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Uma linguagem estranha. Um relato pessoal. “...não tenha medo. Beba da minha água...” Estas foram algumas das palavras interpretadas pela líder daquela reunião de terça-feira, onde acontece momentos de leitura bíblica e louvores. Havia muito pouco tempo de igreja, portanto, os mistérios do Espírito Santo era ainda algo desconhecido para mim. Naquela noite, encerrava minha exposição de fotografias no Centro de Arte de Nova Friburgo (espaço destinado aos artistas que queiram apresentar seus trabalhos ao público), e, com isso, teria que retirá-la nas próximas horas, mas pude desmarcar para outra ocasião, e, então, aceitei ao convite de um casal de amigos para visitar aquela reunião, embora sequer soubesse o que iria encontrar naquele local. Cerca de vinte pessoas estavam reunidos naquele espaço aconchegante, com algumas poltronas e cadeiras. Sentia uma timidez tão grande, que os olhos, praticamente, se posicionavam para os meus pés. Durante o louvor, momento inicial da reunião, o Espírito Santo usou os lábios da mulher cuja qual nos convidara, para falar sobre suas promessas. Todos se ajoelharam, naquele momento, e um fervor dentro de mim puncionava meu coração como um compasso de um heavy metal e aquele local parecia está em chama ardente. As palavras se iniciaram em tom baixo e gradativamente foi aumentando. Meus pensamentos estavam confusos e embaraçados, afinal como poderia aquela mulher que poucos minutos antes, no carro, conversava normalmente conosco e agora já não falava coisa com coisa. Foi então que a líder daquela coligação, pessoa levantada pelo pastor da igreja a qual muitos ali eram membros ou que frequentavam somente aos domingos, começou a traduzir, palavra por palavra que o Espírito Santo queria falar naquela noite “ E, se alguém falar em língua desconhecida, faça-se isso por dois, ou quando muito três, e por sua vez, e haja intérprete” (1 Coríntios 14:27). Não era inglês, francês, alemão, japonês, português... era uma língua dos anjos “ Porque o que fala em língua desconhecida não fala aos homens, senão a Deus; porque ninguém o entende, e em espírito fala mistérios (1 Coríntios 14:2). E quando ela passou a revelar aquela linguagem estranha, pude perceber que o Espírito de Deus falava diretamente ao meu coração. Uma vontade enorme de chorar se fez forte e logo as lágrimas inundaram meus olhos e escorriam pela face que despencavam ao chão. Este momento durou cerca de trinta minutos. Saí daquela reunião transformado sentia como se um lume voltasse a iluminar meus sonhos. Estava livre e pronto para se entregar de corpo, alma e espírito ao Senhor Jesus Cristo.

UMA LINGUAGEM ESTRANHA. UM RELATO PESSOAL.  

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