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Semana da Ciência e Tecnologia (SCT) da ESAS tem sido um momento importante das diferentes atividades do Lugar da Ciência, pela mobilização conseguida, pelas atividades concretizadas e pela qualidade das conferências realizadas. Todos os anos, durante a semana que inclui o dia 24 de novembro, o Dia Nacional da Cultura Científica, têm sido apresentadas não só atividades laboratoriais, orientadas por alunos da Escola Secundária e dirigidas a alunos do Ensino Básico, mas também conferências realizadas por professores e investigadores convidados. Até hoje, milhares de alunos já assistiram a essas conferências e alguns deles envolveram-se ao longo do ano em projetos específicos Lugar da Ciência. Muitos seguiram percursos escolares universitários nas áreas científicas e tecnológicas, tendo, portanto, uma experiência escolar pós ESAS. Este ano organizamos mais uma Semana da Ciência e Tecnologia, a décima terceira, em que quisemos que os intervenientes fossem ex-alunos, hoje espalhados pelo Ensino Superior, nos vários departamentos das universidades, mas também os que já se encontram integrados no mundo do trabalho. A um grupo alargado de ex-alunos pedimos que transmitissem a alunos do ensino secundário, através de comunicações no auditório, a sua experiência como ex-alunos ESAS, que nos contassem como foi a transição do ensino secundário para o ensino superior, como tem sido o seu trabalho// estudo no ensino superior, assim como eventuais experiências de estudo// trabalho fora do país, etc. Prof. Carlos Morais

Beatriz Teixeira – 4ºano Ciências da Nutrição e Alimentação FCNAUP

Artur Vieira

Empreendedorismo, mudança e educação lições da ESAS

Economista FEP


Da ESAS para o Mundo: uma experiência universitária fora de Portugal A vida académica pode ir muito além dos livros e do portátil, pode também incluir malas e passaporte! Todos os anos milhares de alunos partem numa aventura ao trocarem o ensino no seu país pelo estrangeiro e as experiências são, para além do enriquecimento académico, de enriquecimento pessoal. E se fosses estudar para o estrangeiro? Antes de começares a fazer as malas, há que pensar bem nas vantagens e desvantagens. Na sua palestra partilhou a experiência de 3 anos a estudar na República Checa, salientando a experiência escolar, as diferenças relativas à realidade universitária portuguesa, as dificuldades, e como os anos na Escola Secundária Aurélia de Sousa a prepararam para esta aventura.

Catarina Bastos Médica Hospital Pedro Hispano

Rita Magalhães – 1ºano de mestrado Bioquímica FCUP

Da FCUP para a Universidade de Estocolmo à boleia da Bioquímica e seus isómeros

LdC Lugar da Ciência, Clube Ciência Viva Aurélia de Sousa

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Desde pequenina que me convenci de que iria ser médica – dizia-o a toda a hora e com uma certeza tal que não dava espaço a ninguém para questionar se havia mais alguma hipótese, porque, para mim, não havia. A partir do nono ano tornei-me tão obcecada com as notas e com a ideia de entrar em Medicina que parei de questionar-me sobre o porquê de o querer fazer – simplesmente queria. E quando as notas não eram tão perfeitas como as médias de Medicina em Portugal exigiam, ficava perdida. Felizmente, através do Lugar da Ciência e do Projeto da Ciência Viva, descobri que talvez estivesse errada, que haveria áreas mais adequadas para mim do que Medicina alguma vez o seria. Decidi então ir para Bioquímica, na FCUP, o que se revelou a melhor decisão que alguma vez tomei. Entretanto, fiz Erasmus na Universidade de Estocolmo, concluí a licenciatura e decidi fazer Mestrado em Química, também na FCUP. Tenho a certeza de que a Aurélia de Sousa, ou seus professores, atividades e ambiente em geral moldaram a pessoa, estudante e cientista que sou hoje, e nunca vou deixar de sentir que, ao regressar a esta escola, estou a regressar a “casa”.


Engenharia Química, porque não?

Sofia Paixão – 4ºano Terminei o Secundário. E agora?

Engenharia Química FEUP

Sofia Conde – 1ºano de mestrado Economia FEP

Quando entrei para a Aurélia tinha uma certeza, queria algo na área das Ciências e Tecnologias. Porém, ao longo do tempo, com o contacto que fui tendo com os vários cursos e testemunhos que fui ouvindo, a indecisão surgiu na pior altura, no final do secundário. As dúvidas foram muitas e a decisão acabou por ser algo totalmente inesperado, mas apesar de tudo, revelou ter sido a melhor escolha.

Da Aurélia às escolas médicas: pronto para embarcar nesta jornada?

Carolina Lobato – 4ºano

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Medicina ICBAS

Um indeciso até ao fim

Miguel Ramalho – 4ºano Engenharia Informática FEUP

Gestão Industrial para Informática

Há 5 anos, estava aí desse lado... Uma jovem Aureliana no seu 12º ano, com um pé bem assente no Ensino Secundário, mas com o outro já a querer fugir para o desconhecido, assustador e nem por isso menos aliciante Ensino Superior! Venho agora falar -vos do que me trouxe esta aventura... Carolina Brito Lobato, 21 anos, Aureliana de coração, ICBASiana de espírito, estudante do 4º ano do Mestrado Integrado em Medicina do Instituto de Ciências Biomédicas Abel Salazar da Universidade do Porto (ICBAS-UP). Se fiz a escolha "certa"? Cada vez mais, estou convicta que sim! Encontrei o que estava à espera? Não, e ainda bem! A Aurélia foi determinante do percurso que tracei até agora? Sem dúvida!


III Semana das Humanidades Para uma reflexão sobre Cinema e Património O poder de registar a “realidade” e de a reproduzir, ou recuperar, foi, talvez, a primeira propriedade percebida na cinematografia. A capacidade de se constituir como uma memória atuante a cada reprodução, bastante próxima do original, torna a imagem em movimento uma excelente ferramenta ao serviço da memória individual ou coletiva, ou seja, do património nas suas diversas escalas. As relações entre cinema e património são muito variadas, dado que qualquer filme pode ser visto como um registo de um tempo, de um espaço, de uma sociedade, entre muitos outros aspetos, e pode ser usado como uma fonte para o conhecimento em diversas áreas. Contudo, longe de constituir um registo inócuo, o cinema deve ser analisado com cuidado, ainda que se filie naquilo que designamos vulgarmente por filme documental. Além daquilo que a câmara captou, o filme é, sempre, e antes de mais, registo de si próprio, do seu paradigma tecnológico e do contexto que o originou, pelo que é necessário ter diversos aspetos para compreender a forma como o cinema escreve ou recria a História. Do mesmo modo, o cinema possui valores patrimoniais autónomos, corporizando um registo e uma expressão de um olhar que integra a cultura visual, também ela memória coletiva, representando um avanço tecnológico e apresentando evidentes relações com o universo artístico. Assim, além de permitir registar e conhecer o património, o cinema integra, assim, o chamado património audiovisual, o qual reconhecido pela UNESCO através da Recomendação para a salvaguarda e conservação da imagem em movimento. Hugo Barreira

“Douro, a Herança cultural no presente e no futuro” Semana das Humanidades – Geografia - 26 de janeiro 2018

Conferência pelo enólogo Dr.José Luís Moreira da Silva

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DCTP-FLUP | CITCEM


III Semana das Humanidades Uma pessoa cheia de pessoas dentro

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Talvez soe ligeiramente suspeito ser uma desmedida amante de Teatro (e de arte, em geral) a redigir o artigo sobre a palestra de António Capelo, no âmbito da Semana das Humanidades. (Aqui entre nós, a minha turma nem sequer estava programada no auditório mas, depois de implorar uma alteração de planos, surgiu a oportunidade de entrar. Como está claro, eu não podia perder esta chance).

António Capelo é um Senhor Nome no panorama teatral português, quer como ator quer como encenador, integrando o elenco de companhias como Seiva Trupe, TEAR, A Barraca, Ensemble e Teatro do Bolhão. Foi precisamente na componente de diretor artístico da Academia Contemporânea de Espetáculo - no Teatro do Bolhão - que se disponibilizou para vir falar connosco nesta semana tão especial que procura, essencialmente, que nos tornemos mais Humanos, mais atentos e pensadores sobre o Mundo, a sua magia e arte. Tenho que confessar que é extraordinariamente difícil para mim não deambular neste artigo. Pura e simplesmente porque a vinda de António Capelo não foi uma palestra qualquer… Sem querer desvalorizar nenhuma das restantes magníficas, aquele par de horas foi excecional porque me provou - a mim, que gostava de seguir Teatro - que os atores são pessoas verdadeiramente diferentes. Os atores coabitam num universo paralelo. Os atores desempenham a única profissão do mundo que retira da rotina diária e da vida comum a matéria-prima para desempenhar o seu trabalho. Os atores são criaturas bizarras que não pensam dentro nem fora da caixa…pensam como se não existisse sequer uma caixa. E, desmentindo o mito, os atores não decoram nem representam, eles sentem e são. Assim, numa informal e dinâmica conversa, António Capelo abriu-se. Revelou o quão poderoso é ser professor de jovens atores e o quão bonito é ver desabrochar esta capacidade de sentir e fazer sentir. Explicou como é que nos transformamos, em palco, em pessoas que não somos e conseguimos sentir o que nunca, em vida, sentimos. E, entre outros tantos assuntos, vincou que viver da arte, em Portugal, não é fácil, mas que nos cabe a nós, jovens, inverter esta desvalorização e aclamar os artistas. E, algures, entre os palcos do teatro, as câmaras da televisão e do cinema e as pilhas de guiões, António Capelo, de 61 anos, atingiu um outro nível de felicidade há 40, quando dentro de si, se deixou ser habitado por outras vidas a que deu vida. Já Fernando Pessoa dizia “Eu que me aguente comigo e com os comigos de mim”… e talvez esta seja uma máxima a todos os atores e aspirantes a ator. É inegável: o Teatro muda vida e cria vidas. Inês Sincero, 12ºG


III Semana das Humanidades Joel Cleto na ESAS Joel Cleto é um portuense que tem vindo aos nossos ouvidos nos últimos tempos. Decerto que o programa “Caminhos da História” no Porto Canal tem ajudado, mas é pela coleção “Lendas do Porto”, que já conta com 4 fascículos e várias edições, que tem conquistado os corações da cidade Invicta pelo seu contributo e diligências para a preservação do património imaterial e oral que são as lendas. No dia 24 de Janeiro pudemos contar com o Arqueólogo no auditório da nossa escola, no âmbito da III Semana das Humanidades, com o tema “Um Porto de lendas, A importância do Património Imaterial”. Falou da importância, nomeadamente na sua área de trabalho, das lendas, dando exemplos de algumas que tem vindo a estudar ao longo dos anos e que dão nome a icónicos sítios na cidade do Porto. José Miguel Barbosa, 11ºG

Dramatização da “Apologia de Sócrates“

interpretada pelo ator Marcelo Lafontana ESAS, 25 janeiro 2018

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Com o objetivo de dar a conhecer a importância da matriz grega no património da civilização ocidental, nomeadamente, na importância da reflexão e da argumentação, nas sociedades democráticas ocidentais.


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III Semana das Humanidades


III Semana das Humanidades

A Apologia de Sócrates Num fatídico dia em Atenas, Foi Sócrates a julgamento. Dos cidadãos recebia a atenção E de Platão um olhar atento. Corrupção da juventude, Ateísmo e impiedade Teve o pensador de negar: O que fazia, na verdade, Era exercer o seu ofício De nada deixar por questionar. Metelo, Ânito e Lícon Contra Sócrates testemunharam. O que o primeiro não sabia É que à arte da Filosofia É inerente o argumentar. E pelo filósofo abordado, Metelo tornou evidente A falsidade patente No que havia denunciado. Já tudo parecia perdido E a morte inevitável, Quando surgiu uma saída: Mudar o estilo de vida E desistir dos seus ideais. Mas era p’ra Sócrates preferível A morte e a condenação, A viver como os demais E não cumprir a sua missão. Foi assim sentenciado, À morte, à crueldade. Pensava Atenas ter-se livrado De um pensador indesejado, Quando abdicou unicamente Da procura pela verdade.

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Ana Mafalda dos Santos Silva, 11ºH


III Semana das Humanidades Que tipo de europeu sou eu? Será a identidade europeia uma forma de estar? Qual a origem do património material e imaterial da Europa? - Foram algumas das questões abordadas pelo Dr. Pedro Braga de Carvalho, na conferência de abertura da III Semana das Humanidades.

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o ano em que a União Europeia opta por destacar a importância do património cultural, a escola não quis deixar passar o tema em branco, convidando o ex-aluno, agora formado em Direito Internacional e a colaborar com o Ministério da Defesa, para esclarecer uma mescla de temáticas e questões associadas à identidade europeia. Deu início à conferência sublinhando que “ser europeu” é algo permanente, que nos acompanha ao longo da vida: não ESTAMOS na Europa, SOMOS europeus. Nesse contexto, aludiu à importância da preservação do património material e imaterial do velho continente, resultado de longos séculos de História e da influência de uma larga variedade de povos e civilizações, desde os gregos e romanos, passando pelos árabes e judeus (por essa razão, muito do património europeu é comum a outros continentes, surgindo uma necessidade inquestionável de diálogo internacional e intercontinental). De entre os mencionados, é essencial atribuir destaque à relevância do Império Romano no sentimento de unidade europeia, da qual persistiu uma única herdeira: a Igreja. Com ou sem fé, é impossível negar a herança bíblica como marca identitária da Europa enquanto continente e como influência predominante na atual organização territorial. “Afastar a Europa desta herança é negar parte da História europeia”, afirmou o conferencista, como forma de reforçar esta ideia. Ainda numa perspetiva histórica, abordou o alargamento e evolução da Europa, marcado por permanentes guerras, conflitos e atritos que culminaram nas duas guerras mundiais e que a formação da União Europeia abrandou. Num salto para a atualidade, foi discutido, com a intervenção de alguns alunos, um possível sentimento de decadência europeia, resultante da recente crise económica e da polémica em volta do Brexit, desvalorizado e negado pelo Dr. Pedro Braga de Carvalho, que acrescentou que “a Europa é hoje muito mais do que o que alguma vez foi”. Independentemente das pontuais divergências e trocas de palavras que fazem as delícias dos média, não nos podemos esquecer do ambiente de pacificidade e harmonia em que atualmente vivemos. Partilhamos uma herança, um património, ideias, valores, crenças, formas de estar e de olhar o mundo – compreender e aceitar este facto, preservar a unidade e saber viver com a diversidade está nas nossas mãos enquanto cidadãos europeus. Ana Mafalda dos Santos Silva, 11ºH


III Semana das Humanidades Gustavo Bastos [GUSTAVO TELES DE FARIA CORREIA BASTOS]

1928 - Nasce a 9 de março, na Figueira da Foz. 19[?] a 1948

1953/54 - Conclui o Curso de Escultura da Escola de Belas Artes do Porto – classificação 20 valores. 1954/58 - Leciona no ensino secundário. - É-lhe atribuído o prémio dos melhores alunos da EBAP -1955. - Frequenta o Curso de Ciências Pedagógicas na Faculdade de Letras de Coimbra. 1957 - Expõe na Galeria Alvarez e na Galeria do Jornal de Notícias – Porto. 1958 - Professor assistente da Escola Superior de Belas Artes do Porto. 1959 - Atribuída bolsa de viagem a museus de Itália pela Fundação Calouste Gulbenkian. 1960 - Bolseiro da Fundação Calouste Gulbenkian. 1962 - Professor titular na Escola Superior de Belas Artes do Porto. 1969 - Expõe na Galeria do Diário de Notícias, em Lisboa. 1072/75 - Bibliotecário da Escola Superior de Belas Artes do Porto. 1995 - Professor Catedrático da Escola Superior de Belas Artes do Porto. 1997 - Professor jubilado. 2004 - Morte de Gustavo Bastos.

Carmo Pires , profª de História de Arte

Memória U. Porto – Antigos alunos da Universidade do Porto. https://sigarra.up.pt/up/pt/web_base.gera_pagina?p_pagina=antigos%20estudantes%20ilustres%20 -%20gustavo%20bastos

1952 - Conclui o 4º ano do curso, em Lisboa.

Biografia

1949 - Admitido no curso Especial de Escultura da Escola de Belas Artes do Porto [21 anos].

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Frequenta - Liceu Bissaya Barreto atual Joaquim de Carvalho; - Academia Figueirense na Figueira da Foz; - Colégio de Brás Garcia Mascarenhas, em Oliveira do Hospital; - Liceu D. João II; - Liceu Camões, em Lisboa.


III Semana das Humanidades Quem foi Gustavo Bastos?

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o início deste ano, a professora de História e Cultura das Artes surpreendeu a turma de Artes Visuais do 10º ano com uma simples questão: “Sabem quem fez o baixo-relevo da entrada da escola?”. Eu, como uma aluna que frequenta esta escola já há quatro anos, fiquei um pouco desiludida comigo mesma por nunca ter tido curiosidade de saber quem está por detrás daquele painel que vejo todas as manhãs ao entrar na escola. Visto que ninguém sabia quem o tinha feito, a professora propôs que fizéssemos um trabalho para a terceira semana de janeiro sobre o escultor. Quando saí da escola nesse mesmo dia, dirigi-me ao átrio para ver o nome do seu criador: Gustavo Bastos. “Mas quem foi Gustavo Bastos?”, perguntei eu. Fiquei encarregada de fazer uma pequena biografia sobre Bastos e, por isso, em janeiro, a professora indicou-me alguns recursos, como livros e alguns sites para consultar na internet e então eu dei

início ao meu trabalho: li entrevistas, livros, biografias e analisei algumas das suas obras. Finalmente pude dar nome àquele rosto vazio. Desde pequeno, Gustavo Bastos tinha manifestado um interesse especial pelas artes e, com muito trabalho, dedicação e estudo, conseguiu produzir várias obras (algumas até premiadas) que se encontram em lugares por onde passamos no nosso dia-a-dia, como o átrio da nossa escola ou a praça Francisco Sá Carneiro. O escultor portuense, com o seu estilo simples e no entanto tocante e inspirador, fez numerosas esculturas que merecem ser vistas e apreciadas e que nos falam sobre pessoas, acontecimentos e animais (revelava um particular interesse por cavalos) - contam-nos histórias. Para além das preocupações relacionadas com a sua atividade de professor e de escultor, este tinha bastante em consideração os jovens artistas e incentivava-os a não desistirem e a trabalharem arduamente de modo a atingirem os seus objetivos e a realizarem os seus

sonhos. Na verdade, ao realizar este trabalho, apercebi-me que muitos de nós não percorrem os espaços e não olham com a devida atenção; existem tantas obrasprimas que ornamentam a nossa cidade pelas quais passamos, mas para as quais não olhamos nem as questionamos. Deste modo, espero que os alunos e todos os que habitam esta escola e outros espaços, ao observarem a exposição realizada pelo 10ºJ sobre este artista, tenham curiosidade em conhecer um pouco mais sobre ele e que passem a olhar atentamente e procurem saber quem está por trás das obras de arte (edifícios, esculturas, pinturas e pequenos registos, intencionais ou não) que dão vida e cor não só ao Porto, mas também às outras cidades. Rita Castro, 10ºJ

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Obras de Gustavo Bastos na cidade do Porto

1958 Sem título Relevo Cimento Átrio da Escola Secundária Aurélia de Sousa Fotografia Carmo Pires

1991 Monumento a Sá Carneiro Monumento Bronze e granito Praça Francisco Sá Carneiro Fotografia Rita Castro 10º J


Economia Iniciativas Empreendedoras Realizou-se a Feira Qualifica, na Exponor, promovida pelo Porto Futuro em parceria com a JAP, tendo participado diversos alunos de escolas do Porto. Foram selecionadas sete equipas das escolas participantes, sendo que duas delas pertenciam à nossa escola.

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esta competição, o desafio que tivemos que enfrentar consistiu na apresentação da ideia de negócio de mini-empresas criadas pelos alunos, no âmbito do projeto “A Empresa”. Este projeto da JAP está a ser desenvolvido desde o início do ano letivo nas turmas de 11º ano da área das ciências socioeconómicas, na disciplina de economia, com o objetivo de criar um produto inovador, projeto este que incentiva o empreendedorismo. Fomos acompanhados pela professora Clara Falcão. Ao longo da manhã, apresentámos o nosso trabalho ao público e fomos avaliados por um júri, constituído por cinco membros

Da esquerda para a direita: Miguel Pereira; Sther Souza; Maria Inês Camelo; Eva Vicente; Flávio Costa. Todos os alunos são do 11ºF.

ligados a empresas conceituadas, que transmitiu o feedback relativamente ao produto desenvolvido. O evento serviu não só para incentivar o já referido empreendedorismo jovem, mas também como preparação para a Feira (I)limitada que se irá realizar no mês de abril. Por fim, a experiência proporcionou uma “fuga à rotina”, melhorando as capacidades de interação com o público, levando a uma melhor noção do mercado. Sara Leal e Miguel Pereira , 11ºF

Da esquerda para a direita: Mafalda Gonçalves; Carolina Coelho; Amadeu Vieira; Inês Silva; Sara Leal. Todos os alunos são do 11ºF. .

Exposição de História

Comemoração do centenário do final da 1ª Grande Guerra

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Economia Innovation Challenge Cinco estudantes das turmas do 11º E e F, do curso de ciências socioeconómicas da escola secundária Aurélia de Sousa, acompanhados pela professora Clara Falcão, tiveram a oportunidade de participar na 6.ª edição do Innovation Challenge. Trata-se de uma iniciativa realizada no âmbito do programa Porto de Futuro e que é, desde o seu início, organizada em conjunto pela Câmara do Porto e pela Junior Achievement Portugal, organização sem fins lucrativos que inspira e prepara crianças e jovens para o sucesso na economia global.

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ste ano estiveram presentes cerca de 45 alunos de nove escolas secundárias do concelho do Porto, distribuídos em equipas de 5 membros que não se conheciam entre si, de modo a fomentar o espírito empreendedor dos jovens através do learning by doing. Foi-lhes proposto apresentar uma solução para o desafio lançado pela Câmara Municipal do Porto, recorrendo à ajuda de um conjunto de voluntários/consultores de negócios de diferentes áreas, possuindo apenas um curto espaço de tempo, cerca de 8h. Nesta edição, as equipas teriam de apresentar soluções e orientações para problemas que tenham identificado enquanto cidadãos europeus, no contexto da segurança, da migração, do desemprego jovem, da igualdade de género, da educação ou da prosperidade dos povos.

De todas as equipas que participaram na competição, apenas três foram premiadas com os seguintes prémios: o 3º lugar com bilhetes para o MEO Marés Vivas, o 2º lugar com colunas de som e o 1º com drones. Maria Inês, uma das alunas que teve a possibilidade de pertencer à equipa vencedora, e Flávio que, apesar de não ter ganho, partilha a mesma opinião, afirmam que estas iniciativas são, sem dúvida, algo a ter em conta na medida em que permite ajudá-los no seu futuro, ou seja, a desenvolver competências relevantes para o mercado de trabalho e ainda a aplicar os seus conhecimentos académicos num contexto de vida real. 16 de fevereiro de 2018 Profª de Economia, Clara Falcão

Foto da equipa vencedora e os respetivos prémios nas mãos, juntamente com os jurados. A 4ª aluna a contar da direita representou a nossa escola e pertence ao 11º F - Maria Inês Camelo.


Lá e Cá As aventuras e desventuras de uma nepalesa O que eu andei para aqui chegar ...

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A cidade da Sophiya é Bhaktapur O seu endereço é Suryabinayak - Bhaktapur

uando comecei a frequentar a ESAS, senti-me bem e mal ao mesmo tempo. Os meus amigos eram bons e os meus professores também. A minha escola antiga era pior. Os recursos de que disponho agora são melhores, mas o problema é a comunicação. Não compreendo a maior parte dos assuntos que os professores ensinam nas aulas e isto faz-me sentir muito mal. Quero estudar muito, mas a língua é um problema. No início, eu estava interessada em Artes e disse ao meu pai, mas ele queria que eu seguisse Ciências e eu aceitei. Agora estou preocupada com as minhas notas, mas tento dar o meu melhor. Estou a gostar de Ciências, porque fazemos experiências e eu gosto disso. Na minha família somos cinco, com a minha cunhada. Tenho dois irmãos mais velhos. Tive que viver com os meus irmãos e com a família do meu tio no Nepal. O meu pai e a minha mãe já viviam em Portugal há nove anos. Quando houve um grande tremor de terra no Nepal, o meu irmão e a minha cunhada foram para a Austrália e eu fiquei sozinha com os meus tios e primo. Nessa altura, falei com o meu pai e disse-lhe que queria viver com eles e, por isso, aqui estou. Se eu soubesse que ia frequentar uma escola portuguesa, teria esperado lá mais três anos para acabar o ensino secundário. Sempre quis ser médica e o meu pai também quer. Atualmente quero estudar muito para realizar os meus sonhos e os do meu pai. Sophiya Neupane – 10ºB A partir de entrevista realizada pelas profªs Graça Martins e Isabel Trigo o devanágari (escrita nepalesa) é escrito da esquerda para a direita

O Nepal é um pequeno país ao norte da Índia e ao pé da gigantesca cadeia de montanhas do Himalaia, onde fica o monte Everest , o ponto mais alto do planeta. Uma nação milenar, pobre e com uma cultura fascinante. Embora pequeno o Nepal é formado por vários grupos étnicos que falam diversos idiomas. Com a população dividida entre praticantes do Hinduísmo (majoritário) e Buddismo (principalmente a Tradição Tibetana), muita gente não sabe que o Nepal é o país de nascimento do BUDDHA. https://heravadaforall.wordpress.com/2010/

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Bhaktapur


DIA DA BIOLOGIA na ESAS

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Dia da Biologia, no âmbito da comemoração da morte do cientista Robert Hooke, em 3 de março de 1703, decorreu no dia 2 de março de 2018, pelo facto do dia 3 coincidir com um sábado. A dinamização esteve a cargo do Lugar da Ciência, grupo 520, Núcleo de estágio da ESAS e alunos do 10ºB e do 11ºC. Incluiu atividades variadas: Pedypaper biológico alunos de 7º e de 8º ano; Jogo lúdico “Quizz4You” Ciências - alunos de 9º ano; Jogo BIOGESTO - alunos de 10º ano; Visualização do documentário da BBC “Victim of genius” – vida de Robert Hooke alunos de 11º ano e 12º ano do Curso de Ciências e Tecnologias. Os laboratórios 1 e 2 estiveram abertos à comunidade para observação de preparações microscópicas de infusões, videomicroscopia e exposições sobre a evolução do MOC e de modelos tridimensionais de células e de moléculas de DNA. No átrio estiveram expostos posters, elaborados pelos alunos do 10ºB, sobre a biografia do Robert Hooke e sobre a evolução do MOC desde o século XVIII até à atualidade. Foram distribuídos marcadores de livros “Robert Hooke” aos alunos do 7º e do 8º anos. As verbas utilizadas foram provenientes do lucro da Feira de Minerais que ocorreu na Semana da Ciência e da Tecnologia.

Observação ao MOC (Microscópio Ótico Composto) pelos alunos de 7º ano e exposição dos modelos tridimensionais de DNA.

Profª Lucinda Motta Coordenadora dos grupos 230 e 520 Preparação microscópicas realizadas pelos alunos de 10ºB

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Robert Hooke (1635 – 1703) foi um cientista inglês

Robert Hooke (Ilha de Wight—18 de julho de 1635 | Londres—3 de março de 1703). Professor na Universidade Oxford, tem o seu nome associado à descoberta da célula e a uma importante Lei da Física, a Lei de Hooke, relacionada com a elasticidade de corpos. Serve para calcular a deformação causada pela força exercida sobre um corpo. A célula foi descoberta, em 1669, por este cientista inglês ao observar um pedaço de cortiça num microscópio de duas lentes. Hooke conseguiu visualizar pequenas cavidades na cortiça, nomeando tais cavidades de células, o que, na realidade, eram uma espécie de “esqueleto das células”, uma vez que cortiças são formadas por células mortas. Publicou as suas observações num trabalho chamado "Micrographia".


Exposições - visitas José Almada Negreiros As turmas A e B, do 9º ano, no âmbito da disciplina de Educação Visual foram ao Museu Nacional Soares dos Reis, para visitar a exposição: "JOSÉ ALMADA NEGREIROS: DESENHO EM MOVIMENTO", que reuniu cerca de 90 trabalhos que dão conta da importância da linguagem cinematográfica na obra plástica desta figura considerada ímpar do modernismo português.

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O trabalho que mais gostei chama-se “maternidade” e consiste numa série de desenhos rápidos a grafite que representam uma mãe a brincar com o seu bebé.” Com alguns autorretratos, descobrimos que Almada tinha um sentido de humor muito forte, pois representava-se sempre com olhos muito grandes e de cara séria.” André Santos, 9º B

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A guia que nos acompanhou explicava sempre o que estava por detrás de cada obra, o que fez com que entendêssemos melhor os diferentes pontos de vista de cada obra.” Achei esta visita de estudo interessante, pois foi uma aula diferente e ajudou-nos a conhecer melhor uma pessoa importante no mundo da arte” Inês Maltês ,9º A

Com esta experiência, pudemos concluir que Almada Negreiros era um artista talentoso que trabalhava em vários campos da arte, desenvolvendo os seus conceitos artísticos, avançados para a época.” Tomás Cardoso,9º A Profª Paula Cunha - Educação Visual

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Rua Santos Pousada , 1222 4000-483 Porto Tlf. 225029821


Exposições - visitas Visita guiada à Fundação Instituto arquiteto Marques da Silva Encontro com um espaço da cidade - a descoberta de um conjunto patrimonial de proximidade: o palacete e a Casa Ateliê do arquiteto Marques da Silva

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uitos de nós percorrem há muito tempo este lugar da cidade e interrogam-se sobre o silêncio imposto pelas duas fachadas, modelos que nos remetem para outros códigos sociais, para outros tipos de “habitar”. A leitura formal destes espaços físicos indicia diferentes tipologias de edifícios – o palacete nº 30 de Oitocentos e a casa ateliê Marques da Silva de Novecentos – na praça Marquês de Pombal - o logradouro sugerido pelos muros e portões das ruas Latino Coelho e Gil Vicente suscitam interrogações e idealizações várias dos espaços de intimidade de diversas gerações. Pontualmente abre-se uma porta, alguém entra ou sai e num momento vislumbra-se parte de um espaço que se quer descobrir. Este foi o espírito subjacente à visita organizada para alunos e professores da escola Aurélia de Sousa à Fundação Instituto

arquiteto Marques da Silva, no âmbito da semana das Humanidades, vocacionada para questões várias relativas ao património edificado. A Dr.ª Paula Abrunhosa orientou o percurso pelo espaço arquitetónico e arquivístico, privilegiando a contextualização e a leitura do património através do diálogo permanente. Houve uma preocupação em estabelecer relações entre passado e presente, interiorizar o papel dos indivíduos e dos grupos nas dinâmicas económicas, sociais, culturais e artísticas, problematizar questões de ordem estético-funcional através da leitura orientada dos espaços visitados. Profª Carmo Pires - História de Arte

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Alunos do 10ºJ Foto do prof. António Carvalhal

Alunos do 10ºJ Foto do prof. António Carvalhal Alunos do 12ºG Foto profª Maria João


Parlamento dos jovens

Homem e mulher ainda não são pesados da mesma forma? Mas vivemos em que século? Sabias que Portugal tem a quinta menor percentagem de mulheres no Governo da UE? E sabias que as portuguesas ganham, em média, 82,5 cêntimos por hora, ao passo que os homens ganham um euro para o mesmo tempo de trabalho? Basta! Queremos igualdade entre homens e mulheres na sociedade. E é esse o tema deste ano do projeto Parlamento Jovem - a Igualdade de Género!

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O projeto começou com cerca de cinco pessoas, mas rapidamente a mensagem espalhou-se e, quando demos por nós, já eramos 20 jovens (mais um elemento do Ensino Básico) a querer embarcar nesta causa. Com tantas cabeças a fervilhar de ideias, decidimos, então, que por uma questão de organização e comunicação, o ideal seria a criação de duas listas. E como iríamos separar os membros? … por afinidades, por método de trabalho... Pois bem, a divisão dos membros foi quase como na gíria popular se diz: “Às três pancadas!”. Formadas as duas listas, estávamos em condições de nos debruçarmos sobre o assunto. Agora, falando pela Lista B, lista à qual pertencemos, as nossas reuniões decorreram sempre num ambiente bastante tranquilo e bem-disposto. Estávamos constantemente a criar “minidebates” para trocarmos ideias sobre quais as medidas a propor.

19 l Jornalesas abril 2018 l L

Parlamento dos Jovens foi para muitos de nós o primeiro contacto direto com a política, onde este conceito da igualdade de género se aplica perfeitamente.


Parlamento dos jovens Sendo a Igualdade de Género um tema muito amplo, o problema inicial foi decidir quais seriam os campos a trabalhar. Depois foi procurar informação, quer estatística, quer judicial e falar com a comunidade. E partimos para a construção das propostas que teriam de ter, a nosso ver, um carácter revolucionário e eficaz. Foram três meses de trabalho árduo (mas ao mesmo tempo, com os seus momentos de descontração). Para além de ganhar o debate, era, sem dúvida, o nosso objetivo pôr a comunidade a pensar e expor as nossas ideias: Sermos ouvidos e quererem-nos ouvir!

1ª fase DEBATE — 23 de janeiro

20 l Jornalesas l abril 2018 l L

O debate, que teve lugar no auditório da ESAS, começou pelas 15h00. As duas listas estavam a fervilhar para mostrar as suas ideias. O debate iniciou –se com um membro de cada lista a introduzir o tema e a apresentar as suas medidas. Assim, o auditório teve ocasião de participar no debate, questionando ambas as listas e dando o seu parecer . Efetivamente, perante o interesse e grande adesão do público, o tempo foi pouco para a enorme vontade de expressar a opinião sobre o assunto. No fim do debate, teve lugar o ato eleitoral aberto a todos os alunos do ensino secundário, entre as 16h00 e as 18h30. A afluência foi grande e os alunos manifestaram a sua preferência pela Lista B, dando-lhe a vitória, com 103 votos. Não obstante, a Lista A também teve o seu mérito reconhecido com 81 votos. É importante relembrar que, mais do que uma vitória, foi o enriquecimento sobre este tema e a oportunidade que nos deram, de ter voz sobre um assunto tão polémico nos dias de hoje, que é a Igualdade de Género. Agradecimentos: Queremos deixar o nosso agradecimento às três professoras Alda Macedo, Julieta Viegas e Paula Magalhães, que nos motivaram e continuam a motivar, para este projeto. Em nome da lista B, queremos também agradecer aos professores António Catarino e José Soares, pela revisão que efetuaram ao nosso trabalho. Por fim, queremos agradecer à escola e à comunidade em geral por nos ouvirem e por fazerem parte do primeiro passo deste projeto que acreditamos que tem pernas para andar.

PROJETO DE RECOMENDAÇÃO PARLAMENTO DOS JOVENS – IGUALDADE DE GÉNERO EXPOSIÇÃO DOS MOTIVOS:

1.

Portugal encontra-se na 21.ª posição, com 56 pontos, na tabela da Igualdade de Género na Europa-28. O ranking, elaborado pelo Instituto Europeu para a Igualdade de Género (EIGE), avalia fatores como saúde, dinheiro, poder, educação, trabalho e tempo.

2.

Em ambiente escolar, não existem suficientes momentos de partilha e discussão - nem mesmo na disciplina de Formação Cívica, grande parte das vezes sumariada com questões burocráticas da turma ou visionamento de filmes. Desta forma, o espírito crítico e o “pensar fora da caixa” não estão a ser cultivados na grande maioria dos alunos, como expectável no século XXI. Se assim acontecesse, rapazes e raparigas saberiam, desde sempre, que ambos os sexos têm a extraordinária capacidade de pensar, de fazer desabrochar um raciocínio e de agir em conformidade com as suas opiniões. Ambos os sexos têm capacidades de argumentar e têm vontade, poder de ação, ideias e visão para assumir qualquer cargo na sociedade. Para se alcançar a igualdade de género não é necessário discutir diretamente a igualdade a género. As novas gerações precisam de crescer já com a perceção de que são, efetivamente, iguais ao sexo oposto, para no futuro o problema se desvanecer. Para isso, é apenas necessário mais tempo para pensar e discutir.

3.

De acordo com dados divulgados pela CIG, em 2015, as mulheres ganharam, em média, €824.99 de remuneração mensal; no entanto, os homens receberam, em

média, €990.05. Com isto, assistese a uma diferença salarial de 16.7% (€165.06). É ainda possível observar-se que o gap salarial entre géneros aumenta quanto maior for o nível de qualificação

4.

A discriminação permanece muito presente quanto à progressão na carreira. As mulheres continuam a ser discriminadas e prejudicadas, principalmente pela possibilidade de engravidar, que leva a que disfrutem de uma licença. 5. CIG e IGFSE são entidades interessadas em colaborar na mudança desta realidade e, portanto, poderão auxiliar a financiar investimentos necessários.

6.

A Desigualdade de Género é um fenómeno ainda muito presente em Portugal, também devido ao envelhecimento da população. População essa que carrega às costas uma mentalidade conservadora, tradicional e, até, ligeiramente retrógrada e desajustada – talvez justificável pela idade. Perante este cenário, é inequívoco que se a mentalidade jovem for revertida, no futuro o problema será eliminado, uma vez que os jovens de hoje são os futuros idosos. No entanto, os idosos de hoje existem e merecem que lhes seja revelada a mentalidade atual. Através do poder da Publicidade, que move mundos, será certamente possível tocar em todos os grupos etários da sociedade e moldar a sua maneira de pensar sobre o assunto.


Parlamento dos jovens MEDIDAS PROPOSTAS: 1. Debruçar sobre o Ensino! No Ensino Básico, todos os docentes responsáveis pela disciplina de F. Cívica, devem beneficiar de Ações de Formação e do acesso a uma plataforma online com materiais (vídeos, questionários, temas-debate) para auxiliar/dinamizar a abordagem dos diferentes temas do programa, incluindo IG. No Secundário, abordagem obrigatória de assuntos de carácter social (como IG, entre outros) passaria a integrar o programa de forma transdisciplinar - como hoje é lecionada Ed. Sexual.

2. É obrigatoriedade do Estado salvaguardar uma verba do orçamento a ser aplicada em Campanhas de Sensibilização. O molde das mentalidades e o apelo à mudança seria conseguido através de outdoors, anúncios televisivos, spots de rádio, flyers (p/ ex: criação de um MINUTO UNI-SEXO a ser transmitido em horário nobre diariamente). Os "media", quando originais e arrojados, têm um poder desmedido e são capazes de despertar e mobilizar massas.

Lista B, do Parlamento Jovem - 1ª fase

2ª fase REALIZAÇÃO DAS SESSÕES NOS DISTRITOS

O João Luís Carvalhal, A Inês Sincero e o João Carlos Pires representaram orgulhosamente a ESAS na sessão Distrital, que decorreu no Auditório Municipal de Gaia, onde viram aprovadas pela Assembleia, uma das suas propostas para ser debatida em Lisboa na Assembleia da República (AR) em 14/15 de maio na sessão de Lisboa (coluna da esquerda — texto a sombreado). Carolina Barros 12ºH e Rosa Costa 12ºF

21 l Jornalesas l abril 2018 l L

3. Promover a IG das empresas, levandoas ao cumprimento rigoroso do Código do Trabalho. No posto laboral, é impensável que duas pessoas no mesmo patamar de hierarquia e desempenhando as mesmas funções, não disfrutem dos mesmos direitos (salário, possibilidade ascensão, tratamento) por serem de sexos diferentes. Contornando as quotas, aquilo que propomos é uma penalização (p/ex: multa) da empresa, em caso da desigualdade de género se verificar. Implica um aumento da fiscalização (ex: quinquenal).


notícias do mundo

Think green,think clean! Reduce the waste According to Eurostat in the year of 2015 we generated about 477 kg of waste/person/year. As we know waste is not only an environmental problem, but also an economic loss. There are some steps we can take to reduce waste, for example:

   

Donate or sell your old clothes; Get involved and star to make a difference; Get involved and start making a difference; Don’t throw food away, donate it or keep it for the next day.

Sweden, a green country! Sweden recycles almost 100% of their household waste. They turn waste into energy, and use it so much that they even have to import

Monaco, a not-so-green country! According to a study Monaco got involved and started making a difference; has the biggest index of pollution, this means that for a country with 202 ha they pollute a lot!

Made by: Catarina Aires, Mariana Pereira e Pedro Alves , 11ºC

O seu Livreiro . . .em Rio Tinto

22 l Jornalesas l abril 2018 l L

R. Fernão Magalhães,610 – 4435-246 Rio Tinto

Tel.: 224 898 460 - cavadanova@gmail.com


Arte l que dizem as telas?

Joaquim Vitorino Ribeiro “Mártir Cristão”, 1879 - Óleo sobre Tela

O que sentem quando olham para o quadro? Que atitude tomam perante este corpo? A primeira emoção que me assaltou quando vi o quadro foi choque. Senti que o quadro era um pouco agressivo. Depois de uns minutos de contemplação, a obra começou a transmitir-me um pouco de calma e tranquilidade. De seguida, comecei a sentir impulsos para, se estivesse, realmente, perante este corpo, lhe segurar nas mãos, de modo a tentar aquecê-las, até afagarlhe o cabelo, talvez, e cobrir-lhe os pés com a pele que se apresenta sobre as suas pernas. Como imaginam o local? Um sítio calmo, silencioso ou barulhento, pequeno ou amplo. Acham que está muita ou pouca gente, um ambiente familiar ou desconhecido? Imaginei, imediatamente, um lugar amplo e sereno, mas, simultaneamente, um pouco pesado. Consegui visualizar uma sala vazia e despida de qualquer ornamento ou decoração. O quadro transmitiu-me, ainda, que seria um local sossegado e silencioso, com poucas pessoas presentes.

Pensam que é o corpo de uma rapariga ou te a ideia de morte, e mesmo o rosto de um rapaz? não tem um tom vivo. O quadro, no Neste ponto, houve controvérsia no grupo. seu todo, apresenta um tom cinzento, Assumi que fosse uma rapariga pela o que me sugere, também, o fim da feição das mãos, particularmente. Pavida. Porém, os pés, os braços e o pesrecem suaves e delicadas. Chamaram a coço já não me suscitam a mesma reaatenção para os pés, que têm um aspeção, apresentando uma cor mais próto grosseiro e grande, porém não enpria de quem ainda vive. tendi este pormenor dessa maneira. O O que vos transmite aquele círculo amarerosto sugere-me, também, feições de lo à volta da cabeça do corpo? um ser feminino. A guia assegurou que Sabendo o nome to tema, todos nos incliseriam ambas as situações possíveis. namos para a ideia de que seria um Notam agressividade ou serenidade em tipo de auréola. Porém, o facto de ter objetos ou cores? um aspeto mais bidimensional transmiA resposta revelou-se afirmativa, por parte te-me uma certa estranheza, pois não de todos os visitantes, referindo-se o parece integrar-se no quadro. vermelho das mangas da camisa do mártir, sugerindo o sangue, a agressivi- Com poucas mais perguntas e reflexões, a dade, e a pele de animal que se enconcontemplação desta obra deu-se por tra sobre as pernas do corpo, tendo um terminada. Apreciei bastante o tipo de aspeto forte e grotesco. visita que acabamos por realizar, pois Será que a pessoa está morta ou apenas a foi algo diferente, algo que me ensinou dormir? a olhar para uma obra de arte e a expeNão houve, nesta pergunta, uma resposta rienciá-la. Concluiu-se uma visita vivenunânime. Para mim, não foi também ciada, contemplativa, que proporcioclaro, mas tendo para a resposta de nou a reflexão e novos conhecimentos. que o corpo se encontra sem vida. A mão esquerda apresenta uma cor esMarta Gonçalves, 12ºG branquiçada e fria – o que me transmi-

23 l Jornalesas l abril 2018 l L

A turma 12º G realizou uma visita guiada ao Museu Soares dos Reis, no Porto, no âmbito da disciplina de História. Com o objetivo de aplicar os conhecimentos sobre o Naturalismo e sobre o Modernismo na arte portuguesa, a turma foi surpreendida com uma “visita experiencial” ou “de vivência”. Divididos em dois grupos, ao alunos foram encarregados de selecionar dois quadros, um que se inserisse na corrente do Naturalismo, e outro no Modernismo. A visita foi, assim, focada em apenas duas obras, mas que proporcionou um bom conhecimento sobre como se pode “viver” uma composição. Seguirá uma pequena análise de uma das obras escolhidas, seguindo as perguntas que a guia realizou à turma.


livros O Engenhoso Fidalgo D. Quixote de la Mancha de Miguel de Cervantes

Q

ue outro livro dará mais vida ao termo “literatura acrónica” se não esta majestosa obra escrita pelo espanhol, Miguel de Cervantes? Ainda que muitos não tenham lido os 126 capítulos que integram este romance, já todos ouvimos falar deste macérrimo cavaleiro e do seu aliado mais fiel, Sancho Panza, seja em séries televisivas, em outros livros ou mesmo em filmes. Tendo a Primeira Parte sido publicada em 1605, a edição integral só viria a ser completada em 1615, com o lançamento da Segunda e última Parte. O livro surge numa época de grande inovação para a ficção em Espanha. Foi após escrever diversos dramas que Cervantes urde esta magnânima e cómica crítica aos romances de cavalaria que até então dominavam o paradigma literário. É através do uso de uma ridícula personagem que o escritor satiriza os arquétipos e o padrão repetitivo em que esta forma de literatura se havia tornado. O da Triste Figura e o célebre Rocinante percorreram Espanha quase completa, juntamente com Sancho Pança e o seu jumento, à procura da tão célebre dama Dulcineia do Toboso, bem como uma ilha para erguer Sancho governador. As aventuras e desventuras de Sancho Panza e seu amo, onde cada uma das quais com um valor de crítica e análise social, literária e filosófica, foram uma delícia para mim ao longo de um mês. Um livro longo de mais na sua extensão, mas de importância literária incontornável, já que em 2002 foi escolhido como a melhor obra de ficção de todos os tempos. José Miguel Barbosa, 11ºG

O Enigma do Sapato de Agatha Christie

24 l Jornalesas l abril 2018 l L

A

gatha Christie é provavelmente a escritora policial mais famosa do mundo. Entre as suas criações, destacam-se dois detetives: o excêntrico Hercule Poirot e a velhinha Miss Marple. O Enigma do Sapato é uma fantástica obra, onde se destaca o inteligente Hercule Poirot, com os seus excecionais dotes de observação e poder de dedução. Este, como tantas outras pessoas, teme estar sentado na cadeira do dentista. Contudo, parece que mais motivos de receio deveria ter o dentista, porque, após a sua consulta com o simpático Dr. Morley, chegou aos ouvidos de Poirot que o dentista tinha sido encontrado morto no seu consultório. Quando Poirot e Jap analisaram o corpo e a cena do crime, todos os indícios apontavam para suicídio. Mas Poirot não acredita na explicação oficial das entidades policiais, por isso decide

interrogar todos os pacientes e colegas até descobrir o assassino do Dr. Morley. Outros crimes, porém, se seguiriam, complicando mais o caso e a investigação do detetive belga: o assassinato de Mr. Amberiotis, um grego envolvido em espionagem, e o assassinato de Miss Sainsbury Seale. Mas Poirot dá provas de invulgar persistência, nunca desiste de tentar encontrar o culpado e acaba por descobrir o assassino das três vítimas. Esta obra, além de particularmente bem escrita, está repleta de mistério, deixando o leitor ansioso por saber o que acontecerá a seguir. Torna-se, por essa razão, uma leitura agradável e absorvente, para público de qualquer faixa etária.

Margarida Reis, 8ºE


Associação de estudantes

Conselho Fiscal: Presidente: Bruna Correia Vice: Tiago Romeu Secretário: Inês Costa

atentos! E, muito importante: não tenham vergonha de vir bater à nossa porta, entrar, sentar e propor-nos atividades, desafios e alterações. Ninguém entende melhor as aspirações e frustrações dos jovens e estudantes do que os próprios jovens estudantes. Portanto, não se esqueçam, somos a vossa voz. Daqui fala-vos a vossa Associação… e faremos o possível para corresponder às vossas expectativas enquanto Estudante. “ Associação de Estudantes

25 l Jornalesas l abril 2018 l L

Presidente: Joana Ribeiro Vice: Daniela Dias Secretário: Carolina Oliveira

É

bom sentir que a missão do ano passado foi cumprida com sucesso. Caso contrário, não teríamos a oportunidade de nos intitular a vossa AE já há dois anos consecutivos. Resta-nos, então, agradecer-vos. Obrigada por, mais uma vez, terem acreditado no potencial deste grupo que, tal como qualquer aluno, quer o seu melhor para a sua escola. Dia após dia, vamos conseguindo pequenas vitórias para a nossa ESAS e mais mudanças e eventos estão no nosso horizonte de planos. Por isso, fiquem

Email: porto.antas@naomaispelo.pt

Assembleia Geral

“ Daqui fala-vos a vossa Associação de Estudantes!”

Tel/Fax.: 225 024 938 / Tlm.: 911 710 979

Presidente: Marta Coutinho Vice: Rita França Vice: Tomás Mariz Secretário: Inês Sincero Secretário: Nuno Almeida Vogal: Giovanna Cifali Vogal: Rui Teixeira Vogal: Raquel Monteiro Vogal: Ana Lúcia Soares

Rua Santos Pousada, 1204 - 4000 – 483 Porto

Direção


Desporto - Os nossos campeões

O

26 l Jornalesas l abril 2018 l L

Guilherme Cunha Fernandes Almeida é aluno da ESAS desde o 7ºano, frequenta atualmente o 10ºano turma E, na área de Ciências e Tecnologia e treina diariamente Atletismo nas instalações da FADEUP, no Clube – Escola do Movimento. Ao abrigo de um protocolo do Desporto Escolar, o Guilherme participa também em competições escolares pelo Clube de Atletismo da Associação de Escolas da Maia, visto que a nossa escola não oferece esta modalidade. O destaque surge na sequência do bom resultado que obteve na modalidade de salto em comprimento, numa Prova de Desporto Escolar, em que fez um salto de 6,53 m. Esta marca garantiu-lhe a qualificação para os Mundiais que se realizarão em Marrocos no próximo mês de maio. No seu palmarés já figuram vitórias importantes, tais como, 100 M Barreiras, 100 M Estafeta, Megasprint (2017), obteve ainda o 2º lugar no salto em comprimento na categoria de Iniciados Masculinos. Acreditamos que vai defender com toda a dignidade o nosso País. Estamos muito orgulhosos e desejamos-lhe todo o sucesso para o enorme desafio que vai ser a Prova do Mundial em Marrocos. Até lá, muita concentração e trabalho o esperam. O Jornalesas dará conta do seu desempenho no próximo número. A equipa jornalesas

Rua da Alegria, 930 4000-132 Porto 225 370 005 - 963 020 345 937 085 980

Loja Mercado Bom Sucesso 913 550 552

Rua Aurélia de Sousa,49


2

Para uma reflexão sobre Cinema e Património

5

Uma pessoa cheia de pessoas dentro

6

Joel Cleto na ESAS

7

Sócrates

8

Que tipo de europeu sou eu?

10

Gustavo Bastos

11

Economia

13

Lá e Cá

14

Dia da Biologia

16

Exposição Almada Negreiros

17

Exposição Marques da Silva

18

Parlamento dos jovens

19

Notícias do mundo

22

Arte: que dizem as telas?

23

Livros

24

Associação de Estudantes

25

Desporto

26

3ª Semana das Humanidades

27

Filosofia Dramatização da “Apologia de Sócrates”

Conferência de Abertura: " O património cultural europeu” Pelo Dr.Pedro Braga de Carvalho

5ª feira, 25 janeiro

POETRIA – O projeto cultural de uma livraria “gourmet”. Por Dina Ferreira (a confirmar)

4ª feira, 24 janeiro

"Um Porto de lendas. A importância do Património Imaterial" pelo historiador Joel Cleto (ISAG) Apoio “Porto Canal".

Concurso literário 2018 “Os quadros também contam histórias…” “Brincar através dos tempos…” "O cinema enquanto Património cinematográfico e registo/conhecimento de Património" Visitas Guiadas à Fundação arquiteto Marques da Silva (casa ateliê e palacete) Exposição “Douro, a Herança cultural no presente e no futuro” Exposição fotográfica e outras memórias ligada às Comemorações do final da 1 Guerra Trabalho sobre o escultor Gustavo Bastos

3ª feira, 23 janeiro

2ª feira, 22 janeiro

27 l Jornalesas l abril 2018 l L

13ª Semana da Ciência e da Tecnologia

Pedro Frias, ex-aluno da escola e actor Teatro do Bolhão por António Capela (Diretor artístico do Teatro do Bolhão)

Conferência Geografia “Douro, a Herança cultural no presente e no futuro”. Pelo enólogo José Luís Moreira da Silva

6ª feira, 26 janeiro

CONFERÊNCIAS e atividades - SEMANA DAS HUMANIDADES 2018

índice


Editorial FICHA TÉCNICA Pode a guerra na Síria transformar-se num conflito à escala mundial? Guerra de palavras antecipa ataque de efeitos imprevisíveis… …a barbárie de Damasco questiona a Europa nos seus valores fundamentais. Estas e outras afirmações, do mesmo teor, acompanham as notícias que diariamente nos chegam através de todos os meios de comunicação. A Europa é confrontada com gravíssimos problemas políticos, económicos e sociais, que abalam os seus fundamentos enquanto comunidade e abrem uma crise de identidade que torna quase impossível encontrar respostas no âmbito de uma política comum. Não é certamente indiferente a este contexto a nomeação pela ONU, para 2018, do Ano Europeu do Património Cultural. A redescoberta de um património civilizacional alicerçado em valores estruturantes da identidade e da memória coletiva pode - e deve - contribuir para reacender a consciência de uma herança cultural comum, que nos identifique e nos comprometa, contribuindo para o reforço da coesão europeia. Foi nesta linha de questionamento que entendemos ser do maior interesse adotarmos o Ano Europeu do Património Cultural como tema agregador da nossa 3ª Semana das Humanidades. E a procura de respostas levou-me à leitura de uma brochura fundamental, da autoria de George Steiner – figura maior da cultura europeia -, intitulada “A ideia de Europa”, que não posso deixar de aqui referir, e que resultou de uma conferência que foi convidado a fazer num instituto holandês - o Instituto Nexus – centro de topo de cultura europeia, voltado para o estudo e discussão de questões filosóficas, estéticas, musicais e artísticas. Coube ao Diretor e fundador deste instituto, Rob Riemen, fazer uma introdução ao livro, que intitulou “A Cultura enquanto Convite”. Justificando que “o coração da cultura está nas obras clássicas e intemporais”, afirma ser “próprio das grandes obras o facto de nos questionarem, de nos exigirem uma reação”. (…) “Há uma ligação entre a linguagem e a política, entre a cultura e a sociedade. É essencial ser elitista – mas na aceção original da palavra: assumir a responsabilidade pelo “melhor” do espírito humano. (…) Ser elitista, explicava Goethe, significa ser respeitador. Respeitador do divino, da natureza, dos nossos semelhantes e, portanto, da nossa própria dignidade humana.” Apontando Steiner como exemplo, refere como permaneceu sempre fiel ao seu próprio código moral intelectual, à sua vocação de “convidar os outros para o sentido” sem ceder ao niilismo, ao populismo ou à politização, concluindo que “uma sociedade que não cultiva as grandes ideias humanas está condenada a cair, uma vez mais, na violência e na autodestruição.” Esperamos que esta Semana das Humanidades, com todas as suas propostas, tenha contribuído para este “convite para o sentido”. Recebemo-lo dos nossos convidados, a quem temos de agradecer a forma generosa como partilharam connosco o seu tempo, conhecimentos e experiência, assim como de todos os alunos e professores, que, com empenho, entusiasmo e criatividade se multiplicaram em atividades e projetos. Todos sentimos que valeu a pena. Para o ano, há mais! Luísa Mascarenhas Prof.ª Bibliotecária (Coordenadora das Bibliotecas do AEAS)

Coordenadores: António Catarino (prof.), Carmo Rola (profª), Julieta Viegas (profª) e Maria João Cerqueira (profª) Revisão de textos: Maria João Cerqueira (profª) Capa: Desenho de um pormenor do painel de Gustavo Bastos que decora o átrio da Escola Secundária Aurélia de Sousa Carmo Rola (profª) Paginação e Maquetagem: Julieta Viegas (profª) e Rosa Costa (12ºF)

Equipa redatorial: Ana Mafalda, 11ºH, Ana Resende, 11ºH, André Santos, 9ºB, Associação de estudantes, Carlos Morais (prof.), Catarina Aires, 11ºC, Catarina Cachapuz (profª), Carolina Barros, 12ºF, Carmo Pires (profª), Clara Falcão (profª), Graça Martins (profª), Guilherme Cunha, 10ºE, Fátima Alves (profª), Inês Maltês, 9ºA, Inês Sincero, 12º G, Isabel Trigo (profª), José Miguel Barbosa, 11ºG, Julieta Viegas (profª), Lugar da Ciência, Luísa Mascarenhas (profª), Lucinda Motta (profª), Mariana Pereira, 11ºC, Margarida Reis, 8ºE, Marta Gonçalves, 12ºG, Miguel Pereira, 11ºF, Mª Fátima Alves (profª), Mª João Cerqueira (profª), Paula Cunha (profª), Pedro Alves, 11ºC, Rita Castro, 10ºJ, Rosa Margarida Costa, 12º F, Sandra Brás (profª), Sara Leal , 11ºF, Sophiya Neupane, 10ºB e Tomás Cardoso, 9ºA. Financiamento: Estrela Branca l Pão quente, pastelaria; Helena Costa l cabeleireiro; Susana Abreu | cabeleireiros, estética e cosmética; UrbanClinic l Estética; Papelaria Cavada Nova l materiais de escritório e livreiro ; Mundo Escolar l jogos didácticos; Neveiros l Gelados artesanais e Escola Secundária/3 Aurélia de Sousa.

abril. 2018 http:// www.issuu.com (pesquisa: jornalesas)

ESCOLA SECUNDÁRIA/3 AURÉLIA DE SOUSA Rua Aurélia de Sousa - 4000-099 Porto Telf. 225021773 equipa.jornalesas@gmail.com

1,00 €

blog da biblioteca http://bibliotecaesas.blogspot.pt/

Os textos para a edição L ( 50 ) do Jornalesas foram redigidos segundo as normas do acordo ortográfico

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Jornalesas abril 2018 final 3  

Jornal oficial da Escola Secundária/3 Aurélia de Sousa, Porto

Jornalesas abril 2018 final 3  

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