Issuu on Google+

Parte integrante da Folha de S.Paulo. Nº 115. Não pode ser vendida separadamente. Ilustração Zé Vicente a partir de fotos de Tomaz Viola/Folhapress

16 a 22 de setembro de 2012

Ilustração com fotos das praças do Pôr do Sol, Horácio Sabino e Erva de Passarinho

Primavera Primavera

30 praças para pararelaxar, relaxar,malhar malhareebrincar brincar + VITRINE Acessórios para montar um autêntico piquenique

sAÚDE

Saiba quem são os médicos que militam por reajustes

38 restaurantes 59 filmes 8 bares e nOite 11 eXPOsiÇões 24 sHOWs e COnCertOs

trânsito

Rotas alternativas para fugir das obras do metrô


1 CAPA Temos 5.000 praças na cidade, mas pouquíssimas são realmente como esta da foto: para sentar, relaxar e ver a vida passar; confira nossa seleção dos 30 espaços mais bem cuidados e equipados 1

alexandre aragão


Tomaz Viola/Folhapress

Paulistanos contemplam vista da pra莽a do P么r do Sol, no Alto de Pinheiros

Coisa rara


1 CAPA “A mesma praça, o mesmo banco, as mesmas flores, o mesmo jardim...” Gravada em 1967 por Ronnie Von, a música “A Praça”, sobre saudade, descreve um lugar com pássaros, árvores, segurança, gangorra, pipoqueiro, sorveteiro e “crianças que não param de correr”. Corta. SãoPaulo,2012.Apesardetermos cerca de 5.000 praças, são raras as que têm ambiente de lazer tão agradável quanto o dos versos acima. O número 5.000, fornecido pela prefeitura, é superestimado. E um dos motivos disso é que faltam critérios para definir o que é, de fato, uma praça. De maneira geral, elas são áreas verdes sem grades, não muito grandes e com equipamentos para o convívio da população. Porém, há muitas que fogem à regra.AGeneralPolidoro,naAclimação, é rodeada por grades. A Campo de Bagatelle, em Santana, não tem bancos e brinquedos e é cercada por

Praça Dom José Gaspar (República)

Abriga a biblioteca Mário de Andrade, que, diz a prefeitura, possui o maior acervo público da cidade. Tem uma área arborizada boa para caminhadas curtas. Uma pequena varanda da biblioteca tem à disposição um bicicletário, bancos e mesas.

|

Praça Rotary (Vila Buarque)

CENTRO

Cercada por uma grade, a praça é o endereço da biblioteca Monteiro Lobato. Apesar do nome, o local oferece livros infantis e adultos. Uma quadra de futsal, brinquedos de criança, mesas, bancos e um bicicletário completam as opções.

Praça Dom Orione (Bela Vista)

Num quarteirão recheado de cantinas italianas, serve como local de descanso depois do almoço. Aos domingos, abriga uma feira de antiguidades, e é possível sentar-se próximo ao busto de Adoniran Barbosa.

30 ┆ ┆ ┆ 16 a 22 de setembro de 2012

um intenso tráfego de carros, ônibus e afins. A Vinícius de Moraes, no Morumbi, tem 620 metros de comprimento, contra 200 metros do parque Buenos Aires, em Higienópolis. “É preciso diferenciar o que é chamado de praça e o que é uma praça de verdade”, diz Silvio Macedo, coordenador do laboratório de paisagismo da USP. “Há pedaços de quarteirão que são chamados de praça, mas não servem nem para passear com o cachorro”, afirma. O tamanho ideal, diz, é de pelo menos 3.000 m², o equivalente a um terço do campo do estádio do Morumbi. Outra imprecisão é confundir número de praças com quantidade de área verde. Enquanto a zona leste é a campeã em praças, com 1.546, a zona sul, com 2,9 milhões de m², tem a maior área dedicada a esse tipo de espaço. Isso significa que as praças da zona leste são, em média, as menores da cidade.

praças paulistanas CENTRO 215 1.546

LESTE OESTE

1.039 1.337

SUL NORTE

863

| Praça Olavo Bilac (Parque Císper)

Os brinquedos de madeira estão bem cuidados, assim como o jardim. Árvores vistosas fazem sombra sobre os bancos da pracinha, que, mesmo pequena, tem seu charme. Para quem quiser ler, há uma banca de jornal.

| Praça da Liberdade (Liberdade)

Aos sábados e domingos, das 9h às 18h, recebe a famosa feira do bairro. Lá, é possível encontrar de guloseimas a peixes ornamentais, cortinas e utensílios de bambu.

como adotar 1. CARTA > Elabore uma carta de intenção

(veja o modelo em bit.ly/adotar-praca). Depois, leve-a à subprefeitura junto com RG, CPF, comprovante de residência e fotos do local; o procedimento para empresas muda apenas em relação aos documentos

2. ANÁLISE > Depois de publicada no “Diário Oficial”, a proposta é analisada; o trâmite demora cerca de três meses 3. PRAZOS > Os acordos têm, em média, três anos, mas há contratos com outras durações

CADA UM NA SUA PRAÇA Para crianças Para idosos Para praticar esportes Para relaxar

4. DEVERES > A pessoa ou empresa

fica responsável apenas pelas áreas verdes: cortar a grama, podar árvores etc. Alguns acordos podem incluir outras mudanças. A subprefeitura fiscaliza se o combinado está sendo cumprido

5. PROPAGANDA > A empresa que adotar uma praça pode colocar de 1 a 10 placas, a depender do tamanho do espaço


Fechada há quase dois anos, praça Roosevelt deve reabrir no dia 29

Quantas são, onde ficam e quem cuida delas Das

5.000 praças,

165 são

adotadas

VEJA COMO ELAS ESTÃO DISTRIBUÍDAS PELA CIDADE

quem cuida Maior parte das áreas adotadas é cuidada por empresas

são adotadas por empresas

|

14 (8,5%)

37 (22,4%)

por associações diversas

Fonte: Prefeitura de São Paulo

Rivaldo Gomes/Folhapress

114 (69,1%)

por pessoas físicas

Praça Franklin Roosevelt (Consolação)

Em reforma desde outubro de 2010, a praça Roosevelt tem previsão de entrega para o dia 29 deste mês, a uma semana do primeiro turno das eleições. Com valor estimado em R$ 38,6 milhões, a obra custou, até agora, R$ 46,8 milhões, emprestados à prefeitura pelo BID (Banco Interamericano de Desenvolvimento). O projeto inclui duas floriculturas, “cachorródromo”, 223 árvores, posto da Guarda Civil Metropolitana e um estacionamento subterrâneo com 556 vagas. Ao todo, a praça terá 25 mil m² de área. O entorno do local também passou por reformas. A demolição da boate Kilt, iniciada no dia 8 e prestes a ser concluída, faz parte da empreitada.

sãopaulo ┆ ┆ ┆ 31


Julia Moraes/Folhapress

1 CAPA

LESTE

Menino defende bola na praça Miguel Ramos de Moura, onde há três espaços de ginástica

| Praça Catas Altas (Jardim Paraguaçu)

| Praça Professor Mário Bulcão (Vila Califórnia)

Com um posto da PM, a praça recebe partidas de futebol em sua quadra até as 22h. Para as crianças, há seis opções de brinquedos de madeira. O local possui 15 vagas de estacionamento.

Próxima à av. do Estado, passou por melhorias neste ano —grama e árvores foram aparadas e o local teve seu paisagismo refeito. Também foram instalados brinquedos de criança e equipamentos de ginástica.

| Praça Erva de Passarinho (Chácara Cruzeiro do Sul)

Praça Raul Pedrosa (Parque Boturussu)

A quadra é o principal atrativo. Há banheiros para os jogadores que quiserem se trocar no local. Os brinquedos são de madeira, separados do restante da praça por uma caixa de areia.

| Praça Miguel Ramos de Moura (Jardim Imperador)

Ideal para quem quer se exercitar: há três áreas com equipamentos de ginástica. Há espaço para correr e caminhar. O local também inclui uma quadra poliesportiva e brinquedos de metal para crianças.

32 ┆ ┆ ┆ 16 a 22 de setembro de 2012

Mesmo com o jardim um pouco descuidado, atrai moradores por causa de seu campinho de futebol. Também possui espaço para quem quer correr e banquinhos de concreto para os que preferem bater papo.

| Praça José Ênio da Silveira (Jardim Santa Maria)

Criada em 2010, foi reformada neste ano, com grama e árvores aparadas e passeios reconstruídos. Tem um campo de terra batida que atrai meninos da região, além de equipamentos de ginástica e brinquedos para as crianças.

Independentemente de forma, tamanho e instalações disponíveis, as praças podem ser usadas para qualquer ação ao ar livre —de pega-pega a piquenique (mesmo com bebidas alcoólicas), para tomar sol ou meditar. Atividades ruidosas, como partidas de futebol, podem começar às 6h30 e devem terminar antes das 22h. As exceções são definidas caso a caso, dependendo das especificidades de cada vizinhança. Gestão descentralizada Até os anos 1940, as praças paulistanas eram essencialmente jardins. Elas tinham passeios em forma de cruz que se encontravam em uma área central, destinada ao convívio. Bem nos moldes da canção de Ronnie Von. Quase sempre havia um monumento, como acontece na Júlio de Mesquita, na região central, ainda hoje com essa configuração. Por não ter um lago como elemento, esse tipo de praça é chamado de “praça seca”.


Tomaz Viola/Folhapress

Jovem pratica “slack line” na praça Horácio Sabino, região oeste

Praça Cel. Custódio Fernandes Pinheiros ou do Pôr do Sol (Alto de Pinheiros)

Você pode perguntar pelo nome original, mas só vai achá-la se procurar pela praça do Pôr do Sol. O apelido dá a dica: o local é perfeito para assistir a um pôr do sol de cinema. Costuma atrair dezenas de jovens, principalmente aos domingos.

Praça François Belanger (Sumarezinho)

Com um gramado lisinho, é uma boa opção para piqueniques. O jardim é a atração da praça, que tem seis bancos de concreto dispostos em duas rodas.

| Praça Horácio Sabino (Pinheiros)

Em aclive e com grande extensão, o local tende a atrair os corredores mais dispostos. O jardim também é um atrativo e, apesar de reunir muitos donos de cães, o local costuma estar bem limpo.

Praça José Carlos Burle (Vila Madalena)

Mesmo com brinquedos malcuidados —alguns enferrujados—, vale a visita pela quadra poliesportiva coberta. Um caminho de terra leva à construção, que à primeira vista parece parte de uma escola pública ao lado da praça.

| Praça Rafael Sapienza (Jardim das Bandeiras)

Bem arborizada, a praça atrai corredores nas primeiras horas da manhã, e os bancos de concreto são ideais para descansar por alguns minutos. Para quem não mora por ali, há vagas de estacionamento.

| Praça Valdir Azevedo (Vila Ida)

Localizada em uma área alta, tem vista para um belo pôr do sol. Também possui bicicletário, vagas de estacionamento, brinquedos de metal, mesas e bancos de concreto.

OESTE

Entre meados dos anos 1940 e 60, as poucas praças erguidas na cidade tiveram a influência do movimento modernista na arquitetura e cada uma saiu de um jeito, sem um padrão que as unisse. Foi em 1966, com a criação do Depave (Departamento de Parques e Áreas Verdes), que veio um boom de projetos. Dos 300 apresentados até 1979, 170 saíram do papel. “Muitos eram projetos pequenos, feitos apenas para evitar invasões de terrenos públicos”, explica o arquiteto Wolfgang Steschenko, que estudou a instituição durante seu mestrado na USP. Os estudos do Depave identificaram espaços livres passíveis de serem transformados em praças. As características da população também foram levadas em conta. Desse modo, o órgão atuou em cinco áreas, incluindo bairros como Campo Belo, Itaim Bibi, Lapa, Pinheiros e Vila Prudente. “Até hojesãoregiõescomboaconcentração de áreas verdes”, diz Steschenko.

sãopaulo ┆ ┆ ┆ 33


NORTE

1 CAPA

Praça Antônio Zunkeller Leite (Água Fria)

Situada no centro de uma rua de casas, a praça foi reformada há pouco. Recebeu brinquedos de metal e cuidados no jardim.

| Praça Novais Morelli (Jardim França)

| Praça Novo Mundo (Parque Novo Mundo)

O posto da PM no local faz com que a praça fique cheia até à noite. Mesmo com muita procura, há bastante espaço: duas quadras, pista de corrida e brinquedos de criança. De dia, as mesas de concreto servem para piqueniques.

Recebeu aparelhos de ginástica no mês passado e também teve seu jardim refeito. Para os que querem relaxar, há uma banca de jornal e vários bancos de concreto. Os passeios que passam por entre a praça podem servir para caminhadas.

Praça Santa Luíza de Marillac (Jardim Guançã)

| Praça General Milton Tavares de Souza (Parque Novo Mundo)

| Praça Tenente-brigadeiro Roberto Faria Lima (Parque Novo Mundo)

Ponto de encontro de tribos urbanas: tem pista de skate e quadra poliesportiva que recebe partidas de basquete. Os banquinhos servem para pais observarem os filhos nos brinquedos de madeira.

O campinho de terra batida é cenário de animadas partidas de futebol. Espaçosa, a praça atrai corredores de fim de semana e tem um gramado que serve para piqueniques.

Praça com jeitão de parque: tem campo de futebol society, quadra poliesportiva, brinquedos de criança e espaço para corrida. Para utilizar o campo, é preciso reservar horário com o zelador. Aberta até as 19h.

Menina se diverte na praça Novo Mundo, região norte, que possui duas quadras e espaço para crianças

Hoje, a gestão das praças é feita de maneira descentralizada. Cada subprefeitura cuida das suas, enquanto a Secretaria do Verde e do Meio Ambiente (SVMA) administra programas como o Florir, que visa à restauração dos jardins, e o Zeladores de Praça, que capacita desempregados a cuidar desses espaços. Até o fim de julho, a prefeitura gastou55,2%doorçamentoprevistoneste ano para esses dois principais programas. A cifra para essas ações é de poucomaisdeR$16milhões.Segundo a Secretaria de Coordenação das Subprefeituras, o valor será totalmente investido até o fim de dezembro. No ano passado, dos R$ 195 milhões de investimento total reservados pela SVMA, R$ 158 milhões (80%) foram, de fato, usados. Para adoção Ao lado do poder público, tem crescido o número de voluntários que decidem cuidar eles mesmos de praças específicas. Entre 2010 e 2011, a quantidade de praças adotadas aumentou 40%. Neste ano, até agora, foram 30 —contra 69 do ano passado. São empresas, associações e cidadãos que, por vários motivos, se propõem a regar o jardim e a varrer a calçada. “É válido, mas ninguém vai adotar uma praça na Brasilândia, em Perus ou no Jaraguá”, diz Macedo, do laboratório de paisagismo da USP. “É um processo que só ajuda a economizar dinheiro das subprefeituras ricas.” Aprefeituradesenvolveuumacartilha de oito páginas explicando o passo apassoparaaadoçãodasáreasverdes da cidade. Além de praças, também entram no programa canteiros de avenidas e pequenos jardins. A publicação está disponível no site da SecretariadeCoordenaçãodasSubprefeituras (http://bit.ly/adotar-pracas). Hoje a cidade tem 165 praças adotadas, distribuídas somente em 13 das 31 subprefeituras —Butantã e Pinheiros, áreas nobres da zona oeste, concentram, juntas, 75 delas.


Próxima ao metrô, a praça Whitaker Penteado, região sul, atrai pessoas de todas as idades

Fotos Julia Moraes/Folhapress

Praça General Enéias Martins Nogue (Brooklin Paulista)

Perto da av. Eng. Luís Carlos Berrini, é “point” de engravatados no almoço. Tem amplo espaço para caminhadas e cerca de 20 bancos de concreto, além de um jardim bem cuidado. Também possui uma banca de jornais.

| Praça João Rodrigues (Jardim da Saúde) Tem equipamentos de ginástica, brinquedos para criança e espaço para corrida. Também abriga a biblioteca Amadeu Amaral, com cerca de 25 mil itens —para pegar livros emprestados, é preciso RG e comprovante de residência.

| Praça Olga Bulgarelli D’Áuria (Cambuci)

Possui brinquedos de madeira, equipamentos de ginástica e uma quadra poliesportiva que funciona até as 22h. Além disso, tem uma pequena trilha para caminhadas.

| Praça Whitaker Penteado (Vila Guarani)

Ao lado da estação Conceição do metrô, foi recém-reformada e possui quadra poliesportiva, mesas e bancos de concreto, equipamentos de ginástica e brinquedos de madeira. A pista de corrida, com piso vermelho, é separada da calçada.

Rua Maria Silvina Tavares (Morro dos Índios)

Construída neste ano em um antigo terreno baldio, a praça ainda nem foi batizada. Tem quadra e brinquedos de metal para as crianças, além de mesas e bancos de concreto.

| Praça Pereira Coutinho (Vila Nova Conceição) Conhecida como “praça das babás”, o local tem congestionamento de carrinhos de bebê. Fora o bonito jardim, a área tem brinquedos para todas as idades, espaço para correr e aluguel de bicicletas.

SUL

As empresas, com 69%, são as maiores patrocinadoras. Como elas têm o direito de afixar placas de propaganda, acabam escolhendo áreas mais centrais, para que suas “boas ações” sejam percebidas pelo maior número possível de pessoas. Emsegundo eterceirolugares,vêm as associações de moradores (22,4%) e pessoas físicas (8,5%). Os objetivos na hora de adotar uma praça costumam ser baseados no próprio bem-estar. Em 1999, quando um assalto à mão armada resultou em morte na praça Visconde de Souza Fontes, na Mooca (região leste), os moradores se mobilizaram para reverter a situação de insegurança no local. Assim surgiu a Associação Amigos da Praça Visconde de Souza Fontes, que tem um acordo com a prefeitura para zelar pela área pública até agosto de2014.Oespaçodecercade5.000m², próximo ao tradicional clube Juventus, possui hoje um belo jardim e opções de brinquedos. No caso do engenheiro químico Johan Dalgas, 82, seu laço com a praça Uirapuru, na Cidade Jardim (região oeste), é sentimental. Desde a juventude, ele costuma ir ao local para praticar seu hobby, a ornitologia, que é a prática de ouvir e identificar cantos de pássaros. Escreveu livros e tornou-se um dos maiores especialistas brasileiros no assunto. Nos anos 1960, presenteou o então prefeito Faria Lima com uma pena de uirapuru, pássaro típico da floresta amazônica. “Dá boa sorte. Desejei que ele se tornasse irresistível às mulheres e imbatível nos negócios”, conta, aos risos. Daí vem o nome da praça, onde fica a casa em que Dalgas mora com a mulher e onde ele cultiva “plantas que atraem pássaros”. Para ele, a principal função das praças é a contemplação —de animais, de plantas, do céu. “A criança que cresce ouvindo o canto dos pássaros se torna um adulto sensível”, opina ele. “São Paulo deveria ter mais boas praças.” Quem duvida disso?

sãopaulo ┆ ┆ ┆ 35


Revista sãopaulo praças