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Equipe WAS Disponibilização: Coelhinha Tradução: Coelhinha Revisão e Leitura: Sidriel Wings Formatação: Sidriel Wings


Addison Jane The Club Girl Diaries The Brotherhood Journals


AVISO A presente tradução foi efetuada pelo grupo Warriors Angels of Sin (WAS), de modo a proporcionar ao leitor o acesso à obra, incentivando à posterior aquisição. O objetivo do grupo é selecionar livros sem previsão de publicação no Brasil, traduzindo-os e disponibilizando-os ao leitor, sem qualquer forma de obter lucro, seja ele direto ou indireto. Levamos como objetivo sério, o incentivo para o leitor adquirir as obras, dando a conhecer os autores que, de outro modo, não poderiam, a não ser no idioma original, impossibilitando o conhecimento de muitos autores desconhecidos no Brasil. A fim de preservar os direitos autorais e contratuais de autores e editoras, o grupo WAS poderá, sem aviso prévio e quando entender necessário, suspender o acesso aos livros e retirar o link de disponibilização dos mesmos, daqueles que forem lançados por editoras brasileiras. Todo aquele que tiver acesso à presente tradução fica ciente de que o download se destina exclusivamente ao uso pessoal e privado, abstendo-se de o divulgar nas redes sociais bem como tornar público o trabalho de tradução do grupo, sem que exista uma prévia autorização expressa do mesmo. O leitor e usuário, ao acessar o livro disponibilizado responderá pelo uso incorreto e ilícito do mesmo, eximindo o grupo WAS de qualquer parceria, coautoria ou coparticipação em eventual delito cometido por aquele que, por ato ou omissão, tentar ou concretamente utilizar a presente obra literária para obtenção de lucro direto ou indireto, nos termos do art. 184 do código penal e lei 9.610/1998.


Para a minha menina, Addison. Eu te amo tanto.


Harmony não se desculpa sobre quem ela é ou o que faz. Nos últimos anos, ela viveu como uma garota do clube para os Brothers By Blood MC. As meninas do clube estão lá para um propósito - cozinhar, limpar e manter os homens felizes. Ela respeita o clube, respeita os homens e segue as regras. Observar os homens entrar e sair de sua vida é estranhamente reconfortante, e um sentimento que ela está acostumada. Com uma história de decepções e falsas promessas, tudo o que ela quer é se divertir, tocar música e terminar a faculdade. Estando associada ao clube, ela pode fazer isso sem ter que arriscar seu coração. E assim foi até que ele apareceu. Quando o pai de Kit desistiu como presidente, ele tomou o título com orgulho. The Brothers By Blood MC é a família dele, sua casa. Decidindo celebrar seu novo título com seus irmãos de um clube vizinho, a última coisa que ele esperava era encontrar Harmony - uma menina do clube com todos os ingredientes de uma Old Lady 1 . A bela loira é linda, forte e ferozmente independente. Harmony se recusa a derrubar os muros que ela criou em torno de seu coração, mas o fogo dentro dela e seu amor pelo clube alimentam sua necessidade de tê-la ao lado dele e na parte de trás da moto. Quando a segurança de Harmony é ameaçada, Kit está determinado a fazer o que for preciso para protegê-la e provar que ela pode confiar nele. Mas depois de uma vida de promessas quebradas, será suficiente?

É um termo de respeito, usado para designar esposas ou namorada de um membro do clube. Esta mulher não é compartilhada, ela é respeitada por todos os membros do clube. 1


Eu era uma garota do clube. Uma prostituta do clube. Uma vagabunda do clube. Havia muitas palavras para o que eu era, e a realidade é que a maioria delas era verdadeira. Eu tinha parado de as levar como ofensa há muito tempo. Uma garota do clube era alguém que andava com um MC - um clube de motos e estava lá para o mero propósito de ser um buraco para foder. Regras e regulamentos diferem entre MC’s. Alguns exigiam que as meninas do clube só fizessem sexo com membros do clube, porque os membros não gostavam de partilhar a sua boceta com estranhos. Alguns MC exigiam que as garotas deles só estivessem na sede do clube durante as festas - festas do clube, não eventos de família, onde havia senhoras de idade presente. Cada clube era diferente. Os Brothers By Blood MC2 tinham regras rígidas sobre as garotas do clube e, a fim de manter a segurança, seguir as regras era vital. Se nós não seguíssemos as regras, duas coisas poderiam acontecer. Ou você era expulsa ou era morta. Estas eram as suas opções. Se você não poderia viver com essas opções, então você saía. Algumas garotas do clube associavam-se simplesmente porque queriam ser uma Old Lady – uma condição que os membros não concediam com facilidade. Essas garotas nunca duravam muito tempo. Outras garotas se

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Irmãos de Sangue MC


associavam por um bom tempo; eles adoravam a festa, elas adoravam o sexo, e elas adoravam o clube. Regra número um do Club Girl: Ame o clube. — Harmony? — Aqui!— Eu liguei o chuveiro enquanto inclinei minha cabeça para trás e lavei o sabão do meu longo cabelo dourado. Ouvi a porta do banheiro abrir e limpei o nevoeiro que nublou a porta de vidro para ver quem era. Slider estava de pé, braços cruzados e quadril encostado na pia, um largo sorriso se espalhando pelo seu rosto. — Você quase terminou aí ou eu deveria tirar a roupa? Eu ri e continuei tirando o sabão e o suor da minha corrida - que tinha sido um daqueles raros dias em que eu tinha escolhido realmente fazer algum exercício tão necessário. — Depende. Quão suja você vai me deixar? — Isso é inteiramente com você, querida. Eu tenho que sair em dez, só preciso de algo rápido antes de eu passar a noite toda na porta no X-Rated. Você sabe o quanto dói assistir aquelas garotas e não ser autorizado a tocálas,— ele gemeu. Agarrando a virilha e espremendo, como se o simples pensamento daquilo estivesse lhe causando dor. X-Rated era um clube de strip de propriedade dos Brothers. Dois membros eram esperados para fazer a guarda na porta todas as noites, juntamente com outros que assistiam as garotas e mantinham elas longe dos homens que ficavam um pouco loucos com as mãos. Eles cortaram em ter que pagar uma empresa de segurança e os garotos do MC eram muito mais assustadores do que qualquer guarda de segurança que eu já vi. Eu ri e lavei o sabão do meu corpo. — Ah, pobre coitado. A vida é tão difícil para você não é,— eu disse sarcasticamente. Abri a porta do chuveiro e


dei um passo para fora. Deixei o chuveiro ligado, sabendo que eu provavelmente gostaria de saltar de volta quando Slider acabasse. Andei na direção dele e imediatamente caí de joelhos, minhas mãos já trabalhando em desfazer seu cinto. — Droga, Harmz. Você é literalmente como a porra de um sonho molhado de um homem agora. Eu sorri, puxando seu pênis através do orifício de sua cueca. Minha língua sacudiu e fez cócegas na sua cabeça, apenas uma pequena amostra. Slider gemeu e enfiou os dedos pelo meu cabelo. Ele puxou minha boca mais perto com um puxão forte, meu couro cabeludo queimando um pouco do seu controle apertado. A água escorria pelo meu corpo me fazendo tremer, mas apenas adicionando às outras sensações que eu estava sentindo. Slider era um dos membros mais dotados do clube. Dando-lhe um boquete era algo que eu estava sempre satisfeita de fazer. Tipo como um obrigado, por ter um pau grande o suficiente para bater todos os lugares certos quando ele me fodia. Alguns dos outros membros não tiveram tanta sorte, e era quando eu precisava conseguir um pouco mais de criatividade, a fim de ter um bom tempo. Engasguei, saliva escorrendo da minha boca enquanto Slider batia no fundo da minha garganta. — Mamilos, baby,— ele ordenou, sua voz rouca e tensa. Ele estava certo sobre precisar de apenas uma rapidinha isso era certo. Ele controlava minha cabeça, segurando-a imóvel enquanto continuou a empurrar para mudar o ritmo em minha boca aberta - parando ocasionalmente para provocar meus lábios com a cabeça e apertar o pré-gozo na minha língua. Eu apertei e belisquei meus mamilos com uma mão enquanto esfreguei com força meu clitóris com a outra, sabendo que Slider tinha uma excelente vista para o show.


Meus gemidos ronronaram contra seu pau enquanto ele empurrou uma última vez em minha boca e soltou um rugido profundo que ecoou no pequeno banheiro. Esperma disparou em linha reta na parte de trás da minha garganta e eu lutei para engolir tudo com seu pau ainda empurrando para dentro da minha boca. Ele puxou meu cabelo, me levantando, mas parando para enxugar a última gota de esperma de meus lábios agora inchados. Meu corpo doía. Eu ainda não tinha alcançado a minha libertação e eu precisava desesperadamente. De repente, as mãos de Slider estavam enfiadas debaixo dos meus braços e ele me levantou na borda do pequeno balcão. Ele empurrou meu corpo de costas contra o grande espelho na parede e abriu minhas pernas antes de abaixar a cabeça entre elas. Sua língua sacudiu contra o meu clitóris e eu gritei em êxtase. Com dois de seus grandes dedos empurrando dentro de mim e sua língua atacando meu ponto sensível, não demorou muito para eu gritar uma liberação. Apertando sua cabeça entre as minhas coxas e segurando a borda do balcão como se eu estivesse segurando pela preciosa vida. Slider liberou lentamente suas mãos do aperto de morte que ele tinha sobre as minhas coxas, e um sorriso se espalhou largamente em seu rosto, enquanto ele lambia seus lábios. Eu tentei sorrir de volta, mas estava me concentrando mais em uma tentativa de ficar de pé em minhas pernas que agora eu sentia como se fossem geleia. Após enfiar seu, agora desvanecido, mas ainda muito grande, pau dentro de suas calças, ele as fechou. — Você sabe que eu sempre tenho você, Harm.— Ele piscou antes de sair pela porta do banheiro, chamando por cima do ombro. — Até mais tarde, querida!


— Tenha uma boa noite,— eu disse de volta. Minha voz ainda estava tremendo junto com minhas pernas. Tomei algumas respirações profundas e cambaleei de volta para o chuveiro que certamente estava agora quase frio. Droga. Eu me lavei sob a água morna e fui encontrar uma roupa para a noite. Vesti um mini de couro apertado, um par bonito de saltos vermelhos e uma camiseta do Iron Maiden que tinha sido rasgada do centro para uma pequena fenda. Algumas das meninas optavam por muito pouca roupa. Pessoalmente eu preferia sensual sobre sacanagem. Sexta-feira à noite era boate. Isto significava muita música alta, muita bebida e muitos Brothers By Blood com tesão. Noites de festa, por vezes, poderia ser um pouco loucas, dependendo de quem estava por perto e da quantidade de álcool que tinha consumido. Frequentadores do clube 3 eram autorizados a vir para a boate. Estas eram pessoas associadas com o clube, mas que não eram membros. Na maioria das vezes eles acabavam como prospectos. Algumas garotas também eram autorizadas a vir junto, mas apenas se elas fossem convidadas por um membro ou um frequentador. Fora isso, as garotas do clube e algumas garotas que trabalhavam na X-Rated estavam lá para os homens. Nós servimos os clientes, bebemos, dançamos e fazemos tudo aquilo que é pedido para nós - dentro do razoável. Claro, alguns nos olhavam e viam prostitutas, putas, as garotas que não são nada mais do que um buraco para preencher. Eu tinha desistido de me importar com o que as pessoas pensavam de mim há muito tempo. Eu tinha minhas razões para estar onde eu estava e fazer o que eu fazia. Eu particularmente não ligo para o que outras pessoas têm a dizer sobre isso. Frequentadores do clube (hang arounds no original) não são membros mas têm intenção de virem a ser prospectos e são amigos do clube que andam ao redor do mesmo. 3


O som grave da música balançava o chão do clube enquanto eu vagava pelo corredor em direção à sala principal. Com heavy metal e rock sendo as escolhas favoritas para este grupo de motociclistas. Era normal existir algum tipo de Judas Priest ou Black Sabbath estridente através do sistema estéreo ofensivamente alto do clube em todas as horas do dia. A sala principal era grande e perfeitamente desenhada para festas e reuniões do clube. Um bar funcionava ao lado com uma grande prancha de madeira tratada como balcão. Harley inspirou banquetas alinhadas em todo o comprimento do bar. Na parede oposta, duas grandes portas de correr abriam para um pátio de concreto, que era usado para churrasco durante encontros familiares. Havia também numerosos sofás, cadeiras, mesas, um par de mesas de bilhar e até mesmo um palco. O clube tinha sido originalmente um hotel e a sala principal tinha sido o restaurante. Os rapazes trabalharam muito anos atrás, transformando-o no clube dos sonhos de muitos clubes de motos. Eu andei até o bar e chamei a atenção do prospecto4 atrás do bar. Eu comecei a conhecer Caleb muito bem. Ele era engraçado e super doce. Os prospectos não eram autorizados a tocar nas meninas do clube. As regras diziam que eles tinham que encontrar suas próprias bocetas se eles queriam. Então, ao invés, Caleb e eu tínhamos formado uma estranha amizade. — Ei Caleb, posso tomar uma cerveja? Ele me jogou um sorriso antes de alcançar a pequena geladeira sob o bar. Ele bateu a tampa da cerveja e deslizou na minha direção. — Obrigada, hun!

Candidatos a entrar para o clube, primeiro eles passam por alguns testes para depois serem inseridos e ganhar o emblema do clube, o patch. 4


— Harmony,— ouvi minha melhor amiga Chelsea gritar do outro lado da sala. Eu sorri e balancei a cabeça enquanto ela estava no palco acenando para mim, um sorriso radiante em seu rosto bonito. — Harmony, vamos lá! Subi as escadas rindo enquanto observava Lucy, uma das garotas do XRated tentando instruir Chelsea sobre como usar o pole5. Era inútil, realmente. A garota estava super em forma e poderia correr círculos em torno de qualquer um, mas ela não tinha qualquer senso de ritmo que fosse. Eu observei enquanto ela se movia em torno do pole, enganchando uma perna sobre ele e levantando a outra do chão. O que poderia ter sido um movimento sexy resultou na sua parada de repente e escorregando para baixo, sua bunda pousando com um baque surdo no chão. Eu sufoquei uma risadinha, escondendo minha boca atrás da minha cerveja. Infelizmente, os homens que ocupavam as poltronas da frente para o palco não eram tão discretos e o riso ecoou pela sala, seguido por aplausos. Chelsea corou e se levantou, fazendo uma pequena reverência antes de pegar minha mão e me arrastar do palco iluminado. — Uau! Isso foi seu melhor movimento já,— eu disse a ela quando ela me puxou em direção ao bar e pediu uma bebida. Cerveja na mão, ela virou para mim com a língua de fora como uma criança. — Algum dia, eu vou conseguir isto.

5 Pole dance - Se trata de uma dança sensual, utilizando, como elemento, um poste ou barra vertical sobre o qual o(a) bailarino(a) realiza sua actuação.


Ao contrário de mim, Chelsea não estava completamente satisfeita em ser uma garota do clube. Ela era bondosa e tinha sonhos de amor. Ela queria um homem para se apaixonar e tratá-la como uma rainha. Eu admirava isso porque era algo que eu tinha descartado há muito tempo. Eu acho que ela estava no lugar errado, se era isso que ela estava procurando. O dinheiro, festas grátis e atenção do sexo masculino eram os principais atrativos para ela. Ela teve uma vida difícil ao crescer, com ninguém que particularmente deu a mínima para ela. Nós duas estávamos na faculdade trabalhando para conseguir um diploma de bacharel. Não só tínhamos um lugar para viver - sem pagar aluguel - mas a comida era fornecida, desde que nós cozinhassemos para os homens também. Em troca, eles nos davam dinheiro suficiente para pagar mensalidades na faculdade com um pouco de sobra para gastar. Parecia um monte, mas garantia que não tinha necessidade de conseguir outro emprego para viver, e nós poderíamos estar na sede do clube a qualquer hora que fosse que precisássemos. A maioria dos homens ainda eram respeitosos, dando-nos tempo para estudar quando nós precisávamos disto também. E eles tinham sexo, entre outras coisas. Para mim, era uma vitória. Bati no ombro dela, incapaz de tirar o sorriso do meu rosto. — Sim, você vai conseguir algum dia. Chelsea e eu encontramos uma mesa e sentamos para conversar. Ainda era cedo e alguns dos Brothers6 estavam fazendo seu caminho de volta de uma corrida. É quando as coisas realmente começam a ficar loucas. — Você está pronta para o teste na segunda-feira?

Brothers By Blood – Irmãos de Sangue - em diante usaremos sempre Irmãos quando se referirem ao nome e membros do MC usando apenas a palavra Brothers e não Brothers By Blood. No livro aparecerão ambas as palavras ‘Irmãos’ e Brothers’, uma vez que, normalmente os MC tratam os seus membros como irmãos. 6


Nós duas íamos para a faculdade local. Eu estava estudando música e Chelsea estava estudando esportes e saúde. Deus sabe que seu corpo mostrava que ela praticava o que pregava. Ela era impressionante. Longos cabelos castanhos pendurados em ondas pelas costas e seu corpo era o de uma corredora - fortes pernas atléticas e um perfeitamente plano e tonificado estômago. Suspirei. — Eu acho que sim. História da música não é realmente o meu ponto forte. Eu não estou dentro de Mozart e Beethoven. Eu gosto de música nova, de preferência a partir deste século. Chelsea assentiu como se ela entendesse o que eu estava dizendo, mas então rapidamente franziu o nariz. — O que é um Mozart? Eu espalmei minha testa e apertei meus olhos fechados, orando por paciência. — Oh, meu Deus. Quando abri os olhos, ela estava franzindo a testa para mim do outro lado da mesa. — O quê? Eu não entendo essas bobagens musicais que você fala,— ela disse, acenando sua mão ao redor. — Mozart é um pianista. Ele era um compositor famoso. — Oh. Ele é bom? — Famoso. Compositor ... famoso,— eu disse lentamente. Ela tomou um grande gole de cerveja. — Você diz famoso, como se isso significasse automaticamente que eles são incríveis no que fazem. Miley Cyrus é famosa, Britney Spears é famosa. Olá, Kim Kardashian – famosa. Eu ri. — Está bem, está bem. Touché7. Nós conversamos um pouco antes do ronco das motocicletas nos interromper. Sorri para Chelsea, o gesto espelhado na cara dela. Alguns dos rapazes tinham estado afastados por mais de uma semana e estávamos animadas para tê-los de volta. Eu estive com os Brothers of Blood por cerca de 7

Touché é usado aqui como uma expressão, significando uma vitória em uma discussão.


três anos desde que eu tinha dezenove anos. Tudo começou com o frequentar festas, ficando com alguns dos caras, e, em seguida, antes que eu percebesse eu estava me mudando e vivendo na sede do clube. Eu amava as pessoas do meu MC. Eles eram difíceis, violentos e assustadores. Mas por baixo de tudo, eles tinham crenças firmes sobre respeito. Respeito era um longo caminho dentro do clube. Regra número dois do Club Girl: Respeite os Brothers e os Brothers irão respeitá-la. Optimus, o presidente do MC, caminhou através da porta em primeiro lugar. Optimus era um líder forte. Ele era firme e desajeitado e todos os garotos olhavam para ele. Ele não era o mais velho do grupo com apenas trinta anos, mas o seu pai tinha sido morto mais ou menos cinco anos atrás, durante uma guerra por território e, portanto, ele tinha herdado o martelo. Ele levou sua posição a sério, às vezes um pouco demais e encontrá-lo com um sorriso em seu rosto era muito raro. — Cerveja,— ordenou ele, batendo com o punho enorme sobre o bar e fazendo Caleb saltar. Agarrando o gargalo da garrafa, ele saiu pisando duro em direção a seu escritório. Ele parou um pouco antes de chegar à entrada do corredor e virou-se para fazer a varredura da sala. Seus olhos caíram sobre a mesa onde estávamos sentadas, mas eles não estavam em mim. — Chelsea. Aqui. Agora. Chelsea rapidamente se levantou da mesa e andou até ele. Ele observava cada balanço de seus quadris, seus olhos devorando seus movimentos com os olhos predatórios. Todo mundo sabia que Chelsea era sua garota favorita do clube. Ele misturou as coisas de vez em quando, mas eu pessoalmente não tinha tido o prazer de sua companhia por um longo tempo.


Eu tentei falar com ela sobre as coisas entre ela e Optimus, mas ela gostava de manter seus encontros com os caras muito privados, mesmo de mim, sua melhor amiga. Encolhi os ombros e levantei para receber em casa os outros Brothers enquanto eles entravam pela porta. Animada para comeรงar a noite.


Mais cinco irmãos passaram pela porta não muito tempo depois, rindo e brincando e pedindo por bebidas. Caleb correu como louco tentando acomodálos todos enquanto eles jogavam uma mistura de ordens estúpidas e loucas. Eu sabia que eles estavam tentando cansá-lo e eu quase senti pena, mas isto era a vida de um prospecto do clube. Todos estes homens tinham tido o seu tempo como prospectos, sem qualquer ajuda de outras pessoas, então ele tinha de o fazer também, a fim de provar que ele era digno de usar seu crachá. Fui até eles e me levantei para cima do bar. — Como foi a viagem?— Perguntei, cruzando as pernas e inclinando-me para trás em minhas mãos. Blizzard sorriu para mim. Era vice-presidente do MC. Blizzard era um cara doce, perfeito para andar ao lado de Optimus, com suas personalidades em contraste absoluto. Ele estava relaxado, descontraído e bebendo. Até recentemente, ele tinha tido uma Old Lady. Ela era uma pessoa verdadeiramente notável, sempre aqui, dando ordens às garotas do clube e fazendo ameaças. Não posso dizer que fiquei triste quando ele chutou ela para fora por fazer sujeira com ele enquanto ele estava fora em uma corrida. Agora ela se foi, ele era mais divertido e Deus só por acaso o abençoou com uma língua forte. — O passeio foi bom, amor. Mas eu acho que nós precisamos de algumas doses. Garçom, pegue para nós uma garrafa de tequila? Eu me encolhi. Tequila e eu não éramos amigas. Nós não éramos sequer conhecidas próximas. Tequila era como a tia que você não gostava de visitar


porque ela fez coisas estranhas como apertar suas bochechas e fazer comentários grosseiros sobre sua vida sexual. É por isso que a evitava até em ocasiões especiais, bem como tequila. — Se deite sobre o bar, Harm. Eu preciso de algo para usar como copo. — Oh, não, não, não. Você sabe que sinto cócegas,— eu protestei e peguei minha cerveja, pronta para fazer uma corrida. Blizzard me pegou pela cintura e me empurrou contra o bar, esfregando seus quadris contra meu traseiro. Sua respiração fez cócegas na minha garganta e sua barba de vários dias esfolou contra a minha pele sensível. — Covarde,— ele sussurrou baixinho enquanto ainda me prendia. Riso quebrou da minha boca. — Eu não sou uma covarde! Ele bateu a garrafa da bebida sobre o bar na minha frente e deu um último impulso de seus quadris que só me fizeram rir ainda mais. — Então deite-se sobre a droga do bar e fica quieta. — Tudo bem!— Eu chorei, afastando ele com a minha bunda em um movimento que provavelmente apenas o excitava ainda mais. Ele agarrou a barra da minha camiseta e puxou-a sobre a minha cabeça tão rápido que a coisa começou a girar. Em seguida, segurando debaixo dos meus braços, ele me levantou para o bar, a superfície fria nas costas das minhas pernas enquanto eu deitei lentamente. — Boa garota,— Blizzard comentou quando ele derramou uma pequena quantidade de líquido no meu umbigo, resultando em arrepios sobre meu corpo. Graças a Deus a própria tequila não estava gelada ou eu provavelmente teria saltado do bar. Um pouco de líquido derramou e eu senti um fio correr para o lado do meu estômago e sobre o bar. Sua língua lambeu a área limpando antes de mover-se do centro do meu estômago. Oscilei sobre o bar, apertando minhas pernas juntas enquanto eu me senti ficar molhada com o ato, em vez de agir sensual.


Blizzard puxou meu sutiã e sua boca atingiu meu mamilo fazendo-me ofegar. Ele rolou meu mamilo na sua boca provocando um suave gemido saindo por meus lábios. Estremeci quando ele liberou meu mamilo agora duro com um estalo e começou a seguir o caminho de outra gota dispersa, sua barba arranhando a minha pele. Mordi meu lábio quando inclinei a cabeça para trás e aproveitei a suavidade de sua boca e língua seguindo de perto pelo curso de seu bigode. Uma mão calejada subiu o lado da minha perna e deslizou por baixo da minha saia de couro apertada. — Assim, baby?— Quando eu não respondi, ele apertou minha bunda com força, apenas um pequeno ruído de prazer deixando minha boca. Dois dedos encontraram a parte externa da minha calcinha. Estava agora molhada, e eu estava quase esfregando os quadris contra sua mão para tentar levá-lo a mover mais. Estes homens moviam em seu próprio ritmo, porém, e ele continuou a esfregar o material quando sua língua rodou e lambeu o líquido restante do meu estômago. Eu deixei cair a minha mão para o lado do bar e os meus dedos correram até o lado do jeans de Blizzard, inconscientemente, sabendo exatamente onde ele e eu queria que eles fossem. Encontrando o pau duro que se estendia contra seu zíper, eu espalmei forte. Seus quadris empurrando contra a minha mão e seus dedos grossos, finalmente, deslizaram para dentro da perna da minha calcinha de renda. — Blizzard!— Eu ouvi a voz de Optimus chamar sobre o sistema de som. Eu afundei em decepção quando Blizzard se desconectou do meu corpo. — Meu escritório. Agora. Nossos olhos se encontraram brevemente e ele me ofereceu um sorriso e um tapa na bunda antes de agarrar o gargalo da garrafa de tequila e me deixar deitada sobre a superfície dura do bar, com tesão e decepcionada.


Quando Optimus chama, você vai correndo. Eu suspirei, jogando minha camiseta de volta em aborrecimento. Chelsea disparou para fora do salão, não muito tempo depois que os dois homens desapareceram. Ela parecia desgrenhada e completamente fodida, mas com uma expressão preocupada no rosto. — Você está bem?— Perguntei quando eu alcancei por cima do bar e puxei mais duas cervejas por baixo. Dei-lhe uma que ela pegou da minha mão. — Tudo bem,— ela murmurou enquanto se dirigia para a pequena pista de dança, onde um par de outras garotas do clube e strippers estavam se esfregando contra alguns homens e entre si. Um dia, ela me diria o que estava acontecendo entre ela e o presidente. Mas Chelsea não gostava de ser pressionada, e eu não queria perdê-la no processo simplesmente porque eu estava sendo intrometida. Eu sabia quando escolher minhas batalhas e esta não era uma que eu estava disposta a arriscar. — Harmony! Ouvindo meu nome, eu procurei a sala, olhando para onde a chamada tinha vindo. Meus olhos pousaram no alvo, que acenou para mim. Engoli minha cerveja, agarrando outras duas de Caleb antes de passar Target, que estava deitado em uma poltrona falando com um par de outros irmãos, Wrench, e Kev. Kev tinha Dana montada em seu colo, esfregando e empurrando seus peitos não naturais em seu rosto. Dana e eu não concordávamos exatamente uma com a outra. Ela não estava com o clube há tanto tempo quanto eu estava, entrando cerca de seis meses atrás. Mas cara, ela tinha despertado alguma merda desde então. Ela era jovem, antipática e tão idiota que estou surpresa que os caras poderiam adequar o pau deles nela. Sentei-me no braço da cadeira e balancei uma das garrafas de cerveja na frente do rosto de Target. Ele pegou e colocou seu braço em volta da minha


cintura, me puxando para fora do braço da cadeira e em seu colo. Eu gritei e segurei minha cerveja, esperando que ela não derramasse em todos os lugares. — Anime-se, querida. A mão de Target foi direto para minha saia e uma protuberância dura começou a formar debaixo de mim. Ele continuou a sua conversa com os rapazes, mesmo enquanto eu contorcia em seu colo. Sua capacidade de multitarefa era bastante surpreendente. Target não era o meu favorito dos Brothers. Ele poderia ser bruto e degradante. A maioria dos homens me tratava com respeito. Eu tinha ganho isso. Claro, eles vinham até nós, garotas do clube, com a intenção de conseguir sexo e ter ótimos orgasmos, mas a maioria deles também se importavam o suficiente para se certificar que tínhamos um bom tempo também. Tínhamos um arranjo mutuamente benéfico. Eles gostavam de manter-nos felizes, tanto quanto queríamos mantê-los felizes. Wrench estendeu a mão e puxou a frente da minha camiseta para baixo junto com meu sutiã, liberando os meus seios. Ele esfregou meu mamilo suavemente enquanto Targed começou a empurrar dois dedos para dentro e para fora da minha boceta enquanto a palma da mão colocou pressão sobre o meu clitóris sensível. Enfiei a mão debaixo de mim e esfreguei o comprimento do pau ainda endurecendo de Target através de seu jeans. — Ah, foda-se.— Target agarrou a parte de trás do meu pescoço com força. Estremeci com a dor. Ele forçou-me no seu colo e me orientou ao redor do sofá, as pontas dos dedos cavando firmemente em minha garganta e me fazendo ficar invulgarmente reta. Nós nos mudamos para a mesa da piscina, onde ele me obrigou a dobrar, batendo meu rosto na superfície verde áspera. Senti meu lábio romper e o sabor metálico de sangue entrar na minha boca. Quando ele liberou meu pescoço para desatar as calças, eu me afastei da mesa, jogando ele fora do seu equilíbrio fazendo ele tropeçar para trás.


— Foda-se você, idiota!— Rosnei. Só porque eu estava aqui para foder e agradar os Brothers, não queria dizer que eu me colocasse para ser tratada como merda. Um sorriso sujo cruzou seus lábios. — Sim, querida. Estava prestes a isso.— Um olhar escuro brilhou em seu rosto. — Agora vire-se, porra. Meus olhos se estreitaram. — Vá se foder, Target. Eu puxei minha blusa de volta no lugar e cruzei os braços sobre meu peito. — Vadia, você não está aqui para falar. Você está aqui para foder.— Ele se moveu em direção a mim, veneno em suas palavras e raiva em seus olhos. Wrench se colocou entre nós, segurando as mãos para cima como um pacificador. — Irmão, acalme-se. Ela está sangrando, deixe ela ir se limpar.— Ele virou para mim e estendeu a mão para tocar meu lábio. Eu vacilei com a dor. — Vá se arrumar, Harm. Eu balancei a cabeça, mas meus olhos ainda estavam focados em Targed. Eu sabia que ele estava zangado com o meu desafio, mas eu não iria ficar e deixar qualquer um desses homens me tratar dessa maneira. Seu olhar era intenso, com um olhar que eu não tinha visto nele antes. Ele podia ser um imbecil. Eu sabia. Mas o olhar em seus olhos não era um de aborrecimento, mas um de puro ódio.


Regra número três do Club Girl: Fique fora do caminho das Old Ladies. Uma Old Lady é um termo carinhoso que os motociclistas usavam. Old Ladies são apreciadas. Eles são honradas e são mantidas no mais alto respeito dentro do clube. Elas são parte da família. Ser uma garota do clube significava ficar o inferno fora do caminho, quando elas estavam ao redor. Você não fala com elas. Você mantém sua cabeça para baixo quando elas estão ao redor. E se alguém lhe pedir para fazer alguma coisa, você faz isso, porra. Vi bastantes garotas do clube serem chutadas para fora porque não tinham cérebro suficiente em suas muito pequenas cabeças para ouvir os avisos. Elas pensaram que porque um homem tinha chegado em sua cama, que elas tinham algum tipo de vantagem. Aqui está uma lição rápida. Você pode estar transando com o homem dela ao lado. Ele pode amar a sua boceta e vir até você para uma trepada quando sua mulher está em casa com as crianças. Mas ele não dá a mínima sobre você. No final do dia, é muito mais fácil dar um pontapé na bunda de uma prostituta do que divorciar-se de sua esposa. Para não mencionar que Old Lady de um motociclista tem suas bolas firmemente em um vício. Por mais que ele goste de pensar que está no comando, ela dá as ordens. Alguns homens desviaram enquanto elas estavam no clube, mas você sabe que não importa o quê, ele está indo para casa com ela depois. Ele não está ficando por ali para aconchegar com você.


Eu não tive muitos problemas com as poucas Old Ladies que faziam parte do clube. Era um entendimento mútuo. Eu ficava fora de seu caminho e elas não me incomodavam sobre abrir minhas pernas para os seus homens. Eu me sinto mal sobre dormir com o homem de outra mulher? Bem, não era o meu momento de maior orgulho. Mas eu não estava aqui para me sentir culpada. Eu tinha um trabalho a fazer. Eu estava lá para agradar, não para repreender um homem em suas escolhas de vida desprezíveis. Se esse homem escolheu desviar, vergonha dele. Hoje eu tinha escolhido hibernar no meu quarto. Havia outro grupo de Brothers By Blood vindo para ficar amanhã. O presidente deles tinha recentemente deixado o cargo e seu filho estava prestes a assumir o trono. Optimus estava perto com o cara dando um passo adiante. Eles haviam crescido juntos, seus pais sendo melhores amigos. Então, ele tinha convidado eles para comemorar. Old Ladies tinham vindo para preparar os arranjos alimentares e acomodações porque o primeiro dia em que estavam aqui seria um evento único de família. Os poucos dias depois disso seria um inferno de uma festa e eu estava radiante de excitação. Nós não recdebíamos muitas vezes visitantes de outras fraternidades. Mas, como garotas do clube nós estávamos esperando para entreter os novos homens com o melhor de nossas habilidades. E enquanto eu amava meus homens, eu também amava alguma variedade no sexo e eu estava animada para conhecer alguns dos caras de fora da cidade. Bateram na minha porta. — Entre,— eu abafei em torno do lápis que quase foi mastigado em pedaços entre meus dentes. Tendo as Old Ladies em volta me deu tempo para estudar e terminar de escrever um relatório que era para entregar amanhã. Isto estava fazendo minha cabeça. Minha porta se abriu lentamente e um pequeno plissado de cachos espiou por trás dela.


Eu ri. — Oi, Macy,— eu murmurei para uma criança de dois anos de idade. A porta abriu um pouco mais para revelar Leo, o responsável por manter a ordem do MC. O apelido de Leo foi um dos mais fáceis de descobrir, com uma confusão incontrolável de cabelo encaracolado que emoldurava o rosto como a juba de um leão e uma barba para corresponder. — Ela queria vir dizer oi. — Oi, Hahmee,— ela guinchou em silêncio, segurando seus bracinhos para mim pegá-la. Seu pai riu. Macy era uma das únicas crianças no clube com quem eu tinha a sorte de passar o tempo. Leo era um pai solteiro e quando Macy nasceu, ele estava vivendo na sede do clube sem nenhum indício sobre como cuidar de uma criança. Chelsea e eu tínhamos muitas vezes cuidado dela enquanto Leo foi para corridas e exerceu as suas funções no clube. Abaixei-me e peguei ela em meus braços e fiz cócegas em sua barriga redonda. — Você está fazendo de babá? Ele revirou os olhos. — Sim, a irmã de Kim a deixou, mas ela teve que sair um pouquinho. Ela é muito pequena para estar lá fora correndo com as outras crianças, e as mulheres estão correndo por aí como desenfreadas8. Eu balancei a cabeça. Macy era a mais nova dos filhos MC. A mãe de Macy tinha morrido ao dar à luz. Leo esteve quebrado e tinha saído do controle por um longo tempo antes de finalmente perceber que ela o deixou com o presente mais perfeito e que ele precisava fazer o certo por ela. Kim era bonita, gentil e incrivelmente forte. A mais magnífica Old Lady que um homem poderia ter pedido. A irmã de Kim tinha odiado Leo, para começar, de luto pela perda de sua irmã e culpava Leo por não ser capaz de gastar tanto tempo com ela antes de morrer. Ela tinha vindo visitar nos últimos meses e agora ela A autora usa a expressão like chickens with their heads cuts of a qual significa frenzied manner – de maniera frenetica, desenfreada. 8


cuidava de Macy sempre que ele não estava em casa. Principalmente, ela não aprovava o estilo de vida de Leo dentro do clube, então as coisas eram tensas. — Eu vou cuidar dela um pouco,— eu ofereci. Eu puxei um dos pequenos cachos de Macy e o observei saltar para trás perfeitamente no lugar. Ela riu. Seu riso era como música e muito contagiosa. — Tem certeza? Coloquei Macy na cama. — Claro. Podemos assistir My Little Pony no meu laptop. Ele se adiantou e passou um braço em volta do meu ombro. — Eu só tenho que fazer algumas coisas. Não deve ser mais do que trinta minutos.— Ele beijou minha testa e inclinou sua boca perto do meu ouvido. — Vou agradecerlhe mais tarde. Eu ri. — Mal posso esperar. Subi na minha cama e peguei meu computador. Encontrando o filme My Little Pony para Macy assistir, eu voltei a escrever o meu relatório, enquanto ela se enrolou ao meu lado, totalmente absorta nos pôneis que pareciam brilhantes. Leo era um grande pai. Juntamente com a maioria dos outros Brothers que tinham crianças, eles valorizavam a família deles e seus filhos acima de tudo. Família incluía seus irmãos MC, bem como relações de sangue. Em momentos como este eu me perguntava se eu estava incluída nessa equação. A vida de uma garota do clube não era de todo sol e arco-íris. Tínhamos de lidar com críticas e julgamentos. Estávamos aqui para fazer os homens felizes, muito parecido com o que uma namorada ou uma esposa faria por eles em casa. Nós cozinhávamos para eles, limpavamos para eles, e quando eles estavam estressados nós sabíamos a maneira certa de ajudá-los a passar pelas coisas. Na minha mente, eu era mais do que apenas uma prostituta. Eu gostava de fazer esses homens felizes. E eu tentei fazer isso em mais maneiras do que apenas ser um pedaço de bunda para foder quando eles estavam com tesão.


Ouvi alguns roncos suaves provenientes da cama ao meu lado. Macy estava totalmente fora. Eu tive que rir enquanto ela estava deitada lá, seu polegar meio pendurado em sua boca e baba escorrendo pelo seu rosto. Vozes encheram o corredor do lado de fora da minha porta. — Onde ela está, Leo! — Carly, acalme-se. Droga! Ela está bem. Oh, aqui vamos nós. Eu levantei Macy da cama, tentando o meu melhor para não acordá-la. Minha porta se abriu batendo na parede com um grande estrondo, fazendo tanto a mim como a menina em meus braços saltar. Felizmente, seus olhos se fecharam de novo e ela se aconchegou ainda mais em meu pescoço, seus cachos fazendo cócegas no meu nariz. Uma mulher mais velha estava na porta. Seus olhos se estreitaram e atiraram em mim um olhar mortal. — Tire suas mãos sujas de merda longe da minha sobrinha. Eu endureci minhas costas e respirei fundo. Eu tinha lidado com abuso e acusações antes. Isso não era nada novo. Leo passou por ela e extraiu o corpo adormecido de Macy dos meus braços. — Pare com isso, Carly. Ela está bem, pelo amor de Deus. — Deixo por uma hora, e você deixa sua filha nos braços de alguma prostituta do clube? — Carly,— Leo resmungou entre os dentes. — Vá.— Ele embalou sua filha em um braço e apontou para a porta com a outra. Sua cunhada bufou e virou-se para a porta, mas não antes de lançar-me um olhar de desgosto por cima do ombro. Eu fiquei em silêncio, esperando a porta se fechar, antes de soltar a respiração frustrada que eu estava segurando. Eu poderia ter me defendido. Eu poderia ter dito à mulher que ela estava errada e exigido que ela não me chamasse de prostituta. Mas, realmente, o quão errada ela estava? Não havia nenhum ponto em discutir com um membro da


família. Eu sempre iria ter o segundo lugar. Família aqui vinha em primeiro lugar, e pela primeira vez eu senti como eu poderia estar errada. Talvez eu não fosse incluída nessa equação.

Leo tinha me mantido até a metade da noite, mantendo sua promessa de voltar e me agradecer por cuidar de Macy. Ele me agradeceu mais de uma vez e eu agradeci a ele algumas vezes também. Eu saí para minha aula da manhã me sentindo realizada. Eu estava um pouco cansada, mas entreguei meu relatório e eu estava me sentindo muito feliz como ele ficou. A música tinha sido minha paixão desde que eu era um bebê. Minha mãe não podia cantar para sobreviver, mas ela trabalhou como jornalista para algumas bandas muito proeminentes. Tínhamos mudado muito quando era mais jovem quando algumas das bandas lhe pediam para estar na estrada com eles. Ela ainda tinha muito a ver com a indústria da música, trabalhando agora para uma banda de rock famosa chamada Ashes and Embers. Eu mesma conheci um casal dos membros da banda, que eram caras incríveis. Meu telefone tocou no bolso. Puxei-o para fora para verificar e sorri. Falando no diabo. — Oi, mamãe. — Como está a minha garota linda, hoje?— Ela disse. — Eu estou bem. Como vão as coisas com você?— Eu meti o telefone entre o ombro e meu ouvido quando procurava minha bolsa e as chaves do meu pequeno Honda Civic. Minha mãe suspirou. — As coisas estão bem. Esses meninos estão sugando toda a minha energia, isso é certo.— Eu ri e abri a porta do carro. A onda de calor me atingiu, a desvantagem de ter um carro preto no verão. Nossa,


o fez ficar quente. Eu abri a porta e optei por ficar ao lado dele, esperando que ele esfriasse alguns graus antes de eu tentar dirigir. — Eles aumentaram as travessuras de novo?— O riso de minha mãe tilintou através do telefone e de repente senti uma sensação triste no fundo do meu estômago. Eu sentia a falta dela. Como louca. — Então Storm encontrou uma menina bonita. Acho que este é um dos responsáveis.— Eu ri da pequena pontada de decepção em sua voz. Eu sabia que ela estava feliz por ele. Storm era um membro da banda Ashes and Embers, e ele era um grande cara. Mas minha mãe tinha todas essas ideias sobre como nós seríamos perfeitos um para o outro. Suas habilidades casamenteiras eram belas porcarias se formos honestos. — Quanto é a base de fãs tirando desse um? Eu praticamente podia vê-la encolher através do telefone. — Um monte de sonhos esmagados. Eu estou imaginando que meninas de todo o mundo estão gritando, chorando e lamentando a perda da sua condição de solteiro. Eu ri, não duvidando disso por um minuto. — Eu estou feliz por ele. Espero que eu possa encontrar com todos vocês em breve. — Eu também, querida. Eu tinha conversado com ela por um tempo antes de perceber que provavelmente estava atrasada. Eu estava encontrando Chelsea no shopping para almoçar e pegar uma roupa nova para esta noite. Os rapazes do Troy, fraternidade Alabama, tinham dirigido do sul esta manhã. E uma vez que todas as festividades da família eram feitas, os homens estariam prontos para se soltar com algumas bebidas fortes e um bom pedaço de bunda. — Eu tenho que ir, mãe. Vou me encontrar com Chelsea para o almoço. Falo com você depois. — Amo você. — Eu também te amo, mãe.


Minha mãe não estava plenamente consciente do meu papel dentro do clube. Ela sabia que eu vivia na sede do clube, e ela sabia que eu não estava lá a cozinhar e limpar para os homens. Mas minha mãe tinha visto um monte de coisas, de seu tempo trabalhando com bandas famosas, e tenho certeza que ela teria histórias que até eu poderia pensar serem loucas. Ela me amava, e ela confiava em mim para fazer o que eu sentia que era melhor. Tem sido a minha mãe e eu. Meu pai sumiu quando eu nasci. Eu não tinha ideia de quem ele era, nem me interessava saber. Eu observei minha mãe passar por homens como roupa de baixo enquanto eu cresci. Groupies, gerentes de banda, um par de bateristas e um guitarrista ou dois. Eles nunca se prendiam por muito tempo e minha mãe sempre ficava um desastre emocional quando eles a deixavam. Eu tinha chegado a afeiçoar-me a alguns deles. Eles alimentaram meu amor pela música, alguns até me ensinaram seu ofício. Por isso, eu estava grata. Mas, no final, eles eram apenas mais um cara que se afastou. Minha vida refletiu um pouco a da minha mãe. Enquanto os homens do MC eram constantes em minha vida e têm sido por um longo tempo. Cada vez que um deles entrava no meu quarto, eu sabia que ele ia virar e andar em linha reta de volta para fora depois de ter conseguido o que queria. Sabendo que eles estavam saindo era estranhamente reconfortante. Isso é o que eu esperava deles. É o que eu conhecia. Eu tinha observado homens ir embora por toda a minha vida. Eu também assisti minha mãe quebrar quando eles o fizeram. Eu não iria me deixar ter essa fraqueza. Eu nunca implorei aos homens por algo mais; nunca esperei um relacionamento ou exclusividade. E se formos honestos, nenhum deles tinha mesmo oferecido ou pareceu interessado. Eu amava meus homens. Eu me importava com eles. Eu me preocupava com eles. Eu queria fazê-los felizes. Mas eu poderia fazer isso tudo sem estar amarrada, e sem ter que me preocupar com o risco de apaixonar antes que ele


levantasse e fosse embora. Eu não tinha que arriscar meu coração, a fim de ser uma parte de suas vidas. Encontrei Chelsea em um pequeno café no shopping, tomando café e afastando um homem que não parecia estar entendendo a dica da expressão entediada de Chelsea. Ele era alto e bem apresentado. Também um pouco mais velho, talvez em seus quarenta e tantos anos. — Apenas um número de telefone. Isso é tudo que estou pedindo, linda,— sua voz era lisa e suave e posso imaginar que o tom teria funcionado bem com muitas mulheres, jovens e velhas. Ela franziu o nariz para a tentativa dele de carinho. — Eu disse não. Agora xô.— Ela acenou para ele. Chel sempre fala de como ela quer que seu príncipe venha, mas quando chega a hora ela ama uma conversa suja com um cara mau tanto quanto o resto de nós. Sentei-me à mesa, surpresa quando o homem nem sequer percebeu minha presença. — Problema? O homem endireitou as lapelas de seu rico terno. Seus sapatos gritavam muito dinheiro. Eles eram muito brilhantes. Ele provavelmente tinha servos que os limpava para ele, pensei. Seus olhos se voltaram para mim, mas seu corpo não se virou. Quase como se pudesse pela minha voz que eu não iria valer a pena seu tempo. Depois de me estudar por um segundo, ele me dispensou com um pequeno escárnio. — Mantenha seu nariz fora disto, querida. Chelsea olhou para mim, revirando os olhos dramaticamente enquanto ele continuava a assediá-la com suas grandes palavras e promessas de presentes ricos. Peguei meu celular, assobiando enquanto eu discava. Eu podia ver o olhar de agitação em todo o rosto do homem, mas ele continuou a me ignorar. — Harmony,— a voz rouca de Optimus, baixa e severa. Havia muito barulho no fundo, vozes masculinas, riso de mulher e crianças gritando. Por um


minuto eu desejava poder assistir às reuniões de família. Seria bom sair com todos os caras juntos enquanto eles estavam relaxados e atirando a merda sem ficar embriagados. Nós não conseguimos isto muitas vezes porque não éramos convidadas para reuniões de família, que eram obrigatórias todos os membros participar. Em outras ocasiões, havia sempre alguns homens trabalhando ou longe em corridas. — Ei, Pres.— Isso chamou a atenção de Chelsea. Ela se inclinou sobre a mesa e começou a esfregar as têmporas, sabendo o que eu estava prestes a fazer e era mais do que provavelmente ter Optimus nas costas dela. Eu atirei-lhe um olhar rápido de desculpas. — Eu realmente sinto muito incomodá-lo, enquanto os irmãos estão aí, Optimus, mas eu estou fora com a Chelsea e há um cara rico em um terno que não vai deixá-la sozinha. — Dê o telefone ao filho da puta.— Eu ouvi uma porta bater e o ruído de fundo pareceu minimizar um pouco. Levantei-me e me aproximei do outro lado da mesa batendo no ombro do homem. Ele virou para mim com uma careta. — Você precisa aprender o seu lugar. Fique fora do meu assunto. Eu estendi o telefone, um sorriso adocicado em meus lábios. — Esta ligação é para você. Ele estudou o telefone na minha mão antes de alcançar e levá-lo e segurálo em seu ouvido. — Sim.— Seu olhar estreitou nunca me deixando. Eu não conseguia ouvir o que Optimus estava dizendo a ele, mas o olhar no seu rosto mudou rapidamente. Um rosnado saiu de seus lábios e eu juro que vi seus olhos escurecerem para uma tonalidade maligna de preto. — Não é um problema,— ele trincou e com um movimento rápido, ele bateu o meu telefone sobre a mesa.


Chelsea e eu sacudimos pelo estrondo. Eu sabia com certeza que a tela do meu telefone estava quebrada. Eu abri minha boca para gritar para ele, ameaças e palavrões na ponta da minha língua. Mas antes que eu pudesse informar o homem do que eu pensava dele, os restos do meu telefone foi jogado contra a parede do café, mal errando um funcionário que teve que saltar para fora do caminho, derramando os cafés pedidos de alguma pobre pessoa no processo. Sentei-me, semi-atordoada na explosão ridícula. — Vocês, garotas precisam de algumas lições de comportamento,— sua voz, agora estranhamente calma, enviou calafrios através do meu núcleo. Puxei Chelsea fora de seu assento, colocando-a atrás de mim protetora e se deslocando fora do espaço dele. Finalmente tomando conhecimento da atenção que ele estava recebendo da equipe e clientes do pequeno café, seu corpo relaxou e ele endireitou as abotoaduras casualmente. — Suas aulas virão. E será um prazer conduzi-las pessoalmente.— Com isso ele se foi, os sapatos rangendo no piso de linóleo. O encontro rápido tinha sido tão rápido e tão incrivelmente estranho que eu estava sem palavras. Chelsea não era tão silenciosa, expressando sua preocupação primária. — Optimus vai ficar irritado comigo sobre isso. Eu ri e apertei a mão dela. — Isso é tudo que você pode pensar agora? Ela olhou para mim com um olhar 'duh'. — Aquele homem pode fazer algo simples parecer muito mais difícil. Parei para pegar a parte do meu telefone quebrado, que continha meu cartão SIM. Ele tinha todos os meus números nele e que era a única coisa que me preocupava. O resto era substituível. — Melhor encontrarmos algo muito sedutor para você usar hoje à noite, então. Ele não pode reclamar se ele estiver muito ocupado rasgando suas roupas.


Ela sorriu. — Oh acredite em mim, ele vai tentar.


A viagem para visitar o meu amigo de longa data não era grande, três a quatro horas, no máximo. Eu não sei porque eu não tinha tido tempo para visitar mais vezes. Mantive contato com Optimus, muitas vezes através de telefonemas. Ele ainda veio nos ver várias vezes desde que seu pai foi morto, mas eu não tinha estado em Atenas para visitá-lo em quase quatro anos. Nós tínhamos saído mais cedo, sabendo que haveria uma abundância de família vinda ao clube para comemorar a minha nova condição. Um monte de veteranos e suas Old Ladies tinham me conhecido desde que eu era criança. Meu pai era uma figura enorme no mundo dos Brothers By Blood. Eu estava ansioso para vê-los novamente, orgulho de mostrar o emblema de presidente recém-costurado. Meu pai Oz tinha sido o presidente nacional dos Brothers By Blood na Austrália até que ele conheceu uma garota americana bonita e decidiu segui-la para os Estados Unidos. Essa garota logo se tornou minha mãe. Todos a chamavam Bright Eyes, devido ao seu sorriso constante e íris estranhas verde amareladas. Eu tinha conseguido um punhado de irmãos comigo incluindo o meu melhor amigo e Sargento de Armas, Tally. Nós dois crescemos no clube e tínhamos torturado nossos pais com as nossas palhaçadas desde antes que pudéssemos andar. O pai de Tally, Loose, era o meu vice-presidente como tinha sido para o meu pai. Ele era um homem bom, que eu respeitava e estava


honrado de ter ao meu lado. Eu tinha deixado ele para trás para cuidar de tudo pelos próximos dias. Eu sabia que as coisas iriam funcionar sem problemas com ele no comando. Optimus e os seus homens estavam ali para nos receber quando entramos no complexo. Eu não podia deixar de sorrir com a visão dos homens alinhados, atrás de seu presidente. Todos eles em posição de sentido com os braços cruzados sobre o peito. Foi uma demonstração maciça de acolhimento e respeito. Os meus garotos e eu estacionamos nossas motos dentro, alinhando-as com os nossos outros irmãos. Eu desci e caminhei diretamente para Optimus. Eu estava apenas dois metros longe dele antes de sua carranca finalmente quebrar em um sorriso uma ocorrência rara para a cara séria do meu irmão. — Para–porra–béns, 9 idiota,— ele sorriu, seguido por chamadas retumbantes de 'Ya-hoos' e 'Boa sorte' dos Brothers de pé atrás dele. Eu ri e abracei meu irmão. Nós dois agarramos o pulso do outro e puxamos para tapas nas costas com a outra mão. — Obrigado, mano. Os irmãos de ambas as fraternidades tinham se cumprimentado da mesma maneira muito antes que foram para dentro. Optimus, o seu vicepresidente Blizzard, Tally e eu, encontramos um grupo de cadeiras e sentamos para recuperar o atraso. — Como isto parece?— Perguntou Blizzard. Corri meus dedos pelo meu cabelo que estava escorregadio com o suor do meu capacete. — Uma porra estranha,— eu respondi honestamente. Optimus zombou. — Que porra você está falando? Você esteve comandando as pessoas ao redor desde que você era a porra de uma criança. A única diferença é agora eles têm que ouvir. Ele brinca com ‘Parabéns’ e ‘Porra’ inserindo a segunda no meio da primeira – original em inglês: Congratufucking-lations. 9


Tally riu. — Ele ainda não assustou nenhum de nós para fazermos o que seu traseiro idiota diz. Estendi a mão e bati na parte de trás da cabeça dele. — Cale a boca, idiota. Tally esfregou na parte de trás de sua cabeça, mas infelizmente eu não tinha batido com força suficiente para tirar o sorriso estúpido de seu rosto. Eu observei enquanto algumas das Old Ladies se movimentavam dentro e fora, perseguindo crianças e carregando alimentos. Algumas delas eu reconheci e outras não. — Então, qual dessas Old Ladies é sua?— Eu atirei para Optimus. Optimus frequentemente mantinha para si mesmo quando se tratava de mulheres por causa da merda que tinha acontecido no passado. Odiava ficar ligado e eu entendia o porquê. Eu sabia que ele tinha uma garota aqui em algum lugar, mas que havia alguns problemas. Eu não sabia muito mais do que isso, falar de sentimentos femininos faziam o meu pau querer murchar e se esconder. Optimus olhou para mim. — Não. Fim de conversa! O dia foi incrível. As Old Ladies se preocupavam com os seus homens. A maioria veio para me oferecer os seus parabéns com um beijo na bochecha, para desgosto de seus homens. — Vamos fazer essa merda interessante,— eu ofereci quando um grupo de nós caminhou em direção à seção traseira do complexo, onde havia um campo de tiro preparado. Optimus parecia um pouco presunçoso no desafio, mas mal ele sabia que eu tinha uma arma secreta. — Meu melhor jogo de tiro contra o seu. Um tiro cada um.


Eu tinha antecipado sua sugestão conhecendo um de seus garotos, Kev, ele era um ex-policial que virou fora da lei. Kevlar era a porra do seu nome completo, mas não foi dado a ele devido ao fato de um colete de Kevlar ser o que os policiais usavam. Ele recebeu depois de ter sido baleado seis vezes no estômago e no peito durante a mesma guerra em que o pai de Optimus foi morto. E, em seguida, o filho da puta viveu para contar sobre isto. Eu sabia que ele era um bom tiro, mas eu tinha alguém que eu sabia que era melhor. — Combinado! Dois mil dólares cada na mesa? Optimus assentiu, pingando confiança. Dois mil não era um monte de dinheiro para nós jogar fora. Fizemos mais do que boa vida através das empresas que detínhamos e outros negócios do clube, mas era a divulgação dos direitos entre os clubes que eram como ouro. — Escolha o seu homem. — Kev, traga seu traseiro aqui,— Optimus gritou de volta para o clube. Olhei por cima do meu ombro e encontrei Rifle olhando para mim com um sorriso nos lábios. Rifle tinha se juntado a nós no ano passado e ganhou seu emblema mais rápido do que qualquer outro irmão. Ele era afiado, ferozmente leal e o cara tinha habilidades que não podíamos dar ao luxo de perder. Exatirador do exército, ele conhecia os meandros do trabalho tático. Merda que veio a calhar, mais frequentemente do que você teria pensado. Além disso, ele era a porra de um bom atirador com uma arma. O homem de Optimus pegou a arma primeiro. Era algo simples, um longo rifle 22 com um alcance anexado. Ele deu o primeiro tiro e, em seguida, enviou um dos prospectos para marcá-lo com um marcador vermelho. Ele disparou outro tiro para a floresta, assustando o rapaz e fazendo-nos todos rir enquanto corria um pouco mais rápido. Quando voltou, Kev entregou a arma para Rifle. Ele parecia muito seguro de si mesmo, mas eu sabia que o meu homem era o melhor dos


melhores. Ele levantou-se para a marca e levantou a arma para seu olho. Suas mãos estavam perfeitamente estáveis, nem uma única trepidação ou movimento quando ele avistou o alvo. Eu vi um pequeno sorriso aparecer no canto de sua boca antes de ele apertar o gatilho. Ele sabia que tinha isso. Todos nós caminhamos até o alvo juntos. A marca de Kev estava circulado em vermelho e apenas na borda do círculo central preto. — Foda-me,— Optimus gemeu. Eu sorri e lhe deu um tapinha no ombro, quando eu vi o outro buraco de bala. Em linha reta através do centro dum raio do círculo. Aposto que se medimos essa merda seria porra perfeito. — Onde você encontrou este filho da puta?— Disse Optimus com um acesso de raiva. — Rifle é um ex-atirador do exército. Três viagens. — Enganou-me! Enganou-me em minhas próprias terras malditas do clube. Eu ri. — Como é aquele ditado sobre o melhor homem ser um vencedor? Ele me empurrou e todos nós voltamos para a outra extremidade do campo de tiro onde passamos mais de uma hora competindo uns com os outros. Quando o almoço foi anunciado fomos para dentro do clube. Meu estômago agora dolorido com fome, por não ter comido mais nada desde que uma das garotas do clube preparou para todos nós o café da manhã, horas mais cedo, antes de sairmos. Assim que entramos no interior da porta, Optimus puxou um telefone celular tocando no bolso. — Harmony.— Eu vi quando ele ouviu por um minuto, seu rosto ficando cada vez mais vermelho de raiva. Segui-o enquanto ele andou rapidamente para a parte de trás do clube e no que eu assumi que era seu escritório.


— Dê o telefone para o filho da puta,— ele gritou. Eu fechei a porta atrás de nós e me sentei no braço de uma cadeira, curioso sobre o que estava acontecendo. Houve um momento de silêncio enquanto eu observava o meu irmão chiar. — Escuta aqui estúpido. Essas duas garotas na sua frente, elas pertencem a mim, porra. Sabe quem eu sou, idiota? Eu sou a porra do presidente do caralho, filhos da puta dos Brothers By Blood! Agora, põe o seu traseiro de viado bem longe das minhas malditas garotas. Você me entendeu, pinto mole? Engasguei com uma risada. Optimus esperou um momento antes de puxar o telefone do ouvido e verificar a tela. — Bastardo desligou na minha cara. — Você acha que tem insultos suficientes aí dentro? — Cale a boca, Knight Rider,— ele atirou, andando rapidamente para fora da sala resmungando algo sobre um cara dando em cima de suas meninas. Ah, esses dias iam ser interessantes, com certeza.


Decidimos nos preparar para a festa na casa de Lucy. Porque ela era uma stripper e não uma garota do clube, ela tinha sua própria casa não muito longe da sede do clube. Reforços tinham sido chamados para a noite por causa da quantidade de Brothers extras na casa. Havia garotas extras da X-rated chegando também. Era uma regra do clube que os irmãos não tinham permissão para dormir com as strippers. Brothers By Blood tinham regras estritas sobre como manter negócios e prazer separados. Mas, para esta noite, todos tinham recebido um passe livre “vale tudo”. Eu sabia que Lucy e algumas das meninas estavam ansiosas para colocar as mãos sobre os homens. Havia cerca de vinte Brothers presentes no clube e apenas sete garotas do clube, com cerca da mesma quantidade de strippers. Caralho, ia ficar um pouco louco e eu não podia esperar. Lucy encostou-se no batente da porta de seu quarto onde eu estava me vestindo. — Garota, você está quente! Eu estalei meus lábios agora vermelhos brilhantes juntos antes de me virar para ela com um sorriso brilhante. Eu tinha escolhido uma saia plissada vermelho escuro que era curta, mas cobria apenas o suficiente para ser super sensual. A parte de cima eu usei uma blusa de paetê preta que amarrava ao redor do meu pescoço e tinha uma fenda nas costas. Eu nunca fui grande fã dos


saltos do tipo que prostitutas strippers usavam, então eu tinha combinado minha roupa com uma ankle boot de salto fino10. — Um par das suas garotas acabou de chegar aqui. Eu levantei uma sobrancelha. — Quem? — Lou, Missy e Satanás também conhecida como Dana.— Ela revirou os olhos. As garotas do X-Rated não eram exatamente maiores fãs de Dana também. Dana tinha esta atitude alta e poderosa sobre ela e gostava de agir como se ela fosse melhor do que Lucy e as outras meninas. Ela arrumou brigas com elas mais de uma vez e estava em seus últimos dias com Optimus. Infelizmente, havia na verdade alguns caras que aproveitavam sua companhia e estavam presos por ela, a fim de mantê-la por perto. Às vezes eu me perguntava sobre esses homens, alguns estão com muita droga apodrecendo os seus cérebros. — Falando do diabo,— ela gemeu baixinho. Dana empurrou a porta, empurrando Lucy para fora do caminho. — Cadela, esta é a minha casa. Não é o clube, então é melhor você observar a si mesma. Lucy olhou para ela com um olhar severo antes de se virar e caminhar de volta pelo corredor, onde eu podia ouvir todas as outras garotas rindo e conversando. Dana zombou e virou-se para o espelho até o chão, olhando-se com um sorriso diabólico. — Portanto, este cara que está assumindo o controle da fraternidade Troy, você sabe qual é o seu nome?— Perguntou ela, inclinando-se e ajustando seus seios sob a pequena blusa preta sem alças muito apertada que ela usava. Era quase como se ela tivesse pegado duas peças do material e envolvido um

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em torno de seus seios e a outra em torno de sua bunda e decidiu chamá-lo de roupas. Uau, elegante. — Não, eu nunca o conheci antes. Ela continuou a estudar-se, virando-se para verificar o seu próprio rabo. Um riso quase saiu da minha boca. A cadela parecia cinquenta tons de ridículo. Mesmo como uma garota do clube eu gostava de me segurar com um pouco de respeito. Isso significava ser sexy sem, basicamente, exibir minha boceta e bunda bem na frente dos rostos dos homens. Mas eu acho que alguns homens gostavam das garotas deles fáceis. Ela encolheu os ombros. — Eu ouvi dizer que ele não tem uma Old Lady. Agora eu vi onde isso estava indo e, desta vez, eu não pude deixar de rir, ganhando um olhar afiado da diaba. — E eu tenho certeza que ainda vai ser verdade em quatro dias quando eles forem embora,— eu joguei por cima do meu ombro enquanto a deixei de pé no quarto, admirando seus bens. — Cadela está louca,— eu murmurei para mim mesma. Foi depois das 9:00 pelo tempo que Slider chamou para nos dizer que éramos necessárias. Os garotos estavam indo para a Igreja 11 para que eles pudessem felicitar o novo presidente da fraternidade de uma forma mais oficial e que precisávamos estar lá para quando eles saíssem. Motos alinharam no estacionamento do clube. Cromado brilhante refletindo nos faróis do carro quando nós entramos passando pelos prospectos de guarda às portas de aço. Em todo o clube havia três novos prospectos. Caleb era o mais próximo de conseguir seu patch12, tendo estado com o clube um pouco mais de um ano. Os outros dois se juntaram mais recentemente e teriam que esperar um pouco mais. Caleb era o único que eu era próxima desde que 11 12

São as reuniões do clube, apenas com os membros oficiais, liderada pelo presidente. A insígnia do clube MC, o que o torna um membro oficial, aprovado pelos membros.


seu trabalho principal era administrar o bar, que significava que tínhamos de interagir mais. Ele era um barman maravilhoso e às vezes eu tinha que saber se ele tinha perdido sua vocação. Ele era um garoto doce que teve consequências na vida, difíceis de lidar. Ele acabou vindo com uma das crianças do clube que conheceu na escola e antes que eu soube ele tinha dezoito anos e vestiu um emblema de prospecto em suas costas. Sorri quando eu saí do carro e peguei a visão na minha frente. Eu admirava as motos perfeitamente posicionadas, como uma linha de soldados em sentido. — Vamos garota. Eu preciso de uma bebida,— Chelsea disse, puxando minha mão em direção às portas que se abriam para o pátio. Uma moto, em particular, chamou minha atenção. Tinha o símbolo dos Brothers By Blood em seu tanque - duas mãos alcançando uma para a outra e segurando a mãos do pulso oposto. Foi maravilhosamente feito, o listrado completamente sem falhas. Enquanto todos os homens eram obrigados a ter o símbolo do clube e nome tatuado em seus corpos quando eles eram oficialmente inseridos, ter o símbolo na moto de um homem era reservada apenas para os presidentes de clube. Eu sabia que essa não era a moto de Optimus, então eu deduzi que pertencia ao novo presidente da fraternidade Troy. Eu tentei retardar o puxão determinado de Chelsea, tendo um momento para examinar a bela besta. Eu não conhecia muito sobre motos, os homens tinham tentado nos ensinar algumas coisas, mas isto simplesmente não era o meu forte. O que eu sabia era que esta máquina era sexy, suave e incrivelmente bela. Eu só podia esperar que o homem refletia sua moto. A sala principal estava totalmente vazia de homens, exceto por Caleb, que estava em sua posição normal atrás do bar. As garotas se aglomeraram ao redor, flertando e rindo com ele enquanto ele enchia cada um de seus pedidos. Caleb era um lindo parecendo um garoto, ele tinha um rosto de bebê que fazia


todas as meninas se derreter, e seu cabelo era longo e caia em torno de seu rosto como uma espécie dos tempos antigos do estilo Justin Bieber. Com apenas dezenove anos, ele era alto e seu corpo já estava se tornando bem definido. Todos os Brothers eram esperados manter a forma. O clube tinha sua própria academia que incluía um monte de equipamentos de boxe, um ringue, um par de esteiras e algumas outras máquinas que eu não teria uma pista como usar. Com Leo, um lutador clandestino anterior como seu patrocinador, Caleb estava sendo ensinado pelo melhor dos melhores e não era de admirar que ele estava parecendo tão bom. Quando eu tinha uma cerveja, eu tomei um assento na borda do palco. Eu observei Lucy e algumas de suas garotas praticarem seus movimentos no varão13. Elas eram sexy e quentes e seus movimentos eram fluidos como água. — Harmony, venha tentar,— Kat chamou com um gesto. Kat não era apenas uma stripper, ela era a stripper principal do X-Rated. Ela era uma garota doce, trabalhando como stripper para conseguir passar pela faculdade e sustentar o seu menino de dois anos de idade. Chelsea me deu um pequeno empurrão e eu suspirei, andando e subindo os degraus laterais para o palco. — Você garotas querem me envergonhar?— Eu gemi. — Eu sei que você sabe como fazer isso, Harm. Não se faça de inocente!— Lucy riu. Eu lancei um olhar para ela. Ela e Chelsea foram as únicas em quem eu tinha confiado sobre ter tomado aulas de pole dance durante meu último ano do colegial, quando eu pensei que eu estava ficando um pouco rechonchuda. Eu tinha feito isso para ficar em forma e perder peso. Foi um treino incrível e não era de admirar que as meninas do X-Rated todas tinham traseiros de arrebentar. — Você sabe dançar?— Kat perguntou, seu sorriso crescendo lentamente. 13

Varão do pole dance.


Dei de ombros. — Um pouco, eu acho. — Coloca em 'Every Breath You Take' por Chase Holfelder,— Lucy falou para uma das garotas que estava controlando o iPod, que estava ligado nas caixas de som. Tirei meus saltos. Eu nunca tinha feito isso em outra coisa senão sapatos rasos e eu não estava disposta a arriscar um tornozelo quebrado esta noite. A música começou. Era uma das minhas canções favoritas, mas uma versão escura e assustadora dela. Meu corpo sentiu a batida lenta e meus quadris começaram a balançar quando eu agarrei o varão com ambas as mãos. Agarrei-me com força enquanto eu girava em torno dele, meus pés ainda não saindo do chão. Quando a batida tornou-se mais proeminente, comecei a dramatizar os meus movimentos, sacudindo a cabeça para trás e caindo para o chão. Eu bloqueei os outros barulhos na sala, tentando abafar as borboletas que transformaram no meu estômago. Quando o aumento do coro começou a bater profundamente, eu girei em torno do varão, levantando ambas as minhas pernas e prendendo o varão entre as minhas coxas. Meu corpo continuou a circundá-lo e eu enrolei meu corpo sobre si mesmo quando deslizei mais perto do chão. Colocando os pés debaixo do meu corpo no último minuto, eu balancei meu caminho de volta até o varão, sedutoramente. Eu não tinha feito nenhum daqueles movimentos incríveis de cabeça para baixo ou parecido, mas consegui executar alguns pequenos movimentos que eu conhecia sem falhar miseravelmente. Meu corpo ficou suave, movendose no tempo perfeito com a música que era incrivelmente sexy, com seus acordes menores e de ritmo lento. No momento que a música parou a sala estava completamente silenciosa. Corei e olhei, apenas para encontrar com os mais escuros e mais profundos olhos azuis que eu já vi.


Eles me lembraram da cor do céu pouco antes de uma tempestade o atingir. Isso deveria ter sido a minha primeira advertência. Eles me observavam com admiração e curiosidade debaixo de uma testa muito rígida. Eletricidade atravessou meu corpo e minhas pernas começaram a formigar e tremer sob o olhar estudado do homem. Dei um passo para trás do poste, deixando-me respirar profundamente, meus pulmões em contrição do esforço físico que eu tinha colocado no meu corpo. A sala explodiu em aplausos e vaias, e eu já estava muito consciente dos quinze a vinte Brothers que se aglomeram no espaço. Corei furiosamente, relutantemente, desviando os olhos do belo homem que estava na frente e no centro ao pé do palco. Eu não sabia quem ele era, mas eu podia sentir que ele ainda me observava enquanto eu coletei meus sapatos. Eu levei um momento, balançando minha cerveja e mantendo de costas. Logo a sala estava cheia com conversas de novo, e peguei isso como mais seguro para me mover. Quando eu arrisquei um rápido olhar por cima do ombro, a sala estava movimentada com a atividade e música e os olhos azuis impressionantes tinham desaparecido.


Chelsea veio ao meu lado enquanto eu descia as escadas. Eu fiz a varredura da sala vendo vários homens que eu não reconheci, mas sem olhos procurando a alma. — Optimus quer nos ver antes da merda ficar louca,— disse ela. ‘Eu te disse’ muito presente em seu tom. Eu ri. — Lidere o caminho. Nós andamos pelo corredor estreito. Os pequenos quartos desta extremidade do edifício tinham sido escritórios reservados para a gerência do hotel e gerente de equipe. Havia até mesmo um grande cofre localizado no escritório de Optimus. Chelsea bateu na porta. Eu podia ouvir vozes profundas vindo de trás dela e eu perguntei com quem Optimus podia ter lá com ele. — Entre,— ele chamou, sua voz ecoando alto. Chelsea abriu a porta e eu segui bem atrás dela. Optimus reclinado em sua grande cadeira de couro do escritório. Ele tinha as mãos unidas atrás da cabeça de uma forma descontraída, mas sua carranca de assinatura estava sempre presente em seu rosto. Foi quando me mudei para o lado de Chelsea que meus olhos encontraram o homem encostado na frente da mesa, os braços cruzados na frente do peito. Seus bíceps esticados - de dar água na boca - contra sua camisa branca e seus olhos mais uma vez me estudando como se eu fosse uma peça de um quebra cabeça que não se encaixa perfeitamente. — Garotas, este é Kit, o novo Presidente da fraternidade de Troy. Chelsea e eu demos um aceno de cabeça em direção a ele, que é uma forma respeitosa de reconhecer alguém importante no mundo dos motociclistas. Ele deu uma pequena elevação do queixo em reconhecimento, mas seus olhos permaneceram focados em mim, nem mesmo piscando na direção de Chelsea.


Optimus se inclinou para frente e bateu os dedos na mesa de madeira. — Harmony. Eu não pude ter você na linha depois que eu gritei com o cara no telefone, aquele idiota. Eu torci meu nariz. — Sim. O babaca destruiu completamente o meu telefone. Sua sobrancelha levantou em curiosidade. — Sério? — Mhmm. Ele desligou na sua cara batendo o telefone em cima da mesa em que estávamos sentadas. Então, se isso não fosse bastante dramático ele jogou-o na parede, porra,— explicou Chelsea. Eu tentei manter meus olhos focados em Optimus, mas eles continuaram à deriva em direção a Kit. Kit era um magnífico exemplar de um homem. Seu cabelo era curto, mas apenas longo o suficiente para meu aperto entre os espaços dos meus dedos se eu os passasse por ele. Ele tinha a barba mais leve que a sombra de sua mandíbula e um pouco acima seus deliciosamente lábios cheios. Seus ombros e peito eram amplos debaixo do colete, seguindo para baixo para uma cintura e pernas poderosas. — Ele disse alguma coisa?— Kit perguntou, sua voz tão profunda que quase podia sentir as vibrações no meu peito. Havia também um pequeno sotaque presente que o deixava ainda mais intrigante. — Uhh ... sim.— Chutei meu cérebro, tentando pensar sobre as ameaças que o homem de terno tinha jogado em nós naquela tarde. — Hum, quando tentei dar-lhe o telefone, ele me disse que eu precisava aprender o meu lugar. E então, depois de ter falado com você ele disse que nós precisávamos aprender uma lição de comportamento e que isto viria. — E que ele iria ‘realizar isso pessoalmente,’— acrescentou Chelsea, usando os dedos para citar o homem. Kit olhou por cima do ombro para Optimus, que encontrou seus olhos com uma sobrancelha levantada. Eu fiz uma careta. Claro que eu tinha estado


um pouco assustada no momento, mas caras faziam ameaças patéticas o tempo todo quando eles não conseguiam o que queriam. Era como um mecanismo de defesa em alguns homens. — Você disse que ele parecia muito bem de vida?— Optimus perguntou, batendo os dedos na mesa. Eu balancei a cabeça. — Isso aí. Aquilo não era apenas um terno de aluguel. O amigo da minha mãe possui um lugar de alta classe de aluguel para noivas. Eu trabalhei lá um verão quando eu estava no ensino médio. Era um negocio verdadeiro, acho que talvez Armani. — E aqueles sapatos. Jesus! Eu podia ver meu rosto neles, eles eram tão brilhantes,— acrescentou Chelsea, dramaticamente, fazendo-me rir. — Vocês têm que sair do complexo pelos próximos dois dias?— Perguntou Kit, afastando da mesa e ficando de pé em posição de sentido e retornando os braços na posição anterior. — Nós duas temos aulas quase todos os dias da semana. O semestre está chegando ao fim e nós temos provas. — Ponha alguém com elas,— ele disse com firmeza e a cabeça de Optimus balançou em acordo. — Caleb. Ele pode ir com vocês para as aulas e trazê-las para casa. Chel e eu olhamos uma para a outra, nossos rostos ambos parecendo confusos. Não era inédito ter um prospecto seguindo uma garota do clube, se houvesse algum tipo de perigo ou ameaça para o clube. Mas isso parecia um pouco exagerado. — Vamos, Optimus. Honestamente, não foi tão ruim. Ele fez algumas ameaças vãs e jogou seus brinquedos fora do berço como uma criança que não conseguiu da sua maneira. Mas ter uma escolta, isto não é um pouco exagerado?— Tentei explicar meus sentimentos da forma mais respeitosa


possível sem soar como se eu estivesse chamando ele de idiota por ser tão dramático. — Você é propriedade do clube, não é?— Optimus trincou, obviamente ofendido com o que eu tinha dito. Eu peguei a forma de um pequeno sorriso nos lábios de Kit. Sabendo que eu deveria ter mantido minha boca fechada e seguido as ordens, eu mudei minha tática. Optando por um pouco de suborno. — Sim. Somos, Pres. Seus ombros soltos, mas apenas um pouco. — Nós protegemos o que é nosso. Você sabe disso. Eu gosto de você Harmony, você está aqui há muito tempo.— Ele me prendeu com um olhar duro. — Mas não questione minhas decisões. — Sim, senhor. Eu me senti como uma criança pequena sendo repreendida. Isso não aconteceu muitas vezes e não parecia certo, afinal. O sorriso permaneceu no rosto de Kit, talvez até tenha aumentado um pouco mais, enquanto observava minha obediência. Chelsea, por outro lado, eu peguei seu sorriso com o canto do meu olho. Ela sabia que era um sacrifício bastante para mim manter a boca calada e ela estava, evidentemente, divertindo-se com o fato de que eu tinha recuado. Eu seguia bem as regras. Eu entendia que as regras do MC estavam lá por uma razão e uma grande parte do tempo era para manter as pessoas seguras. Mas isso não significava que eu estava com medo de expressar minha opinião quando eu pensava que era necessário ou que eu não acreditava em me manter em pé quando eu pensei que algo estava errado. Infelizmente para Chelsea, Optimus também notou o rosto divertido. — Kit, você levará Harm de volta para a festa. Vai estar com seus garotos.— Ele se virou para os olhos de Chelsea cujos ombros endireitaram como se tivessem sido espetados com um chifre de vaca. — Você fica aqui.


Kit andou na minha direção, pegando-me pelo cotovelo e me levando para fora da porta. Foi a minha vez de sorrir sabendo que Chelsea estava em uma boa e longa discussão com nosso presidente. Se tivesse sorte, talvez até mesmo uma surra por ser impertinente. Kit levou-me para o corredor, a mão firmemente fixada ao meu braço. Eu queria fazer algum comentário sobre como eu conhecia meu caminho em torno do clube e não precisava de uma trela. Mas depois de Optimus tendo um ataque comigo sobre falar de volta, eu sabia que provavelmente não devia irritar outro Presidente de Clube. Eu podia ouvir os sons da festa já no auge e estava seriamente a precisar de outra bebida. Kit, por outro lado, tinha outros pensamentos e, antes de chegar as portas para a sala principal, eu fui prontamente empurrada contra a parede. Não foi forte o suficiente para machucar, mas me deu um baita susto. Minhas mãos instantaneamente foram para o seu peito. Duro como uma rocha, caralho. Ele empurrou contra mim, me segurando presa com seu corpo e as palmas das mãos contra a parede em ambos os lados da minha cabeça. Minha respiração acelerou e meu coração começou a correr. Eu não sabia o que eu estava sentindo. Normalmente, quando isso acontecia com os homens, eu ficaria animada sabendo o que viria a seguir. Mas com Kit tive sentimentos mexendo dentro de mim que ainda não tinham estado na superfície. Não apenas querer, mas uma sensação de necessidade. Eu não tinha ideia do que esperar dele e o pensamento disto era emocionante. — Você dança.— Suas palavras foram formadas como uma afirmação, não uma pergunta. Eu balancei minha cabeça. Meus movimentos foram estúpidos, minha mente obscurecida por sua proximidade. — Não ... não realmente.


Sua mão se moveu da parede e ele segurou meu queixo. Seu polegar estendeu e arrastou sobre meus lábios, puxando meu lábio inferior quando meus lábios recuaram. Um formigamento familiar começou no fundo do meu estômago e eu sabia que estava mais molhada do que nunca. Implorei na minha cabeça para ele me levantar para que eu pudesse colocar minhas pernas em volta de sua cintura fina enquanto dirigia seu pênis dentro e fora de mim. O pensamento era torturante. Minhas coxas tinham uma mente própria, balançando ao redor, a fim de ganhar algum tipo de atrito entre as minhas pernas. — Você não é uma stripper?— Ele perguntou com uma ligeira inclinação da cabeça. Eu vi seu rosto enquanto seus olhos me percorriam, tendo cada polegada do meu corpo que eles poderiam alcançar. — Não, eu não sou uma stripper. Eu sou uma garota do clube.— Ele deu um passo atrás, mas apenas o suficiente para permitir-me respirar novamente. — Você é uma garota do clube? Eu balancei a cabeça. — Sim. Eu tenho estado com o clube por um tempo. Ele parecia perdido em seus pensamentos por um momento, seu humor fazendo uma completa meia-volta da intensa vibração sexual que ele emitia um momento atrás. — Por enquanto, você está comigo.— Ele agarrou meu queixo apertado, forçando nossos olhos a se encontrarem. — Você não se move do meu lado esta noite. Eu balancei a cabeça. Eu não estava contestando a chance de descobrir o que este homem tinha escondido debaixo de seu colete e jeans. Meu corpo já estava desejando seu toque, até o final da noite eu sabia que a faísca que tinha sido iluminada ia explodir. Ele acenou com a cabeça na direção da sala movimentada e eu deslizei do pequeno espaço entre ele e a parede e comecei a caminhar para os sons de


Metallica. Eu podia sentir seu corpo em movimento comigo mesmo sem ter que olhar por cima do meu ombro. Sua presença me engolindo completamente. Quando nós caminhamos através da porta, eu podia ver que a festa estava em pleno andamento. Havia strippers no palco e os homens de ambas as fraternidades sentados em sofás observando-as enquanto eles relaxavam e conversavam com seus irmãos. Havia alguns homens jogando pôquer, garotas sobre seus colos, rindo e flertando descaradamente. Outros jogando na piscina, enquanto alguns apenas sentados no bar, apreciando a oportunidade de relaxar após um longo dia de se comportarem e ter cuidado com sua linguagem em torno da família. Kit enrolou uma mão áspera em torno das minhas e me levou para o bar. Ele levou-me e sentou-me no banco do bar aberto, ficando de pé em minhas costas e colocando as mãos no bar cada lado de mim. Eu estava começando a pensar que este homem tinha algo sobre o controle, a necessidade de me prender cada chance que ele tinha. Sua barba pontiaguda fazendo cócegas no meu rosto, quando ele se inclinou para mim. — Cerveja.— Sua respiração era quente contra minha bochecha e o cheiro de goma de mascar de hortelã fresca soprava sobre mim. Deus. Até mesmo seu hálito cheirava incrível. — Caleb! Podemos pegar duas cervejas? Caleb olhou para mim de baixo do bar com um sorriso. Ele arregalou os olhos quando viu o homem de pé nas minhas costas e correu, puxando duas cervejas e tirando as tampas. — Aqui está, Harmz. — Obrigada, hun,— eu disse com um sorriso, enquanto Kit meramente levantou a bebida em um movimento de brinde. — Ei, Presidente. Você desapareceu depois da Igreja, tudo bem?


Kit me soltou e eu girei em minha cadeira para encontrar um outro homem muito bonito de pé atrás de mim. Seu cabelo era loiro e mais longo do que o de Kit, com ele quase caindo nos olhos. Sua forma do corpo era muito semelhante, era o que estava preso ao seu corpo que me fez estragar meu nariz. Dana estava rebocada para o lado do cara como uma sanguessuga e ela estava olhando para mim com aparente desdém. Eu sorri sabendo que era por causa do Kit que agora estava recostado contra o bar com o braço esticado atrás de mim. — Sim cara, estamos bem. Uma dupla de garotas de Optimus tiveram um problema com um cara na cidade esta tarde. Colocar um homem com elas para no pequeno caso de algo vir disto,— Kit explicou casualmente. Sua voz aparentemente relaxada pela primeira vez desde que ele tinha falado no escritório de Optimus. — Harmony, este é o meu melhor amigo e meu Sargento das Armas, Tally. Tally, esta é Harmony. Estendi a mão e apertei sua mão. Ele me ofereceu um grande sorriso que iluminou a sala. Eu vi Dana olhar para Tally com um sorriso, aparentemente esperando uma apresentação também. Quando isto nunca veio, ela caiu um pouco, mas manteve o controle sobre o corpo dele. Tally devia ser para Kit como Blizzard era para Optimus. Suas personalidades completamente o oposto, mas equilibrando um ao outro perfeitamente. Um pensamento clicou na minha cabeça e eu quase cuspi minha cerveja fora, enquanto tentei conter o riso. Todos olharam para mim estranhamente. O riso finalmente saiu depois que eu me engasguei com metade de um gole da minha bebida. Kit me bateu com o quadril, pegando a minha atenção. — Você vai compartilhar com o grupo? Limpei a garganta. — Estava apenas pensando sobre como estes dois combinam.— Fiz um gesto entre Tally e Dani. — Tally e Ho.— Eu mal era


capaz de falar antes de outra risada borbulhar. Eu sabia que podia ter problemas por insultar um Brother. Mas esta merda era muito engraçada para manter escondida. Senti um alívio quando eu olhei para o meu lado para encontrar um sorriso genuíno através da expressão anteriormente rígida de Kit. Risos explodiram da boca de Tally e ele estendeu um punho. Eu não hesitei em bater com o meu. Dana partiu pouco tempo depois andando com muita raiva e um movimento do seu cabelo. Foi assim que acabei sentada no bar com Tally e Kit, aprendendo como fazer corretamente colisão do punho e como fazê-lo explodir.


Observando-a naquele maldito palco teve meu pau esticando desconfortavelmente contra meus jeans. A cadela era quente. Mais do que quente. Escaldante, porra. Movia-se como um lenço de seda em uma brisa leve, suas curvas suavemente balançando e torcendo. A música que ela dançou era escura e lenta, suas ações fluindo em perfeita sincronia com a música e refletindo as letras de cortar o coração. Era como se a música estivesse dentro dela e se soltando para fora do seu corpo. Foi hipnotizante e eu não poderia parar o meu corpo enquanto me aproximei. Eu queria memorizar a sua figura, as suas curvas, e a maneira como seu cabelo fluía quando ela se jogava em torno do varão. Quando ela terminou, eu encontrei com dois grandes olhos castanhos. Porra, lindos. Quando eu tinha ouvido Optimus pedir para uma morena pegar a menina no palco e encontrá-lo em seu escritório, eu sabia que tinha de estar nisto. E foi isso. Eu estava feito, logo após o momento em que ela abriu a boca para opor-se à ordem de proteção de Optimus. Ele tinha atirado nela algumas palavras duras sobre ela seguir ordens e ela tinha concordado rápido depois disso.


Eu não tinha uma Old Lady por uma razão. Havia certas características que eu precisava que a mulher ao meu lado tivesse. Era essencial para ela ser forte e opinativa, mas ela também precisava saber que eu estava no comando e quando ela devia recuar. Eu queria uma mulher que me desafiasse, mas que aceitasse que as regras que eu coloco no meu clube e minha casa estão lá para a proteção da minha família. Eu não precisava de uma mulher que fosse cair aos meus pés e adorar o chão que eu pisava. Eu queria uma mulher que fosse forte o suficiente para ficar ao meu lado como um igual. Vi todas essas coisas nela. Dizendo-me que ela era uma prostituta do clube só tinha feito a minha necessidade de possuí-la crescer mais forte. Sabendo que esses homens usavam o corpo dela para seu próprio prazer me deixou com raiva. Eu não queria apenas possuir seu corpo. Eu queria sua mente, a porra da sua alma e eu estava indo ter isto. — Você quer dançar?— Perguntou Harmony, olhando para mim do seu banco. Três cervejas e seus olhos brilhavam com intoxicação e luxúria, mas ela ainda estava se segurando bem. Eu sabia que ela me queria. Eu não tinha perdido a maneira em que seus olhos percorriam meu corpo ou como ela se inclinava para mim quando eu estava perto. Eu também sabia o que ela estava esperando. Ela estava aqui como uma garota do clube, para agradar aos homens. Ela pensou que era tudo que eu queria dela e eu estava preparado para provar que ela estava errada. — Eu não danço. Sua boca se abriu e eu suprimi o desejo de forçá-la em seus joelhos e enfiar meu pau em sua boca. — Esses sensuais quadris não balançam? Isso tem que ser um crime. — Apenas crime é você estar aqui como uma garota do clube e não em casa, como uma Old Lady deveria ser.— As palavras não eram para sair dos


meus lábios, mas eu não pude impedi-las. Esta cadela tinha minha cabeça toda louca. Ela parecia razoavelmente chocada por um momento, uma emoção inesperada. Um monte de mulheres teria tomado isso como um convite e pulado em cima disto. Mas não esta garota. Não ela. — Onde estaria a graça nisso?— Ela piscou e fez bem em esconder a apreensão no seu rosto. Eu deixaria ela ficar com essa. Harmony e eu nos sentamos em uma mesa sozinhos no canto da sala. Eu poderia festejar como o melhor deles, mas a curiosidade que eu sentia por ela era insuportável para qualquer um dos meus outros impulsos para a noite. Eu precisava conhecê-la melhor. — Você sai na sede do clube todos os dias? Ela balançou a cabeça enquanto ela tomou um gole de cerveja. — Não são todos. Eu vou para a aula três vezes por semana e Optimus me permite tempo para estudar, então eu normalmente faço isto na biblioteca onde os homens não podem interromper. Tentei ignorar o comentário sobre os homens e fui com outra merda. — Que tipo de aulas você tem? — Eu estou me especializando em música. Tem sido uma grande parte da minha vida desde que eu era pequena e é a única coisa que eu posso ver no meu futuro.— Ela tomou outro gole de cerveja e eu esperei em silêncio que ela continuasse, — Minha mãe é uma publicitária. Ela trabalhou com bandas e músicos toda a minha vida. Nós saíamos regularmente em turnê ao redor do país com eles, quando eu era pequena. As grandes bandas sempre tiveram problemas e precisavam de alguém lá de forma consistente para fazer declarações públicas e desculpas por eles.— Ela deixou uma pequena risada livre. — Ah, criado em seu sangue, huh.


— Eu me sinto assim. Mesmo em quartos tranquilos estou constantemente cantarolando músicas na minha cabeça. Se eu não tivesse música, eu me sentiria como se eu tivesse perdido uma parte do meu corpo.— Ela rodou a garrafa de cerveja sobre a mesa, seus olhos observando-a girar. — O que é produzido no seu sangue? A questão me abalou um pouco, mas a resposta saiu sem necessidade de qualquer pensamento. — O clube. — Porquê?— ela olhou para mim, encontrando minha cabeça erguida – algo que eu descobri que as pessoas raramente faziam quando falavam comigo. Eu não sabia se era porque eles estavam com medo ou se eles pensavam que era desrespeitoso fazê-lo, mas me irritava. Diziam que os olhos eram o caminho para a alma e eu acreditava firmemente nisso. Como eu poderia ler alguém, quem era, o que representava, se eu não podia ver em seus olhos? — Porquê?— Eu repeti. — Sim, porquê?— Ela se manteve firme em sua pergunta e eu admirava a maneira como ela nunca vacilou. — Meu pai era o presidente nacional antigamente em Aussie antes que ele se mudasse para cá e começasse a fraternidade em Troy. Brothers By Blood tem doze fraternidades apenas nos Estados Unidos, e os homens vieram de todas as partes para se juntar ao seu clube. Eles pegaram suas famílias, deixando as cidades onde tinham vivido desde que nasceram, apenas para que eles pudessem seguir seu exemplo.— Meu pai era um grande homem. Bem conhecido. Bem respeitado. Bem amado. Ele estendeu a sua vida por seus irmãos e suas famílias e simplesmente por causa disso, as pessoas faziam fila para fazer o mesmo por ele. Meu pai tinha levado o clube com um punho de ferro, e às vezes podia ser tão cabeça-dura que era irritante. Mas ele teve mais coração do que qualquer um que eu já conheci. Ele nunca viu isto como uma fraqueza, mas como uma força.


— Ah, o sotaque! Eu sorri. — Sim, não passei muito tempo na Austrália antes, mas eu acho que crescer ouvindo o meu pai, o sotaque prendeu um pouco. — Ele soa como um homem incrível.— Ela sorriu. — Ele é ...— Fiz uma pausa. — O que seu pai faz? Ela riu. — Você me diz e nós dois saberemos. Eu não pressionei. Era óbvio que era um assunto que não estávamos prontos para falar ainda. Talvez um dia. Embora fosse difícil imaginar Harmony como uma prostituta do clube, eu podia ver por que os homens gravitavam em torno dela. Harmony era fácil de conversar. Ela era inteligente, bonita e independente. Ela não jogou seus seios em seu rosto ou curvou e implorou para foder ela como a maioria das garotas do clube. Não, ela era sexy em uma maneira diferente. As meninas que tínhamos em casa não eram nada como ela. Elas eram sanguessugas da pior espécie. Sempre atrás de algo mais do que você estava disposto a dar - seu emblema, seu coração, seu filho. Eu tinha visto mais de um homem cair em uma armadilha de gravidez. Enquanto se esperava que todas as garotas do clube estivessem na contracepção mais permanente, era nosso trabalho certificar-nos de que elas ainda estavam nessa merda. Mas um homem nunca está cem por cento em seu jogo. Merda acontecia. Harmony não era feita para ser uma garota do clube. Ela era definitivamente material de Old Lady e eu ia fazer ela ver isso.


— Você toca guitarra?— Kit perguntou com um aperto na minha coxa. Estava ficando tarde. Um monte de homens tinham encontrado suas mulheres para a noite e tinham levado as coisas para os quartos ou um canto sossegado. Kit mal tinha me tocado durante toda a noite, a não ser uma mão nas minhas costas para me dirigir ao redor da sala ou uma mão na minha coxa nua. E não era para dizer que eu não tinha tentado. Eu estava começando a me perguntar se ele realmente me queria e se não, por que ele estava exigindo a minha presença durante toda a noite. Havia apenas um pequeno grupo de nós à esquerda. Um par de homens do Kit, incluindo Tally, que gostou imediatamente de Kat. Optimus e Chelsea, que estavam se enroscando no sofá em frente de nós, e Blizzard e Slider, que tinham entrado após o seu turno no X-Rated. Chelsea saltou de seu espaço no colo de Optimus. — Ela toca! Ela é também muito boa. Kit me deu um pequeno empurrão. — Vá pegar a sua guitarra,— sua voz era severa. Nenhum espaço para discussão. Revirei os olhos e peguei minha guitarra do meu quarto, jogando a correia por cima do meu ombro e dedilhando enquanto eu caminhava pelo corredor. — Toque 'Me And My Broken Heart,'— Chelsea pediu solenemente. Eu não perdi a forma em que seus olhos foram para Optimus. Um olhar significativo se desenrolou entre eles silenciosamente.


A canção foi o pedido número um de Chelsea, secretamente uma das minhas favoritas também. Não houve objeções, todo mundo sentou-se calmamente com os olhos em mim. Eu não tocava para os homens com muita frequência. A música era um grande pedaço da minha vida, mas eu mantive muito separada da minha vida no clube. Os dedos de Kit bateram no braço do sofá no tempo da música. Seus olhos nunca se desviaram de mim. Sempre assistindo. Estudando. Como se houvesse algo que ele estava esperando. Fechei os olhos. Me perder no ritmo da música era uma das minhas partes favoritas ao tocar. Permitia-me sentir as letras. Se eu pudesse sentir o que a pessoa estava tentando expressar quando escreveu a canção, fazia tudo isso mais poderoso, mais íntimo. Enquanto eu bati o pré-refrão da música, meus olhos se arregalaram quando ouvi uma harmonia vindo de um dos homens. Mix, um dos homens de Kit, começou a cantar junto comigo. Eu vi quando ele se sentou para a frente e começou uma batida no estilo do tambor, na pequena mesa de centro de madeira na frente dele. Sorri quando encontrei os olhos de Mix e nós dois cantamos o refrão. Eu não conseguia parar de sorrir quando a música acabou e coloquei minha guitarra para baixo. Mix estendeu a mão e me ofereceu seu punho que eu bati e depois explodi da maneira que Tally tinha me ensinado. — Garota, sua voz é incrível,— Mix elogiou. Corei e sentei-me no sofá. Kit deslizou o braço por trás de mim e segurou minha cintura, me puxando com força contra seu corpo. Mais carinho do que ele tinha mostrado toda a noite desde nosso encontro no corredor. — Obrigado. Eu estou na faculdade daqui estudando música. Principalmente escrevendo e tocando, mas às vezes eu canto também. — Eu ouvi você tocar antes, mas nada como isso. Foi como se estivesse em outro mundo,— disse Slider, olhando para mim com admiração.


— Obrigada,— foi tudo o que consegui, a adição de tudo me fazendo querer esconder. Os lábios de Kit esfregaram no meu ouvido. — Qual o seu quarto? Eu apontei para o corredor que levava aos quartos das garotas do clube. Todas nós tínhamos quartos individuais no piso térreo, fáceis para os homens quando eles precisavam de nós. Os Brothers que viviam na sede do clube estavam nos quartos no andar de cima. — Vou encontrá-la lá em cinco,— ele sussurrou apenas para meus ouvidos e tocou meu lado duas vezes. Sentei-me para a frente e agarrei minha guitarra. — Boa noite a todos.— Slider sorriu para mim. — Você vai para a cama sozinha, Harmz? Precisa de alguém para mantê-la quente?— Eu me encolhi. Não devemos dizer não a um Brother, a menos que sentíssemos que a situação era prejudicial ou nos sentíssemos inseguras. A pequena atuação de Target no outro dia não passou despercebida a Optimus, mas no final ele tinha concordado que a minha recusa era válida. — Ela está bem,— Kit estalou. Slider levantou as mãos em sinal de rendição, e nós dois estavamos um pouco surpreendidos com o tom afiado. Kit virou para mim e sacudiu a cabeça. — Vá. Eu balancei a cabeça rapidamente e segui pelo corredor até o meu quarto. Deixando a porta entreaberta, eu comecei a tirar minha blusa e saia. Depois de observar Kit toda a noite, a maneira como ele falou, e a forma como ele controlava a sala e os seus homens, eu estava mais do que pronta para ele fazer o mesmo por mim. O sentido da necessidade oprimiu qualquer um dos meus outros sentimentos. Era uma sensação estranha, que eu nunca senti tão fortemente antes. Eu queria seu corpo, escorregadio e esfregando em cima de mim, me


levando e exigindo minha submissão a ele. Kit tinha me deixado louca, evitando meus avanços, mas continuando a segurar-me presa durante toda a noite. Várias explicações passaram pela minha mente. Talvez ele fosse apenas um homem reservado, preferindo levar os seus encontros sexuais em algum lugar longe de olhos curiosos. Ou talvez ele estivesse apenas controlando porque gostava da ideia de mim seguindo ele como um cachorrinho perdido enquanto me provocava, sabendo que eu não poderia deixar seu lado. Eu rapidamente arrumei meus seios para cima dentro do sutiã sem alça. A combinação do sutiã e calcinha era uma cor escarlate linda com uma guarnição de laço preto como arremate. Meu favorito. Sentei-me na beira da cama, com os braços atrás de mim, apoiando-me e as pernas cruzadas. Não demorou muito para a porta balançar lentamente aberta. Kit estava na porta, sua alta estatura lhe permitindo agarrar a parte superior do batente, sua camisa levantando para me mostrar um delicioso pedaço de seu estômago bronzeado e bem esculpido. Seus olhos brilharam quando eles finalmente encontraram meu corpo. Levantei-me lentamente, uma mão indo para o meu cabelo e escovandoo para longe do meu rosto. Ele baixou a cabeça, continuando a olhar para mim com os olhos escuros. — Você dá você mesma para mim?— Ele se moveu dentro do quarto e fechou a porta. Seu corpo encheu o pequeno espaço enquanto caminhava mais perto. Eu concordei e ele me alcançou para envolver sua grande mão em torno da parte de trás do meu pescoço da mesma forma como Target tinha feito para mim um par de dias antes. Meus lábios se separaram e um pequeno suspiro escapou. Mas desta vez eu não estava com medo, o aperto de Target tinha sido ameaçador e feito propositadamente para causar-me dor, para me mostrar


quem era o chefe. O aperto de Kit era possessivo e íntimo como se ele estivesse tentando nos conectar. Ele se aproximou, permitindo-me finalmente estar ao alcance de seu corpo. Eu peguei a vantagem, deslizando minhas mãos sob sua camisa e colete de couro e explorando seu corpo com apenas meu toque. Senti uma pequena agitação crescendo de sua pele, deixando um rastro atrás do caminho das minhas mãos e deixando-me saber que ele estava tão afetado por isto como eu estava. Seu estômago ondulava com seus abdominais e sua pele era suave como seda sob meus dedos. — Boa. Agora, que temos isto esclarecido, estou fodidamente exausto e preciso dormir droga. Vá para a cama,— ele falou com voz rouca, liberando-me e andando para o meu pequeno banheiro. Fiquei ali atordoada, olhando para onde ele tinha desaparecido. Eu ouvi a torneira abrir e água salpicar. Que diabos aconteceu aqui? Kit saiu, sem camisa, e esfregando o rosto molhado com uma toalha. Ele parou quando me viu e atirou-me o sorriso mais sexy que eu já tinha visto em um homem - dentes, covinhas e tudo, que foda. — Você entendeu isso, gata?— Eu não sabia o que fazer ou dizer então eu continuei lá, olhando para ele, provavelmente parecendo bem uma idiota. — Eu estou cansado e eu anunciei uma igreja para início da manhã, então eu preciso dormir um pouco. — Eu entendi essa parte,— Eu atiro sarcasticamente. Ele riu, jogando a toalha de volta através da porta do banheiro e desligando a luz no interior. — Ainda confusa? — Um pouco,— eu respondi, honestamente. Ele revirou os olhos e caminhou em minha direção. Ele segurou meu queixo e forçou meus olhos para os dele. — Eu me recuso a tratá-la como uma prostituta do clube, Harmony.


Eu vacilei com a palavra prostituta. Eu sabia o que eu era, mas ouvir o termo depreciativo vindo dos lábios dele e dirigido a mim fez meu corpo encolher. — Por quê?— Eu perguntei calmamente, meu corpo inundado com emoções conflitantes. Eu sabia que ele queria me foder. A prova estava presente na parte da frente da sua calça jeans. Mas por alguma razão ele estava lutando contra isto. — Porque você é mais do que isso.— Ele tocou seus lábios na minha testa com uma suavidade que eu não teria esperado dele. — Cama, Harmony. Eu ainda estava muito confusa com o que estava acontecendo, até mesmo quando Kit me levou para a cama, puxando as cobertas para mim e me deixando subir na cama. A sensação não durou muito embora, quando ele me envolveu em seus braços e minha cabeça encontrou seu peito. Adormeci, contente e ouvindo seu coração bater.

Kit tinha ido embora quando eu acordei na manhã seguinte. Nenhuma surpresa aí. Metade de mim estava desapontada, a outra metade aliviada pela sensação de normalidade. Afastou-se, tal como o resto. Tomei um banho rápido e reuni meu material escolar e minha guitarra. Eu tinha uma aula de desempenho hoje e eu ainda estava debatendo qual a música que eu ia tocar. Eu abri minha porta apenas para descobrir Caleb ali de pé, mão levantada e pronta para bater. Deixei escapar um pequeno grito de surpresa. — Jesus, Caleb!


Ele só sorriu para mim. — Você está pronta para ir? Chelsea está esperando. Suspirei. — Ah sim. Você está em serviço de babá. — Sim, mas eu não troco fraldas,— ele brincou com uma piscadela e liderou o caminho pelo corredor. Eu parei atrás dele, franzindo a testa para suas costas. — Eu não tenho certeza se esse comentário era para ser ofensivo ou não. — Foi. — Bem, nesse caso, foda-se, Caleb.— Eu joguei meu dedo do meio para suas costas. — Talvez em alguns meses quando eu tiver meu emblema. Estudei o seu traseiro. Era muito perfeito naqueles jeans escuros que usava. Talvez eu aceitasse o convite dele para isso. Chelsea estava de bom humor no caminho para a faculdade. Tagarelando sobre o quão animada ela estava sobre a sua aula hoje. Aparentemente, era dia de testes de aptidão. Para ela, isso era algo para ficar animado. Para mim, tudo que eu conseguia pensar era que tipo de desculpas que eu teria para sair disto. Estou resfriada. Torci o tornozelo em meus saltos altos. Preservativo rompeu e agora eu acho que estou grávida e não seria bom colocar muito estresse sobre o meu bebê tão cedo na gravidez. Sim, essa última era uma especial. — Por que você está com o humor como uma porcaria hoje?— Perguntou Chelsea. — O pau de Kit não é grande o suficiente? — Pau?— Eu rio. — Você sabe que eu não gosto do termo apropriado para isso.— Seu nariz enrugou em desgosto. Chelsea tinha um problema com a palavra pênis.


Eu não sei porquê. Eu pensei que era muito mais normal do que as outras palavras que ela usava. — Talvez você devesse ficar com cacete. Pau soa como se ele vai me atacar com intensos golpes.— Eu imitava o movimento com o dedo. — Você já fez sexo antes? Isso é o que deveria acontecer,— ela brincou. Caleb riu alto no banco da frente e eu dei um soco no seu ombro. — Ok, então o que estava errado com isto, então? — Não sei. Eu não cheguei a vê-lo,— eu fiz beicinho. — Como é que é? Porquê? — Aparentemente, ele é mais de aconchegar,— eu resmunguei sob a minha respiração ganhando uma longa sequência de risos dela e Caleb pelo resto da viagem para a faculdade. Eu pensei que meu desempenho foi muito bem. Eu decidi tocar algo lento, indo com uma das minhas favoritas de Eric Clapton 'Tears in Heaven'. Foi a primeira música que eu aprendi a tocar na guitarra e era sempre a minha música quando alguém me pedia para tocar. Era doce, com alma e simplesmente linda. É o tipo de música que você pode ouvir uma vez e ela vai ficar sempre com você. Caleb estava me esperando do lado de fora da porta para minha aula. Chelsea tinha terminado uma hora mais cedo e ele já tinha levado ela de volta para o clube. Eu sorri para ele quando eu saí. — Ei. Ele me jogou uma elevação do queixo reconhecendo, mas seus olhos seguiram algumas das meninas que andavam atrás de mim. Elas riram e sussurraram uma para a outra, oferecendo a ele olhares de flerte e me olhando estranhamente enquanto eu caminhava para falar com ele. Havia outra razão que eu odiava a ideia de ter um segurança durante a semana. Eu não gostava da atenção que isto adicionava. Eu sabia que alguns


estudantes já tinham uma boa ideia de onde eu morava e o que eu fazia. Não era como se eu tentasse esconder. Garotos tinham me perguntado antes. Recusando-os foi muito mais fácil quando eu expliquei quem viria atrás deles se eu dissesse sim. Eu não tinha vergonha da vida que levava. De modo nenhum. As garotas foram para a faculdade e passavam seus anos dormindo e ficando com caras o tempo todo. Eles iam a festas todo fim de semana e voltavam para casa com um novo pedaço de bunda. Uma grande parte do tempo isto era normal - apenas uma outra parte da vida universitária. Eu, por outro lado, tinha uma sede total de homens. Sim, eu dormi com eles, e sim, eu festejei muito. Mas aqueles homens me protegeram. Eles me apoiaram, e não apenas com dinheiro. E, pela maior parte do tempo, eles se preocuparam com o meu bem-estar. Quantas meninas da faculdade poderiam dizer que elas tinham um grupo de pessoas que estavam dispostas a ter alguém seguindo elas dia e noite, só para ter certeza de que você estava segura? Eu não dou a mínima para o que elas pensam de mim. Elas não eram minhas amigas. Suas opiniões sobre mim não tinham nenhum significado. Todos podiam pegar seus olhares de reprovação e sussurros maldosos e empurrá-los para o sítio onde o sol não brilha. O clube estava razoavelmente vazio quando voltamos. Caleb trabalhou para pôr em dia as coisas que ele deveria ter feito enquanto ele estava esperando na faculdade por mim e Chelsea. Mesmo que Optimus tinha colocado ordens por ele estar com a gente, isso não significava que ele poderia afrouxar em sua outra função. Ah, a vida de um prospecto. A maioria dos homens tinha saído. Caleb nos informou que Optimus queria mostrar a Kit e seus rapazes alguns dos negócios que eles tinham em funcionamento. Um deles era em Huntsville, cerca de meia hora longe, perto de


onde íamos para a faculdade. Era uma enorme discoteca. O clube abriu há apenas seis meses e as coisas estavam crescendo. Era popular e o clube pagou bom dinheiro para DJ bem conhecidos entrar e fazer seu trabalho. O clube também possuía um par de outros lugares na cidade, bares e um restaurante, além do X-Rated. Eles preferiam ser proprietários silenciosos, porém, contratando pessoas que eles confiavam para gerir os locais e fazer o trabalho. Um monte de pessoas na cidade de Atenas, onde ficava a sede do clube, não gostava dos Brothers. Eles pensavam que eram bandidos. Membros de gangues que montavam motocicletas. Em Huntsville, eles eram mais como celebridades insignificantes. Eu não poderia dizer muito sobre o funcionamento interno do clube. Isso era tudo mantido apenas para membros e nunca discutidos com as garotas do clube. Nós não conseguimos exatamente uma conversa depois do sexo. O que eu sabia era que uma generosa quantidade de dinheiro do clube veio de empresas legais. Havia um monte de outras coisas que se passava em segundo plano, mas esses caras não eram seus criminosos médios. Eles eram bons no que faziam e eles também eram bons em manter a boca fechada sobre o assunto. Houve uma batida na minha porta, assim quando eu sentei para relaxar um pouco e assistir a um filme. Às vezes era difícil encontrar tempo aqui. Eu pegava isto quando eu podia. — Entre,— eu anunciei. Parte de mim esperava que fosse Kit de pé do outro lado da porta. Mesmo que nós não tínhamos tido relações sexuais e ele mal tinha me tocado, eu descobri que eu gostava de sua companhia. Era estranho ter alguém apenas para querer sentar e conversar comigo em uma festa. Os homens geralmente exigiam minha atenção de outras maneiras. Foi refrescante. Target estava na porta com um sorriso arrogante. — Ei, Harmony.


Eu mordi de volta a vontade de dizer-lhe para ir encontrar alguém para abrir as pernas para ele. Mas desde o seu pequeno desempenho no outro dia, não tivemos quaisquer problemas. — Ei. Ele entrou e fechou a porta atrás de si. — Eu só queria vir pedir desculpas sobre aquela merda.— Ele andou e ficou ao lado da cama onde eu estava sentada. Eu não tinha muita fé em suas palavras, então eu fiquei sentada no meio da minha cama, olhando-o com cautela. — Venha aqui. Fiz uma pausa por um momento antes de seguir suas instruções e me movi para a borda da cama. Ele colocou a mão no meu ombro, efetivamente impedindo-me de ficar de pé e foi então que percebi que ele não estava aqui para pedir desculpas. Ele só tinha uma comichão e ele estava indo me fazer coçar isto, mesmo sabendo que eu ainda não queria fazer nada com ele. Olhando em seus olhos, vi algo lá que eu não gostei. Era quase como se ele estivesse tentando cobrir um sorriso de escárnio com um sorriso educado. Isto causou arrepios pelo meu corpo. O tipo que você tem quando você assiste um filme assustador e você sabe que algo ruim está para acontecer. Ele soltou meus ombros e meus olhos seguiram enquanto ele abriu o zíper de suas calças e tirou seu pênis em sua mão. Já estava duro. Ele puxou-o algumas vezes antes de envolver a mão em volta do meu cabelo e segurando firmemente. — Chupa como uma boa garota. Não foi muito frequentemente durante o meu tempo no clube que eu me senti apreensiva sobre ser sexual com qualquer um dos Brothers. Target era o único dos homens que me fazia sentir como se eu estivesse fazendo algo errado. Eu não queria tocá-lo, mas eu também não queria irritá-lo. O aperto que ele tinha sobre o meu cabelo era doloroso. Queimou e fez meus olhos lacrimejar.


Eu não ouvi o clique da porta abrindo, mas o que eu não poderia perder era a voz que ressoou bem alto no meu pequeno quarto. — Que porra você acha que está fazendo?


— Tire suas malditas mãos longe dela,— rosnei, meu corpo tremendo de raiva. Target soltou o cabelo de Harmony e ela fugiu para o outro lado da cama. Seus olhos estavam brilhando com lágrimas não derramadas, mas como o soldado que ela era, corajosamente olhou através do quarto. — Ei irmão,— Target disse casualmente, deslizando seu pau patético de volta em suas calças e segurando as mãos no ar. — Eu só vim aqui para pedir desculpas a Harmony sobre alguma merda que aconteceu no outro dia e ela queria me mostrar como pesarosa ela estava. Eu não pude evitá-lo homem. Eu estava tentando impedi-la. — Seu filho da puta,— Harmony gritou enquanto pegava um livro pesado da cama e o atirava nele. O objetivo da garota foi perfeito e eu tive que esconder um sorriso quando o livro bateu na lateral da sua cabeça, tirando-o do equilíbrio. Os punhos cerrados enquanto ele se endireitou e apontou para ela com seu dedo. — É melhor você ter cuidado, puta. — Chega,— eu explodi. — Fora, filho da puta.— Eu vi seu olhar cauteloso quando ele se virou para mim. — Esta merda era tudo dela, cara. Vi a raiva e determinação no rosto de Harmony enquanto ela se movia ao redor da cama para ele. Agarrei-a pela cintura quando ela tentou passar por


mim e segurei-a com força enquanto ela chutava e gritava abusos para o bastardo. — Que diabos está acontecendo aqui?— Disse Optimus, movendo-se pela pequena porta com uma carranca profunda em seu rosto. — Seu garoto aí apenas ganhou uma surra por tocar em algo que pertence a mim,— explicou calmamente, ainda tentando segurar Harmony lutando. — Pres...— Target começou, mas Optimus parou ele rapidamente. — Cala a boca, Target,— ele retrucou. — Harmony, acalme seu traseiro! Harmony olhou para Optimus, mas parou de lutar em meus braços. Eu a virei para mim e segurei seu rosto em minhas mãos. Algumas lágrimas escorriam pelo seu rosto. — Explique,— eu pedi suavemente. — Ele veio até mim. Dizendo-me para chupar seu pau e droga. — Pres-— Target tentou novamente. — Eu disse, cale a boca, porra. Meu foco estava em Harmony. Eu podia ver seus olhos brilhando de raiva. Eu sabia que Harmony estava dizendo a verdade, mas eu poderia dizer que ela estava com medo que eu não ia acreditar nela. Ela sabia que sem uma testemunha, todos os Brothers tinham o poder de sua palavra sobre as garotas do clube. Seus irmãos são destinados a ser aquele que você pode confiar sem culpa. Eles são os únicos que deveriam ter seu apoio. Mas eu acho que Optimus e eu sabíamos que Harmony não mentiria sobre essa merda. Ela não tinha nenhuma razão para isso. Limpei uma lágrima e a virei em direção ao banheiro. — Vá se limpar. Eu vou lidar com isso.— Ela me olhou por cima do ombro, um olhar feroz em seu rosto. Mas ela logo assentiu com a cabeça e se dirigiu para o banheiro, fechando a porta atrás dela. Eu não perdi um momento. Assim que a porta foi fechada


virei na direção de Target, que estava olhando para o espaço onde Harmony tinha desaparecido. — Lá fora, idiota. Agora. Ele andou rapidamente do quarto. Eu não perdi o jeito que ele passou por mim. Posso não ser o seu presidente, mas eu era um dos Presidentes dos Brothers By Blood e a falta de desrespeito desta merda era um insulto. Optimus passou a mão pelo rosto e gemeu em frustração. — O que você acha? — Eu acho que ele sabia exatamente o que estava fazendo e o filho da puta vai conseguir o que está vindo,— eu murmurei. Optimus assentiu. — Target tem causado uma série de problemas recentemente. Houve queixas das meninas da X-Rated sobre ele tentando tocálas enquanto ele está no seu turno. Eu bati minha mão contra a parede. — Aquele filho da puta estava na igreja nesta manhã. Eu fiz aquela porra alto e claro que ninguém iria tocar Harmony enquanto eu estava por perto. Ela é minha. — Você fez o quê?— Uma voz suave sussurrou. Virei-me para vê-la de pé na porta do banheiro. Suas bochechas ainda estavam vermelhas de raiva, mas seus olhos estavam agora arregalados com o choque. — Vou parar o merdinha em breve,— eu disse, sem tirar os olhos dela. Encarando-a e desafiando-a a dizer algo sobre o que ela tinha acabado de ouvir. — Sim, irmão.— Optimus me deu um tapinha nas costas e saiu, fechando a porta atrás dele. Harmony ficou em silêncio, apenas olhando para mim. Sua boca se abriu e fechou algumas vezes, mas as palavras nunca saíram. — Você tem algo a dizer, diga,— eu disse com firmeza, cruzando os braços sobre o corpo. — Porquê?


— Porquê?— Eu repeti, atraindo-a. Os grandes olhos logo se transformaram em fendas profundas, enquanto ela ficava frustrada comigo. — Sim. Porquê, Kit? — Porque eu não vou sentar e assistir todos esses homens andarem ao redor de você e tratá-la como uma prostituta. Uma risada sombria escapou dela. — Notícia novas, Kit. Isso é exatamente o que eu sou. Isso é o que eu tenho sido nos últimos três anos e isso é provavelmente o que eu vou ser no futuro previsível. Isto é, se Optimus não me jogar para fora graças ao Target,— ela disse o nome do homem com veneno em seu tom. Eu caminhei para frente e comecei circular ela como um predador. Ela era minha presa. Eu queria afundar meus dentes nela e vê-la contorcer-se debaixo de mim. Ela olhava para a frente e mordia o lábio. Ela tinha falado demais e agora ela percebeu que tinha exposto demais e que isto poderia colocá-la em apuros. Eu fiquei de pé atrás dela e inclinei para frente colocando o seu cabelo sobre o ombro e meus lábios roçaram seu ouvido, mas seu corpo não vacilou. — É isso que você quer? Ser uma puta para o resto da sua vida?— Ela não respondeu, então eu tentei uma tática diferente. Me movi para a frente dela para que eu pudesse ler seus olhos. — Esqueça as regras do clube sobre ficar em silêncio e não responder a um Brother. Nesta sala neste momento, eu estou te dando a chance de dizer o que diabo você gosta. Nenhuma repercussão.— Ela levantou uma sobrancelha um pouco, mas continuou a morder e sugar o lábio em sua boca, como se estivesse segurando suas palavras. — Sua única chance, Harmony. Agora mesmo. É tudo o que você consegue, porra. — Não,— ela trincou entre os dentes. Eu me inclinei contra a porta fechada. — Não o quê?


— Não, eu não quero ser uma prostituta para o resto da minha vida!— Ela franziu o rosto como se tivesse um gosto ruim na boca. Agora estávamos chegando a algum lugar. — Então por que diabos você está tão chateada comigo por reivindicar você? — Você me reivindicou? No entanto, você vai mal me toca! Eu preferia que você apenas me fodesse e fosse embora. Senti uma bolha de raiva em meu estômago. — Então você quer que eu trate você como uma prostituta? Ela encolheu os ombros e eu podia ver a luta começando a deixar seu corpo. — Os homens tomam o que eles querem e depois vão embora. É o que eu sei. É o que eu sempre soube. Você começa a atirar palavras reivindicação ao redor e sentimentos de merda começam a se envolver. É assim que as pessoas se machucam. — Você foi ferida antes? Teve seu coração partido? Um suave sorriso cruzou seus lábios e ela moveu-se para sentar-se à beira da cama. — Não. Eu não tenho. Porque eu vivo com o que eu digo. Eu não quero ser uma posse. Estou feliz fazendo o que estou fazendo. Dei um passo para a frente, cansado de dançar em torno desta porcaria. — Meu pedido ainda está de pé. Enquanto você está comigo você não toca os outros homens. Ela apertou os lábios e eu esperei para a réplica, mas nunca veio. Era exatamente por isso que a minha necessidade por ela era tão forte. Eu tinha lhe dado tempo para tê-la dizendo e ela tinha dito isso. Mas, no final, ela sabe que a minha palavra é lei e ela manteve sua boca fechada. — E quando você sair em poucos dias? — Vamos cruzar essa ponte quando chegarmos a ela, querida. Ela assentiu com a cabeça, mas eu não gostei do olhar de derrota no seu rosto. Ser reivindicada por um Brother era uma honra, mas Harmony estava


ocupada demais se preocupando com seus sentimentos malditos para deixar ir e explorar a nossa conexão. Havia uma conexão lá, eu senti. Eu estava um pouco chateado com Optimus por mantê-la como uma prostituta do clube muito tempo, quando era óbvio que ela era material de Old Lady. Ela amava o clube, ela seguia as regras, e ela respeitava os homens. Dito isto, — Eu acho que é hora de fazer você perceber por que ser minha vai ser tão bom.


Suas palavras enviaram arrepios pelo meu corpo e eu só poderia sentar e ver quando ele caminhou para mim. — Eu precisava saber que você era só minha antes que eu tomasse você.— Ele moveu-se entre as minhas pernas enquanto eu estava sentada na beira da cama. — Se eu te tratasse como uma garota do clube antes que isso acontecesse, isso é tudo o que você teria visto de mim: como um outro homem usando seu corpo.— Ele escovou meu cabelo para trás suavemente, expondo meus ombros e deixando os olhos vaguear sobre mim. — Eu não quero apenas o seu corpo. Quero cada pedaço maldito de você. Eu ainda estava sentada, sem saber como pegar suas palavras. Este homem tinha efetivamente tomado posse de mim. Os homens do clube não podiam me tocar, ninguém podia me tocar. Minha mente estava gritando para mim correr. Sabia que isso poderia levar ao desastre. Eu nunca arrisquei meu coração antes, eu nunca tive que o fazer. Mas meu corpo não se mexia, gostava da maneira como ele estava me tocando, a forma como seus olhos pareciam como se estivessem memorizando cada parte de mim. Meu corpo queria ele, mesmo que meu coração e minha mente ainda não tivessem certeza. Havia uma atração por ele que não podia ser negada. — Levante-se. Segui sua ordem automaticamente, minha obediência causando um pequeno sorriso em seus lábios perfeitos. Ele agarrou a parte inferior da minha


blusa, puxando-a rapidamente por cima da minha cabeça e jogando-a por cima do seu ombro. Meu shorts foram a seguir, suas mãos grandes não tendo problemas com o pequeno botão e zíper. Sacudi eles sobre meus quadris e deixei eles caírem no chão junto com minha calcinha. Eu não estava envergonhada com o meu corpo. Eu tinha algumas curvas, mas elas estavam em todos os lugares certos e eu senti que me fazia mais feminina em oposição a algumas das figuras das outras garotas do clube. Minha pele era um dourado lindo. Verão estava agora indo embora, mas a cor da minha pele poderia durar um pouco mais. Eu amava me bronzear. Meu sutiã foi rapidamente descartado e Kit deu um passo para trás quando eu fiquei de pé, livre e nua para seus olhos. — Porra. Melhor do que eu imaginava. Eu não poderia deixar de sorrir, animada que eu estava obviamente afetando ele tanto quanto ele estava me afetando, e ele ainda tinha todas as suas roupas. Eu puxei meu lábio com os dentes. Eu queria tocá-lo, sentir seu corpo contra o meu, mas eu simplesmente fiquei de pé e deixei ele explorar o meu corpo com os olhos. Ele passou a mão sobre a pequena quantidade de barba. — Pensei que eu poderia fazer suave e droga, querida. Mas agora eu estou vendo você, eu só quero golpear meu pau em você com tanta força que você vai sentir isso na próxima terça-feira. Eu sorri e fui para a cama, deslizando de costas e mantendo minhas pernas um pouco abertas dando a ele uma visão daquilo que eu sabia que ele queria. Eu não queria suave. Não com Kit. Eu queria que ele me fodesse como ele queria. Eu queria que ele me mostrasse por que ele me possuía e me submeter a ele. Eu queria estar com um homem. Eu não precisava de sentimentos e carícias leves. — Suave é sobrestimado. Com um gemido alto, o colete do clube de Kit e sua camisa foram atiradas para o final da cama e seu jeans desabotoado e caindo ao chão, cuecas


logo atrás. Seu pênis era incrível. Longo e grosso e brilhante na ponta. Ele tinha uma pequena quantidade de cabelo preto na base e algumas veias grossas apareciam de lá e até os lados. Eu gritei com o riso quando ele agarrou meus tornozelos e puxou minha bunda para a borda da cama. Ele colocou seu pênis entre os lábios da minha boceta e se inclinou sobre mim, mantendo-se acima de mim, com os braços fortes. Eu envolvi minhas pernas ao redor de sua cintura fina e ele moveu seus quadris fazendo com que seu pênis esfregasse através do meu escorregadio e latejante clitóris. Tentei controlar minha respiração, não querendo que ele soubesse o quanto um simples movimento estava afetando meu corpo. Mas esconder isto era inútil quando ele podia sentir minha excitação revestindo seu pênis, enquanto ele deslizava para trás e para frente. — Já tão molhada,— ele disse suavemente antes de repetir as palavras que ele disse para mim na noite anterior. — Você se entrega a mim? Eu o ouvi, mas eu estava tão perdida no sentimento crescendo que ele estava criando no meu corpo. Ele empurrou firme, a cabeça do seu pau conectando com o meu clitóris e fazendo-me gritar minha resposta: — Sim! Ele baixou a cabeça e colocou meu mamilo na boca, rolando sua língua em torno dele e puxando-o com os dentes enquanto ele continuava a me atormentar com impulsos de duração indeterminada. Minhas pernas se apertaram ao redor dele, precisando sentir seu pênis dentro de mim, me alongando. Eu tentei levantar meus quadris, esperando que quando ele puxasse de volta seu longo comprimento, deslizaria para dentro de minha boceta. Ele se levantou rapidamente, desenrolando minhas pernas e empurrando meus joelhos contra o meu corpo, prendendo-me na cama. — A primeira coisa que você precisa saber. Nesse quarto. Fora deste quarto. A porra de qualquer lugar. Eu estou no controle a menos que eu lhe


diga o contrário. Não fique tentando chupar meu pau para dentro desta pequena boceta antes que eu esteja muito pronto. — Sim, senhor.— Eu respirei lentamente. Seu domínio sobre as minhas coxas apertou e eu sabia que haveria um hematoma lá amanhã, se já não houvesse. Kit sorriu para mim. — Isso é o que eu gosto de ouvir. Agora segure as pernas aí enquanto eu tenho um gosto. Segurei atrás dos meus joelhos, segurando-os exatamente na mesma posição, nua para ele. Sua língua mergulhou em minha boceta e eu gemi alto, meu aperto deslizando ligeiramente. Houve um tapa alto e eu pulei, sentindo uma ardência em uma de minhas nádegas. — Eu disse para segurá-los,— ele rosnou e eu apertei de novo, espalhando as minhas pernas ainda mais abertas. Minha cabeça caiu para trás e meus olhos se fecharam enquanto ele varria a ponta da sua língua através das minhas dobras no mesmo caminho que ele seguiu com o seu pau apenas momentos antes. Minhas pernas tremiam com o esforço para mantê-las na posição, mas eu lutei. Não estava disposta a arriscar que ele parasse por nada, pois ele estava me trazendo mais perto do que eu precisava, com sua boca talentosa. Minha respiração tornou-se mais difícil, correspondendo cada lambida, chupão e mordidas. Lábios molhados fizeram seu caminho até minha coxa. — Você está pronta para mim? Você quer que eu tome esta deliciosa boceta? — Por favor,— eu sussurrei, minha garganta seca. Ele me empurrou ainda mais para cima da cama e ajoelhou-se em cima dela. A ponta dele pressionada contra minha boceta acolhedora. Estiquei para acomodá-lo, mas era tão bom. Ele se preparou acima de mim enquanto ele deslizava mais e mais para dentro em um ritmo dolorosamente lento.


Sem nenhum aviso, Kit bateu forte em mim. A dor aguda misturando com o prazer intenso fez minhas costas arquearem e meus olhos revirar. Eu precisava de mais e eu disse isso a ele. Segurei seu pescoço com uma mão e enfiei os dedos pelos seus cabelos com a outra. — Por favor, Kit. Um brilho fino de suor começou a se formar em sua testa quando ele concedeu meu desejo e forçou o caminho dentro de mim. Ele não se conteve ou foi com calma. Ele jogou toda a sua força por trás de seus impulsos, acertando meu colo do útero com cada golpe. Seus olhos ficaram conectados com os meus todo o tempo, nossos corpos conectados em mais de uma maneira. Eu tentei desviar o olhar, mas cada vez que eu o , ele rosnava profundamente para mim, — Olhos, Harmony! Ele me possuiu com cada sacudida poderosa de seus quadris. Comandando o meu corpo de maneiras que eu nunca pensei ser possível. Ele baixou a cabeça e mordeu meu pescoço. A dor e a amostra de propriedade enviando meu corpo sobre a borda. Meu corpo estremeceu incontrolavelmente. Meus dedos dos pés curvaram e eu cavei meus dedos em seus bíceps espessos. — Oh ... Sim ... Oh meu Deus ... — É isso aí ...— ele respirava com dificuldade. Eu sabia que ele estava tendo um momento difícil mantendo-se de seguir-me sobre a borda. — Me dê tudo. Dê tudo para mim. Ele era implacável. Ele sentou-se sobre suas pernas, mas seus quadris nunca pararam de se mover, ainda trabalhando seu pau dentro e fora da minha boceta pulsando. Ele limpou as gotas de suor da testa com as costas da mão, os olhos mais uma vez, me observando enquanto eu continuava a me desfazer. Quando meu corpo começou a descer da altura mais épica, ele se afastou a um passo da cama. Seu enorme pau brilhava com a minha excitação. — Venha aqui. Eu quero ver o meu esperma sobre seu peito lindo.


As pernas ainda tremendo, me movi para a beira da cama, afundando do lado e de joelhos na frente dele. Eu assisti em delírio quando ele usou a mão para masturbar a si mesmo, o meu gozo fazendo seu pau deslizar fácil para cima e para baixo. Nossos olhos presos um com o outro. Seu olhar era intenso e poderoso. Eu sabia que esta posição estava dando a ele uma sensação de controle, tendome de joelhos a seus pés, esperando por ele revestir-me com sua libertação. Meu corpo ainda formigava com as consequências da minha, e meu estado orgástico me fez querer fazer qualquer coisa para agradar o homem de pé na minha frente. Seus lábios se apertaram e eu senti um jorro quente do respingo líquido contra meus seios e no peito e imediatamente começou a deslizar para baixo no meu corpo. Eu tremi, finalmente ousei tirar os olhos de Kit e assistir seu esperma branco revestir meu corpo. A grande mão de Kit se estendeu, lambuzando o líquido através de meu peito, girando em torno de meu mamilo e puxando outro gemido da minha boca. — Minha!— Isso foi tudo o que disse antes de me erguer pelo braço e me guiar em direção ao banheiro. Ligou o chuveiro, e se moveu de volta para mim quando eu me inclinei contra a bacia. Ele pegou meu rosto em suas mãos, posicionando-o onde ele queria, olhando diretamente para ele. — Eu sei que você tem algum medo estúpido sobre ficar muito perto,— disse ele. — Por enquanto, eu vou fingir que eu entendo. Mas eu prometo a você, não é uma sentença de morte. Sendo minha significa que vou tratá-la com respeito. Significa que irei protegê-la. E isso significa que eu vou cuidar de você. — Até você sair em poucos dias,— eu falo, movendo-me em torno dele para entrar no chuveiro. Ele agarrou meu braço, me parando. — Eu disse a você que nós iríamos cruzar essa ponte quando chegassemos a ela.


Com meu momento de prazer indo embora, a realidade começou a chutar isto. Kit iria sair em poucos dias e isso seria o fim. Eu voltaria a dormir com os homens e ir à faculdade. Seus votos ridículos e proclamações de propriedade seriam uma memória distante. E, assim como qualquer outro homem, ele iria embora. Pela primeira vez desde que eu era uma garotinha, o pensamento de um homem indo embora depois de fazer promessas e mais promessas, me fez sentir enjoos.


— Por que em nome de Deus nós escolhemos estar envolvidas com um grupo de machos alfa estúpidos?— Chelsea gemeu enquanto nós caminhavamos através do campus universitário em direção ao estacionamento. — Na noite passada, Optimus encontrou-me com Blizzard. Ele gritou comigo, e Blizzard apenas estava lá com um sorriso idiota no rosto. E eles dizem que mulheres são complicadas. Eu não pude deixar de rir quando ela me contou como Optimus deixava ela louca. — Como está as coisas com o senhor arrogante?— Ela perguntou, tentando desviar a atenção dela. Suspirei. — Eu não faço ideia. Ele não vai desistir. — Não é bastante agradável ter um homem que quer você? Ele não quer que ninguém tenha você, e ele está orgulhoso de se levantar e dizer que você é dele. Eu não perdi o pequeno lampejo de dor em sua voz. Chelsea não era tão dedicada à vida do clube como eu era. Ela adorava os caras e ela adorava o sexo e as festas. Mas, essencialmente, ela queria seu conto de fadas. Ela considerou que um cavaleiro de armadura brilhante montando um cavalo branco viria e iria se apaixonar por ela. Eles viveriam felizes para sempre e toda essa besteira. Eu só não acho que ela percebeu que seu cavaleiro podia realmente vir na forma de um tatuado sexy presidente de motoqueiros montando em uma moto. Se ao menos ele tirasse sua cabeça para fora de sua bunda e visse o que


estava bem na frente dele. Isso era muito mais atraente para mim de qualquer maneira. Eu realmente não gostava de cavalos. Caleb seguiu atrás de nós como uma boa babá. Nós tínhamos irritado ele no dia anterior, fazendo ele nos seguir enquanto nós tivemos pedicures e manicures, nosso cabelo feito, comprado algumas roupas novas e, em seguida, tivemos sorvete. Até o momento em que voltamos para o clube ele não estava tão afetado e tinha nos liberado para fazer seus deveres. Nós fizemos nosso caminho através dos carros no estacionamento, tentando lembrar onde tínhamos estacionado esta manhã. Tinha sido um longo dia, mas felizmente, nós estávamos de férias por duas semanas. Deus, eu precisava. Ouvi o telefone de Caleb tocar e ele gritou para nós esperar enquanto ele atendia o telefonema. — O quê... eu não posso ouvi-lo... A recepção está realmente uma merda, mano,— disse ele enquanto se movia ao redor, tentando encontrar um lugar melhor para falar. Eu ouvi o guincho de pneus de carro e um motor acelerando antes de vêlos. Eles abafaram a persistência de Caleb, — Você pode me ouvir agora? — Harmony,— Chelsea gritou quando ela me agarrou e me puxou para trás, jogando-me para o lado de um carro estacionado. O ar foi forçado a sair dos meus pulmões com o impacto e eu deslizei para o chão, segurando meu peito. Uma grande van escura parou abruptamente na nossa frente e a porta lateral se abriu. Um homem em um terno preto atirou-se da van, saltando para nós. Lembro-me de pensar que o terno parecia caro. A camisa branca era brilhante contra o paletó preto e a calça, e ele tinha uma gravata azul brilhante que não combinava com o estilo. Eu só podia olhar enquanto avançava na minha direção. Meu corpo tentou afastar-se dele, mas eu estava lutando para respirar e o asfalto estava


rasgando as minhas pernas nuas. Chelsea puxou meu braço e me ajudou a levantar quando outro homem em um terno saltou da van. — Caleb!— Chelsea gritou enquanto eu balancei minha mochila para o cara mais próximo. Isto não fez nada, mas irritou ele e seu rosto severo ficou furioso. Ele rosnou, agarrando meu punho quando eu o balancei na direção dele. Chelsea tentou ajudar, mas ele era muito forte e no momento em que ele conseguiu envolver seus braços em volta de minha cintura e puxar-me para longe de Chelsea, eu sabia que era tarde demais. Eu chutei e gritei, mesmo percebendo que algumas pessoas assistiam com horror enquanto eu lutava contra meu atacante. Um tiro disparou para o ar, rapidamente seguido por um segundo. Então, tudo de repente estava em silêncio e imóvel. Não houve gritos. Nada exceto o som de uma bala atravessando o ar. Senti uma queimadura intensa no meu ombro e gritei de dor. Eu fui lançada e tenho certeza que ainda flutuei no ar por alguns momentos antes de pousar com um baque doloroso no chão duro e grosso. Eu ouvi o motor da van acelerar mais uma vez e o cheiro de borracha queimada encheu meus pulmões doloridos, fazendo-me tossir incontrolavelmente, entre gemidos de dor. — Harmony ... Oh merda ... me desculpe! Eu não tive a intenção de atirar em você.— Caleb se jogou no chão ao meu lado e agarrou o meu ombro com força. Eu gritei. A dor era imensa. Quase como se ele tivesse me enfiado uma faca e começado a rodar. Tentei afastar ele. — Harmony, pare! Eu preciso parar o sangramento.— Minha mente estava girando e, no momento em que olhei para onde ele estava com as mãos, eu sabia que era a coisa errada a fazer. O sangue escorria por entre os dedos dele. — Merda, merda, merda,— ele murmurou.


Chelsea estava frenética, andando ao meu lado. — Nós precisamos ir, Caleb! Alguém provavelmente chamou a polícia. Caleb rapidamente me levantou e me embalou contra seu peito. Nesse ponto, as coisas começaram a se confundir um pouco. Eu sabia que estava ferida. Eu podia sentir a dor em mais lugares do que um, mas era como se a energia estivesse drenando do meu corpo e eu estava começando a ficar dormente. Eu ouvi vagamente Caleb pedir a Chelsea para me levar para o clube antes da porta se fechar, o som retumbante na minha cabeça. — Fique comigo, Harmz. Por favor,— ela implorou. — Ele atirou em mim,— eu resmunguei em choque total. — Bastardo ... atirou em mim. — Eu sei, querida. Caleb é um idiota. E um atirador horrível, porra,— respondeu ela, o pânico ainda nublando sua voz. — Xingue, amaldiçoe, condene ele para o inferno. Faça qualquer coisa. Só não morra! Ela me perguntou a cada vinte segundos se eu ainda estava lá. Mas no momento em que estávamos perto do clube eu estava pronta para gritar com ela e dizer-lhe para calar a boca. A dormência foi embora e com cada solavanco na estrada uma dor aguda atravessou meu ombro. Agora eu podia sentir o sangue na minha boca de onde eu tinha mordido meu lábio para me impedir de gritar de dor. O carro derrapou até parar. Isto me jogou do banco de trás para o assoalho. A pequena colisão sobre o centro do carro bateu-me nas costas e as obscenidades que vieram da minha boca eram muito pouco femininas. Minha mãe ficaria horrorizada. Tiro ou não, senhoras não deveriam praguejar. Houve uma agitação de atividade, gritos e portas batendo. Eu fui colocada no sofá na sala principal, os meus olhos finalmente focando onde eu estava. Eu podia sentir as lágrimas deslizando pelo meu rosto. Tudo doía. Isto


era tão ruim. Tentei mexer e mover-me para me sentir confortável, mas cada vez que eu o fiz sentia outra pontada. — Dói!— Eu chorei. Eu senti uma mão envolver a minha e eu sabia que era Chelsea. Eu encontrei seus olhos. Eles correspondiam aos meus, lágrimas incontroláveis. — Eu sei, querida. Caleb foi buscar Kit e Optimus na academia. Você vai ficar bem. Meu corpo relaxou um pouco ao som do nome de Kit. Eu precisava dele para fazer a dor ir embora. Ele prometeu. Ele me prometeu proteção. — Harmony!— Eu ouvi a voz dele e isso era tudo que eu precisava. Meu corpo relaxou e eu finalmente me permiti ceder para a escuridão que esteve aparecendo e sumindo. Ele estave aqui. Ele iria me proteger. Ele prometeu.


— Você tem um plano para amanhã?— Perguntou Tally. Ele jogou alguns socos no saco enquanto eu segurava. — Plano para quê? — O que você vai fazer sobre Harmony. Eu fiz uma careta. Amanhã era hora de ir para casa. O meu clube precisava de mim. Tínhamos nossos próprios negócios para ver e passeios para organizar. Por mais que eu saoubesse que o clube estava em boas mãos, não era o trabalho do meu vice presidente administrar tudo. Era meu trabalho agora, e eu estava determinado a mostrar aos meus homens que eles podiam confiar e contar comigo para manter as coisas funcionando tão bem quanto meu pai teve. — Não sei. Acho que vou falar com ela esta noite. — Você vai pedir a ela para voltar com a gente? Eu honestamente não tinha idéia do que eu ia fazer com Harmony. Eu tinha reivindicado ela, e ela aceitou. Eu estava totalmente no meu direito por lei do clube para dizer a ela para colocar sua bunda na parte traseira da minha moto, porque ela estaria saindo com a gente. Harmony seguia as regras, e eu acho que se eu pedisse a ela para ir, ela iria. Mas o que eu não queria era correr o risco de ela me odiar. Eu precisava ganhar a confiança dela antes que ela estivesse totalmente disposta a aceitar a situação. Eu sabia que ia demorar um pouco, mas eu esperava que ela concordasse. Harmony era a mulher perfeita para ser minha Old Lady. Ela


conhecia os prós e os contras do clube e ela respeitava as leis que tínhamos. Mas ela também era forte. Muito forte. Eu precisava de uma mulher obstinada o suficiente para ficar ao meu lado e ter a coragem de me orientar agora e então quando eu distrair das minhas metas. — Optimus! Kit! — Eu deixo o saco e me viro para as escadas. Caleb veio disparado a toda velocidade, quase perdendo o equilíbrio no último degrau e tropeçando para dentro da sala. Ele olhou ao redor, seus olhos procurando freneticamente. Optimus se levantou de onde estava no canto nos pesos de levantamento. Ele estava em alerta, movendo em direção a Caleb rapidamente e agarrando seu ombro. — Acalme-se. O que está acontecendo? Suas mãos estavam entrelaçadas e notei a mancha vermelha cobrindo-as. — Isso é sangue?— Questionei lentamente. — Eu atirei em Harmony,— ele deixou escapar. Seus olhos estavam arregalados, olhando para mim com medo. Ele devia ter medo porque eu estava prestes a ir em busca da porra da minha arma se ele não se apressasse em dizerme que ela estava viva. — Ela está lá em cima. Eu atingi seu ombro. Alguns caras estavam tentando... As palavras saíram de sua boca tão rápido que eu mal entendia. Não que isso importasse, porque eu já estava subindo as escadas em busca da minha mulher. Não me importando com a sua explicação agora, mas em vez disso a necessidade de saber que ela estava bem. — Harmony,— chamei, correndo pelo corredor para a sala principal. Avistei Chelsea no canto, agachada ao lado do sofá. Rímel estava manchando suas bochechas e ela segurava uma pequena mão delicadamente na dela. Eu circulei o sofá e meu coração parou. O rosto de Harmony estava pálido quase como porcelana branca. Seus olhos estavam fechados como se ela estivesse dormindo, mas seu rosto estava em uma careta cheia de dor.


O sangue escorria através de um buraco em sua camiseta. Ela tinha sido atingida logo acima da clavícula. Ajoelhei-me ao lado dela, fazendo um inventário de seus ferimentos. Além da ferida de bala, ela tinha alguns ferimentos nas pernas, mãos e cotovelos. Alguns destes eram bastante profundos e ainda tinha pequenos pedaços do pavimento incorporado. — Harmony, acorde,— eu disse calmamente. Eu afastei seu cabelo da testa e seus olhos agitaram, mas não abriram. — Ela provavelmente está em estado de choque,— eu disse quando ouvi Optimus e alguns dos outros garotos correndo para o meu lado. — Eu chamei o nosso médico. Como está o pulso dela?— Perguntou Optimus. Sua mão tinha um aperto firme no ombro de Chelsea, mas ela continuava a olhar para a amiga em coma. Eu segurei meus dedos em seu pescoço. Eu senti uma batida constante contra meus dedos e suspirei de alívio. — Está bom. — Bom. Agora alguém precisa explicar o que diabos aconteceu,— ele gritou. Olhei para cima, para o estúpido prospecto plantado contra a parede, o medo arregalando os olhos. Eu atirei em direção a ele, meu antebraço pressionado firmemente contra o seu pescoço. Ele não lutou comigo. — Digame o que aconteceu,— as palavras saíram lentas e mortais. Eu liberei a pressão sobre o seu pescoço, apenas o suficiente para permitir ele respirar e falar. — Alguns caras saíram do nada, enquanto nós estávamos caminhando para o carro das meninas.— Eu poderia dizer que ele estava se esforçando para respirar, mas eu não dei a mínima. Harmony estava sangrando e era sua culpa maldito Deus. — Eles tentaram puxar Harmony em direção à van. Eu saquei minha arma, mas eu não pude conseguir um bom tiro porque o cara estava atrás dela e ela estava lutando com unhas e dentes.


Olhei por cima do meu ombro para Harmony, que ainda não havia se movido. Essa é minha garota. Combate como o inferno e nunca desiste. O garoto continuou, — Ela se moveu, assim quando eu pensei que tinha uma mira clara. Eu atirei nele e então dei a ela o segundo.— Ele estava ofegante neste momento, mas eu não cedi. — Os caras recuaram para a van e saíram em disparada. — Você pegou a placa?— Perguntou Optimus. Caleb sacudiu a cabeça. — Eu estava muito preocupado em conseguir levar Harmony para o carro antes que os policiais aparecessem. Eu liberei meu poder sobre ele e ele se inclinou, respirando como se tivesse acabado de correr uma maratona. Eu o deixei ter duas respirações antes que eu bati meu punho no lado do seu rosto, fazendo-o esparramar pelo chão. — Você atirou na minha maldita mulher,— eu gritei enquanto caminhei para ele, preparando meu punho para outro golpe de triturar ossos. — Kit!— Eu me virei rapidamente, o som de dor na voz de Harmony rapidamente tomando toda a minha atenção. Optimus puxou Chelsea relutante para fora do caminho antes que eu me abaixasse ao lado de Harmony. — Deixeo... em paz.— Seu rosto estava retorcido de dor. Eu tinha sido baleado antes e era dor suficiente para deixar mesmo um homem forte de joelhos. No entanto, aqui estava ela, dizendo para eu parar de bagunçar com o merdinha que tinha atirado nela. — Ele estava tentando... ajudar,— ela encolheu-se com cada palavra, mas seus olhos me observavam sem uma desistência. Eu zombei. — Ele atirou em você, porra. — O que você preferia? Ela com um tiro, viva e aqui, ou aqueles caras em ternos fazendo quem sabe que diabos com ela?— Chelsea gritou atrás de mim.


Virei-me e atirei-lhe um olhar escuro antes que entendesse o que ela tinha dito. — Ternos? — Sim, ternos,— disse o prospecto, se levantando do chão, finalmente, e esfregando o queixo. — Eles estavam vestindo ternos escuros e óculos. Definitivamente não é um par de bandidos. Eu peguei os olhos de Optimus. Uma reflexão séria passou entre nós e nós dois sabíamos que isso era muita coincidência. Duas abordagens muito agressivas para as garotas em menos de uma semana não por qualquer um, mas bem juntas com homens de terno. A porta de repente se abriu e um homem mais velho veio apressado carregando uma maleta grande de médico. Achei que esse era o médico do clube. Eu nunca tive o prazer de conhecê-lo pessoalmente. Ele tinha uma barba cinza e rugas daqui até o outro mundo, mas seu corpo era pesado e sólido como se ele nunca tinha faltado à academia em sua vida. — Caleb, chame todos os rapazes. Agora,— Optimus ordenou, olhando Chelsea com um olhar que estava cheio de agitação e que eu pensei que poderia ser medo. — Sim, Pres. — Tentando matar suas garotas agora, Op? O que aconteceu com apenas jogá-las fora quando você acaba com elas?— O velho brincou, enquanto olhava para Harmony. De alguma forma, Harmony conseguiu levantar a mão e acenar para o velho. — Foda-se, Doc. Ele riu, mas ainda não se moveu para ajudá-la. — Você ouve a forma como as garotas do clube conversam com os membros, Optimus? — Eu reivindiquei ela. Ela pode falar com você, de qualquer forma que ela gosta, porra,— Rosnei, de pé e cruzando meus braços sobre o peito.


— Ah,— ele explodiu, me chocando. — Sabe que quando você reivindica uma mulher você deveria protegê-la, certo? Não deixar os prospectos atirar nela. Eu dei um passo à frente, pronto para ensinar o filho da puta um pouco de respeito, mas Optimus me parou com o braço sobre meu peito. Eu apontei para ele com uma faca. — Cuidado com a boca maldita, velho.— Ele sorriu para mim. O cara velho tinha bolas de aço, isso era certo. Harmony gemeu, deslocando-se desconfortavelmente no sofá. — Apenas ajude-a droga, Doc,— Optimus rosnou antes de empurrar a mão no meu peito e apontando para a sala de reunião. — Lá. Agora. Eu olhei para ele, mas o olhar que ele devolveu era muito feroz. Inclineime e beijei Harmony na testa. — Eu não vou demorar muito. Ela não olhou para mim, mas acenou com a cabeça suavemente. Eu não poderia dizer se era dor ou se ela estava com raiva de mim. Eu não a culparia se estivesse. O Doc estava certo; eu deveria estar protegendo-a. Eu deveria ter tomado a ameaça para as garotas a sério, e eu não deveria ter contado com algum prospecto inexperiente para vigiar sua vida. Bem, isso estava tudo prestes a mudar. Eu não tinha certeza se ela iria gostar, e havia uma enorme possibilidade de que ela poderia realmente me odiar por isso, mas eu reivindiquei ela agora. Era comigo agora, cuidar dela e mantê-la segura e eu faria qualquer porra que fosse para cumprir isso.


As drogas que Doc me deu fez tudo um pouco nebuloso e eu nem sequer senti nada quando ele me moveu do sofá para o meu quarto. O cara velho era forte, eu tinha que concordar. Ele riu todo o tempo que ele trabalhou retirando a bala e me costurando. Eu gostaria de poder ter sentido meu braço durante esse tempo porque cara, eu queria cronometrar ele. — Encontrou um homem, não é?— Ele meditou enquanto ele puxou a agulha através da minha pele. Eu tive sorte. A bala tinha ido para a parte carnuda no topo do meu ombro e errando tudo que é importante. — Sim, algo assim,— eu resmunguei. — Não parece muito feliz com a idéia. — Eu gosto da minha vida. Ele interferiu nos trabalhos e isto me confundiu um pouco,— eu admiti. Kit era um cara incrível. Ele era rude e dominante, mas ele tinha um coração enorme que se preocupava com seus amigos e familiares. Isso ficou evidente a partir do momento em que eu tinha estado em sua presença. Eu só não sabia por que ele sentiu a necessidade de me reivindicar? Não era como se eu não fosse entregar-lhe o meu corpo numa bandeja de prata na primeira oportunidade. Mas ele se recusou a me tomar até ele saber que eu pertencia a ele.


Eu não quero pertencer a ninguém. Eu tinha visto a forma como alguns desses homens tratavam suas Old Ladies. Inferno, eu os tinha ajudado a enganá-las às vezes. Nem todos, mas muitos não eram fiéis. Essa era a maneira de um MC. Não importa o quanto eu adorava esses homens, a realidade era que eles tinham um complexo semelhante a Deus. Eu não queria isso para mim. Eu não queria me apaixonar por um homem que só me queria para o privilégio de dizer que eu lhe pertencia. Eu não quero assistir na mágoa, sentada em casa girando meus polegares enquanto ele transava com as prostitutas do clube como um coelhinho energizado. Eu respeitava o clube. Eu respeitava suas regras. Mas havia uma razão para eu ter escolhido a vida de uma garota do clube e não abrir caminho para ser uma Old Lady - não havia sentimentos envolvidos. Eu sabia o que eu era para eles. Era claro como o dia. Eles queriam boceta e apenas boceta. Kit queria mais, e eu tinha passado tanto tempo oferecendo apenas o meu corpo e mantendo o resto de mim mesma trancado. Eu não tinha certeza se eu sabia como dar-lhe qualquer coisa mais do que isso. Doc se levantou e foi ao banheiro para descartar as luvas e lavar as mãos. Quando ele saiu, ele me deu um olhar duro que eu nunca tinha visto nele antes. — Você está tratando isto como se estivesse andando numa maldita prancha. Aceitar ser uma Old Lady é fazer uma promessa que você será valorizada não só por seu homem, mas todo o clube. Eles vão dar a vida por você. Eles vão apoiá-la. Eles vão cuidar de você. Você vai ter família para sempre. Sinceridade não era uma palavra que eu associasse a Doc. Mas ali estava ele, direto e impassível. Estava claro que o clube significava muito para ele e eu senti como se eu estava desrespeitando-o por afastar a idéia de ser reivindicada por Kit. Eu tentei não deixar que seu discurso me afetasse. — Eu já tive homens me fazendo falsas promessas toda a minha vida. Eu não preciso delas agora. Eu


encontrei o clube e não houve nenhuma besteira. Eles sabem o que querem, eu sei o que eles querem. — E quais falsas promessas foram feitas? — A promessa de proteção,— eu disse solenemente. Kit tinha prometido me proteger enquanto eu era dele. Olha onde isto tinha me levado. Doc assentiu. — Eu entendo, Harm. Mas o mundo não pára para considerar nossos votos aos nossos entes queridos, nem as pessoas ao nosso redor que fazem suas próprias decisões sem pensar em como elas vão afetar os outros. Posso jurar para minha Lady que eu estarei em casa para o jantar, mas se houver um acidente na estrada porque algum idiota decidiu beber e dirigir e eu for atingido no tráfego, então eu vou estar extremamente atrasado não vou. Deixei escapar uma pequena risada. — Essa é uma comparação horrível. Ele sorriu. — O menino se importa com você. Às vezes, ele irá prometer estar lá para o jantar, mas ele não vai fazer isso. Não faz dele uma pessoa má. Você só tem que jogar o jantar no microondas e esperar por ele. — Doc, apenas uma sugestão, nunca entre em palestras motivacionais,— eu disse a ele, fechando os olhos e jogando o meu braço bom sobre meu rosto. Senti o entorpecente diminuindo e meu ombro estava começando a pulsar. Ele começou jogando ordens para mim - não dirigir, não molhar o curativo, tomar medicação para a dor a cada quatro horas, sem movimentos bruscos ou eu vou arrancar os pontos. Blá blá blá. Reconhecendo seu discurso com um aceno de mão, eu o ouvi bufar e depois de se afastar ouvi a porta abrir e fechar. Suspirei. Se eu pudesse conseguir fazer o quarto parar de girar agora. — Como se sente?— A voz de Kit me fez pular, causando a dor fraca no meu braço aguçar. Eu gemi, desejando que isto tivesse apenas sido um grande pesadelo. — Você foi baleado antes? — Sim.


— Então, você realmente precisa perguntar?— Eu atirei sobre ele, nem mesmo me preocupando em levantar o braço do meu rosto. Ouvi ele se aproximar da cama antes de se sentar levemente, não completamente suficiente para me empurrar. — Você poderia ter respondido sem a atitude de maldizer. Eu levantei meu braço apenas o suficiente para olhar para ele debaixo dele. Ele me olhou, eu deveria ter pensado melhor antes de tentar intimidar o Sr. Cara-feia. — Estou dolorida. — Como estão as suas pernas? — Doloridas,— eu disse. — Qual é a porra do seu problema? A bala atingiu o seu modo cadela?— Ele agarrou meu pulso e puxou meu braço do meu rosto, prendendo-o ao meu lado. — Eu quase fui sequestrada! E se isso não fosse suficiente, eu levei um tiro. — Eu atirei em você? Eu fiz uma careta. — Não. — Então por que diabos você está fodendo comigo por causa disso? Eu suspirei, meu corpo estava muito cansado e eu senti que ia vomitar. Eu sabia que estava sendo irracional. Não era culpa dele, mas senti que precisava de alguém para culpar e ele estava lá. — Eu só quero dormir. Você pode ir? — Não, eu não posso ir. Minha mulher quase foi tirada de mim.— Eu senti pena em retrucar ele, mas eu estava machucada e eu estava tensa. — Há um conjunto de situações prestes a começar e temos de falar sobre isso. Eu mexi meu braço de seu aperto firme e tentei puxar o meu corpo em cima da cama, então eu estava em uma posição sentada. Kit estendeu a mão


para ajudar, mas eu o afastei. Eu sabia que estava sendo uma pirralha, mas eu não poderia evitar. A necessidade de afastá-lo era muito forte. — Você está indo para casa amanhã. Não é o seu problema. Ele saiu da minha cama e foi para minha mesa. — Isso é o que temos de falar.— — Nós realmente não... — Harmony,— ele gritou, batendo as palmas das mãos sobre a superfície da madeira dura. Meu corpo saltou com o ruído alto que ecoou no pequeno quarto. Eu fiz uma careta de dor, mas ele nunca falhou, olhando para mim como se isto me servisse bem pela forma como eu estava agindo. — Você vai apenas parar e me escutar por um minuto maldito. Eu não falei. Eu queria mandar ele para o inferno e dizer-lhe para se virar e sair. Eu queria que ele saísse e nunca mais voltasse. Mas, infelizmente para mim, meu cérebro discordou e recusou-se a transmitir os meus desejos para a minha boca. Realmente precisava ouvir o que ele tinha a dizer. Cérebro estúpido. Eu sabia que era defeituoso. — Agora escute, e escute bem,— disse ele lentamente. — Tomei posse de você. Minha boca se abriu, mas ele me deu um olhar que me desafiou a falar e fechei novamente muito rapidamente. O respeito pelos Brothers tinha sido gravado em mim. — Tomei posse de você. Isso significa que a responsabilidade sobre você está em mim. A sua segurança – em mim. Seu bem-estar – em mim. As palavras que saem de sua boca quando as pessoas estão por perto para ouvi-las – em mim. Eu levo essa merda a sério. Eu sou um Presidente dos Brothers By Blood,— sua voz parecia irritada como se ele se forçasse a continuar, — Você se machucou e essa merda está sobre mim.


Meu coração pulou um pouco quando ele repetiu exatamente o ponto que eu estive remoendo com Doc momentos antes. Ele tinha jurado proteção. Eu não tinha sido protegida. — Eu não vou cometer o mesmo erro novamente e, por essa razão, eu tomei uma decisão.— Eu engoli bruscamente. Eu não tinha certeza do que estava por vir. Parte de mim esperava que ele dissesse que não podia fazê-lo. Ele não podia me reclamar porque ele não queria o fardo. Meu coração doeu com a ideia, apesar de ter sido o que eu pensei que eu queria. A outra parte de mim riu, sabendo que era um pensamento estúpido para começar. — Você vai voltar comigo. As palavras vibraram na sala e eu olhei para ele em choque. — Não. — Você deu-se a mim, Harmony. Você aceitou o meu pedido. — Quando eu pensei que estaria aqui por alguns dias. Ele encolheu os ombros. — Eu nunca coloquei um limite de tempo para isso.— Quebrei minha cabeça, sabendo que ele estava certo, mas ainda disposta a discutir o ponto de qualquer maneira. — Não lute comigo sobre isso, querida. Você não vai ganhar. Eu estou no meu direito de ordenar você, mas eu prefiro não chegar a esse ponto. — Minha vida é aqui, Kit. O clube, meus amigos - minha faculdade! — Você está de férias da faculdade por duas semanas. O clube tem garotas suficientes e você ainda pode conversar com seus amigos. Eu não estou prendendo você em um quarto acolchoado e jogando fora a chave. Estou fazendo o que eu preciso fazer para proteger o que é meu. E você, você é minha. — Então você continua a me lembrar ...— eu comentei secamente. Ele bate as mãos sobre a mesa novamente antes de caminhar até mim e ficar bem na minha cara. — Um dia vamos ter uma conversa séria sobre o porquê de você continuar a me afastar. Eu não sei o que está acontecendo nessa sua linda cabecinha, mas você precisa se livrar dessa merda tóxica em breve.


Por enquanto, a minha principal prioridade é garantir que você esteja segura e que você descanse. Eu não dou a mínima se você não quer vir. Eu vou arrastá-la chutando e gritando, se é isso que é preciso para mantê-la longe de danos, porque você sabe o quê? Você me deu esse direito quando você aceitou a minha propriedade sobre você e abriu essa bocetinha apertada para meu pau. Sentei-me atordoada. Ele estava certo e eu sabia disso. Não havia nenhum ponto em discussão. Eu tinha me dado a ele; mesmo que fosse em um estado cheio de luxúria. Eu não tinha visto o significado de suas palavras antes e depois. 'Você dá-se a mim' Eu tinha assumido que ele simplesmente não queria me compartilhar enquanto ele estava aqui. Mas eu estava errada. Kit tinha me reivindicado, e no mundo MC, a propriedade era um tema forte. Você não se afasta simplesmente deste tipo de coisa, a única saída é se ele me deixar sair. E eu sabia do olhar em seu olho que ele não ia me deixar ir embora sem uma luta.


Meus irmãos estavam reunidos na grande sala de reuniões que era usada para a Igreja. Não havia assentos suficientes para todos, comigo e com os meus garotos lá, então todos nós escolhemos ficar de pé. Alguns eleitos inclinaram-se contra as paredes ou contra a mesa de madeira maciça que tinha a insígnia do nosso clube gravado nela. Outros estavam muito preocupados para relaxar, incluindo eu, e ficámos de pé estoicamente, à espera de Optimus anunciar o início da reunião. — Alguém atacou uma das nossas garotas hoje,— ele disse suavemente, mas com a escuridão em sua voz. Isso chamou a atenção de alguns dos homens. A palavra não deve ter chegado até eles ainda. Tally estava ao meu lado, mas dois dos meus rapazes, Mix e Rifle, franziram a testa para mim do outro lado da sala, me questionando silenciosamente, enquanto Optimus continuou, — Como todos sabem, Kit reivindicou Harmony. Harmz tem estado conosco por um longo tempo, Chelsea também. Sei que muitos de vocês cuidam de ambas. Elas podem ser garotas do clube, mas elas são parte da nossa família.— Eu vi muitos acenos ao redor da sala. — Hoje alguém tentou raptá-las e Harmony foi baleada. Houve murmúrios por todo o espaço.


— Nós vamos pegar o filho da puta que atirou nela,— disse Slider, dando um passo à frente. Eu ri. — Ele está bem do lado de fora da porta, pode começar. — Kit,— Optimus repreendeu e eu revirei os olhos. — Infelizmente ela foi pega no fogo cruzado. Caleb disparou tiros, um deles atingiu o ofensor, o outro atingiu Harmony no ombro. Houve algumas risadas ao longo dos rostos descontraídos. Eu bati meu punho na mesa de madeira e a sala ficou em silêncio mais uma vez. — Alguém tentou levá-la, caralho. Eu quero saber quem foi e porquê?— Eu exigi. Wrench limpou a garganta e avançou. Wrench era reservado. Sempre o pacificador, não o agressor. Ele também era inteligente como o inferno, e controlava todos os aspectos do clube que era necessário, por computador. — Eu conversei no café que as meninas estavam quando aquele cara quebrou o telefone de Harmony e também tenho algumas impressões parciais dos pedaços quebrados que ela trouxe de volta. Não estava no topo da lista de coisas para fazer, mas se você me dá licença agora, eu vou fazer tudo. Espero encontrar algumas respostas. — Vá,— eu rebati, sem esperar por Optimus dar a seu homem a ordem. Como um bom garoto, porém, ele consultou o presidente primeiramente antes de começar a ir em frente para sair. — Vou levá-la de volta para Troy comigo. Ela precisa de proteção, assim como Chelsea. Com um clube sobre cada uma delas elas estarão seguras. Ninguém me questionou, não que eu fosse colocar o tema em debate. — Vocês observem as mulheres, observem suas Old Ladies, observem suas famílias. Não temos certeza de quão profunda é a extensão desta merda, por isso precisamos de todas as nossas bases cobertas.


Cada homem concordou com a cabeça e eu caminhei rapidamente para fora da sala para encontrar a minha mulher e ver como ela estava. A notícia não foi levada tão bem por Harmony, mas a fim de mantê-la segura, eu iria puxar meu modo controlador e não lhe dar nenhuma escolha no assunto. Eu não queria fazer isso, mas o perigo estava à espreita e eu estaria ferrado se eu deixasse a teimosia dela me impedir de protegê-la. Eu tinha chamado um dos meus rapazes e falado a ele para estar aqui de manhã cedo com o meu caminhão. Harmony não estava em condições de andar na parte de trás da minha moto. Ele iria levar minha moto de volta e eu iria de carro com ela. Normalmente eu nunca iria permitir qualquer pessoa perto da minha moto, mas no momento, o pensamento de deixá-la fora da minha vista fez o meu estômago virar e torcer nas formas mais dolorosas. Eu tinha decepcionado ela. Eu tinha falhado, e parecia que a minha palavra agora era indigna de confiança em seus olhos. Não que ela estivesse muito entusiasmada sobre toda essa porcaria em primeiro lugar, mas se eu queria que ela fosse minha Old Lady, eu precisava ter todo o seu apoio. Ela tinha tido uma atitude para mim que eu não tinha visto em muito tempo. Eu era um membro do clube há anos, e antes disso, eu era sempre o filho do presidente. Não era para eu causar problemas ou falar. Harmony tinha uma boca nela que poderia rivalizar com a minha própria, mas ela equilibrava isto bem. Depois da nossa conversa acalorada no quarto, ela tinha conseguido sair tarde da noite para o jantar. Quando eu tinha falado com ela na frente dos Brothers, ela estava sarcástica mas respeitosa e eu admirava isso. Ela sabia que, por trás de portas fechadas, ela poderia me mandar ir chupar um grande e gordo pau se ela quisesse, mas quando os outros estavam presentes era hora de fechar a boca. A minha decisão de ficar em seu quarto naquela noite também foi bem disputada.


Harmony expressava emoções muito livremente. Não era sempre que eu tinha dificuldade em ler como ela estava se sentindo. Eu deixei isso pra lá perante o fato de que ela sempre me olhou nos olhos. Eu aprendi a amar aquilo sobre ela, mesmo quando ela estava triste ou diabolicamente com raiva, seus olhos nunca se afastaram. Eles eram inalteráveis e me permitiam ver em sua alma. Eu podia ler em seus olhos o que ela não poderia dizer com a boca ou seu corpo. Eu tinha levantado cedo para receber meu garoto, Tie. Ele estacionou meu Chevy no estacionamento do clube, quando andei para fora e acendi um cigarro. Eu tendia a fumar quando eu estava estressado, era um hábito nojento, mas fazia bem acalmar-me, especialmente quando o álcool não era uma opção. Segurei sua mão e nos abraçamos com um par de pancadas sobre as costas um do outro. — Como vai, irmão?— Ele perguntou com um sorriso largo. Tie era jovem, descontraído e despreocupado. Sabe-se lá como raio ele ficou assim com a educação que teve. Ele era sem-teto e vivia nas ruas aos quatorze anos antes do meu pai levar ele. Tie tinha se tornado como um irmão mais novo para mim, até mesmo ao ponto de chamar os meus pais de mamãe e papai. Meus pais o adotaram e colocaram-no de volta na escola. Minha mãe o incentivou a ir para a faculdade. Kid poderia ter sido um médico ou um advogado com o cérebro que ele tinha em sua cabeça. No final, porém, ele escolheu o clube, as pessoas que lhe deram uma família quando ele não tinha nenhuma. Eu respirei fundo, tentando abafar a agitação que eu podia sentir crescer na minha barriga. — Não é muito bom, cara. — Ouvi um boato de que você está fora do mercado?— Ele soltou uma risada suave. — Como é que isso funciona para você? — Ela vai ser a minha morte.


— Ela é o tipo de 'apunhalar você em seu sono'? — Se eu fosse, ele iria merecer isso,— a voz suave me fez sorrir. Virei-me para encontrar Harmony encostada no batente da porta. Ela usava a minha camisa, a mesma que eu a encontrei usando enquanto dormia, quando finalmente fui para cama nas primeiras horas desta manhã. Harmony era alta, então a camisa ficou no comprimento perfeito; logo abaixo de suas nádegas. Tie assobiou baixo e eu atirei-lhe um olhar de advertência. — Harmony, este é meu irmão, Tie. Ela assentiu com a cabeça. — É bom conhecer você.— Seus olhos se voltaram para mim. — A que horas partimos? Fiquei surpreso com a pergunta, ela não parecia ansiosa para ir e eu podia ouvir a pequena quantidade de apreensão em sua voz. — Assim que estiver pronta, querida. Ela assentiu com a cabeça novamente. — Eu vou tomar um banho e me vestir. Assim quando ela se virou para sair, eu chamei ela. — Harm, você não pode tomar banho. A bandagem precisa ficar seca. Seu nariz enrugou. — Eu esqueci. Eu só vou me vestir, então.— Ela moveu-se rapidamente para dentro antes que eu pudesse dizer mais alguma coisa. — Uau, ela parece muito feliz em ir embora,— Tie disse sarcasticamente. Suspirei. — Sim, fazendo o melhor. — Você tem certeza que é a coisa certa a fazer então Eu não precisei pensar antes que as palavras saíssem da minha boca, — Nunca estive mais seguro na minha vida.


Eu não tinha dormido muito durante a noite. Toda vez que eu fechava os olhos, eu sentia tudo novamente. Os braços do estranho do homem ao redor do meu corpo, a estrada gravemente rasgando a minha pele, a bala queimando através da minha carne como uma faca quente na manteiga. Eu queria desesperadamente um chuveiro. Eu precisava lavar tudo fora. Mas mais uma vez Kit estava certo, eu não poderia molhar meu curativo. Caleb estúpido. Eu pediria para atirarem nele pelas costas por atirar em mim. Meu braço estava numa tipóia, restringindo o meu movimento na esperança de que eu não puxasse meus pontos fora. Isto tornou difícil fazer qualquer coisa. Eu mal entrei no meu jeans antes que percebesse que não poderia abotoá-los. Eu tinha ido em busca de Chelsea para me ajudar, mas ela não estava em seu quarto. Um par de caras tinham olhado para mim como se eu fosse louca, quando pedi a eles para colocar suas mãos ao lado da minha virilha. Obrigado, Kit. Eu peguei um vislumbre do canto do meu olho, a luz da manhã refletindo nas cordas da minha guitarra. Olhei para ela ansiosamente, esperando que não fosse muito tempo antes que eu pudesse tocar novamente. Eu não tinha passado um dia sem ao menos tocar uma música desde que eu peguei pela primeira vez a guitarra com a idade de sete anos. De repente, senti como se estivesse faltando um membro. Eu bufei como uma criança mimada e me deitei no chão, olhando para o teto como se ele fosse me dar todas as respostas para o meu problema. Minhas roupas estavam espalhadas por todo o chão, eu colocaria meus tênis, mas não


conseguia amarrar os cadarços e meu jeans ainda estava desabotoado. — Eu só quero a porra de um chuveiro,— eu chorei, dramaticamente. A risada veio da porta e eu olhei para ver Leo ali, preenchendo todo o espaço com os braços cruzados com força sobre o peito e um sorriso do tamanho da droga da China. — Cala a boca, Leo. Isto é tudo culpa sua. Ele riu novamente, desta vez um pouco mais alto. — Explique-me como isso é culpa minha, Harmz? Eu apontei para ele com o meu braço bom. — Se você não tivesse passado tanto tempo treinando Caleb para lutar, e passado um pouco ensinando ele a disparar uma arma, então eu seria capaz de esconder minha pequena barriga rechonchuda atrás do botão da minha calça jeans. Mas não, você não ensinou isso a ele. Então, agora, ele tem uma mira de merda, eu tenho um buraco no meu ombro e minha barriga está exposta para todo mundo ver. Eu estava histérica, isto era muito ridículo. Essa merda tinha me torcido em todas as direções desde domingo. Não ser capaz de fazer as coisas por mim mesma, sentindo-me como uma inválida, e agora eu estava prestes a deixar o clube. As coisas estavam mudando mais rápido do que minha mente poderia acompanhar. Leo se moveu sobre mim, ficando de pé, com um pé de cada lado dos meus quadris, ele estendeu a mão para agarrar ambos os lados do meu jeans. — Murcha a barriga, gorda.— Eu olhei para ele, mas murchei a barriga enquanto ele fechou os dois primeiros botões. — Quantos de vocês, rapazes, que eu tenho que alertar sobre tocar nas coisas que não pertencem a vocês?— A voz de Kit rosnou da porta, mas sua voz não podia cobrir a pequena pitada de diversão lá.


Revirei os olhos e Leo continuou a sorrir para mim. — Desculpe irmão, mas eu estava com medo que, se ela não conseguisse entrar em suas calças, ela poderia ter um colapso mental. — Parece correto. Leo agarrou meu braço bom e me puxou do chão. — Só queria dizer adeus. Macy vai sentir sua falta. — Eu vou sentir falta dela também,— suspirei tristemente. Leo abraçou Kit. — Boa viagem, irmão. Em seguida, ele se foi. — Você está pronta?— Perguntou Kit, chegando mais perto na minha frente antes de cair de joelhos e amarrar meus cadarços. Eu quase sorri com o gesto, mas a minha teimosia manteve o olhar impassível no meu rosto. — Sim, eu acho. Ele enfiou as minhas coisas na minha bolsa e fechou. — Vamos indo. — Posso levar minha guitarra? Ele se virou para mim, com a testa franzida, como se estivesse confuso com a pergunta. — Claro. Agarrei-a e caminhei em direção à porta. Kit colocou seu braço em volta da minha cintura, me parando e esfregou seu rosto no meu pescoço. — Um dia eu espero que você possa perceber que eu estou fazendo isso para mantê-la segura, não para puni-la.— Ele me beijou suavemente no rosto e me guiou para fora do quarto com uma mão na parte inferior das minhas costas. Chelsea e Optimus estavam esperando lá fora por nós. Chelsea me abraçou com força. Eu estremeci com a dor, mas não disse nada, aproveitando o momento que tive com minha melhor amiga. — Eu verei você em breve,— eu sussurrei em seu ouvido. — Eu verei você em breve,— ela repetiu com tristeza.


Chelsea recuou e Optimus veio no seu lugar, olhando para mim com uma cara que eu não conseguia entender. — Esta é a melhor maneira, Harm. Quando soubermos que você está segura, iremos recebê-la de braços abertos.— Seus olhos foram momentaneamente por cima do meu ombro. — Se for o que você quiser. — Harmony!— Caleb veio correndo da sua posição de guarda às portas da frente. Ele parou de repente na minha frente. — Sinto muito, Harm. Eu não o tinha visto desde que tudo isso aconteceu. Sim, eu estava chateada que eu tinha ganho um tiro, mas não foi exatamente culpa dele. Ele estava tentando me proteger, e se eu gostava de admitir isto ou não, sendo atingida foi a única coisa que me salvou de ser arrastada para a van. — Está tudo bem, Caleb.— Eu sorri suavemente e estendi a mão para tocar seu braço. — Eu ainda estou aqui por causa de você. Esta merda vai curar e eu vou estar de volta muito rapidamente.— Eu disse a ele, apontando para o meu ombro. Caleb tinha um lugar especial no meu coração. Sempre me senti querendo tomar conta dele, mesmo quando os outros irmãos jogaram seus jogos de trote estúpidos. Nós brincamos e flertamos o tempo todo, mas para mim eu acho que eu sempre o vejo como um irmão um pouco pateta. — Vamos, Harmony. Os garotos estão ansiosos para voltar,— disse Kit atrás de mim. Eu balancei a cabeça e caminhei para o grande caminhão Chevy que estava estacionado ao lado da moto de Kit. Eu sentei na cabine, observando enquanto Caleb voltou ao seu posto e Optimus pediu para Chelsea se afastar. Ele e Kit tiveram uma pequena conversa com alguns dos homens. Estavam balançando a cabeça e rostos severos, mas foi rápido e Kit estava logo vindo ao meu encontro subindo no lado do motorista do caminhão.


Ele não disse nada enquanto nós saíamos do estacionamento do clube para a estrada principal, motos nos rodeando em um coro de aceleração e retumbante. Eu estava triste. Não havia grandes palavras para descrever como me sentia. No sentido merda significativa. Eu estava triste. O clube aqui tinha sido minha vida nos últimos três anos ou mais. Tentei pensar nisso como um pouco de férias. Mas a realidade era que Kit tinha feito bem claro que ele tinha em sua mente me manter, e eu sabia que ele iria tornar muito difícil para mim sair. Meu telefone tocou no meu bolso, o toque era uma das canções de Ashes & Embers - a banda que minha mãe estava representando atualmente. — Oi, mamãe,— eu respondi, tentando parecer o mais alegre possível. Eu vi os olhos de Kit piscar para mim antes de, mais uma vez, focar na estrada. Eu podia ouvir a banda tocando ao fundo, imaginando que eles deviam estar em ensaios. — Ei, menina bonita. Como você está? — Eu estou bem, mãe. Como estão as coisas aí?— Eu tentei tirar a conversa fora de mim, realmente não querendo explicar-lhe a situação em que eu estava no momento. Mas, é claro, esta era a minha mãe. Nada lhe escapava. Ela zombou. — Vamos tentar isso de novo, desta vez com a verdade. — Mamãe, eu não posso falar sobre isso agora. — Você está bem? Você foi sequestrada ou algo assim? Tosse duas vezes se você precisar de mim para chamar a polícia,— disse ela freneticamente. Deixei escapar uma pequena risada. — Sério mãe, o que é que você tem? Tossir duas vezes? Eu ouvi um suspiro de alívio. — Desculpe, eu me preocupo. Você sabe disso.


— Eu sei, mãe. Mas, honestamente, eu estou bem. Na verdade, estou indo embora por alguns dias com alguns amigos do clube.— Eu vi as mãos de Kit apertar no volante do carro. — Este amigo é um garoto?— Ela perguntou, curiosa, talvez com excitação demais. — Pode ser. — Ele é quente? — Mãe!— Vi o sorriso Kit e foi então que eu percebi que ele podia ouvir o lado da conversa dela também. — Coloque no viva voz. Eu gemi, ela tinha feito isso com alguns dos outros garotos e eles tinham se apaixonado por minha mãe instantaneamente. Ela apenas tinha um jeito com os homens. Eu cliquei no botão do viva voz e segurei o telefone na minha frente. Eu segurei minha testa na palma da minha mão. — Aí, você está no viva voz. — Olá? Kit riu. — Olá, senhora. — Oh, olá, meu jovem. Qual é o seu nome? — Kit, senhora. — Por favor, não senhora para mim, meus pais me deram um nome por uma razão. Eu sou Helen,— ela tinha sua voz de mãe rígida já. — Quais são suas intenções com minha filha linda, Kit? Eu gemi de novo, mas Kit apenas riu enquanto observava a estrada. — Só quero mantê-la segura, Helen.


— Por que ela não está segura?— Minha mãe rosnou e eu poderia dizer que foi mais dirigida a mim por não compartilhar aquele pedacinho de informação. — Ela vai estar enquanto estiver comigo. — Harmony Hope Jones... Eu olhei para Kit. — Mãe, está tudo bem. Estou bem. — Eu não hesitarei em ir aí e levar Storm, Vandal, e os outros meninos comigo para arrastá-la de volta para cá se for necessário.— Eu corei, aqueles meninos e minha mãe tinham uma estranha relação de amor e ódio. Provavelmente porque ela tinha o trabalho de mantê-los na linha e fora de problemas, e eles poderiam ser tão problemáticos como garotos maus. Mas o que eu sabia era que eles não hesitariam em vir aqui e ajudá-la a me arrastar de volta com eles - clube cheio de motociclistas, que se dane. — Mãe, eu vou agora. Eu estou bem, honestamente. Kit vai cuidar de mim. Eu te ligo amanhã. Eu sabia que não a estava acalmando, mas ela me deixou. — Bem. Amanhã, Harmony. Eu te amo. — Eu também te amo, mãe. Eu desliguei e continuei com a palma na minha testa. — Obrigada por isso,— eu murmurei. — Quem é Storm e Vandal?— Kit conseguiu falar. — Eu te disse. Minha mãe é publicitária para uma banda famosa. Storm e Vandal são membros da banda. — Você tem alguma coisa acontecendo com eles? Eu apontei a ele com os olhos apertados. — E se eu tiver? — Harmony...— ele rosnou profundamente. — Você pode apenas dirigir? Eu não posso ser fodida com isso agora, para ser honesta,— disse eu, suspirando, exasperada.


— Nós vamos conversar,— disse ele calmamente. Revirei os olhos. — Tenho certeza que iremos.


Nós entramos em algum pequeno posto de gasolina e loja de conveniência não muito longe, fora da cidade. Kit tinha seguido as motos para este posto, murmurando algo para si mesmo sobre o que eles estavam fazendo. Nós estávamos no carro não muito mais do que uma hora, mas eu estava desesperada para sair e respirar. Eu fui em busca do banheiro, deixando Kit para falar com seus irmãos. Eu realmente não precisava ir, mas estar naquele espaço pequeno com ele ao meu lado, estava mexendo algo feroz na minha cabeça. Kit era sexy, ele era controlador e ele era forte. Tudo que um presidente de motociclistas fora da lei devia ser. Quando ele falava, você prestava atenção, não apenas porque você devia, mas porque ele tinha esse tipo de aura em torno dele que fazia você querer ouvir o que ele tinha a dizer. Eu odiava isso. Droga. Eu gostava de Kit. Ok, talvez fosse mais do que isso. Talvez eu estivesse começando a ter sentimentos por ele. Meu corpo sabia disso, do jeito que queria que ele tirasse minhas roupas e transasse comigo de frente, de costas, e todas as formas loucas. Meu coração sabia disso na forma como batia quando ele estava por perto. Mas a minha cabeça? É aí que as acusações vinham. Isso é o que me manteve lutando contra a situação, contra ceder e deixar que ele me tivesse.


Meu coração não se lembrou de todas as vezes que os homens tinham entrado e saído da minha vida, sempre me deixando para trás sem um segundo pensamento. Meu corpo não se lembrava de como era olhar para alguém, tê-los ensinando seu ofício e, em seguida, apenas saindo sem sequer um adeus no fim da turnê de rock deles. Minha cabeça se lembrava dessas coisas. Elas ficaram gravadas em meu cérebro. Um lembrete afiado de como se apegar a alguém não era uma coisa boa. Eles iriam seguir em frente e eu seria deixada para trás. Eu tinha vivido esse padrão tantas vezes que isto tinha, eventualmente, se tornado a norma. Então me tinha sido oferecido um lugar como uma garota do clube e quase parecia perfeito demais. Bebidas, sexo, homens e sem anexos que seja. Eu estava na frente de um grande espelho do banheiro. Olhando para meu reflexo era um pouco deprimente. Meu braço estava embalado em meu corpo, porque eu tinha recusado usar a minha tipoia no carro, com muitos protestos de Kit. Meu cabelo estava pendurado em volta do meu rosto, algo que eu odiava, preferindo tê-lo amarrado para trás ou pelo menos fixado para trás e para fora do caminho. E, além de tudo isso, o sorriso que eu tentei colocar em meus lábios, nem sequer se assemelhou a um real. Foi tão forçado que era triste. Eu ouvi a porta se abrir, mas não dei importância enquanto continuei a estudar-me no espelho. Kit iria me ajudar com isso. Ele iria encontrar o cara, puni-lo com a ajuda do clube e eu iria para casa. Eu suspirei, sabendo que eu estava me enganando. Kit tinha feito perfeitamente claro o que ele queria – eu. E, enquanto eu estava independente e cheia de vontade, dizendo a mim mesma que eu não precisava de um homem para cuidar de mim ou me ser fiel, eu me sentia segura com ele. Segura em uma situação que eu nunca admitiria a ninguém que me assustava muito. — Harmony Jones.— Minha cabeça virou de repente, a voz masculina profunda enviando ondas de choque através de mim.


Virei-me para encontrar dois homens. Um de pé na frente da porta do banheiro com os braços cruzados sobre o peito, o outro mais perto de mim, um olhar presunçoso estampado em seu rosto. Ternos. Eles estavam ambos vestindo ternos. Ternos de grife. Não apenas aqueles que você aluga para um casamento, mas os que empresários ricos tinham e usavam diariamente. — É tão bom ver você de novo. Eu o reconheci imediatamente. O homem do café. Aquele que tinha começado toda essa jornada. Meu estômago virou e minha garganta ardeu. Eu queria gritar, gritar por ajuda. Mas eu sabia que os rapazes estavam todos lã fora na frente da loja, e eles não me ouviriam. Firmei meus ombros e olhei para ele através dos meus cílios mergulhados, fingindo uma confiança que eu sabia que não tinha. — E você é? Ele estendeu a mão, em busca de um aperto de mão. — Daniel Ashley.— Eu olhei para a mão, enrugando meu nariz como se eu estivesse profundamente desgostosa, ao contrário do medo na minha mente. Ele segurou-a lá por alguns segundos antes de retirá-la com uma risada leve. — Você sabe, é educado apertar a mão de um homem quando ele oferece a você. — Eu diria que sinto muito, mas isso seria uma mentira,— eu tiro. Eu vi seus olhos estreitarem um pouco, mas ele cobriu o ligeiro ataque de raiva rapidamente com um sorriso. — Eu só queria vir e me apresentar a você. — Em um posto de gasolina no meio do nada?— Eu zombei. Eu sabia o que ele estava fazendo, eu não era estúpida. Este homem estava provando um ponto. Ele sabia onde eu estava e com quem eu estava e ele queria me mostrar que ele podia chegar até mim. — Infelizmente, eu não tenho sido capaz de pegá-la sozinha ultimamente,— a ênfase nas palavras não foi perdida para mim e meu corpo, instintivamente, deu um passo para longe dele. Ele seguiu, o seu passo muito


maior. Ele estava se aproximando e com o seu homem de guarda na porta, ele estava me encurralando em um canto. — Eu precisava da sua amiga, Chelsea não é? Eu precisava dela para um negócio. Foi uma pena que você teve que vir e estragar isso. Sua mão levantou, me batendo no rosto e forçando-me contra a parede. O secador de mãos atingiu minhas costas e minhas pernas ameaçaram ceder. Com minhas costas contra a parede, eu me senti como um animal enjaulado à espera de um predador para atacar. E ele não decepcionou. — Eu pensei que iria conseguir que alguns dos meus homens a agarrassem.— Ele apontou para o cara musculoso de pé na porta que sorriu diabolicamente. — Eu só queria ter uma conversa, talvez ensinar-lhe algumas coisas sobre boas maneiras. Mas você arruinou isso também. Como está seu ombro a proposito? — Vá se foder — eu zombei. Sua mão disparou e agarrou o meu ombro dolorido. Eu fiquei tensa, tentando não mostrar para este homem quanta dor ele estava me provocando. — Por mais que eu gostasse de fazer exatamente isso. Esse não é o meu trabalho aqui.— Ele pressionou o polegar diretamente em minha ferida de bala e eu gritei quando um choque de dor atravessou meu corpo. Tentei afastar-me dele, mas ele apenas deu um passo para mais perto de mim, sua mão e a dor mantendo meu corpo imóvel. Eu poderia até ouvir e sentir os pontos estalando e desfazendo. — No começo eu só queria mostrar-lhe algum respeito. A maneira como você falou comigo era inaceitável, Harmony. A mulher precisa saber seu lugar, e é óbvio para mim que você não sabe. As lágrimas ardiam nos meus olhos, mas eu as forcei a parar. Eu não iria mostrar a esse monstro qualquer sinal de que ele estava ganhando. — Eu disse... Vá... se foder.


As costas da mão no rosto me pegou de surpresa e eu tropecei, caindo contra uma das cabines sanitárias. Segurei nela, antes que eu pudesse cair, tentando manter o equilíbrio. Eu olhei para ele, e a escuridão nos olhos brilhando de volta para mim me fez querer me esconder. Ele limpou a garganta e ajustou suas abotoaduras casualmente como se ele não tivesse acabado de me bater. — Você é forte, Harmony. Eu vou concordar com isso.— A dor no meu ombro e rosto era insuportável, mas eu tinha endireitado os ombros e olhado ele nos olhos, recusando-me a deixá-lo me ver vulnerável. — Mas todo mundo tem seu ponto de ruptura e eu iria ter tanto prazer em quebrar você. Mas, em seguida, um cliente meu ouviu sobre você, ele ficou muito interessado e faz questão de tê-la em sua coleção. Eu fiz uma careta, confusa com suas palavras. — Eu sei quem você é! Eu sei onde você está indo! Eu sei tudo sobre você!— Ele sorriu, tirando a poeira de suas mãos como se, quando me bateu, pudesse ter contraído algum tipo de doença. — Eu vou deixar você ter um pouco de tempo com seus amigos, porque onde você está indo, você vai precisar das memórias felizes para sobreviver.— Então ele se virou e saiu, como se ele não tivesse acabado de me ameaçar. Quase como se fosse apenas mais um dia no escritório. Meu corpo cedeu e eu escorreguei para o chão. As coisas estavam intensificando muito rapidamente, a minha mente não podia acalmar-se, suas palavras repetindo uma e outra vez. Ele deve tê-la em sua coleção. Onde você está indo, você vai precisar das memórias felizes. Eu teria tido tanto prazer em quebrar você. Eu ouvi um suspiro e olhei para cima, meus olhos agora nublados com lágrimas.


— Oh minha querida! Você está bem, querida?— A senhora mais idosa aproximou-se de mim. Ela se agachou e estendeu a mão para escovar meu cabelo longe de meus olhos. Eu me encolhi e me afastei dela. — Existe alguém que eu possa chamar para você? Você está aqui com alguém? Kit. Chame Kit. — Seu nome é Kit, ele é um dos motociclistas lá fora,— eu sussurrei. Escondendo o rosto atrás de uma cortina de cabelos, não querendo ver o olhar de piedade no rosto da mulher. — Ok, eu vou buscá-lo. Ela correu para fora e eu deixei a represa solta. A distribuição de água estava aberta, apenas aliviando um pouco da pressão que estava agora crescendo em minha cabeça. Isso era ruim. Tao, tão ruim.


Eu sabia que Harmony não ia tornar isto fácil para mim. A viagem de volta para Troy estava tensa, para dizer o mínimo. Harmony me reconheceu com grunhidos de sim e nãos, mas além disso, ela mal disse uma palavra. Eu segui os meus meninos em um posto de gasolina, cerca de uma hora e meia fora da cidade. Não foi uma longa viagem e poderíamos tê-la feito facilmente sem parar, então eu estava curioso, para ver porque tinham parado. — Precisa usar o banheiro?— Perguntei para Harmony quando nós paramos dentro de um espaço de estacionamento ao lado de meus irmãos. Ela assentiu com a cabeça e saiu do carro sem dizer uma palavra. Eu suspirei, esfregando minha mão pelo meu rosto em agitação antes de saltar da cabina para o chão. — Nós paramos por qualquer motivo particular? Mix soltou uma nuvem de fumaça e apontou para um dos meus meninos Grease, que estava parado na garagem ligado ao posto de gasolina. — Ele disse que sua moto tem um trabalhar estranho desde que saímos. Ele acha que talvez esteja vazando alguma coisa. Apenas fui emprestar algumas ferramentas para que ele pudesse verificá-la. Revirei os olhos. Eu não era a mente mais mecanicamente ocupada com motos, deixando essa merda para os meninos na garagem que nós tínhamos. Mas todos nós sabíamos o básico e eu estava esperando que fosse algo simples, assim Grease poderia corrigir sua merda e poderíamos entrar em movimento.


Eu precisava ter Harmony de volta ao meu clube e no meu quarto, para que pudéssemos finalmente começar um caminho para fazê-la se sentir confortável. Eu quero ela confortável, e não lutando comigo a cada passo do caminho. Harmony era uma criatura complexa. Definitivamente não é o tipo de garota que eu estava acostumado. Estar em um MC tinha me dado mais do que o meu quinhão de mulheres. Eu tinha estado fodendo desde que eu tinha quatorze anos. Meninas queriam este garoto mau, ou porque elas achavam que poderiam domá-lo, fazê-lo se acalmar ou se só queriam um momento de rebelião. Toda garota em determinada fase da sua vida queria andar no lado selvagem. Eu tinha visto esse lado em Harmony. Ela adorava estar no clube. Ela adorava beber e festas e ter relações sexuais com homens que a faziam ser diferente da sua pessoa comum e normal, andando pela rua. Ela não queria domá-los. Mas ela também não estava nisto por um curto impulso de ser uma menina má. Ela fazia isso porque ela adorava. Eu estava feliz que ela estava feliz dentro do clube, mas eu queria que ela quisesse mais. Eu só não sabia como convencê-la a querer isto. — Como ela está indo?— Perguntou Tie, jogando-me uma garrafa de água fria. Segurei-a em agradecimento antes de tomar grandes goles. O clima estava definitivamente ficando mais frio com o verão afastando lentamente, mas ainda estava quente como o inferno. — Ela não tentou saltar do carro, enquanto nós estamos a cento e quarenta quilômetros por hora. Então eu diria que não estamos indo muito mal.— Os meninos todos riram. — Ela é forte, eu tenho que concordar. — Ela vai precisar ser para passar por toda essa merda,— Mix murmurou, bebendo de sua própria garrafa de água. Era verdade. Optimus tinha informado pouco antes de termos saído, que eles tinham identificado o cara que tinha estado no café naquele dia com as


garotas. Daniel Ashley. Bem conhecido associado de alguns comerciantes de escravos de muito alto perfil e traficantes de drogas. A partir da informação que nós tínhamos recebido ele era o patrulheiro deles. Esses homens davam a ele listas de especificidades que sua clientela queria - louras, olhos azuis, alta, baixa, idade, etnia - ele saía e encontrava as garotas e então elas desapareciam no ar. Eu não tinha dúvidas de que ele tinha abordado Chelsea no café naquele dia, porque ela era uma combinação perfeita para alguém em sua lista. O que ainda era um mistério era por que ele mandou seus capangas capturar Harmony. Estava claro para eles naquele dia que ela era o alvo, não Chelsea. Eu precisava saber, porquê? — Esse cara é cruel, cara,— disse Mix, seus olhos escuros. Eu levantei uma sobrancelha. — Você sabe sobre ele? Ele assentiu. — Eu tenho alguns amigos da estrada. Você sabe que ele realmente vendeu sua própria filha, só para provar a si mesmo? É assim que ele entrou no negócio, ofereceu a sua própria garota em um prato para um dos seus amiguinhos. Meu estômago se agitou com a notícia. Mix tinha conseguido o seu nome de estrada através de sua capacidade de se misturar com todos os tipos de pessoas. O cara tinha amigos em todos os lugares, desde os homens na política a usuários de metanfetamina na sarjeta, à procura de sua próxima dose. Ele tinha feito quase todo o trabalho que se possa imaginar, reunindo sua longa lista de conhecidos ao longo do caminho, e todos eles iriam ajudá-lo imediatamente, porque Mix foi um leal filho da puta. — Isso é doença,— disse Tie com uma careta no rosto. — O cara tem problemas mentais graves, o que faz dele muito imprevisível e muito perigoso,— disse eu, verificando a hora no meu telefone e me perguntando onde Harmony estava.


Quanto tempo uma mulher leva para fazer xixi exatamente? — Um, desculpe-me?— Uma senhora mais velha interrompeu o nosso pequeno grupo. Eu poderia dizer que ela estava nervosa, quando ela caminhou lentamente na nossa direção, olhando para cada um de nós com cautela. — Um de vocês chama Kit? Dei um passo para a frente. — Sou eu. Por quê?— Minha voz era áspera e afiada, fazendo a senhora saltar. — Há uma ... há uma jovem no banheiro ... hum ... ela parece bastante perturbada e me pediu para encontrá-lo. Eu murmurei um muito obrigado enquanto passava rápido por ela, em direção da pequena loja. Meus olhos procurando uma indicação da direção dos banheiros. Meus irmãos estavam em meus calcanhares. Encontrando o banheiro, eu corri em direção à porta, instintivamente puxando minha arma da parte de trás da minha calça jeans antes de empurrar a porta com o ombro. Avistei ela imediatamente. Ela estava sentada no chão sujo junto à bacia, cabeça baixa e segurando o ombro ferido. Ela optou por tirar a tipoia no carro, apesar de meus protestos. Eu deslizei de joelhos na frente dela e agarrei seu queixo entre os dedos, levantando-o para que eu pudesse ver seus olhos, mas ela desviou-os. Havia um pequeno corte no centro do lábio inferior que agora estava inchado. A raiva borbulhou em minhas veias e eu devo ter espremido seu queixo um pouco demasiado firme quando ela estremeceu e sua mão estendeu, batendo contra o meu peito. Eu não me afastei. Eu estava muito ocupado fazendo uma análise de seu corpo. A frente de sua camisa estava rasgada e havia sangue escorrendo do ferimento de bala no seu ombro, o que poderia significar que ela desfez os pontos. — Querida... Harmony... O que aconteceu?


Seus olhos finalmente encontraram os meus. Havia manchas de lágrimas pelo seu rosto mas, por enquanto, elas tinham parado. — Eu quero ir agora. — Não até que você me diga o que aconteceu, porra. — Ele estava aqui,— disse ela calmamente. Endireitei meus ombros e meu corpo ficou tenso. Eu tinha certeza que eu sabia quem ela queria dizer, mas eu precisava que ela esclarecesse isto antes de perder o controle em um banheiro sujo de posto de gasolina. — Quem estava aqui? Eu vi seu olhar rapidamente por cima do meu ombro, sabendo que meus irmãos estavam na porta, impedindo qualquer pessoa de entrar. — O homem de terno do café,— ela grunhiu. Eu sabia que ela queria ser insolente comigo, mas eu admirava ela por ser capaz de se comportar na frente de meus irmãos. Mesmo assim, eu sabia que estava de frente para o inferno quando chegássemos no complexo e tivesse ela sozinha. Limpei suas bochechas molhadas com meus polegares, plenamente consciente de que ela não me queria tocando nela agora, mas foda-se isso, eu tentava acalmá-la de qualquer maneira. — Querida,— eu disse suavemente, observando seu corpo lentamente liberar um pouco de tensão. — Querida, o que ele disse para você? — Eu sei quem você é. Eu sei onde você está indo. Eu sei tudo sobre você.— Eu vi seu lábio tremer um pouco, mas a minha garota manteve-se firme, repetindo o que o idiota tinha dito a ela, palavra por palavra. — Ele disse que um cara me queria para sua ‘coleção.’ Eu apertei meus dentes e agarrei ambos os lados de seu rosto em minhas mãos o mais suavemente que pude com todas as emoções turbulentas correndo pelo meu corpo. — Ele não vai chegar até você. Ela olhou diretamente nos meus olhos e vi a dor brilhando neles. — Ele já chegou.


As palavras me atingiram, e cara, fizeram um corte profundo. Ela estava certa. Este foi o ataque número dois. Eu estava de pé bem do lado de fora das portas malditas e ele ainda tinha alcançado ela. Se eu pensei que ia ser difícil fazer ela confiar em mim para protegê-la antes, agora achei que ia ser como missão impossível. Não significava que eu iria parar de tentar apesar disso.


Ele foi direto para o banheiro atrás de mim. Havia meia dúzia de Brothers By Blood motoqueiros de pé do lado da porta da frente e ele tinha usado a porta dos fundos. Daniel Ashley! Ele tinha se apresentado ele mesmo. Ele era encantador também; bem-vestido, bem-falante e facilmente enfurecido. Mas Chelsea e eu tínhamos aprendido isto rápido no nosso primeiro encontro. Ele me bateu, mesmo antes de eu lhe dizer para ir se foder. Ele claramente não tinha medo de usar a força para conseguir o que queria. Eu vou mesmo mais longe para dizer que era a sua tática. Mas eu não tinha me esquivado. Eu tinha sido forte por muito tempo para deixar um homem pensar que ele pode colocar suas mãos sobre mim e ter eu implorando a seus pés. — Você é forte, Harmony. Eu vou concordar com isso.— A dor no meu ombro e rosto era insuportável, mas eu tinha endireitado meus ombros e olhado ele nos olhos, recusando-me a deixá-lo me ver vulnerável. — Mas todo mundo tem seu ponto de ruptura e eu iria ter tanto prazer em quebrar você. Mas, em seguida, um cliente meu ouviu sobre você, ele ficou muito interessado e faz questão de a ter em sua coleção.— Suas palavras ressoaram na minha cabeça, gelando até os meus ossos e causando tremor no meu corpo.


— Você quer que eu ligue o ar quente?— Kit perguntou enquanto nós seguíamos pela estrada, motos nos acompanhando por todos os lados. Seus olhos estavam obviamente em mim, mesmo enquanto ele dirigia, pegando cada vacilo ou suspiro ou movimento que podia alertá-lo de como eu estava me sentindo. — Não. Eu vi ele apertar o volante, mas ele não disse mais nada. Ele navegou as ruas da cidade que eram desconhecidas para mim. Eu nunca tinha visitado esta cidade antes, mesmo ela estando tão perto. Depois de viajar muito durante meus anos mais jovens, uma vez que eu encontrei a faculdade que eu queria fazer, eu fiquei presa por isso e a única razão pela qual deixei foi para visitar minha mãe. Fora isso, viajar não mais me atraiu. Foi bem depois das 13:00 que Kit tinha se ofereceu para parar e pegar algo para comer, mas meu estômago estava embrulhado, pensando no meu encontro no banheiro. Para não mencionar a dor que pulsava através do meu ombro e meu lábio. Comida era a última coisa em minha mente. — Uma das Old Lady dos meninos é uma enfermeira. Ela vai nos encontrar na sede do clube. Parece que você vai precisar de novos pontos neste buraco,— explicou Kit, seus olhos não se desviando da estrada. — Ela é legal, eu acho que vocês duas vão se dar bem. Eu balancei a cabeça, sabendo que ele iria pegar o movimento em seu olho. Eu não estava exatamente com raiva, mas fiquei chateada. Eu vindo com Kit era suposto que assim ele iria me proteger. Algo que ele não conseguiu fazer por mim ontem. Ele considerar-me como sendo dele significava que eu estaria segura, gostaria de ser cuidada. E veja o que tinha acontecido. Eu sabia que as coisas eram perigosas antes, mas agora elas se intensificaram a um nível totalmente novo. Como eu poderia confiar em alguém para cuidar de mim e me


impedir de machucar quando eles não tinham conseguido cumprir essa promessa por duas vezes já. Só reafirmou na minha cabeça que eu não queria ser possuída. Eu não queria um homem para me dizer toda essa besteira e nunca ser capaz de intervir e fazê-la. Eu não precisei de um homem para cuidar de mim antes, e eu com certeza não preciso de um para fazer isto agora. Saímos da cidade e dirigimos um pouco mais até que chegamos à pequena cidade de Troy. Nós seguimos para dentro de uma área industrial. Havia fábricas e grandes edifícios com cercas de arame alto. Eu peguei algumas das placas enquanto se moviam passando lentamente. Empresas de embalagem, processamento de alimentos, ferro velho, sucata de metal. Em seguida, paramos na mais alta cerca de todas elas, as cores do clube exibidas orgulhosamente nos grandes portões de metal. Dois rapazes com uniformes de prospectos acenaram para nós com uma pequena saudação ao seu presidente. Este lugar era enorme! Não havia outras palavras para descrevê-lo. Era mais do que provável que duas vezes do tamanho do antigo hotel que usávamos em Atenas. Era uma antiga fábrica, mas os caras aqui tinham feito bem em mantê-lo parecendo moderno e intocado. Dirigimos passando, o que eu assumi como a frente do prédio, e em todo o lado, onde havia uma longa fila de brilhantes motos preto e cromado estacionadas, e três grandes portas de rolo14 abertas. Eu assisti os caras que fizeram a viagem com a gente, estacionar suas motos ao lado das outras, enquanto Kit parou em frente de uma das grandes portas.

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Dentro havia uma oficina maciça. Homens deslizavam em torno de um punhado de carros e motos, eles estavam em macacões, cobertos de graxa e carregando uma variedade de diferentes ferramentas. Eu podia ouvir o barulho até mesmo através da janela do carro fechado, batendo, triturando, arrastando e todo um sistema de som alto que estava tocando uma música do Guns and Roses. Eu vi um jovem garoto andando em nossa direção, limpando as mãos sujas em seu macacão e irradiando um largo sorriso. Ele só devia ter apenas em torno de dezessete anos. Kit saltou para fora do caminhão e jogou as chaves para o garoto, batendo-lhe nas costas com algumas palavras que iluminaram mais o sorriso do jovem rapaz. Só esta pequena ação fez meu coração aquecer um pouco. Não querendo ser propriedade de Kit nunca foi devido ao fato de que eu não achava que ele era um cara incrível. Seus homens o amavam. Eles eram leais e solidários e nunca duvidaram dele, e ele sempre falou a eles com respeito. Foi por isso que ele se tornou um bom líder. Estes homens, eles são leais ao seu clube. Eu sabia, sem dúvida que eles iriam colocar sua vida por outro. Que fariam o que fosse necessário para proteger um ao outro de serem feridos, especialmente o seu presidente do clube. Mas eu não era um desses homens. Eu não era um membro inserido do clube. Eu era uma prostituta do clube! As mesmas regras não se aplicam a nós. E não importa o quanto Kit era ótimo, com as palavras sensuais e doces, ou o que saiu de sua boca me dizendo que ele iria me dar tudo e mais, eu não era um de seus irmãos. Ele não tem que manter sua palavra para mim como ele faz para eles. Minha porta se abriu e Kit estendeu a mão. Peguei-a, descendo com cuidado do caminhão, mas ainda sentindo solavancos de dor através do meu ombro, a cada passo.


— Del está esperando lá dentro, vamos fazer você ficar confortável. Então, podemos conversar. Revirei os olhos, mas peguei a mão dele de qualquer maneira. Ele manteve presa na sua enquanto me levou através de duas portas de aço grandes e em uma enorme sala. Levou um momento para os meus olhos se ajustarem. Eu consegui pegar algumas coisas enquanto Kit me dirigia pela sala. Não era muito diferente do nosso clube. Havia grandes áreas de estar, sofás, mesas e cadeiras, um bar com banquetas. Era diferente, mas familiar, acalmando os meus nervos um pouco. Subimos alguns degraus para o segundo andar, que era alinhado ambos os lados com portas. Era visível que esta não tinha sido a configuração original para a fábrica. Mas alguém tinha feito um monte de trabalho para criar um albergue como este. Muitas das portas estavam abertas e eu vislumbrei o que estava dentro. Os quartos eram pequenos, mas a maioria grande o suficiente para uma cama de casal, uma cômoda e ainda espaço para se movimentar. Alguns eram maiores, alguns eram menores com apenas camas de solteiro. Kit empurrou uma porta aberta na extremidade do corredor. Este quarto era muito maior do que o resto. Havia uma grande cama no centro do quarto, uma mesa de mogno maciço à direita e um banheiro do lado oposto. Havia ainda espaço suficiente para um pequeno sofá, de frente para uma grande TV montada na parede. Ele me moveu para o sofá e fez um gesto para eu sentar. — Del!— Ele gritou. Eu fiz uma careta, pronta para dizer algo sobre não ser tão preguiçoso e ir até essa pessoa, ao invés de apenas gritar e esperar que elas viessem correndo. Mas isso foi exatamente o que aconteceu. Uma garota morena entrou pela porta carregando uma grande caixa de primeiros socorros. Ela era baixa, talvez um metro e cinquenta, no máximo. No entanto, seu sorriso era doce. Ao


contrário do homem que andava atrás dela, franzindo a testa como se ele estivesse pronto para rasgar a cabeça de alguém. — Oi Pres,— a jovem disse quando ela veio sentar-se ao meu lado. — Você deve ser, Harmony. Eu balancei a cabeça. — Sim, prazer em conhecê-la. — Pres,— o homem mal-humorado disse com uma elevação do queixo enquanto ele permanecia na porta. — Ei, irmão.— Os homens se abraçaram brevemente antes que Kit se virasse para mim. — Harmony, este é Wreck e sua Old Lady, Del. Del é uma enfermeira do hospital. Ela vai dar uma olhada em seu braço. Del vestiu um par de luvas e fez um gesto para o meu braço, silenciosamente pedindo permissão para vê-lo. Tinha sido doloroso o suficiente tentar vestir minha camisa esta manhã. Depois do que aconteceu, eu tinha certeza que isto não ia sair sem ser destruída. — Um, você pode ter que cortar a minha blusa. Está muito dolorido. — Não tem problema, hun.— Ela pegou uma pequena tesoura de sua bolsa. — Você quer que eu mande eles saírem?— Ela perguntou, olhando os homens. Deixei escapar uma risadinha. — Não, está bem. Ela olhou por cima do ombro, sem dúvida verificando com Kit primeiro antes de atacar minha camisa com a tesoura, jogando os vestígios destruídos no chão. — Ai. Eu ri novamente. — Sim, sem brincadeira. — Nós vamos ter de voltar a costurar. Abriu completamente de novo. Suspirei. — Você tem as boas drogas ou eu preciso de uma garrafa de rum?


Del riu e começou a limpar a ferida e, lentamente, removendo os pontos arrebentados. — Desculpe, querida. Eu não tenho as coisas boas. Talvez um par de doses iria realmente ajudar. Kit? — Sim, eu vou conseguir alguma coisa.— Eu senti seus lábios levemente no topo da minha cabeça antes que seus passos pesados saíssem da sala. Del continuou a limpar a minha ferida, desculpando-se profusamente quando eu vacilei. Ela tentou me distrair. — Então, Pres não falou muito, apenas que eu precisava estar aqui para ajudar porque você foi ferida. Você faz parte do clube do norte, onde ele foi visitar? — Você poderia dizer isto,— eu murmurei. Seus olhos em mim, uma sobrancelha levantada, obviamente esperando por mim explicar. — Eu sou uma garota do clube. Seus olhos se abriram um pouco e eu os vi passar rapidamente atrás de mim para seu Old Man. — Ela não é uma garota do clube mais,— Kit anunciou, quando ele passeou de volta através da porta. — Então, ele continua tentando me dizer,— eu sussurrei, em tom de brincadeira para Del, que abriu um sorriso, mas rapidamente o disfarçou quando Kit rosnou. Ele se ajoelhou ao meu lado e ofereceu uma garrafa de uísque. Seus olhos presos a mim, quando ele mesmo disse, — Ela não é uma garota do clube. — Não é uma garota do clube, apenas uma garota normal. Entendi,— Del disse, claramente divertida. — Del,— disse Wreck advertindo de seu posto ao lado da porta. Ela revirou os olhos. — Oh calma. Garota do clube, não garota do clube. Sem grande problema. — Eu reivindiquei ela.


Oh Deus, isso estava ficando demais. Peguei a garrafa da mão de Kit e levantei-a para minha boca, engolindo o líquido mesmo quando começou a queimar na minha garganta e meu estômago. Meu corpo começou a se sentir mais leve quase que instantaneamente, uma mudança agradável. Não demorou muito antes que isto fosse tirado de mim e eu fiz beicinho como uma criança emburrada. — Você precisa ser anestesiada, não bêbada, porra,— Kit estalou. — Nós ainda precisamos conversar depois disso. Kit saiu do quarto andando rapidamente, Wreck seguindo ele de perto. Del ainda parecia um pouco chocada, mas o sorriso doce rapidamente voltou quando ela retirou uma agulha e linha. — Então... Pres reivindicou você? Eu suspirei, mas assenti. — Você acha que ele tem alguma coisa mais forte escondida por aqui em algum lugar. Vou precisar disto para essa conversa. Del riu e começou a trabalhar em minha ferida. Talvez ela pensasse que eu estava brincando. Eu não estava. Eu estava um pouco alegre quando Doc tinha feito meus pontos pela primeira vez, porque eu tinha sido drogada até meus globos oculares. Porque essa merda doía muito. Eu quase disquei o número do telefone de Caleb, só para lhe dizer que eu ia fazer ele me pagar por ter atirado em mim. Inferno, eu ia fazê-lo pagar? Talvez aquele velho ditado de olho por olho15 seria aceitável neste caso. Del foi rápida, embora. Graças a Deus por isso. Ela falou comigo o tempo todo, animada sobre como eu tinha sorte de ter Kit. Ela me contou sobre como ele era feroz e forte, perfeito para tomar o lugar de seu pai como presidente da

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Olho por olho, dente por dente.


fraternidade. Ele era um líder nato e sua lealdade era profunda, mas ele também era muito gentil e cheio de coração. Ouvindo-a falar sobre ele apenas me disse tudo o que eu já sabia. Ele era sexy e doce e muito forte. Eu absorvi suas palavras, na esperança de que eu fosse encontrar algo para agarrar. Eu sabia que Kit não ia me deixar ir facilmente e eu também sabia que, no fundo, eu realmente não queria que ele me deixasse ir. Eu queria acreditar que ele queria dizer tudo o que ele disse, que eu podia confiar nele, mas até agora ele ainda tinha que provar para mim que isto era o caso. Eu precisava dele desesperadamente para provar que eu poderia apoiar nele, e tê-lo fazendo o que fosse preciso, para me manter fora do caminho do mal. Eu precisava dele para começar a voltar atrás com essa merda, porque não importa o quanto eu queria manter essas coisas contra ele, e jogar na cara dele que ele tinha me deixado me machucar mais uma vez, eu o queria. Meu corpo sabia, meu coração sabia, mas minha cabeça estava tendo um momento difícil em manter-se no jogo e dando desculpas de todas as direções sobre por que eu não poderia estar com ele. — Ela está boa?— Kit perguntou, finalmente retornando logo que Del tinha terminado de envolver meu ombro. Del assentiu. — Não molha isto. Tente não se mover tanto quanto possível. Alguns dias de descanso e você deve estar bem.— Ela bateu no meu braço em um gesto muito maternal. — Nós vamos nos ver mais tarde, ein. Kit passou um braço ao redor dela enquanto ela se movia para sair, dando-lhe um aperto. — Obrigada, Del.— Ele fechou a porta atrás dela e colocou-se no espaço que ela tinha acabado de desocupar. Ele passou a mão pelo rosto e se inclinou para frente, apoiando os cotovelos sobre os joelhos. — Eu sinto muito. Eu me mexi, tentando ficar confortável. — Pelo quê?


Ele virou a cabeça para olhar para mim e apontou para meu ombro, agora enfaixado. — Por isso. — Você atirou em mim?— Perguntei, jogando suas palavras de volta para ele de quando tinha brigado depois que isto aconteceu. — Eu podia muito bem ter. Eu não evitei isto, não é? Culpa afundou em meu estômago. Eu podia ver em seus olhos o quanto isto machucou ele por saber que ele não estava lá para mim quando eu mais precisava dele. — Não foi culpa sua,— eu sussurrei, não acreditando nas palavras que saíram da minha boca, embora eu tivesse passado aquelas últimas vinte e quatro horas reclamando sobre ele não me proteger. Eu estava sendo irrealista? Eu estava procurando por algum tipo de razão para o odiar por me reivindicar? Por me tomar, quando eu pensei que não queria isso. — Você sabe por que eu quero tanto você? A pergunta me atingiu, mas eu respondi honestamente. — Não. — Eu amo minha família. Minha mãe foi a mais incrível mãe e Old Lady que você poderia imaginar. Ela ficou ao lado do meu pai em bons e maus momentos, ela nunca deixaria seu lado. E o meu pai? Bem, ele me amava, ele cuidou de mim, e ele me apoiava com qualquer coisa que eu queria fazer. Mesmo que isso significasse não aderir ao clube que ele tinha trabalhado tão duro para criar. Eu ouvi ele falar animadamente sobre seus pais, o amor deles um pelo outro, do amor deles para o clube e do amor deles por ele. — A relação deles funcionou porque minha mãe era forte. Ela era cabeçadura, opinativa, e leal. Mas ela sabia quando ter fé em meu pai. Ela sabia que ele fazia as regras e sabia que ele fez essas regras para manter as pessoas, com quem ele se preocupava, seguras. Pegue uma mulher forte para estar ao lado de seu homem e ofereça a ele sua força, sabendo muito bem que a palavra de seu


homem é lei. Ela pode ter uma opinião sobre isto. Ela pode até odiar algumas das decisões que ele tenha que tomar. Mas, no final, ela ainda vai estar lá ao lado dele e confiar nele para fazer o que é melhor para sua família - Família do clube, sua esposa e filhos. Olhei para ele com admiração, incerta do que dizer. — Eu vejo isso em você, Harm.— Ele levantou a mão e segurou meu rosto. — Eu sabia desde o momento que eu a vi que você tinha uma força que poderia rivalizar com a de um leão. Inclinei-me contra sua mão, apreciando seu toque macio. — Vejo que você fala a sua opinião, mas você sempre tem respeito pelo clube e suas regras. — Eu não entendo...— Eu sussurrei, movendo-me um pouco mais para ele, sabendo que ele estava expondo-se a mim e querendo mais, precisando de mais. — Eu não quero uma mulher que vai se sentar de braços cruzados e me deixar passar por cima dela. Eu quero uma mulher que pode ficar ao meu lado e me oferecer sua força e seu apoio, mesmo quando eu poderia foder as coisas.— Ele suspirou e passou a mão pelo cabelo. Eu poderia dizer que isto era uma luta para ele, os motoqueiros não eram bem conhecidos por expressar seus sentimentos ou baixar a guarda. — Nós mudamos muito quando eu era jovem, viajando por todo o lugar com bandas diferentes.— Eu olhei para as minhas mãos. Eu não falava muito com as pessoas sobre o que eu tinha passado quando criança, mas eu senti que, se ele tinha compartilhado uma parte dele comigo, então eu precisava compartilhar uma parte de mim também. Seus olhos encontraram os meus e ele olhava atentamente, esperando que eu continuasse.


— Eu não tenho certeza de quem é meu pai. Eu nem tenho certeza de que minha mãe sabe quem ele é. Mas isso nunca foi um problema, eu tinha muito substitutos. — Substitutos? Eu sorri. — Os membros das bandas com quem nós viajávamos estavam na maioria das vezes bem com isto. Ter uma criança em turnê não era exatamente o ideal, mas, secretamente, eu acho que eles adoravam. O que era difícil, era ver eles saírem.— Eu engoli duramente. — Conhecer alguém, olhando para eles como se fosse um pai, como se fossem sua família, e depois vê-los ir embora para seu novo empreendimento, sem sequer olhar para trás por você. Isso machuca. Kit assentiu e eu podia ver em seu rosto que ele estava começando a me entender. — Você conseguiu acostumar com isso, hein. — Sim. Alguns dos caras que a minha mãe se envolveu, eles me tratavam como se eu fosse deles. Eles me ensinaram a tocar guitarra, que música ouvir, me levaram a alguns lugares. Então, depois de tudo que foi feito, eles se foram,— eu disse com um encolher de ombros. Isto perturbava como naquela época. Eu assisti minha mãe se apegar uma e outra vez, chorando e gritando, quando as coisas terminavam de repente. As primeiras vezes eu tinha chorado com ela. Querendo saber por que eles tinham sido tão bons para mim se eles acabariam nos deixar? Mas então eu me tornei insensível a isto. Sabendo que só iria acontecer novamente em um mês ou dois. — Harmony, você conhece o clube, você entende o que somos. Nós não jogamos as palavras reivindicar e Old Lady por aí como se elas não fossem nada. Isso não foi algo que eu fiz apenas por divertimento. Eu fiz isso porque eu quero você ao meu lado. Não apenas até eu ficar entediado, mas para sempre,— ele explicou, enroscando a mão ao redor do meu pescoço e apertando suavemente.


— Eu estou começando a entender isso. Mas não é algo que eu posso apenas mudar. Desconexão é o que eu tenho ensinado a mim mesma para manter meu coração seguro. — Eu tenho todo o tempo do mundo, baby.— Ele se inclinou e apertou seus lábios nos meus, eles eram macios e se moviam lentamente, persuadindo os meus lábios a abrirem para me provar. Suas mãos agarraram meus quadris e deslizaram até a minha cintura. Kit mexeu no meu corpo como se eu fosse um quebra-cabeça. Ele estava me reunindo, pouco a pouco, toque por toque, palavra por palavra. Eu me alegrava com o momento. Meu corpo querendo senti-lo, mas minha cabeça me lembrando que, no final, ele me deixaria, assim como todos os outros. E eu iria cair aos pedaços mais uma vez.


Sentei-me na beira da cama com a minha guitarra descansando em meu joelho. Kit tinha exigido que eu mantivesse meu braço na tipóia, murmurando algo sobre rasgar meus pontos. Eu obedeci, tendo perdido qualquer tipo de energia que eu tinha para discutir com ele. Mesmo depois da nossa conversa em que tinha colocado tudo para fora, logo que ele foi embora, eu comecei a segunda suposição de mim mesma e as minhas decisões. Como toda pessoa normal, quando fiquei sozinha eu comecei a pensar sobre as coisas, passando por cima dos possíveis, mas ridículos cenários na minha cabeça. Isso só me deixou com raiva e frustrada, e um pouco louca também. Normalmente, eu iria pegar minha guitarra e tocar. Eu poderia fazer isto por horas, apenas tocar e deixar a música me levar para outro lugar. Mas isso parecia ser mais difícil com um buraco de bala no meu ombro. Tentei manobrar meu braço ruim por cima da minha guitarra, tentando encontrar uma maneira de situá-lo, para que eu pudesse dedilhar. Meu ombro queimou, mas a necessidade de tocar esmagou qualquer coisa e meus dedos coçaram para dedilhar as cordas. Finalmente encontrei um lugar que parecia até mesmo um pouco confortável, eu achei a palheta com a outra mão e movi os dedos para um acorde. 'Wake Me Up' de Avicii não era muito complicada, então eu comecei com isso.


Dedilhando as cordas, senti uma dor aguda no meu ombro, eu ignorei e continuei a tocar lentamente. Eu só fiz isto através de oito ou mais compassos antes de a dor se tornar insuportável e as lágrimas começarem a escorrer dos meus olhos. — Estúpido! Tão estúpido!— Segurei o braço da guitarra e joguei-a para o outro lado do quarto. Ela atingiu a mesa de Kit com um estrondo alto e caiu no chão, papéis e outras coisas se espalhando ao redor. Apertei os olhos firmemente juntos, desejando que as lágrimas parassem sem sucesso enquanto eu escorregava para o chão. A música tinha sido a minha válvula de escape por tanto tempo quanto eu poderia lembrar. Quando eu estava feliz, eu tocava. Quando eu estava com raiva, eu tocava. Quando eu estava triste ou frustrada, ou completamente e totalmente longe do mundo, porra, eu tocava. Minha guitarra e música tinham me ajudado a passar por rompimentos e outros problemas e agora, bem agora, eu nem sequer tinha isso. Soltei um rosnado frustrada e segurei minha cabeça na minha mão. Não sei quanto tempo fiquei assim, mas logo a porta se abriu. Eu nem sequer me preocupei em olhar para cima e ver quem era. Eu sabia que era ele. Ele não disse nada quando fechou a porta silenciosamente atrás dele e caminhou até sua mesa agora bagunçada, pegando a minha guitarra do chão. Eu envolvi meus braços no meu corpo. Era óbvio o quanto idiota eu tinha sido, tentando tocar com uma ferida de bala no meu ombro, como isto estava agora latejante em protesto, devido à minha estupidez. — Ainda está inteira,— disse ele. Eu bufei. — Eu não me importo, não é como se eu pudesse tocar a maldita coisa. — Sobre o que é esse temperamento?


Olhei para cima bruscamente, finalmente olhando para ele. Ele estava sem camisa, seu colete de couro escorregou sobre seu torso nu e sua camiseta branca enfiada no lado de suas calças. A visão dele fez meu corpo formigar, seu abdômen bem definido brilhando de suor e com algumas manchas de sujeira. Ele tinha mencionado algo esta manhã sobre ir ajudar os meninos no pátio de sucata na estrada, um outro negócio que eles tinham parcialmente. Um pequeno rastro de cabelo escuro liderou desde seu umbigo e desapareceu sob seus jeans suspensos em seus quadris. Eu queria segui-lo com os dedos, sabendo que eu iria encontrar um prêmio no final. Eu balancei a cabeça, tentando agitar minha mente cheia de luxúria. — Você não entenderia,— eu disse com firmeza, levantando-me e indo pegar os poucos papéis e bugigangas do chão, que tinham voado da mesa, durante o referido acesso de raiva. — Talvez se você falar comigo por uma porra de um minuto, em vez de sentar-se aqui de mau humor durante todo o dia maldito, então eu poderia tentar entender,— ele disparou de volta. Eu olhei para ele com os olhos apertados. — Tudo bem, você quer saber? Eu estou aqui. Longe dos meus amigos, longe das pessoas que eu conheço. Sozinha, com um braço inútil do caralho que só serve para me lembrar que eu levei um tiro. E eu levei um tiro porque alguns homens estavam tentando me sequestrar.— Eu respirei fundo, tentando me acalmar. — A música é minha vida, Kit. Você não pode entender isso, mas sem ela, eu não conheço outra forma de conseguir passar por essa merda. — Vá para a cama,— ele ordenou. Revirei os olhos. — Sexo? Realmente? Essa é a sua solução? Ele olhou, mas moveu-se e sentou na beira da cama, a minha guitarra ainda em sua mão. Ele deslizou um pouco para trás, deixando um pequeno


espaço entre as pernas. — Sente a porra da sua bunda aqui, antes que eu a vá espancar, ferida de bala ou não. Olhei para ele por um momento, sentindo desafio queimar em minhas veias como eu nunca tinha tido antes. — Harmony! Eu pulei, seu tom agudo não deixando espaço para nada, especialmente a palavra não. Eu fui até ele e sentei no pequeno espaço entre suas pernas estendidas. O calor de seu peito nu queimou contra a minha camiseta fina, o envio de calor se espalhando por todo o meu corpo, especialmente entre as minhas pernas. Kit balançou a guitarra para o alto, fixando-a em meu joelho e movendo meu braço bom para trás para onde as palhetas estavam antes. — O que você está fazendo?— Eu disse calmamente, confusa por suas ações. — Vamos tocar a porra da guitarra. Se isso é tudo o que preciso para tirálo deste humor, eu vou dar uma chance a isso, no mínimo.— Ele chegou perto de mim, seu braço cauteloso para evitar colocar pressão sobre meu ombro e seu outro braço em volta da minha cintura, segurando meu corpo firmemente contra o seu. — Você fica com os acordes, diga-me quanto a dedilhar ou seja lá como é chamado. Sentei-me em silêncio por um minuto, não acreditando que ele estava realmente fazendo isso. Eu estava atordoada. — Ok, é uma batida 1-2-3-4. Isso é tudo que você precisa fazer. — Ok.— Ele apoiou o queixo no meu ombro bom, espreitando para que ele pudesse ver o que estava fazendo. Seu hálito quente fez cócegas na minha nuca e seu corpo encasulando-me fazendo meu coração vibrar. Chamei a contagem e ele tocava comigo. Meu corpo lentamente relaxou contra ele, e eu até senti um sorriso começando a se formar.


— Ok, eu entendi isto. Eu quero ouvi-la cantar agora,— sua voz era suave e calmante no meu ouvido. Eu não levei outro segundo para questionar sua solicitação. 'Wake Me Up' de Avicii fluía de meus lábios, a melodia e as letras tranquilizando minha alma. A mão livre de Kit deslizou sob a bainha da minha camiseta e descansou suavemente no meu estômago. Ele esfregou o polegar para cima e para baixo, no tempo da batida e causou arrepios pelo meu corpo. A intimidade da situação não foi perdida por mim. O peito nu e sexy nas minhas costas fez com que eu estivesse bem ciente de quão perto estávamos neste momento. Sua boca agora tinha encontrado o meu pescoço exposto. Seus lábios e língua explorando-o suavemente enquanto sua mão se moveu mais para cima do meu estômago e seus dedos começaram a dançar através do fundo do meu sutiã, como se estivessem à procura de uma maneira de entrar. Todo o tempo nossas mãos continuaram a tocar, ambos no tempo e totalmente em sintonia um com o outro, muito parecido com o nosso corpo.

Eu não poderia lidar mais de um minuto. Sua voz era tão suave, tão melódica. Me deixou louco. Aparentemente, estávamos mais em sintonia do que eu pensava, quando ela de repente afastou o violão e deixou-o cair suavemente no chão. Sem dúvida, muito mais suave do que ela tinha feito momentos antes de eu entrar.


Ela se levantou e se virou para mim. Eu nem sequer tive a chance de perder o meu toque em seu corpo antes que ela se pressionasse contra mim, seus lábios encontrando os meus. Nossas bocas dançaram juntas, num ritmo perfeito, como se nós ainda pudessemos ouvir a música ecoando na sala. Segurei suas nádegas e levantei-a. Seus joelhos dobraram automaticamente e ela montou em minhas coxas. Puxei-a para mais perto, mas estremeci quando ouvi um pequeno gemido de dor escapar de seus lábios e rapidamente afastei de sua boca. — Baby, nós não podemos. Eu vou te machucar. — Eu não me importo.— Ela moveu-se novamente, seus lábios encontrando meu queixo e deixando um rastro quente ao longo dele e continuando no meu pescoço. — Por favor, Kit. Meu auto-controle foi pequeno nas melhores vezes que isto veio de Harmony, mas naquele momento, com ela implorando para eu tomá-la, a contenção saiu pela janela do caralho. Eu segurei uma mão entre suas omoplatas e a outra agarrou a bunda dela enquanto eu rolei, deitando-a de costas. Seus olhos estavam semicerrados quando ela olhou para mim. Eu podia ver a necessidade neles, sem dúvida refletindo a emoção mostrada por mim. Eu me firmei com minhas mãos em ambos os lados de seus ombros. Seu peito subia e descia suavemente chamando a atenção e fazendo meu olhar viajar pelo seu corpo. — Kit, por favor,— ela repetiu, levantando seus quadris então eles levemente esfregaram contra os meus. Um sorriso passou pela minha boca, o prazer de ouvir seus apelos para eu levá-la, demais para tentar esconder. Eu enterrei meus quadris contra o tecido leve de seus shorts. Sua boca se abriu e ela suspirou.


— Isto é o que você está pedindo, Harmony? Você quer o meu pau?— Ela concordou, mas não foi o suficiente para mim. Eu empurrei com força contra ela. — Dê-me as palavras, baby. Sua mão se estendeu, os dedos encontrando meu forte e definido estômago. Mas aqueles lindos olhos castanhos, eles nunca se desviaram um segundo dos meus. — Eu quero você, Kit. Eu quero que você me foda. É isso o que você precisa ouvir?— O tom sarcástico da voz dela só me fez mais duro. Sentei-me de joelhos e olhei para ela. Seu cabelo estava espalhado ao redor de sua cabeça, um belo halo loiro. Meus dedos vagaram para a sua coxa, era tão extremamente suave e parecia como céu contra minhas ásperas mãos calejadas. Eu encontrei o meu caminho dentro da bainha de seu short de algodão macio e através da barreira rendada de sua calcinha. Uma boceta de seda macia esperava por mim, seus lábios já cobertos de umidade. — Você está sendo insolente comigo, baby?— Eu vi um pequeno estremecimento movendo através de seu corpo quando eu esfreguei meu dedo através da umidade, sacudindo seu clitóris suavemente no final da varredura. — Talvez,— ela sussurrou, tão baixinho que eu quase perdi. Mas o quarto estava silencioso, nenhum som exceto respiração pesada e pensamentos rápidos. Ela não podia esconder nada de mim aqui. Eu podia ver em seus olhos, ver em sua alma. Eu sabia o que ela queria, mas eu estava enjoado e cansado de brincadeiras. Eu queria ouvi-la dizer-me que precisava de mim - me implorar para tomá-la. Eu precisava ver o êxtase em seu rosto enquanto eu a fazia gozar, e sentir o corpo dela me chamar, enquanto ela convulsiona com prazer. — Diga-me a quem você pertence,— eu quis saber uma vez que meus dedos mais uma vez deslizaram através de suas dobras molhadas. Eu não esperava o ofegante, — Não,— que saiu de seus lábios.


Meus olhos se arregalaram e eu senti uma folha fina de raiva me cobrir. Eu empurrei dois dedos em sua boceta com um impulso. Harmony gemeu alto, esfregando contra a minha mão. Sua mão boa voou para o peito dela e ela começou numa reação automática a puxar o mamilo. Minha mão parou e eu estendi a mão para agarrar seu pulso, prendendoo na cama quando me inclinei sobre ela. — A única maneira que você recebe qualquer prazer é de mim. Diga-me a quem você pertence, Harmony. Ela olhou para mim através de cílios abaixados. — Eu pertenço ao clube. Rosnei, baixo e profundo, na parte de trás da minha garganta. Todo o senso comum saiu pela janela, logo que as palavras saíram de sua boca. Eu não poderia mesmo contar a quantidade de vezes que eu tinha lembrado a ela que já não era uma prostituta do clube. Mas algo naquela cabecinha continuou a contradizer-me e eu estava feito com isto. Virei ela sobre seu estômago e rasguei seus shorts e calcinha de modo que sua bunda e pernas estavam expostos, puxando-os para baixo apenas o suficiente então eles segurariam seus joelhos juntos. Minha mão recuou antes de voar e bater em sua nádega descoberta. Seu grito encheu o ar, mas não foi um de dor. Eu fiz isso de novo, amando o ruído que ecoou no quarto quando a palma da mão bateu em sua pele agora avermelhada. Eu esfreguei sobre ela, acalmando o vermelhidão e apreciando a forma como seu traseiro empurrou de volta contra minha mão. Segurei suas nádegas e me inclinei sobre ela, levantando sua camiseta de modo que ela podia sentir meu peito quente contra suas costas nuas. A rocha dura na frente da minha calça jeans esfregou contra sua vagina escorregadia, o material rapidamente amortecendo devido ao seu sexo ganancioso. Tive o cuidado de não colocar pressão sobre seu ombro enquanto eu movia minha boca para sua orelha. Sua cabeça estava virada para o lado e ela


estava ofegante. Ela precisava disso, ela queria tanto e, ainda assim, estava lutando. — Diga-me o que eu quero ouvir, Harmony. Diga-me, e eu vou dar-lhe todo o alívio que você precisa,— eu sussurrei. Puxei o lóbulo da sua orelha em minha boca, sugando suavemente. Eu não estava mais do que forçando-a a dizer-me que ela era minha, enquanto ela estava em uma névoa de luxúria. Eu precisava ouvir as palavras vindo de sua boca. Eu queria elas. Eu parei de ser o cara legal e compreensivo. Eu tentei isso. Não tinha funcionado. Tempos de desespero exigiam medidas desesperadas. Eu senti um sussurro de ar contra o meu rosto. — O que foi isso, baby? — Eu sou sua, Kit.— As palavras me fizeram esfregar mais forte em sua bunda e ela gemeu. — Você me reivindicou, eu sou sua. Eu saí de cima dela e parei na beira da cama. Ela rolou seu corpo suavemente e olhou para mim, seus olhos confusos. Meu peito subia e descia em respirações profundas enquanto eu tentava controlar meus impulsos para saltar sobre ela e enfiar meu pau naquele amado buraco como se não houvesse amanhã. Mas eu tinha algo que eu precisava dizer antes de recompensá-la assim. — Um dia, eu quero que você seja minha Old Lady, e não porque eu queira possuí-la e mantê-la trancada. Mas porque um Presidente MC precisa de uma Old Lady que seja forte, inteligente e leal. — Eu a vi engolir profundamente, minhas palavras, possivelmente admitindo-as, finalmente. — Nós podemos fazer isso a qualquer ritmo que você gosta, baby. Mas com a força, beleza e respeito que eu vejo em você, me desculpe, mas eu não vou deixar você escapar de mim sem lutar. Eu fiquei de pé lá pelo que pareceu uma eternidade. Nossos olhos ficaram conectados o tempo todo. Ela nunca vacilou, não se encolheu de meu brilho intenso. E eu sabia com certeza que eu tinha tomado a decisão certa.


Minha garota era feroz, ela era forte e ela seria capaz de lidar com qualquer coisa que fosse lançada em sua direção. Ela lentamente se contorceu em direção à borda da cama e eu não me afastei. Recusei-me a recuar. Em pé lentamente, seu corpo esfregando suavemente contra o meu enquanto ela se aproximava de mim. — Mostre-me. Eu levantei minha cabeça com as palavras dela. — Mostro-lhe o quê, baby? Seus olhos castanhos brilharam. — Mostre-me porque, sendo sua, vai ser tão bom.


Kit tinha esmagado o seu caminho através das minhas defesas. Ele havia deixado claro que, desta vez, com este homem, não haveria de se afastar. Meu estômago se virou e apertou. A ideia tanto me animou como me fez querer lançar o conteúdo do meu estômago para o recipiente mais próximo. Eles sempre se afastaram. Cada homem tinha se afastado. Meu pai. Os substitutos que minha mãe tinha adulado. Os membros da banda, que muitas vezes me trataram como se eu fosse deles. Os homens do clube. E agora, de repente, eu tinha este homem em pé na minha frente, jurando que ele iria ser tudo, jurando que nunca iria deixar-me sozinha. Era uma pílula difícil de engolir, mas por agora eu estava pronta para jogá-la para trás e dar goladas de tudo o que eu poderia encontrar, a fim de forçá-la para baixo. — Mostre-me porque sendo sua vai ser tão bom? Kit não perdeu o momento, seus lábios bateram nos meus com uma força que era quase dolorosa. Nós duelamos, nossas línguas lutando seu caminho na boca um do outro. A súbita necessidade de estar perto dele esmagou todos os meus outros sentidos.


— Porra, baby,— ele sussurrou, ligando a mão ao redor do meu pescoço e me segurando presa. — Eu vou te mostrar. Vou mostrar-lhe muito bem. Ele deu um passo para frente, forçando-me para trás, então eu tive que sentar-me na beira da cama. A virilha da sua calça jeans quase ao nível com a minha cara. Eu olhei para ele e nossos olhos se encontraram, ficando completamente conectados enquanto ouvi ele desabotoar sua calça jeans e abrir sua braguilha. Apenas o simples som do zíper descendo enviou choques elétricos direto para minha boceta já encharcada. Seus olhos eram severos e dominantes, me segurando no lugar sem ele sequer ter de me tocar. — Aberto. Fiz isso imediatamente, segurando minha língua para fora. Eu tremi quando ele levantou seu pau e colocou a base na ponta da minha língua antes de arrastá-lo até a ponta. Eu queria chupar a grande cabeça em minha boca, mas o olhar em seus olhos me disse que ele precisava de controle. Ele fez o mesmo movimento novamente algumas vezes, ordenando-me para umedecer a boca entre os movimentos da minha língua. — Agora você pode chupar.— Eu levantei minha mão para agarrar sua longa haste grossa e dirigi-la para a minha boca, mas ele deu um tapa afastando minha mão. — Basta usar a sua boca. Eu balancei a cabeça, levando-o entre meus lábios e rolando a minha língua ao redor da cabeça algumas vezes. Ele gemeu e eu fechei os olhos, sentindo tanto o prazer do ato quanto eu sabia que ele estava sentindo. Era tudo tão simples, mas eu sabia que, o que ele estava fazendo, era mais sobre a confiança do que qualquer coisa. Ele precisava me ver, de alguma forma, submeter a ele, de estar disposta a permitir que ele tem controle sobre a situação e não me machucar, ou aproveitar enquanto eu estava vulnerável. Chupei-o mais profundo em minha boca enquanto ele movia seus quadris para trás e para frente. Ele controlava a velocidade e profundidade, e


era apenas certo. Ele agarrou meu cabelo, forçando minha cabeça para olhar em seu rosto quando ele finalmente se afastou de mim. — Deite de costas, querida. Eu me afastei de costas até que estava no centro da cama, o movimento difícil com um braço ainda imobilizado contra o meu corpo na tipoia. Kit deixou seu jeans cair no chão, mas subiu na cama com seu colete MC ainda cobrindo seu torso. Ele tirou meus shorts que mal estavam pendurados de qualquer forma e apoiou meus joelhos sobre seus quadris. Ele estendeu a mão, serpenteando debaixo da minha camisa e sutiã e amassando meu peito cheio. Eu gemia baixinho, a pequena quantidade de pressão sobre o meu mamilo ainda suficiente para excitar o meu corpo já zumbindo. — Por mais que eu queira vê-la completamente nua, eu não vou tirar isto fora. Isso significa que a vou foder com esta tipoia, e para ser honesto, eu preciso muito de você para perder esse tipo de tempo,— ele grunhiu enquanto usou a outra mão para posicionar a cabeça de seu pau contra a minha abertura. Eu apertei minhas pernas em volta dele, incitando-o a continuar. Assim como ele disse, ele não perdeu tempo movendo-se dentro de mim. Eu gritei bem alto, minhas costas curvando-se na cama quando uma onda instantânea de prazer atirou através do meu corpo, ameaçando me quebrar em duas. Sua mão continuou a torcer e puxar pelo meu peito doendo, enquanto a outra agarrou meu quadril, me segurando no lugar quando ele se empurrou dentro de mim uma e outra vez. Agarrei os lençóis da cama, torcendo a cabeça para trás e para frente, sem dúvida amontoando meu cabelo, enquanto ele me empurrou entre a barreira de prazer e dor. Montando a linha tão perfeitamente que era quase insuportável. Meu corpo tremia com a intensa sensação de um orgasmo iminente me invadindo.


Eu não conseguia falar, eu não conseguia respirar. O poder do movimento de seus quadris, forçando o ar para fora dos meus pulmões. Seus dedos finalmente encontraram meu mamilo duro e, com um único puxão meu corpo explodiu. Agarrei seu antebraço, cavando minhas unhas na carne enquanto meu corpo tremia e eu lutei para respirar. Um gemido finalmente saindo da minha boca. Eu nem sequer tive tempo para estar envergonhada com o quão rápido eu tinha gozado antes de repente eu estar movendo-me no ar. Kit rolou, ainda firmemente plantado dentro de mim até que ele estava de costas e eu estava montando seus quadris. Meu corpo estava se movendo instintivamente antes da minha mente ainda ter tempo para recuperar o atraso, ainda atordoada e leve da pressão da minha libertação. Meus quadris se moviam para cima e para baixo, apreciando as diferentes sensações que cada movimento me dava. As mãos de Kit descansaram em meus quadris enquanto ele se deitou e ficou me olhando. Ele estava me dando controle. Ele estava me deixando assumir o comando. Ele estava me mostrando que isto era mútuo, que ele me respeitava o suficiente para me deixar definir o ritmo. Isto me fortaleceu, vendo meu homem debaixo de mim enquanto eu o montava. Colocando-me em primeiro lugar, deixando-me tomar o que eu queria. O que eu queria era mais. Eu me batia em seu pênis, mais e mais. Minhas pernas queimavam e a dor atravessou meu ombro enquanto meu corpo sacudia, mas eu não me importei. Eu coloquei minha mão em seu peito, minhas unhas arranhando seu peitoral endurecido enquanto eu levava o meu corpo cada vez mais alto. Minha respiração tornou-se irregular. Meu corpo queimando com o esforço e meu ombro continuava a protestar, mas eu estava quase lá.


As mãos de Kit apertavam meus quadris, me imobilizando e eu choraminguei. Meu clímax tão perto que eu podia sentir o gosto, sentindo o formigamento nos meus dedos. — Entendi, baby.— Kit segurou meus quadris para cima quando ele começou mais uma vez, empurrando-se dentro de mim implacavelmente, utilizando o salto da cama a seu favor. Eu gritei: — Oh meu Deus! Sim!— Levou apenas segundos antes de meu corpo explodir mais uma vez, a cabeça jogada para trás e meu corpo torturado com arrepios de êxtase. Com um puxão final, ele espetou minha boceta em cima dele e rosnou meu nome quando sua libertação atirou em mim, minhas paredes em convulsão extraindo cada gota de esperma de seu pênis. Ele sentou-se e passou os braços em volta de mim, enquanto ainda estava tendo espasmos dentro de mim e nossa respiração era irregular. Mergulhei minha testa para descansar na sua e fechei os olhos. — Entendi, baby,— ele repetiu suavemente entre respirações profundas. — Você me entendeu.


— Kit?— — Mmm,— eu respondi. Eu estava contente e feliz. Deitado na minha cama com minha garota em meus braços, sua cabeça apoiada no meu peito e seu cabelo fazendo cócegas no meu rosto – felicidade do caralho. Nós passamos os últimos dias em sua maioria assim, sempre que eu estava livre das tarefas do clube. Estávamos finalmente começando a sentir um ao outro, entendendo o que o outro queria e lentamente começando a conhecer o que deixava o outro irritado. Eu estava curtindo o meu tempo com ela. Harmony ainda estava se acostumando com o arranjo, e passou a maior parte de seu tempo no meu quarto. Ela disse que estava usando o tempo para fazer algum estudo extra. Aparentemente, apesar de estarem de férias, ela disse que ainda havia atribuições que ela precisava manter no topo. — O que está acontecendo? Quem é esse cara Daniel? Eu gemi, não querendo ter essa conversa com ela, mas sabendo que era inevitável. — Ele é um cara mau, querida. Ela bufou e se levantou. Abri os olhos para encontrá-la olhando para mim, a preocupação vincando seu belo rosto. — Não brinca. Seus capangas tentaram me arrastar na traseira de uma van. Ele me ataca em um sujo banheiro público. Seu olhar grita elegância, mas suas ações dizem o contrário. — Traficante de carne.


Suas sobrancelhas se ergueram. — Um o quê? Eu suspirei, ter evitado essa conversa até agora foi um milagre, mas eu sabia que isto estava por vir. — Ele negocia mulheres. Ela engasgou. — Ele vende as mulheres? Eu balancei minha cabeça. — Não ele pessoalmente. Esta não é uma farsa clandestina onde eles encontram garotas drogadas e colocam elas para se prostituírem. Isto é de alta classe e bem pensado. As pessoas que ele negocia pagam muito dinheiro para terem a garota certa. — A garota certa? — Sim, isso é o que o nosso homem faz. Ele dá descrições de garotas que estes homens querem, e ele procura por elas. Esses caras não querem dependentes de drogas e garotas desesperadas, eles querem mulheres de classe, sofisticadas e às vezes até mesmo educadas. Eles sequestram elas e as obrigam a se apresentarem. Ela tremeu e eu corri minha mão para cima e para baixo em seu braço, tentando confortá-la. — Isso é doente,— ela sussurrou. — Sem brincadeira, mas acontece. Mais frequentemente do que você gostaria de pensar. — Ele me disse que queria me quebrar, mas ele tinha um cliente que queria me adicionar à sua coleção. Meu corpo ficou tenso. Nós não tínhamos falado muito sobre o que tinha acontecido no dia que eu tinha trazido ela de sua casa. Eu estava ficando lá, mas a minha prioridade era tentar ajudá-la a se adaptar à vida aqui, antes de nos mudarmos para isso. Obviamente, eu estava errado, e nós precisávamos acelerar isso e entender isso antes que algo acontecesse. — Vamos ter de conversar sobre o que aconteceu, com meus garotos presentes se estiver tudo bem?


— Porquê? Sentei-me e levantei uma mão para colocar uma mecha de seu cabelo atrás da orelha. Ela parecia deliciosa, seu cabelo estava emaranhado e com nós do jeito que ela jogou e virou-se de prazer quando eu batia nela com meu pau e seu rosto ainda era sexy e corado. — Porque às vezes é preciso uma perspectiva diferente de ver as coisas claramente. Se o que você diz me deixa com raiva ou chateado, eu posso não ser capaz de ver além disso. Tendo os meus garotos lá, teremos certeza de que, qualquer coisa que possa ser significativa, vai ser registada,— eu expliquei, antes de deixar cair um beijo suave nos seus lábios rechonchudos. — Você vai ser um presidente surpreendente, Kit,— disse ela com um pequeno sorriso, que finalmente chegou em seus olhos. Eu sorri como a porra de um gato Cheshire16. As palavras vindo de sua boca significando tudo.

Sentei-me no bar ao lado de Tally, Wreck, e Mix. Harmony e eu estávamos finalmente trabalhando através de nossas coisas e ela estava se animando por estar aqui. Depois de mostrar o meu apreço pelo seu corpo mais algumas vezes antes de sairmos do quarto, nós finalmente nos aventuramos para fora e nos juntamos à festa que estava acontecendo - ou à festa que ainda estava acontecendo. Mesmo que eu fosse presidente agora por mais de duas semanas.

16


Eu vi como Harmony riu e brincou com um grupo de mulheres no canto. Del tinha uma queda por minha garota, bem como um par de outras Old Ladies e até mesmo algumas das garotas do clube. De certa forma, não me surpreendeu, Harmony tinha uma personalidade que atraía as pessoas, fazia você querer conhecê-la. Alguns dos meus garotos estavam um pouco suspeitos quando a palavra tinha saído sobre quem Harmony era para o clube. Ela era uma garota do clube ou tinha sido. Um fato que ela não estava envergonhada ou tímida em admitir. Em alguns aspectos, ela manteve o título com orgulho. Sabendo que cada parte do clube era integrante e essencial. Mesmo tendo as prostitutas do clube ao redor, desempenhou um papel importante em manter o clube e seus membros felizes. Mas as nossas garotas do clube eram muito diferentes daquelas que tinham em Atenas. As nossas eram para uma coisa e apenas uma coisa propriedade dos homens com emblema do clube. Um emblema de propriedade é dado a uma mulher quando ela é reivindicada como uma Old Lady. Tem o nome do membro a quem ela pertence e permite que as pessoas saibam que ela é alguém importante e alguém para ser respeitada. Nós todos sabíamos disso. As garotas do clube aqui eram calculistas, mentirosas, cadelas sorrateiras que iriam pisar em sua própria mãe, se isso significava que elas poderiam ser Old Lady de um Brother17. O título era uma honra, isso significava que seriam respeitadas e teriam uma certa quantidade de poder sobre outras garotas que viessem ao redor. Mas felizmente, a maioria das garotas eram educadas e respeitosas, e como Harmony, elas não estavam lá para conseguir um emblema. Elas estavam lá apenas porque amavam o clube e o estilo de vida. Oh, e sexo, muito sexo. Irmão – ficou no original por ser o nome do MC, tal como em algumas outras partes do livro, em que se mantém o original. 17


Eu vi os ombros de Wreck apertarem enquanto Del e Harmony jogavam a cabeça para trás numa gargalhada. — Você quer dizer algo, irmão? Ele franziu a testa para mim. — Sem desrespeito, Pres. Mas uma garota do clube se tornando uma Old Lady? Merda, não é possível. Eu me preocupo com a minha garota. Eu sorrio. — Cara, Harmony é inofensiva. Ela não é como as outras garotas do clube, ela não está por aí para fazer o seu caminho até o topo. Estou mais preocupado com a influência que sua mulher tem sobre a minha do que o contrário. — Garotas do Clube são uma raça particular, Pres. Dei de ombros. — Del parece gostar dela. — Isso é o que me preocupa. Del é muita boa, não quero minha garota em problemas. — Talvez você devesse ter mais fé na capacidade de sua mulher ler o caráter, irmão. Ele rosnou em sua garganta, mas optou por não dizer nada, continuando a assistir as mulheres com olhos de falcão quando elas se levantaram e caminharam em nossa direção. — Você vai tocar algo para nós hoje à noite, Harm?— Mix perguntou quando Harmony se aproximou e envolveu seu braço bom em volta da minha cintura. Del fez o mesmo com Wreck e começou a fazer carinhos no peito dele, sem dúvida sabendo que ele estava irritado e querendo acalmá-lo. Harmony apontou para o braço, que estava firmemente imobilizado. — Eu estou tentando não movê-lo, tanto quanto possível assim ele irá curar mais rapidamente. Isso está me matando, mas eu não estou tocando agora. — Você canta e eu vou tocar,— ele ofereceu. Como eu disse antes, Mix era um mestre de quase qualquer coisa. Não me surpreendeu minimamente


saber que ele podia tocar guitarra, mesmo que eu não tivesse visto com meus próprios olhos. — Você sabe ‘Latch’ de Disclosure? Harmony riu e acenou com a cabeça. — Sim, eu sei. Eu não tinha certeza se eu tinha ouvido a música, mas o olhar complacente que Mix me deu me disse que ele tinha escolhido propositadamente. Mix pegou sua guitarra, que eu não tinha idéia que possuía, e saímos para o lado de fora, onde havia um grande buraco que usamos para fogueiras. Alguns dos rapazes começaram a fogueira, trabalhando para fazer o fogo. As pessoas vieram para fora como mariposas na luz, se aglomerando e relaxando. O ambiente era diferente, não houve gritaria sobre a música alta. Apenas pessoas conversando e rindo, desfrutando a companhia de nossos irmãos e amigos. Nós arrastamos alguns sofás velhos para fora e eu puxei Harmony no meu colo enquanto Mix assumiu o sofá oposto. Ele dedilhou alguns acordes, torcendo os pequenos mostradores no final do braço da guitarra, ajustando-a, eu imaginei. Quando ele começou a tocar, as pessoas se aproximaram, o som melódico do instrumento atraindo-os. Harmony começou a cantar logo depois, sua voz fazendo a minha pele formigar. Sua voz sempre causou arrepios na minha espinha. Era suave e um pouco rouca, mas era o poder que ela conseguia colocar atrás das palavras que me bateu. Era como se ela tivesse escrito a canção ela mesma. Você poderia dizer que ela sentia isto, que ela podia sentir o que a pessoa que tinha escrito estava passando e foi capaz de retratar as emoções com a sua voz. Olhei para Mix, que estava dedilhando feliz, seus olhos encontraram os meus e ele sorriu. Espertinho do caralho.


Eu ri alto e Harmony sorriu para mim enquanto ela continuou a cantar. Eu sabia o porquê de Mix ter escolhido a música. Era exatamente como eu estava me sentindo. Eu tinha essa garota agora, não havia nenhuma maneira de eu a deixar se afastar. Estávamos bem, nós finalmente conversamos e eu acho que nós dois estávamos em um propósito de onde nós entendemos de onde o outro estava vindo. Ela sabia que ela não era apenas mais uma conquista e que, quando tudo estivesse dito e feito, eu não ía dizer vejo você mais tarde e acabar com isto. Eu queria ela, e eu queria ela para sempre. Não apenas agora. Eu balancei meu corpo com o dela enquanto ela continuava a cantar a música, as pessoas ao nosso redor já a acompanhando. Senti-me realmente bem estando com a minha garota, mas não apenas isso, parecia fodidamente incrível estar com a minha garota e com o meu clube. Mas, é claro, as coisas boas nunca duram.


Ouvindo Harmony rir e cantar com os meus irmãos era música para meus ouvidos. Eu sabia que ela seria perfeita. Ela se encaixa como se ela sempre tivesse estado aqui. — Pres? Um dos prospectos, Aiken, veio em nossa direção, seu rosto contorcido em uma careta. O garoto era razoavelmente novo, com apenas nove meses no clube, mas ele era respeitoso, inteligente e raciocinava direito. Nós tínhamos chegado muito perto e eu podia vê-lo conseguir seu emblema muito rápido. Bati na perna de Harmony duas vezes e ela levantou-se, deixando-me ficar em pé. Dei-lhe um beijo rápido na bochecha. — Eu estarei de volta em um minuto. Ela assentiu e tomou o meu lugar no sofá, eu segui Aiken para longe do fogo. Ele obviamente tinha algo a dizer que ele não tinha certeza de que era para os outros ouvirem. Menino esperto. Eu fiquei de pé e cruzei meus braços sobre o peito. — O que é? — Eu acabei de receber um telefonema de Glow. Missy disse que havia um cara aparecendo lá com uma comitiva pedindo para falar com você,— ele explicou. Missy cuidava dos negócios para nós. Ela era linda e firme, apenas a pessoa certa para administrar um lugar como Glow. — Esse cara deu um nome?


— Daniel Ashley. Ele disse para Missy lhe dizer que ele estaria lá por mais uma hora, se você estaria interessado em uma reunião com ele. Meu sangue ferveu e queimou minha pele. Filho da puta teve a coragem de bater na minha mulher, em seguida, vir a um dos negócios do clube e pedir para se encontrar comigo? O idiota era muito arrogante! — Pegue sua moto. Vou verificar para ver quem está sóbrio o suficiente para ir comigo.— Eu apontei para ele com um olhar. — Mantenha o filho da puta lá. — Sim, senhor.— Ele decolou em uma corrida e eu ouvi sua moto ligar atrás de mim e rugir para fora dos portões antes de eu sequer conseguir voltar para a festa. Meus irmãos me viram caminhar em direção a eles, lendo meu rosto e rapidamente em posição de sentido. Harmony olhou em volta, confusa com a súbita mudança de atmosfera. Inclinei minha cabeça, e todos eles moveram-se na minha direção. — Harm!— Eu a chamei e ela rapidamente fez o mesmo. Peguei seu rosto em minhas mãos. — Eu tenho que levar alguns dos rapazes um pouco. Tenho que lidar com alguma merda no centro da cidade. Ela assentiu com a cabeça. — Ok.— Minha garota conhecia o resultado. Quando eu digo que eu tenho que lidar com algo, ela sabe que não deve discutir. Eu pressionei um leve beijo na sua boca. — Eu estarei de volta logo que eu puder. Ela sorriu, eu sabia que era um pouco forçado, mas um sorriso não obstante. — Fique seguro. Quando ela se afastou, eu olhei para todos os meus irmãos. — Quem está sóbrio o suficiente para dirigir?— Tínhamos regras estritas sobre beber e dirigir. Nós tínhamos perdido muitos Brothers para a estrada por causa do álcool.


Alguns assentiram. — Ok, Wreck, Rifle, Loose and Candy, peguem suas motos e suas armas. Não tenho certeza como bagunçado isso vai ficar se essa merda ficar ruim.— Eu apontei para cada um deles e eles rapidamente se viraram, indo para dentro do clube para pegar suas coisas. — O resto de vocês, mantenham um olhar atento sobre o lugar e minha garota. Eu não tenho certeza se este é apenas um truque para me afastar. Com tudo resolvido no clube, eu sabia que meus irmãos iriam sacrificar suas vidas para proteger o local e cuidar de Harmony, mesmo que ela não tivesse sido oficialmente anunciada como uma Old Lady ainda. Eu tinha fé neles. Fizemos a curta viagem para a cidade, o aperto no meu guidão estava firme. Minhas mãos estavam ansiosas para se colocarem neste idiota. Glow era um dos dois bares que o clube tinha na cidade. Era um lugar elegante. Havia uma política severa de não usar drogas e as garotas eram testadas mensalmente. Ele também era um lugar muito particular, escondido em uma agitada parte da cidade e discreto, que atraía homens com dinheiro que queriam fazer o seu negócio sujo longe de olhares curiosos. Aiken encontrou-nos na porta da frente, levando-nos através do edifício para o escritório de Missy. Ela estava sentada em sua mesa, as pernas cruzadas e raiva em seus olhos. Missy era linda com cabelo preto espesso e olhos dourados e ela era jovem, apenas em seus vinte e tantos anos. Alguns diriam que era muito jovem para a ter fazendo o que fazia, confiando nela para manter as coisas funcionando, mas a mulher tinha uma experiência de vida que excedia em muito a sua idade. — Ei, Miss.— Eu beijei suas bochechas e recuei. — Ei, Kit. Desculpe arrastar você aqui, mas esse cara não aceitou um não como resposta,— ela disse com veneno em suas palavras.


— Ele causou algum problema? — Ele propôs para algumas das minhas meninas. Dizendo-lhes que ele tinha homens ricos que pagavam muito dinheiro para elas irem morar com eles.— Ela zombou. — Felizmente as minhas meninas sabem melhor. Rosnei no fundo da minha garganta. Sim, o que ele não conseguiu dizerlhes é que elas não eram as únicas que iriam receber o dinheiro e que iriam ser arrastadas para um inferno, para que homens como Daniel Ashley pudessem receber um salário. — Onde ele está? — Sala de reuniões no final do corredor. Ele tem um cara lá com ele, alguns outros estão espalhados pela sala principal assistindo ao show. — Qualquer coisa que aconteça, você tira as meninas para fora rapidamente,— eu disse a ela seriamente. Seus olhos se arregalaram um pouco. — Quem é esse cara, Kit? — Um cara que mexeu com a garota errada. Virei-me, os Brothers se afastando para me deixarem passar, antes de me seguirem. Não é que eu estivesse com medo de enfrentar este filho da puta sozinho, mas ter os meus irmãos nas minhas costas me fez sentir como se o mundo não pudesse me derrubar. Meus irmãos, a porra da minha família. Eles me seguiriam para o inferno e voltariam e veriam isto como uma honra. Isso era Irmandade. Bati a porta aberta na sala pequena de reunião. Ela voou para trás, batendo contra a parede e me dando o primeiro olhar do homem que tinha estado atormentando a minha mulher. Eu não sei o que eu estava esperando, mas com certeza não era o homem sentado na ponta da mesa. Ele usava um terno, o traje típico do que eu tinha reunido. Mas ele era mais velho do que eu imaginava, talvez perto dos cinquenta. Muito baixo também. Seu cabelo era castanho escuro dispersado com uma pitada de cinza e penteado para trás com tanto gel que eu aposto que eu poderia retirar mecha


por mecha e esfaqueá-lo com elas. A idéia não era ruim tanto quanto eu estava preocupado. Ele parecia como o seu empresário típico, um advogado, talvez. Havia um cara musculoso sentado ao seu lado, com a cabeça raspada e óculos escuros cobrindo os olhos como se não estivesse dentro de um edifício - à noite. Kerry, uma das garotas, estava servindo-lhes bebidas. Seus olhos dispararam no grande estrondo e quando ela me viu ela rapidamente fugiu da sala. Aiken fechou a porta atrás de nós e parou na frente dele, com os braços cruzados sobre o peito. Eu bati minhas mãos sobre a mesa, a raiva fluindo livremente através das minhas veias. Eu sabia que precisava controlá-la antes que eu a deixasse me consumir. — Você tem bolas, vindo aqui, ao meu local de trabalho. Ele sorriu gentilmente, incansável pela minha raiva. — Donovan Cranshaw. É bom finalmente conhecê-lo.— Ele se inclinou para trás preguiçosamente na cadeira. — Ou eu deveria chamá-lo Kit? — Você pode chamar-me da droga de Tinkerbell, se você quiser. Esta merda não importa. O que importa é que você está mexendo com as pessoas erradas. — Sim, é lamentável que os Brothers By Blood tenham um interesse especial por este pequeno problema.— Ele cruzou as mãos no colo, muito adequado. — Fui aconselhado pelo meu chefe a vir e falar com você.— Eu vi o desgosto que brilhou em seus olhos quando ele transmitiu um pouco mais de informações. Era óbvio que ele não queria se aproximar de nós, mas alguém mais acima dele tinha avisado que bagunçar conosco podia não ser uma boa ideia. Alguém que, obviamente, tinha mais cérebro do que ele. — Diga o que você tem para dizer, eu não tenho a noite toda. Eu tenho uma mulher me esperando em casa. — Ah sim, e aí reside o problema.— Ele sentou-se para a frente novamente, apoiando as mãos na mesa e limpando a garganta. — Eu não tenho


dúvida de que você já sabe do negócio em que estou. As pessoas que andam no lado errado da lei, como nós, não têm qualquer problema de descobrir este tipo de informação. Ao contrário da polícia idiota e agências federais que pensam que governam este país. — Fala logo, idiota. Ele riu e eu apertei mais a borda da mesa, pronto para pegá-la e bater nele até sangrá-lo com isto. — Harmony Jones. Parece que ela está uma temporada com o seu clube?— Ele apontou para nós. — Infelizmente, eu tenho um cliente que tem um interesse muito particular na senhorita Jones. Um monte de dinheiro está envolvido. — Harmony pertence a mim,— eu disse entre dentes, mal conseguindo conter a minha fúria. — Eu sou um homem razoável, Sr. Cranshaw. Eu estou disposto a oferecer parte desse dinheiro para você em troca dela. — Como eu disse... Ele me cortou. — O que lhe parece a quantia de três milhões?


— Você parece um pouco mais feliz,— disse Tally, chegando para pegar um assento ao meu lado e oferecendo uma cerveja. A atmosfera era descontraída e refrigerada com Mix ainda dedilhando longe em sua guitarra e os Brothers e as mulheres que foram deixados, apenas deixando a vibração infiltrar-se em suas veias. Quase me senti em casa, só que eu não estava à espera de um dos rapazes, quem sabia qual deles, para me levar de volta a seu quarto. Eu estava esperando por um cara e apenas um cara, e o pensamento disto estava finalmente colocando um sorriso no meu rosto. Eu levantei minha mão, rejeitando a oferta de outra bebida e ele deu de ombros, jogando a cerveja para si mesmo. Eu rio. — Eu acho que você poderia dizer isso. — Pres, está tratando você bem, então? — Isso nunca foi discutível, você sabe disso.— Eu sorri enquanto eu pensava sobre a maneira como ele tratou meu corpo durante esse dia. — Kit é um grande cara. — É verdade, ninguém poderia ter seguido os passos de seu pai e os preenchido como ele tem feito. Oz era um cara durão, convicto de que existem regras por uma razão. Mas cara, você não poderia culpá-lo na escala de estar preocupado, o homem se preocupava com todos e cada um de seus Irmãos e suas famílias. Ele garantiu que eles sempre estivessem seguros.


Eu balancei a cabeça, notando que Kit, obviamente, tinha um monte de crenças de seu pai implantados nele. Ele era firme, mas suas intenções eram para o melhor de sua família e seus amigos. — Espero conhecê-lo um dia. Tally riu. — Você irá. Ele esteve afastado com Bright Eyes, aproveitando ao máximo o fato de que ele não tem mais um clube para administrar. Mas acho que eles voltam em alguns dias. Sem dúvida que Kit vai querer que você encontre eles. Apesar dos nervos começarem a virar o meu estômago do avesso, eu olhei para a frente para encontrar as pessoas que criaram o homem que tinha tomado conta da minha vida de forma tão dramática e tão rapidamente. Eu queria saber mais sobre ele, aprender mais sobre quem ele era e o que fez dele quem ele é hoje. — Harmony! Vamos ouvir mais da sua linda voz. Eu rio enquanto os rapazes jogam sugestões de músicas aleatórias e ficam mortificados quando eu admiti que não sabia algumas delas. Em seguida, eles passaram a me ensinar, o coro de vozes masculinas profundas rompendo a noite.

Eu estava na pia do banheiro, que era anexada ao quarto de Kit. Tinha sido uma longa noite e eu estava pronta para a cama. Kit tinha saído por algumas horas. Eu esperava que ele estivesse de volta em breve, mas entendi que o negócio do clube significava que eu provavelmente não saberia quando. Subi na cama e me enrolei nos lençóis macios, o cheiro dele atacando meu nariz. Embora tenha lutado contra, o desejo de enterrar meu rosto em seu travesseiro e inalar conseguiu ganhar-me. Kit sempre cheirava de uma forma


incrível. Eu sabia porque eu tinha encontrado uma pilha de frascos de Lynx vazios, escondidos no armário sob a pia. O cheiro era tão sexy, com um pouco de doce escondido sob um perfume masculino. Rolei e balancei a cabeça. Eu estava ficando louca. Apenas alguns dias atrás eu estava irritada e chateada que ele tinha me forçado a sair da minha zona de conforto, minha casa, e me arrastou até aqui para que ele pudesse manter um olhar atento sobre cada movimento meu. E agora eu estava aqui, cheirando seus travesseiros e desejando pelo momento em que ele entrasse pela porta. Kit tinha quebrado todas as defesas que eu tinha tentado construir. Eu tinha dado a ele atitude e todo o inferno ao longo do caminho, mas ele era um homem que sabia o que queria e não tinha medo de ir atrás disso e segurá-lo apertado, não importa a que custo. Houve uma batida suave na porta e eu puxei o lençol mais apertado em volta de mim antes que eu desse permissão para a pessoa entrar. Del enfiou a cabeça pela porta e sorriu suavemente. — Ei, hun. — E aí? Ela entrou e sentou-se à beira da cama. — Alguns dos rapazes tiveram que sair. Algo aconteceu com Kit e seu grupo e eles tiveram que ir até à delegacia de polícia para resolver o problema. Wreck ligou e disse que Kit só queria que você soubesse que ele estava bem e que estaria em casa em breve. — A delegacia?— Eu disse em choque. — Não se preocupe, não é por causa dele,— disse ela rapidamente. Suspirei e saí da cama. Vestindo um par de jeans sobre a camiseta enorme de Kit que eu tinha roubado, eu andei em direção ao sofá no canto da sala que dava para a televisão. — Suponho que você não vai dormir até Wreck chegar em casa?— Ela sorriu, mas balançou a cabeça. — Você quer assistir um filme?


— Sim, isso é uma idéia fantástica. Del e eu invadimos a despensa lá embaixo antes de vasculhar a enorme pilha de DVDs de Kit. Nós finalmente pegamos um filme de Adam Sandler, optando por algo que nos faria rir enquanto esperávamos por nossos homens retornar. — Como é que você e Wreck se conheceram?— Perguntei enquanto eu enchia minha boca com batatas fritas. — No Hospital. — Ele trabalhava no hospital?— Perguntei, não sendo capaz de manter o ceticismo da minha voz. Ela riu. — Oh Deus, não. Ele era meu paciente. Ele tinha sido apunhalado. — Oh, wow ... — Sim. Incondicional para nós, mas apenas mais um dia na vida de um fora da lei,— ela disse, um pouco séria demais antes de jogar um sorriso de volta no seu rosto. — Ele continuou a tentar sair da cama, convencido de que estava bem e precisava voltar ao clube para ajudar. Eu disse-lhe para sentar sua bunda de vagabundo antes que eu mesma o esfaqueasse. O resto é história. Eu ri, a imagem pintou na minha cabeça tão hilariante. Del era doce e pequena, um metro e cinquenta apenas. Wreck, por outro lado, era talvez mais perto de um metro e oitenta. Apenas a idéia dela ser capaz de colocar o imenso homem em seu lugar era difícil de compreender. — Ele é muito sério. Tenho a sensação de que ele não gosta muito de mim,— eu disse a ela honestamente. Ela virou seu corpo para mim, o filme esquecido por agora. — Não é você, Harmony. Wreck é um homem difícil de entender. Ele foi queimado antes e é preciso tempo para esses tipos de feridas curarem.— Ela colocou uma mão suave no meu ombro. — Como todos nós, ele teve más experiências. Só que ele


começou a ser mais confiante e leva muito mais tempo para sentir afeto pelas pessoas e para confiar nelas se elas não são seus irmãos. Até mesmo o nosso relacionamento foi turbulento para começar, mas no fundo ele é muito doce e muito leal. Você verá. Eu balancei a cabeça, esperando que ela estivesse certa. — Você ainda trabalha no hospital? Ela sorriu radiante, dizendo-me tudo o que eu precisava saber sem palavras. — Sim, eu não poderia sair se eu tentasse. Eu amo muito meu trabalho. — Você já teve problemas, você sabe, por ajudar os garotos e o pessoal quando se machucam?— Lembrei-me de ler um artigo uma vez sobre um médico que havia sido expulso por tratar de pacientes fora de um estabelecimento médico licenciado. Não ajudou que os homens com quem ele estava trabalhando e cuidando eram membros de uma gangue conhecida. — Eu fiz um juramento quando me tornei uma enfermeira e jurei que iria ajudar as pessoas, não importa quem elas eram - sexo, idade, etnia, criminoso ou não criminoso. Eu vivo com isso. Se os meninos precisam de ajuda, eu vou ajudá-los. Se eles me querem fazendo isto, eles podem. Mas vou continuar a ajudar as pessoas, não importa o quê. — Eu não acho que eu poderia fazê-lo. Sangue eu poderia lidar, mas eu tenho certeza que a minha maneira tranquilizadora seria um saco.— Eu rio. — Garota, se você pode sair com o clube e lidar com estes homens, trabalhar em um hospital e lidar com pacientes seria um passeio no parque.


O encontro com o diabo foi esclarecedor, para dizer o mínimo. Quando ele nos disse que ele estava disposto a oferecer até três milhões como uma divisão do dinheiro que ele estava procurando ganhar, ele me disse que havia um grande jogador neste jogo e as coisas eram mais perigosas do que tínhamos inicialmente previsto. O clube não estava com falta de dinheiro. Com os negócios legais e projetos à parte, todos nós vivíamos muito confortavelmente, bem acima da renda média de uma família de dois trabalhando. Os Brothers todos tinham uma parte nos lucros, mais para os oficiais superiores do clube, menos para os prospectos, mas o suficiente para que ninguém se esforçasse. Mas três milhões de dólares? Essa era uma porrada de dinheiro para alguém apenas jogar ao redor. — Ao contrário de você, Daniel, eu não coloco preços nas cabeças das pessoas que me interesso,— eu zombei. — Isso é o quanto sua filha valia a pena quando você a vendeu? Ou será que você apenas pegou alguns milhares de dólares e chamou isto como a coisa certa? Eu observei quando seu rosto se contorceu em uma expressão de fúria e as mãos fecharam em punhos em cima da mesa. — Você não sabe nada da minha família,— ele disse firmemente, enquanto lutava para recuperar a compostura calma de antes.


Eu sorri, sabendo que eu ia bater um nervo. — Não, mas eu tenho certeza que você sabe muito sobre a minha e quão longe eu estou disposto a ir para mantê-los seguros. Então, eu sugiro que você pegue suas coisas e se vá enquanto ainda estou de bom humor o suficiente para deixar você ir embora.— Eu dei um passo para o lado, os meus irmãos seguindo o exemplo. Meus olhos permaneceram nele, o impasse entre nós fazendo o calor e tensão na sala crepitar. Ele ficou lá por alguns momentos, a rigidez em seu corpo visivelmente nítida. Ele limpou as coxas das calças do seu terno e se levantou, seu guarda-costas em silêncio seguindo cada movimento seu. — Estou decepcionado que as coisas tenham corrido desta forma, Sr. Cranshaw. Pensei que seria mais razoável do que isso. Mais inteligente, na verdade.— Aiken abriu a porta e ambos atravessaram, ele se virou para me olhar por cima do ombro. — Peço desculpas por ter que arrastá-lo para longe, eu espero que você consiga voltar para casa em breve e sua noite não seja arrastada para fora por muito tempo.— Com isso, ele se afastou, suas palavras me atingindo. Eu sabia que ele não tinha terminado ainda. — Nós deixamos ele ir, apenas assim?— Perguntou Wreck, estalando os dedos. — Este não era o lugar ou momento para isso ser tratado com o uso de força. Nós não sabemos quantos homens ele tinha lá fora ou o que eles estavam dispostos a fazer para proteger seu chefe. Eu não iria arriscar Missy ou suas meninas tentando descobrir.— Os meninos todos assentiram, aceitando a minha explicação sem questionar. — Façam as rondas do lugar, verifiquem se eles estão todos fora. Vamos ficar de olho lá fora um pouco antes de voltar. Rifle ficou ao meu lado enquanto os outros foram fazer algumas rondas no Glow. — Ele vai jogar sujo, Pres. Os homens fazem todo os tipo de merda, quando há muito dinheiro envolvido.


— Eu sei.— Eu assenti. — Ligue para Tally e diga-lhe para manter um olhar atento sobre Harm. — Certo. Com Glow seguro, estávamos prontos para sair meia hora mais tarde. Era por volta das 03:00 e eu estava ansioso para chegar em casa para a minha garota, apesar de Tally ter enviado uma mensagem dizendo que ele tinha trancado ela e estava segura. Eu confiei nele para fazer o que fosse necessário para mantê-la dessa maneira. Assim quando todos nós saímos da entrada do clube o brilho vermelho e azul me fez cobrir meus olhos. Amaldiçoei sob a minha respiração. — Filho da puta. Meus irmãos todos gemeram e eu os senti encostar contra as minhas costas quando eles circularam para ficar ao meu lado. Nós sabíamos que não havia razão para a polícia estar aqui a menos que alguém os tivesse chamado. Nós também sabíamos exatamente quem teria sido. O clube tinha contatos dentro da força policial, mas eles eram puramente para fins de informação, não para a proteção da lei. Felizmente, a maioria deles eram todos os caras certos e geralmente não saiam de seu caminho para nos caçar. Nós fizemos um monte de trabalho positivo aqui e em cidades vizinhas, desde caridade a segurança de graça em eventos de alto nível. Ficamos parados sob as luzes da entrada, quatro policiais fizeram o seu caminho em direção a nós, com as mãos em suas armas. — Boa noite, rapazes, desculpe perturbar a sua noite, mas nós temos uma chamada anônima dizendo que havia alguns caras que combinam com a descrição de vocês portando armas. Precisamos verificar todos vocês. Meu coração começou a correr. Porra. Minha arma estava escondida no cós da calça. A lei de Alabama permitia que as pessoas pudessem carregar abertamente uma arma a menos que você tivesse sido condenado por um crime


violento, algo que eu tinha feito pouco tempos depois de ser incluído no clube. Eu não costumava carregar uma arma comigo a não ser que eu sentisse que era necessário, sabendo o quanto problema que eu poderia entrar por ter uma. Mas assim que eu tinha ouvido o nome do idiota, eu escolhi-a automaticamente, a raiva me alimentando. Eu queria pendurar minha cabeça, sabendo que eu estava prestes a ser algemado e levado para uma estadia prolongada na casa grande, mas não o fiz. Eu empurrei meu queixo para cima e segurei meus braços para fora. — À vontade. Os oficiais foram para a fila, puxando uma arma de cada um dos meus irmãos. A maioria de nós tinha condenações por uma coisa ou outra, de drogas a infrações de trânsito. Tanto quanto eu sabia, eu era o único presente que havia na época dado uma surra em algum cara e quase o matara. Os oficiais tomaram as armas e os nomes dos meus irmãos. Eles voltaram para seus carros para verificar em seus computadores, certificando-se que suas fichas estavam limpas. Mesmo que a maioria dos policiais já nos conhecessem pelo primeiro nome e quem devia ou não devia ter algo sobre elas. — Kit,— o oficial disse quando ele se aproximou de mim. — Vá em frente. Ele me apalpou, começando na parte inferior de cada perna e indo para cima. Prendi a respiração quando ele alcançou minha cintura, sentindo a parte de trás da minha calça jeans e a frente. Quando ele a contornou e moveu as mãos, batendo ainda mais no meu corpo, eu tentei esconder a minha surpresa. Minha arma não estava lá, porra. Como eu não tinha notado que ela estava faltando? Eu verifiquei apenas momentos antes de nós sairmos pela porta, pronto para dirigir para casa, certificando-me que a segurança estava ali e era seguro antes que eu pegasse a minha moto.


— Você está livre.— Mesmo que eu não perdesse a maneira como ele disse a frase, soando mais como uma pergunta do que uma declaração. Ele estava tão surpreso quanto eu. Aiken estava ao meu lado, o último na fila. Meus olhos dispararam quando o garoto puxou uma arma da suas costas - a porra da minha arma - e entregou-a ao oficial. — Pode também apenas dar-lhe isso. Os olhos do oficial foram na minha direção, mas eu não reagi. — Esta arma é registrada em seu nome? Aiken sacudiu a cabeça. — Não, senhor. — Você sabe que é ilegal carregar uma arma que não está registrada em seu nome? — Sim, senhor. Ele entregou a arma para outro policial. — Você vai ter que vir até a delegacia, para que possamos relatar isso. — Claro.— Ele seguiu o policial para a viatura. — Aiken!— Ele se virou para olhar por cima do ombro para mim com um sorriso. Eu não pude deixar de sorrir. — Certifique-se de tentar conseguir minha arma de brinquedo de volta, ou na próxima vez que ele levar você até o campo para mostrar-lhe como atirar, você vai ser o alvo.— Eu tentei dar-lhe todas as informações que ele precisava para fazer coisas parecerem legal. Eles iriam perguntar-lhe em nome de quem a arma era registrada, e se ele não pudesse dizer-lhes eles podiam tentar pegar ele por roubo. — Claro, Pres. — Nós vamos pegá-lo lá, irmão. Ele ergueu o queixo e entrou na parte de trás do carro da polícia. Os caras pegaram suas armas de volta, tudo limpo, e nós assistimos a fila de carros de polícia para fora do pequeno estacionamento.


— Por que o garoto estava carregando uma arma?— Loose perguntou, sabendo que os prospectos não eram autorizados a portar armas, a menos que especificamente recebessem a permissão por mim. — É minha! Porra, ele deslizou isto da parte de trás da minha calça quando saímos do lugar e vimos o vermelho e azul. Nem sequer senti, porra. Eu estava suando quando eles vieram me revistar. Todos os garotos riram. — O garoto tem uma mente rápida e mãos ainda mais rápidas.— Rifle riu. — Sim, para levantar isto sem você perceber. Isso foi foda,— Loose comentou. — Lift ... eu gosto. Acho que ele ganhou seu nome da rua e me salvou de uma longa caminhada em uma cela de uma só vez.— Eu sabia que Aiken foi rápido, mas não seriam muitos que teriam colocado dois e dois juntos e pensado rápido. — Lift então.— Rifle balançou a cabeça, os outros todos grunhiram em acordo. — Bem, vamos apoiar o nosso garoto. Esperemos que com um primeiro crime, ele vai sair disto com uma multa.


— Baby.— Eu olhei através da luz, o esboço de alguém de pé em cima de mim lentamente entrando em foco. — Ei. Kit tirou meu cabelo longe do meu rosto e eu limpei minha garganta. — Ei, você está de volta. Senti o balanço da cama atrás de mim e olhei para ver Wreck pegando Del dormindo e dando uma elevação do queixo rápido para o seu presidente, antes de sair do quarto. Kit se aproximou e fechou a porta atrás dele tirando o colete, camisa e calça jeans, ficando apenas de cuecas, o que, instantaneamente, despertou meu corpo adormecido. — Não olhe para mim desse jeito com esses olhos sensuais, eu só quero deitar um pouco antes de eu ter que me levantar e organizar a merda para o dia.— Ele subiu na cama ao meu lado. Eu rolei, colocando meu rosto em seu pescoço e jogando meu braço sobre seu torso. — Que horas são?— Perguntei, enquanto meus olhos se fechavam novamente. — Quase seis. — Você só voltou agora? — Isso aí, amor. Tivemos alguns problemas com a lei local.— Ele riu fazendo minha cabeça balançar em seu peito. Debrucei-me sobre ele, apoiandome sobre seu peito.


— Eu não consigo ver a alegria nessa situação. Gostaria de me deixar entrar nessa brincadeira? Ele suspirou. — Encontrei com Daniel Ashley ontem à noite, no centro, num de nossos clubes. Eu disparei. — Você o quê? — Está tudo bem, Harm. Nós só precisávamos ter uma conversa para que ambos soubessemos onde cada um de nós estávamos sobre o assunto.— Ele tocou meu braço suavemente, mas eu me afastei saindo da cama e andando pelo quarto. Apenas o som do nome do cara fez as minhas emoções correrem soltas. Eu estava com raiva e assustada ao mesmo tempo. — Então… Ele sentou-se, arrastando para trás contra a cabeceira da cama e esfregando a mão pelo rosto em frustração. — Harmony, eu só quero descansar um pouco. Estive acordado a noite toda lidando com a besteira deste idiota. — Não. Isso me envolve, Kit. Diga-me o que aconteceu.— Eu cruzei os braços sobre o peito e olhei para ele. Ele teve a coragem de sorrir para mim e eu estreitei os olhos ainda mais. — Você parece bem na minha camisa,— disse ele casualmente, seus olhos me estudando. — Kit. Ele revirou os olhos. — Mulher de Cristo, tudo bem. Kit me explicou o que tinha acontecido no clube de strip. Daniel lhe ofereceu dinheiro em troca de mim e Kit tinha recusado. Eu sabia que ele estava deixando um monte de história de fora. Eu queria ouvir tudo isso sem as luvas de bebê com as quais ele estava tentando me segurar. — O que você não está me dizendo? — Você confia em mim?— Ele respondeu. Fiquei surpresa por um segundo e apenas fiquei lá, não sendo capaz de formar qualquer tipo de


resposta. Ele esperou por um minuto antes de sair da cama e caminhar em volta de mim. — Você precisa confiar em mim, Harm. — Estou tentando. — Então tente mais,— ele gemeu, obviamente frustrado. — Eu estou colocando meu traseiro na reta, meu clube... Eu o empurrei para longe. — Eu nunca pedi para você. Você me reivindicou, se lembra?! Ele zombou. — Sim, porra, eu lembro. Porque você me irritou sobre isso desde o momento em que eu o fiz. Eu olhei para ele. — Eu não pedi por isso, Kit. — Não, mas se você não pode ter fé em mim para mantê-la segura... — Eu tive, duas vezes. E olha o que aconteceu!— Eu apontei para o meu ombro, sabendo que eu estava esfregando na cara dele seu fracasso, mas as palavras simplesmente fluíram como uma cachoeira, meu cérebro se recusando a filtrá-la. Ele sentou-se na beira da cama e puxou seu cabelo. — Vá em frente, Harmony, me diga como você sente realmente. — Talvez eu deva ir. Então você e seu clube não terão que lidar com os meus problemas.— Eu me virei para ir embora, mas uma mão áspera agarrou meu pulso com força. — Sinto muito sobre a maneira que saiu. Parecia que era um problema tê-la aqui e tentar mantê-la protegida contra estes caras. Não foi isso que eu quis dizer.— Ele puxou meu braço, então eu me virei para ele e me arrastou entre suas pernas. Suas mãos envolvendo a parte de trás das minhas coxas nuas fazendo meu corpo formigar. — O pensamento deles colocando as mãos em você faz merda na minha cabeça. Isso me faz querer vomitar e isso me faz querer bater na cabeça de algum filho da puta.


Eu cedi ao seu toque. — Estou com medo, Kit. Ele parecia sério e ele não tem escrúpulos em recorrer à violência. — Eu sei, baby. Mas você tem que confiar que eu vou fazer tudo que posso fazer, para me certificar de que ele nunca chega perto de você. Coloquei minha testa suavemente contra a sua, a minha luta diminuindo lentamente. Eu queria confiar em Kit. Finalmente estávamos em um propósito onde eu percebi que ele não estava nisto por uma conquista de curto prazo. Mas o medo de ser decepcionada mais uma vez, ainda estava em minha mente. — Eu preciso saber o que está acontecendo,— eu disse com firmeza, esperando que, pelo menos sabendo, me faria sentir melhor sobre confiar nele para tomar o controle da situação. — Vou tentar fazer isso, mas há apenas algumas coisas que você não precisa saber.— Eu abri minha boca para falar, mas ele ergueu a mão para me deter. — Eu não estou dizendo isto para mantê-la fora, eu estou dizendo isto para manter a sua paz de espírito. Eu balancei a cabeça, com relutância, e tentei empurrar para o passado a nossa pequena briga. — Então, o que aconteceu com os policiais? Kit riu. — Aquele idiota não conseguiu da maneira dele então ele chamou a polícia, dizendo que alguns caras estavam andando com armas. Acho que ele pensou que alguns de nós podiam ser presos, derrubando alguns dos nossos números.— Ele balançou a cabeça ainda sorrindo. — Quase funcionou também. Eu ia ter de cumprir pena, se um dos prospectos não tivesse pensado rápido e pegado minha arma na parte de trás da minha calça jeans, sem eu mesmo perceber. — Você não percebeu que alguém pegou sua arma?— Eu levantei minha sobrancelha. — O garoto foi como um batedor de carteiras ou um mágico. Um segundo ela estava lá, próxima coisa que eu sabia era que ele estava dando para


o policial e eles estavam prendendo ele por transportar uma arma que não foi registrada para ele. — Salvou o seu rabo, hein? — Sim, baby, e devo-lhe uma. Acho que vou pagar ele com um emblema completo. Nem mesmo vou colocá-lo à votação. Ele provou uma e outra vez, e salvou seu presidente. Isso é ter bolas. Olhei para ele atordoada. Para um presidente não pedir um voto na mesa não era inédito, mas era muito raro. Pelo que eu sabia sobre os Brothers By Blood, votando na mesa era uma parte importante de seus estatutos - as regras que eles viviam. Dito isto, o presidente tinha poder suficiente para decidir sobre questões específicas sem ter que chamar um voto. — Uau, isso é muito. Ele ficou em apuros? — Um pouco. Não pense que ele vai cumprir pena, mas ele pode conseguir algum tipo de trabalho comunitário ou uma merda tipo toque de recolher por alguns meses, juntamente com uma multa. — E se ele não tivesse feito o que ele fez? Kit franziu a testa. — Eu poderia estar preso por um tempo até cinco anos. Meu coração afundou e de repente senti em dívida para com este jovem. Eu esfreguei meu rosto no pescoço de Kit. — Lembre-me de agradecer a ele. Houve uma batida forte na porta e eu quase gritei com eles para irem embora, o desejo de apreciar o meu homem tomando prioridade sobre quem quer que estava lá. — Guarde seu pau de volta, os meninos estão reunidos na Igreja,— Tally chamou. Eu o ouvi rindo enquanto suas botas pisaram do lado de fora no corredor. Kit enganchou as mãos sob meus joelhos e me levantou quando ele ficou de pé. Eu gritei e rapidamente joguei meus braços ao redor dele quando ele se


virou e me colocou de volta na cama. Ele pairava sobre mim, minhas pernas ainda enroladas na sua cintura. Eu levei um tempo para admirar seu rosto impressionante, sua mandíbula proeminente e a barba de dias que a cobria. Seus olhos escuros e brilhantes que me atraíam e ameaçavam nunca me deixar ir embora. Eu levantei meus quadris, meu centro agora encharcado, esfregando contra seu comprimento mal coberto que começou a endurecer a cada segundo. Ele baixou a cabeça, sugando meu pescoço. — Eu tenho que ir para a Igreja,— ele sussurrou. Sua voz era agora calma e rouca e eu sabia que eu estava ganhando esta batalha. Eu levantei meus quadris para cima mais algumas vezes antes que ele finalmente começasse a balançar seus quadris, me encontrando no meio do caminho. — Você é o presidente, você é dono do clube. Eles vão esperar,— eu disse a ele sem fôlego. — Mas agora eu preciso que você me possuía. Ele se afastou e procurou meus olhos, minhas palavras aparentemente sendo exatamente o que ele precisava ouvir. — Foda-me,— ele gemeu e começou a atacar o meu corpo como um homem faminto. — Isso é exatamente o que eu estava esperando que você diria.

Depois que eu me arrastei longe de Harmony e de sua boceta gananciosa, eu finalmente cheguei à Igreja e comecei a debater com os Brothers, os detalhes sobre o que estava acontecendo, para aqueles que não estavam comigo ontem à noite. Dizer que eles estavam lívidos era um eufemismo. Brothers By Blood têm algumas políticas sérias sobre a proteção das mulheres e crianças. Eles eram inocentes, que não mereciam se meter em confusões que seus homens possam


ter criado. Vendendo mulher contra a sua vontade era a porra de um grande não. Eu sabia que todos os meus irmãos teriam as minhas costas quando me certificasse de que Daniel Ashley pagaria por sua participação nesse negócio que me revoltou e me enojou. — Eu conversei com alguns caras que conheço. Um deles está realmente envolvido com a filha desse cara,— Mix disse quando a sala acalmou de sua indignação. Eu balancei a cabeça para ele continuar. — O nome do meu homem é Link. Ele dirige um negócio estilo Investigação Particular longe daqui, especializada em encontrar pessoas desaparecidas. Encontrou a filha cerca de três anos depois que seu pai a vendeu. Ela estava vivendo como um dos associados da casa de brinquedos. A tirou rapidamente. — Ele vendeu sua própria filha, porra,— Rifle exclamou em choque total. — O cara é loucura mergulhada em demência,— eu gemi. — Mas espere, tem mais!— Mix disse em uma voz estranha. Revirei os olhos, mas ele apenas sorriu para mim do outro lado da mesa. — Pelo que eu recolhi, o Sr. Ashley era um grande apostador. Foi assim que ele conseguiu essa bagunça com este grupo em primeiro lugar. Ele usou a filha para pagar sua dívida, mas em seu mundo, vendendo a sua família, você ganha um certo nível de respeito. Retrata para eles como cruel e emocionalmente desligado, o tipo perfeito de pessoa para fazer o trabalho que ele faz. — Então, para onde vamos com isso?— Tally pede para ninguém em particular. — Parece que nosso homem não pára de jogar. Maior trabalho pagador, você não está mais olhando para jogos de poker e cavalos. Eu acho que ele está afundando e o dinheiro que ele poderia conseguir com Harmony é a sua saída.— Mix recostou-se na cadeira, um sorriso arrogante no rosto.


O garoto conhecia suas coisas, ele conhecia pessoas, um monte de gente. Eu não acho que não havia qualquer informação que ele não pudesse descobrir. — Você acha que ele está desesperado?— Perguntei, inclinando-me para a frente e descansando os braços sobre a mesa. — Eu acho que ele está mais do que desesperado,— ele confirmou, sua voz misturada com uma escuridão que Mix não mostrava com muita frequência. — É por isso que estou preocupado. Eu não sei o que ele vai fazer para chegar a ela, mas eu sei que quando as pessoas loucas ficam desesperadas as coisas costumam ficar uma bagunça.— Eu torci minhas mãos juntas. Meus irmãos todos assentiram e passamos a discutir outras coisas, relatórios de negócios, renda, futuras execuções. Assim quando eu estava prestes a terminar a reunião, as portas da capela abriram de repente, batendo contra as paredes e o meu pai estava entre eles, sorrindo como um tolo. Com metade do clube com as mãos sobre suas armas pronto para disparar contra a intrusão, todos nós demos um pequeno suspiro de alívio. — Vocês, filhos da puta, estão ficando moles. Eu estava esperando pelo menos um dos seus bastardos atirar primeiro e perguntar depois. — Tira sua bunda fora da minha reunião, homem velho,— eu rio. — Me obriga. Meus irmãos todos riram quando eu bati o martelo sobre a mesa de mogno escuro, liberando-os de seus assentos. Todos eles abraçaram meu pai quando eles sairam da sala, combinando encontrá-lo no bar para comemorar seu retorno, ecoando no pequeno espaço. Fiquei sentado, levantando minhas botas pesadas sobre a mesa e relaxando na minha cadeira, sabendo que o meu pai iria querer conversar antes que ele saísse para ver os meus irmãos. Como


esperado, ele fechou as portas atrás dele e veio sentar-se ao meu lado no banco de VP18 de Loose. O arranjo estranho não passou despercebido por qualquer um de nós quando olhamos um para o outro. Nós dois rimos levemente. — Me deixa orgulhoso vê-lo nesta cadeira, filho. Eu balancei a cabeça. — Ainda parece estranho, mas muito bom. Eu tinha estado apreensivo sobre ter o lugar de meu pai como presidente. Eu temia que a liderança não viria assim naturalmente para mim, como para ele. Oz nasceu para ser um líder, não importava o que ele fazia, onde ele estava, ele não tinha medo de assumir o controle de uma situação. — Você nasceu para este clube, Donovan.— Meu pai era o único homem que usava o meu nome real. Ele fazia isso para não insultar ou humilhar-me, ele fazia isso porque ele estava orgulhoso do fato de que nós éramos uma família. Ele tinha orgulho de dizer que ele me deu vida e me nomeou. — O clube está em seu sangue. Nunca chute isso. Seu sotaque australiano sempre me fez sorrir. Às vezes os garotos tinham dificuldade de levá-lo a sério por causa dos termos que ele usava e da maneira como ele pronunciava as palavras. Mas ele só dava uma pequena risada e iria mostrar-lhe por que ele era um dos homens mais respeitados dentro da comunidade MC, colocando uma bala no seu joelho. — Como foi sua viagem? — Incrível. Não tinha passado tanto tempo dentro de sua mãe desde o Verão de 84. Eu fiz uma careta para ele. — Essa merda é nojenta, pai. Eu vou ter pesadelos durante semanas agora. Ele riu alto, o som ressoando na sala pequena. — Ouvi dizer que você pegou algo para você enquanto você estava visitando Optimus. 18

Vice Presidente


Revirei os olhos. Estes homens, fodendo minha bunda, eles fofocavam como um bando de mulheres velhas no bingo da noite. — Sim, acho que eu a encontrei. Meu pai sempre me ensinou que as mulheres eram para ser respeitadas. Ele me disse que um dia eu iria encontrar uma que me desafiasse e forçasse meus limites. Esta era o que eu precisava segurar. No tipo de negócio em que estamos, um homem precisa de uma mulher que não só pode levantar-se para ele, mas enfrentá-lo. Qualquer um de nós pode encontrar um capacho, disposta a deitar, abrir as pernas e seguir as ordens. Mas pegar uma garota especial com fogo em suas veias e paixão em seu coração não apenas para compartilhar o que ela sente, mas para ficar ao seu lado, não importa o que você faz com as suas palavras. — Você teve que arrastá-la para cá, chutando e gritando? Eu sorri. — Basicamente. — Soa como um protetor. — Você e minha mãe vieram conhecê-la? Meu pai sorriu para mim do outro lado da mesa. — Sua mãe vai chutar você por isto. Nós não devíamos estar de volta até amanhã, mas logo que Loose ligou dizendo que você estava jogando o termo Old Lady por aí, sua mãe estava tendo um ataque e exigindo voltar. Eu gemi. — Mamãe está aqui? — Oh, sim, provavelmente interrogando a sua mulher enquanto falamos. A necessidade de proteger minha garota, até mesmo de minha própria mãe, pesou no meu estômago. Bright Eyes não era conhecida por rodeios. Ela era linda e gentil e cuidava de sua família, mas ela também poderia ser grosseira, sincera e muito astuta. Ela tinha uma forma de obter as informações que ela queria de você, mesmo sem você saber que você estava dando.


Meu pai riu e olhou para o relógio enquanto eu esfreguei a mão no meu rosto. — Acho que sua mãe teve tempo suficiente para dar a sua garota o castigo? Melhor ir resgatá-la. — Desgraçado. Você estava fazendo intromissão,— eu acusei com um dedo apontado. Ele ergueu as duas mãos. — Ei, eu tomo as ameaças contra a minha masculinidade muito a sério. — Você já ouviu o ditado irmãos antes das putas? — Os irmãos chupam o meu pau? — Foda minha vida, por favor, pare.— Virei e fui em busca da minha mulher e minha mãe, o riso do meu pai crescendo atrás de mim.


Com meu braço finalmente começando a se sentir melhor, eu era capaz de dedilhar minha guitarra, sentindo apenas algum desconforto. Não o suficiente para me desencorajar, e com Del verificando a ferida e explicando que não havia mais risco para os pontos, eu estava pronta para voltar para o que eu amava - música. Eu coloque minha guitarra em meu colo, correndo a mão sobre a superfície envernizada suave e sorrindo para mim. A necessidade de tocar doía meus ossos. A música era tudo e qualquer coisa que eu podia ver na minha vida. Com a música, eu poderia ficar perdida em um mundo cheio de caos e loucura. Eu podia sentir a força das palavras nas canções que outras pessoas tinham escrito e usá-la. As músicas, as letras, a batida, todas elas tinham um propósito. Um papel a desempenhar, e juntas elas se moviam em harmonia para fazer algo tão bonito. A música era mais do que apenas memórias para mim. Sim, eu tinha crescido em torno da música, tê-la como parte da minha vida foi um fato obvio. Mas a música tinha forçado o seu caminho através de mim e tornado parte da minha alma e meu coração. Me levantou e me fortaleceu. Eu respirei, mas antes que eu pudesse arranhar uma única corda, meu telefone começou a tocar. Baixei a cabeça, dizendo-me que eu deveria


simplesmente ignorá-lo, mas o toque da minha mãe soava alto no quarto pequeno. Eu coloquei minha guitarra na cama, olhando para ela ansiosamente antes de alcançar meu celular e segurá-lo no meu ouvido. — Oi, mamãe.— Eu tentei soar otimista, mas minha voz me falhou. — Qual o problema?— Ela rapidamente questionou com a voz tensa. — Nada, mãe. Como você está?— A linha ficou em silêncio por um minuto. — Mamãe? Você está bem? — Sim, querida. Estou bem. Eu rio. — Isso foi convincente. — Sim. Apenas stressada, eu acho ...— ela parou de falar, sua voz estava um pouco trêmula e me alertou imediatamente. Minha mãe nunca estava abalada; chateada, talvez, mas ela nunca parecia derrotada. — Mãe ... o que está acontecendo? Ela limpou a garganta. — Eu só tive um telefonema estranho hoje. Nada para se preocupar. — De quem?— Ouvi ela se mover, ela estava nervosa. Houve uma batida suave na porta do meu quarto. Eu murmurei alguns palavrões. — Mãe, eu tenho que ir, mas eu vou ligar para você de volta. Ok? — Sim querida, está tudo bem. Falaremos em breve,— disse ela rapidamente como se estivesse aliviada que eu tinha lhe dado um fora. — Eu te ligo de volta, mãe,— eu confirmei, desta vez um pouco mais severamente, o que indica que ela não ia fugir por agir estranho e, em seguida, não explicar. Houve outra batida na minha porta e eu joguei o telefone na cama. Avistei a minha guitarra de novo, suas cordas brilhando na luz solar. Eu suspirei, calculando ignorar a pessoa persistente atrás da porta e me trancar no banheiro de Kit apenas para que eu pudesse tocar.


Apenas uma música. Eu gemi alto. — Droga. Eu torci a maçaneta da porta e puxei-a aberta, pronta para dizer, a quem quer que fosse, que eu estava ocupada. Eu fui ao invés disto encontrei dois dos olhos mais hipnotizantes que eu já vi na minha vida. Eles eram uma sombra de verde que, à primeira vista, quase pareciam amarelos. Eu não podia deixar de olhar, minha mente nem mesmo registrou que eu provavelmente parecia uma idiota, ou que eu estava sendo extremamente rude. Quando a mulher piscou, as cores pareciam redemoinho, a sombra deles mudando mais uma vez. — Posso entrar?— Perguntou uma voz suave. Sacudindo-me da minha neblina e, de repente, me fazendo tomar conhecimento da mulher de pé bem na minha frente com um sorriso doce no rosto. Seu cabelo era um tinto brilhante com apenas alguns fios cinza polvilhados por toda parte. Estavam por cima do ombro em uma grossa trança e chegou quase até à cintura. — Hum, eu sinto muito. Quem é você?— Eu perguntei à mulher, o mais educadamente que pude. Seu sorriso cresceu. — Os garotos me chamam de Bright Eyes,— ela ofereceu, como se isso me explicasse exatamente quem ela era, mas eu estava sem entender. — Eu sou a mãe de Kit. Meu coração acelerou e uma enxurrada de palavrões voou pela minha mente como se estivessem em uma esteira de alta velocidade. — Oh... sim... e... entre,— eu gaguejei. Eu rapidamente abri a porta e fiz um gesto para que ela entrasse. — Obrigada. Ela se moveu em direção à cama, sentando na borda enquanto eu estava meio sem jeito no meio do quarto. — É bom conhecê-la,— eu consegui falar, enquanto estava sob seus belos olhos que me estudavam. — Eu sou Harmony.


— É bom finalmente dar um rosto a este nome que ouvi falar.— Ela sorriu gentilmente, sua voz era suave e doce, mas senti um ar de autoridade junto. — Conte-me sobre você, Harmony. Fui até à mesa de Kit e me inclinei contra ela. — Hum, eu cresci em LA. Bem, por todo o lado, na verdade, mas foi onde eu nasci. Mudei-me para Atenas para o norte Alabama, cerca de quatro anos atrás. Eu estou na faculdade de lá.— Eu não tinha certeza o que mais ela queria saber, ou o que ela já sabia, e assim eu continuei com as coisas simples. Ela não parecia ser do tipo que tinha medo de fazer perguntas. — O que é que você está estudando?— Perguntou ela, inclinando a cabeça com curiosidade. — Hum, música.— Fiz um gesto para a minha guitarra que estava atrás dela. A mãe de Kit assentiu como se isso lhe agradasse. Eu não tinha certeza, por que meus nervos estavam confusos em torno desta mulher. Ela era pequena, bonita, e sua aparência parecia completamente inofensiva. Mas a necessidade de agradá-la estava correndo solta. Ela cruzou as pernas. — Você é parte da fraternidade do clube de Atenas? Eu me encolhi. — Eu suponho que você poderia dizer isso.— Suas sobrancelhas levantaram como se estivesse me levando a explicar o que eu quis dizer com a minha resposta. Eu suspirei, sabendo que não havia maneira de evitá-la. — Eu era uma garota do clube, sim. Seu rosto não mostrou nenhuma surpresa, nenhum choque, nenhum horror absoluto com a minha confissão. Alívio inundou meu corpo e eu cedi um pouco. Ela soltou uma risada musical leve que parecia fazer o quarto um pouco mais brilhante.


— Você estava esperando que eu reagisse de forma diferente por um pouco mais de informação? Ela observou corretamente. — Sim, eu acho que estava. Ela deu de ombros, um pequeno sorriso ainda brincando em seus lábios. — Nós todos temos coisas que não são motivo de orgulho... — Eu nunca disse que não estava orgulhosa disso,— eu disse firmemente, as palavras saindo da minha boca, sem um pensamento. — Todo mundo que está no clube tem um papel a desempenhar, seja ele pequeno ou grande. Eu não tenho nenhuma vergonha no que eu faço para o clube... ou fazia, suponho.— Eu acreditava firmemente em cada palavra do que eu disse. Eu amava o clube. Eles tinham me apoiado, me deram uma família longe de casa e, em sua maior parte, me trataram com uma certa quantidade de respeito. O sorriso de Bright Eyes ficou maior, com os dentes perfeitamente brancos mostrando agora, quando ela olhou para mim. — Isso é exatamente a resposta que eu precisava ouvir. — Me desculpe? Ela se levantou da cama e caminhou em minha direção. — Harmony, eu não me importo se você era uma prostituta do clube. Assim como você disse, garotas do clube servem a um propósito. Elas mantêm os homens felizes - em mais de um sentido,— ela colocou uma mecha do meu cabelo atrás da minha orelha em um gesto maternal — Kit é o presidente agora, ele precisa de uma mulher que se orgulha de sua lealdade ao clube e não tem medo de se levantar e dizer que os Brothers são sua família. Eu não podia deixar de sorrir. — Desculpe, é que apenas temos um representante mau às vezes. Bright Eyes riu. Ela vagou por ali, endireitando as coisas diferentes apenas como uma mãe faria no quarto de seu jovem filho. — Sem brincadeiras.


Confie em mim, se tivesse sido uma das garotas daqui que Kit tinha se ligado, eu teria muito mais palavrões para dizer. Elas só querem um emblema e poder dentro do clube. Mas você não quer o poder, você já ama o clube não importa qual era sua posição nele.— Ela parou e olhou para mim, seus olhos impressionantes queimando através de mim. — E agora você ama Kit também. As palavras atingiram-me com força, fazendo meu coração disparar. Amor? O amor não era algo que eu já tivesse considerado. Meus sentimentos por Kit tinham aumentado lentamente ao longo das últimas semanas, mas eu o amo? Eu não tinha certeza. Sentei-me atordoada quando ela me olhou com expectativa, mastigando meu lábio enquanto pensava nas palavras para dizer. — Mãe, deixe-a sozinha. Você vai assustá-la. Eu me permiti respirar quando eu vi Kit de pé na porta, um sorriso no rosto. Sua mãe riu, estendendo os braços para ele. Eu vi quando ele a abraçou com tanta ternura e amor, levantando ela do chão. A maneira como ele observou ela era com admiração completa e tenho certeza que, uma vez que o visse com seu pai, seria o mesmo. — Você fez meu pai me distrair enquanto você veio e interrogou minha garota?— Ele acusou quando ele recuou, mesmo com um sorriso. Sua mãe revirou os olhos, mas não admitiu nada. Mulher inteligente. — Como é que ela foi?— Ele perguntou, sorrindo para mim. Ela não disse nada, mas afagou seu filho na bochecha e saiu do quarto, cantarolando a melodia da marcha nupcial.


Vi de longe quando Aiken, agora conhecido como Lift, mostrou seu novo colete. O couro era brilhante e limpo, completamente desmarcado, ao contrário do meu que estava gasto, arranhado e escurecido com o desgaste. Essa era a maneira que eu gostava, apesar de tudo. Colete de um Brother era sua identidade. Ele mostrava quem ele era, o que ele representava e seu orgulho, em parte, de pertencer a algo maior que si mesmo. Nós tratávamos nosso colete com o respeito que merecia. Nenhum outro homem poderia tomá-lo de nós, excluindo o presidente do clube, e se por algum motivo precisava de lavar ou remendos costurados você fazia isso sozinho. Você não sabe costurar? Você aprende rápido, porque ninguém estava tomando esse colete de suas mãos. Vi Harmony abordar Lift, sentindo uma pontada de ciúme no meu estômago, mas sabendo que ela sentiu como se ela precisasse dizer a ele o quanto ela apreciava o que ele tinha feito para mim, para o clube e para ela. Ela nem sequer percebeu que fazendo exatamente isso estava provando para mim e todos os outros como perfeita era para ser Old Lady de um presidente. Vi quando ela falou com ele, com o rosto sincero de gratidão. O jovem garoto me chamou a atenção sobre a cabeça, ele estava verificando se eu estava bem com a interação. Dei-lhe um pequeno aceno de cabeça quando ela colocou os braços ao redor dele e o puxou para um abraço apertado. Ele sorriu, mas eu sentia o desconforto na interação.


— Harmony!— Eu chamei enquanto eu ria. — Acho que o garoto teve o suficiente, obrigado. Ela se virou e me mostrou a língua antes de voltar para ele e continuar a conversa. Os irmãos ao meu lado riram. — Bem, ela saiu da sua concha,— Loose comentou. — Sim, um pouco demais, talvez,— eu disse em tom de brincadeira. Mix balançou sua cerveja, apontando para o prospecto atrás do bar para trazer outra. — Ela volta em breve? Eu fiz uma careta, Harmony era para ter começado aulas na semana passada. Ela conseguiu escapar delas até agora. Havia apenas muito tempo que ela poderia ter faltado usando — emergências familiares— sem deixar o seu curso completo e ter de voltar o semestre inteiro. Ela precisava voltar, mas eu não estava feliz com a situação. Daniel Ashley tinha ficado quieto desde a nossa reunião no Glow. Não tinha havido nenhuma palavra dele, nenhum sussurro pela cidade. Mas isso só me deixava nervoso. O que se dizia sobre nenhuma notícia é boa notícia era uma carga de besteira. Nenhuma notícia era sempre uma má notícia. — Eu não tenho certeza,— eu disse a ele quando tomei um gole da minha cerveja, o líquido frio revestindo minha garganta seca. — Ela precisa estar lá para outro semestre ou eles podem reprová-la, mas mesmo com todas as nossas antenas no ar, não temos sido capazes de pegar merda nenhuma sobre este imbecil. Loose assentiu. — Suponho que você não pensa que ele entendeu o ponto e cedeu? — Não, nesta vida,— eu zombei. Eu queria ser capaz de voltar com Harmony, mas os estatutos do clube diziam que eu tinha que estar lá por um determinado período de tempo de um ano ou então eu perdia o meu direito de título da minha presidência. A regra


era bastante justa, presidentes precisavam estar por perto para administrar seu clube e seus membros. Sem um líder, quem sabe o que diabos iria acontecer. — Quanto tempo ela se ausenta? — Doze semanas, então ela pode graduar-se.— Revirei minha garrafa de cerveja no bar. Harmony e eu tínhamos passado sobre cada opção possível. Aulas on-line, ir e voltar, transferir para a faculdade local. Tudo tinha também vindo como muito perigoso ou terminando com ela tendo que fazer novo exame que ela estava determinada a não fazer. Eu não a culpo por isso. Ela tinha colocado um monte de trabalho para chegar onde ela estava hoje. Apesar de ser meu direito dizer-lhe para ficar, eu sabia que ela seria infeliz e eu não queria colocar-nos de volta naquele lugar que estava antes, com ela ficando ressentida comigo. — Você sabe que os meninos de lá vão cuidar dela,— Wreck comentou. Harmony tinha-o conquistado. Ela e Del tinham-se tornado muito próximas, o que significava que Del estava mais vezes no clube, por isso ele era capaz de passar mais tempo com seus irmãos e sua mulher. Eu sabia que Optimus faria o que ele tinha em seu poder para manter a minha garota segura, mas não era só isso. Eu estava acostumado a tê-la na minha cama todas as noites, seu corpo para admirar e apreciar. Com ela a algumas horas de distância, as visitas seriam poucas e distantes, especialmente com a carga de trabalho que eu vou estar assumindo. O clube aqui tinha grande negócio com maconha e nossa cultura pessoal estava pronta para a colheita. Nós limitávamos a uma colheita por ano para evitar a atenção indesejada, mas o nosso produto era o melhor e havia uma porrada dela para distribuir. O que significava que, pelos próximos dois meses, estaríamos fazendo um monte de corridas. Alguns dos meus irmãos se afastaram, em busca de suas mulheres, ou apenas uma mulher.


Tally deslocou-se ao meu lado. — Com medo que ela não vai voltar? Apertei os olhos para ele. — O quê? — Você está assustado que ela vai voltar para lá e cair na velha rotina? O pensamento não tinha passado pela minha mente e me irritou que ele mesmo sugerisse isso. — A porra que ela vai. Ela sabe quem é dono dela, assim como os idiotas de lá. Eles não ousariam,— rosnei. Ele levantou as mãos defensivamente. — Ei, eu só estava perguntando. — Da próxima vez, não pergunte.— Eu caminhei rapidamente passando por ele, a súbita vontade de lembrar a minha mulher que ela me pertencia. Encontrei-a rindo com o meu pai, nem mesmo com vontade de tomar o tempo para deleitar-se com o fato de que meus pais viam ela pelo que ela era, perfeita para ser Old Lady e já a amavam. Arranquei o copo da mão dela e coloquei-o sobre a mesa. Antes que ela pudesse protestar, eu me abaixei e levantei-a do chão. Ela gritou de surpresa e o resto da minha família entrou em erupção em risos e vaias enquanto eu a levava para longe em busca do nosso quarto. — Kit!— Ela bateu nas minhas costas, exigindo que eu colocasse ela para baixo, mas seu riso deixou suas palavras quase indecifráveis. Eu chutei minha porta aberta, parando apenas uma vez para batê-la fechada novamente com o meu pé antes de largar seu corpo sobre a cama. Ela saltou, quase caindo, mas conseguiu se segurar fazendo ela rir ainda mais. — Isso foi necessário, homem das cavernas?— Ela perguntou, ainda sorrindo quando sua risada tinha acalmado. — Diga-me a quem você pertence,— eu disse com firmeza, enquanto estava ao pé da cama. — Isso de novo?— Ela perguntou, confusa. Eu agarrei seus tornozelos e puxei-a para mim, os cobertores vindo também e amassando debaixo dela. Seus olhos brilharam para mim, sua


respiração tornando-se profunda quando ela rapidamente percebeu o que eu queria. — Diga-me... a quem você... pertence,— eu disse lenta e profundamente, enunciando cada palavra. Ela lambeu os lábios. — Você. Eu me inclinei para frente, apoiando as mãos em seus lados e colocando o joelho sobre a cama entre suas pernas. Eu empurrei meu joelho contra seu calor quente e, tal como a minha garota perfeita, ela esfregou contra ele, uma respiração afiada de ar escapando de sua boca. — Diga-me,— eu exigi, movendo os lábios mais perto dela. Tão perto, que eu poderia lamber a boca perfeita em forma de arco. Ela não hesitou. — Eu pertenço a você, Kit. Sou sua. — Mais uma vez!— Eu quis saber por entre os dentes enquanto eu pressionei meu joelho com mais força contra ela, forçando sua boca a cair aberta. — Sua, Kit. Eu sou sua,— ela sussurrou, seus olhos me observando, nunca quebrando o contato com os meus. — Eu quero que você continue a repetir isto enquanto eu te fodo sem sentido. Você nunca vai esquecer quem é dono desse corpo, que faz você se sentir como se estivesse indo explodir com um único toque. Quem lhe dá tanto prazer que o mundo poderia estar terminando em torno de você e você não se importaria, porque seu corpo já estará flutuando fora do chão em êxtase. Seu sexo esfregou contra a minha perna, enquanto ela lutava para encontrar alguma fricção que lhe trouxesse algum tipo de alívio. Em seguida, ela gemeu as palavras que eu gostava de ouvir. — Mostreme.


Eu não tinha certeza do que havia causado essa intensa necessidade de Kit exercer a sua propriedade, mas uma garota seria estúpida em reclamar. O ar no quarto zumbia com a tensão sexual, ameaçando explodir a qualquer momento e eu estava pronta para isso. Eu precisava disso e, a julgar pelo olhar no seu rosto e o tom de sua voz, ele queria também. Ele precisava saber que eu fosse sua e, embora eu tenha lutado contra isso no início, meu corpo e meu coração sabiam exatamente a quem eu pertencia. Kit era dominante e poderoso. Ao mesmo tempo que eu adorava quando ele me mostrava o lado doce, amável, e afetuoso de si mesmo, eu também desejava o motoqueiro duro, áspero que tinha me jogado contra a parede na primeira noite em que nos conhecemos. Ele deu um passo para trás, desafivelando seu cinto. Rapidamente me sentei e deslizei até o fim da cama, escorregando e repousando sobre os joelhos diante dele, como um cão que espera um deleite. Ele sorriu. — Boa garota. Eu queria agradá-lo, fazê-lo feliz. Não apenas sexualmente, mas em todos os aspectos. Eu sabia que isso poderia ter algo a ver com o fato de eu ter de voltar para Atenas em breve, para a faculdade. Ele pensou que precisava me lembrar onde meu coração está, mas ele estava errado. Kit tinha entrado em minha vida da forma mais convencional. Ele tinha me feito reavaliar o meu pensamento. Eu logo me dei conta de que sim, eu estava feliz com a minha vida, mas eu estava apenas pairando, movendo-me superficialmente. Agora, com ele na minha vida, eu estava finalmente vivendo. Eu me deleitei com esse sentimento e agora que eu o tinha, eu não estava disposta a deixá-lo ir.


Kit bateu em meu queixo com seu pau e minha boca instantaneamente encheu de água. — Abra, baby. Eu fiz isso e ele não hesitou, empurrando seu comprimento dentro da minha boca com um gemido alto. Eu passei meus lábios em torno dele, chupando firme. Agarrando-o com uma mão, a outra agarrando o cós da minha calça jeans, minha mente me dizendo que eu precisava tirá-la fora e rápido. — Você está molhada, Harmony?— Ele perguntou com a voz rouca enquanto eu balançava para cima e para baixo. Eu o puxei da minha boca com um estalo audível e olhei para seu rosto sorridente. — Eu não tenho certeza,— pensei. — Se importa se eu tocar e verificar? Ele riu levemente. — Sinta-se então. Eu abri rapidamente o botão do meu jeans enquanto o levei de volta na minha boca, puxando para baixo o zíper e alcançando o interior do material apertado. Não era a melhor coisa a fazer com o meu jeans esticado na minha posição de joelhos, mas eu precisava de alguma coisa, qualquer coisa. As pontas dos meus dedos encontraram meu clitóris, já encharcado e esperando. Esfreguei-o um par de vezes, gemendo, assim quando o pau de Kit bateu no fundo da minha garganta. Seus dedos enfiados no meu cabelo, ele me segurando naquela posição, a cabeça jogada para trás em êxtase absoluto. Eu comecei a engasgar e ele se afastou rapidamente, retirando-se do meu aperto e afastando-se. Eu continuei a esfregar meu clitóris enquanto ele tirava o colete e o colocava no gancho atrás da porta. Segurando a parte de trás de sua camisa em seu pescoço, ele rapidamente a removeu. Eu admirava seu corpo enquanto me tocava, olhando para o seu punhado de tatuagens e lindo abdômen tonificado. Meus quadris tinham uma mente própria, indo e voltando contra meus dedos. — Precisa de ajuda?— Ele perguntou, deixando cair seus jeans e deixando-o completamente nu para os meus olhos desfrutarem.


Eu balancei a cabeça e sorri. — Não, eu estou bem,— eu respondi sem fôlego. — Fique aí.— Eu ataquei minha boceta febrilmente, conseguindo escorregar meus dedos mais abaixo em minhas calças para que eu pudesse empurrá-los em meu buraco molhado. Minha outra mão agora livre agarrou meu peito, amassando-o e puxando meu mamilo que se endureceu através do meu sutiã de renda. Meus olhos lutaram para fechar, mas eu forcei-os abertos, a necessidade de ver o meu homem para inspiração e desfrutar o olhar no seu rosto enquanto eu gozava de joelhos a seus pés. Ele sorriu e cruzou os braços sobre o peito, os bíceps saltando deliciosamente enquanto ele apertava os punhos, sem dúvida lutando contra o desejo de vir a mim. — Oh Deus,— eu gemi, quando minhas pernas começaram a tremer com a minha libertação iminente, a pouco minutos. — Kit, oh merda, Kit. — Sim, é isso, garota. Imagine que sou eu. Pense sobre o que está por vir, quando eu finalmente chegar na cama e colocar meu pau em sua boceta.— Suas palavras me enviaram sobre a borda. Minhas pálpebras venceram a luta e fecharam apenas quando uma onda, do que eu só posso descrever como puro prazer, caiu sobre o meu corpo. Eu balancei toda, minha mão agora se acalmou e apertou com força em minhas calças, enquanto minhas pernas doíam. — É a minha vez,— foi tudo o que ele disse quando ele voou em minha direção, me levantando sob os braços e me deixando cair sobre a cama. Minhas mãos agora livres, ele me livrou das minhas roupas, em primeiro lugar a minha camisa, seguindo imediatamente pelo meu jeans que eu tenho quase certeza que ouvi rasgar quando eles foram arrancados do meu corpo. Eu não me importava, porém, apenas rindo enquanto eu deitava na cama em todo o esplendor. Minhas pernas foram separadas e senti suas barba contra as minhas coxas. — Kit ...— eu avisei, sabendo que se ele me tocasse lá agora, eu poderia explodir no esquecimento. Quando sua língua bateu em mim eu estava


acabada, gritando seu nome, enquanto o sentimento atirava mil raios de eletricidade através de meu corpo. Eu convulsionei e empurrei ao redor, mas suas mãos se mantiveram firmes em meus quadris, mantendo-me imobilizada enquanto limpava o gozo dos meus lábios. — Porra, você tem um gosto tão bom,— murmurou. Ele beijou o interior da minha coxa antes de ficar em cima de mim, seu pau na minha entrada disposta. Eu abri meus olhos, olhando para seu lindo olhar tempestuoso. — De quem é esta?— Ele perguntou quando ele empurrou a cabeça de seu pênis contra mim, não escorregando para dentro. — Sua. Oh, meu Deus, ele é sua. Um impulso e eu era um caso perdido. Ele bombeou em mim como nada que eu tivesse sentido antes. Era a intimidade do amor, tudo isso era cru e áspero e eu amei cada porra de segundo disto. Seus dedos enfiaram através de meu cabelo e puxou-o, forçando minha cabeça para trás e me dando dor, apenas o suficiente para aumentar os lances de prazer. Sua boca encontrou o meu pescoço e ele chupou e mordiscou, não cedendo por um segundo enquanto ele movia em minha boceta molhada. Seu corpo esfregando contra o meu, forçando-me na cama. — Você sente isso?— Ele rosnou no meu ouvido. Minhas mãos seguraram sua cintura, minhas unhas enfiando em sua pele. Eu não ficaria surpresa se saísse sangue. — Esse é o seu homem, dando-lhe tudo o que você nunca vai ter. Porra. Necessidade. Seu homem fazendo seu corpo flutuar na borda da porra do penhasco de êxtase, na esperança de que você vá cair no abismo. Suas palavras bateram profundamente, a necessidade que corria em minhas veias subindo. Antes, tudo tinha sido sobre a necessidade dele saber que eu era sua. E agora, ele estava me mostrando que isto não era apenas sobre ele me possuir, mas também sobre eu o possuir.


— Caia querida. Eu vou pegar você. E eu fiz. Eu caí, gritando o meu caminho para o fundo do caralho, mas não perdendo os gemidos que saíam da sua boca quando ele me seguiu. Nossos corpos balançaram, mancha de suor entre nós enquanto ele descansava em cima de mim. — Eu sou sua,— eu consegui sussurrar em seu ouvido enquanto sua cabeça estava inclinada contra o meu ombro. — E eu sou seu, baby. Se você me quiser,— ele respondeu com um beijo suave na minha clavícula. Eu sorri. — Posso pensar nisso? — Porra! Não, você não pode.

Eu terminei de arrumar a mala, pronta para voltar a Atenas. Kit não vinha comigo, mesmo que eu tenha tentado seduzi-lo para isso algumas vezes. Droga de sua imunidade às minhas persuasões sexuais. — Você está pronta?— Ele perguntou, de pé na porta com um olhar solene no rosto. Eu sabia que ele odiava isso tanto quanto eu. — Acho que sim. Ele andou até a minha guitarra e pegou, mas em vez de sair com ela, sentou-se na cama. — Eu quero que você toque. As lágrimas ardiam nos meus olhos. A música agora não era algo que eu mantinha apenas para mim. Era uma parte de mim que eu compartilhei com Kit e, mais frequentemente nos dias de hoje, com o seu clube também. — Claro.— Quando fui pegar a guitarra, ele a segurou junto dele e a usou para me puxar mais perto. Encostou-se na cama, deixando um espaço para mim entre suas pernas.


— Você faz uma parte,— ele apontou para o braço da guitarra onde tocava os acordes. — Eu vou fazer a outra.— Meu coração acelerou, pensando sobre a última vez que tínhamos feito isso e quão conectada eu me sentira com ele naquele momento. Ele queria me mostrar novamente e isso me fez lembrar que, não importa quais as partes que tocamos, juntos como um só, podemos ainda criar algo tão bonito, tão harmonioso. Eu me ajeitei entre suas coxas duras e mostrei-lhe como eu precisava dele para tocar. Kit pegou-o rapidamente. — Cante ... por favor. ‘I Was Wrong’ de Nico e Vinz era uma canção de ritmo rápido, mas eu mudei o estilo para suave e lenta, em oposição ao seu habitual ritmo otimista. O novo tom permitiu que as letras se tornassem mais pronunciadas, mais significativas. Kit deixou-me cantar, sua cabeça descansando no meu ombro. Eu não tinha certeza do que era sobre a situação que me fazia sentir tanto. Eu estive aqui por apenas algumas semanas, e senti, enquanto caminhava para fora das portas do clube, que eu estava deixando meu coração para trás. O clube tinha me levado para dentro, me tratado como um deles, embora sabendo o que tinha sido antes. Eles não me julgaram, não fizeram comentários grosseiros e eu sabia que não era só porque Kit tinha me reivindicado. Foi porque eu apenas me encaixava aqui, como a peça de um quebra cabeça, de um motoqueiro turbulento. Tentei me lembrar que era apenas por alguns meses e que eu ainda poderia vir e visitar nos fins de semana, se eu quisesse, e que Kit estaria vindo me ver tão frequentemente como suas funções presidenciais permitiam. Mas assim que eu andei para fora das portas clube, meu corpo coçava para apenas caminhar de volta para dentro e dizer que se lixasse tudo. — Lift vai levá-la até lá e ficar alguns dias. Os caras que estão de moto apenas irão te acompanhar até lá e voltar.— Eu balancei a cabeça enquanto estava ao lado do caminhão de Kit. Ele enganchou o dedo embaixo do meu


queixo, obrigando-me a olhar para ele. Fui recompensada com um sorriso lindo que eu não pude deixar de imitar. — Você vai ficar bem, os meninos vão cobrir você. — Eu sei. Enquanto a ameaça de Daniel ainda pairava no ar, Kit não queria correr nenhum risco. Junto comigo e Lift no caminhão, havia quatro motos com a gente. Eu esperava, como o inferno, que isso fosse apenas ele a entrar em exagero e, não que as coisas estavam a ponto de passar para uma situação em que, ter cinco homens comigo, fosse uma necessidade. Mas eu acho que tudo é possível, e cobrindo todas as nossas bases era um mal necessário. — Vá em frente.— Ele me ajudou a subir no caminhão onde Lift estava sentado sorrindo no banco do motorista. Kit subiu e se inclinou, olhando para o rapaz com um olhar tão intenso que eu estava realmente muito chocada que Lift não explodisse instantaneamente em chamas. — Você proteja ela com sua maldita vida. Está me ouvindo? — Sim, Pres,— Lift disse rapidamente com um aceno de cabeça. Kit beijou minha testa. — Eu vou ligar para você esta noite, baby. Quando a porta se fechou, Lift não perdeu tempo em sair do estacionamento do clube e seguir em direção à rodovia. A primeira meia hora foi bem tranquila, os únicos sons eram a música suave do rádio e o estrondo das Harleys que nos rodeavam. — Eu pensei em estudar uma vez,— Lift disse enquanto olhava para a frente, olhando a estrada com cuidado. — Oh sim? O que você queria estudar?— Perguntei. Lift me intrigava. Ele era jovem, talvez dezenove ou vinte anos. Mas sua mente parecia muito mais velha do que sua idade. Ele era inteligente, muito inteligente. — Você tem que prometer não rir,— disse ele, olhando-me com cautela. Eu sorri. — Não tenho certeza que eu posso fazer essa promessa, Lift.


Ele sorriu. — Eu queria ser piloto. — Por que eu iria rir disso? Ele encolheu os ombros. — Não sei, apenas é muito diferente de ser parte de um MC. — É, mas ainda é um excelente trabalho. O que aconteceu para você deixar de ir atrás disso? Ele suspirou. — Meus pais foram mortos há alguns anos atrás. Motorista bêbado. Eu estava no banco de trás. Para ser um piloto você tem que ter a visão perfeita. Quando o cara bêbado nos atingiu, entrou vidro no meu olho. Não afeta muito a minha visão, mas o suficiente para que eu não pudesse passar nos testes que eu precisava, a fim de entrar na escola de vôo. Meus olhos suavizaram. — Uau, eu realmente sinto muito por seus pais. — Sim, eles eram muito legais, sabe? Eu não tinha qualquer outra família além deles, e eu não tinha dezoito anos ainda, então eles me jogaram em um orfanato. Foi um inferno.— Ele agarrou o volante com força durante um minuto antes de seu corpo relaxar novamente e eu pegar um sorriso. — Não importa agora, porém, se eu não tivesse passado por toda a porcaria, eu não teria me juntado aos Brothers By Blood. Agora eu sinto que tenho uma casa nova. — Você tem,— eu garanti a ele. — Você tem mais família do que você jamais saberá. Sinto muito sobre o que aconteceu com você, mas eu estou feliz que você encontrou o clube. Ele sorriu, seu largo sorriso iluminando seu rosto como uma árvore de Natal. — Eu também.


— Ei, Optimus, eu preciso ir a faculdade e pegar algumas aulas e testes que eu perdi. Ele virou-se do bar e assentiu. — Alguém terá que ir com você. — Vou levá-la. Meu estômago instantaneamente virou, ao ouvir a voz atrás de mim. Eu tinha conseguido evitar Target desde que eu voltei. Eu queria manter isto dessa maneira, mas eu sabia que teria de estar em sua presença em algum momento. Optimus franziu a testa, sabendo que eu estava desconfortável de estar perto dele. — O resto dos caras saíram e Leo deve estar de volta da corrida em breve. Você vai querer encontrá-lo quando ele chegar aqui,— Target explicou, andando em torno do bar e levantando um par de chaves do carro do chaveiro. Porra! Eu desejava ter aceite a oferta de Lift para ficar alguns dias extras. Mas eu sabia que ele estava ansioso para voltar para Kit e para o clube. Agora que ele era um membro inserido, ele teria mais responsabilidades e ele não podia esperar para aceitá-las e mostrar-lhes tudo o que ele era capaz. Eu estava orgulhosa dele. — Harmony?— Sacudi-me fora do meu torpor, quando Optimus olhou para mim interrogativamente. — Chelsea está por aí? Ele balançou sua cabeça. — Ela pegou uma aula extra esta manhã. Eu suspirei, eu sabia disso. Eu apenas estava esperançosa que ela poderia ir junto comigo. Esperando que isto não fosse tão estranho. — Está bem. Eu só tenho que ir até lá em seguida voltar. Ele parecia apreensivo, mas concordou com a cabeça. Eu segui Target para o seu carro. A maioria dos garotos optaram por veículos como caminhões ou SUV, mas Target era diferente. Ele tinha uma bela BMW modelo novo 2014


cromada e bancos de couro. Um meio de transporte muito inesperado para um motociclista. Eu deslizei no carro de Target e afivelei o cinto, optando por olhar para fora da janela e fazer o mínimo de contato quanto humanamente possível. No começo, quando eu me juntei ao clube, era a forma de Target com as mulheres que tinha me incomodado. Sim, os membros poderiam ser grosseiros com as garotas do clube, mas Target, para ser honesta, tratava qualquer mulher com a qual ele entrava em contato, como se fosse um pedaço de merda debaixo de suas botas. Ele nos fazia lembrar constantemente que estávamos lá para uma coisa e apenas uma coisa, para agradar um homem. Como prostitutas do clube, nós aceitamos isso. Era de se esperar, em alguns aspectos, porque sabíamos exatamente para o que estávamos lá. Mas então eu observei ele tratar as strippers e, ocasionalmente as Old Ladies, com a mesma atitude degradante. Ele era um porco chauvinista. Não passava disso. Enquanto nos dirigíamos para a faculdade, eu observei-o com o canto do meu olho. Ele estava sorrindo. Não, não apenas sorrindo, mas sorrindo como se fosse um o gato que acabou de conseguir o leite, ou qualquer que fosse o ditado. Tentei morder minha língua, mas a minha curiosidade me venceu. — Por que você está tão feliz com você mesmo?— Eu zombei. Meu tom só fez seu sorriso crescer mais. — Portanto, agora que Kit reivindicou você, você esqueceu como falar quando se dirigir a um Brother? Eu rio sombriamente. — Eu não me esqueci, apenas é conveniente que eu já não tenha de levar com a sua merda e arriscar ser chutada para fora por gritar com você. — Oh Harmony, Harmony.— Ele balançou a cabeça, ainda sorrindo. — Um dia você vai aprender. Você deve sempre tratar um homem com o respeito que ele merece. Cada mulher deve, não importa sua posição ou o seu lugar.


— Se você me tratasse com respeito, eu poderia devolver o favor. Mas você não faz. Observei quando ele olhou para frente e para trás na estrada à sua frente pelo espelho de visão traseira, mais frequentemente do que ele precisava, já que nós estávamos dirigindo em uma estrada reta e vazia fora da cidade em direção ao campus. Eu chequei o espelho do lado e vi dois grandes veículos pretos andando muito perto atrás de nós. — Target, eles estão nos seguindo? Ele deu de ombros, mas ele não conseguia esconder o sorriso no rosto. — O que você está fazendo?— Perguntei, a voz baixa e escura, a realidade de repente me atingindo. — Como eu disse, um dia você vai aprender o seu lugar.— Eu vi quando um dos veículos parou ao nosso lado. — Esse dia só acontece de ser hoje. Target bateu no freio do carro. O cinto de segurança que deveria ter me prendido na posição com o movimento repentino e me segurado no assento, quebrou e, antes que eu pudesse me segurar, minha cabeça bateu no painel. As coisas começaram a girar enquanto eu gemia de dor e o mundo mudou dentro e fora de foco, escuridão ameaçando assumir completamente. Deitei contra o painel, meu corpo se recusando a se mover. — Ela desmaiou?— Perguntou uma voz rouca. — Não muito,— Target respondeu. Minha porta se abriu e eu senti meu corpo sendo levantado do carro. Meus ouvidos estavam zumbido suavemente e minha cabeça estava batendo. Uma substância molhada escorregadia percorreu minha testa e turvou minha visão, transformando-a vermelho. Sangue. Que legal! O formigamento no meu corpo estava começando a permanecer e meu instinto de luta começou a chutar.


— Me solta!— Eu gritei, não sendo capaz de ver o homem que estava me segurando. Comecei a bater, mas quem quer que fosse tinha um aperto firme na minha cintura. Avistei Target de pé ao lado de seu carro, todos os veículos estacionados no meio da estrada deserta. Ele estava soberbo, quase rindo. — Controle-a, seu idiota!— Um homem gritou sobre a comoção que eu estava causando. — Basta apagá-la. Esta é uma lutadora,— Target ofereceu. Eu cuspi nele enquanto me aproximava. Obviamente, eu estava mais fora do que eu pensava, porque não foi muito longe, parecendo apenas escorrer em meu queixo e fazendo Target sorrir mais. Um homem estranho, finalmente, chegou na minha frente, o terno escuro instantaneamente fazendo meu coração pular e meu estômago desejando esvaziar seu conteúdo sobre aqueles sapatos brilhantes. — Não!— Eu gritei. Daniel Ashley apenas sorriu para mim, com o rosto cheio de malícia e ódio. — Eu preferiria usar a força para levá-la a fazer o que você disse, mas, infelizmente, o seu comprador gostaria de você mais ilesa quanto possível.— Ele levantou uma agulha, permitindo que eu olhasse para ela por alguns segundos antes de forçá-la em minha coxa. Eu gritei, o barulho se tornando rapidamente um murmúrio, quando eu comecei a flutuar. Minha mente quase sentindo como se estivesse deixando meu corpo. Eu parei de lutar, permitindo meu corpo ser arrastado. — Tenho que fazer isso parecer legítimo, Ken. Quem é Ken? O que está acontecendo? Minha cabeça estava tonta, e eu não conseguia sentir meus braços. — Sim, seja duro. Alguns machucados valem a pena sabendo que a rapariga vai ter o que está vindo para ela,— Target respondeu, mas meu cérebro não podia calcular o que estava acontecendo. Eu ouvi os sons de carne


encontrando carne e alguns grunhidos, antes de ser jogada para outra superfície dura. Meu corpo saltou e minha cabeça bateu no chão duro, o negro pairando finalmente assumindo.


Apertei a mão de Mansel. Ele administrava a gangue da rua local, os Lifers. Nós sempre tivemos um bom relacionamento com esses caras, eles negociavam coisas que eu poderia trabalhar, principalmente drogas e armas. Os Lifers eram grandes na cidade, mas eles não eram seus capangas típicos. Esses caras eram criminosos de alta classe, com clientes de alta classe de CEO das empresas para os políticos. Pessoas que faziam o sujo, mas necessário ser muito secreto, e recompensados por isso. — O uniforme de presidente serviu bem em você, Kit,— disse Mansel com apreço. Ele tinha lidado com meu pai durante anos, mas como meu pai, ele sempre soube que eu iria assumir o clube um dia. Eu sempre tinha feito parte de suas reuniões, ganhando a confiança de Mansel ao lado do meu pai. — Obrigado, cara.— Eu dei um tapinha nas costas dele. — Leve sua van para dentro da baia de trabalho, eu tenho as peças que você precisa lá.— Ter uma garagem que funciona no estacionamento do clube foi um bônus adicional. Isso significava termos cobertura suficiente para mover dentro e para fora. Mansel sempre subornou dois caras com ele para tirar a ar de qualquer suspeita, se estivessemos sendo observados. Nós acumulamos nossas coisas seguras em peças de carros antigos apenas no caso de, por algum motivo, eles serem parados quando saírem.


Mansel e eu andamos em direção à garagem enquanto seus rapazes estacionam a van. Um par de meus irmãos, seguiram de perto por trás, mas de forma casual. — A conversa na rua me diz que você tem uma garota agora?— Perguntou ele com um sorriso quando nós fechamos as grandes portas de correr e os meninos começaram a trabalhar com o carregamento das mercadorias. Eu não pude deixar de sorrir. — Sim, cara. — Onde ela está? Eu tenho que conhecer essa senhora que domou seu traseiro? Eu ri. — Nah homem, ela está no norte em Atenas. Aulas da faculdade e coisas para terminar antes de eu conseguir amarrá-la. — Atenas, hein? Eu levantei uma sobrancelha para ele. — Sim, temos uma fraternidade lá. Ele assentiu. — Sim, eu sei, bro. Acabei de ouvir alguma coisa na rua no outro dia sobre Atenas. — Qualquer coisa que eu deveria saber?— Eu perguntei. Acenei com a cabeça para Tally indicando que eu queria ele perto de mim para ouvir o que Mansel tinha a dizer. Meu instinto me disse que eu precisaria dele. Mansel coçou o queixo, seus olhos estreitando ao me olhar. Eu sabia que ele estava debatendo sobre a possibilidade de compartilhar informações que ele sempre prometeu a seus clientes que não seriam liberadas. — Isso poderia me dar um monte de problemas, Kit. — Vamos homem, eu estou sempre jogando coisas extras na van sem cobrar-lhe. Me conte algo,— insisti. O cara suspirou, verificando por cima do ombro para se certificar que seus rapazes estavam ocupados. — Eu tenho um cliente pouco formal lá, ele lida com um tipo diferente de material - Rohypnol e drogas. Eu tenho minhas


suspeitas sobre o que ele faz com ela, mas eu tenho uma politica firme de não pergunte. Eu queria apertá-lo e sacudi-lo. Vendendo drogas de estupro nunca é uma coisa boa. Há uma porra de razão que elas são chamadas de drogas de estrupo. Mas isso era problema dele, não meu. — Um cara associado com ele veio a mim recentemente, algumas semanas atrás. Dei-lhe o material. Disse que precisava com pressa. Tinha que voltar a Atenas para lidar com alguma merda. Meus punhos cerrados e senti a mão de Tally no meu ombro. — Não seria um cara afortunado em um terno? Mansel riu. — Irmão, todos os meus clientes são afortunados de terno. — Daniel Ashley. Seus olhos se arregalaram. — Você o conhece, né? — Eu vou ligar para Optimus.— Tally apressou, pegando seu telefone do bolso. — Estamos carregados, chefe!— Um dos rapazes de Mansel chamou através da garagem antes de pular na cabine da caminhonete. — Isso tem algo a ver com o seu clube?— Perguntou ele, com a testa agora preocupada. Mansel era um cara leal, o nosso clube e seu grupo sempre tiveram um excelente relacionamento. Eu sabia que ele nunca faria algo para prejudicar isso. — O cara quer a minha garota. — Merda, bro. Eu não sabia. Foda-me!— Ele esfregou a mão pelo cabelo. — Qualquer coisa que eu possa fazer? — Você tem um número desse cara? Ele balançou a cabeça e puxou o celular do bolso, falando o número enquanto o rabisquei em um pedaço de papel que encontrei por ali. — É legítimo. Ele responde ao telefone com o seu nome, por isso não é um gravador.


— Obrigado. — Cara, se você precisar de alguma ajuda, me ligue.— Ele foi sincero. As leis de Mansel espelhavam as nossas de maneiras. Uma das maiores era você não mexer com as mulheres. Eu dei-lhe um aperto de mão firme e um tapinha nas costas. Minhas pernas estavam presas no chão enquanto eu observava ele sair pelas portas de correr. Meu estômago se apertou. Isso era ruim. Muito ruim. Vi Tally de pé na porta que levava da garagem para o clube. Seu rosto estava pálido e seus olhos arregalados, a mão apertando seu celular com tanta força que eu pensei que poderia quebrar ao meio. — Não,— eu murmurei, balançando a cabeça enquanto eu me forcei a me mover, meus passos ecoando no grande espaço. — Porra, não,— eu disse, apontando para ele bruscamente. — Não me diga, Tally, caralho. — Ela se foi, irmão.

A viagem para Atenas levou muito menos tempo do que o habitual. Todos, menos dois sócios e dois prospectos se juntaram a mim e nós voámos pelas estradas. Minha Harley pressionada em seu limite e os Brothers bem do meu lado. Eu tentei não deixar a raiva e urgência escurecerem minha visão enquanto dirigia, mas era inevitável. Os pensamentos do que aquele babaca estava fazendo com Harmony passando mais e mais na minha cabeça como um filme de terror, porra. Eu sabia que Daniel estava atrás de Harmony, porque ele tinha um comprador para ela, e com a quantidade de dinheiro que foi colocado sobre a mesa, só Deus sabia quem era esse cara. Se nós não fossemos rápido o suficiente, ela poderia ser enviada para fora do país antes que eu pudesse


espirrar. Se fosse esse o caso, minhas esperanças de encontrá-la eram quase nulas. Eu acabei de conhecer Harmony. Eu sabia que isto era ridículo, mas depois de algumas semanas com ela, eu tinha encontrado algo que eu não sabia que eu queria antes. Isto não foi apenas sobre algum idiota tomando algo que eu afirmei pertencer a mim, era sobre eles tomarem algo que eu sabia que nunca iria encontrar novamente. Amor, porra! Optimus estava esperando na frente do clube à nossa espera. Chelsea, a melhor amiga de Harmony agarrada ao seu lado, com lágrimas escorrendo pelo rosto e parecendo completamente devastada. Optimus inclinou então sua boca em seu ouvido. Ela assentiu com a cabeça e ele beijou-a na testa. Ela se soltou dele e voltou para dentro, limpando os olhos e segurando o queixo um pouco mais alto. Enquanto eu caminhava em direção ao meu irmão, ouvi-a gritar com quem estava lá dentro para deixar de serem preguiçosos e fazerem as coisas ordenadas para os visitantes. Se Optimus já decidiu parar de olhar para o passado e começar a pensar sobre o seu futuro, ela faria uma boa Old Lady. Optimus apertou minha mão e me puxou para dentro. Nós demos tapinhas nas costas um do outro antes, de nos separarem. Eu vi quando meus irmãos todos estacionaram suas motos e se alongando à medida que desciam delas. — Igreja,— Optimus chamou. Todos olharam e assentiram. Segui Optimus para dentro, as meninas do clube e prospectos espalhados, limpando. Chelsea ainda estava jogando ordens ao redor. Ela chamou minha atenção e eu parei quando ela veio ao redor do bar para ficar na minha frente. — Sinto muito, Kit,— ela disse com tristeza.


Eu não tinha passado muito tempo com Chelsea, mas Harmony falou sobre ela constantemente, então eu sabia que ela estaria sofrendo tanto quanto eu estava. Liguei meu braço em volta do seu pescoço e puxei-a para o meu peito. — Não é culpa sua,— eu disse a ela calmamente. Ela me deu um aperto e deu um passo para trás com um pequeno aceno de cabeça e lágrimas escorrendo pelo seu rosto. A multidão de Optimus já lotou a Igreja, alguns dos Brothers se levantaram para deixar o meu VP, Loose e meu SAA19, Tally, ter um assento ao meu lado. Mix estava atrás de mim. Eu precisava dele perto. Ele sabia mais do que todos nós sobre qual inferno estava acontecendo. Sua informação pode ser significativa. — O que temos até agora?— Perguntou Optimus, olhando seu garoto, Wrench. — Eles estavam indo para a faculdade para pegar alguma coisa das aulas de Harm. Uma van os cercou, a outra por trás deles. Nosso garoto pisou nos freios, o cinto de Harm mostrou que ele escapou e ela bateu no painel. Eles puxaram os dois para fora e bateram nele e levaram-na,— Wrench explicou, sua voz firme, enquanto olhava sobre a mesa. Segui seu olhar e encontrei o idiota, Target, golpeado e ferido sentado na ponta da mesa. — Ele?— Eu apontei, mas olhei para Wrench. Ele assentiu. — Por que diabos ele estava em qualquer lugar perto da minha garota? — Eu estava dando uma carona porque ninguém mais poderia,— o idiota respondi e eu não perdi o tom arrogante em sua voz. Bati minha mão sobre a mesa, encontrando Optimus com um olhar. — Então ela não vai, porra.

19

Sargento de Armas


— Nós não podemos mudar o que está feito, Kit. Nós não precisamos de uma repreensão, precisamos de um plano,— Loose ofereceu, esfriando o ar na sala. — Existe alguma coisa que saiba que possa ajudar? Fiz um gesto para Mix e ele rapidamente nos passou o que sabia sobre Daniel Ashley. Quem ele era, o que ele fez, e que tipo de pessoas com quem ele negociava. Puxei o pedaço de papel sujo do bolso e deslizei sobre a mesa para Wrench. — Esse é o número de telefone de Daniel. Nosso cara da Lifers, Mansel, ele lidou com o idiota alguns dias atrás. Vendeu-lhe Rohypnol. — Rohypnol?— Perguntou Leo, os olhos arregalados. Eu balancei a cabeça. — Sim, Mansel lida com clientes de elite que querem o anonimato. Daniel disse a Mansel que tinha alguns negócios aqui e precisava ser rápido e inteligente. — Foda-se,— Optimus gemeu. — Eu vou ficar com esse número. Felizmente, nós podemos rastreá-lo,— Wrench disse quando ele jogou a cadeira para trás e saiu da sala. — Adivinhe, nós apenas esperamos,— Tally afirmou. — Eu quero ver o carro,— disse Rifle do seu lugar contra a parede atrás de mim. — O quê?— Eu ouvi Target perguntar, mas o ignorei, virando-me para olhar para o meu irmão por cima do meu ombro. Os olhos de Rifle estavam colados ao Target enquanto repetia: — Eu quero ver o carro. Target zombou. — Você não pode vir aqui e exigir coisas. — Caleb!— Optimus gritou. As portas da Igreja abriram e o prospecto que atirou na minha garota enfiou a cabeça. — Traga o carro de Target para a frente e deixe o menino do Kit dar uma olhada.


Caleb assentiu e desapareceu rapidamente. Target olhou para o presidente, mas manteve a boca fechada. — Todo mundo é para ficar perto por enquanto. Mantenham seus telefones com vocês se vocês precisarem sair, em breve nós vamos saber algo. Nós vamos pegar nossa garota de volta. Eu balancei a cabeça para Rifle ficar parado e sentei, esperando que todos os homens, exceto nós e Optimus, saíssem da pequena sala. Rifle sentou-se à mesa. — O carro?— Questionei. — Ele não tem nenhum ferimento defensivo sobre ele. Quando alguém te ataca, você vai lutar de volta ou pelo menos manter as suas mãos para cima para se proteger. Ele não tem dedos machucados ou hematomas nos braços de tentar se proteger dos golpes. Parece estranho para mim. Optimus e eu concordamos com a cabeça. — Seja rápido sobre isso, eu estou ficando sem tempo e sem opções.— Ele não precisou que lhe fosse dito duas vezes. Meus punhos bateram na mesa. — Você acha que ele poderia estar envolvido nisto?— Perguntei a Optimus. Ele recostou-se na cadeira. — Nenhum de nós quer acreditar que um Brother poderia nos trair.— Ele suspirou e baixou a cabeça ligeiramente. — Mas quanto mais eu penso sobre isso, mais eu acho que poderia ser exatamente o que aconteceu. Target não é exatamente o mais bem quisto com as nossas garotas – garotas do clube, Old Ladies, strippers, tudo incluído. Agora eu estou me perguntando por que eu não levei as queixas a sério antes. — Eu tenho que pegá-la de volta, cara,— eu disse calmamente. Eu nunca me senti tão desesperado, tão vulnerável. Eu precisava de Harmony. Ela tinha feito o seu caminho em minha vida, em meus malditos ossos. — Nós vamos pegá-la de volta.


Não demorou para Rifle voltar, encontrando Optimus e eu no bar e pediu para falar em particular. Eu sabia que era ruim. Nós nos sentamos no escritório de Optimus, Rifle encostou na porta. — O cinto de segurança foi cortado. — O quê?— Eu olhei para ele, confuso. — Quando um carro pára bruscamente, o cinto de segurança tem um mecanismo que envolve e aperta para impedi-lo de voar pelo parabrisa ou qualquer coisa que seja. O do lado do passageiro tinha sido cortado então quando o carro parou, ele simplesmente rasgou e Harmony foi com a cabeça no painel. Eu estava pronto para ir e colocar minhas frustrações sobre essa desculpa patética para um Brother, mas Rifle levantou a mão, deixando-me saber que ele não tinha terminado. — Que tipo de motociclista é dono de uma nova BMW? — Acho que é uma escolha estranha. Mas o garoto sempre foi chamativo, gosta de suas coisas de alta classe. Ele tinha pais ricos, apenas descobri que algumas vezes você pode tirar uma criança da riqueza, mas você não pode tirar a riqueza da criança. — Estou prestes a arrancar algo desse cara. Agora mesmo, estou pensando que pode ser um baço ou uma rótula, porque ele tem um monte de explicações do caralho pra me dar,— eu rugi, enquanto fui em direção à porta. Optimus me segurou e eu quase me virei para o atingir com um soco. — Nós temos que fazer isso de forma inteligente, Kit. Usar nossos cérebros, e não nossos punhos,— Optimus rosnou, me puxando para trás. — Não sabemos que tipo de poder ele tem, neste caso se existe. Você sair correndo lá com arma em punho, não sabemos o que ele vai fazer. Minha respiração era irregular, meu peito arfando enquanto eu pensava sobre rasgar um membro do bastardo. — Ele tem alguma coisa a ver com isso e,


Brother ou não, ele é um homem morto,— eu consegui forçar entre as respirações. — E eu vou estar ali ao seu lado com a minha pá, mas pensamos em primeiro, agimos depois,— Optimus confirmou, calmamente. Houve uma batida forte na porta e Rifle afastou-se para abri-la. Wrench mal entrou. — Eu o encontrei. Numa casa enorme em Mobile.— Mobile era uma cidade vizinha, a trinta minutos longe dali. — Anuncie reunião, esse cara tem guardas em abundância escoltando-o. Nós precisamos de estratégias,— eu lhes disse, minha mente finalmente começando a funcionar de novo, empurrando a dor no meu coração para o lado, por enquanto. Optimus me deu um tapinha nas costas. — Vamos pegar a sua garota.


Senti náuseas e vontade de vomitar. Olhei em volta do espaço enquanto meus olhos começaram a ajustar, capturando o quarto. Era enorme. Quando você pensa sobre ser sequestrada, você sempre imagina uma cela úmida e escura. Pisos de concreto, correntes, talvez até algum tipo de cheiro horrível. Este não era isso. O quarto era lindo. Armários de madeira de cedro, uma cama dossel do tamanho de um pequeno país, padrões florais e pinturas incríveis decoram as paredes. Havia grandes janelas deslumbrantes. As cortinas estavam fechadas, mas com um quarto como este eu só podia imaginar qual visão seria. Vi uma porta do outro lado do quarto, que estava aberta e eu podia ver o vaso sanitário de onde eu estava sentada. Meu estômago finalmente lembrou o meu cérebro de que as coisas não estavam tão bem lá em baixo. Eu pulei da cama e corri para o banheiro pequeno, fazendo isto apenas a tempo de lançar o conteúdo do meu estômago para o branco da porcelana do vaso sanitário. Infelizmente para mim, havia muito pouco dentro e eu passei uns bons dez minutos apenas levantando e expulsando a gosma verde que estava no meu estômago. Minha barriga doeu. Gostaria de saber se isso é o que parece ao completar duzentas flexões - apenas a idéia de flexões me fez querer vomitar novamente. Eu estava mesmo tentada a verificar o meu estômago para ver se eu tinha ficado com abdominais produzidos. Parecia que sim.


Depois de ter conseguido arrastar-me do chão, eu coloquei um pouco de água da torneira em minhas mãos e tentei beber. Isto acalmou o queimor na minha garganta, mas não o martelo na minha cabeça. Olhei para o espelho e encontrei a causa, um corte grande. A ferida tinha sido limpa, mas nada tinha sido colocado sobre ela. Não que eu estivesse preocupada agora, o quarto parecia bastante esterilizado. Segurei o batente da porta, tendo um minuto para verificar a minha cela de prisão. Perguntei-me a quem pertencia um lugar como este. Ele era impressionante. O quarto não só tinha a cama grande, mas também um pequeno sofá de couro, mesa de café e uma mesa, com espaço suficiente ainda livre para dar uma pequena festa. Duas grandes portas de madeira que eu assumi que eram a entrada do quarto. Eu segurei minha cabeça e tropecei para elas, torcendo ambas as maçanetas sem sucesso. Claro, quem deixa uma cela desbloqueada? Pensei sobre bater e gritar para alguém me deixar sair, mas me resignei a deitar de costas na cama e tentar me recompor antes que alguém viesse me procurar. Consegui fazer o mundo parar de girar, mas minha mente ainda estava indo a cem milhas por hora. Target tinha me vendido. O bastardo conivente. Orei muito para que eu conseguisse sair desta situação para que pudesse avisar o clube. Eu não tinha idéia se ele tinha feito isso como uma espécie de vingança contra mim ou o quê, mas não se podia confiar nele. Fim da história. Eu ri baixinho. Mesmo se fosse vingança, Kit nunca iria deixá-lo viver. O pensamento me aqueceu um pouco. Ele merecia tudo o que ele tem. Espero que eu possa estar nisso, eu quero um lugar na fila para chutá-lo nas bolas.


Ouvi o ranger de passos fora da porta e segurei minha cabeça, enquanto me forcei a sentar-me. Meus olhos rapidamente olharam ao redor do quarto, mais uma vez, à procura de qualquer coisa que eu pudesse usar como uma arma, mas eu tinha pouco tempo. As portas estalaram e abriram lentamente. Eu não tenho certeza do que eu estava esperando, mas não era essa pequena jovem adolescente. Seu cabelo era bonito e dourado e pendurado em uma trança por cima do ombro e levemente encostando em sua cintura. Estava usando um tipo estranho de vestido. Era azul topázio com riscas e ia até aos joelhos. Usava meias por baixo e um avental que estava amarrado por cima. Parecia muito jovem, talvez dezessete ou dezoito anos de idade. Ela andou um pouco mais perto, deixando as portas abertas. Daqui eu podia ver dois homens corpulentos de pé do outro lado do corredor, seus olhos olhando para a frente e as mãos escondidas atrás de suas costas. Legal, guarda-costas. A menina olhou para mim quando ela se aproximou. Seus olhos estavam bem, coloridos, ao contrário dos meus, com longos cílios lindos que eu quase que instantaneamente invejei. — Olá,— ela disse calmamente. — Você está com fome? Eu posso trazerlhe um pouco de comida. Eu balancei a cabeça. — Sim, um pouco. Ela espelhou meu gesto, dando-me um olhar rápido antes de virar bruscamente e, basicamente, correr do quarto. Eu queria gritar com ela para esperar, mas minha cabeça começou a bater mais forte e, a necessidade de me deitar, fortemente ultrapassou a necessidade de gritar. Devo ter caído no sono. Acordando com o barulho de talheres, quando a garota colocou uma bandeja de comida ao lado da cama. Sopa e pão, um


bolinho de algum tipo e um grande copo de água com analgésicos próximos a ele. — Obrigada,— eu resmunguei. Quando olhei para cima, desta vez, meus olhos se arregalaram lentamente. A jovem estava agora ostentando um lábio recém-dividido. Ela assentiu com a cabeça e se afastou. — Sr. Keaton subirá em breve para falar com você. Eu sugiro que você coma. Sua voz era suave e eu mal peguei o que havia dito antes que ela corresse para as portas abertas, puxando-as fechadas atrás dela. Isto era tão estranho. Gostaria de saber quem era o Sr. Keaton, minha mente finalmente colocou as peças do quebra-cabeça. Eu não estive muito tempo com Daniel Ashley. Eu tinha sido transferida. Isto significou que, as chances de Kit encontrar-me, estavam se tornando extremamente escassas. Consegui forçar um pouco de comida para dentro, o suficiente para manter meu estômago feliz. Os analgésicos de ação rápida fizeram maravilhas e, meu cérebro finalmente começou a trabalhar novamente. Não havia relógio na sala, mas era dia lá fora. Eu não poderia indentificar que momento do dia era, ou se ainda era o mesmo dia em que fui levada. Com tudo o que eles injetaram em mim depois do acidente, poderia ser dias mais tarde, ou poderiam ser horas. Eu não tinha absolutamente nenhuma idéia. Por favor, Kit! Minha esperança era pequena. Eu poderia estar em qualquer lugar agora. Meu coração disparou, bombeando sangue como um louco pelo meu corpo. Minhas mãos tremiam e meus dedos dançavam. Eles coçavam por minha


guitarra. Eu poderia passar por isso se eu tivesse minha guitarra. Com a minha guitarra, eu tinha controle. Eu poderia tocar o que eu queria tocar, cantar letras que me fortaleciam, me segurar e eu podia senti-las no meu corpo. A voz de Kit soou na minha cabeça. Cante. Eu nunca cantei sem a minha guitarra. Nunca. Uma grande parte do tempo eu ainda me sentia desconfortável cantando com a minha guitarra, mas a voz de Kit aparecia mais e mais em minha mente. Cante. Cante.. Então eu cantei. Minha voz parecia tão alta no quarto grande, ou talvez fosse porque eu estava tão acostumada a cantar sobre o som da guitarra. Eu não tenho certeza, mas me pareceu estranho e bonito. Tentei sentir as palavras da canção, era diferente, mas mesmo assim eu consegui. Embora eu não fosse a maior fã de Miley, sua canção — When I Look At You— era a representação perfeita dos meus sentimentos. Era sobre perceber que alguém era mais para você do que apenas um amante. Isso era o que Kit tinha se tornado, ele era a minha canção no silêncio. — Você tem uma bela voz. Eu pulei cerca de um metro no ar e virei-me para encontrar um homem em pé na porta. Ele era alto, bonito, mesmo para a sua idade, que eu imaginei ser em torno de sessenta anos. Ele usava um terno cinza bem cortado e seu cabelo era cinza, combinando com a barba arrumada que emoldurava o rosto. Havia algo familiar nele. Sentei-me na beira da cama, sem me mover ou falar enquanto ele andava em volta de mim, seus olhos passando de cima e para baixo do meu corpo. O estranho é que isto não pareceu sexual. Era como se ele estivesse me estudando, tentando decifrar quem eu era. O que eu era. Fazendo perguntas, mas ele parecia ser o tipo de homem que já sabe todas as respostas.


— Você não era o que eu estava esperando. Olhei para meus shorts curtos jeans e camiseta lisa. — Bem, eu sinto muito em desapontá-lo. Um pequeno sorriso se formou em sua boca e ele sacudiu a cabeça. Ele se encostou na parte de trás do sofá de couro e cruzou uma perna sobre a outra e quando cruzou os braços, seu corpo relaxou. — Oh não, eu não estou desapontado. Em sua foto você se parecia muito com sua mãe, mas vê-la agora, há uma série de diferenças. Eu fiquei tensa e atirei nele um olhar escuro. — O que você sabe sobre ela? — Eu sei tudo sobre ela. Pelo menos, eu costumava saber. — Vamos ao que interessa. O que você quer?— Meu corpo agora encontrando alguma luta, minha mente protetora chutando. — Eu queria te conhecer. — Porquê? — Eu acredito que um pai deve conhecer sua filha.


Meus homens equipados, prontos para a batalha. Era parte da Irmandade que eu amava. Não apenas ser presidente e fazer pedidos e exigências. Mas sabendo que, não importa quem você era como parte do clube, o presidente, um oficial, um prospecto - os seus irmãos o apoiariam nos bons e maus momentos. Mix tinha nos avisado sobre com quem estavamos lidando. Esses caras não perdem tempo. Havia uma razão para Daniel Ashley viajar por toda parte com os homens para protegê-lo. Eles não tinham medo de atirar primeiro e perguntar depois, se eles achassem que seu chefe estava em apuros. Havia uma chance de que as coisas iriam se tornar uma confusão completa e nós poderíamos perder homens. Eu sabia disso, e os meus garotos sabiam disso, mas eles estavam prontos para fazer o que fosse necessário, para pegar a minha garota de volta. E nós faríamos o que fosse preciso. Tínhamos deixado Target no clube. Doc havia lhe dado alguns 'analgésicos’. Ele deve ficar inconsciente por algumas horas. Se isso falhasse, ainda havia alguns garotos lá com ordens para não deixá-lo sair. Nós ainda estávamos tentando manter as suspeitas de fora, no caso de ele, neste jogo, ser um jogador maior do que pensávamos. Eu tinha uma sensação de que ele era apenas um peão fácil, com um ódio grave pelas mulheres. A casa ficava acima de nós em uma colina. Tínhamos membros de ambos os clubes aqui, mas Optimus havia deixado claro que eu estava comandando


esta operação. Optimus, Wrench, Tie e eu estávamos em um carro, observando e esperando que o resto dos nossos homens ficassem em posição em torno da casa. Com mais de vinte de nós prontos para quebrar esta merda, e prevendo mais ou menos dez homens dele, as coisas pareciam positivas. Meu corpo coçava. Eu estava pronto para fazer este imbecil pagar. A casa era longe o suficiente na periferia da cidade então não haveria muita atenção em nós. Havia ainda alguns vizinhos em torno que poderiam ouvir o barulho e chamar a polícia. Portanto nós precisávamos entrar e sair o mais rápido possível. Sem foder tudo. — Eles estão no lugar. Quando estiver pronto,— disse Optimus, sua voz grave e seu rosto sério. — Vamos a isso. Optimus assentiu e enviou uma mensagem do seu telefone. — Wrench, abra os portões. Wrench saltou do carro e correu. Havia um teclado ao lado do portão, Wrench ligou um pequeno dispositivo nele e pressionou um par de botões. Após alguns segundos, os portões começaram a abrir e eu liguei o carro. Nós avançamos para os portões e Wrench pulou dentro antes que acelerassemos para a entrada de automóveis. Sabíamos que os alarmes já estariam ativados. Estávamos preparados quando bati no freio, pouco antes das portas da frente, derrapando para parar. As grandes portas se abriram ao mesmo tempo que as nossas portas do carro. Todos nós saímos do lado oposto do carro, usando-o como proteção enquanto dois homens saíram da casa carregando armas. Nós estávamos muito bem preparados. — Se protejam contra o carro— Tie anunciou. Nós todos cobrimos nossas cabeças e nos encolhemos atrás do carro enquanto ele jogou explosivos para onde os dois homens estavam. Foi como uma pequena granada, não era


para matar, mas certamente para incapacitar. Era como ser atingido com uma centena de pequenas bolas de paintball20 que iriam machucar como a merda. Ouvimos o estrondo suave e os homens gritando de dor, juntamente com as pequenas bolas zunindo e ricocheteando todas as superfícies circundantes. Olhei sobre o capô do veículo. Os homens estavam deitados do lado de fora das portas, rolando e gemendo de dor nos ladrilhos de concreto. — Peguem suas armas,— disse eu, enquanto me levantei para ir até a escada. Tie estava bem atrás de mim, agarrando uma arma enquanto eu pegava outra, Optimus e Wrenck cobriam nossas costas. Revistei os caras, eles gritaram, obviamente, ainda sensíveis da pequena explosão. Optimus e Wrenck amarraram-nos a um poste e nós entramos na casa. Ouvi alguns tiros do lado de fora, e esperei e rezei para que os meus homens saíssem daqui inteiros. Estávamos todos dispostos a dar nossas vidas pelo clube, muitos tinham feito isso antes de nós, mas não fazia com que, perder um irmão, fosse mais fácil. Havia uma grande escadaria em frente que levava até um pequeno patamar no segundo andar. Entradas abertas para ambos os lados, uma para uma pequena sala de estar ou sala de entretenimento, a outra para o que parecia ser uma sala de jantar. A casa era enorme, com corredores que levavam, quem sabe onde, e salas que abriam para outras salas. Eu ouvi um grito, um grito feminino. Meu corpo se lançou a subir as escadas, seguindo o barulho. — Parados!— Eu parei, verificando sobre meu ombro para encontrar um dos guardas armados em pé atrás de meus garotos na porta aberta. Eles se viraram lentamente, e todos nós erguemos as mãos, mas ainda segurando nossas armas. — Coloquem suas armas no chão para mim.— Eles fizeram Bolas de tinta. Paintball é um esporte de combate, individual ou em equipes, usando marcador de ar comprimido, Nitrogénio ou CO2, que atiram bolas com tinta colorida. 20


exatamente isso. O cara era bom, ele conseguiu manter um olho em mim e meus irmãos. O que ele não esperava era por Tie deslizar algo mais. — O que é isso?— Perguntou o homem. — Você queria nossas armas,— Tie deu de ombros. — Apenas sendo útil. — Oh merda,— Wrench murmurou. A luz no pequeno dispositivo brilhou vermelho e meus irmãos todos mergulharam, correndo pelo chão atrás de portas e rapidamente entrando na casa. Eu pulei para o patamar e bati no chão, sem saber o quão longe aquelas coisas poderiam alcançar. O guarda não sabia o que fazer, enquanto todos nós nos espalhamos, ele apenas ficou de pé e observou. Então todo o inferno desabou. Vasos foram quebrados, janelas foram quebradas, cortinas rasgadas. Eu ouvi o grito estranho, mas era o guarda de Daniel, que teve o impacto do ataque. Quando a sala estava completamente silenciosa, olhei por cima do meu esconderijo. — Tie, seu filho da mãe,— Wrench falou, ficando de pé em seu esconderijo e segurando sua virilha. — Uma das suas pequenas coisas me atingiram nas bolas,— ele gemeu, andando pela sala devastada, como se ele fosse um vaqueiro que tinha montado por uma semana. Ouvi Tie rir, Optimus também. Eu não tive tempo para rir, apesar disso. Ouvindo outro grito do corredor à minha esquerda, eu corri. Eu nem sequer esperei pelos meus irmãos me dar apoio. Eu chutei a porta aberta, segurando a minha arma e pronto para atirar em qualquer filho da puta que ficasse no meu caminho de encontrar Harmony. — Ah, Sr. Cranshaw. Como é amável de se juntar a nós. O idiota estava contra a parede, o punho enterrado no cabelo escuro de uma mulher - uma mulher que não era Harmony. O homem careca que estava


no nosso primeiro encontro ficou de pé ao seu lado, sua arma apontada para mim enquanto eu segurava a minha para Daniel, o desprezível. — Onde ela está?— Eu exigi. Ele puxou mais forte no cabelo da menina, deixando-a nas pontas dos pés. Ela soltou um gemido. Ela só estava vestida com roupas íntimas, alguma merda de renda. Eu não podia ver seu rosto, mas eu notei as gotas de sangue que escorriam, manchando o tapete creme. — Harmony?— Ele perguntou como se ele estivesse completamente desinformado do motivo de eu estar aqui. — Oh, ela foi apanhada esta manhã. O cliente estava eufórico. É uma pena você não ter aceite a minha proposta. Meu sangue ferveu. Ela se foi. — Quem a levou e onde eles foram?— — Eu não pergunto por esse tipo de detalhes. Eles são privados.— O imbecil teve a coragem de sorrir para mim. — Embora eu tenha esta menina aqui que você poderia ter. Ele puxou sua cabeça e seus olhos encontraram os meus. Ela era bonita, mesmo com sangue escorrendo de seu nariz. Seus olhos eram azul claro, seu cabelo quase preto. Ela tinha um olhar feroz em seu rosto. Um olhar de desafio e raiva. Ela não era minha garota, mas eu iria levá-la quando tudo isso acabasse, ajudá-la a escapar dessa loucura. Eu ouvi tiros ecoando na casa enorme. Homens gritando, as pessoas gritando de dor. Daniel se moveu lentamente para o lado, uma outra porta apenas a poucos passos de distância, através da qual eu presumi que ele pensava que iria escapar. — Mate-o,— Daniel ordenou. Ele pegou a garota e segurou-a na frente de seu corpo como proteção. Agora a minha mira estava bloqueada e ele sabia disso. Ele sabia que eu não iria atingir a garota e arriscar sua vida.


O homem de óculos escuros ao lado dele sorriu, sua arma apontada para mim e seu dedo esfregando o gatilho. Com o meu foco em Daniel e a garota, eu sabia que ele ia me pegar antes que eu pudesse mudar minha mira para ele. A porta atrás de mim se abriu e vários tiros foram disparados. Meus ouvidos ressoaram. Minha cabeça doeu. Havia tanto barulho. Gritos. As pessoas perguntando se eu estava bem. Eu fui atingido? Eu não tinha sentido isso, mas às vezes com a quantidade de adrenalina varrendo seu corpo, a dor fica em segundo plano. — Kit?— Eu olhei para cima para ver Tally em cima de mim. Por que eu estava no chão? O cara de terno que estava pronto para explodir a minha cabeça estava caído contra a parede, com a cabeça pendurada sem vida. A jovem estava pressionada entre o canto da parede e uma grande cômoda, seus olhos olhando para o chão perto dos meus pés, arregalados. Meu olhar se deslocou até o corpo que estava desintegrado no tapete. Seus olhos estavam abertos, mas olhando para o nada. Olhos de um homem morto. — Caleb,— eu disse calmamente. — Atingiu você com a porta quando ele decidiu entrar aqui como um herói. Levou um tiro, e ainda conseguiu atirar no filho da puta entre os olhos,— Tally disse com tristeza, agachando-se ao meu lado e me oferecendo sua mão. Ele me puxou para cima e eu finalmente tomei nota de todos os irmãos que estavam na sala, olhando para o companheiro deles caído. — Peguem ele,— Optimus ordenou, mas eu ouvi a tristeza na sua voz. — Nós temos que sair daqui.


Agradeci silenciosamente ao menino enquanto o observava ser levado da sala, jurando fazer o melhor por ele, por ter salvo a minha vida. Daniel Ashley pode ter me escapado hoje. Mas seria apanhado.


— Eu não tenho um pai, você deve estar enganado. Ele riu. — Oh, eu tenho certeza que é o que sua mãe lhe disse. Apertei os olhos para ele. — Quem é você? Ele caminhou na minha direção, sua estatura mostrando que pensava muito bem de si mesmo. Ombros para trás, queixo erguido. Ele estendeu a mão para mim, prevendo que eu iria apertá-la. Eu não o fiz. Vi seu rosto mudar de satisfeito para raiva, rapidamente. — Meu nome é Edward Keaton. O nome soava familiar, como se eu devesse conhecê-lo de algum lugar. — Dono de Keaton Records. Uma das maiores empresas de gravação para artistas musicais nos Estados Unidos. Meus olhos se arregalaram. Keaton Records. Agora eu sabia por que seu rosto e nome soava familiar. Nós tivemos algumas aulas sobre artistas de gravação, agências e empresas. Eles nos ensinaram sobre o que levou a chegar a essa fase. E o que é necessário fazer se fosse esse o caminho que decidíssemos seguir com a nossa música, que foi o caso de muitos dos alunos da minha classe. Todos queriam ser famosos, eu só queria tocar e uma vez que Kit tinha começado a tocar comigo, ele havia alimentado uma paixão por ensinar que eu não sabia que tinha. — Ah, então você conhece.— Ele sorriu, presunçosamente.


— Eu estudo música, eu ouvi falar de você. Ele assentiu. — Claro que você iria estudar música. Está em suas veias, sua linhagem, assim como está em mim.— Ele andou pelo quarto, mas com confiança, não por causa de nervos. Parecia que ele estava em pé na frente de uma sala de reuniões cheia de pessoas. — Você canta? Ouvi você antes, sua voz poderia precisar de treino, mas você poderia ser muito boa. Tentei não tomar isso como um insulto. Kit tinha me dito que ele amava minha voz. — Não realmente, eu toco guitarra. Tenho-a desde que era pequena. Viajando com a minha mãe eu estava perto de um monte de bandas. Apaixoneime pela guitarra. Ele assentiu. — Lembro-me de sua mãe muito bem. Ela era impressionante, independente.— Ele franziu o rosto, como se as palavras deixassem um gosto amargo na boca. — Foi apenas por acaso que eu estava procurando uma nova empregada e seu rosto apareceu. Eu não conseguia parar de olhar para você. Havia algo familiar, então eu solicitei seus dados. Não parecia como se houvesse um monte de amor perdido entre ele e minha mãe. Ele não parecia com o coração partido e ela tinha passado os últimos vinte e três anos da minha vida me escondendo o conhecimento deste homem. Houve, obviamente, uma razão. — Onde exatamente meu rosto apareceu?— Eu fiz uma careta. Ele balançou sua cabeça. — Isso não importa agora. Você está aqui. — Isto é importante. Eu não pedi para estar aqui. Eu realmente gostaria de ir para casa agora. Eu vi quando ele apertou suas mãos. A raiva que estava em seu rosto me fez querer cavar um buraco. Ele estava lívido. — Eu tenho direitos. Você é minha filha,— disse ele, apontando o dedo, estupidamente bem cuidado, para mim.


— Eu tenho vinte e três anos. Você não pode me prender aqui, pai ou não,— eu rosnei. — É aí que você está errada, minha filha. Eu quero conhecer minha única filha e você vai ficar aqui até eu entender.— Ele ajustou seu terno, agora seu temperamento tinha diminuído. — Eu também fui informado de que você está passando tempo com uma gangue de motoqueiros conhecida. Isso também vai acabar. Eu não terei uma filha se misturando como se fosse uma deles. — Clube... Motoqueiros. Eles não são uma gangue,— eu falei entre meus dentes enquanto me levantei da cama e dei um passo para mais perto dele, pronta para defender a minha família. Ele riu suavemente. — Eles são criminosos. — E você me sequestrou! O que isso faz de você?— Eu gritei. Meu rosto foi para o lado, meu corpo seguindo-o com a força do golpe. Eu me segurei sobre a cama, minha cabeça girando e dor atirando através do meu maxilar. O silêncio encheu o grande quarto. Depois de um momento, eu consegui reunir minha inteligência e empurrei-me de volta para cima, virando para encará-lo. — Você nunca vai falar comigo assim de novo. Eu não sei o que deu em mim, mas eu comecei a rir. Ele olhou para mim como se eu tivesse enlouquecido. Talvez eu tivesse. Eu estava trancada em uma casa, com este homem que estava afirmando ser meu pai. Um homem muito rico. Um homem que poderia rasgar o clube em pedaços se ele tivesse os contatos certos, que eu pensei que ele tinha. Eu não tinha certeza há quanto tempo eu tinha sido levada. Quantas horas tinham passado? Quantos dias? Mas o que eu sabia era que Kit estaria procurando por mim - o seu clube estaria. Eu precisava controlar as minhas emoções, me manter no controle até eles me encontrarem, mas também me recusava a ser fraca e me esconder debaixo das suas ações extremas. Edward Keaton era poderoso, ele era perigoso


e como ele tinha acabado de mostrar, ele não tinha medo de usar a força, se necessário. — Eu não posso esperar,— eu disse, minha risada lentamente diminuindo. — Eu não posso esperar até que o clube descubra quem você é. Homens como você têm algo a perder, uma reputação a defender. O clube não. Eles vão fazer o que for preciso para acabar com você. São as vantagens de sair com os criminosos. Ele caminhou rapidamente na minha direção, nem mesmo parando quando ele envolveu sua mão ao redor da minha garganta, levantando meus pés do chão antes de forçar-me de volta para a cama. — Saiba o seu lugar, Harmony. Eu não quero ter de avisá-la novamente. Aprenda isto, e aprenda rápido, porque na próxima vez não vou ser tão indulgente para suas explosões ridículas. Ele apertou mais a minha garganta, comprimindo o último pouco de ar dos meus pulmões e fazendo com que a minha cabeça se sentisse pesada como um tijolo. Ele me segurou assim até que eu lentamente comecei a ver manchas pretas nublando minha visão. No início, elas eram pequenas, mas elas cresceram quando se juntaram com outras. Era uma espécie de uma coisa fascinante de se ver enquanto você sentia a vida lentamente escorregar de seu corpo, seu cérebro não recebendo oxigênio suficiente e começando a fechar as portas. Foi só então que ele me libertou, e meus pulmões se esforçaram quando engasguei por ar. Tossi e balbuciei, rolando para o meu lado nos cobertores macios da cama e levantando o queixo, tentando abrir minha vias aéreas novamente. Ah, sim, ele era um profissional. Ele sabia o quão longe ele poderia pressionar para fazer a sensação de dor, oh tão real, e então, quando parar. Isso me deixou enjoada pensar que o sangue desse homem poderia estar correndo


em minhas veias. Que ele era uma parte de quem eu era. Eu acho que foi esse mesmo velho argumento, natureza contra criação. Edward deu um passo atrás e eu me forcei a ficar de pé, não querendo lhe dar a satisfação de me ver deitada e com medo. Minhas pernas vacilaram, mas eu agarrei um dos grandes postes da cama para me equilibrar. Peguei um sorriso silencioso sobre o seu rosto, antes de seu olhar mais uma vez retornar. — O jantar será em poucas horas. Vou trazer algumas coisas para você usar.— Com isso, ele virou-se bruscamente e saiu. Meu corpo caiu, deslizando para baixo e pousando com um baque no chão. Minha mente não podia calcular o que estava acontecendo. Por que diabos ele me quer aqui? Para forçar suas habilidades impressionantes de parentalidade em mim? Para tornar-nos uma grande família feliz? Eu zombei. Olhei ao redor do quarto, uma vez o vi como bonito, lindo mesmo. Agora eu vi uma cela escura e úmida. Estava apenas disfarçada com cortinas com babados e estampas florais.


O clube de Atenas estava tranquilo. Era estranho, especialmente considerando o fato de que havia duas vezes mais Brothers lotando o espaço. Mas ninguém tinha tempo para falar. Nós tínhamos perdido um irmão hoje. Caleb era um prospecto, mas um Brother mesmo assim. Ele tinha me salvado - proposital ou não, por entrar sem pedir licença naquela sala. Eu ficaria para sempre devedor. E eu gostaria de ter certeza que teria uma partida que ele merecesse. Optimus disse que ele tinha uma família, mas que eles não poderiam se importar menos se ele estava vivo ou morto. Ele fez amizade com uma das crianças do clube na escola e tinha vindo algumas vezes para reuniões de família. No momento em que fez dezoito anos ele estava aqui, implorando para ser prospecto. Caleb era desajeitado, e não muito inteligente, mas ele tinha um coração de ouro. Surpreendeu-me que as garotas do clube foram, provavelmente, as mais atingidas pela sua perda. — Nós não éramos autorizadas a dormir com ele. Isto nos deu tempo para desenvolver uma amizade que, possivelmente, não tínhamos com os membros totalmente inseridos,— explicou Chelsea do colo de Optimus. — Ele era doce, engraçado também. Harm o amava, eles estavam sempre mandando um ao outro para o inferno. Eu balancei a cabeça. Optimus agarrou a garota um pouco mais apertado enquanto ela fungava. Seu corpo tinha sido deixado com Doc, que tinha


conexões no necrotério e seria feito o que precisava ser feito, sem que a polícia ou qualquer outra pessoa fizesse perguntas que nós recusaríamos responder. — Mesmo depois que ele atirou nela, Harmony ainda protegia ele,— eu concordei. Chelsea riu. — Sim, mas ela estava planejando seu troco. Eu acho que isto envolvia algo como um balde de água fria, enquanto ele dormisse, porém, ao contrário de uma bala no peito. Estremeci. A bala que era para mim. — Algumas ideias sobre o que acontece agora?— Wreck perguntou enquanto ele se jogava no assento ao meu lado. Eu balancei minha cabeça. — Mix e Wrench estão nisto, eles estão tentando encontrar um ângulo diferente. Felizmente, eles vão conseguir em alguma coisa em breve. — Sua garota é cabeça dura e forte, Kit. Ela vai aguentar,— Optimus me assegurou. Chelsea seguiu com um aceno muito sério. — Eu vou para o quarto de Harm. Descansar um pouco. Deixe-me saber se alguma coisa surgir.— Eu sabia que descansar não seria fácil, mas também sei que desde que eu recebi a notícia ontem, eu não tinha dormido nem um pouco. Eu precisava disso, se eu estava indo encontrar minha mulher e trazê-la para casa. — Sim, irmão. O quarto de Harmony estava basicamente intocado. Ninguém tinha estado lá desde que ela tinha saído no dia anterior. A cama estava desfeita e sua guitarra e livros escolares estavam largados na bagunça de cobertores. Fazia pouco mais de 24 horas que ela tinha ido embora, mas eu não a via há quase uma semana. Eu sentia falta dela como o inferno. Tinha sido um mau bocado para nós. Eu tentando convencê-la de que ela poderia confiar em mim, ela combatendo isto todo o caminho.


Burro teimoso. Agora eu deixei ela ir novamente. Três ataques e você está fora? Não foi o que aconteceu? Mesmo que ela se recusasse a me ver depois de tudo isso, eu ainda iria lutar por ela. Eu provaria um dia que eu era bom o suficiente, e que ela estava a salvo. Se eu fosse a tempo. Eu afastei as cobertas e entrei debaixo delas, seu cheiro atacando os meus sentidos e alertando meu corpo. Não importava quem você era, ou quanto tempo você tinha conhecido alguém, a realidade era que quando você descobria que essa pessoa era o seu ajuste perfeito, nada mais importava. Não há tempo, nem idade, nem mesmo a ocupação ou a cor de seu cabelo. Você tomou essas coisas, jogou-as para fora da janela e manteve essa pessoa como se sua vida dependesse disso. Porque possivelmente iria. Agora eu tinha encontrado a minha outra metade, vendo um futuro sem ela apenas parecia uma névoa negra - em última análise, não valia o esforço lutar pela escuridão. Em algum momento durante a noite, eu devo ter cochilado. Um toque estranho me acordou, o sol fluindo através das cortinas abertas tornando-se difícil para mim abrir os olhos. O toque parou. Eu verifiquei meu telefone, mas eu não tinha mensagens ou chamadas não atendidas. Você está sonhando. Em seguida, ele começou novamente. Levantei e tentei seguir o ruído ao redor do quarto, segurando os meus ouvidos a coisas diferentes. Quando eu encontrei a bolsa da faculdade Harmony escondida debaixo da cama, eu me lembrei que Rifle tinha dito que ele a tinha encontrado no carro e pediu para um dos garotos de Optimus jogá-la em seu quarto. O toque parou, mas eu puxei a bolsa, buscando através do conteúdo até que encontrei o seu telefone celular. Verificando as chamadas não atendidas eu encontrei cinco de sua mãe. Eu suspirei, esta não era realmente uma conversa


que eu estava acordado o suficiente para ter, mas eu acho que nada poderia me fazer sentir tão inútil quanto eu estou agora, até mesmo uma quantidade indefinida de sua mãe. Apertei o botão de chamada e sentei-se na cama, esfregando o rosto e tentando me acordar. — Harmony? Oh meu Deus, graças a Deus. Eu estive tentando falar com você pelos últimos dois dias.— Helen parecia frenética. Eu sabia que elas tinham um bom relacionamento, mas eu não sabia que ela estaria em pânico. — Hey Helen, é Kit,— eu resmunguei. — Oh, Kit. Desculpa. Eu apenas fui ligando e ligando e estava começando a ficar preocupada. Sim, provavelmente por boas razões também. — Sim, desculpe-me. — Kit... O que está acontecendo... — Olha, eu não estou realmente certo de como explicar isso a você... Eu ouvi seu suspiro. — Oh Deus, ele fez isso. Encontrou-a. — Desculpe-me?— Eu disse, completamente atordoado. Harmony tinha me dito que ela não iria discutir o que estava acontecendo com sua mãe. Aparentemente, ela podia ser um pouco arrogante. Não me diga. — Liguei para Harmony na semana passada porque eu tive um telefonema estranho. Eu não tive tempo para explicar-lhe sobre o que era... Bem... eu poderia ter, mas eu não quis. Pensando que não era tão grave. Eu vesti meu jeans e joguei meu colete sobre o meu peito nu, saindo rapidamente do quarto em busca de Mix. — Conte-me? Eu preciso saber qualquer coisa que possa nos ajudar agora,— eu quis saber. Minha mente em completo modo de ataque. Mãe ou não. — Ela está em apuros?


— Eu preciso saber de quem aquele telefonema era, Helen,— eu disse, não confirmando nem negando nada. Ouvi-a fungar, mas ela aceitou e continuou. Tal mãe tal filha. — Edward Keaton. Ele é dono de uma das maiores empresas discográficas de notoriedade nos Estados Unidos. Ele é o pai de Harmony. Eu encontrei Mix morto para o mundo em um dos sofás do bar. Bati forte no sofá e ele sentou-se, o cano de uma arma apontada para a minha cabeça. Eu não vacilei, eu segurei minha mão sobre o alto-falante do telefone. — Edward Keaton. Encontre-me tudo o que você conseguir,— eu disse bruscamente, nem mesmo esperando por uma resposta antes de virar em busca de Optimus. — O que ele queria?— Perguntei. — Ele queria saber por que eu não tinha dito a ele que ele tinha uma filha,— disse ela calmamente. — Ele não é um cara legal, Kit. — Quanto não legal estamos falando aqui, Helen? — Nós só fomos em dois encontros,— sua voz se tornou escuro. — No segundo estávamos fora com alguns de seus amigos, ele falou mal sobre um cliente que eu estava representando. Levantei-me e disse que ele estava errado. Eu tive três coisas desse relacionamento, um olho roxo, um lábio cortado e Harmony. — O que ele disse para você quando ele ligou?— Eu bati na porta de Optimus. — O que você esperaria. Exigiu por que eu não tinha contado a ele sobre ela. Que ele queria conhecê-la. Quando eu lhe disse que não, ele ficou irritado e me disse que ele tinha suas próprias maneiras.— Ela suspirou. — Eu deveria ter sabido que ele estava falando sério.


Optimus abriu a porta de cueca, coçando a cabeça e com os olhos semicerrados. Quando ele me viu, olhou para o telefone na minha mão com curiosidade. — Deixe-me lidar com isso. Eu te ligo quando eu puder. — Ok,— ela disse suavemente. — Por favor, não deixe que ela se machuque. — Eu vou fazer o que puder para garantir que ela fique bem. Eu vi quando Optimus vestiu calça jeans e botas. — O que está acontecendo?— Disse Chelsea, sentando-se na cama e enrolando o lençol branco em torno de seu corpo. Optimus aproximou-se e beijou sua testa. — Eu tenho que falar com Kit, baby. Volto em breve. Ela assentiu com a cabeça e observou-o sair. — Café, acho que vou precisar dele para esta conversa,— disse ele, logo que a porta estava fechada. Expliquei a situação enquanto nós caminhávamos para a cozinha. — Então, o pai dela tem uma mão pesada? Soa exatamente como as pessoas com as quais ele está se associando,— Optimus meditou. Minha perna saltou debaixo da mesa. Eu precisava que Mix se apressasse, eu estava pronto para pegar a minha garota de volta. Como se tivesse ouvido o nome dele, ele apareceu na porta com um sorriso no rosto. — Nós o pegamos.


Senti-me estúpida, sentada em uma enorme mesa. Edward na ponta comigo ao lado dele. A jovem que me levou comida sentada na minha frente, com a cabeça abaixada, comendo em silêncio. Eu tinha me recusado a deixar o meu quarto e encontrá-lo para o jantar resultando em ser trancada sem comida durante a noite. Eu não me importei meu estômago nessa fase não poderia ter lidado com muito de qualquer maneira. Os efeitos das drogas que tinham sido bombeadas no meu corpo ainda se viravam em meu estômago, com o pensamento de outra coisa senão água. O generoso velho Edward tinha enviado maquiagem com a roupa que tinha sido escolhida para eu usar no dia seguinte. Ouso dizer que seria para cobrir os hematomas que agora estavam começando a aparecer sob meus olhos e ao redor da minha garganta. Ele se deu mal, eu não tinha usado. Apanhei-o estremecendo quando eu tinha entrado na sala de jantar para o café da manhã. Meu estômago agora gritando para ser alimentado, mas ele ainda tinha que falar disto. Eu já estava vestida com a roupa que ele tinha enviado. Era amarela, como uma espécie de vestido de verão e ia até logo abaixo do meu joelho - não é meu estilo afinal, nem o meu tamanho. Tinha mangas compridas e cobria tudo até o pescoço. Eu acho que o cara era o tipo modesto. Eu me senti como uma dona de casa de Stepford.


— Esta é a sua casa?— Perguntei enquanto nós comíamos. Eu estava curiosa para descobrir onde eu realmente estava. A vista da janela do quarto, apesar de muito bonita sobre um lindo jardim, não me deu nenhuma sugestão para o estado em que estávamos. Eu não pensei nele como um homem vivendo em Alabama permanentemente, a maioria de seus negócios era provável estarem em LA ou Nova York. — Não, é bom, mas é apenas um aluguel, enquanto estou aqui,— explicou com um sorriso. Sem dúvida feliz que eu estava decidindo me envolver com ele. — É legal. Eu morei em Alabama por um tempo agora, você gosta?— Eu perguntei casualmente, enquanto separei um pedaço de bacon, joguei ovos em cima e coloquei na minha boca. — É bom, mas eu prefiro LA. Graças a Deus, ainda estávamos em Alabama. Minhas esperanças de Kit encontrar-me ainda estavam vivas. Eu sabia que ele teria ido para Daniel em primeiro lugar. Mas parece que eu estive lá apenas momentaneamente, antes de eles me levarem para outro lugar. Eu esperava como o inferno, que Kit tivesse conseguido a informação de que precisava para me encontrar. — Se você está pensando que lá porque ainda estamos no estado, o seu pequeno clube vai encontrá-la, você deve simplesmente esquecer isso,— disse ele, cortando sua torrada em tiras. Eu fiz uma careta, quem faz isso? Dei de ombros. — Você tem outros filhos? Gostaria de saber se era isso que era a menina sentada na minha frente. Ele seguiu meus olhos. — Não. Âmbar não é minha filha. — Então, quem é ela? A jovem permanecia calma, como se não estivéssemos falando sobre ela enquanto estava ali sentada.


— Ela trabalha para mim. — Fazendo o quê, exatamente? Ele bateu a palma da mão sobre a mesa e tanto Âmbar quanto eu pulamos. — Mantenha seu nariz fora do negócio que não é seu,— ele rosnou, olhando pra baixo. — Âmbar, leve os pratos para a cozinha. Ela se moveu rápido, reunindo todos os nossos pratos e equilibrando-os perfeitamente enquanto saía da sala. — Eu sei em que tipo de negócio Daniel Ashley está, pai,— eu disse, sarcasticamente. — Eu sei exatamente o que você estava procurando quando encontrou essa imagem de mim. Seus lábios formaram uma linha reta, seus dedos se contraíram sobre a mesa. — Daniel estava certo, você precisa aprender o seu lugar. Obviamente, esses homens com quem você está associada têm deixado você muito livre. Eu ri. — Muito pelo contrário, na verdade. Eu, felizmente, sigo as regras que eles estabeleceram para nós. Porque eu os respeito. Ao contrário dos meus sentimentos em relação a você. Sua mão se moveu rápido, agarrando um punho cheio do meu cabelo e puxando-o de volta. Meu pescoço esticou e um gemido inconsciente de dor saiu dos meus lábios. Ele empurrou sua cadeira para trás e pairou sobre mim, o rosto contorcido em desgosto e raiva. — Você sabe por que eu queria você aqui, Harmony?— Ele rosnou. Eu não me movi, eu não podia me mover. — Porque eu estava curioso para conhecer a minha única filha. Uma criança que foi mantida de mim por vinte e três anos. Eu queria ver como ela era, como ela tinha crescido. Talvez até considerar como poderíamos juntar um relacionamento que funcionasse. — Você não tinha que me sequestrar, a fim de fazer isso,— eu sussurrei. — Não era isso que eu pretendia.— Ele me soltou, empurrando a cadeira para trás e caminhando em torno da mesa. — Mas, então, o Sr. Ashley me


elucidou sobre como você estava vivendo sua vida. Dormindo com inúmeros homens, sendo provocadora, envergonhando a si mesma. Esse não é o modo como uma mulher - alguém com a minha linhagem - deve comportar-se. — Eu vivo minha vida como eu quiser. Você não tem o direito de me julgar,— disse-lhe com firmeza enquanto erguia minha cabeça, o meu pescoço ainda gritando de dor. — Não, eu não estive lá até agora, e olha como você está vivendo. É nojento, e eu me recuso a passar sobre meu trabalho duro, meu negócio que eu construí, para uma garota que abre as pernas para qualquer macho disposto.— Ele franziu o nariz enquanto me observava do outro lado da sala. Eu empurrei minha cadeira para trás e levantei-me, cansada de ser desprezada. — Eu não quero o seu negócio. Por que eu iria querer estar associada com um porco chauvinista como você? Muito menos que as pessoas saibam que estamos relacionados? — Minha empresa precisa de um herdeiro. Se eu não tenho um filho para passá-lo quando eu morrer, será lançada em concordata. Dividida entre quem sabe que tipo de pessoas,— ele rosnou, finalmente, com alguma explicação a respeito do porquê de eu estar aqui. — É isso, então? Você fez tudo isso para que seu negócio estúpido pudesse ficar dentro da família?— Eu ri. — Bem, eu posso também sair agora porque eu não quero isso. Dê a sua namorada aí, ou será que a pessoa a quem der tem de ter mais de dezoito anos? Eu dei alguns passos para trás quando ele veio na minha direção. Inferno e a necessidade de me causar dor brilhando em seus olhos. Ele parou diante de mim, não me tocando, mas respirando sobre mim. Eu não iria recuar. Ele poderia fazer o seu pior, mas eu não seria um joguete em seus planos. — Você vai aprender o seu lugar.


— Eu sei o meu lugar, e ele não é aqui sendo o seu peão,— eu disse-lhe em voz baixa, mas com poder. — Você acha que isso é como isto vai funcionar? Você me manter trancada, me forçar a jogar bem com alguns solavancos e contusões? Você subestima o quão forte a minha vontade é de lutar. Um sorriso inesperado curvou sua boca. — Os fortes são os mais divertidos de quebrar. Estremeci. Ele era exatamente como eles. Meu próprio pai. — Às vezes não é sobre a dor ou usar uma mão pesada,— ele passou por mim, seu tom agora calmo e sereno. O cara era bipolar. — É sobre como usar o incentivo certo para o estímulo.— Eu assisti enquanto ele andava para trás e para frente, assim como ele tinha feito durante a nossa primeira reunião. A raiva, controlando o bastardo agora substituído pelo empresário, que estava tentando negociar os termos do contrato. — Sua amiga, Chelsea não é? Ela é muito bonita— Ele perguntou, curioso. Meu corpo ficou tenso. — Deixa Chelsea em paz. Vi ele sorrir. — O Sr. Ashley estava muito interessado nela. Ela é aparentemente requintada. Eu triturei meu dentes juntos, meu coração acelerado enquanto ele falava sobre a minha melhor amiga. — Eu estou em uma posição para pagar ao Sr. Ashley, mais do que esta garota vale a pena, a fim de mantê-la segura.— Ele deu de ombros. — Embora, isso seja um monte de dinheiro Eu não estou disposto a gastar se eu não conseguir o que quero. Eu pensei sobre Chelsea, minha melhor amiga. Eu poderia colocar sua liberdade antes da minha ou eu estava disposta a arriscar ela ser pega nisto porque eu escolhi ser egoísta? Eu sabia que se eu dissesse que não, que o clube


iria cuidar dela. Mas, como a situação mostra, às vezes nós caímos através das rachaduras. No meu caso, eu tinha caído através das rachaduras em mais de uma ocasião. Eu tinha sido baleada durante um sequestro que falhou. Eu tinha sido agredida, em um banheiro sujo de beira de estrada, enquanto meus protetores estavam na frente. Agora, eu estava aqui, porque um membro de um clube que eu tinha confiança de todo o meu coração, tinha traído a sua fraternidade pelo que só Deus sabe o motivo. Eu sabia que Kit cuidava de mim e iria lutar com todos os ossos do seu corpo para me manter fora de perigo, mas às vezes havia promessas que não podíamos cumprir. Ele não sabia que Caleb era um atirador horrível e eu não teria deixado ele me seguir para o banheiro de posto de gasolina de qualquer forma, mesmo que ele tivesse exigido isso para me proteger. Ele também não poderia ter sabido que Target iria trair, ele confiava em cada Brother, que se juntou ao clube. O mundo não pára para considerar nossos votos aos nossos entes queridos, nem as pessoas ao nosso redor que fazem suas próprias decisões sem pensar em como eles vão afetar os outros. Posso jurar para minha Lady que eu estarei em casa para o jantar, mas se houver um acidente na estrada porque algum idiota decidiu beber e dirigir e eu for atingido no tráfego, então eu vou estar extremamente atrasado, não vou? Eu ouvi as palavras de Doc na minha cabeça. Na época, eu ri, mas agora suas palavras finalmente faziam sentido. Podemos apenas prometer fazer o nosso melhor. E eu sei que com todos os ossos do meu maldito corpo que cada Brother daquele clube iria sacrificar suas vidas para proteger Chelsea. Eu também sabia que Kit e Optimus iriam querer que eu tivesse fé suficiente neles para fazer isso. Eles nunca iriam querer que eu recuasse de alguém que estava ameaçando a minha família.


— Você quer um herdeiro?— Perguntei. Edward olhou para mim com ar satisfeito. — Quero um herdeiro. — Talvez você deva postar um anúncio no jornal, porque não há nenhuma maneira no inferno de eu querer que o mundo saiba que eu estou relacionada com você,— zombei. Seus olhos se arregalaram quando ele olhou para mim em estado de choque. — Essa é minha garota,— ouvi a voz profunda vinda atrás de mim e os meus lábios lentamente se transformaram num sorriso. — Ei pai, deixe-me apresentar-lhe a minha família real.


Felizmente para nós, o pai da Harmony era famoso, e quando havia uma pessoa famosa escondida em lugares improváveis, era como um farol a apontar diretamente para a casa. Não demorou muito tempo para Mix e Wrench encontrarem informações online de que tinha aparecido na área um rico produtor musical. A partir daí, rastrear onde ele estava se hospedando apenas precisou de alguns telefonemas e um pouco de dinheiro. Sabendo que ele estaria alugando uma casa porque ele não possui uma neste estado, ao contrário dos outros trinta e seis estados em que ele tem. Nós não levamos tantos homens conosco nesta viagem. Daniel Ashley era um criminoso perigoso, parte de uma grande empresa que traficava mulheres. Aquele idiota precisou da proteção de guardas armados. Edward Keaton era rico e razoavelmente famoso. Mas este tipo de homem geralmente só viajava com um punhado de guarda-costas que estavam lá apenas para protegê-lo dos paparazzi e aspirantes a músicos, que iriam pular nas ruas com sua música gravada. A casa que ele tinha escolhido era na zona rural, em oposição à cidade. Muito adequado para nós, porque eu tenho certeza que haveria muito espaço para esconder seu corpo, se eu descobrisse que ele tinha tocado um fio de cabelo da minha garota.


A adrenalina corria em minhas veias enquanto os oito de nós, quatro dos meus garotos e quatro de Optimus, dirigíamos pela rodovia pavimentada, alinhada com árvores perfeitamente espaçadas. A casa que ficou à vista tinha uma grande fonte na frente como um modelo recente de casa de veraneio. Parecia velha, mas, obviamente, tinha sido restaurada e tinha tido muita manutenção. As árvores altas que nos rodeavam só fez com que o barulho de nossas motos aumentasse, permitindo os burburinhos baixos ecoarem no espaço. Nós estacionamos em uma linha perfeita, sem sequer apressar ou ocultar a nossa presença. Este filho da puta pode ter sido sujo, comprando mulheres de um repulsivo como Daniel, mas ele ainda precisava ser retratado em uma luz positiva na mídia. Isso automaticamente nos dava uma vantagem. Sabíamos que ele ou seus rapazes não sairiam com armas em punho. A possibilidade de ser jogado em um escândalo, envolvendo um clube de motoqueiros fora da lei, não era algo que ele gostaria de ter em seu registro. Optimus passou-me a minha arma enquanto subíamos os degraus até à porta da frente. Eu aprendi minha lição sobre como transportar e não se arriscar de novo, se por algum motivo, fossemos parados no caminho para cá. Ninguém havia sequer se preocupado em sair para nos cumprimentar. Foi quase fácil demais, ou esse cara simplesmente achava que ele era invencível e nós não iríamos vir e dar uma batida. Meus irmãos todos se entreolharam. — Batemos?— Perguntou Slider. — Nah, lugares como este têm campainhas, homem. Ninguém vai ouvir você bater, se eles estão na outra extremidade da casa,— Tie disse a ele. — Então, toque a campainha,— Slider atirou de volta.


— Por que estamos tocando ou batendo alguma coisa?— Tie riu. — O que vamos dizer? Ei, cara, acho que seu chefe tem uma das nossas garotas. Tudo bem se nós apenas entrarmos e pegá-la? Sim? Doce. — Ok, então nós não batemos, e nós não tocamos.— Slider moveu-se para empurrar as portas abertas. — Espere! Talvez nós devessemos bater. Eu gemi. — Eu poderia já ter conseguido pegar ela e estar em casa transando até agora. Vocês dois vão calar a boca?— Assim que eu falei, uma das portas se abriu para revelar um cara alto com um pneu sobressalente em torno de seu estômago e uma rosquinha na mão. — Posso ajudar? Puxei minha arma do meu coldre e apontei-a diretamente contra o crânio do indivíduo gordo. Sua boca caiu aberta e sua rosquinha caiu no chão, rolando escada abaixo. Eu sorri firme. — Edward Keaton. Ele tem algo que me pertence e eu estou aqui para recuperá-la. — U... umm... Ok. Eu... eu posso chamá-lo para você. — Que tal você apenas liderar o caminho, gorducho. Ele assentiu. O movimento fazendo algumas partes dele tremer. Eu empurrei as portas ainda abertas para que meus irmãos e eu pudéssemos entrar. Minha arma nunca vacilou mesmo quando o homem mais velho, que estava sentado à minha direita, ficou de pé bruscamente - mais sete armas agora apontadas a ele. — Onde ele está?— Optimus exigiu. Os caras ergueram suas mãos no ar, um maior gesticulando com a cabeça para um corredor ao lado da sala. — Ele está uh... tomando café da manhã. — Ótimo, eu estou com fome, porra,— rosnei. Wreck ficou com o cara mais velho enquanto seguimos o outro pelo corredor até uma grande cozinha.


Havia uma jovem sentada ao lado do balcão lavando pratos. Ela virou-se quando ouviu a nossa presença e saltou. — Não estou aqui para machucar você, amor,— Wrench disse para a garota com as mãos no ar. Sempre o tipo pacificador. — Apenas procurando por nossa garota. Loira. Parecida com Harmony. A garota levou um momento olhando para todos nós com olhos arregalados antes de apontar o outro lado da cozinha para duas portas giratórias. Eu podia ouvir vozes alteradas no outro lado e meu corpo queria saltar através delas, mas eu convenci minha cabeça a parar e pensar em primeiro lugar. A jovem deslizou do banco e alcançou uma porta e rapidamente saiu da cozinha. Eu não me importava. Eu não estava aqui por ela. Slider manteve a arma voltada para o guarda-costas enquanto nós esgueiramos em silêncio mais perto da porta, as vozes se tornando mais compreensível. — Sua amiga, Chelsea não é? Ela é muito bonita,— ouvi uma provocação na voz profunda. Os punhos de Optimus apertaram e eu me perguntei se eu seria a pessoa que teria que impedi-lo de matar esse cara. — Deixa Chelsea em paz,— Harmony exigiu, sua voz ainda muito firme, o que era um bom sinal. Ele não tinha tido tempo para quebrá-la. Edward fez mais ameaças e começou a usar o dinheiro para tentar negociar com ela. As coisas correram em silêncio por um momento e eu coloquei minha mão na maçaneta da porta, pronto para atacar se ela sequer pensou em sacrificar a si mesma, quando ela sabia que nós faríamos o que fosse necessário para proteger Chelsea. — Você quer um herdeiro?— Ela perguntou e ele confirmou. — Talvez você deva postar um anúncio no jornal, porque não há nenhuma maneira no inferno de eu querer que o mundo saiba que eu estou relacionada com você.—


Eu sorri e empurrei a porta. — Essa é minha garota. Ela não virou o rosto para mim, mas seus ombros foram empurrados para trás e ela ficou um pouco mais alta, sua confiança crescendo, logo que ela soube que estávamos lá. — Ei pai,— ela zombou. — Deixe-me apresentá-lo à minha família real. Eu entrei na sala, meus irmãos me seguindo no pequeno espaço. Minha arma estava apontada para o babaca que parecia, não só que ele tinha uma cenoura no rabo, mas possivelmente toda a horta. Meu outro braço envolveu a cintura de Harmony e eu usei-o para puxá-la para trás alguns passos, a necessidade de tirá-la do espaço desse cara. — Você não pode simplesmente intrometer-se aqui... — Nós não invadimos, seus garotos abriram a porta e nos deixaram entrar,— Tie riu. Harmony derreteu em meus braços e eu a girei para analisar todos os ferimentos. Ela olhou para mim com os olhos à beira das lágrimas e meu coração doía de vontade de apenas pegá-la e levá-la para fora daqui. Sua cabeça tinha um corte ruim, o rosto estava machucado e seu lábio cortado, mas foram as marcas de dedos em torno de sua garganta que fez o meu sangue ferver. Beijei-a na bochecha. — Eu estou bem,— ela sussurrou. Eu balancei a cabeça e rapidamente entreguei ela para Tally, que passou um braço em torno dos ombros dela, casualmente. — Ei aí, Harmz. Bom dia para uma batida no traseiro você não acha? Ela riu suavemente. Andei na direção de Edward, que rapidamente afundou para trás, o medo em seus olhos. — Você sabe, eu geralmente sou contra a violência em relação às mulheres. Mas para uma pequena cadela como você, eu vou fazer uma exceção.


Alcancei ele, pegando o colarinho da camisa e batendo minha mão direita em seu rosto. Ele gritou e eu deixei ele cair no chão, debatendo como um peixe fora de água e agarrando seu nariz, que provavelmente estava quebrado a julgar pela quantidade de sangue espirrando dele. Chutei-o nas costelas e ele gritou como um porco. Fúria estava queimando através do meu corpo, controlando meus movimentos. Eu queria rasgar a garganta dele. O desejo de vê-lo morrer era forte. Eu apontei para ele. — Você mexeu com as pessoas erradas. — Eu... eu tenho dinheiro,— o covarde gaguejou. — Eu também imbecil. Muito dele. Eu não preciso do seu dinheiro sujo. — Eu só queria conhecer a minha filha. Mudança de tática. Eu ri. — Sim, porra, certo. Já ouviu falar de um telefone? É o que as pessoas normais usam para conseguir falar com as outras. — Eu tenho direitos. Eu sou o pai dela e ela foi mantida de mim. — E agora eu sei porquê,— Harmony gritou, mas Tally manteve um bom domínio sobre ela, mantendo-a de volta. — Eu me recuso a admitir que o meu DNA tenha qualquer parte de você nele! — Então era por isso que você realmente queria Harmony? Precisa de alguém a quem deixar o seu negócio? Alguém para levar a culpa quando as pessoas começarem a descobrir o que você fez?— Eu joguei as perguntas para ele, sabendo a verdade. Os olhos de Harmony aumentaram, a realidade aparecendo para ela. Isso só aumentou a minha raiva. Você sabe quando alguém foi pego com os dedos no pote de biscoitos. Suas emoções transformaram de fuga para luta. De repente, seu rosto mudou,


assim como seu comportamento. Ele empurrou-se do chão e tirou a poeira de seu rico terno. — Você acha que pode simplesmente entrar aqui e me atacar? Eu vou ter todos vocês presos por isso,— ele vomitou, quando olhou para cada um de nós. Riso encheu a sala e ouvi Slider gritar da cozinha, — Ele está tentando o, eu vou ter você acabado por isto, não é? — Sim, vamos fugir por isso. Estou tremendo em minhas botas,— acrescentou Tally. Eu sorri enquanto o homem mais velho lutava para manter a compostura. Nós éramos mais altos, éramos mais fortes, e tínhamos muito menos a perder. Meus irmãos e eu tínhamos discutido a forma de abordar a situação. Edward Keaton era bem conhecido, mais do que bem conhecido, ele era famoso. Tomando sua vida traria uma grande quantidade de pressão sobre o clube, se alguém descobrisse uma partícula de informação. Nós não queremos esta atenção, então isto se transformou em atingi-lo com seu próprio jogo. Negociação e suborno. — Agora ouça atentamente,— eu disse baixando a voz e tendo certeza que eu tinha a sua atenção. — Nós vamos sair pela porta da frente, montar em nossas motos e ir embora. Sabe o que você vai fazer, Ed? Ele estreitou os olhos para mim, mas não falou. Homem inteligente. — Nada. Você não vai fazer nada. Você sabe porquê, Ed?— Dei um passo mais perto e ele deu um passo para trás em resposta, uma dança sombria, perfeitamente coreografada. — Tudo bem, eu vou te dizer - eu sou um cara legal assim. Porque se você mesmo insinuar para qualquer pessoa que alguma coisa aconteceu aqui hoje, nós daremos à mídia tudo o que sabemos. Sobre seus contatos com traficantes de escravas, sobre seu amor por meninas menores de


idade, sobre o seu sequestro de Harmony, e sobre as suas contas sujas que você usa para extorquir seus clientes com notoriedade. Seus olhos permaneceram em mim até este último ponto, em que seus olhos se arregalaram de medo. Eu não pude deixar de sorrir. Eu adorava quando eu tinha eles pelas bolas. — Bem. Já terminamos aqui?— Ele rosnou. Eu sorri e dei mais um passo. Com suas costas agora contra a parede, ele não tinha para onde correr. Estendi a mão e endireitei as lapelas de seu paletó, escovando-os quando terminei. Eu me virei para ir embora mas, antes que ele tivesse uma chance de relaxar, virei para trás e acertei meu punho na sua mandíbula enviando ele para o outro lado da sala, batendo a mesa de jantar antes de cair no chão. — Só mais uma coisa. Se você decidir ignorar o nosso pequeno acordo e ir atrás de minha família - eu vou matá-lo,— eu apontei para a sua forma patética enquanto ele se encolhia debaixo de mim. — Vou remover cada um dos dedos imundos de molestador, cortar seu pênis e enfiar no seu próprio rabo. Você entende, Ed? Ele balançou a cabeça furiosamente antes de eu me virar para os meus irmãos e minha garota que estava com um olhar de diversão em vez de raiva. — Aleluia, ele entendeu. Vamos para casa. Optimus olhou por cima do ombro. — Ele tem um médico particular que irá manter a boca dele fechada? O cara da rosquinha concordou com entusiasmo. — Sim, ele pode estar aqui em dez minutos.— Optimus voltou para Edward e estendeu a sua arma. O tiro ressoou na pequena sala, fazendo as minhas orelhas zunirem. Edward estava gritando logo em seguida enquanto agarrava seu joelho.


— Você vai atrás de Chelsea, e na próxima vez o seu homem ali estará chamando o necrotério,— sua voz explodiu, antes que ele se virasse bruscamente e saiu da sala. Puxei minha garota em meus braços e levei-a para fora. — Hora de ir para casa. Ela abraçou minha cintura firmemente. — Hora de ir para casa.


Olhei por cima da minha guitarra, ouvindo uma batida suave na minha porta. Eu tinha estado tocando pela última hora ou mais. Eu precisava da música. Eu precisava sentir isso em mim. Eu precisava disso para me levar embora. As últimas semanas tinham sido desgastantes, para dizer o mínimo. Pensar que, apenas há poucas semanas atrás, eu estava sentada aqui feliz e satisfeita com tudo o que estava acontecendo na minha vida. Eu estava me dando aos homens, festas e indo para a faculdade. Movendo-me no meio de resoluções da minha vida, pensando que eu estava em um lugar tão bom. A realidade era que eu não tinha ideia do que um bom lugar era até que eu tinha encontrado Kit. Sendo afastada dele tinha me machucado muito mais do que eu jamais esperava. Era como se eu não percebesse, até que ele não estava lá, que ele tinha a sua residência em meu coração. Não saber se eu iria vê-lo novamente quase me quebrou. Mesmo assim, eu fiz bem esconder a dor – batendo no meu pai com uma força que, mesmo eu não sabia que tinha. Voltando para o clube era reconfortante, mas também muito estranho. Tanto quanto eu amava este lugar, tendo sido minha casa por tanto tempo, eu não queria estar aqui. Eu queria estar com Kit em Troy. Eu tinha tomado minha decisão antes mesmo de nós termos deixado a casa de Edward Keaton e tinha dito isto a Kit. Eu queria voltar para Troy. Foda-se a faculdade. Foda-se o quanto isso iria ser prejudicial, deixando meus amigos e as pessoas que se


tornaram minha família. Eu não queria ficar sem ele. Meu coração, minha cabeça e meu corpo estavam agora todos na mesma página. Eu sabia que deveria estar ajudando com os preparativos para o funeral, mas eu simplesmente não conseguia admitir para mim mesma que ele tinha ido embora. Caleb e eu éramos próximos. Ele era divertido e doce e levou sua posição de prospecto a sério. Ele tinha me protegido uma vez, possivelmente me salvou de um lugar que eu não queria nem imaginar na minha cabeça. Ele era meu protetor e, baseado nisso, ele tinha sido de Kit também. Ficamos felizes, estávamos juntos porque Caleb tinha sido forte o suficiente para levantar-se e fazer o que era certo, e agora eu não conseguia nem agradecer-lhe por isso. Dana estava na porta, com os olhos vermelhos e injetados de sangue, e seu habitual sorriso arrogante completamente desaparecido. — Harmony? — Ei,— eu disse calmamente, sem saber o motivo da visita inesperada. Seus olhos dispararam ao redor do quarto. — Se você está ocupada eu posso voltar mais tarde. Eu fiz uma careta. — Não, está bem. Entre. Ela entrou e fechou a porta atrás dela. Estava nervosa, torcendo os dedos e se arrastando por ali. — Onde está o Kit? — Reunião com Optimus,— eu disse. — Dana, o que está acontecendo? Ela assentiu com a cabeça. — Caleb adorava ouvir você tocar. Minha garganta secou. Dana e eu não tínhamos falado mais do que algumas frases uma para a outra, e as palavras nunca foram amáveis ou de cortesia. — Ok...— Eu disse, falando como se eu não entendesse a razão de seu comentário.


Ela finalmente tomou um assento em minha pequena escrivaninha. — Caleb e eu ficámos próximos recentemente. Eu acho que Optimus disse a ele e aos outros prospectos para manter um olho em nós desde que todo o drama aconteceu, e você foi embora com Kit.— Ela limpou a garganta, mas um pequeno sorriso se formou. — Eu realmente gostava dele, Harmony. — Como assim? Ela riu levemente. — Ele era legal. Nós saímos um pouco, ele me fazia rir e nunca me fez sentir pior por ser uma prostituta do clube. Eu balancei a cabeça. — Caleb era muito bondoso. Ele nunca julgou qualquer uma de nós.— Eu senti lágrimas queimarem meus olhos, pensando sobre o garoto que sempre provocou e flertou comigo, e cujo sorriso poderia tirar você de um mau humor em cinco segundos. — Sua música favorita era 'Hotel California'. Toda vez que ele estava no comando do aparelho de som ele a tocava a cada hora.— Seu sorriso cresceu. Dana e eu nunca nos tínhamos dado bem. Eu sempre a vi como a garota do clube que só iria fazer de tudo para chegar ao topo - para conseguir um emblema de um Brother. Ela rebaixava as outras garotas e eu nunca tinha visto um sorriso genuíno em seu rosto até agora. — O que você está querendo aqui?— Perguntei, um pouco confusa com essa conversa esclarecedora sobre quem Dana realmente era. — Há duas coisas que ele teria desejado em seu funeral. Essa música, e você a tocando.— Os olhos dela se encheram de lágrimas quando ela olhou para mim. — Eu sei que isso provavelmente soa estúpido, tendo-o conhecido apenas por algumas semanas, e de repente estar falando como se soubesse sua história de vida inteira. Mas eu sentia como se nós estivessemos conectados. — Não soa estranho afinal,— eu disse a ela com um sorriso suave, pensando em como eu e Kit tínhamos criado uma ligação rapidamente. Parecia que eu tinha conhecido ele desde sempre. — Você se preocupou com ele.


— Não romanticamente. Mas sim, era como se eu tivesse passado estes últimos dois anos, sendo esta pessoa, esta garota do clube. Tudo o que eu queria era agradar esses caras e esperar que um dia eles pudessem ver algo em mim que os iria fazer me reivindicar, assim como Kit fez com você. Caleb foi a primeira pessoa a ver para além da minha merda, a não me ver como uma garota do clube, mas sim porque gostava da minha companhia. Eu não tive que flertar ou foder ou tirar a roupa para chamar sua atenção. Ele só queria me conhecer porque ele queria me conhecer. Dana me surpreendeu. Por mais que eu quisesse odiá-la, me convencer de que ela era apenas uma cadela como ela tinha se mostrado a todos nós, eu não podia. Ela estava sofrendo muito. Ela tinha seus motivos para fazer o que fez. Ela sorriu e se levantou, movendo-se para a porta. — Sinto muito, Harmony. Pelas coisas que eu possa ter dito ou feito para você.— Sentei-me atordoada, sem saber o que dizer. Ela riu. — Eu sei, eu sei. Inesperado certo? — Você pode dizer isso de novo,— eu murmurei. — Segure-se em Kit, hum. Você nunca sabe o que pode acontecer amanhã.— Eu vi o brilho de tristeza em seus olhos. Eu sabia que havia uma história lá, talvez um dia eu pudesse ouvi-la, e gostaria de entender a verdadeira Dana. Mas não seria hoje. A porta se abriu para revelar Kit e Leo. Nós todos olhamos uns para os outros por um minuto antes de Dana afastar seu humor solene e lhes dar um sorriso radiante, e depois se espremer entre eles e sair rapidamente. — Ela sorri?— Leo perguntou, com uma sobrancelha levantada. Eu ri e balancei a cabeça. Eu coloquei minha guitarra na cama e fiquei de pé, encontrando Kit no meio do caminho quando ele atravessou o quarto na minha direção e envolvi meus braços em torno de sua cintura. — Você não quer saber.


A viagem para a igreja era um coro retumbante de roncos de motos, alguns profundos, alguns um zumbido suave e misterioso. Era bonito - tanto a visão como o som. Juntamente com a nossa e a de Kit, havia representantes de todas as fraternidades dos Brothers By Blood. Os pais de Kit estavam lá, depois Del, ao nosso lado e grudada nas costas de Wreck. Eu lhe chamei a atenção e sorrimos. Enfiei minha mão dentro do colete de Kit, aproveitando o calor que sempre parecia emanar de seu corpo. Ele cobriu minha mão com a sua e me deu um aperto rápido antes de voltar para o guidão da moto. O carro funerário preto que estava fora da igreja afundou meu estômago instantaneamente. Era isso. Nós estávamos dizendo adeus e de repente tudo era muito real. Eu escondi meu rosto contra as costas de Kit enquanto ele estacionava a moto. Sua moto encaixando na linha perfeitamente formada por Harleys cromadas brilhantes. Eu desci e desviei o rosto dos outros enquanto eles lotaram o pequeno estacionamento. Kit virou o suporte para baixo e ficou na minha frente, removendo meu capacete e o seu antes de colocar suas grandes mãos em meu rosto e forçando meu queixo para cima. — O que está errado, querida?— Ele perguntou em voz baixa. — É minha culpa,— eu resmunguei. Outros nos evitaram, nos pegando o canto dos seus olhos e seguindo em frente, felizmente optando em não interromper o nosso pequeno momento. — Não é sua culpa,— ele disse duramente enquanto tirava meu cabelo do rosto.


— Ele não teria morrido se naquele dia no café eu tivesse apenas mantido minha boca fechada. Mas não, eu tinha que falar, revidar para um cara que eu não sei porquê, eu achava que ele estava dando em cima da minha amiga. — Exatamente. Você não o conhecia. Você não sabia do que ele era capaz e tudo o que você pensou foi em proteger a sua amiga. — Eu deveria ter... — Não. Não existe nenhum deveria ter, Harmony. Há apenas o que está feito. — Ele segurou meu rosto com suas duas mãos e seus olhos ardiam em mim. — Nós nunca vamos ter paz em nossas vidas se passarmos o tempo que temos lamentando as decisões que fizemos. Nós aceitamos isto. Nós fazemos alterações, se necessário. Nós seguimos em frente. Vivemos. Segurei seu colete e colei ao seu corpo. Eu estava chorando, soluçando como uma criança, maldito Deus. Mas Kit estava certo. Pensando no que poderia ter feito não traria Caleb volta. Não iria, de repente, fazer tudo no mundo ter sentido novamente. Iria apenas me deixar me sentindo culpada. — Vamos, vamos nos atrasar. Olhei ao redor para encontrar o estacionamento vazio. Preenchido com motos, carros e belos jardins com flores, mas vazio. Liguei meus dedos com os de Kit e subimos as escadas de concreto e entramos na igreja através de duas belas portas brancas com vitrais. As imagens nos vitrais eram de duas grandes pombas brancas decolando em vôo e indo para as nuvens. Era tão simples, mas tão perfeito. Nós nos sentamos na frente, ao lado de Optimus e Chelsea e vários Presidentes e Old Ladies de outras fraternidades. Um mar de coletes de couro enchia a igreja.


O padre disse algumas palavras antes que Optimus se levantasse e tomasse o seu lugar. Ele superou o pequeno palco em que ele estava, força e poder, basicamente, pulsando dele. Mas, quando ele falou, ele foi humilde. — Caleb será para sempre um Brother para nós. Prospecto ou não, ele morreu fazendo o que ele tinha de fazer para o clube. Ele protegeu, ele fez amizade, ele estava orgulhoso de quem ele era e do que seu emblema representava. Eu vi quando Chelsea alcançou debaixo de seu assento e tirou uma caixa, ela caminhou até Optimus e entregou a ele com um pequeno beijo na bochecha e lágrimas escorrendo pelo rosto. Optimus engoliu em seco antes de colocar a caixa sobre a mesa ao lado dele e desembrulhou-a com uma gentileza que estava completamente fora do seu caráter. — Todos nós ganhamos nossos nomes de estrada, em algum momento, geralmente pouco antes de nós sermos inseridos.— Eu vi o colete que estava dobrado dentro da caixa e um soluço alto rompeu da minha boca. Kit passou o braço em volta do meu ombro e me abraçou em seu peito enquanto eu observava Optimus puxar o colete de couro com o emblema e segurá-lo para que todos vissem. Ele olhou para o caixão que estava na frente e no centro, estava fechado, mas todos sabíamos que ele estava lá. — Shield. Você colocou sua bunda na linha mais de uma vez para proteger seus irmãos e nossa família. Embora no início sua pontaria fosse muito ruim. A suave risada encheu a sala e eu me vi sorrindo. Shield. Era perfeito. Optimus adiantou-se e colocou o colete por cima do caixão e eu o ouvi murmurar as palavras que eu sabia que eram ditas a cada Brother quando ganhava as cores deles. — Podemos não ter nascido irmãos. Mas o clube agora corre em suas veias como corre nas minhas. Brothers By Blood.


Eu ouvi o nome do clube ecoar por toda a sala. Optimus desceu e seguiu Chelsea de volta a seus assentos. Estendi a mão sobre a de Kit e apertei, o gesto retornando. As pessoas se revezavam levantando-se para falar alguma coisa. Nós rimos, choramos e quando eles pediram por comentários finais antes que as coisas chegassem ao fim, meus dedos começaram a coçar. Eu precisava de dizer adeus e ter minha paz com isso, e a única maneira que eu sabia como fazê-lo era com a música. Então, eu toquei.


Harmony começou a sair dos meus braços enquanto o padre perguntava por quaisquer últimas palavras. No começo eu estava confuso, ela nunca mencionou em se levantar para dizer qualquer coisa. Mas então eu vi Mix levantar do seu lugar do outro lado do corredor, passando através das pessoas, levando a guitarra de Harmony. Eu tinha que sorrir. Eu conhecia minha garota, e esta era a sua maneira de dizer adeus. Ela não usaria palavras, ela usaria a música. Mix sorriu enquanto passava a guitarra sobre ela, a cinta segurando-a no lugar perfeito para Harmony tocar enquanto ela estava ao lado de Caleb caixão de Shield. Em pé, parada por alguns segundos, sua boca se moveu enquanto ela sussurrou suas próprias palavras para um jovem com quem ela se preocupava profundamente e que tinha salvado a nós dois. A introdução de 'Hotel California' de The Eagles encheu a igreja. Eu conheci a música assim que seus dedos começaram a dedilhar as cordas e a música me levou. Seus olhos ficaram fechados o tempo todo. A beleza e a dor em seu rosto eram fascinantes e comoventes. Eu peguei a chance de liderar a procissão, levantando-me do meu assento e beijando Harmony na bochecha antes de tocar o caixão e dizer adeus ao meu irmão. Dei a volta e fiquei ao lado Harmony enquanto observava meus irmãos e suas famílias fazer o mesmo antes que saíssem pela porta.


Optimus ficou em posição do outro lado do caixão, Chelsea envolta em seus braços enquanto ele balançava a cabeça e apertava a mão de todos os que passavam, silenciosamente agradecendo-lhes por participar. Harmony nunca falhou; sua voz e afinação ainda perfeitos, mesmo enquanto eu observava as lágrimas escorrerem de seus deslumbrantes cílios longos. Eu encontrei-me cantando uma canção que eu conhecia tão bem. Eu vi quando minha mãe e meu pai passaram por último, a sala agora quase vazia, exceto por meus irmãos e todos os homens e mulheres da fraternidade de Optimus. Alguns estavam apenas abraçando suas mulheres, outros cantando a canção silenciosamente. Bright Eyes afastou uma mecha de cabelo do rosto de Harmony. Minha garota finalmente abriu os olhos e elas sorriram uma para a outra. Oz apertou minha mão e pegou um lugar ao meu lado, sua voz profunda ressoando no vasto espaço quando ele se juntou a minha garota na canção. Foi surreal enquanto eu observava homens e mulheres se abraçando e silenciosamente cantando junto. Nunca foi fácil perder alguém que era uma parte de sua família. Dizer adeus nunca pareceu uma eternidade, não como foi hoje. Todos nós sabíamos que nunca mais o veríamos. O garoto pode ter atirado na minha garota, mas ele a salvou, assim como eu. A única razão que eu não era a pessoa no caixão foi por causa dele. Eu lhe devia. Nós lhe devíamos. Ele estava recebendo o último adeus que ele merecia. Quando o cara da funerária entrou, Optimus, Blizard, Wrench, Tally, Tie e eu, cada um pegámos uma alça do caixão e fizemos a longa caminhada desde o altar. Harmony seguindo. O som de sua voz enviou calafrios através de meus ossos enquanto andava atrás de nós. Quando Harmony finalmente terminou de tocar, ninguém aplaudiu, ninguém sequer se moveu. Um silêncio total enquanto nós o acompanhavamos.


— Melhor despedida de um Brother que eu acho que alguma vez testemunhei,— meu pai disse, me dando tapinhas nas costas. Harmony tirou a guitarra e me entregou. Vi quando ela se aproximou de uma das garotas do clube, Dana acho que é o seu nome, e envolveu-a em um abraço com sussurros calmos em seu ouvido. Houve tensão entre as duas na primeira noite em que Harmony e eu tínhamos nos conhecido, mas desde que a vi ontem no quarto de Harmony, parecia existir algum tipo de paz entre elas. — Vamos levar nosso garoto a seu lugar de descanso para que possamos voltar para o clube,— disse Optimus, enquanto observávamos o agente funerário fechar o carro fúnebre. Nós todos pegamos nossas motos e fomos dirigindo da igreja ao cemitério. Motos conduziam a procissão, outros em carros seguiam atrás, cercando o nosso morto com sua família. A maior parte da família desistiu e se dirigiu para o clube de Optimus para começar a preparar a festa onde nós íamos homenagear Shield. Não seria grande, a maioria dos membros do clube de fora do estado e suas famílias com a necessidade de voltar para casa o mais rápido possível, mas seria uma despedida que todos nós lembraríamos. Harmony tinha ido com eles. Ela disse seu adeus na igreja e vê-lo sendo colocado no chão não era algo que ela precisasse ver. À medida que vimos ele ser colocado no buraco perfeitamente esculpido, uma pequena escavadeira que eles usavam para colocar o solo de volta no topo, se aproximou de nós. Eu levantei minha mão para parar o cara, ele olhou para mim estranhamente. — Dê-nos algumas pás. Ele me olhou por um momento antes de concordar. Um punhado de nós se revezou levantando a terra dentro do buraco, cobrindo lentamente o caixão de madeira escura. Eu vi quando ele desapareceu


lentamente sob uma montanha de terra. A verdade de um ditado nos tocabdo, finalmente - Morto mas não esquecido. — Bem, quem vai me servir bebidas agora?— Blizzard brincou quando tirou sua camisa e enxugou a testa, antes de vestir seu colete de volta sobre o torso nu. O tempo ainda estava esfriando, mas foda-se se não estava quente trabalhar com a pá no meio de um amplo espaço aberto. Eu tirei a minha camisa e coloquei-a na parte de trás da minha calça jeans, o suor ainda escorrendo do meu corpo. — Ah, pobre criança, vai ter que servir suas próprias bebidas,— Leo riu. Blizzard lançou-lhe um olhar que dizia 'Porra, você está louco?' e todos nós rimos. — Nós temos dois outros prospectos, seu idiota,— disse Optimus revirando os olhos. Blizzard zombou. — Nenhum deles poderá servir uma cerveja como o nosso menino aqui.— Ele apontou para montanha de terra aos nossos pés, em forma de um retângulo perfeito. A grande lápide saliente com orgulho. — Sim, o garoto era bom atrás do bar. Vou sentir falta dele,— Wrench acrescentou. — Sim, ele tinha aquele toque suave,— disse Optimus. Todos olhamos para ele como se nele tivessem crescido duas cabeças. — Oh, me desculpe, eu pensei que nós estávamos fingindo que tínhamos vaginas e este era o círculo de partilha. Eu ri. — Já terminamos? Há apenas uma boceta que eu preciso e ela está esperando que eu volte para o clube. — Aposto que Harmony vai me dar uma bebida,— Tally disse enquanto caminhávamos de volta pela grama para nossas motos, balançando as sobrancelhas para mim.


Eu empurrei-o e ele tropeçou. — Consiga sua própria bebida, seu idiota preguiçoso, deixa minha mulher em paz. A coisa estúpida era que eu sabia que, se ele lhe pedisse isso, ela faria. Mas eu não queria a minha garota distraída. Tinha sido um longo dia e a primeira coisa que eu queria fazer quando eu entrasse por aquelas portas era encontrar Harmony, arrastá-la para o quarto e afundar profundamente dentro dela. Eu precisava senti-la, me lembrar que ela estava lá. Que estava a salvo. Montei minha moto, mas dei um último olhar sobre o espaço que tínhamos acabado de deixar, recordando que a vida é muito curta. A vida de um MC não era sempre perigo e assassinato. Quando as coisas estão indo bem, é fácil esquecer que o amanhã não está prometido para qualquer um de nós. Apesar de tudo, ter meus irmãos do meu lado me fazia sentir como se eu fosse invencível. Mas a realidade é que eu poderia ser derrubado amanhã, e não havia uma maldita coisa que alguém pudesse fazer sobre isso. Com isso em mente, liguei minha moto, a besta vibrando e roncando entre as minhas pernas. Eu precisava da minha mulher, eu precisava dela agora e eu não me importava o que precisava fazer, mas ela estaria vindo para casa comigo. Porque passar mais um dia sem ela, simplesmente não era uma opção.


A música alta soou dos grandes alto falantes. Rock, tão previsível. Senti um forte braço em volta dos meus ombros. Eu sabia que não era Kit pois ele estava claramente na minha linha de visão, jogando sinuca com Tie e Wrench. Eu vi quando ele riu, brincando empurrando seu irmão antes de tomar outra dose da mesa. — Vai ser estranho sem você por perto,— disse Optimus, colocando a bebida no bar ao meu lado. A sala estava refrescando, com ambas as portas abertas para o pátio. Uma fogueira queimava lá fora, pessoas caminhando em torno dela. Mix deitou em um sofá e dedilhou na minha guitarra, um par de garotas do clube penduradas nele e rindo. Todo mundo estava bebendo, rindo, e realmente tendo um bom tempo. Essa é a maneira que deve ser. Eu perdi Caleb. Mas a vida continuaria. Iríamos lembrar dele da maneira que precisávamos, e gostaríamos de aproveitar ao máximo o fato de que nós ainda estávamos aqui, mesmo que ele não estivesse. — Tire suas mãos longe da minha garota, Op. Não fique tentando convencê-la a ficar,— eu ouvi Kit gritar do outro lado da sala, mas quando olhei para cima, encontrei-o com um sorriso radiante. — Eu posso oferecer a ela tanto quanto você, filho da puta!— Optimus respondeu, levantando o dedo médio no ar.


Eu ri quando Kit fez o mesmo antes de retornar ao seu jogo. — Você não vai me perder, ainda há muitas outras garotas do clube para manter seus rapazes felizes. O segundo que Kit ficou comigo sozinha depois do funeral, ele me disse que tinha planos de não me deixar aqui. Eu estaria voltando com ele. Suas palavras foram severas e diretas ao ponto, e eu sabia que ele obviamente esperava que eu lutasse com ele sobre isto. Mas eu não faria. Eu queria estar com Kit. Se eu tivesse que voltar e refazer algumas disciplinas, transferindo meus créditos para outra faculdade, então que assim fosse. Mas eu não iria passar mais um dia longe dele. Eu estava caindo e eu estava caindo duro. Optimus puxou no meu ombro e me girou para encará-lo. Seu comportamento normalmente severo e sério agora era suave. — Harm, você é mais do que apenas uma garota do clube. Você é da família. Você sempre foi.— Eu balancei a cabeça, mas ele continuou, — você acha que eu deixaria qualquer uma das outras prostitutas aqui me criticar como você faz? Mesmo antes de Kit aparecer, você sempre tinha algo a dizer, mas você também tinha respeito por nós, idiotas, e sabia quando precisava ser dito. Os caras te amam, mais do que apenas por quererem entrar em suas calças. Estou surpreso que merda não ter acontecido mais cedo com um de nossos próprios rapazes. Eu sorri. — Estou feliz que isso não tenha acontecido. — Ser uma Old Lady é um trabalho árduo, às vezes. E uma Old Lady de um presidente, mais ainda.— Ele parecia um pouco preocupado e não pude deixar de sorrir. — Como você disse, eu sei onde e quando é apropriado ter o que dizer. Então você não pense que eu vou deixar as coisas fáceis para Kit. — Não acho que você faria, querida.— Optimus sorriu de volta para mim, uma expressão que eu muito raramente tive o prazer de ver, então


aproveitei isso. Este lugar tinha sido a minha casa, e de uma forma estranha, estes homens tinham sido a minha família. Eles tinham me levado para dentro, me apoiado. Era estranho pensar agora, que, antes, eu não queria mais nada. Eu não queria o amor, eu não queria um homem que se levantasse para dizer que ele gostava de mim, por medo de que eu iria cair em sua armadilha só para ter meu coração partido. Mas agora eu percebo que estava apenas relaxando. Me divertindo e tendo diversão - apenas fazendo por isso, mas nunca realmente vivendo. Kit me trouxe a vida. Ele me fez sentir coisas que sempre me assustou amar, mas das quais eu não iria desistir agora. Eu tinha amado a música antes, era o meu coração e alma. Mas agora o poder por trás das letras das canções que eu tocava, parecia ter muito mais significado. Música precisava de coração, e agora que o meu estava cheio, não havia nada que me fizesse parar. — Você vai cuidar de Chelsea, certo?— Eu disse. — Harmony...— ele rosnou, seu rosto rapidamente se transformando novamente. Eu levantei minha mão bruscamente. — Não. Escute-me. Organize seus pensamentos. Chelsea terminará a faculdade em breve. E, assim como eu, ela vai estar à procura de trabalho para, alguma forma, usar seu diploma. Ser uma garota do clube é tudo lindo e perfeito quando estamos indo para as aulas e estudando. Mas nós estudamos por uma razão - para chegar ao trabalho depois. E você sabe que, assim que isso acontecer, a menos que ela tenha uma razão para ficar, ela estará fora daqui. Ele olhou por cima do ombro para onde eu sabia que Chelsea estava sentada com Slider, Wreck, Del e uma jovem mulher que Kit explicou que tinha encontrado durante a sua invasão na casa de Daniel Ashley - Andie eu acho? Ela estava coberta de hematomas, mas mesmo assim ela era absolutamente deslumbrante com o cabelo escuro longo. Ela não falou muito, mas também não


era tímida. Slider parecia estar atraído por ela e tinha tomado como sua missão, fazê-la sorrir. — Chel quer um príncipe. Eu não sou nenhum príncipe, Harm. — Príncipe ou nenhum príncipe, Chelsea só quer alguém para lhe dar atenção. Ela nunca teve isso. Ela estava aqui pela mesma razão que eu estava, porque isso é o que sabemos. Ele franziu a testa para mim por um longo tempo. — Eu cuido da sua garota. — Um dia você precisa dizer a ela como se sente,— eu disse calmamente. Seu cenho franzido tornou-se lentamente em um olhar estranho, que me disse que eu estava exatamente certa sobre toda a situação. Optimus e Chelsea estiveram fazendo esta dança por um longo tempo. Eu só esperava que ele a deixasse saber, antes que ela finalmente escolhesse desistir. — Veremos. — Harmony!— Oz apareceu junto de nós e passou os braços em volta de mim. Ele olhou para Optimus. — Nós temos a fogueira queimando bem e forte para quando vocês estiverem prontos. Optimus assentiu e rapidamente foi na direção de seu escritório. Oz me virou e empurrou para o lado de fora, outros parecendo seguir, indo para as chamas de incandescência brilhantes que estavam agora engolindo a grande fogueira improvisada. — O que está acontecendo?— Perguntei, um pouco confusa a respeito do motivo para a música ter silenciado, bem como as conversas. — Quando perdemos um irmão, seus emblemas são mantidos e colocados na parede, mas seu colete é queimado,— ele explicou, enquanto nós caminhávamos para perto do fogo, o calor queimando minha pele. Outros pareciam virar e ouvir quando Oz falou, me mostrando exatamente o que Kit


tinha dito sobre seu pai. Ele era um líder natural, as pessoas reuniram-se a ele e queriam ouvir o que ele tinha a dizer. — Nós não sabemos para onde vamos depois desta vida - céu, inferno, quem diabos sabe. Mas onde quer que estejamos, não temos dúvida de que o clube ainda é uma parte de nós. Queimar o colete de um Brother significa que iremos vê-lo flutuar com as cinzas e poeira, na esperança de que os irá encontrar e mantê-los seguros, mesmo em vida após a morte. A explicação fez meu coração acelerar. Eu vi como cada pessoa se aglomerou ao redor. Kit veio para o meu lado, ligando seus dedos nos meus e oferecendo um apoio silencioso, quando Optimus finalmente saiu com um colete simples. Os novos emblemas que haviam sido costurados e exibidos no funeral hoje se foram, mas havia uma parte desbotada do colete que mostrou onde o emblema de prospecto de Caleb estava. O emblema que tinha usado com tanto orgulho. Todo mundo ficou em silêncio, obviamente, isso não era o tipo de cerimônia que precisava de palavras. Todo mundo sabia o que isso significava. Isso significava que ele tinha ido embora. Mas, quando Optimus ergueu o colete acima do fogo, a minha cabeça e meu coração me disseram que isto precisava de algo mais. Este era Caleb. Sua despedida precisava ser especial. — Espere!— Todo mundo se virou para olhar para mim, assustados com a minha explosão. Eu procurei na multidão. — Mix, me passe a guitarra. Se está tudo bem com vocês, eu quero tocar, só mais uma. Eu vi quando Optimus olhou para cada um dos homens que nos rodeavam. Era, obviamente, não ortodoxo e não fazia parte da regra, então ele precisava verificar com seus Irmãos, antes de permitir que eu alterasse uma longa tradição. Quando ele pegou meus olhos novamente, ele balançou a cabeça e Mix rapidamente me entregou o meu instrumento. Sentei-me no braço do sofá com ela em meu colo.


Meus dedos conheciam a canção que meu coração queria tocar - 'I See Fire' por Ed Sheeran. Era sobre Fraternidade e ficar forte, mesmo nas profundezas do desespero. Mesmo no olho do perigo esses homens ficaram de pé por suas famílias e pelas pessoas com que se preocupavam, e nenhum Brother perdido seria esquecido. A música parecia tão apropriada enquanto víamos Optimus jogar o colete no fogo. As chamas o consumiram rapidamente como se fosse completamente insignificante. Mas não era.

Caminhei rapidamente pelo corredor do meu quarto. Eu estava soluçando. Eu estava de mau humor. Eu sentia pena de mim mesma. E agora, eu estava exausta. — Onde ele está?— Eu exigi, encontrando Kit, Optimus, Blizzard e Tally na grande mesa que usávamos para as refeições, tomando café. — Bom dia para você também, querida.— Kit sorriu. Eu apontei o dedo para ele. — Não me chame de querida, Kit. Eu quero saber onde você o colocou. — Não tenho certeza sobre quem você está falando, Harmz,— Blizzard disse, sorrindo de orelha a orelha. Debrucei-me sobre a mesa, as duas palmas das mãos, olhando cada um dos Brothers. — Target não está por perto. Eu disse a você o que aconteceu. Agora eu quero saber onde você o prendeu, porque eu já ultrapassei a tristeza do estágio de luto. Estou agora em plena irritação com o mundo. Se vocês querem lidar com isso, então estejam preparados. Ou, vocês me deixam levar isto para aquele bastardo que merece cada bocado de raiva e veneno que eu possa jogar sobre ele e me deixar seguir em frente.


Eles apenas continuaram a olhar para mim. Nem mesmo chocados com o meu desabafo, mas estranhamente presunçosos sobre ele. — Graças a Deus. Nós pensámos que você nunca pediria,— disse Tally, jogando as mãos no ar. Eu fiz uma careta para Kit e ele sorriu. — Nós estávamos esperando você estar pronta. Geralmente, nós não deixamos mulheres participarem dos negócios do clube, mas todos nós votamos que desta vez você precisava participar disto. — E por que você não me contou isso em primeiro lugar? — Nós não estávamos com pressa. O bastardo não vai a lugar nenhum. Quanto mais tempo, melhor. Dá-lhe tempo para pirar sobre todas as maneiras que nós iremos machucá-lo. — Eu preciso vê-lo,— eu disse, meu corpo tremendo. Kit se levantou e deu a volta para me envolver em seus braços. — Então, vamos terminar isto, para que possamos sair daqui e ir para casa. Todos os garotos empurraram suas cadeiras para trás e Kit pegou minha mão enquanto seguimos eles pelo corredor, saindo para a parte de trás do edifício. Eu achava que conhecia cada polegada deste clube, cada pedaço que havia para explorar. Acontece que eu estava errada. — Depois que o clube assumiu o hotel, os garotos encontraram esta sala subterrânea. Nós achamos que ela foi feita para ser usada como abrigo em caso de tornado. Era enorme. Poderia ter quase alojado todos que estavam hospedados no lugar, para um curto período de tempo,— explicou Optimus. Ele abriu a porta para um pequeno galpão de concreto que eu sempre assumi que era talvez o galpão de um zelador. Mas não, dentro havia prateleiras sujas revestindo as paredes, mas no centro haviam escadas que pareciam que poderiam ser cobertas ou escondidas


em caso de necessidade. Antes de nós os seguirmos, Kit me puxou para uma paragem. — Isto não sai daqui, Harmony. Este lugar é apenas para membros. Nunca as mulheres. Eu balancei a cabeça e dei um aperto na sua mão. Quando chegamos ao fundo, fiquei surpresa com o quão grande a sala era realmente. Facilmente o tamanho da sala que tínhamos dentro que abrigava o bar e todas as nossas festas. Ela era bem iluminada e realmente tive de apertar os olhos diante das luzes brilhantes. Havia uma pequena sala ao lado que tinha uma porta de aço, pelo que eu podia ver. Algo que eu sabia que não era uma parte do projeto original, e dentro havia um banheiro e uma cama. O alojamento perfeito para um prisioneiro. Mas era a pessoa que estava acorrentada à parede, do outro lado da sala, que me chamou a atenção e fez meu corpo ferver de raiva. — Seu filho da puta,— eu corri na direção dele. Suas mãos estavam algemadas, com grossas correntes e suas pernas estavam unidas e mantidas na parede, seu corpo fazendo a forma de um grande Y. Ele estava apenas de cuecas e seu corpo estava coberto de hematomas. Quando ele levantou a cabeça para cima, ele me viu e seus lábios formaram um sorriso arrogante. Dois braços fortes envolveram minha cintura, interrompendo meus avanços. Kit me segurou enquanto eu gritava obscenidades para um presunçoso Target. — Seu idiota! Eu espero que você morra! Eu vou rasgar suas bolas fora e fazer você comê-las, se eu colocar minhas mãos em você! Tally, Blizzard e Optimus riram. — Deixe ela ir, cara. Eu não sou alguém que normalmente queira ver o pau de outro homem, mas isso soa como algo que eu quero ver,— Blizzard riu.


— Infelizmente, temos planos para o nosso garoto aqui, Harm. Então, vamos fazer isso rápido,— Optimus disse, enquanto caminhava para frente. — Você tem alguma coisa a dizer, idiota? — Vocês não têm ideia da tempestade de merda que estão trazendo. Minha família sabe que, se eu não checar com eles, é porque algo está errado. Eles vão caçar vocês. Estou apenas decepcionado por não conseguir ver todos vocês gritarem e implorarem por suas vidas,— sua voz era calma. Como se ele estivesse em paz com o que ia acontecer com ele. Eu odiava isso. Eu queria que ele estivesse assustado. Eu queria que ele tivesse medo e implorasse por perdão. — Certo. Seus pais ricos vão vir com suas Ferraris e tentar me atropelar?— Blizzard sorriu. Target devolveu o olhar. — A Máfia não dirige Ferrari, Irmão.


Target tinha soltado uma bomba. Eu troquei olhares com os meus Irmãos. Todos nós claramente atordoados, mas tentando não deixar óbvio. Nós não queríamos dar ao idiota a satisfação de saber que ele nos atingiu. — Meu nome de família é DePalma. Lembra alguma coisa?— Ele sorriu e o desejo de tirar o olhar de seu rosto era muito forte. Eu bati em seu queixo, forçando a cabeça contra a parede de concreto dura e fria. O nome fez soar um sino. A família DePalma era uma das principais famílias mafiosas da Costa Oeste. Eu estava com medo deles? Não particularmente. Mas isso fez mudar o jogo. — Por que você estava andando com motociclistas se a sua família comanda Nova York?— Perguntou Optimus, obviamente, percebendo o que ele estava falando. — Expandindo negócios. Clubes de motos e Máfia não tendem a se misturar.— Isso era um eufemismo. — Entrando de boa com o clube significava mais negócios. — Nós nunca lidamos com eles antes, e você nunca falou sobre isso.


Até onde eu sabia, Target tinha estado no MC por um pouco mais de seis anos. As verificações do seu passado já teriam sido feitas e, se eles não tinham puxado nada, então era algo que ele queria manter escondido. — Um Cavalo de Tróia,— Harmony murmurou. Todos nós se voltamos para ela. — Repita? — Os gregos usaram um cavalo de Tróia para ganhar a Guerra de Tróia. Eles fizeram aquele enorme cavalo e esconderam um bando de homens no seu interior. Em seguida, o resto do exército fingiu sair. Quando os troianos puxaram o cavalo para dentro de sua cidade como um troféu, os gregos saíram e deixaram entrar o resto do exército.— Ela balançou a cabeça. — Ele era o Cavalo de Tróia. Ele ia destruir o clube de dentro para fora. — Nós não estamos em guerra com os DePalma. Ou qualquer Máfia em questão,— afirmou Optimus. — Eles estão fodendo em estados afastados. — Minha família está crescendo e seu pequeno clube... está no caminho. Eu fiz uma careta. — Então, onde Daniel Ashley entra nisto? E o que se passa com essa vingança contra as mulheres? — Alguns dizem que um homem é tão forte como a mulher que está ao lado dele. Minha família acredita que as mulheres devem ser vistas, não ouvidas,— Target disse, enquanto olhava para Harmony. O sotaque italiano foi se tornando mais proeminente, algo que ele obviamente teve de disfarçar durante anos. — Daniel tem habilidades especiais, quando se trata de fazer as mulheres desaparecerem. Chelsea era obviamente o primeiro alvo pretendido. A qual é a única mulher que Optimus quer, mesmo ele se recusando a reconhecer. Mas então Harmony veio e eu pensei, bem, por que não atingir dois pássaros com uma só pedra. As coisas obviamente funcionaram estranhamente com seu pai em cena, mas isso era irrelevante.


— As coisas não deram certo para você,— Optimus rosnou. Seu rosto estava vermelho e ele puxou a arma de seu jeans. — Você está cheio de informações, Target. Contando tudo aqui. Target riu de novo, ele claramente pensava que tinha a vantagem. — Me matar só vai trazer maior pressão. O plano não vai mudar. Mas uma vez que isto não é mais uma operação secreta, e minha família vai ser exigente na vingança deles, morrerei em paz só de ver aqueles olhares em seus rostos, sabendo que todos vocês estarão no inferno comigo muito em breve. Ele estava certo. Estávamos todos em estado de choque puro com esta informação. Nós pensávamos que Target era apenas um machista que odiava as mulheres. Apesar disso ser verdade, ele também tinha um apoio que nenhum de nós esperava nem queria ter o prazer de lidar. A sala ficou em silêncio por um momento, mas foi Harmony quem se moveu primeiro. Ela correu até um taco de beisebol que estava encostado contra a parede. O segurou com as duas mãos e caminhou na direção do homem pendurado. Nenhum de nós paramos ela, todos demasiado ocupados tentando organizar nossos pensamentos, ou, simplesmente não nos preocupando com o que diabos ela estava prestes a fazer. — Você não vai sair disso tão fácil,— afirmou antes de virar para trás e balançar o bastão como se estivesse num clube de golfe, acertando diretamente na virilha do cara. Ele gritou e tentou dobrar seu corpo para se proteger, mas as restrições seguraram-no apertado. Esse balanço sozinho foi suficiente para me fazer cobrir minhas bolas e pedir desculpas por coisas que eu ainda não tinha feito. Seu segundo ataque foi inesperado quando ela segurou-o sobre sua cabeça e trouxe-o para baixo contra o antebraço dele. Outro grito ressoou no ar.


Seu braço estava agora, sem dúvida, quebrado, em vez de reto, se assemelhando a uma forma de V e pendurado. Um terceiro ataque nas costelas, outro na virilha e, no final, ela deixou cair o bastão e ainda bateu com seu punho no rosto de Target. Foi um bom soco também. Ela apertou a mão dela, xingando quando se aproximou e me beijou suavemente. — Vou deixar isto com vocês, rapazes.— Eu vi quando ela subiu as escadas, feliz por ter ido embora, mas já sentindo falta dela. — Cara, essa menina pode socar. É melhor cuidar suas bolas, Kit,— Blizzard riu. — E eu não sei,— eu murmurei. Target gemeu. Eu não o culpei por isso na verdade. Dois golpes nas jóias de família e eu ficaria surpreso se elas não tivessem se arrastado de volta para dentro de si, para se esconder da tortura. — Você pode ter uma família da máfia atrás de você, mas nós temos uma família também. Este clube vai ficar junto. Nós não vamos cair. Não vamos desistir. Nós não vamos nos curvar,— Optimus disse em voz alta, enquanto andava para a frente. Ele torceu uma lâmina na mão. — Deixe-os vir. Estaremos prontos. Então, todo mundo vai saber que não deve, nunca mais, mexer com os Brothers By Blood. Com isso, ele empurrou a faca diretamente no peito de Target, perfurando o coração. Target olhou para a lâmina, de olhos arregalados e boca aberta. — Eu ia fazer isso devagar... dolorosamente. Mas você não vale a pena o tempo que eu teria que gastar limpando minhas ferramentas mais tarde,— ele zombou, recuando para ver enquanto o sangue e a vida lentamente drenava do corpo do traidor. — Vejo você no inferno.


Todos nós seguimos Optimus para fora da sala. Eu fechei a porta do pequeno galpão atrás de nós. Target não merecia uma audiência para a sua morte. Ele não merecia ter seus Irmãos ao redor dele quando tomava seus últimos suspiros. Ele morreria sozinho, apenas com seus pensamentos para confortá-lo para a próxima vida. — Isto é sério,— Blizzard disse calmamente, seu bom humor agora de lado. Optimus assentiu. — Ele disse que o plano seria o mesmo, o que significa que Chelsea ainda é um alvo por causa de sua associação comigo. Olhei para o meu irmão, meu amigo de longa data. — Nós vamos proteger nossas garotas. Eles não vão chegar até elas. — Ela não é a minha garota. — Besteira,— eu disse com firmeza. — Quando foi a última vez que ela esteve com outro irmão? Quando foi a última vez que ela não esteve em sua cama? — Ela não é a porra da minha garota,— ele disparou de volta. Optimus tinha história. Eu podia ver nos olhos dele que ela estava bem ali atrás. Desde todos esses anos atrás, quando seu pai morreu e ele tinha feito a escolha de fazer o que tinha que fazer para proteger os que ele amava no meio de uma guerra. Optimus tomou sua decisão na época e isto o assombrava desde esse dia. Os fantasmas de seu passado eram muito reais, e daqueles que ele não poderia escapar. Havia uma história lá, mas, infelizmente, não era minha para contar. — Vocês todos sabiam, Target sabia. E se ele disse a eles? Eu sabia exatamente o que ele estava falando, e a probabilidade de que Target havia dito para a família dele, o segredo de Optimus, era alta.


Blizzard, Tally e eu todos olhamos uns para os outros. Sabíamos qual teria de ser a resposta. Todos nós sabíamos de seus sentimentos por Chelsea e a razão porque ele não estava levando as coisas para o nível seguinte. — Nós não sabemos quão rapidamente os DePalma vão retaliar. Pode ser amanhã, pode ser daqui a uma semana, talvez até mesmo meses.— Eu engoli o caroço na minha garganta e disse as palavras que nós todo pensávamos. As palavras que iam possivelmente virar o mundo dele. — Você vai ter que cuidar dela, é a única maneira de você poder ter certeza de que elas estão seguras. Ele esfregou os dedos sobre o cabelo curto, em seguida, em uma explosão ele gritou, batendo as mãos contra a parede de tijolo. Com isso, ele saiu caminhando rapidamente e resmungando. Tínhamos que nos preparar para uma guerra. Ela estava chegando. Nós podíamos sentir isso no ar. Além disso, Optimus já tinha que lidar com todo um outro problema - um muito perto de seu coração, muito pessoal. Eu esperava que ele arrumasse essa merda, colocasse isso em ordem como o presidente que eu sabia que ele poderia ser. Porque eu não poderia fazer muito, e se o clube não tinha um líder forte quando a merda batesse no ventilador - estaríamos todos acabados.


O ambiente mudou no clube. O que eu tinha ouvido falar na sala fria e escura me assustou. As coisas não estavam prestes a ficar melhor, mas possivelmente ainda pior. Mas estávamos saindo hoje. Nós estávamos saindo. Lift deixou o caminhão de Kit estacionado em frente, cheio com as minhas coisas, e foi com o resto dos Brothers para a Igreja. O que estava acontecendo naquela reunião, eu não tinha ideia. O que o futuro nos reservava, eu não tinha ideia. Tudo o que eu sabia era que eu precisava estar com Kit. Eu precisava ser forte para o meu homem. Ele tinha atravessado minhas defesas, quebrado todas as paredes que eu tinha erguido e se inserido no meu coração. Antes dele, eu só tinha compartilhado meu coração com a música. Agora, com ele também, os dois misturados perfeitamente e meu mundo parecia completo. As portas da igreja se abriram e os homens saíram, seus rostos retratando uma gama de emoções, mas nenhuma muito positiva. Os olhos de Kit me encontraram instantaneamente, era como se ele tivesse um farol que lhe dissesse onde eu estava em todos os momentos. Era estranhamente reconfortante. Ele foi direto para mim e eu não pude deixar de sorrir quando ele me levantou do chão e colocou o rosto no meu pescoço. — Você está pronta para ir, querida?— Ele sussurrou.


Engoli em seco. — Estou pronta. Ele me puxou em direção às portas. — Ei! Não pense que você está escapando tão facilmente,— eu ouvi Wrench chamar por trás de mim, e eu ri quando Kit continuou puxando-me para a porta. Enfiei os calcanhares no chão, puxando contra ele. Ele gemeu e se virou para mim. — Se esses caras começarem a abraçar você, nós nunca vamos sair daqui. Eu fiquei na ponta dos pés e beijei sua bochecha antes de voltar. Minha respiração ficou presa na minha garganta quando eu tive a visão diante de mim. Os homens estavam todos alinhados em toda a sala, poderosos braços cruzados contra o peito e as pernas afastadas na largura dos ombros. Foi o suficiente para fazer qualquer garota desmaiar. Todos estes homens eram diferentes. Era estranho pensar que não há muito tempo a dinâmica da minha relação com esses homens era tão diferente, mas agora, agora eles eram apenas família. Lágrimas ameaçaram derramar de meus olhos enquanto eu observava todos os seus rostos de pedra quebrarem em sorrisos. Optimus deu um passo para a frente do grupo e eu não pude evitar. Corri até ele, pulando para cima e passando os braços em volta do seu pescoço. Optimus me abraçou com força antes de finalmente nos afastarmos. — Eu sei que nós vamos ver você de volta aqui novamente, isto não é para sempre. Mas todos nós vamos sentir muito sua falta.— Ele sorriu. — Mantenha aquele idiota no controle. Se ele aprontar, você me chama. Há dez outros Irmãos aqui que agora estão se chutando porque perderam a Old Lady mais surpreendente. Kit começou a rir atrás de mim e eu quase esperava que ele mostrasse a língua para o resto do clube, como uma criança no campo de jogos que ganhou o doce que todos queriam.


Eu estava triste. Eu tinha passado os últimos três anos aqui, conhecendo esses caras, este lugar. Mas, realmente, eles estavam algumas horas longe, de modo que voltar para visitas não ia ser um problema. Isto era apenas um te vejo mais tarde. — Vamos ver você em breve. — Vejo você em breve,— eu sussurrei de volta. — Harmony!— Chelsea chegou correndo pelas portas da frente. Nós tínhamos nos despedimos esta manhã com um monte de lágrimas e uma barra de chocolate tamanho gigante. Ela tinha que ir para uma aula e eu pensei que não ia vê-la. Ela avançou para mim, envolvendo os braços em volta de mim e apertando com tanta força que eu tive que bater em suas costas antes de ser sufocada. Acenei adeus aos garotos e, finalmente, segui Kit para fora, meu braço ligado com minha melhor amiga. — Então eu espero que Kit tenha um quarto extra que eu possa ir e ficar,— disse ela. — Claro, você pode vir a qualquer momento que quiser, Chel,— eu disse a ela, apertando sua mão. Ela olhou por cima do ombro e eu sabia o que ela estava procurando. — Eu poderei aceitar isso mais cedo do que você pensa. Parei ela e coloquei as duas mãos sobre seu rosto. — Chelsea, ele se preocupa com você. Não desista dele ainda. As coisas... as coisas estão prestes a ficarem loucas. Ele precisa de você. Não deixe ele te mandar embora. Ela franziu a testa para mim em confusão, mesmo através das lágrimas que brilharam em seu rosto. — Eu não sou forte como você, Harmz.— Ela fungou. — Não, você não é,— eu disse a ela. — Você é mais forte.


Ela balançou a cabeça, mas eu ignorei e envolvi-a em meus braços uma última vez antes de recuar. — Eu vou te ver em breve. — Vou te ver em breve,— ela repetiu com um sorriso forçado. — Mantenha aquelas garotas do clube na linha,— eu disse enquanto corri para a moto do Kit. Ouvir sua risada atrás de mim me aqueceu. Ela iria ficar bem. Ergui a perna por cima da motocicleta já funcionando e passei meus braços ao redor da cintura dele, colocando minhas mãos dentro de seu colete. — Mal posso esperar para chegar em casa,— ele falou por cima do ombro. — Você não tem ideia de quanto tempo eu estive esperando por isso.— Sentei-me para a frente e toquei minha boca contra seu ouvido. — Mostre-me.


Assistir à partida de Kit com Harmony foi uma sensação estranha. Há anos que Harmony e Chelsea estavam por perto, ajudando sempre que podiam e nos mantendo todos entretidos. Eu não acho que elas perceberam isso, mas os meus garotos tinham uma ligação especial com aquelas duas. Mesmo desde o início elas tinham sido mais do que apenas as garotas do clube. Elas eram especiais. Eu estava feliz porque meu irmão tinha visto isso em Harmony e decidiu dar a ela tudo o que ela merecia. Eu queria poder sentir o mesmo sobre a morena que era sua melhor amiga. É preciso uma raça especial para ser a Old Lady de um Presidente MC. Harmony conseguiu. Ela viu o mal no mundo, mas não o deixou afetá-la. Ela era forte, se levantava e falava, quisessem as pessoas ouvir ou não. Chelsea era mais uma alma suave. Ela teve um crescimento difícil e isso tendia a levar tudo para o coração mais facilmente. Ela obteve o meu lado protetor. Eu queria abraçá-la, encasular ela do mal. Chel significava para mim, mais do que eu poderia revelar. Eu queria mantê-la perto – possuir ela, mente, corpo e alma. Mas eu tinha feito isso uma vez, e eu jurei que nunca faria novamente. Meus instintos me diziam para mantê-la à distância, mantendo-a na minha cama todas as noites, mas me recusando a reconhecer qualquer outro tipo de ligação. Eu disse a mim mesmo


que estava protegendo ela, mas eu sabia que estava realmente apenas machucando ela uma e outra vez. Chelsea voltou para dentro do clube, as lágrimas escorrendo em seu rosto. Mesmo com rímel escorrendo pelo rosto, ela ainda era linda. Toda vez que eu a via meu corpo ficava em alerta. A garota era a coisa mais sexy que eu já vi. Ela tinha pernas longas, atlética que parecia como um vício quando elas estavam ao meu redor, tudo devido à quantidade de corrida que ela fez. Seu estômago era tonificado também, e ela tinha o conjunto perfeito de seios, não muito grande, não muito pequeno. Adicione o cabelo ondulado castanho avermelhado grosso e incomuns olhos verdes escuros e ela era um sonho molhado de porra nas pernas. Ela caminhou direto até mim e colocou os braços em volta da minha cintura. Eu fiquei imóvel por um minuto, mas depois o meu cérebro me disse para parar de ser um idiota. Ela tinha acabado de ver sua melhor amiga ir embora. Eu puxei ela para mais perto contra o meu peito e descansei o queixo no topo de sua cabeça. Eu nunca fui alguém para grandes demonstrações públicas de afeto, mas com Chelsea eu simplesmente não conseguia parar de querer abraçá-la, especialmente quando havia outros homens ao redor. Lógica de homem das cavernas. Quanto mais tempo eu estava ali com ela embalada contra mim, mais culpado eu me sentia. Eu sabia que estava prestes a fazer uma ligação e isto ia não só sacudir o meu mundo, mas possivelmente afastá-la para sempre. Segurei seus ombros e afastei-a para que eu pudesse ver seu rosto. — Eu tenho que fazer uma coisa em meu escritório. Você vai ficar bem? Ela mordeu o lábio, uma atitude que eu tinha notado que ela tinha quando queria dizer algo que não estava bem certa, ou que ela sabia que eu não gostaria. Ela deixou isso ir. — Sim, eu vou fazer trabalho da faculdade.


Meu coração gritou para mim dizendo, que se foda, ela precisava de mim, a ligação podia esperar. Mas a lógica dentro da minha cabeça argumentou que era melhor que eu terminasse isto agora e começasse a tempestade de merda que, provavelmente, colocaria uma brecha entre nós para sempre. Eu balancei a cabeça. — Ok. Eu poderia dizer pela maneira que seu ombros caíram que ela estava desapontada, mas ela apenas virou e foi embora. Esfreguei minha nuca, observando-a sair antes que eu finalmente tivesse coragem suficiente para caminhar ao meu escritório e pegar o telefone. O número estava gravado na minha memória como se tivesse sido marcado lá com um ferro quente. E mesmo que eu não o usasse regularmente, acho que não poderia esquecê-lo nem se tentasse. Tocou algumas vezes antes de uma voz suave e doce atender na outra extremidade, e meu coração em vez de voar como ele sempre fazia quando a ouvia falar, afundou completamente. — Optimus?— — Ei, Sugar. — O que há de errado?— Ela sabia o resultado. Eu tinha ligações regulares para me manter a par e só visitava uma vez por ano. Então, quando não era uma dessas vezes, ela sabia que algo estava mal. Eu suspirei, pendurando minha cabeça. — Preciso de você aqui. — Op, eu lhe disse. Estou feliz aqui. — Eu sei, Sugar. Mas não é isso. Há uma tempestade prestes a bater no clube e esses caras vão atrás de qualquer coisa e qualquer um para nos atingir. Eu preciso de você aqui para que eu possa protegê-la. A linha ficou em silêncio por, pelo menos, um minuto, antes dela falar novamente. Eu esperava que ela não fizesse isso mais difícil do que tinha que ser. Se fosse preciso, eu voaria até ela e a arrastaria de volta, chutando e gritando. Eu faria qualquer coisa para proteger a minha família.


— Ok,— ela sussurrou baixinho. Obrigado por isso. — Vou enviar-lhe algum dinheiro extra agora para as passagens de avião. Eu preciso de você aqui como se fosse ontem.— Eu fechei a mão em um punho. — Posso falar com ela? — Sim, eu vou buscá-la. Alívio inundou meu corpo. Elas estariam aqui em breve e minha família estaria segura. A culpa se fixou em meu estômago quando eu pensei em Chelsea e em como ela iria reagir, mas rapidamente se evaporou quando outra voz suave veio do outro lado da linha. — Oi pai. — Ei, menina.


Chase Holfeder - 'Every Breath You Take' Andie Case (Rixton Cover) - 'Me and My Broken Heart' Avicii – ‘Wake Me Up' Eric Clapton - 'Tears in Heaven' Disclosure - 'Latch' Nico e Vinz - 'Am I Wrong' Miley Cyrus – ‘When I Look At You' The Eagles - 'Hotel California' Ed Sheeran - 'I See Fire'


Oi! Eu sou Addison Jane. Venho de um pequeno país chamado Nova Zelândia. Sempre tive um amor intenso pela leitura e escrita e enchi páginas e páginas de histórias desde que eu estava na escola. Meu gênero favorito é romance, especificamente MC, estrela do rock e jovens adultos. Eu tenho um fraquinho por um bad boy com um coração. Eu sou uma mãe solteira de uma menina bonita. Nós vivemos em uma cidade pacata e tenho um grupo pequeno mas fantástico de amigos íntimos. A minha outra paixão na vida é trabalhar com crianças! Eu trabalho com elas em tempo parcial e um dia tenho planos de também escrever histórias infantis e conseguir que minha mãe, que é uma grande artista, os ilustre. Eu sou sortuda de ter uma excelente base de apoio, sem os quais, eu nunca teria saído de minha zona de conforto e me forçado a partilhar a minha escrita com todos vocês! AJ

Harmony the club girl diaries #1 addison jane traduzido  
Harmony the club girl diaries #1 addison jane traduzido  
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