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DEZEMBRO 2013

EDIÇÃO XXXVII


Dia do Diploma

Eduardo Cunha do 9ºano, recebendo o Diploma da Diretora de Turma , professora Ondina Duarte

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na qualidade de presidente do Conselho Geral Transitório, sem, no entanto, esquecer a de professora, que me dirijo a esta assembleia para saudar todos quantos aqui hoje são homenageados. Esta homenagem, que aqui junta um apreciável número de pessoas, decorre de um êxito que pertence sobretudo aos alunos, mas também às suas famílias — que tantas vezes sacrificaram outras prioridades em prol dos seus educandos. Pertence também aos professores que os ensinaram, que os ajudaram a educar e a crescer, e também ao pessoal não docente, com quem compartilharam e sua vivência escolar e, não raro, os seus problemas pessoais. Associo-me, pois, nesta hora ao orgulho, à alegria da comunidade Aurélia de Sousa. Destaco, em primeiro lugar, todos os alunos que se evidenciaram pela excelência das suas classificações e igualmente aqueles que se distinguiram por qualquer atitude meritória: quer por ações de solidariedade para com

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companheiros com maiores dificuldades; quer pela capacidade de ultrapassarem obstáculos e/ou inseguranças iniciais; quer por terem representado, com empenho, o corpo discente nos órgãos de gestão da escola: ou quer ainda por terem dignificado o nome da Aurélia de Sousa em iniciativas de âmbito nacional ou até internacional. A todos estes alunos, alvo aqui e agora do reconhecimento da Escola, quero endereçar as minhas felicitações de forma calorosa. Que essa postura dinâmica, e esse posicionamento ético persistam e extravasem os muros da Aurélia de Sousa. Que deem frutos lá fora no vosso quotidiano. O país necessita de cidadãos com o vosso perfil. É também de toda a justiça enaltecer os alunos que, connosco, terminaram o nível secundário de educação, que, connosco, passaram tanto tempo das suas vidas! Faço votos que os ensinamentos que aqui “interiorizaram” sejam passaporte para um percurso de vida gratificante, para uma carreira profissional que abracem com a dedicação que aqui, certamente, reconheceram e na qual se sintam humanamente realizados.

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A Presidente do Conselho Geral Transitório Professora Olga Moutinho ESAS, 4 de outubro 2013


O melhor aluno… Tiago Monforte

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Tiago foi aluno da Aurélia de Sousa desde o 7ºano, oriundo do Colégio da Paz. A sua escolha do curso do ensino secundário recaiu na área de Humanidades. Com uma média interna de 20 valores no 12º ano, foi considerado o melhor aluno da escola no ano letivo 2012/2013. Recentemente ingressou no ensino superior, mais concretamente em Direito, na FDUP (Faculdade de Direito da Universidade do Porto). É ainda um regular praticante de judo.

Quem é o Tiago?

Tiago Monforte O melhor aluno da Escola Secundária Aurélia de Sousa

Por que razão optaste pelo curso de Humanidades? Sentiste algum tipo de dificuldade na escolha da tua área profissional? A minha opção teve como base dois pontos distintos: o meu interesse pela advocacia e o desejo de possuir o meu próprio espaço e de o fazer atingir uma grande dimensão. Sempre tive a necessidade de ter uma área privada, de fazer as coisas à minha maneira. Optei pela advocacia por ser um curso mais abrangente, o que me permite ter um conhecimento mais amplo da sociedade. Desta forma, poderei conciliar, no futuro, o Direito com, por exemplo, um mestrado em Gestão. Terei ainda a possibilidade de, através dos meus conhecimentos na área jurídica e do funcionamento da sociedade, abrir a minha própria empresa e de cumprir o objetivo previamente proposto. De momento, a criação da minha própria firma não é uma prioridade. Tens sentido alguma diferença significativa entre o ensino secundário e o superior? Não, não tenho notado dissemelhanças consideráveis, uma vez que sempre tive uma boa preparação, bons professores, o que facilitou a minha adaptação a este novo meio. Por outro lado, tenho consciência das minhas capacidades e das minhas valias e, por isso, sei que com uma maior ou menor dose de trabalho irei ter sucesso e atingir os meus objetivos. A única novidade para mim foi a passagem de um único manual para uma extensa bibliografia. Senti a necessidade de desenvolver a minha própria autonomia e as minhas capacidades de pesquisa. Pensas que o facto de seres um dos primeiros alunos do curso de Humanidades a ser distinguido como melhor aluno da escola é um exemplo e incentivo aos estudantes dessa mesma área?

Entrevistado por André Monforte 11ºE

Sinceramente não considero esta distinção um acontecimento memorável e de importância extrema. Porém, julgo que pode funcionar como um estímulo para os restantes alunos no sentido de que, se eu consigo, também os outros podem conseguir. É preciso trabalho e aplicação para conseguirmos atingir esse objetivo e ultrapassar todas as adversidades.

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Teres realizado grande parte do teu percurso escolar na Aurélia Tens algum episódio engraçado de que te recordes? contribuiu para a tua formação como pessoa? Felizmente, tive a sorte de encontrar bons amigos aqui na escola e Sim, tendo em conta que anteriormente frequentei uma escola de vivenciar momentos incríveis. No entanto, sempre que me com tradição católica, foi importante para mim ter contacto com questionam acerca desse assunto, não tenho nenhuma resposta uma realidade menos protetora, mais livre, o que me permite ter concreta. Contudo, tenho sempre a ideia de que passei bons anos uma vida mais em sociedade. Tive acesso a um sistema de ensino nesta escola e de que levo amigos para a vida daqui. mais liberal, o que possibilitou o desenvolvimento da minha autonomia. Enquanto atleta regular de judo, de que forma conseguiste conciliar os estudos com a tua atividade desportiva? Julgo que deve haver tempo para um pouco de tudo na vida. Se nos focarmos unicamente nos estudos, não nos vamos conseguir tornar uma pessoa na sua plenitude. Tem de haver espaço para o desporto, para a cultura, para a interação social, etc. Não nos podemos focar unicamente numa única dimensão da vida, uma vez que no futuro iremos necessitar do nosso lado mais social num mundo mais aberto, no qual o conhecimento técnico não vai ser o único fator a ditar o nosso sucesso. Tens algum professor que te tenha marcado? Eu encontrei muitos professores que me marcaram de forma positiva. Beneficiei muito ao deparar-me com alguns com os quais me dava muito bem, especificamente na minha disciplina favoritaHistória, o que potenciou o meu gosto pela cadeira. Também aprendi muito com o Professor Craveiro ao nível desportivo e do funcionamento da vida; se nos conseguirmos colocar na mesma pista do professor, conseguimos aprender imenso. A professora Rosário Semblano marcou-me também muito, e considero ter sido uma mais-valia na minha educação ter o privilégio de ter tido aulas com ela. Gostaria ainda de destacar outros professores ...

Os dois irmãos, Tiago Monforte (esquerda) , o entrevistado, e André Monforte (direita), o entrevistador, no dia da realização desta peça jornalística.

Sabes o que significa…? “ver-se grego/a” expressão utilizada quando se nos depara uma dificuldade que exige trabalho, tempo e persistência para ser ultrapassada.

Origem – a origem da expressão remonta à Idade Média, quando os tradutores dos textos clássicos consideravam o grego como uma língua complexa e difícil. Assim, era frequente o emprego da expressão latina “ Graecum est, non legitur — É grego, não se entende” para indicar uma tarefa complicada, cuja realização implicava a superação de muitos obstáculos. Ironicamente, hoje em dia, a expressão reforçou o seu significado à luz das dificuldades económicas e financeiras que assolam a Grécia.

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OLIMPÍADAS INTERNACIONAIS DE FÍSICA É com enorme satisfação que anunciamos que Alexandre Carvalho Truppel obteve a Medalha de Bronze nas Olimpíadas Ibero-americanas de Física 2013, ficando a escassas 5 centésimas da medalha de prata. Graça Bastos , professora de Física

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evento decorreu em Santo Domingo, na República Dominicana, de 22 a 29 de Setembro, tendo participado na competição 66 estudantes finalistas do ensino secundário de 19 países do espaço ibero-americano. Nesta prova, os jovens estudantes são convidados a demonstrar a sua preparação em Física em dois longos e difíceis exames (um teórico e um experimental). O nível de conhecimentos requeridos para realizar estas provas ultrapassa o dos programas oficiais portugueses do ensino secundário de Física, envolvendo por parte dos estudantes muito esforço e dedicação durante a fase de preparação e também um empenho especial por parte da escola. A preparação da equipa portuguesa decorreu no Departamento de Física da Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade de Coimbra integrada nas atividades da escola Quark! de Física para jovens, combinando formação à distância e formação presencial. A formação presencial foi teórica, com particular ênfase nos temas não incluídos no ensino secundário; a formação à distância foi experimental e realizada nas escolas onde os alunos estudavam, orientada pelos professores acompanhantes que, para poderem ajudar na preparação destes alunos, fizeram formação específica numa ação denominada “Física experimental préolímpica”, que também decorreu no referido Departamento da FCTUC. É habitual a nossa escola participar em Olimpíadas, mas é a primeira vez que um dos nossos estudantes foi selecionado para participar numa importante e difícil competição internacional e com uma prestação tão boa. Esta prestação honrosa deve-se essencialmente ao trabalho individual de preparação que este aluno realizou ao longo do ano, o que muito prestigia não só o “nosso” Alexandre, mas também a nossa Escola. Parabéns Alexandre! Boa sorte e muitos êxitos na nova etapa da tua vida que já começou na Faculdade de Engenharia da Universidade do Porto (FEUP) .

Equipa portuguesa na XVIII Olimpíada Ibero-americana de Física OIbF’2013. A lista dos estudantes portugueses é a seguinte: João Filipe Seabra da Costa, Agrupamento de Escolas de Aveiro, menção honrosa. João Augusto Ferreira Machado, E.S. c/ 3º ciclo do Restelo, Lisboa, medalha de prata. Alexandre Carvalho Truppel, E.S. c/ 3º ciclo Aurélia de Sousa, Porto, medalha de bronze. Ana Luísa Moreira de Carvalho, E.S. José Estevão, Aveiro, menção honrosa. Nota: As Olimpíadas de Física são uma atividade promovida pela Sociedade Portuguesa de Física com o patrocínio do Ministério da Educação e da Ciência, da Agência Ciência Viva e da Fundação EDP.

A professora Graça Bastos, partilhando os momentos da difícil competição internacional e mostrando orgulhosa a medalha conseguida pelo Alexandre Truppel.

Foto Dia do Diploma. Alexandre Truppel Profª Graça Bastos

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Encontro com a poeta Mariana Oliveira e Mafalda , 12ºG

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o passado dia 27 de Novembro de 2013, a nossa escola recebeu a visita da poeta – como prefere ser designada - Catarina Nunes de Almeida. A palestra decorreu no espaço da Biblioteca Antiga, onde as turmas 12ºG e 10ºI tiveram a oportunidade de ouvir a poeta falar um pouco sobre si e sobre o seu percurso bibliográfico. Nascida em Lisboa, e tendo concluído o curso de Línguas e Cultura Portuguesa na Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa, Catarina nunca escreveu para lá da poesia, pois este é o campo da literatura em que se sente melhor. Acrescentou ainda que, para quem não tenha hábitos de leitura, a poesia é uma boa forma de os iniciar, pois é “mais simples de ler do que um romance”, visto que, segundo ela, a leitura em prosa exige uma maior complexidade do que a poesia. Tendo ganho o prémio Daniel Faria em 2006, com a obra Prefloração, já escreveu outras obras como A metamorfose da planta dos pés (2008) ou Bailias (2011), as quais abordou ao longo da palestra. ESAS, 27 de novembro de 2013

Comemoração do Dia Mundial da Filosofia No dia 21 de Novembro, comemorou-se o Dia Mundial da Filosofia na nossa escola, com os contributos dos trabalhos realizados pelos nossos alunos dos 10º e 11º anos; esses trabalhos foram expostos no espaço polivalente para partilhar com a restante comunidade educativa. Também foi levado a cabo um Café Filosófico, dinamizado pelo Dr. Tomás Carneiro e com a participação das turmas A e B do 10º ano, com o objetivo fundamental de desenvolver competências argumentativas de modo a formar os nossos alunos num espírito de cidadania crítica e interventiva.

A coordenadora do grupo de Filosofia: Blandina Lopes

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Aula de Geografia com o Ministro da Defesa Portugal, um pequeno estado? O Ministro da Defesa Nacional – José Pedro Aguiar Branco deslocou-se à nossa escola, acompanhado pelo diretor do Instituto de Defesa Nacional (IDN), Major - General Vitor Viana, do Tenente-Coronel Pedro Lourenço, do Professor Doutor António Paulo Duarte entre outros, com o intuito de assistir à apresentação de trabalhos, na disciplina de Geografia C, cujos temas se inserem no Plano Estratégico de Defesa Nacional (PEDN). A Diretora, Dr.ª Delfina Rodrigues, acompanhou todos os momentos da visita do Ministro à ESAS.

Dia 29 de Novembro de 2013, os alunos da turma G do 12º ano de Humanidades tiveram uma aula de Geografia C que contou com a presença do Ministro da Defesa.

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ssumindo que Portugal é um espaço de compromisso com o Mundo, pela sua situação geográfica, pela sua história e pela sua cultura, a aula começou por abordar a dualidade relativa à eventual perificidade do nosso país no contexto da U.E., largamente compensada pelas alianças que o promovem no seio do Atlântico, da NATO e da CPLP. Sem esquecer as inúmeras missões de paz na Ásia e a ligação a Macau. Hoje, Portugal está confrontado com um processo que envolve todas as regiões estrategicamente relevantes. Acresce ainda que a globalização e a revolução tecnológica criam um ambiente de imprevisibilidade e de instabilidade, colocando novos desafios. O Mundo mudou e a consciência dos riscos e das ameaças adquiriu um âmbito alargado que queremos partilhado para conseguir resultados mais céleres e eficazes, mas sem perder de vista a defesa dos nossos interesses e dos nossos valores. Nessa perspectiva, os alunos de 12ºano da turma G, orientados pela professora Julieta Viegas, apresentaram trabalhos cujos temas foram: Doenças e Pandemias, Conflitos na Somália, Cibercriminalidade, Armas de Destruição Massiva, Catástrofes Naturais, Tráfico de Pessoas e, por fim, o Terrorismo. Desta forma, os alunos tiveram oportunidade de tomar consciência do destaque de Portugal na conjuntura internacional e da sua capacidade de mobilização de recursos para minimizar as consequências dos riscos e das ameaças globais. Assim, o PEDN considera diversos instrumentos em termos de planeamento e resposta no garante da segurança e da defesa: a valorização da diplomacia nacional, na ótica da segurança cooperativa e das forças armadas e civis, sem descurar a divulgação de ações de educação e formação para prevenir o aparecimento e gestão de possíveis casos.

Valores fundamentais de Portugal  Independência nacional  Interesse nacional  Defesa dos princípios da democracia portuguesa  Defesa dos Direitos Humanos  Empenhamento na Estabilidade e Segurança Europeia, Atlântica e Internacional Interesses de Portugal  Afirmação Nacional no Mundo l potências emergentes l zona do Magrebe  Consolidação da Rede de Alianças l U.E. l OTAN  Credibilidade Externa do Estado  Valorização das Comunidades Portuguesas - CPLP  Contribuição para a promoção da paz e segurança internacional  Segurança e Defesa Nacionais No final da aula, o Ministro, José Pedro Aguiar-Branco destacou a importância da disciplina de Geografia no tratamento destes temas pela interação “racional e lógica” com que os apresenta.

“O conceito estratégico de defesa nacional só se torna nacional a partir do momento em que Portugal e os portugueses o assumam como seu.” in CEDN (Conceito Estratégico de Defesa Nacional) Mafalda Monteiro e Mariana Oliveira , 12ºG 97


Os bastidores da Guerra

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Maria da Paz Carvalho, 10ºG

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uando o respeito pelo outro é diminuto ou quase inexistente, a probabilidade de guerra aumenta exponencialmente. Se fizermos uma rápida retrospetiva pela História mundial, a falta de compaixão e compreensão é sempre a raiz de todos os problemas bélicos. Se não, como seria alguém com respeito efetivo pelos outros capaz de cometer genocídios, massacres e fratricídios? É essa falta de respeito subjacente à ambição do poder e controlo que nos motiva a estas ações. A necessidade de controlo sobre o que achamos que está errado, a necessidade de corrigir o que achamos que está mal, como, por exemplo, a tentativa de levar adiante a purificação da raça ariana, a expansão da cultura católica nas regiões e continentes que não a conheciam, a forma racista de diferenciar as etnias entre “inferiores” e “superiores” foram sempre fatores de conflitualidade entre seres humanos. Mas não será também a devoção acrítica que motiva estas ações? Uma devoção e adoração a algo “superior”: deus, deuses e outras divindades. O seguimento cego de uma ideologia ou crença, tentando converter outros que lhe são contrários, é tão importante como o desrespeito pelo mais próximo. Contudo, penso que é controverso atacarmos outros quando somos orientados por uma série de valores e princípios ditados pela nossa religião. Estranhamente, a maior parte destes princípios defendem a tolerância e o amor, transversais e universais a todas as religiões (é a unidade fundamental das religiões). Por exemplo, o Hinduísmo afirma “Eis a essência do dever: não faças aos outros nada que te pudesse causar dor se feito a ti próprio.” (Maabarata, 5:1517), assim como o Cristianismo assegura “Faz aos outros o que gostarias que te fizessem a ti, pois esta é a lei dos profetas” (Mateus, 7, 12) e o Islamismo defende que “nenhum de vós é verdadeiramente crente até desejar para os outros aquilo que deseja para si mesmo” (Maomé, Hadith). Sen-

do assim, alimentar a guerra através do ódio e da intolerância opõe-se às mensagens de amor e tolerância das religiões. Ainda falta falar duma área importante: a economia. A ambição desmedida é um sentimento que dá origem a muitos problemas. No que diz respeito às guerras, será o desejo de aquisição dos recursos de outrem; normalmente, recursos naturais. Por exemplo, na Guerra do Iraque, George Bush afirmou que o Iraque possuía armas de destruição maciça e deu isso como motivo para a invasão do mesmo (2002). Na verdade, o Iraque é um país possuidor de grandes reservas petrolíferas, pelo que a sua invasão pelos Estados Unidos da América não é mais do que um jogo de influências. Ter alguém no poder que eles conhecessem dar-lhes-ia acesso a essa fonte de riqueza, ficando assim os Estados Unidos a beneficiar. Por isso, é melhor pensar nas verdadeiras razões das guerras e não naquelas que nos são apresentadas pelos líderes políticos e pelos media, que também são uma força de manipulação da população. A manipulação é também uma das maiores armas das guerras. Ela impede as pessoas de pensar e refletir face aos problemas coevos, levando tanto à colaboração ativa como à colaboração passiva face à guerra. A passividade adotada pela população é um dos maiores incentivadores para a guerra prosseguir. Não é uma causa bruta da guerra mas sim algo que a deixa avançar. A guerra é como se de um processo se tratasse. Existem as causas e as consequências e no meio disso há toda a colaboração dos que escolhem ser ativos ou passivos. E, embora a opinião pública esteja a crescer, muitas guerras poderiam ter sido evitadas se a passividade não fosse escolhida pela maioria da população. Porque mesmo sujeitos àquela manipulação dos media e dos políticos, temos sempre o dever da escolha, devemos ser críticos e resistir-lhe.

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otivados pelas temáticas abordadas nas disciplinas de História e de Geografia C, os alunos da Turma G do 12ºano, da área de Humanidades, tiveram “aulas”, no passado dia 19 de Novembro de 2013, em dois museus da cidade do Porto. Daí o 2 em 1. De facto, numa só saída tiveram oportunidade de visitar dois lugares de reconhecido interesse para a cidade e para a consolidação de conteúdos já trabalhados em sala de aula. No Museu Soares dos Reis, localizado perto do Hospital de Santo António, apreciaram vários quadros e obras características de movimentos como o Modernismo em Portugal. Observaram de perto o trabalho de pintores como Aurélia de Sousa ou Eduardo Viana. A leitura coletiva, que a ocasião proporcionou, foi um verdadeiro teste à capacidade de aplicação dos conhecimentos. Para quem não conhece… O Modernismo caracterizou-se, essencialmente, pela revolução das artes plásticas, arquitetura, literatura e música, estendendo-se, também, às restantes manifestações culturais. Este movimento reivindica a liberdade de criação estética, repudiando todos os constrangimentos, em especial os preceitos académicos.

Os alunos seguiram depois para o Museu Militar, na rua do Heroísmo. O edifício que alberga o Museu data do século XIX e teve diversas ocupações, tal como explicou o guia, mas a que mais impressionou foi ter sido sede da PIDE( Polícia Internacional e de Defesa do Estado). Esta polícia tinha como uma das suas funções a neutralização da oposição ao Estado Novo e utilizava a tortura para obter informações, sendo responsável por inúmeros crimes sangrentos. O Museu Militar recria cenários da 1º Guerra Mundial, nomeadamente trincheiras que os soldados usaram para se protegerem. A exposição permanente apresenta fotos e outros documentos sobre a Guerra do Ultramar, o que permite compreender melhor a nossa realidade atual no que diz respeito às relações diplomáticas com a CPLP (Comunidade dos Países de Língua Portuguesa). O ex-libris do Museu Militar do Porto é a coleção de miniaturas da evolução do soldado, desde a pré-história à atualidade. Esta coleção é representada por cerca de 16.000 miniaturas, provenientes das mais famosas fábricas de miniaturas europeias. Mariana Oliveira e Mafalda Monteiro , 12ºG

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“O Grito” de Edvard Munch, 1893

Rua Santos Pousada, 1204—4000 –483 Porto Tel/Fax.: 225 024 938 / Tlm.: 911 710 979 Email: porto.antas@naomaispelo.pt

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Lá e Cá

Dia de Itália—Miriam Seixas l Linda Graziani — aluna AFS l Tiago Dias

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dia da Itália foi uma ideia que nasceu no Clube Europeu para, e tal como foi feito no ano letivo anterior com a Idun – estudante AFS Islandesa – , criar um ambiente italiano e celebrar a oportunidade incrível de ter um jovem de outra nacionalidade a estudar connosco e, também, de proporcionar um clima de acolhimento à Linda por toda a escola . No dia 31 de Outubro, foram organizadas várias atividades como a pintura da bandeira italiana com as mãos, uma entrevista à Linda sobre a sua experiência em Portugal, uma aula de Italiano – nível básico para turistas – e a preparação coletiva de pizza. O dia começou no primeiro intervalo, quando os alunos foram convidados a pintar uma bandeira Italiana com as suas próprias mãos. A cantina tinha sido decorada no dia anterior com elementos típicos da cultura Italiana (como o duomo de Brunelleschi) . A escola estava preparada para um dia muito especial! O dia acabou com a música que todos os nãoItalianos conhecem: Nel blu dipinto di blu (volare) de Domenico Modugno. Penso che un sogno così non ritorni mai più

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Linda entrevistada por Tiago Dias Por que é que decidiste fazer o programa? Quais eram as tuas expetativas antes da viagem? Eu decidi fazer o programa para ter uma nova experiência, encontrar novas pessoas e aprender novas coisas. Acho que é uma experiência linda (risos) e estou a gostar imenso de Portugal. Não tinha muitas expectativas, porque, quando uma pessoa tem muitas expectativas e depois elas não se concretizam, uma pessoa fica muito “diluída” (risos). De onde vens e porque escolheste Portugal? Sou de Borgo San Lorenzo, perto de Florença, e escolhi Portugal porque a minha avó, quando se casou, passou a lua-de-mel em Portugal e, quando eu era pequenina, contava-me muitas histórias sobre o país. Eu fiquei muito curiosa por conhecê-lo o país e, em particular, o Porto. Sim, porque muitos amigos e familiares te diziam que o Porto era a cidade mais bonita do país… É verdade… Muitos italianos dizem que o Porto é uma cidade muito mais interessante que Lisboa. (risos e aplausos) Nos primeiros tempos, o que te chocou em Portugal? Quais as principais diferenças culturais que encontraste? Quando cheguei, foi a gastronomia portuguesa, porque aqui comem tudo junto: a carne, o arroz,… E eu também não gostava nada da sopa… Também fiquei surpreendida com a maneira de comer. Aqui usam o garfo e a faca, enquanto em Itália se corta tudo primeiro e depois come-se só com o garfo.


Quais os lugares que visitaste em Portugal e quais os que mais te impressionaram? O Porto, que é realmente a cidade mais bonita de Portugal, Guimarães . Também fui fazer à vindima no Alto-Minho e visitei Aveiro, que é parecida com a Veneza italiana. Qual o prato típico de que mais gostaste? Das francesinhas e do leite creme. Achei estranha a sopa e antes de vir nunca tinha comido o bacalhau , mas é muito bom. E a língua é difícil, tens algumas aulas para aprender português? Eu acho que em alguns aspetos é muito difícil; por exemplo, há coisas que não consigo dizer, como os ditongos (…). Há outras palavras parecidas com o italiano e outras totalmente diferentes. Tenho as aulas normais de português como todos os alunos. Como tem sido o acompanhamento que te dão na escola? Gosto muito dos portugueses, têm imensa paciência comigo. A começar na minha família de acolhimento e no meu irmão e incluindo as raparigas da minha turma e também os professores. A todas estas pessoas quero dizer um grande “obrigada” pela ajuda. Alguma vez te arrependeste de vir? Já sentiste saudades de casa? Não me arrependi de vir porque acho que é uma experiência muito gira e penso que nunca voltarei a ter uma oportunidade como esta . A única saudade que eu tenho é da minha irmã, particularmente no dia do seu aniversário, porque eu e ela somos muito unidas e este é o primeiro aniversário que ela passa sem mim. Mas não tenho muita saudade em geral. Surpreendeu-te a forma como os alunos se vestem para vir para a escola em Portugal? É verdade. Quando cheguei, vi muitas pessoas com calções curtos e camisolas com a barriga à mostra (risos)… tops… e muito decotadas. Em Itália não é possível isso porque os professores não te deixam entrar nas aulas. Aqui são muito mais livres… Gosto mais assim. Por exemplo, os professores em Itália também tratam os alunos pelo apelido. Eu vi aqui em Portugal muitos professores a cumprimentarem os alunos com beijinhos e abraços. Em Itália os professores são muito mais distantes e fazem chamadas orais todas as aulas.

O Tiago Dias do 12ºF, elemento do Clube Europeu, pertence à família que acolheu a Linda. Tiago, como está a ser esta experiência para ti? Fantástica. É uma experiência muito enriquecedora ,que nos permite conhecer outra pessoa, outro país, e darmos a conhecer o nosso país e a nossa casa. É tal e qual como ter uma irmã mais nova que temos de acompanhar e ajudar sempre que precisa. Tiago, vais ter saudades da Linda? Sim, claro. Vai ser principalmente difícil porque passamos muito tempo juntos. Não imagino acordar e não a ver no quarto dela a desenhar e dizer-me “Bom dia!”.

As experiências interculturais são essenciais para o enriquecimento da nossa comunidade escolar e da nossa personalidade. Para isso, a tua contribuição é essencial. No próximo ano, tu também podes acolher um AFSer e continuar a tradição de multiculturalismo na nossa escola e na tua vida!

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Rua Santos Pousada , 1222 4000-483 Porto

Rua Aurélia de Sousa nº 49

Tlf. 225029821

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Bullying, uma mudança que depende de nós!

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sala era amarela, as cadeiras verdes e o quadro à minha esquerda estava ligeiramente inclinado. Nada me preparava para o que estava prestes a ouvir. Comecei a refletir na minha semana e apenas encontrei momentos de alegria e cansaço de longas horas a estudar para os testes. Os meus ouvidos subitamente despertaram para o que estava a ser dito na primeira reunião em que estava como voluntária, como se pressentissem que algo de importante estava prestes a chegar. Falaram-me de ameaças de morte de uns colegas da turma e de papéis que voavam para atingir a sua cabeça e chamar a atenção de alguém tímido e inofensivo, muitas vezes apelidado de “fraco”. As lágrimas vieram-me aos olhos e o espanto à cara. Tive de conter todas as minhas emoções, o meu papel naquele momento era outro. Ao meu lado estavam vítimas de bullying. As histórias que contavam não eram novidade, a algumas até já tinha assistido. No entanto, nunca tinha visto tais situações do lado de quem é atacado e humilhado. Ao ouvir cada palavra com o máximo de atenção, apeteceu-me defender cada um deles, mas, por algum motivo meu desconhecido, passei a vida a ser uma mera espectadora. De onde vem a nossa necessidade de rebaixar quem é diferente do que costumamos ver, do que consideramos comum? De onde vem o medo de defender alguém quando está a ser atacado? De onde vem o medo de ser diferente? De sermos nós próprios? Durante décadas, grandes personagens como Martin Luther King lutaram pela igualdade dos direitos civis, para que a discri-

minação entre as raças acabasse. A persistência foi tão grande que acabaram não só por alcançar o desejado, mas também por instituir a igualdade inter-racial na sociedade. Deste modo, desde que somos pequenos, a maioria de nós é ensinada a respeitar os outros, incluindo aqueles que não são da nossa raça. Na minha opinião, em certos aspetos, vemo-nos perante uma sociedade que substituiu o racismo pelo bullying. Optamos por não criticar e humilhar aqueles que são diferentes da nossa cor de pele, visto que, agora, as nossas vítimas são outras. Os “reis”, os que gostam de se gabar e escolher meticulosamente os amigos, nunca serão vistos a “brincar” ou a perseguir consecutivamente os iguais a eles. Os escolhidos por estes são os diferentes, os que estão em minoria, os que andam e falam de maneira “estranha” e não obedecem a nenhum critério dos meninos estilosos e das meninas bem arranjadas. Eu sou uma das meninas que andam com estes e que, a cada passo, reflete sobre o que pensam dela e se estão a dizer alguma coisa que mudará a opinião de todos. A partir do dia em que pisei o chão daquela sala onde ocorreu a minha primeira reunião como voluntária, mudei. O meu objetivo é ser melhor e aceitar todos à minha volta e, até agora, sinto que todos os dias pequenos passos são feitos. Espero que estes sejam importantes e que, no futuro, o mundo mudará os seus preconceitos, assim como mudou quando igualou os direitos civis e quando legalizou, por exemplo, o casamento entre homossexuais.  M.N. - 10ºano

Praticantes de Bullying:

Vítimas de Bullying: 1. Fala com algum adulto em quem confias, de forma a seres ajudado.

1. Reflete no que estás a fazer e nas suas consequências.

2. Não tenhas receio de falar, pois há muitas pessoas que estão dispostas a ajudar-te.

2. Uma brincadeira para ti pode ser muito prejudicial para outros.

3. Os sinais não bastam, diz exatamente o que está a acontecer.

3. Se não tens a certeza se magoaste alguém, fala com essa pessoa e esclarece as tuas intenções. 4.

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Muitos casos de bullying acabam em suicídio.


Parque Natural de Peneda - Gêres Biodiversidade

S “(…) este parque é habitat de muitas espécies protegidas ou em vias de extinção. “ “ No início de novembro foi encontrada a carcaça de um lobo ibérico fêmea, com muitos chumbos no corpo, marcas de dentes de cães e de pauladas.”

ituado entre Minho e Trás-osMontes, o Parque Natural de Peneda-Gerês é a mais antiga, mas também a mais harmoniosa, área protegida portuguesa, onde ainda se podem encontrar bosques naturais perfeitamente preservados e aldeias típicas portuguesas que ainda mantêm tradições comunitárias. De uma beleza deslumbrante, é um dos maiores ecossistemas portugueses, sendo identificadas atualmente e no território 240 espécies de fauna vertebrada e 1100 de flora. O parque é também protegido pela UNESCO e é considerado Reserva Mundial da Biosfera. Tem ainda um grande interesse histórico, sendo atravessado por uma geira romana. Quanto à fauna, este parque é habitat de muitas espécies protegidas ou em vias de extinção. Este é o caso da águia-real (da qual já só se tem conhecimento de um espécime), do lobo ibérico, do corço e do garrano (cavalo ibérico, natural de Portugal). Há também o exemplo do urso pardo que em tempos viveu nas serras do Gerês e da cabra-do-Gerês, uma espécie (infelizmente) extinta, cujo

último membro foi morto no final do século XIX, numa caçada. Apesar disso, ainda existe um grande número de espécies diferentes no parque, como o texugo, o javali, o veado, a lontra, o musaranho, a fuinha, a marta e o gato-bravo. Podem-se observar também outras aves (o milhafre-real e o falcão) e répteis (a víbora-negra, a cobra d’ água, o lagarto d’ água e a salamandra). No parque também existe uma flora de enorme variedade e florestas bastante densas. Há grandes espaços dominados por carvalhais e giestais, urzais e tojais, que resultam da degradação dos carvalhais primitivos. Nos espaços mais naturais, como a mata da Albergaria há também alguns sobreiros, castanheiros, azevinhos, medronheiros e salgueiros. A zona com menor presença humana do parque, a mata da Albergaria, é onde a maioria dos seres vivos tem o seu habitat e onde se encontram árvores milenares. É o local mais protegido do parque, com maior segurança e com regras muito rígidas: não se pode andar de carro dentro da mata em muitas épocas do ano e quando se pode, há um limite de velocidade (máximo 40 km/h) e de peso; é proibido estacionar; não se pode (obviamente) deitar lixo para o chão, perturbar a fauna, caçar ou recolher flora… Apesar de todas estas proteções, continua a praticar-se caça ilegal no parque. No início de novembro foi encontrada a carcaça de um lobo ibérico fêmea, com muitos chumbos no corpo, marcas de dentes de cães e de pauladas. Pergunta-se qual será realmente a segurança do parque, para caçadores com cães conseguirem entrar sem os apanharem e como será que o homem pode pensar em invadir a reserva para caçar animais em vias de extinção. Só conhece realmente o parque quem sobe aos seus topos graníticos, atravessa as suas águas límpidas e sente a liberdade e o isolamento da natureza. João Luís Carvalhal , 8ºE

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Jovens Repórteres pelo Ambiente JRA

À

Carolina Brandão, Helder Cardinali, Joaquim Rocha e Miriam Seixas

semelhança de anos anteriores, a equipa representante dos JRA da ESAS - formada pelo Helder e a Miriam do 11º ano, e a Carolina e o Joaquim do 12º ano, acompanhados pela Linda, a aluna AFS, e as professoras Luísa Moniz e Mª da Luz Carvalheira, marcou presença no Seminário Nacional dos JRA, que se realizou em Arouca, nos dias 16 e 17 de novembro. Partimos à descoberta de Arouca! Ficámos alojados no pavilhão da Escola Secundária e, bem cedo, éramos acordados para as sessões de trabalho. Foi-nos dada formação em diversas áreas - como deve atuar um JRA; como fazer reportagens (por Daniel Ricardo, da Visão); fotografia (por João Cosme) e vídeo reportagem (por um técnico da SIC), conhecimento teórico que aplicámos no tratamento de dados recolhidos durante a saída de campo. Observámos a biodiversidade da região, e pudemos encontrar falhas geológicas, fósseis de trilobites e as famosas pedras parideiras. Para além da beleza e riqueza ambiental, Arouca revelou-se um destino turístico para os apaixonados por desportos radicais, havendo já diversas empresas a explorar os desportos de águas bravas no rio Paiva. O Mosteiro, que também visitámos, e a gastronomia justificam uma visita a esta importante vila no Norte de Portugal. Todo o seminário, não esquecendo o concerto/ festa em nossa homenagem realizado no Telheiro do Mosteiro, deunos a oportunidade de conhecer novas pessoas, e contribuiu para alargar os nossos horizontes e desenvolver competências no âmbito de uma cidadania responsável. Pel’ Equipa JRA Miriam Seixas

A lembrar:

C

omemoração este ano de 2013 do bicentenário do nascimento de dois grandes génios da música e da ópera: Giuseppe Verdi (1813-1901) e Richard Wagner (1813- 1883). Merecem ser louvados pela beleza das suas músicas e obras literárias, persistindo através dos tempos para o nosso deleite.

Giuseppe Verdi 14 J O R N A L E S A S 

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Nota: Verdi compôs Rigoleto, ópera conhecida pela sua ária (canção) - “La donna é Mobile”. Wagner compôs a ópera As Valquírias, distinguindo-se “A cavalgada das valquírias”, celebrizada pelo filme “Apocalipse Now”.  Raul Ribeiro - Assistente Operacional ESAS


Origem do Teatro

O

acordo com Aristóteles, é "uma representação imitadora de uma ação séria, concreta, de certa grandeza, representada, e não narrada, por atores em linguagem elegante, empregando um estilo diferente para cada uma das partes, e que, por meio da compaixão e do horror, provoca o desencadeamento libertador de tais afetos". A tragédia, na Grécia antiga, tentava passar para o público uma certa moral, uma ética que permitisse aos cidadãos entenderem-se melhor nos assuntos da Pólis, ou seja, a cidade-estado. Neste estilo destacaram-se Sófocles, Eurípedes e Ésquilo. A Comédia era uma forma de liberdade de expressão de sentimentos como a revolta, a crítica social ou o desacordo através da sátira. Esta era a mais apreciada pela maioria do povo, pois era a que melhor expressava os seus sentimentos acerca de injustiças hierárquicas, de críticas à governação da cidade, de brincar com costumes sociais e até mesmo de deuses. Um dos autores que mais se destacou na comédia foi Aristófanes e, mais tarde, Menandro. Com o passar dos anos, o teatro evoluiu e adaptou-se, os efeitos especiais melhoraram, juntaram-se atrizes e a música tornou-se mais presente, assim como a imagem. No entanto, a essência deste mantém-se imaculada, continuando a ser um veículo cultural necessário para a nossa sociedade em evolução. Texto de Miguel Pereira, 8ºF Desenhos de Hugo Coelho, 8ºE

teatro teve origem na Grécia Antiga e pode dizer-se ter começado no nascimento desta civilização, mas só nos finais do séc. VI a.C. ganhou a sua forma definitiva. A sua origem está ligada a Dionísio, deus do vinho e da loucura, sendo o teatro uma forma de o homenagear. As celebrações eram acompanhadas por máscaras, alguns pequenos efeitos especiais (fumo, luzes e o “deus ex-machine”) e por ditirambos (do grego “dithýrambos”). “Ditirambo” significa “coro em uníssono”, ou seja, um canto coral constituído pelo corifeu, cantor principal, e pelo coro, este, por sua vez, constituído por cinquenta homens, sendo cinco por cada tribo de Ática, vestidos de sátiros, que eram servos de Dioniso, metade bodes e metade homens. Com o passar do tempo, o teatro começou a evoluir e deixou de ser apenas uma homenagem religiosa para ser igualmente um entretenimento popular. Apareceram os diretores de coro, os organizadores. O primeiro foi Tépis, que dirigia a procissão de Atenas, tendo sido convidado pelo tirano Pisístrato. Este contribuiu bastante para a evolução do teatro, tendo criado o “hypócrites”, uma figura que contrasta com o coro, inovando os ditirambos. Ainda hoje é considerado o pai da Tragédia. O teatro dividia-se em dois estilos: a Tragédia e a Comédia. A Tragédia é o estilo mais antigo que, de

Sabes o que significa…? “fazer ouvidos de mercador” fazer de conta que não se ouviu; não ligar ao que é dito.

Origem – Há duas explicações para o significado desta expressão. Orlando Neves, autor do Dicionário das Frases Feitas, refere que a palavra “mercador” é uma corruptela de marcador, nome dado ao carrasco que marcava os escravos e os ladrões com ferro em brasa indiferente aos seus gritos de dor. Outra explicação prende-se com o facto de os mercadores, espécie de vendedores ambulantes, não serem sensíveis às solicitações dos clientes que lhes pediam para baixar os preços dos produtos que vendiam. 

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Curiosidades de História

A

palavra “tatto”, tatuagem em inglês, teve a sua origem no idioma dos polinésios – tatau- palavra que designava o som feito durante a realização da tatuagem, em que se usavam ossos finos e um martelinho para aplicar a tinta na pele. Já na arte pré-histórica foram encontrados vestígios da existência de povos que cobriam o corpo com desenhos. Julga-se que as tatuagens tiveram a sua origem em marcas de cicatrizes adquiridas na guerra ou na caça. Quem as tinha, sentiase orgulhoso, já que representavam força e vitória. A partir da ideia de que essas marcas eram sinónimo de vitalidade, o homem passou a marcar-se voluntariamente. Os próprios egípcios (4000-3000 ac) faziam tatuagens com tintas vegetais, dando-lhes um significado religioso. No entanto, na Idade Média, a Igreja Católica baniu a tatuagem da Europa , considerando-a como uma prática demoníaca, uma vandalização do próprio corpo. Na era contemporânea, a tatuagem foi durante muito tempo um costume associado a marginais, só se tornando uma prática corrente quando algumas pessoas famosas passaram a exibi-la nas televisões! Grupo de História l Mª João Cerqueira (profª)

Uma aula diferente Os alunos do 12º ano de Artes deram aula de Expressão Plástica aos coleguinhas do 2º ano da EB1 Fernão de Magalhães. Foi um sucesso! Os resultados estão à vista… uns frutos Lindos! AEC, Expressão Plástica—Professora Carmo Rola

Vamos (re) conhecer a freguesia do Bonfim? Só tens de olhar … e reconhecer ! Na semana seguinte, a resposta correta e nova questão…

Participa! Todas as semanas, a partir de janeiro, no facebook Biblioesas Professores de História

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A nossa escola aos nossos olhos

N e 8º F

8º E

esta edição do JornalEsas, vamos apresentar os resultados de questionários que fizemos aos nossos colegas (8ºE e 8ºF) sobre a nossa escola.

Como podemos observar no primeiro gráfico apresentado, a maioria dos estudantes que participaram neste estudo (67%) concordam que o cartão eletrónico é uma vantagem, mas apenas 6% dos questionados acham que seja uma grande vantagem. 27% dos alunos que responderam disseram que talvez possa ser considerado uma vantagem. Ninguém considerou o cartão eletrónico uma desvantagem. Pessoalmente, achamos que os cartões têm tido um efeito positivo na vida da comunidade escolar. No segundo gráfico, podemos observar que a maior parte dos estudantes que responderam às nossas questões (53%) acham que a escola está bem servida de multimédia, 27% acham que está bastante bem servida, enquanto 20% acham que não.

e 8º F

8º E

Na nossa opinião, embora seja uma escola bem equipada, tem algumas falhas que não devemos ignorar, tais como: cabos em falta, projetores danificados, computadores avariados e sem internet, entre outras. O terceiro gráfico demonstra que 47% dos alunos interrogados julgam que a qualidade das refeições na cantina é boa, 20% acham que é ótima, 13% destes julgam que a qualidade das refeições é má e 7% acham que é “mais ou menos”. 13% das pessoas nunca cá comeu, não podendo avaliar. Nós achamos que as refeições na cantina da nossa escola são bastante razoáveis.

8º F

E e 8º

De seguida, temos o quarto gráfico que demonstra que 53% dos alunos questionados julgam que os espaços verdes são suficientes (mas não devidamente tratados), 27% acham que sim, são suficientes, e 20% acham que os espaços verdes até são demais. Nós acreditamos que é difícil manter limpos e bem tratados os espaços verdes de uma escola. No entanto, é necessário ter mais cuidado com a natureza, sendo necessário aprender a viver em conjunto com ela.

e 8º F

8º E

Por último, quanto ao nome de Aurélia de Sousa, 60% dos estudantes desta escola que participaram no nosso questionário conhecem apenas parcialmente esta personagem de prestígio e só 27% dos inquiridos a conhecem bem. 13% destes não a conhecem de todo. Nós avaliamos as respostas a esta pergunta com alguma preocupação, porque são muitos os alunos que desconhecem totalmente a personagem Aurélia de Sousa. 

João Gonçalves (8ºE) e Miguel (8ºF)

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Sites de Música. Quais os limites da Ilegalidade?

O

s downloads ilegais de músicas baixaram 17% o ano passado. Entre as causas para esta quebra nos downloads ilegais está a facilidade de acesso a serviços gratuitos de streaming, os quais dão a possibilidade de ouvir músicas sem que seja necessário efetuar qualquer download. “Para a indústria da música que, há mais de uma década, luta contra a pirataria digital, o último ano foi um progresso e entre outros fatores, o aumento do uso de serviços de streaming legais e licenciados tem provado ser uma alternativa para os fãs de música, que anteriormente utilizavam redes ilegais para obter música”, referiu Russ Crupnick (vice-presidente de análise da indústria do NPD). A queda da percentagem da pirataria na indústria musical junta-se, assim, ao facto de pela primeira vez desde 1998, se assistir a um aumento das suas vendas. De acordo com a Wired, a indústria da música teve um crescimento de 0,3% no ano de 2012. Todo este debate, que

continua atual, tem como causa os enormes prejuízos que a indústria musical apresenta com a prática da pirataria. Todos os custos de produção como o aluguer dos estúdios, os contratos com os músicos, o material tipográfico utilizado, as tecnologias de som adquiridas, o material informático necessário, os gastos com a promoção e com a publicidade entre muitas outras coisas, não apresentam nenhum retorno. Pelo que o simples gesto muitas vezes impensado de fazer-se downloads ilegais pode representar para o autor e criador da música um atentado ao seu direito criativo. Assim para evitar isto propomos os seguintes sites legais: o LAST.FM, o BANDCAMP, o FREE MUSIC ARCHIVE, o RCRD LBL, o PUREVOLUME, o NOISETRADE e o JAMENDO. Na prática, estes sites acabam por ter um gigantesco catálogo de músicos independentes, onde estes podem vender a sua música diretamente aos ouvintes ou apenas aproveitam para fazer a sua promoção. Existem músicas com um preço pré-estabelecido, mas também existem outras em que os utilizadores escolhem o que querem pagar. Mas, na sua grande maioria, as músicas disponíveis nestes sites são inteiramente gratuitas. 

Dicas de Poupança de Jorge Ferreira , 11ºE

 A compra de artigos em segunda mão é uma opção mais barata. Podes também vender os artigos que não utilizas na internet, em pequenas feiras ou entre amigos e conhecidos.

  

Compra a meias com amigos ou familiares os bens que possam partilhar ou produtos em maiores quantidades, que normalmente saem mais baratos. Faz uso de hobbies, interesses ou talentos para aumentar os teus rendimentos. Sê original. Criatividade é a palavra-chave. Se precisares de usar água quente na banheira ou lava-loiça, reutiliza a água fria que sai antes para regar as plantas ou para o autoclismo.

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João Paulo Coelho Gonçalves, 8ºE


E

to tanto a nível pessoal como musical, que finalmente viu a Coralline. E foi assim que ela nasceu. Nasceu quase sem eu u nasci. Passadas poucas horas continuava no hospi- reparar e entrou na minha vida para se tornar uma parte tal e já tinha conhecido os meus irmãos e os meus fundamental dela. Mais do que um nome, a Coralline é o pais e até já tinha um pouco de fome. Chamaram-me Carolimeu alter-ego musical. É a maneira como eu gostaria de ver na, talvez em homenagem a uma bisavó minha, e a sorte deu o Mundo – voltei ao louro da infância, vesti um blazer branco -me olhos azuis e uma família musical. Alguns anos depois, emprestado do mundo do espetáculo e pus uma correia dos quando já estava um pouco mais crescidinha, redondinha e Beatles na minha Guitarra laranja. já tinha conhecido mais pessoas, decidi aprender a ler. Entre- Agora, os meus olhos já se abriram e eu vejo o que sempre tanto, a senhora minha mãe, que sempre foi muito cuidadodeveria ter visto. E já se tornou difícil distinguir-nos – onde sa connosco (apesar de ter de cuidar de duas raparigas e dois uma anda a outra também tem que andar. Somos uma só rapazes), manteve-nos os ouvidos muito limpos – o que, pessoa e apenas a nossa assinatura é diferente. Na vida real, claro, permitiu a entrada de algo curioso, interessante, fanassina o nome dela; nos caminhos das artes assinamos Coraltástico, por nós dentro. Ora bem, fazendo uma retrospetiva, line. nessa altura, já media mais de A música é feita para nos diver50 cm, já tinha cara de bolacha, tirmos, para nos apaixonarmos já lia “Os Corvos” do Huxley, e e nos conhecermos uns aos ainda tinha tempo para brincar outros. Tenho um conceito do “Deixem as vossas Corallicom chávenas pequeninas com meu professor que hei-de guara minha irmã. Fui então, aos dar sempre para mim: todas as nes nascer e vivam num saltinhos, perguntar à minha músicas são como uma árvore – mundo muito mais preenmãe o que era aquela tal coisa nós plantamo-la e tentamos que entrava por nossos ouvidos que ela cresça numa certa direchido, um mundo cheio de sem cera ao que minha violinista ção, mas ela segue sempre o mãe respondeu: “É Música, pois sol. Um músico começa a commúsica!” não!”. por da maneira que ele quer, Ao mesmo tempo que eu ia mas a música é quem, na vercrescendo e aprendendo, tamdade, guia o caminho. Basta bém a Coralline estava a ser fecharmos os olhos e confiarcriada. Não como qualquer um de nós, mas sempre que me mos no que criamos. olhava ao espelho, sempre que aumentava a minha coleção Assim, deixamos um conselho (eu e a Coralline). Vejam para de Beatles ou ouvia nova música boa. Aos 14 anos, comprei a lá do costume - afinal de contas, pode um homem ser feliz minha primeira guitarra ao meu irmão e comecei a aprender quando vive na metade daquilo que poderia vir a ser? As em casa a tocar os acordes que ouvia nas músicas que tanto relações humanas podem ser fúteis, por isso não se deixem adorava quando punha um disco daqueles 4 génios a rodar. enganar por quem não querem ser ou por outros. Deixem as Como a guitarra que o meu irmão caixeiro-viajante me venvossas Corallines nascer e vivam num mundo muito mais deu não era a ideal para aprender a tocar (uma Flying V), preenchido, um mundo cheio de música! peguei na viola que a minha mãe tinha comprado em Espanha quando tinha a minha idade e esperei que alguma coisa mais do que apenas madeira já antiga viesse com ela e uma “Welcome to Coralline’s World!" onda de inspiração me tomasse. Quanto mais aprendia, mais https://www.facebook.com/corallinemusic a Coralline começava a sair do outro lado do espelho, mas eu, com olhos que não queriam ver, olhava através dela. Carolina Brandão, 12ºano Comecei as minhas aulas de música com o professor Sérgio que, para me ensinar, me fez compor. Entretanto comprei a guitarra que se tornou a minha imagem de marca, uma Gretsch Electromatic. Foi ele, uma das pessoas que mais respei-

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Porquê ver os clássicos? Existem aqueles filmes que, apesar de não terem sido vistos por toda a gente, são mundialmente conhecidos. São uma referência importante para uma cultura que procura valores universais, com uma moral e ética muito próprias. Assim, em todos os clássicos podemos encontrar a velha luta entre o Bem e o Mal, a força das Trevas e da Luz. Para além disso, há ainda a questão da universalidade do tema, ou seja, um tema pode ser comum independentemente do lugar, do país, do continente onde estejamos e também a oposição entre Amor/Ódio e outras emoções que são consideradas comuns à Humanidade. Já na Grécia e Roma antigas podíamos observar estas duas forças opostas como, por exemplo, nas famosas tragédias e comédias que contavam as aventuras e desventuras do universo mitológico. Era frequente nas tragédias, a criação de várias “impossibilidades”, isto é, a forma de “agarrarem” o público criando situações de tal modo complicadas que o obrigava a prever o que ia acontecer de seguida. Nem sempre essa saída era a da peça, mas a Justiça e o Bem venciam sempre. Faremos então uma pequena viagem pelos filmes clássicos. Iniciamos esta jornada pelo Império Romano, numa época de grande extravagância e poder em que os mais ricos têm bastante influência sobre os outros. Ben-Hur (1959) é um dos melhores exemplos de filmes que retratam a vida em Roma. Conta a vida de um judeu de grande influência, de nome Judah Ben-Hur, que, após ser traído pelo melhor amigo romano, Messala, é escravizado. Luta, então, pela liberdade e volta para se vingar. Passados uns anos, com o retorno de Messala, agora chefe das legiões romanas da cidade e devido a um desentendimento político, este condena Ben-Hur a viver como escravo, mesmo sabendo da sua inocência. Porém, este terá, mais uma vez, oportunidade de se vingar. Podemos observar o Mal, neste caso Messala, a tentar apoderar-se do Bem (BenHur): no entanto, este, como sempre, vence. Percorremos agora os caminhos da Idade Média, período conhecido como “Idade das Trevas”, em que a autoridade era a Igreja Católica, de tal forma que houve um recuo na ciência, pois esta persuadia a população a aceitar somente o que ela dizia. Um exemplo disso é o filme a seguir… O Nome da Rosa (1986) é um livro bastante conhecido, cuja história depressa passou ao cinema. A história desenrola-se no ano de 1327, num mosteiro em Itália, onde vários monges haviam morrido em circunstâncias insólitas e misteriosas. É, então, chamado a intervir um monge franciscano, William of Baskerville, que leva consigo um aprendiz. Todavia, à medida que o tempo passa, o número de mortes vai aumentando, levando o frade a suspeitar que o mosteiro guarda um segredo. O conhecimento, em O Nome da Rosa, era visto como o verdadeiro Mal pela Igreja, representada pelos monges do convento. Portanto, a ignorância seria a saída lógica para um poder que se queria perpetuar, cujo exemplo máximo será as imagens da última cena do incêndio da biblioteca, verdadeira metáfora da morte do conhecimento. Experiência completamente diferente é o filme Romeu e Julieta. Este clássico narra o amor proibido entre dois jovens de famílias rivais: os Montecchio e os Capuleto. Uma história de amor e rancor que, no final, para grande desagrado dos espetadores, não acaba da melhor forma. Apesar de se passar no Renascimento, ambas as famílias ainda tinham um pensamento medieval. Contrariamente à Idade Média, os novos valores nascidos no Renascimento centravam-se na felicidade e na preocupação com a vida terrena. “Em tempo algum o amor teve um curso tranquilo”, afirmou Shakespeare, ao escrever uma das suas peças. Romeu e Julieta passou de geração em geração, do papel para o grande ecrã. Tal como em todos os outros filmes, também aqui podemos observar a grande barreira entre o Bem e o Mal. A pressão familiar torna-se o maior inimigo dos dois amantes, pois Julieta deveria casar com Páris e não com Romeu, pelo que aqui a imagem do Mal é a proibição enquanto a do Bem é o amor. Marta Vedor, 10ºG (continua no próximo número do jornalesas)

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Como Fazer um Site Parte 2 André Campanhã, 8ºE

Adivinha Pequena bola branca É o aspeto exterior Dois olhos vermelhos Para olhar em seu redor

Um site em HTML é dividido em 2 partes: Head (cabeça) e em Body (corpo). Agora vamos focar-nos no Head. Lá podes definir muitas coisas importantes, embora só as vás usar num grau mais avançado, quando se estão a usar outras linguagens. Para já só te vai servir para definires o título da página.

Um nariz pequenino Para cheirar o que quiser Uns dentes afiados Para as cenouras roer Orelhas compridas Ouve tudo, ao longe e ao perto Baralha os inimigos É um animal muito esperto

<!DOCTYPE html> <html> <head> <title>Titulo da página </title> </head> </html>

Isto simplesmente vai aparecer na barra de título da tua página e, num nível mais avançado e se for bem feito, nos motores de busca, como o Google e o Bing. A parte mais importante do site e que realmente vai aparecer no ecrã é o Body. Aí podes deixar a tua imaginação fazer o trabalho, pois não existem limites.

Ana Maria Neves, nº 2, 7º D

Hugo Coelho, 8ºE

<!DOCTYPE html> <html> <head> <title>Titulo da página </title> </head> <body> <!--Isto é um comentário em Html, não vai aparecer. Aqui mais tarde vai estar código--> </body> </html>

Tenta agora adivinhar O animal referido A minha última pista: É um animal muito querido!

Como já te deves ter apercebido, sempre que abres uma tag, tens que a fechar (na maioria dos casos). Vou fazer uma lista das tags essenciais para os principiantes: <h1>Titulo</h1> : Titulo Grande <h2>Titulo</h2> : Titulo mais pequeno que o h1 (Podes começar a descer o número para ficar cada vez mais pequeno) <p>Texto Muito grande</p> : Parágrafo </br> : Quebra de linha (Pode ser dada entre qualquer tag que leve texto) <a href=”http://www.google.pt”>Google</a> : Hiperligação <img src=” https://www.google.pt/images/srpr/logo11w.png” /> : Imagem (Vai ser explorado mais tarde) <i>Texto</i> : Texto em itálico <b>Texto</b> : Texto em negrito Na próxima parte vamos falar sobre cores, fontes, listas, imagens e tabelas.

Para acederes “Como Fazer um Site Parte 1”, basta seguires as instruções e consultares o Jornalesas de ABRIL 2013

online http://www.issuu.com (pesquisa: jornalesas)

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livros

Nome de Toureiro de Luís Sepúlveda

O autor do livro chama-se Luís Sepúlveda e é de nacionalidade chilena. Nascido a 1949 (64 anos) é considerado um dos escritores de referência da nova literatura sul-americana. Durante a época de 1970, esteve ao lado do presidente Salvador Allende, o que fez com que muitas das suas obras remetessem para questões políticas. Todos os seus livros estão traduzidos em português. Da sua vasta obra, destacam-se O velho que lia romances de amor e a História de uma gaivota e do gato que a ensinou a voar. Contudo, Nome de toureiro e outras obras da sua coleção conquistaram a admiração de milhões de leitores em todo o mundo. A história do livro fala acerca de Ruan Belmonte e Frank Galinsky, dois homens que viviam a sua vida normalmente até que foram submetidos à mesma missão, que consistia em ir ao Chile recuperar sessenta e três moedas de ouro roubadas durante os anos sombrios do nazismo. Gostei deste livro porque está repleto de ação e também porque, quando começamos a ler o livro, não o conseguimos largar, pois a mudança de narrador e de ação com frequência cria muito suspense à volta do livro. David Brandão, 7ºD

Tobias e o Anjo de Susana Tamaro

Costuma dizer-se que “ler é um prazer”; na verdade foi com imenso prazer que li este livro. A autora leva-nos a refletir sobre a forma como os adultos se comportam com as crianças, em situações de maior stress e como se conseguem esquecer rapidamente que uma menina de oito anos não consegue compreender o “mundo” complicado e absurdo dos seus pais. A única coisa que vê nas conversas dos seus pais é uma enorme “fita de lixo” no qual todos os adultos, à exceção do avô, estão enrolados. Essa menina, Marta, tem um avô que é o seu herói e sabe tudo, pois é o único que compreende a sua linguagem e a sua maneira diferente de ver as coisas. É um livro muito bem escrito, original pela forma metafórica como expõe as situações, num enredo que nos transporta para dentro do pensamento de Marta, que consegue transformar as constantes discussões em cores e formas e divertir-se com as soluções encontradas e ainda criar personagens, que vivem dentro dela. Boa leitura ! Margarida Corredeira , 7ºD

O Deus das Moscas William Golding escreveu O Deus das Moscas no ano de 1954 e recebeu o prémio Nobel da Literatura em 1983. Apesar de nunca ser referida nenhuma data, imagina-se que a história se passe durante a Segunda Guerra Mundial. Este livro retrata-nos o dia a dia de um grupo de rapazes, que, devido a uma acidente de aviação, se despenharam numa ilha deserta. O grupo tenta sobreviver às condições a que é exposto, com eles não se encontra nenhum adulto ou “crescidos”, como são chamados pelos rapazes. Estas crianças são obrigadas a apelar ao seu espírito de sobrevivência e de liderança . Neste livro aprendemos, ou conseguimos perceber, que numa sociedade sem regras definidas é muito difícil viver. Maria João Leandro, 8ºC

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Ilusões de Ótica

E

ntende-se uma ilusão de ótica como uma imagem que parece outra ou que pode conter várias diferentes dentro de uma. Acho fascinantes as ilusões de ótica. Por vezes são verdadeiras obras de arte, que nos transmitem sensações contraditórias, como uma certa confusão inicial, que vai desaparecendo à medida que compreendemos o desenho no seu todo. Quando compreendemos a imagem ou obra, sentimos como se algo nos tivesse sido revelado, pois há sempre qualquer coisa que nos escapa à vista. Enquanto uma ilusão de ótica geométrica nos dá uma sensação de impossível ou de algo que não faz sentido, uma ilusão visual dá-nos a impressão de que há uma ou mais imagens presentes num desenho ou de algo que nos parece estar em três dimensões. Guilherme Amorim Lopes , 8ºE

Editorial

N

ão é fácil falar de Nelson Mandela. Ao contrário do que se julga, a profusão de opiniões e de comentários sobre o homem e o político torna mais difícil a necessária distanciação que nos permitiria a objetividade. Mas não é esse o fim deste editorial. Estas palavras servem para dar um cunho emocional de que também é feita a educação e a formação de jovens. Quem foi Mandela e por que razão é tão importante falar dele? Nasceu em 1918, no seio da família real xhosa e partiu cedo da sua aldeia natal, na África do Sul, para Joanesburgo onde se forma em Direito. Na Universidade, contacta com as injustiças de uma sociedade segregacionista e racista, onde uma minoria branca, oriunda dos boers, detém o poder de uma forma ditatorial e policial. Organiza-se com a oposição e reclama cada vez mais contra o apartheid que, a partir de 1948, agrava ainda mais a repressão. A segunda vaga de colonização faz-se sentir na África do Sul e, em breve, Mandela optará pela resistência armada no ANC (Congresso Nacional Africano). O seu julgamento torna-se uma farsa e é condenado a prisão perpétua. Os estudantes portugueses, nas décadas de sessenta, setenta e oitenta lutam pela sua libertação, tal como se multiplicam, por todo o mundo, os gestos de solidariedade. No final dos anos oitenta, abandona a luta armada e apela à resistência não violenta o que lhe dará um grande capital de prestígio. Ao todo, cumpre 27 anos de prisão. A sua libertação é visionada, em direto, para todo o mundo. Mas o que realmente projeta este homem é a sua posição política quando o ANC ganha as eleições. Nunca se ouviu falar em vingança quando ela era mais que previsível perante a brutalidade do apartheid. Assim, e por sua influência, a nova África do Sul nasce sob o signo do arco íris étnico e racial. O que fica de Nelson Mandela? A generosidade, a competência, a humanidade e a firmeza perante as convicções. A grandiosidade de um homem que lutou pelas suas ideias e que convivia com a liberdade, a justiça e a fraternidade. Não há outra forma de construir o mundo e, nos tempos que correm, é necessário, mais que nunca, lembrá-lo.

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O AGRUPAMENTO DE ESCOLAS DE AURÉLIA DE SOUSA “A grandeza de uma profissão é talvez, antes de tudo, unir os homens: não há senão um verdadeiro luxo e esse é o das relações humanas” Antoine de Saint-Exupéry Vencidas as nostalgias que envolveram a sua criação, o AEAS afirma-se hoje como uma unidade organizacional coesa e consolidada no plano da administração e gestão pedagógica, financeira, da coordenação e supervisão pedagógica e orientação educativa. Preservando os valores identitários das unidades agregadas, prossegue a construção de uma nova identidade e de uma história comum. Primeiro alicerce dessa construção, o Regulamento Interno, como se lê na sua introdução, pretende, “ao instituir regras de funcionamento e uma estrutura organizacional comuns, imprimir uma mesma marca e racionalidade agregadoras”, erigindo, “como princípios norteadores da sua atividade, a formação para a cidadania, a manutenção de padrões de exigência e qualidade elevadas, num clima de escola em que se harmonizem inclusão e responsabilidade, rigor e humanismo, em permanente abertura aos desafios do tempo.” Para além do Regulamento Interno, aprovado em reunião de Conselho Geral Transitório de março de 2013, foi lançado um concurso para adoção de logótipo de Agrupamento, já apropriado por todos e representando “simbolicamente e de uma forma simples, contemporânea e de fácil memorização visual as 7 escolas do Agrupamento, pretendendo-se transmitir verticalidade (edifícios, pessoas), caráter, cultura (livros numa estante), dinamismo/movimento, modernidade, construir o futuro”, nas palavras do seu autor, acrescentando ainda que “as cores utilizadas pretendem mostrar alegria e dinâmica.” Acontece que, sinal da efemeridade que caracteriza os tempos, hoje só já somos seis. Com efeito, a escola básica1 José Gomes Ferreira encerrou as suas portas em agosto de 2013, como consequência da diminuição do número de alunos. As três turmas que a frequentavam, assim como os seus professores e funcionários, mantêm-se no agrupamento, na escola básica da Fontinha. Da José Gomes Ferreira fica para sempre a memória do serviço prestado. O Projeto Educativo, documento matricial e orientador de toda a vida escolar, encontra-se em fase de elaboração, sob a responsabilidade do Conselho Pedagógico de Agrupamento. Pretende-se, neste período de conceção, a implicação e participação ativa de todos os corpos que integram a comunidade educativa para fazer dele um documento unificador e catalisador, em que todos se revejam.

FICHA TÉCNICA Coordenadores: Ana Amaro (profª), António Catarino (prof.), Carmo Rola (profª), Julieta Viegas (profª) e Maria João Cerqueira (profª) Equipa redatorial e revisão de textos: António Catarino (prof.), Ana Amaro (profª), Mafalda Monteiro (12ºG), Mariana Oliveira (12ºG) e Maria João Cerqueira (profª ) Fotografia: António Carvalhal (prof.) Capa: Carmo Rola (profª). Paginação e Maquetagem: Julieta Viegas (profª ). Outros colaboradores: Ana Maria Neves (7º D), André Campanhã (8º E), André Monforte (11º E), Biblioteca, Carolina Brandão (12º ano), Clube Europeu, Guilherme Amorim Lopes (8º E), Hugo Coelho (8º E), João Luís Carvalhal (8º E) João Paulo Gonçalves (8º E) , Jorge Ferreira (11º E), Mafalda Monteiro (12º G), M. N (10ºano), Maria da Paz Carvalho (10º G), Miriam Seixas (11ºH), Mariana Monteiro (12º G), Marta Vedor (10º G), Miguel Pereira(8º F), Tiago Dias (12ºano), Graça Bastos (profª), Olga Moutinho (profª) e Raul Ribeiro (Assistente operacional). Financiamento: Estrela Branca l Pão quente, pastelaria; Helena Costa l Instituto de beleza; Não + Pêlo l Estética ; Deriva Editores l livros , Papel & Companhia l

A Diretora do Agrupamento, Delfina Rodrigues

ESCOLA SECUNDÁRIA/3 AURÉLIA DE SOUSA Rua Aurélia de Sousa - 4000-099 Porto Telf. 225021773 equipa.jornalesas@gmail.com

dezembro. 2013 http:// www.issuu.com (pesquisa: jornalesas)

Atividades AEC I Expressão Plástica ICarmo Rola

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Os textos para a edição XXXVII do Jornalesas foram redigidos segundo as novas normas do acordo ortográfico 1,50 €


Jornalesas dez 2013