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novembro de 2016 - edição 02

Festa da diversidade Notícia

Mariana Lettieri

A edição deste ano da Festa da Família apresentou as diferenças culturais de países que participaram da Olimpíada Rio 2016. Os alunos do 2º e 3º do Ensino Médio, por exemplo, fizeram uma dança tribal maori, representativa da Nova Zelândia

COMPROMISSO Desde 1972, o Externato São Judas se destaca com um ensino de qualidade, um ambiente acolhedor e atendimento individualizado. Com um pequeno grupo de crianças, iniciamos as atividades com alunos de Educação Infantil. Em 1995, teve início o curso de Ensino Fundamental. Dez anos depois, introduzimos o Ensino Médio.

Na Educação Infantil, proporcionamos atividades em que a criança sinta-se livre para realizar novos experimentos, desenvolvendo atitudes de iniciativa, cooperação e criatividade. Com estímulos adequados, ela cria habilidades através do desenvolvimento dos aspectos físico, intelectual, social e afetivo. No Ensino Fundamental, crianças e adolescentes desenvolvem a capacidade de aprender, tendo em vista a aquisição de competên-

cias e habilidades, formação de atitudes e valores. A preparação básica para trabalho e cidadania, aprimoramento como pessoa humana, desenvolvimento da autonomia intelectual e do pensamento crítico são objetivos para a formação dos alunos do Ensino Médio. O nosso compromisso é formar cidadãos com alto grau de responsabilidade social, conscientes de seus direitos e deveres, além de promover a integração escola e família. A DIREÇÃO


Editorial Anos atrás, mais precisamente no final de 2004, um aluno veio desabafar: “Caramba, professor, ficam falando que nosso jornal é um jornalzinho e que não vai dar em nada”. Ah, a inveja alheia. Os comentários maldosos foram ignorados, nossa primeira edição saiu e com uma certa dose de ironia. Nosso nome? Jornalzinho. Ficou meigo de certa forma. A segunda edição só saiu em 2008. Mas por que tanto tempo depois? Na verdade, toda a produção de textos e fotografia do Jornalzinho era dos alunos, professores, direção. A arte dele (a montagem, a cara, o design), porém, ficava a cargo de terceiros - de fora da escola. Não gosto de depender dos outros. O projeto parou . Nesse ano, as coisas mudaram. Não dependeríamos mais dos outros e poderíamos fazer todo o jornal no Externato São Judas. Divulguei a ideia, ouvi sugestões, recebi matérias, fotos, desenhos. Cá está ele. Nosso número três, no início de 2017, terá maior participação dos pequenos. Enfim, temos um Jornalzinho, no melhor molde dos jornais de verdade. E mais: agora nossa plataforma é virtual. Você pode baixá-lo, lê-lo onde quiser, imprimi-lo. Estamos de volta e pra ficar... ALE DA COSTA

EXPEDIENTE: Projeto coletivo do Externato São Judas

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Hora de crescer

Ale da Costa

Escolher uma profissão é aliar interesses, talentos e competências e buscar uma forma de viver do seu trabalho com dignidade, ética, criatividade e gratificação. Assim, acreditamos que cabe a nós, educadores do Externato São Judas, em parceria com as famílias, auxiliarmos o nosso jovem a construir seu projeto de vida. Ao longo dos anos letivos convidamos professores ou coordenadores de cursos palestrantes

de universidades para que debatam suas carreiras, mercado de trabalho e divulguem cursos e universidades. Também divulgamos e incentivamos a participação em feiras e eventos de universidades e profissões para estudantes. Para contribuir ainda mais com uma escolha profissional segura e consciente, o ESJ tem desenvolvido o Programa de Orientação Profissional com alunos do 2º ano do ensino médio, no qual buscamos proporcionar ao jovem uma reflexão a respeito do seu anseio diante da definição e da escolha profissional. Realizamos encontros semanais em grupo durante três meses. ROZI GONÇALVES

Retrocesso na educação?

Foi divulgado pelo Governo Federal as novas mudanças para o Ensino Médio, o que tem causado grandes dúvidas e incertezas quanto ao futuro desse segmento. Ao me perguntarem sobre os novos rumos da Educação para o EM, acredito ter mais dúvidas do que respostas. Entendo a educação como uma ferramenta para contribuir na formação de indivíduos, tornando-o capaz de criar coisas novas e não simplesmente reproduzir o que os outros já fizeram e disseram. A educação deve ser capaz de formar indivíduos pensantes e atuantes, buscando contribuir para uma sociedade melhor. O Ensino Médio vai além de profissionalizar ou simplesmente colocar o aluno em uma universidade. Ele deve preparar o aluno para ser protagonista de suas escolhas, dando a oportunidade de amplia-

ção de conteúdos, formar um aluno crítico e capaz de solucionar problemas. Diante dessa formação integral, eliminar disciplinas como Educação Física, Artes, Sociologia, não seria um retrocesso? Não estaríamos nos distanciando ainda mais escola pública e privada e as-

sim contribuindo com as desigualdades? As escolas estão preparadas para todas essas mudanças? Acredito que uma maior divulgação e discussão com a sociedade e especialistas seriam necessários. SANDRA AGUIAR


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chegar até aqui. Aos 32 anos passou sozinha por uma gravidez de risco, fato que agravou mais os problemas cardíacos, mas nem por isso deixou de trabalhar para proporcionar uma vida digna e confortável à sua filha. ESJ: Nesses dez anos e meio na escola, como é a sua relação com os alunos durante o dia a dia? Adoro todos, tenho como filhos, criei amor desde sempre. Desde os pequenininhos até os grandões.

Letícia Dondo

Maria José do Nascimento, 48 anos, nossa faxineira há uma década, começou a trabalhar cedo quando ainda era criança, deixando de lado toda sua infância e adolescência. No interior do Paraná, em Assis, vivia com seus avós, cinco irmãos e com a mãe, já separada. Para se manterem na roça plantavam feijão, arroz e algodão. Mesmo com todo esse trabalho pesado ainda, Maria arrumava tempo para ir à escola. Caminhava cerca de 4,5km. Não se importando se havia sol e chuva, meio período já era o suficiente para deixá-la feliz. Ao nascer foi descoberta uma má formação em seu coração, chamada CIV (comunicação intraventricular). Passou por diversos tratamentos, mas foi só aos 14 anos que pode fazer a sua cirurgia para corrigir o problema. Sua mãe foi uma grande guerreira e nunca deixou que nada faltasse durante esse período. Ela trabalhou dobrado para arcar com os custos do tratamento. Maria veio para a cidade de São Paulo atrás de uma melhor condição de vida. Em meio a tanta dificuldade encontrou Lourdes Biasotto (dona e diretora do Externato São Judas) que disponibilizou o emprego de faxineira. Em 2014, virou chefe geral da limpeza. Mérito esse que diz com muito orgulho, pois sabe de todo o sofrimento que passou para

ESJ: Já percebeu algum tipo de julgamento dentro da escola pelos alunos ou funcionários? Não, não percebo olhares. Mas se olharem para mim com alguma indiferença eu não ligo e nem faço questão. Simplesmente chego na ‘chefia’ e falo o que está acontecendo. Gosto de todos. ESJ: Quais são os pontos positivos e negativos que a sua profissão traz? Na verdade, é uma profissão desvalorizada. Para ser sincera, eu não gosto muito, mas tudo que pego para fazer, faço com amor. Meu sonho mesmo era ser professora ou bancária, só que pela falta de estudos não consegui. ESJ: Tem algum sonho ainda para realizar? Ter a minha casa própria, esse é o meu maior sonho agora.

“Vocês aproveitam a oportunidade que tem. O estudo é tudo na vida da gente. Acho que se eu fosse estudada não seria o que sou hoje” NADINE MORAIS LUCAS COSTA

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Chuá!

Meu nome é Luan, tenho 15 anos e 1,74 de altura e amo o basquetebol. Comecei a gostar desse esporte na época em que Lebron James atuava pelo Miami Heat, ou seja, não faz muito tempo. Nessa época, eu ainda não jogava, apenas assistia alguns jogos, não com muita freqüência. Até que um dia nos playoffs da temporada 2014/2015, eu vi um jogador chamado Stephen Curry, que tinha sido MVP da temporada, assim como é o atual MVP. Ele jogando me inspirou. Comecei a jogar por diversão. Com o tempo, passei a sentir algo diferente, mais profundo pelo basquete. Passei a treinar mais e fazer alguns testes em clubes. No Brasil, fazer esporte, qualquer um, é difícil, toda atenção é voltada para o futebol. Mas isso ainda não foi o pior. Com a minha entrada tarde no basquete, eu já com 15 anos, ainda não tinha fundamentos de defesa e ataque, que são muito importantes, e pessoas que só jogam por diversão como até então eu, não sabem, e isso acabou me prejudicando. Não pude nem fazer um teste no Paulistano, clube que tenho o sonho de jogar um dia. Eu fiquei triste, mas não desisti e continuei tentando. Depois de alguns meses tentando um vaga num time, fui indicado por um amigo para conhecer o Clube Esportivo da Penha (CEP). Lá, finalmente, conseguiria fazer um teste. Esse treino foi em uma quarta-feira às 16h30. Cheguei lá pra fazer o teste junto com o time sub-15. Eram meninos que já jogavam no time do CEP. Confesso que eu estava bem nervoso, mas é normal. Com o treino se desenrolando, o nervosismo passou e consegui fazer o que eu faço de melhor, que é simplesmente jogar basquete. Na quadra, me sinto completamente bem. O resultado foi positivo e acabei sendo aceito pelo clube. A sensação foi indescritível. Era muito difícil arrumar ao menos algum clube para fazer teste. Os amigos me disseram que eu não ia conseguir nunca passar porque eu era baixo, fraco. Eu tinha que desisitr. Mas não. Entrar para o Penha foi uma das melhores coisas da minha vida. Basquete é o que eu quero pra minha vida. Vou me dedicar o quando for preciso, ser chato o quanto for preciso, abrir mão do que for preciso e treinar o quando for preciso para chegar lá.

LUAN RIBEIRO


Opinião

CUIDAR BEM DA FAMÍLIA

Ei! Antes de começar a ler esse texto, pense um pouquinho em quem é sua família. De quantas e quais pessoas ela é composta? Quem são essas pessoas para você? Pensou? Ok, então vamos lá! Considerando um período desde a memória mais antiga que você consiga ter, quando foi a última vez que você e as pessoas que você pensou ali em cima se reuniram de verdade? Pra conversar, contar histórias, piadas ou o que for? Quando foi a última vez que sua mãe te ensinou a fazer alguma coisa que todos falavam que só ela sabia fazer? E que você ajudou seu pai a lavar o carro? Ou seu irmão a fazer o dever de casa? Ou que sua avó te ensinou a fazer aquela receita antiga de família? Todas essas situações são generalizadas e padronizadas, mas tente reformulá-las de acordo com a sua família e seus respectivos costumes. Quais seriam as respostas? Pois é, muitos que estão lendo isso agora responderiam algo como “faz muito tempo mesmo”, “vish, nem lembro a última vez que isso acon-

teceu” ou ainda “ué, nunca fiz isso com a minha família! ”. Se você se inclui nesse grupo, está na hora de repensar um pouco suas prioridades. Hoje em dia, com a “internetização” das coisas, fica difícil “rolar” essa interação entre as famílias, que, você pode até não perceber, mas influencia MUITO no desenvolvimento de cada um. Não é à toa que a quantidade de notícias sobre tragédias e discórdias entre pais e filhos, ou entre irmãos, só aumenta, à medida que essa mesma interação diminui a cada geração. Na verdade, o que falta entrar na cabeça de todos é que o celular, a internet, as festas, estarão sempre lá, mas a família, quem sabe até quando? Sabe aquele “e aí, como foi seu dia hoje? ‘Tá’ precisando de ajuda com alguma coisa? ” Sim, eles não vão te diminuir muita coisa no relógio, mas com certeza terão muito a te acrescentar na memória, por exemplo. É evidente que toda família tem lá suas particularidades, seus “arranca rabos”, e pode ser que a sua não seja formada por nenhuma

das pessoas citadas acima, mas é sua família, e ela é única! Ah! Sabe o tio do “é pavê ou ‘pacumê’? ”, e tia do “e os namoradinhos? ”. Eles são importantes, e por pior que possa parecer, sempre terão uma história pra te contar, que renderá, no mínimo, umas boas risadas! Mas não me venha com declaraçõezinhas no Facebook, não. Família é muito mais que isso. É convivência, é olho no olho, é conversa, é toque. E para finalizar, aqui lanço um desafio. Peça pra alguém da sua família – e vale até um primo ou irmão mais novo – lhe contar uma história que tenha sido importante pra vida dela, independente de qual seja, e conte você também algo que tenha acontecido com você! Escute, converse, dialogue mais!

ISABELLA AMBROGINI

Ficção

Toda intensidade do mundo da. Fecho os olhos e respiro. Só respiro. Abro os olhos e volto a correr naquele deserto. Mais rápido que nunca. O sentimento é maravilhoso. Chego em um penhasco. O mar está lá embaixo e poucas ondas batem contra o enorme paredão. Dou alguns passos para trás para pegar impulso e pulo... Grito de alegria. A adrenalina me deixa mais vivo. O frio na barriga faz meu corpo estremecer. Sinto a água salgada. Estou submerso. Volto para a superfície, para a luz do sol. A água gelada refresca meu corpo. Vou nadando até a beira da praia. A areia gruda em mim. Continuo andando sem saber onde vou chegar e isso é fantástico. Não tenho um lugar certo para estar, posso ficar em qualquer lugar. Não tenho compromissos, não tenho satisfações para dar a ninguém. Encontro uma estrada e uma bicicleta. Saio pedalando e uma paisagem encantadora me acompanha. Agora o sol está se pondo. O pôr do sol mais lindo que já vi. Em um ponto da estrada, avisto uma cachoeira que despeHellen Carmo-

Estou correndo, o vento bate no meu rosto, balança meus cabelos. Estou livre. Sinto-me livre. Meu coração bate forte e meus pulmões se enchem e depois se esvaziam, repetindo os movimentos. Há muitas árvores à minha volta, no meu caminho, mas desvio delas e continuo correndo. Nunca me canso. Estou sozinho, mas isso não é um problema. A solidão me faz bem. Chego em um campo vazio, o chão é de terra batida e continua até onde a visão consegue alcançar. Tudo deserto. Paro por um instante. O sol queima meu rosto, mas não me incomo-

ja sua água em uma lagoa. Mergulho nela e a água é muito agradável. Nado até a cachoeira e deixo a água bater contra meu corpo, lavando o que restava da água salgada que deixei secar ao vento e a areia grudada em mim. Mergulho de novo e ouço um som. Um apito que vai ficando mais alto. O som é horrível. Fecho meus olhos apertando-os bem forte e pressiono as mãos contra os ouvidos, ainda debaixo da água. O som continua, mas agora já não sinto mais a água na minha pele. Escuridão.Todas aquelas boas sensações e bons momentos se vão. As melhores experiências que já tive. Quando junto coragem suficiente, abro os olhos. Olho para o lado, me viro e desligo a droga do despertador. Deito olhando para cima e fico encarando o teto do meu quarto. Só o que me restou para observar...

RAFAELLA PERRONE


Notícia

Viagem cósmica

Você já deve ter lido a notícia de que foi encontrado um planeta parecido com a Terra. Todos eles eram muito distantes dificultando muito uma viagem interestelar (agora com a nossa tecnologia, mas daqui uns anos acredito que será possível). Mas agora foi encontrado por um grupo de astrônomos um planeta muito parecido com a Terra, habitável e bem perto da gente também. “Próxima b”, nome dado pelos astrônomos, é um planeta a 4,2 anos-luz ou 265,6 UA (unidade astronômica- um UA equivale a 150 milhões de km) o que parece ser muito distante para nós, habitantes da terra, porém, pensando e comparando com o tamanho do universo, isso é bem pouco. Localiza-se na constelação do Centauro e seu sistema solar é formado por três estrelas que juntas formam um único

ponto brilhante. O nível de radiação estelar que o planeta recebe, permite haver água em estado líquido, sua temperatura varia enHellen Carmo

tre -30ºC e 30ºC. Ah, sem contar que é um planeta rochoso. Ele é praticamente igual à Terra! O que nos faz pensar na possibilidade dele ser uma segunda Terra onde será possível irmos morar ou até ir passar as férias, claro, pensando em um futuro distante. Um bilionário russo já está investindo nisso e está em um projeto junto com diversos cientistas para ser possível chegar lá em uma viagem de 20 anos. Mas infelizmente não temos tecnologia suficiente para isso. A espaçonave teria que viajar a uma velocidade de 300 mil km/s e um dos problemas seria como frear essa velocidade. Também com qualquer colisão, daríamos bye bye para a missão. Já imaginou existirem alienígenas lá que sejam mais espertos e que já estejam de olho em nós há anos? Quando pensamos no universo, nada é impossível. *Gaby já decidiu o que vai ser quando crescer: ela será astrônoma. GABY ONGARO

Vitor Alencar e Isabella Rohde produziram o infográfico sobre a participação brasileira nos Jogos Olímpicos Rio 2016

Alunos do 3º EM já estão encarando os vestibulares mundo a fora. Desirre Aroste, por exemplo, deu show ao ficar em segundo lugar no vestibular de Relações Públicas da Universidade São Judas

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Jornalzinho edição 2