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2009 I NÚMEROXXIV

“SÓ O TRABALHO CONJUNTO PODERÁ LEVAR AO SUCESSO REAL” Páginas centrais

Mini-empresa ganha prémio

Obras de renovação Páginas 18 e 22

Páginas 9 e 15

Entrevista com a engenheira Página 23

€ 1,00

Concurso karaoke - Página 3 Conviver à beiramar - Página 4De Portugal à Bulgária - Página 5Memorial do convento - Página 6 Uma aventura que diz sim à Economia - Página 7 NIPES Páginas 7 e 17Tiro ao alvo - Página 8 Curso de Turismo - Páginas 10 e 11Curso de Marketing - Página 11Solidariedade - Página14 Lá e cá - Página 15 Peixe fresquinho - Página 16 E o Porto aqui tão perto … - Página 17 Dança contemporânea / Desporto - Página 19 Sint(r)a com os Maias - Página 20 Viver no centro do Porto - Página 21


Rede ENEAS na Aurélia

ESTAÇÃO EXPERIMENTAL RECOLHE DADOS PARA MONITORIZAR A ATMOSFERA Os professores e alunos da ESAS participam num projecto que visa a obtenção de dados – cientificamente validados – no domínio da atmosfera. A partir de uma pequena estação experimental, instalada na escola medem-se e registam-se diariamente os dados relativos à temperatura, nebulosidade, pressão atmosférica, precipitação, ozono e aerossóis. Os dados são enviados para a rede ENEAS e as avaliações finais seguem depois para as autarquias. A escola de mãos dadas com a Agenda 21. Texto e fotos por JV

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m conjunto com outras escolas secundárias, a Faculdade de Engenharia da Universidade do Porto e um Instituto de Investigação Holandês (ITC), a ESAS participa na rede ENEAS (European Network for Environmental Assessment and Services). À nossa Escola cabe a monitorização da Atmosfera (MAEC – Monitorização Ambiental no Ensino das Ciências), embora o projecto contemple diferentes áreas de investigação (hidrologia, solos, cobertura de terrenos e fenologia). Uma opção que está de acordo com os curricula aqui leccionados ( Cursos Científico-humanísticos). Para a concretização deste projecto foi facultada formação aos professores na FEUP (Faculdade de Engenharia da Universidade do Porto) e instalada provisoriamente, uma pequena estação experimental. Alunos do 10ºA fazendo as leituras

A equipa de treze docentes envolvida na ENEAS é multidisciplinar, pois cobre as áreas de Ciências Naturais/Biologia, Ciências Físico-Químicas e Geografia. Uma mais-valia já que os saberes se complementam e as dificuldades são, em conjunto, superadas.

Etapas do processo O projecto ENEAS tem diferentes fases. Os dados recolhidos dia a dia, são mensalmente colocados na Web prevendo-se a sua análise e publicação em projectos científicos e em cursos no nosso país e em toda a U.E./E.E.A. (Agência Europeia do Ambiente).

Investigar pela Agenda 21 O objectivo das escolas envolvidas na rede ENEAS é a monitorização Aluna do 11ºI registando as leituras

ambiental dos concelhos em que se encontram inseridas. Assim, as autarquias terão à sua disposição todos os elementos obtidos. Desta forma, as escolas e os professores participantes constituir-se-ão em agentes activos na avaliação ambiental. Sendo verdadeiros pontos de aquisição de dados ambientais. Isso ocorrerá sem grandes investimentos em recursos físicos e humanos. Em suma:

 As pessoas, os lugares e as coisas fundir-se-ão com os dados ENEAS dando uma visão multimodal da Europa e dos locais em que vivemos.

 Contribuímos para a implementação do plano de acção da Agenda 21 (Local e Escolar). 

Professoras verificando os registos

"Nunca duvide que um grupo de cidadãos comprometidos e preocupados possa mudar o mundo. Na verdade, esta é a única forma de mudança que pode dar certo." Margaret Mead

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ALUNOS DA ESAS OBTÊM SEGUNDO LUGAR Por de Diana Lima, 12º H EM CONCURSO DE KARAOKE Os alunos do 12.º ano de Alemão foram à Universidade do Minho (UM) participar na 4.ª edição do Karaoke de Alemão. Trouxeram na mala o segundo lugar e uma mão cheia de recordações. Profª Catarina Cachapuz, Nuno, Joana Maria Patrícia, Joana Sofia, Tiago, Sílvia, Helena, Mª João, Mº Joana, Diana, Iolanda, profª Paula Magalhães, João e profª Olga Moutinho

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ma hora de viagem até à UM para sermos recebidos por professores e alunos da Universidade que mostraram a importância do conhecimento da língua alemã. Mais do que aumentar o nível cultural dos estudantes, a língua alemã é útil quando nos deslocámos ao estrangeiro e na conquista de melhores oportunidades profissionais. Foi esta a explicação dada por três alunos de diferentes cursos e que já beneficiaram do estudo do Alemão. Seguiu-se um tempo de actividades livres e uma visita à Biblioteca da UM. Nervos para que vos quero? Depois do almoço, às 14h, já com os nervos a tomarem conta de nós, preparámo-nos para a nossa primeira actuação. Uma interpretação da música ―Ich Lebe‖ de Christina Stürmer. Depois das duas primeiras escolas subimos ao palco. Fizemos o que tínhamos ensaiado durante

semanas e, afinal, não havia razões para estarmos nervosos. A actuação tinha corrido bastante bem: passámos à final. Pulámos de alegria quando ouvimos ―Escola Secundária Aurélia de Sousa‖. Mas o nervosismo começou de novo. A responsabilidade, na

segunda actuação, era agora maior. Mas, mais uma vez convencemos o público com a nossa versão de ―Perfekte Welle‖ dos Juli. A sensação que ficou era que tinha corrido ainda melhor. Continua na página 6

Joana Mª Diana, Helena, Mª Joana, Mª João, Iolanda, Patrícia, João, Joana Sofia, Nuno e Tiago. 1ª canção— Ich Lebe

Mª João, Helena, João, Diana, Joana, Sofia e Sílvia 2 ª canção— Perfekte Welle Página 3


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CONVIVER E VIVER À BEIRA MAR

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hama-se Projecto Viver à Beira-Mar, durou dois anos que agora terminaram. Uma parceria com Spjelkavik Ungdomsskole em Ålesund, na Noruega, o Lycée de Bellevue, de Fort de France, na Martinica e Ahmet Ragip Uzumcu Ilkogretim Okulu, Esmirna na Turquia. Com ele aprendi muito sobre culturas que desconhecia. Desde hábitos e costumes, a gastronomia e até festividades desses países, os diferentes modos de vida dos diversos Cidadãos Europeus. A maior vantagem foi ter feito amigos para toda a vida e de quem me vou lembrar sempre que pensar no país de origem de cada um deles. Considero os esforços, por todos envidados, positivos e os resultados foram os melhores possíveis. Todos os participantes ficaram satisfeitos. Admito que ―os trabalhos de casa‖ realizados no âmbito do Clube Europeu podem ter complicado um pouco a agenda escolar - já muito preenchida dos alunos - mas, mesmo assim, não é uma desvantagem, pois o nosso envolvimento contribuiu para uma perfeita conclusão do projecto. Ambiente acolhedor resultado de um trabalho em equipa Toda a turma esteve envolvida no projecto marcado por dois ritmos. O grupo nuclear dispôs de mais tempo: reuniu todas as semanas ao longo dos últimos dois anos, férias incluídas, contribuindo com ideias, concretizando e avaliando as actividades. Os restantes colegas da turma embora não tenham despendido tanto tempo -, não são menos merecedores de respeito. Foram eles que facilitaPágina 4•

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Por Maria João Fernandes - 11ºA

ram, e muito, o trabalho do grupo nuclear. Tiveram um papel fundamental na recepção e integração dos participantes estrangeiros quando visitaram o nosso país, de 24 a 29 de Abril. Na verdade, foi a turma como um todo que fez com que os visitantes se sentissem em casa num ambiente jovem e alegre. Adorei conhecê-los sobretudo porque foi um trabalho colectivo entre jovens europeus. Como não viajei, o ponto alto da minha participação neste projecto foi a organização da recepção dos nossos parceiros. Interagimos com novas pessoas e foram todos muito simpáticos. Tenho, agora, vontade de os visitar pessoalmente. Trocar receitas e a memória das vivências Fiquei particularmente satisfeita com todos os resultados obtidos. Mas destaco o livro de receitas ―Favourite Fish recipes by European teens‖. Reúne os costumes alimentares de todos os participantes do projecto. Assim, podemos realizar as receitas típicas dos outros países. De certo modo, continuamos envolvidos num projecto através da troca de receitas para além de termos adquirido muitos conhecimentos através da convivência e troca de ideias que continuará para sempre. Ter participado neste projecto foi uma experiência que nunca mais vou esquecer. Uma mais-valia para todos nós. A minha participação modificou a minha forma de ver o mundo e as pessoas que nele vivem, mas sobretudo sinto que me modificou a mim, para melhor. 


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A mobilidade dos estudantes

DE PORTUGAL À BULGÁRIA: DE MÃOS DADAS COM A UNIÃO EUROPEIA Por Iolanda Pinto, 12.º H Fotos de Fátima Van-Zeller e Iolanda

Da esquerda para a direita : Iolanda Pinto, 12ºH, Joana Costa, 12º H, João Carvalho, 12ºH, Teresa Pawera, 12ºJ, Rudolf Pereira, 12ºJ, Daniel Tedim,12ºJ e Sílvia Melo, 12º H (no vídeo-projector)

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m Abril deste ano, tive a oportunidade de participar num projecto de intercâmbio escolar que envolveu alunos portugueses, dinamarqueses e búlgaros. Viajei até à capital da Bulgária, Sófia, onde passei uma semana em casa de uma família búlgara. Durante este período de tempo, vivi experiências fantásticas que me enriqueceram como ser humano mas também como cidadã e aluna europeia que sou: conheci cidades como Plovdiv, visitei o Mosteiro de Rila, comi banitza e geleia de rosas, contemplei túmulos trácios, teatros romanos, igrejas ortodoxas e aldeias erguidas segundo o modelo soviético. Mas também vi pobreza, desemprego, doença, solidão, intolerância, fé e esperança. Acima de tudo, a mobilidade facultou-me uma visão mais nítida do que é a União Europeia: um conjunto de países com culturas muito diferentes e patrimónios riquíssimos. Mas há problemas comuns que só conseguem ser resolvidos com base no empenho, na união e na A Iolanda e a família que entreajuda.

Cidadãos europeus Nasci cidadã europeia. Enquanto aluna do Ensino Básico conheci nas aulas de Geografia as vantagens de perten-

cer à União Europeia. Mas senti que não influenciavam directamente a minha vida. Porém, quando se abriram para mim as portas do Ensino Secundário, a minha visão mudou. A partir desse momento percebi realmente o que é estudar na União Europeia e, mais do que isso, o que é fazer parte dela. Assim, hoje posso afirmar que a mobilidade é o maior benefício que a União Europeia traz.

A importância da mobilidade Actualmente, os alunos têm que ser multifacetados e ecléticos. Têm de se adaptar às exigências do futuro mercado de trabalho e a aprender a viver numa sociedade multicultural e diversa em valores, religiões, ideais políticos e sociais. A mobilidade assume, assim, um papel pedagógico na medida em que lhes permite ter um contacto mais próximo e humano com a realidade futura e presente. A mobilidade é um factor extremamente vantajoso, do qual devemos usufruir o mais possível pois ajuda-nos a encarar o presente e o futuro de forma mais confiante e segura. Fornece o cimento necessário a recebeu em Sófia para estreitar as relações entre os cidadãos europeus e de cultivar a igualdade de oportunidade e a tolerância.

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Acerca da obra de José Saramago

“MEMORIAL DO CONVENTO”: MAGNÍFICA E INIGUALÁVEL Por Tiago Assis Vilarinho, 12.º G

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bra obrigatória da disciplina de português, e, ainda bem, pois a fama que tem no mundo juvenil não é propícia à sua leitura. Fui obrigado a lê-la. Obrigação que rapidamente deu lugar a pura satisfação. O meu primeiro contacto com a obra foi complicado pela habituação à escrita de Saramago. Admito que demorei meses a terminar de a ler o que se justifica, para além da preguiça, por factores relacionados com a vida quotidiana e as suas paralelas obrigações. Porém, no final eu apenas tenho que dizer, entre as poucas palavras que me restam depois do deslumbramento que a obra me causou, que esta é magnífica, superior a qualquer outra que tenha lido. Apesar da história em si não me ter deslumbrado inicialmente (note-se que a mistura entre ficção e realidade não surtiu em mim um bom efeito), o que é certo, é que o tom mágico que ela emana dão-lhe um valor inigualável.

Assim se justifica o Prémio Nobel A mensagem é brilhante, além de super interessante. Temos uma forte crítica social e religiosa – a maneira abastada como vive o rei e o resto da corte em detrimento das massas que sofrem na pele a sua opulência. Note-se também a ponte histórica com os dias actuais de Saramago e a luta contra o fascismo de Salazar, contam-se as atrocidades dos autos-de-fé e o descumprimento das regras da moral Página 6

religiosa por parte dos membros das suas congregações. A aproximação ao povo, pobre, mas não por isso menos ―culto‖, em que se vêm filosofias e histórias engraçadas que nos fazem pensar e que rivalizam com a de muitos que, por melhores condições deveriam ser superiores. A questão primordial da vontade do Homem como a sua essência, o motor para se alcançar o inalcançável; o amor, para uns tão verdadeiro, puro e natural que quase selvagem (Baltasar e Blimunda) e para outros contratual e falso (D. João V e Rainha Mariana), são outros temas abordados. Mas é sobre a maneira como a acção é descrita, os diálogos e reflexões, o caminho remoinho que toma a participação do narrador e todos os pormenores da escrita, que a obra adquire maior valor. Esta obra é monstruosa, e com ela consegui entender o que é um prémio Nobel e sobretudo qual a sua importância para o legado cultural da Humanidade.

Continuação da página 2

No concurso de Karaoke em Alemão Restava esperar pela deliberação do júri.

Mais importante do que ganhar é participar O resultado final desta edição de karaoke realizada no dia 9 de Março foi diferente do que esperávamos. Ao recebermos o prémio relativo ao segundo lugar, apercebemo -nos de que foram mais valorizadas as capacidades vocais do que as coreografias ou mesmo a pronúncia. No entanto, este pequeno contratempo não serviu para manchar a nossa alegria e o orgulho nos olhos das nossas professoras, que nos acompanharam nesta aventura. Contas feitas: atribuímos nota positiva a esta experiência. A expressão antiga de que é mais importante do que ganhar é participar ganhou, para nós, um novo sentido. Dedicámos semanas a ensaiar para este karaoke. Uma actividade que envolveu as disciplinas de Alemão e Educação Física e que prova o quão proveitoso é trabalhar em equipa. É ainda de louvar a iniciativa da UM, que dedicou algum do seu tempo à divulgação da língua e cultura alemãs e que nos proporcionou um dia fantástico. Só não repetimos na próxima edição esta experiencia por este ser o nosso último ano no ensino secundário.


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UMA AVENTURA QUE DIZ SIM À ECONOMIA O Concurso Play! Desafios para Novos Empreendedores juntou um total de 3032 participantes. Um jogo de simulação empresarial à dimensão ibérica promovido pela Escuela de Negócios Caixanova. A equipa Baluka disputou a final no dia 18 de Abril, em Vigo, para regressar onze dias depois e receber o prémio da sua prestação. Ficou em quarto lugar, mas foi a equipa mais nova a participar. Fica o relato desta aventura. Pela equipa Baluka, 10.º A

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Gonçalo Braga, Sara Araújo, Isabel Portugal, Vasco Almeida e Ana Rui Grilo

uando fomos desafiados a participar no concurso, sentimo-nos assustados e inseguros. Afinal somos alunos de ciências que mal sabíamos o que era o P.V.P. (preço de venda ao público). Mas com grande surpresa que fomos ganhando fase a fase e quando chegamos à final mal podíamos acreditar. Muito tempo gasto a pensar nas jogadas, a discutir probabilidades e a debater ideias. Valeu a pena. Esta experiência teve um impacto positivo nas nossas vidas. Agora, vemos a Economia e a Gestão – áreas das quais nem gostávamos muito numa nova perspectiva. Apesar de sermos os ―marrões de ciências‖, apercebemo-nos que em qualquer profissão precisamos de ter noções de economia. Mas é sobretudo na nossa vida pessoal onde temos que administrar os nossos bens que mais impacto tem. Ainda mais agora que atravessamos uma crise económica. Também nos divertimos muito. Fortalecemos laços de amizade e aprendemos a trabalhar em grupo. Na nossa ida a Vigo, para jogar a final e para a entrega de prémios, foi também importante pelo contacto com outra cultura. Destacam-se ainda os almoços, à quinta-feira,

para decidirmos as jogadas. Muitas vezes falávamos mais de futebol, música e filmes do que propriamente de economia. Para o ano há mais Para todos os que ficaram com curiosidade em relação ao jogo podem sempre tentar para o ano. Mesmo que não percebam nada de Economia, como nós. O importante é tentar. E se não ganharem o jogo sempre ganham experiência e horas de diversão. Para já fica o agradecimento aos nossos professores, em particular à Dr.ª Isabel Godinho, aos nossos colegas, especialmente ao João Reis que pertenceu à equipa que vencedora do concurso o ano passado e cuja ajuda foi fundamental dada a nossa inexperiência. A escola também nos apoiou em todos os momentos bem como as outras equipas participantes da escola, uma vez que não faltaram nas nossas discussões de estratégias. Ajudas valiosas que se voltarão a repetir.

O NIPES* na Feira da Saúde Texto de Paula Valdrez

SABER COMO NOS DEVEMOS COMPORTAR PARA TER SAÚDE Em visita à Feira da Saúde estava o 7.º A que encontrou motivos para valorizar a iniciativa. A Maria Miguel Vaz realçou a importância de um stand do Ministério da Saúde que mostrava ―como utilizar os contraceptivos.‖ Já para o José Tiago que não deixou fugir a parede da escalada - o mais significativo foi ―saber como nos devemos comportar para termos saúde‖. As palavras certas do jovem aluno da Aurélia. Promovida pela Junta de Freguesia do Bonfim, esta edição da Feira teve como tema ―As emergências sociais‖.Por isso não faltaram os Bombeiros e a PSP que animaram o jardim da central praça Francisco Sá Carneiro, às Antas. Um grande dia que começou bem cedo (às 9 da manhã) e terminou cerca das 17. Muito houve para aprender no dia 28 de Maio. Continua página 17

Para saber mais: www.play.novaxove.com Página 7


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TIRO AO ALVO OU UM DESPORTO DE PRECISÃO QUE JÁ CONVENCEU OS NOSSOS ALUNOS Texto de Paula Valdrez

Temos alunos a trabalhar com uma precisão tal que nada sai do alvo.‖ Quem o diz é a professora Fátima Sarmento treinadora da equipa da Aurélia de Sousa que pratica Tiro ao Alvo. Contas feitas são 22 os alunos inscritos e em maioria estão os nonos e décimos primeiros anos de escolaridade. É no âmbito do Desporto Escolar que encontrámos esta modalidade desportiva: um projecto iniciado há dois anos que começou ―a título experimental e com poucas condições‖ esclarece a professora. Mas ―a escola investiu‖ frisa a docente que treina os alunos três vezes por semana. O Tiro ao Alvo contempla duas vertentes, o tiro com arco e o de precisão (feito com carabina), em ambos os nossos alunos ―acertam nas miras com imenso preciosismo‖ afiança a professora Fátima Sarmento. Cada vez melhor Em contagem decrescente (falta um ano para se dar conta do projecto) o empenho da professora e alunos é cada vez maior. As escolas que têm este desporto poderão funcionar como filiais do Clube

de Tiro de S. Pedro de Rates – sediado na Póvoa do Varzim – um ―local lindíssimo em termos de espaço e vegetação‖ palco de competições internacionais da modalidade. Mas é também nestas instalações que a maioria das competições escolares se realiza. Uma vez por mês, com um calendário definido logo no início dos anos escolares, ―os alunos competem entre eles‖ , por escalões explica a treinadora Fátima Sarmento. Ao todo são cerca de 140 alunos. ―Sendo uma actividade de Desporto Escolar estamos associados por escolas‖. É em Famalicão que está a sede do Tiro Escolar a que pertence a ESAS mais outras duas escolas da região. Mas se nem sempre sobem ao podium os motivos não faltam. ―A última prova é decisiva para a definição dos primeiros lugares‖ mas como coincidem com os calendários dos testes, os alunos estabelecem prioridades. ―Dou-lhes os parabéns por isso‖ diz a professora Fátima Sarmento. Garante que para o ano, com as novas instalações desportivas, ―vamos ter melhores condições de trabalho‖. Estão abertas as inscrições. 

Resultados do grupo de equipa de Tiro ao Alvo

Grupo de alunos do Tiro ao Alvo com a professora Fátima

Tiro com arco: Iniciados femininos - 1º lugar - Marta, 9ºA Iniciados masculinos - 2º lugar - João Artur, 9º C Juvenis femininos - 3º lugar - Joana Silva, 11º B Juvenis masculinos - 3º lugar - João Archer , 11º B Tiro de Precisão: Iniciados femininos 1ºlugar - Joana Beleza, 9º C Juvenis Femininos - 2ºLugar - Joana Silva, 11º B Júnior masculinos - 3º lugar - João Archer, 11º B Prémio de escola melhor classificada: Tiro com arco 1º lugar iniciados femininos 3º lugar iniciados masculinos Tiro de Precisão 2º lugar iniciados femininos 3º lugar iniciados masculinos 2ºlugar juvenis masculinos

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MINI-EMPRESA DA ESAS GANHA PRÉMIO NUM PROGRAMA DE EMPREENDEDORISMO

COMO SE FAZ UMA EMPRESA VENCEDORA

Texo de Clara Falcão Foto de J V

Através de uma parceria com a Associação Aprender a Empreender, JA Portugal, participámos no programa “A Empresa”. A turma do 12.º E, na disciplina de Área de Projecto, criou quatro mini-empresas. Uma oportunidade para os alunos se prepararem para o mundo do trabalho e desenvolverem a criatividade. Na bagagem trouxeram um prémio (“Responsabilidade Social”) na competição nacional.

Pedro Catita, Nuno Renito, Mafalda Gama, na foto, e ainda, Maria Ana Crispim e Cátia Ribeiro (12ºE) venceram a competição na modalidade ―Responsabilidade Social‖

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Editora Vozes, AE produz audioboocks, a Jane Doe, AE, carteiras de senhora; Valk, AE, t-shirts com o logótipo da empresa e a Equus. AE presta serviços de equitação. Estas são as mini-empresas criadas no âmbito da Área de Projecto pelos alunos do 12.º E. Sob a orientação da professora Clara Falcão contaram ainda com o Dr. José Brito (director do Millenium BCP e voluntário na JÁ) num programa que foi desenvolvido ao longo deste ano lectivo. O trabalho de projecto começou com a definição do objecto da empresa depois a venda das acções da empresa, na eleição do presidente e directores, concepção e produção do produto a comercializar e nas estratégias de marketing e, finalmente, na liquidação da empresa. Todos os alunos estiveram envolvidos. Uma oportunidade de se prepararem para o mundo do trabalho e de desenvolverem as capacidades criativas e empreendedoras, ultrapassando

obstáculos e vencendo desafios. Tudo através da experiência de criação e direcção da sua própria empresa. No dia 12 de Março, os produtos foram apresentados na Feira Ilimitada, realizada no NorteShopping. Estiveram também presentes todas as mini-empresas criadas por alunos de outras escolas do Grande Porto. Foi a primeira etapa de avaliação do programa. A mini-empresa Editora Vozes, da nossa escola, foi uma das 20 seleccionadas a nível nacional participando depois na competição Nacional realizada em 3 de Junho. A empresa vencedora ( da Escola Salesiana de Manique, Alcabideche) da final nacional representará o país em Roterdão, Holanda. Fica para já um agradecimento ao Dr José Brito, voluntário da JA Portugal que acompanhou o trabalho desenvolvido pela miniempresas, o nosso agradecimento. Página 9

A ―Editora Vozes‖ dispõe como produto livros auditivos que resultam da transformação de obras em formato escrito para formato áudio. Uma outra via, inovadora, que permitirá o conhecimento da obra. Ao colocar livros auditivos à disposição do público, a ―Editora Vozes‖ estará a criar uma nova necessidade no consumidor, por se tratar de um produto ainda pouco explorado no mercado e conhecido em Portugal. É ainda um bem ecológico na medida em que conduz à redução do abate de árvores para a produção de livros; é um produto socialmente responsável ao permitir o acesso à obra por parte dos invisuais, dos idosos com dificuldade de visão ou até daqueles que preferem escutá-la a lê-la. A escolha da primeira obra a ser gravada foi uma tarefa difícil, até porque teria que cativar e despertar o interesse dos compradores. Foi então eleito o livro ―Quatro Contos Dispersos‖ de Sophia de Melo Breyner, por ser aconselhável a qualquer faixa etária a partir dos 10 anos, e por ser escrita por tão notável e reconhecida escritora portuguesa que, tendo falecido há pouco tempo, funciona como uma pequena homenagem. Foi este o produto que foi apresentado na primeira feira regional, realizada no mês de Março. A partir desse data pensou-se em focar cada obra em determinada faixa etária. Optou-se pelo volume ―Fica Comigo Esta Noite‖ de Inês Pedrosa, pelo seu carácter juvenil, e ―O Estrangeiro‖ de Albert Camus que se dirige a um público mais avançado e experiente. Continua na página 15


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Dias Abertos

TÉCNICO DE TURISMO É UMA PROFISSÃO COM FUTURO Dois dias em cheio para o Curso Profissional de Turismo. Uma iniciativa que trouxe à escola especialistas da área. Contributos valiosos para os alunos que ganharam mais uma oportunidade para aprender a “fazer coisas simples extraordinariamente bem” afirmou o Dr. Paulo Vaz. E todos concordam: o Turismo é um sector em expansão. A aposta certa, portanto. Texto e fotos: Paula Valdrez Turismo na região Norte, com o Dr. Fernando Florim (do ISPGaia) e Dr. Hélder Couto (director de Marketing do Hotel Praia Golfe em Espinho). À Dr.ª Carla Inácio (directora do Hotel Mélia Porto-Gaia) coube apresentar os requisitos do mercado exigidos ao profissional de Turismo, e a Drª Alexandra SanA Dr.ª Ofélia Frederico (da DREN), Dr.ª Delfina Rodrigues tos ( do Sindicato Nac. Da Actividade e Dr.ª Lídia Mota na sessão de abertura dos Dias do Turismo Turística de Tradutores e Interpretes) falou da sua experiência no terreno ealizou-se nos dias 29 e 30 ram os projectos que irão defender, no como guia-intérprete e das questões de Abril ―Os Dias Abertos do final do curso, na Prova de Aptidão laborais relacionadas com a profissão. Turismo‖. Um evento proProfissional (PAP). Em jeito de ensaio a Para encerrar os trabalhos, o director movido pelos professores do Dr.ª Ofélia pôs os alunos à prova obrida Escola de Hotelaria e Turismo de 10.º, 11.º e 12.º ano dos Cursos Progando-os a defenderem as suas ideias. Lamego, Dr. Paulo Vaz - que interpefissionais de Turismo da Aurélia de Apenas uma amostra do que poderão lou vários alunos – reforçou a ideia de Sousa que contou com a presença de esperar os jovens profissionais, numa que nos Profissionais ―transformámos diferentes convidados que trouxeram fase decisiva e exigente da formação . as capacidades dos alunos em algo uma mais valia aos nossos alunos.

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Profissionais: cursos exigentes A nova sala (C4) reorganizou-se para dar lugar a uma exposição-mostra dos trabalhos realizados pelos alunos do Curso Profissional de Turismo. Na presença da Dr.ª Delfina Rodrigues – que relembrou o desafio da aposta feita pela escola nos cursos profissionais como uma alternativa, ―não subalterna‖ mas ― com um grau de exigência que a todos dignificasse‖- , a representante da DREN, responsável pelos profissionais da nossa escola, Dr.ª Ofélia Frederico valorizou esta área de formação. ―É um curso de futuro com emprego imediato‖ afirmou, salientando, numa perspectiva institucional, as exigências organizacionais e pedagógicas que a formação comporta. Por isso não deixou de questionar os alunos do 12.º ano, que um a um, lhe apresentaPágina 10•

Um agradecimento ao Dr. Hélder Couto (à esquerda) e ao Dr. Fernando Florim(ao centro) que dinamizaram o painel ―Turismo na Região Norte‖

Turismo: da escola ao trabalho Os especialistas-convidados passaram em revista todas as valências que decorrem deste sector de actividade. Ao longo dos dois dias falou-se de tudo. Os contributos da oferta formativa para o desenvolvimento pessoal e profissional dos alunos, com a Dr.ª Manuela Rios dos Serviços de Psicologia e a professora Paula Valdrez de Área de Integração e das potencialidades do

útil‖. O lema é ―fazer coisas simples extraordinariamente bem‖. As intervenções da Dr.ª Rosa Lídia Mota deram conta da prática escolar. Opiniões fundamentadas da coordenadora do curso que também fez a síntese dos painéis que contou ainda, num deles, com Dr. Paulo Bessa, professor de uma área técnica do Curso de Turismo. Continua na página 11


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CURSO TÉCNICO DE MARKETING NUMA JORNADA EXEMPLAR

Curso Profissional de Turismo

Os alunos do 10.ºano do Curso Profissional de Marketing mostraram aos colegas do 9.º ano o que podem aprender. Uma jornada onde puseram em prática as competências aprendidas. E convenceram.

A Inês, de Marketing, durante a apresentação de um anúncio publicitário.

Um trabalho conjunto com os nossos professores que, no fim, nos deram os parabéns‖ diz com orgulho Patrícia Cerejo, aluna do curso. Tudo começou com actividades de investigação nas aulas de Gestão Empresarial do professor José Soares, coordenador do curso e de Marketing da professora Angelina Mota. Depois, nas aulas de TIC, com o professor Victor Sarmento, as apresentações informáticas foram ganhando corpo. No dia 5 de Junho estava tudo pronto. A importância de comunicar em público foi um dos aspectos mais valorizado pelos alunos do 10.º J. Para o Francisco Pimentel fica também a consciência de que há aspectos a melhorar apesar da apresentação ter sido, por ele, ―bastante preparada em várias aulas e em casa‖ como disse. Mas ― correu bastante bem‖ salienta o Miguel Subtil porque ―a turma se empenhou‖. Não restam dúvidas pois reconhece a Inês Montenegro ―fomos todos bem aceites pelos cole-

gas do 9.º ano‖ porque, como acrescenta a Ana Machado ― mostraram-se motivados e interessados ao verem os anúncios que apresentámos e as questões que colocámos.‖ À saída da jornada - que teve sessões contínuas - os alunos mais jovens levaram rebuçados e folhetos de divulgação do curso também produzidos na turma. É que nesta actividade dos profissionais de Marketing estava em causa ―a nossa imagem ― e a do curso, como explica o Daniel Ribeiro. Trabalho em equipa para ―dar a conhecer o nosso curso a outros alunos e, quem sabe, até os ajudarmos a escolher a sua área profissional.‖ É assim que se trabalha no Curso Profissional de Marketing, na Aurélia de Sousa.

ALUNOS MOSTRAM O QUE VALEM Papel principal , nos ―Dias abertos do Turismo‖ coube aos alunos do 12.º ano. Já experientes no que diz respeito à formação em contexto de trabalho (este ano realizam um segundo estágio) partilharam as suas vivências e os seus saberes. Os olhares atentos e curiosos dos colegas dos outros anos ganharam com as experiências relatadas. Também os alunos do 11.º ano mostraram o que aprendem no curso. Uma forma de sensibilizar os colegas do 9.º ano que não ficaram indiferentes. Sala cheia para ouvir falar do Curso Profissional de Turismo. Uma actividade dinamizada pela Dr.ª Angelina Mota, nas sessões destinadas à apresentação da formação, despertando, assim o interesse dos alunos do Básico para esta modalidade de aprendizagem. Todos ficaram a ganhar.

A Dr.ª Angelina Mota dinamizou as sessões de apresentação aos 9.º anos.

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Entrevista à Directora

“SÓ O TRABALHO CONJUNTO PODERÁ LEVAR AO SUCESSO REAL”

Será o rosto da escola e a principal responsável. A Dr.ª Delfina Rodrigues – recém eleita Directora - fala dos desafios que a esperam. Um trabalho em equipa que garanta a qualidade e equidade numa escola de referência. Espera coesão. Promete dedicação e trabalho. Responsabilidades partilhadas numa escola rumo ao sucesso. Um lugar habitável que à comunidade escolar também cabe construir.

Entrevista por : Ana Maria Pinheiro e Teresa Almeida do 11º H Fotos de : Bárbara Guimarães do 11º H Tratamento da informação: professora Paula Valdrez

À

nova Directora aguardam-na funções que, na sua essência ―não são muito diferentes‖ das que tem desempenhado como Presidente do Conselho Executivo, quer dizer a ―lei diz rigorosamente isto‖, esclarece a Dr.ª Delfina Rodrigues. O ―Director é o órgão de administração e gestão da escola nas áreas pedagógica, Página 12•

cultural, administrativa, financeira e patrimonial‖. O que se pretende de novo ―é reforçar as competências do director‖. Por exemplo, o Presidente do Conselho Executivo ―não era necessariamente o Presidente do Conselho Pedagógico, agora, explica, ―é obrigatório‖. Um órgão unipessoal ou ― uma primeira figura‖ em cada escola ― a

quem possam ser assacadas responsabilidades pelo serviço público que as escolas prestam‖ como também ―pela gestão dos recursos postos ao seu serviço‖. A maior diferença é, assim, conclui a Dr.ª Delfina, ―criar um rosto, um primeiro responsável.‖


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Reforçar o melhor que a escola tem feito O novo contexto aponta o caminho. Nos próximos anos espera que ― a escola possa reforçar o que de melhor tem conseguido fazer‖, isto é, que ―continue colectivamente a lutar pela qualidade do serviço que presta‖. Da professora Delfina pode esperar-se ―dedicação total, trabalho e responsabilidade‖ como afirma para que a Aurélia de Sousa seja considerada ―uma referência‖ pela ―qualidade e equidade que consiga garantir‖. A Directora espera assim que a escola ―reforce o melhor que tem feito em equipa e, que seja capaz de encontrar soluções para as suas maiores fragilidades‖ as que já estão identificadas -, e ―as que em avaliações sucessivas o possam vir a ser‖.

Rumo ao sucesso No novo cargo, o director ―é coadjuvado por um subdirector e, no nosso caso, por dois adjuntos‖ fica a promessa, da Dr.ª Delfina Rodrigues de que ―vamos continuar a trabalhar em equipa‖. Por isso espera da comunidade educativa ―coesão e responsabilidade‖ que é, aliás, ―o que tem feito até aqui‖, Para que a escola se afirme pela qualidade importa que ―cada um na sua área de intervenção e acção‖ partilhe estes valores pois ―só este trabalho conjunto é que poderá levar ao sucesso real‖. Desejos não faltam. ―Tenho vários‖ confessou a Directora. Julga importante que ―se preserve o clima escolar‖, conseguido ao longo destes anos. É pela ―criação de um clima escolar‖ que as escolas se tornam ―lugares habitáveis‖. Este desejo cabe-nos a nós concretizar porque a Dr.ª Delfina Rodrigues também gostaria de ―leis boas e estáveis‖.

CUMPRIR UM DEVER Mais do que uma motivação pessoal, a apresentação da candidatura a Directora de escola ―foi mais uma decisão partilhada‖ como disse a Dr.ª Delfina Rodrigues. A experiência acumulada ao longo dos anos como Presidente do Conselho Executivo e o facto de conhecer a conjuntura em que a nossa escola vive ―especialmente com a situação de obras‖ foram as razões apontadas para que ―uma série de pessoas‖ entendessem que ―poderiam ser úteis‖. Mas havia também ―uma espécie de desejo de estabilidade para fazer esta transição‖ esclarece a recém eleita. A decisão foi tomada. ―Assumi que me candidataria sentindo -me assim a cumprir um dever‖ embora, anota a Dr.ª Delfina, ―não haja nisto nada de sacrificial‖. Um trajecto longo que se inicia com ―um processo concursal‖ esclarece a nossa entrevistada, citando a lei. Quem determinou o calendário foi o Conselho Geral Transitório (CGT). É a este órgão – do qual fazem parte ―representantes da comunidade escolar, das autarquias e comunidade local‖ – que cabe a eleição do Director. Pelo meio passou a apresentação do currículo vitae para determinar se a candidata ―tem ou não qualificações‖ para desempenhar o cargo, um programa de acção para o quadriénio e uma entrevista. A avaliação deste elementos é feita por uma comissão e ― apresentada ao plenário‖ do CGT. Contas feitas e temos a nossa Directora.

«Não antevejo profundas diferenças»

Já temos Directora! A Dr.ª Delfina Rodrigues tomou posse no dia 15 de Junho. A confirmação de uma carreira profissional sob o signo da Aurélia de Sousa.

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Um dia solidário com a AMI

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É a diferença que nos torna iguais

Por Cláudia Morgado do 12.º D

Por Cláudia Correia do 11.º C

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oi o dia do peditório para a AMI. Para além de ter ido bem acompanhada e de me divertir na companhia de quem gosto, voltei para casa com uma ideia positiva acerca da sociedade. Pensava que, hoje em dia, com a crise económica em que vivemos, seriam em maior número as pessoas que não iriam colaborar e doar, mas estava enganada. Não só muitas pessoas aderiam, como muitas delas deram quantias acima dos cinco euros. Uma das senhoras que ajudou respondeu ao meu ―Muito obrigado‖ com ―De nada, é uma obrigação.‖ De facto, ainda existe muito boa gente, disposta a contribuir por uma causa nobre. Estávamos tão entusiasmados com a adesão que ficámos lá mais um tempo depois de acabar o nosso ―turno‖. Saber que disponibilizei duas horas do meu dia por uma causa nobre deixa-me satisfeita. Domingo lá estarei novamente.

Cátia, João e Cláudia - 12ºD

A maior recompensa do nosso trabalho não é o que nos pagam por ele, mas aquilo em que ele nos transforma. John Ruskin Página 14•

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omos biliões de rostos neste planeta azul, biliões de gestos e expressões. Biliões de sorrisos e lágrimas, biliões de corações e cérebros, biliões de pequenos aglomerados de moléculas, todos diferentes, todos únicos na sua individualidade. Cada um, uma junção aleatória, uma ínfima probabilidade, um acaso de um destino desconhecido, e cada um construído simultaneamente igual e diferente dos restantes; (des)igual em direitos, em deveres, igual no âmago da questão fundamental – ser humano – e diferente em absolutamente tudo. Ainda noutro dia caminhava calmamente pela rua, quando não pude deixar de ouvir uma conversa entre duas senhoras, já idosas, que comentavam sobre a presença duma jovem anã num café em frente. ―Graças a Deus não sou diferente‖, dizia uma,―Cruzes, como pode alguém ser assim?‖, respondia-lhe a outra. Fiquei imediatamente siderada, sem palavras! Qual o meu espanto quando me apercebi que a jovem anã tinha ouvido tamanha insolência e se havia levantado para se dirigir às idosas. ―Minha senhora, peço desculpa por ter escutado o seu desabafo, e peço desculpa, também, por Deus, por alguém tão ignorante como a senhora ter nascido. Eu sou diferente de si (e ainda bem!) mas a senhora também é diferente de todos os outros. Ninguém nasce igual, ninguém se faz igual, somos todos peças de um puzzle gigante, únicas, imprescindíveis, diferentes.‖ Permaneci em silêncio, sorrindo quase inconscientemente. Também eu pensava assim. Desde o dia em que soube o significado do meu nome, Cláudia (do latim Claudius que significa ―diferente‖) jamais cessei de lutar pela valorização da diferença, pelo tributo à diversidade. Paremos para pensar, por exemplo, no que aconteceria se todos fossemos exactamente iguais, como cópias precisas uns dos outros… Eu cá ia-me aborrecer imediatamente, só pelo facto de existir alguém como eu: a falar e a rir como eu, a escrever e a chorar como eu, a sorrir perante a adversidade como eu. Em conclusão, somos iguais na diferença, somos diferentes na igualdade. Quem sempre sorri face à diferença, sorri à vida, sorri à existência, sorri àquilo que nos torna verdadeiramente humanos – a multiplicidade. Obrigada por ser assim!


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Lá e cá

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TURMAS COM MAIS DE 50 ALUNOS E SÃO RAROS OS CASOS DE INDISCIPLINA Desta vez fomos à China. Lui é aluna do 12.º E, vive em Portugal há cerca de oito anos. Conta-nos como é na sua terra natal: o modo como está organizada a sociedade e o sistema escolar chinês. Um mundo diferente. Texto e foto J V nas, mas a situação está a levantar problemas na altura de constituir família porque há uma clara desvantagem entre sexos. Actualmente, há cerca de uma mulher para cada cinco homens.

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Liu Liu Fang nasceu na China na cidade Qing Tian da província de Zhejiang, próximo de Shanghai. Aí viveu cerca de doze anos e considera ter tido uma educação chinesa tradicional. A sua cidade é conhecida pelo ―Hong -Kong‖ da China, pois é alimentada pelas remessas de emigrantes espalhados por todo mundo e a sua população tem um elevado nível de vida. Segundo palavras de Liu, Qing Tian, é a cidade chinesa de onde saem mais pessoas e entra mais dinheiro. O cosmopolitismo é tal que é frequente assistir-se ao uso do ―euro‖ nas trocas comerciais em vez do tradicional ―Ren Ming Pin‖ – o dinheiro do povo, a moeda local. Liu está há cerca de oito em Portugal e não pensa voltar para a China, mesmo que os pais regressem. Os pais de Liu têm dois filhos. Muito embora nas regiões urbanas da China ainda seja aplicada a política do filho único, os pais de Liu tiveram a oportunidade de ter dois descendentes. Isto porque o primeiro bebé foi rapariga e o pai era oriundo do meio rural. Na China continua a valorizar-se o nascimento de rapazes em detrimento das meni-

Na escola: se alguém tiver comportamentos incorrectos compromete os outros As escolas, em território chinês, têm uma organização diferente. Não há funcionários auxiliares. Só professores e alunos. As turmas têm de 50 a 60 alunos e funcionam num todo, como um grupo interligado. Se alguém tiver comportamentos incorrectos compromete os outros. Por exemplo, se um aluno não tiver concluído as tarefas determinadas pelo professor, todos aguardam até ele terminar, mas são raros os casos de indisciplina. A limpeza, a assiduidade e a pontualidade são controladas por alunos escolhidos pelo professor e é concedida uma bandeira de honra à turma que tiver melhores procedimentos. A Liu atribui os bons comportamentos nas escolas às orientações que são dadas na disciplina ―Pensamento Moral‖ , logo que entram na Primária, aos seis anos. No secundário os alunos passam a ter a disciplina de ―Pensamento Político‖ que serve para aprofundar os princípios do comunismo e na faculdade já podem ingressar no Partido Comunista. O que é um privilégio. O sistema é muito rígido e muito rigoroso, uma décima nas classificações pode obrigar a uma descida vertiginosa, na lista ordenada que regula as entradas para o ensino superior. Aqueles que não entram na faculdade vão para cursos profissionais. É assim na China. Página 15

COMO SE FAZ UMA EMPRESA VENCEDORA Para além disso foi também fundamental para a escolha dos livros o facto de se tratar de escritores notáveis, nomeadamente Camus que em 1957 ganhou o Prémio Nobel da Literatura. A ―Editora Vozes‖ tem um canal de distribuição do produto ultra-curto. O site (www.editoravozesae.pt.v u) é uma forma de dar a conhecer o seu produto, pois lá se encontra toda a informação relativa à miniempresa e aos seus produtos, podendo mesmo ser possível adquiri-los por este meio. Na final nacional, a Editora Vozes ganhou o prémio “HP -Responsabilidade Social”. Aos alunos, Cátia Ribeiro, Maria Ana Crispim, Mafalda Carmo Gama, Nuno Ranito e Pedro Catita, premiados cada um com uma impressora multifunções HP. Os nossos parabéns pela sua capacidade empreendedora. CF Para ver a reportagem da Feira Ilimitada de 12 de Março: http://www.dren.minedu.pt/crecursos/ Reportagem/ FeiraIlimitada.htm Para saber mais sobre a o programa e a JA Portugal: http:// www.japortugal.org/


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HÁ PEIXE FRESQUINHO NA LOTA DE MATOSINHOS De certeza que nem todos os que participaram na visita de estudo que levou as turmas do 11.º ano (I,F,G e H) e o 12.ºE à lota de Matosinhos gostam de peixe. Mas as surpresas do que viram não os deixou indiferentes. Assim foi no mês de Maio quando já era Primavera. Texto e foto JV

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As caixas de peixe são empilhadas, por cliente, depois de licitadas

onge vão os tempos em que se apregoava o peixe pelas ruas… Hoje vamos a estabelecimentos em que as condições de higiene são, na grande maioria dos casos, irrepreensíveis onde os funcionários e as funcionárias, equipados a preceito, amanham e lavam o peixe. Mas a modernização também chegou a lota. Foi o que observámos na visita que fizemos à lota de Matosinhos organizada pelas professoras de Geografia do 11ºano, Manuela Violas e Julieta Viegas.. Sentados na bancada assistimos, boquiabertos, ao leilão do peixe. As caixas de amostragem eram colocadas, por dois homens, sobre um tapete rolante e os compradores munidos com um pequeno comando - tal como nos concursos televisivos -, arrematavam o peixe ao preço que consideravam mais ajustado. Como era tudo complicado tivemos até de pedir ajuda. Os pequenos comerciantes não vão à lota A atenção deve estar concentrada em dois painéis suspensos que apresentam as características do peixe, e a designação da embarcação que os capturou. A valorização do peixe depende da frescura, daí a necessidade de conferir muita rapidez ao processo. Mas se no sistema de venda há grandes Página 16•

mudanças noutros aspectos as tradições mantêm-se, ou seja, o pescador é o que menos ganha com o peixe. São os grossistas, que rematam grandes quantidades de pescado e os estabelecimentos comerciais que ficam com a maior proveito. Os pequenos comerciantes não vão à lota. Os compradores nem sempre se entendem com os homens do mar e por vezes há desavenças, sendo necessário disponibilizar seguranças, sobretudo, por alturas das festas populares. Peixe na NET não esconde a dureza da faina Na lota de Matosinhos o peixe que não é vendido, por falta de comprador, é enviado para instituições de solidariedade social ou transformado em farinha de peixe. Dizem que no futuro a venda do peixe será feita pela internet, pois prevê-se que dessa forma se amplie o leque de compradores. Muito ficámos a saber. Foi por isso que antes de regressarmos à escola passeámos pelo cais de pesca e apreciámos a reduzida dimensão das numerosas embarcações que todos os dias se fazem ao mar e constatar a dureza das condições de vida de quem vive do mar. 

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NUNCA ESQUEÇAS AS TUAS DÍVIDAS AMBIENTAIS! Em Outubro de 2008 assinalou -se o Dia da Dívida Ecológica. Data a partir da qual a Humanidade passou oficialmente a viver acima dos seus meios: consumimos mais do que o total dos recursos produzidos . O conceito de Dívida Ecológica está intimamente ligado ao valor da pegada ecológica. A pegada ecológica constitui uma forma de medir o impacte humano na Terra. Exprime a área produtiva equivalente - de terra e mar - necessária para produzir os recursos utilizados e para assimilar os resíduos gerados por uma dada unidade de população. Hoje, a Humanidade usa num só ano, aproximadamente, 30% mais do que a Natureza pode regenerar nesse mesmo ano. O excesso no consumo de recursos leva à formação da dívida ecológica global. Só para exemplificar, se todos os habitantes do nosso planeta tivessem os mesmos padrões de consumo, seriam necessários 3 planetas para a Terra os manter. Estás à espera de quê? Adaptado por JV de www.agenda21local.info


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Visita de Estudo a Leixões

E O PORTO AQUI TÃO PERTO ... Portugal situa-se no cruzamento das principais rotas marítimas e precisa de aproveitar as potencialidades da costa para ganhar visibilidade a nível internacional. A dinâmica dos nossos portos marítimos é vital para estabelecermos ligações comerciais com o resto do Mundo. Os alunos das turmas I, H, F e G do 11.º ano e da turma E do 12.º visitaram o porto de mar orientados pelas professoras Manuela Violas, Julieta Viegas e Cecília Nóvoa. Por JV

A

grandiosidade, a capacidade de organização e de controlo do espaço surpreendeu-nos a todos. Aproveitando a oportunidade de a ESAS ficar próxima da maior infra-estrutura portuária do Norte de Portugal, as professoras de Geografia do 11ºano organizaram uma visita de estudo ao Porto de Leixões com o objectivo de observar a complexidade que envolve o funcionamento de um porto de mar e reconhecer o seu impacto na cadeia logística do transporte de mercadorias. Leixões é um dos portos mais competitivos e polivalentes a nível nacional já que passam por lá passam cerca de 3 mil navios por ano. As cargas são de todo o tipo: desde têxteis, granitos, vinhos, madeira, automóveis, cereais, contentores, sucata; ferro e aço, álcool e aguardente, açucares, óleos e melaços até aos produtos petrolíferos.

reduzido tempo de permanência dos navios no cais, usufruindo, para isso, de uma barra permanentemente aberta ao tráfego portuário, sem restrições de acesso por efeito das marés. Mas é bem visível o investimento no sentido da modernização de todos os serviços e equipamentos, de forma a simplificar procedimentos e aumentar a rapidez do atendimento. A título de exemplo: os serviços dispõem de um sistema de entrada que fotografa e reconhece automaticamente o número de contentores e a matrícula dos veículos, não sendo necessário parar.

Os rochedos de «Leixões» As questões relacionadas com a segurança são levadas muito a sério, no porto de mar de Leixões. Foi por isso que a nossa visita foi feita dentro da camioneta com uma guia a desdobrar-se em explicações. Novo terminal de Cruzeiros Convém, no entanto, dizer que se trata de um porto artifiA novidade é que o projecto do novo terminal de Cruzeiros cial construído no final do século XIX, na foz do rio Leça e deverá estar concluído em já em Março de 2011. Opera que deve o seu nome a um conjunto de rochedos a que os 365 dias por ano, com altos níveis de produtividade e com homens chamaram de «Leixões».

O NIPES* na Feira da Saúde Continuação página 7 Alunos do 7ºA com as professoras Fátima Santos e Graça Gouveia, no stand da Aurélia de Sousa, na Feira da Saúde

Segundo o professor Humberto Rodrigues, do NIPES, a Feira ―serve para promover a qualidade de vida‖. Por isso nada mais importante do que saber como vai a nossa saúde. No stand da Aurélia de Sousa foi possível ―calcular o índice corporal ou o perímetro abdominal‖ explicou o professor de Educação Física. E nada melhor do que saltar à corda para ajudar a ficar em forma. Apenas um dos muitos jogos a que pudemos assistir promovidos pela nossa escola que - em conjunto com dezenas de organismos e instituições da freguesia do Bonfim - brindaram os visitantes com actividades lúdico-educativas. Tratou-se assim de ―incrementar a ideia de que as pessoas devem ter uma vida activa‖ como frisou a professora Fátima Sarmento já que, deste modo, ―adoptamos um estilo de vida saudável‖. Para bem de todos nós.  * Núcleo de Intervenção para a Promoção da Saúde

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Sobre as obras de renovação

Sobre as obras de renovação

Expressão Artística 9º B - Parede da sala de aula antes das obras de renovação Foto de Carlos Morais

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Por Quinto Barcelos*

publicitados, como rara é a obra que pouco tempo depois de concluída, não aparece na televisão e na imprensa escrita com imperfeições de planeamento e fragilidades estruturais. Basta ver o programa da SIC, Nós por Cá. Aguardemos com esperança, confiança e muitíssima fé. Uma “escola-modelo”

MEMÓRIAS PARA RECORDAR

É

de louvar toda e qualquer renovação de um parque escolar, ou de um parque tecnológico, ou mesmo de infantários, creches, ou lares da Terceira Idade.

Renovar é melhorar, tornar mais confortável, mais eficiente, mais moderna uma estrutura de apoio ou de produção. Inovar e renovar andam de mãos dadas e, sem inovação e renovação não pode acontecer, por exemplo, o progresso das ciências – da Medicina à Astronomia. As obras em curso por todo o País, renovando de forma profunda e sistemática o Parque Escolar Português no que respeita às Escolas do Terceiro Ciclo, merece os maiores louvores mas, a par duma adequada alegria deve imperar um sentido de pragmatismo, logo impõe-se para já algumas perguntas. E como perguntar para sermos informados sobre um bem comunitário não ofende ninguém de boa fé, aqui se expõem as perguntas: - a qualidade dos materiais aplicados é a melhor? Os empreiteiros são de reconhecida competência, a todos os níveis? Há a garantia segura que, no próximo inverno, ou daqui a 2 ou 3 anos, não haverá infiltrações, tinta a descascar, janelas empenadas a deixarem entrar correntes de ar e água da chuva? Os Ministério da Educação e das Finanças (e por acréscimo, os Contribuintes) têm garantias escritas de que estas obras vão durar anos e anos sem problemas e que, se problemas houver a sua solução será imediata e da exclusiva responsabilidade do/s empreiteiro/s ? Oxalá que sim, embora haja em Portugal a tradição perniciosa e imoral das Obras Públicas ficarem, sistematicamente, impudicamente, muito mais caras do que os orçamentos

No que respeita às obras a decorrer na nossa Escola, e face ao caos instalado, damos por vezes connosco a idealizarmos mentalmente (sonharmos?), como teria sido tão diferente, para melhor, pensamos nós, construir, de raiz, uma nova Escola Secundária Aurélia de Sousa, com um grande retrato em azulejo da pintora, madrinha da escola implantado bem ao alto na fachada principal. Uma autêntica “escola-modelo século XXI” !! Mas, onde se iria implantar esta ―escola-modelo‖ sem a deslocar para fora do tradicional perímetro geográfico da antiga escola? Obviamente que em plena Praça Francisco Sá Carneiro (Praça Velásquez, como é absurdamente sempre citada). Na mesma zona da cidade, com Metro e autocarros à porta, com uma área envolvente menos afogada em cimento, com a nova avenida do Estádio do Dragão mesmo ao lado, com o próprio jardim da praça Sá Carneiro mesmo em frente para relaxarem antes ou depois das aulas. E como seria viável uma transformação tão radical? Permutando (talvez) com a Câmara os terrenos do chamado Monte Aventino, (estrutura subaproveitada durante a semana). A Câmara recebia em troca os valiosos terrenos da nossa Escola agora ―mergulhada‖ num mar de cimento, e neles construía as estruturas sociais de lazer e desporto que entendesse serem mais úteis para a população. Os nossos alunos e docentes eram contemplados com uma nova escola a estrear… ―nova em folha‖. Entretanto e enquanto as obras de construção da nova escola decorriam, os alunos continuariam a ter aulas na escola original. Para não prejudicar os utentes que utilizam as estruturas do recinto do Monte Aventino elaborava-se um protocolo com o Futebol Clube do Porto o que permitiria, a título de ―serviço público temporário‖, a utilização das suas instalações de desporto e ginástica aos utentes do pavilhão camarário, em horários que não afectassem a prática desportiva dos atletas do clube. Seria afinal uma permuta de terrenos com uma finalidade nobre e que iria beneficiar, indiscutivelmente toda a cidade do Porto. (continua na página 22)

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AS VARIAÇÕES DOS SENTIDOS EM NOME DA DANÇA CONTEMPORÂNEA Os corpos das jovens do Grupo de Dança Contemporânea da Aurélia dançaram com (ou como?) astros. Gestos expressivos a desafiarem as memórias que não esquecem Galileu. ciência e a arte entrelaçadas. Foi em Abril, no Dia Internacional da Dança ou o despertar os sentidos. Por Paula Valdrez

T

ambém a pretexto de comemorar o Ano Internacional da Astronomia, no dia 29 de Abril, no Auditório da Escola Artística Soares do Reis mostrou-se como por cá se dança. Uma iniciativa que serviu para marcar o Dia Internacional da Dança. E foi assim que o grupo de Dança Contemporânea da ESAS nos contou histórias. Com movimentos variados os corpos das bailarinas – que coreografaram as danças – levaram-nos a imaginação até ao ―ponto, o bigbang, a energia, as estrelas, o sistema solar.‖ Tudo em “Eppur si mueve‖ com naturais movimentos sob o olhar atento de Galileu. A beleza em acção. Como é dançar na Lua? ou os ―13 pedacinhos de Lua‖. Um outro cenário que as jovens alunas do Grupo de Dança Contemporânea conceberam para nos dizerem

como gostam de lá dançar. Tudo partilhado por um público atento que se deixou envolver pelos diferentes momentos de um espectáculo que cruzou sons, cores e imagens. É assim o fazer artístico. Artes do espectáculo. As vozes de Afonso Alves; João Monteiro e João Cabral (do 8.ºB) disseram, de António Gedeão, ―Galileu, Galilei ‖ antecedendo o primeiro quadro de dança. À Catarina Pais Rodrigues (do 7.ºC) coube um segundo momento de poesia. Desta vez bisou Gedeão (―Máquina do Mundo‖) e encantou com Alberto Caeiro em ―Aceita o Universo‖. Foi antes da última peça apresentada pelo Grupo de Dança Contemporânea da responsabilidade da professora de Educação Física, Catarina Cachapuz. O poema ―A Lua‖ de Florbela Espanca veio a cena com a

Maria Inês (do 8.º C) e a Mariana Fernandes (do 7.ºC) trouxe-nos uma outra lua - ―Lua Adversa‖ – num texto de Cecília Meireles. Não faltou o filme ―Para além da Terra‖ e as obras pictóricas que nos lançaram para o Universo. As alunas Leonor Freitas e Filipa Sousa, da turma A do 9.º ano compuseram os cartazes deste espectáculo que teve inicio às 19 e terminou cerca de uma hora depois. As alunas Bítia Neves, Mariana Sá, (7.º B), Sandra Sá (7.ºC), Ana Sofia Sarmento; Beatriz Araújo, Sara Ferreira; Sara Deus, Tânia Giesta (8.ºB) Ana Rita Ferreira; Maria Araújo, Mariana Barros, Mariana Costa (8.ºC) e Maria José Teixeira (12.ºD) dançaram. Dançaram. E acordaram os nossos sentidos.

APESAR DA FALTA DE INSTALAÇÕES DESPORTIVAS O BALANÇO DO ANO ESCOLAR É POSITIVO Por Luísa Leal - Prof. Coordenadora do Desporto Escolar

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um ano lectivo em que os alunos do Ensino Básico não tiveram acesso a instalações desportivas. Ass actividades internas – as anuais incluídas nos tempos lectivos e não lectivos – foram interrompidas. Só o secundário teve Educação Física. Mas as actividades externas mantiveram-se. A nota é assim positiva. Nos treinos semanais, encontros e competições inter-escolas (locais e regionais) participaram a maioria dos alunos e, em alguns casos, o número dos inscritos nas diferentes actividades até foi superior ao ano passado. Por isso, a coordenadora do Desporto Escolar, a professora Luísa Leal, realça a capacidade de adaptação e empenho dos responsáveis pelos três gruposequipa – a professora Fátima Sarmento, com o Tiro ao Alvo, a professora Catarina Cahapuz, com as Actvidades Rítmicas Desportivas ( Dança Criativa) e o professor Jorge Guimarães, com o Xadrez – num ano lectivo estruturalmente diferente. A professora Luísa Leal congratula-se ainda com os resultados obtidos pelos alunos nas diferentes competições e encontros em que estiveram presentes. O interesse, por eles demonstrado, traduziu-se também na assiduidade e numa boa participação. O Desporto Escolar em grande.

Expressão Artística 9º B - Parede da sala de aula antes das obras Foto de Carlos Morais MEMÓRIAS PARA RECORDAR

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Visita de Estudo SINT(R)A COM OS “MAIAS” DE EÇA Palácio da Pena - Sintra

Por Elvira Pardinhas

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roporcionar o alargamento cultural, foi um dos objectivos da visita de estudo realizada pelos alunos das turmas A, B, C, D e G do 11.º ano da ESAS. Organizada no âmbito das disciplinas de Português e de Geografia a actividade funcionou também

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como um momento síntese do estudo de "Os Maias – Episódios da Vida Romântica‖ de Eça de Queirós. É que, é nesta cidade - Património Mundial - que decorre parte da acção da obra queirosiana. O magnífico dia de Sol contribuiu para a boa disposição de todos e permitiu o passeio guiado pelos jardins românticos. Uma oportunidade para realçar a importância do ordenamento do território, a preservação ambiental e do espaço arquitectónico do Palácio, visto ao pormenor, na visita que realizámos. E foi assim que, num convívio saudável entre alunos e as professoras responsáveis por esta actividade (Ana Amaro, Elvira Pardinhas, Manuela Violas e Paula Queirós) acabámos a deambular pelas ruelas da Vila de Sintra, de comprar as famosas queijadas e tirar fotografias. Foi no dia 20 de Maio.  Alunos do 11ºA - Teresa Beires, João Almeida, Vítor, Inês Cardoso, Inês Carviçais, Pedro Martins, Mª João Cunha, Sérgio Silva e Ana Teles (da esquerda para a direita)

Professora de Geografia, Manuela Violas, com a Rita e a Gabriela do 11º G

EDITORIAL por José Fernando Guimarães A imagem

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uando Andy Warhol, um dos nomes maiores da pop art, a par de Tom Wesselmann e Roy Lichtenstein — e de quem, no Porto, o Museu de Arte Contemporânea de Serralves mostrou uma notável exposição intitulada Andy Warhol, A Factory — dessacraliza e des-significa a imagem pictórica, atribuindo-lhe o estatuto e o papel da imagem publicitária, estava seguramente a abrir, nos anos sessenta, alguns caminhos para os tempos de hoje, os tempos do pósmodernismo. Mas o que é isso de pós-modernismo?

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Usado tão frequentemente na linguagem do quotidiano (trate-se da moda, da dança ou, até, da vida), o conceito de pósmodernismo tem filosoficamente várias acepções. Tomemos, por exemplo, a que lhe atribui Gilles Lipovetsky em A era do vazio. Depois de passar em revista a sociedade actual, mostrando como o tecido social sofreu alterações que levam a mudanças estruturais de ordem sóciocultural, económica e política, Lipovetsky acerca-se da nossa época com os verbos deslizar e planar — verbos dos desportos radicais: surf, body-board, asa-delta. Ora, não serão estes desportos radicais outros tantos flashes, outros tantos feixes fulgurantes de imagens que enredam e seduzem, principalmente os jovens? Tal como, num outro plano, a Coca-Cola ou o

hamburger, que Andy Warhol fixou enquanto imagens, entre muitas outras, da sociedade de consumo? Época do deslizar, do planar da imagem, esta época que é a nossa fica, por vezes, à porta da escola, sem lá entrar. Há, pois, que conferir ao audio-visual o papel que dantes era atribuído apenas ao livro. Fotografia, música, teatro, dança, cinema — mas, também, diapositivo, diaporama, vídeo são, tal como um texto, campos de signos. Por isso, merecem o nosso trabalho atento e meticuloso, sem facilidades nem facilitismos. Um trabalho capaz de nos inscrever na nossa época, levando-nos a pensá-la — e, ao sermos motivados para esse trabalho pelo audio-visual, motivarmos também os nossos alunos, as suas aulas e a sua escola. 


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QUANDO MODA É VIVER NA BAIXA DA CIDADE DO PORTO As palavras “vai ser moda viver na Baixa do Porto” são música para os ouvidos daqueles que querem acreditar na recuperação do centro histórico do Porto. Foram o mote para sairmos da ESAS. Quando a vida urbana traz muitas vantagens mas encerra também graves problemas, a reabilitação urbana do Centro Histórico do Porto é uma resposta que urge. Texto e fotos de JV

Sara, Filipe, Leonor, João Paulo, Filipa, Daniel (atrás), Débora, Nuno, Ana Rita, Raquel (atrás), Manuel, David e Tiago 11º F e 12ºE - Professoras Alexandrina Fernandes (Matemática) , Julieta Viegas (Geografia), Clementina Silva (Filosofia) e Isabel Godinho (Economia - D.T.)

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ocupar aos poucos as zonas ―esquecidas‖ da cidade. O que os está a fazer mudar de ideias? Por um lado, o reconhecimento de que é importante preservar a identidade dos lugares, a sua história, o seu património; por outro, é na ―baixa‖ que tudo acontece, desde os eventos culturais aos espaços atractivos de diversão nocturna. Hoje, as preocupações ambientais fortalecem as escolhas. Quem vive próximo do centro, pode evitar o uso dos transportes diários, poupando tempo, dinheiro e, obviamente, o planeta. Não esquecemos que a cidade do Porto que queremos só existirá se os moradores encontrarem vantagens comparativas, em qualidade e preço. É por isto que a câmara municipal desenvolve planos de intervenção. Este momento de crise, que atravessaÉ tempo de mudar de cenário Razões para viver no Centro Histórico Sob o olhar atento de alunos e professo- Mas parece que as coisas podem mudar mos, poderá ser uma excelente ocasião para repensar os factos e recriar novas res percorremos ruas e ruelas. A cada com o recurso a programas específicos realidades e oportunidades para a nossa passo nos apercebemos do esforço herque financiam projectos de recuperação cidade. cúleo, a nível financeiro e organizaciourbana e à vontade de uma nova geranal, para levar a cabo a requalificação ção de jovens intelectuais que está a dos imóveis. Encontrámos edifícios muiPágina 21 oi já no final de um período em que o tema ―As cidades portuguesas‖ preencheu o espaço das aulas, na disciplina de Geografia, das turmas do 11.ºF e 12.ºE, que decidimos sair da escola e observar a realidade, confrontando os saberes acumulados. A Sociedade de Reabilitação Urbana (SRU), contactada pela Directora de Turma, profª Isabel Godinho, serviu para nos orientar na visita de estudo pelo centro do Porto. A sociedade tem como objectivo intervir nas freguesias da Sé, Miragaia, S. Nicolau, Vitória, Massarelos, Bonfim, Cedofeita e Santo Ildefonso, área que está sinalizado como espaço crítico de recuperação e reconversão urbanística.

to antigos e muito degradados, com acessos difíceis, pois o traçado de alguns desses arruamentos é anterior ao uso do automóvel. Nos casos em que habitações não se encontram devolutas é necessário realojar as famílias o que aumenta a complexidade do programa de intervenção . O cenário decadente que nos acompanhou pela maioria das artérias do miolo urbano da Sé é resultado de duma sucessão de factores que não se esgotam evocando a especulação imobiliária, o congestionamento das artérias e a lei do arrendamento urbano. O certo é que, assistimos nas três últimas décadas ao êxodo dos mais jovens e ao deambular de um população envelhecida e carenciada que não conseguiu renovar ou conservar as habitações.


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OPINIÕES

OBRAS DE RENOVAÇÂO O ano lectivo decorreria assim em moldes civilizados, com condições de aprendizagem excelentes, sem ruídos, sem instalações precárias. Não lhes seria vedada a prática de exercício físico normal durante todo um ano. Alias é uma aberração pedagógica, e uma violência física e espiritual ter mais de 1.000 jovens, em fase de crescimento sem actividades intensas de desporto que, como todos nós sabemos estimula, inevitavelmente a actividade cerebral – sede do nosso espírito e permite aliviar o stress e torna os jovens mais bem dispostos e mais serenos.

Em que medida as obras têm afectado, ou não, a tua vida escolar?

Parabéns Aurélia! Apesar do enorme desconforto que estas obras de reabilitação causaram a toda a população escolar, desconforto e muito sacrifício, é indiscutível que esta Escola vai ficar muitíssimo mais moderna, mais apta a servir bem uma população estudantil alargada e a proporcionar um ensino mais avançado, pensamos nós. Vamos todos acreditar que sim e contribuirmos com um elevado conteúdo de exigência cívica e de um ensino-aprendizagem de elevada qualidade. Parabéns Aurélia! (*) ex-professor da ESAS e Orientador Pedagógico

Alunos do 11ºH 

Afectam bastante sobretudo ao nível da concentração. O barulho é imenso, é muito complicado estar atenta nas aulas. Tenho muito mais vezes dores de cabeça. Receio pelo meu rendimento escolar. Os professores não vão ter isto em consideração, muito menos quem corrigir os meus exames.

FICHA TÉCNICA: Coordenadores: Profª Paula Valdrez Profª Julieta Viegas Redacção e Tratamento da Informação: Profª Paula Valdrez

O barulho é muito incomodativo, na medida em que me deixa com dores de cabeça que não me permitem estudar regularmente quando chego a casa.

A Escola é suposto ser um local de concentração e não o tem sido nos últimos tempos, nos monoblocos. É impossível ouvir. Mesmo na biblioteca em que deveríamos estudar em silêncio e concentrados.

 

A dificuldade dos acessos à Escola em vários

Apoio, financiamento e impressão: AMA—Associação Mais Aurélia Repr.: Francisca Ferreira Www.amaurelia.com Agradecimentos :

sectores escolares, como a papelaria, biblioteca, entre outros.

a todos os que, de alguma forma, contribuíram para as edições do JORNALESAS;

As más condições das casas de banho.

à Prof.ª Fátima Candeias por ter ajudado a rever alguns textos;

ao Prof. Carvalhal pelos conselhos ―gráficos‖.

O barulho torna-se insuportável, o desconforto é muito grande.

Paginação e Maquetagem: Profª Julieta Viegas

O pó causa-me alergias.

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ANO NOVO NA NOVA ESCOLA: NÃO HÁ DÙVIDAS! Saltamos as barreiras que nos separam e fomos saber como é. As dificuldades, os desafios e o agrado de quem coordena as obras na escola. A engenheira Catarina Costa conta-nos tudo. Do lado de lá das obras. Texto de Paula Valdrez Foto de Helena Lopes

A Eng. Catarina entrevistada pela profª Paula Valdrez

Quando começarem as aulas, no próximo ano lectivo, está tudo em ordem‖. A garantia é dada pela engenheira civil Catarina Costa responsável pela equipa de fiscalização e coordenação da segurança em obra. Um desafio já ganho não fosse o número de operários (variam conforme as necessidades mas já atingius 170) a trabalhar de segunda a sábado, até cerca das 20 horas. ―Se for necessário trabalhámos de noite‖ esclarece a engenheira. A nova escola a erguer-se pelas mãos de quem sabe o que faz. «Está tudo a correr bem» Para uma escola que não está habituada a conviver com obras, pela alteração dos espaços e pela impossibilidade de não se poderem utilizar outros ―está tudo a correr muito bem‖. Quem o afirma é Catarina Costa, a engenheira residente e coordenadora de uma equipa com mais dois responsáveis que fiscalizam tudo o que se

executa, ―desde a entrada do material em obra (se está de acordo com o que o definido em projecto) a correcta colocação em obra (de acordo com as especificações do material), a perfeita execução dos trabalhos ( garantindo a sua qualidade) até à segurança de todos os trabalhadores e intervenientes.» Trata-se, como explica a responsável, de criar ―as melhores condições de trabalho para minimizar todos os riscos que esta actividade comporta.‖ Com obras aqui mesmo ao lado o relacionamento com a comunidade escolar é ―muito bom‖ diz a engenheira Catarina. Houve acções de sensibilização que acautelaram as questões de segurança. Notaram-se apenas algumas situações pontuais ―da parte dos mais novitos‖ confidencia mas que ―perceberam que não surtia efeito‖. Contas feitas conseguiu-se ―separar ao máximo o que é obra e o que é escola‖.

As dificuldades de uma obra A exiguidade do espaço ―é pequeno para aqui andarmos‖ foi uma dificuldade, face à movimentação inerente de um estaleiro de obra. Depois ―como era necessário construir dois novos edifícios‖ o espaço tornou-se ainda mais diminuto. É que, explica a coordenadora da obra, ―tivemos de realizar microestacas e estacas‖ ou seja, ―uma técnica que implica perfurar até atingirmos solo firme de forma a conseguirmos a resistência necessária ―para a partir daí se erguerem e apoiarem os novos edifícios. Mas ―porque estamos num vale com um nível freático elevado‖ surgiram outras dificuldades. Nada que a técnica não superasse pois ―conseguimos conciliar as situações que foram surgindo‖. Os prazos vão ser cumpridos. Nova escola com mais espaço A engenheira Catarina Costa (se fosse arquitecta como sugerimos que imaginasse) não mudava nada no projecto que, quando chegou a si, já tinha passado por várias revisões. ―São crianças e jovens que precisam de espaço.‖ E os novos espaços construídos são uma maisvalia. Isto apesar de ser a escola mais pequena de todas as seis que neste momento se encontram em curso. ―Um desafio‖ assegura sobretudo quando ―conseguimos garantir que as aulas decorressem dentro da normalidade possível‖. Em termos pessoais, para esta engenheira de 26 anos, é ―uma grande satisfação‖. Para a escola também. Continua na última página

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Na nova escola TODOS SEMPRE RESPONSÁVEIS PELA PRESERVAÇÃO DA ESCOLA, BEM PÚBLICO ―As infra-estruturas serão seguramente melhores‖ afirma a Dr.ª Delfina Rodrigues. Reconhece contudo que ―a avaliação rigorosa do impacto das obras‖ neste ano lectivo ―ainda não foi feita‖. Mas é certo que ―todos temos a percepção de que exigiu maiores sacrifícios‖. Acrescenta que as obras na escola trouxeram trabalho acrescido que se traduziu em ―mais dificuldades para manter o bom funcionamento das aulas‖. O barulho e a falta de espaços são exemplos e por isso também lamenta que ―os alunos não tenham podido ter aulas de Educação Física. ―Mas as compensações vão surgir.‖ Os novos laboratórios garantem um melhor ensino experimental e o ―acesso mais fácil às novas tecnologias‖ são algumas ―melhorias‖. Sinais positivos que não escondem necessidades. ―É preciso estar alerta‖ diz a Directora, porque ―isto só não chega‖ garante. Não são só as melhorias no espaço que garantem o sucesso escolar. Exige-se, depois, ―o trabalho dos alunos, o seu esforço e até civismo‖ para preservar a nova escola. Por isso é preciso ―uma grande sensibilização para que todos se responsabilizem pela preservação deste bem público‖. É que conclui a Dr.ª Delfina Rodrigues as obras são ―um contributo importante mas não suficiente‖.

Continuação da página 23

UMA ESCOLA AUTO-SUSTENTÁVEL Tudo foi assegurado pela Parque Escolar. Uma escola auto-sustentável em defesa do ambiente. Para além do conforto na renovação de ar e dos novos equipamentos que podem potenciar o trabalho pedagógico (a internet wireless nas salas de aula) na escola irão ser instalados, numa primeira fase, painéis solares para a rede de abastecimento de água. Futuramente, fora do âmbito desta empreitada, serão colocados os painéis fotovoltaicos. A intenção é, explicou a engenheira Catarina Costa, responsável pela equipa de fiscalização e coordenação da segurança das obras, a escola poder vender energia à rede pública e daí obter contrapartidas. Espaços verdes? Não vão faltar. ―As árvores serão transplantadas‖ e haverá muita vegetação nova. Para uma escola que dará assim conta si. Já falta pouco.

Expressão Artística 9º B - Parede da sala de aula antes das obras de remodelação Foto de Carlos Morais MEMÓRIAS PARA RECORDAR

JornalEsas Junho de 2009  

Jornal Oficial da Escola Secundária/3 Aurélia de Sousa, Porto

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