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PUBLICAÇÃO COLABORATIVA:
 
 Colaboração + 
 Desenvolvimento + Inovação Social: práticas e casos.

Dezembro de 2016



Contextualização "Reconhecer e gerar conexão e troca de práticas entre profissionais e organizações que têm em comum o diálogo, a colaboração e a participação social, em sua visão de mundo, de desenvolvimento e de forma de trabalho.” Com esta inspiração, o Instituto PARES, ao comemorar o sexto ano de vida, promove a coletânea e a divulgação de experiências em que metodologias colaborativas e participativas foram estratégicas para o desenvolvimento de pessoas e organizações. O conteúdo foi construído em rede, com alguns encontros presenciais no Rio de Janeiro, em espaço cedido pelo Templo da Gávea, e lançado em 18 de novembro de 2016 numa oficina no evento internacional ColaborAmerica, seguida de um coquetel oferecido pela Fundação BMW. Inicialmente a publicação estará disponível gratuitamente em meio eletrônico. Existe a inspiração de que este material sirva como semente para uma base de conhecimento de práticas semelhantes, a ser disponibilizada numa plataforma colaborativa, permitindo o registro e a ampla consulta dos casos e a troca com mais autores. A iniciativa é co-liderada por profissionais que integram uma rede mais ampla, convidados para também participar da publicação e da oficina de lançamento. O mapeamento dos casos foi feito pela rede de co-líderes e o registro de cada caso foi feito pelo respectivo autor. Nosso pensamento: conectar organizações e profissionais e estimular a geração e o compartilhamento de conhecimento, fomentando a cultura do diálogo, da colaboração e da participação como caminho de desenvolvimento. Nosso especial agradecimento a todos os co-líderes, co-autores, além do Templo, ColaborAmerica e Fundação BMW pela parceria e colaboração. Co-lideres: • Alda Marina Campos (PARES/Instituto PARES) • Bernadette Castilho (Sociedade TransFormar) • Denise Chaer (Novos Urbanos) • Florencia Estrade (Liga de Intraempreendedores) • Lea Kogut (Instituto Ecosocial) • Luiza Serpa (Instituto Phi) • Raphael Rodriguez (Pharrel Consultoria) • Sandra Ortiz-Diaz (BMW Foundation) • Sheila Monteiro (PARES)


Prรกticas e Casos


Construção Participativa de Política de Responsabilidade 
 Socioambiental de um Grupo Familiar Qual era o desafio? Um grupo empresarial familiar, com forte atuação no Estado do RJ, buscava a definição de uma causa essencial para o exercício de sua responsabilidade social, de forma alinhada ao seu negócio. Tinha como premissas que essa jornada trabalhasse a sensibilização, aprofundamento e engajamento de todas as lideranças e colaboradores sobre os temas e ações e que, juntos definissem um plano de ação permeado à sua operação. Para desenvolver o projeto, a Consultoria PARES estruturou um time que reunisse as competências estratégicas de desenvolvimento organizacional, de construção participativa de políticas e conhecimento técnico de indicadores de responsabilidade socioambiental. Desenhou um processo enxuto com 4 etapas: diagnóstico, oficina de autoaplicação de indicadores com representantes de diversas áreas, prototipação das políticas de Responsabilidade Social e cocriação de um plano de ação com as lideranças. Os desafios eram: • assessorar o grupo na sua busca pela sustentabilidade • ampliar o seu olhar para os resultados econômicos, sociais e ambientais. • considerar seus valores essenciais e os novos desafios do mercado onde ele se insere. Que pergunta resume este desafio? Que políticas podem não somente nortear as práticas mas potencializar o seu processo de transição para se tornar uma organização mais consciente, coerente, e competente no exercício de sua identidade empresarial? Quais foram as atividades na etapa de preparação, antes da facilitação? Na etapa de diagnóstico, por meio de entrevistas e análise documental, buscou-se entender o contexto organizacional em relação aos desafios propostos. A PARES já havia, anos antes, sido contratada para um mapeamento estratégico da visão das lideranças quanto a algumas possíveis transições para uma gestão mais sustentável. Junto às lideranças, buscou-se alinhar fronteiras do trabalho, quais seriam as áreas envolvidas e quem seriam os colaborares. Para as oficinas, foi desenvolvido conteúdo técnico para que os participantes ganhassem maior maturidade para participar das atividades de forma deliberativa. E foi desenvolvida uma agenda de facilitação que permitisse detalhadamente pensar os objetivos estratégicos e atividades e dinâmicas específicas. Como transcorreu a facilitação? Validação de agenda, acordos, apresentação de conteúdo técnico, e convite para autoaplicação dos indicadores utilizando world café. A segunda etapa foi uma Oficina de Sensibilização para lideranças representativas de diferentes áreas da empresa, objetivando o preenchimento dos Indicadores Ethos de Responsabilidade Social. Com o intuito de atrair e reter a atenção dos participantes e obter um maior aproveitamento do conteúdo, a oficina foi construída equilibrando diferentes ferramentas pedagógicas, como vídeos e apresentação de casos. A dinâmica inicial, teve como objetivo colher dos participantes o seu entendimento sobre sustentabilidade e portanto cada um teve a oportunidade de se expressar com uma definição, criando uma imagem que deu aos


facilitadores a oportunidade de calibrar as atividades do dia, de acordo com a maturidade do grupo sobre o tema. Em seguida, foi aplicada a dinâmica de World Cafe. Após apresentação de conteúdo, foram instigados com algumas perguntas a explorar os entendimentos e aprendizados com o filme, além de fazer pontes com as suas vidas pessoais e o universo da empresa, relacionados ao tema sustentabilidade.. Mais conteúdo foi utilizado, com conceitos como Responsabilidade Social Empresarial e Sustentabilidade e sua relação com a gestão. Na parte da tarde, os participantes foram divididos em grupos multiárea para preencher os Indicadores Ethos de Responsabilidade Social. Desse modo, a diversidade de áreas propiciou uma visão mais consciente e realista da relação da empresa com cada parte interessada, enriquecendo a resposta aos indicadores. Finalmente, o preenchimento foi validado por todos os presentes. Como os indicadores Ethos incluem questões quantitativas, alguns dos participantes ficaram responsáveis pelo levantamento dos dados que faltavam. Ao término da Oficina, foi feita uma avaliação espontânea. Quais foram os desdobramentos decorrentes do projeto ou iniciativa? Além da clareza quanto às políticas em relação a diversos stakeholders, um plano de ação para implementá-las com responsáveis e prazos construídos coletivamente. Quais os aprendizados e dicas você considera importante compartilhar para quem optar por caminho semelhante? A atenção dada à relevância para o negócio de cada um dos temas é fundamental para o engajamento das áreas envolvidas. Enquanto as pessoas não compreendem o quanto aquela nova prática gera valor para sua área, para seu trabalho, ela não se sente parte. Por isso, nos exercícios de diálogo, essa composição dos grupos é estratégica. Compartilhe aqui links relacionados ao seu caso, ou links que podem ser úteis a quem se interessar em aprender mais: - Indicadores Ethos de Responsabilidade Socioambiental: http://www3.ethos.org.br/conteudo/indicadores/#.WBWZNOErKu4 - Art of Hosting http://www.artofhosting.org/pt-br/o-que-e-a-arte-de-anfitriar/metodologias/ - Casos similares e atualizações: www.facebook.com/PARESemrede Responsáveis pelo registro deste caso:

- Alda Marina Campos - Raphael Rodrigues

E-mail para contato: amc@pares.etc.br


Construção participativa de princípios e valores 
 de empresa do setor elétrico no Brasil Qual era o desafio? A empresa do setor de energia estava num momento de possível crescimento e atuava num ambiente de mercado extremamente regulamentado, com alta concorrência, mas também com grandes possibilidades de expansão. Na sua forma de gestão e de operação vivia uma lógica de valores encarando o seu papel de forma clara, no entanto sem ter esses valores explicitados num statement com práticas para norteá-los. No ano anterior ao trabalho haviam realizado um assesment com o objetivo de melhorar o processo de atribuição de metas. A empresa acreditava em processos participativos e queria falar de forma uníssona sobre seus valores evitando o risco de contradições nas suas ações. Foi realizado um processo participativo, com o envolvimento de todos os colaboradores a fim de reconhecer, construir e disseminar os valores organizacionais. Para isso foram definidos os seguintes objetivos: construção e disseminação dos elementos que traduzem a cultura organizacional; validação, detalhamento e alinhamento dos novos valores/ princípios organizacionais; disseminação e internalização dos novos valores/ princípios organizacionais; e definição de metodologia para verificar e internalizar os novos valores/ princípios. Que pergunta resume este desafio? Quais são os valores/ princípios organizacionais da organização, qual a melhor forma para disseminá-los e para garantir a sua prática? Quais foram as atividades na etapa de preparação, antes da facilitação? O trabalho se iniciou com uma etapa de diagnóstico com o objetivo de mapear os valores/ princípios vividos pela empresa no seu dia a dia, aprofundando o entendimento sobre as dinâmicas internas da companhia, visando a construção da solução final para os workshops. Para isso foram realizadas as seguintes atividades: • • • •

Leitura de documentos para ampliar o entendimento sobre a empresa e seus caminhos futuros; Entrevistas com os sócios e com grupos de lideres e não líderes, visando mapear os valores/ princípios da organização, aspectos da sua cultura e identificação dos rítmos internos. Construção do design final, conteúdo e dinâmicas das oficinas; Validação da estrutura das oficinas junto aos líderes do projeto.

Como transcorreu a facilitação? Foram realizados 3 workshops, com 5 horas de duração cada, com um intervalo de 1 a 2 semanas, contando com a participação de todos os colaboradores da empresa, com o objetivo de definir, alinhar e disseminar os novos valores/ princípios organizações, além da criação de metodologia para a verificação e contínua internalização dos mesmos. Os workshops seguiram o seguinte fluxo: 1.Diálogo sobre valores, princípios e as organizações; 2. Atividade artística e observação goetheanística para definição de valores: a partir de um desenho representando a conexão de cada colaborador com a empresa, foram definidos 20 valores, em grupamentos que partiram das percepções individuais, pequenos grupos e dois grandes grupos;


3. Definição e alinhamento dos Valores/ Princípios da Empresa: no grande grupo, os 20 valores foram analisados quanto à similaridades e complementaridade, além de um estudo de causa e efeito, chegando a 9 finais. 4. Detalhamento e definição do documento final: em pequenos grupos e com a realização de world café visando a contribuição de todos foram detalhados o significado de cada valor/ princípio e definido o documento final, além das estratégias de disseminação e verificação. Quais foram os desdobramentos decorrentes do projeto ou iniciativa? O documento foi disseminado para todos os colaboradores, inclusive os que vieram a entrar após esse processo. Os princípios e valores da empresa estão divulgados no site, para que todos os stakeholders possam interagir com a empresa tendo essa base. Quais os aprendizados e dicas você considera importante compartilhar para quem optar por caminho semelhante? A construção de valores e princípios organizacionais ganham uma força e coerência muito maiores quando há o envolvimento dos colaboradores na sua construção. Quanto mais o processo for horizontalizado, maior aderência e comprometimento a empresa terá. Compartilhe aqui links relacionados ao seu caso, ou links que podem ser úteis a quem se interessar em aprender mais: • Art of Hosting - http://www.artofhosting.org/pt-br/o-que-e-a-arte-de-anfitriar/metodologias/ • Casos similares e atualizações: www.facebook.com/PARESemrede Responsáveis pelo registro deste caso:

- Alda Marina Campos - Raphael Rodrigues

E-mail para contato: amc@pares.etc.br


Cooperativa ComViver - Programa Germinar – 
 Desenvolvimento de Facilitadores Qual era o desafio? Programa Germinar nasceu em 2002, a partir da iniciativa de alguns profissionais que haviam passado pela Formação de Consultores da Adigo e entendiam que os conteúdos e metodologia ali experimentados poderiam expandir seu alcance e se transformar em importante ferramenta para a conscientização e formação de lideranças sociais e empreendedores locais. Que pergunta resume este desafio? Como expandir o alcance do Programa Germinar e se transformar em importante ferramenta para a conscientização e formação de lideranças sociais e empreendedores locais? Quais foram as atividades na etapa de preparação, antes da facilitação? A metodologia de tomada de decisão em grupo* que é a base do Programa Germinar é o fio condutor de todas as reuniões e encontros de alinhamento de facilitadores e da Cooperativa ComViver. Tendo-a como base, de acordo com a necessidade, lançamos mão de tecnicas de conversa como “Aquário”, World Café, Open Space.

* A metodologia parte do princípio que todo processo de tomada de decisão em grupo reune conhecimentos, atitudes e habilidades que quando colocados a serviço do coletivo tem o potencial de alcance de resultados positivos se são consideradas as etapas de: •

Planejamento (organização do processo e alinhamento dos objetivos)

Formação de Imagem (Conhecimento profundo do contexto, histórico, das necessidades e desafios + espaço livre e criativo de busca de soluções)

Julgamento (Definição de critérios orientadores para a escolha consciente das possíveis soluções apresentas na etada anterior, bem como a avaliação das consequencias.

Decisão (criação de um plano que identifique ações, responsáveis, prazos e resultados esperados).

Avaliação do processo de tomada de decisão e reconhecimento de aprendizados

Como transcorreu a facilitação? Incentivada pela Adigo, acolhida e apoiada pelo EcoSocial, a ideia concretizou-se com a realização das primeiras turmas no interior da Bahia, que marcaram o inicio dessa história de sucesso que ao longo da trajetória de 13 anos realizou mais de 140 turmas em mais de 40 locais, distribuídos em 14 estados, Distrito Federal e em 2 países da América Latina (Argentina e Chile) e promoveu 7 encontros da Rede Germinar Em julho de 2015, os profissionais envolvidos ao longo do tempo com o Programa Germinar fundaram a ComViver, cooperativa que tem como propósito Semear Autonomia, Confiança e Coragem Social para Transformar. Realiza projetos e programas de educação extracurricular, treinamento e desenvolvimento com adolescentes, jovens e adultos. Quais foram os desdobramentos decorrentes do projeto ou iniciativa? •

Mais de 3000 pessoas que passaram pelo Programa Germinar

Formação e certificação de facilitadores/as (condutores) do Programa Germinar


Fundação da Cooperativa ComViver

Realização de 7 Encontros da Rede Germinar, 3 deles de abrangencia internacional.

Quais os aprendizados e dicas você considera importante compartilhar para quem optar por caminho semelhante? • • • •

Tornar o processo o mais participativo possível Ter um grupo de gestão rotativo e eleito com transparência e consentimento de todos os presents (utilizamos o método sociocrático) Utilização de recursos tecnológicos e ferramentas colaborativas para escuta de todos os envolvidos Formação de grupos de trabalho que apoiam a gestão

Compartilhe aqui links relacionados ao seu caso, ou links que podem ser úteis a quem se interessar em aprender mais: - http://ecosocial.com.br/programa-germinar Responsável pelo registro deste caso: Sandra Quinteiro E-mail para contato: sandra.quinteiro@phari.net


Eight Coaching∞ - Rede Colaborativa de Coaches Qual era o desafio? A Eight∞ Coaching nasceu de maneira natural e orgânica, quando alguns dos Coaches em formação pela Turma 17 do Instituto EcoSocial decidiram se unir para trabalharem juntos. O grupo foi muito generoso ao longo de toda a formação e se criou uma atmosfera de apoio mútuo e grande complementaridade. Nos percebíamos mais como parceiros do que como concorrentes e, a cada vez que nos ajudávamos, a sensação era de que os resultados tinham qualidade e alcance muito maiores e melhores, além de nos sentirmos muito bem ao colaborar e compartilhar. A generosidade e o desejo genuíno de contribuir para a evolução de consciência de pessoas e organizações foi e é o que nos mantém juntos. Essa união não foi planejada e não nasceu de forma estruturada. Queríamos trabalhar juntos, mas mantendo nossa singularidade e de forma horizontal, não hierarquizada. Desejávamos que cada um contribuísse com seus talentos e de acordo com sua vontade e disponibilidade. Não tínhamos o desejo de formar uma sociedade, nem de constituir uma empresa nos modos tradicionais que conhecemos. Queríamos apenas oferecer nossos serviços de Coaching de maneira conjunta e dar continuidade à rica troca de experiências que tivemos ao longo do curso. Nosso desafio era desconstruir modelos corporativos tradicionais e aprender a trabalhar em rede, em que cada um pudesse contribuir com seu talento e sua vontade, sem hierarquia, e em que pudéssemos preservar nossos laços de amizade e confiança, construindo algo novo juntos com abundância e prosperidade para todos, em todos os sentidos. Que pergunta resume este desafio? Como trabalhar em rede e fortalecer nossos laços de confiança e amizade, impactando o mundo de forma positiva? Quais foram as atividades na etapa de preparação, antes da facilitação? Como nosso case não se trata de uma intervenção em um campo social, não houve uma etapa propriamente de preparação ou facilitação. Houve uma evolução contínua da nossa maneira de funcionar. Inicialmente buscamos entender e definir o que era rede colaborativa. Fizemos brainstorming do que significava trabalho em rede para cada um de nós, o que queríamos e o que não, tanto individualmente quanto em grupo. Nos dividimos em sub-grupos para desenhar o canvas, fizemos um questionário interno sobre identidade, formamos núcleos de trabalho, criamos nosso Código de Ética e Manual de Governança. Como transcorreu a facilitação? No início sentimos a necessidade de algumas diretrizes de funcionamento, mas tomando o cuidado de não engessar nossa dinâmica de trabalho. Buscamos referências de outras organizações em rede para entender melhor o que é colaboração e como ela se opera. Fizemos uso do Canvas para nosso planejamento inicial e criamos uma estrutura-base de funcionamento: Manual de Governança e Código de Ética, este orientado pelo Código de Ética da ICF; Núcleos de trabalho nos quais as pessoas se alocaram baseadas no seu querer; Tool Kit (um conjunto de ferramentas e exercícios de Coaching); Whatsapp e facebook como formas interativas e dinâmicas de comunicação instantânea e tomada de decisão; Encontros periódicos virtuais (via Skype ou Zoom), para tomar decisões e compartilhar experiências e aprendizados; e presenciais, para tratarmos de decisões maiores, de longo prazo e para alimentar a conexão que só o contato humano é capaz. Fazemos o registro desses encontros por meio de "vídeo-atas" de até 3 minutos que são compartilhados no grupo de whatsapp. Nossa forma de trabalho é muito orgânica. Vamos tomando decisões e nos reinventando conforme percebemos o que tem funcionado e o que já não faz mais sentido. Neste momento observamos que parte da estrutura interna que criamos no início não é mais necessária e isso é reflexo do próprio amadurecimento da rede e do fortalecimento do protagonismo de cada membro e dos


nossos laços de confiança. Fazemos o exercício de nos mantermos atentos aos movimentos da rede e às necessidades individuais em vez de nos atermos a regras e documentos. Baseados na Comunicação Não Violenta, criamos um espaço de abertura e acolhimento para que os incômodos sejam colocados e acolhidos com respeito. Compreendemos o tempo de cada um, as diferentes formas de trabalho e de perspectivas. Usamos de muito diálogo e entendemos que "sozinhos vamos mais rápido, mas juntos vamos mais longe”. "Podíamos chamar Eight Coaching! Somos da Turma 17, 1 + 7 = 8, que é o número da prosperidade e abundância". Assim nasceu a Eight∞ Coaching - Rede Colaborativa de Coaches e em 17/10/2015 lançamos nossa página no facebook, com os perfis de cada Coach integrante. Não temos um CNPJ. Atuamos a partir de nossos CNPJs individuais e nos utilizamos da força da rede, da co-criação e da colaboração para nos desenvolvermos enquanto Coaches, enquanto rede e enquanto pessoas. A Antroposofia orienta tanto nossa atuação como Coaches quanto nossa dinâmica de trabalho na rede no que tange à integração do pensar, sentir, querer. Nosso agir acontece a partir do equilíbrio entre o que entendemos ser necessário para a rede e nosso sentir do que funciona e do que não mais. Quais foram os desdobramentos decorrentes do projeto ou iniciativa? Hoje, após 1 ano, sentimos que parte dessa estrutura pode ser revista e pode funcionar de outra forma, uma vez que fomos aprendendo a trabalhar de forma mais orgânica e com base na confiança e protagonismo. As lideranças emergem naturalmente e se formou um núcleo gestor, que sustenta todas as iniciativas em andamento e, principalmente, a egrégora da rede. Utilizamos muito do nosso sentir para tomarmos decisões e estamos sempre aprendendo e amadurecendo, cada vez mais sustentados na confiança, no respeito mútuo e no protagonismo de seus membros. Hoje temos várias propostas no mercado, já alguns clientes corporativos fechados, uma massa crítica significativa de nossas publicações e novas frentes de atuação (p. ex. rodas de diálogos sobre temas significativos da vida). Quais os aprendizados e dicas você considera importante compartilhar para quem optar por caminho semelhante? Paciência e persistência, não existe forma única e pronta. Um trabalho em rede é construído à medida que é vivido. Confiança, respeito e diálogo são fundamentais, assim como poder oferecer para a rede o talento de cada um de forma espontânea. Compartilhe aqui links relacionados ao seu caso, ou links que podem ser úteis a quem se interessar em aprender mais: • http://www.8coaching.com.br/ • www.facebook.com/Eight.Coaching • https://www.linkedin.com/company/eight∞-coaching Responsáveis pelo registro deste caso:

- Ana Paula C. dos Santos - Erica Mizumoto

E-mail para contato: anapaula@8coaching.com.br


Filantropia Inteligente Qual era o desafio? Melhorar o processo de crescimento quantitativo e qualitativo da filantropia no Brasil. Por outro lado temos 160 bilionários que representam 15% do PIB, totalizando R$806,66 bilhões, sendo que apensa 10 representam 40% desse valor. Existe um enorme potencial de crescimento em doações de pessoas físicas e de pessoas jurídicas. Encontramos outro dado assustador, apenas 5% dos 400 mil empresas que podem apoiar projetos via lei de incentivo cultural, por exemplo, o fazem. Que pergunta resume este desafio? Como trazer mais pessoas para experiência de doação com estratégia de impacto? Quais foram as atividades na etapa de preparação, antes da facilitação? Hoje 18 milhões de brasileiros vivem na pobreza. Um dos motivos que levam o Brasil a manter uma enorme disparidade social estão na má qualidade dos serviços públicos, espaço ocupado por muitas ONGs para reduzir desigualdade social e que precisam de recursos para realização do seu trabalho. Nosso modelo pretende melhorar a cultura de doação, atuamos na causa de quem quer doar, ele escolhe o segmento que mais faz sentido pra ele, ligando o coração com a sua forma de atuação. Paralelo a isso, temos um sistema on line de cadastro de ONGs, com 60 questões respondidas por elas, onde podemos avaliar cada projeto por 4 frentes: transparência, solidez, impacto de gestão. Após essa escolha de causa e de projeto acompanhamos toda a doação do início ao fim, com visitas, relatórios mensais e prestação de contas detalhada com notas fiscais. Tentamos minimizar todas as possibilidades de frustração do doador com o projeto, buscamos que ele se envolva com o tema escolhido. Nosso trabalho responde a questões muito comuns sobre doação que são: falta de credibilidade, desconhecimento e falta de tempo. Fazemos um trabalho personalizado, querendo de fato melhorar a atuação em filantropia, criando envolvimento, que o projeto ou a causa passem a fazer parte da família e que isso se torne um legado para as próximas gerações. Disponibilizamos recursos de forma eficiente, com foco em resultado, para iniciativas de transformação social. Pessoas que nunca doaram passam a doar, empresas que nunca usaram incentivos fiscais passam a usar. Famílias se envolvendo com o projeto apoiado a ponto de se tornar voluntária ou parte do conselho da ONG. Na outra ponta a melhoria das ONGs que trabalham com o Phi. Aprendem a trabalhar com metas, indicadores, formulários, prazos, orçamentos e começam a entender como pensa um investidor e o que ele espera como resultado de um apoio financeiro. Como transcorreu a facilitação? Nós não fazemos facilitações e sim reuniões de entendimento de atuação em filantropia. Nessa reunião buscamos compreender o estilo de vida pessoal e profissional, entender um pouco como vê o cenário social atual e em que aspectos gostaria de ver uma melhora imediata. No momento seguinte fazemos um inventário de causas para começar a traçar um perfil de investimento. Após essa etapa contamos muitas histórias reais para aproximar um pouco mais o desejo do pensamento na realidade possível de atingir e melhorar.


Para fechamento do encontro definimos 2 causas para aprofundamento e agendamos um segundo encontro/email para sugerir alguns investimentos Quais foram os desdobramentos decorrentes do projeto ou iniciativa? Início do trabalho em 2014, resultados alcançados até nov de 2016 7.2 milhões movimentados para 3º setor, aplicados em 105 projetos RJ e SP. Quais os aprendizados e dicas você considera importante compartilhar para quem optar por caminho semelhante? Uma dica muito simples é focar no seu objetivo principal e traçar metas claras, reais para alcançar. É muito fácil se desviar com eventos, workshops, grupos de trabalho e sair deles sem nenhuma ação prática e pouco resultado. Percebemos que a simplicidade tem sido nossa grande aliada, bons relatórios, simples e objetivos.

Compartilhe aqui links relacionados ao seu caso, ou links que podem ser úteis a quem se interessar em aprender mais: •

www.institutophi.org.br

Responsável pelo registro deste caso: Luiza Serpa E-mail para contato: luiza@institutophi.org.br


Inovação com impacto na cadeia de valor 
 de grande empresa industrial internacional

Qual era o desafio? Desenvolvimento de lideres de sustentabilidade de uma grande empresa multinacional industrial, para aplicar metodologia de inovação na cadeia de valor buscando oportunidades de impacto local perto de suas fábricas. O projeto foi realizado com um grupo de 20 representantes da empresa de 9 países ao longo de 3 meses, com 2 meses e meio de preparação a distancia, utilizando uma plataforma online e uma semana de imersão presencial com todo o grupo junto no Brasil. O projeto foi co-liderado pelas áreas de sustentabilidade e inovação na matriz da empresa e conto com nosso apoio como consultores na construção e facilitação do processo. Que pergunta resume este desafio? Como podemos ter mais impacto positivo nas comunidades onde estamos presentes, buscando oportunidades de negócios sociais dentro de nossa cadeia de valor? Quais foram as atividades na etapa de preparação, antes da facilitação? Primeiro foram selecionadas pela matriz da empresa as pessoas que participariam representando cada país e feito um video conference com todos eles para alinhar expectativas e processo. Não sempre tinha pessoas com posição de responsabilidade social ou sustentabilidade, mas foram selecionadas pessoas pelo seu interesse/proximidade com o tema. Foi disponibilizada uma plataforma online para todos os participantes poder receber conteúdos assim como compartilhar conteudos e suas opniões, perguntas, a distancia durante 2 meses. Nos preparamos uma serie de materiais que foram sendo compartilhados semanalmente na plataforma, consistindo em material de inspiração, apostilas de metodologia e dados sobre a cadeia de valor da empresa. Para fazer a capacitação o mais experiencial e prática possivel, foi escolhida uma fabrica em uma cidade no interior de Brasil como “case de trabalho” para todo o grupo. Antes do grupo chegar ao Brasil, foi feito alinhamento com lideres locais da fábrica, e preparação de toda a informação do case. (perfil populacional da cidade, historia do lugar, situação atual da fábrica) Foi feita uma visita previa a fábrica pelo time organizador do projeto, que prepararam todos os roteiros da jornada de aprendizagem que iria acontecer durante a semana que estariam todos os participantes juntos presencialmente. (pessoas a ser entrevistadas, lugares a serem visitados) Como transcorreu a facilitação? Após os 2 meses online de troca de materiais, os 20 representantes de 9 paises tiveram uma semana de imersão presencial numa cidade no interior do Brasil onde tinha uma das fábricas da empresa. Este foi o laboratorio para aplicar e aprender a metodologia de inovação. Durante 2 dias, as pessoas se dividaram em 4 grupos e foram realizar jornadas de aprendizagem na região, utilizando a metodologia de imersão participativa no campo, onde eles foram visitar varias organizações sociais da região, pequenos emprendimentos da região, escolas industriais, a fábrica da empresa, fornecededores da empresa, lideranças da prefeitura da cidade. O objetivo era ter uma vivencia da realidade da região, das potencialidades e necessidades. No terceiro dia realizamos um debrief juntos, com a metodologia de “Vozes do Campo”, e foi muito forte ver a união e insights gerados a partir da experiencia de campo e especialmente a abertura do “olhar” para o sistema além da cadeia de valor. Juntamos a experiencia da vivencia de campo, com numeros e analisis da cadeia de valor da empresa, Realizamos juntos um processo criativo de identificação de pontos de convergencia entre


necessidades de empresa e da comunidade, e com o grupo todo foram identificadas ideias de negócio. As pessoas se agruparam ao redor das ideias que mais apaixonavam eles, e nos seguintes dos dias levar essas ideias para um prototipo e business case. O prototipo foi validado em campo no quinto dia e refinado e no sexto dia os business cases foram apresentandos para 3 executivos da matriz da empresa e o lider da fundação da empresa.

Quais foram os desdobramentos decorrentes do projeto ou iniciativa? Um grupo de lideres muito mais preparado para enfrentar de forma criativa os desafios de sustentabilidade na cadeia de valor. Um grupo coeso para poder intercambiar melhores práticas e co-criar ideias juntos, que não só sejam factiveis para um pais, se nao podem ser replicaveis em outras regiões. Duas das iniciativas apresentadas aos executivos foram aprovadas para levar a um segundo passo dentro da empresa de construir um business plan mais detalhada e piloto de implementação. Quais os aprendizados e dicas você considera importante compartilhar para quem optar por caminho semelhante? Quando estamos co-criando com um grupo diverso, de varias culturas, que não se conhece previamente, e importante dar tempo no momento presencial para criação de campo de confiança e entendimento do processo. A jornada de aprendizagem e fundamental dentro do processo, para realmente trazer um novo olhar sobre o sistema que eles já acreditam que conhecem. E de fato foi uma das experiencias mais fortes de “bonding” entre as pessoas. Na volta todos estavam alinhados no sentir e motivados para fazer. Foi muito bom escolher resolver um mesmo problema prototipo todos juntos em lugar de cada um trabalhar no seu pais. Isto gerou um aprofundamento na metodologia, uma troca muito interessante no processo criativo de 20 pessoas e de fato também teve como resultado impacto na região. E um ótimo mix de capacitação através da experiencia e deixa um legado para o lugar que foi prototipo.

Responsável pelo registro deste caso Florencia Estrade e Livia Prado E-mail para contato: estradeflor@gmail.com


Laboratório de Mudança - HUB Rio Escola de Inverno 2011 Qual era o desafio? Em 2011, um grupo de cerca de 20 pessoas passou a se reunir semanalmente no Rio de Janeiro para co-criar um espaço de co-working denominado HUB Rio. Como modelo, espaços semelhantes existentes em São Paulo, Londres e Viena. Para atrair mais participantes, optaram por fazer um festival de aprendizagem - HUB Rio Escola de Inverno. Que pergunta resume este desafio? Que cuidados devemos ter para que o HUB Rio Escola de Inverno 2011 seja uma referência em termos de inovação? Quais foram as atividades na etapa de preparação, antes da facilitação? O grupo era formado, na sua grande maioria, por jovens na faixa dos 30 anos, sem experiência anterior com a realização de eventos desta natureza. Outro ponto de atenção era não haver uma organização formal deste grupo, que atuava no estilo caórtido - ordem no caos como ressaltava um dos idealizadores. Por outro lado, havia o Instituto PARES que havia cedido o espaço e era promotor deste movimento, mas não se envolvia diretamente na concepção do projeto. Buscando cuidar para que o resultado final gerasse o impacto desejado e, ao mesmo tempo, respeitando a gestão inovadora da iniciativa, ofereci a facilitação de um workshop vivencial da Teoria U com foco na concepção, planejamento e realização da Escola de Inverno. Buscamos que a maioria dos interessados estivesse presente no dia do workshop para que o envolvimento fosse o mais amplo possível e que houvesse um real comprometimento com o que seria planejado. Como transcorreu a facilitação? Facilitei a vivência da Teoria U num workshop de 3 horas:

- iniciei contextualizando a Teoria U, expondo o processo e os princípios/valores que a sustentam;

- foi feito um brainstorm para identificar questões chaves da matriz SWOT (forças e fraquezas, -

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ameaças e oportunidades) relacionadas à realização da escola. O objetivo era a sensibilização geral (co-sense) do contexto em que estariam se envolvendo; os participantes foram convidados a refletir sobre os pontos que mais chamaram sua atenção, num caminhada solo pelos jardins onde nos reuníamos; a depender do interesse de cada um, se inseriram num dos três grupos criados para a prototipagem - Planejamento, Comunicação ou Evento. - Planejamento ficou responsável por prototipar as ações antes da realização do evento, desde a curadoria dos palestrantes até a arrecadação de verbas para sua realização - Comunicação tinha por foco o processo de interação com o público, antes e durante o evento - Evento prototipou o evento acontecendo, desenhando os espaços para os diferentes públicos envolvidos na prototipagem em 3D foram usados peças de Lego. foram feitas duas rodadas de co-criação dos protótipos: - a cada rodada, cada grupo apresentou aos demais suas propostas e receberam feedbacks para aperfeiçoá-las. - vale ressaltar que estes feed backs não são sobre as propostas em si, mas a partir da observação goethanística do protótipo em 3D. Ou seja, atuando na forma e não na concepção. - os autores do protótipo é que acolhem estes feed backs de forma e os traduzem em alterações na concepção Para finalizar, cada grupo documentou seu protótipo num conjunto de ações, estabelecendo responsáveis por seu acompanhamento e prazos para sua realização.


Quais foram os desdobramentos decorrentes do projeto ou iniciativa? Como principal resultado o grupo estava estruturado num plano de ação co-criado e havia sensibilização para riscos e oportunidades. O HUB Rio Escola de Inverno 2011 teve cerca de 500 participantes nos 8 dias de realização. Foram realizadas 45 atividades: oficinas, palestras, atividades artísticas, aulas de culinária e encenação de uma peça de teatro. O HUB Rio não foi criado fisicamente, mas deu origem a um grupo no Facebook - HUB@RIO. Tem mais de 3.900 membros, com foco na divulgação de experiências sociais inovadoras. Quais os aprendizados e dicas você considera importante compartilhar para quem optar por caminho semelhante? A Teoria U é uma excelente forma de transformar um grupo de pessoas com ideias não necessariamente alinhadas, numa equipe com propósito e visão de futuro co-criados. É uma trilha, não um trilho, mas saber escolher o melhor caminho a seguir não é trivial . É vital que se conheça as diversas ferramentas a utilizar em cada etapa do processo e faça um planejamento cauteloso das diversas atividades e uma seleção das ferramentas mais apropriadas.

Compartilhe aqui links relacionados ao seu caso, ou links que podem ser úteis a quem se interessar em aprender mais:

- Presencing Institute (sobre a Teoria U) - https://www.presencing.com - Croudfunding via Benfeitoria - https://benfeitoria.com/hubescola - Campanha de comunicação - https://www.youtube.com/watch?v=3hhNlbDI5Y0 - Teoria U no HUB Escola - https://www.youtube.com/watch?v=6LD1QZwj-2A Responsável pelo registro deste caso: Bernadette S. C. Castilho E-mail para contato: bernadette@sociedadetransformar.com.br


Laboratório de Mudança - Proteção de Conhecimento Estratégico Qual era o desafio? Depois de anos promovendo ações educacionais para transformar a cultura organizacional da Petrobras no tema segurança da informação, em 2009 havíamos chegado num ponto crítico. Observando a curva da gestão da mudança estávamos na posição em que é necessário muito esforço para pouco avançar. Tínhamos que encontrar uma forma de acelerar a mudança. E com a descoberta e início de produção do óleo do pré-sal havia um pressão extra para proteger este conhecimento estratégico. Que pergunta resume este desafio? “Qual a segurança de informação necessária para que a Petrobras alcance as metas estabelecidas no Plano Estratégico 2020 e vença os desafios do pré-sal?” Quais foram as atividades na etapa de preparação, antes da facilitação? Como gestora do macro-processo segurança da informação no Sistema Petrobras, buscava formas inovadoras para implementar o necessário processo de mudança cultural. Neste caminho conheci o Change Lab (Laboratório de Mudanças da Reos Partners) e a Teoria U (do Presencing Institute). Tudo que lia ou vivenciava nos cursos ressoava não só no meu pensar e querer, mas sobretudo no sentir. Aquilo era o que precisava! Foram nove meses de planejamento. Desde expor ao meu gerente, ao Comitê de Segurança da Informação, contratar a consultoria da Reos e da Ecosocial e preparar o evento. Muito trabalho, mas muita motivação! O ponto crítico foi a identificação das pessoas para participar do laboratório. Era primordial que os 60 participantes representassem todo o sistema - sede e unidades operacionais; Alta Administração e empregados da ponta; todos os processos operacionais, de serviço e corporativos; Brasil e exterior. E deveríamos buscar pessoas que fossem influenciadores em suas áreas. Muita conversa para explicar o projeto a cada participante e a forma inovadora de buscarmos os resultados. Como transcorreu a facilitação? O Laboratório de três dias foi facilitado por consultores externos com domínio da Teoria U:

- resultados quantitativos e qualitativos de pesquisas internas foram expostos em painéis - gestores de outras empresas, assim como especialistas sobre o tema guerra cibernética, foram entrevistados em pequenos grupos

- participantes construíram o iceberg do problema, identificando resultados e comportamentos -

indesejados e, indo mais fundo, processos, relações interpessoais e modelos mentais que reforçam estes resultados indesejados após este mergulho de dia e meio no U (etapa de co-sense), fomos para duas horas de presencing - uns aproveitaram para caminhar, outros sentaram e meditaram e alguns poucos perderam a oportunidade de se conectar com a natureza e foram olhar seus emails! no retorno, já na subida do U, cada um teve a oportunidade de falar para os demais dos insights naturalmente várias conexões foram percebidas e disto resultaram 9 grupos iniciou-se, entao, a etapa de prototipagem das ideias pelos 9 grupos na prototipagem em 3D foram usados materiais de reciclagem foram feitas duas rodadas de co-criação dos protótipos: - a cada rodada, cada grupo apresentou aos demais suas propostas e receberam feedbacks para aperfeiçoá-las. - vale ressaltar que estes feed backs não são sobre as propostas em si, mas a partir da observação goethanística do protótipo em 3D. Ou seja, atuando na forma e não na concepção. - os autores do protótipo é que acolhem estes feed backs de forma e os traduzem em alterações na concepção


- Para finalizar, cada grupo documentou seu protótipo num conjunto estruturado de ações, estabelecendo responsáveis por seu acompanhamento e prazos para sua realização.

Quais foram os desdobramentos decorrentes do projeto ou iniciativa? Como principal resultado os participantes estavam sensibilizados para riscos e oportunidades e comprometidos com as propostas. As ações foram estruturadas num plano organizado em Ações Estratégicas, Táticas e Projetos,. Foi apresentado a gestores da Companhia e passou a ser acompanhado mensalmente pelo Comitê. Alguns projetos foram implementados no ano seguinte, outros levaram mais algum tempo para serem concluídos e alguns não saíram do papel. Pode-se avaliar que cerca de 70 do que foi proposto pelo grupo no laboratório foi implementado. E o mais importante, do meu ponto de vista, é que o laboratório deu voz e poder a outros atores. Quais os aprendizados e dicas você considera importante compartilhar para quem optar por caminho semelhante? A Teoria U é uma excelente forma de ultrapassar barreiras, sobretudo em ambientes complexos onde diversos atores não se percebem como parte do problema. Co-criar a visão de futuro, internamente, a partir do todo se percebendo é rico. Mas identificar as pessoas certas a participar é uma arte! Só vai funcionar se tivermos aqueles que pensam diferente de nós, que não tem confiança no poder do grupo e que resistem a mudanças. É vital abrir a mente, o coração e o querer a partir daqueles que estão liderando a mudança. Compartilhe aqui links relacionados ao seu caso, ou links que podem ser úteis a quem se interessar em aprender mais:

- Presencing Institute (sobre a Teoria U) - https://www.presencing.com - Reos Partners (sobre Change Lab) - http://reospartners.com - Iceberg do problema - http://reospartners.com/publications/systems-thinking-with-the-icebergmodule/

Responsável pelo registro deste caso: Bernadette S. C. Castilho E-mail para contato: bernadette@sociedadetransformar.com.br


Liga de Intraempreendedores – 
 Comunidade internacional de aprendizagem Qual era o desafio? Em 2015, nos encontramos na Universidade do Meio Ambiente em Valle del Bravo no Mexico um grupo de pouco mais de 40 pessoas de mais de 10 países que promovem intraempreendedorismo social no mundo para refletir sobre o movimento e qual deveria ser o papel da Liga de Intraempreendedores neste movimento. O convite foi realizado pela BMW Foundation junto com The League of Intrapreneurs para o evento chamado Social Intrapreneurship Summit. . Tivemos representantes de Korea, Canada, Australia, Bélgica, Peru, Inglaterra, Mexico, Chile, Suiza, Brasil, entre outros. Dentre os participantes, tinha pessoas com diversos níveis de envolvimento com o movimento, desde representantes da BMW Foundation, fundadores da League of Intrapreneurs, intraempreendedores corporativos e públicos, praticantes e consultores de intraempreendedorismo, acadêmicos estudiosos de cases de intraempreendedorismo de impacto. Ao longo de 2 dias trabalhamos como grupo na co-criação do movimento e da Liga. Que pergunta resume este desafio? Como podemos expandir o movimento de intraempreendedorismo de impacto para atingir mais pessoas no mundo e ter mais impacto através das organizações? Qual deve ser o papel da League of Intrapreneurs como catalisador do movimento? Quais foram as atividades na etapa de preparação, antes da facilitação? O processo de seleção e convite dos participantes para o encontro começou com 4 meses de antecedência com um grupo de 4 pessoas como organizadores. O próprio processo de convite foi muito importante para reflexão sobre quem deveria estar neste evento, alinhamento com as pessoa convidadas sobre porque deveriam participar e ao mesmo tempo ouvir deles o que eles tinham interesse de conversar/abordar neste encontro. Foram enviados materiais de pré-leitura como preparação para o encontro, com mais informações sobre o movimento e a League of Intrapreneurs. Foi construído um pequeno livro com os perfis e mini-bios de cada pessoa, que foi entregue aos participantes prévio ao inicio do evento. Como transcorreu a facilitação? Começamos com um cocktail a noite ao redor da fogueira onde cada um trouxe um livro para doar para a Universidade de Meio Ambiente (lugar do encontro), e nos apresentamos brevemente e explicamos o por que desse livro escolhido. Como ainda não existia conhecimento entre todas as partes, isto foi fundamental para gerar ambiente de proximidade e humanidade. Ao outro dia, iniciamos o dia com um check in com a pergunta de “ Porque voce realmente esta aqui” de novo trazendo presenca para o grupo. A manhã do primeiro dia foi usada para nivelamento de conhecimento sobre o movimento de intraempreendedorismo social e a League of Intrapreneurs. A historia foi contada em formato role-play, ressaltando principais momentos/eventos com envolvimento de varias pessoas da sala e criando uma linha do tempo na parede como registro. Apos esta dinâmica, demos “open space” para qualquer pessoa da sala contar sobre suas novidades/experiências recentes em relação ao movimento para gerar trocas e update. Após almoço, partimos com o grupo inteiro para definir os principais desafios/ perguntas que tinhamos como movimento e como Liga olhando para frente. No meio do processo, tivemos no grupo maior uma reflexão importante sobre qual era a missão da Liga como organização. Para o segundo dia , foram identificados 4 áreas importantes para desenvolver protótipos e o grupo se dividiu em diversas frentes para trabalhar seus protótipos e voltar no grupo maior na tarde do segunda dia. No fim da apresentação, resgatamos onde o grupo tinha energia para colaborar mais e focar mais atenção, definindo lideres para os protótipos. Finalizamos com uma roda de commitments pessoais para o movimento e para a Liga.


Quais foram os desdobramentos decorrentes do projeto ou iniciativa? O esclarecimento sobre o que é o movimento e o que é a Liga, como organização catalisadora do movimento. Uma maior senso de pertencimento dentro do grupo, com maior claridade do nível de interesse/ envolvimento das pessoas com a Liga e com o movimento no futuro. Iniciativas concretas para levar para frente em 2016, como por exemplo a construção de um website global da Liga que possa servir como ponto de referencias para cases, histórias de intraempreendedores, a visão da importância de ter League Ambassadors em cada pais, e reais conexões entre pessoas de diversos países que são praticantes/representante do tema. Quais os aprendizados e dicas você considera importante compartilhar para quem optar por um caminho semelhante? Quando estamos co-criando com um grupo diverso, de várias culturas, e de diferentes níveis de envolvimento / relacionamento com o movimento e com a organização, não podemos menosprezar o tempo de alinhamento prévio ao encontro (de forma individual com os participantes) como no inicio do encontro reservar como mínimo meio período para criar uma boa base de nivelamento de entendimento. Isto é fundamental para poder depois trabalhar de forma mais eficiente. Se não você tem ainda no ultimo dia, pessoas provocando perguntas como “qual é nossa missão como movimento”, e isto pode ser interminável. Quando co-criamos com pessoas ao redor de um mesmo propósito maior, é muito importante reconhecer explicitamente a diferença entre movimento e organização. No nosso caso estávamos trabalhando com o conceito do movimento de intraempreendedorismo de impacto ao mesmo tempo que criando as bases da organização League of Intrapreneurs. No movimento temos mais espaço e liberdade como comunidade praticante cada um explorar seu caminho, quanto que na Liga sim temos uma organização onde também é necessária uma maior clareza de objetivos, governança, funções e atividades para poder ser eficiente na catalização do movimento

Compartilhe aqui links relacionados ao seu caso, ou links que podem ser úteis a quem se interessar em aprender mais: • •

Ligadeintraempreendedores.com Leagueofintrapreneurs.com

Responsável pelo registro deste caso Florencia Estrade E-mail para contato: estradeflor@gmail.com


Mandato Compartilhado Micael Amarante 50444 Qual era o desafio? Construir uma campanha a vereador colaborativamente e de forma horizontal. A nossa ideia foi discutir novas formas de representação política e aumentar a luz sobre os projetos políticos, diminuindo o foco sobre as pessoas políticas. Micael Amarante se candidatou a vereador representando uma rede de ideais e projetos, aumentando o acesso e a participação das pessoas, avançando no conceito real de uma democracia representativa para uma democracia participativa. 


A candidatura foi pautada no trabalho em rede, na ideia de um mandato com participação direta e no fomento ao ecossistema micro-empreendedor carioca como vetor de desenvolvimento e redistribuição da cidade, empoderamento dos coletivos, fomento a uma nova economia e da economia colaborativa. Hoje já temos tecnologia, informação, plataformas e, principalmente, gente interessada, para fazer bem diferente na política. E se ao invés de elegermos um representante, nós nos elegêssemos como nosso próprio representante e abríssemos esse mandato para a participação de outros tantos? O que aconteceria se ao invés de confiar na agenda do vereador no qual votei, nós fôssemos os próprios que montariam a agenda? A campanha do mandato compartilhado do Micael Amarante segue todas as regras da democracia dos séculos passados, e as transcende incorporando os valores da colaboração e transparência como nunca visto antes no Brasil, como por ex.: • Investimos R$400,00 no contador, obrigatório . De resto não pagamos ninguém, não imprimimos nada e nem aceitamos receber dinheiro de ninguém. Somos a campanha mais barata e limpa que conhecemos. • Decidimos optar apenas por doações de tempo e ideia das pessoas. • Indicamos o Micael porque, por lei, temos que indicar uma pessoa só, mas somos um coletivo. Não é sobre “O QUE” faremos mas “COMO e POR QUE”. Queremos o novo, pois acreditamos que eleger uma entidade separada de nós ou de você é pouco, pois estamos deixando de aproveitar talento, experiência e criatividade. Precisamos jogar no chão as premissas do passado que servem como um véu que nos limita a visão para vislumbrar um futuro melhor.
 Que pergunta resume este desafio? Como poderíamos construir uma campanha a vereador colaborativamente de modo que a opinião de todos fosse considerada ao mesmo tempo em que princípios básicos fossem preservados? Quais foram as atividades na etapa de preparação, antes da facilitação? Trabalhamos com a metodologia de IDOARRT (criada pela Kaos Pilot). Uma ferramenta simples para liderar uma reunião eficaz ou processo de grupo, definindo finalidade, estrutura e metas logo de início. O objetivo é permitir que todos os participantes compreendam todos os aspectos da reunião ou processo, o que cria a segurança de um terreno comum para começar. O acrônimo significa Intenção, Resultado Desejado, Agenda, Regras, Funções e Responsabilidades e Tempo (em português). Como transcorreu a facilitação? Em uma atividade de 5 horas, iniciamos os trabalhos com um checkin, onde cada um pode compartilhar o propósito de estar nesse projeto. Em seguida, foi realizada uma introdução e contexto sobre as informações que possuíamos até o momento. A partir daí pudemos entrar na etapa da


cocriação, que tinha como resultado desejado a criação de propostas. Essa etapa se iniciou com um brainstorming silencioso em cima de temas e sub-temas. Ao final, com os temas agrupados e priorizados, pudemos partir para o preenchimento de um framework construído exclusivamente para a atividade, contemplando o tema em questão, contexto, plano de ação para a execução daquela proposta e uma indicação de como a rede participaria ativamente. Os registros também foram realizados em flip charts utilizando a metodologia de mapa mental para conectar os temas e propostas que iam surgindo. Ao final pudemos sair com um caminho traçado mais claro por onde o mandato compartilhado deveria seguir. Não sem antes realizarmos o checkout, momento em que cada um pode compartilhar qual seria o seu sonho para aquele projeto e como gostaria de colaborar. Quais foram os desdobramentos decorrentes do projeto ou iniciativa? Ao final tivemos 1812 votos. Ficamos entre os 240 mais votados de 1617 candidatxs.
 Durante o projeto criamos um grupo de facebook e de whatsapp, onde prosseguem as discussões para um projeto de continuidade. O movimento nasceu para ser distribuído, de modo que o sonho é surgir diversas novas iniciativas a partir do que foi iniciado. A campanha foi feita essencialmente online, através de vídeos e posts no Facebook. Foram postados 15 vídeos de participantes do mandato compartilhado, que obtiveram juntos mais de 50 mil visualizações. As propostas foram cocriadas em encontros abertos, através de documento online (google sheets) e site (https://mandatocompartilhado.cc) com toda a rede participante. A página teve um total de 60 mil interações, entre likes, compartilhamentos e comentários nas propostas e vídeos. Quais os aprendizados e dicas você considera importante compartilhar para quem optar por caminho semelhante? É possível realizar uma campanha sem gastar um centavo e sem imprimir nada. Campanhas futuras tem que ser baratas e sustentáveis. É possível organizar-se, mesmo na política tradicional, de forma horizontal e participativa, as pessoas podem e devem ser ouvidas, isso tornou nossas ideias muito melhores, mais maduras e complexas Compartilhe aqui links relacionados ao seu caso, ou links que podem ser úteis a quem se interessar em aprender mais: • facebook.com/micaelamarante50444 • https://mandatocompartilhado.cc • ted.com/talks/pia_mancini_how_to_upgrade_democracy_for_the_internet_era?language=en Responsáveis pelo registro deste caso: • Francisco Almendra • Gabriela Valente • Marcos Salles • Micael Amarante • Paulo Loiola • Pedro Rocha • Taciana Abreu • Ursulla Araujo • Vinicius de Paula Machado • Wagner Andrade

E-mail para contato: marcos@carioteca.com.br


Muitação “Construindo meu lugar no mundo” Qual era o desafio? O objetivo do Programa Muitação é despertar no jovem o repertório de cidadania e protagonismo para construir seu lugar no mundo. Que pergunta resume este desafio? Como mobilizar o jovem e despertar sua vontade de agir produtivamente na vida? Quais foram as atividades na etapa de preparação, antes da facilitação? Divulgação: salas de aula dos alunos do ensino médio da Escola Estadual Antonio Cruz-Serra Grande, cartazes e “boca a boca” para jovens conhecidos. Processo de formação da turma: 1º Encontro - Escola: os jovens interessados preencheram as fichas de inscrição. 2º Encontro: entrevista individual, 3° Encontro: há alguns dias do inicio, os jovens participaram de aquecimento com Dinâmica de Apresentação - Movimento – Desenho: meu momento atual e Redação: Qual meu sonho? O que quero pra mim no futuro? Como transcorreu a facilitação? A turma foi formada por 26 jovens entre 15 e 21 anos, moradores da Vila de Serra Grande e zona rural, Vila do Pé de Serra e Mamoan (distrito de Ilhéus) em situação de vulnerabilidade social. Eles foram receptivos, com sede de novos conhecimentos e interesse em conhecer as possibilidades de trabalho na região. O programa seguiu a metodologia “aprender fazendo” por meio de dinâmicas de grupo, vivências, atividades artísticas, movimentos corporais e outras formas de expressão. Os facilitadores conduziram as atividades tendo como base os temas de cada módulo. Para isto, utilizamos a Teoria U como caminho a ser percorrido no processo de autoconhecimento e de aprendizagem. A partir das vivências dos jovens, os facilitadores estimularam a assimilação dos conceitos e sua aplicabilidade na vida. Os temas abordados foram: trabalho em grupo, aprendendo a aprender, lidando com as emoções, relacionamentos, pesquisa na comunidade, retorno da comunidade, autoconfiança, sendo empreendedor, conhecendo meus talentos e construindo meu lugar no mundo. Ao final do programa os jovens desenvolveram um plano de ação individual tendo em vista sua escolha profissional ou propósito para implementar na sua vida. Trabalhamos em pequenos grupos para favorecer a expressão de todos e o compromisso de apoio mútuo para sustentabilidade dos planos individuais. O programa foi conduzido no período integral, 10 dias consecutivos, com intervalo do final de semana. Teve a Antroposofia e a Teoria U como fio condutor das atividades, conteúdos e resgates. Foi dinâmico e estruturado com movimentos, palestras, atividades artísticas, trabalhos de grupo, plenárias e tarefas entre módulos, sendo os resgates realizados após cada atividade e relacionado com o tema do módulo. No final o jovem desenvolveu um plano para seu projeto pessoal e/ ou comunitário e teve apoio do facilitador nas ações concretas. A estrutura e facilitação alcançou com êxito o público. A meditação trouxe maior presença e concentração para o dia. O plano de ação possibilitou aos jovens maior clareza dos passos a serem dados para construção do seu lugar: trabalho e/ou propósito. A apresentação do contexto da região e das oportunidades pela organização parceira trouxe segurança e perspectivas reais aos jovens.


Quais foram os desdobramentos decorrentes do projeto ou iniciativa? •

• • • •

Resultados evidenciados pelo programa: Jovens com maior autoconfiança e confiança para se colocar no mundo do trabalho e na vida cotidiana, reconhecendo seus talentos e usando a favor de si como forma de melhorar sua relação no mundo do trabalho e no cotidiano, e aplicando no ambiente de trabalho os conhecimentos adquiridos no curso; Integração entre os jovens da comunidade; Jovens com mais cuidado na relação com os colegas da turma, maior respeito pelas diferenças e histórias de vida; Formação da Associação de Jovens para envolver outros jovens nas ações de melhoria da comunidade; Criação do grupo de teatro; Aplicação no ambiente de trabalho os conhecimentos adquiridos no curso; Jovens reconhecem na parceria com Taboa Investimentos, um caminho para realização de seus projetos e a satisfação dos apoiadores e busca de fortalecimento da Parceria.

Quais os aprendizados e dicas você considera importante compartilhar para quem optar por caminho semelhante? Dispender tempo e energia para mobilizar os jovens. Preparar os facilitadores para o dinamismo e os resgates conectados com a vida e o trabalho. Buscar constante alinhamento e a presença dos parceiros. Compartilhe aqui links relacionados ao seu caso, ou links que podem ser úteis a quem se interessar em aprender mais: • • •

www.ecosocial.com.br www.muitacao.com.br www.sab.org.br

Responsável pelo registro deste caso: Marli Pereira da Silva E-mail para contato: marli.pereira@ecosocial.com.br


Novos Urbanos: plataforma de inovação social 
 com a missão de articular ‘diálogos de ação’ transetoriais. Qual era o desafio? Articular diálogos entre sociedade civil organizada, empresa, academia e governo. E criar ambiente de colaboração entre esses atores para que juntos construam soluções disruptivas na sociedade. Depois de ter trabalhado por 10 anos com projetos de desenvolvimento humano e social na Índia e nos Estados Unidos a partir de demandas do terceiro setor, usando a meditação e práticas de autoconhecimento como ferramentas de diálogos multissetoriais, e posteriormente trabalhar por 07 anos com Responsabilidade Social e Comunicação Corporativa com grandes empresas no Brasil, nasceu o desejo de usar o diálogo generativo, empático, livre e independente, como ferramenta para combater problemas sociais. Depois de dois anos de experimentação nasceu o Novos Urbanos, uma plataforma de inovação social com a missão de articular ‘diálogos de ação’ entre sociedade civil organizada, empresa, academia e governo. Que pergunta resume este desafio? O que pode acontecer quando articulamos a sabedoria da sociedade, o conhecimento da academia, o planejamento e estratégia das empresas e abrangência e força do poder público para o bem estar coletivo? Quais foram as atividades na etapa de preparação, antes da facilitação? Em 2013 iniciamos rodas de diálogos sobre Cidade e Consumo. A partir destas conversas identificamos os principais temas emergentes das conversas realizadas: alimentação, mulheres e ‘dinheiro’. Em seguida fizemos uma mapeamento livre destes três temas a partir de um desk research e entrevistas em profundidade com atores locais e estratégicos. Em Maio de 2014 já com a decisão em focar no Sistema de Alimentação e Nutrição, realizamos em parceria com o Presencing Institute e com o trabalho estratégico da Aoka Labs um mini-lab (dois dias). Utilizamos o material consolidado em 2013 para montarmos o cenário de fundo para o desenvolvimento, desenho e curadoria dos participantes. Dentro da metodologia de trabalho da Teoria U entendemos este processo do mini-lab como um planejamento em ação. Em Setembro realizamos uma devolutiva do conhecimento organizado para os participantes e outros atores estratégicos já mapeados a partir da experiência do mini-lab. Em Dezembro de 2014 realizamos uma imersão em uma fazenda/escola de produtos orgânicos com 80 atores estratégicos do sistema de alimentação e nutrição brasileiros e com esta experimentação concluímos a fase de Planejamento do Lab (mapeamento de cenário e stakeholders) que posteriormente se realizou entre Maio e Dez de 2015 na cidade de São Paulo. Como transcorreu a facilitação? O Laboratório de Inovação Social em Alimentação e Nutrição foi desenvolvido e realizado em colaboração com o Presencing Institute (PI). A Aoka Labs (Aoka) foi o fornecedor estratégico escolhido para desenvolver em parceria todo o desenho e facilitação do Lab em 2015. Marian Goodman foi a professional representante do Presence Institute para liderar o desenvolvimento do desenho e facilitação do Lab, assim como o Capacity Building (capacitação) com transferência de conhecimento para a equipe líder da Aoka e Core Team (núcleo) do Novos Urbanos.


Quais foram os desdobramentos decorrentes do projeto ou iniciativa? Capão Próspero: modelagem de arranjo produtivo local com horta orgânica (em andamento), cozinha, restaurante comunitários e projeto educativo com crianças do Capão Cidadão (em andamento) com objetivo de contribuir para a melhoria do ambiente nutricional local, minimizar o deserto alimentar e perda da identidade cultural alimentar encontrada nas periferias da cidade de São Paulo. Fonte da Juventude: campanha nacional de mobilização com o objetivo de estimular o consumo de frutas, legumes e verduras no prato das crianças brasileiras. Um alfabeto alimentar foi desenvolvido pelo artista plástico e embaixador da Unicef, Vik Muniz, vídeo de mobilização produzido pela Pindorama Filmes com participação do Vik Muniz e as crianças do Vidigal. Documentário sobre Biodiversidade e Alimentação com direção do Estevão Ciavatta e com exibição inicial com 04 episódios no Fantástico a partir do dia 20 de novembro de 2016 e estreia prevista para Maio 2017. Adequação de portfólio de bebidas industrializadas em escolas: compromisso de não comercialização de bebidas com açúcar adicionado em escolas com crianças de até 12 anos, liderado pela Coca Cola Brasil junto com PepsiCo e Ambev. Compartilhe aqui links relacionados ao seu caso, ou links que podem ser úteis a quem se interessar em aprender mais: • • •

www.novosurbanos.com.br www.fontedajuventude.info.br www.presencing.com

Responsável pelo registro deste caso: Denise Chaer E-mail para contato: denise@novosurbanos.com.br


Planejamento Estratégico Participativo – Caso Instituto Compartilhar Qual era o desafio? Em 2013 o Brasil já vivia um momento único para o esporte com a realização dos megaeventos como Copa do Mundo e Olimpíadas. É neste contexto de preparação que o Instituto Compartilhar definiu investir em uma estratégia para ampliar e potencializar sua experiência de 10 anos, optando por desenvolver um Planejamento Estratégico Participativo focado em dois objetivos: construir um plano de ações para aplicação imediata (2014) com perspectivas futuras (2015-16) e engajar as partes interessadas da organização nesta construção. Os desafios eram: • Rediscutir e alinhar uma visão de futuro para o Instituto Compartilhar; • Inovar sua atuação; • Disseminar o conhecimento construído ao longo de sua experiência; • Engajar potenciais partes interessadas em relação aos objetivos estratégicos para 2016. Que pergunta resume este desafio? Qual nossa melhor contribuição para nosso país e qual diferença faremos no futuro? Quais foram as atividades na etapa de preparação, antes da facilitação? Para desenvolver o projeto foi contratada a Consultoria PARES que mediou o processo desde sua concepção ao desenvolvimento das etapas, com facilitação voltada para: focar no processo e resultados, garantir o entendimento dos participantes, auxiliar na construção do plano de ação e apoiar a execução. O processo foi dividido em 4 etapas: 1 diagnóstico interno, 2 diagnóstico externo, 3 encontro presencial para construção do plano de ação e 4 Execução e Acompanhamento. As etapas 1 e 2 aconteceram ao longo de 4 meses (set/13 a dez/13) utilizando encontros presenciais e à distância, sendo divididas em dois momentos: No primeiro realizou-se uma análise documental e de processos internos. No segundo, entrevistas com 45 partes interessadas sendo 31 integrantes da equipe interna, 10 parceiros e 4 lideranças da sociedade que contribuíram com percepções e opiniões sobre sua área de atuação e sua relação com o Compartilhar. Os dados e análises foram compilados gerando o Diagnóstico da Situação Atual. Como fechamento destes momentos foi realizada uma apresentação para Diretoria e Conselho do Compartilhar, visando alinhar os principais desafios, demandas e ao mesmo tempo preparar para etapa 3 que culminaria no planejamento coletivo. Como transcorreu a facilitação? A construção coletiva se deu através de um processo que levou em consideração escutas de diversos atores envolvidos. Nas etapas 1 e 2 foram ouvidas diferentes opiniões de lideranças em áreas específicas (apontando tendências), de atores externos (parceiros privados e públicos) e de atores internos (professores, coordenadores e pessoal administrativo). Os resultados foram apresentados e validados pela diretoria e conselho do Compartilhar. A etapa 3, Encontro Presencial, aconteceu em Fev 2014, em Curitiba, local de sede do Instituto Compartilhar. Foram 4 dias que reuniram 14 participantes previamente aquecidos e alinhados para representar os demais integrantes do Compartilhar. Representantes das áreas administrati-


vas da entidade e de professores e coordenadores que escutaram os resultados do diagnóstico, discutiram os sonhos e estabeleceram metas, objetivos e grandes linhas de ação para seis áreas elencadas como prioritárias. A metodologia dividiu uma temática por dia, desenvolvendo exercícios individuais, em grupo e culminância em plenária. Esta construção gradativa permitiu o compartilhamento das opiniões individuais e posterior construção do pensamento coletivo. No primeiro dia o grupo conheceu o resultado do diagnóstico e realizou um exercício de definição da visão coletiva para 2016. No segundo dia foram analisados alguns desafios que precisavam ser trabalhadas para o alcance do sonho coletivo. No terceiro dia se deu a construção do Plano de Ação que foi dividido em Grandes Linhas de Ação para 2014 e 2015. Finalmente com o Plano de Ação desenhado, foi iniciado o detalhamento das ações necessário para auxiliar sua execução e acompanhamento. Encerrado o encontro presencial, o grupo se estruturou internamente, dando início a implantação com rotina de análises e reuniões sobre o que estava em desenvolvimento. Finalmente a etapa 4 aconteceu entre 2014 e 2015, quando a organização colocou em prática o plano de ação definido. Ao longo dos dois anos de execução o processo evidenciou a concretização da maioria das ações planejadas e ainda permitiu a revisão de outras que mostraram necessidade de se adaptar ao contexto da época e ou da organização. Em fev 2016, um último encontro presencial foi realizado para revisar os 2 anos de execução. A partir deste momento a Consultoria encerrou sua participação e o Compartilhar deu continuidade, contando com uma equipe mais madura, renovada e motivada para continuar investindo em seu crescimento e da organização. Quais foram os desdobramentos decorrentes do projeto ou iniciativa? Maior clareza no que se queria fazer para o futuro com visão mais sistêmica de todo o processo, e com isso, um forte engajamento de todos na busca de resultados comuns que levassem a instituição a um novo patamar. Quais os aprendizados e dicas você considera importante compartilhar para quem optar por caminho semelhante? Abertura para opiniões diferentes na fase de diagnóstico, atenção no que pode ser estabelecido como ações possíveis a serem executadas na construção do plano de ação para evitar frustrações, e atividades permanentes de engajamento e reconhecimento das pessoas em todo o processo. Compartilhe aqui links relacionados ao seu caso, ou links que podem ser úteis a quem se interessar em aprender mais: • www.compartilhar.org.br no item “Sobre” em “Relatórios Anuais” (http://compartilhar.org.br/wpcontent/uploads/2016/01/Relatorio_Anual_2014.pdf) Responsáveis pelo registro deste caso:

- Luiz Fernando Nascimento - Cristiane Fornazier - Mariana Brunelli

E-mail para contato: nando@compartilhar.org.br


Programa de Desenvolvimento dos Elos da 
 Associação Rede de Sementes do Xingu

Qual era o desafio? “Líderes preparados para lidar com a gestão participativa da Rede de Sementes bem como com o desenvolvimento da comunidade de Coletores onde atua.” Para o crescimento da Rede de Sementes do Xingu, agora com 15 núcleos de Coletores nos Estados do Mato Grosso, Pará e Tocantins, tornou-se necessário reforçar os Elos que fazem a ligação de cada um deles à Rede. Além dos Elos será importante participar do mesmo programa os técnicos e gestores das Casas de Sementes que formam a liderança dessa iniciativa. Visão deste Programa: Proporcionar o desenvolvimento pessoal e profissional das lideranças para gerirem os núcleos de forma autônoma e participativa a fim de incentivar o negocio e desenvolver a realidade social onde atuam. O programa deverá abordar os seguintes aspectos: •

Desenvolvimento individual tanto do lado pessoal como o profissional

Uma educação social para saber lidar com pares e comunidade

Desenvolvimento enquanto gestor de uma rede

Que pergunta resume este desafio? Como preparar as lideranças dos coletores de sementes da Rede de Sementes do Xingu para possibilitar o crescimento da rede? Quais foram as atividades na etapa de preparação, antes da facilitação? Formamos um grupo de consultores no Instituto Ecosocial que se identificaram com a causa da Rede de Sementes. Para construir o programa este grupo dialogou com representantes do ISA (Instituto Socio Ambiental) e da Rede de Sementes. Alguns consultores deste grupo atuaram como facilitadores e outros apenas na construção do programa. Como transcorreu a facilitação? Realizamos 4 módulos, com grupos de aprendizagem intercalados e projetos aplicativos. • • • •

WORKSHOP I - EU x EU - Desenvolvimento individual WORKSHOP II – EU x OUTRO – Educação social WORKSHOP III – EU x Rede WORKSHOP IV – COLOCANDO EM PRATICA

A facilitação foi realizada sempre por 2 facilitadores.


Quais foram os desdobramentos decorrentes do projeto ou iniciativa? •

As lideranças se constituíram como um verdadeiro grupo de cooperação e solidariedade entre si.

O próprio grupo diagnosticou 2 questões que foram transformadas em projetos de grande significado para o crescimento da Rede.

Saíram com várias ferramentas de gestão construídas pelo próprio grupo.

Assumiram um novo protagonismo no seu papel de líder e de cidadão.

Quais os aprendizados e dicas você considera importante compartilhar para quem optar por caminho semelhante? •

Quantidade adequada de conteúdo e dinâmicas para que tenham tempo de aprofundar e se apropriarem.

Criar condições para que cheguem por si mesmos nos conceitos a partir de suas práticas e assim ajuda-los na expansão, enriquecendo-os.

Compartilhe aqui links relacionados ao seu caso, ou links que podem ser úteis a quem se interessar em aprender mais:

- www.ecosocial.com.br - www.socioambiental.org Responsáveis pelo registro deste caso

- Regina Erismann - Joincy Luz

E-mail para contato: Regina.erismann@ecosocial.com.br


Programa de Desenvolvimento Compartilhado 
 de Fornecedores da L’Oréal Qual era o desafio? Um dos principais desafios da grupo L’Oréal no mundo atualmente é a sustentabilidade como pilar estratégico de seu desenvolvimento. A empresa criou em 2014 o programa SBWA (Sharing Beauty With All) com metas nos planos ambiental e social, planejadas para se concretizarem até o ano de 2020. O programa está presente hoje em todas filiais da empresa no mundo, onde cada uma delas traz sua contribuição com iniciativas e projetos, acompanhados globalmente. Em 2015 a filial brasileira, com o objetivo de contribuir com SBWA, elaborou um programa inovador no mundo, altamente estratégico, visando o desenvolvimento sustentável de sua cadeia de fornecedores. O foco da diretoria de Compras da L’Oréal Brasil era desenhar, junto com seus fornecedores, projetos com impactos social e ambiental positivos. E a partir desta abordagem, evoluir através da inclusão de indicadores de monitoramento, incentivando os parceiros estratégicos a atuarem com melhores práticas socioambientais. Desta necessidade, nasceu o Programa de Desenvolvimento Compartilhado L’Oréal Brasil. Este é um Programa de relacionamento e desenvolvimento, estruturado de forma participativa pela Diretoria de Compras da L’Oréal Brasil, que dialoga e incentiva a cadeia de suprimentos a atuar em rede, avaliar e aprimorar suas atuais práticas corporativas, sobretudo nos aspectos sociais, ambientais e de governança. A construção do Programa contou com pesquisa, diagnóstico junto a uma amostra de fornecedores e a participação dos mesmos em oficinas de cocriação de soluções e iniciativas. Pela primeira vez, a L’Oréal trouxe para a mesma mesa empresas que concorrem entre si, abrindo o diálogo em direção a uma atuação conjunta em prol do desenvolvimento de todos. O programa está alinhado aos compromissos estabelecidos em escala mundial pelo Programa Sharing Beauty With All (SBWA) e está focado em desenhar, junto com seus participantes, ações que promovam desenvolvimento em gestão, maior atuação em rede e impacto social e ambiental positivo na cadeia de suprimentos. O desenvolvimento sustentável da cadeia de fornecedores estratégicos contribui diretamente com o desempenho dos indicadores de cada um dos elos da rede, e é imprescindível para a performance sustentável da própria L’Oréal Brasil. O desafio era cocriar uma nova forma de fazer negócio com a cadeia de suprimentos, pautada na atuação em rede por todos os seus elos, e na incorporação de indicadores de Sustentabilidade (sociais, ambientais e de governança) a partir de 2016, de forma progressiva, até 2020. Que pergunta resume este desafio? Como cocriar uma nova forma de fazer negócios com a cadeia de suprimentos atuando em rede para incorporação de indicadores de sustentabilidade? Quais foram as atividades na etapa de preparação, antes da facilitação? Foram realizadas reuniões de planejamento com a diretoria de Compras das L’Oréal Brasil e sua equipe, onde foram desenhados os pilares e as estratégias do Programa. Todos os fornecedores responderam um Questionário Socioambiental de Fornecedores em 2015. Essa autodeclaração analisa os aspectos de gestão das empresas, referentes à sua estrutura de governança, visão e estratégia, e avalia os níveis de maturidade e atuação nos aspectos sociais e ambientais. Permitiu conhecer o perfil das diferentes categorias de fornecedores que compõem a cadeia de suprimentos da L’Oréal Brasil. Foi realizada uma oficina de capacitação para a equipe da diretoria de Compras da L’Oréal com o objetivo de alinhar o conhecimento dos compradores a respeito de compras sustentáveis, critérios de sustentabilidade, sobre os objetivos globais do grupo L’Oréal, e desenho da Matriz de Materialidade da L’Oréal Brasil. Como transcorreu a facilitação? A oficina teve 8 horas de duração, distribuídas em dois períodos de atividades (manhã e tarde), com uma hora de intervalo para almoço e uma pausa para café e respiração. Inicialmente foi realizado o acolhimento e recepção dos participantes, seguida de uma abertura Institucional da L'Oréal. Na sequência foi realizada uma introdução às atividades do dia, com apresentação da agenda e acordos prévios, seguida de dinâmica de inspiração, para que os participantes pudessem se conhecer e gerar primeiro sentimento de grupo. Foi realizada uma fala de sensibilização, para dia-


logar sobre a relevância dos elos da cadeia de valor e corresponsabilidade. Seguido da apresentação dos diagnósticos das diferentes categorias de fornecedores L'Oréal Brasil. A primeira etapa foi finalizada com uma dinâmica de mapeamento e colheita das percepções, dúvidas, potencialidades e fragilidades do grupo. Após o intervalo para almoço, o retorno se deu com uma atividade de alinhamento do entendimento, na qual as dúvidas surgidas no primeiro período foram respondidas. Seguida da apresentação de um vídeo de sensibilização e engajamento. Foi promovido um diálogo por categorias de fornecedores, que resultou numa colheita sobre percepção em relação à maturidade da gestão sustentável de cada empresa. Na sequência foi apresentado o conceito de Materialidade e aplicado um exercício de priorização de aspectos, cujo objetivo era hierarquizar os desafios e seus indicadores de monitoramento a serem adotados. Foram apresentados cases de boas práticas sobre o que a L'Oréal entende ser prioridade para a sustentabilidade da empresa. E em seguida apresentou-se o resultado das pontuações obtidas por cada fornecedor e as suas respectivas classificações, com base nos dados coletados no Questionário Socioambiental de Fornecedores em 2015. Após realizado um intervalo para café e respiração, foi promovida uma grande rodada de cocriação. Através de um World Café, buscou-se responder qual o Ciclo de Relacionamento ideal para a cadeia de fornecedores da L’Oréal Brasil; e como atuar de forma inovadora na criação uma de rede de desenvolvimento compartilhado de fornecedores. Na sequencia, os participantes foram convidados a compartilhar com o grupo o que precisam e o que podem oferecer, em termos de conhecimento, contatos, boas práticas, ou o que acharem pertinente. Finalizando a oficina, foram realizados os agradecimentos institucionais, elencados os próximos passos e aplicada a avaliação da Oficina. Quais foram os desdobramentos decorrentes do projeto ou iniciativa?) Proporcionou uma abordagem sistêmica e altamente colaborativa, entre a empresa, seus colaboradores e fornecedores, e assim gerar dados para avaliar a maturidade de gestão sustentável na cadeia de valor. E com base nesta análise, foi possível elaborar um Programa de Desenvolvimento Compartilhado. Criou a oportunidade de partilhar os objetivos globais da empresa e de forma colaborativa desenvolver soluções que otimizem a relação com a sua cadeia de suprimentos. Uma rede de conhecimento compartilhado foi criada e uniu os participantes em torno do tema na busca por soluções inovadoras. Essa iniciativa foi disruptiva e foi levada à matriz da empresa como um caminho de contribuição ao atendimento dos objetivos do SBWA, sendo referência nacional no sistema da empresa. Quais os aprendizados e dicas você considera importante compartilhar para quem optar por caminho semelhante? Foi possível entender que o diálogo aberto, que envolvesse os fornecedores e os compradores, era um caminho de desenvolvimento e inovação; e que reunir numa mesma mesa de conversa empresas fornecedoras que são competidoras entre si no mercado – o que foi algo inédito e benéfico para o processo – permitiu a reflexão e compreensão sobre o que há de comum em relação aos desafios e às oportunidades entre a ancora e sua cadeia de suprimentos. A participação dos colaboradores da área de compras nesse diálogo mostrou quanto um processo colaborativo é essencial para todas as partes, pois permitiu evoluir o olhar sobre as necessidades de relacionamento a serem desenvolvidas com a cadeia de fornecedores, como também ampliar o conhecimento sobre as demandas internas de desenvolvimento sustentável global da empresa. Dialogar com as partes envolvidas traz oportunidades de inovação e desenvolvimento de forma compartilhada e assim é capaz de influenciar o ecossistema de negócios da própria cadeia de suprimentos. Compartilhe aqui links relacionados ao seu caso, ou links que podem ser úteis a quem se interessar em aprender mais: - http://www.pares.etc.br/#opiniao

Responsáveis pelo registro deste caso

- Alda Marina Campos - Eduardo Freire

E-mail para contato: amc@pares.etc.br


Programa de desenvolvimento e integração 
 de lideranças de empresa multinacional Qual era o desafio? Tornar os gestores mais capacitados em temas comportamentais, além de prepará-los para futuros cargos a serem promovidos e reorganizações futuras, e integrá-los para atingimento das metas anuais. Que pergunta resume este desafio? Como desenvolver lideranças saudáveis para formação de time em busca de resultados sustentáveis? Quais foram as atividades na etapa de preparação, antes da facilitação? •

Entrevistas com 15 lideres – por amostragem para alinhamento de expectativas e capacidades.

Elaboração e apresentação de forma coletiva do diagnóstico das entrevistas para apontamento dos temas a serem considerados.

Após entrevistas e diagnóstico da situação atual e percepções do futuro, construção participativa de workshops por área (Finanças, MKT, etc.) de integração e coleta das maiores competências a serem trabalhadas.

Como transcorreu a facilitação? Foram envolvidos cerca de 100 lideres e o programa abordou: Desenvolvimento individual tanto do lado pessoal como o profissional - Educação social - Integração para metas compartilhada – Auto conhecimento – Administração de conflitos – Feedback – Papéis e responsabilidades – Comunicação – Auto gestão Foram realizadas as seguintes atividades: • Workshops separados por áreas • Jornadas de aprendizagem - para locais não tradicionais • Learning groups – com 6 participantes – focando os temas selecionados • Coaching individual – para as lideranças de alto escalão • Coaching in group – focando necessidades levantados pelos participantes • Matriz de responsabilidades participativa – permitindo clareza de papéis e tomada de decisões • Fóruns de discussões para reflexão individual (utilização de vídeos, cases e textos) Quais foram os desdobramentos decorrentes do projeto ou iniciativa? • • • •

Cultura de colaboração e confiança – Protagonismo e orgulho de pertencimento Eleitos nos três anos seguintes a empresa campeã de “melhores lugares para se trabalhar” – pesquisa do GPTW. Humanização no clima interno 70% da equipe promovida no Brasil e na Matriz (USA)


Quais os aprendizados e dicas você considera importante compartilhar para quem optar por caminho semelhante? • • •

Compartilhar tudo com o cliente – construindo junto de verdade Confiar no processo e nas pessoas Não abrir mão da intuição – utilizando técnicas, ferramentas e metodologias não convencionais (canto, pintura, lego, argila, etc.) – Usar o máximo possível de SENTIR, tornando os gestores mais humanizados.

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- www.ecosocial.com.br Responsável pelo registro deste caso: Léa Kogut E-mail para contato: Lea.kogut@ecosocial.com.br


Programa de Sensibilização da Delegacia da 
 Receita Federal de Administração Tributária – Rio de Janeiro Qual era o desafio? Promover o alinhamento dos integrantes da DERAT, em relação à sua nova identidade, obter o comprometimento da equipe para multiplicar os sentimentos e a energia gerada por este tipo de evento e gerar relações de sinergia na equipe. Que pergunta resume este desafio? Como promover o alinhamento dos integrantes da Receita Federal do Rio de Janeiro em relação à sua nova identidade, visando melhores serviços ao contribuinte? Quais foram as atividades na etapa de preparação, antes da facilitação? • • •

Entrevistas com 20 lideres – escolhidos como formadores de opinião – cerca de 10 clientes e 5 fornecedores internos Diagnóstico da situação e percepções do futuro Construção participativa dos workshops mesclando conteúdos, arte e dinâmicas.

Como transcorreu a facilitação? Foram envolvidos cerca de 500 lideres e o programa abordou: Desenvolvimento individual tanto do lado pessoal como o profissional - Uma educação social para saber lidar com pares e comunidade - Desenvolvimento enquanto gestor de uma rede. Foram realizados 20 workshops com 20 lideres aproximadamente, que gerou um painel, apresentado ao final, contendo uma nova visão e missão. Desenho de cada workshop: • Abertura pelo Delegado ou representante • Dinâmica de Grupo para Apresentações pessoais, Definição de Expectativas do grupo e Regras de Trânsito • Apresentação do Programa e Fundamentos • Dinâmica dos Bastões (Percepção dos diferentes ritmos pessoais, Sincronização com o outro, Percepção de fatores críticos do processo de comunicação) • Dinâmica Limites e Equilíbrio (Consciência dos limites e das possibilidades de sua ampliação em grupo, Percepção do uso da força pessoal: confronto ou composição, Disposição em receber novas idéias) • Exercício: O Caminho da Confiança (Percepção da capacidade de confiar no outro e despertar confiança. Reconhecer a diversidade humana) • Alinhamento Estratégico - Missão, Visão e Valores DERAT • Trabalho em Grupo: O que podemos agregar? Levantamento de Dúvidas - Preparação para Performance • Plenária e Perfomance: Esclarecimentos e Imagem do Fututro • Dinâmica: Labirinto (Despertar o espírito de iniciativa, ousadia, solidariedade e criatividade) • Dinâmica: Tomada de Decisão em Grupo (Dinâmica do $) (Alinhamento quanto a participação em grupos e reuniões, Instrumentalização para análise e decisão ) • Apresentação: Uma Metodologia de trabalho em grupo - Processo de Decisão


Quais foram os desdobramentos decorrentes do projeto ou iniciativa? Os resultados esperados e alcançados foram: compreensão e Validação da Missão, Visão e Valores da DERAT, construção do espírito de equipe e confiança, absorção de referenciais harmonizadores das relações de trabalho e otimizar a auto-estima e senso de pertencimento dos participantes. As lideranças se integraram e perceberam o valor que possuem como servidores da população – aumentando sua auto-estima, confiando uns nos outros, tornaram-se protagonistas de suas questões, pararam de “chorar” pelos cantos” e desburocratizando determinados processos. Essa Delegacia se tornou a mais produtiva e eficiente do Brasil nos três anos seguintes. Quais os aprendizados e dicas você considera importante compartilhar para quem optar por caminho semelhante? Saber ouvir o que lhe pedem, construir junto com os responsáveis, desenhar eventos que sensibilizem os participantes (e não uma enxurrada de conteúdos que nunca mais irão lembrar...), ensinar a pescar de fato – Trazer o Caminho da Descoberta e não da Instrução... Compartilhe aqui links relacionados ao seu caso, ou links que podem ser úteis a quem se interessar em aprender mais:

- www.ecosocial.com.br Responsável pelo registro deste caso: Léa Kogut E-mail para contato: lea.kogut@ecosocial.com.br


Programa Emerge: 
 Propósitos de vida conectados com o futuro emergente Qual era o desafio? O Programa Emerge apoia os indivíduos na construção de planos de vida, carreira e trabalho em sintonia com o seu propósito de vida e os desafios futuros das organizações, do mercado e da sociedade. Os participantes se apoiam durante esse processo nas várias atividades colaborativas existentes, o que o torna único, pois estimula a criação de vínculos duradouros que tem gerado muitas parcerias profissionais e de vida. Durante o programa são exploradas as 4 dimensões que determinam o propósito de vida: 1. Poder pessoal/ Essência, 2. Necessidades do mundo, 3. Estilo de vida e 4. Fluxo financeiro. O desenho do programa teve inspiração na Teoria U, e tem como principais referências a Antroposofia e a observação Goetheanística. Foi construído coletivamente e passou por vários formatos e nomes até chegar no modelo atual. No início foi construído como um processo para apoiar pessoas na busca por um trabalho com significado, numa organização chamada Connaction, sendo desenvolvido pelos 3 fundadores com o apoio de vários mentores e apoiadores. Após isso, passou por vários formatos e nomes como, por exemplo, Organizações do Futuro, até chegar no formato atual, tendo sido prototipado, testado e validado por várias pessoas, em vários lugares do Brasil. Composto por: 3 módulos presenciais; 2 jornadas de aprendizagem; 4 encontros individuais e Diário de bordo para os registros das reflexões individuais e coletivas. O fluxo do Programa Emerge pode ser divido em 3 principais momentos: A – Observar, que esta relacionado com um olhar profundo para o Passado, B – Presenciar, que esta relacionado com uma conexão profunda com o Presente, C – Transformar, que esta relacionado com uma atração profunda ao Futuro. Apoia os indivíduos na sua conexão profunda com seu propósito de vida e trabalho com significado, através de um estilo de vida equilibrado e harmônico, com fluxo financeiro próspero, visando a construção de um mundo mais feliz, justo, sustentável e colaborativo. Que pergunta resume este desafio? Qual é o meu propósito de vida e como ele se conecta com o futuro emergente da sociedade? Quais foram as atividades na etapa de preparação, antes da facilitação? Os facilitadores se reúnem sempre um dia antes de iniciar cada módulo presencial a fim de criarem uma imagem única da turma que se formou, entender suas necessidades específicas e fazer os ajustes necessários nas atividades e conteúdos a serem trabalhados. Entre os módulos, os facilitadores dão suporte aos participantes para a realização das jornadas de aprendizagem e realizam os acompanhamentos individuais. Todas essas informações são trabalhadas antes do início de cada módulo presencial, durante o dia de preparação. Como transcorreu a facilitação? A facilitação do Programa Emerge busca manter o olhar para o grupo e para cada indivíduo ao mesmo tempo. As atividades que são utilizadas são as seguintes: Mini palestras dialogadas sobre temas como: Biografia Humana; Megatendências da humanidade; Metamorfose do mercado e das gerações dentre outras Atividades artísticas: Pintura em guache; Desenhos com giz pastel seco e com lápis preto; Escultura em argila, Teatro e Música. As atividades artísticas são individuais ou coletivas e são processadas a partir da observação goetheanísca que consiste na ampliação da capacidade de observar e a partir disso aprender com o fenômeno. Sempre precedem as atividades artísticas alguma meditação guiada.


Observação goetheanística: A natureza é um elemento fundamental no Emerge. Durante todo o programa os participantes são estimulados a fazer observações profundas a elementos da natureza, fazendo um paralelo com o seu processo de desenvolvimento. Rodas de conversas: Todo o programa é permeado por conversas muito relevantes feitas por todo o grupo, em pequenos grupos ou até em duplas, onde ocorrem magníficas trocas de experiências e vivências. Meditação e Euritimia: No início de cada dia são feitas atividades de meditação ou Euritimia que visam a preparação do corpo, alma e espírito para o resto do dia. Quais foram os desdobramentos decorrentes do projeto ou iniciativa? Planos de vida e trabalho contendo novos caminhos, tais como: Empreender; Ressignificar a relação com o trabalho e emprego, Equilíbrio nas esferas de suas vidas pessoais e profissionais; Descoberta de novas profissões e hobbies. O Emerge desenvolveu outro serviço voltada para organizações, O Emerge Corp, que visa apoiar os intraempreendedores facilitando a criação de novas estratégias e práticas de gestão para lidar com os desafios do futuro emergente. Quais os aprendizados e dicas você considera importante compartilhar para quem optar por caminho semelhante? 1 – Grupos menores possibilitam mais qualidade e profundidade de trabalho e interação 2 – Estar aberto a ouvir as necessidades do grupo o tempo inteiro garante uma entrega de acordo com a necessidade dos mesmos. 3 – Feedbacks constantes entre os facilitadores e com os participantes possibilita crescimento e amadurecimento, além de estabelecer vínculos mais fortes 4 – Atividades artísticas são fundamentais em processos de autoconhecimento Compartilhe aqui links relacionados ao seu caso, ou links que podem ser úteis a quem se interessar em aprender mais: •

www.programaemerge.com.br

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Responsável pelo registro deste caso: Raphael Rodrigues E-mail para contato: raphael@pharrelconsultoria.com.br


Protagonismo Jovem e Diálogo como caminho de 
 Desenvolvimento Organizacional Sistêmico Qual era o desafio? Uma organização que congrega centenas de empresas na área de mobilidade urbana e tinha o desafio de criar uma iniciativa que permitisse mostrar que o diálogo era algo possível e necessário naquele sistema. Como alguns dos projetos da área de Responsabilidade Social já eram direcionados a jovens, decidiu-se estabelecer como público protagonista o jovem. Assim, a PARES iniciou esse projeto em 2012 com esse cliente, com uma atividade voltada para os jovens do sistema e de projetos atendidos, dentro do congresso bianual latino-americano. Ali percebeu-se que era possível sim trabalhar diálogos sobre os principais desafios da mobilidade, e ter aquelas colheitas como insumo para outros diálogos internos e junto a demais pares estratégicos. Formouse um grupo de jovens atuantes dentro dessas organizações que em encontros periódicos desenvolveram atividades para ampliar seus olhares sobre as oportunidades e desafios da mobilidade urbana no Estado do Rio de Janeiro. O lema “O diálogo constrói”, criado pelos próprios jovens, permeou diversas outras iniciativas dentro da federação, e o projeto se transformou em um programa contínuo, tendo as colheitas dos diálogos, e o vídeo participativo, sendo utilizados também como ferramentas de comunicação interna e externa, inclusive nas tvs dos veículos. Que pergunta resume este desafio? O diálogo é, de fato, uma ferramenta para construir e transformar? Quais foram as atividades na etapa de preparação, antes da facilitação? Reunião entre a consultoria PARES e o cliente para alinhamento das expectativas e objetivos estratégicos; análise documental para identificação dos desafios e obstáculos de desenvolvimento., definição e validação da metodologia dos encontros, e que a principal ferramenta seria o diálogo para construção das pontes necessárias dentro e fora da organização. O time de facilitadores foi dimensionado a cada etapa de acordo com o tipo de facilitação e tamanho do grupo. Tratava-se de uma proposta inovadora para essa organização e setor, que, por ser uma concessão pública, sempre teve um ambiente com rigidez protocolar e cumprimento de exigências. A mobilização de diferentes stakeholders foi importante para construção de uma rede sensível ao diálogo e à apresentação de propostas de transição para o sistema. O convite a diferentes stakeholders foi essencial para o sucesso e progressiva relevância do projeto no ecossistema da organização. Como transcorreu a facilitação? O projeto começou dentro de um grande congresso, de representatividade latino americana, com um fluxo de 2 dias composto por momentos em que os jovens iam até o conteúdo dos painéis intercalados com uma sala exclusiva para o diálogo e atividades de exploração dos stands da feira de negócios e documentação via vídeo participativo. Para o espaço de diálogo foi pensado um fluxo de desenvolvimento de propostas para o sistema que desencadeasse na apresentação na grande plenária final do evento daquelas eleitas prioritárias pelos jovens. Foram usados World Café, Open Space, Aquário e círculo. Após essa rica experiência, foram pensados encontros ao longo do ano com propostas específicas se transformando num programa contínuo com ciclos anuais. De acordo com os objetivos, propósito e contexto em que o encontro era realizado, eram então pensadas as ferramentas de diálogo, de forma a propiciar aos jovens o maior aproveitamento e troca dentro do tempo da atividade, gerar significado e gradativamente capacitá-los como porta-


vozes do diálogo para sua própria vida, além de protagonistas em outros diálogos junto a outros públicos em todo ecossistema. Algumas perguntas relevantes era feitas: Queremos chegar a algum alinhamento sobre algum tema?; Fórum consultivo ou deliberativo? Queremos gerar diversidade de ideias?; Quantas pessoas irão participar? Quem o projeto deve envolver direta e indiretamente? Qual o tempo disponível? Existem pré-requisitos norteadores? Que colheita precisa ser feita? A partir das respostas obtidas desenhava-se o formato da facilitação. Com o Aquário conseguíamos incluir no diálogo um maior número de stakeholders presentes integrando jovens, diretores das empresas, academia, representante do governo, em um diálogo fluido, direto e esclarecedor. O World Cafe foi muito usado para gerar ideias ou reunir conhecimentos diversos em torno temas centrais, além de situações nas quais precisava-se construir convergência. O Vídeo Participativo foi uma ferramenta inovadora e muito útil na escuta da voz das ruas para o projeto, além de excelentes produtos de comunicação e disseminação dos diálogos, pois gradativamente passou a ser veiculado na internet e nas tvs dos veículos, com ampla abrangência. Quais foram os desdobramentos decorrentes do projeto ou iniciativa? Diálogos importantes e construtivos foram criados dentro e fora da organização com o protagonismo dos jovens participantes do projeto. A partir da formação e capacitação dada aos jovens foi possível ampliar o conhecimento sobre a mobilidade urbana e mostrar diferentes formas de atuação dentro do sistema de transporte e na sociedade, com o propósito de ampliar o diálogo sobre os desafios da mobilidade urbana no ecossistema e território da organização. Quais os aprendizados e dicas você considera importante compartilhar para quem optar por caminho semelhante? Por ser um projeto que dependia do engajamento do jovens para acontecer e crescer, o grande aprendizado foi focar nos jovens que acreditaram no projeto e se engajaram e não se preocupar em engajar a todos. Focar no desenvolvimento dos engajados foi o grande acerto. A geração de colheitas e produção de materiais de comunicação também foram acertos, pois tanto a internet quanto a presença nas tvs permitiam que o projeto também fosse visto como importante na comunicação corporativa, justificando a criação de site, páginas nas redes sociais e gratuidade nos veículos de parceiros. Compartilhe aqui links relacionados ao seu caso, ou links que podem ser úteis a quem se interessar em aprender mais: • www.artofhosting.org; • www.worldcafe.org; • www.openspaceworld.org Responsáveis pelo registro deste caso:

- Sheila Monteiro - Alda Marina Campos

E-mail para contato: Sheila Monteiro – sm@pares.etc.br


Rede global de Pro Bono Qual era o desafio? A Fundação BMW percebeu que existiam várias organizações no mundo que criam pontes e fazem a gestão entre Empresas Sócias/Organizações da Sociedade Civil com pessoas ou empresas tradicionais que queriam doar suas habilidades profissionais. Essas organizações não se conheciam entre elas ou se percebiam como competidores. Para a fundação a aliança daquele grupo de organizações que tem o mesmo propósito era essencial para a criação de valor e para levar ao mundo a temática de Pro Bono como uma ferramenta que cria valor, vínculos e rompe com estereótipos. Que pergunta resume este desafio? Como convocar, catalisar e vincular a um grupo que está unido pelo mesmo propósito, mas que seus desafios organizacionais não deixam perceber essa união natural entre eles? Quais foram as atividades na etapa de preparação, antes da facilitação? A Fundação começou com um mapeamento para entender quem eram os atores importantes. Depois de ter um grupo interessante identificado, começamos a contatar cada um deles para entender melhor que tipo de trabalho fazem, quais são seus desafios e ferramentas de trabalho, e se teria abertura para compartilhar tudo isso com outras organizações que fazem um trabalho parecido a eles. Utilizamos isso para entender o ecossistema, as semelhanças e preparar os próximos passos.. Como transcorreu a facilitação? O começo foi de trocas individuais com cada um desses atores, algumas trocas foram virtuais e mais intensivas e outras presencias, nosso primeiro passo era criar confiança das organizações com a Fundação para depois dessa fase convocar a todo o grupo para um primeiro encontro pessoal . A primeira fase do primeiro encontro foi facilitado e acompanhado pela Fundação e o objetivo era criar vínculos, construir confiança, entender o ecossistema global com seus desafios locais. A segunda fase era troca de experiências, conhecimento e práticas que enriquece o trabalho de todos e cria um vinculo e identificação de uma comunidade. Quais foram os desdobramentos decorrentes do projeto ou iniciativa? A partir desse primeiro encontro se criou a Rede global de Pro Bono, com a ambição de estar vinculado a um grupo de troca, aliança que constrói um movimento maior que eles. Quais os aprendizados e dicas você considera importante compartilhar para quem optar por caminho semelhante? Para esse projeto foi importante a troca individual com cada um deles e o tempo de criação de confiança. O mais desafiador foi deixar as expectativas bem claras e deixar os interesses individuais de lado para se focalizar nos interesses da intenção geral.

Responsável pelo registro deste caso: Sandra Ortiz E-mail para contato: sandra.ortiz-diaz@bmw-stiftung.de


Rio+B Qual era o desafio? Engajar a iniciativa privada da região metropolitana do Rio de Janeiro no preenchimento da Avaliação de Impacto Rio+B para que com isso ela pudesse dar início a um processo de transição para a implementação de melhorias de impacto socioambiental. O Rio+B é um projeto que incentiva empresas e redes de negócios a avaliarem e tomarem consciência de seu impacto socioambiental visando engajar a iniciativa privada numa agenda de sustentabilidade da cidade do Rio de Janeiro. Realizado pelo Sistema B, o projeto faz uso de ferramentas mundialmente reconhecidas, gratuitas e online, para avaliação de impacto socioambiental nas empresas. Em parceria com o Rio Resiliente, da Prefeitura do Rio e a Fundação Ellen MacArthur (Think Tank líder global no conceito de economia circular), entre outras entidades focadas em desenvolvimento econômico, irá convidar as empresas da região metropolitana do Rio de Janeiro a avaliarem seu impacto socioambiental e implementarem uma agenda de melhoria para a cidade através dos negócios. A Avaliação de Impacto Rio+B é sigilosa, gratuita e online. Ela é resultado da soma da ferramenta Quick Impact Assessment (Sistema B/B Lab) e dos Indicadores de Circularidade (Ellen Macarthur Foundation); Para participar, a empresa deveria se cadastrar e preencher a Avaliação de Impacto Rio+B, compartilhando informações verdadeiras sobre suas práticas socioambientais. Para saber mais, consulte o site www.riomaisb.org.br Que pergunta resume este desafio? As empresas da região metropolitana do Rio de Janeiro estão prontas para acolherem a oportunidade de dar início a uma transição rumo a melhores práticas socioambientais? Quais foram as atividades na etapa de preparação, antes da facilitação? ➢ Reuniões de co criação entre as pessoas que compunham o grupo de concepção do Projeto ➢ Tomada de decisão horizontal e compartilhada sobre qual metodologia iria funcionar melhor em cada um dos eventos de engajamento do Projeto e durante o Laboratório Rio+B. ➢ Decisão sobre os facilitadores de cada momento do processo; ➢ Decisão sobre o Fluxo do dia, com tempo para cada atividade, em cada’evento’ ou workshop Como transcorreu a facilitação? As facilitações, durante o processo do Rio+B, transcorreram sempre com certa tranquilidade. Atribuímos este fato ao número de pessoas envolvido no processo de concepção do projeto e à capacidade de colaboração, desenvolvida pelo grupo. Isto nos garantia passar por muitas melhorias ao longo da organização de cada evento ou cada workshop durante a realização do Projeto. Em alguns momento enfrentamos desafios em coletar as informações durante os eventos e workshops. Isto teria permitido uma melhor documentação do processo, além de um maior engajamento das empresas participantes, envolvendo-as (elas também) em processos de co criação mais abertos e menos direcionados. Infelizmente o tempo de que dispúnhamos e os recursos disponíveis não nos permitiram adotar estas praticas. Mais especificamente, para exemplificar, houve uma oficina de um dia de workshop de cocriação do projeto em que se reuniram os parceiros de concepção, desenhou-se o histórico até ali do que se tinha por objetivos estratégicos, o histórico, partes envolvidas e questões que precisavam ser definidas.


Foram formados grupos e mesas por tema, com eleição dos participantes pelo próprio grupo, e cada grupo conduziu seu diálogo, definindo breve apresentações de colheita ao final, em plenária. Ao compartilhar, o próprio grupo, por ser enxuto, definia em plenária responsáveis e prazos dos próximos passos. Quais foram os desdobramentos decorrentes do projeto ou iniciativa? O projeto ainda se encontra em andamento. Por isso ainda não conseguimos prever todos os desdobramentos. Por enquanto já conseguimos ver: ➢ Postura pré-competitiva nas empresas que atenderam ao chamado; ➢ Desenvolvimento pessoal e organizacional para todas as pessoas e instituições envolvidas. Imaginamos que o Rio+B traga ainda dados sobre o impacto socioambiental da iniciativa privada na região metropolitana do Rio, além de fomentar novos negócios e diminuir custos trazendo soluções inovadoras e boas práticas para as empresas envolvidas no Laboratório Rio+B. Quais os aprendizados e dicas você considera importante compartilhar para quem optar por caminho semelhante? O maior aprendizado do projeto foi saber que e possível reunir pessoas e organizações, em acordo pré-competitivo, em prol de um único propósito: o de ajudar a desenvolver os negócios de uma cidade, por acreditar que isso melhora a cidade onde todos vivem e trabalham. O maior desafio foi engajar os negócios para o preenchimento da Avaliação de Impacto Rio+B. O segundo grande desafio foi conseguir tornar o projeto acessível a negócios ‘da base da pirâmide’, um desconforto sentido por todos os membros do grupo de concepção do Rio+B e infelizmente não resolvido em sua primeira edição.A dica para projetos com propósito parecido é prever um cronograma com muito tempo de engajamento (rodada de reuniões) e pelo menos dois meses para a ‘tarefa árdua’ do preenchimento.

Compartilhe aqui links relacionados ao seu caso, ou links que podem ser úteis a quem se interessar em aprender mais: - www.riomaisb.org.br Responsáveis pelo registro deste caso:

- Gabriela Valente - Tomás de Lara

E-mail para contato: riomaisb@riomaisb.org.br


Vereador Gustavo Bonafé - um caso de inovação política, colaboração e transparência no sul de Minas Gerais Qual era o desafio? Ser eleito vereador em Poços de Caldas na minha primeira eleição, com 2 anos de preparação e após ficar 10 anos fora da cidade. Após 10 anos afastado de minha cidade, perdendo grande parte da rede que havia criado durante a infância e adolescência - resolvi retornar para Poços de Caldas e me lançar como político local. A decisão veio em 2012, após vivências profissionais e voluntárias, no Brasil e fora, em todos os 3 setores. Aos meus 23 anos de idade queria impulsionar meu impacto na sociedade através da Gestão Pública. Em Outubro de 2014, mudei-me em definitivo para Poços (há 2 anos das eleições). O cenário? Minha família na cidade era limitada a mim e meus pais (irmão fora do país), nunca tive qualquer vínculo político nem com movimentos sociais/estudantis, estava afastado das questões da cidade há anos, nenhum vínculo com grupos tradicionais (igrejas, ONGs, empresas, etc), além de ser a primeira tentativa em eleições. Com objetivo claro, aprofundei meus conhecimentos técnicos, humanos e espirituais durante este período, criando a força necessária para lançar projetos inovadores na área da política, do desenvolvimento humano e do empreendedorismo. Aos poucos, fui ganhando destaque na mídia local e me conectando com formadores de opinião. Mais próximo de 2016, comecei a desenhar de forma colaborativa minha campanha, definindo os seguintes princípios de trabalho: (1) Pelo Poder de Transformação, não pelo Poder Econômico! – ou seja, a Campanha não deveria ultrapassar 10% do limite de gastos permitido e a vitória deveria vir da proposta de Nova Política; (2) Mais propostas, menos agressões! – ou seja, a campanha deveria ser pautada na solução de problemas e não no ataque inconsciente aos adversários; (3) Se mata a sede pela rede! – ou seja, o trabalho deveria ser colaborativo, explorando ao máximo o networking a minha disposição e criando ações integradas de potencialização do nome Gustavo Bonafé. Após a vitória nas urnas, destacaram-se algumas decisões neste caminho: foram mais de 12 horas de Transmissões Ao Vivo durante a Campanha, nenhum Santinho jogado no chão, sem poluição sonora, conteúdos nas redes sociais diários com diferentes abordagens, vídeos de campanha com intérprete em libras, mais de 100 empresas visitadas. Que pergunta resume este desafio? Como se eleger em uma cidade repleta de políticos tradicionais através de uma Campanha Limpa, Sustentável e em Rede? Quais foram as atividades na etapa de preparação, antes da facilitação? Definição das estratégias e canais de comunicação, além da formação de um grupo de apoio para polinização dos conteúdos e abertura de oportunidades em empresas. Estratégias principais: (1) Campanha Limpa – sem lixo no chão, sem poluição sonora, propostas ao invés de ataques; (2) Campanha inovadora – 12 horas de transmissões ao vivo para responder eleitores(as), intérprete em libras nos vídeos, descrição de imagens (para deficientes visuais) em todas postagens na página virtual, gastos de campanha abertos e disponibilizados “ao vivo” via website; (3) Taxa de Conversão em Voto – apenas entregar material de campanha após apresentar eixos e propostas como vereador; (4) Definir Clara Missão: Transformar Poços em referência nacional em Gestão Transparente e Participativa; (5) Criar uma logomarca atrelada a essência da campanha. Canais Virtuais: facebook, whatsApp, YouTube, website, email marketing Canais Físicos: cardoors, visitas à organizações, rodas de diálogo em locais públicos.


Como transcorreu a facilitação? Na verdade, com a base de planejamento realizada, durante o período de campanha ocorreu o desdobramento natural das ações. Neste desdobramento, atuei nos canais físicos (canais virtuais já estavam todos programados). Nos meios virtuais, contei com a colaboração de mais de 70 pessoas responsáveis por pulverizar os conteúdos e atingir mais potenciais eleitores. Também, contamos com o apoio de uma rede de amigos de fora que contribuíram com a construção do trabalho (Curitiba, São Paulo, Belo Horizonte). Além disso, durante a campanha, fizemos encontros de co-criação de propostas de projeto de lei para educação. Afinal, encarávamos a campanha como reflexo de um futuro mandato e, nada melhor do que trabalhar com nossos princípios neste momento de decisão municipal. Na intensidade de uma campanha eleitoral peguei-me em momentos de círculos de diálogo, meditação, sessões de design thinking e conversas repletas de significado. Quais foram os desdobramentos decorrentes do projeto ou iniciativa? Gustavo Bonafé foi o quinto mais votado dentre os 254 candidatos, sendo o mais jovem eleito para o pleito 2017-2020 (com 27 anos). São 15 vereadores na cidade. Dentre as campanhas dos eleitos, a terceira mais barata. 92% das urnas contabilizaram votos em Bonafé. Quais os aprendizados e dicas você considera importante compartilhar para quem optar por caminho semelhante? a. Defina claramente qual sua missão a ser entregue se tiver a oportunidade. b. Defina e honre princípios de ouro que guiarão sua jornada. Nada nem ninguém poderá mudá-los ou tirar força deles. c. Surpreenda seu público e sua rede, no mínimo, 1 vez por semana. d. Foque na resolução dos problemas e na sua capacidade de ser parte da cura. e. Ao acordar, mentalize uma cena de você já com a vitória conquistada. Um diálogo, um abraço, um pensamento, uma frase, etc. f. Planeje, planeje, planeje muito, mas nunca feche os olhos e o coração para o imprevisto mudar a rotina. g. Quando velhos paradigmas surgirem com a força da “certeza”, lembre de seus princípios de ouro. Compartilhe aqui links relacionados ao seu caso, ou links que podem ser úteis a quem se interessar em aprender mais: • Site: http://gustavobonafe.com.br • Facebook: http://facebook.com/bonafe.gustavo • YouTube: https://www.youtube.com/channel/UCrj3fibrbeYH4Xjxc739jOw

Responsável pelo registro deste caso: Gustavo Bonafé E-mail para contato: contato@gustavobonafe.com.br


Anรกlises Quantitativas โ€จ dos Casos Apresentados


Metodologias e Ferramentas Para cada caso, os responsáveis pelo registro indicaram as metodologias centrais orientadoras do projeto, assim como as ferramentas ou técnicas utilizadas que propiciaram a reflexão e a colaboração. Um resumo é apresentado nos Anexos 2 e 3. 


Uma análise quantitativa das metodologias demonstra que:

-

41% dos projetos fizeram uso da Teoria U e 32% da metodologia Art of Hosting Business Model Canvas (BMC) e Design Thinking foram empregadas em 18% dos projetos em 14% dos projetos foi utilizada a metodologia Caminho da Descoberta Coaching individual ou em grupo e Construção Participativa foram empregadas em 9% 10 projetos indicaram fazer uso de outras metodologias apenas por eles citadas, seja por serem metodologias proprietárias de organizações, seja por serem mais recentes - 2 projetos não especificaram a metodologia

Como podemos ampliar nosso capacitação 
 nas mais diferentes metodologias?

Uma análise quantitativa das ferramentas ou técnicas utilizadas ressalta que:

- 77% utilizaram Jornadas de Aprendizagem e 68% Círculos de Diálogo - as ferramentas World Café (55%), técnica de Entrevistas com pessoas que sejam referência -

(45%), Técnicas de Mindfulness (41%) e Técnicas de Visualização de Futuro (41%) também estão entre as mais empregadas 36% dos projetos usaram ferramentas como Aquário, Open Space, Prototipagem técnica Jornadas Solo foi citada em 32% dos projetos, enquanto Journaling em 27% técnicas como Atividade artísticas e Social Presence Theatre só foram aplicadas em 18% dos projetos técnicas como Dinâmicas baseadas na Euritmia e Estudo Biográfico apenas foram mencionadas em 14% dos projetos 16 ferramentas, que não estas citadas anteriormente, foram usadas em um dos projetos registrados

Como podemos aumentar nosso conhecimento a cerca 
 das mais diversas ferramentas e técnicas?

De que forma a divulgação de casos pode facilitar 
 esta troca de experiências?


Abrangência do projeto A abrangência dos casos registrados pode ser observada sob dois pontos de vista:

- Organizações envolvidas - alvo do projeto ou outros atores envolvidos, considerando: - Primeiro Setor Governo (Federal, Estadual, Municipal) - Segundo Setor - Empresas públicas ou privadas - Terceiro Setor – Organizações da Sociedade Civil - Academia - Sociedade Civil - Abrangência geográfica em que o caso foi realizado - Municipal - Estadual - Regional - Nacional - Internacional Tabelas com resumo destes itens são apresentadas nos Anexos 4 e 5. Da análise quantitativa das organizações envolvidas (Anexo 4), observa-se que: a maior parte dos projetos teve por alvo o segundo setor (59%) e o terceiro setor (41%) cerca de 1/4 dos projetos teve o primeiro setor como alvo (23%) apenas 9% dos projetos teve a Sociedade como alvo e somente 5% teve a Academia o terceiro setor foi envolvido de forma secundária (outros atores) em 23% o primeiro e o segundo setor, assim como a academia aparecem de forma secundária em 18% dos projetos - a Sociedade não aparece como Outros Atores

-

De que forma o Primeiro Setor pode se beneficiar conhecendo as 
 práticas realizadas no Segundo e no Terceiro Setor? Como propiciar a colaboração entre os três setores e a Academia, 
 em prol da Sociedade, tendo os resultados destes projetos 
 como fonte de imaginação?

Da análise quantitativa da abrangência geográfica (Anexo 5), observa-se que:

- a maior parte dos projetos foi realizado nos âmbitos estaduais (36%) e municipais (32%) - cerca de 1/4 dos projetos teve abrangência nacional ou internacional (23%) - apenas 14% dos projetos foram realizados em âmbito regional Há um grande espaço para colaboração entre organizações de diferentes estados do Brasil e entre organizações estabelecidas em diferentes países. 
 O que fazer para estes casos serem inspiração para projetos similares?


Desenvolvimentos Observados "Ao final dos projetos, quais foram os desenvolvimentos observados?” A esta pergunta, os responsáveis pelo registro dos casos identificaram se os desenvolvimentos observados foram humano, de grupo, organizacional ou da Sociedade. Um tabela resumo é apresentada no Anexo 6. Observa-se que:

- no geral, foram altos os desenvolvimentos observados em termos humano (73%), de grupos (91%) e organizacionais (77%)

- o desenvolvimento da Sociedade teria ocorrido em cerca de 50% dos projetos Da análise cruzada dos dados, ressalta que os resultados em termos de 
 "desenvolvimento observados" estão diretamente relacionados às “organizações-alvo dos projetos". De que forma podemos ampliar os resultados 
 em termos de desenvolvimento da Sociedade? Os responsáveis pelo registro dos casos também foram convidados a refletir sobre os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável da ONU, indicando os que foram abordados no projeto, seja de forma intencional ou não. Compreendem: - ODS1 - Erradicação da Pobreza - ODS2 - Erradicação da Fome - ODS3 - Saúde de Qualidade - ODS4 - Educação de Qualidade - ODS5 - Igualdade de Gênero - ODS6 - Agua limpa e Saneamento - ODS7 - Energias Renováveis - ODS8 - Empregos dignos e Crescimento econômico - ODS9 - Inovação e Infra-estrutura - ODS10 - Redução das Desigualdades - ODS11 - Cidades e Comunidades Sustentáveis - ODS12 - Consumo Responsável - ODS13 - Combate às mudanças climáticas - ODS14 - Vida debaixo de água - ODS15 - Vida sobre a terra - ODS16 - Paz e Justiça - ODS17 - Parcerias pelas metas A partir da análise quantitativa da tabela apresentada no Anexo 7, observa-se que: o ODS11 foi abordado em 68% dos projetos e o ODS8 em 64% 45% dos projetos abordou o ODS 10 e 36% abordaram os ODS4, ODS9, ODS16 e ODS17 os ODS3 e ODS12 em 27% os ODS’s que menos foram abordados, em ordem decrescente, foram: ODS7 (23%), 
 ODS5 (18%), ODS1 (14%), ODS13 (14%), ODS15 (14%), ODS2 (9%), ODS6 (5%) e ODS14 (0%!!)

-

O que devemos fazer para alavancar projetos que 
 abordem o maior número possível de ODSs?



Anexos


Anexo 1 - Lista de Co-autores Alda Marina Campos - Mestre em Administração de Empresas pela PUC-Rio, com ênfase em Estratégia em Alianças e Redes. Por quase 9 anos trabalhou em grandes empresas, em 2005 migrou para o terceiro setor como executiva, liderando iniciativas de gestão participativa e intersetorial que inspiraram a criação da PARES em 2010. Desde então atua como empreendedora, palestrante, professora e consultora em estratégia e desenvolvimento organizacional sistêmico, apoiando o processo de desenvolvimento de pessoas e organizações mais conscientes, coerentes e competentes no exercício da sua identidade e de suas relações. É Sócia-Fundadora da PARES, Conselheira no Sistema B no RJ e colíder da Liga de Intraempreendedores no Brasil: organização internacional sem fins lucrativos, que desenvolve comunidades de aprendizagem para inovadores institucionais com a missão de destravar o potencial humano dentro das organizações para criar impacto positivo. Ana Paula C. dos Santos - Administradora de Empresas pela FGV, Coach formada pelo Instituto EcoSocial, membro da ICF (International Coaching Federation), Co-fundadora da Eight∞ Coaching e da "be! and follow your bliss". Possui mais de 10 anos de experiência em desenvolvimento humano e empreendedorismo. Bernadette S. C. Castilho - Fundou a Sociedade TransFormar, que atua na facilitação de processos de transformação. Coach credenciada pela INternational Coaching Federation (ICF) e Vicepresidente do Capitulo RJ da ICF/RJ (2014 a 2016) e Conselheira Fiscal (2017 a 2019). Promoveu mudanças corporativas na Petrobras relacionadas à gestão de processos e segurança. Atuou em MBAs na UCP e na UFRJ. Física, Mestra pela COPPE, com especializações no Brasil e no exterior. Autora do artigo “Trans-Formação: do indivíduo para o coletivo” publicado no livro Cuidado e Sustentabilidade. Participa do Presencing Institute (Teoria U) é membro da Sociedade Antroposófica do Brasil. Cristiane Fornazier - Educadora com Especialização em Gestão da Qualidade, Especialização e Mestrado em Educação. Trabalhou de 1995 a 2001 com Tecnologias de Informação e Comunicação em Processos Educacionais no segundo setor (Colégio Nacional e Centro Educacional Charles Darwin no ES e HD Informática no PA) e de 2002 a 2008 no terceiro setor como Coordenadora Pedagógica (CDI). Desde 2010 atua como voluntária do Instituto PARES e, desde 2011, como Consultora em projetos e programas PARES. Denise Chaer - Trabalhou com desenvolvimento humano, social e organizacional liderando projetos na Índia, Portugal e Estados Unidos. Entre 2005 e 2012 prestou consultoria em Responsabilidade Social e Comunicação Corporativa para empresas como Natura, Fundação Vale do Rio Doce, Furnas, Banco Real, Amil e Fazenda da Toca entre outros. Desde 2013 está dedicada ao desenvolvimento do Novos Urbanos, uma plataforma de inovação social com a missão de articular ‘diálogos de ação’ transetoriais. Em 2015 o Novos Urbanos realizou sua primeira iniciativa, um Laboratório de Inovação Social em Alimentação e Nutrição. Este projeto tem a colaboração do Prof. Otto Scharmer (MIT Sloan School of Management) e do Presencing Institute Eduardo Freire - Profissional graduado em Gestão Ambiental pelo CEFET/RJ, e especialista em Gestão da Sustentabilidade, Economia e Responsabilidade Socioambiental pelo Instituto de Economia da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ). Experto no planejamento, elaboração, execução, monitoramento e avaliação de programas e projetos de educação e comunicação social no campo de socioeconomia. Sólida vivência em implementação de programas de educação ambiental e comunicação para a responsabilidade social, ambiental e empresarial. Experiência profissional no desenvolvimento de diagnósticos socioambientais, caracterização socioeconômica, estudos de impacto ambiental, utilização de instrumentos para avaliação risco/oportunidade, levantamento e análise de indicadores de sustentabilidade e elaboração de relatórios anuais. Atuação em caracterização de cenários e desenvolvimento de estratégias de atuação corporativa sob os aspectos social, ambiental, econômico e cultural. É consultor em projetos e programas PARES desde 2015


Erica Mizumoto - Administradora de Empresas pela FGV com MBA em Finanças pelo IBMEC, Coach formada pelo Instituto EcoSocial e ICI (Integrated Coaching Institute), membro da ICF, Cofundadora da Eight∞ Coaching. Possui 17 anos de experiência no mercado financeiro. Florencia Estrade - Empreendedora, estrategista, apaixonada por transformação de pessoas e de negócios para maior impacto, Florencia tem vasta experiencia facilitando processos em grupo, seja apoiando empreendedores, como intraempreendedores, e facilitando workshops com diversos públicos. Atualmente é Diretora Global da League of Intrapreneurs, rede que busca estimular o potencial intraempreendedor dentro das organizações. Florencia tem um MBA da University of California at Berkeley e forte experiência em negócios tendo trabalhado em empresas como McKinsey Brasil e EUA, ABN AMRO Uruguay e ECG USA e fundado a Cria Global. Florência está sempre ativamente envolvida no universo de negócios com impacto, tendo sido mentora de empreendedores sociais da Ashoka, trabalhado no CDI, fundado a Pipa (aceleradora de start-ups de impacto), e vem contribuindo ativamente para movimentos como Sistema B. Francisco Almendra - sócio fundador da Kwo Gabriela Valente - Co-líder Executiva Rio+B, tem formação em Letras com mestrado sobre a Resistência italiana durante a Segunda Guerra, e é gestora executiva de projetos. Atua, desde que foi mãe, em iniciativas, projetos e espaços ligados à Nova Economia no Rio de Janeiro. Gustavo Bonafé - Administrador de empresas e atua como consultor-facilitador em desenvolvimento humano há 8 anos. Empreendedor e escritor, também atua ativamente em projetos sociais na cidade de Poços de Caldas. Dentre eles, destacam-se a Associação Poços Sustentável (entidade focada no desenvolvimento de uma cidade mais íntegra e integradora de seus potenciais locais), o Convention & Visitors Bureau Poços (associação que zela pelo desenvolvimento do turismo local em todas suas vertentes) e o Clube de Empreendedores (onde é co-fundador). Também, é coordenador regional do Programa Germinar - Formação de Lideranças para Transformação Social - iniciativa nacionalmente reconhecida como Tecnologia Social em prol da Educação. Fundador do Poços Transparente, um dos maiores canais de Educação Política do país, Bonafé foi eleito o mais jovem vereador para o mandato 2017-2020 na cidade em sua primeira eleição. Joincy Luz - Consultora e facilitadora do Instituto Ecosocial. Com mais de 25 anos de experiência em organizações, construiu sua carreira em grandes empresas tais como: Banco Santander, Banco Real, ABN Amro Bank, Bradesco e Serpro, onde foi executiva em RH. Possui habilidade em atuar na dinâmica dos grupos, tornando-os mais produtivos e eficientes, e na facilitação de reuniões, treinamentos, estudos, workshops, oficinas, congressos, etc. Com formação pela SBDG – Sociedade Brasileira da Dinâmica dos Grupos. É coordenadora e facilitadora do curso “Conversas Difíceis: Como transformá-las em diálogos construtivos.” É Consultora Organizacional formada pela Adigo. É Coach, formada pelo Instituto EcoSocial, vinculado à International Coaching Federation-ICF e com Especialização em Aconselhamento de Carreira pela FIA/USP. É Certificada como Mediadora de Conflitos na Metodologia “U” pela Trigon Entwicklungsberatung – München – Deutschland. É Avaliadora de Assessment Estratégico Sistêmico, formada pela Litterale Consultoria em RH. Psicopedagoga, com Pós-Graduação pelo Sedes Sapientae. Léa Kogut- É coach, consultora, aconselhadora biográfica e membro do EcoSocial. Realiza trabalhos de desenvolvimento organizacional, estratégico, de lideranças e relações de grupos em clientes tais como: Coca Cola, Sul América, Johnson, Riachuelo, Votorantim e Souza Cruz. Atua com coach executivo e organizacional em clientes como Fleury, Oi, Santander e NBS. Tem se dedicado a temas de rede colaborativa através do Movimento de Cidadania Carioca e Colabora América. Membro do Comitê de Ética da ICF (International Coach Federation). No mundo corporativo foi executiva de Tecnologia da Informação e Gestão de Mudanças nos segmentos governamental (Dataprev), bancário (Brascan), industrial (Odebrecht) e comercial (Shell Brasil). Graduada em economia e administração, pós em Sociologia na PUC; Aprofundamento para Consultores (Adigo); Formação Biográfica (Escola de Juiz de Fora); Formação de Coaches (EcoSocial); Co-Active Coaching, (The Coaches Training Institute -USA); Formação de cultura (Barrett Values Centre); especializações em Teatro e História da Arte (ILS –Canadá) e– Design Thinking (LAGE). Luiz Fernando Nascimento: Licenciado em Educação Física com Especialização em Administração Esportiva. Trabalhou em equipes de voleibol de rendimento por 13 anos, inclusive seleções brasileiras, tendo participado de duas olimpíadas. Atua no terceiro setor há mais de 15 anos como


Coordenador do Instituto Compartilhar que estimula o desenvolvimento humano por meio do esporte. Luiza Serpa - Publicitária com MBA em Gestão de Negócios Sustentáveis, Luiza migrou para o terceiro setor em 2005, após consolidar sua carreira na área de Comunicação Corporativa.Foi gerente de Comunicação na Junior Achievement do Rio de Janeiro, liderou a abertura do escritório do Instituto Azzo Rio e Co fundou o Instituto Phi, que assessora investidores na definição das causas a serem apoiadas, na escolha das organizações e projetos e no monitoramento dos resultados de impacto social. Parte de Rede de Responsible Leaders e Chapter Head no Brasil, pela BMW Foundation Herbert Quandt. Marcos Salles - sócio da Carioteca e co-fundador da Goma Micael Amarante - advogado e músico Mariana Brunelli - Mestre em Administração de Empresas com ênfase em alianças e redes estratégicas pelo IAG/PUC-Rio e Publicitária pela ECO/UFRJ. Facilitadora formada pelo programa Germinar do Instituto EcoSocial. Foi integrante do Núcleo de Estudos em Organizações e Sustentabilidade (NEOS) e do Núcleo de Ética e Realidade Atual (ERA), ambos da PUC-Rio, entre 2011 e 2014. Professora de Ética e Responsabilidade Social no MBA de Direito de Empresas da PUCRio. Atua como consultora, pesquisadora e docente nos temas relacionados ao desenvolvimento sustentável, empreendedorismo sustentável, redes e alianças estratégicas, responsabilidade social empresarial, cadeias de valor e fornecimento sustentáveis e ética nas organizações. Mais de 15 anos de experiência nas áreas de Marketing, Comunicação e Responsabilidade Social em empresas de diferentes setores, portes e nacionalidades, como Novartis, OI, blah!/TIM e FIRJAN. Marli Pereira da Silva - Sou inspirada e comprometida em apoiar pessoas em transição despertando seu potencial e ampliando a visão das oportunidades. Coach ACC-ICF, consultora em desenvolvimento de pessoas e organização. Sou psicóloga e atuei com jovens na FEBEM-SP, ambulatórios de infectologia e saúde mental. Trabalho em coaching, consultoria e coordeno o Programa Muitação do EcoSocial para jovens, com metodologia baseada na antroposofia, o que muito me agrada pela energia presente e resultados. Paulo Loiola - Sócio da Humana Sustentável Pedro Rocha - Desenvolvedor Raphael Rodrigues - Administrador de empresas pela PUC-Rio, com MBA em e-business pela FGV-Rio e especialização em responsabilidade social empresarial pela ESPM-SP. Consultor e facilitador, especializado em processos de desenvolvimento organizacional e humano , sustentabilidade, responsabilidade corporativa e ética. Mineiroca e músico nas horas vagas, foi atleta de natação e remo, onde conquistou vários campeonatos cariocas e brasileiros. Eterno curioso, leva a vida com muita leveza, alegria e obstinação por auxiliar as organizações e as pessoas na conexão com seu propósito. Tem 20 anos de experiência, com trabalhos no Brasil e no exterior, tendo atuado em organizações como AIESEC, Ceras Johnson, HSBC, AMCE Negócios Sustentáveis, SESI Santa Catarina e CEBDS, como consultor e em funções executivas. Em 2012 fundou a Pharrel Consultoria e é um dos criadores e facilitadores do Programa Emerge. Formado pela ADIGO no programa de formação de líderes facilitadores e consultores internos e no aprofundamento espiritual para consultores. Regina Erismann- Consultora e coach do Instituto Ecosocial. Experiência internacional em desenvolvimento de executivos com projetos realizados na University of Southern California-USA, no INSEAD-Institut Européan dAdministración des Affaires-França e no Japan Productivity Center Tokyo, Japan. Consultora na área de desenvolvimento humano, organizacional e sustentabilidade. Atua em desenvolvimento organizacional, planejamento estratégico a partir de metodologia participativa, desenvolvimento de equipes e formação de lideranças. Facilitação de Processos de tomada de decisão em grupo. Coach individual e coach de grupos, com atendimento nacional e internacional. Experiência na área de desenvolvimento social e ambiental com trabalhos no Instituto Sócio ambiental, Instituto Votorantim, Instituto de Terras de São Paulo, Ministério de Meio Ambiente, ICV Instituto Centro Vida. Foi executiva no Grupo Hidroservice Visão por 10 anos. Foi consultora da 3Com do Brasil, Palm e US Robotics, respondendo ao CEO local onde realizou o


Horizon 2000 introduzindo a metodologia de coaching e learning group . Desde então atua como coach com mais de 800 horas de atendimento. É coordenadora do Curso de Formação de Pedagogia Social da APS Brasil. Atua como coach na Formação de coaches do Ecosocial. Coordena dois projetos na área de capacitação social e desenvolvimento de professores da rede pública na cidade de São Paulo: Infância Vivenciada e Ampliando Horizontes. Co fundadora da Associação de Pedagogia Social de Base Antroposófica no Brasil e Núcleo Maturi de Ecologia Social. É membro da ASD Association for Social Development - Holanda. Comunicóloga social pela ECA Escola de Comunicações e Artes-USP com especialização em Relações Públicas e Publicidade e Propaganda. Formação em Pedagogia Social e Aconselhamento Biográfico. Curso de Extensão em Management na University of Southern California- USA. Formada em Co-Active Coaching pelo “The Coaches Institute (US) Sandra Ortiz - Diretora da BMW Foundation no Brasil Sandra Quinteiro - Formada em Comunicação Social em 1991. Depois de mais de 10 anos de atuação na área, percebeu que mais que comunicar precisava se dedicar, pessoal e profissionalmente, à criação de relações saudáveis. Com essa inquietação iniciou, em 2001, sua transição de carreira. O ponto de partida foi a Formação de Consultores e o Aprofundamento Espiritual da Adigo Consultores. De 2004 a 2014 foi membro do Instituto EcoSocial, período em que acumulou experiência atuando em clientes como Porto Seguro, Votorantim, Tetra Pak e Natura.Como educadora e facilitadora, seu foco é mais dirigido a processos de desenvolvimento humano e organizacional, atuando no mundo corporativo e em organizações sociais em processos de Team Building, Stakeholders Engagement, Desenvolvimento Organizacional e Desenvolvimento de Lideranças. É pioneira do Programa Germinar – Desenvolvimento de Facilitadores e sócia fundadora da ComViver. Sheila Monteiro – Formada em Direito pela UFRJ, atuou no Direito empresarial e posteriormente se dedicou no planejamento, desenvolvimento e gestão de projetos e organizações. Formada em Liderança para o Desenvolvimento Humano e Organizacional pelo Programa Germinar, do Instituto EcoSocial e MBA em Responsabilidade Social e Terceiro Setor pelo Instituto de Economia da UFRJ. É consultora em projetos e programas PARES desde 2012. Taciana Abreu,- Yunus Negócios Sociais Tomás de Lara - Co-líder Sistema B Brasil e Rio+B, tecelão de redes de negócios sociais, e professor em cursos de inovação social no Brasil e outros países. É co-fundador da Goma, ecossistema colaborativo de empreendedores sociais, administrador de empresas, especialista em economia colaborativa e sustentável, e é atualmente conselheiro do Instituto Coca-Cola Brasil Ursulla Araujo - sócia da Carioteca e co-fundadora da Goma Vinicius de Paula Machado - sócio da Carioteca e co-fundador da Goma Wagner Andrade - sócio fundador da Biz.u


Anexo 2 - Metodologias Centrais Orientadoras dos Projetos
 Caso

Art of Hosting

Construção Participativa de Política de Responsabilidade Socioambiental de um Grupo Familiar

X

Construção participativa de princípios e valores de empresa do setor elétrico no Brasil

X

Cooperativa ComViver - Programa Germinar – Desenvolvimento de Facilitadores

X

Eight Coaching∞ - Rede Colaborativa de Coaches

BMC

Caminho Descoberta

Coaching indiv. ou grupo

Constr. Participa tiva

Design Thinking

Teoria U

X

Decision Mapping X

X

Dragon Dreaming Comunicação Não Violenta

Filantropia Inteligente

Metodologia Phi X

Inovação com impacto na cadeia de valor de grande empresa industrial internacional

X

X

Laboratório de Mudança - HUB Rio Escola de Inverno 2011

X

Laboratório de Mudança - Proteção de Conhecimento Estratégico

X

X

Liga de Intraempreendedores – comunidade internacional de aprendizagem

Mandato Compartilhado Micael Amarante 50444

Outras metodologias

X

X

Muitação “Construindo meu lugar no mundo”

X

X

X

Novos Urbanos: plataforma de inovação social com a missão de articular ‘diálogos de ação’ transetoriais

X

Planejamento Estratégico Participativo – Caso Instituto Compartilhar

Não especificado

Programa de Desenvolvimento Compartilhado de Fornecedores da L'Oreal

Desenvolvimento Compartilhado

Programa de Desenvolvimento dos Elos da 
 Associação Rede de Sementes do Xingu

X

Programa de desenvolvimento e integração de lideranças de empresa multinacional

X

X

Programa de Sensibilização da Delegacia da Receita Federal de Administração Tributária – Rio de Janeiro

X

X

Programa Emerge: Propósitos de vida conectados com o futuro emergente

X

Protagonismo Jovem e Diálogo como caminho de Desenvolvimento Organizacional Sistêmico

X

Rede global de Pro Bono

X

X

X

Learning Groups; Matriz de Responsabilidad es Cascateamento valores, visão e missão; Coconstrução e Protagonismo

X

X

Rio+B Vereador Gustavo Bonafé - um caso de inovação política, colaboração e transparência no sul de Minas Gerais

X

Antroposofia

Metodologias da Fundação BMW; Stakeholder Dialogue Não especificado

X

Construção de Cenários


Anexo 3 - Ferramentas ou técnicas que propiciaram reflexão e colaboração

Caso

1

2

3

4

5

6

Construção Participativa de Política de Responsabilidade Socioambiental de um Grupo Familiar

8

9

10

11

12

13

X

Construção participativa de princípios e valores de empresa do setor elétrico no Brasil Cooperativa ComViver - Programa Germinar – Desenvolvimento de Facilitadores

7

X X

X

X

15

Outras

X

X

Indicadores de autoavaliação de impacto socioambiental (indicadores Ethos)

X

Observação Goetheanística

X

Gestão Sociocrática

X

X

Eight Coaching∞ - Rede Colaborativa de Coaches

14

X

X X

X X

Filantropia Inteligente

Apresentação de cases usando a narrativa de Storytelling X

Inovação com impacto na cadeia de valor de grande empresa industrial internacional

Laboratório de Mudança - HUB Rio Escola de Inverno 2011 Laboratório de Mudança - Proteção de Conhecimento Estratégico

X

X

X

X

X

X

X

X

X Iceberg do problema

X

Liga de Intraempreendedores – comunidade internacional de aprendizagem

Mandato Compartilhado Micael Amarante 50444

X

Muitação “Construindo meu lugar no mundo”

X

Novos Urbanos: plataforma de inovação social com a missão de articular ‘diálogos de ação’ transetoriais

X

X

X

X

X X

X

X

X

Planejamento Estratégico Participativo – Caso Instituto Compartilhar

X

X

X

X

X

Programa de Desenvolvimento Compartilhado de Fornecedores da L'Oreal

X X

X

X

X

Programa de Desenvolvimento dos Elos da 
 Associação Rede de Sementes do Xingu

Criação de times com suas identidades, Vozes do campo, Rodadas criativas e Business Pitch

X

X

X

X

X

X

X

X

X

X

X

X

X

X

X

X

X X

X

X

X

X

X

X

X

X

X

X

X

X

Programa de Sensibilização da Delegacia da Receita Federal de Administração Tributária – Rio de Janeiro

X

X

X

X

X

X

X

X

X

X

X

Programa Emerge: Propósitos de vida conectados com o futuro emergente

X

X

X

X

X

X

Protagonismo Jovem e Diálogo como caminho de Desenvolvimento Organizacional Sistêmico

X

X

Rede global de Pro Bono

X

X

Rio+B

X

X

Vereador Gustavo Bonafé - um caso de inovação política, colaboração e transparência no sul de Minas Gerais

X

X

X

X X

X X

X

X

X

X

X

Questionario estruturado de autoavaliacao Assessment HD, Biodança

Programa de desenvolvimento e integração de lideranças de empresa multinacional

X

Temperamentos

X

X

X

X

X

X X

X

Observação Goetheanística

Praticas de Check in e Check out, Praticas de colheita de conversas significativas a partir de perguntas direcionadoras

X

Considerando: (1) Aquário, (2) Atividades Artísticas, (3) Círculos de Diálogo, (4) Dinâmicas baseadas na Euritmia, (5) Entrevistas com pessoas que sejam referência, (6) Estudo Biográfico individual ou institucional, (7) Jornadas de Aprendizagem, (8) Jornadas Solo, (9) Journaling, (10) Open Space, (11) Prototipagem, (12) Social Presence Theatre, (13) Técnicas de Mindfulness, (14) Técnicas de Visualização de Futuro, (15) World Café



Anexo 4 - Organizações envolvidas

Caso

1. Setor

2. Setor

3. Setor

Construção Participativa de Política de Responsabilidade Socioambiental de um Grupo Familiar

Alvo e outros atores

Outros atores

Construção participativa de princípios e valores de empresa do setor elétrico no Brasil

Alvo

Cooperativa ComViver - Programa Germinar – Desenvolvimento de Facilitadores

Academia

Alvo

Eight Coaching∞ - Rede Colaborativa de Coaches

Alvo

Filantropia Inteligente

Alvo Alvo

Alvo

Inovação com impacto na cadeia de valor de grande empresa industrial internacional

Laboratório de Mudança - HUB Rio Escola de Inverno 2011

Alvo

Laboratório de Mudança - Proteção de Conhecimento Estratégico

Outros atores

Alvo

Outros atores

Liga de Intraempreendedores – comunidade internacional de aprendizagem

Outros atores

Alvo

Alvo

Mandato Compartilhado Micael Amarante 50444

Alvo

Outros atores

Outros atores

Muitação “Construindo meu lugar no mundo”

Alvo

Alvo

Alvo

Novos Urbanos: plataforma de inovação social com a missão de articular ‘diálogos de ação’ transetoriais

Alvo

Alvo

Alvo

Alvo

Planejamento Estratégico Participativo – Caso Instituto Compartilhar

Outros atores

Outros atores

Alvo

Outros atores

Programa de Desenvolvimento Compartilhado de Fornecedores da L'Oreal

Outros atores

Alvo

Programa de Desenvolvimento dos Elos da 
 Associação Rede de Sementes do Xingu

Alvo e outros atores

Programa de desenvolvimento e integração de lideranças de empresa multinacional Programa de Sensibilização da Delegacia da Receita Federal de Administração Tributária – Rio de Janeiro

Alvo Alvo

Programa Emerge: Propósitos de vida conectados com o futuro emergente Protagonismo Jovem e Diálogo como caminho de Desenvolvimento Organizacional Sistêmico

Sociedade

Alvo Outros atores

Rede global de Pro Bono Rio+B

Outros atores

Vereador Gustavo Bonafé - um caso de inovação política, colaboração e transparência no sul de Minas Gerais

Alvo

Alvo e Outros atores

Outros atores

Alvo

Alvo

Alvo

Outros atores

Outros atores

Outros atores


Anexo 5 - Abrangência Geográfica

Caso

Municipal

Estadual

Construção Participativa de Política de Responsabilidade Socioambiental de um Grupo Familiar

X

Construção participativa de princípios e valores de empresa do setor elétrico no Brasil

X

Cooperativa ComViver - Programa Germinar – Desenvolvimento de Facilitadores

X

Eight Coaching∞ - Rede Colaborativa de Coaches

X

Filantropia Inteligente

X

Regional

Nacional

X

Inovação com impacto na cadeia de valor de grande empresa industrial internacional Laboratório de Mudança - HUB Rio Escola de Inverno 2011

X X

X X

Liga de Intraempreendedores – comunidade internacional de aprendizagem

X

Muitação “Construindo meu lugar no mundo”

X

Novos Urbanos: plataforma de inovação social com a missão de articular ‘diálogos de ação’ transetoriais

X

Planejamento Estratégico Participativo – Caso Instituto Compartilhar

X

X

X

Programa de Desenvolvimento Compartilhado de Fornecedores da L'Oreal

X

Programa de Desenvolvimento dos Elos da 
 Associação Rede de Sementes do Xingu

X

Programa de desenvolvimento e integração de lideranças de empresa multinacional

X

Programa de Sensibilização da Delegacia da Receita Federal de Administração Tributária – Rio de Janeiro Programa Emerge: Propósitos de vida conectados com o futuro emergente

X

X

Laboratório de Mudança - Proteção de Conhecimento Estratégico

Mandato Compartilhado Micael Amarante 50444

Internacional

X

X

Protagonismo Jovem e Diálogo como caminho de Desenvolvimento Organizacional Sistêmico

X

Rede global de Pro Bono

X

Rio+B

X

Vereador Gustavo Bonafé - um caso de inovação política, colaboração e transparência no sul de Minas Gerais

X

X


Anexo 6 - Desenvolvimento Observado

Caso

Humano

De grupos

Organizacionais

Da Sociedade

Construção Participativa de Política de Responsabilidade Socioambiental de um Grupo Familiar

X

X

X

Construção participativa de princípios e valores de empresa do setor elétrico no Brasil

X

X

X

Cooperativa ComViver - Programa Germinar – Desenvolvimento de Facilitadores

X

X

X

X

X

Eight Coaching∞ - Rede Colaborativa de Coaches

X

Filantropia Inteligente

X

X

X

Inovação com impacto na cadeia de valor de grande empresa industrial internacional

X

X

X

Laboratório de Mudança - HUB Rio Escola de Inverno 2011

X

Laboratório de Mudança - Proteção de Conhecimento Estratégico

X

X

Liga de Intraempreendedores – comunidade internacional de aprendizagem

X

X X

Mandato Compartilhado Micael Amarante 50444

X

X

Muitação “Construindo meu lugar no mundo”

X

X

Novos Urbanos: plataforma de inovação social com a missão de articular ‘diálogos de ação’ transetoriais

X

Planejamento Estratégico Participativo – Caso Instituto Compartilhar

X X

X X

X

X

Programa de Desenvolvimento Compartilhado de Fornecedores da L'Oreal

X

X

X

Programa de Desenvolvimento dos Elos da 
 Associação Rede de Sementes do Xingu

X

X

X

Programa de desenvolvimento e integração de lideranças de empresa multinacional

X

X

X

X

Programa de Sensibilização da Delegacia da Receita Federal de Administração Tributária – Rio de Janeiro

X

X

X

X

Programa Emerge: Propósitos de vida conectados com o futuro emergente

X

X

X

X

Protagonismo Jovem e Diálogo como caminho de Desenvolvimento Organizacional Sistêmico

X

X

X

X

Rede global de Pro Bono

X

Rio+B

X

X

X

X

Vereador Gustavo Bonafé - um caso de inovação política, colaboração e transparência no sul de Minas Gerais

X

X


Anexo 7 - Objetivos de Desenvolvimento Sustentável Abordados Caso

1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12 13 14 15 16 17

Construção Participativa de Política de Responsabilidade Socioambiental de um Grupo Familiar

X

Construção participativa de princípios e valores de empresa do setor elétrico no Brasil

X

X

X X X

Cooperativa ComViver - Programa Germinar – Desenvolvimento de Facilitadores Eight Coaching∞ - Rede Colaborativa de Coaches Filantropia Inteligente

X

X

X

X

X X

X X X X

X

X

X

X

X

X

X

X

X X

X

X X X

Inovação com impacto na cadeia de valor de grande empresa industrial internacional

Laboratório de Mudança - HUB Rio Escola de Inverno 2011

X

X X

X

X

Laboratório de Mudança - Proteção de Conhecimento Estratégico

X X

Liga de Intraempreendedores – comunidade internacional de aprendizagem

Mandato Compartilhado Micael Amarante 50444 Muitação “Construindo meu lugar no mundo”

X

Novos Urbanos: plataforma de inovação social com a missão de articular ‘diálogos de ação’ transetoriais

X

X

X

X

X

X

X

X

X

X X

Planejamento Estratégico Participativo – Caso Instituto Compartilhar Programa de Desenvolvimento Compartilhado de Fornecedores da L'Oreal

X X

X

X

X

X

X

X X X

X X X X X X X

Programa de Desenvolvimento dos Elos da 
 Associação Rede de Sementes do Xingu

X

X X X

Programa de Sensibilização da Delegacia da Receita Federal de Administração Tributária – Rio de Janeiro

X

X

X

X

X X X

X

X

Protagonismo Jovem e Diálogo como caminho de Desenvolvimento Organizacional Sistêmico

X

X X

X

X

X

Rede global de Pro Bono

X

Rio+B Vereador Gustavo Bonafé - um caso de inovação política, colaboração e transparência no sul de Minas Gerais

X

X

Programa de desenvolvimento e integração de lideranças de empresa multinacional

Programa Emerge: Propósitos de vida conectados com o futuro emergente

X

X X

X X X

X

X

X

X

X

X

X

X X

X

Considerando: (1) Erradicação da Pobreza, (2) Erradicação da Fome, (3) Saúde de Qualidade, (4) Educação de Qualidade, (5) Igualdade de Gênero. (6) Agua limpa e Saneamento, (7) Energias Renováveis, (8) Empregos dignos e Crescimento econômico, (9) Inovação e Infraestrutura, (10) Redução das Desigualdades, (11) Cidades e Comunidades Sustentáveis, (12) Consumo Responsável, (13) Combate às mudanças climáticas, (14) Vida debaixo de água, (15) Vida sobre a terra, (16) Paz e Justiça e (17) Parcerias pelas metas

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Publicacao Colaborativa 2016  

"Reconhecer e gerar conexão e troca de práticas entre profissionais e organizações que têm em comum o diálogo, a colaboração e a participaçã...

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