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ENTREVISTA

Bosch, DeWalt, Hitachi e Makita contam como foi 2013. Expedito E. Arena da Casa do Construtor fala sobre normas de segurança para ferramentas elétricas.

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JURÍDICO

A repercussão da restrição ambiental na LOCAÇÃO DE EQUIPAMENTOS

MATÉRIA TÉCNICA

As gruas não se destinam a atividades recreativas

FIQUE POR DENTRO

ALEC presente no evento ElevAÇÃO em Embu das Artes

20 21

AÇÃO SOCIAL

A ALEC incentiva o trabalho do ICRIM

CURSOS, FEIRAS E NOVOS ASSOCIADOS

3 - Rental News - janeiro/2014


O RENTAL NEWS é um informativo mensal exclusivo da ALEC distribuído para seus associados e locadoras do Brasil.

PALAVRA DO PRESIDENTE Caro Colega,

ASSOCIAÇÃO DE LOCADORAS Associação Brasileira das Empresas Locadoras de Bens Móveis Avenida Mandaqui, 67 - Bairro do Limão 02550-000 - São Paulo - SP - Tel: 11 3965-9819 www.alec.org.br Gerente Executivo: Adalberto Cruz Filho - grs@alec.org.br Comercial/Marketing: Allan Sicsic - mkt@alec.org.br Financeiro: Mirian Borges - financeiro@alec.org.br

GESTÃO 2014/2015 Diretoria Executiva Presidente - Fernando Augusto L. de Moraes Forjaz Vice-Presidente - Expedito Eloel Arena Diretor Tesoureiro - Armando Nassiff Diretor Secretário - Francisco Maciel Conselho Consultivo Presidente do Conselho - Durval C. Gasparetti 1º Vice-Presidente do Conselho - Expedito Eloel Arena 1º Conselheiro - Rui Manuel Ventura do Rosário e Silva 2º Conselheiro - Adilson Vicari 3º Conselheiro - Gilson Macedo Santana 4º Conselheiro - Euclides Carvalho Diretoria Regional Diretor Regional - S. J. Rio Preto - Carlos Cezar Galvão Teixeira Diretor Regional - Bauru - Arlindo Kano Diretor Regional - Baixada Santista - Claudio Campanha Rodrigues Diretor Regional - Rio de Janeiro - Sebastião Lucas Rentes Diretoria Distrital Diretor Distrital - Zona Leste/SP - Paulo Chiomento Diretoria Setorial Diretor de Balancins - Ronaldo Max Ertel Diretor de Canteiro de Obras - Élvio Luiz Lorieri Diretor de Equipamentos - Hamilton Diniz Abdala Diretor de Estruturas Tubulares - Renato Caetano Nunes/ Joe Max Nicodemos Diretor de Fabricantes - Fernando Groba Diretor de Ferramentas Elétricas - Márcio Rodrigues Diretor de Gruas - Paulo M. A. Carvalho Diretor de Plataformas Aéreas - Miguel B. Almeida Diretor de Projetores e Misturadores de Argamassa - Andrés Natenzon

Redação, Edição e Produção Gráfica

Estamos iniciando 2014 com uma diretoria renovada e que tem grande espírito de equipe. Assumir a presidência da ALEC é um grande desafio para mim e para este nova turma. Juntos somos um time vencedor com elevado expertise no mercado de locação de equipamentos para construção. Vamos dar continuidade ao crescimento da ALEC e avançar ainda mais como a entidade que trabalha focada para o desenvolvimento de seus associados. Para este ano temos grandes expectativas, assim como todos os brasileiros. São muitas as paradas em função do Carnaval, Copa do Mundo e Eleições. Precisamos de ações dinâmicas e um grande espírito associativista. Como crescer em um mercado tão competitivo? Este desafio também é da ALEC. A realização dos eventos ALUGAR Gestão, Jurídico, Comercial, Manutenção, Atendimento, Vendas e Tecnologia contribuirão muito. Aguarde mais novidades. Os fabricantes de equipamentos estão investindo na Associação e no segmento rental. Lançamos em 15 de janeiro, a FELOC RENTAL 2014 e 56 % da área foi vendida no evento. Esta notícia serve para balizar o que todos esperam de 2014. A FELOC RENTAL e o ALUGAR BRASIL também contam com o apoio da ABNT, IPAF, Sinaenco, SIndileq/PE, Sinduscon/SP, Sobratema, Construção Panamericana. Na primeira quinzena de fevereiro, a ALEC esteve presente na reunião anual do GRA, Global Rental Alliance, que aconteceu durante a “The Rental Show”, em Orlando, nos EUA. A visita ao evento teve o objetivo de trazer ideias que possam contribuir para uma maior capacitação dos nossos profissionais e do crescimento do nosso setor. A ALEC é de todos nós. Fale com o presidente. Envie ideias e sugestões de temas a serem abordados em cursos e palestras. Críticas também. Juntos construímos uma associação forte.

Multifoco Comunicação e Marketing Tel.: 11 3554-3503 | 3758-8138 www.multifocogroup.com.br Jornalista responsável: Marot Gandolfi - imprensa@alec.org.br Tiragem: 2000 - Periodicidade: mensal Edição: janeiro de 2014 As informações contidas nos anúncios são de inteira responsabilidade das empresas. Os artigos são de inteira responsabilidade de seus autores e não refletem necessariamente a opinião da Associação.

Fernando Forjaz Presidente Gestão 2014/2015

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ENTREVISTA

Nesta edição, o Rental News traz uma matéria especial sobre ferramentas elétricas. Entrevistamos profissionais da Bosch, DeWalt, Hitachi e Makita, fabricantes destes equipamentos, e também falamos com Expedito E. Arena da Casa do Construtor, a respeito de normas de segurança que tem sido alvo de grandes confusões no mercado.

EXPEDITO E. ARENA Expedito E. Arena, da Casa do Construtor, esclarece vários pontos sobre normas de segurança referentes às ferramentas elétricas, a polêmica sobre 3 pinos e a conduta sobre aterramento. 1 - O que exatamente podemos considerar como ferramentas elétricas manuais? As ferramentas de pequeno porte, que são praticamente portáteis e que não necessitam mais de uma pessoa para serem manuseadas. Segundo a NR18.22.20, devem possuir dupla isolação ou isolamento (geralmente uma isolação no eixo do induzido e outra na carcaça). 2 - Quais as mais utilizadas? As mais conhecidas e utilizadas na construção civil são as furadeiras, serra madeira, marteletes, rompedores, esmerilhadeiras, lixadeiras, vibradores entre outras. 3 - As ferramentas vendidas no Brasil devem vir com 3 pinos? As comercializadas no Brasil por grandes fabricantes como Bosch, DeWalt, Makita, Hilti e Hitachi já vem com dupla isolação classe I e, exatamente por isso, são proibidas de possuir o pino terra também conhecido como 3 pinos. 4 - Afinal, há uma grande confusão na aplicação da NBR 6147 e NBR 14136* no que se refere ao plug 3 pinos (2P +T). Você pode esclarecer melhor? A norma NBR 14136 estabelece o padrão brasileiro para tomadas e plugues elétricos, tendo como base a norma internacional IEC 60906-1 e abrange todos os demais produtos relacionados como cabos de ligação dos equipamentos, cordões, conectores, extensões, etc. No que diz respeito às maquinas elétricas, os fabricantes e usuários devem seguir às recomendações da NR10, NR12 – Máquinas e equipamentos - no que se refere à parte elétrica e NR18 - Condições e Meio Ambiente na Indústria da Construção Civil, no que diz respeito a cada máquina. Lembrando sempre que equipamentos que possuem dupla isolação não precisam e não devem ter 3 pinos.

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A partir de 2010, a norma brasileira determinou que todo eletrodoméstico tenha plug 3 pinos (2 P + T). Por esta razão, existe ainda no mercado muita confusão, causada por gente que não conhece o assunto e faz exigência que toda a ferramenta elétrica tenha 3 pinos. Esclarecendo novamente, as ferramentas elétricas que são dupla isolação classe I estão proibidas de ter 3 pinos. Como um leigo pode identificar uma ferramenta com dupla isolação? Geralmente na carcaça da máquina estão impressos os dados técnicos e o desenho de um quadrado dentro do outro quadrado (isto identifica o equipamento tem possui dupla isolação).


5 - E em relação aos equipamentos maiores, é preciso ter 3 pinos e aterramento? Sem dúvida. As máquinas de maior porte e classe II necessariamente devem possuir 3 pinos e aterramento como betoneira, serra circular de bancada, guincho de coluna, cortador de grama elétrico, politriz de pisos, lavadora de alta pressão, enceradeiras industrial e outras. Os vibradores de imersão de concreto devem ter dupla isolação e os cabos de ligação protegidos contra choques mecânicos e cortes pela ferragem, devendo ser inspecionados antes e durante a utilização, conforme item NR18-9.1. Todas as instalações elétricas devem ser projetas e executadas observando as recomendações da NR10. Lembro ainda que todas as máquinas, dependo de sua especificidade, devem atender a outros tipos de normas. 6 - As características originais da máquina podem ser modificadas? Nunca, bem como não pode ser retirado ou colocado algum acessório que não seja original. Não se pode retirar ou

introduzir dispositivo que altere qualquer característica da máquina. Ao fazer isso, o usuário assume total responsabilidade sobre possíveis acidentes que possam ocorrer com aquele equipamento. É uma questão muito séria. No Brasil, há vários fabricantes, representantes e importadores que disponibilizam ao mercado, acessórios, proteções e consumíveis como brocas, discos de cortes e abrasivos para serem adaptados a qualquer ferramenta elétrica sem que os mesmos obedeçam às normas. É lamentável, pois o consumidor não tem como saber o que pode e o que não pode. Cabe ao Governo, através de suas instâncias, proceder a fiscalização e retirar do mercado tais produtos. *A NBR 14136 substitui a NBR 6147 no que diz respeito aos plugues e tomadas de uso até 20 amperes e 250 volts que basicamente abrangem a totalidade dos lares, comércio e serviços do Brasil. Esta Norma fixa as dimensões de plugues e tomadas de características nominais até 20 A/250 V em corrente alternada, para uso doméstico e análogo, para a ligação a sistemas de distribuição com tensões nominais compreendidas entre 100 V e 250 V em corrente alternada.

Fábio Luiz Scarpa (MAKITA)

1 - Como foi 2013 para a Makita? 2013 foi muito competitivo, mas a Makita com sua ampla gama de produtos e lançamentos mensais obteve resultados acima dos projetados inicialmente. 2 - A Makita projeta crescimento para 2014 em relação a 2013? De quanto? Aproveitando este nosso diferencial buscaremos em 2014 manter o crescimento acima de dois dígitos. 3 - Quais foram as ferramentas elétricas que tiveram o melhor desempenho comercial em 2013? Podemos destacar que os best sellers de 2013 foram, sem dúvida, os marteletes/martelos, serras circulares, esmerilhadeiras e os grandes lançamentos de nossa já conceituada linha de Baterias Lithium e da linha OPE (combustão), roçadeiras, motosserras e perfuradores de solo. 4 - Qual é o plano da Makita para melhorar o conhecimento dos mecânicos e eletricistas das locadores, os responsáveis pela manutenção dos equipamentos? Acreditamos sempre no conhecimento e aperfeiçoamento contínuo, por isso possuímos hoje em São Bernardo do Campo, São Paulo, o nosso “Centro de Formação de Excelência em Produtos Makita”, ou seja, um Centro Técnico onde todos os interessados podem adquirir conhecimentos teóricos e práticos com os mais modernos equipamentos da Makita, sempre monitorados por instrutores altamente capacitados.

5 - O setor de locação evoluiu muito nos últimos anos. Quanto em percentual as vendas para as locadoras cresceram em 2013? Atualmente as locadoras representam uma enorme fatia do mercado de ferramentas elétricas, a bateria, pneumáticas e combustão, por isso a Makita mantém produtos competitivos para atender este importante e seleto grupo de consumidores exigentes. 6 - Seus equipamentos atendem às normas de segurança brasileira, precisam de aterramento ou isolação? Produzimos produtos totalmente isolados e com alta tecnologia. Todos nossos equipamentos atendem 100% às normas brasileiras de segurança. Subgerente Nacional de Vendas - MAKITA

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ENTREVISTA

GÁSTON LORENZO (DEWALT)

1 - Como foi 2013 para a DeWalt? Foi um ano de muitos desafios. Registramos um crescimento de pouco mais de 10%, o que significa que crescemos quase o dobro do total do mercado. 2 - A DeWalt projeta crescimento para 2014 em relação a 2013? De quanto? Nossas projeções são de um crescimento em torno de 12% para 2014. 3 - Quais foram as ferramentas elétricas que tiveram o melhor desempenho comercial em 2013? As ferramentas para metalmecânica e a linha sem fio. Tivemos grande quantidade de lançamentos nestas categorias com produtos bem superiores àqueles que o mercado já oferece. Renovamos quase toda a linha de esmerilhadeiras com produtos diferenciados (Linha Comando, que traz as melhores e mais seguras esmerilhadeiras de 7” e 9”, incluindo dois modelos Premium) e lançamos também a Linha Brushless, com furadeiras/parafusadeiras totalmente inovadoras que trazem o conceito de rendimento extremo, já que as máquinas chegam com a revolucionária tecnologia Brushless. Os motores não possuem as tradicionais escovas de carvão e, por isso, são capazes de ter um tempo de trabalho 57% maior em comparação aos modelos com escova. 4 - Qual é o plano da DeWalt para melhorar o conhecimento dos mecânicos e eletricistas das locadores, os responsáveis pela manutenção dos equipamentos? O nosso plano é investir nos treinamentos com o objetivo de contribuir para o desenvolvimento dos técnicos das locadoras. Compartilhar conhecimento oferecendo soluções técnicas para garantir a qualidade da manutenção preventiva e corretiva da linha de Martelos e Demolidores. 5 - O setor de locação evoluiu muito nos últimos anos. Quanto em percentual as vendas para as locadoras cresceram em 2013? A participação da nossa marca no mercado das locadoras vem crescendo muito nos últimos anos, com taxas superiores ao do resto dos segmentos em que a companhia atua. No ano passado notamos uma leve queda nas taxas de crescimento, sendo que a venda de produtos nesse mercado teve uma elevação de apenas 4%, baseado principalmente na queda dos índices da construção a 2% em 2013. 6 - Quais as normas de segurança devem ser obedecidas? Seus produtos atendem à NR-12? Nossos produtos estão em conformidade com todas as normais legais internacionais. Em princípio uma ferramenta, por si só, atender à norma NR12 é muito difícil, pois ela abrange muitos mais itens, critérios ou preparação do ambiente onde repousa a ferramenta, onde se trabalha com a ferramenta etc.

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7 - A NR-12 será revisada. As ferramentas poderão contar com 3 pinos? A utilização do terceiro pino, no caso das ferramentas monofásicas, ocorre de acordo com a classificação de isolação. Equipamentos com Classe 1: Necessitam do 3˚ pino (aterramento). Equipamentos com Classe 2: Não necessitam do 3˚ pino ou aterramento. Equipamentos com Classe 3: Não necessitam 8 - Quais são suas sugestões para a melhoria da segurança nos canteiros de obras? A) Treinamentos são fundamentais. A DEWALT conta com uma equipe de promotores técnicos altamente treinados e capacitados para ministrar treinamentos técnicos de manuseio e segurança a nossos clientes, com emissão de certificados. B) Cartazes educativos em pontos estratégicos, ilustrados com situações para prevenção de atitudes de risco. C) Elaboração de check-list para ser seguido na pré-operação da ferramenta. 9 - Seus produtos tem que tipo de isolação? Há necessidade de aterramento? Todos os nossos produtos estão classificados em uma determinada classe de isolamento, sendo 1,2 ou 3. Não fabricamos ferramentas elétricas com Classe 0. Sendo classe 1: Sim, se faz necessário usar aterramento caso não tenha o 3˚ pino. Sendo Classe 2: Não, pois a dupla isolação não requer ponto de aterramento. Sendo classe 3: Não, as tensões geradas na ferramenta, caso vazem, não causam dano ao operador.


Tipo de classificação regida pela norma IEC 60745-1

Classe 0 Não existe condutores de proteção (PE) fazendo a conexão entre a terra e as partes metálicas do equipamento/aparelho elétrico. A proteção contra choques elétricos é dada pela própria isolação do equipamento/aparelho elétrico, como podemos citar os eletrodomésticos (ventiladores, televisores, rádios portáteis etc.). Em muitos países, a venda de produtos classificados na Classe 0 é proibida atualmente, pois uma simples falha pode causar um choque elétrico ou danos materiais. A IEC (International Electrotechnical Commission) está em processo de remover de seus padrões o uso da classe 0 por parte dos equipamentos elétricos. Espera-se que o conceito de Classe 0 desapareça, dando lugar a produtos contendo proteção de Classe II.

Classe I Símbolo da Classe I Para essa classe, o chassis do equipamento/aparelho elétrico deve ser conectado à terra utilizando um condutor de proteção (PE) identificado pela cor verde ou verde/amarela. Uma falha no isolamento do dispositivo que cause um contato elétrico entre um condutor vivo e o chassis do equipamento irá gerar uma corrente elétrica que irá passar através do condutor de proteção (PE). Essa corrente de falha deve passar também por um dispositivo de proteção contra sobrecarga (fusíveis ou disjuntores) ou um DR (dispositivo a corrente diferencial-residual) que irá cortar o fornecimento de energia elétrica ao dispositivo.

Classe II Símbolo da Classe II Um equipamento/aparelho Classe II ou de “isolação dupla” é um dispositivo concebido para não necessitar o uso de um condutor de proteção (PE) ligado para a terra. A exigência básica é que qualquer simples falha não cause perigosas tensões elétricas expostas nos equipamentos/aparelhos elétricos (as quais podem causar choques elétricos), sem a necessidade de um condutor (PE) ligado à terra. Isso é geralmente realizado utilizando, no mínimo, duas camadas de material isolante nas partes “vivas” (energizadas) dos equipamentos/aparelhos elétricos, sendo também possível a utilização de isolação reforçada. Na Europa, um equipamento de dupla isolação deve possuir a informação “Classe II”, “isolação dupla” ou possuir o símbolo de dupla isolação (um quadrado dentro de outro quadrado).

Classe III Símbolo da Classe III Equipamentos/aparelhos contendo isolamento Classe III são dispositivos alimentados com extrabaixa tensão. A alimentação desses dispositivos é baixa o suficiente (sob condições normais de uso) que uma pessoa pode entrar em contato com uma parte “viva” de maneira segura e sem risco de choques elétricos, como por exemplo, Parafusadeiras sem fio, 9 V 12 V, 18 V, 20 V com limite até 48 Volts.

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ENTREVISTA

DANIEL LEITE (BOSCH)

1 - Como foi 2013 para a Bosch? Durante o ano de 2013 a Bosch realizou diversas ações e campanhas para motivar e aproximar ainda mais os seus parceiros, essas campanhas nos trouxeram vários retornos positivos.

2 - A Bosch projeta crescimento para 2014 em relação a 2013? De quanto? Sim, projetamos um crescimento baseado nas expectativas de mercado para o ano. 3 - Quais foram as ferramentas elétricas que tiveram o melhor desempenho comercial em 2013 ? As ferramentas elétricas que tiveram um melhor desempenho foram serra mármore, furadeiras, parafusadeiras e marteletes. 4 - Qual é o plano da Bosch para melhorar o conhecimento dos mecânicos e eletricistas das locadores, os responsáveis pela manutenção dos equipamentos? A Bosch realiza treinamentos mensalmente aberto para todos os mecânicos e eletricistas da rede de locadoras e assistências técnicas autorizadas a fim capacitá-los. Os treinamentos visam aprimorar e desenvolver o conhecimento teórico e prático, possibilitando o melhor atendimento ao usuário de ferramentas elétricas Bosch. 5 - O setor de locação evoluiu muito nos últimos anos. Quanto em percentual as vendas para as locadoras cresceram em 2013? As vendas para locadoras cresceram bastante em 2013 e para 2014 continuarão evoluindo, justamente pelo mercado de Construção Civil estar em expansão, que por sua vez, aumenta o número de locadoras para atender este mercado. 6 - Quais as normas de segurança devem ser obedecidas? Seus produtos atendem à NR12? Ferramentas elétricas devem atender à família de normas IEC 60745 ou seu equivalente NBR IEC 60745 para ferramentas portáteis e à família IEC61029 para ferramentas estacionárias. Quanto à NR12 é uma norma regulamentadora para segurança no trabalho em máquinas e equipamentos, portanto é uma norma para o empregador que deve adotar medidas necessárias para a segurança dos trabalhadores. Nossos produtos atendem às normas específicas para ferramentas elétricas, no caso são IEC60745 ou seu equivalente NBR IEC 60745 e a IEC61029 para ferramentas estacionárias. *IEC = norma internacional International Electrotechnical Commission NBR = norma brasileira

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7 - A NR12 será revisada. As ferramentas poderão contar com 3 pinos? Não há relação entre a NR12 e a necessidade da ferramenta possuir 3 pinos. Somente aparelhos ou ferramentas com classe de isolação I (um) exigem o pino de aterramento. 8 - Quais são suas sugestões para a melhoria da segurança nos canteiros de obras? A Bosch tem uma equipe especializada em campo para realizar treinamentos e práticas de segurança nas obras pelo Brasil, essa equipe desempenha um papel importante, não só de homologação de ferramentas, mostrando o uso correto, como também dando dicas para redução do tempo de trabalho com melhor aproveitamento da ferramenta e segurança no manuseio. 9 - Seus produtos tem que tipo de isolação ? Há necessidade de aterramento? A maioria dos nossos produtos possui classe II (dois) de isolação, porém existem ferramentas classe I (um) e também a classe III (três) que são ferramentas alimentadas por baterias. É necessário verificar a etiqueta de dados técnicos ou manual de cada ferramenta. Importante frisar que ferramentas classe II (dois) não podem ser aterradas de maneira alguma.


André Ballerini (HITACHI)

1 - Como foi 2013 para sua a Hitachi – Divisão de Ferramentas Elétricas? Apesar do ano não ter sido de grande crescimento no segmento de ferramentas elétricas, conseguimos superar nossas expectativas. Como chegamos ao Brasil apenas há 3 anos, estamos abrindo muitos novos clientes e a cada dia a marca se faz mas conhecida, principalmente por usuários que já compraram nosso produto e sentem na prática seu desempenho e qualidade. Com relação ao mercado de locação, estamos muito contentes com o resultado, pois foi o setor que mais crescemos no ano passado. Nossos produtos são de altíssima qualidade o que faz com que os locadores tenham um maior ganho com a vida útil e baixo custo de manutenção.

2 - A Hitachi projeta crescimento para 2014 em relação a 2013? De quanto? No ano passado crescemos 102% e para 2014 esperamos um crescimento de pelo menos mais 40% no geral e 60% nas locadoras. 3 - Quais foram as ferramentas elétricas que tiveram o melhor desempenho comercial em 2013? Nossos principais produtos são a serra mármore, esmerilhadeiras e, principalmente, a linha de martelos leves e pesados. 5 - O setor de locação evoluiu muito nos últimos anos. Quanto em percentual as vendas para as locadoras cresceram em 2013? 2013 foi o ano que focamos o mercado de locação, por não termos uma base muito grande de vendas até 2013 o crescimento foi além do esperado.

wpcriativa.com

4 - Qual é o plano da Hitachi para melhorar o conhecimento dos mecânicos e eletricistas das locadores, os responsáveis pela manutenção dos equipamentos? Estamos preparando o calendário de treinamentos para 2014 para capacitar pelo menos 120 técnicos durante o ano.


JURÍDICO

A repercussão da restrição ambiental na LOCAÇÃO DE EQUIPAMENTOS Recentemente a Universidade de São Paulo foi alvo de protestos de professores e alunos, por conta de contaminação do solo no campus localizado na zona leste da cidade. Também há pouco tempo um shopping na capital paulista passou por situação semelhante e permaneceu por vários dias com suas atividades suspensas. A quantidade de terrenos poluídos tem aumentado com frequência. Entre os diversos causadores da poluição do solo estão as indústrias que utilizam materiais químicos e os postos de gasolina. Tal situação é preocupante, em virtude do crescimento populacional desenfreado e do mercado da construção civil ainda muito aquecido; a disputa por terrenos passíveis de construção de empreendimentos é acirrada e todos sabem disso. Em face disso, ou seja, dada a escassez de áreas aptas à construção, as construtoras têm recorrido à chamada remediação do solo, ou seja, elas tratam o solo contaminado de um determinado terreno para que ele possa ser aproveitado para erigir um empreendimento. Ocorre que, nem sempre a respectiva área é recuperada por completa, remanescendo algumas restrições de uso como, por exemplo, a impossibilidade de utilização de poços artesianos. Consequência disso, não menos frequente tem sido a venda de imóveis comerciais e residenciais em locais que sofreram remediação ambiental, sem que o consumidor daqueles imóveis seja previamente informado, infringindo a lei. Não é difícil concluir que o terreno remediado não tem o mesmo valor do que aquele que nunca sofreu restrição. Em tese, essa questão parece não influir na locação de equipamentos para construção civil; não é o que ocorre na pratica. Com frequência tem-se visto obras embargadas por restrição ambiental, situação, essa, que culmina com a falta de pagamento de aluguel e a não devolução dos equipamentos objetos de locação. Percebe-se que o embargo de uma obra gera um “efeito cascata” que atinge diretamente as LOCADORAS DE EQUIPAMENTO.

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O que fazer para prevenir essa situação?

O Código Civil vigente em nosso país preconiza que o princípio da boa-fé contratual deve sempre reger os negócios jurídicos e os contratos firmados. Isso significa que as partes ao realizarem qualquer negócio ou contrato devem manter a probidade, agindo sempre de boa-fé ou de modo informal, devem “jogar limpo”. Realizar um empreendimento que nele há um passivo ambiental e a Incorporadora ocultar informações que poderiam fazer com que o consumidor ou fornecedor desse empreendimento não adquirisse o bem ou fornecesse seu mister, além de caracterizar má-fé, pode acarretar perda irreparável e enorme prejuízo. É por isso que antes de fornecer um equipamento, em locação, para determinada obra, a Locadora deve tomar todo o cuidado, analisando os riscos que aquela relação possa vir a ter, se precavendo a fim de evitar o prejuízo. Dessa forma, é preciso verificar o histórico da locatária e celebrar um contrato com cláusulas protetivas que vislumbram esse tipo de acontecimento. A não observância dessa situação pode levar a obra sofrer um embargo pelos órgãos de fiscalização e acarretar prejuízo às locadoras.

como reabilitada para uso declarado, ou seja, área em que o uso e a ocupação do solo devem respeitar alguns limites, há obrigatoriedade de ser averbada tal informação na matrícula do imóvel. Em pesquisa do Instituto Nacional do Ambiente (Inea), realizada este ano, foram divulgados os terrenos objeto de contaminação no estado do Rio de Janeiro. Lista semelhante pode ser encontrada no site da prefeitura de São Paulo. Em suma, isso tudo deve estar previsto em contrato, ou seja, transferir a responsabilidade sempre para a Locatária no caso de haver embargo da obra ou outro evento dessa natureza que acarrete prejuízo para a Locadora. Caso a Locadora se antecipe, prevendo todas essas situações, se baseando nas normas e resoluções dos órgãos competentes para resguardar seus direitos, o risco será minimizado.

Vale lembrar, prevenir é melhorar que remediar. Fonte: Ricardo Trotta, Eduardo Carvalho e Talita Castro, sócios do escritório Ricardo Trotta Sociedade de Advogados.

A competência para legislar sobre o tema é concorrente à União, aos Estados e ao Distrito Federal. No entanto, em nível federal há apenas projeto de lei que trata das áreas contaminadas. Diante dessa lacuna de legislação federal alguns estados se anteciparam criando suas próprias regras. O CONAMA em dezembro de 2009 expediu a resolução nº 420, que trata dos critérios e valores que orientam a qualidade do solo e traça diretrizes para o gerenciamento de tais áreas. Em São Paulo, além de normas, decisões e guia da CETESB, foi criada a lei 13.577/2009 que traça as diretrizes e procedimentos para a proteção da qualidade do solo e gerenciamento das áreas contaminadas. Tal lei determina que a CETESB mantenha cadastro das áreas contaminadas e reabilitadas, que deve ser divulgado no diário oficial e na página da CETESB. Além disso, quando a área for classificada

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MATÉRIA TÉCNICA

As gruas não se destinam a atividades recreativas:

A IPAF acolhe favoravelmente o documento de posição oficial da FEM e o compromisso da CONEXPO A IPAF acolhe favorávelmente o documento de posição oficial publicado pelo Grupo de Produtos para Gruas e Equipamentos de Elevação da FEM, que esclarece que as gruas são concebidas e fabricadas para elevar carga e não pessoas, e que estas não devem ser usadas para atividades recreativas. Ao mesmo tempo, foi confirmado que estes tipos de “passeio” também não serão permitidos na CONEXPO-CON/AGG. A FEM (Fédération Européenne de la Manutention) é a associação dos fabricantes europeus de equipamentos de movimentação de material. No documento de posição oficial datado de 7 Novembro de 2013, o Grupo de Produtos para Gruas e Equipamentos de Elevação da FEM, Subgrupo para Gruas Torre e Portuárias, declara que: “As gruas torre são concebidas e fabricadas essencialmente para elevar cargas, conforme o uso previsto. Qualquer outro uso não é autorizado pelos fabricantes. Se o usuário de uma grua decide operála em desacordo com o uso previsto, conforme indicado pelo fabricante, o usuário o faz e assume a responsabilidade decorrente disto bem como pela avaliação de risco de acordo com as regulações locais de segurança no local de trabalho.” O documento de posição oficial da FEM declara ainda: “No caso de uso profissional, é possível que as leis laborais nacionais autorizem o uso de gruas para elevar e suspender trabalhadores em cestos de pessoas exclusivamente em situações em que essa seja a alternativa menos arriscada para executar uma tarefa... Para qualquer outro uso não descrito no manual de instruções (por exemplo, fins recreativos), devem ser respeitados os regulamentos nacionais de cada estado membro.” O documento de posição oficial da FEM foi elaborado em resposta ao pedido de esclarecimento feito pela IPAF decorrente da oferta de passeios em gruas feita por uma empresa na feira de equipamento de construção, Bauma em Munique, Alemanha no início deste ano. A IPAF está solicitando a proibição do uso de gruas para “passeios circenses” em todas as feiras de construção profissionais. Diversas publicações especializadas também já haviam levantado a questão com relação à dúbia promoção chamada de “fun flights”(diversão nas alturas) na maior exposição de equipamentos de construção profissional do mundo. “A AEM (Association of Equipment Manufacturers) e a feira CONEXPO-CON/AGG não permitirão passeios de caráter recreativo na feira que ocorrerá de 4 a 8 de março em Las Vegas”, segundo Al Cervero, vice-presidente de marketing e desenvolvimento de negócios global da AEM. Isso vai contra os nossos critérios expostos no documento de posição oficial da PCSA (Power Crane and Shovel Association), um departamento da AEM, e também contra os regulamentos da feira. Entretanto,

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nós incentivamos as demonstrações que simulem um universo real de aplicações que não seja de maneira recreativa. Esta é a mensagem que desejamos deixar a todos os expositores e que será reiterada a estes através das notificações a serem enviadas próximo à data da feira.” “A permissão do uso de gruas para qualquer tipo de passeio recreativo na Intermat é inconcebível, levando-se em conta que esta feira se dedica a promover a segurança na construção e o uso profissional de equipamentos de construção”, conforme declarou o diretor da Intermat, Maryvonne Lanoe.


“Os membros da IPAF não ficarão indiferentes a um desrespeito tão evidente de todas as campanhas de segurança concebidas com o intuito de garantir a realização de trabalhos temporários em altura por operadores corretamente treinados e usando máquinas concebidas para elevar pessoas”, disse o CEO da IPAF Tim Whiteman. “Mesmo não infringindo a legislação local, os chamados “passeios divertidos” não condizem com os princípios de segurança e as boas práticas da indústria. As quedas em altura continuam a ser a mais significativa causa de morte no local de trabalho na Europa e nos EUA. Além disso, as atividades circenses não fazem parte da indústria de equipamento de construção e elevação. Nós louvamos as declarações da AEM e dos organizadores da Intermat. As plataformas aéreas são equipamentos que proporcionam uma forma segura e eficaz de elevar pessoas para executar trabalhos temporários em altura. A nossa indústria é segura e trabalhamos para que continue a sê-lo.”

“Nós da Haulotte, somos totalmente contra a utilização de guindastes e também de plataformas para uso em atividades recreativas. Essas máquinas são produtos destinados a trabalho e não devem ser empregadas de forma alguma para diversão. Isso poderá causar má impressão aos clientes e, principalmente, riscos de acidente, afinal sem o devido treinamento e capacitação para a operação da máquina há risco ao usuário final, bem como ao proprietário do equipamento. Não apoiamos essa iniciativa.”

O documento de posição oficial da FEM, de Novembro de 2013, ecoa uma posição oficial anterior, de Maio de 2011, que declara: “Guindastes móveis nunca devem ser utilizados para fins recreativos, como por exemplo, elevação de pessoas para shows, bungee jumping, “jantares no céu” ou levantamento de outras estruturas com pessoas sobre a estrutura ou por baixo da mesma.” Declarações semelhantes também têm sido publicadas por outras organizações, como a americana PCSA da AEM e a CPA (Construction Plant-hire Association), britânica. Fonte: IPAF

“Guindastes, gruas e outros equipamentos de uso industrial foram desenvolvidos para trabalhar com cargas e não pessoas. Mesmo as plataformas de trabalho aéreo que foram desenvolvidas para utilização por pessoas, precisam ser manuseadas por profissionais habilitados e sempre com fins profissionais, nunca para uso recreativo. Todos esses equipamentos foram concebidos para melhorar a segurança em construção e manutenção industrial, sendo inaceitável sua utilização para qualquer outro fim.’’ Miguel B. de Almeida

PTA Rental

Marcelo Bracco

Haulotte do Brasil

’Na qualidade de associação dos locadores de equipamentos, a ALEC se declara frontalmente contrária à utilização de equipamentos para uso profissional sendo aplicados para diversão.”

Fernando Forjaz

Presidente ALEC

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MATÉRIA TÉCNICA

Treinamento e manutenção minimizam acidentes com guindastes Os riscos de falhas de operação são neutralizados com investimento em segurança, capacitação profissional, manutenção eficiente e plano de rigging A segurança na operação com guindastes é hoje uma das preocupações no setor da construção no Brasil. Embora não haja estatísticas oficiais, dados catalogados apontam que mais de 90% dos acidentes com esses equipamentos decorrem de falhas humanas como imperícia, falta de planejamento, de supervisão, ausência de operadores qualificados, aumento de carga a ser içada, entre outras situações complexas. Devido às consequências catastróficas de um acidente no uso desse equipamento, como o ocorrido na obra da Arena Corinthians em novembro do ano passado, o caminho é investir cada vez mais no treinamento dosprofissionais envolvidos nas operações com guindastes, em plano de rigging visando a melhor performance operacional do equipamento e em manutenções preventivas eficazes. Antes de iniciar uma operação, técnicos de segurança da empresa contratada e a contratante devem ir até o local da operação para avaliar o cenário, identificar riscos e aplicar todas as medidas de neutralização desses riscos. É imprescindível a conscientização do contratante quanto a importância de fornecer informações precisas referente à operação e as peças

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que serão movimentadas (peso exato, distribuição do peso/ ponto de equilíbrio, dimensões e pontos de içamento), além de um estudo prévio sobre as condições gerais do terreno onde os equipamentos irão operar, tais como a existência de pontos de interferência, postes e fiação de energia elétrica, galerias/ tubulação subterrâneas, compactação do solo, declividade ou aclividade, velocidade dos ventos da região. Ou seja, tudo que possa colocar em risco a estabilidade do equipamento e conseqüentemente elevar o risco da operação e a ocorrência de um acidente. Por outro lado, os treinamentos de segurança devem ser freqüentes para os colaboradores. Essas iniciativas garantem um baixo índice de acidentes no trabalho, tornando a segurança uma espécie de vício no cotidiano da empresa, seja nas ações do dia a dia, ou eventos e campanhas. Nas empresas, todo funcionário deveria passar por integração de segurança, sensibilização e conscientização sobre a importância de uso dos EPIs (Equipamentos de Proteção Individual) e forma segura de executar as tarefas.


Nossos operadores de guindastes, por exemplo, estão sendo treinados e certificados pelo IBC (Instituto Brasil Canadá), todos tiveram o Curso Segurança em Operação de Guindastes IPS (IPS Engenharia de Rigging), e ainda fizeram um curso de direção defensiva junto com os motoristas. Tudo isso é reforçado pelos DDS (diálogo de segurança) internos que, em 2013, foram realizados em média oito vezes por mês. Com a expansão industrial, a necessidade de mobilização de grandes máquinas e peças industriais, as obras de engenharia civil e construção pesada passaram a exigir operações rápidas e seguras de içamento e movimentação de carga. Os guindastesapresentam hoje em dia tecnologia moderna, com recursos eletrônicos que, embora garantam maior precisão e produtividade nos trabalhos, devem ser bem assimilados nas operações. Isso tornou urgente a preparação de mão-de-obra qualificada. Toda operação com guindaste exige um planejamento adequado que deve ser elaborado por um profissional competente para aquela situação específica. O Plano de Rigging deve conter todas as informações básicas e todos os parâmetros de segurança estabelecidos por normas e pelo fabricante dos guindastes envolvidos em todas as fases operacionais, desde o transporte até o posicionamento final.

Hoje, atendendo a solicitação dos usuários de guindastes, os fabricantes já começaram a simplificar a tecnologia embarcada para promover melhor interface com os operadores, tornando a eletrônica mais assimilável e com manutenção menos onerosa. Se esses dispositivos forem muito sofisticados, o equipamento não é assimilado em todos os países, além de ser mais suscetível a panes quando trabalha em regiões com diferenças climáticas, como Amazonas, cidades litorâneas, que são úmidas e deterioram a eletrônica. Mas, mesmo com essa simplificação, as operações com guindastes por si só são complexas, e exigem preparo profissional, treinamento e competência da empresa prestadora de serviço. Para garantir o perfeito funcionamento dos equipamentos, que em nenhuma hipótese podem parar ou perder rendimento, devem ser realizadas manutenções frequentes para garantir disponibilidade aos clientes. É muito importante que a empresa tenha um departamento específico para esse tipo de trabalho com profissionais de diferentes níveis técnicos. Marcos Cunzolo Cunzolo

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FIQUE POR DENTRO

ALEC presente no evento ElevAÇÃO em Embu das Artes Em 03 de fevereiro, o presidente da ALEC, Fernando Forjaz, o gerente executivo Adalberto Cruz Filho e o responsável pelo markerting, Allan Sicsic estiveram no evento organizado pelo IPAF, ElevAÇÃO, no Hotel Rancho Silvestre, em Embu das Artes, São Paulo. Foi uma excelente oportunidade de conhecer melhor o segmento de plataformas de trabalho aéreo e a necessidade da formação de operadores. Estes profissionais precisam se preparar para conduzir estes equipamentos com total segurança.

Dia do Locador A ALEC instituiu a data da sua fundação com a data para se comemorar o dia do locador, afinal até agora não existia um dia especial para este profissional que constribui e muito para a economia brasileira. Anote em sua agenda.

A parceria entre a ALEC e o IPAF foi fortalecida e, certamente, será grande o trabalho em conjunto, afinal nosso objetivo é passar para as locadoras associadas a importância de profissionalizar a locação de plataformas e de atenderem às normas de segurança. Estiveram também presentes nossos associados Cunzolo, Guiton, Haulotte, JLG, PTA, RCB, TEREX e Trimak. A Associação participou com um stand no local e aproveitou para divulgar suas ações e os benefícios às empresas interessadas em se tornarem afiliadas.

Site da FELOC RENTAL 2014 está no ar A partir de agora você pode acompanhar todas as novidades da FELOC RENTAL e do ALUGAR BRASIL 2014 no site www.felocrental.com.br. Planta do evento, expositores, credenciamento.

Você também pode entrar em contato com a agência oficial, Viaja Fácil (www.viajafacil.com.br) para programar sua viagem, lembre-se que a Feira acontecerá logo após a Copa do Mundo e que é importante reservar sua passagem e hospedagem com antecedência. Aproveite também para fazer passeios com sua família, São Paulo tem centenas de opção, pergunte para agência e junte trabalho com lazer.

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Os rumos do mercado segundo pesquisa Quarta pesquisa realizada em dezembro de 2013 dá um parâmetro do mercado

Em parceria com a SurveyMonkey, a ALEC realizou a 4ª edição da pesquisa com profissionais do segmento rental para analisar a situação do mercado e sentir as expectativas. Veja as abaixo as considerações mais relevantes.

PRINCIPAIS CONCLUSÕES Atividade 4º Tri 2013 X 4º Tri 2012 44,4% MELHOR 40,7% ESTÁVEL 14,8% PIOR Perspectiva para 1º Tri 2014 x 4º Tri 2013

Expectativas para 2014 44% MELHOR 36% ESTÁVEL 20% PIOR

40,74% MELHOR 33,3% ESTÁVEL 25,9% PIOR Taxa de ocupação de equipamentos 24% MELHOR 16% ESTÁVEL 16% PIOR (kd os outros 44%?) Valores de locação 0% MELHOR 68% ESTÁVEL 32% PIOR (kd os outros 44%?)

A ALEC e a SurveyMonkey não têm acesso às respostas individuais e só recebem o resultado final. O resultado da pesquisa é enviado em primeira mão aos que responderam e depois de dois meses compartilhado com o mercado.

O resultado desta pesquisa é enviado primeiro aos que responderam e após 2 meses é compartilhado com o mercado.


AÇÃO SOCIAL

A ALEC INCENTIVA O TRABALHO DO ICRIM Instituto de apoio à criança e ao adolescente com doenças renais

O ICRIM é uma associação civil de natureza filantrópica, sem fins econômicos, de caráter assistencial e educacional, com autonomia, administrativa, financeira e política. O serviço é totalmente gratuito e o instituto é mantido graças às contribuições de pessoas físicas e jurídicas. Seu objetivo é ser um centro de referência no atendimento integral e apoio que complemente o tratamento médico às crianças e adolescentes com doenças renais. São atendidas crianças e adolescentes carentes com doenças renais e suas famílias, vindos de diversas cidades e estados do Brasil e países da América do Sul. O ICRIM realiza aproximadamente 4.000 atendimentos por ano, dando acolhimento integral e trabalhando para melhorar a qualidade de vida dos jovens pacientes renais, incluindo benefícios imprescindíveis para que eles tenham condições de manter o tratamento médico em casa. O ICRIM oferece apoio psicológico através do projeto arte, educação e psicoterapia, assistência odontológica, serviço social, projetos de geração de renda (Mulheres Fabulosas), medicamentos, materiais hospitalares, suplementos nutricionais, complementos alimentares, atividades culturais e de lazer, além do programa de atuação do Corpo de Voluntariado (eventos, dia da beleza, aulas de bordado e crochê, entre outros).

Existem várias maneiras de ajudar o ICRIM e participar deste trabalho tão importante e gratificante. O ICRIM mantém um bazar permanente. Lá você encontra produtos novos e seminovos: roupas, acessórios, calçados e bolsas, objetos para casa e decoração, brinquedos e muito mais. Você ou sua empresa podem colaborar doando produtos. Para fazer doações, você encontra o link no site do ICRIM

http://www.icrim.org.br/site/contribuicoes.htm

Conheça o trabalho do ICRIM: www.icrim.org.br

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Se você estiver interessado em fazer parte do Corpo de Voluntariado do ICRIM, ligue para o telefone: 5908-4440 e agende um horário com a Sra. Yara Anconi, das 9h30 às 17h30, de segunda a sexta-feira, para fazer uma entrevista. Existem várias áreas de atuação e a doar um pouco do seu tempo pode fazer muita diferença.


CURSOS

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ALUGAR COMERCIAL Curso de vendas Towers DATA 20/03/14 9h às 17h

LOCAL Sede ALEC Av. Mandaqui, 67 - Limão

INSCRIÇÕES ATÉ ???

09 a 11 de abril de 2014 Transamérica Expocenter - São Paulo/SP www.brazilroadexpo.com.br

ALUGAR GESTÃO COMERCIAL Curso de atendimento e vendas para locadoras em Santos/SP DATA 24/04/14 ?h às ??h

LOCAL

INSCRIÇÕES ATÉ

Santos/SP

???

Feira dos Fornecedores da Construção Civil 07 a 10 de maio de 2014 Expo Unimed Curitiba - Curitiba/PR www.feiradoconstrutor.com.br

VISITE NOSSO STAND

03 a 06 de junho de 2014 Centro de Exposição Imigrantes - São Paulo/SP www.mtps.org.br

23 e 24 de julho de 2014 Clube Espéria - São Paulo/SP www.felocrental.com.br

NOVOS ASSOCIADOS - VAIVOLTA - LOCADORA ORION - ASSESSORIA INTEGRADA

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