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Tradução: Curly Revisão: Shadow Leitura Final e Formatação: Claire


Passei seis semanas fodendo loucamente Austin Wright e tudo o que consegui foi um coração partido. Ele não é de confiança. Não com meu corpo ou meu coração. No entanto, dois anos se passaram e eu ainda anseio por ele como um viciado precisa de uma dose. Na última vez que tentamos isso, quase me arruinou. Eu sei que deveria correr e nunca olhar para trás. Mas seus atormentados olhos negros e seu sorriso de matar, falam com a minha alma. Seu toque deixa meu corpo em chamas. E todos nós sabemos o que acontece quando você inflama gasolina. Alguém é obrigado a se queimar. Uma segunda chance pode nos destruir. Porque todos sabem que dois erros não fazem um Wright.


Julia —Não tente me culpar por essa merda. Apenas enfrente, Julia. — Trevor cuspiu —Você nunca vai ser feliz. —Foda-se. — Gritei quando bati a porta na cara dele, enquanto as palavras desagradáveis que ele proferiu me cortavam como uma faca. Não porque ele estava errado, mas porque estava certo. Eu não poderia ser feliz, nem com ele nem com ninguém. Não com o meu passado pairando sobre meu ombro. A verdade era que um cara como Trevor não poderia lidar com a verdadeira Julia Banner. Meu telefone começou a tocar do outro lado da sala. Com um suspiro, peguei e vi que Heidi estava ligando. —Então, você terminou? — Ela perguntou quando atendi. Suspirei. —Sim. Ele me odeia. —Psh1. Trevor da contabilidade não poderia odiar uma mosca. Ele está magoado. Vai superar isso. —Eu não sei. Estávamos juntos há um ano. Nosso aniversário foi neste fim de semana. Não acredito que terminei com ele. Eu sou a pior. 1

Uma expressão usada quando algo é altamente improvável ou que o falante discorda.


Heidi bufou. —Já estava passando da hora. Você e eu sabemos disso. Claro, ela estava certa. Porque Trevor tinha sido tão perfeito, normal, legal... Ele era o cara que vinha para a sua casa para lavar a roupa enquanto você estava com seus amigos e enchia o seu tanque de gasolina quando percebia que estava acabando, ligava para a sua mãe para conversar toda quinta-feira. Ou teria feito esse último... se ele achasse que meus pais estavam vivos. E eu era o oposto. Tinha sido bom, mas não era certo. —Então, — Heidi murmurou, —quer ficar bêbada para se sentir melhor sobre isso? —Sim. Sim eu quero. Heidi riu. —Essa é minha garota. —Flips? — Perguntei. Era o bar local que sempre íamos. Pelo padrão de qualquer outra pessoa, ele era uma espelunca. Mas Heidi adorava o lugar. —Na verdade... estamos todos indo para Ransom Canyon para o final de semana do Memorial Day2. O trio: Lago, barcos, churrasco. Você está dentro? —E como exatamente eu vou me sentir melhor neste plano? —Bem, haverá um monte de álcool. — Heidi disse. O Memorial Day é o feriado nacional americano que acontece anualmente na última segunda-feira de maio. Anteriormente conhecido como Decoration Day (Dia da Condecoração), o feriado homenageia os militares americanos que morreram em combate. 2


—E? —E... um monte de homens quentes, elegantes. Revirei os olhos. — Como quem? —Landon e os Wrights convidaram um grupo de pessoas para passear. Eu sei dos seus... problemas com Austin, então não mencionei isso antes. Mas não acho que isso deve impedi-la agora. Gemi. —Austin Wright é o maior idiota alcoólico deste lado do planeta! Você sabe como ele me tratou quando estávamos juntos. —É verdade, — acrescentou. —Mas... foi um ano e meio atrás, quando estavam juntos. E, desde que você deu uma surra nele no ano passado, ele está tipo evitando você como a peste, o que significa que, você deve ficar bem. —Heidi! —Apenas traga sua bunda aqui e traga uma roupa de banho. Quero ver essas tatuagens que você está ostentando. Não vou aceitar um “não” como resposta. E então ela, sem cerimônia, desligou na minha cara. Olhei com um suspiro. Talvez Heidi estivesse certa, e eu só precisava de algum tempo de menina. Tirei minha roupa de trabalho e coloquei um short jeans curto e um top preto. Arrumei meu cabelo, tingido recentemente de vermelho escuro, em um coque bagunçado no topo da minha cabeça e admirei o lado raspado. Enchi a minha bolsa de viagem com roupas suficientes para


uma semana longe de casa. Agora, eu só precisava da minha jaqueta verde-oliva favorita. Não que em maio, Lubbock-Texas, fosse frio, longe disso, mas o lugar empoeirado, ventoso e chato que eu chamava de casa por quase dois anos, agora ficava frio nas noites de verão. Mas a jaqueta estava longe de ser encontrada. Revirei todo o meu apartamento, procurando por ela. Jurava que tinha deixado pendurada no meu closet, mas não, sem sorte. Devo tê-la deixado no trabalho, no carro ou algo assim. Finalmente acrescentei uma camiseta preta dos Beatles que comprei em um brechó, na bolsa e me dirigi para a casa onde Heidi vivia com Landon Wright. Eles se juntaram no ano passado, e estavam totalmente apaixonados. Eles haviam ficado noivos praticamente de imediato, e agora viviam juntos em uma casa novinha em folha que tinham construído juntos. Landon estava arrumando seu jipe quando parei minha SUV-Tahoe preta. Ele acenou enquanto eu estacionava. —Ei, Julia. Fico feliz em ver que Heidi te convenceu a vir com a gente. Saí do carro, peguei a minha bolsa e coloquei no seu porta-malas. —Sim. Ela é bem persuasiva. Disse-me para trazer a minha bunda aqui e desligou na minha cara. Landon riu simpaticamente. Ele tinha a boa aparência dos Wright, olhos escuros e penetrantes, sorriso perfeito, e tão alto que você poderia escalar o filho da puta. —Isso soa como a minha noiva.


—Eu juro que você diz isso apenas porque gosta do som. Ele sorriu, nem um pouco envergonhado. —Você não pode me culpar. —Nem um pouco. Heidi apareceu em seguida, com um pequeno short branco e seu top de biquíni rosa-choque. Ela tinha um enorme chapéu na cabeça, seu longo cabelo loiro caindo até a cintura, e um óculos de sol cobrindo todo o rosto. —Eu estou pronta! Ela me olhou, dando um beijo na minha bochecha. —Você é louca. — Disse a ela. —E você está vestindo muita roupa. —Não diga isso perto da Emery. Ela pode ficar com ciúmes. — Eu disse a Heidi sobre sua melhor amiga. —Posso assistir? — Landon perguntou de onde ele estava em pé com os braços cruzados, nos olhando. —Você pode participar. — Heidi disse com uma piscadela. Em seguida, bateu na minha bunda e pulou para o banco da frente. Subi na parte de trás, e uma vez que Landon estava no banco do motorista, estávamos indo para longe. Era apenas vinte minutos para Ransom Canyon, e Heidi me impediu de meditar muito sobre o meu recente rompimento. Não que eu estivesse realmente chateada sobre deixar Trevor. Estava mais chateada


que ele estava certo. Eu gostava de diversão descomplicada. De preferência, com um monte de sexo alucinante. —Então,

quem

você

disse

que

estaria

aqui?

Perguntei

novamente. —Um... — Heidi parou. Landon lançou a ela um olhar de frustração. —Minha família principalmente. —Principalmente? —Heidi, Emery e sua irmã, Kimber com seu marido, Noah, e suas duas filhas também estarão lá. —E? — Acrescentei. —E Patrick. — Landon disse, acrescentando o melhor amigo de Austin como uma reflexão tardia. —O que aconteceu com todos os solteiros quentes e elegíveis Heidi? Ela mordeu o lábio inferior, e seus grandes olhos azuis procuraram meu rosto. —Sobre isso... —Oh, você é uma cadela. Ótimo. Eu ia ser a única menina solteira lá que não estava relacionada com a família Wright. E os dois homens solteiros estavam totalmente fora dos limites. Simplesmente perfeito. Heidi riu e apenas deu de ombros. Claramente, isso tinha sido parte do seu plano maligno. A bruxinha.


Landon estacionou seu jipe ao lado de uma caminhonete gigante, que eu vagamente lembrei que pertencia ao mais velho irmão Wright, Jensen. Landon fez uma careta quando tentamos ajudar. —Vá em frente e vejam o lago. Eu faço isto. —Obrigada, Landon. — Eu disse. Heidi beijou a sua bochecha, agarrou a minha mão, e correu para baixo da colina, até a doca abaixo. Ransom Canyon era uma cidade de apenas cerca de mil pessoas, mas o lago enchia durante todo o verão. E era mais movimentado no Quatro de julho e Memorial Day. Como... hoje. Barcos estavam em toda parte com festas acontecendo de cima para baixo do lago. Talvez não seja uma perda, afinal. Nós paramos quando chegamos ao fim da doca, e Heidi riu antes de tirar seu short. —O que você está fazendo? — Perguntei. —Dando um mergulho. Vem comigo, amante. —Uh, não. Eu não estou com biquíni. —Isso não é divertido. — Ela me entregou seu chapéu, amarrando seu cabelo loiro, e, em seguida, entrou na água, como se não tivesse um cuidado no mundo. Eu ri quando ela jogou água em cima de mim e dei um passo para trás. —Você é louca! —Oh meu Deus, entre! A água está incrível!


—Sem chance no inferno. Eu tenho que me trocar primeiro. Heidi fez beicinho enquanto afundou na água. —Você está perdendo. Emery entraria. —Não importa. Você não pode me meter nisso. —Ah, eu só quero que você se divirta um pouco. Desde que você finalmente abandonou o Sr. chato. —Ele não era chato. Heidi revirou os olhos e foi para debaixo d'água. —Ele era tão chato, — ela disse quando subiu para respirar. —Minha menina é fogo e paixão, tatuagens e uísque. —Você deve estar pensando em outra pessoa. — Provoquei. —Vamos. Mostre-me suas tatuagens! —Mais tarde! Quando eu tiver um maldito biquíni. A menos que você esteja morrendo de vontade de ver a minha tanga. Heidi levantou uma sobrancelha. —Eu aposto que todos aqui morreriam para ver o seu fio dental. —Você é incorrigível. —Você prefere falar sobre Trevor? Balancei minha cabeça. —Vamos voltar para a minha tanga. —Alguém disse tanga? — Uma voz falou atrás de mim no convés.


Respirei fundo, fechei os olhos, e depois exalei lentamente. Exatamente o que eu não queria lidar. Virei-me e fiquei cara-a-cara com Austin porra Wright. Ele parecia... porra lindo. Seu cabelo quase-preto era curto nas laterais e mais longo na frente. Ele tinha profundos olhos negros e um sorriso de matar. Suas maçãs do rosto eram finas e seu queixo esculpido em mármore. E ele estava lindo sem camisa. Sua sunga estava baixa nos quadris, revelando o pacote de seis cuidadosamente mantidos e o V sexy. Não sei como ele conseguiu isso, com a quantidade de álcool em seu corpo, mas ele era malhado como porra.

Bíceps

protuberantes

e

peitorais

rasgados

com

metade

derramando em seu peito. Tatuagens que eu tinha tocado cada centímetro. Sacudi-me fora do meu delírio. Porra. —Chocante você aparecer bem quando estávamos falando sobre a minha tanga. — Murmurei. —É bom ver você também, querida. — Austin disse com um sorriso. —Gostaria de poder dizer o mesmo. Patrick se arrastou atrás dele com um sorriso estúpido no rosto, carregando um pacote de cerveja. Ambos olhavam carregado. Mas Austin sempre segurou o álcool melhor do que todos os outros. Provavelmente porque sua tolerância era altíssima, considerando que ele bebia o tempo todo. —E aí, Julia? — Patrick disse.


—Vocês vêm? — Heidi chamou da água. —Claro que sim! — Patrick deixou cair à cerveja na beira do cais, em seguida, correu e pulou na água, ao lado de Heidi. Ela riu e olhou, quando ele veio à tona. —Austin, cara, precisamos de algo para flutuar a nossa cerveja! —Oh, você já está bêbado e ainda está bebendo. — Falei. —Que chocante! Austin

definiu

os

seus

olhos

escuros

em

mim,

e

sorriu

maliciosamente. —Ouvi dizer que você rompeu com essa ferramenta que você estava vendo. —Não que isso seja da sua maldita conta. —Só estou tentando descobrir por que você ainda está agindo assim. —Assim como? — Perguntei, embora eu soubesse que era uma má ideia. —Como se você tivesse um pedaço de pau na sua bunda. Apertei os olhos e cerrei os punhos. —E nem é o jeito que você mais gosta, baby. Ele piscou, e eu corei escarlate. —Por que você é tão babaca? Ele estendeu os braços. —Apenas seu Príncipe médio Encantado.


Bufei. —Não há nada em você que seja encantador. —Nada sobre mim que seja médio também. Então, ele olhou para mim de uma forma que fez meu shorts e tanga derreter. Aquele olhar sedutor, de merda, de pegue-me agora, aquele olhar de desejo que consome tudo, que tinha me incendiado e me empurrado para a cama dele na primeira vez. O mesmo sorriso que dizia que ele era ruim, más notícias, e eu estava feliz por estar na primeira página. —Vai se foder, Austin. — Eu me virei para sair, fumaça saindo dos meus ouvidos. Mas Austin agarrou meu pulso enquanto eu tentava fugir. —Venha comigo. —Que parte do vai se foder você não entendeu? —Nadar. —O quê? — Perguntei, percebendo a meio segundo e tarde demais o que estava prestes a acontecer. Ele me puxou em direção à beira do cais. Eu tropecei nele, perdendo completamente meu equilíbrio. Então, a vertigem me atingiu. Eu me senti leve, suspensa no ar em uma fração de segundo, com o peito de Austin pressionando contra o meu. Seu sorriso era magnético. Seus lábios convidativos pra caralho. Ele parecia... mais jovem, mais feliz, mais livre do que eu já vi.


Então, nós caímos na água. Eu fiquei encharcada na porra da minha roupa, respirando fundo. Austin apareceu à superfície logo depois de mim. Suas mãos deslizaram pelos meus lados e me giraram de volta para encará-lo. Ele me puxou apertado contra seu corpo, e todo o pensamento racional fugiu da minha mente quando eu senti a pressão de cada centímetro dele contra mim. Meu corpo entrou em aceleração, enquanto eu imaginava todas as maneiras que ele poderia tocar e lamber, acariciar e dar prazer ao meu corpo. Todos os caminhos que sua boca poderia me fazer gozar. Todos os caminhos que seu pau poderia reivindicar o meu corpo. E eu não me afastei. Inclinei-me, deixando meu corpo assumir de uma vez, inteiramente ignorando a minha mente. Seus lábios estavam tão perto. Tão convidativo. Tão fácil de esquecer. —Porra, eu amo você toda molhada, Jules. — Ele respirou sedutoramente. E então a realidade caiu de volta no lugar.


Austin —Seu filho da puta! — Julia gritou. Ela me empurrou no peito, tentando ficar longe de mim, tão rápido quanto podia no lago. Eu a liberei com uma risada. Ela apenas olhou para mim. —Não ria de mim, maldito. Então, ela me deu um soco no ombro. Forte. —Merda, Jules! A menina sabia como dar a porra de um soco. Jesus Cristo! Eu não tive o privilégio de descobrir na última vez que estivemos juntos. Não, na última vez ela tinha me dado uma bofetada. Dois para dois3. —Austin, deixe-a sozinha. — Heidi disse com exasperação em sua voz. —Foi apenas uma piada. — Eu disse com um encolher de ombros. Julia jogou água em mim num acesso de raiva e começou a nadar de volta ao cais. Eu podia ouvi-la amaldiçoando meu nome em voz baixa. —Sério, Jules, relaxe um pouco. — Eu disse, inclinando-me para trás na água e sorrindo para ela. 3

(Idiomático) Sucesso em ambos os esforços.


Ela saiu da água, e em seus olhos tinha ódio ardente quando se virou para olhar para mim. Eu mal podia segurar seu olhar. Não porque ela estava com tanta raiva. Sério, ela precisava relaxar. Era a semana do Memorial Day. Nós deveríamos nos divertir. Mas sim porque ela estava toda molhada da cabeça aos pés. Seu short jeans curto aderiu às suas pernas musculosas, e o top preto frágil estava preso às suas curvas como uma segunda pele. Eu só podia imaginar o sutiã de renda preto que ela usava por baixo do material, e de repente, eu não estava mais pensando com a cabeça certa por mais tempo. Porra. Deus-porra-droga, ela era a mulher mais linda que eu já tinha visto. Havia algo selvagem sobre ela. Algo perigoso, escuro e predatório. Uma sensação que irradiava dela e dizia que ela era uma cadela malvada, e todos deveriam ficar atentos. Ela tinha uma porra de um sinal de não-perturbe colado ao seu peito farto. E tudo isso só me intrigava mais e mais, cada vez que a minha bunda bêbada pousava em seu escritório. Eu nunca admiti que estava fazendo uma merda estúpida apenas para ser enviado para a chefe do RH. —Você arruinou meus sapatos. — Julia gritou para mim antes de se virar nos calcanhares e sair para longe da água. Seus pés se afundaram em seu desgastado sapato. Heidi bateu do lado da minha cabeça. —Por que você tem que ser um babaca? —Ele realmente não pode se controlar. — Patrick insistiu. —Obrigado, mano.


Eu atirei-lhe um olhar de desdém, mas ele só sorriu como um tolo. Ele estava adorando isso, o idiota. Heidi arrastou-se para fora do lago e pegou sua roupa descartada. Ela era alta, magra e bela e com olhos que viam diretamente através de um cara. Eu sempre a achei divertida, e estava feliz que ela tinha descontraído o Landon. Mesmo que estivesse olhando para mim agora como se fosse me assar num espeto. —Eu a trouxe aqui para ajudá-la a superar seu rompimento, não para que você pudesse ser um idiota para ela, como de costume. Levantei minhas mãos e ri. —Vocês levam isso muito a sério. Heidi balançou a cabeça. —Você não leva nada a sério. Então, ela estava caminhando para baixo na doca, seguindo as pegadas molhadas de Julia. Virei-me para enfrentar Patrick e apenas dando de ombros. — Mulheres. Patrick riu histericamente de mim assim que Heidi estava fora do alcance da voz. —Cara, você está tão fodido. —Seja como for, cara. —Oh, foda-se, Austin. Você vai foder Julia neste fim de semana. Dei de ombros. —Nada de errado com isso.


Patrick espirrou água em mim enquanto nadava de volta para a doca e se levantava para se sentar na borda. —Ela está tão porra chateada com você. Deitei-me, flutuando, e olhei para o sol que queimava ardente acima. —Ela vai superar isso. —Eu quase pensei que você não estivesse totalmente interessado nela. —Tanto faz. Patrick riu de novo enquanto abria uma cerveja. —Eu não posso esperar para assistir a este jogo. Espero que você continue agindo como um idiota. —Bem, veja quem apareceu. — Uma voz gritou do fim da doca. Eu me endireitei e vi a minha irmã Morgan andando na doca. Ela era quatro anos mais nova do que eu, mas a segunda no comando na Wright Construction. Nascemos e fomos criados para trabalhar para a empresa, mas Morgan era a única que realmente apreciava isso. Com apenas vinte e sete anos de idade e uma das mulheres mais poderosas no mundo dos negócios. Ela apareceu em três listas este ano, com menos de trinta anos. Ela teria deixado nossos pais orgulhosos... se qualquer um deles ainda estivesse vivo. —Morgan, — Eu disse com um sorriso. —Pensei que nós nunca a veríamos sem um terno de negócios.


—Troquei por algo mais bonito. O que você acha que a diretoria diria se eu aparecesse assim? — Perguntou, girando, mostrando seu biquíni branco. Mesmo que o comentário fosse para mim, seus olhos estavam fixos em Patrick. O idiota era a única pessoa viva que não percebia que Morgan era loucamente apaixonada por ele desde que eram crianças. Mas eu não estava tocando nesse assunto. O pensamento do meu melhor amigo se juntando com a minha irmã me fazia querer esfaquear algo ou vomitar, ou ambos. —Provavelmente começaria um motim. — Eu disse a ela. —Verdade, — Ela disse com um sorriso malicioso, como se estivesse contemplando. —Agora, me diga o que vocês idiotas já fizeram para perturbar a Julia? Acabamos de chegar! Patrick levantou as mãos. —Não olhe para mim. —Oh, estou surpresa que Austin é o causador de problemas? —Eu só a puxei para dentro da água comigo. —Totalmente vestida. — Patrick tossiu. Morgan lançou um olhar soberbo para mim. —Eu tenho o poder de colocá-lo no divã. Então, tome cuidado. —Oh não, não o divã! — Gritei enquanto ia para o cais. —Vou te compensar, Mor. Que tal um abraço? —Não se atreva. — Ela disse, apontando o dedo para mim.


Corri em sua direção, e ela deu um passo para trás, como se fôssemos lutar com espadas e ela estava testando seu oponente. Dei mais um passo, e Patrick uivava de tanto rir. —Acho que ela vai fazer você dormir no telhado, se você a jogar na água. — Patrick disse. —É a casa de Jensen. Ele vai dar sua opinião. —Ele sempre está do meu lado. — Morgan estalou. Com três irmãos mais velhos. Ela sabia como lutar sujo se necessário. —E você nem conseguirá o telhado quando eu terminar com você. —Tudo bem. Tudo bem. — Eu disse, segurando as minhas mãos para cima em derrota. —Você ganhou. —Não pense que eu não sei seus truques. — Morgan disse. —Eu me curvo a ti, donzela. Abaixei discretamente, e quando me endireitei, eu a joguei por cima do meu ombro. Ela gritou e bateu nas minhas costas. —Se você me jogar nessa água, eu vou te matar! Eu a arrastei para a beirada do cais e fingi soltá-la. Ela gritou bem antes de eu pega-la, e depois caiu de volta em seus pés. Mas, quando olhou para mim, estava rindo. Morgan pode ser a mini Jensen, mas nós dois sempre nos divertíamos juntos.


—Vamos. O jantar está quase pronto. — Morgan disse, me batendo na parte de trás e, em seguida, andando ao lado de Patrick, de volta para a colina até a casa. Agarrei uma cerveja enquanto os seguia, abrindo espaço enquanto eu andava. Julia poderia ter brincado sobre eu estar sempre bebendo, mas o álcool era apenas uma parte da minha vida. Tínhamos uma relação

especial.

O

zumbido

constante.

O

sentimento

da

dor

desaparecendo. Isso era, o que era o álcool. Liberdade. Felicidade pura e inalterada. Se havia algo que eu poderia confiar, era que uma bebida iria silenciar todo zumbido em volta da minha cabeça. Mantinha tudo dormente e agradável. Nem sequer lembro da minha vida antes. E, francamente, não quero. A casa do lago estava um caos quando entrei. Bagagem por todo o lado. Pessoas em todos os lugares - cozinhando, conversando, bebendo. Com todos os meus quatro irmãos e seus acompanhantes com crianças, teríamos onze pessoas na casa para o fim de semana inteiro. A irmã de Emery e sua família irão se juntar a nós amanhã. Isso já me fez querer outra bebida. Finalmente saí da casa e encontrei Jensen na grelha. Ele acenou com a cabeça para mim. —O que foi? — Eu disse.


—Ouvi dizer que você jogou Julia no lago. —Eu não joguei. —Semântica. — Jensen disse. —Eu não me importo com o que você faz, Austin. Apenas tentando fazer esse fim de semana livre de drama tanto quanto possível. Eu sei que é quase impossível quando temos toda a família Wright juntos, mas não comece a merda, está bem? Jensen, o mediador, o CEO da Wright Construction, e meu irmão mais velho. Ninguém jamais achava que nós tínhamos apenas três anos de intervalo, considerando que Jensen nos tratava mais como se ele fosse um pai do que o nosso irmão, às vezes. Não que tivéssemos um bom exemplo de uma figura paterna. —Sim. Certo. Eu farei isso. Jensen pegou um saco no chão e exibiu uma garrafa do melhor whisky. Ele sorriu enquanto passou para mim. Uma oferta de paz. Abri a garrafa e servi uma bebida para nós dois. Era suave e quente enquanto descia. Perfeição em uma pequena garrafa. Quando a comida estava pronta, todos nós fizemos nossos pratos e sentamos ao redor da fogueira que Heidi tinha feito. Ela tinha ensinado Landon em suas habilidades de construção de fogo, e ele parecia pior para o seu tormento. —Garotas Escoteiras. — Ela insistiu com um encolher de ombros. Eu peguei a minha comida por último, sentindo mais do que um zumbido pela primeira vez em tempo. Demorou muito para me


embebedar. Muito. Mas essa merda que Jensen tinha comprado era incrível, e nós estávamos derrubando isso como se fosse água. Meus olhos percorriam os assentos na fogueira, e contra o meu melhor julgamento, eu decidi fazer algo estúpido. —Ei, — eu disse, apontando para o assento ao lado de Julia. —Este lugar está ocupado? Julia cautelosamente olhou para mim. Ela tinha tirado as suas roupas molhadas, e estava em shorts de algodão e uma camiseta do estado de Ohio. —Depende. —De que? —Se você já terminou de ser um idiota. Dei de ombros e afundei no assento. —Provavelmente não. Ela riu, breve e teatral. —Claro que não. —Então você não superou eu te puxar para dentro do lago? —É está a sua ideia um pedido de desculpas? —Não. —Você é realmente insuportável, sabe disso, certo? — Seu peito arfou, e ela olhou para longe de mim. —Talvez você devesse tomar uma bebida. — Eu ofereci-lhe a garrafa de licor.


—Essa é a sua resposta para tudo. Tomar uma bebida. Beber não resolve problemas, Austin. Somente os cria. —Sua escolha. Coloquei a garrafa de volta para baixo e mordi meu cheeseburger. Eu estava morrendo de fome, então qualquer coisa teria um gosto bom, mas Jensen realmente sabia o que estava fazendo na grelha. Julia tinha ficado em silêncio e foi pegar a sua comida. Ela era a única pessoa aqui que não fazia parte da família. Emery e Heidi, não oficialmente. Patrick estava em volta desde que éramos crianças, então ele dificilmente contava. Mas Julia só tinha se mudado para cá há dois anos. Minha família era dominante, na maior parte do tempo. Tinha que ser completamente irresistível de outra forma. —Ei, você quer ver algo legal? — Perguntei. —Eu já vi seu pau. Não é interessante. —Isso é uma mentira, e nós dois sabemos disso. Ela arqueou uma sobrancelha. —Olha, eu ficaria feliz em te mostrar novamente se você não se lembra. — Eu disse, de pé e estendendo a mão para minha sunga. —Austin! — Ela disse, saltando para seus pés. —Pare com isso. —Vamos. Deixe-me te mostrar uma coisa. —Eu realmente não quero ir a qualquer lugar com você. — Ela afastou seu braço quando tentei pegar ele.


—Cristo, confie em mim, Jules. —Eu não confio. Ela caminhou de volta para a casa do lago, e eu a segui em uma corrida. —Jules... Ela se virou. —Pare de me chamar assim. Você sabe que eu não gosto. É Julia. Você pode me chamar de Julia, como todo mundo. —Bem. Julia. — Fui até ela, como se estivesse me aproximando de um animal selvagem. E, com seu cabelo vermelho incontrolável para baixo, emaranhando-se ao redor dos seus ombros, ela dava uma boa impressão de ser um. —Achei que você gostaria de ver isso. Ela tropeçou à frente um passo, como se puxada por uma corda invisível que nos unia. Tão atraída por mim como eu estava por ela. Ou talvez eu estivesse bêbado e imaginando coisas porque seus olhos fecharam, e essa faísca se foi. —Por que você acha que eu gostaria? —Você vai saber quando ver. Sua curiosidade deve ter despertado o suficiente, porque ela finalmente me deu um aceno forte. —Tudo bem. Para onde? Peguei seu pulso, e ela só olhou para mim. —Me siga. Está quase na hora.


Julia Ir a algum lugar com Austin Wright era uma má ideia. Eu tive a minha parte justa nos rompimentos ruins. E qualquer merda que aconteceu com Austin classificou-se lá em cima. Eu o estava colocando na segunda posição. A primeira sempre seria tomada. Talvez eu estivesse realmente o seguindo por causa do meu mais recente rompimento. Ninguém iria me culpar se eu dormisse com Austin para esquecer o último ano de estupidez que eu passei. Por me deixar acreditar por tanto tempo que poderia ser bom e normal. Exceto eu. Eu me perdoaria? Austin tinha ficado sob a minha pele. Como um vírus, e eu estava tão doente. Austin pegou as chaves de um gancho na cozinha e, em seguida, desviou em direção à saída. Olhei por cima do meu ombro uma vez e percebi que ninguém tinha nem sequer visto a gente sair. Eu era amiga de Heidi e Emery por quase dois anos agora, mas a história da família Wright era demais para mim. Estranhamente, parecia que Austin era o único que notou isso. Ou talvez ele não notou, e ele só queria entrar nas minhas calças. Eu raramente conseguia entender ele.


—Para onde vamos, de novo? — Perguntei. —Eu não disse. Ele me lançou aquele sorriso de derreter calcinha, e minha carranca se aprofundou. Os alarmes de advertência foram saindo na minha cabeça. Eu deveria parar com isso. Eu deveria voltar para a festa e aproveitar meu tempo com os amigos. Não tenho que fazer isso com Austin para me divertir. Mas eu saí pela porta de qualquer maneira. Ele balançava as chaves em sua mão, distraidamente lançando-as ao redor do chaveiro. Eu não vi o seu Alfa Romeo vermelho brilhante. Um belo carro que eu tinha me apaixonado à primeira vista. Não por seu dono, mas definitivamente pelo maldito carro. Austin me levou em direção à caminhonete gigante de Jensen. —Um... o que você está fazendo? — Exigi. —Indo para um passeio. —Você nem fodendo vai dirigir! Você está bêbado. Seu rosto se abriu em um sorriso. —Eu não vou dirigir. Você vai. Ele jogou as chaves para mim, e eu peguei, com uma só mão. —Você quer que eu dirija esta enorme caminhonete? Será que Jensen sequer sabe que está fazendo isso?


—Eh, não se preocupe com ele. Ele não vai se importar. —Ele abriu o lado do motorista. —Precisa de um impulso? —Eu não quero roubar seu carro, Austin. Roubo de automóveis não está em meu repertório. —Você quer que eu dirija então? — Perguntou, pegando as chaves. Peguei de volta, colocando fora do seu alcance. —Definitivamente não. —Então, coloque seu traseiro na caminhonete. Austin não me deu a chance de argumentar; ele me içou e me pôs no banco do motorista. Eu nem sequer sei como ele conseguiu isso. Eu não era uma pessoa pequena. Baixa, sim. Magra, não. Eu nunca, em um milhão de anos era do tamanho de Heidi. Não que eu desse a mínima. Essa era quem eu era, e eu gostava. Mas, caramba, Austin tinha que treinar bíceps por dias, para me levantar assim. —Austin. — Eu disse suavemente. Minha voz em ameaça. —Hmm? —Se você me tocar novamente sem permissão, vou destrui-lo como um peixe. Ele riu e arrastou um dedo na minha perna exposta. —Claro que sim, Jules. Apertei minha mão em um punho para não dar um tapa em seu rosto bonito. —Por que estou fazendo isso?


—Porque você está intrigada. Agora, vamos embora. Austin correu ao redor da caminhonete para o outro lado e saltou no banco do passageiro. Eu não podia acreditar em mim mesma, mas bati a porta e virei à caminhonete. Tudo o que eu ficava me perguntando era, por quê? Porque, sério, por quê? —Não faça eu me arrepender disso. — Disse a ele. Coloquei a caminhonete de Jensen em marcha à ré e sai da casa do lago. Fiquei feliz que eu dirigia uma Tahoe gigante, ou não sei se teria conseguido. As estradas em Ransom Canyon eram estreitas. Felizmente, a maioria das pessoas estavam dentro de casa ou no lago, e erámos os únicos idiotas conduzindo de volta até a parede do desfiladeiro. A estrada sinuosa cortava a frente da montanha me deixando nervosa como o inferno. Já tinha sido ruim o suficiente quando Landon tinha dirigido por ela. Este era um novo nível de desconforto. Nós certamente não temos desfiladeiros como este em Ohio. Na verdade, nós não temos muito em Ohio. Não de onde eu venho. Austin guiou-me em volta da frente do desfiladeiro, e eu estava tão ocupada concentrando-me em não cair de um penhasco que não tinha notado que tínhamos chegado a um estacionamento vazio de cascalho. —Bem aqui. — Ele disse. —Agora, vire e volte até a extremidade do penhasco. —Uh... o quão perto?


—Eu vou te dizer quando parar. Ele não disse até que eu pensei que ia dirigir em linha reta até a borda. —Está tudo bem. Tem uma corrente. — Ele disse quando eu me recusei a dirigir mais para frente. —A corrente não vai parar esta caminhonete. —Ah, vamos lá, querida. Ele pulou para fora do carro, e eu contei lentamente até dez antes de seguir atrás dele. Eu não podia acreditar que estava fazendo isso. Por que eu estou em um estacionamento abandonado no topo de um penhasco com Austin Wright? —Isto é o que você queria me mostrar? — Perguntei, incrédula. Ele puxou a trava na parte de trás da caminhonete e colocou um cobertor sobre a estrutura. Sentou-se e deu um tapinha no assento ao lado dele. —Aqui. Eu mordi de volta um rosnado e sentei no lugar oferecido. —O que estamos fazendo? Ele colocou o dedo aos lábios e, em seguida, apontou para frente dele. Eu resisti à vontade de fugir. Ele não estava sendo um merda total, embora estivesse claramente bêbado. Eu não o perdoei por ter me puxando para o lago ou todas as outras coisas que tinha acontecido, mas eu tinha concordado em vir até aqui. Eu poderia, pelo menos, dar-


lhe o benefício da dúvida, antes que ele fodesse tudo e me deixasse louca. Com um suspiro, virei-me para frente, consciente da sua perna pressionando contra a minha coxa e nossos ombros quase se tocando. Uma corrente elétrica parecia irradiar entre nós enquanto eu tentava me concentrar em tudo, menos no seu corpo junto ao meu. Mas o que eu vi foi uma visão perfeita, e sem obstáculos do Cânion abaixo. Um lago azul cristalino era pontilhado com barcos, jet ski, e alguns tubos. A partir desta altura, não podíamos ouvir os gritos de emoção e adrenalina, mas eu podia sentir isso. Lotado de casas nas margens do rio, deslizando-se uniformemente nas paredes do Cânion. Algumas eram tão grandes quanto à mansão absurda na colina, tão intrusiva com o aço que deve ter levado décadas para ser construída, e outras eram tão pequenas quanto uma pequena sala de estar, totalmente oculta e escondida entre as árvores. —Uau, — eu sussurrei. —É uma excelente vista. —Viu? Achei que você ia gostar. —Sua mão deslizou sobre a minha, deixando pequenos círculos para trás em seu rastro. —Isso só vai ficar melhor. —Por que você é assim? — Perguntei, minha voz rouca. Eu não podia olhar para ele, mas não me afastei. Eu sempre amei as coisas que eram ruins para mim. —Como o quê? —Decente quando eu não quero ter nada a ver com você.


—Ódio e amor são emoções fáceis de sentir. Eles são poderosos. É contra a indiferença que você tem que lutar. — Ele disse, segurando meu queixo e me virando para encará-lo. —Não se importar com alguém não significa esquecer, e ambos sabemos que nenhum de nós é esquecível. Por apenas um momento, meus dedos doíam para se enfiar pelo seu cabelo. Minha mente repassava memórias do passado. Os tempos mais simples. Meu corpo se lembrava daquelas horas perdidas. Mas meu coração se agarrou a porcaria da confusão que o tinha destruído. Era um mistério como ele ainda batia com todos os danos que tinha sofrido. —Eu gostaria de poder esquecer você. — Eu disse a ele, não me importando quão dura eu soei. Mas, como de costume, ele apenas riu e olhou para frente mais uma vez. Ele não levou a minha raiva a sério. Eu nunca soube se era o zumbido ou se ele realmente não se importava. —Não, você não gostaria. Eu não o contradisse. Eu apenas bufei enquanto enfrentei o horizonte e vi o pôr do sol no meu primeiro dia recém-solteira. Não havia nada como um pôr do sol em Lubbock. Raios de rosa, laranja e dourado pintando o céu como uma aquarela, sangrando no céu. A cena me fez lembrar de um cartão-postal falso e cheio de esperança. E, pela primeira vez em semanas, meus dedos procuravam os meus carvões. Pensei, quando era mais jovem, que eu seria uma pintora incrível, cheia de vida e cor. Então, eu cresci. Percebi que as cores brilhantes eram para outras pessoas, e tons de cinza eram mais a minha


cara. Não era sempre que eu estava inspirada para buscá-las mais. Elas traziam de volta muitas memórias. —Você está com aquele olhar. — Austin disse. Eu estava tão focada como a cena abaixo ficaria no papel que nem tinha percebido que ele estava olhando para mim. —Que olhar? —Como se você fosse me desenhar como uma das suas garotas francesas. —Uh! Lamento o dia que eu te mostrei meus desenhos. —Por quê? Você é uma artista. —Eu não sou uma artista. — Eu disse, balançando a cabeça. —Isso é reservado para pessoas que, um, têm qualquer talento e, dois, são profissionais. Às vezes eu desenho quando o humor me atinge. —Como agora mesmo? —Talvez. —Eu sabia, — disse com triunfo. —Eu pensei que o pôr do sol faria isso. Apertei os olhos. —Como você sabia disso? —Você gosta de coisas bonitas. — Ele disse, apontando para si mesmo. Bufei. Que idiota arrogante!


—Tanto faz, Austin. Virei-me para enfrentar o pôr do sol. Ele estava certo. Eu gostava de coisas bonitas. Pôr do sol colorido, emoções puras, ondas quebrando, olhos enrugados de riso e grandes nuvens. Passei tanto da minha vida longe de todas aquelas coisas que, quando podia mergulhar nelas, eu me tornava uma esponja. Como agora mesmo. Banhei-me no crepúsculo e me deleitei com a riqueza do momento. Mesmo que fosse com Austin. Ficamos ali sentados em silêncio por alguns minutos, apenas observando as cores do caleidoscópio do céu. Era sociável. Eu tinha esquecido como era fácil estar com ele. Estávamos melhor quando não estávamos gritando um com o outro. Isso simplesmente não acontecia muitas vezes. O braço de Austin cruzou sobre meus ombros e gentilmente me puxou para ele. Eu queria morder a cabeça dele por me tocar depois de apenas lhe dizer que não, mas não o fiz. Às vezes, era mais fácil. Eu tinha acabado de passar por uma separação. Um pouco de conforto, mesmo de alguém que me levava até o limite, não era a pior coisa. Eu acho. Certo? —Jules? Cerrei os dentes e suspirei em frustração. —Eu disse... —Certo. Porra. Hábitos, baby.


—Por que diabos eu estou aqui com você? — Perguntei, me endireitando novamente. Sua mão deslizou até o meu pescoço antes de enfiar pelo meu cabelo longo vermelho. —Você sabe porquê. —Honestamente, não. Ele riu, como se eu estivesse brincando. Mas eu não estava. Não inteiramente. Meu cérebro estava me dizendo uma razão diferente para estar aqui do que meu corpo. Meu corpo queria outro gosto. Meu cérebro sabia que era uma má ideia. A curiosidade tinha vencido, mas ainda assim, isso não era inteligente. Nossos olhos se encontraram através da pequena distância, e meu cérebro parou de repente. Foda-se, aquele rosto e aqueles olhos e aquela boca. Possessiva e autoritária. Mesmo quando ambas as qualidades me deixavam louca, e me enchiam de desejo. Uma respiração passou entre nós antes de ele inclinar para frente e pressionar a sua boca contra a minha. Quando conversamos, somos como o óleo e água, mas nossos corpos são outra história. Somos como as ondas do mar, destinados a colidir juntos.


Julia Mas, Deus, eu me odeio. —Pare. — Eu disse, me afastando de Austin. Eu me levantei e caminhei até a beira do penhasco. Foda-se, o que está errado comigo? Claro, eu disse que quero fazer sexo, mas Austin? Eu poderia parecer mais desesperada? Depois do que tínhamos passado, ceder aos seus avanços seria tão estúpido. Eu estava me preparando para ser magoada. Austin resmungou atrás de mim antes de saltar da cama da caminhonete e me seguir. —Que diabos? —Esta é a única razão pela qual me trouxe até aqui? — Exigi. Porra sensato. Eu queria uma discussão. Pelo menos Austin me daria isso. Porque Trevor com certeza não deu. Agora, eu estava escolhendo uma luta com Austin, sabendo que ele iria fornecer a munição. —Então, e se fosse? — Ele retrucou. —Você parecia muito disposta.


—Sim, muito disposta. Mesmo que eu lhe disse para não me tocar, porra. —Certo. Como se você estivesse falando sério. —Porra, eu estava! —Então, por que diabos você veio aqui comigo em primeiro lugar? —Eu estou me fazendo à mesma porra de pergunta. —Às vezes, você realmente não faz sentido. — Austin disse. Suas sobrancelhas estavam erguidas juntas, como se eu fosse um mistério gigante que ele ainda tinha que resolver. —Não é difícil respeitar limites. —Limites? — Ele perguntou com um olhar de afronta. —Você me fodeu com os olhos desde que chegou aqui. —Você está confundindo minha carranca com atração sexual. Seus lábios se curvaram para cima. —Eu estou? —Sim. — Mantive minha voz forte e meus olhos apertados. —Você está certa. Por que diabos eu iria pensar em trazê-la até aqui no Make Out Point4? —O quê? — Eu gritei. —Onde

você

acha

que

nós

estamos?

Um

estacionamento

abandonado? — Perguntou com uma risada nítida e, apertada, como se 4

Ponto para trocar caricias.


eu fosse uma idiota por não ver o que era. —Depois que o sol se pôr, este lugar vai estar cheio de adolescentes. Eu estava prestes a ferver. Ele não havia me trazido aqui para a porra do pôr do sol. Ele não queria me fazer feliz ou me convencer a desenhar a bela paisagem. Ele queria me foder. Claro e simples. —Você é realmente nojento. Você sabe disso, certo? —E eu aqui pensando que estava fazendo um favor. — Austin disse, cruzando os braços sobre o peito. —Pensei que você queria um substituto. —Eu não quero nada a ver com você, mas obrigada por me lembrar desse fato. — Eu cuspi em seu rosto. Então, girei em meu calcanhar e fui para a caminhonete. Minhas mãos tremiam quando alcancei a porta. Eu a abri e estava a meio caminho dentro quando as mãos de Austin estavam em meus quadris. —Não fuja daqui. — Ele disse. —Foda-se, Austin. — Bati as mãos de cima de mim e virei-me para encará-lo. —Eu poderia querer um substituto. Algo divertido, leve e fácil. Algo para tirar a minha mente das coisas. Mas você é um idiota se acha que eu quero isso de você. —Com quem você quer então? — Perguntou, como se fosse um desafio. Apertei minha mandíbula antes de cuspir para fora o primeiro nome que me veio à mente. —Patrick.


Os olhos de Austin ficaram fixos e mortíferos. Patrick pode não ser seu irmão, mas ele estava mais perto de seu melhor amigo do que seu próprio sangue. Eu cometi traição com uma palavra. E parecia bom pra caralho. —Patrick. — Ele repetiu. —Sim. Tem algo a dizer sobre isso? Eu podia ver todas as palavras que ele queria dizer claro como o dia em seu rosto. Praticamente todas elas eram com quatro letras, e o resto eram versões mais coloridas das favoritas. Mas esperei e me segurei ao chão, desafiando-o a dizer alguma coisa. —Boa sorte com isso. —Eu vou sair daqui. Você me deixa louca. —O sentimento é mútuo. Eu queria gritar. Óleo e água. Cristo! Pulei no banco da frente da caminhonete e bati a porta na cara de Austin. Tudo sobre minha interação com ele me deixava irritada e vulnerável. Como ele é capaz de pressionar os meus botões tão facilmente? E nem todos os bons. Não esperei Austin entrar na caminhonete. Ele só pensou que eu estava chateada e precisava de um pouco de distância dele. Mas eu estava tão cheia da sua bunda. Sem olhar para trás, fui para fora do estacionamento. Através do espelho retrovisor, o vi segurando as mãos para cima e amaldiçoando


meu nome, mas não me virei, e não parei. Sentiu-se no direito de me trazer até aqui, esperando que, só porque estou recém-solteira, eu transaria com ele. Sexo nunca foi o nosso problema. Era sobre todo o resto que eu tinha problemas. Tudo o que fizemos foi discutir e foder. Eu não poderia ter o segundo, e eu estava cansada do primeiro. Ele fez o meu sangue ferver das melhores e piores maneiras. E, agora, era só da pior maneira. No entanto, não conseguia parar de dar-lhe tanto quanto recebia. Não sabia o que havia nele que trazia isso em mim. Eu não era argumentativa com minhas amigas. Heidi, Emery, e eu poderíamos ter uma noite inteira sem uma única discussão. Mas, cara, quando eu via Austin, um botão ligava no meu cérebro. E sabia que quando o segui para fora, quando dirigi a caminhonete até o lado do penhasco, quando estacionei para a vista do Cânyon, para assistir ao pôr do sol. Eu sabia intimamente que todas essas coisas eram uma má ideia e, de certa forma, romântico, mas eu não pude deixar de entrar na situação estúpida com ele. Isso me deixou mais irritada, que eu o deixava ter este poder. Eu não deixaria qualquer homem ter esse poder nunca mais. Eu disse a Heidi uma vez, que eu era o tipo de garota que atraia maus meninos. Eles não podiam se controlar. Era como se as tatuagens, o cabelo brilhante e o piercing de nariz fossem uma seta intermitente apontando diretamente para o meu coração. Então, mesmo quando eu tentava o cara legal, quando tentava fazer funcionar com os Trevors do mundo, eu sempre voltava para os meninos


maus. Os que seguiam a seta intermitente e decidiam que agora eu pertencia a eles. Os que apostavam, reivindicavam, lutavam, morriam e fodiam como animais. Os que me faziam lembrar de viver, colocando-me tão perto da morte. Adrenalina, fogo e toxicidade envolta em um pacote bonito, sorrindo errado. A caminhonete derrapou até parar na frente da casa do lago. Eu desliguei o motor e saltei para fora da cabine. Patrick estava em pé na porta da frente quando eu saí. Ele inclinou seu ombro na porta e parecia estar lutando contra um sorriso. —Viagem rápida? — Perguntou. Joguei as chaves para ele. Ele pegou facilmente. —Você provavelmente deve ir buscar o seu filho. Patrick inclinou a cabeça, como se não pudesse acreditar no que acabara de ouvir. —Ele não está na caminhonete? —Parece que ele está? — Retruquei. Em seguida, ele se curvou e riu tanto que teve que enxugar as lágrimas de seus olhos. Seus ombros tremiam, e seu sorriso era magnético. —Oh cara. Porra. Eu precisava disso. — Ele balançou a cabeça. — Você realmente o deixou em algum lugar? —Deixou quem? Onde? — Heidi perguntou, caminhando pela porta da frente. Ela me deu um olhar inocente, como se não estivesse ciente de que eu tinha saído para algum lugar com Austin.


—Austin. — Patrick disse. —Em algum lugar chamado Make-Out Point. — Eu disse a eles. Heidi disse boquiaberta. —Ele não fez isso. —Oh, ele fez. — Eu disse. —Acho melhor eu ir buscar, — Patrick disse com um aceno de cabeça. — O idiota. —Você pode dizer isso de novo. Então, passei por ele e entrei na casa do lago. Escolhi o meu quarto mais cedo após Austin me arrastar para dentro do lago. Aparentemente, eu estava dividindo um quarto com Morgan porque todos, exceto Austin e Patrick, foram emparelhados. Isso era bom para mim. Melhor estar com Morgan do que alguém supondo que eu deveria estar com Austin. Heidi me seguiu para o quarto e deixou-se cair na cama. —Gostaria de falar sobre isso? —Não. — Eu disse a ela enquanto peguei a minha camisola. —Isso foi um erro. Eu não queria que isso acontecesse. —Isso não é culpa sua. Isso é Austin porra Wright pensando que, só porque estou sozinha, eu quero transar com ele. —Você quer? — Perguntou. Virei-me para ela, puxando a camisola para baixo sobre a minha cabeça, e olhei. —Não!


—Nem um pouco? Soltei um suspiro e liberei. Eu não estava zangada com Heidi. Não tinha necessidade de gritar com ela. Era Austin, que estava me irritando. Peguei um lugar ao lado dela com um suspiro. —Talvez um pouco. —Sim. Vocês dois têm essa... coisa. —Que coisa? Heidi deu de ombros. —Eu não sei. É como se o ar ficasse mais espesso quando vocês dois estão juntos. —O ar fica mais espesso? —Você sabe o que quero dizer. — Ela me cutucou com o ombro. — Vocês dois têm uma química. É difícil de ignorar. Mas isso não significa que ele é para você, se você não quer a química. —Eu quero...— Parei. O que diabos eu queria? —Agradável e normal? — Heidi ofereceu. —Assim funcionou da última vez. —Você vai encontrar alguém. Eu prometo. Deitei-me na cama e olhei para o teto. —Eu lhe disse que queria Patrick. Heidi riu e bateu no meu ombro. —Agora, isso é apenas significante.


—Eu quis ser má. —Como ele reagiu? —Ele agiu como se não se importasse. Ele age assim sobre tudo. Heidi suspirou. —Você nunca vai me dizer o motivo real que vocês dois terminaram? —Olha, eu já lhe disse, — falei desviando os olhos. —Ele me usou e depois me largou. Eu não quero voltar para um cara que fez isso comigo. Não quero nunca mais ser usada. Eu realmente não quero nunca um cara que me faz sentir como Austin faz. —Isso não é metade da diversão? —Claro, — resmunguei, pegando no edredom. —É muito divertido. E, em seguida, a realidade se instala. Austin é como uma pancada de cocaína te elevando. Você se sente porra fabulosa enquanto está com ele, mas depois bate no fundo do poço. É a porra de uma merda.


Austin —Foda-se! — Gritei enquanto observava a caminhonete de Jensen derrapar para fora do estacionamento. Julia tinha porra me deixado! Essa porra era real? Chutei o cascalho, como se isso fosse fazer qualquer coisa. Então, voltei para a beira do precipício. Ela ia voltar. Ela não iria me abandonar. Claro, nós estávamos lutando, mas sempre lutamos. E, de qualquer maneira, ela era a única que tinha cruzado a linha. Essa inclinação desafiadora do queixo tinha me dito que ela percebia, também. Patrick. Patrick! Ela queria se recuperar com Patrick. Foda-se a confusão. Seja o que for que tivemos nesses meses atrás não era muito, mas tinha sido alguma coisa. Mais do que eu jamais tinha dado a outra mulher praticamente. Até que tudo tinha ido para baixo em chamas, eu


realmente poderia ter considerado por um segundo que poderia ser isso. E ela também. Até pensei, agora que ela tinha visto através da perspectiva com o idiota da contabilidade, que poderíamos ter um pouco de diversão neste fim de semana. Quem sou eu para andar longe da melhor foda da minha vida? Então, ela foi e disse aquela merda. Porra! Aquela mulher me fez querer gritar. O sol baixou mais, e Julia não voltou. Eu não podia acreditar que ela tinha realmente me deixado. Ri baixinho com a audácia. Eu estava chateado com ela, mas, Deus, ainda estava quente. Que ela me tratou assim. Ninguém me enfrentava assim. Sua coragem sempre foi excitante. Mas se ela for atrás de Patrick... Balancei minha cabeça e cruzei os braços, desejando ter o resto do uísque que Jensen tinha me dado. Pelo menos então eu poderia afogar para fora da minha cabeça. Faróis iluminavam na distância quando os últimos raios de sol eram visíveis no horizonte. Olhei em direção à fonte de luz e suspirei quando percebi que as crianças locais tinham finalmente chegado. Apenas o que eu não precisava. Então, notei a caminhonete de Jensen seguindo de perto os outros carros. Acenei a minha mão para Julia, para chamar sua atenção. Pelo menos ela voltou mesmo que tivesse levado para-merda de sempre.


A caminhonete parou ao meu lado, e eu pulei no banco do passageiro, tentando esconder a minha decepção que era apenas Patrick. —Levou tempo suficiente. —Em que porra você se meteu desta vez? — Patrick perguntou. —Nada. Ela enlouqueceu. —Você a trouxe para um local de namoro, seu merda. Como você achou que ela reagiria? Dei de ombros. —Ela parecia bem. —Até que você disse a ela? —Talvez. Patrick balançou a cabeça e me lançou um olhar de descrença enquanto nos levava de volta para a casa do lago. —Você e eu, Austin, nós somos irmãos. Eu te pego. Mas não seja estúpido sobre Julia, ou ela vai encontrar alguém. —Por quê? Ela disse alguma coisa? — A curiosidade levou o melhor sobre mim. Eu não poderia controlar a pontada de raiva ao pensar que ela já poderia ter ido atrás de Patrick. —Além de me dizer para te pegar? Não. — Patrick levantou uma sobrancelha com um sorriso. —Por quê? —Não importa. Fiz uma careta para fora da janela. Ela estava me afetando. Ela disse a coisa sobre Patrick de propósito. Eu não ia dar a ela a satisfação


de pensar sobre isso. Na verdade, eu estava determinado a fingir que ela não existia o resto do fim de semana. Eu tinha feito uma oferta. Se ela não queria se conectar, em seguida, havia uma abundância de outras garotas gostosas no lago este fim de semana. Julia Banner não significa nada para mim. Nada.

Nossa chegada de volta na casa do lago foi devidamente notada. Morgan estava em pé na porta da frente com os braços cruzados, olhando lívida. Patrick e eu pulamos para fora da caminhonete e nos aproximamos dela. —Você estava dirigindo? — Ela perguntou a Patrick, sua voz baixa e autoritária. O tom que usava na sala de reuniões que dizia que ela estava prestes a morder a cabeça de alguém. —Uh... sim? — Patrick disse, como se não visse a bronca que se aproximava. —Você está fora da sua mente? — Ela rosnou. —Você tem bebido! —Acalme-se, Mor. — Patrick jogou o braço em volta dos seus ombros. —Eu não bebi no jantar, e não estava bêbado para começar. Está tudo bem. —Tudo bem? —Perguntou com um aceno de cabeça. —Você dirigiu descendo o penhasco! Você poderia ter se machucado, ou pior, ferir outra pessoa.


—Eu aprecio a preocupação, mas como você pode ver, estamos bem. Ele riu e bagunçou seu cabelo, como se ela ainda fosse uma criança. Eu me encolhi interiormente por ela. Foi sorte que a luz lá fora estava escura ou então todos teriam visto o vermelho revestindo as suas bochechas. —Certo. Bem. — Ela murmurou enquanto se afastava. Fingi não ver seu olhar melancólico e fui para dentro antes que eu tivesse o próximo ataque de raiva dela. Quando ela fazia um discurso, era imparável. Eu gostaria de ter visto a merda que aconteceu no ano passado com Morgan e Miranda, ex-mulher de Landon. Heidi insistiu que era para o livro dos recordes. —Ei, ei, ei. — Morgan disse, indo depois de mim. —Estou bem. Nada aconteceu. Tudo está bem. Sinta-se livre para gritar com alguém. —Eu não ia gritar com você. — Ela revirou os olhos e deu um tapa no meu braço. — Reunião familiar. Estávamos esperando por você. —Sobre o que é? — Perguntei quando eu a segui. —Você vai encontrar-se com todos os outros. Mas prepare-se; é um golpe bonito. Soltei um suspiro. —Oh, bem, você não está grávida. Ela revirou os olhos. —Quem você acha que eu sou? Sutton?


—Ei! — Disse uma voz, vindo atrás de nós. —Eu ouvi isso. Minha irmã mais nova veio até nós e mostrou-nos um sorriso malhumorado. Ela tinha apenas vinte e dois anos e tinha largado a faculdade no Texas Tech depois que ficou grávida do seu agora marido, Maverick. O nome era o negócio real. Seu filho, Jason, era muito adorável, e até mesmo Maverick foi se transformando em um cara -OK. Todos pensamos que ele estava nisso pelo dinheiro dos Wright, especialmente depois que ele tinha adquirido o sobrenome Wright no casamento, mas ele me surpreendeu por ser íntegro e realmente amar Sutton. De alguma forma, ela encontrou a sua felicidade antes de qualquer um... mesmo que houvesse uma diferença de idade de onze anos entre ela e Jensen. —Você deveria. — Morgan brincou. —Vocês podem continuar tendo ciúmes da minha vida incrível. — Ela sacudiu o cabelo escuro clássico Wright, embora tivesse feito as pontas loira para o verão, e depois passou por nós. Eu sempre me perguntei o que teria acontecido com Sutton se ela tivesse terminado a faculdade e trabalhado para a empresa. Suspeitava que ela teria sido uma força a ser reconhecida. —Ela me pegou. — Morgan disse. —Eu tenho uma vida incrível de merda. Morgan riu. —Sim, eu aposto que você tem, Austin. Sua risada me assombrou enquanto se afastava em direção a Jensen na frente da sala de estar. Todos os outros estavam escassos.


Pela primeira vez em muito tempo, era apenas nós cinco novamente. Jensen e Morgan pareciam duas ervilhas em uma vagem. Vinculado em seu amor e dedicação à empresa... e sarcasmo geral. Landon estava inclinado para trás em uma cadeira e me ofereceu uma cerveja. E de bom grado aceitei e me sentei ao lado de Sutton no sofá. Ela tinha as pernas cruzadas debaixo dela e estava olhando para seu telefone. —Será que isso vai demorar muito? — Sutton perguntou. —Tem um lugar para estar? — Jensen disse, cruzando os braços. —Além de desfrutar das minhas férias? —Você nem trabalha. — Morgan apontou. —Um... Olá? Eu tenho um filho de um ano. — Sutton disse, parecendo que ia lançar seu telefone em Morgan. —Não vai demorar muito. — Landon disse. —Você nem sabe o que é. — Morgan apontou. Landon deu de ombros. —Não podemos todos estar na mesma sala juntos sem rasgar a garganta um do outro. Então, estou supondo que Jensen quer esta reunião por uma razão e vai continuar com isso. Abri minha cerveja e tomei um longo gole. Isto vai ser divertido. —Não posso acreditar que você o está incentivando. — Sutton murmurou para Landon. — Você não, também. — Eu disse.


Todo mundo precisava estar em minhas costas sobre beber. Este era quem eu era. Porra. —A reunião pode ser sobre isso? — Sutton perguntou. —Eu deveria ser o animal da festa. Tenho a idade para ser constantemente fodida. Não você. —No entanto, você é a única com uma criança, e eu não. Parece ter funcionado melhor para mim do que para você. Sutton olhou e se endireitou. —Austin, eu posso ser pequena e não dar a mínima para um monte de coisas, mas se você me insultar novamente, vou chutar o seu traseiro. —Chega, — Jensen cuspiu. Ele tinha os dedos sobre a ponte do seu nariz e suspirava profundamente. —Eu amo todos vocês, mas podemos ter paz por cinco minutos? Sutton olhou para Jensen, como se quisesse dizer, ele começou, mas um olhar a partir dele, e ela manteve para si mesma. Bem. Eu teria isso para fora com Sutton mais tarde. Ela como Morgan, poderia ser pretensiosa, e enfadonha até o rabo. —Terminamos? — Jensen perguntou. —Posso fazer uma pergunta? — Landon disse, levantando a sua mão com um sorriso gigante no rosto. Jensen olhou para os céus para ajudar. —O que seria? —Você e Emery vão se casar?


—Oh! — Sutton suspirou, sentando-se. —E os bebês? Deus, por favor, digam que haverá bebês. —Você é tão grosseira. — Morgan murmurou baixinho. —Olha... mulheres normais gostam de bebês, Mor! —Graças a Deus eu não sou normal. Todo os outros aqui estão loucos, exceto eu. Desta vez, eu levantei a minha mão. —Hum... eu também. —Podemos todos, por favor, parar? — Jensen perguntou com um suspiro exagerado. —Emery e eu não estamos nos casando. —Este parece ser um descuido flagrante. — Landon ofereceu. —Só porque você apressou as coisas não significa que eu faço, — Jensen disse. —Casamento e... bebês estão no topo da sua lista de prioridades. Eu já fiz as duas coisas e... não que eu precise explicar a nenhum de vocês, mas Emery e eu queremos esperar. —Bem, podemos ir direto ao ponto, então? — Perguntei. —Sim. De volta aos trilhos. — Morgan disse com um sorriso mal contido. —A verdadeira razão pela qual estamos aqui hoje não tem nada a ver com o meu estado civil. — Jensen disse. —É porquê... Eu estou deixando o cargo de CEO da Wright Construction.


Austin O silêncio na sala era ensurdecedor. Vicioso. Que diabos? Jensen não vai ser CEO? Meu cérebro não poderia logicamente envolver-se em volta desse conceito. Nosso pai morreu quando Jensen tinha vinte e três anos de idade. Eu tinha vinte anos e estava na faculdade em Tech, festejando e vivendo a vida. Então, com um telefonema, tudo mudou. Nosso pai estava aparentemente morto por intoxicação alcoólica. Os jornais relataram como um suicídio. Eu ainda não tinha certeza. Mas, com a nossa mãe morta de câncer quando éramos crianças e nosso pai desaparecido, Jensen assumiu a empresa. Ele estava executando com sucesso por uma década. Ele era o rosto da Wright Construction. Ele era o que as pessoas pensavam quando viam o lema. “O que é Wright, é certo.” —O quê? — Sutton, finalmente, ofegou. —Que porra é essa? —Sim. O que ela disse. — Landon disse. Boquiaberto, apontando o polegar para Sutton. Eu só olhava. Era como se tudo em nossas vidas fossem encaixadas nesta pequena bolha perfeita, e, de repente, Jensen veio e explodiu tudo.


—Eu sei que isto pode ser como um choque para todos vocês. — Jensen disse. —Eufemismo. — Murmurei. —No entanto, sinto que esta é a melhor jogada para todos nós daqui para frente. Como vocês sabem, eu estudava arquitetura na faculdade e trabalhei em New York por algum tempo, focado nisso. Não era o que... o nosso pai queria para mim, mas era o que eu amava. Depois de muita consideração, decidi que eu deveria seguir os meus sonhos e trabalhar em arquitetura de novo. Posso ser bom no que faço, mas não amo, como quando estava projetando e construindo coisas. Não é o mesmo. —Uau. Isso é realmente incrível, Jensen. — Landon disse. —Eu amo isso! — Disse Sutton. Balancei a cabeça. Eu estava feliz por ele. Se ele ia começar a sua própria empresa de arquitetura, em seguida, por todos os meios, ele deveria fazer isso. Mas o que vai acontecer com a empresa? —Sou o único a questionar para onde vamos a partir daqui? Jensen fez uma careta. —Tenho certeza que você não é. —Tudo bem. Então, onde diabos nós vamos a partir daqui? — Coloquei a minha cerveja para baixo e inclinei os cotovelos contra os meus joelhos. Eu estava interessado agora. —Falei com o conselho sobre a minha decisão. — Jensen disse, — mas queria falar com vocês sobre o que estava acontecendo. Vocês são a


Wright Construction, tanto quanto eu sou. — Ele limpou a garganta e continuou quando parecia que ninguém tinha nada a dizer sobre isso. — Com o que disse, eu coloquei o nome de Morgan para frente para ser nossa próxima CEO. Todos os olhos se voltaram de Jensen para Morgan, que estava de pé ao lado dele, com as mãos atrás das costas o tempo todo. Ela sorriu para o comunicado. Vinte e sete anos de idade e definida para ser a CEO. Fodona! —O conselho aprovou a decisão. — Morgan acrescentou. Ela não parecia tímida ou nervosa sobre a decisão. Ela parecia pronta.

Preparada

e

porra

pronta

para

assumir

esta

enorme

responsabilidade. Que ela ia dominar. —Claro que sim! — Eu disse, levantando e puxando a minha irmã para um abraço. Ela se assustou um pouco com meu entusiasmo. Mas como ela poderia ser surpreendida? Morgan era a segunda no comando. Todo mundo sabia que ela amava a Wright Construction mais do que Jensen e que ela tinha treinado para este momento. Tinha talvez chegado um pouco mais cedo do que o esperado. Landon e Sutton pularam depois e foram rápidos para dar abraços e parabéns. Morgan parecia aliviada. Como se soubesse que estava pronta para este passo, mas ainda preocupada com o que nós íamos pensar, o que eu achava que era um pouco idiota. O conselho tinha concordado. Eles acharam que ela era legítima. E eles estavam certos. A empresa tinha a sorte de ter alguém como Morgan para executa-la.


—Estou realmente animada para assumir este novo desafio. Acho que vai ser um passo novo para a empresa. — Morgan disse. —Vai ser ótimo. — Jensen disse. Ele colocou a mão em seu ombro e sorriu. —Claro, não será imediato. Haverá um período de transição, enquanto movemos lentamente Morgan para este papel fundamental. Mas este era o primeiro passo, e nós queríamos que vocês soubessem. —Quem é que vai assumir o trabalho de Morgan? — Landon perguntou. E então um sino parecia sinalizar na minha cabeça. Se Morgan ia ser CEO, isso significava que sua posição estava vaga. Puta merda! Essa era a minha posição. Sutton não trabalhava. Landon tinha o golfe. Isso significava que eu era o próximo na linha. Isso fez tanto sentido como Morgan entrar no lugar de Jensen. Eu era um Wright. Eu merecia esta posição. —Nós estamos, uh, ainda trabalhando nisso. — Jensen disse. —O que isso significa? — Perguntei. —Isso significa que o conselho ainda está em consulta sobre como fazer a transição da posição de Morgan. Apertei os olhos. O que diabos isso significa? O quão difícil era dizer que outro Wright assumiria?


Jensen empurrou o resto da família para passar e inclinou a cabeça em direção à cozinha. —Podemos conversar em algum lugar mais privado? —Claro. — Eu disse em confusão. Não conseguia entender o que estava acontecendo. Desviamos do alcance da voz do resto da família, deixando-os sozinhos para felicitar Morgan. Jensen lançou uma expressão de dor, como se o que ele estava prestes a dizer era algo que realmente não estava ansioso. —O que está acontecendo, Jensen? — Exigi. —Olha, eu coloquei o seu nome no conselho para ter o lugar de Morgan. —Ótimo! —E eles recusaram. Meu queixo caiu. —Eles fizeram o que? —Eu não sei como dizer isto gentilmente, Austin, mas eles não acham que você seria um substituto apropriado para Morgan. Você... emite a imagem errada para a empresa. —Mas eu sou um Wright! — Cuspi, levantando a minha voz. —Eu sei, eu sei. Confie em mim, eu implorei pelo seu caso. Eu disse a eles que você seria a pessoa certa para o trabalho. Eu acredito em você.


—E eles simplesmente não deram à mínima. —Não é isso exatamente. Eles se preocupam com os seus... hábitos de bebedeira. —Os meus hábitos de bebedeira? — Rosnei. —Eles acham que... você é...— Jensen tropeçou em suas palavras e, em seguida, sacudiu a cabeça e endireitou os ombros. —Que você é um alcoólatra, cara. —Então, eu tenho algumas bebidas aqui e ali. Não é o fim do mundo. —Você tem algumas bebidas no café da manhã. Legalmente, eu não sei como você dirige em qualquer lugar. Você é uma bagunça. —Foda-se, Jensen. —Estou falando sério, Austin. Nós deixamos isso deslizar até agora. Mas você vai perder isso se você não ficar sóbrio. Talvez se você fosse para a reabilitação para mostrar a eles que é sério. —Sério, Jensen, vá se foder! Eu não preciso de reabilitação. —Estou tentando cuidar de você, Austin. —Não, você está tentando ser meu pai. Mas adivinhe? Nossos pais estão mortos, e você não pode substituí-los. Jensen fez uma careta. —Vamos lá, cara. Ele estendeu a mão para mim, mas eu empurrei.


—Eu não preciso de nada dessa merda. Então, girei meu calcanhar e sai da casa do lago. Minha mente estava zumbindo à vida com todas as acusações malditas. Eu adorava beber, mas, porra, eu não tinha um problema. Jensen tinha um problema do caralho. Todos tinham um problema do caralho. Isto era mais uma besteira para me empurrar, porque queriam dar a posição para outra pessoa. Quão fodido é eles quererem alguém que não é um Wright para dirigir a empresa depois de Morgan? Como eles podem até estar bem com isso? Tropecei descendo a colina até o cais e no escuro lago. Nuvens obscureciam a lasca de uma lua no céu acima. Uma vista adequada para a traição. Meu estômago embrulhou quando a raiva transbordou. Jensen tinha me recomendado, e o conselho tinha dito que não. Bem desse jeito. Eu ainda não tinha chegado a me defender. Eles tinham tomado essa decisão sem nenhuma consideração do meu nome. O nome Wright, é claro, sempre teve. Mas o meu nome nunca tinha feito um espetáculo. Jensen era o mais velho. Landon era um golfista profissional. Morgan era a prodígio. Sutton, o bebê. E eu era só... eu. Agora, eles tinham um nome para mim. Não exatamente lisonjeiro para ser conhecido pelos meus hábitos de consumo. Ou, como Jensen tinha tão eloquentemente colocado... um alcoólatra. Porra! Eu queria gritar.


Jensen tinha brincado que eu estava seguindo os passos do nosso pai. Morgan tinha me repreendido quando eu brincava levando uma garrafa para a igreja. Landon tinha examinado a minha Bloody Mary na parte da manhã. Nunca foi um grande negócio. Eu era responsável. Eu não estava entrando em acidentes de carro. Eu não tinha um DUI 5. Eu ainda fazia toda a minha porra de trabalho. Eu aparecia para trabalhar no horário, ia à igreja todos os domingos, todos os eventos familiares planejados. Eles tinham enlouquecido, porra, se isso não fosse o suficiente para ser o tipo certo de Wright. E se não fosse o suficiente, então por que diabos eu estava fazendo toda essa merda? Se eles não me respeitam, então o que eu faço no meu tempo livre não significa nada. Eu poderia estar em uma porra de um bar neste fim de semana, pegando garotas, em vez de ser largado em um penhasco por Julia e verbalmente assediado por minha família. Mas eu estava aqui. Não que isso porra importava a ninguém. Pisei no cais e notei uma figura sentada no final com os pés que oscilava para fora da borda. Apenas o que eu não queria lidar, outra pessoa. Eu estava prestes a virar e encontrar outro lugar para ficar sozinho quando a pessoa se virou, e vi o belo rosto de Julia. —O que você está fazendo? — Ela perguntou defensivamente. —Sei que é um choque, mas o meu mundo não gira em torno de você, baby. 5

Dirigir alcoolizado.


—Eu não disse... —Não precisa. — Interrompi. —Jesus Cristo, eu não estava tentando discutir com você. —Isso é um choque. Tudo o que você parece fazer quando abre a boca é gritar comigo. Eu sabia que estava escolhendo uma luta de propósito, mas não poderia ter o que eu queria com o conselho. Assim, isso teria que servir. —Como se eu fosse a única! —Você me deixou lá em cima. —Você estava sendo um idiota. — Ela disse com um encolher de ombros. Totalmente sem remorso. —Eu vou adicioná-lo à minha merda. —Faça o que quiser. — Ela se virou para frente, ignorando-me mais uma vez. Porra, ela não estava me dando o que eu queria. Eu queria discutir. Eu queria que ela gritasse comigo. Queria sentir algo. Queria parar de pensar sobre o que eu estava lidando. Então, coloquei a minha bunda ao lado dela. Ela me deu um olhar desagradável. —Que diabos você está fazendo? — Perguntou. —Sentando. Isso é um maldito crime agora?


—É quando você faz isso. Pensei que tinha deixado claro quando deixei você lá em cima. — Ela disse, apontando para cima. —Eu não quero lidar com isso. —Você fez-se claro quando disse que estava interessada em Patrick. — Cuspi. Ela revirou os olhos. —Eu posso fazer o que eu quiser. —Sim, e eu posso foder metade do lago, se eu quiser. —Então, faça. — Ela me desafiou. —Veja se eu me importo! Mas a expressão em seu rosto espelhava o que eu tinha dado a ela mais cedo. Seus olhos eram tão uniformes como a água do lago e sua boca comprimida. No entanto, eu não conseguia parar de admirar a maneira como seu cabelo balançava na brisa, e o flash do piercing no seu nariz e a facilidade do seu corpo quando se inclinou para mim. Deus, eu a queria. Mesmo com essa raiva que chiava através de mim, eu queria muito coloca-la de costas nesse cais e foder seu cérebro. —Pare de me olhar assim. — Ela sussurrou. Seu fogo havia se dissipado em um segundo. —Assim como? — Perguntei com a voz rouca. —Como se você fosse me beijar de novo. —Vou fazer mais do que isso, Jules. Ela engoliu em seco, mas não desviou o olhar. —O que está acontecendo com você? Você está quente e frio e depois quente


novamente. Eu não consigo entender você. Achei que queria uma luta, e agora, você está querendo transar. —Duas coisas que somos os melhores. — Eu disse com uma risada rouca. —Bem... eu não quero fazer qualquer uma. — Ela mentiu, finalmente olhando para longe de mim. —Se há algo acontecendo, você pode me dizer. Caso contrário... eu vou voltar. Está ficando frio. Eu quero contar a ela sobre a merda que aconteceu? Ela finalmente descobriria, mas agora, eu queria me afogar em álcool e esquecer tudo o que Jensen tinha dito. Provavelmente não ajudaria o meu caso, mas neste momento, quem ainda se importava? Foi a minha vez de mentir. —Não há nada. Ela estreitou os olhos, como se esperasse que eu dissesse mais, mas quando não o fiz, ela se levantou do cais e se afastou de mim. Eu provavelmente merecia a solidão de qualquer maneira. Eu estava de costas e olhei para as estrelas enquanto me perguntava como diabos a minha vida tinha chegado a este ponto.


Julia Voltar à realidade na terça-feira de manhã tinha sido um tapa na cara. Apesar da merda do meu rompimento e em seguida Austin, o resto do fim de semana do Memorial Day tinha sido praticamente incrível. Heidi e Emery tinham saído do seu caminho para se certificar de que eu me divertia. Entre bronzeamento, andar de Jet Ski e ser puxada atrás do barco em boias, tinha sido incrível. Provavelmente ajudou que Austin saiu sábado de manhã sem nenhuma explicação. Jensen ficou chateado que Austin desapareceu com sua caminhonete, mas todos os Wright tinham ficado de boca fechada sobre isso. Mesmo Heidi apenas deu de ombros. Eu tinha dado a ele a chance de se explicar na sexta-feira à noite. Não era minha culpa se tudo o que ele queria era uma distração que eu não estava disposta a dar. O que quer que tivesse acontecido, não me importava. Eu tive um momento melhor sem ele lá. Ou pelo menos... eu pensava assim. Não tive muito tempo para pensar sobre isso o resto da semana. Com um dia extra de folga para o feriado, eu estava atolada no trabalho. Para ser honesta, eu estava sempre inundada no trabalho. Sendo a chefe do RH para uma empresa tão grande como Wright Construction significava que as coisas nunca abrandavam. Nunca.


—Você recebeu o memorando que acabou de ser enviado? —Heidi perguntou, colocando a cabeça no meu escritório. —Uh...— Verifiquei a minha caixa de entrada e cliquei no botão atualizar. —Eu não tenho nada. Heidi bufou e se sentou na cadeira na frente da minha mesa. —Ele deveria estar aí. Heidi era engenheira civil principal da empresa. A primeira mulher nessa posição aqui na Wright. Como ela ainda tinha tempo para vir me molestar quando tinha muito trabalho a fazer era além de mim. Não que eu me importasse. Nós trabalhamos no mesmo andar, que era como nós tínhamos nos tornado tão boas amigas. Atualizei novamente, e lá estava ele. Cliquei no último e-mail que tinha atingido minha caixa de entrada. Meus olhos examinaram o documento. —Reunião no andar de cima para toda a empresa às três horas? Presença obrigatória para todos os funcionários? — Perguntei, minhas sobrancelhas trincando juntas. Este era o tipo de memorando que eu deveria enviar. Eu não sabia o que diabos era tão importante que nem fui informada sobre isso em primeiro lugar. —Isso é sobre o quê? —É super emocionante. Não posso acreditar que fui capaz de manter isso em segredo durante toda a semana. —Você nem sequer compartilhou comigo. — Eu disse com ofensa fingida. —Eu sei. Eu sou verdadeiramente a pior.


—De fato. Se você não vai me dizer, dê o fora do meu escritório. Heidi riu e se levantou. —Você ainda vai na primeira sexta-feira do Art Trail hoje à noite? Balancei a cabeça. —Parece incrível. Como nunca fui antes? —Você não possui cultura. Isso é óbvio. —Isso é claro. — Revirei os olhos e apontei o dedo para a porta. — Fora, Martin. Ela levantou as mãos em sinal de rendição. —Tudo bem, mas encontre-me para a reunião. —Combinado. Sorri enquanto ela se afastava. Heidi, como todos os outros na minha vida, salvo Austin, não tinha ideia de que eu tinha um osso artístico em meu corpo. Eles provavelmente poderiam ter adivinhado com o toque artístico que coloquei em minhas tatuagens e a maquiagem e, Deus, as coisas incríveis que a minha cabelereira Lisa, faz com a minha juba vermelha. Mas a arte era um segredo que eu mantinha perto do meu coração. Meus carvões eram apenas para fins de cura. Eu já não os usava para me trazer alegria, como já tinha feito. Muito mudou na minha vida. E eles guardavam muitas memórias da velha Julia que doía trazê-las de volta. Mas eu estava morrendo de vontade de ver o Trail Art. Eu tinha uma

arte

menor

e

uma

saudável

apreciação

por

todos

os

empreendimentos artísticos. Desde que não fosse a minha própria arte.


O resto do dia passou voando como eu tinha uma dúzia de reuniões individuais para ajudar pessoas com várias funções de seus trabalhos de nova

formação

a

vários

métodos

de

treinamento

de

disciplinar

encrenqueiros para ouvir e resolver a mais recente luta no trabalho. Cada dia era um novo desafio. Eu saí bem antes da reunião e encontrei Heidi fora do meu escritório. Ela estava saltando ao redor, como se estivesse em um pulapula. Eu não tinha ideia do que este novo anúncio poderia ser ou por que ela estava tão excitada. Mas ela não poderia explicar, e eu silenciosamente a segui pelo resto da empresa para o andar de cima. O piso superior da Wright Construction era um incrível restaurante com uma vista panorâmica do horizonte, com vista para o campus Texas Tech. Era usado para a festa de Natal anual entre outros eventos e, aparentemente, tinha fechado do almoço cedo para que todos os funcionários Wright pudessem ter esta reunião. Eu não sabia por que eles queriam trazer todos em uma sala em vez de enviar o motivo da reunião por e-mail. Teria salvo muito tempo de todos. Examinei a sala lotada e olhei para Austin, como se eu tivesse um radar para ele. Ele deve ter sentido meus olhos sobre ele, porque se mexeu e olhou para mim. Eu corei. Merda. Tinha sido detectada. Ele sorriu e acenou com a cabeça, sinalizando para eu ir em sua direção. Mordi o lábio e depois desviei o olhar. Austin era perigoso. Por que meu cérebro não podia compreender isso? —Então... você e Austin? — Heidi perguntou com uma tosse apontando na minha direção. —Não.


—Vamos ficar com ele e Patrick? —Não. —Oh vamos lá. —Trevor poderia ver. — Eu disse sem muita convicção. —E daí? Você terminou, e você não está interessada em Austin. Certo? Resmunguei sob a minha respiração. Uau, eu me apoiei em um canto. —Heidi, não. — Sussurrei enquanto ela tentava me arrastar pela sala. Tentei colocar uma resistência a ela, mas Heidi era o tipo de garota que sempre tem seu caminho. Eu não tinha ideia do por que ela estava tentando nos empurrar juntos, mas mesmo se eu ainda o achassequente-como-o-pecado, eu não estava interessada nele. Eu não estava. Sério. Heidi nos levou através da multidão para onde Austin e Patrick estavam de pé perto da frente da sala. Austin arqueou uma sobrancelha para a minha aproximação. Patrick estava sorrindo como um tolo. —Bebês. — Patrick disse. —Ei. — Eu disse, mudando de Patrick para Austin no instinto.


Ele usava um terno. Um terno preto com uma camisa branca de botão e uma gravata rosa. Ele parecia bem definido e porra me fez sentir como uma otária total. Seus olhos varreram do meu joelho ao comprimento da minha saia preta à minha blusa com decote em V. Eu estava mostrando o decote hoje, bem, mais como todos os dias se eu não estava vestindo uma gola alta, e ele apreciasse. Na verdade, ele saiu sedento. —Jules. — Ele disse com um aceno de cabeça. Eu silenciosamente o repreendi, e ele apenas sorriu mais amplo. Jurava que ele me chamava assim só para me irritar. —Você está parecendo bem hoje, Julia. — Patrick disse com seu próprio sorriso. Austin lançou lhe um olhar de raiva, o que só fez Patrick dar risada. Eu me perguntava se Austin tinha dito a Patrick sobre o que eu tinha dito. —Obrigada. — Disse a ele. Heidi estendeu as mãos. —Quem vai dizer o quão boa eu estou? —Uh, Landon? —Perguntou Patrick. —Da última vez que eu disse a ele que você estava quente, ele me jogou na caminhonete de outra pessoa. Eu ficarei em seu lado bom. —Ele fez o quê? — Gritou Heidi. Austin riu. —Eu não acho que foi realmente o que aconteceu. Ou pelo menos... você disse algo pior.


—Que diabos? Ele nunca me disse isso! —Aposto que ele não disse. — Patrick disse. —Vocês não estavam namorando ainda. Heidi se mudou para o lado de Patrick e começou a interroga-lo sobre tudo o que Landon tinha dito e feito nessa conversa no ano passado. Isso significava, que Austin e eu estávamos de alguma forma a sós, embora estivéssemos no meio de uma sala cheia de pessoas. —Então... você sabe do que esta reunião se trata? — Perguntei. — Heidi não disse. Seus olhos estavam distantes e sem foco, como se ele estivesse muito longe. —Sim. —Não é bom? —Não. Quero dizer, sim. É uma coisa boa. Decisão inteligente. —Mas você não gosta? —Você se importa? — Perguntou. —Apenas conversando, — eu disse defensivamente. —Por que você sempre tem que ter um argumento? Ele encolheu os ombros. —Eu gosto da maneira que você nivela tudo. Tremi na intensidade em seus olhos, mas recusei-me e desviei o olhar. Eu tinha certeza que ele tinha dito isso em uma tentativa de me desarmar. E tinha conseguido, mas eu não poderia mostrar isso. Eu


tinha que permanecer estoica e não afetada por ele. Caso contrário, as coisas seriam entregues rapidamente. —A menos que isso seja o que você quer. — Ele disse, dando um passo em minha direção. —Eu não. — Eu disse a ele firmemente. Ele se inclinou para frente até que seus lábios quase roçaram a concha da minha orelha. —Eu sei de cada coisa que você diz, Jules. Diga o que quiser, mas eu sei a verdade. Eu me afastei com dificuldade. Patrick e Heidi devem ter notado que as coisas não estavam indo tão bem porque ambos viraram as suas cabeças para nós. Minhas mãos estavam fechadas em punhos, e eu lhe lancei um olhar cheio de veneno. Ele poderia pensar que sabia o que eu dizia, mas ele com certeza não sabia quando cruzava a linha. Ou ele não se importava. —Oh, olhe, Jensen está no palco agora. — Heidi disse, colocando a mão no meu cotovelo. —Vamos, Julia. Virei às costas para Austin, ainda com fio de energia da nossa breve briga. Ele era a única pessoa que eu já conheci que poderia fazer isso comigo. Que poderia me tornar tão irritada e... ainda ligada. —Muito obrigado por se juntar aqui hoje, — Jensen disse ao microfone. Ele estava em um terno nítido e parecia sempre a parte irmão Wright perfeito. —Tenho certeza que todos vocês estão se perguntando por que eu lhes pedi para estar aqui hoje. Não é todo dia que eu vou tirar todos vocês do trabalho mais cedo em uma tarde de sexta-feira.


A sala riu. Mas eu podia sentir o alívio nele. Sempre que isso tudo acabava, nós saíamos. E eu estava arfando. —Eu vou tentar manter essa coisa toda rápida. Eu sei que todos preferem fazer seu fim de semana começar. Assim, há três coisas principais na agenda. Vou começar com a boa notícia. Olhei em volta para o resto dos meus colegas de trabalho. Austin tinha dito que era uma coisa boa, e Heidi parecia animada, mas não gostava de mudanças. Más notícias normalmente significavam mudança. Eu ainda estava frustrada após a fusão Tarman Corporation, que tinha acontecido há seis meses no meu trabalho aqui. Do ponto de vista do RH, tinha sido um pesadelo para lidar com isso. Eu não estava ansiosa para algo parecido novamente. —A boa notícia é... nós temos o novo contrato da Disney para Walt Disney World! A construção começa no próximo verão, por isso temos o nosso trabalho cortado para nós. Mas eu sei que, a última vez que tivemos um grande projeto como este, todos nós o eliminamos no parque. Não vou esperar nada menos desta vez. —Além disso, — Heidi sussurrou para mim, — as regalias da Disney! Aposto que vamos conseguir alguns bilhetes com desconto. —Eu nunca fui. — Admiti. Os olhos de Heidi saltaram das bases. —Você nunca foi para o lugar mais mágico na terra? Dei de ombros. —Não. —Uh... vamos ter que corrigir isso.


Ter uma amiga como Heidi era uma experiência totalmente nova para mim. Eu nunca realmente tive amigas antes de me mudar para Lubbock. E era uma cultura de choque para mim, vindo de Ohio. Não era uma pequena cidade ou qualquer coisa, mas tinha as vibrações de uma pequena cidade. E todos, sabiam de todo mundo, além disso, o aspecto plano, seco, e empoeirado ainda parecia estranho para mim. Talvez sempre seria. —Mas o principal motivo pelo qual eu trouxe vocês aqui foi porque eu queria anunciar que estou deixando o cargo de CEO da Wright Construction. — Jensen disse. Meu queixo caiu. —O que? Heidi saltou para cima e para baixo nas pontas dos pés. —O que está acontecendo? — Sussurei para ela. —Esta foi uma decisão muito difícil de fazer, mas depois de cuidadosa consideração, decidi seguir a minha paixão e me mover de volta para a arquitetura. Ele sorriu largo, e ficou claro que ele estava animado com a mudança, mas inferno santo! O que isso significa para Wright? —E, sem mais delongas, eu gostaria de apresentá-los para o seu novo CEO, minha irmã, Morgan Wright. Os aplausos vieram com uma fração de segundo de hesitação, como se a sala não tivesse certeza do que fazer com esta nova mudança. Eu com certeza não sabia o que fazer com ela. Morgan era impressionante, totalmente incrível realmente. Eu não a conhecia muito bem, mas ela


parecia conhecer a merda. Mas Jensen tinha tocado a Wright Construction por quase uma década. Era difícil acreditar que qualquer outra pessoa poderia assumir quando ele ainda era muito jovem. —Obrigada a todos. — Morgan disse, levantando a mão para silenciar os aplausos. —Estou profundamente honrada em assumir como CEO desta empresa que eu amei a minha vida inteira. Eu sei que vai ser uma grande mudança para todos, inclusive para mim. Espero ser capaz de ocupar o lugar do meu irmão. — Ela sorriu. —Quem estou enganando? Seus pés são enormes6. Eu ri junto com o resto da multidão quando Morgan nos iludiu com uma sensação de segurança. Eu não gosto de mudanças, mas eu gostava de Morgan. —O meu lugar como CFO7 estará vago no momento presente enquanto trabalhamos com o conselho para encontrar um substituto adequado. Enquanto isso, nós vamos ter uma pesquisa aberta para tentar trazer alguém novo e fresco para levar esta empresa para o futuro. Meus olhos se separaram de Morgan com a notícia de que... eles não tinham enchido a posição CFO. O segundo-no-comando não tinha ido direto para baixo da linha Wright? Virei-me no meu lugar e encontrei os olhos de Austin colado a Morgan, mas estava distante. Ele já sabia sobre isso. Mas... eu não entendi. Austin não deveria ser o próximo na fila para esta posição? Landon estava muito ocupado com o golfe, e Sutton estava cuidando do

6 7

Quer dizer que ele é muito competente. Diretor Financeiro.


seu bebê. Parecia fazer sentido para mim que eles apenas movessem Austin para cima. Mas, quando seus olhos se voltaram para mim, a realização me ocorreu. Eles não estavam indo lhe dar essa posição. Parte de mim queria rir, queria me sentir bem que ele não tinha conseguido o que queria. Mas eu não me senti. Eu me senti horrível. Ele era um Wright depois de tudo. Mesmo que ele fosse uma espécie de bagunça. Abri minha boca para fazer todas as perguntas que flutuavam pela minha cabeça. Mas ele sacudiu a cabeça e quebrou o contato visual. Meu coração afundou. Não me admira que ele tinha saído este fim de semana. Não era por mim. Tinha sido isso. Eu tinha certeza disso. Heidi sabia disso. Eles todos sabiam. E nenhum deles tinha ido atrás dele. Nenhum deles tinha tentado impedi-lo. Ele pode ser um idiota, mas isso foi duro. Eu não poderia imaginar o que estava se passando. E eu tinha que me lembrar... não era da minha conta. Ele não quis confiar em mim. Ele não me quis para consolá-lo. Ele não precisava ser consertado. Austin Wright era quebrado... e eu não estava prestes a tentar encaixar as peças de volta juntas.


Julia —Eu realmente queria te contar. — Heidi disse com um sorriso encabulado algumas horas mais tarde. Estávamos na casa de Emery e Jensen antes de sairmos para o Trail Art. Ainda era estranho que Heidi e Emery não morassem juntas. Eu estava acostumada a aparecer em seu pequeno apartamento e encontrá-las sendo ridículas. Seu caso de amor era lendário. Eu tinha apenas sorte de me encaixar em seu vínculo apertado. Embora, no início, quando Emery tinha voltado da faculdade, eu me senti um pouco como uma terceira roda. Não me sinto mais... pelo menos não na maior parte. —Está tudo bem. — Murmurei. —Eu não posso acreditar que Jensen está deixando o cargo. —Estou tão feliz. — Emery disse, aparecendo em shorts pretos, um top preto, e Converse preto. Às vezes, jurava, eu e ela tínhamos sido separadas no nascimento. —Oh, olha, vocês combinaram. — Heidi cantarolou, olhando entre Emery e eu. —Estou tão chocada.


—Ok, Barbie— Emery disse, batendo no traseiro de Heidi enquanto ela passava. Emery realmente não foi muito longe. A cor favorita de Heidi era rosa shock, e ela usava o tempo todo. Embora Emery tivesse tentado me convencer de que este era um passo atrás para as opções de cores de Heidi... achei difícil de acreditar. —Oh, faça novamente. — Heidi piscou e inclinou-se na cintura. Emery riu. —Eu amo seu rosto. —E minha bunda? —A bunda? — Eu perguntei com uma risada. —Não seja ciumenta da minha bunda. — Heidi disse. —Oh, ela não é, — Emery disse. —Julia tem tudo isso. —De qualquer forma, como eu estava dizendo antes de ser interrompida, — Heidi continuou, com um rolar de olhos —Morgan é preparada para a tarefa, e isso vai fazer Jensen feliz. —Muito mais feliz. — Acrescentou Emery. —Certo..., mas por que eles não têm um CFO já? — Perguntei. Heidi e Emery trocaram um olhar. Aquele que disse que ambas sabiam mais do que elas deveriam dizer. —Não é realmente da nossa conta. — Emery disse suavemente.


—É realmente idiota, — acrescentou Heidi. —Eles só querem uma pesquisa ampla. Eu queria fazer a pergunta óbvia: por que não Austin? Mas não conseguia pronunciar as palavras. Perguntar sobre Austin era como abrir uma lata de minhocas. —Tudo bem. — Disse com um encolher de ombros, como se eu não me importasse. —Estamos prontas para ir, então? —Sim! — Heidi cantarolou. —Estamos pegando Morgan ao longo do caminho? —Estamos? — Emery perguntou. —Oh, não te disse? Eu a convidei para ter a noite das meninas com a gente para comemorar sua promoção. —Então, somos um quarteto. — Eu disse. Emery ergueu as sobrancelhas para mim. —Agora você está falando. Eu ri e as segui para o Subaru Forester de Emery. Nós pulamos para dentro do carro e dirigimos até o complexo de apartamentos de Morgan. Era o centro da cidade e uma curta distância do escritório. Um lugar muito chique e sofisticado, com portões e um porteiro. Heidi ligou para Morgan descer, e sorriu quando percebeu que Morgan vivia no último andar porquê... é claro, que ela morava. Morgan se sentou no banco traseiro, ao meu lado. —Ei, Julia. —Morgan. — Eu disse com um aceno de cabeça.


—Obrigada por me convidar, todas vocês. — Morgan disse com um sorriso genuíno. Eu me perguntei se ela tinha muitos namorados que poderia fazer esse tipo de coisa. Ela realmente não parece o tipo. Talvez porque eu sabia que Jensen era uma espécie de solitário, e Morgan era uma versão feminina menor do seu irmão mais velho. Mas o que eu sei? Eu nunca tinha sido assim antes de qualquer um. Embora... verdade seja dita, não tinha sido minha culpa no passado. —Estamos super contentes de tê-la conosco. — Heidi disse. — Agora, vamos nos entupir de comida e vinho. —Vinho! — Emery aplaudiu. —Existe realmente arte para olhar? — Perguntei. Morgan levantou uma sobrancelha para mim. —Você nunca foi a uma primeira sexta-feira no Art Trail? —Não. —Há abundância de arte para ver, — Morgan me disse. —Mas, primeiro, o vinho. —Isso deve estar em uma camiseta. — Heidi disse. —Mas, primeiro, o vinho. —E todas disseram, Amém. — Emery murmurou.


Estacionamos em um local de estacionamento com um grande sinal de que dizia que iriam nos rebocar se estacionássemos lá. Eu atirei a Heidi um olhar de desconforto, mas ela riu de mim. Aparentemente, todos os estacionamentos no centro eram jogo livre para a primeira sexta-feira no Art Trail. De onde vim, se tivéssemos estacionado lá, não teríamos um carro quando voltássemos. Lubbock, cara. O tempo estava nublado e um pouco ríspido quando saímos pela rua principal no centro, onde os caminhões de alimentos estavam instalados. Eu gostaria de ter a minha jaqueta, mas novamente, não tinha sido capaz de encontrá-la. Se eu a tivesse perdido para sempre, ia ficar realmente chateada comigo mesma. Todos nós compramos algum vinho, e Heidi pegou uma casquinha de sorvete do caminhão de alimentos Blue Oasis. Então, eu finalmente comecei a entrar em minha primeira galeria. Um suspiro me escapou. Isso era pura alegria. A lona após a tela estava coberta com uma pintura bonita, capturando uma emoção, uma pessoa, uma nova descoberta. A arte era uma visão, poder e paixão. Arte não mente. Não engana. Ela não odeia. Simplesmente é. Você tira dela qualquer mensagem que tenha visto, mas é tudo bonito. Desde a mais pequena fotografia ao maior mural de um desempenho de dança de rua solo para uma sinfonia de um haiku para um romance completo. Se a arte faz você sentir, então ela fez o seu trabalho. Eu estava tão absorta no trabalho incrível que um artista tinha feito com o cultivo de plantas primorosamente concebidas em vasos e criando um mural elaborado com pequenas flores minúsculas, com folhas verdes que tinha quase esquecido completamente que eu estava com um grupo.


E de alguma forma tomei toda a minha taça de vinho. Eu não conseguia sequer lembrar de tê-la colocado em meus lábios. —Acho que preciso de outro vinho. — Eu disse, pegando os olhos de Morgan nas proximidades. Levantei a taça vazia para cima. —Verdade. Vou com você. Nós acenamos nossas taças vazias para Heidi e Emery, que estavam discutindo sobre um terrário circular no centro da sala. Elas nos acenaram, e Morgan e eu partimos para encher nossas taças. —Essa foi uma exposição legal. — Morgan disse. —Eu nunca tinha visto nada assim antes. —Eu também. Eu não tenho um polegar verde. Tenho certeza que eu iria matar todas as plantas que se possa imaginar. —Você e eu. —Você está animada sobre seu novo emprego? Algo em Morgan mudou à essa pergunta. Ela ficou um pouco mais alta. Ela sorriu um pouco mais. Seus olhos brilhavam. —Eu estou pronta para dominar o mundo. Está na hora. Eu ri. —O que estamos fazendo hoje à noite, Cérebro8? —A mesma coisa que fazemos todas as noites. — Morgan disse com um sorriso. —Beber vinho? — Ofereci. 8

Ela faz referência ao desenho Pinky e o Cérebro.


—Claro que sim. Eu mereço algumas bebidas comemorativas. Como, dez, pelo menos. —Você vai ser capaz de ficar de pé? —Deus, eu espero que não. Este era, provavelmente, a maior parte do tempo um mais um que eu já tinha gasto com Morgan, e eu estava me chutando, perguntando por que eu nunca tinha feito isso antes. Provavelmente porque Morgan era um pouco intimidante. Ela realmente tinha a sua merda junta. Ela sabia exatamente quem ela era. E ela não mostrava medo. Era invejável. Especialmente para alguém como eu. —Nós devemos fazer isso mais vezes. — Morgan disse. —Como você se sente sobre revistas trash e tv de realidade ruim? —Um... prazer culpado? —Ótimo. Nós vamos ser melhores amigas. Podemos fazer tatuagens combinando? — Ela disse com um rosto tão sério que eu não tinha ideia se ela estava brincando. —Eu estou coberta de tatuagens. Eu vou segurar sua mão. Ela me enviou um pequeno sorriso secreto. —Como você sabe que eu já não tenho uma? —Touché. Nós pegamos outra taça de vinho e voltamos no nosso caminho para a exposição que tínhamos deixado Heidi e Emery, quando alguém começou a chamar o nome de Morgan. Seus olhos se arregalaram, e ela


virou. Seguindo em um círculo, apenas para deixar meu estômago cair no concreto. Austin. —Morgan! O que está fazendo! — Patrick gritou, assobiando sugestivamente para ela. Seu rosto floresceu um tom perfeito de rosa com a atenção. Mas eu podia ver que ela gostava disso. O que me pegou foi... Patrick certamente não estar sozinho. —Eu não sou um cão. Pare de assobiar para mim. — Morgan disse. Patrick riu e jogou um braço em volta dos seus ombros. —Ah, Mor, vamos lá. Tenha um pouco de diversão. —Ei. — Eu disse a Austin. Os olhos escuros de Austin encontraram os meus, e eu tremi. —Ei. Ele parecia sexy como o inferno. Uma camisa de algodão de botão com as mangas arregaçadas para revelar as tatuagens escondidas por baixo. Seu cabelo estava desgrenhado, como se ele estivesse correndo os dedos por ele. Eu me imaginei segurando os mais longos fios na parte superior e tive que me balançar visivelmente. Seus olhos tempestuosos pareceram sentir onde meus pensamentos se dirigiam, e eles brilharam com diversão. Mas eu também poderia dizer que ele estava tenso. Não fiquei surpresa, especialmente após o anúncio desta tarde. Eu ficaria também.


—Então, — Patrick disse, apoiando-se fortemente em Morgan, — vocês estão vindo ao Louie Louie’s com a gente? —Duelo de piano bar? — Perguntou Morgan. —Estou dentro. —Jules? — Perguntou Austin. Eu cerrei os dentes. Maldito apelido estúpido. —Estamos com Heidi e Em. Nós vamos ter que perguntar a elas. —Elas estão dentro! — Morgan disse. —Heidi prometeu me embebedar. —Você está ficando bêbada, e você não me ligou? — Perguntou Patrick, afrontado. Austin estava estranhamente quieto. Ele e Patrick normalmente iam e voltavam, como se fossem irmãos mais do que melhores amigos. Mas

ele

estava

deixando

Patrick

assumir

a

liderança

em

sua

personalidade instigante e antagônica, mal dizendo uma palavra. Eu me perguntava o que estava acontecendo lá em cima. Ele está chateado ou resignado? Por não ter sido escolhido para CFO? Ou ele está ainda na corrida? Porra, eu não sabia. E eu não poderia perguntar porquê, perguntar só iria causar uma discussão. Outra. —Legal. — Austin disse. —Vamos ver você lá então. —Vamos embebedar a Mini Wright e nossa residente tatuada do RH. — Patrick disse enquanto Morgan desinflava pelo apelido escolhido — e as esposas Wright nos encontrando lá. —Nós mal chegamos, não vi nada ainda. — Eu disse.


Eu estava dividida entre a vontade de olhar para todas as exposições e querer saber o que tinha acontecido com Austin. Além disso, Morgan obviamente queria sair com Patrick. —Eu vou andar pelas exposições com você, se vocês querem ir para o bar cedo. — Austin ofereceu. A cabeça de Patrick virou tão rápido que eu pensei que ele poderia ter perdido um nervo. —Você está ignorando o bar? —Vou me encontrar com você lá mais tarde, — ele corrigiu. Ele ergueu a cerveja. —Não é como se todo este lugar não fosse recipiente aberto. Patrick levantou as mãos. —Tudo bem, tudo bem. Vamos guardar uma mesa. Pegue as esposas e nos encontraremos lá. —Você quer isso, Mor? Ela assentiu com a cabeça vigorosamente. —Eu quero estar completamente destruída no momento em que se encontrarem com a gente. —Desafio aceito. — Patrick disse. Austin deu um soco no seu braço. —Tire as mãos da minha irmã. Mas Patrick olhou para ele como se fosse totalmente insano. Como se ele nunca tivesse pensado em Morgan como outra coisa senão sua própria irmã. Naquele momento, me senti mal por ela. A menina estava no topo do mundo, e sua paixão nem sabia que ela queria estar em cima dele em seu lugar.


—Cara. — Foi tudo que Patrick disse antes de se afastar com Morgan. —Meu Deus, ele é inconsciente. — Murmurei. —Diga-me sobre isso. —Oh meu Deus, nós apenas conversamos sem discutir? —Você parece bem gostosa. — Ele disse em resposta. Revirei os olhos. Bem, isso estava perto. —Você é um porco. —Mesmo? Porque acho que acabei de lhe dar mais tempo para olhar toda a arte que está morrendo de vontade de ver. Caso contrário, você teria sido arrastada para ver bêbados cantando Bon Jovi e Journey no alto de seus pulmões. Um simples obrigado seria suficiente. Mordi o lábio para evitar que ele não tinha me feito um favor. Tudo em Austin era auto motivado. Eu só não sabia qual era a sua motivação aqui. —Tudo bem. — Eu me conformei em vez disso. —Tudo bem. — Ele disse, empurrando-me para outra exposição. —Deixe-me dizer a Heidi e Emery em primeiro lugar. Eu corri para a exposição de paisagem e as informei sobre o que estava acontecendo. Elas fizeram mais um dos seus olhares oniscientes e depois me disseram para me divertir. Não era um encontro. Não era. Não importa o que diziam seus sorrisos manhosos. —Este é o meu favorito. — Austin admitiu.


—Este já esteve aqui antes? Ele encolheu os ombros. —Uma ou duas vezes. Apertei os olhos em sua direção, perguntando como isso ia ser um truque, mas ainda assim, eu o segui de qualquer maneira. Pode ser estúpido. Eu ainda não tinha descoberto o que diabos ele queria com tudo isso. Mas meus pés me levaram até os poucos degraus e para o próximo prédio. Mas o que eu vi no interior me impediu. Este é o favorito de Austin? Isso é o que ele quer me mostrar? Eu sequer o conhecia? Em todas as paredes em perfeitas pequenas molduras eram trabalhos artísticos das crianças. Unicórnios, robôs, cavalos, arco-íris e um Tecnicolor explodindo em cores a partir de cada quadro. Sob cada peça de arte tinha o primeiro nome e idade da criança. Katherine, sete. Jimmy, doze. Aiden, quatro. Mas o que realmente me pegou, depois que passei a primeira parede de todos os meninos e meninas que haviam criado algo importante para eles, era o sinal proclamando de onde a arte tinha vindo. Não uma escola primária, como eu esperava.


—Eles são crianças carentes? — Sussurrei, meus olhos vidrados, quando me virei para enfrentar Austin. Ele assentiu. —Eles deveriam desenhar algo que os inspirava. Eu odeio que há tantas crianças em Lubbock, sem uma casa para sempre, mas estou feliz que nós temos programas como este que ajudam crianças em necessidade, recebendo doações da comunidade local. Ele deixou cair algumas notas na caixa de doação na frente da sala e, em seguida, continuou a olhar para cada imagem individual com cuidado perfeito. Este homem. Este homem. Meu idiota argumentativo, bêbado e narcisista. O único que me causou tanta dor, raiva e luxúria. A pessoa que pensei que eu tinha descoberto completamente. Ele foi o único que apenas tinha acabado de confiar em mim sobre isso. Meu coração derreteu. Apenas uma pequena parte, por ele.


Austin Não foi assim que eu pensei que a noite seria. De modo nenhum. Pensei que estaria até a cintura na bebida antes do sol oficialmente se pôr, para que eu pudesse alegremente esquecer a última semana da minha vida. Não importa que era, aparentemente, todo o problema de qualquer maneira. E então havia Jules. Parada ali em pequenas doses, suas coxas pálidas e perfeitas reveladas em toda a sua maldita glória. Seu top apertado forçando seu peito e mostrando um pedaço do seu estômago. Ela deslizou seu cabelo vermelho para um ombro. Seu piercing de nariz complementado com suas orelhas cravejadas com metais... e havia tatuagens para dias. Não havia nada mais sexy do que uma mulher com tatuagens. E eu não queria nada mais do que rastrear cada linha em seu corpo curvilíneo. Mas eu sabia que provavelmente não deveria querê-la. Eu tinha fodido minha primeira chance. Nós tínhamos fodido tanto.


Ainda assim, eu estava sentado ao lado dela no Louie Louie, ouvindo a batalha de duelo de pianos e tentando não olhar para ela. Não fui bem-sucedido. —O quê? — Julia perguntou, me pegando pela terceira vez desde que tinha sentado com as nossas cervejas. Uma menina que gostava de cerveja. Foda-me. —Apenas você. —Eu? Dei de ombros sem me comprometer. Sim, ela parecia gostosa. Ela tinha que saber, porra. Ela podia pensar que eu era um porco, mas era a verdade. —Vocês podem se entender já ou algo assim? — Patrick brincou, cutucando Morgan. —Certo? Morgan deslizou para frente. Seu longo cabelo escuro cortando a frente do seu rosto, e ela riu. Oh, ela estava fodida. —Sim. Entender. Todo mundo deveria saber entender. Heidi colocou a mão no ombro de Morgan. —Você está bem? —Eu estou incrível! Emprego dos sonhos, aqui vou eu! — Ela disse, inclinando para trás e quase caindo da sua banqueta. —Quanto você conseguiu que ela bebesse? — Perguntou Emery. Patrick deu de ombros. —Nós fizemos um par de tiros. Ela estava bem antes de você chegar aqui.


—Nós fizemos oito tiros! —Morgan disse. —Eu sou boa em contar. Julia riu e, em seguida, cobriu com uma tosse. —Material CEO bem ali. —Eu disse com um aceno de cabeça. Era difícil não ser amargo mesmo sabendo que Morgan realmente merecia o trabalho... e desta vez, agora, para relaxar e descontrair. Ela não fez o suficiente. —Oh meu Deus! — Morgan gritou. —Eu amo essa música! Ampliei meus olhos quando ela se levantou e começou a cantar, bem mal, Britney Spears... “Baby One More Time”. Heidi levantou-se e começou a cantar com ela. E, finalmente, ela agarrou Emery e Morgan e puxou-as para a pista de dança. Patrick percebeu rapidamente que ele estava agora a sós com Julia e eu. Em seguida, ele foi para a pista de dança. Perfeito. Julia pegou sua cerveja e tomou um longo gole. Eu não tirei os olhos dela. Estávamos em um bar escuro lotado, sozinhos em uma mesa na parte de trás. Todos os nossos amigos tinham milagrosamente desaparecido para a pista de dança, agindo como tolos. Posso estar um pouco bêbado, mas eu não era um tolo. Eu não ia deixar esta oportunidade passar por mim. —Você quer sair comigo? — Perguntei à queima-roupa. Nenhum ponto em rodeios com ela. Ela quase cuspiu a cerveja com a minha pergunta. —O que?


—Um encontro. Você, eu, juntos. Eu vou te buscar. Nós vamos fazer as coisas humanas normais em vez de correr um para o outro por acidente. Ela passou de confusa, para divertida à zangada nos segundos que levaram para terminar minha frase. Foi sexy como o inferno. —Você está louco? — Perguntou com os olhos arregalados. —Não que eu saiba. —Austin, — ela gemeu. —Nós tentamos isso. Nós terminamos. Somos terrível juntos. —Talvez as coisas mudaram. Ela bufou. —Elas não mudaram. —Às vezes, eu realmente não entendo você. —Às vezes? — Perguntou com as sobrancelhas levantadas. Ela se inclinou para mim e me cutucou no peito. —Eu tenho certeza que você nunca me entendeu. Nunca! Se você tivesse entendido em tudo, então não teríamos atravessado a merda que passamos há dois anos atrás. Eu me aproximei em seu espaço pessoal. Nossos rostos estavam a centímetros de distância, e ela não recuou enquanto encontrei seu olhar. —Eu te conheço, Jules. Eu te vejo melhor do que qualquer um que você já conheceu. Eu te vejo. Eu conheço você. E é por isso que não funcionou. Você pode me culpar por tudo o que quiser, mas a verdade é que você não vai se abrir.


—Não vou me abrir? — Sua voz era baixa e mortal. —Você acha que é essa a razão? Então, você é cego e estúpido. —Eu acho que você prefere ter alguém seguro no bolso de trás do que ter alguém que te desafia. Eu corri um dedo por seu braço exposto. Ela estremeceu sob o meu toque, mas seus olhos ainda estavam duros. —E você acha que você é um raio de luz? Você é completamente aberto e honesto? O que aconteceu no Memorial Day no fim de semana, Austin? Por que você não me contou sobre a posição de CFO? Você teve a oportunidade, e você porra engasgou. Você pode pensar que eu não posso me abrir, mas se essa é a verdade, então você é tão ruim quanto. Ela bufou e puxou o braço para trás. Mas eu permaneci imóvel. Era tão óbvio, o que tinha acontecido? Claro, ela me olhou na reunião desta tarde. Ela sabia que algo estava acontecendo. Eu não tinha falado com ninguém sobre isso. Após explodir em Jensen, eu queria me afastar de tudo. Agora, Julia estava com expectativa olhando para mim. Seus olhos estavam procurando, esperando para ver se eu explicaria... ou se eu era exatamente como ela havia dito. Eu não gostava de recuar a partir de um desafio. —O conselho não me aprovou. — Finalmente admiti para alguém que não fosse a minha família. Não tinha sequer dito a Patrick, mas eu tinha certeza de que alguém tinha. —Assim rápido?


Suspirei. —Jensen colocou o meu nome para CFO quando mudou Morgan para o seu cargo. O conselho tinha algumas... preocupações sobre o meu comportamento. —Isso não deve ser razão suficiente para não lhe dar o cargo. Você é um Wright. Talvez eles mudem de ideia. Eu quase ri. Ah, como eu gostaria que fosse tudo porra simples. —Não. Jensen acusou-me de ser um alcoólatra e disse que eu tinha que ir para a reabilitação antes de considerarem isso. Julia mordeu o lábio inferior e, pela primeira vez, ela olhou para longe de mim. Eu sabia o que ela estava pensando. Ela tinha deixado claro que pensava que eu bebia demais. Mas era tudo mentira. Uma desculpa em camadas sobre todo o resto. Se eu desistisse de beber, eles encontrariam alguma outra razão para não me escolher. —Talvez você devesse ouvi-lo. — Julia disse. Aí vem. Empurrei a cadeira para trás e me dirigi para a porta. Porra, eu realmente só queria ficar bêbado e me dar bem esta noite. Não lidar com esta merda. Eu estava lá fora e andando pelo beco escuro em direção à Avenida Buddy Holly quando Julia correu atrás de mim. —Por que diabos você saiu? — Perguntou. Ela tinha as mãos cobrindo os braços com o frio de fim de noite.


—Por que diabos você está me seguindo, Jules? — Gritei de volta para ela. Ela olhou na minha direção, e algo em mim estalou. Agarrei-a pelos ombros e bati as suas costas contra a parede de tijolos fora do bar. Sua respiração era irregular, e sua boca se abriu ligeiramente com meus movimentos. Meu corpo estava pressionado contra sua metade inferior, e eu ainda segurava seus ombros. Controlei-me o quanto pude, enquanto olhava para aqueles perfeitos lábios rosados, e me torturei por não me afundar neles diretamente. —Você só levantou e saiu sem explicação. Inclinei-me para ela, ficando perigosamente perto. Tudo nela despertava com o movimento. —Você não quer sair comigo, — eu disse. —Você não quer ter nada a ver comigo. Você me abandonou no topo do desfiladeiro há uma semana e disse que tudo que fazemos é discutir. Se você não quer isso, então me deixe sozinho, caralho. —Desculpe-me por tentar descobrir por que você não está recebendo um trabalho que eu acho que você merece, — ela cuspiu na minha cara. —Acho que eu estava errada. —O que eu mereço nunca importou para ninguém. Ela procurou meu rosto. Eu não sabia o que ela esperava encontrar. Tudo o que eu estava sentindo naquele momento era raiva. No entanto, meu pau se contraiu com sua proximidade, e eu sabia que ela tinha notado. Sinceramente, eu não me importaria de libertar toda a minha energia reprimida em cima dela. Eu poderia transar com ela neste


beco. Nós dois queríamos. Nós dois estávamos nos segurando. Pendurados no limite por um fio. —Oh, eu perdi aquele olhar. — Eu disse, empurrando-a, embora sabia que não deveria. —Que olhar? — Sua voz estava ofegante e seus olhos desfocados enquanto minhas mãos deslizavam para baixo dos ombros até a cintura. —Aquele me implorando para transar com você. — Mudei minha boca para sua orelha. —Você quer que eu te foda, Jules? Ela gemeu baixinho quando empurrei meu quadril com mais força contra ela. —Não. — Ela conseguiu dizer. —Tem certeza? Ela hesitou. —Não. —Está certo. Eu sei que você quer. —Você não sabe nada sobre mim. — Sussurrou. —Eu sei que o seu corpo deseja o meu, como um viciado na necessidade da sua próxima dose. Julia fez uma careta. —Você sabe tudo sobre isso, não é? —Eu não uso drogas. — Eu disse com desdém. —E o álcool é... —Diferente.


—Idiota, — ela xingou, empurrando-me para longe. —Você fala sobre todos os outros vícios lá fora, drogas, sexo, dinheiro, mas você não fala do seu próprio. É patético. —O que é patético é que você vai usar qualquer desculpa para discutir comigo. — Balancei a cabeça e me afastei da parede. —Qualquer desculpa para colocar distância entre nós. —Sexo nunca foi o nosso problema! —Então, por que não podemos tê-lo? —Porque você é o problema. — Ela disse, apontando para mim. —Mantenha-se dizendo isso. Virei-me no meu calcanhar e comecei a descer a rua. Havia muitos outros bares. Eu não precisava estar em um carregado com expectativas e julgamentos. —Onde diabos você está indo? — Julia me chamou. —Encontrar

alguém

que

quer

chupar

meu

pau.

Eu

violentamente gritei para ela. Ouvi a série de maldições saindo da sua boca e quase ri. Ela era a única negando a si mesma. Não era o meu problema. Ela não queria sair comigo. Ela não queria transar comigo. Ela queria me corrigir. Bem, eu não tinha necessidade de ser consertado. E eu não precisava dela. Olhei por cima do ombro uma vez e a vi sozinha na calçada. Ela parecia dividida entre vir atrás de mim novamente e caminhar de volta para dentro.


A verdade era... eu posso não precisar dela, mas, porra, eu quero ela. —Vá para dentro, Jules — eu disse. —A vida que você quer não está comigo. Ela abriu a boca e depois fechou. Seus olhos se voltaram para o espaço que tinha acabado de ocupar, como se estivesse contemplando como nós tínhamos chegado a partir do ponto A ao ponto B. Seus olhos finalmente se encontraram com o meu, e ela suspirou baixinho. —Você empurra todos para fora da sua vida. Um dia, você vai acordar e perceber que você não tem mais ninguém. Então, ela voltou para o piano bar. Doeu pior do que eu gostaria de admitir, vendo-a sair... novamente. Essa era a outra coisa que éramos bons, em nos afastar. Por que correr era mais fácil do que enfrentar os fatos. O sexo era mais fácil do que sentir. Discutir era mais fácil do que se comunicar. A mentira era mais fácil do que a verdade.


Julia Tropecei de volta para Louie Louie’s, mais chateada comigo mesma do que qualquer coisa. Por que diabos eu tinha deixado Austin me irritar assim? Em um minuto, estava prestes a fazer sexo no beco, e no próximo, tínhamos começado a gritar um com o outro. Claro, eu sabia qual o gatilho tinha sido desta vez. Vício. Apenas o que eu precisava era de outro viciado em minha vida. Como se eu não tivesse estado em torno deles toda a minha existência. Eu vim à Lubbock para ser livre do meu passado. De alguma forma, ele sempre parecia chegar até mim. Eu disse que não queria colocar as peças de volta, mas a única coisa que me irritava era, agora que eu sabia a verdade... eu meio que queria. Eu deveria querer correr muito, muito distante. Eu sabia onde esse caminho levaria. Eu sabia que a probabilidade de ele parar era zero. Que ele parar por minha causa era totalmente zero. As pessoas não mudam por causa de outra pessoa. Eles tinham que fazê-lo por si mesmos e mais ninguém. Caso contrário, não iria dar certo. Era um maldito fato.


No entanto, eu ainda queria fazer as coisas direito. Eu ainda queria provar a ele que era possível. Mas ele não queria me ouvir. Ele não conseguia ver nem diante da sua cara. Se ele parasse de beber, ele iria receber a posição de CFO. Negócio feito. O que tinha que acontecer para ele ver a realidade? Porque, agora, ele estava se afogando no licor. Ele estava afundando, não nadando. E o que eu disse a ele era verdade... quanto mais ele empurrava, piores as coisas iam ficar. Eu, de todas as pessoas, sabia disso. —Aí está você! — Heidi engasgou quando deu um passo para fora da pista. —Onde você estava? —Eu precisava de um pouco de ar. — Menti. Emery apareceu em seguida. Ela franziu a testa para mim. —O que está errado? —Nada. —Você tem o olhar. —De verdade eu estou bem. Heidi revirou os olhos. —Hum... sim, certo. —Estou cansada. Eu estou indo para casa, ok? —O que? Não! — Heidi gritou. —Vamos. Venha dançar com a gente. Vai ser divertido!


—Será que Austin fez alguma coisa? — Emery perguntou, com um vinco entre as sobrancelhas, preocupada. —Ele... sim. — Dei de ombros. —Eu não sei. Ele me chamou para sair. Heidi engasgou. —Isso é tão emocionante! —Não. Eu disse a ele que não. Então, ele me contou sobre a posição CFO, e tivemos outra discussão. —Você disse que não? — Emery perguntou. Ela lentamente piscou para mim, como se não pudesse acreditar no que eu tinha dito. —Sim. Eu não quero sair com ele novamente. Heidi bufou. —Em que universo essa declaração realmente é verdade? —Ele me disse que estava indo encontrar outro alguém para chupar o seu pau! Acho que estou perdoada em dizer que eu não estou interessada. —Ele disse isso porque você recusou. — Heidi disse, acenando a declaração à distância. —Bem, se ele quer alguém, esteja à vontade. — Acenei minha mão para a porta. Emery sorriu para mim da maneira inteligente que ela faz. —Amar um Wright não é fácil. Eu não posso imaginar que com Austin seja diferente.


—Eu não amo Austin! —Eu não estava...— Emery sacudiu a cabeça. —Isso não foi o que eu quis dizer. Simplesmente que, se Austin teve a coragem de lhe chamar para sair após o seu rompimento, depois que você deu um tapa na cara dele no ano passado, e depois de abandoná-lo no topo do Cânyon no último fim de semana... ele deve estar a fim de você. Nenhum cara coloca-se com tanta merda e fica sem motivo. —Oh, há uma razão. — Murmurei. —Ele quer fazer sexo comigo. —Nenhum cara trabalha tão duro por uma buceta. — Heidi disse. —E uma buceta realmente boa? — Perguntei. Emery tossiu através da sua risada. —Jensen e Landon, ambos ultrapassaram obstáculos. Homens Wright amam a perseguição. —E daí? Você acha que eu deveria lhe dar uma chance? — Perguntei ceticamente. —Depois do que ele me fez passar? —Bem, nós não sabemos o que realmente aconteceu. — Heidi disse com as sobrancelhas levantadas. Parecia que ela estava prestes a saltar para cima e para baixo com emoção por descobrir finalmente. Mas, como a maioria das coisas na minha vida que machucam... eu nunca queria relembrar. —Não importa. É história antiga. — Murmurei. —Tudo bem. — Emery disse, não empurrando, embora fosse claro que Heidi queria. —Então, sim... talvez lhe dê outra chance.


Rangi meus dentes. Não era assim que eu pensava que essa conversa iria. —É assim que é ter melhores amigas? — Gemi. —Damos-lhe sábios conselhos, e você como mulher sábia nos ouve, pois já estivemos no seu lugar? — Heidi perguntou com uma risadinha. —Sim, sim é isso. —Não dê ouvidos a ela. — Emery disse. —As amigas estão aqui para animá-la e lamentar quando a merda vai para baixo. Além disso, para maratonas de Buffy, encontros de sorvete e compras. —Você quer dizer, forçar todas as cores no guarda-roupas de suas amigas? — Heidi disse. Meus olhos se encontraram com Emery, e nós duas começamos a rir. Nós não tínhamos uma mancha de cor em nós. Nós duas somos viciadas em preto, como se fosse a única escolha da cor. Heidi, como de costume, estava em um pouco de rosa brilhante. As meninas desviaram a conversa longe de Austin e minha decisão sobre o que fazer sobre isso. Elas de alguma forma conseguiram me convencer a ficar e sair com elas por mais tempo. Eu até dancei. Realmente não era minha coisa, mas Heidi e Emery eram as duas melhores amigas que uma garota poderia pedir, e quando elas disseram dançar, eu dancei. Eu tinha tanta coisa para pensar, que a dança ajudou a limpar a minha cabeça. Eu não precisava decidir o que fazer sobre Austin ainda. Ele me irritava infinitamente... ainda me sentia atraída por ele. E eu


senti uma pontada de ciúmes indesejável com o pensamento de que ele poderia realmente tentar encontrar alguém. Ciúmes era uma emoção feia. Eu odiava isso. Uma das minhas promessas, para mim mesma, quando me mudei para Lubbock era em ser feliz. Parecia uma coisa tão pequena para pedir, mas pelo que eu tinha deixado para trás... pensei que seria impossível. Então, conheci Heidi, e pela primeira vez na minha vida, eu tinha uma amiga. Pela primeira vez, realmente estava feliz. Eu tinha um bom emprego que pagava bem e uma grande amizade, e todos os meus esqueletos estavam felizes enterrados no meu armário. Mas esse sentimento angustiante que eu tinha chegado quando Austin tão levianamente disse que estava indo atrás de alguém era um corte profundo. Eu não queria ouvir as sugestões das minhas amigas. Eu queria dizer a ele que poderia ir se foder que eu não me importava. Mas eu me importava. E não sabia o que aquilo significava ou como lidar com isso. Quando Austin estava envolvido, eu estava às avessas. No momento em que voltamos para a Subaru-Forester de Emery, minha mente estava mais confusa do que nunca. Eu não tinha ideia do que fazer e o tiro extra ou dois que tomei com Heidi realmente não ajudou. Felizmente, Emery era a condutora designada, então não teríamos um UBER na volta. Heidi tinha me pegado do meu apartamento depois do trabalho mais cedo hoje, então Emery foi direto para lá. Eu sempre vivi mais próxima. Ambas as meninas haviam se mudado com seus homens


Wright e agora viviam em mansões se alastrando no lado sul da cidade em desenvolvimento. Meu apartamento não era tão chique como o de Morgan, muito longe disso, mas era bom o suficiente para mim. Heidi riu quando nós subimos. —Eu ainda não consigo superar o fato de que Landon costumava viver aqui em um minúsculo quarto. —Isso parece loucura, considerando onde ele vive agora e o lugar que ele tinha em Clearwater. — Emery disse. —Estou contente por ter optado pelo de dois quartos, — eu disse a elas quando nós fomos até meu prédio. —Quando vi o de um quarto, decidi que não podia viver em uma caixa de sapatos. —Ei, você deixou a porta do seu carro aberta? — Heidi perguntou confusa. —Meu o quê? Não, por que eu iria deixar a minha porta aberta? —Eu não sei, mas está aberta. —Porra! — Gritei, saltando para fora do carro, logo que ela parou. Heidi seguiu. Ficamos sóbrias quase instantaneamente com a possibilidade de que alguém ter entrado no meu carro. —A janela está quebrada ou algo assim? — Ela perguntou. Minhas mãos tremiam enquanto eu me aproximava da porta do carro. Balancei minha cabeça. —Todas as janelas estão intactas.


Passei a mão pelo lado da porta que estava entreaberta. Não havia marcas visíveis ou qualquer coisa que mostrasse que alguém havia arrombado. Não que isso necessariamente aparecesse se tivessem quebrado qualquer uma das janelas. Eu tinha quebrado meu próprio carro uma ou duas vezes quando deixei as chaves dentro. Não era exatamente uma coisa de outro mundo. Subi no banco da frente e procurei ao redor. Eu cresci fora de Akron, Ohio, em um lado não-exatamente-seguro da cidade. Velhos hábitos nunca mudam, e nunca mantive merda nenhuma no meu carro porque nunca havia uma garantia que ainda estaria lá. Mas eu sabia que tinha deixado meus fones de ouvido Bose. Estúpido da minha parte, mas eu não os peguei quando cheguei em casa hoje. Mas os fones de ouvido ainda estavam lá. Por que alguém iria entrar em meu carro e deixar a única coisa de valor? Arrastei minha mão pelo meu rosto e abri o porta-malas. Eu tinha uma mochila lá atrás, para os raros dias em que ia para a academia. Ela ainda estava lá, também. Nem sequer parecia ter sido mexida ou nada. —Falta alguma coisa? — Perguntou Emery, aproximando-se do meu carro. —Não. Nem mesmo meus fones de ouvido. —Isso é sorte. — Heidi disse. —Talvez você só deixou a porta aberta. — Emery disse. —Poderia acontecer.


—Sim. Você estava com pressa. — Heidi acrescentou. Balancei minha cabeça. Se eu tinha fechado a porta? Eu honestamente não conseguia me lembrar. Era possível que eu tivesse deixado aberto, mas parecia realmente ultrajante que não tinha fechado, pelo menos parcialmente. Tinha ficado aberta. Como se eu tivesse alguma vez sido tão descuidada com meu veículo? Meu bebê? Eu realmente não penso assim. Mas... a evidência estava diante de mim. Os fones de ouvido estavam lá. Minha mochila de academia estava bem e intocada. Ninguém esteve no meu carro. —Alarme falso, eu acho. — Murmurei. Heidi e Emery me abraçaram e me acompanharam até a minha casa para se certificar de que a casa não tinha sido vandalizada ou algo assim. Ficou claro que ambas pensavam que eu tinha sido negligente quando cheguei em casa. Minha casa estava bem. Nada tinha acontecido. Eu entrei em pânico sem motivo. Observei-as olharem os bloqueios das três fechaduras, se estavam fechadas e trancadas na minha porta da frente. Colocar a corrente no lugar me deu pouca satisfação desta vez. Normalmente, isso me fazia sentir segura e protegida. Como se eu pudesse passar por outra noite. Hoje à noite, eu não poderia apagar a sensação de desconforto. Porque eu tinha certeza que tinha fechado a porta.


Austin Abri meus olhos, piscando contra o sol explodindo através das janelas. Minha cabeça pesava uma tonelada. Quando tentei sentar, minha cabeça girou. —Foda-se, — gemi, deitando-me. Eu não me lembro da última vez que tinha chegado bêbado. Quanto tinha bebido para chegar onde eu estava? O que exatamente eu tinha feito na noite passada? Jesus Cristo, eu devo ter apagado. Sentei-me na cama de novo e esperei até que o mundo parasse de girar. Então, percebi que eu não estava na minha cama. Nem reconhecia nada. Nenhuma coisa maldita. Eu estava sem camisa, mas ainda tinha as minhas calças. Pelo menos isso era um bom sinal. Talvez. Depois de alguns minutos, fui para fora da cama e entrei na sala de estar. Eu me encolhi. Definitivamente reconhecia este apartamento. Na verdade, estive aqui antes. Meus olhos dispararam ao redor da sala enquanto me perguntava se eu poderia fazer uma fuga precipitada. Dei um passo mais para fora do quarto e vi uma morena magra em shorts curtos e uma camiseta grande, fazendo café. Ela passou de um pé para outro, enquanto dançava com a música techno que saia do seu telefone.


Suspirei pesadamente. Sem chance de escapar dessa. Limpei a garganta, e ela se virou. Sua mão voou para o peito. —Austin, Cristo, não me assuste assim! —Uh... ei, Mindi. —Baby, você parece horrível. —Obrigado. — Eu disse com uma forte dose de sarcasmo. Mindi era uma das muitas ex-loucas de Patrick. Ela não era exatamente sua ex-namorada desde que Patrick não tinha relações, mas ela estava muito perto. Então, ela tinha ido e ameaçado esfaqueá-lo com uma faca de açougueiro, se ele não definisse seu relacionamento. Então... tinha sido o fim de tudo. Mas ele a conheceu através de Maggie... e Maggie não era uma pessoa que eu queria ver agora. —Uh... o que diabos estou fazendo aqui? E... Maggie está ao redor? Meus olhos dispararam para a porta do quarto fechada. —Ela está fora da cidade, mas achei que ela apreciaria se eu salvasse a sua vida, — Mindi disse, servindo-se de uma xícara de café. — Você quer um pouco? Concordei com a cabeça enquanto um suspiro de alívio escapava. —Tipo, o que você se lembra sobre a noite passada? — Mindi perguntou.


—Nada. É um borrão. Nós ficamos juntos? — Com certeza, eu esperava que não. Ela bufou. —Ai credo. —Você é tão boa para o ego. —Quer dizer... eu aceitaria se você convencesse o seu irmão golfista. Você sabe como eu sou sobre irmãos, Austin. — Ela bateu os cílios para mim. —Vou passar. Landon está envolvido de qualquer maneira. Ela estalou o lábio inferior. —Vergonha. Mags provavelmente vai me estripar de qualquer maneira. —Então, por que estou aqui? —Você estava no bar, conversando com essa garota. Você estava falando sobre outra garota, Jules, que você está aparentemente obcecado. E algo sobre ser um alcoólatra e a empresa. Eu estava saindo do meu turno e salvei você de si mesmo. Então, de nada. Inclinei a cabeça para trás e me encolhi. Ótimo. —Bem, obrigado. —A qualquer momento. Agora... se você pudesse falar com Patrick sobre mim, — ela disse com os olhos arregalados de esperança —seria realmente ótimo. Eu sabia que não havia nenhuma chance no inferno que iria acontecer, mas acenei de qualquer maneira. Se o que ela tinha dito era


verdade, ela havia me salvado de uma situação muito pior. E era apenas sorte que Maggie Hooper não estava na cidade. Ela era provavelmente a última pessoa que eu queria lidar no momento. Chamei um UBER para me levar de volta para minha casa e prontamente caí na minha própria cama. Mas, não importava se eu precisava dormir mais, minha mente não desligava. Eu estava tão bêbado que disse a completos estranhos sobre os meus problemas. Tudo porque Julia tinha atingido um nervo. Jensen, o resto da minha família e a empresa, todos tentaram me dizer alguma coisa, e eu não quis ouvir. Eu não queria ouvir porra nenhuma. Mas, se eu tivesse, então eu poderia não ter acabado no apartamento de Mindi. Não estaria de ressaca e lamentando as minhas ações de ontem à noite. Eu teria gritado com Julia assim, se eu estivesse sóbrio? Eu teria discutido com Jensen se estivesse sóbrio? Pela primeira vez em uma década, não tinha certeza do que diabos eu

estava

fazendo

com

a

minha

vida.

Tudo

parecia

confuso.

Normalmente, quando eu ficava frustrado, pegaria uma bebida, e de repente, tudo seria melhor. Hoje me senti diferente. Balancei a cabeça para limpar os pensamentos. Talvez eu soubesse o que diabos havia de errado comigo quando a ressaca passasse.

Nada realmente ajudou. Eu me senti fora todo fim de semana.


Até chegar o horário do trabalho na segunda-feira de manhã, eu sabia que precisava fazer alguma coisa. Fiquei olhando para a garrafa de uísque depois de me trocar em um terno para o trabalho. Minha boca ficou seca. Estendi a mão para ela e, em seguida, coloquei de volta para baixo. Então, peguei novamente. Tirei a tampa, colocando uma dose em um copo de uísque. Então, saí pela porta sem ele. Quando entrei na empresa, passei pelo meu escritório e fui direto até o piso do escritório superior. Eu sabia que Jensen já estaria lá. Ele era um pouco de um vampiro. A insônia sempre tinha sido a sua maldição. E eu não fiquei desapontado quando pisei em seu escritório. Era estranho pensar que, um dia, em breve, este seria o escritório de Morgan, e alguém iria ocupar a sala no fim do corredor. Alguém que não era eu. Jensen olhou para cima do seu computador na minha abordagem. —Austin. Ao que devo o prazer? Meu irmão parecia cansado. Não podia ser fácil, afastar-se. Ele não era o tipo de jogar tudo isso em Morgan e sair. Ele era um administrador por natureza. Eu tinha certeza que ele estava trabalhando dia e noite para ter certeza que tudo iria correr bem na sua ausência. —Eu vim para falar sobre a posição de CFO. — Fechei a porta atrás de mim e sentei em uma cadeira na frente da mesa de Jensen. Jensen beliscou a ponta do seu nariz. —Você quer o trabalho. —Bem, é claro que eu quero. — Disse.


—Olha — ele disse, finalmente, olhando de volta para mim novamente, — Eu quero pedir desculpas pela conversa que tivemos no Memorial Day no fim de semana. Eu estava tão animado por Morgan e desapontado com o que tinha acontecido com o conselho no que diz respeito a você. Eu não deveria ter dito às coisas que disse. Você sabe que odeio quando brigamos. Balancei a cabeça. —Sim, bem, talvez eu precisasse ouvir isso. As sobrancelhas de Jensen ergueram em sua testa. —Volte novamente? —Eu não sei, cara. Apenas acho que as coisas não estão indo como eu esperava. E não bebi nada esta manhã. —Quando foi à última vez que isso aconteceu? Dei de ombros. —Nenhuma ideia. —Tudo certo. Então, para onde vamos a partir daqui? Como posso ajudá-lo? —Eu não quero que isso seja uma grande coisa. — Eu disse, imediatamente desviando. —Será que isso tem algo a ver com Julia? Apertei os olhos. —Porque você pensaria isso? —Eu vivo com Emery. — Ele me lembrou. —Ela disse alguma coisa?


—Ela poderia ter mencionado que vocês se esbarram na primeira sexta-feira da Art Trail. —Sim, bem, Julia não quer ter nada a ver comigo. Provavelmente é melhor assim de qualquer maneira. —Quem você está tentando convencer? Fiquei bravo com Jensen, e ele riu. —Eu estou aqui por você, não importa o porquê da súbita mudança de planos. Você sabe que todos nós nos preocupamos com você. A última coisa que queremos é que você se perca e acabe como nosso pai. Eu odiaria ver isso danificar a sua saúde e arruinar qualquer chance de uma relação normal com uma garota como Julia. —Você realmente acha que estou longe o suficiente, que eu poderia ser como o papai? — Perguntei, estremecendo com o pensamento. —Se você está falando comigo sobre isso agora, então não. E eu gostaria que ficasse assim. —Tudo bem. Foi um alívio ouvir isso. Mesmo que o vício percorresse a nossa família, eu nunca tinha considerado uma vez que o meu problema era beber. Mesmo em todas as vezes que a minha família tinha me agulhado sobre isso, eu nunca pensei que ia acabar enterrado dois metros nisso. Esse era um pensamento assustador. No entanto... Eu queria a bebida que tinha deixado no balcão esta manhã. Eu perdi o entorpecimento que acompanha o sentimento. Mesmo


depois do meu fim de semana problemático, isso não me impedia de querer. Apenas outro sabor. Mais uma dose. —Austin, eu acho que nós deveríamos descobrir um curso de ação a partir daqui. — Jensen incentivou. Lentamente me levantei. —Acho que vou experimentar isso por conta própria. Ver como vai ser. Jensen fez uma careta e claramente não gostou da sugestão. —Você realmente acha que não há nenhuma chance de que o conselho olhe para mim como CFO? Jensen olhou para a tela novamente e suspirou. —Não é inteiramente fora do domínio das possibilidades. —Mas? —Mas nós já fomos inundados com pedidos para a posição. —Você não acabou de apresenta-lo na sexta-feira? Jensen assentiu. —Bem, foda-se. — Murmurei. —Alguém bom? —Alguns, — admitiu. —Eu vi dois que eu realmente gosto, David Calloway e Elizabeth Leyton. —David Calloway? Tipo, o cara Silicon Valley? — Perguntei com os olhos arregalados.


—O único. —O que ele quer com a gente? —A Fortune 500 seria um passo para ele. Ele traz muita coisa para a mesa. — Jensen disse. —Merda. Onde eu já ouvi falar de Elizabeth Leyton antes? Jensen riu. —Acho que você dormiu com sua irmã em Los Angeles em um verão. —Eu dormi? Aquele verão é um borrão. Depois que meu pai morreu, fui para LA para um estágio para trabalhar para uma agência de talentos. Não tinha tido salário e nenhuma merda de trabalho, mas eu estava mais interessado no processo no momento e ficar fodido com cada estrela linda de Hollywood que queria entrar com a minha agência. Eu estava obtendo o LSAT9 e frequentando a faculdade de direito na época com as esperanças de mudar para a agência. Então, a vida tinha me alcançado, e eu nunca mais voltei. —De qualquer forma, Elizabeth parece ser o cérebro da sua família. Eu não iria contar com ela. Então, basicamente, eu estou fodido. —Tudo bem. — Eu disse. —Bem, ótimo. Cara, eu preciso de uma bebida.

9

O LSAT é parte integrante do processo de admissão da escola de direito nos Estados Unidos.


—Austin, vamos resolver isso. Está bem? —Sim. Certo. Parece bom. Concordei com Jensen antes de desaparecer fora do seu escritório. De alguma forma, a conversa tinha mudado tão de repente. Pensei que, se eu desse um passo, como todos queriam, as coisas iriam melhorar, mas, novamente, parecia que não importava o que eu fizesse. Uma bebida soava muito, muito bem agora. Corri para o meu escritório e fechei a porta. Eu sabia que tinha uma ou duas garrafas escondidas em minha mesa. Claro, eu tinha me metido em apuros antes, mas, porra, quem se importava? Assim que encontrei a garrafa de uísque, minha irritação parecia se dissipar. Como se meu corpo soubesse exatamente o que estava por vir. Então, eu só olhava para ele. Eu não queria ser meu pai. Álcool aliviava a dor e me fazia parar de sentir. Eu não sabia como tudo funcionava sem ele. E, ainda assim... eu não tinha certeza de que estava funcionando com ele. Coloquei a garrafa de volta e fechei a gaveta. Meu estômago virou. Eu poderia fazer isso. Assim quando abri o meu computador para começar a trabalhar, minha porta se abriu. Olhei para cima para encontrar Julia em pé em meu escritório.


Julia está aqui? Por que diabos ela está no meu escritório após este fim de semana? E então percebi que eu não me importava. Porque ela parecia gostosa, e seus olhos estavam brilhando. Eu não poderia dizer se ela estava chateada comigo ou nervosa, mas percebi que eu estava bem com qualquer um. —Tudo bem. — Ela cuspiu ferozmente. Atirei-lhe um olhar exasperado. —Do que você está falando? —Certo, tudo bem. Eu vou sair com você. —Você vai? — Perguntei, incrédulo. —Sim. Sob uma condição. —Qual? —Sem álcool. Meus olhos pousaram na gaveta que eu tinha acabado de fechar. Eu poderia ir a um encontro inteiro e não beber? É horrível que eu mesmo tive que pensar sobre isso? —Tudo certo. O que você tem em mente, Jules? — Perguntei com aquele mesmo sorriso arrogante. —Porra se eu sei. — Murmurou. —Eu vou pensar em alguma coisa. Sexta-feira à noite?


—Tudo bem. — Ela disse novamente. Ela parecia irritada com a decisão dela, como se não estivesse esperando se divertir. Como se não pudesse acreditar que estava cedendo. —O que fez você mudar de ideia? —Eu realmente não sei. — Disse. Então, mordeu o lábio inferior, que enviou minha mente direto para a sarjeta. Meu pau se contraiu com o olhar, e levou um esforço para não foder o encontro. Eu queria seu corpo. —Que bom que pode admitir que você me quer, pelo menos. Ela bufou. —Eu não disse isso. —Não se preocupe, Jules. Seus segredos estão seguros comigo. Ela desviou os olhos para longe dos meus, e eu podia ver que havia muito mais sob a superfície do que ela queria admitir. Para mim ou qualquer um. —Só me pegue depois das seis e meia, porque eu estarei no clube de tiro até então. —Por que não começamos por aí? —Alguma vez você já disparou uma arma? — Ela perguntou com seu próprio sorriso convencido. —Espere e veja. —Boa sorte, Wright.


—Não preciso disso. Ela revirou os olhos e, em seguida, escorregou para fora do meu escritório. Assisti sua bunda perfeita enquanto ela desaparecia. Bem, foda-se. Eu tinha um encontro com Julia Banner. Sem álcool. Isso ia ser interessante.


Julia O que diabos eu fiz? Eu estava solteira em um total de uma semana inteira, e já estava pulando de volta para as coisas com Austin. Em uma escala de uma escolha de vida horrível, eu estava muito alta lá em cima. Mas não podia recuar agora. Mesmo que ainda pensasse que uma bofetada soava como a melhor opção, não podia negar o que Heidi e Emery tinham dito. Elas tinham falado, puro e simples, Austin estava me perseguindo. Ele tinha que ainda estar interessado em mim para fazer isso. E não apenas no sentido físico, porque eu sabia que ele poderia fazê-lo muito mais fácil do que eu. Eu tinha razões para correr. Boas razões. Mas era complicado ouvir a minha cabeça, quando meu coração e corpo estavam gritando para mim. Austin acendia algo em mim. Quando estávamos juntos, éramos elétricos. Às vezes, isso era incrível, e às vezes, completamente explodia na minha cara, como foi há dois anos. Eu estava rolando os dados e esperando acertar a casa. Isso fez o resto da semana se arrastar. A antecipação me atingindo como uma marreta. Eu xingava todos os dias, durante todo o dia, era como assistir a água ferver. Eu não


poderia dizer se a agitação no meu estômago era nervosa ou excitada. Tentei não analisar demais, mas isso era quase impossível. Analisar as situações de excesso, até a mais ínfima parte, era a natureza do meu trabalho. E tornava difícil não fazer em minha própria vida. —Realmente, apenas relaxe. — Heidi disse na sexta-feira à tarde quando finalmente terminei, deixando o escritório. —É fácil para você dizer. Você está noiva. A merda toda funcionou. —Sim, mas não era o arco-íris e unicórnios da porra quando tudo aconteceu. Você lembra disso. Estremeci. —Sim. Eu lembro. Heidi

suspirou.

—Olha

relacionamentos

não

são

fáceis.

Especialmente com os Wrights. Eles têm esqueletos reais em seus armários e, às vezes, psico ex-esposas e uma legião de fãs dedicadas. — Heidi balançou a cabeça. —De qualquer forma, o que estou tentando dizer é que, desfrute do seu tempo. Se ele agir como um idiota, em seguida, o abandone. —Conselho prudente da minha rainha do chiclete. Heidi revirou os olhos. —Um dia, vou te colocar em rosa. —Eu gostaria de ver isso. —Um dia, caramba. — Ela riu e balançou sua cabeleira loira. — Então, me ligue depois do encontro para me informar sobre os detalhes. A menos, claro, que você fique a noite toda. —Heidi!


Ela levantou as mãos. —Então, espero um relatório amanhã ou quando você estiver em pé. —Você é horrível. —Não é como se fosse a primeira vez. Certo? —Bem, nós estamos começando de novo. —Será que você realmente lhe disse sem álcool? Concordei com a cabeça. —Você é corajosa. Eu te amo. Ela acenou para mim e, em seguida, correu até seu carro para sair do calor opressivo. Esta foi a primeira semana que atingimos as altas dos anos noventa, e eu já estava morrendo. Minha pele pálida não estava acostumada a esses raios. Ela ficava quente em Akron, mas nada comparado com os verões do Texas. Esta menina de Ohio não era um fã deste tempo. Pensei sobre o comentário de Heidi toda a viagem de volta para o meu apartamento. Se eu fui corajosa para pedir a Austin para não beber em nosso encontro? Eu não sabia se era coragem ou estupidez. As coisas tinham desmoronado na última vez por causa do seu alcoolismo. Talvez eu fosse uma tola de pensar que não iria causar estragos desta vez também. Mas tinha que pelo menos tentar. Apesar de saber que nós estávamos saindo após o campo de tiro, eu não coloquei nada extravagante. Apenas um top preto com decote em V, um short, e meu Vans de enfiar que ele tentou arruinar no lago.


Esperava que nós não estivéssemos indo em qualquer lugar que eu precisasse estar vestida mais agradável do que isso. Dei de ombros para a ansiedade momentânea. Austin não se importava com o que eu estava vestindo. A última vez que estivemos juntos, nós quase não saímos do quarto. Então, eu sabia que ele dava uma foda sobre que tipo de roupa eu usava. Não que eu pretendia acabar em seu quarto. Isso não ia ser uma repetição da última vez que estivemos juntos. Às seis horas, estacionei no campo de tiro. Austin já estava estacionado em frente em sua brilhante e vermelha Alfa Romeo que se destacava entre o padrão de caminhonetes pick-up no Texas. Ele saiu do carro quando me viu estacionar. Ele estava lá, abrindo a porta do carro e me ajudando a sair do meu próprio maldito carro. —Ei, Jules. — Disse com um sorriso genuíno. O calor passou por mim no sorriso no rosto e a sensação da sua mão na minha e do jeito que ele me olhou com uma mistura de adoração e desejo. Este era o Austin Wright que eu tinha saído há dois anos. O que tinha me intrigado tão completamente. —Ei. Não soltei a sua mão, e ele não se afastou. Ele só olhou para mim, extasiado. Nossos corpos estavam quase pressionados juntos no espaço perto, e eu mesmo que momentaneamente me esqueci do calor do Texas. Eu só queria estar perto dele.


Essa era a parte mais difícil. Nós lutávamos como cães e gatos. No entanto... eu sentia falta dele e daquilo que tivemos, antes dele foder tudo. Mas eu recuei, e soltei uma tosse pontiaguda, e ele entendeu a mensagem. Ele deu um passo para trás e soltou a minha mão. —Você está pronta para isso? — Perguntou. Eu ri e fui para o banco de trás do meu carro para tirar a mala de transporte da minha Glock 43. —Mais do que pronta. —Você veio preparada. —Estou aqui duas ou três vezes por semana. Estou sempre preparada. Ele levantou as sobrancelhas. —Eu não sabia que você vinha muitas vezes. —Bem, quando ficamos juntos, eu não vinha. —O que fez você mudar de ideia? — Ele perguntou, segurando a porta aberta para eu entrar. Desviei meu olhar e dei de ombros. —Nunca estamos demasiado preparados. —Em seguida, você vai me dizer que tem uma licença de transporte oculta. Meu sorriso correspondente disse tudo. —Foda-se. — Gemeu.


A palavra me aqueceu de dentro para fora, e eu rapidamente entrei nas instalações. —Julia! — Tip disse, atrás do balcão. —Ei, Tip. — Eu disse enquanto Austin seguia atrás de mim. —Tempo perfeito, como de costume. Eu tenho você na seis hoje. —Vou precisar de um próximo também. — Eu disse, balançando a cabeça para Austin. —Sem problemas. Eu posso colocá-lo na sete. Tip sorriu calorosamente para nós, enquanto ele conseguia uma arma para Austin e munição para nós, bem como equipamentos de proteção. Acenei para Tip novamente quando saímos para pegar nossas pistas. —Então, você está muito aqui. — Austin confirmou. —Bastante. —Esse cara está na sua. Eu ri. —Ele é assim. Austin me lançou um olhar que não entendi. —O que? —A maioria das garotas não percebem. —Ainda bem que eu não sou uma garota então. Eu sou uma mulher.


Austin riu suavemente. —Isso é uma coisa muito boa. Enquanto Austin brincava com a arma e carregava a munição, eu retirei meu bebê e inspecionei. Esta foi a minha primeira compra real em Lubbock, e eu estava orgulhosa dela. Poderia não ser originalmente do Texas, mas eu tinha crescido em volta de armas. Eu sabia o meu caminho, para frente e para trás, ao redor delas. De um rifle à uma arma de mão e de volta. Eu tinha ido caçar com meu pai quando criança, e o bairro sombrio que tinha crescido deixou claro que era necessário uma arma e a capacidade de saber dispara-la. Quando estive à procura de um lugar para alugar, olhei para uma casa com armário com armas legais e oito cadeados diferentes e um teclado. Esse foi o momento em que eu sabia que iria me encaixar, em Lubbock. —Tudo bem, me mostre o que você tem, Wright. — Eu disse, apontando para ele ir primeiro. Ele lançou um sorriso arrogante antes de puxar os fones de proteção de ouvido e mirar o alvo. Ele cuidadosamente e metodicamente descarregou no alvo para baixo da linha. Minha frequência cardíaca pegou. Assistir Austin atirar foi mágico. A intensidade em seu olhar, a postura perfeita, o ligeiro recuo. Foi mais excitante do que eu tinha imaginado. Apertei minhas pernas juntas, quando a minha metade inferior respondeu com força total para ele. Ele riu quando colocou a arma para baixo e tirou o capacete. —Eu esqueci o quanto é divertido.


—Adrenalina, certo? — Perguntei. Seus olhos viajaram o comprimento do meu corpo, e então ele concordou. —Sua vez, Banner. Engoli em seco e lentamente desviei o meu olhar. A tensão entre nós era espessa, e eu precisava me concentrar. Quando começava a atirar, eu ficava completamente focada. Nada mais existia em volta de mim naquele momento. Era eu, a arma e o alvo. Quando terminei, a expressão de Austin disse tudo o que eu precisava saber. Seus olhos estavam vidrados, os lábios entreabertos, o corpo inclinado em direção a mim. Assistir-me atirando tinha feito a mesma coisa a ele, que tinha quando eu o observei. Se continuasse assim, não chegaríamos até a segunda parte do encontro. Limpei a garganta. —Então, uh, o que você achou? —Não foi ruim. —Não foi ruim? Você está brincando? —Muito bom. —Eu vou te mostrar o muito bom quando recuperarmos nossos alvos, e eu chutar a sua bunda. —Tão competitiva. —Você não é? —Ah, com certeza, — ele disse. —Mas vendo você me faz querer sair daqui, Jules.


—Não é? — Perguntei sem fôlego. Coloquei minha arma para baixo e ele totalmente me enfrentou. —Você sabe o que faz. —E o que é isso? — Não consegui me impedir de perguntar. —Só sexo... de novo? —Não. — Ele respondeu automaticamente. —Tem certeza? — Eu estava sendo agressiva sem motivo. —Eu estou aqui em seus termos. Você sabe que eu quero você. Mas estou tentando, porra. Por que eu não posso te querer sem uma discussão? Segurei as minhas mãos em sinal de rendição. Ele estava certo. Não que eu quisesse dizer isso em voz alta. —É difícil depois do que aconteceu da última vez. —Viver no passado é uma maneira infalível para estragar tudo. —Eu sei, — sussurrei. Mas isso era minha vida. Eu não conseguia parar de viver no passado. —Vamos começar de novo. Oi, eu sou Julia Banner. Estendi a minha mão para ele, e ele firmemente assumiu com a dele. —Austin Wright. Ele me puxou em direção a ele para que pudéssemos estar entre as pistas. O movimento estava acontecendo a nossa volta. Era barulhento


pra caralho. E nós provavelmente deveríamos estar focados no campo de tiro. Mas nada disso importava. Meu corpo estava pressionado contra o dele, e em todos os lugares que ele tocava enviava calafrios diretamente através de mim. Sua mão inclinou meu queixo para cima em direção a ele. Nossos olhos fechados, como se ele estivesse à espera de permissão, certificando-se de que eu não iria brigar com ele, como fiz no passado. Mas tudo o que viu de mim foi concordância. Talvez eu precisasse viver mais o presente. Seus lábios tocaram nos meus, e eu me rendi a ele. Por um momento, as estrelas se alinharam. O mundo parecia certo. Apenas do sabor dos seus lábios e a incrível sensação deles contra os meus. As memórias de dias passados travados juntos inundaram a minha consciência. Quando Austin assumiu, eu me lancei em queda livre.


Julia Uma garganta limpou atrás de nós. —Se você vai transar, faça em outro lugar. Eu ri e me afastei de Austin. —Desculpe. — Eu disse com um encolher de ombros que mostrava o quanto arrependida realmente estava. —Nós estávamos saindo de qualquer maneira. — Austin disse. —Estávamos? —Sim. Vamos sair daqui. Podemos voltar outro dia. Arqueei uma sobrancelha. —Já está planejando um segundo encontro? Você está muito confiante. —Você pode fingir odiar isso sobre mim, se quiser. Bastardo arrogante. Claro que não odiava a confiança dele. Sempre tinha sido um enorme tesão. Mesmo quando tudo sobre ele me deixava louca, eu ainda sabia que era quente. E meu corpo estava dividido a meio caminho entre saborear este encontro e querer empurrar seus botões só por diversão.


—Mas há tantas outras coisas para fingir que odeio em você. — Eu disse, batendo meus cílios. Austin virou a cabeça para mim. Eu poderia dizer que ele queria pressionar sua sorte um centímetro mais perto de mim novamente. Aquele beijo tinha sido... elétrico. Uma corrente de energia que tinha nos prendido em um turbilhão. Eu não queria parar... e não teria se não tivesse sido interrompida. Era tão fácil ser pega com Austin. Eu precisava ter cuidado, ou não iria fazer isso durante a noite com o coração intacto. Cuidadosamente coloquei a minha Glock em seu lugar, enquanto Austin voltou para frente. Nossos alvos foram puxados para baixo e entregue a nós como uma lembrança. Eu sorri como uma tola quando ficou claro que minha mira era muito melhor do que a de Austin. Não que ele fosse ruim, mas eu era melhor. —Sorte. — Austin disse quando saímos do clube de tiro. —Ahh! Mal perdedor! —Bem, se estivesse lá tão frequentemente como você, então eu seria tão bom. —Sim, mas você não é. Abri minha Tahoe e coloquei o estojo em uma transportadora sob o meu assento, para que ela não fosse escorregar ao redor. Então, levantei as minhas mãos sobre minha cabeça e estiquei. Eu podia sentir os olhos de Austin na faixa nua de estômago que eu estava revelando.


—Então, — eu disse, deixando cair os braços — onde estamos indo? Preciso me trocar? —Uh, sim, não. Você está bem. — Ele apontou para o jeans escuro e pólo preta que ele usava. —Certo. —E para onde vamos é uma surpresa. Apertei os olhos. Uma surpresa de Austin. Eu não tinha certeza do que isso significava exatamente. —Vamos deixar seu carro primeiro, — Austin disse para me impedir de discutir. —Então, eu posso levá-la para a noite. —Certo. Parece bom. — Concordei facilmente. Ele ergueu as sobrancelhas com a facilidade do meu aceitamento, mas naquele momento, decidi ir com tudo. Não havia mais hesitação em tudo o que fazemos. Não havia mais motivos de adivinhação. Eu não ia me divertir, se não relaxasse e tentasse aproveitar esse encontro. Austin e eu poderíamos lutar como cães e gatos, mas eu queria provar a mim mesma que poderia fazer mais do que isso. Que éramos capazes de ser apenas Austin e Julia... como fomos na galeria de arte. Eu queria mais do que Austin. Foi uma movimentação rápida para o meu apartamento onde eu abandonei a minha Tahoe e corri para dentro para guardar a minha arma de volta no cofre no meu closet. Então, corri para fora e deslizei para o banco do passageiro do Alfa Romeo de Austin. Estar em seu carro novamente trouxe de volta uma enxurrada de lembranças. Quando


estávamos juntos antes, tudo tinha sido tão fácil. Tão, sem esforço. Era como se as coisas realmente devessem ser assim o tempo todo. Deixei me enganar em acreditar. E não sei por que eu estava dando a Austin uma segunda chance. Mas eu precisava deixar as memórias de lado e viver o hoje. —Então... o jantar? — Perguntei. —Eu já estou morrendo de fome. —O treino de Tiro suga você, não é? —É como se eu corresse uma maratona. —Verdade. Isso foi uma corrida de adrenalina total. Vejo por que você faz isso com tanta frequência. Fiz uma careta e desviei o olhar. Ninguém realmente sabia por que eu ia para o campo de tiro muitas vezes. Mas com certeza não era para a adrenalina. Isso era mais um bônus. —Comida, então? —Não se preocupe, Jules. Eu cuidarei de você. Eu me inclinei para trás contra o assento de couro, apreciando o sentimento. Pensei que ele ia querer me levar para um jantar chique. Parecia um movimento Wright. E, enquanto estávamos no oeste do Texas, onde jeans, botas e fivelas de cinto eram comuns em traje para jantar, eu sabia que Austin preferia vestir-se para tais ocasiões. O que provavelmente determinava um jantar fora da equação. Era bom, deixar alguém assumir a liderança pela primeira vez. Mesmo que os nervos me batessem, gostei da ideia de Austin cuidando


de mim. Eu estava no comando do meu relacionamento com Trevor. Cento e cinquenta porcento. E, já podia sentir me entregando um pouco desse controle que eu me agarrava tão desesperadamente. Era terrível e refrescante. Estávamos passando pela curva e no meio do caminho fora da cidade quando me sentei para apreciar os campos agrícolas planos em ambos os lados. O campo? Estamos indo para o campo? Agora, isso era inesperado. —Onde diabos você está me levando, Wright? Ele riu. —Bem, suas estipulações tornam um pouco difícil. —Eu tinha uma condição. —Claro, mas eu queria fazer isso direito. —Certo ou Wright? Ele revirou os olhos para a minha inflexão. —Ambos. A primeira indicação de onde estávamos indo era a roda-gigante no horizonte. Meu queixo caiu, e me virei para enfrentar Austin com espanto. Ele tinha colocado algum esforço em tudo isso. Eu nem sequer sabia que havia um parque de diversões acontecendo agora. Pensei que seria muito sexy. —Espero que você goste de passeios em parque de diversões. —Você está cheio de surpresas. — Admiti.


Ele estacionou no campo aberto ao lado do parque e me ajudou a sair do lado do passageiro. Olhei para a sujeira em seu carro brilhante. —Provavelmente deveríamos ter vindo com a Tahoe. Sua mão deslizou lentamente para a minha, e ele me puxou perto. —Eu não me importo de ficar um pouco sujo. —Você ou o carro? —Sim. Eu ri. Claro. Austin parecia que queria me beijar, mas em vez disso, bloqueou nossos dedos juntos e me acompanhou até a entrada. Suspirei com a facilidade com que estávamos juntos. Difícil acreditar que estive gritando com ele apenas alguns dias atrás. Tudo bem... isso provavelmente não era tão difícil de acreditar. Austin e eu ficávamos apenas em altos e baixos extremos. Foi por isso que as semanas que namoramos foram algumas das melhores da minha vida... e qualquer tempo que eu passei com ele depois foram alguns dos piores. Fomos direto para os alimentos altamente cafeínados, fritos e açucarados. —O que você quer, Jules? — Austin perguntou. —Bolo de funil! —Você quer um alto teor de açúcar?


—O melhor alto por aí, confie em mim. Austin pediu dois cheeseburger, duas cocas gigantes, e um bolo de funil frito coberto de açúcar que me fez saltar para cima e para baixo com entusiasmo. Nós colocamos a nossa comida em uma mesa de piquenique de madeira e nos sentamos. Vi Austin olhar para um sinal sobre a minha cabeça com um olhar melancólico. Estiquei ao redor para ver o que ele estava olhando. O carrinho ao lado do lugar de hambúrguer tinha uma placa oferecendo cervejas geladas. Oh. —Você está bem? — Perguntei, pegando no meu hambúrguer. —Não se preocupe comigo. Estou bem. Quase acreditei nele. Só que eu não fiz. Ele pode parecer como se estivesse indo muito bem do lado de fora. Ótimo mesmo. Mas eu sabia melhor. —Você sabe que a estrada à frente não vai ser fácil. —O caminho pela frente? —Abstinência. — Eu disse em voz baixa. —Vai ser muito difícil. —Eu suspeito que vá ser. —Você não tem que fazer isso sozinho. Você tem pessoas que se preocupam com você, sabe?


Austin estendeu a mão e pegou a minha. —Eu estou indo bem, Jules. É um processo lento. Eu não vou largar repentinamente. Vai levar tempo, mas enquanto estiver com você, sinto que posso fazer qualquer coisa. Sorri timidamente para ele. Um rubor subiu em meu pescoço e inundou meu rosto. Eu não estava acostumada a me sentir assim. Como se tudo realmente fosse dar certo. Que, apesar de ser um caminho difícil, que podemos ser capazes juntos. A maneira que eu tinha feito isso através de toda merda que tinha me acontecido com a ajuda de um amigo próximo. Talvez eu pudesse ser essa pessoa para Austin. Ignorei a parte do meu cérebro que disse que não era possível. Essa parte do meu cérebro era uma cadela.


Austin Eu realmente acreditei. Que eu poderia mudar o mundo com Julia ao meu lado. Eu estava ignorando os meus sentimentos por ela por um longo tempo. Mais do que ela sequer sabia. Mas, agora que estávamos aqui juntos, parecia estúpido. Eu queria manter o meu emprego, queria Julia, queria viver mais tempo do que o meu pai. Se eu tivesse que desistir do álcool por tudo isso... era viável. Pelo menos, eu esperava que sim. —Bem, e sobre a sua arte? — Perguntei, desviando a conversa para território mais seguro, quando ela mordeu o bolo de funil pegajoso. O pó branco revestiu seu rosto, e ela riu enquanto tentava limpar o açúcar da sua boca e dedos. Ela colocou um dedo em sua boca e chupou até o fim. Ela fez um pequeno som quando ele deixou seus lábios. Seus olhos escuros encontraram os meus, e um sorriso sedutor apareceu. Por um segundo, o parque desapareceu. Tudo o que eu podia ver era uma porra de uma mulher bonita chupando seus dedos como eu sabia que ela poderia chupar o meu pau. E eu queria. Maldito controle!


Por que tenho que ter algum? Por que eu queria que isso fosse tão ruim? Foda-se tudo o resto; Eu ficaria feliz de um encontro na parte de trás de uma barraca ou no campo aberto ou até mesmo no meu pequeno carro. Mas eu sabia que ela merecia mais. —Austin? — Ela disse com aquela voz gutural profunda. —Uh, sim? — Tive que me sacudir do meu transe. Estava feliz que estávamos sentados. —Perguntei o que você queria saber sobre a minha arte. —Certo. — Eu me tirei da sarjeta. —O que você tem feito ultimamente? —Nada. — Ela disse com um encolher de ombros indiferente, que eu sabia que era qualquer coisa além disso. —Por que não? Com seu talento, você poderia ter a seu própria exposição em um estúdio no centro da cidade. —Eu não me sinto inspirada. Atirei-lhe um olhar exasperado. —Diga-me o que temos que fazer para inspirar você. Porque você não pode desperdiçar esse talento. —Austin… —Não, Jules, você precisa estar em aulas. Você precisa do seu próprio estúdio. A prática faz a perfeição e tudo isso. Se você está me ajudando, então não pense que eu vou sentar e deixar você ignorar algo que lhe traga alegria.


—Quem diabos é você, e o que fez com Austin Wright? — Ela perguntou com um sorriso coquete. Segurei as minhas mãos para os lados. —A mesma pessoa que sempre fui. Ela bufou. —Veremos. Terminamos o resto da nossa comida e despejamos em uma lata de lixo antes de caminhar ao redor do parque. Peguei a mão dela, e ela não arrancou a minha cabeça quando fiz isso. —Oh, olhe, o progresso. — Murmurei sob a minha respiração. Seus olhos foram como tiro aos meus. —Não me faça cortar você. —Bem, o último par de vezes que eu tentei isso, você quase fez. —Você estava sendo um idiota. Dei de ombros. —Não é possível mudar a forma como estamos juntos. —Então, eu deveria estar pulando para baixo em sua garganta. —Com a sua língua de preferência. —Porco. Mas seu tom era leve, e seus olhos estavam brilhando. Eu estava pronto para voltar ao que nós tínhamos começado no campo de tiro. Assim empurrando, ela se afastaria. Ela parecia determinada que isso fosse um encontro normal. Achei interessante que pensasse que poderia


ser normal. Ela não tinha deixado o idiota chato da contabilidade, porque ela não queria essa merda? —Pegue ou deixe, querida. —Eu vou pensar sobre isso. Eu aceitaria isso. Passamos a próxima hora montando em todos os passeios de alta velocidade frágeis que fez a minha náusea elevada crescer. Essa coisa de não-beber já estava cobrando seu preço. Fiquei feliz quando finalmente desistimos dos passeios rápidos. —Roda gigante? Ela balançou a cabeça. —Nah, vamos jogar. —O que? Você já esteve em todos os outros brinquedos. —Então? —Você não quer ir ao topo da roda-gigante? Você realmente vai me negar isso? Julia riu. —Eu tenho medo de altura. —O quê? — Engoli em seco. —Pensei que você era destemida. —Como você poderia pensar isso? — Perguntou séria. —Você assume tudo de cabeça. Você é forte e inteligente. Você chuta os traseiros.


Ela olhou para longe, e mais uma vez, fiquei impressionado com o pensamento de que havia algo que Julia não estava me dizendo. Algo que não estava certo. Eu não sabia o que era, mas queria saber. —Todo mundo tem que ter um defeito. — ela disse depois de um minuto, sacudindo os cabelos de uma forma que eu tinha visto Heidi fazer. Era uma boa imitação de indiferença. —Eu não encontrei o seu. —Oh, Austin, — ela disse com um aceno de cabeça. —Você não deve estar olhando muito. —Eu ficarei feliz de olhar mais tarde. — Disse sugestivamente. —Oh, eu aposto que você ficaria. Ela pegou a minha mão e me puxou para uma fileira de jogos. Seus olhos corriam para cima e para baixo todos os jogos antes de se decidir sobre derrubar garrafas de leite com uma bola de plástico barata. Eu sabia que o jogo era quase impossível. Eles realmente não querem que as pessoas ganhem, mas eu paguei e deixei que ela tentasse isso de qualquer maneira. Ela perdeu miseravelmente. Ela ganhou um Tootsie Roll10 no final. —Que sorte eu tenho? Eles dão prêmios de consolação. —Coitadinha.

10

Chocolate.


—Sua vez, — ela disse, colocando o Tootsie Roll em sua boca. —Eu quero um bicho de pelúcia gigante. Olhei para um enorme flamingo rosa ao lado de um unicórnio rosa de lantejoulas e um emoji de cocô grande. Eu nunca quis um emoji de cocô grande tanto na minha vida. Desejei ter jogado baseball, ou futebol ou algo assim. Ou pelo menos que o jogo não fosse fraudado. Infelizmente, eu tinha sido mais do teatro, meninas e festas sem nenhuma ordem em particular. Landon e Sutton sempre foram os atletas na família. O cara pegou meu dinheiro com um olhar simpático. Sim, eu provavelmente estava ferrado. Desperdicei vinte dólares, falhando miseravelmente neste jogo estúpido. Julia tinha lágrimas escorrendo pelo seu rosto no momento em que eu estava pronto para desistir. —Você é horrível neste jogo. — Disse através da sua risada. —Posso apenas comprar o bicho de pelúcia, porra? —Desculpe senhor. Eles não estão à venda. — O cara disse. —Isso não seria nenhum divertimento de qualquer maneira. Onde está o prêmio de consolação- Tootsie Roll? — Julia perguntou. —Não terminei! — Minha veia competitiva estava ganhando, e eu não estava pronto para desistir desse maldito animal de pelúcia. Não importa o quanto de otário me fez.


—Sério, Austin, não é uma grande coisa. Não acho que ninguém pode derrubar essa coisa. — Ela perguntou para o cara por trás do estande: — Será que ele realmente se move? Ele empurrou as garrafas ao longo com uma mão, e Julia começou a rir histericamente novamente. —Oh, isso é muito bom. — Cantarolou. Atirei-lhe um olhar e, em seguida, apontei para as garrafas novamente após o cara coloca-las de volta. Tentei canalizar as duas temporadas da liga que meu pai tinha me forçado quando era pequeno. Então, apontei e joguei a bola. E perdi. Julia se dobrou, e seu riso era música para meus ouvidos. Apesar do fato de que eu estava perdendo terrivelmente, ela estava tão feliz. Eu tinha esquecido o quanto sua risada me afetava. —Foda-se, sou péssimo. —Você é, — ela cantou. —Você realmente é. Terminei o resto das bolas que tinha para jogar de uma forma milagrosamente horrível, só conseguindo derrubar uma garrafa de leite, apesar de todo meu lançamento. O cara no comando do jogo sacudiu a cabeça e, em seguida, puxou para baixo o unicórnio rosa de lantejoulas. —Eu nunca vi nada tão patético na minha vida. Você ganhou este, cara.


Peguei a porra do unicórnio estúpido e abracei Julia. —Olha o que eu ganhei para você! —Oh, eu tenho tanta sorte. — Ela enxugou as lágrimas dos seus olhos e, em seguida, pegou o unicórnio gigante debaixo de um braço. — Nós provavelmente vamos ter que dividir a custódia da criança. —Não. A porra do unicórnio é seu. —Não mate nossa samambaia do amor! Eu ria dela com a referência ao filme Como Perder um Homem em 10 Dias. —Você e Morgan iam se dar bem com seu mau gosto para filmes. —Esse filme é um clássico. — Ela me disse enquanto nos afastamos do jogo que eu tinha perdido uma pequena fortuna. —Então, você vai lhe dar um nome? —Não é um peixinho. Não temos que lhe dar um nome. —Por que você odeia o seu novo unicórnio? Julia balançou a cabeça para mim. —Se eu lhe der um nome, ele provavelmente vai ser Glitter Sparkles Sprinkles V. Meus olhos se arregalaram. —Sim. Eu não estou compartilhando custódia de um unicórnio chamado Glitter Sparkles Sprinkles V. —Por que você odeia o meu novo unicórnio? — Ela disse com falsa seriedade. —Que tal se comprometer com algo que não soa levemente comestível?


—Eu estou pensando em Waffle. —Waffles são comestíveis, Jules. — Eu disse, exasperado. —Por alguma razão, eu só posso pensar em comida. Joguei minhas mãos para cima. —Waffle o unicórnio é. —Não se preocupe, Waffle. Você terá dois grandes pais que vão te amar. Nós colocamos Waffle no pequeno porta malas do meu Alfa Romeo, desde que era um de dois lugares. Julia acariciou Waffle na cabeça antes de bater o porta malas com vigor. —Você vai ficar louca por este maldito unicórnio, não é? — Perguntei quando ela entrou no carro. —Você é o único que queria a guarda compartilhada. — Ela disse com uma risada, balançando seu cabelo vermelho no ombro. Meus olhos estavam grudados nela. Eu não conseguia processar que deveríamos estar caminhando para fora do parque e de volta à realidade. Eu não queria que este encontro terminasse. Minhas mãos tremiam no volante, e rapidamente escondi o movimento, soltando-o. Eu precisava de Julia mais do que precisava de uma bebida. Eu precisava dela como nada mais. —Austin? —Sim?


Ela não respondeu. Atirou-se através da alavanca de câmbio e esmagou seus lábios nos meus. Minhas mãos se levantaram em seu cabelo. Ela tinha os dedos enrolado ao redor da minha camisa, como tentando sobreviver. Seus beijos não tinham hesitação. Ela explorou minha boca, reaprendendo tudo sobre mim. Arrastou meu lábio inferior entre os dentes. Gemi em sua boca e levemente lambi através de seu lábio. Ela se abriu completamente para mim. Minha língua escorregou dentro e massageou em toda a sua língua como em um jogo de hóquei. Meu coração estava vibrando no meu peito. Meu corpo esqueceu todos os primeiros sinais de abstinência que tinham começado a se estabelecer, repleto de adrenalina no gosto dessa mulher linda, incrivelmente surpreendente. —Devemos sair daqui. — Eu disse a ela sem fôlego. Ela assentiu com a cabeça, mal capaz de se afastar de mim. Saí do estacionamento do parque e de volta para as estradas rurais assim que o sol começou a se pôr no horizonte. Julia parecia impaciente, inclinando-se sobre o centro e arrastando beijos no meu pescoço e no meu ombro. —Porra, Jules. — Murmurei. Sua mão deslizou para o meu short, fazendo círculos preguiçosos no material. Meu pau respondeu por sua vez, com o contato. Ela hesitou um segundo quando se aproximou mais e mais perto do local exato onde eu queria que ela fosse. Então, com um propósito, peguei a mão dela e coloquei no meu pau duro.


Um suspiro de desejo deixou seus lábios. Tudo o que eu conseguia pensar era em seus lábios em mim. Seus lábios me fodendo. Seus dedos desfizeram o botão do

meu short

aberto. Eu

ligeiramente me inclinei para trás e diminui a velocidade do carro. De repente eu não estava com pressa — Nós não deveríamos. — Ela disse suavemente. —Você não quer? —Não é isso. Eu só... queria que isso fosse diferente. —Isso parece o mesmo? —Sim e não. Coloquei a minha mão sobre a dela. —Então, podemos esperar. —Mas eu realmente quero provar a porra do seu pau. — Ela quase sussurrou em meu ouvido. Meu pau latejava dolorosamente com as palavras dela. Podia sentilo tremer sob a mão dela, e ela lançou um suspiro gutural. —Foda-se. — Foi tudo o que eu fui capaz de dizer antes de ela deslizar o zíper para baixo e tirar a minha ereção que estava tão dura, que era quase doloroso. Ela espalmou-o na mão, acariciou para cima e para baixo a partir da base da cabeça. Quando colocou os lábios em volta do meu pau, eu desacelerei ainda mais, lembrando-me distraidamente que estava dirigindo um carro de setenta e cinco mil dólares com a porra do câmbio manual.


Ela gemeu quando colocou o pau inteiro em sua boca. Desviei quando ela foi fundo na base do meu pau, e então rapidamente endireitei o carro. Graças a Deus ninguém estava na região no momento. Ela arrastou seus lábios de volta até a cabeça, e me soltou com um barulho suave. Do jeito que ela tinha chupado seus dedos antes. Jesus Cristo! Seu dedo lambuzado com o pré-sêmen na ponta, e eu engasguei. —Jules. — Gemi. —Sou uma provocação. Eu sei. Ela lambeu e, em seguida, voltou para cursos longos e profundos em sua boca. Minha visão estava quase borrada. Meu corpo lutava para não perder o controle completo e bater o carro. Mas eu era um idiota se pensava que tinha qualquer controle. Julia me pertencia. Minhas bolas se apertaram, e eu bati a cabeça, deixando-a saber que estava prestes a gozar. Ela cantarolou contra meu pau, e eu me perdi. E gozei quente e explosivo em sua boca. Ainda assim, ela não se moveu, apertando os lábios em volta do meu pau e levando tudo. Ela se afastou quando terminei empurrando em sua boca. Então, engoliu magistralmente. Nossos olhos se encontraram. Ela parecia poderosa e satisfeita consigo mesma. E, porra, ela tinha toda a razão de estar.


Julia limpou um pouco o que estava saindo dos seus lábios. —Eu sempre quis fazer isso. —Porra, mulher, sinta-se livre a qualquer hora. —Acho que você vai ter que retribuir. —Seria um prazer. Ela deu um beijo na minha bochecha e se recostou em seu assento quando liguei o motor e parti para casa.


Julia Depois do que tinha acontecido no carro, suponho que não deveria ter esperado que houvesse qualquer timidez entre nós. Este nunca foi o nosso problema. Maldita Heidi por ter razão. Eu tinha toda a intenção de dar um beijo espetacular em Austin de boa noite e dormir na minha própria cama. Não um boquete em seu carro quente. Não correr para sua casa para ficarmos juntos. Não fazer todas as coisas sujas que estavam correndo pela minha cabeça. Que se lixem expectativas fodidas. Assim é bem melhor. Austin estacionou em sua garagem, fechando a porta atrás de si. Borboletas sacudiram ao redor do meu estômago com antecipação. Ele casualmente saiu do carro e, em seguida, bateu o porta malas. —Não posso esquecer Waffle. — Ele disse, pegando o enorme unicórnio rosa. Resmunguei rindo. —Você é ridículo. —Eu levo a minha custódia muito a sério. Entramos na casa dele, que era localizada a poucos quarteirões fora do campus da Texas Tech na Techno Terrace, uma subdivisão que vinha crescendo desde os anos 60. Austin tinha comprado à casa alguns anos


atrás, destruiu o interior, e começou tudo de novo. A propriedade em si valia mais do que a casa colocada em cima dela. Mas, agora, era linda, rústica, e um jeito de solteirão total. Austin colocou Waffle no sofá com cuidado. —Lá vai você, amigo. —Eu queria que você fosse assim o tempo todo. A cabeça de Austin virou para mim. —Eu sou assim o tempo todo. —Uh, não, você não é. Na maioria das vezes, você não dá a mínima para nada. —Todo esse tempo, pensou que não me importo com você, Jules? —O que mais eu deveria pensar com a sua maneira de agir? Cada vez que estávamos juntos, você fazia um comentário sarcástico sobre me levar para a cama. Você não se importava que eu tivesse um namorado, suponho que não deveria surpreendê-lo, e você é geralmente um idiota. —A verdade é, que não sei mais como agir em volta de você. Ele deu alguns passos do Waffle, prendendo-me no lugar com seu olhar aquecido. —Então, você vai com o oposto? —Sim. É mais fácil do admitir para você que tenho pensado em você todos os dias desde que partiu. —Isso foi há quase dois anos. — Eu disse um pouco sem fôlego. —Isso foi.


—Você não poderia ter pensado em mim todo esse tempo. Você foi o único que fodeu tudo. Você foi o único que me empurrou. —Eu sei. Não vou cometer esse erro novamente. Vi a sinceridade em seu rosto antes que me pressionasse contra a parede, a boca cobrindo a minha. Engoli em seco quando nós colidimos. Ele se aproveitou do movimento e moveu a língua na minha boca. Meu corpo estremeceu sob o seu com todos aqueles meses de tensão sexual reprimida entre nós. Sua mão deslizou para baixo da minha coxa e ficou em volta do meu quadril. Mudamos juntos uma fração mais perto, empurrando nossos quadris juntos. Joguei meus braços ao redor dos seus ombros, e ele tomou isso como indicação de ir mais longe. Ele agarrou minha outra perna, puxando-me completamente contra ele. Fechei as minhas pernas atrás das suas costas. —Jules. — Murmurou como uma oração. —Hmm? —Quero transar com você, baby. Eu me afastei dos seus lábios enquanto ele agarrou mais ou menos a minha bunda em suas mãos. —Isso é uma pergunta? —Declaração. —Bom. Isso foi o que eu pensei. Ele sorriu. —Você não poderia ser mais perfeita para mim?


—Veremos depois. Ele me beijou novamente. Desta vez, era suave e gentil. Não como um beijo que eu já tinha tido de Austin. Ele me inclinou para a parede, acariciando meus lábios com uma ternura que eu não sabia que ele era capaz. Este não era um beijo rápido, desesperado. Esta era a paixão, e, de alguma forma, era quase como um pedido de desculpas. —O que foi isso? — Sussurrei contra seus lábios. —Só queria fazer isso uma vez antes de nós voltarmos a gritar um com o outro. Eu ri. —Você está tão confiante de que faremos. Ele piscou para mim quando começou a me levar pela sala de estar e cozinha, e, em seguida, chutou a porta traseira. —Austin... —Isso aí, amor? —Que diabos está fazendo? Uma mão deslizou entre as minhas pernas e me acariciou. Eu gemi no movimento íntimo. —Você vai ficar molhada. Ele tirou os sapatos, e antes que eu pudesse protestar, ele nos jogou em sua piscina. Minha cabeça foi abaixo com um esguicho gigante. Austin lançou-me quando foi abaixo, e eu chutei para longe dele. Eu


poderia até mesmo o ter chutado em protesto. Eu ressurgi, ofegante, com ele a um quarto do caminho através da piscina. —Que porra é essa? — Eu gaguejava. Empurrei o meu cabelo vermelho encharcado dos meus olhos e encontrei Austin voltando para mim com um olhar malicioso no rosto. Levantei as minhas mãos e balancei a cabeça. —Fique para trás, Wright. Peguei meus dois sapatos e os joguei sobre a borda. Esses Vans estavam seriamente mortos agora. —Ah, vamos lá. — Ele disse, dando um passo para perto de mim novamente. —Oh não, você perdeu direitos sobre tudo isso. — Fiz um gesto para o meu corpo. —Não penso assim. —Você arruinou meus sapatos. Novamente. —Não é possível arruinar algo duas vezes. —Você acabou de fazer. Ele finalmente me alcançou, e suas mãos escorregaram, molhadas e cheias de confiança, pelos meus lados. —Austin. — Eu disse em advertência. —Baby.


Seus lábios roçaram o meu uma vez antes de ele provar o seu caminho no meu pescoço. Eu queria ficar chateada com ele por me atirar na porra da água novamente. Mas, de alguma forma, só arqueei as costas e dei-lhe um melhor acesso. Sua língua se arrastou até o meu pescoço, enviando arrepios pelo meu corpo. Ele puxou a minha orelha com os dentes, e minha metade inferior palpitava de desejo. Maldito seja! Austin estendeu a mão para o fundo da minha camiseta. Sem convicção bati em sua mão. —Você é um pé no saco. Você sabe disso, certo? Austin riu quando tirou a minha camiseta sobre a minha cabeça. — Fico feliz em ajudar nisso, também. Corei da cabeça aos pés, só o incitando. —Deus, eu amo isso. Seus dedos desabotoaram a parte inferior do meu sutiã, apreciando cada centímetro de pele branca-leitosa antes de segurar o peito e apertar. —Eu sonhei com esses peitos. Ele desabotoou o sutiã e os deixou derramar diante dele. Sua boca estava quente no meu mamilo, provocando-o com a língua e sugando o bico. Minha cabeça estava inclinada para trás, e eu arqueei para o lado da piscina.


Austin Wright sabia exatamente o que fazer com esta língua. Eu já estava tremendo com a atenção com meus peitos. Meus dedos agarraram sua camisa, como eu ansiava para ver o seu abdômen por baixo. Ele puxou e reprimiu, uma vez que caiu no chão. —Foda-se. — Eu disse, correndo meus dedos sobre cada centímetro tenso. —Sim, por favor. —Espero que seus vizinhos não possam ver em seu quintal. —Eh, deixe-os ter um show. Eu ri dele enquanto me apoiava na parte rasa. Apenas Austin seria tão arrogante sobre qualquer um nos ver seminus em sua piscina. —Eu ainda não posso acreditar que você me jogou na piscina. Ele estalou o botão no meu short e arrastou o zíper até a base. Sua sobrancelha arqueou. —Você está reclamando? Eu me contorci enquanto ele me deixava totalmente nua, me pegando, como se eu não pesasse nada, o que era muito longe da verdade e me colocando para fora do lado da piscina como um banquete diante dele. Sim, não há queixas minhas. —Jules? — Ele disse, seus dedos avançando lentamente até o interior das minhas coxas. —Você quer que eu pare? —Não.


—Você tem certeza, querida? — Ele atingiu o ápice das minhas pernas e descobriu exatamente como eu estava molhada. —Austin. — Gritei. —Porra. Você me quer. — Ele disse, como o bastardo arrogante que era. Ele moveu um dedo em minha buceta antes de me espalhar aberta e inserir um segundo. Eu gemia em uma altura indecente e poderia dar dois foda-se se alguém ouvisse. Quando ele me acariciou, se inclinou para frente, provocando e soprando no meu clitóris. —Sim, eu quero você! — Gritei com o maravilhoso tormento. Sua risada respondeu abafada quando abaixou sua língua ao meu clitóris e me violou. Meus quadris saíram do chão. Minhas costas arquearam. Todo o meu núcleo tremia enquanto lambia, e chupava meu clitóris. Ele me consumiu. Esqueci onde estávamos e nada mais importava, apenas a sensação dele. Senti-me deixando ir. Eu me retorci debaixo dele quando a pressão era montada. Mas ele não estava me deixando fugir. Ele colocou seu braço solto em meus quadris e me pressionou no chão. Eu estava completamente

presa

por

sua

língua,

e

quando

gozei,

estava

completamente liberada. Gritei para a noite quando Austin tirou meu prazer com alguns movimentos suaves em mim. Austin tirou sua cueca boxer encharcada enquanto eu me recuperava. Sentei, só agora sentindo a queimadura nas minhas costas a partir do solo. Ah bem. Valeu a pena.


—Venha aqui. — Austin disse. Ele encurvou um dedo para mim quando se sentou no degrau mais alto. Fui até ele, elevando-me sobre ele de uma forma que eu nunca poderia regularmente. —Acho que você pode ter gostado disso, tanto quanto eu gostei. — Meus olhos desviaram-se para seu pau, em pé e esperando por mim. —Gosto de ver você gozar. Suas mãos agarraram meus quadris e me puxaram para o seu colo. Eu montei nele, provocando a ponta do seu pau com a minha buceta molhada. Era a sua vez de tremer. —Eu gosto mais disto. — Ele disse antes de me empurrar para baixo. Seu pau empurrou para dentro de mim profundo e sem aviso. Era uma coisa boa que eu estava encharcada quando me envolvi em volta dele. —Jules. — Gemeu. Ele inclinou a cabeça para frente em meu ombro e beijou em toda a minha clavícula. Não queria que isso acabasse. Esse sentimento. Esta energia entre nós. A maneira que parecíamos nos encaixar perfeitamente juntos. Como se nossos corpos fossem duas peças de um quebra-cabeça, destinados a combinar. Suas mãos na minha bunda me guiavam para cima e para baixo no seu pau. O movimento era lento e planejado até que ele ficou impaciente.


Então, ele me pegou e me bateu de volta para baixo. Meus seios saltaram em seu rosto. Todas as preocupações deixaram a minha cabeça. O passado era o passado. Nosso futuro era uma névoa embaçada no horizonte. Tudo o que tínhamos era o presente. Neste exato momento. Não importa para onde íamos a partir daqui, havia uma certeza. Austin e eu éramos tão viciantes como heroína, tão inflamáveis como a gasolina. Eu só esperava que nós não ardêssemos em chamas... novamente.


Austin —Então, você e Julia novamente? — Patrick perguntou na semana seguinte, depois do trabalho. —Sim. —E está indo bem? Dei de ombros com indiferença. —Ela grita para mim de maneiras muito melhores agora. Patrick riu. —Bom para você, cara. Eu sabia que ninguém jamais iria realmente fazer isso por você depois de Julia. —Você nunca disse nada. Patrick deu de ombros. Eu dei-lhe um olhar cético quando nos coloquei a dose de uísque do estoque em meu escritório. —Disse a Julia que eu ia desistir do álcool. Provavelmente deveria me livrar de toda essa merda. —Isso é... um grande negócio, Austin. —Sim. Eu sei.


Patrick bebeu o uísque que eu tinha entregue a ele, e cada um colocou mais uma dose de volta. Eu estava me sentindo como merda absoluta durante todo o dia. A redução era horrível, uma porra horrível. —Claramente, você não vai ficar em abstinência. — Patrick disse, colocando o copo para baixo. —Não. Eu estou reduzindo. Tentando me afastar dele. Não beber perto de Jules. É mais fácil estar sóbrio quando estou com ela. —Mais difícil em casa, eu imagino. —E no trabalho. —Bem, vamos destruir esta merda no caminho do escritório de Jensen, então. Reunimos o último dos meus suprimentos e os levamos para o banheiro. Senti uma pontada horrível passar por mim quando jogamos o uísque na pia. O tilintar das garrafas na lata de lixo fez os meus nervos tremer. Eu sabia que podia fazer isso. Eu era forte o suficiente. Mas, porra... —Então... — Patrick disse quando apertou o botão do elevador, — Eu estava conversando com Mindi… Dei um soco no braço de Patrick — Você não a está vendo de novo, não é? —Ela é realmente muito boa cara. —Ela ameaçou esfaqueá-lo com uma faca de açougueiro! — Gritei, exasperado.


Patrick podia ser meu melhor amigo, mas ele era tão idiota às vezes. —Tudo bem. Bem, isso foi... lamentável. —Lamentável. — Eu disse com um suspiro. —De qualquer forma, Mindi disse que você ficou em sua casa. —Eu estava bêbado e acabei lá. Mags não estava mesmo por perto. Patrick lançou-me um olhar que dizia: Sou seu melhor amigo toda a sua vida. Eu não sou um idiota. —Ela não estava. — Insisti. —Tudo bem, cara. Eu acredito em você. —Acreditar sobre o quê? — Perguntou Morgan, aparecendo ao nosso lado quando passamos por seu escritório. —Isso que Austin não vai foder com Julia. —Você e Julia estão juntos novamente? Concordei com a cabeça, como era óbvio. Havíamos passado o fim de semana juntos, nos arranjamos com os corpos um do outro e conversamos durante a noite. Eu me senti como uma merda absoluta no sábado de manhã. Ficar em abstinência não era uma opção para mim, mas eu tinha reduzido significativamente a quantidade de álcool que estava bebendo. Era um começo, pelo menos. E, se eu não ficasse bêbado, então não poderia fazer algo estúpido como acabar no apartamento de Mags novamente.


—Ótimo! — Morgan disse com entusiasmo. —Eu realmente gosto dela. Ela não é uma idiota ou porra louca. —Fico feliz de ir de encontro com a aprovação da Sua Majestade. — Eu disse sarcasticamente. —Ei, cara do caralho, não me faça chutar o seu traseiro. —Faça isso, Mini Wright. Ela olhou para mim. Eu sabia que ela odiava o apelido que Patrick tinha dado a ela. —Eu vou acabar com você. —Oh, Jesus, em que problema vocês dois estão se metendo? — Landon perguntou. Ele tinha os braços cruzados e estava encostado na porta fechada do escritório de Jensen. —Austin começou! — Morgan gritou. —Quantos anos você tem? Doze? — Perguntei. Ela mostrou a língua para mim quando a porta de Jensen abriu. Landon tropeçou de volta para o espaço vazio. —Calma, crianças. — Jensen disse sarcasticamente. —Austin está namorando Julia! —Morgan disse. —Não sabia que eu precisava fazer um anúncio oficial. Jensen estendeu a mão, e apertamos. —Parabéns, cara. Eu realmente gosto da Julia.


—Obrigado. Eu ri. Não sabia o que fazer com toda essa atenção. Ninguém geralmente dava a mínima para quem eu estava namorando ou não. Olhei entre Jensen e Landon e percebi... porra, eles provavelmente já sabiam. Heidi e Emery provavelmente tinham contado sobre a última semana que Julia e eu passamos juntos. Eles estavam esperando que eu dissesse alguma coisa. —Será que ela vai vir para o Quatro de julho com a gente? — Morgan perguntou apenas quando Sutton, Maverick, e seu filho, Jason, apareceram no andar. —O que eu perdi? — Sutton perguntou. Maverick segurava Jason enquanto ainda mantinha um braço protetor enrolado em Sutton. —Reunião

familiar.

Eu

disse.

—Há

sempre

algo

novo

acontecendo. —Julia e Austin estão namorando. — Landon disse. —Sabia! — Sutton gritou. —Você previu isso. — Maverick disse, olhando para ela com adoração. —Eu previ.


Eles compartilharam um beijo que não era exatamente PG11, e Morgan fez um barulho de engasgos. Sutton riu quando se afastou e bateu na bunda de Maverick. —Não seja ciumenta, Mor. — Sutton disse, inclinando a cabeça em seu ombro. Jason estendeu os braços para Sutton. —Mamãe! —Oh, venha aqui, querido. — Ela disse enquanto Maverick transferia seu filho para ela. —Então, Quatro de Julho? — Morgan perguntou. —Vou perguntar a ela. —Bem, se isso está resolvido, — Jensen disse —provavelmente nós deveríamos sair para a Parada juntos. Todos os anos em Lubbock, um monte de empresas de construção e construtores especializados erguiam mais de trinta casas em quatro das maiores subdivisões, mais caras da cidade. Durante duas semanas, uma casa ficava aberta para mostrar seus talentos, bem como todas as grandes características de design de interior subcontratados, persianas, vedação e muito mais. O evento tinha crescido ao longo dos anos, de modo que havia grandes eventos de caminhões de alimentos nos fins de semana, e os construtores e patrocinadores criaram rifas e eventos privados nas suas localizações.

Derivado da abreviatura de "Orientação Parental", PG é usado para descrever algo rude ou potencialmente ofensivo para o qual os participantes da conversa podem exigir supervisão de um adulto. 11


Wright Constructrion tinha uma casa na Parade of Homes desde a sua criação há mais de seis décadas atrás. Esta noite, era a nossa grande noite com serviço de Buffet, um bar aberto, e, é claro, toda a nossa família em exposição. Eu sempre pensei que a ideia do desfile era divertida, mas a nossa parte disso era sugada. Eu nunca tinha sido o tipo de pessoa que gostava de estar em exibição. Conversa fiada sugava, e era sempre impossível ficar sóbrio em volta de todos os adeptos. Esta noite seria uma noite diferente. Nos dividimos em dois carros e fomos para a mansão que havia sido construída para o desfile. Ao contrário de muitas das outras casas no desfile, a casa Wright não tinha sido construída para análise, a casa foi comprada antes do tempo e, em seguida, construída de acordo com as suas especificações. Nós gostávamos de apresentar o melhor dos melhores, e até o final do desfile, sempre vendia de qualquer maneira. Todo mundo no processo conseguia se divertir mais com os processos dessa forma. Maverick estacionou na rua da casa Wright, e nós descemos da sua SUV Lexus. Já havia uma fila esperando para entrar na casa. Eu sabia que a maioria das pessoas provavelmente estavam aqui para a bebida de graça. Como eu poderia culpá-los? Mas parecia bobo, esperar na fila para ver uma casa acabada que você não estava indo comprar. Jensen e Morgan sorriram e apertaram a mão de algumas das pessoas na fila. Eu sabia que, se eu quisesse fazer uma impressão sobre a posição de CFO, eu deveria estar lá em cima com eles. Mas eles


realmente não poderiam estar desfrutando desta parte do trabalho, poderiam? Sutton deu uma olhada no meu rosto e disse. —Eu odeio essa parte, também. —É o pior. —O pior, — ela concordou. —Maverick e eu temos planos para tentar batizar um quarto e, em seguida, sair. Eu rachei de rir. —Você deveria. —Acho que temos tempo suficiente antes que as pessoas entrem na casa. Olhei para os meus outros irmãos e vi que Sutton já entregava Jason para Landon. Idiota. —Apresse-se, — eu disse. —Eu vou cobrir da melhor forma possível. Ela sorriu como uma tola, agarrou a mão de Maverick, e então correu pela casa. —Onde eles estão indo? — Landon perguntou. —Verificar o resto da casa. — Menti. Ouvi uma risada atrás de mim que reconheci imediatamente. Vireime para encontrar Julia entrando na sala com Emery e Heidi. Ela estava radiante e vestida com um vestido preto, curto. Considerei agarrar a mão


dela e encontrar outro quarto. Havia pelo menos cinco nesta casa. Certamente, teríamos tempo também. Julia chamou a minha atenção atraída para mim como uma mariposa em uma chama. Heidi e Emery trocaram um olhar entre elas e, em seguida, a empurraram para mim. —Ei. — Ela disse, olhando para o meu terno. —Você está deslumbrante. Enrolei um braço possessivo ao redor da sua cintura e inclinei para um beijo. Ela estava usando algum tipo de brilho labial com sabor de cereja. Liguei a minha língua contra o lábio inferior para conseguir um sabor melhor. Ela gemeu baixinho na minha boca e puxou para trás. —Cuidado. —Nunca com você. Rosa floresceu em seu rosto, e pensei em todos os outros lugares que eu tinha feito corar toda a semana. Eu realmente queria cortar todo esse evento. —Heidi e Emery estão animadas que estamos juntos novamente. —Eu percebi isso. Jensen e Landon já sabiam. —Oh sim. Espero que esteja tudo bem. — Ela me deu um olhar de pura inocência. —Eu não achei que era um segredo. —Definitivamente não é um segredo. —Bem, bem.


—Morgan quer que você venha para o Quatro de julho com a gente. —Oh? O que vocês estão fazendo? Eu ri e coloquei minha mão na dela. Então, trouxe nossas mãos entrelaçadas até meus lábios. —Um dia, nós vamos fazer você considerar todos, querida. —Não é provável. —Para o Quatro, nós vamos para o centro da maratona no cu da madrugada. Então, há um desfile, nós fazemos um churrasco, e há fogos de artifício à noite. —Conte comigo. — Ela disse com um salto vertiginoso no passo. —Oh, também, eu meio que tenho algo para você. Ela olhou ao redor desconfortavelmente e depois de volta para mim. —Por quê? —Porque eu me importo com você. —Mas... eu não tenho nada para você. —Tudo bem. Isto é para ajudar com sua promessa. —Minha... promessa? — Perguntou cética. Retirei a papelada que eu estava carregando o dia todo para dar a ela. Ela pegou da minha mão e leu o título. —Austin, você não fez!


—Eu fiz. Eu te inscrevi para a classe de arte do verão em um dos estúdios no Distrito Art. —Você não pode fazer isso. —Bem... eu apenas fiz. E é pago por você, então não pode voltar atrás. Ela cuspiu em confusão, olhando para o papel e, em seguida, para mim e depois para o papel. —Austin! —Baby, acho que você tem inspiração. Eu disse que faria. Além disso, eu estarei lá. Então, considere um encontro. Ela balançou a cabeça em descrença. Seus olhos estavam olhando para mim, como se fosse a primeira vez que me via. —Por que você vai estar lá? Você não faz arte. —Eu sei. —E você realmente está indo para uma aula de pintura durante todo o verão? —Eu realmente estou. —Maldito seja, Wright. Em seguida, ela jogou os braços ao redor do meu pescoço e me beijou novamente com aquele sabor cereja doce. Foi uma tortura, solta-la. Eu poderia ter desaparecido, como Sutton e Maverick, e ser realmente feliz. Julia podia até estar preparada para isso. Ela era aventureira na cama, mas eu queria provar que estava nisso


para o bem. Se eu pudesse desistir do álcool... eventualmente... então poderia impedir o sexo em um lugar público. Pelo menos... desta vez. —Vá passear com Heidi e Emery. Eu tenho que fazer isso por um tempo, e então nós podemos sair. — Eu disse a ela. —Tudo bem. — Seus olhos corriam para o bar aberto. —Você vai ficar bem com todo o álcool? —Sim. Estou bem. Ela franziu a testa. —Você diz isso, mas eu quero ajudar. —Você está ajudando, basta estar aqui. Era verdade. Quando ela estava por perto, eu estava muito menos tentado a mergulhar de frente em uma garrafa. —Está bem. Mande uma mensagem se precisar de mim. Eu vou olhar ao redor desta casa, porque, puta merda, Austin. Eu ri. —Sim, Jensen gosta de arrasar. —Isso ele faz. Ela me beijou mais uma vez antes de correr de volta para o lado de Heidi e Emery. Heidi brincou e começou a rir, e elas caíram na gargalhada. Emery enfiou o dedo no rosto de Julia, e ela levantou as mãos. Então, ela empurrou Emery e Heidi juntas, como se dissesse: Não se preocupe; eu não vou acabar com esse caso de amor. Heidi atirou os braços

sobre

os

ombros

de

desapareceram na sala ao lado.

ambas

as

meninas,

e

então

elas


Patrick apareceu ao meu lado. —Não entre em pânico. —Pânico? — Perguntei, confuso. Virei meus olhos de onde Julia tinha desaparecido olhando para Patrick. —Por que eu iria entrar em pânico? —Eu não sabia que elas iriam aparecer. —Elas? Mas Patrick não teve que me dizer. Eu podia ver claro como o dia que ele estava falando sobre Maggie e Mindi entrando na casa. Maggie me chamou a atenção com um sorriso característico antes de caminhar direto para o bar. —O que diabos elas estão fazendo aqui? — Perguntei. —Eu não sei. Você disse que nada estava acontecendo. —Nada está acontecendo! —Tudo bem. Assim então... ela provavelmente não vai mesmo vir falar com você. —Você não está falando com Mindi novamente? Patrick franziu a testa. —Defina falar. —Eu te odeio. Claro, Maggie veio diretamente para mim com Mindi quente em seus saltos assim que elas estavam com bebidas na mão. Maggie era alta, com cabelos castanhos que mal roçava os ombros, e ela estava usando seu vestido justo padrão e saltos. Eu mal a tinha visto em


qualquer outra coisa. Ela estava carregando um copo de vinho branco e uma cerveja. —Para você. — Ela disse, oferecendo-me a cerveja. Ela me deu um olhar de pálpebras pesadas de sedução. —Obviamente. —Não, obrigado. — Eu disse educadamente. Seus olhos se ampliaram em surpresa. —Você está negando uma cerveja? —Acabei de fazer. Ela riu suavemente e empurrou a bebida na minha mão. —Piada engraçada. A cerveja estava fria na minha mão. O barman tinha acabado de tirar a tampa da garrafa de vidro, e ela ainda estava chiando ligeiramente. Ela pegou a minha favorita, é claro. Mas havia uma diferença entre ter um gole para não vomitar de abstinência e casualmente beber uma cerveja sem motivo. Engoli em seco duas vezes, forte, antes de passá-la para Patrick. Ele aceitou sem comentários. —O que você está fazendo aqui, Mags? — Perguntei, irritado com cada sílaba. Ela me lançou um olhar interrogativo. —Aproveitando o desfile, como todo mundo. —Uh, ei, Austin. — Mindi disse, tentando quebrar a tensão. —Mindi. — Cumprimentei com um aceno de cabeça.


—Por que você parece tão ofendido que eu estou aqui? Mindi foi quem me disse que você estava na nossa casa. Se você queria me ver, tudo o que tinha a fazer era perguntar. —Bem ciente disso. Não estou interessado. — Respondi à queimaroupa. —O que há com você? — Maggie perguntou. —Primeiro, você não está bebendo. Eu nunca vi você sem uma bebida na mão. E, agora, você não pode mesmo manter uma conversa civilizada comigo? —Eu estou namorando alguém. —Assim? Isso, de repente o torna incapaz de ter alguma diversão? —Você deve sair. — Eu disse a ela. Basta estar na presença dela para me deixar furioso. Eu nunca senti que tinha de tomar uma bebida para me divertir com Julia. Maggie estava fazendo parecer que eu era uma pessoa louca por parar quando todas as outras pessoas na minha vida estavam insistindo que eu tinha que fazer. —Eu sou uma cliente pagando. — Maggie disse, desafiadora. —Tanto faz. Virei para me afastar dela e quase corri para Julia. Agarrei-a pelos ombros para nos firmar. —Eu estava vindo apenas para ver você. — Eu disse sinceramente.


Seus olhos foram sobre o meu ombro. —Antes ou depois de falar com Maggie? — Ela conseguiu dizer. —Ela... Eu... não é o que parecia. —Eu aposto. — Julia sacudiu meu toque. —Deus, eu sou tão idiota. —Jules. — Chamei quando ela balançou a cabeça e, em seguida, saiu da casa.


Austin Corri atrás de Julia, enquanto ela desaparecia pela porta dos fundos. Esta era a razão exata que eu não queria que Maggie estivesse aqui. Não tive contato com ela nas últimas semanas. Eu não tinha ideia de que ela estaria no evento do desfile. E eu certamente não queria que Julia me visse falando com ela. Porra. Porra. Porra! —Jules! — Chamei atrás dela. Ela não parou de andar. Abriu o portão e começou a descer a calçada na parte de trás e saiu para o beco. Eu a segui enquanto andava pelo beco. —Deixe-me sozinha. — Reclamou por cima do ombro. —De jeito nenhum. Ela finalmente se virou e estendeu as mãos. —Eu preciso de espaço. Me deixe em paz para processar. —Não é possível fazer isso, Jules. —Pare de me chamar assim! — Ela gritou. —Eu odeio esse apelido. —Você não tem um problema comigo te chamando assim quando estou dentro de você.


—Sexo! Isso é tudo a que se resume para você? —Ela apertou os dentes e chutou uma pedra perdida. —Isto não é sobre sexo. Trata-se de você tirar conclusões precipitadas e ficar chateada comigo. —Eu não estou chateada com você! Levantei minhas sobrancelhas em questão quando ela quase gritou comigo. —Claramente está soando que você está. —Eu estou com raiva de mim. —O que? Por quê? — Perguntei em frustração. Eu realmente, realmente não queria estar lidando com essa merda agora. Julia e eu estávamos juntos novamente, finalmente estávamos nos entendendo. Parecia bom demais para ser verdade. Parecia que o ditado estava certo. Se parecia, provavelmente era. —Deus,

você

não

isso?

Ela

perguntou.

Seus

olhos

encontraram os meus, e ela parecia prestes a correr para longe de novo. —Esta é a razão que nós terminamos, Austin! —Eu sei por que nós terminamos. —Mesmo? Devo fazer uma atualização? Porque você deve ter esquecido que Maggie estava aqui. —Eu nem sabia que ela estaria aqui!


—Sim, e da última vez, eu tive que descobrir que você tinha uma amiga de foda, da maneira mais difícil! Quando a encontrei em sua casa, nua! —Eu sei. — Disse suavemente. —E depois descobrir que ela não estava só lá, nua, como se isso fosse algum erro estúpido que você tinha atravessado, mas também era sua amiga de foda! Vocês estavam juntos há anos. Ficando e terminando novamente. Aparentemente, sempre que o outro ficava entediado. —Jules, eu sei. — Disse contrariado. —Sim, bem, foi maravilhoso descobrir que a única razão que você ficou comigo foi porque ela estava fora da cidade nos feriados. Você me usou, Austin. Você foi meu erro. Um erro Wright. Que irônico. A memória daquela noite, há dois anos me bateu fresca novamente. Julia e eu tínhamos saído juntos, as melhores seis semanas da minha vida. A menina dos meus sonhos. E então algo tinha acontecido. Eu tinha sufocado. Eu tinha totalmente me apavorado sobre meus sentimentos por ela. Foi estúpido. Eu sabia disso agora. Tive um longo tempo para pensar nisso. Mas ter sentimentos reais por alguém me fez vulnerável. E fez Julia vulnerável. E ela nem sequer sabia que me amar era tão bom quanto colocar a sua Glock na cabeça e puxar o gatilho. Não podia deixar que isso acontecesse. E não tinha sido capaz de dizer a verdade. Era mais fácil deixá-la pensar o pior sobre Maggie do que processar o que eu sentia por ela.


—Maggie e eu não estávamos juntos há dois anos. — Disse a ela. —Eu a vi em sua cama, Austin! Um dia antes do Dia dos Namorados! —Eu sei que você viu. Não vou negar que ela estava lá, e ela estava lá para me seduzir. Que estávamos juntos como amigos de foda por alguns anos. E tudo isso. — Segurei minhas mãos na minha frente. — Mas não tivemos nada quando eu e você estávamos juntos, e eu não estava com ela naquele dia. —Então, o que ela estava fazendo lá? — Perguntou. Sua voz ainda era tão gelada como uma geleira, mas pelo menos ela estava me ouvindo. —Exatamente o que você suspeita que ela estava fazendo lá. Ela apareceu como uma surpresa para mim no Dia dos Namorados. Mags não se importa realmente quem ela machuca quando quer alguma coisa. Ela estava namorando alguém então, também. —Não a chame de Mags. — Julia estalou. —Não estou tentando justificar o que aconteceu há dois anos. Eu era um idiota. Deixei você acreditar no pior sobre Maggie e eu, embora nada estivesse acontecendo. —Você me deixou acreditar. — Ela bufou e olhou fora no horizonte. —Você nem sequer me disse sobre Maggie. Você me deixou encontrá-la! —Para ser justo, eu não sabia que ela estava lá quando nós chegamos na minha casa.


—Isso não é justo! Isso é besteira. Nós namoramos por seis semanas e não teve nenhuma palavra sobre qualquer ex-namoradas. Nenhuma! —Você me contou sobre qualquer um dos seus ex-namorados? — Respondi. Corri a mão de volta pelo meu cabelo em frustração. —Nós não tivemos exatamente uma conversa de quem foi a última pessoa-que fodemos. Estávamos muito ocupados desfrutando nossas vidas e seguindo em frente. Julia não encontrou os meus olhos e parecia estar contemplando o que dizer. Eventualmente, ela apenas balançou a cabeça. —Eu odeio isso. Odeio discutir com você. —Você odeia? — Perguntei ceticamente. —Eu odeio quando é sobre essa merda. Foi há dois anos. Pensei que tinha acabado. Mas então eu vi Maggie de pé lá, tão casualmente, enquanto você falava com ela, e eu simplesmente perdi o controle. Eu não superei isso sobre a Maggie. Eu não gosto de ver vocês dois juntos. Eu nunca vou ficar bem com isso. —Acho que isso é totalmente compreensível. Eu estava dizendo a ela para ir embora. Eu não a quero lá. Ela suspirou. —Mas ela sempre vai estar lá. Lubbock não é pequena, mas é pequena o suficiente. Com a minha sorte, vamos encontrar com ela novamente. —Não posso garantir que você nunca vai vê-la novamente. Infelizmente, Patrick está saindo com Mindi novamente, e é a sua nova companheira de quarto.


—Maggie e Mindi? — Julia perguntou com um rolar de olhos exagerados. —Ótimo. Agora, eu vou odiar M&M’s. Dei um passo à frente e estendi a mão para Julia. Ela puxou o braço para trás e balançou a cabeça. As coisas não estavam bem. Mais uma vez, eu tinha fodido. A primeira vez foi quando ela descobriu sobre a minha bebida. Ela tinha ido para casa em Ohio, para o Natal, ficou com raiva de mim por não revelar meus maus hábitos. Eu encolhi os ombros, como se isso não importasse, e ela conseguiu ficar irracionalmente chateada comigo. Quando ela chegou em casa, decidiu nos dar uma chance novamente. Então, Maggie tinha acontecido. Agora, aqui estava eu de novo, com meus velhos problemas sendo impedido de seguir em frente mais uma vez. —Eu não me importo se você odeia as duas. Estou lhe dizendo que, dois anos atrás, eu estava com tanto medo dos meus sentimentos por você que a deixei acreditar que Maggie e eu estávamos juntos, em vez de admitir como eu estava me sentindo. —Isso não faz muito sentido! —Eu sei. — Admiti. Eu não poderia dizer a ela por que fazia sentido para mim na minha cabeça fodida. Mas fazia. Tinha feito na época, pelo menos. —Mas eu disse que não ia cometer os mesmos erros. Eu quero que as coisas funcionem, Jules.


—E você não viu Maggie desde que estivemos juntos? — Perguntou, hesitante. Neguei com a minha cabeça. —Essa foi a primeira vez que eu a vi nas últimas semanas. —Soa familiar. —Não é a mesma coisa. Não quero a Maggie. Eu não quero nada a ver com ela. Ela não entende nada sobre mim. Ela tentou me oferecer uma cerveja, pelo amor de Deus. Julia se inclinou para mim, como se o próprio pensamento de tentar um alcoólatra em recuperação a fazia visivelmente nauseada. — Ela não fez isso! —Bem, ela não sabe que não estou bebendo como antes. Ela pensou que eu estava brincando. —Isso é uma merda. —Você me pegou. — Estendi a mão e peguei a dela neste momento. —Você me ajuda. Nós funcionamos juntos. Eu não tenho medo de admitir como me sinto agora. Você tem que acreditar que eu não iria deixar Maggie ficar entre nós uma segunda vez. Enrosquei os dedos juntos. Ela olhou para as nossas mãos entrelaçadas. As minhas eram muito maiores do que as suas mãos pequenas e delicadas. Eu estava apenas aliviado que ela não se afastou. —Eu não sei como explicar isso, Austin. Eu me sinto como uma pessoa louca por ficar tão agitada, mas estou tão preocupada com o


futuro. Eu quero um futuro com você. Eu quero acreditar que isso é possível. —É. — Insisti. —E não é tanto que a Maggie está aqui. É um lugar público. Ela pode aparecer em qualquer lugar, eu suponho. É mais a tendência. Meu medo é que o passado se repetirá. Então, eu vou ser idiota por cair nisso duas vezes. — Ela acariciou seu polegar acima da minha mão. —Vê-la trouxe todos os meus velhos medos para a superfície. Eu não quero que a Maggie seja um plano alternativo. —Ela não é. Ela respirou fundo e depois exalou. —Me desculpe, eu me apavorei assim. —Não

precisa

se

desculpar.

Se

eu

ver

você

com

Trevor,

provavelmente vou causar uma explosão, também. Ela torceu o nariz. —Você não pode ter ciúmes do Trevor. Ele é tão... Trevor. —Insanamente ciumento. —De jeito nenhum. —O pensamento de colocar meu punho através do seu rosto passou pela minha cabeça cada vez que eu o vi. Seus grandes olhos castanhos se arredondaram. —Eu nunca teria adivinhado. Você sempre agiu como se não se importasse.


—Eu te afastei. Te magoei. Imaginei que te ver com alguém assim era a minha punição. —E sobre as vezes que você deu em cima de mim? Dei de ombros, sem falsa modéstia. —Normalmente, eu estava bêbado o suficiente para deixar meus sentimentos à mostra. —Você tem uma maneira engraçada de mostrar que você gosta de mim. —Eu tenho. — Balancei a cabeça para trás em direção à casa. Eu estava feliz que esta conversa não tinha completamente se dissolvido. Não havia nenhuma maneira da porra que eu ia perdê-la por causa da Maggie novamente. Não quando as coisas estavam indo tão bem. —Quer voltar? Ela suspirou. —Será que ela vai estar lá ainda? —Eu posso conseguir Jensen nisso. Ele é um mediador. —Não sei. Talvez eu deva ir. —Jules... —Foi um aviso. Eu não confio nela. Não confio nos seus motivos. Acho que, se ela se sentir ameaçada, vai fazer coisas estúpidas. Conheço outras garotas como ela. Não quero fazer parte disso. Levei a minha mão até sua bochecha e memorizei cada centímetro do seu belo rosto. —Então, eu vou embora com você. —Você não tem coisas de família?


—Dane-se as coisas de família. —Não, Austin. — Ela disse com um suspiro de resignação enquanto se desvencilhava de mim. —Acho que eu quero ficar sozinha. —Você tem certeza? —Sim. —Estamos bem? —Estamos bem. — Ela disse, repetindo o mantra que eu dizia cada vez que ela perguntava sobre minha bebida. Eu não percebi o quão oco soava até aquele momento.


Julia Nós não estávamos bem. Ou pelo menos... eu não estava bem. Maggie fez minha pele arrepiar. Ver seu rosto estúpido e impecável me fez perder as estribeiras. E, nos últimos dois anos, eu acreditei que Austin tinha me usado para sexo, enquanto Maggie estava fora da cidade. Se ele não poderia conseguir com a sua amiga de foda, porque não fazer uma nova quando a outra não estava? Bastante fácil. Eu tinha sido esmagada. Foi a primeira vez que abri meu coração desde que deixei Ohio e toda a minha bagagem. Por um longo tempo, nunca pensei que me interessaria em alguém. Então, Austin aconteceu. E então Maggie. Minha cabeça doía por pensar sobre o que ele havia revelado no beco para mim. Por que ele não teria terminado comigo se não queria se apaixonar por mim? Por que me deixou acreditar que ele e Maggie estavam juntos? Na minha experiência, se algo parecia fazer todo o sentido, como Maggie e Austin, então era geralmente verdadeiro. Mas ele tinha sido tão sincero que tinha usado Maggie como uma desculpa. Não houve


nenhuma

oscilação

em

seus

olhos.

Nenhum

movimento.

Sem

deslocamento de seus pés. Ele tinha explicado a situação de uma maneira tão calma e serena que parecia como se fosse um grande alívio para ele. Que talvez ele estivesse esperando um longo tempo para me dizer a verdade. Por que tinha escondido tudo, em primeiro lugar, era um mistério para mim. Eu não costumava irritar e afastar as pessoas que eu gostava. E ele não alegou nenhuma desculpa para suas ações. Ele realmente tinha sentimentos por mim e tinha se assustado? De qualquer maneira, eu me senti estúpida por ir embora. Heidi teria voltado para aquele lugar e dado um golpe em Maggie. Eu simplesmente não queria lidar com isso. Então,

fui

para

casa

e

caí

no

sofá

depois

de

trancar

cuidadosamente a porta dos fundos. Uma mensagem de texto de Heidi apareceu no meu telefone. Onde diabos você foi? Eu nunca disse a Heidi sobre o que aconteceu com Austin há dois anos. Ela provavelmente nem saberia quem era Maggie. E, se eu lhe disser a verdade, ela pode realmente encontrar Maggie e fazer exatamente o que eu tinha imaginado. Austin e eu tivemos em uma briga. Novamente?


Sim. Acho que estamos bem. Apenas ... merda da nossa última separação. E isso é? Eu realmente não quero falar sobre isso. OK. Tempo de menina. Emery e eu estaremos aí às dez. Heidi, você não precisa! Quero. Vejo você em um minuto. Entrei no meu quarto e tirei o vestido preto que eu tinha colocado para o evento. Estava pendurando-o de volta em um cabide quando meus olhos prenderam em um verde oliva em meio às camadas de preto. Agarrei a jaqueta que estava procurando, por semanas. —Que diabos? — Resmunguei. Não tinha percebido esse tempo todo? Isso me irritou. Não podia acreditar que estava aqui o tempo todo. Balancei a cabeça. Eu estava enlouquecendo mesmo. Devolvi o casaco, me troquei para um shorts e uma camiseta grande. Então, puxei meu cabelo em um rabo de cavalo alto. Heidi e Emery foram rápidas. Levou apenas dez minutos para atravessarem a cidade, mas devem ter voado. —Ei. — Eu disse, abrindo a porta e para deixa-las entrar. —O que diabos aconteceu? — Heidi perguntou.


Emery me deu um tapinha no ombro, e Heidi me puxou para um abraço. Eu metodicamente tranquei a casa de novo antes de me virar para encará-las. Eu sabia que era a hora. Eu tinha que dizer-lhes o que tinha acontecido. E elas iam odiar Austin, tanto quanto eu tinha durante os últimos dois anos. Embora eu estivesse mais confusa do que nunca. Então, contei tudo. Comecei do início e não deixei nada de fora. Heidi e Emery eram ouvintes extasiadas. Ambas com raiva e nojo nas partes certas. Ambas concordando em encontrar esta menina Maggie e fazê-la se arrepender da sua decisão. —Tudo bem. Então, todo esse tempo, você pensou que Austin tinha usado você para somente sexo quando Maggie não estava? Então, ele enganou você, logo depois que ela voltou? — Heidi perguntou. —Sim. Praticamente. —Por que diabos você não me disse isso? Poderíamos ter odiado ele juntas. —Eu mal conhecia você, na época. — Finalmente disse, afundando na cadeira oposta onde Heidi e Emery se sentaram no sofá. —Isso é verdade, Heidi. — Emery cortou. — Você mesma disse que gosta de esperar um ano para fazer amigas sérias porque muitas pessoas saem de Lubbock. Heidi acenou com ela. —Certo, tudo bem. Mas, e depois, mais tarde?


—Eu não sei. Fiquei envergonhada. — Dei de ombros com os seus olhares cheios de pena. —Você acha que ele está dizendo a verdade sobre Maggie agora? Que ele mentiu sobre o que tinha acontecido e só me deixou acreditar que algo tinha acontecido porque ele basicamente estava com medo dos seus sentimentos? —Isso realmente soa como Austin. — Heidi disse. Emery assentiu. —O comportamento clássico de um Wright. —Bem, o que eu faço? Eu não posso lidar com Maggie novamente. —Honestamente? Eu sei que é difícil, considerando o que ele te fez passar no passado, mas talvez você devesse confiar nele, — Heidi disse. —Eu sei; sou a pior para dar esse tipo de conselho. Eu não confiei em nada do que Landon disse. Não acreditei que ele se divorciou de Miranda. Não até que a evidência estava diretamente na minha cara. Mas a vida de solteiro de Austin é bastante lendária. Se ele está disposto a tentar ficar com você, acho que vale a pena. —Para ser honesta, Julia, — Emery disse, —a razão pela qual estamos tão animadas sobre isso é porque Austin nunca realmente namorou. Ele tem aventuras. E ele não está te tratando como um namorico passageiro. —Eu quero acreditar nisso. Eu quero. — Inclinei a cabeça para trás na almofada e olhei para o teto. —Minha vida nem sempre foi fácil. Confiar nas pessoas é realmente difícil para mim. Depois de Austin me machucar, ele confirmou tudo o que eu achava que sabia sobre ele. Darlhe uma segunda chance era impensável. —Então, por que você fez isso? — Heidi perguntou.


Olhei em seus olhos e sorri ao pensar em Austin me levando para o topo do Cânyon para me mostrar o pôr do sol, e Austin me levando para caminhar ao redor da Galeria de arte na primeira sexta-feira, e Austin perdendo muito nos jogos no parque de diversão que conseguimos Waffle por pena, e Austin fazer aulas de arte durante todo o verão por minha causa. —Quando não estamos na garganta um do outro, somos perfeitos. —Talvez isso seja o suficiente? — Emery disse. —Talvez seja.

Apesar da minha conversa com Heidi e Emery, uma bolha tinha estourado. Uma parte de mim tinha rachado quando vi Austin e Maggie juntos, e eu não sabia como corrigir isso. Austin veio depois que terminou a Parade of Homes. Ele desculpouse novamente pela situação, pelo passado, por tudo. Ele me assegurou que não estava interessado em Maggie. E eu até acreditei nele. Ele poderia ter Maggie se quisesse. Ele teve Maggie por um longo tempo. Eles tinham essa relação estranha como era. Ela não estava fora da cidade ou qualquer coisa, então ele não tinha que encontrar uma nova namorada para compensar a falta de sexo. E Heidi e Emery estavam certas; quando eu pensava sobre isso, ficava claro que ele se importava comigo. Eu gostava dele.


Ele cuidou de mim. As coisas estavam bem. Mas não estava certo. No momento em que a nossa aula de arte estava rolando, não tinha certeza se eu deveria aparecer. Embora eu adorava arte e as pessoas diziam que eu tinha um bocado de talento, nunca pensei que seria algo que seguiria. Nem mesmo na faculdade. Irritava tanto meus professores quando me virava em algo ruim depois de não ter nenhuma inspiração real e não querer desenhar, porque eu era capaz de muito mais. Todos os artistas ficavam loucos, de uma forma ou de outra. Criatividade não crescia em árvores, mas a inspiração poderia golpear como um raio. Com um suspiro, coloquei calças jeans largas e uma camiseta preta que eu não me importava de colocar para pintar. Porque, vamos ser honestos, eu sempre tenho tinta sobre mim mesma. Austin tinha dito que ele iria me encontrar lá depois da academia. Eu não sei como ele passava tanto tempo lá. A ideia de ir para uma academia muitas vezes me fazia ter urticária. Muitos corpos suados e equipamentos sujos e julgamentos. Meu sofá era uma alternativa muito melhor. Infelizmente, eu tive que sair de casa e do meu sofá precioso. Eu me equilibrei, trancando a porta e fui para o centro da cidade. O estúdio onde Austin tinha me inscrito era em um pequeno prédio de tijolos no Art Trail. Estacionei na mesma área que Emery tinha estacionado


naquele dia. Não parecia ter outro lugar para estacionar, então eu certamente esperava que isso estivesse bem. Nervos me acenderam antes mesmo de eu entrar no estúdio. Meu estômago estava na minha garganta enquanto estava lá fora. E se eu esqueci como pintar? E se eu fosse uma porcaria? E se todo mundo fosse incrível e me mostrar? Era ridículo sequer pensar nisso. Talento não desaparecia durante a noite. Eu sabia, logicamente, no meu cérebro, mas a lógica não estava ganhando. A arte era um esforço tão solitário que eu não podia deixar de me sentir intimidada enquanto entrava no novo espaço. Meus olhos varreram a sala aberta quando uma lavagem de familiaridade tomou conta de mim. Cavaletes foram colocados em um círculo em volta de uma plataforma com uma tigela comum de frutas no centro. Eu não conseguia nem explicar o número de vezes que eu tive que desenhar uma peça de fruta. —Deixe-me adivinhar, — Uma mulher afro-americana disse, se aproximando de mim. Ela tinha cabelos crespos, cacheados que era provavelmente a coisa mais incrível que eu já vi e óculos de bibliotecária. —Julia? —Esta sou eu. —Maravilhoso. Eu sou Nina. Vou dar essa aula. Pegue uma tela, uma paleta, e algumas tintas. Vamos começar em breve. —Obrigada.


Fiz o que tinha sido dito e encontrei um espaço para mim e Austin. Distraidamente brincava com um pincel e tentava não fazer contato visual com ninguém, então eu não teria que ter uma conversa fiada. Mas o tempo de aula estava prestes a começar, e Austin ainda não estava aqui. —Este lugar está ocupado? — Perguntou uma menina hispânica. Ela tinha cabelo liso reto e um grande sorriso. —Uh ... sim. Desculpa. —Sem problemas! Assisti a menina circular a sala enquanto eu mastigava a minha unha. Um mau hábito que eu nunca tinha me livrado. Verifiquei meu telefone. Um minuto até a hora da aula. Austin ainda não estava aqui. Mandei-lhe uma mensagem de texto. Ei, onde está você? Você decidiu não vir para a aula? Já vai começar. Esperei mais um minuto, mas não houve resposta. Que diabos? Ele estava no carro, correndo até aqui, e não conseguia ver seu telefone? Ele tinha um carro manual, afinal. Isso era viável. Você não deveria mandar uma mensagem enquanto dirige. Mas, ainda assim, parecia estranho que ele tivesse inscrito nós dois para esta aula, e agora, não ia para aparecer. Não estranho ... errado. Como ... o que diabos ele estava pensando?


—Ei. — A menina disse, depois de ter feito a volta para mim. — Parece que este é o único assento. Está legal se eu sentar aqui? —Claro. — Bufei. Eu sabia que provavelmente deveria ter sido mais amigável, mas assistir uma aula de arte que Austin pagou para mim não estava fazendo nada por mim. Coisa nenhuma. —Tudo bem. — Nina disse, indo para o centro da sala. —Obrigada a todos por terem vindo hoje. É o início de uma nova sessão, e eu tenho uma surpresa especial para vocês hoje. Na última sessão, trabalhamos em retratos. Nós vamos avançar mais nesta sessão com desenho da vida, também conhecido como desenho do corpo. Sentei-me em linha reta no meu lugar. Desenho do corpo? Tipo... de verdade? —Temos sorte de ter um voluntário para se sentar para esta sessão. Por favor, lembrem-se de lhe dar o nosso respeito integral. Seu trabalho não é mais fácil do que o dele. Meus olhos estavam grudados na porta dos fundos do estúdio, enquanto eu esperava para ver quem diabos iria se oferecer para se sentar para um desenho de corpo. Estar em uma posição por uma hora, completamente nu, não era minha ideia de diversão. Então, a porta se abriu, e meu queixo caiu. Austin deu um passo para dentro da sala.


Julia —Oh meu Deus! — Engoli em seco. A menina ao meu lado lançou um olhar rápido para mim. —Ele é muito bonito, certo? Eu ri histericamente e depois cobri o rosto. Meu Deus! Meu Deus! Meu Deus! Qual é a minha vida neste momento? Austin tinha dito que ia estar na aula comigo toda a sessão. Que ele sabia que não fazia arte. Que não era um problema. Então ... é claro, ele não estava preocupado. Porque ele não estava realmente fazendo qualquer pintura. Ele era o modelo. —Você está vermelho brilhante, querida. — Ela disse, batendo no meu ombro. —Tudo bem. É a primeira vez que alguém posa para você? Encontrei seus os olhos escuros e quase me perdi. —Não. —Foi a única coisa que saiu. Ela olhou para mim, como se eu fosse uma pessoa louca, mas eu não conseguia parar de rir. Austin ia ficar nu em uma sala de vinte pessoas. Todos iriam desenha-lo. Meu Deus! Ele encontrou meus olhos através sala e sorriu como um tolo. Não admira que ele tenha ido para a academia e evitado a minha mensagem.


Ele devia estar aquecendo todos os seus músculos sensuais antes de todo mundo começar a desenhá-los. Eu podia ver a definição em cada músculo abdominal. Todo o caminho para o doce V, que se arrastava para baixo no lençol. Nina começou a explicar tudo o que deveríamos fazer na próxima hora, mas ela soava como um dos adultos de Charlie Brown12. Tudo o que eu vi foi Austin caminhar para a plataforma, encontrar uma posição confortável o suficiente, e depois deixar cair o lençol. Eu cobri os olhos com as mãos. Quantas vezes eu tinha visto Austin nu? Mas lá estava eu, e não conseguia nem olhar para ele. Que vergonha! E totalmente louco! E incrível! Ele disse que faria isso, para que eu pudesse encontrar inspiração. A última vez que estivemos juntos, eu tinha desenhado com os meus carvões enquanto descansava na sua casa. Ele tinha sido um sonho. A inspiração e criatividade tinha chegado a mim como nada mais. Austin Wright era meu muso. E, de alguma forma, ele sabia disso. Ou, pelo menos, ele tinha feito algo tão ultrajante para tentar me tirar fora do pânico que eu estava. Ele se importou o suficiente para fazer qualquer coisa para me fazer lembrar do meu amor pela minha arte. Lentamente estiquei as minhas mãos para trás e olhei para ele em sua pose. Nossos olhos se encontraram, e tudo que eu vi foi o desejo nas linhas do seu rosto. Se ele não tivesse cuidado, não seria o único lugar em que o desejo seria evidente. Desenho animado, onde a fala dos adultos era incompreensível. Refere-se ao efeito de trombone "whaa-whaawhaa". 12


—Você provavelmente deve começar. — A menina ao meu lado disse, arrastando-me para longe do corpo de Austin. —Nós temos somente uma hora. —Obrigada. — Murmurei. Então, comecei. Ou Austin era um gênio ou extremamente afortunado porque minhas mãos pareciam estar trabalhando por conta própria. Muso, ele era de fato. Tudo em mim que normalmente se trancava quando olhava para uma tela se dissolveu como o sal na água. Ao final da aula, eu tinha um começo não tão terrível de uma pintura de Austin nu. Pensei que tinha perfeitamente inspecionado seu corpo

antes

disso,

mas

eu

nunca

tinha

olhado

para

ele

tão

intensamente. —Ei. — A menina ao meu lado disse. —Você definitivamente deve ficar depois e falar com ele. —O quê? — Perguntei, distraída. —Ele estava olhando para você toda a aula. Eu ficaria chocada se ele não pedisse o seu número. —Você acha? —Totalmente. Então, ela piscou para mim e foi embora. Sim ... eu aposto que ele gostaria do meu número.


Austin foi se cobrindo com o lençol novamente, quando Nina foi para agradecer-lhe por ter vindo. Limpei meu material e coloquei a minha pintura com as outras, para que eu pudesse trabalhar com ela na próxima semana. Uma vez que a sala estava limpa, eu caminhei até Austin, balançando a cabeça enquanto me aproximava. —Austin Wright. — Disse com uma risada curta. —Julia Banner. — Ele disse em um tom de provocação. —Eu não posso acreditar que você fez isso. Ele me deu um sorriso confiante. —Por quê? Eu não sou autoconsciente. —Isso é muito evidente. —Na verdade, era uma espécie de barganha que fiz para conseguir a aula. — Ele disse, acenando com a cabeça para a sala dos fundos, para se vestir. —Você teve que negociar para eu entrar? —Bem, a aula estava cheia. Eu tenho um amigo que trabalha na Art Trail e sugeriu que poderia entrar, mas eles precisavam de um modelo. Então, eu meio que me ofereci para fazer isso se você entrasse. Olhei para ele, boquiaberta. —Isso é ... Quero dizer, por quê? Porque você fez isso? Ele parecia confuso. —Você sabe porquê. Por você, é claro. Olhe, — ele disse, passando a mão pelo cabelo —Eu sei que as coisas têm sido estranhas entre nós desde Maggie.


Estremeci com o nome dela. —Sim. —Eu entendo por que você está hesitante em dar esse passo adiante. Eu te magoei. E a ver trouxe tudo de volta à superfície. Mas eu não estou só passando o tempo com você, Jules. —Eu sei, eu sei. — Murmurei. Ele pegou minhas mãos manchadas de tinta e as trouxe para seus lábios. Ele lentamente beijou

através de cada junta individual. Seus

olhos permaneceram colados aos meus enquanto tomou seu tempo com as minhas mãos. —Isso não é um truque. Assistir você pintar foi viciante. A maneira como você olhava para mim, querida. — Ele estremeceu. —Foi uma obra de contenção não ficar excitado enquanto a via fazer o que você ama. Ele beliscou o meu polegar. Meu corpo aqueceu no gesto. —Isso foi muito excitante? Ele moveu a mão para o seu pau, coberto apenas por um lençol fino. —O que você acha? Enrolei minha mão em volta do comprimento dele e acariciei uma vez. —Parece que você estava nisso. —Eu estava meio tentado a fazer você ser a modelo comigo. Eu não teria me importado nem um pouco se você estivesse nua debaixo de mim nessa plataforma. —Obsceno. — Sussurrei.


—Não acho que eu era o único a ter pensamentos sujos. — Ele grunhiu, me levando para trás na parede de pedra. —Eu não posso acreditar que você posou nu para mim. Para uma classe inteira de pessoas, para que eu pudesse entrar em uma aula. — Meu coração cantou por ele. Talvez eu devesse ter ficado chateada que ele tinha mostrado seu belo corpo para todas essas pessoas. Mas tudo que eu podia pensar era como tinha sorte de ter alguém que se importava. E como gostoso ele parecia nu. —Posso ficar nu para você a qualquer hora. Minha mão deslizou de volta até seu pênis, e então, com um puxão fácil, puxei o lençol fora do seu corpo. Ele estava nu diante de mim mais uma vez. —Assistir você nu por uma hora assim foi uma tortura. Ele sorriu uma vez, e, em seguida, seus lábios estavam nos meus. A última semana de incerteza entre nós desapareceu tão rapidamente como tinha chegado. Não havia decidido ainda sobre tudo o que tinha acontecido, mas grandes gestos contavam muito para mim. A aula em si já foi uma grande coisa. Sentar nu para me levar para a aula foi além. Agora, eu queria cada centímetro desse maldito corpo sexy contra mim. Nossos corpos se chocaram na sala dos fundos do estúdio. Nenhum de nós sabia quanto tempo teríamos antes que Nina viesse nos procurar. Não sabíamos se seríamos pegos. E talvez isso fosse metade da diversão. Austin agarrou meu jeans e os tirou em minhas coxas. Sua mão empurrou

entre

as

minhas

pernas,

me

esfregando

não

muito


gentilmente. Eu gemia mais alto do que provavelmente deveria. Austin pressionou a outra mão sobre a minha boca. —Shh, baby. — Sussurrou enquanto molhava os dedos e circulava os meu clitóris até que eu estava tremendo. Meus joelhos ameaçaram vacilar quando a necessidade passou por mim. —Por favor. — Eu soluçava. Austin me puxou para fora da parede e me inclinou sobre uma das mesas de arte. Alcancei o outro lado da mesa e agarrei. Inclinando seu pênis para minha buceta e, em seguida, pressionado em mim. Quando ele tomou o meu corpo, eu mordi meu lábio inferior com tanta força que provei o sabor ferrugem do meu próprio sangue. Seus golpes eram rápidos e contundentes, esticando-me aberta para ele e me levando. Me possuindo. Eu amava. Eu amava tanto que não conseguia nem pensar direito. Eu sempre amei o meu prazer misturado com dor apenas o suficiente. A linha era tão fina. O limite tão perto. Austin passou um dedo através da minha umidade, e então senti a pressão contra o meu ânus. Ele não esperou por permissão ou para ver se eu queria. Ele só empurrou seu dedo na minha bunda. A sensação chocou meu corpo, e eu engasguei. Não era a primeira vez que fazíamos qualquer tipo de jogo anal, mas ainda me surpreendia toda vez que isso acontecia. Como é bom sentir. Como confiante ele estava em brincar comigo. Como ele sabia exatamente como usar isso para tirar o meu prazer.


E aqui estávamos, na parte de trás do estúdio de arte, sem tempo algum, e eu estava sendo fodida em ambos os buracos. Felicidade. —Oh Deus. — Gemi, apertando-o tão duro quanto pensava ser possível. —Goze para mim, Jules. —Sim. — Disse. —Sim. Deus, sim. Minha libertação caiu através de mim como uma onda. Eu vi vermelho enquanto tremia da cabeça aos pés. Meu orgasmo foi tão forte que senti Austin seguir na esteira do meu tsunami. Bati com a cabeça para a frente sobre a mesa quando finalmente fui capaz de relaxar. Austin veio sobre mim e beijou meu pescoço duas vezes antes de puxar fora de mim. Eu fiquei lá alguns segundos mais, antes de arrumar meus jeans. Austin foi apressadamente colocando as suas roupas de volta, assim que Nina bateu na porta dos fundos. —Está tudo bem aí? Austin e eu olhamos um para o outro. Oh sim. As coisas estavam muito melhor do que bem. Uma vez que as

roupas estavam

retas, nós profusamente

agradecemos a Nina por me permitir participar da aula. Ela nos deu olhares que sabia, mas escolheu ignorar tudo sobre a indiscrição que tinha acontecido na parte de trás. —O prazer é meu. Obrigada por se oferecer para posar para nós. Eu estive procurando por alguém por semanas. — Nina disse.


—Não foi tão ruim quanto eu pensava. —Bem, então. Eu vou ver vocês dois na próxima semana. —Tchau. — Eu disse. Austin passou um braço em volta dos meus ombros enquanto saíamos do estúdio juntos. Eu podia sentir a euforia de um novo relacionamento recostando-se sobre nós. Esse sentimento de certo, retornando. Não era cem por cento melhor. Coisas como essa não melhoravam durante a noite. Mas, pela primeira vez em muito, muito tempo, eu pensava que talvez, apenas talvez, o amor poderia conquistar tudo. —Onde está seu

carro?

— Austin perguntou enquanto se

aproximava do seu Alfa Romeo do outro lado da rua. Apontei para o estacionamento ao lado do estúdio. Então, eu tive um segundo olhar. E um terceiro. —Espera ... onde diabos está a Tahoe? Corri do outro lado da rua em frustração e circulei o lugar que eu sabia que a SUV deveria estar estacionada. Mas o estacionamento estava completamente vazio. Havia apenas dois outros carros estacionados perto do meu. Eles provavelmente tinham saído depois da aula, mas onde estava o meu carro? —Deve ter sido rebocado. — Austin disse. —Porra!


—Está bem. Ligue para a empresa na placa e veja se ele está lá. Eu posso levá-la. —Eu odeio as empresas de reboque — Rosnei. Mas fiz o que ele tinha dito. O cara que atendeu confirmou que meu SUV tinha sido apreendido na última hora, e eu precisava passar por lá para pagar a multa para tira-lo. —Obrigada. — Murmurei sarcasticamente antes de desligar na cara dele. —Apenas minha sorte. Austin me puxou para um beijo. —Não deixe isso arruinar o nosso encontro. Isso acontece com todos em algum momento. Vai ficar tudo bem. —Você está certo. Eu sei. Mas ugh! Entramos no carro dele e fomos até a empresa de reboque. Lá estava ela. Minha Tahoe preta, estacionada toda bonita. Andei até o posto onde o cara que eu tinha ligado estava trabalhando. Entreguei minha ID e um cartão de débito para pagar a taxa de malditos cento e oitenta dólares. —Eu estou aqui pela Tahoe. —Claro que sim. — Ele disse. Ele me entregou um papel para preencher e passou o meu cartão. —Eu não posso acreditar que vocês rebocaram mesmo no estacionamento. Pessoas estacionam lá o tempo todo.


Ele encolheu os ombros. —A empresa que é proprietária ligou. Falta de sorte. Revirei os olhos. Claro que a empresa tinha ligado no dia que eu estava lá. Entre isso e o intervalo, eu estava totalmente sem sorte. —Está tudo bem para ir. — O cara disse, entregando-me um recibo e uma cópia da papelada que eu tinha preenchido. —Obrigada. Peguei o material da sua mão e sinalizei para Austin. —Tudo pronto para ir. A empresa chamou os carros de reboque lá para o estúdio de arte. —Idiotas. —Certo? —Pelo menos temos tudo resolvido. —Sim. — Eu disse, arrastando seus lábios contra os meus novamente. —Vem? —Absolutamente. —Vejo você lá. Ele assentiu e, em seguida, voltou para seu carro. Entrei na Tahoe, e antes que eu fosse embora, respirei fundo e sai. Apenas má sorte. Esta merda acontecia com todos. Não queria dizer nada. Nada.


Julia —Por que diabos estou acordada tão cedo? — Perguntei, apertando os olhos turvos para o quente sol de West Texas. Era apenas oito horas, e já fazia trinta e cinco graus no exterior. O tempo estava quente, seco e poeirento. Eu já podia ver a névoa vermelha característica no horizonte que significava que o Quatro de julho do fim de semana estava condenado. —Maverick está na maratona. — Sutton disse ao meu lado. Seu filho, Jason, estava desmaiado em um cobertor na linha do desfile, e eu seriamente considerava me juntar a ele. —Eu tive que estar aqui antes das sete. Esteja feliz que você tenha perdido a abertura e tudo isso. Eu mal consegui um beijo antes de ele sair. —Por que alguém quer correr em uma maratona com este calor do Texas? Sutton deu de ombros. —Ele está obcecado. Este é seu terceiro ano. Ele está constantemente treinando. Ele corre, cerca de cento e sessenta quilômetros por semana. Dez a quinze, todas as manhãs antes de ir para o trabalho. Meus olhos se alargaram tão grande como pratos. —Hum ... soa horrível.


—Não é? — Ela disse com uma risada. —Mas eu gosto dele sexy e suado. Jason normalmente cochila quando Mav volta antes do trabalho. Muito conveniente. Ri. —Oh, eu aposto. —Quanto tempo leva para Heidi pegar as águas? — Sutton resmungou. —É tão quente aqui fora. — Ela abanou com a mão e suspirou. Com o calor, seus olhos pousaram em seu filho dormindo. — Pelo menos ele está feliz. —Onde está todo mundo afinal? — Perguntei. —Não achei que eu seria a primeira aqui, ou então teria dormido mais. —Como se Heidi fosse te deixar dormir. —Verdade. —Todos os caras e Mor estão trazendo o primeiro candidato da entrevista. —Para a posição de CFO? Sutton concordou. —Um cara da Califórnia. —Por que diabos ele viria aqui para o Quatro de julho? —Não faço ideia. Só estou sabendo da metade, já que não estou trabalhando para a empresa. — Ela sacudiu a cabeça e puxou seu cabelo preto-ombré em um rabo de cavalo. —Não que eu queira trabalhar para a empresa. —Bem, você tem Jason.


—Mesmo que eu não tivesse. — Ela disse rapidamente. —Eu não iria querer trabalhar com a minha família também. — Eu disse suavemente. Não que isso fosse mesmo remotamente relacionável com o que sua família fez. —É só que ... eles esperam tudo, sabe? — Sutton disse com um suspiro. —Não é o suficiente que Mav trabalhe lá. Mor olha superior para mim porque eu quero ficar em casa. Não há nada de errado com o amor por bebês e querer criar uma família! —Acho que você deve fazer o que te faz feliz. É a sua vida. Sutton sorriu maliciosamente. —Oh, eu faço. —Aqui está, cadelas. — Heidi disse, jogando para nós uma garrafa de água. Olhei em volta para todas as crianças da vizinhança. —Língua? —Eh, eles vão ouvir isso um dia. — Ela encolheu os ombros. — Então, eu ouvi de Landon, e ele deve estar aqui em breve. Eles só encontraram uma vaga de estacionamento. E Emery está vindo com a família da sua irmã. —Oh, Jason ficará tão feliz que Lilyanne e Bethany estejam aqui! — Sutton disse, referindo-se à irmã de Emery, Kimber, e as crianças. Engoli minha água enquanto esperávamos que todos pudessem aparecer. Era para chegar até a um inominável quarenta graus hoje. Eu já estava derretendo, e isso só ia piorar.


Mas eu não conseguia parar de pensar nas entrevistas para a posição de CFO. Austin estava indo tão bem. Uma coisa era saber que as entrevistas iam continuar. Saber que ele não ia conseguir o cargo. Era outra coisa completamente diferente de ver as entrevistas acontecendo e ver uma pessoa em seu espaço. Eu realmente não queria de algo assim para fazê-lo ter uma recaída. Emery e Kimber junto com seu marido, Noah, e suas duas filhas apareceram primeiro, acordando Jason do seu cochilo no processo. Ele não parecia se importar quando viu Bethany. Ela era apenas seis meses mais velha do que ele, e eles se davam muito bem. Lilyanne era a mais velha, dando ordens a eles como os irmãos mais velhos fazem. A primeira equipe estava descendo a Avenida Buddy Holly quando o resto dos Wrights apareceram. Jensen estava na frente com um cara à sua direita, que era ainda mais alto do que ele. Não se via muitos caras como esse. Morgan parecia uma anã do outro lado do cara novo. Landon, Austin, e Patrick seguiam atrás. Era como os Cullens13 entrando na cafeteria da escola. As pessoas paravam e olhavam para a linda, intocável realeza do Texas. Eles pareciam

alheios

à

atenção.

Claro,

eles

provavelmente

estavam

acostumados com isso. —Ei, pessoal. — Jensen disse quando chegou ao local que Sutton estava guardando para todos nós por mais de uma hora. —Eu gostaria de apresentar David Calloway. Ele está aqui todo fim de semana, para a entrevista com a empresa. Você já conheceu Emery, mas esta é a sua

13

Série de livros filmes de vampiros que teve como primeiro livro Crepúsculo.


família. Esta é a minha irmãzinha, Sutton, com seu filho, Jason, e a namorada de Austin, Julia. David estendeu a mão a todos e apertou. —Prazer em conhecê-los. Obrigado por me deixar atrapalhar as suas férias em família. —Está tudo bem. — Sutton disse. —Quanto mais melhor. Todos

dissemos

nossas

próprias

boas-vindas,

e

depois

as

formalidades foram dissipadas uma vez que fomos surpreendidos pela banda. Austin mudou-se para o meu lado e me beijou na boca. —Porra, eu senti sua falta. — Ele disse contra os meus lábios. —Também senti sua falta. Como você está lidando com tudo isso? Ele deu de ombros e me puxou um pouco mais longe do resto da sua família. —Está tudo bem. —Você diz isso, e eu não acredito em você. —Tudo bem. É uma merda. A coisa toda parece absolutamente ridícula. Esse cara é algum figurão do Valey Silicon. Que porra que ele quer fazer na Wright Construction? E nesse assunto, o que diabos ele mesmo sabe sobre o negócio? Ele nunca esteve em construção antes. Sei que ele é qualificado, mas nós teríamos que treiná-lo desde o início. Eu já sei o trabalho. Eu sempre soube o trabalho. A coisa toda poderia ser evitada tão facilmente se eles apenas voltassem para o conselho. Foi a primeira vez que eu tinha ouvido Austin falar tão abertamente sobre querer o trabalho. Eu sabia que ele tinha estado louco e estava


tentando parar de beber para parecer melhor para a empresa. Além disso, para a sua saúde e para a minha, e eu tinha certeza de que havia um milhão de outras razões em sua cabeça. Mas ele realmente parecia que se importava aqui. —Você realmente aprecia esta empresa, não é? —Sim. — Ele disse automaticamente. Ele passou a mão pelo cabelo e olhou para longe para ver as crianças correndo pela rua de tijolos, em fila para pegar doces. —Eu sinto que isso foi como abrir os olhos. —Como assim? —Como se eu tivesse percebido agora. Eu realmente não me importava com o que acontecia, desde que eu pudesse continuar com a minha vida do jeito que era. Agora ... isso não parece o suficiente. Provavelmente era porque ele estava pensando claramente pela primeira vez em anos. Com um calmante entupindo o seu sistema, não era surpresa que ele tinha dado um foda-se sobre o que acontecia em sua vida. E, agora que ele estava fazendo o caminho de volta, estava vendo todos os erros que cometeu. —O que você vai fazer sobre isso? — Perguntei. Ele encolheu os ombros. —O que eu posso fazer? —Qualquer coisa que você colocar na sua mente. —Eu não posso ter a posição de CFO. —Você realmente quer isso?


Ele abriu a boca e depois fechou. —Ninguém nunca realmente me perguntou isso. —Bem? —Eu quero isso. Mas não sei se eu quero, porque sempre foi a posição que pensei que iria ficar ou se é porque é isso que eu quero fazer com o resto da minha vida. —Então, talvez descubra o que você quer fazer com o resto da sua vida e vá lá. Ele passou o braço em volta da minha cintura. —O que eu faria sem você? —Você estaria perdido. — Assegurei a ele. —Provavelmente é verdade. —Então, o que você acha desse cara, David, além do fato de achar que ele não deve conseguir a posição? —Eu não disse isso. Eu disse que nós teríamos que treiná-lo. — Austin suspirou e revirou os olhos dramaticamente. —Eu meio que gosto do cara. —Tão, relutante. —Eu realmente quero odiá-lo. —Mas você não odeia? —Na. Ele parece ser um cara legal, inteligente como uma raposa, e charmoso. É um pouco injusto.


—Como se algum de vocês Wrights soubessem sobre o que é justo. —Cuidado, meu bem. — Ele disse com um sorriso. Eu ri e o arrastei de volta para a sua família. Sentamos em uma colcha para assistir ao desfile passar por nós. Austin pegou biscoitos de café da manhã no meio do caminho. Eu me abaixei, aproveitando a facilidade com que agora me encaixava no grupo da família Wright. Foi uma loucura para mim pensar que, durante a semana do Memorial Day, eu tinha sido uma intrusa em suas festas, e agora que eu estava namorando Austin, e me encaixava bem. Tinha sido um longo tempo desde que senti que era parte de uma família. E os Wright estavam acima e além. Eu realmente estava relaxando pela primeira vez em um longo, longo tempo. Austin me fez sentir segura. Como se não fosse eu contra o mundo pela primeira vez. Eu queria manter minha guarda, mas não conseguia fazer isso. Apesar do meu passado, eu queria ficar perdida em Austin. Depois das nossas aulas de arte, era difícil não ver o quanto sincero ele estava sobre o nosso relacionamento. E melhor ainda, não houve mais nenhuma aparição de Maggie. Não há mais espaço para questionar a nossa recém-felicidade encontrada. Uma vez que o desfile finalmente terminou, o primeiro dos maratonistas começou a chegar à linha de chegada, que tinha sido erguida apenas uma dúzia de metros de onde estávamos sentados. Sutton tinha claramente escolhido o local de propósito. —Provavelmente vai ser mais uma hora antes de Mav aparecer. — Sutton explicou ao resto da sua família. —Essas pessoas são loucas com seu tempo.


—Cuidado, Sutton. Você pode precisar de um adesivo de vinte e seis ponto dois14 para a parte de trás do seu carro em breve. — Morgan brincou. —Mav já tem um. — Ela disse, sem pegar a isca. —Eu sei o quanto você adora correr. —Adoro. Minha coisa favorita de sempre. — Sutton engasgou. —Eu gosto de correr tanto quanto você gosta de bebês. Morgan enlouqueceu. —Eu gosto do Jason. —Isso não conta. Você tem que amá-lo. —Justo. —Vocês duas são ridículas. — Eu disse com uma risada. —Verdade. — Morgan disse. —Eu não gosto de bebês. Sutton odeia correr. E você? —Altura. Eu nunca gostei, mas há alguns anos atrás, eu ...— Parei. O que diabos eu ia dizer? Não podia contar essa história. —Eu não sei. Isso apenas me assusta. —É compreensível. — Sutton disse. —Eu não me importo com alturas. É a queda que me incomoda. — Morgan disse. Sutton riu e empurrou Morgan. —Elas andam de mãos dadas!

14

Adesivos para Maratonistas.


—Sim, elas andam. — Eu disse suavemente. Fiquei feliz quando elas mudaram de assunto. David veio e sentou-se no nosso cobertor. Ele estava vestido confortavelmente, como o resto de nós, em calças cáqui e uma camisa pólo azul celeste. Ele e Morgan pareceram se acertar imediatamente. Descobri que a maioria das pessoas se davam bem com Morgan se tivessem uma personalidade real e não ameaçassem a sua família. Ela cortaria você mais rápido do que pudesse piscar se você fizesse alguma coisa para sua família. Mas vê-la com David tornou muito óbvio que eles poderiam funcionar bem juntos. —E você trabalha para a empresa, também? — Perguntou. Concordei com a cabeça. —Trabalho. Sou chefe de RH. —Prazer em conhecê-la. Você cresceu aqui também? —Não, eu sou a única de outra cidade. Eu me mudei de Ohio. —Isso deve ter sido uma grande mudança. —Foi. — Concordei. —Eu diria que tão grande como vir do norte da Califórnia. Ele riu facilmente. —Sim. Embora você tenha neve. —Verdade. Não neva muito aqui. Morgan revirou os olhos. —Neva o suficiente para mim. —Estou feliz por nunca ter que cavar outra calçada em minha vida.


—Posso ver isso. — David disse. —As coisas parecem ... mais lentas aqui. Na Califórnia é sempre vai, vai, vai. Você ama isso? —Bem, eu diria que Wright é ainda vai, vai, vai. — Eu disse a ele. — Mas Lubbock é definitivamente um ritmo mais lento. Tem uma vibração agradável de cidade pequena em uma cidade maior. —Tenho notado isso. Eu gosto disso até agora. Diferente do que eu esperava. — Seus olhos se voltaram para Sutton. —E você não trabalha para a empresa, certo? —Eu sou a única. — Ela disse, embora seus olhos estavam grudados em Jason onde brincava com Bethany e Lilyanne. —Ele é adorável. Seu? Ela assentiu com a cabeça. —Ele se parece com seu pai embora. Eu tive que carregá-lo por nove meses, e ele saiu parecendo com outra pessoa. Não é exatamente justo. David riu ruidosamente. Foi o primeiro olhar completamente genuíno que eu tinha visto em seu rosto. Eu podia ver porque todo mundo gostava dele. Virei-me para Austin e encontrei-o brincando com Patrick. Sua amizade era bastante ridícula, mas ao mesmo tempo, eu gostava. Eu gostava que Austin não fosse um solitário. Eu gostava de tudo sobre esta situação no momento. Estava quase com tanto calor quanto eu poderia lidar antes do churrasco Wright desta tarde. Virei-me para contar a Austin que talvez


devêssemos ir embora quando Sutton saltou para seus pés. Alguém estava ofegante gritando seu nome. Meus olhos dispararam para uma garota vestindo um número de maratona e sinalizando enquanto se aproximava de Sutton. —Annie, — Sutton disse, —o que está acontecendo com você? —Mav, — Annie conseguiu dizer. —Mav ... Mav, ele entrou em colapso. —O quê? — Ela engasgou. Seu corpo estava tão quieto. Como se não pudesse processar o que tinha sido dito. —Ele está bem? Onde ele está? —Cerca de mil e seiscentos metros da chegada. Eles iam enviar um EMT15, mas eu só corri para buscá-la. Eles estão levando-o para o hospital. Eu não sei o que está errado. Tínhamos quase feito todo o caminho. Um minuto, estávamos brincando sobre te abraçar suados como estávamos. O seguinte, ele estava no chão. Você ... você precisa chegar ao hospital imediatamente. Meu queixo caiu aberto em suas palavras. Maverick entrou em colapso durante a corrida, e eles tiveram que correr com ele para o hospital. Isso não era normal. E Sutton estava branca como um fantasma. —Nós vamos cuidar de Jason. — Kimber disse uma vez, arrastando-o com as suas filhas.

Emergency medical technician (EMT) é um termo da língua inglesa usado em vários países para designar um prestador de cuidados médicos treinado para desempenhar serviços pré-hospitalares de emergência médica. Em português pode ser traduzido como técnico de emergência médica. 15


—Obrigada. — Sutton disse ofegante antes de se precipitar para o percurso do desfile sem outra palavra. Morgan seguiu ela. Eu ofereci à Annie, a amiga, uma garrafa de água. Ela agradeceu pegou em suas mãos trêmulas e bebeu. —Você pode vir conosco, Annie. — Jensen ofereceu. —Obrigada. — Ela disse, abandonando o número dela, tão perto da linha de chegada. —Todos nós devemos ir ao hospital para descobrir o que está acontecendo. — Jensen disse. Ele começou pedindo desculpas a David, que imediatamente se afastou. Mas o medo me afligia. —Você acha que ele está bem? — Perguntei a Annie. Lágrimas ameaçaram derramar dos seus olhos. —Eu não sei.


Austin Maverick estava morto. Um minuto, ele estava lá, cuidando de Jason, trabalhando para a empresa, correndo uma maratona. E, no minuto seguinte, ele se foi. Vinte e três anos de idade, com toda a sua vida à sua frente. Uma mulher e um filho. Agora, uma viúva e um menino que iria crescer sem o pai. Assim como todos os outros Wrights no hospital. Mas pior. Muito pior. Ele nunca sequer conheceria seu pai. Ele não saberia o homem que ele tinha sido ou o quanto ele amava a sua mãe. Ele tem muita família, mas ninguém poderia substituir um pai. Eu sabia disso em primeira mão. Sutton estava dentro da sala de PS. Ela tinha caído no chão quando descobriu

que

ele

tinha

morrido

de

uma

complicação

cardíaca

desconhecida. Seus lamentos ainda podiam ser ouvidos, mas ela gritou para quem quisesse entrar para consolá-la. Não havia consolo para isso. Apenas palavras vazias. E piedade. Eu sabia que ela não queria nenhum deles.


A única coisa que ela disse coerentemente era o nome de Jason. Uma e outra vez. Como um lamento. Mas ela nos disse para não trazê-lo para o quarto. Ela queria ser a única a dizer-lhe quando fosse o momento certo. Ele era muito jovem para saber o que estava acontecendo, era sua única misericórdia. Mas ele não era jovem demais para não saber que algo estava errado. Eu não a culpava por protegê-lo. Mesmo quando nada poderia fazer isso direito. Porque nada seria certo novamente. Todos brincamos quando Sutton ficou grávida que Maverick tinha feito isso de propósito, que eles tinham um casamento forçado, e que ele só queria o dinheiro dela. Então, ao longo do último ano e meio, todos nós percebemos o quanto estávamos errados. Maverick adorava Sutton, e além disso, ele tinha sido um grande cara e um trabalhador. Ele caberia no melhor do que alguém esperava. Isso era insubstituível. Desejei que eu pudesse fazer alguma coisa, mas nenhum de nós podia. Nós apenas esperamos do outro lado da porta do quarto do hospital e ouvimos a nossa irmã mais nova, a melhor, mais brilhante e mais feliz de todos nós, e como tudo isso foi esmagado longe dela.

Encontrei Julia na sala de espera. Ela tinha os joelhos dobrados contra o peito com o queixo repousando sobre eles. Ela estava olhando para longe com os olhos avermelhados. —Ei, baby.


Alcancei a minha mão na dela. Ela colocou a dela na minha e então se levantou. Enrolei forte, confortando as mãos em volta dela, segurando-a com força contra mim. —Como Sutton está? — Perguntou com uma fungada. —Deus, o que é uma pergunta estúpida. Tenho certeza que ela está horrível. —Sim. Ela não está bem. Julia limpou as lágrimas dos seus olhos e soluçou. —Eu não posso imaginar. Eu só ... não posso imaginar. —Não, acho que qualquer um de nós não pode. Isso me fez querer vir vê-la imediatamente. Tocá-la, senti-la, certificar-me que você ainda estava aqui, ainda é real. Uma lágrima escorreu pelo seu rosto, e eu limpei suavemente, com meu dedo. —Isso é doce. —É a verdade. O pensamento de que você poderia ter ido embora me deixou em pânico. Não posso explicar. Eu não conseguia respirar. Não conseguia pensar. Eu só precisava vê-la. —Sutton vai sentir isso a cada dia, e quando ela procurar por Mav, ele não vai estar lá. — Julia sussurrou. —Talvez devêssemos ir para casa. — Eu estava preocupado com sua expressão distraída, envidraçada.


Minha Julia foi trancada em algum lugar. Presa profundamente dentro de si mesma. Eu não sabia o que fazer com isso, mas cuidaria dela o melhor que pudesse. —Tudo bem. — Ela sussurrou. —Devemos dizer adeus a alguém? —Eu vou apenas mandar uma mensagem de texto a Jensen. Ela assentiu com a cabeça, completamente fora de si, enquanto andava pelas portas de vidro deslizantes. Segui-a para fora do hospital e em um Uber. Nenhum de nós tinha dirigido para qualquer lugar hoje. Fomos para a sua casa em vez da minha, porque eu queria que ela se sentisse em casa e segura. O que tinha acontecido me deu perfeita clareza da mesma maneira que

parecia

ter

completamente

desconcertado

Julia.

Ela

estava

perturbada. E tudo que eu queria fazer era confortá-la e fazer tudo melhor. —Talvez devêssemos tomar um banho. — Sugeri. Ela balançou a cabeça e, em seguida, caiu no sofá. —Como é que ela vai ser capaz de seguir em frente? —Eu não sei, Jules. Não vai ser fácil. —Vai ser impossível. Eu estava lá com ela durante todo o dia. Vi seu amor por aquele homem. Ela estava triste porque mal recebeu um beijo antes de ele partir para a maratona. Ela vai se arrepender de cada coisa que aconteceu esta manhã. É simplesmente errado.


—Eu sei. Não há nada que qualquer um de nós pode fazer por Sutton, exceto estar lá para ela. E, agora ... não podemos fazer nada. Então, deixe-me cuidar de você. É a única coisa que posso fazer. Ela olhou para mim com os olhos arregalados sem piscar. —Eu realmente quero uma bebida. —Tudo bem. — Eu disse lentamente. —Eu posso fazer isso. —Porra, Austin. Não. Não, não, não. —Ela apertou as mãos forte em seus olhos. —Eu não deveria tomar uma bebida. Definitivamente não perto de você. Isso é horrível. Caí de joelhos diante desta bela mulher. —Você está machucada. É perfeitamente normal querer atenuar a dor. —Não. —Eu não vou beber com você. —É maldade. —Está tudo bem, Jules. — Eu disse, tirando suas mãos longe do seu rosto. —Não está bem. Nada disto está bem. —Julia. Ela finalmente olhou para mim. Beijei as duas mãos. —Nada disso vai ficar melhor hoje. Não para Sutton. Não para você. Não para qualquer um. Se debater de como está se sentindo não vai


ajudar em nada. Se você quiser uma bebida, eu vou derramar uma. Eu cuidarei de você. Apenas deixe-me cuidar de você. —Oh, Austin. — Ela sussurrou. Seus lábios roçaram os meus. Senti a dor naquele pequeno movimento. Minha Julia foi quebrada, e não havia quase nada que eu pudesse fazer sobre isso. Mas fiz o que pude. Eu a peguei em meus braços. Ela escondeu o rosto no meu ombro, envolvendo os braços em volta do meu pescoço, e agarrou-se a mim. Levei-a para o banheiro e gentilmente a coloquei de volta em seus pés. Depois que liguei o chuveiro, levei o meu tempo a despindo da sua roupa pegajosa que usara para o desfile de Quatro de Julho. Beijei-a mais uma vez antes de move-la sob a água quente. Ela estremeceu sob o jato enquanto removi todas as minhas roupas e segui para dentro. Eu a ensaboei com uma bucha com o sabonete de cereja e lavei o suor da sua pele. Uma vez que ela estava limpa, eu a ajudei a sair do chuveiro e a enxuguei. Ela enrolou os cabelos em uma toalha. Vi que o vazio tinha deixado seus olhos, mas ela ainda estava fora de si. —Obrigada. — Sussurrou. —Claro. Levei-a para a cama. Ela desapareceu sob as cobertas. Puxei minha cueca e encontrei uma pequena prateleira de bebidas em sua cozinha. Ela tinha duas garrafas de gin na prateleira de cima e uma garrafa cheia de Make’s Mark. Meus dedos coçaram para o Make’s.


Fiquei ali, momentaneamente paralisado. Eu disse a Julia que não iria beber com ela. Eu disse a ela que estava tudo bem se ela tivesse uma bebida. E estava tudo bem. Este foi um dos dias mais estressantes da minha vida. Não seria apenas uma bebida para tirar vantagem da abstinência. Não seria uma bebida casual com amigos. Este foi o dia que o meu cunhado morreu. Minha irmã ficou viúva. Meu sobrinho, órfão. Era bom beber hoje. Eu poderia ser forte para Jules, mas eu não era forte hoje. Minha mão apertou a garrafa de uísque, e eu trouxe-a para o balcão. Apenas um. Eu só precisava de um. Derrubei uma dose no copo e inclinei de volta. Minhas mãos ainda estavam tremendo quando o coloquei para baixo. A bebida não tinha feito nada. Eu ainda estava machucado. Nada estava entorpecido. Eu precisaria me enterrar em uma garrafa para foder qualquer coisa. E eu não faria isso com Julia. Não quando ela precisava de mim agora. Um teria que servir. Enfiei o Make’s na prateleira com uma força que eu não conseguia controlar e fiz para Julia seu gin tónico. Antes que eu voltasse para o quarto, vasculhei o lixo da gaveta até que encontrei um pacote de chicletes. Hortelã. Eu esperava que fosse cobrir o uísque em minha respiração. Coloquei dois pedaços na minha boca. Então, peguei Waffle, que estava em uma cadeira no canto, e levei o unicórnio comigo. Ela estremeceu quando viu a bebida na minha mão, mas na verdade abriu um sorriso para o unicórnio. Eu ofereci os dois para ela. Ela se aconchegou com Waffle enquanto bebeu sua bebida como um


profissional. Eu saberia. Eu também não me importaria de ter uma bebida desse tamanho. Mas não hoje. Escorreguei na cama ao lado dela, puxando-a para me aconchegar. Não me importava que era meio do dia. A realidade era um acidente de trem no momento. —Você sabe, Jules, com tudo o que aconteceu hoje, eu não quero mais nenhum arrependimento na minha vida. —Mmhmm? —Eu sei que podemos ter começado de uma forma fodida. Que nós tivemos nossos altos e baixos. Mas tudo que eu podia pensar quando descobri sobre Mav foi que ... eles não tiveram tempo suficiente. Não por um longo lance. Eles só foram casados por um ano e meio. —Eu sei. — Ela disse, fungando novamente. —A vida é tão incerta. Eu não quero desperdiçar o nosso momento. —Nós não estamos desperdiçando o nosso momento, Austin. Beijei seu ombro, sentindo-me mais seguro com ela pressionada contra mim. O que tinha acontecido com Sutton era impensável. Tive um monte de perda na minha vida. Mais do que uma pessoa normal, mas perder o amor da sua vida ... era uma perda que eu não tinha ideia de como ela suportaria. Eu me senti quebrado pela minha irmã, mas meus sentimentos por Julia nunca tinham sido mais claros.


A tragédia aguçava a minha determinação. Eu não ia deixar essa mulher ir por qualquer coisa. A parte mais assustadora era que Sutton tinha se sentido da mesma forma, e olha onde ela tinha chegado.


Julia A família Wright estava vestida de preto. Ternos pretos. vestidos pretos. Saltos pretos. Um chapéu preto com malha para esconder os olhos vermelhos inchados de Sutton. As luvas pretas que não fizeram nada para encobrir as mãos trêmulas. Normalmente, isso teria me agradado. Preto era a minha cor favorita. Mas hoje era um dia de luto. Preto, uma cor de morte. E o funeral de Maverick Wright estava a caminho. Ainda não podia acreditar que tudo tinha acontecido. Sutton tinha encontrado um homem que amava além das palavras. Claro, isso não tinha sido fácil. Ela ficou grávida muito cedo, teve o casamento muito cedo. Pelos padrões da sociedade, ela e Maverick não deveriam ter nunca dado certo em primeiro lugar. Estive no casamento. Ouvi o que todo mundo tinha dito. Mas eles desafiaram essas normas. Eles riram na cara do julgamento de todos. Eles tinham vivido e amado. Então, tudo havia sido destruído.


Tão rápido. Sem aviso. Austin colocou o braço em volta da minha cintura. —Você está bem? Balancei minha cabeça. —Como alguém pode ficar bem? —Eu sei. Ele me apertou um pouco mais forte. A semana desde que Maverick morreu no Quatro de julho era sombria, mas, de alguma forma estranha, perfeita para o nosso relacionamento. Eu estive completamente fora de mim, mas Austin esteve lá o tempo todo. Era como se soubesse exatamente o que eu estava sentindo e antecipado todas as minhas necessidades. E sentia um pouco errado que as coisas estavam tão bem comigo e Austin quando Sutton tinha perdido tanto. O funeral em si foi curto. Sutton não queria nada grande. Ela tinha insistido em um pequeno arranjo com a família e os amigos mais próximos de Maverick. Nós do lado de fora, ao redor de um caixão fechado, em um terreno Wright no cemitério local. Era um dia ensolarado no West Texas sem uma nuvem no céu. O calor batia em nosso traje preto e absorvia as lágrimas de todos os rostos. Jason era muito jovem para saber realmente o que estava acontecendo, mas ele parecia tão calmo e contido, como o resto de nós. Ele continuou chegando e tocando o rosto de sua mãe, como se para conter as lágrimas. Mas ela não podia contê-las. Ela sussurrou algo no ouvido de Jason e o abraçou contra ela.


—Sut, eu vou levá-lo. — Morgan sussurrou. Sutton concordou e entregou o filho para sua irmã. Morgan segurou Jason firme. Sutton avançou e colocou um copo de leite em cima do caixão. Ela colocou a palma da mão contra o caixão, falando com seu marido pela última vez. Todos nós assistimos, impotentes, quando orações finais foram ditas. Então, era hora de dizer adeus. Ninguém estava pronto para deixar Sutton sozinha aqui neste dia. A semana passada tinha sido dura o suficiente. E ainda havia uma vigília, para esta tarde. Jensen finalmente se aproximou dela. —Sut. —Basta ir. — Ela disse com voz rouca. —Sutton, vamos lá. Eu vou te levar para casa. —Eu disse, vá. Jensen acenou para que todos pudessem ir em frente para a casa. Morgan passou Jason nos braços de Jensen. Eles compartilharam um olhar de simpatia, e, em seguida, Morgan estava levando todos para longe. Eu realmente queria dizer algo para Sutton. Mas sabia que ela precisava estar aqui, sozinha, chorando. Nada do que eu dissesse poderia mudar o que tinha acontecido de qualquer maneira. Ainda assim, eu tinha uma profunda necessidade de estar lá para ela durante isso.


Austin enfiou a mão na minha. —Vamos, Jules. Tomei mais um olhar fugaz na cena antes que meu coração se partisse mais uma vez. Sutton caiu de joelhos diante do caixão. Jensen colocou seu filho em seus braços, então ela não teria que ficar sozinha. Jensen foi um pai melhor para ela do que seu próprio pai. Mais um pai do que um irmão para todos eles. Isso me matou por saber que Sutton tinha perdido os seus pais e seu marido antes da idade de vinte e três anos. Ninguém deveria ter que suportar isso. Foi ainda pior do que os meus pais, e isso estava dizendo algo. Segui Austin do cemitério e para o seu carro estacionado, que parecia ostensivo no estacionamento. —Eu não estava ansioso para isso. — Austin admitiu. —Eu imagino. —O mundo certamente não é justo para os Wrights, hein? — Ele balançou a cabeça e apoiou os braços contra a parte superior do seu carro enquanto olhava para mim por cima do seu carro. —Sutton perdeu nossa mãe quando tinha apenas um ano de idade, assim como Jason. Ela cresceu sem uma mãe, e ele vai crescer sem um pai. Então, o nosso pai morreu quando ela tinha apenas onze anos. —Horrível. —Eu sempre achei que ela era a sortuda. —Como?


—Ela realmente não se lembra deles. Ela não tinha que ter suas sombras a seguindo por aí. Ela brilhou mais brilhante e amava mais fácil e sentia mais profundo. — Ele passou a mão pelo cabelo, trêmulo. —E então isso acontece. Quanto uma pessoa pode aguentar? Eu não tinha resposta para isso. Eu era um testemunho duradouro pela vida. Eu saí na frente, mas não tinha visto a luz através do túnel. Não por muito tempo. E, ainda assim, eu não tinha atravessado o que Sutton estava passando agora. —Estou muito preocupado que ela vai perder todo esse brilho e alegria. — Ele disse. —Ela não sabe o quanto é a cola para a nossa família. O otimismo para o nosso pessimismo. O idealismo para o nosso cinismo. Eu não a culpo se ela fizer. Ela perdeu um pedaço de si mesma. Mas eu odeio isso por ela. —Ela vai voltar para si mesma. — Eu disse. —Você apenas tem que estar lá para ela, quando ela precisar de você. E ela vai precisar de você. Todos vocês. —E você. —Eu? —Você estava lá quando aconteceu. —Suponho que eu estava. —Você vai sempre estar enraizada na memória daquele dia. Ela vai precisar de você, também.


Sorri tristemente e me esgueirei para o lado do passageiro. Nós fomos através da cidade para a casa de Jensen. O velório era aberto para muito mais pessoas do que o funeral tinha sido. Os Wrights congregavam na cozinha, fingindo classificar pratos para todos os convidados que vieram para prestar seus respeitos. Ninguém falava. Landon e Heidi pairavam sobre as sobremesas. Ela iria olhar para baixo no anel de diamante no seu dedo de vez em quando. Eu podia ler praticamente os pensamentos em sua cabeça. O que ela faria se a mesma coisa acontecesse com ela? Emery não conseguia ficar parada, sem Jensen. Ela continuou organizando e reorganizando pratos e talheres até que sua irmã apareceu para acalmá-la. Morgan e Patrick estavam juntos. Não perto o suficiente para tocar. Mas perto o suficiente para que eles quase parecessem um casal. Eles não eram. Mas mesmo eles não perceberam que esta tragédia os tinha empurrado juntos. Austin e eu fomos os últimos a chegar. Peguei um prato de comida e, eventualmente, desisti de comer qualquer coisa. A comida parou no meu estômago. Nada ajudou. Eventualmente, Sutton Jensen e Jason apareceram. Todos riram ao redor deles como pássaros regando-os com condolências e memórias compartilhadas de Maverick. Sutton mantinha um rosto forte por tudo isso, mas eu poderia dizer que ela queria sair. Ela queria que tudo acabasse.


—Vamos pegar ar. — Austin sugeriu. Concordei com a cabeça distraidamente e tirei uma lágrima do meu olho. Saímos sorrateiramente pela porta dos fundos para o quintal enorme de Jensen. Austin me puxou para um banco do parque sob uma árvore sombreada. —Você parecia como se estivesse prestes a hiperventilar. — Ele disse. —Sim. Era difícil respirar ali. Eu não sei como Sutton consegue. —Jules, eu tenho pensado muito ultimamente. —Sobre o que? —Nós, — ele disse, entrelaçando nossos dedos. —Eu perdi dois anos sem você, tudo por causa de alguma razão idiota. Eu não deveria ter temido meus sentimentos por você. É isso que eu quero. Você é o que eu quero. Sorri e gentilmente trouxe meus lábios até o seu. —Você é o que eu quero também. Aprecio você cuidar de mim durante a última semana. —Pretendo fazer isso para o resto da minha vida. Meu queixo caiu. —Essa é uma afirmação ousada. Ele riu de si mesmo e assentiu. —Isto é. É realmente. —Você quer ficar comigo para o resto da sua vida? —Sim. Um dia, eu vou ser o homem que você merece. Então, vou colocar um anel em seu dedo. — Ele disse, deslizando a ponta de seu


dedo para baixo no meu dedo anelar esquerdo. —Vou dar-lhe o meu nome e fazer você ser minha para sempre. Meu coração apertou com suas palavras. Para sempre. Eu não tinha sido capaz de pensar em sempre em tanto tempo. Foi somente durante os últimos anos que eu tinha pensado em ter um futuro em tudo. E, agora, eu estava dando-o para este homem. Alguém que pensou que não me merecia, de alguma forma. Era quase risível. —Você já é o homem que eu mereço. Ele riu. —Eu lhe asseguro, eu não sou. Mas vou chegar lá. Abri a boca e depois fechei. Havia tanta coisa sobre mim que Austin não sabia. Tanto que eu queria confiar nele. Como eu poderia aceitar que ele me queria para sempre sem ele saber a verdade? Como poderia querer ele para sempre, sem ele saber exatamente no que estava se metendo? Eu ia ter que arriscar ele me odiar. —O que é isso? — Austin perguntou. Era como se ele pudesse realmente ver todos os pensamentos girando na minha cabeça. —Nada. — Finalmente disse. Agora não. Aqui não. Em breve. —Tem certeza disso? Não. —Só sobrecarregada.


Eu precisava juntar as minhas coisas se quisesse fazer isso funcionar. A porta para o quintal se abriu. Sutton saiu correndo, bateu a porta atrás dela, e esmagou-se contra a parede de tijolos. Ela cobriu o rosto com as mãos, respirando pesadamente. Não tinha certeza se ela estava chorando ou apenas tentando descobrir como respirar novamente. Depois de um minuto, ela tirou as mãos e se arrastou até nós. —Ei. — Ela murmurou. —Me desculpe por isso. Austin deu de ombros e deu um tapinha no assento ao lado dele. — Você não tem que pedir desculpas a ninguém. Sutton sentou-se com um bufo. —Eu sei. Eu só ... odeio tudo isso. Odeio toda última coisa sobre ele. Eu deveria me sentir grata por todas essas pessoas quererem me ajudar, mas não me sinto. Eu não sinto nada. Olho em volta para ver Mav tirar sarro do grande evento, e então eu me lembro ... ele não está aqui. Ele nunca vai estar aqui novamente. E não sei como viver essa vida. —Você não tem que entreter ninguém. — Eu disse a ela. —Se você não gosta de nada disso, então vou dizer a todos para sair. —Seria rude. —E daí? — Eu disse com um encolher de ombros. —Eu não me importo de ser o cara mau. Você não tem de estar disponível no momento. Você tem que fazer o que é melhor para você e Jason. É isso aí. —Você faria isso por mim?


—Claro que faria. — Austin disse, me apoiando. —Você faria qualquer outra coisa para mim? —O que? — Perguntei. Seus olhos viajaram para baixo na meia manga de Austin e as tatuagens que eu revelava no meu vestido de alcinhas. —Leve-me para fazer uma tatuagem?


s

Austin —Você tem certeza disso? — Perguntei a Sutton pela décima vez desde que tínhamos aparecido no estúdio de tatuagem no dia seguinte. —Mais do que certa. Ela estava dividida entre a emoção e nervos com o pensamento da sua primeira tatuagem. Ainda podia me lembrar da minha primeira. Tinha feito no dia seguinte que fiz dezoito anos, e meu pai bateu na minha bunda no dia seguinte. Mas eu tinha feito isso para a minha mãe, e não me importava que tinha quebrado uma regra, enquanto vivia sob seu teto. —Ela vai ficar bem. — Julia disse. —A primeira sempre é mais difícil. Eu ri e apertei a mão dela. —O que? —Eu estava pensando a mesma coisa. Sutton olhou entre nós dois através dos olhos vazios. Rapidamente soltei a mão de Julia. —Desculpa.


—Não. — Sutton disse, acenando. Mas eu vi lágrimas vindo aos olhos novamente. Foda-se, eu sou estúpido. Não tinha a intenção de exibir meu relacionamento na frente dela. —Vamos fazer isso. — Sutton disse. Nós entramos e encontramos com o meu tatuador, Nick. Seu namorado, Michael, também estava lá naquele dia, descansando ao redor e se divertindo falando das tatuagens absurdas que Nick tinha recentemente colocado no corpo das pessoas. —Austin, — Nick disse, batendo as mãos comigo. —Fiquei feliz quando ligou, cara. O que estamos fazendo para você? —Não é para mim, — eu disse. —Esta é minha irmã Sutton. —Pele virgem? — Perguntou. —Sim, está é minha primeira. — Sutton disse, relaxando no comportamento fácil de Nick. —Ótimo. Você sabe o que quer? Ela assentiu com a cabeça. —Sim. —E você? — Nick perguntou. Ele olhou as tatuagens de Julia. — Posso? Ela estendeu a mão, e ele pegou, olhando para toda a pele coberta que eu adorava.


Nick assobiou. —Por favor me diga, o que eu posso acrescentar a esta obra-prima. —Não descobri o que minha próxima tatuagem vai ser. — Ela disse. —Quem fez o resto do seu trabalho realmente sabia o que estava fazendo. Eu adoraria tocar em sua pele. Michael bufou, veio direto e chutou seus pés de cima do balcão. — Língua, amor. —Michael, aprecie seu belo trabalho, e, em seguida, volte para mim. —Ela não é o meu tipo. — Michael disparou de volta. Nick cuidadosamente bateu no ombro de Julia. —Você também não é meu tipo, querida. Apenas balancei a cabeça, e até mesmo Sutton abriu um sorriso. Julia deu-lhe um olhar divertido. —Isso é provavelmente o melhor, já que estou com Austin. —Oh, novo amor, querida. Eu amo isso. —Michael ecoou da entrada. —Namorada. — Austin corrigiu. As sobrancelhas de Nick subiram. —Que novo e diferente. Agora, vamos nos concentrar na irmã. Sabe que é para sempre, certo? —Eles já me informaram. — Sutton disse. Então, ela olhou para nós dois antes de acrescentar: —Algumas vezes.


Nick riu e agarrou a mão dela. —Aposto que sim. Eles não podem evitar. Agora, vamos lá para trás prepara-la. Conte-me tudo sobre você. O que estamos fazendo hoje? Julia e eu a seguimos para a sala de trás onde Nick trabalhava em deixa-la pronta para a sua tatuagem. —Nervosa? — Julia perguntou. —Sim, mas eu posso lidar com qualquer coisa agora. —O que você vai fazer? Sutton olhou para seu pulso. —Um dente de leão. É como Mav e eu começamos. Nós conhecíamos um ao outro por um ano antes dele criar coragem de me convidar para sair. Disse que eu estava fora da sua liga. Então, nós estávamos em uma festa. Estávamos um pouco tontos. Era tolo no momento, mas ele arrancou um dente de leão e fez um desejo para nós. Tem sido nossa coisa desde então. —É perfeito. — Julia sussurrou, com a voz embargada, como se ela mal conseguisse formar as palavras. —Sim, — Sutton disse. Ela estendeu a mão e pegou a mão de Julia. —Obrigada por estar aqui para mim. —Claro. — Julia disse. —Estou feliz por você e Austin, sabe? Eu sorri e baguncei seu cabelo. —Obrigado, Sut.


—Eu sei que nunca seria capaz de fazer isso com mais ninguém. Graças a Deus Jensen não é preconceituoso e não se importa como alguém parece, desde que eles possam fazer o trabalho. —Eu teria sido demitido há muito tempo. — Eu disse. Sutton revirou os olhos. —Tudo bem, certo. Por um lado, você pode cobrir suas tatuagens com um botão fechado, mas Julia tem a dela em exibição. Ela pinta o cabelo. Ela tem um piercing no nariz. Sua pele é uma paleta de cores. Ela não esconde quem ela é. Julia se contorcia com a atenção. Eu poderia dizer que mais uma vez algo estava errado. Assim como no dia anterior no velório. Parecia que ela queria me dizer alguma coisa. Eu podia senti-la se segurando. Uma parte de si mesma que eu não conseguia alcançar. Eu tinha caído duro por esta menina, e toda a minha família a amava. Precisava encontrar uma maneira de ter isso através dela. Não queria que ela sentisse como se tivesse que se esconder. Nick voltou depois e começou seu trabalho. Julia e eu alternávamos com segurar a mão de Sutton enquanto ela fazia a sua primeira tatuagem. No momento em que estava terminada, ela estava tremendo. Mas ela parecia feliz, apesar da dor que sofreu. —Não foi tão ruim. — Ela disse quando saímos algum tempo depois. Julia e eu rimos. —Nós vamos deixa-la viciada. — Julia disse. Sutton assentiu vigorosamente. —Sinto que já estou.


Eu sabia que isso não iria compensa-la. Nada jamais poderia. Mas pelo menos tínhamos encontrado algo para animá-la, mesmo que fosse momentâneo. Isso me deu esperança de que ela iria sobreviver a longo prazo. Ainda não. Não tão cedo. Mas talvez eventualmente.

A vida continuou. Voltar ao trabalho na segunda-feira de manhã parecia ... louco. Era como se todos nós tivéssemos nadado em águas agitadas e agora esperávamos para sentar na piscina infantil. Nenhuma fogueira para apagar. Apenas trabalho normal. Como tudo poderia voltar ao normal, como se Maverick nunca tivesse morrido? Seu escritório estava no meu andar. Ele havia sido esvaziado antes mesmo de eu entrar no escritório. Não sabia como me sentia sobre isso. Foi um alívio ou deprimente? Que poderíamos apagar alguém tão rapidamente. Eu sabia uma coisa. Fiquei contente de Sutton não trabalhar para a empresa. Nós teríamos feito ela tirar uma folga de qualquer maneira, mas não conseguia imaginá-la entrando e vendo isso. Iria quebrar seu coração já quebrado. Mas não podíamos ignorar o trabalho por mais tempo. Elizabeth Leyton estaria vindo esta tarde para sua entrevista para a posição de CFO. Nós a transferimos de volta do último fim de semana, e tínhamos mais duas entrevistas para fazer antes do final de julho. Eu sabia que Jensen queria decidir sobre a posição antes do final do verão.


Dessa forma, todos poderiam ser treinados em seus lugares, e ele podia trabalhar em sua aventura de arquitetura pessoal. Todo mundo estava se movendo para o seu emprego dos sonhos. Todos, exceto eu. O pensamento de descobrir o que eu queria fazer com a minha vida e tudo com Sutton, me fez querer abrir uma garrafa. Patrick e eu tínhamos jogado todas do meu escritório fora semanas atrás, então eu não ficaria tentado. Reduzi seriamente a ingestão apenas o suficiente para impedir de me sentir mal do meu estômago. Eu sabia que o pior ainda estava por vir, com tudo isso. Dar-me inteiramente era a próxima missão, mas tinha sido duro o suficiente reduzir. Não acho que eu estava pronto. Minhas mãos tremiam enquanto o gosto de uísque inundava a minha boca, como se estivesse realmente bebendo. Às vezes, o sabor vinha para mim tão de repente que meu sangue parecia cantar no pensamento de ter uma bebida. Mas eu tinha Julia. Ela poderia me ajudar passar esse estresse. Eu poderia fazer este trabalho. Eu não precisava de uma bebida. Porra! Eu me afastei da minha mesa e deixei meu escritório. Pensei que eu estava bem com toda essa merda. Descobri, minha clareza só vindo de Julia. Uma vez que parei e pensei sobre a morte de Maverick, tudo me atingiu. Todas as razões que comecei a beber em primeiro lugar. Todas as razões que não consegui largar a garrafa. Corroía-me. Tropecei no escritório de Patrick e fechei a porta atrás de mim. — Você tem uma bebida?


Patrick olhou para cima do seu computador. —Que diabo, homem? Pensei que estava parando? —Estou. Porra! Sentei na cadeira na frente da sua mesa e coloquei as palmas das minhas mãos na minha testa. —Eu só ... preciso de uma bebida. —Cara. Não. Você só quer uma bebida. É sobre Sutton? —Talvez. —Olha, eu sou como o seu irmão. Estive lá desde o início. Eu sei que a morte de Maverick não pode ser fácil com o seu passado. — Patrick disse. —Mas ter uma bebida realmente seria a resposta? —Você tem uma ou não? — Briguei com ele. —Não vou te dar porra nenhuma quando você está assim. —Você é um idiota. Patrick deu de ombros. —Você está indo muito bem, cara. Tome algumas respirações profundas, e volte a se controlar. Você teria ido para Julia para isso? —Claro que não! —Então, você não precisa de bebida. —Eu sei! — Explodi da minha cadeira e comecei a andar pela sala. —Eu sei que não. Mas ... que porra é que eu vou fazer, Patrick?


—Você vai sentar a sua bunda de volta para baixo e lidar com isso, como todo mundo faz. Sentei-me. —Como é que todo mundo faz? —Com tempo, — ele disse. —Eu sei que não é isso que você quer ouvir. —Não, não é. —Mas isso vai passar. Inclinei a cabeça para trás e olhei para o teto. Ele estava certo. Inerentemente, eu sabia que ele estava certo. Mas isso não impedia a sede.

Isso

não

me

fez

sentir

menos

louco

para

querer

tão

desesperadamente. Eu não sabia como explicar isso. Acho que não conhecia alguém que pudesse entender o que eu estava passando. —Está bem. Sim. Você está certo. —Balancei minha cabeça. Eu não preciso disso. Eu não preciso disso. Eu não preciso disso. —Ainda vamos comemorar o meu aniversário na próxima semana? Balancei a cabeça. —Estou dentro. O que você quer fazer? —Diria que jantar, mas Mindi e eu voltamos de novo. —Grande surpresa. —Eu não quero segurar vela com você e Julia. —Então, convide outra pessoa. —Acho que eu poderia ver se Mor está livre.


Sorri. Patrick estava finalmente admitindo o que havia entre ele e Morgan? Então, olhei para seu rosto e percebi que o idiota ainda não tinha nenhuma pista. Patrick torceu o nariz e depois deu de ombros. —Mas talvez nós devemos apenas sair com os caras. —Legal cara. Patrick olhou para sua tela de computador. Caso encerrado. —Você provavelmente deve ficar aqui até que esteja bem novamente. Certo? Concordei e não me movi do seu escritório por várias horas. Porra, eu sou tão fraco.


Julia Minhas costas doíam. Por que diabos decidi usar saltos altos para trabalhar hoje? Não tinha ideia de como Heidi fazia isso todos os dias. Tudo o que fez foi fazer meus pés doerem e me deixar de mau humor. E eu tinha prometido ter uma noite de meninas com Heidi e Emery esta noite, enquanto Austin estava fora com os caras. Com certeza, esperava que elas não achavam que eu ia ficar em meus saltos. Não estava acontecendo. Pulei para fora da minha Tahoe com um estremecimento e mancando dentro do meu apartamento. Chutei os sapatos irritantes fora dos meus pés, flexionando contra o tapete. Com um suspiro, retirei a minha roupa de trabalho e coloquei calças de moletom. A melhor parte do dia. Estava

apenas

puxando

uma

grande

camiseta,

quando

a

campainha tocou. —Já vou! — Gritei. Um homem estava do outro lado da porta. O desconforto comeu através de mim.


—Quem é? —Tenho uma entrega que você tem que assinar. — O homem disse. —O que é? —Uh ... flores. Soltei a respiração que estava segurando de uma vez. Flores. Apenas flores. Claro. Isso é ... lógico. Não para onde meu cérebro estava indo. Deus, desejava que não tivesse quase um ataque de pânico sempre que alguém aparecesse no meu apartamento. —Desculpe por isso. — Eu disse depois que deslizei todas as fechaduras abertas. —Sem problemas. Basta assinar aqui — O entregador disse. Ele ainda olhou para mim como se eu fosse uma louca. Esqueci-me de que o painel de entrada em Lubbock dizia, A cidade mais amigável na América. Provavelmente eu parecia como uma pessoa louca com toda a minha paranoia. Assinei o papel e entreguei de volta para o cara. Ele passou para mim um vaso de vidro verde com um buquê de lírios brancos no mesmo. Meu favorito. Chutei a porta para fechar e levei o vaso para dentro. Depois de colocá-lo no balcão da cozinha, procurei o cartão. Mas não havia nenhum cartão. —Sério? — Disse, olhando para a porta novamente. Trouxe as flores e esqueceu o cartão. Pelo menos era óbvio de quem era.


Peguei meu telefone e verifiquei o horário. Austin não estava saindo para ir para o aniversário de Patrick por mais uma hora. Isso era muito tempo. Ri e arranquei as minhas roupas novamente. Austin não tinha ideia de quanto as flores eram minha fraqueza absoluta. Elas sempre foram. Ele fez bem. Procurei através do meu closet e encontrei o vestido azul-escuro furtivo que Heidi tinha me falado há algumas semanas atrás. Eu teria que suportar os saltos novamente depois de tudo. Estendi a mão para os meus saltos, total-não-adequado ao trabalho, foda-me saltos de tiras que fizeram minhas pernas e bunda parecer sexy como o inferno. Duas coisas que eu sabia que Austin não podia resistir. Eu com meu cabelo despenteado e uma camada de espessura de batom vermelho. Meu celular, chaves do carro, e Ray-Ban entraram em minha bolsa, joguei a alça da minha bolsa de couro sobre a minha cabeça. Cheirei o perfume de lírios antes de sair do apartamento, pronta para deixar o meu namorado saber o quanto eu apreciei as flores. Felizmente, a casa de Austin não era tão longe do meu apartamento. Estacionei na rua e fui direto pela porta da frente sem bater. —Austin. — Chamei pela casa. Nenhuma resposta. Hmm.


Bati a porta atrás de mim, deixei cair minha bolsa, e subi as escadas até seu quarto. Eu podia ouvir o chuveiro da suíte máster. Minha mente se afastou de mim, imaginando o homem nu quente atrás daquela porta. O abdômen esculpido, o sexy V, o bíceps tatuado e o longo, duro pau esperando por mim. Abri a porta e vi a figura nua de Austin em sua silhueta contra a porta de vidro do chuveiro. Meus pés pararam de se mover, e meu queixo caiu. Austin tinha seu pau na mão. Sua cabeça estava inclinada para trás. Ele estava trabalhando para trás e para frente. Se masturbando com tal vigor que me deu água na boca, e uma propagação de calor entre as minhas coxas. Eu poderia assistir a isso durante todo o dia. —Foda-se. — Ofeguei. A cabeça de Austin chicoteou até a porta aberta. Sua respiração era irregular. Engoli em seco quando nossos olhos se encontraram através do vidro ... e ele não parou de se acariciar. Ah, porra. Ah, porra. Apertei minhas pernas juntas, enquanto o meu corpo doía por ele. E ele não estava parando. Deus! Enquanto ele me observava, corri minha mão pela minha coxa nua e debaixo do meu vestido curto. Achei a área mais sensível e acariciei através do tecido leve. Estava molhada. Empurrei o material de lado, peguei um pouco dessa umidade, e rodei em volta do meu clitóris. Meu corpo estremeceu com o contato. Eu poderia gozar assim. Ele parou de se acariciar enquanto me observava com fascinação. Meus olhos vidrados com o toque, deixei escapar um suspiro ofegante.


Finalmente, ele abriu a porta. Seus olhos estavam escuros e necessitados. —Você vai trazer o seu traseiro aqui e me deixar acabar com você? — Ele perguntou. —Depende. — Eu disse. —Não, porra, não. Saia dessa porra de vestido agora, ou eu vou te deixar muito molhada. —Oh, eu tenho uma escolha agora? Austin rosnou baixo. Em seguida, passou pela entrada, seu pau saliente do seu corpo, e me puxou para o chuveiro. Eu ri quando todo o meu trabalho ficou encharcado. Não havia nenhum motivo para consertar meu cabelo, ou o vestido ou nada disso. Austin não se importava. Levantei o meu dedo para ele. —Quer provar o que você faz para mim? Ele agarrou minha mão pelo pulso e, em seguida, levou todo o meu dedo indicador na boca. Então, ele me chupou, como se eu fosse de açúcar em pó em um bolo de funil. —Isso é o que você quer que eu faça para você? — Murmurei, hipnotizada pela forma como sua língua tocou meu dedo. Ele bateu o dedo em sua boca e, em seguida, encontrou o zíper do meu vestido. Arrancou a coisa fora juntamente com o meu sutiã sem alça, jogando do chuveiro sem cuidado. Em seguida, caiu de joelhos,


arrastando a minha calcinha todo o caminho pelas minhas pernas. Elas acabaram em um canto, mas perdi todo o pensamento coerente quando ele me empurrou contra uma parede, puxou meu pé com salto para cima e sobre o seu ombro, e depois enterrou seu rosto em minha buceta. —Adoro ver você tocar a si mesma. — Ele disse, beliscando meu clitóris. —Mas a sua buceta gozando em minha língua é melhor. E eu gozei incontrolavelmente. Vê-lo dando prazer a si mesmo, me deixou tão molhada que a menor provocação da língua de Austin me enviou diretamente para a borda. Caí de joelhos quando meu orgasmo disparou através de mim. —Puta merda. — Gemi. —Você vai dizer muito isso. Meus olhos se encontraram com os dele. —Você estava pensando em mim? Estendi a mão e envolvi em volta de seu pau latejante. —Só você, querida. —O que eu estava fazendo que te deixou com tanto tesão? Ele ofegava, batendo a mão contra a parede, enquanto eu tirava seu prazer. —Primeiro, você me chupava. Mudei a minha boca para a frente e levei a minha língua todo o caminho até seu pau. Então, chupei a cabeça. —E depois? — Perguntei.


—Então, você me deixou ter essa sua doce bunda. —É isso que você quer? Seus olhos encontraram os meus quando deixei marcas de batom vermelho de cima para baixo em seu pau. Isso foi um sim. Eu podia senti-lo tenso, preparando-se para gozar. Como se ele não conseguisse se segurar por mais tempo. Ele atirou líquido pegajoso na minha boca, apoiando-se contra a parede do chuveiro e gritando. —Porra, Jules! Jesus Cristo! Porra, porra, porra. — Ele gritou. Engoli seu gozo e oscilei para trás em meus calcanhares. —Você vai dizer muito isso. — Provoquei. Estendi a mão para a alça em um dos meus calcanhares para tirálo. A mão de Austin disparou. —Não os tire, porra. —Oh? —Eu estou fodendo você nisso. Apenas isso. — Seus olhos viajaram sobre meu corpo corado. —Eu nunca vou ser capaz de olhar para esses saltos novamente sem pensar em você aparecendo e me fazendo gozar. Corei, satisfeita comigo mesma. Relutantemente Austin limpou o batom fora do seu pau, desligou o chuveiro e, em seguida, me arrastou para o quarto dele. —Eu quero tentar isso. — Ele disse. —Tentar o que?


Ele pegou uma garrafa de lubrificante e, em seguida, voltamos lá para baixo. Ele me moveu até seu sofá e, em seguida, me inclinou sobre o braço dele. Ele bateu na minha bunda, deixando uma dor aguda em seu tapa. Engoli em seco e apertei as minhas pernas juntas. Mas foi um desperdício. Fui espalhada aberta para ele e completamente à sua mercê. E eu estava encharcada. E tão pronta para ele. —Deus, Jules. — Ele gemeu quando apertou seu pau contra a minha abertura. Choraminguei quando ele entrou em mim, levando-me em cursos longos, fácil. Eu não sabia como estava ainda funcionando com a forma como ele estava me provocando. Ele segurou meus quadris forte. Eu podia ver por que ele queria experimentar isso. O braço do sofá era o nível perfeito. E ele foi ao fundo do poço, uma e outra vez. —Perfeito. Você é perfeita. — Ele disse, tremendo de esforço. Estávamos ambos já tão perto novamente. Eu podia sentir as primeiras ondas de uma lavagem de orgasmo em cima de mim. Afundei as minhas mãos na almofada do sofá e abafei um grito na almofada. —Ainda não. — Ele instruiu. —Por favor. — Implorei. Senti um aperto frio do lubrificante sobre a minha bunda. Ele pressionou um dedo no buraco e depois outro. Fiquei tensa em volta dele, e então respirei fundo e relaxei.


—Você está pronta para gozar para mim? Balancei a cabeça, empurrando minha bunda para ele. Ele riu do meu desespero para tê-lo me levando assim. Não tinha vergonha que eu adorava. Nós dois adorávamos. E eu ia gozar tão forte uma vez que ele me enchesse. A cabeça do seu pau tocou a minha bunda, e, lentamente, ele me estendeu a sua volta. Engoli em seco quando o meu corpo foi aberto para levá-lo todo o caminho. Isso queimou no início, mas logo que entrou em mim, diminuiu. E tudo que eu sentia era prazer enquanto ele se movia dentro e fora de mim com facilidade. Não batendo em mim, como tinha feito com a minha buceta, mas tendo o cuidado com a minha bunda. Sabendo que cada pequeno movimento balançava ao nosso núcleo. No momento que Austin me encheu, gozei com força. Apertei ao redor dele, e ele acabou comigo. Meu corpo estava devidamente preenchido, fodido e acabado. Austin se retirou, e ainda assim, não me mexi. Não sabia se conseguia. —Isso foi ... uau. — Murmurei no travesseiro. —Sim. Isso realmente foi. — Ele disse.


Julia Depois de alguns minutos, levantamos para nos limpar. Outro banho estava em vista. Então, Austin teve que encontrar roupas dele para eu usar até que meu vestido estivesse seco. Não havia esperança para o meu cabelo. Tive apenas sorte de encontrar um prendedor de cabelo, para que pudesse puxa-lo para cima em um rabo de cavalo. Caí de costas na cama e bocejei. —Você tirou tudo de mim. Eu poderia dormir. Austin sorriu, todo orgulhoso de si mesmo. —Posso apenas acordá-la para outra rodada, quando voltar. —Você teria que me convencer. Isso foi um agradecimento. Ele lançou um olhar interrogativo. —Um agradecimento? —Sim. Para as flores. Sua expressão não mudou. —Que flores? Atirei-me na cama, com uma pedra afundando na boca do estômago. —Os lírios que você me enviou. —Uh, eu não lhe enviei lírios.


—O... o quê? —Quem está enviando-lhe flores, Jules? — Perguntou com uma risada. —Em quem que eu preciso bater? —Eu... — Gaguejei. —Ah não. Meu peito subia e descia rapidamente, a constatação me atingindo. Austin não tinha me enviado as flores. Ele não sabia que eu amava lírios. Ele não sabia que as flores eram a minha fraqueza. Ele não poderia ser tão bom em adivinhar. Mas havia alguém que sabia dessas coisas. Meu sangue gelou. —Ah, porra. — Engoli em seco. —Jules? —Não, não, não, não, não. — Eu disse uma e outra vez. —Você está branca como um fantasma. O que está acontecendo? Será que isso tem a ver com quem enviou as flores? Balancei a cabeça para trás e para frente e depois deixei cair a minha cabeça sobre meus joelhos. —Oh meu Deus, eu sou tão estúpida. —O que está acontecendo? —Pensei que indo embora, — sussurrei. —Pensei que eu estaria segura. —Baby, você está segura comigo.


Olhei para ele, olhos cegos, ocos. —Não estou segura em lugar nenhum. —Você está me assustando. O que está acontecendo? —Meu nome não é Julia Banner. — Soltei. Austin sentou-se pesadamente na cama. Suas sobrancelhas estavam franzidas juntas. —Tudo bem. Qual é o seu nome? —Juliana Peterson. —Não entendo. Por que você mudou o seu nome? —Por causa de Dillon. —E quem é Dillon? Esse cara que lhe enviou as flores? Concordei. —Acho que sim. — Minhas mãos tremiam. —Ele é meu ex namorado. —Sério, estou supondo. —Sim. A razão pela qual eu não queria ter que falar dos ex. —Então, por que ele está lhe enviando flores? Você ainda o vê? Ri, mas saiu abafado e descrente. —Não, Dillon destruiu a minha vida. Há tanta coisa que você não sabe, Austin. Porra. Eu queria lhe dizer tudo. Queria dizer a você quem eu realmente era. Desde que Mav morreu, queria derramar tudo, mas eu só ... estava preocupada que você iria me odiar. —Jules, como poderia odiar você?


—Porque você não sabe nada sobre mim. Ele suspirou e passou a mão pelo cabelo. —Eu sei tudo o que preciso saber sobre você. —Você diz isso agora. —Então me diga. Você tem um nome diferente. E daí? Eu pretendo mudar seu sobrenome de qualquer maneira, — disse apaixonadamente. —Você pode me dizer. —Conheci Dillon no verão antes da faculdade. Ele era ... ele não era boa coisa. Eu gostava ... de caras assim, — disse, encolhendo, enquanto meus olhos passeavam em suas tatuagens. —Eu estava apaixonada. Dillon só me mostrou as partes dele que queria que eu visse. Desisti da minha viagem para Northwestern para ficar em casa e ir para a faculdade comunitária. Não podia estar longe dele. Ele não me deixava ficar longe dele. Era aquela menina idiota. Ele estava traficando drogas. Eu sabia, mas pensei que realmente não importava. Você não cresce em volta de Akron sem ver a sua parte justa de drogas. —Ele deixou de ser o namorado perfeito para ser possessivo, ser ... louco. Eu sabia. Eu não era estúpida. Mas pensei que o amava. Não podia sair. Não podia fugir. — Balancei minha cabeça. —Entrei em Ohio State no meu segundo ano. No começo, ele não me deixava ir. Em seguida, ele expandiu sua negociação e se mudou para lá comigo. Eu não tinha amigos. Não tinha ninguém. Fui às aulas. Fiz direito. Mas eu estava completamente isolada. —Isso ainda não foi suficiente, foi?


—Consegui me formar, mas os próximos dois anos da minha vida foram um inferno. A única pessoa que eu tinha, era um dos meus professores. Contei tudo para ela. Ela me tirou de Ohio, me ajudou a mudar meu nome, e me encontrou o trabalho na Wright. —Você teve sorte de tê-la. —Agradeço a Deus por ela todos os dias, — admiti. —Mas ... pensei que eu poderia escapar de Dillon para sempre. —E, agora, você acha que ele te encontrou? —Tudo faz sentido, — sussurrei, colocando todas as peças juntas. — Ele roubou a minha jaqueta. Ele entrou no meu carro. Provavelmente fez o meu carro ser rebocado. —Julia, essas coisas vêm acontecendo há semanas. —Eu sei. — Sussurrei. —Você não acha que ele teria se aproximado já? —Ele é um psicopata. Quem sabe qual é o seu próximo passo? —Gostaria que você tivesse me contado sobre essa merda. — Austin disse. Ele se levantou e começou a andar pelo quarto. Suas mãos fechavam e abriam. —Sinto muito. Sei que eu deveria ter dito a você, mas não disse a ninguém. —Eu só ... porra! —Austin?


—Apenas me dê um minuto. Ele continuou andando distraidamente passando as mãos pelo cabelo. Eu podia ver seu cérebro trabalhando. Não sabia se ele estava tentando encontrar uma solução ou se só estava chateado comigo. Eu conhecia o olhar em seu rosto. Ele queria uma bebida. Eu o estava sobrecarregando. —Austin… —Um minuto. — Retrucou. Encolhi e ele suspirou. —Porra, sinto muito. Não quis dizer isso. —Está bem. —Não, não está. É apenas muito de uma só vez. Odeio esse idiota que te machucou. E, agora, eu me sinto como um imbecil. Não admira que você nunca quis falar comigo novamente quando pensou que eu tinha usado você. Cristo! Como você pode sequer olhar para mim? —Você não é o Dillon, Austin. Austin Wright pode ser um idiota. Ele pode ter um problema com a bebida. Ele pode colocar-se em primeiro lugar na maioria das coisas. Mas ninguém era tão ruim quanto Dillon. Se isso já foi demais, não havia como eu contar o resto. Se dissesse todas as camadas de Juliana Peterson, ninguém poderia amá-la. Ela era uma menina quebrada e usada. E, quando pensei em Dillon, fiquei com medo e me tornei a menina indefesa novamente. Em vez da mulher forte


que tinha fugido e construído a sua própria vida. E eu precisava ser Julia Banner. —Precisamos ir à polícia. — Austin disse abruptamente. Balancei a cabeça, sabendo que ele estava certo. —Eu vou de manhã. —Nós vamos agora. —Austin, você tem o aniversário de Patrick esta noite. —Isso pode esperar. —Não. Olha, é apenas uma noite. —Julia... —Estarei com Heidi e Emery. Divirta-se com os caras. Deixe-me lidar com Dillon. Seus olhos pareciam soltar fogo com essa sugestão. Ele não parecia gostar disso nenhum pouco. —Preciso contar para as meninas de qualquer maneira. Apenas ... esteja seguro, está bem? —Vou levar você até lá. Não vou te deixar sozinha. —Não vou ter minha vida controlada novamente. — Disse a ele. —Você acabou de me dizer que algum psicopata está lá fora, e você espera que eu deixe você dirigir sozinha? Porra, não, Jules. —Tudo bem. Você está certo. — Disse. Não queria brigar.


Acabei de despejar muito em Austin. Era injusto da minha parte apenas esperar que ele esteja bem com algo que eu tinha lidado toda a minha vida adulta. Não que eu estava bem com tudo o que tinha acontecido com Dillon. Austin parecia esgotado o resto do tempo em que ficamos prontos. Toda a tensão que havia deixado seu corpo do sexo gostoso que tivemos foi embora. Ele colocou jeans e uma camisa de botão com as mangas enroladas até os cotovelos. Depois de passar um produto em seu cabelo, ele me empurrou para fora de sua casa em meu vestido ligeiramente úmido. Finalmente concordou em me deixar conduzir o meu próprio carro, mas me seguiu todo o caminho para Heidi. Estacionamos na garagem. Ele saiu do seu carro e deu a volta para me ajudar. —Obrigada. — Disse, me inclinando para beijá-lo. —Você tem certeza que ainda devo sair hoje à noite? —Sim tenho certeza. É o aniversário do seu melhor amigo. Suas mãos foram como concha em meu rosto e me arrastaram para um beijo lento e constante. —Fique segura, Jules. —Vou ficar bem. Prometo. Ele suspirou e parecia que queria dizer muito mais, mas isso foi quando Landon saiu pela porta da frente. —Posso dirigir o seu carro de merda para a festa? Austin virou rápido —Meça suas palavras!


Landon riu. —Vamos. Vamos indo. Patrick vai estar rodeado por aqueles caras idiotas do ginásio que vocês viviam agarrados. Ele vai precisar de alguma classe. —Então, por que você vai? — Austin perguntou. Landon o socou quando passou, caminhando em direção ao Alfa Romeo. —Posso dirigir? —Porra, não. — Austin disse. —Ninguém dirige meu carro! Landon deslizou para o lado do motorista de qualquer maneira. —Veja? Você vai se divertir. —Se eu não matar o meu irmão primeiro. —Você o ama. —Sim. Eu amo. Austin me beijou mais uma vez antes de chutar Landon fora do assento do motorista e ir em direção a festa de Patrick. Suspirei de alívio. Estava feliz que a conversa tinha acabado. Ele tinha algum tempo para sair com os caras e descontrair. Esperançosamente, isso o ajudaria a envolver sua cabeça em volta da bomba da verdade que eu tinha jogado sobre ele. Agora, eu tinha que fazer tudo de novo com as minhas meninas. Elas mereciam saber também. Especialmente porque, se Dillon estivesse aqui em Lubbock, então ninguém estava a salvo. Não realmente.


Respirei fundo e, em seguida, entrei para encontrar Heidi e Emery. Heidi estava em um vestido rosa-choque com seu cabelo loiro em ondas praianas

longas.

Emery

estava

em

shorts

jeans

e

Converse.

Aparentemente, escolhi incorretamente para a noite das meninas. Heidi arqueou uma sobrancelha para a minha aparência. —Garota, o que diabos Austin fez para você? Sorri. —Nada que eu não pedi. Emery bufou, ao lado de Heidi. —Gosto disso. —Estávamos pensando em fazer compras e talvez comer. Você poderia pegar algo meu emprestado, se você quiser ficar mais confortável. Foi a minha vez de parecer incrédula. —Desde quando que suas roupas me servem? —Servem! —Heidi gritou. —Tenho um vestido que se encaixaria tão bem. —Podemos ... podemos conversar antes de irmos? — Perguntei. Heidi e Emery compartilharam um dos seus olhares habituais antes de concordar. Fomos para a sala de estar de teto com vigas de madeira expostas

e

lareira

de

pedra.

Era

impressionante.

Obviamente

personalizado. —O que foi? — Heidi perguntou. —Aconteceu alguma coisa com você e Austin? —Sim, mas não. Nada sério.


Fiz uma careta para os meus dedos firmemente unidos e, em seguida, entreguei a notícia que disse a Austin. Um peso saiu de mim quando finalmente comecei a divulgar quem eu realmente era para as minhas amigas. E melhor ainda ... elas não me odiaram. Elas não me odiaram por mentir e esconder quem eu era. Dillon sempre disse que qualquer um que realmente me conhecesse nunca poderia gostar de mim. Ninguém além dele, é claro. Foi difícil dissipar essa voz venenosa sussurrando em meu ouvido. —Então, — Heidi disse, sacudindo a cabeça, — o que acham sobre nós pularmos as compras e conseguirmos essa ordem de restrição? —Todas a favor, digam sim. — Emery disse. —Sim! — Heidi e Emery disseram juntas. Elas levantaram as mãos em uníssono. —Combinei com Austin de ir na parte da manhã. Acho que ele pode ficar chateado se eu for sem ele. —Esse cara Dillon aprontou mesmo com você. — Emery disse. —E eu achava que tinha relacionamentos ruins. —Sim, Julia, não posso imaginar com o que você ainda está lidando. — Heidi entrou na conversa. —O que você teve que suportar todos esses anos. —Desistir de uma bolsa de estudo integral. — Emery murmurou. É claro que ela iria se prender a isso. Ela conseguiu uma bolsa integral em Oklahoma e desistiu do seu curso de doutorado depois que seu namorado que era seu professor, a traiu. Ela era agora uma


professora do ensino médio. Eu não estava surpresa que a ideia de alguém inteligente estragar tudo de uma forma tão espetacular a machucasse. —Não foi a minha melhor jogada. Nem a minha pior ... —Bem, não temos que sair se você está preocupada que algo poderia acontecer. — Heidi disse. —Não estou, mas Austin está. Eu simplesmente não consigo descobrir o que Dillon está fazendo. Por que arrombar meu carro e não roubar nada? Por que tirar a minha jaqueta do meu próprio apartamento e, em seguida, devolvê-la? Quero dizer, ele a colocou novamente em um cabide no meu closet! Por que meu carro foi rebocado? Por que enviar os malditos lírios? —Ele está jogando um jogo. — Emery disse. —Ele quer que tudo se junte, para te assustar. —Sim. Ele é um bastardo manipulador. —E você não pode provar que ele fez nada disso. — Heidi disse, mordendo o lábio inferior. —Mesmo o reboque. Você disse que o cara informou que a empresa que ligou? Ele não está deixando um rastro. Apenas aterrorizando você de longe. —Buceta. — Emery cuspiu. —Ei, uma buceta pode dar uma surra! — Heidi disse. —Aposto que ele é mais como bolas. O menor movimento e o envia de joelhos.


Ri da sua analogia. —De qualquer maneira, ele é perigoso. Eu sabia disso quando fugi. Tê-lo aqui, em Lubbock ... — Estremeci e fechei os olhos. A última vez que vi Dillon passou diante dos meus olhos. A forma como ele me segurou. Pelo meu cabelo. O jeito como cuspiu na minha cara. Literal e figurativamente. O terror quando ele perdeu o controle. Fodido que eu soube a quantidade de drogas. Chateado comigo por ... Deus, tudo. Apenas tudo. —Ei, — Heidi disse, afundando-se na almofada ao meu lado. —Você não está sozinha nisso. Emery sentou do outro lado. —Estamos aqui. Austin está aqui. Você tem todo o peso dos Wrights apoiando você. —E, realmente, tudo que você precisar de nós, — Heidi disse, me cutucando. —Eu e Em podemos lidar com essa merda. Emery revirou os olhos. —Você está treinando kickboxing de novo? —É um bom treino. —Querido Senhor. — Emery sacudiu a cabeça. —O que ela está tentando dizer é ... você tem a nós. Somos irmãs agora. Vamos fazer tudo para fazer isso direito. Eu queria acreditar nelas. Apreciava o que elas estavam dizendo. Mas elas não conheciam Dillon. E, se o conhecessem, não iam querer se envolver. Eu não gostaria delas envolvidas.


Mas sorri e acenei. Concordei em ficar em casa e ter uma noite relaxante. Emery colocou Buffy the Vampire Slayer, enquanto Heidi pegava algumas cobertas e uma camiseta que realmente me serviu, para o meu choque total. Suspeitei que as calças pelo menos pertenciam a Landon. —Oh meu Deus. — Heidi disse quando voltou para a sala de estar. — Se tivermos que assistir Angel se tornando Angelus mais uma vez, Em, juro! —Mas é a melhor temporada! —Dê-me alguma Estaca! Toda a Estaca! Emery murmurou algo vulgar sob sua respiração com um abafado, “Team Angel”, e em seguida, mudou a televisão para um canal diferente. Heidi empilhou taças cheias de sorvete tão alto, que rivalizava com Kevin McCallister em Esqueceram de mim. Nós sentamos e tomamos. Concordava com Heidi. Eu gostava do bad-boy de Estaca. Mas para mim ... não para Buffy. E esse era todo o meu problema o tempo todo. Sempre queria os meninos maus. Era como se eu estivesse marcada ou algo assim. Minha mente foi para Dillon, mesmo que tentasse esquecê-lo. Isso não era como eu queria que esta noite fosse. De modo nenhum. Mas eu tinha sorte, pelo menos. Tinha encontrado amigas que realmente gostavam de mim. Amigas que eu nunca tive antes. Nem mesmo perto. E uma família me apoiando. Uma família que eu nem mesmo poderia reclamar.


Mordi minha unha e prometi a mim mesma que iria desfrutar o resto desta noite. Dillon tinha sua própria agenda. Se eu o deixasse interromper o meu dia, então ele iria ganhar. Ele queria me enganar e fazer eu me sentir como se nunca estivesse segura. Bem, eu não iria deixá-lo ganhar. Foda-se! Nunca mais.


Austin O aniversário de Patrick era exatamente o que eu precisava no momento. Não que eu pudesse contar a alguém o porquê. Eu estava tão fodido. Este cretino tinha ferido Julia. Por anos. Ela estava tão magoada que teve que fugir. Ela tinha se tornado uma nova pessoa para ficar longe dele. E então, quando finalmente se abriu para alguém, tinha sido eu. E o que eu fiz? Porra a machuquei. Ela nunca deveria ter me dado uma segunda chance. Ela devia ver Dillon quando olhava para mim. Viciado idiota da porra que usou e abusou das suas boas graças. O tapa que ela me deu no ano passado parecia muito mais sensato. Eu mereci isso antes. Sabia que merecia mais agora. Landon lançou um olhar curioso. —Você está muito quieto. —Não gosto de ouvir o som da minha própria voz como você. —Tanto faz cara. É mais do que isso.


—Deixa para lá, Landon. Ele endireitou-se em seu lugar, enquanto fomos até The Shack. Era o melhor churrasco a oeste de Dallas. Mesmo que o meu carro odiasse que tinha um estacionamento de cascalho. —Você quer falar sobre isso? — Landon perguntou. —Não. —Tudo certo. Bem, se você mudar de ideia ... —Parece improvável, — eu disse, saindo do carro. —Estamos aqui para celebrar o aniversário do meu melhor amigo. Não para você cuidar de mim como um bebê. Landon levantou as mãos. —Meu erro, cara. Apenas cuidando de você. —Bem, não. Tranquei o meu carro e me dirigi para a porta da frente, atrás de Landon. Patrick já estava lá com alguns dos caras do ginásio Evan, Mick e Connor. Fiquei realmente surpreso de esse ser moderado, considerando o fato de que Patrick era uma espécie de cara tipo alegria-de-festa. Mas eu não estava reclamando. Preferia que fosse apenas nós de qualquer maneira. Landon e eu pedimos primeiro. Landon pediu peito enquanto pedi as costelas. Eu estava obcecado com elas e viria para compra-las o tempo todo, se o Shack fosse mais perto do escritório. Enchi um copo de água e, em seguida, me dirigi para a mesa de Patrick na parte de trás do restaurante, perto do bar.


Meus olhos pousaram nas prateleiras de uísque. Eu realmente queria uma bebida. Para aliviar a tensão. Isto parecia como uma boa razão. Eu mesmo tomaria uma maldita cerveja. Qualquer coisa. Em vez disso, sentei a minha bunda para baixo e só olhei ansiosamente. —Feliz aniversário, cara. — Disse a Patrick enquanto esperava a minha comida. —Que bom que vocês dois apareceram finalmente! —Sim, desculpe-me. Fiquei preso. Patrick levantou as sobrancelhas. —Por que tenho a sensação de que não foi a única coisa pendurada nessa piada? Ri e encolhi os ombros. —Eu tenho uma namorada incrível. —Ah, meu cachorrinho doente de amor. — Patrick brincou. —Aqui vamos nós! — Evan disse, com quatro cervejas em suas mãos e colocando sobre a mesa. Mick tinha mais duas bebidas e passou uma para Connor. —Ei, obrigado, cara! — Patrick disse, agarrando uma cerveja. Landon pegou a dele, e Evan tomou um pouco da sua. E então havia uma. Era como se Evan tivesse ficado ligado no meu cérebro e materializado a coisa exata que eu queria. Mas a deixei parada lá, na minha frente, tentando, seduzindo. Eu sabia exatamente qual gosto ela tinha. Como ela iria fazer eu me sentir.


—Essa é para você, Austin. — Evan disse, pressionando para mim. Patrick e Landon trocaram um olhar. —Vou apenas te esmurrar. — Patrick disse, com uma risada. —É apenas uma, — eu disse, encontrando seus olhos. —Nada demais. Certo? É seu aniversário. —Austin, — Landon murmurou, —Você tem certeza? Minha mão deslizou sobre a mesa e enrolou em volta da cerveja. Deus, sim, tenho certeza. —Vai ficar tudo bem. — Garanti. Eu poderia ser como todo mundo. Poderia tomar uma bebida no aniversário do meu melhor amigo. Isto era totalmente possível. O primeiro gole trouxe tudo de volta. Foi um esforço para não esvaziar a garrafa. Estava tão bom. Tão, boa pra caralho. Mas senti os olhos de Landon e Patrick em mim. Preocupação vincada em cada linha dos seus rostos. Então, me forcei a colocar a bebida para baixo e sorrir. Algumas das preocupações deixaram seus olhos. Tudo voltou ao normal. Nossa comida chegou. Terminei a minha cerveja. Nós pedimos outra rodada. Estávamos todos nos divertindo tanto que, quando tomei a terceira cerveja, não estava mesmo certo que ninguém tinha notado. —Eu sei que você queria que isso fosse uma coisa pequena. — Evan disse depois que todos acabamos de comer. —Mas posso ter convidado o


resto dos caras para bebidas no Flips. Era para ser uma festa surpresa. Então, aja surpreso. Patrick riu. —Você é um ordinário filho da puta. Agora, Landon olhou para mim. —Talvez devêssemos ir embora. —O que mais poderia acontecer? — Perguntei. —Últimas palavras famosas, Austin. —Ah, vamos lá, homem. Não é grande coisa. Nós vamos sair por algumas horas e, em seguida, voltar para as meninas. —Você tem certeza que está bem? —Bem. Todos concordamos em ir, e tive o prazer de ver que eu podia andar muito bem. Se me sentisse bêbado, talvez poderia ter ouvido o aviso de Landon, mas não me sentia bêbado. Eu estava bem. Ainda melhor do que bem. Saí do estacionamento do The Shack e acelerei em direção ao Flips. Não estive em um bar desde aquela noite que estava com Julia no duelo do piano bar no centro. Eu costumava viver neles. Talvez eu devesse ter ficado preocupado com a sensação de voltar para casa. Mas tudo que senti foi alívio quando o nosso grupo entrou no bar local favorito.


Um grande grupo de caras que eu reconhecia do trabalho, da academia e da faculdade gritou, —Surpresa! Patrick

riu

e

foi

para

o

centro

das

festividades.

Estávamos

concentrados juntos. Cervejas foram entregues para nós. Tiros em bandejas apareceram. Tudo começou a se transformar em um borrão. Apenas uma névoa de álcool como não tinha em um longo tempo. Mesmo Patrick e Landon pareciam ter o suficiente voltando, recuando para aquele tempo atrás. Quando esta era a minha vida. A próxima coisa que eu sabia, estávamos andando até o bar como tolos. —Peter. — Eu disse, inclinando a cabeça para o barman. —Wright. Sempre achei que ele me chamava assim porque não podia ou não queria nos diferenciar. —Três rodadas de For Houseman16. As sobrancelhas de Peter ergueram-se —Tudo bem, cara. —É o aniversário de Patrick. — Eu disse, batendo na parte de trás do meu melhor amigo. Peter serviu as bebidas, e passei meu cartão de crédito para pagar por tudo. Como uma bebida, Four Houseman era uma bagunça do caralho quente. Como um tiro, era pior.

16

Quatro Cavaleiros do Apocalipse.


Um tiro de Jim Beam. Um tiro de Jack Daniel. Um tiro de Johnnie Walker. Um tiro de Jameson. E então Bacardi 151 derramado sobre a linha de tiros e incendiados. —Foda-se. — Landon disse. —Isto vai ser porra incrível. — Patrick gritou. —Tire uma foto! Ele passou seu telefone para Peter, que relutantemente aceitou. Eu poderia dizer que ele odiou esse pedido. Mas quem porra se importava? Era uma foto. Uma vez que nós três estávamos alinhados, Peter riscou um fósforo e acendeu o fim da linha. Um por um, os tiros subiram em chamas até que todos estavam inflamados. Passei um braço sobre Landon e nos ombros de Patrick e sorri enquanto Peter batia a foto. Então, derrubamos tiro após tiro. Jim Beam desceu forte. Jack Daniel foi um pouco mais suave. Johnnie Walker foi como o céu. E, no Jameson, eu mal podia sentir o gosto em tudo. Acordei em um banco enquanto a queima do uísque revestia meu estômago. Finalmente. Lá estava. Havia aquele sentimento que eu estava me perdendo. Entorpecido. Isso seria bom. Eu costumava beber muito mais do que isso sem sequer me tocar. Eu estava bem. Eu estava comemorando depois de tudo.


Meus pensamentos pareciam nebulosos. Tudo era engraçado. Eu me sentia bem. Realmente muito bem. Deus, tinha esquecido o quão bom podia me sentir. Mudei-me para a frente, para trás, para o lado de Patrick, e quase tropecei para a direita em Evan. —Porra, cara. Desculpa. Evan estendeu a mão e me segurou. —Você está fodido, cara. Eu ri. —Sinto-me fodido. —Talvez você deva desacelerar. Passei-lhe a cerveja na minha mão. Só tomei um gole. —Pegue a minha cerveja. Evan sacudiu a cabeça e riu. —Patrick, acho que você tem Austin passado do ponto de não retorno. Patrick virou para olhar para mim, mas eu tinha certeza que ele estava vendo em dobro. —Porra, cara. Tenho certeza que eu não deveria deixar isso acontecer. —Ah, vamos lá! É a porra do seu aniversário! A vibração veio do meu bolso. Empurrei o telefone para fora e prontamente deixei cair. Eu o peguei e amaldiçoei violentamente pela tela quebrada. —Alo? — Liguei para o número quando vi o nome de Jules no telefone. —Austin Wright, — Julia disse em um tom sério, —Você está bêbado? —O que lhe dá essa ideia?


—Além de me enrolar? — Ela resmungou. —Eu não estou enrolando. —E sobre a imagem que Patrick postou de vocês fazendo quatro tiros flamejantes no Flips? Era o que um Four Horsemen? —Talvez. —Cristo. — Ela xingou. —Pensei que vocês estavam saindo para jantar. Não indo ao bar! —Baby, não se preocupe comigo. Estou bem. —Você está bêbado! Você foi e ficou bêbado! — Ela suspirou pesadamente no telefone e depois ficou em silêncio por alguns segundos. —Eu deveria buscá-lo? —Você não precisa vir me pegar. — Virei para Patrick e coloquei o telefone na mão dele. —Patrick, diz a Jules que eu estou totalmente bem. Patrick colocou o telefone no ouvido. —Ei, Julia. Sim. Sim. Uh-huh. Provavelmente uma boa ideia. Oh, eu também. É o meu aniversário. Sim, eu sei. Desculpa. OK. Claro. — Patrick devolveu o telefone. —Uh, aqui está, você vai. —Baby, viu? —Estou indo te buscar. Então, ela desligou na minha cara. Fiquei olhando para o telefone em estado de choque.


—Que diabos foi que ela disse para você? — Perguntei a Patrick. —Que eu era irresponsável e um amigo de merda. Que eu deveria ter cuidado melhor de você, e deveria estar feliz que ela não ia chutar a minha bunda. Estalei em gargalhadas. —Ela não disse isso! Patrick deu de ombros. —Sua menina é louca. Ela é perfeita para você. Não podia negar isso. Julia foi a melhor coisa que já me aconteceu. Eu me casaria com ela agora se ela quisesse. Claro, que ela merecia muito mais do que nenhum anel e um bar sujo. —Ei, pessoal — Evan disse, atingindo a mão para Patrick. —Eu vou bater em retirada. Minha namorada odeia quando estou fora até tarde. —Há! — Apertei sua mão. —Que faz dois de nós. Evan riu e, em seguida, desapareceu. —Ela não odeia quando você está fora até tarde. Ela odeia quando você bebe. — Patrick corrigiu. —É. Anda de mãos dadas. —Você nem cantou para mim ainda! —Você não quer me ouvir cantar. —Eu tenho! — Patrick disse. —Acho que ainda tenho Fiddler on the Roof na fita em algum lugar.


—Foda-se! Patrick riu. Landon apareceu em seguida, na nossa frente. Seus olhos estavam cautelosos, e de repente ele parecia muito mais sóbrio do que nós. —Acabei de falar com a Heidi. Parece que ela está a caminho daqui. — Ele se encolheu quando olhou entre mim e Patrick. —Ela vai me matar por deixar isso acontecer. —É meu aniversário, — Patrick disse com um encolher de ombros. — Você precisa de outra bebida, Landon. —Acho que estamos todos acabados. —Ei, eu não estou sendo chicoteado por ninguém. Posso ter o quanto quiser. — Patrick disse. —Você quer lidar com Emery, Heidi e Julia? — Landon perguntou com um olhar aguçado. —Traga. — Ele disse. Landon balançou a cabeça e foi para a porta da frente para esperar as meninas. Não demorou muito para que elas aparecessem no bar. Heidi e Landon pareciam estar tendo uma discussão acalorada na frente da sala, mas, eventualmente, eles se moveram com Emery para o bar para falar com Peter. Eu sabia que Heidi era amiga do bartender. Além disso, este realmente era o seu bar. Ela jogava sinuca aqui como uma campeã.


Mas foi Julia que chamou minha atenção. Ela estava com o vestido justo que eu tinha tirado no chuveiro. E parecia gostosa pra cacete. Cristo, queria tanto meu pau nela agora. —Jules. — Eu disse quando ela se aproximou. Ela suspirou, olhando resignada. —Vamos, Austin. Devemos levá-lo de volta para a sua casa. Tentar desintoxica-lo novamente. —Baby, eu estou bem. —Olha, eu não estou surpresa que isso tenha acontecido. Pensei que iria acontecer em algum momento. — Ela disse. —Estou desapontada por isso. —Por que diabos você está decepcionada? Porque eu estou aqui, comemorando o aniversário do meu melhor amigo? —Nem todo mundo tem que ficar bêbado para celebrar um aniversário, Austin. —Sim, bem, eu fiquei. Ela estreitou os olhos em sinal de advertência. —Não, você não fez. Este é o viciado falando agora. Não você. —Que porra você sabe sobre isso? Ela apertou a sua mandíbula. —Por que você está tentando iniciar uma discussão comigo? Foda-se, não sinto falta disso. —Vamos. Eu sei que discussões te deixam excitada. Passei a mão pelo braço dela nu, e ela me empurrou.


—Pare com isso. — Ela rosnou. —Eu queria que você saísse e comemorasse o aniversário de Patrick. Pensei que um jantar e algum tempo de rapazes seria bom para você. Pensei que você seria responsável. Depois de tudo o que eu te disse, sabia que você queria uma bebida. Porra eu sabia disso. Você estava indo tão bem. —Bem? Você acha que eu estava indo bem? Eu estava me afogando. Não beber estava me matando. Finalmente me sinto como eu mesmo novamente. —Então ... quando você está comigo, não se sente como você? — Ela perguntou, seu tom de voz baixo. Devia ter ouvido isso, mas o álcool ignorou. —Eu me sinto como o cara que você quer que eu seja. Mas, se eu quiser uma bebida, então deveria ser capaz de ter, sem me sentir culpado por isso. Seus olhos eram duros ... ainda assim tristes. —Você precisa de ajuda. —Foda-se essa confusão! Ela nem sequer pestanejou. —Você sabe como eu sei que você precisa de ajuda? Porque vi pessoas como você. Eu vi meu pai apenas como você está agora. Eu o vi ficar tão perdido que ele bateu na minha mãe. Namorei um traficante de merda, Austin. Eu sei o que o vício parece, e sei que este é um problema para você. Eu podia não ser viciada em drogas ou álcool, mas Dillon era tão bom como uma obsessão. Eu não tinha nada e ninguém! E fui forte o suficiente para sair. Você ... — Seus


olhos viajaram o meu comprimento com pena profunda. —Você tem tudo e todos, e ainda, não faz nada. Ela esperou pela minha resposta, mas eu não tinha nenhuma. O que diabos eu poderia dizer sobre isso? —Eu quero ajudar você. Eu precisava de alguém que estivesse lá para mim, e eles se foram. Mas eu tinha que parar. Tudo que você tem a fazer é pedir ajuda, confiar em alguém, qualquer um. Nós poderíamos conseguir ajuda profissional. Poderíamos fazer você passar por isso. Mas você não pode fazer isso. Você prefere tentar esconder. Tentar enterrar isso. Todos os segredos saem no final, Austin. Confie em mim, eu sei. Então, ela se virou e se afastou de mim. Minha cabeça estava nadando com as suas palavras. Com a indiferença cruel que eu tinha atirado nela. Aqui estava a mulher perfeita para mim. Perfeita em todos as malditas formas. E ela estava caminhando para fora da porta. Se ela saísse, então eu sabia que não estava apenas saindo do bar. Ela estava me deixando. Eu estava correndo antes mesmo de terminar o pensamento.


Julia O que diabos eu estava pensando? Eu sabia no que estava me metendo. Sabia que Austin teria uma recaída. Era só uma questão de tempo. Mas a discussão, a indiferença, o respeito. Eu poderia ajudar ele. Poderia trazê-lo de volta para a luz. Poderia até mesmo vê-lo depois da terapia ou reabilitação. Mas, no momento, ele não se importava. Ele imediatamente definiu para a merda que jurei que nunca voltaria. O tipo de cara que eu nunca, nunca mais namoraria. Porque sabia o que sentia ao ser usada, ser manipulada e abusada. Eu não ia passar por isso novamente. Talvez, quando sóbrio, Austin iria se sentir de forma diferente sobre a bebida e a nossa discussão. Mas quanto tempo até que tudo acontecesse novamente? Doía ter confiado nele. Finalmente confiei nele. Ele sabia o perigo que eu estava enfrentando. E, em vez de jantar com Patrick pelo seu aniversário, Austin foi destruído. Não haveria nada que ele pudesse fazer se eu precisasse dele. Eu não merecia isso.


Foi por isso que coloquei uma estipulação em nosso namoro em primeiro lugar. Austin era uma pessoa melhor quando estava sóbrio. Mas ele era a única pessoa que acreditava o contrário. —Jules! — Austin chamou atrás de mim. Mas continuei andando. Direto para fora da porta da frente do Flips. Eu tinha acabado de chegar no meu carro quando uma mão apertou ao redor do meu braço. Gritei e pulei para trás. Mas a mão me segurou. E tudo estreitou para o momento em que um corpo saiu das sombras pelo meu carro e se materializou, totalmente formado, em uma coisa de pesadelos. —Dillon? —Ei, Jules. — Ele disse com um sorriso letal e maníaco. Minha frequência cardíaca aumentou. Meu corpo tremia sob seu toque. Pensei que ia ficar doente. Não conseguia ter a minha respiração sob controle. Tudo era pânico, pânico, e mais pânico. Meu cérebro não estava funcionando direito. Como? Como isso pode estar acontecendo comigo? —Oo que você está fazendo aqui? — Eu disse ofegante. —Vim para te levar de volta, menina.


Ele correu as costas da mão no meu rosto de uma forma muito familiar. Estremeci com seu toque e me senti mal do estômago. —Dillon, você estava na cadeia. Ele sorriu. —Saí por bom comportamento. Claro que ele tinha saído. O bastardo poderia encantar uma serpente. Ninguém tinha sequer acreditado em mim quando o entreguei pela primeira vez. Por que alguém iria acreditar em sua namorada de seis anos? E, mesmo assim, mal tinha sido condenado. Fiquei feliz por qualquer coisa que me desse tempo para fugir. Estava desesperada o suficiente para testemunhar contra ele. —Você está tremendo como uma folha. — Ele disse. Em seguida, esfregou as mãos para cima e para baixo nos meus braços. —Você tem que me deixar cuidar de você. O medo me manteve no lugar. Eu sabia que deveria empurrar para trás. Que deveria ser a mulher que havia me tornado na sua ausência. Mas, olhando em seus olhos azuis e a máscara de inocência que ele usava como uma segunda pele, me tornei a menina que nunca iria deixálo. —Por favor. — Sussurrei. —Por favor, o que? —Eu não posso fazer isso. —Fazer o quê? — Ele perguntou, sua voz como uma faca. Engoli em seco. —Isso.


A raiva brilhou em seus olhos, mas antes que ele pudesse responder, Austin, finalmente nos alcançou. O medo despertou em mim. Não! Eu não podia deixar Austin perto de Dillon. Não podia deixar isso acontecer. Eu sabia do que Dillon era capaz. Sabia que as acusações contra ele foram menores do que ele tinha feito. Nunca me perdoaria se Austin se machucasse. —Austin, não. — Eu disse, dando um passo entre ele e Dillon. —Evan? — Austin perguntou. Ele estava respirando pesado, e parecia totalmente desorientado. —Pensei que você tinha saído há um tempo atrás. —Sim, eu saí, mas acabou que a minha namorada ia aparecer de qualquer maneira. Olhei entre Austin e Dillon com minha boca aberta. Um poço abriu na calçada, e eu mergulhei nele. —Não. — Sussurrei. —Não, você não saiu. Meus olhos encontraram Dillon. Ele me deu um olhar perfeitamente em branco, perfeitamente sereno. —Você deve ser Julia. — Ele disse, levantando a sua mão para mim. —Ouvi muito sobre você. Golpeei sua mão. —Fique longe de mim. —Jules, eu sei que você está chateada comigo, mas não desconte sobre Evan. — Austin disse.


—Este não é o Evan! — Quase gritei. —Eu nem sei quem diabos é Evan. Este é Dillon. —Engasguei com minhas próprias palavras. —Este é ... é Dillon. As palavras pairaram no ar, à espera de alguém para quebrar. Que a fachada quebrasse e todos percebessem que o jogo tinha acabado. O que quer que Dillon tinha sido enquanto se infiltrava em minha vida, fazendo uma maldita amizade com Austin, e de outra forma sendo um psicopata, tudo estava acabado. Sua perseguição acabou. —Dillon ... como o seu ex-namorado? — Austin perguntou lentamente. —Sim. —Que diabos está errado com você? Você me fez pensar que éramos amigos. — Ele exigiu de Dillon. —Não somos amigos? — Dillon perguntou, como se ele não se importasse com nada disso. —Fomos para a academia juntos, três vezes por semana. Você disse que se mudou para cá pela sua namorada. —Austin disse em horror. Meu estômago revirou. Oh, foda-se! —Estou aqui pela minha namorada. — Dillon disse possessivamente. —Parece que você conheceu a minha, Jules. —Julia, fique atrás de mim. — Austin disse. —Austin, não. Por favor, vamos embora. Não entre nisso com ele. — Implorei.


Dillon riu na cara de Austin. —O que você acha que vai fazer? Você está totalmente bêbado, cara. —Não fale comigo como se porra me conhecesse. —Eu não preciso conhecê-lo. Conheço o seu tipo. — Dillon disse. — Confie em mim, conheço um viciado quando vejo um. E você é tão ruim quanto qualquer um deles. Pena que a minha garota caminhou direto para esse desastre. —Dillon, pare com isso. — Eu disse. —Ele não gosta de ouvir a verdade? Passei as últimas semanas observando você. Queria saber se estes Wrights eram tudo o que todos diziam ser. Cada um deles está fodido. Este, é o pior de todos. — Dillon balançou a cabeça, como se estivesse enojado com a visão de Austin. Ele era um bom ator. Sempre tinha sido. —Você acha que ele está sóbrio? Ele está bebendo. Verifique a sua casa. Verifique seu carro. Verifique a porra da bolsa de academia. Você acha que é a sua única garota? Ele passou a noite na casa de Maggie. Você acha que ele se importa com você? Basta dar uma boa olhada nele, Jules. Não queria ouvir Dillon. Eu sabia o que ele estava fazendo. Sabia que ele estava me manipulando e tentando me afastar de Austin. Tinha certeza que eu era a única pessoa na face da Terra que conhecia o verdadeiro Dillon Jenkins. Ele nunca mostrou a loucura por trás de sua bravura. Apenas para mim. Ainda assim, não conseguia parar de me ferir, questionando os olhos de Austin. Dillon o estava seguindo? Ele tinha visto coisas que eu não


queria ver? Ele poderia usá-las para nos ferir, mas elas só poderiam machucar se fossem verdadeiras. —Isso é verdade? — Perguntei. Apertei minhas mãos em punhos e esperei. —Eu ... eu, uh, — Austin disse, tropeçando em suas palavras. —Não é como ele disse isso. —Mas é verdade? —É mais complicado do que isso. —Você ficou na casa de Maggie? — Perguntei. —Sim. Eu respirava apressado. —Foda-se, Austin. —Não foi assim! Nós não estávamos juntos. —E isso faz com que seja melhor? — Gritei. —Não. Não, não é isso que eu quis dizer. Maggie não estava lá! Apenas Mindi. Balancei a minha cabeça. —Deus, Austin, você está saindo com a louca açougueira da Mindi agora? —Não! Deus, você não pode ver o que ele está tentando fazer? Ele está tentando colocar você contra mim. —Não estou contra você, Austin! Eu só queria a verdade. Queria honestidade. Pensei que estávamos fazendo tudo isso juntos. Eu sei que


ele não é confiável, mas nós não estaríamos brigando por isso, se você me contasse. Você tem escondido sua bebida? Ele abriu e fechou a boca. —Você sabia que eu estava diminuindo o álcool. —Sim. Com certeza se parece com isso. —O que você quer que eu diga, Jules? Fechei os olhos contra as frustrações e tentei limpar meus pensamentos. Eu podia sentir Dillon nos infectando, infiltrando as suas palavras venenosas e personalidade tóxica na minha vida novamente. Ele era Loki, o deus trapaceiro. Aproveitando os nossos medos e usando as semanas que passou nos observando para semear a semente da dúvida. Para fragmentar a frágil relação que estávamos construindo em pedra sólida. —Isso tudo é culpa sua! — Austin gritou. Ele virou a sua atenção bêbada e exclusiva para Dillon. E então, antes que eu pudesse fazer qualquer coisa, Austin lançou-se em Dillon. Ele golpeou descontroladamente, deslizando o punho contra a bochecha de Dillon. —Austin, não! — Gritei. Mas ele não estava me ouvindo. Não havia nada que eu pudesse fazer. Eu sabia que Dillon tinha deixado Austin dar o primeiro golpe. Ele estava esperando por isso. Sabendo que qualquer coisa que viesse a seguir seria legitima defesa. Ele usou essa desculpa antes.


Dillon tinha feito boxe desde que podia andar. Era a única coisa que seu pai caloteiro já tinha dado a ele. Ele era rápido em seus pés e poderia dar um soco que eu sabia muito bem que doía como um filho da puta. Os olhos de Dillon analisaram a forma bêbada de Austin antes de golpear com a precisão de alguém que tinha feito isso por um tempo muito longo. Gritei quando ele golpeou o rosto de Austin, cravou em suas costelas, e o derrubou. Austin não tinha chances. Talvez, se ele estivesse sóbrio, ele teria uma vantagem de peso. Austin era solidamente construído, mas Dillon tinha anos de experiência. Não era uma luta justa. —Não, não, não. — Eu disse. Peguei no ombro de Dillon e tentei puxálo para longe de Austin. Ele me empurrou para trás com uma mão, atirando-me para o cascalho. Deslizei pelo asfalto e senti a camada superior do meu braço ter o peso do golpe. Meu quadril se conectou ao lado, e o cascalho se enterrou como estilhaços no meu joelho. Estremeci quando tentei levantar, mas eu tinha que fazer. Eu tinha que parar essa porra de pesadelo. Dillon não poderia fazer isso. Ele mataria Austin. Foda-se, ele o mataria. Sangue saiu do rosto de Austin. Ele estava enrolado em si mesmo. O álcool em seu sangue deveria pelo menos impedir a maior parte da dor. Deus, eu esperava que sim.


—Dillon, baby. — Sussurrei com a voz rouca. —Eu vou com você. Eu vou ... vou com você. Ele parou de agredir Austin e se virou para olhar para mim. —O que você disse? —Você me ouviu. Eu vou. Nós ... nós podemos ficar juntos novamente. Isso é o que você quer, certo? —Qual é a pegadinha, Jules? —Sem pegadinha. Deixei Austin de qualquer maneira. Ele estava tentando mudar a minha decisão, mas ele não pode. Vamos apenas ... vamos apenas embora. — Eu disse, minha voz trêmula. Precisava de uma grama da sua bravura. Austin gemeu. Pensei ouvi-lo dizer não, mas eu tinha que fazer isso. Não deixaria Austin morrer porque Dillon tinha me encontrado novamente. Dillon parecia assumir a situação e, em seguida, assentiu. Ele ganhou. Ele parou. Se Austin fosse uma ameaça novamente, ele o mataria. Eu vi o conhecimento rapidamente em seus olhos. Ele estendeu a mão para mim. —Tenho que te limpar. Balancei a cabeça. Nenhuma menção de que ele era o único que tinha feito isso comigo. —Estou pronto para voltar à forma como as coisas devem ser. —Eu também. — Menti.


Então, o segui, tremendo, quando tentei muito não olhar para Austin. Enquanto eu seguia o homem que jurei que nunca deixaria me governar novamente. Quando entrei no meu próprio inferno pessoal e rezei para ser capaz de sair do outro lado.


Austin —Austin! Austin! — Gritava uma voz em cima de mim. —Porra! — Alguém gritou. Minha mente estava confusa. Tudo doía. As minhas costelas, meu rosto, minha cabeça. Deus, senti como se minha cabeça estivesse prestes a rasgar na porra de duas. —Aaaa...— Tentei. —Ah, porra, ele está bem. — Disse a voz. Abri um olho inchado e vi a pessoa de pé em cima de mim. —Heidi? —Sim, Austin, estou aqui. Estamos todos aqui. Chamamos a polícia e uma ambulância. Eles devem estar aqui em breve. O que diabos aconteceu com você? —Jules. — Consegui dizer. Então, cuspi, e sangue caiu em um chumaço no chão. Chão? Eu não estava na calçada? Olhei em volta e vi que estava de volta dentro do Flips, deitado em cima do bar. Eles devem ter me carregado aqui sem eu saber. Isso significava, que devo ter desmaiado.


—O que aconteceu com Julia? — Heidi perguntou freneticamente. — Ela está bem? —Austin, cara, fale lentamente. Conte-nos tudo o que sabe. Olhei para o rosto do meu irmão. —Landon. —Sim estou aqui. Patrick e Emery estão aqui também. Jensen e Morgan estão a caminho. —Não diga a Sutton. — Murmurei. Ela já sofreu bastante. —Tudo bem. — Landon disse hesitante. A culpa varreu em suas feições. —Por que você não nos diz o que aconteceu. Julia está bem? Estremeci e tentei me sentar. Mas tudo doía, e caí de volta para o topo do bar. —Uau. Acalme-se. — Heidi disse. Eu podia ver que ela estava preocupada. Tudo parecia tão distante. Tentei entender o que tinha acontecido lá fora, mas tudo continuava escapando através dos meus dedos. De repente, náusea me atingiu na cabeça. Virei a cabeça e vomitei por todo o chão do bar. —Porra. — Heidi gemeu, virando-se. —Isso se parece com uma concussão. Porra. — Landon disse. — Desculpe, Peter. —Não é a primeira vez. Não será a última.


Fechei os olhos e tentei me lembrar de todos os detalhes. Eu não sabia por que tudo se mantinha esvaindo. É o álcool? Será que eu tenho uma concussão? Porra! Então, me lembrei. E meu sangue gelou. —Dillon— Gritei. Heidi congelou. —O ex namorado da Julia? —Ele é o Evan. —Um, o quê? —Heidi perguntou. —Evan é Dillon, e Dillon é Evan. Evan tem sido meu amigo, mas ele não é. Ele…-—Parei quando uma onda de desorientação me bateu. — Evan não é o cara com quem você vai para a academia? — Landon preencheu para mim. —Ele é Dillon. Ele a levou. —Evan ou Dillon? — Landon perguntou, claramente confuso. —Oh não. — Heidi engasgou. —Acho que entendi. Dillon estava fingindo ser Evan. E levou Julia hoje à noite? —Quem é Dillon? — Landon perguntou. —Longa história. Precisamos ir para as ruas, procurar por ela. Precisamos colocar os policiais nas ruas, procurando por ela. Ela está em um monte de problemas.


Heidi correu para falar com Emery e Patrick. Eu lentamente me levantei em uma posição sentada contra o melhor juízo de Landon. —Será que esse cara Dillon-ou-Evan fez isso com você? — Landon perguntou. Concordei com a cabeça e lamentei. Segurei a minha cabeça e fiz uma careta de dor. —Sim, ele fez. Ele me bateu muito, e eu não podia fazer nada. Não consegui ajudar Julia. E ela saiu com ele. Eu não sei o que ela estava pensando. Precisamos encontrá-la, cara. —Nós vamos. — Landon me assegurou. Mas eu podia ver que ele não tinha ideia de como fazer isso. Pela primeira vez, os Wright não tinham um plano. Nós não sabíamos como consertar isso. A minha namorada, o amor da minha vida, estava lá fora, em algum lugar, com um psicopata, e eu não podia fazer nada. Eu nem conseguia andar ainda. Se não tivesse bebido, então, nada disto teria acontecido. Se eu tivesse dito tudo a Julia, ela não estaria chateada comigo. Se ela pudesse ter confiado a mim a sua história, talvez eu nunca tivesse caído nessa besteira de Evan. Em vez disso, pisei na armadilha dele. Fizemos exatamente o que ele queria. E, agora, ele tinha Julia. Não suportaria isso.


Eu poderia ter feito merda, mas ela não tinha saído por vontade própria. Ela tinha feito isso para me salvar. Depois que me contou sobre Dillon, eu sabia que ela não teria ido de bom grado. Ela o odiava. E isso não estava prestes a mudar em questão de horas. Mesmo que não estivéssemos juntos, ela não ia correr de volta para o cara que tinha fugido em primeiro lugar. Isso significava, que só havia um caminho a seguir. Eu tinha que sair dessa porra de bar, e tinha que pegar a minha garota de volta.


Julia Eu tinha salvado a vida de Austin. Era isso que importava. Se eu não tivesse saído, Dillon não teria parado. Ele teria deixado Austin em uma pasta de sangue, morto na calçada. Tinha sido ruim o suficiente, testemunhar Dillon foder com ele, mas morto? Não, eu não podia sequer imaginar isso. Estávamos em uma caminhonete discreta, que tinha certeza que era roubada. Adicionar o grande roubo para o seu recorde não era nada. Eu o vi roubar um carro que precisou para o tráfico. Ele nunca foi pego. Não antes de eu o denunciar, pelo menos. E, se não fosse roubado, então ele tinha realmente ido a extremos na criação desta personalidade “Evan”. Isso era ainda mais aterrorizante. A premeditação. Ele tinha planejado tudo isso. Tramou seu caminho para a minha vida, a vida de Austin e a vida em Lubbock de maneira tão perfeita. Em vez de se aproximar, logo que tinha chegado aqui, se submeteu a uma identidade totalmente nova. —Para onde estamos indo? — Perguntei, tirando o cascalho fora do meu braço com um estremecimento.


—Seu apartamento. Eu me assustei. —Por quê? —Tenho que arrumar as suas merdas. Eu sei que você quer aquela jaqueta. Contive meu medo com o desrespeito. Em sua mente distorcida, provavelmente ele nem achava que tinha feito algo errado. Eu era dele. E isso era tudo que importava. Era tudo o que importava para ele. Não como eu me sentia ou o que eu queria. Apenas seus desejos e obsessões. Aconteceu de ser eu a pessoa que ficou presa no meio da sua insanidade. Então, eu precisava andar com muito cuidado em volta dele. Ele pensava que eu queria estar aqui. Eu saí livremente. E precisava que ele pensasse que era a verdade. —Eu amo essa jaqueta. —Eu sei. — Ele disse. Fomos até o meu apartamento. Ele saiu do carro primeiro e me encontrou do outro lado. —Vamos. Vamos fazer isso rápido. Balancei a cabeça e, em seguida, corri para a porta da frente. Tudo bem, eu poderia fazer isso. Eu poderia descobrir uma maneira de contornar isso. Uma parada no meu apartamento significava que eu tinha uma chance de escapar dessa. A chance de fugir. Precisava me concentrar nisso agora. Eu tinha salvado Austin. Ninguém estava vindo para me salvar. Eu tinha que me salvar. Como sempre.


Dillon pegou a minha bolsa antes que eu pudesse procurar através dela, e pegou as minhas chaves. Eu ansiosamente olhei para minha bolsa por um segundo antes de me virar. Meu telefone estava naquela bolsa. Ele tinha que saber o que eu queria. Talvez ele adivinhou que eu estava planejando ligar para a polícia. Ele deslizou a chave na fechadura e abriu cada uma delas individualmente. Não que elas tinham feito muito bem no final. Nada tinha mantido Dillon fora da minha vida. Ele agarrou meu pulso com força suficiente para que os ossos moessem juntos. Tive o cuidado de não gritar. Ele odiava isso, e isso o irritava. A maioria das coisas o irritava. Então, ele me puxou para dentro, fechou e trancou a porta atrás de nós. —Flores agradáveis. — Ele disse, sorrindo para os lírios que me enviou, ainda no balcão. Não estive em casa desde que percebi que eles não eram de Austin. —Você sabe quanto tempo estive pensando sobre esse momento? —Não. — Sussurrei, dando um passo para trás. —Anos. Mas o planejamento? Estive planejando há meses. Eu tive que encontrá-la primeiro, claro. Mudar o seu nome? — Ele riu, mas continha apenas loucura. —Alterar o seu nome foi inteligente. Ele fez o meu jogo um pouco mais difícil. Mas encontrei você. Pensei, quando largou o primeiro cara, que era a nossa hora. Eu sabia que estava chegando a isso, então me escondi e peguei a sua jaqueta. Pensei que ia surpreendêla. Mas então ... então não saiu como planejado. Você começou com o alcoólatra.


—Dillon. — Implorei. Eu sabia que ele gostava de se ouvir falar. O cérebro por trás de todos os seus planos. Mas eu não queria saber. Realmente não queria saber como ele tinha se infiltrado em minha vida tão facilmente. —Certo. Arrumação. Ele se virou para mim, e engoli. O peso da sua atenção nunca foi um bom lugar para estar. —Venha aqui. Dei um passo para a frente, em direção a ele. Seus olhos azuis me avaliaram criticamente. Ele gentilmente colocou meu cabelo vermelho nos meus ombros. Fiquei tensa. Quando ele era gentil, eu sabia que seria pior. Muito pior. Ele agarrou meu cabelo na parte inferior e então enrolou ao redor da sua mão até que estava em um punho fechado. —Você nunca poderia estar com mais ninguém além de mim, Jules. —Eu sei. — Disse com voz rouca. Seu aperto no meu cabelo forte, dobrando a cabeça para trás para que eu olhasse para ele. —Nunca. —Sim. Mais forte. Senti alguns dos cabelos puxando a partir das raízes. As lágrimas vieram aos meus olhos. Ele estava me machucando. Todo esse tempo passei aprendendo a me proteger, e ainda, ele estava me machucando.


—Não se esqueça novamente. — Ele disse. —Eu não vou. — Disse ofegante. Então, sorriu um sorriso frio e firmemente apertou seus lábios contra os meus. Eu sabia que resistir a ele só iria significar algo ruim para mim, e ele já tinha o controle. Engolindo a bile subindo na minha garganta, abri meus lábios nos dele. Ele me beijou com a ferocidade que veio de uma ausência de três anos. Não senti nada. Não havia qualquer coisa em seus lábios. Uma vez, ele tinha sido meu mundo. Eu teria dado qualquer coisa para qualquer tipo de reação dele. Mas, agora, eu o odiava. Porra, eu o odiava! Por tudo o que ele tinha feito para mim e toda a dor que tinha causado. Pelo o medo que eu não podia escapar. Por me obrigar... a tudo. —Vamos. — Ele disse, me empurrando para longe dele. Minha mão foi para a minha cabeça. Estremeci com o toque macio. Porra. Porra. Porra. Dillon acenou com a cabeça em direção ao quarto, e eu ansiosamente entrei na frente dele. Ele me empurrou para dentro do closet e tirou uma mala. Ele sabia exatamente onde estava. —Empacote. — Ele disse. —Dillon? — Disse com aquela voz suave, submissa, que eu sabia que ele amava. —Você acha que poderia pegar algo para limpar meus cortes e talvez algum ibuprofeno? — Olhei cuidadosamente em seus olhos. —Com uma condição.


—Qual? —Deixe-me vê-lo. — Ele disse. Congelei. —Ver o que? —O meu nome. Porra. Ah, porra. Quando tinha vinte anos, Dillon tinha me convencido a ter seu nome tatuado em meu corpo. Ele disse que era mais permanente do que o casamento. Um pedaço de merda de papel não significava nada para ele. Ele já tinha me possuído. Colocar um lembrete permanente em mim tinha acabado de selar o acordo. Mas a primeira coisa que fiz quando fugi, foi encontrar o melhor tatuador da porra no estado de Ohio para tatuar sobre ele. Dillon estava certo. Tinha sido um maldito lembrete constante dele. E eu queria que ele se fosse. Minhas mãos tremiam quando deslizei até a frente do meu vestido e mostrei-lhe o fio dental azul-marinho que eu usava por baixo. Puxei o material para baixo apenas um centímetro e lhe mostrei as flores delicadas e videiras que cobriam o seu nome e enrolavam no meu quadril. Ele só podia ver metade da obra-prima que começava no meu quadril, serpenteava até minhas costelas, em todo o lado de fora do meu peito, e até o meu ombro. Ele ajoelhou-se diante de mim e traçou o seu dedo sobre a pele sensível onde insistiu que eu fosse tatuada.


—Vamos ter que corrigir isso. — Disse. Ele se inclinou e beliscou a pele. —Vamos fazer isso quando chegarmos em casa. — Eu disse, forçando emoção em minha voz. Ele sorriu. —Termine de embalar. Concordei e comecei a esmo jogar roupas dentro da mala. Mas, assim que ele saiu do closet, fui para o meu cofre. Era minha única chance. Eu tinha que tentar isso. Não sabia quanto tempo tinha ou quão familiar ele estava com meu banheiro e onde os suprimentos médicos estavam. Mas tinha pelo menos um minuto, talvez dois, se tivesse sorte. Digitei a combinação na fechadura. Prendi a respiração, uma vez que se abriu, e então estava em uma corrida contra o tempo. Eu não seria uma vítima. Não com todo o tempo que tinha passado no campo de tiro. Não com todo o tempo que tinha passado me tornando uma nova pessoa e ficando longe de Dillon. Eu não estava indo de volta para Ohio, para a vida com essa pessoa. De jeito nenhum. Peguei minha Glock do estojo. Meus dedos não se atrapalharam. Eu não hesitei. Ejetei o pente vazio, carreguei com balas de forma tão eficiente como tinha praticado uma e outra vez recorrentemente, reinseri o pente, e puxei a trava de volta para o compartimento com uma bala. —Jules, não encontrei o ibuprofeno. — Dillon disse quando entrou no closet. Eu me virei e segurei a arma no nível com o peito. O alvo maior. Eu poderia mirar a sua cabeça, mas se tivesse só um tiro, queria ter certeza que não ia errar.


—Que diabos você está fazendo? — Perguntou. Ele estava com raiva. Porra muita raiva. Doido, tipo louco de raiva para me matar. —Dillon, por que você não recupera a merda agora? —Jules. — Ele disse, como se pudesse argumentar comigo. —Agora! Fora do meu closet, fora do meu quarto, fora da porra do meu apartamento. —Pense no que você está fazendo. —Não me dê uma razão para usar isto. —Você está cometendo um grande erro. — Ele rosnou baixo e mortal. Mas eu era a única com a arma. —Você foi o único que cometeu um erro quando veio aqui. —Jules, basta colocar a arma no chão. Não faça nada estúpido. — Dillon deu um passo em minha direção. —Não se aproxime mais. — Ordenei. —Você não vai atirar em mim. — Ele disse, dando mais um passo para a frente. —Tenho todo o direito de atirar em você agora, Dillon. E, se você estava me observando tão de perto quanto parece, então sabe que eu sei como. Não vou errar. Agora, para trás!


Ele deu mais um passo em minha direção. Ele estava quase perto o suficiente para pegar a arma se quisesse. Eu não podia deixar isso acontecer. Esta era a minha única chance. Apontei e disparei em seu pé. Ele pulou para trás a tempo de me fazer perder o tiro. —Eu disse, para trás, porra! Dillon me reavaliou. Não sabia com quem diabos ele pensava que estava lidando esse tempo todo. Mas eu não era a garota estúpida que ele tinha manipulado. Talvez ele pensasse, que porque acabei com um viciado, não tinha mudado muito. Talvez ele só tinha visto tudo como queria ver. Mas ele estava me vendo por quem eu realmente era agora. Finalmente, como se percebesse que tinha perdido a vantagem, ele deu um passo para trás, para fora do closet. Segui-o no momento exato no mesmo ritmo. Ele nunca virou as costas para mim. Ele me olhava, como tinha visto ele olhar muitos adversários no passado. —Você sabe que isso não acabou, Jules. A próxima vez que encontrála, você não vai ter o seu pequeno brinquedo. Nós estaremos juntos. —Vá se foder. — Gritei. Toda a confiança havia retornado para mim enquanto segurava a única coisa me mantendo de uma existência miserável. Fizemos isso para fora do quarto e da porta da frente. —E, se eu não posso ter você, Jules, então ninguém poderá. Prefiro matar a mim mesmo do que vê-la com aquele idiota.


Tremi na intensidade de suas palavras. Ele realmente acreditava nisso. Ele realmente acreditava que, da próxima vez que me visse, se eu não fosse com ele, ele me mataria. —Espero que você queime no inferno. — Disse a ele. Dillon deu um sorriso arrogante. Ele gostava de ter me afetado. Ele gostava de saber que, em qualquer lugar que eu fosse, estaria pensando nele, perguntando se ele iria aparecer, perguntando se ele me mataria. Ele teve que virar para deslizar as fechaduras e abrir a porta. —Eu nunca serei sua, Dillon. — Disse a ele quando estava finalmente do outro lado da porta. —E eu não tenho medo de você. Se eu ver você de novo, não irei disparar um tiro de advertência. —Grandes ameaças, Jules. —Não é uma ameaça. — Eu disse. —É uma promessa. Bati a porta na cara de Dillon e tranquei rapidamente o lugar novamente, não que eu me sentisse mais segura aqui. Ele esteve aqui. Ele entrou aqui. Cada centímetro do meu espaço seguro havia sido violado. Meus joelhos cederam, e eu caí no chão com as costas contra a porta. Toda a força que tive para enfrentar Dillon me deixou. A mão que segurava a arma tremia tão violentamente, que tive que colocar a arma no chão. Eu atirei nele. Ah, porra, eu realmente atirei.


Minha respiração começou a sair em suspiros curtos antes que eu começasse a chorar. O que diabos devo fazer agora?


Julia Não sei quanto tempo fiquei sentada no chão chorando. Até o momento que encontrei força para me levantar, eu tinha dezessete chamadas não atendidas de Heidi, Emery, Landon e Patrick. Nenhuma de Austin. Minha mente foi imediatamente para o pior. Talvez eu tivesse deixado ele morto na calçada. Eu não tinha olhado. Não tinha verificado. Simplesmente me afastei. Liguei para Heidi primeiro, segurando o telefone em uma mão e minha arma na outra. Este pequeno pedaço de metal tinha me salvado de um destino pior que a morte. Eu não estava a ponto larga-lo tão cedo. —Julia! — Heidi quase gritou ao telefone. —Oh meu Deus, Julia! —Como está Austin? — Perguntei. —Ele está bem, Jules. Você está bem? Onde está você? Onde foi que o psicopata te levou? Meu coração reiniciou. Austin está bem. Ele não está morto. —Estou em casa. Estou bem.


Não. Não, eu não estou. Estava tão longe de estar bem como eu nunca tinha estado. E isso dizia algo. —Meu Deus. Tudo bem. — Ouvi Heidi afastar-se do telefone e repetir o que eu disse. —Em e eu estamos indo buscá-la. Os caras estão dando declarações para a polícia sobre Dillon-ou-Evan, tentando dar-lhes informações para encontrá-lo. Austin tem que terminar com a EMT, e então ele também vai... —Não. — Eu disse abruptamente. —Não, uh, diga-lhe para não vir. —Julia, não há nenhuma maneira no inferno que eu posso dizer-lhe isso. — Heidi disse com um suspiro. —Ele está totalmente confuso. Seu rosto parece que foi atropelado por um trem ou alguma merda. Acho que ele tem uma concussão e talvez algumas costelas quebradas. Eu não sei. —Foda-se. — Sussurrei. —Mas ele não dá a mínima para si mesmo. Tudo o que ele tem falado desde que recuperou a consciência é você. O telefone dele morreu ou quebrou ou algo assim, então ele não podia nem mesmo te ligar. O fato de que vamos vê-la antes dele vai ser bastante difícil. Sei que não serei capaz de convencê-lo a ficar longe. Afundei no sofá. É claro que ela estava certa. —Tudo bem. Eu só vou ... estar aqui. —Oh não, não desligue o telefone. —Preciso chamar a polícia. — Disse a ela.


—Emery já está nisso. Ela ligou para o 911 quando eu lhe disse onde você estava. Os policiais vão nos encontrar na sua casa. —Oh. — Sussurrei. É isso o que é ter as pessoas cuidando de você? —Basta ficar no telefone comigo, ok? Essa coisa toda me assustou muito. Quero saber que você está segura. E eu nunca estaria novamente. Os últimos dois anos haviam sido uma ilusão de qualquer maneira. Nunca estive a salvo de Dillon. Nunca estaria. Ficamos no telefone até que Heidi e Emery apareceram no meu apartamento. Mesmo que eu soubesse que elas estavam lá fora e tinha acabado de desligar com Heidi, ainda fiquei assustada com a batida na porta da frente. Meu coração batia no meu peito. Senti como se estivesse ficando doente. Poderia ser Dillon. Eu sabia que não era ... mas poderia ser. —Julia, — Heidi chamou, —você pode nos deixar entrar. —Está tudo bem. Estamos aqui para ajudar. — Emery disse. Respirei fundo, virei as fechaduras, e, em seguida, abri a porta. Minhas meninas ficaram ali com terror em seus olhos. —Oh, Julia. — Heidi sussurrou quando viu a minha aparência. —Você tem uma arma. — Emery observou. —Por que você está segurando uma arma? —Heidi perguntou.


Olhei para a arma na minha mão. Era bom. Ponderada e segura. Mesmo com o cano apontando para o chão. —Talvez você devesse entregar isso para mim. — Emery disse. Emery avançou e delicadamente extraiu a arma da minha mão. Eu me senti vazia sem ela. Como se precisasse da sensação dela na minha mão novamente. Era meu novo cobertor de segurança. —Julia — Heidi disse —por que não vamos sentar enquanto esperamos pela polícia? Concordei. —Sim. Certo. Heidi passou um braço em volta dos meus ombros e me levou de volta para a sala. Emery cuidadosamente tirou o pente e colocou sobre a mesa. Esta não era a primeira vez que ela tinha feito isso. —Você pode jogar as flores no lixo? — Perguntei. Emery olhou-me curiosa e, em seguida, fez o que pedi. Não fui capaz de tocá-las. Mas estava feliz que elas foram embora. Ela veio sentar-se ao meu lado. —Você quer nos dizer o que aconteceu? — Heidi perguntou. —Eu realmente gostaria de dizer apenas uma vez. Então ... podemos esperar até que os policiais apareçam? —Claro. — Emery disse. —Só ... faça algumas respirações profundas. —Precisa de alguma coisa? Água? Uma muda de roupa?


Sacudi a cabeça, e nos sentamos em silêncio, com apenas a presença delas trabalhando para puxar um pouco da tensão fora de mim. Os policiais apareceram alguns minutos depois. Era uma policial do sexo

feminino

alta

com

cabelo

castanho

cortado

e

um

cara

excessivamente musculoso cujos olhos varreram o apartamento, como se esperasse que Dillon aparecesse a qualquer momento. —Olá, eu sou Oficial Matthews, — a mulher disse. —Este é meu parceiro, Oficial Curtis. Viemos sobre uma denúncia de uma agressão e sequestro da Sra. Julia Banner. —Sou

eu.

Disse,

concentrando-me

inteiramente

na

Oficial

Matthews. —Por que você não começa desde o início? —Tudo bem. —Concordei. Então, comecei desde o início. O início. Os policiais tomaram algumas notas e fizeram algumas perguntas ao longo do caminho. Heidi e Emery engasgaram em todos os lugares certos. Tive que lhes mostrar a arma e onde disparei o tiro de advertência. Eles tiraram fotos de tudo e recolheram a arma. Oficial Curtis voltou para o carro da polícia enquanto a oficial Matthews

inspecionava

terminando tudo

o

meu

apartamento.

Estávamos

quase

quando outro carro parou na frente do meu

apartamento. Esperávamos apreensivos. Ansiava pela arma mais uma vez. Eu poderia ter, finalmente, contado toda a história, mas isso não significava


que eles entenderiam. Então, Landon apareceu, ajudando Austin pela porta. Meu estômago afundou quando vi a aparência de Austin. Seu rosto estava golpeado, quase irreconhecível. Ele tinha um lábio dividido, e um dos seus olhos já estava inchado. Sua mão segurava em seu lado. Costelas quebradas, Heidi disse. Ele parecia ... horrível. Dillon tinha feito isso. Eu queria chorar. —Jules. — Chamou, estendendo a mão para mim. Ele me puxou para um abraço, gemendo com o impacto. —Você está segura. Ah, porra, você está segura. Envolvi cuidadosamente meus braços ao redor da sua cintura. Respirei e trouxe todo o seu calor contra mim. Sabia que ia ser a última vez, e eu queria lembrar a maneira que me encaixava perfeitamente nele. Então, dei um passo para trás e soltei os meus braços. —E você é? — Oficial Matthews perguntou antes que eu pudesse dizer qualquer coisa. —Austin Wright. —E você foi a pessoa agredida? Austin apontou para seu rosto. —O que você acha? Fiz uma careta. Não era o momento de brincar. —Sim ele foi. —Eu já fui interrogado por um EMT e um outro oficial. — Austin disse. Seus olhos corriam para mim. —Ou então eu já estaria aqui.


Oficial Curtis voltou para dentro então. —Parece que este Dillon Jenkins tem um mandado. Ele ignorou sua liberdade condicional em Ohio e tem estado ausente por algumas semanas agora. Esta é a primeira dica para a sua localização. Oficial Matthews assentiu. —Nós vamos te dar uma ordem de proteção de emergência contra Dillon. Nós recomendamos que você tome o registro para uma ordem de restrição permanente contra ele. Nós vamos fazer tudo que pudermos para encontrá-lo e impedir que isso volte a acontecer. Seria melhor se você ficasse com um amigo por um tempo. Além disso, você precisa nos manter informados se alguma coisa acontecer. Quando os policiais finalmente saíram, a sala parecia muito pequena para todas as pessoas no meu apartamento. —Posso ficar com você? — Perguntei a Heidi. Seus olhos se arregalaram de surpresa, mas ela balançou a cabeça. — Claro. Você é bem-vinda a qualquer hora. —Jules. — Austin disse. —Você acha que poderíamos conversar? — Perguntei, olhando em volta para as minhas amigas. —A sós? Todo mundo fez uma partida apressada, deixando-me sozinha no apartamento com Austin. Ficar aqui me fez sentir horrivelmente exposta. Eu odiava este lugar. Ficaria feliz se ele queimasse até o chão. —Jules, sobre o que aconteceu. — Austin disse, dando um passo para a frente.


Estendi minha mão e tentei não quebrar na frente dele. —Por favor, não. —Eu me sinto como um idiota. Ele entrou no meu círculo de amigos. Eu pensei ... pensei que ele era meu amigo. Nunca esperei que nada disso acontecesse. —Eu sei. Dillon é um mestre manipulador. Eu deveria ter prestado mais atenção. Deveria saber que ele estava em liberdade condicional e que viria atrás de mim. Pensei que estava segura. Que a mudança de nome e a grande distância seria suficiente. Mas eu estava errada. —Isso não é sua culpa. —É minha culpa. — Eu disse, olhando para o rosto dele. Todo espancado, ferido, inchado. —Tudo isso é minha culpa. —Isso é culpa de Dillon. Não sua. Ele fez isso, Julia. —Eu o trouxe aqui. Eu baixei a minha guarda. Pensei que poderia viver uma vida normal, Austin ... e simplesmente não posso. —Sim, você pode. — Tentou me assegurar. Ele deu um passo para a frente. Estremeci e me afastei. Toda a raiva brotou dentro de mim. Todas as coisas que descobri sobre Austin. Tudo o que ele esteve escondendo de mim. Eu não poderia fazer isso. —Não me toque. — Disse, minha voz baixa. —Jules. — Ele gemeu. Mas ainda estava bêbado. Ele ainda estaria bêbado por um tempo. —Não se afaste de mim. Não o deixe vencer.


—Não se trata de ganhar ou perder. É sobre o que eu posso lidar. E, agora, não posso lidar com isso. —Isso? — Perguntou incerto. —Nós. — Corrigi. —Você está terminando comigo? Olhei em seus olhos e procurei pelo homem que eu tinha me apaixonado tão desesperadamente. O homem que eu precisava hoje. E ele não estava lá. Ele mentiu para mim, para sua família, para si mesmo. Eu não poderia estar com um homem assim. —Sim. — Finalmente respondi. —Julia, eu sei que você está chateada comigo sobre a bebida. Sei que não deveria ter feito isso. Mas não estou deixando você por causa do seu passado. —Não, você não está fisicamente recuando de mim. — Eu disse, levantando a minha voz. —Você só abusou emocionalmente de todos ao seu redor. Meu passado é meu passado. Mas o que estamos lidando, Austin, é o seu presente! Seu argumento é que, porque você sabe agora que não deveria ter feito isso, eu deveria entender e ignorar a merda. —Jules... —Não me chame assim! — Gritei. —Você não ouviu que ele me chama assim? Você não entende por que eu não posso ouvir isso? Austin se encolheu. —Eu sei. Porra!


Ele passou a mão pelo cabelo. Era difícil para mim mesmo olhar para o seu rosto. —Eu não quero perder você por isso. —Você não conta. — Eu disse a ele. —O caralho que não! Estremeci com a sua voz elevada e passei meus braços em volta do meu corpo. Nesse momento, me senti como uma vítima novamente. Eu tinha conseguido enfrentar Dillon, e Austin estava surtando comigo agora. Não, eu não poderia fazer isso. —Foda-se. — Gritou, afastando-se de mim e andando. —Sinto muito. Por favor, diga-me o que aconteceu. Diga-me como posso corrigir isso. —Você não pode. — Balancei a cabeça e olhei para o meu quarto, onde os restos da bala que tinha disparado ainda permaneciam no tapete. —Eu posso. — Ele insistiu. —Não sei o que você quer que eu diga, — eu disse. —Tomei a minha decisão. Agora, saia do meu apartamento. —Não. Assistir você ir embora com ele foi o momento mais aterrorizante da minha vida. — Austin disse. —Não posso deixar que isso seja o nosso fim. Eu me endireitei em sua declaração. —Você não ouviu o que diabos aconteceu aqui, Austin. Mas eu tive que colocar Dillon para fora do meu apartamento com uma arma. Então, não fique aí me dizendo que não vai


embora quando eu mandar. — Balancei minha cabeça e cruzei os braços. —Você fodeu tudo. Você ficou na casa da sua ex, escondeu o seu consumo de álcool, e em seguida, foi em uma farra. Ações têm consequências. E, agora, elas provaram que eu estava delirando por pensar que você fosse sério sobre nós. Ele gaguejou sobre suas palavras quando o choque foi registrado. Mas eu não podia parar. Ele não entendia. Ele não entendia o que tinha acontecido comigo. —Dillon pode ser um pedaço de merda, mas pelo menos ele disse a verdade, e você não. Isso prova que eu não posso confiar em ninguém. Você estava bêbado, e não poderia ajudar ninguém, Austin. Eu me ajudei. Posso contar apenas com uma pessoa, que sou eu. Sempre foi só eu. E talvez uma parte de mim queria ouvir as palavras de Austin, ceder ao que ele estava oferecendo, mas a outra parte de mim, a parte gritando no meu ouvido, estava dizendo para recuar. Para cuidar de mim mesma e salvar todos os outros de uma miséria igual. —Julia, por favor ... —Não sei o que mereço em um relacionamento, mas não é isso. Não é um bêbado, ou um viciado ou um mentiroso. Eu não posso fazer isso de novo. Assim, apenas ... deixe-me ir. Passei por Austin, no meu caminho para fora da porta. Estendeu a mão para me tocar, para me parar, mas ele a deixou cair. Eu tinha feito o que tinha que fazer. Eu só gostaria de não me odiar tanto por fazê-lo.


Austin Que porra tinha acontecido na minha vida? Fiquei sozinho no apartamento de Julia. Ela tinha acabado de me deixar. Não podia acreditar. Depois de tudo ... ela foi embora. Landon limpou a garganta atrás de mim. —E aí cara. Eu não disse nada. Ainda estava em choque. Dillon-Evan não foi tão chocante quanto Julia terminar comigo. Como ela pôde ter feito isso? Ela deveria saber como me sinto sobre ela. Não que eu dissesse isso sempre, mas tinha certeza que agia assim. Então, um porra de um fodido tinha destruído tudo. —Austin, — Landon disse, colocando a mão no meu ombro, —vou te levar para casa. —Ela me deixou. —Eu ...

sei. — Landon suspirou. —Ela está passando por muita

coisa. Basta dar-lhe algum tempo. Ela vai voltar. —Não. — Eu disse suavemente. —Você não a ouviu. Ela estava decidida. É isso.


—Eu sei que isso é provavelmente como ela soava. Acredite em mim, já passei por isso. Nunca pensei que Heidi falaria comigo novamente após a coisa toda sobre o trabalho, mas dei-lhe tempo. Funcionou. —Esta não é uma merda de trabalho que podemos jogar dinheiro e corrigir o problema. Esta é a porra de um ex que a machucou tanto, que ela pensa que não merece ser amada. Ela só acabou de se lembrar de como é. Não vai mudar de ideia na parte da manhã. —Por que não esperamos até a manhã para descobrir? — Landon disse razoavelmente. —Você pode dormir e amanhã pensar sobre isso. —Eu posso dormir com o álcool, e posso dormir com a dor, mas não vou acordar e de repente voltar com a Jules. Não depois de tudo o que aconteceu esta noite. Landon suspirou. —Talvez não. Mas você precisa se curar. Então, precisamos levá-lo para a cama. Você pode vir para a nossa casa, também, se quiser. —Não, ela não me quer lá. —Está bem. Então ... a sua casa. Não discuti com ele. Apenas entrei no Uber que ele tinha chamado para me levar para a minha casa. Landon me seguiu para dentro apenas para ver se Dillon não estava lá. Mas ela estava vazia. Um pouco vazia demais. —Me ligue se precisar de alguma coisa. E, Austin? — Landon disse. —Sim? — Respondi, olhando, sem ver, na minha casa vazia.


—Realmente sinto muito por esta noite. Eu sabia que você não devia beber. Poderia ter impedido. Deveria ter impedido, e eu deveria ter visto o que estava acontecendo. A culpa é minha. Patrick e eu nos sentimos realmente horríveis que tudo isso aconteceu. —Não se culpe. Qualquer um de vocês. Há muita culpa para jogar, mas nada disso é seu. Peguei a cerveja daquele cara de cu. Andei direto em seu plano. Ele poderia ter sido o catalisador, mas eu fui o idiota que caiu nisso. Landon assentiu seriamente. —Tem certeza de que não quer que eu fique? —Não há nenhuma concussão. Apenas um corpo fodido. Vou ficar bem. Vá para casa, para sua menina e ... e cuide-se, ok? Landon simpaticamente tocou meu ombro uma vez antes de partir. Pelo menos a casa de Landon tinha um sistema de segurança de ponta. Julia deve se sentir segura lá. Ou mais segura, pelo menos. Mais segura sem mim.

Na manhã seguinte, meu rosto estava do tamanho de um balão, e eu não poderia dizer onde a dor começava ou terminava. Depois, de um telefonema crivado de dor delirante, Jensen apareceu bem cedo. Obrigado por ele ser a porra de um vampiro. Jensen assobiou quando me viu desmaiado no sofá. —Você parece uma merda.


—Obrigado. — Eu disse, cheio de sarcasmo. —Muito pior do que na noite passada. — Disse. Ele apareceu no mesmo tempo que a polícia tinha chegado lá e resolvido com as consequências no bar. —Você está aqui apenas para tirar sarro de mim? —Não é isso que os irmãos mais velhos fazem? Eu me afastei, em seguida, estremeci, pegando as minhas costelas fraturadas. Ele riu. —Vamos. Precisamos levá-lo a um médico. Noah está no hospital hoje. Ele disse que ia te encaixar. —Ótimo. Podemos ir ver Julia no caminho? —Vamos pegar algo para ajudar com a dor em primeiro lugar. Vemos Julia depois. Resmunguei, mas o deixei me ajudar a sair do sofá e ir para sua enorme caminhonete. Noah era o marido da irmã de Emery. Ele trabalhava no Texas Tech Medical Center e era um ótimo cara. Eu gostava dele. Gostei dele ainda mais depois que parou de cutucar as minhas lesões. —Poderíamos fazer um raio-X, mas a costela está definitivamente fraturada. — Noah disse. —Você vai precisar de muito repouso e gelo. Tente não respirar muito superficialmente. Queremos garantir que isso não se transforme em algo pior. —Descansar. O meu forte. — Eu disse com um suspiro.


—Vou escrever-lhe uma receita para a dor. Seu rosto parece bem horrível. —Você está dizendo. —Kimber me contou o que aconteceu. — Noah disse com um aceno de cabeça. —Espero que você esteja pressionando acusações contra esse cara. —Oh, eu estou. Assim que encontrá-lo, vou fazer tudo que posso para vê-lo atrás das grades pelo que fez a Julia. —Nada menos do que ele merece. Noah entregou-me a prescrição, nós apertamos as mãos, e então eu saí. Jensen ainda estava esperando por mim, falando com uma das enfermeiras que conhecia. Jensen conhecia todos. —Pronto? — Perguntou. —Sim. Vamos fazer isso. Porra. Terminamos o resto das coisas, e assim que tomei uma pílula, senti a pior dor diminuir. Com algumas semanas em recuperação e me olhando no meu próprio rosto, destruído, estava feliz por ter as pílulas. —Tenha cuidado com essas. — Jensen disse. —Eu estou usando-as como indicado. —Certifique-se de que você tome. Revirei os olhos enquanto ele me levava para Flips para pegar meu carro.


—Austin... —O quê? — Perguntei, a meio caminho para fora da caminhonete. —Tenha cuidado com Julia. Ela pode precisar de algum tempo. —Vou lhe dar todo o tempo que precisa. Mas ela passou por uma das experiências mais traumáticas da sua vida. Você teria deixado Emery se afastar depois disso? A resposta estava escrita por todo o seu rosto. Não, claro que não. Éramos homens Wright. Nós não recuamos do nada, e nós certamente não nos afastávamos de nossas mulheres só porque elas estavam sofrendo. —Deixe-me saber se você precisar de alguma coisa. —Claro, cara. Obrigado. — Disse. Então, fechei a porta e me dirigi para o meu carro. Fiz o caminho para a casa de Landon em tempo recorde. Tentei a maçaneta da porta e estava contente de ver que estava trancada. Não queria que Dillon aparecesse aqui e tivesse acesso fácil a Julia novamente. Landon apareceu alguns segundos depois que toquei a campainha. Ele passou a mão pelo rosto e bocejou. —Ei. É cedo. —Sim, Jensen apareceu no início do amanhecer. Como ela está? —Ela não saiu do quarto de hóspedes. Comecei a cruzar a porta, mas Landon colocou a mão para fora.


—Ela é uma convidada aqui, Austin. Se ela quiser que você saia, então você vai ter que ouvi-la. —Eu sou seu irmão. —E, como seu irmão, estou dizendo para você não fazer nada estúpido com essa menina magoada lá dentro. —Eu não vou fazer nada estúpido. — Disse a ele. Landon me deu um olhar incrédulo, mas retirou o braço. Heidi saiu do quarto principal em uma das camisetas de golfe de Landon e shorts curtos. Seus olhos estavam cautelosos enquanto seguiam o meu progresso em direção ao quarto de hóspedes. Parecia que todos achavam que era uma má ideia eu falar com Julia. Bati duas vezes e esperei que ela dissesse alguma coisa. Mas não houve resposta. Talvez ela ainda estivesse dormindo. —Julia? —Vá embora. — Ela disse através da porta. —Podemos conversar? —O que nós temos para conversar? —Noite passada. —Não. — Disse com firmeza. Suspirei em frustração. —Prefiro falar cara a cara do que através de uma porta.


—Vá embora, Austin. —Por favor, Julia. Nenhuma resposta veio do outro lado da porta. Ela não ia falar comigo. Depois de tudo, era como eu pensava. Ela realmente quis dizer o que tinha dito na noite passada. Então, lentamente, a porta se abriu, e os belos olhos escuros olharam de volta para mim. —Você tem cinco minutos. — Ela disse. Então, abriu a porta para mim. Eu poderia trabalhar com isso. Julia fechou a porta atrás de nós uma vez que eu estava no quarto. Ela foi e sentou-se na cama, mas poderia dizer que se eu sentasse ao lado dela seria empurrado. —Como está se sentindo? — Perguntei. —Cansada. —Não dormiu muito? —Não. —Você já ouviu falar alguma coisa sobre Dillon? —Não. Certo... respostas de uma só palavra. Precisava de uma maneira de tirar a minha Julia de lá. Ela parecia tão degradada e suja. Ficaria


chocado se ela tivesse dormido. E, ainda assim ... ela era tudo que eu queria em um pacote. —Eu quero fazer isso certo entre nós. Me diga o que fazer. O que você quer que eu faça? Ela estava olhando para as mãos. Um milhão de pensamentos pareciam estar correndo através da sua mente ao mesmo tempo. Finalmente, ela olhou de volta para mim. —Saia. —Por que você me afasta? Por que você não pode aceitar que alguém vai estar aqui? Porque estou aqui. Eu não vou simplesmente ir embora. — Disse. Eu queria que ela lutasse contra mim, se defendesse, para mostrar algum pouco de vida. —Você disse que eu não era Dillon, e você está certa. Mostre-me que você não é mais aquela menina que se machucou por ele. —Não tenho que te mostrar nada. — Afirmou calmamente, com tranquilidade. —Nós não estamos juntos. —Não posso aceitar isso. — Eu disse, caindo de joelhos na frente dela. —Eu seria espancado cem vezes se isso significasse que não terminaria onde estamos agora. Você é fogo, energia e paixão. Você não está ... morta por dentro. Ela virou o rosto para longe de mim. Não havia emoções nublando os seus olhos. Não tinha certeza se ela estava sofrendo com as minhas palavras. Ela parecia tão resignada. Como se a noite tivesse solidificado tudo o que me disse, como se ela tivesse consolidado. —Seus cinco minutos acabaram.


—Julia, você não está me ouvindo. Ela levantou a mão. —Você está tentando iniciar uma discussão comigo, Austin, e isso não vai funcionar. Tomei a minha decisão na noite passada. Agradeceria se você respeitasse. Você me disse uma vez que o amor e o ódio eram emoções poderosas. Disse que tinha problemas com a indiferença. Então ... é onde estou agora. Olhei, de queixo caído, para ela. Sempre senti que, mesmo quando Julia e eu estávamos distantes, havia uma ligação entre nós. Que, quando conseguia irrita-la, sabia que ainda tinha sentimentos por mim. Mas, durante a noite, tinha desaparecido. Ela não queria nada comigo, e eu não sabia como lutar por algo que não estava lá. A vibração da mesa do lado chamou a sua atenção. Ela imediatamente pulou para o seu telefone e respondeu: —Sim. É Julia. —Ela ouviu do outro lado por alguns segundos e depois engasgou. —Eu vou ... vou descer. —O que aconteceu? — Perguntei uma vez que desligou o telefone. Ela parecia doente do estômago. —A polícia encontrou Dillon.


Julia Eu ia ficar doente. Definitivamente, com certeza doente. Estava do lado de fora da delegacia com Landon, Heidi e Austin. Eles já tinham chamado Jensen e Morgan, e Jensen já tinha assegurandolhes que seu advogado viria o mais rápido possível. Sabia que ele tinha dito que eu não deveria dizer nada até que o advogado chegasse lá, mas eu me preocupava. E se algo tivesse acontecido? E se eu fosse de alguma forma a culpada? Não conseguia afastar a sensação. Dillon poderia convencer os policiais. Claro, ele tinha um mandado de prisão e agora agravava por acusação de agressão a Austin. Eles queriam pressionar por sequestro e violência doméstica contra mim. Mas ainda seria sequestro se eu tivesse ido voluntariamente? E as acusações de agressão se manteriam se Austin tinha batido nele primeiro? Não me surpreenderia se Dillon não teria descoberto uma maneira de sair de tudo isso. —Você está pronta? — Heidi perguntou, chegando ao meu lado.


—Sim. Acho que sim. Meus olhos dispararam para Austin por uma fração de segundo antes de eu entrar pela porta da frente. Eu poderia fazer isso. Não precisava pensar sobre o que tinha acontecido com Austin na última noite ou o desespero em sua voz esta manhã. Eu o estava machucando. Não queria. Mas não conseguia parar. Conversamos com um homem na recepção e ele nos encaminhou ao escritório de um detetive. Heidi, Austin, e Landon ficaram esperando fora do escritório. Heidi apertou a minha mão e acenou com a cabeça. —Nós vamos ficar aqui mesmo. — Ela disse, apontando para um grupo de cadeiras dobráveis do outro lado do corredor. —Obrigada, Heidi. —Claro. Boa sorte. Concordei e, em seguida, entrei na sala. O detetive era uma mulher atlética com cachos ruivos e sardas. Ela tinha uma aparência astuta sobre ela. Não gostaria de me meter com ela. —Uh, oi. Eu sou Julia Banner. Estou aqui sobre a prisão de Dillon Jenkins. —É claro, senhorita Banner, — ela disse, —por favor, sente-se. Sou a detetive Taylor. —Obrigada, Detetive. — Disse, sentando.


—Queremos agradecer a sua confiança nesta situação e toda a ajuda. As informações sobre Dillon Jenkins nos levou direto para um lugar no lado leste de Lubbock. Ele foi preso com a posse de um veículo roubado, e nas suas instalações, onde ele estava ilegalmente vivendo sob o nome falso de Evan Brown, encontramos malas de cocaína escondidas, presumivelmente depois de cruzar a fronteira mexicana. Suspirei. Claro que ele não estava apenas me perturbando. Ele vinha trabalhando também. Configurando um funcionamento entre a fronteira com o México e, provavelmente, indo todo o caminho de volta para casa. —Você não parece surpresa. — Ela disse. —Como posso estar? Ele acabou de sair da prisão por bom comportamento. Eles não puderam fazer nada por tráfico de drogas, embora ele fizesse isso desde que tinha doze anos. —Li a sua declaração. Você foi muito corajosa, denunciando isso. — Disse, vasculhando uma pilha de papéis. —Você tem uma longa história com este homem. —Sim. Onde ele está agora? —Cadeia. E ele vai ficar lá. Acredito que nenhum juiz vivo iria deixá-lo sair sob fiança. Talvez se tivesse sido apenas a violação da liberdade condicional, mas com tudo... —Eu ... não tenho que vê-lo? Para identificá-lo? — Eu disse ofegante. A detetive me olhou, surpresa. —Não, nós o encontramos em tempo recorde. Nós só queríamos falar com você e informar detalhes já que você estava sob uma ordem temporária de proteção.


Dei um suspiro de alívio. —Isso é ... isso é muito bom. Outra batida veio da porta, e um homem atarracado enfiou a cabeça dentro. O meu advogado, presumi. —Detetive, vejo que você está falando com a minha cliente. —Jake, — a mulher disse com um suspiro. —E eu pensei que você só trabalhasse para os Wrights. Ele encolheu os ombros. —Parece que ela é uma Wright. Fiz uma careta. Não, eu certamente não era. —Vamos, Julia. Vamos ir para outro lugar e conversar. Jake arrastou-me para fora do escritório da detetive e começou a falar um milhão de coisas por minuto. Mas minha cabeça estava girando com apenas um sólido fato -Dillon estava atrás das grades. E, se nós jogássemos nossos cartões direito ... ele poderia estar lá por um tempo muito longo. Um soluço preso na minha garganta. Estava longe de terminar, mas ele não estava à solta mais. Ele não ia me encontrar e me matar. Ele não iria atrás de todas as pessoas que eu amava aqui. Ele poderia ter arruinado tantas coisas, mas não ia levar esta nova vida de mim.

Passei algumas horas em um escritório isolada, com Jake McCarty, passando por cima de tudo o que tinha acontecido. No momento em que terminei, senti como se tivesse sido torcida.


—Quanto é que isto tudo vai custar? — Finalmente perguntei. Jake sorriu e colocou uma mão reconfortante no meu ombro. —Eu estou no fixo com Jensen. Eu não me preocuparia com isso. Mas me preocupava. Eu não queria estar em débito com os Wrights. Sabia que era impossível me livrar deles, considerando que eu trabalhava para a empresa e cada uma das minhas amigas mais próximas namorava um irmão Wright. Mas me preocupava que isso era tudo relacionado a Austin ... que eu nunca teria conseguido isso de outra forma. E, se fosse esse o caso, então preferia pagar meu próprio advogado, em caso de necessidade. Ao mesmo tempo, era incrivelmente grata. Nunca teria imaginado onde começar a encontrar alguém. Certamente não alguém como Jake McCarty. —Temos um longo caminho pela frente, Senhorita Banner. Mas posso te garantir que vou fazer de tudo para colocar Dillon Jenkins atrás das grades para sempre. E me dará um grande prazer saber que ele nunca poderá atormentá-la novamente. Dei-lhe um meio sorriso na ideia. Livrar-me de Dillon para sempre? Parecia impossível. —Obrigada. —O prazer é meu. Saí da sala e descobri que apenas Austin ainda estava esperando por mim. Deus, ele realmente parecia fodido. Seu rosto estava acabado.


Tinha limpado um pouco, mas, Cristo, não poderia ser seguro ele estar dirigindo, poderia? Queria ser indiferente, como disse a ele que era, mas eu não era indiferente a Austin. Eu era louca por ele e ainda cheia de raiva. Mas quanto mais eu mostrasse qualquer uma dessas emoções, mais ele poderia pensar que poderíamos voltar a ficar juntos. Não estava pronta para isso. Não sabia se alguma vez estaria pronta para isso. —Ei. — Ele disse, levantando-se. —Ei. —Posso levá-la de volta para Landon e Heidi? Mordi o lábio e depois assenti. Eu precisava sair dessa delegacia. Quando estávamos de volta no ar de Lubbock empoeirado, quente, finalmente senti como se eu pudesse respirar novamente. Não fazia sentido. —Onde é que Heidi e Landon foram? — Perguntei. —Acho que eles queriam pegar algo para comer e pegar o Tahoe no Flips. — Ele deu de ombros à medida que se aproximava do seu carro. — Aparentemente, Heidi roubou as suas chaves mais cedo. —Bem a cara dela. —Como você está se sentindo? Com Dillon de volta onde ele pertence? Dei de ombros. —Entorpecida. —Sim.


—Eu sei que deve parecer como uma vitória, mas isso parece mais como uma piada. —Como assim? —Que vou despertar e pensar que estou livre dele é o motivo da piada. —Não acho que isso vai acontecer. —Não muda o que sinto. Andei para o lado do passageiro do seu carro vermelho brilhante. Mas ele fez uma pausa antes de abrir a porta. Olhou para as suas chaves e, em seguida, jogou-as em todo o teto do carro. Eu as peguei com uma mão. —Você queria levá-la, certo? Olhei para ele, momentaneamente em estado de choque. —Você nunca deixou ninguém dirigir seu carro. —Eu sei. Isso foi tudo o que ele disse enquanto caminhava para o lado do passageiro do carro. Ele deu um beijo na minha testa e, em seguida, sentou-se. Eu me tirei do transe. Que diabos estava acontecendo? Eu estava dirigindo o Alfa Romeo? Afundei no banco do motorista e ajustei o assento para minhas pernas curtas. Ele riu quando tive que puxar o espelho todo para baixo, se eu quisesse ter qualquer esperança de ver a parte de trás. Agradeci meu pai


por me ensinar como dirigir com câmbio manual na única vez que ele esteve sóbrio na minha adolescência. Então, voei para fora da delegacia. A casa de Landon e Heidi era a mais longe na região, então tive que levar isso em longas extensões de terra plana. Isso realmente ajudou então, e por aqueles minutos felizes, eu me senti livre. Quando estacionei na garagem, um sorriso estava estampado na minha cara. —Agora, eu fico com o carro. —Emocionante, não é? —Como voar sem o medo de alturas que vem com o voo real. Austin se inclinou sobre o assento quando o ronco suave do carro soou abaixo de nós. Sua mão foi para meu rosto, e eu me encolhi. Ele se sentou de volta. —Eu não entendo, Julia. Dillon está atrás das grades. Você está segura novamente. Você pode seguir em frente com sua vida. Você não tem que ser amarrada à sua sombra. —Você sabe por que tenho medo de altura? Ele parecia intrigado com a minha mudança de direção. —Não. —Bem, eu sempre tive. Mas era muito mais o medo de cair. Eu tinha sonhos de cair sem parar, como Alice quando ela desceu o buraco de coelho. Mas Dillon descobriu sobre o meu medo, sobre o quanto eu odiava alturas. Em seguida, ele passou os próximos dois anos me aterrorizando ... aparentemente, em uma maneira de me livrar do meu medo. O medo é a fraqueza e tudo isso.


O maxilar de Austin se apertou apesar da dor que eu podia ver em seu rosto. —O que me colocou no limite, no dia em que eu decidi fugir foi porque ele me levou ao topo do nosso prédio de apartamentos na época e me balançou lá pelo meu pulso. — Encontrei seus olhos irritados. —Meu pulso quebrado. O pulso que ele tinha quebrado. —Foda-se, Julia. —Meu medo não desapareceu só porque ele me arrastou até o topo do edifício. Meu medo de Dillon não vai desaparecer só porque ele não pode mais me alcançar. —Eu entendo isso. —Você? — Perguntei. —Porque acho que você não entende. Não quero que fiquemos juntos. —Você está certa. Eu não entendo isso, Julia. —Só porque Dillon está atrás das grades ... não altera qualquer uma das outras razões que terminei com você. Eu gostaria que sim, mas se eu não vou ser uma vítima mais, então tenho que aplicar isso a todas as coisas na minha vida. Sinto muito. — Engasguei com essa palavra. —Eu realmente sinto muito. Tentei sair do carro, mas ele agarrou a minha mão. —Julia, por favor não vá. —Austin ... —Realmente acabou?


Seus olhos procuraram os meus por um lampejo de esperança. Mas eu não queria dar-lhe um. —Sim ... realmente. Eu queria me sentir bem sobre ir embora e ter o controle da minha vida. Mas, quando entrei na casa de Landon e Heidi sem Austin, me senti vazia. Eu queria Austin. Mas queria ele sóbrio, honesto, e sem uma ex namorada que poderia aparecer nua em sua casa. Eu não poderia fazer com que ele quisesse essas coisas. E ele não tinha provado a mim que era mesmo possível. Conhecia todos os viciados em minha vida que tinham falhado uma e outra vez, eu duvidava que ele mudaria.


s Austin Olhei para as garrafas meio vazias de bebidas ainda em minha casa. Eu tinha me livrado de quase tudo. Patrick havia se tornado o novo proprietário do uísque e scotch que fui capaz de conseguir diretamente do distribuidor. Não fui capaz de jogar esses fora. Reduzi tanto que não tinha mais nada no armário da minha casa. Uma vez que já tive um bar totalmente abastecido. Eu poderia ter feito um Bloody Mary qualquer hora do dia. Deus, eu mataria por um perfeito Bloody Mary. Mas teria que me contentar com isso. Peguei todas as garrafas. Uma garrafa até a metade da marca de Maker’s Mark. Um quarto de Johnnie Walker Azul. Alguns Grey Goose. Uma garrafa de Fireball que não fui capaz de me separar. Basil Hayden e Four Roses foram até as últimas gotas. Eu poderia trabalhar com isso. Tomei dois analgésicos junto com um tiro de Maker’s. Julia tinha me deixado. Não havia volta disso. Nenhuma mesmo. Ela estava morta por dentro quando entregou a notícia. Ela não iria me aceitar de volta. Não consertaríamos isso.


Não conseguia consertar nada. Esse era o forte de Jensen. Ele era o consertador da família. Ele teria sido capaz de fazer isto funcionar. Mesmo Landon tinha conseguido ajeitar a porra da sua merda com sua louca ex mulher para ficar com Heidi. Eu era o único que não conseguia manter uma namorada. Então, me expus, e ela foi embora. E, porra, como eu poderia culpá-la? Quem iria querer lidar com o meu desastre? Fiquei imaginando o quanto eu teria de beber para esquecer Julia. Existe uma quantidade de álcool capaz disso? Eu não sabia, mas pensei em tentar. Passei umas sólidas horas observando o que diabos estava na TV naquele momento, enquanto tomava tiros. Em algum ponto, parei mesmo de reconhecer o show. Parei de reconhecer tudo. Não era apenas o álcool e, em seguida, o zumbido que rapidamente se converteu em cheio e bêbado. Não que eu planejava parar por aí. Eu ainda estava pensando sobre Julia. Tentando descobrir como diabos eu tinha deixado essa merda acontecer. —Porra. Porra. Foda-se! — Gritei quando a raiva rasgou através de mim. Eu estava tropeçando ao redor da sala. Chutei a mesa de café em toda a sala e quebrei a lâmpada da mesa. Peguei a garrafa que eu estava terminando e joguei-a na minha TV de setenta polegadas. A tela estilhaçou e parecia tão fodida quanto eu me sentia. O vidro explodiu com o impacto e se espalhou por toda a sala.


Ofegante apertei as minhas costelas. Mesmo o álcool não conseguia parar a dor. Filho da puta. Minha bunda caiu de volta para baixo no sofá, e segurei minha cabeça. Eu precisava de mais. Mais álcool. Mais tudo. Algo para me fazer esquecer. Não, não alguma coisa. Alguém. Meu telefone estava em forma de merda como a minha TV, mas ainda milagrosamente funcionava depois que liguei de volta. Eu preciso substituí-lo, mas agora, faria o truque. —Austin? — Maggie disse cautelosamente. —Mags. — Ofeguei. —Isto é uma surpresa. —Venha aqui. —Você está bêbado? —Não bebi o suficiente. Ela riu uma coisa gutural baixa. —Pensei que você estava namorando alguém. —Você quer ser fodida ou não, Maggie? —Isso é uma pergunta? —Então, traga seu traseiro aqui.


Desliguei antes que ela pudesse responder. Ela viria. Ela sempre vem. A maneira que a tratei na Parade of Homes foi atípica em nosso relacionamento. Ela tinha ficado chocada com o meu comportamento, porque nunca a tratei mal. Mesmo que nós não tivéssemos uma coisa oficial, nós sempre nos divertimos. E, Deus, poderia usar um pouco de diversão. Esquecendo. Apenas transando com o esquecimento. Quinze minutos depois, uma batida na porta me despertou da minha melancolia. Abri a porta. —Maggie. — Falei distorcido. Ela se parecia com o próprio pecado. Seu cabelo selvagem escuro. Um vestido vermelho-sangue. Salto alto. —Austin. — Engasgou. —O que aconteceu com você? Estendeu a mão e timidamente passou a unha bem cuidada pelo meu rosto e em meu lábio cortado. Eu tinha quase esquecido que meu rosto estava como um roteiro de contusões. —O punho do ex de Julia encontrou meu rosto. —Cristo, — sussurrou. —Espero que você tenha dado alguns golpes também. Ri, que se transformou em uma tosse, que doía como uma cadela. — Não quero falar sobre isso.


Ela deu de ombros, como se dissesse: Como quiser. Dei um passo para a frente e passei a mão pelo seu lado, sobre o material de seda do vestido. Ela se inclinou para o toque e parecia estar procurando o meu rosto para alguma coisa. —Não tinha certeza se eu iria aparecer. —Ela disse. —Por quê? —Porque pensei que você tinha ficado mole, Wright. —Por que você não quer descobrir? — Sugeri. Ela riu, tão suave como um ronronar. —Haverá tempo para isso. Mas talvez você deva me deixar entrar primeiro. Empurrei a porta aberta, e ela entrou. Seus pés se acalmaram depois de apenas alguns passos. —O que diabos aconteceu com a sua casa? Será que o ex de Julia fez isso na sua casa, também? —Não se preocupe com isso. —Não se preocupe com isso? — Ela perguntou, girando em volta de mim. —Isso é fodido. Diga-me o que aconteceu. —Eu fiquei puto. Ela arqueou uma sobrancelha para mim. —Você perdeu. —Não. — Eu disse entre dentes. —Não te chamei aqui para terapia. Pensei que você fosse a única que não iria me dar sermão.


—Seja o que for. — Ela disse, chutando a lâmpada quebrada e passando por cima de um pedaço de vidro quebrado. —Eu não estava esperando uma zona de guerra. —O quarto ainda está limpo. — Eu disse com um sorriso. —Vejo que o Maker’s ainda está no chão. Qualquer outra coisa para mim? —Tem algum Grey Goose e um tiro de Fireball. —Que diabos? — Ela disse enquanto eu a segui para a cozinha. — Onde está o resto? —Dei tudo. Ela bufou. —Claro parece, Wright. Debrucei-me fortemente contra o balcão quando ela abriu a Grey Goose e bebeu direto, como uma dama. Ela bateu os lábios e estremeceu. —Humm — murmurou. —Quer um Chaser? —Eu pareço uma buceta? Sorri e varri meus olhos para baixo dela. Ela segurou o dedo para cima e sacudiu na minha cara. —Calma aí. —Sem intenção de ir com calma. Caminhei em direção a ela, apoiando-a no balcão. Suas unhas cravaram em minha camiseta, e me arrastou com força contra ela.


—Eu não tenho que saber o que está acontecendo com você, Austin. — Suas mãos deslizaram sob minha camiseta, e suas unhas rasparam todo o cós da minha bermuda. —Mas eu sei que tem algo. —Isso importa? — Respondi. Ela encolheu os ombros. —Você não me chamou para a terapia, certo? Minhas mãos agarraram a parte de trás das suas coxas e a coloquei sobre a bancada. Engasguei com a dor quando as minhas costelas sentiram a pressão. Puta merda! —Você está bem? — Perguntou, com os olhos arregalados. —Tudo bem, Mags. Apenas cale a boca. Peguei seu rosto entre as mãos e esmaguei as nossas bocas juntas. Ela ainda parou por apenas um segundo antes de devolver o beijo. Suas pernas colocadas em volta das minhas costas, me puxando para mais perto. Tentei fazer toda a raiva que eu estava afogando naquele beijo. Foda-se tudo que estava acontecendo na minha vida. Eu queria esquecer. Queria alguém para me ajudar a esquecer. Mas eu não estava esquecendo. Porque esse nome ainda abalava em minha cabeça. O cabelo castanho não era vermelho. Os olhos azuis não eram castanhos. Seus lábios não tinham gosto de cereja. Ela não estava coberta de tinta. Seu corpo não combinava com o meu. Tentei forçar isso. Eu não precisava de sentimentos com Maggie. Nunca tivemos. Eu só precisava de uma noite. Então, talvez eu


aprendesse a seguir em frente. Aprendesse a ser tรฃo morto por dentro como Julia estava. Aqui estรก a esperanรงa.


Julia —Olhei para sete mil novos apartamentos hoje, e odeio todos eles. — Empurrei o meu computador de volta e cai no sofá. —Você vai encontrar um. — Heidi me assegurou. —E quanto a este? — Ela apontou para o último que eu tinha olhado. Era no primeiro andar com um plano de segurança e uma cerca com código de acesso para entrar e, e, e ... Todas as características que eu queria. No entanto, nenhum deles se encaixava. —Não, eu não gosto desse. —Bem, você não tem que ter uma nova casa de imediato. —Não quero ficar atrapalhando. — Disse ao mesmo tempo. —Você não está atrapalhando. Temos casa em abundância, e não é nenhum problema em tudo. Ainda me sentia mal. Mesmo que não tivesse sido muito tempo desde que tudo aconteceu. Não ajudava que eu não conseguia dormir. Não sem pesadelos me sacudindo para fora da cama em um suor frio. Estava exausta e não tinha energia. Eu queria que tudo isso tivesse acabado.


Heidi parecia notar isso. —Vamos olhar mais amanhã. Devemos relaxar até Landon se levantar. Ele realmente gosta do seu sono de beleza. Atirei-lhe um sorriso agradecido. —Isso soa bem. —Poderia fazer omeletes para nós. Landon é o melhor cozinheiro, mas os ovos, eu posso fazer. —Certo. Aceitaria qualquer coisa que não envolvesse as pessoas olhando para mim com pena. Sabia que eu estava deplorável. Eu não tinha necessidade de ver isso quando todo mundo olhava para mim. Poderia ter salvo a minha vida, mas ainda me sentia como a vítima. E não ajudava que todo mundo estava me tratando como uma. —Ótimo! — Heidi pulou e começou a tirar as coisas para a omelete. Peguei

meu

computador

novamente

e

folheei

mais

alguns

apartamentos. Não que alguma coisa estivesse surgindo para mim. A campainha tocou. Minha cabeça virou, e olhei para Heidi com olhos assustados. Foda-se, mesmo a campainha estava me assustando. —Não se preocupe. Entendi. — Heidi disse. Ela foi até a porta e a abriu. —Austin, que surpresa. —Ei, Heidi. Julia ainda está aqui? —Ela está. —Posso falar com ela? Vai ser apenas um minuto.


A cabeça de Heidi virou de volta para mim. —Julia? Respirei profundamente e então me levantei. Cara, eu não estava ansiosa para isso novamente. Não me importa o quão persistente Austin fosse; eu não estava prestes a mudar minha mente. Não com as coisas como elas eram. —Está tudo bem. — Heidi disse. Ela assentiu com a cabeça e roçou meu ombro enquanto voltava para a cozinha. —Vamos lá para fora. — Sugeri. —Tudo bem. Mas não vamos demorar muito. Jensen está esperando por mim. Ele apontou o polegar por cima do ombro, e vi a caminhonete gigante de Jensen em marcha lenta na rua. Estranho. —Ainda tendo problemas para dirigir? — Perguntei quando saímos. —Não. Estou indo embora. Minha cabeça se levantou para ele. —Você está indo? —Sim. Jensen está me levando para a reabilitação. Eu vou estar fora pelos próximos três meses em uma unidade de internação. Jensen definiu tudo. Mas eu queria vê-la. Eu, uh ... — Ele olhou para fora por um segundo, como se discutisse consigo mesmo. —Queria lhe dizer algumas coisas antes de eu ir.


—Está bem. — Eu disse, hesitante. —Você ... você está realmente indo para a reabilitação? — Não conseguia manter a descrença da minha voz. Austin havia rejeitado a ideia de obter ajuda profissional desde o início. Ele nunca tinha pensado que seria útil ou que precisava ou que mesmo tinha um problema. Ele tinha acabado fazendo o que queria, nunca realmente melhorando. Era quase muito bom para ser verdade, pensar que ele estava realmente fazendo isso. —Sim, eu estou. — Ele gesticulou para nos sentarmos na mobília ao ar livre na frente da casa de Landon. —Jensen nem sequer pensou que eu deveria parar e falar com você antes de ir, mas eu tinha que fazer. —Mesmo que nós terminamos? —Especialmente porque estamos separados. Eu não sabia como responder isso. —Bem, estou feliz que você está indo. Eu acho que é uma ideia realmente boa. Espero que o ajude. —Eu também. Porque você estava certa. —Sobre? —Tudo. — Ele passou a mão pelo cabelo. —Você, Jensen, minha família e todos. Vocês todos me viram pelo que eu era e o que eu estava fazendo para mim mesmo. Eu realmente não percebi até esta manhã. Achava que sim, mas estava enganando a mim mesmo. —O que fez você ver a luz? Ele fez uma careta. —Só ... me ouça.


Eu me preparei porque tinha a sensação de o que ele estava prestes a dizer não era algo que eu queria ouvir. —O que você fez? — Perguntei baixo, preocupada. —Esvaziei o resto das garrafas da minha casa ontem à noite e misturei com os analgésicos que foram receitados por Noah. Foi estúpido, mas eu só ... — Ele balançou a cabeça em frustração. —Percebi como sempre agi. Estava tão porra ferido. Depois de ter sido espancado, você terminou comigo. Apenas me abandonou. —Austin... —Não, não, não estou bravo com você. Bem, não mais. Aceito as suas razões. Entendo por que você fez isso. Entendo por que você não confia em mim. Eu não confio em mim. — Parecia que ele queria contar algo para mim, mas não o fez. —Eu queria voltar a não sentir. Não sabia como sentir isto tão intensamente. Eu não sabia como reagir ao que eu senti sem a bebida. — Ele deu de ombros e olhou para longe. —Mas não é por isso que estou aqui. Eu estou apenas ... porra, eu realmente queria evitar essa conversa. A tensão vibrava através de todos os músculos enquanto esperava a notícia, e eu nem sabia o que era. —Conte-me. —Quando fiquei bêbado, liguei para Maggie. Congelei e parei de respirar. —Uau. —Julia... Balancei a cabeça e me levantei. —Vá se foder, Austin.


—Não, não, não. — Ele disse, correndo na minha frente para bloquear meu caminho. —Saia da porra do meu caminho. Você não pode vir aqui e jogar essa besteira em mim. —Eu não estou. — Ele insistiu. —Não dormi com ela. —E você espera que eu acredite em você? Novamente? —Não estou pedindo para você voltar a ficar junto comigo, Julia. Nem sequer estou pedindo que me perdoe. Eu mal me perdoo por mesmo a ter convidado. Estou pedindo para você ouvir. Você pode ligar para Maggie se quiser. Embora provavelmente você não seja a sua pessoa favorita no momento. —Eu não sou a pessoa favorita dela? — Quase gritei. Tudo o que era legal, a calma que eu senti em direção a Austin quebrou, e fiquei em choque. Que porra é essa? —Não, você não é. Porque eu a convidei. Nós ... curtimos — ele disse com outro estremecimento bem colocado. —E eu pensei que estar com ela me faria esquecer. Mas estava tudo errado. Nada poderia me fazer esquecer você. Ninguém mais pode ser você. Percebi tarde demais que você é perfeita para mim. Perfeita para mim de maneiras que eu sequer sabia. —Isso não compensa o que você fez. Nós estávamos separados por um dia!


—Eu sei, eu sei. Foi estúpido. Eu me perdi, como sempre fiz, e fiz merda como fazia o tempo todo quando estava bêbado. Mas eu não dormi com Maggie. Já me sinto mal o suficiente de nos beijarmos. Até pensei que eu seria capaz de tirar você da minha cabeça. — Ele estendeu a mão para mim, mas parou antes de sua mão encontrar meu braço. Em seguida, infelizmente deixou cair. —Eu disse a ela para ir embora. Disse a ela como eu me sentia sobre você. Que eu nunca tive sentimentos por ela. Que eu nunca teria sentimentos por ela, e tudo isso foi um erro. Eu não estava particularmente convincente, enquanto estava bêbado fora da minha bunda. —Nem sei por que você veio aqui para me dizer isso. — Eu disse, fervendo. —Por que você sequer se preocupou. —Porque eu queria a verdade à tona. Eu não queria esperar para te dizer e você descobrir por outra pessoa. Para você pensar o pior. —Tarde demais. —Sim, eu mereço isso. — Ele disse. —Você estava certa sobre mim. E, quando acordei, de ressaca e sozinho, esta manhã, percebi que tinha comprovado cada receio que você tem sobre mim. Que eu sou um viciado bêbado mentiroso. —Idiota. — Terminei para ele. —Isso também. Você tem todos os motivos para me odiar. Sou todas essas coisas, e você merece melhor do que eu. —Então, você está indo para a reabilitação para tentar ser o homem que eu mereço? — Perguntei com uma mordida sarcástica na minha voz.


Todos nós sabíamos o quanto bem funcionaria. —Não, compreendo perfeitamente que esta pode ser a última vez que te vejo. Não quero aceitar isso, mas posso eventualmente, se é isso que você realmente quer. Mas eu estou indo para a reabilitação por mim. Para ser o homem que eu quero ser ... que eu preciso ser. Não sabia o que dizer sobre isso. Eu queria acreditar em cada palavra que ele disse. Esperava que ele tivesse todas as melhores intenções, mas eu tinha sido queimada tantas vezes. Era difícil ficar lá e ouvi-lo dizer a mesma besteira que ouvi do meu pai ... e de Dillon. —Então, acho que estou indo. — Austin disse. Seus olhos estavam tão empenhados em mim que não podia me afastar, mesmo se eu quisesse. —Eu vou sair daqui pelos os próximos noventa dias, pelo menos. Tempo de sobra para você descobrir se quer ter alguma coisa a ver comigo. Mas só não se esqueça de mim, está bem? —Austin, eu não vou te fazer nenhuma promessa. —Eu não quero isso. Quero que você saiba que é a coisa mais importante na minha vida. — Ele deu um passo para a frente e deu um beijo suave no topo da minha cabeça. Suspirou profundamente. —Me desculpe, eu percebi tarde demais. Em seguida, se afastou de mim sem um adeus. Era como se ele não conseguisse ir embora se ficasse mais um momento.


Assisti a caminhonete de Jensen na estrada, transportando Austin para longe, muito longe daqui. Eu estava abalada. Não sabia por onde começar. Parte de mim estava muito furiosa que, depois de tudo, ele tinha ido e ficado bêbado e depois ligado para Maggie. Mas a outra parte de mim estava tão feliz que ele estava indo ter ajuda. Ele precisava. Ele realmente precisava muito. A cabeça de Heidi saiu pela porta da frente. —Ele acabou de sair? —Sim. — Eu disse distantemente. —Está tudo certo? Eu podia ver Landon em pé atrás dela com uma expressão preocupada no rosto. —Jensen o está levando para a reabilitação. —Oh, uau. — Heidi disse. —Você está falando sério? — Landon perguntou, vindo totalmente para fora da casa agora. Concordei. —Sim. Posso pedir um favor? —Claro. — Landon disse. —Está tudo bem? —Você pode me arrumar o número de Maggie? Ele franziu a testa. —Uh, por quê? —Porque eu preciso fazer um telefonema muito importante.


Eu dava um foda-se se Maggie me odiava. O sentimento era mútuo. Mas eu queria todos os fatos de merda sobre o que realmente tinha acontecido. Queria segurar minha raiva e não confiar em tudo o que ele tinha dito. Era mais fácil do que pensar que talvez, apenas talvez, Austin tinha percebido seus erros. Mais fácil do que pensar que poderíamos ter uma chance nisso se ele realmente conseguisse a ajuda que precisava.


Austin Quando pedi ao Jensen para cuidar disso, não esperava isso. Estávamos em Malibu, em um enorme e maravilhoso centro de reabilitação. Ele era o melhor do país e tinha o preço da mensalidade para provar isso. —Não posso acreditar que voei para a Califórnia para isso. — Eu disse. —Bem, não é um período de férias. — Jensen disse quando entramos através dos portões fechados. —Claro que não. —Consegui o melhor tratamento disponível. Este é o lugar onde todas as principais celebridades vem porque lhes oferece a privacidade de que precisam para melhorar. Você não merece nada menos do que isso. Era a marca dos Wrights. Jensen fazia o que podia para proteger a família e a empresa. —Obrigado, Jensen. O carro parou em frente a um edifício gigante, e fomos levados para dentro. —Sr. Wright. — Um homem disse, se aproximando de nós.


—Sim, Austin. — Eu disse, apertando a mão dele. —E você deve ser Jensen. —Está certo. —Eu sou Bartholomew. Estamos felizes em ter você aqui. Por aqui, e vamos levá-lo para fazer o check-in e se estabelecer em sua nova casa. Casa? Levantei as minhas sobrancelhas para Jensen, e ele apenas deu de ombros. —Nós queremos que você esteja o mais confortável possível. Achamos que o tratamento não deve ser em um hospital - onde mais estresse pode atrapalhar a sua recuperação. Nós só queremos ajudá-lo a ter sucesso, e tudo o que fazemos aqui é focado nesse objetivo. —Ótimo. — Disse com ceticismo. O homem riu. —Você vai se encaixar bem aqui. Todos têm o mesmo tom quando chegam aqui. Mas, embora possa parecer luxuoso, seus dias serão repleto de atividades e terapia para você estar no caminho certo. Quando Jensen percebeu que não ia dizer nada, ele sorriu para Bartholomew. —Isso é excelente. Eu não esperaria nada menos. —Você quer ficar melhor? — Bartholomew me perguntou, ignorando Jensen e me olhando diretamente. Eu? Porra.


Queria dizer, sim. Queria dizer, é claro. Queria dizer tantas coisas. Mas a verdade era que o pensamento de ajuda profissional me assustava muito. E se eu fosse uma causa perdida? E se, apesar dos seis mil dólares por semana que Jensen ia gastar a mais por este centro de reabilitação insano, eu não conseguisse organizar minha vida? —Estou pronto para tentar. — Finalmente disse. Bartholomew assentiu com um sorriso amável. —Isso é tudo o que pedimos. Podemos ajudá-lo com o resto.

Julia Austin não tinha dormido com Maggie. Realmente fiz essa chamada de telefone mesmo que estivesse com medo. Pensei que talvez ele me disse para ligar para Maggie como um blefe. Ele não tinha pensado que eu realmente ligaria. Mas, ei, eu tinha puxado uma arma para o meu ex namorado louco. Um telefonema não podia ser tão ruim. Maggie tinha admitido que ele tinha parado em um beijo, que estava deprimido comigo e depois tentou se desculpar por usa-la. Ela riu, como se estivesse usando-o. Então, ameaçou cada centímetro da minha vida para que eu nunca mais ligasse novamente e desligou na minha cara. Mas eu acreditava nele agora. Não diminuiu a raiva por convida-la ou mesmo sobre o beijo. Mas ele foi honesto. Era um passo na direção certa.


Mesmo que eu não estivesse pronta para um relacionamento ... e não tinha ideia se algum dia estaria novamente. Ele tinha encontrado o osso honesto em seu corpo e, em seguida, porra foi embora. Ele realmente foi embora. Landon me disse que ele estava em algum centro de reabilitação na Califórnia com segurança que mesmo paparazzi não conseguiam passar. O programa que estava, exigia nenhum contato externo durante os primeiros trinta dias. Ele ia começar a terapia familiar depois disso, e Landon estava animado para começar a ir para a Califórnia para vê-lo. Eu tinha certeza que ele também estava interessado em tirar umas férias, mas não disse isso. Não que eu estivesse verificando Austin, ou algo assim. Tudo bem, talvez um pouco. Estava muito quieto por aqui sem ele. Mas eu estava tipo feliz por ter tempo para pensar. Além disso, ajudou que, duas semanas depois que Austin partiu, finalmente encontrei o mais perfeito apartamento de sempre. —Sinto muito. Fiquei aqui por tanto tempo. — Disse a Heidi e Landon no dia da mudança. —Eu ficaria melhor com isso se você ajudasse a mover este sofá. — Landon resmungou. —Merda, desculpe. — Disse, pulando em ação.


—Nós realmente deveríamos ter contratado alguém. — Heidi disse. —Minhas costas está adorando isso. — Landon resmungou. —Ah, pobre bebê. — Heidi balbuciou. —Você pode manter suas besteiras amorosas para vocês mesmos até depois de colocar este sofá para fora da porta? — Patrick gemeu. Heidi riu. —Sem desculpas minhas. Morgan torceu o nariz. —Basta manter toda essa merda a um mínimo quando Sutton chegar aqui. —Ela está vindo? — Perguntei em estado de choque. Bati minhas costas no batente da porta e cai no sofá. —Porra! —Sim, Jensen e Emery estão trazendo ela. Estamos tentando tirá-la da casa. Kimber disse que ia cuidar de Jason. — Morgan explicou. —Uau. — Murmurei. —Como é que ela estava? Morgan balançou a cabeça e desviou o olhar. Assim. Tão ruim. —Julia, sofá. — Patrick murmurou. De alguma forma, me senti mais como se eu fosse parte da família Wright do que nunca, apesar do fato de Austin ter ido embora. Eu não sabia se eles estavam fazendo isso por obrigação por causa dele ou se simplesmente gostavam de mim, mas estava grata. Era difícil não se sentir amada quando essas pessoas incríveis estendiam a mão para mim.


Jensen, Emery, e Sutton apareceram quando já estávamos quase terminando com o meu antigo apartamento. Eu não tinha tanta coisa. Especialmente após queimar metade das minhas roupas, incluindo a maldita jaqueta terrorista. Sutton parecia uma versão esvaziada de si mesma. Desde que Mav tinha morrido há um mês atrás, ela tinha perdido pelo menos quatro quilos e meio. Suas bochechas se projetavam do seu rosto, e seu vestido pendurava fora dela. Ela não disse muito, apenas começou a pegar pequenas caixas e levá-las para o caminhão. Quando acabamos de descarregar no meu novo apartamento-estudio no centro, era hora do almoço. O ponto de venda do lugar foi que tinha um espaço lindo para minha arte. E eu percebi que, se Austin estava recebendo a ajuda que precisava, então eu estava indo me ajudar também. Sutton veio para ficar ao meu lado no estúdio de arte. Tudo que eu tinha lá eram algumas caixas de suprimentos e um cavalete. Ela olhou para o cavalete em branco. —Você ama meu irmão? — Ela perguntou. Virei-me para encará-la, mas ela não estava olhando para mim. Estava em algum lugar muito longe. —Eu não sei se é assim tão simples. —Ouvi o quanto idiota ele foi. — Finalmente encontrou meus olhos com os seus tristes, muito tristes. —Mas, se você o ama, e eu lhe garanto que ele te ama, e o deixar ir por causa da sua recaída, então você é idiota. — Ela suspirou. —Eu só estou dizendo ... você nunca sabe quanto tempo tem juntos. Perdoar alguém é mais fácil do que viver sem ele.


Assisti recuando para trás com uma dor crescendo rapidamente em meu peito. Sutton tinha experiência em primeira mão sobre o assunto, e tinha mudado drasticamente da mais tola de todo o bando Wright para ... a mais sábia. E suas palavras eram sábias.

Austin —Austin! — Morgan disse com um sorriso enorme. Jogou os braços em minha volta e me apertou. —Cara, senti sua falta. Não tinha percebido como silencioso seria sem você enchendo o saco. Eu ri e soltei Morgan. —Vou aceitar isso como um elogio. —Você está bem. — Landon disse. Nós batemos as mãos, e então ele me puxou para um abraço. —Não estou bom, mas melhor. — Eu disse a ele. Eles estavam todos aqui. Na Califórnia. Jensen, Landon, Morgan, e até mesmo Sutton. —Ei, mana. — Disse, puxando a minha irmã para mim. Ela era uma sombra de si mesma. Não podia acreditar o quão pequena ela estava. Ela nunca foi uma menina grande, mas agora, ela era um palito.


—Eles estão te alimentando? Porque tenho um chef pessoal aqui, e ele é uma merda. Ela esboçou um sorriso. —Eu como. Não se preocupe comigo. Estamos aqui para você. Jensen estendeu a mão e apertou a minha forte. —Acho que eu gosto deste lugar ainda mais do que quando trouxe você. —Isso cresce em você. Isso tinha crescido em mim. No mês que estive aqui, comecei a amar o centro de Malibu. A primeira semana, pelo menos, eu odiava. Bem, eu odiava tudo e todos. A desintoxicação do meu corpo de todo o álcool que tinha consumido ao longo dos anos foi mais dolorosa do que eu jamais tinha imaginado. Eu estava certo quando tinha pensado que a abstinência me mataria. Isso provavelmente teria sem as pessoas certas olhando por mim. Mas, agora, estava na parte real da reabilitação. Isso também significava, os visitantes. Eventualmente, talvez até mesmo aprovavam viagens de fim de semana, mas não ia ter expectativas. —Patrick não veio? — Perguntei. —Ele não pode vir. — Morgan disse. —Ele tem um projeto de trabalho grande. Seu chefe é uma cadela. Eu ri. —Você não é uma cadela. Você é apenas eficiente. —Ele estará aqui da próxima vez. Não se preocupe. —Bom. E ... Julia? — Consegui falar.


Falei muito sobre a Julia na terapia. Pensei sobre como eu a tinha tratado, como me sentia sobre ela, para onde ir a partir daqui. Não que a terapia desse qualquer resposta. Apenas um inferno de muito mais coisas em que pensar. E Julia estava constantemente em minha mente. Todos os meus irmãos estavam como pedra, calados embora. Finalmente, Landon falou. —Ela está indo bem. Ela apenas ainda ... não sei. —Ela precisa de mais tempo. — Sutton terminou. —Mas ela sente falta de você. —Ela disse isso? — Perguntei, esperançoso. —Não, mas eu sei que ela sente. —Oh. Suponho que era um começo. Eu não esperava que ela me perdoasse ... ou até mesmo sentisse a minha falta. Então, se ela sentisse eu aceitaria. —Bem, então ... por que não lhes mostro ao redor? Levei os meus irmãos em uma excursão. Se eu não estivesse aqui para reabilitação, acho que isso seria um resort. Tinha piscinas aquecidas e campos de ténis privado, um spa, passeios a cavalo, e até mesmo um estúdio de arte totalmente equipado. Gostaria de mostrar a Julia. Se tivesse um osso artístico em meu corpo, eu iria ter algumas aulas. Mas deixaria isso para ela.


Morgan inclinou-se na varanda e bocejou. —Eu poderia simplesmente tirar um cochilo. Estou tão cansada. —Eu aposto. —O trabalho é ... uma bagunça. —Você contratou um novo CFO? Estar isolado não significava que eu não sabia nada do que estava acontecendo no mundo e ainda menos sobre a empresa. Ela franziu a testa. —Nós colocamos uma oferta para David Calloway neste fim de semana passado. Tenho certeza que vamos ter de negociar o contrato, e então ele vai começar na próxima semana. —Você fez a escolha certa. David parece ser um grande cara. Eu realmente gostei dele quando o conheci. —Você não está chateado? —Que eu não sou o CFO? — Ri e balancei a cabeça. —Não. Não, não estou definitivamente. Fui estúpido por pensar que era o que eu queria, em primeiro lugar. —Não, não foi estúpido. Somos os Wrights. Somos a empresa. Jensen sabe disso. Dei de ombros e me inclinei para frente. Jensen, Landon, e Sutton tinham se trocado e foram relaxar na piscina. Talvez eles precisassem desta visita, tanto quanto eu precisava.


—Eu não estava pronto para esse trabalho. Jensen também sabia disso. Prefiro que você tenha alguém como David, que já conhece as suas coisas, e você pode treiná-lo. Vai ser mais fácil do que trabalhar comigo. —Um mês aqui, e você está esta sensato? — Brincou. Ela me cutucou nas costelas finalmente curadas. —Quem você será quando sair? —Eu mesmo. —Não acredito nem por um minuto. —Sóbrio. — Sugeri. —O que você vai fazer quando sair? —Não sei. Será que ainda tenho meu trabalho? Morgan arqueou uma sobrancelha. —Você ainda quer isso? —Se eu aprendi alguma coisa com essa experiência, até agora, é que eu não apreciei nada sobre a minha vida antes disso. Esse trabalho era uma dádiva de Deus, e o tratei como uma piada. Senti-me com direito a tudo o que eu queria, sem ter que trabalhar para isso. Isso não é vida real. Mas amo essa empresa, Morgan. — Virei-me para encará-la. — Talvez tanto quanto você ama. Eu sempre amei. —Então o seu trabalho estará esperando por você quando você voltar. —Obrigado. Eu sei que provavelmente não mereço isso, mas agradeço. Nós dois olhamos para a piscina. —Você quer se trocar? Ou você vai tirar aquela soneca? — Perguntei.


Morgan deu um passo para trás em minha casa, como se estivesse debatendo sobre o que ela ia fazer. —Vamos nos juntar a eles. —Tudo bem. Vou pegar um traje. —Austin? —Hmm? —O que vai fazer em relação a Julia quando voltar? Sorri. Pensei muito sobre isso. —Agradecer o foda-se dela.


Julia Minhas mãos estavam cobertas de tinta. Um pano cobria o piso de madeira do meu estúdio. Telas tomavam todo o espaço aberto. Era perfeito. A perfeição confusa. Assim como eu. Algo tinha tomado conta de mim desde que me mudei. Eu não conseguia parar a pintura, desenhar, esboçar. Até tentei esculpir com as minhas mãos. A arte infundindo meu corpo e minha mente. Ela fazia a minha alma cantar. Era como se eu tivesse encontrado a minha inspiração. Meus olhos se mudaram para a única pintura cem por cento terminada em toda a sala. Era a foto nua de Austin. Eu tinha pintado na aula de arte neste verão. Nina havia me chamado para ir buscá-la, embora eu não estivesse tendo nenhuma aula mais. Ela tinha ficado impressionada com o meu trabalho e me pediu para voltar. Ela me apresentou à comunidade de arte em Lubbock.


E, de repente, ganhei vida. Tinha um muso nu em meu estúdio e um grupo de pessoas que incentivavam a minha arte de uma maneira que nunca tive antes. Parecia a coisa certa. Wright mesmo. A campainha tocou, e eu realmente não saltei. Eu tinha destruído algumas boas pinturas dessa maneira. Mas a arte tornou-se a minha terapia. Com ela, eu estava finalmente aliviada, pós-Dillon. Limpei as minhas mãos o melhor que pude em uma toalha vermelha e depois desisti. Eu estava com leggings e um top que costumava ser branco antes de cobri-lo com tinta. Minha cabelereira Lisa, tinha tingido meus cabelos, em um rosa-ouro ombré, então era mais leve no topo antes de se desvanecer para o vermelho que eu tive por tanto tempo. Gostei do novo visual. Não que alguém pudesse vê-lo no coque bagunçado que eu tinha no topo da minha cabeça. Olhei pelo olho mágico e não vi ninguém lá. Após a desativação do sistema de segurança e desbloquear a porta, eu a abri. Cautelosamente olhei ao redor antes de perceber que havia uma caixa gigante na minha porta. Meus olhos se arredondaram em confusão. —O que… Eu não tinha encomendado nada. Verifiquei o endereço de entrega. Era de algum lugar na Califórnia. Hã. Não era pesado quando chutei para dentro. Encontrei uma tesoura em uma gaveta na minha mesa de café e rasguei a fita de embalagem. A


caixa estava coberta de cima para baixo em pequenas bolinhas de isopor verdes. —Jesus. — Murmurei. Enfiei a minha mão, até o cotovelo, antes que me deparasse com o que estava na caixa. Enrolei meus dedos em volta de algo macio e puxei. Em uma chuva de isopor veio um unicórnio rosa de paetês brilhante com uma fita amarrada em volta do seu pescoço e uma carta anexada a ele. Explodi na gargalhada quando vi Waffle. Sabia que o unicórnio tinha ficado na casa de Austin, mas pensei que ele tinha apenas esquecido. E talvez sobre mim também. Ele foi capaz de ter uma comunicação externa por três semanas, mas ele não me procurou. Com uma emoção que eu não poderia explicar, arranquei a carta fora do pescoço de Waffle e coloquei o nosso unicórnio na minha ilha de cozinha. Rasguei o envelope e olhei para a impressão elegante de caligrafia de Austin.

Querida Julia, Queria escrever para você todos os dias que estive aqui, mas a minha terapeuta e eu concordamos que era melhor você ter espaço. Eu te pedi para não me esquecer, mas tive que lhe dar espaço para você escolher. Assim, no caso de você continuar a não querer ter nada a ver comigo, fique à vontade para parar de ler e jogar isso no lixo.


Vou assumir ... ou talvez só espero que você ainda esteja lendo. Se for esse o caso, aqui está o seu unicórnio maldito. Waffle me levou até as partes mais difíceis da desintoxicação. Mas, uma vez que dividimos a custódia, pensei que seria apropriado que você o tenha por um tempo. Dessa forma, eu paro de receber golpes dos meus irmãos sobre ter um unicórnio rosa de lantejoulas no meu quarto. Por que o correio normal? Tenho certeza que você provavelmente está se perguntando. Eu poderia ter ligado para você ou por e-mail ou qualquer outra coisa. Você poderia vir ainda me visitar. Mas, curiosamente, descobri que posso expressar melhor meus sentimentos enquanto escrevo as coisas. Peço desculpas pela minha caligrafia com antecedência. De qualquer forma, tudo o que eu realmente quero dizer é que sinto muito. Eu te levei como certa e não te ouvi ou te apreciei. Se eu pudesse voltar atrás, eu consertaria as coisas. Mas não tenho essa capacidade. Tenho que aceitar que te machuquei e que o que eu fiz pode ser irreversível. Mas ... se há talvez uma pequena chance de que você possa estar disposta a conhecer um novo Austin Wright que não é perfeito, mas talvez melhor, eu seria o cara mais sortudo do mundo. Se isso é algo que você esteja interessada, então, escreva-me de volta. Você pode enviar para o endereço no envelope, e isso vai chegar até mim. Vou aguardar ansiosamente a sua carta. E, se eu não conseguir uma, então ... eu entendo. Ainda assim o seu, Austin


Eu li a carta três vezes. Cada vez, o meu sorriso crescia mais e mais. Depois da última vez, encontrei o meu próprio pedaço de papel e comecei a escrever.

Austin A carta de Julia chegou três dias depois que o pacote foi entregue. Levou quinze diferentes folhas de papel antes que eu tivesse o texto certo sobre a minha, e mesmo assim, achei que era uma droga. Eu não queria enviá-lo. E, ao mesmo tempo, estava morrendo de vontade de enviá-lo. Pensei que estivesse mais preocupado que ela ia me ignorar. Eu não a teria culpado, mas um cara tinha que ter esperança.

Caro Austin, Eu poderia estar interessada em um novo Austin Wright. Só não totalmente novo. Talvez um mais como aquele cara que “ganhou” o Waffle para mim em primeiro lugar. Ou que me acompanhou pela primeira sexta-feira do Art Trail. Você o viu ultimamente? Estou feliz que você está em terapia. Eu tive meu próprio tipo de terapia. Encontrei um muso, o que é bom porque converti um quarto em meu novo apartamento em um estúdio de arte. Encontrei a minha arte de novo ... sabe? Waffle gosta do estúdio, também. Ele pode não ser apenas rosa mais.


De qualquer forma, falei com Maggie. Não acho que você esperava realmente isso, mas eu fiz. Então, acredito em você. Ainda estou chateada com o que aconteceu. Que qualquer coisa aconteceu. Talvez a minha superioridade moral deva dizer que eu não tenho direito de ficar chateada, considerando que estão divididas no momento, mas isso não me impede de sentir. Eu quero esquecer o passado, mas mesmo depois de falar com ela, e ela gritar comigo sobre você, ainda sinto pânico no pensamento de vocês dois. Ufa. Certo, tinha que tirar isso do meu peito. Não sei onde isso nos deixa. Talvez não tenha que descobrir isso agora. Escreva-me outra vez, e vou continuar pensando sobre isso. Julia OS: Eu gosto do correio tradicional, e sua caligrafia não é tão ruim. Respondi a essa carta. E a próxima. E uma depois disso. A cada três dias, eu recebia uma carta de Julia. Percebi que tínhamos conversado mais nas semanas que eu estive longe do que tínhamos quando estávamos juntos. Sem seu corpo sexy na minha frente e o peso do todo abuso do álcool nublando, descobri que sempre tinha algo a dizer para ela. O fato de que eu não tinha acabado de pegar um telefone, ou e-mail ou mandado busca-la para me ver, fazia a antecipação muito mais intensa. Sem gratificação instantânea nisso. Com cada dia que passava, eu ansiava por ela mais e mais. Doía por ela como se eu não soubesse ser possível.


Mas eu tinha um longo caminho a percorrer. Mais um mês de reabilitação antes que eu pudesse sair da Califórnia. Quem sabia o que iria acontecer quando estivesse finalmente de volta em Lubbock? Tudo o que eu sabia era que faria qualquer coisa para compensar o que tinha acontecido com Julia. Uma das coisas que o centro realmente empurrava eram os dias de terapia familiar. Isso ajudava o terapeuta a conectar toda a situação. E o meu estava sempre tentando chegar à raiz do problema. O que me levou a ser assim? Insisti que sempre tinha sido assim. Ele sorriu e me garantiu que eu não vim para fora do útero como um alcoólatra. Pode estar na minha família, mas isso não significava que eu tinha que sucumbir a isso. Estávamos em uma dessas sessões, quando Jensen recostou-se na cadeira. —Eu me pergunto se alguma coisa se volta para o fato de que você estava lá quando a mãe morreu. —Você estava lá quando a mamãe morreu? — Sutton sussurrou. Sua voz era tão leve como uma pluma pega no vento. —Sim. — Eu disse, inclinando longe dessa conversa particular. —Eu estava com ela ... ou ... bem, sim. —Conte-nos mais sobre isso, Austin. — Disse meu terapeuta. Ele apontou a caneta para mim, como se dissesse, vá em frente. —Sobre a mamãe? —Eu não sabia que você estava com ela também. — Morgan disse.


—Eu também não. — Landon admitiu. Meus olhos encontraram o de Jensen em pânico. Ele balançou a cabeça e acariciou as minhas costas. —Está tudo bem. Não somos o pai. Podemos falar sobre a mãe. Engoli em seco e assenti. —OK. Bem, eu não sabia o quanto doente a mamãe estava. Papai não gostava de falar sobre isso, e minha mãe tentou esconder. Ela era a esposa e mãe perfeita. Ela ainda estava cozinhando, limpando e cuidando dos filhos através da quimioterapia. Era um casamento muito tradicional por esse padrão, acho. Estendi a mão para o copo de água na minha frente e tomei um longo gole. Eu estava enrolando. Isso não era o que eles queriam saber de qualquer maneira. —Nem sabia sobre o câncer de pâncreas até que ela morreu quando eu tinha nove anos. Talvez você soubesse, — eu disse, apontando para Jensen, —mas eu estava no escuro. —Eu imaginei, — ele disse. —Definitivamente não era o que o pai havia dito, mas ele não era sempre honesto com a gente. —Não, ele não era. — Landon murmurou. —Ela nem sequer deveria ter isso. — Continuei. —Ela era tão jovem. Apenas trinta e cinco anos. Com cinco filhos, com idades entre doze e um ano. —Isso devia ser difícil. — Disse o terapeuta. —Era.


Meus irmãos assentiram. Eu podia ver que eles estavam todos lembrando a sua versão do que aconteceu após a mamãe morrer. Jensen tinha assumido. A vida tinha seguido, mas nunca foi a mesma. —Eu estava olhando ela um dia. O pai me disse para ficar com ela. Ela estava doente e foi para a cama. Lembro-me de dizer que não iria cochilar com ela porque não queria pegá-la fria. Saí para jogar em vez de ficar com ela, e quando voltei, ela tinha ido morrido. —Oh, Austin. — Morgan disse suavemente. —Isso não foi sua culpa. —Concordo com sua irmã. — O terapeuta disse. —Como um menino de nove anos de idade, vocês não eram responsáveis pelo cuidado de sua mãe doente terminal. É perfeitamente razoável que você queria ir para fora e jogar. —Logicamente, é claro, eu sei disso. Mas eu não era lógico. Cobri a minha angústia quando pequeno e através da minha adolescência. Eu parecia adaptado. Talvez eu estivesse adaptado. —Claro. Parece que você internalizou a questão. Quando você começou a beber regularmente depois disso? —Depois que meu pai morreu. —Conte-nos sobre isso. — O terapeuta continuou. —Eu tinha vinte anos e estava na faculdade em Tech. Estava em um bar quando recebi a notícia. — Eu disse, como se a memória tivesse acabado de cair em minha mente.


—Então, você estava em torno de álcool quando descobriu sobre a morte de um outro pai? —Sim. — Murmurei. —Lembro-me de pensar em todas as coisas que tinha acontecido com a minha mãe, e, de repente, eu só ... não conseguia aguentar. Não é que isso seja uma desculpa. Acho que é a minha razão. —Merda. — Landon disse. —Isso é terrível. — Morgan disse. Os olhos de Sutton estavam vermelhos, e ela estava olhando para as mãos. Ela parecia que ia explodir em lágrimas a qualquer momento. —Não percebi. — Jensen disse. —Todo esse tempo, você estava se auto medicando sobre a morte da mãe, e não foi nem mesmo responsável. —Isto parece como um grande avanço. — O terapeuta disse. —Algo que podemos trabalhar a partir de agora. Olhei para a minha família em estado de choque. No fundo, eu sabia que a as mortes da minha mãe e do meu pai me afetaram, mas nunca quis acreditar que estava bebendo para encobrir essa dor. Agora que estava na minha frente, parecia um obstáculo que eu poderia superar. E talvez isso iria ajudar a todos os Wrights a finalmente lidar com isso.

Julia O julgamento de Dillon foi adiantado.


Eu estava temendo esse dia por longos três meses. Mas também estava feliz que eu poderia lidar com isso antes que Austin voltasse. Guardei a sua última carta no meu bolso durante todo o calvário.

Querida Julia, Você é a pessoa mais forte que eu já conheci. Não posso imaginar como deve sentir-se de testemunhar contra Dillon, mas se alguém pode fazer, por uma segunda vez, então esse alguém é você. Você o deteve com uma arma no seu apartamento. Você se afastou dele duas vezes. Você consegue fazer isso. Meu único arrependimento é não poder estar lá, também. Eu seria o melhor apoio moral que você poderia pedir. Vou estar pensando em você, me preocupando com você, esperando ansiosamente por outra carta para descobrir como foi. Eu tenho fé que o juiz vai tomar a decisão certa. Contando os dias até que eu a veja novamente. Sempre seu, Austin

Ter as suas palavras comigo me ajudou. Dillon era uma sombra de si mesmo depois de passar três meses atrás das grades novamente. Ele parecia um caco. E isso ajudou também.


Quando o júri voltou e o considerou culpado, eu quase me levantei e aplaudi. O juiz lhe deu trinta anos de prisão por uma lista de crimes. E, assim, eu estava livre. Finalmente livre. Heidi e Emery estavam esperando por mim quando saí do tribunal. Elas jogaram seus braços ao meu redor, pulando para cima e para baixo, pela vitória. —Como você se sente? — Heidi perguntou. —Surpreendente. —Deus, estou tão feliz que o idiota vai estar atrás das grades para o resto da sua vida miserável. — Emery disse. —Você e eu. —Se está tão feliz ... então como é que não soa exatamente feliz? — Heidi perguntou. —Não sei. — Mordi o lábio e tirei a carta de Austin. —Eu preciso escrever para Austin. Heidi e Emery compartilharam um de seus olhares. —O que ele disse desta vez? — Heidi perguntou. —E como você não está desmaiando sobre essas cartas? — Acrescentou Emery. Eu as deixei ler a carta, e ambas suspiraram dramaticamente. —Contando os dias até que eu a veja novamente. — Heidi leu em voz alta. —Ele é de verdade? Jesus, esses homens Wright.


—Gostaria que ele estivesse aqui. — Eu disse, finalmente admitindo a sensação que vinha crescendo em mim ao longo das últimas semanas. —Ele vai estar fora da reabilitação em breve. O que você vai fazer quando ele sair? — Heidi perguntou. —Vamos ter que vê-lo quando chegar aqui, não é? —Mas ... você quer voltar com ele? —Heidi perguntou. —Deus, Heidi, tão intrometida. — Emery murmurou. —Não aja como se você não estivesse morrendo de vontade de saber! —Bem, sim, eu estou. Mas vou esperar ela nos dizer. Eu ri. —Vocês duas são tão ridículas. —Verdade.

Heidi

bateu

na

bunda

de

Emery

e

sorriu

maliciosamente. —Ei! — Emery gemeu. —Então ... Julia? — Heidi cutucou. —Já se passaram três meses desde que eu o vi. As cartas são ... tudo. Ainda não sei até que o veja.


Austin Deixei a reabilitação com uma mala e uma caixa de cartas. Tinham sido os mais longos noventa dias da minha vida, mas ... tinha passado. Eu estava cético quando cheguei pela primeira vez. Como poderia noventa dias mudar a minha vida? Mas tinha. Em mais maneiras do que eu poderia até mesmo dizer. Pela primeira vez em uma década, meus pensamentos eram claros. Eu tinha uma base para continuar o meu caminho e crescer na pessoa que sempre quis ser. Em vez do bêbado que eu havia me tornado. Ainda tinha

muito

para

compensar.

Relacionamentos

que

eu

tinha

despedaçado, trabalho que tinha negligenciado e confiança que eu precisava construir de novo. Mas um passo em frente. Um passo de cada vez. Jensen enviou o jato particular para me pegar para facilitar, e voei de Malibu à minha casa sozinho. De alguma forma, era apropriado. Posso ter aparecido para a reabilitação com Jensen, mas o meu caminho para a recuperação tinha sido longo, e eu tinha feito tudo sozinho. Depois de todo o meu tempo


longe, eu precisava provar que poderia voltar para casa por mim mesmo, também. O avião aterrissou no Aeroporto Internacional de Lubbock, no meio da tarde no dia antes do Halloween. Depois de meses com uma vista perto do oceano, Lubbock parecia plano como uma panqueca e sem vida. No entanto ... fui para casa. Este foi o maior tempo que fiquei afastado desde um verão que eu era estagiário na Califórnia. Aparentemente, a Califórnia era o lugar que eu escapava. Não é que eu estava com pressa para sair daqui novamente. Carreguei a caixa de cartas para fora do avião e foi entregue a minha mala depois de desembarcar. Meus olhos cintilaram sobre o asfalto vazio em decepção. Pensei que um dos meus irmãos teria, pelo menos, vindo me pegar. Eu estava fora há três meses! Então, ouvi um motor acelerando atrás de mim. Eu me virei e encontrei meu brilhante vermelho Alfa Romeo em marcha lenta. Foda-se, senti falta desse carro. Foi estranho, não dirigir. Estava mais do que pronto para chegar ao volante e sair. Ri e me dirigi para o carro. Cara, era bom estar em casa. Estava quase chegando ao lado do motorista quando a porta se abriu, e saiu uma visão. A garota que eu tinha sonhado em ver por três longos meses. —Julia. — Eu disse em reverência. Eu me perdi nela. Ela tinha mudado seu cabelo. Era mais leve e brilhava no sol da tarde que se apagava. E essa não era a única


mudança. Ela parecia ... feliz. Um sorriso tímido tocou seus lábios e seus olhos escuros se iluminaram. Ela estava em jeans skinny preto e uma camiseta preta com decote em V que abraçava seus traços curvilíneos. Pintura manchava seus dedos. Parecia que pertencia ali. E ela era ainda a mulher mais linda que eu já vi. —Ei, Austin. —Você está dirigindo meu carro? — Perguntei com uma sobrancelha levantada. Ela riu. —Você me deu permissão. —Isso foi uma vez! —Bem, ela funciona como um sonho. Eu poderia até mesmo mantê-la. — Ela deu um tapinha no teto. —Vermelho realmente é a minha cor. —Porra, senti sua falta. — Eu disse, dando um passo para ela. —Ah, é? — Seus olhos brilharam de alegria. —Todo dia. —Também senti a sua falta. Coloquei as cartas para baixo em minha mala e deixei para trás quando me aproximei de Julia. Ela se encostou no carro e inclinou a cabeça para olhar para mim. —Realmente é muito bom ouvir isso. —Como foi a sua última semana?


—Longa. Eu estava pronto para voltar para casa. —Mas você precisava ficar? Concordei. —Eu precisava o tempo todo. E, provavelmente, mais alguns anos de tratamento ambulatorial para me certificar de que eu não tenha uma recaída novamente. —Você acha que vai acontecer? — Perguntou, a preocupação em sua voz. —Não se eu tiver algo a dizer sobre isso. —Eu gosto de ouvir isso. Deus, eu queria beijá-la. Queria sentir seus lábios contra os meus, o seu gosto sabor cereja e me perder nela. Queria tanto. Mas não tínhamos feito nenhuma promessa em todas as nossas cartas. Eu nem sabia que ela seria a única a me pegar hoje. Tinha sido um longo jogo de espera para descobrir se ela me perdoaria pelo que tinha acontecido. Não esquecer, porque ninguém poderia esquecer, mas aprender e seguir em frente. Eu tinha feito tudo isso por mim, mas estaria mentindo se dissesse que não esperava que isso ajudasse nas minhas chances com Julia. —É muito bom ver você. — Disse a ela ao invés disso. Eu não iria pressionar. Se ela quisesse isso, ela me avisaria. —Eu sei. Estou feliz que você está de volta. — Então, seus olhos alargaram, e ela começou a rir. —Mas você tem uma mala fugitiva.


Eu me virei e vi que o vento tinha levado a minha mala e a caixa preciosa de cartas para longe de mim. Corri atrás dela e as peguei. Julia estava rachando de rir, quando voltei. —Oh, isso foi bom de assistir. —Obrigado pelo alerta. Ela inclinou-se para o carro para abrir o porta malas, e eu coloquei minha mala dentro e encaixei as cartas ao lado dela. —Eu trouxe um presente. — Disse quando virei para a frente. —O que é? Ela jogou Waffle para mim. Peguei o unicórnio rosa de lantejoulas em ambas as mãos e olhei para os desenhos que Julia tinha adicionado a nossa criança unicórnio do amor. —Já tive a custódia por dois meses. Acho que é a sua vez de entrar em campo. Não quero ser um pai negligente. —Não sonharia com isso. —Então, de volta para a sua casa? — Perguntou. —Na verdade ... eu vendi. —Você o quê? — Ela engasgou. —Você não me disse! —Jensen contratou alguém enquanto eu estava fora. Seus olhos estavam arregalados. —Você amava a sua casa!


—Eu sei. Ainda amo. É uma droga. Mas comprei essa casa, acabada, e a refiz porque ela estava a uma curta distância de todos os bares. Pensei que estar tão perto da tentação não ia ser saudável. —Uau. — Sussurrou. —Isso é realmente ... responsável. Ri. —É mais como jogar xadrez. Tenho que verificar a segunda e terceira opções de cada escolha que faço para ver se isso poderia de alguma forma coincidir com a vida que vivi antes ou se isso poderia desencadear uma reação que iria me enviar sobre a borda novamente. Eu ainda estou aprendendo a gerenciar esses gatilhos. —Então, onde você mora? —Jensen disse que eu poderia ficar com ele. Ela assentiu com a cabeça. —Inteligente. Bem, você está pronto para levá-la para um passeio? Meus olhos encontraram os dela. —Mais do que tudo. As bochechas de Júlia aqueceram. Ela sabia que eu realmente não queria dizer o carro. Nós dois entramos, e liguei o motor. Ele ronronou à vida. Então, estava dirigindo para fora do aeroporto e para a região de volta às estradas que iriam me levar para Lubbock. As janelas foram roladas para baixo, o cabelo de Julia chicoteava no vento, e era uma espécie perfeita de liberdade. Como eu tinha levado isso como garantido antes?


Tinha o meu carro, minha menina, e meu unicórnio maluco. Talvez eu pudesse ter uma vida novamente. Nós fomos até a casa de Jensen, e estacionei na garagem. Ainda não sabia o que eu pensava sobre a minha decisão de ficar com Jensen. Eu amava o meu irmão, e ele tinha uma mansão louca, mas não era o meu lugar. Eu sabia que era a decisão certa me livrar da casa. Não era o melhor lugar para mim no momento. Especialmente considerando a última vez que estive lá e o que tinha acontecido. Eu não queria essas memórias. Elas definitivamente não ajudariam na minha recuperação. —Deixe-me ajudar com as malas. — Julia disse. Ela pegou a caixa onde guardava todas as suas cartas. A caixa abriu quando ela ajustou em suas mãos. Então, ela congelou, e um sorriso lento estendeu em seu rosto. —Estas são todas... minhas? —Você pensou que eu ia me livrar delas? — Perguntei. Ela encolheu os ombros. —Eu não sabia. —Elas eram as únicas outras coisas de valor que eu tinha comigo. Meu terapeuta me deu a caixa como um presente de despedida. É de um templo budista de cura, comunidade hippie ou algo assim. Não tenho certeza, mas é feita à mão. Julia riu. —Está perfeito. Seu terapeuta tem bom gosto. —Ele sabia o quão importante as cartas eram para mim. — Fiz uma pausa antes de acrescentar: —Como você é importante para mim.


Ela sorriu timidamente, como se isso fosse a primeira vez que eu dissesse algo assim para ela antes. Ela tocou meu braço apenas brevemente. Fiquei imaginando o que estava pensando. Eu a estava empurrando? Indo rápido demais? Senti como se estivesse indo mais devagar do que o nosso correio tradicional. Não queria cair de volta em velhos hábitos, mas faria qualquer coisa para colidir com ela novamente. —Guardei todas as suas, também. — Finalmente disse. Então, se virou para caminhar através da porta da frente. Um arrepio me percorreu. Senti que ela foi lentamente reconhecendo onde isso ia. Quando a segui pela porta da frente, a mala na mão, meu coração quase bateu para fora do meu peito. —Bem-vindo em casa! — A sala estava cheia de pessoas aplaudindo. Ela se virou para olhar para mim com a boca aberta e a mão sobre o coração, como se dissesse que não sabia disso. Eu ri e deixei cair a mala quando verifiquei a cena diante de mim com admiração. Um cartaz de Bem-Vindo gigante foi pendurado de um lado da sala de estar para o outro. Flâmulas azuis e verdes penduradas no ventilador até acima. Um bolo com uma placa estava em uma mesa no centro da sala com Bem-vindo, Austin! Em grandes letras azuis e verdes. Uma impressão de mão pegava um lado, e observei que o filho de Jensen, Colton, tinha glacê no rosto. E a melhor parte de tudo, é claro, era que a minha maravilhosa família estava toda junta. Jensen estava com o braço em volta de Emery, tentando conter Colton. Kimber e Noah estavam juntos, segurando uma


Bethany dormindo. Lilyanne estava rindo da cara de Colton, e eu suspeitava que ela poderia ter algo a ver com isso. Landon e Heidi estavam descansando no sofá com sorrisos gigantes em seus rostos. Patrick estava de pé junto com Morgan. Nenhum deles parecia admitir que estavam juntos. Ao lado de Morgan, fiquei surpreso ao ver o novo CFO, David Calloway, assistindo. Supus alguém tão alto da empresa era agora um membro da família Wright. Não o tinha visto desde o Quatro de julho, quando foi entrevistado, mas ficamos tão concentrados com a morte de Maverick, que não tive muito tempo com ele. Então, meus olhos pousaram em Sutton. Ela ainda era uma sombra de si mesma, e eu sabia que nenhuma quantidade de terapia iria ajudála com a morte de Maverick. Sua única conexão com seu marido estava se aproximando de seus tornozelos. —Muito obrigado a todos vocês. Isso significa muito para mim. — Eu disse para a multidão. —Estamos felizes em ter você de volta. — Jensen disse. —Nós pensamos que seria bom ter todos aqui para um churrasco e relaxar esta noite. —Acho que é uma grande ideia. Sinta-se livre para começar com o bolo. — Garanti a eles. —Vou deixar a minha mala. Subi os degraus e encontrei o quarto de hóspedes. Escondi a mala em um canto e depois afundei na cama. Porra, eu adorava ter todos juntos, mas o medo rastejava através de mim. Eventos como este sempre tinha


álcool envolvido. Não que fariam agora, mas ... era difícil não se preocupar. Não se perguntar. Eu tinha me preparado para este tipo de coisa. Mas era um pouco demais. —Toc, toc. — Julia disse, inclinando-se para o quarto de hóspedes. — Você está bem? Abri a boca para lhe dizer que estava bem. Mas eu não estava. —Um pouco sobrecarregado na verdade. —Posso ver isso. Não se sinta mal por ter um minuto. Todos eles se preocupam com você e não vão se importar. —Ela colocou a caixa de cartas para baixo em uma cômoda e, em seguida, veio sentar-se ao meu lado. —Sinto que a recuperação está realmente apenas começando. Hoje, há uma festa, e amanhã é o Dia das Bruxas. É muito de uma vez. —Você está sendo duro consigo mesmo. Você percorreu um longo caminho. O primeiro fim de semana pode ser um desafio. Inferno, pode sempre ser um desafio. — Disse, estendendo a mão e enfiando os nossos dedos juntos. —Mas você tem pessoas que se importam com você ... pessoas que querem ajudar. Meus olhos perfuraram os dela com toda intensidade do nosso tempo separados. Ela mordeu o lábio e depois olhou para a minha boca. Eu estava prestes a responder quando ela se inclinou e apertou seus lábios contra os meus. Foi hesitante em primeiro lugar. Como se não pudesse acreditar que tinha feito isso. Em seguida, a mão segurou na minha


camisa, e ela me puxou para mais perto. Minhas mãos entraram em seu cabelo, e segurei seu rosto. Todos os dias que passei sem ela, era encorajado por esse beijo. O medo

que

a

tinha

perdido

para

sempre.

Lamentando

que

eu

provavelmente merecia. Esperando que ela mudasse de ideia. Desespero por pensar que ela não iria. Luxúria ... tanta luxúria. E mais ... muito mais. Não quero nunca parar de beijá-la. Ela tinha gosto de cereja e virou meu mundo de cabeça para baixo. O jeito que ela usava a língua aquecia meu sangue. Seu corpo sob as minhas mãos praticamente causava arrepios acima de sua pele. Este era o paraíso. Nada mais do que isso, um beijo perfeito. Quando ela finalmente recuou, de faces rosadas e sem fôlego, sorriu e deixou cair um beijo apressado em meus lábios. —Eu queria fazer isso desde que te peguei. —O mesmo. — Admiti, tão curto quanto a respiração. —Então, por que não? —Não queria que você pensasse que eu estava empurrando você. Pensei que talvez você não me quisesse. —Oh, Austin. — Ela apoiou a testa contra a minha. Nossa respiração se misturava na distância curta. —Nossa segunda chance nos destruiu. Pensei que eu não queria você ... que não poderia querer outra vez. Mas então ... algo aconteceu.


—O que aconteceu? —Você e eu ... estamos curados. Não completamente, — ela disse, afastando-se para olhar nos meus olhos. —Mas prefiro trabalhar em corrigir todas essas feridas com você do que sem você. —Eu quero isso com você também. Quero tudo com você. —Que tal começar de novo? —Você acha que podemos fazer isso? Depois de tudo que eu fiz? —Não gosto de como reagiu quando você bateu no fundo do poço ou que eu estava ferida quando você fez isso. Mas não posso ignorar que você fez tudo para se tornar melhor, e isso inclui comigo. Não tinha certeza de como eu me sentiria, e então vi você. Agora, eu sei que quero tentar novamente. —Eu vou ser um homem melhor para você, Julia, — Assegurei a ela, puxando-a para outro beijo. —Essa é uma maldita promessa.


Julia —Não posso acreditar que você me fez vestir isso. — Austin disse. Tínhamos acabado de parar em frente da casa de Sutton. Ele saiu do carro e puxou a camiseta do Capitão América. Eu a peguei para o Halloween, quando saí naquela manhã, à procura de algo para vestir. —Use, Wright. Ande nu, se você preferir. Ele riu. —Apenas acho que sou mais um cara Homem de Ferro. —Claro que você é. — Zombei sarcasticamente. —Mas talvez devêssemos ir com Hulk. Ele não acaba com a Viúva Negra? Seus olhos percorreram o terninho de couro preto que eu tinha colocado no meu corpo. Tudo se encaixava uma vez que tudo estava no lugar, mas tinha sido ridículo, chegar a esse momento. —Tudo certo. Tire as suas roupas, e eu vou pintar você de verde. Ele riu enquanto caminhávamos até a porta da frente de Sutton. — Capitão América, será. —Escolha inteligente. Bati na porta, e eu ouvi Sutton gritar. —Entre!


Ela abriu a porta para a casa que ela e Maverick tinham vivido juntos. Eu não podia acreditar que ainda vivia aqui com todas as memórias. Ou talvez ela simplesmente não podia esquecer ainda. —Obrigada por aparecer, todos vocês. — Sutton disse. —Ainda estou tentando colocar Jason em seu traje. Ele adorou quando pegou na loja, mas agora, parece que preferia ser um nudista. —Estamos felizes de estar aqui. — Eu disse, puxando Austin para dentro. Nos oferecemos para levar Jason ao redor do bairro com Sutton para o Halloween. Eu sabia que ela precisava de companhia e que seria difícil para Austin voltar à vida em Lubbock em uma noite de festa. Halloween sempre foi uma noite para ficar bêbado a menos que você tivesse filhos. Então, a coisa toda funcionava para nós. —Sim. Estou animado para roubar alguns doces de Jason. — Austin disse. Sutton acenou para ele. —Seja meu convidado. Não quero que ele coma, vai estar saltando fora das paredes com tudo isso. Ela desapareceu em um dos quartos e apareceu alguns minutos depois com Jason vestido com um traje de Minions amarelo brilhante. —Oh, ele é adorável. — Falei. Os olhos de Jason se iluminaram quando viu Austin e eu. Ele pulou sobre Austin e levantou as mãos. —Para cima!


Austin riu e puxou Jason em seus braços. Vê-los assim fez meu coração inchar. Mas um olhar para o rosto de Sutton, e vi todos os dias felizes que piscaram diante de seus olhos. —Por que você não vai? — Sugeri. —Sua roupa é bonita, Julia. — Sutton disse. —Eu pareço como uma mãe. Sem tempo para fazer o meu cabelo ou qualquer coisa. —Podemos arruma-lo se você quiser algum tempo para se preparar antes de ir. — Sugeri. —Quem eu tenho para impressionar? — Ela virou-se para longe de nós e respirou fundo estabilizada. —Tudo bem, vamos lá. Ela saiu com o carrinho de Jason cheio de guloseimas para ele e um saco para os doces, e, depois, fomos. Jason andou três casas inteiras antes de ter caminhado muito. Austin o jogou sobre seus ombros a partir daí, e Jason gritou de alegria com a atenção. Era assim que deveria ser. Isto era como um tio deveria agir com seu sobrinho. No momento em que chegamos à última casa da rua, Jason estava dormindo no carrinho de criança com um saco de doces que nunca tinha comido. —Ele vai dormir tão bem esta noite. — Sutton disse. —E então ele vai ter um açúcar elevado durante todo o dia de amanhã. — Eu disse. —Oh, sim, estou tão ansiosa para isso. Sutton levou Jason para a cama antes de voltar para a sala de estar.


—Eu só ... estou feliz que outra pessoa estava aqui para isso. Não sabia se eu poderia fazer outra coisa sozinha. —Bem, — Austin disse, —se você precisar de alguma coisa, mesmo que apenas uma noite de folga, então, me ligue. Você merece isso. —Realmente, nós adoraríamos fazer isso. — Eu disse. —Eu agradeço. A maioria dos dias, está tudo bem. Mas as férias são piores. Então, foi bom tê-los aqui. Acho que vou descansar um pouco, enquanto ele está realmente dormindo. — Ela suspirou. —Muito trabalho, hein? —Na. — Eu disse. —Você soa como uma boa mãe. Sutton sorriu para isso. Neste ponto, era tudo o que ela realmente tinha. —Eu vou pensar em vocês sobre serem babás. Eu poderia usar um dia livre de verdade. Nós rimos e acenamos antes de sair da casa de Sutton. Ambos afundamos assim que a porta se fechou. —Isso foi ... difícil. — Admiti. —Eu me sinto tão ruim por Sutton. Gostaria de poder fazer mais. —Tempo. Isso é o que ela precisa agora. —Sim. E que estejamos lá para ela. Balancei a cabeça. —Concordo. —Além disso, isso quase não demorou. — Austin disse enquanto caminhávamos para o carro.


—Por que nós não ... voltamos para minha casa? — Sugeri hesitante. —Podemos fazer isso. — Disse. —Se você quiser. —Sim. Vamos fazer isso. Tentei não pensar em convida-lo para o meu espaço pessoal. Eu queria ele lá. Queria que funcionasse. Era quase um pouco assustador, como era fácil estar com ele novamente. Quase como se a sua ausência tivesse feito eu me apaixonar por ele ainda mais. Para não mencionar, havia a caixa de cartas que eu tinha no meu apartamento. Aquelas tinham nos unido mais do que qualquer outra pessoa já fez. E eu amei explorar o homem que essas cartas tinham me ajudado a encontrar. Fomos para o meu apartamento, quinze minutos depois. Eu rapidamente desliguei o sistema de segurança e, em seguida, reativei uma vez que estávamos dentro. Austin estava tranquilo quando examinou o meu novo apartamento. —O quê? — Perguntei conscientemente. —Oh nada. Eu gosto disso. Minha cabeça estava em outro lugar. —Gostaria de falar sobre isso? —Não é grave ou qualquer coisa. — Ele se virou para mim. Senti uma onda repentina de emoções. Austin estava aqui. No meu apartamento. Nós estávamos juntos. Sóbrio. Três meses atrás, eu nunca teria pensado que era possível. —Sabe, você ainda pode falar comigo.


—Eu estava pensando sobre Jason. — Austin disse. Ele se sentou no sofá, e eu o segui, sentada ao lado dele. Ele passou um braço em volta dos meus ombros e me segurou perto. —E quanto a Jason? —Se eu não tivesse ido para a reabilitação, eu nunca teria chegado a esta noite com ele. Eu teria alguns outros planos estúpidos que envolveriam ficar bêbado. Não teria me lembrado da noite também. E ... me pergunto quantas outras coisas perdi por causa do álcool. Era um pensamento preocupante. Ele tinha sido um alcoólatra de alto funcionamento por tanto tempo que definitivamente perdeu um monte desses tipos de momentos. —Mesmo que eu estivesse presente para a merda, eu só me lembro dessas coisas através de uma névoa de álcool. Como o casamento de Sutton. Um dos dias mais importantes de sua vida, e eu não tenho uma lembrança de qualquer coisa após a cerimônia. —Isso tem que ser difícil. —Eu sabia que ia me sentir assim. Ou, pelo menos, fui avisado sobre isso. Mas é uma coisa falar sobre isso na reabilitação e outra coisa é experimentar em pessoa. Apenas algo que eu tenho que viver. —Pelo menos você está fazendo um esforço para fazer novas memórias. Memórias sóbrias. —Sim, sinto que eu desperdicei a maior parte dos últimos dez anos. Não quero perder mais nada.


Inclinei a cabeça para encontrar seus olhos escuros. Havia remorso lá. Remorso verdadeiro. O que eu tinha visto dele nos últimos dois dias não era um ato. Claro, eu não tinha pensado que era. Mas vê-lo rasgado assim me mostrou o quanto ele tinha realmente mudado. Para ele sequer pensar em todas as experiências que tinha perdido por causa do álcool era auto reflexivo de uma forma que o antigo Austin nunca teria chegado a um acordo. —Estou tão feliz que você está aqui comigo. — Sussurrei. Meus lábios pairavam a um centímetro dos seus. —Eu também. — Seus olhos corriam para os meus lábios e, em seguida, voltavam. —Você sabe algo? —O que? — Sussurrei, dolorida para um beijo. —Eu te amo. Meu coração parou, e borboletas irromperam no meu estômago. — Você ama? Ele assentiu. —Deveria ter dito há muito tempo. —Bem, você sabe uma coisa? —Não. O quê? — Ele perguntou, roçando seu nariz contra o meu. —Eu também te amo. Não havia outras palavras para serem faladas. Nós dois nos sustentamos por tanto tempo, nem estávamos dispostos a realmente cavar em nossos sentimentos, era como se uma represa tivesse quebrado.


Austin e eu diminuímos a distância entre nós, ao mesmo tempo. Nosso beijo era cheio de amor que tinha sido negado. Seus lábios eram suaves e convidativos. Sua língua prometeu todas as coisas sujas que a minha mente derivava, com ele tão perto. Suas mãos percorriam minha segunda pele apertada. Ele me inclinou para trás no sofá, cobrindo meu corpo com o seu. Eu envolvi uma perna ao redor da sua cintura. Nossos quadris pressionados firmemente juntos, e o calor correu através de mim. —Foda-se. — Gemi quando ele começou a circular seus quadris no lugar contra mim. Todos os pensamentos coerentes fugiram da minha mente. Havia apenas a sensação dele contra mim e o desejo de estar em um inferno de muito menos roupa. Uma mão deslizou para o lado do meu traje e, em seguida, atingiu agarrando a minha bunda. Ele interrompeu o beijo para trilhar sua boca no meu pescoço e em toda a minha clavícula. Eu podia senti-lo, grosso e pronto para mim, através do seu jeans. Não conseguia me controlar enquanto pressionava a minha pélvis para cima. Ele empurrou para trás, deslizando seu pau contra o material fino cobrindo meu corpo. —Como o inferno eu tiro isso? — Perguntou. Ele deslizou as mãos para cima e para baixo nos meus lados, na esperança de encontrar uma maneira fácil de me tirar deste traje. Ri e joguei a cabeça para trás, exasperada. —Esta é a pior roupa de sempre para isso. —Você está gostosa pra caralho, mas eu vou cortá-la se for preciso.


Austin agarrou meu braço quando ofereci a ele, e me puxou para fora do sofá. Eu o arrastei para o meu quarto e mostrei-lhe o pequeno zíper na parte de trás. Ele puxou para baixo. Assobiou por entre os dentes quando o zíper arredondou sobre a minha bunda. —Julia. — Gemeu. Seus lábios tocaram a base do meu pescoço e depois, lentamente trabalhou nas minhas costas, vértebra por vértebra. Então, ele beijou meu cóccix e abaixo. Suas mãos espalmadas sobre a minha bunda quando ele absolutamente beijou cada uma delas. Puxei meus braços para fora das mangas do traje na minha pressa para ficar nua. Ele me ajudou a arrastar o resto do caminho para baixo no meu corpo até que estava em uma pilha amassada no meu chão. Ele me virou para encará-lo. —Senti falta de tudo sobre você enquanto eu estava fora. Mas este corpo ...— Ele estremeceu. —Você é a minha ruína. Seus polegares roçaram os meus mamilos até que endureceu em pontos. Então, ele pegou um em sua boca, chupando, até que retorceu sob seu toque, e quando eu estava ronronando em seu aperto, ele se mudou para o outro. —Nós somos ... nós vamos ter que tirá-lo da camiseta. — Murmurei, tremendo do seu toque. Meus olhos caíram sobre essa camiseta de Capitão América. Ela mostrava esses bíceps e peito. Mas, porra, eu não poderia esperar até que ele estivesse fora.


—Eu ... acho que não comprei o tamanho certo de qualquer maneira. Ele riu. —É um pouco apertado. —Hum ... sim. —Acho que eu não sou um cara Capitão América depois de tudo. — Ele tirou a camisa sobre a cabeça. E então ... sim. Deslizei as minhas unhas para baixo em seus peitorais, para baixo no abdômen e seu V. Então, eu me apressei a retirar suas roupas restantes e vi todas as minhas outras partes favoritas dele que eu gostava de passar as minhas mãos. Austin jogou a cabeça para trás e gemeu quando espalmei seu pênis na minha mão. —Deus, eu quero ficar dentro de você. — Ele disse. —Quero que você saiba o quanto eu te amo. Eu lambia em volta da cabeça do seu pênis antes de colocar em minha boca. Sua mão foi pelo meu cabelo, apertando levemente. Libertei da minha boca com um sorriso e depois me arrastei de volta na cama. Ele me seguiu, seu pênis se projetando em direção a mim. Austin estabeleceu-se entre as minhas pernas, colocando-as em volta dos seus quadris. Ele se inclinou sobre seus cotovelos para olhar para mim. Segurei seus bíceps quando ele impulsionou dentro de mim, alongando e enchendo-me ao máximo. Seu olhar tinha a intenção quando ele empurrou meu cabelo para fora do meu rosto. Ele não se moveu no início, e eu me contorcia sob ele.


—O quê? — Sussurrei. —É diferente desta vez. —Melhor. —Sempre foi incrível, — ele disse —mas, desta vez, eu me sinto mais conectado. Eu ... nunca me senti assim antes, amor. —Eu também. É um pouco assustador. — Confessei. —Vou levá-la lento. Ele se inclinou para me beijar e, em seguida, começou a se mover, mantendo a sua palavra. Não poderia mesmo descrever quão bom me sentia. Seu corpo pressionado contra o meu. Seu pênis deslizando para dentro e para fora da minha buceta. Nossa respiração se misturando no espaço. Não havia pressa. Tínhamos todo o tempo do mundo. E, ainda assim, ele mal teve de se mover quando os nossos corpos deslizaram juntos e depois separados e, em seguida, de volta juntos. Não estávamos apenas transando, como sempre fizemos antes. Pela primeira vez, nós estávamos realmente fazendo amor. Enquanto eu gostava de ambas as opções, quando finalmente nos desfizemos, ao mesmo tempo, meu orgasmo me bateu implacavelmente. Eu vi estrelas. Minha mente ficou em branco. Provavelmente poderia ter falado em línguas. Nada comparado. E eu percebi que nunca haveria nada como Austin.


Estar longe um do outro por esses três meses foi a melhor decisão de nossas vidas. Eu tinha encontrado a minha arte novamente. Austin tinha parado de beber. Tínhamos nos curados. Foi necessário. Sem ele, nunca teríamos chegado onde estávamos agora. Nós nunca teríamos sido capazes de seguir em frente. Levou esse tempo para mostrar que éramos fortes o suficiente separadamente ... mas melhor juntos. Podemos funcionar separadamente. Mas, juntos, estávamos completos.


Austin Cinco meses depois —Eu finalmente vou ver no que você está trabalhando? — Perguntei a Julia quando fomos para a primeira sexta-feira do Art Trail. —Talvez. — Respondeu timidamente. Ela esteve insinuando um grande evento que estava trabalhando por meses. Mas nada que eu tinha dito ou feito e, confie em mim, eu tentei, poderia levá-la a mudar de ideia. Ela queria que eu descobrisse com todos os outros. Por causa disso, não fui autorizado a pisar em seu estúdio de arte em seu apartamento. Eu tinha respeitado sua privacidade, mas estava me matando não saber. Julia tinha uma vaga de estacionamento para o evento desta vez, para que ela não tivesse que estacionar em uma zona de reboque. Saí de seu Tahoe e a segui até a esquina em um dos armazéns já cheios de pessoas. —Você está pronto? — Ela perguntou. Peguei a mão dela e beijei a palma. —Eu posso fazer qualquer coisa quando estou com você. Ela riu. —Oh garoto. Bem, aqui vamos nós.


Julia me acompanhou até a parte de trás da exposição, e quando percebi o que estava olhando, parei em meus pés. Julia me lançou um olhar preocupado. E então eu caí na gargalhada. —Austin! — Ela engasgou. —Você colocou a minha imagem nua? — Eu disse através da minha risada. —É uma espécie da peça central da minha exposição. —Oh, Jules. — Eu disse, deslizando de volta para esse apelido. Levou um longo tempo antes dela decidir que eu poderia começar a chamá-la de novo. Eu estava contente. Não queria que ela associasse com aquele idiota. —Você não está louco? Limpei uma lágrima do meu olho, e então a peguei em meus braços e girei em volta dela em um círculo. —Como eu poderia estar com raiva de você? Ela riu quando a coloquei no chão. —Bem, não sei. Todos em Lubbock podem vê-lo nu. —Todo mundo está apenas olhando para o seu talento. —Bem, eu poderia ter tido o espaço para isso há meses. Nina me disse para fazer quando eu estivesse pronta. Levou mais tempo do que eu esperava para chegar lá. Comecei em um monte deles enquanto você estava fora, mas não conseguia, apenas consegui no mês passado. — Ela mordeu o lábio e depois olhou em volta para as quinze telas que


mostravam o alcance e a profundidade de suas habilidades. —É uma espécie de homenagem ao nosso relacionamento e as lutas que já superamos. Eu podia ver isso quando sabia o que estava olhando. Uma aquarela de Waffle. Uma coleção de cartas. Um carvão de água. E tantos mais que eu reconheci. Era perfeito. —Eu amo cada uma. —Só mais uma surpresa. Então, ela me entregou um pedaço de papel. Olhei para ele e sorri. —Todos os recursos estão indo para o sistema de assistência social em Lubbock? — Perguntei em reverência. —Foi a primeira vez que eu realmente vi como não havia muito mais para você. Pensei que era apenas justo. Eu tenho um trabalho em tempo integral. O dinheiro que eu faço a partir das imagens deve ir para algo de valor. Eu prefiro fazer uma doação. —Você é incrível. — Disse a ela. —Eu te amo. Ela sorriu. —Eu também te amo. Estava realmente preocupada que você odiaria isso. —Como eu poderia, quando você colocou tanto esforço e amor para isso? Inclinei-me e a puxei para um beijo. A garganta limpou atrás de nós, e eu virei para encontrar Patrick em pé atrás de nós.


—Que diabos é isso? — Ele perguntou, apontando para a minha foto nua. Eu ri da sua cara espantada. —Quando Julia me convidou, não sabia que eu teria que olhar para a sua bunda. —Você não pode apreciar a arte? — Perguntei em falsa seriedade. —Meus olhos estão sangrando. Um minuto depois, o resto da minha família apareceu com David no reboque mais uma vez. Ele tinha Jason em seus ombros, e Sutton, na verdade, parecia não estar infeliz com o gesto. Isso era algo, pelo menos. Jensen e os olhos de Landon alargaram da mesma forma que Patrick fez quando viram a minha foto nua que Julia tinha pintado no verão passado. —Então ... como exatamente você começou a fazer isso? — Perguntou Landon. —Ofereci-me para sentar nu para uma aula de arte que inscrevi a Julia. Ela estava cheia, e foi assim que consegui que ela entrasse. Jensen levantou as sobrancelhas. —Sabe, quando você me procurou no verão passado e eu lhe disse para colocar tudo lá fora para Julia ... eu realmente não queria dizer tudo. Julia bufou e riu, e eu não poderia manter o meu riso. Bati nas costas dos meus irmãos.


—É de bom gosto. — Insisti. —Se você diz. — Landon disse quando andou até olhar para a imagem de Waffle. Heidi veio para a frente e abraçou Julia. —Estou tão orgulhosa de você! —Isso é realmente fantástico. — Emery concordou. —Especialmente a imagem do meio, — Heidi acrescentou com uma piscadela. —Muito impressionante. Emery inclinou a cabeça enquanto olhava para a imagem. —Bem ... agora, eu já vi todos os irmãos Wright. —Emery! — Julia disse, cobrindo o rosto. —Isso corre na família. — Heidi acrescentou. Foi a vez do meu rosto virar beterraba vermelha. —Jesus, vocês são piores do que os rapazes. —Dã. — Heidi disse, balançando seu cabelo loiro do seu ombro. Emery apenas deu de ombros. Seus olhos olharam para baixo para o meu shorts uma vez, e, em seguida, ela riu. Foi Julia, que finalmente as afastou. Eu podia ouvi-las conversando e rindo. Como melhores amigas, que era esse trio. Passamos o resto da primeira sexta-feira acampados perto da exposição de Julia. Ela vendeu três quadros enquanto estávamos lá, mas eu achava que ela estava mais animada sobre a experiência da coisa


toda. Para usar a sua arte para o bem, não importa o dinheiro que trouxesse. Quando podia ver que ela estava sinalizando, finalmente a puxei para longe do armazém e para os caminhões de alimentos para pegar alguma coisa para o jantar. —Limonada? — Adivinhei. —Não haja como se você me conhecesse. — Ela brincou. —Oh, mas eu conheço. Peguei a limonada e dois churrascos para nós. Meus olhos se dirigiram aos copos vermelhos que todo mundo estava carregando e as indicações para o álcool. Alguns meses atrás, eu não teria sido capaz de chegar à primeira sexta-feira. Foi um testemunho do fato de que eu estava agora oito meses sóbrio e que era capaz de estar aqui para Julia. Não foi fácil. Houve momentos em que pensei que nunca ia fazer isso, mas foi a escolha certa. E, quando nos mudamos para uma mesa de piquenique vazia no meio do caos e eu sentei em frente a Julia, eu sabia que valia a pena o esforço. —Estou muito orgulhoso de você, sabe. — Disse a Julia. Ela corou. —É uma sensação boa de estar fazendo o que eu amo de novo. —Você vai morar comigo? Os olhos de Julia brilharam para os meus. —O que? —Você sabe ... morar comigo.


—Sua casa não está mesmo terminada. — Ela disse com uma risada. —Eu sei. Temos mais um mês ou dois. Isso significa que você vai ter a palavra final em tudo. Você pode decidir qual sala quer seu estúdio de arte, pintar as paredes, decorar, escolher os detalhes que você é boa. Eu quero você na minha vida. Quero que a minha casa seja sua casa. Eu não quero que ela pareça como um apartamento de solteiro. Eu quero que tudo tenha o seu toque nela. —Austin, é um grande passo. Sorri. —É por isso que estou pedindo para você agora. Então, você vai ter alguns meses para se acostumar com a ideia. Ela riu e balançou a cabeça. —Isso não é o que quero dizer. —O que você quer dizer? —Quero dizer ... é um grande passo, e estou animada para fazer com você. —Você está? Ela concordou e então riu. Levantou-se do seu lado da mesa de piquenique e, em seguida, atirou-se em meus braços. Exatamente onde ela pertencia. Nosso caminho não tinha sido fácil. Na verdade, em alguns pontos, pensei que nós nunca íamos fazer isso. Mas Julia era minha para sempre. Ponto final.


Um dia, eu ia colocar um anel em seu dedo, dar-lhe o meu nome, fazer com que ela levasse nossas crianรงas. Mas, hoje, sabendo que eu tinha um futuro com ela, era o suficiente. Ela era suficiente.

K a linde 03 the wright mistake  
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