Page 1

Publicação trimestral l julho 2017 l número X LV I I l ( 48 )


Dia do Diploma

2 l Jornalesas l Julho 2017 l X L V I I I

Alunas da turma G do 11ºano— Economia

Palavras da Presidente do Conselho Geral, na abertura da cerimónia do Dia do Diploma: “Inicio esta breve intervenção manifestando o meu regozijo por, na qualidade de presidente do Conselho Geral, integrar a mesa que preside a esta cerimónia que visa premiar/ enaltecer todos os estudantes deste agrupamento de escolas que se distinguiram, no ano letivo transato, ou pela excelência dos seus resultados académicos ou por qualquer das atitudes meritórias previstas em Regulamento Interno. Esta celebração assume, hoje, para mim, um significado especial. Em final de mandato do Conselho Geral, é a última vez que me dirijo a esta assembleia para corporizar esta incumbência que me está atribuída. Por outro lado, e porventura representando ainda maior importância, compete-me hoje também, na qualidade de Diretora de Turma, entregar um assinalável número de diplomas a uma turma que, na generalidade, se destacou a inúmeros níveis — pela perseverança, pelo empenho, pelo civismo, pelo entusiasmo,… —, uma turma que levo no coração. Há, contudo, que felicitar todos os que hoje são alvo de merecida homenagem, de todos os ciclos de ensino e de todas as escolas que fazem parte deste agrupamento. É igualmente justo que aqui sublinhe a importância de todos quantos concorreram para a construção deste sucesso, deste perfil exemplar de “andar na escola”. Impõe-se uma palavra de apreço, em primeiro lugar, para as famílias, pela cooperação que estabeleceram com a escola e pelos valores que incutiram nos seus educandos, Para os professores, pelo investimento, diário, numa educação de qualidade e de rigor. Para o pessoal não docente, pelo seu papel essencial no acompanhamento e integração dos alunos na comunidade educativa. E, finalmente, para a Direção do agrupamento — e coordenadoras de estabelecimento que a coadjuvam —, cujo projeto e cuja prática não são alheios à edificação de uma Escola conceituada, onde predominam comportamentos civicamente desejáveis e desempenhos intelectuais bem-sucedidos. Para todos os intervenientes neste processo, mas sobretudo para os alunos, peço um caloroso aplauso. Olga Moutinho

Alunos da turma F do 11ºano com a D.T. profª Paula Magalhães

Alunos da turma B, do 11ºano, com a profª Arminda Ferreira

ESAS, 4 de abril de 2017

Alunos da turma H, do 10ºano, com a profª Maria João Cerqueira


A nossa melhor aluna - 12ºano

A Mariana Costa foi distinguida pela C.M.P. pelo seu desempenho no 12ºano, do ano letivo 2015-2016. Enquanto aluna do Curso de Ciências e Tecnologias, revelou sempre rigor, empenho e uma curiosidade intelectual extraordinária. Um prémio merecido, que muito orgulha a nossa escola. Profª Ana Amaro Na foto com os pais e a Diretora da AEAS , Dra. Delfina Rodrigues

De novo em destaque (ver jornalesas XLV – 45) aluno Luís Miguel Silva, do 12ºD, participou no sábado, 27 de maio, em Coimbra, na prova de seleção dos alunos que vão representar Portugal nas provas internacionais da Física. O Luís conquistou a desejada vaga nas Olimpíadas Internacionais da Física, a mais importante prova a nível Mundial que poderia desejar. Estamos, obviamente, muito felizes e orgulhosos com esta conquista. A prova vai realizar-se em Yogyakarta, ilha de Java, Indonésia, de 16 a 24 de Julho. Adaptado do e-mail enviado pela mãe do Luís Silva Na foto: o Luís Miguel com a D.T., profª Catarina Cachapuz Dia do Diploma — abril 2017

3 l Jornalesas l Julho 2017 l X L V I I I

O


CONCURSO LITERÁRIO 2017 Escalão C – alunos do 7.º ao 9.º anos de escolaridade (EB/S Aurélia de Sousa)

1º Prémio POESIA

Viajar Viajar é renovar, Andar de país em país, Sonhar de estrela em estrela, Ver os milhões de sorrisos que o mundo contém. Viajar é descobrir, Conhecer pessoas e culturas, Comprar lembranças e bilhetes, Sentir a adrenalina de estar na fila de embarque. Viajar é sentir saudades, Gastar o saldo do telefone Para ligar à mãe e ao pai. Viajar é relembrar, Pensar no que vivemos, Pensar quem é que somos. Viajar é ter sede, Ter sede de descobrir, Ter sede de ficar. Viajar é viver, amar, sonhar.

Gonçalo Vieira, 7º E

Viagem? Viagem… VIAAAGEEEMMMM!!!!!

4 l Jornalesas l Julho 2017 l X L V I I I

T

antos significados que esta simples palavra pode possuir. Já nos teremos dado ao trabalho de tentar descobrir ou entender os enormes segredos presentes nesta palavra…!? Normalmente pensa-se que “viagem” é o ato de transportar-se de um ponto a outro distante. Sim, de facto é verdade… Mas será só isso? Não me parece. “Viagem” pode associar-se ao profundo pensamento que por vezes nos embala, quando perdemos por completo o nosso estado de raciocínio… Esta “viagem” é curta e pouco duradora, porque há sempre alguém que nos dá um piparote na testa e diz: “Acorda pá, andas mesmo na Lua!”. Pois, é verdade, se calhar até estava mesmo… Claro que estas “viagens” não duram muito, apenas alguns segundos. Contudo existem outras que duram várias horas ou mesmo dias e, quando acabam, apetece-nos sempre voltar para saber como iria continuar e nunca se consegue… Mergulhamos numa “Viagem” quando, por exemplo, estamos a ver um filme ou a ler um livro em que a história é tão apaixonante e profunda que nos rendemos às palavras do autor e não nos apetece parar, parece que estamos a viver o livro dentro dele. (…) Simão Nitsche, 9º F


CONCURSO LITERÁRIO 2017 Escalão D – alunos do Ensino Secundário (EB/S Aurélia de Sousa)

1º Prémio POESIA

A imperfeição do discernimento

Irei deixar tudo para trás? Mas o que é feito da memória? É deixada num canto a apanhar pó? Uma vida simplória! Não é, nem nunca será modo de viver! Serão tantos anos de preparação em vão? É a impressão que fica. Já chegaram à conclusão? Trata-se de uma viagem, uma jornada imensurável. Estou no limbo: não quero ir, mas também não quero ficar. É de tal forma complexo? Até me deixa perplexo, que tantos o façam tão facilmente! Talvez nem seja tão mau, certamente estarei a ser irreverente. Nota-se que para tal não estou preparado, provavelmente assim está destinado! É uma viagem totalmente diferente, não se trata de ir ali ou acolá. Todavia, ouvi dizer que não se gasta em transporte, aliás, que este é muito seguro. Contudo, não há volta atrás… Os que partem só têm bilhete de ida e o regresso nunca se aproxima… Naturalmente, é algo interessante! Estou no limbo: quero ir, mas também quero ficar.

É obrigatório. Procuro outras opções, mas é mandatório, são estas as prescrições. Tenho medo: qual será o desfecho? Isso julgo que seja segredo, diferente consoante a gente. A minha perceção mudou drasticamente, devido à realização de que a viagem não é iminente, antes pelo contrário, está sempre presente. Mas esta mente de adolescente, mente de criança, desejo que perdure, é lá que reside a esperança. É uma triste realidade, mas temo que seja a verdade. É tempo de prosseguir. Estou no limbo: parte de mim fica e a outra… vai.

Rafael Moreira de Morais, 10ºD

5 l Jornalesas l Julho 2017 l X L V I I I

Ainda não o consigo fazer. Como é possível, algo tão português? O quê? (perguntam) Ora, isso é ambíguo! Será devido à saudade? Talvez. Ou talvez a razão se deva à minha perceção. Sou jovem, ignorante, nada sei; na minha posição, a situação é estarrecedora. Isto é evidenciado pela confusão esclarecedora, nunca terei a bravura, nunca estarei à altura, o muito é suficientemente insuficiente. Estou no limbo: quererei ir ou ficar?


Em notícia

N

o passado dia 12 de junho, na Biblioteca, o grupo de alunos que frequentou as atividades de iniciação à robótica, no âmbito do projeto Põe-te a andar robô, apresentou o trabalho realizado durante o ano. Estiveram presentes os pais dos alunos envolvidos.

N

o âmbito do projeto Energias Renováveis, Energias Naturais, apoiado pela Fundação Ilídio Pinho, foi apresentado no dia 16 de junho, no exterior da escola, um forno solar cujo funcionamento foi testado. A construção foi realizada pelo Henrique Dias, a Ana Carolina Serra e a Fabiana Vieira, todos alunos do 10º D.

6 l Jornalesas l Julho 2017 l X L V I I I

D

ois alunos do 12º A, o João Souto e a Marta Marmelo, apresentaram uma comunicação sobre o clima no XIX Encontro das Escolas Associadas da Unesco que se realizou em janeiro passado. O ponto de partida foi parte do trabalho desenvolvido em atividades do projeto Meteorologia na Escola, apoiado pela Fundação Ilídio Pinho.

Carlos Morais, prof. Coordenador do Lugar da Ciência


Googol e Google!

A

história ajuda a compreender muita coisa, muitos factos, muitos conceitos, ajuda a compreender a realidade atual. Em 1940, Edward Kasner e James Newman, no livro Matemática e Imaginação (disponível na Biblioteca da escola), contam-nos como Edward Kasner encontrou um nome para o número que se escreve com um algarismo 1 seguido de cem zeros, isto é, . Esse relato diz-nos que o número fora designado por googol por sugestão do seu sobrinho de 9 anos, Milton (1911-1981). A partir de então foi criada a designação googolplex para o número que se escreve com um 1 seguido de um googol de zeros, que se representa por ou por . Este número, cujo aparecimento se situa em 1920, é mesmo um número grande, muito grande! Em ciência, quando se usam números muito grandes ou até muito pequenos, é útil utilizar uma escrita abreviada para não se ter que escrever muitos zeros, mas também para se ter uma noção da ordem de grandeza desses números. Esta notação revela-se muito adequada quando tratamos com números como, por exemplo, o Número de Avogadro (constante da Física) – , que se escreve, em notação científica, como o produto de um número entre 1 e 10 ( ) por uma potência de base , em que (corresponde a um 1 seguido de 23 zeros. Outro exemplo é a massa de um eletrão, estimada em cerca de 0,000 000 000 000 000 000 000 000 000 000 910 938 22 kg, um número com 31 casas decimais até ao 9 (incluído), é apresentada em notação científica por kg. Esta forma de escrever os números grandes ou pequenos é frequente na Física, na Química e em Astronomia. As designações das grandezas que hoje usamos estão ligadas a certas potências de base 10 através de prefixos como, por exemplo, nano– ( ), centi– (

), micro– (

), deci– (

), quilo– (

número

, centena de miríade para

milhar de miríade para para

,

, miríade de miríade

que corresponde a cem milhões (

). E assim sucessivamente, mostrando assim ser possível escrever números grandes partindo de uma dada unidade. Usando este sistema, Arquimedes estimou que o número de grãos de areia necessários para preencher o universo (tomado como uma esfera com centro na Terra e raio igual à distância da Terra ao Sol) seria o equivalente a um número bem menor do que um googol.

,

Atualmente, muitos de nós usamos o motor de busca Google para procurar informação na Internet, sem sabermos qual é a origem dessa designação. Sabe-se hoje que em 1996, já lá vão mais de 20 anos, Lerry Page e Sergey Brin, então estudantes de doutoramento da Universidade de Stanford, nos Estados Unidos, desenvolveram um primeiro motor de busca que funcionou nessa Universidade durante algum tempo e que viria a ser a base do atual motor de busca Google. Reza a história que o nome Google terá sido tomado a partir da adaptação da escrita da palavra googol com a intenção de transmitir a ideia de que cada pesquisa iria fornecer grandes quantidades de informação. Certo também é que a sede da empresa Google é designada por Googleplex!

), mili– ( ), mega

milhar para , milhão para , bilião para . Nos países anglo-saxónicos, o termo bilião é usado para mil milhões, isto é, para

.

Arquimedes (~287 – ~212 a.C.), sábio grego da Antiguidade Clássica, distinto matemático, físico e astrónomo, inventor de numerosos mecanismos, criou um sistema de escrita de números grandes, percursor do sistema de notação científica. Desenvolveu o seu sistema tomando como referência a miríade (

), usando dezena de miríade para designar o

Lugar da Ciência

7 l Jornalesas l Julho 2017 l X L V I I I

–( ), giga– ( ), tera– ( ). A leitura dos números pode ser associada a certas potências de base 10 como


Uma história de resiliência e perseverança

N

ujeen é uma jovem Síria com paralisia cerebral que foi obrigada a fugir de Alepo onde vivia com a família, num 5º andar, impossibilitada de sair de casa para ir à escola ou conviver. Sem preparação prévia, esta jovem foi confrontada com a necessidade de partir rumo a uma Europa desconhecida, com as limitações inerentes à sua patologia. É essa “aventura“ que ela relata num livro. Nesse livro, a jovem conta que, quando embarcou em Alepo, estava com medo, mas também excitada. Encarava a situação como a aventura da sua vida. "Sentada na minha cadeira de rodas, a um nível acima dos outros, sentia-me como Poseídon, o deus do mar". Quando o bote chegou a Lesbos, na Grécia, um repórterfotográfico gritou de terra: "Alguém de vocês fala inglês?" Nujeen exclamou-lhe: "Eu!" As horas infinitas de televisão ensinaram-lhe a falar um inglês fluente. A partir desse momento tornou-se na indispensável tradutora dos seus familiares - “Senti-

me feliz por ser útil e pude começar a praticar o inglês que tinha aprendido nos últimos três anos”. Nujeen descobriu o mundo de relance em 2015. Pela primeira vez, andou de avião e de comboio para atravessar a Turquia até Behram. Separou-se dos seus pais. Dormiu num hotel e viu o Mediterrâneo. Instantes depois, estava num bote rumo a Lesbos, com duas irmãs, quatro sobrinhas e uns primos. De seguida, a família dispersou-se e a sua irmã Nasrine, uma estudante de Física de 27 anos, empurrou-a na cadeira de rodas através da Grécia, Macedónia, Sérvia, Croácia, Eslovénia, Áustria e, finalmente, o destino mais desejado, a Alemanha. Fizeram mais de 5 600 quilómetros. "Eu pensava: 'Isto acontece uma vez na vida, tenho de desfrutar'", conta sobre aqueles extenuantes 40 dias que encarou como uma grande aventura. Nujeen deseja ser uma ponte para a criação de empatia para com os refugiados. Sonha ser astronauta ou escritora profissional. In visão online 11/10/2016 http://visao.sapo.pt/actualidade/mundo/2016-10-11-A-comovente-historiade-Nujeen-adolescente-siria-que-em-cadeira-de-rodas-fugiu-de-Alepo-e-conseguiu-chegar-a-

Alexandra Sousa, 11º H

8 l Jornalesas l Julho 2017 l X L V I I I

O mapa que indica o percurso de Nujeen e da sua irmã Nasrine, onde estão assinaladas as localidades por onde passaram


Será que és assim tão feminista? «Algumas pessoas perguntam-me: “Porquê usar a palavra ‘feminista’?” Por que não dizer que se acredita nos direitos humanos, ou algo parecido?”

P

Concurso as “Malas do Mundo” - Dias da Geografia Indonésia 8ºB - Francisca Melo, Francisca Pereira e Zerin 2º Lugar Rússia 9ºD – Daniela Santos, Joana Sá, Luna Figueiredo, Sofia Venâncio e Vasika 3º Lugar Cuba 9ºA - Ana Margarida e Sara Rodrigues 1ª lugar

9 l Jornalesas l Julho 2017 l X L V I I I

tas mulheres detestam ouvir piropos de homens, mas sexualiorque seria desonesto. O feminismo faz, obviamente, zam o corpo de outros e até delas próprias? Isto acontece na parte dos direitos humanos de uma forma geral, mas Nigéria, mas também em Portugal, na Alemanha, nos Estados escolher uma expressão vaga como ‘direitos humanos’ é negar Unidos, no Brasil ou na China. a especificidade e a particularidade do problema de género. Depois há a questão da cultura. Se nós, humanos, evoluímos, Seria uma maneira de fingir que as mulheres não foram excluíentão a cultura tem de evoluir connosco. Pressupostos que das ao longo dos séculos. Seria negar que a questão de género eram aceites no século XIX não podem ser aceites hoje, século tem como alvo as mulheres. Que o problema não é ser humaXXI, se temos consciência que esses mesmos valores não nos no, mas especificamente um ser do sexo feminino. Por séculos, respeitam! Não podemos deixar que uma mulher seja circuncios seres humanos eram divididos em dois grupos, um dos quais sada só porque é tradição no país. Porque “a cultura não faz as excluía e oprimia o outro. É no mínimo justo que a solução pessoas. As pessoas fazem a cultura. Se uma humanidade inteipara esse problema esteja no recora de mulheres não faz parte da nhecimento desse facto. Neste exnossa cultura, então temos que certo, Chimamanda Ngozi Adichie mudar a nossa cultura” (Chimaexplica o porquê de usar a palavra manda Ngozi Adichie, Todos deve“feminista”. Ao contrário do que mos ser feministas). muitas pessoas possam pensar, o Não podemos afirmar o feminismo feminismo não defende a superiorise continuamos a deixar que a dade do sexo feminino, mas a igualcultura nos abafe. Não podemos dade económica, social e política afirmar o feminismo se sexualizaentre homens e mulheres. mos o nosso corpo. Não podemos Penso que o problema da questão de afirmar o feminismo se ditamos género já não se prende tanto com a como uma mulher deve ser, em definição de “feminismo”, mas com vez de reconhecer o que ela, na situações frequentes no dia-a-dia sua individualidade, é. Não podeque dificultam a afirmação da igualmos afirmar o feminismo se cultidade de género. A ativista que cito vamos indústrias que nos rebaiacima apresenta diversas adversidaxam. Não podemos afirmar o femides no seu país de origem, Nigéria, nismo se escolhemos líderes que que nos provocam a reflexão sobre nos oprimem e que nos inferiorise os ditos países desenvolvidos, que zam. afirmam que a igualdade entre os Por isso, luta por todos nós. Não https://thetab.com/us/2016/06/19/tumblr-spreading-feminism-14529 sexos é respeitada nos mesmos, só pelas mulheres, mas pelos hoserão assim tão desenvolvidos. mens também. Pelo Homem. Não Quantas mulheres agradecem aos maridos quando estes trose trata de lutar só pelas mulheres, trata-se de lutar pela Hucam as fraldas aos filhos, sobre que ambos têm responsabilidamanidade. Trata-se de lutar pela Igualdade e pela Paz. des? Quantas mulheres acham que é dever do companheiro pagar o jantar sempre que comem fora? Quantas mulheres Marta Gonçalves, 11º I educam as filhas a terem vergonha da sua feminilidade? Quan-


#Salvadorable “Se um dia alguém perguntar por mim, diz que vivi para te amar…”

10 meses depois da loucura do futebol, Portugal voltou a conquistar a Europa. Pela primeira vez, Portugal foi o grande vencedor do Festival Eurovisão da Canção: Salvador Sobral arrebatou milhões de corações com "Amar pelos dois", tema composto pela irmã, Luísa Sobral. Foi um momento comovente de tão bem conseguido.

D

10 l Jornalesas l Julho 2017 l X L V I I I

esde 1964 que Portugal integra este evento e, até então, nunca tínhamos conseguido melhor do que a décima posição. Mas, em 2017, esta pequena ilha num oceano de gigantes levou o Salvador a Kiev. Quebrando todas as tradições, esta “vivalma estranha do jazz” fez-nos esquecer do horror que era a Eurovisão. Salvador mostrou-se capaz de transcender toda a falsidade berrante e, com uma musicalidade distinta, única e rara e uma letra que deixa transparecer uma sensibilidade fora de série, o músico despiu-nos, apaixonou-nos e amou por milhões. “É uma canção tão simples e crua, que nunca pensei que o público a fosse agarrar desta maneira.” – confessou o artista, que conquistou a pontuação máxima de 18 dos 24 paises concorrentes. “Hoje em dia, na música, a cada dez segundos, tem de haver um grito e um estimulo. “Amar pelos dois” é, assim, uma metáfora para a vida. Não será necessário voltar ao essencial e ao puro?” – indagou o jovem no Alta Definição. E, no seu discurso

de vitória, limitou-se a apelar para a urgência de trazer a música de volta: “Vivemos num mundo de música descartável, de música ‘fast-food’ sem qualquer conteúdo. Isto pode ser uma vitória da música, das pessoas que fazem música que de facto significa alguma coisa. A música não é fogo-de-artifício, é sentimento.” E que haja mais Salvadores a tentar mudar isto, e a fazer música com alma, que é o que verdadeiramente interessa. O Festival do Plágio – como teimo em chamar-lhe há vários anos por motivos evidentes – foi finalmente ganho por um original belíssimo, com conteúdo estranhamente nada festivaleiro e por um músico que conseguiu aliar ironia da situação ao talento. Aquela mistura de dever e de humor resultou…nesta vitória memorável. E citando Miguel Esteves Cardoso “Viva Salvador Sobral, que nunca mais pare quieto!”

Inês Sincero, 11ºH


Biodiversidade . ser diferente é saudável!

A

riqueza da espécie humana reside na diversidade genética, que se expressa nas diferenças entre indivíduos da mesma espécie como resultado da recombinação do património genético contido nos gâmetas dos progenitores. A variabilidade nos seres humanos é infinita quer a nível morfológico, quer fisiológico, como por exemplo a cor da pele, a estatura, a cor dos olhos, a cor e aspeto do cabelo, a diabetes, a hipertensão, a intolerância à lactose, os anticorpos, a asma, a miopia. Estas características hereditárias que nos distinguem uns dos outros são herdadas dos progenitores, mas a biodiversidade não é só isto! A biodiversidade intraespecífica resulta da interação entre a informação genética, o meio ambiente e os estilos de vida. As opções que tomamos ao longo da vida contribuem para acentuar as diferenças. A adoçao de estilos de vida saudáveis como não fumar, praticar uma alimentação equilibrada, praticar atividade física, rir, manter o peso ideal, dormir o número de horas adequado, melhoram a saúde do indivíduo. Comunidades saudáveis criam pessoas saudáveis. Ser diferente é ser saudável! Lucinda Motta, professora de Biologia - 25.05.2017

DIA DA BIOLOGIA Biodiversidade 2 e 3 de março de 2017

11 l Jornalesas l Julho 2017 l X L V I I I

“Gémeos que ninguém acredita”


capa do jornalesas / Desenho A - 12ºH

12 l Jornalesas l Julho 2017 l X L V I I I

Raquel Botelho, por Matilde Santos

Susana Ferreira, por Sandy Freitas

João F, por Kika e Kika por João F. - Mariana Sousa por Ana Rita e Ana Rita por Mariana Sousa


Exposição open space Exposição no espaço do Bar/ Cantina, primeira quinzena de Junho - Turma - 12º H. Disciplina - Desenho A. Representação de um colega à escala 1/1 através de observação direta, numa folha de papel cenário com 2x1 m. Desenho A pelo professor António Carvalhal

C

Da esquerda para a direita em pé: Maria Pinto, Mariana Sousa, Jú Fortunato, Ana Rita Martins, Diana Antunes, Susana Ferreira, João Francisco, Raquel Botelho, Alexandre Simões, KIka Gouveia, Matilde Santos, Joana Veiga, Zé Portela, Gi Ponci. Em baixo: Leonor Aguiar, António C., Sandy Freitas

13 l Jornalesas l Julho 2017 l X L V I I I

ada aluno tinha que representar um colega à escala 1/1 através de observação direta, numa folha de papel cenário com 2x1 m. de dimensão, para ficar o mais conseguido possível em termos de anatomia. A forma de expressão e o material proposto ficou à responsabilidade de cada aluno, o que se revelou outro desafio, ou seja, cada um teria que mostrar autonomia total na escolha dos materiais de desenho a empregar e na expressão utilizada, dentro das muitas possíveis no Desenho. O resultado final revelou-se surpreendente, pois as diversas escolhas pessoais conduziram à utilização de praticamente todos os materiais passíveis de utilizar na disciplina de Desenho A, como riscadores - grafite, carvão, tinta da china com aparo ou canetas caligráficas, sanguínea, sépia, lápis de cor, pastéis de óleo, pastéis secos e marcadores - e materiais aquosos como aguarela, guache, tinta da china e tinta sépia ou sanguínea. Também as várias formas de expressão revelaram a aprendizagem adquirida ao longo dos três anos, e em consequência temos 16 representações de 16 alunos que utilizam vários processos de síntese.


O Clube Europeu da ESAS em Valência/Espanha

Intercâmbio escolar com o Instituto Salvador Gadea de Aldaia, Valência

E

14 l Jornalesas l Julho 2017 l X L V I I I

m resposta a um convite que lhe foi dirigido, a escola participou num intercâmbio com uma escola da região de Valência, Espanha, tendo a organização ficado a cargo do Departamento de Línguas Estrangeiras e do Clube Europeu. As duas escolas nunca tinham trabalhado juntas, e a parceria agora estabelecida revelou-se muito positiva, de acordo com os resultados obtidos. Os alunos dos dois países ficaram a conhecer parte da história de ambas as cidades, e visitaram locais emblemáticos das duas culturas, do ponto de vista histórico, arquitetónico e ambiental. Os alunos pertenciam na sua quase totalidade a uma turma do 10º ano e voluntariaram-se para esta atividade, em resposta ao desafio que lhes foi feito – seriam recebidos e iriam receber em suas casas ‘parceiros/ hermanos’ de outra escola e país. O grupo ficou completo com a inclusão de um elemento do clube europeu a frequentar o 11º ano.

Durante as respetivas estadias, os alunos frequentaram as atividades letivas definidas, para além das atividades de caráter cultural acima mencionadas. Foram recebidos pelas autoridades autárquicas, em sessões de boas vindas. Em Portugal, participaram ainda numa sessão sobre a importância da União Europeia, realizada na escola, a propósito da celebração do Tratado de Roma. A receção no Porto contou com o apoio do gabinete da EuropeDirect. Mais importante do que todas estas atividades, foi a vivência e cumplicidade que se estabeleceu ao longo de toda a preparação entre os alunos das duas escolas, maioritariamente através da Internet. No final da última deslocação, em Portugal, os alunos responderam a um inquérito sobre o que tinham aprendido sobre a cultura do seu ‘parceiro/ hermano’. A coordenadora do Clube Europeu Maria Paula Magalhães

Viajar sempre foi uma paixão da família. Todos nós temos uma certa curiosidade em conhecer o resto do mundo, explorar, conhecer novas culturas e costumes, línguas, climas e belezas diferentes, maneiras de pensar e de ver as coisas distintas da nossa, tudo o que há para ver, tanto na natureza como no homem, sermos livres. Por vezes conhecer outras pessoas e a sua maneira de pensar e de ver as coisas torna-nos mais sábios e melhores pessoas, aprendemos a reagir às coisas de forma diferente, o que é bom para nós e para os que nos rodeiam. (…)

Margarida Barroso, 9ºE


New York, New York do Hudson, e de todas as outras paisagens que vislumbrámos do topo do Empire State Building ou Top of the Rocks. É impossível transmitir a magia da representação do Fantasma da Ópera a que assistimos na Broadway, ou o ambiente no restaurante onde fomos a seguir, mesmo ali ao lado, em que os empregados cantavam e dançavam como atores de musicais, à volta e em cima das mesas. É impossível transportar-vos para a solenidade democrática do Quartel General das Nações Unidas, e guiar-vos através das inúmeras salas que visitámos, numa delas com uma sessão a decorrer. Descobrir que fazemos parte de um todo e que valemos pela força desse todo é uma lição de vida. E, depois, todo o convívio que se viveu, toda a cumplicidade que se estabeleceu, … todas as compras que se fizeram! Ou não fosse a América a terra dos outlets! Paula Magalhães, profªdo departamento de Línguas Estrangeiras

15 l Jornalesas l Julho 2017 l X L V I I I

O

ano letivo de 2016-2017 foi o ano de voltar a Nova Iorque. Desde a última viagem há 10 anos, que o departamento de Línguas Estrangeiras é instado, anualmente, a organizar uma nova viagem a NY, não só por alunos, mas também por encarregados de educação, que confiam que a escola que os filhos frequentam os possa acompanhar na descoberta de uma cidade belíssima, referência cultural de diferentes gerações. E, apesar de sabermos que uma viagem deste tipo comporta custos que poucos poderão suportar, o departamento decidiu avançar com a sua organização. Estabelecidos os contactos, desenhados e alterados os programas de visitas, negociados preços, partimos. We are leaving today, como diria o Frank Sinatra. Nova Iorque é uma cidade que encanta e que tem sempre coisas novas para mostrar. Tentar reproduzir num pequeno artigo todas as experiências e vivências que tivemos é impossível. É impossível descrever a emoção da vista de NY skyline do outro lado


Ideias Inovadoras em Competição de Empreendedorismo

N

a Feira (I)limitada, competição regional do projeto “A Empresa” da Junior Achivement, estiveram presentes 33 equipas dos distritos do Porto e Braga, dos quais 3 representaram a nossa escola: “EasyPeasy”; “Easy Shadow” e “MyPen”. O dia foi muito agitado. A montagem do stand começou por volta dos 6:30h e, no meio de caixas e caixotes, tudo ficou pronto às 9:30h, dando-se início à competição. Esta refletiu o trabalho de vários meses, onde jovens empreendedores tiveram de demonstrar a sua ideia, aliando conceitos ligados a diversos departamentos como Recursos Humanos, Marketing, a área Financeira, entre outros. O nervosismo começou a aumentar, à medida que o júri estava a passar e só na hora dos resultados o sentimento começou a parar. De uma forma poética e genérica, a frase anterior reflete bem o nosso dia. Tivemos a oportunidade de comunicar com vários júris de diferentes áreas e empresas de sucesso e bem conceituadas no mercado e com cidadãos comuns que paravam junto dos stands para conhecer os nossos projetos. Além disso, apesar de estarmos a competir por um lugar na competição Nacional, o espírito de interajuda entre as empresas foi bastante notório (“sem dúvida que fizemos amizades que levaremos para a vida”). Apesar de nenhuma das equipas da escola ter passado à competição Nacional, todas afirmam que a experiência foi incrível, enriquecedora e diferente. Acho que dizemos por todos que levamos este dia no coração. Queremos felicitar todos aqueles que participaram no projeto e, especialmente, a “BeAuto”, da Escola Secundária Martins Sarmento por ter ganho a competição Nacional, sendo a equipa que irá representar Portugal na Competição Europeia, que se realizará em julho em Bruxelas, Bélgica. NorteShopping, 27 de abril de 2017 Rosa Costa e Joana Vieira, 11ºG

Turmas 11ºano - A, B, C, D, E, F, G, H, I, J e K

16 l Jornalesas l Julho 2017 l X L V I I I

Fantástico! Espetacular !Máximo!... foram algumas das observações ouvidas, durante e após a realização do percurso.

No âmbito da disciplina de Educação Física realizou-se a caminhada nos Passadiços do Paiva, com 140 alunos e professores das turmas A, B, C, D, E, F, G, H, I, J e K do 11º ano, justificando-se pela prática de atividade física, de intensidade média (e vigorosa para alguns), em contacto com a natureza e como referencial social incrementador do fomento de adoção de medidas de aumento da prática de atividade física. Efetuamos o percurso da Praia do Areinho à praia de Espiunca - nos Passadiços do Rio Paiva, concelho de Arouca, distrito de Aveiro. Professores responsáveis Fátima Santos e Paulo Nascimento


Segurança alimentar Quem diria que o McDonald’s é o sítio mais seguro para se comer? metano, um gás extremamente prejudicial para o ambiente. “Com tudo isto, não estou a dizer para vocês pararem de beber cerveja, pararem de comer carne e tornarem-se vegetarianos! Apenas tem de haver um equilíbrio naquilo que consumimos.” Assim, a Rita forneceu-nos uma lista de boas práticas que podemos ter em conta no nosso dia-a-dia: Diminuir o consumo de fruta importada (visto que o processo de transporte da mesma liberta grandes quantidades de gases poluentes); -Ter uma alimentação equilibrada, e não de extremos; -Não lavar o frango antes de o cozinhar; -Deixar cozinhar muito bem a carne e o peixe; -Diminuir os desperdícios alimentares e de água. Percebi o quão importante os controlos alimentares são para a comida chegar sem risco de causar intoxicações às nossas mesas. Marta Gonçalves, 11ºI

Caminhar pelos passadiços do Paiva

17 l Jornalesas l Julho 2017 l X L V I I I

É

verdade. A turma do 11ºI recebeu esta inesperada notícia aquando de uma visita da ex-aluna da escola, Rita Gonçalves, recentemente licenciada em Bioengenharia – ramo alimentar, pela Faculdade de Biotecnologia da Universidade Católica Portuguesa. Integrada na aula de geografia, esta pequena conversa veio revelar alguns aspetos da indústria alimentar e de velhos hábitos da população portuguesa, que contribuem negativamente para a nossa saúde e para o planeta. A estudante informou-nos, então, que o McDonald’s é o sítio mais seguro em termos de segurança alimentar. “É praticamente impossível apanharmos uma intoxicação/infeção devido a más práticas de higiene e ao não cumprimento de regras de segurança alimentar” neste estabelecimento, espalhado pelos quatro cantos do mundo. Já na indústria, as companhias de enlatados são as que mais investem para nos proteger contra o Clostridium botulinum, bactéria fatal se for ingerida e suscetível de aparecer nos enlatados. A salmonella é, também, uma bactéria preocupante para as empresas alimentares, frequente nos ovos. Práticas como lavar o frango antes de cozinhar, comer a carne mal passada, comer agrião cru e sushi, são atos que aumentam o risco de infeções alimentares. Na vertente do ambiente, a universitária alertou-nos para algumas práticas que são muito agressivas para os ecossistemas. A agricultura, extremamente necessária à alimentação mundial, utiliza 70% do consumo total de água, da qual grande quantidade é desperdiçada. Outras áreas, como a de produção de café, de chocolate e de cerveja precisam de chocantes quantidades de água. Por exemplo, para produzir um litro de cerveja são necessários 4 litros de água! Ainda que também dispense de elevada quantidade deste nutriente, a criação de vacas é mais preocupante pela poluição derivada desta atividade. Durante o seu processo digestivo, as vacas libertam


Percursos literários na cidade das sete colinas - Lisboa Os alunos do 11º ano deslocaramse no dia 2 de maio à capital, no âmbito das disciplinas de Português e de Literatura Portuguesa, para consolidar as obras Os Maias e O Livro de Cesário Verde, experienciando a vida citadina de Eça de Queirós e de Cesário Verde, no século XIX.

O

percurso teve início no Cais do Sodré, onde nos foi possível apreciar a magnífica paisagem sobre o Rio Tejo e conhecer a nossa guia, que nos levou numa nova aventura! Partindo de lá, dirigimo-nos aos edifícios dos antigos e marcantes Hotel Central e Hotel Bragança, locais simbólicos na obra queirosiana. Subindo a Rua do Alecrim, mencionada no poema “Esplêndida”, alusivo à mulher e à sua capacidade de sedução, de Cesário Verde, chegámos à estátua de Eça de Queirós e, mais acima, à Praça de Luís de Camões, remetendo para o poema cesariano “O Sentimento dum Ocidental”, que faz referência ao “épico que ascende num pilar”, o autor d´Os Lusíadas. Ao chegar ao Chiado, avistámos, imediatamente, a Casa Havaneza e o café A Brasileira, onde tirámos muitas fotografias com a estátua de Fernando Pessoa. Prosseguimos e, já no Rossio, vimos a casa onde Eça viveu, próxima à de Cesário Verde, que fazia da Praça o seu lugar predileto de deambulação. Da parte da tarde, já depois da merecida hora de almoço e da exploração de algumas ruas da Baixa Pombalina, visitámos o Teatro da Trindade e as suas salas esplêndidas. Aí tivemos a oportunidade de ouvir uma explicação acerca da história do teatro, mencionada por Eça aquando do episódio do “Sarau da Trindade”, com a presença de Carlos da Maia e de Ega. A nossa visita tinha chegado ao fim! No entanto, e apesar de muito caminhar, é importante referir que esta visita revelou-se uma experiência enriquecedora e divertida, tendo sido um dia muito bem passado! Para o ano há mais !

Alguns alunos do 11ºG no Cais do Sodré

Alguns alunos do 11ºI estátua de Fernando Pessoa

18 l Jornalesas l Julho 2017 l X L V I I I

Carolina Barros, 11ºI

Praça de Luís de Camões


A Geografia e o turismo de mãos dadas – Dias da Geografia

Organização das Nações Unidas proclamou 2017 como o Ano Internacional do Turismo Sustentável para o Desenvolvimento, em reconhecimento do grande potencial da indústria do turismo, na atualidade, em todo o mundo. Assim, os professores de Geografia entenderam ser uma excelente oportunidade para realçar a importância da disciplina no exercício informado e consciente de cidadania, mobilizando saberes culturais e científicos e alertando quem viaja para as boas práticas que reverterão em benefícios para o planeta. Nessa perspetiva, os alunos de 8º e 9ºanos pesquisaram sobre um país/um lugar e identificaram as particularidades que diferenciam, mas também unem os povos. Cada espaço é reflexo

da topografia, do clima, da história das suas gentes, da língua, das tradições, da gastronomia (…). Este trabalho revelou a diversidade planetária e traduziu-se num concurso, designado “as malas do Mundo”, que deu lugar a uma exposição. Nos dias da Geografia, 15 e 16 de Março, toda a Escola pode apreciar os trabalhos realizados e manifestar a sua opinião, votando no que considerou ser o melhor. A exposição teve lugar no corredor do 1º andar, com grande participação e interesse por parte dos alunos e da restante comunidade escolar. Grupo de Geografia, 2017

Concurso das Malas do Mundo – 8ºano e 9ºano As malas vencedoras do concurso e as menções honrosas

19 l Jornalesas l Julho 2017 l X L V I I I

A


ARTIPORTO A nova essência da Cidade.

20 l Jornalesas l Julho 2017 l X L V I I I

O

Porto é uma das cidades de Portugal que mais se tem desenvolvido nas últimas décadas, nomeadamente na área do Turismo, revelando-se dinâmica e atrativa. São inúmeros os galardões, designadamente o Prémio de Melhor Destino Europeu 2017, também atribuído à cidade Invicta em 2012 e em 2014. Este reconhecimento atrai muitos visitantes, fomentando, por isso, o desenvolvimento e o crescimento da economia nas áreas recreativas, de restauração e hotelaria. Decidimos olhar para os lugares de maior concentração de população onde assistimos a atividades relacionadas com as artes performativas, nomeadamente a música, desenvolvida em espaços abertos e recolher a opinião dos “city users”. Os comerciantes, como é o caso de Ana Barbosa, lojista há 16 anos na Sapataria Ana, argumenta que os artistas têm um efeito positivo na medida em que atraem mais pessoas para as ruas, mas há ocasiões em que atrapalham a entrada de clientes nas lojas. Apesar disso, refere que o aumento do fluxo de turistas e de artistas de rua fez com que o volume de vendas subisse. Carlos Cepinha é estudante e toca Jazz. Natural de Lisboa, aos 13 anos mudou-se para o Algarve com os pais. Há 2 anos veio para o Porto. Alterna os seus lugares de atuação entre os 3 distritos, passando os verões no Algarve e Lisboa e os invernos no Porto. ‘’Existem pessoas contra nós, comerciantes com mentes mais fechadas que pensam que o facto de tocarmos, leva a que os turistas nos dêem as gorjetas, ao invés de gastar nas suas lojas. (...) E o feedback do público é excelente.’’ A relação com outros artistas de rua é bastante boa, sendo a partilha e o convívio incríveis. No entanto, queixou-se de algumas tunas que não respeitam o seu espaço. Numa das entrevistas realizada a um outro artista de rua, que já se dedica há 20 anos a esta “profissão”, ele falou da falta de apoios, afirmando que no Porto deveriam “dar subsídios como na Inglaterra”. Comentou que o aumento de turistas na cidade tem tornado a sua subsistência mais difícil uma vez que as rendas das casas estão a disparar e os proprietários preferem arrendar a turistas porque o lucro é bastante maior. A este artista de rua, que vive exclusivamente daquilo que ganha a cantar, torna-se difícil sobreviver nestas condições, admitindo mesmo que pensou deslocar-se para zonas mais periféricas como a Póvoa de Varzim. Diz que “a cidade está a perder identidade”. Tivemos ainda a oportunidade e de entrevistar Mateo, natural no Porto e que está na Invicta há cerca de 10 dias. Toca Hang. Perguntamos-lhe quais as diferenças encontradas entre o Porto e Barcelona. Para ele, em Barcelona existem mais espa-

ços e mais condições para os artistas poderem expor a sua arte e as pessoas são mais recetivas à sua música e por isso consegue ganhar mais dinheiro. Mateo deixou bem patente que toca nas ruas pela música e não pelo dinheiro – “I don’t play for the money, I play for the music”. Numa forma geral, os turistas inquiridos apreciam a arte de rua dizendo que traz vivacidade à cidade. Através dela, contactam com manifestações culturais nacionais e até mesmo multiculturais. Apesar do cidadão comum ser aparentemente indiferente a estas apresentações, devido ao seu dia-a-dia repleto de preocupações e stresse, não deixa de reconhecer os seus benefícios. Pelo exposto, concluímos que é importante o incentivo às artes performativas no espaço público, pois é uma forma de valorizar a cidade, divulgar modalidades artísticas e reforçar a atratividade para lugares emblemáticos. Contudo, também deparamos com algumas problemas como o barulho excessivo, por vezes a demasiada concentração de pessoas, o que dificulta a mobilidade nas ruas para quem anda a trabalhar, ou simplesmente a fazer a sua rotina diária.

Catarina Dias Rodrigues, Joana Raquel Martins Vieira e Rosa Margarida Conde Costa, 11ºG

Carlos Cepinha, Rua das Flores


“Ilhas” do Porto, viram “moda”? Definidas pelos serviços municipais, ilhas são “agrupamentos

de duas filas de casas térreas, insalubres, separadas por um arruamento bastante estreito, com uma única fachada. Em regra têm três ou quatro divisões, duas das quais sem iluminação e ventilação direta, sem luz solar, com instalações sanitárias exteriores e em número inferior ao das moradias que servem”.

ste tipo de habitação nasceu com a Revolução Industrial e foi uma consequência do crescente êxodo rural para as zonas industriais, que conduziram a uma sobrepopulação da cidade do Porto. Para além isso, a indústria pouco desenvolvida e os baixos salários apenas permitiam aos trabalhadores adquirirem habitação de baixa qualidade, a baixo custo. As ilhas ainda abrigam um número significativo de população portuense. Desde a Revolução Industrial, com o crescimento das indústrias no Porto, este tipo de bairro foi servindo a população de mais baixa condição social, raramente ocorrendo obras de reabilitação por falta de recursos económicos. Dos vários programas para a habitação, os que ficaram mais conhecidos foram o Plano de Melhoramentos para a Cidade do Porto, realizado nas décadas de 50 e 60, e o Projeto SAAL (Serviço Ambulatório de Apoio Local), na década de 70. O Plano de Melhoramentos para a cidade do Porto foi o responsável pela construção dos grandes bairros sociais da cidade que ainda hoje existem, sendo que estes se assumem como os grandes substitutos das ilhas. De acordo com um levantamento realizado em 2015, são, aproximadamente, 960 as ilhas que fazem da cidade do Porto um verdadeiro “arquipélago” e onde vivem aproximadamente 10.400 pessoas em condições sociais, na maioria dos casos, verdadeiramente precárias, com Campanhã a assumir-se como “capital”, já que só nessa freguesia (uma das maiores do Porto em termos territoriais e demográfico) existem 243 aglomerados habitacionais com essa particularidade. Apesar das condições de precariedade de algumas destas casas, isso não impede que elas sejam habitadas por novos moradores, inclusivamente, e cada vez mais, por imigrantes. Começa a surgir também a tendência para os senhorios alugarem as casas das ilhas a turistas por curtos períodos de tempo. É urgente que medidas de natureza económica e social sejam facultadas, visto que, de uma maneira geral, a população residente nestes espaços não possui rendimentos suficientes para melhorar as condições físicas das casas que habitam e que, cada vez mais, à medida que o tempo passa, se evidenciam as precárias condições de habitabilidade. Trata-se de investir na dignidade humana e na autoestima de quem continua a viver estigmatizada e onde a pobreza, a miséria e a marginalidade continuam a ter um a espaço privilegiado. Curiosamente, percebemos que muitos portuenses desconhecem em absoluta a existência destes locais e estranharam a nossa abordagem.

Como poderão as ilhas concorrer para a turistificação da cidade? Uma questão que se tem vindo a colocar é se se devem erradicar por completo, as ilhas ou se, por outro lado, pode haver uma transformação que desperte a geração mais jovem para fazer parte deste contexto tão característico da cidade? Consideramos que o turismo pode ser uma oportunidade. Já que as ilhas são uma forma única de habitar/morar na cidade do Porto, poderá haver interesse em dar a conhecer aos turistas estes espaços. Contudo, teremos de investir no restauro e na restruturação das infraestrutura e fazer o realojamento da população residente durante a sua reabilitação. Assim, as ilhas poderiam passar a ser um polo de interesse turístico. Há estudantes universitários que procuram alojamentos simples, artistas que necessitam de estúdios/oficinas para trabalhar nas suas obras. Há uma infinidade de usos que podem valorizar aquilo que para muitos continua a ser motivo de “menosprezo”, de “vergonha”… “E se, de repente, viver numa ilha passasse a ser moda? Porque não?”

Adaptação do trabalho apresentado a concurso “Descobre outra cidade” da C.M.P.

21 l Jornalesas l Julho 2017 l X L V I I I

E


livros O Gato Malhado e a Andorinha Sinhá de Jorge Amado

E

ste livro fala-nos sobre a vida de um gato, odiado por todos os que o rodeavam, que um dia encontrou uma andorinha, por quem se apaixonou. A partir daí, passaram a encontrar-se com regularidade e, a certa altura, começaram a namorar. Porém, quando os outros animais descobriram isso, fizeram tudo para os separar. Após muito esforço, os animais conseguiram o que queriam, separar o gato da andorinha e que a andorinha casasse com o rouxinol. Quando o gato soube disso, foi à procura da serpente, um animal que fora expulso do parque por ser de uma espécie que todos temiam, e pediu-lhe que o mordesse para ele morrer. A história inclui personagens com diferentes personalidades, que tornam a história atrativa, como, por

exemplo, a Vaca Mocha, que nos faz rir pelo seu aspeto físico e maneira de falar, mas que se tornará um grande obstáculo à felicidade dos protagonistas. Ao longo da história é revelada uma lição, que o amor não tem regras e não deve ser limitado por preconceitos. A história acabou por me parecer um pouco triste, porque nos conta a vida amorosa de um gato e de uma andorinha que acabam por ser separados. Porém, também nos ensina diversas coisas, como a ser tolerantes em relação à diferença, e mostra -nos como é o verdadeiro amor. Inclui passagens divertidas e fantasiosas, o que torna a leitura do livro muito agradável. Gonçalo Vieira, 7º E

22 l Jornalesas l Julho 2017 l X L V I I I

Clube de cinema

A

obra relata um período conturbado e cheio de incertezas da vida do autor e do seu filho de 15 anos. David Gilmour encontrava-se desempregado e, ao mesmo tempo, o filho tinha dificuldades de adaptação e de aprendizagem na escola, o que o levava a ter comportamentos conflituosos

de David Gilmour

alternados com momentos de grande frustração. É na adolescência que os filhos, por vezes, se distanciam dos pais chegando a ser inexistente o diálogo, o que pode por em risco os laços familiares e o percurso dos jovens. Para evitar que tal aconteça, David propõe ao seu filho o seguinte: substituírem a escola por três filmes por semana, a que assistirão juntos. Estabelece ainda como regra que o rapaz tem de se comprometer a não se envolver em drogas. Ao longo de três anos, David Gilmour foi tendo dúvidas quanto à educação que estava a dar ao seu filho, se esta seria a mais correta e se não iria comprometer o seu futuro. Neste espaço de tempo, o autor vê e participa no amadurecimento das atitudes do filho em relação à vida e às namoradas. Em suma, através das sessões de cinema, David encontrou um meio de se relacionar e criar uma conexão com o seu filho adolescente. Era uma forma de o educar. Cada vez que viam juntos um filme, este era motivo de debate, em que o autor via a oportunidade para fazer comparações com a realidade e assim passar valores, cultura e lições de vida. O pai demonstra ao seu filho a

importância de aprender com os erros, a autovalorizar-se, a ter autoestima. No final, o rapaz encontra um rumo para a sua vida. Por vontade própria, entra num curso intensivo para acabar o Secundário e assim prosseguir os estudos na Faculdade. Acaba por se tornar construtivo e bem-sucedido. O livro é interessante na medida que nos dá uma visão alargada do cinema, não propriamente da história dos filmes, mas dos aspetos que envolvem, nomeadamente, a produção, os atores, os locais, o tempo em que foi feito, etc. Revelam-se ainda de particular interesse as comparações estabelecidas entre os filmes e a vida real. Gostei muito desta obra, pois é toda uma história de desilusões e fracassos contraposta à beleza do amor entre um pai e um filho adolescente e à importância do diálogo nas relações. A adolescência é difícil e o segredo está em aprender a crescer com as pessoas que mais nos estimam, não ter medo de errar e saber procurar ajuda, ter a coragem de encontrar um rumo no meio das nossas indefinições. Maria do Carmo Macedo, 7º E


livros Por quem os Sinos Dobram de Ernest Hemingway vilas e nas aldeias, onde a violência e o ódio tomaram conta dos homens e os viraram uns contra os outros. Terminada a leitura, fica o eco da célebre frase de Ernest Hemingway: "Quando morre um homem, morremos todos, pois somos parte da humanidade".

Miguel Vidal, 11ºI

Rua Santos Pousada , 1222 4000-483 Porto Tlf. 225029821

Rua Aurélia de Sousa,49

23 l Jornalesas l Julho 2017 l X L V I I I

P

or quem os Sinos Dobram conta-nos a história de Robert Jordan, um americano que se voluntariou para combater contra as tropas fascistas na Guerra Civil Espanhola, tendo como missão demolir uma ponte para impedir o movimento de reforços, enquanto o exército republicano tentava reconquistar uma cidade aos fascistas. Para concluir a sua tarefa, Robert pede ajuda aos guerrilheiros espanhóis escondidos nas montanhas de Castela; no entanto, torna-se muito difícil obtê-la, pois estes combatentes encontram-se muito desmoralizados e mal preparados para uma missão tão exigente como tomar e demolir uma ponte. Mesmo os que demonstram mais vontade de realizar a operação têm as suas reservas, pois esta teria de ser realizada durante o dia, o que é muito arriscado. Para além disso, depois de uma operação como esta, os guerrilheiros terão de abandonar o conforto das montanhas, o que causa algum desconforto no grupo de combatentes. O maior opositor ao plano é Pablo, um homem extremamente desmoralizado e muito receoso, mas que, mesmo assim, é sempre caracterizado pelos outros personagens como sendo muito esperto. Por outro lado, a sua mulher (Pilar) é a maior defensora da operação, por ainda acreditar profundamente nos ideais da República. Robert Jordan conhece ainda Maria, uma rapariga resgatada das mãos dos fascistas pelo bando de Pablo e por quem se apaixona. A ação do livro decorre ao longo de quatro dias, desde a chegada de Robert Jordan até à demolição da ponte. Durante esses quatro dias, tudo pode acontecer, especialmente devido a um nevão que não tinha sido previsto e à intensa paixão de um casal que precisa desses dias para viver toda a sua vida. O livro apresenta-nos, assim, a vivência destes guerreiros nos momentos mais difíceis de uma das mais devastadoras guerras do século XX. O livro retém ainda muitas impressões da cultura espanhola e dos próprios espanhóis, que são caracterizados como muito alegres e vividos, mas também como gente dura e difícil de quebrar. No entanto, é, acima de tudo, um romance sobre a condição humana e sobre uma guerra que põe em causa a humanidade dos combatentes, em que irmãos e amigos lutam nas trincheiras, mas em lados opostos. Tratou-se, na verdade, da guerra onde foram bombardeados civis pela primeira vez, que não aconteceu numa fronteira longínqua, mas sim nas cidades, nas


livros O Príncipe da Neblina de Carlos Ruiz Zafón

N

Um livro surpreendente

este breve comentário, vou falar-vos do livro O Príncipe da Neblina, escrito por um autor espanhol chamado Carlos Ruiz Zafón, em 1993, sendo este o seu primeiro livro. O livro conta a história da família Carver e da sua relação com um mágico fantasmagórico. Este fantasma deseja vingar-se de uma outra família que vivera numa casa à beira-mar, para onde os Carver se tinham mudado. Dois irmãos da família Carver, Max e Alicia, vivem momentos inesquecíveis e inexplicáveis, ou seja, que eles não conseguem descrever a ninguém. Uma das características deste livro é que o escritor mantém o leitor interessado no enredo através dos seus mistérios e aventuras. Nesta história, dá-se uma grande reviravolta, quando Max descobre que Roland, um amigo, e o filho dos antigos donos da casa, que ficara amnésico há trinta anos atrás, são a mesma pessoa. O aspeto que eu não apreciei tanto foi o facto de o autor não apresentar nenhuma característica para as personagens, ou seja, não se consegue definir pormenorizadamente o retrato físico ou psicológico de cada um dos intervenientes na ação. Eu gostei muito deste livro, pois conta uma história surpreendente, inimaginável. Recomendo‑o vivamente aos jovens da minha idade. David Silva Pinto, 7º E

Odisseia de Homero adaptada para os jovens por Frederico Lourenço

24 l Jornalesas l Julho 2017 l X L V I I I

A

obra narra a viagem de Ulisses desde Troia, onde lutou contra os Troianos, até chegar a Ítaca, a sua pátria. Ulisses, ajudado pela deusa Atena e o seu filho Telémaco, mata os pretendentes de Penélope. Esta, sempre fiel ao seu marido, tinha esperado por ele até que chegasse da guerra, sem nunca se ter deixado encantar pelas mentiras e riquezas dos seus pretendentes. O leitor mergulha narrativa adentro, vivendo a história, sentindo os personagens como se fossem ele próprio. A cada capítulo que se lê quer-se sempre ler o seguinte, pois as aventuras de Ulisses nunca param. Um jovem leitor que olhe para o livro julga que é uma grande, densa e aborrecida obra, mas engana-se. Esta história tem muito mais que palavras, tem aventuras, tristezas e partes cómicas, o que a torna bastante interessante. No fim, tiramos da narrativa uma lição de vida: aprendemos que, tal como Penélope, devemos ser fiéis aos outros, nunca quebrar a nossa palavra e saber esperar pela felicidade. Superou as minhas expectativas, porque iniciei a leitura a pensar que a história seria muito longa e aborrecida e acabei por ser levada pelo entusiasmo e por ter pena quando cheguei ao fim. É uma leitura que aconselho a todos os jovens leitores que gostem da mitologia grega e de muitas aventuras. Margarida Rodrigues Reis, 7ºE


V Olimpíadas da Língua Portuguesa DGAE Direcção-Geral da Administração Escolar

o ano letivo de 2016/2017 a Direção-Geral da Administração Escolar (DGAE) associou-se a esta iniciativa, possibilitando que se alargasse, pela primeira vez, a Escolas Portuguesas no Estrangeiro (EPE) através das respetivas embaixadas. Registaram-se as seguintes adesões:  Escola Portuguesa de Luanda e Escola Portuguesa de Lubango (Angola);  Escola Portuguesa de Moçambique e Escola Lusófona de Nampula (Moçambique);  Escola Portuguesa de São Tomé e Príncipe;  Escola Portuguesa Ruy Cinatti de Dili (Timor). No dia 10 de março de 2017, pelas 10h,teve lugar a prova da 1ª fase das Olimpíadas da Língua Portuguesa que registou, este ano, o expressivo número de 11342 inscrições, sendo 7095 do escalão A e 4247 do escalão B. Na ESAS, onde este concurso teve início há já 8 anos, compareceram 65 alunos, distribuídos pelos dois escalões: 37 alunos do 3º Ciclo Básico – escalão A – e 28 alunos do Ensino Secundário – escalão B. Deste escalão, ficaram apurados para a segunda fase 3 alunos, que obtiveram uma classificação superior a 180 pontos. A prova da 2.ª fase, para apuramento dos vencedores nacionais, realizou-se no dia 11 de maio nas escolas coordenadoras regionais e contou com 33 alunos do escalão A (3.º Ciclo do Ensino Básico) e 154 escalão B (Ensino Secundário), sendo uma participante da Escola Portuguesa de Luanda.

Escalão A (3.º Ciclo do Ensino Básico) 1.º lugar - Alexandra Raquel Clérico Lourenço - Escola Secundária Quinta das Palmeiras, Covilhã 2.º lugar - Carlos Ribeiro - Escola Básica e Secundária Dr. Manuel Laranjeira, Anta-Espinho 3.º lugar - Nuno Gabriel Carvalho Carneiro - Escola Básica da Abelheira, Viana do Castelo Escalão B (Ensino Secundário) 1.º lugar - Thomas Belchior Maurício Hughey Childs - Escola Secundária de Camões, Lisboa 2.º lugar - David Capitão Lima - Escola Secundária Henrique Medina, Esposende 3.º lugar - Alexandre Gil Gouveia Maia Barbosa - Escola Secundária Quinta do Marquês, Oeiras Integram o Conselho Científico deste concurso os professores José Fernando Ribeiro e Maria do Carmo Oliveira, docentes desta escola. Para saber mais: http://www.dge.mec.pt/olimpiadas-da-linguaportuguesa

25 l Jornalesas l Julho 2017 l X L V I I I

N

PREMIADOS NAS V OLIMPÍADAS DA LÍNGUA PORTUGUESA (2017):


Desporto escolar – o que se fez durante o ano letivo

O

Desporto Escolar operacionaliza-se em várias vertentes complementares: uma é referente à dinamização de atividades desportivas realizadas internamente no agrupamento, com vista à participação nos Projetos Desportivos dinamizados pela Coordenação Nacional do Desporto Escolar e a outra é referente à atividade desportiva desenvolvida pelos grupos-equipa, que como sabes, temos no agrupamento a oferta de 7 modalidades. As atividades são organizadas por escalão/género ou num escalão único e envolvem -se em competições interescolas com um nível de competitividade crescente: Campeonatos Locais, Campeonatos Regionais e Campeonatos Nacionais. No gráfico, da página 27, damos conta dos encontros/torneios em que o agrupamento se envolveu ao longo do ano com outras escolas e o nível de competitividade alcançado pelos nossos alunos. Não estão contabilizados os torneios e os treinos dos grupos equipa realizados internamente. Fátima Sarmento - Profª Cooordenadora do Desporto Escolar

Resultados de maior destaque Tiro com Arco

MegaSprint Nacional

Fase Regional (Zona Norte)

1º Lugar no salto em comprimento - Guilherme Almeida

1º Lugar – Infantis B - Carolina Martinho

2º Lugar – Infantis B - Diogo Miranda

Judo

26 l Jornalesas l Julho 2017 l X L V I I I

Juvenis – MASCULINOS - 21 alunos em competição 1.º João Oliveira 2.º Tomás Azevedo 3.º Francisco Teixeira


Desporto escolar

Uma organização conjunta de professores, SPO e Associação de Estudantes. Um ginásio cheio para apoiar os vários concorrentes.

27 l Jornalesas l Julho 2017 l X L V I I I

Uma vencedora: Constança Coutinho, do 9º A2 (EBAG) que interpretou “Hallelujah!” de Leonard Cohen


Não importa para onde vamos… O que importa é o “sonho da passagem” E num passeio inédito, envolto em mistério, como se de um segredo de Estado se tratasse, os professores do Agrupamento de Escolas Aurélia de Sousa confiaram o seu destino às decisões “sábias” da Direção. Um dia de momentos inesquecíveis em que a música, a história e a literatura fizeram as delícias de todos…

No comboio descendente Vinha tudo à gargalhada, Uns por verem rir os outros E os outros sem ser por nada — No comboio descendente De Queluz à Cruz Quebrada... No comboio descendente Vinham todos à janela, Uns calados para os outros E os outros a dar-lhes trela — No comboio descendente Da Cruz Quebrada a Palmela... No comboio descendente Mas que grande reinação! Uns dormindo, outros com sono, E os outros nem sim nem não — No comboio descendente De Palmela a Portimão...

Fernando Pessoa

28 l Jornalesas l Julho 2017 l X L V I I I

No comboio descendente

“… vai deixar muita saudade”

Coimbra, Jardins da Quinta das Lágrimas, 1 de julho 2017


Viagem

Viajar! Perder países! Ser outro constantemente, Por a alma não ter raízes De viver de ver somente!

É o vento que me leva. O vento lusitano. É este sopro humano Universal Que enfuna a inquietação de Portugal. É esta fúria de loucura mansa Que tudo alcança Sem alcançar. Que vai de céu em céu, De mar em mar, Até nunca chegar. E esta tentação de me encontrar Mais rico de amargura Nas pausas da ventura De me procurar...

Viajar assim é viagem. Mas faço-o sem ter de meu Mais que o sonho da passagem. O resto é só terra e céu.

Fernando Pessoa

Não pertencer nem a mim! Ir em frente, ir a seguir A ausência de ter um fim, E da ânsia de o conseguir!

29 l Jornalesas l Julho 2017 l X L V I I I

Viajar! Perder países!

Miguel Torga, in 'Diário XII'

Viver também é preciso...


Vira o disco e… NÃO toques o mesmo!

D

Não falaremos da maior parte dos requerentes de asilo: os que reorganizam as suas vidas, com normalidade, nos países que os acolhem. Vamos sim falar de alguns exemplos, entre muitos outros, que contribuíram muito positivamente para a projeção internacional dos países de acolhimento bem como para a evolução tecnológica/científica e a criação de postos de trabalho. Por isso te lançamos este desafio: VIRA O DISCO E … NÃO TOQUES O MESMO! 11ºA e 11ºJ - Prof.s Carmo Rola, Catarina Cachapuz, Carlos Morais e Luísa Mascarenhas

Rua Santos Pousada, 1204 - 4000 – 483 Porto Tel/Fax.: 225 024 938 / Tlm.: 911 710 979 Email: porto.antas@naomaispelo.pt

30 l Jornalesas l Julho 2017 l X L V I I I

iz-se de alguém que está sempre a repetir a mesma coisa que ela “Vira o Disco e Toca o mesmo”. De Donald Trump (EUA) a Marine Le Pen (França), passando por Norbert Hofer (Áustria) e Frauke Petry (Alemanha), sem esquecer Theresa May (Reino Unido) e Geert Wilders (Holanda) entre outros líderes mundiais, o que temos ouvido é mais do mesmo: a diabolização dos imigrantes e refugiados! Mas será que é mesmo assim? Não, não é verdade! Este discurso populista pretende apenas dar respostas fáceis a problemas bem mais complexos.


índice

II Semana das Humanidades 3

Concurso literário

4

Lugar da Ciência

6

Uma História (…)

8

Será que és assim tão feminista?

9

#Salvadorable

10

Biodiversidade

11

Desenho A

14

Clube Europeu

14

Economia

16

Segurança Alimentar

17

Percursos

18

Geografia

19

Porto

21

Livros

22

Olimpíadas de Português

25

Desporto

27

Viagem

28

Vira o Disco

30

II Semana das Humanidades

31

Açores

O

s conteúdos programáticos de Geografia no 10º e particularmente de 11ºano proporcionam aos alunos uma visão pormenorizada do território nacional (continental e insular) nas suas múltiplas vertentes, de forma que o enquadramento científico estava garantido para ser possível desenvolver um trabalho colaborativo com as restantes disciplinas, durante a Semana das Humanidades. Assim, com o contributo de alunos e professores reunimos uma mostra de produtos nacionais/ regionais, procurando valorizar e promover a nossa cultura tradicional, numa perspetiva de turismo sustentável com vista ao desenvolvimento. Do norte ao sul do País, do continente aos arquipélagos houve, de tudo um pouco, desde artesanato em cerâmica, de têxtil a produtos agrícolas. Turmas G, H e I de 11ºano, com Geografia A

31 l Jornalesas l Julho 2017 l X L V I I I

Dia do Diploma


EDITORIAL

D

e uma forma ou de outra, no final de mais um ano letivo, sentimos sempre que poderíamos ter feito melhor. Como agentes da Educação

é-nos difícil verificar os resultados imediatos do nosso trabalho. Esta «engenharia» não se compadece com um futuro próximo. A nossa ação só nos permite ver a longo prazo se as realizações foram férteis e se criámos jovens aptos para o chamado «mercado de trabalho», conceito cada vez mais etéreo

FICHA TÉCNICA Coordenadores: António Catarino (prof.), Carmo Rola (profª), Julieta Viegas (profª) e Maria João Cerqueira (profª) Revisão de textos: Maria João Cerqueira (profª) e António Catarino Capa: Montagem feita por António Carvalhal (prof.)

e vago. O facto de não observarmos, por circunstâncias profissionais, o imedi-

Paginação e Maquetagem: Julieta Viegas (profª)

ato, pode ser o cerne de uma angústia que sentimos em permanência. Tal

Fotografia: António Carvalhal (prof.)

como os alunos antes de um exame final que tudo pode decidir, não sem alguma injustiça, diga-se. Não são precisos muitos anos de serviço como agentes educativos (todos os agentes educativos) para saber que uma pauta é uma pauta. Quantificadora e fria. O que nos interessa verdadeiramente é a vontade de formarmos jovens cidadãos conscientes, humanos, colaborativos, justos e cientificamente preparados para as áreas que escolheram e que irão moldar a sua vida para o futuro. Só anos depois veremos esses resultados. Dito isto, olhamos em volta, na nossa Escola e vemos realizações impensáveis com os meios que ainda temos. Em conjunto com a estrutura diretiva e pedagógica, professores, alunos, pais e encarregados de educação, auxiliares de ação educativa e pessoal administrativo os nossos alunos voaram literalmente em viagens que não esquecerão tão cedo na sua vida, elaboraram painéis de arte

Equipa redatorial: Alexandra Sousa, 11ºH, Ana Amaro, profª, António Carvalhal, prof., António Catarino, prof., Carlos Morais, prof., Catarina Cachapuz, profª, Catarina Dias Rodrigues, 11ºG, Carolina Barros,11ºI, David Pinto, 7ºE, Fátima Alves, profª, Fátima Santos, profª, Fátima Sarmento, profª, Gonçalo Vieira, 7ºE, Inês Sincero, 11ºH, Joana Raquel Vieira, 11ºG, Julieta Viegas, profª, Lucinda Motta, profª Luísa Saraiva, Profª Bibliotecária, Maria do Carmo Macedo, 7ºE, Olga Moutinho, Presidente do Conselho Geral, Maria João Cerqueira, profª, Margarida Barroso, 9ºE, Mariana Costa, 11ºI, Margarida Rodrigues Reis, 7ºE, Marta Salomé Gonçalves, 11ºI, Miguel Vidal, 11ºI, Patrícia Reis, 11ºI, Paula Magalhães (profª), Paulo Nascimento, prof., Rafael Moreira de Morais, 10ºD, Rosa Margarida Costa, 11ºG, Simão Nitsche, 9ºF, profºs de Geografia, profºs do Lugar da Ciência, alunos do 12ºH e alunos do 11ºJ.

que mostraram à escola, lembraram períodos históricos, preocuparam-se com o futuro apelando à nossa consciência cidadã, mostraram-se inquietos com o devir do mundo político e com o ambiente e as crises ambientais, apelaram a uma Europa melhor e mais unida, debateram em colóquios com vários especi-

Outros colaboradores: Carmo Oliveira, profª, Clara Falcão, profª, José Esteves, prof., alunos do Curso Profissional de Turismo e José Soares, prof..

alistas onde mostraram um grande civismo e interesse, abraçaram as Ciências Exatas experimentando, sem temer a experiência, dedicaram-se ao desporto e

Financiamento:

venceram, foram ao Teatro e conheceram os nossos poetas e escritores, anali-

Estrela Branca l Pão quente, pastelaria; Deriva Editores l livros, Olmar l materiais de escritório; Oporto essência | cabeleireiro low cost; Helena Costa l cabeleireiro; Susana Abreu | cabeleireiros, estética e cosmética; UrbanClinic l Estética e Escola Secundária/3 Aurélia de Sousa.

saram os fenómenos económicos atuais, conheceram os meandros do pensamento filosófico, falaram outras línguas. Fizeram pequenos filmes, conheceram melhor as TIC, utilizaram a biblioteca em grupo ou individualmente, estudando. E colaboraram neste jornal, no JornalESAS. Por detrás destas atividades elencadas rapidamente pouco se sabe, embora alguns adivinhem, o trabalho frenético e elaborado fora das horas de «expediente laboral», o que quer que isso seja, que obriga a este trabalho. Mas o JornalESAS deve-o a alunos e professores interessados que ousaram escrever e a uma coordenação voluntariosa e resiliente que não desiste às primeiras dificuldades. Esta Escola continua viva... António Catarino (profº)

ESCOLA SECUNDÁRIA/3 AURÉLIA DE SOUSA Rua Aurélia de Sousa - 4000-099 Porto Telf. 225021773 equipa.jornalesas@gmail.com

1,00 €

julho. 2017 http:// www.issuu.com (pesquisa: jornalesas)

blog da biblioteca http://bibliotecaesas.blogspot.pt/

Os textos para a edição XLV I l I (48) do Jornalesas foram redigidos segundo as normas do acordo ortográfico

Jornalesas junho 2017  

Jornal oficial da Escola Secundária/3 Aurélia de Sousa, Porto

Advertisement