Page 1

José Saramago

Publicação trimestral l junho 2015 l número X L l l


Projeto Comenius

Just Be It – 2013/ 2015 “(…) conhecer, comparar e integrar outros saberes e estares – tornarem-se cidadãos eu-

2 l Jornalesas l junho 2015 l X L l l

ropeus, intervenientes, em plena cidadania.”

E

em março, realizou-se a última mobilidade com alunos deste projeto iniciado aqui na escola em setembro de 2013. Como nas restantes mobilidades, houve todo um trabalho de preparação e de desenvolvimento de tarefas, envolvendo muitos outros alunos ligados ao Clube Europeu, que não puderam infelizmente integrar o grupo que viajou para Agen, uma pequena cidade no sudoeste de França. O produto agora obtido, uma pesquisa sobre as empresas melhores empregadoras e as qualificações, competências e atitudes que são exigidas e valorizadas no nosso país e nos restantes países, o e-guide to Future Work, constituíu a última etapa de um processo que passou pela partilha de dados pessoais de identificação, o Bluebook, a produção de fotografias sobre a forma como os alunos intervenientes gostariam de ser vistos, Empowering Photography, e a discussão e comparação de formas de conduta, o e-guide to Polite Behaviour. A avaliação final que fazemos, baseada em produtos e na avaliação feita pelos alunos, é muito positiva. O objetivo do projeto era contribuir para o desenvolvimento pessoal dos jovens, com necessidades educativas especiais ou não, alargar os seus horizontes espaciais e mentais e, consequentemente, a sua autoestima, para uma plena integração social e profissional. E fazer isto tudo no âmbito de uma realidade alargada, o espaço europeu, que lhes permitiu conhecer, comparar e integrar outros saberes e estares – tornarem-se cidadãos europeus, intervenientes, em plena cidadania. Temos que referir aqui neste texto, espécie de história do projeto em 54 minutos, a contribuição de todos os alunos que nele participaram, a Maria Luísa, a Beatriz Inácio, a Raquel Castro, a Ana, os alunos do 11º E, …, os viajantes, bem como os docentes que connosco colaboraram ativamente, como o professor Carvalhal e o professor José Soares. Well done!

www..just-be-it.org Clube Europeu


Projeto Comenius

Viagem a Agen - França

Da esquerda para a direita: Beatriz, David, Mafalda, Alexandre, Miriam e Ana Raquel entre alunos estrangeiros participantes do Projeto Comenius

mbarcamos no aeroporto Francisco Sá Carneiro, rumo a Bordéus. Para alguns de nós era a primeira vez que andávamos de avião. Na bagagem levávamos o necessário para uma semana e uma vontade enorme de aprender sobre a forma como são integrados os alunos do ensino especial em França. Ao chegar, fomos recebidos pelos colegas das escolas parceiras – Italianos, Belgas e Dinamarqueses (os Franceses só conheceríamos no dia seguinte), que nos bombardearam com abraços, beijos e os seus nomes, que ainda demoramos a decorar. Chegados ao Hostel, ficamos dois a dois, cada par com o seu “mini-apartamento” com kitchenette, quarto e casa de banho. As refeições passaram a ser momentos de interação intercultural e descobrimos de quantas formas diferentes se consegue cozinhar pato! A escola em França é bastante diferente da nossa. Todos os dias de manhã, os alunos alinham por turmas no pátio da escola e é nesse momento que todos entregam os seus telemóveis. Desde muito cedo, os alunos são divididos entre um ensino “regular” e um ensino mais vocacional, como a escola que visitamos. Existem cursos de culinária e de decoração, entre outros. Em relação ao ensino especial em particular, concluí que são muito menos inclusivos do que nós. Quando se descobre que um aluno poderá ter necessidades especiais, os pais são chamados à escola e convidados a colocá-lo em instituições. Há sempre a possibilidade de os deixarem nas escolas, mas não há apoios previstos. É importante não esquecer que esta viagem ensinou-nos muito mais do que coisas sobre o sistema educativo francês.

Os nossos colegas parceiros (oito belgas e cinco italianos), cedo passaram de desconhecidos a amigos para a vida. Com esta viagem ganhamos a possibilidade de nos confrontarmos com outras culturas, outros locais, outras gentes, outras formas de estar e muitas casas onde passar férias pela Europa fora! Obrigada à ESAS por nos ter dado esta oportunidade! 

Agen

Texto de Miriam Costa , 12ºG+ Clube Europeu março, 2015

3 l Jornalesas l junho 2015 l X L l l

E


comemorações

“Todos diferentes, todos especiais” O dia 10 de abril foi um dia muito diferente na ESAS! Foi o dia que dedicamos aos nossos alunos com necessidades educativas especiais e tentamos sensibilizar a comunidade escolar para os desafios superados por eles todos os dias.

Q

4 l Jornalesas l junho 2015 l X L l l

uando recebemos cá na escola o projeto Comenius “Just be it”, que trata precisamente da integração destes alunos, nasceu em mim a vontade de criar uma forma diferente de mostrar como o fazemos cá em Portugal, que não por tabelas, reduzindo-os a meros “números”. Surgiu então a ideia de fazer uma espécie de documentário, com base em suporte legislativo, onde houvesse testemunhos dos responsáveis pela inclusão na nossa escola, professores que o fazem de forma exemplar e de alunos que o sentem na pele. Neste percurso, conheci pessoas com imensos conhecimentos no assunto (como o Dr. João Belchior, diretor do Centro Integrado de Apoio à Deficiência) e comecei a fazer voluntariado na unidade de multideficiência da EB Augusto Gil. Quando o projeto chegou ao fim, senti a necessidade de partilhar tudo o que tinha aprendido com o resto das pessoas da Escola, para que também elas passassem a olhar para diferença com outros olhos – Foi assim que surgiu o sonho de ter um dia como o dia 10. O dia começou bem cedo, com uma sessão no auditório. Nela foi mostrado pela primeira vez o meu “documentário” e

recebemos oradores muito especiais: O Dr. João Belchior e a Arquiteta Lia Ferreira (Provedora da Pessoa com Deficiência da Câmara Municipal do Porto). Depois, e talvez o ponto alto do dia, houve uma oficina artística, na cantina, com os alunos da unidade da Augusto Gil e os alunos da ESAS. Para mim, como organizadora da atividade, foi muito comovente ver como toda a escola se mostrou tão recetiva e tão interessada no assunto. Só posso ficar muito agradecida à escola, com uma direção e professores que deixam os alunos serem eles próprios e os deixam desenvolver os seus projetos e sonhos; e aos meus colegas, que tiveram um comportamento exemplar, um interesse impressionante e pelo carinho que demonstraram para com os meninos da unidade. A todos, o meu mais sincero obrigada. Espero que espalhem o que aprenderam pelas vossas famílias e amigos, a fim de tornar o mundo um lugar mais inclusivo. 

Texto de Miriam Costa, 12ºG+

Este é um artigo muito especial. Foi elaborado a pedido do JornalESAS à Miriam Costa, uma presença sempre atenta na Aurélia d e Sousa, desde há anos. O trabalho que apresentou no auditório foi verdadeiramente excecional. Objetivo, claro, assertivo e com uma capacidade de comunicação que foi reconhecida por todos quantos a ouviram. A diversidade tecnológica multimédia utilizada no trabalho, aliada à boa dis posição e alegria com que defendeu a integração dos alunos com necessidades educativas especiais foi notória. A solidariedade, a atenção pelo outro é razão suficiente para lhe dar uns profundos parabéns pela comunicação apresentada. A equipa jornalesas


comemorações

A ESAS quer uma Europa solidária

O

dia da Europa, a 9 de maio, é sempre uma ocasião muito especial na nossa escola. E este ano as celebrações ocorreram dentro e fora de portas. Tudo começou na véspera, com uma sessão que reuniu todos os alunos que participaram no projeto Comenius (alguns até já na faculdade) e que teve como objetivo refletir sobre a importância do diálogo entre os países europeus. No dia 9, fomos até à estação de metro de São Bento, a convite da EuropeDirect, para uma performance que teve como objetivo sensibilizar para a problemática dos migrantes que vêm nos

barcos que tem naufragado no Mar Mediterrâneo. "O mar Mediterrâneo (...) corre o risco de se tornar um mar de mortos, no qual milhares de seres humanos, fugindo da morte certa, enfrentam a morte provável! E nós o que fazemos? (…) Somos jovens e queremos viver numa Europa solidária”, dizia o nosso manifesto.  Texto de Miriam Costa, 12ºG+

opinião s crises fizeram sempre parte da história. Desde o império romano até aos dias de hoje, as crises financeiras têm-se repetido em vários países e por diversos motivos. A crise económica, social e política atualmente vivida na Grécia é sem dúvida insustentável. O país encontra-se na rotura e, apesar de sucessivas tentativas por parte do mesmo - como a mudança de governo, renegociação da dívida pública e pedidos de extensão do pagamento dos empréstimos -, não parecem existir de momento condições para que tal se resolva. Assim nos últimos tempos muito se tem falado da possibilidade da saída da Grécia da moeda única. De facto, a organização política e económica em que o país se encontra vai contra muitos dos ideais defendidos pela União Europeia, pelo que muitos são os que acreditam na saída. No entanto, a comunidade europeia pode sofrer com tal acontecimento. O euro perderia a sua credibilidade e iria admitir-se perante o mundo que não é possível ter uma moeda única com países que funcionam a duas velocidades. Desta forma, a crise grega conduziria a uma espiral de declínio que iria afetar a União Europeia e consequentemente o mundo. Assim, parece evidente - pelo menos para já - a continuação da Grécia dentro do euro.  Adaptado de trabalho efetuado para a disciplina de economia C por Daniela Pinto , Manuel Maia e Sara Sá do 12ºE

5 l Jornalesas l junho 2015 l X L l l

Crises económicas

A


Turismo em ação Cidadania, Solidariedade, Educação para a Saúde e Roteiros Turísticos em Contextos de Parceria e de Partilha como Meios De Promoção De Práticas Profissionais no Âmbito do Turismo

PASSE NA RUA – em colaboração com a Administração Regional de Saúde do Norte (ARS Norte)

Perspetivar o Curso em consonância com a missão e a visão do Agrupamento de Escolas; Contribuir para o fomento da cidadania e da solidariedade na Escola/ Agrupamento; Contribuir para a promoção da educação para a saúde na Escola/ Agrupamento; Dinamizar experiências de aprendizagem no âmbito do curso; Simular situações profissionais inerentes às funções de técnicos de turismo.

CAMPANHA DE RECOLHA DE ALIMENTOS E DE PAPEL – PARA O BANCO ALIMENTAR CONTRA A FOME

Eis algumas das finalidades, delineadas em sede de candidatura do Curso Profissional de Técnico de Turismo, que estiveram na base da organização do Plano de Atividades do Curso para o presente ano letivo. Destacam-se quatro momentos de intervenção, ancorados nas finalidades acima destacadas: dois no espaço escolar e dois em contexto de visita de estudo.

Os alunos do 10º K contactaram o Banco Alimentar e criaram as condições necessárias para a realização da campanha de solidariedade que teve lugar nos dias 26, 27 e 28 de novembro de 2014, na Escola. Foram recolhidos cerca de cem quilos de alimentos pelos alunos, que se organizaram em turnos para a articulação entre as atividades letivas e a campanha.

6 l Jornalesas l junho 2015 l X L l l

PASSE NA RUA – EM COLABORAÇÃO COM A ADMINISTRAÇÃO REGIONAL DE SAÚDE DO NORTE (ARS Norte) Na sequência de um evento / palestra sobre Nutricionismo, organizada pelos alunos na Escola, em dezembro de 2014, a ARS Norte propôs-lhes a organização do evento PASSE na RUA no espaço escolar. A coordenação intraescolar do evento foi articulada com o Núcleo de Implementação e Promoção da Educação para a Saúde (NIPES). O evento teve lugar no espaço exterior da Escola, na manhã do passado dia 20 de março – Dia da Aurélia – e envolveu alunos do Agrupamento, do 1º ciclo ao ensino secundário. O grupo-alvo principal do Programa PASSE são precisamente os alunos e o seu objetivo primordial é, segundo os responsáveis do Programa, “desenvolver atitudes e crenças tendentes a opções responsáveis e conscientes, nomeadamente no que se refere às escolhas alimentares.”


Turismo em ação

VISITA A SANTIAGO DE COMPOSTELA – EM PARCERIA COM O DEPARTAMENTO DE LÍNGUA MATERNA A Visita, que teve lugar no dia 12 de março de 2015, foi o produto da organização conjunta do Curso Profissional de Técnico de Turismo e do Departamento de Língua Materna da Escola. Os alunos da turma I do 10º ano, do Curso CientíficoHumanístico de Humanidades, tomaram a seu cargo a ilustração histórico-literária de um percurso relacionado com as cantigas de amigo. Os alunos do Curso Profissional de Técnico de Turismo, por seu turno, vestiram a pele de Guias Turísti-

cos: mostraram locais, explicaram roteiros e destacaram ícones de interesse turístico.

VISITA ÀS FÁBRICAS DA SPAL E CRISTAL ATLANTIS EM ALCOBAÇA – EM PARCERIA COM O DEPARTAMENTO DE CIÊNCIAS SOCIAIS E HUMANAS (GRUPO DE GEOGRAFIA) No passado dia 23 de abril, os alunos do curso integraram esta visita de estudo, organizada pelos professores de Geografia do 10º ano. No seu decurso, observaram os métodos de produção de artigos em porcelana, faiança, vidro e cristal nas fábricas visitadas, que se revestem de grande interesse económico e turístico. A par desta vertente informativa, a observação dos guias responsáveis pelas visitas, nas duas fábricas, em contexto de desempenho profissional, proporcionou aos alunos um contacto direto com uma profissão no âmbito da sua área de formação. Para o Ano há mais! 

Texto de Rosa Lídia, Diretora do Curso Profissional de Técnico de Turismo

7 l Jornalesas l junho 2015 l X L l l

Os alunos do Curso Profissional de Técnico de Turismo foram responsáveis pelos contactos para a organização da logística do evento: transporte e montagem dos jogos; brindes, água, lanche; acolhimento dos participantes, emissão de diplomas de participação, cobertura musical e fotográfica do megaevento. Todos os alunos operacionalizaram os conhecimentos e as competências adquiridos no âmbito do curso e tiveram oportunidade de os aplicar a um contexto de prática profissional.


comemorações

O Ano Internacional da Luz na ESAS

P

ara finalizar as comemorações do Dia da Aurélia, no dia em que, por obra do eclipse solar parcial, anoitecemos entre as 8 e as 9 horas da manhã, celebramos, na ESAS, o ano internacional da luz, proclamado pela UNESCO (www.light2015.org) com o objetivo de promover na sociedade o conhecimento sobre o papel essencial que a luz desempenha nas nossas vidas. Na conceção deste breve espetáculo de música, dança e poesia partimos da intuição de que o “conceito de luz se pode tornar ponto de encontro entre pessoas, culturas, religiões, mas também entre o Céu e a Terra, as ciências e as letras, as tecnologias e as humanidades!” (Joana Portela in

Correio do Vouga)

Não falamos de lâmpadas led, mas exploramos o brilho de um olhar, a carga metafórica presente nas frases e provérbios que anunciam os diferentes momentos do espetáculo, assim como a dimensão simbólica da palavra presente na poesia, na música e no movimento. Aproveitamos a janela

da tecnologia para espreitar as “Auroras Boreais”, esse belíssimo, mas distante, fenómeno de luz no céu. Em “Feliz ano internacional da luz” convidamos o público a “abrir as janelas” do cenário e deixar entrar a luz que ilumina as nossas vidas, celebrando o saber, a forma mais eficaz de combater o obscurantismo - estado de espírito que convida à ignorância, à intolerância e ao fanatismo! Participaram no espetáculo alunos do 8º E, 10º A, 10º E, 10º I, Grupo de Dança Contemporânea, melhores alunos do Agrupamento em 2013/14 e alunos do Curso Profissional de Música da Academia de Música Costa Cabral, orientados pelos professores Carmo Rola, Zaida Braga, José Fernando Ribeiro, Catarina Cachapuz e Miguel Oliveira (AMCC). Para a concretização deste espetáculo, foi também essencial a colaboração dos professores Carlos Morais e Jorge Guimarães, assim como do Sr. Fernandes, assistente operacional.  Texto de Catarina Cachapuz (prof.ª)

Alunos da Academia de Música de

8 l Jornalesas l junho 2015 l X L l l

Costa Cabral a atuarem na ESAS

No Dia da Aurélia foram gentilmente oferecidas, a toda a comunidade escolar pela Associação de Pais, bolachas “Mini ChocoMax” da Nacional.


fotografia

Dia mundial da fotografia Pinhole Sobre o WPPD (Worldwide Pinhole Photography day) / Dia mundial da fotografia pinhole

Porquê fotografia pinhole? Uma experiência pessoal única! As câmaras pinhole não têm objetiva (conjunto de lentes) e as fotografias são realizadas simplesmente através da entrada de luz/imagem por um pequeno orifício do diâmetro de uma agulha, sendo a imagem fixada diretamente num suporte fotossensível que posteriormente se revela em laboratório fotográfico. É muito divertido, educativo e criativo usar este tipo de câmaras que normalmente são feitas artesanalmente

Fotografia tirada por António Carvalhal (prof. responsável pelo Clube de Fotografia)

As câmaras (Pinhole) Fotografia de Buraco de Agulha

com base em recipientes como qualquer tipo de caixa ou lata, com o seu interior previamente pintado ou forrado a cartolina negra, e onde é colocado material fotossensível (papel ou película fotográfica) direcionado para o "buraco de agulha" que deve ser realizado numa película de alumínio. Também se pode adaptar uma câmara fotográfica à câmara pinhole, bastando para tal retirar a objetiva e substituí-la por uma tampa com um orifício de diâmetro adequado. Os tempos de exposição são muito mais longos do que nas câmaras normais, variando entre 2 a 20 segundos, o que torna as imagens realizadas bastante peculiares. Coisas mágicas acontecem na fotografia pinhole... A ESAS participou no Pinhole day 2015 através do Clube de Fotografia. Site oficial - http://pinholeday.org/  Clube de Fotografia

Fotografia tirada por Joana Fortunato do 10ºJ Curso de Artes Visuais

Fotografia tirada por Maria Manuel do 10ºJ, do Curso de Artes Visuais

9 l Jornalesas l junho 2015 l X L l l

O que é o Dia Mundial da Fotografia Pinhole? É um evento internacional criado com o objetivo de promover e celebrar a arte da fotografia pinhole. No último domingo de abril de cada ano, milhares de pessoas em todo o mundo fotografam com câmaras sem objetiva, a fim de promover, celebrar e produzir fotografias pinhole, ajudando desde modo a difundir a rara beleza desta técnica fotográfica histórica. Este evento foi criado, em 2001, pelo fotógrafo norte-americano Gregg Kemp e acontece simultaneamente em diversos países.


biblioteca l fotografia

Concurso de Fotografia alusiva ao ANO INTERNACIONAL DA LUZ O júri atribuiu os seguintes 1ºs Prémios:

10 I Jornalesas l junho 2015 l X L l l

O

concurso de fotografia foi organizado pela Escola Secundária Aurélia de Sousa (ESAS) do Agrupamento de Escolas Aurélia de Sousa (AEAS), enquanto Escola Associada da UNESCO, numa iniciativa conjunta da Biblioteca, do Lugar da Ciência e do Clube de Fotografia, aproveitando uma iniciativa da Comissão Nacional da UNESCO criada para organizar esta efeméride em Portugal. Surge no âmbito do Ano Internacional da Luz 2015 (AIL 2015) – uma iniciativa de diferentes entidades científicas que, juntamente com a UNESCO, pretendem evidenciar aos cidadãos de todo o mundo a importância da luz e das tecnologias óticas nas suas vidas, no seu futuro, e no desenvolvimento da sociedade. O concurso, que teve por destinatários os alunos e restantes elementos da comunidade educativa do Agrupamento de Escolas Aurélia de Sousa, teve ainda por objetivo garantir a candidatura do agrupamento ou dos participantes ao “Luz em Flash”, concurso organizado pela Fábrica Centro Ciência Viva de Aveiro (Fábrica CCVA) e pela Sociedade Portuguesa de Ótica, no âmbito das comemorações do AIL 2015.  Texto de Luísa Mascarenhas (profª)

Categoria D Professora Maria do Carmo Oliveira, com o trabalho “ESMORIZ” (Natureza)

Categoria C Eduardo Vieira Moniz Ferreira, Miguel Vasconcelos e José Miguel Souto, alunos do 11º E, com o trabalho “ELA” (Natureza) Continua na página 15


fotografia l opinião

A era das selfies assada a era do Facebook e do Twitter, estamos, agora, na “civilização Instagram”. E, com ela, vêm as famosas selfies. Mas, afinal, de onde surgiu esta palavra? A palavra selfie é definida pelo dicionário Priberam como uma “fotografia que alguém tira a si mesmo, geralmente para publicação numa rede social”. Para o dicionário Oxford, que a elegeu palavra do ano de 2013, é “um autorretrato tirado com um smartphone para ser partilhado numa rede social”. Hoje em dia, todos já fizemos parte de uma selfie. Pode não se ter tornado tão viral como a de Ellen Degeneres na 86ª cerimónia dos Óscares, no entanto, ficou registada. Porém, poucos conhecem a história deste famoso fenómeno. A origem da palavra selfie data de 2002, quando foi usada pela primeira vez num post num fórum australiano escrito por um jovem adulto, Nathan Hope que, após tropeçar num lanço de escadas, rebentou o lábio e decidiu tirar uma fotografia, dizendo que, apesar de tremida, era uma selfie. Todavia, pouco depois da invenção da fotografia, por volta de 1826, são várias as personalidades que se retratam a si mesmas. Por isso, não existem certezas em relação à primeira selfie alguma vez tirada. A popularidade das selfies foi sendo alcançada através das redes sociais e, porque é uma palavra recente, até existem estudos que provam que devido à fama que este vocábulo já possui, será muito complicado cair em esquecimento. Este é, sem dúvida, o fenómeno do século XXI e há quem até lhe chame a “Doença das Selfies”. Apesar de não ser uma doença real, de acordo com especialistas de saúde mental, pode, de facto, tornar-se numa. A obsessão em tirar a selfie perfeita ou a paranoia em obter um certo número de likes por essa mesma fotografia, está a levar algumas pessoas, maioritariamente adolescentes, a desenvolver depressão e até cometer suicídio. As selfies provocam dependência social, ou seja, necessidade de atenção e um certo narcisismo por parte de quem a publica, aliando uma baixa auto estima à falta de confiança. Esta crescente carência de exposição acaba por tornar o indivíduo frágil. Contudo, nem todas as faces deste novo universo são incertas ou perigosas. O mundo das selfies é algo inovador que

Painel dos “Dias da Geografia”

podemos confirmar através das novas adições criadas, tais como o selfie stick e a nova ideia (ainda não concretizada) da Apple de criar um telemóvel, onde a câmara frontal seja tão eficaz como a posterior. A vida virtual é divertida e interessante, porém ainda existe um mundo cá fora para ser vivido. Estar conectado e a par dos updates do mundo digital não é errado,. Contudo, por mais entusiasmante que este possa parecer, o que fazemos na vida real é muito mais importante. A tua existência não se resume a tirares aquela selfie que te vai fazer chegar aos cem likes, nem a que filtro faz o teu nariz parecer melhor e, muito menos, ao número de seguidores que tens nas redes sociais. A tua existência resume-se ao que fazes aqui e agora, sem filtros. É bom partilhar memórias

online, mas é melhor ainda criá-las. Texto de Marta Vedor, 11º G

Da esquerda para a direita: Inês, Ana Rute, Beatriz, Rui, Olga e Jéssica (atrás), Helena, Marta e profª Julieta (à frente).

11 l Jornalesas l junho 2015 l X L l l

P


geografia

Equinócio da primavera “ Os Dias da Geografia” No ano Internacional da Luz, este foi o tema dos “Dias da Geografia” na Escola Aurélia de Sousa. Trata-se de uma problemática importante na abordagem dos temas curriculares da disciplina e foi a inspiração para todas as iniciativas levadas a cabo nos dias 17, 18 e 19 de março.

O

programa das atividades dos “Dias da Geografia”, deste ano, incluiu várias palestras que se centraram na sustentabilidade como estratégia de intervenção na comunidade e no consumo mais racional e eficiente da energia. Convidamos, para o efeito, a Associação Deco, defesa do consumidor, representada pela Engª Joana Simões do Gabinete de Novas Iniciativas e a Arquiteta Mafalda Regueiro. Esta última fez a apresentação utilizando a aplicação pollev.com/deco4 e dando aos alunos a oportunidade, num dia especial, de utilizar o telemóvel na sala de aula, para aceder ao site e interagir desta forma, validando a sua opinião nas questões colocadas. A Lipor, empresa de gestão dos resíduos urbanos do Porto, também esteve presente através de uma sessão informativa sobre desenvolvimento sustentável, orientada pela Engª Joana Manuela Oliveira. Para além destas iniciativas, a chegada do equinócio da primavera foi anunciada na nossa escola, através de uma árvore decorada com flores recortadas pelos alunos, que ficou a embelezar o nosso espaço de maior circulação, ou seja, a parede central do refeitório. Na entrada principal, foi montado um painel alusivo à estação do ano, onde não faltaram coloridos vasos de flores naturais. Foram distribuídas sementes de ervas aromáticas, cumprindo o ritual do início da primavera em que a natureza se enche de sinais maravilhosos de renovação. Professores e alunos tiveram a oportunidade de confraternizar, promovendo-se, desta forma, atitudes mais conscientes e responsáveis na defesa do ambiente e na vida em comunidade. 

12 l Jornalesas l junho 2015 l X L l l

O gru-

po

Na astronomia, o equinócio é definido como o instante em que o Sol, durante a sua órbita aparente, cruza o plano do equador celeste. A palavra equinócio vem do latim, aequus (igual) e nox (noite), e significa "noites iguais", ocasiões em que o dia e a noite têm a mesma duração. Ao medir a duração do dia, considera-se que o nascer do Sol é o instante em que metade do círculo solar está acima do horizonte, e o pôrdo-sol, o instante em que o círculo solar está metade abaixo do horizonte. Com esta definição, o dia e a noite, durante os equinócios, têm igualmente 12 horas de duração em todos os lugares da terra. Os equinócios ocorrem nos meses de março e de setembro, definindo mudanças de estação - primavera e outono.


pensar a sustentabilidade

N

os últimos séculos, assistiu-se a várias revoluções industriais e tecnológicas que culminaram com o aparecimento de novos processos produtivos e estilos de vida. No entanto, o ritmo acelerado de crescimento e a consequente necessidade de geração de riqueza acabaram por originar uma série de efeitos colaterais na Sociedade. Num mundo globalizado, onde as fronteiras deixaram de existir, todas as mudanças abalaram definitivamente a confiança, rumo ao desenvolvimento e qualidade de vida individual e consubstanciaram uma maior consciência ecológica da humanidade. Desde então, a Sociedade passou a enfrentar o agravamento de problemas como a concentração de riquezas, a desigualdade social, o desemprego, os danos ambientais, além das questões relacionadas com a expansão do consumismo numa lógica predadora de recursos. Esses fatores fizeram surgir diversas correntes de pensamentos, estudos e pesquisas, com o objetivo de gerar um modelo que permitisse aliar estas formas de desenvolvimento à preocupação não só com o presente, mas também com a qualidade de vida das gerações futuras, protegendo recursos vitais, incrementando fatores de coesão social e equidade, garantindo um crescimento económico amigo do ambiente. Surge, assim, no Relatório Brundtland (apresentado em 1987), o conceito de Desenvolvimento Sustentável como um modelo de desenvolvimento que "responda às necessidades do presen-

te sem comprometer a capacidade das gerações futuras darem resposta às suas próprias necessidades", assumindo definitivamente que ambiente e desenvolvimento são questões inseparáveis. Este conceito de desenvolvimento sustentável implica permitir às pessoas, agora e no futuro, atingir um nível satisfatório de desenvolvimento social e económico e de realização humana e cultural, fazendo, ao mesmo tempo, um uso razoável dos recursos da terra e preservando as espécies e os habitats naturais. A sustentabilidade, ao reconhecer o ser humano como o centro do desenvolvimento, supõe que a sociedade deva orientar-se de forma a repensar os conceitos de qualidade de vida e de felicidade, os valores, nas relações humanas, sociais e ambientais que temos hoje, pois estas escolhas definirão o futuro. Desde o mais simples gesto de reciclar uma embalagem ou optar por um meio de transporte público ao invés do carro, até às grandes decisões de toda a sociedade tais como a opção de usar ou não o nuclear como fonte de energia, são, com certeza, tomadas de decisão que poderão estar intimamente relacionadas com a sustentabilidade… Sustentabilidade deve fazer parte do dia-a-dia de todas as nossas ações… A LIPOR na ESAS – Dr.ª Joana Oliveira para os “Dias da Geografia”

Rua Santos Pousada , 1222 4000-483 Porto

Rua Santos Pousada, 1204—4000 –483 Porto Tel/Fax.: 225 024 938 / Tlm.: 911 710 979

13 l Jornalesas l junho 2015 l X L l l

PUBLICIDADE

PUBLICIDADE


O concurso Descobre Outra Cidade promovido pela Câmara Municipal do Porto A nossa escola aceitou este desafio e apresentou-se a concurso com vários trabalhos, desenvolvidos pelos alunos de geografia, do 11ºano, integrados no tema curricular - estudo do espaço urbano. Esta iniciativa permitiu aliar o conhecimento, a reflexão, a formação pessoal e académica.

“A voz das paredes” Será que os graffitis são vandalismo ?

A vice-presidente e vereadora da Educação, Guilhermina Rego, recebeu as equipas vencedoras e outras participantes.

No dia da apresentação do trabalho e entrega de diplomas – CMP – sala Dona Maria - 20 de maio.

14 l Jornalesas l junho 2015 l X L l l

O

1º Prémio na categoria B (11ºano) foi atribuído ao trabalho “A Voz das Paredes” da autoria de Bernardo Sarmento, Inês Cardoso, Maria da Paz Carvalho, Rita Coelho, da turma G do 11ºano, do curso de Línguas e Humanidades. “A Voz das Paredes” abordava a problemática dos grafitti e a sua relação com a cidade. “Muito do graffiti que vemos na rua é arte e, como forma de expressão de arte, este tem várias finalidades e por isso deve ser respeitado e não encarado como mero vandalismo”.

A Rita durante a apresentação do trabalho na CMP

A equipa vencedora foi a Lisboa, acompanhada pelo Dr. Luís Pisco da CMP, e por um grupo de alunos e de professores envolvidos nos projetos vencedores de outras categorias (10º ano e 12º ano). Assim, durante três dias tivemos oportunidade de conhecer o Museu Nacional de Arte Antiga, o Museu de Arte Contemporânea do Chiado, a Lisboa Story Centre, percorremos a Lisboa de Eça de Queiroz e a de Fernando Pessoa, subimos ao Arco da Rua Augusta e assistimos à apresentação multimédia na Praça do Comércio.


Ficamos alojados no Hotel Embaixador perto da Praça Marquês de Pombal e utilizamos sempre o Metro como meio de transporte. Foi um roteiro inesquecível neste final de ano que, mesmo nas vésperas dos exames, serviu para descontrair e aprender muito. É caso para dizer que todo o trabalho extra que desenvolvemos para que os prazos e os trâmites do concurso fossem cumpridos, valeu bem a pena. Não obstante o mérito dos trabalhos selecionados na respetiva categoria, os membros do júri entenderam referir na ata outros trabalhos da nossa escola que, apesar de não terem sido premiados, mereceram de alguma forma o seu elogio e atenção:

O Porto em Antítese, da autoria de Beatriz Costa, Carolina

Machado e Sara Pereira, da turma H do 11ºano, do curso de Línguas e Humanidades, com orientação da professora Julieta Viegas (geografia).

 A Rua Galeria de Paris em Portugal, da autoria de Diana Sofia Teixeira Gonçalves, Inês Soares Santos, Miguel António Kermenguy Serpa Pimentel Ramos, Nuno Alexandre Mesquita Milheiro Teixeira de Sousa, da turma F do 11ºano, do curso de Ciências Socioeconómicas, com orientação da professora Mariana Batouxas (geografia).

A equipa vencedora do concurso

Lisboa do cimo do Arco da Rua Augusta Da esquerda para a direita: Julieta Viegas (profª), Luís Pisco (CMP), Maria da Paz, Bernardo, Rita e Inês (11ºG) Descobre Outra Cidade: do Porto a Lisboa - 1º Prémio com o trabalho “A Voz das Paredes”

Categoria B Maria João Leandro, do 9º C, com o trabalho “FUNDO DE ESCADAS” (Arte)

Foi ainda atribuída Menção Honrosa ao trabalho fotográfico “SALTIMBANCOS” (Arte) de Bernardo Sarmento Gomes, aluno do 11º ano G, Categoria C

15 l Jornalesas l junho 2015 l X L l l

Biblioteca l Concurso de Fotografia alusiva ao ANO INTERNACIONAL DA LUZ l continuação da página 10


visita de estudo O Barroco no Porto (no âmbito da disciplina de História) – 12 junho 2015

16 l Jornalesas l junho 2015 l X L l l

8º B e C, acompanhados pelas professoras Amélia Mascarenhas, Ana Helena Sequeira, Ana Neves e Maria João Cerqueira.


visita de estudo a Paris 2015

O grupo da ESAS no Louvre

M

ais uma vez o Grupo de História organizou e levou a cabo uma visita de estudo, durante a interrupção letiva da Páscoa. Desta vez o destino escolhido foi Paris, a “cidade luz”. Esta visita enquadrou-se também nas efemérides do centenário da I Guerra Mundial.

O grupo dos intervenientes desta visita compunha-se de 26 alunos (do 8º ao 11ºano), de 4 professoras (Fátima Valério, Adelina Silva, Ana Maria Neves e Isabel Araújo) e da nossa, já habitual,

acompanhante Paula Araújo, da secretaria do Agrupamento. O grupo percorreu as principais áreas históricas e culturais da cidade, deliciou-se com os crepes e croissants, maravilhou-se com as fantasias da Eurodisney e pasmou perante a grandiosidade de Versailhes, do Louvre, dos Invalides, da Torre Eiffel, de Notre Dame, da Ópera Garnier, do Hotel de Ville e de tudo o mais. Podemos contabilizar esta visita como mais um êxito, pois alunos e acompanhantes manifestaram uma enorme satisfação, não só face ao são e alegre

ambiente em que a mesma decorreu, mas também pelo enriquecimento cultural obtido. Andamos muito e o mau tempo nem sempre ajudou, mas no dia do regresso a casa já estávamos todos com saudades de Paris. Para o ano já está agendado como destino Itália!  Paris, março de 2015 Departamento de Ciências Sociais e Humanas – Grupo de História Profª responsável: Fátima Valério

World of Discoveries turma H do 10ºano realizou uma visita de estudo ao parque temático World of Discoveries no dia 24/04 de 2015, da parte da tarde, no âmbito da disciplina de História, alusiva ao tema-A Modernidade Europeia e o alargamento do conhecimento do Mundo nos séculos XV e XVI. A visita revelou-se um misto de entretenimento e descoberta, que entusiasmou os alunos e os professores que os acompanhavam (Fátima Valério e Ernesto Pinto ). De uma forma teatral e lúdica, os alunos

realçaram que tinham adquirido facilmente, e de forma divertida, conhecimentos essenciais para a disciplina.  Texto de Fátima Valério (profª História)

17 l Jornalesas l junho 2015 l X L l l

A

foram conduzidos através da epopeia dos descobrimentos portugueses, partilhando os seus medos e sucessos. Foram levados a recuar no tempo e a viver o seu dia a dia, compreendendo o funcionamento da vida a bordo, partilhando a descoberta de novos mundos, novos povos e novas culturas. Embarcaram mesmo e percorreram esses novos mundos. Os alunos mostraram-se extremamente interessados e colaboraram com as propostas que lhes iam sendo feitas pelos, sempre simpáticos e pacientes, guias, trajados a rigor. No relatório da atividade os alunos


em passeio ...

“ A Ilha dos Puxadoiros está localizada no coração da Ria de Aveiro e pertence a um ecossistema único e com uma tão valiosa biodiversidade que está classificada como Zona de Proteção Especial integrada na Rede Natura 2000.” Adaptado http://www.ilhadospuxadoiros.pt/

18 l Jornalesas l junho 2015 l X L l l

Professores do agrupamento de escolas Aurélia de Sousa


visita de estudo

Jardins d’Entre Quintas e Palácio de Cristal Casa Tait, Quinta da Macieirinha e Palácio de Cristal, em tarde de passeio pelas histórias desta magnífica zona verde da cidade do Porto.

O edifício que serviu para a Exposição Internacional do Porto , realizada em 1865. Este belíssimo edifício, o original Palácio de Cristal, acabou por ser demolido em 1951, para dar lugar ao Pavilhão dos Desportos, hoje Pavilhão Rosa Mota. proveitando a oportunidade proporcionada pela CMP, no âmbito do Concurso “Descobre outra cidade” e da disciplina de Geografia, os alunos da turma H do 11º ano, foram conhecer uns dos parques/jardins românticos mais bonitos da Europa pela voz do arquiteto Sousa Rio. Em março, altura em que visitámos estes jardins, as camélias floriam e embelezavam a magnífica vista sobre o rio Douro. Inebriados pela exuberância da vegetação e pelos recantos que apelam ao romance, esquecemos, muitas vezes, que tudo isto foi obra humana e no caso dos jardins da Casa Tait (séc.XIX), da vontade de um inglês ligado ao comércio do vinho do Porto. Já os jardins do Palácio de Cristal tiveram como motivação a Exposição Internacional Portuense, em 1865. Hoje, neste extraordinário espaço verde da cidade, são conhecidos de todos os residentes e visitantes lugares como a Avenida das Tílias e a Concha Acústica, que cumprem as suas

funções em sessões de música ao ar livre, bem como a Biblioteca Almeida Garrett que, a funcionar desde 2001, serve de ponto de encontro de poetas e escritores em diversas iniciativas de âmbito cultural. No jardim contíguo à Avenida das Tílias existe uma diversidade de árvores que representam simbolicamente a geminação da cidade do Porto com outras cidades europeias, asiáticas e americanas. Finalmente, demos por terminado o nosso passeio, saindo pelo portão principal do Palácio junto à Rua Júlio Dinis, onde se encontram algumas estátuas que rodeiam a fonte central e que foram encomendadas a Paris, pelo Engenheiro Inglês Thomas Dillen Jones responsável pelo projeto de construção do Palácio de Cristal (1860).  Turma H do 11ºano Na foto: Luísa, Vanessa e Inês nos jardins da Casa Tait

19 l Jornalesas l junho 2015 l X L l l

A


“Elas são melhores do que eles?” A partir da publicação de um artigo do jornal “Expresso”, exposto no placard das Geonotícias, a respeito de um estudo com dados fornecidos pelo Ministério da Educação sobre o desempenho escolar de rapazes e raparigas, fomos confrontados com a questão, bastante embaraçosa para muitos, “Elas são melhores do que eles?”

A

20 l Jornalesas l junho 2015 l X L l l

infografia que acompanhava a matéria não deixava margem para dúvidas, “elas” têm mais e melhor rendimento escolar. Inconformados, os elementos da equipa do Jornalesas arregaçaram as mangas e fizeram o levantamento das classificações dos alunos dos 10º e 12ºanos, procurando averiguar se na nossa escola isso também acontecia, e o resultado está à vista… As raparigas, no 10º e 12ºano, têm, em média, classificações superiores às dos rapazes. Mas porquê esta inequívoca superioridade feminina?

A maturidade precoce das raparigas é o fator frequentemente apontado para justificar o sucesso escolar, mas não só. Há quem afirme que as raparigas têm ainda uma maior capacidade de organização do estudo e uma maior responsabilidade, pois são mais preocupadas com o seu futuro, enquanto adolescentes, do que os rapazes e, por isso, mostram mais empenho na sala de aula. Por outro lado, o cérebro feminino parece estar mais apto a lidar com múltiplas tarefas. Segundo o estudo publicado, “o facto de os rapazes serem socializados para serem mais ativos, irrequietos e até mais violentos e indisciplinados, preju-

dica-os no estudo, enquanto elas são educadas para serem mais sossegadas e bem comportadas, características que favorecem o desempenho escolar”. Apesar de tudo, “O melhor aluno da ESAS”, no final do secundário, têm sido dominantemente rapazes. No último ano foi o Henrique Vasconcelos e nos anos anteriores tivemos o Tiago Monforte e o José Chen.  Rui Branco do 11ºG


economia mundial

Jean Tirole: A ciência de domar as empresas poderosas Jean Tirole, um dos economistas mais influentes do nosso tempo, ganhou, em 2014, o Prémio de Ciências Económicas em Memória de Alfred Nobel. Ao longo da sua carreira desenvolveu importantes teorias em vários ramos da economia, mas o que lhe valeu o galardão foram as suas teses que respeitam à análise do poder, competência e regulação das empresas. Limitar os preços pode levar as empresas dominantes a reduzir custos, o que é bastante bom para toda a sociedade; contudo, pode permitir excesso de receitas. Cooperação no estabelecimento de preços dentro de um mercado geralmente é perigoso, mas cooperação com vista ao agrupamento de patentes, pode beneficiar todas as pessoas. A fusão de uma firma com o seu fornecedor pode estimular a inovação, mas pode igualmente distorcer a competição.

uitos mercados são operados sob a forma de oligopólio, isto é, onde um pequeno número de empresas detém um elevado poder de mercado, ou mesmo em monopólio, ou seja, uma única empresa controla toda a indústria. Tornando-se desreguladas, estas indústrias produzem resultados económicos indesejáveis, como por exemplo: preços muito mais elevados que os custos de produção, ou empresas ineficazes que sobrevivem por bloquearem a entrada a empresas novas e mais produtivas mas que, por serem inicialmente mais , são facilmente aniquiladas. Desde a década de 80 que Jean Tirole dá nova vida aos estudos macroeconómicos da organização de indústrias. As suas análises de empresas com elevado poder de mercado apresentam uma teoria unificada com um foco fulcral em questões de políticas centrais: como é que os governos poderão lidar com as fusões e acordos entre empresas, e como é que devem regularizar os monopólios? Antes de Tirole, estudiosos e políticos idealizavam princípios fundamentais para todas as indústrias. Defendiam regras simples, como nivelar preços para monopolistas e proibir cooperação entre concorrentes, enquanto permitiam cooperação entre empresas com diferentes posicionamentos na cadeia de valor. Tirole mostrou teoricamente que essas regras podem resultar positivamente dentro de certas condições, mas que são altamente nefastas em outros casos.

Jean Tirole, um dos economistas mais influentes do nosso tempo, ganhou, em 2014, o Prémio de Ciências Económicas Texto de Jorge Ferreira do 12ºE

21l Jornalesas l junho 2015 l X L l l

M

As melhores políticas de regulação da concorrência devem, portanto, ser cuidadosamente adaptadas às condições específicas de cada mercado. Nos seus vários artigos e livros, Jean Tirole lançou luz sobre como regular os diferentes setores económicos dominados por poucas empresas e sobre a capacidade dos governos para fomentar a eficiência. Desta forma, apresenta-nos uma estrutura para desenhar essas políticas e aplicá-las a várias indústrias, desde telecomunicações até ao setor bancário. Planeando com estes novos pressupostos, os governos podem encorajar as empresas poderosas a tornarem-se mais produtivas e, ao mesmo tempo, impedi-las de prejudicarem os concorrentes e os consumidores.. 


economia mundial

Portugal e o mundo árabe: semelhantes ou distintos? O que tem acontecido nestes países desde 2008? fenómeno do desemprego jovem ganhou relevância desde a crise da dívida e é transversal à sociedade portuguesa. Se Portugal não se encontrasse nesta profunda crise, os jovens seguiriam o curso que realmente gostavam e não aquele que lhes proporcionasse melhor futuro profissional e, após o curso, seria a altura de iniciarem uma nova vida cheia de esperança. Contudo, será uma sorte encontrar um emprego. E mesmo que o tenham, os salários serão tão miseráveis que terão de continuar a viver em casa dos pais. E mesmo os pais, será que conseguirão sustentar os filhos por muito mais tempo? A ida para outros países foi uma das soluções encontradas para escapar a esta realidade. Analisando a distribuição por grupo etário dos portugueses residentes no estrangeiro, constatamos que, por exemplo, em Espanha e no Reino Unido, os portugueses residentes são sobretudo jovens. Por outro lado, a percentagem de emigração feminina é cada vez mais significativa, o que evidencia a importância crescente da variável género. Na verdade, as mulheres são mais e têm maior longevidade, mas o risco de pobreza e de desemprego é superior para elas, bem como a taxa de privação material, o que é representativo da desigualdade de género presente na sociedade contemporânea.

mulheres são mais e têm maior longevidade mas o risco de pobreza e de desemprego é superior para elas. ”

22 l Jornalesas l junho 2015 l X L l l

“ As

É também de salientar que existem diferenças relativamente aos países que mulheres e homens escolhem para emigrar. Na verdade, é crescente o número de homens que emigra para países árabes e muçulmanos, mas o mesmo não acontece com as mulheres. Isto porque estas últimas estão sujeitas a assédio e a abusos sexuais, assim como a violações em público. A instabilidade política que se tem feito sentir após a Primavera Árabe ainda contribuiu mais para o aumento dos perigos a que as mulheres estão sujeitas (contrariando um dos objetivos destas revoltas – promover a igualdade de género). De uma forma geral, o agravamento da situação dos países, provocado pela crise económica, busca de melhores condições de vida e justiça social, procura da abolição dos governos onde religião e Estado estão interligados, desejo de abolição dos regimes ditatoriais de longa duração nesses países levou a um aumento da instabilidade, dando lugar a um incremento do poder dos fundamentalistas muçulmanos e consequente degradação das condições de vida das mulheres.

Outra das consequências desta onda de protestos foi o aumento da taxa de mortalidade, quer devido à guerra (como na Líbia e na Síria), quer devido à pena de morte - consequência de uma sentença judicial pela qual o Estado retira a vida a uma pessoa, por motivos religiosos, políticos, etc..., que levou ao aumento da emigração nos países árabes (refugiados) para países vizinhos mas também para a Europa, o que tem vindo a ser alvo de contestação, devido ao risco da viagem e ao tratamento dos refugiados nos países recetores.

“estão sujeitas a assédio e a abusos sexuais, assim como a violações em público.”

População desempregada em milhares

Público.pt

O

Trabalho efetuado para a disciplina de economia C por Adriana Gomes, Filipa Alves, Luísa Perestrelo, Rita - 12ºE


economia mundial Da economia mundial até à nossa responsabilidade individual Nas últimas duas décadas do segundo milénio, assistimos a transformações significativas, um pouco por todo o mundo, em diversos aspetos da vida económica e social. Deparamo-nos então com um mundo em constante evolução e com um futuro totalmente imprevisível.

orna-se, portanto, fulcral que as diversas economias do globo apliquem reformas estruturais no seu seio, de forma a adaptarem-se a estas constantes e inesperadas mutações. Portugal não é exceção: deve ajustar-se às novas condições de mercado e a uma economia em constante mudança. Esta volatilidade dos níveis de crescimento mundial impõe novos desafios, cujas soluções transcendem os modelos económicos tradicionais. É neste cenário que surgem agentes económicos altamente poderosos, não estaduais, em especial com o consolidar da era do Empreendedorismo, enquanto novo instrumento de intervenção social e económica. O empreendedorismo em Portugal é uma realidade em franco crescimento, que deve o seu desenvolvimento a um fator-chave: o aparecimento das Startups. Uma Startup é uma empresa cujo principal objetivo é o crescimento rápido e eficiente que conduza à consolidação da empresa no mercado. Eventualmente, o sucesso poderá conduzir ao estabeleci-

Importa salientar a nova forma de empreendedorismo, dentro da qual poderemos incluir videojogos que fornecem, virtualmente, uma visão completa do mundo do mercado atual. Assim, os jogadores enfrentam desafios de diversas géneses, tais como: a gestão de recursos, a necessidade de tomar decisões sob pressão, entre outros.

Em última análise, estas realidades virtuais são responsáveis pelo desenvolvimento da confiança e do pragmatismo de jovens empreendedores, que possuem agora novos instrumentos para garantir uma maior eficiência na gestão e controlo dos recursos. O mundo atual está em permanente mutação, e este mercado, sendo um dos que tem tido maior crescimento, é um claro exemplo disso mesmo. 

Trabalho efetuado para a disciplina de economia C por André Monforte, André Redondo, Fernando Marquez, Jorge Ferreira e Zhi Hui Lin do 12ºE

23 l Jornalesas l junho 2015 l X L l l

T

mento destas enquanto Empresas Transnacionais. Na verdade, estas últimas são a chave para entendermos as mudanças globais na economia e na sociedade: têm, portanto, um papel fulcral no processo de integração mundial, afirmando-se como epicentro de radicais mudanças nas sociedades contemporâneas, a nível económico-financeiro, mas sobretudo a nível social. Encontramos, por isso, uma cultura dominante, cada vez mais universal, e orientada por estas grandes empresas que estendem o seu império um pouco por todo o globo. Inevitavelmente, surgiram novas economias emergentes no panorama mundial, com um papel muito relevante, sobretudo do ponto vista económico.


Lugar da Ciência 1º Prémio - Escrever ciência

A lanterna de Hawking

Stephen Hawking (1942) físico teórico e cosmólogo britânico

24 l Jornalesas l junho 2015 l X L l l

N

aquele tempo, poucos eram os jovens de St. Albans, em Inglaterra, que ousavam sonhar. Sonhar. Mas sonhar acordado, como era o caso de Stephen Hawking que, em qualquer lugar ou a propósito do mais ínfimo pormenor, aparentemente desinteressante para o comum dos mortais, não perdia uma oportunidade para divagar pelo mundo da cosmologia e da física. A própria banalidade tomava outro sentido e era pretexto para preencher a mente deste jovem. Dos padrões infinitamente simétricos de um simples tecido exposto na montra de um alfaiate até à propagação do eco junto ao lago de Windermere, tudo era objeto de interesse e admiração. Foi num desses momentos de “alienação onírica”, como o seu pai costumava dizer, que o nosso Stephen fez jus aos versos “sempre que um homem sonha o mundo pula e avança.” — Stephen, a anestesia já deve estar a fazer efeito. Vamos lá tratar desse buraco! Vou começar a perfuração do dente com a broca e a turbina. Não te assustes – disse a doutora Kate, tentando tranquilizar o seu doente que

conhecia desde o primeiro dente de leite. — Abstrai-te, porque é capaz de te fazer um pouco de impressão… – acrescentou a jovem auxiliar de sardas na cara. Stephen, deitado na cadeira de dentista, virado para a janela, já nem ouviu a última recomendação. Como sempre, aliás. Nessa altura, Hawking já estava provavelmente no centro da nossa galáxia ou, quem sabe, a assistir à morte de uma estrela e à criação de um buraco negro, bem maior do que o do seu dente, seguramente. O Third Cambridge Catalogue, publicado nessa mesma semana, já lhe tinha conquistado a mente. Tinha sido descoberta uma espécie de objetos muito distantes, muito densos e monstruosamente grandes que eram emissores de todo o tipo de radiação eletromagnética. Chamaram-lhes quasares. Adiantava-se que a matéria a cair num buraco negro pudesse ser o único mecanismo plausível que podia explicar a produção de tanta energia numa região tão pequena de espaço, como um quasar. Mas… a entropia de um quasar não seria menor que a de um buraco negro? Esta “transferência” não iria diminuir a entropia do univer-

so? Até que ponto é que a esta hipótese seria credível? Subitamente, começava-se a ver água no seu sonho. A sua singularidade do espaço-tempo começava a desvanecer-se, ao longe, numa espiral cada vez menos iluminada. — Ilumina, Sarah. Ilumina o segundo molar que isto hoje está muito escuro. Não consigo ver nada – pedia Kate à sua assistente que, de imediato, pousou o aspirador de saliva para segurar na lâmpada de 60 watts. O pequeno espacinho de imaginação em que se encontrava Stephen era agora avidamente preenchido por água. Em breve se afogaria… Alto aí! Afinal ele não estava em pleno espaço intergaláctico, em que a temperatura ronda o zero absoluto? Então como é que tal era possível? No máximo, devia ser importunado por gelo! Mas… importunado?! No seu próprio sonho? Afinal, o sonho não é seu? Então por que é que no seu sonho não se hãode respeitar as Leis da Física? Não tem mais nada: num estalar de dedos, põe o buraco negro a trabalhar a seu favor. E este, agora sim, comporta-se como verdadeiro buraco negro! Nada lhe escapa: água, luz e até o próprio protagonista passam a ser seus! É neste momento de agitação — sem luz, sem ar, sem nada, completamente desesperado – que Stephen acorda. A verdade é que, se não fosse a doutora Kate a chamá-lo, provavelmente engasgar-se-ia com a própria saliva que já escorria pelo pescoço até ao peito. Estava completamente perdido como um náufrago do Titanic. — Stephen, o teu dente está pronto. Já podes passar por água. Despeço-me já porque estou com pressa. Tenho um barbecue lá em casa… Passados uns minutos, junto à imponente magnólia dawsoniana, na casa de Kate. — Ah! Olá Stephen, outra vez… Está tudo bem? Não me digas que te dói o dente…


Lugar da Ciência copo de sumo na mão. — Então, Kate? Como é que tu deixaste o rapaz sair do consultório assim? — “Assim”, como? – questionava-se Stephen, ao olhar para a camisa – Nem tinha reparado… — Ele baba-se todo porque adormece, quando leva a anestesia… — sorriu Kate — acreditas que mesmo assim ainda lhe substituí a babete três vezes? E, a uma dada altura, ele quase que se engasgava. Não era, Stephen? – Pois era, doutora! Mas a culpa é do vosso equipamento. Até no meu sonho as coisas corriam melhor… O problema é que a Sarah também não consegue iluminar o interior da boca e aspirar a saliva ao mesmo tempo! No meu sonho, o buraco negro “sugava” a água. O que é que acha de se pôr uma espécie de buraco negro na nossa boca? — Que horror, Stephen – interrompeu Kate – Buracos e cáries é o que eu tento evitar nos meus doentes. — Não digo um buraco, buraco. Digo um equipamento médico com a lógica de um buraco negro. O ideal era que funcionasse com um mecanismo automático, de modo que a saliva fosse aspirada de forma constante e que a luz iluminasse o dente, em simultâneo, enquanto se

fizesse girar a broca e a turbina. Kate voltou a sorrir simpaticamente, achando a ideia sonhadora. Já David, engenheiro mecânico, ficou a pensar naquela conversa enquanto fixava a sua atenção nas brasas e no crepitar do fogo. A verdade é que, passados poucos anos, já se ouvia falar num aspirador de secreções líquidas mais eficaz e flexível, com a forma de um gancho para prender na boca do doente, e numa broca com uma pequena lanterna na ponta para iluminar o buraco a tratar. Não se sabe o nome do seu inventor. No entanto sabe-se que foi Stephen Hawking, uns anos mais tarde, quem sugeriu a existência de uma Radiação Hawking, emitida pelos buracos negros que, por sinal, também emitem luz. Uma coisa é certa: desde então, não tem havido relatos de episódios constrangedores relacionados com “babanços” em pleno consultório médico. Tudo porque “O sonho comanda a vida”.  John Preskill (pseudónimo) João Carlos Matos, 10º A 1º Prémio à segunda edição do concurso Escrever Ciência: quem escreve um conto acrescenta um ponto.

Dia da Aurélia - Boa disposição e muita diversão Da esquerda para a direita: Maria Ana, Afonso, Gonçalo, Andreia, Ana Catarina, Mafalda, Doralinda e Joana (10ºi)

25 l Jornalesas l junho 2015 l X L l l

— Não, senhora doutora, não se preocupe. O dente está bem. Vim cá porque a Sarah viu que “a doutora se esqueceu outra vez das chaves à saída” e então pediu-me para lhas entregar, se passasse por sua casa. Como a sua casa até fica a caminho, vim cá entregá-las porque podiam fazer-lhe falta. — Ah, obrigada, Stephen. És um amor. Não queres entrar um bocadinho? Aos comandos do churrasco está o David. Sabias que o David foi colega de curso do teu pai. Sabias? — Sim, sabia. O meu pai já me tinha dito. Stephen acabou por entrar. Ao contrário do que tinha acontecido depois do almoço, no consultório, o fim da tarde estava agora muito agradável. O simpático relvado das traseiras da moradia era agora invadido por vozes de familiares e por um apetitoso cheiro de churrasco. Previa-se um serão quente, claro e animado. — Por aqui, Stephen? – cumprimentou David, marido de Kate. — Sim, é verdade… Vim cá trazer as chaves à doutora Kate e ela convidou-me a entrar. — Pois… já me tinha apercebido que tinhas ido à consulta – disse David, admirando a singular mancha húmida da camisa de Hawking. Entretanto, Kate juntou-se a eles com um


biblioteca

14º Encontro Nacional das Escolas Associadas da UNESCO mo e originalidade, proporcionaram a todos os presentes uma profícua troca de ideias e o estabelecimento de parcerias estimulantes. Os participantes foram muito bem acolhidos pelos alunos do Curso Profissional de Animadores Socioculturais, e foram surpreendidos com um excelente almoço confecionado e servido pelos alunos do Curso Profissional de Restauração e Turismo. A Escola anfitriã não poupou esforços no acolhimento e organizou, durante a manhã,

uma visita guiada ao Mosteiro de Santa Clara-a-Velha, orientada pelo Prof Doutor Francisco Macedo. Na qualidade de Coordenadora da UNESCO da ESAS, tive o gosto de apresentar os projetos do “Lugar da Ciência”, escolha justificada pela forte e coerente ação que esta estrutura tem desenvolvido na nossa escola ao longo dos últimos 8 anos. Texto de Luísa Mascarenhas (profª)

PUBLICIDADE

26 I Jornalesas l junho 2015 l X L l l

om a participação de 26 escolas associadas e a presença de representantes das Comissões Nacionais da UNESCO de Angola, Moçambique, Cabo Verde e Portugal, realizou-se, nos dias 18 e 19 de abril, na escola secundária D. Duarte, em Coimbra, mais um encontro nacional, durante o qual todas as escolas representadas tiveram a oportunidade de apresentar projetos, iniciativas e atividades que, pela sua diversidade, serviço às comunidades em que se inserem, dinamis-

PUBLICIDADE

C


biblioteca

PROJETO ATLÂNTICO

Década Internacional para a Aproximação das Culturas (2013/2022).  Estratégia Rede Escolas Associadas da UNESCO (2014/2021). Construíndo uma cidadania global e promovendo um desenvolvimento sustentável (2014/2021).  Ano Internacional para o Entendimento Global (2016). Integrar linhas de orientação.

N

o sentido de reativar um projeto desenvolvido em 2010-2011, a Comissão Nacional da UNESCO, em conjunto com as Comissões Nacionais de Espanha e de Cabo Verde, sugeriu um encontro de escolas associadas que teve lugar na ESAS, no último dia do segundo período, dia 20 de março, também dia da nossa escola. O “Projeto Atlântico - Educar para a Cidadanía Global” foi previsto para o biénio 2015/2017. São marcos de referência:

O objetivo geral é criar uma comunidade de aprendizagem através do intercâmbio dialógico das escolas atlânticas participantes para favorecer o conhecimento das diferentes culturas. Texto de Luísa Mascarenhas (profª)

Kabula’s 2

PUBLICIDADE

Artigos de Papelaria e escritório

Rua Aurélia de Sousa, nº 61 4000-099 Bonfim - Porto PUBLICIDADE

27 l Jornalesas l junho 2015 l X L l l

PUBLICIDADE

Confeitaria e Pastelaria Lda.


livros

Cem Anos de Solidão de Gabriel Garcia Marquez

P

essoalmente, este livro foi dos melhores que já li. É um livro com bastante ação e aventuras, mas vai muito mais além das suas inúmeras peripécias. O livro é baseado na linhagem da família Buendiade que, após cem anos do seu aparecimento, se extinguiu por completo. Apesar de terem levado uma vida cheia de dramas e de grandes acontecimentos, nunca mais foram recordados. Essa família caiu no esquecimento. Tudo tem um fim e, eventualmente, vamos todos cair no esquecimento. E é exatamente isso que o autor pretende retratar com este livro, o fim das coisas. É um livro deveras descritivo e compacto, mas de fácil leitura. Recomendo vivamente a todos os que gostam de ler. 

.

Domingos de Agosto

28 l Jornalesas l junho 2015 l X L l l

N

este livro, relata-se uma história de amor e de desencanto que vai sendo revelada aos poucos e só se compreende completamente já quase no final. Precisamente por este motivo, é difícil ultrapassar as páginas iniciais. O narrador, participante, é a personagem principal, e percebe-se desde o início que se sente triste e solitário, mas não se entende porquê, nem qual a sua relação com outras personagens que vão surgindo. Contudo, a partir de determinada altura, o enredo começa a fazer sentido e começamos a ter um maior interesse em descobrir os acontecimentos seguintes e os que lhes deram origem, no passado. Toda a história começou cerca de 7 anos antes da ação presente, quando o narrador se apaixonou por Sylvia e, juntos, fugiram, levando consigo um valioso diamante, a Cruz do Sul, que Sylvia tinha roubado. Em Nice, onde o narrador ainda vive no presente, deu-se o trágico rapto de Sylvia, que nunca mais apareceu, e a partir desse momento a vida do narrador deixou de ter sentido. Ao ler este livro, vamos tendo sentimentos de inquietação, angústia e empatia com o narrador quando ele se sente desnorteado e completamente perdido sem Sylvia. No final, partilhamos com ele a nostalgia do passado e dos tempos felizes que passou com Sylvia quando ambos iam à praia nos domingos de agosto. Texto de Inês Gonçalves Moreira. , 9ºC

Texto de Sara Morais Alves, 9ºD

de Patrick Modiano


livros

O Horizonte de Patrick Modiano

E

ste livro retrata Bosmans, a personagem principal, nos seus últimos dias de vida, a recordar o seu quotidiano na juventude. O livro foca a solidão e o isolamento da sociedade urbana, a de Bosmans e a de Margaret, sua companheira. A complexidade do livro assenta nas constantes perguntas filosóficas que Bosmans coloca a si próprio como, por exemplo, a relatividade do tempo e a incerteza do futuro. Gostei muito dos assuntos abordados no livro. Fazem-nos pensar sobre o significado da vida e o que poderíamos ter feito de modo diferente, ou mesmo onde estaríamos se tivéssemos seguido outro rumo. Ensina-nos também que nada é certo e que, um dia, quem menos esperamos acaba sempre por nos abandonar. A linha narrativa é marcada pela descontinuidade da memória humana e também pelo sentimento de perda que o apagamento progressivo da nossa existência passada não pode deixar de causar. Recomendo vivamente a todos os que procuram num livro ocasiões de reflexão, mais do que uma intriga artificialmente forjada para o conforto de uma segurança que a própria vida raramente propicia..  Texto de Sara Morais Alves, 9ºD

de Miguel Miranda

A

Paixão de K, de Miguel Miranda, é uma

viagem à loucura de todas as paixões. Este livro tem como personagem principal Perfecto Cuadrado, um habilidoso falsário que viaja pelo mundo fazendo arte e colecionando mulheres belas e sedutoras. Mas, no meio destas mulheres todas, uma delas chamou-lhe especialmente à atenção, Josephine K. Entre eles há uma relação de amor e loucura, em que cada um está fascinado pelo outro. Mas este romance não acaba como a maior parte dos outros livros... Intercaladas nesta história de amor, surgem as memórias que o narrador guarda dos tempos passados na pequena aldeia de Consolación, mundo também ele caótico e irracional e que nos é descrito com incomparável sentido de humor. Eu adorei ler este livro, pela perspetiva moderna das relações amorosas mas, para além disso, gostei da originalidade de Miguel Miranda, sobretudo por não ter permitido que este fosse um simples romance "cor-de-rosa” e acabasse como todos os outros. . Texto de Pedro Alves, 8º D

PUBLICIDADE

29 l Jornalesas l Jornalesas l junho 2015 l X L l l

A Paixão de K


associação de estudantes

Sessão Pro Cuidar

Interturmas

A

A

Associação de Estudantes organizou, no mês de abril, um dia destinado à saúde, dando cumprimento a mais uma das atividades do seu projeto anual. As sessões foram orientadas pela enfermeira Alexandra Gonçalves, envolveram sete turmas e tiveram a duração aproximada de duas horas. O objetivo foi informar os alunos de alguns dos perigos que podem surgir no dia-a-dia e como atuar perante os mesmos. Uma das situações focadas na sessão foi o caso de engasgamento. A enfermeira Alexandra explicou como fazer a abordagem da vítima, no que diz respeito às manobras a efetuar, para retirar o objeto que eventualmente se encontra na garganta. Foram dadas dicas para o que fazer após uma queda, desde o pedido de auxílio até às manobras de primeiros socorro que devemos efetuar. O número de emergência europeu é o 112. A AE sentiu que os alunos e os professores que participaram, valorizaram a iniciativa pelo feedback positivo que receberam. 

30 l Jornalesas l junho 2015 l X L l l

Texto e foto de Pedro Santos, 11ºH

Associação de Estudantes organizou dois grandes torneios interturmas de futebol, uma para os alunos do ensino básico e outra para os do secundário. Desta forma, procurou garantir o equilíbrio entre as equipas a nível de jogo. As inscrições estiveram abertas por um período de duas semanas e o torneio teve início logo após o fim da interrupção letiva do carnaval, com cerca de 200 alunos divididos em 24 equipas. Procuramos com estas competições proporcionar aos nossos colegas alguns momentos de lazer e descontração mas, ao mesmo tempo, passar a mensagem da importância da união de um grupo para se alcançarem objetivos, neste caso a vitória. A Associação de Estudantes agradece a enorme adesão por parte dos alunos e promete mais, num futuro próximo. Os torneios foram promovidos pelos alunos José Marinho (vice-presidente) e Pedro Santos (Presidente da Assembleia Geral).  Texto e fotos de José Marinho , 11ºF Pedro Santos, 11ºH


opinião

índice

E

xiste no nosso país e não só, penso eu, um enorme gosto pelo futebol. Gosta-se de futebol e é-se adepto do clube A ou B desde pequenino, desde a altura em que, por vezes com semanas de vida, rapazes e raparigas são inscritos como sócios no clube de eleição dos seus pais. Vive-se com intensidade o que se passa dentro do campo, mas também fora dele, através dos destaques que são dados nos meios de comunicação social a aspetos como: as contratações milionárias que os clubes fazem, as namoradas dos jogadores, o local para onde o jogador X foi de férias, etc. Já para não falar dos negócios que este desporto movimenta… Mas isso não me interessa agora. O que interessa então? Não é que não compreenda a emoção nacional com que se viveu a participação da Seleção Portuguesa no Mundial do Brasil, por exemplo. Também eu, que não sou “futebolaólica”, vi o jogo da Seleção com a Alemanha com a esperança de ganharmos 5-0. Compreendo, porque também a senti, a desilusão provocada pelo regresso a casa da nossa Seleção. Só não compreendo porque é que, no ano de 2014, em que a Seleção Nacional de Futebol não passou da 2ª fase do Campeonato Mundial e em que se passou dias a discutir nas televisões, rádios e jornais, se a culpa foi do clima, dos jogadores, dos treinadores ou dos médicos (já agora, porque não de algum feitiço?), outros factos tenham sido esquecidos ou menosprezados pelos meios de comunicação social. Para que saibam, aqui ficam alguns: Filipa Martins conquistou três medalhas, ouro, prata e bronze, na Taça do Mundo de Ginástica Artística; Rodrigo Matos e Beatriz Gueifão, par misto de Ginástica Acrobática do Ginásio Clube Português, conquistaram o título de Campeões Mundiais; Tiago Apolónia é o campeão europeu de ténis de mesa, entre outros. Razões de sobra para os Portugueses se orgulharem! Aborrece-me o facto de saber que muitos destes campeões treinam horas e horas por dia, lutam para ganhar, conseguem-no e os meios de comunicação social dão é importância ao falhanço da Seleção Portuguesa no Mundial! Texto de Inês Gonçalves Moreira, 9º C

A escrita com símbolos que ilustra a capa deste número do Jornalesas é utilizada como alternativa à comunicação (verbal/escrita) para alunos com necessidades educativas especiais. Unidade de multideficiência do Agrupamento de Escolas Aurélia de Sousa Escola Básica Augusto Gil.

Projeto Comenius

2

Todos diferentes, todos especiais

4

Clube Europeu

5

Turismo em ação

6

Ano Internacional da Luz

8

Fotografia Pinhole

9

Concurso de fotografia

10

A era das selfies

11

Equinócio da primavera

12

Pensar a sustentabilidade

13

1º prémio - “descobre outra cidade”

14

Visitas de estudo

16

Elas são melhores do que eles?

20

Economia mundial

21

1º Prémio - escrever ciência

24

Biblioteca - projetos

26

Livros

28

Associação de Estudantes

29

Há outros desportos

31

31 l Jornalesas l Junho 2015 l X L l l

Há outros desportos...


Editorial

FICHA TÉCNICA Coordenadores: António Catarino (prof.), Carmo Rola (profª), Julieta Viegas (profª) e Maria João Cerqueira (profª)

V

ive-se hoje, no Mundo, uma situação muito fragilizada no que toca ao exercício da Democracia e dos direitos fundamentais do Homem. Quando julgávamos que a política internacional tinha jogado tudo nas conquistas democráticas, chegando até a proclamar o fim da História, percebemos, num olhar mais atento, que tal não acontece. As democracias verdadeiramente eleitorais (e sublinhamos eleitorais devido às fraudes e ameaças dos países onde impera a repressão, embora com «eleições») não aumentaram significativamente: passaram de 114 para 119 o que corresponde a uns modestos 60% dos países do Mundo. Temos igualmente as derrotas das chamadas primaveras árabes e um recuo democrático em Hong Kong e em quase todo o sudeste asiático. As guerras no Médio Oriente tornaram-se endémicas com o Estado Islâmico a alastrar-se com a imposição da sharia nos territórios ocupados no Iraque, na Síria e no Curdistão. Na Rússia e nos países da antiga União Soviética, a democracia é ainda uma miragem emergindo o nacionalismo exacerbado que pode originar guerras ou conflitos locais; o horror do Boko-Haram obriga os estados africanos a «medidas excecionais» que limitam qualquer veleidade eleitoral. Mais um sinal de preocupação, transversal a todos os países do Mundo, é o recurso abusivo a prisões arbitrárias sem julgamento ou sequer acusação, justificando isto como medidas antiterroristas, o aumento da opinião pública em favor da pena de morte o que é um recuo civilizacional de assinalar, o controlo económico e político dos media que formatam a opinião pública, a proibição de manifestações de protesto, o controlo e censura das redes sociais na internet cada vez mais apetecida pelos estados e governos de todo o Mundo, a repressão sobre os emigrantes e as manifestações xenófobas, o aumento dos partidos populistas (Itália, Grã-Bretanha, Hungria, Polónia, Grécia, Espanha…) que prometem o impossível e têm soluções musculadas para a resolução dos problemas atuais, uma corrupção generalizada e má preparação dos políticos que afastam os cidadãos da democracia, embora haja a preocupação de criar novas realidades que lutem contra isto. Finalmente, o aumento do fosso económico entre ricos e pobres que faz desaparecer um grande estrato da classe média mundial, sustentáculo da democracia eletiva. No entanto, não podemos deixar de assinalar pontos positivos que vão aparecendo aqui e ali. Há razões para um otimismo moderado no aprofundamento das democracias devido ao aumento das redes de informação em todo o mundo e igualmente ao aumento do número de ONG (Organizações Não Governamentais) que defendem os direitos humanos, como a prestigiada Amnistia Internacional. Tem-se igualmente assistido a um maior número de petições de protesto em relação aos direitos humanos, de género e à dignidade humana que têm lugar obrigatoriamente em discussão parlamentar. Estamos, portanto, perante uma maior consciência cidadã que exige a mudança de práticas governativas já esclerosadas e a exigência do aprofundamento e mudança da democracia representativa e proximidade entre eleitos e eleitores É evidente que hoje somos diferentes, ao nível da qualificação educacional, do que há décadas atrás. Somos mais ativos, menos indiferentes, há um maior nível educacional e informativo dos cidadãos que permite uma melhor resposta às injustiças…haja esperança. O que têm estas considerações a ver com a Escola? Tudo. Porque é essencialmente na escola pública, que foi uma conquista democrática após a II Guerra Mundial, que se aprende e apreende a ser cidadão de corpo inteiro. Para concordar é necessário espírito crítico. Para discordar também, mas sempre numa base de lealdade, sinceridade e honestidade que se exige na construção de uma análise política séria e democrática. É isso que temos de construir com cada vez mais urgência. António Catarino (prof.) Bernardo Sarmento (11ºG) Maria da Paz (11ºG)

Equipa redatorial : António Catarino (prof), Bernardo Sarmento (11ºG), Julieta Viegas (profª), Maria da Paz (11ºG), Marta Vedor (11ºG), Miriam Costa (12ºG +) e Rui Branco.

Revisão de textos: Maria João Cerqueira (profª) Revisão geral : Maria João Cerqueira (profª), Maria da Paz (11ºG)

Capa: Miriam Costa (12ºG+) Paginação e Maquetagem: Julieta Viegas (profª)

Outros colaboradores: André Monforte, (12ºE), André Redondo (12ºE), Adriana Gomes(12ºE), alunos do 11º H, Angelina Mota (profª), António Carvalhal (prof.), Bernardo Sarmento (11ºG), Catarina Cachapuz (profª), Daniela Pinto (12ºE), Fátima Alves (profª), Fátima Van Zeller (profª), Fernando Marquez (12ºE), Filipa Alves (12ºE), Francisca Paixão (8ºC), Grupo de geografia, Inês Gonçalves Moreira (9ºC), João Carlos Matos (10ºA), Joana Oliveira (Lipor), Jorge Ferreira (12ºE), José Marinho (11ºF), Luísa Mascarenhas (profª bibliotecária), Luísa Perestrelo (12ºE), Manuel Maia (12º E) Maria da Paz (11ºG), Mariana Batouxas (profª), Miriam Costa (12ºano), Marta Vedor (11ºG), Paula Magalhães (profª), Pedro Alves (8ºD), Pedro Santos (11ºH), Raquel Sousa (12ºE), Rita Araújo (12ºE), Rosa Lídia (profª), Rui Branco (11ºG), Sara Morais Alves (9ºD), Sara Sá (12ºE) e Zhi Hui Lin (12ºE).

Financiamento: Estrela Branca l Pão quente, pastelaria; Não + Pêlo l Estética ; Deriva Editores l livros , Olmar l materiais de escritório; Oporto essência | cabeleireiro low cost; METAS | Medicina e Segurança no Trabalho; Susana Abreu | cabeleireiros, estética e cosmética; Kabula’s 2 | confeitaria e pastelaria; Oxigénio | Fitness Club e Escola Secundária/3 Aurélia de Sousa.

ESCOLA SECUNDÁRIA/3 AURÉLIA DE SOUSA Rua Aurélia de Sousa - 4000-099 Porto Telf. 225021773 equipa.jornalesas@gmail.com

junho. 2015 http:// www.issuu.com (pesquisa: jornalesas)

1,00 € Os textos para a edição X L l l do Jornalesas foram redigidos segundo as novas normas do acordo ortográfico

Jornalesas junho 2015 ultimo cores (1)  

Jornal oficial da Escola Secundária/3 Aurélia de Sousa, Porto

Read more
Read more
Similar to
Popular now
Just for you