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Ano 1 - N.º 7

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17 Junho de 2010

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Quinzenal

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Preço: 0.01€

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Director: Eng.ª Teresa Pedrosa

Selecção Nacional empata com Costa do Marfim 0-0

Força

Portugal

Pág. 3

Pág. 12

Câmara assina protocolo com

Bombeiros Voluntários de Alcochete Pág. 7

Pág. 8 e 9

Programa das Festas de S. João Batista


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Editorial

17 Junho 2010

PRÓS E CONTRAS

“Quem canta seus males espanta…” Neste rectângulo que não tem qualquer obrigação de ser objectivo ou imparcial, decidi hoje cantar o fado - o poema é de Constantino Menino e os arranjos de fado, de Maria Leopoldina da Guia. É dedicado a todos os que lutam sem armas e que cantam mesmo sem voz. A todos aqueles que sem a pompa e o brilho de um toureiro em cima do seu cavalo, continuam a ter a coragem e a ousadia para enfrentar o Toiro mais bravo. Caro leitor, eis o Novo Fado de Alcochete (!) Anda comigo, ver Alcochete e a cor que existe no seu sol pôr que só Deus soube pintar… Anda comigo, para veres como Tejo criou em nós o desejo de nos fazer mos ao mar! Anda comigo, põe a sardinha no pão, dá largas à emoção naquelas noites de Agosto… Vem meu amigo, porque sei que vais gostar do vinho que te vão dar para matares o desgosto! Vai lá cantar àquela casa das hortas, aonde até horas mortas já tanta malta cantou… Vai lá beber um pouco de fado antigo, e serás mais um amigo que outro amigo encontrou! Anda comigo, ver as festas de Alcochete, terra do verde barrete, símbolo do homem valente… Ouvir o grito, entre sedas, prata e oiro, peito aberto frente ao toiro, a mostrar à sua gente! Anda comigo, para veres como o forcado à noite abraça o fado num abraço de ternura… E a guitarra trina de forma diferente, também ela está contente por deixar a amargura! Por Teresa Pedrosa

Ficha Técnica: Proprietário e Editor: Mário M. P. Silva - Rua Manuel Gomes Nepomuceno, 9B - 2870-127 Montijo - Tel: 21 231 49 54 - Fax: 21 230 12 17 * Director: Eng.ªTeresa Pedrosa * Director-Adjunto: João Silva * Sub-Director: Mário Silva * Redacção: Fernando Magueta Publicidade: Ângela Correia * Paginação e Grafismo: MS - Artes Gráficas e Publicidade * Colaboradores: Miguel Boeiro, Fernando Pinto, Catarina Marcelino, José Boavida, Mariana Thomaz, Dr.ª Ana Martins, Hernani Lopes Pereira, Ana Maria Thomä, Mary Smith, Fátima Vieira, Augusto Silva, Pedro Santos, Marco Pereira * N.º de Registo Definitivo 125834 * Tiragem: 10.000 Exemplares* Periodicidade: Quinzenal * Sede de Redacção: Rua Ruy de Sousa Vinagre - Edífico Monte Novo r/c 2890-999 Alcochete * Tel: 21 098 76 31 * E-mail: geral.alcaxete@gmail.com * Impressão: Coraze Oliveira de Azeméis.

Comemorou-se no passado dia 12 de Junho, o 25.º Aniversário da adesão de Portugal à Comunidade Económica Europeia. Vinte e cinco anos depois e ponderados os prós e contras, da adesão de Portugal à então CEE, hoje União Europeia, os portugueses, incluindo muitos dos nossos dirigentes políticos, estão bastante divididos sobre se valeu ou não a pena. A adesão à União Europeia criou-nos a ilusão, a ambição e a esperança de que poderia haver um projecto de vida melhor para todos os portugueses. Claro que não poderíamos ficar isolados e por isso tivemos que “embarcar” neste comboio europeu. Os nossos governantes, que negociaram a nossa adesão, nem nos perguntaram se estaríamos interessados. Pelo que estava em causa, justificava-se fazer um referendo. Começaram a entrar diariamente, milhões e milhões de euros provenientes dos fundos comunitários, e criou-se a expectativa que em breve, todos os portugueses iriam a começar a sentir no seu dia a dia os efeitos benéficos da nossa adesão. Foi pura ilusão. Como já vai sendo hábito no nosso País, e temos muitos especialistas nessa área, o dinheiro começa a ser utilizado em tudo, menos naquilo a que era destinado. A fiscalização fecha os olhos. Os amigos dos nossos políticos, os grandes grupos económicos e os grandes empresários, conseguem, deitar a mão aos milhões de euros dos Fundos Comunitários. As pequenas e médias empresas, ficam com umas migalhas e para a população fizeram-se as auto-estradas, mas com portagem. Com um cenário destes, mais tarde ou mais cedo, teríamos que ser penalizados. Aos poucos Bruxelas começa a fazer imposições e a tomar conta dos destinos do nosso País. A nossa agricultura, as nossas pescas, os nossos estaleiros, a nossa indústria pesada, foram votadas ao abandono e praticamente desactivadas. Um desemprego galopante, começa a tomar conta das famílias portuguesas. Dá-se subsídios para queimar barcos. Dá-se subsídios para deixar as terras em poisio. Dá-se subsídios para não trabalhar. Dá-se subsídios para não produzir leite. Dá-se subsídios para não produzir carne. Dá-se subsídios para arrancar oliveiras. Dá-se subsídios para arrancar a vinha. Onde é que anda a nossa indústria corticeira , os têxteis e as conservas? Afinal qual é o nosso papel na Europa? Quais os objectivos? Qual o caminho a seguir? Os trabalhadores portugueses são tão bons, como qualquer outro europeu. Já o provámos. Os trabalhadores portugueses também precisam de alimentar as suas famílias. Que União é esta, onde cada País, só pensa no bem-estar dos seus habitantes, mesmo que para isso tenha que, passar por cima dos interesses dos outros membros da União. Se antes da adesão éramos considerados um

dos países mais pobres da União Europeia, actualmente assim continuamos. Melhorámos na Educação. Mas não existem saídas profissionais para os jovens que acabam os cursos. Estamos a formar doutores e engenheiros para irem para o desemprego. Melhorámos na Saúde. Mas continuamos a ter que esperar meses por uma consulta ou por uma intervenção cirúrgica. No entanto se tivermos capacidade financeira, a conversa já é outra. Quando os nossos governantes, falam em Independência Nacional, decerto que não estão a falar do Portugal que todos nós conhecemos, pois estamos cada vez mais dependentes de ajudas externas, chegando mesmo ao ponto, de já nem sermos autosuficientes em produtos básicos da alimentação. A recessão económica mundial que atravessamos, não é só por si, o motivo pela grave situação na qual estamos mergulhados. Há situações em que parecemos um país de terceiro-mundo. A solução passa em grande parte por criar condições para manter as empresas a laborar normalmente, apoiar todos aqueles que desejem criar o seu próprio posto de trabalho e OBRIGAR aqueles que nada fazem, a contribuir, com o seu esforço, para que Portugal seja realmente um país cada vez mais Europeu. Mário Silva


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Actualidade

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Câmara Municipal atribui 43.765 em subsídios Na última sessão pública de Câmara, realizada a 9 de Junho no Salão Nobre dos Paços do Concelho, o Executivo Municipal aprovou, por unanimidade, a atribuição de um conjunto de subsídios que totalizam o valor de 43.675. Para a Associação Humanitária dos Bombeiros Voluntários de Alcochete foi concedido o subsídio anual

de

35.000 para apoiar a

actividade regular desta instituição de utilidade pública, a aquisição de equipamentos e o apoio que é prestado no âmbito da missão de Protecção Civil. De 19 a 24 de Junho, a vila de Alcochete é palco das tradicionais Festas de São João Baptista e, para apoiar estes festejos em honra do Santo padroeiro da Vila, a

Câmara Municipal aprovou a atribuição de um subsídio de 4.050 à Fábrica Igreja Paroquial S. João Baptista. Ao Grupo de Forcados Amadores de Alcochete foi concedido um apoio de 4.000 (dividido em duas tranches de

2.000) para

fazer face aos gastos decorrentes com a sua actividade regular.

No âmbito do passeio de final de ano da E.B. / J.I. da Restauração ao Oceanário e ao Parque do Alto da Serafina, em Lisboa, a Câmara Municipal atribuiu um subsídio no valor de 510 ao Agrupamento Vertical de Escolas de Alcochete para financiar o transporte dos 56 alunos que beneficiam de A c ç ã o S o c i a l E s c o l a r.

Samouquense foi concedido um apoio financeiro de 115 para fazer face às despesas decorrentes da festa convívio que realizar-se-á no próximo dia 18 de Junho, na sede da colectividade, e que assinala o encerramento do ano lectivo e das actividades de enriquecimento curricular que decorreram nas instalações da colectividade.

À Associação Desportiva

Inscrições abertas para Férias Activas de Verão As inscrições para a frequência das Férias Activas de Verão tiveram início na segunda-feira, dia 14 de Junho, na Divisão de Desporto, Juventude e Movimento Associativo do Município, na Rua do Mercado, em Alcochete. As Férias Activas de Verão realizam-se de 28 de Junho a 23 de Julho, somando quatro semanas de actividades desportivas das 9 às 12h00 com enquadramentos diferenciados: Férias no Parque Desportivo (28 de Junho a 2 de Julho), Férias na Piscina (5 a 9 de Julho), Férias nas Freguesias (12 a 16 de Julho) e Férias na Natureza (19 a 23 de Julho). Esta iniciativa da Câmara Municipal de Alcochete tem como objectivos a ocupação activa e sadia das crianças e

jovens no período das férias escolares, a divulgação de novas actividades físicas e o fomento do convívio desportivo entre jovens de diferentes idades. Os familiares directos dos participantes podem proceder à inscrição das crianças e jovens dos 6 aos 14 anos no horário de segunda a sexta-feira, das 9h00 às 12h30 e das 14h00 às 17h30, na referida Divisão, sendo o custo de inscrição 10,00 por semana (ou 5,00 por semana para as crianças e jovens com SASE), montante que inclui seguro de acidentes pessoais, enquadramento técnico e transporte, caso o programa o exija. De acordo com o Regulamento Geral das

Férias Activas de Verão, o local de concentração será junto à entrada do Pavilhão Desportivo de Alcochete, situado na Rua da Liberdade, em Alcochete, entre as 8h45 e as 9h00, estando o regresso previsto para o mesmo local, às 12h00, salvo indicação em contrário dos Técnicos de Desporto da A u t a r q u i a .

para contactar a organização das Férias Activas de Verão durante o seu decurso são os seguintes: organização 918681579; DDJMA 212348649; Pavilhão Desportivo de Alcochete: 2 1 2 3 4 0 4 6 6 .

Para mais informações contactar a Divisão de Desporto, Juventude e Movimento Associativo através do 212348649 ou do endereço electrónico ddjma@cm-alcochete.pt.

As crianças deverão participar nesta actividade com equipamento desportivo e c h a p é u / b o n é , preferencialmente protegidas com protector solar e munidas com mochila com lanche e água em quantidade suficiente para uma manhã de Verão, sendo expressamente proibida a utilização de quaisquer jogos electrónicos portáteis. Os contactos disponíveis

Autarquia coloca palmeiras Autarquia aprova celebração de protocolo nas praias do Concelho com instituição “Abrigo” No sentido de tornar a Praia Fluvial de Samouco num espaço mais aprazível para a população, a Câmara Municipal reforçou, em Maio, a requalificação desta área com a replantação de dez palmeiras de grande porte. Esta intervenção vai ao encontro das acções concretizadas pela Junta de Freguesia de Samouco que, até ao Verão, vai investir nas condições deste espaço com a colocação de mais chapéus-de-sol e passadeiras no areal. Com o mesmo objectivo, a Câmara Municipal vai também replantar na Praia dos Moinhos, em Alcochete, três palmeiras com características semelhantes.

No próximo dia 24 de Junho, às 17h00, no Salão Nobre dos Paços do Concelho, a Câmara Municipal vai celebrar um protocolo com a Abrigo, a Fundação do Gil e o Centro de Investigação em Serviço Social e Intervenção Social (CLISSIS), uma parceria que vai possibilitar a implementação de um Centro de Investigação. Na sessão de Câmara, realizada no passado dia 9 de Junho, o Executivo Municipal aprovou, por unanimidade, a proposta de celebração do protocolo e, durante a reunião, o Vereador do Pelouro de Desenvolvimento Social, Paulo Machado, explicou que: “Achamos interessante participar nesta fase de arranque da criação do Centro de Investigação que é um projecto da Abrigo, uma instituição que apresenta

uma forte capacidade para se organizar em torno dos seus objectivos”. A Abrigo Investigação – Centro de Investigação em Crianças em Risco é uma valência da Abrigo – Associação Portuguesa de Apoio à Criança que visa p r o m o v e r o desenvolvimento e a divulgação da investigação científica no âmbito dos estudos da criança em risco /perigo. Para além da área da investigação, a Abrigo Investigação apresenta ainda como objectivos gerais a criação de uma biblioteca e de uma base de dados especializadas na temática “Crianças em Risco” e a promoção de acções de formação e de seminários relacionados com o tema. A Abrigo Investigação funcionará na Escola Conde

Ferreira, em Alcochete, num espaço cedido pela Câmara Municipal. No entanto, a presença deste Centro em Alcochete será temporária, uma vez que a Abrigo Investigação aguarda a conclusão da construção do Centro de Acolhimento Temporário no Montijo.


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Opinião

Alcochete vila prodígio da Forcadagem! consagrado à natividade do Santo, às comemorações de mais um aniversário do Grupo de Forcados Amadores de Alcochete.

João Batista, também chamado de João, o Batizador, foi um pregador judeu e considerado pelos cristãos como o precursor do prometido Messias, Jesus Cristo. Baptizou muitos judeus, incluindo Jesus, no rio Jordão, e introduziu o baptismo de gentios nos rituais de conversão judaicos, que mais tarde foram adoptados pelo cristianismo. Tendo São João Batista como o seu Santo Padroeiro, a vila de Alcochete assiste no dia

Praticamente a efectuarem 39 anos de existência, este Grupo de Forcados, fundado a 24 de Junho de 1971, consagrando nomes como João Mimo, Gregório Bolota, José Barrinha da Cruz, Francisco Sequeira, Aníbal Pinto, Alberto Silva, José Pinto, Estêvão Oliveira, Filipe Sequeira, Manuel Pinto, Augusto Oliveira, António José Pinto, João Rei, João Barata, Manuel Jorge Marques, António Cardoso, aos quais ainda se juntaram António Cruz, António Faria, Francisco Salvação, Paulo Penim, Vítor Marques e Joaquim da Costa Godinho. Pouco menos de um mês da sua fundação, este Grupo fez a sua apresentação na Praça de Toiros da cidade vizinha – Montijo, enfrentando 6 toiros de Rio Frio. Sob a égide de João Mimo, este Grupo ao longo de 13 anos, conseguiu definir os seus princípios assentes numa postura determinada e

A hora do Alegre! Muito se tem falado do apoio do Partido Socialista a Manuel Alegre, caracterizando-o por divisionista e pouco entusiasta. Há quem defenda que deveria haver outro candidato, que o Manuel Alegre teve posições recentes contra o Partido Socialista, que o Manuel Alegre foi apoiado de imediato pelo Bloco de Esquerda, e até que o PS não deveria apoiar nenhum candidato deixando a decisão a cada um dos militantes sem orientação partidária. Parece-me que é fundamental termos em atenção as circunstâncias políticas do país e o que implica posições de desmoralização das dinâmicas de apoio à candidatura que, para o bem e para o mal, é neste

momento a candidatura que é apoiada pelo Partido Socialista. Não nos podemos esquecer que o candidato da direita é Cavaco Silva. Um candidato culturalmente pequenino, conservador nos costumes, que não tem dimensão para representar dignamente Portugal. Lembremo-nos da votação da Lei das Uniões de Facto, do facto de ter parado o país para fazer declarações sobre a Lei do Estatuto dos Açores, da sua posição no referendo da despenalização da IVG, das declarações que fez aquando da promulgação da Lei do casamento entre pessoas do mesmo sexo ou ainda da trapalhada das escutas que nos

O modelo perfeito da Sociedade Ocidental O xadrez, inventado há uns séculos atrás pelos persas, é o modelo perfeito da sociedade o c i d e n t a l . O tabuleiro é dividido numa óptica completamente norteamericana, ou seja, monocromática: de um lado estão os bons e do outro estão os maus. Índios e cowboys. Pretos e brancos. Ocidentais e muçulmanos. Quer um lado quer o outro têm a mesma legitimidade no tabuleiro embora cada lado ache que tem mais legitimidade que o outro. Em cada lado do tabuleiro encontramos duas linhas de peças. Na linha da frente todos as peças são iguais e têm como objectivo proteger as peças da

linha de trás. Por isso mesmo são normalmente as peças da frente a levar a maior parte da p o r r a d a . Na linha de trás as peças são diferentes entre si e também possuem habilidades diferentes. O objectivo das peças da linha recuada é safarem-se o melhor que puderem enquanto a mama n ã o a c a b a r . A análise de cada peça dá-nos a real dimensão do génio persa ao inventar este jogo: Os Peões (que representam o povo) ocupam toda a linha da frente movendo-se vagarosa e penosamente sempre a direito, sem hipótese de recuar, em direcção ao fundo do tabuleiro na vã esperança de se

conquistando o prestigio necessário para consolidar o seu sucesso nos anos imediatamente seguintes. É precisamente na década comandada por António Manuel Cardoso que este Grupo atinge simultaneamente os melhores e os mais angustiantes momentos da sua carreira. Foi precisamente na tragédia, com a morte de dois jovens e valorosos forcados, que o Grupo ainda mais se uniu, apesar de todas as dificuldades, conseguiu reunir fortes condições para superar as suas adversidades e continuar no trilho do êxito. Em 1995 é João Pedro Bolota, forcado de enorme referencia no seio do grupo e não só, o eleito para liderar os Amadores de Alcochete. Na senda dos seus antecessores, o João prejudicando fisicamente a sua própria vida, mantém no seio do Grupo o espírito de unidade que permite continuarem com todo o mérito a marcarem presença de forma cada vez mais assídua nas melhores feiras taurinas.

17 Junho 2010 honrar a jaqueta que enverga como também consegue elevar o nome da vila de Alcochete em todo o País e Ilhas, mas igualmente em Espanha, França e Estados Unidos da América. A 01 de Julho de 2007, o João coloca um ponto final na sua já longa carreira de forcado passando o seu testemunho ao Vasco Pinto, que apesar da sua juventude, à muito que deixou de ser uma promessa da forcadagem para naturalmente se assumir como uma certeza com todo o romantismo que a figura de forcado representa na Festa.

Não é uma tarefa fácil, percebase, mas a amizade e a união entre novos e menos novos fomentada em muitas tardes e noites de glória e quiçá de infortúnio permitem aos Amadores de Alcochete continuarem…a manter a tradição.

Fernando Pinto Deputado Municipal Independente eleito pelo PS bancadapsalcochete@gmail.co m

Jovem, dinâmico mas simultaneamente humilde, empenhado e com uma visão bem actual, o Vasco orgulhoso do seu Grupo e com Alcochete no coração aposta na continuidade reforçando o Grupo com novas caras mas sempre regendo-se pelos mesmos princípios desse já longínquo ano de 1971.

O Grupo de Forcados Amadores de Alcochete, não só continua a

Alcochete orgulha-se do seu passado e presente e de todos aqueles que um dia optaram por vestir a jaqueta das ramagens e deram a conhecer a outros povos e culturas, esta genuína, ímpar, e tão nobre arte de ser forcado português e de Alcochete.

ocuparam o Verão passado. Para além do mais, a direita procura realizar um sonho antigo – um Presidente, um governo, uma maioria. Quanto a mim, contribuirei activamente para combater Cavaco e o sonho da direita. Como socialista não posso, através da imobilidade e da falta de entusiasmo, colaborar para um resultado que considero ser prejudicial para Portugal. Também o argumento do apoio do Bloco de Esquerda é falacioso. A esquerda apoiar o mesmo candidato presidencial não é novidade, aliás, diria mesmo que tem sido o mais comum. Há quem argumente que os tempos são outros e que a necessidade de entendimentos ao centro na defesa do país fala mais alto. Parece-me a mim que é de facto necessário, patrioticamente,

salvar o país, e para tal haver entendimento entre os Partidos que têm capacidade de governação, mas não é menos importante ao nível dos costumes e da cultura, estarmos ao lado da esquerda não conservadora. O PS tem vivido desta dualidade de quem está ao centro, de quem é responsável e aposta no desenvolvimento de Portugal em todas as suas dimensões. Manuel Alegre é militante e um histórico do Partido Socialista, é um homem de esquerda que tem uma visão progressista para Portugal e tem uma dimensão cultural considerável. Não tenho escrúpulos em apoiar esta candidatura que, sendo no terreno, a única oposição relevante a Cavaco, e a tudo o que ele representa, deve ser apoiada por aqueles que combatem o conservadorismo e

defendem o progresso. O país está a atravessar um momento difícil, o PSD preparase para disputar a governação de Portugal. Não há espaço para hesitações, nem há espaço para mágoas, mas sim, há espaço para o combate político coerente, determinado e dignificante dos valores da esquerda democrática.

transformarem noutra peça qualquer. Escusado será dizer que raramente atingem esse objectivo, acabando sacrificados e comidos a meio do percurso. Os Bispos (que representam a santa igreja) ladeiam as duas peças mais importantes do jogo e movem-se livremente pelo tabuleiro, embora sempre de um modo enviesado: os seus movimentos nunca são frontais. Os Cavalos (também conhecidos por bestas, ou alimárias) são os políticos. Têm uma progressão esquisita no tabuleiro. O seu movimento em «L» faz com que seja pouco claro para onde vão a seguir. São as únicas peças que têm a capacidade de saltar indiscriminadamente por cima das outras. As Torres (que representam o funcionalismo público) encontram-se nas extremidades

do tabuleiro e estão entaladas entre os políticos e o povo. São as peças mais previsíveis da sua fileira: movem-se linearmente para trás e para a frente, para a direita e para a esquerda, conforme lhes convém ou lhes é permitido. A Rainha (que simboliza o governo) é a peça mais exuberante do xadrez. E a mais perigosa também, devido à sua capacidade de se mover a seu bel-prazer para todo o lado e à velocidade que lhe der mais jeito. Todo este ecletismo torna a Rainha na mais feroz defensora do seu Rei. Finalmente temos o Rei, a peça mais importante do jogo, que simboliza a Mama: quando acaba a mama acaba o jogo. Por isso, o Rei é a peça que todas as outras tentam proteger.

mais a mama que outras... mas isso já os persas sabiam quando inventaram o jogo.

Enfim, algumas peças protegem

Catarina Marcelino

José Boavida


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Opinião

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As mentiras do PEC e os sacrificios para todos Durante muitas semanas o País andou suspenso com o anúncio do Programa de Estabilidade e Crescimento (PEC) que o Governo apresentou para corrigir as derrapagens e derivas promovidas pelo próprio Governo do PS, PSD e CDS, que ao longo dos últimos anos, com políticas neoliberais e com o pretexto da crise económica internacional, conduziram o País à situação actual. Finalmente, ao fim de muitas semanas de adiamento, o Governo anunciou as principais medidas estruturantes do dito PEC. Pretendendo salvar muito do mal feito, as medidas anunciadas em quase nada se distinguem daquilo que se vinha antecipando: os salários da administração pública iriam diminuir em termos reais; regressaria a regra de uma admissão na função pública por cada dois funcionários que se reformassem; os impostos iriam subir não por efeito do aumento das taxas mas por via da drástica redução dos benefícios fiscais; as SCUTS iriam ser portajadas; as obras públicas iriam ser adiadas por 2 anos (eufemismo para anunciar a sua suspensão) com excepção da linha do TGV Lisboa/PoceirãoMadrid/Caia que, pelo facto de já estar parcialmente adjudicada, se eventualmente fosse suspensa iria custar mais dinheiro em indemnizações do que custaria a continuidade da sua construção; as mais-valias bolsistas a ser tributadas em 20%; em sede de IRS nasceria um novo escalão de 45% para quem ganhasse mais de 150.000€/ano. Mais privatizações. Conjugando as medidas apresentadas e os seus destinatários, percebe-se com mediana clareza que, uma vez mais, irão ser os trabalhadores e a classe média a ter de apertar drasticamente o cinto, cabendolhes, mais uma vez, pagar a s u p o s t a c r i s e .

Poucas dúvidas haverá que estaremos perante um dos mais drásticos e dramáticos agravamentos das condições de vida que, em democracia, os p o r t u g u e s e s i r ã o s o f r e r. Agravamento talvez com paralelo apenas naquele que nos anos 80 foi imposto ao país pelo FMI. Mas o problema que motiva esta reflexão reside noutro aspecto que, infelizmente, não se tem visto discutido na comunicação social nem ser objecto de questão apropriada a quem de direito – e que é o seguinte: Com todas as medidas anunciadas, com todo o apertar de cinto referido, que resultados se propõe o Governo alcançar? O Primeiro-ministro respondeu, quando anunciou ao país as linhas gerais deste PEC: Pretende reduzir o défice orçamental, num ano, em um ponto percentual. Ou seja, pretende que no final de 2010 o país tenha um défice de 7,3%. Ora, se todas estas medidas draconianas apenas terão como consequência baixar o défice orçamental em um ponto percentual, que outras medidas terão de ser tomadas, até 2013, para baixar esse mesmo défice em mais 5,3%? Esperará o Governo alcançar tal desiderato apenas como consequência do crescimento económico do país e da correspectiva subida da receita fiscal daí adveniente? Há que reflectir e pensar cruamente no seguinte: Em 2008 o défice estava em 2,8% e hoje está em 9,3%. E porque é que aumentou assim tão rapidamente o défice do Estado? Foi porque o Estado resolveu aumentar fundamentalmente as despesas nos serviços públicos? Foi porque os trabalhadores da Função Pública foram substancialmente aumentados? Foi porque houve uma política arrojada de investimento? Não! Foi porque o Estado e a banca pública tiveram de ir em

Acerca do PEC

Se nos propusermos a revelar e a demonstrar a verdade através do único meio informativo de que dispomos, acerca de algumas pessoas amorfas e sem conhecimento, cujas mentes estão embebidas pela directriz de um partido visivelmente receoso, é porque realmente não aceitamos que nos façam passar por parvos. Num país conservador como o nosso, a camuflagem utilizada por este partido, como as

palmadinhas nas costas, os sorrisos amarelos e as simpatias falsas representam a pura demagogia política de quem não tem mais nada para dar à sociedade. Resta-lhes apenas a obsessão de continuar a responsabilizar o Partido Socialista por tudo e por nada esquecendo-se que “pelas cadeiras também se pegam os males” e que o temos agora em Alcochete não passa de um poder useiro que, como apregoa o seu presidente, não tem oposição. Vê quem quer, que continuamos por exemplo, a ter as escolas a rebentar pelas costuras e que temos carência de espaços de lazer e de recreio. Exceptuando a obra realizada na praia do Samouco, que tem um espaço de lazer aprazível, com um passeio pedonal, equipamentos para desporto e até, muito brevemente, uma plantação de palmeiras cedidas pelo Chico Elias. Talvez a ideia até tivesse partido da Junta de Freguesia de Alcochete, mas rapidamente transitou para o Samouco, onde a angariação de votos é um assunto com especial importância. À praia de Alcochete foi destinada uma obra

socorro do sistema financeiro, apresentando a factura das tropelias do BPP, do BPN e do BCP. Contraíram a economia, cortaram as receitas, aumentou o desemprego, aumentaram os gastos com a subida do desemprego e com as ajudas aos banqueiros! Hoje já ninguém fala nestas situações nem na crise dos outros Bancos. Os défices públicos aumentaram não pelos desmandos do sector público, mas sim pelos do sector privado, designadamente do sector financeiro! E onde estão os responsáveis por toda esta situação em que o país está mergulhado? Para além da especulação perpetuada pelas agências de “rating”, quem responsabiliza os actuais e ex-ministros? Todos têm rosto! A desculpa para as medidas recentemente adoptadas é que o mundo mudou nos últimos quinze dias! Não, não é verdade! O mundo está em mudança de facto, só que com maior rapidez mudam as palavras do primeiro ministro (aliado ao Presidente do PSD), que hoje diz uma coisa, à saída no aeroporto da Portela outra e ainda outra completamente diferente quando levanta voo de Bruxelas, isto já para não falar da trapalhada da entrada em vigor das recentes medidas. Mudaram igualmente o que prometeram nos seus programas eleitorais, em relação ao investimento, ao emprego, em relação aos impostos, em relação aos apoios sociais, etc. etc. O que mostra esta situação não é apenas uma governação ao sabor das circunstâncias, mas um poder político submisso aos monopólios financeiros, dos grandes grupos económicos e dos interesses das grandes potências europeias, cujos responsáveis são o governo do PS, agora com um novo parceiro de “dança” o PSD.

proporcional à quantidade de votos que contribuem para o partido local - um extraordinário degrau para os balneários! São conhecidas as enormes dificuldades económicas por que passamos e, segundo os boatos que correm no povo, são cada vez em maior número os trabalhadores contratados pelo poder local com salários chamados “negociáveis” e, vou sussurrar, terão implícito um “acordo” com o trabalhador que lhe anula a liberdade de expressão. Credível ou não, esta situação não parece merecer a atenção da oposição. Mas enfim…eis o PEC, o Pequeno Estrago Comunista! Têm sido para mim, bem visíveis as diferenças entre a Câmara Socialista e a Câmara actual. Vejase por exemplo, o recente aumento do preço associado ao despejo de fossas nos meios rurais, que passou de 4 para 64 euros - um aumento incomportável e inadmissível para os trabalhadores rurais. Assim como a falta de melhorias nas estradas municipais de acesso a estes mesmos meios, o saneamento iniciado por uns e inacabados por outros, etc. Mas enfim…eis o PEC, o Pequeno Estrago Comunista! Alargando um pouco mais o âmbito desta minha reflexão a outros regimes comunistas… Recordo-me bem da declaração

Pedem-se ainda mais e mais sacrifícios, nomeadamente, com o imposto adicional no IRS que se traduzirá num verdadeiro roubo nos salários dos trabalhadores e nas reformas, uma nova redução da capacidade aquisitiva dos salários, agravados com o aumento do IVA principalmente sobre os bens de primeira necessidade. Para combatermos estas medidas existem alternativas credíveis as quais foram recentemente apresentadas no âmbito das conclusões das Jornadas Parlamentares do PCP, força integrante da CDU, realizadas no Distrito de Setúbal e das quais se destacam: Tributação dos patrimónios mais elevados através da introdução temporária (até 2013) de taxas agravadas de IMT (Imposto Municipal sobre Transacções Onerosas), de IMI (Imposto Municipal sobre Imóveis), incidindo sobre prédios acima de 1,2 milhões de euros; do ISV (Imposto Sobre Veículos) e do IUC (Imposto Único de Circulação) sobre automóveis ligeiros com um preço superior aos 100 mil euros e sobre a propriedade de iates e aviões particulares; aplicação de uma taxa de IRC de 25% ao sector bancário e aos grupos económicos com lucros tributáveis superiores a 50 milhões de euros; eliminação de todos os benefícios fiscais que são concedidos, em sede de IRC, ao sistema bancário e financeiro e às entidades gestoras de produtos f i n a n c e i r o s c o m estabelecimentos situados nas denominadas “Zonas Francas” (Offshore). Estas medidas permitiriam receber três vezes mais (cerca de 3 mil milhões de euros) do que com o aumento do IVA e do IRS, desfazendo assim o mito de que as medidas do PS e do PSD são inevitáveis. Para a sua concretização torna-

do deputado Bernardino Soares, a propósito da visita do Dalai Lama ao nosso país em 2008, em que se referiu à invasão da China ao Tibete há 51 anos, insinuando que as mensagens e as imagens que são difundidas, são caluniosas não correspondem com rigor à realidade. Daí eu pergunto, será que esta “ cabecinha “ pensadora do Bernardino, se lembra do PCP alguma vez ter defendido a Democracia e os Direitos Humanos no Tibete ou na China?! E a opinião do seu secretário-geral sobre este tema até parece coincidir com a do Comité Central do PC Chinês. Será que para os comunistas os agricultores mortos por este poder, cujas imagens podem ser testemunhadas na NET, são meras banalidades?! Eis o PEC, o Pequeno Estrago Comunista. Recordo também os massacres no Darfur e a repressão da revolta popular na Birmânia, com uma importância económica estratégica para Pequim. Será que é o PCP que faz a defesa dos trabalhadores e dos seus direitos? E a greve de fome de um dissidente cubano que o levou à morte numa cadeia de Cuba? Não será uma demonstração da forma de operar do partido comunista? Eis o PEC, o Pequeno Estrago Comunista.

se urgente e necessário uma política de esquerda e um governo capaz de levar à prática tais medidas. Estamos, pois, perante um PEC que de forma hipócrita nos “promete” fazer sair da crise mas certamente se irá revelar insuficiente para tal. E porquê? Fundamentalmente porque o Governo optou por, uma vez mais, adiar as verdadeiras medidas que reforcem a receita d o E s t a d o . Estamos, assim, ante um PEC mentiroso. Um PEC digno dum Governo cujo Primeiro-ministro já se deve estar a preparar para enfrentar uma Comissão de Inquérito na Assembleia da República que irá averiguar se esse mesmo Primeiro-ministro mentiu, ou não, ao Parlamento. Em suma, estão bem um para o outro – este PEC para este Primeiro-ministro. Este Governo e este Primeiroministro estão cada vez mais descredibilizados, não desarmaremos e muito menos renunciaremos a Lutar porque é a única solução para dar a volta à situação a que o nosso País chegou! Fernando Leiria Bancada da CDU da AM Alcochete

Apenas mais um dos exemplos conhecidos por todo o mundo: A morte do dissidente russo Alexander Litvinenko, antigo membro dos serviços soviéticos de informação, envenenado em Novembro de 2006 com polónio, um raro elemento radioactivo. Para quem não leu, recomendo vivamente que leia “A morte de um dissidente “, o livro que conta a história completa da morte de “ Sasha “ Litvinenko e que compromete seriamente o “Kremlin” actual. Muitos mais exemplos haveria para ilustrar o que tem sido a actuação dos regimes comunistas por esse mundo fora, mas penso que não é preciso alongar-me mais. Este é o vosso PEC, os Pequenos Estragos Comunistas. Creio verdadeiramente que ser defensor da democracia é incompatível com uma ideologia que precisa de exercer o seu poder desta forma. Ser de esquerda não é deixarmonos dormir à sombra de uma velha azinheira, mas antes garantirmos a subsistência de uma espécie actualmente em risco de extinção por uso abusivo. Augusto Silva Militante do Partido Socialista


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Educação

17 Junho 2010

Comunicado aos Encarregados de Educação Grafittar para Prevenir A Escola Básica do 2º e 3º Ciclos El Rei D. Manuel, construída há cerca de 25 anos, tem capacidade para 30 turmas. Em 2006/07 frequentaram a escola 40 turmas; em 2007/08 frequentaram a escola 42 turmas; em 2008/09 a escola funcionou com 39 turmas. Em 2009/10 frequentam a escola 45 turmas (o que só é possível porque foram colocados 4 contentores a servir de salas de aula). Neste momento a escola tem 15 turmas a mais, ou seja, está 50% acima da sua capacidade. A Direcção e as várias equipas de trabalho tudo têm feito para manter na escola os alunos do 5º ao 9º anos de todo o Concelho e todos os que a Lei permite que a frequentem. Contudo, o crescimento previsto para o próximo ano é completamente incomportável por falta de salas de aula, laboratórios e pavilhão gimnodesportivo. Solicitámos, por isso, uma reunião ao Sr. Director Regional de Educação de Lisboa e Vale do Tejo – DRELVT – (responsável por esta

escola) para colocarmos as nossas preocupações e tentarmos construir uma solução. Reunimos em 6 de Abril, tendonos sido dito que a questão seria equacionada pela Direcção Regional e que mais tarde seríamos convocados para nova reunião. Em 28 de Abril voltámos a reunir com os responsáveis da DRELVT, tendo também estado presentes o Sr. Vereador da Educação Dr. Paulo Machado e a equipa da Direcção da Escola Secundária de Alcochete. Nessa reunião foi-nos dito que a solução encontrada para o próximo ano é a passagem (de acordo com os critérios previstos no Despacho 13 170/2009 de 4 de Julho) de alunos do 7º ano (3 turmas) para a Escola Secundária de Alcochete. A médio e longo prazo, de acordo com os responsáveis regionais, serão encontradas soluções mais sustentáveis quer para a Escola Secundária quer para a Escola El Rei D. Manuel I, a nível de instalações. Mas, a curto prazo, a solução possível é a distribuição de alunos do 3º ciclo pelas duas

escolas, com o acolhimento, para já, de 3 turmas do 7º ano por parte da Escola Secundária. Todos os alunos de 6º ano renovarão a sua matrícula para o 7º ano na EB 2/3 El Rei D. Manuel I. Os Encarregados de Educação, no acto da renovação da matrícula para o 7ºano, escolhem a Escola da sua preferência (EB 2,3 El Rei D. Manuel I ou Escola Secundária de Alcochete). Contudo, a seriação dos alunos é feita de acordo com a Lei. A g r u p a m e n t o Ve r t i c a l d e Escolas de Alcochete, 25 de Maio de 2010 A Directora Dra. Augusta Alves

Turma da Professora Olinda Sabia que... apresenta 4 anos de Memórias "Este espectáculo, organizado pela turma do 4º Ano da Prof. Olinda Mendes, terá como objectivo não só marcar esta passagem para uma nova etapa destes alunos, como também prestar uma bonita homenagem aos Professores e Auxiliares Educativas que os acompanharam durante estes 4 anos." Sexta-Feira 18 de Junho de 2010 20.00 horas Associação Desportiva Samouquense Junta de Freguesia do Samouco Coordenadora da EB1 Do

Meu pai… minha mãe! Encerrou no passado dia 11 de Junho a exposição “Meu pai… minha mãe”, que esteve patente no salão Nobre da Junta de Freguesia de Alcochete. Por lapso não foi enviada com a notícia da exposição a lista dos vencedores. A comissão organizadora informa que a mesma pode ser consultada pelos interessados nas escolas básicas participantes: Monte Novo, Restauração e Valbom.

Samouco Presidente do Agrupamento Ve r t i c a l d a s E s c o l a s d e Alcochete Câmara Municipal de Alcochete Alain Rodrigues COLABORADORES Isabel Pitorro Luísa Martins Cristina Alves Eurico Sequeira Carla Ferreira Professor Bruno COMISSÃO DO PROGRAMA Ana Guerreiro Isabel Pitorro Eurico Sequeira Luísa Martins Carla Ferreira

O Bullying é um dos maiores flagelos do séc. XXI? Acontece nas escolas, preocupa alunos, professores, pais e a sociedade em geral. Mas pode ocorrer também, nas famílias, entre vizinhos, locais de trabalho e até na Internet. Afinal, pode ocorrer em qualquer contexto onde as pessoas se relacionem umas com as outras. O Bullying consiste no comportamento de uma ou mais pessoas contra outra ou outras e que se caracteriza pele ameaça ou agressão intencional e repetida sem motivação aparente por largos períodos de tempo, causando dor e angústia. Existem vários tipos de Bullying: O bullying propriamente dito, que pode ser por agressão física, verbal e/ou sexual, por exclusão social e ainda psicológica; o cyberbullying, que consiste no recurso às novas tecnologias para ameaçar, intimidar ou humilhar alguém, através de e-mail, chats, messenger, vídeos ou telemóvel e o bullycide, em que a vítima, não suportando mais estar exposta ao “bullying”, tenta ou comete mesmo o SUICÍDIO! Foram detectadas várias causas para tal comportamento dos autores deste flagelo, tais como os modelos educativos a que foram submetidos, a

Mercadinho do Monte Novo

comunidade a participação nesta actividade.

Mais um sucesso, o mercadinho do Monte Novo, que este ano permitiu, com a colaboração de todos, angariar verbas para a aquisição de mais dois armários/biblioteca para a escola do Monte Novo e ainda fazer um pequeno donativo em géneros à Santa Casa da Misericórdia de Alcochete (Lar de Idosos). A Associação de Pais desta escola deseja agradecer a toda a

Animação do Muro da Escola O passado dia 10 de Junho foi celebrado de forma diferente na escola do Monte Novo. Com o apoio da loja de Tintas Margem Sul e a colaboração dos pais e alunos, foi pintado o muro da escola. Obrigada a todos os que de alguma forma participaram numa manhã tão animada.

Cada vez mais a Escola confronta-se com a necessidade de reinventar estratégias diversificadas, inovadoras e motivadoras com o objectivo de promover a inclusão e o sucesso escolar e social de todos os alunos, independentemente das suas características, dificuldades e interesses. O Agrupamento de Escolas de Alcochete decidiu, por isso, dinamizar um projecto em parceria com a Junta de Freguesia de Alcochete, no âmbito dos “grafittis”, que contemplou um Workshop teórico prático no qual alguns alunos da escola EB 2,3 El Rei D. Manuel I de Alcochete, grafittaram um “muro” na Junta

ausência de valores, de limites e regras convenientes, a punição através de violência física ou psicológica e ainda a exposição à violência (psicoadaptação). O agressor tem normalmente um comportamento provocador e de intimação permanente, é agressivo na resolução de conflitos, tem um relacionamento familiar pouco afectivo, tem pouca empatia, muita dificuldade em se colocar no lugar do outro e esconde o próprio medo, amedrontando os outros. A vítima é geralmente alguém que apresenta uma característica que a torna diferente dos outros; um pouco mais gordo, gagueja, usa óculos, tem tiques, é bom aluno, ou qualquer outra diferença. A pessoa em consequência de ser vítima de Bullying, baixa a sua auto-estima, tem transtornos emocionais, mostra passividade, problemas psicossomáticos, depressão, pode iniciar o consumo de álcool ou drogas e pode também tentar ou até mesmo consolidar o suicídio. Por sua vez o agressor tem dificuldades de convivência, atitudes autoritárias e violentas, atitudes delinquentes ou criminosas. É por isso importante que os pais ou educadores ou pessoas próximas das vítimas estejam atentos aos sinais de alerta, tentem conversar com as crianças, adolescentes ou adultos, conforme o caso, sobre o que os preocupa.

de Freguesia de Alcochete, no dia 2 de Junho de 2010. Este projecto envolveu 10 alunos dos 2º e 3º ciclos e 2 “grafitters” profissionais que transmitiram aos alunos regras sobre a Arte de “Grafittar”, marcando a diferença entre vandalismo e Arte contribuindo de forma lúdica para trabalhar comportamentos de risco, desmotivação e dificuldades de inserção na sociedade. De salientar que a concretização deste projecto só foi possível com o contributo de donativos, nomeadamente, a Delta Cafés e da Junta de Freguesia de Alcochete.

(Profª Filomena Lopes – Escola EB 2,3 El Rei D. Manuel I – Alcochete)

No caso de verificarem de que se trata de uma vítima de Bullying devem procurar orientação, isto é, ajuda especializada. Não se deve nunca culpar a vítima, mas sim mostrar-lhe o seu afecto. Quanto aos pais, educadores ou pessoas próximas dos agressores não devem ignorar a situação, mas também não os devem agredir ou intimidar. Devem mostrar compreensão, procurar identificar o que d e s e n c a d e i a e s t e comportamento, procurando ajuda especializada para o efeito. A campanha contra a violência deve ser uma forma de estar na vida!

Mariana Thomaz


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17 Junho 2010

Próximos Cartéis Campo Pequeno, 17 Junho Ganadaria: José Luis Pereda António Telles - Manuel Lupi Rivera Ordoñez - António Ferrera Forcados: Amadores de Coruche Montijo, 26 Junho Ganadaria: José Samuel Lupi João Moura - João Salgueiro - Manuel Lupi Forcados: Am. Montemor - Am. Montijo Évora, 27 Junho Ganadaria: Murteira Grave Joaquim Bastinhas - Rui Salvador - Luis Rouxinol Vitor Ribeiro - Bastinhas Jr. - Soller Garcia Forcados: Évora Campo Pequeno, 1 Julho Ganadaria: Fermin Bohorquez Diego Ventura - João Moura Jr. Forcados: Amadores Alcochete - Aposento da Moita

3.º Festival da Juventude Aficionada Pelo terceiro ano consecutivo, o Grupo de Forcados Amadores de Alcochete organiza o Festival da Juventude Aficionada, espectáculo que se realiza no próximo dia 19 de Junho pelas 22h na Praça de Toiros de Alcochete. Em praça vão estar os jovens cavaleiros Alexandre Gomes, Paulo d'Azambuja, João Maria Branco e Verónica Cabaço, as pegas estarão a cabo do Grupo do "Futuro" dos Amadores de Alcochete. Com esta iniciativa o Grupo de Forcados Amadores de Alcochete pretende estimular a relação dos jovens com a tauromaquia e, também, angariar verbas para o fundo de assistência. Estas iniciativas assumem cada vez mais um papel preponderante numa associação amadora sem fins lucrativos e que carece de maiores apoios por parte das autoridades.

Alcochete, 3 Julho - Corrida do Munícipio Ganadarias: Rio frio/José Samuel Lupi Vitor Ribeiro - Sónia Matias - Gilberto Filipe Forcados: Aposento do Barrete Verde Nazaré, 3 Julho Ganadaria: Couto Fornilhos Joaquim Bastinhas - Marcos Bastinhas Tiago carreiras Forcados: Amadores Alcochete - Caldas da Rainha Montijo, 10 Julho Ganadaria: Rio Frio Joaquim Bastinhas - Luis Rouxinol - Gilberto Filipe Forcados: T. T. Montijo - Ap. Barrete Verde

Corrida de S. Pedro em Montijo Sábado 26 de Junho

Com organização da empresa AC Eventos de Abel Correia realiza-se no próximo dia 26 de Junho pelas 22 horas a tradicional corrida de toiros de S. Pedro em Montijo. Cartel de grande expectativa num duelo entre João Moura e João Salgueiro, completa a terna o jovem Manuel Lupi. Lidam-se 6 imponentes toiros da gandaria de José Samuel Lupi que serão pegados pelos grupos de forcados Amadores de Montemor e Amadores de Montijo. No fim da corrida tradicional noite de comes e bebes com 2 novilhos no espeto para toda a gente. A não perder!

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17 Junho 2010

Bombeiros com «Apoios Miseráveis» Reconduzido na direcção dos BVA, empossada em Maio, Fernando Pessoa dizse farto de lutar contra a escassez de apoios. Câmara e Governo dão menos de metade do que seria o mínimo ideal para o orçamento anual da corporação, que (sobre)vive com 600 mil euros por ano. Por Fernando Magueta Para tornar bem clara a actual situação orçamental dos

sustentado por um orçamento anual de 600 mil euros. Tal como no ano passado, este ano a Câmara Municipal de Alcochete (CMA) “contribuiu, em dinheiro, com uns escassos 35 mil euros”, a que se somam alguns apoios logísticos – “que são importantes mas insuficientes ”. Em 2009 os BVA receberam do Estado 160 mil euros de subsídio. Para colmatar as insuficiências Fernando Pessoa avança com os

As ambulâncias fazem 500 mil Km/ano. “Estamos completamente esgotados de meios e os apoios são miseráveis” Bombeiros Voluntários de Alcochete (BVA), o seu presidente sublinha a ideia da necessidade de sensibilizar a população e as entidades responsáveis. “Se a população de Alcochete não perceber do que é que se está a falar” Fernando Pessoa avançará para uma “conferência de imprensa de carácter nacional para falar sobre o assunto e depois entregá-lo a quem de direito”. Esta é uma das primeiras decisões da nova direcção d o s B VA , r e e l e i t a e empossada no final de Maio último. Entretanto aceitou falar ao Alcaxete como forma de sensibilizar a comunidade local. A corporação local dos Soldados da Paz tem um orçamento anual que seria suficiente para a população do concelho, mas “nós temos um problema muito grave face à população flutuante. Os nossos meios não são adequados. Alcochete tem uma população de 15 mil habitantes e, nessa perspectiva, os bombeiros locais precisam de pouca coisa. Precisam e têm!”, confirma Fernando Pessoa. Mas acontece que o centro comercial Freeport e a Ponte Vasco da Gama constituem dois locais de elevado tráfego de viaturas e pessoas, o que obriga a mais meios de socorro. O outlet “traz 300 ou 400 mil pessoas, só ao fim de semana, e temos a Ponte Vasco da Gama com um movimento brutal de carros”, sustenta o presidente da direcção dos bombeiros. “As nossas ambulâncias estão a fazer 500 mil quilómetros por a n o . E s t a m o s completamente esgotados de meios e os apoios são miseráveis”. Tudo isto é

números daquilo que entende serem os contributos mínimos ideais: “A câmara teria de dar no mínimo 150 mil euros e o Estado teria de dar 250 ou 300 mil euros”. Contas feitas, os bombeiros de Alcochete operam actualmente com menos de metade dos apoios com que a autarquia e o Governo deveriam contribuir, no entender do presidente da direcção. Ou seja, a corporação deveria receber destas duas entidades, pelos menos, 400 mil euros e apenas recebe 195 mil. À data de fecho desta edição a autarquia já tinha dado ordem de pagamento de 50% da sua contribuição

loco e das dificuldades dos elementos que comanda, Paulo Vieira multiplica o orçamento actual: “Se calhar passávamos para o triplo. Mas o dobro já seria aceitável”, remata o comandante dos BVA. A crise acabou com o mecenato Até há dois anos atrás as contas estavam sob controlo porque o tecido empresarial local apoiava a corporação, mas com a crise instalada as empresas “têm diminuído drasticamente o seu contributo. Chegámos a ter cerca de 200 mil euros anuais em donativos ao abrigo da Lei do Mecenato”, recorda Fernando Pessoa. Consciente de que as dificuldades actuais afectam a tudo e a todos o nosso interlocutor destaca aquilo que entende serem as prioridades de um povo – “educação, saúde e segurança” – para recordar os 79 milhões de euros gastos com a recente visita do Papa Bento XVI. “Pareceme um bocado descabido!” A autarquia local tem a perfeita noção da realidade local, segundo a mesma fonte. Pessoa já contou com a companhia do presidente da CMA, Luís Miguel Franco, numa reunião com o ministro da tutela e assistiu ao “empurrar de um para o outro sobre quem tem a responsabilidade do quê”. No seio da direcção dos BVA “entendemos que a

quota de responsabilidade quanto à situação geral por que passam os bombeiros. “Isto tem muito a ver com sensibilidade”, diz Fernando Pessoa, exemplificando com duas câmaras de concelhos idênticos, em população e território, ao de Alcochete: Alcácer do Sal e Aljezur. Estas autarquias “dão cinco vezes mais aos bombeiros do que a nossa. No distrito de Setúbal a câmara de Alcochete é a que dá menos dinheiro aos bombeiros, per capita, do que todas as outras.” No concelho vizinho do Montijo a política de apoio é idêntica à de Alcochete e por isso Fernando Pessoa não hesita em dizer que é uma “política errada. Se calhar copiam-se uns aos outros”. Onde a cópia não acontece é na Lusoponte, entidade junto da qual a direcção dos bombeiros alcochetanos tem feito uma “grande pressão, pois é quem debita no nosso território a maior parte da população flutuante”, até porque os bombeiros chegam sempre

A Corporação deveria receber, pelos menos, €400 mil e apenas recebe 195 mil. antes do INEM quando a ponte é palco de acidentes. Em 2009 o apoio da Lusoponte aos BVA cifrou-se em 600 euros. Um valor

Fernando Pessoa (à esquerda) e Paulo Vieira, Presidente da Direcção e Comandante dos Bombeiros Voluntários de Alcochete

anual, valor referente ao semestre em curso. Conhecedor da realidade in

responsabilidade é partilhada”, sendo que o Governo tem uma maior

corporação. Aquele contributo equivale ao ordenado de um bombeiro efectivo. Fernando Pessoa fala em “esmolas ofensivas” e garante que há quem receba 4.000 euros por mês, porque já receberam um cheque, por engano, destinado aos bombeiros do Montijo. A hipótese de um posto avançado do INEM seria uma forma de retirar algum do muito serviço da corporação alcochetana, mas até ao dia de hoje essa hipótese não passou disso mesmo. Outra hipótese que já foi colocada no seio da direcção e do comando dos BVA foi uma espécie de greve. “Greve não fazemos mas podemos parar por falta de meios de subsistência, como os seguros, o combustível”, sublinha Paulo Vieira. Mas não se pense que são só as empresas e as entidades governamentais que se alheiam da realidade da instituição que presta auxílio através de muito voluntariado. A população

“ridículo” que os bombeiros só aceitam porque são muitas as carências da

local também não contribuído para a estabilidade financeira desejada no quartel. Há menos de um ano os bombeiros andaram na rua durante três dias, por ocasião das Festas do Barrete Verde, e apenas amealharam 300 euros, valor que reflecte o afastamento da população face a quem presta um serviço essencial ao bemestar da população. A própria direcção é composta por elementos que se sucedem a si próprios ao longo da última década. A sensibilização da população local é um dos objectivos da direcção (ver caixa). Tudo em prol da angariação de fundos. E não só. É que muitas vezes os bombeiros s ã o c h a m a d o s desnecessariamente. Na escola secundária, por exemplo, é uma situação recorrente, como confirma Paulo Vieira. Ambulâncias não são táxis Comandante da corporação desde 2008 – e no comando desde 1997 –, Paulo Vieira refere-se a serviços de auxílio para os quais os


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Estrelas do futebol vão ajudar Aurélio Pereira, o «olheiro» da Academia do Sporting, é um nome respeitado pelas estrelas futebol nacional e é com algumas destas figuras que os bombeiros de Alcochete contam para angariar fundos numa partida de futebol que homenageia o «mister» que descobriu Cristiano Ronaldo, João Moutinho, Simão, Quaresma, Luís Figo e Paulo Futre, entre tantos outros. O jogo que vai reunir alguns grandes nomes do nosso futebol ainda não tem data marcada, mas está confirmada a sua realização, pode avançar o Alcaxete em primeira não. Do desempenho da Selecção Nacional na África do Sul dependerá a data do evento que será mediatizado da forma mais rentável possível, tirando partido dos futebolistas e do homenageado. Definida está a Gala de Fados, agendada para Outubro, altura do aniversário da corporação voluntária alcochetana, e algumas acções para sensibilizar a população em colaboração com a Junta de Freguesia – “um fórum para debater o assunto bombeiros”, avança Fernando Pessoa. Excepto o evento futebolístico, “mesmo que sejam bem sucedidas, estas acções não significarão mais do que dez ou 15 mil euros”. A propósito, a campanha de angariação de sócios “foi um engano porque os novos associados não pagaram as suas quotas”. Só cerca de 2/3 dos pouco mais de 2.000 sócios têm a sua situação regularizada, afiança o presidente da direcção dos

A ajuda da comunicação social

Paulo Vieira, comandante dos BVA, gere uma corporação que vive com dificuldades

bombeiros são solicitados desnecessariamente, como se as já bem rodadas ambulâncias fossem viaturas de aluguer com condutor. “Fazem de nós muitas vezes táxis porque muitas vezes não precisam de ir ao hospital mas chamam uma ambulância”,

sido feitas algumas acções de sensibilização com o apoio do Governo Civil junto da população mais jovem, mas a mensagem perde-se em casa, junto dos pais. Em 13 anos de integração nos bombeiros de Alcochete Paulo Vieira assistiu ao crescimento populacional do

No distrito de Setúbal a Câmara de Alcochete é a que dá menos dinheiro aos bombeiros, per capita. assim como “nos chamam para desentupir canos depois de uma chuva mais forte”, recorda o comandante da corporação. Mas não se lembram dos bombeiros para qualquer contributo ou para serem associados, quando o valor da mensalidade é tão simbólico que 20 euros chegam e sobram para pagar a anuidade… A propósito das inúmeras idas às escolas em auxílio Paulo Vieira refere que têm

concelho desde a abertura da Ponte Vasco da Gama. “Nós estamos no dia-a-dia de todas as pessoas, estamos sempre a pensar nelas e delas recebemos o contrário. Só se lembram de nós quando precisam dos bombeiros!” em parte isso acontece por falta de informação, porque, como acrescenta o comandante, muita gente pensa que os bombeiros de Alcochete são profissionais pagos. Mas a realidade é bem distinta e

Há poucos meses a televisão relatou a avaria do equipamento de desencarceramento na sequência de uma operação de socorro a um acidente de viação. Os homens no terreno não desistiram da operação de salvamento e uma vida (Ricardo Augusto) foi salva com o auxílio da corporação do Pinhal Novo. A demora na operação de resgate do corpo levou a que a vítima fosse retirada da viatura em coma. Acabaram por ser alguns amigos da vítima desse acidente a mediatizar o caso junto da comunicação social e a conseguir angariar os 23.600 mil euros necessários para a aquisição de um novo equipamento de desencarceramento. Em poucos dias a solidariedade do povo português reflectiu-se no valor angariado através de uma campanha consertada entre a SIC e a Rádio Comercial. E tudo começou num outro canal, a comunidade virtual Facebook. A história está contada em www.bvalcochete.com. FM

constatável pelo número de pessoas que chegaram aos BVA como voluntários e acabaram por desistir por “falta de motivação e por não se sentirem acarinhados”. Muitos são os exemplos de elementos da corporação que pagaram do seu bolso os casacos e botas de protecção com que operam em acções de socorro… “Não temos apoio ao o r ç a m e n t o p a r a conseguirmos atingir o objectivo do socorro, para prestarmos um bom socorro

e ter os meios e e q u i p a m e n t o s e fundamentalmente os homens numa quantidade que nos deixasse descansados. O ideal seria ter, em permanência, duas equipas e que não estivéssemos à mercê do voluntariado”, que constitui cerca de 2/3 da corporação. Por isso os homens e mulheres sob o comando de Paulo Vieira estão sempre de braços abertos para receberem novos companheiros. Tudo

começa pelo altruísmo: “Muita vontade e gosto” pelo voluntariado e pela actividade de socorro são aspectos que se acrescentam às condições mínimas exigidas (idade até 40 anos e 9º ano de escolaridade mínima) para integrar a equipa dos bombeiros, depois da formação inicial.

BOMBEIROS VOLUNTÁRIOS DE ALCOCHETE AJUDE-NOS A SALVAR...

CONTRIBUA PELO MENOS COM 1 EURO... NIB PARA CONTRIBUIÇÃO: 001000002303978000158 PARA MAIS INFORMAÇÕES LIGUE: 212 340 557


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Desporto

ALCOCHETE Andebol * Futsal Futebol

Depois do êxito alcançado com o torneio realizado na semana da Páscoa, o Académico de Alcochete volta a organizar de 24 de Junho a 03 de Julho de 2010, mais um evento desportivo internacional ”ALCOCHETE Andebol/Futsal/Futebol”, nos pavilhões de Alcochete e Samouco e relvado sintético do GD Alcochetense. Estamos a trabalhar no sentido de organizar um forte programa de animação, no qual contamos contigo. É nosso objectivo aproximar,

em especial, a população jovem do nosso Concelho com os participantes que nos visitam, pelo que vos convidamos a participarem nos concursos “Miss Alcochete”, karaoke, passagens de modelo, etc. Haverá prémios para os vencedores e lembranças para todos os participantes. As animações serão realizadas nas instalações dos Bombeiros de Alcochete, por DJ's profissionais convidados. A receita reverterá para os Bombeiros

17 Junho 2010 de Alcochete. As inscrições estão abertas na Sede Social do Académico de Alcochete, situada na Rua Artur Garrett, 26 (junto ao posto da Galp) em Alcochete. Contamos com a participação dos nossos jovens, amigos e familiares, assim como da população em geral. A União Faz a Festa!!!!! Junta-te a nós!!!!

Na sequência do realizado em anos anteriores, voltamos a convidar todos os nossos ex-Atletas e Responsáveis, para mais uma acção de convívio, sugerindo o seguinte programa a realizar no Sábado 26 de Junho no Pavilhão de Alcochete: *10,30h-Jogo entre atletas masculinos; *11,30h-Jogo entre atletas femininos; *13,00h-Almoço (prevemos o custo de 10€/pessoa).

Hugo Serralha perto dos Pool Masters O capitão da equipa Radical Pool Club de Alcochete obteve a sua melhor classificação individual de sempre na recente p a r t i c i p a ç ã o n o Va l e y National Eight-Ball Association (VNEA), em Las Vegas, Estados Unidos, prova terminada na semana passada. O 12º lugar de Hugo Serralha (categoria Intermediate) valeu uma subida de quatro lugares em relação ao desempenho obtido em 2009. Com este desempenho o capitão da equipa alcochetana esteve a um jogo/vitória de entrar no

quadro principal para 2011. A categoria Master do próximo ano será disputada pelos primeiros oito classificados da edição deste ano. Por equipas, a prestação do Radical Pool Clube de Alcochete “foi marcada pela inexperiência de alguns jogadores”, segundo Serralha. A equipa alcochetana foi eliminada pelos congéneres norteamericanos na primeira rondada, na categoria Intermediate. Nesta 30ª edição do VNEA, destaque para Rafael Correia que venceu a prova na

categoria Regulars, feito nunca antes alcançado por um jogador luso. A encerrar a época o Radical Clube participou no último fim-de-semana no Torneio Internacional da Nazaré com duas excelentes prestações dos seus jogadores Hugo Serralha (9º classificado) e Rafael Correia (12º). Estiveram presentes os melhores atletas nacionais da actualidade. Fernando Magueta

O Alcaxete felicita o Grupo de Forcados Amadores de Alcochete pela passagem do seu 39.º aniversário


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17 Junho 2010

Piquenicão no Sítio das Hortas encerra comemorações do Dia do Ambiente Integrado nas comemorações do Dia Mundial do Ambiente, a Autarquia promoveu no sábado passado, 5 de Junho, no Sítio das Hortas, um piquenicão que proporcionou, além do contacto directo com a Natureza, uma manhã de grande convívio entre todos os participantes. Durante toda a manhã realizaram-se diferentes actividades lúdicas e pedagógicas particularmente direccionadas para a sensibilização de boas práticas a m b i e n t a i s .

produção manual de folhas de papel, que constitui uma das actividades desenvolvidas no Pólo de Animação Ambiental do Sítio das Hortas, também suscitou grande curiosidade entre os presentes. A todos os participantes nesta iniciativa, alusiva ao Dia Mundial do Ambiente, a Autarquia entregou ecopontos em cartão, que facilitam a acção de reciclagem na casa de cada um. Associadas às comemorações do Dia Mundial da Criança realizaram-se no dia 1 de

Cangarinha Miguel Boieiro Não há consenso possível sobre o nome popular desta planta espinhosa. Uns chamam-lhe cagarrinha, outros, tangarrinha, outros ainda, cardo-bordão, cardo-de-ouro, cardo-dourado, cardilho, cantarinha, carrasquinha, tengarrinha, …. O seu nome científico é “Scolymus hispanicus L” e como a designação expressamente sugere, trata-se de uma espécie endémica da península hispânica que, obviamente inclui o nosso País. Estamos a falar de um cardo muito incómodo, sobretudo para quem anda mal calçado, que vegeta nos terrenos incultos, secos e áridos, ou bordeja os caminhos, com excepção das regiões mais elevadas. Sendo também uma planta nitrófila, podemos encontrá-la em abundância em zonas de estabulação ao ar livre, de animais ruminantes. Junto do meu quintal há uma pequena propriedade rural com ovelhas a quem frequentemente lanço

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Alcochete Praia Limpa 2010

Junho, no Jardim do Rossio e na Praia dos Moinhos em Alcochete, actividades lúdicas que visaram a sensibilização dos mais novos para as questões ambientais.

A Lixoteca suscitou grande interesse entre miúdos e graúdos, que não hesitaram em subir ao autocarro da SUMA – Serviços Urbanos e Meio Ambiente, e aprender de uma forma divertida alguns conceitos chave relacionados com a reciclagem e reutilização de resíduos. A S.Energia também esteve presente nesta iniciativa com a promoção de jogos e actividades didácticas e a d i v u l g a ç ã o d a s potencialidades do forno solar, que possibilitou a degustação de um bolo e maçãs assadas. A reutilização de desperdícios de papel na

cascas de laranja, que ficam junto do muro divisório. Ora aí, os citados cardos vicejam em monte, beneficiando dos excrementos do rebanho que espera pelo petisco. Pertence à família botânica das compostas ou asteráceas, agrupamento aristocrata que abrange mais de 20 mil espécies que inclui o ramo dos cardos. Este, no entanto, distingue-se bem dos outros, pelas suas folhas verdes brilhantes e flores amarelo-douradas. É uma espécie bianual ou, na maior parte das vezes, perene, pois embora a planta seque completamente no Outono, do seu raizame, se não for desenterrado, brotam rebentos, logo no início do Inverno. Antes de espigar, o cardo forma uma roseta basal com grandes folhas oblongas que podem ter 20 cm de comprimento, muito divididas, dentadas, pecioladas, com bordos espinhosos também nos talos. A meio da Primavera forma-se um espigão robusto, provido de látex, que pode atingir 1 m de altura. As folhas caulinares são sésseis e oblongo-lineares. Todas as folhas apresentam uma nervura branca ou levemente avermelhada que se destaca do

Página Verde

verde-escuro da planta. A floração é formada por capítulos, pedunculados, agrupados em conjuntos ramosos saindo por debaixo das folhas caulinares. A sua cor, como já foi dito, é de um amarelo dourado muito atraente. Quase diríamos que se não fossem os espinhos, esta Scolymus seria, sem dúvida, uma ornamental de grande valia nos nossos jardins. Os frutos são aquénios de cerca de 4 mm, ornados de pelos ásperos ao tacto. O nome, proveniente do grego clássico, Scolymus indica que a planta é comestível, o que nos deixa de pé atrás, perante tantos espinhos. Mas se eles o afirmaram é porque deveriam ter razões para tal. O cardo possui diversos sais minerais e compostos com destaque para a inulina que é um açúcar indicado para os diabéticos. Entre as propriedades medicinais refere-se que é protectora do fígado, diurética, anti-sudorífera, antiespasmódica e depurativa. Vários autores apontam as virtudes da cangarinha como apreciada hortaliça, muito estimada na culinária dos romanos, que utilizavam as

Entre os dias 2 e 15 de Junho, cerca de 300 alunos dos 3º e 4º anos de escolaridade da Freguesia de Alcochete recolheram resíduos sólidos selectivamente na Praia dos Moinhos em Alcochete. Esta actividade, visitas à ETAR, e a produção de trabalhos com materiais reutilizados são algumas das iniciativas de maior impacto junto da Comunidade Escolar do 1º CEB do Agrupamento Vertical de Escolas de Alcochete. Estas e outras desenvolvem-se no âmbito de um Projecto Ambiental – “Alcochete Praia Limpa” da responsabilidade da parceria entre a Freguesia de Alcochete e o Agrupamento de Escolas de Alcochete com o apoio da Simarsul, Amarsul e Câmara Municipal de Alcochete. Desde há cinco anos que, com este Projecto, apostamos na formação dos Docentes, na

formação dos jovens alunos e na sensibilização da Comunidade em geral para as questões ambientais e para a necessidade imperiosa de todos sermos mais cuidadosos com os recursos que não são inesgotáveis. Em fase final de produção temos folhetos de informação e aconselhamento sobre ”o Lixo”; “a água”; “a praia”; “os animais de estimação”; … destinados a todos os munícipes.

raízes, as folhas tenras (cruas ou cozinhadas) e as nervuras das folhas basilares. Indicaram-me, certo dia, que a raiz da Scolymus pode substituir a da escorcioneira, espécie muito comum no Alentejo e que actualmente é muito difícil de encontrar, permitindo diversos preparados culinários. Qualquer dia hei-de experimentar! O que faço regularmente, seguindo a tradição alentejana e da Extremadura espanhola, é ripar e separar os picos das folhas (antes da planta florir), migar os talos como se fosse

feijão-verde e confeccionar uma sopa de grão de se lhe tirar o chapéu. Para terminar, transcrevo apenas a mezinha que o meu amigo Dr. João Ribeiro Nunes indica no seu “Tratamento pelas Plantas Medicinais”, como eficaz diurético: - Cozedura em lume brando de 30 g das raízes, durante 15 minutos, filtrar e beber três chávenas por dia.


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17 Junho 2010

Programa das Festas de S. João Batista EDITAL N.º 40/2010 DELIBERAÇÕES DA REUNIÃO ORDINÁRIA DE 9 DE JUNHO DE 2010 LUÍS MIGUEL CARRAÇA FRANCO, Presidente da Câmara Municipal do Concelho de Alcochete: TORNA PÚBLICO, que para cumprimento do n.º 1 do artigo 91.º da Lei n.º 169/99, de 18 de Setembro, com as alterações introduzidas pela Lei n.º 5-A/2002, de 11 de Janeiro, na reunião ordinária realizada em 9 de Junho de 2010, foram presentes os seguintes assuntos: A Câmara deliberou homologar os seguintes autos: -

Requalificação da Praia dos Moinhos – Proc.º I-02/09 – Homologação do Auto de Recepção Provisória;

-

Execução de um furo de pesquisa e eventual captação de água subterrânea, destinado ao reforço de abastecimento de Samouco – Proc.º N-15/01 – Recepção Definitiva.

-

Pedido apresentado por Construfalco – Sociedade Imobiliária, SA para recepção provisória do Conjunto Habitacional na Lagoa do Láparo – Alcochete, referente ao Processo N.º LE.064.03;

-

Pedido apresentado por Sónifogo – Construção, Lda., para recepção definitiva do Loteamento em Cercal de Baixo – S. Francisco, referente ao Processo N.º E 3/00;

A Câmara deliberou aprovar: - Loteamento Cerrado da Praia em Alcochete de ERREPÊ – Promoção Imobiliária, Lda., referente ao processo N.º E 4/00: Declaração de Caducidade da Licença Accionamento de garantia bancária a favor do Município Execução das obras em falta para conclusão das infraestruturas públicas; -

Execução de um furo de pesquisa e eventual captação de água subterrânea, destinado ao

Sábado, 19.06.2010 18,00h – Abertura das festas 18,30h – Missa Vespertina 21,30h – Abertura da Quermesse Arraial Mostra Gastronómica e Doçaria Regional 22,00h – Música e Dança Tradicional Espanhola (Sevilhanas) Domingo, 20.06.2010 08,00h – Alvorada 11,30h – Missa Dominical 21,30h – Abertura da Quermesse e Arraial Mostra Gastronómica e Doçaria Regional 22,00H – Conjunto “Maré de Sons (Apoio Da Câmara) Segunda-Feira, 21,06,2010 08,00h – Alvorada 21,30h – Abertura da Quermesse e Arraial Mostra Gastronómica e Doçaria 22,00h Na Igreja Matriz – Concerto pelo Orfeon da Soc. Imparcial15 de Janeiro de 1898 Terça-Feira, 22.06.2010 08,00h Alvorada 21,30h – Abertura da Quermesse e Arraial Mostra Gastronómica e Doçaria Regional 22,00h – Conjunto Musical HPP no Palco Quarta-Feira, 23.06.2010 08,00h – Alvorada 21,30h – Abertura da Quermesse e Arraial Mostra Gastronómica e Doçaria Regional

22,00h – Bênção da Fogueira de S. João Batista 22,15h Na Igreja Matriz – Missa da Vírgilia da Festa de S. João Batista 23,30h – Confraternização Popular no Largo de S.João (Febras, Pão, vinho e musica popular) (Apoio de Casa da Malta) Quinta-Feira, 24.06.2010 08,00h - Alvorada 18,00h – Na Igreja Matriz – Missa de S.João Batista 19,00h – Procissão Solen em Honra de S. João Batista 21,30h – Abertura da Quermesse e Arraial Mostra Gastronómica e Doçaria Regional 22,30h – Concerto Musical pela Banda da Soc. Imparcial 15 de Janeiro de 1898 24,00h – Encerramento das festas com fogo de Artifício na Ponte Cais.

CARTÓRIO NOTARIAL DE SETÚBAL DO NOTÁRIO LICENCIADO JOÃO FARINHA ALVES

reforço de abastecimento de Samouco – Proc.º N-15/01 – Cancelamento de Garantia Bancária; -

Proposta de fraccionamento do pagamento da dívida – cliente n.º 1271842;

-

Celebração de Acordo com arrendatários para pagamento de rendas em atraso;

-

Acordos de fraccionamento de dívida referente a rendas em atraso (4);

-

Celebração de Protocolo entre o Município de Alcochete, a Abrigo Investigação, a Fundação do GIL e o CLISS – Centro de Investigação em Serviço Social e Intervenção

Social. Foram atribuídos os seguintes subsídios: - Associação Humanitária dos Bombeiros Voluntários de Alcochete – €35.000,00; - Associação Desportiva Samouquense – €115,00; - Grupo de Forcados Amadores de Alcochete – €4.000,00 a atribuir em 2 tranches de €2.000,00 cada; - Agrupamento Vertical de Escolas de Alcochete – €510,00; - Fábrica da Igreja Paroquial de S. João Batista – €4.050,00.

E, para constar, se lavrou o presente Edital e outros de igual teor que vão ser afixados nos lugares públicos do costume. E eu, (Dulce Constantino), Chefe da Divisão de Administração e Recursos Humanos, o subscrevi.

Paços do Concelho de Alcochete, 14 de Junho de 2010 O PRESIDENTE DA CÂMARA, Luís Miguel Franco (Dr.)

Certifico narrativamente que, por escritura de vinte e oito de Maio do ano dois mil e dez, lavrada de folhas oitenta e quatro seguintes, do livro de notas para escrituras diversas número cento e vinte e quatro seguintes, do livro de notas para escrituras diversas número cento e vinte e quatro-A, deste Cartório, MANUEL PEDROSA AMADO, natural da freguesia e conselho do Montijo, e mulher MARIA MANUELA LAGOA DE SOUSA AMADO, natural da freguesia de Colmeias, concelho de Leiria, casados sob o regime comunhão geral de bens, como declaram, residentes habitualmente na Avenida Dom Afonso Henriques, número 69, primeiro andar direito, em Montijo, contribuintes fiscais, respectivamente, números 168749050 e 155230425, declaram ser donos e legítimos possuidores, com exclusão de outrem, de um prédio rústico denominado de Barroca D' Alva e Rio Frio, com a área de vinte e um mil oitocentos e setenta e cinco metros quadrados, situado em Pinhal do Rego, na freguesia e concelho de Alcochete, que confronta do Norte com Estrada Nacional número cinco, do Sul e Nascente com Cerâmica Vicente & Filhos, Lda, e do poente com sociedade Agrícola de Rio Frio, S.A., inscrito o prédio na respectiva matriz predial urbana sob parte do artigo 25, da secção AT, da freguesia de Alcochete, constando como titular do referido artigo matricial a referida Sociedade Agrícola de Rio Frio, S.A.---------------------------------------------------------------------------------------------No tocante ao registo Predial, encontra-se descrito na conservatória do Registo Predial de Alcochete sob o número mil quinhentos e oitenta e um, de três de Junho de mil novecentos e noventa e sete, da freguesia de Alcochete, constando como titular inscrito a referida Sociedade Agrícola de Rio Frio, S.A., pela inscrição requerida pela Apresentação cinco, de trinta de Setembro de mil novecentos e cinquenta e sete. --------Que em mil novecentos e oitenta e três os ora justificantes MANUEL PEDROSA AMADO, e mulher MARIA MANUELA LAGOA DE SOUSA AMADO, compram verbalmente á Sociedade Agrícola de Rio Frio, S.A., o indicado prédio. ------------------Que desde essa data, logo os primeiros outorgantes MANUEL PEDROSA AMADO, e mulher MARIA MANUELA LAGOA DE SOUSA AMADO, tornaram posse efectiva e material do indicado prédios rústico, demarcando-o, na altura cultivando-o, semeando batatas e cenouras, tendo depois nele explorado barro, e sendo hoje um buraco , usufruíram do mesmo, gozando todas as utilidades por ele proporcionadas, com ânimo de quem exerce direito próprio, sendo reconhecidos como donos por toda a gente, fazendo-o de boa fé, por ignorarem lesar direito alheio, de uma forma pacifica, sem violência, á vista e com o conhecimento de toda a gente.-------------------------------------Que, não possuem, porém, o título necessário à plena prova do seu direito pelas vias extrajudiciais normais e por isso vêm justificá-lo pela presente escritura.------------------Que, assim, e em face do disposto nos artigos 1251, 1255, 1260, 1261, 1262, 1263 alínea a), 1287, 1288 e 1296, todos do Código Civil, os primeiros outorgantes adquiram por usucapião, com efeitos retrotraídos à data de mil novecentos e oitenta e três, o direito de propriedade sobre o prédio rústico que é objecto de presente escritura e nela está devidamente identificado, e ao qual, tão somente para efeitos de escritura, se atribui o valor de MIL EUROS.--------------------------------------------------------------------------ESTÁ CONFORME--------------------------------------------------------------------------------Cartório Notarial de Setúbal, aos vinte e oito de Maio do ano dois mil e dez.-------------O Notário (Lic. João Farinha Alves)


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17 Junho 2010

M O N T I J O Ginásio Clube Montijo Trampolins Torneio Distrital de Níveis Marta Pinto obteve o 3º Lugar Individual. A jovem saltadora do Ginásio Clube do Montijo, Marta Pinto participou pela 1ª Vez numa prova de Trampolim (cama elástica) e obteve um brilhante 3º Lugar na geral, numa prova onde participaram mais de quarenta e quatro saltadores. Tiro com Arco Decorreu domingo 13 Junho, na cidade Torres Novas, a prova de caça simulada ( hunter), distâncias desconhecidas um só tiro. Organizada pela UDRZA com erros, desagradando tanto a atletas como a própria Federação. O Ginásio Clube do Montijo esteve presente com sua a equipa 2010 quase na totalidade revelando o trabalho técnico executado ao longo do Ano, alcançou o 2º lugar por clubes. A nível individual Luís Cruz que esteve como delegado da federação, o qual teve

A prova realizou-se no Pavilhão Municipal de Sines e, para além de Marta Pinto também o Ginásio Clube do Montijo, participou pela primeira vez numa prova deste género e esteve representado pelos seguintes atletas: Rita Silva, Filipa Esteves, Letícia Marques, Vasco Couto, João Girão, Joel Taneco, Ana Ferreira, Adriana Sequeira e Inês Silva. Também em

Sines, mas na parte da manhã realizou-se o Torneio de Golfinhos no qual os ginastas tiveram que fazer três aparelhos diferentes. Ginásio Clube do Montijo foi representado pelos seguintes ginastas: Eliseu Vintém, Diogo Correia, Tomás Pinto, Carla Alves, Raquel Viegas, Joana Maia, Afonso Mendes, Gonçalo Mendes e Carlota Santos.

algumas desavenças com a organização, descarregou em prova batendo tudo e todos de qualquer classe e estilo, alcançou o 1º lugar na classe BU sénior masculinos, onde Jacinto Racha fez 5º, Alexandre Lemos 6º (reflexo das dificuldades profissionais) e Cláudio clérigo estreou-se em competição com um excelente 7º lugar; Rui Brito que em FSR sénior masculino com problemas a nível material alcançou um extraordinário 2º lugar após desempate, José Trindade alcançou o 4º lugar na mesma classe, ambos se

estrearam neste difícil estilo de prova a qual é muito exigente e lhes cobra a nível material!

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...em Destaque! Hip Hop Campeões Nacionais no Escalão de Juvenis. G_Motion do Ginásio Clube do Montijo estão de Parabéns! No dia 9 de Maio, realizou-se o Campeonato Nacional de Hip Hop, na Escola Secundária Costa Primo da Amadora, este contou com a participação de 13 clubes e o Ginásio Clube do Montijo foi representado por dois grupos, G_Motion Juvenis e G_Motion Seniores da responsabilidade da Professora Ana Pereira. Os G_Motion estão de P A R A B É N S ! ! ! Consagraram-se campeões nacionais no escalão de juvenis! O primeiro objectivo era aumentar a pontuação do campeonato distrital: objectivo alcançado! O segundo era dançar com muito mais garra e corrigir os erros anteriores: objectivo alcançado! E o terceiro era divertir-monos ao máximo: objectivo alcançado! A prova foi superada. O grupo

de Juvenis foi constituído por: Letícia Marques, Adriana Sequeira, Ivo Martins, Sara Caeiro, Inês Cordeiro, Ricardo Maricato, Catarina Alves, Ângela Balcazar, Marta Francisco e Mariana Correira. No escalão de seniores apenas alcançámos o terceiro objectivo, contudo, a prestação da equipa sénior foi muito boa, ficando em 4º Lugar. A competição era grande, haviam muitos grupos e muito bons em competição, mas a equipa estava muito nervosa, o que se fez reflectir nos movimentos. Este grupo de Seniores foi constituído por: Marta Fuste, Iris Massano, Rita Caeiro, Patrícia Cardoso, Ana Marques, Nuno Galvão, Ricardo Fernandes, Joana Caldeira, Andreia Pinnock e Raquel Correia. É importante realçar também o ambiente positivo que se viveu nos bastidores! Reinou a paz e palavras de incentivo.

Passeio/Raid Nocturno de BTT Dia do Relógio “Trilhos da Ribeira” em Canha de Sol A vila de Canha vai dar as boas vindas ao Verão com a realização do passeio/raid de BTT nocturno “Trilhos da Ribeira” no dia 19 de Junho, a partir das 21h30. A organização é da Câmara Municipal de Montijo, através da Divisão de Desporto, da Associação Amigos do Campo e Aventura e da Junta de Freguesia de Canha. O evento vai ter duas variantes: um raid com 36 quilómetros para os participantes experientes e um passeio com 20 quilómetros destinado a toda a família. Antes do início dos dois percursos haverá uma “Gincana BTT” de participação livre. O s p e r c u r s o s , caracterizados pelos trilhos de terra batida com piso compactado e altimetria não muito acentuada, estarão assinalados com sinalética florescente e fitas para evitar

que os atletas se percam. Os “Trilhos da Ribeira” vão levar os bttistas a conhecer uma zona onde a poluição luminosa ainda não se faz notar com muita intensidade e a ouvir os sons da noite: o piar dos mochos, das corujas e dos muitos batráquios cujo habitat é a ribeira de Canha. As inscrições custam cinco euros para o passeio e seis euros para o raid. Podem ser

efectuadas, até ao dia 18 de Junho, na Divisão de Desporto através do telefone/fax 21 231 67 86, do e-mail d.desporto@munmontijo.pt ou no site www.campoaventura.com . Sozinho, em família ou com um grupo de amigos venha até Canha participar nesta aventura. Esperamos por si!

A Câmara Municipal de Montijo, através do Serviço Educativo do Museu Municipal, vai assinalar o Dia do Relógio de Sol (21 de Junho) com uma actividade, no dia 19 de Junho, das 15h00 às 17h00, no Museu Agrícola da Atalaia onde existe um relógio de Sol.

A iniciativa tem como públicoalvo as famílias e vai possibilitar a visita ao relógio de sol do Museu Agrícola e, posteriormente, um atelier onde, pais e filhos, poderão conhecer melhor as características deste instrumento e construírem um relógio de sol. Para inscrições e informações contacte o Serviço Educativo do Museu Municipal de Montijo através do telefone 21 232 76 75, do fax 21 231 55 56 ou do e-mail semuseu.montijo@gmail.co m .

Ao longo de todo o ano, o Serviço Educativo do Museu Municipal Montijo tem vindo a encontrar formas e meios de actuação, envolvendo as suas comunidades de públicos, reconhecendo o seu papel agenciador de diálogo e de mediação, pelo reconhecimento e pela valorização da diversidade cultural, para que as pessoas se revejam, preservem e valorizem o património do Município de Montijo.


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Cenas do Quotidiano

Apoio Jurídico Caros leitores, Nesta minha primeira rubrica jurídica irei abordar a questão do apoio judiciário, assunto pertinente e que reveste importância no acesso ao direito e de interesse geral. O Apoio Judiciário é uma modalidade do acesso ao direito e aos tribunais que permite que às pessoas com maior dificuldade económica, a possibilidade de não pagar taxa de justiça e outras despesas do processo, bem como o pagamento de honorários a advogado e/ou solicitador. O regime do apoio judiciário aplica-se em todo o território português e em qualquer tribunal (qualquer que seja a forma de processo) nos julgados e paz e noutras estruturas de resolução alternativa de litígios. Aplica-se também, embora com as necessárias adaptações, nos processos contra-ordenacionais e nos processos que corram nas conservatórias como por exemplo, os processos de divórcio por mútuo consentimento. Os beneficiários de protecção jurídica são os seguintes: a) Cidadãos nacionais e da União Europeia que demonstrem não dispor de meios económicos suficientes para suportar os honorários dos profissionais forenses e para custear, total ou parcialmente, os encargos normais de um processo judicial; b) Estrangeiros e apátridas que residam habitualmente em Portugal; c) Estrangeiros não residentes em Portugal, na medida em que a protecção jurídica seja igualmente concedida aos portugueses pelas leis dos respectivos Estados; d) Pessoas colectivas e sociedades que provem não

dispor de meios económicos suficientes para suportar os honorários dos profissionais forenses e para custear, total ou parcialmente, os encargos normais de um processo judicial; e) Sociedades e comerciantes em nome individual, nas causas relativas ao exercício do c o m é r c i o , e o s estabelecimentos individuais de responsabilidade limitada. Ao requerer-se o apoio judiciário o mesmo pode revestir as seguintes modalidades: Dispensa de taxa de justiça e demais encargos com o processo; N o m e a ç ã o e pagamento da compensação de patrono; Pagamento da compensação de defensor oficioso; Pagamento faseado de taxa de justiça e demais encargos com o processo; N o m e a ç ã o e pagamento faseado da compensação de patrono; Pagamento faseado da compensação de defensor oficioso; Atribuição de agente de execução. O apoio judiciário deve ser requerido antes da primeira intervenção processual. Contudo, se ocorrer insuficiência económica posterior à primeira intervenção, o requerente deve juntar ao processo judicial documento comprovativo da apresentação do pedido de apoio judiciário, interrompendo-se o prazo para pagamento da taxa de justiça e demais encargos com o processo até à decisão definitiva

sobre o pedido, isto no âmbito civil. Já no âmbito penal, o apoio judiciário ao arguido deve ser requerido até ao trânsito em julgado da decisão final. Caso o pedido de apoio judiciário seja deferido este mantém-se para efeitos de processos que tramitem por apenso ou haja recurso. O apoio mantém-se ainda para as execuções fundadas em sentença proferida em processo em que essa concessão se tenha verificado. Uma vez concedido, o apoio judiciário pode ser retirado caso o requerente venha a adquirir meios suficientes para poder dispensá-lo. O formulário de concessão de apoio judiciário é solicitado junto de qualquer balcão da Segurança Social ou impresso através do site www.segsocial.pt e deve ser apresentado em qualquer serviço de atendimento ao público dos serviços daquela instituição. A decisão final sobre o pedido de apoio judiciário é comunicada ao requerente pelo Serviço de Segurança Social que o apreciou, através de notificação escrita. Caso tal notificação não ocorra no prazo de 30 dias, considerase o mesmo tacitamente deferido. Ana Martins anamartinsgiro@hotmail.com

Mary Smith

17 Junho 2010

Começo por pedir desculpa aos meus amigos, aos leitores que gostam de ler o que escrevo, aos que simplesmente passam os olhos pelo que escrevo, independentemente de serem deste ou daquele partido... Porquê? Porque desta vez vou praticamente repetir o meu último artigo. Repetir porquê? Porque estou altamente preocupada com os acontecimentos que nos rodeiam. Não é a política que me preocupa, nem se o Presidente da Câmara e os vereadores são deste ou daquele partido. Não, a minha ÚNICA preocupação são vocês, sou eu, são os nossos filhos, são os nossos idosos, enfim, somos nós enquanto pessoas e parece-me que alguém se está a esquecer disso. Escrevi (se se recordam) sobre o encerramento do Centro de Saúde de S. Francisco. Terminaram também com o serviço dos CTT que era feito através duma carrinha de apoio. Já não se limitaram a fazê-lo em S. Francisco, fizeram-no em todas as freguesias do Concelho. “Agora tocou-lhes a eles e quem sabe quando será a nossa vez?” perguntei eu nesse meu artigo. Pois, mais outro serviço encerrou em Alcochete. A Extensão da Cruz Vermelha que servia muitos utentes em Alcochete também foi encerrada. Um destes dias encontrei na rua uma das idosas que utilizava habitualmente os serviços desta extensão para ir buscar arroz, açúcar e outros artigos de primeira necessidade pois que, com a sua magra reforma, mal consegue comprar medicamentos. Chorando dizia-me ela: como irei fazer agora? Quem é que me vai ajudar? Pois é, de repente a Cruz Vermelha resolveu mandar

encerrar um serviço com o qual nunca se preocuparam. Nunca se preocuparam, porque os utentes desse serviço estavam a ser ajudados em condições precárias. Nunca se preocuparam em saber como e quem os ajudava. Nunca se preocuparam em saber onde eram arranjados os alimentos e as roupas que eram distribuídos neste serviço. Preocupou-se a, então, presidente da C. V. do Montijo quando eu organizei um evento para angariar dinheiro para comprar comida e ela queria que eu colocasse “Cruz Vermelha do Montijo”, ou seja, o nome foi a sua única preocupação. Eu disse-lhe: “venha ver e ajude”, mas isso nunca fez. Mais uma vez se limitaram a encerrar um serviço, em vez de arranjar soluções para quem de coração aberto, ajudava a solucionar os problemas de quem necessita. As condições não eram as melhores? Não eram, não. Conseguia-se ajudar as pessoas mesmo assim? Conseguia-se, sim. Então, havia que se arranjar solução para melhorar o serviço e aproveitar o trabalho de quem, sem ser remunerado, fazia o trabalho que deveria ser feito pelo governo, ou seja, dar de comer a quem tem fome. Em nome de todas as pessoas de coração aberto, aqui fica o meu apelo à Cruz Vermelha do Montijo, à Cruz Vermelha Nacional ou a quem de direito: AJUDEM A VIVER, EM MUITOS CASOS A SOBREVIVER. NÃO AJUDEM A DESTRUIR O QUE ESTÁ A SER FEITO! Deus os abençoe a todos. Paz e muito amor nos nossos corações! Ana Maria Thomä amthomae@gmail.com

H O R Ó S C O P O

Consultório no Montijo: 211 518 590 * 964 896 990 Carneiro: De 21/03 a 20/04

Touro: De 21/04 a 21/05

AMOR: sentirse-á um pouco vuneravel. Podendo levar a mal algumas coisas que lhe dizem.

SAÚDE: atenção ao seu sistema nervoso. Tenha mais calma

AMOR: tente ser mais atencioso (a) com a pessoa que o (a) ama dedicando-lhe um pouco mais do seu tempo TRABALHO: tenha cuidado com os colegas que mostram por si amizade que não sentem. SAÚDE: procure um medico para lhe receitar mais vitaminas essenciais para o seu organismo

Gémeos: De 22/05 a 21/06 AMOR: a sua capacidade de seduçao deverá ser bem aproveitada. Mude o seu visual e deixará a pessoa amada com uma grande paixão. TRABALHO: deverá reclamar os seus direitos junto dos seus superiores. SAÚDE: o cansaço que se instá-la pede umas férias, tome atenção á sua mente está um pouco vazia.

Carangueijo : De 22/06 a 23/07 AMOR: As suas relações podem tornarse um pouco tensas, especialmente com a pessoa que ama. TRABALHO: No local de trabalho precisam um pouco do seu apoio, tente ter em atenção a um problema que irá surgir. SAÚDE: dores de cabeça fortes, precisam de acompanhamento de um medico

Balança: De 24/09 a 23/10

Escorpião: D e 2 4 / 1 0 a 2 2 / 11

Sagitário: 23/11 a 21/12

Capricórnio: 22/12 a 20/01

AMOR: Tenha atenção as necessidades da pessoa que ama, poderá sentir-se só. TRABALHO: aproveite esta fase para colocar alguns dos seus planos em prática SAÚDE: tudo correrá bem na operação que irá fazer, tenha fé

AMOR: Será que prefere a sua independencia e esqueceu a pessoa amada? Seja racional e pese na balança. TRABALHO: Evite envolver-se em discuções no local de trabalho. SAÚDE: Faça uma pausa e tome atenção ao seu sistema nervoso.

AMOR: A sua sensualidade salta-rá à vista da pessoa que ama, voçê é muito transparente TRABALHO: Não deixe que algum colega se entrometa no seu trabalho, pois voçê é muito responsável. SAÚDE: Atenção aos olhos, um médico vinha mesmo a calhar.

AMOR: Na sua mente reina uma grande confusão, opte por estar estável ne vida, as aventuras não o(a) levam a bom porto. TRABALHO: Tome atenção a um acidente de trabalho, deixe de andar com a cabeça na lua, estamos na terra. SAÚDE: Problemas de figado iram po-lo(a) indesposto(a)

TRABALHO: faça as coisas á sua maneira, não permitindo interferência.

Leão: De 24/07 a 23/08

Virgem: De 24/08 a 23/09

AMOR: Não deverá ter receio daquilo que pensa nem de mostrar os seus sentimentos, seja claro(a) no que sente. TRABALHO: Deverá mostrar-se tal como é, não se deixando intimidar por pessoas maldosas. SAÚDE: Faça exercicios fisicos anda muito a leste da sua imagem

AMOR: não deixe que ninguém se intrometa nas suas relações ao ponto de quererem prejudicá-la TRABALHO: se continuar com o seu emprego, faça ver aos seus superiores, a responsabilidade que tem em mãos. SAÚDE: vá ao dentista, pois vem aí uma dorzita

Aquário: De 21/01 a 19/02 AMOR: se dedicar mais tempo à pessoa amada, verá que a sua vida será muito gratificante. TRABALHO: procure manter as coisas como estão, evitando conflitos que poderam prejudicar a evolução da sua carreira. SAÚDE: Poderá surgir uma gravidez . A outras pessoas poderam ter problemas de barriga e infecções

Peixes: De 20/02 a 20/03 AMOR: Cuidado com aventuras passageiras. Poderá ter alguns dissabores. TRABALHO: Não deixe fugir opurtunidades que iram cruzar o seu caminho. Será muito vantagoso. SAÚDE: Moleza ou depressão.


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17 Junho 2010 Terça-feira 1 a Quarta-feira 30 de Junho Peça do Mês Como peça do mês, o Museu Municipal de Alcochete apresenta um rádio consola. Horário: terça-feira, das 14h00 às 17h30, de quarta a sextafeira, das 10h30 às 12h30 e das 14h00 às 17h30, ao sábado, das 15h00 às 19h00 e ao Domingo, das 10h30 às 12h30 e das 15h00 às 19h00. Local: Núcleo Sede do Museu Municipal. Informações: Núcleo Sede / 212 348 652/3 / museu.municipal@cmalcochete.pt. Atelier de Leitura Clube de Leitura em Voz Alta Horário: 20h30. Local: Biblioteca de Alcochete. Duração: 90 minutos. Informações e inscrições: Biblioteca de Alcochete / 212 349 720 / biblioteca@cm-alcochete.pt. A iniciativa realiza-se ainda no dia 22 de Junho. Quarta-feira 9 a Sábado 19 de Junho Mostra Bibliográfica Dia de Portugal, de Camões e das Comunidades Portuguesas Horário: terça-feira, das 15h00 às 21h00, e de quarta-feira a sábado, das

10h30 às 19h00. Local: Biblioteca de Alcochete. Público: geral. Informações e inscrições: Biblioteca de Alcochete / 212 349 720 / biblioteca@cm-alcochete.pt.

Câmara Municipal – Divisão de Educação, Desenvolvimento Social e Saúde. Informações e inscrições: 917 013 232 / simoespat@gmail.com.

Sexta-feira, 18 de Junho Passeio de Canoagem Nocturno “Rota do Rio Feio” Horário: 20h00. Local: Cais Fluvial de Samouco (concentração). Informações e inscrições: Divisão de Desporto, Juventude e Movimento Associativo / 212 348 649 / ddjma@cmalcochete.pt. É obrigatório o uso de iluminação por parte dos participantes.

Dança “Quebra-Nozes” Horário: 21h30. Local: Fórum Cultural. Produção: Escola de Dança D. Manuel I. Público: geral. Ingresso: €5. Informações: Escola de Dança D. Manuel I. Reservas: Fórum Cultural / 212 349 640 / forum.cultural@cmalcochete.pt.

Música “Mazgani” Horário: 22h00. Local: Fórum Cultural. Produção: Vachier & Associados. Público: maiores de 10 anos. Ingresso: €8. Para menores de 18 anos desconto de 20%. Informações e reservas: Fórum Cultural / 212 349 640 / forum.cultural@cmalcochete.pt. Os ingressos reservados devem ser levantados até 14 de Junho. Sábado, 19 de Junho Encontro de Mães Horário: 15h00. Local: Escola Conde Ferreira. Organização: Grupo de Mães de Alcochete. Apoio:

Sábado 19 a Quinta-feira 24 de Junho Festas de São João Baptista Local: vila de Alcochete. Organização: Centro Paroquial de Alcochete. Apoio: Câmara Municipal. Domingo, 20 de Junho Multidisciplinar “Sonhar o Mundo” Horário: 18h30. Local: Fórum Cultural. Produção e Organização: Engrenagem, Associação de Arte, Cultura e Desporto. Público: geral. Ingresso: €4 ou €2 (para menores de 18 anos). Informações: Academia Verbos Inúmeros / 212 342 888. Reservas: Fórum Cultural / 212 349 640 / forum.cultural@cm-

Agenda Cultural 15 alcochete.pt. Os ingressos devem ser levantados até 16 de Junho. Terça-feira, 22 de Junho Hora do Conto e Atelier de Expressões “Ó Meu São João Menino!” Horário: 10h30 e 15h00. Local: Biblioteca de Alcochete. Duração: 60 minutos. Público: dos 6 aos 12 anos. Informações e inscrições: Biblioteca de Alcochete / 212 349 720 / biblioteca@cm-alcochete.pt. Sábado, 26 de Junho Música Audição de Final de Ano da Escola “O Artesão do Som” Horário: 16h00. Local: Fórum Cultural. Organização: Escola de Música “O Artesão do Som”. Público: geral. Ingresso: €3,50. Informações: Escola de Música “O Artesão do Som” / 210 875 172. Reservas: Fórum Cultural / 212 349 640 / forum.cultural@cmalcochete.pt. Os ingressos devem ser levantados até 22 de Junho. Domingo, 27 de Junho Teatro “Retratinhos”: Retratinho de Paula Rego Iniciativa integrada no Programa “… E Porque Hoje é o Último Domingo do Mês”.

Horário: 10h15 e 11h30. Local: Fórum Cultural. Produção: Teatromosca. CoProdução: Centro Cultural Olga Cadaval, Festival de Sintra, Parques de Sintra – Monte da Lua, Associação Terra na Boca. Duração: 45 minutos. Público: maiores de 4 anos. Ingresso: €6 (criança) / €9 (criança e adulto) / €13 (família – 3 a 5 pessoas). Informações e reservas: Fórum Cultural / 212 349 640 / forum.cultural@cmalcochete.pt. Lugares limitados a 70 pessoas. Segunda-feira 28 a 1 de Julho “7.º Festival de Papagaios das Escolas” Local: Praia dos Moinhos. Organização: Associação GilTeatro em parceria com a Câmara Municipal. Segunda-feira 28 a Sextafeira 2 de Julho Férias Activas de Verão Informações e inscrições: Divisão de Desporto, Juventude e Movimento Associativo / 212 348 649 / ddjma@cm-alcochete.pt.


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Espectáculo piromusical encerra Festas de São Francisco Terminaram ontem, 6 de Junho, com um espectáculo piromusical, as tradicionais Festas de Confraternização Camponesa de São Francisco, que desde a passada quartafeira, 2, foram garantia de grande animação nesta freguesia do Concelho de Alcochete. Um dos pontos altos da 36.ª edição das Festas foi a grandiosa Noite da Sardinha Assada, uma tradição mantida pela população local, que reuniu nas principais artérias desta localidade,as gentes locais e forasteiros em momentos de grande convívio e confraternização. Os espectáculos musicais, que se realizaram no Largo 1.º de Maio, foram outros atractivos destas festas, com destaque para a actuação da artista Romana, na noite de Domingo, para o tributo a Carlos Paião com Pedro Miguéis e para o espectáculo de Sevilhanas pela Associação Desportiva

Samouquense, na noite de sábado. Destaque ainda para as actuações do grupo de Cavaquinhos da Sociedade Filarmónica 1.º Dezembro, do grupo G-Motion, do grupo Bang Bang Bang, num tributo a Guns n’Roses, e dos bailes populares com o duo Daniel Matos e com o grupo Medley. Durante os quatro dias de festa a componente tauromáquica esteve também em destaque com a realização de largadas de toiros, que juntaram na Rua António Aleixo muitos aficionados, assim como as diferentes iniciativas de âmbito desportivo, nomeadamente, os torneio de futebol e de futsal, que concentraram no Polidesportivo de São Francisco muitos adeptos das modalidades, e a prova de cicloturismo, que decorreu na freguesia.

17 Junho 2010

Ao correr da Manga COLHIDA DE JULIO APARICIO Quem na tarde de Sextafeira, 21 de Maio, assistia no local e principalmente aqueles que viam pela televisão, decerto não terá ficado indiferente, à violenta colhida, do toureiro espanhol Júlio Aparício, que toureava o seu primeiro da tarde, na Praça de Las Ventas em Madrid, integrada na Feira de Santo Isidro. Negro e prata, era a cor do seu “traje de luces”. Aparício toureava pela esquerda, um exemplar da ganadaria de Juan Pedro Domecq, com 530 quilos, sem saber que tinha pela sua frente um toiro que por pouco não lhe provocou a morte. Chamava-se «Opíparo». O toureiro sevilhano, depois de vários passes de muleta, é tocado na perna esquerda e em desequilíbrio cai para traz. Ao tentar levantar-se foi literalmente trespassado na mandíbula. O corno saiu pela boca. A língua ficou perfurada e provocou graves lesões. Toda a Praça gritou um ai. Houve pânico nas bancadas. Esteve eminente a tragédia. Mas a Virgem de Macarena, estava atenta, e num passe

que só os santos sabem fazer, Aparício, depois de ter sido levantado do chão, enganchado no corno do «Opíparo», como que por milagre, consegue sair da cabeça do toiro. Quem a presenciou, através da televisão, assistiu por várias vezes, em vários ângulos e com detalhes milimétricos ao terrível acontecimento. Muito se escreveu e falou sobre esta aparatosa colhida. No entanto poucos foram aqueles que falaram ou escreveram sobre a valentia de Júlio Aparício, nos momentos que antecederam e se seguiram à tragédia. Recuando, sentado no chão, olhando nos olhos o seu opositor, como que pedindo clemência, apenas com a muleta na mão, foi tentando evitar o inevitável, mas perante as investidas do «Opíparo», pouco ou nada havia a fazer. Era uma questão de tempo e de sorte. A cornada acabou por atingi-lo brutalmente numa zona bastante sensível do rosto. Por breves segundo, Aparício, terá pensado que talvez tivesse chegado a sua hora. Mas ainda não seria desta. Pôs-se de pé, e

cambaleando dirigiu-se para as tábuas. Sempre lúcido, levou a mão à garganta, como que a tentar se aperceber da gravidade da lesão. Entretanto, os seus bandarilheiros, correm em seu auxílio, ajudam-no a entrar no burladero e só depois o transportam para a enfermaria da Praça onde foi operado de urgência e seguidamente transferido para uma unidade hospitalar de Madrid, para posteriormente ser novamente intervencionado. São nestes momentos, que a glória e a tragédia andam de mãos dadas no mundo dos toiros. É ele que tudo dá e que tudo tira. Tanto dá a saída em ombros, como dá a saída em maca. Júlio Aparício, de quarenta e um ano de idades, já com várias colhidas mais ou menos graves, tão cedo não vai esquecer aquela tarde de 21 de Maio. Todavia, durante a sua recuperação, que certamente irá ser longa, os seus pensamentos, irão estar sempre virados, para o dia da sua reaparição. São assim os toureiros. Mário Silva

N.º 7 - 17 Junho  

Jornal Regional Mensal

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