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Jornal 291 - página 10

10 JORNAL DA ALERJ

Rio de Janeiro, 16 a 31 de outubro de 2014

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INDÚSTRIA

Concorrências devem priorizar inovação Fórum e Firjan discutem melhorias em retornos de investimentos em inovações

D LUCAS L IMA

esde 2008, a Fundação Carlos Chagas Filho de Amparo à Pesquisa do Estado do Rio (Faperj) disponibilizou mais de R$ 80 milhões em forma de subvenção econômica, recurso não reembolsável, para empresas voltadas para o desenvolvimento de produtos, processos e serviços frutos de inovação tecnológica. Mas apesar do investimento, muitas empresas encontram dificuldades para vender seus produtos. A afirmação foi feita pelo especialista em Projetos Tecnológicos da Federação das Indústrias do Rio de Janeiro (Firjan), Fabiano Gallindo, nesta sexta-feira (24/10), durante reunião do Fórum Permanente de Desenvolvimento Estratégico do Estado. Segundo ele, apesar do apoio da Faperj, o problema ocorre por falta

de comunicação, principalmente por parte do Governo. De acordo com Fabiano, apesar de o Rio de Janeiro ser o único estado cuja legislação determina prioridade para empresas inovadoras venderem sua produção para o setor público estadual, entre os 17 estados que possuem leis de incentivo à pesquisa científica e tecnológica, na prática isso não acontece. “Hoje, temos percebido que mesmo se esse produto ou serviço for concluído com sucesso, não se sabe para quem vender. Esse projeto poderia ser iniciado já com um pedido. Isso é importantíssimo”, opinou Gallindo. Durante o encontro, Gallindo também assegurou que a orientação e capacitação são uma saída, principalmente para as microempresas. “Fizemos uma ação conjunta com o Sebrae e o Sindicato das Indústrias Gráficas do Estado do Rio, por exemplo, onde capacitamos 25 pequenos empresários que se interessavam em produzir papel reciclado para o Comitê Olímpico Brasileiro. Hoje, 21 desses participam do processo de licitação”, concluiu.

Sincronia entre edital e mercado Para a secretária-geral do Fórum, Geiza Rocha, o caminho para melhorar essa situação passa pelo Conselho Estadual de Ciência e Tecnologia, previsto na Lei, para identificar as prioridades do estado junto com as secretarias de governo. Ela pretende convidar a entidade para discutir o tema nas próximas reuniões do Fórum. “O Conselho é uma demonstração de que o estado está, de forma organizada, pensando em como trazer a inovação para dentro do próprio governo”, afirmou ela, acrescentando que o edital da Faperj é fundamental, mas precisa acontecer de maneira sincronizada com o mercado: “À medida que o empresário inova um produto, que será usado pelo estado em um primeiro momento, ele também inova para o mercado. Já vimos isso acontecer na área da saúde, por exemplo, que tem uma política industrial mais clara e definida”.

Errata do Jornal da Alej 291 (16/10/14 - 31/10/14)  
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