Page 1

Dia do 

LÁ e CÁ

MARÇO 2012 I EDIÇÃO XXXII

1,00 €

Fotografia de António Carvalhal (prof.)

Zodíaco Chinês I Holocausto I Henrique Taveira I Moda I Música I Filme |Lugar da Ciência | Biblioteca l Economia

APESAS


A voz a um bom aluno Entrevista de Patrícia Costa do 12ºG - Fotografia de Pedro Gomes do 12ºG

JE: Qual é a sensação de ser distinguido nestas circunstâncias? Henrique Vasconcelos: Sentime mesmo honrado por ter sido premiado daquela forma, mas [esta distinção] não constitui nenhuma justificação nem confere qualquer estatuto superior. É simplesmente um reconhecimento, um “crachazinho” que me colocaram por ter tirado boas notas e me ter sucedido bem nos exames. Outros alunos são reconhecidos, mas não com esta atenção da comunicação social.

F

oi o melhor aluno do 3º ciclo da Escola Aurélia de Sousa e da cidade do Porto, Henrique Taveira Vasconcelos, tendo sido distinguido com a quarta edição do Prémio de Mérito Escolar "Rumo à Excelência", relativo ao ano letivo 2010/2011, pelo Presidente da Câmara do Porto, Drº Rui Rio. Atualmente, o Henrique frequenta o 10º ano do curso de Ciências e Tecnologias e desempenha o cargo de representante dos alunos no Conselho Pedagógico.

• Página 2

JE: Como foi possível chegar até aqui? HV: Ser considerado o melhor aluno foi possível através do que todos fazem (ou deveriam fazer) na escola. Com interesse e com motivação para trabalhar, empenhar-se na realização das tarefas, no estudo, na própria aprendizagem pura e dura, e, depois, dar o melhor de si nas avaliações, nos testes e exames, sem esquecer a participação de sala de aula, que é importantíssima. JE: E agora a que aspiras em termos profissionais? HV: Eu quero ser médico, mas em áreas diferentes. Gostava de fazer cirurgia, semiótica (um ramo da medicina ligada à psicologia, que tem a ver com a interpretação de sinais, expressões faciais e corporais, atitudes em público – ou seja, a interpretação do que as pessoas fazem na exteriorização das suas reações) e regeneração celular (que consiste em fazer crescer partes do corpo que foram arrancadas ou que não existem desde a nascença). Mas, por agora, é só medicina e mais tarde decido. JE: Como surgiste a representar os alunos no Conselho Pedagógico? O que te leva a

pensar que podes ser um bom representante dos interesses dos colegas? HV: A resposta é simples demais: é que ninguém se propôs para ser o representante dos alunos no Conselho Pedagógico e eu gosto de dinamizar a relação entre os órgãos diretivos da escola e os alunos. Eu faço parte dos alunos e gosto de saber, gosto de propor coisas com o intuito de melhorar a vida dos alunos na escola, nomeadamente fazendo a comunicação entre as várias entidades desta instituição escolar. Como os restantes alunos e respetivos delegados não ofereceram muita resistência, aceitei esta proposta. Entretanto, já consegui pôr a escola a exprimir a sua opinião sobre a revisão da estrutura curricular e, portanto, já consegui fazer uma parte do trabalho que requer a comunicação alunos-direçãoMinistério da Educação. JE: Que aspetos devem ser alvo de maior atenção na escola? Referimo-nos a aspetos organizacionais. HV: Essa pergunta é complicada… Esta escola está muito bem e todos o reconhecem, em comparação com outras escolas. Os vários órgãos da escola interatuam de uma forma bastante eficaz e com resultados à vista. As coisas processam-se de forma rápida: a única falha nessa rapidez é, na minha opinião, a comunicação com os alunos. Há um compartimento mais distante de órgãos da escola e professores e, depois, há o grupo dos alunos, que são os representados, para os quais é feita a educação, e que não estão tão por dentro das questões da escola como deveriam estar. É neste campo que eu acho que se deve apostar, que é o que eu tento fazer enquanto representante dos alunos.

JE: Qual a posição dos alunos da escola perante a reforma curricular que se avizinha? HV: No fundo, é uma posição de necessidade consistente e não descurada. Não querem a eliminação de uma disciplina do 12º ano e, a meu ver, acho que pretendem ter um leque mais aberto de escolhas. Ressalvo que as opiniões foram tanto do 3º ciclo do ensino básico como do secundário, sendo uma amostra mais ou menos homogénea. Em síntese, acabavam por defender que não queriam que fossem deitadas disciplinas ao “lixo”. JE: Como é que conseguiste que a reforma curricular chegasse aos delegados? HV: Eu mandei uma convocatória para uma reunião de delegados e acabei por consegui reunir cerca de metade dos delegados, mas esperava que fossem mais, porque o assunto era realmente importante. Nessa reunião, expliquei do que se tratava, disponibilizei o documento, explicando-o “por miúdos”. Os delegados falaram com as turmas e depois voltaram com opiniões consistentes, quase todas no mesmo sentido, que, neste caso, eram contra a eliminação de uma disciplina opcional do 12º ano, a favor do aumento da carga horária de História, Geografia e das Ciências no 3º ciclo; contra a eliminação do desdobramento de Ciências e de Físico Química no 3º ciclo e contra a eliminação de Formação Cívica. No fundo, o objetivo da reunião foi conseguido e veio uma informação, a mais representativa possível, dos alunos. Contudo, pretendo continuar com estas reuniões, porque são uma forma de se perceber o que a escola, em geral, pensa.

JORNALESAS


JornalEsas: O que o motivou para pertencer à APESAS? Tudo começou quando a minha filha entrou na ESAS. Tive curiosidade em conhecer a escola porque, de facto, pouco sabia. A não ser as informações que os pais trocam nos cafés. Vim a uma reunião, que tinha como intuito dar a conhecer aos encarregados de educação a escola, convocada por alguém bastante apologista da criação de uma Associação de Pais. As pessoas interessadas em formar a Associação precisavam de mais membros que quisessem colaborar. Eu ofereci-me. Com o passar dos anos, foi-se criando uma amizade motivada pelo interesse de estar por dentro de toda a orgânica da escola.

APESAS Entrevista de Pedro Gomes, do 12ºG Fotografia de Patrícia Costa, do 12ºG

JE: Então é possível dizer que já trabalha há bastante tempo para esta associação… Eu, de facto, já trabalho há seis anos. Sempre representei a Associação no Conselho Geral. Por antiguidade, sou o membro que motiva a continuação do empenho e trabalho para a manutenção da Associação de Pais. Como é óbvio, permanecerei neste cargo de “vice-presidente” até a vida escolar da minha filha, aqui na ESAS, terminar, uma vez que é necessário, para fazer parte integrante da APESAS, ter filhos que estudam na escola. JE: Qual o papel de uma associação de pais numa escola? Cada vez mais, os pais estão interessados em envolver-se no projeto educativo dos seus filhos, querem estar por perto e saber mais. Mas, nem todos… A escola tem cerca de 1200 alunos, a APESAS é composta por menos de 150 associados. O que é muito pouco! No entanto, nota-se que há um interesse crescente. Quando a associação começou, não havia mais do que 60/70 pais envolvidos. No entanto, o nosso papel não é motivar, é construir algo em que possamos defender os interesses dos nossos filhos. Por lei, os pais têm esse direito, mas nem todos o praticam, não é uma obrigação! No fundo, é esse mesmo o papel das associações de pais: estar concentrado em todo o processo educativo dos jovens, colaborando com a direção da escola. Podendo, assim, resolver problemas, desde os mais banais, como o caso se um professor que precisa de materiais para as suas aulas, aos mais complexos, como, por exemplo, um que é cada vez mais recorrente: o auxílio económico aos alunos mais carenciados. Usufruindo dos fundos que nos compete gerir, que englobam donativos de empresas da área da escola, donativos dos pais ou outros. Sendo, desta forma, permitido estar lado a lado com a escola a ajudar os encarregados de educação a construir um melhor futuro, com bases sólidas e bons valores, para os seus educandos. JE: Quais são as estratégias que utilizam para mobilizar os encarregados de educação? Hoje em dia, os pais têm uma vida bastante ocupada. Enquanto uns procuram saber como corre a vida escolar dos seus filhos, outros distanciam-se cada vez mais. Deste modo, uma das estratégias para mobilizar os Encarregados de Educação é incentivar a sua participação ativa, como membros da APESAS. Esse estímulo é observado na Assembleia Geral, onde, também, são apresentadas as nossas contas, o que fizemos no ano anterior e as propostas para o ano letivo que se inicia. Só para ficar uma ideia, este ano apenas houve 20 novos pais a associarem-se. Como é óbvio, não há muito mais que possamos fazer… Não podemos obrigar ninguém a estar atento ao que sucede na vida escolar dos seus educandos. JE: A Associação de Pais tem podido contar com o apoio e abertura da Direção da ESAS? Temos uma parceria muito especial com a Direção da escola. A Dr.ª Delfina sempre defendeu a criação de uma Associação de Pais, propriamente dita, completamente estruturada. A APESAS tem representação em todos os órgãos da escola, no Conselho Pedagógico e, também, no Conselho Geral. A APESAS é, de facto, uma Associação que se preocupa em trabalhar na criação do melhor ambiente para os alunos e tem o privilégio de poder contar com o apoio da Direção nas diferentes ideias que propõe. Um exemplo é a colocação de portões eletrónicos e de máquinas automáticas, promovendo, assim, um maior controlo da vida escolar dos alunos, por parte dos pais. Esta ideia surgiu antes das obras da Parque Escolar mas, não seguiu em frente, uma vez que tinha ficado acordado que uma das alterações a fazer, pela empresa seria a colocação desses equipamentos. E a instalação deles será uma das nossas atividades futuras, que conta com o total aval da escola e com a nossa comparticipação. MARÇO 2012 I NÚMERO

XXXII

O

Jornalesas entrevistou o atual vice – presidente da Associação de Pais, Nuno Leão Ferreira. Tivemos a oportunidade de conhecer um pouco do seu percurso nesta associação e de falar da sua relação com a Direção da escola e dos projetos para o futuro da ESAS e da Associação. Continua na página 21

online http://www.issuu.com (pesquisa: jornalesas)

Página 3 •


JRA na FEUP Por José Chen (12ºB), Maria Miguel (10ºC), Maria Monteiro (10ºC) e Miguel Ramalho (10ºD)

E

ste ano, o tema escolhido pelos JRA da ESAS foi a Energia, com o projeto de “A força do nosso mar”. Para desenvolver e aprofundar mais o tema, os jovens repórteres da nossa escola deslocaram-se, no passado dia 9 de março, à Faculdade de Engenharia da Universidade do Porto, mais precisamente à Secção de Hidráulica do Departamento de Engenharia Civil. Esta visita teve como finalidade a aquisição de conhecimentos sobre a extração de energia das ondas e ainda a realização de entrevistas aos responsáveis pelos projetos desenvolvidos nesta área, os Professores Francisco Pinto e Paulo Santos. Os especialistas acima referidos apresentaram um trabalho sobre dispositivos de captação de energia marítima e os respetivos mecanismos de funcionamento, tendo ainda abordado outros assuntos, como a perda de energia das ondas na passagem de águas profundas para águas com menos profundidade. Relativamente a esta questão, os especialistas esclareceram que é mais difícil construir e manter estes mecanismos em águas marítimas mais profundas, pois, quanto mais longe da costa se instala o equipamento, mais agressivas são as águas e mais caro é o dispositivo. Os JRA tiveram ainda a oportunidade de assistir a uma demonstração do funcionamento do maior tanque de ondas nacional existente em contexto universitário. Através da reconstituição do local destinado a implantar o dispositivo, este mecanismo permite testar as condições físicas e ambientais a que os sistemas de obtenção de energia estarão sujeitos. A título de exemplo, foi aqui que os dispositivos colocados em Peniche e na ilha do Pico (Açores) foram testados e se estudaram os movimentos sofridos pelos barcos petroleiros atracados no Porto de Leixões. Em jeito de balanço, a visita permitiu a aquisição de alguns conhecimentos essenciais sobre a energia das ondas e

• Página 4

Atrás – Beatriz Malafaya (10ºD), Maria Monteiro (10ºC), José Chen (12ºB), Miguel Ramalho (10ºD), Henrique Taveira (10ºD); à frente – Beatriz Teixeira (10ºD), Catarina Durán (10ºC), Maria Miguel (10ºC) e Rita Magalhães (10ºD).

os seus mecanismos de extração. A energia proveniente do mar é uma energia renovável em evolução que tem vindo a ser cada vez mais utilizada. No entanto, a energia aproveitada é bastante menor que a fornecida. Por esta razão, estão a ser realizados estudos para aumentar o rendimento dos mecanismos de captação de energia, uma prova de que os engenheiros estão cada vez mais interessados nas potencialidades das energias renová-

veis. Na próxima edição do JornalEsas, serão publicadas as entrevistas realizadas nesta visita à FEUP. Não percas! 

JORNALESAS


Efeitos da requalificação da escola Medidas de poupança de energia Texto de José Chen do 12ºB

Será que as obras de modernização e requalificação da escola terão valido a pena? Análise dos resultados do consumo antes e depois da intervenção. Medidas para poupar na escola: água e energia.

O

tema escolhido este ano para trabalho jornalístico pelos JRA foi a Energia. Pretendeu-se investigar que alterações ocorreram após as obras de modernização e requalificação da escola, tal como os seus efeitos e consequências. Para isso, os repórteres reuniram muita informação e procuraram trabalhá-la. Antes das obras realizadas, uma parte da escola estava construída em madeira; ocorriam constantes fugas de água e o gasto de energia não era o mais baixo. A ESAS, juntamente com mais três escolas, foram selecionadas pela OCDE (Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Económico) para integrarem o 4º Compendium das Escolas Exemplares. O projeto de intervenção reflete as diretrizes definidas pelo Programa de Modernização das Escolas do Ensino Secundário. Deste modo, a Parque Escolar interveio neste estabelecimen-

to de ensino a fim de melhorar as condições físicas de uma das melhores escolas públicas do país. Com as obras de modernização da escola, efetuaram-se algumas mudanças a nível de consumo energético: a existência de mais equipamentos eletrónicos, de aquecimento e ar condicionado levou a um aumento do consumo de eletricidade; aderiu-se ao consumo de gás natural, serviço disponibilizado pela EDP. A conclusão que se pode tirar da análise do consumo efetuado é que uma escola mais moderna custa mais do que uma escola com instalações mais tradicionais. Porém, este consumo tem vindo a diminuir, pois foram tomadas medidas para minimizar os gastos. Assim, deve continuar se a construir uma escola mais sustentável, reduzindo as emissões de CO2 e o consumo de água e energia.

Medidas para poupar na escola: construção de uma mente mais ecológica     

 

Nos balneários, tomar um duche rápido para evitar uma grande perda de tempo e dinheiro. Lavar as mãos de modo rápido mas rigoroso, de modo a poupar água. Na sala de aula, apenas ligar a luz se necessário. Tentar usufruir da luz natural. A utilização de luz artificial deve ser doseada, ou seja, não é necessário recorrer aos dois interruptores de luz. Na sala de aula, usar o ar condicionado por determinado tempo, até atingir uma temperatura adequada. Após alcançar esse valor, deve-se desligá-lo para evitar gasto de energia. Desligar o monitor do computador: nas salas de aula, durante uma pausa efetuada; na biblioteca, depois do seu uso. A rega dos espaços verdes deve ser feita ao fim do dia para que a água não se evapore ao longo das horas de sol.

MARÇO 2012 I NÚMERO

XXX II

Página 5 •


Lá e cá Entrevista de Juliana Silva (12ºH) e Rita Fonseca (12ºH) - Fotos de Mariana Costa (12ºH)

N

a sequência de outras entrevistas feitas a alunos estrangeiros que frequentam a nossa escola, entrevistámos a aluna Lucia Natali, oriunda de Milão. Durante a conversa, Lucia expressou o seu profundo desejo de ficar por Portugal e o seu amor pelo nosso país, tendo estabelecido as principais diferenças entre Itália e Portugal no que diz respeito à sociedade, à educação e ao ambiente humano.

JornalEsas – Quando chegaste a Portugal? Lucia Natali – Cheguei no dia 9 de Setembro, uma semana antes de as aulas começarem. JE – Já alguma vez tinhas falado português? LN- Nunca, nem nunca tinha lido em português. Supostamente devia ter estudar a língua durante o verão, mas não estudei e, portanto, não sabia nada de português. JE – Porque decidiste vir para Portugal? Que ideias é que tinhas sobre Portugal? LN – Não faço bem ideia por que razão escolhi Portugal, mas basicamente foi por causa do clima. Achava que era um país muito quente, com muito sol, pois Milão é muito mais frio. Eu tinha a ideia de que os portugueses eram pessoas muito abertas e simpáticas e, agora, também acho que é verdade. No início, foram um bocado frios e fechados, mas o tempo ajudou muito. JE – Sabemos que vieste pela organização AFS (American Field Service). Como a descobriste? LN – Foi a minha professora de inglês que me sugeriu que tentasse. E fiz um

• Página 6

teste, em que passei, uma entrevista e ainda mais testes. As minhas notas na escola também ajudaram. JE – Foi a primeira vez que pensaste em fazer um intercâmbio? LN – Sim, porque os meus pais não queriam que eu estivesse um ano fora. JE – Em relação à família, sabemos que estás numa família de acolhimento. Fala-nos sobre isso. LN – Tenho uma mãe adotiva e um irmão mais novo. No início, foi um problema, porque ele tinha ciúmes, mas agora é fantástico. Estamos sempre juntos e fazemos os trabalhos da escola juntos. E tenho uma relação muito boa com a minha “mãe” (de acolhimento). Já não quero ir embora. Gosto muito da minha família. JE – O que achas que é diferente no núcleo familiar entre Itália e Portugal? LN – Acho que é muito parecido. Por exemplo, a minha mãe de cá é muito parecida com a minha mãe de lá. Portanto, não vi muitas diferenças. JE – E, em geral, as atividades familiares são semelhantes? LN – Sim, as atividades são muito parecidas. Em Itália, os meus pais traba-

lham muito e não passava tanto tempo com eles. JE – Quais as principais diferenças no ensino, nos professores, nas escolas, nos conteúdos, na carga horária? LN – Em Itália, eu tinha escola ao sábado, durante todo o dia. O único dia livre é domingo. A principal diferença são os intervalos, porque em Itália não temos. Temos aulas desde as 8h até às 14h. JE – E para comer? E ir à casa-debanho? LN – Podemos comer nas aulas e podemos sempre pedir ao professor para ir à casa-de-banho, não há tanto rigor nestes aspetos. JE – E o uso de telemóveis, tabaco, drogas ou álcool na escola? LN- O telemóvel é mesmo proibido, nunca vi apanharem alguém com o telemóvel, porque todos têm medo. Quanto a fumar, acontece o mesmo que aqui: pode-se sair da escola e fumar fora do edifício. Em Itália, também há problemas com drogas na escola, assim como aqui. Continua na página 9

JORNALESAS


Aurélia de Sousa vence!! Prof. Lourenço França

A

1ª Competição Oficial de Ginástica Acrobática do Desporto Escolar decorreu no passado dia 21 de janeiro, sábado, na Escola Secundária do Cerco do Porto. E a equipa da ESAS arrancou a nova época com duas vitórias e cinco pódios!! O facto mais relevante foi a equipa ter competido em 3 escalões e ter vencido em dois deles, ficando em 2º lugar no restante.

     

Gabriela Caffi / Mafalda Santos / Beatriz Araújo - Trio Nível 1 - 1º lugar Núria Fonseca / Inês Abrunhosa / Verónica Afonseca - Trio Nível 1 - 3º lugar Mariana Fernandes / Núria Fonseca / Bárbara Teixeira - Trio Nível 2 - 1º lugar José Chen / Sofia Abrunhosa - Par Misto Nível 2 - 2º lugar Márcio Cardinal / Inês Abrunhosa - Par Misto Nível 2 - 3º lugar Guilherme Coelho / Bárbara Teixeira - Par Misto Nível 2 - 4º lugar

ESAS VENCE!! OUTRA VEZ!!

D

ecorreu no passado dia 18 de Fevereiro, Sábado, no Colégio de Gaia, a 2ª Competição Oficial de Ginástica Acrobática do Desporto Escolar. 4 pódios!! Pela 1ª vez, vencemos em Pares Mistos!

     

Márcio Cardinal / Inês Abrunhosa - Par Misto Nível 2 - 1º lugar Guilherme Coelho / Bárbara Teixeira - Par Misto Nível 2 - 2ºlugar José Chen / Sofia Abrunhosa - Par Misto Nível 2 - 3º lugar Gabriela Caffi / Mafalda Santos / Beatriz Araújo - Trio Nível 1 - 2º lugar Núria Fonseca / Inês Abrunhosa / Verónica Afonseca - Trio Nível 1 - 4ºlugar Mariana Fernandes/Núria Fonseca/Bárbara Teixeira - Trio Nível 2 - 11º lugar

Desporto

Ginástica Acrobática VENCE a sua 2ª COMPETIÇÃO este ano!!

: Atrás—Professor Lourenço França, Beatriz Araújo, Gabriela Caffi, Sofia Abrunhosa, Inês Abrunhosa e Núria Fonseca À frente—Mafalda Santos, Verónica Afonseca, Mariana Fernandes, Bárbara Teixeira, José Chen, Guilherme Coelho e Márcio Cardinal

MARÇO 2012 I NÚMERO

XXXII

Página 7 •


Página 8

JORNALESAS

Ciência semana a semana

- Ilustração de Teresa Viegas (profª) para LdC - soluções da edição XXXI


Porquê ensinar robótica? Tradução elaborada por Pedro Ribeiro do 11ºJ

A

robótica está a tornar-se rapidamente numa parte integrante do currículo escolar. Com a sua capacidade de integrar inúmeros temas, especialmente tecnologia, ciência e várias áreas chave da aprendizagem da matemática, a robótica incentiva as crianças a pensar continuamente, a analisar situações e a aplicar o seu pensamento crítico e as suas capacidades para resolver problemas em situação real. O trabalho em equipa e a cooperação são peças fundamentais em qualquer trabalho de robótica. Os alunos aprendem a aceitar os erros cometidos, especialmente se os levarem a melhorar soluções. A robótica é uma forma divertida e apelativa de ensinar conceitos de tecnologia, matemática e ciência. O ensino da robótica promove:

A análise de problemas: a robótica encoraja os estudantes a terem um olhar abrangente sobre as situações e a identificar exatamente quais os problemas que precisam de ser resolvidos. São fáceis de encontrar situações da vida real, dando aos alunos o contexto para os seus projetos. Antes de cada construção começar, os alunos identificam “Que necessidade irá este robot cumprir?” Com isto em mente, como deverá o robot ser construído para satisfazer esta necessidade?

realizações físicas de ideias conceptuais. São muitas as oportunidades de aperfeiçoamento e melhoria, à medida que descobrem erros nos planos e surgem questões que nunca haviam considerado na fase de projeto. Os protótipos são rapidamente construídos e também rapidamente abandonados com as lições aprendidas, à medida que os alunos fazem progressos para encontrar uma solução otimizada. Os recursos devem ser geridos e os compromissos devem ser feitos entre forma, função e custo. A programação: existe uma variedade de linguagens de programação disponíveis na robótica, desde ambientes gráficos de melhoria a linguagens textuais. As competências de programação ensinam os alunos a pensar logicamente e a considerar múltiplas situações, ao aprenderem que um robot faz exatamente aquilo que lhe é dito, sem mais nem menos. As informações fornecidas por uma variedade de sensores devem ser processadas e tratadas de forma lógica e, tal como na fase de conceção, existe uma ampla oportunidade para a experimentação e erro, durante o período em que os alunos afinam os seus robots para fazerem o seu melhor.

O design da vida real: com uma aplicação pensada e uma ideia sobre a sua implementação, os estudantes podem agora começar o processo de construção. Esta fase oferece grandes recompensas aos alunos que conseguem produzir

em http://www.domatics.com/sample nxta.pdf em http://www.thenxtclassroom.com/

Continuação da página 6 - Entrevista a Lucia Natali

JE – Como é o horário das disciplinas? LN – Podemos ter de uma a três horas diárias da mesma disciplina. E variam muito todos os dias. Se tivesse francês na segunda, na terça-feira nunca iria ter francês. JE —Notas diferenças na relação professor/aluno? LN- Eu acho que aqui a relação é mais próxima, temos mais confiança com os professores. Em Itália, é mais formal. JE—A escola que frequentavas era pública ou privada? Quais são as principais diferenças entre estes dois tipos de escola, em Milão? LN – Pública. Depende, mas, por exemplo, a minha escola era pública e era muito boa. Eu também já andei numa privada e não gostei. Mas há muitas escolas públicas que não são boas. JE—Em Itália, os alunos tem 13 anos de escolaridade. Achas que é necessário mais um ano ou doze anos chegam, como aqui em Portugal? LN – Eu acho que é um erro muito grande ter 13 anos, porque não faz sentido nenhum. A matéria não é muito mais extensa, nem diferente. Todos os estudantes e professores concordam que não MARÇO 2011 I NÚMERO

XXX II

era preciso. Já é uma lei muito antiga. JE—Então, em termos escolares, gostas mais de estar aqui ou lá? LN – Aqui. JE – Qual é o curso que queres seguir? LN –Criminologia. JE—Em Milão estavas num curso de línguas e também tencionavas seguir criminologia? LN- Sim. Quer dizer, antes tinha uma ideia completamente diferente. Eu queria ir para línguas e ser tradutora. Mas, um dia, foi um polícia discursar à minha escola e tive uma conversa com ele, porque fiquei fascinada com o assunto. Acabei por mudar de ideias e agora quero muito seguir Criminologia. JE—Queres prosseguir aqui os estudos? LN – Sim, estou a tentar, estudando para os exames para depois entrar na universidade. Não sei se vou conseguir, porque quero ir para uma universidade que tem uma média muito alta, de 17,6. JE—Falando dos passeios que fazes com a tua mãe, qual foi região de Portugal de que gostaste mais? LN – Gostei muito do Alentejo. JE—E já visitaste o Porto? LN- Sim, e gosto muito do Porto, princi-

palmente por ser uma cidade mais verde do que Milão. Gosto muito do Palácio de Cristal. JE—Em termos de gastronomia, gostas das refeições portuguesas? LN- Em Itália, a comida é muito calórica. Gosto muito da gastronomia portuguesa, mas em Itália há coisas fantásticas, como pizza e lasanha, que aqui não são tão boas. Mas, por exemplo, também não conseguiria viver sem bolinhos de bacalhau e gosto muito de cozido à portuguesa. JE—E o horário e o número das refeições? São iguais aqui e em Itália? LN – Sim, exceto o lanche, que não se usa muito em Itália. Aqui é como uma tradição: a minha mãe reúne a família toda para o lanche. JE—Pensas que as sociedades e mentalidades italiana e portuguesa são parecidas? LN- Sim, na Europa Ocidental são muito parecidas. Quando fui a França, também não encontrei grandes diferenças nos comportamentos.

Página 9 •


Dia do pi Núcleo de estágio do mestrado em ensino da matemática no 3ºciclo do ensino básico e ensino secundário. Faculdade de Ciências da Universidade do Porto.

Quem sou eu? Quase toda a gente sabe que sou 3,14 mais alguma coisa. Mas, na verdade sou o quociente entre o perímetro de uma circunferência e o seu diâmetro O número

é alvo de pesquisa há pelo menos 5000 anos.

Matemática

OS PRIMEIROS DÍGITOS DO NÚMERO PI 3,141592653589793238462643383279502884197169399375105820974944592307816406286208998628034825342117067 98214808651328230664709384460955058223172535940812848111745028410270193852110555964462294895493038196 44288109756659334461284756482337867831652712019091456485669234603486104543266482133936072602491412737 24587006606315588174881520920962829254091715364367892590360011330530548820466521384146951941511609433 05727036575959195309218611738193261179310511854807446237996274956735188575272489122793818301194912983 36733624406566430860213949463952247371907021798609437027705392171762931767523846748184676694051320005 68127145263560827785771342757789609173637178721468440901224953430146549585371050792279689258923542019 95611212902196086403441815981362977477130996051870721134999999837297804995105973173281609631859502445 94553469083026425223082533446850352619311881710100031378387528…

Como surgiu o símbolo

 para pi ?

Durante muito tempo não existia nenhum símbolo que representasse este número tão fascinante. Foi o matemático William Jones que, em 1707, utilizou pela primeira vez a letra grega , a primeira letra da palavra perímetro em grego, para designar a relação entre o perímetro e o diâmetro de uma circunferência. Contudo, este símbolo só foi popularizado com o matemático suíço Leonhard Euler .

PUBLICIDADE

O dia do  Relativamente ao número  , uma vez que este número teve uma grande importância na História da matemática, no dia 14 de Março (3/14, notação americana) comemora-se o seu dia, por 3,14 ser a aproximação mais conhecida de . O auge das comemorações acontece à 1:59 da tarde (porque 3,14159 =  arredondado até a 5ª casa decimal). Se arredondarmos π para a sétima casa decimal, teremos 3,1415926, fazendo da 1:59:26 do dia 14 de março o Segundo do .

• Página 10

JORNALESAS


As primeiras evidências da presença do número  foram encontradas nas pirâmides de Gizé que datam de 2550 a.C.. A relação entre o perímetro da pirâmide e a sua altura é duas vezes o valor de  . Egiptólogos acreditam que estas proporções foram escolhidas por razões simbólicas, mas ainda sem identificar a constante.

Os primeiros povos a preocuparem-se com o número  foram os babilónicos. Em registos que datam do ano de 1900 a.C. aparece o primeiro valor aproximado de  : 3,125, aproximação apenas com uma casa decimal correta.

 

A fracção é usada frequentemente como apro-

42000 casas decimais de . Gastou pouco mais de 9 horas.

ximação para o .

A fracção é uma excelente aproximação para o

valor de  .

Hiroyuki Goto estabeleceu um novo recorde mundial em 1995, ao recitar de cor as primeiras

Albert Einstein nasceu no dia

do  , dia 14 de Março de 1879.

Em Abril de 1995, a agência Reuter noticiou que um rapaz chinês de doze anos de idade, Zhang Zhuo, recitou de memória o valor de  até 4000 casas decimais. Aparentemente, terá demorado apenas cerca de vinte e cinco minutos.

Não aparecem zeros nos primeiros 31 dígitos de

Matemática

Curiosidades sobre mim

Pi é o nome de um perfume!

.

Sabias que… No site http://www.atractor.pt/fromPI/index.html, podes reali-

Mnemónica para decorar algumas casas decimais de 

zar uma viagem pelas primeiros 2147483000 algarismos do . Escolhe uma sequência de algarismos que te seja particular, por exemplo: número de telemóvel, data de nascimento, número de BI, etc. Nesse site o computador procurará se existe essa sequência nos primeiros 2147483000 algarismos do . Caso exista, és convidado a imprimir um postal sobre a tua viagem pelo interior do pi. Nesse postal, poderá ficar a posição

Contando as letras de cada uma das palavras que formam as frases seguintes, ficas a conhecer aproximações de .

da tua sequência no interior do número . Sim,

é

útil

e

fácil

memorizar

um

número

grato

aos

sábios

3,

1

4

1

5

9

2

6

5

3

6

MARÇO 2012 I NÚMERO

XXX II

Página 11


Holocausto Texto de Paulo Miranda do 11ºG

O

História

Holocausto ficará conhecido na História como um dos episódios mais marcantes e chocantes ocorridos até aos dias de hoje. Consistiu no genocídio da raça judaica, isto é, na perseguição e no extermínio por parte dos alemães de milhões de judeus, de uma forma fria, cruel e insensível. O Holocausto demonstra a capacidade que o Homem pode ter, quando quer, de ser terrivelmente maligno, ignorando todos os valores que conduziram e criaram a Humanidade. Como foi possível que ninguém tivesse feito nada para acabar com esta atrocidade ou, pelo menos, para tentar atenuá-la? De certa forma, é possível determinarmos o seu porquê,

mas só de acordo com os factos da época, que tiveram como consequência os ideais cruéis e desumanos formados pelo povo alemão em relação ao povo judeu. De qualquer forma, nenhum motivo, por mais grave que seja, justifica, de modo algum, o comportamento humilhante de que foram alvos milhões de judeus. Se nos debruçarmos bem sobre o tema do Holocausto, apercebemo-nos de que o responsável por este cruel acontecimento foi somente o Ser Humano, pois foi ele que provocou o sofrimento e a dor entre a própria espécie e que deteriorou a própria Humanidade. Em suma, o Holocausto foi um violento acontecimento que marcou e irá marcar para sempre o período menos gratificante da vida do ser humano, e tudo isto por uma mera questão de convicção na superioridade de umas raças em relação a outras!

C

lassificado como o período mais negro da história da humanidade, o Holocausto Nazi foi responsável pela morte de quase 20 milhões de pessoas, entre as quais 6 milhões de judeus. Esta perseguição desumana às raças ditas “inferiores” por parte do povo alemão, chefiado por Adolf Hitler, mudou o mundo,

• Página 12

deixando para trás feridas que ainda hoje se sentem e não são capazes de sarar. Um episódio como este não deve cair no esquecimento, devendo sim ser relembrado, para que atrocidades como as que se passaram não voltem a ser cometidas. Cabe a cada um de nós, enquanto cidadãos e seres humanos, refletir sobre um passado não

muito distante, para podermos aprender com os erros e deixar às futuras gerações a prova de que fomos uma sociedade diferente, mais justa e igual.

Texto de João Barbosa do 11ºG

JORNALESAS


“Para que a memória nunca se apague” Texto de Inês Alves do 11ºG

A

população judaica, os alemães e seus colaboradores, antes e durante a 2ª Grande Guerra Mundial, criaram guetos, campos de transição e campos de trabalho escravo para judeus. Nos meses que antecederam o final da Guerra, os guardas das SS transferiram os prisioneiros dos campos em comboios, ou em marchas forçadas conhecidas como "marchas da morte", para evitar que os Aliados os libertassem e assim “salvar a raça superior”. Os crimes cometidos durante o Holocausto devastaram a maioria das comunidades judaicas na Europa, eliminando totalmente centenas destas comunidades centenárias. Os nazis perseguiram, obrigaram a fazer trabalhos forçados, destruíram e mataram dezenas de comunidades. Tudo para satisfazer o desejo de um homem que abusou do poder e que julgou ser mais do que os outros. Ninguém tem o direito de fazer o que os Alemães fizeram, ninguém deveria sofrer atos tão desumanos e cruéis como sofreram todas as vítimas dos nazis. Não devemos apagar da nossa memória este episódio da história para que possamos evitar que mais alguém seja vítima de algo tão cobarde, de algo tão desrespeitoso, de algo tão desumano! 

Dachau (Alemanha) Transporte de corpos para as valas comuns

Morte”, “fome”, “miséria”, “destruição”, “extermínio”, “massacre”, “guerra”, etc. Tudo isto são palavras que associamos ao ouvirmos falar em Holocausto. Com certeza não podemos esquecer o que foi e temos obrigação de não deixar que se esqueçam todas as atrocidades cometidas. “Inimaginável” é o adjetivo que melhor as descreve - são de facto aterrorizadoras, mas, apesar de tudo, devemos ter MARÇO 2012 I NÚMERO

XXXII

História

palavra “Holocausto” é frequentemente ouvida quando se fala do regime nazi. A perseguição e o extermínio sistemático, apoiado pelo governo nazi, de diversos grupos de diferentes raças, crenças e escolhas, é o significado moderno do Holocausto. Cerca de seis milhões de judeus, sete milhões de polacos, seis milhões de eslavos, duzentos mil ciganos, vinte cinco mil homossexuais, cinquenta mil testemunhas de Jeová e trezentos mil doentes mentais e deficientes foram vítimas dos nazis por este julgarem que a raça ariana era superior e considerarem as pessoas que não estavam nos parâmetros desta uma ameaça à “raça superior”. Os alemães queriam aniquilar a elite intelectual polaca, judia e não judia, bem como levar cidadãos polacos e soviéticos para trabalho forçado na Alemanha e na Polónia ocupada pelos nazis. Aí trabalhavam como escravos e, muitas vezes ,morriam sob condições desumanas. No início do regime nazi o governo de Hitler criou campos de concentração para deter seus opositores políticos e ideológicos. Nos anos que antecederam a Guerra, as SS e a GESTAPO prenderam um elevado número de judeus, ciganos, e outras vítimas do seu ódio étnico e racial, naqueles campos. Para concentrar, controlar e facilitar a expatriação futura da

Auschwitz (Polónia) Campo de morte

em conta os aspetos positivos que podem derivar de tais terrores. Gosto de pensar que todo o sofrimento causado pela 2ª Guerra Mundial não foi em vão. Penso que esse sofrimento está na base de muitas organizações internacionais promotoras de paz. A mentalidade mudou drasticamente após a 2ª Guerra Mundial, tornando a solidariedade e o respeito pelos outros um assunto de forte preocupação em todos os países do mundo.

Todos os dias, diferenças entre países, raças e culturas de todo o mundo se vão dissipando e cada vez mais nos aproximamos de um mundo onde todos somos livres, todos vivemos em paz e todos nos respeitamos. Mas é necessário o esforço de todos e a crença de que esse mundo é possível para que tal aconteça.  Texto de José João do 11ºG

Página 13


Exposição de Cartoons de Luís Afonso Geocidadanias Profªs de Geografia

Exposição

O humor gráfico pretende não só fazer o público rir mas também levá-lo à reflexão sobre diversas questões políticas e sociais

A

exposição já estava pensada há algum tempo devido à leitura da realidade dos nossos dias que permite e à sensibilidade geográfica que deixa transparecer nas situações que seleciona e na forma como as aborda. Através da APG (Associação de Professores de Geografia), foi efetuado o contacto e cedidos os materiais que estiveram expostos entre 17 e 20 de Janeiro. Durante esses dias os alunos da ESAS puderam divertir-se com os bonecos humorísticos criados por Luís Afonso e fazer a sua leitura das situações caricaturadas. As aulas de Geografia foram o espaço para uma análise mais detalhada dos 47 desenhos em exposição.

Pequena nota biográfica do cartoonista

L

uís Afonso nasceu em Aljustrel e vive atualmente em Serpa. É um dos mais conceituados cartoonistas portugueses e assume que o que pretende com o seu trabalho é "pôr o leitor a pensar". Licenciado em Geografia, colabora com o jornais "Público", "A Bola" e "Jornal de Negócios" e com a revista "Sábado". Faz do cartoon a sua vida e vê o humor gráfico como uma forma de crítica social que, apesar de se afastar do jornalismo em vários pontos, também caminha, por vezes, no mesmo sentido. "O meu caminho para fazer um cartoon é o mesmo que o de um jornalista para escrever uma notícia: procuro os factos, confronto as várias versões, tento perceber as fontes", explica Luís Afonso, assumindo como ponto de afastamento a liberdade de crítica e de opinião. http://jpn.icicom.up.pt/2011/05/30/ cartoon_o_desenho_como_veiculo_de_opiniao_e_informacao.html

•Página Página Página 14 14 14•

JORNALESAS


Mar Morto? Porquê? Alunos do 12ºH

O

PUBLICIDADE

Geografia

Mar Morto é um grande lago, com 82 kms de comprimento e 18 kms de largura, situado entre Israel, a Palestina e a Jordânia, a cerca de 400 metros abaixo do nível do mar. É alimentado pelas águas do rio Jordão e é o ponto mais baixo do planeta Terra, em área continental. A característica mais marcante deste lago é a alta concentração de sal, cerca de 300 gramas de sais para cada litro de água, quando a quantidade considerada normal para os oceanos é de 30 gramas por litro. A densidade das suas águas é tão alta que um corpo humano pode flutuar nelas. Esta característica impossibilita o desenvolvimento de peixes ou qualquer outra forma de vida. Os peixes, que chegam pelo rio Jordão, morrem instantaneamente. Por isso, é chamado de Mar Morto. Apesar de a vida não ser possível nessas condições, a fama das águas do Mar Morto é mundial, dadas as características terapêuticas dos seus 21 minerais, 12 dos quais não são encontrados em nenhum outro lugar. A lama negra é aplicada no corpo para limpeza da pele e melhoria da circulação sanguínea e da função respiratória. Há quem diga que o Mar Morto está a secar e que irá desaparecer nas próximas décadas, pois o contributo de água doce vê-se reduzido pela grande evaporação que se produz nesta zona quente e desértica e pelos diferentes aproveitamentos das águas do rio Jordão. 

MARÇO 2012 I NÚMERO

XXX II

Ilustração de Teresa Viegas (profª) para LdC Soluções na próxima edição do JornalESAS

Página 15•


Entrevista à AE Entrevista realizada por Leandro Berenguer (12ºB) e Joana Beleza (12ºE)

Atrás: Luís Almeida (12ºE), Tiago Monforte (11ºI), Gustavo Fonseca (12ºE), João Bruno (10ºC), José Chen (12ºB), Pedro Bernard o (12ºA) À frente: Ana Oliveira (12ºB), Bárbara Teixeira (12ºB), Francisca Silva (12ºB) - Presidente, Núria Fonseca (12ºB), Pedro Cerqueira (12ºA)

Jornalesas – Quais as razões que vos levaram a concorrer à Associação de Estudantes? Associação de Estudantes – Nós quisemos candidatar-nos à Associação de Estudantes por diversos motivos. Já nos conhecíamos e todos tínhamos ideias e projetos em comum para serem desenvolvidos numa associação de estudantes. E também queríamos, de certa forma, propor uma alternativa ao papel que normalmente é associado a uma associação, o de uma mera comissão de festas. Nós não esquecemos as festas, achamos que são “superimportantes”! Mas há outras coisas que todos nós pretendemos desenvolver ao longo do ano dentro de uma associação. E pelo que nós tínhamos visto desde que andamos cá na escola, nas várias associações que passaram, também queríamos fazer parte disso e mudar, pôr um pouco de nós, e contribuir para a comunidade estudantil, para os nossos amigos e colegas. JE – Como é que se organizaram em termos de estrutura da Associação de Estudantes? A.E – Pretendíamos tentar alargar a Associação ao máximo de alunos e membros, que não fossem todos da mesma turma, que fossem de várias turmas de várias áreas e de diferentes anos. Isto porque é importante a visão de cada ano e de cada grupo de amigos. Depois organizámo-nos como está previsto, em três grupos: a Direção, a Assembleia Geral e o Conselho Fiscal, que é o que está estipulado nos estatutos e como todas as associações se têm de organizar. Depois, em termos de membros, era indiferente: nós, todos em conjunto, decidimos quem é que achávamos melhor para cada cargo, quem tinha mais aptidões ou até quem estava mais interessado. JE – Cada membro tem uma função específica ou trabalham todos em conjunto? A.E – Nós procuramos trabalhar todos em conjunto, mas, para um bom funcionamento, há sempre tarefas que são delegadas. Oficialmente, somos 15. Mas, felizmente, temos um grupo mais alargado de pessoas que estão interessadas e que, apesar de não poderem estar presentes oficialmente, nos ajudam a realizar diversas tarefas. E, claro, depois temos uma especialização: o Conselho Fiscal trata das contas, apresentam os relatórios mensais e periódicos do que se tem gasto, tudo discriminado. Outros redigem as atas das reuniões que vamos tendo. JE – Quais as principais ações que já realizaram? A.E - Temos estado a organizar a viagem de finalista de 12º ano. Tam-

• Página 16

bém estamos a começar a tratar do baile de finalistas, que é uma coisa que já não acontecia há alguns e que nós achamos que é muito importante e interessante para os alunos. Estamos ainda a organizar a viagem de finalistas de 9º ano. Começámos com ciclos de cinema desde o 1º período, que se realizam às quartas-feiras no auditório. Também estamos a organizar os torneios inter-turmas de futebol, basquetebol, voleibol, badminton e ping-pong, que se vão prolongar até ao terceiro período. Todos os meses tentamos divulgar uma personalidade, escolhida aqui em reunião, uma iniciativa que se destina a quem quiser saber mais. Também recolhemos tampas de plástico em colaboração com os funcionários. Estamos a desenvolver o projeto da rádio, embora com certas dificuldades. Tentámos fazer uma ligação para colocarmos colunas na cantina de forma a partir daqui, da Associação, conseguirmos pôr música nos intervalos. No primeiro período, recolhemos assinaturas e realizámos uma ação à porta da escola contra o fim do passe escolar, pois consideramos que a Associação não serve só para momentos de cultura e de lazer mas também para defender os direitos dos estudantes. Nós vimos que o passe nos ia ser retirado – aliás, já foi – e tentámos, de certa forma, demonstrar a posição da Associação de Estudantes, que, à partida, representa todos os alunos – é esse o seu trabalho – e demonstrar que estávamos contra essa medida, porque o passe é uma ferramenta importantíssima para virmos para a escola. Assim, demonstrámos o nosso apoio aos estudantes. Para além do que foi dito, ainda queremos alterar os estatutos da Associação, porque pensamos que alguns são inconstitucionais e achamos por bem alterá-los. Para isso, vamos ter de convocar uma assembleia geral de alunos, que será feita este período ou no próximo, em que todos os alunos darão a sua opinião, nomeadamente sobre o nosso trabalho. Os estatutos terão de ser aprovados para posteriores associações e listas que a candidatar-se regerem-se por eles e ser ágil a sua candidatura. Para já são os projetos que temos. JE – Que medidas ainda pretendem pôr em prática? A.E – Para além da mudança dos estatutos que acabamos de referir, também estamos a pôr em prática um processo de legalização fiscal, para podermos ter uma conta bancária em nome da Associação, tornando todo o trabalho mais fácil. Vamos tentar arranjar disponibilidade para realizar mais workshops no próximo período e comemorar dias festivos. Já assinalámos o dia dos namorados, mas no próximo período há o 25 de abril e outros dias importantes que queremos assinalar.

JORNALESAS


Carta aos alunos da ESAS Michelle F. Silva, Ex– aluna da ESAS e estagiária no “Centro Europeu de Prevenção e Controlo das Doenças”

A

Fotografia de António Carvalhal (profº)

Solna, 10 de janeiro de 2012

os atuais alunos da Escola Secundária Aurélia de Sousa: Pediu-me a professora Fátima Candeias que escrevesse um texto com as coisas que eu gostava de dizer aos estudantes da ESAS. Pensei eu que seria fácil e o que o faria num piscar de olhos. Mas só me fez refletir ainda mais e senti-me afundada na montanha de pensamentos que me acompanha desde os dias de preparação da minha recente mudança para a Suécia. De qualquer forma, fazendo hoje uma semana desde que deixei ficar na biblioteca o livro onde consta o conto de Natal inventado por mim em 2003, achei que não deveria adiar mais e então comecei finalmente a colocar estas minhas reflexões por escrito, fazendo-o ao som da música portuguesa que eu costumava ouvir nos meus anos de aluna do ensino secundário: «Boss AC». O tempo que corre desde o 10º ao 12º ano de escolaridade é um período de decisões. E embora não pareça no momento que seremos capazes de influenciar o resto da nossa vida através de uma pequena escolha que pode ser feita em segundos, acreditem que uma grande parte das oportunidades que nos poderão surgir no futuro, seja em termos profissionais ou pessoais, irá depender das pequenas decisões que tomamos ao longo da nossa existência e do modo como vivemos com as suas consequências. Vou contar-vos um pouco da minha biografia para que consigam entender o meu percurso antes, durante e depois de ter estudado na ESAS desde setembro de 2002 até agosto de 2005, quando finalmente tive acesso ao certificado de habilitações e fiz a candidatura ao ensino superior, onde pus Sociologia à frente de Jornalismo. Nasci no Rio de Janeiro, terra de chocantes contrastes sociais e económicos. Vim para o Porto a três semanas de completar cinco anos de idade e portanto toda a minha vida escolar foi passada em Portugal, durante vinte anos, desde a

MARÇO 2012 I NÚMERO

XXXII

escola primária até à frequência das aulas de dois mestrados nas Faculdades de Economia e de Medicina da Universidade do Porto. Forcei-me a perder o sotaque brasileiro pois fui alvo de discriminação em todas as escolas por onde passei e achei que se pelo menos conseguisse falar muito bem português deixaria de me sentir tão diferente dos restantes colegas. Fiz tudo o que podia durante os meus anos de estudante para ser das melhores alunas na turma e criar condições de vida que me impedissem de ter a stressante vida da minha mãe no futuro. Hoje, já depois de concluída a minha licenciatura em Sociologia, ao fim de quase dez anos de experiência profissional, porque comecei a trabalhar aos 16 anos, de maneira a adquirir mais do que aquilo que a minha mãe sozinha me podia dar, pondero bastante nas decisões que fui tomando ao longo da minha existência. Provavelmente, se pudesse voltar atrás no tempo, sem saber o que hoje eu sei, teria tomado mais uma vez exatamente as mesmas decisões, por terem sido o fruto das circunstâncias naquele momento. Sobretudo depois destas férias de Natal, depois dos meus primeiros três meses na capital da Escandinávia, completamente só num apartamento junto ao maior cemitério que eu já vi, depois das imensas saudades que não foram matadas, depois de rever o meu namorado por breves instantes, depois de saber quão doentes estão a minha mãe, a minha cadelinha e a minha gata, depois de ouvir novamente a voz dos meus familiares que não vejo desde 2007, depois de reencontrar amigos de longa data apenas durante alguns escassos minutos, só tenho isto a dizer-vos: “Valorizem a família, os amigos e sejam felizes! O dinheiro não traz felicidade.” 

Carta aos atuais alunos

O tempo que corre desde o 10º ao 12º ano de escolaridade é um período de decisões.

Página 17


Jambo Texto e foto de Filipa Miranda do 11ºA

N

os dias 14, 15 e 16 de outubro de 2011, o Agrupamento 391- Stº António das Antas acolheu mais uma edição do Jota-Joti. Este ano com o tema "Paz, Ambiente e Desastres Naturais", o Jota-Joti foi, mais uma vez, uma grandiosa atividade neste Agrupamento por onde, nestes dias, passaram mais de 800 escuteiros. A atividade iniciou-se por volta das 20h de sexta-feira, dia 14, com o jantar. Seguiu-se uma oração com Taizé para que Deus estivesse (ainda) mais presente nesta festa escutista. No final desta oração, acompanhada por uma fantástica orquestra, os artistas do Círculo de Fogo animaram a noite antes da oficial abertura do Jota-Joti 2011. Por esta altura, já dezenas (se não centenas) de escuteiros estavam presentes no recinto da sede do 391. Entre estas dezenas, encontravam-se dois escuteiros da Alemanha e um escuteiro de Beja, provando que a fraternidade escutista vai além fronteiras. Às 00h de dia 15, sábado, iniciou-se oficialmente o Jamboree 2011. Por esta altura, um grande número de escuteiros começava as suas comunicações através do rádio e da Internet com escuteiros de outras partes do mundo. No 391 Antas, a abertura até teve direito a fogo de artifício. O convívio prolongou-se noite dentro com a ajuda dos maravilhosos crepes do Bar Jota-Joti. Sábado, 8h, uma alvorada divertida para condizer com o estado de espírito de todos os escuteiros que lá tinham passado a noite. Um grande dia se avizinhava, começando com Jogo de Cidade que prometia ensinar muito sobre o tema do JotaJoti. Como nem todos os escuteiros que se encontravam na atividade eram do Porto, o Jogo de Cidade deu-lhes oportunidade de ficarem a conhecer alguns locais que

• Página 18

ficavam perto da sede do Agrupamento, tal como a Alameda do Dragão e a Praça das Flores. Com os escuteiros dos vários agrupamentos divididos por equipas mistas e com postos divertidos e interessantes, tal como imitar animais, fazer reciclagem ou aplicar técnicas de socorrismo, o Jogo de Cidade prometia ser fantástico. E viu-se bem pelas caras dos participantes quando chegaram à sede para dar os Gritos e mandar uma mensagem para promover a Paz pelo Rádio! Respirava-se escutismo! Durante a tarde de sábado, o recinto encheu com caras sorridentes. Existiam várias atividades relacionadas com o tema que podiam ser realizadas por quem participasse, como, por exemplo, parede de escalada, workshops sobre aves, workshops de origamis, e uma novidade, um touro mecânico. Os escuteiros estavam em êxtase com o novo divertimento que lhes permitiu “ter boa disposição de espírito”, tal como diz o 8º artigo da Lei do Escuta. Entretanto, viam-se caras pintadas pelas artistas das Pinturas Faciais. Mas, às 16h, tudo parou. Ouviu-se música e viu-se duas caminheiras a tentar desimpedir o espaço. “O que é que se está a passar?” – interrogavam-se as pessoas. Entretanto, alguns elementos do 391 invadiram esse espaço e começaram a dançar ao som de “What a feeling”, de Irene Cara. Rapidamente, outros se juntaram e imitaram os passos de dança! Um flash mob tomava lugar na sede do 391 para, com os lenços no ar, tentar passar a imagem da Paz através da dança e do Escutismo. Foi, sem dúvida, um dos pontos altos do Jamboree. Uma das atracões principais deste Jamboree foi a atuação da banda de música escutista “Maresia”. Originais da Nazaré, estes escuteiros começaram o seu percurso musical no Festival Escutista de Música

nas Antas, em 2001. Durante 1h de concerto, animaram com músicas como “Ergue-te ao Sol”, “Pegadas na Areia”, “Festa da Música” e “Ser Feliz”. As suas vozes e técnica musical, aliadas às letras das músicas que tanto inspiram, fizeram arrepiar os mais sensíveis! Um momento para recordar! Como o tempo passa a correr, estava já na hora de jantar, para a seguir ter lugar o ponto mais alto do Jamboree: o Fogo de Conselho, local de reflexão e de, ao mesmo tempo, muita diversão. Chegou a tão esperada altura de reunião à volta da fogueira, onde se cantou, se representou, se jogou, se riu e se sentiu mais uma vez o poder inexplicável do Escutismo! Estiveram presentes mais de 20 agrupamentos neste Fogo de Conselho, bem como Guias do Agrupamento Cristo Rei e Antigos Escuteiros e Antigas Guias do Agrupamento 391 Stº António das Antas. No domingo, depois da Eucaristia, uma manhã de jogos colocou mais sorrisos na cara dos escuteiros que lá estavam. À hora de almoço, foi hora de dançar com a música que foi proporcionada, para depois, durante a tarde, se assistir a um filme. No final da sessão de cinema, aconteceu a já tradicional largada de balões. Estes levaram consigo origamis com mensagens de Paz construídos no workshop de sábado à tarde. A atividade encerrou com a repetição do flash mob, para relembrar mais uma vez, a força do Escutismo no Mundo. Sem dúvida que, com o que aprendemos neste tipo de atividades, mas em especial num Jota-Joti com o tema "Paz, Ambiente e Desastres Naturais" aliado ao Escutismo em si, é mais do que suficiente para “deixarmos o mundo um pouco melhor do que o encontramos” como disse B.P. ! 

JORNALESAS


Uma visita de “cristal” Texto de Ana Castro, João Iglésias , João Sousa, Rafaela Santana e Vítor Pedro do 12ºF

N

o passado dia 13 de fevereiro de 2012, os alunos das turmas de Economia da Escola Secundária/3 Aurélia de Sousa foram visitar a empresa Atlantis – Vista Alegre, localizada em Alcobaça. A empresa dispõe de duas unidades de fabrico, uma de cristal e outra de vidro. Face a isto, é importante dizer que a composição do cristal é diferente da do vidro, sendo que o primeiro apresenta mais chumbo, conferindo-lhe mais brilho e cor. O fabrico deste material passa por diversas fases, como, por exemplo, o sopro, o cozimento, a lapidação, a pintura manual. As matérias-primas utilizadas têm uma grande pureza, fundamental para conseguir um produto final limpo e de grande brilho; elementos distintivos da marca Cristal Atlantis. Seguidamente, fomos encaminhados para a fábrica, onde foi possível um contacto mais direto com o processo produtivo em si. Nesta fase, pudemos observar algumas partes do mesmo. A elevada temperatura que atinge a massa em fusão (1450oC) permite eliminar o dióxido de carbono, o azoto e o vapor de água que a mistura contém. Na saída, a massa de vidro está afinada e a temperatura atinge aqui 1000oC, ideal para dar início à moldação das peças de cristal. Importante realçar que a fabricação das peças Atlantis começa no corte da gota de vidro. Após tirar o “tarolo” do molde da máquina com a cana de vidreiro, o vidro é reaquecido em pequenos fornos designados por “cornuas”. Esta operação tem o nome de “caldear”. O vidro caldeado fica muito quente e pode ser, então, moldado. Segue-se a primeira moldação com ferramenta adequada onde a peça ganha forma. As peças grandes voltam a ser reaquecidas. São moldadas em molde de ferro, caso sejam peças com arestas, ou em molde de alumínio se forem redondas. Na fabricação de cálices, tem ainda de ser colocado o pé, esta operação tem o nome de “marisar”. O vidro é retirado de uma abertura lateral do forno chamada “bacia de colha” que é colocada no bojo do cálice para fazer o pé. A guia

MARÇO 2012 I NÚMERO

XXX II

advertiu-nos para o facto de os produtos finais, depois de lapidados, pintados e medidos, se tiverem defeito, são vendidos nos outlets. Para estes pontos de venda, são ainda escoados produtos que, apesar de não apresentarem defeitos, ficam em armazém durante algum tempo, os chamados “descontinuados”. Por último, dirigimo-nos ao Museu. Nesse espaço, tivemos oportunidade de recolher novas informações e observar peças únicas fabricadas pela empresa. Aqui ficámos a saber que a produção das peças é manual, sendo executada por grupos de onze pessoas especializadas, designados por “obragens”. A aprendizagem é contínua e requer muitos anos de constante aperfeiçoamento. Cada elemento da obragem contribui com o seu esforço e saber para produzir em cada dia peças únicas de grande valor e beleza. É relevante apontar um pouco da história da Atlantis (inicialmente, Crisal) fundada em 1944 em Alcobaça, com oitenta operários. Em 2001, a Atlantis fundiu-se com a Vista Alegre. Este processo de fusão permitiu otimizar os recursos logísticos, de distribuição e de gestão e criar sinergias nas plataformas de distribuição e retalho. Atualmente, a Atlantis é marca líder no mercado nacional e exporta para cerca de 30 países. Possui 17 lojas próprias, em Portugal, e 3 no estrangeiro (Luanda, Maputo e Macau) e é possível encontrar peças Atlantis em mais de 3000 pontos de venda em todo o mundo. Para concluir, e dado a empresa ser bastante intensiva em mão-de-obra, foi possível identificar que deve apostar numa melhoria das condições de trabalho, passando a valorizar mais a segurança dos seus trabalhadores. Por um lado, para que estes aumentem os seus níveis de produtividade; por outro, para que a imagem de renome dos seus produtos coincida com as condições de laboração. 

Visita de estudo

Alunos da turma F do 12ºano

Página 19


Desenhando na Cadeia da Relação

Visita de estudo

Texto de Sara Vieira do 11ºJ - Desenhos de Manuel Delgado do 11º J

O

edifício onde se encontra instalado o Centro Português de Fotografia, também conhecido como Cadeia da Relação, começou a ser construído em 1767, com projeto do arquiteto da Lisboa pombalina Eugénio dos Santos e Carvalho. A construção, que durou quase trinta anos, veio a alojar o Tribunal e a Cadeia da Relação. A área disponível da edificação, detentora de uma curiosa planta trapezoidal, foi repartida de forma quase equitativa entre Tribunal e Cadeia, sendo que as instalações do Tribunal foram alvo de cuidados acabamentos, ainda hoje visíveis em diversos pormenores construtivos. Foi a este edifício que, no passado dia 9 de Fevereiro, nos deslocámos numa visita de estudo organizada pela professora Ana Amaro. Esta saída enquadrou-se no âmbito da disciplina de Literatura Portuguesa, mais especificamente do estudo da obra Amor de Perdição, de Camilo Castelo Branco, para os alunos de Humanidades. Para nós, 11º J,

do curso de Artes Visuais, a deslocação deveu-se ao interesse pela arquitetura do espaço visitado, no que fomos acompanhados pela professora de Desenho, Hercília Gonçalves, para que pudéssemos desenvolver o desenho arquitetónico ao longo das partes visitadas do edifício. Enquanto turma, considerámos a visita interessante e enriquecedora, tanto a nível cultural como arquitetónico, pois permitiu-nos entrar em contacto com um espaço de outra época e alargar o nosso conhecimento relativamente aos acontecimentos ali ocorridos. Quanto às exposições, entendemos que são muito pertinentes, tanto nas temáticas como no tratamento fotográfico das mesmas, ambos bastante curiosos. Sobre a coleção permanente de máquinas fotográficas, podemos verificar a sua evolução desde os primórdios até à atualidade. Concluindo, esta foi uma experiência a repetir e aconselhada a todos os que se interessem pelas artes, fotografia e tenham vontade de aprender! 

PUBLICIDADE

PUBLICIDADE

•Página Página 2020•

JORNALESAS


Campanha Tampinhas

APESAS Continuação da página 3

JE—A par do insuficiente número de pais que pertencem à Associação de Pais, quais as principais dificuldades sentidas até ao momento? O principal problema reside mesmo no desinteresse dos pais pela APESAS. No entanto, cada vez mais têm chegado até nós problemas de ordem económica. O número de alunos carenciados tem vindo a aumentar. Somos frequentemente contactados por pais que não têm possibilidade de comprar, por exemplo, senhas para o almoço dos seus filhos. Esta falta de possibilidades económicas vai-se refletir no aproveitamento escolar, no modo de vida e nas atitudes dos jovens (muitas vezes é esta carência que os torna agressivos, mais desinteressados, etc.).

JornalEsas - Gostaria de deixar algum comentário aos encarregados de educação, aos docentes, à direção…? Gostava apenas de pedir aos encarregados de educação que fossem mais participativos. Porque, efetivamente, uma coisa são 120 pais a falar, outra, totalmente diferente, são 1200! Era para mim extraordinário, mesmo sabendo que é uma utopia, que todos os encarregados de educação pertencessem à APESAS. E isto seria ótimo também pelo exemplo que transmitiam aos educandos. Gostava ainda de dizer que a APESAS se deve a duas pessoas que já não pertencem à Associação: a Dr.ª Alexandra Azevedo e a Dr.ª Adelaide Veludo. É graças a elas que este projeto é possível.

U

ma…Duas…Três tampinhas: um projeto de solidariedade social que tem por objetivo realizar a recolha de tampas de plástico. Posteriormente, estas serão enviadas para empresas de reciclagem. Este projeto tem sido apoiado por todos os alunos, professores e funcionários desta escola e chama-se CAMPANHA TAMPINHAS! No futuro, as tampas recolhidas na ESAS serão trocadas por ajudas técnicas (cadeiras de rodas, camas articuladas...). Estas serão oferecidas a quem está aprisionado num corpo para que lhe possibilitem maior qualidade de vida. A campanha teve origem na Associação de Estudantes da escola e rapidamente alastrou a toda comunidade escolar. No átrio de entrada encontrase uma caixa de cartão onde devem ser colocadas todas as tampas que recolheres. Podes depositar vários tipos de tampas de plástico - sumos, refrigerantes, águas engarrafadas, garrafas de óleo, champô, detergentes e outras. Lembra-te que um pequeno gesto pode fazer a diferença: junta as tampas em tua casa, cafés, restaurantes; guarda as tampas do teu iogurte, da tua garrafa de água, do teu batom e deposita-as na caixa de cartão. Depois de juntarmos uma tonelada de tampas de plástico, por magia, este nosso gesto vai transformar-se num bem para quem mais necessita. Quatro… Cinco…Seis…Tampinhas.

Prémio de fotografia Texto de Inês Ferreira do 12ºG

A

Notícias Breves

JornalEsas - Em relação ao projeto educativo da escola, gostaria de fazer alguma observação? A escola tem um corpo docente fascinante e isso deixa-nos tranquilos e confiantes. São professores interessados, atentos aos alunos e muito motivados, qualidades que não são observáveis na grande maioria das escolas portuguesas.

Texto de Inês Ferreira do 12ºG

agência Pinto Lopes Viagens, com a qual foi realizada uma visita de estudo a Itália, no ano letivo anterior, promoveu um concurso de fotografia, aberto a todos os clientes. A aluna Mafalda Freitas, atualmente no 12º B, concorreu e ganhou uma menção honrosa com uma fotografia tirada em Roma. O prémio foi entregue por Gonçalo Cadilhe, que presidiu ao concurso, no dia 29 de janeiro, no Coliseu do Porto.

PUBLICIDADE

Fotografia premiada de Mafalda Freitas do 12ºB MARÇO 2011 I NÚMERO

XXX II

Página Página21 21• •


Signos do zodíaco chinês Texto de José Chen do 12º B

O calendário lunar chinês foi um dos primeiros que a Humanidade criou para se localizar no tempo. Nele constam os 12 signos do zodíaco chinês: um para cada ano chinês. Conta a lenda que a sua atribuição se deve à ordem de chegada dos animais a uma festa que Buda organizou, à qual só apareceram doze de todos os convidados.

A

astrologia chinesa parece-nos ser, hoje em dia, algo de misterioso e fascinante. Os chineses atribuíam os fenómenos naturais aos elementos celestes: as manchas solares e o modo como elas se apresentavam garantiam o sucesso da agricultura; as secas e as cheias eram causadas pelos corpos celestes, consoante a sua disposição. Aos planetas eram atribuídos elementos da natureza e diferentes direções: Júpiter significava a madeira e o leste; Marte representava o fogo e o sul; Saturno era o símbolo da terra e do que está no centro; Vénus simbolizava o metal e o oeste; por fim, Mercúrio, representam a água e o norte. Por outro lado, o zodíaco chinês é outra parte da astrologia que as pessoas admiram. O calendário lunar é caracterizado por ciclos complexos de 60 anos, divididos ainda por cinco subciclos de doze anos, um por cada animal que apareceu na despedida

• Página 22

do Buda (festa do Ano Novo), segundo a lenda. Nessa festa, Buda decidiu recompensar esses animais, atribuindo um ano chinês a cada um deles, pela ordem por que tinham chegado: Rato, Búfalo, Tigre, Coelho, Dragão, Serpente, Cavalo, Cabra, Macaco, Galo, Cão e Porco. Um antigo texto budista descreve a tarefa árdua dos animais: estes juraram solenemente perante os budas que um dos animais da espécie estará, dia e noite, a pregar e a converter pelo mundo o respetivo signo, enquanto os outros onze praticam o bem em silêncio. O Rato inicia a jornada no primeiro dia da sétima Lua, procurando persuadir as pessoas de signo Rato a praticarem boas ações e a corrigirem os seus defeitos e temperamentos. Os outros animais fazem o mesmo nos outros dias, havendo um recomeço desta tarefa no 13º dia. Assim, graças ao trabalho constante dos 12 animais, os budas garantem uma certa ordem e equilíbrio no universo.

JORNALESAS


O signo chinês sob o qual cada um nasce tem uma grande influência nas suas vidas, levando alguns a acreditar que possuem, dentro de si, a essência do animal sob o qual nasceram. Cada signo está associado à data de nascimento da pessoa que o detém, herdando determinadas características específicas de cada animal. Para além disso, a hora a que a pessoa nasce está associada a um signo específico, podendo alguém de um signo herdar atributos de outro. Há, assim, dois dados no zodíaco chinês que definem uma pessoa: a data de nascimento – determina o signo lunar e a polaridade (Yin/ Yang) do mesmo – ( a nossa natureza e predisposição de características); horário de nascimento – determina o signo ascendente, ou seja, as características mais evidentes. Os anos acima indicados são os do calendário ocidental; o signo está associado a uma pessoa que nasce entre janeiro/fevereiro do ano indicado e os mesmos meses do ano seguinte, dado que o calendário chinês adota anos com 365,25 dias. Daí celebrarem um ano novo tardio. Assim, o ano em que estamos é o ano do Dragão. Em fevereiro de 1984, começou o 78º ciclo que terminará apenas em 2044.

MARÇO 2012 I NÚMERO

XXX II

Página 23 •


Concurso de Quadras Populares Promovido pela Biblioteca/CRE, este concurso fez parte do ciclo de atividades associadas à Exposição “A Minha Pátria é a Língua Portuguesa”. A entrega de prémios teve lugar dia 23 de janeiro, às 15 h, na Biblioteca/CRE. No escalão “Professor”, classificou-se em primeiro lugar a docente Maria José Rocha, que apresentou a concurso criações poéticas sobre todos os temas propostos. Aqui fica o que escreveu sobre o tema “AMOR”:

“Chuva que cai em Janeiro Cai com força, com o vento. Assim, meu amor primeiro, Cai por ti meu sentimento. A estrada que percorremos Pela nossa vida fora É caminho que fazemos Dia a dia, hora a hora. No cimo da tua escada Há um canteiro florido No meu peito uma pancada De um amor não consentido. O 1º prémio do escalão “Alunos” foi entregue a Marta Huet, do 12º I.

À meia-noite o luar É frio como um degredo. Mesmo assim vou-te contar, Meu amor o meu segredo.

Tema: NATAL “Natal, Natal verdadeiro É brancura, é calor, É docinhos, é pinheiro. Oh! É amor, é amor!”

Maria se fores à fonte Traz água fresquinha e pura, Pede à bilha que te conte O meu amor, minha loucura. Por amor se faz um filho, Por amor se amanha a terra, Semeia-se, por amor, o milho, Sem amor se faz a guerra.”

Parabéns às vencedoras!

Dia Internacional da Mulher Lucia Natali - Estudante AFS do 12º H

O

Dia Internacional da Mulher, 8 de março, celebrou-se na escola Aurélia de Sousa. Infelizmente, ainda faz sentido comemorar este dia para relembrar algumas assimetrias existentes na Europa, nomeadamente a nível da ocupação de cargos cimeiros da administração quer empresarial quer governamental. Nem sempre os direitos humanos inquestionáveis da nossa sociedade ocidental são respeitados no feminino. Sendo uma data sempre celebrada nos países europeus, na ESAS, a celebração foi “italiana”. Em Itália festeja-se “La Festa della Donna” com mimosas, mimando as mulheres com as suas flores. Assim, à semelhança do que por lá se faz, distribuímos algumas flores de mimosa, que ornamentaram as lapelas de muitas das mulheres da nossa escola. De volta, tivemos muitos sorrisos, que alegraram o ambiente desse dia.

• Página 24

Rita, Lucia Natali e Juliana

JORNALESAS


Mafalda Freitas do 12ºB

J

onathan Safran Foer (Elijah Wood), um jovem americano e judeu, voa até à Ucrânia na expectativa de encontrar respostas para questões sobre o passado do seu avô. Leva consigo apenas uma foto e o nome de uma vila (Trachimbrod). Entretanto, contrata os serviços da Odessa Heritage Tours, da qual fazem parte Alex Perchov (Eugene Hutz), um jovem ucraniano que fala inglês, e o seu avô (Boris Leskin). Os três, mais a cadela do avô de Alex, Sammy Davis Jr., viajam de Odessa até ao centro da Ucrânia na tentativa de encontrar a vila onde o avô de Jonathan vivia. Ao longo da viagem, Jonathan vai recolhendo elementos (como uma batata, terra, etc.) para não se esquecer, mais tarde, de coisas que acha importantes. Este é um filme que dá para rir e chorar. Para rir, com as interpretações de Alex e com as situações que evidenciam o contraste entre culturas; para chorar, porque ao longo do filme apercebemo-nos de que ambas as famílias, a de Jonathan e a de Alex, são sobreviventes do Holocausto. Dirigido em 2005 por Liev Schreiber, este filme ganhou vários prémios, nomeadamente o de Melhor Filme Biográfico e o Lanterna Mágica Prize no Festival de Veneza. 

Filme

“Está tudo Iluminado”

LANA DEL REY

E

Rita Fonseca do 12ºH

MARÇO 2012 I NÚMERO

XXX II

Música

lizabeth Woolridge Grant é uma cantora norteamericana conhecida pelo seu nome artístico, Lana Del Rey. O seu género de música vai de indie pop e rock até baroque pop e sadcore. Os singles de estreia de Del Rey foram “Video Games” e “Blue Jeans”, os quais atingiram grande sucesso comercial. O seu álbum de estreia – “Born to Die” – lançado em Janeiro deste ano, recebeu várias críticas positivas . Lana cita como principais influências Elvis Presley, Nina Simone, Leonard Cohen, Kurt Cobain, Bob Dylan, entre outros. 

Página 25 •


Passatempos 

Sopa de letras

O

rdena as letras de cada coluna e obterás 8 profissões. Em algumas colunas há letras que não servem. T

O

S

O

B

E

A

F

O

D

E

E

O

A

I

O

A

I

O

I

A

D

U

T

P

E

C

B

D

A

A

P

R

C

R

O

P

G

J

I

I

O

I

B

E

R

M

M

M

U

T

R

I

M

I

O

N

M

R

M

R

P

Z

L

Este desafio foi proposto pelo Nuno Gonçalo Fernandes, do 7º ano/turma A Soluções no próximo número do Jornalesas

Descobre a palavra

Desafio criado por Núcleo de estágio do mestrado em ensino da matemática no 3ºciclo do ensino básico e ensino secundário.para dia do Faculdade de Ciências da Universidade do Porto.

Soluções no próximo número do Jornalesas

• Página 26

JORNALESAS


Patrícia Costa e Pedro Gomes do 12ºG

MULHER Nesta primavera/verão 2012 vamos encontrar uma variedade de tendências que vão marcar, sem dúvida, estas estações: os tons pastel, os padrões, as assimetrias, o branco total, cores néon e a conjugação branco/preto. Os tons pastel verificar-se-ão, principalmente, a nível dos tons rosa, azul, amarelo e laranja; o estampado floral entra em junção com os tons pastel; as assimetrias podem ser encontradas em vestidos, saias, blusas ou cardigans, onde se verifica o modelo mais curto à frente e o mais comprido atrás.

HOMEM A coleção primavera/verão deste ano aposta em cores mais ousadas e variadas, cortes geométricos e estampados. Os jeans são sempre a peça essencial do guarda-roupa masculino, onde podem surgir em diferentes tons bem como em textura, silhuetas e cores inovadoras. Cores como o verde, vermelho, azul e amarelo irão acompanhar os looks masculinos. As riscas e o padrão xadrez também terão destaque nestas estações. As camisas e camisolas com decote em V e arredondado serão postos à prova em malhas finas conjugadas com o bege e o branco. Relativamente ao calçado, os mocassins são a tendência.

MARÇO 2012 I NÚMERO

XXX II

Página 27 •


Matemática | APESAS | Visitas de Estudo|Ginástica Acrobática I JRA | Geografia I Jambo I AE I Pasatempos I

Editorial

FICHA TÉCNICA Coordenadores: Ana Amaro (Profª) António Catarino (Prof.) Julieta Viegas (Profª)

S

Equipa redatorial

eria ótimo afirmar que vivemos um tempo de mudança. Mas esta, a existir, tem alguns contornos que nos incitam à apreensão constante sobre a bondade das medidas adotadas. As dificuldades de liquidez começam a fazer-se sentir nas escolas e, particularmente na nossa, já existem casos concretos dessas mesmas dificuldades sem que as estruturas diretivas possam fazer alguma coisa para debelar os problemas que nos vão literalmente caindo em cima. Pergunta-se igualmente para onde foi a autonomia das escolas tão propalada como a panaceia para os males da Educação. Neste momento, vemo-nos a braços com um crescente incómodo em planificar visitas de estudo com os custos que as empresas e instituições nos apresentam. Já para não falar do aumento do custo da eletricidade, dos telefones e da água, para além do papel, das fotocópias e do IVA em todos os produtos. Temos todas as razões para considerar que a Escola Pública pode estar num momento de viragem, em que a própria manutenção das questões consideradas básicas estará causa. E temos de lembrar a todos os agentes educativos que a Educação não pode dar lucro, nem teria sentido se assim fosse. A Educação é um dever e um direito inscrito na Constituição e assim deve continuar. Mas com a qualidade e dignidade exigidas por todos nós. 

ESCOLA SECUNDÁRIA AURÉLIA DE SOUSA/3 Rua Aurélia de Sousa - 4000-099 Porto Telf. 225021773—Equipa.jornalesas@gmail.com

Ana Amaro (Profª) Inês Ferreira José Chen Juliana Silva Leandro Berenguer Mafalda Freitas Patrícia Costa Pedro Gomes Rita Fonseca

Repórteres Patrícia Costa Pedro Gomes Joana Beleza José Chen Juliana Silva Leandro Berenguer Mafalda Freitas Rita Fonseca

Equipa Comercial António Catarino (Prof.) Julieta Viegas (Profª)

Tratamento da Informação Ana Amaro (Profª) Julieta Viegas (Profª)

Paginação e Maquetagem Julieta Viegas (Profª ) Patrícia Costa Pedro Gomes

Revisão de textos Ana Amaro (Profª)

Financiamento Estrela Branca - Pão quente , pastelaria Porto Alto - Pão quente , pastelaria Nota + Centro de explicações Helena Costa - Instituto de beleza Momentos - Estética Olmar - Artigos de papelaria Escola Secundária/3 Aurélia de Sousa

Os textos para a edição XXXII do Jornalesas foram redigidos segundo as novas normas do acordo ortográfico

Jornalesas Março 2012  

Jornal oficial da Escola Secundária/3 Aurélia de Sousa, Porto

Read more
Read more
Similar to
Popular now
Just for you