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REVITALIZAÇÃO URBANA: PARQUE DO MOINHO TRABALHO FINAL DE GRADUAÇÃO | ALEJANDRA FERRERA UNIVERSIDADE ANHEMBI MORUMBI

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SAO PAULO|2015


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UNIVERSIDADE ANHEMBI MORUMBI ARQUITETURA E URBANISMO

REVITALIZAÇÃO URBANA: PARQUE DO MOINHO Trabalho final de graduação (TFG), apresentado à Universidade Anhembi Morumbi, Arquitetura e Urbanismo como requisito parcial para obtenção do titulo de Bacharel em Arquitetura sob orientação do professor Ms. Nieri Soares de Araújo.

TRABALHO FINAL DE GRADUAÇÃO | ALEJANDRA FERRERA SÃO PAULO 2015

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Procuro as particularidades, o que tem de especial cada cidade, cada lugar, y assim encontro o caminho de como devo construir. Investigo a cultura, o patrimônio histórico, sempre na procura do que é único. Sempre há que pensar num lugar concreto num momento concreto. O que pode surgir dali. Jean Nouvel

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Agradeço em primeiro lugar a Deus por fazer tudo isso possível, e me permitir alcançar mais um dos meus sonhos desenvolvendo este projeto no Brasil. Aos meus pais, por ter sido meu suporte em tudo momento, tudo o que eu sou e tenho feito até hoje é graçãs a vocês A toda minha família pelo apoio a motivação e o amor incondicional. Aos meus amigos companheiros de trabalho e irmãos na amizade, que fizeram parte da minha formação e compartiram comigo dias de trabalho, triunfos e dificuldades. A Universidade Tecnológica Centroamericana (UNITEC) e Universidade Anhembi Morumbi, por ter me dado o espaço para poder me formar e a possibilidade de ter uma experiência educativa internacional. Ao meu orientador Nieri Araújo, pela motivação e incentivos assim como as correções para que desenvolvimento do trabalho fosse da melhor forma possível. A todos os que direita ou indiretamente contribuíram na minha formação, o meu muito obrigada.

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SUMARIO INTRODUÇÃO 12 PRESSUPOSTOS TEÓRICOS

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SÃO PAULO: EXPANSÃO E DEGRADAÇÃO 16 REVITALIZAÇÃO DE ÁREAS URBANAS 22 ESTRATEGIAS DE INTERVENÇÃO 24

ESTUDOS DE CASO

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PARQUE MADUREIRA 32 PRAÇA VICTOR CIVITA 38 HIGH LINE 44 PUERTO MADERO 50 REFLEXÃO DOS ESTUDOS DE CASO 56

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ÁREA DE INTERVENÇÃO

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60 62 66 70 72 74 76 78 79 80 82

LOCALIZAÇÃO LEVANTAMENTO FOTOGRÁFICO HISTÓRICO DO LOCAL CLIMA TOPOGRAFÍA ZONEAMENTO E USO DO SOLO MOBILIDADE E INFRAESTRUTURA URBANA LEVANTAMENTO DE PATRIMÔNIO HISTÓRICO DENSIDADE DEMOGRÁFICA ÁREA CONSTRUÍDA SOBRE O ANÁLISE DA ÁREA


84 86 90 91 92 94 96 100 104 108

110 112 120 124

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O PROJETO

DESCRIÇÃO CONCEITO PROGRAMA ARQUITETÔNICO PARQUE DO MOINHO IMPLANTAÇÃO ELEVAÇAO DE CONJUNTO DIAGRAMAS SETORIZAÇÃO PLANTAS ARQUITETÔNICAS IMAGENS DO PARQUE DETALHE DE GALERÍA: IMPLANTAÇÃO ELEVAÇÕES DIAGRAMA IMAGENS DA GALERIA PLANTAS ARQUITETÔNICAS CORTES DETALHE DE VEDAÇÃO

BIBLIOGRAFÍA

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INTRODUÇÃO São Paulo, conhecida no mundo como “A cidade que não pode parar”, devido a seu acelerado crescimento desde o século XX até hoje, é uma cidade única, de grandes contrastes, mudanças e transições constantes. Considerada uma das maiores cidades do mundo, depois de Tóquio, México e Nova York; é a cidade de maior importância econômica no Brasil possuindo o PIB mais alto do pais, a mais populosa do continente americano e sétima no mundo com mais de 20 milhões de habitantes na região metropolitana onde convergem culturas do mundo todo. Como toda grande cidade São Paulo também presenta grandes problemáticas; população numerosa, transito, grandes distancias de deslocamento, mendingancia poluição, e sobre tudo diferenças sociais muito marcadas onde por um lado temos uma economia crescente e por outro temos que mais 11 milhões de pessoas vive em condições precárias e em pobreza extrema. Uma cidade jovem em quanto a tempo de construção, mas muito rica em cultura e história que devido ao rápido processo de industrialização e expansão sem planejamento lugares que um dia foram de grande importância hoje se encontram abandonados ou degradados, focos de delinquência, violência, tráfico de drogas etc. fazendo que a maioria da população não possa disfrutar deles e sejam pouco a pouco esquecidos deixando na área urbana espaços sem uso quando a expansão continua aumentando a dimensão da cidade. Existem em São Paulo mais de quatro mil prédios abandonados a maioria localizados no centro da cidade onde se tem a melhor infraestrutura de trans12

porte e serviços atualmente subutilizada. A necessidade de combater essa realidade surgiu há só poucos anhos atrás e graças a grandes esforços atualmente existem programas governamentais e operações urbanas para a recuperação do centro; projetos habitacionais e de inclusão social que procuram a reintegração da população na cidade, melhorando a qualidade de vida e a criação de uma nova paisagem urbana. No seguinte documento se faz uma análise sobre a deterioração dos centros urbanos, que são lugares que tem uma história que faz parte da cultura local, aprofundando este fenômeno na cidade de São Paulo, Tratasse de incursionar nas distintas formas de reuso que podem ser dadas para um prédio que encontrasse em abandono ou degradação para que possam ser adaptados neles novos programas que atendam às necessidades atuais da população. A traves de um estudo profundo do contesto natural, urbano, social e formal se reconheceram as caraterísticas e necessidades da região e foram propostas estratégias de intervenção para a reabilitação do espaço criando equipamentos públicos culturais, recreativos e educativos de qualidade que permitam funções acessíveis a toda a população e sirvam como pontos de união da cidade, que ajudem a fortalecer a convivência, onde a população moradora possa reconhecer naquilo parte de sua identidade mediante uma proposta que seja reflexo da cultura paulista.


Com as intervenções de reabilitação urbana se valorizaria a região tanto do ponto de vista econômico quanto o social, gerando um efeito multiplicador nas áreas más próximas sendo os próprios usuários os que velariam pela manutenção e cuidado do locas; se minimiza o desperdiço de infraestrutura e diminui a necessidade de investimento em áreas periférica. O mais importante para que possa acontecer uma mudança e a própria vontade da população, que tem que ter a iniciativa de recuperar sua cidade, se apropriando do que pertence a ela por direito histórico, mostrando um interesse real na sua preservação.

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PRESSUPOSTOS TEÓRICOS 15


SÃO PAULO: EXPANÇÃO E DEGRADAÇÃO

Figura 1.Largo da Sé, 1880. Foto: Marc Ferrez 2000. Fonte: http://smdu.prefeitura.sp.gov.br/historico_demografico

Começo como só uma vila e hoje é uma das maiores cidades do mundo. São Paulo foi fundada pelos Jesuítas com o propósito de evangelizar os índios da região no ano de 1554, mas permaneceu pequena durante vários séculos. Em 1711 recebe o título de cidade, com uma população de 30.000 habitantes; mas começa a adquirir importância depois da declaração de independência do Brasil em 1822, quando contava já com 65.000 habitantes. No final do século XIX a cidade cresceu de forma acelerada; a área urbana se expandia continuamente e a população aumento em poucos anos para 240,000 habitantes.

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Figura 2. Parque do Anhangabaú em 1915 1880. Fonte: http://smdu.prefeitura.sp.gov.br/historico_demografico

Graças ao auge do café e a abolição da escravidão existiu uma grande demanda de mão de obra, devido a isso se promoveram políticas de imigração dando começo à metrópole multicultural que conhecemos hoje em dia. Nessa época foram feitas importantes obras como a avenida paulista, o teatro municipal, a estação da luz, os primeiros automóveis, as praças, o telefone e a imprensa. Destacasse a construção da ferrovia Santos Jundiaí que marco a chegada da modernidade para o Brasil, servindo para transporte de mercancias do interior para o porto de Santos desde onde se exportavam para todas partes do mundo.


A partir dos anos 20 São Paulo tornou-se o polo industrial mais importante do pais, acompanhado com melhoras no transporte, o começo da verticalização o desenvolvimento de novos centros urbanos e criação de parques industriais que eram localizados estrategicamente em regiões centrais e próximos às ferrovias. Em 1950 a população aumento de 2 milhões para mais de 3.5 milhões de habitantes como um reflexo do dinamismo da economia, principalmente do setor industrial e da construção civil. Nas décadas de 60 e 70

Figura 3.Viaduto do Chá em 1929 Fonte: http://smdu.prefeitura.sp.gov.br/historico_demografico

correu a maior expansão da cidade, quando foi criada a Universidade de São Paulo, o MASP, as obras para a implantação do metro e a televisão municipal, acontecimentos que marcaram um grande desenvolvimento na economia; São Paulo começa a exercer uma importante influência não só no Brasil, mas no mundo. Tudo esse desenvolvimento provoco a imigração de população brasileira e de outros países, que veio motivada pela ideia de progresso que São Paulo representava e representa até hoje, mas a cidade ainda não estava preparada para isso.

Figura 4. Rua Xavier de Toledo em 1940. Fonte: http://smdu.prefeitura.sp.gov.br/historico_demografico

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Figura 5. Area urbanizada segundo periodos de expans達o. Regi達o metropolitana de S達o Paulo 1881 - 2002 Fonte: IBGE Censos demograficos 19501 1960, 1970, 1980, 1991, 2000.

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Nas décadas seguintes a cidade manteve um crescimento moderado, mas a metrópole já estava consolidada. A expansão ocorreu desordenadamente e os serviços para atender a população que chegava à cidade eram insuficientes, São Paulo como outras grandes metrópoles começo a sofrer com problemas de transito, poluição, e falta de infraestrutura para as necessidades básicas de educação, saúde e moradia. As novas atividades econômicas, a especulação imobiliária, o aumento dos custos dos terrenos a falta de controle do governo sobre o valor do solo e o interesse do setor privado no desenvolvimento de determinadas regiões sem o planejamento necessário levo a uma expansão descontro-

Figura 6. Testes no Pátio Jabaquara em 1972. Fonte: http://smdu.prefeitura.sp.gov.br/historico_demografico

lada, a degradação e abandono do centro, assim como a um processo de evasão e expulsão da população de baixa renda, que se viu forçada a ocupar as regiões mais afastadas, a quantidade de moradores de rua aumento, os empreendimentos inconclusos e abandonados de caráter público ou privado foram convites para invasões e formação de comunidades virando focos de violência e criminalidade, as áreas de usos comerciais e principalmente industriais, mudaram suas sedes de operação para regiões periféricas onde existia maior possibilidade de expansão com menos custos, além disso a facilidade de transporte de mercancias por camiões e o sucesso da indústria automotriz, fez que o transporte ferroviário perdesse importância.

Figura 7. Vista aerea da cidade de São Paulo Fonte: http://smdu.prefeitura.sp.gov.br/historico_demografico

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Figura 8. Palacete do Barão do Rio Prado. Fonte: http://www.saopauloantiga.com.br

Esses fenômenos tão comuns em cidades de grande e incluso médio porte ocasiona um grande desperdiço da infraestrutura que passa a ser subutilizada e se desvaloriza a localização privilegiada dos centros com fácil aceso a serviços e sistemas de transporte coletivo e individual. Além dos prejuízos econômicos, as áreas centrais concentram geralmente a maior parte do patrimônio histórico, arquitetônico e artístico e a perda deles afeta a identidade e a cultura da população. No começo do século XIX São Paulo teve o boom imobiliário, mas a maior parte do capital concentrou-se na região sudoeste da cidade aumentando os problemas do transito e as longas distancias de deslocamento, a qualidade de vida 20

Figura 9. Edificio na Avenida do estado. Fonte:http://www.saopauloantiga.com.br

das pessoas diminuiu e os problemas sociais de violência e insegurança aumentavam, a população se afastava cada vez mais do centro fazendo que com o tempo sua situação fosse cada vez mais decadente. Hoje em dia São Paulo segue crescendo, são efetuadas operações urbanas para resolver a problemática urbana e recuperação de espaços com novos parques, avenidas, e novas centralidades, mas os esforços ainda são insuficientes, precisasse de maiores investimentos, parcerias público-privadas, e o mais importante, a participação ativa da população para que esses câmbios e melhoras passam acontecer.


Figura 10. Taxa de crecimento demografico na Regi達o metropolitana de S達o Paulo Fonte: IBGE Censos demograficos 19501 1960, 1970, 1980, 1991, 2000.

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REVITALIZAÇÃO DE AREAS URBANAS Os princípios da revitalização dos centros urbanos surgiram em resposta às ações de renovação urbana entre os anos 30 e 70, décadas marcadas pelo urbanismo moderno. As principais intervenções tiveram um caráter saneador eliminando edifícios habitados por população de baixa renda e destruindo grandes áreas para a posterior construção de novos centros comerciais, residenciais e de serviços levantando edifícios marcados pela monumentalidade. A degradação do centro que geralmente tem um valor histórico e cultural forte faz com que a conservação se

Figura 11. Parque da Universidade de Miami atualmente Fonte: www.theunderline.org

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torne uma questão de preocupação local, municipal e muitas vezes nacional. Pode ser desenvolvida a revitalização a través de projetos de intervenção e restauração de espaços abandonados, subutilizados e degradados, que permitam manter a arquitetura local criando novos usos para ela e valorizando seu entorno imediato. Devem ser consideradas estratégias primordiais como acessibilidade, uso do solo, atividades econômicas, desenho urbano, segurança e administração e manutenção da região.

Figura 12. Parque depois da intervenção Fonte:www.theunderline.org


Figura 13. Autopista perimetral em Seúl antes de intervenção urbana Fonte: http://blogs.iadb.org/urbeyorbe/2014/05/01/demoler-autopistas-para-recuperar-las-ciudades/

Partindo das ideias, aspirações e necessidades dos cidadãos que utilizam a área central da cidade para viver, trabalhar ou com fins recreativos, e da necessidade de encontrar mecanismos para assegurar a sua participação na formulação de políticas de reabilitação urbana o primeiro passo deve ser o contato com a sociedade civil e os setores envolvidos elaborando propostas para discussão com a comunidade, e, uma vez selecionada e d definida alguma delas, oferece-la aos investidores privados para o seu financiamento. A participação de uma equipe multidisciplinar é essencial e deve envolver diversas áreas como sociologia, história, antropologia, arquitetura etc.

Figura 14. Resultado da ecuperação do Rio em Seùl. lFonte: http://blogs.iadb.org/urbeyorbe/2014/05/01/demoler-autopistas-para-recuperar-las-ciudades/

A reabilitação e manutenção dos centros urbanos além de ter um impacto econômico positivo contribui para o turismo, a melhoria da identidade cultural local, o aproveitamento da infraestrutura existente, estimula a permanência da população moradora evitando o fenômeno de decrescimento das regiões centrais, e permite que as pessoas possam satisfazer as suas necessidades e desejos, sem a necessidade de viajar longas distâncias e assim reduzir também investimentos em estruturas significativas, tais como estradas de automóveis que são comuns nas cidades brasileiras.

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ESTRATEGIAS DE INTERVENÇÃO ACESSIBILIDADE USO E OCUPAÇÃO DO SOLO

ADMINISTRAÇÃO E MANUTENÇÃO

ATIVIDADES ECONOMICAS

IDENTIDADE

PROJETO

RESTAURAÇÃO TRANSPOSIÇÃO

DESENHO URBANO

SUSTENTABILIDADE

SEGURANÇA

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ATIVIDADES ECONOMICAS Criação de espaços publicos abertos e readequação de atividades varejistas para que possam ser competitivas com os shoppings das areas periféricas, melhorando a economia Pomoção de atrações artístico culturais e eventos civicos, implementação de espaços de uso institucional gerando uma amior oferta de emprego que aumentem o fluxo de pessoas

Figura 15. Mercado São Lorenço, Toronto, Canada Fonte: http://www.slna.ca/slna-northmarket.html

ADMINISTRAÇÃO E MANUTENÇÃO E importante que haja uma equipe central de coordenação de projeto involucrando uma diversidade de atores sócias e seus órgãos representativos. Criação de Incentivos fiscais, legais e econômicos para á atração de empresas Elaboração de um plano estratégico com projetos de melhora e manutenção do ambiente físico, desenvovimento de atividade econômicas, informação, segurança, eventos e marqueting .

Figura 16. O parque, Praga, República Checa Fonte: www.e-architect.co.uk/images/jpgs/shanghai/shanghai-building-r100713-1.jpg

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ACESIBILIDADE A mobilidade e a acessibilidade urbana são essenciais para a preservação de áreas de interesse histórico e cultural, isso vai determinar o seu grau de atração para a população até elas, mantendo-as em aproveitamento continuo. Pode-se melhorar a acessibilidade de uma região através de um redesenho do espaço priorizando o transporte não motorizado para pedestres e ciclistas e considerando as pessoas com capacidades especiais, a implementação de um sistema de transporte público integrado e eficiente, a fim de reduzir a circulação de veículos particulares que muitas vezes são subutilizados por uma única pessoa dentro, demandando mais espaço e afetando o transito principalmente em horários de pico. Estas iniciativas em grande escala, podem diminuir a emissão de poluentes e gases de efeito estufa, os custos ambientais, o desgaste das redes rodoviárias e incentivar o uso de energias limpas e renováveis.

Figura 17. Estação flinfers, Melbourne, Australia Fonte: http://www.greenmagazine.com.au/news.php?aid=1248 O projeto mostra a integração de sistemas de trasporte publico com uma parque linear servindo como una coneção da cidade

USO E OCUPAÇÃO DO SOLO Densificação, a diversificação residencial, comercial e de serviços garantindo a compatibilidade de usos do solo em áreas urbanas, criando um equilíbrio adequado entre os trabalhos, transporte, habitação e equipamentos culturais e esportivos, priorizando a densidade residencial no centro da cidade.

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Promovendo políticas de adensamento das áreas urbanas já estabelecidas, concentrando a cidade e reduzindo as distâncias das viagens urbanas e diminuindo a emissão de gases de efeito estufa causadas pelo transporte e até mesmo o fluxo de pessoas.

Figura 18. Complexo multifuncional, Shangai China. Fonte: www.e-architect.co.uk/images/jpgs/shanghai/shanghai-building-r100713-1.jpg


TRANSPOSIÇÃO A transposição urbana a partir da criação de passarelas, ampliação de calçadas e vias de pedestres dentro do parque linear que permitam a livre circulação de pessoas integrando os bairros do entorno.

Figura 19. Proposta do parque D.C. Brdge, OMA Arquitetos Fonte: http://archrecord.construction.com/OMA-and-OLIN-NamedWinners-of-DC-Bridge-Park-Design-Competition

IDENTIDADE A Participação da comunidade na concepção do programa e o espaço junto com a valorização dos marcos simbólicos e históricos existentes, promovendo uma adequada conservação, a renovação e a utilização o reutilização do patrimônio cultural urbano são princípios básicos para promover a identidade assim como a implementação de espaços onde possam ser realizadas atividades que se identifiquem com a população Figura 20. Instituto Arabe, Londres, Inglaterra. Fonte: www.greenmagazine.com.au/news.php?aid=1248 Jean Nouvel faz uma releitura da arquitetura islamica e a implementa no edificio com o uso de formas geometricas e jogos de luz e sombra.

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SUSTENTABILIDADE Adoptar critérios de desenho urbano e construção sustentável, respeitando e tendo em conta as características e fenômenos naturais no planejamento junto com uma preocupação com a limpeza ecológica e manejo de resíduos sólidos de forma sustentável tendo um impacto positivo para o meio ambiente Incentivar o plantio e distribuição de árvores criação do um corredor ecológico, utilização sistemas construtivos sustentáveis com o uso de materiais não tóxicos, certificados e locais reduzindo o consumo de energia, captação de agua de chuva e consolidação de um urbanismo verde que reflete positivamente na qualidade do ar, clima e bem-estar social.

Figura 21. Nan Yang Tecnological University, Singapore. Fonte: http://internationalstudentsguide.org/top-5-best-universities-of-singapore/

SEGURANÇA Implementação de elementos urbanos promotores de segurança, com espaços abertos e iluminados, diversificação do publico visitante do locar e integração social, misturando os usos e promovendo que a população moradora conforme um autopoliciamento do local

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Figura 22. Essex Crossing park, Nova york, USA. Fonte: www.thelodownny.com/leslog/2014/11/new-essex-crossing-park-renderings-timeline-set-for-establishing-advisory-committee.


DESENHO URBANO Desenvolvimento de um design adequado de acordo com o uso dos espaços públicos e recreação, iluminação, humanização dos espaços, tratamento estético e funcional das fachadas dos edifícios, mobiliário urbano, a plantação de árvores e sinalização.

Figura 23. Desenho paisajistico, Martha Schwartz Partners Fonte: http://www.newsweek.com/qa-architect-martha-scwartz-312920

RESTAURAÇÃO É necessário a reabilitação de áreas abandonadas da região,, restauração do patrimônio histórico, reciclagem de espaços construidos e readequação de areas que se encontram ocupadas irregularmente dando pra eles novos usos criando anexos que conversem e valorizem a arquitetura antiga tornando as edificaçoes e espaços uteis para a população

Figura 24. Museu da Raina Sofia Fonte: http://www.esmadrid.com/pt/informacao-turistica/museo-reina-sofia-mncars/

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ESTUDOS DE CASO

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PARQUE MADUREIRA DADOS GERAIS: Arquitetura: RRA Localização: Madureira, Rio de Janeiro, Brasil. Área construída: 109,000 m² (Fase 1: 1.5 km de largo) Período: 2010-2012 (Fase 1)

DESCRIÇÃO DO PROJETO:

Figura 26. Localização do Parque Madureira Fonte de imagem de fundo: www.google.com.br/maps + anotações do autor

Figura 27. Vista noturna do Parque Madureira Foto: Bianca Rezende e Eduardo Raimondi

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O parque Madureira esta localizado no coração da zona norte do Rio de Janeiro; num lugar onde só existia cinza com 97% de ocupação e menos de 1 m² de área verde por habitante, encontrasse hoje a terceira maior área verde da cidade com 109 mil metros quadrados de recuperação de área urbana degradada que beneficia a mais de duzentos mil cariocas.

Figura 28. Imagem do local antes e durante a construção do parque Fonte: www.cidadeolimpica.com.br/antesedepois/transformacao-parque-madureira


O objetivo principal foi o desenvolvimento projetual urbanístico e paisagístico baseado num programa de educação socioambiental, que foi desenvolvido pela Prefeitura do Rio de Janeiro, sendo fundamentada na participação ativa da sociedade que deu como resultado a criação de um equipamento público sustentável em conjunto com a requalificação urbana, a valorização da comunidade moradora, a recuperação ambiental e a gestão dos recursos. É o primeiro parque no brasil com foco na sustentabilidade com construções verdes fontes alternativas de energia, e uso de lâmpadas led que diminuem em 40% o consumo de energia. O projeto de paisagismo contribui para a recuperação ambiental da região com mais de 72 mil mudas, 652 arvores 450 palmeiras em 31mil m2 de área verde. Os sistemas hidráulicos incluem poços artesianos, recuperação de aguas pluviais com 140 mil m2 de área de captação, um moderno sistema de irrigação automatizada, ligado com a estação meteorológica, mede diariamente dados climáticos como a quantidade de chuva, temperatura, humidade, velocidade do vento etc. e calculando a quantidade de agua que a planta necessita em cada setor do parque.

Figura 29. Imagens do parque Madureira Fonte: www.galeriadaarquitetura.com.br/projeto/ruy-rezende-arquitetura_/parque-madureira/842

Figura 30. Crianças na fonte do parque Fonte: www.rra.com.br/projetos/parque-madureira-rio-20

Figura 31. Crianças nas mesas de tenis Fonte: www.rra.com.br/projetos/parque-madureira-rio-20

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SETORIZAÇÃO

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Figura 32. Implantação e setorização Fonte imagem de fundo: www.mobilicidade.com.br/bikerio.asp + Anotações do autor SIMBOLOGIA FERROVIA RUAS LIMITE CICLOVIA (1500m) ACESSOS

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PRAÇA DO SAMBA

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NAVE DO CONHECIMENTO

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PLAYGROUND

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TENIS DE MESA

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MESAS PARA JOGOS

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JOGO DE BOCHA

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ACADEMIA AO AR LIVRE

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PISTA DE SKATE

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FUTEBOL SOCIETY

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QUADRAS POLIVALENTES

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QUADRAS POLIVALENTES

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BICICLETARIO

Figura 33. Imagens dos espaços dentro do parque Fonte: www.rra.com.br/projetos/parque-madureira-rio-20

O espaço do parque abriga quadras polivalentes, quadras de futebol, playgrounds, academia da terceira idade, academias ao ar livre, ciclovia e estações de bicicleta consideradas dentro do programa bike rio e área para prática de bocha e tênis de mesa. Destacasse a Praça do Samba, um dos maiores senários ao ar livre da cidade, com espaço para 350 integrantes de bateria, 3000 pessoas sambando e 350 sentadas; a Nave do conhecimento, um centro de ciência e tecnologia aberto a comunidade; o Centro de Educação Ambiental, criado com o objetivo de difundir os conceitos de sustentabilidade a Praia de Madureira e o Skate Park, considerado um dos mais completos da América Latina.


ANALISE DO PROJETO AMPLIAÇÃO DO PARQUE AV. BRASIL

VIADUTO DOS ITALIANOS

ROCHA MIRANDA

HONORIO GURGEL T

MADUREIRA T T

TORRES DE TRANSMISSÃO

Figura 34. imagem ilustrativa da ampliação do parque Desenho desenvolvido pelo autor LEGENDA Fonte: poetagerson-jornalmural.blogspot.com.br HIDROGRAFIA

ESTRUTURAdo VIARIA METROPOLITANA Com a apertura parque surgiu uma maior demanda por espaços verdes e de lazer. A ampliação do parque terá uma extensão de ESTRUTURA VIARIA MUNICIPAL PRINCIPAL 3 km lineares triplicando a área original e conservando o conceito. Na parte sul (500 m) ligará o parque até a BRT Trans carioca e na ESTRUTURA VIARIA MUNICIPAL SECUNDARIA LINHA DE TREM parte norte (3.3 km) chegará até a avenida Brasil, implementando um anfiteatro, uma horta, escola de jardinagem, quadras esportivas, AREA ATUAL pista de ACRESCIMO skate para nível principiante e médio, um parque aquático e o circuito da agua. DA AREA

Figura 35. Imagens ilustrativas dos ambientes que seram construidos na nova etapa do parque Fonte: www.rra.com.br/projetos/parque-madureira-rio-20

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REFLEXÃO DO PROJETO • A participação ativa da população desde a gestão do parque até a sua conclusão se reflete no sucesso da operação urbana com a rápida apropriação do local. • A gestão pela a ampliação que triplicara o tamanho do parque, irá beneficiar ainda a mais pessoas, marcando o começo de novos projetos transformando a região. • A sustentabilidade como uma das bases do projeto e a educação da cidadania sobre o tema mediante um exemplo prático, cria uma verdadeira consciência sobre a importância da preservação do médio ambiente. • A transformação da antiga barreira com o parque como integrador do espaço é graças relação direta com sistemas de transporte coletivo de ônibus e metro, ciclovias, e a própria calçada facilitando, melhorando e priorizando o transito de pedestres e ciclistas na região. • Os espaços para a realização de diversas atividades recreativas no parque fazem que ele seja um espaço vivo dentro de Madureira, promovendo a cultura, o esporte e a educação na população gerando um impacto positivo na sociedade.

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PRAÇA VICTOR CIVITA DADOS GERAIS: Arquitetura: Levisky Arquitetos e Anna Julia Dietzsch Localização: Pinheiros, São Paulo, Brasil. Área: 13.6 mil m² Período: 2006 - 2007

Figura 36. Localização da praça Victor Civita Fonte de imagem de fundo: www.google.com.br/maps + Anotações do autor

Figura 38. Imagens do antigo incinerador Fonte: pracavictorcivita.org.br/conceito/linha-do-tempo/

DESCRIÇÃO DO PROJETO:

Figura 37. Foto noturna da Praça Victor Civita Fonte: http://www.vitruvius.com.br/revistas/read/

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A praça Victor Civita e um espaço de Museu vivo aberto à comunidade onde se pode conhecer com um exemplo prático o que é sustentabilidade, a traves da exposição nos próprios percursos do local das informações sobre os processos, técnicas e tecnologias adotadas no projeto.


Assim como outros tantos imóveis abandonados e degradados em São Paulo o antigo incinerador pinheiros que serviu até o ano 1989, era um espaço extremamente poluído e sem condições de aceso devido ao seu antigo uso. Depois da desativação o prédio foi utilizado por associações de coleta e reciclagem de lixo; isso piorava a situação do local afetando à população vizinha, fazendo que fosse ela mesma quem tomasse a iniciativa de para a gestão da transformação daquele espaço que foi finalmente realizada numa parceria público privada entre a Editorial abril e a Prefeitura de São Paulo. O projeto represento um grande desafiou urbano social político e cultural tomando como objetivo principal, a revitalização de um espaço a partir de premissas sustentáveis desde o ponto de vista ambiental e visando ã redução de desperdícios, uso de fontes alternativas de energia, utilização de materiais reciclados, legalizados e certificados, reuso de água, e manutenção da permeabilidade do solo. Mas o projeto também considera a sustentabilidade econômica, onde a gestão privada viabiliza a transformação e reabilitação do espaço para uso público e a posterior realização de espetáculos, exposições e cursos, fazem o empreendimento autossustentável.

Figura 39. O predio utilizado por asociações de coleta e reciclagem de lixo Fonte: pracavictorcivita.org.br/conceito/linha-do-tempo/

Figura 40. Sistema de filtragem e reciclagem de aguas servidas Fonte: www.archdaily.com.br/br/01-10294/praca-victor-civita

Figura 41. O museu da rehabilitação Fonte: http://estudiocarlosfortes.com/pt-BR/projects/victor-civita

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SETORIZAÇÃO 1

LEGENDA LEGENDA

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RUA RUA ACESSOS ACESSOS

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Também conduz ao conhecimento de sistemas orgânicos para o reuso de águas pluviais e servidas, adotados no funcionamento da praça, além do racionamento energético alcançado com a utilização de placas solares, um laboratório de plantas com espécies em pesquisa para produção de biocombustíveis, hidropônica, renovação de solos, fitoterapia e engenharia genética.

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Figura 42. Maqueta virtual da Praça Fonte: www.archdaily.com.br/br/01-10294/praca-victor-civita

A praça conta com uma Arena Coberta, o Museu da Reabilitação, o Centro da Terceira Idade, a Oficina de Educação Ambiental, o Núcleo de Investigação de Solos e Águas subterrâneas, a Praça de Paralelepípedos e o Museu Aberto da Sustentabilidade, com a intenção de ser um espaço de desenvolvimento comunitário, cultural e educacional.

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EXPOSIÇÃO 1 EXPOSIÇÃO DE ARTE DETEMPORARIA: ARTE TEMPORARIA: CURADORIA CURADORIA MASP MASP OFICINA DAS CRIANÇÃS DAS CRIANÇÃS 2 OFICINA

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ARENA 3 ARENA

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PLAYGROUND 4 PLAYGROUND

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JARDIN VERTICAL VERTICAL 5 JARDIN

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CAMARINS 6 CAMARINS

7

ARQUIBANCADA 7 ARQUIBANCADA

8

MUSEUMUSEU DA REHABILITAÇÃO DA REHABILITAÇÃO 8 (ANTIGO (ANTIGO INCINERADOR) INCINERADOR)

9

JARDINERIAS 9 JARDINERIAS

10

SISTEMA DE FILTRAGEN DE FILTRAGEN E E 10 SISTEMA RECICLAJEM RECICLAJEM DE AGUAS DE AGUAS SERVIDAS SERVIDAS

11

DECK DECK MADEIRA DE MADEIRA 11 DE

12

GINASTICA 12 GINASTICA

13

CENTRO DA TERCEIRA DA TERCEIRA IDADEIDADE 13 CENTRO

14

PRAÇA DOS PARALELOPIPEDOS DOS PARALELOPIPEDOS 14 PRAÇA

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IRRIGAÇÃO POR GRAVIDADE POR GRAVIDADE 15 IRRIGAÇÃO

16

DECK DECK CONCRETO DE CONCRETO 16 DE

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JARDINS EXISTENTES EXISTENTES 17 JARDINS

18

NUCLEO DE INVESTIGAÇÃO DE INVESTIGAÇÃO DO DO 18 NUCLEO SOLO E SOLO AGUAS E AGUAS SUBTERRANEAS SUBTERRANEAS

Figura 43. Implantação e setorização Fonte imagem de fundo: www.archdaily.com.br/br/01-10294/praca-victor-civita + Anotações do autor

40


MUSEU DA REHABILITAÇÃO (ANTIGO INCINERADOR)

ANALISE DO PROJETO

MUSEU DA REHABILITAÇÃO (ANTIGO INCINERADOR)

PLACAS ACUSTICAS EXPOSIÇÃO DE ARTE TEMPORARIA

DECK DE MADEIRA

JARDINS

GINASTICA

DECK DE MADEIRA

JARDINS

PLACAS ACUSTICAS EXPOSIÇÃO DE ARTE TEMPORARIA

DECK DE MADEIRA

JARDINS

GINASTICA

DECK DE MADEIRA

JARDINS

Figura 44. Corte longitudinal Fonte da imagem de fundo: www.archdaily.com.br/br/01-10294/praca-victor-civita + Anotações do autor

ARQUIBANCADA

ARENA

DECK DE MADEIRA

DECK LAJE DE CONCRETO

ESTRUTURA METALICA

DECK LAJE DE CONCRETO

LAJE JARDIM SISTEMA TEC GARDEN

PLACAS ACUSTICAS

CAMARINS OFICINA DAS LAJE JARDIMCRIANÇAS SISTEMA TEC GARDEN

PALCO

ARQUIBANCADA

ARENA

PLACAS ACUSTICAS DECK DE MADEIRA

CAMARINS

PALCO

OFICINA DAS CRIANÇAS

DECK

DECK HORTA

DECK

DECK HORTA

Figura 45. Corte transversal Fonte da imagem de fundo: www.archdaily.com.br/br/01-10294/praca-victor-civita + Anotações do autor ESTRUTURA METALICA

Para impedir o contato com o solo contaminado foi construído um deck de madeira certificada sobre o terreno, suspenso a aproximadamente a 1,00 m de altura, sustentado por estrutura metálica. O deck passa do plano horizontal ao vertical com formas curvilíneas, criando salas urbanas onde se incentiva o uso do espaço para a comunidade.

Figura 46. Detalhes do projeto Fonte: http://www.archdaily.com.br/br/01-10294/praca-victor-civita

41


REFLEXÃO DO PROJETO • O projeto da Praça Victor Civita surgiu como resposta à demanda da população que frequentava a região e os próprios moradores, foram eles os que proporão as necessidades do local dando como resultado o programa arquitetônico desenvolvido. • A parceria público privada entre a Prefeitura e a editorial abril fez possível a construção do projeto e quem recebeu os maiores benefícios é a população que ganha um espaço público cultural educacional e esportivo. • A reabilitação de um edifício abandonado mostra o potencial dos projetos dessa categoria, que fazem parte da identidade da região, se aproveito o existente e se implementaram novos ambientes com um estilo arquitetônico que valoriza o local

42


43


HIGH LINE DADOS GERAIS: Arquitetura: Field Operations / Diller Scofidio + Renfro Paisajismo: James corner, piet Oudolf Localização: Nova York, Estados Unidos Área construída: 2.3 km de largo Período: 2004-2014

Figura 47. Localização do HighLine Fonte de imagem de fundo: www.google.com.br/maps + Anotações do autor

Figura 49. Imagem da linha do trem antes e depois da construção da via elevada. Fonte: www.nyc-architecture.com/CHE/CHE029-TheHighLine.htm

DESCRIÇÃO DO PROJETO: High Line é uma intervenção urbana feita com o propósito de dar um novo uso para a antiga linha de trem abandonada que atravessava a cidade de Manhatan.

Figura 48. Foto do High Line Fonte: conexaomundo.com.br/o-inovador-high-line-park

44

Figura 1.

Foi construída em 1920, para o transporte de mercancias ao longo da linha da costa oeste, em substituição da linha no nível térreo devido à grande quantidade de acidentes que ocorriam no local. Na década dos anos 50 devido ao auge dos camiões, o transporte ferroviário decaiu consideravelmente diminuindo a utilização da linha de trem até sua desativação no ano 1980.


Figura 50. A vegetação que cresceu no High Line depois da desativação Fonte: http://blogs.iadb.org/urbeyorbe/2014/05/01/demoler-autopistas-para-recuperar-las-ciudades/

Figura 51. Equipamento urbano do High Line Fonte: www.nycgovparks.org/parks/the-high-line

Depois de ter sido desativada a linha de trem foi ficando em estado de deterioro, mas quem começo a se apropriar do lugar foi a natureza. Uma variedade de arvores e pequenas plantas silvestres estavam mudando a paisagem criando um jardim no meio da cidade. Em 2003 o grupo Amigos do High Line fez um concurso internacional onde se apresentaram propostas para dar um novo uso à linha de trem abandonada e assim evitar a demolição total começando a construção do parque elevado começo em 2006. Tratasse de uma plataforma ondulada de concreto que preserva parte da vegetação que tinha crescido naturalmente proporcionando vistas que juntavam natureza e cidade em conjunto com a criação de equipamentos de lazer para a população que permitem fugir do agite da urbe e se faz cada vez mais forte a apropriação da cidadania com o lugar que se tornou parte da sua identidade. Figura 52. Paisagismo do High Line Fonte: www.nycgovparks.org/parks/the-high-line

45


SETORIZAÇÃO

http:/ planesbuenosaires.blogspot.com.br/

46

Figura 53. Implantação e setorização Fonte imagem de fundo: www.ite.org/meetings/meetingchallenges + Anotações do autor


ANALISE DO PROJETO

Figura 54. Imagem de setorização do High Line Fonte: conexaomundo.com.br/o-inovador-high-line-park

A última etapa do High Line foi concluída em 2014 com a plataforma de caminhada na frente de Hudson Yards, o maior empreendimento imobiliário da América, mas não acabou ali continuam as propostas para o desenvolvimento na parte baixa do High Line e dar continuidade ao Parque assim como projetos urbanos e arquitetônicos que estão sendo desenvolvidos na sua área envoltória pois depois de ter sido uma região abandonada virou num dos lugares mais valorizados de Nova York. O projeto do High Line em Nova York é um exemplo claro de desenho onde a população encontrasse envolvida em todas as etapas, conseguindo o objetivo de reapropriaçaõ do local e servindo como um primeiro passo para a mudança de toda a região

Figura 55 Corte do High Line Fonte: conexaomundo.com.br/o-inovador-high-line-park

47


REFLEXÃO DO PROJETO • O respeito pelo médio ambiente e a natureza se reflexa no desenho paisagístico que trata de manter um conceito de natureza selvagem, valorizando o que deu começo ao projeto que foi a própria vegetação e a paisagem que ela criava • Com o projeto logrou-se recuperar uma região que estava abandonada e degradada, marcando o começo de uma nova concepção do local por parte da população que hoje utiliza o parque como um escape ao estresse da cidade assim como circulação nas atividades do dia a dia e também para participar das diversas atividades realizadas como o dia verde que acontece as quartas feiras, exposições concertos etc., • A região onde encontrasse o High Line e das mais valorizadas da cidade, e estão sento implantados novos projetos imobiliários que agregaram ainda mais, a parte negativa é que iniciou um processo de gentrificação onde a população de baixa renda que morava no local não consegue mais ficar devido ao aumento de custos de vida e manutenção.

48


49


PUERTO MADERO DADOS GERAIS: Arquitetura: Equipe Juan Manuel Borthagaray, Cristian Carnicer, Pablo Doval, Enrique, García, Mariana Leidemann, Carlos Marré, Rómulo Pérez, Antonio Tufaro y Eugenio Xaús. Localização: Buenos Aires, Argentina Período: 2004-2014

Figura 56. Localização do Puerto Madero Fonte de imagem de fundo: www.google.com.br/maps + Anotações do autor

Figura 58. Masterplan e imagem do antigo porto Fonte: www.arquimaster.com.ar/

DESCRIÇÃO DO PROJETO:

Figura 57. Foto do Puerto Madero Fonte: http://airesbuenosblog.com/passeio-de-gondola-em-puerto-ma-

dero-buenos-aires/

50

A construção de Puerto Madero começo em 1887 devido à grande demanda comercial entre Europa e Argentina e ao aumento das embarcações em tamanho e peso. A proposta do engenheiro Eduardo Madero incluía a geração de dois canais de acesso segundo uma secunda linear de quatro diques ligados por exclusas.


A construção demoro dez anos até ficar pronta e a pesar do grande trafego de buques ao pouco tempo comprovou-se sua insuficiência e inadequação; isso fez necessário o desenvolvimento de um novo porto inaugurado em 1925 com uma configuração de espigões abertos o que levou à decadência e degradação do primeiro porto. Foram propostos diversos modelos de intervenções para a revitalização do porto incluindo uma proposta do Le Corbusier, mas nenhuma foi construída até que em 1983 com o fim da ditadura começaram os esforços para a revitalização da zona e para efetivar essa iniciativa, a gestão municipal organizou um concurso nacional de ideias que embasassem o Plano Diretor do bairro mediante a participação da faculdade de arquitetura de Buenos Aires. Figura 60. Restauração dos antigos depositos Fonte: www.navigatorda.com/portfolio/master_planning/

Figura 59. Imagem do porto antes da intervenção Fonte: Puerto madero, vicios globalizados de ultima generacion (parte I)

Concebido de forma a incorporar o porto à cidade, como uma extensão do seu centro, o projeto não se preocupo somente com revitalizar a área e dar nova vida ao porto, também considero os aspectos culturais da cidade levando em consideração a arquitetura local na projeção das manzanzas.

Figura 61. Paisagismo e restauração de calçadas Fonte: http://www.vitruvius.com.br/revistas/read/arquitextos/02.015/859

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SETORIZAÇÃO ANALISSE DO PROJETO

LEGENDA

9

COSTANERA SUR BORDE ESTE PASEO MALECON BORDE MADERO CONEXÕES COM A CIDADE EXO DE MAIO

2 1 4

1 1

4

5

3

3

6

3

3 7

8

Figura 62. Implantação e setorização Fonte imagem de fundo: planesbuenosaires.blogspot.com.br/ + Anotações do autor

52

1

PARQUES PROPOSTOS

2

PARQUES EXISTENTES

3

ESPELHOS DE AGUA

4

TORRES

5

SUPERQUADRAS

6

CENTROS DE EXPOSIÇÕES E CONGRSOS

7

OS ANTIGOS DEPOSITOS (DOSKS)

8

A CASA ROSADA

9

RESERVA BIOLOGICA


ANALISSE DO PROJETO A implantação das ruas segue a trama da cidade; as quadras se estendem com a mesma longitude dos espelhos da agua do antigo porto e os parques. As calçadas são amplas levando a consideração a escala humana e a vegetação. Hoje Porto Madero é considerado o melhor bairro de Buenos Aires, mas não há muito tempo encontrava-se asilado da cidade. Foram construídos conjuntos habitacionais considerados os mais altos e luxuosos do pais com 130 a 175 m de altura, hotéis e modernas igrejas, faculdades e escritórios da Universidade Católica Argentina e o Pavillion de belas artes, bares, cafés, comércios, numerosas praças e um grande parque público. Destaca a ponte da mulher obra do arquiteto espanhol Santiago Calatrava. O caso de Puerto Madero demonstra como com políticas públicas de renovação urbana de áreas degradas podem ser exitosas quando bem planejadas e recebem a participação da sociedade.

Figura 63. Imagem do projeto Madero Harbour Fonte: http://www.maderoharbour.com/blog/tag/puerto-madero

Figura 64. Projeto do Museu de arte contemporanea noPuerto Madero Fonte: http://www.evolo.us/architecture/puerto-madero-contemporary-art-museum/

Figura 65. Projeto Nuevo Retiro Fonte: http://www.vitruvius.com.br/revistas/read/arquitextos/02.015/859

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REFLEXÃO DO PROJETO • Puerto Madero é considerado hoje o bairro mais luxuoso da cidade de Buenos Aires, a intervenção serviu para revitalizar a região, criar um novo ponto de referência, melhorar o turismo • Para o desenvolvimento do projeto foi necessária a participação do setor privado com a implementação de empresas no local o que transformou a zona e fez que pudesse ser financeiramente viável • Desde um ponto de vista social, existe um rechaço de um setor da população da cidade devido à falta de espaços pensados para habitação social ou serviços para população de baixa renda

54


55


Figura 65. Parque Madureira Fonte: www.cidadeolimpica.com.br/projetos/

Figura 66. High line Fonte: www.nytimes.com/2012/08/02/garden/close-quarter-the-high-line.

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Figura 67. Praรงa Vitor Civita Fonte: www.moleco.com.br/blog/cultura-ao-ar-livre-na-praca-victor-civita/

Figura 68. Puerto Madero Fonte: www.skyscrapercity.com/showthread.php?t=1733559&page=80


REFLEÇÃO DE ESTUDOS DE CASO • Os projetos foram selecionados devido ao sucesso das intervenções na reabilitação urbana onde foram implementados; pondo em valor o local, promovendo a participação da sociedade no desenvolvimento do programa arquitetônico e implementando de espaços onde são realizadas atividades relacionadas com a cultura do local • No caso da Praça Vitor Civita, High Line e Puerto Madero mostram exemplos claros de recuperação de prédios e equipamentos abandonados, respeitando e valorizando o entorno, a história e a cultura do local, • As intervenções mostram um grande valor não só arquitetônico e sim cultural e social transformando-se espaços mortos e barreiras urbanas dentro das cidades em elementos de integração e transposição • O conceito de sustentabilidade e respeito à natureza no High Line, Parque Madureira, e Praça Vitor Civita, elemento que hoje em dia na o pode ser desconsiderado vai além da implementação no projeto e serve como exemplo e educam à população sobre a importância do meio ambiente e o que pode ser feito para preservá-lo • Nas intervenções de revitalização urbana devesse considerar como um dos princípios principais o benefício da população moradora e que não seja expulsa por motivo de aumento nos custos dos locais para comercio e vivenda

57


58


ÁREA DE INTERVENÇÃO

59


LOCALIZAÇÃO O terreno escolhido pertence à subprefeitura da Sé e encontrasse localizado entre os bairros Bom Retiro, Santa Cecilia, Campos Elíseos e Barra Funda; tem uma área de 101,589 km² com 1.3 quilômetros de longitude aproximada e 0.125 km na parte mais larga. Foi selecionado devido à problemática existente de degradação urbana devido ao abandono de edificações que incluem o Moinho Fluminense, a antiga Fábrica da Ford, residências e galpões; a barreira urbana formada pela linha do trem que dificulta a relação entre os bairros e a circulação principalmente de pedestres, formando uma ilha onde o espaço está sendo subutilizado; a localização do terreno na região central da cidade com fácil acesso infraestrutura de transporte e serviços, à existência de uma comunidade dentro do terreno do antigo moinho onde as condições de vida são precárias e tem problemas de violência, tráfico de drogas e delinquência, gerando insegurança na região.

Figura 69.Vista do terreno orientada a Barra Funda e Santa Cecilia desde a Avenida Rio Branco Fonte da imagem de fundo: www.google.com.br/maps + anotações do autor

60

Figura 70. Vista do terreno orientada aBom Retiro e Campos Eliseos desde a Avenida Rio Branco Fonte da imagem de fundo: www.google.com.br/maps + anotações do autor


RIO TIETE

BOM RETIRO

BARRA FUNDA CAMPOS ELISEOS

SANTA CECILIA LEGENDA HIDROGRAFIA FERROVIA AREA DE INTERVENÇÃO

Figura 71 Localização Fonte da imagem de fundo: www.google.com.br/maps + anotações do autor

0

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61


LEVANTAMENTO FOTOGRAFICO

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TELECOMUNICAÇÕES DE SÃO PAULO

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Figura 73. Levantamento das colindancias do terreno Fonte: Google Streetview + Mapa desenvolvido pelo autor

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LEVANTAMENTO FOTOGRAFICO65


HISTORICO DO LOCAL A região onde se encontra o terreno de intervenção apareceu no mapa no final do século XIX com o loteamento para residências de alto padrão realizado por empresários Suíços no bairro de Campos Elíseos e Santa Cecilia onde se estabeleceram principalmente fazendeiros do café. Devido a isso a região conta com um grande acervo de patrimônio histórico que inclui antigos casarões, a estação Júlio prestes com a Sala São Paulo e a Pinacoteca do estado que foram reformados recentemente.

de apartamentos; os que permaneceram foram alugados transformando-se grande parte em pensões, cortiços e moradias coletivas de condições precárias Atualmente graças à iniciativa público-privada em conjunto com a associação de moradores, o bairro está tendo transformações, novos espaços dedicados à cultura e o lazer estão sendo edificados, campanhas que tem como objetivo a preservação e manutenção do bairro.

A decadência começo a partir dos anos 30, foram demolidos parte dos casarões e mansões para a construção de edifícios

Figura 74. Casarão da familia Dumont em Campos Eliseos Fonte: smdu.prefeitura.sp.gov.br/historico_demografico/1900.php

66

Figura 75. Imagem de Bom Retiro em 1900 Fonte: smdu.prefeitura.sp.gov.br/historico_demografico/1900.php


Figura 76. Mapa da cidade de São Paulo em 1895 Fonte da imagem de fundo: http://smdu.prefeitura.sp.gov.br/historico_demografico/1890.php + Anotações do autor

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68

Figura 77. A fabrica da Ford nos anos 20 Fonte: www.saopauloantiga.com.br/ford/

Figura 79. A fabrica da Ford nos anos 20 Fonte: www.saopauloantiga.com.br/ford/

Figura 78. A fabrica da Ford nos anos 20 Fonte: www.saopauloantiga.com.br/ford/

Figura 80. A fabrica da Ford nos anos 20 Fonte: www.saopauloantiga.com.br/ford/


HISTÓRICO DO LOCAL Localizado ao lado da linha férrea, no terreno selecionado encontrava-se antigamente o Moinho Central ou Fluminense, construído na primeira metade do século XX, no período de ouro da atividade fabril paulistana, o maior moinho da capital chegando a ter uma estação de trem própria para embarque de produtos. Seu declínio veio junto ao declínio industrial deixando esta enorme construção abandonada. Nos anos 1990 o local foi invadido e tornou-se uma grande favela que além de ocupar os terrenos laterais também tomo prédio principal e os silos. A deterioração do espaço e a ocupação ilegal deram lugar ao trágico incêndio provocado por uma própria moradora do local em 2011e devido a isso foi demolido pouco tempo depois. Hoje pode-se apreciar somente os silos que sem nenhum indicio de intenções de demolição encontrasse num estado crítico de preservação tornando-se uma ameaça para a população que mora no local Junto ao local do moinho encontrasse a antiga fábrica da Ford inaugurada em 1920 num prédio especialmente construído para funcionar como linha de montagem (que existe até hoje exatamente como foi construído pela Ford). Foi a 1ª instalação industrial construída no Brasil com esse propósito, No ano 1958 foi inaugurado no Ipiranga o novo complexo industrial encerrando as operações nas instalações do Bom Retiro. Hoje a fábrica encontrasse em estado bom de conservação, mas sem nenhum uso, podendo-se aproveitar o prédio com instalações de caráter cultural e educacional para que possa ser aproveitado pela população que mora na região.

69


CLIMA O clima da cidade de São Paulo é considerado tropical úmido. O verão é chuvoso e apresenta temperaturas moderadamente altas sendo o mês mais quente fevereiro (média de 22°C). Os invernos brandos e secos presentam em julho as temperaturas mais baixas (média de 14°C). Predominam os ventos que vem sentido nordeste com tendência a se manter calmo.

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VENTOS PREDOMINANTES

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Figura 82. Temperatura registrada em 2014 Fonte: www.inmet.gov.br/portal/

SOLSTICIO DE INVIERNO 21/06

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TOR

NID AVE

NCO

V

735

V

740

DE

7 396 900 O TINH

P

RU

V

SÃO O RUA TINH MAR

7 396 900

735

VI TOR INO

V

MED ALA

V

ÃO

ÃO

RUA

BAR

BAR

A

AL.

VES CHA

NID AVE

730

CAM

R

735

DO PRA

ELETROPAULO ESTAÇÃO TRANSFORMADORA SANTA CECÍLIA

DE

A

RUA

CAPISTRA NO

730

MED ALA

R

RUA

A EIR OLIV 7 397 000

A

7 396 900 V

RUA

MAR

IRO RIBE

BAR ÃO

RIO

COLÉGIO BONI CONSILLI

DIN

O

O

RIO

ARD

CON

EDU

ÃO

HEI SEL

BAR

SÃO

RO

SANTA CECÍLIA

A MED ALA

NN HMA NOT

SANTA CECÍLIA SET OR 008

CORREIOS

06:00

18:00 SOLSTICIO DE VERANO 21/12

SO SE

S

Figura 81. Carta Solar 23’30° e direção predominante do vento Desenho desenvolvido pelo autor Fonte: www.inmet.gov.br/portal/

70

Figura 83. Precipitação registrada em 2014 Fonte: www.inmet.gov.br/portal/


10:00 a.m. 10:00 a.m.

21 de junio

N

E

21 de marzo

07:48 a.m.

N

E

07:10 a.m.

06:27 p.m.

07:16 p.m.

W

S

W

S

10:00 a.m.

10:00 a.m.

N

E

23 de septiembre

N

E

06:55 a.m.

06:17 a.m.

21 de diciembre

07:02 p.m.

W

S

W

07:51 p.m.

S

Figura 84. Estudo de insolação Desenho desenvolvido pelo autor

71


TOPOGRAFĂ?A

72

Figura 85. Hiposometrico do local Desenho desenvolvido pelo autor


Figura 86. Cortes Desenho desenvolvido pelo autor

O terreno presenta um desnĂ­vel de 20 metros distribuĂ­dos longitudinalmente em aproximadamente 1.5 quilĂ´metros com pendentes de 1.0 e vai atĂŠ 6.5% em alguns pontos do terreno.

73


ESTACAO BARRA FUNDA

ESTACAO TIRADENTES

ESTACAO JULIO PRESTES (SOROCABANA)

ESTACAO MARECHAL DEODORO

ESTACAO DA LUZ

ESTACAO LUZ

LEGENDA

74

HIDROGRAFIA

ZONA DE CENTRALIDADE POLAR B

ZONA MISTA DE BAIXA DENSIDADE

PARQUES E AREAS MUNICIPAIS

ZONA ESPECIAL DE PRESERVAÇÃO CULTURAL

ZONA MISTA DE ALTA DENSIDADE

ZONA DE CENTRALIDADE POLAR A

ZONA ESPECIAL DE PRESERVAÇÃO CULTURAL

ZONA ESPECIAL DE INTERESSE SOCIAL

Figura 87. Zoneamento da região Desenho desenvolvido pelo autor Fonte: http://www.prefeitura.sp.gov.br/cidade/secretarias/desenvolvimento_urbano/legislacao/planos_regionais

0

100

200

400

800


ZONEAMENTO E USO E OCUPAÇÃO DO SOLO

Figura 88. Coeficiente de aproveitamento e taxa de ocupação Fonte: http://www.prefeitura.sp.gov.br/cidade/secretarias/desenvolvimento_urbano/legislacao/planos_regionais

VISC

A

ESTADO DA SAÚDE

AY

LO SO

N

V

NA PE

730

GE

RUA

RUA

RUA

R UA

R UD

MARINO

R UA

UN TA

725

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C

. DE

O

V

EN AV

D UT

N ID A VE

V IA

RUA

MIGUEL

CÔNEGO VICENTE

MIGUEL

MARINO

S

ÂNGELO

P

R UD GE

V

7 397 200

7 397 200

7 397 200

V

SETOR 019

NEN

TE

EIRO

V

TE

BOM RETIRO

ENG ENH

V

7 397 200

R UA

CATAPANO V

V

PE LO

P

V

V

TELECOMUNICAÇÕES DE SÃO PAULO

SANTA CRUZ S.A. SANTA CRUZ S.A.

O O VÃ TR

SETOR 019

V

730

BORACÉIA

ANHAGUERA

SENAC

A RU

V

BOM RETIRO SETOR 019

LUIG I

C.P.T.M.

GRECO

730

LIO

D OS

7 397 100

7 397 100

7 397 100 ORLANDO

R

725

7 397 100

725 F R

DE

LIM

CP TM

A RU

R

A R

V

AL.

R

AB RE

V

R

U

R

ABREU

735

O AD PR

ELETROPAULO ESTAÇÃO TRANSFORMADORA SANTA CECÍLIA

ANO

DE

A

73 5

SALESIA NOS DE DOM BOSCO

7 397 000

7 397 000

V V

7 397 000

ME ALA

R MU

DA

EN

L GE

ID

. AL

A

730

AV

0 73

ES AV CH

DA

CAP ISTR EIR

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RUA

V OLI

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EDUARDO

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M CA

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V

V V

V

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ID EN A

C

V

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AV

A ED

ME ALA

A

740

HA AN

DA

ID EN

OR

AV

CO

M ALA

UT DO

A RU

735

V

740

DE

O O RU TINH MAR A

7 396 900 O NH RTI MA

P

ME ALA

BA

O RÃ

A RU

BA

V

A RU

V

7 396 900

7 396 900 V

A RU R IB

EIR

O

BA O RÃ

RIO D IN O

O RD UA ED

RIO

BA

ELH

O RÃ

O

NS CO

COLÉGIO BONI CONSILLI SÃ

EIR O

SANTA CECÍLIA

ME ALA

LEGENDA FERROVIA

ZONA DE USO MISTO

CULTURAL

RESIDENCIAL

INSTITUCIONAL

RELIGIOSO

COMERCIAL

EDUCACIONAL

ESTACIONAMENTOS/ AREAS SEM USO

Figura 89. Uso e ocupação do solo Desenho desenvolvido pelo autor

0'

50

SANTA CECÍLIA SETOR 008

DA

100

200

TH NO

NN MA

CORREIOS

400

75


MOBILIDADE E INFRAESTRUTURA URBANA

ESTÇÃO BARRA FUNDA

M

T

ESTAC AO BARRA F UNDA

T M

ESTÇÃO MARECHAL DEODORO

ESTÇÃO JULIO PRESTES (SOROCABANA)

ESTACAO JULIO PRESTES (SOROCABANA)

ESTACAO MARECHAL DEODORO

T

ESTACAO DA LUZ

ESTÇÃO DA LUZ

M

ESTACAO LUZ

ESTÇÃO DA LUZ

LEGENDA

76

HIDROGRAFIA

CICLOVIA

ESTRUTURA VIARIA METROPOLITANA

CORREDOR DE ONIBUS

ESTRUTURA VIARIA MUNICIPAL PRINCIPAL

METROVIA

ESTRUTURA VIARIA MUNICIPAL SECUNDARIA

FERROVIA

Figura 90. Mobilidade urbana Desenho desenvolvido pelo autor

M

ESTAÇÃO DE METRO

T

ESTAÇÃO DE TREM

PONTO DE ONIBUS PRINCIPAL

TERMINAL RODOVIARIA

PONTO DE ONIBUS SECUNDARIO

TERMINAL DE ONIBUS

0

100

200

400

800


ESTÇÃO BARRA FUNDA

ESTACAO BARRA FUNDA

ESTACAO TIRADENTES

ESTACAO JULIO PRESTES (SOROCABANA)

ESTÇÃO MARECHAL DEODORO

ESTACAO MARECHAL DEODORO

ESTACAO DA LUZ

ESTACAO LUZ

LEGENDA PARQUE

SAUDE

ESPORTE

EDUCACIONAL

POSTO POLICIAL

IGREJA

CULTURAL

0

Figura 91. Infraestrutura urbana Desenho desenvolvido pelo autor

100

200

400

800

77


LEVANTAMENTO DE PATRIMONIO HISTORICO

SOBRADO CASA

CASA

CASA CASA

CASA FERROVIARIA

ARRMAZEN ESTAC AO BARRA F UNDA

CASA

CASA DE 1914

FORD DO BRASIL

CASA

DESINFECTORIO CENTRAL - MUSEU DA SAUDE PUBLICA

CASA VILA MICHELE ANASTASI

CASA DE ANTONIO DA ROCHA MARMO

SOBRADO MOINHO FLUMINENSE

NEOFARM

CASA CASA CASA

CASA

FACHADA ART DECO

CASAS DEMOLIDAS

PALACETE DO BARÃO DO RIO PARDO

CASA

ESTACAO TIRADENTES

GALPÃO CASA SALÃO ARMAZEN CASA CASARÃO CASA

SOBRADO GALPÃO CASAS

CONSTRUÇÃO INACABADA

RESIDENCIA

IMOVEIS DEMOLIDOS

RESIDENCIA DE ALFREDO PRATES

CASARÃO DE OTAVIO ALVES DE LIMA

CASARÃO

CASA

CASARÃO FRANCES PREDIO

SOBRADO

ANTIGO COLEGIO AZEVEDO SOARES SOBRADO ESTACAO MARECHAL DEODORO

ESTACAO JULIO PRESTES (SOROCABANA)

EDIFICIOS DEMOLIDOS

COLEGIO MARIA JOSE CASA SOBRADO

CASA

CASTELINHO

CASA ONDE NASCEU MAZZAROPI

SALA SÃO PAULO

TERMINAL RODOVIARIA DA LUZ

PALACETE

PALACETE EDIFICIO CASARÃO

ESTACAO DA LUZ

PINACOTECA

ESTAÇÃO DA LUZ

EDIFIÇO OPUS AMARELINHO

ESTACAO LUZ

CASAS

LEGENDA BEM CONSERVADO

MAL CONSERVADO

REGULARMENTE CONSERVADO

ESTADO CRITICO DE CONSERVÇÃO

DEMOLIDO

0

78

Figura 92. Levantamento de patrimonio historico Desenho desenvolvido pelo autor Fomte: http://www.saopauloantiga.com.br/

100

200

400

800


DENSIDADE DEMOGRAFICA

Figura 93. Densidade demografica Desenho desenvolvido pelo autor Fonte: www.censo2010.ibge.gov.br/sinopseporsetores/?nivel=st

A regiĂŁo tem uma densidade predominantemente baixa que vĂĄ aumentando conforme vai se aproximando ao centro da cidade Dentro do terreno selecionado encontrasse a Favela do Moinho onde se apresenta uma alta densidade; nela existem 1656 Residentes em 573 residĂŞncias segundo os dados do censo 2010 79


O ESPAÇO CONSTRUIDO

VISC

A

ESTADO DA SAÚDE

AY

LO SO

N

V

NA PE

730

GE

RUA

RUA

RUA

R UA

R UD

MARINO

R UA

UN TA

725

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C

. DE

O

V

EN AV

D UT

N ID A VE

V IA

RUA

MIGUEL

CÔNEGO VICENTE

MIGUEL

MARINO

S

ÂNGELO

P

R UD GE

V

7 397 200

7 397 200

7 397 200

V

SETOR 019

NEN

TE

EIRO

V

TE

BOM RETIRO

ENG ENH

V

7 397 200

R UA

CATAPANO V

V

PE LO

P

V

V

TELECOMUNICAÇÕES DE SÃO PAULO

SANTA CRUZ S.A. SANTA CRUZ S.A.

O O VÃ TR

SETOR 019

V

730

BORACÉIA

ANHAGUERA

SENAC

A RU

V

BOM RETIRO SETOR 019

LUIG I

C.P.T.M.

GRECO

730

LIO

D OS

7 397 100

7 397 100

7 397 100 ORLANDO

R

725

7 397 100

725 F R

DE

CP TM

A RU

R

A LIM R

V

AB RE

V

R

U

R

A

ANO

ABREU

735

O AD PR

ELETROPAULO ESTAÇÃO TRANSFORMADORA SANTA CECÍLIA

DE

73 5

SALESIA NOS DE DOM BOSCO

7 397 000

7 397 000

V

7 397 000

ME ALA DA

ID

. AL

EN

L GE

AV

R MU

0 73

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A

730

V

DA

A RU

CAP ISTR EIR

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V

V V

V

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ME ALA

A

740

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OR

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M ALA

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A RU

735

V

740

DE

A RU

V

7 396 900

5

P

O SÃ O A RU TINH MAR

73

7 396 900 O NH RTI MA

ME ALA

BA

O RÃ

A RU

BA

V

7 396 900 V

A RU R IB

EIR

O

BA O RÃ

RIO D IN O

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O RÃ

O RD UA ED

RIO

BA

O

NS CO

COLÉGIO BONI CONSILLI SÃ

EIR O

SANTA CECÍLIA

ME ALA

LEGENDA

SANTA CECÍLIA SETOR 008

DA

TH NO

AREA CONSTRUíDA VAZIOS URBANOS

Figura 94. Plano de cheios e vazios Desenho desenvolvido pelo autor

80

0'

50

100

200

400

NN MA

CORREIOS


VISC

A

AY

LO SO

N

V

NA PE

730

GE

RUA

RUA

RUA

R UA

R UD

MARINO

R UA

UN TA

ID A

C

ESTADO DA SAÚDE

. DE

O

V

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D UT

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V IA

RUA

MIGUEL

CÔNEGO VICENTE

MIGUEL

MARINO

S

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P

R UD GE

V

7 397 200

7 397 200 V

R UA

SETOR 019

V

TE

NEN

EIRO

V

TE

ENG ENH

CATAPANO V

V

PE LO

P

V

V

TELECOMUNICAÇÕES DE SÃO PAULO

O O VÃ TR

SETOR 019

V

730

BORACÉIA

ANHAGUERA

SENAC

V

A RU

BOM RETIRO SETOR 019

LUIG I

C.P.T.M.

GRECO

730

LIO

D OS

7 397 100

7 397 100

7 397 100 ORLANDO

R

725

7 397 100

725 F R

DE

CP TM

A RU

R

A LIM R

AB RE

V

R

U

R

A

ANO

ABREU

735

O AD PR

ELETROPAULO ESTAÇÃO TRANSFORMADORA SANTA CECÍLIA

DE

73 5

SALESIA NOS DE DOM BOSCO

7 397 000

V

7 397 000

ME ALA DA

ID

. AL

EN

L GE

AV

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0 73

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730

V

DA

A RU

CAP ISTR EIR

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V

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C

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ME ALA

A

740

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DA

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UT DO

A RU

735

V

740

DE

O O RU TINH MAR A

7 396 900 O NH RTI MA

P

ME ALA

BA

O RÃ

A RU

BA

V

A RU

V

7 396 900

7 396 900 V

A RU R IB

EIR

O

BA O RÃ

RIO D IN O

RIO

O RD UA ED

ELH

O RÃ

O

NS CO

BA

EIR O

SANTA CECÍLIA

ME ALA

SANTA CECÍLIA SETOR 008

DA

TH NO

NN MA

CORREIOS

LEGENDA: No. PAVIMENTOS 1-2

10 - 15

2-5

15 - 20

5 - 10

20 +

Figura 95. Plano de gabarito Desenho desenvolvido pelo autor

0'

50

100

200

400

81


SOBRE O ANALISSE DO CONTEXTO Depois do levantamento de dados e sua análise de forma crítica e interpretativa é possível definir as necessidades da região servindo como base para o desenvolvimento do programa arquitetônico. • Devido ao clima da cidade se percebe a necessidade de criar espaços de luz e sombra assim como um desenho paisagístico que permita o conforto térmico e a circulação do vento evitando as correntes de ar principalmente no inverno a traves de vegetação e barreiras naturais • Por estar na região central se conta com fácil acesso a infraestrutura e sistemas de transporte, mas com estações de trem e metrô muito distantes (1.5 quilômetros a mais próxima) sendo que poderia ser colocada uma nova estação aproveitando o fato de que a linha de trem já atravessa o local. • O uso do solo de um bairro para outro tem diferencias marcantes; um de caráter predominantemente residencial com poucos comércios de serviços na parte de Santa Cecilia e outro de um caráter mais comercial e de uso misto em Bom Retiro e Campos Elíseos. • Na região existe uma carência de equipamentos de recreação, áreas verdes e de lazer assim como de centros culturais que possam atender à necessidade das pessoas que moram na área estudada e também as que moram em localidades vizinhas. • É evidente a ilha formada devido à linha de trem onde existe hoje a comunidade conhecida como e Favela do Moinho sendo necessária a implementação dentro do programa de habitação de interesse social para que possa melhorar a qualidade de vida destas pessoas que atualmente é precária. • Existe uma grande quantidade de patrimônio histórico principalmente em Campos Elíseos bairro que foi recentemente tombado junto com algumas edificações que encontrassem dentro do seu perímetro; muitas delas encontrassem em estado de degradação e abandono, afetando a paisagem urbana

82


SITUAÇÃO ATUAL

LEGENDA FERROVIA VIADUTO ESPAÇOS SEM USO

Figura 96. Situação atual do terreno Desenho desenvolvido pelo autor

83


84


O PROJETO

85


DESCRIÇÃO O objetivo do projeto que é a reabilitação de uma área urbana central em estado de degradação recuperando edificações e terrenos abandonados, com um parque linear onde se integre e se de novos usos de caráter cultural, habitacional, comercial e institucional para esses espaços transformando o local numa área de transposição que permita a circulação hoje interrompida pela linha do trem e a ilha que se forma tendo como prioridade a valorização do pedestre e o ciclista implementando melhoras no sistema de transporte coletivo. Dentro do parque foi desenvolvido o projeto de uma Galeria, para dar uso aos silos abandonados don antigo Moinho Fluminense, criando um edificio anexo onde pudesse ser colocados equipamentos de suporte à area de exposição e um mirante para aproveitar a vista do parque e do entorno.

86


87


88


89


CONCEITO Viver em São Paulo é uma experiência que permite ver uma cidade em muitas, linda e descuidada, caótica e organizada, elegante e banal, solene e descontraída, agressiva e acolhedora, tão complexa que fica difícil compreendê-la O conceito é o resultado do estudo de tudo aquilo que representa São Paulo unindo a multiculturalidade da megalópole, a natureza misturada com a paisagem urbana, as atividades que movem a cidade, a arte a história e sobretudo as pessoas caraterizadas pela alegria, a hospitalidade a força e que lutam dia com dia para alcançar seus sonhos Essa diversidade será implementada nas cores, os materiais, o paisagismo e uso da vegetação, e nos ambientes criados para que tudo aquilo que inspiro o projeto possa se viver e sentir dentro de um espaço que se abre à cidade

90


O PROGRAMA O programa é baseado em necessidades que representam as atividades da cultura paulista, e como as pessoas a expressam de diversas formas, com o propósito de criar uma identificação da população de todas partes da cidade com o projeto, assim como também valorizar o local mostrando sua história evolução e transformações. Além disso o programa inclui aspectos para atender a necessidade do bairro em quanto acessibilidade, mobilidade, emprego e habitação

NECESIDADES ESPACOS CULTURAIS: HISTORIA ARTE PINTURA ESCULTURA FOTOGRAFIA MODA MUSICA DANÇA CINEMA TEATRO GASTRONOMIA

GALERIA MIRADOR (ANTIGO MOINHO FLUMINENSE)

ESPORTE

CAFE

MORADIA

BAR

CENTRO DE SAUDE (ANTIGA FABRICA DA FORD) ESPAÇO ESPORTIVO ESPORTIVO: HABITAÇÃO SOCIAL AREAS COMERCIAIS ESTAÇÃO DE TREM BICICLETARIOS CICLOVIA

TRABALHO MOBILIDADE CENTRODE SAUDE

91


IMPLANTAÇÃO ESC. 1:5000

92


93


DIAGRAMAS

94


95


SETOR 01

96


SETOR 02

97


SETOR 03

98


SETOR 04

99


PLANTAS ARQUITETテ年ICAS ESC. 1:2000

100


101


PLANTAS ARQUITETテ年ICAS ESC. 1:2000

102


CORTE DO CONJUNTO ESC. 1:2000

103


104


105


106


107


108


DETALHE DE GALERIA

109


110


111


112


PLANTAS ARQUITETテ年ICAS ESC. 1:500

113


PLANTAS ARQUITETÔNICAS ESC. 1:500

2 1 733.00 733.00

2

1

733.00 733.00D

2

S

1

A

D

D S

S

A

S

733.00 733.00

A

D

5

3 3

D

A

5

4

A

4

6

S

3

A

5 6 4

D S

6

LEGENDA LEGENDA 1 ADMINISTRAÇÃO 2 SALA DE REUNIÕES 3 SANITARIO FEMININO 4 SANITARIO MASCULINO 5 SANITAIO PNE. 6 COPA 1 ADMINISTRAÇÃO 2 SALA DE REUNIÕES 3 SANITARIO FEMININO 4 SANITARIO MASCULINO 5 SANITAIO PNE. 6 COPA CIRCULAÇÃO VERTICAL CIRCULAÇÃO DE SERVIÇO ESCADA DE EMERGENCIA CIRCULAÇÃO VERTICAL CIRCULAÇÃO DE SERVIÇO ESCADA DE EMERGENCIA LEGENDA 1 ADMINISTRAÇÃO 2 SALA DE REUNIÕES 3 SANITARIO FEMININO 4 SANITARIO MASCULINO CIRCULAÇÃO VERTICAL CIRCULAÇÃO DE SERVIÇO ESCADA DE EMERGENCIA

5 SANITAIO PNE.

6 COPA

0 0

2

5

2

5

10

10

20 20

ADMINISTRAÇÃO 733.00 ADMINISTRAÇÃO 733.00 1 : 500 0

2

5

10

20

1 : 500

ADMINISTRAÇÃO 733.00 1 : 500

ADMINISTRAÇÃO

733.00 ADMINISTRAÇÃO

733.00

ADMINISTRAÇÃO

CORTE A-A

CORTE A-A 1 : 1000

114

1 : 1000

CORTE A-A 1 : 1000

733.00


736.00 736.00

8

7

S

8 A

S

D S

D

9

10

12

10

11

10

13

11 D

11

14

7

S

12

S

D

D

15

7

12

8 9

A

1

5

D

9 A

736.00 736.00

5

13 13

736.00 736.00

15

17

15

17

17

14 14

5

17

6

6 6

17

16

17

16

16 3

4 3 4

LEGENDA 1 PRAÇA DE ACESSO 2 FOYER 3 INFORMAÇÃO 4 BILHETERIA 5 HALL 6 AUDITORIO 7 LOJA 8 GALERIA 9 VAZIO LEGENDA 10 SANITARIO 11 SANITARIO FEMENINO 12 SANITAIO PNE. 6 AUDITORIO 13 SANITARIO7FEMENINO 14 SANITARIO 1 PRAÇA DE MASCULINO ACESSO 2 FOYER 3 INFORMAÇÃO 4 BILHETERIA 5 HALL LOJA 8 GALERIA 9 VAZIOMASCULINO 15 10 CAMARIN FEMENINO 16 CAMARIN MASCULINO 17 DEPOSITO SANITARIO MASCULINO 11 SANITARIO FEMENINO 12 SANITAIO PNE. 13 SANITARIO FEMENINO 14 SANITARIO MASCULINO LEGENDA 15 CAMARIN FEMENINO 16 CAMARIN MASCULINO 17 DEPOSITO 1 PRAÇA DE ACESSO 3 INFORMAÇÃO 4 BILHETERIA ESCADA 5 HALL DE 6 AUDITORIO CIRCULAÇÃO VERTICAL2 FOYERCIRCULAÇÃO DE SERVIÇO EMERGENCIA 7 LOJA 8 GALERIA 9 VAZIO 10 CIRCULAÇÃO SANITARIO MASCULINO 11 CIRCULAÇÃO SANITARIO FEMENINO PNE.DE EMERGENCIA 13 SANITARIO FEMENINO 14 SANITARIO MASCULINO VERTICAL DE SERVIÇO 12 SANITAIO ESCADA 15 CAMARIN FEMENINO 16 CAMARIN MASCULINO 17 DEPOSITO CIRCULAÇÃO DE SERVIÇO

2 2

1

A

1

A

2

A

4

S

CIRCULAÇÃO VERTICAL

3

0

2

5

10

0

2

5

10

20

0

2

5

10

20

20

GALERIA / CAFE / AUDITORIO 736.00

GALERIA / CAFE / AUDITORIO 736.00

ESCADA DE EMERGENCIA

1 : 500

1 : 500

GALERIA / CAFE / AUDITORIO 736.00 1 : 500

TERREO ELEVADO TERREO ELEVADO 736.00 736.00

TERREO ELEVADO 736.00

CORTE A-A CORTE A-A 1 : 10001 : 1000

CORTE A-A 1 : 1000

115


3

4

739.00 739.00

2 D

S

A

3

2 1

7

11 D

9

S

10

A

11

1 9

10

LEGENDA 1 GALERIA 2 VAZIO 3 CAFE 4 HALL 5 AUDITORIO 10 SANITARIO FEMENINO 11 SANITAIO PNE. LEGENDA CIRCULAÇÃO VERTICAL CIRCULAÇÃO DE SERVIÇO 1 GALERIA 2 VAZIO 3 CAFE 4 HALL 5 AUDITORIO 10 SANITARIO FEMENINO 11 SANITAIO PNE. CIRCULAÇÃO VERTICAL

CIRCULAÇÃO DE SERVIÇO

4 5

739.00 739.00

8 6 87

A

A

5

8 6 8

6 AUDIO E VIDEO

7 COZINHA

ESCADA DE EMERGENCIA 6 AUDIO E VIDEO 7 COZINHA

8 DEPOSITO

8 DEPOSITO

9 SANITARIO MASCULINO

9 SANITARIO MASCULINO

0

0

2

5

2

5

10

10

20

20

MEZANINO 739.00

ESCADA DE EMERGENCIA

1 : 500

MEZANINO 739.00 1 : 500

MEZANINO 739.00

MEZANINO 739.00

CORTE A-A 1 : 1000

116

CORTE A-A 1 : 1000


PLANTAS ARQUITETÔNICAS

PROJEÇÃO DE NIVEL SUPERIOR ESC. 1:500 PROJEÇÃO DE NIVEL SUPERIOR PROJEÇÃO DE NIVEL SUPERIOR

1

S D

3

D 742.00 742.00

A

742.50 742.50

21

A

S

1 A

D

742.00 742.00

3

D 742.00 742.00

742.50 742.50

S

2

D

742.00 742.00

A

2

LEGENDA 1 GALERIA 2 VAZIO 3 TERRAÇO CIRCULAÇÃO VERTICAL LEGENDA 1 GALERIA 2 VAZIO 3 TERRAÇO LEGENDA CIRCULAÇÃO VERTICAL 1 GALERIA 2 VAZIO 3 TERRAÇO CIRCULAÇÃO VERTICAL

A

3

D

742.50 742.50

742.00 742.00

742.00 742.00

A

0

2

5

10

20

0

2

5

10

20

GALERIA / TERRAÇO 742.00 0

2

5

10

20

1 : 500

GALERIA / TERRAÇO 742.00 1 : 500

GALERIA / TERRAÇO 742.00 1 : 500

GALERIA/TERRAÇO 742.00

GALERIA/TERRAÇO 742.00

CORTE A-A 1 : 1000

CORTE A-A 1 : 1000

GALERIA/TERRAÇO 742.00

117


PLANTAS ARQUITETÔNICAS ESC. 1:500

1

2

S

D

2

A

1

1

S

A

A

D

A S

2

S

A

1 LEGENDA 1 GALERIA 2 VAZIO 0 2 5 10 20 CIRCULAÇÃO VERTICAL LEGENDA 1 GALERIA 2 VAZIO 0 2 5 10 20 CIRCULAÇÃO VERTICAL GALERIA - A - 745.00 - 751.00 - 757.00 - 763.00

A

D

A

A

2

LEGENDA 0 2 5 10 1 GALERIA 2 VAZIO CIRCULAÇÃO VERTICAL LEGENDA 0 2 5 10 1 GALERIA 2 VAZIO GALERIAVERTICAL - B - 748.00 - 754-00 - 760.00 CIRCULAÇÃO

1 : 500

1 : 500

GALERIA - A - 745.00 - 751.00 - 757.00 - 763.00

GALERIA - B - 748.00 - 754-00 - 760.00

1 : 500

1 : 500

GALERIA - B

748.00

GALERIA - A 745.00 GALERIA - B

748.00

GALERIA - A 745.00

CORTE A-A 1 : 1000

118

D

CORTE A-A 1 : 1000

20

20


PROJEÇÃO DE NIVEL SUPERIOR PROJEÇÃO DE SUPERIOR PROJEÇÃO DE NIVEL NIVEL 1 PROJEÇÃO NIVEL SUPERIOR 2 DESUPERIOR PROJEÇÃO DE NIVEL SUPERIOR

S

D

1

D

1 1 1

766.00 766.00

A

A A A

A

766.00 766.00 766.00 766.00

766.00 766.00

1

766.00 766.00

2 23 2 3 3 3

769.00 769.00

A

2 3

S S

S

D S D

D

A A

D

A

A A

A

A

A

11 1

D D

769.00 769.00 769.00 769.00

1

D

D 769.00 769.00

A A

A

769.00 769.00

0

2

5

10

A

20

A

A

LEGENDA 1 BAR CIRCULAÇÃO VERTICAL LEGENDA LEGENDA LEGENDA 11 BAR LEGENDA BAR1 BAR CIRCULAÇÃO VERTICAL 1 BAR CIRCULAÇÃO VERTICAL CIRCULAÇÃO VERTICAL CIRCULAÇÃO VERTICAL

LEGENDA 1 GALERIA 2 SANITARIO FEMININO 3 SANITARIO MASCULINO 0 2 5 10 20 CIRCULAÇÃO VERTICAL 0 2 5 20 0 102 5 10 20 LEGENDA 0 2 5 10 20 LEGENDA LEGENDA 11 GALERIA 22 SANITARIO FEMININO 33 SANITARIO MASCULINO LEGENDA GALERIA SANITARIO FEMININO SANITARIO MASCULINO MIRANTE 766.00 1 GALERIA 2 SANITARIO FEMININO 3 SANITARIO MASCULINO 1 : 500 1 GALERIA 2 SANITARIO FEMININO 3 SANITARIO MASCULINO CIRCULAÇÃO VERTICAL CIRCULAÇÃO VERTICAL CIRCULAÇÃO VERTICAL CIRCULAÇÃO VERTICAL

MIRANTE 766.00 MIRANTE 766.00 MIRANTE 766.00 1 : 500 1 : 500 1 : 500 MIRANTE 766.00

0

2

5

10

0 0

2 2

5 5

10 0 102

0

2

5

10

20

5

20 20 10

20

20

BAR 769.00 1 : 500

BAR BAR 769.00 769.00 BAR1 : 500769.00 1 : 500 1 : 500 BAR 769.00

1 : 500

1 : 500

BAR

769.00

MIRANTE

766.00

BAR BAR BAR 769.00 769.00 769.00 BAR MIRANTE 769.00MIRANTE MIRANTE 766.00 766.00 766.00 MIRANTE 766.00

CORTE A-A 1 : 1000

CORTE A-A CORTE A-A CORTE A-A 1 : 1000 1 : 1000 1 : 1000 CORTE A-A

119


CORTE A-A ESC. 1:500

120


121


122


CORTE B-B ESC. 1:500

123


DETALHE DE VEDAÇÃO EVACUAÇÃO DO FLUXO DE AR 0.45 0.05

RADIAÇÃO SOLAR REFLECTIDA

0.40 0.20

DECK DE MADEIRA

PAINEL DE AÇO CORTEN PARAFUSADO

CAMAR A DE AR

0.20

VIDRO INSULADO

BAIXAS VARIAÇÕES DE TEMPERATURA NO INTERIOR

2.40

ISOLAMENTO INTERNO DO EDIFICIO

EXTENSOR METALICO

2.80

CABO DE AÇO

MONTANTE METALICO

0.20

LAJE MACIÇA COM FORMA METALICA INCORPORADA

1.00

ANGULO DE SUSTENTAÇÃO VIGA METALICA

CIRCULAÇÃO DE AR

D - 1: DETALHE FACHADA VENTILADA 1 : 50

124


125


BIBLIOGRAFIA Documentos Grandes Projetos urbanos: Critica da pratica recente Autor:Prof. Dr. Eduardo. A. C. Nobre Planejamento e desenho urbano. Programa de cidades sustentaveis Revitalização de áreas centrais degradadas: Experienciais nacionais e internacionais Autor: Prof. Dr. Eduardo A. C. Nobre FAUUSP Departamento de projeto Vida nova para o centro da cidade Autor Jose Carlos Vaz Mobilidade e acessibilidade urbana em centros históricos Iphan. Cadernos técnicos 9. Autor: Sandra Bernardes Ribeiro Deconstructing the high line: the representation and reception of nature in post-industrial urban park design, Autor: Patsy McEntee B.A., Binghampton University, 1995 El desarrollo urbano del antiguo Puerto Madero en la ciudad de Buenos Aires Autor: juan manuel borthagaray, profesor emérito de la facultad de arquitectura, diseño y urbanismo, de la universidad de buenos aires

126

: Waterfront Redevelopment and the Puerto Madero. Project in Buenos Aires, Argentina Autor: David J. Keeling

Department of Geography and Geology Western Kentucky University Videos: Breve historia das capitais brasileiras Parque Madureira | Cidade Olímpica The high line design video Great Museums: Elevated Thinking: The High Line in New York City Galeria da Arquitetura | Praça Victor Civita - Levisky Arquitetos Sites http://smdu.prefeitura.sp.gov.br/historico_demografico/ http://www.rra.com.br/projetos/parque-madureira-rio-20 http://www.rra.com.br/projetos/ampliacao-do-parque-madureira www.nyc-architecture.com/CHE/CHE029-TheHighLine. htm http://www.archdaily.com/24362/the-new-york-high-line www.inmet.gov.br


http://www.zap.com.br/revista/carros/categoria/historia-das-montadoras/historia-ford/ https://carrosantigos.wordpress.com/2010/03/10/brazilian-ford-brench/ http://www.archdaily.com.br/br/01-105278/operacao-puerto-madero-estrategias-de-gentrificacao-em-buenos-aires

Visitas Tecnicas Favela do Moinho Arquivo Hist贸rico da Cidade de S茫o Paulo CONDEPHAAT (Conselho de Defesa do Patrimonio Arqueol贸gico, Art铆stico e Turistico.)

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TFG-REVITALIZAÇÃO URBANA: PARQUE DO MOINHO  

A seguinte apressentação mostra o proceso de evolução do Trabalho Final de Graduação sobre Revitalização urbana numa area degradada no Bairr...

TFG-REVITALIZAÇÃO URBANA: PARQUE DO MOINHO  

A seguinte apressentação mostra o proceso de evolução do Trabalho Final de Graduação sobre Revitalização urbana numa area degradada no Bairr...

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