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Equipe Pegados Lanรงamentos

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Envio: Soryu Tradução: Chayra Moom Revisão Inicial: Sonia C. Revisão Final: Larissa Ravena Leitura Final: Marcia Layout e Formatação: Gaby B. 4


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Dedicatรณria Para Ron, Estou feliz que eu nรฃo fui uma covarde

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Ela é um mistério que eu não pude resistir... Doutora Ella Watts quer a sua antiga vida de volta. Desesperadamente. Mas o passado voltou para a sua revanche, e de volta para casa, mesmo dizer a alguém o seu verdadeiro nome não é uma opção até que esteja confiante em suas habilidades de MMA. O personal trainer Lance Black é o homem para ajudá-la a alcançar seus objetivos. Não só ele é tonificado, musculoso e lindo, ele é paciente, um grande professor e disposto a tratá-la como um adversário digno. Exceto pelo seu tamanho que faz com que ela congele sempre que ele fica muito perto. Se Ella não pode aprender a superar seu medo de ser atacada, ela nunca vai ser capaz de seguir em frente com sua vida. O lutador subterrâneo Lance Black sabe que há mais na ninja loira misteriosa do que uma mulher bonita determinada a melhorar suas habilidades de luta. Ela é a melhor, ninguém chega perto dela, tamanho, homem ou mulher, mas insiste em trabalhar com ele, mesmo que ele tenha mais de 100 Kg e vários centímetros a mais que ela. Apesar de sua reticência, ele está determinado a levá-la a se abrir para que ele possa ajudá-la a superar seu bloqueio mental. E se isso significa que ele vai conhecê-la fora do ginásio, tanto melhor. Enquanto ela nunca saiba de seus segredos. 7


Capítulo 1 Ela Watts lutou contra o impulso de arrancar sua carteira de motorista de volta do homem volumoso sentado atrás da mesa. Manter um perfil baixo significava não chamar a atenção para si mesma de forma alguma. Rasgando a licença de sua mão faria exatamente isso. Quando ele fez uma cópia no scanner, ela colou um sorriso agradável e fingiu olhar em torno do escritório do ginásio pouco decorado como se não houvesse nada para se preocupar. E não havia. Exceto para o pequeno fato, irrelevante que a licença que tinha dado a Mac ‘Te Snake’ Hannon era tão falsa quanto seu sorriso. — Ok, Kelsey. Tudo certo, — ele disse e entregou o cartão de identificação de volta para ela. Ela deu um suspiro de alívio. Foi a primeira vez que ela tinha usado desde tê-lo feito há quatro dias. Até agora, ela tinha sido capaz de pagar por tudo, mesmo o pequeno bangalô mobiliado que ela alugou de uma doce idosa senhora, com o dinheiro que ela tinha retirado da sua conta bancária. Uma boa quantidade de dinheiro. Ela deixou apenas o suficiente para pagar suas contas automaticamente retirando por alguns meses. Ela não estava fugindo de sua vida. Ela só precisava se esconder por um tempo e deixar um rastro de cartão de débito atrás dela não era exatamente inteligente. Mac bateu a papelada junto, colocou-a em uma pilha na borda de sua mesa, em seguida, empurrou a cadeira para trás. Quando ele subiu, inclinou-se sobre a mesa. A sua

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altura ameaçadora elevando-se sobre ela fez todos os seus músculos endurecerem. Ele estendeu a mão com um sorriso realmente sexy. — Bem vindo ao Coolier Mixed Martial Arts, Kelsey. Estamos felizes em tê-la como um membro. Ela silenciosamente amaldiçoou sua reação automática. Os grandes caras sempre fizeram isso com ela. Mesmo que ela treine em torno deles há anos, qualquer movimento brusco em direção a ela, não importa o quão inocente, ainda assustava-a muito. Essa foi apenas uma das muitas razões que ela estava determinada a treinar com um dos meiopesados. Uma maneira de superar um medo era enfrentá-lo de frente. Levantando-se, pegou sua mão e apertou-a com firmeza, não quebrando o contato visual. Nunca mostre fraqueza. Nunca permita a intimidação. Sempre transpareça confiança. O mantra ajudou a centra-la e a tensão aliviou de seu corpo. — Obrigado. Tudo está acertado para amanhã, então? —Sim, — disse ele, sentando-se de volta dobrando os dedos em cima da mesa. — Você teve uma impressionante lista de requisitos para o seu treinador, mas eu sei a pessoa perfeita para o trabalho. Eu vou apresentá-lo, mas — ele olhou para o relógio e franziu as sobrancelhas... — ele está atrasado um pouco hoje à tarde. Hmm. Não é uma grande qualidade em um treinador. Ela precisava de confiabilidade. Ela estava com os dias contados. — Ele está muito atrasado? Mac fez uma careta. Bem, não foi sua resposta. — E não há alguém aqui que não esteja atrasado? — Com tudo o que você pediu, Lance é o seu melhor treinador. Basta segurar o seu julgamento até que você tenha treinado com ele. Eu prometo que você não vai se decepcionar. Ela apertou os lábios. — Bem. Mas se ele é uma merda, no mínimo, eu quero um novo treinador.

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A surpresa fez arregalar os olhos do homem. Sim, que tinha saído exigente, mas ela não se importava. Formação era essencial para ela voltar para casa e com sua vida, e ela se recusou a permitir que um preguiçoso interferisse nisso. — Eu diria que é um pedido justo. Ella assentiu. — Tudo bem então. Vejo você amanhã. Ela deixou o escritório e caminhou para frente do ginásio, esperando que ela não tenha cometido um erro. Ela tinha feito sua lição de casa, no entanto, antes de vir aqui hoje. Coolier Mixed Martial Arts tinha somente comentários positivos. Possuído por Ragin Coolier, o estabelecimento tinha hospedado alguns lutadores bem conhecidos que, mesmo ela tinha ouvido falar. No entanto, um ‘Lance’ não tinha sido mencionado no site. Ele deve ser uma nova adição, e deve ser muito bom se eles o permitiam entrar e sair quando quisesse. De qualquer maneira, ela daria ao cara uma chance. Se ele acabasse por ser um desperdício de seu tempo, ela ia descobrir o que fazer depois. Ela olhou ao redor. Ela realmente esperava que ele trabalhasse bem embora. Este lugar tinha tudo, incluindo um ringue. Ela precisava se concentrar mais no boxe. Ela abriu a porta de vidro e saiu para o ar fresco de outubro. Quando ela caminhou pela calçada até o carro, um gemido de dor veio de sua esquerda. Ela congelou, ouvindo atentamente esperando o som se repetir. Nem um segundo mais tarde um outro grunhido soou. Ela olhou para a lateral do edifício, em seguida, avançou em direção ao beco. Quando ela chegou à esquina, ela enfiou a cabeça e seu estômago torceu em um nó. Cerca de 10 metros de distância, havia três caras fortes, rodeando um homem loiro corpulento. Um dos caras se lançou para ele, mas o loiro se esquivou, só para ter outro cara envolvendo seus braços em torno do tronco do loiro para que os seus braços estivessem presos a seu lado. O menor homem não era páreo para o loiro. Ele facilmente saiu de seu agarre, em seguida, virou-se e deu um soco na cara. Ele se dobrou, segurando seu rosto.

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— Porra. Eu acho que ele quebrou meu nariz. Um dos outros aproveitou a distração do homem loiro e conseguiu um soco direto no queixo. Sua cabeça virou para o lado e ele tropeçou para trás em um latão de lixo. Com ele numa posição de fraqueza, os dois homens atacaram e enviaram os punhos em seu intestino, lateral e na cabeça. Gemidos de dor encheram o ar quando ele caiu de joelhos no asfalto. Jesus, eles estavam iam matá-lo. Ela pegou o celular do bolso e ligou para o 911 com os dedos trêmulos. — 911. Qual é a sua emergência? — Há três caras que estão surrando um outro cara no beco entre a rua Handover e McDowell, — ela sussurrou. — Venham rápido ajudar. Por favor. — e terminou a chamada. Em pânico, ela estudou em volta. Ela não podia simplesmente ficar aqui e deixar que esses três bandidos continuassem a bater em um homem até que a polícia chegasse. Eles podiam matá-lo. Ela nunca seria capaz de perdoar-se se isso viesse a acontecer. Mas ela não era estúpida também. Havia três deles. Uma dela. Ela tinha que pensar em sua própria segurança também. Surpreendê-los seria o seu melhor plano de ação. Um carro estava estacionado aproximadamente 10 metros de distância. Os homens estavam todos de pé perto da extremidade dianteira do carro. Ela avaliou a posição de cada homem. Um passo para trás, respirando pesadamente, e limpou o braço na testa. O outro ainda estava ocupado com o loiro e estava tomando extremo prazer em chutá-lo no estômago. O cara com o nariz quebrado estava de pé, mas ainda preocupado tentando parar o fluxo de sangue. Ela centrou-se na pessoa que estava ofegante. Engolindo seu medo, ela agachou ao lado do pára-choque do carro estacionado, em seguida, se arrastou entre o veículo e a parede do edifício até chegar à frente. 11


Mantendo-se abaixada, ela esperou que o homem sem fôlego desse um passo mais perto. No momento que ele fez, ela saltou sobre suas costas e deslizou o braço por baixo do queixo, em seguida, fechou a pressão no lugar com seu outro braço. O homem congelou e, em seguida, começou a girar ao redor, tentando desaloja-la das costas. Preparada para a reação, ela enrolou as pernas em volta de sua cintura e trouxe o estrangulamento mais apertado. O homem caiu de joelhos. Ela olhou para o cara que tinha congelado com o nariz sangrando olhando para ela com os olhos atordoados. — Cai fora, — ela disse com uma calma mortal que surpreendeu até ela mesma. Ela não tinha certeza se era de choque de alguém interferindo, ou o fato de que era uma mulher que tinha trazido para baixo o seu amigo, mas um cara se afastou do loiro, enquanto o outro com o nariz sangrando baixou a mão da sua cara. — Dê o fora daqui. — Talvez dizer-lhes para sair não tenha sido a melhor idéia, mas ela não gostava das probabilidades. Ela precisava manter a vantagem antes do choque passar. Os dois homens hesitaram, então ela aumentou seu aperto na garganta do seu amigo. Um gargarejo de estrangulamento veio do homem. Ele bateu seu antebraço. — Diga a eles para sair, — ela ordenou. Com a cara púrpura, o cara guinchou um ‘vai’, e seus companheiros seguiram o seu pedido. Assim que eles fugiram, ela apertou os lábios para a orelha do homem. — Isso não foi uma luta justa, não é? Pessoas como você me deixa doente. Ela uma vez chão. As cabeça e

baixou os pés no chão e apertou com força mais antes de liberar o homem com um empurrão para o palmas das mãos bateram no asfalto. Ele levantou a olhou para ela.

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Endireitando os seus 1,63, ela olhou para trás, desejando mais do que tudo que isso tivesse sido a maneira que a noite tivesse terminado há muito tempo, com ela elevando-se sobre ele, desafiando-o com apenas um olhar intenso em tentar outro movimento. O homem levantou, murmurando, ‘puta do caralho’. Meh1. Ela tinha sido chamada pior. — Vá se juntar a seus amigos. Quando ele se endireitou, o seu corpo alto subjugou o seu pequeno. Elevava-se sobre ela. Medo imediatamente fechou sua garganta, fez suas mãos suarem. Nunca mostre fraqueza. Nunca permita a intimidação. Sempre transpareça confiança. Ela silenciosamente cantou o mantra pela segunda vez naquele dia, reunindo a força que precisava para ficar firme. Engolindo em seco, ela manteve o olhar fixo nele, observando qualquer sinal de que ele iria atacá-la, sem saber qual seria o resultado se ele fizesse. Essa foi à parte mais assustadora de tudo — o não saber. A preocupação que, mesmo com todos os anos de formação, se ela fosse atacada por um homem novo, ela congelaria, e o passado se repetiria. O cara continuou a olhar para ela, em seguida, um sorriso lento se espalhou pelo seu rosto. — Eu gosto de você. Apenas uma pequena valente gatinha, não é? O comentário condescendente aliviou o medo dela, permitindo que a raiva aumentasse. Outra coisa que ela odiava sobre idiotas como este. Ela tinha acabado de tomar este homem de joelhos e ele sorriu como se ela fosse um gatinho que fez um truque bonito. Caralho. Ele olhou para o loiro, que agora de pé, fúria e força irradiando dele. Mesmo em calças de jogging pretas e uma camiseta com um logotipo branco, o homem gritava fodão. A manga coberta de tinta preta e cinza, com barras de cores 1

Indiferença; para ser usado quando a pessoa simplesmente não se importa.

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correndo por qualidade.

seu

braço

esquerdo

aumentou

essa

A respiração de Ella pegou na magnífica exibição de autoridade. Sua reação a surpreendeu. Esse cara era enorme, dominante, e todos os tipos de puto — coisas que normalmente enviava a sua ansiedade através do telhado. Não sobre ele. Com ele, foi uma vista deslumbrante. O babaca recuou e apontou o dedo para o loiro Hercules. — Isso não acabou Black. Espera. Eles se conheciam? Pavor intestino. De jeito nenhum. Isso não acontecendo. Ela começou a recuar.

coagulou seu poderia estar

— Foda-se, — disse o estranho. — Você é o único que vai ser fodido se você não prestar atenção a si mesmo. Sirenes soaram a distância, e ela congelou. E ela tinha chamado à polícia para ajuda-lo. Ela fechou os olhos. Ótimo. Dois dias em Kansas e ela deu um passo em algum tipo de confuso de coisa Soprano2. O babaca soltou uma risada surpresa e sacudiu a cabeça. — A sério? Os policiais? — Ele segurou o loiro com os olhos. — Conserte. Em seguida, ele fugiu. — Você chamou a polícia? — O cara enfiou os dedos pelos cabelos e gemeu. — Porra. Bem, isso era um bom ‘como você vai’ a alguém que se colocou em risco para ajudar. Não era culpa dela que ele tinha se misturado com as pessoas erradas. — Não há de que... Bundão. Tudo o que vi foi um cara encurralado por três homens. Processe-me por querer ajudar. — Eu tinha tudo sob controle. E se cuidasse do seu próprio negócio na próxima vez? Isto era entre mim e eles. 2

Referência a serie Os Sopranos, sobre um grupo da máfia.

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Não é da tua conta. Talvez fosse um conselho que ela devia seguir; ela tinha antes. Teria sido uma daquelas pessoas com câmera escondida, que, com essa mentalidade exata, passou por pessoas que lutam, para depois ter John Quinones de What Would You Do? Enfiar um microfone na cara dela perguntando por que ela não tinha ajudado. Agora que ela tinha sido quem acabou com os socos que ele recebia, ela não podia viver consigo mesma se ela simplesmente ocupara-se de seu próprio negócio. Os policiais guincharam em uma parada e em seguida, correram para fora do carro, com as mãos prontas sobre suas armas. O loiro imediatamente colocou as mãos em sinal de rendição, como se ele tivesse feito isso antes. Grande. — Houve um mal-entendido, oficiais. Alguns caras e eu estávamos apenas brincando aqui. Ela pensou que eu estava sendo atacado. Um dos oficiais estudou. — Isso é verdade, senhora? Ella quereria ter ajudado, mas se esse cara estava envolvido em algo ruim, ela estava indo para obter o alvo fora das suas costas o mais depressa possível. — Foi minha culpa. Eu interpretei completamente mal a situação. Eu gritei para eles pararem e eles imediatamente o fizeram. Esqueci que tinha chamado 911 até que ouvi as sirenes. Peço desculpas pela inconveniência. Olhares se cruzaram entre ela e o loiro antes de concordarem. — Tudo certo. Vocês tenham um bom dia. Assim que eles saíram, ela começou a fazer o seu caminho de volta para a calçada. —Ei! — O homem loiro chamado por trás dela. — Qual o seu nome? Sim. Como se ela tivesse a palavra ‘idiota’ estampada em sua testa. Ele não estava recebendo o seu nome. Para tornar este ponto claro, ela se virou, mas continuou andando para

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trás, dando—lhe dois dedos médios e uma carranca de vá à merda. O sorriso que se espalhou em seus lábios fez seu coração gaguejar por um segundo. Irritado, o homem tinha sido incrível, mas sorrindo? Ele foi potente. Atordoado com a reação dela, ela fez uma cara sobre e apressou seus passos até que ela estava de volta na calçada. A sua resposta confusa para aquele homem fez com que ela tivesse a certeza que não queria saber o seu nome, não queria saber alguma coisa sobre ele ou que ele saiba sobre ela. Seja qual fosse à oferta, definitivamente não era inocente. A última coisa que ela precisava era ser pega em mais problemas. Ela teve o suficiente já.

Que dia do caralho. Lance puxou o caminhão de reboque na entrada da garagem de sua casa. As luzes dos faróis varreram a discreta casa de fazenda. Quando desligou o motor, ele encostou a testa contra o volante, tentando reunir a energia para abrir a porta e ir para dentro. Cara, ele estava anormalmente cansado. Estava

de

desde

cinco

da

manhã,

e

esteve

trabalhando já há três horas agora. Um dia de 22 horas. Felizmente, a maioria de seus dias não era tanto tempo. Ele abriu a porta e saiu para o cascalho. Se alongando, ele gemeu com a maravilhosa sensação de seus músculos se libertando. Ele tinha estado em três chamadas hoje à noite: dois veículos avariados que necessitavam de ser rebocados para um mecânico nas proximidades, e um carro que precisava ser arrombado. Cada um foi uma hora de carro para outro. Cansado, ele se arrastou até as escadas para a varanda envolvente, abriu a tela, e abriu a porta da frente. Quando ele

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entrou na casa, ele jogou as chaves em uma tigela sobre a mesa de madeira ao lado da porta, em seguida, pisou até as escadas, puxando a camisa sobre a cabeça enquanto entrava. O que ele queria era uma boa ducha longa e em seguida, oito horas de bom sono, sólido. Embora soubesse que era pedir demais. Ele não conseguia se lembrar da última vez que ele tinha dormido mais do que um trecho de quatro horas. Entre tomando o trabalho à Coolier e seu serviço de caminhão de reboque ele trabalhou vinte e quatro por sete, trezentos e sessenta e cinco dias por ano, ele não tem tempo para dormir. Ou muito mais. Incluindo sua filha. Assim que entrou para o segundo andar, ele parou no primeiro quarto. À vista da sala escura, o peito apertado. Acendendo a luz, ele olhou para a cama de casal vazia com sua colcha cor de rosa escura coberta com porcos cor de rosa. Maldição. Ele sentia falta dela. Perdeu o riso. Fazia falta ouvir os seus pulos ao redor da casa. Merda, ele mesmo teve saudade de gritar com ela quando ela não estava escutando. Quão rapidamente as coisas mudaram. Não era a história de sua vida? Apenas alguns meses atrás, sua agenda não importava tanto. Gayle, sua vizinha excentrica, vinha trabalhando principalmente em casa a menos que ela estava em uma perseguição de tempestade. Ela adorava Skylar e iria mantêla a qualquer momento que Lance precisasse dela, mesmo quando ele recebesse um telefonema tarde da noite para o serviço. Skylar tinham estado com ele durante a noite muito mais naquela época. Infelizmente, a perseguição de tempestades acabou, e Gayle começou a trabalhar na estação de notícias local como principal meteorologista. Ela não ficava quase em casa agora, e ela foi passar algum tempo muito necessária com Mac, seu noivo. Isso significava que Skylar raramente ficava mais, e ele teve que se contentar com as datas pai/filha. E ele odiava.

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Ele apertou o botão e recuou para o corredor. O rangido dos pisos de madeira abaixo dele ecoou bem alto para a casa vazia. O silêncio, o vazio do lugar estava começando a fazer parte dele. Quando ele comprou esta casa numa execução de hipoteca alguns anos atrás, foi por um baixo valor. Ela precisou de tanto trabalho e ele meticulosamente tinha feito todas as reformas por si mesmo, um projeto de cada vez. Ele queria dar a Skylar uma casa com ele, também. Não apenas aquela que teve com sua mãe e padrasto. Infelizmente, era só ele a maior parte do tempo na casa enorme. Ele estava cansado. Ele entrou no banheiro, em seguida, ligou o chuveiro. Apoiando as mãos em ambos os lados da pia, ele olhou no espelho e fez uma careta para o hematoma leve sob um olho. Diferente de alguma dor no seu lado, os três idiotas não tinham infligido muito dano. Uma vez que caiu no chão e encurralaram-no, ele entrou em um problema sério. Ele tinha que agradecer aquela mulher mistério por aparecer no momento certo. Pena que ela se recusou a dar-lhe seu nome. Ele pressionou sobre a área. Não muito dolorido. Provavelmente ia ficar roxo por um par de dias. Ele teve definitivamente muito pior a partir de uma sessão de boxe simples no ginásio. Ninguém iria notar. Ele não tinha certeza de como começou o encontro de hoje com bandidos dos McNealys. Os jogadores só enviavam os capangas quando o trabalho sujo precisava ser feito. Sim, ele ainda lhes devia cerca de sessenta e cinco mil dólares, mas ele estava completamente em dia com seus pagamentos. Enquanto ele pagasse a tempo, eles não deviam ter quaisquer problemas.

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Aparentemente, eles estavam agora tendo problemas. Era apenas uma questão de tempo antes que ele descobrisse qual.

Quando Lance bateu a porta de seu Jeep, ele olhou em volta da pista para qualquer sinal dos capangas. A última coisa que ele precisava era que eles aparecessem novamente. Felizmente, não havia nenhum sinal deles, então ele correu pela calçada. Ele estava atrasado... outra vez. Dois dias seguidos era algo que ele tentava não fazer, mas ele não tinha controle quando uma chamada vinha no seu negócio de reboque. Ele recebia um telefonema. Ele ia. Ponto.

Ele agarrou a maçaneta da porta, correu para dentro do ginásio. — Eu defini o seu compromisso com Billy até que você chegasse aqui. — Mac cumprimentou-o com uma ligeira, irritação na sua voz. Essa seria à medida que seu melhor amigo e pseudo patrão iria mostrar para deixá-lo saber que ele estava irritado com a sua chegada tardia. Lance estava grato e Mac sabia melhor sem dizer nada. Ele sabia do negócio. Se ele dissesse algo sobre ele estar atrasado, Lance era susceptível de inverter o fora. Quando Mac se mudou para Kansas permanentemente, tomou a decisão de se aposentar da luta devido a uma lesão na cabeça, ele tinha tomado Ragin em sua oferta para ajudar a gerenciar e treinar no ginásio. No momento em que seu amigo aceitou o cargo, ele começou a convencer Lance para entrar e ajudar com o treinamento. No começo, ele declinou o convite, mas Mac poderia ser um filho da puta persuasivo, e Lance finalmente cedeu, com o entendimento de que o seu

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negócio de reboque vinha primeiro. Mac poderia pegar ou largar. Ele tinha pego. — Quem é? — Perguntou Lance. — O nome dela é Kelsey. Ela se inscreveu ontem. Ele olhou ao redor do ginásio para Billy, para encontrar o lutador peso pena no ringue com uma loira que parecia vagamente familiar. De costas para ele não podia estar certo, mas o conjunto rígido de ombros da mulher o lembrou de alguém. Billy se agachou e arrastou ao redor dela. Enrijecendo o corpo, ela imitou a sua postura e seguiu os seus movimentos, girando lentamente até que seu rosto familiar lhe deu um soco no estômago. Ele reprimiu um gemido, murmurando, — Foda-me. Mac lhe lançou um olhar. — Você a conhece? — Tivemos um encontro ontem. Ela provavelmente não vai querer treinar comigo. Que estava bem por ele. Fora o pouco que tinha compartilhado com Mac há alguns meses atrás, ela era a única pessoa que sabia sobre a sua conexão com os primos McNealy. Embora ela o tivesse intrigado muito ontem, a coisa mais inteligente para ele fazer seria ficar bem longe dela. — O que você fez? — Você me conhece. Eu estava em um modo irritado, colidi com ela, — ele escapou. A última coisa que ia fazer era dizer a Mac que o esquadrão máfia tinha tentado saltar nele, ou que uma bela loira tinha entrado em cena para ajudar. — Você precisa dormir mais, — disse Mac. Ele ia dormir quando ele estivesse morto, o que, considerando o que aconteceu ontem, pode não ser tão longe no futuro. — O que ela está procurando? — Perguntou Lance, voltando para o presente. Ela o havia impressionado ontem com seu estrangulamento, mas isso não significava que ela

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sabia alguma coisa sobre MMA. Isso poderia ter sido simplesmente adrenalina estimulando-a. — Ela foi muito específica com o que ela quer. — A expressão estranha atravessou o rosto de Mac, uma mistura de consternação e intriga. — Ela não está procurando um treinador qualquer, palavra dela, não minhas. Ela quer um treinador que sabe muito sobre trabalho de base, mas também que possa ajudá-la a construir a força e velocidade. Ela quer ser tratada como qualquer dos lutadores do sexo masculino neste edifício e a coisa mais interessante é que ela queria uma compilação dos meio-pesados. Isso é você. Lance olhou para o amigo por um segundo, digerindo a informação. Isso foi uma ordem incomum para alguém acaba de chegar para um treino. — Será que ela sabe lutar? Essa era a única explicação para os pedidos que ele poderia pensar. Nos últimos anos, lutadores femininos tinham aparecido na indústria e eles chutaram algumas bundas a sério. — Não. Só faz isso como um hobby. Um intenso tipo de hobby para alguém que não tinha interesse em fazer uma carreira. — Ela está bem, — Mac continuou. — Observa-a. Lance cruzou os braços sobre o peito e estudou-a dentro do ringue, ainda circulando com Billy, esquivando-se sua tentativa de uma queda. Ela era uma beleza. Mesmo com tudo o que aconteceu, ele tinha notado ontem. Inferno, ele teria que ser cego para não notar. Depois que ela enviou Ralph para o chão, ela estava lá com confiança escorrendo dela. Sem medo ou intimidação, que sequer apareceu em seus olhos enquanto o homem se elevava sobre ela. Se não fosse o nascimento de sua filha, essa seria a visão mais inspiradora e respeitosa que ele já tinha visto. Quando Ralph tinha começado a levantar-se, Lance ficou incerto do que o homem seria capaz, então ela se adiantou, desafiando-o a tentar qualquer coisa. E ainda assim, ela não tinha vacilado na sua postura destemida.

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Hoje, ela era o mesmo, exceto que ela não estava usando jeans e uma camiseta de mangas compridas. Não, hoje ela estava em um top verde azulado de treino apertado e shorts correspondentes. O equipamento mostrou as ondas suaves de seu corpo tonificado, atlético. De repente, ela desceu em ambos os joelhos e sacudiu Billy sobre ela. A tela bateu, sob o impacto de seu corpo. Impressionante. — Eu assisti-a durante toda a manhã, — disse Mac. — Ela é incrível, e tem treinado por um tempo. — Isso é tudo que você já viu ela fazer? — Não. Billy aqueceu-a no saco. Cara deixe-me dizer, que a mulher tem um gancho de direita feroz. Eu não gostaria de estar no fim da recepção do mesmo. Mac estava exagerando. Como um lutador ex-peso pesado de MMA o homem tinha tomado algumas batidas violentas. Mas Lance entendeu seu amigo. A mulher, enquanto ainda bem torneada e suave, tinha uma qualidade de aço sobre ela — a aura ‘nem mesmo pense em foder comigo’. Ele gostava disso. Ela seria divertida de treinar. Por mais que ele precisasse manter distância dela, uma emoção se envolveu nele agora. Talvez eles pudessem deixar o que aconteceu ontem no passado. Billy olhou por cima e se endireitou. Depois de dizer algo a Kelsey batendo em seu ombro, ele escorregou para fora do ringue e correu. — É muito ruim que ela quer um treinador peso pesado. Eu a acrescentaria para a minha lista de clientes em um segundo. — Ela disse por que estava focada nessa classe de peso? — Perguntou Mac. — A única coisa que eu realmente sei dela era que está treinando com pesos penas e leves durante anos. Ela queria desafiar a si mesma.

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Que era um enorme desafio embora. Pesos penas e leves pesam entre 70 e 80 kg. — Pesos pesados leves pesam 120 kg e eram muito mais volumosos. Salto estranho para um desafio. Ele balançou sua cabeça. Tanto faz. Ele era a última pessoa a julgar a decisão de alguém. Deus sabe o que ele fez algumas coisas ao longo dos anos, que ele ainda estava pagando. A coisa que ele precisava focar era se ela queria mesmo trabalhar com ele. Enquanto Billy e Mac conversavam, Lance manteve o olhar fixo em Kelsey, esperando que ela o notasse. Agora, ela estava ocupada em torno do ringue, bebendo de uma garrafa de água. Quando ela tirou a tampa, sua cabeça virou—se lentamente na direção deles, examinando primeiro Mac, em seguida, Billy, e, finalmente, o desembarque em cima dele. Aqueles olhos azuis imediatamente se estreitaram e seu nariz amassando em uma carranca. Lance reprimiu um sorriso. A mulher não escondia como se sentia. Sabendo que iria incitar ela, ele mexeu com os dedos em saudação. Sua carranca se aprofundou. — Eu provavelmente deveria ir até ela, — disse Lance para Mac. — Não é possível manter esperando um membro pagador. Quando ele se aproximou dela, ela murmurou algo que soou notavelmente como, — Quem no inferno eu irritei? — Uma risada fez cócegas no fundo de sua garganta, mas ele bateu-a de volta. Ele queria irritá-la, não irritá-la muito. Ele se se encostou à corda inferior. — Então, nos encontramos de novo. Ela deu-lhe um olhar irritado. — Infelizmente. Não se preocupe. Eu vou cuidar dos meus negócios. Você faz sua coisa. Vou fazer o meu. Ele definitivamente merecia esse jab sarcástico. Ele tinha lamentado sua reação a sua ajuda desde que a

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adrenalina tinha-se esgotado. Ele queria se desculpar, mas não queria entrar nisso aqui no ginásio. —Acho que você não vai ser feliz de ouvir que eu sou Lance, hein? A suave risada, ridícula saiu de sua boca enquanto ela abaixou a cabeça e balançou-a. —Minha sorte novamente, em toda a sua glória. — Ela esfregou a testa e soltou um suspiro de derrota. — É o que é. Mac disse que você é um muito bom treinador. Eu prometi para dar-lhe uma chance. Agora prove isso para mim. Seu desafio o excitou ainda mais. Ele tirou os sapatos, tirou as meias, em seguida, deslizou por baixo da corda de fundo para o ringue. —Seria meu prazer. Depois de levantar, Lance caminhou em direção a ela, chamando-a para frente com movimentos dos dedos. — Vamos, Mulher Maravilha. Mostre-me o que você consegue fazer. Ele esperava que ela respondesse ao seu desafio de encontrálo no meio do ringue. Em vez disso, quando ele se aproximou, ela mudou-se para trás sinal claro ligeiro para qualquer lutador que seu oponente estava hesitante. Quando sua garganta trabalhou e engoliu em seco, ele parou sua abordagem. Ela murmurou algo que ele não poderia dizer, então endireitou os ombros e ergueu o queixo no ar um pouco. —Mulher Maravilha? — Ela disse com um traço de raiva em sua voz. —Então, eu salvei sua bunda gorda de três bandidos, e como agradecimento você faz um insulto indireto. —Uau. Volte para baixo, tigre. — Ele olhou em volta para se certificar de que ninguém estava ouvindo. Todos pareciam estar cuidando de seu próprio negócio. —Eu quis dizer isso como um elogio. Você me impressionou ontem. Tensão lançou seu domínio sobre seus ombros, e ela fez uma careta. —Oh. Desculpa. Eu tive um monte de comentários condescendentes ao longo dos anos, a partir de caras muito menores do que você. Reação instintiva. Minha culpa.

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—Eu não posso dizer que me choca. Ontem, porém, você usou um ataque de surpresa. Vamos ver o que você tem em ir de igual para igual com alguém. Nisso o queixo subiu novamente, e novamente ele teve a sensação de que ele tinha atingido um nervo com ela. —Justo. Depois de outra pausa momentânea, ela encontrou-o no meio do ringue. Considerando a forma como ela foi ontem com os 3, e apenas agora com Billy, sua hesitação o deixou perplexo. Ela estava percebendo o quão diferente contra um meio-pesado seria? —Você tem certeza sobre isso? — Perguntou. —Porque você está me perguntando isso? —Porque você não é tão confiante comigo como você estava com Billy. Ela piscou. —Você pode ver isso? Uma corrente de vulnerabilidade apareceu sob sua pergunta e confundiu ainda mais. —Estou treinado para ver isso. Silêncio seguiu sua declaração e um pequeno sorriso surgiu em seus lábios. —Mac estava certo. Você é um grande treinador. Agora vamos fazer isso. Orgulho expandiu seu peito. Com vinte anos na indústria em seu currículo, ele sabia que era um muito bom treinador, mas por alguma razão, vendo Kelsey dizer parecia significar muito mais. —Você entendeu. Ambos se agacharam em posições defensivas e circularam entre si. Ele não fez nenhum movimento em direção a ela. Por agora, ele queria que ela fosse o agressor, para ver quão boa ela era no início de um takedown. Kelsey bateu nele em primeiro lugar algumas vezes, tentando estimulá-lo a uma reação, mas ele se manteve forte. Finalmente, ela se lançou para frente. Lance imediatamente bloqueou os braços dela. Ela era mais forte do

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que ele esperava, mas não é páreo para alguém como ele. Ele poderia facilmente ter deslocado para se tornar o agressor. Ainda assim, ele permitiu que ela o controlasse. Ela passou o braço em volta do pescoço, usando sua força para dobrar para frente. Sabendo que ela deslizou para sua perna, ele respondeu, saltando para trás, e ela perdeu o controle ao redor de sua cabeça. Ela se endireitou, passou a mão em seu rosto, em seguida, mudou-se para a posição de defesa, imediatamente se lançando para bloquear os braços novamente. Ainda em seus pés, eles lutaram por um segundo. Ela realmente era boa, mas ele queria ver o que ela faria se ela realmente o trouxesse para baixo. Kelsey trabalhou seu aperto abaixo de seu corpo, em seguida, circulou seu joelho com os braços e levantou-o num movimento que ele poderia ter facilmente manobrado, mas ele permitiu que ela o levasse para baixo. Fúria ficou gravada em cada sulco de seu rosto. Ela empurrou para longe dele. —Que diabos? Eu não estou pagando por algum treinamento fraco. Dê tudo para mim. Se ele lhe desse seu tudo, ela não iria gostar do resultado. —Não há nenhum ponto. — Lance ficou de pé. —Eu vou ter você presa em segundos. Você não está pronta. Cor penetrou em suas bochechas enquanto sua mandíbula se apertou. —Eu é que vou dizer se estou ou não preparada. Eu estou pagando. Eu estou lhe dizendo para vir para mim com tudo o que você tem. —Você não luta, certo? — Ele perguntou. Uma virada rápida de sua cabeça mostrou seu choque com a mudança de assunto. —O que isso tem a ver com alguma coisa? —Apenas tentando compreender a sua motivação. —Você não é meu psiquiatra. Você não precisa entender a minha motivação. —Você sabe que você é uma mulher, certo? 26


Olhos esbugalhados, ela jogou os ombros para trás em uma impressionante demonstração de indignação. —Você está me chamando de fraca? —Não. Você é realmente muito forte. Mas há sempre alguém mais forte, mais rápido e mais experiente. Eu supero você em pelo menos setenta e cinco kg. Meu peso por si só é uma vantagem sobre você. —Você não acha que eu sei disso? É por isso que pedi para treinar com alguém de sua classe de peso. —Por quê? — Ele deveria somente deixar o assunto, ele não podia. Ele queria saber. —Por que você se importa? Ele continuou a olhar para ela previsivelmente. Ela soltou um longo suspiro. —Bem. Não há nenhuma razão para que esteja fazendo isso há anos. Eu só estou tentando seguir ao próximo nível. Agora, nós podemos deixar isso e voltar para o que eu estou lhe pagando? Essa foi uma resposta, mas ele não ia conseguir mais dela. —Nós temos mais de dez minutos. Você tem meu tudo. — Obrigado. Desta vez, ela não hesitou em encontrá-lo de volta no meio do ringue. Eles fecharam os braços, lutando pelo domínio. Ela passou a perna na dele, tentando derrubá-lo fora de seus pés. Contrariando, deu um passo para frente, agarrou-a em um golpe e rolou os dois até que ela estava deitada de costas e ele estava montando sua cintura. — Cheque mate. Frustração escureceu suas características, pois ambos se levantaram e se moveram para enfrentar um ao outro novamente. —Eu lhe disse, — ele não podia deixar de dizer. —Você não está pronta. Kelsey apertou os dentes em irritação. —Estou pronta. Mais uma vez.

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Enquanto ele poderia respeitar sua tenacidade, ele ainda não estava dando a ela tudo o que tinha. Mas talvez ela precisasse sentir toda a sua força para entender que ela não estava nem perto de estar pronta para levá-lo em combate. Eles circularam entre si. Lance estudou sua posição, em busca de sua abertura. Ele respeitava a maneira que seu olhar estava fazendo o mesmo com ele. A mulher tinha uma porrada de conhecimento nessa bela cabeça. Pena que ele ia ter de dar-lhe uma verificação da séria realidade. Quando ela fez um ligeiro movimento que indicou que ela estava prestes a golpear, ele atacou, agarrando-a pela cintura, e trouxe-a para baixo na tela com um baque. O corpo debaixo dele congelou. Ele usou o choque para sua vantagem a trancando em uma chave de braço. —Cheque mate... de novo. Em seguida, ele a soltou e levantou. Quando ela não se moveu para fazer o mesmo, ele olhou para ela. Seus olhos estavam fechados, e sua pele estava mais pálida do que antes quando ela respirou fundo por muito tempo. —Não, — ela sussurrou, em seguida, pulou para seus pés. Ela caminhou pelo lado oposto do ringue por alguns segundos e depois parou de costas para ele, as mãos nos quadris. Que diabos? —Ei. Você está bem? Ela ficou como que um segundo a mais, em seguida, olhou para ele. A tensão estava em seu rosto e não estava lá antes, tornando o sorriso que ela lhe enviou quase frágil. — Totalmente bem. Os últimos dez minutos foram incríveis. Obrigado. Sim, ele não acreditava naquele obrigado. Ela estava claramente chateada, mas ele não tinha certeza do que dizer para ajudar. Melhor fingir que ele não tinha notado. Ele preferia quando as pessoas faziam isso com ele. —Tudo certo. Amanhã mesma hora?

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Um sinal de positivo foi a resposta dela, então ela se virou e saiu do ringue. Qual era a coisa desta mulher? Ela não parecia zangada com ele, mas chateada com ela mesma. Enquanto ele podia simpatizar com isso, ela realmente esperava entrar aqui e dominar alguém muito maior do que ela? Ele a seguiu para fora do ringue. —Você entende que, mesmo que você tenha tido uma formação incrível, você pediu para ir contra alguém que você nunca iria ser combinada em um ringue, certo? Há uma razão para que os lutadores sejam colocados em classes de peso. —Eu sei o que estou fazendo e eu não preciso de uma palestra. —Tudo bem, — disse ele, levantando as mãos em sinal de rendição. Se isso era o que ela queria, então ela ia obtê-lo. —De qualquer forma, se vamos trabalhar juntos, — ele baixou a voz. —Eu preciso me desculpar por meu comportamento ontem. Um encolher de ombros. —Como você disse: — Isso não é da minha conta, e ainda não é. Ele olhou em volta. Vendo que ninguém estava prestando qualquer atenção, ele voltou sua atenção para Kelsey, apenas para descobrir que ela o observava com curiosidade. Ele não gostou do olhar compreensivo no rosto. —De qualquer maneira, — disse ele, passando a mão sobre a sua cabeça. —Eu agi como um idiota e eu não deveria ter feito. Você só estava tentando ajudar. Ela aproximou-se dele, e seu peito, de repente apertando sinal indicador de atração. Merda. Era fácil notar que ela era uma bela mulher – bastante para ele responder a ela. Ele não tinha tempo para que uma mulher despertasse o seu interesse no momento. —Todo mundo tem segredos, — ela sussurrou. —O seu esta seguro comigo.

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Não era apenas bonita, mas perspicaz tambem. Ele estava grato por isso. Ela enviou-lhe outro sorriso apertado, então se virou para a sua bolsa de ginástica. —Vejo você amanhã. Tente não se atrasar desta vez. Não tenho paciência para preguiçosos. — Ela enviou-lhe uma piscadela. Lance teve que lutar contra mais um sorriso. —Eu vou ficar quinze minutos atrasado em vez de trinta. Que tal? A suave risada sacudiu. —Você estaria indo na direção certa, pelo menos. Ele tinha o desejo insano de continuar a brincadeira entre eles, o que imediatamente o levou a decidir ficar longe dela e rápido. Uma vez que ele estava do outro lado do ginásio, ele se virou para olhar para ela. Ela estava olhando para a parede em frente a ela. Linhas de preocupação profundas em seu rosto. Todas as coisas que ele se confundiu sobre Kelsey voltou com força total. Ela sabia que ele tinha um segredo, mas poderia jurar que ela também tinha um. Um grande.

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Capítulo 2 Inalando profundamente, em seguida, liberando o ar lentamente, Ella tentou controlar a queimadura ameaçadora por trás de seus olhos. As lágrimas eram fraquezas. Fraqueza era inaceitável. A conversa de vitalidade interna ajudou e o ardor desbotou. Sabendo que ela finalmente tinha o controle de suas emoções, ela empurrou a toalha e a garrafa de água em sua bolsa de ginástica. Hoje não tinha saído como o planejado. Não que ela realmente esperava obter o melhor de um lutador dos meio pesados, mas depois de todos os anos de formação, ela, pelo menos, pensou que ela iria ser um pouco de um adversário. Ela não foi. Uma vez que Lance lhe deu seu tudo, ele jogou a seu redor como ela não pesasse mais que um travesseiro. O ponto inteiro de treinamento com um meio pesado foi convencer a si mesma que não estava completamente indefesa, para que ela não desligasse se ela se deparava com alguém do mesmo peso e construção como seu ex. Esse plano tinha saído pela culatra. Tudo o que ela sentia era vulnerável e com medo... Novamente. Essas duas emoções acabariam por matá-la. O que significava que ela tinha que treinar mais. Ela não era cega à sua necessidade desesperada para saber mais — sentir-se mais segura. Nada parecia funcionar. Ela tinha aprendido Krav Maga. A luta de defesa de Israel deveria ter sido o suficiente, mas não foi. Não foi real o

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suficiente. Então, ela se mudou para o jiu-jitsu, boxe e wrestling. Ainda não fui suficientemente real. Tudo foi puxado para trás. Muito demonstrativo. Mesmo quando ela teve o melhor de um instrutor, ela não se sentia vitoriosa, porque ele não foi para ela com seu tudo. Ela balançou a cabeça. Ela estava se concentrando muito no negativo. Sim, ela estava ainda altamente intimidada por grandes homens. No entanto, ela acabou de lutar com um. Quando Lance entrou no ringue, sua ansiedade quase conseguiu o melhor dela. Ela esteve bem perto de acabar com a sessão. Ele era tão grande. Forte. A idéia de tentar lutar contra ele a subjugou com memórias horríveis. Ele notou sua hesitação. O fato de ele ter notado e comentado, tinha lhe dado uma força para prosseguir que ela não sabia que ela possuía. Isso era algo para se orgulhar, mesmo se ele foi capaz de dominá-la com algumas jogadas. —Isso foi absolutamente impressionante. Na voz feminina inesperada, Ella girou. Uma mulher mais jovem de cabelos escuros, talvez vinte e poucos anos, estava olhando para ela com uma expressão de espanto. —Uh... obrigado. —Quanto tempo você tem treinado? — perguntou ela. —Um pouco mais de três anos. Três anos, quatro meses e quinze dias, para ser exata. Ela tinha começado a treinar o momento em que os médicos haviam lhe dado um atestado de saúde, como se sua vida não tivesse mudado dramaticamente de qualquer maneira. —Pude ver isso. Eu só estou nisto por um ano. Eu mal posso esperar chegar ao nível que você está. Você vai fazer carreira? Ela respondeu a essa pergunta muitas vezes. O triste foi que, embora ela treinasse muito, treinando da mesma

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maneira que um prepper3 do fim do mundo que armazena para o apocalipse, ela não podia suportar assistir a uma verdadeira luta. —Não. Apenas um hobby. Eu gosto do treino. —É um ótimo treino. Estou tentando entrar em CMC. Divisão feminina que compete seriamente com algumas das mulheres mais fodonas. Ella não saberia. A mulher estendeu a mão. —Amber Frist. Ela hesitante tomou a mão de Amber. Ela não estava aqui para fazer amigos. Quanto mais longe ela ficar de pessoas, menos provável que ela estaria a dizer algo errado, como dar seu nome real. —Kelsey. —É muito bom conhecê-la. Acabei de terminar, quer sair para comer? —Eu sinto muito. Eu realmente tenho que ir. — Ainda que o único lugar que tinha que voltar para a era seu pequeno bangalô, onde nada era dela, apenas um par de malas. Ir para lá não agradava a ela, tampouco. —Oh. — Os ombros da menina caíram. —Ok. Eu entendo. Sinto muito por colocá-lo no local. Sou recém chegada na cidade e ouvi que você também, pensei que talvez... — Ela deu de ombros. —Você sabe. Culpa se apoderou dela. O que dói? Ella estava sozinha em uma cidade estranha e não tinha uma pessoa para conversar, quando ela estava acostumada a estar cercada por pessoas no ER e abrigo de mulheres. Ela perdeu seu emprego, perdeu seus colegas de trabalho... Perdeu suas senhoras. Seu peito se apertou com o pensamento do grupo de mulheres que estava deixando para trás — como 3

Uma pessoa que acredita que um desastre catastrófico ou de emergência é provável que ocorra no futuro e faz preparações ativas para ele, normalmente o armazenamento de alimentos, munição e outros suprimentos. Não há acordo entre os preppers sobre o desastre, é mais iminente.

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decepcionadas elas deveriam levantado e fugido como ela fez.

estar

por

apenas se ter

Ela empurrou esses pensamentos em um ‘não posso pensar sobre isso’ compartimento na parte traseira de sua mente. —Meus planos podem esperar. Eu tenho tempo para fazer um lanche rápido. O rosto de Amber iluminou. —Fantástico. Eu só estive aqui por um pouco mais de uma semana, ainda estou à procura de um emprego. Eu não estava ansiosa para ir para casa, girando meus polegares. Ella estudou o rosto jovem, inocente e a invejava — desejou que ela pudesse voltar para um dia antes quando ela percebeu os monstros que as pessoas realmente eram. Não era apenas a sua própria experiência pessoal. Ela viu todos os dias no hospital e abrigo. Ferida de faca, buracos de bala, pessoas em inferno sangrento... Havia tantas pessoas violentas do mundo. E em apenas alguns dias, mais um estaria livre para caminhar pelas ruas novamente. —Você tem um lugar em mente? — Perguntou Ella, jogando sua bolsa de ginástica em cima do ombro enquanto ela tentou reorientar sua mente em outra coisa senão a libertação de Randy da prisão. —Eu conheço esta grande lanchonete na estrada. É a uma curta distância. —Parece bom para mim. Quando elas caminharam até a porta, ela não pôde deixar de olhar para trás em direção a Lance. Ele estava em pé na parte de trás com o Mac, conversando. Seu olhar se voltou em sua direção e seus olhos se conectaram por um breve momento. Uma sacudida eletrocutou seu estômago, e ela virou a cabeça de volta. —Ele é muito, muito quente, não é? — Perguntou Amber. As bochechas de Ella aqueceram. Droga. Foi apanhada. —Quem? — Ela perguntou, inocentemente.

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Amber enviou-lhe um ‘você sabe exatamente quem’ olhar. —Ok. Legal, — Ella cedeu. —São as tatuagens. Eu sempre fui uma otária para elas. —A manga de Lance era totalmente incrível — na sua maioria em preto e cinza tribal, com manchas de eletrizante azul que apenas ressaltavam. Era uma peça impressionante. Ela riu. —É mais do que as tatuagens. Aquele homem é delicioso. E perigoso. Não importava o quão quente era, ou que ele tinha acabado por ser um extremamente excelente treinador, ela teve que manter em foco que ele estava em algo ruim e mesmo se não fosse assim ela não teria nenhuma associação. É melhor mudar de assunto. —Você disse que você está procurando um emprego, por isso suponho que não é por isso que você se mudou para cá. O que a fez ficar dessa maneira? —Minha mãe. Fui criada em Wichita. Depois que eu terminei o ensino médio, há seis anos, me mudei para Nova York para perseguir uma carreira de atriz. — Ela deu uma risada curta. —Jovem e cheia de sonhos e tão, tão ingênua. Nunca conseguimos uma apresentação. Não posso dizer que eu não dei o meu melhor, mas chega um ponto em que você tem que tomar algumas decisões, especialmente quando pagar o aluguel não está acontecendo. Minha mãe sugeriu para eu voltar, fazer uma pausa. Eu não podia discutir. Eu sinto falta de Nova York, mas eu tenho que admitir, eu estou me divertindo com o ritmo mais lento aqui. — Ela atirou em Ella num ápice. —E você? Primeiro teste em manter seus fatos. —Só precisava de uma mudança. —Como você gosta de Wichita? —Na verdade, eu não moro aqui. Eu vivo em Cheney. Eu aluguei uma pequena casa, e eu estou fazendo a mesma coisa que você está — reavaliando minha vida. Mentira. Ela estava se escondendo.

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—Cheney é legal. Era uma cidade pequena bonita. Com Wichita apenas 30 milhas de distância, ela ainda era capaz de ir para a cidade, mas poderia manter o isolamento que ela estava procurando. —O que você faz? — Perguntou o Amber. —Faz? —Você sabe... para o dinheiro? O ‘Q e A’4 a estava deixando desconfortável. Deus, isso tinha sido uma má idéia. —Eu trabalhava no escritório de um médico. Não há razão para elaborar esse consultório do médico que era na verdade um hospital e ela era uma cirurgiã. —Oh, legal. Você está pensando em voltar para essa linha de trabalho? Ela adoraria, mas então ela tinha que dar seu nome real, o que a deixava exposta. Até que ela estivesse pronta para ser encontrada, ela não estava fazendo isso. —Um dia, talvez, mas não agora. Primeiro ela tinha que superar o medo de que seu ex estaria atrás dela no momento em que for libertado da prisão. Porque se ele fizesse, ela não poderia congelar. Ela teria que reagir. Saber como se defender. Proteger-se. E foi aí que Lance entrou.

Uma hora mais tarde, Lance saiu da instalação. Mac lhe pediu para treinar com um dos pesos pesados leve em 4

Q = question = pergunta; A = answer = resposta.

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ascendência. Significava muito para ele que o Mac gostava tanto de suas habilidades dentro do ringue, mesmo que ele nunca tinha feito isso no circuito profissional. A vida só tinha outros planos para ele. Algumas boas. Algumas ruins. Alguns absolutamente aterrorizantes. Porém, as coisas estavam indo muito, muito bem agora. —Ei, Black. Exceto para eles. Lance ficou tenso, brevemente fechou os olhos, e murmurou: —Foda-se. Ele não tinha paciência para estes três idiotas novamente hoje. Ele lentamente encarou, e Ralph fez sinal para ele segui-los em torno do lado do edifício. Ao dobrar a esquina, ele disse: — O quê? Ralph fez uma careta para ele, — Veja o seu tom, Black. Deus, estes três começaram o seu trabalho. Eles caminharam ao redor da cidade como se a possuíssem. De certa forma, ele adivinhou que eles o faziam, ou mais como seus patrões faziam. —Eu não tenho o dia todo maldito. Diga o que você tem a dizer ou porra me deixe em paz. A carranca se aprofundou. —Você está começando a me irritar, Black. —Sim? O mesmo aqui. Que tal acabar com isso para que possamos continuar com nossos dias. —Eu tenho algumas más notícias para você. —Eu já tinha deduzido isso. O que é ? —Os McNealys decidiram alterar os termos do seu acordo. Choque explodiu através dele, e ele recuou. —Eles não podem fazer isso. Temos um contrato. Ralph riu. —Sim, você tem... um contrato McNealy, que pode ser alterado sempre que os McNealys quiserem. Filho da puta. Ele deveria saber que algo assim eventualmente ia chegar. Embora ele não tivesse na mente e

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no estado de espírito de pensar sobre as consequências futuras quando foi aos primos para o dinheiro em primeiro lugar. Não que isso importasse o que mentalmente foi. Mesmo se ele não tivesse estado desesperado, ele teria ainda assinado o contrato sem pensar. Sua filha estava agora em remissão por causa do tratamento que os seguros e os bancos recusaram a ela. Então, em essência o McNealys, empresários sujos que eles eram, salvaram a vida de sua filha. —O que mudou? —A vida do empréstimo foi diminuída. Isso não era bom. Seu pagamento do empréstimo já era apenas dois mil dólares por mês. Ele estava fazendo isso, além de suas outras contas, mas ele estava trabalhando muito e fazendo isso. Um aumento poderia fazer ele se complicar. Merda. —Sério. Por quanto? —Dois anos e seis meses. Lance apertou os molares. Isso era exatamente quanto tempo ele havia deixado sobre o empréstimo. O McNealys só iriam estar fazendo isso por uma razão. —Que porra é essa que eles querem? —Você é um homem inteligente, Black. —Eu tive relações suficientes com estes dois para saber como eles funcionam. —Tudo que eles querem é o seu talento, Black, e todos nós sabemos que não é o jogo. — Os dois caras atrás dele riu. Lance enrolou suas mãos em punhos, querendo dar um soco no olhar complacente do rosto do outro homem. Ralph foi uma parte do ringue de luta dos McNealys desde o início. Ele foi um testemunho de múltiplas perdas — que levou ao fim de seu casamento e Piper tomando Skylar dele por um curto período de tempo. —E o meu talento é? —Combate.

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Essa palavra foi tão inesperada que a sua mente ficou em branco, uma vez que tentava processar este novo desenvolvimento. —Onde você está querendo chegar? —Eles estão organizando um empreendimento de luta especial para os membros do clube de Wichita. Uma que vai beneficiar você e eles. Eles estão abrindo um clube de luta. —Isso é do caralho ridículo. Não posso lutar contra os homens não treinados. —Não se preocupe. A luta será entre combatentes treinados. Nós só vamos ter subterrâneos e cobrando uma tonelada de merda de dinheiro para entrarem na porta para ver, para não mencionar as oportunidades de jogo que eles vão oferecer. Lance engoliu. —Quando você diz no subsolo, quer dizer não regulamentada. —Qualquer coisa serve. —Não, — Lance sacudiu a cabeça bruscamente uma vez. —Absolutamente não. —Mas você não ouviu a melhor parte. Ganhar ou perder, você tem cinco mil numa luta. Ambas as sobrancelhas de Lance subiu. Cinco mil, ganhar ou perder? —Eu tenho sua atenção agora? Ele odiava a petulância na voz de Ralph, porque o filho da puta estava certo, ele tinha a atenção de Lance. Com a taxa de juros insana que os primos haviam calcado em seu empréstimo, ele ainda devia perto de sessenta e cinco mil dólares. Com apenas um par de lutas em um mês, ele poderia quitar sua dívida em algum momento. Isto iria também liberar seu tempo. Se o dinheiro para o empréstimo estava vindo de luta, então ele poderia concentrar-se em tomar o seu negócio em despejos em tempo integral como ele queria, e sair de ser um auto empreiteiro para o serviço de expedição. Agora ele teve de tomar qualquer trabalho de reboque, não

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importa a hora do dia em que foi oferecido, a fim de manterse com suas contas. —Quantas lutas estão falando? — Perguntou Lance. —A todos quantos são necessários para que você possa pagar a dívida. Ainda assim, ele hesitou. Luta não regulamentada era perigoso e ilegal. Não que a aplicação da lei realmente se importava. Não em torno daqui de qualquer maneira. Os McNealys tem esta cidade, e alguns outros, em seus bolsos. Eles poderiam ser paus totais, mas eles eram ricos, generosos paus totais. E foi incrível o quanto o governo local iria olhar para o outro com a quantidade certa de dinheiro jogado ao redor. À exceção da luta não regulamentada, ele não conseguia pensar em uma desvantagem para este novo arranjo. Ele não tem que participar de qualquer coisa. Ele não tem comprometer qualquer coisa. Ele acabou de entrar nesse ringue e lutou com respeito para o esporte como ele sempre teve. —Diga aos McNealys eles têm um acordo.

Ella saiu da lanchonete, rindo de uma piada que Amber tinha dito. Ela gostava da menina. Ela era engraçada, descontraída, e mal-humorada. Ela podia ver Amber e ela ter uma realmente estreita amizade — se as coisas fossem diferentes. —O que você vai fazer esta noite? — Perguntou Amber. Por mais que ela gostasse dela, Ella também precisava manter a distância. —Eu tenho algumas coisas em casa para fazer.

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—Oh. Sim. Você mencionou que tinha coisas acontecendo. Eu tenho o momento difícil não tendo nada para fazer. Quando eu estava em Nova York, eu estava sempre com os meus amigos em algum lugar. Eu sinto falta deles. —Eu conheço o sentimento. — Ela sentia falta, também. — Quando ela resolveu sair do Maine chocou a todos, inclusive a si mesma. Tudo o que precisou foi um telefonema de seu advogado com a notícia de que Randy estava sendo solto em breve, e a bela casa de três quartos que ela tinha estado em apenas alguns meses atrás, tornou-se muito pequena. Sua cidade, seu estado, tinha-se tornado muito pequeno. Não havia espaço suficiente entre ela e o homem que quase a matou, que tinha ameaçado terminar o trabalho quando ele saísse. —Vai ficar mais fácil, não é? — Perguntou Amber. Ela esperava. —Sim. Será. Pneus cantando, em seguida, esmagando metais soaram à sua direita. Chicoteando a cabeça naquela direção, ela viu um carro bater em outro carro em um cruzamento. Sem pensar, ela correu para o acidente. Ela focava no carro que tinha a porta do lado do motorista esmagado. Ella inclinou-se para a janela do lado do passageiro quebrado. O cara sentado ali estava segurando uma mão ensanguentada a uma ferida na cabeça. Seu palpite era a cabeça tinha sido o que tinha quebrado a janela. Ela rapidamente avaliou o resto do carro. Um homem sentado na parte de trás, mas parecia muito bem quando ele repetiu: — Que porra é essa? — Uma e outra vez. O homem atrás do volante, onde o impacto tinha acontecido, estava inconsciente com sangue escorrendo pelo rosto. Seu olhar permanecia sobre o condutor. Por que ele parece familiar? Ela empurrou o pensamento de lado e com foco no passageiro. —Qual o seu nome? —B-Ben.

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Vendo que ele estava coerente, ela correu para o lado oposto do carro, então subiu no capô esmagado do outro veículo para que ela pudesse se inclinar pela porta demolida do motorista. Colocando dois dedos no interior de seu pulso, ela checou seu pulso. Forte. Graças a Deus. Ela deu uma rápida inspeção de seu corpo. Sangue saturado no seu lado esquerdo. Ela rasgou a sua camisa abotoada até encontrar uma ferida aberta baixo em seu abdômen. Ella arrancou sua jaqueta de algodão e, em seguida, pressionou contra a ferida para estancar o sangramento. —Será que alguém ligou para o 911? — Ela gritou. —Eles estão vindo, — alguém atrás dela disse. Eles precisavam vir rápido. —Ralph. Jesus. Ralph. — O passageiro olhou para seu amigo, horror arredondando seus olhos. —Ele é... porra! Ela bloqueou o cara, mantendo sua atenção em seu paciente. —Senhor, você pode me ouvir? Um gemido foi sua resposta. —Senhor, você pode me dizer o seu nome? — Perguntou ela. O homem gemeu novamente. —Senhor, o seu nome. Assim quando ela chegou para verificar suas pupilas, seus olhos se abriram. Eles olharam para frente por um segundo antes que se incidissem sobre ela. Ele lentamente piscou, como se estivesse tentando limpar a sua visão, em seguida, um sorriso doloroso surgiu em seu rosto. —Você ama salvar os homens, não ama, — ele disse em um sussurro trêmulo, cheio de agonia. O que diabos ele estava falando? Ela estreitou os olhos nele. Sim, ele parecia... ela inalou bruscamente, seu olhar voando para os outros dois homens no veículo. Santa. Merda. Estes foram os idiotas que tinham encurralado Lance ontem.

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—Desejou que você se importasse com o seu próprio negócio, hein? —Eu não trabalho assim, — disse ela. Ele tossiu em seguida, gemeu. —Eu acho que estamos quites. Sirenes soaram no fundo. Agora que o instinto estava passando, ela percebeu a situação pública que ela se colocou Ela tinha que dar o fora daqui antes que as pessoas começassem a fazer perguntas. —Você, — ela disse para o passageiro. —Segure isso no lugar. —O quê? —Mão. Aqui. Agora. Ele imediatamente se inclinou e colocou a mão sobre o material enrolado, mal o tocando. Frustrada, ela pressionou na parte superior de sua mão, forçando-o com força contra a ferida até que ela estava satisfeita com a compressão. — Assim. Não se mova. — Ela olhou para o motorista. —A ambulância está quase aqui. Você vai ficar bem. Sem esperar por uma resposta, ela subiu em cima da capota e correu para a multidão, com a intenção de desaparecer no caos de pessoas que tentavam consolar os feridos. Assim quando ela fez isso através da horda, ouviu alguém chamando o seu nome. Droga. Ela tinha esquecido sobre Amber. Ela continuou andando, fingindo que não a tinha ouvido, só para ter Amber chamando seu nome ainda mais alto. Ella girou. —O quê? —Nós somos testemunhas. Temos que ficar. —Eu não testemunhei o acidente, não é? —Não, — ela disse lentamente. —Então não temos nada a oferecer além de ouvir o acidente acontecer. Eu não tenho tempo para isso.

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Ella se virou, indo até a rua quando uma ambulância acelerou por ela. Graças a Deus. Isso ia contra cada parte de sua formação médica deixar uma pessoa ferida como ela fez, foi um movimento egoísta. Mas ela não podia ser interrogada pela polícia. Ela não poderia dar o nome dela. Ela com certeza não queria o seu nome associado com os três homens no carro — por qualquer motivo. No entanto, ela não estava completamente fora das boas maneiras. Sua retirada precipitada poderia causar que Amber começasse a fazer perguntas. Quem diabos fugia de um acidente como esse? Ela não podia pensar nisso. Ela só tinha que sair daqui. Quando ela chegou ao seu carro, ela abriu a porta. —Espere um momento, — gritou Amber. Frustração explodiu dentro dela e ela se virou. —O quê? —O que foi aquilo lá atrás? Agora tinha uma compreensão mais clara do por que Lance tinha dito a ela para cuidar da sua própria vida maldita. Amber precisava cuidar da dela própria. —Eu não tenho idéia do que está falando. A mulher deu-lhe um olhar incrédulo. —As pessoas não correm daquela maneira quando eles não fizeram nada de errado. —Eu não queria ficar envolvida. Eu tenho coisas para fazer. —Você está em algum tipo de problema? —Claro que não, — disse ela rapidamente. Muito rápido. Amber continuou a olhar para ela como se ela não acreditasse nela. Não que Ella a culpasse. Finalmente, a mulher suspirou. —Entendi. Você não me conhece o suficiente para compartilhar segredos. Eu não sei o que aconteceu com você que causou isso de correr como se o próprio diabo estivesse atrás de você, e você não tem que me dizer. Só sei que se você precisar de alguém para conversar,

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eu estou disposta a ouvir. — Ela entrou no carro, deu um aceno rápido, e puxou para fora. Nervosa com visão de Amber, Ella subiu em seu próprio carro, em seguida, olhou para frente. Como o próprio diabo estivesse atrás de você. Qual a precisão. Seu diabo estava prestes a ser libertado do inferno, e ele iria, na verdade, vir atrás dela.

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Capítulo 3 O olhar de Lance manteve-se desviando para a entrada do ginásio. Uma ânsia com que ele não estava confortável borbulhou dentro dele enquanto ele esperava por Kelsey chegar para a sua segunda sessão de treinamento. O sino sobre a entrada tilintou. Cabelo loiro puxado para trás em um rabo de cavalo, Kelsey entrou com seu saco de ginásio pendurado em seu ombro. Seu peito imediatamente apertou e o levou a uma carranca. Droga. Ela deixou cair sua bolsa em um banco, puxou para fora dois pares de luvas, uma de boxe, uma sem dedos, em seguida, caminhou em direção a ele. Calças de treino rosa agarrou-se à curva de seus quadris e pernas esbeltas. O top sem mangas branco cobriu os seios de uma forma que ele não se importaria de fazer ele mesmo. Ele afastou os pensamentos. Ela era uma cliente pagadora. Tudo o que acontecer aqui tinha que ser estritamente profissional. —Meu, meu, — disse ela. —Alguém está na hora. Esta mulher poderia fazê-lo sorrir como um idiota da porra com apenas um comentário sarcástico. —Pensei que você poderia usar uma hora inteira para obter a sua bunda entregue a você. —Você mantem-se dizendo isso garotão. Não vai demorar muito antes de eu jogá-lo por cima do meu ombro. Garotão? Uma corrente emocionante veio viva dentro dele. Droga, ele gostou da maneira que a resposta saia de sua boca, mais do que deveria. Ele se sacudiu.

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Foco. Ela está aqui para treinar, não flertar. Este foi um novo sentimento para ele. As mulheres com quem havia trabalhado desde que começou este trabalho tinham tentado a coisa de flertar, mas ele nunca teve qualquer interesse em incentivá-las. Ele queria encorajar Kelsey, queria atirar mais palavras para trás e para frente com ela. —Eu pensei que iria aquecer-se hoje no saco pesado. Mac disse que Billy começou lá fora ontem e ficou impressionado. Eu quero ver o que você tem. —Prepare-se para estar admirado. — Ela jogou as luvas de boxe sobre o ombro e deixou-as pendurar no gancho de seu dedo. Quando ela passou por ele, ela disse: —Eu amo o trabalho de saco. —Mostre-me o que você tem coisa sexy. As palavras simplesmente saíram e ele poderia se ter socado na cara. Se o arqueamento da sua testa era alguma indicação, ela também ficou surpreendida com o comentário como ele estava. —Coisa sexy? — Ela apertou os lábios em consideração. —Faz algum tempo desde que alguém disse algo assim para mim. Ele duvidava disso. Não havia nenhuma maneira que esta mulher não tinha homens ofegantes em seus calcanhares, enquanto ela passava. —Basta fazer, — disse ele. Depois ela colocou suas mãos, o que era a coisa mais sexy que ele viu em muito tempo e amarrando suas luvas de boxe, ela se posicionou na frente de um dos sacos pretos, cheios de areia. —O que estou fazendo aqui? Apenas os braços, ou você quer que eu jogue em alguns chutes também? Oh, ele gostaria de ver isso. —Você faz o que achar certo. Quero ver como você lida com isso.

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Balançando a cabeça, ela levou as luvas para o queixo, em seguida, explodiu no saco com socos poderosos que enviaram a coisa girando para o alto. Diferentemente da maioria dos novatos com o saco pesado, ela não esperou pelo saco parar de se mover antes de batê-lo novamente. Ela agressivamente atacou o saco sem parar, acrescentando chutes altos e baixos aqui e ali. Maldiiiiiiição. Essa palavra repetia na cabeça de Lance com cada soco atingido. Seu olhar arrastou sobre ela, a imersão na imagem erótica que ela fazia. Havia algo extremamente sexy sobre uma mulher que vai bater em um saco. Os pequenos músculos de seus braços e costas flexionadas, apenas começando a brilhar com suor. Sua delicada mandíbula estava apertada na concentração feroz, e sua expressão disse que sabia o que ela estava fazendo desse saco sua cadela. Essa corrente animada explodiu em um inferno total. Assim. Porra. Quente. Ele não podia segurar mais. —Tempo. Respirando pesadamente, ela baixou os braços e olhou para ele. —Como foi isso? Enquanto tentava recuperar o fôlego, ele teve o momento mais difícil olhando para longe de seus seios arfando. —Você é uma puta durona. Prazer iluminou seu rosto, e esse olhar era mais sexy do que a feroz. Foda-se, ele estava com problemas. —Bem, eu gosto do comentário melhor do que ‘Coisa Sexy’. Uma risada saiu de sua garganta. —Que tal levar isso para o ringue e fazer algum trabalho de almofada? Eu gostaria de ver quanta energia você realmente tem por trás desses golpes. Ela não disse nada enquanto ela arrancou as luvas de suas mãos e caminhou por ele. O aroma de baunilha de seu perfume brindou, e ele cerrou o punho contra a sua

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intensificada consciência sobre esta mulher. Tudo sobre ela, ele estava ciente. Talvez uma grande sessão de almofada fosse o que ele precisava para mudar o foco. Seria difícil notar algo sexy sobre ela ao ter de se concentrar em seus socos. Kelsey jogou as luvas abaixou, pegou o par sem dedos, em seguida, deslizou por baixo da corda de fundo para o ringue. Lance pegou as luvas de foco e fez a mesma coisa. —Que tipo de treinamento de foco você já teve? — Perguntou. —Depois de me assistir chutar a bunda desse saco, você está realmente fazendo essa pergunta? —Mantenha-se, Mulher Maravilha, — disse ele, rindo. — Eu não tenho nenhuma dúvida que você teve treinamento extensivo. A minha pergunta é se os seus treinadores simplesmente permitiram que você trabalhasse em seus socos ou eles também funcionam em sua resposta defensiva? Quando ela olhou para ele, os lábios franzidos em aprovação. Seu olhar caiu e segurou lá. Jesus Cristo. Engolindo em seco, ele forçou sua atenção de volta para ela. —Principalmente o primeiro. Treinadores bateram em minha cabeça depois combinações, mas eles também foram lentos, o que me deu muito tempo para reagir em vez de fazer isso por instinto. Eu quero fazer isso por instinto. O seu conhecimento de treinamento de MMA e seu desejo de aprender foram um enorme tesão. Lance deslizou as luvas em suas mãos. —Nós vamos fazer isso de instinto. Vamos ver o quão bem você faz com sugestões. Ele levantou uma luva. Imediatamente, um jab forte bateu a mão. Agora que eles estavam falando. Como ele levantou as duas luvas, aterrou uma combinação jab direto instantaneamente. Lance sorriu. —Excelente. Vamos apenas aquecer e começar uma sensação para o outro em primeiro lugar, ok? 49


Ela assentiu com a cabeça. Ele gritou uma sequência de números e moveu as mãos em posições diferentes, ela sempre conectou com a combinação correta. Jab duplo, em linha reta, uppercut, gancho traseiro, gancho de chumbo. Ela não perde uma batida droga, e sua admiração por ela cresceu. Ele observou seus movimentos, esperando por ela para relaxar e baixar a guarda. O segundo que ela fez, ele rapidamente pulou e bateu-lhe no ombro. Piscando, Kelsey congelou. Então ele saltou para frente e levemente bateu em seu lado da cabeça. A cor de rosa animada em sua pele do treino ficou branca, e ainda assim ela não se moveu. —Você está bem? Ela balançou a cabeça e recuou um passo, seu olhar fixo ao seu. —Sim. Desculpa. —Não se desculpe. Apenas bloqueie meus avanços. Ela inalou, então exalou lentamente enquanto ela trabalhava os ombros como se estivesse tentando soltar os músculos. Lance tentou desesperadamente esconder sua confusão. Ele mal lhe tocou. Ela estava agindo como se ela tivesse ficado abalada. Finalmente, ela trouxe as luvas de volta até seu queixo, sinalizando que ela estava pronta. Ele chamou uma linha de números. Depois que ela conseguiu o último, ele fez um golpe relâmpago nela, que deixou uma marca em seu lado. Mais uma vez, todo o seu corpo congelou, e ela baixou a guarda. Vendo que ela estava completamente desligada, ele baixou as mãos para o lado dele. —Se você não está pronta para isso, é só me avisar. Podemos trabalhar em outra coisa. Rasgando o velcro das luvas, ela caminhou até o outro lado do ringue e jogou as luvas para baixo, depois ficou olhando para a parede. Cara, ela realmente não poderia levar alguém tirando o melhor dela.

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—Ei, — ele disse, vindo por trás dela. —Você não é a primeira pessoa a congelar, sabe? Isso acontece o tempo todo com iniciantes. Ela girou sobre isso. —Eu não sou uma novata. Eu tive anos de treinamento. Eu não deveria estar congelando. Isto era verdade, mas ela fez, e havia realmente apenas uma explicação que ele poderia pensar. —Kelsey, você teve uma formação fenomenal, mas algumas pessoas simplesmente não conseguem esse passo extra. Eles estão com muito medo de serem atingidos. Eu vejo isso acontecer o tempo todo. Caras vêm aqui, acho que eles estão indo só para saltar no ringue e ir para lá, mas no momento em que recebem a sua primeira pancada por um adversário, eles se quebram. Isso é o que você fez. A expressão preocupada, ansiosa que ele não conseguia entender atravessou seu rosto. —O que você está dizendo? Uma parte dele queria ajudar a aliviar suas preocupações com falsos incentivos, mas ele não faria. Ela queria ser tratada como igual. Ele lhe daria o mesmo conselho que faria a qualquer um dos caras. —Eu não estou dizendo nada. Esta é a sua coisa. Mas você tem que estar bem se deseja ter o treinamento que está pedindo. Se você congelar o tempo todo, não há nenhum ponto. Ela mordeu o lábio inferior por um momento, em seguida, perguntou: —É algo que eu posso passar? Essa mesma vulnerabilidade que visto no dia anterior atada a sua pergunta. Ele teve que apertar o punho contra a vontade de tocá-la. —É claro, — disse ele, afastando-se para que ele não estivesse tão perto dela. —Mas você vai ter que trabalhar com isso. Parando e jogando suas luvas não estão ajudando em nada. Se treinar adequadamente, eventualmente, essas pancadas e golpes eu acho que chateiam você e a fará responder a eles dessa forma instintiva que quer.

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Kelsey o estudou por um longo momento, o lábio inferior preso entre os dentes. Ele forçou os olhos para ficar colado ao dela e não mergulhar para baixo como eles queriam. Um lábio doce, gordo preso entre os dentes era um problema para ele. —Você é um extremamente excelente treinador, Lance. Obrigado. Eu acredito que com você eu vou derrubar algumas paredes muito importantes, que vai me levar para o próximo nível. Ela não estava treinando para lutar profissionalmente. Ele não percebeu era o que o próximo nível era para ela. Por mais que ele queria perguntar, ele manteve a pergunta para si mesmo.

Ella correu pela calçada para atender Lance no ginásio. O ar fresco de meados de outubro tinha cheiro de outono, ela respirou fundo, tentando acalmar o frenesi de energia animada que circulava dentro de seu estômago. Ver Lance teve esse efeito sobre ela, que foi chocante. Mesmo que sua primeira impressão dele envolveu algo obscuro, suas suspeitas se desvaneceram rapidamente. Fazia quase uma semana desde que ela entrou naquele beco, e o Lance que agora dominava seus pensamentos era o que ela treinou todos os dias. Um paciente e atraente. Um homem que era mais perigoso para ela do que o que tinha encontrado naquele beco. Se ela não fosse cuidadosa, ela estava indo para baixar a guarda e deixá-lo entrar, e isso assustou demais ela. O que iria fazê-la vulnerável em um nível totalmente diferente. Ela não tinha permitido um homem perto dela desde que Randy colocou-a no hospital. Ella abriu a porta do Coolier e entrou. Ela imediatamente olhou em volta para verificar se Lance estava

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lá. Ontem, ele teve trinta minutos de atraso. Ela estava tentada a perguntar-lhe onde ele estava, quando ele chegou tarde, mas uma parte dela não queria saber. Se ele contornasse a pergunta, então ela saberia com certeza que ele estava envolvido em algo ruim. Eles não tinham nenhuma associação fora deste ginásio, e ela não queria estragar o seu tempo de treinamento aqui com preocupações sobre onde ele estava. Felizmente, hoje em dia ele chegou a tempo, de pé com Amber. A energia animada com que ela lidou toda a manhã intensificando a todos ataques para nenhum. Ela tomou um pequeno fôlego calmante, esperando além da esperança que ela não se parecesse com uma adolescente com os olhos arregalados. Foi um sentimento novo, algo que ela não tinha lidado em anos, e estaria mentindo se dissesse que não o encontrou emocionante e completamente aterrorizante. Enquanto caminhava até eles, Lance lhe deu um dos seus sorrisos encantadores, e esses ataques enlouqueceram novamente, sua barriga. Vestido em shorts azul e preto de luta brilhantes e uma camisa do logotipo branca sem mangas que mostrou seu braço tatuado com orgulho, o homem era simplesmente delicioso para olhar. —Kelsey. —Ei, — disse ela, parando ao lado dele. —Eu tive uma idéia. Queria executá-la com você. —E aí? —Eu estive conversando com a Amber. Ela tem muita experiência com exercitar com o foco na almofada. Foi o que a fez começar em querer seguir uma carreira no MMA. Eu pensei que talvez vocês duas pudessem fazer uma sessão em conjunto. Eu gostaria de ver se a sua reação é a mesma. Seus ombros caíram, mas ela rapidamente cobriu sua decepção com um sorriso forçado. Ela não queria treinar com Amber. Ela queria treinar com Lance, mas considerando que

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ele estava tentando ajudar, ela não poderia ficar tão insatisfeita. —Estou disposta a dar-lhe uma tentativa. —Excelente. Vá em frente e acelera o ritmo. Depois que ela pegou um par de luvas sem dedos e entrou no ringue, ela enfrentou Amber. Imediatamente, Ella notou a diferença na forma como ela se sentia. Lance na verdade não a intimidava, mas quando ela estava no ringue com ele sempre havia um sentimento de hesitação, de tensão. Em seguida, o minuto em que ele exibiu qualquer domínio que dela desafiou, o passado voltou com força total, como se tivesse acontecido ontem, em vez de quatro anos atrás. Com Amber, ela sentiu-se confiante. Ela sabia que poderia facilmente derrotar a outra mulher. —Pronta? — Perguntou Amber. Ella assentiu. Amber levantou uma luva, e Ella imediatamente apontou. Depois de alguns warm-ups, a outra mulher aumentou a velocidade de suas batidas. Ella defendeu cada uma sem hesitação, em seguida, abaixou-se sob um golpe na cabeça. Quando a outra mulher se tornou mais agressiva, ela conheceu os ataques de luvas de Ella com tapas fortes e fechou a distância entre eles. Ao ser colocada na defensiva e forçada a devolver os golpes, uma apaixonante energia preencheu Ella. Um tapa pungente caiu com força em seu ombro. Embora o golpe tenha sido muito mais difícil do que o de Lance, não reagiu negativamente. Ela simplesmente retornou um uppercut forte que levou Âmber um passo para trás para que ela pudesse pegar o soco com a luva. Ella não parou em sua perseguição agressiva e manteve os golpes até que ela teve a outra mulher contra as cordas. —Isso é o suficiente, — Lance gritou. Ela imediatamente caiu a guarda e relaxou. Amber tirava as luvas, levantou a mão no ar e disse: — Isso estava ficando incrível! 54


Ella voltou o cumprimento. Isso tinha sido incrível. A maioria dos exercícios que ela tinha feito foi com indivíduos menores que sempre mantiveram controle o seu trabalho em seus socos, e não sua estratégia de defesa. Amber tinha lhe dado um intenso treino defensivo. Ela tinha acabado de provar algo para si mesma, também. Ela poderia tomar uma porrada e responder a ela sem congelar. Ele só tinha de ser de alguém que considerava um igual. Pelo menos esse era um passo na direção certa. —Você foi muito legal mesmo, — disse ela. —Sempre que você precisa de um parceiro, conte comigo. —Você tem isso. — Ela virou-se para Lance. A admiração brilhando de volta dele fez seu coração gaguejar, e levou tudo nela não para sair do ringue e jogar seus braços ao redor dele. Ela se conteve: —Obrigado. —Não me agradeça ainda. — Ele deslizou no âmbito da terceira corda, em seguida, caminhou em direção a ela, estendendo a mão. Amber passou as luvas para ele, e deslizou sobre elas. —Sabemos agora que você pode tomar uma batida. Vamos ver o que acontece quando você vai contra mim. E assim, a hesitação penetrou os músculos em seus ombros tensos. Um segundo ela estava emocionada com o seu desempenho, no outro ela estava de volta à estaca zero. A parte mais frustrante foi, ela não tinha mais medo de Lance do que tinha de Amber. Inferno, a batida de Amber tinha picado muito pior do que qualquer uma das pancadas de Lance. A única coisa diferente era a sua construção. Depois que Amber saiu do ringue, Ella circulou Lance. Seus bíceps musculosos flexionados quando ele trouxe a luva, fazendo com que as linhas escuras em seu um braço se movessem. Não deixe que Randy foda com a sua mente mais.

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Lance veio para ela em uma explosão de energia, seus braços batendo para baixo para encontrar os socos que ela freneticamente jogou. Ela não tinha nenhum plano de jogo, apenas balançou. Uma leve batida no lado da cabeça e ela paralisou. Ele imediatamente recuou. O segundo que teve espaço entre eles, sua capacidade de respirar voltou, e ela arrancou as luvas, atirando-os para baixo. —Droga. Sem uma palavra, ela subiu entre a segunda e a terceira corda, pulou para o chão, e caiu em um banco nas proximidades, baixando a cabeça. Por que ela não poderia ter passado este bloco em sua mente? —Ei, — Lance disse, num tom suave que só incomodava. Mas quando ele se sentou, sua coxa pressionada contra a dela, ela encontrou o gesto estranhamente reconfortante. Ela queria inclinar-se para ele, tomar o seu apoio, mas ela se forçou a ficar onde estava. —Eu só preciso de alguns minutos a sós. Silêncio seguiu ao comentário, mas ele não se mexeu. Ele entrelaçou os dedos e deixou-os cair entre os joelhos. — Venho lutando de uma forma ou outra desde que eu tinha treze anos de idade. A última coisa que eu tenho medo é de estar sendo atingido. Ela nivelou um olhar ‘você está brincando comigo’ para ele. —Isso deveria me ajudar como? —Dê-me um minuto. — Ele acenou com a mão. — Alguns meses atrás, eu tinha uma luta enorme marcada. Qualquer tempo livre que eu tinha, eu estava treinando a porra da minha bunda. — Ele respirou fundo. —A pressão dela obteve o melhor de mim, e eu só congelei. A maior noite da minha carreira de lutador, mais por nocaute em menos de um minuto. — Ele virou um sorriso simpático sobre ela. —Às vezes, nossa mente só tira o melhor de nós. Eu não sei o que está bagunçando a sua, mas você não está sozinha. Acontece com todo mundo. Sua confissão, que ele iria se abrir para ela assim, significava mais para ela do que ele jamais saberia. Ele a fez

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se sentir menos sozinha... e ela não se sentia assim faz tempo. —Obrigado, — ela sussurrou e se inclinou em direção a ele. Um simples beijo na sua bochecha para mostrar o seu apreço era a sua intenção. Mas o momento em que seus lábios tocaram a pele com barba por fazer, uma comporta de necessidade se abriu. Instantaneamente, seus mamilos franzidos e a parte inferior de seu corpo formigava de uma forma muito emocionante. Ela não queria nada mais do que ele virar a cabeça para que ela pudesse sentir a maciez dos lábios próximos. Atordoada, ela se afastou. Seus olhares se encontraram, e o ar pareceu se manter ainda entre eles. Seus olhos cinzentos mantiveram-na cativa. Ela não conseguia desviar o olhar. Ela não podia quebrar essa espera magnética que Lance tinha por ela desde aquele momento no beco. E dane-se, ela não queria. Foi a muito tempo que ela esteve atraída por um homem como ele. Talvez ela nunca tivesse tido. Lance era diferente. Os pensamentos esmagadores levou a puxar para trás e olhar para longe. Limpando a garganta, Lance ficou de pé, coçando a parte de trás de sua cabeça. —O que você acha de ficar longe das almofadas para o resto do dia? E ir treinar com o saco por um tempo? Sim, ela definitivamente gostaria de fazer isso, mas não com um saco — com este homem incrível na frente dela. Sacudiu-se. Parecia que lutar contra os demônios do passado não seria a única batalha que ela teria agora. A atração do presente foi se tornando extremamente tentador, quando seu foco deve ser diretamente sobre o futuro e voltar para casa.

Lance inclinou o rosto para o spray de água. Um banho frio ajudou a aliviar a dor de seus músculos após uma sessão

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de treinamento. Mas isso no chuveiro tinha nada a ver com o treino e tudo a ver com Kelsey. A mulher era muito sedutora. A água gelada escorrendo pelo seu corpo não tinha arrefecido o calor persistente que seus lábios tinham deixado para trás em sua bochecha. O chuveiro não tinha esfriado os seus pensamentos, sequer. Ele ainda queria saber o que seria ter seu corpo pressionado contra o dele, os lábios contra os dele, os braços em volta dele. Se ela não tivesse puxado para trás, ele poderia ter ido para ela. Mas ela tinha. Ele fechou a água, pegou uma toalha fora do gancho, e secou-se. Envolvendo a toalha na cintura, ele entrou no vestiário para encontrar Mac com o dispensador de papel ao longo dos lavatórios. —Ei, — Lance murmurou. —Esta coisa é um pedaço de merda. — Ele bateu com o punho contra a frente, tento mante-lo fechado, mas se abriu novamente. —Que porra! Lance se aproximou e gentilmente fechou-o, sacudiu um pouco, ouviu o fecho , em seguida, apertou e deixou-o ir. Ele permaneceu fechado. —Obrigado, — Mac disse timidamente. —Eu não costumo lidar com essa porcaria, mas Marcus ligou doente. A porra do papel acabou, e alguém tinha que preenchê-lo. —Eu deveria assistir você lutar com ele um pouco mais. Você perder o seu temperamento não acontece tão frequentemente mais. —O que posso dizer? Estar com Gayle combina comigo. Que ele fez. Mac tinha mudado de ser um idiota mal-humorado de um urso de pelúcia sentimental depois de conhecer a animada caçadora de tempestades. —Como ela está? — Ocupada. Eu não posso acreditar que eu realmente estou dizendo isso, mas eu estou ansioso que comece a temporada de perseguição só assim ela estará em casa mais. 58


Este maldito trabalho ocupa todo o seu tempo, mas ela adora. — Mac mudou de assunto. — Como vão as coisas com Kelsey? Estive observando suas sessões de treinamento com ela. Você está gastando a maior parte do tempo em treinos com almofada. Lance franziu a testa, irritado com os comentários. —Você tem algum problema com isso? Mac nunca questionou seus métodos de treinamento antes. Ele não viu nenhuma razão para ele começar agora. —Não. Estava apenas curioso sobre o por que. Ele, na verdade, perguntou a si mesmo a mesma pergunta, uma vez que Kelsey lutou muito com ele, mas havia algo de errado com a maneira como ela reagiu. Uma parte dele estava determinado a ajudá-la a passar por isso. A outra parte estava simplesmente intrigado. O congelamento ia contra tudo o que tinha aprendido sobre a mulher no pouco tempo que se conheciam. Porra, ela tinha levado Ralph para baixo num impressionante bloqueador. Um par de toques dele não deveria estar afetando de forma tão negativa. —Algo está segurando suas costas. Eu só estou tentando ajudá-la a passar por isso. — Lance abriu seu armário e cavou uma muda de roupa. —Você a viu. Ela é capaz de qualquer coisa em que coloca sua mente. —Essa sessão com Amber foi extraordinária. Sim, foi. Ela estava deslumbrante no ringue. —Ela tem habilidades, — Lance murmurou. Quando Lance puxou suas roupas, Mac estudou-o. —Tenho notado uma química lá. Lance fez uma pausa em abotoar a calça jeans e fechou os olhos. Ele esperava que toda a maldita academia não tivesse notado isso. Quando os reabriu, um sorriso enorme tinha se espalhado no rosto de seu amigo. Ver o sorriso do homem ainda estava tomando algum tempo para se acostumar.

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—Sim. Talvez. — Lance finalmente respondeu. Não há razão para negar. Pelo menos não com Mac. —Isso é incrível, cara. Eu gostaria de ver você encontrar alguém. Lance puxou a camisa dele com mais força do que o necessário. —Eu não tenho tempo para namorar. Lembre-se, eu tenho um empréstimo que estou pagando. Que leva muito do meu tempo livre. — Concordando em lutar pelos McNealys, ele também estava gastando mais tempo na zona baixa de Kansas. Ele não queria Kelsey em torno disso. Além disso, ele não podia lhe dizer o que ele estava fazendo, e ele com certeza como diabos não ia mentir para ela sobre onde ele estava. Por isso, foi melhor que ele deixasse-a sozinha, e eles fossem parceiros de treino. —Faz tempo. Você trabalha muito. Lance girou sobre seu amigo. —Maldição. Basta deixá-lo ir, não é? Seu amigo franziu a testa. —O que está na sua bunda? —Você está. — Ele lamentou as palavras assim que saíram de sua boca. Mac tinha ido através do inferno e voltado, e ele finalmente estava feliz e em paz com seu passado. Ele obviamente queria a mesma coisa para Lance. —Olha, cara, eu sinto muito. Estou estressado e tenho um pavio curto nos dias de hoje. —Não se preocupe com isso. Não é como se você nunca teve isso também de mim. Qualquer coisa que você quer falar? —Não. —Você sabe que a oferta... —Não. — Ele não podia suportar ter Mac oferecendo dinheiro, que ele sabia que estava por vir. —Minha cama. Vou deitar nela, ok?

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Uma longa pausa seguiu e, em seguida, um suspiro pesado. —Tudo certo. Pelo menos comece a ter tempo para si mesmo. Você não pode continuar assim. —Eu venho fazendo isso por tanto tempo. Balançando a cabeça, Mac caminhou em direção à porta, parou e virou-se. —Deixe-me partilhar um pedaço de conselhos preciosos que uma vez eu recebi de um amigo próximo. Você precisa viver um pouco, e ela parece que seria boa para você. Lance foi deixado sozinho com palavras de despedida de Mac. Ele foi o único que tinha dado Mac o conselho apenas alguns meses atrás, quando ele estava lutando contra sua atração por Gayle. Talvez ele tenha a necessidade de alguma diversão. Ele teve isso em cada minuto que treinou com Kelsey — olhou para frente. Nos últimos três anos, sua vida tinha girado em torno do trabalho, lutando, pagando o empréstimo, e sua filha. Enquanto ele amava cada segundo que passava com sua menina, ele não tinha relaxado em muito tempo. Talvez Mac estivesse certo. Talvez fosse hora de viver um pouco. Kelsey era a única mulher que lhe interessava. Eles poderiam sair. Ele não tem que ter um encontro. Só sair. Seu celular tocou. Agarrando-o, ele apertou o botão de texto. Esta noite. Era assim que ele iria trabalhar. Ele recebe um texto e ele tem que aparecer. Suspirando, ele deixou cair o telefone em seu saco de ginásio e passou os dedos sobre o rosto. Bem ali era a verificação da realidade que ele precisava depois de conversa do Mac. E se ele tivesse pedido Kelsey para sair hoje à noite? Ele teria que cancelar, ter que mentir sobre o motivo. Droga. Ele puxou sua mochila e atirou-a no ombro. Ele porra odiava estar na chamada dos McNealys, mas ele tinha que se concentrar no resultado final. Hoje à noite, ganhar ou

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perder, ele teria cinco mil dólares a menos no empréstimo. Cinco mil dólares mais perto de reorientar o seu negócio, por um tempo mais livre. Isso era tudo o que importava.

Estava muito escuro. Sombras demais, muitos lugares para se esconder. Ella lentamente girou em torno da sala escura. Ele poderia estar em qualquer lugar. Um rangido veio atrás dela. O coração na garganta, ela se virou. Escuridão mais infinita. Dedos fortes teceram em seu cabelo e puxaram com força. Ela gritou com a dor aguda, segundos antes de seu rosto bater na parede. Estrelas brancas nadaram diante de seus olhos. Incapaz de suportar, ela deslizou pela parede de joelhos. Ela tocou seu rosto. Umidade pegajosa revestiu a ponta dos dedos. Sua mente estava dormente. Ela não conseguia entender o que estava acontecendo, não podia processar qualquer pensamento. Um chute em seu estômago enviou-lhe até o chão, para o lado dela. Ela encolheu-se contra a parede, braço protegendo o rosto dos golpes implacáveis que se seguiram. —Pare, — ela implorou, quase um sussurro. —Por favor, pare. A massa escura reduziu até que seu rosto estava bem à sua frente. O fedor de cerveja invadiu o nariz enquanto a loucura em seus olhos a aterrorizou ainda mais. —Se você contar a alguém, eu vou lhe matar. Ella colidiu no sofá, tendo respirações ansiosas irregulares quando seu olhar ricocheteou em torno da sala de estar. O pesadelo lentamente desapareceu e seus arredores aparecendo. Ela não estava em Maine. Ela não estava em um quarto escuro. Ela estava em Kansas, mais de mil milhas de

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distância. Ela caiu para trás contra as almofadas e cobriu a testa suada com o braço. Droga. Até duas semanas atrás, foi muito tempo desde que ela tinha acordado coberta de suor de um pesadelo. Agora eles pareciam ser uma ocorrência regular. Tudo isso depois de ser informada que Randy estava prestes a ser lançado de volta na natureza como o animal que ele era. Ela ficou lá por alguns minutos, tentando acalmar o coração disparado. O silêncio da casa era enervante, sufocando. Ela precisava falar com alguém, precisava se sentir conectada e não tão sozinha. Ela pegou o celular na mesa de café, em seguida, ligou para sua melhor amiga. O telefone tocou uma vez antes de Brooke respondesse. —Ella? Ela fechou os olhos ao ouvir a voz familiar. Anseio de voltar para casa, para e viver sua vida, quase esmagou ela. —S-sou eu. —Você está bem? —Sim, só senti falta de você. —Também sinto sua falta. —Então... — Ela restringiu-se, sabendo que hoje era o dia, mas incerta se algo poderia ter acontecido que tenha parado ele. Um longo silêncio se passou antes suspirasse e dissesse: —Ele foi solto hoje.

que

Brooke

Um nódulo frio formou-se no estômago de Ella, fazendo com que sua barriga se agitasse e formigueiros desagradáveis entrassem em erupção sobre seu corpo. Sua visão turvou e ela fechou os olhos, tomando pequenas respirações para acalmar o pânico. Quando ela se teve nivelada novamente, ela disse: —Parece injusto, não é? —O que, querida?

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—Ele está andando livre e eu estou... — Sua voz falhou, e ela apertou os dentes. Ela esperou um momento para ter certeza que ela teria a compostura de volta, em seguida, acrescentou: —Escondida. Como é que eu vou solucionar isto, Brooke? —Oh, Ella. Eu não posso sequer começar a imaginar o que está acontecendo em sua cabeça, e eu a respeito demais para sequer tentar. —O momento que eu soube que ele estava sendo solto, todo o terror que eu pensei que tinha passado voltou correndo. Eu não me sinto mais segura. Estou cagando de medo de que ele vai me caçar agora que ele está fora, e terminar o que começou. Ele me disse que faria. Me disse que se eu delata-lo, me faria pagar. Isso é tudo o que posso pensar — a possibilidade de que ele poderia me machucar novamente. E isso me faz tão brava, Brooke. — Lágrimas quentes queimaram na parte de trás de seus olhos enquanto ela pôs as mãos e forçou-as a sair, — é tão assustador. Um soluço saiu de sua boca, e ela apertou a mão aos lábios, tentando manter mais de escapar e falhando. —Deus, Ella, eu gostaria de poder lhe abraçar agora, — sua amiga sussurrou. —Eu — eu só quero a minha vida de volta. Tenho saudades do hospital. Eu sinto falta de você, minha casa, mminhas senhoras. — Ela esfregou o rosto com a palma da mão e respirou fundo. —Que tipo de exemplo que eu estou definindo para o centro? Ela foi voluntária no abrigo Healing Hands Women’s por um par de anos. As mulheres que caminhavam por aquelas portas estavam tentando encontrar um refúgio seguro para escapar de seu agressor. Elas estavam no início de sua jornada. Ella ima delas, tinha pego os pedaços de sua vida, e era uma prova de que uma pessoa poderia começar de novo viva. E o que ela tinha feito no momento em que foi confrontado com o fato de que seu agressor estava de volta nas ruas? Ela correu.

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—Não há uma mulher lá que não entende, — disse Brooke. Isto era verdade, mas não aliviou a decepção que sentiu de si mesma. —Eu sinto como se eu decepcionasse-as, deixando o meu medo assumir. Eu tenho que passar por isso, encontrar o meu caminho de volta para casa, para que eu possa enfrentá-los. — Ela parou por um momento. —Ter você… Ela não podia terminar a pergunta, mas felizmente Brooke sabia o que ela estava falando. —Eu estava lá ontem. Eu realmente não tenho que dizer muito sobre onde você estava. Eles são todos conscientes de que Randy esta sendo solto. Eles queriam que eu lhe dissesse para ficar forte. Manter-se forte. Lágrimas ameaçaram os olhos novamente. O lema que costumavam encorajar uns aos outros em momentos de fraqueza. Suas palavras só a fizeram mais determinada a ganhar o controle de seu medo de Randy e voltar para casa. Com a ajuda de Lance, ela iria chegar lá. Eles conversaram por mais alguns minutos antes de Brooke ter que desligar o telefone para pegar seus filhos na escola. Assim que ela baixou o celular, o silêncio na casa começou a fechar em torno dela novamente. Ela olhou para os porcos cor de rosa em sua caixa do telefone enquanto ela se debatia chamando sua mãe ou não. O súbito ding-dong da campainha explodiu na casa tranquila. Ela saltou, seu coração batendo contra suas costelas. Ela lentamente se levantou e avançou para a porta, xingando o aperto da constrição em sua garganta. O medo a irritou. Ela não se sentia assim sobre uma campainha nos últimos anos. Ela colocou os dedos em torno do bastão de beisebol que tinha encostado na parede. —Quem é? — Ela chamou.

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Ela espiou pelo olho mágico. Um homem com uma atadura em sua testa estava diante de dois outros homens. Medo gelado caiu sobre ela quando ela viu que os dois homens do outro lado da porta eram os aspirantes a Soprano que tinha encurralado Lance. Seu líder — Ralph, se ela se lembrava corretamente — faltava, muito provavelmente porque ele ainda estava se recuperando, uma vez que tinha sido apenas alguns dias desde o acidente. Isso, obviamente, não tinha parado o segundo no comando de um passo à frente para tomar seu lugar. Apoiando-se contra a porta, ela abraçou o bastão para seu peito, a mente correndo com tantas perguntas que ela mal conseguia manter-se. Como eles sabiam onde ela morava? —O que você quer? — Ela gritou através da porta, feliz em saber que sua voz se manteve estável, apesar de tudo o resto estava tremendo. —Nós precisamos conversar. —Não tenho nada a dizer a você. —Eu acho que você tem... Ella. No uso de seu nome real, seus pulmões deixaram de funcionar, e um suor frio saiu sobre o corpo dela. O bastão caiu de sua mão, fazendo barulho no chão. Fechando os olhos, ela inalou, então liberando lentamente o fôlego e abriu a porta para um sorriso arrogante, pertencente a um homem igualmente arrogante. —Nós pensamos que a faria um pouco mais disposta a falar, — disse ele. —Como? Uma palavra era tudo que ela conseguiu. Todo o seu planejamento cuidadoso, a sua necessidade de desaparecer por um tempo, destruídos. Alguém sabia quem ela era. —Você acha que nós não estivemos observando você... investigando você? Você envolveu-se nos negócios dos McNealy. — Seu olhar foi para o bastão caído no chão depois 66


de volta para ela. —Contanto que se você cooperar, não vai lhe machucar. Tudo o que estamos aqui para fazer hoje é dar-lhe um emprego. —U-um emprego? Ele chegou mais perto, em sua bolha pessoal, e apesar de todas as células do seu ser gritarem para ela colocar distância entre eles, ela ficou imóvel. Nunca mostrar fraqueza. Nunca permita a intimidação. Sempre exalar dominância. Ela repetiu seu mantra, usando as palavras para ancorar o medo rapidamente se levantando. —Precisamos de um médico. A menção de sua ocupação foi tão inesperada, tudo o que podia fazer era piscar para eles, enquanto sua mente tentava entender o que estava acontecendo. Eles precisavam de um médico. Ela era um médico. De alguma forma eles haviam encontrado o nome dela e o que ela fazia para ganhar a vida, e agora queriam envolvê-la em qualquer merda ilegal que eles operavam. O pensamento final estalou em seu foco. Não vai acontecer. Ela não se importava quem eles eram ou por que eles precisavam de um médico; ela não estava sendo puxada para um mundo subterrâneo escuro. —Eu acredito que há uma abundância de médicos dentro de um raio de cinquenta milhas que ficaria feliz em ajudá-lo. Eu não sou um deles. Vá procurar outra pessoa. O homem cruzou o limiar e moveu-se para o seu lado tão rapidamente, que seu mantra voou para fora de sua mente, e ela tropeçou para trás até que a parede impediu de ir mais longe. A sensação de estar presa causou manchas brancas se formando diante de seus olhos, e ela chupou o ar em seus pulmões quando ele pressionou seu rosto no dela. —Você está sob a impressão equivocada de que você pode recusar. Você não pode. Ele estava muito perto. Muito intimidante. Ela queria desmoronar. Chorar. Correr. Esconder.

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As lágrimas nublaram sua visão e a enfureceram. Se este homem poderia fazê-la se sentir assim, ela nunca conseguiria voltar para casa, porque ela iria desmoronar no momento que Randy viesse para ela. Entre os dentes cerrados, ela forçou a sair, — Você precisa fazer uma reconsideração. — Ou o quê? Antes que ela pensasse sobre essa questão por muito tempo, ela atirou a mão para fora de karate bateu-lhe na frente da garganta. Ele caiu de joelhos, engasgou quando ele agarrou seu pescoço. Sua vitória foi de curta duração, como os dois outros rapazes correram através da porta. Um fechou a porta da frente, enquanto o outro apontou uma arma para ela. O cano polegadas do rosto. Ela congelou. —Isso foi errado, cadela, — disse aquele com a arma. Ela levantou as mãos em sinal de rendição, coração batendo tão forte e rápido ela se preocupou em desmaiar. —Coloque... a arma maldita para baixo, — o cara nos joelhos ordenou, acenando com a mão aquele com a arma. Ele lutou para se colocar em seus pés e fixou-a com um olhar mortal. —Eu a subestimei. Não vou cometer esse erro de novo, — ele disse em uma voz muito mais profunda, mais rouca do que antes. —Saia, ou eu vou chamar a polícia, — disse ela. Ele zombou. —Vá em frente. Enquanto você está nisso, diga ao chefe Smith que Mark quer uma chance de ganhar o seu dinheiro de volta. Então, essas pessoas tinham a lei do seu lado. —Eu estou apenas na cidade temporariamente, — disse ela, agarrando-se a qualquer forma de sair desta. —Nós sabemos exatamente por que está aqui, Ella. Seu ex desagradável foi libertado da prisão hoje, não foi? Aposto que ele estaria interessado em saber o seu paradeiro.

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Atordoada, ela abriu a boca para negar a acusação, mas as palavras não saíam. Não havia nenhum ponto. Eles sabiam tudo sobre ela, tinham rapidamente juntado tudo por que ela estava usando um apelido, porque ela estava com medo, e por que ela fugiu e não tinham problemas de usá-lo contra ela. —Você não iria, — ela finalmente conseguiu dizer. — O inferno que não o faria. Você tem uma escolha, Ella. Você pode fazer isso fácil a si mesma e aceitar o trabalho, ou nós estamos indo para tornar sua vida um inferno vivo. — Um olhar ameaçador envolto o seu rosto, que disse claramente que ele faria bem em sua promessa. —Só para que fique claro. Não desapareça de nós. Nós não gostaríamos de ser forçados a mudar nosso foco para Brooke ou sua mãe. Tudo o que queremos é a sua cooperação. Ninguém mais tem de estar envolvido... a não ser, é claro, você decida envolvê-los. A ameaça velada de sua mãe e melhor amiga gelou mais do que qualquer outra coisa que ele disse. Ela não estava amarrada a Cheney, Kansas. Se ela quisesse, ela poderia levantar e sair sem aviso prévio. Vá a qualquer lugar. Mas seus entes queridos eram uma história diferente. —Eu não vou a lugar nenhum, — disse ela entre dentes, sabendo que ela não iria embalar e sair. Ela nunca colocaria ninguém em perigo. —Você é uma boa menina. —O que exatamente você precisa de um médico? —Vai lhe ser dito quando você lá chegar. —Você entende que eu tenho recursos limitados, certo? Nem sequer estou a praticar agora. —Isso está tudo sendo cuidado. Você simplesmente aparece. — Ele entregou-lhe um pedaço de papel dobrado, que ela hesitante tomou. —Não se atrase. — Então ele fez um movimento agitando com a mão e os dois caras atrás dele fizeram meia-volta e saíram da casa para a varanda.

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Ella fechou a porta, encostou a testa contra a madeira, e olhou para o pedaço de papel em sua mão. Todo este problema porque ela entrou em cena para ajudar — duas vezes. Mas que recompensa por ser um bom samaritano. Se ela tivesse se metido no seu negócio naquele dia, ela não estaria no radar de ninguém. Ela desdobrou o papel e olhou para a nota digitada. Nada além de um endereço e um horário. Ela esmagou o papel em seu punho quando a raiva queimou quente através dela. Ela mal tinha escapado um homem perigoso. Agora ela era o foco de um grupo inteiro deles, que não é só usa os punhos. Eles usaram armas e ameaçaram sua família e amigos, para conseguir o que queriam. E Lance tinham algum tipo de associação com eles. Este foi exatamente o lembrete de que precisava para abafar sua atração por ele. Enquanto o homem com que ela treinava se deparava como paciente e simpático, ele estava escondendo um lado mais escuro. Um lado mais escuro de um homem tinha estado escondido dela antes e não tinha aparecido até que fosse tarde demais para se proteger. Ela não iria cometer esse erro novamente.

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Capítulo 4 Que diabos estou fazendo? Quando Ella dirigia pela estrada deserta em algum lugar entre Cheney e Wichita, ela agarrou o volante mais apertado e tentou não pensar sobre o desconhecido que estava à sua frente. Se ela o fizesse, ela era susceptível de ter um ataque de pânico total. O achatamento da terra em torno dela fez tudo sentir mais isolado. O fato de que era nove da noite e mais escuro do que o preto por causa do céu sem lua não ajudava. Ela não tinha idéia para o que estava caminhando, ou que ela estava realmente lidando. Assim que os bandidos haviam deixado mais cedo, ela pulou para dentro do carro e ido para a biblioteca para usar seus computadores. Ela tinha feito uma busca por ‘McNealy, Kansas’, que tinha produzido uma longa lista de resultados. Nenhum deles ruim. Se ela estava lidando com o mesmo McNealy, que eram dois primos que tinham construído uma fortuna em uma linha de lojas de conveniência bem sucedidas, eles tiveram uma reputação muito favorável ao redor da área e regularmente doaram grandes quantias de dinheiro para a cidade. Dinheiro sujo se ela fosse apostar. Essas lojas de conveniência tinham de ser uma fachada para algum tipo de negócio ilegal. Ou o governo local não sabia sobre isso ou não se importava, se todas as fitas e fotos eram qualquer indicação. Em que eles poderiam precisar dela?

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Cenários relacionados com a máfia loucos como eles necessitam dela para fazer uma morte parecer natural ao olhar, ou dizer-lhes como se livrar de um corpo voou por sua cabeça. Deus, ela tinha visto demais Sopranos e Breaking Bad. Mas os McNealys eram evasivos e isso assustou-a. Tudo o que podia pensar era o quanto eles sabiam sobre ela e quão rápido eles tinham encontrado isso. Deveria ter levado um tempo para descobrir onde eles tinham chegado a sua vida. Ela tinha uma identidade falsa, nome falso, e ela tinha deixado todo o material de identificação de volta no Maine, exceto seu carro. Ela teve que assumir que eles tinham seguido ela em algum momento ao longo dos últimos dias e investigado seu número da placa. Um enorme descuido de sua parte. Faz tanto tempo desde que ela foi rebocada ou mesmo teve uma colisão de carros, sua placa sendo rastreada nunca passou pela sua mente. Ela deve ter, porém, o que apresentou uma série de novos problemas que ela não tinha figurado, como o que ela faria se ela estivesse mais alguém investigando? Ela não podia se preocupar com isso. Uma coisa de cada vez. Agora, o que quer que a bagunça ela estivesse seria necessária toda a sua atenção. Vire à esquerda para uma estrada de terra, ela engoliu. Fora ao longe era uma aura de luz, iluminando o horizonte. Ela só poderia assumir que era o seu destino. Enquanto conduzia mais perto, uma grande estrutura quadrada tomou forma — um armazém talvez? Nervos torceram seu estômago, e ela respirou fundo, tentando acalmar os arrepios que se difundiam de seu intestino para as pontas de seus dedos. Embora ninguém estava na frente dela, ela silenciosamente repetiu seu mantra. Nunca mostrar fraqueza. Nunca permita que a intimidação. Sempre transpirar confiança. Ao contrário de quando ela estava cara a cara com alguém que a colocou em pânico, seu canto não ajudou porque desta vez seu inimigo estava sem corpo.

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Uma vez que ela chegou ao armazém, ela notou, pelo menos, cinquenta carros estacionados fora do edifício. Luzes de dentro iluminavam fora das portas abertas. O baixo a partir da música vibrou ligeiramente seu carro. As pessoas andavam por lá — homens e mulheres. Comuns que pareciam pessoas em roupas comuns, todos os dias. Alguma de sua tensão diminuiu. Não havia maneira alguma trama ou assassinato insano teria lugar com tantas testemunhas. Depois que ela estacionou o carro, ela atravessou o estacionamento de cascalho em direção a uma porta do lugar. A música pulsante bateu através de seu crânio. Por que os McNealys precisam de um médico para uma festa de dança? Quando ela entrou as portas do local, tudo fez sentido. Esta não era uma festa de dança. Era muito pior. Violento e perigoso. Pessoas permitindo que outra pessoa abusar deles. Ela olhou para a gaiola grande, em forma de octógono montado no meio da sala e engoliu em seco. Essa pode ser sua ruína. Enquanto ela tinha treinado o rabo aprendendo tudo que esses lutadores sabiam, ela ficou ciente do esporte real. E seu problema realmente não era com o esporte, ou mesmo os ferimentos. Foram os punhos batendo em seus rostos. O som do impacto de um soco poderoso. A dominação de um sobre o outro até um árbitro intervir. A visão de um homem voando fora de seus pés, em seguida, batendo à lona inconsciente. Não importava que eram duas pessoas dispostas. Foi muito perto de casa. Demasiado de um lembrete. Muito difícil de assistir. Neste grande edifício, que estava sozinha em seu pensamento. Pelo menos uma centena de pessoas estavam presentes. Alguns estavam sentados na arquibancada que tinha sido erguida contra as paredes. Outros se sentaram nas cadeiras de metal posicionadas ao redor da gaiola. Conversa animada rolava por baixo da grande música. Cada fibra do seu ser se rebelou contra isso, encorajou-a a correr de volta para seu carro e danem-se as consequências.

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Ela estava tão perto de fugir dali, mas ela recusou o impulso. Este foi o medo tomando conta novamente. Porra de mente que Randy tinha dado a ela. Aqui estava sua chance de passar por um outro obstáculo que tinha sido forçada a viver desde aquela noite. Um enorme foda-se a Randy. Ela teria de enfrentar isso, e ela iria perseverar. Sentindo-se mais confiante, ela ficou um pouco mais reta e caminhou mais para dentro do edifício. Ela não tinha certeza do que ela estava procurando, ou mesmo onde ela deveria ir. Quando ela tecia por entre a multidão, alguém soprou a fumaça bem no seu rosto. Um odor pungente de terra agredindo seu nariz, e ela acenou com a mão na frente dela para limpar o ar. Esperava que fosse a única droga sob este teto. Um homem magro vestido com jeans e uma camiseta se encostou na parede e observou-a com curiosidade, e ela devolveu o olhar, sabendo imediatamente que este era um dos primos das imagens que tinha visto na internet. Havia algo sobre a maneira de comandar e como ocupou a si mesmo que parecia contradizer ao desgrenhado de seu cabelo castanho e seus caídos olhos vermelhos. Não havia dúvida de que ele participou das substâncias recreativas sendo repassadas. Ele sorriu e deu-lhe uma aceno preguiçoso, então ele se afastou da parede e foi direto para ela. Enquanto seus passos eram soltos e despreocupados, ele agiu como se fosse o dono do lugar. Ela imaginou que ele era. Quando ele passava pelas pessoas, ele dava um tapinha em suas costas, dando cumprimentos e apertos de mão caloroso. —Kelsey. O que está acontecendo? — Ele levantou a mão no ar como se ele esperava que ela desse mãos com ele como toda a gente tinha. Portanto, não acontecendo. —Ok, — ele demorou a entender, limpando a mão em seu peito. —Ainda um pouco chateada. Eu posso ver. Que diabos? Como é que alguém assim era o líder de uma organização perigosa? Ele mal parecia capaz de se

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concentrar no aqui e agora, muito menos capaz de lidar com negócios sujos. —Eu sou Gabe McNealy. Bem-vindo à nova visão McNealy. — Ele passou o braço em volta da sala. —Não é magnífico? Que outras drogas tinha este homem tomado? Magnifico não seria a palavra que ela usaria para descrever esse lugar. Sujo, talvez. —Estamos entusiasmados em ter você se juntando à nossa equipe, — continuou ele. —Como se você me desse uma escolha. — Talvez ser loquaz foi a coisa errada a fazer, mas ela agora sabia por que ele tinha três capangas fazendo todo o trabalho sujo. Ele era doidão demais para fazê-lo sozinho. —Oh, alguém ainda está um pouco zangada por nossa visita. —Seus bandidos apontaram uma arma para mim e ameaçaram a minha família. —Então o que você está dizendo é que você não cooperou. Nós não temos controle sobre nossos meninos quando saem de nosso escritório. Seu trabalho é garantir o que nós queremos. Como eles fazem isso não é problema nosso, apenas contanto que foi feito. — Aqueles olhos verdes cheios de sangue afiados com uma inteligência que ultrapassou em muito um drogado normal. —Basta saber— eu queria você. Fomos para qualquer extensão com você, e nós vamos fazer todo o possível para mantê-la. Estamos entendidos? Ela deu um aceno instável, mudança de comportamento.

perturbada

por

sua

Então ele deu um sorriso estúpido e dois polegares para cima. —Impressionante. Agora que nós temos isso fora do caminho, onde é que esta meu primo? A sua capacidade de ir de maconheiro despreocupado para empresário astuto dentro de segundos, Ella engoliu em 75


seco. Sim, ele não era um homem a subestimar. Ela não tinha dúvida de Gabe tinha fumado, mas o seu desempenho tonto e confuso era apenas isso: uma performance. Debaixo era um homem frio e calculista. Ele examinou o quarto, em seguida, ergueu o braço e apontou para alguém atrás dela. Ella arriscou um olhar por cima do ombro, sabendo que ela estava prestes a conhecer a outra parte do ‘nós’ que ele mencionou. A poucos passos de distância, outro homem magro estava conversando com um homem careca que parecia familiar. Onde tinha ela...? Um suspiro suave de realização atirou para fora de sua boca. O Chefe de Polícia, Andrew Smith. Ela se deparou com uma foto dele apertando a mão de Gabe na frente de um novo carro da polícia. Os McNealys tinham feito uma doação enorme para a delegacia, que tinha ajudado a comprar uma frota de veículos novos. Ela olhou ao redor da sala e viu o prefeito a alguns metros de distância. Jesus. Ela estava fora de sua cabeça. O outro primo bateu o chefe no ombro, em seguida, caminhou até eles. A semelhança familiar estava lá. Enquanto ele estava vestido da mesma maneira casual como seu primo, seus olhos verdes eram claros e seu cabelo castanho foi cortado em um estilo bem curtinho. Ele tinha um rosto de bebê que escondia sua verdadeira idade e fez parecer inocente e acessível. O sorriso que ele lhe ofereceu foi cheio de charme e aconchego. —Kel-Kel... — Gabe disse, começando uma introdução de improviso. —Você não se importa se eu chamá-la assim não é? Sim, ela fez, mas não era como ela ia se opor no momento. —Este é Mitch, o gênio do mal por trás deste empreendimento. — Ele colocou a mão sobre sua boca como

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se estivesse prestes a dizer um segredo. —Ele é straight-edge5 e pode ser um tal infortúnio. Mitch franziu a testa para Gabe, então disse: —Não ligue para ele. Ele tem estado apreciando as festividades desta noite. — Ele estendeu a mão. —É bom conhecer você, Kelsey. Ela ignorou a mão estendida. Gabe deu um tapinha em Mitch na parte de trás. —Não se preocupe com ela. Ela ainda está um pouco irritada pela proximadade de mais cedo. —É compreensível, — disse Mitch, baixando seu braço. Ella estava embaralhada, completamente fora de forma com estes dois, que era provavelmente sua agenda. Ela odiava a sensação de estar desequilibrada, não no controle. Neste ponto, não havia nada que pudesse fazer sobre isso, mas ser vigilante. —Estamos realmente animados sobre o evento de hoje à noite, — disse Gabe. —Haverá cinco lutas hoje à noite, — acrescentou Mitch. —Se eles forem boas lutas, você vai estar ocupada. A excitação nas vozes dos dois homens virou seu estômago. —Vamos. Temos uma surpresa impressionante para você, — disse Gabe. —Eu acho que você vai ficar feliz, — acrescentou Mitch. Ella seguiu os dois na multidão. Uma surpresa. Ela assumiu que estava sendo conduzida para essa área. — Ela estava relutante em ver o que Gabe considerada uma — surpresa impressionante. — Imagens de uma suja, sala de insalubridade veio à mente. Lençóis sujos, gaze mal acondicionada. O sonho de uma infecção se tornar realidade. 5

Straight edge (do inglês "caminho reto", em uma tradução livre) é uma subcultura e subgênero do hardcore punk que surgiu nos anos 80. Ele defende a total e perene abstinência em relação a entorpecentes (tabaco, álcool e as chamadas drogas ilícitas).

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Gabe abriu uma porta e se afastou para que ela pudesse entrar. O cheiro de água sanitária forte agrediu seu nariz, e ela piscou para o quarto impecavelmente limpo. Uau. Eles não estavam brincando. Uma maca estava contra uma parede, com uma bandeja de aço inoxidável cirúrgico ao lado dela. Uma caixa de luvas e gaze estava em um pequeno balcão que incluía uma pia e sabonete desinfetante médico. —Você vai achar tudo que precisa aqui para realizar procedimentos simples, — disse Mitch. —Procedimentos simples? — Toda esta noite tinha sido surreal e ia contra tudo o que sua imaginação tinha evocado. Agora eles só a queriam para realizar procedimentos simples? —Você dará pontos, verificará alguma concussão, e certifique-se que não é uma lesão que precisa de intervenção hospital, — disse Gabe, voltando ao empresário astuto. —Se isso acontecer, você vem para nós e vamos levá-lo de lá. O objetivo é manter a atenção fora de nós. Fervilhar um hospital com os homens que necessitam de cuidados médicos simples, não vai conseguir esse objetivo. —Então ele sorriu e piscou-lhe um outro sinal de positivo. —Legal? —Sim. Legal. —Lá vai você. — Ele levemente deu um tapa nas costas, e ela endureceu com o toque físico, mas fez seu melhor para removê-lo. —Agora você está pegando o jeito dele. Nós vamos levá-lo de lá. Com estes dois, ela não tinha idéia do que isso implicaria, e ela não tinha certeza se queria saber. Ela não sabia o quão longe eles estavam dispostos a ir. Eles iriam fazer três homens ameaçar uma mulher, mas não iria deixar alguém que precisava de cuidados médicos morrer apenas para manter seu clube encoberto... fariam? Nada sobre isso pareceu bem com ela. —Eu tenho que ir me misturam. Vou verificar você depois, Kel-Kel.

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Com isso, Gabe saiu da sala, deixando-a com Mitch. O silêncio era pesado entre eles. Nem o homem tinha feito se sentir ameaçada fisicamente. Eram homens menores. Não era tipo de altura volumosa que sempre a colocava na defensiva. Se eles atacarem, ela acreditava que ela teria nenhum problema enfrentando-os. Esse era o problema, no entanto. Eles não iriam atacá-la eles mesmos. Eles eram ricos e poderosos, com uma enorme quantidade de homens para usar. Eles eram uma ameaça a um nível diferente, e nenhuma quantidade de treinamento a tinha preparado para os gostos deles. Ela odiava o sentimento. Mitch continuou a estudá-la com seu olhar de aço. Sob seu escrutínio, ela ergueu o queixo e fez contato com os olhos em espera. Nunca mostrar fraqueza. Nunca permita a intimidação. Sempre transpirar confiança. Ela se recusou a se encolher. —Sinto muito que começamos com o pé errado, Kelsey, — ele finalmente disse. —Gabe explicou-me. Você me queria. Você foi por todas as maneiras de me pegar. E você vai por todas para manterme. Ele deu um aceno de aprovação. —O meu primo e eu preferimos manter as coisas divertidas. Se as coisas ficam sérias, então as coisas ficam feias. Então não vamos, ok? Embora as palavras tivessem sido ditas levemente, quase em tom de conversa, o aviso foi claro em sua voz. —Contanto que você não me dê nenhum problema, — disse ela, —Eu não vou dar-lhe quaisquer problemas. Um brilho de respeito iluminou seus olhos. —Eu diria que é um negócio justo. — Ele foi para a porta. —Se você relaxar um pouco, você vai descobrir que não somos maus. Você pode até começar a gostar de nós.

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Não faria isso aconteça. Ainda mais intimidando outras pessoas para conseguir o que quer era o primeiro em sua lista. Ele parou na porta e olhou por cima do ombro. — Cuidado com as lutas, tome uma bebida, se divirta — isso está em nós. Mais uma vez. Portanto, não acontecendo. A música de repente desligou-se, deixando apenas o zumbido das conversas dos participantes fora do quarto. —Quem está pronto para assistir algumas lutas impressionantes do caralho esta noite? — Uma voz masculina gritou através dos alto-falantes. Aplausos estrondosos seguidos. —Essa é a minha sugestão. Como Gabe, eu vou verificar você. —Então ele se foi, deixando a porta aberta atrás dele com uma visão clara para os dois homens que entraram na jaula. Quando o locutor apresentou os homens que lutariam, Ella avançou em direção à porta, sentindo-se como se um peso tivesse envolvido em seu peito, tornando difícil respirar. Os dois homens se encontraram no centro da gaiola, punhos enluvados levantados. Um apontou para fora, aterrou o soco com um estalo alto no queixo do outro. Seu corpo inteiro congelou quando o formigamento explodiu sob sua pele. O punho tinha saído do nada. Direito na boca. A força a mandou bater na parede, sua cabeça batendo. Difícil. Ela tinha ficado atordoada imóvel. Sangue. Ela não se moveu. Não tinha tentado escapar. Outro golpe para o rosto enviou um dos lutadores de tropeço para trás. O puxão afiado, picadas de seu cabelo. O punho que roubou a respiração. Pânico cego. Correndo para trás. Presa em um canto.

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Pontos formaram na frente de seus olhos e ela balançou. Ela engasgou para o ar. O agonizante som de fundo intensificando as memórias. Tornando real novamente. Um pé ao estômago. Se enrolando em uma bola. Ataques repetidos. Orando por ajuda, para que ele parasse. O homem que ela namorava há dois anos, vivendo com ele por seis meses, já não era reconhecível. Assim como uma troca, ele se transformou em um monstro. Ela não podia ficar aqui. Ela não podia estar aqui. Ela tropeçou para frente. Dedos travaram em torno imediatamente recuou. —Não!

de

seu

braço.

Ela

—Kelsey. O uso de seu nome falso sacudiu-a de volta ao presente. Ela respirou fundo, piscando. O rosto de Lance entrou em foco na frente dela, e uma sensação de alívio, de estar segura, caiu sobre ela instantaneamente. —Jesus. Você está bem? — A preocupação apertou seu rosto. —Sim. Sim. Eu estou bem. — Ela concentrou-se em sua respiração para abrandar o seu ritmo cardíaco, recusando-se a pensar sobre como a presença de Lance tinha imediatamente feito sentir-se segura, especialmente porque ele foi a razão que ela estava aqui em primeiro lugar. —Tem certeza que? Você parecia chateada, — disse ele, levantando uma mecha de seu cabelo entre os dedos. A ação acalmou ainda mais. —Eu me assustei no meu quarto. Suas sobrancelhas franzidas. —Seu quarto? Espera. O que você está fazendo aqui? A questão afiou todos os seus sentidos. O rugido da multidão. O cheiro da fumaça. A gaiola na distância. A questão não era o que ela estava fazendo aqui, foi o que ele estava fazendo aqui. Por que não tinha ainda cruzado sua

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mente, que ela veria Lance esta noite? Talvez porque parecia que ele estava com problemas com os McNealys, não amigo deles. Ignorando sua pergunta, ela perguntou: —Você costuma sair com pessoas que encomendam três homens para saltar em você? Ele não parecia ofendido sobre o comentário. —Não. Normalmente não. Mas eles me ofereceram um negócio que eu não podia deixar passar. E então tudo se encaixou. —Você é um dos lutadores. —Culpado. Ela se perguntou quantas vezes ele tinha sido considerado culpado de alguma coisa. Nada em seu comportamento fez sentir como ele era forçado aqui. Ele estava descontraído e falador, como se estar em um ringue de luta ilegal era completamente natural. Talvez fosse. Ela não queria saber. Quanto menos ela sabia melhor. Mas este foi apenas mais uma razão para que ela precisava se manter longe de Lance, não importa o quanto seu corpo queria chegar mais perto. —Você não respondeu minha pergunta, — disse ele. — O que você está fazendo aqui? A advertência dos McNealys ‘para manter a boca fechada’ sussurrou através de sua mente. Lance pode parecer que ele estava no meio da multidão ‘em’, mas ela também o tinha visto nas saídas com os McNealys. Para o bem de sua mãe e melhor amiga, era melhor ignorar a coisa toda da coação. — Gabe e Mitch me contrataram. Pela primeira vez, uma carranca virou a boca de Lance. — Gabe e Mitch? Você não acabou de se mudar para a cidade? Como você está no primeiro nome com eles? —Eu tinha apenas que estar aqui, e eu tenho que agradecer por este trabalho. — Ela deu sua melhor tentativa de um sorriso, para esconder o jab atrás dessas palavras. — Parece que eles me olharam de cima depois que eu pulei no

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outro dia, descobriram que eu era médica, e me ofereceram esta posição. —Espera. Você é um médico? —Culpada, — ela repetiu as suas palavras anteriores. — Eles parecem ser dois caras legais. Ele trabalhou sua mandíbula frente e para trás como se estivesse tentando descobrir como dizer algo. —Você realmente não quer se meter com as McNealys, Kelsey. —Oh. Você quer dizer a mesma maneira que você está misturado com eles? — Pelo menos ele reconheceu isso que não foi as melhores pessoas para andar. —Isso é diferente. —Como assim? —Porque eu os conheço há anos. Eu sabia no que eu estava me metendo. Você não faz. Após ter conhecido esses caras durante anos significou que Lance não tinha cometido um erro simples que tinha terminado com ele no lado errado de um punho. Isso significava que ele soubesse o que os McNealys eram capazes de fazer e ainda se associou a eles. Não é muito reconfortante, e só solidificou o fato de ela não queria que Lance soubesse nada sobre por que ela estava aqui. Ela tinha que se fazer de idiota se ela tinha que fazer. — Você está falando de um cara que está na maior parte do tempo fora de sua mente e o outro que não poderia machucar uma mosca. —Não os subestime. Eles vão usar todos os meios necessários para conseguir o que querem. Ele tinha apenas confirmado o que já sabia. —Eu só estou aqui para costurar alguns pontos e verificar se há abalos. O que eu não entendo é, se você sabe tudo isso, por que está aqui?

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Seus olhos se estreitaram sobre ela. —Eu não sou conhecido por fazer as melhores decisões. Na verdade, você provavelmente vai querer ficar longe de mim, também. A confissão surpreendeu-a sem palavras. Ele estava confirmando tudo o que seu intestino já disse a ela. Lance era um problema que ela não precisava. O locutor veio pelo alto-falante. —Senhoras e senhores, esta luta é sobre um nocaute brutal. Lance enviou-lhe um sorriso tenso. —Hora de você começar a trabalhar. ... Encostado na parede, braços cruzados sobre o peito, Lance fez uma careta sobre a quarta luta da noite. Um dos lutadores estava de pé sobre seu oponente no chão, chutando-o na cabeça. Um movimento completamente ilegal que o chamado do juiz dentro da gaiola não interveio para parar. Ele tinha visto muito esta noite, e dado nós no seu estômago. A multidão estava amando embora. As pessoas estavam gritando e agitando os punhos no ar, incentivando o ataque. Lance desejou que o árbitro fosse fazer a porra do trabalho e parar a loucura. Até agora, ele tinha visto nenhuma razão para ir lá para ser mesmo um juiz naquela jaula. Tudo o que ele fez foi ficar para trás e esperar que alguém ser nocauteado ou desistir. Em seguida, ele anunciava o vencedor. Seu olhar se desviou para a porta fechada na parte de trás do armazém. Um médico. Ele tinha que dar crédito aos McNealys por ter um profissional médico no local. Não que isso tivesse alguma coisa a ver com a questão do bem-estar dos seus combatentes. Conhecendo-os, era apenas uma medida extra que tinham tomado para manter qualquer atenção indesejada fora de seu mais novo empreendimento.

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Os primos tinham construído um grande número de seguidores, Fiel, oferecendo o melhor entretenimento em três estados. Com a sua atitude despreocupada e ambiente seguro, eles foram muito queridos e até mesmo respeitados. Era apenas os desgraçados infelizes como ele que têm que ver o lado mais feio dos primos. Kelsey não pertence a este mundo. Foda-se, ele não pertencia mais neste mundo, mas ele continuou sendo puxado para dentro. Embora desta vez, pelo menos, era por uma razão melhor do que jogar fora sua vida. Eu tenho que agradecer a você pelo trabalho. O comentário de Kelsey manteve-se repetindo em sua mente. Ela não tinha idéia de por que Ralph e seu grupo foram agrupando-se em cima dele. Tudo o que ela tinha visto era um homem na necessidade... e ela ajudou. Agradeceu mas fez com que ela fosse arrastada para isso e para o mundo McNealy — por causa dele. Ela parecia alheia ao perigo que estava, que não foi chocante com a forma como Gabe e Mitch vieram em frente. Mas suas personas descontraídas esconderam empresários frios, que procuraram pontos fracos, para então explora-los e conseguirem o que queriam. E Kelsey estava escondendo algo. Ele não tinha nenhuma dúvida sobre isso agora. Ele tinha visto o pânico cego em seu rosto, olhos que não tinham foco em nada ao seu redor. Meses atrás, ele tinha visto aquela expressão no rosto de Mac quando ele correu para fora do quarto de hospital de Gayle. O passado tinha conseguido o melhor de seu melhor amigo. E mais cedo esta noite, Kelsey tinha conseguido o melhor dela. Os McNealys não conseguiram descobrir o que algo era ou ela nunca ia sair desta situação. Eles iam usá-lo para mantê-la aqui. Lance tinha a certeza da porra que não ia permitir que isso acontecesse. Foi culpa dele que ela tinha sido trazida para isso em primeiro lugar. Era agora a sua

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responsabilidade mantê-la a salvo dos McNealys... e dele próprio. Um movimento à sua esquerda chamou sua atenção, e ele virou-se para encontrar Mitch dirigindo-se para ele. — Você está no seguinte, Black, — Mitch disse quando ele parou ao lado dele. —Precisamos discutir um pequeno problema em primeiro lugar. Devido a um imprevisto, tivemos de ajustar o acordo que Ralph retransmitiu para você. Lance fechou a mandíbula apertada. —Que tipo de ajuste? Mitch deu de ombros. —Parece que pode ter sido um pouco precipitado em oferecer-lhe o pagamento para ambas as vitórias e derrotas. —Então eu só vou ser pago por vitórias agora? Você sabe que eu não luto por porra livre, certo? Raiva iluminou os olhos de Mitch. —Você esquece-se, Black. Você veio até nós. Você nos deve. Você assinou um contrato com a gente. Se nós queremos que você se coloque em um tutu cor de rosa maldito e lutar naquela jaula, você vai porra fazê-lo. —Ou o quê? — Lance empurrou para longe da parede e empurrou o seu rosto para o outro homem. —Vocês dois são os únicos a mudar as regras do caralho dois anos de um acordo. Mitch nem sequer pestanejou. Aqueles olhos frios de aço olharam diretamente através de Lance, lembrando-lhe que os McNealys não eram homens que queriam atravessar quando você lhes devia dinheiro. —Não porra me teste, Black. Você vai tomar as alterações para o nosso acordo como uma boa puta ou pode ser hora de ter uma conversa com sua ex esposa. Você me entende? Lance congelou. Babacas, filhos da puta. Eles sabiam exatamente onde bater-lhe para trazê-lo de joelhos, ou neste

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caso, receber a sua plena cooperação. —Você realmente ia para Piper? —Eu não gosto da sua atitude no momento. Eu acho que você precisa de um lembrete do que, exatamente, você tem a perder se você realmente irritar-nos. —Você é um pedaço de merda. Mitch deu de ombros. —Pense em mim como você quiser. Tudo o que importa é o meu dinheiro. Se tivermos que ir para a sua ex-mulher e deixá-la saber que você está jogando com os McNealys mal novamente, nós o faremos. Eu poderia dar a mínima se você vê sua filha novamente, mas eu diria que você faz. —Foda-se, — disse Lance com os dentes cerrados, sabendo que o tinha apoiado em um canto. Piper tinha a chave para sua filha, e se ela descobrisse que ele estava envolvido com os McNealys novamente, ele iria perder Skylar. —Boa. Nós estamos na mesma página. Tomou cada bocado de sua auto contenção para Lance não perfurar o sorriso de satisfação do rosto do outro homem. —Agora se prepare, — Mitch disse quando ele começou a sair. —Você vai precisar dela. Este não é o tipo de combate que você está acostumado. Lance olhou para a gaiola. O lutador aterrado, de alguma forma conseguiu voltar a seus pés. Sangue saturou de um lado do rosto de um ferimento na testa, e ele estava instável em seus pés, oscilando de forma alarmante. O outro lutador nem sequer teve que fazer nada. O cara caiu de joelhos e bateu a tela com o seu adversário um metro longe dele. O juiz terminou a luta. Esta não é a luta que você está acostumado. Mitch estava certo sobre isso. Embora eles tivessem feito os lutadores usarem luvas, que Lance tinha sido feliz em ver porque ele mostrou que Gabe e Mitch não estavam sendo completamente estúpidos, nada foi considerado um movimento ilegal. Das quatro lutas que ele tinha visto, cortar 87


olho, golpes de cabeça e socos na virilha. Na luta regulamentada, cada um desses movimentos teria resultado em uma dedução de pontos. Não aqui. O mais violento era mais encorajado. Isso o fez doente. MMA tinha trabalhado tão duro para distanciar-se do estigma briga de galos humana, e ali estava ele, participando de um. Sua formação iria colocá-lo em desvantagem, porque ele se recusou a degradar o esporte que amava com recursos de movimentos baratos para ganhar. Ele não podia dizer que seu adversário sentiria o mesmo, embora. Pode muito bem acabar com isso. Seu adversário era Kelvin Johnston. Essa foi a extensão do que ele sabia sobre o homem. Cartões tinham passado em torno de modo que os clientes poderiam colocar uma aposta educada. Ele se recusou a tocar um. Ele passou muitos anos distanciando-se da emoção que ele tinha recebido de fazer uma aposta para adicionar a essa tentação agora. Lance puxou a sua camisa, em seguida, dirigiu-se para a gaiola. Uma vez lá, um cara ajudou a fita com as mãos, em seguida, deslizou as luvas sem dedos acolchoado em cada mão. Ele flexionou os dedos, esticando o couro preto. Pondo o seu protetor bocal, ele começou a aquecer os músculos saltando de pé para pé. —Para a luta final da noite, — o locutor gritou no microfone. —Com um recorde de vinte vitórias e quatro derrotas, Lance Black! Bloqueando os gritos da multidão, Lance correu para dentro da gaiola, em seguida de lado saltou em torno do perímetro para o seu canto, os olhos fixos no homem Afro— Americano enorme esperando para ser introduzido. Algo não estava certo sobre isso, e novamente um temor atou em seu estômago. —E com um recorde de quinze vitórias e uma derrota, Kelvin Johnston! Quando o homem entrou na jaula, Lance baixou os braços. Que porra é essa?

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Kelvin foi o epítome de uma casa de tijolos. Não havia nenhuma maneira no inferno que o homem estava na divisão dos meio-pesados. Tinha de haver uma diferença de peso de 30 kg aqui. Quando se encontraram no meio do ringue, Lance teve que levantar a cabeça para trás para olhar Kelvin no rosto. O filho da puta tinha que ser umas boas seis polegadas mais alto, o que disse muito, considerando que Lance tinha seis pés de altura. Você só pode obter crédito se você ganhar. Portanto, este foi o evento imprevisto. Embora ele duvidasse que ele tivesse sido ‘imprevisível’ em tudo. Todas as outras lutas foram equilibradas. Esta tinha sido deliberadamente configurada para que Lance perdesse. Ele adivinhou que os McNealys não tinham ouvido a frase ‘quanto maior eles são, mais duramente eles caem’. Perder não era uma opção. Após o árbitro recuar, deixando a todos claro que era para eles lutassem, Lance circulou em torno Kelvin. A diferença de tamanho era difícil de ignorar. Não que ele não tivesse ido contra os homens maiores antes, ele tinha, mas eles ainda caíram dentro de sua categoria de peso. Este cara era porra enorme. O homem virou um braço enorme. Lance se abaixou, em seguida, respondeu com um gancho de direita no seu lado. O homem virou pesadamente ao redor. A falta de velocidade destes caras era uma desvantagem tão grande mas um soco deste desgraçado iria levar Lance em linha reta para o inferno, porque a sua força era brutal. A melhor coisa que podia fazer era manter-se em movimento. Ele dançou em volta de Kelvin, certificando-se de ficar fora do alcance do homem e indo para dar socos e chutes nas pernas apenas quando o lutador deixasse uma abertura. Agressividade não iria ajudá-lo. Esta foi uma luta defensiva. Eles não podiam simplesmente ir para lá de forma

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como todos os outros lutadores tinham. Ele teve que ser esperto sobre isso, use o tamanho de seu oponente contra ele. Com a falta de ação, a multidão começou a vaiar. Cada um deles poderia beijar sua bunda. Luta real não era apenas sobre atacando cegamente o outro. Era saber sobre o seu adversário, sabendo, se não tinha sido apanhado no caos. —Lute, idiota, — disse Kelvin em torno de seu protetor de boca e baixou os braços. Vendo a abertura que ele precisava, Lance aceito o seu convite e varreu com um poderoso uppercut por baixo do queixo. Tudo à sua volta abrandou quando a cabeça de Kelvin retrucou. O homem ficou ali por um segundo, antes de cair para trás. A tela trovejou sob a queda de seu corpo. Silêncio atordoado, seguido por uma fração de segundo antes de o lugar inteiro explodir em fúria. O árbitro levantou o braço de Lance, gritando, — Vencedor. As pessoas estavam xingando e rasgando pedaços de papel. Seu olhar varreu o quarto e encontrou Gabe e Mitch recostados contra uma parede. Em uníssono, eles aplaudiram e deram-lhe um aceno de respeito. Satisfação rolou sobre os dois homens, confundindo Lance. Eles não queriam que ele perdesse? Ele olhou para a comoção daqueles presentes. Depois bateu-lhe. Os McNealys tinha jogado também. Eles tinham deliberadamente colocado contra alguém maior, mas não para fazê-lo lutar de graça. Para levar as pessoas a apostar contra ele. Aqueles dois tinha acabado de fazer uma pequena fortuna com a sua vitória, e Lance era agora cinco mil mais perto de estar fora do débito com eles. Quanto mais cedo ele pagasse essa dívida, melhor para ele seria. Quando ele saiu da gaiola, o seu olhar foi ao escritório de Kelsey. A porta estava aberta neste momento e ela estava 90


de pé dentro do marco da porta, com os braços abraçados em torno de si mesma. Uma expressão intensa, intrigada marcado suas feições, em seguida, ela deu um passo para trás e fechou a porta. Como ela se sentia sobre a luta? Por alguma razão insana, ele queria impressioná-la da mesma forma que ela tinha admirado e impressionado ele, o que só o confundia mais.

Graças a Deus esta noite terminou. Ao longo das últimas três horas, Ella tinha alinhavado três ferimentos na cabeça, tratado duas outras com ataduras borboleta, e limpou uma variedade de outras lesões. Felizmente, nenhuma tinha sido suficientemente grave para justificar uma viagem para o hospital, mesmo que alguns dos rapazes tinham estado absolutamente horríveis quando eles foram trazidos de volta à sua área. O sangue foi parte de seu trabalho, ela estava acostumada a isso, mas sabendo que a luta tinha causado a maioria das lesões que ela tratou tinha tomado a sua bagagem sobre ela esta noite. Para não mencionar as lutas que ela se forçou a assistir entre os pacientes. Depois de seu episódio de pânico, ela estava determinada a ficar lá e ver o que estava na frente dela e não ser pega em seu passado. Infelizmente, ela manteve em escorregar em seu pesadelo e teve que lutar contra a volta ao presente. O resultado final foi a exaustão completa e absoluta, tanto mentalmente quanto fisicamente. O físico ela podia lidar com ele. O mental acabou de abatê-la, e odiava se sentir assim. Ela terminou a esterilização do ambiente, para garantir que tudo foi desinfetado, e que quaisquer instrumentos

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utilizados foram colocados em recipientes de materiais perigosos. Os primos tinham fornecido a ela tudo o que ela precisava no que se refere a procedimentos simples. Ela ainda tinha lidocaína. Quando ela saiu do quarto, ela apagou a luz e fechou a porta. A única luz deixada eram as luzes de emergência. Tantas sombras. Tantos lugares para se esconder. Seu estômago torceu duro quando o seu coração começou a bater. Pelo menos agora, houve um pouco de luz. Uma vez ela que ficasse do lado de fora, seria escuridão completa. Deus, ela não queria caminhar até seu carro. Houve um silêncio pouco natural depois de toda a gritaria. Ela estava sozinha. Ninguém estava aqui, incluindo os primos. Eles vieram em cerca de 45 minutos depois que ela terminou de verificar o Golias que Lance lutou e tentou entregar-lhe um maço de dinheiro. Ela recusou. Ela não estava tomando nenhum dinheiro a deste lugar. Eles apenas deram de ombros e se despediram. Ela não tinha estado chocada que eles deixariam uma mulher aqui fora no meio do nada por si mesma, e, tanto quanto ela não queria ser deixada em paz, ela não ia pedir-lhes para ficar. Ella sacudiu o punho para garantir que a porta estava trancada, em seguida, virou-se. —Graças a Deus. Você levou um monte de tempo. Na voz masculina de repente, ela gritou e empurrou sua cabeça na direção de onde veio, batendo a mão sobre o coração. Lance estava recostado em uma das cadeiras de metal, os braços cruzados sobre o peito. —Não faça isso. — Ela se inclinou, colocando as mãos sobre os joelhos, e tomou uma respiração longa, lenta. Ela estava bem perto de pirar com o susto. —Jesus, me desculpe, — disse ele e ficou de pé. —Eu pensei que você sabia que eu estava aqui fora. —Bem, eu não fiz, — ela retrucou. —Eu pensei que estava sozinha.

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Lance colocou a mão em suas costas e esfregou de cima e para baixo sua coluna vertebral. O movimento a acalmou, e ela tornou-se mais consciente de Lance tocá-la do que dos seus arredores. O perfume masculino, bosque, de sua colônia em volta dela, ela fechou os olhos e respirou. Quando ela se endireitou, ela notou o seu olhar incrédulo. —Você realmente acha que eu ia deixar você aqui sozinha? Droga, mulher. Isso diz muito sobre o que você pensa sobre mim. —Oh, relaxe. Eu estive fechada em meu próprio mundo pequeno pela a última hora. Nada contra você, bebezão. Um sorriso repentino surgiu em seu rosto, e seu coração acelerou. Tanto para esperar e todo esse negócio McNealy resultaria em sua atração por ele. Parecia que ela estava lutando em cada aspecto de sua vida agora, o seu passado, presente e futuro. Deus, ela estava drenando. Ela começou a andar em direção à saída. Os passos de Lance ecoaram atrás dela antes que ele a apanhasse. —Eu assisti sua luta, — disse ela, a necessidade de se concentrar em algo que ela pudesse controlar, como o tema da conversa. —O que você achou? Coisas atrevidas. Assistindo Lance no ringue tinha sido a única vez que ela não tinha desviado em seu passado. Tudo sobre ele a segurou cativa em seu corpo, seus movimentos, sua confiança. Ela tinha encontrado tudo incrivelmente sexy. Mais quente do que ela realmente deveria ter. Mas apenas ela precisava saber disso. —Eu me lembrei da nossa conversa sobre diferença de tamanho de alguns dias atrás, e me perguntei como você estava fazendo isso. —Eu usei o tamanho dele contra ele. O que chamou sua atenção. Ela parou e olhou para ele. —Como? Eu quero ser capaz de fazer isso.

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Sobrancelhas franzidas, ele estudou-a tão intensamente que ela teve que manter-se quieta. Pare de tentar me entender, Lance, e responda à pergunta. —Há uma diferença entre o que eu vou contra e o que você vai contra, Kelsey. Alguém que supera você ainda pode ter uma velocidade incrível. Alguém que me supera não é tão flexível. É por isso que lutas mais pesadas dependem de estar em pé. Eles lutam, mas quando se trata de jiu-jitsu brasileiro, é raro um peso-pesado ter um bom jogo de chão. Há alguns, mas não muitos. —Isso faz sentido. — Não que ela tivesse gostado da resposta. Assistindo Lance ir contra Kelvin tinha recordado tanto ela indo contra Randy. Ela pensou que, esperava, Lance teria algumas dicas que ele poderia lhe ensinar. Ela virou-se para começar a andar novamente, mas Lance agarrou a seu braço, impedindo-a. Ela virou o rosto para ele. Confusão gravada em suas feições. —Por que você está tão focada na diferença de tamanho, Kelsey? Merda. Ela engoliu em seco. Lance provavelmente tinha ganhado o direito de conhecer sua motivação, pelo menos algumas delas. A última coisa que ela queria era falar sobre seu passado, especialmente depois do espremedor emocional que ela tinha passado por esta noite. —É intrigante, você não acha? Uma pessoa indo contra, e depois derrotar, alguém que não deve ser capaz de. Eu vi a reação da multidão. Você foi favorecido a perder. —Eu fui. —Mas você não fez. — Ela encolheu os ombros com indiferença e esperava que seu tom alegre tivesse aliviado suas preocupações para agora. —Isso é intrigante. Agora, porém, eu só quero ir para casa. Sem outra palavra, ela abriu a porta ao lado das portas do compartimento fechado e se dirigiu para o estacionamento na completa escuridão. Quando ela chegou mais cedo, o lugar tinha estado brilhando das luzes no interior do armazém e os

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faróis dos carros. Agora, não havia sequer um poste para afugentar a noite. Inferno, não havia sequer uma lua. A barulho do cascalho sob seus pés e o chilrear dos grilos na distância eram os únicos sons. Além de Lance, o quão longe era a pessoa mais próxima? Quando eles se aproximaram de seu carro, ela apertou o botão de desbloqueio das chaves do carro. O clique explodiu no silêncio. Ela parou ao lado do motorista, abriu a porta para permitir que a luz do interior iluminasse a área, em seguida, enfrentou Lance. Apesar das sombras escurecendo partes do rosto, ela ainda podia distinguir sua expressão perplexa. Assim, a explicação dela não tinha enganado ele. Droga. Provavelmente não ajudou que ele também tivesse testemunhado ela no meio de um ataque de pânico. Duas vezes, —Obrigado por ficar, — disse ela. —Isso teria sido assustador para mim. Ele pegou uma mecha de seu cabelo e esfregou-o entre os dedos. Sua respiração engatou apertando em seus pulmões. Necessidade construiu dentro dela, prestes a queimar fora de controle. Ela queria sentir o seu toque. Queria. Ele não se parece importar quão envolvido ele estava com os primos. Nada encharcou a atração que ela tinha com esse homem. Quando ele enfiou o cabelo atrás da orelha, a sensação de seus dedos deslizando através de seu couro cabeludo enviou choques elétricos em espiral descendente em uma pulsação suave e agradável. Deus, o desejo era diferente de tudo que já tinha experimentado antes. Ele a assustou demais. Ela começou a entrar no carro, mas foi parada por sua mão a deslizar para o cabelo em sua nuca. Desejo fez seus mamilos duros, seu pulso acordou para a vida. Seu olhar agarrou a sua boca quando ele abaixou a cabeça. Ela queria isso. Ela aceitou isso. Não podia esperar para sentir seus lábios contra os dela.

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Em vez disso, ele apertou-os contra sua testa. Ela apertou os olhos fechados contra a onda de decepção que atingiu ela. —Enquanto eu estiver por perto, você nunca vai ter que andar sozinha, — ele sussurrou contra sua pele, e depois puxou para trás. Ela não conseguia parar um suspiro surpreso. Não só de suas palavras, mas quão segura e protegida que a fazia sentir. Quando seus olhares se encontraram, o ar entre eles congelou. Ela poderia perder-se naqueles olhos cinzentos. Ela podia se perder nele. Ele foi o primeiro homem que na tempestade em sua vida fez ela se sentir segura. Isso era perigoso. Ela não podia confiar em alguém para esse sentimento. Ela precisava encontrá-lo para si mesma. Ela olhou para longe, quebrando intencionalmente o momento. — Eu-eu preciso chegar em casa. — Ela deslizou para dentro e Lance gentilmente fechou a porta. Quando ele apenas ficou lá, ela abriu a janela. —Eu não vou embora até você entrar em seu carro. Um sorriso torto curvou sua boca. —Sempre o meu anjo da guarda, não é? —Basta devolver o favor. Você fez com que eu chegasse ao meu carro com segurança, eu estou fazendo a mesma coisa. —Você não tem que cuidar de mim, Kelsey. —O mesmo vale para você também, você sabe. Eu posso cuidar de mim mesma. Eu venho fazendo isso há muito tempo. — Eu vou cuidar de você. Nada vai acontecer com você enquanto eu estiver por perto. Mais uma vez essa sensação de segurança a envolveu, e ela acreditou nele. Mas, tanto quanto ela gostou da idéia de Lance olhando por ela, ele não estaria sempre lá. Seu objetivo

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era voltar para casa. Permitir que alguém cuidasse dela derrotou o propósito de estar aqui. —Vá para o seu carro, — disse ela. —Boa noite, Kelsey. — inconfundível às suas palavras.

Houve

uma

rouquidão

—Boa noite, Lance. Ela observou-o a passos largos em todo o cascalho para o seu Jeep. Quando ele subiu, ele ligou o motor, os faróis surgindo à vida. Ele começou a fazer movimento, em seguida, parou e piscou suas luzes uma vez. Compreender sua mensagem, um pequeno sorriso brincava em seus lábios. Ela recuou o carro e se dirigiu para a estrada, Lance seguiu-a em seu veículo. E mais uma vez ela se sentiu segura.

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Capítulo 5 — Oh. Meu. Deus. — Ella olhou para os sacos de mantimentos em suas mãos. Ela não tinha. Rapidamente, ela baixou os sacos para o chão, em seguida, bateu levemente seus bolsos. Gemendo, ela jogou a cabeça para trás. Ela tinha. O que mais poderia dar errado hoje? Tinha sido uma daquelas manhãs. Primeiro, ela tinha esquecido de colocar borra de café na máquina de café, então depois que ela tinha tomado seu chuveiro ela voltou para uma panela de água quente. Durante seu chuveiro, ela usou o creme de barbear para lavar os cabelos. Para coroar esse terrível início, ela tinha ido até a loja para uma coisa específica, mas não conseguiu comprá-lo e teve que voltar duas vezes. Agora ela tinha bloqueado suas chaves no portamalas. Ella olhou para as janelas em sua sala de estar, mas não havia nenhum uso sequer tentar. Ela verificou se as janelas estavam trancadas, pelo menos, três vezes por dia. Não há razão para quebrar a janela também. As chaves ainda estariam no porta-malas, e ela tinha que limpar o vidro quebrado. Graças a Deus ela estava consciente o suficiente para por seu telefone no bolso de trás da calça jeans antes que ela pegasse as sacolas de supermercado.

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Ela puxou seu telefone e bateu o aplicativo de busca na Internet. Depois de digitar - serviços de guincho em Cheney, KS -, ela bateu chamada no primeiro que apareceu. Um despachante respondeu e Ella deixou informações e desligou. Vinte minutos. Não era uma má espera. Ela se sentou no degrau mais alto de sua varanda e segurou seu queixo na palma da mão. Ela culpou Lance por sua mente ausente hoje. O homem tinha dominado seus sonhos na noite passada de uma forma que deixou claro que ela queria. Ela queria entrar em atenção por aquele homem, seu toque. E por que não deveria? Depois de tudo que ela passou, apenas sentir uma atração foi um grande marco para ela. Ela devia apenas ir com ele. Seu corpo pode ser a única coisa que poderia impedi-la de ir embora. Ela colocou a mão em seu estômago, traçando a pele rígida, marcada por baixo. Ela nunca tinha sido insegura sobre sua aparência, até que esta adição encantadora. Ela não usava duas peças em anos. Desde que ela odiava olhar para ela, ela não podia imaginar um homem encontrá-la atraente. Um guincho, felizmente trazendo-a para fora dos pensamentos sombrios. Ela se levantou e tirou a poeira de seu bumbum, mas parou quando um homem que parecia vagamente familiar saiu do caminhão. Um boné de beisebol cobria seu cabelo e sombra seu rosto, mas ela conhecia aquele braço tatuado em qualquer lugar, e seu coração pulou uma batida. Lance. Ele se virou e começou seu caminho até seu andar, em seguida, levantou a cabeça. Seus olhos cinzentos arredondaram. —Kelsey? —Você parece tão chocado quanto eu estou.

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—Você é a última pessoa que eu esperava ver. Achei que você vivesse em Wichita. —Não, eu dirijo. Você tem um negócio de reboque? —Sim. Essa é a razão pela qual eu chego tarde para o treinamento de tempos a tempos. Se eu estou atrasado, é porque eu estou em uma chamada. Nunca lhe tinha passado pela cabeça que Lance tinha outro emprego fora do ginásio e de luta. —Quanto tempo você tem estado no serviço de reboque? — Perguntou ela. —Seis anos. — Ele olhou para o telefone. —Diz aqui que você bloqueou as suas chaves no carro? — Ela não perdeu a diversão em sua voz. —Cale-se. Tem sido uma longa manhã. Quando ele inspecionou o carro, ele disse: —Como assim? —Você usou o creme de barbear para lavar o cabelo esta manhã? Uma risada explodiu dele. —Ahh. Tem sido um daqueles dias. Apenas me dê um minuto e eu vou ter essas chaves livres. Ele voltou para o seu caminhão e pegou um faixa de metal ultrafina. De volta ao seu carro, ele colocou-o entre a borracha e a janela. Em poucos segundos, um clique soou e ele abriu a porta. Os jeans esticaram em toda a sua bunda quando ele se inclinou para dentro. Droga. Ela mordeu o lábio inferior. Tudo sobre Lance era agradável ao olhar — cobertas ou descobertas. Na noite passada, ela tinha começado a visão dele sem camisa — uma visão muito distante. Mas essa distância não tinha tirado os músculos cinzelados de seu abdômen ou no peito, mas deixou saudade de um ‘close-up’. Esse desejo estava de volta com força total.

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Seu tronco se levantou, levando a atenção para longe de sua bunda deliciosa à parte traseira de seu carro. —Oh, graças a Deus! Você é um salva-vidas. —Não. Basta ter o equipamento necessário para fazer o trabalho. Rapaz, e ele tinha. Ela queria estrangular-se pelo pensamento aleatório. A sério? Desde a seu bunda ao seu lixo? Droga mente suja e fantasias eróticas. —Quanto lhe devo? — Ela perguntou, apenas para obter-se de volta nos trilhos. Ele acenou com a mão. —Não vou pegar o seu dinheiro. Ela ficou boquiaberta. —Eu tenho que pagá-lo. Você conduziu até aqui. —Eu disse a você na noite passada eu estava indo para cuidar de você, não foi? Houve esse sentimento protegido novamente. Ela ficou inquieta com isso mais do que ela estava com sua atração pelo homem. Ela poderia aprender com Lance, mas ela tinha que proteger a si mesma e não podia contar com ele. —Eu não acho que incluiu questões de carro, — ela brincou, tentando aliviar as coisas. —Ele incluiu andando até o carro, então eu não vejo por que isso é diferente. Na verdade, eu posso pensar em algumas outras maneiras que eu poderia cuidar de você. Se ele tivesse acabado de se mover mais perto? Sim. Sim, ele tinha. Seu coração batia com força contra suas costelas. Agora, estes sentimentos que ela pudesse fazer isso — queria fazer isso. —Que outras maneiras que você poderia cuidar de mim? —Ela chocou-se perguntando.

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Em apenas alguns passos, Lance fechou a distância entre eles, de pé diretamente sobre ela onde foi forçada a inclinar a cabeça para trás para olhar para ele. Durante anos, ela sentiu algum tipo de pânico por ter uma grande torre de homem sobre ela. Não dessa vez. Agora não. Tudo o que ela sentia era emoção. Desejo. A palpitação emocionante que a lembrou de que ela era uma mulher. E maldição se não era um sentimento libertador. Ele pegou uma mecha de seu cabelo e delicadamente passou os dedos sobre ele. Puta merda, ela queria que ele a beijasse, com uma necessidade tão forte que era esmagadora. Sua respiração engatou, e as pupilas de Lance dilataram em resposta. Ficaram assim, olhando para o outro, ele acariciava seus cabelos. O ar em torno deles tornou-se grosso com a luxúria, pesado e inegável. Se ele a beijasse, sem dúvida, sua reação seria o oposto do que tinha sido desde aquela noite. O pensamento a fez tonta. Limpando a garganta, ele colocou a mecha atrás da orelha depois recuou. —Eu não sei. Talvez... eu poderia mudar os pneus. Ela piscou em sua meia-volta. Por que ele se afastou? Por que ele não estava olhando para ela agora? Lutando por algo a dizer para cobrir o embaraço de repente, ela desabafou: —Se você não vai ter o pagamento, pelo menos me deixe pagar um jantar. — Ela gemeu interiormente. Que não tinha feito isso estranho, não em todos. —Eu não vou dar em cima em você. Eu só gostaria de liquidar minhas dívidas. Só quero comprar o jantar, não ir a um encontro. Bom Deus, cale-se. Ela manteve a boca fechada antes de dizer qualquer outra coisa para fazer isso ainda mais insuportável. —Eu agradeço a oferta, — disse ele, ainda não encontrando seu olhar. —Mas eu já tenho um encontro com uma senhora especial esta noite. Talvez outra hora.

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Uma pontada de ciúme, mas ela forçou um sorriso para cobri-lo. —Definitivamente. Aproveite o seu encontro. Ele tirou o boné, recuando. —Eu sempre faço. Outra picada de ciúme bateu nela quando ele se virou e correu para o reboque como se ele não poderia ficar longe dela rápido o suficiente. Quando o motor rugiu para a vida e ele se afastou do meio-fio, com nada mais do que um aceno rápido, ela caminhou até o carro, pegou as chaves, e bateu a mala fechando. Se ela tivesse misturado completamente isso? Ela estava enferrujada, mas ela não achava que estivesse tão enferrujada. Não. Ele definitivamente queria beijá-la tanto quanto ela queria. Ao contrário dela, porém, ele não queria viajar por esse caminho. Ele tinha um encontro - um especial. O que quer que esteja acontecendo, Lance estava dando a ela uma mensagem de ‘isto não está acontecendo’ clara. E ela nunca tinha sentido mais decepcionada. ... Sentado fora da casa de tijolos de dois andares de sua ex-mulher, Lance apertou em torno de seu telefone celular, tentando controlar sua raiva por Mitch. Eles estavam incomodando durante toda a tarde. — Eu já disse Ralph eu não vou. Eu tenho planos para esta noite. —Você não consegue dizer-nos não, Black, — disse Mitch. —Você concordou com os termos. Esperamos a cooperação total. —Concordei em lutar por cinco mil dólares, ganhar ou perder. Para isso eu vou mostrar-me. Isto, você pode se foder. —Ok. Vamos agora ver como isto tem que ser. A linha ficou muda. O que diabos isso significa? Ele jogou o telefone no assento do passageiro, em seguida, enfiou as mãos em seu cabelo. Porra.

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Parecia que alguns dos membros mais prestigiados estavam se recusando a fazer apostas sem primeiro conhecer os lutadores que estavam apostando. Todos os lutadores estavam sendo chamados para um ‘conhecer e cumprimentar’. Lance não tinha tempo para essa merda. Ele tinha um encontro com sua filha, e ele se recusou a quebrá-lo. Ele já tinha isso marcado hoje, sem saber que seu encontro de pai e filha seria uma desculpa esta tarde para dispensar outra mulher. Correção. Não apenas uma outra mulher. Kelsey. Quando ela perguntou o que outra maneira ele poderia cuidar dela, ele veio bem perto de dar a essa mulher uma amostra das muitas, muitas maneiras que ele queria fazê-lo. Ela teria deixado ele. Isso tinha sido claro por todo o rosto. De alguma forma, ele encontrou forças para se afastar, e ele precisava colocar distância entre eles de volta. Kelsey estava fora dos limites. A única coisa que ela precisava dele era proteção. Embora ela tivesse uma qualidade fodona, houve também uma vulnerabilidade sobre ela e o McNealys a comeria viva. E desde que ele foi responsável pelos McNealys estarem nela, era sua responsabilidade mantê-la a salvo deles. Droga. Ele não podia pensar sobre isso agora. Skylar merecia sua atenção. Colocou todos os pensamentos da mulher que estava deixando louco fora de sua mente, Lance saiu do seu jipe, em seguida, subiu os degraus da enorme varanda dois de cada vez. Ele apertou a campainha, e um segundo depois a porta abriu de forma rápida e uma massa de cachos loiros se lançou em seus braços. —Papai! Ele apertou-a com força contra seu lado. —Ei, princesa. Você está pronta para o nosso encontro? —Sim. O que vamos fazer? 104


—A noite é sua. —Ok. Pizza primeiro e depois para a arcada e então... Lance riu enquanto sua filha divagava sobre uma lista de tudo o que ela queria fazer. Ele ia tentar e fazer o máximo dessa lista tanto quanto ele pudesse. Ele olhou para cima para ver sua ex-mulher, Piper. Afeto aqueceu seu coração. Depois da maneira como o casamento havia terminado, ela deveria ter sido uma daquelas exesposas que desprezavam seu ex-marido, e por um par de anos ela tinha. Mas o diagnóstico de Skylar tinha ajudado a ultrapassar a amargura e raiva que ela tinha dele, e tinham construído uma sólida amizade. Perder sua filha foi a pior coisa que poderia sair da aprendizagem de Piper saber que ele estava envolvido com os McNealys novamente. Seria perder a relação que ele agora tinha com sua ex-esposa. Piper colocou a mão nas costas de sua filha. —Skylar, vá para dentro e pegue o que você quer levar para o papai. Sua filha correu para dentro. —Como estão as coisas? — Perguntou. —Indo bem. Brian e eu estamos indo para pintar a cidade de vermelho esta noite. Brian era o marido de Piper. —Bom para vocês dois. Com Gayle tomando esse trabalho, eu não tive uma babá como eu costumava fazer. Eu sei que isso cortou tempo de qualidade seu e de Brian. Ela deu uma onda de desprezo. —Não se preocupe com isso. Você não está acomodado. Você está trabalhando. Entendi. O triste era se ela soubesse que ele estava trabalhando para pagar de volta, ela não seria tão compreensiva. Não com o passado que teve com os McNealys. A porta abriu e Skylar saiu segurando Bacon, seu porco cor de rosa de pelúcia, contra o peito. Ele tinha lhe comprado

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o brinquedo no dia em que teve sua primeira sessão de quimioterapia. Ela estava com quase cinco anos de idade na época. Mais de três anos e uma remissão mais tarde, ela ainda carregava em todos os lugares, e amava todas as coisas de porco. Seu coração se apertou. Ele amava essa criança mais do que a própria vida. Faria qualquer coisa por ela. Ele ofereceu sua mão, e seus dedos minúsculos deslizaram na dele. Ela era seu propósito na vida. Mesmo sabendo como os primos iriam tentar foder com ele, ainda iria para os McNealys para o empréstimo, porque ele faria qualquer coisa por ela.

—Brittany é tão má, — disse Skylar enquanto caminhavam pela calçada em direção à pizzaria. —Ela fez piada com minha camisa. Eu não sei por quê. Tinham porcos nele. Os porcos são impressionantes. —As crianças podem ser más, baby. Simplesmente ignore. —Isso é o que Momma disse. —Momma tem razão. Ouça ela. Quando chegaram à entrada da pizzaria, Lance abriu a porta para sua filha e deixou-a andar em primeiro lugar. Ficaram na longa fila de pessoas à espera de ser instalados. Ele olhou ao redor do restaurante lotado e seu olhar desacelerou para uma mulher sentada sozinha em uma cabine. Ela segurou seu telefone na frente de seu rosto, os dedos trabalhando na frente. Kelsey parecia completamente em paz. Seu peito se apertou quando mais cedo, ele viu sua filha. O que era sobre esta mulher? Tinha sido um longo

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tempo desde que ele sentiu instintos protetores em relação a alguém, além de Skylar. Um garçom deixou cair uma caneca, e o vidro estilhaçou instantaneamente o que trouxe a cabeça de Kelsey virando ao redor, e todo o seu corpo saltou. Havia esse medo que ela demonstrou de vez em quando, e mais uma vez o seu instinto para proteger avançou. Quando seu olhar se moveu a partir do garçom e deslizou através do recinto, ele se preparou para ela vê-lo. Ele queria colocar distância entre eles. Queria que ela acreditasse que ele estava saindo com outra pessoa. Esse plano estava prestes a desvendar tão rapidamente quanto seu casamento tinha bem na frente de seus olhos. Quando seu olhar encontrou o dele, seus olhos se arregalaram um pouco antes de cair para a menina ao seu lado. Confusão desenhou suas sobrancelhas juntas por um momento, mas relaxou depois de um segundo quando a compreensão apareceu em seu rosto. Sim, não mais usando encontros como uma tática para se manter bem longe de uma mulher atraente. Ele deu um aceno rápido, que ela voltou com um sorriso. —Quem é essa, pai? A mulher que ele admirava, o confundia, o intrigava, e tudo mais. —Ummm, ela é uma das clientes do papai no ginásio. —Ela é linda. Em um suéter branco apertado com seu cabelo para baixo, ela era bonita. Impressionante. —Você pensa assim? Sua filha balançou a cabeça com entusiasmo. —Posso conhecê-la? Surpreso com a pergunta, Lance olhou para sua filha. — Por que você gostaria de fazer isso? —Ela tem um porco em seu telefone.

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Ele olhou para a mesa, e com certeza, o celular que Kelsey tinha em sua mão estava coberta de porcos cor de rosa. Deixe isso para Skylar notar. Kelsey teria agora um amigo para a vida. Ainda assim, ele hesitou. Ele não tinha certeza do por que. Sendo um lutador, e no negócio de reboque, ele encontrou um monte de gente e estava sempre a esbarrar em alguém que ele sabia quando ele estava fora. Isso não foi diferente. Só que desta vez, houve uma preocupação. Skylar gostaria de Kelsey, da mesma maneira que ele tinha? —Por favor, papai. Lance suspirou, sabendo que ele iria para a cova. — Certo. Vamos. Ele caminhou em direção à mesa de Kelsey. — Oi, — ela disse, quando ela colocou seu telefone em cima da mesa. Ela baixou o olhar para Skylar. —E olá para você, também. —Você gosta imediatamente.

de

porcos?

Skylar

perguntou

Kelsey piscou. Em seguida, seu olhar foi para o seu telefone. —Eu faço. Eu tenho uma coleção inteira em casa. Skylar fugiu para dentro da cabine e ficou confortável, Lance se surpreendeu. —Ei, querida, nós provavelmente deveríamos encontrar um lugar para sentar. — Eu tenho. — Eu quis dizer o nosso próprio estande. — Eu quero falar com ela. Kelsey olhou para ele, diversão iluminando seus olhos. — É legal. Lance suspirou e deslizou ao lado de sua filha. — Skylar, esta é Kelsey. Kelsey esta é Skylar, minha filha. —É bom conhecê-la, Skylar, — Kelsey disse e ofereceu a mão dela. Skylar pegou e balançou.

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—Então, que tipo de porcos que você tem? — Perguntou a sua filha. Quando o garçom veio até a mesa, Lance bloqueou a conversa. Não há razão para perguntar a Skylar o que ela queria, ela pede a mesma coisa toda vez que ela veio aqui. —Pizza de bacon e queijo. Voltou-se assim quando Kelsey perguntou qual era o nome de seu porco. —Bacon. O riso não filtrado que saiu de Kelsey o pegou desprevenido. Ela sempre se manteve um pouco fechada, e ele não tinha visto ela com todas as suas paredes para baixo. E ela estava ainda mais bonita no seu riso do que quando ela estava completamente composta. —Eu amo isso, — disse Kelsey. —Skylar tem um sentido bastante original de humor. —Quando eu era criança, eu fiz também. Uma vez tive um cão chamado Dog. Quando foi que qualquer coisa como a nomeação de um porco bacon? O jeito que ela estava olhando para ele com expectativa o fez perceber que ele estava perdendo completamente a linha de foco. —Isso é uh... um nome legal. Ela riu de sua confusão, e ele se viu querendo fazê-la fazer isso mais. Ele gostava quão relaxada estava neste momento, como não parecia ter algo em sua mente. — D. O. G. individualmente.

disse

ela,

Ele riu. — Ok, agora eu entendo. —Eu não, — disse Skylar. —D-O-G, soletra cão. —Ah. Fantástico.

109

dizendo

cada

letra


O garçom retornou com suas bebidas e uma folha de atividade para Skylar. Depois de abrir a caixa de lápis de cera, Skylar passou a trabalhar em um jogo de palavras cruzadas. Kelsey estava olhando para ela com um pequeno sorriso de admiração e diversão. Os olhos dela para o dele. — Então, uma filha, hein? Não sei o que dizer, ele simplesmente deu de ombros. —Ela é linda, — disse Kelsey. —Obrigado, — disse Skylar sem levantar a cabeça. O sorriso que se espalhou pelo rosto de Kelsey era tão lindo como foi surreal. —Primeiro, você tem um serviço de socorro, agora você tem uma filha. Você é apenas cheio de surpresas hoje. —Há muita coisa sobre mim que você não sabe. Ela colocou o queixo na palma da mão. —Como o quê? Ele poderia jogar este jogo. Talvez ele pudesse cavar em volta e descobrir mais sobre a mulher na frente dele. —Eu não sou originalmente de Cheney, também. Eu sou do Emerald Springs. —O que o levou a se mover? O fato de que ela não mencionou o tornado que rasgou essa cidade levou-o a acreditar que ela não se moveu para aqui de algum lugar perto. —O marido de minha ex-esposa conseguiu um emprego aqui. Emerald Springs é uma unidade de três horas. Eu não poderia estar tão longe da Skylar. Respeito brilhou nos olhos de Kelsey. —Isso é muito legal que você fez isso. —Skylar é tudo para mim. —Eu posso ver isso. —E você? De onde você é? A expressão suave logo desapareceu sentou-se um pouco mais reto. —A costa leste.

110

quando

ela


—Há um grande número de estados na costa leste. Você viveu em todos eles? Ele quis dizer isso como uma brincadeira, mas sua expressão ficou mais apertada. O que poderia ter acontecido que ela não quis revelar onde ela morava? —A área da Nova Inglaterra. Quando ele estava prestes a pressioná-la para mais, o garçom chegou com a pizza. Ele colocou-o no meio da mesa com três pratos. Lance colocou cada um em frente dele e Skylar, então, ofereceu o terceiro a Kelsey. —Não, obrigado, — disse ela, acenando com a mão. Ela fugiu para a borda da cabine. —Na verdade, eu acho que eu vou deixar vocês dois desfrutar o resto de seu encontro. Em sua tentativa de fuga apressada, a curiosidade de Lance aumentou ainda mais. Ela tinha estado muito bem até que ele começou a fazer perguntas pessoais. Agora parecia que ela não poderia ficar longe dele rápido o suficiente. Lance ficou de pensar em uma maneira de fazê-la ficar. —Au. Papai, não pode Kelsey vir com a gente para o arcada? Oh, Skylar. Obrigado. —Oh, não, querida, — Kelsey disse rapidamente. —Eu acho que você e seu pai precisam de um pouco de tempo juntos. Skylar virou suplicando olhos azuis diretamente para ele. —Por favor, papai. Você não se importa, não é? —Não. Eu não me importo em tudo. Na verdade, eu adoraria que ela se juntasse a nós. — Lance sentou contra a cabine e cruzou os braços sobre o peito, silenciosamente desafiando-a. Os lábios contraídos juntos em aborrecimento quando ela olhou para ele, então, para a filha. O mais provável é que ela estava decidindo se ela deve responder apenas a título definitivo para a criança e dizer que ela tinha planos.

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—Por favor, — Lance disse em sua melhor imitação de sua filha. —Você não gostaria de decepcionar uma companheira amante do porco, não é? O sorriso apertado. Ele teria que ter certeza de obter o descontraído de volta em algum momento esta noite. —Eu adoraria me juntar a você, — ela direcionou para Skylar, em seguida, enviou-o um olhar irritado. Ele teve que abafar uma risada. Parecia que ele gostava de irritar Kelsey tanto quanto ele queria fazê-la sorrir. Ele deixou o Q e A, por agora, mas ele estava em uma missão. Hoje à noite, ele iria saber mais sobre quem ela era.

Ella estava no jogo do Lance. O fato de que ele estava jogando era culpa dela. Ela tinha deslizado. Enquanto eles tinham estado na pizzaria, ela deixou seu protecionismo. Tinha passado a última hora e meia de bate-papo, deslizando em uma série de perguntas pessoais aqui e ali. Como quando eles estavam falando sobre o treinamento e ele casualmente perguntou o ginásio que tinha treinado na volta para casa, ou quando Skylar tinha mencionado ir ao médico, e Lance tinha pedido a ela onde ela trabalhava. Ela de alguma forma andou em torno das questões apontadas por ele descaradamente ignorando ou fingindo ver algo que ela estava interessada. Definitivamente o movimento de um covarde que fez quase desejar que ela tenha declinado o convite para se juntar a eles, quase. Ela estava se divertindo. Depois de comer, eles caminhavam pela rua a uma arcada. Skylar tinha jogado tudo de Skee-Ball para Fruit Ninja — contanto que deu bilhetes.

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Neste momento, Lance estava atrás de sua filha, que estava sentada em um banquinho, enquanto ela jogou Deal or No Deal. A menina apertou um botão, e quando a mulher informatizada abriu a mala, ele revelou o número duzentos. Em uníssono, eles gemeram. A visão aqueceu o coração de Ella. Lance tinha uma ligação especial com sua filha que Ella não podia deixar de ficar impressionada pois realmente só viu um lado do Lance. O lado lutador. Este, o lado mais sensível mais suave foi uma grande volta, como se ela precisava estar mais atraída para o homem do que já estava. —O que devo fazer, papai? —Bem, você tem dois casos restando. Ou você está segurando um com cinquenta bilhetes ou aquele com duzentos e cinquenta. Se você fazer um negócio, você vai ficar com 175. A escolha é sua. Você pode arriscar ou ficar com a garantia. —O que você faria? Lance olhou para sua filha, uma expressão estranha em seu rosto. —Eu tomaria a garantia. —Por quê? —Porque nunca vale a pena jogar. Skylar torceu o nariz quando ela olhou para a tela grande na frente dela. Finalmente, ela apertou o botão Deal e a máquina começou jorrando uma longa linha de bilhetes. A mulher na tela abriu o caixa ao seu lado. Cinquenta. —Maldição. Eu deveria ter jogado. Eu teria ficado com muito mais bilhetes. —Desta vez, sim, você teria, mas você poderia ter apenas ido facilmente ao outro caso. Você nunca sabe o que a vida vai lhe dar, baby. É sempre melhor ir com a coisa certa. Skylar saltou para baixo, rasgou os bilhetes fora, em seguida, empurrou-os em seu pai. Enquanto dobrava-os, ela tirou para outro jogo.

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—Bom momento de ensino lá, pai. Sorrindo, ele deu de ombros. —Você tem que dar-lhes sempre que tiver a chance. Além disso, eu sei como isso funciona. Se ela tivesse tido o caso cinquenta o bilhete lá teria sido o drama em abundância até aqui. Nós não precisamos dessa amostra. Ela não acreditava que era tudo o que havia para ele. Houve muita seriedade em sua voz enquanto falava com sua filha. Quase como o seu conselho estava vindo de uma lição de vida. Ele disse que tinha conhecido os McNealys um longo tempo. Do pouco que tinha aprendido, Mitch e Gabe tinha estado executando um ringue de jogo durante anos. Lance poderia ter um problema com o jogo? Quando eles aproximaram-se Skylar, que agora estava concentrada no jogo, Lance perguntou: —Quantas mais fichas você tem? —Uma. —Depois de usar essa uma, nós vamos jogar uma partida de mira laser? Kelsey e eu temos estado apenas observando você de qualquer maneira. —Hum. Fale por você. — Ella ergueu o grande monte de quinhentos bilhetes que ela ganhou num jackpo de um prêmio. Ela realmente gostava de jogar jogos. Mas ela lembrou que este era acerca de Skylar, então depois que ela ganhou o prêmio, tinha dado a Skylar suas fichas restantes. —Isso parece divertido. — Ela baixou a última moeda no suporte para mais jogadas. —Kelsey, você já jogou mira laser? —Sim, e eu sou terrível nisso. —Eu sou muito boa, — disse ela, batendo o martelo de espuma dura na cabeça de uma toupeira. Quando ela terminou, ela arrancou seus bilhetes, em seguida, estendeu a mão com expectativa. Suspirando, Lance entregou os bilhetes que eram titular em cada mão, em seguida, cavou no bolso, 114


retirou um outro maço grande, e os deu a ela também. Skylar sacudiu os dedos, apontando para mais. Ele enfiou a mão no outro bolso e produziu outro punhado de bilhetes. —Obrigado. — Skylar saiu e colocou os bilhetes em uma máquina de contagem. Depois que foi feita e tinha um pequeno pedaço de papel branco em sua mão como prova de seus novecentos e oitenta e sete bilhetes, ela disse: —Agora o seu. Ella fez o mesmo em seguida, seguiu a criança para a área de prêmio. Tudo a partir de doces ate jogos de tabuleiro estava disponível em troca de seus bilhetes. Seu olhar imediatamente desembarcou em uma cesta cheia dos mais bonitos porcos rosa de pelúcia com lenços azul de paisley6. Sem dúvida Skylar pularia por isso. —Escolha — a menina murmurou, decepção na palavra murmurada. —O que você quer? —Eu queria o porco, mas eu não tenho suficientes bilhetes. —Sim, você sabe, querida. É apenas setecentos. Você tem mais de novecentos. —Eu sei, mas eu não tenho o suficiente para dois. Eu queria um para cada uma de nós duas. Na pura doçura do pensamento, Ella apertou seus dedos para sua boca enquanto as emoções ameaçaram dominá-la. Uma coisa tão pequena, mas significava muito. —Eu lhe digo o quê. Que tal combinar os nossos bilhetes? Dessa forma, teremos o suficiente para dois. —Sério? — O rosto da criança brilhou. —Eu queria que tivéssemos porcos correspondentes. —Definitivamente. — Ela entregou o pedaço de papel para Skylar. —Você faz as honras da casa. 6

Espécie de tecido de lã escocês com estampado vivo.

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Quando ela trocou os papéis pelo os bichos de pelúcia, Ella olhou para Lance, que tinha estado tranquilo durante toda a troca. A expressão tensa, cheia de calor inegável e saudade, estava gravado em linhas profundas no seu rosto. Agitação irrompeu em sua barriga, e ela teve que desviar o olhar da pura intensidade de seu olhar. Respirando raso, ela forçou um sorriso quando Skylar presenteou-a com um porco. —Muito obrigada. —Agora vamos sempre lembrar esta noite. Ela não precisava de uma lembrança para lembrar desta noite. Ela nunca iria esquecer.

Ele nunca tinha querido beijar uma mulher mais do que tinha apenas alguns momentos atrás. Quando os três se preparavam para o mira laser, o olhar de Lance manteve-se desviando para Kelsey, que estava do outro lado da sala ajudando Skylar vestindo o colete. A sensação de aperto através de sua parte superior do tronco. Ele estava sentindo muito esta noite. Todo o ponto de ter Kelsey juntamente com eles tinha sido para tentar entendê-la, não tornar-se mais atraído pela mulher. Mas isso era exatamente o que estava acontecendo. Assistindo Kelsey interagir com sua filha, o puro prazer que ela demonstrou ao fazê-lo, acerto-o no maldito peito em um local específico, ele se recusou a reconhecer. Se ele passasse muito mais tempo com a mulher, a restrição que ele mal continuava segurando seria completamente desfeita. Um funcionário, vestido com uma camisa pólo azul e calças, caqui aproximou-se de Lance, trazendo-o para fora de

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seus pensamentos. —Nós não tivemos qualquer outra pessoa para esta sessão. Você quer jogar ou aguardar a próxima sessão para começar? —Não. Vamos ir em frente e jogar. Não era a primeira vez que tinha sido apenas Skylar e ele agachando atrás de paredes no interior da arena para atirar. Ele preferia assim de qualquer maneira. Algumas das crianças mais velhas entravam um pouco demais para o jogo e não estavam atentos para os mais jovens. —Ok, então, — disse o funcionário. —Vamos começar. A grande porta preta se abriu para revelar uma sala iluminada apenas pela luz negra. Lance sorriu. Kelsey não tinha a menor chance no inferno com seu suéter branco. Ela seria um alvo brilhante. —Três. Dois. Um. Todos os três correram para dentro, dividindo em direções diferentes, com seus lasers em punho. Música techno saia dos auto falantes. Lance pressionou contra uma parede com um buraco cortado do centro. Ele esticou e riu da bolha azul brilhante que brilhou atrás de outra parede. Kelsey. Ele furtivamente foi em torno da parede e deslizou por trás de outro, avançando lentamente para mais perto dela. O colete e o laser vibraram e ele virou a cabeça. Skylar estava atrás dele com um sorriso de comedor de merda. —Peguei você, papai, — ela gritou. Ele pressionou seu dedo nos lábios, em seguida, apontou na direção de Kelsey. O sorriso dela se arregalou quando ela balançou a cabeça, deslizando ao lado dele. — Você passa em volta desta maneira e eu vou sair por aí desse jeito, e nós vamos emboscar ela, ok? Ela riu. Quando eles se separaram, Lance rastejou e correu em torno do canto da parede e ele puxou o gatilho uma camisa.

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Que diabos? Confuso, ele abaixou a arma, tentando fazer sentido do que estava vendo. Suéter de Kelsey estava pendurado a partir da abertura na parede, mas não havia Kelsey. Se ela tivesse tomado a maldita coisa? Imagens dela correndo em seu sutiã voou através de sua mente, e ele instantaneamente desligou essa linha de pensamento. Não havia nenhuma maneira que ela tinha feito isso. A mulher era competitiva, mas não tão competitiva. O colete vibrou uma segunda vez e ele virou-se para encontrá-la e Skylar de pé atrás dele com seus lasers apontados para ele. Kelsey estava agora ostentando um top escuro. Puta merda. Ela tinha planejado isso. Kelsey levantou a laser para a boca e soprou na parte superior. —Você pequenos troços, — ele gritou. —É melhor correr, Lance. Nós estamos vindo para você. As luzes piscando e a vibração do seu colete parou. Kelsey apontou a laser de novo. Um tremor passou por ele quando ele se lançou fora. Durante os próximos quinze minutos, elas o mantiveram na defensiva, perseguindo de direções opostas. Todo caminho ele se virou, uma delas apareceu e atirou nele. Ele amou cada porra de segundo disso. Tendo Kelsey e sua filha na mesma equipe para enfrentá-lo o fez sentir bem — natural. Quando saíram da arena, os pontos de Lance eram patéticos duzentos, enquanto as meninas tiveram respeitáveis oitocentos e sessenta As meninas — ele gostou do som disso. —Nós deixamos o seu para trás, papai. —Sim, você fez. —Kelsey veio com o plano, enquanto ela me ajudou com o meu colete. Eu enganei totalmente você, não foi?

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—Eu pensei que você estava no meu time. — Ele disse para agradar sua filha. Sua gargalhada infantil foi música para seus ouvidos. Um de seus sons favoritos era o rir de sua filha. Ele olhou para Kelsey, e um pequeno sorriso afetuoso enfeitou seus lábios enquanto ela observava. Como bem Kelsey encaixava com Skylar e ele era apenas um pouco para o lado bizarro. A mulher tinha sido diferente desde que ele a conheceu. Ela continuou destacando-se acima do resto, e dane-se se ele não só queria ver o que acontecia entre eles em seguida. Quando eles saíram do arcada, uma onda de decepção tomou conta dele. Ele odiava ver esta noite chegar ao fim. —Vamos levá-la para o seu carro, — disse ele, desejando que ele pudesse encontrar alguma razão para mantê-la por um tempo mais longo. Mas estava passando das nove. Skylar precisava ir para a cama. —Obrigada. — Ela olhou para a filha e o carinho brilhando em seus olhos era real. —Eu tive um grande momento esta noite. Estou contente por ter feito um novo amigo. Skylar sorriu e ergueu o novo porco de pelúcia. Kelsey bateu-lhe em correspondência um ao outro, e o coração de Lance ficou aquecido. Isto, ele podia se acostumar. Eles começaram a descer a calçada, e Skylar deslizou a mão na sua, como sempre fazia. Kelsey estava andando no outro lado dele, e ele tinha o desejo insano de tomar sua mão e completar a cadeia. Todos os três de mãos dadas, unificados, parecia um apelo agradável que ele não estava pronto para pensar. Quando chegou ao seu carro, Kelsey destrancou a porta e girou para enfrentá-los. Seus olhares se encontraram, e novamente Lance queria beijá-la de tantas maneiras diferentes. Duro, lento, profundo, doce... O que. O. Porra?

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Um movimento do outro lado da rua chamou sua atenção. Três sombras lentamente deram um passo sob o poste. Ele endureceu. O esquadrão máfia. Ralph fez sinal para Lance para chegar a ele. O fato de que eles o seguiram, enquanto ele estava com sua filha o chateou quase os mandando se foderem, mas eles também o tinham pelas bolas, uma vez que ele nunca tinha chance em tê-los aproximar-se dele enquanto ele a tinha com ele. —Kelsey. Eu preciso de você para ter Skylar com você, por favor. — Mesmo a seus próprios ouvidos sua voz era apertada com raiva. Sua filha imediatamente se iluminou. —Sério? Isso seria tão legal. —Lance, eu só... — Seu olhar voltou para os dela, silenciosamente implorando. Da forma como as palavras dela sumiram, ela entendeu a mensagem. —Ok. Vou levá-la de volta para minha casa. —Obrigado. Ele abriu a porta, e depois que entrou, ele se inclinou e dobrou sua filha. Emoções obstruíram sua garganta. Ele faria qualquer coisa para esta criança, tinha ainda feito um pacto com o diabo para salvá-la, mas o diabo nunca teria chegado a ela. —Baby, eu estarei para ir buscá-la em breve. — Ele beijou sua testa, apertando os olhos fechados enquanto ela alegremente disse a ele que o amava. Antes que Skylar pudesse ver que ele estava chateado, ele fechou a porta. Quando Kelsey se afastou, ele sussurrou, —Eu também a amo, baby.

Onde ele estava? Ella olhou para o relógio digital novamente. 2:47.

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Da manhã. Como prometido, ela tinha levado Skylar de volta ao seu lugar, e tinha colocado um filme, e Ella tinha feito pipoca. Quando Lance ainda não tinha aparecido depois do filme, e Skylar tinha começado aos bocejos, ela colocou a menina na cama do quarto de hóspedes. Então ela andou pela casa. Tinha passado três horas desde Skylar tinha adormecido e seu pai ainda estava longe de ser encontrado. Jesus. Que tipo de bagunça ele estava agora? Ela olhou para trás em seu espelho retrovisor enquanto ela se afastou e vira Ralph e seus camaradas abordarem Lance. A fúria repentina que Lance tinha exibido fazia sentido para ela então. Ela teria ficado furiosa, também, se a força bruta dos McNealys tinha tido a audácia de se aproximar dela quando ela tinha um filho com ela. Um barulho repentino fora teve se apressando para a porta para espiar pelo olho mágico. Lance estava cambaleando pelas escadas, e ela abriu a porta. Quando ele levantou o rosto maltratado, ela engasgou, batendo a mão sobre a boca. Sacudindo o choque, ela correu para seu lado e colocou o braço em volta da cintura, ajudando-o para dentro de casa. —O que diabos eles fizeram? Lance caiu no sofá, segurando seu lado. —Não foram eles. —Então quem foi? —Eu tive que lutar hoje à noite. Ela piscou para ele. Agora ele estava mentindo para ela? —Eu trabalho lá, também, lembra? Eu não fui solicitada de qualquer luta. Ele olhou para ela de debaixo pálpebras inchadas. —Não foi uma luta planejada. —Você está me dizendo uma briga estourou?

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—Não. Eu estou lhe dizendo que eu lutei... na gaiola. Três vezes. Quando ele mudou de posição no sofá, ele fez uma careta, e ela imediatamente subiu de joelhos ao lado dele. — Aonde dói? —Em todos os lugares. — Ele deu uma risada triste. —Como eles poderiam ter lutas e não me tem aí? Jesus. Várias lutas? Todo mundo tem que ficar assim. —Não, eu lutei três lutas. Quando seu significado afundou lentamente, ela se acalmou. —Todos eles eram como o seu último adversário? —Sim. —O que aconteceu? —Eu ganhei. —Por que você foi o único que teve que lutar assim? Um encolher de ombros, foi a resposta que recebeu. Talvez ele estivesse dizendo a verdade sobre as três lutas, mas ele estava escondendo a razão pela qual ele era o único que tinha sido forçado a assumir três caras. E se ele tivesse irritado os McNealys de alguma forma? Lance moveu de novo, com outro gemido de dor. Ela empurrou seus pensamentos de lado para se concentrar nele. Havia um corte em sua sobrancelha e na ponte do seu nariz, mas sua pele não estava coberta de sangue seco. Ela olhou para o seu corpo. Ele tinha se trocado em um par de calças de jogging cinza e um moletom com capuz de Kansas City Chief’s enorme. —Será que você tomou banho? — Descrença saturada nas suas palavras. —O melhor que pude. Eu não podia andar ate aqui aparecendo como eu estava. Eu parei em casa primeiro. Não poderia ter a chance de Skylar me ver. — Ele esfregou a testa. —Droga.

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A dor em sua voz desta vez não era de seus ferimentos, era uma dor mais profunda, um emocional decorrente da preocupação com sua filha, e ele puxou seu coração. —Sente-se. Vou pegar meu kit. —Estou bem. Apenas dói como o inferno. —De qualquer maneira, eu estou indo para verificá-lo. Ella rapidamente recuperou um saco médico que ela mantinha no armário, em seguida, sentou-se na mesa de café na frente dele. Usando uma lanterna, ela desviou o feixe através de seus olhos e ficou aliviada quando as pupilas responderam da maneira como elas deveriam. —Você tem uma dor de cabeça, náuseas ou tonturas? —Não, Dr. ... —Watts, — ela disse automaticamente, em seguida, congelou em seu erro. Droga. Sua carteira de motorista, dizia McGuire. Ela mudou para o corte na testa. —Não é muito profundo. Só precisa de algumas ataduras borboleta. —Kelsey Watts. Eu gosto disso. Interiormente, ela se encolheu. Ela não gostava de mentir, mas ela particularmente não gostava de mentir para Lance. Havia algo que parecia errado, que era louco. O homem mostrou-se no seu lugar, golpeado e ferido, depois de três bandidos o terem seguido com sua filha, e ela se sentia culpada. —Seu nariz não está quebrado, mas há alguma descoloração da pele. —Eu disse que eu estava bem. Convencida de que ele não teria qualquer dano duradouro dos ferimentos na cabeça, ela disse, — Tire a camisa. —Por que, Dr. Watts, nós acabamos de nos conhecer. — Diversão tingiu suas palavras. Ela sentiu nada, mas alegre. O homem a assustava. Não da maneira que seu ex fez, mas pela maneira como ele a fazia sentir. Ela estava dividida entre o que Lance sabia, e o que não sabia .

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—Tire isso, Romeo, — ela disse, mantendo a atmosfera despreocupada que ele estava tentando definir. Quando ele puxou a camisa sobre a cabeça, todos os maus pensamentos voaram para fora da janela. Ela tinha visto Lance sem a camisa — de longe, enquanto ele estava na gaiola e a visão foi apetitosa. De perto? Santa mãe de Deus. As linhas sulcadas de seus peitorais e abdominais eram cativantes. Ela queria rastrear cada músculo, e não do ponto de vista profissional. —Eu preciso... — Ela lambeu os lábios repentinamente secos. —Eu preciso que você se deite. —Sim, doutora. — Um timbre rouco aprofundou sua voz, causando faíscas emocionantes dispararem sobre seu corpo. Você é um médico. Aja como um. Com Lance estendido, músculos abundantes flexionados e contraídos. Jesus. Ela engoliu em seco. Nunca havia se sentido tão pouco profissional como ela fez neste segundo. Seu coração batia contra as costelas, a respiração intensificou tudo a partir da antecipação de tocá-lo. Depois que ele tinha-se posto confortável, ela alcançou ambas as mãos em frente para pressionar seu abdômen. Apenas polegadas de sua pele, o calor de seu corpo cumprimentou as palmas das mãos, e ela hesitou. Nem uma única vez em sua carreira ela teve dificuldade em examinar um paciente. Ela estava sempre no modo de médico, mas tudo o que ela podia ver era Lance, disposto em frente a ela seminu, o que era uma sedutora imagem que ele fazia. —Você pode me tocar, Kelsey. Eu não vou morder. — As palavras sussurradas poderiam muito bem ter sido gritadas, da maneira que encheu a sala. Calor inundou seu rosto. —Só estou tentando descobrir onde eu deveria começar. — As palavras caíram até mesmo para seus próprios ouvidos. —Com certeza você está.

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Maldito seja ele. Mentalmente se colocando em seu modo de médico, ela bloqueou Lance e forçou-se a concentrar-se enquanto corria os dedos sobre seu abdômen, apertando aqui e ali. Um gemido baixo contente veio de Lance, e Ella puxou as mãos para trás. —Eu não acho que nada está quebrado. Você vai estar dolorido, apesar de tudo. —Não brinca. Quando a cabeça encostou-se ao descanso de travesseiro e os olhos fechados, Ella aproveitou o momento para admirá-lo abertamente, desejando que ela tivesse uma desculpa para escovar os dedos em toda a sua pele novamente. Porém, ela provavelmente não precisava de uma, se sua resposta ao seu exame era qualquer indicação. —Qualquer outra coisa que dói? — Perguntou ela, amaldiçoando a esperança que ela sentia. Que tipo de pessoa esperava algo mais ferido, apenas para ter a oportunidade de lançar as mãos sobre ele de novo? —Sim. Aqui. — Ele virou a cabeça longe dela e bateu na lateral de seu pescoço com um dedo. Sua garganta se fechou, ela se inclinou sobre ele para obter uma melhor visão. Sem contusões marcadas na pele, mas um dos socos que ele tomou poderia ter esticado o tecido mole do pescoço. Ela gentilmente acariciou seu rosto e virou a cabeça dele em direção a ela. Ele não vacilou com o movimento, apenas manteve os olhos fechados, seu rosto relaxou. —Talvez você deva... Dedos fortes de repente foram envolvidos em torno da parte de trás de sua cabeça enquanto Lance levantou a cabeça e apertou os lábios nos dela. O calor incrível de sua boca contra a dela chocou-a e ela ficou tensa. Mas só por um breve segundo, quando a provocação suave de sua boca atraiu para a rendição. Ela tinha vindo a lutar contra este momento por tanto tempo, tinha sido atormentada com

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sonhos eróticos sobre o que era estar com este homem, e ela estava finalmente provando sua primeira amostra. Era mais do que jamais imaginou. Quando ela se derreteu contra ele, a puxou para baixo em cima dele e passou a língua pelos lábios. Sem hesitar, ela separou-os, permitindo-lhe a entrada. Foi a primeira vez em muito tempo que se perdeu em um beijo — nenhum pensamento, não se preocupando, apenas curtindo a sensação inebriante de sua língua deslizando contra ela, o gosto inebriante de hortelã que ele trouxe para a vida em sua boca, os macios ruídos agradáveis que ele fazia. Os dedos de uma mão atada em seu cabelo enquanto a outra deslizou para baixo da cintura para descansar em seu quadril. Um incêndio alimentando a cobiça entrou em erupção sobre seu corpo, fazendo seus mamilos endurecem e uma dor pulsante e excitante acordou para a vida entre as pernas. O pequeno gemido, que escapou de sua boca não foi intencional, mas tinha sido tão longo, muito, muito longo, já que ela havia se sentido assim, não podia mantê-lo contido. Sua mão deslizou sobre sua bunda e a puxou para mais perto, trazendo a parte inferior do corpo em contato com a dele, permitindo que ela sentisse sua excitação. Apanhados no momento, ela se aproximou, drapeando uma perna sobre seu quadril. Ele moeu no seu então endurecido com um grunhido de dor. —Droga, — ele murmurou. Ella imediatamente tentou afastar-se para dar-lhe espaço, mas ele apertou seus braços. —Não se mova. Eu gosto de ter você aqui. Relaxando meio nas almofadas e metade nele, ela estudou as linhas tensas, cheias de dor do seu rosto, em seguida, acariciou sua bochecha. Seus olhos se abriram e olhou para ela. —Eu queria beijar você desde que você saiu do nada, toda fodona ninja, e trouxe Ralph de joelhos. Ela riu suavemente. —E eu queria que você me beijasse desde que você me chamou de material quente.

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—Isso foi dois dias depois que nos conhecemos, — ele suavemente brincou. —Demorou tanto tempo? Ela bateu a ponta do seu nariz. —Lembre-se que você era um idiota quando nos conhecemos. Eu queria bater em você, não lhe beijar. Inclinando-se para trás contra o descanso de travesseiro, ele sorriu. —Oh sim. Ainda bem que você não acha que eu sou um burro mais. —Não, você ainda é um burro. Eu só vejo que há mais de você do que isso agora. Uma expressão intensa cruzou seu rosto enquanto corria os dedos para cima e para baixo em seu braço, causando arrepios e franzir em sua pele. —Como o quê? — Perguntou. A vulnerabilidade em sua voz a surpreendeu. Lance sempre se deparou ser tão confiante — por que ele precisava reafirmar palavras dela não fazia sentido. Mas ela disse: — Você é um fenomenal treinador com paciência infinita, é engraçado, protetor sobre aqueles que lhe preocupam e é um pai incrível. Ele fechou os olhos por um momento. Quando os abriu, ele olhou diretamente para ela. —Estou também em todos os tipos de merda. —Quem não está? —Você está junto, Kelsey. Um riso incrédulo atirou para fora de sua boca. —A última coisa que estamos é juntos. —Ainda assim, seria melhor ficar longe de mim. Ela esticou para trás. —Essa é a segunda vez que você disse isso, mas eu não estou a vê-lo lutando muito para manter uma certa distância. —Porque eu não posso. Você se tornou uma fraqueza para mim. Eu preciso de você para ser forte por nós dois.

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—E se eu não quiser? — E ela quis dizer isso. Ela estava pronta para avançar para a próxima fase com ele. Fechando os olhos novamente, ele levemente sacudiu a cabeça. —Eu não sou bom para você. Por que ele acha isso? —Eu tenho meus próprios esqueletos e eu estou lutando. — Ela correu um dedo ao longo de sua mandíbula. —Eu não quero pensar sobre meus problemas. Eu só quero aproveitar o momento para uma mudança. Tudo o que ela parecia fazer era se preocupar com Randy, a sua formação, o futuro, os McNealys... tudo. Ela estava tão danada de cansada disso. Mas com Lance, as coisas simplesmente aconteceram. Coisas interessantes. Ela egoisticamente não queria perder isso. Como ele permaneceu em silêncio, ela o cutucou. —O que você diz? — A indecisão em seus olhos em causa, ela empurrou-se em seu cotovelo. —Se eu estou sendo muito agressiva... —Não, você não esta. Eu adoraria parar de me preocupar com você. É só que... — Ele parou e olhou para longe. —O quê? —Não é assim tão simples para mim. Eu acho que seria melhor se nós mantivéssemos as coisas como elas estão. O gosto amargo da rejeição obstruíu sua garganta. Ela empurrou para fora do sofá e se levantou. —Claro. Você está certo. —Kelsey. — Alcançando ela, Lance foi sentar-se, em seguida, agarrou seu estômago, gemendo. —Vou pegar um cobertor. Você pode dormir no sofá esta noite. —Antes que ele pudesse dizer outra palavra, ela correu para fora da sala, pegou uma colcha de um armário, em seguida, jogou-a para ele da porta. Quando ela correu até as

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escadas, uma queimadura atacou a parte de trás de seus olhos. Este sentimento de rejeição era estúpido. Não havia dúvida de Lance a queria, mas ela sentiu a rejeição da mesma forma. Pela primeira vez em anos, ela tinha esquecido. Em seus braços, ela tinha esquecido. Pare de se preocupar. O que ela não daria para fazer exatamente isso. Com um braço pendurado acima de sua cabeça, Lance olhou para o teto escurecido enquanto ouvia Kelsey movendo-se no andar de cima. Cada pedaço dele queria marchar e limpar a dor que ele tinha visto em seu rosto antes que ela fugisse do quarto. A última coisa que ele queria era machucar Kelsey. Droga, ele não deveria tê-la beijado. Mas com as mãos se movendo através de seu corpo, ele não conseguia se conter. Agora que ele tinha ferrado tudo se tornou mais complicado. Ele não podia dar ao luxo de parar de se preocupar. Essa preocupação foi a única coisa que a mantinha a salvo dele. Ele minimizou as lutas para Kelsey, porque ele tinha vergonha de lhe contar a verdade. Desde que ele tinha mais experiência do que os outros lutadores, os rolos elevados queriam vê-lo posto à prova antes que eles tivessem colocado qualquer aposta sobre ele. Os primos haviam deixado claro que uma vez que este não era um evento pago e não possuíam apostas que estavam sendo feitos, ele não iria obter crédito para essas lutas. Quando ele instantaneamente se recusou, eles colocaram-se sobre ele. Ou ele lutava ou eles envolviam Piper. Então, ele tinha lutado, ao mesmo tempo sabendo que ele não estava sendo pago. Com cada adversário que ele foi contra, sua fúria tinha subido. Ele seria condenado se eles mantivessem Piper e sua filha sobre sua cabeça toda vez maldita que queria que ele fizesse alguma coisa. Ele não era fantoche de merda de ninguém. A decisão foi tomada. Ele estava indo para finalmente falar com sua ex-mulher e

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dizer-lhe tudo. Ele estava com medo de perder sua filha, mas ele não poderia ter Skylar em torno disso. E suas necessidades vinham antes dele. Ponto. Ele estava prestes a tomar o controle das mãos do McNealys, e eles estavam indo para ficar puto. A última coisa que ele precisava era deles para mudar seu foco de fraqueza que tinha para sua filha, para a fraqueza que tinha para a mulher no andar de cima. Se tivesse mantido o acordo de combate original, eles não teriam problemas. Ele ia lutar e dar-lhes o dinheiro. Mas essa ameaça estava indo longe demais com ele, e ele não iria tolerar isso. Havia uma maneira mais rápida de sair disso e ele estava indo encontrá-lo.

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Capítulo 6 Lance manteve sua atenção na estrada, ciente do olhar contínuo de Skylar. Não era como se ela não o tivesse visto assim antes. Mas ele sempre esteve preparado para isso. Deixou que ela soubesse que ele estava indo para dentro da jaula, e estaria um pouco amassado depois. Esta manhã, no entanto, ela irrompeu em lágrimas quando ela desceu e viu, algo que nunca tinha tratado e não sabia como lidar. Ele tinha feito sua decisão ontem à noite, mas a reação de ver Skylar tinha a solidificado. Era hora de dizer a Piper a verdade. Se perdesse Skylar, então não tinha ninguém para culpar além de si mesmo, mas se recusou a tê-la perto dele quando os caipiras foram observando cada movimento seu. Quando ele cortou o motor de seu jipe na frente de Piper , respirou fundo. Deus, não queria contar isto a sua filha. — Baby, eu preciso falar com você sobre algo. —O que, papai? —Eu vou ter que ir embora por um pouco, ok? As lágrimas que logo brilharam nos olhos se sentiu como uma marreta para seu peito. —P-porquê? —Eu tenho que cuidar de algumas coisas e é melhor se você ficar com sua mãe, enquanto eu faço isso. —Mas eu vou sentir sua falta. —Eu vou sentir sua falta também. — As emoções de repente, estrangulando-o, ele teve que limpar a garganta. — Eu vou ligar e checar o mais rápido que eu puder. É só por

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algumas semanas. Quando eu terminar, tudo será melhor. Eu prometo. Seu lábio concordou.

inferior

tremeu,

mas

ela

finalmente

—Agora eu quero que você vá dentro e diga a sua mãe que eu preciso falar com ela. Ela jogou seu corpo sobre o banco e travou seus braços em volta do pescoço. Contra a ardência ameaçadora por trás de seus olhos, ele fechou e apertou-a com força. Ele estava fazendo isso porque era melhor para ela. Ele tinha que se lembrar disso. —Amo você, papai. —Eu também a amo, baby. Ela se afastou e, em seguida, correu até a entrada da casa. Os músculos de Lance gritaram em protesto quando desceu do jipe. Dor não era uma palavra forte o suficiente para descrever a queima agonia através de seu corpo. Em quase 20 anos de luta, ele nunca tinha lutado com três homens em uma noite, e sentiu cada soco e pontapé que tinha recebido. Fechando a porta atrás dele, esperou por Piper para sair. Isso não ia acabar bem, e ainda não tinha certeza de como dizer a ela. Mas havia uma coisa que tinha certeza sobre. Ele não ia mentir. Piper fechou a porta, em seguida, desceu correndo os degraus da frente. Enquanto ela se aproximava dele, os olhos arredondados, e ela congelou. —Que diabos, Lance? — Sua cabeça virou em direção à casa, em seguida, voltou para ele, fúria gravada em cada linha de seu rosto. —Foi lutar com Skylar lá? —Eu preciso de você para ouvir. —Ouço? Ouço? Você mostra-se na noite passada completamente bem e leva a nossa filha para sair, só para voltar parecendo que você tenha ido doze rodadas em uma luta de boxe. Que porra, Lance? 132


—Ela não viu isso acontecer. —Onde ela estava, então? Uma parte dele queria dizer com Gayle, mas ele não podia permitir que isso continuasse. —Com um amigo meu. —Que... —Eu preciso de você para ouvir. — Isso tinha saído mais áspero do que pretendia, mas pelo menos ela estalou sua boca fechada. Ela cruzou os braços sob os seios. —Bem. Explique-me o que diabos está acontecendo. Ele engoliu em seco. —Você se lembra o empréstimo que tirei para o tratamento de Skylar? Ela assentiu com a cabeça. —Eu não obtive o empréstimo de um banco. Seus braços lentamente baixaram para os lados. —OOnde você tirou isso? A redução de seus braços significava que ela tinha descoberto no segundo que ele disse que o dinheiro não veio de um banco. Ela só queria ouvir da voz dele. —Quem você acha? Fechando os olhos, ela segurou a mão sobre a boca e balançou a cabeça. Desta vez, não conseguiu decifrar a reação dela. —Eu não posso nem processar isso agora. Passei anos acreditando que você teve o dinheiro de um banco, não de seus amigos do submundo —Os bancos não dão esse tipo de dinheiro para caras como eu e os McNealys não somos meus amigos. —Jesus, Lance. — Lágrimas apareceram em seus olhos. —Por que você foi até eles? Eles me expulsaram e nossa filha de casa. Lance suspirou —Eu sei que naquela noite...

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—Você não sabe nada sobre aquela noite. Você. Não estava. Lá. Eles invadiram minha casa e assustaram-me enquanto eu estava segurando nossa filha. Quando me recusei a sair, Mitch agarrou-me pelo pescoço e empurrou a escritura no meu rosto e me disse que se eu não saísse por vontade própria, ele ia me forçar para fora. Tinha encontrado Piper chorando histericamente em seu carro. Quando ela olhou para cima para vê-lo ali, a raiva que tinha encerrado seu rosto disse tudo. Eles tinham acabado. Sem uma palavra, ela o tinha deixado com a sua filha e ele não viu Skylar por meses. Em seguida, o diagnóstico mudou tudo. —Juro que eu não estou no jogo. Eu não fiz uma aposta desde aquela noite. A única razão pela qual eu fui para os McNealys é porque era a minha única opção. Eu tive que dar a Skylar todas as chances de vencer a leucemia. —Eu - eu não sei como me sinto agora. Se você não tivesse feito isso, Skylar nunca teria se recuperado. Eu tive a sua motivação. Eu entendo. Mas olhar para você. — Ela acenou para o seu rosto. —Isso é o que acontece quando você se envolve com aqueles dois. Eu nunca teria permitido que você tivesse Skylar de volta se eu soubesse que você estava se misturado com eles novamente. —Eu sei. É por isso que eu não lhe disse. Na sua resposta contundente, ela empurrou de volta. — P-por que você está me dizendo agora? Jesus, Lance, eles fizeram alguma coisa para ela? Você está mentindo para mim, e ela viu isso? —Não. — Ele circulou o rosto com as mãos. —Não é o que você pensa, mas eles fizeram e se aproximaram de mim enquanto eu tinha Skylar comigo. Ela não os viu mas eles estavam lá. E por mais que eu não quero perder a minha filha, eu não posso tê-la em torno disto. Eu preciso de você para mantê-la até eu sair desta bagunça. Uma vez que eu sair, as coisas vão ser diferentes.

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Piper olhou para ele com olhos tristes. —Eu realmente gostaria de poder acreditar em você. Mas eu sei como você funciona. Por alguma razão, caramba, você não consegue romper com esses dois. Depois disso, vai haver outra razão de você se envolver com eles. — Ela começou a fazer volta. —E eu sinto muito. Skylar não estará em torno disso. Eu tenho que protegê-la. A dor que cortou em seu coração quase trouxe-o de joelhos. Ele sabia que este seria o resultado final, esperava isso, mas toda a preparação do mundo não impediu a agonia. —Não importa o que você pensa, Piper, eu fiz isso por ela. —Isso é a mais triste coisa sobre isso. Eu sei que você fez. — Ela balançou a cabeça. —Mas os McNealys não são a resposta. Você deveria ter falado comigo, me incluído, e poderíamos chegar a uma solução em conjunto, por nossa filha. Mas você fez alguma coisa nas minhas costas, de novo, e desta vez mentiu para mim sobre isso. Como é que eu vou confiar em você quando continua fazendo a mesma coisa uma e outra vez? Não havia palavras para se defender. Ele tinha deliberadamente a mantido no escuro sobre como ele tinha conseguido o dinheiro, porque ele sabia que ela nunca teria aceitado, mesmo para salvar sua filha. Os McNealys a aterrorizavam, ele sabia disso, e ainda que ele tenha ido para eles. E ele não se arrependeu. Sua filha estava viva, e isso era tudo que importava. Ela apontou para ele. —Eu não vou estar envolvida com isso, Lance. Se vejo um cabelo de cada uma das cabeças desses babacas, eu estou indo para a polícia. Tanto quanto eles gostam de acreditar que têm o departamento de polícia do seu lado, eu tenho certeza que há alguns que não têm sido capazes de comprar embora. Com isso, ela se virou de volta até a calçada. Viu-a ir. Quando a porta da frente fechou, as cortinas na sala de estar puxaram para trás. O rosto de Skylar veio à tona e ela deu-lhe um aceno triste. Emoções a afetaram

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bastante e ele soprou-lhe um beijo antes de subir no jipe e sair. Ele olhou o relógio. Ele tinha uma hora para chegar em casa, recolher a papelada necessária e cruzar toda a cidade para o seu encontro. Se tudo correr como planejado, ele teria pago aos McNealys de volta por esta tarde e toda essa merda estaria atrás dele. Finalmente.

—Sinto muito, Sr. Black, — o oficial de empréstimo disse quando ele folheou a pilha de papéis. — Nós não podemos aprovar um empréstimo para a quantidade que você está pedindo. Lance olhou para o homem. Esta foi a segunda vez algum terno atrás de uma mesa havia lhe negado empréstimo. —Eu não entendo. Eu tenho uma casa, negócio, e mais do que a renda suficiente para cobrir empréstimo de sessenta mil dólares.

que um um um

—Você tem uma casa que ainda tem um empréstimo de renovação ligado a ela. Como para o seu negócio, enquanto você está fazendo fiscalmente bem, de mês para mês a renda é inconsistente. — Ele levantou extratos bancários de Lance. —No papel faz uma vida decente, Sr. Black, mas sua conta bancária diz o contrário. É demasiado um risco para nós para aprovar um empréstimo para a quantidade que você está solicitando quando a sua dívida à taxa de rendimento é tão alta. A razão de sua dívida era tão porra alta por causa da quantidade que ele estava pagando os McNealys cada mês. Deus, ele não poderia acreditar que devido aos McNealys seria negado este empréstimo. Tudo o que ele precisava era de sessenta mil dólares. Ele era bom com o dinheiro. Mais do que bom. O que ele deve ao

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banco um mês seria centenas menos do que o que ele estava pagando os primos agora. —Mais uma vez, eu sinto muito. — O homem colocou a papelada toda do Lance em uma pasta, em seguida, estendeu-a para ele por trás da mesa — a demissão clara. —Sim, claro que você sente. — Ele pegou a pasta dele e saiu do banco. Depois ele subiu dentro de seu jipe e bateu a porta, ele bateu o volante com a palma da mão. Porra. Nada sobre isto era justo. Isso tudo começou porque ele tinha estado desesperado para obter para Skylar o tratamento que ela precisava. Agora, os McNealys estavam sendo babacas completos. E isso estava ferrando ele. Ele tentou fazer isto da maneira legal, o que não funcionou. Se ele ia ter que lutar para sair dessa dívida maldita, então ele estava indo ter bolas para isso. Os McNealys teriam uma oferta que eles não seriam capazes de recusar.

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Capítulo 7 Embora a atmosfera era divertida e festiva, Ella estava tendo um momento difícil em entrar em um espírito alegre enquanto descia a faixa principal da Feira Anual Cheney com Amber. Seu humor de baixa qualidade foi o principal motivo que ela concordou em vir em primeiro lugar. Ela esperou que alguns passeios, jogos e algodão doce iria ajudá-la a se sentir melhor. Até agora, isso não aconteceu. —O que há com você? — Perguntou o Amber. —Você tem agido estranho durante toda a semana. Além do fato de que ela não tinha visto ou ouvido falar de Lance em quase cinco dias? —Só tem um monte na minha mente. A verdade era que ela estava pirando de ferida. Quando ela tinha ido lá embaixo na manhã após a sua rejeição, ele e Skylar já tinham saído. Em seguida, ela apareceu na Coolier para a sua sessão de treinamento para encontrar que Lance tinha arranjado Billy para treinar com ela toda a semana. —Você sabe, se você quiser falar sobre qualquer coisa, eu estou aqui para ouvir. Ela estudou a mulher ao seu lado. Apesar de testemunhar a reação de Ella após o acidente, Amber não se esquivou dela. Sempre falava com ela no ginásio, convidou-a para sair, apenas tentando ser um amigo. O que dói se abrir? Ela realmente não podia falar com Brooke ou sua mãe sobre qualquer coisa acontecendo. —Lance não está falando comigo.

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—Sim, eu notei. Na verdade, eu não o vi no ginásio durante toda a semana. Isso a fez se sentir um pouco melhor. Desde que Amber estava treinando para sua primeira luta amadora, ela passou muito mais tempo no Coolier com Ella. Ela tinha medo de que Lance tinha estado esgueirando-se depois que ela saiu. Não que ele teria de se deslocar — ele estava livre para ir e vir como quisesse, mas ainda assim, ela não podia ler seu comportamento atual como algo diferente de evasão. —Vocês dois tiveram uma briga ou algo assim? —Ou algo assim, — Ella murmurou, mas não baixo o suficiente, uma vez que o Amber parou de andar e olhou para ela. —Oh. Meu. Deus. Eu sabia que havia alguma coisa acontecendo entre vocês dois. Faíscas voam quando vocês treinam. —Não há nada acontecendo entre nós. —Derrame e não deixe de fora qualquer coisa suculenta. Eu vou viver através de seu pequeno drama, porque, eu com certeza, não tenho qualquer da minha própria. —Pequeno drama é sobreestimada. —Diz a mulher que tem algum. Sério, me de agora os detalhes. Ella a encheu de tudo o que tinha acontecido na outra noite, deixando de fora o McNealys e luta improvisada de Lance, mantendo-o focado na diversão que tinha tido com sua filha, o beijo no sofá, em seguida, sua rejeição. Amber torceu o nariz. —Manter as coisas como elas são? Bem, isso só é uma porcaria. —Eu não tenho notícias dele desde então. A coisa toda e que ela sentia falta dele. Do treino com ele, falar com ele, apenas passar o tempo com ele. Se ela soubesse que este seria o resultado de sua sugestão ousada,

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ela teria apenas mantido a boca fechada, porque agora Lance nem sequer quer ser amigo. O olhar da outra mulher viajou cima do ombro de Ella, e uma expressão travessa atravessou seu rosto. —Bem, você está prestes a saber. — Ela acenou com o braço por cima da cabeça. —Ei, Lance. Oh. Deus. Seu coração bateu contra seu peito. Amber estava brincando com ela. Ela tinha que estar. Lentamente, ela torceu para olhar atrás dela. Cerca de 20 passos de distância, Lance estava ao lado de Mac, que estava jogando uma bola de beisebol em três pinos empilhados. Ella girou a cabeça para trás. —Amber, — ela assobiou. —O quê? — Ela disse, sem um pingo de remorso em sua voz. —Você quer saber o que está acontecendo, agora você pode descobrir. — Ela fez uma careta de aborrecimento. — Droga, ele não me ouve. Lance, — ela gritou, mais alto desta vez. —Você pode parar... —Boa. Ele está acenando. — Ela fez uma careta. — Apesar de hesitante. Deus, ela queria desaparecer. —Eles estão indo mais. — Amber franziu a testa se aprofundou. —Droga, Kelsey, eu acho que ele está com alguém. Eu sinto muito. E que acaba de fazer o momento ainda mais fantástico. Respirando fundo, ela se preparou, em seguida, virou-se com um sorriso brilhante, forçado. A primeira coisa que viu foi Mac andando ao lado de um cara que ela nunca tinha visto antes. A facilidade entre os dois disseram que tinha conhecido um ao outro por um tempo. Lance estava ficando para trás, e com certeza, não era uma mulher de cabelos castanhos impressionante, mas saltando ao lado dele, toda sorrisos, energia, e muita conversa. 140


O oposto completo de Ella. Se isso não disser muito... —Ei, — Mac disse quando ele parou na frente deles. — Divertindo-se? —Sim, preparando para montar alguns passeios. Não estamos, Kelsey? Ela não quer ser uma parte desta conversa. Tudo o que ela tomou conhecimento era a mulher com quem Lance estava, e como droga ele parecia estar atento com o que ela estava dizendo. Ele não tinha olhado para Ella uma única vez. Se qualquer coisa, ele parecia estar claramente ignorando ela. Acho que ela não poderia culpá-lo. Este foi um momento estranho. —Sim. — Mac assentiu. —Estamos prestes a ir para a roda gigante nós mesmos. Querem se juntar a nós? A idéia de estar preso em uma roda gigante com Amber enquanto Lance estava compartilhando uma cadeira com aquela mulher não tinha a menor diversão. —Claro, — disse Amber, com muito mais emoção do que se justificava. Um puxão afiado acertou Ella nas costas. Irritada, ela lançou um olhar para a amiga, que não parecia perturbar Amber. Ela simplesmente inclinou a cabeça para o cara de pé ao lado de Mac com um clássico — o que você está esperando — expressão. Flertar com um homem estranho? Deveria? Inferno, ela poderia? Ela lançou um olhar para trás, Lance, que ainda estava ignorando-a, completamente absorto com essa outra mulher. Seu comportamento doeu como o inferno, mas estava enviando uma mensagem clara. Pelo menos o método de Amber iria salvá-la um pouco a cara. —E quem é seu amigo? — Ella se forçou a perguntar. Não era que o cara era pouco atraente. Com um boné de beisebol vermelho puxado para baixo sobre os olhos, uma constituição robusta e postura relaxada, ele era realmente muito atraente. Ele só não era Lance.

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—Ah. Desculpe, — disse Mac. —Este é Rick. —É muito bom conhecê-lo. Amber bufou atrás dela, em seguida, se inseriu entre Ella e Rick. —Por que você e Kelsey não andam juntos na roda-gigante? O comentário instantaneamente trouxe a cabeça de Lance ao assunto. Agitação atacou seu estômago com a reação dele, para não mencionar a carranca feroz agora em seu rosto. —Umm, — o cara, claramente desconfortável com a atividade casamenteira de Amber. —Sim. Certo. Lance deu um passo à frente, mas a mulher agarrou-o pelo braço, ainda falando a mil por hora, e ele voltou sua atenção para ela, embora com relutância. Então, ele não gosta da idéia de Ella estar com outro homem, mas não o suficiente para descartar a mulher que estava com ele. Ella voltou toda sua atenção para Rick. —Vamos, então? — Perguntou ele, enquanto ele gesticulava para ela andar na frente dele. Balançando a cabeça, ela virou-se e dirigiu-se para o passeio de alguns pés de distância. —Então... o que você faz, Rick? — Ela perguntou, quando ele caiu em um passo ao lado dela. —Eu sou parceiro de perseguição de Gayle, e na baixa temporada eu pinto. — Gayle? Ele apontou o polegar por cima do ombro. — A fofoqueira lá atrás com Lance. Ela não parou de falar desde que chegamos aqui. Agora que sabia o nome dela, Ella teve que forçar-se a não se virar e avaliar a mulher novamente. Mesmo à distância a mulher irradiava vida. Por mais que ela odiava admitir isso, ela podia entender o apelo. Quem não preferiria

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estar com alguém divertido sobre alguém que constantemente barricava-se atrás de paredes? —O que você quer dizer com parceiro de perseguição? —Perseguição da tempestade. —Uau. — Ela não teve que fingir estar impressionada. — Eu assisti a alguns documentários. O tempo que você passa não é brincadeira. Cor penetrou em seu rosto quando eles pararam para ficar na fila. —Não é grande coisa. —Modesto. Eu gosto disso. Um corpo duro foi pressionado em suas costas, e ela olhou para trás. Lance estava praticamente em pé em cima dela, com esse olhar furioso firmemente dirigido a ela. Um pouco de emoção a percorreu, mas diminuiu quando ela registrou as contusões desbotadas remanescentes em seu rosto, um lembrete de que a última vez que tinha visto, ele tinha acabado de ter três lutas infernais. —Eu gosto disso. Ela contribui com minhas pinturas, — disse Rick, agarrando sua atenção novamente. —Que tipo de pinturas? —Cenas do tempo. —Isso é muito legal. — Mesmo que ela pudesse ouvir o temor em sua voz. Quando uma mão serpenteava em volta da cintura para descansar sobre ela e espremer duro, ela saltou, então seu olhar atirou de volta para Lance — ainda carrancudo, mas era também tudo sobre como se algo estivesse realmente errado. Ela sacudiu seu aperto. Um funcionário destrancou o portão, abrindo o caminho para o carro de passageiro. Mais uma vez, Rick fez um gesto para ela ir à frente dele. Ela subiu na plataforma, em seguida, deslizou para o banco. Quando Rick estava se preparando para subir atrás dela, Lance colocou uma mão carnuda em seu ombro e sacudiu a cabeça

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lentamente. O homem simplesmente se afastou, e Lance tomou o seu lugar, um sorriso satisfeito curvando sua boca. —O que diabos você pensa que está fazendo? — Ela exigiu e o trabalhador da roda gigante fechou a frente e trancou-a. —Você não achou que eu estava realmente indo para deixá-la começar este passeio com outro homem, não é? — Ele descansou o braço ao longo das costas da cadeira. Ela fugiu o mais longe dele o quanto a cadeira permitiria. —Você fez claro que você não me quer, então você precisa superar. Se eu quero conversar com outro cara, eu posso. —Errado, — disse ele, deslizando-se ao lado dela. —Eu fiz isso pra caralho óbvio que eu quero você. Eu só não acho que foi uma ótima idéia. Vê-la conversar com outro cara, ajudou a mudar minha mente. Seu perfume amadeirado fez devastar os seus sentidos, tornando-se difícil pensar. Ela não tinha percebido o quanto ela tinha sentia falta do cheiro dele até este segundo. —Então você está indo só para despejar o seu encontro? —Encontro? — Uma risada chocada veio dele. —Você quer dizer Gayle? Ela é namorada do Mac. Ela também é minha vizinha, mas eu não a vi há algum tempo, uma vez que ela pegou um novo emprego. Ela tinha muito a contar sobre isso. Ele não estava aqui com outra mulher. —Então por que você resolveu me ignorar? Não. Esqueça isso. — Ela torceu o corpo em direção a ele, e toda a mágoa, confusão e embaraço que ela tinha mantido engarrafado por quase uma semana vomitou. —Onde diabos você esteve nos últimos cinco dias? —Evitando você, — ele respondeu, seu olhar não vacilou a partir dela. Ela sabia disso, mas caramba, ouvi-lo a tinha ferido. — Ouch.

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Ele pressionou a coxa na dela e passou o dedo sobre uma mecha de seu cabelo. —Não é porque eu não quero vêla. Confie em mim. Eu tinha minhas razões, mas eu tenho que admitir quando estou lutando uma batalha perdida, e eu estou perdendo a presente. Parte de sua raiva diminuiu. Ela podia entender de uma maneira estranha. Ela teve suas próprias razões para querer ficar longe de Lance, mas nenhuma dessas razões tinha sido mais forte do que sua atração por ele. Ele manteve o olhar fixo na mecha de cabelo que ele estava brincando. —Por que você veio parar aqui? — Ele finalmente perguntou. Ela se afastou. —De onde veio isso? Um ligeiro encolher de ombros levantou seu ombro. — Eu só percebi que eu não sei nada sobre você, só que você tem conhecimento excelente de MMA e você tem um belo beijo. — Ele deixou cair a mecha de cabelo e encontrou seu olhar. —Então, por que você está aqui? Ela lutou para encontrar palavras, uma explicação. Tudo o que tinha era a verdade. Ela não queria mentir para Lance, não ostensivamente, pelo menos. Ela queria este homem. Ele aparentemente a queria também. Instintivamente, ela apertou sua mão para o lado dela. Se ele finalmente visse sua cicatriz, ele faria mais perguntas. Não havia nenhuma maneira que ela poderia acrescentar mentira após a mentira com ele olhando-a nos olhos. Ela só não era dessa forma. Suspirando, ela disse: —Tudo bem. Surpresa cintilou em seu rosto. Ela ficou chocada que ela estava dizendo a ele, também, mas se as coisas estavam indo na direção que ela queria, ele precisava saber tudo. — As respostas sempre estiveram lá, Lance. Você já identificou todos e cada um. Você apenas não colocou-os juntos. —Você está falando em enigmas, Kelsey. —Ella. — Ela enviou-lhe um sorriso tenso. —Meu nome é Ella.

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Enrijecida, ela permaneceu em silêncio enquanto ela deixou-o absorver essa informação. A confusão contorcendo o rosto torceu-lhe o coração. Quando ele se afastou dela, colocando distância entre eles, o ar frio substitui o seu calor, ela se sentiu completamente sozinha. Envolvendo os braços em torno de si mesma, ela voltou sua atenção para o horizonte com eles na crista do topo da roda. Lágrimas ameaçaram a parte de trás de seus olhos. Nunca mostrar fraqueza. Nunca permita a intimidação. Sempre transpirar confiança. Desesperada para obter suas emoções sob controle, ela repetiu seu mantra. A queimação intensificou quando a vista diante dela turvou. Droga. Ela não iria chorar. —Por que diabos você está com um nome falso? A raiva agitando sua voz a fez vacilar. Uma lágrima escapou e deslizou por sua face. A tirou rapidamente para longe, se recusando a deixar Lance ver a fraqueza. —Porque eu estou me escondendo. —De quem? —M-meu ex-namorado, sussurro trêmulo.

ela

conseguiu

em

um

Um longo e incômodo silêncio cumprimentou suas palavras. Ela lançou um olhar de lado para ele e testemunhou o segundo quando tudo clicou em sua cabeça testemunhou o desespero horrorizado substituindo a raiva. Humilhação caiu sobre ela. Ela amaldiçoou o sentimento. Alguém que ela tinha confiado a tinha traído da pior maneira possível. Ela não tinha nada para se envergonhar, e ainda assim ela estava. Ela odiava expressar o terror que ela ainda carregava anos mais tarde, um medo tão forte que ela tinha executado a partir de sua vida, que mudou seu nome. Ela odiava admitir como uma noite a tinha mudado. —O treinamento obsessivo, — ele murmurou. —A diferença de peso. A porra de pânico que eu já vi.

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O aguilhão retornou aos seus olhos, e ela apertou-os fechados. O fato de que Lance tinha escolhido obsessivo e pânico para descrever seu comportamento só a fez sentir mais vergonha. Ele bateu com a palma da mão na parte de trás do banco. —Que porra é que ele fez? A exibição de fúria tinha lágrimas frescas fazendo piscina nos olhos dela, e ela voltou seu olhar para ele. Não havia esperanças em segurar as lágrimas agora. Elas correram livremente, e ela sufocou um soluço. Ele estava tão bravo com ela. —Jesus. Eu não deveria ter... — Ele segurou seu rosto e secou as lágrimas em uma de suas bochechas. —Eu sinto muito. Ela se inclinou em seu toque, mantendo o olhar, precisando mostrar que a reação dela não tinha nada a ver com a sua demonstração de raiva. —Eu não tenho medo de você, Lance. Isso foi uma enorme admissão, vindo dela. Mas ela não estava. De alguma forma, este grande homem havia consertado a confiança que outro homem grande tinha quebrado. Ela não estava completamente certa como. Talvez tivesse sido a paciência que teve com ela enquanto eles treinavam, ou o amor que ele tinha por sua filha, ou sua promessa de protegê-la, mas ela confiava que Lance nunca iria machucá-la fisicamente. Emocionalmente era uma história diferente. —Diga-me, — ele insistiu. —Foi há muito tempo atrás, — ela sussurrou, afastando-se dele, em seguida, estudou as mãos no colo. Tanto quanto o seu toque confortou-a, ela precisava encontrar a força para compartilhar a história sobre ela própria. —Quão mais?

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Não tinha certeza se ela poderia continuar com esta conversa, ela tomou algumas respirações calmantes. Vergonha ainda queimava no fundo de seu intestino. Ela não queria olhar para ele enquanto falava do passado. Ela queria sair deste passeio e correr. O instinto de se esconder a enfureceu. Ela tinha feito o suficiente. O medo de Randy tinha instalado em si tinha tomado o suficiente de sua vida. Ela ergueu o olhar e se encontrou com o seu. —Quatro anos, — disse ela, sentindo sua força emocional de retorno. —Você se tem escondido o tempo todo? —Não. —Porque agora? Ela teve muita dificuldade para entender seu raciocínio às vezes. Comportamento irracional era apenas isso: irracional. —Ele foi condenado a cinco anos de prisão. Tentei superar — pensei que tinha, então ele foi aprovado para libertação antecipada. Era para eu ter mais alguns anos com ele atrás das grades. É incrível a rapidez com que a sensação de estar segura pode mudar. Para mim, bastou um telefonema do meu advogado. Tudo o que eu ouvi foi Randy prometendo acabar comigo. Depois disso, o terror me levou. É tão simples como isso. — Ela encolheu os ombros. —Eu parei meu trabalho, fiz a mala, tive uma identidade falsa, e fugi. —Jesus. Quanto tempo você ficou junto? perguntou em voz baixa.

— Ele

—Dois anos. Eu nunca estive, nem uma vez, com medo dele. Até a noite em que ele se virou contra mim. —Ele estava em drogas? Ela desejou que fosse o caso. Algumas substâncias estranhas mudam o comportamento de uma pessoa, tornando-os erráticos e perigosos, que ela poderia entender um pouco mais fácil. —Não. Ele tinha um temperamento. Arranjou algumas lutas com caras. Quando ia entrar em um jogo gritando, ele 148


batia na parede ou jogava alguma coisa, às vezes, mas nunca foi fisicamente dirigida a mim. Porém, ele me agarrou algumas vezes quando as coisas realmente tinham aquecido entre nós, mas ele imediatamente me libertava e caminhava pela sala. Eu pensei que ele tinha o controle sobre sua raiva. —Mas ele não o fez. —Não essa noite. Ele acreditava que eu estava traindo com um estagiário no hospital. Eu não estava, mas nada que eu dissesse iria convencê-lo de outra forma, e ele simplesmente explodiu. Um minuto estávamos em uma discussão acalorada, como muitas vezes antes, — o seguinte ele me atirou diretamente na parede... e não parou. Um músculo saltou em seu rosto a partir da pressão de sua mandíbula apertada. Raiva crua emanava dele. Ela não sentia um pingo de medo com a reação dele. —Qualquer homem que põe a mão em uma mulher é merda de cachorro. Eu odeio que você passou por isso. Mais uma vez ela foi confortada por sua reação. Ela não se sentia julgada. —As feridas físicas se curaram, — ela continuou. —É com as emocionais que ainda estou lidando. A razão por que eu lhe empurrei a outra noite foi porque essa era a primeira vez desde aquela noite que eu tinha relaxado dessa maneira com um homem. — Ela engoliu em seco, preocupada que talvez ela tivesse revelado pressão demais, estava colocando-o novamente. Mas se ela estava indo para deixá-lo compartilhar sua história, ela não viu razão para encobrir verdades desconfortáveis. —Significou muito para mim. Seu corpo inteiro congelou. —Você não esteve com um homem desde seu ex? —Não. Ele trabalhou a cabeça para trás e para frente enquanto ele estalou os dedos. Sua agitação preocupou ainda mais. —Será que ele...

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Vendo onde sua mente se foi, ela foi rápido para aliviá-lo do pensamento. —Não, — ela disse a palavra com força. — Não. Mas você sabe como eu era quando me encontrou. Eu mantinha as paredes em volta de mim. Tinha dificuldade em deixá-las. — Ela estudou o homem ao lado dela. —Por alguma razão, eu sou capaz com você. Quando ele olhou para ela, a agitação começou a ter o melhor dela. Inclinando o queixo, ela sustentou o olhar, recusando-se a expulsá-lo, embora ela não queria nada mais do que se esconder atrás daquelas paredes novamente. Ela tinha acabado de deixar-se completamente exposta a este homem. Tinha realmente que deixar alguém entrar de novo. Ela não iria se arrepender. Ela iria abraçar este momento, permitir-se ser vulnerável sem lutar ou fugir. —Qual é o objetivo aqui, Kel... — Ele balançou a cabeça. —Quero dizer, Ella? —Kelsey. Até eu já não estar correndo, até que eu volte para casa, Kelsey é que eu vou ser. Um sorriso triste que ela não entendia veio aos lábios. — Estar indo para casa é o que você quer? —Mais do que tudo, porque quando eu fizer, eu vou ter recuperado a minha vida. Randy não terá mais nenhum controle sobre mim. Um longo silêncio seguiu a declaração, em seguida, estendeu a mão para que mecha de cabelo, rolando-o entre os dedos. —Então, nós estamos indo para recuperar sua vida, Kelsey.

Lance observou Kelsey apontar um dardo em um muro coberto de balões e arremessar. De alguma forma, a seta passou por todos os balões e alojou-se no respaldo da placa de cortiça. Ela jogou a cabeça para trás enquanto ela gemia de decepção.

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Suas emoções tinham estado em todo o lado desde que tinha confiado nele, mas principalmente ele sentiu fúria contra o filho da puta que tinha se atrevido a colocar suas mãos sobre ela, que a fez tão aterrorizada que ela mudou seu nome para se esconder dele. Ella. Seu nome era Ella, e ela deixou suas paredes caírem com ele. A confissão tinha continuamente sussurrado através de sua mente como a noite passada. Mais de duas horas atrás, eles subiram para fora da roda gigante com ele, tendo todo um novo conjunto de responsabilidades para com esta mulher. Na última semana, ele tentou fazer o certo por ela, tinha mantido a distância. Como suspeitava, não levou aos McNealys muito tempo para descobrir que ele tinha dito a Piper a verdade, e eles tiveram um acesso de raiva por ter a sua influência destruída, embora eles se acalmassem depois que ele compartilhou sua idéia com eles. Mas os McNealys odiavam não ter a mão superior em qualquer um que lhes devia dinheiro. Se eles soubessem sobre seus sentimentos em relação a Kelsey, eles podiam tentar encontrar uma maneira de usá-la contra ele. E se eles soubessem a verdade sobre ela? Depois que ela tinha compartilhado com ele, ele estava dividido sobre o que fazer. Ele tinha duas escolhas. Continue mantendo a distância entre eles de modo que os primos não teria como alvo ela, ou desfrutar o tempo que tinham juntos. Kelsey se virou para Gayle e riu de algo que a mulher louca disse. Eles ficaram juntos como um grupo durante toda a noite. E, novamente, ele foi atingido por quão bem ela se encaixa em sua vida. Mas a missão de Kelsey era recuperar seu nome e ir para casa. Seu tempo com ela era limitado. Esse pensamento o fez decidir. Lance andou até ela. —Ei, você quer sair daqui?

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Ela olhou em volta e, em seguida, puxou-o para longe do grupo. —Eu só quero ser clara. Minha confissão na roda gigante não era uma tentativa de levá-lo a sentir pena de mim. Eu não quero que você se sinta encurralado agora que você sabe minha história. Enquanto ele respeitava sua franqueza, ela estava longe de suas intenções. Estendendo a mão, ele correu os dedos em sua bochecha. —O momento que eu vi você hoje à noite, eu sabia que estava lutando uma batalha perdida. Ela teria terminado desta forma, mesmo se você não tivesse compartilhado seu passado comigo. O lábio inferior desapareceu entre os dentes enquanto ela olhava para ele. Por fim, ela concordou. —Eu tenho que dizer a Amber. Eu andava com ela. —Eu acho que ela vai estar aliviada que você não vai precisar de uma carona para casa. — Ele apontou para a mulher e Rick. Os dois tinham estado acolhedores um com o outro desde que eles tinham sido forçados a andar juntos na roda gigante. —Eu acho que ela vai ter algum drama de garota, — Kelsey murmurou. —O quê? —Nada. Conversa de garota. Depois que Kelsey falou com Amber, e eles se despediram de todos, correram para o seu Jeep. Uma vez lá dentro, o ar entre eles engrossou. Não havia dúvida de onde isso estava indo, e pela forma como Kelsey mexia no lado do passageiro, ela também sabia disso. Como ela se sentia? Kelsey não era virgem, mas suas circunstâncias fizeram esta como a primeira vez tudo de novo. Ele nunca duvidou de suas técnicas no quarto. Mas ele não podia deixar de se preocupar em fazer algo que iria assustá-la, em vez de excitá-la. A última coisa que ele queria era tornar essa uma experiência horrível para ela e tê-la desligada como ela fez

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toda vez que ele atingiu-a no treinamento. E se o mesmo acontecesse durante o sexo? O silêncio no carro era sufocante, então ele colocou um pouco de música. Falar parecia inútil. Ambos foram feridos, sabendo que eles estavam indo ao desconhecido, e que poderia acabar como um fracasso épico. Ele queria Kelsey — a partir do momento que a observou ir enlouquecer no saco. Se ela não poderia passar esta noite, então ele estaria doente. Isso era o que ela mais precisava. Depois ele puxou em sua garagem e desligou o motor, ele se virou para ela. —Você tem certeza disso? Ela deu um suspiro profundo. —Não vamos fazer isso estranho, ok? Se acontecer esta noite, isso acontece. Se não acontecer, tudo bem, também. Então, ela estava pensando as mesmas coisas que ele estava. Uma parte dele estava aliviado com isso. Levou um pouco da pressão. —Então, vamos sair e entrar. Ela sorriu. —Gostaria disso. Quando entraram na casa, ela jogou as chaves e celular em uma mesa lateral e entrou na cozinha. —Gostaria de uma cerveja? —Sem vinho? Nariz amassou, ela disse: —Eu não gosto de vinho. Me da uma dor de cabeça em fúria. Ele riu. —A cerveja parece ótimo. Segundos depois, o barulho de vidro chocando soou no fundo, em seguida, ela voltou com duas garrafas de cerveja, uma em cada mão. Ela entregou-lhe uma e caiu de costas no sofá ao lado dele. Um silêncio constrangedor envolveu-os quando ela tomou um longo gole de sua cerveja. Fazendo uma careta, Kelsey finalmente olhou para ele. —Isso é estranho, certo?

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—Estranho — foi uma maneira de descrevê-lo. Ele também usaria ‘tenso’ e ‘desconfortável’. O oposto exato de como as coisas deviam estar indo. Que precisava mudar. Pronto. Ele tomou a cerveja dela e colocou-a sobre a mesa juntamente com a sua. —Vamos fazer isso menos estranho. Agarrando a parte de trás de seu pescoço, ele trouxe sua boca para sua em um beijo suave, doce. Como ele suspeitava que ela fosse, ela endureceu. Ele imediatamente começou a puxar para trás, mas ela segurou as duas mãos em suas bochechas. —Não faça isso. Estou bem. Sorrindo, ele a beijou novamente um pouco mais profundo. Polegada por polegada, ela derreteu em cima dele, sua mão vindo descansar em seu peito cobriu com a dele, pressionando-a mais difícil em sua pele. Assim como na outra noite, amava como ela se encaixava contra ele, amou como se sentia ao ser tocado por ela. Quando ele lentamente traçou os lábios com a língua, Kelsey ficou tensa perto dele. Vendo que estava completamente dentro dela, ele agarrou a parte de trás de um dos joelhos e puxou-a sobre seu colo para que o montasse. Ela quebrou o beijo. —Você tem o controle total, — ele sussurrou para ela, preocupado com a forma séria, que ela olhou para ele. Ela traçou sua bochecha com o dedo. —Tem certeza que você está fazendo isso? Vendo que a preocupação era sobre a sua contusão e não o que eles estavam fazendo, moeu-se contra ela. — Músculos doloridos não vão me parar hoje à noite. —Basta verificar. — Então, inclinando-se, ela encontrou seus lábios novamente. Seu cabelo provocou sua pele, e ele deslizou os dedos na massa sedosa. Ele amava seu cabelo. Quando seus quadris se moveram contra o dele, seu pau respondeu, esforçando-se para ela. Instantaneamente, ela se sentou e olhou para longe dele, o lábio inferior preso entre os dentes.

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—Ei? — Ele disse suavemente, escovando o cabelo para trás. —Se estamos nos movendo... —Não. Eu só... —Novamente desapareceu. —Droga, — ela sussurrou.

o

lábio

inferior

Empurrando um longo suspiro, ela fechou os olhos e puxou sua camisa sobre a cabeça. Seios cobertos com renda roxa empurrados para frente. —Porra. Tudo o que ele queria fazer era enterrar seu rosto entre os montes abundantes. —Eu sei. É feio. Que diabos ela estava falando? Não havia absolutamente nada feio sobre a linda visão na frente dele. —Lance, por favor, diga alguma coisa. Ele forçou sua atenção longe de seu generoso peito e até seu rosto. A vulnerabilidade gritante em seus olhos bateu-lhe com força no intestino. Como poderia sentir esta mulher insegura sobre a forma como ele olhou? A mulher era de tirar o fôlego. Em seguida, sua mão deslizou sobre seu estômago liso, chamando a sua atenção de volta para baixo. Uma longa, cicatriz irregular curvada através de seu estômago direto sob sua caixa torácica. —Bom Deus, — ele respirou. —Você não percebeu quando eu tirei minha camisa? —Baby, eu estava muito ocupado olhando para seus seios. O que aconteceu? —Meu baço rompeu a partir do... Eu tive que o ter removido. A fúria de Lance levantou-se de novo quando ele traçou a pele dura, com o dedo, causando a Kelsey recuar a distância.

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O fato de que ela fez isso apenas irritou mais, e não com ela, mas aquele filho da puta que tinha batido nela. —Não faça isso. Eu quero tocar cada parte de você. Lágrimas de repente iluminou os olhos dela, e ela piscou rapidamente. —Não lhe parece grosseira? A mim faz. —Isso é porque lembra você de alguma coisa ruim. Você quer saber o que eu vejo quando eu olho para ela? —O quê? — Ela perguntou, hesitante. —Uma mulher forte que é ainda mais bonita do que ela estava dois minutos atrás, e estava muito gostosa, então. Um pequeno sorriso triste surgiu em um canto de sua boca. —Eu não tenho tirado minha camisa na frente de alguém em muito tempo. Orgulho expandiu seu peito ao ser concedido esse privilégio. Ele compreendeu a magnitude do que estava dizendo a ele. Ela confiava em nenhum outro homem desde que a sua confiança havia sido destruída. Confiava nele. E maldita seja, não ia decepcioná-la.

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Capítulo 8 Ella olhou para o homem entre suas pernas. Durante anos, ela foi auto consciente sobre aquela cicatriz, tinha olhado com nojo e acreditava que um homem poderia fazer o mesmo. Ela tinha tomado uma séria quantidade de coragem para tirar sua camisa para Lance. Ele a queria tanto que ainda não tinha notado isso. Foi uma sensação poderosa e a fez se sentir desejável. Seu olhar passou avidamente sobre ela, e seu interior foi aceso num modo especial que só ele acendeu. Hoje à noite, este homem lhe daria de volta a sua paixão. Disso, não tinha dúvida. Já, o corpo dela cantarolou com um desejo tão feroz que era um pouco assustador. Ela não iria lutar contra o sentimento. Ela queria tudo o que tinha para dar a ela, sem hesitação, sem dúvida. Ele acariciou sua bochecha, em seguida, passou a palma da mão sobre o pescoço e parte superior do seu peito, mal pastando a elevação de seus seios. Em antecipação, os mamilos enrugaram, lutando contra a renda roxa, mas ele ignorou e continuou a descer nos seus lados, sobre os quadris, as coxas, joelhos e panturrilhas. Acariciou cada polegada da frente de seu corpo, exceto seus mamilos e clitóris. Ambos queriam atenção, ambos necessitados para serem tocados. Quando as palmas das mãos viajaram de volta para cima, ela se contorcia contra o desejo intenso que construiu dentro dela. Um sorriso de lobo curvou sua boca.

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Ele segurou seus quadris com ambas as mãos, deslizando as mãos até sua cintura, lado de baixo dos seios depois parou. Com a almofada de cada polegar, ele roçou seus mamilos duros, e Ella engasgou com os sentimentos de euforia que eclodiram dentro dela. Quando ele continuou a esfregar os picos endurecidos, ele começou a amassar a parte inferior dos seios. Fechando os olhos, ela simplesmente caiu nas boas graças dos choques de prazer que provocou em toda ela. Quando ele levemente beliscou arqueou-se, precisando de mais.

cada

mamilo,

ela

—Foda-se, mulher. Um movimento rápido do fechamento frontal de seu sutiã e seus seios foram libertados. O ar frio cumprimentou a pele sensível quando ele baixou a cabeça, em seguida, lentamente, circulou uma ponta com a língua. Um gemido arrancou dela. Seu entusiasmo com uma coisa tão pequena embaraçou-a e ela prendeu o lábio inferior entre os dentes. Enquanto ele chupava seu mamilo profundamente em sua boca, ela não conseguiu conter outro gemido e arqueou mais perto. Para o inferno com a tentativa de ficar quieta. Não foi possível, não com ele. Seus dedos trabalharam no botão de sua calça jeans até que ele soltou. Lance levantou a cabeça, observando sua mão correr para baixo de seu estômago. Ela não podia detectar um pingo de desgosto quando ele deslizou sobre sua cicatriz. Tudo o que viu foi a paixão aquecida de um homem que queria devorá-la. Ele levantou o olhar para o dela. — Você é tão bonita. Emoção obstruiu sua garganta. Suas palavras, suas ações, seu olhar a fez se sentir bonita. Este momento foi lindo. Não estava olhando por cima do ombro. Ela não estava tensa, em guarda, ou vendo-o em cada palavra. Estava experimentando. Viva. E ela adorou.

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Ele levantou-se e virou-a gentilmente para o sofá para que ficasse contra as almofadas. Seu peso se estabeleceu em cima dela enquanto sua boca devorava a dela. Ela gostava da sensação de seu corpo pressionando o dele. Envolvendo os braços em volta do pescoço, puxou-o para perto e lhe devolveu o beijo. Quando ele quebrou o beijo e, em seguida, mudou o peso de em cima dela para ao lado dela, ela murmurou seu protesto, faltando seu calor. —Eu não vou a lugar nenhum, — ele sussurrou contra seu pescoço enquanto seus lábios roçaram a pele. Brincou o topo da calcinha dela com os dedos. —Aqui é onde eu quero estar. Ele deslizou a mão por baixo da faixa elástica e seguroua. Ofegante, ela arqueou-se. —Tão quente, — disse ele enquanto ele beliscou a pele dela e deslizou um dedo lentamente dentro. —Tão, porra molhada. Do jeito que ela pulsava para ele, que não foi surpreendente. Cada célula de seu ser estava pronta para ele. Mantendo um ritmo ainda com os dedos, ele gentilmente colocou beijos suaves ao longo de sua clavícula, em seguida, arrastou sua boca entre os seios, sobre o estômago até que ele estava de volta de joelhos ao lado dela e retirou a mão. Ella choramingou, e o sorriso sabendo que ele quase a incinerou. Em poucos segundos, os jeans e calcinhas se juntaram ao sutiã no chão. Ele não tinha necessidade de persuadi-la. Sabia o que queria. Não tinha problema com encorajá-la. Abriu as pernas para ele. Um gemido gutural encheu a sala quando ele olhou-a. Calor emocionante passou sobre sua pele. Ela foi com o sentimento, espalhando suas coxas mais amplas, implorando pelo que ela queria. Ela não se importava de se mostrar muito ansiosa. Tinha passado tantos anos sexualmente

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morta. Nada estava morto agora. Cada polegada de seu corpo estava vivo e prosperando por causa deste homem. Com olhos colados à sua parte mais privada, ele correu um dedo abaixo do centro dela. O leve toque para seu clitóris a fez ofegar. —Como isso? — Perguntou. —Deus, sim. Dois dedos deslizaram profundamente dentro dela e ele lentamente bombeou sua mão. —Eu vou fazer você gozar um monte hoje à noite, Kelsey. Então, prepare-se. O atrito dos dedos dentro dela e a pressão de sua palma lhe conduziu a um orgasmo rápido. Arqueando-se, ela gemeu através de seu prazer. —Tão bonita — ele sussurrou. Quando ela se tornou excessivamente sensível ao toque, empurrou para longe dele. Ele diminuiu seu movimento, mas não removeu sua mão, apenas aliviou a pressão que ele despertou a necessidade dentro dela. Lance se inclinou e passou a língua sobre sua cicatriz, mas ela não vacilou, abraçou a mensagem clara de que ele estava mandando a ela. Era bonita para ele, cicatriz e tudo. Ele moveu a cabeça para baixo sobre seu montículo, então, substituído sua mão com a boca. Sua língua deslizou contra seu inchado clitóris antes que ele chupasse e ela gozou novamente. Quando seu corpo relaxou contra o sofá, ela deu um suspiro de satisfação. Envolvendo os braços em volta dela, ele a segurou perto de seu lado e ela deitou a cabeça no peito dele, brincando com o algodão de sua camisa. Ele beijou o topo da cabeça dela. Quando ele não fez nenhum movimento para rolar debaixo dele ou mudar a direção de sua vida amorosa, a confusão se instalou.

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Não teve uma vez que Lance procurou a sua própria liberação. Eles não poderiam ter acabado. No que lhe dizia respeito, eles só tinha começado. Ela inclinou a cabeça para trás para olhar para ele e a satisfação em seu rosto fez seu estômago vibrar. —Umm, Lance, — ela perguntou hesitante. —E você? Olhos fechados, ele a abraçou mais perto. —Mais tarde. Estou bem, agora. Ela podia ouvir a verdade em sua voz. O homem tinha desinteressadamente dado o prazer dela repetidamente sem uma vez pensar em si mesmo. Emoções que tinha pavor de identificar preencheram o peito à sua capacidade. Quando ela ouviu a sua respiração lenta e virou para o ronco suave, estava começando a suspeitar que Kansas tivesse sido a melhor decisão que ela já tinha feito.

Lance piscou ao abrir os olhos e franziu a testa para as paredes neutras em torno dele. Onde no ... Os sons de jatos de água e zumbido suave femininos vieram do banheiro. A noite anterior voltou em uma corrida: os gemidos de prazer, seu corpo requintado, como resposta ao seu toque. Em algum momento na noite passada, ela deve ter o despertado e o fez passar para o quarto. Ele não conseguia se lembrar, que não foi totalmente surpreendente considerando como exausto tinha estado na noite passada. Silenciosamente, escorregou para fora da cama, observando que ele deve ter retirado suas roupas antes de cair em um sono sem sonhos. Ele fez uma careta com a dor não importa o quanto esfregou os músculos ou o gelo que usou. Ele não estava se

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recuperando daquelas lutas tão rápido quanto teria dez anos atrás. Levantou os braços acima da cabeça, esticou os músculos tensos, sufocando um gemido satisfeito quando eles agradeceram-lhe o movimento. Ele então entrou no banheiro mestre. A banheira pé de garra e a ducha com uma mulher de tirar o fôlego dentro agarrou sua atenção. Ele podia imaginar fazendo coisas eróticas com ela enquanto estava embebida em água. Ela entraria no jogo? Havia apenas uma maneira de descobrir. Ele caminhou em direção a banheira. Ela virou a cabeça em sua direção e um sorriso satisfeito enfeitou seus lábios enquanto seus olhos corriam sobre seu corpo nu. Instantaneamente seu pênis agitou e seu coração se apertou. Ele a queria. Não havia dúvida lá. Mas ele não gostava de sua outra reação. A partir do momento que ele conheceu Kelsey, ela estava sendo mais uma atração típica. Atração que ele poderia lidar, mas a sensação de amparo que ele tinha em relação a ela no sentido de posse, se sua reação a ela flertar com Rick foi qualquer indicação, era aterrorizantes. Especialmente para uma mulher que ele sabia que não iria ficar. Quando ele se aproximou da banheira, ela fez um barulho positivo e ele ficou um pouco mais alto. —Eu acho que você poderia usar um pouco de ajuda com o seu banho. —Eu acho que você está certo. Ele estendeu a mão para a esponja de banho e passou a lavagem do corpo dela, em seguida, mergulhou as mãos na água quente. Ele passou os dedos contra sua coxa. Um suspiro escapou de seus lábios enquanto ela se mexeu e virou o rosto para ele. Lance correu a esponja por cima dos seus ombros e observou a espuma deslizar para baixo de sua pele. Seu pênis 162


apertou ainda mais. Só ela confiar nele era suficiente para transformar em um enorme caralho. —Como se sente? — A rouquidão em sua voz era clara, mesmo para ele. —Maravilhosa. Vendo que ela estava completamente relaxada e nem um pouco hesitante sobre suas intenções, ele esfregou a esponja para baixo e sobre os seios, provocando ligeiramente as pontas com a rede até que eles enrugaram em picos apertados. Ele teve que morder de volta um gemido. Sempre amou dar prazer a uma mulher, mas com Kelsey era um nível totalmente diferente de prazer. Alternando a sua atenção para as pernas, correu a esponja sobre o comprimento de ambos os membros, em seguida, lançou-o de lado, substituindo por suas as mãos. Enquanto acariciava sua panturrilha com as palmas das mãos, ela fez um barulho satisfeitos que o tinha vontade de fazer o que fosse preciso para fazê-lo novamente. A pele macia sob suas mãos combinadas com os sons que incentivam fez seu pau duro como rocha . Sua boca começou a dar água por outro gosto dela. —Você está pulsando tão forte quanto eu estou, Kelsey? —Mais. Ele beliscou ambos os mamilos, e ela arqueou-se, ofegante. —Como se sente sem saber o que eu vou tocar em seguida? — Ele perguntou quando ele deslizou a palma da mão para baixo em seu estômago e entre suas pernas, mal tocando o cerne sensível. A respiração dela gaguejou. —Incrível. Ele aplicou um pouco mais de pressão, e foi recompensado com ela imediatamente abrindo as pernas para ele, sem adulação. Ele não podia esperar mais. Ele tinha planejado para trazê-la até a conclusão bem aqui nesta banheira. Mas ele não podia. Tinha que ter um gosto. Agora. 163


Mergulhando os braços na água, ele a tirou. A água e as bolhas escorriam de seu corpo. Ela não protestou. Ela não endureceu. Ela sorriu. E ele mal podia conter sua própria necessidade nesse momento. Depois, colocou-a no chão, ele puxou uma toalha de fora de uma barra. Tomou seu tempo, secando-a, massageando todo seu corpo. Quando ele se ajoelhou diante dela, deu um beijo abaixo do seu umbigo, então se endireitou e levantou-a novamente em seus braços. Ele entrou no quarto. Quando chegou à cama, colocou— a na borda do colchão. Instantaneamente, ela colocou de volta e pousou os pés no colchão, espalhando as pernas. Seu pênis se contorceu duro. Ela sabia exatamente o que ele planejava fazer, e estava pronta. Abaixando de joelhos no chão, ele veio ao nível dos olhos do seu centro molhado e bonito. Ele não podia esperar mais um segundo. Mergulhando a cabeça, ele passou a língua nela e gemia enquanto o gosto dela inundou sua boca. Ontem à noite ele não conseguia o suficiente. Agora não foi diferente. Ela o intoxicou em uma maneira que nenhuma outra tinha — provavelmente nunca o faria. Dedo nodoso em seu cabelo, em seguida, puxou sua cabeça para cima. Assustado por ter sido interrompido, seu olhar subiu o comprimento do seu corpo para os olhos. Ela estava balançando a cabeça para ele. Se ele tivesse feito algo para assustá-la? imediatamente puxou de volta. —Você está bem?

Ele

—Não. Eu não estou. Ele se arrastou ao lado dela na cama. —Eu não a machuquei, não é? —Eu estou pulsando, Lance. Para você. Eu preciso de você. Em mim. Agora. O pedido franco fez sua mente ficar em branco por uma fração de segundo. Aparentemente, isso foi muito lento para 164


Kelsey, porque ela acrescentou, como se ela tivesse que explicar melhor: —Eu quero que você me foda. Ele não precisa que seja dito pela terceira vez. Depois que se abaixou para seu jeans ao lado da cama e retirou um preservativo, ele rapidamente rasgou a folha e rolou-o. Ele caiu sobre ela, e teve um insano momento de hesitação. Talvez fosse o fato de que ele estava prestes a transar com Kelsey. Até agora, ele tinha sido capaz de manter as coisas tudo sobre ela. Fazendo-a sentir-se tão bem quanto possível, porque ele estava com medo de fazer algo que iria assustá-la, ou acionar algum tipo de memória. A pressão de repente o atingiu. Ele olhou para ela. — Você tem certeza disso? Como se ela podia sentir seus pensamentos, seu rosto suavizou quando ela alcançou entre seus corpos e envolveu sua mão ao redor de seu pênis. —Lance, eu nunca vou ter mais certeza de nada. Eu quero isso. Eu quero você. Foi todo o incentivo que precisava. Ele levou os lábios em um beijo profundo quando ele trocou seu corpo entre as pernas. Ele brincava com ela com a ponta do seu pênis até que ela gemeu e empurrou seus quadris para cima. — Por favor. Lentamente, ele empurrou para frente, gemendo como seu calor morno acolheu-o para dentro. —Tão apertada, — ele moeu. Ela segurou sua bunda e puxou para baixo. Ele recebeu a mensagem. Lentamente, pegou o ritmo. Permitindo a ela a chance de se acostumar com a velocidade de cada movimento antes de aumentar o seu ritmo. Nem uma vez ela endureceu ou tornou-se oprimida. Ela o acompanhou com a mesma ânsia que ela teve na noite passada. A cama rangia. Apenas quando ele tinha certeza que ele não podia segurar mais um segundo, ela gemeu sua liberação. O som encantou quando ele deixou ir também, e queria ouvir o som

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bonito mais e mais. Ele caiu na cama, olhando para ela. Seu peito se apertou com força. Com os olhos fechados, um sorriso pacífico sonolento no rosto relaxado, ele temia que ele nunca fosse conseguir o suficiente desta mulher. Onde é que isso ia deixá-lo quando ela sair? ... Ella tomou um gole de água de sua garrafa enquanto ela lentamente acalmou sua respiração da sessão de saco. Como tinha feito durante os últimos dias, o seu olhar procurou Lance mesmo que ela tenha acabado de deixar seu lado. Ele não parece se importar quanto tempo ela passou com ele, não poderia ter o suficiente do homem. Eles haviam criado uma boa pequena bolha íntima que ela estava gostando e poderia se perder nisso. Exceto quando ele estava fora em uma chamada para o seu negócio, eles estavam juntos. A noite era o seu favorito tempo com ele. Eles tiveram diversão em todas as posições possíveis imagináveis. Lance era um amante magnífico. Nunca houve qualquer pressa. Era como se tivessem todo o tempo do mundo para desfrutar um do outro. Ambos sabiam que não era o caso. Viria um tempo em que ela estaria pronta para ir para casa e recuperar a vida que ela tinha deixado para trás. Durante o dia, eles se encontravam para continuar a sua formação. Ele tentou mais algumas sessões de almofada com ela, mas cada uma tinha terminado o mesmo. Ele bateu nela. Ela congelou. Foi frustrante saber que este era um homem que ela estava completamente confiável com seu corpo e ela ainda não poderia ter passado este bloqueio de mente. Ela tinha começado a se perguntar se precisava aceitar que não poderia se preparar para ser atacada. Talvez ela o tivesse no pensamento porque sabia que ia ser atingida. Ela não sabia. Simplesmente continuou indo de volta para o dia em que ela instintivamente bateu em um dos capangas dos McNealy na garganta.

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Ela não pensou então. Ela acabou por reagir. Não que queria ser colocada em uma situação como essa novamente para testar sua teoria. De qualquer maneira, Lance mudou a sua formação para mais técnicas de chão. Ela era ótima no chão. Mesmo contra ele. Embora ela não tivesse certeza se isso tinha a ver com a sua dor contínua. Ele tentou escondê-lo, mas não podia. Não de seu olho treinado. Ela viu a rigidez de seus movimentos, as caretas. A noite que ele lutou três lutas cobrou seu preço sobre ele. Ela se preocupou sobre quando os primos orquestrariam outro evento. Por alguma razão, eles tinham suas vistas em Lance. Ela tentou sondar por que motivo, mas Lance sempre pos de lado o tema. No final, ela deixou-o ir. Seu tempo aqui era limitado, e ela não quer gastá-lo colocando-o no limite com perguntas. Contanto que ele teve tempo para curar antes que ele lutasse novamente, então isso não era da sua conta. Felizmente, eles só tinham ouvido o silêncio dos primos. Lance veio correndo até ela, interrompendo pensamentos. —Eu só recebi um telefonema.

seus

Ela podia ouvir o pedido de desculpas em sua voz e imediatamente acenou-o afastado. —Vá. Vou trabalhar com Amber. —Você é a melhor, — disse ele e beijou-a nos lábios. Quando ele correu atrás dela, e deu um tapa em sua bunda. Rindo, seu coração se expandiu ao vê-lo desaparecer para o vestiário. Ela desejava que pudessem permanecer em sua bolha para sempre, mas isso não era realista. Realidade viria em breve. Ela só esperava que fosse uma visita agradável.

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Capítulo 9 Realidade tinha chegado. A notícia era ruim. Ella correu através do armazém lotado, procurando freneticamente Lance. O medo por ele agarrou sua garganta. Duas horas atrás, a ela tinha sido dada a atribuição seguinte com um aviso de que ela estaria mais ocupada esta noite porque o formato mudou. Questionando Ralph não lhe tinha dado nenhuma resposta, apenas um olhar irritado. Uma vez que ela chegou ao armazém, não levou muito tempo para perceber o que o novo formato era. Um enorme panfleto foi pregado fora que gritava sua intenção. Um evento Último Homem a Ficar em Pé. Várias lutas. Um vencedor. E Lance estava no maldito cartão. Por que ele não disse a ela? Eles passaram tanto tempo juntos ao longo dos últimos dias, ele teve ampla oportunidade. Mas ele manteve-a completamente no escuro sobre ele. Teria ele mesmo conhecimento disso ou estava tão surpreso como ela ? Deus, ela não poderia processar como ela se sentiria se soubesse sobre isso e não tinha contado a ela. Finalmente, ela o viu de pé ao lado com alguns outros lutadores. Ela veio por trás dele e agarrou seu braço. —Você perdeu a cabeça? Lance lançou um olhar para os outros homens, em seguida, enviou um sorriso tenso para ela.

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—Qual o problema com você? —Você não pode participar. Ele levantou uma sobrancelha para ela. — O caralho que eu não posso. —Você mal está curado o suficiente para ir para a gaiola uma vez, muito menos múltiplas vezes esta noite. Mandíbula apertada, ele firmemente colocou a mão na parte inferior das suas costas e conduziu-a para o seu quarto, em seguida, fechou a porta. —Nunca fale sobre meus pontos fracos na frente dos meus adversários novamente. Ok, sim, ela provavelmente não deveria ter feito isso. — Eu sinto muito por isso, mas você não pode fazer isso. —Você não vai me dizer o que eu posso e não posso fazer. Tudo bem, se ela tinha que puxar as grandes armas ela iria. —Eu não posso dar-lhe autorização para participar. Lance passou as mãos pelos cabelos, fazendo um barulho frustrado. —Quem você pensa que é? Você não é minha esposa ou minha namorada... —Não, eu sou pior. Eu sou uma médica, — ela interrompeu, tentando afastar a dor que suas palavras causaram. —Este evento é uma loucura. Você não pode ser parte dele. —Você tem alguma idéia do valor de prêmio para quem for campeão? —Não. — E ela realmente não podia se importar menos. Permitindo que seu corpo curasse adequadamente antes de entrar em outra luta era mais importante do que qualquer recompensa. —Trinta mil dólares. Vou lutar com cada pessoa na porra deste lugar por esse tipo de dinheiro. Suas palavras a chocaram. O dinheiro era sua motivação? —Então, é tudo sobre o dinheiro. O dinheiro é

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mais importante do que a sua saúde, ou o que você está fazendo ao seu corpo. —Você esta certa é tudo sobre o dinheiro. — Ele jogou um olhar zangado para ela. —Eu não tenho tempo para isso. Você me deixa fazer o que eu preciso fazer caralho e não interfere. Então ele abriu a porta e desapareceu. Imagens do dia que ela conheceu Lance no beco passou pela sua mente. Ele tinha ficado furioso que tinha interferido. Envolvendo seus braços ao redor de sua cintura, ela saiu para o armazém. Mais pessoas do que da última vez foram preenchendo os assentos. Não é de estranhar, uma vez que as lutas de último homem em pé raramente foram feitas. Luta regulamentada. Homens exaustos lutando contra vários oponentes. Ela estaria mais ocupada esta noite. —Hoje, temos um evento especial, — disse o locutor da gaiola. —Várias lutas. Um vencedor. —Os lutadores alinhados na gaiola, Lance bem no meio. —Quem vai ser o campeão final? Façam suas apostas agora. Começamos em dez minutos. —Evento bastante impressionante, não é? — Gabe disse quando ele veio para ficar ao lado dela. Ela fez uma careta para ele. —É perigoso. Lance não deveria estar lutando. —Ele é um homem adulto. Ele pode tomar decisões por si. Sim, ela esperava este tipo de resposta a partir deste idiota. Ele não disse algo novo. —Por que você me contratou se você esta indo para ignorar o meu conselho profissional? —Kel—Kel, — ele estalou. —Nós não a contratamos por conselho. Nós a contratamos para manter esses caras fora do hospital e levantando questões em público. —E você não acha que esta loucura vai resultar em uma visita ao hospital? — Ela apontou para a gaiola. —Eu só não

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posso fazer muito com o que você me deu. Você entende isso, certo? —Como já lhe disse, se um deles tem que ir para o hospital, você me deixe saber ou a Mitch. Nós vamos lidar com isso. —O que significa isso? — Se alguém ficasse gravemente ferido esta noite, ele iria receber o tratamento que precisava? O silêncio foi a resposta dele, e ela suspirou. —Eu vou fazer o que está dentro da minha capacidade de fazer... nada mais. Eu sugiro que não comece com todas as idéias mais loucas como esta. —Nós não viemos com isso. — Ele começou a se afastar, em seguida, jogou por cima do ombro, —Black fez. Em suas palavras de despedida, um zumbido entrou em seus ouvidos. Lance deu a idéia do evento de hoje à noite. Ele sabia o tempo todo que ele participaria — conspirou com os McNealys para se certificar de que isso acontecesse. Por que ele iria tomar uma aposta como essa? Esta não era uma remuneração garantida. O homem ainda tinha aconselhado a filha para sempre ter uma garantia. Por que ele não estava seguindo seu próprio conselho? Quantos problemas que ele realmente tinha? O locutor interrompeu seus pensamentos através da introdução da primeira luta. Dois homens entraram na gaiola. Quem ganhou este jogo avançou para a próxima rodada, quem perdeu foi excluído durante a noite. Isto poderia ser como os eventos iriam ser pelo resto da noite até que houvesse apenas dois homens deixados. O vencedor levava tudo. O tempo passava enquanto cada luta avançava. Ela manteve a porta aberta em todos os momentos, mais preocupada de que ela não perdia Lance que estava prestes a luta real. O primeiro conjunto de lutas não conduziu a

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quaisquer lesões preocupantes. Um par de cortes, alguns hematomas, era isso. Quando ouviu seu nome, ela congelou no meio de um ponto e olhou para a ferida que estava tratando. Ele estava ligado. Ela fechou os olhos, respirou fundo, então reorientou para sua tarefa. Não podia bloquear os sons vindos de fora de sua porta embora. Ela ouviu-os mais claros do que nunca. Os suspiros da multidão, os gritos, os grunhidos. E tudo o que sentia era preocupação pelo homem que ela tinha vindo a cuidar. Ela se endireitou e disse ao lutador, —Ok. Você esta bem. —Obrigado, Kelsey, — ele disse quando se levantou e caminhou para fora da sala, com ela o seguindo. A gaiola a segurou hipnotizada quando ela avançou para frente. Ao contrário de antes, Lance não foi equiparado com um adversário maior. Foi uma luta justa, mas que não seria o caso se passasse para a próxima rodada. Diferença de peso não era um fator neste evento. Quando ele tomou um duro golpe no queixo, ela se encolheu. Mas se recuperou rapidamente e revidou com um soco de seu próprio. Deixou sua marca e o cara caiu para a tela. O primeiro conjunto de lutas foi oficialmente terminado e Lance iria avançar para a próxima rodada. Bile subiu em sua garganta. Não foi tanto sobre se ele gostava, possivelmente, até mesmo amado, mas isso... isso era completo desrespeito pela sua saúde, a sua vontade de lutar outra vez por uma vitória, foi demais. Quando a segunda rodada de lutas começou imediatamente, sem período de descanso, ela entrou em seu quarto e obsessivamente limpou o pequeno espaço. Vinte minutos depois, Lance e outro homem irromperam pela porta, segurando um homem entre eles. Sangue coagulado num lado de seu rosto. A visão de seu corpo apático estalou o modo de médico. —Coloque-o na maca, — ela instruiu.

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Ela reconheceu o lutador da primeira rodada. Rodney Pattison. Embora tivesse vencido sua partida, ele tinha levado uma pancada na cabeça que tinha deixado um olho severamente inchado. Ela aconselhou o homem a parar e não passar para a próxima rodada. Claramente, ele não tinha escutado. Ella pegou sua lanterna, abrindo a pele inflamada para apertar a luz em seu olho e ficou aliviada quando o pupila se contraiu. Mudou para o outro, que estava tão inchado quanto o outro agora, ela fez a mesma coisa e seu estômago afundou na excessivamente grande dilatação da pupila. Sacudindo a luz através dele não obteve uma resposta. Merda. Dilatada e fixa. —Alguém vai buscar Gabe ou Mitch. — Quando ninguém se moveu, ela latiu, —Agora! Lance correu para fora da sala. Ela olhou para o homem, odiando cada segundo que passava. Se ela estivesse no hospital, ela iria correr com ele para uma tomografia computadorizada imediata, mas ela não tinha esse luxo aqui. —O quê? — Perguntou Mitch, quando ele correu para o quarto. —Este homem precisa de um hospital. Eu não posso fazer nada por ele aqui. Os olhos arregalados virou-se para o lutador e depois para ela. —V - você tem certeza? —Claro que eu tenho a porra da certeza. —Ok. Ok. — Ele saiu do quarto para voltar apenas um momento mais tarde com dois outros caras. —Você sabe o que fazer, — disse ele a eles. Eles ajudaram o homem a seus pés e se moveram em direção à porta. O medo pelo o homem tinha Ella a pisar em seu caminho com as mãos levantadas. —Eu não posso deixálo sair com ele sem saber que vai receber o tratamento de que necessita. 173


Eles tentaram se movimentar, mas ela embaralhou para continuar bloqueando a porta. —Onde você o está levando? — Ela perguntou. Mitch fez um sinal para alguém atrás dela. Braços grandes envolveram em torno de sua cintura e arrastou-a de volta. Berrando, Lance dirigiu-se em direção a ela, a fúria em seu rosto. Sem um segundo de hesitação, Ella dirigiu seu cotovelo no intestino do homem atrás dela. Um grunhido alto soou, e seu aperto afrouxou. Virando-se para o lado, ela jogou seu corpo em seu torso, teceu um braço por baixo dele, em seguida, atirou-lhe por cima do ombro e no chão com um baque forte. O gorila de um homem jazia atordoado no chão, ofegante. Todos que estavam em volta de Ella ficaram ficar de boca aberta com o que ela tinha feito. Esta foi a segunda vez que ela tinha sido ameaçada e o instinto tomou o controle. O conhecimento estava lá. O instinto estava lá. Ela simplesmente não podia se preparar para ele. Preparar a fez pensar demais. Levantando os olhos arregalados, ela olhou para Lance, que estava boquiaberto com o mesmo choque que sentiu. —Puta merda, Kelsey, — Lance murmurou, espanto colorindo suas palavras. Puta merda estava certo, mas ela não teve tempo para comemorar sua revelação. Ela precisava saber mais sobre Rodney. Ela passou correndo por Lance e saiu para o armazém. Olhando em volta, viu-os carregando o cara por uma porta traseira. Ela correu atrás deles, mas foi interceptada por Mitch. —Você precisa voltar para o seu quarto. —E se você se fosse foder ?. Eu quero saber o que vai acontecer com esse homem. —Isso é para nos cuidarmos. Você não. —Isso é besteira. — Ela arrancou fora seu telefone, que foi imediatamente arrancado de sua mão. 174


—O que você pensa que está fazendo, Kelsey? —Você não pode ter toda a cidade maldita comprada. Se eu ligar para o 911, alguém vai ser enviado. —Sim, eu não faria isso. Você não vai estar causando problemas para apenas eu e Gabe. — Mitch entregou-lhe de volta seu telefone, em seguida, acenou para alguém atrás dela. —Eu acho que você precisa conhecer alguém. Alguns momentos depois, ela estava cara a cara com o chefe de polícia. —Kelsey, este é Andrew Smith... — foi uma longa pausa deliberada — o Chefe de Polícia. — Ele bateu o chefe no ombro. —Andrew, Kelsey não está muito feliz com este evento. Ela é nova na cidade. Por que não deixá-la saber como as coisas funcionam por aqui? O homem estudou. —Nós apreciamos o entretenimento que os McNealys fornecem, mas acima de tudo, agradecemos as doações que dão a nossa cidade. Nós não precisamos de um estranho vindo mexer com isso. Está claro o suficiente? Ella abriu a boca, então a fechou. Não havia realmente nada a dizer. Eles eram intocáveis. Bem. Tanto faz. Ela não tem que ser uma parte disso. Ela virou-se e saiu de volta para seu quarto para encontrar Lance ainda de pé dentro. —Você os conhece. O que eles estão indo para fazer com o lutador? Ele hesitou. Finalmente, ele disse, —É Mitch e Gabe. É uma incógnita. Essa não era a resposta que ela queria, mas ela usou esse momento para fazer um ponto. —Isso poderia ter sido facilmente com você. Você percebe isso? A única resposta que recebeu foi um aperto de sua mandíbula. Deus, o homem estava totalmente obstinado. Ele não iria parar até que ele era forçado fisicamente.

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—Lance. Por favor. Repense isso. Luta regulamentada é uma coisa. Esta competição livre, vale-tudo é perigoso e irresponsável. Sua próxima luta poderia causar danos irreparáveis. Só então um lutador chegou à porta. —Lance. Sua vez. —Por favor, — ela implorou e deu um passo em direção a ele, com os braços estendidos. —Se não fosse por mim, se não por si mesmo, pense sobre Skylar. Seu corpo inteiro recuou. —Eu estou, — ele disse entre dentes, em seguida, saiu da sala, batendo a porta atrás dele. Sozinha, ela teve que piscar de volta as repentinas lágrimas. Ele tomou sua decisão, e ela tinha que tomar a dela. Como um profissional médico, ela não podia tolerar este tipo de luta por mais tempo. Ela tinha a certeza que não havia outro incidente igual a Rodney, e se houvesse, ela o levaria para o hospital sozinha. Mas depois desta noite, ela estava fora. Ela não dava a mínima para o que os McNealys tentavam segurar sobre a cabeça dela para levá-la a ficar. Ela estava farta de jogar pelas suas regras. Ela estava farta de ter medo. Ela só estava farta de tudo isso. A porta se abriu e Mitch entrou e fechou a porta atrás de si. Um olhar sério estava em seu rosto. —Você está me fazendo e ao Gabe nervoso. Ela cruzou os braços sobre o peito. —Eu sou um médico. É uma coisa para eu estar aqui costurando talhos e verificando concusões. É algo totalmente diferente quando você toma um homem daqui que precisa de tratamento médico sério. —Pelo amor de Deus, ele vai receber tratamento. Completamente apanhada desprevenida pela admissão, tudo o que podia fazer era piscar. —Ele vai para um hospital? Mitch enfiou a mão pelo cabelo. —Jesus, senhora, corremos um negócio maldito isso é apenas um pequeno fora

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do círculo legal. Se queremos manter o nosso apoio local, em seguida, nós não deixamos as pessoas morrerem em nosso meio. Isso é um mau negócio. Para todos. Temos tudo coberto. Basta fazer o que você disse e cuide do seu próprio negócio. Ela estava ciente de que ele nunca confirmou que Rodney seria enviado a um hospital, mas ele pelo menos disse que ele estaria recebendo tratamento. Ela esperava que ele não estivesse mentindo a ela. —Eu não posso continuar fazendo isso. Ele passou a mão em direção à porta. —Então, há a porra da porta. Você está começando a ser mais problema do que você vale. Nós visamos você porque você era nova na cidade e acidentalmente misturou-se em nosso negócio. Precisávamos saber quem diabos você era. Pensamos que tínhamos tirado a sorte grande quando descobrimos o seu segredo. Achei que você ia ser cooperativa. Você tem feito nada mais que seriamente atingido meus nervos. Lance tropeçou através da porta, interrompendo a conversa. Um olho estava muito inchado e manchas vermelhas brilhantes manchando seu tronco a partir de vários socos. À vista, seu estômago estava todo marcado. Seu rosto e corpo não estavam completamente curados das três lutas que ele teve apenas um par de semanas atrás. Agora mais lesões foram adicionadas ao topo de lesões. Isso só levaria ao desastre. —Valeu a pena? — Ela não podia deixar de se perguntar, furiosa por ele se manter punindo seu corpo. —Eu ganhei, então sim, valeu. Então ele fez para a rodada final. Um passo mais perto dos trinta mil dólares que foi tão extremamente importante. Fantástico. —Sente-se, — disse ela e pegou a lanterna, descartando Mitch, que soltou uma série de palavrões e saiu da sala.

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Quando ele subiu na maca, soltou um gemido abafado, aflito com os dentes cerrados. A raiva inflamou dentro dela, de Lance e os McNealys, de si mesma por ser uma parte dessa loucura. —Você está bem? — Ele perguntou. —Você estava realmente chateada com Rodney. —Chateada? Eu não estava chateada. Estava furiosa. —Por quê? —Combate não regulamentado. Várias lutas. Um médico, — ela deu um tapinha no peito... — quem sabe melhor, mas está aqui de qualquer maneira. Não, eu não estou chateada. Terminei. Basta ir lá e ganhar esses trinta mil que você cobiça tanto. — Ela cruzou os braços sobre o peito. —Quero dizer, foi sua idéia mesmo. Sua garganta trabalhou em um trago. —Isso é injusto. Tenho meus motivos. —Por quê? Porque você deve dinheiro aos McNealys? Ele ficou em silêncio por um longo momento antes que ele concordasse então deslizou para fora da maca. —Sim. Eu faço. Sem outra palavra, ele rigidamente saiu pela porta. Mesmo que ela já soubesse, ter a confirmação foi difícil. Tanto quanto ela gostava de Lance, adorava estar com ele, este era o seu problema.

O golpe abalou Lance difícil quando conectou com o queixo e virou a cabeça para o lado. Voltando, ele reorientou para o outro lutador quando ele mancava circulando em torno do homem. Felizmente, Brent, que havia chegado a rodada final com ele, estava igual. Lance não achou que ele 178


tinha a força para ir contra outro Bane de Batman. Ele estava vacilante em seus pés. Sua cabeça doía, e cada músculo gritou em protesto. O outro cara não parecia melhor com dois olhos inchados e um nariz dois tamanhos maior do que deveria ser. Nenhum deles tinha tentado levar a luta para o chão. Ambos sabiam que, com a sua energia esgotada qualquer um deles poderia assumir o controle se as coisas fossem para o chão, não importa quem tinha sido o dominante e iniciou a queda. Bater e socar era a única opção. Ele estava pronto para a luta acabar — para esta noite acabar. Mas não sem recolher os ganhos. Usando esse incentivo, ele bateu o cara forte no rosto. O soco forçou Brent a baixar a guarda e Lance respondeu com um soco no mesmo lugar. Isso era tudo que precisava. O cara se desintegrou. Enquanto observava a luta do homem a seus pés, ele manteve a guarda alta, esperando que ele levantasse, recusando-se a fazer o que tantos outros haviam feito hoje à noite e tirar vantagem de um oponente no chão. Ele queria aquele maldito dinheiro tanto que ele poderia senti-lo em suas mãos, mas ele nunca iria comprometer a sua ética como um lutador. Não importa como porra esgotado ele estava. Nenhuma das lutas hoje à noite foi fácil. Cada lutador tinha sido tão determinado quanto ele a ganhar o pagamento. E Brent não foi diferente. Forçou-se para cima, então balançou violentamente para a esquerda alguns passos antes de abaixar a um joelho, balançando a cabeça. Ligue para a luta do caralho. O cara tinha o suficiente. Mas o árbitro deu um passo atrás. Se ele tivesse estado em uma luta regulamentada, acabaria agora. Lance ia ter que derrubar o filho da puta, ou ele tinha que tocar. Não havia nenhuma maneira do caralho o homem iria tocar sem ser forçado. Não tão perto do prêmio. Lance odiava cada segundo disso. MMA era regulamentada por uma razão maldita. Mantiveram lutadores

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mais seguros, as lesões menos graves. Esta porcaria aqui era besteira. Ele orou para o cara desmaiar assim esta loucura terminaria. Quando o homem empurrou de volta a seus pés e enfrentou Lance com os punhos levantados, ele silenciosamente amaldiçoou. Idiota maldito. Sabe quando você teve o suficiente. Brent oscilou terrivelmente com um olhar confuso em seus olhos, não estava realmente focado em Lance. Inferno, não focou em nada. Lance não tinha como bater novamente. O homem não poderia lidar com outro golpe na cabeça. Considerando que ele estava agora pior do que Lance, uma submissão seria possível e muito mais segura. Passando a perna para fora, ele tirou o seu adversário fora de seus pés. Quando ele caiu, Lance rapidamente o cobriu, trancando no joelho que fez Brent instantaneamente bater no chão. Depois que largou o homem, ele pôs-se de pé, tentando ignorar a agonia em seu corpo. Quando o árbitro agarrou seu pulso e levantou alto no ar, fazendo com que Lance fizesse uma careta com a dor que irradiava de seu lado, a realidade afundou nele. Ele tinha porra vencido. —E o vencedor do Last Man Standing: Lance - Total Aniquilação –Black. O nome assustou. Total Aniquilação? Ele imaginou que era exatamente o que ele tinha feito. Orgulho tinha momentaneamente aliviado a agonia. Depois de vinte anos, ele finalmente ganhou o nome de um lutador. Ele olhou para o fundo do armazém, esperando que Kelsey tenha testemunhado a sua nomeação. Ela encostou-se no batente da porta, os braços cruzados sobre o peito, mas não havia um pingo de felicidade em sua expressão. Quando ela encontrou seu olhar, ela balançou a cabeça, endireitouse, entrando no quarto, em seguida, fechou a porta.

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Por que ele estava desapontado com sua falta de apoio? Ele sabia desde a primeira luta desta noite que Kelsey desaprovava seu envolvimento. Enquanto ele podia apreciar que era sobre o seu bem-estar, não fez seu julgamento óbvio doer menos. Quando ele saiu aproximaram dele.

do

ringue,

Mitch

e

Gabe

se

—Parabéns, Black, — disse Mitch, estendendo a mão, o que Lance a levou embora com relutância. —Você ganhou cada centavo dos trinta mil. Isso foi um inferno de um risco que você tomou. Ele não era estúpido. Ele não teria lutas muito mais. O crédito de trinta mil dólares tinha reduzido sua dívida pela metade. —Sim. Tudo funcionou bem. Olha, eu gostaria de me limpar e voltar para casa. —Claro. Vá. Relaxe. A partir da vibração jovial proveniente de ambos os homens, Lance assumiu que tinha feito muito esta noite. Tanto faz. Tudo o que importava era que ele tinha ganhado. Ele deixou os primos e fez o seu caminho de volta para o banheiro que os McNealys tinham convertido em um vestiário inútil. Não havia um chuveiro, mas ele poderia usar a pia para lavar o pior, e trocar de roupa. Ele precisava falar com Kelsey, mas depois do que tinha acontecido esta noite, ele se recusou a fazê-lo fresco da luta. Depois de usar uma toalha molhada para limpar o suor e sangue, ele mudou em um par de jeans e uma camisa de algodão de manga comprida. Ele olhou para seu reflexo no espelho e fez uma careta. Contusões sombrearam ambos os olhos inchados e cruzaram a ponte de seu nariz. Um dos socos que levou abriu um corte no alto de sua maçã do rosto. Não era profundo, mas a linha vermelha se destacou feio. Limpar tinha sido

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inútil. Basta olhar para o rosto dele e seria um lembrete de por que ela estava tão brava com ele. Depois de pegar sua bolsa, ele saiu para o armazém. Vinte minutos, no máximo, haviam se passado desde que ele foi para o vestiário, mas o lugar já havia se diluído, consideravelmente. Ele foi direto para o quarto de Kelsey. Ele não estava indo para sentar fora como ele fez na última vez. Eles precisavam conversar. Quando chegou à porta, ele abriu e foi recebido por uma sala escura. Que diabos? Olhando o armazém, ele não viu qualquer sinal dela. Ele correu para fora. Havia alguns carros ainda no estacionamento, mas nenhum deles era o de Kelsey. Ela realmente o deixou? Depois de correr para seu carro, ele atirou o saco dentro, saltou para o assento do motorista, e pegou a estrada. Ele tinha visto a decepção e desaprovação em seu rosto. Ele odiava vê-lo lá, mas ele não podia fazer o que ela estava pedindo a ele. Esta era a sua dívida. Sua responsabilidade. Ele tinha que resolver. Ninguém mais poderia fazê-lo por ele. Vinte minutos depois, ele parou na frente de sua casa e estava aliviado que seu carro estava estacionado na garagem. Ele apressou-se na entrada e bateu em sua porta, em seguida, encostou-se na moldura quando seus músculos gritaram pelo movimento abrupto. A porta se abriu. Kelsey olhou para sua posição, cruzou os braços, e nivelou-o com um ‘eu avisei’. —Como se sente? —Dói como a porra. — Não há razão para dourar a pílula. Suas magoadas costelas, sua cabeça doía, tinha a porra de seu dedo grande do pé ferido. Ela deu um suspiro muito pouco feminino. —Você tem sorte que mesmo pode sentir. Deus, ele não queria refazer sua novamente. —Você me deixou, — disse ele.

luta

—Eu não tinha nenhuma razão para ficar. 182

com

ela


Ouch. Droga. Da maneira como ela se manteve firmemente plantada na frente do limiar, ela não tinha intenção de deixá-lo ficar aqui também. —Posso entrar? —Eu não acho que nós temos nada para dizer um ao outro, Lance. Eu não quero ser uma parte disto por mais tempo. Na verdade, eu não vou ser uma parte disso. Eu disse que estou farta, e eu estou mesmo. Cada parede que tinha passado os últimos dias derrubando estava firmemente de volta no lugar. Ela era inflexível. —Então, quando você disse antes, você estava me incluindo. —Eu não quero mais nada a ver com os McNealys, e estar envolvida com um homem que lhes deve dinheiro está fazendo isso. Então, sim, o meu comentário incluiu você. Esta foi a segunda mulher que ia deixá-lo por causa de seu envolvimento com os primos. A primeira vez, ele mereceu. Desta vez, ele não o fez. —Você vai, pelo menos, permitir-me explicar? Ela elevou o queixo no ar, um movimento desafiador que tinha visto em exibição muitas vezes no passado. —Eu não vejo como uma explicação vai mudar nada. Você ainda está envolvido com os McNealys. Tem sido por um longo tempo, por suas palavras, o que significa que você não aprendeu. Eu só não posso. Um tipo diferente de dor se espalhou pelo seu peito. Era como Piper que estava bem na frente dele, condenando as suas decisões, mas vindo de Kelsey doeu ainda mais. Ele não queria contar a ela sobre sua imensa dívida para com os McNealys, mesmo que o motivo tenha sido a vida de Skylar. Ela era um médico. Fazia muito bom dinheiro. O que ela quer com um homem que estava em cima de sua cabeça em dívidas? Mas se ela estava indo para julgá-lo em suas ações, ela teria, pelo menos que fazer isso com a história completa.

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—Apenas deixe... por favor. Seus braços apertados em torno de si antes que ela voltasse e permitiu-o entrar. Depois que ela fechou a porta, ela fez um gesto em direção à sala de estar. Ele caiu sobre o sofá, mas ela permaneceu de pé. Ele não gostava da distância, e ele só podia esperar que sua história fosse trazêla para mais perto. —Você está realmente terminando com os McNealys? — Perguntou. Ela assentiu com a cabeça. —Eu me recuso a trabalhar para eles por mais tempo. Ele estudou a maneira como ela se comportava. Orgulhosa. Forte. Confiante. O jeito que ela sempre fazia, mas agora era diferente. Mais natural. Não tão ensaiado. Um interruptor tinha acontecido esta noite. Ele não tinha certeza se ele tinha a ver com a sua desaprovação do evento Last Man Standing, o incidente com Rodney, ou sua reação ao ataque desse cara... ou uma combinação de tudo isso. Ela estava ficando mais perto de sair. Um sorriso triste veio aos lábios. —Eu estou orgulhoso de você, Kelsey. E ele estava, mesmo que ele não quisesse que ela fosse. Por um longo momento desconfortável, ela o estudou, os braços cruzados sob os seios. Finalmente, ela perguntou: — Por quê? Ele não iria fingir que não entendeu a pergunta. Foi o mesmo que ela perguntou a noite toda. Ela merecia uma resposta direta, mas encontrar as palavras estava provando ser mais difícil do que ele imaginava. Ela atravessou a sala para o sofá e lentamente se sentou na beirada. Havia ainda a distância entre eles, mas muito menos do que antes. —Não é uma resposta simples. A primeira vez que eu estava envolvido com eles, eu era um membro de uma das suas casas de jogos. Para encurtar a história, eu tive um 184


problema com o jogo, perdi uma porrada de dinheiro para eles que eu não podia dar ao luxo de perder. Para ganhar de volta, eu coloquei a escritura de uma casa que eu herdei do meu avô. Eu perdi a aposta, também, junto com minha esposa e Skylar. —Jesus, Lance. —Às vezes, uma pessoa tem que ir ao fundo do poço. Perder Piper e Skylar era o meu. Eu parei o jogo depois disso, e cortei todos os laços com eles até um par de anos atrás. Ele olhou para longe para nada em particular, recordando o dia em que sua ex esposa o havia chamado, histericamente chorando, com a notícia do diagnóstico de sua filha. O mundo tinha parado nesses momentos como um horror que ele nunca tinha sentido antes. O terror só tinha crescido enquanto observava a luta de sua filha por sua vida. —O que fez você se envolver com eles de novo? —Skylar ficou doente. —Doente? Skylar estava doente? —Leucemia. Kelsey apertou a mão à boca. —Meu Deus. Eu não posso nem imaginar como você e Piper se sentiram. —Cagando de medo, especialmente após os tratamentos que não funcionaram e a única opção era uma nova droga e o nosso seguro se recusou a cobrir. — Ele ainda sentiu a fúria sobre isso. Enquanto sua filha estava lutando para vencer uma doença que tinha assolado seu corpo pequeno, algum idiota em um escritório carimbou uma rejeição em sua reivindicação. —Eu tentei todas as formas tradicionais para conseguir o dinheiro, mas tudo foi negado. Compreensão apareceu no rosto de Kelsey enquanto ela se endireitou. —Você foi para os McNealys. Esse é o dinheiro que você deve a eles. Ele assentiu. —Eles me deram cento e vinte mil dólares. Honestamente, acho que a única razão que deram para mim

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foi porque Mitch perdeu uma irmã para o câncer e ele teve um momento muito raro de compaixão. Não que eles estavam completamente generosos. A taxa de juros é uma loucura e eles estão fazendo um bom lucro, mas eu não tinha escolha. Montamos um plano de pagamento. Eu passei os últimos dois anos e meio pagando-os de volta. As coisas foram bem até o dia em que nos encontrou no beco. —O que aconteceu? —Os McNealys sendo os McNealys. Eles decidiram fazer uma mudança no nosso acordo. Ou eu concordava em lutar por eles, ou eu devia o saldo remanescente na íntegra no prazo de vinte e quatro horas. Uma risada irônica atirou para fora dela quando ela balançou a cabeça. —Esses babacas. Jeito certo de encurralar alguém. — Ela fez uma pausa, seu olhar em busca dele. —É o tempo de sair disso. Havia uma súplica em sua voz. Foi hoje a segunda vez que ela lhe pediu para deixar os McNealys para trás. E pela segunda vez hoje, ele teria que desapontá-la. —Eu não posso. Devo-lhes o dinheiro. Se eles não tivessem dado a mim, Skylar provavelmente não teria se recuperado. Não importa como me sinto sobre eles, lhes devo. Ela estudou-o por um longo momento. —Quanto é que você ainda tem que pagar? —Depois de esta noite ter ganhado, eu ainda devo a eles apenas uns trinta mil dólares. Choque em seus olhos, então ela balançou a cabeça. — Eu não sei por que estou tão surpresa com esse número. Eu sou um médico. Eu sei o quanto os tratamentos podem custar. — Ela mordeu o lábio. —Eu respeito por querer honrar a sua dívida, mas você não pode continuar a lutar do jeito que esta. Ninguém pode lutar assim e não ter consequências graves. E aqui eles estavam novamente. Mesmo que o que ela disse fosse verdade, isso não muda o fato de que era a única

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opção que tinha. Ela pode não ter mais medo do que os McNealys iriam fazer, mas ele estava. Ele tinha uma filha para pensar, e se ele apenas dissesse aos primos para se foderem, ele poderia estar colocando Skylar, Piper... o inferno, mesmo Kelsey... em perigo. —Eu só preciso ganhar um pouco mais. Ela passou a mão para ele. —Olhe para você. Eu sei que você não quer ouvir isso, mas seu corpo não pode lidar com muito mais deste abuso. Conheço-o apenas um mês e você já lutou sete vezes que eu saiba. Alguma coisa ruim está para acontecer. Você vai quebrar alguma coisa, romper algo, ou pior. Meu Deus, a quantidade de pancadas que você ta tomando poderia levar a danos cerebrais. — Ela mordeu o lábio novamente, então respirou fundo. —E se eu pago o saldo remanescente? —Porra, não. — Ele atirou a seus pés, então gemeu quando seu corpo protestou. Ele não queria o dinheiro dela. Se ele sabia que isso teria sido o resultado de compartilhar sua história, ele teria mantido a boca fechada. —Esta é a minha dívida e eu vou pagá-la. Ninguém mais. —Então me pague de volta. —Eu não vou estar em dívida com a mulher que eu estou... — Ele estalou sua boca fechada. Kelsey inclinou a cabeça para ele. —A mulher que você esta o que, Lance? Apaixonado. A realização acertou-o com o poder do punho de um peso pesado, deixando-o um pouco atordoado. Foda-se, ele estava começando a se apaixonar por essa mulher. É por isso que ele tinha estado tão desesperado para chegar a ela esta noite, para fazê-la entender. Por seu julgamento tinha doído pra caralho. E o que ela fez? Ela se ofereceu para salvá-lo. Para corrigir seus problemas. O fato de que ela tinha esse dinheiro disponível

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estava incomodando ele. Ela era uma médica bem estabelecida, ele era um operário que estava nos dias finais de uma carreira de lutador. Ela merecia mais do que isso. —Eu não vou pegar o seu dinheiro, — disse ele, ignorando sua pergunta. —Lance... —Não. Fim de discussão. Seus lábios pressionados em uma linha apertada. — Bem. Deus, ele odiava quando as mulheres usavam essa palavra. Normalmente significava o oposto completo. Mas ele não queria discutir mais. —Estamos bem agora? Enquanto esperava pela sua resposta, seu estômago se apertou. —Lance, eu estou pronta para ir para casa. Está na hora. Ele empurrou de lado sua decepção, amaldiçoando o egoísmo do sentimento. Ele sabia que este tempo viria, mas ele não estava pronto para deixá-la ir ainda. —Basta ficar um pouco mais. A idéia de uma rejeição estimulou-o em movimento. As palavras não são suficientes. Ela precisava ser lembrada de que veio a vida entre eles. Ele agarrou o rosto entre as mãos e reivindicou sua boca com a dele. Ela guinchou de surpresa antes que ela relaxasse contra ele e abriu os lábios. Quando ele bateu sua língua dentro, ele gemeu baixinho quando ela movia sua boca. Deus, ele adorava beijar esta mulher. Em toda parte. Qualquer lugar. Ele diminuiu o beijo para persistentes escovadelas sedutoras, em seguida, levantou a cabeça. Ela olhou para ele, os lábios inchados e molhados de seu beijo. —Sim, um pouco mais, — ela sussurrou.

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Ele queria que ela ficasse para sempre, mas isso não era uma opção para eles. Foda-se, ele estaria em algum desgosto quando ela se fosse, mas ele estaria aqui com ela até que ela fez.

Ouvindo o som da água jorrando que veio através da porta, Ella estava fora da banheiro principal e esperou impacientemente que ele terminasse. Lance estava precisando de um banho que tinha matado o ‘ir com o momento sexo’ mais cedo na sala de estar, mas ele insistiu, dizendo que ele estava nojento da luta e não iria tocá-la até que ele estivesse completamente limpo. Embora ela tivesse sugerido tomar um banho juntos, ele vetou essa idéia, também. Ela imaginou que ele estaria lá dentro apenas alguns minutos, no máximo. Um banho rápido, em seguida, secar e eles poderiam ir para lá. Mas não. Vinte minutos se passaram, e a água continuou a correr. Ela estava cansada de esperar. Quando ela abriu a porta, o ar gelado cumprimentou—a e ela estremeceu. Que diabos? Envolvendo seus braços ao redor de sua cintura, ela entrou no quarto frio. Se ele tivesse estado seriamente tomando um banho frio todo este tempo? Ela puxou a cortina de chuveiro, e a vasta extensão de seus ombros a cativava. Ela estendeu a mão para tocá-lo, mas congelou quando seu olhar caiu para a contusão escurecida da coloração da pele de sua parte inferior das costas. Seu estômago caiu. —Jesus, Lance, — ela sussurrou. Ele virou-se, e uma careta contorcia seu rosto. A necessidade de tomar banho sozinho, de repente fez sentido.

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Ele não queria ficar limpo. Ele estava tentando soltar os músculos. —Vire-se, — ela exigiu. Dando um suspiro resignado, ele lentamente a encarou. As manchas anteriores sobre seu torso tinha começado a ficar roxo. Bom Deus. Como foi que ele se deslocou? Embora ela agora entendesse por que ele continuava a lutar, ele não fez ver seus ferimentos mais fácil. O que ele tinha feito por Skylar mostrou que ele era um pai dedicado. Ela respeitava suas escolhas, ela o respeitava, mas tinha de haver outra maneira. Se ele era muito teimoso para encontrar uma, ela ia encontrá-lo para ele. —Eu estava esperando que o ferimento não aparecesse até amanhã, — disse ele. —Eu não quero que você veja isso. Eu sei que a perturba, mas parece pior do que é. —Eu chamo besteira sobre isso. —Se você acha que estamos nos retirando hoje à noite. —Você realmente acha que está pronto para isso? —Eu acho que tenho uma necessidade desesperada de que me toque, e um par de malditas contusões não vão parar com isso. Ainda assim, ela hesitou. Como médico, ela sabia o que ele precisava era de descanso. Não mais atividade. Como mulher, ela precisava dele. —Por favor, Kelsey. Eu preciso sentir o seu toque. A honestidade crua na voz dele obrigou-a ir mais perto. Ela colocou a mão sobre a contusão em seu ombro. A pele gelada arrancou um suspiro dela. —Saia. Quando ela pegou uma toalha da prateleira, fechou a torneira de água e saiu da banheira. Ele pegou a toalha, mas ela sacudiu a cabeça e começou batendo-lhe seco, em primeiro lugar sobre os ombros e costas, em seguida, para baixo. Ela tentou ignorar as marcas dolorosas espalhadas por

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seu corpo, mas ela continuou fazendo uma pausa em sua tarefa para inspecionar cada ferida com olhar crítico de um médico. Cada um parecia ser apenas contusões e não causada por alguma lesão interna. —Pare de olhar estupidamente para eles. Estou bem. Você tem que confiar em mim. Saber o que ele disse era verdade, ela tomou sua mão e levou-o para o quarto. —Deite-se, — ela instruiu. Quando ele levantou uma sobrancelha para cima, ela cruzou os braços, pronta para uma luta, se ele planejava colocar uma. —Eu estou no controle esta noite. —Sim, senhora. Bem, isso era bastante fácil e, provavelmente, falou volumes sobre como estava cansado. Sabendo que ele estava observando, ela puxou a camisa sobre a cabeça, e ele rosnou sua apreciação. Ela não tentou cobrir sua cicatriz mais, não dele. Lance tinha visto cada polegada de seu corpo e nunca tinha feito isso em segredo que ele amava o que viu. Deu-lhe o poder. Força. E ela acreditava que ela era tão desejável agora como ela era antes ela tivesse sido infligida. Alcançando atrás dela, ela soltou o sutiã, em seguida, jogou-o no chão. Ele gemeu. —Você tem alguma idéia de quanto eu amo seus peitos? Ela fez. Entre outras partes do seu corpo. Depois que ela desabotoou a calça jeans e deslizou-as junto com a calcinha, ela subiu ao lado dele. Mordendo o lábio, ela olhou para o corpo em frente dela. Mesmo ferido, o homem era magnífico, e ela não tinha certeza de onde ela queria começar. Tudo a chamou, seus lábios, o pescoço e os ombros, o braço tatuado, seu abdômen, e o pênis impressionante, que estava orgulhoso. Por mais que ela queria fechar a boca em torno da carne rígida, ela decidiu concentrar-se na metade superior dele em 191


primeiro lugar. Ela se inclinou sobre ele e seus mamilos roçaram os cabelos finos em seu peito. Tudo sobre este homem era um afrodisíaco. Ela pressionou a boca na dele em um beijo lento e sensual. Ele suspirou em sua boca, fazendoa sorrir. Ela adorava que ele ficasse tão afetado por ela enquanto ela estava por ele. Trabalhando sua maneira para baixo, ela beijou, lambeu e acariciou seu corpo. Ela prestou atenção especial, amando a atenção para as contusões, roçando sua boca contra a sua pele, e ela tomou incentivo no grunhido suave da vibração em seu peito. Quando ela finalmente caminhou para baixo no seu torso, ela levou seu pênis em uma mão e fechou os lábios sobre a cabeça sensível. Seus dedos imediatamente enfiaram na parte de trás do seu cabelo e deu um nó. A princípio a sua espera era leve, mas com cada bater de leve seu aperto aumentou, e ela adorava a sensação tensa. Quando ela gentilmente segurou cada uma de suas bolas entre as pernas, ele puxou o cabelo dela, trazendo-a de cabeça para cima. —Isso é o suficiente, amor. Muito mais e nós não vamos conseguir acabar com isto. Eles não poderiam ter isso, mas ela não podia deixar de sentir um pouco de satisfação feminina que ela trouxe de tão perto. Ela pegou o preservativo que ele tinha colocado na mesa de cabeceira antes de ter tomado um banho. Após rasgar o invólucro, ela rolou lentamente para baixo ao longo do comprimento dele. Quando Lance foi para ela, ela sacudiu o dedo. —Eu vou fazer todo o trabalho. Um sorriso de lobo curvou seus lábios enquanto ele relaxou contra os travesseiros. —Por todos os meios, faca o que quiser comigo. Oh, ela planejava.

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Ela montou sua cintura, tomando-o na mão e guiou-o. Ela não podia parar um gemido quando ele esticou inteiro. Ela tomou um segundo para simplesmente desfrutar da sensação dele profundamente dentro dela. Quando ela começou a mover-se sobre ele, ele descansou as mãos nos quadris, ajudando-a a definir um lento ritmo. Seus seios saltaram, sua cicatriz era visível, e ela nunca se sentiu tão bonita como ela fez com a maneira aquecida que Lance observa-a em cima dele. Colocando uma mão em seu ombro por equilíbrio, ela se moveu entre as pernas, nunca uma vez tirando os olhos desse homem. Seu olhar seguiu seus movimentos, então estreitou os dedos esfregando seu clitóris. Moveu-se para substituir a mão dela com a sua, e ela balançou a cabeça lentamente. — Basta assistir. E ele fez. Atentamente. A combinação da sensação dele dentro dela, a pressão de seus dedos, e o intenso calor de seu olhar lhe enviou ao limite. Ela jogou a cabeça para trás com um gemido, não segurando nada, sabendo que Lance adorava vê-la gozar. —Foda-se, — ele trincou entre os dentes cerrados. Seu aperto na cintura apertou, e ele resistiu. A velocidade que acrescentou enviou-a para um segundo clímax, e quando ela caiu em outro orgasmo gemendo, Lance veio com ela. Quando ele diminuiu o ritmo, a respiração saiu em curtas respirações rasas. Colocando um beijo em seus lábios, ela lentamente se retirou dele, e enrolou-se em seu lado. Ele colocou seu braço ao redor dela e a abraçou, um som satisfeito suave vindo de seu corpo relaxado. —Você está bem? — Ela sussurrou. —Nunca estive melhor, — ele murmurou, rigidamente se levantou para ir ao banheiro.

então

Quando ele voltou, grunhiu de dor quando subiu de volta na cama e agarrou por trás dela. Dentro de momentos, sua respiração desacelerou, e ela inclinou a cabeça para trás

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para olhar para ele. Ele estava frio. Ele passou o que tinha restado de sua energia para estar com ela. Ela passou as pontas de seus dedos através do corte em sua bochecha. Ninguém deveria ter que passar pela tortura que ele estava colocando-se completamente. Como ela poderia ajudá-lo? Ela tinha que descobrir uma maneira de tirá-lo antes de sua próxima luta, porque a próxima luta poderia ser a única fatal.

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Capítulo 10 Poucos dias depois, Lance se inclinou contra a porta de entrada para sua cozinha, enquanto observava Kelsey misturando ovos no fogão. Um dia depois de ele a ter convencido a ficar por mais algum tempo, ele a trouxe de volta ao seu lugar. Ela tinha estado na casa, no celeiro em seu quintal que ele tinha transformado em um ginásio. Era bom para mostrar-lhe que ele tinha mais do que uma grande dívida. Ela tinha ficado aqui desde então. Ele estava surpreso com o quanto sua presença trouxe esta casa de volta à vida. Em apenas poucos dias, Kelsey tinha feito o que era apenas uma casa em um lar novamente. Havia uma parte muito egoísta dele que esperava que ela se apaixonasse por este lugar, se apaixonasse por ele, e não quisesse voltar para o Maine. Ela não tinha falado uma palavra sobre o deixar, e ele recusou-se a abordar o assunto. Se ele o mencionasse ela escolheria uma data. Agora, ele estava bem com a vida no momento e dando-lhe tempo para chegar a um acordo com o fato de que ela não podia deixá-lo. Pelo menos, ele esperava que fosse assim. Empurrando o batente da porta, ele se moveu para ficar atrás dela e escovou os cabelos para um lado. Ele beijou seu pescoço enquanto ele passou os braços em volta da cintura. Ela imediatamente derreteu de volta nele. Droga, ele amava isso. —Você se deitou na noite passada muito tarde, — ela murmurou. —Eu estava esperando que você dormisse.

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Ele tinha. Ás duas horas a.m., ele tinha recebido um telefonema solicitando um reboque para um acidente. Ele tinha odiado deixar Kelsey, mas ele adorava voltar para casa com ela. Ela tinha dormido, e ele tirou suas roupas, para deitar por trás dela. Ela tinha instantaneamente se aconchegado contra ele. Foi a melhor noite de sono que ele teve em muito tempo. Ele olhou por cima do ombro. —Você estava me trazendo café da manhã na cama? —Eu estava, na verdade. Seu peito se encheu de amor. Desde a sua percepção de que ele estava caindo por Kelsey, ele teve um tempo difícil mantendo para si mesmo. Mas ele não queria colocar esse tipo de pressão sobre ela. —Eu posso pensar em outra coisa que eu possa ter para o desjejum, — ele disse, e girou em torno dela, beijando-a com força nos lábios. Ela riu contra sua boca e colocou os braços em volta do pescoço. —Eu gosto da maneira que você pensa, Black. Ele aprofundou o beijo, enredando suas línguas juntas. Ele levantou-a sobre o balcão, mas grunhiu quando uma dor aguda atravessou seu lado. Ela imediatamente puxou para trás. —Você está bem? Ela perguntado isso demasiadas vezes para contar desde a luta. —Eu estou bem. — Ele puxou-a para frente e se colocou entre suas coxas abertas. —Agora podemos voltar ao assunto? Seus lábios estavam prestes a cumprir quando o telefone se iluminou, sinalizando um texto. Gemendo, ele abaixou a cabeça, e Kelsey beijou o início da mesma. —O dever chama.

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Endireitando, ele puxou o celular fora de seu pijama, esperando ver uma solicitação de guincho para ele atender. Em vez disso, era de Mitch. Merda. Ele tentou virar de modo que Kelsey não podia vê-lo, mas não foi rápido o suficiente. —Puta merda. São eles já montaram outro evento? — Ela pulou o balcão e se virou para ele. —Eles não podem ser estar falando sério, foda-se. Deus. Ela usou o F-bomba. Quando ela começou a falar assim era sinal de que ela estava além chateada. —Parece que sim. Ela virou os olhos arregalados para ele. —Lance, por favor, não participe. Eu estou lhe implorando. Gemendo, ele esfregou o rosto com as mãos. —Podemos por favor não fazer isso agora? —Quando, então? — Ela cruzou os braços apertados sobre o peito. —Hoje à noite, depois de adicionar mais lesões ao seu corpo já danificado? Jesus, Lance, quando é que você vai parar? —Eu não estou fazendo isso. — Principalmente porque ele sabia que ela estava certa. Ele não podia continuar lutando assim. A coisa que o estava preocupando mais era se esta programação fatigante mantinha-se, ele ia começar a perder. Com o banco a negar-lhe o empréstimo, ele não tinha idéia do caralho como sair disto se o seu corpo parasse, também. Mas ele não ia admitir, para ela, ou ela ficaria mais raivosa sobre o assunto do que já estava. Felizmente, seu telefone soou de novo, e desta vez foi um pedido de uma chamada. Ele levantou o telefone. —Tenho que ter isto. Eu vou falar com você depois. — Ele a beijou bem rápido e correu para fora da sala. Droga. Eles tiveram um tempo ótimo alguns dias. Nenhuma tensão. Apenas os dois, merda todos os dias. Um telefonema dos McNealy e sua pequena bolha tinha sido 197


estourada. Ele ia acabar perdendo essa mulher por causa desses dois idiotas. Lance caminhou através do armazém, ignorando os apelos dos fãs quando ele passou. Ele queria ter essa luta de novo e voltar para Kelsey. Recriar a bolha que tinham em torno deles até que o texto dos McNealy esta manhã. —Black. Ele virou-se na direção de seu nome. Gabe acenou para ele da porta do escritório, então ele abaixou de volta para o quarto. Porra. Isso era tudo que precisava. Ele abriu a porta para o seu escritório para encontrar Gabe que tinha se mudado para um sofá de couro e foi acender um baseado enquanto Mitch estava sentado atrás de uma monstruosidade de uma mesa de mogno. —O que vocês querem? Mitch não falou por um momento enquanto girava uma caneta entre os dedos. Finalmente, ele colocou a caneta para baixo. —Você gostaria de sair daqui esta noite com a gente completamente quites? Lance endureceu. Não havia nenhuma maneira que ele tenha ouvido corretamente. —Eu o quê? Mitch olhou para seu primo e bufou. —Droga, que chocou a realmente ele. — Ele se virou para Lance. —Só mais uma luta e estamos quites. A esperança inchou no peito. Estes eram os primos McNealy que ele estava lidando. Eles não davam nada de graça. —Há sempre uma condição. O que é isso? —Não é. — O homem se inclinou para trás na cadeira e entrelaçou os dedos em cima do seu estômago. —Queremos que perca a luta de hoje à noite. Lance sacudiu a cabeça. —Você quer que eu faça o quê? —É muito muito simples, Black. Depois de dominar em O último evento Last Man Standing, você está nos favoritos a

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vencer por uma larga margem. Agora nós queremos que você perca. —Eu não posso entregar uma luta. Isso ia contra tudo o que ele era como um lutador. Não era honrado. Inferno, ele não poderia enganar todas as pessoas com seu dinheiro. Para cobrir o próprio rabo. —Uma luta. Uma perda. Foram realizadas. Isso não parece mais atraente do que continuar isso por mais um mês ou dois? Foda-se sim ele faz, mas ele não sabia se ele era capaz de ir para a gaiola e intencionalmente perder. Merda, ele se recusou a baixar-se a golpes baratos durante uma luta valetudo. Ele teve os olhos arrancados, suas bolas chutadas, sua boca cortada e ele nunca respondeu com um movimento ilegal. Ele queria uma saída, mas não como esta. —Isso não é grande coisa, — disse Gabe. —Dê um soco aqui e um soco lá, lute em um par de energias. Em seguida, deixe pegar você em um golpe ou dois. Simples como merda, cara. Simples como a merda. Nem mesmo perto. —Temos um acordo? — Perguntou Mitch. —Umm. — Deus, não é? Não há razão para dizer a eles não. Ele não estava pronto para lidar com sua merda agora. —Sim. Um acordo. Eu provavelmente deveria ir para ficar pronto. Lance deixou o escritório sentindo como se tivesse sido já derrotado. Os McNealys estavam finalmente oferecendo-lhe a liberdade. Ele seria inocentado de todas as dívidas quando sair daqui esta noite, tudo o que ele tinha a fazer era perder. Avistou Kelsey fazendo um caminho mais curto para o escritório dos McNealys. Claro que ela não iria ficar longe. Era mais provável ela dar aos primos uma bronca, mas ele a deixou ir. Ele realmente não queria falar com ela neste minuto, ele não achava que ele poderia olhar nos olhos dela e não contar a ela sobre a oferta dos primos. E ele não podia 199


dizer a ela, porque ela ia empurrar para ele fazer isso. Reiterar que era finalmente um meio para um fim. E ela estaria certa. Assim que ele entrar na gaiola para esperar por sua luta, ele estudou o cerco em torno do anel em forma de octógono que ele respeitava muito. Deve ser um acéfalo, mas ele não tinha certeza se ele poderia ir até o fim. Ella bateu a porta atrás dela quando ela invadiu o escritório dos McNealys — sem bater. Ambas as cabeças se viraram em uníssono. —Vocês dois perderam suas mentes malditas, — ela gritou. —Puta merda, Kel-Kel. O que a fez sair os dentes? —Você não pode continuar colocando esses caras uns contra os outros assim. Alguém vai acabar morto. —Jesus Cristo. — Mitch bateu com o punho na mesa. — Pensei que fomos claros com você. Foda-se. — Ele apontou para ela. —Ouça-me claramente. Eles são todos homens crescidos. Se eles já tivessem o suficiente, eles não iriam lutar. Ela colocou as mãos nos quadris. —Exceto Lance. Ele tem que lutar. Revirando os olhos, Mitch recostou-se na cadeira. — Temos um acordo especial com Lance. —Eu sei. Ele disse. Vocês dois deveriam ter vergonha de si mesmos de usar o dinheiro necessário para salvar sua filha para seu próprio ganho. —Opa. — Gabe levantou as mãos. —Você precisa verificar-se. Nós não somos a porra de uma instituição de caridade. Ele nos deve um monte de merda de dinheiro. Se nós decidimos que queríamos acelerar o processo de recuperação, é o assunto nosso. Não é seu. —Então eu quero concluir o processo. — Deus, Lance ia matá-la, mas ela não se importava. Ele não podia continuar

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assim. Ela bateu um cheque sobre a mesa. —Eu quero pagar o saldo remanescente, e você puxa-o para fora das lutas de hoje à noite. Os olhos de Gabe passou longe como Mitch olhou para o cheque. Ele balançou sua cabeça. —Você esta cerca de dez minutos demasiado tarde para que isso aconteça. —O que você quer dizer? —Nós apenas oferecemos a Lance um novo arranjo. Ele pode sair daqui esta noite não nos devendo um centavo. Ela olhou para eles por um momento, digerindo aquele pedaço de notícias. —Que tipo de acordo? —Tudo o que ele tem de fazer é perder a luta. —E ele concordou? —Sim. Um suspiro de alívio atirou para fora de sua boca. —Ok. O nome de Lance de repente explodiu a partir das colunas quando sua luta foi anunciada, e ela enrijeceu. Ella se apressou a sair para o armazém e viu Lance de pé dentro da gaiola. As contusões mal desbotadas sobre seu torso prenderam a atenção. Hoje à noite acabaria. Finalmente. Quando o árbitro recuou, sinalizando que os dois homens poderiam começar, Lance estourou em direção ao seu oponente com um ataque de socos. Seu coração travou apertado. Ele não ia perder. Ele pegou o homem com um gancho de direita brutal que o levou a tropeçar para trás. O lutador, sacudiu no soco, e os dois foram para ele. Um soco após o outro. Quando Lance recebeu um duro golpe para o lado dele já ferido, seu corpo empurrou para o lado, e uma careta contorceu seu rosto. Ela apertou as mãos sobre a boca. Lance deu a volta com um soco no ouvido que fez retirar o seu adversário. O que os McNealys estavam pensando sobre isto?

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Ela olhou para os primos, que estavam em seu lugar habitual na parte de trás da sala, encostados na parede. Ela ficou surpresa ao ver sorrisos em seus rostos. Por que eles estavam tão felizes? Lance era suposto perder. Ela voltou sua atenção para a gaiola a tempo de testemunhar Lance comer outro punho e tropeçar para trás. Ele cambaleou em seus pés, então se endireitou, mas ainda oscilava de forma alarmante. Ela olhou os McNealys, cujos sorrisos tinham esticado para sorrisos comedores de merda definitivos. E depois se fez luz. Os primos nunca iriam deixá-lo perde uma luta — eles queriam, que pelo menos, se parecesse que ele perdeu de forma justa. Tanto para o seu corpo ser salvo de outra surra brutal. À medida que a luta avançava, nem Lance nem o seu adversário pareciam estar recuando. Eles foram para o chão, lutando. No momento em que seu adversário tinha a mão superior; no próximo Lance havia se libertado e estava de pé. Se ele estava tentando fazer com que pareça uma luta justa, ele conseguiu. Ninguém neste lugar ira acreditar que ele tinha perdido de propósito. Termine-a Lance. Por favor. Então ele fez. Envolvendo seu adversário em um estrangulamento. O homem se recusou a bater para fora, lutando contra a espera, e só depois que ele ficou mole o árbitro parou a luta, fez Lance libertá-lo. Seu estômago caiu. Não havia nem mesmo uma maneira para ele afirmar que tinha sido uma vitória não intencional. Um nocaute poderia ter explicado. Sufocando um homem fora, literalmente, foi uma mensagem clara de que ele nunca teve qualquer intenção de perder. Maldito seja ele. Ele tinha acabado de fazer toda essa situação pior. Ella olhou para os McNealys. Ambos estavam fora da parede, choque evidente em seus rostos. Tal como acontece

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com tudo o que eles fizeram, eles acreditavam que eles tinham empatado perfeitamente para seguir o seu caminho. Enquanto a multidão foi à loucura em torno dela, ela manteve seu olhar sobre os primos. Esperando. Fúria filtrou àss expressões chocadas a distância. Lance saiu da gaiola e foi em sua direção. Ela observou o chefe McNealys em sua direção. Isto ia ser ruim. Tão ruim. Garganta apertada, ela olhou para Lance quando ele veio para ficar ao lado dela. O ferimento que tinha ligeiramente curado ao longo dos últimos dias estava brilhante e inflamado novamente. Sangue riscou um lado de seu rosto na ferida que tinha reaberto em sua bochecha. Grandes manchas vermelhas irritadas marcadas no seu torso dos vários golpes que ele tinha tomado. O mais provável é que ele seria nada além de contusões novamente amanhã. —Por quê? — Foi a única palavra que ela pudesse fazer sair. Ele estaria fora. Não mais lesões sem sentido. Ele estaria quite com os McNealys. Ele poderia colocar toda a sua atenção em conseguir sua filha de volta, colocar essa parte de sua vida completamente atrás dele. Mas ele não tinha escolhido esse caminho. Ele tinha escolhido continuá-lo. Sua testa franzida em confusão. —Porque o que? —Eu sei sobre o negócio. Engolindo em seco, ele se endireitou. —Eu não poderia fazer isso. —Por causa do seu orgulho. —Eu sei que você está desapontada, Kelsey. Mas eu vou pagá-lo de volta. Só vai demorar um pouco mais. —A que custo, Lance? Sua saúde? Espero que manter seu orgulho intacto tenha valido a pena. —Escritório. Agora, — Mitch ordenou quando ele e Gabe invadiram passando. Sabendo que ele precisava colocar pressão sobre a ferida na sua sobrancelha, ela entrou em seu quarto, pegou uma

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toalha, em seguida, estendeu-a para Lance. Ele apertou-a na testa e começou a seguir os McNealys. Ela caiu no passo atrás deles, sentindo-se como se um peso de chumbo estivesse na boca do estômago. Ela não podia mais fazer isso. Ela não podia ficar parada e assistir o homem que ela - seu coração gaguejou. Deus, não havia nenhuma razão para negar. A razão pela qual ela ficou muito além do ponto que ela precisava era que ela não queria deixar Lance. Ela tinha se apaixonado por um homem que só pensava em si mesmo e seu orgulho. Assim que a porta se fechou atrás deles, Gabe apontou para Lance. —Nós tínhamos um acordo. —Sim? Eu decidi que não gostava dos termos. Mitch atirou um copo pela sala e se espatifou contra a parede. Lance imediatamente entrou na frente dela. Ela não precisava de sua proteção. Não quando ele continuou recusando-se. —Você tem alguma idéia de quanto porra do dinheiro foi perdido esta noite? —Você só perdeu o dinheiro para a virada. Você e eu sabemos que você ainda fez uma fortuna esta noite, — disse Lance. —Eu decidi que eu preferiria continuar a lutar do que baixar meus padrões como um lutador. Fechando os olhos, Ella baixou a cabeça. Ele não via. A grande figura era completamente alheia a ele. Às vezes, uma pessoa tinha que engolir seu orgulho para o bem maior. E este era um desses momentos. Mitch olhou para ele, o peito arfando de raiva. Esta foi a primeira vez que ela realmente viu os primos como uma ameaça física. Ele estava tão furioso que ele era capaz de qualquer coisa. Um sorriso de escárnio curvou o lábio superior quando ele dirigiu o olhar para ela. —Nós vamos verificar agora. —verificar o que? — Perguntou Lance. —Sua namorada queria pagar o seu empréstimo mais cedo, para que você não tivesse que lutar.

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Lance recuou como se tivesse sido atingido. De certa forma, ele foi. Ele veria isso como uma traição tendo visto sua recusa a entregar a luta. —Você tentou pagá-los? — Perguntou. Ela sustentou o olhar, não tinha vergonha sobre o que ela fez. Ela estava pensando em seu melhor interesse, e ela não iria pedir desculpas para ele, especialmente quando ele se recusou a fazê-lo por si mesmo. —Eu fiz. Tudo que ele fez foi olhar para ela, em seguida, ele bateu um punho na parede próxima. —Eu disse que esta era a minha dívida. Minha responsabilidade. Imperturbável, ela ergueu o queixo. —Ao contrário de você, eu estava olhando para o bem maior. Você precisava parar de lutar antes que você acabasse realmente ferido. Eu tinha o dinheiro. —Eu não dou a mínima que você tivesse o dinheiro não é a sua dívida para pagar. Ela é minha. —Ele atou suas mãos em seu cabelo. —Porque você não pode entender isso? Porque você não pode me deixar fazer isso do meu jeito? Por que você quer entrar e me resgatar? Eu não pedi na primeira vez, e eu não estou pedindo para você agora. Pare. De. Tentar. Me. Salvar. —Alguém tem que salvá-lo de si mesmo. Seu orgulho maldito vai acabar por matar você. —Vocês os dois calem a maldita boca, — Mitch gritou. — Eu quero meu dinheiro maldito. Eu não dou a mínima de onde vem. Eu quero isso e eu quero agora. —Você não está recebendo esse dinheiro dela. — Lance deu um passo em direção a ele. —Você vai ter a sua perda compensada. Ok? Marque outra luta e eu vou fazer isso a maior surpresa maldita da história do MMA. —Ele voltou seu olhar para ela. —Você está feliz agora? Os ombros caíram. Ele ainda não entendeu. Considerando seu passado, ele nunca iria. As pessoas não podiam ser sozinhos. —Isso nunca teve nada a ver com fazer-

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me feliz. Você se recusa a aceitar a ajuda, Lance. E eu não vou ficar por aqui e assistir você destruir a si mesmo simplesmente por causa de seu orgulho teimoso. É hora de eu ir para casa. Sem outra palavra, ela virou-se e saiu da sala. Ela apertou os lábios desejando que as lágrimas que marejaram seus olhos se fossem embora. Sua viagem aqui sempre foi temporária. Por que se sentia tão desolada em sair? Ela sacudiu fora o sentimento. Ela tinha uma vida para recuperar e um homem esquecer.

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Capítulo 11 Ella mudou o saco de mantimentos mais para cima na curva de seu braço enquanto ela caminhava até a passarela de pedra que levava ao Healing Hands Women’s Shelter. A enorme casa vitoriana de seis quartos que foram restaurados e doados para a cidade há dez anos por um homem cuja mãe morreu nas mãos de seu pai abusivo. Quando ela foi aprovada como voluntária para trabalhar no abrigo, ela tinha ficado humilhada. Conversar com estas mulheres foi uma grande fonte secundária de terapia como elas lidavam com algumas das mesmas emoções que ela fez. Ela tinha encorajado-as, dar a esperança... e depois fazer o mais rapidamente seu passado entrelaçado com o presente. Enfrentá-las novamente seria uma das coisas mais difíceis que ela tinha feito em um longo tempo. Enquanto se aproximava da varanda que rodeava a casa, o peito apertou. Desde que ela voltou para Maine há quatro dias, ela caminhou através de duas portas importantes: de sua casa e do hospital. Ela esperava sentir algum tipo de triunfo ao fazê-lo, mas seu retorno foi anticlímax. Ela simplesmente voltou. Se qualquer coisa, ela tinha uma nervosa sensação de que algo estava faltando, o que não fazia sentido. Ela teve de volta tudo o que ela tinha a intenção de recuperar. Não deveria se sentir vitoriosa?

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A única explicação que encontrou, era que tinha evitado o abrigo. Agora estava prestes a caminhar através da terceira e última porta. Digitou o código no teclado eletrônico e esperou os sons clicando que sinalizaram que a porta tinha desbloqueado. Respirando fundo, Ella entrou no vestíbulo. A ruiva familiar olhou para cima atrás da recepção. Um enorme sorriso no rosto de Rebecca quando ela se levantou e correu ao redor da mesa para abraçar Ella. — Deus, Ella, senti sua falta. Foi tão bom especialmente aqui.

usar

seu

nome

real

novamente,

O Healing Hands foi o único lugar onde ela tinha sido capaz de ser ela mesma uma vez que Randy a tinha mudado. Foi uma das razões por que este lugar, as mulheres dentro destas paredes, eram tão importantes. Elas compartilharam outras terríveis coisas que ninguém entendia. Ela se afastou de Rebecca e sorriu, sem se importar que seus olhos estivessem cheios de lágrimas. —Eu senti falta de você, também. —Nós estivemos tão preocupados com você. — Não era pena que residia no olhar que Rebecca deu-lhe, apenas compreensão solidária. —Não demorou em descobrir por que você nos deixou tão de repente. Como vai você? —Eu vim para casa, — ela respondeu. Rebecca apertou o braço de uma forma reconfortante, calmante. —Há um monte de explicação nessas quatro palavras, hein? —Sim, há. — Ella olhou para a sala comum. Sua amiga gentilmente cutucou a frente. —Continue. Eu tenho certeza que há algumas pessoas que amariam vê-la. — Ela pegou o saco de mantimentos. —Vou levar isso para a cozinha.

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Ella entrou na sala comum, notando algumas novas mulheres sentadas no sofá assistindo televisão. Um grito repentino veio de sua direita, logo antes que ela parasse alguém a abraçou. Tropeçando um passo para trás, ela agarrou a mulher de cabelos castanhos jovens e riu. —Jessie. Eu não tinha certeza de que ainda estaria aqui. O abrigo era um alojamento temporário. Algumas mulheres só ficaram um dia ou dois enquanto eles faziam arranjos para deixar o seu agressor. Algumas não tinham família ou amigos a quem recorrer e ficado mais tempo tentando voltar em seus pés. Jessie tinha sido uma daquelas sem família. Eram apenas ela e sua filha, Maddy, de quatro anos de idade. Jessie soltou e deu um passo atrás. Ella estava feliz em ver um pouco de vida nos olhos cor de avelã da jovem. Quando ela caminhou por aquelas portas há quase dois meses, ela tinha ido ao fundo com a sua autoestima. Tinha conhecido o namorado logo após ter tido Maddy. As coisas foram boas por um tempo, mas então seu namorado mostrou suas verdadeiras cores. Ele chorou e ficou com remorso depois, ela perdoou-o, e o ciclo começaria tudo de novo. O ciclo terminou a noite em que ele colocou a mão sobre sua filha. Ela ficou aqui desde então. —Vamos. — Jessie acenou em direção de uma das mesas de madeira que elas usavam para jogos. —Vamos alcançá-los. Depois que se sentaram, Ella estudou Jessie. —Você parece bem. —Eu tenho meus dias bons e meus dias ruins. Hoje é um bom dia. Ela entendeu isso. —Como vão as coisas? —Tentando tomar uma decisão. Tenho mais uma semana antes de eu ter que pedir por outra extensão. Não tenho a certeza se vão me dar desta vez. — Suspirou e passou a mão pelo seu cabelo longo. —Eu nem tenho a certeza se eu quero uma.

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Devido ao espaço limitado, seis semanas eram o período de tempo padrão para permitir a alguém para fazer outros arranjos. No entanto, mas caso a caso, a estadia podia ser prorrogada por duas semanas. Duas extensões eram raras embora. —O que você está tentando decidir, Jessie? Deus, ela esperava que não fosse a possibilidade de voltar ao seu ex. Ela tinha visto isso acontecer antes. A jovem brincava com os dedos, em seguida, perguntou: —Por que você voltou? Ella sacudiu ligeiramente, surpresa com a pergunta. — Eu não tenho certeza do que você está perguntando. —Seu ex saiu da prisão. É por isso que você se foi embora. Você tinha toda a chance de começar em algum lugar novo, onde ninguém sabia quem você era, não sabia o seu passado. Você poderia ser qualquer uma. Por que você voltou? —Eu era outra pessoa. Quando saí, fui Kelsey McGuire. Passei o tempo todo quando estava fora querendo ser Ella Watts novamente. Eu não poderia ser Ella Watts até que eu voltasse. Confusão torceu o rosto de Jessie. —Por que voltar para o lugar onde o seu abuso aconteceu é tão importante para você? —Avery é a minha casa, e eu não a deixei em meus termos. Eu fui forçada a sair por causa do meu medo de Randy. Isso me deixou com raiva. Jessie estudou-a por um momento, com um olhar penetrante que fez Ella pouco desconfortável. —Você gosta de onde você esteve? Ela engoliu em seco, não querendo pensar sobre seu tempo no Kansas. Ela fez o seu melhor para não pensar em Lance em tudo enquanto tentava voltar para sua vida diária. Ela foi muito bem sucedida em manter-se ocupada. —Eu fiz.

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—Você conheceu novas pessoas? Mais uma vez ela engoliu. —Eu fiz. —Você poderia ter começado por lá? A corrida de lágrimas, de repente queimou a parte de trás de seus olhos, atordoando-a. Piscando, ela desviou o olhar. Ela nunca se deixou pensar em Kansas como um lar permanente. Seu objetivo sempre foi retornar à Avery, sua carreira, sua casa, e voltar a estas mulheres e mostrar-lhes que ela estava acima de seu medo. Ela poderia ter ficado mais em Kansas? O rosto sorridente de Lance se formou em sua mente, seguido por Amber. E Skylar. —Sim, — ela sussurrou. —Então por que você não ficou ? —Porque eu tinha que voltar para provar alguma coisa. —Então, seu orgulho é o que te trouxe de volta. —Não. Eu... — Ela piscou. Deus, foi isso? E se ela tivesse permitido o orgulho mantê-la de ver que ela tinha outras opções? Se ela tivesse julgado Lance por algo que ela estava fazendo a si mesma? Tudo o que ele queria era pagar aos McNealys em seus termos. Tudo o que ela queria era voltar para Avery em seus termos. Ambas as motivações foram por orgulho. Ambos poderiam ter sido resolvidos, se tivessem permitido ver as suas outras opções. Ela tinha outras opções, também, mas lá no fundo, ela nunca ficaria bem com a sensação como se ela tivesse sido expulsa de sua cidade natal. Assim como Lance nunca teria se sentido bem enganando as pessoas com seu dinheiro para pagar a dívida que ele tinha. Isso teria comido ele, assim como se ela não voltasse para o Maine teria comido ela. O que ela fez?

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Ela estendeu a mão e apertou a mão de Jessie. —Sim. Foi o orgulho. Era importante para eu voltar para Avery. Era parte da meu fechamento. —Você tem isso agora? —Não completamente. Eu tenho mais uma coisa que tenho que fazer.

Ella agarrou o volante mais apertado quando ela olhou para a frente da pizzaria de tijolos. Um monte de cenários tinham ido através de sua mente desde que ela soube da libertação de Randy. Tudo girou em torno dele caça-la em algum lugar escuro e fazendo o que prometeu, acabar com ela. Nada envolvia sendo ela a caça-lo. Mas isso era exatamente o que ela fez. Ela só fez um pouco de sondagem para descobrir onde Randy conseguiu um trabalho como lavador de louça, e o horário que ele trabalhava. Passou a última hora conduzindo para cima e para baixo a rodovia, criando coragem para puxar para o estacionamento. Agora que ela fez, a dúvida penetrou em sua decisão. Ela não viu Randy desde a noite em que ele a atacou. Quando ele se declarou culpado para evitar uma sentença mais dura, ela ainda estava no hospital se recuperando. Agora, ela estava dentro de minutos de estar cara a cara com o homem que mudou a sua vida com um soco. Este foi o último capítulo em sua jornada infernal de encontrar-se novamente. Inalando profundamente, ela abriu a porta do carro e entrou antes da dúvida ter a chance de mudar sua mente.

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Uma jovem mulher no caixa olhou para cima e sorriu. — Bem-vinda ao de Antonio Pizza. Como posso ajudá-la? Incapaz de falar, Ella ficou lá e olhou para a mulher. O sorriso da mulher escorregou, e confusão desenhou suas sobrancelhas juntas. —Uh. Você está bem? Limpando a garganta, ela deu um passo para frente. —Eu - Randy está no trabalho? O sorriso voltou. —Sim. Claro que está. Ele está na parte de trás. Eu vou chama-lo. A menina saiu através de uma porta de vaivém. As entranhas de Ella torceram e ela temia que ela fosse esvaziar seu estômago. Esta foi uma idéia horrível. Ela ainda podia sair. Ela olhou para a porta. Ela não precisa enfrentar Randy. Ela poderia encontrar o fechamento sem ir tão longe. Ela se virou para a porta, depois se conteve. Não. Ela tinha que fazer isso. Se não o fizesse, ela sempre ia olhar por cima do ombro. Sempre se perguntando. Olhando-o nos olhos, ela finalmente saberia ao certo se a ameaça que havia feito tantos anos atrás ainda era um perigo, ou se aquelas foram as palavras de um homem desesperado, patético na esperança de se manter fora de problemas. A porta se abriu e Randy saiu, enxugando as mãos em uma toalha branca. Por uma fração de segundo, seu coração parou de bater, com a garganta fechada apertada, tornando a respiração impossível. Foi só quando os pontos brancos apareceram na frente de seus olhos que ela se forçou em um longa respiração. O homem que quase a tinha matado estava bem na frente dela, mas ao mesmo tempo ele não estava. Anos antes, ele tinha sido um monstro de um homem. Hoje, ele era... frágil. Randy olhou para cima e congelou fora da porta, os olhos arregalados. Ele enfiou a mão pelo cabelo escuro. — Merda. Você era a última pessoa que eu esperava ver.

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—Eu meio que sinto o mesmo agora. Ele deu um passo mais perto, então pareceu pensar melhor e mudou-se para mais longe. —O que você quer? Não foi perguntado duramente, mas havia uma intensidade confusa na sua pergunta, como se estivesse tendo dificuldade em aceitar que ela o procurou. Ela podia entender isso. O que ela queria? Encerramento, com certeza. Mas ela não conseguia parar de olhar para o esqueleto que tinha substituído o homem que havia batido nela tão severamente. Suas bochechas estavam afundadas em bolsas escuras penduradas sob seus olhos castanhos. Aqueles olhos, eles estavam assombrados de uma maneira que ela tinha visto refletido de volta em si mesma no espelho. —Você está doente? — Ela deixou escapar, não se importando se era rude. —Eu desejo. Talvez então houvesse um fim a este pesadelo. — Ele apontou para uma cabine. —Eu acho que você tem algumas coisas a dizer. Eu também. Vamos continuar com isso. Ela fez. Grande quantidade. Mas ela não conseguia pensar em qualquer uma delas agora. Tudo o que ela queria saber era por que ele parecia do jeito que estava. Não tirando os olhos dele, ela deslizou na cabine. —Me disseram que você deixou a cidade, — disse Randy, quando ele deslizou em frente a ela. Isso chamou a atenção dela, e ela enrijeceu. —Você esteve perguntando sobre mim? Ele parecia olhar em qualquer lugar, mas não para ela, para fora da janela, no bar de saladas, as outras mesas. — Sim. Eu fiz. —Por quê? — Ela forçou a sair de sua garganta apertada, de repente. —Desculpar-me.

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Sua mente fervilhava de confusão. Ele queria pedir desculpas? Isso não faz sentido. Randy nunca pediu desculpas por nada. —Eu vejo que eu a peguei de surpresa. — Um sorriso apertado veio a seus lábios enquanto ele sacudiu a cabeça. — Você tem todo o direito de ficar chocada, especialmente depois do que eu disse a você. Não vale muito a pena. Isso nunca vai compensar o que eu fiz para você, mas é tudo o que tenho. Sinto muito, Ella. Ela levou um momento mais de tempo para digerir suas palavras antes de engolir. —O que aconteceu com você? —Anos de prisão é o que me aconteceu. — Mais uma vez, ele evitou seus olhos. —Prisão em si não é tão ruim. Eu amei ficar trancado na minha cela. Eu estava seguro, então. Quando eles a abriam... — Ele balançou a cabeça. Ela apertou a mão aos lábios para cobrir o suspiro chocado que irrompeu de sua boca. —Você soube o que é ser impotente. —Em uma variedade de maneiras diferentes. Ele não entrou em detalhes sobre o que ele queria dizer, mas ele não tem que fazer. Ela entendeu. —Eu nunca posso tirar o que eu fiz para você, mas se serve de consolo, a prisão mudou-me e eu nunca vou colocar minhas mãos sobre outro ser humano novamente. Este não era o Randy com que ela tinha vivido. Ele tinha sido forte, arrogante. Este homem era submisso e fraco. Ela tinha pena dele. —Eu acredito em você. — Ela não tinha necessidade de ouvir mais nada. Ela teve o que ela tinha vindo pegar: encerramento. Ela começou a fugir para fora da cabine. Quando ele tocou levemente a mão dela, ela empurrou-o longe, e ele imediatamente levantou as palmas das mãos. —Desculpa. Eu tenho apenas uma pergunta.

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Ela olhou para ele. —Como pode uma pessoa superar o que aconteceu com ela? Então, ele estava querendo o seu próprio encerramento. —Você nunca realmente o faz. É algo que fica com você. Ele muda a forma como você vê as pessoas, o mundo. Ele muda a forma como você reage às situações. Você se torna alguém que você não conhece mais. Você tem que encontrar—se novamente. — Ela parou por um momento. —Quero dizer isto quando eu digo boa sorte com isso. Em paz pela primeira vez em muito tempo, ela se levantou e caminhou para fora do restaurante. Ela encerrou este capítulo da sua vida e pronta, mais do que pronta para abraçar o próximo. Ela só tinha que convencer um homem no Kansas a voltar com ela.

Lance estava do lado de fora da casa de sua ex-mulher, à espera de Piper atender a porta. Ele esperou tempo suficiente para ter essa conversa com ela. Era hora de descobrir se ela nunca iria deixá-lo ver sua filha novamente. Ele sentiu falta de Skylar ferozmente e como cada dia que passava, tornou-se cada vez mais difícil não vê-la. Quando a porta abriu, Piper cruzou os braços sobre o peito. —O que você quer? Não é a melhor maneira de começar essa conversa, mas pelo menos ela abriu a porta. —Eu quero conversar. Lábios apertados, ela vagou seu olhar sobre o rosto, demorando em torno da contusão escura que circundava seu olho, em seguida, balançou a cabeça e deu um passo atrás. —Vamos para a cozinha.

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Ele a seguiu por um corredor para a grande cozinha country. Ela fez um gesto em direção à mesa de madeira no recanto do café da manhã. —Café? —Sim. — Ela estava sendo civilizada. Isso foi um plus. —Ainda toma creme? — Ela perguntou quando ela foi para a cafeteira. —Sim. Depois que ela fez a ambos uma caneca, ela se sentou no banco em frente a ele e deslizou uma caneca para ele. —O que você quer falar, Lance? Ele fechou as mãos em torno da cerâmica quente, tomando um momento para reunir seus pensamentos, então ele olhou para cima. —Tenho mais uma luta e os McNealys serão pagos na íntegra. Choque arregalou os olhos. —Jesus, Lance. Que tipo de acordo você se meteu agora? Ele esperava que Piper fosse pegar a essência do que ele estava dizendo muito muito rápido. Ela conhecia os primos muito bem. —Eu estou entregando a próxima luta. Ela balançou a cabeça, olhou para ele e balançou a cabeça novamente. —Espere um minuto. Será que você realmente quer dizer que você perdera uma luta? —Não por escolha, isso é porra certa. Eles me pediram para fazer isso uma vez já e eu recusei. Agora eu não tenho nenhuma maneira de sair fora dela. —Eu não posso vê-lo entregando uma luta. O que eles estão segurando em sua cabeça? —Acredite ou não, não são eles neste momento. Eu tive que fazer o arranjo porque alguém estava tentando pagar a minha dívida. Ela levantou a mão e sacudiu a cabeça pela terceira vez. —Espera um segundo. Você está me dizendo que alguém ia ajudá-lo a saldar a sua dívida para que você não tivesse que

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lutar mais? — Ela apontou para seu rosto. —Você já se olhou no espelho, porra? Ele apertou os dentes. Ele percebeu. Ele parecia uma merda. Por que todo mundo tem que manter apontando-o isso? —Eu não pedi sua ajuda. Ela nem sequer me incluiu nessa decisão. Ela fez isso sem sequer falar comigo. —Ela? É esta Kelsey, que Skylar falou? O que foi com vocês dois para o arcada? A amante de porco? Uma sensação estranha ondulou no peito ao ouvir que Skylar tinha falado sobre Kelsey a sua mãe. —Sim. Piper se endireitou, um brilho interessado em seus olhos. —E você é louco, porque ela tentou ajudá-lo? —Claro, eu sou porra louca. Ela fez isso nas minhas costas. Um curto ronco veio dela. —Você nem ouviu a si mesmo? —O quê? —Eu disse exatamente essas palavras a você muitas, muitas vezes. Aqui está a diferença. Ela estava ajudando você. Quando eu disse isso, não foi porque você estava nos ajudando. Você estava nos prejudicando. Ela fez o mesmo, que você de forma diferente e você aceitou isso? Não. Mas você não tem o direito de atirar pedras. —Isso é diferente. —Por quê? Porque você diz que é? Porque pela primeira vez que você está na extremidade de recepção de uma outra decisão tomada com a qual você não tem controle? — Ela se inclinou em direção a ele. —Deixe-me dizer-lhe uma coisa, amigo, é exatamente a mesma coisa. —Não é a mesma coisa maldita. Por causa de sua cabeçada, eu vou ter que entregar uma luta. Quando foi que eu comprometi a sua ética?

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—Você está falando sério? — Ela zombou. —Eu me comprometi cada vez que você deixou a nossa casa para jogar. Eu inventei desculpas para você. Disse a mim mesma que você tinha visto o erro de seus caminhos. Você me provou que me enganei a cada maldito tempo, até que eu já não podia me enganar. Atordoado, Lance olhou para sua ex-mulher, pela primeira vez, realmente entendendo o que as suas decisões a tinham feito passar. —Jesus, eu não tinha idéia. —É claro que você não fez. Você nunca tem, porque isso tem sido sempre sobre o seu orgulho e sua incapacidade de admitir quando você está ferrado e precisa aceitar ajuda. É por isso que você manteve o jogo, tentando ganhar de volta o que você perdeu, mas em vez disso, manteve colocando-nos mais fundo no buraco. Você tinha que provar a si mesmo. — Ela suspirou. —Aparentemente, essa parte você não mudou. Isso foi muito perto exatamente do que Kelsey tinha lhe acusado. Ele nunca tinha pensado nisso, como deixar o seu orgulho controlá-lo. Ele acreditava que ele estava assumindo a responsabilidade por suas ações pagando de volta o dinheiro sem culpa em sua consciência por entregar uma luta. O que ele estava fazendo era alienar as pessoas que se preocupavam com ele, que só queriam ajudá-lo. Lance alcançou sobre a mesa e cobriu as mãos dela com as dele, apertando. —Eu sinto muito por tudo o que fiz, Piper. Virando a mão sobre as dele, ela devolveu o aperto com um pequeno sorriso. —Você se desculpou muito ao longo dos anos, mas esta é a primeira vez que eu acredito que você realmente entendeu o que você está se desculpando. —Eu faço. —O que há sobre esta Kelsey? Deus, ele não queria falar sobre Kelsey. Ele tinha estado uma confusão de emoções rasgadas desde que ela olhou-o nos olhos e disse que ela estava indo para casa e ele viu sua caminhada fora de sua vida. Na época, ele tinha estado tão irritado que acabou por deixá-la ir. Não foi até mais tarde

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naquela noite, enquanto ele estava deitado na cama sozinho, que ele entendeu o que sua saída tinha realmente significado. Ela estava indo para casa... e ela não ia voltar. Ela tinha tomado sua decisão. —Ela se foi. —Por quê? —A mesma razão que você fez. —Você é um homem teimoso, teimoso, Lance Black. Que tal ir atrás dela? — Ia realmente terminar desta forma. Ela sempre teve a intenção de voltar para o Maine. — E tanto quanto ele desejava que eles se separaram em termos diferentes, ele estava orgulhoso dela por fazer exatamente o que ela se propôs a fazer. Com um suspiro pesado, ele se inclinou para trás. —De qualquer forma, eu não vim aqui por uma sessão de aconselhamento. Eu tenho uma razão. —Skylar. —Sinto falta da minha filha. —Ela sente sua falta. Eu tenho me dividido entre fazer o que é certo para ela e mantê-la longe de você, e chamar você para que você possa visitá-la. Eu posso dizer que estou aliviada ao ouvir que os McNealys serão tratados. Faz esta decisão muito mais fácil. Esperança expandiu seu peito. —Então você está dizendo que eu posso ver Skylar? —Depois de terminar essa luta, você pode ver sua filha novamente.

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Capítulo 12 Enquanto a multidão aplaudia em torno dele, Lance trabalhou seus ombros, tentando aliviar a tensão atada aos músculos. A luta atual estava em sua última etapa, como um lutador tinha dominado completamente a outra por mais de sete minutos. Em seguida, foi a vez dele. Bile agitava seu estômago. Não importa o quê, ele estava passando por essa derrota, mas não tornava mais fácil de aceitar. Ele olhou para trás neste momento lembrando do tempo que ele tomou o caminho mais fácil. Em retrospectiva, permitindo a Kelsey ajudá-lo e paga-la aos poucos teria sido a melhor opção. Quase todo mundo nesta sala estava apostando nele para ganhar, e ele ia intencionalmente fazêlos perder o seu dinheiro. Quantas pessoas neste edifício tinha colocado o último de seu dinheiro em uma vitória certa? Ele não podia pensar sobre isso ou ele iria levá-lo louco. Após a partida terminar por nocaute e os lutadores limparem a gaiola, o locutor disse: —Senhoras e senhores, a última luta da noite. Medo atou suas entranhas. Ele odiava cada segundo maldito disso, e só queria acabar logo. —No canto azul, — disse o locutor, e Lance começou a pular de pé a pé, ficando pronto para correr para frente. —A partir de Cheney, Kansas... Brittany Davis. Lance congelou. O quê?

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Uma mulher musculosa correu para dentro da gaiola, em seguida, socou um adversário imaginário em torno do perímetro. Isso não estava acontecendo. Será que os McNealys realmente acreditavam que ele lutaria com uma mulher? Nenhuma chance de que isso ia acontecer. Ele acabaria com a luta antes mesmo dela começar. —No canto vermelho... também de Cheney, Kansas... Ella Watts. O nome fez tudo — sua mente, seu corpo, seu coração parar quando ele processou o locutor gritando as palavras. Não havia nenhuma maneira de que ele tinha ouvido o homem corretamente. Mas mesmo enquanto ele tentava se convencer de que ele tinha sido enganado, Kelsey-Ella entrou na jaula, cabelo loiro trancado luvas de MMA acolchoadas em suas mãos. Que diabos ela estava fazendo? Ele virou-se para um cara de pé ao lado dele segurando um cartão de apostas e arrancou de sua mão. O cara imediatamente recusou, mas quando ele registrou que o ladrão era um lutador, ele levantou as mãos e murmurou: — Desculpe, cara. Lance examinou o cartão, em busca de seu nome. Ele não estava lá. No último campo evento, ELLA WATTS foi digitado em letras pretas ... e este filho da puta tinha apostado contra ela. Quando viu por que, seu coração travou apertado. As probabilidades estavam contra ela em todos os sentidos. Esta foi sua primeira luta enquanto que a mulher que ela estava indo contra tinha recorde de dez vitórias a uma perda. Santa foda. Ele levantou a cabeça para olhar para ela. Enquanto eles eram quase da mesma altura, o adversário de Ella era muito mais musculosa, lembrando Lance mais de um lutador pro mulher do que um lutador de MMA. Divisão de peso galo das mulheres normalmente não ia mais de 65 kg,

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mas com a massa muscular desta mulher ela tinha que ser uns 20 kg acima disso. Ella ia levar um chute na bunda, e não havia nenhuma maneira que ele podia permitir que ela passasse por isso novamente. Ele correu em direção à gaiola, tendo que se espremer em torno das pessoas que haviam fechado em torno do ringue. Assim quando ele chegou ao ringue, o sino soou, e o árbitro recuou alguns passos, dando inicio a luta das duas mulheres. Elas circularam entre si. Os pulmões de Lance bloquearam enquanto esperava o toque de alarme de Ella ao receber seu primeiro soco. Ela tinha congelado a cada vez que ele bateu nela. Ela foi muito bem com Amber, mas aqueles não estavam totalmente potentes, com toda a força por detrás daqueles socos. Tanto quanto ele sabia, Ella não tinha tomado um soco real desde Randy tinha atacado. Ao contrário de um treinador, seu oponente não iria recuar. Que diabos aconteceria enlouquecendo em Ella?

se

essa

mulher

fosse

O braço de Brittany disparou num relâmpago rápido. Ella ergueu as luvas ao alto o suficiente para desviar o soco, em seguida, dançou de volta fora de alcance. O retiro o preocupou ainda mais. Para ele, quando ele teve um adversário que se retirava, isso significava que ele estava hesitante. E se ele estava hesitante, Lance usou isso para sua vantagem. Como o seu adversário a perseguia ao redor da gaiola, Ella mantinha os punhos levantados, mas continuou a recuar, recusando-se a iniciar o contato. Ele fechou suas mãos, prendendo a respiração. Por que ela fazia isso? Ela não estava pronta para isso. Tudo o que ela sempre quis era aprender a se defender de um assaltante. Agora ela estava na gaiola em seu lugar. Por quê?

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A multidão começou a vaiar, e ele queria gritar com eles para calar a boca. Desagrado dos adeptos só iria incentivar Brittany a atacar. Ele não podia imaginá-la tomando esses socos. Não queria vê-lo. Queria salvá-la deles. Trocaria de lugar com ela em um piscar de olhos para mantê-la segura. Um raio de clareza acertou-o naquele instante. Fechando os olhos brevemente, ele murmurou uma maldição. Isto tinha sido como ela se sentiu quando ela assistiu ele voltar para a jaula uma e outra vez, sem tempo de cura suficiente. Ela não tinha estado tentando fazê-lo comprometer suas crenças como um lutador. Tudo o que ela estava fazendo era tentando protegê-lo de mais danos. Piper tinha razão. Ele tinha permitido que seu orgulho, sua incapacidade de aceitar ajuda, afastasse uma mulher que cuidou dele. Ele orou para que a mesa não se virasse, que a gaiola não a fizesse ressentir dele por fazê-la reviver o momento mais aterrorizante de sua vida. Se o fizesse, ele não iria culpá-la. Brittany, de repente explodiu em Ella com vários socos para o tronco e cabeça. Agachada, Ella manteve as mãos enluvadas protegendo a cabeça enquanto ela recuava na cerca de arame. A posição vulnerável para qualquer lutador, mas para ela tinha que ser ainda pior. Socos foram desembarcados em seu estômago, laterais e ombros, e tudo que ela fez foi cobrir-se para a proteção. A multidão aplaudiu em torno dele. Ele entendeu o por que. Ela provavelmente iria perder, e isso era exatamente o que estava acontecendo agora. Ella tinha sido seu anjo da guarda a partir do momento que a conheceu. Era hora de ele retribuir o favor. Embora ele não pudesse ir lá e sufocar a mulher para fora como Ella quase teve Ralph, ele poderia ajudar e guiá-la, dar o seu apoio. Ele correu ao redor da gaiola até que ele estava logo abaixo dela.

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—Ella, — ele gritou, usando seu nome pela a primeira vez e amando o jeito que sentiu em sua língua. —Leve-a para baixo. Você tem isto, baby. Leve-a para baixo. Não fique de igual para igual. Ela tinha passado tanto tempo focando na sua fraqueza, que ela tinha esquecido da sua força. Ela tinha derrubado um homem com mais de 100 kg , com ela apertando o estrangulamento com a retaguarda despida, facilmente jogou Billy em torno da tela quando tinha treinado, tinha até feito um bom trabalho de luta com ele. Embora seu tamanho e peso fossem a sua vantagem, e ele superou o seu cada vez, ela foi um adversário digno. Ela iria dominar esta mulher no chão. Alguns segundos tensos se passaram antes que ela se desenrolasse de sua posição submissa e tomou um soco na cara. Enquanto sua cabeça balançava violentamente para o lado, ele rugiu sua fúria de si mesmo por ser tão focado em seu próprio orgulho maldito que ela tinha de bom grado feito isso, para ela por ser tão porra determinada a salvá-lo, e para aquela mulher que colocou um dedo maldito sobre a mulher que ele amava. Mas a próxima coisa que ele sabia, Ella deu a volta com um gancho no queixo o que causou o seu adversário tropeçar para trás. Ella aproveitou a guarda abaixada e jogou seu ombro contra o corpo da mulher. Ambas caíram no chão. Suspiros chocados soaram em torno dele quando todos ficaram em silêncio por um momento, em seguida, a sala irrompeu em incentivos a Brittany. Ella rapidamente embaralhou atrás de Brittany e serpenteou seu braço em volta do pescoço. Não apertando o suficiente, no entanto. Droga. A mulher tinha sido capaz de apontar-lhe o queixo para baixo, mantendo a posse de ficar trancada. A única maneira de Ella ter a vantagem seria bater no lado da cabeça até que a mulher cedesse. Respiração presa, ele esperou para ver o que ela faria. Por mais que ela gostava de treinar, ela não era uma pessoa violenta, tinha sempre preferido treinar como se ela estivesse

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na defesa, não a ofensiva. Neste momento, foi até ela para terminar. Segundos depois, ela começou a bater com o punho no lado da cabeça da mulher. Com cada batida, seu braço escorregou um pouco mais sob o queixo da mulher. Mais um golpe e ela teve o bloqueio completo. Apertando cada vez mais. Gritou ‘não’ se destacou entre irritado ‘o que inferno’? Com o rosto púrpura, Brittany se contorceu, mas finalmente bateu no antebraço de Ella. O árbitro correu agitando os braços no ar, e ela soltou a outra mulher. Quando ela se levantou, o árbitro levantou o braço para o alto. —Vencedora. Ella Watts. Os adeptos aplaudiram o desagrado com pedaços de papel foram atirados para o ar. Ganhar ou perder, ele nunca tinha sentido tanto orgulho quanto naquele momento. Ele olhou para o fundo da sala. Gabe e Mitch estavam em seu lugar habitual, e deu um ao outro um cumprimento. Por que tinham tomado esta aposta? Sim, eles tinham dado uma chance a ele quando o tinha jogado na gaiola com Bane, mas ele tinha no mínimo bom registro e anos de experiência. Em Ella, eles levaram a sério a chance. Depois de se certificar que ela ainda estava na gaiola, ele caminhou até os primos. Quando ele se aproximou, eles endireitaram fora da parede e encararam-no. —Desculpe, nós lhe deixamos no escuro, Black, — disse Mitch. —Ella nos fez jurar. Desde que nós sabemos que você não olhou para os cartões de apostas desde que começamos isso, tivemos bastante certeza de que não estavam cientes de que todo mundo estava jogando. —Minha perda era uma garantia. Eu estava indo lá e perder. Ella tinha que vencer, e era sua primeira luta, nunca lutou. Por que você tomou essa chance?

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Gabe virou olhos caídos, plano de sangue para a gaiola e um sorriso admirado em seus lábios. —Eu nunca iria apostar contra Ella Watts. Essa cadela é capaz de qualquer coisa. Ele estava certo sobre isso. —Estamos quites agora, Black, — disse Mitch, batendolhe nas costas. —Não quero ofender quando digo isso, mas nunca mais quero ver o seu rosto ou de Ella de novo. Lance riu. —Compartilhamos os mesmos sentimentos. Ele estava feito com McNealys para sempre. Depois de Gabe e Mitch saírem, ele ficou onde estava, enquanto observava Ella sair da gaiola, em seguida, desaparecer no banheiro. Ele queria ir com ela agora, mas ele também queria dar-lhe tempo para chegar a um acordo com os sentimentos que ela pode ter tido. Fazer o que ela fez esta noite não poderia ter sido fácil. O armazém foi se esvaziando mais rápido do que o habitual, provavelmente devido ao número esmagador de más apostas nessa última luta. Lance pegou uma das cadeiras dobráveis, colocou-o fora da porta do banheiro, em seguida, sentou-se. Trinta minutos mais tarde, ela finalmente saiu do banheiro, vestindo um par de jeans, uma camiseta de algodão vermelho, e uma jaqueta de couro preta. O som de seus pés com botas batendo ecoou no depósito quase vazio. Ela estava cavando ao redor em sua bolsa de ginástica. Ele embebeu na visão dela, esperando além da esperança de que ela não havia retornado para lutar em seu lugar e, em seguida, sair novamente. Ele se recostou na cadeira e cruzou os braços sobre o peito. —Graças a Deus. Você demorou demais, — disse ele, como se ele tivesse a primeira noite que ele esperou por ela depois de um evento. Guinchando, ela se virou e bateu a mão ao peito. —Pare de fazer isso. 227


Rindo, ele se levantou e caminhou até ela. —Então, Ella Watts, hein? —Sim. Ela está de volta e mais forte do que nunca. —Desde que você está Ella novamente, eu estou supondo que você foi para casa. — De repente nervoso, ele olhou para seus pés. —Estou surpreso em vê-la de volta. —Eu tive alguns negócios inacabados. —Que foi? —Eu não poderia deixá-lo lutar hoje à noite. —Oh. — Sua esperança esvaziado. —Você sabe, eu tinha a intenção de pisar na gaiola esta noite e entregar essa luta. —Eu sei que você fazia, mas você não deveria ter sido forcado a essa decisão. Ela deveria ter sido sua a fazer. Ele esfregou a parte de trás de sua cabeça com a mão, querendo nada mais do que puxá-la para ele. Para não deixála ir. —Eu não deveria ter permitido que o meu orgulho recusasse sua ajuda, qualquer uma. Um pequeno sorriso surgiu em seus lábios. —É verdade, mas a minha viagem de volta para Maine abriu meus olhos para o que o orgulho que pode fazer. —Como é isso? —Às vezes você tem que passar por uma situação em seus termos. Você tem que encontrar sua paz com a resolução. Não de outra pessoa. —Parece que pode ter tanto seguido os passos um do outro. Ela inclinou a cabeça para o lado. —O que você quer dizer? —Você quer saber o que eu senti quando eu vi você naquela jaula? —O quê?

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—Medo. Preocupação. Raiva. Eu teria dado qualquer coisa para tomar o seu lugar, mantê-la segura. —Sim? — Ela assentiu. —Estou muito íntima com esses sentimentos. Ele correu o polegar sobre sua bochecha escurecida. — Observar você tomar esse soco quase me matou. Ela agarrou sua mão e encostou totalmente em seu rosto, virando a cabeça na palma da mão. Seu coração batia com força contra o peito de saudade. Ele a estava tocando, mas não foi o suficiente. Não foi o suficiente. —Eu entrei na gaiola acreditando que a minha vontade de vencer seria suficiente, — disse ela. —Eu vim longe o suficiente para que eu pudesse separar meu passado do meu presente. Esse primeiro soco doeu e foi o suficiente para me enviar em uma espiral de volta ao pesadelo... — Ela respirou fundo e se endireitou. Ele imediatamente perdeu a conexão. —Passei anos me convencendo de que é perigoso para eu depender dos outros para me sentir segura. Então eu ouvi a sua voz ao meu lado. Você não poderia me ajudar. Você não poderia impedi-la. Eu ainda estava presa. Mas você apenas estar lá me deu força. Você sempre fez isso por mim, Lance. Você me ajudou a levantar. Obrigado por isso. Foda-se, parecia que ela estava lhe dizendo adeus. —É gratidão tudo o que você sente? —Não. E isso é o negócio que eu estou aqui para terminar. Eu não gosto da maneira como deixamos as coisas. Ele se aproximou dela, sua esperança crescendo novamente. —Então você não estava aqui apenas para ser um substituto? —Definitivamente não, mas eu encontro-me de estar em um pouco de geléia. —Como é isso? —Você vê, voltei para casa apenas para perceber que não era mais minha casa, e que deixei algo de volta em Kansas eu não quero viver sem. 229


—O que é isso? —Você. — Ela mordeu o lábio inferior quando ela olhou para ele. —Então, eu estou tipo desempregada e sem-teto no momento. Você não tem idéia de onde eu poderia ficar, não é? Um sorriso torto veio aos lábios, e ele puxou-a para seu peito. Ella colocou os braços em volta do pescoço. —Acontece que eu sei desta casa de fazenda em Cheney. Ele ainda tem o seu próprio ginásio no quintal. —Você não diz. Soa perfeito. —Eu devo avisá-la, há uma indisciplinada, que nunca para de falar, com quase nove anos de idade, que permanece lá de vez em quando. —Está bem. Acontece que eu amo aquela garotinha. —E quanto a seu pai? —Você realmente tem que questionar isso? Eu não me deixo ficar balançada por qualquer um, você sabe. A riso suave escapou de seus lábios. —Deixe-me ouvi-lo de qualquer maneira. —Você me faz querer um futuro. E eu quero mais do que qualquer coisa esse futuro incluindo você e sua filha. Eu amo você, Lance Black. —Você se abalou muito difícil. Acho que isso significa que você realmente me ama, huh, Mulher Maravilha? —Não deixe que isso suba a cabeça, meninão. —Nunca. — Sóbrio, ele baixou a testa na dela. — Eu sempre lutei em pedir ajuda. Iria me cavar cada vez mais fundo em um buraco antes de eu nunca ter admitido a derrota. Levou uma mulher determinada, que interferiu com minha vida desde o momento em que a conheci, para me fazer ver que não há problema em pedir ajuda. Eu não tenho que fazer isso sozinho. E parece realmente muito bom ter um parceiro. Eu a amo. Obrigado por não desistir de mim.

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Ele reivindicou seus lรกbios, amando o jeito que ela imediatamente se derreteu contra ele, e ela retribuiu a ferocidade de seu beijo com um dos seus prรณprios. Juntos, os dois poderiam enfrentar qualquer coisa, porque jรก tinha provado que quando um era fraco, o outro era forte. Juntos, eles eram inquebrรกveis.

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Epílogo Foi incrível a rapidez com que sua vida tinha mudou para melhor neste momento. Ella observou Lance dar instruções ao grupo de senhoras em torno dele. Orgulho expandiu seu peito enquanto as mulheres pareceriam fortes, praticando atirar umas as outras sobre os seus ombros. Em seguida, ela voltou sua atenção ao grupo na frente dela. Eles estariam praticando ataques frontais. Levou a Ella um tempo para encontrar o equilíbrio quando ela se mudou do Maine para Kansas permanentemente. Finalmente, ela tinha aceitado uma posição participando no hospital em Cheney. Era bom voltar na sala de cirurgia, mas ela sentia falta de trabalhar com vítimas de violência doméstica. Então ela começou se voluntariando novamente. Ela trabalhou por um tempo, mas, pela primeira vez, ela sentiu como se ela não estava fazendo o suficiente. Depois de muitas conversas com Lance, ele sugeriu converter o ginásio em seu celeiro em um lugar onde as mulheres pudessem vir a aprender a auto defesa e outras artes marciais. Ela não podia tê-lo amado mais por sugerir isso. Eles trabalharam juntos, incansavelmente, para colocar tudo em ordem, e um mês atrás, eles começaram a oferecer as aulas toda terça-feira e quinta-feira noite. A resposta foi surpreendente. Eles tinham mulheres de todas as origens que participam no programa.

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Após a aula acabar e o último membro saiu, ela se aproximou de Lance e deitou a cabeça no peito dele. Ele a abraçou com força a ele. —Eu o amo, — disse ela. —Eu também a amo, querida. Nunca teria ela acreditado que iria amar outro ser humano, a forma como ela fez com este homem. Ele fez sua vida mais completa, mais feliz, e se ela tivesse que se mudar novamente, ela o faria sem hesitação, enquanto ele estava ao seu lado. Seu telefone apitou, e ela o soltou para que ele pudesse agarrá-lo. Quando ele olhou para o texto, um enorme sorriso apareceu em seu rosto. —O quê? — Ela perguntou. —Eu tenho uma missão. Uma missão. Não uma chamada. Lance não recebeu um telefonema em três meses. Ele parou de trabalhar como reboque e tinha centrado sua atividade exclusivamente em recuperação. Ele amou cada segundo dela. Ele estava animado sobre o seu trabalho, animado com uma vantagem, animado com a pesquisa. —Eu vou pegar Skylar, então. —Obrigado. — Ele lhe deu um beijo rápido e correu para fora do celeiro. Ela conseguiu uma família instantânea quando ela se mudou para Kansas. Ela adorava Skylar como se fosse sua própria. Ela colocou a mão baixa em sua barriga plana, um sorriso secreto em seus lábios. E em poucos meses, eles teriam a adição de mais um.

FIM 233


Agradecimentos Estou muito feliz de trazer a vocês mais três livros de amor à série Extreme. Eu tive um monte de diversão com a história de Lance. Ele é o único lutador na minha série, que não luta profissionalmente e foi uma mudança impressionante de ritmo. Agora eu vou aprofundar a história de Brody. Eu sei que muitos de vocês estavam esperando por isso. Obrigado a todos os meus leitores que ajudaram a manter esta série viva por três livros. Eu não posso expressar o suficiente o quanto eu aprecio todos e cada um de vocês. Eu também quero agradecer Liz Pelletier e Robin Haseltine por serem incríveis me ajudando a levarr HEALING LOVE ao próximo nível durante a edição. Eu sempre saio de edições mentalmente cansada, e desta vez não foi diferente, mas estou sempre extremamente orgulhosa do resultado final. Vocês são editores fantásticos. Obrigado a todos os meus Abby Addicts. Vocês são incríveis e vocês não tem idéia do quanto eu aprecio o tempo do seu dia para me ajudar a espalhar a palavra sobre os meus livros. Obrigado ao meu parceiro na vida, Ron. Esta foi a primeira vez que ele teve que passar por toda a coisa edição / prazo comigo. Você foi incrível, querido. Obrigado por ser solidário e compreensivo quando eu tenho meus momentos ‘Crazy Writer’. Você era um complemento para a minha vida eu não estava esperando, e eu me incluo sorte a cada dia que eu encontrei você e seus dois filhos incríveis para completar a minha vida. Eu amo tudo em você. Como eu sempre fecho um reconhecimento, obrigado a meus filhos. Vocês dois são incríveis, e eu os amo.


Sobre a autora Abby Niles é o autor da série contemporânea MMA, Amor ao Extremo, e a série paranormal, The Awakening. Ela é também o autor da comédia romântica nerd, Defying Convention, onde Live Action Role Players (LARPers) se propôs a ensinar o seu autor preferido uma lição, mas acabam jogando cupido vez. Abby vive na Carolina do Norte, com o amor de sua vida e seu bando combinado de crianças. Quando não está escrevendo, ela está tentando recuperar o atraso em uma pilha interminável de lavandaria e encontrar tempo para obter uma leitura muito necessária.

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Abby niles extreme love 04 heling love (rev pl)  
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