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Andando sem rumo, me encontrei fora do quarto no qual Dez estava ficando, o mesmo lugar no terceiro andar, o mesmo quarto que ele usava antes de ir embora. Ele ainda estava descansando e eu sabia que não deveria entrar, mas uma inquietude familiar me invadiu e quando isso acontecia, eu ficava propensa a fazer coisas inapropriadas e até estúpidas. Limpando minhas palmas contra meus jeans, tentei a porta. Estava destrancada. Respirei fundo e empurrei para abrir. Cortinas pesadas sobre as janelas enchiam seu quarto de escuridão, mas meus olhos se adaptaram rapidamente. Meu olhar caiu sobre a cama primeiro, vazia como eu já suspeitava. Podíamos descansar de duas maneiras – em nossas formas humanas ou sepultadas. A maioria dormia como todos os demais no mundo, em uma agradável e cômoda cama, mas aqueles que caçavam necessitavam do profundo sono reparador e costumavam tomar a forma daqueles que tinham inspirado centenas e milhares de estatuas. Girei e o vi no canto do quarto. Silenciosamente, me aproximei dele, envolto de uma maneira que fez minha pele arrepiar. Suas asas estavam coladas a seu lado, suas pontas quase roçando o chão. Os chifres em elegantes arcos e grossos, com as bordas mortalmente afiadas. Sua cabeça estava abaixada e seus braços dobrados para dentro, suas mãos fechadas sobre sua pélvis. Na escuridão, o cinza de sua pele era pálido, mas na luz, eu sabia que teria um suave brilho. Sua figura não se movia, nem sequer seu peito subia com respiração. Eu não gostava de dormir assim, e sem ter uma razão real para fazêlo, não era algo no qual eu me comprometia. O sonho... era muito próximo a estar morto. Honestamente, eu não sabia o que fazer depois. Mordendo meu lábio, me estiquei e toquei seu braço. A pele era suave e quente, completamente firme. Movi minha mão por seu braço, seguindo seus grossos músculos. Minha mão vagou com vontade própria parando em seu peito. Em baixo da minha palma, seu coração batia – bum, bum - bum, bum. Levantando minha mão, passei meus dedos pela curva de sua mandíbula, tocando-o de uma maneira que não eu me atreveria se ele estivesse acordado.

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Jennifer l armentrout dark elements #0 5 bitter sweet love [revisado]  
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