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ALE em revista Publicação trimestral da AleSat Combustíveis S.A. Ano IV • Número 7 • Fevereiro de 2016

entrevista

Uniforme completo favorece a imagem da sua revenda passatempo

Culinária conquista cada vez mais pessoas

Com a ajuda da Academia Corporativa, frentistas como Mariane da Silva, do Posto Matriz, em Natal (RN), oferecem um atendimento campeão aos clientes


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DIVULGAÇÃO

ENTREVISTA

DEMIS ROUSSOS

NESTA EDIÇÃO

NEGÓCIOS

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Liege Dantas, revendedora em Natal (RN), compartilha sua experiência de sucesso com a Academia Corporativa

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NA MÍDIA

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FAMÍLIA ALE

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NA REDE

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PARA VOCÊ

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BEM-ESTAR As cores da prevenção

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PERFIL DO CLIENTE Júlio César de Morais

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MERCADO Segurança no transporte de combustíveis

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MÃO DE OBRA A importância do uniforme ALE

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OPINIÃO Mario Sergio Cortella

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ALE em revista

PASSATEMPO

Culinária: o prazer e a arte de preparar uma boa refeição

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PÉ NA ESTRADA ARQUIVO ALE

Frederico Conte Bela, da Maio Marketing, fala sobre os atuais desafios do relacionamento entre empresas e clientes

Rotas ALE conta com motorhome personalizado para as viagens Brasil afora 3


SEU ESPAÇO

EUGÊNIO SÁVIO

CARO LEITOR

Queremos ouvir você! O retorno dos leitores sobre as edições da ALE em Revista é muito importante. Veja alguns depoimentos:

“Buscamos contribuir para o aprimoramento profissional das pessoas que estão no dia a dia dos postos”

A importância do

conhecimento Um dos maiores desafios para nós, da ALE, é fazer com que os princípios e valores da nossa marca estejam presentes em cada um dos mais de 2 mil postos da rede. Dessa forma, nos esforçamos para que o consumidor tenha a mesma experiência de compra em cada um desses estabelecimentos. Essa tarefa requer ações de treinamento e qualificação capazes de compartilhar com os revendedores e equipe dos postos as melhores práticas de gestão de negócios e atendimento. Desde 2003 contamos com a Academia Corporativa ALE para essa missão. Por meio de uma série de cursos desenvolvidos especialmente para a revenda, buscamos disseminar o conhecimento e, assim, contribuir para o aprimoramento profissional das pessoas que estão no dia a dia dos postos. Nesta primeira edição do ano, nossa matéria de capa se debruça sobre esse assunto. Para isso, buscamos relatos de revendedores que apostaram na própria qualificação e na de sua equipe como forma de alavancar resultados e fidelizar os clientes.

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Outro ponto fundamental para o sucesso da ALE é o contato com a revenda. Contamos, na seção “Entrevista”, um pouco sobre o trabalho que desenvolvemos na área de CRM (Gestão de Relacionamento com o Cliente, na tradução da sigla para o português). Para isso, convidamos o nosso parceiro Frederico Conte Bela, da Maio Marketing, para falar sobre as ações que ele tem desenvolvido para a ALE nesse sentido. A importância do bom relacionamento dos postos com os consumidores e comunidade também é abordada em “Institucional”. Em 2016, a ALE completa 20 anos de história. Nessa trajetória, nós enfrentamos desafios, crescemos e nos fortalecemos junto a você. Aproveito a oportunidade para agradecer pela nossa parceria e desejar a todos um início de ano muito especial e cheio de boas notícias.

“A ALE em Revista é um importante canal de comunicação entre a companhia e os revendedores. Gosto de ler a publicação para me manter informado e para entrar em contato com experiências de outros postos, no que diz respeito a atendimento e promoções. Acompanho esse conteúdo para ter ideias de boas práticas para implantar no meu posto.” Marcel Gonçalves – Rede Furnas, em Araranguá (SC) “A revista mantém o revendedor atualizado sobre o que acontece no segmento de distribuição de combustíveis. Cada ponto de venda tem uma realidade diferente, mas gosto de ver o que os colegas estão fazendo em seus postos pelo Brasil. Isso me motiva a buscar novas formas de gerir o meu negócio.” Raimundo Alves e Sousa – Posto Oceano, em Fortaleza (CE) Escreva para revista@ale.com.br e participe também!

expediente Coordenação: Anne Franck Conselho editorial: Ana Patrícia Borba, Cláudio Sayão, Christina Barker, Giseli Lauer, Josefa Sousa, Karen Rodrigues, Paulo Lisboa, Reginaldo Almeida e Wallace Costa Produção Editorial: Interface Comunicação Empresarial Redação: Anderson Gonçalves, Clara Guimarães, Marcela Machado, Marcos dos Anjos e Talles Cabral Edição: Marcos dos Anjos, Délio Campos e Marcela Machado Projeto Gráfico: Setor de Marketing e Comunicação Diagramação: Sônia Silva e Fernanda Braga Imagem de capa: Demis Roussos Tiragem: 10 mil exemplares Impressão: EGL Editores Envie sugestões ou críticas para: revista@ale.com.br

selo FSC

Marcelo Alecrim Presidente

ALE em revista


NA MÍDIA

Nos últimos meses, a ALE teve uma intensa visibilidade nos mais diversos meios de comunicação Brasil afora. Um dos destaques foi a citação da empresa em rankings de gestão de pessoas e desempenho nos negócios publicados nas revistas Você S/A, Exame, Época e jornal Valor Econômico. A ALE foi listada pela 11ª vez no guia 150 Melhores Empresas para Você Trabalhar, da revista Você S/A. A publicação destaca que a empresa nasceu em 1996, enfrentou concorrentes de peso e hoje marca presença

em todo o país, com mais de 50 unidades operacionais e administrativas e 2 mil postos revendedores. Como ponto positivo, a revista também cita as oportunidades de carreira na companhia e a facilidade de comunicação com a diretoria. Além disso, a companhia se manteve entre as 135 Melhores Empresas para se Trabalhar no Brasil, selecionadas pelo Instituto Great Place to Work (GPTW). Os critérios utilizados para eleger os vencedores foram: carreira e reconhecimento, desenvolvimento profissional, identidade, qualidade de vida, liderança, políticas de recursos humanos e modelo de gestão de pessoas. Este último critério também foi reconhecido pelo Anuário Valor Carreira, publicado pelo jornal Valor Econômico.

ALE entre as maiores e melhores do país A 42ª edição do guia Melhores e Maiores da revista Exame trouxe uma boa notícia: o reconhecimento da ALE como a quarta maior empresa do setor de atacado do Brasil. No ranking geral, a companhia subiu do 41º para o 33º lugar, avançando oito posições. Entre as empresas sediadas nas regiões Norte e Nordeste, a distribuidora ficou em primeiro lugar no setor de atacado. O bom desempenho também foi reconhecido pelo Valor 1000, anuário do jornal Valor Econômico. Na edição 2015, a ALE ficou em 44º lugar no setor Petróleo e Gás.

Revista Época / São Paulo

Revista Valor Carreira 2015 / São Paulo

ALE em revista

Revista Você S/A / São Paulo

Revista Exame / São Paulo

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FAMÍLIA ALE

Uma megaoperação em favor da segurança ARQUIVO ALE

ALE mobilizou 2 mil voluntários para simulado de acidente na base de Duque de Caxias, no Rio de Janeiro

Simulado treinou equipes para eventuais situações de emergência Base de distribuição em Duque de Caxias / RJ

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segurança das suas operações é prioridade na ALE. No final de 2015, a companhia realizou um simulado de incêndio em um tanque de armazenagem na base de distribuição em Duque de Caxias (RJ). A ação contou com desocupação dos moradores de suas residências, simulação de atendimento a “feridos graves” e até a realização de um parto de emergência, com o objetivo de conscientizar a comunidade sobre os possíveis riscos relacionados à base. A iniciativa é a parte prática do processo de treinamento anual dos colaboradores e comunidade do entorno, em atendimento ao sistema de resposta para emergências em nível local do Polo Industrial

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de Campos Elíseos (Processo Apell). O simulado também serviu para orientar as autoridades e as empresas sobre as medidas que devem ser tomadas para proteger os moradores e os colaboradores da base em caso de acidentes. O treinamento envolveu 2 mil voluntários. Entre eles, moradores, representantes de órgãos públicos (Corpo de Bombeiros, Instituto Estadual de Ambiente do Rio de Janeiro e Defesa Civil), equipes de atendimento a emergências da ALE e do Plano de Auxílio Mútuo de Campos Elíseos. Segundo o gerente-executivo da Associação das Empresas de Campos Elíseos (Assecampe), Jorge Rezende

Soares, o plano é uma recomendação de segurança feita pela Organização das Nações Unidas (ONU) para polos industriais. “Todos os anos realizamos treinamentos com a população e os voluntários. Para fechar a programação, promovemos simulado de acidentes. O envolvimento dos gestores e colaboradores foi excelente em todas as fases do Processo Apell”, afirmou. O diretor de Operações da ALE, Eduardo Dominguez, considerou o simulado um sucesso. “Conseguimos mobilizar a comunidade e os colaboradores da companhia em torno de algo que é fundamental para a segurança de todos: o conhecimento dos procedimentos em situações de emergência”, pontuou. ALE em revista


Simulação A ação envolveu a simulação do rompimento da válvula de segurança do tanque, o que ocasionou vazamento de gasolina. Ao identificar que a ocorrência sairia de controle e, como existia a possibilidade de atingir vizinhos em torno da base, foi acionada a Defesa Civil. Imediatamente, foi colocado em prática o plano de desocupação da comunidade: os moradores foram conduzidos em ônibus para

local seguro, um ponto de apoio montado em uma escola, onde receberam atendimento psicossocial. Nesse local, voluntários recepcionaram os resgatados e as pessoas desabrigadas.

Segurança certificada A ALE mantém, desde 2014, o Sistema de Gestão Integrada (SGI), composto pelas certificações de Qualidade (ISO 9001), Meio Ambiente (ISO 14001) e Segurança e Saúde Ocupacional

(OHSAS 18001). Dessa forma, a companhia conduz suas operações respeitando o meio ambiente e zelando pela saúde e segurança dos colaboradores e parceiros. Vale lembrar que a ALE é a única distribuidora de combustíveis no país com esse escopo de certificação. As ações de valorização e preservação da vida dos envolvidos na operação da empresa são complementadas pelo Programa Acidente Zero (PAZ).

ARQUIVO ALE

A ALE não para de crescer

Posto Guerreiro / SC

A ALE está cada vez mais presente na vida dos brasileiros. Prova disso é que foram inaugurados 79 novos postos entre janeiro e dezembro de 2015. Com esses novos parceiros, a

ALE em revista

companhia atingiu o número de 2.051 pontos de venda no país. Um dos novos membros da Família ALE é o Posto Guerreiro, situado na cidade de Florianópolis (SC). O evento de abertura da

revenda contou com um coquetel para os clientes, decoração especial, distribuição de brindes e a presença da equipe do Programa Ligados na Qualidade.

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SHUTTERSTOCK

NA REDE

Quando é hora de rever hábitos tecnológicos

É preciso saber quando a internet e as redes sociais estão prejudicando sua vida pessoal e profissional

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uantas vezes você desbloqueou a tela do seu celular hoje? Consultar mensagens, notificações de redes sociais e de outros aplicativos se tornou um hábito tão comum, que muitas vezes nem mesmo percebemos a frequência com que as acessamos. O fato é que a facilidade de acesso à informação mudou a relação das pessoas com a tecnologia. Com isso, cresce o impulso de sabermos tudo o que acontece ao redor e, consequentemente, a ansiedade. No ambiente de trabalho, por exemplo, a imagem de um colaborador é avaliada por colegas, chefes e clientes. Nesse sentido, conferir a mensagem que acabou de chegar e respondê-la leva apenas alguns segundos, mas a interrupção constante de uma atividade pode prejudicar nossa capacidade de foco, aumentar a ansiedade e, é claro, causar má impressão. Para a psicóloga e professora da área de recursos humanos do Centro Universitário Una, Patrícia de Alvarenga, o colaborador faz parte da imagem

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que uma empresa quer transmitir. “O cliente que vê o profissional usar o celular em local de trabalho vai sentir que não apenas aquele funcionário, mas a empresa também está o menosprezando. É claro que há situações emergenciais em que a pessoa realmente precisa atender o celular. Mas, no geral, usar o aparelho em excesso no local de trabalho não pega muito bem”, afirma Patrícia.

“Estar ali era a realização de um sonho muito pessoal e vi que não era necessário mostrar isso em redes sociais. Mesmo assim, curti muito toda a viagem e tirei fotos em vários lugares. Acho que as pessoas deveriam repensar a necessidade de se expor tanto na internet por uma questão de privacidade. Uma vez que algo é postado, aquilo é visto por todos e o usuário não tem mais controle sobre esse material”, conclui.

O valor da privacidade Já no âmbito das relações pessoais ou em ocasiões menos formais, compartilhar momentos nas redes sociais é uma ótima forma de interação com os amigos, mas isso também exige moderação. O estudante Douglas Daniel de Carvalho, de Brasília (DF), conta que usa pouco as redes sociais, pois ainda prefere a comunicação pessoal. Em 2014, durante um intercâmbio em Budapeste, capital da Hungria, Douglas acabou cedendo ao Skype para manter contato com familiares e amigos, mas mesmo as fotografias viajando pela Europa ficaram só para os mais íntimos.

Celular ao volante: perigo constante Todos os anos, cerca de 1,3 milhão de acidentes no trânsito estão relacionados ao uso de celulares ao volante, de acordo com dados do seguro DPVAT, que é pago em casos de morte ou invalidez. O levantamento também mostra que 80% dos motoristas admitem fazer uso do aparelho ou outros aparatos tecnológicos enquanto dirigem.

ALE em revista


PARA VOCÊ

Para ler

Para o cotidiano

O Círculo Autor: Dave Eggers Editora Companhia das Letras, R$ 43,60 Nesse engenhoso romance, a protagonista Mae Holland é contratada para trabalhar na empresa de internet mais poderosa do mundo: O Círculo. Localizada na Califórnia, a companhia incorporou todas as organizações de tecnologia que conhecemos, conectando e-mail, mídias sociais e operações bancárias de cada usuário em um sistema operacional universal, que cria uma identidade on-line única. A vida fora do trabalho, porém, vai ficando cada vez mais esquecida, à medida que o papel de Mae no Círculo torna-se mais e mais importante. O que começa como a trajetória entusiasmada da ambição e do idealismo de uma mulher logo se transforma em

Notebook 2 em 1 CCE Americanas, R$ 629,10

uma eletrizante trama de suspense que levanta questões fundamentais sobre memória, história, privacidade, democracia e os limites do conhecimento humano.

Para ver em casa

Na telona

Her (Ela)

Steve Jobs

Direção: Spike Jonze Gênero: Drama Existem pessoas que não se interessam tanto por computadores; outras gostam até demais... e existe Theodore, vivido por Joaquin Phoenix, que é literalmente apaixonado pela tecnologia em Her, filme do diretor Spike Jonze. No longa, acompanhamos a vida do solitário e recém-divorciado personagem em sua louca história de amor com o sistema operacional de seu computador, chamado carinhosamente de Samantha. O filme se passa em um futuro no qual a inteligência artificial atingiu um nível em que máquinas desenvolvem sentimentos, fazendo com que Theodore e Samantha criem laços e fortaleçam um relacionamento visto por muitos como impossível. Her é uma metáfora intrigante criada por Jonze para representar as relações modernas e a inserção da tecnologia como uma terceira pessoa. ALE em revista

O Notebook Conversível F10-30 2 em 1 da CCE é um computador completo que se transforma em tablet quando você desejar. O aparelho conta com tela sensível ao toque, possui sistema operacional Windows 8.1 e um design arrojado numa tela LED de 10,1 polegadas. Além disso, o usuário tem à sua disposição as funções de HDMI, USB, Bluetooth, Wireless e leitor de micro SD. Equipado com processador Intel Atom, ele tem 1GB de memória interna e HD de 16GB para você gravar fotos, imagens, arquivos e músicas com tranquilidade.

Diretor: Danny Boyle Gênero: biografia, drama Dirigido por Danny Boyle, que venceu o Oscar com Quem quer ser um milionário?, o filme retrata os bastidores da Apple. A história foca três momentos marcantes da carreira de Steve Jobs, ex-CEO e cofundador da marca: a apresentação do computador Macintosh (1984), a estação de trabalho NeXT (1988) e o iMac (1998). O protagonista é vivido pelo ator Michael Fassbender, bastante elogiado pela sua interpretação em X-Men – Primeira Classe. O roteiro é baseado no livro Steve Jobs, best-seller do jornalista Walter Isaacson. A adaptação para o cinema é assinada pelo roteirista Aaron Sorkin, o mesmo de A Rede Social, lançado em 2010.

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ENTREVISTA

A era da personalização Mais que um diferencial de mercado, entender os diferentes perfis de clientes tornou-se um requisito para a competitividade

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magine uma mercearia de bairro. Quando você entra no local, o dono avisa que seu iogurte preferido chegou, que o azeite finalmente entrou em promoção e que agora você pode fazer seus pedidos por telefone. Para oferecer esse tratamento personalizado a você, o proprietário teve de reunir dados sobre seus hábitos de consumo e utilizá-los em favor da construção de um relacionamento mais próximo. Para essa mercearia, que tem seu público-alvo localizado num espaço geográfico muito limitado, não é tão difícil investir nessa forma de se relacionar com o cliente. Mas e no caso da ALE, que conta com uma rede de mais de 2 mil postos espalhados por todo o Brasil? Acreditando que o relacionamento com o revendedor é fundamental para o sucesso do ponto de venda e da companhia como um todo, a empresa investe, desde 2013, em CRM (Gestão de Relacionamento com o Cliente, em tradução da sigla para o português). Esse trabalho deu origem a ferramentas como o Raio-X do Cliente, sistema que oferece uma visão geral dos postos, concentrando todas as informações importantes da rede. Já o Roteiro de Visitas permite uma padronização da atuação da área comercial durante as visitas aos postos, possibilitando a elaboração de planos de ação para potencializar os resultados dos clientes.

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Para ajudar a ALE a entender as necessidades de cada revendedor e, assim, oferecer um tratamento diferenciado a cada um, a companhia conta com a parceria da Maio Marketing, especializada em gestão de clientes. Na entrevista a seguir, o sócio da empresa, Frederico Conte Bela, fala sobre todo esse processo e também aborda de que forma o CRM está transformando o mundo dos negócios. Quais são os benefícios do CRM para a ALE? As soluções de gestão de clientes impactam positivamente diversas áreas da empresa. Podemos considerar

“O CRM permite acesso a visões estratégicas da carteira de clientes, possibilitando o direcionamento mais eficaz dos investimentos de marketing e de vendas” Frederico Conte Bela

como benefícios diretos a agilidade na tomada de decisões, principalmente junto à revenda, e o aumento na percepção de valor do cliente. Isso porque o entendimento antecipado do comportamento e da necessidade do revendedor impacta na qualidade do relacionamento. Podemos destacar também que o CRM permite acesso a visões estratégicas da carteira de clientes, possibilitando o direcionamento mais eficaz dos investimentos de marketing e de vendas, com o objetivo de aprimorar o relacionamento e alavancar os resultados das revendas. Mas todo esse processo é apenas o início de uma série de possibilidades e oportunidades que podem ser criadas com foco no cliente. Esse trabalho também favorece o relacionamento do revendedor com o consumidor final? Certamente. Esse, inclusive, é um processo natural de evolução do CRM da ALE. O simples fato de oferecermos um atendimento mais próximo, estratégico e personalizado aos revendedores já potencializa esse processo, porém podemos elevar o nível de customização do ponto de venda ao perfil do consumidor. Isso contribui para um aumento do tíquete-médio, direcionamento de produtos mais rentáveis e, principalmente, ajuda no aumento da frequência de compra, criando maior lealdade entre o consumidor e a marca. ALE em revista


DIVULGAÇÃO

“Neste momento complicado para a economia, atribuir maior inteligência ao negócio impacta positivamente nas taxas de conversão e de retorno” Frederico Conte Bela

finimos os custos permissíveis de aquisição e de relacionamento. Na prática, a empresa passa a investir de forma mais assertiva, minimizando gastos desnecessários e que não geram nenhum retorno direto para o negócio.

Em um período de instabilidade econômica, como o que vivemos no Brasil atualmente, quais são os benefícios do CRM, considerando que ele promove um relacionamento mais assertivo com os públicos-alvo? Esse é um ponto muito importante no momento pelo qual estamos passando. Em um cenário em que os recursos, principalmente os financeiros, estão mais escassos, é fundamental implantarmos e potencializarmos um processo em que efetivamente consigamos obter um melhor resultado sobre o investimento proposto. Uma recente pesquisa da consultoria GlobalDMA, com foco em empresas brasileiras, revelou que, entre as empresas que estão praticando marketing orientado por dados, 67% estão focando o desenvolvimento de ofertas mais precisas e 51% estão se dedicando a análises de segmentação e modelagem estatística. Ou seja, neste momento complicado para a economia, atribuir maior inteligência ao negócio ALE em revista

impacta positivamente nas taxas de conversão e de retorno. Isso quer dizer então que o CRM também pode contribuir para a redução de custos com comunicação e ações de relacionamento? Sem dúvida. Como a estruturação de todo o processo de relacionamento envolve diversas áreas da empresa, os ganhos são muitos. Isso começa pela revisão de processos internos, que podem ser otimizados para atender melhor ao cliente. Além disso, o maior aproveitamento do uso de informação e de dados internos já adquiridos pode ajudar a potencializar um investimento já realizado. Sob o ponto de vista de abordagem e interação com os clientes, temos redução nos custos de atendimento em call centers e redução nos custos de comunicação, pois identificamos os canais mais efetivos. Além disso, o CRM permite gerar toda uma inteligência em que classificamos os clientes e de-

Quais são as últimas tendências e novidades do CRM no mercado? O CRM está cada vez mais adquirindo uma conotação analítica. Para explicar essa tendência, passaremos a ouvir muito a expressão Big Data, que é a capacidade de armazenar, processar e analisar em tempo real dados em alta escala. Isso gera uma série de oportunidades para as empresas. De acordo com estudos nessa área, foram produzidos, nos últimos dois anos, mais dados que em toda a história da humanidade. Não foi somente o volume de dados que aumentou, mas também a variedade: as informações são agora coletadas em diversos canais. E a velocidade com a qual as organizações podem coletar, analisar e responder às informações atingiu agora uma nova dimensão. A gigante do comércio eletrônico Amazon, por exemplo, usa um sistema de precificação dinâmico que rastreia a internet, verifica os preços e a disponibilidade de produtos dos concorrentes e altera os preços, em alguns casos a cada 15 segundos. A empresa consegue fazer isso porque possui várias formas de coletar dados de seus clientes a cada vez que eles visitam ou fazem alguma interação em seu site.

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BEM-ESTAR

Cores que salvam vidas:

O valor da prevenção Ações contra o câncer de mama e próstata são realizadas em todo o mundo, inclusive no Brasil, para impulsionar o combate a essas doenças

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DIVULGAÇÃO

ma forma sincera, elegante e muito eficaz de prevenir o câncer e ajudar milhões de pessoas em todo o mundo com ações permeadas pelo otimismo. Esta é a melhor definição do Outubro Rosa e do Novembro Azul, que são campanhas dedicadas à prevenção dos cânceres de mama e de próstata. Apesar dos inegáveis avanços da medicina, esses projetos ainda têm muito trabalho pela frente. Isso porque o câncer de mama representa 22% dos novos casos de todos os tipos de tumores registrados no Brasil. A média nos últimos cinco anos foi de 50 mil diagnósticos, de acordo com a Sociedade Brasileira

Para a mastologista Kerstin Rangel, o Outubro Rosa ajuda a derrubar os mitos em torno do câncer de mama

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de Mastologia. Já o câncer de próstata, somente em 2014, contabilizou 69 mil novos casos no Brasil, segundo o Instituto Nacional do Câncer (Inca).

Como tudo começou O Outubro Rosa originou-se no início dos anos 1990, quando o laço rosa foi criado pela fundação Susan G. Komen for the Cure e distribuído aos participantes da primeira Corrida pela Cura, realizada em Nova Iorque, nos Estados Unidos. Chegando em 1997, entidades de combate à doença decidiram instituir o mês de outubro como símbolo contra o câncer de mama, com o objetivo de popularizar as ações de prevenção em nível mundial. No Brasil, o Ministério da Saúde utiliza o SUS para disseminar a ideia do Outubro Rosa desde 1999. Já o Novembro Azul nasceu na Austrália em 2003, aproveitando o dia 17 de novembro, que é a data símbolo do combate ao câncer de próstata. O movimento possui características parecidas com o Outubro Rosa, com foco em ajudar, informar e incentivar a prevenção entre os homens. No Brasil, a campanha é comandada pelo Instituto Lado a Lado pela Vida desde 2008. Atualmente, todo o sistema público de saúde, empresas e entidades de classe adotaram o Outubro Rosa e o Novembro Azul como marcos incentivadores à prevenção. Juntos, esses segmentos da sociedade ajudam a disseminar a importância da prevenção em todo o país.

As cores da conscientização Cada laço representa uma causa a ser defendida Vermelho: Aids Rosa, azul e azul petróleo: Câncer de tireóide Verde: Doação de órgãos

Rosa: Câncer de mama Azul claro: Câncer de próstata Dourado: Câncer infantil Fonte: Hospital Santa Casa BH

Bola pra frente Com muita garra, apoio familiar e um tratamento de saúde multidisciplinar, a consultora de negócios Fabiana Alecrim, de 42 anos, venceu a luta contra o câncer de mama. Em 2013, ela foi diagnosticada com um tipo severo da doença após descobrir um caroço no seio durante o autoexame. O tratamento começou imediatamente e envolveu a retirada da mama afetada e quimioterapia. “No meu caso, o câncer foi uma doença adquirida. Então, quando descobri, comecei a fazer uma avaliação da minha vida até aquele momento. Nesse início, sofrer é muito normal, mas, depois que fui acolhida ALE em revista


ARQUIVO PESSOAL

ARQUIVO PESSOAL

Fabiana Alecrim antes e depois da quimioterapia: “Sorrir faz parte do tratamento”

pelos médicos, pelo meu marido e minhas filhas, comecei a mudar a minha visão sobre o que estava acontecendo e percebi que sorrir faz parte do tratamento”, comentou. O diagnóstico de Fabiana acendeu um sinal de alerta em sua irmã, que, 30 dias depois, descobriu um caroço durante o autoexame que também se revelou um câncer. Atualmente, Fabiana está bem, se livrou da doença e agora se prepara para a reconstrução do seio. A experiência dela foi compartilhada com os colaboradores da ALE em Belo Horizonte e Natal, durante a campanha no Outubro Rosa de 2014. Kerstin Kapp Rangel, mastologista há 15 anos no Instituto Mário Penna, em Belo Horizonte, reforça que somente com o autoexame, idas regulares ao médico e equilíbrio na alimentação é possível prevenir casos da doença. Ela ainda faz um alerta: “Há uma ideia errada de que o câncer de mama é coisa de mulher idosa. Na verdade, ele pode acometer moças mais jovens e o Outubro Rosa serve para derrubar esses mitos”, explica a médica. A especialista também chama a atenção para a importância da mamografia para a identificação de tumores. Entre os 35 e 40 anos deve ser feito o primeiro exame. Já dos 40 aos 50, a frequência é determinada pelo médico. Finalmente, após os 50, as mulheres devem se submeter a essa avaliação anualmente. ALE em revista

Novembro dedicado a eles Os bons resultados do Outubro Rosa geraram um “irmão” no combate ao câncer de próstata: o Novembro Azul. A doença tem alta incidência em homens a partir dos 45 anos. “É o tipo de câncer que mais atinge os homens, superando pulmões, estômago, entre outros. Quando o diagnóstico é precoce, quase 100% dos casos são curados. Por isso, reforçar a prevenção sempre será a melhor forma de combate”, explica Bruno Mello Santos, urologista do Hospital MaterDei e professor adjunto do Departamento de Cirurgia da Faculdade de Medicina da UFMG. Um complicador para que os casos da doença cresçam ainda é o preconceito em relação à forma de diagnóstico. O exame mais eficiente é o de toque retal feito pelo médico. Esse procedimento pode confirmar alterações na próstata e identificar a doença em estágio inicial, aumentando a chance de cura. Neste sentido, o trabalho de várias instituições e dos médicos que se empenham no Novembro Azul têm convencido os homens de que “um toque pode valer uma vida”, como ressalta Bruno Mello. As técnicas de intervenções na próstata estão em franca evolução, permitindo ao paciente uma melhor qualidade de vida. “Quando há necessidade de cirurgia, praticamente não há corte ou procedimento invasivo. Mas só opta-

mos pela operação como último recurso. Prevenir ainda é o melhor caminho”, finaliza Bruno. Bons exemplos ajudam a enfrentar a errônea percepção de perda de masculinidade ao se submeter ao exame. Que o diga o revendedor Luiz Paulo Nunes, do Posto Serra Azul, em Amarante (PI). Ele teve a doença confirmada graças ao exame de toque. “O que salvou minha vida foi a prevenção. Eu sempre fazia o exame e, em um deles, foi constatado o tumor, que foi retirado com sucesso em uma cirurgia”. Luiz Paulo é um exemplo de que vencer o câncer está ao alcance de todos, com muita informação e prevenção.

Rede ALE focada na prevenção Empenhada em contribuir para reforçar a importância da prevenção dessas doenças, a ALE realizou ações em postos da rede por ocasião do Outubro Rosa e Novembro Azul. Uma das revendas participantes foi o Auto Posto Real 1563, localizado em São Paulo (SP). O proprietário Marcio Alexandre Gavioli fez questão de abrir as portas para a ação e conta que as clientes ficaram sensibilizadas pela campanha com o tema do câncer de mama. “Iniciativas desse tipo são muito importantes para espalhar informações sobre a doença”, comentou.

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PERFIL DO CLIENTE

Equipe motivada,

cliente fiel Júlio César de Morais sabe que investir em pessoas é um bom negócio; por isso, motiva e capacita a equipe para fidelizar o consumidor

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Com disciplina, visão geral dos processos e graduação em Marketing, o então jovem de 25 anos deu conta do recado. Ao assumir a revenda, simplificou a gestão e expandiu a rede, que hoje tem mais duas unidades: uma em Macaíba, também no Rio Grande do Norte, e outra em Hidrolândia, em Goiás. Essa última, inaugurada há dois anos, também tem bandeira ALE. Para administrar os negócios pessoalmente, o empresário —hoje com 31 anos— passa uma semana em Hidrolândia e três em Parnamirim, onde nasceu e mora atualmente. Quando não está presente, acompanha tudo pelo sistema de metas e resultados, implementado em outubro de 2015. “Além dos números de vendas, a ferramenta nos dá informações sobre a performance do colaborador, como frequência e treinamento. A partir disso, consegui-

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DEMIS ROUSSOS

m 2001, quando tinha 17 anos, o revendedor Júlio César Fernandes de Morais, mais conhecido como “Deda”, começou a trabalhar no Posto Emaús, localizado na BR-101, entre as cidades de Parnamirim e Natal, no Rio Grande do Norte. À frente da administração estava o pai dele, Maurício, que havia deixado a advocacia para abrir o próprio negócio naquele ano. Depois de quase dez anos, Maurício decidiu empreender novamente, mas em outro segmento. Ficou para Deda o desafio de conduzir as operações do posto, que tem a bandeira ALE desde a fundação.

Júlio César aposta no aprimoramento da gestão para atender uma média de 900 clientes por dia

mos detectar mais rapidamente quais foram as dificuldades ou problemas que causaram a queda no rendimento”, explica. Esse acompanhamento constante é importante para o sucesso da gestão. Já as metas são acompanhadas diariamente nos postos da rede. “Há quatro anos começamos a promover campanhas bimestrais de vendas, com metas

mensais desdobradas em diárias. O bom desempenho dos colaboradores e dos gerentes é reconhecido com comissões individuais, ao fim do mês, e premiação em grupo ao término do bimestre. Dessa forma, buscamos manter a equipe motivada e reduzir a rotatividade”, conta. A estratégia deu certo: no Posto Emaús, em Parnamirim, o maior e mais antigo ALE em revista


Julio César Fernandes

DEMIS ROUSSOS

“Nosso foco é otimizar custos e despesas. Para isso, estamos aperfeiçoando o nosso sistema de gestão on-line, para identificar oportunidades de melhoria”

Revendedor valoriza o contato com os consumidores para identificar oportunidades de melhorias no atedimento

da rede, o colaborador com menos tempo de casa trabalha no local há mais de um ano. O mais “velho” já completou 12. O investimento nas pessoas também foi fundamental para alavancar as vendas de óleos lubrificantes e aditivos nos últimos anos. Juntos, os dois respondem por 80% dos produtos vendidos na pista e na troca de óleo da unidade.

cimento oferece os serviços de alinhamento e balanceamento, calibragem de pneus, lava a jato e troca de óleo, além da loja Entreposto. “A nossa estrutura física e o nosso quadro de colaboradores são proporcionais à demanda, o que nos permite atender a até dez veículos ao mesmo tempo”, afirma Júlio César.

Atendimento padrão ALE

Para checar se tudo está indo bem, o proprietário está sempre na pista, acompanhando o gerente e a equipe de 25 pessoas, entre frentistas e trocadores de óleo. “Quando o cliente chega ao posto, ele não quer esperar para ser atendido nem enfrentar filas. Por isso, os frentistas devem estar bem posicionados, para iniciar o atendimento assim que o veículo apontar em direção à bomba.”

A boa performance também é resultado da capacitação dos colaboradores, que anualmente participam dos cursos da Academia Corporativa. “É preciso conhecer bem o produto para conseguir vendê-lo. Não queremos ‘empurrar’ nada para o consumidor. O que buscamos é atender às necessidades dele. Isso passa, também, pela agilidade no atendimento, além do conhecimento técnico”. Ser ágil para atender, inclusive, é uma necessidade no Posto Emaús em Parnamirim, onde são abastecidos cerca de 6 mil veículos por semana, uma média de 900 por dia. Em funcionamento de domingo a domingo, durante 24 horas, o estabeleALE em revista

Desafios do mercado Na opinião do revendedor, os aspectos jurídicos e os ambientais são os principais desafios enfrentados atualmente pela atividade de revenda de combustíveis. A economia do Brasil, em retração, torna o cenário ainda

mais desafiador. “O foco agora é otimizar custos e despesas. Para isso, estamos aperfeiçoando o nosso sistema de gestão on-line, para identificar oportunidades de melhoria.”

O esporte como aliado Deda concilia a rotina de trabalho com a faculdade de Administração de Empresas e a convivência em família —o empresário é casado e tem dois filhos: Marcos, de 10 anos, e Alice, de 6. Na visão dele, o equilíbrio entre a vida profissional e pessoal só é alcançado com muita disciplina. Essa qualidade foi aperfeiçoada ao longo dos últimos cinco anos, com a prática do jiu-jitsu, modalidade esportiva de artes marciais. “A luta também melhorou o meu sistema cardiorrespiratório e me deixou mais disposto para trabalhar”, comenta. E haja disposição!

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NEGÓCIOS

Você é o que DEMIS ROUSSOS

você aprende

No Posto Matriz, em Natal (RN), a revendedora Liege se beneficiou dos cursos da Academia Corporativa para aprimorar a gestão de sua equipe

A educação corporativa cresce continuamente no Brasil, ao mesmo tempo em que provoca grandes transformações no mundo dos negócios Os grandes líderes empresariais no Brasil já perceberam que uma das chaves para a competitividade nos negócios é o investimento na qualificação de pessoal. Prova disso é que há no país cerca de 500 organizações de médio e grande portes que contam com uma estrutura própria de treinamento, de acordo com dados da Associação Brasileira de Educação Corporativa (AEC). Ao investir nessas iniciativas, essas empresas buscam fa-

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zer com que seus objetivos estratégicos não fiquem restritos à alta gestão, mas sejam compartilhados em todos os níveis hierárquicos. A gerente de educação corporativa e sustentabilidade do Serviço Nacional de Aprendizagem Comercial do Rio de Janeiro (Senac-RJ), Simone Xinaida, vai além e argumenta que a escassez de mão de obra qualificada para atender à competitividade do mercado tam-

bém é um motor que impulsiona a necessidade de treinamentos internos. “A partir desse cenário, fica evidente a importância da implantação de um modelo de gestão do conhecimento que possibilite aproximar as diversas gerações que hoje convivem no ambiente corporativo”, afirma. Para ela, reter a produção do conhecimento gerado por esse movimento e estimular a troca de práticas e experiências vividas são ações vitais para o sucesso das organizações. ALE em revista


De acordo com Simone Xinaida, a partir dessas ferramentas, a meta é que os colaboradores se tornem capazes de refletir criticamente sobre a realidade organizacional, construí-la e modificá-la a partir de uma visão global do mundo e dos negócios. “Hoje em dia, é preciso que tenhamos respostas rápidas e eficazes para os desafios que se apresentam constantemente. A educação corporativa é uma forma eficaz de se desenvolver competências humanas atreladas às necessidades estratégicas das empresas”, comenta.

revendedores e equipe dos postos nos 22 estados em que a companhia atua. O ano de 2015 marcou um momento importante de consolidação de todo esse trabalho, já que diversas conquistas foram alcançadas. Ao todo foram capacitados mais de 7 mil profissionais da linha de frente dos postos e mais de 800 revendedores, com 97% de satisfação em relação aos cursos aplicados. Já o Ônibus Escola —que viaja o Brasil qualificando frentistas, gerentes de pista e atendentes das lojas Entreposto— percorreu mais de 26 mil quilômetros no ano passado. Por meio da participação nos treinamentos, as equipes dos postos ainda acumularam mais de 4,5 milhões de REALES no Clube ALE, possibilitando a troca por diversos prêmios, como eletrônicos e eletrodomésticos. Essas ações beneficiam diretamente os revendedores, já que são treinados os colaboradores que possuem contato constante com o público. Eles ganham

mais elementos para, no dia a dia, surpreender e fidelizar o consumidor, visto que a experiência de venda bem sucedida é essencial para que o negócio seja competitivo e se diferencie dos demais. “Os cursos ajudam o revendedor a gerir sua equipe de maneira mais eficaz, a partir de uma visão ampliada das competências de cada integrante do time. Dessa forma, o proprietário tem condições de desenvolver estratégias para engajar, satisfazer e reter sua equipe, compreendendo que a redução da rotatividade dos profissionais é sinônimo de melhores resultados”, comenta o gerente executivo de Desenvolvimento Humano e Organizacional da ALE, Vladimir Barros.

Academia Corporativa: parceria consolidada com a revenda Há poucos meses à frente da administração do Posto Matriz, em Natal (RN), a revendedora Liege Dantas já participou do Programa Gestão de Varejo. “Foi uma excelente oportunidade para ampliar a minha visão de negócios. THIAGO FERNANDES

A criação desse ambiente de contínuo aprimoramento dentro das empresas conta com diversas ferramentas. Entre elas, treinamentos para desenvolvimento de lideranças, aprimoramento de jovens talentos, cursos de vendas e workshops. Além disso, a popularização das tecnologias veio para consolidar os processos de gestão do conhecimento nas organizações, contribuindo também para a democratização do conhecimento, padronização da informação e rompimento das barreiras geográficas. Nesse sentido, ganham espaço formatos como o E-learning (ensino à distância), “video learning” (conteúdo gravado ou ao vivo), “mobile learning” (materiais para dispositivos móveis, como tablets e smartphones), games e, mais recentemente, a utilização das mídias sociais.

Por uma ALE cada vez melhor Atenta à importância do desenvolvimento humano, a ALE investe desde 2003 numa estrutura própria de treinamento: a Academia Corporativa, que foi construída com base nas diretrizes de Recursos Humanos e na necessidade de desenvolvimento de talentos dentro da companhia e na revenda. Para isso, utiliza um modelo educacional que une as expectativas do mercado e as estratégias da companhia. São oferecidas soluções de qualificação para colaboradores diretos e indiretos, ALE em revista

No Posto Portal de Minas, em Paracatu (MG), a Academia Corporativa é uma aliada para a capacitação do proprietário e colaboradores

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NEGÓCIOS

PAULO MONTEIRO

dos colaboradores, o curso faz com que eles se sintam valorizados, porque alguém está investindo neles”, afirma.

Material da Academia Corporativa sobre Gestão Ambiental é consultado frequentemente pela revendedora Lucília Lima, de Anápolis (GO)

Adquiri muito mais conhecimento sobre a parte operacional e as estratégias para prestar um bom atendimento”, comenta. A partir do aprendizado, Liege fez mudanças no negócio para atender ao cliente de forma mais próxima e personalizada —essa é a sua maior aposta para se diferenciar dos demais postos da região. Além de rever seus métodos de gestão, a administradora colocou em prática os ensinamentos de como atender dentro do padrão ALE. O resultado foi um aumento de aproximadamente 30% nas vendas do Posto Matriz. “Queremos estabelecer um vínculo com o nosso cliente e trazê-lo mais vezes ao posto. Para isso, estamos desenvolvendo metas para as vendas dos produtos e serviços para rentabilizar ainda mais o posto e motivar a equipe.” Frentista no Posto Matriz desde março de 2015, Mariane da Silva participou do treinamento do Ônibus Escola entre maio e outubro do mesmo ano. “Aprendi bastante sobre lubrificantes. Desde então me sinto muito mais confiante para vender qualquer produto”, destaca ela, que está exercendo a função de frentista pela primeira vez.

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Além de adquirir conhecimento técnico, Mariane aprendeu várias práticas para atender cada vez melhor. “Quando o cliente entra no posto, eu já aponto para a bomba de gasolina, abro um sorriso e vou atendê-lo. Pergunto se ele quer completar e se precisa de mais algum produto ou serviço”, conta. O revendedor Irlan César Fernandes de Moura, do Posto Portal de Minas, em Paracatu (MG), também se sente mais seguro depois da qualificação por meio da Academia Corporativa. “O Programa Gestão do Varejo me garantiu mais segurança nas decisões que precisei tomar. Eu tinha prática, pois trabalho com minha família nesse ramo desde os 14 anos, mas precisava aprofundar os conhecimentos”, comentou Irlan, que também valoriza a qualificação de sua equipe. Em 2014, por exemplo, ele levou 15 colaboradores para o curso de “Excelência no Atendimento”, realizado em Goiânia (GO). A comitiva foi formada por colaboradores do Posto Portal de Minas e 18 de outras revendas do mesmo grupo, em Paracatu e João Pinheiro. “Além de ajudar na melhoria do desempenho

Com 25 anos de experiência na função de frentista, sendo 12 no Portal de Minas, José Donizete Pereira considera que aprender nunca é demais. Por isso, já participou de aperfeiçoamentos ligados a troca de óleo, atendimento e análise de qualidade de combustíveis. “Meu objetivo é sempre agradar o cliente e fazer com que ele saia satisfeito do posto. Para isso, a simpatia é importante, mas outros cuidados, como perguntar ao cliente se ele quer que abra o capô para verificação da situação do carro, também são fundamentais”, comentou. De acordo com ele, gostar do que faz também é algo que ajuda a pessoa a se desenvolver no trabalho.

De olho na valorização da equipe No Posto ALE Corupá, localizado na cidade catarinense de mesmo nome, os cursos são utilizados como uma ferramenta de valorização dos colaboradores. De acordo com o proprietário Fábio Espíndola Izidoro, os nove frentistas do estabelecimento passaram pelos treinamentos do Ligados na Qualidade, que abordaram pontos como lubrificantes e atendimento. “Eles são o cartão de visita da empresa e, por isso, precisam ser valorizados para que possam atender bem aos consumidores. Depois do treinamento, eles passaram a trabalhar com mais vontade e atitude”, comentou. Por sempre ter atuado no comércio, Fábio sente a necessidade de se atualizar para acompanhar as mudanças no perfil dos consumidores do seu posto. Por isso, é bastante assíduo nos workshops da Academia Corporativa. “Já participei de encontros sobre finanças, marketing e conveniência. Esses cursos são muito focados no nosso setor e têm uma aplicação prática no dia a dia. Posso dizer que eles ampliaram a visão que hoje tenho dos negócios”, afirmou. ALE em revista


Já o workshop de Segurança e Meio Ambiente, realizado em Brasília (DF), ajudou a revendedora Lucília Pereira de Lima Prado, do Posto ALE Imperial, em Anápolis (GO), a se atualizar quanto às mudanças na legislação ambiental que regem o segmento de postos de combustíveis. “Frequentemente surgem novas normas e recomendações a respeito desse assunto. O curso foi muito efetivo, pois foi todo focado na revenda e, com isso, ajudou a me situar dentro dessa questão.” Lucília destaca o diferencial dos cursos de aproximar revendedores de vários locais do Brasil e, assim, promover uma troca de experiência entre eles.

de Combustíveis e Gestão de Pessoas. Esses são alguns dos temas dos cursos on-line criados especialmente para a revenda e equipe dos postos que integrarão o Portal Academia Corporativa ALE, que será implantado no início deste ano. Por meio dessa plataforma, que funcionará de forma integrada ao Clube ALE, revendedores, frentistas, atendentes, trocadores de óleo e gerentes terão a oportunidade de aprimorar seus conhecimentos onde e quando quiserem. Para isso, basta ter um computador com acesso à internet. É possível também planejar e agendar os treinamentos da maneira mais adequada à rotina de trabalho do posto.

O atendimento como diferencial competitivo

“Com o portal, nossa intenção é quebrar barreiras geográficas e estender os conteúdos da Academia Corporativa para toda a rede ALE. Temos revendedores espalhados pelos quatro cantos do Brasil e, por meio da internet, conseguimos levar a todos esses postos o conhecimento que faz toda a diferença para o sucesso da revenda”, comenta a coordenadora de Educação Corporativa e Qualidade da ALE, Karen Rodrigues.

O revendedor Arimatéia Matias, do Posto Retorno, em Maranguape (CE), conta que uma das grandes vantagens de o estabelecimento entrar para a Família ALE, em 2012, foi o acesso aos treinamentos da Academia Corporativa. “Desde esse início, achei os cursos muito bem elaborados e focados nas necessidades do nosso ramo e participei de todos que foram indicados pelo meu gerente comercial”, afirmou.

A gestão de pessoas também terá espaço garantido no portal. Para isso, o

consultor parceiro da ALE, Fred Alecrim, disponibilizará videoaulas sobre o assunto. O primeiro conteúdo a ser publicado será o Manual de Gestão de Pessoas, que traz dicas práticas para o dono do posto de serviços gerir sua equipe de forma eficiente. “Com o novo portal, a ALE está dando um grande passo para que a Academia Corporativa amplie seu raio de atuação”, comentou Fred Alecrim. A maior utilização da internet nas ações da Academia Corporativa é uma bandeira defendida por vários revendedores da rede. Um deles é Anis Abdelnor, proprietário do Abdelnor III Comércio de Combustíveis LT, localizado em Indaiatuba (SP). Para ele, o envolvimento e engajamento da equipe são fundamentais para que um ponto de venda consiga se diferenciar da concorrência e, assim, oferecer serviços de excelência. “O meio digital é uma ferramenta muito importante para isso e ainda tem a vantagem da flexibilidade. Os colaboradores podem estudar nos momentos de menor movimento no posto, por exemplo. Acredito que o portal trará muitos benefícios para toda a rede de postos”, finaliza.

Conhecimento ao alcance dos dedos Atendimento ao consumidor, Conveniência, Lubrificantes, Segurança e Meio Ambiente, ALEPLUS, Vendas, Análise ALE em revista

IVAN ALMEIDA

De acordo com ele, o posto está instalado numa região de forte concorrência, com uma variedade enorme de revendas de combustíveis. Em razão disso, o empresário sempre priorizou a necessidade de criar diferenciais competitivos para atrair e fidelizar os clientes. “O bom atendimento é imprescindível, e os treinamentos ajudaram a mim e a minha equipe a aprimorarmos a forma como recebemos os consumidores”, diz. Para ele, a simpatia com que o frentista recebe as pessoas é um dos pontos fundamentais para o bom atendimento. Grande incentivador da Academia Corporativa, o revendedor Anis Abdelnor, de Indaiatuba (SP), testou os cursos on-line do novo portal

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NEGÓCIOS NEGÓCIOS

A Academia Corporativa em números:

2015 foi um ano de muitas conquistas 97% de satisfação da equipe dos postos em relação aos treinamentos Mais de 26 mil km percorridos pelo Ônibus Escola em 214 cidades de 12 estados (a distância é equivalente a uma viagem de ida e volta do Brasil aos Emirados Árabes) 52% dos postos da rede com frentistas treinados 7.323 profissionais da linha de frente treinados Mais de 19 mil horas de treinamento no Programa Ligados na Qualidade 19.392 horas de treinamento no Ônibus Escola 4.190.350 REALES distribuídos em treinamentos 802 participantes nos 30 workshops e Programas de Gestão de Varejo para revenda 21 estados receberam treinamentos da Academia Corporativa

Compartilhando experiências de outros mercados Para compartilhar com a revenda as principais novidades e tendências da NACS Show 2015, a ALE enviou ao evento o consultor Fred Alecrim, a gerente de Conveniência e Parcerias Ana Carolina Castro e a coordenadora de Educação Corporativa e Qualidade Karen Rodrigues. O evento é considerado o maior do mundo no segmentos de postos e conveniência. Esse time conferiu as novidades apresentadas e participou de diversas palestras. Além disso, fez visitas técnicas a empresas que são referência na área —não apenas em Las Vegas, onde é realizado o evento, mas também em Chicago. Entre as principais novidades da NACS, pode ser destacada a tendência de simplificação dos cardápios, para que a loja de conveniência consiga dar ênfase àquilo que consegue fazer de melhor. Além disso, o evento focou a tecnologia como uma ferramenta para tornar a experiência do consumidor mais ágil e prática. Nesse sentido, os dispositivos móveis ganham espaço como canal de vendas e relacionamento. A partir de análises específicas de viabilidade, algumas dessas tendências podem ser replicadas na rede ALE. Além de incrementar o Food Service, os revendedores podem se beneficiar de investimentos em capacitação da equipe, flexibilização das ofertas de produtos e modernização das lojas.

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ALE em revista


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SHUTTERSTOCK

PASSATEMPO

Entre pratos e panelas

Hábito de cozinhar por prazer é tendência e adeptos garantem: os benefícios vão além do paladar

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ão é raro relembrarmos com saudade e carinho um prato da nossa infância ou a comida da vovó. Isso porque o paladar proporciona um vínculo emocional muito forte com nossas memórias e, ao longo da história da humanidade, a alimentação esteve associada não só a um impulso de sobrevivência, mas foi admirada e representada em diversas formas de arte. Hoje, os grandes chefs não se limitam mais aos aventais e à cozinha, mas lançam livros e partici-

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pam de programas na TV, se tornando verdadeiras estrelas pop. Apesar de todo esse encanto que cerca o assunto, preparar um prato não é uma tarefa de outro mundo. O hábito de cozinhar a própria comida vem conquistando cada vez mais as pessoas, que decidem se aventurar na cozinha e comer melhor. A tendência é comprovada pela televisão, onde a culinária está cada vez mais presente, desde os tradicionais programas que dão dicas

e ensinam receitas para amadores ou cozinheiros mais experimentados, até reality shows que tentam revelar o próximo grande chef de cuisine. Porém, mais que uma tendência de momento, a prática de cozinhar tem muitas vantagens reais que podem beneficiar mesmo os mais inexperientes, melhorando a autonomia e a qualidade de vida. Poder escolher e depois preparar os alimentos que vai consumir pode ser muito mais barato e saudável. Outros vão além, descobrindo na cozinha ALE em revista


Gostinho de família É assim para a designer gráfica Helena Bender Hennemann, que, desde a infância, tem o hábito de cozinhar como uma tradição de família. Morando atualmente em São Paulo, ela nasceu em Novo Hamburgo, no Rio Grande do Sul, região com forte presença de imigrantes alemães. “Na minha família, todo mundo sempre cozinhou. Minha avó e tias faziam de tudo: compotas, manteiga, queijo... até cerveja elas fabricavam. E essa sempre foi uma atividade coletiva. Na época de abóboras, por exemplo, a família se reunia para cozinhar. Lembro que eram momentos muito felizes e isso me fez ter uma relação muito boa com a cozinha”, conta. Hoje, Helena cozinha para si e para os amigos, mas conta que é por puro prazer. “Às vezes estou em casa e quero muito cozinhar, mesmo sem receber ninguém ou estar com fome. Acabo cozinhando mesmo assim e tendo de guardar a comida.” O talento rendeu fama entre os amigos, e ela conta que é frequentemente convidada para cozinhar em reuniões e eventos. “Não é um contrato de serviço. Eu vou pela amizade e pelo amor que tenho por cozinhar. E é engraçado: eu gosto de sugerir receitas, passar no mercado e escolher ingredientes e até minha faca eu levo, porque nem todo mundo tem uma faca boa em casa. Minhas amigas brincam que ainda vou ser presa por porte de arma por engano”, diverte-se.

revendedor do Auto Posto Rede Veraneio, em Antônio Dias (MG), adora receber convidados na sua cozinha e sempre gosta de servir um de seus pratos na ocasião. “Costumo falar que a gastronomia é um ato de amor, porque ela permite que as pessoas interajam, experimentem temperos, conversem e riam. O mineiro gosta de receber e tratar bem o outro, tanto que nós não temos o hábito de receber as visitas e convidados na sala da frente, mas sim na cozinha. E eu, como bom mineiro, me mantenho fiel a essa tradição, tanto que, na casa que construí, fiz questão de fazer uma ‘cozinha da frente’, que é onde recebo meus amigos.” Marcelo também já fez cursos de culinária típica de várias regiões, como a japonesa e italiana, para ampliar seu repertório na cozinha. “Quem tem o hábito de cozinhar aprende a combinar ingredientes e temperos, vira um instinto, e eu aprendi muito com a nossa

tradicional gastronomia mineira, que tem muitas influências e uma ampla variedade de pratos. Mas algumas tradições, como a cozinha japonesa, por exemplo, possuem uma série de temperos e técnicas que não conhecemos, então procurei incrementar o meu cardápio” conta.

Bom para o paladar e para o bolso Além de ajudar no orçamento por reduzir as refeições e lanches fora de casa, o hábito de cozinhar ainda pode ser uma opção para complementar a renda. Muitos cozinheiros que começam sem nenhuma experiência acabam descobrindo um talento e usando a prática como uma forma de gerar renda. A revendedora ALE Robertha Leles Correa, do Auto Posto Laurindo, em Goiânia (GO), conta que há anos divide a cozinha com a mãe, fazendo bolos, bombons e doces para festas de amigos e conhecidos, complementando a renda da família. ARQUIVO PESSOAL

uma terapia, uma forma de escapar da rotina maçante com uma atividade literalmente gostosa.

Um ato de amor A culinária sempre foi um elemento gerador de relações humanas. Seja em família, com os amigos ou o parceiro, participar de refeições em conjunto nos aproxima. Marcelo José Rolla Guerra, ALE em revista

Por lazer, a revendedora Robertha Leles prepara delícias para festas junto com sua mãe

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PASSATEMPO

“A gastronomia é um ato de amor, porque ela permite que as pessoas interajam, experimentem temperos, conversem e riam” Marcelo José Rolla Guerra

“É uma coisa que vem de família, minha vó trabalhava nisso e passou o hábito para minha mãe, e hoje fazemos isso juntas. Mas nunca foi pela questão financeira; é por gostar mesmo. Nós nos damos muito bem e esses momentos se tornam um lazer, uma forma de sair do estresse da rotina e de nos aproximar” explica. Mesmo com a renda gerada, Robertha conta que a demanda é pequena e ela só atende quando sobra tempo. “Já tenho as minhas atividades no posto, então fica difícil atender sempre. Mas vejo isso como algo bom, porque evita que se torne uma ocupação, é algo que vejo como prazer e prefiro que se mantenha assim.”

DIVULGAÇÃO GNT

Sucesso na TV Presença antiga na mídia, a culinária vem ganhando cada vez mais espaço na televisão. Um dos programas de maior sucesso no momento é o “Cozinha Prática com Rita Lobo”, exibido pelo canal pago GNT. A atração é uma “mão na roda” para os estreantes na cozinha. Em apenas 30 minutos, a apresentadora ensina como otimizar todos os processos da cozinha: de fritar a batata perfeita a desfiar uma carne de frango apenas chacoalhando uma panela de pressão. Simplicidade é a palavra de ordem do programa. Rita mantém ainda um site com dicas e receitas: o panelinha.ig.com.br.

Blogueiros fazem sucesso com receitas

Carismática, Rita Lobo faz sucesso na TV compartilhando seus truques culinários

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O YouTube agrega hoje um enorme acervo de vídeos com dicas e tutoriais, desde como dar nó em gravata até truques de maquiagem. Explorando a plataforma, canais de culinária fazem sucesso ensinando receitas e dicas para a cozinha. O publicitário Caio Novaes, conhecido pelos fãs como “Ana Maria Brogui” (brogui.com) tem mais de 86 milhões de visualizações e ganha até 13 mil dólares pelos vídeos com pratos de todos os tipos. Além do sucesso do seu canal, o blogueiro já inaugurou um Food Truck em São Paulo, e lançou dois livros com suas receitas.

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MERCADO

Cuidado:

carga perigosa DEMIS ROUSSOS

Transporte de combustíveis é coisa séria e a ALE cuida para que essa etapa do processo de comercialização ocorra de forma eficiente e segura

Modalidade CIF trouxe mais tranquilidade e segurança para o Posto Cavalcanti e Rocha (RN)

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DEMIS ROUSSOS

O

transporte de combustíveis no Brasil é regulamentado por uma série de dispositivos legais que visam à proteção das cargas, do meio ambiente e à segurança dos trabalhadores, bem como à garantia de direitos trabalhistas. Em caso de infrações a essas regras, podem responder perante a Justiça quem vendeu o produto, quem comprou e quem transportou.

Empenhada em garantir um transporte seguro e que cumpra toda a legislação do setor, a ALE trabalha em parceria com os revendedores para que o deslocamento do combustível da base até a revenda ocorra da melhor forma possível. A maioria dos revendedores da rede é optante pela modalidade de frete conhecida como CIF (custo, seguro e frete, na tradução da sigla para o português). Nesse sistema, estão incluídas no preço do combustível as despesas com o seguro e o transporte até o destino. De acordo com o coordenador comercial de transportes da companhia, Paulo Lisboa, o revendedor optante pela modalidade CIF conta com uma série de vantagens. “Para começar, nesse caso, a ALE arca com todos os custos relativos ao treinamento dos motoristas próprios e contratados, e isso interfere diretamente na segurança e eficiência do transporte. Além disso, todo o licenciamento ambiental e demais obrigações trabalhistas são cuidadosamente cumpridos”, explica. De acordo com ele, esses cuidados dão ao revendedor uma maior tranquilidade e evitam problemas jurídicos. Com o grande volume de trabalho que já tem na gestão do posto, fica difícil para o revendedor ficar atento e cumprir todas essas exigências, conforme explica o advogado e engenheiro ambiental Bernardo Souto, que presta serviços para o Minaspetro (Sindicato do Comércio Varejista de Derivados do Petróleo do Estado de Minas Gerais). ALE em revista

Na modalidade CIF, a ALE é responsável pelo treinamento dos motoristas, o que interfere na segurança e eficiência do transporte

“Combustíveis são considerados produtos perigosos pela Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT). Em razão disso, toda a legislação é muito rigorosa e detalhada. É fato que o dono de posto sozinho não consegue se localizar entre tantas normas e, por isso, muitas das infrações registradas são relativas à falta de documentos”, afirma.

Uma mudança que valeu a pena Há pouco mais de um ano, o revendedor José Vasconcelos da Rocha Júnior resolveu migrar para o CIF. Até então, seus dois postos no Rio Grande do Norte —o Pium, localizado em Paramirim, e o Cavalcanti e Rocha, em Natal— eram abastecidos por meio da modalidade FOB. Nesse sistema, o comprador assume custos e riscos que envolvem o transporte das mercadorias a partir do momento do embarque. Para isso, Júnior chegou a comprar uma carreta, mas o investimento não se mostrou vantajoso. Como dificuldade principal de ser FOB, ele conta que precisava atentar a tantos detalhes que acabava restando pouco tempo para se dedicar ao negócio principal: a gestão dos postos. Na época, a carreta fazia cerca de cinco viagens por semana. “O alto custo com

a manutenção do veículo foi um fator que impulsionou a minha migração para o CIF. Além disso, era difícil conseguir mão de obra qualificada para fazer esse transporte, e cuidar da parte de licenciamento ambiental também me tomava bastante tempo”, conta. Depois da mudança, ele afirma estar satisfeito com a eficiência das entregas e tem mais tempo para administrar suas revendas.

A importância do seguro Na modalidade CIF, a ALE é responsável pelos eventuais riscos que ocorram com a carga e com terceiros, desde a saída do caminhão da base até a chegada ao destino. Já os clientes FOB têm a opção de contratar um seguro da Mapfre, que é parceira da ALE. A maioria dos revendedores adquire o seguro, já que, em caso de danos, o dispêndio financeiro é extremamente alto. A contratação de uma apólice particular no mercado é igualmente cara e burocrática. Já o seguro contratado em parceria com a ALE tem um custo de 0,23% sobre o valor da nota fiscal e cobre eventos como danos à carga por colisão, capotagem, tombamento e roubo, prejuízos ambientais, e morte e invalidez do motorista em caso de acidente.

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MÃO DE OBRA

A importância da boa imagem

A

marca ALE está presente em mais de 2 mil postos revendedores no Brasil. Cada um tem suas particularidades, mas todos representam a mesma bandeira. Para manter uma identidade única de ponta a ponta do país, a companhia estabelece um padrão de operação para a revenda, com orientações sobre atendimento, organização da pista, produtos e serviços, identidade visual, entre outras. Aí entra algo muito importante: o uniforme, que ajuda a padronizar o atendimento e transmitir o conceito de uma empresa simples, ágil e próxima. Em todos os postos revendedores, as equipes de pista devem portar o crachá de identificação e usar o uniforme completo: calça, camisa para dentro da calça e boné. Segundo o diretor de Marketing e Varejo da ALE, Júlio Paulon, vestir-se conforme o modelo padrão é importante para a diferenciação e o fortalecimento da marca. “O colaborador bem uniformizado transmite confiança, credibilidade e profissionalismo, demonstrando estar alinhado à mensagem que a empresa quer transmitir ao mercado”, destaca. Quem segue a orientação à risca também sai ganhando. “O profissional mostra que se preocupa com a sua apresentação pessoal e que deseja construir e manter uma boa imagem. Isso certamente é bem visto pelos empregadores”, complementa. O proprietário da Rede Costa Comércio de Combustíveis, Milton Alves Cota Júnior, concorda com a afirmativa

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RENATO PIZZUTTO

Ao vestir o uniforme completo da ALE, todas as qualidades da marca são atribuídas ao frentista… e isso deve refletir no atendimento ao cliente e leva a sério a questão. No início de 2015, o revendedor adotou uma estratégia para incentivar o uso do uniforme completo nos quatro postos da sua rede. Isso começou quando a filial de Águas Formosas, no Vale do Mucuri (MG), alcançou o melhor desempenho percentual nas métricas do Clube ALE e foi eleita o Melhor Posto do Mês. “A equipe da Academia Corporativa da ALE nos deu várias dicas de gestão, entre elas criar um incentivo para os frentistas estarem sempre uniformizados”, conta. Daí surgiu a ideia de escolher o funcionário do mês, a partir de um check-list que inclui vários itens, entre eles o uso do uniforme completo. Ao fim de cada mês, quem se destaca é reconhecido e recebe uma bonificação. “Agora, as equipes têm uma motivação a mais para se vestir corretamente. E isso se reflete nas vendas, que cresceram 20%, mesmo com a crise econômica”, comemora.

Um cartão de visitas Há 20 anos, Constantino Ferreira de Castro Neto gerencia o Posto ALE Santa Marta, um dos mais antigos de Caxias, município do Maranhão. Em sua gestão, o vestuário é parte fundamental do bom atendimento. “Uma boa impressão começa pela apresentação pessoal do frentista. Ao usar o uniforme da maneira adequada, junto ao o crachá, ele passa a seguinte mensagem: ‘se eu cuido bem de mim, posso cuidar bem de você’. E é exatamente isso que queremos transmitir ao cliente”, enfatiza o revendedor.

Mudança de visual Quando chega para trabalhar no Posto ALE Ádamo, na Zona Sul de São Paulo, Simony Santana coloca a calça, a camisa, o boné e o crachá, põe um sorriso no rosto e vai para a pista atender. Na opinião dela, que é frentista há seis anos, a simpatia e a educação são essenciais para o bom atendimento. “Estou sempre para cima, de alto astral. Acho que isso faz a diferença”, comenta. Ao fim do expediente, a jovem de 28 anos muda completamente o visual: troca o uniforme pela roupa de dança, capricha na maquiagem, tira o boné, solta os cabelos e vai direto para os ensaios e shows do seu grupo de lambaeróbica. No dia seguinte, começa tudo outra vez, com o mesmo sorriso no rosto.

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INSTITUCIONAL

Questão de oportunidade RENATO PIZZUTTO

Uma reclamação do cliente pode ser o início de um relacionamento saudável e duradouro, mas para isso é preciso investir na relação

No dia a dia da Entreposto, a revendedora Adriana Saviano (à direita), de São Paulo (SP), faz questão de ouvir as opiniões dos consumidores para manter positiva a imagem do ponto de venda

D

e uns tempos para cá, você se tornou um consumidor mais informado, exigente, atento e engajado? Antes da decisão de compra, você compara preços e condições pelos sites e aplicativos móveis? Mais que isso, você considera as avaliações e as experiências de outros consumidores? E quando fica insatisfeito, compartilha a sua opinião nas redes sociais? Se a resposta é

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sim, saiba que você faz parte do grupo dos consumidores modernos, que mudaram seus comportamentos e hábitos de consumo nas últimas décadas, em consequência de uma série de transformações socioeconômicas no Brasil e no mundo. Para ganhar o tempo e a confiança desses consumidores, as empresas precisam investir pesado no relacio-

namento, mostrando-se cada vez mais próximas e abertas ao diálogo. Atenta a isso, a ALE mantém canais de contato direto com os consumidores finais, para envio de solicitações, sugestões, elogios e reclamações. O principal deles é a Central de Atendimento FALE, que pode ser acessada pelo telefone 0800 281 5000 ou pelo formulário “Fale Conosco”, disponível no site da companhia. ALE em revista


Quando se trata de uma queixa envolvendo a revenda, é fundamental a participação efetiva dos proprietários na resolução do caso, a partir das orientações da ALE. “É preciso demonstrar atenção e atitude, independentemente da situação”, ressalta Giseli. Outro ponto importante é a agilidade no retorno, para evitar que as reclamações ganhem força e alcancem outros meios. O prazo para resposta é de, no máximo, 72 horas, exceto quando houver um problema técnico que demande mais tempo para análise e solução. “Em tempos de redes sociais, tudo se propaga muito rápido. Se as empresas não retornam em tempo hábil, as pessoas buscam alternativas, como o site Reclame Aqui e o Facebook”, comenta. Segundo a coordenadora, a ALE está presente nas principais redes sociais para monitorar as menções à marca e interagir com os usuários.

Exemplo bem-sucedido Com agilidade e transparência, a revendedora Adriana Saviano conseguiu reverter uma situação de mau atendimento, mantendo a imagem positiva do seu negócio e da ALE. O caso aconteceu em 2015, no Posto Guararapes, em funcionamento há quase 30 anos na avenida Engenheiro Luís Carlos Berrini, um dos principais polos comerciais da capital paulista. ALE em revista

DEMIS ROUSSOS

Conforme destaca a coordenadora do Contact Center da ALE, Giseli Lauer, todas as mensagens recebidas, positivas ou não, devem ser vistas como oportunidades de melhoria e de aproximação com os públicos de interesse. “Até mesmo as reclamações têm um lado positivo. Quem reclama está dando uma chance para o estabelecimento rever a sua gestão e melhorar. O pior é quem não fala, vai embora insatisfeito e não volta mais.”

O revendedor Rosimário Faustino (à direita), do Posto ON Combustíveis (RN), não abre mão de se relacionar com os consumidores no dia a dia do ponto de venda

Ao receber a reclamação, a proprietária fez uma reunião de alinhamento com toda a equipe e, no dia seguinte, enviou um e-mail de resposta por meio do FALE. Na mensagem, Adriana lamentou o fato e convidou a consumidora para um café e um pedido de desculpas formal na loja Entreposto. “O mais importante é argumentar com a verdade sempre”, opina. Depois disso, a equipe do FALE fez mais um contato com a reclamante, para checar se tudo foi resolvido bem. “Ela ficou muito feliz pela atenção recebida e aceitou o convite para voltar ao posto”, conta a analista de Relacionamento com o Cliente da ALE, Silvana Souza.

Uma conquista diária Há dez anos no mercado, o Posto ON Combustíveis conquistou clientes fiéis no município de Parnamirim (RN). Para o proprietário Rosimário Faustino, o segredo da fidelização está no relacionamento próximo e transparente que mantém com a clientela. “Estou sempre na pista interagindo com as pes-

soas. Isso transmite maior confiança e me permite conhecer melhor o perfil do cliente. Sei que alguns gostam de brincadeiras e outros são mais sérios; então, consigo dosar o atendimento e orientar a equipe”, exemplifica. Se acontece de alguém reclamar, Rosimário não se irrita. “Quando recebo uma reclamação fico satisfeito, porque terei a oportunidade de corrigir algo que talvez nem tenha percebido”, comenta. Em todos os casos, o revendedor acha importante ter humildade para receber a crítica e agir com transparência do início ao fim. “Outro dia, uma senhora questionou o preço do combustível, porque o marcador não saiu da reserva depois de abastecer. Imediatamente, peguei o aferidor de 20 litros, fiz a medição na frente dela e expliquei como funciona. Ela entendeu e foi embora satisfeita”, conta. O jeito de pensar e agir de Rosimário contribuiu para a conquista do título de “Melhor Posto ALE do Mês”, concedido pelo Clube ALE em março de 2014.

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PÉ NA ESTRADA

Pelos caminhos do Brasil Atenção, leitores passageiros: essa viagem é de vocês. Escolham uma rota, entrem no carro e desbravem diferentes regiões do Brasil com as dicas da ALE

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ARQUIVO ALE

A

linha que vai do extremo norte ao extremo sul do território brasileiro tem mais de 4.300 quilômetros. Na reta traçada do extremo leste ao extremo oeste, outra extensão com quase a mesma quilometragem. Ao longo desses trajetos, grandes cidades, vilarejos, estradas, paisagens, pessoas e histórias novas e inesperadas. Entre o local de partida e o destino, as possibilidades são infinitas, com um caminho que pode ser tão divertido quanto o ponto de chegada. Para o percurso ficar ainda melhor, acrescente os postos ALE com equipes preparadas para fornecer os melhores serviços e informações. Como o que o que não faltam são os caminhos para colocar o pé na estrada, a companhia criou o “Rotas ALE”, uma plataforma on-line que disponibiliza sugestões de rotas imperdíveis entre diferentes pontos do Brasil. Em formato de hotsite, lançado em dezembro de 2015, o serviço traz opções para quem gosta das cidades históricas ou das cachoeiras, mas também para aqueles que preferem percorrer o litoral ou a porção mais central do país. Para o passeio ficar ainda melhor, o conteúdo traz dicas especiais e localiza os postos ALE que estão disponíveis no seu caminho. E não para por aí! Ao longo de 2016, a plataforma vai receber muitas novidades e permitir cada vez mais interações do usuário com o site.

A bordo de um motorhome personalizado, Casal Nômade viaja pelas Rotas ALE

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A gerente de Marketing e Comunicação da ALE, Rejayne Nardy, explica que a iniciativa intensifica os esforços da empresa de estar sempre alinhada às novidades ligadas à tecnologia para o benefício dos revendedores e dos consumidores. “Além disso, valorizamos as histórias que todos têm a contar. Pelo fato de a ALE ser uma

empresa de abrangência nacional, com esse novo projeto destacamos não só as belezas e atrações do território nacional, mas também a cultura que as cerca”, afirma.

Além dos roteiros Uma viagem de carro ou de moto pode surpreender um viajante. Além de ser uma experiência digna de cena de filme, com vento no rosto, sensação de liberdade e um caminho inteiro pela frente, essa é uma opção turística mais flexível. Por isso, o conteúdo do Rotas ALE é especial. Os trajetos indicados estão sendo trilhados por um casal de viajantes, os jornalistas Glória Tupinambás e Renato Weil, que já passaram por 59 países, nos cinco continentes, e hoje percorrem estradas em um motorhome, pelo projeto chamado “A Casa Nômade” (veja na página 35). Durante as viagens, os dois relacionam no hotsite não só as dicas clássicas de viagem, que só quem já passou por muitos lugares pode dar, mas também os bastidores de como é viver em uma casa sobre rodas. Somam-se a isso opiniões e críticas sobre as atrações e os serviços que compõem as Rotas ALE, sem contar os relatos especiais de locais e experiências menos conhecidas. “Trazemos um olhar voltado para as curiosidades, usando os nossos talentos de jornalistas para contar as histórias das pessoas que cruzam nossos caminhos, e compartilhando as nossas impressões sobre os lugares. Além disso, mostramos como é o nosso dia a dia no motorhome: como dormimos, cozinhamos e lavamos roupas, por exemplo”, diz Glória.

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ANDERSON MARCENES

PÉ NA ESTRADA

De tanto o Posto Tiradentes, localizado na cidade mineira de mesmo nome, ser procurado por turistas, os frentistas já estão acostumados a dar informações sobre as atrações locais

De carro Uma das grandes vantagens nas viagens de carro é a flexibilidade de poder alterar a rota e parar em lugares não planejados. No entanto, diante de muitos quilômetros a serem percorridos, é importante ter consciência no trânsito e se preparar para muitas horas na direção do veículo.

Estrutura Para viajar de carro, também é essencial ter uma boa estrutura de apoio nas estradas. É nessa parte que entram os postos ALE presentes nas rotas turísticas do Brasil. Desse aspecto, os irmãos Felipe Almeida Silveira e Hugo Almeida

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Silveira, junto ao o pai Oswaldo Maciel da Silveira, entendem bem. Eles são os proprietários dos postos Canadá, em São João del Rei (MG), e Tiradentes, no município de mesmo nome, em Minas Gerais. Trata-se de uma empresa familiar que já está na segunda geração do negócio e busca sempre aprimorar os serviços. Por estarem localizados em uma região turística, eles entendem muito sobre a importância dos pontos de apoio durante os longos percursos na estrada. “Os postos são também um ponto para amparar o turista que chega

pedindo indicações de pousadas e de restaurantes. Além de os estabelecimentos nos procurarem para deixar as divulgações, nossos funcionários têm conhecimento para indicar e ajudar”, explica. Durante a alta temporada, o quadro de funcionários é reforçado. “Além dos meses de julho, dezembro e janeiro, que correspondem às férias escolares, temos eventos em Tiradentes, como o Bike Fest e o Festival de Gastronomia, que atraem muitos turistas do país inteiro para a região”, comenta. As duas revendas estão localizadas numa das Rotas ALE. ALE em revista


ARQUIVO PESSOAL

Veja a sugestão que separamos para você: BeloHorizonte(MG)–Carrancas(MG) 9 postos ALE no caminho Distância: 460km Duração da viagem: 8h50 Cidades que podem ser exploradas nessa rota: Glória Tupinambás e Renato Weil, da Casa Nômade, em uma de suas aventuras na estrada

Lar sobre rodas “A Casa Nômade” é o nome perfeito para o projeto da jornalista Glória Tupinambás e do repórter fotográfico Renato Weil. Depois de quase uma década de aventuras destinadas a conhecer os cinco continentes do mundo nos momentos livres, a paixão virou um prazeroso ofício. A bordo de um motorhome com 10 m2 de espaço interno, eles continuam com o pé na estrada, mas agora com uma casa móvel e bem diferente. “É um caminhão adaptado, que foi projetado pelo Renato e é autossuficiente em termos ecológicos. Tem placas de energia solar para abastecer a geladeira e aquecer a água, e bomba d’água capaz de suprir a necessidade de uso por até uma semana. Estacionamos e garantimos nosso lugar para passar a noite e vivemos a cidade de uma forma diferente. É muito comum que as pessoas fiquem curiosas quando percebem que é uma casa”, explica Glória. Quem entra descobre que a estrutura possui até uma garagem que abriga uma moto, ALE em revista

outro meio de transporte usado por eles durante as expedições. A ideia surgiu quando os dois voltaram de um “mochilão” e começaram o projeto do livro O Mundo em Minas, lançado em agosto de 2015. A publicação reúne um conjunto de fotos e textos e faz um paralelo entre aspectos de Minas Gerais e do mundo, como o folclore e a natureza. “Tivemos uma inquietação e uma vontade muito grande de continuar viajando, então decidimos transformar esse sentimento em uma nova forma de viver”, conta Glória. Eles se organizaram, compraram o caminhão e, depois de cinco meses na oficina, a nova casa, dessa vez sobre rodas, estava pronta. Após percorrer as “Rotas ALE”, o roteiro do casal incluirá outros pontos do Brasil e também as Américas do Sul, Central e do Norte. A intenção é de que a viagem dure cinco anos, com retornos periódicos para visitas à família. A aventura será toda documentada e, posteriormente, transformada em livro.

¬ Catas Altas ¬ Serra do Caraça ¬ Ouro Preto ¬ Congonhas ¬ Tiradentes ¬ São João del Rei ¬ Itabirito ¬ Lavras Novas ¬ Santo Antônio do Leite ¬ Glaura ¬ Prado ¬ Catas Altas da Noruega ¬ Santa Rita de Ouro Preto ¬ Conceição da Barra de Minas ¬ Conselheiro Lafaiete Dica dos revendedores dos Postos Canadá e Tiradentes: Passeio de Maria Fumaça entre Tiradentes e São João del Rei (ou vice-versa). Um dos únicos trens históricos em atividade no Brasil. O trajeto beira a serra e passa por lagos e pontilhões. Acompanhe as novidades no site: rotasale.com.br

Fica a dica “A nossa melhor dica para um viajante é o desapego. Essa é uma lição bacana, porque você se permite ir para um lugar —luxuoso ou simples— e abrir seu coração para o novo e para a surpresa e aproveitar muito mais. É importante fazer uma programação e pesquisar, mas não se engesse. Diante de um imprevisto, faça com que o dia seja muito legal.” Glória Tupinambás e Renato Weil

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OPINIÃO

Momentos graves?

Momentos grávidos! nova circunstância. Agostinho de Hipona, teólogo do século V, dizia: “Quando dois presos olham pelas grades o lado de fora, um deles olha a lama no chão e o outro olha as estrelas”. Isso não é brincar de otimista, mas de ser capaz de olhar as estrelas, em vez de ficar apenas observando a lama existente.

Num mundo de velocidade, de transformação, nós temos um nível muito alto de incertezas na nossa vida. Elas estão presentes na nossa história pessoal, na nossa história coletiva, mas elas não podem nos vencer.

Há pessoas que não enxergam a gravidade do momento nem a gravidez que ele contém; outras pessoas enxergam apenas a gravidade. A esperança, em qualquer área da vida, aparece quando buscamos dar à luz uma nova situação, e esta virá se tivermos humildade para saber mais.

A maneira mais adequada, quando temos um caminho que desejamos e que precisamos seguir, é persistir diante da incerteza, que é, muitas vezes, transitória. Claro, quem vive na incerteza não consegue dar passo algum, mas não admitir que as incertezas estão em nossa vida é atitude de quem fica sempre aguardando a completa certeza para dar o passo seguinte. O conhecimento nos traz várias incertezas, mas as superamos e vamos adiante. Há situações na família, no trabalho, na escola, na ciência, que, em toda a história humana, sempre tiveram grande gravidade. São momentos de tensão, em que há uma agudização na nossa vida pessoal. No entanto, uma das coisas que ajudam a existir melhor é a capacidade de entender que momentos graves são também “momentos grávidos”. Brincando aí com o jogo de palavras, toda gravidade contém em si uma gravidez, a possibilidade de dar à luz uma nova situação, um novo momento, uma

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Muitos confundem humildade com humilhação. Ser humilde não é ser subserviente. Uma pessoa subserviente é aquela que se dobra a qualquer coisa, que se acovarda. A palavra “humildade” tem uma raiz indo-europeia, que é humus. Significa “o solo sob nós”, isto é, estamos todos no mesmo nível. Humildade intelectual é a capacidade de saber que nós estamos no mesmo nível como fonte de conhecimento para outra pessoa. Eu sei que ensino e sei que sou ensinado. Só é um bom “ensinante” quem for um bom “aprendente”. A pessoa que tem humildade intelectual é aquela que não se torna arrogante. Aquela que, por conhecer algo, não acha que domina tudo que pode ser conhecido. Humildade intelectual é entender que ninguém sabe tudo o tempo todo, de todos os modos. Ser humilde é ser capaz de entender que nós temos um nível de igualdade que nos aproxima daquilo que importa

de fato, que é a ideia de humanidade que ensina e aprende em conjunto e que tem um patrimônio imenso (o conhecimento humano) a ser repartido na sua fonte. O que eu ainda não sei revigora as possibilidades dos degraus futuros de conhecimento, à medida que alarga as minhas fronteiras de saber e indica um horizonte que pode ser vislumbrado e desejado. GIGI KASSIS

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pensador Immanuel Kant dizia: “Mede-se a inteligência de um indivíduo pelo número de incertezas que ele é capaz de suportar”. Suportar não é se dobrar, não é ser derrotado por ela. É não sucumbir a uma incerteza, não ser por ela derrotado.

Mario Sergio Cortella Educador, conferencista e escritor. Ao fim dos anos 1980, concluiu seu mestrado em Educação pela Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP). Mais tarde, em 1997, tornou-se doutor em Educação pela mesma instituição.

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Ano IV • Número 7 • Fevereiro de 2016

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