruzados Não podemos deixa-los de lado Fazendo pouco caso É um pesadelo do passado Que está agravado E até quando vai ser aturado?... É Inesperado. Que descaso Um descalabro Ficamos olhando o fato Ficamos sem fazer nada Não é contos de fada Crianças desenformadas Marginalizadas, Não alfabetizadas Dormindo como urso nas calçadas Que palhaçada! Parece piada sem graça Daria risada se fosse fábula Mas ao invés, são lágrimas No rosto da molecada.


Essa trama tem que ser eliminada E a vitória por nós conquistada Por mais que seja uma tarefa Árdua Venceremos! Correndo contra o tempo Enfrentando chuva e vento Moleques de rua, Dormem ao relento Sem se quer um documento Indigentes, Sem uma identidade Mas que brutalidade Com requintes de crueldade Todos sabem... Essa é a realidade! Uma laranja podre Veja com seus próprios olhos Este que é o Brasil de hoje.


RETROSPECTO No bang "loco" Atrás dum troco Na cobiça do dinheiro Ladrão rouba ladrão No mundão é desse jeito Pelo menos no extremo Um suburbano convicto Tá no bar que vende litros Escrevendo livros Ação educativa Periferia ativa Favela toma conta Salve, salve! cooperifa Ativistas fazem o seu protesto Com uma caneta E um papel de caderno É o certo... Mulher inteligente Não mostra a bunda. Usa o cérebro! Créu, créu, créu, credo! Fala sério Mundo moderno, Tolerância zero... conflito


Gcm versus camelô na 25 Que isso, deixa disso, Para com isso Salva de balas Tapa na cara, Borrachada. Cuidado o rapa arrasta Corre-corre, pega-pega... Vaza! Pedala, da área... Lá vem tiros! Grupos de exterminio, Milícia. Polícia mata Propina cala. Aê ladrão?!... A temporada é de caça! Tamanduá te abraça reviravolta, máfia... sequestro O tráfico domina O mercado paralelo Juiz bate o martelo Já foi sentenciado Tem pai que mata filho Recém-nascido esfaquiado (...)


Tudo acabado Mundo globalizado Sistema fracassado O resultado? Madame de blindado E o povo pobre no vagão lotado Feito um enlatado Paga o pato, roe o prato Dinheiro desviado Golpe no senado Seu voto pro saco Já era um abraço Escorreu pro ralo São fatos e não boatos Prove o contrário... Tempo fechado Fogo cruzado Motim... Sei de cor e salteado Qual que é o fim... Extrorsão, Pânico Perigo E tensão. Queda de avião, Poluição, superpopulação Imposto... sonegação Taxas e mais taxas É um tal de venha a nós E ao vosso reino nada.


De terno e gravata... banqueiros, Doleiros e suas contradições Dantas, de tantas corrupções manifestações, Castelo de milhões E muito mais... Máfia dos fiscais, Crimes virtuais E conta na suiça. Terroristas, Extremistas Atentado suicida Terremoto arraza a China Apocalipse se aproxima Se cumpriu a profecia... Ave Maria! Amém. click, clack... bang!


BILÍNGUE (Estrangeirismo na língua portuguesa) O.k, eu sei Não sou super-man Nem também tô no filme de bangbang Entre bush e hussein Sou mais fã do frankstein, Ou do mágico mister M Ouço sempre o meu walkman Curto mesmo é wu-tang-clan Tupac e Marvin gaye Porém, não tenho video-game Apenas uma home-page na internet Acesse... www.com.br Chopp tem na october fest Sem jogar confete Pau no.. dos skinheads, Aqui é black! Não uso dread, Mas sou style Dá um close no meu naip Que designer! Na mão eu tô com o mic De calça jeans e nike Sem merchandise Só fazendo um freestyle Pelas ruas da cidade, À la carte Strike, kamikaze Ou nocaut no primeiro round.


Faça um check-up Disk para um chat Entra num site e fica on-line Mas cuidado! Sou um hacker, tipo um alien Grande como um ice-berg Enquanto tentam fazer o meu clone Eu só vou tirando xerox E batendo records! Um best seller Alcançando status (sai debaixo) Que até o Micke Tyson Se ajoelha quando eu passo (eu tô ligado!) Lá vem os paparazzi Com os flashes Só sendo expert Pra se livar do click-cleck Entro num flat, E me escondo no toillet Líder como malcom x Eu sou o chef e não o step. Tô no topo do everest Esperando o s.o.s Vim me trazer um cash Pra comer no self-service Nunca fui fã de big mac Sou pobre, só como hot-dog Depois de uns cinco ou seis... Vou direto para os box Fazer um pit-stop


Quase morro de overdose Mas passei no anti-doppin, Após ter feito a poli Melhorei, tomei um engov No rolê eu fui pro shopping Junto com uns brother O segurança de walkie-talkie Só fitando eu, Achando que era um do rock Oh my God! vê se pode Será que virei pop? Dá um look na performance Eu sou do hip-hop Não preciso de ibope Muito menos tá no top Pra dizer: esse é o meu hobbie Eu faço por sport Ao contrário, tento a sorte Defendo o rap até a morte Tipo batman e robin Com a fúria de belfort, E o objetivo de um jockey Batendo forte como no boxe Este sou eu, Du_Bod Aperte o play E veja o macking of. (...) Se quer mais é só pedir bis Mulher pode vim que é free Deixa eu vê sua lingerie Vou te levar pro drive-in Entra no meu tunnig car Com direito a open-bar


Tirei férias num spa E paguei tudo com ticket Entrei até num show vip Parecia o fashion week Não! não! não! "tava" mais pra uma casa de swing Várias delas de biquini, Imitando a tal de büdchen Outra também toda chic Com roupas de boutique, Fazendo streep-tease Me senti em miami beach Tomando um drink sem stress Admirando um top less, Ao lado do meu chevrolet No volante um chauffeur, Que leva pra aonde eu quiser Que nem delivery express A torcida grita olé! Dou um ballet E fujo da blitz Ligeiro como speed Tenho o dom, comprei o kit Por sedex Cursei speeak english Pra poder ser baby-sitter Ganhar muito dinheiro E depois gravar um clip


Tá no script, eu já disse Parece até que vi esse filme Vou ensinar a personal trainer Como é que se faz fittness Fica ligado no link, Que não vai passar reprise... Aumente o pitch Desse beat Com glamour, Faço um release Nunca confunda underground Com black music! Faço um mix, Não é um hitz Pra tocar na night Hoje tô light, Só tomando "refri" diet Comprei uma bike, Antes fiz o test-drive Peguei o spray, Criei um slougam E fiz meu marketing Made in brazil com "z" de zoado Que maldade, sem piedade Invadiram nossa cultura E só nos restou a saudade...

Nota: Essa poesia foi criada com base do estrangeirismo na língua portuguesa. Trata-se da invasão cultural norteamericana, e de diversos outros países, através das palavras. Porém, existe uma polêmica que gira em torno da palavra "saudade" que vem de longa data. Provavelmente existem diversas traduções em outros idiomas, mas nenhuma delas têm a capacidade de substituir a palavra "saudade" com a mesma carga semântica. Posto isto, realmente não há um cognato perfeito; De acordo com uma lista feita a partir da opinião de mais de mil tradutores profissionais, a palavra "saudade", em português, é a sétima palavra mais difícil de se traduzir.


És tu, Brasil

És tu, Brasil! Que estás por um fio Não podeis da pátria filhos Ser contente ao ávio e vil Nem raiou a liberdade No horizonte do Brasil Na terra de Cabral Ilha de Vera Cruz Abençoe bom Deus Ilumine Jesus. Ó pátria amada, idolatrada Alguém a salve! Neste mundo de maldade O que falta é a honestidade Desigualdade social Ainda continua Enquanto isso crianças Morrem de fome nas ruas "Vivemos à beira da loucura" Essa é a realidade atual E a verdade mais pura Todo dia governos inventam Uma nova desculpa... Sou contra o falso sistema E vou fazer você chorar No começo da história Você vai se arrepiar.


Portugueses escravizaram E torturaram nossos irmãos Miscigenaram e povoaram Toda a nossa nação. Um dos últimos países A conquistar a abolição Foram apenas quatrocentos Anos de escravidão E uma colônia muito farta, Farta de exploração E hoje em dia o que exploram É a bundalização. (...) Roubaram tudo. Roubaram todo o nosso tesouro Nossas pedras preciosas Nosso ouro E ainda acharam pouco Deixaram o povo no esgoto No fundo do poço Vivendo no sufoco Sem nenhum conto no bolso. Nossa vida é assistida Gravada pra não esquecer Do nascimento à morte Passa na TV.


Família na miséria Sem ter o que comer Do descobrimento à atualidade É isso que se vê. Compreendemos o nosso dever Mas queremos direitos iguais A grandeza da pátria nos trás Muitos problemas sociais. Somos tratados como animais Não sei se você sabe disso O luxo do pobre É o lixo do rico. Brava gente Brasileira Aonde é que já se viu Um garoto de doze anos Carregando um fuzil É o querido símbolo da terra Da amada terra do Brasil Vivendo no limite Num clima de guerra civil Mas carregamos ainda no peito O amor pelo Brasil E hasteamos a bandeira Do verde, amarelo Branco e anil Mesmo que com Os filhos deste solo Tu és tão hostil... É a pátria amada, Brasil!



Livro DU bod