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Rua dos Ferreiros, 165 9004-520 – Funchal Telef (+351291)214970 Fax (+351291)223002

Email: ceha@madeira-edu.pt alberto.vieira@madeira-edu.pt http://www.madeira-edu.pt/ceha/

O Público e o Privado na História da Madeira Alberto Vieira

COMO REFERENCIAR ESTE TEXTO: Vieira, Alberto (1996), O Público e o Privado na História da Madeira, vol.I, Funchal, CEHA-Biblioteca Digital, disponível em: http://www.madeira-edu.pt/Portals/31/CEHA/bdigital/madeira-geral/1996avieira-publicoprivado-I.pdf, data da visita: / /

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REGIÃO AUTÓNOMA DA MADEIRA

o PÚBLICO

E O PRIVADO NA HISTÓRIA DA MADEIRA VoI. I Correspondência particular do Mercador

Diogo Fernandes Branco (1649-1652)

ALBERTO VIEIRA

SECRETARIA

REG[ONAL

DO

TURISMO

E CULTURA

CENTRO DE ESTUDOS DE HISTÓRIA DO ATLÂNTICO 1996

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TITULO O PÚBUCO E Ó PRIVADO NA HISTÓRIA DA MADEIRA

VaI. I - Correspondência particular do mercador Diogo Fernandes Branco (1649-1652)

Colecç!lo Documentos. 5 EsTUDei, TRANSCRIÇÃO E NOTAS

Alberto Vieira EDIÇÃO CENTRO DE ESnroos DE HISTÓRIA DO ATI..Âr-:lTICO SECRETARlA REGIONAL DO TIlRISMO E CULTURA

Rua dos Ferreiros, 165 - 9000 FUNCHAL Telef.: (35191) 229635 (Fax (35191) 230341 TIRAGEM

1000 elf.emplares CAPA

Original da Carta de Diogo Fernandes Branco IMPRESSÃO

Imprensa de Coimbra, L.da Largo de S: Salvador, 1 a 3 3000 COIMBRA

Depósito L.egal107469 /97

ISBN: 972-648-114-7

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A História faz-se quase sempre com base na documentação dita oficial, emanada pelas diversas instituições. A tradição de guardar e compilar os seus documentos da gestão corrente é antiga, mantendo-se por exigências da própria administração ou recomendações da coroa. A exiguidade destes testemunhos deverá ser imputada ao desleixo de alguns e às precánas condições da sua preservação. Esta tradição da memória não atraiu os particulares e só em casos muito raros as famílias de linhagem mantiveram os seus arquivos. É o caso do arquivo dos Câmaras, que se perdeu. Deste mexia a documentação dos arquivos prende-se quase sempre com os arquivos oficiais e de instituições religiosas e caritativas. A presença de antigos arquivos familiares ou empresariais é entre nós uma raridade. No Arquivo Regional da Madeira estão, felizmente, disponíveis dois importantes arquivos familiares: Omelas e Torre Bela, mas ninguém sabe onde param os referentes à faroOia do capitão do Funchal. Assim, uma infinidade de arquivos privados perdeu-se por desleixo e incúria. Próximo de nós é de realçar os argui vos empresariais, como é o caso do da Madeira Wine Company, criada neste século da junção de várias empresas de vinhos e que por isso mesmo foi detentora de um valioso arquivo, nomeadamente da Família Cossart. Hoje parte desse arquivo dispersou-se e a outra está reunida num museu da empresa à Rua de S. Francisco no FunchaJl. Aí est,\ reunida parte significativa da História do vinho da Madeira. É no domínio do comércio do vinho que encontrámos a documentaçflo já publicada de outro destacado mercado inglês: William Eoltou. As suas cartas foram reunidas em 1928 por André L. Simon2 . Também merecem fi nossa atenção as cartas já publicadas de Duarte Sodré Pereira3, que nos I Veja-se artigo que publicámos !lO Didrio de Norteias a 20 dc Novembro de 1986: "Os arquivos particulares e li História da Madeira. Cossart Gordon & Co". 2 The Bolton letlers. 1'lle Letter.\· 01 an english mercJw.n! in Madeira. 1695-1714, Londres, 1928, vol. 1. 1695-1700, e republicadas com tradução em portugu~s por António Aragão, A Madeira "i~·ta por estrangeiros. 1455-1700, Funchal, 1981, pp. 227-393. A~ demais cartas até 1714 forum editadas em versão policopiada por Grabam Blandyem 1960. 3 Maria ]ulia de Oliveira e Silva, Fidalgos-mercadores no século XVII. Duarte Sodré Pereira, Lisboa, 1992

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revelam um fidalgo~mercador com interesses semelhantes aos de Diogo Fernandes Branco. Outros mais mercadores tiveram arquivo de correspondência privada e livros de contas, que se perderam. É o caso de Mateus Gomes Correa, de que se refere no inventário de 1680, tais livros 4 . Os arquivos de correspondência particular de mercadores para o "éculo XVII revelam-nos dois importantes: Diogo Fernandes Branco (l649~ 1652) e José de Saldanha de Albuquerque de Matos Coutinho (1673-1693). O primeiro publica-se agora, ficando para um outro volume as do segundo.

DIOGO FERNANDES BRANCO OS DOCUMENTOS: A CORRESPONDÊNCIA PARTICULAR

A documentação mais antiga que conhecemos é a conesporldêncio. particular de Diogo Fernandes Bnl.l1co, existente num copiador de cartas no convento de Santa Cl.ara, preservadas por madre Doroteia Matilde dos Santos, sua sobrinha e afilhada, filha de Manuel Fernandes Branco, que em 1732 era administradora da capela da Encarnaçfio que o mesmo criara. 5 As cartas abarcam o período de 1649 a 1652. O copiador divide-se em duas partes, se.ndo a segunda desde o ano de 1650 referentes a Portugal. As cartas do período de 24 de Fevereiro de l. 651 e 16 de Outubro de 1652, são escritas por António Gonçalves Pades. Este fjcara na ilha à frente da casa comercial, enquanto o patrão se de"loca a Lisboa, onde acabou por fixar morada 6, A partir daqui perde-se o rastro dele. Na tl"llnscrição deste copiador de cartas manteve-se a disposição originai, que nem sempre se ajusta à sequência cronológica, por isso elaborámos um quadro cronológico das mesmas. Acresce, ainda, que se procurou manter a grafia original, lendo em conta mesmo os casos de deficiência usual neste tipo de missiva, escrita apressadamente, sem respeito pelas regras da língua, l11<.lS procurando sim cOll1unicm o que importa. Muitas das cartas eram ~ ARM, Capelas, ex'. 10, nO. 249,12 de Novembro: 31ivrcs de eontll~ e 3 livros ele copiador ele carta~. ~ Cr. ANTT, COllvento de Sar/tu Clara, nO. 19. (, Em carta de 24 de Dezembro de 1650 ao Conde de Castelo Melhor oferece o seus pr6stimos em Lisboa, para onde se clcs~ocavn afim de resolver um pleito. Em Março de 1655 é referenciado no processo dacape:n instituída por seu pai (ARM, IRC, ex' 46, nO. I) como residente em Lisboa. A paltir ele 24 de Fevereiro de 165 I as cartas ,~lío assinadas por Antonio Gonçalvez Pades.

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escritas numa prova de contra-relógio, quando se subiu da saída de algum navio do porto. A correspondência regular é um sonho com concretização muito tardife. Através do registo recolhido em algumas destas carta~ é possível saber da sua demora a chegar ao destinatário e compor o percurso de ida e volta. Note-se que estas cartas enlm escritas no momento de partida das embarcações, sendo por nonna feitas várias cópias que seguiam por diversas vias, consoante as embarcações que apartavam ao Funchal. Deste modo o cOlTeio comercial sujeitava-se a estes condicionalismos, o que não impedia de manter alguma celeridade. NOME

ENVIO

RECEPÇÃO

Lui~

20 Novembro

12 Fevereiro

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22 J (lnciro

29 Novemhru

Roque Pereira da Silva

22 Janeiro

5 Janeiro

Jardim

Manuel RoL.:. Caldeira

28 Junho

·22 Janeiro

Jacques Logan

6 Fevereiro

9 Maio

Jeronimo Gomes Ramos

28 Fevereiro

19Abril

Antonio Alairc

I Mnrço

5 Abril

Luis d111ardim

15 Abril

20 Abril

Estcvao de I:3ruis

10 Abril

2U Abril

ons.

resposLa a 10 Fevereiro

Tenha-se em atenção que para as operações COmerCli.l1S da época a rapidez de circulação das notícias era importante e favorecia a actividade especulativa de muitos dos agentes. A notícia da chegada próxima de uma armada pocletia fazer subir o preço do vinho ou da casca. No total contabilizaram-se 195 cartas com particular incidêncb para os anos de 1649 e 1650, destinadas a 61 diferentes destinatários, sendo 12 para o próprio escritas pelo seu guarda livros. Os que receberam maior número destas são: Martim Filter, Estevão de Bmim, Estevão Costa, .lohão Thomas VilIa, Manuel Martim Medina, Jacql1e5 Logan, Paulo de Acquem, Manuel Fernandes Branco. As cartas em questão têm interesse, não só pela riqueza da informação que contem, como também, peJo facto de incidir no período sobre o qual nilo 1 Surge nas ilhas desde 1662, ef. Célia Rei:;, "Os correios na~ ilhas atlânticas. Notas sobre a suo. existêndl\ na primeira melade do sét:ulo XIX", in /slenhn, nC , 9, 1991,70-75.

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existem muitas informações sobre o comércio madeirense. A partir delas é possível reconstruir parte da rede de negócios em que se integrava este destacado mercador madeirense. Da sua quinta de Santa Luzia ele administrava os bens fundiários da família da Ribeira Brava, mantinha o seu expediente epistolar em dia e satisfazia os pedidos dos seus parceiros de negocio. Além disso era um observador atento das oscilações do mercado e dos produtos em troca, sempre pronto a aconselhar os parceiros da melhor oportunidade para satisfazer os seus pedidos. Mesmo assim estava sujeito a uma vida atribulada e de preocupações: as dificuldades em satisfazer os pedidos de bom vinho, os habituais problemas financeiros, a notícia de um naufrágio ou a tardança dos navios com o açúcar para o fabrico de casca e conservas e o cereal para saciar os famintos.

o ,HOMEM

E A FAMÍLIA

o primeiro Diogo Fernandes Branco que temos conhecimento nasceu no Funchal em 1583, filr.o do mercador Pedro Luís Branco e Isabel Fernandes. Casou em 16 de Novembro de 1615 com Antónia Gonçalves, filha de Pedro Gonçalves Cidrão, mereadors. Deste enlace nasceram 9 filhos, sendo de realçar o Dr. António de Freitas Branco (1639-1) que foi Desembargador da Casa da Suplicaçã0 9 , o Padre Lucas de Freitas Branco (1635-1662) e Diogo Fernandes Branco que seguiu as peugadas do pai e tios, ao dedicar-se ao comércio tmnsatlântico, não se conhecendo qualquer casamento 10 , faleceu em 21 de Outubro de 1683 11 , É este, sem dúvida, o autor das cartas, pois com a morte de seu pai em 1644 desfez-se a confusão dos nomes 12 . ~ Sobre a intricada genealogia dos Brancos veja-se Fernando de Menezes Voz, Familias do Madeim e Porlo 'santo, Funchal, s.eI., pp. 244-246. 9 Cf. "um madeirense emissário secreto de D. Pedro II", ln ArquIYo Hist6rico da Madeira, IX, 1959, 82-87. 111 No processo da capela instituída pelo seu pai, refere-se que não deixou descendenle, ARM. Capelas, maço 46, n 1. 11 Em 1695 Arquivo Nacional da Turre do Tombo, (AN'IT) Proyedorkl e Junta da Real da Faundado Funchal (PJRFF), n°, 969, 11 3-3vo, de 6 de Março) era administrador dos seus bens o Doutor Ant6n;o de Freitas Branco . .;~ Nas cartas de 27 de Fevereiro e 25 de Maio de 1649 refel'e-o Manuel Fernandes Enmco, como seu irmão. CE. ANTI, PJRFF, n°. 965a, fls. 400vo-401v~. Note-se que Rui Caritll (História da Mad,;!!'ra (1600-1700). As dinastias Habsburgos e Bmganças, Funchal, 1992, pp. 71, 96,119,178,200,209-210,263,266,285-286,311,319-320, 341, 348, 360, 423, 430), não distingue o pai do filho nM diversas referencias que faz à documenlação onde surge o referido nome. Q

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Do rastro deste Diogo Pemandes Branco, pouco mais perpassa pam além das suas cartas. Assim, em 1649 sabemos da promessa de uma comenda da Ordem de Avis, todavia s6 temos notícia de lima carta de paddio de vinte mil réis da terça, com o hábito de Crista, nos bens de D. Diogo de Teive na Ribeira Brava13 pejos serviços prestados a S. M. na defesa do porto contra os piratas. Este mesmo documento infarma~nos, em nota marginal, da data d<l sua morte: 21 de Outubro de 1683, Em 1667 foi feito capitão da comp;mhia da Ribeira d~ Gonçalo Aires !', Note~ se que o mesmo sucedeu ao pai como capitão do fortim dos Louros 1j , Deste modo o período que decorre de 1652 até fi sua ma ne cm 1683 não temos muiUls mais notícias da sua actividade comercial, pois que faltam as cartas que espelham essa realidade. TodilVia, nlguns documentos ev idenc iam que o mesmo manteve activa actidade comercial, dentro dos mesmos padrões, até à sua morte. Assim, em 16761G é parceiro de 10110 Fernandes Vieira no comércio da Guiné. E, em 1677 17 sabemos que era administrador da Junta do Comércio Geral na ilha, Esta. ultíma. situação deve tê-!o ocupado parte significativa do final da sua vida, deix:ando no entanto a.lgumas dívidas no valor de 3.227 .603 réis de que se encarregou o seu <ldministradol", Odoutor Antonio de Freitas Branco lS• Pela correspondência s abe~se que Diogo Femandes Branco ficou como a administrador do património da fa mnia. que inc1ufa a Quinta de Sama L\11..ia e outros mais terrenos espalhados por toda a ilha, algllns adquiridos pelo pr6prio A quinta estava de vin has, sendo fi. produção em 1650, ano mau de 1.0 pipas l9 , sendo em 1651 de 5 pipas20 , Oll tra quinta ex.istiu nos Louros onde se constrniu cm 1656 uma capeta da invocaç110 de Nossa Senhora da Encarnação21 , Aqui é de realçar o arrendamento do morgndio de Diogo de I~ At-frr, PJRFF, nO, 96!'ia, tl s, 4OQv·-40 l V·, " ~um ma dei ~nse emiss.irjo secreto .:Ic D. Pedro II", in A rqllil'Q Hisltlrico fÚJ Modeiro, IX, 1959, (l . 84. I~ Este fora edific.1do por seu pai cerca de 1640 e pUf ele IIrtilhndo. A provisão que lhe atr ibui {] tftulo de capifi'[o é de 4 de Setembro de 1644 (A NTI, Choncelaria lle D, Jo,10 IV, U 2° de portar i a~ do rcino, fi , 24.5), Em 1697 em cOIlUestílVeI do lIilo fo rte Nanuel dn Costa Tanoeiro (AN1,., pmFF, nO 969, tls, 76-76'1°), N otc~~e que a filho

pro;:edeu a algumas modificações no fortim, pois cm carta de 9 de Dezembro de 1649 refere I"crgasLo aí muito dinheiro e da sun preten~ãa de terminar ti. obra no prato de dois unos, I ~ ARM, CMF, regislo gemi, t , VII, I"!. 30 de 3 ele Julho,

Arquivo Histórico da Mudeira, vaI. VII, 1949, p, 234, ANTr, PJRPF, nO, 969, n. 3~ 3v·, 6 de Março de 1695; ARM, RGCMF, t. VII, OS. 201 vQ~202v·, 24 de Março de 1695 . •~ Carta d~ 26 de Novembro. 11

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C:lIin 25 de Setembro.

11

Livro primeiro da cO.mam eclesiásticn, fi. 20'1°, 23 de Dezembro de 1656.

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Teive nu Ribeira Brava, pertença da coroa, sabemos que esta fazenda rendia cerca de cem pipas de vinho 22 . Este mantinha-se já na posse da família23 . Note-se que o senhorio fora confiscado pela coroa a Diogo de Teive como represália da sua retirada junto com o ocupante castelhano de quem era fervoroso ac1epto 24 . De seu pai herdou também alguns problemas que o incomodaram no ano de 1650 e que o levaram a Lisboa a fim de resolver a demanda surgida, de modo a evitar que os bens sequestrados fo~sem à praça. O sequestro e a devassa surgem por dívida de sell pai em 17 contos do dízimo das Desertas e sobre o açúcar da nuu de S. Lourenço, vinda de S. Tomé, que não havia pago direitos. Aqlli. Actua pessoalmente e intercede junto dos amigos influentes perante o Conde de Catanhede25 . A sua devoção religiosa está bem patente na construção da ermida à Quinta dos Louros e do seu constante apoio às confrarias de Sto António e do Santíssimo Sacramento do Convento de S. Francisco, em que aparece a custear as suas festas 1G •

OS NEGÓCIOS Diogo Fernandes Branco segue uma tradição de família, dando continuidade ao~ negócios do pai. A Slla casa comercial, sediada na freguesia da Sé, certamente na rua de João Esmeraldo 27 . Nesse sentido manteve o arrendamento de seu pai na loja de Gaspar Brito Betancor à Rua do Esmeraldo, a este acrescenta outra meia loja em 16682~. Contava com dois servidores: António Gonçalves Pades e João Fernandes Pedra. Este último era em 1642 o seu caixeiro29, 12 ClIrt<t de 12 de Dezembro de 1651. ~J ANTT, PlRFF, n" 965a, tl92v"-94, 28 de Novembro de 1653. l4 ANTí', PJRFF, n° 966, n~. 3~_3~vo. 25 CC Cartas 22 de Julho, 10 de Agosto e IS de Setembro de 1650. Outra dívida de tempo do contrabando foi também demandada por Cosme Camelo, tal comOl'efel'e em carta de 25 de Março de 1649. 26 Carta de 12 de Dezembl'o de 1651. n Foi detentor de vúrios prédios no Funchal, sendo referenciada a compra em 1668 (]e um prédio dc Joao Valdaves~o, na RU[l de Joao Esmeraldo, por 27.596 réi~ (ANTT, Cabido e Sé do Pimc!wl, maço 33, n". 14). :!li ANTI, Cnbido ela Sé do Funchal, maço 33, n". 14,28 de Março de 1667; ibidelll, maço, 33, nO. 14,25 de Janeiro de 1668. N AN'IT, Sé do FurJC/w l, 1\J11ÇO 6, J5 ue Outubro. Conforme nx:onhccimcnto do escrivão André Homem de Gouveia.

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A sua actividade incidia, preferencialmente, na exportação de vinho para Angola, onde trocava por escravos que, depois, ia vender ao Brasil por açúcar. O circuito de triangulação fechava-se com a chegada à ilha das naus, vergadas sob o peso das caixas de açúcar. A partir daqui iniciava-se outro processo de trnnsfonmlção do produTo em casca Oll conservas, que durava cerca de trinta dias lO• Esta era uma tarefa caseira que ocupava muitas mulheres na cidade e arredores. Os mercadores, como Diogo Fernandes Branco. coordenavam todo o processo, de acordo com as encomendas que recebiam, mn9. vez que o produto depois de laborado deveria ter rápido escoamento. Os principai.~ portos de destino situavam-se no n orte da Europa: Londres, St Mala, Amburgo, RecheIa, Bordéus. Temos referência de uma viagem desse tipo organiz..'1da por S1.1 il conta, com a colnboração no risco de alguns parceiros, que não chegou a reali.zar-se. Em 22 de Setembro manifesta interesse no fretamento de um nuvio com vinho puru Angola, onde tomaria "presas" para condLlzir à Bafa, para essa missão flcou encarregado e seu moço, António Gonçalvez Pades. Todavía esta aventura ficou envolta em diversas peripécias: em Abri l o moço adoeçeu e à chegada dn nau Sermenho em Junho de 1650 deparou-se com a sua tomadia pela coroa para levar mantimentos ao Brasil, acabando por desistir da viagem em Novembrol ' . Mesmo assim carregou por diversas vezes, à conta de outrem vinhos para Angola, sendo de realçar as 100 pipos conduzidas com O govenlador em 1651 32 . Diogo fiernundes. surge-nos neste circuito como o interlocutor directo dos mercadores das praças de" Lisboa (no caso Manuel Murtins Mcdinu), Londres, Rocheln ou Bordéus, satisfazendo a sua solicitação de vinho e derivados do açúcar a troco de manufactunls, uma vez que o dinheiro e as letl1ls de c.umbio, ra ramo?!lte encontravam destinatário na ilha. A par disso manteve a S~la rede de negócios. apoiado em alguns mercadores de Li sboa, e das principllis cidades brasileiras. Os portos e centros comerciais que detinem li. teia d~ s opernçOes comerciais de Diogo Fernandes Branco estão perfeilaml!:nle demnrcados, se dermos atenção às embarcnções e seus destinos (Veja-se anexo I e 3). Ass im, um dos eixos importantes é 11 Europa, dominada a norte pelos portos de Ame!;terdão, Rochela, e Se Maio e no continente português p OI' L\~boa c

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Cl'. Cartl1 de 2 de Julho de Hi49 .

cr. Curtas de '22 de Setembro, 13 tl

18 de Outu bro, 6l1eDezembro de 1649, IOde Abril, 17 de Ju nho. 22 de lulhu e 26 de Novembro de 1650. 11 Cf. Carta de 5 de AS~SIO. .

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Setúbal. Do outro lado do Atlântico a maior incidência é na Baia, Rio de Janeiro e algumas Antilhas, como Barbados. As ilhas não estão fora do seu alcance, pois é notória a sua pres;ença na ilha Terceira e S. Miguel, com esporádicas referências a Cabo Verde e S. Tomé. Esta situação não está longe da realidade do movimento comercial do porto do Funchal, tal como se poderá verificar das exportações em 1650 33 . A rota dos Açores, tal como já tivemos oportunidade de o demonstrar noutros trabalhos 34 era imposta pelas autoridades em momentos de penúria cerealífera. Para a primeira metade do século XVII temos notícia de um Diogo Fernandes Brarico, o pai ou o filho, obrigados a esse compromisso35 • O Brasil e Angola assumem nas suas operações comerciais um lugar de relevo. Ele é um dos principais protagonistas e incentivadores destas rotas comerciais. Ne~tas operações contou com um poderoso aliado, João Fernandes Vieira36 , o madeirense libertador de P~mambuco, com quem fez em 167637 sociedade para o comércio na costa da Guiné. A par disso é evidente a sua ligação à comunidade judaica, que actuava entre o Brasil e os portos do norte da Europa. No primeiro caso podemos assinalar Estevão Csta, Francisco Fernandes Funas38 Note-se que o comércio com a costa africana e o Brasil foi alvo de profundas alterações na segunda metade do século XVII. Em 1649 a coroa fundou a Companhia Geral do comércio do Brasil, ficando a Madeira com o estanco do vinho w e a possibilidade de envio de duas embarcações com

33 Cf. F. Mauro, Études Ü'onomiqlles sur I'e;;pation porlugaise (1500-1900), Paris, 1970, pp. 25-27; Fernando A. Novais, Portugal e o Brasil na crise do antigo .\·istema colonial (1777-1808). S. Paulo, 1986, p. 25. ~ Cf. "O corn~rcio de cereais dos Açores para a Madeira no século XVII", in Boletim do Instituto Histórico da Ilha Terceira, vaI. XLI (1983), pp. 651-677. 11 ARM, CMF, 1625, 11s. 47yD-49, 4 dcJulho; ibidem, 1626, fi. 5yc, 16 de Janeiro. )Ii Cf. José Antonio Gonçalves de Melro, João Fernandes Vieira, 2 voIs, Recife, 1967. 'Jl ARM, vaI. VII, p. 234, 21 de Setembro. ~ J. G. Salvador, Os cristãos-novos e o comércio no atlilntico meridional, S. Paulo, 1978. :1') Francisco de Vascol1::elos e Sousa, "A companhia geral do comércio do Brasil e a ilha da Madeira", in Islenha, nO. 6, 1990, pp. 9-10; idem. "A primeira frota da companhia geral do comércio do estado do Brasil", in lslenha, 8, 1991, pp. 55-56. A primeira frota comandada pelo Conde Castelo Melhor apartou ao Funchal em Novembro de 1649. Diogo Fernandes Branco deu crédito de 100$ rs ao próprio conde, com o compromisso de lhe devolver em açikar no Brasil. Nesta frota carregou apenas marmelada, esperando na volta açdcar por mão do seu amigo Jono Velho Gondim, veja-se carta de 23 de Novembro.

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capacidade para 300 pipas de vinho40, O movimento destas embarqções fazil'He, de acordo com recomendação do conselho da fazenda41 , com toda a descrição e as licenças deveriam ser entregues os mercadores da ilha, havendo para o efeito um livro separado na alfândega42 , A partir de 1664 estes navios passaram a pagar 50,00 réis de donativo, existindo para o efeito no Funchal um comissário dos comboios, a quem competia proceder à sua arrecadção. Em 1676 era seu administrador Diogo Fernandes Branco43 , Aliás, em 1695, o seu testament,irio foi demandado pela Fazenda Real para pagar as dívidas dessa arrecadação que orçavam 3.227603 réis 44 . São múltiplas as operações comerciais regi.stadas nesta documentação epistolar, À primeira vista parece-nos que o mesmo se especializou em duas actividades paralelas: o comércio de vinho para Angola e Brasil e o de açücar e seus derivados para adocicar os manja;:ç:s dos repastos da mesa europeia, As despesas com o envio do vinno eram elevadas, sem contar com a necessidade de cobrir as quebras no embarque 45 , De vinho sabemos ter embarcado 3339 pipas, das quais 41 % foram destinadas a Angola:

-

DESTINO

PIPAS

Angola

1368

- - --- ---- - -------------- --------Barbados

21

Brasil

133

C, Verde

25

Lisboa

108

Londres

232

Olllros

1452

TOTAL

3339

Fonte: Cartas de Diogo Fernandes Branco

~Il ARM, C&mara MUflicípal do Funchal (CMF), t. vi, fI. 100, carta régia de II de Agosto de 1650; jbidelll, t. VI, fI. 169'1"-170, 3 deJulho de 1652, 41 ANTI, PIRFF, nO, 960, s.n" 25 de Maio de 1677, 42lbidem, n", 964, 118, 429-429'1",16 de Agosto de 1663, Na documentaçllo da alfândega do Funchal existem alguns destes livros. Veja-se n 10, 57-112, 113-121, 124-134, 17[,210-211. 43 ANTI, P1RFF, nO, 966, 2 de Maio, ... ARM, RGCMF, t, VII, fls. 201'1°_202'1°, 24 de Mmço; ANIT, P1RFF, 969, fls, 3_3'1", 6 de Março, 4~ CC Carta de 25 de Maio de 1651, D

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Estas operações comerciais deveriam ser constantes e vultuosas, pois s6 no perfodode 1649 a 1652 elas tOlnlizamm 10.068$253 réis. É de realçar aqu i o caso de Manuel Martim Medina com quem o nosso inlerloclllor mallleVe assíduas re lações: são referidas 12 cartas e operações co merciais no valor de 2.273.655 rs. De acordo com o movimento de entradas do porto do Funchal no ano de 1650 o mesmo {mnsaccionou mercadorias no valor de 69$818 réis, o que o coloca em décimo lugar, com 2% do valor lotol411 • Outro aspectos significativo revelado nUs cartas prende-se com as operações finance iras que davam cobertura às comerciais. O normal curso desta~ operílções é barrado pela insistente fal ta crónica de dinheiro, o que implica um recurso ao crédito, às letras de câmbio e à troca directa (Veja-se anexo 3). Esta é uma das frequentes preocupações que que trasnparece nas SU<lS cartas. Fallam-lhe os meios para pagar os arrendumentos, para cobrir as dividas e pagar os vinhos aos lavradores e as casca às conserveiras. Tal como refere em 9 de Dezembro de 1649, "não sou senhor de cabedal algum e tenho notnvees empenhos e buracos que VO~l tapando com esforço". A cobrança d'15 dívi das é outro quebra-cabeças, pois os devedores furtavam-se por diversas formas ao seu pagament047 • Esta situação das acliv idades comerciais de D iogo Fernandes Branco não é de modo algum ep isód ica, no contexto da estrulllra comerc ial madeirense da segunda metade do século dezassete, po is comprova, como vimos, umu das dominames deste processo: a ilha com intermediária entre os interesses da burguesia comercial do Novo e Velho Mundo. Um dos componen~ tes base deste puzzle é constituído pelo porto do Funchal e toda uma chusma de pequenos burgueses que aguardam a oportunidade de singrar em mis negócios. Angola e Brasil são os outros dois vértices deste triângulo. Episodicamente surge-nos Barbados<\s, que só singrará a partir deste momento com fi afirmação hegemónica da burguesia comercial britânica no mundo utlfintico.

4(, F. Mauro, oh. cit., p. 27 . •1 Em 10 de Abril de 1650. ret'ere que Alldr~ Fernílndez fugiu pilrn o Porlo Sunlo, sendo sua mãe quem cobriu as dívidas. ta Cf. carla de IOde Abril de J 650. João Fernandez. Pedra Jev3r 40 pipas de vinho para Bllrbados. mas opanhou umo lempestade nu mnr allu chcgundo a muitu cu~1U no destino, com levlldas perdru:.

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ASPECTOS DA ECONOMIA E SOCIEDADE DA MADEIRA NOS SÉCULOS XVI E XVII ATRAVÉS DE ALGUNS DOS SEUS PROTAGONISTAS "A ilh'l da Madeira .. que Deus pôs no mar ocidental para cscnla, rel"úgio, colheita e remédio do~ mrvegmllcs, que ele Porlugnl e de outros rcgnos vão, e de outros portos e navegar;ões vGm pam lliverSllS partes, n16m dos que pam ehl .~Oinente navegam, levando-lhe mercadorias estmngeira~ e muiLo dinheiro para se aproveitar do retorno que dela Ie.vam para suas terras, .. ". (Gaspal" Frutuoso, Livru sC!,'lllUlo das Saudades da Terrn, P. Delgada, lY79, pp. 99-100)

o texto de Gaspar Frutuoso propicia-nos sempre múltiplas pistas capazes de definiram uma orientação na pesquisa histórica. A ligação desta fonte narrativa com as documentais disponíveis é a via mais segura a seguir. Todavia estamos habituados a ver e ouvir perspectivas que só se apegam II este testemunho, alheulldo-se do que diz a documentação, com dados, por vezes, contraditórios. Não é o caso do tema que nos propomos tratar, pois Ga~par Frutuo~o, por inúmeras vezes, trnça de forma clarividente os vectores que definiram o relacionamento da ilha com o Novo e Velho Mundos, no decurso do século dez.:'lsseis. A total comprovação desta realidade está na documentação, nomeadamente nos registos alfandegários e protocolos notariais. Os acervos documentais madeirenses carecem de ambos os núcleos documentais, o que obriga o historiador a enveredar por outro caminho. A compilação ele todos os dados, ainda que desconexos, é a via mais usada, o que conduz aquilo a que:;;e soe designar de História anedótica. A tudo isto acresce o facto de por norma ~e e~qllecer que o Homem é o verdadeiro protagonista deste processo, pelo que é sacrificado em favor dos números. Por isso hoje decidimos inverter os papeis e começamos pelos homens, como meio pam chegar a definição dos vectores do comercio madeirense nos séculos XVI e XVII. A historiografia vem defendendo \'mica e exclusiVllmente a vinculaçlío da ilha ao Velho Mundo, realçando apenas a importância de~ta relnção umbilical com a mãe-pátria. Neste sentido o~ séculos XV e XVI seriam definidos como os momentos áureos deste relacionamento, enquanto a conjuntura seteccntista seria a expressão da vimgem para o Novo Mundo, em que o vinho assume o papel de principal protagonista e l."esponsllvel destas troca,'; comerciais. 15

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Os estudos por nós realizados vieram a con firmar que n .situação do relaciormmento exterior da ilha não se resum ia apenas a estas situações4\!. A margem destas imporlante vias e mercados subsistem ou tras que activaram tamMm a economia madeirense, desde o séc. XV. Neste contexto as conexões com os arquipélagos próx imos (Açores e Canárias) ou afastados (Cabo Verde, S. Tomé e Príncipe) foram já motivo de uma aprofundada explanação, que propiciou a sua necessária valorização na estrutura comercial madeirenseso . Aqui ficou demonstrada fi importância assumida por estes contactos humanos e comerciais , que no primeiro caSo, resu ltou da necessidade de abastecimento de cereais e, no segundo, das possibilidades de intervenção no trafico negreiro, mercê da sua villcu lflção às áreas africanas da Costa da Guiné, Mina e Angola. Para além deste privilegiado relacionamento com o mundo insular, a praça comercial madeirense foi protagonista de outros destinos no litoral africano ou americano e rosário de ilhas da América Central. No primeiro rumo ressalta a costa man'oquinn, onde os portugueses assentaram algumas praças, defendidas, a ferro e fogo, pelas gentes da ilha, No século XVI, com a paulatina afirmação do novo mundo americano Coste iro e insular, depara-se à ilha um novo destino e mercado. que pautará o seu relacionamento externo nas cenlÚrias posteriores. Este novo mundo e mercado foi para muitos u ma esperança de enriquecimen to ou a fonna de assegurar n posse de bens fundiários. Em qualquer das situações o est reitamento dos contactos depende, primeiro, da presença de uma comunidade madeirense que pretende manter o con tacto com a terra-mãe e depois das possibilidades de uma troca favorável. Neste contex to a oferta de vinho por parte do madeirense e a sua procura pelos agen tes do trafico ne.greiro, para enganadoramente oferecerem aos sobas africanos, ou do outro lado do Atlântico saciar a sede do europeu a troco do açúcar, foi o prtncipal motor deste relacionamento. Esta situação influencio?- decisivamente ,a estrlltura comercial 'da ilha, o. partir da segunda metade do século XVI. Desde então as conexões comerciais adquiriram uma 4')"0 com~rcio de cereais dos Açores para n Madeira no sb::lIl0 XVII", ln Os Afrm'!,r,

A. Heroísmo, J984; "O comércio de cercais das Canúrias paro a Madeiro. nos sf.culos XVI e xvn", ill VI Colóquio de H /i/orla Cunatio Amel'icana, Las Ptllmi\s, 1984; "Madeira e Lam.arole, comércio de escrnvos e cereais no século XVU", ln IV Jornadas de Historia de Lanll1rote e Fuerteverttura, Arrecife de Lnnzarote, 1989.

e o AI/tlnt/CD (sér:ulos XIV-XVII),

SII O c~mircio inter-insuJIl" (Madeiro, Açores e CO'lórias) Func.hal, t 987.,

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séculos XV e XVI,

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maior complexidade, fazendo com que a Madcira, através do seu vinho, se transformasse num ponto importante do circuito de triangulação, que passou a dominar os contactos entre os portos da costa ocidental africana a americana e as Antilhas. Neste contexto foi exemplar e decisiva a acção de dois madeirenses-Diogo Fernandes Branco e Francisco Dias que aqui e agora pretendemos revelar. A eleS associam-se dois ingleses Bartolome eueHo e William Bolton que matizaram de fOLma diversa esse relacionamento externo da ilha51 . Aqui, mais do que a morosa explicitação numérica desta realidade, interessa-nos a intervenção particulnr de cada um, as múltiplas atribulações a que as suas operações foram alvo, neste mundo tão complexo. Cada um de por si poderá ser definido como o paradigma de cada uma das cambiantes que o relacionamento externo da ilha materializou no decurso dos séculos XVI e XVII, pelo que o aprofundamento destes casos particulares é prescindível para nrticular esta problemática. Hoje deixamos uma amostra deste estudo em curso, que proximarnente apresentaremos em toda a sua exaustão. Insiste-se no facto de que as Canúl"Ías e os Açores foram os principais protagonistas do comércio com o Novo Mundo, deslocando-se a Madeira para uma posição excêntrica. Todavia o confronto dos dados disponlveis na documentação revelam o contrario, contribuindo para isso o facto de a Madeira ter servido de mexido para todas as tentativas de valorização económica do Novo Mundo. Esta ultima situação favoreceu uma pronta emigração de madeirenses, especialiZOldos nas diversas tarefas, e propiciou a manutenção do relacionamento, ainda que por vezes sentimentais. Além disso esta situação saiu reforçada com a oferta madeirense de produtos demandados por estes novos mercados. E, finalmente, deverá juntar-se a activa participação do.., mercadores da ilha nesses circuitos comerciais, então traçados para o fornecimento de mão-ele-obra escrava ou escoamento do açúcar. O mercado negreiro da costa ocidental africana foi alvo da atenção dos madeirenses, que cedo se intrometeram neste trafico com destino à ilha, ao velho continente e, mais tarde, ao novo mundo americano. Os madeirellses participaram activamente no processo de reconhecimento das terras do Sul.

51 A. A. SARMENTO, A M'ldeira e (IS praças de; África. dum c{/dl!rIlo de {/ponfa/lten· los, Funchal. 1932: Robert RICARD, "Le~ places luso-marocaines et les lIes porttlgni~es de

l'Atlantiquc", in Anais da Academio PorlUglle'\·'1 de Historiei, II série, vol. II, 1949; António Dias FAIUNHA, "A Madeira e o Norte de; Ál"rica nos séculos XV e XVI", in Aclas do I Colôqrlio Internacionaí de Hi.noria da Mwleira. 1986, valo I, Funchltl, 1989, pp. 360-375.

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Aliás, desde 1470 o Funchal funcionou como um importante entreposto para o comércio africano. Este relacionamento progrediu mercê de urna conjuntura favorável aos contactos com estas paragens: em 1483 D. Manuel recomendou as maiores facilidades no pOlto do Funchal para os navios de Cabo Verde, depois, a partir de 1507, foi a isenção do pagamento de direitos nos produtos exportados de Cabo Verde para as ilhas e reino. Tudo isto facilitou o acesso do madeirense ao mercado de escravos. Deste modo a ilha foi um dos primeiros destino dos escravos resultalltes das primevas razias na costa ocidental africana. Nos entrepostos do trafico negreiro em Santiago, S. Tomé ou Angola, a presença de madeirenses era frequente. Eles gozavam mesmo, desde 1562, de privilégios especiais na captura escravos para as suas fazendas ou venda aos seus compatrícios que as possuíam. Outros procuravam intervir no rendoso contrabando, alargando" os seus negócios até ao Brasil ou Antilhas. Muitos, fascinados pela aventura destas paragens, cJecídiram~se por uma intervenção directa, fixando-~e em Santiago ou na Costa da Guiné. Note-se que a situação de vizinho era condição obrigat6ria para participar neste trafico negreiro 52 . Eles privavam-se da família e da vida amena da Madeira e sujeitam~se a uma aventura de solidão e de dificuldades, motivaM das pelas condições climáticas da zona. Toda a animação comercial tem por detrás um conjunto variado de agentes, que de fonna directa e indirecta são os pilares do siterna. Aqui merecem a nossa atenção os mercadores pelo papel que jogam na definição das rotas e manutenção do seu trato. Estamos habituados a estudos generalistas, incidindo sobre grupos, enqundrados por nacionalidade, e raras vezes descemos ao pormenor da vivênvia e actividade particular de cada um deles. Tudo isto porque a documentação é traiçoeira, retirando-nos a possibilidade de conhecimento dessa realidade. E, deste modo, quando temos alguns dados que indiciem essa recôndita realidade, todos rejubilamos. É isso que sucede com Diogo Fernandes Branco, um destacado madeirense que se 'intrometeu nas relações comercjai~ entre os principais mercados atlânticos do século XVII. A descoberta de parte significativa do copiador de cartas, permite-nos avançar para o conhecimento da sua vivência, ao mesmo tempo que entreabre as portas para uma abordagem da ~ociedade e economia da época.

de

52 Confronte-se Antúnio Carroira, Gabo Verde, Lisboll, J983, pp. 29-53.

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Mas este não é um caso isolado, sendo possível apontar outros se'us contemporâneos com a Dctividade semelhante, sendo todavia diversa a documentção disponíveL Deste modo, para além da correspondência particular, que tem eco no inglês William Baltam, outras fontes preenchem o mesmo papel: São elas os testamentos e apostilhas, ou os processos perante o Santo ofício, quando excessivamente pormenorizados no retrato das actividades da pessoa em causa. É isso que sucede com o testamento de Francisco Dias e o processo face a inquisição de Las Palmas de Bartolome CoeIlo.

FRANCISCO DIAS Francisco Dias foi um, entre muitos destes, que se lançou na aventura, fixando morada na Ribeira Grande. Aí foi escrivão do almoxarifado e memposteiro mór da rendição dos cativos, com um activo agente cio trafico negreiro da costa africana próxima. Mas ele, como muitos outros, não suportou por muito tempo as agruras do clima, sendo acometido de doença súbita que o levou à morte. Idêntico havia sido já o destino do seu sobrinho Joham Fernandes, que foi apanhado pela morte numa operação comercial na Costa da Guiné. Este não teve tempo para lavrar o testamento, o mesmo ni'io sucedendo com o seu tio que o mandou lavrar em Outubro de 1559 5\ o que nos permite reconstituir parte substancial da sua actividade. Aí está clara umu teia de negócios que se iniciava na Costa da Guiné e estendia-se até à Madeira, ou Honduras e São Domingos. Francisco Dins residia na Ribeira Grande em amplos aposentos, recheados de boas mobílias (no testamento refere:" leito e cortinas e cama e roupa de linho e caixas e toda llouça e mesas he cadeiras"). A exemplo de muitos mercadores portugueses mmlteve-sc solteiro, e parece querer passar esponja sobre o seu passado, (no testamento diz que "não be casado nem nunca ho foi e que não tem pai nem mãe nem filho nem filha nem outro nenhum herdeiro"), sendo o serviço da casa assegurado por Joana Lopes, dois escravos negros (António e João Salvador) e uma negra com dois filhos. Não é fácil reconstituir a ge.nealogia de Francisco Dias pois a proliferação de homónimos, quer em Cabo Verde, quer na Madeira não facilita a sua ,I) Arquivl.l Regional da Madeira, Mí.l'erfi:(Írdia do Funchal, nl. 61-;4, fl~. 785-790v", publicado por nós em 0.1' "'sermO.1 /lO arquipélago da Madeira tIOS século.\" XV {( XVlI, Funchal. ! 991 .

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completa identificação e o seu mundo, pan\ além daqui lo que rica claramente expresso no testamento. Na Madeira residiam as s uas irmãs Isabe l e Bemriz Álvares, sendo a plimeira casada com Álvaro Fernandes. Joham Fernand es54 era filho deste casamen[Q e estava comprometido com o trafico negreiro da Guiné. Ao apelido Dias associa-se uma tradição dc famíl ias judaicas, com ramificações na Madeira, Açores e, mesmo, Cabo Verde. Em qualquer destes três espaço!': aos indivíduos identificados com este opelido surge, quase sempre, associada a origeln judaica e a actividade mercunLil5S . Na Madeira süo vários os indivfduos com o apelido DIAS associados ao sector comercial, havendo dois como o nome Franci sco, Destes apenas um, Lopo Dias, é conhecido como judeu56 • O mesmo se poderá dizer em rela~ ção !lOS Açores, onde encontrámos onze, sendo três judetls ~7 . Neste grupo poderwse-!í incluir os Dias de 5. Miguel, a que se encontra associado o Dr. Gaspar Frutuoso, considerado filho de 11m Frutuoso Dius , activo mercador da cidade de Ponta De1gadn~~ . Em Cabo Verde é também evidente a presença destes, aqui relacionados com a adm inistração e tmflco negreiro. Assim smge-nos dois como ahnoxarifes (Á lvíII"o e Gaspar Dias), oulro como contudor (Damião D ias) c dois envolvidos no [rafica negreiro (Francisco e Vicente Dias). Também aqui esta comunidade judaica era por demais evidente, o que terá levado António Correu de Sousa, o capi[ão da cidade da Ribei ra Gnmde, a afinnar que a Guiné estava "perd ida., por cauza desta ilha e G uiné estar coalhada de chri stl10s novos que levam para lá muitas mercadorias, qne se deve ao

~ Não deverá ser o mesmo qlle em 151 4 ~t! cn~lltrnV!l em CtLbo Verde com melllposteiro m!)!" da rcndir,:iio dos cUlivos, e dificilmente pod~rá ser idol1tifi cndo com um Johllm Pern flndes, mestre de navio e c!tpi tão, que l1a perfodo de 1513 n 151 S \ro\.lX~ dn costa da Guiné 56 peças de escravos (confronte-se Historia Geral dr! (..'(11)0 Verde, cmpo doclllne/J",I, vaI. tt, Lisboa, 1990) . .t l Sobre n intervenção dos cristllos-novos neste comét'd o veJ!I-sc José Gança!ves SAI..vADOR, Os cristríos-novo,1' e o comérciu 110 .A,fltlnt/cu mel'/dionC/l, S. Paulo, 19n, pp. J -36; idem, Os magnClta,r (lo tráfico nfgreiro, S. Paulo, 19B I. 51, Confronte-se nosso estudo O comr!rcio irllr!/"-fll.wIClr. ,ftculos XV e XV!. Funchal, 1987, np. 167. 168. ~llbidcm , p.

177.

Rodrigo RODRIGUES, "Notíci a biográticn cio Dr. Onsp!lr PnI IUQ~I>,', in Livm primeiro {{/Js S(/Udt/des c/ti Terra, Ponhl Delgada, 1966, pp. XV-CXVIl; Confro nlc-se Antónia Ferreiro de SERPA, SW./IJI Quique (. .. ), Pono, 1925; e Maria Ana M. G. Horge..'\ COlmNHo, "Cristil:os-Novos nos Açores. o caso de Ga~par Di IlS~, ln /Jo[ctim do Institllto Histórico (lu /Um Terce/ru, vol. XLV. lomo I, Angra do Heroílllno, \988, pp. 625-664. jA

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corregedor que os traz tão favolecido"~9. Por isso não será difícil enquadrar a figura de Francisco Dias nesta comunidade de cristãos novos das ilhas. Note-se que é sintomático o facto de o mesmo não fazer no testamento qualquer referência aos seus progenitores. Não é conhecida a data em que Franci~co Dias se fixou em Santiago, todavia é pOllCO provável que seja o mesmo que em 1513 surge a declarar ao almoxarife duas peças, avaliadas em dez mil réis, que trouxe no navio "Conceição", armado por Rui Pereira e Vicente Dias 60 • Caso haja coincidência, então, teremos Francisco Dias, ainda jovem a fazeI comércio nestas paragens, onde teria permanecido ql1arenta e seis anos. Todo o empenho de Francisco Dias estava no trafico com a vizinha costa da Guiné, sendo os cargos de memposteiro mór dos cativos e escrivão do a,lmoxarife um meio mais para reforçar a sua posiçãoG 1 • Os contactos com a costa africana eram realizados pelo próprio, em companhia de outros, como Lopo Fernandes 62, António Gonçalves e Manuel Aragão, por intennédio do seu escravo Alltónio 6J , ou, indirectamente, por iniciativa de mercadores, como sucedia com Diogo Fernandes do Rio Grande, Tudo nos indica que Francisco Dias, a exemplo dos demais vizinhos da Ribeira Grande, estivesse integrado na rede de trato de e.'lcravos com a Costa da Guiné, como mercador e armador. No seu caso era evidente a existência de uma rede de negócios, tendo como principais eixos as ilhas (Açores, Cabo Verde e Madeira), a Costa da Guiné e as Antilhas espanholas. Aqui estávamos perante uma empresa de tipo familiar, onde ad1..lUVam, por exemplo, Álvaro, Diogo, João, Jorge, e Lopo Fernandes. Este João Fernandes, que era seu sobrinho e filho de Álvaro Fernandes, moneu, ainda jovem, quando se encontrava em missão comercial na Costa da Guiné, deixando os seus negócios entregues ao tio. )9 J. Senlll1 Barcellos, SlIbsrdins para a Hluôria de Cabo Verâe I! GuilJé, I" parte, Lisboa, 1899, p. 120. f/I HistôrifJ Ge.nJl d~ Cabo Verde.corpo doc1</ner.tal, vol. 11. pp. 62, 121, ·190. (iI Não era caso tlnü:o, o mesmo sucedendo com Álvaro Dias, qUI;; foi almoxMife; veja-se lva Maria Ataide V. CABRAL, "A fazenda [·enl, cmnpo de contrndiçõcs entre II comu e os momdores de Santiago: o exemplo de Álvnm Dia, almoxarife da Ribeira Grnnde, nu 10 metade do século XVI", ln M(lgma, nU. 5-6, Fogo, 1990, pp. 34-36. ~2 Organizou vtirias expedições à Costa da Guiné, algumas delas de parceria com Rui Pereira, confrontc-se Historia Geral de Cabo Verde. Corpo documental, I. II, pp. 57-58, 9 t, 93,126-\27,163. (,] Era hubito o uso pclo~ mercadores de escnwos para os auxiliarem nas operações da cosI,a nfrícnml. Esta situação re~ultaYfl das facilidades no contaclO com as gentes africl"lnas, com do conhecimento da língua e da geografia da áreu.

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Do outro lado do Atlântico os contactos com os mercados negreiros das Antilhas representavam~no Manuel Diogo Cavalheiro e Álvaro Dias, Outro destino impoltante das suas operações era a Madeira, onde as dividas de alguns madeirenses (João Gonçalves e Jerónimo Dias) poderão indiciar o trafico negreiro. Neste traçado os produtos de troca consistiam em "miudezas" e panos da produção local ou importados da Bretanha, que se trocavam por escravos. O seu testemunho final é extenso, não sendo esquecido o mais infímo pormenor das operações comerciais. A partir dos empréstimos, dividas e doações é possível reconstituir parte da sua fortuna, avaliada em mais de trás milhões de réis. Ele enuncia 9 devedores, que totalizavam 105$050 réis assim distribuídos: DEVEDORES

OOSERVAÇOES

Diogo Garciu Fernão Gomes

criado de B. Esteves

RÉIS

1$200 2$000

Ga$par Soares

6$000

Juiz dos orlUos

23$500 30$000

Lopo Fernandes Madeira

8$000

Pero Vaz.

corretor

10$000 39$15U

Rui Dias

almoxarife

Manuel Lopes Martim Albernnz

Simão de Oliveira

2$000 14$000 2.~400

Salvador Alvarez

149$050

TOTAL

A isto associam-se alguns créditos recentes, resultantes de operações comerciais em curso na Costa da Guiné, Antilhas e Madeira, o que denota estar o mesmo em plena actividade quando caiu doente: NOME

LOCALIDADE

VALOR

Álvaro Dias

S. Domingos

686 pessoas

35$000 réis 25$000 lOO.iODO 951$000 700 pesos

António Gonçalves Jer6nimo Mendes João Gonçalves

Madeira

Jorge Fernandes

R,' Grande.

Mariscai Diogo Cavalheiro

Honduras

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Francisco Dias, para além dos seis escravos ao seu serviço em Santiago e na Madeira, dcclllril outros vinte e quatro, em dividas dos seus p<trceiros deste trato na Costa du Guiné e Honduras.

PROPRIETÁRIO

E.<;CRAVOS

ÁIV!ll'tl Dias

Anlóniu Gllllçalves

VALOR

680 peças

1 bixaguo

Basünu c SimllO Vi<.:cnlc

Diogo FCmlll1ttc~

2

João OnUãl)

2

MUllucl Di()go Ca!'vallleim

7

Mnl'isCl\1 Diugll Cavaleiro

246$000 226.000

pcs~oa~

20$000

As dividas eram ~uperiores aos créditos e resultavam, certamente, de comproll1is~os que hl\via !\sst1l11ido em algumas operações de troca de escravos pOJ' vinho ou manufacturas:

C!HmO!l.nS

()Jl!;HRVAÇO!1!;

Álvuro F(ll'llllndes

L:llllhndo

R~IS

85$O()(}

!O$OOO

Anil Fdas

22$250

Martim Alhcrnnz

Tcrceil'lI

1O.~(}()()

Olim Pedro (gelll'o)

2$000

Salvlldor Alvilt'es

2$400

Sillliio de Oliveira

14$(X){)

135$650

Da vlIltuOH<i fortuna, acumulada por Frune1s(';o Dias em todo~ o:; uno:; de actividade na Ribeira Grande, avaliada em mais de dois contos, 23

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2332$000 réis foram distribuÍdo~ pelos familiares mais próximos, escravos e testamenteiro, ou em doações pias: AGRACIADOS

OBSERVAÇ6ES

VALOR

Álvaro Fernandes

sobrinha e filha de, ..

80$000

André Ferreira

Madeira

Antóniu Gonçalves

tcstHmenteiro

Bealriz

Álv!U'es

Beatriz Álvflres

irmã filhas de

12$000 20$OO{} 60$000 1200$000

Isabel Álvares

irmã

160$000

João Fernandes

sobrinho

20$000 400$000

Florença

escrava

Misericórdia

R: Grande

Sé da R,' Grande TOTAL

40$000

300$000

Ormos (10) ornnmenlo~

40$000

2332$000

No Outono de 1559 morreu Francisco Dias, deixando um vazio nus suas operações comerciais, entregando tudo nas mãos do seu testamenteiro a quem incumbia de encerrar as suas contas, pois nua deixava descendente para dar continuidade às suas operações. Mas outros madeirenses seguiram o seu encalço, afirmando-se com destacados intervenientes do contrabando de escravos para as colónias castelhanas. No SéClllo dezassete as terras ocidentai~ galvanizaram todo a atenção, tornando-se no principal pólo de animação da vida comercial do Novo Mundo. Mais uma vez a Madeira e as snas gentes são activos protagonistas. A Madeira sempre privilegiou os contactos com i.\S ilhas dos arquipélagos das Canárias e Açores. Para isso contribuiu a definição de urna estrutura económica assente na complementaridade e o facto dela depender, quase em exclusivo do abastecimento de cereais produzidos por elas. As ilhas definiram assim um teia de negócios em que intervêm os insulares e forasteiros, nomeadamente flamengos, italianos e ingleses. Estes ü]timos apostaram forte neste mercado assumindo-se com os principais fornecedores de manufacturas e os consumidores preferenciais do seu pastel e vinho. A segunda metade do século dezasseis define o momento de plena afirmação simultânea dest,\ comunidade nos trás arquipélagos,

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BARTOLOME CUELLO

Bartolomeu eueHaM foi um deles que, em finais do século dezasseis, mantinha um activo comércio entre as ilhas. Ainda muito jovem, com apenas onze anos, abandonou Bastable, a sua terra natal, e foi servir alguns mercadores na ilha de S. Miguel. Aí acompanhou António Jorge, Jorge Brum e Pedro Uchales, onde se familiarizou com a actividade comercia\. Com o ultimo esteve oito anos ocupado no comércio de panos e outras mercadorias de e para InglatelTa. Em 1586 B. Coelho emancipou-se e passou a intervir como mercador nos mesmos negócios: no período que decorre até 1591 realizou vinte e sete viagens entre o Porto de Ponta Delgada e as principais cidades inglesas (Londres, Plymouth, Bastable ... ) com o recurso, por vezes a uma escala em Lisboa ou St. Maio. Todos estas expedições contaram com fi participação de mercadores ingleses, franceses e escoceses, todos eles interditos de comerciar nas ilhas. . Foi no decurso de uma destas viagens que a sorte o atraiçoou. Partiu de Southampton, com um navio fretado para conduzir a Tenerife, sardinha, p'anos, ferro e sabão, no valor de 30$000 réis, que depois trocaria por vinho com destino aos Açores, onde receberia pastel, para a Inglaterra: era o circuito de triangulação do Atlântico oriental. Mas a intervenção da inquisição de Las Palmas impediu-o de prosseguir o périplo e conduziu à sua prisão em Janeiro de 15926.\ O processo decorreu durante o ano em caUSíl, sendo condenado e julgado a 21 de Dezembro de 1597 como herege, apóstata, com o sequestro de bens e relaxamento à justiça secular. Em Abril de 1598 foi enviado à inquisição de Sevilha, conjuntamente com trás mercadores flamengos, ignorando-se a partir de então o fim que teve. Parte substancial da confissão do réu é ocupada com a descrição, em ,Pormenor, do comércio, que ficou conhecido como "disfarçado", feito

r:.I A. MILLARES TORRES, Histária de la inquisition 1'11 las islas C(JJwrü/s. 4 tomos, Las Palmu~, 1874; W. de Oray BIRCH, Cnla/oglU: of a cvllecti(J/1 of oriílinallllwlII.\·çripts formely to lhe hol)' oifice of lhe inquisition ln- lhe Canar)' islwu:l.\', 2 volumes, Lontll'l;:s, 1903. 1027-1055; L. ALBERTI e A. B. Willis CHAPMAN, ElIg/ish lIIercha/lf.l' and lhe .\'{Jwti.~h Inquisition ln lhe Canaries, Londres. 192\, pp. 127-152; Lucin WOLF, Jt;WS iII llie Cww/'Y islamis ( ... ), Londres, s,d .. (i~ Archivo dei Museo CalJilrio. I/UllIisiçt1o de LtI.I' Pallllm', LXII- 329. CXYI!-7, LXI-

IS, LII-29. CLXVJIl-40.

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pelos ing leses no decurso das décadas de oitenta e noventa do século dezasseis: " .... y demais de los navios que... {iene declarado que nu venido a la dicha isla de San Miguel coo nombre de escoceses coo el mesmo e ngrmo ... los dic hos escoseses troeo p;:,saportes deI Rey d' Escocia y de Plandres para "IS mercadorias y !as sel1an coo eJlos .. .y en quanto a los fl amengos de Olaoda y Gelanda... los susodichos tratan ordinariamente en Ynglaterra como vassalos de la Reyna y que traen gran cantidad de rapa y de merendarias lo quel todo llevan a Espana y a estas islas y las de San Miguel fingiendo ser alemanes de Amburch y de Dtlquerque en Flandres ... ", A presença destes mercadore~ no comércio das illtas manteve-se devido ao recurso ao disfarce, isto é, ao uso formal da nacionalidade, pavilhão e nome de um pais amigo da coroa peninsular, como forma de iludir a vigilância das autoridades , que 110 caso das Canárias era uma atribuição da inquisiçiío, O tribtmal de Las Palmas tinha alçada sobre estas situações e estava mrl11datado para reprimir todas as iniciativas dos ingleses. fl1ll1ceses e hoJandese.s, bem como dos residentes66 nas jlh a~ qu e lhes prestavam apoios. Deste modo no período de 1593 a 1623 encontrámos, pelo menoS, 14 embar~ cações e respectiva tripulação a contas com o tribunal. Bnnolome Cueilo viu-se forçado a aportuguesar o seu nome e a utilizar o pavilhão ~cocês mas, mesmo assim, não conseguiu iludir a vigilância das uutoridades inquisitoriai:; de Sama Cm z de Tenerife. Nes Ul estratégia de disfarce os ingleses e fla mengos contavam com O .. pa io dos merc..dores e !rans pofti stas escoceses e fnmceses. a coni vência das autoridades açoriamls e madeire nses. Neste contexto a cost.\ norte de França, no m~ adamente o porto de St. MaIo, foi o cen tro nevrálgico desta polftica. Este momento de final do século XVI nll.o foi nada fác il para as operações pacíficas de ingleses e franceses nos porto~ insulares, O facto de amba~ as coroas se terem colocado ao lado do partido de D. António Prior do Crato levou ao ilÍevitável connito com os monarcas filipin os. Acresce, ainda, que 11mu das fOlmas mais usuais de represália foi o recurso n gt.lerra de corso nos mares circunvizinhos das ilhas, que ganhou um especial vigor com Filipe II. Neste momento a g11crru de corso é utilizada por frnnceses e ingleses, sendo de referir as us~íduas acções no período de 1581 a t5971i?, P or ar passaram MElO 1629 ro i movido um auto contra Don Lllis FernandQ Prei to de S~, senhorio de La Gomem, por (,:ontat:los comerciais CJue havia leito t,'ílm os ill gl~s C ho la nde.>es, vej a"... e Archivo do Mu~go Canario, {nquuiçlio de Cllluiriur, CXV II, n [. 1. 61 Veja-se Antonio RUMEU de ARMAS. Pirarer fas e araqllu n(l"aJe~' COIllf'(J Jas islas C'bnal'ia.\·, S vais.. Mad rid, 1945-50.

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as temíveis armadas de John Hawkins, Francis Drake, W. Raleigh. Por tudo isto as autoridades do arquipélago, através do tribunal do Santo Ofício moveram caça a estes inimigos e a todos os vizinhos das ilhas que os apoiavam. Foi nesta conjuntura que Bartolome encHo surgiu em Santa Cmz de Tenerife, não conseguindo iludir a vigilância das autoridades com a sua falsa identidade e pavilhão de pais amigo. Diferente era a situação nas ilhas da Madeira e Açores, aqui era possível circular sem qualquer dificuldade e concretizar as operações comerciais. A par disso estas interdições não surtiram qualquer efeito, mantendo-se os ingleses, que se haviam avizinhado, sendo de destacar em S. Miguel, Luis Delfos, Juan Renquim e Pedro Uehales. Eles acolhem nos seus aposentos qualquer visitante e aceitam transaccionar tecidos, pastel e vinho. No caso da Madeira as proibições foram esquecidas pelos mercadores e autoridades funchalenses. Os ingleses e flamengos continuaram a fazer os seus negócios, sendo de salientar que, de acordo com os registos alfandegários de 1620, os primeiros dominavam este movimento. O comércio disfarçado, isto é, o recurso a passaportesi\!! e pavilhões falsos foi a resposta eficaz da comunidade mercantil brWlnica para enfrentar as represálit\s da Casa de Áustria, permitindo a continuidade do comércio do pastel e do vinho das ilhas a troco de tecidos. Por isso podemos afitmar que foi a agilidade da comunidade britânica e a conivência de madeirenses e açorianos que fizeram com que ~s operações comerciais britânicas não se apagassem nas ilhas neste final do século dezasseis 6\l. A tudo iI,;to ha que referenciar-se a rectllção ao catolicismo de muitos destes protestantes, como forma de salvaguardar os seus interesses comerciais nas ilhas. Assim para o período de 1611 a 1700 são conhecidas 89 reduções, de ingleses, escoceses e holandeses, nu sua maioria marinheiros e mercadores 70 • A lÍnica nódoa negra foi a pronta intervenção do tribunal da inquisição de Lus Palmas, que apertou a sua vigilância aos portos de La Palma, Gran ~ Em 1593 lacome Conrado, flnrnengo, mt::stre do navio "La Margari ta", Já preso a acusação de ter feito seis viagens com passaporte fabo; vej,He Archivo de! M\lsgo Canado, Inqtlisiçifu de Canárias, V!!, n°. 2. trJ As medidus repressivas da coron contra a prcscllçll de ingleses, holandeses c rrnllceses na MRdeira não tiveram qUfllquer uplicaç~o pn\tica. Veja-se Jael Serrão,"Holandeses e ingleses em portos de Portugal durante o domínio filipino", in Das Artes e da Hi.ltoria da Madeira, vaI. !, n°. 3, Funchal, 1950. 1(1 Francisco FAJARDO SP1NOLA, Reduciones de /Iro/estantes en Canarias durante el J'iglo XVII, Ul~ Palmas, 1977,31-40. ~ob

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eanaria e Tellerife. Mesmo assim os navios ingleses e holandeses contimla 11 To m a aportar às Canárias, servindo-se da bandeira de Fhmdres Oll Frnnça . Numa info nnação da Audiência ao capitão genem1 é referido que nos p0l1OS de Tenerife mais de trinta navios ingleses mantinha o comércio de vinhos a frocO de roupasn . Mas os efeitos desta acção re pressiva do tribunal chegaM mm à Madeira e Açores, uma vez que as mercndori as e marinheiros aprisionados integravam o circuito de triangulação dns actividades comerc iais brit~n i cas nas ilhas. Foi o açúcar a principal uma das principais causns desrn rede de neg6~ cios, que perdurou por alguns séculos. A Madeira que até à primeira metade do sécul o dezasseis, havia sido um dos principais mercados do açúcar do A tlfi ntico, cede o lugar a outros (Canárias, S.Tomé, Brasil e Antilhas). Deste modo as suas rotas divergiam para estes novos mercados, colocando a ilha numa posição difícil: os canaviais quase que foram abandonados na totalidade, fazendo perigar a manutenção da importante industria de conservas e doces ; o porto func halense perdeu a animação que o curacteril.ara noutras épocas. A soluç:\o possível pam debelar esta crise foi o recurso no llçúcar bnl si~ leifQ, usado no consumo inlemo ou como animador das reLações com o mercado euro peu. Por isso os contactos com os portos brJ.Sileiros adquiriram uma importância fundamental nas rotas comerc1ais madeirenses do At15ntico Sul. Tal como o refere José Gonçal ves Salvador73 as ilhas funcionumm, no perCodo de 1609 a 162 1, como O "trampolim para o 8rosi1 e Rio da Prata", l o mesmo quem esclarece que este n~lacionamen to poderia ter lugar de modo directo, ou indirecto, sendo este ultimo IUmo atr~vés de Angola, S. Tomé, Cabo Verde ou Costa da Guiné. Aqui definia Mse \Iffi circu ito de triangulação, de que são exemplo as actividades comerciais de Diogo Fernandes Branco, no período de 1649 a 1652. Note~se que desde finais do século dezasseis estava documentado o comércio do açúc~l!· , servi ndo o.s portos do Funchal e Angra como entrepostos para a sua .saída legal ali de contrubando para fi Europa. Este comercio do açúcar do Brasil, por imperativos da própria coroa ou por soli citação dos madeirenses, foi alvo de frequentes limitações. Assim em M

71 Isto só até 1631, poi s a 3 de J unho \Ima r~ll l cédulu proibiu o comércio com os uav ios de Fnmçn; Arc hivo Hist6rico c Provincial de UlS I-'almll$, Auditll cia, t. 1, fls. 149.,.o- t50. 11 Archivo Hislórico e Provi nCial de Lns Palm1ls, AI/diencia, lomo II. fls. 59v~.-62 , 20 de Dezembro de 1630, 2J c 24 de Janeiro de 1631. u CrisUí"J.novo.~ t o comércio no Atlíimil.·" /IIcrltliomll, S. Pa ulo, 1978, p. 247.

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159174 ficou proibida a descarga do açúcar brasileiro /la porto do FuncJlal, medida que não produziu qualquer efeito, pois em vereação de 17 de Outubro de 1596 foi decidido reclamar junto da coroa a aplicação plena de tal proibi~ ção. Desde 15967~ é evidente uma activa intervenção das autoridades locais na defesa do açúcar de produção local, prova evidente de que se promovia esta cultura76 • Em Janeiro deste ano os vereadores proibiram António Mendes de descarregar o açúcar de Baltazar Dias?? Passados três unos o mesmo surge com outra carga de açúcar ela Baúl, sendo obrigado a seguir o seu porto de destino, sem proceder a qualquer descarga7~. O não acatamento das ordens do município implicava a pena de 200 cruzados e um ano de degredo. Esta situação repele-se com outros navios nos anos subsequentes até 1611: Brás Fernandes Silveira em 159TI'\ António Lopes, Pedro Fernandes o grande e Manuel Pires em 1603, Pera Fernandes e Manuel Fernandes em l606 8Q e Manuel Rodrigues em 1611 HI. A constante pressão dos homens de negocio do Funchal envolvidos neste comercio veio a permitir uma solução de consenso para ambas as partes. As,sim em 161282 ficou estabelecido um contrato entre os mercadores e o município em que os primeiros se comprometiam a vender 1/3 do açúcar de terra, Note-se que desde 1603 estava proibida a compnl e venda deste açúcar, sendo os infractores punidos com a perda do produto e a coima de 200 cruzadoss3 • Mas a partir de Dezembro de 1611 ficou estipulado que a venda de açúcar brasileiro só seria possível após o esgotamento do ela terra. Deste modo os vereadores entregaram Domingos Dias nas mãos do alcaide, sob prisão, por ter vendido 50 caixas de açúcar brasileiro aos ingleses 84 • .Em 1620 a transacção do açúcar da terra e do Brasil em feita à razão de 1 por 2, sendo o embargue feito por licença as~inada por dois vereadores e um MArquivo Regional da Madcim, Climara MUIJicipal do Frn1ch'll, rcgisto geral, t. III, fI.44v". 15 Idem, documelllvs Al'/llsos. cll.ixa IV, na. 504. 71, Confrontc-se ARM, CMF, t. III, tk 12v"-13vO, rcferc-,o;C [IS IlH!didas proibitiva, de 1591,1597 e l(iOI. TI Idem, CMF, na. 1312, n~. 7-8v". "J~ lbidem, na. 1314, 1'Is. 40v"-41 vO , 1~ lbidem, n". 13l3, fls. 2.0-23. NO l/;idem, 1]". 1313, fls. 6, 49v", 5 l, 52-52 v", 59. ~11bidel1J, n°. 1318, Os. 37y"-38. 1\2 lbidem, registo geral, tomo II, fI. 44y"; t. !li, t"I. 103; idem, Doclllllen!o.\· avulsos, caixa II, n". 250. lLlldclTI, CMF, n°. 1315, fI. 61; ibidem, na. 13l 6, fls. 39-39vo. H4lhidem, n~. 1318. fI~. 62-64v".

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juizS~.

Para assegurar este controlo, os escravos e barqueiros foram avisados que, sob pena de 50 cnlzados ou dois anos de degredo para África, não poderiam proceder ao embarque de açúcar sem autorização da câmara86 • Em 1657 87 a proporção de cada açl1car era de metade. Após a Restauração da independência de Portugal o comércio com o Brasil foi alvo de múltiplas regulamentações. Primeiro foi a criação do monopólio do comércio com o Brasil, através da Companhia para o efeito criada, depois o estabelecimento do sistema de comboios para maior segurança da navegação. A esta sinlação, estabelecida em 1649, ressalva-se o caso particular da Madeira e Açores, que a partir de 165088 passaram a poder enviar, isoladamente dois navios com capacidade para 300 pipas com os produtos da terra, que seriam depois trocados por tabElco, açúcar e madeiras. O movimento das duas embarcações da Madeira fazia-se com toda a descrição, confonne recomendava o Conselho da Fazenda89 , mediante ali licenças e a sua entrega deveda ser feita no sentido de favorecer todos os mercadores da ilha90 . Mesmo assim nos dados compilados é bem visível a presença neste trafico de outras embarcações não autorizadas, como se pode verifkar pelo movimento de entradas no porto do Funchal: ANO

1640 1648 1649 1650 1651 1652 1653 166() 1661 1664 1665 16M 1669

NAVIOS

4 3 1 3 3

1 3 4

ANO

1670 1671 1672 1674 1675 1676

1677 1678 1679 1681 1682 16S8 1691

NAVIOS 1

5 1

2 2

3 3 1 6

2

5

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Ibidcm, n°. 1322, fI. 52vu • Ibidl!ln, nU, 1322, fls. 56-56yQ. K1 Ibidem, n°. 1333, fl~ 5vo-6vo. fIl! ARM, CMP, t. VI, n. I{JO, C!1rlfl régia de 1 [de Agosto; Ibidem, t. VI, fls. 169y"170, 3 de Julho de 1652. Il'J ANIT, P1RFF, n°. 960, s.n., 25 de Maio de 1677. IIJ Ihidem, n°, 3%, fis. 75v·-76; ARM, CMF, t. IX, f1s. 29vo-30v', 10 de Junho de 1664. R(,

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Note-se que alguns destes navios, fora do número eSlabelecido para a ilha, declaram sempre serem vitimas de um naufrClgio ou de ameaças de corsários, o que não os impedem de descarregarem sempre algumas caixas ele açúcar. Será esta uma forma de iludir as proibições estatuídas? Todavia os infractores sujeitavam-se a prisão e a pesadas penas, como sucedeu em 1669 91 com o Mestre Manuel Nogueira Botelho. Por determinação de 1664 estes navios pagavam um donativo de 50.000 réis, existindo no Ftl11chal um comissário dos comboios, que procedia à arrecadação dos referiJos direitos: no ano de 1676°2 era Diogo Fernandes Branco quem os administrava. De acordo com as recomendações do Conselho da Fazenda a arrecadação dos direitos de entrada do açúcar do Brasil era lançada em livro própri 0 93. Foi a partir de alguns destes e de dados soltos, reunidos na documentação, que procurámos avalizar a real importância das relações comerciais entre a Madeira e o Brasil, assentes, predominantemente, no açúcar!)4. Para o período de 1650 a J 691 identificamos 39 navios provenientes da Baía, Rio de Janeiro, Pernambuco e Maranhão, com mais de 10722 caixas de açúcar: PROVENIÊNCIA

AÇÚCAR

caixas Baía Rio de Janeiro Pernambuco Maranhão Paraíba

24!!9 4218 3343 57 615

NAVIOS

cargas 29 13 71 31

sem indicar carga 7 6 9

[0722

144

Afora isso surgem ainda registos com açtí.car:

1:1

5 I

25

53

indicação dos destinatários do

ANO

N.oDESTlNATÁR10S

ARROBAS

1640 1671 1682

77 (1) 64

12769 28465 2475

1691

30 OS

17 12 I'

2

Para TOTAL

total

142~

(I) Em trinta e três destes não foi (Xlssível identificara 11.° de anobns de llçúcnr. ~I

lbidt1!n, nO. 396, fls. 52v~, 75v"-76. ANTT, PJRFF, n°. 966, 2 de Muio. ~, lbidem, n°. 965A, fl. 429-429y~, 16 de Agosto de 1673. !14 Na documentação da Junta da Real Fazenda do Funchal existem os livros referentes no comércio com o Brasil (na. 57 n 271), sendo um grupo (n°. 57 rt 112) referente ao açúcar. ~2

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o açúcar brasileiro foi assim, na segunda metade do século dezassete, um componente importante do comércio na ilha e uma destacada fonte de receitas para o erário régio. De acordo com algumas informações avulsas é possível reconstituir este rendimento para alguns anos: ANO

DIREITOS

Brasil

quinto

1650-52

356U464

847$820

1656-57

3585$542

1659

1416$554

Neste circuito de escoamento e comércio do açúcar brasileiro é evidente a intervenção dos madeirenses e açorianos. A oferta de vinho ou vinagre era compemmda com o acesso ao rendoso comércio do açúcar, tabaco e paubrasil. Mas o perfeito trajecto destas rotas comerciais ampliava-se até ao trafico negreiro, cobrindo um circuito de triangulação. Para isso os madeirense criaram a sua própria rede de negócios, com compatdcios fixos em Angola e no Brasil.

WILLIAM BOLTON A política mercantilista definiu a hegemonia da burguesia comercial britânica, consolidada na Madeira com os assfduos tratados lllso~britânicos. A par disso a afirmação do império colonial britânico nas Antilhas, com a ocupação de Jamaica (1654) e demais ilhas, veio a valorizar a posição da Madeira como porto de escala e fomecedor de vinho. Com Cromwell definiu-se um mercado de monopólio para a burguesia comercial inglesa, em que fi Madeira será um das pedras base do processo. Os "Navigation act" de 1651,1660,1663 e 1665 estabeleceram os contornos desta política mercantilista, ao estabelecerem que todos os produtos entrados nos portos das colónias britânicas deveriam fazê-lo sob pavilhão inglês. De acordo com a ordenança de 1663 as ilhas dos arquipélagos da Madeira e Açores detinham o exclusivo no fornecimento de vinho às colónias inglesas na América, África e Asia.

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Foi assim que Barbados suplantou os portos brasileiros e angolanos no consumo do vinho Madeira. Os dados da exportação para o ano de 1699 são esclarecedores desta mudança: DESTINO

Ántilhns

PIPAS

1393

Am6rica do Norte

2061/2

A<;ores

19

Camírills

27 8

Fran<;lI

Holanda

34

Inglaterra

111

9

Portugal Olltro~

3180

TOTAL

49871/2

Aqlli o protagonista deste trafico é o comerciante inglês, sendo William Bolton o primeiro 11 definir os contomos desta realidade. Note-se que, de acordo com os registos de saída da alfândega do Funcbal para os anos de 1650, 1682, 1687 e 1699, as embarcações inglesas dominam de uma forma esmagadora o nosso comércio. William Bolton95, mercador inglês que em 1692 se sentiu atraído pelo odor da preciosa malvasia, foi quem traçou os contornos desta viragem na economia madeirense no final do século XVII. A procura da malvasia avança de sul para norte alastrando às novas colónias inglesas da América Central e do norte. Mais uma vez a sua correspondência comercial, para o período de 1696 a 1714, permite reconstituir esta viragem, bem como a articulação do movimento do porto do Funchal. Aqui é evidente a definição de um circuito comercial dominante, delímitado pelos portos de Inglaterra e das colónias americanas. Neste contexto o FUllchal é o porto intermédio entre a Europa e as colónias. Mas para além disso está bem patente a presença do Funchal como porto gerador do comércio, no caso com as colónias ele Boston e Nova York ou Antilhas inglesas, tendo raramente uma escala nos Açores. ~.I "A~ cartas de BoltOll ... ", ln António ARAGÃO Madeira ]ii.\·la pOI' B.1'trrmgeiro.l'. Funchal, 1981.227-393. Cr. Estudo de José M. Azevedo c Silva, "A naveglH,:rlO c o comércio vistos do Punchal nos finais do século XVll". in Aclll.l' do III Colóquio fnJemadOI/ai de Hisfóri" da Madeinl, PlIllChul, 1993,325-344.

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ENTRADA

1695·700

27 20

Açores A . do Norte Allgola Antrgua Alltilhas B arbados Bcrberia Brasil C abo Verde Canl'irias Espanha Françll H olanda I nglaterra fndia f rlunda

SArDA

1 70 J ~ 14

1 695~700

16

1 70 1~14

2

75

12

2.

2

2

4 14

3 29

,

J7

25 35 1

55

8

6

,

60

8 l

"

5 6

9

7 5

7 42 7

1

3 6 12

4 6

53 1

12

3

l

2

15

66

30

12 J3 252

152

324

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TOTAL

5 5

3 3

3 1

Jnmaicn

Portugal o utros

3

132

Nesta complexa rede comerci a'! sobressai, ainda, a posição assumida pelos portos P.çorianos ( Terceira , S, Miguel e Faial) como fornecedores de cereal ou de ligação com 'os portos da América do Norte. Mas não devemos esquecer que isto resulta, fundamentalmente, da necessidade imperiosn de abastecimento da cidade do Funchal em cereais. As embarcações eram desviadas para esse circuito sob coacção dus autoridades municipais. sitlla~ ção que pouco agradava à maioria dos intervenientes, como W. Bolton. No período em caUSfI são referidas as seguintes entradas de cereal: ORIGEM Açores

Am6rica elo norte Ingtnterl'l\

Irla.nda Lisboa

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NÚMERO DE MOTOS

- -----

1695~ 1 700

1701- 14

2119 386

1430

60

17 250

453


CONCLUSÃO Prot<tgonistas da Historia da Madeil'a nos séculos XVI e XVII eis o epiteto que mais se coaduna com o traçado da. biografia de quatro ilustres, quase desconhecidos: Francisco Dias, Bnrtolome Cuel1o, Diogo Fernandes Branco e William Balton. Pen:mte nós estão dois madeirenses e dois ingleses, que materializaram feitos importantes na história económiCt.1. da Madeira no período em questão. Cada um surge a seu tempo e evidenciou-se nus ligações com o exterior, deix.lllldo disso testemunho: dois [lar curtas comerciais (Diogo Femandcs Branco e W. Bolton), um por testamento à beira da morte (Francisco Dias) e o outro pelo doloroso interrogatório lavrado nos cárceres do santo ofício de Las Palmas (Bartolome Cuello). Nos dois primeiros é pOS!'lívcl acompanhar parte do dia à dia da sua actividade mercantil, enquanto ]H)S últimos ficamonos por um balunço das ultimas acções, interrompidas pela doença ou prisão. Os quatro distanciam-se 110 tempo e nenhum 5e sobrepõe aos olltros, país até parece que o destino estabeleceu a cada um o momento certo para que nfto fossem concorrentes. Também cada Ulll se cspccia1i:t,oll numa determinada tmcfa, mercado ou pcodutos: I. 'Francisco Dias dedicOlHe, por inteiro, ao comércio ele escravos da Costa da Guiné, fixando-se na Ribeira Gmnde (ilha de Santingo) onele tenl sido um cios mui~ importantes deste trafico na primeira metade do século dezasseis; 2. Bartolome Cuello preferiu o cl1Izeil'o das ilhas ,ulânticas (S. Miguel. Madeíra (\ Tenerife), pl'ocurnndo pOI' todos os meios furtar-se à sua verdadeira nacionalidade, isto em finais do l'>éculn XVI, momento de difLculdudel'> para lt cOlntmidade bl'itânic<t nus ilhas; 3. Diogo Fernandes Branco Olnnteve a tradição do trafico ncgl'C'.iro, sem se privar das comodidades da sua quinta ele Santa Luzia, almgado ao comércio do açúcar bmsileiro e uo vinho e co[m~rvas da ilha; 4. William Bolton aportou um dia ao Funchal, atraído pelo aroma da malvasia, estabelecendo-se como um dos mais destacados intermediários do comércio de vinhos com as Antilhn~ inglesas e América do Norte. Perante nó:-; estão quatro homem; que se evidenciaram jlOl' acçõcs relevantes no devir histórico macleiren:-;c e definem igual m"unero de rumos para a economia madeirense: 1. o trafico dos escravos da Costa da Guiné ou Angola; 2. as riquel.as das ilhas;

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3. o Brasil das madeiras, tabaco e açúcar; 4. as Antilhas e demais colónias inglesas americanas, insaciáveis no consumo do vinho. Por tudo isto, e em face da extrema penúria documental, nomeadamente de registos de entrada e saída da alfândega, o conhecimento da vida e actividade destes mercadores poderá ser um caminho para a revelação da Historia económica da Madeira nos séculos XVI e XVII e da sua articulação com o Novo Mundo atlântico, de que a ilha foi uma das primeiras áreas a ser ocupada.

36

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ANEXOS

l, MOVIMENTO DE NA VW!i NO FUNCHAL POkTOS DIU ·

ao" A mcstcrdilo

1

Amburgu

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S. Miguel Sclub1l.1

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1

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Ponte: Cnrtus tle: D iogo Penmndc.! Brnnco

37


2. MOVIMENTO DE LETRAS POR DIOGO FERNANDES BRANCO DATA 1649 Fev, 10 Elev. 16 Fev.-Mar.J Mar.20

Abril.29 Muio.Maio.20 Muio.23

MONTANTE

64.3111 30.000 30_000 50.000 13.500 342.200 50.(]OO 20.()()() 52.530 215050 240.000 33.232 63.920 IUO.OOO 50.000 30.000 110.000 9.000 20.000 10,000 ~40.001l

50.000 12..000 416690

PRAZO

2In~s~~

20 dias 3 me;;es 3 n-..:se~ 30 dias 3 II\~seS ~l meses 3 n~ses

3 llm~Cg 3 In~SCS 3 meses 3 lll~ge.\ 3 Inoses 3 mestlS 10 tlius ! tl1~.q 3 lIleses 3 meses

50.0(){)

M~io.25

64160 252.()92 65.5()() 10,370 21.306 50.[}{)()

Jllnho.l~

Junho.16 Junho.!7 Julho.30

215.580 20.000 70.000 50.DOO 15.0(XI 5760 48750 56.()()()

60,918 43.039

70 dillS 6 m~s~o 3 lIleSJS

3 rlIese~ 20 dias :l me,C5

TOMADOR

SACADOR

Sebaslii10 jnnscn Lucas lia Sll~u V<lscollcelos Pe Mllllud Dias P\!ro T~ives Barr"to Pu~coal Ferreira de SOllSU Mllllud Martins Medina Jo~o de Mendonça Pedro Mnnnd Dias c~pt. Matins Lopes Oa~p~r Martins Lopes Mm1ín BU[J501l Antonio Pedroso Lus Ataitle da Rochu M:\mld Mnrtills Mediua Mnnucl Pereira da Silva Mnm.cl Mm1íns Meuinu Pedro Tdes da Silv!I Cup!. Mntí'1S Lnpc~ kronimo Caíres Fern~o Fuviln VascOllcel()~ Manuel Martim Medirm

Mntin.~ Vus Mnrjo Rodrigues J. Thomns Villa MllllLlel Mmtiru: Melliua Sebmtirwl1unscIl Jorge MiMheiro Gasp~l· MllCnadú Bmros COll"gO Simão GIz Sidr~o António Maeiel d,\ Forueca

D. Guspar Betencourt Francisco Heitor de C~l"mlho bispo D. Jm6nimo Fernando Eslcviio Machado Mallllel Martins Medina Diogo Fernandes I3rancQ FruncisGo r--ertlillltles FUrllll LlIí~ da COSUI Paulo 00 Aqulm LlIi~ lI\l Jmxlim " Cnpt. Illncio Cosia Vlos Sillluo Bmbo.~a Ch<l0<.l1l D. JerOl1ílllO Fem~ndo Sirnllo Gonçalves Domingos Fcrreim Souto Fruncisco FtJmHllll!l5 FUllu Fcrrdm de SOlllo Amonio Poroso Jorg~ Fcn\lim

Dormo Burdett Paulo lIe Agtliar ESlewun CO.lln Antonio Lopes Mnciel Gonçnio GOl11es Castro António da Silva Mmleiw Richmle Piqllerm1e Antonio Musiel da Fonsecu 10110 Ourela Salvng<J Fenllo Fviln Va.'l(;Olloolm; Pt: Fral\ci~~u Mendes da Costn lHcharte Piqllefm10 EsleVunl Costa Prios!e Gil Monteiro

Pedro G[)lIçnlv~s Beaudun

Estevão Gomes

"

Pedro Gonçalves I3mmli!o Jorio Thomas Villa Paulo de Aq\lím Domingos Olz Ribeiro

38

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67 1.450 2S2.6 19 140 . 11 2

SeI<::rn/)fl).! 1I

PR AZO

TOMADOR

SACADOR

::I nll."StlS :'\ Illese.!l

Ji.M tl~llrtqlll:S Torrintln OiOWQ Penl;Jnlb BTMCQ Am6 nio de Mondrngi'io MUllu,:) Murtim; Medin~

Antonio VI~g ..• Es!l:lval,.> de Bluill MnulI!:il Mnftins Medinn'

100.000 53.3 40 358.49 5

3 n"ot;.Se!:

Amon l() Burb()sn Domillios Roi:1Or\\Kótio Pinlo

BI"ás Grl11ça1ves Andl"é Velho Fl"dre F'ranclsc() Viulln

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2 11\t1StS

Gregório Di:lS Pereir:l

3S.201J 100.000 67 1.400 253.205 27 Ul47 40.000 6í.I.OOD 57.165 loo.o{) n

J mcsi,:S

.... ntónlo Moodragoo

70 dins

Pedm Bcj iltoo

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74.800 19.000 Setembro. ll!

16.50 Setcmbro.19

Quwllfo.22

Novembi"o.26

l.l=bN. IO

100.000

o...""1.o!mbro.l.l

)71.647

271.647

HíSl So;:lulllbro.29

Sdelllbro. 12

SCI~l\)bco.21

Medill ~

Manuel M..nins Medin;l

Tesour~lro

2mcse.'l 30 rJln~ 30rJ i ~~

:\ mes.:.s

mar do reltlo Dominios FHi~ .... nlóniu Roiz Si rgueira Jo~ Monir.(f1lImenIlO} Amón!u Correia Cru:vaIho M~nu~1 MJl1ill."l Vieira T C$Oureiro mar do reino EsteVllo Cost;(fr:mci!~}

Esrovllo de Bruil

Mpnin

Fil~r

Mmia de P:alm~ M'lIIucl Ferrli.lll00.~ Moniz

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3 meses

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Lu!s SO~t"eli Pais

70 (iII!.' 3 mes~s 3 Ill<lSI:R

Qlll g()rio Diru Pereira f)ndré RrKlriglles

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Miguel

Lui~

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M~nnel

MnltinJl

ROqll~ Ferreira "DomillgOM FmrK:!I Do11lil11!os Prl\ncu Domingos Fr.uICO Simào GI% Sid.t"do

3 11lC!ie.~

M cnuel Mmtins

31\lC.9:s

Manuel lJilIlI Frnuçc.

3 meses

30.000 41.8 00 HO.OOO

20.000 20.000 20.000 !2j.500 20.(JOO 20.00D 225.3 00 70.000

Manuel M artins

"E$tovio;) de Bruis JoJo Tl1omll..~ Villn

11 0.000 703.000

7S.DOO 33.ooU 94.000 1652 Sctçrnhl"O

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MntifL~ MOil~iru

Diogo FcnllUnlcl! Branco Silnl'lo MnchillJu

ul"t!'-'llil'Ij;o C hnnln.J

50 dlu 3!1l~~ 31n<:~ s "

II"IC.I'Ç~

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Shn!lo Muchmlo Lço de MOntis Amlljr; .CQPI. Mmias Lopes tCiÕ\)111"I>Ím mo" do reino

Fnu~lsco

de Nnzon! António Lo~ Mociel

Churlllt:> D\ogoLoJ)llx

Fonte: Cartas de Diogo Femondcs BnUlI.."Q

39


3. MOVl MENf O lJE EMBA RCAÇÕES NO FUNCR AL 1649~ 1 652 DATA

NAVIO

M!iS"TRE

1649:all.8 nn.26 fc.dO rcv.14

naveln Cll mveb navio ll11vio

J. MMins Alvaro C,\rvnlho

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PI ucrOltc

NAClONALIDADa

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Fnntc: Cmll\S ele Diugo Fernandes 13r;1nl.:O

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pÀmNA [~BI!ANCO


CARTAS DE DIOGO FERNANDES BRANCO 1649-1652


pÀmNA [~BI!ANCO


Senhor Belchior ('I) Vnz

Punchal 10 de Fevet'eiro 1649 com Estevão Gomes

( ... ) me perdere em o numero de seus captivos os temos do ( ..) no paçado carreguar em a cnravela do mestre Marcos (... ) de vinho o qual como nvizei constnra dos contos e ( .. ) com a carta que a VMI e o mais senhores escrevo ( ... ) conta do que na dita carregação se obri (... ) ( .. .) 232$092 rs de que me valho nesta ocnzião da ( ...) VM da mesma contia em letm2 que ao [le (... ) conprado em que VM em .~ua aceitação (... ) A cidade que costuma ficando em tudo o que ( ... ) mais prompto goarde nosso senhor a VM muitos annos

...

( )

Funchal 12 de Fevereiro 1645 com Estevão Gomes

( ...) Luis du Jardim de 20 de Novembro (...) ( ...) em pax ii essa cidade que lhe C..) ( ... ) capli vo me cOi'ia obrigação ( ...) ( ... ) que ouver ~Ctls bons suçeços ( ... ) ( ...) ouver alguma COllza me f((ra ( ... ) ( ... ) se inda estiver em essa (... ) (. .. ) digo em falta ( ... )11

Senhor Paulo de Aquim

Funchal IOde Fevereiro 1949 por Estevão Gomes

Em(<<.) de Janeiro receby hua de VM ( ... ) o capitllo Marcos Dias Neto e por ella rendo fi. VM o ( ...) em haver tam conhecido como he o da terma (... ) merl::ça fi continuação deste nome reconheçera VM C... ) com todo o cuidado em as ocazites que me der (...) Marcos Dias precurey os 31 moyos de sal que (... ) os coais mandei logo descarregnr em medida ( ...) mais que 18 maios que foy todo o que (... ) mais dis elle quebrou e como VM me não (... ) somente o que me deu logo tratei de ( ... ) o quis por o tostão o que os oficiais de Carnara ( ... ) por 3 dias the que ma derão licença (. .. ) I

Vossa Mercê.

45

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C.EJiÃ. •• w.... '~r

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arribada da pescada I,;om aI gUIl l,;antiuaUD de (",) preço de 100 rs 81 112 alqueires em como o outro (.. ,) lambem este pIo mesmo preço vnyl,;c gus!<llIdo ( .. ,) ingrezas que vierão do comlram hutllrüo em (, .. ) conndo outrem o baixe o furcy eu tnmbem (, .. ) a conta cm seu liquido se ,IS pCÇllllS a quem (.. ,) mestre me apertarem pellns lelras de (.. ,) por servir a VM como dito ( .. ,) ( .. ,) vinho que VM e ()s mais senhores me UJ'uenfll' ( .. ) (.. ,) emegação por onde veI'U VM toem' (.. ,) (.. ,) emcontro dos coais me valhu ncsta (. .. ) (, .. ) de~ta especificarcy que VM (.. ,) (",) () dilo capitam pnrtin em sinq\lo ( .. ,) (. .. ) fes todo o pocívo] (.. ,) ( .. ,) estam muito repu lados (.. ,) (.. ,) subirão fiqu!l (. .. ) (, .. ) anllOS

(

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Senhor Luis du Jllruim

Funchal IOdo Fevereiro 1649 Com Eslevilu Gomes

Em 20 de Janeiro proxilIl() cs~rt!vi a VM cm companhia dt! m.lis senhores (".) don Mnrcos Dias Neto c!<lIidu-lhc conta de ~Ull chegada e do t[ue (",) obrando, Por via da Ilha Terccira cuja copel~ mnndu nesta (...) com os dn~ [ex) pipll~ de vinho quc por ordem (. .. ) que C\t~ttll'iio postus n nOt't!-o; COlHO a VM, sem presente (n,) vay 1267~044 t'~ de que Cl\be 11 quinta part~ (, .. ) queira Dcos levar 11 dila Cll.l'l\vcln cm pnx que (.. ,) VM nolla tcnhll grande I\v"nço darei. por em (",) Nesta flHei respostll li duns que de VM recebi Inuna (.. ,) pnssado em 19 de J!moiro ~om il dilo Mnrc()s J)lns c oulm (.. ,) mes de Janeiro pOI' mnos ue Prum:isco Pcrnl\1ldez Barros (n,) ao dito 6 pipll~ de vinho de seu c()mtento as coniH (, .. ) vinho ql1e el1c e o seu mestre viriio, Cl1slnruo !x)stns (",) eom os 252$092 rs que 11 VM !oci!o do ellS((l (.. ,) fllZcm 329$836 rs de quc nesta uenú1'i.o (",) ao pe desta especcficarcy quc me f!lrn meree mLllldlll' (.. ,) pontualidade que Gustumn c com esta vuy c(ltlhecil11unto IIssinado (",) do dilo Pnmcisquo Pcrnnndel': BlIims tias dilus 6 pipas (.. ,) de que este ll1estj't! vuy llO Rio de Inncil'O, E cu (.. ,) o dilO Bnil'Os Cllll\ canlidndc que elle lllll diçc (, ..) queira Deus 80 emmendll ~ que VM tCllhil

46

.

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cm o derrndciru de Novembro di~ VM aver recebido ( ., Pedru da Silva o João Fernandes Pedra a que C... ) com que sempre nos ha feito merce ( ... ) vontade. Estimo a chcgad!l em (... ) ( ... ) a i1l1a Terceira como me avião dito ( ...) (. .. ) da perda que com suas miba C.. ) ( ...) fi que com esta vay que (... ) ( ... ) fim no pleito ( ... ) ( ... ) genrro de Manuel Vieira ( ... ) e inimigo ( ... ) caza em ( ... ) mandado fazer algiías notiticações (... ) rnelhormnento dapellaçlío ( ... ) que dolla tenha ( ... ) molestin gue podem_ ( .. ) me fez em C••• ) porque ( ... ) II

( ... ) C... ) ( ... ) (... )

Não deix:arão de o fazer e eu saberey em lodos os que me ol"dellarem servicos com todo cuidado e satisfação. De trigo não estamos ( ... ) assim a direi em a minha última. Respeito deve ( ... ) caravela da Terceira com maes de 200 moyos e (...) posto de I DO moio~ cnsat:ado com '-jlle llca valendo ( ... ) frança voltam ~arro t:omo soubemos por via ( ... ) cidade aqui. chl'lgou em Janeiro com lanol'lria ( ... ) a vinhos e para os Ilarbados não tem conta (... ) se de Olanda ou Amburgo não a acudir ( ...) Do Bru:ál não 1m vindo navio nchum (... ) mas poucos dos que trouxe do Rio Jo1to Rollam (, ..) anno fermoza Duvidado e dentro ( ... ) SI'l VM ouver de fa7.l'lj" aIgua casco. de ( ... ) dinheiro pera quoalquer emprego ( ... ) aqui reputados e por sem duvida tenho (... ) que se esperão em Março e do Porto ( ... ) us bons 12 e 12$200 rs de França ha (. .. ) e outras fazendas mas sempre as de Olanda ( ... ) I'l porque he coo.nt0 se me oferece goarrle Deos ( ... ) Somos em I Gdo corrente. ofrl'ls~esem de novo o.vcse chegado (... ) ZOlmms La Rcx:hela com 130 moias de trigo em que pudere ( ... ) 220 c este senl'io vendem por mais de 240 da novas de ( ... ) suprimento as letras que snbremim saquo decJarilo serem por cncontro dara ascntur os 77$744 o encontro das 6 pesoa..~ (... ) Avizei a 3M como me deixar;l u capitão Pedro Baudren (... ) ( ... ) pelo que 3M dispo Ilha dellas cumo mais for ( ... ) (. .. ) pagar a Estevão Gomez Machado auzente a Esteviíu de Beiml ( ... ) ( ... ) pagar a Bastino Jardim a valer de mim mesmo (. .. ) ( ... ) a 30 (?) diaz a paga!' ao eappitmn Matias Lopes (... )

47

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C.EJ:fà • • M.... '~r

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Sebastino Jansen

Funchal IOde Fevereiro

(00') 24 de Setembro paçado escrevi li VM em (oO.) C..• ) chegado em pax e ~spero ( ...) (H') copea e como em ( ... ) C...) sobre que me acha ( ... ) ( ... ) nno estíl'vlio (. ..) (.. .) minha obrignção e quero descmbolçar (...) que. abaixo especcfic~rci (...) caregar lhe com o mestre (... ) De VM em vertude de seu ( ... ) ocazião dita letra

C..) II resto mando em outra letra a 21m sobre Mathias Vaz de 64$378 que amba~ VM mandara abonar cobrado~ qllC scyão aos senhores Henrique Burdett (.H) mim. Depois que a VM cscrevy chegnrno 2 (. .. ) com trigo que /leu valendo a 220 rs nlqueire e de ( ...) avizo de que vicra huma nao com 100 moyos brevemente e ( ...) MArço compessão e botru os cmgenhos e este anno espera ( ... ) aSlI{ltlUr. Por c:stnrem ns canas fcrmozas se Deos ( ... ) do Brazil sera o preço moderado os asuquares que (00.) são embarcados a mayor parte e n1\o ha ( ...) do Bm;dl- os vinhos estam rep\ltado~ ( ... ) cascru:los fa~endas de França 11<1 poucos (...) porque he coanto se me oferece (... ) anos,

Antonio ( ... )

Funchal 10 de Fevereiro de 1649

(.H) recebi suucnrta de SM de 22 de Novembro

( .. ,) gl'andes gueras pt'lln falta que me faz ( ... ) ( ...) que t'iqua pessuindo que 1l0S0 Senor (00') ( ... ) qlre dezeju ea passo com iso 1I1uito (. .. ) ( ... ) serviço n quem baixo a mll.o ( ...) pedra que ('H) amputo de SM tenho por ser ( ...) em 20 de Agosto pa~sado chegou a esta ilha o mestre (. ..) da carregassam 2 caixas de asuquar carregadas (. .,) Fernandes Tranco~o sem cru-[u nem conhecimento ( ... ) Fernandes Trancozo pela Bahia em 4 de Setembro ( ...) em 19 de Ol!!ubro lhe escrevi de ( ... ) Fernandes faça e lhe deve aviw (... ) de tão pontual que ( ...) ficaooo com ( ... ) que nem ( ... ) 1/ como della pedisse 68$078 rs quc suplicante nno pudesse nesta ocrusião alevantar letra dellas da pessoa que ns comprou contudo para e.~crevc:r a VM asisto com ella nesta ocazião

48

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CI--HA • • • M,

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assi mando a dita letra por mim sobre Paulo de Aquim fi 31m vista d(! 60$978 que os 7$100 rs que faltão ( ...) que VM ordena lhe mande as quaiz tenho proparadas para ( ... ) ingreza que fica a carga pera essa cidade que as não mande (. ..) e nno fazerem tanto custo este gen(!ro de vinhos esta (... ) 12$ e 12$300 rs com esperançaz de subirem ( ...) nenhum e porque he quanto se me oferesse Nasa Senhor goarde a VM muitos annos Senhor Sebastino digo Estevão de Plovis A copea de assima mandey 11. VM por viade ilha ( ...) pera fazer a VM sabedor como tenho comprado ( ...) sua ordem a 11$800 e 1 1$900 rs vou metendo todaz (... ) devra caravela cm C.. ) despache e sirva C..) ( ... ) huma carta de algum merCll,dor putuguez desta cidade ~rn (.. ) ( ...) as 100 pipas de vinho pera que a mostre a hum ( ...) ( ... ) tr!ltar que pague aqui alguns dercitos ( ... ) ( ...) desta carregaçam e passe VM com que ( ...) ( ...) que na fassa negocio por que em Março ( ...) ( ...) isto a tem avizo avião de vir de Rochela ( ... ) ( ... ) na vem de. Inglaterra Nouva ( ...) ( ... ) as 30 pipas que faltavão (. ..) tiz a letra C..) e mor parte nesta ocazião (...) per não se letra ( ...) em tantas letraz a pagar ( ...) espesseficadas VM me fara merce mandar lhe fazer ( ...) adevcrtido de mc dar hordem de quem me ( ... ) que sera forssa saquar em li primeira carta ( ... ) asseitul" peru essa cidade ,.1S generos ( ...) feito o plaz rezoins que ( ... ) das ilhas a 220 rs alqueire (".) 3 dias ( ...) /I Ainda se não abria mas não sera por maiz de 240 rs. Nas fazenda.~ se a acaso VM a mandar em a caravella sellllo empregllc muito em arco nem a direitos de hum ( ... ) pouco e de chapeus nem panos são demais gasto e algum burel pouco he qualito se me offeresse de prezente adiante em navio que fica avizarey do sucedido Noso Senhor goarde o senhOl" muitos anos. ( ... ) do mestre de Campo Pero Jacques de Magulhains morador em Lisboa ou a sua C.. ) mesma cidade 53$576 60$000 ( ... ) Geraldo Rubim a valor de Duarte Sonmans de ( ... ) Gaspar Molheiro a seu irmão Manuel Malheiros adeministraclores C.. ) morador cm Lisboa ou fi Sua ordem a valor do tizoureiru 234$020 ( ... ) Gonçalvez Brandão de 347$596 40$ 30$ 50$ 467$396

49

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Funchal, 10 de Fevereiro 1649 annos Sua carta C.. ) de 28 de Novembro dito passudo recebi cm 22 de Janeiro C.. ) estimando (...) que naso senhor queira aumentar ( ...) perda dos( ... ) senhor Francisco de Andmdc tratou (... ) rendas C.. ) cuidando lhe dessem maíz mal. ( ... ) tomou ao (...) cunhado a tempo que ia noz ( ... ) molas pio que ( ... ) via mão podamos servir a (... ) dara em ( ... ) em qne mostremos esta vontade ( ...) que se acabou C•. ) pertence a nos pagar a VM 11$000 ( ... ) 4$332 rs que nos cabe pagar dos 6$.500 rs das ( ... ) do que liquido fiqna que são 105$668 rs mando fi VM ( ...) sobre M~rtin Filter a 21m vista de 53$576 rs ( ... ) cobrar a seu tempo mandandonos ( ... ) conta paguo destes 3 anos em primeiro (... ) fi

Senhoc João Thomas Villa.e mais erntercçudos na carta o mestre Marcos Dias

Funchal 10 de Fevereiro com Estevão Gomes

A V. Senhorios escrevy em 26 de Janeiro pclia ilhu Terceira a que me remele esta serve de cuberta aos conhecimentos cm carregação das 100 pipas de vinho ( ...) ordem para a Sahia nacarave\a Nossa Senhor de NElZaré e São Luis ( ... ) Marcos Dias vizinho de Sc:zimbra das eaais como dos ditos (p.) a emtregar au dito mestre e as outras 50 pipas ao ( ... ) e peramilhor unumaçiío como dis o dito mestre lhe C..) em que lancei 2 pipas de vinho custarào todas ( ...) como consta por meudo de carregação junta (... ) 7$200 rs do frete dos 18 moyos desal dos ( ...) que he ordinario respeito da quebra deste genero ( ...) de 620 rs que paguei pelo mestre Murcos Dias (... ) com 2 moyos que aquy lhe fugiram C.. ) primeiro por vender ficti.o 6$580 rs ( ... ) restão YMs 126$464 rs e vem a cada (, .. ) de que me valho particulanncnte de cada hum ( ... ) em suas cartas expecificarei os sentos de que C..) pia com ri pontualidade qlle custumão ( ... ) (p.) todo o pocivcl por assentar em o serviço (.p) ( ... ) e mais seguros vinhos que aviam ( ... ) ( ... ) tanta diligencia que cm seu aviamento ( ...) ( ... ) como clclIcE constarão C.. ) ( ... ) pipas mas cm como IJ tempo ( ... ) levantada ( ... ) em 5 do corrente em companhia (. .. ) angolla (... l levar em pas pera que ( ... ) o avanço que (. .. ) neste porto n1l0 fiqua mais (u.) para li babia

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( ... ) Alvaro Martinz mandado de pmsente (.,,) pipas que {. ..) de 2 dias e porque he quanto ( ... ) ( ... ) /I Senhor Roque Ferreira da Silveira

Funchal IOde Fevereiro 649 com Estevão Gomes

Em 22 de Janeiro receby hua curla de VM de 5 do dito em que me manifesta o porque que foy de proveito sua viagem e que sse lhe ( ... ) compor dividas e obrigaçoins. Pude ra VM meter esta tam antiga nece numem pois pera iço ha tantas rezoins ( ...) estejamos esperando novamente pIa viagem que VM ( ...) a Angolla em que Deas queira dar lhe bom servico esta (... ) deve conhecer he aje destes erdeiros todos que (...) o seu pouquo que fi ser minha somente não (... ) pello que peço novamente a VM queira dar nele (... ) quando não for em todo em parte para que não teaha lugar (... ) queixa e o senorManuel Martins Medina fez VM ( ..) ( ...) devendo esta caza partida de dinheiro fiquo serto ( ...) ( ...) em que sirva a senhora Anna (...) (... ) a mão e assim goarde Deuz pera amparo desta (... )

Senhor João Thomas

Funcha116 de Fevereiro 649 anos com{ ... )

A VS ( ... ) 20 de Janeiro IXlr via da ilha Terceira e serve ( .. ) partida (H') cinco do correntt: sendo que ficou (".) em 30 de janeiro ( ... ) dello governador foy caum de sua detença (.. empoçivel fazer bom negocio visto nno hirem mais C.. ) que huma earavella do mandado com perto de 200 pipas ( ... ) corrente estimarey VMs tenham grandes avanços desta ( ... ) eu de por bem empregado o trabalho que me cnuza ( ... ) os contos do mestre em carregação do custo mando em cartas ( ...) Por onde vera caber lhe ao seu quinto ( ... ) dns 2 pipas de vinho que por conta de Gaspar ( ... ) e carregação em 72$20 (. ..) como tambem consta C.. ) como avi7.ei em ( ...) de 350$043 ( ...) 1/ creiam VM não pude tal fazer despaçar estas letrru; nem achei quem tomnçe suas fazendas de prezente agora tmto de as dar a tempo a hllm mercador de logea a quem acerto peru iço estimarei dar lhe fim ( ... ) esta pl1rtidn e creia VM que o que me falta para estas partidas dezembolso para fazer pagamento as peçoas a quem comprcy os vinhos (. .. ) As 2 pipas que VM me ordenou carregar ( ... )

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não foi pocivel por não aver praça na caravelIa (.. ,) meteu hüas 6 do cflmacho e o governador Pero (...) outras pouquas e asim que dice não adiava (.. ,) do donativo acho; levar a caravela 122 pipas (.. ,) o mestre assinou e me não consta do pl'CÇO do frete (.. ,) assinar ao píloto foram a 9$ rs (oO.) do mais o dito mestre deve avizar a VM (".) da caravela me não com vinha pedia lhe (...) lhe dey aquy 32$ rs fi ganancia com (...) do mais neceçario do sal descontei a (00') (... ) a muita quebra deste genero YMs o averão ( ..) ( ...) frete montou abatydo do cu~to (...) (... ) ordenou e espero que em tudo se daram c. .. ) C... ) os vinhos teram muita reputação eSle anno visto (.. ,) (... ) a earegallos peraSnm Cristovão (... ) ( ...) peru Inglflterra Nova; cobra (...) C..) de asuquar da tera esperamos este (... ) C..) gl.leras de França cuido sen[o [flrá (...) da Roehella C.. ) de trigo estamos bem que veyo da ilha Terceira e (. ..) $280 alqueire de SM tiverem seu poder o tapete quanto for (...) mandado e seu valor pera o abonar se VM quizer C..) de seda ou tafeta dobre negro he aquy de gasto (... ) (... ) de prezente em navio que ficllem direitura avizarey C.. ·) ( ... ) VM muitos ann05 ( ... ) Manuel dafonseca Soares capelão mar das capellas dei Rey deu (. ..) do reverendo padre uma Rui Gomes da Silva de C.. ) comicario auzente ao padre Frei Francisco de Santa Herta c. .. ) Maciel (...) a valor de António Macie! da fonsequa (...) Rocha a valor do dito Domingos de Figueiredo

...

( ) (...) /I

Senhor João Fernandes Pedra

Funcllal17 de Fevereiro com Estevão Gomes

A Y. Senhoria escrevy cm 26 de Janeiro por via da ilha Terceira que cuido nno chegara a suas m1ios primeiro do que esta que vay na caravela de Philipe Martinz a Setuval sem obrigação de botar COllza alguma em Lisboa C.,) não mando algumas coartollas que espero va em huma fragata inglesa que veio Guilherme Reyl José Freire da Tera Nova e dizem deserto ( ... ) mandado pregoar pera essa cidade. Em que VM tnmbém concede a ventura ou eis quo a hüa coartola para a matalotaje dc (...) a dar a VM conta de minha vida digo em primeiro lugar (...). com sllude a mesma conceda Deos a VM com boas entradas C,.) como deseyo. A caravela de J01l.0 Thomas partiu em 5

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( .. ,) cm 30 de Janeiro ficou avindll de maior parte de sen!'i.o hir (",) cauzn o governador e O levnntançe do posto com tempo. ql,ldrn ( ... ) que afirmo ii VM m il Custou Itp.bülho com este (. ..) Antonio Trancozo nestu ocrLZiam mando II esses Senhores (...) seus contos c carregaç1(o e me vnlho de cada hUI11 dns letras qUMto ( ..•) que nrl.O foi pocivel acom r..d nr lU fazendas de Joi!.o Tomas por n ~ o haver quem as tome e (OOOS quererem letras e dinheiro e eu dar (...) pipas ( ...) nesta carregação tive tatUO que pagar que juro (oo.) ( ...) que ao ouvidor me não fazer espem de (...) ( ". ) PIlnJ outro navio me vira com em (...) que com (... ) compu~ minhus dividas que nlio fnlt.avíio (.. .) humus 15 lhe ( ...) pipas de vinho pnrn fllzer lJ~ meus cnpnzcs pera (... ) Com VM que a ler cabcdnl comprarin Illguns vinhos (. .. ) mus quem os tem quor 12$ l"~ di nheiro c letnllogo aVM (...) ~C!lldo me não quero vir em fnlto. em coando VM (... ) pois por pouco ter não hl\ oulro remC!ctio (... ) comprando tudo e tendo eu falado II me;llheiro (...) com pagamento Jogo q ue 1\ leito eu a.viu dar ( ...) tinlr brandiia em hum que dem algumas (...) de7.emfada se descllrl3. com 14$ n (...) me mandou I..evesque da primeira por minha (oo.) nll.o tenho feito, muis de ( ... ) caravela da dita (.. ,) pois de os descarregar (... ) n no:te pCl'dell( ... )

gasta senão C.. ,) ( ...) II em que se perdem ml!ilo do modo que pera mim ludo se seguir e oom esta nnl! de gudevos hndC! carregar vinhos e oatru. chnrnlll que ve'jO de SII1llalo o Amónio Gonçalves de Araújo Que Jcvoo mais de ISO pipas e bün charreta que chegou neste 'dia n Piquefone dos Barbadas e. dous rJançcces (11Ie 1m avizo virem de Rochelln também II vinhos e 3 nnos que por horns se ngontdam dn Terrn Novo dão tudo prevenção o muito que este genero vnllera este anno he para as tavernas tudo 30 r~ 40 rs 50 r! dnquy não bniche salvo algum (oO.) e ~em duvidn o vinho do Bmzll chegara l\ 14$ rs (".) Em companhia de Sonmnns cscrevy a VM (...) da copell vay com elltn dn forma que VM peeurar (...) pem que não puguemos 1.6 rs do direitos de cada pipa de vinho (... ) humn ficada com 12$ rs de prem;ipal donativo (... ) ho impodvel o avanço E eSUl elle lua emfndado (... ) q ue por veze.s me tem dito, não ollde carregar nada se ha de pagar direitos pel10 que VM com Ioda a força trote desto (...) imporia um!n, eja em copea digo Irogo VM (...) (lTUÇl:t chega que c."\ lião IJade achnr nllda e (IImbem rligo (... ) de VM que confomJe o estndo dl\ tcrll deve ( ...) conhecido niio IIvcra qucm lhe qucim dar pipa ocomodado peJlo que aquella se remedeie de modo que puder ou deve ( ... ) .. frctumcnto no que fmtamcnt o no que (..,)

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rara o que lhe parecer que a'Viza o que depois ( ...) de achar de o ter ( ... ) mostra. Respondendo fi suas cartas de ( ...) digo que ( ...) a merce que lhe fas Martim Filter sem embnrgo de que ouve C..) me escreveu outra couza. Estive alcancelhos que VM ( ...) em rezam de meter meU:l vinhos por carregaçam de vil1a C... ) tenho avj:mdo. Antonio Pedra ( ... ) queixando ( ...) noticia das 2 eaixas de asuqure de que escrcvo a rczfln ( ...) e lhe mando a conta e letra do liquido e as 2 coartollas (...) hir no ingres que li nesta caravella fará ir e mais chegada (...) tomarey se dê por bem servido. Receio aver VM ( ...) que me escreve nãu poder nestf\ ocasião ( ... ) torno avizar de a VM o que puder ( ... ) ( ...) que me escreve nao (... ) pera o ajuizar pois ( ... ) que VM me fas ( ... ) ( ... ) pera que estime ( ... ) ( ... ) acazo a levou no ( ...) estas pipas que II emtrcguey aos mordamos sobre o arrendamento do morgado me avjzou Medina o que devia fazer dê Deo~ alguma couza pera que se comsiga tendo esta the aqui escrita emtrou nesta eaza Duarte Sonmans com huma carta que te a este dia das Barbadas de hum seu amigo olandes que aly avia chegado, de Pernnobuquo. Feita a 6 somanas em que lhe pede senão arrisque nada pera a Bahia porcoanto temos olandezes toda a barra fixada. com muitos navios da companhia e partit:ula-res que não pode emtrar nem sahir nada que tomarão huma mo ingl'eza de 29 peças que de Londres hia pcra la e hera do general do mar de Inglaterra e outro navio que daquy foy de 12 peças com vinhos que sem duvida hera o pobre de Luis da Silva Nunes e estas cousas quebrantam muito os anemos e como nos tínhamos escrito em direitura a Olanda de nos não fazerem mais deI toneladas 500 de seguro e 'Visto o bom anemo digo o bom navio em que VM vinha escrevo com esta novamente que segurem por minha conta todas as toneladas 500 que dito somana desta despacharan de nno carregar nada se acazo hade pagar direitos como a VM deve escrever e o senseal da carta que escrevemos pia Terceira he o seguinte. VM deve alcançar huma provizam de sua Magestade e nno somente huma provizam pera hir ao Bruzil que nno basta dizerem as C... ) que não paguem. Os ingrezes ou os navios ingrezes mais do que pago (...) os mesmos nuturais us direitos carregando em navios estrangeiros como ( ... ) as naos do comtrato porque a isto respondem aqui que sempre pagam ( ... ) os naturais os direitos curregnncto em navios estrungeiros como ( ... ) esta em costume comforme o foral desta alfandega que ( ... ) os naturais dalfandega liberdllde em navio~ seus proprios ( ...) nos parece pera ficarmos izeritos de não pagar direitos C.. ·) hade tratar esta clauzllla; que Sua Magestade concede C..) pcra carregar em a ilha da Madeira com vinhos sem pagar ( ..) donativos 011 qllalquel' em[>OÇição de que ( ...) em seus navios fabri~ados em este Reino. ( ...) quaisquer leis forais ou provizoins que C... ) que todas Sua Magcstade hn expreçamente ( ...) deste modo emtendemos nos livrar ( ... )

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que cuido por sexto (. ,.) nos todos e VM bem ( ... ) esperanças de aVallçO (.,,) Pois conheço que (".) que em (.,,) li me hade livrar os avanços e rertomos della este tempo vence metendo de modo que temo leve a caravelb\ embora e cujo mestre anda emfndado por lhe não quererem dar despacho e imcurtando digo que se fes a festll de Santa Apelonin em que asesti por carta de VM. A choron não quer dnr dinheiro dis não vende o azeite eu trago em juro por 2$ rs de Bieste da jarra que por ordem de VM lhe dey. Isabel Martins tambem não tem dado mlda ti esta caravellu se ditivcr hey de passar conta com ella do bacalhau de VM e avizlIl·ey. a Pera Bandam avjzo: lhe entregue a YM que trouxer de huma pipa de vinho que me levou, Dice me mais alguma COllzn se se cobrar dos herdeiros de Afonço de Barros Camara ou Roque Ferrcira ou Pedro a Filter me fação me trazer hum corte: de bom chamalote rozado pera hum C...) e botoins de froquo negro. Pera eUe e hum C... ) com chegadO de cabos, e acllando VM algua cousinha pera se fazer hum vestido de'Veran por honesta mo traga sendo couza que se uzc novamente e leve em falta nada acerca-me ( ... ) medearey e o que a YM pedi ).lor minha reçeta estimarey me venha chapeo hando la.'ltÜnozo e se tivera la eon que muito avia pedir que me fas falta hum par de pentes bons com suas caixa.<i, Precure VM safara com Filter e pouco ou muito que deva venha em varas pannos, chapcos pouquo azeite que me fas tudo muita grandc falta. Jorge de: ( ... ) moreu estimara alcançar de Gaspar Pachequo que me quiz (".) quem seus negocios sobre que YM. Palie a Madeira o negocio ( ...) a [home esta emdependcme do sindicante inda não foi (.,,) da ( ...) (...) sobre o que estamos a mira, Por embargarem ( ...) la com Gaspar Pachequo. o que restamus C.. ,) ( ...) do que o dito tem recebido pera que podendo (... ) quitação. de João Marques (... ) VM por ordem de Filter me mande ( ... ) partc que telho nclla e de ( ... ) velho me !la de carregar ( ...) 200 rs visto as ( ... ) ( ...) me remeteu

(,,,) /I dava ella nada. Com estas vão !luas poucos de cartas que ca lhe esqueçaram o seu borrador tica pera coando vier. O Medina se me queixa do pouco que Dom Joam fns por nos VM deve bu~car este fidalgo e pedirlhe poi~ he tanto parlt: nesta noça C1lllZn c nella deva emparar e fa1Je lhe VM sobro o que nos deve. e juntamente ao condc de Santa Crus e o da CalJeta sobrc o que me tem escrito Alvaro de Azcvedo E eu por não ter letra lhe não mando o que se lhe rcsta sequer ordenar aqui a alguem facer esta cobnmça de Pera de Quintal e cobrando YM de Inacio dazevcdo. Servira pera o que asima lhe peço os vinhos com que VM ordena lhe compre por sua conta nHo tem lugar pello que assima digo Tmga Doas a YM com bem he a qmmto o tempo mc da lugar cm correndo a VM Pera da Silva o emcaminhallo bem ( ...) gourde a VM como descjo não se esqueça VM do ( ... ) Silva junte outra de que nos fas grande falta ellc:.l1

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He de Joam Thomas Villa vem de FI. 6 I letm a 21m em favor de Lucas da Silva de Vasconcelos em favor de Amaro Raiz de morgado a valor de capitam Joam dome!las de Abreu de 129$ 1 Carta pera Pero de Silva meu irmão 30$ 1 letra a 31m cm favor do padre Manuel Dias a valor 8$ de mim menor de 30$ 217$

As letras que sobe VM paço sam as assima que me fura mercê mandar pagar com li puntualidade que custuma pedindolhe que n esta ultima de 30$ pera o padre Manuel Dias que sendo pocível VM pagar a menor tempo sera merce e os 130$887 que falta para a contia dos 350$04-5 rs abona YM em minha conta que com tantos assisto por lhe não dar tanta opeeção de letras. Fechada em 18 de Fevereiro.

Martin Filler

Funchal 18 de Fevereiro

(... ) escrevy em 26 de Janeiro por viada ilha Tcrccirac serve esta de (.•. ) em 5 do corrente partiu o mestre Marcos Dias (... ) pronto de minha parte ficou a'Yiado em 30 de Janeiro o governador (... ) 1 dia sem lhe querer dar o despacho, por (... ) carregou suas e do Tavirn com quem negocea ( .•. ) que o Pinto nem outro queira Deos levar a dita ( ... ) pera que VM tenha grandes avanços li .~ua ( ...) ( ... ) montou 252$092 rs de que me ( ... ) vista em favor de Eslevam ( ... ) em que dis VM tem parte de ( ...) de Manuel Gonçalvcz au zente a Henrique ( ...) do mestre de campo ( ... ) todas fazendas II contia e espero de VM as mandar honrar com a pontualidade que custuma. Da 8ahia tive carta de João Velho Gondin de Julho em que me aviza aver descarregado fi caravella de João Marques ( ... ) em que receocu 6 pipas de vinho de minha conta e eu herdo em dita caravella 100$ rs digo 95$ rs de parte c os fretes que avançou. desta ilha a Bahia que tudo comforme tenha avera hade vir nella se acazo não for chegada a eçe Reyno VM me faça meree mandar fazer seguro ~obre a dita caravella de 150 the 180 cruzados r~ vistos os muitos risquos de oje e sentar o premio a noça conta que espero VM pera toda de acordo. Com Jo[o Fernandes Pedra remetendo-me algo se fica em fazendas varas pannós e poucos chapeos que II. fiquara a VM como seu captivo me fazem grande falta pera s\lprimento dos cazeiros e fazer 2 pipas de vinho e se acuso for chegada a caravella que YM espera do Pllra em que fIVizou Domingos de (..•) avia carregar o que noço for da dita carregação me vyra (...) em C•.. ) bons e fazendas e não malldo fazeI" seguros ( ... ) esta fazenda por llno saber Il contidad~ dena pello ( ... ) parecendo lhe a VMmnndar fazer na contia que lhe parece (... ) risquos de aje e tambem digo que fum VM seguro (".)

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hade vir do Para ml contia que lhe parecer (... )

em que esta o mestre de campo sobre sua viagem Nosso Senhor ( ...) o milhor se for pera fi Bahia o estimaremos por ( ...) do dito mestre de campo e de meu irmão por menor ( ... ) se resolver pnm a Bahia me fare VM querer ( ...) meu irmão Pero da Silva com hum vestido ( ... ) do nelle o mai~ que puder de gasto super ( ... ) pera Brazillhe nno sera neçecario ( ... ) o estado da term e vinhos que muito Jcvant ( ..) merCe queira alcançar ao dito João Fernandez huma ( ... ) que lhe avizo pera que não page (...) hizurbitanciae dano a todos ( ... ) e cuido que se pagarem (".) pipas de carregtlção C... ) o compare em C... ) II a Geraldo Ven escrevy em hua naveta que daquy I'oy em direitma pera que me fizece bom fi 112 do que rendeçem os 26 rollos de tabaquo qlle dn ilha Terceira carregaram com o mestre Henriques Adrian que temos noticia chegar em pas pera deste cabedal me t'azer seguro de 500 t. sobre II carregação com Joum Fernandes Pedra. A Joam Velho Oondim. Escrevy sobre mandar os papeis que tem Angolla queira deos vejanos deHa alguma couza pedindo a VM aja por bem de que vindo alguma couza ao Rio não siga a mãos de J llze Gomes pe!lo termo emfame que comigo uzou eleja a oulra quoalguer peçoa que VM leve gosto. Ao senhor Tristam de França faley sobre os 36$560 rs que VM me aviza respondeu me escreveria sobre iço a VM e o deve fazer nesta ocazimn e como me nüo deve delles satisfaçllo os não aboney a VM. O mestre Salvador Pereira que se perdeu no Cabo de Santo Agostinho dizem salvou algum maçarnc de que espero VM me C... ) se nos toca algo e porque o tempo se mele em me não dar ( ... ) lugar não sou mais cargo e em hum ingres (...) cm direitura avizarey dos çuçesos a quem nosso senhor ( ...) de muitos annos 1/

Senhor Francisco de França

Funchal 18 de Fevereiro 649

Quem vive em ilhas esta sujeito a mil sobrcsalaz de prezente o temos grande os que lemos de escrever pera esse reino nesta caravella I?or que de repente se levanta o tempo e ~equer (J mestre ir embora pIo que brevemente fare)' reposta fi que de VM recebi do ultimo de Dezembro do ano passado em 22 de janeiro do pezcnte C0111 as boas novas de sua sauda que he ho que sempre dezeio aumente a Deus u VM com todoz lhe dezeiamoz He VM trio comum en fazermoz mas que não entranhamoz u prezente e nos grandez favorez feitol'. a meu irmão Pedro da Sílva fi quem concedera com ve ntura grande em rneressere o (Impuro de VM e suaprassa com o nome de seu crlado Deus queira durlhe talento para que a VM saiba meresser o amparo de VM e sllas (. .. ) com nome de sell criado digo Deus queira dnrlhe talento para que (, .) meresser tanto favor de mim esteja VM serto que llllllqua (.,,) de mostrar agardessimento ao muito que VM devo e aos menoz ( ... ) irmão me escreve esta de contino de VM recebendo ( ...)

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(jue debaixo de seu desse por dna virem 11 dM desse gnmde (",) pesso Si1premar dito meu irmão com ho enssino ( .. ,) senão desvie nem de converca.'l~ois que lhe poss~o ( .. ,) que como nosso a tudo esta arriscado (,,,) estn em mãos do sindiquunte que ainda a não tem tirada (,,) faz Manuel Martim: Medina empossivcl o recurso e que o quc n01; emoz de t'uzer maz tomaremos ter (...) pem que ~enão tirasse a dita devaçu VM (. .. ) negocio o que possivellhe fore poiz tanto nos ( ... ) sobre meu de~pacho tomam qole os diaz que ( .. ,) lhe desse algum balallce Por Vl::f se lhes pude ( ... ) qller lIia que for como ( ... ) de sua fazenda ser oz C... l pIo e tlteresse de (... ) despm:ho qoando ( ... ) a seu irmuo C... ) II VM di<:pora como for servido Esta <.:aravella vay a Setuval no porto fiqua huma fragata ingrczlI <.:nrregando para essa cidade por ella tenho preparado pera VM 2 com"tolas de bom vinho quoanllo la não achem delpezlI a quem as deve receber em seu nome o tempo não da maiz lugar nem a minha senhora mlli~ escrever a VM em resposta de sua carta traz me urdeml 1l1e retldesse as graçaz daz merscs fei(az em Pera da Silva que dIa satisfaz emcllmemlando de VM a deos que gO<lrde largol. antloz

C... ) de Bruiz

Funchal 19 de Pevereiro 649 com o mestre Estevão Goumez

( ..) (o)eaziao escrevo a VM do nesesnrio E serve esta de avizarlhe ( ... ) foi forçado nestaocazino sacar meuz sobre YM 2letrus huma (".) em favor de Afonço Lope:?, nortez morador em Viana C... ) Em f~lYor de Manuel Martinz Medina de Lisboa que fazem ( ... ) YM me rara rnerce mandar pllgarcomo costuma C,,) vinho de conta de YM ficão j,\ amor pllrte nos almazens ( ... ) bem 11 caravella que com muita brevidllde espero ( .. ,) n050 senhor goarde II VM /I

Manuel Martinz Medina

Funchal 19 de Fevereiro com Estevão Gomes

Levuntonce huma trevoada de te'mro lam repentina que temeroZQ eu de que a força C?) <.:<travclli1 ellltregarey lia mestre huma copia de humll carta que a VM avia em 26 de Janeiro por a ilha Tcn::cira e nelle escrevy hum breve i1cresentamento que com preça nno lançey cm copca juntamente matld~y hum mandado do donativo com quitação de Pero Gonçfl!VCIl, 8nmoão tiwltl"eiro de com-o avia recebido de minila mny 7.5$600 rs da desima de 3 anno~ do morgado de dom Diego de teve dos annos de 646-647-648 a rezão de 25$300 rs cada anno que no meyo que VM em ~ua curtume escreveu não falão por eoanto a dita

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decima se começoll em o prencipio do auno de 646 VM mundam com dita quitação dezobrigurse e abater no pagamento de8te anno a decima delle. Do nosso pleito ante o sendicrmte não tem surdido nada C.. ) inda não começou a tirar II devaça estamos alerta com agravo (...) feitos de modo que VM nos avizou em tratando de alguma couza ( ...) elles e ~eguiremos (JS avizos de VM, mas se for pocivel (. .. ) algum recurço melhor fora e este homem por cuida ( ...) a cnuza por meu parecer o cornfonne ouvy dizer (u.) dis que tivera novo avizo para tirar esta devaça C...) aver avizudo que a não tirava sem couza contra ( ...) sem embargo lhe mandam como digo a tire (... ) pleito que tantos mais dias nos tem dado ( ...) VM tratava emgamll" com boas palEtvms (... ) de tudo e pode tanto quc munduyu humll. proyizoo ( ...) dar a Camara desta ilha por seu preeurudor ( ...) elles acabar de destruir esta pobre tera e os ( ...) embargo~ em Fnmcisco Andrade tarnou a recolher (. .. ) quis uzar delle hade querer Deos que indo C...) hum castigo ezemplar C..) deça cidade pem que uel C..) com que veyo ( ...) do contrabando tem ( ... ) portiozo ( ...) tem custas ( ...) II Guilherme Rey vive com grandes espenlllças de cobrar outra ve~ os (...) que ouvemos do dito PasmeI' pel10s papei~ que lacorria ( ... ) o que emcomendo a VM mande ter cuidado. Pois contra tanta trapaça nos meteu este dinheiro em a bolça e pera que novo não tomem a tifltr Manuel Freire de Andrade he Iam galante que me escreve Ilão he obrigado pllgar o que por eHe pagnmos II Francisco do canto que com todo o rigor nos executou c pngamos de que nos dese qUltação e procuração por cobmrmos do dilu Freire o coaI se esta acabando e vindo a tempo hade hir com esta pera VM nos fazl'lf merco mandar ajuizar o dlto Senhor Freire que não he justo percamos 80 e lanlos por amor deJ1e coondo vendetl por muito bom dinheiro o oficio de selndor de seu pay e coando n VM lhe não eomvollham por algua rezam mandar fazer esta dcmanda lhe peço lt emcarrege a que lhe pareça e com cuidado a solecite e hindo 08 papeis que digo heyde escrever novamelltt: ao dito Manuel Freire de Andl·ada sobre csta materia ( ... ) 1\ Bahia tive carta de Julho de Joãoyolho Gondim em como ficava ( ... ) regada fi caravclla de Joi'io Mat'ques Vicente em que recebera ( ... ) de vinho de minha conta I.:ujo liquido avia carregar em dita caravela C.. ) Deos a livrou deve estar em esse reino sendo assim o ouvir (.,,) () que de minha conta vier e assim mais tomar conta ao presente ( ... ) que tenha em dita cll.r~vela em huma desima parte dos fretes (".) desta ilha a 8ahia e de volta e cOlnfio trara deos tambem ( ...) Lnnberto do Rio de Janeiro com quem cnrreguey outras 6 peça.~ ( ... ) remelera o que me deu a tanto tempo sem (... ) C..) com hun carta. Receby o agravo contra C··) ( ... ) em meu poder e nno quero bolir eOI11 ellc the

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(. .. ) com que corre por sua parte que espero sem ( ... ) deste em vindo IrataIl:ffiOS de o levantar os SOCTeSIOS que ( •. •) 11 novll da restilumçi'i o de Angolla foi aquy muito (... ) em I:Wn (:mela que ja se vendem por mais de ( .•.) tem comprado grnnde cantidade des(e genero

reg-

(.•. ) de sen cunhado. Vejo o que (.••) dc que fiquo aviUldo ( ...) ~tc nnno 649 em ( ... ) em mando II precure pa via que poçivd par safala !lIguem em arrend ar estas faz.e ndl1s pera estar prevenido que como a VM he bem prezente he o noço rel'nedio. Afirmo 11 VM q ue me serve de ulivio nas ( ."<) os 500$ rs o dizenne não levou Manuel Viejro. Cardazo dell es mais de 26$ rs sendo que ca tinha. tomado duzentos e tan tos e de tlldo se fazia se nh or deste dinheiro c pelo ouvidor o aver remetido pIa ordem que vei o es ta mui to mo.I com elle e não lhe escreve bem he tenha couza que o moleste pois tanto busco. com que molestar a todos. Sobre o pleito de Manuel Ferno.ndes Branco tenho avizado VM e pnreciame ·que VM dez.estice de lle e sempre se faça sua vontade ja digo que dey ti Carta que VM me mandou lia sendicnnte com 11. informação dentro e outra que mandou Almeyda de hüa dezembargador do Paço queira Deos aproveitem. Espero qu e meu irmão senilo !1vera valido dos 20$ rs visto não fllzcr jornnda se a fizer VM the~ de (... ) e se embarcar pam o Brazil pera comprar algo que lhe seye (... ) com faltu lhe nlio secam neceçarl os. De papel de ( ..• ) Cnmello, do papel de Cosme Camello avizei a VM coondo (.•. ) me respondeu senão nchavu la estimo que pnreccçe (... ) ter cuidado com elle por ver se podemus ter bom (.. . ntlvio que fica em direilurn pera (..•) doa creç ido e remelerey a VM amostrados ( ...) goardc u VM muilOs annos com ti vida (..•) "

'1

Mannel de SOIlZll Mascarenhas

Funchal 21 de Feveceiro de 649

Pia lembrança que V. Senhoria /la tido des te seu captivo com suaz novllZ de mim tão fes tejadas lhe bab.:o 11 mão c protestando de Sua Senh ori u sem pre agradessido de tan tos favores, Em 14 do corrente dia cm que chegou nav i!") de Rochella tive carta tive carta (sic) de Luiz Alaire com a conta do caixli.a de V. S' que Sefa com esta liquido diz serem 16$ rs que V. S' mandtmt cobrar de este costa mercador frnocez morador em essa cidade que de se nver retardado esta encomenda tanto deve V. S' concedernr nilo serve li minh~ mas sempre me ficam o sentimento de que por mns via ouvesse esta decJarassl!o na penoa a quem for remetido Manuel Mnrtinz Medina nessa cidade truta de meu!. req uerimentos nlio duvido que qunzo VS os queira amparar tenha bom cursso lIJim ho pesso a VS ficando eu com novoz em ponhQ~

(...) me ordenar de seu serviço

ti

que noo faltarey noso senhor

(.,.) como os llumenlüs que dezeja. 3 Tex to riscado

60

com 8 li nhas.


C.. )

Funchal 21 de Fevereiro 649

( ...) os llluitos navios que não vindo dessa cidade não ey todos ( ... ) para dar minhaz fi que assim que não tenho as

(... ) e servira esta de avizo em como tive (...) ( ... ) a Rochelln de 23 de janeiro que recebi em 4 do corrente (.,,) oJandezll que desta ilha tinha fi que C.. ) com 150 moios de trigo em que perderemos os ( ...) placlluza com que viem c aver aqui ( .. ,) caravellaz da ilha Terceira que fiquavão

(... ) vendera ao maiz por (...)

C..) Rochellu dezpacha C..) ( .. ,) Trigo. Com dita

(... 1 (... 1// de os pagar II quem eu ol'dennr e assim peço a VM os queira dar ao dilo govermulor que foi desta ilha Manuel de Sousa Mascarenhas a (. ..)

Peço a VM que adverti manda o dito Palaire dar este dinheiro porque nno em mugine me ha remetido algun emprego delle. Tambem me avizou o senhor Bergier cm carta de 27 de Janeiro me valha de VM do que montar e custo de 2 caixas de asuqure que suaz receby a ordene lhas carregue rcmetidilZ que lhe sej[o me valerey de VM de SOl! gasto juntamente o que montar fi sua maior parte de hua carregaçam de vinhos que VS ordena de fiausa em hüa pataxo que espero por momentos lragao Deus com bom asuqllar desa torrn se comfessflm fi lavrar nos emgenhos em prencipio de Março cuido que com as algumas de França não se vira a buscar muita cazqua e sem acomodado mormente vindo navio algum do Bmzil se VM tivese alguas ordem de ser servido maz de com tempo ( ... ) dandome em quanto sirva ceria pessoa Noso Senhor goarde muitm annos.

Doulor Manuel Freire de Andrada

Funchal 20 (... )

Algumas de VM ey recebido aqui de prezente boa sande que goza e sua boa chegada a essa (".)

da.~

(... )

era VM tão bem dezpnchndo como seuz muitos merilos (... ) se!'lo VM que com todos os aumentos que lhe (... ) A meu irm[o Francisco da Silvu deprendo (... ) logo que soube esta)' em esta cidade maz ( ...) seuz dezcuidoz e coml'iado estou lhe fara VM (... ) sempre custumou fazer meu (... ) pio muito que nelle esta em ( ... ) devo Ilotaveis (... ) esta caza n1\o (...) eVM( ... )11 veio o que VM diz nserqua da demanda I;um Francisco do Cantlo e serlO o estranho da pontualidade e primor de VM çonhessendo e devendo agarclesser o trabalho que te gora uvemoz (... ) emfadonho pleito e o uvcnnos dezembolssado o dinheiro que não gastamoz por seu respeito e bem deve VM eonhcsser n obrigaçlio que lhe convem ele pagar esta divida

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.

w, ..."

lU

~r

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que meu pay e senhor que Deuz tem abonou pera mi poiz se aproveitou do dinheiro do oficio vendido a Lucaz Pinheiro a que se ver VM fechado cantaz com.dito senhor não he bas/unte nem neHas se devia meter hua demanda quc corria emsertu YM deve consserbem não pence da divida minha rnnz de todoz os erdeiros desta caza que a ser caso a YM como seu capitão nno faltam maiz nella maz tenhu ( ...) mais manda nesta ocazi!io a Manuel Martinz Medina a sentença contra noz ouve Francisco do Canto com quituss!io sua de (n.) avermoz paguo sobre que noz fez mil opremssois (n.) resto de suas custns corremos ainda pleito com a dita quitasão C..) YM seria servido ver a dita sentença e comcedercm nosa rezão (n.) pera que nos fassa este pagamento que lhe afirmo nelle (...) ficando novamente obrigactoz em o serviço de VM ( ...) paiz nelle menqua faltareí. Goarde Deuz a VM muitos ( ... )11

Senhor Manuel Martins Medina

Funchal de Fevereiro 1649 com Estevão Gomes

Com tempo se levantou esta c[\ravella e com el1e deu a costahí'íanaveta ingreza que estava pera hif pera esa cidade e avia levar hum pouqua de bronze de artelharia quebrada que aquy estava pello que obriga o governador a esta caravella que va Lisboa e a leve mas nunca pude acabar com o mestre de me levar humas coartolla.~ pera YM trara Deas Pero ohmbo dc pescaria e com elle hiram neste meio tempo se fez o papel pera a cobrança de mestre Freire de Andrade que ~era com esta a VM e a mesma sentença e eu lhe escrevo dizendo que minha mai 05 manda a VM e por me fazer merce lhe queira falar por ver se sem escuzar pleito quer fazer este pagamento em falta he força que nno percamos 80 e tantos mil rl'lis Pello que sendo assim necesnrio por justiça o Senhor mandara YM de!le cobrur perdoando e~te novo cmfado (n,) Pasmer vindo novamente com hum libelo contra nos ( ... ) os 400 e tantos mil reis da sentença que YM nos mandou ( ..) e como he ingres nos sitou perante o provedor. Francisco ( ...) podemos esperar beneficio. não sl'li este ( ... ) dl'ltremino com este dinheiro sobre que tanto trabalho ( ... ) sabemos que per algumElS rezoins que deu ao concelho ( ...) povizam mas lhe o prezcntc não tem obrado nada C.. ) avizey alerta pera acudirmos cm suçcdcndo (...) Antonio Gonçalves Brandam tinha dado hüa letra ( ... ) sobre Estevam de Bruis a pagar aos assentistaz ( ... ) n mandar dizendo lhe não estava bem assentada ( ...) que tenho I1l'lSta cidade de quoaiquer na verdade ( ... ) como fiz ne~ta ocnzião passando dila letra a 31m ( ...) em favor de Gaspar Malheiro e Manuel Malheiro ( ... ) fum merl:C mandare usscitare e pem pagamento vai o ( n) Estevão de Brui~ a quem escrevo a que ( ... ) logo este dinheiro a VM quecomno fara que ( n) que eIlez desem me fazer remeter ( ...) conhesso não sirvão mais que ( ... )

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C.EJ:fà • • M.... '~r

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para Manuel de Souza ( ... ) fidalgo seia Ilccss(mio) ( ... ) que estou ( ... ) custa ( ... ) II tendo esta em este estado me disse hum Anriquo como Roque ChioUe que "eio nestn cara"eUa tilho de Simão Chiolle defunto hia com destino que entende tirnrmoz estas cazaz em que moramoz por bens de morgado e suporte he hua burbaridade csta o rnlUx]o tal que tudo se pode fazer eu sim me quiz precatar de a"izar a VM disto peru quc no, fassa merce mandar ter cuidado com o passo donde isto deve ir pera que tratandosse alguma coza mande acudir a pedir vista e impedir pera o que com toda a pressa mandey treladar e com o mesmo segredo que este Velhuquo tratoul disto que for grande a escultura da "enda que Don Francisco Chiolle fez desllls cuzaz; atarga de seus t1Jhos Dom Antonio que oje possuie morgado e don Cosme que esta "ivo e huma ou duaz filhaz que tão bem alargarão a povizão de Slla Magestade em que ouve por bem feita esta venda a petição sua e as benfeitodns hüa certidão das notificações feituz no dito Don Francisco pera aveliassao das ditas bemfeiturifl.S e o dia em que se ncabarem de fazer porque cuido leva o dito Roque Chiol huma certidão em como foi nutificado C.. ) pay não fizesse bemfeituriaz a lempo que aja tudo estava feito (...) daz dataz das clitaz sertidoins constara pera que VM de tudo C..) pera o que necessario for pera contradizer fi maldade ( ... ) com quem tive ja que hllm pleito por me querer dcm ( ... ) C..) que t1lobem aviamos comprndo no dito D. Francisco ( ...) como quem em e eu com a aguoa por prczllnção ( ...)juiz dos orfãus faz nisto muito e que da a!gua informaçllo ( ... ) facilmente se lhe podeta amelar poiz nos ( ...) ( ... ) me fez as nossas partilhas e cuido que todos os (... ) la quando se alcanSOll a procizão que onde estnr (... ) Fngundez e em humaescritura que em 4 de Fevereiro (...) Dom Antonio de Roxaz a VM nem\ cidade nas (...) tnbaJião publico que VM mandam busear ( ...) que o dito Don Antonio Fernandez na venda dostaz cuzaz que (. ..) pode dozmanchar e o mesmo Simão Chiolle ( ...) hum peda.'lsO de patio e bequo n meu pay com ( ... ) pIo que pedimos a VM 111..·5 mande ( ... ) ssario mandarey los os tilulos ( ...) dexamoz 500 cruzados C.. ) em mesterio e sendo /I possivel saber que escrivão pilSSOU ii sertidão dn motificasse{m) pera senão fazerem bemfeituriaz me aviza pera que procurar esses autoz c VM per amem de Deuz perdoie este:.: erozadoz que paresse de prepozito se armão contra noz pem molestarmoz a VM e se acazo for oecessario alegara VM em como Dom Antonio de Roxaz com este dinheiro pertendeu marquezado de Lan~arote de que tive per si huma sentença em Madrid em pnrlc e com a aclmnação de Sun Magcstade não tratou maiz de seu dereito e estes pupeiz que mnndo mandara VM tccr em ssy pera que a parte 0110 tenha notissia dellez pera senoz puder demandllr algum ditl não esteia ja preceitado a nossa defeza obrigado passey mais ncstll ocazino hua letra de 50$ rs sobre VM em favor de Pero de Tevez Barreto pent o que "ai outra sobre Estevão de Bruis do porto em favor de VM da mesma conta e a carta que (. .. )

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C.EJ:fà • • M.... '~r

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vny pera dle me rara VM me:- mnm1arlha com as ditas letras (",) I.:UJihado me fa!J sa VM me mlUxlar 2 chnpeui do.~ (.,,) o pIX;ueoo dQZ 2 que me manuou pcraalçl1do de copn(... )

o que se me oferes.'re Noso Senhor goordc a VM Illtgos (... ) que lhe ctezejo fi

Fernandez Pedra

Funchal 27 de Fevereiro 649

Nesta ocuzi1io tenho escrito n VM e esta cnrnvclln .mdou lel/antada com tempo cono o mestre fi cn~se em terra [ornou ao porIa onde ha obrigl!.o de levar hum pouco de porcaz e por aver o ingrez que j a avize i estava pem ir pera eSSll cidade da costa ma1. ..'Cnluda não quer o mestre levar cargua nenh uma. De nQvo não ha que avi?ava com esta duuz cartaz pera Luiz Alaire dll RochelJa e duaz pera Pedro Borges hUlU e ou lrllQ me (assa VM encaminhare loguo preços que me importTIo neste anno tem emvernado valenlemente e fi muitos dias que chove e eu por não ter vestido n!lo vou tia campo do nde trago gente urdi nariamente torno a recomendar a YM safe com Filter e me:- l"nssa vir o que me resturem fazenduz c uzeitez que lhe juro como amiguo estou com empenhoz porque tive paucoz vinhoz e des~ez estãu C... ) 40 pipas pera VM levase c cu pagei e devo senlcir donde me vir ussim (...) VM muito de mi que pudcse se valha por mlnhn cartll ( ... ) paiz sabe a mezeriacom que esta esta caU!. que VM como C... ) tem obrigaç!lo de tlUmenlar assim que VM se modere C.. ,) sabe Deus estou sentindc o que ei de dever ao Medina (Oo.) I;Qm que pague se Deu", Imo trouxer 10io Marqucz villlem (...) com tantos enimig07. de DellZ trouxe:- o resto que se espera (...} VM tilo bt:m vire ao recto da lndia sevio jn ( ... ) Zoman Clltava em não carregar nada avcndo de (... ) porque ile fassa t1eligcllcia pem o provizAo que lhe lenho ( ... ) llO7. im!KJrtn que poiz CllJTCge tTlnto nlío he beln (oo.) para emgeili1ndo aqui 12$ n que ilc ho ma r (oo.) (oo.) ordem de proviulo me mandace esculllr em parte (...) diguo li mondava l'Cm eSpel!\IiVll de gmnde2 ( ... ) digna VM ficão ns suaz cozulolfL'l de vinho II. (...) roçam tomar cargua pera Lisboa por isso h11 não me ( ...) de minha pllfte com Medina e Filte.r que ~e nClIZO ( ...) perca algum negocio c nessa cidade houve.r ( ...) que me não tomar em a praça uim(... ) pcrque saiba q\le dezejo (?) (...) me fore. pe.ra algum negocio 1/ qlle prometa aVlll1çO se a VM lhe paresser nsert1'lo falar a Dom 10no de Menezez sobre os 28$330 rs que deI/e de resto de conta fnss!l.o n Mediua. escrevo dize' tudo pleito qlie traz com meu irmoo Manuel Fernandez e. a Diogo Medint\ mando os papei~ pera cobrar de Manuel Fre.i re que VM ap lÍ!~arn falando lhe primeiro t~obem se advirta VM falar comQ sen hor de Dezerta pern que ord~nt: ao governador fossll o comserto com Diogo Antonio de Morais soore que maiz não fd fou nos tomnrcmoz dure o eSfo fim

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Martim Filler

Funchal 27 de Fevereiro 649

Por ignorar o. muita valia que VM tem com o senhor conde C•. ) me não tenho valido de seu favor pera que por via de C... ) noz ampare naz maldadez com que Francisco Oliveira Cardozo C... ) vão desta caza sobre negua nau de São Thome C...) concelho da fazenda provizoins ao sindiquante C... ) devace de meu pay morto poiz a contra C... ) e pIo dito sendiquante nisso reparar cuido C... ) donde lhe tem vindo novaz hordenz C... ) devasse querendo com isto M~.nuel Oliveira (,.,) faltase (?) e emduzidaz que pem i~so C... ) nos fazerem mal poiz C... ) poder fai':ct e pois C... ) fidalgo c anoz C... ) lhe pedimoz muito ( ..,)/1 pedindo poii': del1e depende tooo nosso remedia queira imfonnasse senhor dru;em justissa que comnosquo se uza toda maldade de Manuel Oliveira Cardozo e Jono Pereira Betancor con cuio amparo comsegue sunz maldadez pera que ouvindo o por meio de VM alcanssemoz algum recurso pera que esta devassa sentia tire ajuntamente nos ampure nesta cauza de VM comfio para todo o passivei neste negocio; c por SUl\. viu tiqua com grande confiança de hum bom despacho e n saber de VM me podia fazer esta merce antes me ouvem valido della minha senhora mais com grande enearesslmento pede a VM isto paiz consiste nesta cauza o remedio de noz todoz e porque tenho escrito o necesmrio nesta ocazião. Nasa Senhor goarde a VM muitos annos.

Estevão Bl'uis

Funchal 26 de Fevereiro 649

Em tempo se levantou esta caravelln e como com eUa deu a costa C... ) naveta ingreza que estava pera ir pera Lixboa a deteve o governador

e me

( ... ) avizur fi. VM de como me não qllizertio asseita!' a letra C... ) que na gemI avim passava sobre VM em favor C... ) Gaspar Malheiro e Manuel Malheiro e me foi fOl'ssado passada C... ) morador em Lixboa a quem remeto outra da mesma C... ) que me fara mf'lrce mandar-lhe esta contn com a breve (.,.) letra a 21m pera que nao tenhaopressfiO neUa C... ) com a perda da MO q\le diguo puxarllo por mim C... ) por conta de VM tcnllo comprado pura lhe ( ... ) aos quoais fui compondo com algum mestre C... ) em Lixboa te donde chegarão per não C.. ) a maiz 50$ rs C... ) Medina pera pngnmenlo daz ( ... ) 61etms emportantes C... ) diguo de mim a verdade ( ...) nosso senhOl' goarde II

,

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C.EJ:fà • • M.... '~r

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Senhor Sebasliall Jam;cn

Funchal pri meiro de Mflrço 1649 Com E~leviio Gom~s

Depois de ler escrito a VM a carta ar.rás fechnda e dada o mestre chegou ontem e como depois hum navio de Rochella mestre Noet Amou veunho de Ohma que pnça pera a.s Barbadas E com elle receby huma carta do Senhor Henrique Bardeue feita a 4 de Peverei ro tlcompanhl'lda de huma letra que sobre mim saca de 80$ rs a g dias visto a pagar 80 dito meSlre Amou mandnndo me juntamente humn conto. em que me faz carga dos 27$ rs de Breste de huma pouca de felpa e pano que me mandou do cOIII mandey fi VM em 26 de Julho do anilo paçado huma letra sobre Jacqucs lAlgan de 27$080 rs declllnmdo me em minha carta fnrin por conta do dito senhur Bardett de que e~ pem VM. lhe avem dado nviw porque cu juntmnenlc lho dou em hum pMaxe que a poucos dias aq ui chegou de Bordeos com 60 moias de trigo e pow.:a fazenda dcrigido por lzaque Mallrtie e Richar Riq\leforte c tlJmllrll a voltar pera dito Bordeos dentro de 15 dias com 15 pouco mais caixas de a~suquar e como o dito senhor Bardette me aviza juntamente saca em outro ' navio que ficava por partir outra letm sobre mim do resto de conta que mo mnnduu e de maior contia peta que foçe de mais a mais me valer de VM em cujos m eio~ distem crdtu~ pem este negocio me pnrecc\1 tirar duas letras que cm favor de VM mandara de 164..'\)778 r~ por conta do dito scnhur Bardete. Pois eHe se vai desta contia aquy sobr~ mim (... ) meote por encontro do credito do senhor Miguel Levesque dn Terceiro (..) de que mando com esta a primeira via toca sobre VM dUrul ( ...) humaa 21m vista em favor do conde capitão (}lI a ~u", (... ) n valor de Manuel Silva Ferreira e outra a 10 dias (.•.) FruneiS<.'O Roiz de A.breu a valor do dito Manuel de Silva ( ... ) numa e outra fazem sOlna de 72$ r~ (...) seitar e (JIlgat com a puntualidade que cuuu~a (...) pera os 100 me valerey em a primeira·oat7.illo (...) a VM tó\flla opreção da dila villa da Rochelln (...) fi VM tinha nvizado aviamos daq uy mnn(dndo) (...) trouxe 150 moios de trigo o coai senão (...) 260 rs !llqueire e se vira perdendo <...) Oque se me oferece (...) 1/

Senhor 10ão Fernandes Pedra

Funchal primeiro ele Ma.rço 649 e com Estevl!o Go me~

Nesta ocazillm hei escrito a VM avizandolhe que se me oferecia de novo acreceu chegur ontem hum nuvio da Rochella em que tive carta de Pero Alnire e Henrique Bardelle e me avizam Atl!nde Amcstcrdam de 20 de Janeiro em como os oJnndeze.~ e gc landeze~ avião declaradO de guerra contra Portugal dando 3 mezes pera cndn hum se reclJlher seus efeitos e cuido he esta a mais nova que podiamos esperar e eu com maIs Vcrn9 fi. sinto pela respeito de VM ml1S como csta de ncabad a a abera melhor o que se pnçe par seu governo e he serto que esta canalha ha, de inçar o mar cam navios li que seo[io e.~capara nada eu avizo novamente por Prança me fação seguro de ludo !>e bem sinto o muito que me hude custar oje mas como he VM por quem eslou empenhnndo não he bem deixaJo em t:ampo mas se ucazo nlio querer segir a viagem emtentada de avizo a O laada para senno fazer o lal seguro ou se

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,""()1l1 a mui ta carregação que trouxe lhe n!lo for ncçe't.1rio cilrregar eu UUllflS pipas se f1Cnt.O me puder alivhu ni ~u com que caregue rnc no~ I,) deve avizar tllmbem " ol;mdll para menos ~egura rem . Avero H di as chegou um palncho de Bord&lll mandado por Maicrtin n picrartc com 69 maios de trigo hUllS coartuS de sardinha e outnlS ninharins de: fazenda e pouco !O ilis de quinze dias partir dilo nnvio pnra la com 12 ou 15 c ~ i x as (...) he carregllr o f1quefone eu conforme nvizo que (...) agolU"do ontro navio de Rochc!le em qu e v em (...) e lrus credito pernlhe dar atlui perto de 2$ cruzndos (...) ocnziam e Dnno pOis nilo live os hey myster eu (,..) he vlren. A Minhn !ill Mflria Gonçalves devo hum (.. .) me faça mercê trazelos cozados muilo boas e 110 dito C...) II

Senhor Scbastiilo Janscll

Funcha! 3 de Março

Serve esta de avizo em como obrigado de hum clerigo a guem devo algumas obrigacoins saquei mais sobre VM I Ictrinh" n vinle d ias a vistn de 23$500 rK em fllvor do P;ldrc Pascoal Perreira de Souza que VM me fara merce mandar pagar como ashima(?) e no enlenant\) gonrue DeU!; VM muitos ruIllO~.

Senhor João Fern all d~~ Pedrn

Funchal 3 de Março 649

Tenho já escri to baslantemenlC udevertir o Sonmuns avizace II VM novamente o Ir.llar da pruv!zam pois seM! ella senão hade arriscar nnda e junta mente qu e VM façn muito por vir em companhia do Conde de Cuslello Melho r pern mais segUl1Inça visto os muitos riscos prezcntes A cllrllvella nnda fivela.

Senhor licenciado Manoel He-nriques uuzenl~ DUll.rte Mendes Ferreim

FUllchal9 de Mary"O 649 com Manuel Vieira

VM escrevy com o mestre Pero Neto que hia pern a Bnhia por esculJa por n!y em fallll de que não aj a chegndo servir esln com que vi!o as 20s vias de papeis pera tl. CObrflllÇIl de Manuel Vaz 'Moreno que peço a VM muito do merce me mll\1de razcr re metendo me (.:omo em corrco digo seu procedidO e cm lUgUl' da (... ) ml\U de senhor hum bem moleque de Illhe 12 a 13 bem aj ustado por servir em c:rf.a que de prezcnte no:; nua he neccçario negra C.. ) vi ra l1C'l que eu copei! digo ~ eoando VM (... ) do brado li fl1zenda de Miguel (... ) sÓ!,TUndo por encarregação. I/peço a VM de a remeter (lO Rio de Janeiro e Manuel cravos lIonlio negl\f ii Claudio Antonio Bcznnç1'ío ou pem a Sahia no crl.pitrlo l oiío Velho Gnndim declanmdo fa7.erem por conta do dito Levesque 00 perll LixboEl li. Estevi'lo Costa emborl\ sera cs~ou zo ou pera esta ilha n min cm mesmo genem. sem cun esta hum OOllto do 110Me Mllnuel Oliveira vizinho de Peniche de 2 pipns de bom vinho vinho que com elie carregue)' de enlregar ii VM com mflis hum poquo lenho cm que vno 14 vesticlinhos de utgod:io par:!. crianças que ln se gastarão bem o me Cl1stllríl.o a 800 rs ead~· liu m . 12 pe~ as de renda de biquo em coatrfl de entremcyo 6 golh ilho..~ 2 bordados de ouro em 9 voltas de arn!ngllie ludo VM me farn men::e mandm' velldese com .mayor avanço parcial e seu liqui.do Illllndarme nesta earllvella e em

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bom derem cosem; e chasina tudo emtregar a min e perdoie VM estes emfados e pera o que cmprcstllJ fiquo serto a quem Nasa ScnhlJr goarde muitos annos.

Capitam João Velho Gondim

Funchal 17 de Abril 1649 com Sebastian Vas

VM escrevi com o mestre Alvaro Martinz mandado de novo se oferece avizar a VM como neste porto fica carregando João Fernandes Pedra em huma nau ingreza de 400 pipas 36 porque fretou Fernandes Pedra e partira dentro de 20 dias nosso senhor queira levar em pas e eom cne screy mais cargo os vinhos vallcmo~ de prezente 12$ rs e 12$500 rs e mais com o negro estan(... ) que se I'as 110 este anno temn semelhante ( ... ) o mestre João Marques llÍlO he ca chegado nem demos novas delle por havizo que veyo em u fim dc Fevereiro de Lixbüa nosso senhor queira livrar (. .. ) a VM muitos annosll

Senhor Miguel Levesque

Funchal 30 de Abril de caravela de Rodrigo Nige!

Em 19 de Janeiro, 25 de Janeiro e 6 da Fevereiro eserevy a VM em huma naveta olandeza ( .•.) com e.stn seram as copea~ e juntamente fi segllTIda via do conhecimento das 2 pipas de vinho que ne1!e carreguei por conta de VM que comfio avera recebido e que fosem de seu contento este genero de vinhos esta em reputação e de 12$500 rs mas sem por este anno somente t;auza do estanque que se fes em Lixboa de que VM ja deve ter nulicia no~sn hos acuida que parece se vai acabando o mundo com diferentes extremos os vinhos serão aqui paçado este anno baratos e se podia fazer negocio pera esta ilha mas temo que ham de mandarlu muitos o que o tempo nos emsinara e VM me fara mcrce dar avizo do que se pode fazer, Da Rochella tive earta do Sr. Pedro Alaire de 4 de Fevereiro com outra para VM que sera com esta duas abertas heão de que peço a VM me desculpe crendo esteve sempre em meu escritorio como se estivera lacrada estimarey tenha VM nella as boas novas que dezeja. Ontem chegou humu mweta de Amstcrdam com cartas de 23 de Abril não da mais nova que !ratarençe em Alaire(?) os comçertos entre Porlugal e Olanda sobre as couzas do Brflzil de que lhe gora não ha surtido efeito queira Deoscon pas tudo por nos livrar de huma guem. Do nosso trigo esta inda muita parle em ser que se vende (\ 220 rs mas the gora ouve outro de 200 e o de huma não que veio de França em que cativa tambem algum se vende por 240 rs mas vniçe acabando com que comtlo em breve de vendermos o noço de que mandarey conta a seu tempo. E~ta caravela do mestre Rodrigo Miges o riloço vay a São Miguel com esperanças de traz;er carga de trigo se lho deixarem cargar se vier e VM tlver ordem de mandar seguem em preço que poça dar provimento vendenduce a 220 ou 250 o fa~a que senno vier outro de fora sempre valera o que digo cauzn de que com as grandes trovoadas inda ojo se semeia e viram as nuvidades muito tarde pello que não deixe VM de mandar earegar alguma ~ouza. O llsuqllre da tera se vai fazendo senão Oliver muitus ordens pera fazer ciL~ca ( ... ) sere ncomodados do Brazil não he chegado ne hum C..) hade dar asuqure de sustaneia ( ... ) de Jol'io Reliam que se vendem (".)11 como nessa tera haja de prezente tantos asuqures cuido acuidirllo muitos a nnvios do Norle a buscallos entmrão muitas fazendas que estarão acomodadas e como aquy aja tanta falta pareceu me avizar a VM que cerando fazer alguma carregação emportante em 200$ rs the 300$ rg por c:onta de

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ambos com a minha parte asestírey no pagamento com letra pera Lixboa mas as fazendas hamde ser baetas de 100 f10s de cokhestre negros e boas sarjes negras de ,mascote guizeas de Flandres negras e de cores a baeta se vendem de 600 a 1S50 rs por sarje 360 e 400 gUl!rea de 100 a 1$100 rs vara por cuios preços VM se podera gouvernar Pem termos algum avanço e coando YM mandar algo mande sertidílo de como tem pltgo os direitos de emtrada pera ca os n1l0 pagar e venha em navio portugues tudo selado. A aquy ficiío de partida algumas caravelas pera a Bahia e duas naos huma ingreza de 200 toneladas em que vay por mercador hum mancebo que a muitos annos assiste nesta caza chamado João Fernandez Pedra se Deos o livrar fara grande negocio e por me não ofereser de prczcnte do que mais aviza. Gourde Deos a VM muitos anno~ Senhor Domingos Dias Ferreira

Funchal 30 de Abril de 649 com o dito

Em 18 de janeiro escrevy fi VM em huma nuveta olandeza que dt:stas ilhas partiu pera eSSllS em o prencipio de Fevereiro cuja copea não mando por me paresser seca chegada em juntam por alguas ocupaçoins que de prezente se me oferessem nona pedia ii VM me remeteçe o que tiveçe de minha conta em letra a Lixboa ( ...) Medina e coando VM the o prezente ( ...) mande em bom ( ... ) o moço IIque me prometeu praça pera o que VM de minha conta carregace para que VM lhe falam e fara todo poçivel pera remeter esse resto e em falta de nlio aver licença ou praça VM mo mande em bom pano de leteiro em peça bem forte em falta de tudo o tera em suas maus pera que em o novo o empregue em bom trigo e barato que me remetera no~ navios que vierem pera esta ílha e peço fi VM de me mandaI' a conta do liquido dos vinhos e em muito de serviço a quem Deos goarde muitos annos. Senhor Antonio Moreira de Souza

Funchal 30 de Abril 649 com o ditoz

Em huma navcta olandcza que deste porto partiu pera essas ilhas em prencipio de Fevereiro escrevy fi VM carta de 8 de Janeiro cuja eopea níío mando porque comalguas m:apaçoins se m~ impoçebilita (, .. ) e cuido não fura falta 11ella pedia a VM me remeteçe os 20$ rs cobmclos de Manuel Pires Paiva a Lixboa a mno de Manuel Martim Medina e coando VM o não nja feito lhe o prezente lhe peço mos qlleira carregar em esta caravella do mestre Rodrigo Migens o moço que me prometeu carregar o que VM pera mim lhe emtI'egace e espemmos se lhe não empedira da carga ja agora visto estar tam chegada a nuvidade e coando não l\ja lrigo nem praça VM o tenha em sy os ditos 20$ rs e mos empregue no novo em bom trigo que me remetera em coalquer navio que pera esta ilha venha ficando sempre ao serviço pronlo a quem o senhorDeos goarde muitos al1l10S 1/ Senhor capitão João Velho Gondim

Funchal 1 de Maio 649 Com João Fernandez Pedra

A VM eSCl'evy com o mestre Sebastino Vas e o portador desta he 10ão Fernandez Pedra que heste dia se parte queira doos levo.lo com ben pera que em tudo venha a ter os bons serviços que lhe dezcjo e como VM conheca o quanto o dito he desta caza não tenho o peSSO(l que fazer-lhe delle recomendação porque espero em VM o ajudara em tudo o que

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poçivd lhe ror e eu ficarei ii VM nova mCll t~ Obrigado por todos os favores que lhe fi zer. 00 dito e nl tregou minha may e senhoril hum barril com J5 alqueires de-farinh:a que manda a V M de:zejosa de ter muitos mimos que lhe mandar o dilo Pedra leva muito boa c<lrregaçoo e de boa ftlZen du o que comfio fara. grande negoc.:iu eu me crntcrecey com elle no que pude e elle avJZl\I'll n VM do que por esta banda se paça e dara nuticin do e.~tanque novamcrtte po~to corn que vira fi perecer esla ilha eom novlls mizeraveis. De Olunda chegou cm 29 de Abril huma nuveta c por cartas de 23 do pllsado em como na haia tratan com grandes verus us comviniencias desc estado couro de estnr a companhia tam acabadll que nilo valem resllllrtid il3 mais de 18 por 100 mM nito dizem o modo em que de nil.o ~veriguarem se dariam cartas de rt:{) rezalna pera salti rem OS ol:mdcz:es a furtar em que empcde lingue se tinha feito ja pOr o COrtO grandes prepaE"aÇoiru; nosso Senhor queiu compor tudo como mais for servido. Em 19 de Abril recebi por Lixboll. 2 de VM humn de 6 e 18 de Setemb ro oUlflI tle I S e 22 de Novembro copeas das escritas com I) mestre João Marques que j a tinhumo.s por pedido ao depois chegou outro navio em que tivemos novas lIe aver chegado a Vianna com muitos ruins tcmpos que os trouxeram !tfopelllldos no mar seja Deo~ louvl\.Clo; que o livrou e espero avcm Aronço Lopes Ortis IOlntldo entregue das 4 caixas de n~uqure que e!ncarregou em dita caraveJ!!', por minha cantil que corni'onne me encarece sua bondade .into o não viren (...) onde mc dnrião grnnde avanço e todos li VM (... ) de trlJ.bnlho que teve no cargo da dilll (" .) cadu. hum II o retorno de 8eus vinhos n50 lendo imla recebido o dinheiro dellos e da muita purrtualidade de VM senão c~perão menO R comresp ondenciu~ e agofll que mnis livre esta caza de aJgumíls empenhos podia hir l1;ozando deJllIs se annou esta companhia pern perdição de. lantos, pois agora peuiflm com espernnças: deserto ganho hir mandado algo pareceres he que niío durura muito o tal conu-alo deos eseolha o milhar, Minha senhora m.. y agrndccc Il VM muito e lhe beija a mão p~ lo rccho de asuquTe de qUe lhe fes merce que cm suas ol".Jçoins ~enno deSC\lida de a encomendar a Ocos e eu estimo o favor que VM me fazia de me remeleI' SUI\S :3 cai;o;.as de as uqure quc coul,do vierão a minha mão conneceria lrl!o hem menos dili gente em as benet1cinr do que os mllis que aqui e fazem as CQu;.:as de VM pois a mim me caria de sercm obriga"ão pJo~ 6 barris de concerVH Beijo a ml'io n VM e se vierlío a minhas mãos fi:tel'a delles a estimação que suas couzas monejem e o tempO mostrara não sou emgrato II tm\IOS ma l e~ como a senhora D. Lümor de França me faro VM mcrce falar pera lançnrmos estll CObl'<lnça de parte. Juntn.mente II dois (.. .) em que se mostram que tem cobrado esta fazenda tnm re miçall. Das couu!s de Angole. tenho por vezes 8vi'l.<ldo a VM e novamente lhe peçu queira ordenar sua cobrnnça que de ca o mais ~eilo he n!io hir nl nguem a iço e ogro se cobrur ordenara VM se remeta lIhy a VM e no Rio a André Aronço que ~uposlo Filler dis Il Juze Gomes a mim me n1i.o convem. As novas de Françll e de sua. guera dll.(a Jona Pemandez Pedra e das mllis que por CIl :re pllça. Goarde Deus a VM muitos annas "

Manuel Relz Caldeira

Punchal 3 de Muio 649 com ]ot'io Fernandez Pedra

Em 22 ue Janeiro deste an no fI~c ebi humll de VM de 20 de Jun ho u(\ anno pllçado como outras pera a senhora may que logo lhe m!uldey não me descuidando de oferec'-Y me em seu serviço quc nno falta rey N!lo holho esse estado que padece as lemitaçoins: (tue VM me repre:zenta porque ca he tudo Illil crin e oje sem mais com o novo est.1nquc Dc.os acuida em remedeio tudo em

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bem e II VM de em ludo () que dC7.cja fcliçes suceços. A~ contas qm'! VM tem ordenado me venham não sam chegadas li todo o tempo que ChCgclll ti minhas mãos farey nellas tu~o () que VM me ordenare e estlls primeiras () pOl'taoor desta hc João Fernandez Pedra, Peçoa, muito antiga nesta cam vay enm boa eurrcgw,:ão se Deas o livrar para bom negocio estimmcy VM eom () que lhe for ]Juçivel pasa pOj' Recomcnchtdo: que de toda i\ merec que se lhe fizer me eoni'cçarey COm nOVllS obrigaçoins EUc dum larga infonnaçao de tudo () que por esta banda se puçu quc a bcvidade me não da lugar a iço Nosso Senhor goarde a VM muitos 1l1lllOS, Senhor Jacome Coelho

Funchal :1 de Maio 649 com João Fernnndez Pedm

A m\litos dias me faltum novas de VM e o devem CilUzur n /'n)(u de cmbal'caçoins; que de li Bahin vem Hesta ilha, em todo o tempo que me cheguem As estin1.l\rey sendo tam bons como dcz~ilJ (j !x)rtado1' desla hc Joãl) Fernandez Pedra peço!l tie que VM tem bastnntc nuticia v"y com muito bOI\ carreira Cu,) estado, Com cspetiltiva de bom negocio que t'ara ( .. ,) livre como confi() tcrey por grande (.H) VM pOi' seu cargmnento l/pois eu o sou em:·.ujlldallo em o que lhe rOl' ncscçnrlo que c()mo ta111 plJdcrm~() he força valerçe de seus favores em todos os que tle VM recebei' lim o a minha cIJnta sere agnrdecimento c mostrarey nas ocaúoll~ em que mc der de seu serviço em que n[\o fnHarei. O dito Jono Fcmandez Pedra darn cargas novas do 11M PU!· ca se paça por cuja cauza e pella brevidudc com que se cmbarcl1. e nãu faço cspecificlulllluentc N(,~s(} Senhor gourde a YM muitos nunos,

Senhor Juze Gm11cs

Ramll~

Funchal? de Mllio 649 l:(llll Antll'e Luis

Por carta que recebi de Lixiloa do Senhor Jel'lJl1il11O Gomes Ramos irmão de VM me ordenou lhe carregnce lXll' SUII clmta nesta c!lm.vc!la pOl' Ilome No,~s!l Senhora do Rozado e Santo Antonio mestre Andre Luis vozinha de Peniche coatro pi!Jas de vinho o que fis de muy excelcntes vinhos e vüo a entregar a VM que sem servido malldUf receber pello conhecimento do dilo mestre que vay com esta e de sculiquido segir li ordem do dito senhor Jerollimo Gomes Ramos e a mim mandarme em llIuito de Sel! serviço n quom Deus goarde, Senh()l' André Affollço

Funchal 17 de Mnio 649 com Tomó Fernandez

A VM e~cl'cvi cm 19 de Nllvelllbm depois ,~enflu ofercceu CallZU de quo avizar n VM: esso de pedir!l VM a remc~~() de reste de nCK,:a conta que deí'.ejo ver !'indu e a de Francisco de Arm~j() qu~ nOV,\ll1cnte recomendo li VM João Mnrques Visente chegou a Vinnnn Ocos sejulouvudo, Do estl\llq\le novamente feito tem VM lnrgnmente Nosso Sonhor nos acuda ([ue tudo he huma I>cna (.,,) e a VM gOl\rde (.. ,) 1/

Senhoi' Roc.li'ig;o f1emi\ndcl. Trl\llqUOZO

Funclllll 17 de Muio 649 com Tome Fernandez

A VM escrevi em 1t) de Novembro dc nova e me oferecia llvizarme Antonio Pedra pel'letlcercn lhe as 20 cnixas de nsuqure que VM t!Urregou çom João Rollan veio liquidar lhe e remety logo por lelra que tcm recebido com a VM deve .\Vizar com() esta sem hun carta 71

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pio !avcdio antonio ('I) que VM me fara men.:e emviurlhe e a mim em muito de eu serviço aquem Deos goarde muitos annos Senhor Miguel Levesqlle

Funchal 17 de Maio por São Miguel r.:on o barco olandes

A VM escrevi em 30 de Abril por via da ilha de Sao Miguel por onde juntamente vay esta de novo se me niío oferece de que avize do naço trigo mandnrey fi conta na primeira caziam que levey acabando de vender t1co esperando boas novas da saude de VMa quem Ocos goarde muitos annos. Senhor Paullo de Guinrro (7) de

Funchal 20 de Maio com o procurador do tonego

Scrvirn esta de cuberta a hüa letra de cambio paçada por João Fernandez Pedra sobre VM a 2/ lU vista. Pera della fazer pagamento a minha ordem desta contia que predeu de hurnas 3 pipas de vinho que o dito carregou em 1ua companhia pem a Ballia por conta de YM como con~ta cio dito e carregação que esta vay dentro em hua carta sua Por emconlro da dita letra paçey neste dia outra sobre VM a 21m em favor de Amaro Raiz de morgado auzente ao licenciado Bras Ferreira Pinheiro e a valor do senhor ouvidor o licenciado António Ferreira Pinheiro VM me fam merce mandar asseitar a dila letra e pagalla a seu tempD com a devida plllltualidade que de VM se espera e pera o que prestar em seu serviso nilo faltam a quem Deos goardc muitos annos. Senbor Jacques Logun

Funchal 20 de Maio de 1649 com o procurador Manuel ( ... )

Em 9 de Março em companhia de 10110 Fernandez Pedra recebi huma de VM de 26 de Fevereiro e em 12 de Abril sua copea acressentada em 21 do dito mes de Fevereiro A ambas farey resposta estimando cm primeiro lugar a boa saude que VM pessue que Nosso Senhor lhe aumente com as prosperidades que dezeja eu faço com ella muito pronto ao serviço de YM João Fernande:z; Pedra com a muita carga que lhe acudiu veio tum limitado de praças que aqui não pode aCDmodar inda algumas obrigaçoins de caza nem elle me lrouxe a carta de VM que de fora mandaram aberta e comonicando-Ihe me repre:z;entou as inpocebelidades que avia de praça e eu de fora a!cansey que alguem deça cidade que der algumas paçada~ em seu ( ... ) encontrava que leva carregação sua de VM mas como eu me prezo de seu so Cllidar tratei de que nao sahicen com a minha vontade a lus ( ... ) a tinham e deixei descarregar as de maior conta C..) foçeme pera o que fis tanta instancia ( ... ) pipas em lerra II como a VM sem notaria mas as 20 de VM se carregamo e entre eJ\a~ 4 com 4 arcos de fero cada huma que farão nececarios para o parão pera mais beneficio da fazenda esta carregaçam custou a bordo como parece do treslado junto 284.~074 rs a respeito da cau:z;a dos vinhos ( ...) de 16 rs de direitos que paga cada pipa peru ser carregada em navio estrangeiro. Sem o conto assinado pIo mestre Beijamim Finiman e recibo de João Fernandez Pedra queira Nosso senhor levnl10 em pax que partiu em 3 do corrente soe com muito bom tempo e os muitos temporais de emvemada que aqui ouve foram cauza de se deter tanto tempo aqui.

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Domingos Lopes marinheiro da caravella elo mestre Amire Luis me deu a carta de VM de 21 de Fevereiro em que ordena lhe carregue na dita caravella a sua ordem the 10 pipas ele dinheiro em pipas coartos coartollas como elle pudeçe acomodalas em vcrtude da dita carta lhe carreguei a bordo da dita caravella as ditas 10 pipas de vinho em pipas e 2 em coartollas que custarão postas a bordo 134$003 rs de que vay carregnr,:am e conto asinado pelo mestre e pIo dito Domingos Lopes a quem mostrei os vinhos antes de se carregarem que hemm excellentes de huma partida de 84 pipas que comprei Para VM e outros amigos a Juze Malheiro a 10$600 rs os caldos de cada pipa que he hum peço grande. mas comuo que outros de menos comdiçam activunun major e senão fora o estanque que fazem avia de valer huma pipa de vinho este anno 14$000 que ouve poucos em egmnde saca e comtudo ja oje senão hade achar aqui vinho de sustancia por menos de 12$400 rs encascado o dito Lopes partiu avera 10 dias em compunhia de 2 caravelas me queira Deos levallo (;om bem pOl' at1lhado deça (;l\za me ofereçy e coando me ouvem ocu[Jado tivera feito com boa vontade. As 2 earegaçoins feitas por conta de VM importam 418.$077 rs de que me valho nesta oçaziam de YM dus letras que ao pe desta espeeefiearcy paçadas neste dia que me fara meree mandar honrar como custuma rn,mdando ( ... ) em muito de seLl serviço em que nno faltarey ( ...) Nesta ilha C... ) mais nehumlldo Brazil nem de la ha aqui asuqures de comcidemção aos ela terra com que se lavra ii casca e se vam começando a fazer e como inda não aja 5ahido nehllffi purgado senao sabe seu preço de fazendas do norte esta isto limitado e as lIão ha de Olanda chegaram a pouco~ dias em huma naveta 12 baetas que se liCOll vendendo a 800 rs cavado sarje 300 rs e 400 rs de rnglaterra tambem niio lw nada azeites ha agom aqlly boa partida delles e vai atestada um comto 18.~ e 18$500 rs !Uns he couza aqui de grande gasto Nosso Senhor o goarde a VM muitos annos. As letras que sobre YM paço são as seguintes 1 letra de 31m en favor de Manuel Martim>; Medina II valor de Jorge Malheim de Leme. 342$200 I letra de 31m em favor de João de Mendonça auzente dona Uanor e Lacerda II valor do doutor Gaspar Machado de Barros 50$ 1 letra a 30 dias cm favor do padre Manuel DillS a valor do reverendo conego Simão Gonça]vez Sidram de 20$ hua carta aberta en favor de Femão Favila de Vasconcelos de 5$777 rs a que VM me fara mandar logo satisfaçam e da~ mais a seu tempo 5.~g77 418$077

Senhor Jeronimo Gomes Ramos

Funchal 20 de Maio de 1649 com o dito asimn

Em 19 de Abril recebi humn de VM de 28 de Fevereiro que estimei novas suas e me uverem faltado tanto tempo festejando o paçar VM com boa saude que seja por muitos annos. Dis me VM averme escrito por via do Porto em companhia de Datormínha Femandez Pedra pera lhe entregar 4 pipus de vinho cuido que com o noyo estanque nno hera esta ordem efeito me manda caravela de André Luis fncto que the gora niío he chegado coando chegue coalqller dele tmtarei de fazer o que VM por esta C... ) me avizn ( .. ) enrreguei na caravel!a Nossa Senhora do Rosario ( ... ) vezinho de Peniche flde muito bom VirlllO a

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entregarem na Bahia ao Jllseph Gomes Ramo~ irmão de VM como constava do titulo de carregação que sem com e~ta por onde VM vera averem cu~tado postas a bordo 52$530 pIa reputaçao que este genew tomou aquy este anno, Queira Deos levalos em pas que confio tt:ra VM nelas grande avanço. A dita caravela partiu em companhia de outras 2 pera a Bahia avera 10 dias e da contia dos ditos 52$530 rs saco nesta ocaziam sobre VM huma letra a 31m vista em favor do capitan Mathias Lopes a valor recebidos de Antonio Maciei da Foncequll que VM me rara meree mandar asseitar em o seu tempo agora com a puntualidade .que custuma mnndandome em muito de seu sef'Jiço a que não faltarei a quem Deos guarde muitos annos, Senhor Bastien Jansen

Funchal 20 de Maio (7) com o procurador M[muel Mourão

Em 10 de Fevereiro e primeiru de Murça escrevi a VM em huma caravella que chegou em pas deça cidade e cu hey tido resposta das cartas que nele escrevy a alguns amigos e espero VM avcra recebido [lS que digo lhe mandei e asseitado as 2 letras que na dil,\ ocaziam llle saquey emportantes em 72$ rs por encontro de hum credito que lhe rnanúey dos Levesque da Terceira de 100$ rs de que espcro de tudo avizo em a primeira oc:aziam e da boa ,aude de VM que nosso Senhor lhe aumente como dezeya o que de novo se me oferece he que em 7 de Março chegou a esta ilha o Senhor Martim Bonon da Rochella em hum patnxe pem paçar a San Cristovão o quoal me prezentou huma letra a vista domito Bardete de 24Q,~ rs com huma carta do dito Senhor em que me pede lhe satisfação dizcndo qllC conforme a carta me mandava lhe ficáva sendo devedur de 78 ~ 232 rs de que mc podcria wler de VM llera quem me mandou a emcluza na dita conta (. .. ) dito senhor Bon os 27$08{) rs da letra que a VM tenho ( ... ) conta como ja tendo avizado largamente (.,.) pago e8ta contia/I me fica sendo dito senhor devedor de 105$232 rs como VM podera ver da l;onla que vai com esta l;ontia ajuntei os 28$n que de VM me resta dos 100$ rs dos Levesque que huma e outra couza importa 133$232 rs de que nesta ocazian me valho de VM das letras que ao pc espeçeficarei que espero mandara dar a elas satisfação com a puntualiclocle que custuma fazendo carga desta contia aos senhores asima na cornformidade que tenho dilo c suposto eu paguey estas contias em tam breve tempo paçey as letras sobrc VM a 3 mczes. O Senhor Bardet me aviza não estar ainda resoluto as que fara ~obre o negocio de casca nesta ilha o prezente anno; eu lhe avizey em 16 de Abrll por hum pataxe que aqlly foy pera Bordcos em como esperavamos este anno por boa nuvidade de asuqures e que se vieçe algum do BraziJ que the gora não he chegado seria menos seu valor c esse vcria a ser eomforme as hordens que aquy vierem pera se fazer egte genem e se aCllZO a dito senhor n VM avizar sobre esta materia alguma cOllza me faça merce por todas as vias dar conta e se ordenar que venha algum dinheiro VM o mande pois com conhece que sem elle não se acha asuqre que por bem se avia hir semeando; e dando aos lavradores dinheiro adiantado. Est<l lerra csta muito falta de fazendas de Olanda e san aqui de bom gasto e com huma naveta que aquy fes escala indo pera Sam Miguel vkrão humas 14 peças de baetas negras de 100 fios que se ficam vendendo a 800 ducados e tiS sarje~ a 380 e 400 I"S sendo boa de allflscote e delln as mais fazendas aquy de gasto sam grizeas boas negras r4200 rs vara e de cores meyas de 6 fios sortidos a mar parte ( ... ) tenho finho e estopinha que coando não aja asuqres vindos do BraziI pem o retorno se pode mandar a VM ahi por Il'ltra e em tudo dispara como como foi servido e fi min sempre me achara com igoal vontade pera o que me mandRr a quem Deas goarde muitos annos

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I letra rL 31m vista em favol' do tezoureiro mor do reillo valor do recebedor Diogo de Freita~ Correa de que VM me fom merce mandar conta em for 50$ I dita em favor de Ammo Roiz do morgado aUl.entc o licenciado Braz Ferreira Pinheiro valor recebidos do ouvidor o licenciado AntÓnio Ferreira Pinheiro 54$660 1/3 letra a 31m em favor de ( ... ) valor de Antonio Maciel dafonseca de( ... ) 133$232// Senhor Antonio Pedrozo

Funchal 20 de Mayo com o padre procurador

Em 10 de Fevereiro escrevi iI VM en caravelJa que foi pera Setuval cheSou em pas e espero avera VM recebido a dita carta c com eUa huma letra paçada pOi' mim sobre Paulo de Aquim a 31m em favor de VM de 60.~970 expedida de liquido das 2 caixas de asuqure que aquy receby do mestre Antonio Pereira cuja conta mandey a VM avizando que os 7$100 rs de que faltavão pera ajustamento del\a uviam custado as 2 coarto!!as de vinho que YM tinha ordenndo lhe comprace que de nao terem hido foy cauza o dar a costa a fragata ingreza em que as avia de embarcar. Agora vão nesta caravela Sam Nicolao mestre Alvaro Carvalho vezinho de Setuval de quem vay com esta conta pera lhe a~ mandar cobrar, estimarey chegue o vinho tum perfeito como o embarquei que hade ser estimado. Huma coartolla he de cor e outra de bnUlco. Da arroba de casca fica avizado pera seu tempo em 10 de Abril recebi huma de VM com o mestre André Luis em que me dis ser emtereçado na caravella e em 70 barris de sardinha que o mestre tnl:.tia peru lrocur a vinhos veio em mao tempo por aver muita sardinha ingre7..Ll de Setuval na terra e o vinho estar muito reputado e isso se acham a troquo de dinheiro e letra assim que se resolveo a levala comsigo l'uzeooo hum puiol de cuidado a proa onde a meteu por não arder com o vinho Queim deos levalllo em pas que partiu avera 10 dias com outras 2 caruvelas mais pera que VM tenha em tudo muito avanço ao dito mestre me ofereci n servillo por varias vezes nunca me ocupou ao fazello conhecera a boa vontade que as couzas de VM tenho li quem agardeço a ofcrta do preço que me fes em dita caravela inda que não lancei moo por ave!' arriscado muito com João Fernandes Pedra c ao dito mestre não faltur carga mas comtudo fico agardecido Pell0 conto vem VM aver pago de averias da 2 coartollas 300 J'S que ficl!l1 por lembrança e eu muito pronto. Por ludo o que VM mandar de s~u serviço a quem Deos goardel! Senhor Estevan Costa

FUllchal 23 de Maio com o procuflldor

Acheme com 2 de YM de 28 de Fevemiro e primeiro de Março recebidas com João Fernandez da Pedra e o mestre João Fernandez Ferraz a ambas farey resposta estimando a boa saude de VM que seia por muitos annos eu paço com ella e o seu serviço muito serto. Muito obrigadO fíco a VM pelos favores que li sua de 28 de Fevereiro me dis aver feito a João Fernandez Pedra e elle mos manifestou o tempo mostrara de que nunca sere)' a e les ingrato e em o dito me pezento!! o credito de VM de 26 de Fevereiro en cumprimento de coai carreguey a bordo da mão do mestre Boriamin Teiniman em quc fez embarcada eles pipas (le lTIuito bons vinho$ e 'de seu contento e 3 delas t.:om4 arcos de ferro cada huma que sam as que couberão meter com as mais primeiro e por hirem melhor acollldicionndns com esta sem o conta r\!3sinado pelo dito mestre c recibo do dito Pcdra e assim mais a carregaçan por vend<1_ VM vera avercm custado postas a bordo 142$09B rs cauza da carestia dos vinho~

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e de 1$ rs de direitos que paga cada pipa por ser embarcada em navio estrangeiro mas esteja VM serIa que 0$ vinhos heram estremados e bons postos. O dito Pedra partiu em 3 do corrente ( ...) muito bem aviado queira nosso senhor levalo em pas que vay a fazer grande negocio ao dito Fernandez recomendação do negocio de VM estou serto en tudo sigira sua ordem. A Pero Bergue r remeti as SlHIS 2 caixas de asuqre em hum pataxo que daquy partyu o mes paçado pur Bordeas mestre Beltan Careey IIS coais fizeram de t:usto conforme a fm:tunl que lhe mandey 36.$282 rs de que me ordenar me valece de VM como faço. Em 7 de Março chegou n esta ilha o ~el1hor Martim ( •.. ) cunhado do dito Berguer que lhe deu hum credito a vista por min de 160$ rs l\ que dey cumprimento e assim mais outro ao seu mosso Pera LoUl"enço por que eu lh~ IIsistice com o que faltace pera o dito emcher humas 4 coarlolas de vinho da conta de mulher do dito Bcrgier em virtude delle dey ao moço 9$140 rs e juntllnlente me avizou asestice ao dito seu cunhado como que fnltace pera suprir ( ... ) pio seu irnmo Nicoll!o Bonet 11no bastando C.. ) em frascos que delle trazia ~ por estas ( ... ) e eomforme Ilconta que mandey ao dito Bugier me rest<l por saldo della 208$195 rs de que me valho nest<l ocazião de letras sobre VM que he a contn de que fara cargn em a que com elle tem juntamente o carreguey em o navio do dito Martin Bonou mestre e h.e avançou por ordem do senhor Luis Alaire da Rochela; e por sua conta 5 pipas de vinho que custarào comforme lhe avizey 65.~920 l"S de que juntamente me llvizou sacaçe letra sobre VM por sua cnrtn de 23 de Fevereiro, c da dita contia me valho lanhem JlI~sta m;[lziam de VM pera que a carregue en sua conta estimo o aver VM dado satisfação ao governador Manuel de Souza Mascarenhas pello amigo que teve do senhor Alaire pois me dezobrigotl deste cuídado que tanto me molestava por ser deste fidalgo a carta que VM me mandou bera copca de outra que eu ja tinha recebido. Do Brazil não ha apartado navio nenhum coando venha terei cuidado fazer deligencia pera que for de conta de VM e avendo [lsuqure~ do~ preços que me ordena segirci sua ordem. E a carta do primeiro de Março ordena VM entreglle ao me~tre João Fernandez Ferras 10 pipas de vinho de seu comtento o que tiz e ele as mandou escolher por 2 homens entre a pnrtida de 84 pipas que avia comprado a Jorge Malheiro de que avia cam:gado loria Fernandez Pedra algumas assim levou rica fazenda Deos o leve em pas que partia em 21 do corrente en companhia da c!uU"lua d~ Migel Luis Carreiro que foy pera a Bahia. com esta sua o dito carregação e vera VM custarem a bordo 13\.$443 rs que con os 142$098 rs se caregaçam do Jono Fernandez Pedra Jazem 274$041 juntos ,lOS 208$195 rs de coota de Pera Bergier c aos 65$920 rs de conta do senhor Luis Alain~ foi tudo soma de 5418$156 rs de que me valho nesta ocaziam de VM das letnls que ao pe desta expeclficarey que me fara merce mandar honrar com sua aseitação c pagamento como custuma. A desgraça de noço amigo Luis du Jardin tenho sentido infinito e me apanhou com 329$036 IS que me es ta devendo por 2 carregaçoins que fis por sua ordem de que lhe sacei na cllnt'/ella ultima 2 letras dos 265$658 rs que aseitou ( ...) de sua desgraça com elle quizerão ( ... ) logo aquy de min que lhes dito Iardim 11 me serviria \.:arta de 15 de Abril dando me conta de tudo e que estiveçe serto de que minhas letras nno veriam rccanbeadas Deos o queira que sera rigor aver en o ssentir o dezembolçar meu dinheiro por fazer 51111S carregaçoins VM me fma mllilo se lhe fanar acabar com elle dê satisfação aesta tam justa divida c juntamente me faça VM avizar o estado em que esta o pleito que de ca mandey sobre os direitos que me queriam obrigar pagaçe do que carregey mlS fragata~ que aquy se deu sentença contra mim e o provedor me aperta pague pois não mostm melhoramento. YM por me fuzer merce pois he tambem nisto emtereçado queira mandar úaer diligencia nesta cuuza ilvizandome do que nella ha pera que ca me dezobrlgue

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e seduzo snhir contra mim deve VM c os mais emtereçados assestir com o que ella emportnr pois não parece fel,um que eu o pague e como VM he em tudo tan ajustado espero dispeza estas COUZll.'l com uvontado asserto com que me fas merec, O senhor Luis Alairc me ordenou de lhe fazer huma pouca de frol de laranja e hum pouco de limãozinho nenhuma couza dis o coanto fllln"tendocll ao 511nhor António Alnire seu l'i1ho do quoal recebi huma carta de primeiro de Março e se remeta as ele seu pay veja VM a confuzan e quando me hey de governar pera hmna e outra couza logo dis o dito senhor Alaire tem ordenado ao dito seu filho de me remeter 600$ rs pem hir comprando algum asuqre da tera e clle me avim que disponha desta contia em suas mãos e com estes avizos se vay paçando o tempo de fazer algum negocio porque nesta ilha ~e mm acha hum vintem a troco UI;: letra pera essa cidade indu que ~cia a vista pal'que se flzcrão muitas can'egaçoins e todos tem Suas letms Jogo qlle Ilade comprar ll~uqm vay agom dnndo aos lavradores e penhorando com dinheiro adiantado pera o feitio de suas' Cllnnas como J'l1zern todos e de outro modo vem a ser tudo ao depois mais caro e incerto e os lavradores coando entregam asuqre querem o seu dinheiro não letras asün que se estes ~enhores querem fazer negocio mandem o dinheiro pois a VM ora comta que este genero senao fes com outra couza os engenhos vam moendo ma~ the gora não ha sahido assuqre nehUlll purgado nem se sabeja preço e es~e ~era conforme as ordens que ouverem pera fazer eaSei\ e nesta ocaziam me valho somente de huma C.. ,) Alaire de 41$869 de que custarão 14 arrohas e 14 ( ... ) comprei a 2$900 rs arrobai! Pera fi. freI e limão, E he a coonto de prezentc se me oferece de quem Deos goarde muitos annos, As letras que paso sam ns seguintes lletm a 3!m em favor de Manuel Martim; Medina a valor de Antonio Lopes Maeiel de 100$ 1 letra a 31m em favor do reverendo Conego Manuel Pereira da Silva auzente n Manuel 50$ Martinz Medina de Fonceea Gomes de Castro 1 letra a 31m em favor de Manuel Martins Medina a valor de Antonio da Silva Madeim de 30$ I letra a 21m em favol' de Pera Telles da Silva ou a ~lH\ ordem a valor de Richarte 80$ Riqueforte de I letra a 31m vista em favor de António Mnciel da Fonccqua digo em favor do capitan 96.$178 Mathias Lopes a valor de Antonio Maciel da P01wequa 1 letra a 31m em favor de Jel'Onimo de Caires a valor de Jono Garcia Santiago 20$ 1 letra a 10 dias em r'avor de Fernão Favilade Vasconcelos a valor de mim mesmo' IO,~

I letra a hum mes em favor de Manuel Martins Medina a valor de Padre Francisco Mendes 74,~ da Costa 1 carta em favor de Antonio dalmeida Luis de 2$600 1 carta em favor de Manuel l-'ernandez Bandeira de 10$378 1 letra de 31m em favor de dom Gaspar de Bitancor essa II vallo!' recebidos de Richarte Riqueforte 50$ carta aberta I'lrn favor do senhor Francisco Heitor de CnrvnlllO 12$ 535$156

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As letras e cartas que sobre VM paço sam as asima expecificadas emportantes em 535$156 n que VM me fara merce mandar honrar com seu pagamento como custuma perdoando enfado de tanta migalhice que não pude eu fazer menos Por acomodice algumas obrigaçoins pera ajllstamente dos 548$156 rs de que VM hem devedor fica restando 13$ rs os coais sendo cazo que Manuel Fernandez Bandeira se valha deles em tudo ou em parte de lhos dar que san pera a compm de humas meudeza~ que lhe emcomendo. Ao senhor António Aluire me faço VM dizer que sendo servido me mande em primeiro navio por sua conta the 60$ rs de varas azuis pardas e ( ... ) brancas este sendo cnzo coando ordene dese e...) que hc por [\ hir ~uprindo alguns feitios e he o dito ( ... ) muitos annosll

Senhor António Alaire

Funchal 23 de Maio com o procurador

Em 15 de Abril recebi huroa carta de VM do primeiro de Março a que farey repo~ta estimando fi boa saude qUI! fica pessuindo que seya por muitos anllos. Do senhor Luis Alain:: pay de VM huma cn.rta acrescentada em 23 de Fevereiro confirmando a ordem que avia dado sobre o fazerce hllma pouca de frol de laranja e limãozinho e que pera iço seguiçe a ordem de VM cuidava cu que em sua carta me avizacc a l:ontia.que avia de ser de cuda COtiza e VM rerneteçe ao dito senhor seu pay de modo que eu me não poço rezolver nem sey o que devo fazer a frol ja não he tempo e u concerveira me avizou podia ter 5 arrobas porque aquy com as gmndc ernvemmlas muito pouca o limãozinho agora começa tambem se him fazendo algum pera o que comprey hum pouco de assuqre do Brazil pera se hir fazendo huma e outm couzn que me custou 41$869 rs de que saco sobre VM huma letra a 3!m em favor do Bispo dom Jeronimo Fernando a valor do prioste Gil Monteiro outro major que VM sera servido mandar asscitar e pagar a seu tempo servindolhe de avizo que aqlly senão acha. dinheiro a h'oco de letras nem se compra asuqrc senão com dinheiro contado e ja pelo não tcr tenho perdidO algumas ocazioens dc hir penhorando alguns lavradores com dinheiro adiantado pera o feitio de seu nsuqure pello que VM trate de mandar com toda a brevidade lodo o dinheiro neceçario pera o emprego qlle ordenar se faça pois com iço alcançaremos melhoi' e mais comodo; Lhe gora senl'io ~abe preço ao assuqre e elle sera conforme as ordens qUe ouver pera lavrar casca; os engenhos vão fazendo e ll.vcra boa nuvidade; do Bruzil não he vindo neJlUm e porque 110 coanto se me oferece goarde Deos VM muitos annas/!

Senhor Luis du Jardim

do Funchal 29 de Abril com o procurador Peco Marco

Em 20 de Abril recebi sua carta de VM de 15 do dito e com ella a triste nova de sua desgraça o que lhe atirmo a tenho sentido com todo o extremo poi~ lhe .dezejavu muitos ucressentamentos; sam desgraças do mundo que bem creio as muitas perdas que VM ha dito ham sido cauza de sua retirada mas confio cm Oeos estam VM oje em sua caza acomodado como dezeja. Eu pera que nesta ocazian for de prestimo não faltarei como devo a bom amigo. Mathias Lopes a quem hin a pagar a Ictra de 215:\1250 mandou Logo cu estromento de testemunhas com ~cu treslndo pem averem por mim estll contia eu asegurei a Antonio Madel dafoncequa a quem pertellce e lhe mo~tl'ei a carta de VM que estivece sem cuidado

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que a letra se lhe avia de pagar assim confio VM o avera feito como tambem a de: 50$ r~ em favor de Estevão Gome:s Machado, pera qlle não aja lugar de tirar protestos porque rtlim tirei infinito c VM ni'ío hade premetil', A letra de 62$168 r~ n1í.o foy como fi VM fivizcv mas desta contia lhe peço queira dar satisfução António Martins Medina elTi'cuja mao n~c fas falta, Peru suprimento de meu irm[o que e~tll no Algarve e creia VM que dc scu bom termo estou tlln confiado que me asseguro procedera neste~ pagamentos como he jl1~to c rezam Pois com tanta vontade por seguir seus creditos em as caregaçoins que me ordenou Tenho desenbolçado meu dinheiro, O provedor da fazenda me aperta mostre melhoramento do pleito sobre os direitos das fragatas ou que as pague conforme a sentença que aqui se deu contra mim pelo que VM cm outro navio seia servido mandarmc li dila scnlcnc,:a por nos ou ordem deste pagamento; que não lle justo tenha cu enfados por querer evitar <l. VMs este custo de pagarem direitos no que espero dispora como he j llsto malldadome de tudo as boas novas que espero em ( ...) Ocos goarde muitos lInnos e o de que o dczejo, II

Senhor Rieharte Ber

FUllchal23 de Maio 164':J com o procumdor

Jorio Fernande? Pedra lUC mUllifestou o muito que VM avia feito em mataria de scu aviamento; de que me corre obrigaçilo manifestar a VM agardecido por ser o dito Pedra tanto desta eaza c creia VM que em todas as ocazions que me der de seu serviço conhecera a gratiticaçào que de minha parle OL:orrc li este beneficio que farrlo com minha conta dezejando donde oje que VM me conheça por seu captivo que espero como tul saber acudir a minhas obrigaçoins o dito Pedra partiu em 3 do corrente muito bem despachado e me deixou pem VM a carta que ~ern com esta 2 com'tilhos do vinho que vão embarcadas ne~ta caravelll1 do mestre Alvaro de Carvalho VM tiS mandara cobmr pelo conllecimento junto, Goardc Ocos a VM muitos nnnos,

Senhor Paullo Dequim

Funchal 23 de Muio 1fi49 com o procurador padre Manuel mar ( .. )

Em llleo de Fevereiro escrevi a VM dando lhe conta da dll ellrn:gllçllm ao mestre MarGos Dias por emcontro da qumtl lhe saquei lelms de 203$978 r~ e com n caravela cm que 1'01 dita Gartu chegou em paz a deve ter VM recebido c dado comprimento n~ ditas I~tras de novo serve esta de cuberta a conta dos 18 moias de sal quiJ de VM estavam em mell poder que renderão liquidos 46'$808 r~ que a não acudir tanto ouayer este mais sedo dera mor avanço c sempre eu majinci tivcçe maior quebra pellas grandes cmvernm!as quo cUllll ouve que ( .. ,) alagarrío alguns lojens estimarei VM se de por bem Bervido ncsta pouquiclnde pera que ma conheça por seu capitão e eomfonne a custo da 1/5 parle de YM na carregação de Marcos Dias que sam 252$092 rs e as letras que saquei me hera VM devedor 4$1 14 de que pode abater os 46$808 rs de liquido do sal e o resto (.. ,) que sam 1$306 rs me rara. merce emtregar a Manuel Fernandes Bandeira portador desta mtmdando me em direito ele seu serviço!1 quem não faltarei cuja lJeçoa Deos goarde muitos annos.ll

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Senhor Jouo Tl10mas Vílla

Em Funehal23 de Maio c:om o procurador

o mas de FeVt:reiro foi a ultima que a VM escrevi em caravela que em pas a eça cidade e em varios navios que nquy chegarão dela tive resposta de muitaH carms que nela mandey e me deu cuidado faltaremc as de VM assim nestas ocazions como en companhia de João Femandes Pcdm e~timarey nno cnuze a fnlta de saude que esta de no~so senhor a VM muito prospera como dezejo. Elll dita cartn. avimva as cnrregaçoins que por ordem de VM avia obrado e dns letras que lhe sacava que comfio avera asseitado e a seu tempo dam a ellas cumprimento com a puntualidade que custuma. Tarnbem avizey como avia como avia recebido de Francisco Gonçalves BlIn'Os sem carta hum tapete dos que havia mandado pedir a VM huma lamina de Nossa Senhora huma renda negra de manto e 2 maços de t:orais meudos que tudo !lca em ser esperando sua despoçição os corais hc çouza aqui de pouco gUsto delks meudos pareciame que VM os mandnse navegar pera o sul sendo ~ervido João Fernandez Pedra partiu desta ilha em 3 do corrente muito bem aviado; Nosso Senhor o queira levar em pas. Elle me mailifestou a muita mcrce que YM lhe fizera e de como se queria arriscar com elle que n brevidade de sua partida fora cauza de () não aver feito. Por tudo muito obrigado a VM rezcrvanuo seus favores pera outra ocazian que de breve e~pero se me ofereça em que me valha delles. Do Bra;:;il não ha chegado navio nehum the o prezente os usuqures da teITa se vão fazendo mas como não sahen indu purgados não sabemos seu preço, Das fm:endas de VM creinme que não estam vendidas tanta parte delas counto a tenho feito a VM bem de meu cabedal os gencros sam pauqa gastaveis a preço alto e delles bastante bem a terra. Ja as tenho oferecidas com pagamento a tempo contudo não hn quem as queiJa mas este veram heide fazer muito por lhe dar sahida despendendo as no~ pagt\melltos dos feitios (",) quc heyue mandar fazer creia (".) a dilaçan lide seu gasto mas como não procede de minha culpa nrro thera YM rezam de queixa e por me faltarem cartas suas e se me niio ofereser de prezente outra couzn não sou mais largo, Nosso Senhor goarde n VM muitos !tnnos com muita vid~. O tapete que falta me faça VM men.:e mandar sendo servidG que mo pcdem os mordomas da confraria.

Senhor Estevão de

Brui~

Funchal 23 de Maio pera Lisboa com o procurador Pero Moir!lo

Minhas ultimas que YM escrevi forão em 16 19 e 26 de Fevereiro que me consta averem chegadas a SllllS mãos conforme me avizou Ci amigo Manuel Martins Medina em carta de 10 de Abril recebida em 20 do dito e com e!1a me remeteu outra de VM que dis uverlhe escrito sobre as letru:; que em seu favor ~aqlley por dita carta veio a empoçebilidade que l1i de prezente tem de aver de mandar a sua caravella quer por moumentos estava esperando par lançar as 100 pipas de vinho que por ordem de VM tenho comprado que todos hey metidos em 2 frunozos almazens e em sua veght tenho grande cuidado mas sam vinhos cuias quebras sam conhecidas e ( .. ,) li cn.rta. de YM 10 dias antes Pudera escuzar de comprar 80 pipas de vinho a Jorge Malheiro da Camara 10$600 rs o caldo da cnrregar com Jorro Fernandes Pedra e ou vera feito dos de VM os caai~ como digo ficam todos em ser por sua conta que com este estanque nao vem navio carregar nem ha quem frete em compras mas estou serto que por sua bondade c os poucos que hn na terra teram ~ahida sem perda de VM o que Deos premittt e bem deve VM conhecer que estes vinhos quem mos vendeu Não

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espera tanto templ) por seu pagamento que eu tenho fcito de mor parte nesta ocaúmll () 1'11<;11 do reste cmletnls que dou neste navio de cabed,ll que tenho cm LixhOl\ que le t ra~ para essa cidade mas nlJo qllerenl as~eitar por dizerem n[\o hatlde pagar wmo a quelll Ihils cohre Gomo eu heide pllgar li MUIl\lel Martim: Medina (,,,) mais que dou me ohrigo a pagallll coando a paguem () que ni'io be rezam llssim que VM deve elar ordem a queira cm Li~hoa aseite c pague minhas lelras e dos vinhos dispara VM como (.,,) que quollndo aehe ucnzian CH) a nsscital'ei e seu valor remeterei lH') poça fazer delas venda II o estimarey serlo de que por sua bondade como digo contentamo !\ todos e co,uldo VM mande li eamvellll de redondo mande alg\\lls art:os que ha aquy faha dcllc~ e plns fazendas que tenho llviZlldo na conformidade dilu, João Fel'llUl1dez Pedra me prezentou o credito de VM sem dnta em cumprime11to do coai careguei cm a nno que vny cmtmrcndo clllllnada o Pcrengrino l1le~trc BCllalllim Ariniml\ll, vC7.inho de Londres 10 pipl1~ de riquo vinllO que dito Pedra es~(}lhell de que vu)' com esla conta e carrcgnçi\1n por onde VM vem averem custndo l1 bOl'du 141$666 rs entre cllas vilo 2 clclns com 'f arcos de ferro t:ada huma que I'ormn neccclIrias metercllcc com as mais debaixo no p01'UIl e pOl' mai~ hencficio se ],lIlÇ,\I';t{) ditos arc()~ da dil,] eOlllin I'a<;o sobre VM huma letra l\ 21m em favm de Francisco Anil Borin mereador ingres a valor de Guilherme Brcntcn que VM sem servido manual' pagar m11lO custUI1l!l c sentar p\)r elllconlt'o da dita carl'egaçmn, outrn Slwn de 65,~50() rs em favor de Fnlllei~C() Fel'llandoz Fl1nna Vll101' dc Pedro Gonçalves Bl'Hndam a 21m que VM mandam jl1llt.lr pm el11COtltro do valor das IDO pipa~ de vin110, Luis du Jardim mercador l'mncr., morador em Lix:bo(\ correr aljuy comigo c avcndolhe ou feilo alguas ~nrregnçoins pOI' onde me restava 320$ r~ cm l!lnlos e ~(Jbl'C que lhe Sllquey 2 letras q~c van cm favol' de MMllias Lopes !le 215$058 I'S valo[' de António Macicl da FOllsOqllH CI11 pagamcnto dos vinhos que lhe eomprei pnl'il VM por nuo querer tomar let1'll para essa cidade e outm de 50$ rs a pllgar a E~llwão Gomes Mncha(jo, Poucos diaS dejlois de as avcr a~eilmlo, se relil'Ou li Sam Francisco faltnndo de seu credito e por escllzar li tlUC dilas letras me vcnham rccanbelldas l1vizo li meu amigo Manuel Martins Mcdina queira acudir <lO pagamento das ditas 21ctrns emportllllles e111 265,~()5S rs pera cuja slltist\\~ã() lhe mando hUlll!l carla de credito sobre VM pcra que sondo cazll quc o dito Jardim nlJo pague ditas letras e o dilO Medina o l'aça se valha dI!: VM COlllO digo que me fura el11 tal ~a:l{} acudir com toda a brevidade p,üs a ()CaZitl11111~~ill1 o ]led~ ao que l'ico lllltíto serio Dioguo gllerr~ir\l mc mandou (H') lha mandaI' pedir li !.:ontn que com esta vny (H') llbonndo 1\ VM 65,~260 l'~ /1 que con~li\ 1'~llderem as 2 caixas de asut)lIre como dela se vo aqui não 11\\ <lportado nilvio 1101\I1\1m do 131'l1:>,i1 os asuqul'es da teO'<, se VlJO lavrando mas nüo ha saido nenhulll purgado nem le guorn tem preço e osse vira a ser conforme 118 hordens que ouver por rnzer~e ~ste 1111110 casca secn e po!' ser COlllltO se me o]'rcçe de prezente para servi~o de VM a que nosso Senhor gmmle Illuillls anllOS,

Senhor Afonço Lopes Ol'lis

Put1chal23 de Maio MLJ pera LixbOl\ çom o pruc\lrndor

Jono MlIrqnes Viscnte lemos aquy novas uvcr chegllllo nessa villa c 1110 cs~rcve Mallltel Martins Medinu com sua cantvclla mc carregou João Vc!JlO GOlldim 4 cuixas de IISl1Qltl'C branco finO com 93 1/2 al'l'OiJ,ls de minha conta c hum fcclm C!l1l1 () arrohas pern minha may a Senhora Antonia Gonçalvez e 6 arrobas de cotw\!rva tllelO a cntreglll' nc~a villa a VM q\le e~pc['() aja ella plD conta do lllt~~ll'e que devia mnndar c que aja vendido a~ cl\ixlI~

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de n~uqure e remetido ~e<l liquido a Manuel Milrtin~ Medina com o do fecho llvizandolhe o que rendeu ti parte e dos 6 barris de cünçerva re~1J 1\ VM se queira servir ]lera os llloçOS de caza e ao lllc~tre mllndarlhe tomar conta dos fretes ua.ditn r.:arnve!a desla ilha pem a l3ahill e dil volta a e~a viII a cobl'ando o que tllcllr a minha uccimll parte que nela lenho que me custou 95$ rs remetemJo outro ,im ao dito Medina e como isto de CnritVell1S C.~Lcjl\ ojo Lan ablltitlo e () meslre não se ord"lleill gllsl'O ja mandou que se me fizec,:c de minha parte venda no Rio de Janeiro ( ... ] e feito por hir o muito a bahin pello (. .. ) me ouvera I'llzer venda II da parte da dita e~l"llvella TIl1- maneira que pocivclllte foi l"emetendo outrossim o que rendel· l\O dito Medina levando em conla estes emfado~ Antonio fl1men tl\Uo de VM me eomonicoo queda tratar de fazer v1<lgem e Sl\posto li idade não ~ei~ muita a VOllwde de VM OSlil diante mas com esln bolça se impoçebilita a poder hir ,lO Bmzil e deve eseolherlhe ou Angolla ali Maranhfllll pia noticia que teria de coai destas praçilS sem mai~ proveitoza e da rezuluçuo que VM diço tomar me farn merce dar avi/,[) pnra que o escreva a meus amigos e tmtemos de lhe fazer cnrregn~nn com o sobrinho de VM que de minh,\ parte em nada heyde faltar pera seu m:rcsentamonto em como digo com aviw de VM cm o JlHx lo com que eu ouver tomado ~ua caregllçno avizarey aH pipas que dela hnde Ievnr pera o fertamento do navio que sem fcito pem de Jnneiro nV<lnte hir com os novos e querem nosso Senhor darlhe em tudo o :;uçeço que lhc t1~zejo p~m lIue venha a ser hum gH\nd~ homel\ e .~er podem que neste meio tempo ~c ponhillll as couzas do 8mzil e em tam bDm estado que dê esta bolc,:a tem no quinham da fazenda LjllC etl esta não falo porque ~ollhe~o de VM nãu perdera VM oeaziall1 de: vender e cu nno fallaTey nas que me der de seu serviço A quem Deos goarde muitos nnno~.

II

Senhor Martim Filter

Funchal 2S de Maio de 1649 com o procurador

Em 1Bde Fcvereim I'oy li minl1illJllimn i\ VM cm canlvelaqlle chegou em pi1~ C,ilquy tenhD respostas de ulgumas cartlL~ que que nclI\\s foram de novo hey recebido humn de VM de primeiro de Março em9 do dilo em enl1lpnnhi;lde Jono FCr!mndes Pedra o coai veio Illuy obrig,\do dos I'nvores que VM lhe avill feito e como nquy ouverno l!\lllns emvernatlas e o seu navio andac,:e lIluito tempo levi\llta(ju se uno pude aviar ll1ellO~ de athe 3 do corrente em que p~rtiu queira NOHSO Senhor levnllo em pus que j"by Illuyto bem aviado c levOl\ boa fazenda cm sua calTega~ii() Pem Soares lhe deu cumprimento ao credito de VM e ca fico obrigado da liberalid,\de com que VM se urriscou com dito l'edm com o coai cuidey ot\vcçe ajustado nossa conta pois pem iço levava nlguml1s lenbmn~ns I'l esteve ncçn corte tempo bll~tllntc emfinito ~cnti: o nno ilve!lo feito dcscoJpOl\çe com tiS muitas oCllpaçoells de YM que cu nfio ignoro nem mcno~ de que por S\1<1- parle se poça esqurcver a vcrdmle nelas assim pcço n VM ma queira mandar sendo servido pel'<1- a por de ncordo. Dis VM que a conta da 20 viagem dela que que esta tirada em por em ()',llro feito nos devid!)~ de algulTIas pai-tidas deve VM mandamos dita conta pera U l\cordarmos que ajl\~ de tempo hn que he feita entrevimos nos vemdclll temos noticia nem visto seu cabedal (..,) como VM C!is nos podem restar 120$ r~ nu [) que fnr rei'Xm L .. ) que se ll()~ de e se nos devinm d,lI' e illlllOS e que () que VM di~ (".) lhe per!eJlce de negocio de Velovy ufw entendo o quc seja em que VM p0!,:u tel" 120$r~ porque nos com os ilerdei ro~ de Velovy não temos m~lis cauza que i\ dOH 400.~ rs em que VM não tem nadl\ pois nOH nell n preferimos l\ toc1o~ e hinda sobre (,,,) CilUza correm hum embargos ne~~a corte muito duvidozos C.. ) seu amigo o Padre Antonio dnlmeydlt solicitll

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mui to e sobre os 1\2$ ( ... ) o qu e nn ve rdad e r,lf sob re que lhe lJuzemOs dcmllnuu. hl! rOl." hum libeUo que ( ... ) thera fim e ntendo po r nos ( ... ) tecc nd () lhe ( ...) no ta llcmp!.! se lhe C.. ) 1/ nlm he re,,"illll j .. d e agom VM se pague do uuvi(jozu e d o scrlo I) t:Sti vcra o nao 1l ,l(ji.u llo.~ pagar ~e m u cobmrm o~. A~ 12 cai xas (Ie branco e de nHl~l:avad(l 44 mllos de "nbnquo \'incJo~ til] P m"lt di.~ YM renderam 8 16$020 rs de q ue cuidei VM me mande a COllUI c Cli{JCru ma manJe e serlO Inc mar.wilha o diz.cr VM 4ue o ter em si este Cll bcd,, 1 pCr.! que :mbclltlo as em lercçlltblS r'lI;a rcpurti<;ão VM bem co nhece comu llviz(lll ( •.. ) ue I\Jxns que j unto vi nh tl pu r con ta de VM e esta ctl"l:a l]lle ~c se perde m nos nvillmos de Instnl" alem tle 'l ue lhe gani não 1m emtere çlltlos ecoondo o~ aja pU)l ll mo tal1H)S por m im LX}lnl) VM rulsim que YM II OS deve faz.er bOIl ~ 1/2 de lUdo avido e o q ue veçcr e nvendo acu ido as mais tam bem pagan:.mos o que nos tOCM do que o avc rmos rece bido pois lhe gom u1io ha Outro eom qUe podermos fazer mos rcf"l;\r l i~: ã() qu e di zer João Fern Ulldez Pedra quc:1ia emlrnr SOllmlLns h e ser to ll1a~ vindo dil{)~ de tOXllS c trnzendo os papeis HC snhem II quo lhe l()Cllll1 fl~ em mentes cOlnouigD henms nus e mbo lç,\r a 1/2 tlàlle cabcda l d is YM (cm dezemholpllo 407$430 rs c m minhn ,-'Htlta corrente mais 30$080 rs dados iI Jollo FcmmuJcs cum a d i ... conLO re.... JlOI'dc rci ii mdo Ut.:ll a nos hndc ruttr 79$ e tIlnl!JS rei s de resto da co nta de F landre s que co nsta dever lIOS pen a e () Olilis d i' 20 viugcm dela e que: des te dinhcim do pam e ns partidas ele qll e lhe llwix tiver Iloticia c ~c UCilZO dc:vemos bU ~l)remo~ e pagllremos e se VM nas res tar lIoHo remel a em o s gl.'~lemS pedidos que como dito tenho por ve zes me f:\ zem m ui tl! fnlta e hc justo nvo!r cada hum Q seu tnrnb cm neçeçilo da conm d as 96 C,ÜXlIS que viernm coro Mml1lel Pires Leçu q ue 1.'1.1~tnnlo na 8,lla 1470$236 rs pem snber o que nos loca li nllS~H 1/4 parte q\le il~si esta C()1I(:l em aberto YM inda quitom!! o tmb:l lh o me mande de tuc!o ( •.. ) que cúIl\o f:l.\ta João Fern ,llIucz que a ,in ha de ludo he me fa Ha pcdilc il VM Noo me f:llo\l VM mais 1l0S I JS rs que deve Mn ria Mellde.~ C."llCI"O l\vera cohrado c em primeiro luga r !l C~{J ii VM me de callza pum me não t"m'.cr 1I1l1illl que CusllllllnVII q ue CII tenh o bem expremelllnuo e me ~eg llrotl o pedhl VM me não estnr 111Lli\\) lll"cito lllinhll pane e~tou .<;1;:1"(0 não d'lr Ot.:ilt:11i1l1 e aver perd ido ~emp re l."i.lmn ho nrntdl\ C ve rd ad eiro ( ... ) Sllll c VM (.."o nl1et:cu qne t:Ol.Uldo de mlnhn ( ... ) a lgum us II o brignço ins e devi uns le nnos que não faltmn pelo certo que d a dim nll o leve em vonlllde quc ~c m prc fi VM 1ll0SIrnr dezej ur servir plll:l ~ra VM moslrannc coando não ti mim li. e~ta eaza dcl"erentcs m(j:;lra~ pel!o que venho li conhecer tudo d a 1"11.11,1 de vontad e, essa he bem VM comsigll a mwidn tl cse gasto lImdll tle que cm tudo li tem po me aehllfll como Lhe (luis '-""0111 ign,a l unimo Piu'a o 5ervi r conntltl me mande :l que D eu!: gO<lrde m uitos llImos João Marques Visente chegml em Jnneim 11 VÜII\!\ pelo q ue uno devia te r lugnr o seguI"\) que a. VM pedi me fi zcçc sob re eUe plli.~ a caravcln e m quc llviz:ci foi d!lquy cm Março.

SenllOi" MmlUcI FCl"Illllldes llanddra

FUlICh nl 25 de Maio com () pnx; unldor

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Meu prezenlC utervimc ll tQ Lln C4lUZ.1 fi comfhmt;tl de Joiio Fernillldes Pcdm {Iue me segurou pod ia cam Lodn ocup m' a VM e pcdirlhe meree e se pam e~le principio neccs~ i lei de seu plltrudnio e~p ero <lll dia.nte cm () sel'viça de VM 111crccer\hc ((xi i) IJ favor qu e VM lhe fi ze r pedindolhe mc niio falte l1.lm m u itas o ctlz(ons ue .'. eu g IL~ l.U em que CS\"i1 ( .,,) c xcc utar se peça. O dito pcdrn pmliu daq ui e m 3 do c urrente m ui to be m avindo nosso sen hor '1ucim

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levalo com bem dei;o;lJutne para VM C.. ) maçlJ de cnrla.~ que vai com esta e huma cl\rtolla de vinho que carreguei nesta eazn do mestre Alvaro Cnrvalho que YM IlHllllllm\ cobrar pel10 contoj\lnto. Mai~ mando li YM lmlnl\ carla aherta para E~t(wão Cos ta d~ 10$370 r~ olltm pllI"U 1acquc.~ Loglln Sfi$H77 c outra fedlllda Plu·a Paullo de Aquin que lambem dlim u YM 21$306 r~ c tudo importlll9$561 rs de q\le peço a VM me mande em II primeira o<;m:inn hmna sella para huma ml1lla minha pequena de corpo e II ~ella seja lambem toda negra e com pregadura cm i'ermje negra com sua C.. ) el\be~l\das ralça rede estllvos e tudo mais neceçm·io cgoal drapilhas com suas esplJn\$ c as sinta da unclI mnnde VM e seram m\lito estreitas e cumpridas mllis 5 1/2 covados de pinhoella da caza ( ... ) em favur da mo~t1"1l que v'J,y cm 14 varas de palheta de prata estreita c 6 cluzins de botoin~ do jeito deste CIll 5 c(lvndo~ de algtla seda forte plua hum gibam para Ol"dioario mas de cor alegre e cuando falte C,.} E:;tevno Costa asestira ( ... ) com [) que ( ... ) II VM II brevidade e prefeição C,.) 11 vay COill c~ta huma curla para o senhor Frallci~co Heit(}]" do Carvalho VM por me fazer l1lercc lhe dara em Ill[ío propria pois mandam por pcçoa ~erla que n[ío tenha della l1uticia, Manuel Femandeo [3mm:o meu irmlío e perdoie VM estes eml'ad()s pera () que eu prcsti\r ntio faltarei. Noss() Senhor goarde YM IlltlÍtos annus.

Senhom Fr'lncisca Heitor de Carvalho

Funchal de Maio com o procurador

Bcm creio avera Mantlcl Fernandes Branco procedido tf\o apnixolltldo em nossa nuzcncia que avell\ obrigado li ter contra mim algum cscandllllo que send() assim he de minha parte tam mal mereci,t.:! que tomartl para II VM ~ati~fazcrlhe mtll\ife~[l1r1he (l muito que por ellc lemos feito e os empenho!i em que nos pDS so pOI' cuidarmos ovic~ll\os livre e c()m quietação gozando a companhh\ de VM c ~e\ls filhos mas he ~eu 1)a!liral tum notl.\vel que li tndos nos cauztl n(){Uve! mo!t:sle pois podendo viver quieto Cllllza pera ~i e paru nos dezenqtlietll~oins e para VM desgostos Nmso Senhor pre1l1ita 'Iucl"erlhc dar o remediu Ileccr,;ario pera descanço de VM c empmo dcçns menilltlS a éltlem me recol\lemlo de VM ngmdcecndolhe IJ5 favores feitos a Pem da Silva de quc minha senhora Illl\y se conl"eça obrignda a VM a dita senhora fica de cama recllhida de hUllla febre de que estava de poueos levanlllua Deo~ lhe queira datO saudc que pum no.~so cmpllro hemos mister Com esta vni huma carln para Estevão Costa VM lomara o trabalho de mandarlha e cobrar delie 12~OOO Perdoando a perca ( .. ,) cauzadll da limitação do tempo ao diante COmo que puder nl\o l'altarei de ~ervir li VM l\ quem Deo~ gOlIl'de com a vida e bens lhe dezcjo 1/

Senhor Manuel Martins Medina

FUllchal 25 de Maio c(}m () prOCllntdor

AchOl\lC COl\l 2 de YM hUl\la de 27 Ik Fevereiro que recebi em 6 de Março com Fernundes Pedm e ()utm em 10 de Abril Fechada ClIl 14 do dito em la de Abril fi qUe fUfei resposta e aviznrei do c\·ccido estimado. Em primeiro lugar o pnç!lr bem com boa samle que seia por muilu~ al11105 com t\ vida e HUll1elltos que lhe de animoso O dito Jolio Fernandes Pedra veio muy obrigEldicimo aos favores de VM os coais scndo por meu respeito me tem com novos empenhos que espero dandolllc Doos vidll não Jo~o

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a eles ingrato c a mno liberal com que VM se arriscou cm sua compunhill que me vny muito bem avindo e partill em 3 do corrente de~te porto qM sua detença nelle o eallzarão os rtlil1S tempos cm sua compunbia arrisquey somente 38 pipas de vinho pera não ter pRfII mais praça se deos o levar em p~s como cOIli1o cuido darão provcito c elle me manirestou o extrcmo com que YM "el1avll as COllZ!lS desta eaza. e minhas particulares e como cu numca o ignorei pelas esperanças que cada um vejo eSCUZlwa de que YM nesta parte se remeteçe a ellc o quc resta he damos da vida pelo que servindo a YM em toda ella não bem bastante pa~!lr tantos beneficio~, A quebra de Luis du Jm'dim me tomou eom 329$H35 rs me devia de que; linha par,:ndo sobre elle 2 caixas hUllll\ de 215$058 rs a favor de Matlüas Lopes outra de 50$ rs em favor de Estevão Gomes Machado mas ambas cuido tinha assei tado ao menos a de 215$058 de que o dito Matllius Lopes mandou instromellto de testemunhas para que Antonio Macic1 se segurare de ~etl dinheiro aquy cu lhe mandey huma ~arta Cjue ha do dito Jardim de 15 de Abril em que me da conta cio serviço e que esteia seguro que mesmas letll1s serão paga~, eu IlHi respondo ti carta que com cstn vai que VM me faça mercê remeterlhe c lhe pcço o cUl1primcnto das ditas le;trns e que o~ 64.~568 e que me bastar crntreguc a VM porqllc nestas m\lza~ sempre ii prevenção I'oi bl)l1 c eu !"ico confiado de que ( ... ) desgrnça minha se ehegarem li protestar das letras ( ... ) aClldir l) seu pagamento e mando com esta hüa carta de credito pera que YM se valha a viSI" de Estevão de Druis 265$058 (j\le inpurtão dittls letras pelu que VM seia pago de que por isto ( ... ) ou se ncazu os credores han II ~om VM nlgum ~onc~rto de espera eOI11 u lal dinheiro se lhe fara C.. ) de modo que por nchum cala venha C!l protesto de ditas letras e se acazo Jardim noo tornou ~\ seu credito mando a VM 2 letras huma do mestre Antonio Pires de 6 pipas de vinho que no seu navio carreguei ordem de Manuel Fe;rnandes Barros que suposto dizem que para Angolla sabemus hir no Rio de Janeim e outros 2 de 100 pipus de vinho que carreguei na caravel:l de Marcos Dia~ cm qllll fnzem 20 por seu conta para que VM me 1'1\«" lllerce mallClar com as jusüI1cnçoins necccarias a anb!ls as praças II que se lance sobre esta I'nzenda pois della pel'dclI esta divida porque ti cnncg!lçu1l gmndc Cll~tOl! 1267$044 rs de munifc~tou

que cabe n sua 1/5 parte 252.t092 rs e n cnrrcgaçan clnS 6 pipns de vinllO custou 77,~744 r~ que hUllla e outm vem u ser a contia de que me ho devedor c sempre eu ncsta l'azenda tenho o primeiro lugar a meu pare~cr VM por me fazer morce faça nisto !\ dillgência poçivel porque eu não perca esta cuntia tam injustamente e :perdoie VM este elllfndn que sempl'c se me armão peru lhes dar. A cart,l de Estevãu de Bl"Llis escreveu <1 YM recebi e sinto a impodbilidade de Ixxler mandar sua camvela porque tenho os vinhos comprados ao dias e tenho dado 1\ seus donos pagamento c ii cilcgarme 1\ carta oito dill~ antc.' cscuznrH de comprar hUlllllS 84 pipas a Jürge Mnlheiro que" cl1ncguei e I\. fizem destes: mns cuidu que vindo os navius quc se esperão para Angolla não perdem ncles dinheiro porque he boa t'nzendn cu lhe (\vi7.0 dcsponhll delles como Cjuizer e que dc ordem !l quem nel,=u cidade asscite minhas letras por eSCllzar dar ri VM segundo cmr'ado c pello primeiro lhe pcçu perdan pedindolhe que uvendoce pago qlloalquer comição na cobrança e pagamento destas letras YM carregue tudo a minha conl,\ com esta ~em humn letra pnçlldn por Diego Guerreiro de 31$700 cm favor de YM qllC YM mandara cobrar e ahOI1!lr em minha conta. João Marque~ Vi~erl!c mete-a~ conforme l) avizl) de João Velho 4 caixas de branco till() cum 93 1/2 arrobas ue minha conta o que espero estejão vendidas e YM em[)olçado este dinheiro com mais o que souber a minha ptlrtcno~ fl"etes e jUlIlllmclIlc peço !l YM me mande fuzer venuu da dita minha parte que nllO quem nada delln nem consentir que se Fizese ( ... ) gasto antes 1/ n quero Yenucr como digo pelo que for e tudo abonara VM a minha cont" que me merd~ mand!ll" lendu lugar mais tre~ luun l'eixo de 6 arrobas que o dito Joll()

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Velho mandava <1 minha muy que VM me rara men.:e tlvizar Afol1~o Lopes munde o que rcm]crcl11 hom pano de linhu 'Ie 200 te 120 r~ em nlLvio qLle venhl\ c estando o dinheiro ja em müos de ViVI oque IJuver rendido dito fccho mandum empregar em ouro e prata de Jio fino em flllço cm bom preço e [) matldam para II diÜt senhora minha may e se VM tem alguma noticiu dl\ camvclu de Arllüllio Fnrto me raça merte llvizar, Dezejo lançar de acordo a COlHa com Gaspur Pnehequo 50lire os bens do governador de ManinhlUn Bento Maciel Pan~l1te para cobrar dclk: hUl1la. quilu~ão enforma VM me I'l\~l\ merce se pllder ser alcançar delle a conta quanlo cl1mnosqwJ tem armada pam cotejar com a minha e dar ordem a satisfazer o reste qllC ftJr. A ellllUl ante o sendi.clIlllc lhe o prezente senão tem obmdo nada dislloS que agoarda por ver se esquece li diligel1da <.:orn tjl)e mandão tirar esta dcvaça 1ll0~trn1l0S bom animo quein\ Deus que assim seja e premitn livrarmos jn dcstn 1C..")\lza de prezcnlc llllda ;L~ lanças ~0111 o <.:omt~ldor sobre as contas do contmbando e com 0$ mHchos ('I) ~obrc os marcc!ezc~ não sabemos se dluj(Jo com ellc~ justnrn connosco os embargos e ilggmvo esta fcito para u que Ilc~cçario for no que n()~ nao descuidaremos c fialllos que cOluldo ca mrm turVll !n. <.:omtnm bom juizes teremos recmço nU1S de ca hemos l'nzer muito por hir I1li!!101' que pt)Çivel foi. Vejo que VM me dis sobre us emb,m!açoins ÇOlll que vieriío m herdeiros de Roberto Velovy quc lhe rcçeberl\o os que cu vierão pur lenbrançu snbre o que w:yo com esta pera enl"ormaçTIo que fes o senhor comigo que hc o que se pode tirar C.. ) estes papeis por m[ío~ de muitos escrivnins v[ío alglla~ ser·tirJoen~ entre eJlus hum/l de Gaspar de ArJ(JraU<: que Foy dos autos e he hum gnmdicimo ladram 11e11a sertificll como a naça penhora foy t"eita lIO (... ) desino da terça c ~e apare<.:era o L:IISCO velho ndle avia estar fi me~ml1 palavra marqadu porque na penhom ljllC fes fl'lccbcm <':0111 o mesmo t:Scrivlio Andraue est!l [}Osto da letra elo Il1I'lS C .. ) cSl!riv1\o; fino da terça o poria lambem na nosa ( ... ) penlima e~te CllSO C.. ) sendo ljue temos feito notaYl~isff tirado ti l\(>\!1I Ctlsta emiti de exculllunham mas em nome do escrivão de que Vlly tambem sertiuatTI, ja lomm'a ver foi iii embrlllhadt1s deste pleito pia dezenquietação que ca no:; ( ... ) e ~l VM IlCÇll corte e the Gn~rllr de Andrmk hc hum gmndc vel11aCQ e çomn come ue çazll ele GllÍlherme Rey lhe deve ter paçada lllguma fé l"alFl nos i\ggrnvam()~ do ouvidor ~obrc {) nos nHll1dnr tornul" hunm~ ~arlas nU1!l o aggravo n[íD pode hi]" nesta t)CI17.inm porljuc como digu com rcquerilllcluoS lUldnr50 semprc c~les p'lpeis ue el\za em <':;Iza e n rrovizam que veio Jorge PasmeI' viemos com umbos de nulidade dils COllÍa remc(eu la o ouvidor <.:om ditll npclnçao que vny despuchadn ncsta ClltllVC!l'1 e levil estes pnpcis Antonio Mendes dornelas VM sem ~ervillo mandar ler eOlll cllcs cuidaoo au que nos viemos com sll.~peiçiío foy ao libello qlJC novamente nos moveu ante o provedor l\ que il1l.lll não hn juizes pera lhe provarmos vai lambem hUlna serlidllm do livros de Bautismo, Porque consta a idade de Maria VilIovy porque coando se deu li scntel1çn nuo hera menor e pcJJo trc:slado do auto em que estll n palavra sino da lerp que vay do me~11lO modo vem VM nUo ~ervicio pois () escrivlio I) cOllfeçaE~limo nver VM recebido a sertidatn por unde temo~ pllgO lt desillla e ii rezão de ser 11 contia de 75~;600 rs e avizel juntamente recebi a çartn ~italoria sobre a cauza de Jorge Freire ~obrc o <.:oal não fis diligencia por clle ni'io aver bollido the gora c0l1nosquo; e deve nlto lhe ser vinda li ~cntel1~:a se acazo slIhir provido e lhe venha trataremos de tlZM delJa. A Cosmo Camel!o veio ordem pera que cu SCl11\0 cobre pella sentença que contra elle VM no, uli..lInçou por aver agravado no prillleiro; espel"O eSl" CllLlZll mediante direito e o fnvor de YM livre de cmbiu'uçOS e n cleôgraçia de CrLlsto a 'lllem dezejo executar algulTlas peças (jtle me tem Jeito. Eslimo o estur VM de nvizo sobre ii nlellçâ.o de Roque Chioly, e lhe peço manele ter muito cuidado com li de Nuno da Custa que nos importa clle 1l10stm com que tem della bons espcfilllçrls u que cu e.~p~1"O o cOlltrario pio emportnnte que 1108 he esta CllU:l:U e

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como tal a n:comcnd n a VM mu ito e (J nggmvo do l ui s UO,~ orfiílls qllC indt\ ( .. ,l q ue l' quillll' connosquo liCtlS ( ...) cm fU'II'J rll as parlilhus q ue cstam fci!!lS. Veio lwef VM ga.~ IO cOln meo irmiio Pero ua S ilva 74$740 rs c bc m ••alllheço que n não .ser isto por milos de VM :-le despendera mui to tll ai~ porque como ele dcu em cní:a de ~ cu irmno ai ndn lhe scria ~'om pouca fm~:cnd l\ e es timo que VM lhe alio de lfe os 2$.5 00 rs que mrll1dotl pedir pOiR conheceu lhe não serem n elr'CÇ ario~ e j untamente que se aj a rioulo dcst4t corte e hido peru o Algarve onde sem força d;,rlhc a lguma porção por niio e~l l\r as IlICnçns do meslre de campo. Assim pt.'ÇO a VM lhe mande d ~l r cm clIda hum anoo 40$ rs 20 cad a 61m e ugom lhe Illilndam VM dllr 20$ rH pem este meio M lIO que vai correndo th e Dcz(:mbro e m ondam VM sent nlJos cm no~sa contll CJ ue de Doos hei':'! trazendo com que de ludo ~ Ótl pago e~t~ meus inni'ios em dando dnquy foI':' ignorfio u tl l.1.\ C8 di!ix tll'iio c se q uerem imaginar I.'()m grnnde., c;,bcdais cu chega rei Ihc tmde puder ~'()m e ltes 4ucrcnrJo procede r bem, O Padre Fromcisco Mendes esln muito obrigndtl ,lOS favores de YM e c ~ rx:m SUtlS cu l pu~ pem I..:Utn elas liv re perder a itnngi ll,IÇ[io e hlr tratar de ~ u ns ordens ( ....i me faça mcl'Cu mandar :lvcnrJo navi o e c\Iln que 7 covados de baelll IICgl1l c lllprençadll pera vestido pcm min q ue hcrn de 12 pCl;as smncn te que atjuy vai n 800 rs cavado e nilo he mu ito bo.1. Nesta cnrllve lln llll,!st re Alvuro Cnrv alho caregucy como ":\J us ta do conto j unto 2 co al'tollas de vinho de vCl'deiho ex tre mo ,~e Ocos quer chegue tam ri quu COIllO o em ba r<luci hn de se r csti mndo VM p(::!' dojc [L pouqu idadc qlle ~ o hi ndo o nsut]\\ rc fa rei minh<l ubri!y1çilo. Bem rtton hc çu a mbtlllde cn! rc VM e Manuel F rei re de AndnuJe c sempre cuidei que pelo mu ito que li nho co m e sto 1.."l.1UI nilo des:utdaçc pngllnlos tl que hcm to m justo e 1'1 110 scra qu e 110S o percamos pello que qll izera ~c poçivel fo m que ! Ollbera de nO l,!nj ustiyn entendo a qu e n o ~ mlulde ellt rcg ar o~ [lnp ei~ e inrormllyl'i.o sobre est u CHl.lza tI Paulo da Cunhn pern seg ir e5111 demanda () dito Manuel Freire me escreveu mas tudo ellCtI ut (1 niio pagar ( ... ). Provedo r me mandou no tifi car most racc melhor.tmcnto uo ple ito da cni:"ólL( .. ,) que pLlgrLl.'C VM me façn mcn,:c ( .. ,) fi em e~ ! '1 Vlly humn <lpellnçrio enlre nos e C<.l~ mc Cnmcllo de que amhos upcllamos Ilclle acost ou ja aqui no prencipio o diu, ( .. ,) hum e.~ cr i to de meu pni de 90 IJU 100 rs o q ue he do tC1l1fI(J dos conlmbtllldos c lhe ficou cm sua mão por csqucsi n'lentu nos mos tHunos (lel ltl ctlntn como jll esla vlI pilgo alem de que " em mur c larczn u\,:os lnmoo m muJ:'ldos do j uis do cOlllm bltnoo o dito Co:;mc C llffic lo 1l0ll' r.Jcve nn vel'dndc () qu e lhe pedimos e ,~ mcnda de meu pngo cOl1fc~nu assim iI VM de po i~ qllL! falto u vc io com e~tils Iltrcmoi u~ VM nos faça rnercc I1HlIldul' ler bom culd odo com esta CtlU:i.1\ c ilpmlri nha ll n bem para que cobrelnos CSU'l conlia e pellos d i to~ llUto s conSlmn ludo () oeceçario largillTlc nte fllçl\mc lhe ayiZll f () que dclcll,l Mnnucl Roiz Z urc e sobre o tluc nos deVI! c eu lhe l enho e~ c ri to , O Conde de Vimiozo nus r.Jcvc hum pouco de di nhc il'O sem nos del'erir u ~ell pugnlllcnt<l se VM pareçe poder consegui\' nisto al guma cotlsa lhe escrevcl'cj no vam ente por SUH via pnl'll q\le se n110 I>crca islo II foltu de dijj llendn. c pod!r lhe ll\l1t() ~ ..:tn rados q ue bem conheço não jlres tnmos mnis que potra as dar Noso Senhor goarde II VM muitos anos comI) de'l.cjoll

Pedro da S ilva Bnutoo

Ftl n<.:hal 25 de Muiu

'-'0111 o IlfClCUrndor u Pudrc Moinlm De Uxhoa tivc IWllla (:ilfta voça sem sabcr II conndo foy fei ta c n ela fare i rC~lxl~\!1 estrn nhundo .reu CS!i !lI) c por la l bem (,,'tm hed do d e que foi cuuzn d e sc fazer q ue COl)lO o rigem so parn desgostos que r Imnoom os vadc:s dnndo di zeis cm prime iro lugllr fo.~lci s

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emganado a ela corle Ilno sei com que rezam pois noçu tençao numca foy mltnllarlhos a clla e vos escolhestes e~,';ll vidu c por ela fizestes tanta instnllcia que minha mui como dici! sempre vos queri,l inclinar a igreja pem que em sua companhia paçacis com o que pudeçemos bem prczente ( .. ,) 1'0)' o modo com que pll'ravamos e a empoçiblidade em que cstavUIll\lS l}CnI la manunrvos dar rendas nem noços bens de voça crclade que he o em que devia quem deos fes escrever fazer fundmncnlo e porque vus não esqueção smn os seguintes, hum foro de 2$ rs na prasa 80$ rs nus CaJ.lI.l em que mum a mulher de João Leital1 yue puga de aluguel 3$ rs e eles tal'de e mnl humas cazas no pilourinho que rendem 5~ rs de que pagoll li Mes8ricordia 4$ rs de foro licão 2$ rs bum CHCl1lVO por nome And~ que anda morendo sem fazer nada em 26$ rs, 10$332 que eu pu.go cm cada hum fil1l10 por 206$642 rs de tornos c eOllros e o I'este nestas caZilS que nno rendem nada c sam 423$806 vede agora quc isto que vem a S(:f cnt1a anilo 17$532 rs me de~em o quc fizeislcs de g[l.~to llqLly cm moço Hviamento (:!ll 7$740 que VM dell em Lisboa Milllocl Martins MedinH, em 1O.~ 1'5 que deu o mestre de campo agora farey voça comçidem~am e vede a rezam com que nos c~cal1t1alizllis comv0Ço minha may não tem eu menos Hssim que he neçeçnrio fazer conta que hides a mcre:;er e pLlçnr como muito honlTmlos com voço soldo e vo~ mllndo dllr mais 20$ rs pN estes 6 mezes LI Mnnoe! Mmtins Medina c por cada anno de Janeiro avante se vos di\ra 40~ rs 20.$ por cadn Gim CITlCOllnlo estivermos e pudermo,~ com istb tmtacs de vcstir e comer c I'uzer todo o ne,,-eçari ú c 8e quizel'cs proceder como IUJIlrado por vos fnrill~ em ni'io riU'C min, e esta.<; serto que (. .. ) proceder como (.. ,) II vos ni'io ha de faltar; mils COlHO figo farei conta do que pera VM hidcs aVl1nçl1ndo e ao depois hcide gozarvos isso de que tivel'es mas nos sempre teremos a gloria de vos vir lnlly avcntejndo, Nossa may fica muito docll!!; c retirada de 11U11U\ febre quc lile delI ja se levanta mll~ esta muito fm~a, noço avo fica d~ cama muito acabado e tememos que nos dure pouco queira Deos dttt'lhe muita slIude por nmso amparo Lucas Amonio e Antonia todos estivcram doentes mas ficam melhore,~ (}~ mai~ com saudc, Ao senllOr mesll'c de Campo pe«OV()S comtu das as veras VM uZlli~ com elle e ]lofl.jue Icmpo me não da mais lugar nosso Senhor VM gmlrde como dczejo, Com as Oll!r<\S cartas que v().~ mandei dar cm m5.os de 10am Tomas Villa 8$ rs que mangareis cnbral',lo[ill Fernandez partiu dc ml'ente pera a l3ahia,

Sl!nhol' Paullo da Cunha

FllllcIml 25 de Maio 164-9 conm dise

Na caravela pa~!\u!l e~crevi II VM e serve esta de avizllrllll! como em poder de Manuel Martins Medinn eslno huns pllpcis I! informar.:[io de 11lImll cauza que qllcrel110s por Andrc Pn::ire de Andrade por 80 e tlllltos mil reis que l10S deve e de hum a fiança que por clk !"icllU meu pay n Francisco do Canto como tudo se vcra da dita informa~ão e pl\peis qlle el11terguadoos a VM o dito sr.nhar M~\lluel Martins Medina sem servido J1lostrallos o bem lelerauu pera se vir com libelo cllntra o dito Manoc] Frclre em que VM mandam ter muito cuidado e VCgilJ1lIl~il\ e sendo della lle«l!çario algum papel VM me avize pera o mnndar. A~ mais cauzas fica em seu poder estan recomendo (",) a de Catarina Fernandez sezar com que VM não ( .. ,) ser cazada 1/ pem o que cu for de prcslimo no servi«o de VM nao falturei n qu em Deos goarde muitos illll1()S,

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Senhor Antonio Alnirc

Funchal 26 de Maio de 1649 l;om o Padre Moirão

Dcpoí~ de ter t:scrilo n VM nesta ocaziam sucedeu senlle forçado paçarlhe ÚtltlS a saber huma a 70 dill~ vista em favor do capilão Ignncio da Costa de V<lseotlcelos de 20$ rs e outra a 6/m vista cm favor de Simno Barbozll Chicon de 70$ l'~ llnbas em[lortiio 90$ rs VM mandara Sel1tal' por encontm dos 600$ rs de que tem dado ordem me valha de Luis Aluíre e do restante peço i\ VM me mande o dinheiro como tenho nvi ..,ado as~eitalldo c pagando dilas letras com a pUllt\\alidade devida e a mim me mande em que o sirva li qucm Deos gourde Illllit()~ anllos jetra~

Senhor doulor Manuel Freire de Andrade

Funchal 26 de Muio 649 pelo Moira

Receby stlas t;artas de YM com as boas 110VUS de sua saude que Nosso Senhor lhe aumente por muitos annos wm os avcntul'lldos despat;hos que Ibe dezejo e conl'io tIe que já oje YM estam despudHldo milito u seu gosto eu paço com gmnde e lodo~ o,~ de cazll c~\!eto minha nmy que ha dias esta de cama e pera serviço de VM sempre ficamos prestes, dis YM lhe nuo corre obrigação pagar o que por elle satísfazil1lo~ a Francisco do Canto coando meu pay abonou n VM e seu escrito e não ao ~enJl()r seu pay de YM se nisto não tive:mmos jUStiÇl\ por t;ortezi[L e agardedll1ento deve V M dnrnlls ja satisfuç50 isto ( .. ,) miio~ perdel'lllll por dar li VM ( .. ,) o ljueren II cobrar que VM o aja assim pera bem dando por iço /i.>e[1~lI poi~ de todo em todo nos nüo quer paglll' e não seill iço bastante pera que VM deixe por me t;onhecer por scu criado c sempre o serei Nosso Senhor gonrdc a VM Il1Uil()~ <UlIlOS como dezcja,

Senhor AntlÍnio Alilire Nesta ot;uzifto tenho ja c~(;fito a VM tlmL~ vezes c na ultima IlC~tc mesmo dia avizundolhe de dl.la~ letras emportanles em 90$ rs que nele avia pnçado e depois de ter dndas as curta~ mo pedio hum amiguo a quc não pude perder o respeito lclm de 504 rs que lhe passci cm I'UVOI' do hilustrissilllo Senhor bispo cio Funchal Dom JeI'ünilllü Fernando ti 3 mezes visrn que me rara mert;e 11l1lndar aseitm e rmgulIT com as mais que com esta fm'<.10 t;OUU'O letrns cmporlantes ell1 181$H69 de que YM l11adam fazer curgl\ll ao s~,nhor Luis Alllire por cll1t;Qnll'!l dDS 600$ rs que lhe tcm <lvizmJo goarde Deo,~ a VM

Senhar t;apitam Jorío VelllO Gondim

Funchal 17 de Junho 649 com Gonçalo Vas

A YM escrevi t;om Jolio Fernandes Peclra (Itle nosso Senhor permita avcr levndo em pas de novo senão ofereçe couza que avizar 111ais que aver chegada hum ban;() de Setuvnl despachado pl(),~ du nova bolça com avízo II que fiOS que cleget"du qlle sam Diogo Guerreiro João Roiz Til_vira António Lopes Mneie! Mlln(}C! Thomas Manuel Fernnndes Bwtldill Antonio Pereira de Azevedo c como hl\ novas de estarem navios pera Angolln e compm-

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rcn((e para la vinhos (cm ~hegndo.\ 13$ l'S pipa e com u chcguda do~ Illlvios cuido viram a 14$ rs sem duvida que VM nrto C... ) I/Anllos vendeiros senlm os tnis preços muito limit~IdDs li lIcudn a tudo e ponha rCllledio a~ nccecidades ( ... ) esta ilhu com este estanqlle esta agoardando no reino se publka estar isto mal tomado o que não IX\ÇO serlÍficar porque a camvc!ln que digo veio 11no lrouxe mais I.:artas que para estes estmngeirus que mllndfto se Vil esta caravela pera Illandarem lançar seus bandos, Luis Jardim que deixou cm Lixboil semdome de perder 329$821:1 I'S qlle a saber 252,~()92 rs da sua parte tla I.:n rrega~an com Marcos Dins o 77$742 rs de outra careguçüo que por sua llrd~m fis com o mestre Antonio Pires qlle asimmdu çartn foy para o Rio em ri ordem de Fl'l\llÇi~l:o FcrlHlIldcs BllIros que foy nu uito rlllvilJ li valor du~ t.:ouis mo vali por letms que depois de I [) dias de a~ aver aseitado se retirace ('I) fi Sam Francisco da cidade donde mt.: est.:rCYOll hia cumpondo Sllas cuuzus cm que avia dar sutisfaç50 a mínlms lelras o quç uovido ç pçço li VM de n mor cUl!le!la reter em suas mãos e pIa parte da carregllção do dito Marco~ Dias atlm de (. .. ) hinr:1 ordem de VM como li as qllC llia ordcm do dito Marcos Dia~ vi~ln n1io ~~tnr pago dn valor da dita carregllçllm c em os primeiros mwios que forem ilvizllrei li VM o yt1C nisto :)ilver sucedido e sendo neçeçario mnndarey t.:omfonnc me escreverem de Lixboa papeis para esta cobram,:a. De Olanda chegnrão navios e novos que jú senão [ra!ilo de çnlllc~rto ~obe este est:\do e que os annos o dctreminarao qlleirn deos damos bom suçcçu e como fica meu ( ... ) de scus aChtlC]llcS tmn mal que esta em agonia dn morte:c eu em esta em slIa caza n~omp:\llhando o nrio tenlll) lllgar pura ser mais hll'go deo.'; lhe c~~olha o milhar e a VM que oms ue falta m!s ha de fazer sua prezença e a VM gonrde mllilo~ anllO.~ como II viU:l que. lhe ::Ie'l.cjo.

Jufto Fernandes Pedra

He Deos servido levar para sy

FtmdlHI 17 de JllTlllO 643 eom Gonçalo V llZ t\

m!::\I avo em I.:uja

~azn

ficamos de prezenle todos e

e11c 1'\lIl Illul 'Ille durara pOllças honlS seju Deos eomtudo louvado que o fes falta llOS Imele fazer sua prc7.ença c [lremita aver levado n VM em pas a essa Bahia rem. que em tudo tenha os bon~ suçeços que lhe l.!elejo dus <.;mti~ espero me mande muito bOlls novn~ e de sim saude a dos da Cllzn h~ boa e li de minhamne com.\ lllilhoria de ,eus nchnques re~omelldaçe muito cm VM quc Ilumca se descuida de o encomendar a deos o portador desta he Gonçalo Va.'; que os da bolça mandam partir com brcvidade pera lançmcm seus b[\ndos que hora chegotl avera II di.\s llUm bnr<.;o de Sct\lval Wl1l avizll e com ctlrtns para ~lIc somente e smn uquy Guerreiro TtlVim Mackl, M:IIl11el TOIllHS Mondill<J e Antonio Ferreira de Azevedo que rtnd:io t.:omprando vinhos c pelos nuvio, que ~e e~pcrftu pera Angolla se tem posto em 13$ rH e çom II vinda dos navios sem duvida chegarão a 14$ rs. Para os llnno~ que vem culdl1lnos vl\leram de graça Oeos acuidlle remedeie tudo c.:OIll bem. Jeronimo de Canas quebrou e Luis du lnrdim sem pagar minhas le(ra~ uas çarregaçoins de Marcos Dias e Fmnci~co Fernandes Barros rcl(ir)ou~e li 5no FrandsclJ ondc me avizou as avia çOITI]lllr lhe gora não sei o qllC fam c pc':,=o [\ Joao Velho tenha em si o que render o seu quinto com o dito Mart.:os Dlns por assim (".) que lhe foi li mão como da que levou o mestre the que lendo avizo de não me uver dilo Jardill pago mande papt:is correntes para aver o que la ouver seu ue 01ancln e tlvizQU Gemido Vcn não estar o seguro feito por niio llvcr quem mo quizeçe ft\zcr the aquele tempo llHlS que se I'aria diligencia o tcmpo não da lugar goarde Deos 11 VM muitos annos. A Gonçalo Vas ajll VM por re~ol11endlldoll

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Senhor João Thollll1S Villa

Funchal 3{) de Junho com a cam vela <Ia bolça

Em 27 do corrente recebi huma de VM de 5 do dito a que farey reHposla em o mais neçeçurio porque os ndlllini~iradores aqui da bolçn manduo esta carl1ve]a com nolavc] breviuade. Em primeiro lugar <.]ue VM pnt,;e com boa saude o estimo muito nos~o Senhor pl'emita aumentllr lhe eom todas ll~ prosperidadCls e mllnellto~ que dezeja eu paço com ella ao serviço de VM muito pronto. Recebi a letra de 56$ rs qlle pal(OlI a Domingos Ferreira do Soulo sobre si mesmo a 20 dias vista que foi asseitada e espero n satisfm,:li.u cobrmln yue seia abollarei VM a de 1$9(}O rs não vejo cu do mestre Frnncisco Crasbeque prccun\l"ei cobrar alcatifa que VM nelle embarcou suposta nli.o veio conto espero ma cmtreglle e ~ell valor com a que me cmlrcgou Frnl1ci5t:Q Fernandes Barro5 abonarei a VM com o intcreçe que a VM parccer justo e me apontnr agnrdcçendo muito II VM () trabalho que ni.\·!o pOl" meu respeito tomou nqui saberei sempre lTIüstrafll1e gmllo o:.;onl1ccendo tanto ii puntuulidildc de VM me não plxlem lluncu dar cuidado as letras que sobrc VM paço cujo valor da~ ultimas que pat,;ei tenho abonado em conta. Premita Dcos trazer boas novas de mestre Marcos Dias que qlllmdo chegue COntO confio fam gnlllde negoclü que estimarei pera que VM restaure as pcrdas paçlldl1s cm todos QS uumcntos (IUe a VM vir estimarei wmo prnprios. Em rezam do Scnhor Luis du Jardim nüo ~ei que dizer n VM mai.~ que sinlo com muitos vems sua desgraç'1. por ser sell amigo agora estimarei qlle nos anllos de scu comprimento l'altll scus pllgllmentos que a mim me cu~ta Llluito perto de 400$ rs que a não l\cuidar meu amigo João Mmlins Medina merecerem as INras recilnbel\d,\~ (;()tlza de mim tunto pnrn sentir e assim estou dezenganado de não a~seitar comi~iio da (, .. ) de que não tenha muilo certo pejo que (... ) vôlKlo de fnHn hOrl1en.~; que \Huwa ~c imaginamo obrigundoos o tudo o qllerereme fa:.t.cr hostentaçoins de cabe(juls que nuo peSUent. Dis VM entregue ao mestre Pedro Crasbcque os 2 maços de eomis lamina e veslidin!lOs de alg\xlall de sua conta; os vestidinhos mandey (... ) não serem de Ilehulll gasto por minha conta a Cabo Verde a lamina (H') minha tia e com avizo de VM I/sempre farei bom sCUt.:\lsto e ellltrcgl\rei <lU dilo 05 2 maços de I.!orais e renda negra uo manlo illda que VM me nfio fala \lella e farei as contas na forma que me OrdClll1 e llsHim como VM m,mda CllrL"Cglll" estimam () t1zesse as t"azcndns que ca lem em ser de tlim [>Oueo gasto que cm lodos ()~ navios qllC vem deçe rclno vcm infenitos e cumo seu capit[io de VM lhe juro nua vi de toda H que e~(a dispendida h\lm villtcln de l:ommdo muis pois VM lhe quer dllr aqui fim fal'ci Indo () por,;ivcl por lhe fazer a vOlltad~ lhe o jlrezcnte tenho recebido de YM 3 creditll.~ de 16 pipas de vinllO que mnl1dll cl1Hreglu· lIS 6 ao \Ile~lre Pedro Cra.~bcquc 6 a M1lnocJ Fcrnnndm:, 4 il Francisco de Andmde de Mello c Gllspar Ferrcim de Soulu me di.~ tl"llS outro de 6 pipas que coando mo aprezcnle lhc darei como nos mais o devido cumpl'imento c a nÜIJ ter Cll em meu almazem 100 pipas de vinho que me tinha ordenado Estevão de Bruis elo porto lhe compra~e panl carrcgnr para li Bahin e a nf10 podClr ülzer ugora com a bolc;ll e ordena se vendam me fora muito pcnozo o fazer estas curreguçom porque em li lera não 1m villho~ que todos tem os da bolça eomprad().~ e nem com iço não emchcm seu navio, c 4 pipa.~ dczimbogas que se acham e comprfio sam pm 14$ r.~ e 15$ rs piPll" dinheiro ou lelra logo c li bondade dos que tenho he grande com que lera seu dom) ~em os llavegnr bastante l1Vl\\lÇD que cu estimo pois he por minhas mãos que dezejo dalJo li todos meus Hmigo.' e SlIpOSto pllm que venda estes vinhos l1'e oferecem logo dinheim ou letras llesta oCl1ziam mais estimo eu servir a VM qlle tlldo em n[ío lhe dar ncsm OCElzilll1l molcsta de letras ante~ pello aliviar me valho de oUlro amigo por que cuido nii() ([vera com talHa brevidade outra lX:lIziam peru

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e~~l\ \:idade c se no entretanto se gas tar algo de suas razcndil.~ Jhns f!\rei bons seguindo

nesta!; !.:am.:gUlfoins cm tu(lo suas orde ns e querondolhe mandar rllzem.hu sei nm ue Fland re s h :te.liL~ lIesnL'i de 100 fi os que vai () cuvadu 750 c 800 rs boas snrj cs de ~ n nscute meias de 10 n ~\lI dc laide fa"LCJul:1lI dcçe rei no como ja tenho It VM ( ."") do BnLz il/J niío hl\ aqui dlCgadCl nll",ill nehul1I de pn:l.cnte o a.~uqu re da te ra ioda nãu tem ~ah l do ne m se hn vo;ndi do ne hum ne m ahen o preço a d lc IlOr i'r"O o não avizo YM niío mande por eSle .umo fazer mais cilrrcgulioins de vinhns I.juc 05 000 ha e POrtl uC o lempo me niío da mais lugur d e novo me recomendo cm sua grm;n de VM a ljuem Deos go:.ude mui tus !UlI1 o.~ .

SCll hllr Joi\o VlIJlgcnifc

Funchal 30 de Jll ul10 649 COIII li

camv eln da b~l l ~'1

E.~\inlll quando devo a meree llue VM me ha f eito em me I.jllerer odemitir [lor seu se rllidur e que neslll ilha preCL\re o que de seu negocio e de lunigo.'i SI: OfCrcÇl\ e;lpero que cm I\ ~ Ul.:llZiocllH que o tell1jXJ me ú~r a~hara em mim no bclle tici~l de Slla~ COUUIS a gnuificação de ~e\\s l'rlvoTCs de vida. obrando polIa cnrrcg!lliitu digo pruc\lI'l1~am de VM e do , Cll hol" CernIdo Robilll que recebi: tlIdo II que me ordetlll cm o cuíd /ldo ,los navios que do B nI~ il uquy aporlurclll que ao prczenle não hn ~hcg:tdo nehum . O mestre Jn[ID Rolam a tempo que partiu dUlllty WIIl SLtl\ ctlruv cllu pum n Bllhia (mde snbcllllJS !.Iue coridll de cnimigo~ delI a cn~ta ml tore de gttrcia tI.wi!la mas fuz.endo diligcncill por mber de sua~ couzus e desta Ictl1l que VM me rei,.'{J lm:ndn dos 60$ r.i m:hci lo nos cnornc.ltl Duarte Soumal1s po r hum co nto q ue lho reme t ~ u o senh or Rubin da coa! (''<IlIÜa lhe lem re met ido IClm que eu rnCSlnD paccy sobre E ~ lcvum de Urui, em fnvor do dilo Rubin dul a 18 de Fcvcreiru deste 1lI11l0 que espero avera j ll co lJru cJ u ilvc.ldo Olllnt couzu do serviço de VM o raTey com mui ta vontl.We a ljue Deus o go~rde . 1/

ue

Senhor Jflcques Los;)n

FllnclHll 30de Junhu 1~9 com 8 c.trove la da bulça

Por mãos de Anlónio Ferreira Pono e M nnucl do Vlllie c m 27 de Junho hum:I de VM de 12 do dito 00111 llS boas novas de SUi\ s8utle que Nwso Senhor pu r muitos unnos lhe llllmellíe . E~ to\l tmu emtcirado nu ponlualidmll!l de VM que nUl\lca IIlc dnm cui d:1do ns le tras qu e sobre elle pw;o porque conhc~o tiS hnnrn\ com se us pon tu nis [lngn mell loli pella que lhe beij u :\~ m l\o~ mil vezc~ oJ"erec.:cnclomc com tlUVn vanlade el\1 seu serviço . V M me ordena cmtregll c am ~o brcdit()~ perto e vale pl:ll" .Iua cont,\ li pipas ele vinh() muil o de ~ Cl.l <:ol11lel\to esta este gCllcro tam reflu lado aje c tum filHu del!e u terrn que himm cstesoavios de Anglllll\ ~om l11ui lll ['aHa de cm"ga flUIS eu espero de !lOS ~obredil() s emlrcgnlos l'lnl ri{IUO~ q~\e li'I~lem mui\()s slllisl'citos porqLte InJr! tenho partida ele 100 pipl\~ ~Iltc II querellos vend er n 15.~ rs a dinheiro ou lctms logo cuido os nilo lillcmjll cm cnln e pnra esles nuvios ctnlcndo se lmlll de I.:omprnr flor Illélis no que n~o IUI duvidll e Jl ã() ficnm lII:Jis plpn de vin ho c m .l te m que se pO<;11 ClLregar salvo o~ 4LJe os da bolçn tem pcru o s navio Nque esperam e por lhe II Ull dur n VM mnlestin lhe nao saco nesta oCil.zi um lelj"a i\ lj ue fn rey na pri meira com 1\ COllll1 e c:U"regll~~fuJ o1l'regados que .-:ej am 13eijoll\e li VM peli\ vllnlnde com que me fes lllC\'t.:e de reco lllcndal1nc a ~c u s um igos que L'OllhecClldo os l)Ut' sua viu n ~o pexbn dei xilr de se r muilo~ ~el!u rm ao 5c n!m r VangCllipe l"C.~[>Ondo a sua eMttl cm como o di nh eiru que me


muito pronto ao ~erviço de VM muito agardecido fico ha seito que VM ha feito li millhlL~ letra~ cujo pagamento nno hignoro conhecendo sua punlualidade e nehumn mole:;ta me Cl\l1Zmn as uc\lpar,;()in~ do Senhor Bnrdctt antes tenho li favor grande mandanno em muito de seu servü;o e tüdn~ as vezes que o fizer me acham com boa vontade. E como o dito the gora ~enno aja i"I'!znlvido mandar I'az!!r emprcgo de casca o não deve querer este anilO pois em ja temjlo de se hir luvrando usuqure que este anilo se I'es mui lo larde e leixei indll fazendo e pouco se começa agam a JlLII·gar nem he sahido nehllll1 nem tem (. .. ) aja II vindo e esteja llqUY hum Iluvio de Sanialll outro de Amburgo hum de 01anda e cuido quem tem asuqure o vendera por grande prc~o e por sem duvida tenho sem este genero ncomodado ao t!lI'de coando Cilza agora cm prencepio e. creia VM me tcm cauz,l(]o pena a vinda deste navio Dornãú Costa e mncs amigos tam seda pem grandc demora que nquy hado ter nlem de que sua inslilnceu em o perto esta levantando preço ao asuqure podcndoce tudo esc:uzar com uvizarem untes e ll1ilndilrem navio li. tempo mas jXJr eles I1sim o querer sua vontade este primeiro de ludo avizo lIO Senhor Burdcte na emeluzn qlle VM me fara merce remelerlhe. Áquy hi\ muita lam:el"ia de Franl(ll e lllguma~ fazendas ele Olnndn mas poucas e essa, sam n~ que ~\quy sam de gaslo c dam proveito. Os tdgos aquy da terra c~tam por 320 e o ele Fran'ra pDr 300 mas com a nuvidndc que c~\ se vny recolllelldo bnixarn. Du Brllzil n[ío hn vindo navio nehum nem dela 1m i\qUy lIsuqres. A qucbra que nlguns homens dessa prnça tizenHl Luis du Jardim sou emtereçado em perto de 400$ rs l!UC sentirey mlllto perder coando por ,lIa ordem mwegarey e feitos de que proçederno esta tal o tempo que he neçeçario hir muito nttenLO COIll os negocios recomendados pnr comiçoins e li brevidade com que os da hnlça ll1andão esü, eal'llvela me não da Illgar fi ser mais lnrgo. Nosso Senhor goardc ti VM Illuitos annos como estes-eu captivo lhe dezeja./I Senhor Igni\cio de Azcvedo

Fllnchnl 30 de Junho com a camveia da bolçn

A YM escrevi em 24 de Setembro do anno par,:ado de que ni'io hey tido respostll mas agom 26 do correnle ret:ebi huma de YM de 7 de Maio sem me: deferir 110 que na diln t:arm lilc avizava em materia da conta que avia mandado e reste que por elln se me fjcav!t devcndn antcs cm dita carta ordcna que lhe carregue pera Angolla no llllVio úo mestre Pedro (h: Lagus 4 ou 5 pipas de vinho comprndas ao capilnn André de Afoncequll Gomes iluzelllc Diogo Dias c Jono da Maja que me prezentou 11 di!!\ curta c eu lhe dice nno detremirmvn carregal' dilas vinhos pela careza dellcs e valcrem ~I 15$ rs cada pipa f\lcm de que senílo acham a letm nem dinheiro mas como me diçe YM avia pagar praça de vazio lhe quis fazer este piqlleno serviço e carregarey nu ['aTma de sua ordem 4 pipas de vinho dos milhares que nclmr a cujo custo asistirei com meu dinheiro e me valerey de VM na primeira ocn.zinm de seu eUoto em letra como tamhem do resto da conta comlimlo de; que VM o pagai'! com a plllltualidade que delle eS]Jt:ro e sirVEl de avizo que não lmmde levar de1le arcos de fenos que ()~ nuo hn mI lera e he Cllalltll se me oferece. Goarde De(J~ a VM. Senhor E~levão Cosia

Funchal 2 de Julho 649 com a ct1n\Veln da bolça

Bm 22 de Janeiro recebi ti de VM eom () mestre Pedro Mourin e ~\ln copea na nua ingrezn mestre Fl'aL1Cisco Ardveje; estimo em primeil'O !lIgar que VM pl\~e com boa saude que lhe lltnnt:rlle nosso Senhor com m prosperidlldes que dczeja. eu puço com elln muito

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(lftl'lto cm licrvi~'O de VM, VcjO lJlJC VM ha fc ito bom Cll ,ninha coma as pnnidns lJlJC lhe nvii'.ei aviol dCi'.crnho[c.:adu, Por "ruem do senhur Alairc c Bcrgin uc ([ucm di.\: náo tc vcJl ,IVi1.o cspero sejam UmUd\H.ln c 1\[lroVndll estas parl id :t~ IKlÜ:i dd [ a.~ me ordcna vãtl (! Villcrme de VM, A _I ue m beijo u m[\u pd[n u~eitm,:iltl das lct ru.~ que de SI.:U [lugnlllcutl) estm\ muito seno e lu tt VM S<)I.!O letras li nWllos dc 31m cmlltl he eslillu hc ]ltlrque I) ,~ Cl1 h(w Ikrgier me sacou II vi~la L~ roy dinhciro quc CII 1\)1:1.0 UC7,Cl11tX11~cy m!lS )Jllnl o dil\lll\! rko de llVi:w porque tlczcjo ngrudur ii VM e ni'io l1101cslllllo c I11lti~ te nho feito ii VM som \J~ ,)$26') rs que I1mi:; dcu 1\ M\IlHld Fernandez Bllndcim .Di~ VM que ]lor faltarem aviws tio senhor Luis Aluire e aver nessa eidmle alguns anligo:; \IIIC com o Anltmitl Al uire quizcr1\o t'n ~,()\' CS h\ caITeg.\çÜu IIS IlpHellu nmis re!1lclq:em mereço 0\ VM 11,)r seu eoplivo tO tlllll (.'tl ltl lilln~ iI ljllC de mim fns e nltlstrum () tcm(lu não ,~ntl a seus f,IV\lrCS numcil imyr:\I(J e Irnlafiull destc nep:ocin creia VM me tcm dado euidmln II vir c.~lc mwill uun cedo porque lhe n prelenl" !lii" ICOI ~il hi dll nehum U,~\I\I " rc 'lue inda I1S cm ~Ct1 h!).~ fll1.cm e dC]ltlis quc chegl111 este navio se vay 1:lI1çundll hum'':11I illgunm~ pun idas que estam feitas da~ 4ue litllm IIrm[llvl'ildu c 1m mister 30 [l:ll'a se pUfgarc It);,:o a CIISCU oulmN IIU\WS mas por niíll ruzer tanul dll ilOnn vou mandmln vir l)slm cmr.:nl\nto n navio ~c arl,()\I~~I('!) se va r.:ortinuo I\~S ugmls p ~rt\ quc ClIlll tod a 11 hrcvkhldc se nvill estc navio \lue sc l'om cmmt que l1iío dqlcl\(!crn du IC lllpll ~ 110 mais ou l1lCll\l~ lnlhulhar de millhl\ pm'le ~el'l\l pCl'il ,~nliSr'l!_er minha Ohl'igll\:lÜl \1~(l dI,;SC<lIl<;llril :>C1l1 dllr u ludu li m jUJl!lllllCl1\C ~ir,'(l r.:mWJ\ IIC~I~~ )lrell~ill i(l tio !\~\lqfll ell\lIJI de cs\arcn no pol'lu pouell e'lse<l ngOlln.lalldo hUll !lnvi\) 4\11.\ de Samalo veill com II\I1çllri l1 c hum m\Vill tle Amh llfl'." \,! \,!sle tllle ,~ml agora fui de mais ]lCnln que pmveitll c pu([cm vir tlCllIli~ ue sua cn~Ci\ rdl., e ,,[iI) ilgnm pnro..:m mCIl 1.11'([1) mI Il~sttlllS tlllC rur~Ul nglJnI pnf meu rc.~pe i l() seu IISUql\! c,:onhel;.:\ldn llue l'orçml\1111cntc lho hcy dc enmprar. Plli~ Icnhu n;lVill nu [lUrlO 1I111m 11 reiel) niill tem remcdin; prc!r'1l !;1l!1l11 digo the !:.um :;enüo ~ilhc n\;l,~ lenho [lnr sertn ljUC cm lllCS ue ~elc lllhru cm 4U!! sahi nl0 Indus us Il~ uq rcs lreriin lllui tos mais I.llcvadns de pfCÇn que ;t ~!)1'il \ln ]ll'cncipinfl os 3$ cruz!l(I\l.~ IjUI.! C()ll1l:m.!o IlWmlllrtlm rct:chi c ii ~ vam~ ua ~c ra de t.[lltl pllguoi cu dizima jl(l(lendo c~ell/,i\l'l1le C llve\'IllC vindas em \1l\(laI 4Uel' navio ['ml\lgal t!ll1lht~1ll OJ'de!lliu dHos sel1hOl'es Ih(! CIIITcf:l\e K0\1 lO pipl\S de vjl1110 ~OU~;I q\l~ cu 11~(1 Ih,cl·" II deiXIlI'CIll!Hl elll tl\Cll nlvctlm ('I) pdlL\ elll'CZIl que nquy tem ojc em hUIIl!! pipa tle hOI1l vinlw CUS lu 1M I'~ c' l\ hOl'dll 17 ,~5(}() I'S I\\a~ [lor elll plll'le segir ,~III\ !lI'tlo.:ll lenho 100011~:ilu cur\'cgnf SStll\1Cl\le sil\t[utl purquc \:\lIlhC~11 II ]lerda ,~el' h\ cS li mi\l\li II aj i\m ,\S Silll pllr llelll c VM lhe [IUtlC u,~segll rllr ljUC Iml!1 II tl ue o.! m \)\il\lI.\ mITo L\~tiwr de pruo.:ur.lrl he s~u milhor unmell\() \lii\) rallarei nem mell\lS 0" grl\(inl.'lt%,\))\ de servir li VM, A Luis du JI\ruim ~~rcV\l 1l().l;1"l ()C'\'l.Íilm pcdilldolhc s.uisr"ç5u ue mi nhll divi(h.. pnis a devo.! pcrrerlr as tle maig c junlumclIlc SlIlisfuçíHl tio di nheiro dos di reitos das fl'llg:.ItUS cujulllcito c.lis VM ,~lI hi u o.!O[1u.... min e !lllr \1m agmmln me mumk pur d le me cKceUlar, <.) l1"'vcdur \[UI: '-'tlmu hc inemigu scru tilr~~ u [lor escozar !l\ll les(i llS darlhc II c.linhcil'O VM lIle fa\:a mcrcc fazer ellm u dilo Ju rdim l11 i n l ln,~ partcs pel'!\ tlU\! e\l ~~J'\ Ilago e (juefC\'u Dcm qllc !luS 4 11I1 110.'i de seu c()mprumiçio tle II VM satisrnl;li() c 1I0N mni s acret!()]'c.'l, l:tql\O de aeOl'do de 11[\0 tll\l'l\ Snlll!'nlnho Femal1dl~S petlra ;\,~ lO pipu . . de vi nlto de \I\le VM Ih \,) tinhl\ Illl~:l1ll() Cl'cdilu scm l1(lV;t ordem .'lllll c p'()('qlle OH da blll~1\ malltliio ~OI1l llll.h\ õt hl'cvidmle esle hi\I'C() que Ihcs vcio ue avi'#) Ilflo wnllO lug\\r dc I\I!.\ ulal'gl1l' m;\i.~ " gllMdu N I~~s\l Se nhor II VM ni\l il u~ UlUU),~, Pll.,,1) hUllI;! lellilllm whre VM ;\ IS dills vi.~hl em favor dn hi ~I:M) llcsln ilha 1[ \)0.: me rn ru ns,~ciLur IIc de 5$ 11! e po l lc~~ IltlrCIIICllnlrtl d ~ eu,~til dc resle .Ie n.)ssu cuUllI,/J

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Senhor Estevão dc Brllis

Fllnchal 2 de: J u l!to 1649 por Lixooa

Em 23 de Maio foy a ultima que li YM c~crcvi em caravelln que chegou a Lixblin c as c~rt;\~ a Manuel Mnrtill~ Medina que devem estar.ia em IXlder de: VM, Por e:lln~ avcm visto II que t:a se pa<;lIva de novo se me ol'crc<;e aviznr a YM como cm 26 de Junho recebi huma brevc de VM de 9 de Abril breve e somente de avizo para quc de~puzcçi: das 100 pipa~ de vinho a ordem do dito Medina fizera coando delas despuzem mas snibn VM que zelia Ctl a fazenda di: mell,~ amigos que n minha c isto se verifict\ em aver feito um dezembol<;o tam grande cm a compra dos vinhos que VM me ordena que logo paguei como sera nolorio u (\uem o quizcr precurar c de VM me foi valendo por vezes eom toda a suavidmle de letras lendo lnda m.aiH de 16 cruZl\do~ dezembolçados alem do cmfndo de tcr vinhos em lajes vcgiandoos todos o~ movimentos e com mil quebras c enl'mlos e pOl'que VM tenhn nelle~ Ilvanço Jlor avcr feito por minhas mãos e~te emprego c querer tenha nelles pmveiw O~ vou detendo rodendo como muitos I'i:-:eram .qe estiveram em meu lugar tellos vendido pelo estado dn terrn embolçarem ~eu cabcdnl que ten110 dc~cmbol<;fldo aquy e em LixlxlIl nns mãos do ditn Mediml de que lenho nlgumfls aspcras repo:;(l\~ por me nver vnlido uelle de lelras por ellleonltu oulras que que sobm VM lhe mandei dizendo que elle pngava as llsscitu c logo VM como Ilno teve gasto de eomscgir smt carregllçan pllga as olltrfls qUOlllldo qucr e!l mim me ha de eontilr como de quem eobm III o dinheiro e n[to olhando ser nada dita não quer dar O~ vinhos de VM menos de 15$ rs e espero dallos IX)I' mais pelJos )lOueos que ha na terra índa que por este reHpeito fico odiado como os udminlstrndores l\t]Uy da bol~u que os queriam e entre ssy tem feito asenlo de nunca me c(lmprarem einh(l~ nclllllTIS ernqulInlo o tal estanque durar e outros allligo~ Inc c1mmíío de tirano de nada se me da que faço minha obrigação pel10 que nüo quero que YM pio isto ( .. ,) nuda mais conto u brevidade fI remet., o dinheiro de que me tenho valido de VM cm favor de Manoel Martinz ~\'lcdinll ao dilo Medina que eu llle prolTIt:llo mandarlhc lia primeira camvcllu seus vinhos vendiiJoo c o cl1.bciJnl deles h\m I)YCntej\ldo q\lC som risco venha n CmOOlç\lr hum uvemlejndo juro di; seu dinheiro e jlOf(.jue CSli, cnrllvella de avizo mandmn os da bolça COm Loda u brevidade me não da tempo lugm' li que me alargue c em outra II ral'ei do neçeçario, Nosso Senhor goarde a VM nHtitos ilnnos,

Senlmr Antonio Alairc

Funchal 2 de Julho 1649 com Il cart\veJla da bolça

Em 22 de Jtlilho recebi SlIi\ eurta de VM de 16 do dito com mestre Pedro Mol'im e em 27 do dito sua copea com o meslre Fn\l1ci~eo Ilrdvegue fllrei reposta llO mais nc<;eçnrio eom a bl't'lvidade qUt'l requere il prelta com que os da nova bolça mnndo este bl\rCO ngnnrdecendo ell1 primeiro IlIgal' r155cilaç[o que VM ha feito a minhas letras de 161~869 rs o ue sua pllntualidade estou 1l1llilO seguro cm seu pagamento tum recebe do mestre mImou o paquete de varll~ eujo custo de 75$2H5 r~ tenho lambem e abonado a VM nws avol' esta fazendl\ cm IltIlll navio portugues escllzarn de pugnr dizimll que pagoey por VM em navio

estrangeiro, Dis VM que por lhe faltar llVizos uns seus pais Luis Alairc se rezolveo e hll11$ amigos a manuar o IHtvin do dilo Pem Mort\n em que me ordCll110 lhe fll<;ão emprego de 6$ cruzados cm emieaalgüa tlor e limüozinho e lhe lO pipns de bons Villhos, ISI'O de vinllOS

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° sOIS,ud llf;)lN;) ;:J.lbnsl!

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Senhor Martim Filter

FII!lclmIJ dc lulllO 1649 l;UITI n camvcla da bolça

Este barco de Sctuval que deça cidade veyo de avizo nos adcmlli~tradores aqui dt\ bolça tomam mandallo tam je repente que não me dam lugar n que ncsta poça IU1.er resposta n sua carta de VM de 15 de Junho que rccebi em 30 do dito com todas as cOIl(ns que neUa dis as cnais com toda il brevidade pl"czentni c ~Olll Illmc tlllC tleles puder alcílll~i\l' darei a VM cm a primeira ocazian resposta a dias li meu avú roi Deus servido levar peru seu santo rcino cm 17 de Junho cuja mofle J'oy de nos muito sentida pois nelle tinhalT\Il~ II cmparo de pn.y e pera dobrar esta dor tenho a minha ITmy em cama lTluito lllal ~om hUlllll febre fllmo de malillll de que esta sangrada militas vezes e Iam frm!n que senno pode vimr em a cama, nosso senhor se lcnbrc desta CilZil (.jUt; tUII1 tristes c aflitos andamos quc ncm de nos ~abemo~ parte do r,egocio dr[. nau Sam LOllren~o não temos obrado nad,l porque !\ co~nt<1S petiçoins dc n08S11 parte se melem todas CIlIllS\lme João Pereira Be(an~or por Manuel Vieim Cardozo pio que ns ordens que vicrfio llO sendicante pera devaçar ~anLo contra justiça de hum humem morto estam II ser pera se execlltllrem o remcdio que aqlly hc e d()ll~ nos tem aJXmtncb se agravar do sendicante querendo começar a dev~~ar pera que "Crido cn providos em o llgr'lvo fique a devaçu nclln ml1S pois YM pode tanto com o conde de Cantanhede em nos qller fazer este bem. Peço lhe queira deFerir 11 petição que neste negocio lhe meter Manoe! Mnrtins Medina pella noticia que tem dclle sem o fiaI· de Joi1o Pcreim de Bitam:or que n hade sumir e fal~eficllr, e () dito conde pode escrever a este ~indl· cante recolllendundolhe il bellevolencia deste negocio que sem clu vida fara o que lhe ordenar no ~enhOl· Don João de Mcnezcs tenho lnai~ Duartc SOll1l1anS escrito. Por vezes ncsll\ materiu ~em illcançllrlnOS repo.~(a (... ) jUl11ltmelltc e mestre nisto ~eu pndcr ( ... ) II pois hc II cauza que mor arruína pndf': Clluzar :1 esta caza em que os encmigos ten tanto 0111(1. Chegalldo ClI algulll l\l\yio do ParOl ten~y cuidlldo pl·cetlm!" se Domingos de Torre~ carregou alguma COllza de que lwizarcy queira Dens n[io ajü purgado o dito do llchlltjllC eom que VM dis [ioIVa que sera tonlltr .1 ficar em o ar esta cobrança os capitllins TrisliIn de França e Mlll1ucl Vieira da Poncequa não asseitnrllm as letras dizendo es~revem a YM em reposla ue ~UllS cartas c como a min me não comvinha prolest!!!" ditas lctnls. Tomão Cristov~o Vnh:~l\tc, N<\.~ caUZl\~ de Angolhl não sey o qllC avem obrado Jo[to Velho Gondim e nestes Ilnvio~ darey nu(Ícia li alguma pcçmL que me ~lYiza o e~!aclo deln~ c uo dito Gonclim tomure)' II escreYl.!r o preCUl"e com mdens de que toda li peçoa que ne~LII cobrança ocupnr IJle 1"emet~l tudo a suas mãos e o que forçado for hir no l<.in de hneil"Q seja us de Antonio Lourenço auzente Andre Al'onço e hc {IUOllltlO me da o Icmpo lugar. Os vinhos fieam vnlcndo pipa 15~ rs c se não aeham. Goarde Ocos YM muilos mlllOS.

Senhor- Malluel Martin"!. Medina

Flll1chal4 de Julho de J 649 cllm .1 ~amvela da bolçll

Em 26 de Junho recebi hmna de VM de 10 do dito <L que nllo farey rct"erencia pellll brevidade, com que os da bol~a mnndno este bm·co e non ficarmos com () nojo da morte de meu avo que nosso senhor levou em 17 do ditUl11es de Junbo. De (lOS com muita callZll Iby sua morte .~Mtida pella [lfc~"timo que JHI falta de pay nellc achavllInos auuklilldollos [{){k~· nossos emfados com gmncle amor seia Ocos comtudo 1()\lvndo pois o permetio clle qlll'! esteja sim alma g01.mxlo n bem llven(llrançn. dc que nos deixou grnndes simüs sua morte de

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cristam que n lodos pudera cuuzar emvtja Por ( ... ) II mole~tado. O ter minha Ilmy c senhora em Cllma, de huma febre COlHO rumo da mllliml sangradil Illuitas veze~ c tum fraca que nCln menear se Jlode. Deo~ pOI' sua deviml bondade queinl pOl" olho~ no dezemparo desta Cll.~a c lhe queira dar smlue. Pllis sabe he o bem uniquo e comso!açflO que neste mundo aje lemos Beijo a mão a VM mil vezes pello emp1H'[) que fcs a meu credito IH\S lelras qlle-;;e protestaviío na quebra de Luis dll lardim qlle mediara estn comsertndo cOJU seus m:redores por 4 annos cu lhe e~Cl"ev() em que me deve pcrkrir aos mais pois por iço tanta rezam me sobra que me re~ta a dcver das carregaçoins que por elle fis pois foy lal que nem CS~ll.'; quis dar li V M para meu pagamento VM me l"ant mcrel.": aplicar esta cobrnoça pera que llão fique cu com es ta [lerda pel"ll mim dClllaziada gnmde c $into que E.~tevão de Bruis he mo~lrc· rcmiço Ilns pagas coando eu foy t:lm solicito em o ~crvir com lnnto dczembolço da minha l'llzenda eu lhe escrevo ti carta que Vfty com esta e lhe digo o quc me parcce sobrc li mawria VM me faça mercl.! rClllctcrlhn logo e ilvizarmc de loúos os gasll)~ c COmi~(lil\s que na cobrançn deste dinheiro ~l' pagaram pera lhe clll"l"cgHr cm conta os scus vjnhl)~ lenho cm .~c(" mas cuido os vendercy por 15$ rs ou mais que muitos me falam e IlOS ham mister c s.\ll\ os mclhore~ que tem ojc a lerm mas COIllO este barm esta pl.1r partir por mc não darem a~ letms de seu custo nãn concorclavflo SClldtl elle logo mos comprüo e em o primeiro navio rell\~ten:y n VM t()dn~ as letras de ~eu valor pera que me ['ura Illerce rell1elerdlle~ pedindo n VM perdnll do dezembolço!fio gr,mde que por meti respeilo ha feito ele que pnrn lJulrn ocaziam snbcrcy desviarmc (li: não moles lar l\ VM. Afonço Lopc~ Ortis me mandou pedir 1\1111\<[ ~ertid<1m d()~ uireitos que ne~t(\ ilha pngllrn Og asgu4re~ do Bra?il pera a perlenção do, despacho dos que vicl'ão em Joüo M,!rqllc~ Visente eu lha 1111uldo em elll"ta que sent com e~(a que VM me ['ma men.:c emviarlhc pem que vendendn OH aSSl\qrl~s remeta a mãos tle VM seu liquido c dos ['citoô ( ... ) vendera ljtlC [lllr nehllm l1lodu II nvizo cum João Mtlrllues ter pllrtc e com () cl1lbo[çu dcslo me J"ant tncr~c mandar nessa conta. De Gaspar Pacheco c~limnrey ver o esloúo da COlHa e C1Jlntl a .10;\11 Fernandez recomendei a perdi r ,\ VM que IHI fllllu de Jorge dc S()m~1I me quizeçe por sua via 1jtlcl11c!ir os Ilcg(Jcios do ditl.1 Pnchcquo cnidcy ouvecc acabw.Jo Iliço algumn cOllza em que não duvido rizece ~Ul1 diligencia ma~ estarium outros primeiros. AglJrH com esta bolça teram pouca repulll<;ãll os 110ÇOS vinhos proveito dos que nquy admcnistrarelll tnn~ touos IWÇOH senhor hade ajudllr. A serlidam que VM mc pide pera II CilU;>:l\ com os herdeiros de Rul"ll.!r(o Velovy vay do que ca pude c1c~c()brir qlle 11 senlença que VM dis tinlr[io o dito Yclovy do jJmcessl.1 IlUO anda nos auctos e devia manar do acordalTl de que li sertidlllll fas mellçlllll li qUl1l11 lambem relata o cscrivmn que a 50b~crcvcu nesta corte pera que delle se POIil\ ~'lber se o dilo Velovy tirou ou não sentcnça do processo {] qllC podem pnçllr por serlidlllll e que vera deos qllC com isto vcnhnll\os alivrar deste pleito mediante o favo\" de VM. rx:m (Iue não tornclllo~ li dezelllbolçllr cs(c dinheiw ou pnrte ddle e ~t: esta sentellçll que VM ufinnn vejo ca deve nndal' CII\ podeI" do~ ditos crdeiros que lüiu querem llllr.del!n nUlidn que l\ tlndur em os nlletDs logo fora sertidmn e e~per() que e~ t aquc mllndll sirva ao il\lenlo. A~ ~cntellçtlS de Gmcia de C\stro e Co~me Camello re~cbe dando!l YM dando li YM as gr<lçn~ do sukçitar que com ellas mnndou ter o<\uzn porque SlIll!iU mm b.om despacho, <I de Cosme Cmnello coi la parada pela ordelll que ca e~tn C'. com a ue Graeia de Caslro vamos eorendo, execuçüo e [lcra cDln o juis dos orfans sigircJUoH () parecer de VM e CSl.:UZIII1IOS de que cuda ora mande 1\12el' cOl11nos deligcncla Conheço tanto a vontade Cllm é]'le YM III.1S fa~ nlcrce que se obrar ( ... ) couzllll cllntm nos a que YM não a~uidn pIo que monos dl\ cuidado o plcito de Roque Chioly Il1llS peço tl VM mande nos lribullllÍs e em~()l1lcnde a seu requerente vegil<mcia nn ClIUZ" de Nuno da Costa que tlllltO IlOS importa. O ~elldit:an(c anda de pl"czente trabalhando com os

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matos sobre () dinheiw dos marcelezes e COI1l o ~olTItador sober COllinS do wntrnbllmlo conm{)~quo lhe o pl·ezente não bollc e como ja lenho uvizado promete favorc!(crmos Deos o prcmitn n~jm e folgo eu o [\\'~r elle re8pon.dido u mesmo ao dezembargador do Porlo seu amigo, MlIrlin Filler l'awndolhe ell queix(l do P()U~o que nis to faria com .lr)fio de Menezes me respondeu que o dito Mellc7.es falara ao Conde de Clllltanhede pl"czidcnte e que em prezençil do dito Filter tlisscm lhe Illele!(em no comcelho petição do que queriam que l()go saheria bem despachada rello que pareçendolhe a VM insprelTIcntar isto o faça por vermos ~e se pode evitar esta devaça que se tem mamlmlo timr pem ~ujo efeito temos os embargos e agmV(l, feito pera n ocazilllTI. De meu irmão Diogo da Silva tivemos cartas de Crasto Marinho em como ~e andava abnwlI1do lIquilh) ~om pe~te de CJue nos livre Deos e avendo lugar me ram VM Inerce wlllcter Ihl~ a carla que lu tlim e a com e~ta cm ordem dos 20$ rs c se lhe forem neçc~ario~ os lhe lO mnis pCl"lll~uda cio vestido VM lhos dara avendo em suas maos com que peço a VM pm a.'i curtas l]llC na llllimu ocaúam lhe mundey pera o ml'l.'itre de campD com sobreescrito de minha letra c outra da letra de mulher se as Dlio tem m,mdauo as nl10 Illande e mas torne u remeter pera cn que me imporra assim e lha mandara VM !\ que com esta vny façamc VM prccurar () pleito da da cuixn de asuqre de Luis du Jardim e tratar de ver se noIlo JXlde remediar por nlia pagarmos o que não devema~ que ca () provedor e Ili'ío mostrar melhoramento mas II manda deve () dinheiro l\iuizo eomo tambem hUllS 60 e tantos mil rs de IllIm pleito dos dil-citos dos villho~ c mais fuwndns que aqlly eurreguey nas fraglltas de Jnl·dim que la dise sahiu contra min e ao dito Jardim digo de mais li VM. Es(u crmtia pois eu caaelley de pagnr ferçozamente e coando de hUlllu c outra cOllza se pagar c fique dita sobro. cm mão de VM me fam merce mnndar algumas fazendus do suprimento dos cazeiros. Sem com e.lta hU1l1:l carta pem Pero Brandun pera entregar li VM () qlle tiver liquidado de 11lI1lIa pipa de vinho: que me levou e em li frota Ilade truze!" Julian Lamberto alguma COUZil que me rara merei;.'. precmar. Ao capitllm Manuel Vieil1l de Fonçcqua vimos estar novamente em :>eu olicio com () poder de VM que tanto a SUll conta tomou, A po<,:e se lhe dClI sem contrudição de peçoa mas tememos qlle o judeu queira por Manuel Vieira Cal·dozo outm ves pret:u!"ullo ou Ulltra peçoa e como este empenho seiaj II de honra peço ii VM qucim acudir indu que seiu em empenho de dinheiro que irellda o meu lere)' grande gosto se gaste nisto c coando () não ajll e VM 'Isse~tir tudo com puntlmlidllde satisfarei. Os asuqres da terra nl'io sabiram inda por içn ni'í~l mando alllo~tra na primeim hom o tempo não da lugar a mais nosso Senhor goarde ti VM muito~ anllo~ como dezejo nesta ocltziarn. manda Francisco do Canto huma apelaçmn que ficou do ouvidor mns IU!Ulunr ellllrcgarlhes \0$ rs ]lUf hora carregados de mais uas contl.ls pera o que mandou tl"l'lslndm· hU1l111 maquim\ de papeis pIo ouvidor não querer fosem as conta VM nos 1'1\ça merel;: mandur ter Cl>ll1 isso cuidado porque nno venhamos tlpagm· ou Ira maniqlla de ~llstas e por estc~ clnJ'auos não nega Manuel Freire nossos pug(lmentos II

Senhor Luis du Jmdim

Funchal 3 de Julho de 1649

Em 23 de Abril t·oy ultimlt que VM escrevy por mlios do senhor Mmwel Mmtinz Medina que mmllo avcra chegado a ~uas mãos e nestes muitos navios que deça ciclade vien-1O lIão tive nehuma carta sua mas de fora soube em como VM eslava comseltlluo com seus a~rcdores cm cumprimento de 4 allllOS e que de bn:ve lomaria a praça o que estimey muito, queira Deos darlllc a VM tlim bom suçeço que em tudo tenha VM os avanços que dezeja. Eu pio avizo de VM est;.lvallluÍlo ~omfi[\do de que minhas letras senão protestariao

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C.EJiÃ. •• w.... '~r

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C hum pur cartas que tive do dito Medina me avi u acuidir a hum ll de 50~ r~ que cm favor de Estevão GOlnes paçei Pclla ver anunr em a praça e que o mesmo qucrill razcr Mnlhins Lopc~ li qucm juntamente ti nha fcito pngnmcnto que Ilu rnca im E\glncy VM as dcichll(,:c chcgur II cstcs termos estas lctn\s conhecendo a vontade com que o ,~e rvy e que proçedenun de 3 efcitoi rJUc lhe pode Deo~ di\r muitos !l.vanços pello que e~pe\'() que VM me rum mercc dnf os 329$836 l'1:i ao dilo Senhor Ml.'<lilm PUI:> por meu rc.~pci to tem dczembolçado este dinheiro c he jus to (tvcr deite. pagamento e não premi!.1. que VM que participe e u da c.~pera que o.~ mais pois do bom tc rmu de vonmd~ com que VM Jt\I'l re.~ meree estou seno 11110 vim n:win sem que dilo Medin:'! me uviu tcr embolçado est:1 contia por ní\o mos trar melhonllnenlo no plei tu dns fmgat n~ sobre os di rc i to~ mc mandou II provedor notificar e logo que levou li juiw (l din heiro q\le emporl.wfl que cuido sam hUlls 60 c: tl.m tos mi I TS que 1'000g\' e ilv izlIndo sobre isto no SCllhor Esh.:viío Costa me Il:sp<Jndeu me :lvin de fazer boa cstn pnrLida por ter cm sy cllbedal das !h'lgntns que coando ueu conta 0 115 I\C I~doTes lha clevia dcse()l1lnr pio qllC VM seia servido Jiois li pleito sa!liu conlra n(l ~ tl m' que: nele se montar que la se vera dos nutos ao dito senll0r Mc:dina como hc rezam que nA primeira ocnziam me heyde Vl\{ ~l' del le desta conHn, De ludo fico SCl'to e ao ( .. ,; Deos goonJe mu itos anllosJI Senhor Afonço Lopes Ortis

Funchal 3 de Julho 1649 por U xboa

Em 23 de Maioeserc vy a VM por viii de M:'! nuel Mnrti nz Medina que me respondeu Iwcr emviado a VM dila carta e fKIr c l1ó\ ,\Vem visto o quc cm a cMnlvellll de João Marque.~ Visente erdnva de cnregnçüu e purto,: dI,: \ll\vhJ pCTll que YM me fi zesc rnvor cobrar ludo ve ndendo o '1ue na cnravel ln me cabe e re me ter () liquido ti Manocl Mlu'lin7, Medina que por nehull1 modo qucro retrte em tal IlLwiu qllCf sc t'nça redondo 'luer nilu ~, COlT\O hora nUVtUm:nle aj .. recebido em 26 de .1l1111111 2 di,: VM 1 de 26 de MIII'Ç'O oulfU. de 31 do dilu ncressclllada em 10 dc Abril a qu e respomlerey e~timnnelo cm primciro lugar a boa sauele que VM lica pe~suil\ d() I\OS ~OS 11m t\umente com as prosperidades que dczcjo cu a que tiver cmpre!.'1IfCy ell1 serviço de VM l.'O;'tnÚu me mande mostrandome sempre gr,lto a vontade com me In~ mercc e arcctlLS pur meu respeltu 1\ João Marque.~ rojn cargll eomfio ~Ivera VM cobmdn e pcnl seu avi7.0 m:lJulo u scrtidQffi que me pede que m~ res de custo 249 rs que. devem pngar os emreI'C 't:tldo.s quclrll Does aproveite e do~ 6 barriles (lo com'rerva pcdy II VM e ntlVnll1ente peço se quei ra ~el'v ir [1I!T11 m llIo~ns de cuza, Sobre Antonio tcnho j,1llvizado a VM em eOll\o me purcein bem que segirrc viagem c ~om a e\\\l'ClÇobolidndc desta bol~a sem fmrr ll hir u Angolln 0\1 Mnrnnhnlll quonl li VM melhor parecer e em II Jlriml.:ira ocaziam pllçndo esta llvizal'cy li Piltcr Medinll mi "'ttm nmigo lhe rretl\~e nuv io cm Lillbua que venha n'IUY cm Mnrço que embot'll vem e )101'1\ c pmt,:a que se hacle fretlH d[U'cy lllmbem avizo a meus umigos emlmguem 05 e rcc\ih~s n pCÇOll n quem c.: Drnelcr o rreli1l1t~nto que il VM llv l l~'\raj\llllUmen{C para saber li ~;tr&n que d~ sua Ilacte ha mi~lcr que '1uoondn VM queim prceurnrlhc algumu (. .. ) am igos /I ue Lillboa muito embora e nmdos dC:lm pnça que me tem eustndo muito tIS recomondll,.;olns que VM nes te particular lhes lcm feito [IOrque como limitados logo poem isto n.ls pm~1 5, ll:i~i m que com liseIlSP de VM tenho len~r\O dc tlue nao leve u,l4uy sillvo do amigo Somllluns pip:'! nehuma e sem i.,:o espero em Deos him bastlllltelllC!1tc nvimlo pern o que nno fa ltllrci de minha parte sobre iI qmulIia não tenho quc dizer porque cOl\herro li vontade com que VM dezeja clezempalenws i ~ to, A.'!.~ il\l que o que ni sto c nmis fiz(::r sem bem fei!tl n bl'~vidnde desla oc.:lIzinm nito da lugur li mni~, Goartle Nosso ScnhOl' II VM muitos annm

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Senhor Sebaslian Jansen

Funchal 14 1649 por as llhns

ClIeganlm agom 2 canwclas d<!Ç<1 citl;\ue de avizo JlOr nlandado de Sua Miljesladc e logo partem pera ilS ilhas de baixo por onde mandoest1\ s., pur avizar II VM C0ll10 em 12 do COrrl:l1\e l11es I,;hegotl ,lquy hum nal/io ele 1\ RIK:hclJ a den egado pelo Senhm- Luis Alcr com hum j)O\lC(l de trigo bem smnel10s e Otllnl~ poucas fazenda s por fazer cascn cml1 qu e IUtuc I/oltnr Ili: lle IiI/C can:! do .clIhor Bardet de 7 de Junho e 1m: ordena lhe c1ll1-egue cm d ilo navio 20 lhe 25 c.., i xon ~ de C<1Sca c e m outro que va pem quoalq llcr p:lrtc d e Fnll11;.'a o utros 25 que ven ham ri SCf por todos 50 cu;xons que supostu Il iio lenho efei tos ~cus me poden::y I/aler de VM a qu em da tl mesma onJem cu dczcjo ~ervir es te senhor mn.~ isto de cru;cu e asuq re seniio I,;ompm senno cmn (\illhelro c O~ lavradores com a I/inda tl l;l~L=s navios estmn mui to lel/cmtndos 1111li cornludo Inl.tllndo de ~elluir seu gllsto e preCUnlllUO em tu(lo SI!.U milh ur comooo det rcmino hi r ra7.endo ditos 50 caixollS ue cru;c;t que se!':\n 300 l'Irl'llhns pouco 1l1"is 011 meno.~ ma.~ como não lenhu ui nheiro me sel";l dcJecultul.o c oomtudo hircy com o meu aS5csti ndo c ped indo algullms ~per " s oomfh\(k) 111\ pon tlHllidlld c de VM ii quem P!!'r0 me Jnnndc nos Ilavios drl holça que por aquy h:un de vir ele compnn hi l\ de dinheiro pera satisfwzel· I) emprego que fizcr c podem VM mandar 36 the 36.500 cruzado.i pouco Ilutis on menos pcc:lindo a VM muito lIllO ;~iI t"lllla po rque a nt Hl tcnhllminha pal~v rn com as pes.smlS com quem me e llllJenh<lr ad\'ert indo l)Ue neste 118vio da Rocheila mestre PWIU de la Fo nt heyde mele r 25 eilixons e em huma nau ól11lburgueza llue llqUY rí ClI me.,>t re Jooo l.tJtlomão que hade hir li ubra de g ••\ç a 25 o que ~ trvn de :wizo, pcdit1dolhe li. VM nOVl\mcnte n nno faltar e0111 o dinht!lro por e~cuzm emfl\<los e I,;om II brevi dade Il no da lu gac li 11lni ~ me reme tI) a ulti\l11l. que a VM cs~revy n 30 de Jlin hn qm: e~p en) nvern chegm!o gOllrde Deos VM muitos 4ul,; sirI/a de avi7.u qu e noo achandl\ assuqrcs ( .,.) e speras me ~ eril poçivcl f"u7.cr n contin ele COllCIl ::Jsi m ( ... ) hrevidilde "

Senhur Antó nio AJai rc

FUllchal 14 de J\llhu 1649 pvr ilS ilhas

A c.~111 om chegnrnllllC)uy delta o.:idi.H.le 2 barcos de :lVizu por o rdem de SUl\ l1lojcsll.1de e o gtlv l! rn ador milllda tJue logo ptlrtUIIl pem ~\~ ilhas de bai:l.o neJJes mfmdo esta b reve que nem lugElr ten ho de a mundal· n ~opeadc mi11ha ll llima que fi VM escrevy em 20 do com.: ntc da chegnlin do mestre Pedm MOTiln em hum barco ue nvizo que 1'0)' por ardem dos dEl bolçu comlill !lI/cm d\cgado. De novu ~ e ulCrece q11Cl cm 12 do COITente I,;l\egou hum plllnche de a Rochclla. Mes tre Pedro de laron com 22 tondudns de trigo e huns relil 1 ho.~ d e dorgel e OIIU1\S cou1.inha1i de pouco porte cujn emTcgllljÜU montu com gil~tO!; em L 36HI - I - 5 de conta dr) scnllO r Luis Ali\irc lmy de VM p,Htic\lhw ordcmmdolT1l: lhe faça o rctom o em di t.) navio em CU~Cl\ e que coatldo :Ilguns do~ geneIOs ~enão POÇi'ill ve nder qu e o tlue pouco m;lill 011 menos monta r me vllJl1a ue VM o trigo CU5WU 120 c he o mni~ emfamo q\le vy a muitos annos q\le Rvcndo ha lerra mu ilo da Rochella e bom que senão ga,,(a a 280 e 300 alqueire VM veJn que ponio I).~ Illhos nelle as muis ra:-.endas nüo s:lln eorrenlcS salvo hunms 6 ( ... ) de nssrlfrmn comtlluo hey tlo traCa r seu mil hor no que e m minha c~ li ver que empoçivcis ni'lo poço fi\ 1.cr lu:m milngres cm C;lrn mim fU1.cnda nmes pem tf\x; ar n e,\sctl cau:m nquy 111111 diJicad a ma is me Drdena fl11!crlhe emprego de 4ÜO ou 600$ r~ em casca ;\Venclo nHl/los em que \l!\IIe gfll1m pera () nOMe comfoonc Sllll mue1\1 ayelldo ocnzioillS II scgircy o que .sirva ~

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VM de avi~,o Tambelll tivc carla do senhor Bion em que cEs avizl\vf\ l\ VM nl10 mamluçe navio COllZll cmposivel pois ji] CH cstll assim qlll: nelle como tenho !lvizado mandarey o empregos de 6$ cruzados com forme ordcm de VM este navio que vejo t"es levantnr () asuqre cm o pençamento dos que () tem pera vender e pedem com mUlto pouca vergonha 3,$500 II 4$ rs mrobn cousa que me tClTIl;rrit~\do tanto o anelllO que tem em minha muito estivera lhe não comprarcm e assim lhe não J'altu ( .. ,) nelJe espero que saia pera o ver ( .. ,) II que outrem abre c como () senhor Bio[\ me l1viza estar de pnltida pera essa (.:idade sera força de negar e~tn carregação ao senhor Ahüre a que VM ueve aver jJor bem e eomo tudo hnde hir a hUlna mão heyde fazer muito por mandar e~Lc ll<tvio que veio ultimo as ilhas de baixo pera fnzcr quebmr a 1\lria ii estcs vclhilcm 110 quc imla ufio eS!OlI rezoluto mas sem em que o navio de VM se hadc deter ulgulls dills por ver o em qllC se poem o~ assuqres que the goru não san nchuns ~l\hidos mas bl'evcmelllC viran algumas partitl~s cm que tenho feito lançar barro e hlllmt cuido Sllhira lImanham que he !l que em minha ultima avizey a que nfio detrcmino fazer preço por n[\o fazer exemplo que ha homens tam cnfall1es nquy que levados de seus 111110S amemos me querialll ja neSl~t parte levantar alguns tcstClllUllhos de que a mim se me da pouco, porquc meu proceder em tudo he conhecido c as nfio prementllm as pe(,:oas que suas fazendas mc remetem preço serIa de nsuqrc não ha nchul1 the gom mas como digo cslem os que os tem mui to alterados c cuido que eoalldo baixem de 3$ arroba o (jtlC ni'io atinno qlle o tempo mostrara (udo <l~segurandD a VM ue estarem scrtos que ii prezença de suas !)I)(,:ons nno fUl'flm falta peru pre1:urar o milhor e mois oco!TIodado de suas fuzcmlas juntnmente pias dilnçoins de asuqre e casca niio poço nfirmnr scrto li partida deste navio eomtudo espem fazer toda a diligcnda porql\e nãu fique aql1y o mes ck Agosto () tempo me não da 111guI' n seI' mais longo o senhor Estcvfio Costa ljl!C l\ja esta l)I)r sua e <lO senhor Bion se for 1:hegado peço muito a VM 11110 avol' falia de me l11ilndllr cm os navios que nquy llamdc vir da bolça o dinheiro do resto dos 6$ emZltuOS da sua earregaçan que me t'arã() muita falta para I.) eoslear ejulltlllllente por eonta de L\li~ Alain! /1400$ rs que cuido serfio os de que ,~c poder1'io !~1zer I!mprl!go este anno, lil1e ~Ur()sto (1 cmlmrgar la dinheiro seia penozo comtuclo he cn neçeçlwio e custam muito enfado () não tl~r muita~ couzas que senão remedeillo ~om outro gencrll lls~iml)l)ç() a VM Di'io aver nisto falla li quem Deas goarde Illllitos 11111\05

Senhor Miguel

Leve~qlle

Funchal 9 de Agosto 1649 anos com () mestre Pedro de Lafon

Em 14 de Julho foi II. minha ultima li VM mas cam l-onta prcça que nem lugar ouve de se lançar em copca e sa foy pera VM me emcaminhar huma,~ cartas pcn~Frnnça e Lixboa poliu ljtle me SlIpmtavi'io e comJio de VM; os avera remetido de novo se ofereceu re;:olvcJ'lllc a que este navio zuelo do me~lre pedw de Lafon pOÇll dar humu ellltmlla a e~SI\ ilha n ean'Cgal' de trigo pDl' avançar alguma COIlZll IXlr frete pelos g~lstos de sua gente que esta fazendo E I'ma lhc que HC II\(: prepare sua cnrrcgayào de casca seca E com e~te navio seia de c()nl~\ do Senhor Luis Alaire c VM me faça ( .. ,) Illercc live comfhmça pera ocuPl\lIo neste emfadamcnto pedindo li VM queira aver dito mestre pio recomendado pur que so scgim as orden~ de VM c ~()m() isto seja ell!raUll de ( .. ,) trigo novo e dizem ave)' boa nuvidade eomforme ( .. ,) ingres q\le chegou aquy li pouco de Snnto Miguel enm() lhe n~o fa!t!lnl earga mas sendll VM niyo parle as obriga~:()il1s quc de ea leva pera receber IlÍrllo espceitlendns (lO pc desta que todo~ mos!rariill escrito, meus para VM ou pera o mestre B(,:elo () governador desta ilha que tomou praça ue I; navio, lJue neça lhe carregmu João

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d'Avilla ou Diogo de Cflstro ( ... ) VM mflndarfl e recebào sem duvidl\ /I alguma por eSCUi.:urme ca algum desgosto c estes que ao pc vão nomeados me são CfI obrigados a pagnr o frete de v~zio em folia que não clIrreguem as peÇOllS n quem ordellão do trigo dentro de 8 dias de m~is carga ou praça mandar a VM dispor fi seu serviço adevertindo senão carregue nada por conta de Antonio Gonçalvez de Amujo por não se me querer aquy obrigar como os mais promctcndome e coando VM queira carregar algo por conta de no, lImbo:> o podem fazer em falta me mande VM carregar por minhas contas 10 !nojos de bom trigo enssacado4 e de seu custo podem VM sacarIa li 31m ou ao tempo que lhe for poçivcl sobre Antonio Alllire morador em Li~boa filho do ~ellhor Luis Alaire em vertude de mell credito junto que asseiti\ru c pagara com puntualidade e mnndamlhe fazer os COllto~ em que fuzem por conta de Geraldo Vccnll1orndor em Amsterdmn huma carta pnrticulllf cm que me avize os carrega por ordem que do dito V~l1tem e qLle siga cu sua ordcm por Ciluza dos mestres Pechelinges que andão no mar e quando VM me ilviza carregal' por cantil de ambos seia tubem COm esta dcdaração e fi carta geral emcomendar a VM o mestre agoarde bem pera que achando quoalqucr navio que o vezite lhes nllo ache e pum YM visto ser este l1anehelo so e ser piqueno qlle VCrlha o freIe pIo lmlis levantado preço que for puçivcl pera que o senhor Alaire ulcllflee avanço e coando o que não pre7.umo não o lJueirão nhy deixnr carregar e VM lhe pareça o podei'ão fazer em Santo Migud o remetem la e sendo em duvidl\ antes volte vazio o que não quero nem hi temos de 1/ fuzcr pia demoras e peço fi VM não esteja neste porto ll111i~ de 10 ou 12 dia.s pera que venl1l1 tempo de voltar a França dos primeiros em tudo c.:omljo de VM fara como couza propria porque eLI c os senllOres de França ficaremos obrigados. O assuQre da tera esta caro e vai a 3400 rs lIrroba nnu dnndo mais que a 1/2 em duas de trcs partes pera casca seca eau1;fldo de alguns nllvios que acuidirão do norte do Bmúl llão ha vindo navio nehum. Os vinhos esmo muitos caros mlls ]lera o llnUQ com a nova bolça l\Vidamo5 se acharão aeomodndos asim que com avizo de VM rezolverey algumu cotIza sobre o mnnclllr la ~lgumns pipas sera como a nossa eootn da venda dos 24 moi os de trigo plH eou] vera YM o de~pcl1dio que dela fis dando muita parte fiado pello nao ter empatado rendeu liquido 247$390 rs de que cnbe a de YM de 155$840 rs que tenho abonado em conta corrente de cujo enssel'tlmento Plldera VM ordenar ú qUe qllCr façl\ Ol1 carregarlhos em vinh(Js ou paçar a Li:c:boa por lctnl. O mestre entregt\rrL li VM ]0$ rs diguo que quando carregue alguma por conta de ambos mande mlli;o: hum meio no mc.~mo eonhessimcnto que !le pem meu cunhado eu em faltl\ mande VM mais~ com 10 moios 11 sem mingurI dcclarmlo no conhessimento que hc pem meu cunhado ou em falta mande VM por ea esperu scu custo a minha cum mnis hum ( ... ) de boas favas o mcstre mandara vM asestir com 110 Ilcçeçario pem cstas idaz por lanclmz e mais nccessariQ pera acomlXlar sua carga e fazendo que todos os que enrregllrem pngcm Il- parte que lhes tocar meu amigo Duarte Zornlllls ordeml aJo1io dllvilla lhe eatT(,:glle 10 moios de trigo por sua conta quando o fasso. a VM mo.ndtlm ao mestre os receba que lhe devo obrigaçoins por as cartas que eom estn vão pera França OlElllda e Lisboa ma fassa YM remeter em as primeiras ocmdons que me importno muito e /I n mais que vão pera particulares todas vão li maos de VM que pnresendolhe detelns alglll1S dia, o p<XIera fazer the se aviar este IUlvio mns as tIo governador e sendo gellte de a aqui mando II YM dar loguo e as que vlio pera o pc no Rabel10 (IS primeiras .\qui san obrigado tomor cargua pOl' meus escdtos vem VM por elles e

l'iscado. ~ l'lseado.

4

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silo as segui ntes, A J0;.10 davila por çOnla de Peru Chrave~ Brnnd;;" 6 moios MllllUel de Oliveira de licenciado por contra de iomé Teixeim inda que mio passei escrito 6 moj l).~ no C.lppilmn Nuno da C ostn n tj ne dei e,sçrito peTa o mestr e c n1l.0 U II)U advertido de quem lhes a de carregllr ou tros 6 mo io~ . De novo lo rno n encomendnr a VM \) bom aviamenlo deste Ilavio c pera () que eu pres tl1.r da serviço de VM fico serto. A qu em Nosso Senhor goarde mu ilo~

unos.

Na ll;HU ha ulgul11 tri go de França ,1S novidades se VR recolhemdo mas suo limitudas vaI pelas eiras a 2401's ao di'\1\\'e ~uido levantarão o IHcÇO e sim pc~so a VM não aver falta d~ me mandar os la moios que pesai ( .. ,) .~cl1hor Conego Similn Oon r411vt:Z Sidmo meu tio ordena ao alferes F ranci5l."Q Pcreii" lhe c lureglle 5 moios <.Ie lri go VM me ras~a mcTCe de quc sem falta se a.~ei l'em Ilorque JelCli p!lcey hum escncto que se prezentara.

Senhor Mllnucl M arti ns Medina

Funchal 9 de Agosto

1 649I\no~

Em 14 de Julho Mcre vy n VM por viadu~ i!ha~ hum a brev~ em humas camvelln.~ que

por ílqui pa~sarrlO de avi zo e como nüo continha wiz a de su~tílneia nll.o mundo a copcu e serve esta que vay pia ilha Terceim ue ClIbcrtu a 3 ktras imporl nnlcs cm 671$400 rs p A~m!a~ por J050 Henriques Sourinho Gi!herme Biem Francilil.:O l'lnrdnige; são de 46 pipas de vinho uus de Es teviln de Bruiz que vendi a 14$600 rs posmz em u prnia VM me fara mcrcc mnndnt!hc por o lI.CllJU e dar del las avjm!lO dito E:ncv1io de aru i~' p<:ra que ao tempu conprido

IlS l1l11olÍe cobrar e perdoie este cnfado da lclnL paçada por João Henriquez Toucinho sobe AnlOllio V ieg;\~ de (,:oloniu pooi abOll Uç;aO visto virsse a dito TOIninho pem AlIgolla prometeu 1.0 Cllppitanl da nau ingre7.., que he 1'.0 que comprou vinhos ri que o dila Toucinho avia n pngnr o dinheiro dos emprcs limoo me dnese, nboll:l!rno a meu CtlTltento e pa~s"dos ulgull~ diazll Nem me CMl a le tra abonada pIo cstmngeiro qUt ca nao assci tar por algumas rcr..ois de que Pr\lllciscn de Andrade provedor fez gmndez estrondos e I\mt:ilçtl.~ dizendo ho avia pagar c 11 Jniln Percirn Billlllcor II qut:m esta carreguçE\Ln pertencia e chegou a ttUlto que di~~e me ilvia mnndfll' pre nder rc~pondi "tlllcm mo tlbsc qlle se elle me aviZllra :l quem jJI'etcl1ciilo u,~ letrllS em que elk me petER assei tusse nquclJe flbonador que grande n8111vo lhe fizcru de 111\0 fuzer mas 1]11C eu que nlio advin havfI nssim ho disse tãobem ao sc ndiq utlnle com quem fui ter hum n sati1.faç5.o por me <.I izcrelll cs tnr d i~~ ll ngidvudo SCl\(kl fnl~"Q avi:r:o a VM d i ~to porque sem duvida tenho avi:;mra; gmndes quimeras em cri tecar o d ito pRIVedor se b~1I sogro c Joüo Pc:reim porque ia de 'llln ameaça que istu ~evise a (K1c.lIr; este homem vllissc par o es tilo de seu sogro e del1e não e.~ I>crtl mo~ nenhuma p.,ssagem. No.>. primeiros nilY;OO remeterei tiS mais letras do re.~le dos vinhos de Estevão de Bnlis :J quem VM dnra av izo que lhe nfio escrevi plll brc bidade ~ob rc II nossu negoc io ame o ~endiquaf1{e l\lio hn de prezcntc nada ~ucede l\el o sem VM llviuldo. Subre n O'l orgOldo de D. Gen çalo de Tcvez cuido llndito ln\tilos jlerlCndcn tcs VM me fas~ll merec de ter quidlldo ele nOS~l\. parte como tenho tlvízado juntluncnfe com ho pleito d~ Nll no da COS{u. Subre u ( .. ,) que tenho mnndndo fazer li Olumla nllo tenha av ilO ,\gOftl escrevo ti Gcn\ldll Vem que não se t\vemlo j"t!llo de seguIU senão ra~su e que disso dll \lVizo li VM que me fwon m~rcc mandar segunlr mi clim Mil cm que foi Jofio Fc rmmdez Pedra de vol1<l da Bahi!l [>Cm esse reino 350 the 400$ rs e pague hc ho Que me ofCl"Csse e o tempo da lugar Nosso Senhor gourde a VM mu itos

.\nuas. ~

risclido.

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SCllhOl" An to nio A l,ürc Somos CIU 9 de Agosto, A c:opca II tn z IU nnuey por II i" dll~ ilha:s es m vai pia 30 no navio da mestre Pcdm de Luruutc q UI: vIIi a ganhar hum frete rn cntrcs sc faz sua u carg uu os rus sU (IUCrc.~ s;io muito. Cllrl)"l; iI 3$300 rs t: 3$400 rs e não dãu mai!: que das 3 parleS pera ':l\StIUU ludo en nza os m u iro.~ L-omprndo res q ue agoiJ. Sllem a lem dc (J IIC ti fez levan tar h um n:wio q ue em 24 de Julho. chegou de Aslt:rd:1I1l Ct)1l1 gnmdc [)ilrtida de buns fozen dus e que hude lfúta .. neste gcnern e C:~~qlli l molh:uln cu tenho c u cn1.n dus cOJnserveirns 200 :Irmhns de IIS~n(l lm r j a C.l nfin tem dinhe iro. nao tivem a mctôldc porq ue: hc qucm vai cnn cl le InlZ 1I~ 51l(ltmr de modo q ue ...:o.m lucia 01 bre vidall/'; :.ndo nv inndo estC llitv ío. de VM q ue demora S lh c 6 dhlz de Setembro. ao mui ... pOllj uc (luc ro leve boll rnzend n de cnzas seguras C.I Cjuc he L."Io CMiI I~!lb e m c ide cmn::giIT algum m.t"l:llv!WO dn Icrm pIo mu ilo que de ílss uqm'l r q llC co mp nl l\) e fic.1. c tll]ui nua IIvcr delk g:l~ to VM ~ u (\vcn1u ussim po r bem ii qu e pcsso me r~metil nos navios da bo lçi1 o (lin heiro do reste clc~ llt eilrcg:J~nm eumo HilJbcl11 Oll 40D,$ ni ou SOO de conta do senhor seu pny porque ii navios cm ([ue IklCI' o emprego de todos 600$ rs que mc tcm ordcll ólJo wm o trigo do dilo Se nhor se u Pl\y nilo sey qu ~ fnça que ~lllnnd() a 24() 1',\ se nüü gaSl.1 nadn nem dos dorgal'tcr Alfom do que 11I.:al' en se!' mc nn!crey de VM a quem sirv'l de ltvizo como ordeno ao Sellllor Mi ge l Lnve,~qlle me em'regue m:ste navio 10 lhe I I moios de trign c snqllc sobre YM seu vlllor pcm o q ue lh e mnndey hUIn crcditn 1hzcndo YM asseile e png\lt~ SUH lclm com li pontlli\lIdl\de que CUSl UlTIa tlsse nlnncln esta contin por CnCl.lll[ro de 600.$ r~ que <l YM tem ordcnndLl ~ell pny pngl\C li minha ordcm c o rc.~to mo mllndc cm dinheiro que ,~e1ll elle n[i!) se faz IlmJ ~ eu n[\o q uizera comprar CII'lqllH Scqllll pUll;jUC çsmo m ui tns cm:lI.s aqu i da com (:mnse!'vci l'll~ !nus Cúm ulgu ns Cnix,él(nS de i\ss uquur do. inicio de Ianeiru v<lhus q ue Ines lurfio assim q ue he necessmi o fa7..cr tudo com scgllrml~lI e CIIl o mel hor de VM sempn:; o prccu ra rey a tlu elO Ocos gO~r(Ic/1

Senhor Sebastinm Jauscn S um os em 9 de AgO!>1.o :I COpCfI nlrJ.7. mllndey II VM CIIlIlS cnm"elln:; q ue passmi'io a s il has e cSla nmndo plil Tcrceirn no navio de mestre Pedro de Lafonlc q ue mando a buscar hUI\1 flCIC de trigu mentes se a llia ,~Ull ell rgun C serve eS11I de avi zilr 1.1 YM CI! cumo es til () "s~IIc..' r dI! lerra cilm e valia 33000 r~ c 3400 rs (Irrobll IiC ndo llu(: da so dU lls p llr tcs pera bnll1 ca e sem din he iro de contlldo selloo achu pio q ue VM scia se rvido mandanne o que le nhu pedidO com todn a brebed.\dc porq ue len ha lugar de fazer ()~ empregos do senhor 8 1lrdece qu e Clll11prnr casqun fei ta n[l.ll e~w n CO IIlo por uve rell1 IIS mni~ dn~ conserveiras mcslul'lld\) ilssuqllilr cio B mz il e eu ll'Utey de n!cnllss m' nsslIqu!1 I' com nlgumll espem conli udo c m YM a quem nvir.,mey do que neste negocio ~e CObl'lU' !I q ue o temJlo me am OllCItminhl\ndo, No~~o Senhor gom'u!': li VM,

SonbOl' An<ollio Moreira de Souza

FUl1chlll 23 de Setembro 1649 com o l!1esll'e MOlUl c l Yieirn

E~ tH cnl1lvellu do mes tre Mllnu!':l O li vei ra freto u Igl\I\Cill po r 'ilssn i! hl\ e rjcll\\ ilQS largou 12 l11uios de pra,;.1- de que IltW cunhadu {l senho.l' Trislno de Fn1l1ça mandam a VM e~ crilu ue o brigaçao de q ueln as hade l'C<:eber ncl ~ me f :lTll VM 111elcr 4 moios po r minha

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Cr11A. • •


t:onta pem cuio custo vay com esta hlllnll carla de credito peru Manuel Ml\rtins Medina sobre QIICI11 VM pmlem Sllt:ar loIra do dilo custo ao [empo mais lm-go que for poçiveJ c de mtli~ largo que t'or p\)çive\ e de mais eOlllro toalhas tle meza em tudo espero 111e rllzer n marco que CUSLU!TIII c pcru () que prestnr nan l'nltarey n quem Ocos goardc muito:> anno:;/!

Senhor Jal:qucs HOi\n

FlIllchallS de Outubro 1649 (;Olll o hanco da rola

Em 30 de Junho roi minha ultima li VM em camvella ljue cheguoa a essa cidade e confio uvem VM nxcbiuo dicla carla e a estu acolllpanhn o C{)1l11essi1110JJlO d,ls 6 pip1l.\ de vinho carregadas por conta VM e cm verllldc do seu credito pem Angola a oruelll de Manuel do Vllle e Antonio Ferrcim j'llrto qllC custllrao como da cnrregU<,:llll1 t"arc~se 103$"206 rs e n niío tl!1n e nestes vinh\Js de caza como n YM avizey vierao a t:IISlnr Inuilo mais e cksta contia til"o l1estl\ ocazifio solirl~ YM letra li 31m vistn em ["avol' de RneVrlO de Bruiz; mOl'l\tlol' nn cidade do Porto em sIm ordem VM ma t'ara In!mc.lnr a ella II devida salisl"a~ão em este l\11110 ouve bnsllmte Iltlvidlldc de vinlllJo !Ca!'Cg{)adn"~ colheiltls e com a nova b{)l~~u serão muito UCtlllllXlados lllj\d de preço mormell[e qucm eom II dinheil"O J'izc~se de .lnl1(:irn lIVl1ll1c COIllPI"ll dcllCIi II que sirva de lIvizo e coando VM qUclm mandar algumas fa"l,cndlls desse It:ino como seiao vanlS panos gnll\dcs eovllhans chapcus e aseiles terno li lreço dos \1ilos vinho~ com interesse de 20 li 25 pcr 100 ~omo VM moma mo liberal vontadc CIll faZermo l11el"ce nau deve cnJ"mh\l'sc eom Iha~ pedir tenho cm ~nl.i\ hum manceho de ViullI1!t IXll" nome Alllonio Gonçnlvez Pndcs que a oito atlnüs (!lle l1Nsisti em IlWlI escritol"io depois de fulessimellto tle meu plly e senlllll" lJlIC Dcos ,\ya como semprc com todas minhas COUZ1IS em que tenho e:\pl'cmentndo sua verdade e eom a nova bolçll tlCOll elllpü~sibilado de o poder malldar ]lera o l.lrnzil e dell'cmino de Cjlle fa.\sa hllllJa viagcm Angulla em qlle todos mells amigo~ se arriseuo e de YM l'leo punI o mesmo não so pcr ssy como pcr seus conhessklos assegurando O~ da boa COl1tl\ que tera do que com dte UITii':t;,lrem !ivl'l111dü Deus C()1110 a \\leu lll~,jglln Mnnllel Marli!lz Medina ellc!trJ'cgo li I"I't)tarJlw ln navio peço li VM ljucim eOlllonicar II\) dito a contill cm que me rllz mercCi pcra respeitoll da pmssa (]\lC hndc IOlHal' e cünhesselldll a VM o nfto emearesso mlliz lll"cressentlmllc novamenle em sell serviço a qucm não I'ultarei cllja vida 1l0S0 Senhor gmll'de mttito~ annos"

Scnhor Estevào de Ilruis

FUI\t:llnJ IS de Outubm 1649 pio Li:r.:boa com o barco rot,1

Por via da ilha de Siio Migc1 e cm 9 de Agosto rcmcty no amigo Manllel Mnrtin Medina 3 letra~ por r;ollta de VM de Clllltla <í7IMO() I'~ de quc lhe mnndo com eSli1.'i segullch\s via~ e 1)\llraS duns 1l1nis paçadas por mim em I"avor tk YS da cOlltia de 253$20() rs que Illando do dilo McdilHl por Illc 1111lnduI" rnl' o asel"to e ~()m esta sem 1\ conta de t:(Jlllpm e vend,\ dos vinhos cm que VM vem avel" nvnnçmlo 69$246 I"S que cu tomam türu Illuito mais c por li Icmitação lIUS gastos de dila compra e pouca qllebm dns vinhus veio YM l\ elk C\lll1 que trillO Sllil 1',mll1(\a em tudo cstinllll"cy se de VM por satisfllÇií() e ht:1l1 ,~ervi\!o relia eonta corrente vera VM estUi"me devendu 114$460 rs qUl~ nao pude cobmr dü vellllll d()~ diloS vinhos pOl'que Il~ p!\gt1IllCnlD)i ojc sam laH[illloztls com tudo rarey deligcncill pera que Vlt elll a primcira [)ea~,iíll11 q\le asas de pena me flell ficar desla banda este rcsto mas ascgum (1 VM

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que indu do dinheiro que lhe mando terJho alguma parte por cobrir e coando destll banda tua do serviço de VM outra cOlll:a me tlchme eom boa vontade com a falta de navIos deçe reino est.\ esta ilhlll11uito I'alta dm gtmem" delle e muito mais de arcos que nao ha hum somente nem com que L"batel' h1l1l1a pipa mas c.:omo os navios da bolyu devem vir bastantes mas com!udo querendo VM fazcrme merce the 700 feixes por minha conta o estimarei cm falta pellu sim e pagMey () emtcreçe custummlo qllC a VM parecer justo e coando VM queira mandar varas da serra pardas e aZllis, p:mos, jardas dOr.CllOS e clmpeos pouco burel tudo se vendera ii troco de vinhos de que I! ouve bastante nuvidade e boa colhcita e eom a n()va bolça aqui llvem pouca ~aca cuido Serlml ncomodados de preço !lO que VM rara o que mais a conto lhe e~tcyu, Nesta eazn do tempo de meu pay e senhor que Deus tem ficou um mancebo snbrinho de Antonio LQ[l($ Ol'tis de Vianna que me ~eT'.. e em meu escritoriú com muita satisfação e verdade quizem que fora eOmCç!1f II ganhar a vida pel'll o que encomendo li nusso amigo Manuel Martinz Medina me frete navio que me m~lndara nqlly li can-egm' e pera que esta carregaçi'io vu aumcntrlda I-Je neçcÇ/lrio ülzerme VM merce cmtereçnrçe nella a que lhe peço cOllvoel\!1do pera maior mimem seus amigos c segurando de boa euntll c venladcim que de tudo U:rnm porque en liquo e da conlia qlle VM eom eles junto~ me lizcr mel'ee senl servido mundar u credito do dito Medina pera saber governnrcc cm 1\ praça que hade fretar percloie YM minha conlimlça nem llle pouptUlda tamhem l\a~ ocaziocns de seu servi,<o, Aquy e~te 111lnu ()lIV!;: gnlndc sacn de C~lsen e valeu a 5,~ c 5$200 e cu carrcguey dois navios pera a Rncbella por eonl11. ele huns amigos de la e Lixboa que confio em Deus os ,tvcrn levado em pllS. Não esqueyu a YM () mandarme o plUlllO de linho que lhe tenho pedido. Advertindo a VM que dey venlura que pDr nver vendido \JS vinhos na ocazinn de navios pem Amgolla pella tardallça de navio da bolç'l alem de que os çomercios della mas n[i(l llviar compnlr por eu lhe não quer d[lr t[lm acomodadas como comprarão o~ Illl\is quc não ehcg,lrí1o !IS 4$ nem llU ocazimn da venda dos de VM ouvc Qutros por tmn alto preço eOlllO hc lloturio c por querer ubonal' us primeiras letms que mandey cobrey por incmigo (1 pl'Ovedol' dalt'andegn c he qmlllto se me ofercee Guarde Deus a VM!!

Senhor João 1110mal Vilh\

FUllchal 18 de Outubro

Em 30 de Julho foi a minha cartll quee serevy li VM fazendo reposta na ~l\n carta de 27 do dito eomo a cllnwela que trouxe dita carla aja chcgudo cm )las C~CIIZO Inandnr sua COpei\ c cuido llVl;;fi\ chegado ~ mãos de VM e serta esta de ac{)np~llhar os conhecimentos enrregaçoins das 22 pjpn~ de vinho carregad"s por seu, coatl'O pera AngoU" cujo vulor oje fis cargua cm nOSl\ cnn!" por onde VM me he devedor 97.$752 r~ que deixo por encontro de SUt1S fazendas quc nimla ticão em a loje de hum Gonçnlo Roi? e m a Rua dos mercadores sem se vender covado que este anno t1cudirão bastantes de Fral\yu e Olanda que sl;;nilo gastão pia limitação da terra que me CllUza notave1 penll e levem. grunde gasto o mandnlal VM e,uTCgar qlte a repllta~ão da casqllll sequ[I não leVC lugnr de as despender como euidav!l e o dono dos cmprestimos de suas carrcgllçoins dezembolçey lodo porquanto foi tal Gllspar Ferreira do Suuto 'luO não dcu satisfação iI letra de YM c qllerendome embarcar o ,Uui'.rey em datO penhures de ouro ficando seu pay de (JS tirar loguu e the oje não paressan André Pereira I3mz da ill11l donde não ( .. ,) c~pero pum joguo o fazcr notificar pel'l1_l'enlLVlll' destes penhores en foH,\ vendelm, maz contudo lhe passo a YM com dila partida VM mandara [zentar ('I) dita couta em manclnla avcndo em Africa VM foi o valor dOs vinhos muito llCOLnodudo que li compralm; 1\)11<1 dnr logo o dinheiro ou letras dellez e por pressas muito

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maiz alto~ queira levalos em pllX e que VM tenha com clle~ grandes avan<,:os e flgom de Janeiro avante porcumrey pia puucn saqua que cuidamos aver de vinhos pln IlOva bolça com ~erto~ querem dflr n troco de ditas fazendas se VM não ordcnllr o contrario ante:; disso (JS vestidillhos mandey li Cabo Verde dondc me escreverão nada sel·Clll de gasto e me tornarão a vir !IS letm2 que, sobre VM saquo sfio todas a 31m que com 011112 nno tenha molestia c an pc dclle vão espessificndns as fazendas de Olanda vã baixado de pressos que li VM avizey c ha bastantes desse Reino com falia de navios 11a poueaz e sempre são de mor gosto como a VM tt:mllO <!ViZlldo nesta acazião he forssiI valermo de VM pera mercsser o favorll que queira fazorme a loão Fernandez Pedra porque de prezente quero mUllduf outro mrmccbo que lenho cm caza de Vianna por nome Antonio Gez Pnde~ pera Angolla pem o que pc~~o a meu amiguo Manuel Mnrtinz Medinu me queira fretar navio que me mandam aqui em março a calTcg;lf os vlnho5 confio (]Cl VM se qUClira com seus llmigos a rezem nesta acazmo com o que for servido serto da pontmdidndc com que sua fazenda sem tratada e de que VM me tizcr ['avor sem ~ervido dar avizo ao dito Medina pem SCl saber governar na matoria do fretamento do navio e alem de alguns vinhos nvelldo lugur mandar algumas r~lzendas sequas eslimarey ncando eu por tlldo a VM ITllly obrigado. do Brazil nao hll aqlly chegado navio nenhlllll e o asslIcar da tCl!Ta vale por alto pressa e n cazqu<1. qUll a 5$520 alguma sem embargo que eu carreguei por algulls amigos de França e dessa ~idade maiz acomodada e ~uposto li VM avizoy aver pouco triguo cn a torra elllmriio dl\~ ilh~lS de baixo e Berbcria 400 maios e tklla 240 c 260 rs he quanto de prezollte se me oferce Nosso Sonho!' gOllrdc a VM muitos annos letm II 31m cm favor de Mml\lc:1 Martinz Medina 150$ letra n31m en fnvor de Antonio de Mondragão, l\Ul.cnte li Manuel Murtinz Medina 140$ 112 letra om favor dos ditos li 31m de 74$800 1 letra el11 l'avor de Antoltio Bnrbozll, lluzentc li Bmz Gonçalvez de 19,$000 393$912

Senhor Bastião Jansen

Funchal 13 de Outl.lbro 1649 anos

Serve esta de avizan em como pIa carestia do asucar me rezolvy a nãnü fazer ma:>: casqua de conta do Senhor Henrique Bardet que 120 arrobas como bei mandado; fazer e della tenho carregado em o navio do mestre Petlro dc la Fonte 57 llrroons e em navio que fiqlHt de João Fernandez Zuman carreguei poucu rem Hubra cide mandar () resto valendome para este efoito do enprcguo de hüa pouco de llssucar cm pilo de Cabo Verde fazendo tão perfeita obra como de terra e cuslou 300 rs menos porque toda n cllzqua que carregou este anno roi a 5$ rs e a 5$200 alguma esta por 4$700 rs pera este efeito me valeu aql\i por gmndes rogos e mimos o mestre Domingos Raiz com 200$ rs de sardinha que fez de que lhe pas~ey sobre VM letnlll 10 dias vistn que he maiz 11 quem maz qujz Ils~citar de !OO$ TH por llonta de dito cmpreguo que chegara li 658$ rs pouco malz li menos qTcia VM estou notnvelmente apertado com os pagamentos porque a limitação desta lerm não da lugtlr a acharsc nel!n hum somente me querem vende<.:e SCI! IISStlCar não qller esperai" eu me dezoulpo com a fal ta de nllvio em que per sem duvida tenho VM devia llltlndar <':OlTIO em rezãü o ano ('I) pedido. () que não fara agora maiz que a 500$ rs mm~ esses COIl1 [(x\o .>en caressirnelHo pesso não aia üdta de virem pois comfiw:lo em VM c ~ua ponlllillidnde fiz este dezernbolso e carrcgaçam que assaz de tmbalho mo tem eustad(!<lsim torno a pedir a VM

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nLiu avel· duvida n me mandar c~te ano purque IH~ moito roim pera devedor dezejo mall{hw c~te ,"UlIHl hum mancebo que tenho en ca:m e II outo nano~ que CBtil nclla pera Ang()l~ pera () que cncal1"eguo a meu amigo M.anuel Martins Medina lhe frete nuvio que velilH\ aqui em Mu.rço L(xlos meu~ amigos sc 11 rezão com dlc e eOfT}{J II VM tenho neste numero lhe pessD se queira cn companhia de seuz amigos urriscnr conselho seguroz toooz de boa conla que de tudo dam, AfollSO Lopez Orti:t deve como escrevo mande saber de VM !l conta em que me faz Illcn;c com dita curguu assim de vinhos como de fazendas/I sequaz a que oliver lugar c ele toda ti merei! qlle VM nl':Hta ncazião mc fIzer llgradct:ercy ficando muito obriglldo em o serviço de VM ql\e noso senhor goal·de muitos l\nn()~.

SCllhOl" LllÍz Potcvin

Funchal 18 de OUllIbro 1649 annas

Em 15 de Se(~mbro recebi IHuna de VM de 24 de Agosto em que mI!. rl!.comenda o mestre Pedro de la Fontl!. digllll Pedm Morim pla que tudo o que lhe for necessario lhe nsserto cu e avial·cito por hua hl·cbe que n dito de VM me tmxe e lhe assesti com 81$224 rs que carregci cm conta do senllOJ" Antonio Alaire como VM vera pia que lhe mando junto como cOllhes~imcnl() da carregas~anl c custo dela, por onde consta nver ido 2407$601 rs não ellcuressoa YM o trabalho que 1:1e II ClISllldo porquc este foi notorio mnz cu muito satizIeit<i de HI/cr ido de uqui com tunta VlIl\llljem t: porque ontros navios que aqui de maiz lempo estavão CHUlO de muito tarde que sairão os nssllqrcs e clit ma calidude delez nll.~:;e\l muiiu t:arcstia da cnzqllu sendo li que I}()r contu de VM se carrcguou maiz tlcomooadlFquc nenhum li outra, que toda se Cnl"l"cgua aqui por 5$ rs e 5$200 arroba e creia VM estou airidl\ com notavcl cunlidadc de mu,c[1.vndoz sem lhe pooer dare saida e ~om maiores empenhos em que por etluza desta cnrrcga~sum me puz comprando tanta eunti{]nde de aS~llquar Go·mo dinheiro 1111 mão coml1ado em o senhor Antonio Alairc mo l1\andas~e pera meu dezempeilho c nàu fez com que me ficou hlgur de alguma queixa quc cu nlio quero tomllr maz so pedir li. YM fi:> boas nuvas quc r.ltl ditn Garregaçiío trouxe que foi tmla riql.lll fazcndfl e nenllllm eaixfm se fez n que o meSlre nuo hasisti~sc muy aliviado me ticara todo o trabalho quoando YM por mniz C.. ) se dessem por bem 5el·virJo~ e no particular que VM me livia de comscrvar seus negocias nesta ilha querendo eu correr COlll elles diguo que li tudt) me achara YM com hunm vontade muito pronpta penl () beneficio e milhor de sua fazenda maz o cmprcguo de casqua seqlla li COlll.l\ li que o dono assiste eom em lIluitolladiulllado se 'vai pcnhomdo os lavrndo!1;s COlllO lodos fazem de hum ano pern Olltro e deve rnlmdaruvi:l.oz muito aclianlm.lo e nuo m'll1dar navio senno ao tempo que ha pareser assado porquél1ã.ó fa..~su sua chegada alteração e que ainda VM queira a mandar alguns genel"Os devem sei· correntes cubrado de fIança. scrfto grocerias que ~e vcnderllo em partida a 110$ r~ C.. ) qile nfio ha nenhum c,Ias minhas fadl':j~"\~ pera vcndaz dc homens <.:obcrtores de Bbtd~u's hrancos e de cnn:, poucoz lic.:Oll1e:.-.cs bons essa <.:onlia de 3$ cruzados cm que a VM p!ln:i.'is~r e dessa cidade poJem vir V!lri,L~ pardll~ e azui~ C.. ) sabidas panoz dozenos e dezocllelloz chapell~ alguns comtoz de azeite pouco e ( ... ) tlle II crll7.ados huma c outra COUZI\ com a brevidade ptJs~ivcl vir rem se aver de fazer partida c vender com tempo Iazcnc10 VM em tudo o l]tH! maiz a conto seu proveito estiver que eu somente aperto rezpondendo e o qlle VM pcrglll1ta de trigo estamos bem porque SilO enlradoz 400 moios de Iom dnz illuiz edus Terceyraz Berbcria ainda se cspem m/lÍz fique valendo a 220 e 240 rs ulqueire e 260'corn pouco gasto do IlrM:iI não he vil1do navio nenhum cm n terra se espera o a1lno vindouro hoti novidade de nssllqU!lr l\!em ele que csluo pera ir a Cabo Verde duaz eanwelnz que terão

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C.EJiÃ. •• w.... '~r

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p~lrtid a lIclle CIII püu de que jll se rcz ;\qu i cazqua M:qUl\ c cu a ri z este nnrm de hl\lnll purtidu que compro)' agofll cm o tardar CII flw,cr t;io seguro per l'nltll como n lia temi vindo a sair de pT~O mais iu.'Omodado VM nl o cslrunhe. minha CfJJl11iallt;lI CIII (om(!Ç(lT li pcdirlhc mcrcez leilOO l;io pouco1. muims lhe o prc:.'.cntc a vont..lde que VM mlt~l rc oe fffi'.crrnIYl me dll animo n que lhe pOSSII IIprc",cntarlhc que tenha em esla cml'J\ desde tempo de meu p;ly c llue de us te m hum mllncebn (11Ie !\~iSTC cm meu escrilorio hc hmlc vir llOno (,,,) n10~SU Antonio Fenmndez Pudes suu fi delid:ulc e dczcjur de que t;Oll! I!lõ~e II gllnhar vidit o dctreminu mmldnr e:>te ano vindouro p"::ffi Angola com currcgW;iu quc lhe fasso cm que todos meus a ll\ iB(),~ se entercçiiu e pe,,<:.~o a Manuel Martin? Medi na que ne.~sc lhe rn!te hum bom navio cm pil:.'. pcnl c~ll\ viagem pera (ui1l canlidade de paNsa que se hade tumilr cl\Cumcndn Arorll,:n LUIlC", O rli~. htl d ilu lIlan ~dJ() saib<'\ a pcli~ons a que o n:colllcndll e<ulli\lndc !"'\I1Il que c.-\d \, hUI1l ~I) 4uer (lrri ~car !\s~im do vinhos como do rl~ zcnd,L~ set:!\7. pl~f~ \I COSel'l(l ufl ui ....cr ,lo ditll Mer.li tlll ao Scnhor AnttÍnill Alairo e João Tardy PCÇD que u 4tlcirf!1l ne~Ha ci\n'cgnçuD ltn' i s l.: lll-:;~e (",) pessl) a YM a scgllrur!he fldu hoa eDnta qlle de tudl) tcm porq\IC ClI tiquo c quo:lndn nlgl111~ al1\igm por ViiI de YM me queimu fa?el' 110m ptxlc VM asscgll l'.dOt, dI) que diSlUJ pem que rnzentlome YM c c11(;~, meree digitO n ~nn li dlLtJe II(} ditn A !iJn!jl) Lu p e~, 01'(Íz que sLlbre eSle pUlilcular ndc cscrever n YM c pm' llldo Iknrcy lmlllo em pa .... n fn:ee ll 11\)S que VM me de es"e serviço cu ia pessoa lWSO Senhor gnnnk Il'IUi lllS

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lIllI1\JS,

Senhor JIl~1l1\\ride

Funchal 19 OUlubm 1649

Plus Cllrtlls do Senhor Antonio Alí1ire s!)ubc como VM cm entlerclimll) CUIII 11 enrn!gllçam <Iue ,,"om II mestre Pedro Mn rim liz p~m nRtlchella e comliu CI1\ UllSn senhor uvem cheyndo (:!Il Imx CI1lIl qllc lIIe pnrcsscu lhlra VM tlS ugrudcsNimclltos da mtn:e que llle hu feiIU em mc cllnhesscr por seu captivn elll c~ta OC<l7.iãn nrcrcccndn IIlC I'cru md"z us lllle ,li) ,1inntc li VM ~e ull:l'Cyll t: IluOli Imlaz me acham t:llIn muitu boa vnnU1i.Ic c do ohr"do em dha Chrrcgl'~iUll lcrn YM IlvizlJ larguo Illu escrito <lU dito Scnhnr Alllire l\ lIUCII'I pe,~M) se queira UriSeltT com hum mant..-..::hu que li IlnnU5 me ~erve e quero manuar eM~ ulllm pcrn Angola ascgurnnd()~c VM ue sua fede lidadc c qUCfClldoll\e fazer tnerce de cnrrcgllr t..'01I'I eHc algumH !,."OU1,U assim de vinh(l~ como r!lZ~nd ,L~ (I estimurcy de eui.- cunta me rn,"J nlercc !\Vi1J\1' Afunso Lupe:.'. Dillz de ViUlIllU que ~obre <I matoria ade escrever iI VM pem efe ito do.: li fl\zol' U MlUwcl Martini\ Medina que tlc.~sa cidade hadl! fretar (1 navio c IUUI! o fUV\lf que de VM neSlO I1cglx:iu receber agarrlc!.-ercy el\\ tlx!OZ (JS que de seu SClldlllllC CIlClll'regnr, Oourde De\l,~ n YM mu itos annns.ll

Senlllll' Eslcv[ll1 Cl1st!\ Nrto qui'!. ros,~1! (:~ l l\ CI\rtl\ nell" scm pre(unu' novas de s1Hldc de YM qUI! semlo com(1 dC'l.l:jo: () I!sli l1l1U'cy I!l1l"cl\ito e IlOSO senhDl' iI queira aumcnmrlhn com IIZ p ro~p~rid\tde'l. quo,: de .... cin C\1 P(\.~St) com dlu l1luy pronplo pcm bem que YM mc l1Hlnd:lL' de scu ~crv l ~() A cuzqllU I!Sle 1I111l0 leOI uq ui gnllldc ~ !\qull penl Frn nçn e Olllf1lJu ~C I1 \ ti nIÍ IH.h\dc do,1

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Não ICllldatl\.

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n:-a;uca rez se cheguotl n comprm nlgumll po r 5,$200 e tltm por 5$ rs ml1z cu en carregnÇ<\m do senhor Amonio Al lIi re ti ono carregei por mais que por lugar na cuntn np umuo que foi 45$7 rs fiC:\1Idn!fle mui to mflzcfI(vn)doz em caz.'\ em que lef1ho OOlllve1 qtlcbrn e lhe não po1iso dar said a the o prczcntc e creia VM me fo i de notll vel de e m i ~ t a nno me ma ndnr Antonio Alaire o di nhei ro pelos empenhos com que estova fi ado em que acuderin muz como nno viesse foi forssn cOml)r:\{ o me lhor que fo i possivel e com mu ito Il'1Ibalho. nssim que noo deve c.~ tranhnr a pllsnrl he lelrnz a brcbe tempo; porq uc isto de negocio de cazq ua semdo esta COtIza tristc alfi m q ue era noso sen hor levar ditil c arrcgaçam e m I)ax e lenhiio sobre e Ua muito avanço dllodo::se Oli: entelcçadoz pOf bem sCl'vidoli: rnobem por (.:a lUa do se nhor L ui z Aluí re carregei em II navios que me re meteu da mestre Fmllcisco de Ln(ontc 114 nrrohns e 2 3 de cazqUll tend o e m seu todoz os e[eito.~ que se IMndou pe rn ella como seja trigo que scnno gasw. nada por ser muito ro in e II.vcrem cnlrndo d e I3crberi n e ilhaz de haixn 400 mo ios qu e ~ c fica vende nd o por 220 e 240 IS e 260 a!quuirc no preço (l ue con for me II ordem do dilo 111e valho t50 bem daz le tras que ncccssnri n7. II m i s~(to sobredí to senhor An ton io Aluire por do Grnzi! não havendo navio nen hu m o flnno 'vinduu ru 1\ muito mil ha r nllvidad o de nss uqLla r da te rra de Cabo Verde cuido avem \\Igum qu e sem de m uito prestimo por Catl7.a qu e faz tendo por feita c~zqlll\ como da terra os 1$831 rs elo res te de nossa continha me J'MSII VM mandll!' a Manuel Fernandez Bumk im pem uver de me m nndnr serta madera de João PcrmlllL!el; Pedm cspemlT1o:,: por ( ... ) ordclls oovn" d c u~ Iluh\ ~ pa gam bons pois VM M ~ un carregaçam me h'l feito tan ta merce es pero que na preze nte não ~ e n'l menos he he q Llc determino mandm como fllvo r de nvizo em MIIl'Ç\) pera Angolln 1\ outro maneebu que lenh o em eaza cha mado Anloni o Gon)-'lcllvel F ades que j a d e tempo de meu pay que Deus nja a.~sizti n em seu e~cri tor i o e depoiz de sun morte sempre ass istia comiguo he mu ito poutunl verd ndeiro el! fio dam de tudo mui to boa t: onta ils~ i m peliso 11 meu nmi go Manuel Mnn in7. Medi na me (litei ra pcro este intento frelar hu m nuvio bom fi udl) em que fodoz me u ~ ('u lligos se Ilrrizcmiio; e pera saber a contia tk cnda hl1ln nv i:'.O Atimso Lopez On iz de Vill nn u lyo do dito mlmdo o mOllde ~ abcr daz pesSOOl! que lhe no meio fi o de VM me faro u men;t (Ine L"Uz:tumn ti c~ ndo eu por ludo muito obrigado e (lvendo mail algum amiguo que s e que iru IIrriscar o cstimarcy. De vinhos ouve blrU 3nle Iluvidade c bo.'\s oolheilllz c com " nova bols,l sard.o mui to aoomodadoz de preço he quanto se me ofere,u e Nosw Senhor goardea VM.

Senh or Anto nio Aluire

Funchal 19 de Oll ulbro o bnrco 1~(ll l\

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COPCll ;ls~imll rmllldcy digo a VM ~ crcv y em 12 d e Setemb ro com Antonio Moro u quc com fio lIvella ICVEluO cm pus e que .ljrUJ feito q ue tenh nm gmncle~ nwnços VM c com esta sera li carrl'l gaçl'lo de SI:U c ustu de do rnC$tre ('1) VM fi mandara vez itilr jLlntnmcnte li 110ssa conta corrente qu e tnohl::m vlly c I1 cSln ocazi um paço pera aj u ~ l llInento dc l!a letms emportantes e m $ rs~ como ao pc exprevi ticnrey VM sem servido mlllldnlas pro cumr como custu ma adeve rtindo me que lodo o IIssuqrl'l pera sua carregaçi'lo r.:omp rey com dinheiro que foy nquy muito r~q\( estlldo e fiquey com grandes empenhos porque the pera os c l\ixoens dcy 1011:0 o dinheiro e como o uve pouco de sidm Prancí ~e()

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A s ~im no original.


quem se queria avil1f dava o dinheiro )lera e lla e peru lenha:; l:onli ndo Cll sempre que VM me Illil ndarin eom que me dezen penhar de que me ueunganoll Stlõl CM'la de 21 d~ agus lo que rece bi em 15 de Selc mbroll c roy (orçado pWif a ffill ilm credo res q ui zc~em llssci tar los n lgun ~ as não qui:l:emm e estou obd,!;lld u li rJl\rl hes din he iro que boS(!uey prl!SlllUO outras as qll~rem .\ vi~la e eu por n~o dur a VM opreçam tiS foy pn ~nndo no tl:lmpo mnis largo que pude e sso Illl ma a 19 dias de 106$ rs CIl fnvo r de Domingos Ro iz meslI'e do;: huma caravela que nquy mec dC\1 200$ reis em dil, heciru c tud o isto naçe da lemitu~!Io dc~tl\ mi~,ernvcltern\ rede seni'io aclm hum vinlem por nehulllll viu c nalfalldega Iodas as vezes que d(:spaclmm\ls llC1!1l Jogo nos fnzcm por o dinheiro Pero!.le L nron chegOll da ilha Terceira. e partiu f'ent Arrochcln em 14 du corrente com 114 ~ rrohus 23 libras de casen sccn c 5 ue Humo por conta do senhur Luis Alairc que custOu ~ bordo 649$479 rs pera cujo cmpl'cço Inundou h uns pouCO!! de UlJrgcrcs papel c li ta ussafr..tllll: hu m ptlUI.'O de trigo o pnllel j j o vendy n 40 rs e 11~~afrã() ri 76 c 1<llItos n;: a.~ fit;L~ e dorgele.( CJlnll cm ser c o trigu hc inrnmc que nunca pude vende r hu m ;llqueirc por 240 reis estando n de lle a terra bem foha e hO nl hnn chegados 4011 mú ios c mn is dnNilhas de baixo e berberin e h"de vir ll1"i.~ e fi cn vale ndu tl dns ilha;; 1\ 240 c 220 reis c CIl mandey por o de Frnnçn 1\ 220 r,~ c uje se pregoou li 200 rs se m furçu 1l1l1nuar por este no mc~mu prc~ () e lcmo O:Clmo gaste [lOI· SUll l'IIilldilde (.!tllnmd(] pOI' servir llO dilo SCnll!lr lis () dezembol ço da di\!\ cnrrcgação e t::omo t::lle me av!zlt me valho de VM não se vcn(lcndo de l'llZcnda lenho IlC~!a ocnzinm ~aclldo it ditn conlL\ letn\s emportnntes cm $ rs~ qu~ VM me fara !nercc Inrmdalo~ l\sseilnr c fi seu tcmp!) ~a t is rll;': Cl' ssentanrJo as ri co nt.,do di lo Senhor Alaire de quem vny com es ta cart a por VM C vcndidas que seiam d ilas f!l7.endas ssigirey li. ordem do dilo senhor Aluire Pllrecemc q ue nu O(:'l1.iam prczcntc que 1\ VM peço averey mdh\)r servi ço que na dc João Fem,lIIdc:t Pcdrn que ntio pude nsse itllr as mcrt:e.~ de VM qucro mondllr" cste an ilo pCr:l Amgn ll" h um mono.:eho que le nho em C n1~\ a 8 "llIlO!! C assiste em I) cs~r ito rio com muita feddidllde e snlisfaça lll disto espero VM me fnrn mcrce quercrçe arriscar com e Ue cm as velltnjens tine Cl!Slu mn seguro d e quc dura a tu do inteira salisfaçl\o lo! f1 t:m I,} erei to do rre tamento escrc vo !\ IlIcU llmigo Manuel Murtins Medinu que pem saber II pe!fl\ lj ue hade fretar ese reverru 11 VM AITunço L()pe~ Orlis de V ianna a que me fllnl mcrec InUn!.lllr dizer fi contia de pipas de vinho Oll f azcndas SCC~\S em que hnde ardsearçe cm que l1earey muito obrigado; .~Ilbe lld () ~cr 141llrdccirJo nus OC!l1':iUIl,~ q\l~ VM Ille der de seu sel'viço (!ui~\ peçoll nos~o .>Cnho!' gCllrd ~ ll1\1ita,~ aIlIlOS,

, !ctr.l à 10 d ias en favor de Domi ngos Roi? auzente André Velho ue Frcin: de 1 ICl,,1a 31m em f avor do capitNII Mllthias L opes llU?.ente Amoni o Dius Chimenes I letm II 31m efl favor de Gregono PlIrlo Brilo nuzcnlc Fr.llu:isco Viunn n

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76$40

53.$340 I let rn 21m CII ravcr de MiUlUCI Marli II Z Medina de 35K$495 I lc tn\ II 21m en ravor de Oregado Dil\.~ Percim de 408$390 696$635 por contu do senhor Luis Alnirc I letra li 31m CIl favor de Antonio de Amdragiio ::lllzente Manuel M'lrli!rl. Medillil 35$200 1 !clm II 70 dins CIl fav or de Diogo .Mondragcro <luzentc Diogo MlXlinn de 69$ I le\nI ti 2/in cm favor de Pedro Begilton I llgrê.~ de 100$ hum credito que jlll.cey a Migel Le vesl.j uc da il ha T crceim c me nmndou lO mojos de trigo de <Iue nllo ti ve conta do custo e se deve vulcr de VM q ue sera servido pngnr c j untamen te 9

Ass im no original.

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CLHÃ


fnzer o pagamento dela cm favor de Oregaria r'lr to fi 21m e como fi u cnmvolln em (lireilura que pllrti ra dentro de oito dias nno uuvido me ,lperlen nl ni ~ por algumas l:OOS<lS que pnçnrey lhe n menor Cíllllia que me fOl" poçivcl fazendo porque se Vl.!ndlln eRle.'> g.eneroslJ He oe Jaques Logtm vem de Folh as se teveçe e.~l a cw:avelln e se rczolveo meu cunhaoo 00 c,lppirorn TriWUll de Fra nçn 1'1 llue maooanmJS 11 que ml!luJaçcmos hum milm,:wo que \o,lln em Cazn por 110me Mnrthn dante... a fattr humn Viagem a ITh.wlnh'tm pera o que- lhe !lI!; flo.lcecnrw nltvio e roe pareceu ninguem poderia nestn ocaziam fazeone merte rei iiI L"O!Ilfinnç.1 que por iço me tell d<'ldo do que VM li quem peço qucinl tomar o trnbtllho de me m:'\floar fretar hu tna cllravellll. 0\1 pataxe de porte de 120 pipas pouco mais ou menos que essas me obrigo n nletcrlhe nesta i1hn pera sejir dita viagem sem mni~ demora aquy que 28 di .L, mu,~ (J mestre se 1m de obrigar a nno tomar milis pipa nehul1lu de fo m nem (CVilr !IS SM5 porque como uquclll ['Itõlça he limitlldEl !lHO pode aver g!l.~!O pera mais o ,~em perdiç5.o lev!ll' [Jus que ll.~s ima digo tmtnndo Vm de comodidnde ue cm o frete de vinhos que tudo ~e lhe ha de pugnr cm dito maranham e ~cndo poçivcl se obrignrn a tornar aqlly de volta e tomnr n ClIrgll quc tl uilo Martim dantes lhe der e a mnis pl'Uça di~pora elle me8(te como quizer, sobretudo comsiste o provei to ueste negocio em ser tl proprio pell0 que sem VM servido obrigul' dito mestre que venhn nquy ao mais tardll por todo o mes de Fevereiro sem falta lrftZcndo bom pratiquo pem os bnixo~ daquela conm que sam assas arriscados e coando YM qucira arriscnl'çc em nlgumn couza se podeta meter suas piplls ne.~le numero tíco ~erto fnm VM de ludo fi que de SUit boa vonlade espero obrigitlldome com estes novos empenhos de que protesto mos\r;lnne Ilgllrdecidoll

Senhor Martim Filler

Funchal 18 de SClemhro

com o barco 1'0111 Em carnveJla que se Jica aviando cm dirci lllrll perll essa cidilde e..'>CfCvercy 1\ V M dii neceçr.rio e serve sso eshl de nv i7~1r lhe cm como no COtllador Luis Pcrnnndez de Oliveira tomou o sendicanle conta dllS COUZUll de contrnbnndo e II Cosme Camello depositnrio ocllc leu Icito carga de muiUlS couzas que em sim m!X> se deposlUll1un de que o díto CosmeCamelo nlIo leln descarga alguma mais que dizer lhe mnndiuTI dilOcont:ldor despender d ~ s dila~ (azendas como o não mo~t~ por Cl;t.:rito mlls o scndicanle todos os bens do -dito Camelo empregam e por nchar que o plly dr,; Francisco Ounçnlvez Brllndiío o liou petll deposi taria em 46 t:nJzados lhos te m mandlldo embllrgor cm mn05 tlo~ carniçarias da bolrra li. (juem dilo Bnlnd[\o tem vendido ,~e\lS vinhos e horn rcs o di!l) c;osme CameJlo petiçãO 1'1('1 sendicullte de 6 escritos de mell pay .: senhor que Dcu~ aj ACl1jos tl'eslados v~('I ii YM do de \11 cfuz<ldos acho cm os livros avelos os ditos meu senhor pay pago~ n Siml\:o NUl1\~~ Machndo; por ordem ue uito Camello Inns aas Jnl\is não m.:ho nchU1l1n avcndo resolvido CO!lrI!OS papeis 1111 Hesta caza e livros deli" o contndor disvicrllo e,~tns fazenun~ cm hum navio que veio de abra de grnça ehalll~do a fnrme:L1l mestl'O JI1.CjUC~ Qllslon em queviernü 37 peças de mcçelilnil)~ c outro navio chamado No~sl\ Senhora ue los Angeles ue tudo dis dito contador otlVemos ~en(ençll dn junta a~ cOl\i~ nno parcçem e somente os termos qüe ditus I'azclx!ns se lizcruo nem Inocenci(J Pontes da dclns nuticia mais que ave!' emtregue fIO sendiCilnte louo.~ 0., papeis que achou ue fiançM e te rmO!: c a~ sentenças e dezobrignçciins sumiuas, O sendicnllCe mandn pngnrnlOs a contia destes e~c ri to ~ ternos pt:didO vista pera nos dcrendetmos mns eu não sey venladcimllmcnte o com que hemos de fl\~er assim que YM

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deve ter disto nutida pois l1e de seu tempo e os escritos de sua letra 4 assim lhe pedimos nos queira fazer dar disto nulicia c mandtlrnOs 111g11mH.~ sentenças sertidoins ou provilOins que sobre isto de contrabtmdo tenha por eOlUlto tem em seu poder o sendi\:ante muitas fianças porque mCll pay ficOll de mllilüs IlUvios de fazendas as de que eu tenho I1Ilticia san em 18 de Fevereiro 63 depoziwrio meu pLly e tavim de 19 pa~ti\s de cobre com 26 arrobas vinda cn o I1(lvio frnnees mestre Lourenço Berton primeiro de dezembro 1633 10 caix:as de fmscos com o mestre João dm"les de Ambmgo 232$320 rs de varitt.> fazendas que sse uepo7.Jtaram o al1liO de 1630 e da IlllD San ]u)ilio meslre Francisco Jansen e a Ilao esper;lflça que se vendeu isto he que tenllO tl1cançado fora outnls muitas que estan en pooel" do sendicnnte de fazendas e naos eu achey hum maçü de varia~ sentenças mas todas sam dadas aqlly sobre C"") vindas mais llchey huma repartição Q110 VM e senhor Sonmans fes de 535$505 rs que se deram ajuntu ]lor concerto de fazendas que se dC~Jlachurlio a senl10r meu pay por 5 partidllS 2974$ rs e mais nchey sua quitação de João Sevt;:ry ft;:ita ncça cidade a 26 de Abril de 638 anos 0111 que dis aver recebid() este dinheiro pela compociçi'ío em Madrid mas u sertidam ou quitaç<lm da junta aver recebido este dinheiro ou de que manou nem pareço nem ",o sabe e ven fi ser tudo cümfu:ú\() com que querem paguemos o que oru devemos nas contas com Cosme Camello; não esta nehumll destas partidas mais que as dos 400$ r~ c humas 1$800 rs de estopinha que rematou Manuel Soares de que tmnbelll dito Camellü tem escrito de mi"ou pay, por autro~ da naa chamada o Reehinol que dis Luis Femundes de Oliveira ouve sobre ella em a junlll sentençll que tambem não parece as eontas com Llli~ Fcmandcs de Olivcim mas II nao tmtmn nadu de contrabando e me maravilho COlllO mell pll.y que Deus tem nlio tcnllU com a clareza neeeçal"ia que agora nos Ias mister ma~ !'ostou com gnlllde confiança em VM de que mandam muito eixestença c por todas as vias e wda ri. brevidude, antes que emjustamente nossos bens li praça n que estTIo bem arriscados e de todas ns peitas ou escritos que eu tiver de dito comtador me avize e mande que nno he \wm tendüçe este homem tanto aproveitado dos bens de todos os queira agora acabar de destruir pelo que torno a encomendar a VM tlldo em a brevidade e podendo VM com o senhor canue de Cantanhede visto ser isto cOllza de fazenda alcançar alguma couza pera nos não uvexarem ou darem tempo pera nos mandarem buscar sertidoins das fiançns que se achnrcm Oll publica via que o:; Jeterado~ melhOi" la eomoniearem sem merce goardc tooo serviço que YM ncsltlnos fizer tem sobre a outra eouza da nao Sam Fmnd~co senno tem feito nada por eoanto unda o semdicante ~nm esta& COllZ~S de contmbando e do~ l11artos Nosso Scnhor prt;lllifa livrarnos de inclI1igos que tantos enfados nos andâo cavando e de!,:c pu to de Manuel Vieira Cnruozo lu"suidoz de ludo guizl!rtl mandar este anno pera amgolln hum moço que alJuy tenho c1mmmlo Antonio GOllftlllves Padc~ e sobrinho de Afonso Lope~ Ortis de Viallna não pode levul" earrcgllção enl'onne sem VM ü lljudar assim estimarey se queira YM com elle alTiscar no que fOi" servido estandn serto de que daw multo boa eonta que 11c muito vel"dndeim c coando VM me faça esln merce sem servido avizar ao dito Afonso Lopes Ortis a contia em que mc 11a de t"azer maree pera efeito de snbcr u praça que ha II de t"retar e comtnl1to nosso senhor goarde a VM muitos annos"

Senhor Simão Bulanqlleart

Funchal 30 de Olllllbro 1641 anos

A muitos tempos me I'altlio novas de VM que estiml\rey 11110 ser clluzado de l)Ouca sallde que essa lhe aumente nosso ~enor muito largos lll1llüS com as ]Jfllsperidmles que deseja cu paço com ella ao serviço de VM muito pronto"

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A confiança que VM por ~Cll cllptivo me lln dailo ,mima meu atrevimento pem lhe [ledir mel'ce~; a prezen tc he que tellho em cnza hum mnl1~cb() de Vinnna!\ 8 anllos sobrinho de AIT(lI1~() Lopes OrLis e a,siste ~[)migo cm meu escriL[Jrio, c com n nova bolça veio li ell1[lo~chilidaJc ue policio 11111'1d<lI' ao Bmzil pelo que eSTou detreminlldo mondalo a Angollil este ll1e.~ de março que ctnbun\ VCIl pera () qllC lhe mando frctnr navio a essa cidade e j)CÇll a todus meus 11ll1igw; se qucirão com el1c llrrisenr e fio de VM (l t\ua r: assim 1110 ~ço pm lllcrce e jUnltllllCllLe aver VM uos senhores l{cnriquc Bomr:lman c Guilhel"l11l.': Bolfllt queirno thzel' que a l11il1 1'.11111 cOJlfiança para IIle," fm:er ~':.·ta pctiÇHlll c no VMs lodos Ires farão l\llllla velltejacln can·egao,:~.o de vinhos.ou fazencl~s sl':~as coai mai~ a conlO lhe I':sleja e do que VM ni~to rezolvcrem; me fara dar avi:w llO dito AI·on5o Lopes Orlis que sobre e~tc particular ha YM dI! escrevei· [lera efeito de .~aber a praça <]lIC ~c lhe hnde Fretar. ltem toda, as VCnll\icll~ c Illcn;cs que VM me fizer fC~onheccrey e sllbcrey ser li todas grnUo 1I.>.'iegumnuo a YM que ue lUdo o que ~e lhe entregar dam inteira conta e satisfação porque eu fico. Gmm:l~ Nosso Senhor a YM mui lOS atltlosl!

SenllOr Paulo ele Aguim

FUl1chal 18 de Outubro [649

Em 30 de Junho escrcvy a YM sobre !1l1111lt lctra que no La[ tempo pllçey de 60$980 lJ(Js~a conta que com 1m PUlllllllliclade de VM ()~ terra c.lm.lo assim n I.':sln c.omo ll.~ mais intcim satisrnçl\ln de que me I'llçmn unr avizo de prezente S~ nll! OJ"l.':fcsse llClI)JlIr C.. ) pedindo me queirn fazer mercc em esta ou\zifío e se 4\leira nrri~ci\r com hum lmlllccbo desta cn~,a que a 8 almos me serve.o detrcmino fnssa cm () mez de Março que embora vcm de 650 huma viagem a Angola pera que mando fretnrlhe navio" CSlo, cidade por via dI! ml!ll nmigllo Manuel MlIrtins MedÍlHl de StlU pomtulllidade c verdauc do mancebo (\~scguro a VM e dl\ boa conta que tera de tlldo o que se lhe entregar pia que eH.) VM me rns~a este favor pedindo tnohclIl (ln senhor Matia:.: Vaz pera que me russa em cmnl1ança nqlHlllndo VM~ me t'nssa Manuel AffollSSO Ortiz de ViallnH mandam. saher dr: YM a COlHa pcm () efeito do fretnmelllO da pWSSll dos vinhos e por ( ... ) de VM flcarey llltlito obl"igaclo ]lel·a a ocnzião em que 1111! Deu:; de sllllde cuja pesoa goarde muitos

cm 1"1Ivm ue Antonin Pcdrow por I'<:ste de

llnllOSJl

Senhor MilnLlClJ Martillz Medina

Funchal 22de Setembro 1649 com a bm·cn da rota

VM e,crevy pai· viu de ilhll Tereeirn cm 9 de Agosto em companhia Jus letras fi. !:ontn de E~lev~o de Llli~ cmpllrla11les cm 671$400 r~ ue que com esta serão seglltldas vias n~~im mtds duas letras paçada.' pm mim hllllla 8[)bre João Thomas Villa de 150$ i"S e outra de 103.~206 1'5 li Abreu JlIljlles Lugar nnblts por conm do dito Estcvno de Brilis n gllem VM me {ara lllCree dnr avi'!.o c remetel"lhe ii curta que vuy com e~fn em que lhe mnnda suas contn~. A Ilo~sa l:lllll.ll da mm São Lourenço inda sen~o tcm falndo mns alcançamos que idns cst!\~ l:nmvel,\~ conservam o ~endielll\le 11 tlevll<;a IJ '1l\1.': c~percl\log pcm pnltinTlos de nus~o agrado cm que ucos nos de bom serviço e nos livre jü deste pleito. Agora pcrn mni,~ dizenqllietaç[\() nos sobreveio o contmbnl1do ql1e COI11 as cOlltns ql1e delle i\lldll IOlTlacln () scndic11l11e tras atropelado Luis PCl11illllles de Oliveira c a Cosme Camello como depozitndo cujos bens trazem em pregão jXJrl]ue comll estes h0l11CI1S hcriio senhores ausslllutos dali

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COllZlL~ em tempo de Caslella cordão com tanla largel,a nllo tem COll7.11 Ilem papel II prepo~iltl ludo se firmou scm llpal'Ceerelll sentenças nem sertidoins mliis do que os autos obriglllorios o..:OI1lU seiuo f"lllnças lermos de depm:ilo recibo de fi):wlldas e cso..:ritos que c~les homens p<\gaccl11 nuo lu!1'll mllilo pois II vinhuo embolrrmlo mas como L1c Lodos m; rajlls vcnhal\J(I~ nus ii I'ccdlQr dano esle !\ollo I'as dCIlll\zintlo Iwrquc Cosmo ClIlllCllo em desci\rga DO que lhe pcdem OJ'crCCClI hUlls es~rit()s de meu pay cuia copcn sem li YM com esla as fazendas llolla declaradas tli~ () conladm Vienlil1 el11 IU.llll l\iwi\) de ,lbre de graça Ille.~lre Jaques Oaston e oLI\n,) chamado Nossa SenhOl'rt. de 1(]~J Aqjdcs cujo t:Dntndllr ouve lhe pedirikl eom el'eilo por nos em ajunta rJo almimntnsgllljlLc não tenho ali aquela en nChll\l\U puno porque lnos~cnsio P()rto~ ( .. ,) de t:onlmbando dis nfto sabe dclils e lhe ( ... ) h\lIllH maniqua de fianças pene dezent]ui(:llll' ao (.,,) não duvido que por via de VM se lntlell e~tes negocias CI'II lllaneim ('I) que ::e tem delles alguma nulida 111e façu J\1cn:c aviwr llll ~e a~frl.D em poder de VM ouve!' algum papel sertidam ou sentençll que tlllS pertença sobre CllUZl\K dll cOf\lraf:wndo lhe rx:ç(l me lll!lIlde (tido pera nos servirem IJera dcsellrga por eOilnto IlOS querem obrig!\!'!\ que paguemos ditlls escritos c OlIIJ'()s q\\e di~ tem ilHla Cosme C.mwllo de hUlllll nao chamada o Rechino ('i) e I'nzelldils vinda m:las em que tllllll)c\ll dito {, .. l descrevemos senlença que mm parece nem 5ey por servil,:o se h:1 j'eilu delils que COilnlO papt.:1s hl1 nesla CtlZl\ lc\\ho revolvido ~el\ll\chnr IlChUnl LIlIe me sirva ~ que meu ]ln)' IIH (kvia dllf p~nI ~e de~ohrigl\r c por ucscllido tlesaparecenllll todos lIS escrilos por alies que lIgora me Clluzalll e~LC d!lnno arriscudus II pegllrnloll(l~ llssim que tudo (] quc YM tivcr mbrc eslll 1ll11lcl'in de pllpeis c llulicin me t'nça merce mandl\1' CUI1l lodll li brevidade pam tlll~ nos Aproveile c cOlmdo isto vCllha a maio!' dallo tmtlln:J1iOS de () lIc\lidir a nossa jll!iti~~il e soeorenllJS n VM De Mllnllel Fernandez Pedm espcr<\lllos novas por nHl\l\n~n roS Dis cslcja hoas de Olnnda tive l\vizo I1lltl se llver feito scglml que urdclllcy sobre II c'\ITcgado em li nuo de dilO JoüoFel"llantles c Stlrosto em copea lwizo qlle lcnho YM recado tle Oltlllda de n~o eslar feito dilo scgll\,() () mande rllzer nessa cidilde de V(l!ta digo ilgO\1\ llue nuo l'ali.1 VM Lili seguro porqLlo como ditn mIo hade vir em comjlllnhhl de l)utra~JJ Senhor Manuel Oibil1 ('I) quero eu corroI' o risljuo por nuo i'iqnr pe(,;o i\() senhor \lU frotl\ de Rill 1m deste Julião Laberto com algo de minllil çotlla {.,,) André Affonrro 50 uetrcminc li tnnndill' o qlle nos deve e JUlllil\lWn(C deve .10[0 Vi lho GondinclH"Cgam () quc OLIVer recebido de minha eon\,l que t.. ,) livre lodas como cm ii ellntvclln do buni\ ('!J mlll que veju de ~e\uval ( .. ,) nflo fllçn conla de VM nüo sey se IIlI cobl1lt!o 1\lgull1l\ couza de Luis dt\ Jardim que como me servillo ba lomado a jJl\ll\ClI o espero quc perfeim meus pagalllenlos nos mlli~ liiohem devo YM jllaver cohrado () dinheim deve assim de aSS\H-!uar como tll\SllCllf jllUtc cJ{),~ th:lcz e cnl1ll'cJln qtlC C{lIlfol'mc ordcns !;e devi,l vender LjUc sendo YM nhO)\at'll em nossa contll cOlllas dllllZ (.,,) que dlls ilhas lhe remeleu Domingos Dil\~, Fcrreira e Anlonio Mlürc Souzu de 65~250 I'S e avendo lugar de ~e cubl'il\' Ruiz Jmze (,,,) o provcdOl' mc tlpCl'tOU litjui p.lguo ( .. ,) de usuquur eu lenho perdido tempo tho vimllt da pi'Ímelra caravclla ou navio des~c Reino pio que se UCl\7.0 VM tem 1l11tnd:ldo fazer nelle alglll\Hl cotiza e ror possfvel nos nHllllJe ee\'lidll(l de eomo cm"!'e O\lllvizc C0\l10 isso ]li\~SH lljulllnmel1LC nos 1"\~Sl\ VM me mantllll' hU\llil serlidlio dn Rezuluç[ío ljue Sua MajcHtmlc como em sua felix llClull111Çãtl ~ohl\: lll, t:OUZl\S de conlrabando pera tlue lIO, Valcl"lllllZ dclla \1l1 llleSnHl ()~azifl{\ vai lo[io rJo1'llel,\z dabl'cu cupiWo de hllmH UOlllpllllhin dos vizinho,l' de Louros que lelll jlOl' insll\\\uiu lllluellc puno c a ljue meu jluy pedill 0\11 seu t,k:spacho de licellyi\ do govurnnt!ur ln coat\'() mczes por quai~ vt\i prelender quc pcru ['nlcsilllel)lo tle seu p'ly I·iz~s~c nnviu esl'l mc ~e\'via muito pem erL~j\() de minha pertcnçüo IlUlZ lie cste govel'tlildor t~o \lotavel quc euido nrto J'am 11l1dn do que SUll Ml\icsladc pio qLIC me vallm de I'nvol" de YM pem que ncstn

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oeaziflo pera que VM asulcnte C(llll seu poder II que vcnbll eu alcanssl\r esta rnercc e pet'a eoto manUtullle alguml\o cartaz de favor c II de alguns homens que quem dito govemador l'as,,11 alguma couza como seja Ruy de Roma Teles e Antonio de Souza seu el\l1hado e as mai?,)j PCS,\'Oo1S nqucll1 VM lhe paress<: lhe pcdcrilo WI\1 efeito isto daclarando cm dilaz cartaz como Cll tcnho uli aquella fazenda e pl'cncipio de fortaleza ~ohre que trugU[) miúlmz pertenças por mim que por Casteln se avia fdto a meus pais aqlli Dom João de Menezes queria faz,el' carPilam de dita companhil\ ou outra que elle não quiz apartar e a mim me queria Manocl de SOtl~..a fazer \tlobem eappitam e naquelle tempo me não estava i1cou nssim que querendo VM fazer nisto o que mui to poder sem em grunde não senelo disto o dito João dornelus sabedor nem outra pe$~oll. Nestl\ em:a esta a 8 annos hum mancebo de Vianlla chamado Antonio Gonçnlvez Pat1cs sobrinbo de Affonso Lopez Ortiz sell tio e eu dezejamos de o lTIl\ndar Il ganhar a vida como a empossibilidade de ir ao Brazil me rezolv! aqui l'osse Angola pel'll o que 1I1!~ he neecssmill navio cm que consigun esta vingem eu não tenho oeça cidade quem t;lTI hlssa Illerec maiz do que VM a quem pesso torne o trabalho de me querer fretar hum navio de for3sn de 150 tllncladaz pouco maiz a menos porquanto eu aqui e de umiguo bernos meter I ()O pipas e a outroz ncçn t:iulldc e~crevo pO!" via do dilO AITonss(l Lope7. que tomnra a seu cnrguo de avi7.nr a VM a contia tllle la tem por minha via e Slm pem n~erlO sem VM sabedor c pm~~a que llllde fretar ll'ntltndo de toda a comodidade em o fretamento c como cst" terra esteja tão limitadll de dinheiro pesso :I VM fassn muito em men.:e pem que o dinheiro que he cumuna dursclhe de C\l\[lfl!stimo u asseite ou em vinhos ou em letra pera e~sa cidade encumcndal\du .1 YM o fazer cm tudo o que milhol' e nmiz a conto esteja procurando da bondade do nlwio o qUI! vinlm llqlli por todo o mez de Novembro som falta com a demom necesslIrill rem se lhe fazer a tal earregaçam li t:arregarselhe aqui e em Angola sendo obrigaçiio tnmnr ilS pesas que o dito fretador hc meter e siga com ellaz viagem li Bahiu. ou Rio de Janciro daoude ouver novas ( ... ) mllis aWlres e em !tido rasa VM como cotIza prospera avendo navio que me fassa YM meree de me mUfldar dom chapeos que (".) pem mim bnixoz de copn e elo (. .. ) e pcrdoic VM tnntoz cnl'n(]os ql\e mnhessu ní\o sirvo mni7. que pcm dnrlhcz c eomo fim caravelll pera ir em dircitura nella Illnndarcy n_ VM amostl'll dos dozez e~te UIlHO c !wizm'cy un maiz nocessari() II quem nll~S() Senhor gonrde muit(J~ lIn110S por nl1~ fazer merce /I

Senlwl' Afonso Lopez Ortiz

Funchal 22 de Outubro 1649

Com a fwtll tios oavios da bolça nos falla a lt:m[XlS Ct\\'tas desse Reino e de VM que por a muitos esperamos dellz az (ragua bons e espero sllbcr ja de VM da vendn dos llssucares vindu.I com Jooo Suares vindos com que nam querem Visscnte e ela parte da clu'(lvellll que com ii cobnmça dos fretcz deve l!!do estar em poder de noso amigo Manuel Mnrtinz Medina e quoando chegue om de essa branqua quinla s~, vender VM nl'ío pOUCll i!lda que .\eil\ de seu poder. Sobe () segir Antonio Vi~gClll C!I cnpossibilidadc de hir!lo Bmzil me paressia fnssc a Angollll e rem efeito de sua cf1rregaçmll eserevo alglms amigos li Lixbo!\ .'lO de todos se nrriscariio e pera o ~(lber VM lide tomm' o trabalho de escrcvcrlluJ e enccimendar alguma pes,~oa cm Lixboll lhe de ditaz cartaz pera ~~ber delez II rezllluçt10 e conLia em que ,~e lIrrizc[\o pera efeito de se saber II prnsslI qlle hade fretar o que VM ade lIviza!' ao serto ao nmiguo Medina a qllel1l encarreguo este fretamento fazendo VM la conta sobre gem pcs~m\s

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de ca que eu e outro l\migl\O lhe emos meter aqui que ~Otn o que por la se juntar I,;uido levam de 300 pipas peru simu sem bem que vão em Mllrço Oll Abril primeiro do que Ol\lroz sem avizo ao dlto Medina c VM como diguo lbç rara do que por la este7, homel\z u quem escrevo ç VM por SUIl parle se carrcgarce ql.le pedilaz ne~ta prasse ahum Olltro me nlio e,~ta bem alem de ser ludo migalhisse que senão deve dar em tudo bom suI,;cs~o ao dilo Antonio que venha a ser o que toom dezçinmos e pIa brcbidade desta cal'<1velln serey em ao que flqua maiz laljlls muitos (",) homens a quem as ~reia sobre Antonio e a ~llll t:arregaçnm os seguintes Estevão de Bruis cm Pano, Em Lixboa Manoel Filler, Jaques Lngan, Estevao Costa, Batista Janscn Antonio Alaire, Jllão Tandim, Luis Posimar, Simão Blnnqueanc, Paulo de Aquem, Jolio Tomt\~ Vila, Antonio Pedrozo, Jeronimo Gomes Rumosll

SenhOl' Manoel Rodrigllcó: Caldeira

Funchal 23 de Novembro 649 com o conde

Em II do corn!llle recebi por via de Lixhnll sua carta de VM dc 10 de setembro do anno ]laçado que todo este tcmpo devia t!eterçc em a mão da peçoa a quem foy remetida ii Lixboa a que veio ( .. ,) mais lhe 111l\11dey logo cuja resposta sem com esta cm 05 navios de bolça que <lquy vierão de Lixboa que forão mais de 40 n~o tive carta de Domingos Jooo Rnngo! nem men()~ me mandou o azeite que VM me !l.vjza pem se entregar ( .. ,) mais coando o faça snbcrey procurar VCllda logo pera qlle 11 dit-" senora se valha de Sel\ rendimento E pera que tudo o que mais do servi~o de VM for não t'altmey cuja peçoa nosso senhor goarde muitos annos,

Senhor Anwnio Martim de Azevedo

Funchal 23 de Novembro [649 com () conde de Cn,tel melhor

Peru que VM me conbeçl' por scu captivo estimo u ocazino prezente e dellu dou () ngardedmclllo ao senor Jollo Thomas Villn pois me hn dndo em me nver ordenado de fazer [lera Angolla lllguma, cllrregaçoim por ~ltn cunta e do VS de que me pede lhe de noticia por leLra que ~ci!l mais clara mando li VM com csta os contos dos mestres em cujos Il!lvios fonia carregadas por onele vera aver custado postas li bordo como das ~nrregarr{)jns jllntas consta 323$523 !'~ de que me tenho recebido por letras sobre o dito senhor Villa que tem dudo satisfação II carestia este utlno dos vinhos foi muita e estes de VM farão os mais acomodados de prcço e eslremmlos em bondade nosso senhor premitu ave-los levado em ]las e que VMs alcancem sobre eles muito avanço e conndo de oje em diante preste nesta ilha pCI',1 servir a VM IIlctcrey por muito venturoso pedindo a VM mc de tantas enzions em I.jue po~a executur esta vontade, Noss() Senhor goarde a VM muitos anuosJ!

Senhor capitão Jorro Velho Gondim

Funchal 23 L1e Novembro de 1649 com o conde

Em companhia de João Fernandez Pedra que deste porto partiu em 3 de Maio escrcvy li VM e cl'eImnme caUZll clIidlldo [) nUo lermos novas de sua eheg<lda per hll\nu cnnwella que chegou ao porto e !lO lempo que purliu des.';l\ Bahia tinha o dito Pedm 62 dias

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de virlge 1ll11~ tl\mb~m snbe)llllz como em 27 de Agosto ouviu Dcos livrado do r~cife pelo que cOlnliumos e~lnra nessa Bllhia gozando l'avllT'e~ de YM e razendo hum gnmdiozo negocio que dlo premÍlll e l11andamos de breve estlls bons novas de novo nüo hey recebido emta de VM li que deva responder por servir u este de nvjzo em COlTlO o Conde de Caslelln Melhor gellCn1.l desta nrmad" da nova bolça pello conhecimento que de meu cIlIlllndo Tristão ele Frnni(lllCI1l He valeu nquy de min pem <llgllJl,~ gastos nesse5suiros de IOO.~ rs qlle lhe dey c me )laçou 2 csel'ito~ de obrigaçno de pagar tanto que chegar a essa Bahia a YM de que vny com e:;ln hlllllll via pCnl qlle YM me fuça merce mandar eobrar e~ta contia cm que tem Sonmans 5n~ r~ qlle lho lal'guey e VM sigirn deles sua nrden os outro~ 50$ rs sao mell~ mais can"Cguey cm IHto chmmlda a viajem de prnssa capilmn Jaques Hovcl Pmnces 2 barl'Ís de pregos de eabcÇll de pipa que me achamo serem la gastavcis em algumas obras pe<:arllo o de ui 2 16 ;umb,IS [leso nelo n I 3 17 arrohas neto e cada milheiro peza 4 If2 e me cIlstarnu LI 200 rs Il1W1Ciro, VM me fara meter mandalos n:ceber e benefiónr juntam~ntc e c~lixons de lllurmclnda br.lIlca o c!'1. marca G leva 2 arrobas he lllmbem Illt::U que velldiun C01ll tl mais asimn uito e do que nuvcr Ikl1do dlls vinhos t;aTl'cgados com Joi1o Mal'ques e o t:obrndo de Mureos Dias NeltD me fal'll VM carregar cm II frota em bon IIsuqllre bntnco u mí1.os de Mnl1llcl Martin<: Medina que me fa~ falta como abaixo clirey e outro CaiXDtl que levn pcr mnrCl~ F lt!VII (no bem 2 arrobas de mllrmeltlda ['as por conta de minha sobrinha ally llle$ITlO ÇOlll () mais ja YM snbem cumo Luis du Jat'dim quebrOlI cm Lixboa e me ficou devendo 329$836 I'H que procederão II dtt pllrle dil t:!ln'egução com Mar,cos Dill~ que foy a míios de VM e de 6 pipas ue vinho enrr<::gadlls pcm Angolla com Manuel FCl'Ilanucz Barreto de nada me da satisFação pello que tomara l'nzermc pago do que rcndcrll.u ditos vinhos II SUlI quola parte cm muos dI! YS e do dilo Marw Di'ls que ttlmbem a VM se mandll enü'egllr pelo que .\Vendo lugnl' VM por minha parte retenlm dita conlia pera meu pagamento p<lis ile t,lIn justo c com tlviw mandnl'cy papeis sendo nesses~arioz tambem peço II VM que avcnuo lugm' de se cobrnr alguma cotiza tI C0I11,l do que deve Manuel Fernandez Barros (1 eslimarey l11uito, A lofil) Roi~, Tnvim levou Dea~ peofnsy avcra4 Oll 5 dias morte 1llglUn tmHo apreçada mas l!ont'urmc ollvy I'icarão suas couzas postllS cm hordem c claras c espC[(1 que IlCSllI oellziüo VM rnc Fnça 111el'ee grungcar nlguns !Imigos do:; que com cllc corrião ües~a bllhia he por rccolllcncll1dm. ue Vm nnll deixarão de ['azcrme merec DClIpar nas ocuzions que desta banda se lhes ofrcçi1o no que peço a YM faça!t diligencia poçivel. A Ilzafema com que estes nHvios carregarão I'oy gmnde c não duvido que ,as pipas vfio Clm muito mnl trlltlllllellto om não l'oy po<1I'O:l.O de alcançnr algumas cOllrtolllls de agonrdentc que toclas linha traveçado de muito tempo cm obl'igaçoins Diogo Gucrreil'O mas pem li primeint oenzirio me ,'>I.lberey prevenir o morgadin de dOI1 Diogo de Tevcs que a muitos annos d,lremos arrendados por hum sertD modo ile 1) com que se sustenta esta ca1.<t porque cklla tirnmos muito proveito cm Dezembro de lfi51 se 110S aeaba o <llTcnclamenl<l e ha Illllitos honu;iws a tirnnolo Ilssim nt]uy como 110 reino; purqllc IlOS nua suhice de muo qllizcrc oferecer a Sua Majestade 46 cnlztldos emmdo me queira pcdongllr os t1l\1l0~ do arrendamento pera este cl'eitü he força valermc de nlgum l\1nigo e pareeellme quc so It YM pedia conl'innçn e segurmli(:\ nesta ocazi1\o ocupar tI~sim lhe peço me faça Illcrce II de querer prewlI"ITle 16 cl'llzuclos ITIlllld,mdomo" dll!' em Lix.boll li MUII\)el Mnrlinz Medina 0\1 c'lnegarm<ls por minha (;onla neSla rmla cm a:;~lIqures a mnos do dito Medina e dentro de hum anilO os tomarey n pnglll' a YM com .~CllS il1lcre~ses ou n:melcmlolho~ em agoardellte ti cs~a bllhia ou paçandoüs por 1etht ii Lixboa u quen VM ol'demlr e ruzendollle VM este ['avor Imele ser COllll) digo com todn a bl'cvidauc e n[io estranhe VM mínlm confiança élue pertl semelhantes {')CllZ10IlS n lenho CII mui lo gn\llde em VM pIa bUlI vontllde que sempre nos lIa mostrado c coando CQll\ o tempO

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aja m:asião acham VM cm min a devida gratificasSlltn porque o tempo me não da mais lugar. Goarde Deos VM muitos annos.

Senhor Joao Fernandez Pedra

Funchal 23 de Novembro 1649 com o conde

Chegarão os navios da J"rotu e eon boas de bol<,:a de Lixboa e precuramJo novas da chegada de V. mercez a essa Bahia as não uchey mais que dizerem de huma caravela que chegou ao porto e partiu dessa cidade em tempo que VM tinha 62 dt;: viage e que 111)0 hera chegado. Ao depois veio olllro navio em que se avi"!.ll tem carla de Riclmrtc Ben de Lixboa e disse como VM avia emtrado nessa Bahia nova com que Ioda esta C<"lZ,l teve llotavcJ conlClHamcnLo não tanLo pello intercçc proprio como pcllo particular de VM de que cspero com brevidade II cartas pera saber de sua bou suude e de como se da deça banda que tudo espcl"O sem a ml!dida de meu clezeyo esta cilza de[}()is que VM se foy ha sido hum cspita! e tivemos a minha ITIay em o ultimo da vida sacramentada de huma febre mnlina mas nosso senhor l"cconhes.I"cndo nosso dClemparo nos fes meree prestarlhe a vida e fica com slIude a ellc seillodadas as graças Lucas e Atonio I! Atol1ia !'icão de cama com muiLa bechiga I! muito atromel1tados e todos os mab piqut;:l1oS de caza Ilc o mesmo meu uvo em 17 de Junllo levou nosso senhor pl!ra ssy cuios nojos estamos sentindo nos vejo nestes navios o da ITIt)rte do mestre de Cmnpu Francisco de França e dezemparo com que fica meu irmão Pedro bendito seja o seo que assim o premi to tentarmos a pacienc1a. Agora detremino mandar buscar dito Pedro pem qUI! va li servir a esse estado que scm com mais comodidade. O senhor conego tratou de dar estl1do n Senhora Mllria qUllnto como bll feito e amenha 24 do corrente se recebe con Fcrnno Tavl1rcs de Vl1sconeelo~ filho de João Escorçio que morava em Santa Cruz he moço mas bom sojeito Deos o dci:l:c lognlr tambem avcr 5 nu 6 dius morreu João Roiz Trlvira morte algum tanto apreçtlda mas t:tllll0 o tilho lu;:ra o que COr1ujl1 com os llegocios fica com grande clarezll de tudo. Agom peço <la amigo Gondim que pooendome alcançar a\gtllls dos amigos que ccrn cllcs Cúl'l'iiio tI cgrilt!arey e VM fuça nisto tnmbCIl1 alguma COllZlI Ao morgado de Dllm Diogo ancião alguns ou muitos !oureiro~ VM bem sabe qlJe he com~e o remedio cle~ta Cl17.a quizcra oferes~er a Sua Majestade 3 ou 4$ el'lIzado~ adicntados peru que me perlongaçe () urrendmnentol! e como o t:abedal não seia muito ~ço a João Velho Gondim me qucim prc.'iLare 1$ cruzados por hum anno que lhos pagarey com ~eUH interesse~ cuido mos não negllra pois pode r. fazendo VM veja se os quer dar em ussuqre.~ pera que venhão por minha conta n" frota porque com is\() e de outros amigos quero ver se pode ficnr cm caza etna fazenda, cm olancla Iliío quizerão segllwf nada do cnregudo com vinbos de: minha contu nem do amigo pello quc iço que nosso senhor der desses meus vinhos o cHI"regllo tudo 1l1U estn i'rotta reparLido em os navios que a VM lhe pureça que vno a Lixbon pem que tudo va a mãos de Medina e vindo navio pem esta ilha VM carregue alguri1ns caixns cOllza boa pera casca seca porque tuuo u mais me fas fahn pera u efeito que tlssima digo. O meu despacho sabir em Lixboa e me fes Sllil Majestllue uu abito ue avi~ con 20$ rs e a capitania de fortaleza cm 2 vidas mas que primeiro hey de: acabar dila fortn!eza e a rcpliquo que me uem (J de (.,,) se mo derem acaba!aey como puder em falta não tenção de por mão nella. Com Gono,:alo Vas ~arregucy 4 pipus de vinho conl1o em Dl!os avcrão chcgado VM o apliquc e mande lambem o proçedido. O genral desta l\rl11ada que vny governar essa praçll \le o COllde de Castel Melhor que pelo ( ... ) grande que tem de meu cunhado me fcs aqlly muitas honras e lhe recomendamos a VM e a João Velho;

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prometeu grandes couzas qu::irn Deos faça algo e eu o estilni\rey, eu lhe prestey uquy 100$ rs em que Duarte Sotlmans herda 30$ rs pera que la os pague a João Vt;:lho a quem mando Ião bem 2 barris de pregos de cabeça que lIquy eomprey a hum rlamengo c me discrão se gastarião la melhor. Baslien Jansen c Henrique Sardel são'mortos e eu fis tlquy este anno 2 caixtes de casca mas com-:a pequcna tom t:SLcS navios da bolça ile esta terra huma/I confuzão e os ~cnhores deputados e sevemos e uezejão Cll;,o:o lhe~ custa II corniçao o comtrabando toma (\0 juis delle cotlta a scndicante e sem feito cargn de muillls fllzendlls de que não parecem clareza a Cosme Camello que quer Iivrarçe com alguns escritos que tem de meu pay sobre que coremos pleito c av~ndo tempo mnndarey o tresludo delles e avizarey mais que de prezente não o poço tllzer minha may o recomenda em VM e todos os de caza eu l'aço o mcsmo cuja peçoa nosso senil ar goartle com as po~peridndes que dczuya.

Senhor Domingos Nunes Henriques

Fonchal2 de Novembro 1649

Re~ebi llu1l1a carta de VM com a conta da venda das 2 pipas de vinho cuio liquido dis VM ~no 30$200 rs que me não rerr.cleu por não aver os gcneros que pedia 1'oy desgraça minhll não o achar VM coando dellcs vejo ii (;Irnlvella cilrregada pcllu que estimal'cj' VM me remeta dita contia em bom llssuqure branco e sinos de pains pequeno~ em quoalquer navio que pera esta ilha venha c cn falta de o aver aqui não espero seitl em COUTama ou chassina ou dinheiro mas sobrelUdo llssuqure. E não premita VM torne la de ficar esta pOl\quedade e u trouxc a trom!;l\ de vesliclinhos cm golhilhns e mais mel\dezas mandara VM erltreg.\r coando não seião vendidus nu capitão Antonio de Barros Bezerrfl ou quem seus negocias tlzeçe pflfU que mo remeta como lhe avizo e sendo vendidas VM us mande sem proveito como assima digo e coando eu preste pera servir a VM não falturcy n quem Deos goardc muitos annosll

Senhor cnpit1io Antonio de ilnrms Bezertll 0\\ ante a quem seu.~ negocio~ fazer em nas Bnrbnllas ao senhor João P Anns nuzente o senhor Richartc Espilherte

Fmlchal primeiro De2cmbro 649

Dezeio de fazer em essu ilha nlguln negocio me manefestou meu amigo Duarte Sonmans aver dado pontualidade do ( ...) e por me valer de SC\IS fflVores eu e o dito amigo detreminumos mandar alguns vinhos mfLOS primeiro por outros pera que alcum:em a boa venda assim nos eunfortamos com u mestre deste pnlacho ingres chamado Villingenven de quem sera fi VM com est!l hum conhecimento de 19 pipas de vinho que CQn elle l;;alTegucy todas ~om u murca de fam e contramarcadas nbnixo da bllrra as que levão por conlra marea W que fazem por minba conta que são 12 a~ da contra marca + qucsam 4 fazem por cantil de meu cunhado e o capitno Tristno de FranHn e as 3 da contra marca CI fazem por conta de reverendo cunego Simão Gonçlllvc7. Sidrão meu tio todos sam muito riquos vinhos e vay pago seu frete VM me fara merce a mandalos receber e vender logo pOl'coanto ricar ncabando de Ctlrrcgar e partir ucntro ele alto dia~ ti caravella do mestre Manuel Vieira c atrns dc:lla hira outro navio com ma5 vinhos e vira a baixar mIlito do valor pello q\\e vai com brevidade poçivel trate de sua venda e con todas as vnntajens vão as 12 pipus com toda abone e foy concelho por milhar conservação dos vinhos c: jl\nlamente sirva de avizo a VM

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de logo l!1n~l\r mão e empregar o que elles renderem cm bom assuqure branco e fino formas piquenas que hc pem casca seca que como neste [lavio não vão mais cartas que pem VM nem se ~abel'1l do que esta pem l1i['11

Senhor licenciado Manuel HenriqlteZ

FunclHll 20 Novembro 1649

Huma carla de VM receby acompanhada em l\ CU[lta daz 2 pipas de vinho que minlmz resebeu e di:!. avel'em rendido liquido 30$240 que me não remeteu por senão acl111re,n os gcnems 'luC pedia que por desgraça has~lz hia sentido li molesta que a Vm isw devia cltuzas e servirlhe somente essa ninheria de eatado de que lhe peço perd1'iO e que seia servido tomar o tmbalho empregar os ditos 30$210 rs em bom assuqure branco tino de formas pequenas Item falta em boa couramu ou chacinas ou clterem ou cuzcuz e hem pera de muJa dezta tiverem dinheiro de contado c me que:im caregual' com algum de~te:s gencros perl'erindo o de a:wqure em coalqller emban:ação que venha pera esta ilha II cOllzigllar ft mim ou n minlm hon:len e s~end() cnzo que as mCltclezas dll trouxa que VM rccebeu ~ejão vendidns vera ~eu procedido nn conformidade que n~sim a diguo hestulldo eonserlem as mandam entregtlllr ao enpitlío Antonio de Barros Bezerra auzente quem sco~ negoeills t\lzcr porque segcm IJ que lhe hordem façfio de ditas mcudcZ~IS pedir cnando parte se pre,~entar a VM eu seia nesta ilha de algum prestimo me pode I11lUldar que me llcllam com largua vontade em seu servilfo cuja pcçoa nosso senhor DcCls gaarde moitas anno~,

SenhOl' Capitão Anlonio Baros Bezera auzcnlc n quem seu~ negocias fizer

FUllchal 3 de Dezembro 1649

Dezejusu de goznr l'lIvures de VM c sua pUlllulllidudc tmtey com o ~migo Duarte Sonlllnlls de l1ulnchll'mO.l alguns vinhos n essa ilha e li SUIlS mlios primeiro de qne oulros pera o qlle C()l11sscrtal11()~ COI1 o 111CWe deste plllllc110 ingl'cs que pllÇllVa pem li, Barbada~ t:lmmudo 1110mns Beaman nos quize~e lall~ar nhy 70 pipas de vinho qlt!) detreminnlllll~ meler nessas mas por força aCOlTI\xhlf amigos n~sim que ssomente carreguey por minllll conta 14 ninas de vinho dl\as de vinagre com 11 marca e contras mnrCilS de rom e macs 4 pipas de vinho com esCa DS e con(m llwrca + e Il'cS pipas muis de I'Inl1011 com 11 dita marca e estn cOlltra CI as 4 fazem com humll m[li~ ue vinagre com li dila marea e contra marea do~ vinhos f!l%em por contu de meu cunhado o capitão Trist50 d(l Frmuia e ~s Ires por conta de meu tio o Reverendo Conego Simão Gonçalvez S:drnffi ql\e VM me fane mel'ce mandar receber todas 21 pipas de vinho e 3 de vinagre e vendelas com o maior avanço que ser poça adevcrtindo que logo logo se c1csfuça de!la porque fica ctll'reganuo humu Cllnlvella aqlty que partim denlro de 8 dins pera essa ilha e outro I1llvio maes e virão ii dar os vinhos em baixa pelo que como dejo VM os venda logo o~ vinhos levão toda a borra por melhor eonçelho e sua conservação o (jue Deos der me fura meree mandar empregar em bom assuqure hntllcO fino de pnins Jliqlte[lO~ e tl\lTIbcm ~era neHses~ari(] fazer delle logo conpra anles da chegmhl da earavella que digo que cuido trara muilo e lew ordem pera se comprar e sabcndoçe he força que levante e eomo este l1uvio sso pera VM 1cva cartas podere fuzer dila~ compras em muito grande comodidade de preço e bondade que he o qlle se encomenda muito e dilO asuqure carregíU'a VM nos primciros t1uvios que viercm pera esta ilha marcllndo o de minha conta com esta D e o que renderem 8 pipns vira conta de cada hum a parte com dita marca o

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U:;su'i"n.:: que de llas p!'OIicdl:re c contra man::us c()n forl1\~ levao a~ pipas de eada hum e cn It caravellu hey de remeteI' u VM buma [lC<;P. de Londres verme lho c hum poucu de rena quc lomaru aver aclUY COUZólS de muilo gi1Sto ln "era a.~ llurnd'lr II YM que me fara lIlcrcc m:.ndilr huma memoriil dm; couza.~ gll.'~IDVcil! c scu valor de c;tda hum pem govcmo. O licenciado Manuel Hcnri{jUeN tem cm ~cu poder de minha cOllm Imos 30$210 rs que ClI ucixou fi l:ur pcço· lI.c mos m~llda VM me fa~n mcn:c ap licallo c junlnmente aver dell e hum pacotinho eom 14 vestedinhos de nlgodJo 12 pC~ItS de renda de biquo 4 dentre tneio 6 gedillllls dlln~ oord'l dus de ouro 9 v u h\l~ de talngnic que tudo VM rnllll dnm vender por muito llU potJC(). Por não to marem cá jUJ1 t.l me rllc rcmely a dilo Hemi(.jucs 1/ huns pa peis sohre 11. cobrança de hlllna pouca de faundll ue hunm canlVclla que ahy a.via hido DITirnLdl\ de que me nao re~p (l ndcu cm forma VM me fa}-'a 111 ~rce n... i zar o qLLO ha nisto a quem lorno L, rel.'OlllcndlLf ~L breVCU(Lde de vender O~ vlliho ~ e comprnr os assuqu res e coando VM neKUt il ha prc~ tc servir n VM me m:hma com tlIllI von tade LI quem Ocos goarde mllitos anilo •.

Senhores Adlin no Dossellllun

Funchill 7 de Dci'..embru

Guilherme ROLrrc Isal\(: hemndob

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o fnl\eq ull~

Em 16 ue Novcmbro recebi s ua carta de YMs dc 16 de Setembro Jlor 3 vias e n elhl~ uisle nn" a dn morle ue meu g rundc amigo o :renhor S cba.~ tie n J l1 n~cn de min tam gr~nd cmenle ~ n ti do connl o a~ muitas obt igaçoens de nmir.'ldc a requ enmn rnns como a esln pcnçi\() sciamos todos iLlfalivalllcn\e treb ulnrios dou llluitns grnssas n nosso Scnhur <,lLle assim CI promcti u c nclle c.un!1l) cstnH\ suu Illma goz.und\l da bem llventurança c pois cm VMs fes tão ;tlcrluulI cJciçiio ade I he.~ deixar enc.arrcgndas SUll.:l COU"",S roi C01no tlim:; amigos senão c.~quel.'er'-IO della com os ,;ufrngios devidos E para que mutiplicnndo meu se ntime ntu roce sucedeu junt amcn !t U 111I)rlc de Henrique Baruct pmquc n hum mesmo \empo c\Jnhccc por castigo mell gnmdc. perder dlJis .. migos de \mllu cUlllcidcraçiin Deos Se iu l:llmtl\do mu ito bcndito c como ditos scnhores traziun ~uus couzas \ll11\ claras I1no pad ia l1u mcn prezumi r que seus negocios lerino ullcraçiio algu ma sem emb:\rgn que li. morte em n cabl.ya ue Sua caza semllre ha da m ll~ nüo coando clla tlca lambeu urrum nda e cm peçoas de tan to. comccdcraçiio como YMs a quem dem ja prcronle o e nprcgo que por ordem do senh()f Hen rique Bartle! avi u de f'lzer q ue cm todo nno su rtilr o e feito como V Mcrces L1verão ( ... )11 de minlm cart.. de 18 de outu bro pelln cnrestin do nssuqurc c pares~er ser dino de 100tVllr meu nn imo c ante pllr pl'oveito de meus nmigas ao entcl'eçc de minh a corniçito porq\lC t:om n mui!" C ll~~ que c~ lc lI no fui a Fmlll,:a e çures tiu dcUa será hor.l i m po~iv c l tinu' aVM \-'(lS alguns salvu u que pri mch"l roy a.~si m que lho mllndey como avizoou tenho f.IZt{ 120 nrmbmi e uesscs me enlfCo.Jamo mr ctlnserveiras sso menlc 114 :lrrobm; c 22 ln que l\~ ml\ i.~ dcrn rn de qu ehras dellas cmn;gucy em (] mwi o do ll1estre Pedro de Lnfonl57 arroba.~ 1/2 cm 10 caixons e 110 rlllvio do m~~tl'e Jooo Lude\1lull pDm avcrucgmça 35 llrrobl'S 11 qUfL r\OS em 6 cnixOJl s e hora Hdlo perfl carreg.u c j ll mllrandeg.\ cm o 11uviu do mestre David IOOlllSlicn de AJ1l~ lcfd llm mcsmo paro Avcr<lcgruça 22 al1'Qb~.~ 10 quartos em " Clli.xons qu e todas fi\um 114 ar robu.~ 22 ln qua ffi)S eosllm.l0 u bordo 610$927 rs como conSI!\ru da8 L'Crtil.lon~ que com csln mondo e os eonlOO fi rmudos pejos mestres do s nav ios cm que furn m c cm Illtlos dcclam fnzer o carrcglllnemo po r con tll ele Jaques Martin? mor<ldor cm Amsterdltll qLlC hc t[ mllern que tinha do sen hor Henri qu c Bnrdete por e!lU'l.n dos Ollllquerqucs. VM oo rn plla hi a de diln minh a eMt\1 pnccy humil lctrn de l 00.~ l1i 11 dc:s <I

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dias li vista CIll favor do mestre Domingos Roiz que confio da puntuulidade de VMs averi10 mancludo hlJnmr com li devida plInlualiclade e a V. Merces agardcço muito a com que ma remelel·ão os 2$ cruzados que recebi dos eapilans Hacel e Garnicr em moeda de num de 3$500 rs que telas on esta term ho o mesmo que nada pclla limitação della que nem () almoxarifndo mus quer \on1<\1" cm pagamento de direitos IliIlfalldega e meno~ !I~ oulrmi peçoas pl1l"licularcs e creilllllllle V. Merces que o mesmo hera ler csle dinl1eil"ll que não ler nada comludo me rcmedicy como pude e como por a conta que li V. Merces mando Ilu: reslo 280$033 rs fis nolaveis diligencias pem remclel· as V. Mereos desta contia letras damlolhe cu que V, Mercc.> me mamlnrão () que me tem dado notavel molestia comtudo vou fazendo l11inhn~ diligencias e achando nlgulIs le tra~ ainda que sejão minhas !lvi.,;arcy ao pe a wll(ia de que slIm qlle minha vontade hera de huma vcs safar esta conta m.jS C0l110 digo li limituçiío da terra /I cam·.a tudo isto mas de minha p,crle não fallnra a diligencia. Tambem averão V. Merces visto Gomo uvizava ao dito Basticn Jansen como linha cm ~a!.a hum mancebo que detl"t::mimwlt mandar este unno a Angoll" pura () qlltl Ihc mandaria fretar neS~il ~id!ldc navio por mãos de meu amigo Manuel Marlinz Medil1n e pedindo lhe ~e qllizcr.:e arriscar com clle em algo por sua eontll e de amigos e estava cu IIlllito confiado de qlle o faria como C\lstUlllUVII com libernl m[lo e se minha pO"tica sorte qllis que elle me t\lltllçe de V. Mcrces que seu IlIgllf ocupão confio nflo duvidamo fazerem me os mesmos favorcs que () dito senhor defunto estando senos de que a lodos me mostrarey ~elllpre agnrdeddo e o prezente sem gmndc em qllerercm honrar e~tll carregação com o qllt: t·orem servidos !ls~egllrnndoçe da boa contn c puntllulidade com que de tudo o tlue emtregurclIl sel"ltm cOl11rcspondidos e coando me fação este t·avof comI} contio me t"llÇÜO comonicar ao dilO Manuel Martin!. MedinH pcra se governar na cOlllia da pl1l~a quc ha de fretar ficando eu por tudo muito obrigado n V. Mcrces e cu seu serviço muito pl"Onlo li CUjBS peÇ()lI~ nosso Scnlwr IllUitOS!lI1llllg goarde. I Ictm li 2/m vista pnçlldn pelo Revel·cndo Concgo Simão Gon~nlvcz Cidrflo meu tio sobre Manuel Martinz Mcdinil em t·avor de V. Merces de 50$ rs 1 letl"a a 30 dias paçada por Mnutlel1110Illas sobre Pcrnnndo Manin.,; de 17$R61 I letm 11 60 dills por cada 4 AnLonio Lope"L. Mlls~icl sobre Manuel Martinz Medina de 25$ 91$861// Senhor Paulo de Aquin

Fnnchnl 6 de Dezemhro com u fllllequu

Recebi hUl11a carta de YM de 13 de Novelllbro estimando sua boa cOllllTespondcnça c c\lI"tc7.in que 1ll\lllcn me ll10strnrey ingrnto IHI~ Ix;azi()n.~ quc VM 1·01" scrvido uarme em tjHt\ minha vontade seia pnlenle. Da plllltunlldade de VM 11110 dividoy nUl11ca deu satisl"açflu a ultima letm de 60$970 cm favllr de Antllnio Pedrozo (; como nn Cllrregaçli.o do que procedeu ouvcçe IllUO suçeço o sento muito mas Ml\I"(;()~ Dias nã(l fes sua obrigl\~ão ~O11l0 me tlyiztll"ulll querem n05SO senhor que e~sc pouco que e~cap()u restaure n perda cm pm·l~. Para l[\le mac,~ obdgado a VM csteja me cOl11oniql1B scu gnllldio7.0 ,mimo cm querer /"omclllllr e acrescentar a cnrregaçnn que determino fazer com esl~ IlICU m()~l) [}lira Angolla que: suposto ha nOV!IS de pouco valor de vinhos querem DeliS que neste mcjll tempo se abram !lS WI1quiSIas e que ache ella.ia as COUZIlS cm c,tado ü\V()rIlvel mas em hir primciro cOl\scstia muito parle do bom serviço assim llviw a meu !lll1igu Mnnucl Martinz Medina trate de com

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toda i1 brevidade fretar navio pan, qUI': venlm aq\ly em hmeil'O ou Fevr:reiro antes que outrem e como o tllmanho do navio fica II eleiçilo do dito Medina que cuido ~erra de 300 pipas pouco mais a menos nua lança ele oferta do de VM mão a quem pe~o que do que me tlzer mercê arri~carçe de o credito ao dito Medina para 1110 mandar com mai~ D de algum amigo que por respeito de VM queiru tambem entrerçarçe e vindo navio por Setllval untes me dem avizo para hir compmndo <llguns vinhos com mais comodidade e Ilão duvido que com a chegada da frota Mathias Vas me quciru fnzer mercê mormente. Fomentndo de VM fazendas dcçe Portugal sam aquy de gasto corno Varas pardas e azuis panos pardos dozenos e de lrevira reocllene~ dmpeos e sempre em semelhantes reseitas se acha 3D e melKl5 I'S por 100 de avanço a trOtIUü de vinhos ou letras P(lnl essa cidnde o azeite tambem vay subindo e se vende cada clJarto atestado a 20$ rs lhe 21$ rs conforme (\s apnrencius sllbim e [XIrqlle he coalHo se oferece gual'(.le Nosso Senhor a VM muitos annos com os aumento~ c prosperidades que deseja.

Senhor João Thornes Villll.

FIIIlchu16 de Dezembro 1649 com funequa

Recebi suas cnrtas de VM de 16 de Outubro por 20 c 3 de Novembro a que fal'ey reposta e~timando em primeiro lugnr sua boa ~alldc Nosso Senhor premila conscrvarlhe com todos os mnnentos de bens e prosperidades que dese.ia eu pace com ella muito pronto em () serviço do dito ~eohor nunca. faltllfey. Rt:ccby a letra. de 119$280 que VM me remeteu paçada por Andre Fernandez sobre elle mesmo que tica com c a~seito 1llll.S a cobrança !lehoa delicultoza porque este homem lhe não sinto bem. Sem emba.rgo qlle elle dis pagara queira Deos o faça e nas deligencias de sua cobrança não falturey porem sirva de avizo a saber a quem da seu dinheiro I:: cobrnndot:c a porei cm conta de VM a quem agnrdeço muito n despoçcção que de S\ll\S fazendas fis as coais mely em hum caixan e entreguey ao mestre 10ão Mende~ !'ligeira a bordo do seu navio chamado Nossa Scnom da COI1$cição fazendo que clle mandace como mandou hum homem asses tir a medidn dos pedaços e cl'elame VM ( ...) das fazendas vendidas \lão embolçey. Somando 10 cruzados qual tudo despcndy roi com luvradores fiado que pagão dahy fi hum anno e talves fica para 20 ficando me inda mmbcm alguns retalhos que por não 8cr eOllz.'l de corte que scrviçe o não mandey advertindo a VM que as milhares peçn~ farão e que as mais somenas foy gastando mormenle as bombazinas que estavão muito manchadas suas boas eomrespondellei!\~ de VM ludo me meressem e esteia ~erto que tive grande moleste de rllío poder aquy dar suhida ns ditas II fazendas cauza dllS muita:; que sempre sobrevier<io desse reino e Ingl.ltcrm de que iSlIJ esta oje nbastado e coando VM tenha gnsllJ de milndar aquy nlgumlls fnzendas desse Portugal seiao varas pardas c nzuís covilhans panos dOZCllOS pardos e jardas chapeos que ~empre se VCIlde ll\(lo com 30 por 100 a troqllO de vinhos ou casca com alguma espera para essa cidade lambem azeites sam aqlly gastaveis e vaI hum conto de menção nqlly atestado 20 e 21 rs e ha csperançus de que 11.10 vinho muito subira a maior preço. A Antonio M'lrtillz dazevedo Bahia escrevy em os navios darmada e mundei as cllrregaçons e conhecimentos do carregado por conta de VM e sun como me ordena. e estimo que VM ajll recebido em minha carta outra via de ditos contos e com esta sem o do m~stre loíio Mendes Figueira dilS t;1zendas carregadas faclura deI os e conta das vendida.~ em que ficam liquidas 123$753 rs que tenho abonado n VM em Bua conta II quon1 mandarey n seu tempo VM como for servido dispam do re~te das ditas fnzendas c do dinileiro da cnscll cobrada que seill de que avizarey

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cm o:.:aravella que fio:.:a. A cheg,lda de Marcos Dias eslimey mas qlle tivcçe naofmgio emmdo la se podia dizer eslava livre delle; sinto o este meslre hera muito falador e conforme ouço por sua culpa deu ,\ camvelllt !t cost,\ queira que em as pipas que se salvamo se remedie pal·te da perda quc eu como digo ~into tanto pelo emtorçe de VM coanto por ,er o:.:om:a carregada po!" mim nunca as letras que sobre VM saco me dão cuidado porque conheço SU,t punlualidade nssim lhe agardeço nscitação que fes as minhas 4 letras eujo pagamento (sic) a seu tempo não ignoro nem faltarey a notiticnção de tantos favores pelo da saminn lhe beijo as m1io~ uvendo lhe feito pO!" el1a5 bons /I 8$ rs como me aviza. A Gaspar Henriques me ot"cresy em o serveria em tudo o que lhe foçe nessesario e como vieçe em tempo de hum nojo que estavamos sentindo não pude logo hlr buscar c o fig sahindo fora ofere.lendo lhe esta cazn que não quis asseitar nem ocuparme em cOllza alguma por conza de VM dezejllva fazerlhe muitos serviços a eoartolla de vinho comprey logo do velho muilo extremada e custou 4$190 f5 que tlean em conta nosso senhor qucira !eva!los em pas e dar lhe muitos bons suçeçu5 que he muito honmda peçua. Luis du Jardim me dizem anda lev:mdo muito boa vida nessa cidade ~en me querer pagar meu dinheiro que pur servi110 dezemholcey e me escrevem que se o não ajuizar não tcrey nuda eu não quizera 1'aze110 e tomam que me fizera meree de acabar com clle me queira pagar minha divida senno puder agora em todo seia em parte que me he nessasllrio para compoI" minhas CO\l7..aS c escpro da diligencia de VM ter minha perlençao bem efeito c que me faça meree nconsselhar o que nesta eobrança deve fazer, Em minha ultima carla avizllva a VM cm que determinava de manda!" este anllO hum mancebo de minha cmm a Angollll para o que mandava ti meu amigo Manuel Martinz Medina me fretaçc hlllml ilHO de pone ele 300 pipn.~ [lOUCO mais a menos e como VM 111C faça mercê cumllo se arriscam com () dilo meu llloçO porque com ulguns amigos que jll posto ha pouco vulor de vinhos em Angolla pellas novas ultimas neste meio avia premetido Deos esteiam as conquistas abertas e que vai cm mare que faça bom negado e nobre preçu conscsle ( ... ) muita parte dr\ boa sorte assim avizo ao dito Medina que me nwnde navio éom a brcvidlldc PQçivcl e primeil·Q que outrem pello que tk.:cndo me VM mercê este favo\" dira a conta ao dito medina para seu govcrno na praça II que hade fretar e por alguns amigos de VM pois lem tantos me faça querer granjear ldgumlls pipas ou cmcomendlls de fazcodas seCl\S pem o dito meu moço assegurando a todos de boa conta quc de tudo dam porque eu fiquo e a toda li mcrçe que VM me fizer lenha por serto hey de ser muito agradeçido Nosso Senhor goarde a VM muitos an!1OS etc.

Senhor Estevan Costa

Funchal 6 de Dezembro 1649 annos

Duas cartas de VM de 16 e 17 de Setembro recebi com os amigos Luis HCllS e João Valtrin que VM me reo:.:omendn aos quoais servy como pude e smls carl!l~ que com estn vão sertel'icari1o minha verdade o mesmo farei li todas as eOllZilS que VM me recomende a João Valtrin assesly com 10$ rs c\)mo VM vera de SUfl carta de que ao pé de~ta disporey. Luis Hcns dezejou de lançar nquy humns estameni1as que levava ell lhe prccurey comprador e fis lhe deçen 300 rs por cada cavado posto a bordo dizendo herão de festo como heI"Hn e o comprador que he hllm i1amengo de grande verdade chamado Duarte Sonml1ns cuidou serem largos ao depois em a alfandega hidos os navios foy despllcholas c ~c maravilhou de couza tão estreita que nam tem mais largum qlle de esta menha que se mede as varas emveü\ ('I) li ter dito comprador pel·da em os preços alem de gastnlos muito de vagar

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culpando me de mi n d c.~tc enguno cm que sel' c eslou tum inosemo como t:Uc c como dilo L uis Hens deixou em SUI\ nt~moriu que as ditas leste m\\nh\)~ cre~,~e\T1 74 por 1(X) t"\zcrnos /I cspericmcia cm 4 pcços cm hU\11l1 u~hal1l() ~ 1m ~crlo c Inuns r~lIlns c fazendo dcl n~ conln Ct'esscn h\\mn~ pOl' outl'llS 7\ 3/4 por \()() cula cIlllta tnal1dmey cm cnrnvelJa que tiça que csln me não he l)OÇivel jUlltlllllcllLe d eixou hum p.!H,:OIc com 7 112 peças de cr eins ('I) t1nll vendida a 250 I'!I vnnl e huoltl peça de CUPII de rum u J 30 rs o liquido de tudo sc ha de pagnr cm Lishoa duquy a M n que me ordenou rcoleleçc ii VM o u scguiçe sun ordem do q ue deste dinheim desPU7.t.\:'C c que sendo calO que Frnnr.;isco de dcnamll!l: c Julian Anu r de.,ponhnm de!t~1 algum a COtllll siga I)r(tem e cm tudo dispol'ey como vi r me tIVilJu' De Pero Bergicr n[\l) ter \wi~o do que i\vln dei'.cmbolçaJo por S\III conta toy canZil tI lomadu ue hum nnvio de Bordcos cm que lhe mnndavn conla e cllm:g llçoi ns mm com II mestre Pedl'o Mirol) que noHI: SC II [\O levou cm pus devlll çe hra r scgund n~ Vltl5 de tm.lo c cs tm' ,~,\tcs fe i to (iiI divida q\le kI VM mnnircSl ou, A JI)l10 Fcrnlllldel Pedra e5crevy e avi~.ey ~ obre l\ encomenda de VM q~e pod e e.~ t~lr serto de q ue em tuuo rum sua ohrigw;Jo e cu o csli mllrcy por VM se de por bem pago c satisrci tu na vontnde da mere!! que em 1\ mesma es too scrlU me ram de prczcntc IIITi se~lId(ICe com (J ml\ncebu de minha C!l2B q ue 1}[)V<lmenIC mando ptlro Angola ~'Ob]'e que 111)V:llllcntc mando pam nngula sobre que nnvnme':I\te pcr,:o n meu nmigo M!\nuel Mllrlilllz Mcdi nll com tnda ii bl'cvidnde !n(> Inunde o novÍll pura que Vll pn: lIloll'o que Ollll'o algum tJue confio cm Nusso Senhor eSlnriíll jiÍ as conqLl i ~tas abertllS c que f!\1'iI grnnde negado e :...... n.'(]itll do q ue VM 1:1)1\1 dle ~c arriscar IrIe r ara mcrce du l10 110 di m amigo MedinlL 1'110\ g OVCfIlO em a praça (11lC lia de frct., r e eslej ll VM scgllro que de tudo vi m muito- boo oonlu porque eu liquu c ns.~ i m me farll lTlcR:ê ~esunld;1 no senhor A ntonio A lni re c Gedioo B lol! e Lllis Potevin c tcnllTlque de lodos wnrio me faron mercê ncsm ocazlam, O vinho (Jue VM me pede n!'\() mando 11 e~ tE\ OCllZii\m porque hc indn mui to ~cdo pal'll I-ie tirar do mny e OJ'riscllr,:e n dtlnnrçe e l li"-CI' VM que ~cia do mncho oi'io he pOl'qllC os dela ,~cii'io me lhll rc~ nUlS faria João Roi z T a,vim essns pipn~ de SObl'csclcntcH 1/ que mandava n seus i\m igl)~ ~ ~\I p rcCUntl'cy quc u que roi n VM não ~ci ll dcmil1lllo Dilo JoUu Roiz Tuv irn he f ulcçctlo davldu pl'tumle com seu~ negm: i o~ f1cou João filho Marheus da Gama, DQ Lrigo do senhor Luis A l nin::: Il llO PO\'O vender hum dilo alqueire Ilor II sua muita r oi ndntle e aver de M l\lIlançin em 1\ ICrrol da droga <lus uot'getcs e sRrges millimcy menos Cllm que l)(Ir sccvir ti amigm tenho meu cabedal dezembolçado a morle de SCbll.~tilln Jilllsell e Henrique Bnnlete ~'Cill VM (oy de mjn (,.'OJll e;l:tremn ~c ll(i d[\ pllr que perdy dais bOllS an tigos mus he penç[ío da muurel.ll que r('ld(l~ devcm()~ nns~o senhor' seiu com tudo bendito c se nesrn ocnzinm da marte ue Tuvin\ ouver algum d o~ que lhe cncurrcl:luvi'lo ~eu~ Ilcguci(),~ t1 queirul\ mudar que tn lve~ suycdc VM em Lnl cuzo pma n (lfl'jcio de meu nmigo como t:l)nl'ill por ler atjuy com q ue emlrt:tei' cSles lcmpu:; tam cnlomitozos, A M~m\le l Femnnclcz Bnndehll me flll1l V M 1I." liestir com os 10$ n; ([ue ilssi nm <ligu dey li Joõo V nltri n c valcndace d ito Brtndci rll de VM d e I)UtfO~ 10$ rs VM por me fa7.er men:c " ss i~ t ll \XXII cites por minhu contll que sEln hum fron!!11 pan\ SEllltO Antonio que lh e elm:umcndtl e darey deles ii VM m llsfar,:iio e como de prclcnte se me n[\1) ot'cl'eçe de que lTIílis av1lc, Goarde nosso Senhor í\ VM mui los flllJlOS como dezejo,

Senhor M nnucl FcrnllndC1. liandei rn

Funchal 6 de D ezem bm \649

Dão me talHa \lpreção os nllvios plll'll esse reino que cm /t Cllrnvell.\ puçach n~o !)ude cscrever 1\ VM rendenclo lhe as grnç<Ul do Il'lllito rnvor que me hu rcilo e cuidada de IlIe mnndnr lIS mcud~z'I S pedidlls quc ludo rccobll11 l1ito perfeClO e c\>Inu dn m[\o de VM 1\ quem

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prometo ni'io ser ingrato seus l'avores. De João Fernandez Pedra teve aquy carta João Raiz Tavira e hum homem dessa praça em como hera chcgndo a salvamento a Bahia nosso Senhor o premila assim que a t,lrdença de ~uas nova..~ me duvão grande cuidado na primeira ocazian espero telh\s mais por extenço. Sou este anno mordomu de Snnto Antonio no convento dos fmde~ de Smn Franci~co e quizem l'llzerlhe hum frontal YM por amor do Santo e de mi)] ha de tomar o trabalho de mandalo fazer cum toda li prefcição e com estas vão as medidas hade ser de telhe vermelha com ramos de ouro de 4 campos as lansas C!) e frontaleiras de brocado branco para isto se vnkm VM de Estevão da Costa de 20$ f5 que lhe avim de VM e de ( ... ) poderozo pella carta junta de 5$490 1'S com que hira precipiando dito frontal avizando me o coanto custam acabando pam dar ordem aos macs mcrdomos mande assestir com suas partes mais clara VM dito Estevão Costa 1$831 rs de rC8te de huma continha de que lhe avizcy na earavella paçadu dellas me mandara YM Imma gollilha negra com 2 vullas talngaie e seus punhos para meu u:w do pescoso he a barbante que com dita vay YM ma ram merce mandaJos na primeira ocaziam e seiam pequenos de roda por cauza dos cabelos perdcandollle tnnto emt'ado que do que for de serviço não faltarey fi. quen Deos goarde muitos llllnos etc. II

Senhor Antonio Aluíre & Gcdion Bion

Funchal 6 de Dezembro de J 649 unos

Com algumas cartas de VM me achu de 16 de Outubro vind<l nos nllvios da eompanllia geral estimando que YMs paçem Gom boa .'laude e a chegada do senhor Gedion Bion a essa cidade onde nosso Senhor lhe de os bons sllceços que sua peçoa merece e ser cazo eu prestar pam cm !lIgo os solicitar a VM não faltarey com muito boa vontade a quem paço seiam servido~ de conünullrem me escnwendo em portugues por escuzar de buscar intrepete que me traduza suas cartas mormente coando delus rezullar segredo que de fazelo patente talves rez.ulta dano. Dizem VMs tinhlio embarcado nu~ I1<\OS cios cnpituins françescs 450$ r~ que chegando minha carta cm que mandava nessa conta ajustada e as letras do reste tirarão dito dinheiro no que fizerão grande asserto e eu estimo c de que minha carta chegaçe ainda em Uiobom tempo m<1S creino VMs que para cooveJter o.~ paglunentos dcste dinheiro que devia em letras me custou muito e pode scr me prestllsem I) dinheiro pam as miles il peçoa a quem deei fi letra ultima de 350$495 TS com que ficou rUustada a conta desta carregação com o mestre Pedro Moron que eMimo aver chegado em ]las e espero terâo VMs com eUe bon avanço pois foy tanto tempo diantado e levou muito rica fazenda e VMs me fnrão mel'cê dar avizo do que sobre iço tiverem por dita minha carta que receberan lhe sera prezente carregaçan que fis por conta Dornãu Alaire da Rochella de ~untia de 649$479 e que he a ordem que sua tinha e nas cartns que hora VM me mandaram ordenava fazerlhe emprego de 2$500 cruzados que já não chegou a tempo, () trigo do dito senhor esta em em ser c sua ruindade he notavel que inda os lavradores tiado me não querem tomar para o pagarem paçado hum anno li troquo de sell~ vinhos em mosto que por esta via cuidey darlhe sabida que não t'oy poçivel nem a dinheiro [) tel'\'I\ tum sedo porque nn terra ba bastantes I1l\S ilhl\s ue baixo que vaI fi 2201's 1/ e de Berberia 240 1'5 e criam me VM~ me cauza notavel pena o estar dila trigo e fazendas sem lhe podcr dar fim por serar esta conta e como deste emprego lenha dezernbolçadll meudioheiro e do senhor Antonio AJaire elle me tinha valido por minhas letras de 204$200 rs e do credito de Miguel Levesque 104$571 l'S foy forçado valenne mab nesta camvella sobredito senllOr de outra letra ele contia de 80$ rs a 31m (\

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vista cm favor de Domingos João Rangel valor de Jorge Freire que me fam merce pagar com a puntllalidll(\C que custuma e sentai la a conta do dito senhor Luis Alaíre n quem avizo o mesmo em navio que partira dentro de poucos dins para AVl"e de Graça manifestando em como pello servir tenho meu dinheiro dezembolçado. Vejo como VMs se escuzam de fazereme mcrçe ilrriscal'ençe com o moço qu e detremino mandar esta armo por dizerem n!ío negoçe,m em aquella banda deferente repostll Ilgoardo do senhor Estevão Costa João Tardis e Luis Potevein de quem confio me farão mercê levando diço gasto que contra vontade não !le rezam queira eu obrigar peçoa alguma a nuvidade de asuqures aquy este anno hade ser grande e a Caro Verde vão 2 ou 3 nuvios que ande trazer delle boa partida se VMs delrcminno fazerem emprego de casca avizl.':n com tempo e mandem dinheiro ptlIa que se vão lançando os lavradores para ter asuqres sertas do Brazil não he vindo navio nehum nem aquy ha caixa de asuqure e porque ile coanto de prezente se me oferece fiquo ao serviço de VMs muito pronto cujas pe!i0as nosso senhor gaarde. II

Senhor Antonio Pedrozo

Funchal 6 de Dezembro 1649

Dias l1a me faltam cartas de VM estimarey niío seia por falta de saude que elln dê Nosso Senhor a VM por muitos annos eu paço com ella ao sl.':rviço de VM muito pronto. Sem com esta carta do mestre Manuel Gomes Fanequa de hum caixamzinho que na sua caraveLIa carreguey por conla de VM com huma arroba de easea seca que estimarey va It seu gosto o vinho hira em a primeira ocltziam quI.': agora hc aindt, muito sedo por se dever de tirar da ma)' o custo do caixon sam 5$490 rs que VM me fam mercê mandar emtrcgar n Manoel Fernandez Bandeira e nvendo outra de serviço de VM fiquo pronto detl'Cmino mandar este anno para angolla hum mancebo que a anno~ me serve para o quI.': peço a meu amigo Manuel Martinz Medina me frete huma nao de 300 pipas pouco mais a monos VM seia servido querer nesta carregação arriscarçe em algo por me fazer merce assegLITando o que de tudo achara muito boa conta quI.': com toda a vcrdade dito mançebo sc chama An tonio Gonçalves Pades dara porque eu fiquo e da contia em que VM se quizer arriscnr me fam merco dar ao dito Medina a credito para que me mande em dito navio que espero seia primeiro que outro algum vendo que nisso consiste grande parte do bom negocio e a todo a favor quI.': VM me fizer serey grato a cuja peçoa Nosso Senhor goarde felises amios. 1 arroba de casca seca feita de asuqure da terra comprada a Pelonia Fernandez de Tavira 5$000 item o caixão em que vay custou $160 item direitos nalfandega $280 item gastos tlle bordo $080

5$520 Senhor Jaques Logun

Funchal 6 de Dezembro 1549 annos

Duas carta~ de VM reecbi humu de 3 de Novembro outra de 13 do dito estimando sua lxm saude que Nosso Senhor lhe aumente como dezcjo cu paço com dIa ,\ ~erviço de VM. Pronto estimo que VM aja recebido a carregaç!ío das 6 pipas de vinho por sUa conta para Angollu cuia letra tinha aseito da puntualidade de VM tenho muita satisfação e nehum cuidado me daro as letras que sobre elle paço,

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o mestre Pero Martim Pereira me mandou por hum homem do navio sua carta de VM e~tllndo eu anojado em eaza pela morte de hum parente e InilHdando lhe eu oferesser tudo o

que lhe façe nessessllrio o não vy mais nem me fes meree- quando mI:: ocupar me achara em boa vontade yue tco:nho de servir as couzas de VM e sobre as 5 coartolas de agoardente que VM ordenava lhe entregaçe não ouve efeito pella não a\'er na term e estar com avizo dos primeiros 4 navios qUe chegarão cliUll antes tudo eomprado o que senty por não poder dar fi execução sua ordem ele VM que qllerent Deas se goarde para melhor ocaziam A chegada da frota do Rio estimo pelo muito que de sua vinda dependia esse reino o particular de VM li quem agardeço muito o avizo que me da das novas que tem de Ango!la. Mas como 50 negocias daque!le reino dependem da comonicllssem do sertam querea Deos esteiam ja abertas com cuias csperanças me rezolvo tmmdar o mancebo de minha caza como a VM tenho avizado, chamado Antonio Gonçalvez Pades para quen tenho pedido a meu amigo Manuel Marllnz Medina me frete navio e lho torno agora a cmcomendar mo mande com toda a brevidade primeiro do que outro quoalqucr de que A consiga o estanqul:: que me disem se I'as nossa cidade para aquelle reiO(); para em toneis licarão os ( ... ) 1/ para tudo fechados c querendo me VM fazer merce com a boa vontade que me manifesta arriscarse en cstn carregação per sy e seus amigos me fara VM dm· da contia avizo ao dito Medina pera efeito da contia ele que hade fazer o t'rctamcttto no que espero YM exercitara a boa vontade que me comoniea assegurandaçe que sempre de minha parte nade achar o devido agradeçimelllo e ernconnto no navio que a VM pedia me mandou fretar para rnaranham de prnç., de 100 the 120 pipas pcryo a VM de o nno por por obra e e~cuzar dc fazer dito fretamento por coanto me tenho rezolulo e meu cunhado de nao mandar o mancebo ql!e intentavamos por aver adoecido e estar assas aclmcndo com que ficara pam o anno vendouro queira Deos ~eia tudo pant melhor tendo sempre por grande mcrce a vontade c zelo com que VM por nos mostrnvll averçe com dito fretamento de que eu e meu cunhado estamos a VM muito agardecidos e o dito meu cunhado de sua parte se ofereçe com grande vontade a nao ingresa que VM dia Imde tocar nesta ilha vinda da costa da Berberia de passage para esta cidade não he vinda the gora nella tircy cuidado de mündar as 2 conTtolas de malvazia que VM me pede ou em seu lugar vinho bom cm falta que nno venha himn ditas courtoHas em huma carnveJIl 'llle fica para hir depois desta em que terey cuidado fazeI" minha obrigação. O azeite cste oje aqlly cm bom preço c vaI cada coarto 20 e 21 rs se VM pares ser de mandar algum tenho jUlTaS em que teHo the sua venda porque he cotiza sempre aquy .de gasto VM me raça merce que me dizem tem para iço grande comodidade de mandarme em o navio que o amigo Medina fretar 4 ou 5 milheiros de telha qu~ deve vir sen frete ao custo dorey saUsfaç..'i.o como VM ordenar que me sam nessessarios /I para o reparo de minhas cazas pello que encomendo seia boa ~ querendo VM mandar 500 ou 600 arcos de ferro valem aquya 100 e a 120 rs cada hum e os gastarei na carregação para Angolla que assima digo para onde he nesscssario os leven as pipas por beneficio proprill. Perdoando tanto emfado I:: mandandome em o seu capdvo e cuja peçoa Nosso Senhor goarde muitos armas.

Senho!" Luis du Jardin

FuncllUl 6 de Dezembro 1649 rumos

Esperava eu um galardão de boa vontade com que servy a VM foce a muito tempo pago.dos empregos que por sua conta ris com o dispendio de minha fazcnda que não he justo perca nem VM assim o deve premi ti r e deve nesh, ocaziam de hum empenho grande que tenho ncça cidade cm mãos de Manuel Martinz Medina acodirme ao menos com 500$

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cruz.ndo:; espernoou a VM. Pello mais o tempo q ue for serviu!) e (:uide VM que assim de YM fnrei SUlI obrignçnl1l me fn~ 11 min IlUma muito grande rncrce o que hade conhese r que lhe ;ou o ello agnnlecido tiq\\(] em este ffLvo r muit o comtiado e no servi ço de VM mu ito promo II quem Dcus go.1rde muitos annos If

Irrnnl) Monoel Fcmandcz Bnrnc u

Fu nchal 9 de Dezembrü de J649

Sem reZllm grnnde que VM ha comigo viado puder-:i o es tnmhar to dru em qllc de l1n tivemo noticia pois tlvendo eu servido nes ta ilh n o tempo que nelln eSteve com lunta vontZlde C<ltnO inspreme otou e nos mOl'e.~ npelto. de seu credito ~cl.ldindo I,.'()nl.ra. a o~li ni :1em de Inn tos se foy paro essa cidade !>enl aggravo 1l1gum queriam de mi m fi Zt..,\"e e liDo escrevendo me mais senno deLl por ~atisfeito mns inda inimis tandome com os qm: ou ... erão qu ererillm isto ant es de a VM ~e mover pleito algum que coando ~e fes foy mui to justo porque se qu izer lenbarçe mil vezes com emcaressi mentos gmndes lhe pedy nos co ru feçaçe se tinlm mnis cmpen hm; de que o Ji vrnçcmvs ne lo di~eçe que aVefÍlllllos pello hire em VM com defercnte animo sempre 0011 0 nego LI fnzenoonus pagos wm [IS ctlix [lS que tnntos do nos ti nhnu que se as penendiarnos nus hcrn peta com el!llli podermos a VM rllzeT bem e pudem VM llx:nrdar em fi memoria fJ tempo q ue comno:;quo assist'iu e a miu:ird com <l ue paçavllmos os .wnnços dahy n"' ante nllo foram mehi ores as perdlls e os empenhos sem []lle Sell110 fora este que VM pub liqua por mu lino com O~ poucas de suas comiçoens c meneo muilo pior foro e se ouvcnl. clln heç ido nussa mizcrin que com tunto trnbnlho cobrimos mas (:omo dinheiro con heço meu z.ello e a metido soin pafente mcu proçcde.. e minha vontade 1m trate de uco mpan/1 Clr e rem ediar minhn may c irmilos daçcme pouco de q uo alqucr opiniam []ue VM contl'a mtn premine e encomendo as contas que VM tinha lnlllldado com muito grande çla~ delles dem del1as re(lOsta a niio se avinr esta ca rllve!la com IMta brevidade e eu lendo que fazer assar pen:r dia eslUr sllngrado de 11m temor que me úeu com grande catarro do. divid!l do ingres eSlflm pagos dois rUlIlos elJe se foy e deixou 0.0 lknis a escrit ura que asstl..'l de peml me tem dildo porque vejo se cllCgtlf a tempo e nno vejo donde pngmme que este nnJlo for,un muilo demenul ru; /I coatro pi pa:; de vinho que reC<llhemos e com e.sta nOYi) borç.' me fürfml argüll.~ l.'()lIIiçl)in~ que lil1113 os gas tus iam per ~"y !linda que com mizerhl grande a docnçll de minha mny ttlm ~omtinu[J os razem majores logo II cumn.~ de bcchiglls c lut:a5 sacramentado Pedm. Tnmbcm ga~tuu e gasta Lui~ du Jnrtlin foçeme r.:om 30 e U\lUQS mil JS Il~ t:.1Z11S de VM me gnstil rJo de C<lms!jCrto muito q ue se vinhan ao lhum sem prtdevario e se ri 5 ou tí mele.~ a~ tem hum flamengo que agora se Vl.\ y e sobre tudo j uro a VM por minha ~!ll vação qu c nãn mu s~ nhor de cabct:lnl algum c tenhn notavces cmpenho~ e buracos que VQIllapl1J1.do 1,.'Offi o poço e $(lbre a dczerta não q uis dana Antonia conserto e 110S vamo.~ agarn com elJ:r comessao(lo no vo pleitu c Francisco Gonçnlvez do Camnra man dando ordem 1\0 governndar qu e cobre de no~ do qu e ccrn cnhid u do morgado de D. Diogo IIno scy o []ue sem porque n1l.0 tc nho feito ~ontas ten do o rendeiro ns farey e elida hu m leYIIfl\ o que li ver que VM como vejo somen te contado cobnldo e !liio do que se paga, Feche VM os ol hos do intcre»e nbrn os da rez.nm recorde suas obrignçoins veyn meu pro~cder e o que pudera razer e logo sercmo~ nmigos qu e SUpoRto ten ho pouco prestimo bom he tollos. Como agora andan lIUl \(lS tOllreims no morgado de DOm Diogo de Teves qu i'l.cra. eu ot'ercSSCI' II sua mnjestade algo di llO htdo pnra que me perlongnçe e iço he ide mandnr pedir a arnigt)~ prest:l(lo thc DcQS me faze r merce trtl1.Cf o proçedido do que foy com 10110 Fernllndez qu e nos di zell av er chegfIClo em rllls c para que VM se não quei xe peço

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n~s.ta ocaziam a Marlin FiH~r queira dar ti. VM 30$ rs qu~ com a primeira venda de vinhos lhe mandarey letra delles para seu pagamento e e criame VM que sc tivera ou pudem mais lho mumlar<! mas num me d~scuidarey dando me o tempo lugar no que VM pode estar serto e em CtlZll que fica !limo os paineb que nesta não foy püÇivelll sobre meu despacho estimo avcJlo dezcncalhllClo mn~ com elle lliio eslOu ~(lt ist"eito que hehuma COIlZH replloZ<l a Medina ho força conservar que lhe deve a esta cala muito e suposto por sua mno Iwde correre isto coando senhor Martin Filter com o que pode me queira fazer merce fazer despachar bem a replica conhecerey qUi;; a ell~ o devo e que por sua via o alcm1.~sey e o que agora digo a Medina replique hc que cu lenho gasto no reduto muito dinheiro e hey de gastar mais de 2$ cruzado~ que sua majestnde me faça merce quereI" me daI' o abito de Xpo com o~ 30$ IS festivos e com a citpitanlll do dito reduto e gente daquelle destrito para goarda dclJe e que o abito so me lance logo com obrigação de que eu dentro de 2 annos acnbare y o dito reduto não o fazendo serey obrigado aja pcllas justiças the efectivamente o acabar coando se me comçeda isto inda que seja sem os 30$ rs c {([roy em falta nuo quero por nelJe mão porque sen.\ barbeddade gastar eu meu (linheiro por hum abito de Avis e que esse se me lançe depois de o fazer VM mc faça nisto por fazorme merce alguma coum e empenhe no negocio Filter que eu [) saberey dezempenhar de ludo com o t"avor devião. Pdlo Corrde de Cus lei Mili10r soubemos da morte do mestre de campo Francisco de F~'nnça mas nuo o como morem ncm o estado de SlIilS COllZl1S llem VM nos llviza nada; nóanos VM o sentimos muito deveras porque alem de ser grande prol a Pcdro a seu irmão e sobrinhas tinlHI dinheiro a sua sombra ouvem delle fazer muito como de Pedro me avizou de que o faria seu alteres he desgras~n nessa que nITo me recebem [L Deos este b~n () il"lnão esta llllm doç~d() nosso senhor seia cOl1ltudo louvado e como o conde de Castel Melhor me prometeu fazer aqlly grandes COtl7.as mando buscar de Pedro pum o mandar para a Ballia que melhor hude la pas!!"r e con menos gaslo do que nessa fronteira a com 1/ este vay o instrumento de testemunhus sobre o tal cuido vay em forma VM se clezobrigue minha may lica inda nchacada não escreve a VM e ülloha na carnveJla que fiea VM me faça meree recomendar a senhor Fnmcisco e meninos e a t{xlos VM gOllrde nosso Senhor c lhe de o mmeclio que lhe dc~cya. Avizeme VM sequer lhe mande os papeis para cobrar do conde de Vimiozo e do condc capitiío liobre a cauzll. da Ilao Sam Thome llno faça VM peliçilo que por via de Filter que se apadrinhc U neguGÍo com as peçoas que nisso podt::Jll para que amparem os requerimentos de M ~dil1<1.

Senhor Martin Fil!er

Funçhal 9 de Dezembro 1649 annos

Recebi sua carta de VM de 16 de Outubro e outra brevc sem data de avizo corno avia recebido minhas ultimas que mandey na caravclla e que VM par,:e em boa saude o estimo infenito nosso SMhor lha aumente com os acrMsentamentos de bens que dezeju eu paço com ell .. indu que não muito prefeiLa mll.S de todo o modo ao serviço de VM minha senhora. may fica. com melhoria e se recomenda em VM agardeeendolhe u cuidado que dei la tem os mais de l:U1.a ficam a lTlor partc com bechigas de que alguns cstivcrllo muito mallllas jtl ficam com melhoriil grassas ii Nosso Senhor. A YM agHrdcço muito li estlmasam que fus de meus acre~enlmnenlOS e a vontade que linhtl de replicar na e~Cil~sa men.:c que l11e l'es sua majestade de que me avizoll Medina como dell., muito slltizfeito eu Ihc nvizl1 me queira fazer merçe replicar dall(lo novamente a sua majestade em como nuquelle reduto hey de gastar mais de 2$ cruzados alem de I$580 que nelle estnn gllsto~ e que estanl fora da cidade

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e em parte /I arriscada que sua majestade me faça merce do nbito de Xpo com os 30.$ rs eHectivos nesta alfandega onde ficnram vngos nesfn illfandegn por morte e de ]0[10 Bnutistn Aehiolly para ajuda dos gastos do dito reduto e com a capitania delle a companhia de jente que naquel!il e5tancia custuma vcgiar e assestir que he fi de João dorncllas sobre que tenho rLvizado a VM pera a defençri.o della e que [} abito de Christo se me l<Jnçe logo com obrigassam de que dentro em dois annas darey dito reduto acabado e minha tenssam he aeaballo dandome dito SuaMaje5tnde como digo o abito de Xpo lf\l\çado logo em falta nao quero gastar meu dinheiro por hum abito de avis c eHe fazendo o reduto; Primeiro em que hirey moendo o dinl1eiro e dcpoi~ vira hum que diga que nno esta em forma e seram dois gastos hum obras outro para peitas, Medina tem começado isto e nau será justo c5canda(izalo por cuia cauza lhe digo meta elle a rcpliqua mas a VM peço muito de merces queira por sua viu com U official mar e com Gaspllr de Faria Severim e com os muitos amigos que tem fazeI' com que Sua Majcsllltle me conçeda o que pcço pois lle tam j1.lSto e coando {J alcnnçe indn que pOI' viu do dito medina conheçerey ser tudo pelas valias de VM e por cHe apadrinhado a quem preellrarey dever todu esta honrm e coanckl para c1la VM o falça para este efeito algum mimo o saberey delk dezempenhar ficnndo !':omo digo li VM muito obrigado no que espero quc fill',cndo me a min tantn merce mostmrsea muilo poder, Sobre a cauza da nao de S[io Thomé não sey quc responder a VM mais do que estarmos ofereçidos ao rigor dos menistros e sobre a petição me respondeu Medina n~o avia dar lhes (7) a nenhuma que agravaçe eu cu do ~endicante tirnr lmm dcvaça tanto conta direito e com o aggravo se nos deferira com justiça the gora o sendicante não tem começado tirar a devaça mas cm snindo esta eamvella a çomesera e nos aggmvaremo8 dellc em toneis cOm o aggravo /I que hey de mandar a Medina avizarey a VM que por sua via o emparnr com o conde de Cantanllede e outros senhores do concelho dn fazenda que nos façam justiça pois semelhantes termos senão vimm Jl.umca que tudo Clluza esse Manuel Vieira que he l1um mno homen e o mesmo que a VM tinha prometido a Medina a quem quebrou li palavra e pela calada fas sempre ao c:omtario do que promele ajLldudo de João Pereira e bora cuido qlle trata de nos tirara fuzendas de dom Diogo cuio rendimenlo se acabu em dezembro de 1G51 anos e Peru Jaques com pomto sell pede destas fazenda~ a administraçam a creia VM que se nola~ limn empoçebelitall muito esta caza que delas em parte ~e sustenta agora peço a Medina peça a Sua Majestade nos perlonge dico an'endamento dando lhe algun,~ annQS dianludo.~ indu que sem força ocupar por empreslimos para esta oferta pelia muita nes~esidade que destu fazenda temos, Os tempos senhor Martim Filter vão trio ealamitoZOs como !':onhese e em terras mizeraveis como esta muito mais c com esta nova bolsa se me tirarão alguas comi sois que tinha e ora dizem se estanqua tão bem Angola eu não tive la quem j'ala~e por mim para ser aqui dos admini~lradores dela os negosios cio nOite não são nenhiis de Fransa somente e%us earregasois de casca que vem coando vem e esta caza uinda vivendo com mizeria tem muito gasto e eu com o que ganllO li vou ajudando a sustentar selll ter couza minhn propriu pelo que senllOr VM sem perder do seu pode fi min c a ela l'aler muitoH bens eonvocundo seus amigos do norte pois os tem queirão aqui fazer negocio ou pura malvazias nu cnsca e o mesmo de Inglaterra e Fral1sa e dese Reino donde podem mãodar seus azeites e fazendas que aqui se poderão vender c remeterlhcs letras e do norte Olanda e Fransu f~zerem carrcgasoins de vinhos para São Cristovão ou Barbados e ora com a morte de Jono Roiz Tavira pudera VM eOlllvocrtr alguns de scus amigog so ~om a abonação de V M que coando queira fazer a esta caza esta trio grande merce vivera com largeza fora de ocuziois ou a VM emfadar mas 50 ser visto e de VM comfio pam toclo o que lhe peso meu innno Manoel

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Fcrnandez Branco n1l.: escrcvco c I!slou cu tão l1lizeravel ql\e nno tivc 10$ rs que l1l\llxlaselhe he forme eml'auam VM II qt\elll peso me queira fazer meree dar ao dito Manuel Fernandez Branco [)or minhu cont!l 30$ r~ qlle con a prirncim venda de vinhos remeterei dele~ a VM de (, .. )11 Em minhus ullima~ avizey a VM como detrcminav('L mandar este moço que tenho em Cllza para I\ngolla Pl\nl \) que mguey a medinn lhe fretasse navio e espero me munde em Jal\eiro Oll Fevereiro sem falta primeiro que outl'em algum e como a VM pedy se urriscaçe com ella n tornu a fazer agora pera que SllU cml'egassan Vil luzida dando do favor que disto me fizer avim u Affon<;o Lopes OrUs seu tio para nvizllr ao dito Medina B saber o como se 111\ de governal' 11\1 contia da [m\<;\\ que ilude tornar c coando VM por alguns amigo~ puder ajudar pcsso o rllça porque he moço que de tudo hade dar boa ~Olltu e coando a VM pareça que eu podem em Angol!a t'azer alguma cOllza sobre a cobl'llnça do que la esta avizaremos ti Jono Velho Gondim lhe remota o~ papeis porque indo (;lIe com cartas de recomendaçoins jll11'l\ () governador podera I'llzcr alguma eomm em raltl\ o que VM llisto ordenar ser bem feito juntandoçe [tido CIlI llmos de VM para que della ~c faça rcpartislllll poi~ ele tudo tem tanll! Iluticia e do que VM nisto re:t,olvcr me fnm mcrcc l1vizar porql!C detremil10 se va dito moço com tod'l II brevidade queira 1I0S~O senhor n[\o aja Domingos de Tore~ carregado nada em os navios perdidos e que o fa<;l\ na viga que: VM mandou que deos tnlgo com bem fazendo VM servir sobre ella (J seguro que linha I'eito c não ove sobre o tal navio carregassum nesta ~arave]Ja quelia ml\lldar huma amostra dos vinhos deste anno mas não quis por comcelho liralo lum sedo da Ilmy em caruvelln que fica hora, O conde de Caslel Melhor que paçou pura lt Bahia nos dcu lIqny \\ triste nova da morte do mestre da campo Francisco de França Barbow de nos t,Ul sentida coal1to a jll~ta perda e reqllcria c como n meu irmão Pera da SilVl\ fnlhWc abrigo tam grandc lhe UrdtlllO se recolha logo (\ cstll illm pll1'll passar a stlrvir ao Bnl~,illtondc me prometen o c\)\lde de lhe fazei' grandes honras em rCllUlUerasmn de alguns serviços que u\juy 111\: I1s VM lIme fn~<t merce ordenar no dito mell irmão levendo o logo e que 11e~S,1 corte 1'11<;11 lllUitO poucu nssistencia e como li brevidade do tempu e minha indispo<;icum Ille não de lugar II Illacs peço nesta e em oulra l.:nnwella avizllrey do acressido Pedindo li Nn~~o Senhor gmu'dc 1'1 VM tlluit()~ annlJ,~,

Senhol' Dom Jmlln de Mcm:?,cs

Funehal <:) dc Dezembro de 1649 annos

vezcs lunho c,'ierito a Vossa Stl111lUrill por meresser suas novn.~ que com me nuo hn feito mer<;c elllUoniclllns com minhu obrigasslllll não falto I.l\ll prccurah\~ de [Onl estiml1ndll todas as que boas ouço pedindo a Deos queira comserVllr a VM II vida c\l11l1od()~ os Humentos que meresse que em tudos tcm esta caza muitll parte pois sellllwe de Vossa Scnhol'1l1 !la sido tnm miml1zl\ pela nntigu llmistndc que emtre Vossa SenllOl'il\ e melt ptty lluC Deos aja l\via e com <I lembrani,!n do muit() favor que a V(lSSU Sellhol'ia devem()~ tomo () ulrevimento pm'a lhe pedir novamenle queim emparnr e~tc nos~o ncgOi.:io da IHIO São 'l1lOfllC cm q\lc tanta injll.l'Uçll IlOS fazcll mUllchllldoçe hora novamente por hum Illnndl\do tio cUlllcelho dn fazenda Iinnnt\() pelo senhor çonde de Canlanhede em que se devnç<l ()~ p!'\Jcedilllentos e dezencmninhados de meu pay e senhor defunto como por PUI' vuria~

suas muitas

ocujla<;()in~

intere)!o li V, Scnhoria tem rclatmlo () amigo Dllllrle Sonmnns Vossa Scnhori" cmtc[lonl1n Clllpl\rar (!slO sem lUzam com seus favores mt\\1ifestando ao Senhor Conde e mais mcnislro~ li mlüta justicll tlue tl.!\lIOS e cOllndo Vossa Senhoril\ ql!eira tomar () tntbalho de amparar este negtx.:io lhe promeleremos bom lim,

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P ara acabar de dar invelllnri o d~ algumas conzl'ls q,le de C.,) primeiro ticar1\o fora dos bens des tn c~sn foy/l pedir ri V , Sen hori~ que se ndolhe poç jye l nos fl\~ merçe de mandar ver a conta qu e com c.sw a VOSJH1 Senh.oria mundo que he a que e m os l ivro.~ d e: meu puy flChe:y. Por ella ve m VO~ll $ e.n horia fe$larnos 284.'$350 rs q ue estimllrey Vossa S enhoria qu eira m,lnd:lr dar l\ Ma nue l Mnrlins Medi na cm cuia mão afi rmo n Vossa Senhuria me fazem ncstn O\:llómn Illuita falta p.\ra serro uezempenhu tk nndo eu com novus obrig::u,oills a VOS ~ fI Senhoria fi quem sempre servirey em tud o I) que quizer mnnd ill'lne go ~rd e Nosso Senhor 11 Voo.a Senhorin com os aumentos que lhe dezejo .

Senhor Afonço Lopes Ortis

Fllm;hal 9 de Dezembro 1649 unnos por Lixboa

Recebi SlJa C<1 rl:l de VM de 15!le Julho quc e>:limey pella boa ~nude que VM go:mvu. Nosso Senhor lha a ume nte po r m ui tos annos e eu paço cum ellll ;10 servj~o de VM m u ito pronto, A VM agafd e~ o cuidado com tl ue 1m vendido RS truXilS que d e min ha conta re'r'Cbeu com João Mlll'C! ues Visente ii cujo reste espero aja !laoo stlhida e reme tido o liquido de di lO tlssuqurc~ tiO ll migo Man\le l Mar tinz Medina com o ganllO du minha pnfll: da cl\mv!}la e est<tndo vt: ndida diu a min h,\ p~lte como espero ,\Vendi) ntlVi,1 110 porto VM me mande 100$ rs elllprcga!lus em võtCô\S SIlragoUlS duns pilnc.~ e huma az ul muito forte.~ e b<ls e o q ue mais fie:!r mtmde VM como dilO tenho ii d ilO Medi na e avendo quem que irn tomar ess.. parte dC!;sa quinfa n troquo de m eu:; ou outra fazendl\ VM a de porque hmçemos isto de parte licilmlo m uito obrigado ii VM por todo esle favor como pella letra que ha remi tido (l medinn de que e llc me avizll e nunCa da pUlltuillid nde de VM se e~ peravan deferentes termos mi nha may recebeu o pun no de linho que vei o a bom tem po pllrH o ~ervi ço de cl'I'tu sem e m~UKo de:re r hU1I1 tnulO groço ellu se reco me nda em VM e ltg nrdcçe a boa voncade que lhe nl!)S tffi /I em minha curta de 22 de Outubro que espero aja chegado a mãos d e VM tenho e scr ito sobre li vingo de Anto nio largamente e sl\ po ~10 nlguns mn igos me "viZUranl tiver ruins nov as de A ngolla cumtudo l}Cm mar do:: llIi n IJrometeu fn7.cr O que pocivel for torno O escrever li M ~lina mande (l nt\vio com todll II brevidade prime iro q ue outm 111gmn que nisso (.'Qruiiste mu ita purle de bom suç~o VM la I) Ilpliq ue com II. rcsposlU que tivcr das pcçoas a quem cscrevy q uc SU po.~IO ,llgumas csmm fai ns comtudo ugora forno II fazerlhe nova le mbran~<1 ClI (.:omo lenhn av izado tem 100 pipas 1<1 não lhe fl\lIaram 200 e le vu.rll brultante cn rregaS~l\n Deas lhe d~ em tudo bom sUI,:eço e a VM emenrcçu com brcvidatle e cuidl\do n vinda do nav io e sem rorçl1 com sua hidll manuannc VM 'hu m rapaS pllrll me esereve r em meu escrilorio e ncom panhllfll1e bem cl'Índo e de bom sogeilo bom escrivnm e p iqueno capas de d uus palm aIOlHKln.~ coando as mCieçu e estes ~Ildo poçivd se vira e mbarcl'lr 11 Lisboa na nau que como d igo mandam Medina e pcrdoie VM este emfado q ue bem conheço llíio sirvo muis que de dndho e para o que eu for de presti mo niio fo.lmrey 11 quem Dem goarde multos annos.!1 Senhor Manuel Murti nl. Med ina

Funcllal IOd e Dezembro 164-9 ilfInos

Achome com 4 de VM de 16 e 19 ue Ago~IQ 9 e 2 1 de OUlub ro 20 de Novemb ro por tod os li bo u ~atlde que VM tica flCssuindo que no~s o sen hor lha aumente mm perfe ita e pel' tl\111 perlongr.dos [\nno~ como lh e dezeio pois com e lln vimos a gUl.l\r Olntos bcnel1cios e f(!t;e ber lau las mcrces eu de prezen le ao seu grMn,~ p~ço com ell l1!! e ti conh c~sc ndo

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serviço de YM muito pronto que como não mereço OCllpanne cm 5eu serviço tenho peio de

ol'OI'ossermc nelle, Ne~la

oamvclIa do me~tl'e Mnlluel Gomes SUlllllqua c~\I'rcglley hum eaixon cl.lmo dn conhecimento junto que YM me fam Illcrce mandar cubmT asscitando li hoa vontade com quc lhe ofcre~o e perdoando 111011 l\t1"Cvimcnto dezejos tinha de mandar lmnllem 1I1gUllHls oOllrtollns dc villlm I1ln~ di\!crnmnc hcrn muito ssedo penl timr\!e da l1lay iI minha conta rica de () scu tempo sntiHl"a%er com minha obrigassllm emctlr"Csseu com plllavras o muito que li VM deve palio cuidado, 1mbalho c soleçiUio com quc prCClll"Ol\ dar e deu fim a meu despacho, Esso me pl)reçc l'ar,:o em parle minha obrigl1r,:llm coando pl\bliquo devo ii YM todos os nnn()~ sur,:er,:llS que me vem e as honras que espero pOI" vir coando II lodos he isto tnm patenle nada faço cm dizer o que sc sabe vivu me YM meu ~enho!" Manuel Martinz MClli1ll1 muitos llllllOS Jlara que II sua ~llmbm venha eu a pc,suir muitas hOllms 'llle espero c pois YM ha comcçado tlinto bem deme lisen<,:a pura que Ihc ~lllnoniqllc meu intento e gosto findo de que () dara a exccu~ã() pedindo nOVillllente a VM queira fazer htnna rcpliqua que CO\1\O isto hUllla YCH se dezencl1lhou di~.cis que wn mltiH fu\!elid,ldc se alcança em as replicas o qlll: se pcnende rara acabar oslo todo hey misto!" com atlclhadn 2~ cruzados c~te governador 11110 hc homcm de quem se poçn cspel"llr ben algum gaslar tanlo dinheim at'fisc:ldo e !lO fim leI" hllm ombnnl!':o de ma inl'ornHlç[í() plll'cce COUZlt uum e logo por hum ahito ue Avis Pelo que COlllll digo VM hade lOllllU' no~~o trabalho porql\e ~emde () ubito de Christo e esse se me lanr,:e logo com obriga\!fto de tI!le eu om 2 UllnDS nCllbnrey o redlllll 0\1 no tempo que YM puder lllcltnÇ:11" dc \1111i~ Il\rgo por (..,) obrig:muo pent iço/! nlgll11ll1 couzu sc fur lle~seslll'i() c jUlltamente logo a por,:e da I.:ompanhia jlurqtle ~(llll a gcn(e ('I) virey da foral' ll1uit() dinhcirn de ler qucm mc tmbl1lhe em llS obms e por sc nC!lZO pcgar padir pl1nl ajuda dos gastos do Liito redu\(l (JS 30$ I"S efoitivos em e~tn 11l1'llndega aonde estam V1Igos por mão de João HitutiHlu Chioly e ~()breludo senhor () abi({) ue Christo o logo ilc mcu intenlO porque ,~em ir,:o IlaO estou de pan:sser gastar ([mIo dinheiro pollo quc VM por comIimlllr 11 muita mcrcc que mc fos mostre nes(o negocio Sllll p()der e com iço e~pcr() delle e com brevidauc felis despacho, O C(lllCgO Amador Sil11t)ill.~ (mtregilnl a VM botoillS til: Ol\ro que pe~.Il1l I () ('/) oll\:as c san pum \TU: vir o valor delles em qual tomando YM seu paresser dn onde mc vin1 mais llconl()dn(\a de pl'\:ço se do l\1ondego llvendo ln l1l1vi() ~e der,:a cidade cm pipas )l() navil) que I'retul" pera () mcu Ill(JI,!() que II deve trnzc\' sem fmte no qlW VM fara () <-Iue lllclhOi" lhe pnrcçn que hc pcm com a Illerce !lir (;oll1lÍnlltllldu a obm tio redulo ~llln c~lu sem tllllllll earta pum Luis (.Ii\ Jl\l'din em ql\C lhe ml\l1ire~ t(l lel" em muos de YM hl\m empenho cOl11\!idel"ilwl pum II que lhe peço me acuidn nos mei()~ com SO(J cruzados que pe1l0 nlllÍs lhe espcmrcy o tempo que <.juizer e a outros mnigos paliO lhe manil"eSlcll1 cOllnt!lJ nno acuida com alguma c01l7.a () hey de mlll1dar iljuiza\' lllmbcm vay outra parti d()lll João ele ml:nezcs COl1l conta por ol1dc llOS deve 284$310 o pc~:u lhe juntl1menle com clltnressimento (JS Illande fi. YM que ~lln pera hiln empenho cúm~sidcnovel c n hum e OU\j'() me ['aça meree ma\ldnl!\~ c eobrnr a resposta llU\nU'estandolhe a eOlultn. falta dll dinhciro tenho. Por vcr se ac()(Jelll (:01\\ nlgumu COUZlI, ESJlcro que entl\ J'rota do Rio de Janeiro avcnI remcti(j() Andre Alll)II~() () reste que devia sobre que lantas ve1,es lhe lenho cserito c quc lullão Lanberlo que I'oy deslll caza nvin a YM enlreglHl o que Duver lmzido de (j pipus de vinlw que llqtly lhe dey de lllinlm c0l1ta c ql)e A1Tllll(,:O Lopc~ nvel'l\ ll111ndal!o (1 rcste Lias minhas caixa~ dc ll,\I\ql\\U ~m SUllS mãos ~ que 11 minha partc couber do gllnho da ellnlvellu l)Ue d>t vimln que (... ) de minlm [lllrtc oliver feito lhe pcço mc \lllt\lU\! cm hon,~ (. .. )// pois 111 san m<li~ hlU·tlll\S mus sendo este dinheiro

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todo em mãos de VM nc:ssesario disponha delle e cu escu7.nrey as vara~ por horas, O navio qlle a VM tenho pedido peço IlOYUmellle com cmearessimenlO que conforme cuiuo deve ser de 300 pipas pouco mae& ou menos de que .10 serto ariscara Afonço Lopes mas tomant eu me viera aq\ly tClnlXl antes que nelmm dos outros porque levando lhe vilnt~~e no tempo e liyrando o deos a tiveçe em (J negocio que espero em dito senhor e~taralll ja as conquistas com mais comoniquilssan pcllo que tornu a dizer a VM e ;, encates~er IIlc a brevidade de mandar vir dito navio primeiro dando deUe nlltidu_ II Jaques logao que cuido me mandara hl1ma pouca de telha nelle e perdoie VM estu molestia que como nos dizen Gil se trat<1 de estancar tambem Angolla nno quizera fiel!ra dito moço aquy islado e coando a VM lhe pnreça arrisellrçe em ~Iguma couza sera para mifl muito grande. A cau:!.:a da nossa devaça esta parada lhe o prezente mas dizem me que tem o sendicantll todos o~ p(lpei~ preparados e que indoçe esta cnl"llvella cotnllsara logo com elln e nos o estamos tambem com nosso aggravo cm quc temos grande!l esperanças pelIas que VM as tem dndo nosso Senhor premita livramos já de pleitos com EI Rey que tanto euidado nos dão. Nuno da Coshl nos mancloll estar nOVll1nt:nle para mandar novos papeis com clauzula por dizer se aviam la perdidos os primeiros e os deve mandar Msta caravclla bl1lh.\ grandemente cm que hade pesllir esta fazenda de que eu apello para o poder de VM que nossa Ilade defender de que eu apello com lodo o cnearcssirncrno que poçivel me 11e porque como avizooo tenho he a melhOl" fazenda que )lessuimo" c onde tomou seu pay .>tH\ lerça que me perteoce o Conde de Castel Milhor nos deli aquy a nova triste da morte do mestre d~ campo Francisco ele França Cjuc lhe anrma fi VM foy de nos com extremo sentida pello amparo que jl\ nelle tinha esse meu irmão que em sua companhia as~estia a quem ordenu nas carta.'l que seram com estas. E VM me rara merce!! remeterlhe se venha logo recolher a esta ilha faundo nessa cidade pouca demora para uquy esperar a armada da bolça ~ com dia hir para a Bahia, ao dito Conde de Ca~teJ Melhor que em ['emunero~snn de algum serviço que aquy lhe fis e amistadc grande que tem com mell cunlmdo; TIOS pediu lhe mandaçemos dito meu irmao que nos promctia fazerlhe grandes hormas e deixallo muito acres.~entado alem de que daquellu banda pllçam mai~ seguros e com menos gasto~ do, 40$ rs que ordenava se lhe def,:em cada anno deve aver ficado 1.:01\1 que snprir huma matalotll.ic pura o que VM lhe mandara assestir c conperçatn bastante pum o telllpo que a ahy estiver que ve5tidos Ctt os 1'ara e coando muito me lll11nd~lra VM pma c!k dom cortes de giboins hum de bom ehamalote outru de boa tella '1\11': o ll1acs en fara aperlando lhe II mflo em todos u~ gm;tos por fllzerme merel! I! aplieulldoo se venha com lodn a brevid"de que púÇivel lhe for porque o nfuJ dou any por seguro perdoando VM este cnfadmnento. Pcro Jaques me apertou aqlly pellos 109$ rs que Sua Majestade lhe tem dado na fazenda de D. Diogo de Teive eu lhe at1rmo nau tive com que fazer lhe por não ter inda vendido vinho.~ e foy força valerme de VM que como fonte limpa a toda.'l as preças a cidade llssim lhe dey l\Uma letra:1. 70 dias en favor de dona Luiza sua mulher que VM me fara merce mandar honrar como cusluma II coando por seu pagamento nno baste o vindo do Rio 01\ os dus cartas não dem ~uuza alguma nem o dinheiro de Vianl1a chegue VM se valha do dinheiro do rcverendo conego mcu tio que cm seu poder tiver que elle o avera assin por bem c crei/! VM que li ter outros efeitos o não avia emfndnr os chapeos que mundey pedir a VM me não fazem ja falta em ( ... ) logo me mande hum par de meias pretns e 2 ou 3 alqueires ue graos pum ii CDfesma. A baeta emprençadll recebe de pano vermelho que mnndey a Jorge Mialheim a ~çntenç<l avida eontl"ll Cosme Camello ( ... ) que fica gmrrdndn para seu tempo como !he tem socrestado os bens nao he ben executalla nem nssanhallo respeito desta~ C{)LlZl\ó' do coutmbando.

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A seu tempo ~e tratara della as COU7,<lS de dito contrabando comno$quo estam pllradas por ora. tornandoce a bulir com ellas tmtarey de segir em nossa defeza ti comeelho de VM da chegada de João Fel'11umlcz me deu aquy novas o fi lho de João Raiz Tavim que as tivera !la ultimo ingrcs que vejo dessa cidllúe de hum homem que com cite !lia emtereçado qtl~ira Dco~ assim seia que tenho com clle boa partida dilo Tavira he falcçiclo da viúu prczentc com seus negocias carressen ('I) tudo esse ,t cuzo alguma das pcs:loas que com dle corrÍiun

quizerem mudar comrrespondençia como muitas vezes suçede Sel'll lllllitO granúe com os tuis dllrmc VM II conhesser eon elles e abonarme porque sem poder de seu me pode grangear negocio eom que Vl\ emtertendome estando scrto não faltam de minha parte a tudo o devido agradecimento aSSl\~ bcy sentido a molestifl que VM hll pnçado com ll~ COUZll~ ele Amgolla de EstevIio de Dl'llis que proteste ficar aviza(]o para não cahif mai~ em semdh'111Le herro e dnrssern. eauza n VM cmfados dão gmndes em eOllzn~ que nacla lhe pertenciam Peço a VM nOVlllIlelltc que no fretamento que VM fizer \lO navio para Angolla se tar pcçivel senão obrigue l\ dar aquy o dinhciw das avarias e emprestimo que he opressam e juntamente que sendo nessessal'Ío todo t) dinheiro que esta em mão de Atilllço Lopes Orti7. do reste das caixas ganha cm purte da earavella VM lhe avize o remeta logo !.jue em tal Cllza nuo quero me mande varas e coando VM nuo tenha meu com que suprir o que digo a meu irmão lho diga pura que Hl! valha tle Martin Filt~r que pode ~er lenha algo () que cu nrto ql\~ro de VM quo () fazemos tanta merce faça por nos dczembolr,:os !nus de novo tomo n encomendur li VM o negocio que em minha carta particuLar lhe llvizo pnrn que cl.1m elTeito logo busque e mande dinheiro II suas muos que trazendo Deos \) que e5la no brazil a mftos de VM como nclle ludo se hatle pngur c flel!r sobras. Sobre a cmlzn do.~ hcrdeiro.~ de Ruborlo Velov)' mandey n VM serli(lam do que achey que ca senão jJlxle deSC\lbril'll sentença que elle tiraçc do processo nem lume deli[\. que ~e a 1m alies El tcm em sy o la pc!!o c..·mco velho com mais clareza devia constar isto querern nosso senhor damos nesta cauzu tambem bom suçeço que hc de comssidernção e eom o amparo de VM lho esperamo.\". O juis dos orl'fnlls não se quer quietar com nosquo não scy que diabo jlertende nos agora acestamos o aggravo que VM nos mandU\1 e do que ouver nviznrey li VM. Bcm estll o que VM Jisposto sobre o pleito COIll Manuel Prcire de Andrade: cujos papeis torncy a l"Cçebcl' e ell com sell irmão tratey de averiguar isto. ApertalIl~ o ouvidor pel!o conheçimcnto cm I~JI"ITla do dinheiro que n VM reme!)' por letra para pagamento dal~llda de Ambmzio de Serqueirn VM mo mande para me dC1.ohl"igar em ()~ tlucto~ onde estll hUll1n via da ditll letra (ornando ~l LlllS ciu Jurdill digo senhor que não sey rezolverme VM com o que elle a esta minha ultima carta responder faça 1) que melhor lhe pm'esser que Hera bem feito. Guilherme llnl11. jlaçudtlr (hl letra sobre Pmlld~co L<mbury por conta c.)e Estevão de Bl"llis me mostrou carta como !1etlvujá l\sselto o que espero sl;ia serto c que VM lenha.in cobrado os 20$ rs que l"ClIletell Antünio Moreira S01JZll que dis n[j() nviu II

Copiador de Purtllgal de 165(}

Senhur capitão Anionio de Barros Bezerra auzente ao cappitnn João G(]me~ Hcnrkltlt)~

FU\lclm121 de Feverelro de 1650 com gert Illnbcrt

A VM escl"evy com () mestre Thomas Bruman ingre~ com quem clll'1"Cguey 21 pipl\~ de

vinhn e 3 de vinagre de minha conlu a maior pane e de parrelltes como cm di1n carla

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e:<pecifico quciru no~~o senhor aver levadl) dito IUtviu em pax e que VM tudo aja recehido c cmn graude cllmodidade vMdido pWl que no procedido Iltl forma qu e pedido ten ho lIjn VM empregado, De novo se ofereçc es!a eharruela (!lI me.~tre Gert Lamber/esen que pi\lj:l pera Inglmerra Nuvo nd1c mety de minha COl1ti\ 4 pipl\S de ri qo.~ vinhos que VM me fara men::e pello conhecimenm j unto mnnun la.~ receber que o frete vay pngll e o que elles rem.lere rn liquido me fara VM meree junLnr com as 14 pipas de vinho t: duns de vinagre que mnndey com o mc~tI'C 111011111S Beal'llan cmp1'l!gllnne tud o el1l bom lIssuqm:c co mu uvi:t.adn ten ho; e por que nos reçellmo~ que na curavellu que la csln nüo aj a praljn cm !.Iue podamos nVer nosso retomo lias 1C'~olvemos etl e o :lmigo Duarte Sontnnns q ue ~ 1 1I mes ma charuelll leve parte de lle e pem mais bem I1cil/ndkiufmdo hir mele mos 1\ cnulellll nquy algullIlls cl\ixus vuziQS que o me~tre entregara, E lmo c:1ln.~ vão CO!l(ft ) de tllboado d n terru qu e nquy mandey flw,er porque VM me raça merce mnndar carregar Ilesta ch<lrueta comll digo n 1/2 dI) que tiver em SUi\,'; mno~ de minha 0011111 VM mandam murcm em bom Il!; uqrc em pão e bem arrumado cm di tu, cnil><IS que com a mlln~a de forol c plU'a firmar ao mestre hum r;onhetimcn to particular em que digo fnzcr por .:ontn por risquo de Ger~ ldo Vce n Inorador em nmsleru:nn porq\le COl1l0 oje tLndl\ o livre verse iço podem leixor ret;Olllendnlluo n VM eselllKhl i\S ma is C'lftltS c con tos que trol\:><cr II erllC/! ellc bem rara e sendo cnm que n l/2 do !.Iue VM meu tiver !Iria ba.'lw a emcl1c\' IIS ditl1~ cai x.as se mpre VM !IS mundara perfm:er e ~oando ~obre e nil.n nV~lldo cnix.as parll que vl'.n hn a ~e entregun::l1 \.l mesmo ao l11e ~tre em 1)80 q ue u lrug-.. bem neo nd ici tllmdo ,I aouua a ln mc fill'il VM m.and ;lr carregar na Cllrlivela do me~lre MlInoel Vieira IJU OUU'U que pera ctl ve nha e querem Dl!nll que cSle J1OUCO sejn pn:ncípio pera L[UC ao J illllle tenhamos algum negoci\) de com~~itlernçil.o,) , Tambem Iln camvella sem VM ,Iervido malle!;\r lodo o procedido d a~ 4 pipa,~ de vin ho e 1 de Viml!ll'c de conta de meu cunhado e 3 de vin ho de meu (ia c não man do nesta IlQU ii pCç!l de pan no e ferro que te nhu avizado peitos mui tos direitos que pagara de n hi da por ser e.~tr:mgeí ro Ina~ nl) primeira ocaz.iam hia hmna e OUlr:!. oou:z:n cm nav io (Iue: li poucos dius cheguu aq\l y dus B,lfbntlas soubemos como n cssn il ha rom arribadu João Fe rnandez Pedw peçoa des ll\ cml e que ahy de~t,:.mregoll alg ullll\~ pi p as e consertou a nao c vcm,h::\"d nlgumas delas a Jo:\o Lopes qu is SUll dc~graça que tornando a ornlerltnr a viagem fi não c()nsegue pel lQ muita agou qu e fes n Ilao c foy l\rrib:ldl\ as Barbadns cI>mgrnnde'de.troção lltl1lde tiCtlv-.! muito I11al e s U(lO~to que não tivc clIrta 5Ult ~aube de fom que VM nessa il ha f()m seu cmpill'O de que me con fCl,'O lIIuy obrigudo o que u tempo_n\O.~uam a perda q ue COm o dilO re dm hcy tido foy muito gfilfldc Q\l eim Deo.~ (>Il r outrn j>l:lrte n:SIIUlmrmn VM me rat,:íI Il\crce ~ aber se fi cou algu ma COllZII em poder dt; João Lopes do~ vinhos que lhe ven dCll li:: ,~e hit'i!o dlJ ~ de minha conta que iço qm: tiver nrremelQ pnra e.~tll ilhl\ cm E'lSSllqure, Mlli\ \l el VE'IS MlIC!lO me fiOOH devendo algum din heiro que se us parel\lcs me ni'íQ quizc!'n() RCj uy pagllr por d izerem nOO terem bens seU$ q ue mandariio la cobrar os q ue ficamo pnrn me f:Jurem eSle pl.lglI menlQ, VM me t'n ra Inmbem merce nvizaT se soubl'l.1o la alguns d esle sll bein.~ 011 ,I e se nnvegiio pera ca pe ru eu ter lugar de os prccuror, Com esta vai hum u carla pcm a licenciado Mnnue l Henriques VM me l'llnl merce cobrar deUe o einvcnlario que ussimu digu e pedin lhe seia servido remelel1ne o que ln tem meu do anno paçado COIl1l,) em di la carta lhe avim pcruol\fldo VM l!wtn em {aI e plll'a o que e u prestltt sempre estllrey prestes cui[l pe.,:on llos:m senhor guarde mu i/os mlllo.~ ,

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Senhor licenciado Manuel Henriques

Fllnchn121 de Fevereiro 1650 com Gert Llulocrt

A VM eserevy em hum navio ingres que dc pasaguc foy por esta ilha espero que VM uvera recebido esta minha carta cm falta se aviza esta çopea que confirmo de novo pe~o a YM qlleira rell1eter1l1C os 30$210 rs que em seu poder estii.o de minha conta em qlllmlqller navio que pera esta ilha venha e emtrcgar o pncotinho dn~ miudezas ql\e YM tem recebido, Ao capitnm Antonio de Ban'os Bezerm como avizado tenho me ficando a VM por tudo muy obrigado llas ocazioin~ que YM me der de seu ~ervi<,:o em que não fallarey cuja pe<,:ml no~so Senhor goarde muilos unnos, II FunclHII12 de Mar~o 1650 com o mestre ingres

Antonio Moreira de Souza

Em navio que II poucos dias chegou de Setuvnllive carta de André Affonso do Rio de Janeiro com carta do senhor Gonçalo Piriz de Cnrvnlho em cuia carnvclla carregaram por conta desta caza huma eai~a dassuqurc branco com 19 arrobas e hum fecho de ma.'icavndo com 6 arrobus a entregar nessas illms li quem lizeçe os negocios desta caza, Desta cnravella sllbe,mos ser chegndll cm pas a essa ilha de S, Miguel onde he força nja VM rc<,:cbido dita (m~ea c I'eeho pois he VM nhy quem me faz l1lerce anpamr minhlls COtizas c qlle YM lIvera tudo vendido cm bom pre~o vista a falta de assuqmcs nessa ilha e u falta de pão nesta obrigarão a mandar este navio algun~ moradores em que vay Silvestre Alvarez cuido que como mestre o quoal a~sinou uquy hum apolice em que se obrigarão algumas peçoas de mandar carregar Ulg!lt1J trigo e que vindo de wzio se pagaria lIS 3/4 partes de frete pareço tinllliu ITIIlS o tempo o fas eu me assiney por 7 \noios I)l\ra VM lhos (;urrcgar a quem po<,:o ~eia servido por me fazer merce carregar em dito navio todo o proçedido que liquido render n caixl\ e fecho de assuqure que a trol.]Uo delle d~ o trigo e su<,:edclldo não aver de hum ou outro modo lugar YM carregara somente os ditos 7 moios de trigo valendosc por seu custo dos 20$ rs que cobrou de Mnnuel Pires Paiva, que me lwizou remetera ii Lisboa e la the oje nuo são pagos como me aviza Manuel Mmtinz Medill<\ e do ma;!: que I'altar Sl\eam ~()hre min VM letra no tempo mais largo que for pO\!ivol que a pagat"ey com todu a puntunlidude porque não venha a pagar tanto frete de vazio c sendo (;llZO como espero qlle se troquem o~ nss\lqul"es VM carregam como digo todo () proçcdiclo dele c os 20$ rs me remetera outrossim e111 huma carnvela que rica pera hir il essa ilha carregar e coando C11 navio ingres Sl! não poça akanpu' mais pruça que pera os 7 moias de lrigo n YM me mandara If o que mai.~ ncm do rendimento do assuqure em lm~o~ de liteiro dccl.\rando cm os conhc:cimcntos fnzer ludo por minha conta e em lUdo espero me fum VM a mercc que C\lstumn fiellndu cu muito obrigado nas OClIZiollS que o me der de seu serviço que nos~o senhor gonrde muitos lIunos sendo caza que ti caixa e fecho de assugnre qllC assimn digo \l aja pnra outrll quoalqucr peçoa YM o cobmm em sy e sigim a ordem que dito tenho, FUllcl1nl lO de Abril de 1650 anilas

Senhor .lnqlles Logue Em 6 de Dezembro escrevi

ii

YM em caravella que chegou em pax a e<,:a ~id'lde

e~pcro VM avem recebido esta minha carta nolln lwi7"ava li VM me fizesse não com~egil' o

frelnmellto na pruÇll de 120 pipa~ de vinho por Manlnh50 pOl"t]llanto o rflanct:110 que lwiu de scgir esta viagem ndoccem e não eSInVll vngmi de consígila este lInllO () que comfio em Detl~

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farn pera o anno. Tanto me espero de VM me fam merce que custuma tltobern aviz~va em dita cart.1. como pedião a meu amiguo Manuel Martins Medina me frctnse mIO per~ Angolla para hum mancebo de minha casa que asestia em meu escritorio chamudo Gonça!vcl Pades e ora me avisa dito Medina em sua cmtade J6 de Março tinha frctada a nao do cappitão Joãn Sannenho e nel!a praça de 300 pipas fi quoal se estava comsertando pem dar muito bem aviada e petrechada de muito bom navio e valente eappilam espero de VM Ilestu cazião fazerme com que custume em querer precurar nlguns amigos que nesta carregaçarn queirão ariscarse que como tem gmda por VM espois era mllito autorizada e fuzendo me VM cumo confio se pesso me mnnde em os primeiros navios os creditos de que por sua via se ande carregar pera sahircm compradaz c tlYbdaz fl. quem muito pesso a VM me mande em a primeira ocuzião os 40ü arcos de ferro. Por seu conhecimento pIa minha como levar gosto pera ter com ellCl as pipas comsertadasll que com a viagem he comprida (... ) grande pw!, mar beneficio da fazenda neçeçarios e como a nan deve trazer pouco demora o fizera tcr tem tudo preparado tão bem me [assa VM me mandar ( ... ) sarminho ate lhe que lhe ten hey pedido que a tlldo darey a devida satisfação ficando a VM muito obrigado por tantos favores me este mais (...) chegou aqui humu fragata ingreza de Barbadas ( ...) não estar la arribado João Fernandez Pe(]ra em os ultimas de De:c:embro adonde andado em ml1f perlcdf;l SIm e arribado ( ... ) e não estava perdido sobre hum baixo comsertou emcaboiando donde chamado a que nem sigir Sl.lH viagem com a força da agua aberta dl\r a Barbadas onde fica... a o dito J01l0 Fernandez Pedra muito doente he llvia estudo a morte bia ldcanssando milhrirta iSlo sllbe ludo de llUm passugeiro natural daqui qu e veio em dita fragata e se avia desta segunda ves embarcado com elle em Cabo Verde que eu não tive curtuz e deviR sume1nz·o mestre ingres porque as não truxe pera pessoa alguma c diz IhilZ levara o mar mas ils quebrnz nos vjnllOs diz erão muito grandes maz que os que tkassem resttwral'ião partecia perda porgue .~e avia vender cada pipa por 1000$ rs de as.~uqure ou nODO livras de tabaquo quc he preço alto eu avia com elle embarcado 40 pipas pOr minha e eomtudo ereia VM nao hey sentido tlinto esta desgraça por meu respeito quanto pia perda que VM e os mais senhores amigoo com cJl.e cntefessado.~ terão queira Deos restaurala por outra partll'c com uvizo que brevemente espero do dito João Fernandez saberemos de raiz do obrado em seus negocios e de toda a notisia que en elle tiver farey a VM subedor. Nesta canivellil chamada Santo Antonio mestre e fretador Dioguo da Silva vizinho desta illm embatceypbr coma de VM duas cartolas de muito bom vinho o mestre di~se que me paresscu me1horqlJe nenhuma da malvazia que ouve este anno que farão muito verdes custarão postas aboido como ao pee desta VM vera 8$610 rs levundo Deus dita caravetla em pax VM II mandara' cobmr pio conhecimento junto que estima!)' scjilo mllito de Reu gosto e coando VM alenhu de que pem o anilo vendamo lhe mande alguma malvuzia pem sua meza me uvize pera mandar emcomendur li que se fizese com perfeição e pera tuclo o maiz que ouver ao serviço' de VM lle~m ilha me achara com boa vertude cuia pesoa Nosso Senhor goarde muHos· anIlOS.

por duas coartola~ Ue vinllO o caldo custou a465 por dUlIS coarlolns a 700 r~ por donntivo por levar a praia 1501's e II bordo 40 rs tudo por avarias ao mestre a 100 rs por coar laia

IS

4$760 1$400 $200 $100 $200

6$6S0 fechada em 17 de AbriUI

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Senhor Antonio Allaire

Funchal 10 de Abril 1650 eom o Riqo Pena

Em 3 ele Março veio por via de Setuval huma t;arla de VM ele 12 de Fevereiro t;om de morte cio senhor Luis Alaire seu pai de mill com grandes vems sentida pella bt1a ami~tade e com respomlencia que com dito senhor tinha m;)s como isto seia !;aminho tão serto e pençoins a q\le seünnos sogeitos he nessesario termos pnçienci,\ e cülnformarnos com a vontade de Dcos que assim () prumite clle queira averçe lenbrado de sua alma e ii VM dar vida pera conçolaç;to do senllOr meu e irmano Ao Luis Alaire o mosso manifesto 9 meu sentimento e dou conta do que se paça em fi matheri,l das cotizas do ~enllOr dehmlo como peçon que VM me avizou ticou correndo com os negocios de caza em o ~er1hor Estevão Costa mllndo com e~ta carta pera lhe remeter das fazendas que em minha mão pare o dito senhor Estevão tenho muita parte dos dOl"getes que aqui se teçem oje tambem como cm Françajulltmnente Immas peça:; de surges minimas e humas ÚltnS de mnlva que não ha darlhe ~nhida mais com mais vezes lha prOCllrnl"ey com o mainf avanço que eu pudei· por fet:lmr esta carta. O trigo 1m falta que ha delle o fes gastar mas todo fiado e a 200 rs que hera huma lastima ver sua ruindade e muito gorgulho que lhe t1cu e creiame VM que de todo eHe não vi mais dhlheiro que 50$ r5 que o mais dcspendy fiado com lavradores pera que me paguem em vinho no me~ de Setemhro e não mundo a conta pel1a não ter feita com Furtozo COl"l"cia que he O homem qlle o vendeu cnuza de me querer descontnr 7 alqueires de quebras em cada moia como fes Antonio Gonçl\lvez de Araujo de outro pouco que mando vender cgoal l\ estc mas em mar cantidadc espero que brevcmcnte ~e venderão huns !:lO moio~ que cm Março paçado este fa~ IH1111 anilo vierão mesmo da Rochclla cm hUllm mm olallllezn II Duarte Sonmans ]Jara per SIlU quebrll nus regulm·mos e fechar dita conta com a das l'nzenda8 que como digo as precurarey vender e com totla a hrevidnde mandar ditn contas e o que Ilella corrente achar dever avizarey Jlanl que VM di~ponha a que se pa\ie n essa cidade por letra ou o que ordenar como nao se.i~l clllr aquy o dinheiro purque alem de ser a t~rra pl1.ra is~o limitada eu não tenho emlx)lçado antes por beneficio da f:lZI;:nda e nao por consumir a dei fiada por hum anno que nlio por servirill. a VM fazer de min o pllgumento de que me avizava. Vejo aver VM asseitado todas as letras que eu. lhe tenho as de conta do senhor Luís Alaire que Deos tcm como as por emcontro da carregaçllm de Pera Moron as do ~cnhor defunto como VM dis são 400$77J rs e de não avizur li VM 82$ rs de Mathtus Vas pois deBcuido mas estão bem dados comu os 10,~ l·S a B~\ltazar Varella que nbonarey. Tão bem em conta cio senhor defunto e o hir por lU;sinar a letra de 100$ rs cm faVal· de Domingos Raiz mc espllnta estimo VM averlhe dado pngmncnto vny l\ terceira de letra servind(] ti YM de avizo como não paçey m[11S letra alguma em fav()r do dito. Domingos Roi" /I lllai~ qu e huma paçada em 11 de Outubro de 1649 e do:; ditt1s 100$ rs qUt logo dey primeira e segund,\ Vill e este como digo bem puga. Estimo l\verçe vendido a çarregaçan que por contll. de VM 115 com o meSLre Pcdro Moron mas o preço de 35 soldos não o ficho muito ~ubido; pera os muitos gastl1~ que fas estc gcnero alem de que desejam que VM em todl\S smlS cazas tive(?~ ü gmnde aVlln~:o e sobre a matheria de fazer este anIlO emprego VM talara do que muis a cnnto lhe estcia mas coando suçeda de me ayjzar com tempo e o emgenhos começarrlO de mOCl· de 15 de Março cm diante líquo de ver tudo pera nas auzencias de VM remMter as curtas uo Senhor Estr.:vão Costa e ao scnhor Gedion Bion cscreveo nesta ocazü1I1 UC;lrtu pera Reiml\u Biart ~e lhe deli em mão propria repüsta se lhe tem pedido nno lL tem lOl"lwçc u fazer com clle dt~oIigencia e as nOV~1i

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C.EJiÃ. w. •• '"" '~r

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dando a hiru e por que he cmmto se ofere<,:e.de prc/';cntc annos.

No~so

senhor goarde a VM muitos

FunGhallO de Abril de 1650 com o Riqa Pena

Senhor Estevão Cmta

Em 6 de Dezembro foi !l minha ultima a VM em resposCil d8,,<; que suas avin recebido e cm caravela que t:ht:gou cm pas li essa l!idade e dila minha cllfta li mãos de VM pelo que não mando com esta sua eorea so servira de avizar em como em o mes de Fevereiro paçado chegou a esta ilha humn fragata ingrezil vinda das Barbadas de -nos serteficou aver la chegado João Fernandez Pedra em os ul\imos de Dc"embro com gmnde agoa que a 11[\J) abrira avendo andado em o mar perto de 8 mezes sem poder tomar a bal1ia por averem ficado sulaventeados e querendo arribar a Costa de Guiné para invernarem e tornarem fi seguir viagem derão aly em hum baixo em que estiverão perdidos mas quis Deus (lue livrassem e vicr50 li Cabo verde consscrtarão e tornando a segir sua viagem se lhe abrio a agoa que os fes arribar li ditos Barbados disto não tive cartas de João Fernandez Pedra nem de seu innno que devia o ingres sumilas mllS hum portuguez: dnljuy naluml que se embarcou com elle em Cabo Verde me deu e~tas novas e de C011l0 o dito João Fernandez e.~tivera nlllito mal em a morte mais lJue ja pessuhia melhoria e se levantava da cama. de vinhos dizem ha la muita falta deles e valia hUI1l<l pipa 40$ rs e mais mas que avia Ileles muitas quebras I) que não se pode duvidar em viage tão perlongada queira Deos dar vida llO dito II João Fernandez Pedra que eu tenho boas esperanças de que coando nflO aja flvam,o não averií perda com o valor dos vinhos, eu avia embarcado por minha conta J () pipas a que hja correndo risqo e t:rein VM niio senty esta desgnlçl' tanto por meu particular. coando por VM e os mais amigos que l)Qr meu re~peito t:OIU elle .~e entereçarão e polia dito João Femundez que hem bom filho e comesavu na vida mw; pois Dcos assim o premetio he força ter paciencia elIe queim por outra parte resLl,urm no~ II perda por Olltm pllrtc e como aquy muitas vez.es soçede aver nBvios para as Barbadas pnreçiome bem me remeterce carga para o dito João Fcrmmdez Pedra ou llera quem tiCllÇC correndo suas COU7.n~ em que novamente lbe aviza(;e a que de sua fazenda etl ( ... ) della d~via fazer boa wunto u lunçeria. pela muito pedida e couzu de grandc gasto c os vinhos se vendião por 18$ rs de Il.~suqure ou 2$200 rs do tabaco mandeno~ Deas de breve carIas do dilo Jono Fernandez que com ellas acabaremos de tndo largamente Nesta caravelln chamada Santo Antonio mestre Diogo Silva vezinho desta ilha embarquei duus coarlollus de vinho por t:on!a ele VM muito doce e bom queira Deos lhe não fação velhucaria que se t:hegar em pas espero VM delle se t:ontente e dando nus Deos vida eu lhe prometo de que para o llIln\) mande fazer em minhus fazendas a p1l1'te P,lnI VM tão bem vinho que mais que tudo lhe satisfaça e o custo tle --$ rs (sic) que fica em conta. Por via de Settlval rct:cbi cm 3 de Março carta do senhor Antonio Allaire de 12 de Fevereim em que me novas aver fllleçido a Luis Aluíre que de vezes afirmo a VM o scnty queim Dcos terlhe sua alma em gloria e a respondo com esta ao dito senhor e lhe avizo sobre qllC de conta do dito senhor tenha em meu poder que o seus tomam poclerlhe mandar as contlls ma.1 estão algumas cotizas por vender e do trigo n nno tenho índa feito t:OI11 o vendedor deli e por fall.1 de me querer deswntar 7 alqueires de quebra em cada moio por sua muita rllÍndlllle ~Olllll de outro deli Antonio Gllllç~lves de "mujo agora brevemente tmtmey por iço de acmdo e farey por dar sabidas as J'nzemlas que estão em que selTlpre pera

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me remeterem parecem buscar as fazendas que est[io em que sempre pera me remeterem parecem bu~car as fazenda~ menos gusluvcis mas nnçi dn minha dcogrnça cm o castigo do dezeío de beneficiar e precumr cm as eOUZ:L~ de meus umigus mai~ avanço~ qut: no~ proprios Manuel Marlinz me aviza em cllrtu de 16 de Março aver fretado pCnl () mant:ebo que li VM tenho avizado quero mandar a Angolla a nao do cappittio Semminholl fiqua. dizendo o a VM lhe responder leria cuidndo de a seu tempo fazer sua e.llcomend!l c do grande animo em que me fas meree numca espcrcy menos agora lhe peço que da cantil! qltC VM por ~y e seus amigos quizer mandar carregar de vinhos me fuça merce mandar os creditas 11[1 primeinl ocazinm para que estejão comprados e preparados para eSCltZllr demoras H ilHO em vindo e esteja VM serlo que a toda a merce que me fizer lhe ,~nberey ser agardeçido, do Brazil não he vindo navio nehum os engenhos começarão a moer de 13 de Março em diante de novo se não oferece couza de que mais devize, Goarele Deos a Vossa merce muitos annos, 4$750 por 2 coartolas de vinho o caldo a4:1i750 r8 por 2 cOilrtolns novas a 700 rs 1$400 pUf levar ii praia lllO rs e a bordo a4 rs tlldo $100 por dO:1ativo $200 por avarias ao mestre aviado por cOllrtoln $200 M680 fechada em 17 de Abril!!

Senhor João Thomas Villa

Funchal 10 de Abril 1650 fi Riqa Pena

Em 6 de Dezembro do anno paçado foi a ultima qltc:l escrevy a VM escrevi n YM em camvcln que chcgou 11 essa cidade e VM devia aver recebido dita minha carla de qLle the o prezente n1l.0 hey tido resposta nem por vifl de Setuval em camvelas que de la vicrão e nem em o navio ([o mestre Fnlncisco Lopes Torrão que em dil'citura chegou aquy deça cidadc mas se me reprezentnrão aquy os administrudon::s da bolit!l humil letra jlm;ada por VM sobre min a vista e cn favor do dilo administradores da bolçn de J33$ e tantos rs fi. min me maravilhou e me delt cuidado por Jlão ler carta comtudo achasc Sín1t8 pera força manifestrlr lhe il VM il mizeria desta ilha onde senão custumno paç.lU' letras pella mizeria da terra e falta de dinheiro nelln mas ao breve tempo de Inut1 mes coando avendn nessa cidade tanta largeztl as pa~a1t1o, tendo ía feitos os empregos li 21m e a 31m mas VM devia cooçiderar tinha eu embolçado a letm que me remeteu com André Fermmde... que avia o ssegurat'çe diço C(lm avizo meu mormentc nvendo lhc eu escrito a di11culdade que achava cm cobrnht e ussim suçedeu que comprilas I) lelripo e prcc\\ntndo o pagamento me fts engutlltndo se dia em dia the que huma manhã mandnndome dizer vinllall ralar comigo se embarcou em hum barco fogido pura a ilha do Porto SanlQ logo aquela nOLtle mandei hum homem de mil1ha caza com hum preclltorio do juis de fma pera o prenderem em a vila de mllchiquo daqui (] legoas onde o dito Andre Fernandez estava preparand() huma barca pllnl sohir an Pano Santo e tendo nutiçea ser la chegado o homcm HC Velll fugindo em hum barco pera esta cidade onde esteve e se escondeu, meteu sua mai mil rogadores pera que; lhe esperacc c o não prendeçe pedi lhe penhores deu me a isso 30$ rs e vim pcra este carregamento a qllebmr com muitos amigos e. adiarme com o provedor da fazenda com quem tiver recebido rccados e respostas e juro II VM ( .. ,) que a ser a divida minha a pet'dem antes do que os eml'ados

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que tive o dividor se acolheu e esta na Porto Santa sua may que he 11uma pobre emgomadeira ficou de me pagar aos poucos como pudcçc que foi força assei talo assim por não ter bens em que paganne mais que \\ peça da divida (.,.) uuzente tudo consta dos papeis que vão com esta pois que VM no diante veia fi quem deo o seu dinheiro, cu remety a VMu nossa conta que esporo u\lera aceitado e por eUa me hera VM deveder de 92$752 rs que pus cm conta nova honde aeresserão 4$400 rs do custo da coartolla de vinho dada a Gaspar Henriques disto (7) II VM bom era a dita conta 123$753 rs da liquido de suas fazendas e 8$ rs do custo da lamina cum que acho restar a VM 29$601 rs sacuo hemos a seu .tempo pagarey a letra de 133$ e tantos IS e cobrando queja da m,w de Andrc Femandcz n::meterey logo a VM a quem agardcçcr muito o valerçe de min e meu cabedal pdlo clezejo qu~ tanIlO de servillo meu senhor por emcontru de !lllma letra tão pouco seguiu que me remeteo :,he força manifestarlhe o que sobre alia ha sllçedido. Ml1nueI Martinz Medina me nvizn em como tem fretado com o capitão Sornwnho para Amgolla pera hir nela o mançebo de minha caza que a VM hey avizadn agora espero VM me faça merce querer arrisc[\ffye cm sua carregaçan c honrala e algllns amigos que por via de VM o queimo juntamente fazer que coando assim suçeda me faça VM merce d'1r ordem no primeiro navio das pipas que por sy e ditosl/ llmigos hade carregar peru qLle cstejão conpradas c perparadas. ticando eu por ludo a VM muito obrigado cuia peçoa nosso senhor goarde muitos annos.

Pero da Silva Branco

Funchal (sic) de Abril 1650 com o Riqa Pena

A VM quer a fortuna em que m[lior gosto so!edto e bem o ha mostrada neste voço suçeço e devoçe a isso em qli..! tl1ntG me encontro com a murte do mestre de campo epnrn mor pena estares vos em S\l[l comp[1nhia e ticares com sunl> cauzas sem em nehum nayiodo~ que tem vindo dcss[l cidade escreveri as huma carla dando rezrro devido e do que vus ficou encarregado coando n[o por vontade por obrigaçrto e bom termo em que lanto avejs faltad.o e com ta! descuido que nehulTIa desculpa pode ter pois devem os homens tmtar pUf todas~.s vli1..~ dar conta do que lhe esta encarregado i~to vos avizey na ultima caravela que dSlq.Uy partiu en Dezembro e juntamente que vos viel'eis p<lra paçares a obra e aonde vostwJa honrar o COllde de Castel Milhar e donde podeis paç[1r melhor e com mais abundarlÇhl.)l sobra de João Velho Gondin e com menos gastos tudo me aviza Manuel M-artinz M~1inll vos propuzera e que lhe lhe respondestes que mais tornar do Algarve ou servir.la nãotelJd9ll nehuma resão [lO fundamento c deveis comsiderar não estamos com ab\lndançiad,e\"vyq.'l sustentamos porque já tendes feito de gasto isso nas mlios de Medina 80 e tantos.. n1<j~x~js nos temos muitos perdas, Luis do Jard-in levou me e 320 e tantos mil rs agorapllgom,\isqe huma fianç[l que fiquei das fragatas 90 e tantos mil rs João Fernandez com quemenrrégU<iY 40 pipas de vinho foy a cabo ele synezes dar as Barblidas onde tudo se perdera'l';)lOrO I]OS anda apertando o sendic[lnte por 2$ cruzadus da fiança da IlllO de São Thomell cq[lr)dpde Dunquerque e II tomarão por contrabando pelio que nos Iras 11 quinta de SantaLuzi~em pregão com os vinhos que la cstav[io e nos themos aggravado e mllndamos nesta c:aravcütps ( ... ) que olheis que o que vos prücuramus de voço melhor segio vendovos nosp.rem~irqs navios a estn illli\ pera paçares no Brazil pera o que peço a Manoel Ml\ftil}~;,MediIJ\\ resposta lhe devo 200 e tanto~ mil rs vos assista p[lrn VOSS[l metalotage e hum vestidq.quB.c.a fornesserey ( .. ,) e em f[lHa de não quereres vir cu me dezobrigo de tudo C.. ) feitpm~s:do

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que hera obrigado e escuzei de pedir dinheiw a peçoa alguma que não tenho em que Pllgallo os papei? e eOllzas que tiveres do mestre de cmnpu entregai a Sebllsti50 Nunc~ de se cobnlr delle recibo porqlle meu cunhado se embarqull na primeim oca1.ião <L aprecumr estes serviços pera o que espera o testamento ou hum treslado delk antentiquo que deveis mandar nOSSll mai scja de sl1.\1de e o maiz de casa da mesma a vos de nosso ~cnhor a VM goarde.

Senhores ( ...) Solmar Guilherme Roulel Izaque Henlvet

Funchal 16 de Setembro de 1650 fll1110S

Em 7 de Dezembro do rtnllo passado foi a ultima que II VM ( ... ) em compnnhia de tres letmz emportantez 92$861 rs que hc que pude alcanssIIl" e como ajn chegado li caravela que levou dita canta em pa;>:; espero (i ltverem V. Senhorias recebido e cobrado de tres lctms e de dezeio de Duarte Zomalb pera lhe dar sahida e clene me devera de clnr baixa com que aCllbas~c de remelere a VM o resto desta conta e ajustalIlJ mas procuranuon nesta acalil'io não foi possível dUl"Intle que o fazia na primeira hc pessoa muito serttrt e de grande verdmle não faz duvidall que na primcim ocaziao eslt: que como eu lho tenho dndo e esta safoussc lhe estou mail seguro de mandar l:om bl·cbidade este pagamento a VM que desse delatar nüo he culpa minha poiz VM de mc mandar huma especia de dinheiro aqui tão ing<1.st!wel nem que pera flVei" ele satizfnzer minhaz obrigaçois foime neeeçario hilaz trocando qlle nem o almoxarife nalfandega mal quiz tomar maz eomo diguo estou serto de que na primeira ocazião me mandara dito Sonrl1ans letraz que a VM remeta e fiquemos saroz nesta contta meu nmigo Manoel Martinz Medina me aviZ!I em C.. ) mancebo que d~ VS avizey se pensava mandar angolla C..) tenho fretndo a nau do cappitam João Sannellho pelo que ( ... ) me farão merec nesta carregaçmll quererem arriscarsse no que forem servidos ficando Cll por tudo muito obrigado em a ditn ocazião que VM de seu serviço mandaTem eujl17. pessoas nosso Senhor goarde.

Senhor irmüo Manuel Fernundez Branco

Fl.lnehallO de Abri116.'i0 nnnos

Üt pois tevcram duaz caravelaz de Setubnl sem carta de VM e [lutaxo il es~a sidade em que tive hum ( ... ) e diz VM lhe paresse vem az mais que meteu ( ... ) nem ocazião ITIlIS não chegarão e a min não tem dado que entender vindo cllrtnl. a todos VM e~queceçe tnnto nem falo em Martim Filtei" qlle tem suaz ocupuçoins mnz Pero da Silva que deve andar bem osiozo nào dar contl1. de si nem dn morte deste mestre de campo a estado das COUZ.1S que lhe ficfI.I"ão encarregmlns tenhll sentido nuito poiz por falta do saber dellaz senno embarqua meu cunhado nesta acazião acentar sml.> couza~ mas se tal scm faltu em primelm e devem VM li aplicar fi dito Pero !.la Silva se embarcnr loguo por esta ilha vem quoalquer embarcassüo pera segir o descuido thl.: asentado de hir cobrar e cseuzam o I'altarenlhe com o dinheiro eu o nào tenho la e Medina me mandou a nossa contta e nelle 80 e tontos mil rs que lhe tem dado e lhe estou devendo de prezente 200 c tanto.l· mil rs pio que VM aplique o dito Pl.:ro da Sllva se vinha aveIa; se lhe nüo hude dar por minha conta dinhei(Ol1enhum não que II rendo vir dzelTlcaminhadome com isto de minha obrigação em yl\e assisto mais do que possa porque as pedras são militas e genllos nenhuns João Fernandez Pedra para quem carreguei 40 pipas de vinho chegou em os \lltimos do Dezembro a Barbadas destruido e perdido e

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muito mal que la teve

com~llminne

tudo em materia tle meu despacho agmdesso

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YM

coando com que o procura mas com maiz lhe agardecera avcrme demandado as cartaz de favor pera o governtldor per\\. me rr... er de dar li comp\'lnhia dos couros pois por faliu dellc n Pernão Favilla que tomarese ::~us carguos ( ... ) se antes vierem as c.;artas veremos se se poi.le terem C.. ) em tal estado que não sei quoando (... ) dado de dom Dioguo de Teves que hc ( ... )nelle senão VM dando notissia do tempo em qL1C ( ... ) não o pude crer mas agora sua mesma carta de YM me diwm ( ... ) e YM a ser o nosso opozitor não .~ei que dizerlhe poz YM a ...erçe valido de Filter de 50$ rs ( ... ) me de c.;om que pagurlhez muito estimam que matldarlhe a VM que Assim me Deus salve que o fizera maz tenho gn1nd~s apertos e pouco de que remidinloz o deus <\iuda que quoflndo eu tenha não faltarey a isso e lhe pe~so senão valha domai:>:: dinheiro e que não posso pagnllo e tomam n VM e lhe pesso pera ver o que 'lua vai alem de sendicante vos pede 82$ rs do depozito da nao São Lourenço quoaJ.1(lo veio de Dunquerque e se tamOl! per comtmhando ficotlme por fiador fez socresto na quinta de santa Luz.ia traIa Oll pmSSll em pregão tanto llOSOS paiz li il"lnl\11s como procurador do· dilo Henriques (... ) nesta t:l\mvella queira Deus tenhamoz I·CCurS~o ( ... ) n Filler nos apndrinhe estil cnuza com o conde de Cantanhede poiz lodas as ordem vem por elle passlldas e (] pedisello de Manuel Vieira Cardozo quc teves~e mão em esta fazendo debaixo da promessa feita ao dito Filter a quem escrevo em esta oc.;!1zião em pormo de. parte tudo que tão cmjustamentc nos fazem querendo por ladrões levemos nosso dinh~iro a cam:n da nau senteneear1io afora e se tiram a devassa e com huma e outra cotiza cuido me scra fon,:oso por os pees desa bnndn pem com a ajuda dos l\migo~ vermos se humu vez podemoz vermOH livres de tantos sustos esclIzar desl~ se avendo recomendo o tempo ca senam o que deve raz.er por maiz me atormentnr que nem meus pecados são pera sair de caza ai nem possa fazer os requerimelltos hll1no caUla que indo a noite para R horas com o Padre Francisco Menues e a meu mamo ser pera a Sé no que da torre and\wnà algum. mpazes as pedmd\1s e por ( ... ) me deram com humn casquajl1llto a hum olho me fizerão hum pequeno golpe que eSCUí:Oll ponto curei me em 4 diaz sarei mns loguo na mesma fend\l me mlçcu huma esponha c.;atnal que ma tomou ahrir criando possonha e emblamnndo que ao cabo de 40 e tantoz diaz arrebentou fieandome toda soza \\Lluilln pnTcce que the o p6 por rnuiz mezinha~ que lilc ponho não quer per{ler ave]" mohidão donde 11 noite que me sucedeu em Loures per csclIzm vczitaz por esta retirado bastante para que os inimigos que não síio pom:oz que essa benção nos tlcou de ( ... )I/Ievantasse e tenho tantm: ( ... ) aviznda sendo que mas posso li que outms alye de tantoz moços e por tontaz boquas ralliío e1lez mesmo se confundem e alguns que Otlvemos por mão per (.,.) estavão ( ... ) o que cl1e dezião e querião de seuz ditoz mo ficou pouco maz \Ivizo VM por que sei não deixei de escrever lt VM saiba o que hei elllcornclldo li VM as eartollas para o governador ( .. ,) da oompanhi\1 que ande e que veni.lo sequer l) governador a ( ... ) concelho em outm e serem eseritaz per pessoas e com modo que ( ... ) negnr o pedido ( ... ) ponho mais e lodos pode em opere C.. ) e ditas lhe mande a VM ( ... ) recados ( ... ) venha cartas podeo pera que os eu me (..,) comcerto ( ... ) Francisco Heimr e Medinaz ( ... ) que lhe dezejo.

Martin Pilter

Funchnl20 de Abril de 1650 anilas

Em as caravelh\z que vierão de Setubal e navios dessa cidade não tive cartnz de VM sendo q\le espenlv]\ com a.~ boas novas de seu (. .. ) e jUl1tnmcnte as cartas de favor pera o governador em m?tteria da companh ire que ficou de João dorne!las que ele quer dar ii Fernão

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Pnvila por nisso f,\Zcr hemnça ti Gaspar de Fmnçl'. Scverim !XlI' qUem lhe esta l'l!comeu<lado como (;OUz.11anto de M,lllOCI Tl1urn,u mns cu pOI' minht) vin mandei Rodri guc:L Pastem fal ar !lO dito govcnludor rQSSe de1endo a d ar lhe menagem porquanto cu na pri meira ocuzi üo cspl.! rava ordem pem me sse dar di tll companhia assim espero VM mcrcê e rasnrne mand ar d! ms cartas c de pessoaz 11 qu em lhe n[o possa nem o pedldo por q ue me fic a mu ito alemo e pera JlIu ita~ l:OUzas a ter aq uelln comprulh ia dllgenle daquel lc: dis tri to com o fav or de VM e por sua via () poderei Il lcançur tão bem espero que na replico de meu despac ho como desse te.l1ho pedido mostre seu poder poiz sei desertto tem VM tantos e podl:!rozos nmigos e qu e lhe sua may que De us goalu e lhe fUlo com ( ... ) grnndes favorcz e bem se va mI. ida que n. essa cmm de VM fez caze que. a Iod a esta be m Inllm vilhou fnlC ndo em os mnos an imaz ( ...) e nÍl1idalid nde ( ... ) d o~ umigos eau7.and o notnvclll.kgria Cll eOlTIlJ ha dos tfil.) pnrti clJinl'eZ e tiio emtereçados escuzo emcaress l:!r o qu e por e~ ( e vay estll ,tviando pode VM me ma ndnrll pol'llll~ lhe dou os pnrobcus l."OmlilUl do em StU sediQ prellci pioz os (11lC deu d e Cl'l!s se ntumelllO~ gral1dc~ como ,O~ podt;ruzos tal cumo aos ap ertado:/. e Il0S ( ...) neSla oCllzi!\o hc t'orfa vnl er monos de VM hiio CllUW que II sendo glllnlla embn rgo C.. ) e carlaz de reeolflendaçllo pcm ( ...) lrllla some nte ( ...) como fora aos qu e ganho mnho len bmdo deve VM estar que qu ando ( .. ,) u anno de. 635 com li charru a de SOl1mlUlS o co ntador por comprazer ti Ambrósio de Sequeiru lhe nuo gom'dnr seus pllçaporrez e mUlHlou ( ... ) c os s il\;\iz já se traz porquc m (inhão reconhecidoz ( .. ,) se embargarem a nau d e razendaz <llIe trazia ( ... )") fi de bom despacho deHa c no emnnlo que senao dcspncho rn nos falta VM oU lrossim me mandnf na pr\me irn ocnzm.o pOl' qualquer nn ordem do dit o concelho dll fazonda paro que o seodiC.ll.nte me suceda 1l1.'Onln:z com esta exdu~!Io em eSlado c m que e~t i.,.c pnra com esn the la se determinu r II cauza porque deva de vir no p ri mei ro navio di la orelem nos hacle remeter a fazenda ( ... ) de dar este dinhcro que he perdeHo tendo eu ( ... ) de VM espero fXJrtalllo se pode nos nau foJtar com o favor prezente e sendo calO qu e ( ... ) negar hu nverii\lllOs em seuz cmh'lrgos pllm n 131 fra oça ser nCt.'t.':>:snrjn por tas cu Cllrb"O 4 10$ rlf que querendo ( ... ) com esta ftança a dese mbolçu r que contillmos por i s~ o a VM que mn jX)r esta cam tiquar em cam de negtlI tll os O Que não e~p emlTlOs assi~ l.crenos de V M com esta perll o dezcrnbolço que comfiumoz em alguns como favor de VM não fuzere não de for VM ( ... ) do Cardozo qu undo (. .. ) deb aixo de casa de (.. .) de BitancoUr! nom fum quan to nuo puder pera que qu u seu irmão no qu e pode nlio tenga pena mas es te meu irmão P edro Manuel S ilvil esc revi ( ...) ulti rnaz curtas se viesse pera eSla ilha pera pnrtl rse ho Bl'Uzil hondc com rn'liur e()l1Iodid uclt. ( ...) a sonbrn do Conde de;: Castel Mi lhol' que no~ prometeu nqui umpamllo não nC[\ th e ci gora n:po.~!a sua num as ( ... ) que veio do Al guryc avi znu do <lue dClremi nem pelo que aqui :oe;a de fi VM me r ll$il merce ap licalo fi que lIe venha porque ( ... ) nos esta bem alem de CJue nos hc in pos~jve l sustenlallo e CJlmndo se queira avise Medi na lhe su prira com o necessario c í\ssi m a não fa~~fI como dezembolssar qu e nã o JJOdercn pagnHo q uc novidade deste anila son pouquas c as perdas mu il:a!i ( ... ) mail; que la CSIi'lo l.'O1ll0 afio pecJisem a lguem se rom o irmiin Ma nuel Ll:Jpez Bronco me avi7.a nve rlhe VM cindo 50$ rs se m que (".) lhc pedia 30$ rs co mttldo estlio bem dado~ e p1'Ocuralns ( ... ) com que p~xlell acodir he e lle me aviZil tmte an'Cndamemo de morgado de Dom Diogtl de Tcives couzn que nesUl bunda 1l6s do primeiro maz ( ...) mllndo e m lal e:o;mdo que não se pOde estranhar c vil1\ o~ a ter maiz este apos ento.~ eom ( ... ) me escreve Mcdinn le n frcllllJo a nuu de Sarminhull e nello pnUrI de 300 pipas pe\'[\ Ang01 a pam ir e~fe a nn!) I.jue supos tu lhe llYizey ilssim puzenlo se az couzus ( ...) o q uisera deixar pem avc r mniz huma vez ()ue C~ It! 10 F uliu uma linha.

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navio frettado me haclc acodir C.. ) me queira avidar eslH earregaçam com a que lhe for possivr[ per sy e seuz amigús 8lguma~ da verdade do dilo mosso e do que ouver de se I.:urregm de totlo~ cu me mande os creditas no primeiro navio que fi falta que ha de casca ilvizaf lllua preparado li seu (.H) quando cuido como me uvizar. Nesta Crrrnvclla Santo Antonio fretnda nquelle Saramenho C.. ) regia e va embargado ( ... ) que espera de pas~c<lr a tirar de Nossa desta ( ... ) prencipio porque tirou hum ( ...) Gaspar Rai~ nosso inimigo por parte de Antonio Made! ( ... ) e como lal dizen agora vamos com nomes de contraditas vendo que não pod cmo~ remedear Deos prernite livrar-nos ja dllslas embrulhudas que tam ernquicntas nos fu:.:em. Manuel Fernandez Bundeira tenho cmcumcndado llllm frontal para II Confraria de Santo Antonio em o Convento dos l'mdes tenho mandado provimento rem seu custo que di~ seram 46$ rs I'n!tarlhe hao 14 ou 15$ rs VM me faça mercc llIundarlhe nssestir com elles que pagnrey com mni~ perdoalldo minha comt"imlça Nosso Senhor goarde a VM e lhe de as Qlcgrcs pnocLla~ de que dezejo ( ... ) me faça mer<.:c querer ablnçar ulguma~ Cllr/as de favor p<lrfl AngulJn. Francisco Snlvudor servia por outros que la governem para averem de favorcsser este meu moço que sempre estas cartas aproveitnü.

Senhor Manuel Fernandes Brancu

Funchal 20 de Maio 650 com a riq1l pena

Com o mestre Francisco Lopes Torma recebe huma de VM de 8 de Março com llS boas novas de sua saude quecstimey deHa Deus a VM por muitos anllOS eu paço com ella muito pronto ao serviço de VM H quem me reconheço muito obrigado por muitos t:wores que me 1",15 e cuidado cm que preCllr<i. minhas couzas a todo protesLo mostrarmol! Agartlecido nas ocazions que por esta banda se lhe ot"ercssüo li volta e golhilha não rubi o prezcnte C .. ) que depois de poucos dias de aver chegado com ( ... ) se fes a vella e lhe premete lentar n[tt) ( ... ) pIo frontal de Santo Antonio ( ... ) a sua custa V!ly nos não faltay como por Mathias Lopes deve ( ... ) VM assista com mais 14 ou 17.~ rs ( ... ) manuanne VM huma ( ... ) de quintal de eomo que fazem orclinarias nesa cidade de duas fechaduras e juntamente me faça merce mandar 9 caixas de ( ... ) II mais extremado que VM nchar que hade ser dn amostm que Vliy pam lllllll abilo de huma tia minha freira e juntamente dois covados de pano da mesma cor P,\rrt a roda do abito do eu~to se valha VM de Manuel Martinz Medina a quem aviza mell tio o eonego Simão GOllçalves Cidrão Ilssista 11 VM com o que por isto lhe pedir perdoando VM tantos enfados e que bem conheço não sirvo mais que: de darlhos. João Fernandez Pedra foy te!" as Barbadlls cm os ultimas de Dezembro untes avia ja arribado 11 Cabo Verde avendo estado encalhado em Guiné foy muito doente mas dizem hia aJcltnçando molharia deos HHt de pera que tlldo senão pel·ca StH\ desgraça ióy desta caza com muita rezllo sentida não por nos.~a perda que t'oy grande mas pella sua eu lhe hcy avindo se Iecolha a estel illm claolldc tomara rezolução sobre seu modo de vida e porque o tempo me não deo mais lugar goarde Dcos a VM.l1

Senhor Munocl Lopez Ortiz

( ... )

Em 9 de Dezembro do anilo paçado escrevi ( . .) ( ...) carta deve em tul em mais ( ... ) por ella avera VM vi~{o o qlle tratava ~obre a ( ... )

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tantos assesorioz de pc:rdaz he enfadoz que tletriminou mnadar ( ... ) para o ano vindouro mas como não (... ) em que ftvizar (... ) ao Antonio Medina elle fl'etou não como me aviznra em sua por quem 16 de merce aver fretadu a nau de J oíío Lumen ha en essa prassa de (... ) que !luma com efeito não tcm remedi o assim que neste acazo ( ... ) temo a escrcvesse numa de que (oO.) processo a creditoz sem que nestaeHa n1io ha ( ... ) e as roins novas que la deve C...) em dite ( ... ) sertoz h1io faltado com anava do (...) que com 7 mezes de viagem Foi ter az barbadas e tomado ( ... ) eu hia com eJle entereçado em 100 pipas de vinho com ( ...) empossibildade mas comtudo no ( ... ) que pera todo ( ... ) sobre cotizas antigas ( ... ) daz 100 pipas poderey que fazer 50 pipas por Antonio a carregaçam ( ...) meus amigor. não hade faltar com o que ( ... ) VM cuido seja todo ( ...) e sem C...) fazer e ser nosso ( ... ) que dezeiamoz e ade a ( ...) a VM me paressia (... ) quem aviade carregara na primeira e foi ( ...) preparadoz e os (... ) demaiz nem Bnrtolomeu C... ) ManoeI Mnrtinz Medina me avizou averlbe assistido maiz por minha conta 52$700 I"~ de que conta C... ) VM novamente li t"nzcr conta com este velhaquos (. .. ) vender li caravella e sendo cazo que VM C...) ouver cobrado em vinhos como tenho pedido me tilS C... ) a Mnnucl Mnrtinz Medina mandandome somente ( ...) na primeira ocazião que cu com esta nova ( ...) nos fazem a quem maiz falta e pera o que, ( ...) fiquo scrto a quem nosso Senhor gourde muitos anilas!!

Hivin de

Brui~

Funchal 10 (?) de Abril

C... ) foi a ultima que VM escreveu em como( ... ) do corrente que tudo espero averem chegado as mãos pur clla estava II dever a VM 114$460 rs que não tem com o mniz por lanço a me cobrando nem the a prezente o tinha (...) que por efeito do cartaz de ( ...) e quem deve esta C... ) a obrigam querendo obrigar por notisia para me dar qlle nova conforme a obrigação que tinha me prezentllm de que ( ... ) a carregação porque ticou hum mnigllo C...) ocazião sem t'a](tl sera VM C.. ) porque não avcndo duvida. Em dita minha carta reprezenlava a VM como de C... ) mand!lf hum mancebo que me servia em meu escritorio sobrinhu de Af[Jn~~() Lopez Oroz de Vianna pera Angola pera o que pede ( ... ) amiguo Manuel Murtinz Medina me fretasse navio he elle me C.. ) em carta de 16 de Novembro tem fretado a nau do cappitam Saramenho ( ... ) com navio e de muita forssa pelo que estimarey VM queira per si e seus amigos e[l(ereçarse com o que pocivellhe for nesta carrc:gaçam segurandosc da holt contta que de tudo averão e fazendo me VM favor como comfio sera servido mandar os cartar. de creditas com brcbidade a Lisbo" para que se remete a esta ilha ( ... ) preparado antez que esta nau venha. A casa que C.. ) ho pedido das ( ... ) quoando a~ mande senão poderão timr vinhos com o avanço passivei que guozara mas

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porque h~ tomado por alg~ma reputação so querem por ellcz dinheiro ou lelmz m<lz os ( ... ) COIT,l bl."ebldade se podemo :rcmler a letra por pexo levantado quc oje ( ... ) Jeíxe ordll1anamente 300 rs. ( ... ) ~s vmhos se apreste com são 25 pia eutrega de \etra com alguma espera o que so de aVlzo ejur,tamente mas Inl.mdarme o pano de linho que por ( ... ) lhe tem hempedido p<X]IHlnto vem avizado de fora porque de C.. ) que me mandou hum nmiguo de C... ) porque he quanto se me ( ... ) Nosso S e nhor goardc muitos annos. Devertinne de aviznr VM como tivemoz novas aver João Fernandez Pedra arribado II.'; Bllrbadas com 7/M de viagem por buma agon que abriu de que Comsertou em Cabo Verde na fazenda que levava avia muita perda ( ...) que milhor livmrião siriuo as que carregarão vinhos que valião ( ... ) ou 2$500 lavraz de tabaquo Oll eaixa~ de assuquar maz me hei todo carta de João Fernandez na posso avizar de maz ( ... ) nuo entrar na Bahia maz poiz C.. ) paciencia./I

Senhor Manoel Martinz Medina

Funchal ( ... )

Em 3 c 26 de Março recebi duaz de VM humu de 13 Fevereiro por Setubal e outra tem direiltll"U de J 6 de Março a boa saude que VM nellaz me diz fique passando Nosso Senhor

lhe aumente muitos unos coa os aeressentumentos que me dit: eu ( ... ) com dia no seus generaz muito prompto ao serviço de VM ( ... ) pait: que ( ...) fretando me para este meu mosso hir Angola ~ucederão tantos ( ... ) tinha tirado Agosto de mundallo este anuo rn[L'l poiz VM ter l'mt.tdo C..) como me aviza cm sua ultima carta he para ( ... ) o primeiro ( ...) devendo a VM muito ( ... ) tenha ultima carta em que dezia puderia apromptar 100 pipaz ruins n()vas de Angolln me hão falta a mar parte~ e somente persístindome eu ( ... ) que dclle ( ... ) ti. maiz praça chei a que vão livra-lo ( ...) cm alguma cOllza entre Afonso Lopez animo que deve ter avizo (... ) pipa~ que lem alcnnslldo pello que como Sermenho ht: hum C.. ) defercnça alguma e Ilssim pesso mu.ilo a VM tome la lrabalho de ( ...) comfonne as pipas que se sertaz tiver fazer o fretamento que a VM ( ... ) juntamente de que trate vinhão os creditas e qlle se hade carregar no (.,.) tud() preparado e com rezão das C .. ) muita merce me faz VM em que ( ... ) pem em cidade nmz nisto da cargua roco a VM vender dele a lastima ( ...) como diguo somente purque sem maiz. Em huma fragata que aqui chegou de Barbadaz tevemoz novaz aver arribado João Fernandez Pedra em os ultimoz de dezembro avendo arribado entrar agoa cm hum baixo e a bem grande aguada de que consertou em Cabo Verde descarregou parte da cargua e tomand() nquella ~egLlir stJl1 viagem roi C .. ) neLJe em barbadaz honde dito João Fernandez fiCava muito mal e de cama sua parte (. .. ) o que avia muitos avizo~ de que grandes danos mas ( ... ) 40 pipas bem dito que paresse s e gonrdão a perdas para esta caza que com elle herno 600$ rs de risqu() cru IDO pipas de vinho e outraz coizinl1at: mas se nosso Senhor Deus tudo fazer [lerder alguma CO\IZa se escapara eu não tive cartaz suaz porque o mestre diz lhas Icvara o mar todaz as que trazia queira Deus mandm-nos sabcmoz o sucedido e creill YM senti muito esta desgraça o maiz pia perúa dos amiguos entereçadoz com clle que pia minha particular a VM que era por outra ( .•. ) sohre a particular de Lui,.; do Jardim nt'io sei que fassa o que for servido que paresse he Dens servido alcnnse perdaz por toda az ( •.. ) a VM e ono aver dado eartlu de João de Menezcs pelas boas rezois ( ... ) grande favor tenho quoando VM regula e faz a seu parecer novflZ couzaz que esse fidalgo padece sinto enfinito porque hcm verdade he meressedor úe grandez posez que maravilhame como por merce do Araujo do Rio de Janeiro ( ... ) ~em querer pagar [) que me deve padre Fernão filho de ( ...) carvalho que foi ter San Miguel huma eaixa e hum fecho de usuqllar ( ... ) canta em navio

c. .. )

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que foy pe.ra aqm:lla ilha escrevi (. .. ) avcra ti VM remetido Afonso Lopez.' maiz ( ...) e que o velhaco de João Marques não avia c. .. ) deve de o aver feito e juntll1nenle averce vendido ( ... ) pera que [lUma e outra couza va a mãos de VM ( ... ) ha de comprar hUUllS poucos de arcos que ( ...)// Antonio Maria de Ortiz

Funchal 17 de Junho 650 com o mestre Amburgues

Com Antonio Raiz recebi huma carta de VM de 22 de Março e~timrlndo a mcree que me fas de ocuparme em cOllza de ~eu serviço em ii coaI com muito bona vontade me empregarce na ocaziois que a VM desta banda se lhe pessno ao dito Antonio Raiz ordenoll VM entregue 5 pipas de vinho per sua !.:onta pura Cabo Verde tanto que não C.. ) o visto e gastos de cada pipa de 10$ rs posta l\ bordo preço lemitado para o que valião e valem que sno 11$ rs em lerra e J0$500 rs tendo de gastos atc bordo ue 500 rs como os eu não llchusse pelo pressa por VM lcmitado COllZU de meu contento duvidey n dnr ElO dito credito ~atisfa~ão mas o dito Antonio ROlz buscou dilas vinhos por dito pressa sendo que senão espcsetkou com a pessoa que lhos vendeo que depois de embarcados dezia avino scr 10$ rs postos em sua caza e não a bordo por escuzar duvida os compuz em que se pagarião os gastos de entre ambos que vem ti ser cuda pipa a 10$250 rs que como COUZI\ tão lemitada espero o aja VM Ilsiln por bem em falta la pagarey o que de mais se se deu o que eu fis por acomodar o dito Antoaio Raiz que começo na vidu. Os vinhos hcrlio bons e de contento do dila que he o que VM hordenou em dito credito pelo que vão carregadas na caravela nossa Senhora do Rozaria e almas mestre Manllel Pereira vizinho de Sctuval ditas 5 pipas li ordem do dito Antonio Raiz auzente a Fnttuozo de Abreu como constnra do conhecimento jllllto que vay com esta e da carregaçmn por honde vera VM avcrem custado 52$787 rs dos quoais nestn ocazião saquei sobre VM huma letrn de 31m vista em favor de Fmncisco Fernaildez Fama, vallor oferçida de Pero Gonçalvez Brandao de contia de 48$750 rs que VM sem servido mandar honrnu como custuma o reste que s[o 4.~037 rs me fura VM·merce Il1Ulxlar dar a Manuel Fernandez Bandeira escrivão do tewu\"O dajunta dos tr~s estl\dos com quo ficam esta partida safa, Dita caravellll. partia em 12 do corrente queira nosso senhor levalla em paz Este anno determino mlttldllr para Angola hum mancebo de minha caza chamado Antonio Gonçalvez Padoz moço de satisfação pltfa o qlle se lhe tem fretado ncssa cidade fi nua do cappitam Jolio Sermenho çom elJe me fez merco arriscarce o senhor Estevão Costa João Thomus Villa e mais amigos com grandes ventagens coando VM o queirn fazer o terei por favor grande o que saberey ser gmtto c coando assim suceda me f<lm VM uviz<lr SUll resolussiío, a meu umiguo Manuel Martinz Medina por cuja via so fus este fretamento e nas ocazioins que do servisso de VM se offercsom tico pronpto a qoem nosso senhor goarde. FUIl!.:hal 17 de Junho 1650 I\llOS. Coando VM me fuça merçe caregar algumas pipas com este meu manseho ~omo confio etltregnra o cl'edíto para se·carregarem ao senhor Manuel Fcrnandes Bandeira 2 vias.!!

Senhor Estevllo Costa

Funchal 17 Junho 650 com o mestre Burgos

Achome com cartas de VM de 1:5 de Fevereiro 21 de Março e 4 de Abril e 8 de Maio que recebi em os navios que vicrflO em companhia para os portos e Angola a todos farey 00

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mais

ness~surio c~ to.

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pIa brevidade deste no.vio amburguell que po.rle parn Setuvnl clcsejundo

com bonna slIude que Nosso Senhor lhe o.umentc por longos anos eu paço

com cUa muito promplo ao serviço de VM que eon O dezcio que te nho de nelle me empreguru: não tem VM que agrnrleserllle o que ( ... ) n seus recomend:II:1os e estimo m uito que ajno chegôldo em paz Luis Enes e João oult rim queira Doos darlhe em tudo bom ~ueesSO em nossa ctlnlu lenho nbmmdo os 10$ 111 que VM deçe a Manuel Fernandez Brandcim por minha conta alem dos outros \0$ que cu av ia dado n oullrem c dos $851 rs do resto de nossa contn nntlguôl agom lhe tenho feito carga dos (... ) da.s duas mo.rtolas de vin ho e o furey e do u inheiro que dcr a Rci mon Bumt coando me prezentni o credito dc VM e ri eonnola de vinho qut! VM hordena I:urregue a Luis Ens o ftll't!y no navio do capitam Bordns a seu tenpO o dito cappitão hunda desgrnado no. viagem dt! PorUo a que porque o hão recebido duns frugutns de Medc!burguo e lhe hão tOllHldo a mar parte da fazenda d e enterçados que trazia de que est[1 emfe.dudo e como recolTIMdado de VM tratey ~judE\llo em tudo fazendo loguo tira r hum ins trumento de testemunhas dos portugueze~ que vinhito na na u para qu e constO.~$e do. verdade Ilssim sc fc.s nesta sue. Cazn com concelho de letrado de que e He manda a VM humn copia e Ilvitur seu sucesso mni~ larKuo cm tudo o mail que me ocupe os ( ... ) com Inrga vontade sentO mui to que VM se fli a espantado tão de eu nilO oveI' mnndõl.do a <::ontn das eslami n ha.~ e creia quando cu fora deUa o comprador e se ouvem prellse do tempo do pagame nto e eu a elle nio ouvera acedido muita rezão tin ha VM de queixa mus nüo [\vem.!o nenhuma destns COU7.t\S cuidei n:l.o hera fll.lta mundar II pune mais tarde o mais sedu I:oundo como digú por estn não me reten ha o vallor d a f;izenda nesta ocazi~o a mando e tt Qutro ao o;enhor de Samallo com II cnrta emc!uza que VM me fa ra merce remclcrlhc c pois hordeni5:o remem o liquido destn fnt.cnda cm avcr suas precurnçois de gue a :leU tempo se remetta f)Ot"que este ( ...) VM 5e dll. g<\Slo devidos e emcounto n cresenla creia VM lJue nova cxperiencla se 11 t'"eito aute min f.! se niio acha cm Jer mnis q u e 71 3/4 por COMlto O tlUe e u não afi rmam a não estar prezentc nem quem as comprou q ue r po.gar mais qu e o que diguo que oe hum mercad or fl amengo chamndo Duarte ZoJlJ~n.t bem conhesido nestn ciunde e de não aver feito resposta a cartn que VM me remeteo de 15 de Fevereiro por Set\1v!11 foi por nl\o nve Ila recebido que cm 10 de Mo.yo chegou n t.:t\ruVC1Jll que ao II que di z VM lhe ClllTcgue com o cnpitnm Bordns 4 pipns de ngoardente não posso dar a ezeeussão esta hordem IJor não ayer de prezente este gencro em a terra to da a que avia tem muito uno iltrcvllsuda os administrad ores da bolçll a 33$ ,·s pip3. e alguma porq ue alg uns inleresrulo~ diguo Ilntticulares e hoje imla pedem 38$ senoo acha huma pipEl que como nílo o uvcse·de anno vinhos danados rUio ouve com que faz.:rs se por cuias rezles fica por ezecutar c~ tll ordem que VM !! mim me pezo. e51af n gosto de VM c por meio mas eonhesendo nüo ser POl' minha (:l!lll não tem que (:ulpn,mc. Vejo avenne Antonio Alvaro embtlrCada pnm di tl paro dnhi passar a Fransa leveo D.:os em paz c: lht! de bom sucesso o que esta de sua contll crdflme VM ( ... ) que ning uclll mnis gue eu dezejil isto da IJarte mas lhe agom de novo Jo<10 de França que seu dotl n o emfadrn:lo mandUII ii poucos d ias fazerem fnrin has nfio tCI1\lo inda fe ito conta com o vinhedo pera saber de ( ..• ) pera me regu lar flor elles visto ser o trigo todo e da venda esta o dinheiro em mão do licenciado Antonio Fernandez Pinheiro ouvidor que foi qu e me I.:ümproll a moI' parte del le e como nl'ío tem vendido ~e ll S vinhos lhe não possu tirar as letras das milo~ As fazendas a mar pnrle estão nhi ingfl~tavcis pias muitas em bon n~ as que hão ueodido e nadar esta conta cu dcverç~ n carregmme de1Jas recebendo ni5~O alguma perd a porque a nno ti nhão meus Ilmigos e esteja VM serro que cam ti mor brevidade que p~s i vcl me for hei de pUf esto de parle (l mandarei CORl o saldo dclla ynda que como digo o deí'.embolce pois j a ()

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fiz a carregaçam de casca deste me~ ( .. ,) em 9 do corrente averme ( ... ) Fernnndez PedIU em navio que foi em direitura para as barbadlls (,.,) a carta de VM avizando a trata~se de dar saida a sua fazenda com o mi!hor como posivel e que se o retorno trouxesse em sua companhia essE1. cidade ou a esta com asuqure algodão tabaco e a mil enfados para Amburguo espero que em tudo tratava nosso maior proveito queira Ocos darlhe vida que com ella camno nO:o teremos perda como the o prezente día aja tido carta sua não sei que tem obrado, Beijo a VM as mãos pela merce que me fas de querer Ul'iscar com o m,mcebo de minha cuza pam Angola a 16 pipas de vinhaz que can'egarey trazendo Ocos !t nao que espero brevemente ter seu aViítmellto encomendo farey o que dever a YM ~cguinda em tudo sua ordem, O Capittam Bordus tem entregue de suas cartas e das de Luis Henrique remetera que os asuqres da terra se vão fazendo inda nos crngenhos purgados nuo ha ganido eOLlza comseden\ve! nem tem ynda II pressa tendo VM algum avizo de França n{e fara merce com brevidade pera o depois escuzar oprl'lçoins. Nesta ilha trago humas fazendas arrendadas por 300,~ rs a Sua Maje~tl\de de que colhovjnhos aellbnee o rendamento o anno que vem de 651 peço ao amiguo Manoel Mnrtinz Medina mo queira arrendar por mais annos para o que he neccessuria offresser partida bom\ de dinheiro adiantado por aver toureiros e ser fazendn bana e sendo ocazi110 tão fot1losa he forssa vallerme dos amiguos VM he o em que tenho mar comfiança assim lhe pe,so me fas~a merce nesta ocazião de querer fazenne emprestimo de lOU$ rs dandoos ao dito Manuel MarlÍnz Medina a quem avizo se valha de VM e desta conha em caza que suda a efeito o tal arrendamento que vlli em duvida c VM por me fazer mercê avistandosse. em a pressa com o dito Medina lhe offn:cera esta contia purqlie eu lhe avizo VM me fas della mercc e coando se aja de o vallerse della darey delln. a VM satisfaçuo com o imteresse [tue levar gosto na conformidadc que me hordenar ou se descontara nu carregnçrun para Angola ficando eu sempre mui obrigado em o serviço de VM a quem pesso me perdoe este infado e ofrecendoçe semelhantes ocazioins me acham C(lm boa vontade Nosso Senhor goarde a VM muitos annos e a car(a para Luis Estevam me fa~sa VM mandar dar c~'til1ldo a dita nessa cidade em falta remeterma outra vez.!/

paullo de Aquim

Funchall? de Junho 1650 com o mestre Amburges

Dias ha me faltl'to nova~ de VM que eu dezejava Ler de continuar por saber de sua bOIl saude que nos~u senhor lhe !Jumente com as felecidades que dezeja eu paço com clla muito promplO ao serviço de VM em que terey por nlvitero mandarme, O amigo Manoel Marlinz Medina. me avizl:\ estar ja aviada a nao do Scrmenho que por meu avizo fretou para Angola para nela hir o mancebo de minha ca:ta qu~ li VM tenho aviza.do e que partisse desse Rio lhe meado de Julho coml'iado estou em que VM me fara merce como me tem prometido de honmrlhe sua carregaç.i.\m e ariscarse com eUeo por sy c amigos para que va muito aventejada c tambem comllu ao senhor Malhia~ Vaz me fam merce asegurandosse de puntualidade do encomendl'liro porque eu ticn plo que espero VM me fassa mcrce dar os creditos ao dito Manuel Martins Medina para que a ma dila nau O~ remeta ficando eu por tudo muito obrigudo em o ~erviço de VM a quem nosso Senhor goarde coma cm 19 do corrente por cartns que tive de Vimlfl soube como me ítvil'to faltado pura a c:arregaçan que assima digo algumas pipas de vinho que me est,wão prometidas e me obriga pedir n VM com mais vezes queira per sy e seus e entel'sseder con SCllS mnigos

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uumelltc esta CéllTeguçmn pera ~e encher ti pras~a [rctadu que com n falta das naos ingrezas ficarão aquy, Os Villbos muy ucomodl\do~ de preço e do que VM e por sua via me Ollver de carregar me fura merce dar os creditas a uma peçoa que hos fi de fazer ao senhor Manuel Fernandol. Bnndeirn portador deste porque com os mais que: se lhe aver de entreg<lr mas remeltL cm dita nua do capitam Seramenho c como tão serto nas marcas de VM (l n1l0 ofresso mais fi quem Deas gomde, Senhor Luis Potevion ll

Funchal 17JuI1110 650 com o mestre ambrugues

'Falmo me cartas de VM em resposta das que lhe hei escrito igllOro a cnuza que queira nosso Senhor nllo ser falta de sallde que essa e,~timnrey guose VM muito perfeitn como dczeja. Em l:ompnnhia do me:;tre Marim o anno pas~ado me avb:ou VM dezeja'lll trnzcr aqui todos os annos algum de casca seca pois hera pessoa que o po<.liu comseguir c como o dito mestre aja chegado em paz e feito logo de sua carregaçam venda n50 duvido queira VM comseguir seu primeiro intento, coando asim suceda sirva a VM de avizo que os emgcnhos este 11I11l0 hão comcssado a lavrai' o a~uqrc tarde e hinda dc prczente se vai fazendo e fnra the prendpio de Agos[rJ purgado não ha saido inda couza de comsiderussão nem que deva abrir Jlre~o que he inserto e o farão as hOl'dcns que oliver de carregaçoins e trascorda deo~ os navios que se esperão de Cabo Verde farão acomodar o preço do Ilsllqre da terra por eoanto dclla hadt;: vil" boa/! partida delles de modo que a. quusquu He fura este unno alguma couza mais tarde que o passado e mandando VM como diguo fazer algulntt lhe pe~o de avizar diantados para ,~e com:;eguir o emprego com mais comodidade de preço e melhoria 110 genero e em tudo fara VM como mnis II conto lhe esteia que a mim me (lch1\1'a sempre com bonna vontade tt seu servisso a quem nosso senhor goarde, Somoz t:11l 13 de Julho, A de usina 1m ~opia de minha ultima cm hum derradeiro navio amburgucs que em t'alta de avcr chegado servira a prezcnte ol'eressessn de novo avel' aqui chegado hum barco de Roehdla remetido por Jaques Nicolun u Richartc Piquefort e eujo me~tre se chama Pedrll de L~\ront trmlxe humu partida de fnzendns mns nllO de muita comsiderass1'io vem li husellr casca quejn se comessa a hil' fazendo com o P()UCO ass1.lqre que vay saindo mas ainda sú não ha llherta a elle pressa nem nisso se falia senão vierem mais navios sem muito acomodado porque na terrll comformc tenho \\Iqullnsndo li pOllqlllls on:kns pam compras de ditos asuqrcs o que sirVIl de avizo, Nosso Senhor gOllrde a VM,

Senhor Jacqul':s Lognn

Funchal 17 de Junho de 1650 com o mestre anburgues

Falt5.o me cal'!n~ de '1M nesta companhia dI! navios dessn cidade mas pareceume verião em as naos ingrczas que the ngora não hão chegado trngaas deus pera que alcallsse em !IS boas novas da snude de VM lJlle nosso SenhO!' lhe aumente ]lor muitos anllos C(}1110 lhe dezejo cu pusso com elle muito prompto ao serviço de VM. Pedro Fen'eira de Gaza o senhor conego meu tio me manifestou a larga vontade COI11 que VM o honrrara e enchem de favores seus por cotiza minha de que me sinto muito II margem: ,~cgunda feim com n caravela de tres vellas,

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obrigado dezejando se offressa desta banda a VM ocazião cm que cu mostre seu lIgradesido a seus favores. O amiguo Manoel Martinz medina me aviza em comoticilva para p,lI"tir brevemente a nau de Sl;:nnenho e que VM hordenavfI se carregassem nella 30 pipas de vinho nunea duvidey do generozo animo de VM me fize.~se marce honITar estn. earregnçum eom mno mo liberal queim Deus dar nella bom ~ucesso, em 9 do correnle escrevi ii João Fernandez Pedra em navio que roi para as Bllrbadas e lhe emcarreguei muito tivesse grande cuidndo de que ouvesse de mnta de VM e que igoalmcnte a lrata~se com u minha fazenda lev:mdu ludo comsigo ahonde quer que se embareasse delhe Deos vida que com elJa espero não verernos n ler perde em nossa emcornenda. elllcomendo muito a VM me nUl.l1de o~ arquo~ de ferro que tenho pedido que senão acha nesta terra hum e sem elles não se pode fazer a carregaçam para Angola. De prezente se me otTresse nessa cidade hum negocio por merc~ do amiguo Manuel Martinz Medina e he li tratar de nrrendar fi Sua Majestade hUl11as fazendas que estão ne,ta ilha de hum Diogo castclhnno que li muitos annos tras esta eazEt de arrendamento II que se se acaba este lInno e a esta fazenda andão muitos loureiros que fi querer e peçoas de comçideração pio qlle dis o dito funiguo Medina que tem tomado isso a sua conta lie nessesario fazer deante mão huma oferta t:omsidemvel a S lia majestnde para me tomm esta fazenda e como para ocflzioll$ prezentcs sirvão os mniguos e VM comu pura Ot:l\zíoil1s prezel1les sirvão os amiguos e VM como tal me tinha dado tanta com fiança me valho nesta oCllzião de seus favores e asim lhe ~sso me fuça merce querer fazer emprestimo de 200$ rs cuio pagamento com 0$ interesses que VM Levar gosto farey nu forma que me ordenar (lU ficara por crncontro da carrcgaçam pera Angola, ou rcmetercy a es~a cidade no primeiro navio que cn falta de nao aver te o prezente vendido os meus vinhos sem cam::" de não ter dinheiro nessa cidade pio que fazendomc VM eomo comlio me faça l11erce avizallo ao dito Manuel Mflrtinz Medina para que suiba tem esta cOlltirl coando ncs~essario scm. pcrAl o efeito do arrcndamento que diguo e quoando li VM se lhe offrossão semelhllntes oca:ôoins me achara com bonna vontade a quem Deos goarde II somos em 20 do dito domomc agora hum a carta de Viunu em qUf.\ me aviza aver faltado alguma carga para aehar deste meu mansebo sendo que estava prometida; c como fi praça esteia fretada e seja força encheIa por nno pagar fretes de vario~ peço a VM de merco que toda II earga que puder me alcancc por seus amigos para se remediar esta falIR que eu ,ISSllS sinto e uo senhor Manuel Fernandez. Bandeira apre:wntador desta peço por merce me requeira dos amigo3 que nesta u~azião me fnrem cobrar O~ creditos e todos junto~ remetermos em dita nau do Semmcnho lls,in per;o n VM que os que por amarmo nbmçar lhes emtregue ficando eu con nnvn.~ obrigaçoins li essa poçoa a quem No~so Senhor gamde muitos annos. Os vinhos cm li faltl\ das naos ingrezas hande dcmenuir de preço.

Senhor João Thomas Villa

Funchal 17 de Junho 1650 com o l11es~rc anburgues

Em 10 de Maio reeeby sua carta de VM de 31 de Março e em sua compw1bill. hum credito pera dar a Antonio Roiz 20 pipas de vinho pum Cabo Verde nll caravellu do mcstre Manuel Pereira os conis fa.rião pellas eontas das pessOlls que VM avizava por ~lIa carta geral para en conseguir em tudo C0l110 mais largumnente consta do treslado de dita cnrta de credito que ( .. ,) ror pllssaclll por VM em 16 de Mal·ço prezcntoume o dito Antunio Roiz e

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vcnda eu logo a carta gueraJ fcita cm 3 J de Março como digo dias dcpois que o di ta credito de que nclln me não fala'Va em tais 'Vinhos untes me dizia o coanto muito hi" ernpenhndo e que não queria com eUe correr mais risqos CJuc de 16$rs ficou dilo credito Jm:llpns de se comprir assim o não fcs e o torncy a dar ao dito Antoniu Raiz que mo pediU dito pnrliu pera n dira ilha ue Cubo Verde em 12 de corrente a carave!la toda caJTcgadll quc sirva de avim coonJo queira pertellder alguns freIe, de vQzio e VM me aviz.e o comlJ parro\! dito ccedito quc1f cu cosigo foi obrigado SCln von tade de razer a tal carreg.1Çl'Lnl e de assim !luceder estimllfcy se de VM por bem servido. M S pipas de conlll do senhor Antonio Maria da Pomes se carregamo de que com esla lhe escrevo em avizo. Receby IlS letTàS que VM me remeteu e dando fi elas re posta digo que 11 de 12$ 140 JS sobe o mestre Manuel Pereira nehuma fazend n me Irou,;e em cuj us fretes eu me perdese fazer pago e vendo Ihc os ultimos dias que me nllo pagavn nem linha com que por lião tem neles caho nem deter lhe u. viagcm foy correndo o risqua a esta piquena pnrtida the Cubo Verde que coando VM leve gosto Vil. por sua conta seir. embora en falta tienm p l ~ minha como esta que bem rom estnvn eu de meter mai~ cabeda l em aquella ilha onde estou muito cmtercss ado. A outro letrn de Mrmuel Correu de Mell o que paçou Simão Oonçalvez de 7$300 r5 a nno quis as!;Citar por I\ver o dito seu genrro destrnldo lhe muita fazendno dito Slmlio Gonçalvez e~ta aquy de prezenle eu lhe raley prometeulne q ue daril\ I.'<Jmprimenlo coando o fuça o I\bonruey a VM 111ctrtl de 50$ rs de OiL<:paT Ferrcirll ue Souto par Domingos Ferreira de Souto; seu pll.y aprczerotey to: ele me mouven duvidtt que aquella hem li. 30 via unletra que parcceu a primeira ~l ue ( ...) e que aquelle henl nU me~m a forma que a primeira que Avia P.1g0 56$ rs o que sso nn~ contias avia de ferell~a e que seu filho lhe nfio avia dado noticia dcstn lelra e que quizeçe tornar aviznr 11 VM nn tes que protestar a letm visto seu fi lho comessar humn vid!\ e depender de credito eu me pareueu assim visto dizerme VM que dandome letra sobre seu tilho Antonio Ferreira de Souto que es tn nessa cidade que usseitllçe que lhe alcançey a carta que sem coro esta em qUe orclena no dito seu filho servia cnm VM para desfazer esta qUe lhe purece du vida e que de sfl.tist"nç1i.o a VM destll contia coo.ndo fi deva VM o lljn assim por bem pois la pode ave( seu pagamento e em falta de nlto dar o dito seu tllho com avizo de VM porey en cobmnça ii dita letra. ManoeLda Cosra Jardim me prezentou hum eredito de VM de IOde M;UYIJ pnnl uquy lhe dar 5 pipas de vinho por conlll de VM em cuja earregação hordeJlu sigu o que me uviza por huma carta. genernl de 22 de Maio em que dis que nau cm açedendo o valor de cada pipa de vinho de 10$ rs poslos a bordo sendo muitus eSU"emados em deferente rcpulação esta oje isto porque us 'linhos bons valem 11$ rs e por 10$ rs poucos dos uruinurios em tcnaJl junramente dis YM vão a~ avarias a pagnr em Angolln com seU5 emteres~es sendo que todos os pagtlrnO nesta ilha são estas duas difeculdudes que:: enpossibilit!lo o dito credito comtudo tenho dilo no dito Jardim trata de a lha nalns ql1izerem estar presle~ 1\ comprlr o dila credito devido II. fatello o que Olivcse se obrar sem VM avizado Beja il mão li YM mil vl:zes plu hon!"o que me Ias de se querer emlcressnr na carregaçnm do dito mEUl~bo de que ;t cnzn que v"y na Ilao do capiUl.o Sernmenho em o quonl dis VM m:mdara o com que fazer boa carreg"~m isto dns razendas para trocar ojo os vinhos nno tem mui to lugar que quem os tem quer letras e eu tomam por ;) encomenda de VM e dos amigos que tjvcçe convocado fora de vinhos por emcher a pressn fre tndll e como a nao vira de breve peço a VM de dar coo tempo os creditas ao senhor Mtllluel Mllrttnz Medina para mos remeter em dita nao 011 antes atin de estar a carga pronll\ na ledil ii. merce que VM nesta parliculm me tizer serey agardeçido Ao amigo Manuel MI\rl\nz Medina encomendu neSla ocazi!\o hum negodo que me importa muito para o quoal hnde lIver mi~ter conta de din heim sucedendo con550gi1l0 e por se {lCUZO lhe for nessossnrio lhe digo se

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CLHÃ


valha de VM de 100$ [5 ptUl! o que !lu: mando hum credito confiado na muita morce que VM me [as a quem peço que suçedendo ser esta contia ne$sessariu ma faça querer nssestir com eUa pum cujo pagamento darey satisfaç1io ii VM ou na carregaçam que ordenar para Angolla ou em letras com seu avizo para essa cidade serto con o avanço que VM levar gnsto e ao diante pera semelhantes ocazjoins me ade ( ... ) VM com boa vontude a ~eu serviço cuja peçoa nosso Senhor goarde muitos annos. Estamos em 20 do corrente tive carta agora de Vialllm em quc lhe faltarãlJ illgumn~ pipas pam li canegaçam deste meu manssebo as~im p!';ço a VM de rnerce queira {J remediar esta falta se valhn de seu:; amigos pedindolhes queiram enl(:res~ar~c a esta carreg1lçam que com fi falta dos ingrezes terli.o os vinhos aquy menor reput~ção e de tudo o em que VM me fizer merce enteressarse e seus amigos que devem ser vinhos para emcher a prassa lhe peço de os creditas logo ao senhor Manuel Fernandez Bandeiru pr~zentandor dcstu a quem peço por merce os cobre de todos os amigos par~ mo remeter na dita nao que como esta ,[ piqll~ nno quero venha sem eles licando com novas earcgaçoins. Nosso Senhor Deos goarde.!!

Senhor irmão Manuel Fernandez Branco

Funchal 19 de JllOho de 1650 ,umos eom o anburgcs

Ofereceuse esta charrua ambruguesa não esperada e não quis perder a ocazino de responder a sua carla de VM de 10 de Março que recebi em 10 de Maio pur Setl1v.1l estimando a boa saude de VM nosso Senhor ha aumente com as prosperidades que lhe dezejo pam ampnro dll caza os desta todos ficamos com clh1. no serviço de VM cm a companhia de navios que de prezente vierno dessa cidade pum os porlos e Angolln não hei tido carta de VM sendo que eom grandes verão a separava deve vir em os n1lvios que falta com Manoel Martinz Medina mI': aviZil estar para nosso agravo arrezoado e que li brevemente se despacharia queira Deus seia bem pera nesta parte nas livrarmos des!!.: homem que com todas as ver:1S he mao e demaziadaml':nte nos molesta aguora me e:z:ccUla por 150 e tanto~ mi! reis dos direitos das fragatas de Luis de Jnrdim porque tique fiador e venho a pagar isso mais sobre 32$ rs eom que o dito Jardim me qllebrou a devaça ynda não a tem fhado, os agravos que delln temos tirado que são todos Ires daus wbre a dita devassa e hum de 120$ rs que nos levou para n alçada desta ezecu~[io ficaJl(Jos~e com~ertando I': por nos I"a:/',erem evitar nelles manda este homem npunlarlhe huma maquina de papei~ todos os runallmdos que avia feito Anbrozio de Sequeira de que tao bem agravamos não quis tosem nesta ocuzião os agravos mas hirão com apelação do feito da nau e de S. Thome que diz hude senlensearse brevemente e pellas notisias que temos sera contra nos. São estes papeis de tanta comcederassação que o dezejo de vellos formli.o pia quietação desta eaza me obrigara a paçar o mar e hir a essa cidade quisera em os prencipios de outubro queira No~so Senhor seia para bem c pera esta materia e de nossas apresois me não "Iarguo lllai~ que como muitos requerem tempo demaziado e sse me falta a que VM mande sobre à~ couzas dudczerta aguara mais que nunca. Comessão os pleitos com D. Antonia de Morais eu tenho a escrell.lTll com bom concelho verey o por honde milhor ticarcmos pera seu puga~ntD de cuja resolução VM sera avizado o que VM mo larguamente me aponta sobre nosso irmão Pem da Silva hei muito considerado mas tambem tomara VM o fizera a nossos a apertos que são demaziados as perdas são grandes os avanços e negocias nenhuns as novidades lcmitada.s e gasto da caza hande com tanto lcmite se paça grande que juro fé de honrruuo que n n1io ser o meter agulhas por alfinetes que nno sei o que fora monnente este anno em

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que huns sobre. outros vem os empenhos e lIe o emprestimo de alguns nmiguos nao foro me ouven~ conhesido com ape rto:> de que não estou rom inda e baste esta q ueimo Deus me livramos de (...) das eOUZ;Is dei Rey que eu não faltarey a nosso irm ~o c na primeira oarl.ião virei se po:>so madarlhe alguma COUz.1 e VM me ( ... )11 o (,."oanlo por nos lhe serem nes.~ess aria nos temos sentido muito o não dever ma~ rudo Deos fes por milhor e lle q ueira fl~zcll o l;Io honmldo como dezeiamOll c mandanlus novas suas que ao prezen«: 1100 hemos tido Cl\rta alguma. Sobre as fazendas de D. Diogo de Teyve pudem de7.er muito IllI\S ,u6 1\ que VM a tenh n alcançndo e tOlTh"U"a fom couza de muito mor pone eu tmtav" desta fuzendn poI' empedir n muitos viloiolls que a querem ver logre este prcnclpio de merees de Sua Mlijeslilde por muitos anllos o seia principio de QUlrnS mniores Aguom diguo a suposto ctt tratnvn como digo este arrendamento não premitu DeuS seln c 1\0 que 1\ VM emcontre pois tomara poder alquansarlhe grandes aumentos e sendo eauzo que VM não quoiHt vir momr fi estn ilha espero me arende estas fazendas pio qu" justo fOl" O pe l1o~ "nnos que levar guosto e sendo ncsessario algum dinheiro dormtndo buscllrey quem me empreste the 500$ dos que com uvizo de VM lhe remeterey na primei ra ocazií\o e creia que hão de ser prestados . assim que VM ~eja ~erv jdo quert>.r fasamos este conserto e ele se pode fnzcr com Mnnuel Martinz Medina a qucm mando procurassão pam este efeito e o que VM eom elle acordar sertl bem rei to e pe~ so a VM com e lle se ltComode nlquansan<ll) lhe nua [lez ar~o e eu ser seu ren dehu e em pri meiro espero rezolll~ão e VM devc IlVer fi proviuio de Sua Mnjestnde da merce que lhe fns de ademcnistrassíio destas fazendas por todo tem po que nllo ouver a ellns legiti mo

Sllscsor. Oje chegou hum bmco de nviro ao govemndor ne lle tive cuna de Medillll de IO de Junhu em como as noo:> yngrc1,íls eslavi\o relidn.'i pios IlerJ:l.Inelllllrios L"OU2C1 que bc de perj uizo II todos e o se m grande em o Bmsil a nao eílravela em que linlm Roque Ichiol. a le agom. n1l0 nparesse ( ...) e mais hum navio c m J3 do corrente hum diu BOles ( ...) boa Ilrel unsüo Ocos guarde ave llos livrado de boa mão sucesso tmnbem dito Medina me a.viza da morte do senhor Dom João de Menezes que lhe nfi rmo a VM foi com b>rlmUes vera'! sel\tido D eo.~ q ueird averlhe dado a gloria e assa~ pouco afortunado foi no mund o este fidalguo me hem devedor de 184$250 rs como VM da contajulltA verAe p e..~~O:.l VM q ueira fallar com ti senho ra veuva para que ayamos pagamento e elegln dividn lIluito bona no ti8in Mmtin Fi lter e eu f asslt tlisto deligencia que lhe importam mais a SUI\ parte llS pnpeis [o<\unntes a. conta do Conde de Vimiozo berão na primeira 011 a ymfo nnnçi1oll e outrn ~ do conde e cappitam. li"i tenho nvizndo a VM como pedi a Medina me fretasse fi nao do 8ennenho qUllllto que ncUa fes fretmnellto de 300 pipas de vinho tiando me cu em que seu tio como quem tanto dinnte blU;l:onava Ihc mandasse seus amigos devida de 100 pipas de vinho, aqui entre coatro amigos podiamm fazer outras 100 e meus amigos desslI cidade outros 100 tudo susede ao reves por eu com perdas e empenhos estou cmpo~ ebclitttdo pIos muitos risquos que o..~ nmigas de qua todos fogem o corpo os dessa cidade n!lo duvido cheguem fillndo me tumbem em o senhor t"ilLer n darem 80 ou 90 piplls mas Afonso Lopez Ortiz se deseartn com couzu ne nhuma e cu me veyo em este laberinto e confuz!lo p<1ffi relllcdenlo he t"orsa metersse VM nisto fazendo com Filter convoque algulls IllnigO!l ou por VM parn que manden carregar Itesto nau do Scmmenho a ordem do dilomllsso IIlguns vinhos segurando os a todoo q ue não fação duvid .. de sua verdade e puntualidnde por ver ~e podemo:s emehcr es l.\ prnssn prome tendo 11 VM Ilue L'D audo fi í".er outro! semelhante não sero ofcllsu de oUlrem para (l mchel" me acllllr com es le enfado. E connd o VM ltil\ de rnze r niStO nlguma couzn tenha sentido não ve nha o dito Sernmcnho sem suas cnrtas e cred itos cotlndo aja de ctlrrcgnrçc

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alguma COllza fuça VM nesto por amor de mim toda a deligenda qlle for poçive) e porque o tempo nüo da lugar a mais, Nossa may e irmãos se rccomendão em VM e no senhor Francisco Heitor e sobrinho5 a todos go<\rde Deo~ no~so Senhor como deseyo, Estimllnl se poçivcl fora VM comoniclull com Medina e puzessel1l u paçndo !I piUte porque VCrlU () serme de grande comodidade e proveito e com mais vontade pudera indo a essa cidade gozar em e8sa enza de VM seu~ favores e do senhol' Fmm.:isC(} Heitor li q\H~m tomo nisto por medianeiro e depois de ter escrito esta me chegou hunm cartll de Afonso Lopes Ortis em que não achava pessoas como digo creia VM mc tem custado isto muito por ser couzn de conssidcrnção e vir a serme de grande duno pngar fretes de vazio alemdíl replllassao pio que muito deveras [)esso a VM 4ucim fazer muita diligencia por seus ílmigos por alcanssal'llle algumas pipas e peS5U ao senhor Martim FiHcr ras~" o lUesmo c logo Hobc VM os creditos do quc achar para llS peço[\~ que ~\qlly hnm de dur o que VM nlcullssar e m mande a Medina, Pam meu 1/ govcrno c olhe VM que llH: peço isto sobre todas !I,~ COUZI1S passarme com cuidado e brevidade que o navio esta pura pnriir e fiado em VM 1180 !TIn.ndula o dito mosso que mo vy tão apurado quc o teve embarclldo neste anburgucs !lo os cL'editc.ls que VM lllcanssar dllm a Manuel Fernandez Blllldcira c com muitas veze~ lhe encomendo isto,

Senhor Mrllloel Martinz Medilll\

Funchal 20 de Junho de 1650 H1ltlllS com o ilnburgues

Em 10 de Maio recebi porSetuvul hunm breve de VM de 2 de Abril e em 5 de .Junho em companhia do~ fl'uncezcs dos por!o~ ~ navios de Allguola nutra de 20 de mayo mo bem breve aguom novamente cm hum barco de avizo que CllcgOl! ontem dc~sa cidade livc outras duns breves de VM Imnm de 27 de Mnio outra de 10 do corrente nella~ de VM me llvia escrito largo em as naos yllgre7.,a~ que tomarüo os do parlamCllto venludeiramenle que nesse reino so faltavno eses estoreios que tanto danno ha feito a launs gel'almenle 11a retenção de St!1\S fazcncllls c [lO esta(10 do Bl'[\zil M SocoTl'O que esperava de vinhos e bastlmcntos queira Dcos lanssnlosja dahi por eSCU7.,arnos os danos vindo nos que sua El8j~tencea podem cnuznr os interessEldos esperão cobrar [) qUI;) nos ditos lngreze!; lrnúlio cnrregado por dizerem lho nao empeclino ao senhor conigo meu tio disse como a sua t:llI'regaçl1lU vinha mI caravela do mestre João Pinto que J1cava em Cascais e fi Fcl'l1ão TaVl\I'I::S que sua cmcO]J1enda estltva ml nau ingrezu esta com bom animo plo nvizo de VM de a níío perder, De grande alivio nos ha servido as boas nOVllS que VM nos da do n()s~o tlgl'llvo o co<\1 ficava com juizos bem perpurado e apadrinhado d!\ bonllu vont!\de e nnimo de VM se nüo podem esperar menos efeitos de brevidade coando llS couzas no concelho dn úlzendll sUo mo eternas, o não meter VM fi petição por bom concelho esta hem porque nos apontamos os remedios como sequiozos dc!les pura reunir unexaçois sometendollos sempre ao que VM obrar conhesendo !lo tanto ao serto queira deos agora brevemente darnos neste agravo o bom despacho quc/lDe1.eiamos e pOl' meio dc VM esperamos pura nesta pHrle nChamQH e~tl\ fnzcndl! cm que tem o scndieallte feito aprençüo, por eS!l\ pinltom somente nos Inandou cizecular pia al~ada por 120$ I'S que roi l'orss8. pllglltnloS, agravando dellc qut: o sentiu muito e começou loguo a fazeI' grandes eslDrçoins de pitl~lVl'a~ e obrns lTI!lIldando :ie rematasse li fnzellllEl c se metc~seem os pro]lrios itvcndo u hum feito dos ditos d;JS fmgata~ desse negro Lui5 de Jardim" cujo~ direitos eu fiquei [)(lL' fiador a min exccutou logo por 150 c lantos mil rei~ que emportavrto outras embrulhadas velhas foi bUSClUldo com que todos OE

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dias nos mol~sta sendo nos barrdra de sua colera the nos mandou pedir 120$ rs que se estão dcvendo a Ambrozio de Sequcira c Manuel Vieira Cardozo do tempo d~ sua nJsadn pera o que IIlcançarno provizno para qu~ ell~ aqui os cobmsse dos culpados e mais bem parado achamos aoos paresendolhe poco 500$ rs qucjn pagalll.o~, nl[im ser contar COllzas semelhantes e o que nos frtZem por eixitinco h~ molestallo a VM por serem dcmaziadas de muitas e tornando no nos~o agravo dos 120$ rs dalçada foi nosso senhor hir eu ver fallar com ellc e dizerlhe nuo queria uzar delle por não molestar a sua merce qlle fosse serviço não nos rematar II fazenda permiteo mas as que acolhe gente muita parte e por remalar nossa avexnção damos hum escrito de Duarte Zllnmam em que se obriguflva n dm letra de 800$ rs para essa cidade procedidos dcsta nossa ezecussam aseitou o com muitos rogos meteo !ln arca de 3 chaves mas não quis de~obrigar a frtZcnda que se com aqucllc escrito a nno remataria asim estamos nesta parte quietos queira Deos lhe dure este prcpozito thc nos vir o agravo que afirmo a VM não sou de rnllndar la buscar hum barril de vinho que diz heide dar fl elle fiança e me rezolvo a nem ele por lhe pile e foi desgraça rllltarno~ a carta de favor que vinha no ingres sem embarguo que nelle fm:em poUCfl mora pIo que temo~ emchergado nus muitas que tem vilJdo e pouco que hão obrado a devaça que tem tirado de meu pai esta ainda fexada, mas em tirada mais de 3 testemunhns; nella nEio ha culpa sobre dezcmcaminhados nenhuns so falarão em humus fazendas de Camara de Lobos mlls i~so não se provou e a mar instancin que dito sendicante fazia hera prcguntar dos asnqrcs de Santo Thome quem os rescbeu e sc hera João Leitào credor em a de meu pay nisso se varia mu~ pIo agravo que com ordem de VM temos tirado dese devassar de hum homem morto esperamos anunala por hum ponto que me diserão em segredo vinha nas ordens do comis~a­ rio cuio treslado vai em segredo no dito agmvo 1/ por nossa parte que numcu dellus no~ quezeriio dar vista e a seu tempo o uvi:wrei a VM o dito ngravo com o outro de querer o sindicante ubrir a corncluz1io ao feito da nau (,.,) perpassado e hu esle homem pOI' sua parte mandado acostar fi elles hiJ!na maquina de papeis escuzudos e todas as devaças qm: tirou Anbrozio de Sequeira estando nellas so por não j~1Zer dezembolço e pagar a estas de que na replica dos agravos tornamos a agravar protestanto aver tlldo o que pagarmos porquem direito for os papeis se ficão tresladando e as nossas ['ees e sertidoins manda ilS passem ante elle por serem a seu modo o que os djto~ seus escrivains obedecem negandome os rupeis nessesarios que como estão em seu poder n[lo podem os e~crivuins do ditto judicial jJnssllr dittas fees; e não podendo neste navio anburgues hir ditus agravos pedi no escrivão me desse humu certidno em como eu os pedira e por se e~larem os papeis tresladando se me não der[o não quizcruo passanm1 mas dão ma em como por ser este navio estrangeiro não quis o sendicante darlhe nenhuns papeis de! rei o dilo dis hade mandar estes agravos por sun via agora esperamos coando nos pede dinheiro da alçada pIa devaça tiradas o feito da nau de Santo TIlome me di~se a min mesmo o avia senlensear dentro de outo dias por lermos perzunçllo que contm nos, conforme seu animo e que nos mandam fazer scx;resto nos bens fuleilhe se vira hum apenço cujo treslado cu tinha que andava nn~ autos por honde constava aver o provedor Manuel Raiz Pedreira hordem do dezembargador mandado entregar os assuql·es ao mestre Jono Leitão porfiou que não estavão tais papeis la virão os autos mostreilho~ n[o me deu I'esposta. virou e foise pera huma roda dos seus ralligoadns que aly estavão e dcçe manco lemo que os bens de Manuel Roiz Pedreira arção, Veja VM a que tenção tem ojulgador por em cauza de tanta sustancia não sabe nem Lem vislo os papeis que fazem a bem da ~auza para a parte e sso ve os pos onde a hude condenar por hu ma enformassão muy larga que tem da lelra de Ambrozio de Sequeira por onde prcguntou a devassa valendossl': por avim que dclle teve para Andrc Gonçalvez de Andrndc lhe dar rol

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das testemunhas como deu com a apelação desta cOllza dagravos tirados sobre eUa que ludo deve levar o ~endi<:.:l1nte em Setembro entrada de Outubro que he tempo cm que detremina hirçe daquy cuido como tenho avizado a VM herey nessa ddade assejir suasllordens em sulicitllrlhe seu bom despacho vi~lo serem os papci~ muitos e enfadonhos e em tudo segirey a ordem de YM que espera, Pello que VM me avizou en sua carta de 2 de abril sobre as fazenda.~ de don Diogo lenho escrito a Jaques Logan, E~tevão Costa, João Thomas Villa assestissem li VM com os 1.$ cruzados pedidos e de maes hum credito Dlwrte SOnIllflllS para AbranluUl Duis de 200$ rs coando nessessario foren oferecerensse maes visto que se punha a pregão que deve ser para paçado o nosso arrendamento que se acaba cm Dezembro de 1651 no deplli8 nesta sua ultima de IOdo corrente dis YM entende dar el Rey a ndministração deste morgndo a meu irmão Manuel Fernandez Branco se isso lho não estrovnr. Não premita Ocos lhe tiremos o bem que elJe lhe quer dar que assas ha mister por remediu ele tontos filhos pelo que se a elle se da VM lho deixe mas a outrem VM meta o reste porque o não lel'e e seia nosso e vulhaçe dos 600$ rs que nuo hrull de faltar, c eoando como digo ao dito m[!u irmão se lhe de he variavel ftll,:a VM logo com elJe ~onsserto em que me trespaçe em mim somente adeministração de.sta fazenda pejo preço que VM com elle puder nvel'igoar cuios rendimentos lhe pagaremos na forma que o t"azinmos a Sua Majestade ou por com'teis e eom a novidllde do I1nno vindouro lhe dnrey diantado o em que VM cornsertar para o que Vlly procurassno minha e como VM me diz em sua carta trata ja com dito meu il'muo me largue esta fazenda espero o aja comseguido, clle me esc!'cveo procurava esta fazenda e que coando a alc!lnçur pam mim avia de ser aguara lhe avim roguc a VM para que avereguc este rendamento comigo que tudo deiw em suas maos que comfio o t:'1.rao mais eomodo que posivcl for mas avreguando sempre porque nuo de outrem nclle e coando queira ligue algum dinheiro lhe escrevo que com seu avizo lhe mandarey 200$ rs que bllsearey prestados e coando de todo em todo se ofrcssa darlhe algumll. couza seifio os ditos 200$ rs de que VM se vallera de Abraham Dlli1, fmtra que de algum dos Olllros creditas quc se cairão somente para 11 nessesidade de remelL'r a el Rcy mas coando VM puder ~e esctlze dor este dinheiro de II 200$rs que tera quanto nisso perda o ~onseguiusse es to e querendo VM receber estn minha se Sua Majestade nüo oliver ynda dado li merce a meu irmão YM lhe mande ndvertil" que se me hade fazer o trespaço que VM nüo falara nestlls fazendas segumndoçe sempre eom elle de modo porque em mãos de YM ponho tudo esperando que por nenhum acomtesimento deixe esta fazenda de ficarme cujo bom requada espero com a scgurnnç<l de tudo antes que venha aqui a nuticia de quem tem !enssito procure Ia cm S do corrente foi navio parl.! llS Barbadus e mandey acartado YM a Jouo Fernandez Pedra lhe agora nHo hei ti.do cana ncm avizo seu algum queira deus darlhe vida para remedio de não l\ver tanta perda, A morte de Dom João de Menezes foi nesta caza com eixtrel1lo sentida nosso senho!' permita gose sua alma da bem l1venlttrança que usas pouco prcmiado forão seus serviços em o mundo e elJe !lOS estava devendo comfonne a quantia que a VM mandei e hora mando outra 284.~350 rs que VM me faça meree avizar o como se podera cobrar esta partida ou se em seu testamento deixou dela alguma declara:;süo porque !le grande pera se perder, Desgrassa foi ~om Luis de Jardim estando as COUl':as tão emblulhadu$ melhor sem não entrar no conpremiço que podem ser algum dü, pagar ii. Jono Velho Gondim hey avizado relinha o dinheiro que tiver que serão pouco mais de 100$ rs em sy e ja lcnho paçndo pIo sendicantc precatorio pam!la Bahia se fazer penhom neste dinheiro e entregarsc a minha ordem para pagamento dos direitos renes e não vindo nuvio brevemente pam n hahia o mandara por via do Rio de Janeiro no entretanto vou hora tirando sentenSi1 que me

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dey contra dito Jardim para que a todo o tempo nos sirva sobre o fretamento do Senncnho nfinno a VM he cauza que me da notavel pena o estar VM de permeio eu senhor conndo o emtentey não foi no ar porque fuzia COJ1tn de Afonso Lopez Ortiz que foi o que obrigou este moço a querer hir se e lhe deu para isso avizos querendo ja no anilO passado mandnrlhe navio sem de mim querer mais que fi lisensa pnrn se sair de cam a quem tanto blozonaVa não fazia muito em buscar 100 pipas de camisão a seu sobrinho não fogir tanto com o corpo e dizer que qua II seus artigos darão milhares de vinhos por suas cartas. Venho eu a ficar com a carga e com a pena acresentandome huma cartEl que agora rccebi do dÍ(0 AffonÇD Lopez Ortiz de 18 de Mayo em qtle me relnta a pena de VM se uver metido nisto e que pormete não meterme em outro muita rezão tem VM mas fi falta foi sua mereceu que eu llS 100 pipas que fazia em essa cidade não faltão e as darei aqui as 50 que a não serem tantns as perdas que tive não tivera fi peml de ver as cotizas neste estudo porque tivera mais por gloria o arriscnr e perder muito de minha fazenda antes que dara VM huma minima moleste. Mais em couza tão pezndas alfin esta esta armada mas ris VM de mim que fi{) diante me não sucede finrme em ninguem e so tratar do que eu tiver seguro. Remediar o prezente a que não venha fi danão nem fi discredit0 e o que ymportn asim peço a Manuel Fernandez Bandeira que nessa cidade me flls muita merce e deve ser desocupado, percme os creditas das peçoas que lhe avizo e os de a VM que espero serão mais de IDO pipas aqui hade aver como diguo 50 the 60 pipas, e pois Affonço Lopez se batIa de fora VM façame nesta ocazião n merce que costuma fazendo reduzir este fretamento a 200 pipas podendo ser inda que seia paguar alguma couza, das 40 pipas que fnltiío não dovido la se achem e se VM quizer tomar a pena de falar nisto sobe cura carga sem em embnrguo que cuido abrangerão n ellas os creditas que a VM se darão a qucm pesso muito de mcn.:e remediar isto como couza deste seu cappi tão conheçendo não nnser semelhante dezordem de culpa nem falta minha, em tão apurado me tem isto que ozei mondar e tive boas embarcado este mosso neste navio para que com a prezensn percurasse ncssn cidade encher sua prassa pois coalquer bilhurdeirn que la tras carregaçois de conciderussão mas como suscde!· mor de~ordem em algllm susesso do mar e vir mwio q\lC teria mor dannG rdfhl senhor os tempo~ lemitados tudo trazem comsigo, VM por quem he perder este emfado e com poslvellhe for trate remedealo comeedernndo como que diguo n~ pipas e com a falta dns naus yngrezas O!i vinhos he farsa bnxem e podem ser que no tempo que venha o dito Sermenho se ache mais cargn mas sempre tomam viera demenuta de praça que sobejara u carga e não ordena e todo he coanto o tempo me da lugar nosso senhor aumente n VM a vida'!l

Senhor Isane Heracett e Godcfor

Funchnl 20 de Junho 1650 com mestre nnburgues

Por Imma car(n de VM de 9 de Maio que recebi em .14 de Junho vejo como o senh.or Biband e a veuva elo defunto o senhor Bunlete avião mandado a mim procllraçao qtle corntinuarem seus negocias de que VMs me fnziiío sabedor por serviso desta banda se offrecesse alguma couza pertencente aos ditos senhores lIH~ dar n VMs aviw do que fko ndvertido estimando fi eleissão que ha feito tão ajustada nas pessoas de VM a quem me offreço com bonnn vontade pam Ludo o que desta banda preslar em seu serviço goarde 1l0S.~O senhor n VM muitos annos. Somos em 23 de Julbo. A desima he copin dn ultima que fi VM escrevi em hum navio anburgues que partia para SeLllval uo depois hei recebido em 13 de Junho bei

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recebido huma carta de Senhora Anna Ousen vcuva do ~enhor Henrriqlle Bnrdcte feita em o primeiro de Junho vinda em o pat,txo do mestre Pedl'O de Lafontt que nu Rochella fretou Jllce~ Nicolas e mandou aqui li buscar casca nella mlmdou lllllllll. pouca de t'azendn mas não muy comsideravel e~te gCLlcro de crlsca hagom se comessa a fazer ~enno veio muis navio que o que digo, cuido sem acomodada de preço; porque conforme no que lenho alC11nçado ha em ll. terra muito pouquas ordens pla se mandar fazer a dita casca, A dita senhora veuva me ordena que quando a VM não aja remetidos o reste aos dous mil cruzados estevllo em casca seca em os navios que tiver prassa o que fruey estando ella em preço que de avanço o que o tempo mostmra a VM e serão a seu tempo avizados, mais me pede lhe mande 12 duzias de duzias de cubos de perada e bmcta de marmdada para mimos o que fruey cobrando para huma e 01.ltru com~a as letras das mi'ios das pessoas a quem dey o 0\1[0, as coais the guara me não ha dado e com este novo avizo apertei mas a .'leu tempo não faltara. guarde Deus n VM,

Senhor Guilhcrme ROllze Isaac l1iracett e Adriano de Selmnn

FlIllcl1al 20 de JlInho 650 com o mestre anburgues

Ofresel!.~e este navio nnburgues não espemdo para essa cidade e porque não quis perder a ocazino de avizar a VMs em como recebi suas cartas de 25 de Abril e 9 de Maio em reposta de minhas que avia escrito, Que YM ayão recebido as 3 letras que lhe remeti emportantcs em 92.~861 rs estimo, mas pezame não hir nesta oeazião o reste por !ansur de parte esta conta e pedindo o a Duarte Sonman di8 não lhe 8er posivel dallus por nao estar pervenido para este navio como me hayu feito meree tomar o ouro não tenho lugar de apertallo mormente sendo el!e tão pontua! como nessa cidade bem se conhece plo que com a brcvidade posi'l'cl me pormeteo dE\! ditas letras o que eu a aplicarey por me tirar desta obrigação e para que for de servi~o de VMs fica serto n que Ocos gaarde!!

Senhor Murtin Filter

Funchal 20 de JUnho 1650

Em csta ocazião de navios não tive mais cartas de VM que breve que me mandou Fnlncisço de Lima de que me tenho oferessido COlll mllita vontade e c<l<mdo em alguma eouza lhe seia de prestimo cOI1hesera o coanto sou capitão de lhe elle he aquy saque ano e tem muitos amigos na term, outra de credito me prezenta Manuel da Costa Jardim data de 7 de Maio em que en ordem lhe carregue no navio do mestre Manuel MlIclmdu C11I que vny enbnrcado para Angolla assentando seu custo na conta qlle na Guiné avia a quoal nl\o chegou deviu de vir nas Imos ingreias comtudo derey o dilo credito n sua devia I'l xzeeUSSllm e sinto nHO me vir dita carta gueral porque a muilo me falt��o as de VM por CUill snude sempre precuro os desta Cf1Zit paçamos com ella <tu serviço de VM em cuio ~erviço nos uferessemos e as nossas cauzas ente o sendicnnte andão pioradas temo o animo com que o dito as tras o frete da nao de São Tome esperamos ~cntenceado cada dia contra !lOS sara cornfonne as aparencias mas confio em Deos nos hade livrar e mostrar a verdade confiamos vivemos cm que VM em tudo nos emparara com que tão pedorazo e que tanto pode com quem esta cauza hade scntcnçear, Manuel Martinz Medina me nviza ter posto nn~~o

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uggravo cm vin e que estava bem apadrinlmdo ora não dovido nelle aja feito o que lhe tenho pedido pem lllle brevemente no~ vejumo$ li vres de~tll pura potlerm()~ assetir as mais que ese homem cada dia nos vay annando o queserln molestar a VM demuziudumente relatarlhe tudo e foy desgrasa e faltamos Don João Menezes nesta ocaziam seja Deos louvado e tenha sua alma en gloria que sua morte foy de nos com extremo sentida. De irmão Pedro da Silva não tive carta mas deuffic o conego Simoins partido para o ( ...) que/ldevin tomar melhor conselho que o nosso em levar pam o sul queira nosso Senhor darlhe bon suçeço e fazelo tam onmdo como dezeiamos. minha ~enhora may beije a vossa mão e esta the com todos nos meus agardecidos pios favores reito~ uo dito meu irmno de que nos serteficara slIa carta ,~ue esperamos Affonço Lopes Orlis deviamc ti cauza de hUlTI pam dois annos querjrr mrrndar navio para hir este sell sobrinho Antonio qu~ uchey em caza coando vim de Flandres e ussistc comigo o que a mim me não esteve bem, este ullno com seu voto e bellepluçito pedi lL Medina quizcçe fretar navio para o dito hir Angollll e que esperava que seu tio lhe uveria son pipas de camisão e que eu nesta cidade faria outras 100 e confiava de mell.~ amigos que n~ssa ~idade tenho darião outras 100 e que a rezulussão avizuria a Antonio Lopes que li devia fazer assim que Medina fretoll a nuo do seramenho e nella 300 pipas de prassa ao depois veio a nova de João Fcrnandez em qtlC tive tão grande perda em outras partes meudo o sendicante COlllessou a dur, em nos os cmpenhos cresel'Ílo os amigos faltarão com o prometido wm que vim a ficar en sem poder fazer aquy mais que 50011 60 pipas mas nessa cidade me t'as merce Jaques Logan de 30 pipas e Estevão Costa de 16 Paulo ele Aquim Jo110 Thomas Villn e outros amigos que hamde fazer 80 ou 90 pipas no que eu cuido mas Afonso Lop(!s descartll~e em que nua ache Ilada sendo a cauza de me aver eu metido noste lavarinto que al1rmo a VM para min da pena grande por muitas rezoins qm: VM alcanssam e pem que se remedeie he farsa assestir e meter VM seu brnsHO cm puder pera que o que me não venha a pagar fretes de vazio e lidar com Seramenho homem notavel assim peço a VM mllito de mercc queira aCllidir a isto com seu amparo; pois pode COIllVOClllldolf todos os amigo!i a que qlleiruo com VM mandar carregar nqlly lllgllm<l,s pipas de vinho II ordem 00 dito mestre chamado Antonio Gonçalvez Pedra por cuja boa cunta cOlTIrespondencia verdade eu fiquo e me obrigo VM pois tem tantos amigos llcuida nesta ocazillln como o dito Seramellho esta de partida pera CIl peço a VM que do que me ak,mssar que ~sp~ro sem muito pedira logo os creditos para a pessoa que hade ca c!lregnr os vinhos e os dê a mell irmão pera que os de a Manuel Fernandez Bandeira primo dc JOllo Fernandez; Pedra que os hade ajuntar con os mais e dalos ao dito Seramenho com copea pera min para os trazer qne não venhão em olltm oClIzillm ou tlqucllI la c creia VM lhe nno serey ingrato aos favores que me fizer e eu lhe prometo quc me não sur,:eda outra semelhante fiado em llIngem e pmquc este anburgues se pane com brevidade não ~Oll mais largo ficando somente agoardando boas novas de VM aquem Deos goarde muitos allllOS.

Senhor Estevão de l'Imis

Funchal 20 de J tlllho 1650 com o anburgues

Offreseusse e~ta charrua anburgm:za nãu esperada pera SetuYlIl e ~tlposto se vai com multa brevidade nl\o quis deix~r de uvizar a VM como em 19 de Maio recebi huma carll1. de VM de 22 de abril com o cappilmn GiJiz Bordas o quoal chegou roubado de duas fragatas de medclburguo que avia cmcontrado e lhe vezitllr[)o o seu navio levando delle a mor parte das fazendas que trazia ( ... ) os arcos ao dito capitam metendo oft1cio e no que me ocupa o

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sirva com oonna vonlade como hei feito na de retirar algltns papeis para ~egurança sua u que tem feito como deve avizar eu hey ~entido llluito sua dcsgrassa por ser seu amigo e elle os ande YM mas são suce~~os tio mar. os 54 feiches de mco~ que YM carregou de sua conta. Recebi e que me obrigão os do contrato a paguarlhe o frete 200 rs por feixe e cuidando Cll vinhão na prassa do cappi.tmn medesse pagllas~e o frete que na ~ua prassa vieríio os urcos dos dito~ arquos tenho vendido 30 feixes lll$ rs para no primeiro navio o mais que são 19 feixes por se ilveren dado 5 de dizima por vircm em navio estrangeil'O procurarey vender para que com brevidade va a YM Betl retorno com o resto de nossa conta que espero VM ayu ja rendido p:lTa dias as mandey a moleste que VM tem na cobrança das letras nisto muito e creia YM que a não asertar aqueJla ocm:iiio de venda ouvem muita perda o puçarlor da letra foi para Ango!!n mas o abonador he pC5soa de satisfação em carta que a YM escrevi em IOde abril que espero lhe aju cheg<trlo t\vizd como João Fernandez Pedra hera hido <I Barbadas arribado dc honde não tive mais nov:lS suas deos as de boas t1lobem avizei !l YM como mandava hum mansebo meu pura Angolla na nao do cappitnl1l João Scnnenho espero de VM me fara merce eom elll: arriscar5se e alguns amiguu, que he pessoa de verdnde e du contia das pipas que YM me fizel' meree mandnr carregar lhl! pc~so mande no primeiro (."Qrreo derecto a Lisboa ii Manoel Fernandes Bandeira pura mo remeter em dita nau que esta de partida e de toda 1< meree que VM mc fazer saberey ser agradecido em outras semelhantes ocazioins para bem sejl1. a c<lff1vela que VM mandou fazer que espero por todo o m~~ de Julho mande YM meferlhc em lugu<lr de tal cul que dara 2$500 r~ hum moia e não tem a quebra cIo sal azeite tão bem tem conta e vai hUlna canada 160 rs arcos com a vinda c ou com a faLta doo~ na.vios da bolça tambem ao diante suberlío de preço mas deve o mestre da rJila caravela trazer horde de hir as ilhas debaim coando la tenha algum frete que sem que as camvc!las de SetuvaL tem o ganllo mete lhe YM boa mnarraçlio que he II prencipal c quando Deus a traglla saberei tratar tudo corno cotiza de YM o tempo não dlt lugar a mais guarde Deos n YM. humas cartas que o senhor João de Bruiz wc remetco para as ilhas a mandey la cm navio qlle parti o a pOllCOS diasoll

Senhor Luiz. Hens Por via de Lixboa soubemos a chegnda de YM a bahia e hora contio en noso senhor estam. YM neses portos com boa saudc e os bons SlIçeços qlle lhe dezcjo que com todos os que de VM ouvir me alegrarei c.:omo seu CllptLVO que co~ndo como tal o mereça a VM a danne muitas ocazioins do seu serviço o tcrei por favor quando por que VM conheça sou agardecído a seus tOavores e obrigado as na muita corlezill. e com novos empenhos pln boa cunhecença do senhor Francisco de Camar" e Julião Arlur, de quem tive carta de 30 de janeiro e me grateficn, os dezcjos de servir a YM que obras n[o hei feito nada ditos quem hordenão de fazer lhe retorna de suas sarguez e creia que VM aqui deixou mando em casca seca e~te verno cllja hordelll scguirei; em ditas Barjes se m:húu engano em matcria da lucença('l) da viagem, que nno he \ll~lÍs que 713/4 por sento por o que fizemos esperi.encin em 4 Oll 5 peças e todas vierãú assim pouco mab a ll1eno~ com que lizemos esta cont:, Alem de que ú comprador ~e achou arrependido por serem 11 demnziadas eslreitas e as não pode vender por mais de 360 rs e isso .tão devagar e a mOI" pllrte e~la em o ser, comtlldo nlio deix.ara de fazer sua obriguação nu pagamento, o scnhor EstevIio Costa em SIlU carla de 24 de Abril me hordena lhe remeta a YM hum barril de 6 nlmudes de vinho por sua conta em esta natl do capitam Gilvi Bordas llsim o 11ei feito e leva a marca de fora, lTIas o vinho não o

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achara VM tão hi~ento como eu quizera porque tenho pt\nI o mandar buscar a minha ( ... ) quanta muito extremado hoje (.,.) se quizerão os ter navios fazer aveia '.:om toda presa VM e obrigado a ficar na cidade e do vinho havia em caza mandar encher dilo barril coando não seya a contento por moto a VM de em a primeira ocazifio o mandar que seia de mar guosto e contla se ajustase com o de VM; as novl1S desta banda são poucas e esta nau do cappitam Bordas pertence ao senhor de Samalo que me reeomendadlo dito capitão no que poder o servir que devia dar lhe bom suçeço lhe leva cartas para VM que lhe remeteo o sellhor Cosia que o tempo me não da mais lugar novas a VM como pode e ao senhor João Valerio ma faça VM dar muitas rccomendaçoins. e por o senhor Costa hordenava de lhe mandur u VM 3 ou 4 pipas de aguardente mas dito aviw não pode ter efeito pia nfio aver e estar toda conprada, alem de que vai huma por 33$ r.<; como lhe avisaI!

Diogo de Seixns auzcnte

Funehal24 de Junho 650 com

o senhur Manoel Pinto Cardozo meu amiguo hirmfio de VM me remeteo nesta nau do capitão Giliz Bordas hum coarto vazio por que o mandou encher de vinho he remetcçe n VM, e tendo qa cm tnerce guanho escolhido vinho estremado qui:i.era hoje dia de Santo João ir ter navios partire cum que me inpocebilitara o mandalo buscar e foi forsa po.ra que fo!;c mandalo encher da (..,) cm caza que suspeito he muito bom não he dose YM mandara receber por junto e dele seguira a hordem do dito senhor Manuel Pinto e coando eu seia em algun de prestar em o serviço de VM me tem serto a que nosso senhor goarde'// Seohor Jaques Logan

Funchal 13 de Julho 1650 annos

A VM escrevi em 17 de Junho cm hum navio lInburgues que partia para Sc[uv.d outra copia sera com esta de novo senão ol'fresse GOUü:1. comsideravcl de que possa avizar, mais do que aver recebido {.ITI hUITIa caravelinha que ultimamente veio com avlzo dc.ssn cidade novas ele. como sua Majestade avia para a perparassão dos navios que dizem yinhão desde easteIla tomado os que cstavão cm esse Rio emtrc os quoais foi a nau do cappitam João Sermenho com que deve ticur o fretamento que com cHe aviu feito amigo Manuel Martim Medina quebrado, o que YM la deve bem saber sucedendo assim o estimarey pLas emcalamidat1es de tempo prez~nte e querem nosso senhor goardar para mclhor ocaziãn a viagem para fi quoal rezervo a mercser a que VM de prezentc me fuzia como tambem a dos 500 cruzados que por empresthno a VM pedia [lar hum negocio cle importam:in emcomendava no dito amig() que não devem ja ser nessessnrios coml'onne a notissia que tenho e COl1ltu(\o sempre a VM fico muy obrigado dezejando se ofl'rcssão muitas ocnzioins de seu serviço cm que mostrarme agradecido ao muito que devo a essa peSSOa a qllem nosso senhor goarde muitos annos.!/ Senhor Antonio Maria de Conti

Funchal 23 de Julho 1650 annos

A VM escrevi em 17 de Junho em hum navio nnburgues que partia para SctUyuJ e virr caria sem com estas escrevo somente esta de acompanhar n segunda viu de conhesimento e carregaçam para Cabo Verde com o mestre Manoel Pereira qtle nosso senhor premi ta aver levado em paz e a VM gourde muitos almos,

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Senhor Martin Filter

Func hal t3cleJ ulho 16501lnoo)(

A VM esc revi em 17 de Junho em hum navio anbrugues Que partiu para Sctllvul cuja copia sem com e ~ la, E servirn ~ tn de acompanhar acontn e carregaçuo d:u 6 pipas ele 'l inho carregada" para Angolia com o me.tte Manuel Machudo <t hordem de Manoel da Costa Jardim que O~ escolheu entre 80 pipas que avia comprntlo e nestl:c termo muito a geu contento cnrregarãosse a 5 Ol\ 6 dín~ c vno de lodo sem ti. pip a o q ue as andei detendo lhe ago ra por mais comedidade custnm a bordo 71$680 r,i queira nosso senhor levallas em paz q l1 ~ ell cuido que este navio se vlly meter no Rio de Janeiro e pnnim lhe 17 do t.'orrente, se u eu~to tenho sentado e m conta com mlli!\ 10$ rs de huma letra q ue VM paçllU sobre minha may e m favor de Manoel Fernandet Canmcho no que a todos nos mn rnv ilhou e por senào aver the o prezente sobre n dita senhora sacado oulra fiel! col1l0 pugua. cm 6 do corrente re<:cbi " uma de VM muito bemfeitnll, Em "ll de Ju nho e m companhin do senhor Mrmoc:l Pcnlandcz Bronco meu irmiío he por si cm esra carta omita que ii mui to te mpo de VM ht!i recebido tudo q ue não vai navio em que lhe não e,<;crcVll e ne~ t as u!\imas com todo emeareslmento me valia de seu favo r no amparo desta c:nll. as cmj ustissns que menistras delrey imt'ormudas de enenoigos nos fazem, de qu e au tm\lmente estamos pndesenda ~ nt: t\JnmirJades qLle por n;1j rnolcs tl1 r a YM nfio relato nosso senhor premi1<1l1cudir a tudo e do senho r Manuel Fernan(]ez Brunco não tem lJosto seu negocio lhe o prezelltc emviu porque se anda e.'lperando entre hum escrivão que com o segredo I.jue se requere () fara soLlI'e o que eUe deve avizar logo, Aveodll e m que nesta eaul se ~ i rvil , A VM fic amos prestes II quem n08SO senhor goarde muitos IIOIIOS, E passo a foI. 35

Senhor J0;.10 T homas Vi lia

Funchal 15 de J ulho 1,650 annos

A VM c~crevi em 17 de Junho cm hum naVIO ull burgues que partia para ü.:o:boll cuja copfu sera ,"om esta e servira esta e de aYiz~l' em como Mnnoel da Costa Jardim em huma parti tl:;! de "inhN que fes nn vil la dll Culle ta meteu tambem ns 5 pi pus do credito de VM por preço de 10$ f8 a borrJo elo que diz del.embolsava de sua CMa alguma eOUl.lI mas por emcher a sua prassa o fazin as!m 0$ carregou de que vay canhesimenfo e carrcgrsçam dos SO$ rs de seu parte CUSIO pasei escri to por dar letrd espero mil nAo possAo e m esta ocazião o que estimnrcy por alevinr a VM queira Deos levar di to nJ.vio com pnz que prezumirnos se vny meler cm o Rio de Janeiro honde paro grande negocio mi de Andre Fernandez não lenho ioda cobrndo a le tr.l de conta de VM mas promete pugar este veriio sua mily Simão Gonçalvez da Sil" .. fiq Ull nestn yl hn rnleil hc, S{lb re os 7300 rs dis pagnrin ma:; nlo lhe Innto por hondc farei minhas deligenci ns, A tllc rce que a VM pedia dos 100$ rs o negocio não tem erfeito por onde senão devia vnllcr delles Manoel Martim: Medina com ludo fica obrigada a VM e comi'iado cm suas merces e nvc ndo em que eu pussn servil' a VM des ta banda não faltarcy n que IlOSSO Senhor goarde. 11

Senhor Estevão Costa

Funchal 13 de Julho 16S0 annas

A VM escre vi em 17 de J unho e m hu m navio allburgues que parti u para SCUlval cuja copin sem (:um es ta scf't'im esta de novo sen:!o se offeresse cO\lzn de q ue /lvjz,.1 r 50 ehegou o

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meSlre Pero de L."1fontt com seu Illlvio de Rochella o coai fretou la Jaques Nicolas e mandou aqui com fazendas deregido a Richarto Peeefnruc para lhe mandar ca~çl\ sequa veio muito sedo porque yndn agora comessno a hir saindo os llsuqres e os emgenhos ynda moem canas e moerão todo este mes os que vfio saindo são bOlls mas ynda não tem pressa ~\Igum que todos os que velldcrn e comprão he como valler ao diante, e sentio vierem navios muis a buscaln sem II casca c llSSUql'CS aC{lmodados de preço em dito navio me eSL:rcvco li vellva do dito Luis Alaire carta tio primeiro de Junho em que me aviza lhe fassa retorno do reste ele sua conta cm casca seca nos navios em que nchar prassa e o pertendo fazer scndo yue os dOljetes esta a mar parte em ser das fitns os dOlls terssos n sarje mini ma e malva touns o trigo se vendeo, de que vai li Gonta a VM e juro a VM por minha vitln que dellc esta em mão do licenciado Antonio Fernandez Pinheiro 180$ rs que dellt: tomou para dnr letra li coallluo aCilbll de dar nem o podem fazer sem vender os seus vinhos que cstão comu os dos nwis empatados com li falta dos navios que os avião carregar que (\velln cohrado o mais fadl me rara o remcteIln n VMque cmprcgaht pio muito que me Cll,~tara a troco della e das fllzcndns alcnnçar casca mas creLa VM me tem custado tllllto o empato destas fazendas a hum anilo que por coalquer via que ror hinda que Gom perela minha lhe hey de dar fim e mandar aos enJeiros a conta com o que seu for que quem com tanta vontade e liberalidade por fazer sua Cllrregaçam dezemholçou seu dinheiro como eu tiz nno repnrey por findar COUZll tno pOllca em perder algo li ARcimon Biar tcnho ases lido com 4$ rs que alhe (1 prezente ~c hn valido dos que para hlln~ papeis que Ihc emeomendou hum amigo lhe mandasse valendosse de mais asestirey com a cOllta que VM me tem ordenado e mundarey recibo n seu tempo, O cnppilão Bortlas purtio cm 24 de Junho por hum avizo que tiverâo dcs~u cidllue de ~ells fretadores cum clIe meti U (;oarlola dc vinho do senhor Luis Hans por cujo custo tenho posto em conta 2,~950 rs que fes recibo do cappitlllll queira Ocos darlhc em tudo lxlJll sucessoJl D negocio pam o que me valia de VM dos 100$ rs cllido não live nJ'eilu asim que não devia valerçe dclles o amigD Medina comtudo conhe~su a boa vontade com que VM sempre me f;ts mace de que estou muito agradecido, e avcnclo cm quc cu sirva li YM !Ieml ilha fico com boa vULlt,lde a quem Nosso Senhor guarde muittos UIIIlOS os Yillho,~ est5.o de prezente em cala mas a novidade de novos he muito lemitada, As fnendas que vierâo em Pedro de Lafonlt são biconlezes panos baiw3 pouqua grocerin algum ferro pouquos taretas e estamenhlls, Senhor Jo[\o Tomas Villa

Funchal 16 de Julho 1650 annos

Depois de ter escrito fi VM e fechado minha carta ~e me pediu agora por parte de Munuel da Costl\ JllI'dim 1\ lelrn de 50$ I'~ que foi rOTssa pH.>sar lhe pia merrula que me mandou como fjz a 3 mezes vistn em favor dc Oregorio Dias Pereira n valor recebidos de Martim de Freitas Pacheco que VM me fara merce mandar asei tal' e a seu tempo pagarcol1l 1\ punlualidadc devida mandando ascntar por emcontro das 5 pipas de vinho ci'll'regadas para Angola com o mestre Manuel Machado II ordem do dito ManDei da Costa Jardim c porque no geral tenho avizado () ncssairo guarde nosso senhor li VM, He de Martin Fi Iter vem de i'I, 33

Funchal 22 de Julho 1650 anl10s

Detevesse esta canlvelfl u teve meu innao Illgar aviar seu ncgocio cm o coai no quo posivel nos foi ajudarmos vaice com elIe permita Oeos sel,t prellcipio estCl de dar lhe muito remedia que se Vlly em determinado de sua vinda [lU ficado de q\le o tempo mostrara o q1lc

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deve fa.zcr e sempre scrn ~lIgei.t !\ndoce no que VM lhe ordemlr OOtnO quem tUl,11,) de I(UI\ yonL.'1de depende pois o YM deve esle bem e o amparo não so seu lnas de sua t::at..'l como o ordinl1rio obdglm de q ue publicf\ grandel. obrigaçoills e nos o faremos de hoje em diunte ngardecendo a VM todos cstes favores como lauto proprios, porque minha senhora may lhe beja a VM fi miio 110 dilO meu irmilo me remeto que do que por aca sucede dMa largu infornlltÇl1o.

Senhor Manuel Mlutin:i. Med iuit

Punchol 22 de Julho 1650 "nnos

A VM em c ~creve em 20 de Junho cm bum navio anburgucs qllC partio para Seluvlll cuja copin .sem com CSUI qlle cm fnlta de aver dlCgndo .servira n prczente a C]ue lne repo rto e

so \\ver do ocl'eciclo e como cm o primeiro do corrente recebi dUlls de VM humn de 6 e 12 de Maio copia das que vinhi'lo em os ingrezes e outra de 17 de Junho com a sentença dn agravo dos 820$ rs que [XlI' meio de VM e com seu empnro aknn::mTllos c<lnlrn enemigos que tmtlu nus perseguem b em cOllhesemos sentc VM U~ avc:\l\çojn~ parquc se fazem u os!.\ C;tW como proprins e bem se deixt\ vel' pois ~lJmo lnes ns remcci(:lIl' pa1'a lhe dar \\ VM ugllfdccimcntos de tantos e tão grnmlcs mercr,~ como de VM eomtinumncnte reccbemos, he emposivcl avcr palavras com que emcnrescllo c [[sim como diguo que o templl tumo por testemun hn que clle mostrnru sel'mu~ jamais cllgl'ntos uver grandes benetlcios udiante apczentey dila sentença pnsmou o ( ...)11 de sua vinda emfildado lhe pos o cumprasse eom o coaI requeri me mnndasse levantnr os soc rc.,~ tos da razenda e vinhos della e entregar o escrito de DUllI'te Zonmans que avia ofrcsidu puni lelras mondou dar visto no pmcunuior da f!'.zendn e com SIHl resposta selltC\lceoUI.:~ que o e,crito lie enttegaçe mas que o .'iQC!'C5tO feito lic.,s~e em seu vigor, deste despacho fui eu meslnu agravlU' pedindo lhe primeiro trinta liseoS8S e logo pron:slci por lodos a~ pcrdlts c dllnos asim das fazcndas como dus lIuvid:ldes cahidas c vendouOls, <:sl:1 masoucc lanto di:;w que Jogo me d~~sc de8te contas da rezouran u de meu pai do tempo de seu l'CcebilllCnto disse lhe que meu pai as avio em sua vidil e por SU:l morto.: minha may do que linhno quihlçoins dos provedores que lhas tonuuii.o mas que fllda pCli.,.'Üo que dalldomc vista da hordem que linhn para me pedir das eOlllas as daria JOgllO sem mui! rezoins me mandou meter cm ii onde,1 e em minhas COnlilS II Ci1Zo1 fazer SOCI'CSloem ludo 1'10 que dcvino dos ditos a!Suqmés c por IJIH,) llllercrcm dar cootn st:ln ave!" perscdido nOlilicnçJ!o algumll nem dcligencin p"ro se darem dihls contns e querendo eu por seu lelnpo avcr humn certidful dos ~cus escriviks que ~iio m; que nisto achnriio do sucedido me nlio querem dar mns eu Ihll hei de fnzer mai~ deligencil1.~ para. que nlglln din conte das emjllsliças c tintnl \1~ deste homcm '1m: qucr amedl'inltu' li .que n110 requcir~o ns pnrtc~ 10"11(' nquetlc dia me lmmduu ~()Ilnr pnm que fo~se chlr dilas eOlltn~ e parar como os socres lu~, e me n~o tenho l'cnsnmclll() hei tlIais .1 sua cuzn mas meLl lio ascO'!ir a cllils tlUC cleve querer Jlor es\a via molesblrnos mai~ du que cada hora J'uz e que pio metido o rc latm'n II VM hc hum possoso Ol'dintll'io tI llgrnvo lhe esta 01\\ vista por verão de que me dem hü ~t cCI'tidí!.o para por cllu ~~ req\l(~rer III o levanlnmento do socrCSlO que ~() estão perdendo os melLS vinhos velhos sem n derem o que dovido hera em fl1ltn \elcmo. ptldenda mas ne$~o. ocnúl'io 0110 cntr{':gue no mestro de~ta carnveln chamadu 'l npcla~iio dos ditos autos de 82()$ rs na form<! do provimento do ngravo em nvia bom de.~paeh() pum VM n meree que co~tllnUt fnZLlmos mo ttrttign de inJ'ormlu'são Ilclla servira a que cscreve em minhll r:lll'ta de IOde 11 Espnço

em hrane!).

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Abril em comprimento do dyto llgruvo e com muita comfiança de em dita apelação ter tão bom ~ucesso como no agravo ( ... ) cm tudo nos amparai mais vão os dezesapravos II a saber hum de tirar a deva.'lsa de meu pai defunto a que veemos com embargos que não recebeu e outro de querer abril· a comcluzão ao feito da MO de São Thome que lhe ajuntara devassa; A hum c oulro mando por sua parte ajuntar este homem huma enmencidado de papeis escuzac.lo~ esto por tiOS fazer despezas decertas que nos protestamos em nossa replica avella por slIa fazenda e vay isto de modo que seus es(:rivaes nenhum agravo me tenMo prepamdo andando os aplicando todos os dias the que me dclibarey atirar agravo de negação com que entonce comesarão a mandur trelildar os pap~is e sinco homens estavj'[o trabalhando nelles com grande segredo quer elle quer ter c tem em tudo, pagando eu il todos em dobro por me ver amado ou dando mimo~ em sima e me CUSlnrno os papeis que aqui vão por rol do escriviío $ rs (sic) que coando Cil 110 mundo mos não mandar pilgar 110 imferno o pagara quem mo~ fas gastar cm os dito~ agmvos sentia COllsertou comigo mais que as nossas rezais e suas quc nenhum d()~ apenços que elle mandou juntar emtre os coais vuy a devaçll qul'l agora tiroLlll coai tem fexado e pernunceado em seu poder sem u querer dar deve ugoardnr a que se vu este navio para come~ar com seus estrondos c mandar pedir dinhciro parll II alçada pio timf della ca vera VM dita devassa e ao que nella foi ncssesario nos rara merce e acoudir pedindo com emcaresimento ao nosso letrndo que nos arrezoados des tes papeis tome mais hum pouco de trabalho e vera tudo com vagar que ha em dito$ papeis muito que ver, as sertídoins de nossa parte vno com esta, e advirta VM que nlio serem paçadas mais favoráveis he cauza o fazerem nas os seus escrivai$ diante delle que nno quer comsentir as pasem em sua ~aZll porque ali Ihc fas promptumente o que elle quer por nossa parte vay pedidos as ordens que teve para tirar a devaça as coais sno duas que VM ffiilndara se veção porque pm ellas consta dizer Jofio Pereira Betancor que suposto meu pay hera morto se tirasse devaça que podia constar por ella avcrcm mais culpados donde sc segoe sel1no mandou tirar porelle o que tudo se ilpolltam como de nossas rezais em agravo constam mais largalnente, e alem da prol pena que se de"e dar, llventejada lhe penneta VM de minha parte coatro paens de ilsuqure que hirão em a primcira oca7.iiío e de nfio hirem nesta he cauza a imserteza/I do Porto que tomara pias novas dos navios nessa bom mas ao primeiro não avera falto hirem; e ao requerente de VM seu mimo pIo cuidado com que deve vegiar e acudir a estes papeis c se hum letcrado J"lli aconselhado avizas~e a VM que ora deixasse corrcr a apclassão c "iesse com embargos de atentado a que se repuzesse a cauza e levantace o socresto proque se comtinunsse dita apelassão para o que servira a sertídão junta de como ~enão levuntt.: I) Sl)~resto e o sendicante na resposta que deu neste agravo manda ajuntar outra madnn de papeis dizendo que se o socresto não esta bem feito por este depozito estara por 17 contos que meu pili devo da tezollrarill. de que não tem dndo conta nem desc~rg[l e pios dezimos da dezerta com que estamos levantados e por hum anno de renda que dessemos ao morgado de D, Dioguo e pia devassa dos asuqres da nau de 811.0 Thome ludo fundamentos falsos e sem prepozito por fazer juntar papeis que nos pagamos fiado cm que saira so com agmvuda huma gnwante etc. mas eu coml1o em Deus lhe hão de mandar repor !JS custas que IlOS fas supor falar aguara andamos dando as contas da tezournria em que ~tamos ja ajusLados e corrente mas não quer acabar de damos quitaf,:ãu e nos anda detendo (;om clla o que nos aplicamos se nos de por nos livramos deste cuidado the vir outro milli.~tro que quem serve. offcios de dei Rey de muitas vezes contas. o dito semlicaate ilnda lansando fania que se quer hir e sem duvida alguma o fara cste mos de Setenbro emtrada de Outubro, não aenba de sentenceamos o feito de nau Santo Lourenço sendo que os mais dos dias fazemos delle lembrança, temos aleansado que como <lvi7.0 que

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C.EJiÃ. •• w.... '~r

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deve ave .. dado do que achou em a devll'.'a deva agoardar o q uc se lhe: hordcna purtjuc comforrne temos l\lcaru;ado achasse comfuzo nesta C:lIlZ<t e quer agr.Jd;lf os menistr<ls. Sobre o fretarnCllto tia nau do Sennenho tenno aviz.ado em copia lu rgtl e a es ta tlíUt nnu agom ncstn ilha carregara com gmllde azarenta como fU!i ,;Qalqucr novlo t ~;\r.l\'c llt\ q\le se poem a Cl[ga porque vão pllfU 1\ Bahia e Rio e pO[{O~ por hum ll proviZão de sua magclilade que tem o governador para obriguar os navios e morad ores ii. que mandem ba~l i­ meotos !1quellns praças. Diserno estava n dila nau tomada por t i R,W, ~e asim I1c ho Fretamento tica quebrado VM nãa trate de oulro mas (, .. ) u dita nau cm seu vigur e vimlu a di ta nauJl seia com prassa de athe 200 pipas o mais fazendo me VM Ulel\:C m::mrJar pu r hum nouo o.:obrtlr os c red itos das pessoas que por meti respeito querem com esta earregw,:\'am intere~ar, qu e espero hera em tempo que CllUze proveilo por coanw o p;l!;llle do mestre Man ue l M achado que veio aqu i cmegar parti :lquelle Reino e pilru o Rio dI: Janeiro. Com a de VM de 4 de Julho recebi " segund:l de senlcllliil do agro1vo. e por clla fiz:lO senhor coniguo a advertencia para mandiU' II abel[laI<ão comu fa.~ João Velho GOlldim cm sua t:lIrta de 29 de Abri l me avir..ll remeae VM huma letra e por nossll c,)f1a a 6Jm viMa de 40QS rs sobre Jorge Gome.~ do Alcmoque espero VM avera recebido t. IU l\lld~l"Il1u!be por o E\.st:ito parn se u tempo se cobrar, no 1Ii10 Jo~o Velho Gondim man do 1'.111 ""ravclla qu~ lic" perfi, partir per ii bahia bum peremorio elo sendicunte pcm em sua mUo se emb"-rguttr ! 50 e tantos mi! rs que eu aqui pagtlo de direitos das fregatas de .Luis ue Jardim c nvendo VM tirado fi sentença contra ele lhe mandam pll[~ mais segu ran~a sua e remeterme J 80$775 rs que d') d itto Jardim tem em suu mil.o da c~rregaçam que eu tiz na I:ur;l,ve!a ue memc M ~rco.~ Dias Netto por não vi r n ser lua I:omsidernvel ii. pertlll o dito JarrJim c.~11l cmpuHJs ahonde lhe tenho CSlTÍto por Vel.e$ ma is cuido hc. de Vil ldez tlinto que l o-Jo TOlllas ViII" seio. mao jogador das Ic.lrns que sobro: eUe lirey mas deve ser o c:tbetlal UlI que a is.... o obrigua tomara VM se fi zera del!c pagllo porque não víessc ( ... ) sotlle mio. '" Mart in Filter p.!s...o qu eira nesta ocaz.ião prestarme 200$" e que mos mande em farendas para provimcnto du~ lnvradores e que de lJes lhes pagarey juro ou interesse 25 por t'Cnto vindo n seu riSL'tl fazendu lhe po.gnmento em a mes de Março Abril le tras nessa cidade, devidO (l [;1[;1 porque llUllca aChey nelle graça alguma e pero a MllrluoJ Fernllndez Bllrreto meu irmão que nito o fazendo de avi20 a VM a que pe.>so seia servido mandrume 100$ rs de di ti\j !"Izcndns:t saber numa covilh!!, L peça dejardo e 2 ehapcos (",) varasjnrd a e pouquo.s azuis o pagamento temn em a confonnidtlde que Filter cometia ou trl\1,e nda Deos a frota da bailio. cSpo.!ro (rara com qu e lua se pegue no que espero VM me fasS1l mCl't:e remetendo dila fa7..enua em I) primeiro navio pnrn provimen!o dos dilos cazeiros anltl que a tomem ii Oulrem. meu innful (... )/1 Manuel Fernandez Branco veio a esla ilha a por cmpreguu a:; fm.e.ndas do morg.:"ll.lo pera qm:: não avendo maior lanso se lhe rematassem leva ludo nego-scado milito e ficamo,; aqui advi ndm; que elle pessa cidade fari a ti VM huma cscreturn em que me ~rrcndn e~!a fazenda pIo mesmo pressa que lhe aqui as trouxemos p.lnl qu e eu beneFu;ie e o qUI: rende re m pugila II renda e gnstos, o que se dum crcdito por minha conta o aVí!lllJo que ficar pnrtire mos. entre ambas q ue a,i m nos pareseu justo e pera ave. ele por seus papeis corremes me 11~dl(l lhe mnndas~e ases tir com 100$ rs de qu e VM me fara meree valersse de Abr'Jham Demz peUo credito de Duarte Zonmnns que se a le tra dos 1$ CH/7.lldos esti'l'em cnlda de!lll se demo alem de que dellcs nno querem de si p(Jf onua mns para esta ocnziã.o ht forsozo e tendo eUe suas provil'.ois correntes mandam YM com elle rnzc:r dita escrilura. que me mnn~ara com ord~ ln parti. me ilPoss.... r antes que aj a nlgum emb"rasw e em mOO! de VM de ixe lUdo e que amarr:\ffi ns COUZllS de modo que n1l0 venha Dnver duv ida, e fico etl d::t men.-e q\l~ VM meu senhor M ll.nuel Marti m~ Medina me fas I:lnto que ouzo a perdil he que er:\ rdev31, dn 10000s os

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e rros uo meu irmão que cuntra VM hu cometido, ad miti lo, II ~eu ampnrl) pois com clle. comessurcy a verlhe trocados e m descansos tlmtns traba lhos qu e o hão [)Cr~egu ido com O concelho de VM sempre uscntam elle vai deliberado li hi rsse l~msar aos pel. de V M li t[u cm muito por favo r torno a llC<l ir fldm ita nell c~ pois se lhe redo nda elle em tuntu proveito e 11 fiOS de comodidade por e.<:te negocio c os mllis q ue ao diante se podem offereser. me u in n llo Pedro da Silva se foi pDm a a lg arve scm ordem Fí her se gastou cm o vestir 40 ou 50$ rs de qncjá ~e pagou cm vin hos que m e lllllndOll carreguar c por niio dar li VM IM I este corn c~tc rapaz o encnrregua ao P1 lter n que lhe asiste com algum l) cotiza the so vil' e porque h ~ coanto de prezenle se m e offresse nosso senhor guarde .1 VM muitos 1l11ll0S como cuida e boos qu e lhl,l de reinmos nvelllos mister tec hadn cm 8 d e A gosru.ll

o Senhor Ctlppi lam 101\0 Velho Gondim

Fllnclml [O de Agosto 1650 i\I1nos

Em 20 d o passado receb i smt cart.'\ de VM d e 8 tle j ane iro acresentndll em 29 de Abril esti mando a boa saude que e u fi c.tl1ll1 pesuindo q ue seia por muitO/; aNnoll com UI! aumentos que lhe t1ezejQl1los todos os de Ca7. a passamos com c lla milito pronplo s c m o serviço de VM, de quem fic o adverti(10 aver cobrado em o~ I\uvios; d a bolçl\ e d o eappit1l111 Havei os d ous barris de pregos que suposto ln são de pouqllO gaslo sempre o [erlio mais que destn bnnd" c que VM se l'ul'll meree proo.: urar lhe como r!'lo bem os 100$ I'S do conde d e Ca.stcl M ilhor, que não dovido de com pUllIua.lidade a cites sntiKlliçlio . Sera com e..'ua huma carla prec atari a paçllda pio seodiean te que aqu i ns ist:e como supcrentendcnte d,1 fllzenda pura em mãOli 1.1<: VM se fm~er emba rguo, do que do di lujllnl im tiver pem me u pu.gnmenlo de 153$077 n que aqui paguei clo~ direito~ de SllUS fregatns cm que fui con\lel1s ido plu diln cürtu mUllulU'u VM em suas m!l.o,i fazer o dim e mbargo e ]'Xli' mais segurtlnssa me aviza med ina o tem )(j[ndo por e ditl,l$ C estu ti rn ndo ~enle n..'lSlt contrn e lle para remeter cm os primei ros navios li VM a quem agtlldtJ;so mu ito a mercc qu e me fru; de querer alevi:lnJ1C d a perda que este. homem me deve que foi em mi m leml)O. mai,.; n!'in podendo eobmr por cn couza alguma p<lT ser o d ito rugido pnrll França e serem paTa sltns dividas mui lemitados os efeitos que deixou pIo que me vcnci ~l ficar com li que Vm me tizer moree elar do que tem do dito que espCI'O com esta precElloriu que dizem 05 le.trados he bastante Seg(lrnnçça alem dc hir mayor com u sentença queirl! VM remet I! isso em a frola porq ue nlem destes de reitos me deve d ito Jardi m 320$ rs de le lra que não pago u "vendo as useitudo e fiei\o por lequedi\r hi ndu 05 dire itos de hurnas pertd lcirns que es pero chegaruo primeiro que outra e.~tn de ligencia fc ila por minha parte Mnis nvcr Mnreo ~ Dias neste dado peJos mcu~ 30$ I'~ 8$530 por sua pel'digs[\o em dinheiro que levava a g"n hos; ~e u,~ m,liores de Lisbou S~ qllCixão d e lle.~ quc U1.011 mllil() veloroznmcn le . João Fernandez Pcdcaja nviZtli a VM fora tc r a s Barbudas não t ivemos lU ai.~ novas dc1 lc plu fa lta de nnv ios daque ll" parle que im d eus d nrlhe vidn que com 1/ e lta se restaurnrn a lgu ma COIIZ\l., A cornfinnça q ue em VM ti n ha j'ei cauza de cm hu ma fOI'S07,n ocazH\o vll.lel'me dclJa c fui ltio asertndo como mo nsegu rn Sun ellrt;..." cm que me fe'.l merec mandar nses lir com os 1$ cru zados prestndo3 por tempo de '3 nnnos sem ymtcrcssc al gu ll1 mas que dezcjlll' tenha e~Ul Ct1.ZlI com ell es gra nde~ ang rnenlos este cflpitu!o he logu() 11 minha mu.y e a nenhum de nos roi novo tcr VM COll nosco este cause tilo g mndiow que suposto lhe nl\o mercsc rnos sua hoa natu reza e o dezejo d e ~emp re acesenturmos o hn movitJ.a pIo que fi camm fi VM com noVl'u; ubrlgaçois muito ser tos ao agnrcJcsimcnto c l1U pagamento que SCI'<l com ti devida ptlll 1uIllidade em mni s bl"cve plauzo do que YM l)IlS

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otTercsse. o negocio do morgado esla em bom estado por COllnto Sua majestade ffL.~ mcn.:e da administmssno della a meu irmão Manuel Fernandez Bm!lco pio oficio da tezouraria que meu pui qUi: deus tem lhe avia deixado e o dito senhor lhe tirou ligam, veio o dito meu irmâo a esta ilha a fazer huma dcligencia nes3essaria e dentro de poucos dias em cnmvella que fica para partir vnltara aviado e levando Deos em paz espero sulm loguo despachado com o dito morgllado e da sua mão o avera com mais comodidade esta caZll para que nos servira a emprestimo de VM que novamente esta caza para o que nos servira o emprestimo de VM que IlOvamente agardecemos, principalmente eu e a senhora minha lll!ly que proteosta saber sempre ter a VM muito gmta emcomendadoo a nosso Senhor lhe consedll gnlnde~ aumentos, agora e~te ~elldicantl; diguo agnora uvizo a Mcdlllil que avendll recebido aklra que YM lhe mandou trate a seu tempo sua cobrallssn este ~endicanlc mo~lrn notavelmente molestado com algumas COtizas ntmz.1das asim do contrabando como da nau Saolo Lourenço cujo feito tem a dou~ nnnos conclIZos sem querer acnbar de scntencear nntes agom hern tirado nova devaça sobre quem levou o asuqre dela e juntamente dos proce(limenlos do dilo meu pai se avia de7.cmcuminhado fazendas aos din:itos COUz.-1 qllC jamais ~e via destas e outras sem justissas temos agraçiaclo e sâo the agora os agmvo~ que deste homem lemos tirado 8 de que e~tno alguns cm o reino c outros '15.0, cO!lndo lhe de a sentença da llUll ~cndo contra nós o que não dovidmnos por seu mao unimo deotermino hir com a apcJacçãolfu Lixboa por ser COtIza que tanto nos importa e vl:.r se de huma ves nos podemo,1 livrar de scerestos e pleitos como cl Rei que tnnlo emfadão. Cornt"ormc a que YM der esta meree remite de honrar em qllerel" pagarmo~ couza emjusta coando tem erdado tnnta l'azenda pio que espero que com as aplic<lçoins de YM e Gregorio de Mattos ~c rezolvrt rt dlU' alguma COUZll, e bem pudem a dita ~enhom Icmbl'UI'5se da 5cnhorn Morgarida MarLÍnz que pndesBe grandes nesscsidades de pobreza servindo lhe so em seu sustento I) pouco que a senhora DOlma Anna sua I'ilhlllhe pode mandar, porque tãobem não passa muito abastada, com os navios do palmmento que estão na barra nl'ío saem ulguns navios que estão ja da companhia no Rio alem de que Sua M,~estllde eomt'ürme alguns avi"tos tem perparado o reino espt:mnclo huma armada que se perpara em Castilha lTI!lS por Olanda tivemos aqui nova ~er partida para a toscana, e aver ~erClldo pronbino (?) eo outm pnts~a dos t"rancezes, Deus queira livramos de tantos henernigos e ri. VM gomele muitos al111{lS como dezejo.

Senhor Martim Filler

Fllnchal9 de

Ago~lo

de 1650 <1111103

Depois de ter escrito II VM em comprimento de meu irmno se deteve esta cnrnwlla cauzas que elle fi VM dira e como ~e cheogtle o tempo da velldima e clle ra~~ndo ~eia forssa suprir os cU7.ciro5 da Ribeim Bnwll, e eme ache falta de fazenda o:.lc:;sc Portugal tendlJ bastnnte,~ do norte me pltreSeu ocupar II VM COllhescndo me rara a muita lllen::c que costuma sem perda ~ua, nsim lhe pesso ma fass!l de querer preslannc 200$ r~ esses eomprcgndos nas fuzendllS que ao pc dest!l aportareoi carregando mru; com 2 navios por minha conta e 11e de ser na primeil"osque vierem (o pagamento 1'arei em o mes oe maio letras) em essa cidade ou aqui em vinhos a contento pagando I! emteresse~ comforme ii VM pl1reSBeO justo, e coando YM os não queira darme fara merce abonarme com queolll mos queira lIar a juro por hum arlllo tendo VM serto que de bum ou outro modo sem emfalivcl a srüisfação ou coando VM queira mandar esta fazenda por sua conta pagnrey aqui vinte c sinco por cento do risco e sem u pagamento como digo ~m mano ou cm letm ou em vinhos fic!lndu eu obrigado a YM a quem n050 Senhor gourde mlJit ü $ anllos. Funchal 9 de Agosto 1650, pla~

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Senhor Estevilo Costa

cm Funçhal9 de Agosto 1650 nnnos

Serve de acompanhar a quitaç1ío de 8,~ rs que dei a Rumon Biart! de novo se offressc aver chegado hum barco de Bordeos deregido a Picforth com muita grosenu e outras fazendas, outro navio veio de Olanda tnobem com muita fazenda, alem de que humll Hau de guerra franceza cujo nome he monsior de vila de que vendeu aqui grande cunlidade de fazendas de prezas que avia tomada em Amburguo e outras com que esta isto de fazendas abundante a casca lhe agora se vay lavrando pouco vale já a 3$ rs arroba mas subira com tanto goarde Deos a VM.//

Senhor Martim Filter

Funchal 9 de Agosto 1650 annos

Depois de ter esçrito a VM recebi sua carta de 29 de Julho por Sctuval em que dis avenne escrito em os ingrezes que (;omo nno chegamo nno recebi dita carta, vi os capitullos da carta de Domingos 'Torres queira deos abre (] que diz para que alcansemos o que la estn pIo contrario a fas Miguel de Aragão que não manda nada I:: diz não (;obrtlr leve Deus em paz Antonio Alvarez Coutinho o Fara c o tragua com bem porque VM tenha grandes avanços fi carta para o dito remelerey com hum pataxe de Viannll que vai para la em o mestre Simão dos Santos não chegou fi esta ilha por querer tresler e deixar a companhia de hum fnmt:es c outros navios com quo vinha dizendo nl'io vinhl'io bem navegados que era Dcas tcllo cm bom posto pum que VM nlio haja tão gmnde perda asas detirmento dão os ingrezes desse reinn e a esta ilha pIo empato dos vinhos com que todos sem se poderem vuler do seu pouco Deus por quem 111' acuda, Meu irmão Fero da Silva se rezolveo li hir ao algarve apadrinhada de VM com o mestre de campo queira Nosso Senhor eseolherlhe milhar e darlhe as honrms que lhe dezejumos e fi VM pague as que lhe hll ['cito e fas em t:ujo agardedmento nunca t:1ltaremos pera seu sustento, nos pareceu aseslirlhe com 36$ rs cada anno que he mais do que podemos estimarey VM queira mandar asestirlhe com elles a mezes ou coarteis sem mais couza alguma e pagarei com puntualidade tudo e a VM emcomendo, este irmIío li cujo amparo somente o deixo seria; que com elle tem grandes aumentos conceda os Deus li VM como dezcjo.ll

Senhor Estevão de I3ruiz

31 de Agosto 650 tlnnos por Silo Miguel

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Serve ,qmnente este avizo como Deos foi servido tra:-.er em pnz mestre Sebastião Gonçalvez em 22 do corrente com cllc recebi a de VM quc em todo tratarcy comprir em sua (;arrcgaçam que hoje l1ca com 80 pipas dentro dando la dos para amnnha enrregtto e pm'tir com o favor clevião ate 5 de Setenhro que tudo o mor aviamento que darse poder do dilo mestre recebi os 317 feixes de arcos que ficão em ser procumrey sua venda com amor venlujem de VM mas com tudo nl'io he,1ío por menos de 1$ rs feixes e espero que por mais, A novidade de vinhos novos he muito demenuta e não avera a metade do !Ulno passado cOllza serIa pio que quem tem vinhos velhos esta amarrado com elles e pedem 11$ e 12$ rs por pipa os que vão nesta carregnçam s1l0 muito bons c de postos muito seguros coml'orme lllcansso pIos pressos que vou comprando custamo huns por outros a bordo forros de gastos

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a 11$ rs por pipa c em navio que cuido de breve avera em direitura avizan~y de tudo largo que esta mando por uvizo por via dailhade S. Miguel o sal fica wtlendo a 60 rs alqueire ele não hui. Ocos goarde a VM e de Baiona niio ha vindo navio nem eu a quizera que pO!' ter já tarde o asuqre da tcrra vai de comtado 3$300 rs arroba dando 2/3 de branco e hum de ma~eavado o que sirva de avizo e como me paresse que mais ao tarde híndos~e os navios que esmo a carga de França e Olanda baixara porque se f'es asuqre muito turde e senão podem lavrar todo. Funchal 31 de Agosto 1650 unnos/l

Senhor Martim Filterl:\

FUllchal 31 de Agosco 1650 allno> por Sãu Miguel

Serve somente de pedirlhc a VM aS alvi~arn!l da t.:hegada em paz a esta ilha do mestre Simão dos Santos que Nosso Senhor l[l)l1~e li eUe em 28 do corrente com o seu navio da ilha do Cabo Verde de honde diz nvia partido ii muitos dias, de [a trouxe pouqua ou nenhuma cargua mais que o~ marinheiros hum pouco couro tica descarregando as fazendas dessa cidade por tomar sua carga de vinhos queira Deos darlhe em tudo o bom sucesso que VM dezeja eu me tenho oreresido a sCl'vilo c o 1'<trey como cOLlzn de VM em tudo o que lhe for nesse&.~ario. A carta de VM liça entregue e como <le breve espero avera navio em dcreitura e o tempo me não da lugar me não alargo nestn, A meu irmão qtlc comfio em Ocos aveIo levado cm paz me ram VM merec dnr1he minhas rencomendllçois goarde Nosso ScnllOr a YM muitos annos. FLUlclnl31 de Agosto J6:iO annos.

Senhor Antonio Moreira de Souza

em Funchal 31 de Agosto 650 tlllnOS

A muitos tempos me faltão cartas de VM e somente em hum barco com que veio Silvestre Alvez sOllbe que fizem o ingre, em que eu perdera 4 maios de trigo que VM cnrregara 5upplicante não teve [lvizo seu em que não he mais que ter paciencia e peço fi VM q\le restando algo de caixa c fecho de asuqre mo mffi1dc ç;lrregar em coalquer caravella ou navio que venha para esta ilh:'que me [as falta para cam e estando o trigo barato me fussa VM mande comprar 4 moios e carregarmos sacando do seu valor letra sobre Manoel Martinz Medina que pagara com pontu alidade com esta ser1lo dtHl~ cartas para Lisboa emportão me muito sobre sertos avizos VM // me fassa merce de emcaminhar mas em conlquer nrLvio que aja dessas ilhas f1t:ando eu ao serviço de VM a quem nosso .~ellhor goardc.

Senhor Martim Filter l4

em Funchal 4 de Setembro 1650 lumos

A VM escrevi em 31 de Agosto de 1650 em cuja copia sem com esta em 11uma caravela por viada ilha de São Miguel. Somos em 6 de Selenbro. Aventura say estn em -esta caravela que o govemndor manda correr a costa e nos pre'lumimos vay a esstl. cidade serve de aviz<lr como o sendicantc I~ Mnrgem: em dil't;iWra ti Terccira com os soldados. I~ Margem: segundn via com os soldados.

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tem sentenseado o feito da nau Santo Louremso coodeoandoos bens do dito João de Menezes que paguem os asuqures e que paguemos !lOSOS fretes delles lemos apelado o treslado da sentessa mando a Manoel Martim'. Medioa sendo VM servido nelle meu irmão ManDei Fernandez Bnmco podem pedir queira nosso Scnllor mostramos já deste pleito livre e dos agravos que la estão emvio bom despacho espero nlio faltara o favor de VM Simão dos Santos t1ca descarregado brevemente tomou a carga e ii aviara os emteressados com elle fazem emtre sy hum comserto pam lhe darem algum dinheiro para njuda dos muitos gastos que tive nesta arribada. O tempo não lhe da luguar li mais goarde Deos fi. VM.l1

Senhor irmão Manuel Fernandez Branco

Funchal 4 de Setembro 1650 allllOS em direitura

Manda o governador 11.gora a este mestre va correr a ilha e parte esta noute por se acazo arribar como costumão li essa costa quis fazer estas regras por avizaJ' 11. VM como deu o sendicante a nossa sentenssa hontem sabado cujo treslado lTlundo com esta a Medina ele cuja mão espero VM a veja nella n08 resolvese de pagarmos os asuqures mais que pagaremos os fretes de 14$ arroba de llsuqre sendo como elle diz os não recebemos temos apelado e comtiamos em Deos 11e mester della sentenssa boa e livramento de tudo o pedido este prencipio de bom despcrõho nos tem comsolado muito pio animo danado com que enlmigos os a)"mlVlio esperando e do cuidado de VM esperamos provimento nos agravos que farão cm sua companhia que Deus nos mande com boas novas de sua chegada la em paz que nos tem com cuidado a muita brizn que $emprc a ventndo e lestes que tudo hão destruido dn pouca novidade que avia de vinl)()s que llc lastima de vello. VM senão descuide de seu negocio e de darlhe fim pois importa tanto antes qtle se publique, Simão dos S,mtos che.b"Ou aqui a 28 do corrente de Cabo Verde honde arrlboll este navio emfellito pIos ymteresse Dominguo Filter. Mandeme VM boas novus de Pedro, toclos os dc caz!! I1camos com sHude. Nossa may e irmí'ios se recomendão em VM c na scnhol'n Fnmcisca Heitor c menino:> o tempo não da lugar a mais o sendicante tem fretado caravela mas dovido indu acode que Deas II VM como dezejo. Funehal4 de Setembl'O 1650 anllos.!/

Senhor Estevão de Brui~

Funchal 4 de Setembro 1650 anllos

A copea asima mandey a VM por via de Santo Miguel e esta v11.y aventura em hum barqo que o govemador manda a corrcr a ilha por se acuzo desgarrar te essu co~ta quero saiba VM como o seu navio de mestre Sebastião Gonçalvez t'iqua carregado com despacho tirado [Lviando~~e de meudczlIs para sua matalotaje cm que .lhe sem asestindo e partira ate 7 de Setembro sem dtlVida. que estas meudezas fazem deler queira Nosso Senhor darlhe boa viagem e sucesso em tudo qul':l tenha VM grnndes avnnços e como de breve IIvera navio serta para Lisboa nelle emviarey conhecimentos e cnrregnçois de tudo sacando letras do reste dn nossa conta que tomam de VM dera em Lixboa ordem a seu pagamento porcoanto Ilinguem mas quer a que aseitar para essa cidade. mnndando VM a earnvelu de Aveiro estimarei me mande VM por minha conta 100$ rs de varas pardas boas que dUn!y satisfnção em o que VM ordenar fazer de cnrreg~çam da dita caravela e se seu emtento de VM he lTIll.ndala a Cabo Verde pesso mude de imtento porcoan to por navio que cm 28 de Agllsto chegou a esta ilha do dito Cabo Verde soube como lu avião hido 3 naos de Cnnaria~ e

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SevilJa com gmm cantidade de vinhos e pipas e peroleira:; que vendião n 600 rs pcrolcira e outros muitos gcneros e pataca~ com que estava li tona muito farta mas os gcneros della asim e~cnlVO como legumes muito caro~ [} que sirva de avizll pera governo, e pOI·que a brevidade do tempo nlio de lugar a mais Deus goarde a VM muitos ~nnodJ

Senhor Sanches Charoso

Funchal 8 de Setembro 1650 unJ1(lS

Em 8 de Junl1ü deste anno recebi a cartn. de YM de 14 cle Setembro que <.:Um ~umo gosto hei eslimado pio clezejo que tinha de ouvir novas Suas e de serem tlio boas me alegro mormenTe por ver ii YM a seu gosto ca dado se bem sinto o seu em tão ma materia deixe nos senhor logrnr a VM muitos nnnos em companhia dessa minha dona Vitória da Gama a quem me ofresso por seu eapptivo pois u sou de VM de:rejozo de com seu servisso me empregar com todns as vezes e cmmdo a VM mercifa dannm; ocazioins cm que mostre esta vontade e o terey a gntm favor. Beijo li YM li mão pio marfil que ha feito meree remeter a 01anda se bem nunca ha chegulldo a minhas mãos nem de Geraldo Yemlive avi:.w avello remetido dcviliO aprovcitarse os emcomendeiros delle. Nlio me espanto do estado mizeravel em que esta a fazenda que ficou de meu tio Manuel Oon~:alves Cidrão pois foi ao juizo dos auzentes por via de Martin Filter e Jolin Velho Oondim se tem mandado papeis nli.o sey a quem todo () favor que VM nesta cobrança me fazer o estimarey muito avizando me do que nisso for J"azendo. O Portlldor deste seu me~li·e Sebastião Gonçalvez t:mteresado com hum amiguo meu do Porto com quem carreguei cento c tantas pipas dc vinho valendo8.'le de YM em alguo de favor estimarey o ache que o ngardescrey com o proprio e pll.nl o que eu pl·estar desta bandtl em o serviço de YM não J"ullarey a quem Deos goal·de.!!

Senhor Balthazar Ynndanam

Funchal 8 de Setembro 1650 com o mestre Sebastião Gonçalvez

Recebi sua curtude YM., .. (~ic)

Senhor Cappilam João Velho Gondito

FUllch111 primeiro de Outubro 1650 annos com me.~tre Simão dos Santos

A VM escrevi em 10 de agosto cm a cHravclla do mestre Antonio Franco Garção de que serú com e~ta a copia de novo ~cnão ofercsse que avizar mais que avcnJ. <\qui arribado hum navio do mestre Lourenço Dominglles que partia com a frota do Rio de Janeiro do mestre Lourenço Domingues que partio com a frota do Rio de Janeiro comsestindo Ioda dc 23 navios a mor parte dis que pequenos e chegando em 22 de Setembro a avistar a Moca de Lisboa os emvestirlio os navios do parlamento que nella estão o que visto pio grande mestre se veio fugindo e tomou esta Ylhu onde por ora estamos esperando navio do reino para de serto sabermos a roina desta frota que comfonne () dito de armada não CS(:aparia dona nada desgraça notlwel pnra este reino se bem delle cavado por ,~Ctl mno governo queira nosso senhor lucrar agora a dessa Baya que por momentos a esperamos.

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o portador desta é o me.çtre Simão dos Suntos da obrigação de Mnrlin Filter e o navio a mar parle de SU(l conta ~ua di reita viagem hera ao Pam mus quersse nproveitnr dn m:llZião se putJer tomar hessa bahia e o tempo lhe der a is ~o lug uar nslm suçcdcr c Dem O livrar VM me fllssa rnc[(..'e no que posivel for aj udallo que he bom homem. Leva duns pipas de vinho de minha conta que a seu bordo me deu hum amigl.lu que nelle as avi" carregado vuo n Sl!a ordem por ser cauza POllCEl. por este genero de vinhos esta aqui subido cnUZll tia poUCI\ llOvidntlc quc dclles o uve que quebrou do tmllO passndo mais de li metmlc Itsim que os bons seniío nehão a meno:; de \ 2$ rs e l.:om coaisquer Ilnvios que vcnhão ti carregallo!l subirão loguo, e porque he qunnlo de prezentc se me olTressc e o tempo da lugar Nlli!lO Senhor goarde a VM muitos :mnos, Minb a senhora may beije a VM li muo e se lhe reCOlTlcndaJl

Senhor Gregorio Diaz Pereira

Funchal, 14 de Outubro 6:50 annos com os soldados

O li cenciado Manuel Henrreq,!ez por reste: de hUIIHI encomendu que ten ha em SlHl~ mnos me remcltO huma letra SObl'e VM de {;(llltio de 26$260 rs a eorcnln diaz vism, pln conl posei OImll. da mesma contia ao di to Man uel Guomez Ou:rel, !."Obrc VM e em fuvor do capiti'lo Pero ctt) Couto Cardmo ou sua herdem que VM me fara mere! mandnli\ aseitar e pngor com !l pontualidnde que costuma sentando (... ) contm li contn do dilo licem:indo Manuel Henriquez, e sendo cazo, que VM ii não asCÍ le p!1l. contu do dito licencindo sem servido darlhe satisração por leh'a minha e valeree aqu i ii mandalo eonlia pllgarey com pontualidade ficnndo prestes ao que VM me hordenar de seu serviço n que nosso ~cnhor gonrde.

Senhores Iznque Herault" OoJei'ry

Func"-nl 26 de Novembro J 650 com 08 ~oldad os

Com n fn lfa de nnvios dessa cidade plldt:Cemos juntamente a das novus dos mnigos pretn ita llS comandar nolas ue bt'cve como dezejamos e esta se ra de avi~nr fi. VM8 eomu p III ordem que tive da veUV!l do ~enh()r Henri que Bllrdctt lhe l'iz earregnçmn pnm ii abra de gmça no flavio olantles chamado (I rey dllvid mestre David Thomns de 5 caixas de CIIl>ca sera muito estremada com 27 arrobas 20 quanos que custO,dO pos h\~ a bordo 153,$703 rs como eomttlrn a VM dn carre2;nçam contn.jUlllu que me farão lUCI'ce vi.~to o paçmlo com n erncluzl\ remetendo 1U(10 n dita ~enhora viuva mais lhe curregue em hum pataxe dlJ mestre Pedra de Lnfom que I'Iqui paniu em Setembro para Armchclla 6 d uzi :L~ de cubos dc pemdn e hocetas de marmelada que C\1Slllrl'io fi bordo 18.$3 15 rs de que lambem vay conla que VM com o mnis remetoJ'ito humll e ou tTil couzn emporta 172,$018 rs e por reste dlJs 2$ cruzodos que dessa cidade me remeterão cru devedor 188$0 12 rs e hora por reste de wdo o .~llU d e 1559'0)4 rs de que com esta lõer:t a VMs humil letrinhil em seu favor a 30 dins vistO! pnçada por min sobre E~ tevi'io de Bruis mOftldor em ,\ cidade do Porto que VMs sc:dl,o servidos mnndar cobmr e com cl!es ajustar esta cantil _[ue nesta mesma l'ol'ml\ () escrevo a ditu senhora VCUVl.l e para o que no díõtnte eu por de l>erviço de VMs em c~la ylha me uchar:l0 com muito boa vontAde. A cnscn seva foy muy requestlldu aq ui este IInl10 (... )"das mttilns ordens que ouve para cnrregaçoins dclla que l'i zerão aJevuntnr loguo ele prcncipjo seu PCSS()

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e o menor foi a 5$ rs arroba. Tambem arribou aqui Imm navio do Rio de Janeiro meSlre Lourenço Domingues com 380 caixas de asuqre brancos rnrtScnvados e panel1as todos tid\o em a terra e alguns vendidos a 3$rs e 2$900 LI arroba ma.~ comü vejo 50 se vier navio a compmllas subirão de pre~o e porque he cuanto se me oferesse nosso senhor goarcle a VM muitos nnnos.

Senhor Estevam Costa

Funchal 26 de Novembro 1650 allnos com os soldados

A muitos tempos n05 fall1l.0 navios desse reino e cartas de VM qudrn Deos mamlarmas de breve tãu bons como dezejo. Aqui se pos a cargn para a abra de g1'aça hum navio olandes chamado o Rey David Thomas, vezinho de Sendam c foi o unico que por este nono ouve para aquella eidadl:, nelle dei slltisfaçao ao reste do~ amigos de Fmm;a e earrcgll~i por conta do senhor Francisco de Lmnare e Julião Artur por conta dos estaminhas que me deixou o scnhur Luis Enes 18 cnixoins de ca~ca ~era como 74 arrobas 6 quartos e 2 de limão cam 10 arrobas que hllllUl. e olltra cotiza custou posta a bordo 455$918 u d~ <Il\e vny n VM com esta hun1t1 copin dll cnrrcgaçmn e hum conhecimento que vi~to me fara merce meter huma c outr'1 couza com a cartn que pam os ditos fretes Vlly com eSla e lha remetera l:m a primeira ocazião que aja, e suposto as estaminhas lenns emportão 478,~015 rs o reste que srro 22$097 rs lhe heide remeter em hum cai;o;ão de limão de casca do navio do meslre erv~ santun.'. que em direitunl hude hir daqui dentro de poucos dias para Samallo que servira nos ditos senhores por mostra coando lhc chegue com que lkara safn esta contn e nosso senhor queira levar em pilZ o mestre David Thomas qt\~ partiu em 8 de corrente para que em esta carregllçam tenhão muito avanço que creo YM hera toda u. casca e limão muito estremada e a mar parte feita em caza da Senhora Donna Anna de França. Tãobem carreguei em dito navio por conta dos S~JlhOfeS berdeiros do senhor Luis Alaire 7 Clúx:ons de casca seca com 37 arroba~ 19 quartos que custamo abordo 209$315 rs avizando senhora Ve\\Vll me abone esta partida com mais o liquido de dous caixoins de casca que por minha conta lhe remeti o anno paçado com o mestre Pedro Momn de que sempre remeteu o percedido c com i~lO não ncnre1ll0S muito longe na differençnll do serramento de nossa conta II coai me não foi posivel mandar ajustada per rezão de não aver achado a propria carregaçam que sempre remeteu com a.1 fazendas, couza de que como aqui esteja hum scndicallte, que com rigor trata os hümes de negocio e começasse a puxar por couzas do contrabando antiguo do tempo de Castel!n, e tOllloce alguns papeis e livros das casas foi Força por executar coalquer desgosto por nossos fora de cuza em cuja enbIOll1ada se devin perder a dita carregaçam cotiza que notavelmente lenho sentido porque S\1posto cstejuo os dorjetes cm ~ertinha cu guosto de que a vista de ticar com clles lançar de purte eSla c()nla e asim tenho pedido a dita senhOril veuva pllTtida~ as vias me remela o outro treslado de dita carregaçam pera que Joguo dita conta se ajuste e o que seu restar Imtnde com toda pontualidade i\ sua hordem. A casca levaotou o preço tão alto por couza dos muito~ navio.~ que viert'lo a carrcgu!llla q\\C agora ultimamcnte partiu com o navio olandes que atras diguo hum pataxc de bordeos que veio com muita fazenda e bm\ e levou malvazia.~ e muito pouca casca vendendo suas faz~ndus n Um e hum allno a troco de letras e dei/,ando muita em mãoH d~ Recharte Piquefort em ser, e ~uposto 1m inda alguma casca em a terra he pura hum navio olandes quc se espem de Berl:eria.

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Aqui chegou arri bado da frota do Rio de JaneinJ hu m na vio de mc.'llre Lourenço Domingues Durãu com 380 cnixns de ilsuqre brOllcos milSCll.v!\UuS e paneJlas que aq ui desearregou e 1ic.1o em a terra, nenhllma eOUz.1 aehey nelle de cnnta de VM :llguns :lSuqres que ti lnC$ll'e lrouxe II sua hordem vendeu a 2$800 rs branco Innsc" vl\dOl. c f)nnellm; a respei los mois oulras cuhms se vel:demo a 3$ rs arrobn e se .Icudircm muitas ordens a comprar levanlam preço e esta esta ilha com falln de triguo e sem esperansns de vi r das debnixo pello a verem hido fi buscar peca essa cidade I:omo me avi1.Ou Miguel Levesquc, e ora chegou n nao olandezn dt': berberi a tão bem de vazio por não achar triguo. pio que avizo nos amigos de França que paresendolhe mandem este gonvcmo aq ullnM<lr algum que sem (juvidn se vendera a ] OO rs alqueire e mais se não iICudir mui to, Tenho ja eiU"l'egado em navio de lllelitre. Ervc senture hum cni)(i1o paru o senhur de L.1mi\;C e as ( .. ,) com 2 a rrobas 10 quartos de cusca e 2 nrrubllll 12 quan:os de limão que custou li bordo 23$995 l1i o que me fi cão restando I $898 t~ dc que vuy n V M conhecimento. Em nova conta tenho n.bonndo a VM I O.~ rs que lIViu dado n Manuel Fernan dez. Ba ndeiro e rei to carga dos S$ rs dados a Rei mol! Biar! r: dos 6$650 das 2 coartolas de vinhn CJlIe li VM mandey c de 2$ rs da t:oartoh\ a Luis Enes com CJ u~ ncho VM restnrmo 7$600 r~ que me fnrnm da r no ditn Manue l Pernandez Bandeira paro h1JllHlS meudcz:'Is que lhe mando pedi ... A falta de navios dessa cidnc1e tem feito levantar de preço Lodos (,1~ generos CJ ue de lu ve m premcipnlmcntc o azeitc que de prczente se fica vende ndo o. 60$ rs n pipa sendo que ordin::uinmcnte vai 44$rs he couza em que sempre ha garumcin e se fns dinheiro coando a VM euoja a aeenlo remeta algum e porque he coanro the o prezenle se me oferesse Deos gourde li VM muitos unnesJ! Senhor J:'I CJues Logan

Funchnl ( ...) de Novembro 165 annos com os soldados

Bm J3 de Julho foi a nllima que escrevi a VM em n:lVio qlle chegou ti eSlu cidade e como 110 de pois disserTIo aya recebido cana sua n~o tenho e sobre que: f().1SU IIlnrgllnllc se bem cornru do nTIo q uis rooe elila caravela sem fazer min ha obri gmlç/io e pare urar novu.~ da saude de VM q ue Nosso Senhor lhe aU lIlen te por longos an nos e pano "."om ela muilo petllllO 1\0 scclliço de VM cml1udo me lll11m:le. A falta de nallios desse reino !lOS tem aqui com faJtn de tudo o que ii. nelle prencipallnenlc azeite que o que aqui ha cm K lerm se esta vcndendo de prerenlc li 30$ rs cada coaMO vnlendo ordinllriamentc 22.$ rs e 23$ rs ho este lHlui hl1m gencro de muito gillltO o o que mais avnda da dns que dessil cidade vem. Tão bem hn falta de sn! que per nenhum pres~() se m:ha o ultimo se vendeu ii S$ rs alquei re o sou preço ord innrio !lo por 50.$ 60 rs alqueire. Aq ui nrribou da frota do Rio de Janeiro do mestre Lourençu Domingues D urão com 380 cllixílS que a qui descatTegou e o navio vai nesta conprido levar soldll.dos a eRse reino neHe procurei alguma t:ouza de conta de VM e seni'lo nchou curto. nlgumu pnm VM dos ditos nsuqures nlguum ns caixas que se vendemo foi li 2.$900 c fl 3$ rs arroba mas foi t:ouza pouca. Os vinhos aqui esHio em cala lUas u nov idade deste nn no foi mizernvel e não chegou cm toon!l ilha II nver 1/2 da do anna paçndo; que a ni'lo e~ tllrem tnnttl.~ vin hos velhos em a terra valcruo jn oje muito diaheiro, e mandando . Doas navios que os ven hãu carregm vnlerll.o. Agonrdenlc não hn em a terra nenhuma e porque he CU(lI1to se me úfcrcsse Deos gonrde n VM mui tos tmnos.

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Senhor João

Thomfl,~

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Funchal 26 de Novembro de 1650 com o~ soldados

Em 15 e I (í de Julho foi li ultima que li :'1M escrevi com II- conta e curregnçam dus 5 pipas de vinho que carreguei por sua hOl'dem com Manuel da Costa Jardim que Dcos queira llver levado em pal e por en~ontro de seu custo saquei sobre VM letra de 50$ 1'0 em favor de proprio Dias Pen:irll c espero de VM li avera mandado honrrar como costuma, e ~omo a cllravella em que dita minha carta foi chego u essa cidade nllo dovida sem dadi! em mitos de VM por CUjol rezão não mando de tudo segunda via de novo senão ofresc couza de que avizar nem eu tenho l:l\.rtas de VM a que deva fazer repo~ta que the da comonicaçuo nos provão esses malditos parlamentarios cujos efeitos de dano sente estall ilha cnresendo de tudo o desse reino geralmente chegando a valer como de prezente o azeite 30$ rs o coarto cm que se fas muito dinheiro e todos os mais ~nero~ de~sc reino estão carccímos não c o que mais sentimos hc falta de triguo que he donde nos costumamos esperar hir das ilhll~ ele bax:o dahonde avemos tido novas como não vinlnenhum porco!lnlo o hão ido !l b\lscur peru essa cidade e la se hão fix:ado com as li:;ensus, juntamentc lmvendo de 8erberia hUIllI' naa olandeza que avia la hido a buscallo de vazio pio não achar em aqul:!lIa custa e fica o triguo da terra valendo a 300 e 320 rs uiqucire e o senleio li 220 e 240 rs deos queria acudir porque não venhamos a sentir nesecidade lno grande, Du frota do Rio de Janeiro veio aqui arribado hum navio de 340 caixas mestre Lourenço Domingues Durão, percurei alguma carla \lara VM e não achei nenhuma os asuqres são a mor parte velhos e não tinos alguns vendeo () meslr(! a 2$800 rs e 2$900 (~arroba de branco mas coando se comprem a coalquer mercadore~ senão achur1!o menos de 3,$ rs arroba e mais. Andre Fernandez hinda asiste em a ilha do Porto Santo sua may vay pagando muito devagar e a tem feito dos 2/3 !le forsa por não perder tudo ho desemulando; pois por l'ig{lr niio tcm couza em élue se possa fazer penhora pura pagamento que da casa, promete com a brevidade que puder acabar dI.': pagar e comfio ;;er Ilsim cobrado que seia tudo mandl\rei a conta, Sim!lo Gonçalvez de Silva não tem pago nem tem por onde coubre qUl::m VM hude ter pudenda que eu de minha parte não raltnrci com os advertindos ncssesarios lhe que cobre delle C:lta contia dll letra de Gllspar Ferreira de SOllto espero novo avizo de VM com [lOrdem do que sobre e!!n se hu de cobrar. A novidade de vinhos novos foi muito lemitadn este anno e não chegou a aver metllde da do ,mno puçado mM com t\ Falta das carregaçoins esta tudo cm cala queira Deus livramos de tantos ynemigos coantos perceguem esse reino e ubrir caminho pOf bem ao negocio e gmlllJalldo n VM lTIuitos annosi!

João Mons

Funchal 26 de Novembro J650 annos com os soldados

o Henhor Lamas de Borim me ordenou por sUll curta de 7 de Agosto deste Mno prezente carregue em o navio de mestre Seb(\~tião Gonçalvez para o reino de Angola sinco pipas dI:! vinho por COIl ta de VM e a ordem de hum sell criado chamado Gonçalo Alldré e que de selJ custo me valeçc de VM, em virtude da dita carta de credito earreguei com o dito navio chamado Nossa Senhom ele Nazaret Santo Antonio e almas as dita~ sinco pipas de muito bons vinhos e deposto muito seguro que eu mesmo escolhi metendoos em cascos muito esterego,~ e n()vo~ Ilzerão de custo postas 1\ bordo 57$165 rs de que me vnlho em esta ocazião de letra sobre VM a 40 dills vista em favor de Manuel Martinz Medina ou sua 183

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hordem que VM me Iara meree aseitar el a seu tempo pagm' com u pontunlidad~ que deste se espera 1>01' Olltro ha dita letra para pagamento doutra igoal contia que passo sobre o dito MElt10el Martim: Medina pagando todas estas comiçois por mas não quererem aseitar direitamente a que para essa cidade, A carregação e letra sem com esta e hum recibo do dito João Andre, Dito navio pllflio daqui em os prencipios de Setembro queira devolevello com pa:! e que VM lenha grande avanço sobre esta carrcgaçam c coando ao diante cu seia de prestimo em esta ilha pera servir a VM me acham com b\JU vOl1wde a quem nosso senhor gomde muitos annos,

Senhor Francisco de Bairros

Em Funchal2ú de Novembro 1650 annos com os soldados

Em 22 de Agosto recebi sua carla de VM de 5 do dito por mnos de Manuel Cnrdo:w da Fonseca a quem VM ordenava por elln emtregaçe 30,~ I'S em bom vinho para carregar em o navio de mestre Sebastião Gonçalvez em que hia embarcado por mercador pera Angoln, em vertude de dita carta de o dito caneguei em dito navio chamado Nossa Senhora de Nazaret Santo Antonio e almas 3 pipas de vinho muito eiselente8 comprados ao ouvidor Antonio Ferreira Tinhciro cntre outras mais pipas que são dos milhares da ilha e o Diogo Fonsequa os vio e eseolheo muito a seu comtento e em cascos muito estanques fizerüo de eusto postos abordo 34$600 rs que VM deve lwer porbcm o empregue de mnis de sua horelem que foi cauza o não dcmcnuir de 3 pipas dc vinho e ascgurarmc Diogo Fonsequa VM o averia asim por bem pIa carregaçam junta vera VM mais por eixten~o os gnstos e pIo conhecimento do mestre e recibo do dito Manoel Cardozo da Fonseca como se carregarão conforme seu nvizo c por conta das peçoas que sua carta declara, Dos 36$608 rs saco humn letra sobre VM a 30 dias vista em favor de Manoel Martinz Medinll morador em Lixboa ou seria hordem que VM me fara favor mllndar pagar com a II punttlalidade que espcro dito navio partio em os prindpios de Setembro D..,'Os queira lcvallo cm paz e coandu uu diante eu seja de prestimo do serviço de VM me a~hara em boa vontade cuja pessoa no~so Senhor goarde muitos nnnos,

Scnhor Estcv1l0 de Bruis

em Funchal 26 de Novembro 165 anilaS

A VM e~crevi em 31 de Agosto e 4 de Setembro do qllC espero avcra alguma chegado para qtle VM aja alcall,~ado novas de seu navio que partia em 9 de setembm que suposto cm 5 fiwu aviado com contos I1rmados se deteve o mestre os mais em llviar algumas cotizas qlle lhe deviãl1 ser nessessarias queira nosso senhor 1evallo cm paz t]IIC t.:1I pre,-:ull1o se vai nos po~tos de PemãobllcO Oll Rio de Janeiro nondo em coalqucr das pmçus para grande negocio que estimarey imJinito porque VM tenha grandes avanços, Em dito navio carreguei 100 pipas de vinho 90 pipas li cmtrcgllr llO mestre c piloto ciO n Manoel Cnrdoso da Fonseca como COnstllrfl dos cOllhcclmcnl\)s juntos das cuw;gil~\lis () custo das ditas 100 pipas de vinho que fCII'1\o 1144$999 rs como pIo extenço deli as constara mais asesti ao dito meslre com 52,~130 rs em contado que teve gastos que vTIo can'cglldos em conta e nella fcito bons 65$260 rs que Diogo Guerreiro me abonou das 2 caixl\~ de nsuql'e c por ditu conta vera VM restarme 671$365 rs de que nesta ocnzi1io me valho de VM pias letras ao pc destas cxpeceficl1do~ vulcndomc de igoal contia delles de Manuel Marttns

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Medina e Martim Filler moradores em Lixboa sobre quem paço vurius letms por mas nao quererem aseitar pera essu cidade peHo que posso li VM com li puntllalidade que espel'O mande satisfuzer ditas letras pera que dito t1Iter e medina se me não ql1eixem e fl\c;fín dezcmbolço de seu cabedal porque inda que deste embolço e dezembolço lhe pago SlH\ I:omição lhe fiquo devendo \TIuita ( ... ) em trabalho que pl\l' mim tomão. Tmnbcm sem ii conta dos arcos vindos com o carritam Gi! Rondas que renderão liquidos 34$956 rs vendendosse a 1$ rs fciche sendo que tudo no que vierão em dito nnvio se venderão 900 n cu pio mesmo os comprc..i tiO dito eappitam os 317 feixes vindos com Sebastiuo Gonçalvez renderão liquidas 316$078 rs vendendeos a mm parte por emcontms per alcansal' morc~ preços e aeia VM lhe afirmo nua vendi todos estes hum so tostão a dinheiro contado e hUI1~ poucos de feiches que em dito seu navio de VM trouxe hum pasagetro os vendeu n troco de vinho a 900 rs feichc e por ultimo ficnrão huns 81 reixc.~ gue preeurey vender sem lH:har ql\em me ofl'eresseçe mais de 900 IS feixe isto a trol:O de letras e com espcrns pio ljtlC por fexttr sua conta os tomei em min a 950 rs feixe scm the agora aver vendido mais hum 50 feixe eauzado tudo da mizemvel novidade que ouve em a tcrral! que não chegou a mimde da do "ano rn~ndo e a fl'lJtfl c empcdimcllto de currcgaçuo respeito dos imformes pnrlamcnlarcos que o empedem e cm ludo estimnrey YM se de por satisfeito pois me dizeis Ite nsel'tar em seu serviço com grandes avanço~ e I'llZencto agora resposta li carta ue YM que reeebe em dito seu navio Q dign em primeiro lugar ql\~ eScimo a merce quc VM me hi\ feito dos 6 prczentes que vierão u muito hon tempo. ocazmo espera dar a Dem,; ao di!liltc em que a VM seja agardecido que n tiver navio desta ilha para essa cidade sO\lbera darll"ll! a YM mo~tra dos regallos delJu. Em a carta de 6 dc Agosto particularmente dada a MUlIuel Cardozo dafollseca ordem a VM de lhe dar 10 pipas de vinho em cujos contos seguim a ordem da carta gemi ajustando me com ella fes os conto~ na forma que VM vera pIo que numdo e hilldo afjnnallos e nllo quis fazer o dito fonccqua dizendo não avia obrignrce ,1. tamul' CIll dilü navio por coanlo tinha hum escrito firmado por VM que me mostrou reconhecido por hum tubalião publico em que VM se obrigava darlbe e5la~ 10 pipus tlt:: vinho de comissuo sem obrigação alguma mais do que se acazo fiquasse em Angolla embarcare preçedido \:m dito navio alegando muitas e muitas com'.as que eu com rezoins pl'eu~ntemcnte lhes desh\zin ú por ultimo rezolvendose a IlllO firnml!as os em(reguei ao mestre udvertindo a que em coalquer parte a que chegaçe manduce logo por juslissn notificar dito Fonscqtm tomaçe emtrega das dtta~ 10 pipas de vinho pera que nunca tivesse elle lugar de aviar eontra VM para lhe pedir nada, elle pareçe que o soube rczolverssc asinar os contos como fes e C\I e,tímey por cseuzur com VM conlqucr duvida mns cOlllll1do nno deixnrey de me queixar deste homem que com seus pes de lnm me tem geito de ser de mim carta e tnais novo do que velho. Ele me emganoll com hUl1s poucoz de bureis e outras ninhl\rias vendendo m,\s a troco de vinhos que lhes dei per prestos \nltito comodos e e!les por erres escolhidos emcafornnsen tanto que huma ves me meti com dle e SCtlto me nrrepcndi ma$ fiÇill' me ha de emsino o cOlllter,:ello c outl'OS semelhantes pent outra ves cu lhc dey 3 pipfl~ de vinho pll\' ordem de Francisco de Bairros que serfío dos milhares que vão em u navio se elle com dias quizer tratar verdade e: não fazer como outros. As duas peças de artilharia que VM me Cl11comcndava cumpl'asse pi\m o navio, nu tempo que elle veio os nvia o governador metidas cm ns fortalezas plas novas t]lIC nvill de qlle veria o nnvio de Cas!clln e h\lm mestre Avilla.~ o llão ql\izerão cO\nscntir nem Iha~ dari1ío e a min me pareseu não serem muito nessessurtos nem YM fazer mais este dczembolço por ser o navio. Deos o gourde Il\uy !indo de"collu com as mni~ ~egUnls cOll.lldo

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a furssi\ h~ poul.:a Il\KlI' cumtudo ti ordem c vonlllde de YM hera que coando coms~ nti ndo o governador avendo lllerçc eln tirnrçe do s fortes. A e~I;HJa dos navio:> <.lo parlalncmo c m a barm IIOS tem aq ui com grande fnHa d e todas ii:> COU~"lS do re ino saL ~Cl1iitl ac ha oje hum :\Iqueirc por nenhum d inhei ro rur.ei rc vai 11 30$ rs cada cuarto que vem a ser a 20Cl rs ç.1nMl 31l10 ' Iue se deve truuxer II cara vela dc VM de Aveiro n tempo mu ito bom c Iizer.tI' bom n.;:gucio em ludo o q ue trouxesse eOÕlndu deos a tmga e o o utro não q ue VM la tem serviço. belllv ind os e segurej que dellcs o rden ar e aver vindo este navio the agoro n que lhe não faltarãu fre tadores poru enrregar asim Bnhin como Rio d e J aneiro porque eomo nque llns praças est50 com tantu:; ncssecidndcs lodos d ezcjno hir la fnzcr negoc io fiíldos em que serão bem recebidos sem eomtrnd issi'io dos dll bo lç a m:u seos navios de dila bolça viciam ilqui carrega os vinhos ve lhos que rem n~o tera lugar o (IUe di gutl ~ll l v\l quizcr VM vn dilo navio pnm Angola que t!1ll tn l cuzo ní\o fa lhlftl tão bem quem o freIe mus se YM la ~c tinlw darem fretament o com os da u ol~~!I mais segurIl he. Em entra que: e.~c revi n VM t!flI 20 de JUtl hll cm hum rll\vi() 11mhurgues '1ue chegou a I.. b: lxm as nI)V;\~ ll\1C avia tido de Joiín FefllatllJe~. Pcdm nvcr nrribllcl\l tIS Bnrbad;.l~ .~ e m poUer LOrtIlU· U b'lhh\ depo is de 7 mezes de viagem C0111 largos illlfortunio~ c não teve curta sun nem ao depois mlli.~ novas mas dos vinhm que levaçc hlri n boa ve llda com que rcslilUt"ltl"illli~ lllcsmllS Deos queira mandamos uun boas novas como deze.inmos e u as qU ll clclle tiver Sottlpre !IS dare)' li VM. A Jono Andrade criado de VM oferes i e~ ta cuzn par;;t. que n cll n IIsislisse c tempo que aqui cstive:;s(! c Ue COIllO 1:50 .:uidlldo não quis l1lum:lI dczcJllpOonlr o nuvio ul (!1ll de que cotllforrnc eHe dczill hera ne.~>esario as e ~tir neUe pru'n olhar em :\ l gullul..~ 1!O\lZf\.S que não .,>e tl1\Uw1'io COmo hemj usto de que cOe deve avizar, e lle me fos mcrcc ol"creser nqui e d nr huns hrinc os de lllussu que lhe ug,mlc.>"y muito Dw.~ que:ira dal"lhe sua mão Ile ra qw.: ven ha li ter muito re med iu quc me Jlurcscu mo.~ so de bom sogei to CUl.llC cmlreguey t.s 5 p i plL~ de vin ho de cOllln de João mOllis escolhendolhes do mes mo mu ito nons que levando-o Deus e m pa;.; se d am por ~nt i sfeitu de Ll1s e nc s[a OCl.lZião CSCI"CVO ao di to lo~o MOllis c lhe mundo conto e currcKilfium rJe uilos vinhOli s:II:amlo :>oblC e Ue liccnçll dc se u c\\~to que SilO 5~$ 1 65 rs a uz~ll te .\ obrc VM em favor de Manoel M~U"tinz Mcdino que me f.ln! mcn.'c dil r ordem It que se pague di la le lra. Di, VM (11Ie pur não le r I:I\rlll mi nhll :>cnilo rezolv(:o rl\l\l1dnr aqui esle ",mo hll mn fmgut inha fm ncczlI ~I buscar cuscu ~cca com todos U~ nnviu$ q UI! \01\0 des ta. ilhl\ pe.ra esse re ino C<:eTeVO a YM em prez.n niio lhe chegarem ditns cmlns a suas m!los. O negocio dn cnscn e.~le utlno foi repu tado porq ue vieri"ílllmü!üs nnvios de Bord co~ e ARochclla ti Bbcnia c de Olandn nlcm dc (lue pe ra a obm de grnssn se cluregou muito e mU lldci alguma a huns IIll1igos tle Smmll lo c dn Rochella c va leu enela huma arro ba 5$ rs por dinheiro c hé gel1cro este ~ll1e so com o dinhe iro comwdo se cumpra nu Ictrns pum Lixhml ou bo n ~ gcncros de f\\Zelldlls correntes dandoec cm pnrlidllS cm preços comtxl!..ls pem dahi 114 e 6 mezes Sll ayer o rmgnmcntlJ Clll CllS(..'U mn~ este modo não vem a seI" tão seg uro como o d" cwnpn\.rçc \l IlS,lqre elll l11n\l~ nos lavradores c mandnrssc fazer li. I.:ilsc a dcUe c m CIlZU ,!tIs c 0 n~crvc ims dc Stlli~fü~iio c meslras vclhtlS mu~ peru is to !te: nesse~n ri o a IIssis toncin de dinheiro e lelras pem ~c hir comprando o aS\\l]I"~ cm varias maos das pC~SOlIS quc os tcm para mandar fnzcmhlS q ue com cmnodi dade se vãu ve lluendo ( ... ) anilO pera outro se viio fm:cndo deJlns dinh eiro pu.n\ ( ..• )11 e m () tem po que des te mod o se vno com comodid:uJe compwndo (JS 1\8uqres cm o sedo. E e.ste ill1no VClldoUffi avem bou5 Ilovitlmtes de ll.~\lqreg em a terra c :>c fnr['m milito sedo pOI'l.:QEuttll Elcrcseriio dois emgcnhos que de novo se fizcn10 IIg ura peLlo q ue nvcndo VM de quere r es te rutIlO q ue vem mand ar fll"zer i.lguma cllfregaçito d e c a.sca com

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alguns amigos de baiana e de França dem nvizos cm tempo e mandem pervizoins de dinheiro e letras com tempo pam que vindo o navio que potlcra ser pam 1500 arrobu.> onde se ( ... ) ache tudo preparado e não fassl\ aqui demora e em dito navio ou outro podem mandar se destas bainas algumas fazendas correntes que eu como não ten/lO avizo das que la !la não posso pedir o~ generos cxpecil1cados e por se acazo a VM for nessessario o avizo prezente lhe dou; c he que esta terra esta com falta de triguo sem esperanças de vir das ilhas dehai;m aonde eostmnavmnos nwmlallo buscar e la de prezen(e o não querem deixar carregnr porque se tcm hido a buscar muito para Lixboa, alem tio que foi huma nau daqui olandeza ,I. 8erbería a buseaIJo e tornou de vazio pio não uehar nem comscnto (em o ean·egallo com que estamos lisas dcstorçoudos e vai o trigo da terra de prezcnte a 320 rs alqueire e o sentcio a 240 rs coalquer trigo que venha de fora alcansam ao menos 300 rs e se for senteio deste reino 200 e 220 alqueire do norte 160 e 180 rs t:oando li VM pares~ll mandar a Françn fluer para aqui numa cllrga de trigo e que se lanse aqui the o mes de Fevereiro c março dara avanço no que VM fara o que milhor Ines teja. Da frota do Rio de Ianeiro veio aqui arribado hum navio de porte de 380 caixas de asuqre mostre Lourenço Domingues Durno preeurey se vinhão algumas cartas para VM e as nno oehey o mestre vendeo aqui algumas caixas que recebeu por iluzencias a 2$900 IS arroba de branco maSCilvado o pane.l1as a respeito mas da mão de eoalquer mercador se:não acharam por menos de 3$ e 3200 rs queira Deos trazer a frota da Bahia em paz com melhor serviço para aumento desse reino. VM me emco1nenda em sua carta carregue em o seu pataxe boa fazendas de vinhos ca~coS bem acomdesionados cu me prczcy sempre de o fazer assim tratando assim mais sempre da reputaçt\o que do interesse grassas a Nosso Senhor me não fas falta e coando o fizem prczome tanto de pUlltutll em verdadeiro que me não obrigara esse: jmnab a que contra. minha imdinnção nZCrll cotiza alguma e asim coando tenho vinhos maus antes que os carregue por conta de coalqucr pCSSlJa não me l1ando em outra os mando provar por peçoas ou peçoas que sim emtcnt!iio oscolhendoos muito capazes c suficientes alem de que os vinhos que tenho süo de minhas quintas aqui nesta cidade em postos tão bons como os mais exselentes e outros s:io do lugar da Ribeira Bmbn 3 logoas desta cidnde que fora delIa não ha outro melhor posto que 11 mor parte dos vinhos bons desta ilha saiem daquelle lugar como he 110lorio asim que os vinhos que carreguei com o mestre Sebastião Gonçalvez farão 24 pipas do 30 que comprei no ouvidor que são os vinhos da fama desta (eIra a 10$700 rs pipa sendo que dali a 4 dins lhe farão oft"oreser pIos que lhe ficarão 11$500 e: os não quis dor menos de 12$ rs e usim vendco algumas pipas. Farão 20 pipas ( ...) da quinta de Santa Luzi,\ seríão milhores igolles em//bondade dos do ouvidor e os pus ll. \0$600 rs dezuseis pipas da Ribeira Braba a 10$500 rs e 'lO pipas que t:Omprei em o E~lreito da Caleta muito exselenles a 10$400 rs que he a que me custarão e isto pagando a mar parle 11 dinheiro contado de mooo senhor que todos os vinhos que carreguei herão muito eslemados e mm (. .. ) os preços llluiLoacomodados, porque para servi~o ii meus amigos não reparo em perdas de minha parte e fi ca~cariH em que forno toda nova e muito t'.:stnnque e bem acomde:sionuda leve Deos dito nuvio em puz que aqui o~ leva fi seu ( ...) ordem q1.\izer como he re:zão falou verdade achara lodos os vinhos muit(l estremados e com bruscas quebras e esteju VM .~erto que comprados pe!" outrem e com dinheíro de contado nem avião ser milhares nem mais baratos que no mesmo navio os carregou MllllUel Cardozo comprados a Roque Pereira a 11$500 rs e não repurc YM o ulagnnne tU1lto neste pllrteculnr 'lue me Obrigou serta sospeila com que soube velhacnmente e contra a verdade desta falltnl.; e por rezoluçlio digo nlio hey de dar jamais ventaje a peçon alguma no beneficiar e tratar COIll verdade c como propria a

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fazenda alhea e por me e~cuzar U05 cmfados que ella Cllllza ~so nseilo o ncgoci,' de !\!gun~ amigos. Ao mestre servi em tudo o que me ocupou com mais cuidado do qlle eUc suas me lnereserin de lima pipa para arrumação do navio llcrão I1e,se~aria~ algurm\s cOttrlülns de que meti 5 pipas e elle cllnegou outros vinhos mais das pipas que eu carreguei de que dam contll e porquc me não da o tempo lugar H mD.i~ gOD.nle nosso senhor a VM muitos tlDflOS. Dcvirtiaçeme avizar a VM em como ao carreg<lr arrombnrão a bordo huma pipa nova culpa dU5 ml1rinhcims e eu mandey logu outm pipa com 3 almudes de vinho com que se tornou fi testar a pipa e estt: a1m carreguei em conta n~o perteneenelomc pugalos.J/

Senhur Manuel Pernnndcz J3[1m.leim

Punehal26 de Novembro 1650 eom os soldado~

A estada elos parlamen tarios em est.1 barm nos privão da cOl\1onica~ão que serto nos tem maravilhado não vir hum navio de esse reino Dco~ no lo traga com boas nova, e da smHJc de YM que estimmey agom e eom os bens que dezejo arnpnro com eUe muito pmmpto ao serviçu de VM que coando me mande me acham com boa vontade nc1le nganjecidll nos trabalhos que por meu respeito toma o que sabcrey agardeser danelol1os deos viel<l. Huma freira minha tia me empClrtunou lhe mandaçe buscar hultms esldras pura huma c'lpella sua para o que me mundou huma receita cujo treslaclo aqui vay !lO pe desta YM me fa~~a merce tomar o trabalho de mal1cll!h\ fazer c remcterma cm a primeira OC>lzião c pnnt seu custo se valem VM do amiguo Estevão Costa de 7~600 e coando cu~tcm nlni~ VM se valha do dito senhm Costa que não duvidara ti dallo. Tão bem espero em o primeiro navio o nosso frontal que pello deÍl::arlllos cm a comfrnri,t tomnmos a servir uutro anno c espcl'UlnOS venha com li perfci~iio que todas suas CUUZHS estam n VM. u que pc~o perdão de tanlO cmfadu uft:rescnuomc de novo em seu serviço a que nl)o~(l ~enhO[ gourdc muitos nnnos. PUI1elll\\ 26 de Novembro \ 650 lUlIlOS. Contro esteiras de dou,'; juncos Ciaos e muito (lIpaclas pretlls c brancas e milhor lavur que se custumar: bem tecidns com ludu a perfeição seia cada huma de 7 varas de comprimento e dlla~ de largura tenh~o guarniçao a rodn muitü perfeita. Mais huma esteira de seis pnnos Ires varas ele comprimento do mesmo feitio esta tmgull () pre~{) apartado das Olllr.l~.

Senhor irmão Mamlel Fernunelez J3raneo

Funchal 26 de Novembro 1650 annos com os soldado~

A VM escrevi em hum fragatinlm france;<;ll dovido ii chegar ,\ mão ele VM ao depoi~ se ol'ercseu aver reccbido sua carla em 5 de Setembro por Setuvnl feita em 28 de Agosto que scrto cnuzotl lIluita lllegrill a todos por sabermos utl chcgnda de YM u StH\ caza com saudade que damos a dcos muitas grl1l;;IS poi~ o livrou de essa eml'ame catllllha do~ parlamentarios que tunto \\lnl nos estão fazendo: privandonos da cOlTIonicação nS,IS tIOS tmsmolestados e J:no vira cnn tos ~empos hum ,navio de~~n co~ta n~lll sabermos o q\le por h\ e por hl1ln naviO que aqUi arnbotl elos da troLa do RIO de JaneIro, soubemos ele"su u perdli,=ão não ao serto como ha~idu, Deos nos alevie com novas boas de tudo brevemente e dc YM e

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esse calO a quemllelou o pezame da morte da filha mas nosso ~ellhor escolhem rara sy porque devemos dar lhe muitas graças todos os de caza ficamos com ~aude e scja Im\vado, a minha jornada da cnleta trO\1)::c comtigo pouco gosto pela falta de novidade que foi tudo huma lastima e de vinhos não houve em toda a ilha a metade da do anno paçado e nos na R ibeira Braba o insprernelltamos e IliIS fnzendas destn cidade avendo em toda Santa Luzia 9 ou lO pipas ludo este anno foi mizeria asim estamos asestindo huma falta grande de trigllo se Deos não acode Com algtlm de fora. Estimo as boas novas que VM me da de seu negocio queira deas darlhe o bom despacho que dezeja que anrmo a VM me tem com cuidado plos COnlrlll'io.~ serem podel'ozos e avizarme Medina morrem li VM o pay que isl0 lJle negoceavn pio que lhe pesso que lanto que oliver findo como queremos me mande !oguü as horden$ e provizoins rem a posse sem delaç1'io alguma ao juis de fora medina me avizu falam no Brahão Duis para os 100$ rs que a VM se <Lvino de dnr e que o acllarn frio mns que eHe remcdcnr ca tudo asim espero os aVl;)m dado a VM p!ll'a com elle~ por cm mais brevidatle seu negocio finuo e espero estam VM ja oje com o dito medioa muito comenta que nsil1l tanto nos CO!llvem em negocio~ de tanto pezo pam o que peço a VM corte por sua parle ~ofrendo o que posi vel for ao dito medina que paçados os primeiros dias tinha por serto virão VMs a ter muito grandcH amigos, venlura foi o nlcaosur VM o papel que me mnndoll que cn não seria pocivcl aveio, por ele vcio as t'aLcidades das testemunhas quejurnrno que a seu lempo terão seu cnsliguo, c a ruindnde do julgador querendo com a senlença que aqui deu fazemos descuidar de suas maldndes, vendendonos muito fuvores que nesta ~elllença nos avia feilo, e o de fora diçe que no comeelho da fazenda se nvia jumtara a devaça li apelação e que entonce o scntariamos alem de que nn sentença que dera comdcnava Dom João de Menezes porqlle o dito tinha hum escrito de nosso pai em que o avia timr a paz e salvo e quc ll1ostmndoo de hum modo ou outro nos avia vir esto o cais as eostns ITI~S comtl0 em Dcos hude sair mui tinoz(J, O fdlo da nHO esta tresladado pera hir por npelaçlio c evocou detendo que não va ncsle.~ navios porque tenho pUf min IJirey em o primeiro com os ditos papeis, ml1S por S!;l llcm.:o se la fnlar nu devassa mando n Medina nlguns papeis para a aver desembargar dito Medina nos mandoll sentença de provimento no llgn\VO do socreslO de Sanla Luzia cm que se nos devia receber a apelaçl'ío e mrU1dey os efeitos como VM viu de não querer comprir da ~cntcllç,l rcagravamos e vai o agora o reagravo nestes navios VM me fum ITIcrce mandar ycllo. E encomendallo no dito Medina para que nestes anos de posse de nossa fazenda que para avermüs de nos valer dos vinhos foi nesse serto durmos nova fianc,:n e ~upost(J medina digllll não ser nesse ~eryiço nada VM não deixe per sua pmte de fazer Ioda u deligencia e enparar estes papeis nos imporlão a quietação e fazenda. Tãobem nos por Nuno da Costa demanda sobre a fazenda de Santa Luzia que nossn pay compro u seu pay João de Bitancor com provizlio de S!1il Mujestnde deelillousse para o juizo dessa corte ahofa demandei os papeis pam Medina que se perderão os primeiros mandey segundo e requerente II descuidoussc desta cauzn c CI)m a no~~a reveria vindo aqui a Nuno da Costa carta de emqueressão para tirar suas testemunhas trlltamos de embargar a dita carta de cnqueriçl'ío por vista que se nos mnndou mandar dolla e ul timamente remeleu () juis que a inquirição se ncabace de tirar e que se juntu com DS embargos remetia la tudo nsim o av17.o a Medina a quem pesso fassa clcligencia pera que nos (ldmilão 11 conlr,lrillr per restituição dos menores em que for sem duvida seremos admetidos e lhe mnndojtlntamente enfonnação pam a contrariedade, c csta fazenda bem sabe VM he a milhor que temos; e donde esmo feitas as cazas e as mais bemfeitorias c agora nola querem levar e I11<lOS lavadas, VM se acha quem he juis cle~ta catlza c por algum amiguo lhe mande n fnJm para

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que nos admita a esta contrariedade que (;om ella mostraremos nossa justissa e quem pnr parte de Nuno da Co~la corre la com e~to hc hum clerigo chamado Belchior de Souza YM lhe fllh: nf10 queira falar nesta cau:;:a pois deste homem nuo hade nunca vir agardcdmento c se for nesses~ari() para isso darselhe de nossa parte alguma (;ouza VM o fll,<a e emcomendolhe muito esta cauza que he de gllosto e teima porque ao dito Nuno da_ Costn cometi aqui partido e nunca quis vir em elle cuidando linha venddo este pelito e eu confio em Dcos o nao hade levar ynda que do nosso custe o que a ella aviamos de dar grande C0\1Z11 para sahir Zom~ns provida em seu agravo que com isso ficllvamos nos alaviados de tudo. E VM pessa a Filter queira com inst~ncia apadrinhar noss~s cauzas com os menistros e se Cor como senl. nessessario falar u El Rey sobre ~s rn~ld~des deste ladrão que segunda ves me mandou pedir 10$ rs pura li al~ada pIa devaça que nos damo~ sem agravar por eseuzannos dc nos huscar mais embnllhadas mas a seu tempo com provizão o determino fazer e sc Deus qui7.l::r la iremos e poremos tudo em via que cuido sem duvida hirey cm a primeira ocaziao os roins que nos armão o quc asas sinto muito merce me rara filter I"lm me mandar as fazendas que tellho pedido qllt: Iholl1arao farao somente 100$ rs e os Olltrus 100$ rs em azeites quc i1cão valendo a 200 rs cada c,lnada c s~1 por nenhum dinhciro se acha hum só nlqueil c tudo emlza da fEllta de lIllvios dessa cidade. ao padre Francisco Mendes dejo recado de VM a qucm ~glmleci muito a lembrança ~e eu for o lcv!1fey comiguo em falta dovido que Vil. A Manuel Sanches que tenha pouca de paciencia 50hre o dorgetc que no primeiro navio ou o Icvarcy ou ll1~ndllrey que estes nao tenho per muitos seguros e sera do felpudo o~ rolos se I'oceberno e dey a seu dOlIO; e deu veria o mais em direilunl cstimcy muito se tlesfizesse o fretamento para Antllnio Duz () goardara para milhor oc~ziã() a mndre D. FrandsCll estimou mas novas de VM e S\IH chegada lhe manda mil slludozas lembranças o mesmo minha tia Igllllda. VM me llHlI1de novas do nosso irmão Pero da Silva que nos tem com cuidado sua muita falia, nesta ilha ha pouco ou nada que l\vlzar de: novo e a enbrolha de papeis para este navio Illll Illl.o da lugar a que o rassa VM me: manda muitas e bons novas SlltlS e do que por ca se ]laça e me recomenda il senhora Francisca Heitor e meninas 11 que nossa mai l~n~n li SIm benção e lhe lIlllnJe lUuitas lembranças e II VM n que nosso senhor gOlln.lc eom os bens que dezeja, Devcrtiaseme avizar a VM C0l110 findamos li noticiail o .~endicante as eontl\S de tezourarill e em que resllll110S 600 rs que pagamos e tiramos nossa quila,<ão de que mando h1l11111 certitl50 II Medinll panl acostar no agravo. Dezejos de ver t:uja em coures me trazem ernquieto pio proveito que disso vira li rezuHannc por noti~illS que live foi com Oon,<[\lo Denis ver humll. fOlltc que clmmão de junqual na Ribeira do Faial a coaI queremos tirar mas COITIO ha n ~g\lu pouca hc forsSlI alcancemos em a ribeira tias callcs e dahi vir n de João Gomes pam pelo trasto da levada nos aproveitarmos delln II que os hercos nos nao querem comsentir e nos rczolvemos fazer petiç[jo a sm\ Majestade que ntllli I..!om esta Vl\y VM me r~çn mel·ee pedir lllcallSllrem().~ a despache e se passe sertidno pmvizão pera que nos nau empidão trazer dita agm1 visto quc queremos pl"lmlar canas em que sua mujeslllde tera muito proveito. Sentençeoll aqui o vignrio geral Francisco LO\ln~nço com llnno~ de clcgredo apelou vai nesta ocazião li apelação e nu pmcurassão qllC o dito meleu li VM com Belchior de Souza e Joan Serrao domador. estc;s papeis vistos la do modo que vão hao de ser llspCroS ensinarão o que outro~ !her5o lhe mandar treslnclnr la 11 apelação pOI' Imxlo que ,'lenão clJlndene II parte c por alguma jlcçoa que 1150 faltam prestar a letra da ob~c:rvll~~ão do c:;crivuo e prezentl1los, pera q\le este pobre clcrigllo lenha bom despadlO se n VM estiver mnndnr fazer isto bem f::tç[\o em falta ~dvirtão a algum dos olltro~ procuradores mas sempre

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no qlJe puder peço ampare estc negocio perquc he nnsso pmenle es te l10mem do dinheiro para o gUl\slo avizarey ao pe de5trt nao se devirIa VM provemo IlS fazenda.> dil pena que este anno se <leaha o arrendamento. Francisco Lourenço erncomcnda pOi" via de hum sobrinho o ~eu negocio a João Sel·rão domador encomendo a VM fazer apadrinhar o nosso ngravo sobre o se anular u ucvaçll que nisso comsiste muita parte de bom serviço que esperamos e porque tememos hwantarsse o tempo fecho esta em G de Dezembro nosso senho\" gOllrde a VM em comprimento da senhora Francisca Heitor e meninos./I

Martin Filter

Fllm;hal, 26 de Novembro 1650 anno~ com os soldados

A VM escrcvi cm 31 de Agosto por via da ilha d~ S. Miguel e depois o fis em dereillll"a cm 6 de Setembro que servirão e~tns em 1'1I1la de averem ehegado agora nesta oeazião I"mei resposta a sua curta. que recebi com () mestre Feruãu dos Santos que partiu deste porto em 2 de Outubro oubrigado de ruim tempD e dos emfortunios que della antes avia n:cebido com bastantes perdas de huma nchara c cabo e algumas pipa~ de \'inho ~uas que se lhe arrombamo eu senli suas perda!i como proprias porque he bom llOmc, u que me /lIlia deixnr hum instromenlo de testemunhlls que tirou da perda quc (liguo e oulra~ ~ertidoins de vestorills que se fizerl1ü por sua parte para eu remeter a V M ml\S com apreça não tive lugllr de me levar ludo consigo porque ignoro a quem aqui pudesse dcixl\lIos: seu pontmnento comfonne nlcancey he hir a Babia 011 Rio de Janeiro honde se Deos o livrnr com bem sera recehido com bCl1epJaddo de todos e ra.ra bum negocio qllC sem para restaurar a pcrdu Deos qucira em tudo darlhe muito bom sucesso. O que VM me aPPQnl,~ sobre as C()l!Zl\S do eonlrabillldo tenho vi~lO e pIos livros de casn não posso adlllr dareza nenhuma nem menos pelos copiadores porque os escritos dos ( ... ) e roins nllo declarão os navios nem em os livros esta de nada clnreza, o contador pera tento c li não da Cosmo Camello menos porque .lO trutn que paguemos nus para a aliviarmo~ hiremos com elle correndo o pleito entretanto buseandt> alguma clarl'-za que Deos nos descubra que não paguemos li. que verdadeiramente não devemos os ditos conlmlor il Cosmo Came[]o Hndão deferentes e cntl"e sy eOIl! demandas descobrindossc suas vcrtudcs hUlls aos outros, nvendo ocazi~o do Ilnvio nrto deix.urey de e~crever a luze Gome~ por ver se me da !lOticia de algumas couzas dll.~ pccolilhas achey ~entcnça da junta que prezentcy em juizo e cobrir o e~crito que VM dellEts tinha uude; tambem achey a sentcnçll. da nau Rochinol mas por e.~sa me não pllX~O lhe o prezente em o fazendo vulermc ci da dita senlençu. Beja a mão li YM mil vezes pio favor que me ofere~se com os mcnislros pl·encipalmente com o conde de Cantanhede que tnnto lIOS pode fazer bem e nada reparo ellllluo dar cartas de favor pias rezoins que YM aponta nem cstl~ sClldimnte Ilc homem qlle. pOI' e1lu~ obre aly couza que so trata de quem lhe de dinheiro e mais dinheiro e o mais dinheiro isso he o seu mor umiguo por escolha nao mandey a carta do mniguo Agostinho de Ceabra pois nelJe avião de fazer tuntn mossa como the agora ilS muitas que nos dezia mandascmos buscar Lopes nos engaMr e entreter, It cnrta de VM lile lll<l.l1dei per quc a StlU Cllm não sobe donde o dia que me mandou prcnder c pois VM como meo ( ... ) conhcçome qller com mão tão liberal r·azer ml'-I"Ce em a patrocinar as cotizas de3ta caza c llnparacl.\ contra as inspiraçoins de enemigos qu,: l!lnto seia dcstroição proceJ1fitJ, não ~eia bnslnnte hirem 00 papeis n mãos de medinn porque como cOl!lfio meu irmão Manuc! Fernandez Branco se comonieam oje com elle pudera advertir a YM cUflndo dito Medina meta os pupcis para que

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VM com se u ftlvor lhe granjei o bom dcsp;\cho cll creia VM Senhor Martim Pjlter q ue mi insolencias que este bacharel nos vem fazendo sno nolnveis e hom novamente nos Iflondou pedir 100$ rs por II alçad:1 pIa devaça qUI; tirou d e meu pai que deas lem, nns lho d ~l1Ios sem diso agrnvannos per nna o ten hamos li busl;or novns embrulhadas mos em alg um tempo ofen.:cenos elIo scnlensn o feHo de IHlO de Santo Thome (...) mandei lOgllo Ire lnelnr esta finda n faç o de!ege ncic. nito vn nestes navios proque quero em ti. primeira aco ffi[lll nhnll n O com o nmparo de VM o 1ll0Sll"ar a sua mf\i estadc e 1\ seus lTIcnistros a muit.l ju stiça que lemos nc..,.tn cauzn II cortl manda o sendicanle ajunmr cm o concelho de t'azcndn n deVllyu q ue novamcnte (irou de ~' \lÍdilr das te.'\temunha5 UUril\ II VM meu irmrlO noticia sendo todos jUn1mento falsos coml):\ $eu tempo mostnlfemos, c per sua MagesI3de desse depIJiH l'Olll ti u ita dcv nça POJl ll1(1lldàn1u loguo pnllrll' este navio c tlSIl(tres o u ll ue pcichlllfl Dom JoOO c seus herdeiros elles Icr"Üo c..~cr i to de meu P,IY o.~ tirnr u pnz e snlvo (hlm que de hu m ou outro modo ve nhamos nos sempre II pagur e dei tc modo o prntJc;\ 1\ scu ~ am igos. Elle nos ni'lo quis mandar levanlur o SlIcrelõlo ,~l t"a7..enda J1!a sentençA que nos mandou Medina de que .~e agmvamo~ e vtio os pilpeis nes te navio, Dc:os qu eira du d he e aos mais bom dcspllcho e livmmo.~ j,\ de p leito~ COm el Rey ti seus mcnistros que tnntu nos trazem mol ~s tlldo~ no desenneo e na calço que em tempos tão clllmn ltozos nndn muito faminta. Muita mCI'cc me rn~ VM no que me dczcjll nvnnçnr de negocias o qu e lhe agm'dcsso muito mas a mizeda da terra não ela lugar a eles se bem com toda li comfi ullçn fosse dizer quc na pun tul\ lidllde e verdade de tratar os que se me e mcorncnddo não dou vcn tnjem u pesso.. nlgurna, c mu ita meree me fl urãll os da bolçn em não mo ( ...) em seu ncgl.ldo gemi porq ue nene nem honrm nem provei to hia atirar mus a VM como diguo mul to oubriglldo tlco pio Imblllho que cm pmcu m llo hll tido . A viage m do meu moço se dc.... res com ti esmda dos pal"\amcnlarios quc im deus go.'ulhillo pura mil hor o llcaziiio, c paru entoncc~ l"Czel'vo a mcrcc d e VM querer honrrnrlhe sua carre~a ln que conndo 5~ia pam Angoll\ lhe ndvcrtircmos o que lIade fazer sobre u que ticou do cnppilam Mnnl\cl Gonçalves CkJnio meu lia cujo~ bens me parecem (levem ruil"af muito dcmetllltos mns no qlle se !lcha Ido dovido ponha em cobrança o capitam moI' Vicente peguedo pio que l\ VM esta oubrigado, eu li (I cupitnlo de sua carta dI': VM a m inhn sen hom may a coai ngnrdcsse !I VM o cuidndo:..!otll que 110S l'IlS merce dizemdo ludo o que VM ordenar nveffl por bem pois VM com tanto zcllo a di~p(lem, a dita w nhorrt e eu b eijamos 11 VM a mão pios favores fe itos a meu irmuo Pedro dn Si lva ri quem jn lem es ofrecido de hnxo de sua protcçilo c Im puro: pois fi VM o ha lomndo L1nlQ fi sua conta e recomendado ao novo mestre de c ampo; tl ue não do~' ido por C.1I:'ZIl de VM lho rara igonis favore.~ qu e Fra ncisco d e França quis dnrllbem, l'Orn cuidado nos tem o fa l tll rno~ novas deste irmuo e alie se ha limstradn milito d~cu id ado em no ln..,. da r nesta O<:/l.zilio lhe c,'\i.:re vemo.s e oroenmnos sl!:,\ as oruens de VM !lqui de novo pcsso lhe qu eira mandar nselt ar com o q ue lhe for ness~Sl\rio para que ajudado com seu soldo pode jinpar C.. ) t$500 rs que YM não fes merce dar l h ~ lid\o I':m conta com ll~ 50$ rs dado~ o Manuel Fl':rtlHndez Bmnco m eu irmão, Ia VM llvizci como e llllregnm fl Manocl ela Costa Jardim a s 6 pipas de vinho que me horderr.oll I':m sell credito muito ho n~ e de seu l;o11tetl to cltios conhecimt.:ntos il VM tenh o mandado a cmregl1.çnm e de meu custo fcilo a carga em nossa Cjl1onta. Da coartoln de vinllO q ue VM me f!ls me!"\:e tnflmlar aqui fico agardccido cu as receby mns l"úmo ando lan lO temJlo e m o mar sc d n mover slIbcrey eomtudo gmtiliclIr elite favor. Dc.sl:uido m~u fo i o não n.viz.l r /I cite a demora~ que riyera d~ J oüo Fcrnmu!e-.l Pedm sendo que primeiro que a outrem me ocorri a oubrignçiio fnz.crlho cu c m rodos os nnvios t\ue d e aqui hito hido lhe rw izey q ue flOr nenhum modo fossa a nlrul<..l n nem ing luleml e

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ultimamente com João Ludemnll que daqui mandou Duarte Zomans pl;ra tornar por aqui lhe avizey se embarcasse nesse com a fazenda que tivece OLl frctact: Ilavio para essa cidade hou esta ilha ahonde todos os gent!ms daquella parte tinhão mais conta qlle em o norte queira Deos r"assa o que se lhe tem hordenado para que de sua carrcgaçam vejamos algo que nsa~ intereça dahi a esta caza é:om el1a; c pello que suceder podia" levou tambem João Llldeman procuraçoin~ pera t:m cazo de dle sef morto o gUllrde Deos nuo permita. Vi o escrito que VM escreveu a João de Suberi e sua reros!u VM faça marce advcrtillo por ver se acha algum papel qlte nos importe e envianne pera 110S aleviarmos do que nos pede Cosme Came!lo. E estas eauzas ante o sendicante de tantn comcideração me tem pOStO cm o pensamento o hir li essa cidade n tratar dellas e remedenr e aeocJir ao animo danado com quem as almas tentão nossu destmissão que por recomencJadas suo as COllzns tnuita~ e dinportancia de caminho tratnrcy de meu despacho, pera entrasse rezervo o poder e favore~ de VM. Se bem agora demoro pam o que nessessario for e meu irmão fi. VM pedir com os menistros da fazenda. Com a fulta de navios desse reino vai aqui o azeite a 200 rs eanadae de sal nenhum dinheiro se aehu hum só alqueire, tambem tememos a falta de trigo que das ylhus nos não vem nenhum scndo que se tem mandado buscar nem querem deixallo carregar porque os dessa cidade hido muitos navios a buscallo, nem de Berberi.a vira porque ha nno olandeza C]lJe la roi 11 buscallo tornou de vazio fica valendo o trigo da terra 320 rs o senteio 240 rs de vinhos IlOVOS ouve muito pouca novidade e 1\\10 chegou !lU mitade do anno paçado, da frota do Rio de Janeiro llrribOIl aql!i hum navio de 380 caixas de asuqre mestre Lourenço domingues Gorjão i1dio todn~ os lt~tlqre~ em a terra alguns que o mestre vendeu forão a 2800 c 2900 rs arroba de branco e ptlllcllns a respeilO IlO.~O senhor goarde VM. Na alfandega hora deve dar a Sua Majestade de hum parte do dinheiro ao sendicunte dos 100$ rs que mando pedir por a alçada; destes me passou Zomllns sua letra sobre AbmMo Luis que a nno quis aseitar/lminha, mas dos dereitos da alfandega a aseitou mas não pare (l porto senào para sucedido honde eu não tenho cabedal nenhum e no porto tinha de Illllna pipa de vinho que carreguei por conta destevlio de bruis la matldar parI! Ahgol!.l e como dito 8ruis senão corre WJl1 Manuel Martim: Medina foi me forssado valerme do bom alimo de YM e ocllpalo nesta ocaziilo forçoza asim saqllei 2 letras humll em 150$ I"S outra de 121$047 rs ambas a pagar ao tezoureiro mar do reino declaraodo nelles se ade a VM dar conto cm forma que me ha de fazer meree mamlar panL l1linh~l de~earga outra letra pacey de 10$ rs em favor do mestre Manuel Vieira auzente de Ofegaria Farto Bito por dinheiro que ln!:: deu o dito Mal1ud Vieim para pagmn~nto em a alfandega de 150 c umtos mil reis que me obl"ig50 pagar como lludor dtLS frcgatas que manda por aqui para Angolla Luis de Jardim que me levou perto de 500$ rs perda assas grande par" quem comeSSll em tais tempos, todas ditas Iclras ymportuo 371$047 rs e vno li 31m vista que YM me fura moree mandar honrmllas com a aseilação e pugamcnto ao tempo comprido pem eujo efeito sem com esta huma letra passada por mim a 21m vista cm favor de VM sobre Estevão de Bruis morador em a eidude do Porto da mesma contia de 37 I $047 r~ quc VM me fnm merce mandar cobrar e pem as dilaçoins de couros vay de leLm a letra hum mes de tempo, c ao pagoo que ouver de ftlZer esta cobrança c pagamento mllndnra VM tire ~l1a comiçfl\l para 1111111a5 luvas qllC VM n:.: hora manda dllr1he e sentar o que for a nossa contll. E de a VM dar estenfado lhe pesso perduo conhesendo n1l0 sirvo mnis qlle de molestallo lTlas as forçm:us ocazi\lins o cauzão.ll

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Manuel Martinz Medina

Pum:hal 26 de Novembro 1650 aOllos com os soldados

Por via de Setuval recebi 3 cartas de VM de 4 de Julho e 14, 26 de Agosto a que farey resposta sendo que ja por via das ilhas em huma fragatinha franceza que de aqui partiu avizei avizey (sic) a VM das emcalamidades, que por ora pEl.'mvamos as coais levarei nesta mais branco que pascoal me fes por conhecer muito de suas ocupaçois e o coanlo me imfadão nossas percegiçoins mas Deos que as premite queira dar a VM muitos ann05 de "ida pera que nellas nos empare e em a defençrío das ruinas que emmigos nos prccurão saida granjeamos os alivias que se por mão de VM acharmos. O governador desta ilha tem feito a companhia com 200 homens para mandar a e~sa cidiJ.de o para isso tOjl1ado duas embarcaçoins huma caravela que veio de Cabo Verde e outro navio que aqui arribou da frota do Rio de Janeiro mestre Lourenço Domingues Garção e pia falta de navios desse reino a tamtas tempos que com assas cuidado e descomt·iança nos mostras a todos, os não tem mandado mor comta do aviado espera que venha navio ou que algum tempo oubrigue a que repentinamente faça hir ditos navios por rezão do que a cautella fiz emtregar a Francisco Gorjão mestre que vay em o navio que aqui arribou de Lourenço Domingues esse agravo que tiramos deste sendicante nos não querer mandar levantar ô soeresto da quinta de Snnta Luzia em os fundamentos por sua parte não desf~itos com as llossas sertidoins que a VM vão com esta a saber hurna de como temos dado contas ante elle da tezournria de que cobramos quitação sua como de dita certidão consta, outra de como autualmentc estamos pagandu em a alfandega os dizimas da ilha Dezerta de tudo o que dela vem; outra da verba do tistamento do legado dos 200$ rs que meu pai deixou a SIJa majestade declarando as cobraçe de André de Bitant:or que lhes devia e em dita sertidão vui emcorporada. outro dos 12Q$ rs que pIo socresto feito nesta fazenda o paguamos por a alçada, mais des nas re:lo!uções que em dito agravo da em que nos somos devedores de hum anno as fazendas de D. Dioguo de Teves la me fara VM merce mandar tirar certidão em como temos poquo lhe o prezente, tambem mnndoce ajuntar a nova devaça que tirou e comforme uzou com as irmans do licenciado Barros em lhe não gonrdar seu reagrnvo deu por Tezno que a sua irntrução, ou nossa destruição, lhe da. ordem que todos os autos ou a.gravos que dolJe se tirarem em as deligencias que fiz serão despachados com o comcelho da faz~nda alias não terão Vigor em sua goardo o que sirva de avizo a VM a quem mo queira mandar com este papel ter bom cuidado que costuma para que neUe brevemente tenhamos o bom despacho que esperamos pera livrarmos nossa fazenda tendo li mais segura com a boa sentença que em VM esperamos nos lIlcnnsarn em a apelação que la corre pois temos tantnjustissa, nesta dita nau Santo Lourenço vierão huma5 fazeudas que tmnbem se depuzitarilo em mãos de Cosmo Camello depuzitario, o este sendicante em as contas lhe tomou lhos fes pagar de que pediu vista duas de Zomans como procurador de Jacques Jans vindo com algtlns requerimentos se lhe não deferia em fonna com que foi forssa agravar e ficão sse preparando os papeis que 50 estes navios tiverem detença nellc. A VM mnndey já o treslado que o sendicante digo da sentença que o senlldicante deu em u cauza da nau de S. Thome de que vay com esta outra cópia com toda a presleza mandado ao escrivão trasladasse a apelação para ir em esta ocazião como fe e ficão para fechamos por via de hum amiguo fiz que do sendicnnte parace com esta deligencia e que em a primeira ocazião livrar a dita apelação como hera meree o me o fazer csta detenção a muitos papeis que este omen nos tem feIto mandar a VM e de tanto emfado e comcideraçao que serto são bastantes a enfadar a quem não tenha outra couza que fazer coanto mais a VM a que tantos negocias e

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ocupaçoes cOl1heço mas a boa vontade com que nos fas merce lhe da pudencia e a nos comfiança de tanto o molestarmos e por se ucazo com os treslndos das devaças que la SdO mandados quizerem em o concelho obnlr alguma couza mando a VM com esta pera aver de se hirem embargando coalquer hordem que contra nos se pa.~ar por sertldão e treslado de hllns escritos da letra e sinal de João Leitão curador por honde despendem em mãos de Martim Filter todos os asuqres da cnrregaçnm da nao de S. 'Ibome a outro sim o treslado de hum escrito de D. João de Menezes por onde consta aver tomado fianças desta mm c asuqrcs que levou em seu poder e asim mais () treslado de hum conto de emtrega porque mando o licenciado Manocl Roiz Pedreira lIOS escrivaens e alcaide do mar emtregllar todos os asuqres ao mestre 1oão Lcitüo o curador por precataria que pilra isso paçou Ambrozio de Sequeira e o dito mestre os recebeu de que fes tCl1l10 asinada com os officiais como da dita certidão e papeis COllBta mais larguem ente e isto somente ba.'ltava para que nos l'icasemos livres de pagarmos COllza alguma nem se nos pedir. mas os inemigos forçadamente querem sejamos nos autores ou reos para milhar dizer para pagarmos o que não devemos, mas como a despeza a manica desta devaça concista em voltar della pios embargos que a VM mandamos em as ( ... ) no agravo pedimos a VM novamente muito de merce queira em o bom despacho do dito agravo mandar fazer apertada dcligencia temendo seu poder e recomendando-o per seus amiguos no juis que a ouver de sentenciar que devaçar no concelho da fnzendn, comforme o que t\lras diguo; que servira cOlno VM em a sml me dis para coando queimo la procec1er em a dit!l devaça que tenho paru mim a mandaruo este mês ao concelho pera se juntar a esta apelação por praça Cmf0fl11e tem dito e aver por clle sentencear contra n6s e da hOOio e em a vontade com quc este homem procede pudera dizer asim muito mas por palavras senão obra nada a que puder hey de levar por sertidoins sem embarguo que seus escrivoins mas não querem paçar mas como elle esteja deferente como seu escrivão heide ver se a troco de algum dinheiro posso aJcanssar dellc algum coando se queimo embarcar que suposto a muito publica e que\' fuzerte disso perdia vontade esperando se lhe vem alguma ordem para quc se detenha mais tempo a que Deas nrm permita; e per minha opinião se aqui senão cQllceguir o agrflvo dos 120$ rs e agora o outros dos 100$ rs que lhe pagamos pia dcvaça que tirou de ( ... ) cobrança destes 100$ rs que nunca aqui semtença ( ... ) !!tinha em seu poder da tezouraria scm lhos darmos porque se acazo agravaremos movermos coalquer divida em ditas contas e pedimos outro tanto dinheiro quc de suas maldades e violencias e pouca cristandade tudo se espera c Joguo que lhe damos os 100$ rs sentenccou ditas contas por bal)s e nos deu quitação mas ao diante espero com proviz5.o de sua Majestade agravar deste e seguir {1 agravo dos 120~ rs e suposto temos a VM nessa cidade com cujo amparo não podemos ter temor de eauza alguma suo tanto.~ os biqu08 e COl1ZflS em que nós pode enperar e molestar e o remedeo lUa longe e vaporozo do despacho no concelho da fazenda que pO!. mais quietação nos parecen calarnos the este home se hir de aqui e per se acazo fi VM parecer alcansaremos Ol1tra ves esteve c quizer sigamos este agravo; vay tlío hem o treslado da quitação dos 150$ rs para que com 1\ dos 120$ rs cmcorperada na sertic1ão que ntraz diguo nos ac.mçe VM provizão para agrace'lrmos e em os muito~ papeis que tem mandado fi juntar em os agravos paçadas (era VM visto como so trncta de fazermos gastar nosso dinheiro e esso tomara se reparara em o concelho no que por parte de Anbrozio de Siqueira nos pedia não foi avante, e bem estimo eu ser VM tão amiguo de João Mendonssa com quem este home aleivozamente enemiatoza sobre hum pouco de tabaco que aqui veio da gram para que como sc ca estaria larga detendos5e os navios em carta partecular relalarey a VM paro. que me faça favor com elln. de fazer o arnredo que meter este homem que por mno the com o governador tem em pecado e

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hum ao outro se vão bastante muito contando as vidas, caminho por onde espero que este tenha algum emfado porque uno tem piqueno rabo em que o pizelll, Serão com esta os papeis sobre fi Callza de LlIi~ do Jardim n senhor o treslndo dos creditas por onde ordenar fazer as cam:gnçois de que manou fi divida que lhe resso, ns conhecimentos dos mcstres que a~ levarão e per certidão os tresludos de sell custo qllC o escrivão tirou dos livros que 110 o que YM me mandou pedir avendo fi sentença mandara VM logo huma via a 10ão Velho Gondim a Bahia para em sua mão a embargar de qllC chi dito Jardim tiver e pIa sentença nem entregar e quando VM sinta com algüo pera mais couza 'llguma do dito Jardim mandar lansar mão della por coanto puguei novamente L50$ e tantos mil reis na alfandego. de Imlna fiança porque avia licado aos ditos dos vinhos e agoardentes cUlTcgados nas fragatas que por esta ilha mandou para Angola de que ouve scntença contra si e eu como l'ioclor fui eizecutado da etluza que com Nuno da Costa trazemos sobre a fazenda de Santu Luzia veio aqui pera sua parte humo. carta de emqucriçiío avido. a nossa reemia ( ... ) de gosto e com humu fuzenda que hc a milhar que temos ( ... ) e bernfeitorias nel1a feitas, mns a d-ocnsslI de Ilossollrequerente devia dar ouzadia a lmm clcrigo chamado Belchior de Souza que he quem lu conta nos I'e~ esta demanda o que caladamente limçe dita carta de emqueriçiio de que pede vista que se não l11andoll dar por restetuiç[]o da minores de que acesty. certidão mandasse me dar VM com embargos em urgeneias despachou o juis actimamente se acabasse dc tirar li enqueriçlio e qne com os embargos remetia la tudo de cujo despacho agmvei com () thcor dos <lULO~ cujo ogmvo voy com estas c per 5ua parle a SUIl enquirição tiradas VM me faça mcrcc mandar com toda II diligensin acudir a isto porque sejamos udmetidos a nossa contrariedade pois com menores a quem se deve restituição não podemos ser eixcluidos dele que suposto tcnllllmos Ftlito partilhas e tomadoee n~lu terça coanelo se nos tire força he entrem todos novamente a pagnt' a sua parte e sendo como espero ac.lmetidos a contruriedmle vay paru se I'afmar hunm menuta com esta para que, VM la mande acrescntnr (,) que mai~ nessesario for e esle serrado coando meu pny que Deos tem n comprou hera terra devoluto que de armos l) annos se smncava de trigo e não todos o rico por ser huma pedra molle e se samenda 110je prnntrKln de vinhl\ umurado e eom eaz.\s feitas pmece nlguna cOllza com este dinheiro se comprou outro serrndo, no Porto Novo; Nuno da Costll foi erdeiro de seu pay que deix01.l bens e por evitar enfados lhe cometi fize~cmo~ hum comserro o que não queria consentir fazer ( .. ,) senhor de demRnda aU'in por morte apertado mando que fi fazenda fosse avaliadl\ em dOllX dias de agoa que tem de levadns do piZll0 forno l'orl1o uvnlillda per ~Ul\ parte o licenciado Roque Fernandez Tolles para Rodrigo Esmeralda ú vendo a term pos o mais em ~eis alqueire~ de lamçadeira e que hera muita pedra mole que a pum beneficio e {} mesmo sustentava coatro fracas parreiras e que ao mais valeria e II da lllqueire de terra em 15$ rs em dOlls dias de agoa em 40$ rs pia demenuição em que anda <l levllda e são os mais altos preços de h1lll1a e outra CQllza que se perde; mas he tão dezllrrezolldo o dito mlmndn costa que niío vindo em nada de isto pedia lhe decemo~ 200$ rs dczcstcria de demanda eu lhe mandei ofrccer 80$ 1"S se quize"e não vem em nada nem veio procurador tem esta propriedade serta eu empeço a VM muito de favor e meree queim mandar com todas as curas amparar esta catlzo., inda que seja dar o~ ditos 80$ rs a quem em nosso favor a!cunçc sentença pois a duvida não he muita que a averce dita cm li escritura que seu pai vendia como tutor de seu t1lho por nos dizem estava cntouee todo o direito c sendo cazo o q\LO n1ío espero que contm nos tenhamos sentença dizem se pode fazer petição a El Rey em como este senado esta no milhor de hUl'I1a quinta nossa c que Ilclle temos I'eito noss!ls cnzas e adegas que munele nvaliallo e se nos vendeu aLi dol1e paguemos o raro que justifkar; e cm

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tudo pesso a VM façu t!XIi! a deligencia porque se no.~ não levem 11 i'azenda. Mell irmão Manoel Fernandez Branco mandou h\llllll ( ... )// dos juramentos das testemunht\~ na dcvaça de meu pay qlle Dell~ tcm por clle VM a dezcmgananne do animo danado com que fl1lçmncnte jurlio os mais desta ilha dez.cjando 11 alhea des\fuiçno por se ",cazo nessesario parecer a VM por lhes contraditas não hUlls apontamentos das cnuzas que pur isso hemos pem lhe fazer o que lhe parecer merce Os apertos com que esta ilha padesão grandes e esses navios que tirarão essa ban:a os fazem mainres com ii falta de comonicação de navios e por elles de tudo o que dela nos vem tendo cada hum empah1do ,~ua nuvidlldc de vinhos sem se poder valer, a mim me mundOlI Estevão de Bruis do porto hum navio com Imns poucos arcos que lhe vendi e cnrreguei em dito navio huns poucos de vinhos com eujos pagamentos de letras satisfis minl1as oubrigaçoins e (;{)mo nlgumns foi força acomOdt1r ne~sa cidade peço fi Martim Fillcl' a~ista a ellas por não dar n. VM tantos emfados mas de todo o não puder escuzar em humns letras a subor huma do 4$ I'S em fn.vor de domingos Felipe a 21m vista outra em favor de Antonio Roiz Sirgeiro a 30 din~ e outm em favor de VM vallor de Lucas Pinheiro de 40$ rs que ao todo fazem 100$ rs pagamento dos cais vay em 3 letras a saber lluma de 40 dias sobre João Monis mercador flamengo de 57.~ 165 rs outra a trinta dias sobre Francisco de Bairros de 34$608 rs anhos ~ão moradores em li cidade de Porto que espero com toda a pun tuulidade 11lunclar[lo dar satisfação [lem que VM não tcuha detrimento outra letm !iobre E~tevfio de Bruis de 24$334 rs que todns somão 116$100 r~ que abatido~ os Hlll$ rs das 3 letras o mais mandam VM sentar em nossa conta com mais lodos os despcndeos na cobrança deste dinheiro pcruoundome li moleste que lhe dou continuudnrnente. Mais vay outrn letra sobre o dieta Estevão de Bruis li 21m em favor de Antonio Correa de Carvalho diguo de VM, como proeumdor do almirante Pedro Jacques de Magalhains aqucm sua majestade os deu de lcnçu em o morgado de D. Dioguo de Teves o sao deste almo que so acabou em aguosto mandou li mfios cle VM para que me faça merce ave!' este dillheiro a suas mãos c dello ao dito Antonio Corria cobrando delle segurança c quitação em forma justificando ser vivo dito :llmirante cm o mes de aguosto pnrn aver de vencer este pagamento e que em falta tomara dito dinheiro porque só durante a cuidalo dito almirante lhc foi t,;olllutr\da esta meree e por mais segul'llllçil fíz a letra em favor de VM e t1 Antonio Correia nvizo nesta conformidade. VM me fa~a meree advertir ti nosso requerente tenha cuiclndo na cau'l.a de GuilhenneRey qoc clJmo eUe III esteja em [lcçoa deve aplicula juntamente não ]Jertenda ln o juis dos urfãos nlguma COU1.<'1 contra nos que comt'orme me devemo inda tive espetlLtivas qllC nos hade molestar em parLilhas do que meall Rio [lIa cornfiança com que VM sobre isto me escrevem. COl1ndo Martin Filter me nuo mande as fa:r.endas VM nem por isso o fassa por eoanio eu me vou remedeando e me nuo comvem dcmcnuir algumn couza que cm mão de VM aja, A letra que Joao Velho Gondim mandou espero tera VM cobrado, e se Bcos trouxer ti frota em paz ai guma couza nos hade cometer o ditollOondim nela alem de que YM mandara cobl'flr de Gon.çallo Ynz de negro q<le em dicll frota hade vir o procedido dc 4 pipas de vinho que lhe doy aqui: Tão bem e,pero avera Andr6 Afonço remetido o reste do que nos deve que já em Francisco de Araujo não I'allo proqlle se levantou (l mayores CO!HU que nos deve. De Jofio Fernandez Pedra 111m tcmos nOVll~ algumas Deos no las mande bons. E espero em Deos ouvem meu irmno Mlllloel Fernandez Branco cor.c.:ogido o ncgocio do morgado [lois de CH () levou bem cmcnminhndo ll1a~ foi dcsgrnçn o murrel' lhe a pe~on que este lhe alcallç,lVa maH l'iellndo em mo boa a!tura como diguo c.:spero ihc tenha dado pillllll1tes que venha Pedro Jacques de Mugalhais que com veras pertende esta fazenda para Pedro Oonça.lvez Bn.111dfio que he enemigo poderozo

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pIo que sendo cauzo que meu innão não comcigua seu intento VM me faça merce ter cuidado se acazo esta fazenda for a pregão não comsentir outrem ti huma fazendo nisto corno per tantas vezes lhe tenho recomendado que he isto COllza que da muito proveito, e coando seja nessesario dar dinheiro diantado sendo posivel VM me faça merce nscstir com elle tomandoo na praça que com aviza de VM loguo o dezempenhurernos. E coando meu innão lenha negaceado mandara VM fazer a escretura com ene na forma que avizado lhe 'tenho e ao dito meu irmão espero ilvem VM dado os 100$ rs inda que com elles não haja acudido Abrahão Duis hum fretuozo Correa medidor, me pediu muito lhe mandasse dar huns 5$ rs nessa cidade pllm huma despenca com o de huma pobre parentrr sua, VM me faça merce m!Uldarlhos dar Semos em 4 de Dezembro. Por falta dos navios não partirem rezão do tempo tive te o prezente esta minha carta aberta e chegarão navios dessa cidade assaz festejados em esta com elles recebi as de VM de 8 de outubro 16 de Novembro com as boas novas de sua saude que nosso senhor lhe augmente corri alegres festas e emtradas de novo anno como ··seus servidores lhe dezejamos. Esta caravela vEly a Machico a comsertar huma agoa que fas e cuido que com coaI quer tempo de hira pera essa cidade pIo que a aventura dei minha~ cartas ao mestre e com esta mando somente os papeis sobre a ealiza de Nuno da Costa c os de Luis du Jardim coando aprovcitem inda para VM mandrrr acertar a sentença e remeter os percatarios a João Velho Gondim a quem tenho ja dado aqui mandado delles duas vias e nestes genovezes mando outra mas com os dessa cidade medidas da sentençn tlca o dito mais dezoubrigllado. O reagravo não vay nem os papeis a ele pertencentes porcoanto com o cornselho de VM determino embarcarme nas naos yngrezas socrestadas que tic!lo para partir até 15 dejrrneiro e nellas vay por cabo meu cunl1ado Tristão de França tuuu heide levaI" para seguir as ordens de VM nosso senhor queira damos boa viagem Recebi as fazendas que VM me mandou na nua do Sermenho cujo custo fica abonado e muito novamente recomendo a VM o agravo que l1ei perdida devassa que uelle consiste muita parte do bom sucesso. Este sendicante dis se embarca comosco per carta que tive de meu irmão vi o danado emtento. MatluelJNieira em lhe empedir o arrendamento do morgado tendo ja·feito lanso so comfio de VM avera acodido a compor isto que o modo que lhe parecer pam que nos fique esta fazenda asim o tomo a pedir novamente que nola não levem que nos he de proveito as cartas por parte tive la e me faça merce remeter e no intertanto nosso senhor goarde a VM como dezejo.

Senhor Manuel Pinto Cardozo

Funchal 6 de Dezembro 650 pnra Lixboa com os soldados

Por falta de ocaziam não hey respondido a sua carta de VM que com muito aplauzo recebe por saber suas novas da boa sflude que gozava ljue seo lhe aumente pIos minas de seu dezejo cu paço com ella muito ponto ao servi50 de VM a quem beijo a mão pIos dois prezentes que inda escaparam do nau/rugia Chegando a muito bom tempo ocaziam avera eu que aver esta favores agardesa. O coarto que VM me mandou dai o fis. encher de vinho e carreguey com o mestre Manuel Dias Branco na fonna da ordem de VM l:ustou posto a bordo para maioria do quarto 5$ que VM fura. merce mandar dnr ao senhor Estevão de Bruis em cuja conta os tenha carregado, o vinho hera muito bom mas nem lam dose como heu queria Cfluza a pressa com que os navios dia de San João Bnulista se fizeram a vella por avizo que lhes chegou de Lisboa ffi<lS coando digo leve em pas espero que não descontente

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para que eu ao diante de prestimo me achar VM em boa vontade a quem nosso senhor goanle muito~ annos.

Innl\o Pera da Silva

Funchal 6 de Dezembro 1650 lInnos com os soldados

Serta nos tem dado muito em que emtendo que falta novas e cartus vasa depois aV(Jnrlo estado em essa cidade e hia pare o Algruve nna nos oubestes escrever nossa

rezolução descuido grande e que a nos nos custa muito e que vos pudereis escuzar para day mandarmos brevemente navio com as boas novas que voças esperamos para alivio de todos nos que de prezente ficamos com saude lidando com nossos enfados e perceguiçoins de demandas com este sendicante que tanto nos tem apertado Jevandonos muito dinheiro por vezes pare (".) e outras custas que cm tempos tão calamitozos nos tem muito atrnzados de nao de Sunto Thome por ver se de hUillU ves nos podemos ver livres de tantos ( ... ) se açim suceder flvizarey para que em aquelIa cidade nos (... ) sendo Deos servido mas peço vos em todas as oCtuites nos ( ... )11 como vos vay se o mestre de campo comprio a llue prometeo fi Filler de vos dure a lida bandeira ou as esperamos em que andais já que vos pareceu mais asertado ficar desta banda. A Martim Filter paguei a vinta e tantos mil reis que vos deu e hora de novo lhe tenho pedido e peço vos aseita com alguma couza nossa letra por humas paçando ajudado de vosso soldo pare li mente tão bem foi do dito Filter vos procuro todos os acresentamentos que puder que quem lho recomendo. De novo nao lut por esta banda que avisar nossa may fica com saude e todos o.s mais e porque o tempo me falte Deos vos goarde como dezejo.

Senhor João de Mendonça

Funchal 14 de Dezembro 1650 com os soldados

Em Junho de 646 veio a e~ta ilha arribado de gram Para o palaxe do mestre Domingos Marques em que carregou Jorge Vara Manrrique hum pouco de tabucQ e Ilsuqre per conta do cappilam João Pedro de Caceres desta nao pareseu carta nem conta mas por avizo do mestl'e e de seu livro de carga soube vinha deregido nesta Ilha ao meu pai Dioguo Fernandez Branco que Deus tem cauza por onde quis aver dita fazenda a mill, antes que pios auzentes fosse tudo consumido 10guo em 26 de agosto do dito anno escrevi em ao dito mestre Domingos Marques que tornou aqui a carregar a Para a Jorge Vara Manrrique de seu re~ibo e que despuzesse como fosse servido do procedido desta fazenda sendo vendida; e cOlmdo por parte de VM me fara Manuel Mendes Duro lhe entregava tudo que elle não quis receber pIo dezembolço de fretes e gastos que eu tinha paguo, e loguo que de VM tive avizo por suas cartas de 21 de janeiro c 12 de Abril de 647 lhe respondi em 9 de Junho do dito anno dando conta de tudo o que sucedido avia continuando fi fazello ao diante cm todas as ocazioins que se ofereserão the que VM ordenou se emregaçe ao doutor Gaspar Machado de Barros como tiz mandando a VM a conta de todos (I~ quartos e venda la corrente per honde se nos resta vão 122,$795 rs de que o dito doutor me mandou dar satisfação em as mnos do almoxarife que entousse serviam de 120$ rs e pedindo lhe eu por vezes a procumçiio que VM avia mandado pata aver de me dezoubriguar no juizo dos auzente,'; cobrar o escrito dos 100$ rs que nelle tenho dado de que inda me pedem satisfução, por

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emportunado me quis Icr hum dia dila procuração dizendo que coando se fo~se ma deixaria e nella descuidndmnente leu hurna e:;erita que contra min e Ioda a rezuo e verdade a VM avia escrito coando muito ao contmrio he mercia a bencvolenda com que o tratarão!1 e delle hem tratado, ri pontualidade c intciL·eza de meu procedimento, mas C0I110 hoje emco111endo não seja so estrr baslrrnte quando enemigos em auzencias ou naquela força he trate de mostmr a VM meia verdade com as copias das cartas tI VM tantas vczc~ escritns e das contas que de tudo mando. E annn vares que o dilo doutor no:; tem tão publicame1lte mostrada, maltratandonos com tanto rigor que parece sem moderrtção 110 muito COllwernos destruido, a que Deos não premita pois inoccntemcnCI! padecemos mais por eixstenço pardera o senhor Manuel Martinz Medina de faltnr fi VM tudo pois huma pcçoa que negociariio ~m tantos e tão forte~ ~mbates nos ellpan, livrando:; de tudo com seu muito poder e por lno umiguo dever tera lugar de o faJ':er quando a mim para isso me dcu comt"iança e para escrever llovmnente sobre e~ta muleria em que peço u VM comcederc que coando lomcy esta fazenda em min foi somente com o zello de seu dono a não perder desse mesmo viu a dezembolçar tanto dinheiro de fretes e gastos c não n pouquc dinheiro de 11$ rs de comição não basIlio t~r a pagar os interesses do dinheiro, dezembolçados mormente quando graçus a nosso senhor nem as faziiío mingoa para me aver de por apleiticar em o juizo dos auzentes com a moleste c a vexa~ão de se prenderem mais criador que coando a isso me obrigam emteresse proprio rematara para min esta fazenda como outro e o queira fazcr e paguara os 100$ rs de que dei escrito pois o mais cnviadido e não a dera a hordem de irem nem lhe avi7;are despuzece della pois cu nuo queria aver lucro algum mais que fazer o que me parecia ser obrigação minha pIa ave1· tomudo a minha conta e coando o doutor Gaspar Machado me pediu duas pipas dc vinho foi dizendo que se me estava bem de csperar emeontro do tabaco tunta, pipa~ de vinho que mas tomaria e eu lhe respondi não queria nada do tabaco m,lS que se sua meTce queria os vinhos n.~ daria com muito gosto e que vcndidu o tabuco mas que sua mulher se me pagaria diceme que não, e que o carregar o deixar descarn:gar não importava nada com que nno vim eu a demel1l!ir COllza 111gullla em minha oubriga(,:flo ncm cm [J serviço de VM il quem peço <.:reia quc o relatado hia que nn verdade ~c paec cnfonmll1dOl.;c nessa parte de minha verdade e procedimento que comtio aehnra com menos paixno enforml1sslio mais sena e deferente da que deu o doutor Gaspar Machado e me faça VM mnndar hum trcslado autentico da pl"OclIrnçlio que a elle lhe mandou para que eu me dezoubriga~c. ~obre meus escritos pois pera eu bel-de pedir ao dito doutor a que (... ) nem ellc mandara pois nno quis fn7.er lhe o pre:t.ente e connc!n eu para servir a VM tinha presUmo me achara com vontade [1 quem Dcos goanlc.ll!

Senhor Estevam Costa

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Funchal 13 Dezembro 1650 na caravi!la de Manuel Vieira

Deroi~ de aver escrito a VM a cmta asima c dadas ao mestre chegaram em 16 do corrente 5 navios dessa cidade a ca1Teguar A 1'orssa aver ditas cartas a minha muo por f~lzer reposta da que recebi entre ellns l"oy huma de VM de 16 de outubro que i1lfenito estimey por saber as boas !lavas de sua Sllude que disso lhe aumentl! com as jlrospcridtlde~ que lhe dezcjo. Senti muito o ruim suceço do capitan Bordas c scus companheiros na entmdn dos portos sam desgmssU.'l que e~tam guardlldlls aos homcns queim Dl!o~ resttlurar aos amigos por outra parte a perda e que com elle !ivermTI em minha mnno não t"ical"nm papeis nehlln~

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que suposto me avia dito que scimlose por min h~ vi l!. os avia remeter a YM a nao S. Fnulcisco mus <,;Oando sejtun lIesse.'lSarias da miio do escri vam onde estam os proprios se podem timr qualquer freslado CQm avizo de VM sobre o. f:n:cndll doo amigos de SnmaJo e daveiro do senhor AJaire digo j a nC ras bastante:nente. Recebi ca rla~ de João Fernandez Pedra cujo fortuna foy muito nrriva.~ do que cspemvllmos mus passou sem que com e/le estava eu multo entcressndo e confio em Deos lhc Imn de cheg(\r (\ suus mell;es meus avizos que por tuntAs vias tcnhu mandado para que não va a Londres acabar de consumir tudo. As mcrces de VM tenho por tam serllls que por tais me valho delas com demaz:indll comliousa, Bejo fi YM a máo pio ofcrcsimcnto dos 100$ rs que lhe pedia nesta oea:r:lam não forem nesscssarios paro outra qualquer rczervo c~tcs favores que tanbem pam 11 que prestar em o servir n VM não faltarei e fi quo de avizo pera miíodnr mns para Rehni'io Biart eOULl algumn. O Ruim sussesso du fro ta do Rio de Jnneiro soubemos por nnvio do mestre Lourcnl1o Domingos Durão que {ai o uniquo que de toon elln aquy apartou e !.'Oundo Deos Ollveralr<lzida o meslre .10['(0 Fernnndez Ferras ouveze recebida as 80 ('I) c:lixn~ de conta de VM e seguido sua ordem. Queira Deos o.ve;llo levado com ben as ilhas de bnÍ/w pum que VM não re~bn pel'da alguma os nssuqres de prezente vnlem 3$ rs mas lr<lIcndo Deos a (rota da. Bahl" por bem baixarão dc preço. Forçom eouza me foi ocupar a YM en esta ocnziam e darl hc emfados" levooo dn comfi;mssa que pet'll. isso me tem dndo e he que sendo obrigado (I dar aquy huns 37 1$042 ri de letru, ti el Rey c ao M<looel Vieirn mas ntio quizernm i\5,~e i tl1.r punt a cidnde do Porto onde tenho cabedal pera ellns cm I\S mnos de Estevão 8ruis eOllsuJ do~ t'rnncczcs de huma carrcgo.5snm que por sua ordem que por sua ordem (sic) nC] ui tis pera nngolln com que foi forssa molestnr n VM e passar sobrc VM ditas letras como fis a humu de 100$ rs em favor do mestre Mlmucl Vieira [luzente Gregorio Farto valor do dito Mnnoel Vicirn que o ha da eamveUn em que mandar est ~ aventuro porque me dizem que com o pouco tempo que o {lubrigar a rnu:rce II vd ln sahirn sem mais dcmoro, Dulro de 150$ rs c outra de 12 1$047 rs ambas II pHgor 00 fjzoureiro nmr do reino declnrtl.ndo nellns se ha de i1vcr dilr contos em forma que me hande fllzer rnl\ndnr pem minha descarga tooas sam n 31m vis!" mil~ estns dUl\S n(iu himm tnm sedo porcuurHO as hatle delivmr hum ~endicl\ntc quc aq uy esta em suu eompnnhi n cm humns IU\OS de pl'ezns ingrez~ s que se fican aprestudo pem essn eidnde o hlrnn daquy por todl) Jnlleim pura pagamento das ditas letras mnndo com esta a VM humo. de 371$040 rs em fnvor de YM sobre o dilO Estevão de Bruis 1\ 31m vista Que me fnn! men.:e mandar oobrar e IIver a suas mooll este dinhciro paru pagamento das letras qlle digo mllndnndo cnrregnr em minha cootil todas IIS comiçoins dn cobrança e pllglllnento descns letnw pedilldo ii VM muitos penloins deste cmfndo que como digo me foy forsslldo darlhe ]lorque fi quo com novas obrignçoins cm o servi ço de VM em as MOS ingreus que tican caido que sedo fasse hir a cs~a cidade eauza do livrar pleitos C]U/'l maos menislt'OB injustamente me lem movido a mu \t()~ annos c hom sentem/'lOU c VII)' fi o.ppe!lassnm coandu sim sucee.:!" hiro)' beijar a YM fi m!ln e receber tnCIl;CS su a~ pr:][o que se acazo se ofresser alguma eotl'lfl de negocio cm esta ilha a VM c seus amigos remetcrllll as canas a mim i!u:t.ellte ii. quem meus lIcgoeios fizer porcoanlo !.'Oando dilo deix ul'ey em cazn pe~I,l<I dt.: tilnrn smisfnssam com o (... ) eSliveru prc~.ente e porque he coanto se me oferece gonrdc nmso Senhor 1\ VM muitlJs mmos.!1 Estevão de Bruis

Funchnl 23 de Dezembro 1650 Mnos

Dctivemo se estes navios de Lisboa e chegarno d\lquella cidade 5 navius que por conla da r.:ompanhia vem a carregar de vinhos p!!.n1. II. Bahia c Rio de JUI1I:iro, tive carIas de 20 ~


todos os amigos e me faltarão somente as de VM que ~enti emfcnito nosso senhor queira mandarmas como dezejo, oferece avizm' a VM como a letra de 371$047 rs que avizado tinha para sobre VM em favor de Martin Filter, !\ tonllO para sobre VM em favor de Martin Filter, a tenho mudado e vay cm favor de estevam Costa mercador fnmces morador em a cidade de Lixboa sobre quem saco 3 letras de igoal contia a pagar 2 ao tezoureiro mar do reino e outra noutra peçoa que mas não quizerão flseitar para essa cidade com que for força ocupallo e asim mande acudir com toda a brevidade com esta contia ao dito Estevan Costa para que não venha a ler detremento algum nem dezembolço propdo que bastante he o emfado de o emcarn:gar desta, A caravela de VM não ha portado the agora em esta ilha Deos a traga com bem que em tudo o que tiver fara proveito porque tal ono ha hum alqueire em fi term azeite algum veio de Lixboa e fica valendo a lGU rs c a nada, e COIUO Clj determino chegar brevemente a Lixbon fi a serlo negocio que me importa de hum pleito sirva a VM dc fivizo para todo o que desta banda ~e lhe oferese!" de negocio, por cm as cartas e conhecimentos a min <luzente queira fazer lTIeus negocias porque determino deixllr nesta cnza preço a que a tudo asista ~omo eu proprio, e porque he quanto se me oferesse Ocos goardc a VM.

Senhor Manuel Fernandez Bandeira

Funchn124 de Dezembro 1650

Estes navios por falta de tempo deliverão e chegaruo os dessa cidade em que ao cabo de dous dias recebi as cartas de VM que o torto deixou a bordo coando por ellas estava eu reb~ntando pIo que de fom ouvia alfim as recebi e ao mais neSSeBSar10 responderey dellas, em esta acazmo em que esta caravela vay a Machico com~ertar e me disse o mestre que se lhe desse tempo se avia de hir a mor cautela quis mandar esta, as naos ingrezas ticão aprestando cOlllforme a ordem que de la veio e por cabo elegio o governador Tristão de França em cuja companhia me embarco em a nau grande e o sendicante dizem Yay nellas que aSílS sinto qucrht Deos dmnos boa viagem que purtiremos uyendo tempo ate quinze de Janeiro, e respondendo 11 carta de VM estimo passe com saude lTlas sinto a doenssa das mel/ninas qm:ira Deos avellas melhorado que os 100$ rs não levasem não he culpa minha que com boa vontade os manuei dar se com a mesmn os pnguo e me espanto ter VM ainda a credores porque nem mnginava como la dizem livre de culpa e pena, estimarei cu estar lfio livre que pudera acudir fi VM mas as nesecidades são gmodcs que serta me sera força para pasar em essa cida.de vender alguma COllza a quen e~ta caza ha de ouro ou prata, seja Deos comtudo louvado, Com justa causa padecia eu sustos sobre as fazendas de Ribeim Bnlba porque conhecia os cnimigos que tinhamos e não me fiava tanto como VM nclIes e agora conhecera Filter e VM quem ha Manuel Vieira para me não escreverem pormete elle pIos beneficias que lhe hno feito ser procurador nos aumentos desta caza, de !0\10 Perc1m se pode bem colcgir o que VM me aviz;n e esti!no lhe aja posto a sospeiçno e muito mais estimarey lhe haja provado pois tanto a todos nos ymporta VM pois tem isto neste estado faça o que milhar lhe esteja mas poi~ tem amigos e Filter tão pudcrozo, nno deve uventejalo, Eu Bichano de Manuel Vieira com seu de a boliço animo pcra VM deve empatnr pOl" via que milhor lhe parecer, c ·~omj'orrne os lanços esta posto em 270$ rs por !IS pençois nos estimas por 240$ rs e C0111 tudo coando se de por isso ou por os 300$ rs se pode tomur, e sobretudo diguo que VM faça o que for servido pois sabe bem o que da e rende que (lU sentirey muito levallo esse mas homo com quem deve aver mostl'ado o tempo o modo com quo se deve fLYer negociado se Deas antes que CII va trouxer navio espero seja com as

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previzois pur YM para se tomar posse que vira remetidos em minha <l.uzencia ao senhor cOlligo c pIa facelidade com que VM me pinta este negocio fico ctescançado e com mais alento porque na voz do comun esta arruinado que ate a escrivão de cu padece amiaços VM se queixa de Gullelmo Rey e eHe de VM que deu ponto para o prenderem defendi esta e que cm VM não caberia tal, eles o at1rmão eu o estranho e não creio a sertidão farey por alcançar do milhar modo que puder para levar comiguo e tambem tomarey algum trigo do de caza que l1e bem pouco; hira e.'Jcrito proprio deDo João e algumas cartas ti. que se aplicou que Filter estava quebrado couza que me cauza muita pena e tenho disso dezemmaginado a muita (. ..) Deus lhe de milhar sucesso e porque comfio. Verme com VM (... ) me não alnrguo mais Deos goarde a VM como dezejo.//

Senhor Jaques Logan

FUllchal 23 de Dezembro 1650 allllOS

Tendo ja escrito fi VM fi carta a8ima e dado li ao mestre chegariío 5 navios dessa cidade com que foi fors~a recolher outra ves ditas cartas para aver de responder as que com eJles reccby entre elJas farão duas de VM huma de 5 de Setembro que dis me avia escrito por via de Setuval e hora me chegou outra de 5 do corrente estimo 11- bOfi saude que VM neJIas me dis tica gozando se bem sinto suas perdas opreçoins e molestas tudo couza dos rebeldes parlamentarios que nosso senhor premiUl castigar como merecem dando a VM por outra parte restauração de tantas e tão comccderaveis perdas como me manifesta e a desgraça minha atribuo o não aver cheguado o senhor irmlio de VM fi esta yllm para que em esta eU2a e meu animo conhecece sabia eu ser de VM amiguo e aganJeddo a seus favores mas espero me dara Deos acazião em que tudo mostre dando a VM muita vida pam que com muita brevidade se vir livre do soeresto e cobrar suas dividas não inrnaginey avia lido pcrdeuüfo eom as mos engrezas mas pIa de YM de 5 de Setembro veio ave, carregado por minha conta 504 arcos de feITO cujo visto ignorava por os obter seu livre, delles li todo o tempo com avizo de VM darey satisfaçfio tendo esperanças de o cobrar pois com a m~is fazenda se depozitllrãa em Londres honde VM tem mandado procuração e me fes merc':: lembrarce destes arcos e por se aculO os derem livres peço a VM avize a seu Afonso Thomas Gualter que avendo flavio paro. esta ilha mos remeta e coando se percliu teremos como os mais pudencia. Não teve efeito o negocio para que a VM pedia os 500 crllz~dos e bem conheço a libemlidade com que me fas merce com a mesma me acham em toda a ocuzião que me ove por, la vim nesta acazião que a VM tem tomado boa fazenda ofreço o que pouco para que se sirva e disponha delltl como propria. A mio me sem fonsa chegar a essa cidade com hum pleito que maos menislros enimigos t'olminara em vida de meu pay fi estas cazas e farey a jornada the 15 de janeiro em humas naos ingrezas que aqui se socrestarão pIo que ofresen doje nesta ilha nlgüncuuza. servia de VM o pode remeter a min auzente em fazer meus negocias que sem pesou de toda ri satisfação e porqlle comfio me fara nosso senhor merce vir a VM com brevt;dade me nua alarguo mais o ceo como dezejo.ll

o Senhor Antonio Maria de Contiva Recebi suas cartas de VM do primeiro de Setembro Elcresenlada em 19 de Outubro e 13 de Novembro e outra de 6 de Dezembro acn::sentada em 9 de Dezembro ('1) por todas me recomenda VM tenha cuidooo em os navios que aqui vierem do Brnzil se trazem fazendas

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de sim conta de que ficlio advertidos c ~omo the o prezente não aja chegado mais que o de Lourenço DominglJes tratei procurar ilS 40 pipas que por conto. de VM carregou em sua companhia Manoel de Mota as coais cstaviío em poder de Mathcus da Gama filho de laTia Raiz Tavira qlle Dcus tem porque vcnhliu em esta ilha ao dito Tavira falei lhe que VM as manúava carregar desse as duria pagando bu sua comição sendo que sobre eUas não avia feito dezembolço algum mas esta custa de gente he meu dnno Eu lhe respondi o que me pareceu, e determino !Ímr as caixas que por o cmpatmnento da laje aonde estam e com a carga destes mrvios da companhia nao se puderam .~afar the u prczente e aehey de carregar para ams terdam em hum navio que esta de carga olamles mestre Zeger Tibrançe queira Deos Icvala:; com bem que o SfU tempo mandarey conta e l;unhesimento ejuDLilmentc a dito do mestre 19nasio de Soares que fica em meu poder pera o reeonheser e estar en as notas a carta pera VM estes feitos estrrvan em poder do govcmador que tinha súcrestado suas caixas cuidando hera ingre:; agora hey de pur testemul1lm~ justificar aqui o não he para se livrar mas esta ~e llca l'azclldo c cu us cllrrcguci como digo mais caixus nno quis comprar porque os mascavado~ valem 2$ rs e mais e os brancos 2900 rs e 3$ I·S arroba e nãu 5no muito bons e se ouvcra compradur loguo os de YM as vendem mas pum estarem empatadas mnis vai navigllremçe ao seu amiguo de VM Joãu Bautista de Miguel foi vizitar a seu bordo por estar doente em 11. cama de gota artetiea e lhe mnndey a moslrn dos regalias da terra coando eu ouvem prestado pam servilo o estimarei pur recomendado de VM ao mais de suas cartas n1l0 respondo de prezente pln brevidade do tempo, em navios que fi.c1lo o I"arey ou cuido serei o mesmo o purtador por ~er nesas~ario chegar com hum pleitu tl essa cidade, deixundo nesta caza quem a~lIida ao~ ncgocio~ de la e dos amigus coando a YM se oHeressll algum como se sit·vil por em as carta~ li mio auzente quem fizer meus negocias e comtanlo Deus goaruea VM. O navio em que vila as caixas se chama II dozellumestrc Legcnte ( ... ) tem 12 peças de mtilharia 20 homens com os marcos sirva de uvizo YM qucim segurar.!1

Slmhor Joli.o Villu Oondim

Fundwl 25 de Dezembro 1650 annos com o mestre João Bauti.<;ta de Miguel

Em outo agosto e qlllltro de outubro escrevi a VM e mandei huma precataria passada aqui pIo sendicantc I:Omo superintendente de fazf:nda Rcal para. se me aver de pagar 150 e tantos mil reis quc aqui paguei de direitos de huma fiança por que eu fiqui!y de Luis du Jardim de que com esta vuy outro tresladu alem de que Manoe! Murtinz Mi!dina eomfonne m~ tem avií:ado deve mandar a YM outro preeatorio eomforme a sentença que contra o dito Jardim tem tirado para que com segurança VM me faça pagamentos dos 188$ e tantos rs que em seu poder tera ficando eu obrigado por me qucrer dar este dinheiro ficando sem pngnmcnto pruprio lansse que somente sem VM sc nehnria e eu me ticlu·ey com esta contia somente poi.~ ca não pude ult.:ansm· mais couza nlgullln. Recebyem 1~ du corrente hUllla de VM de 20 de Julho e 2 de Setembro por via de Lixboa cstimum.1o ns buns novas que de i:ua snude me da que lhe augmC\ltc nossu senhor mo proprio como c1ezejo todos os de cuza pasamos com esta ao serviço de VM muito promptos. Diz YM nllo avel" o wnde de Ca.~tcl Milhor dudo comprimento dos 100$ rs de SU~\ obrignçlio quc l;USOS mc espanta porque de sua punlllalidmle espera avulances deferentes Jlltt~ espero que ja oje tem pago c VM me J"f1.m merce pem i!sto não faltnf tom ncJvertencin nessessaria e aos pregos trate VM lama!" de sy antes que a ferruje os dcsmentln demalindamente.

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Em minhas carlas ultimas dei a VM os agal'decimcnlos da Hlcrce que me avia !Cito no emprestimo de 1$ cruzados que e.~pero avera embolçado M!lImcl Mmtinz Medina e sem\ejno de muil~\ utilidi\de cm o negocio do morgado que meu irmão Manuel Fernandez Branco tinha posto em grande cst\\do mas Manuel Vieim Cardozo que nosso senhor sustenta para assoute e se ~orregc dos mestres desta terra halrcvcSOll em Lixboa. lançando sobro o que meu irmão dava com [anta instaneia e demazia que mnravillmva mas ynd\l de todo nuo ficava por hmnnem outro e dito meu irmão tinha gnmd('~~ esperanças de que lhe tlcaria li fazenda pois sua Majestade lhe fazia della merce cm renmnerasam do ofkiu de tizournria que meu pai que Deos tem lhe avia deixado. Com os primeiros navios de Lisboa cspc:nunlls rczulussão queira Deu~ ~eja tl despaeho ygoal a nosso dezejo. Os dezejos de servirmo~ a comfl1lria do Santisir,](J S\lcl"lunenlO neste Sé como acltam nena~ que meu pay pem iSM) ,\Vía mandado bll~car h" sido couza de alhe agora avermos sustentado estes 4 negms que estavão sorrcndo lhes suas demazüls e cuja emenda não são bastantes assoutes. o1'erccemolos mUItns vezes nos murdolllos nunCl1 quizcri'io comprallos asim nos rezo]vcl110S a cmbmcnllos em estas 2 nuas genovezas que por ordem da companhia vão a essa ddade l\ ~aber li nua Nossa Senhora do bom proveito eappitam Julio Mnrinte dois ehamados LlII~ e Pedro em a nao Nossa Senhora da Graça c Santo Pedro outros dois chmmldos Antonio e Domingos o eappilam desta nao chamase João Buutista de Miguel li!vu em hutWI lona as três chanlmelas e sacabuxu Icvando Nosso Senhor dito navio em paz me fara YM mercc: mandar cobrar dilos prelos pIos conhecimentos e /I de sua venda tratar cm () mayor <lvanço visto que ~a1l1 moleques ladinos e dois alfaiates Luis e Antonio e doi~ sapateiros Pedro c Domingos qualquer delles I1\llito bom o!1'icial de notavel rendimento remetera YM COl11fOfmC lhe pareeeu darmos o avnnço ou e1l1 asuqres estando em prcr,:u nu con dinhciro o respondera peSSOlt5 sem segumr tudo" emtregar asuqre fi. Manuel Martinz Medina c 1'(\1"oi YM declarar em os contos quc vai 40 pnrte do que renderem pois por conta da comfraría ciD Santisimo Sacramento de Se desta cidade do FUltchal que nessa fonna viio de ca e com este senho!" os Se~uI'l\mos Tarnbem me fa!"H VM favo!" remeter este dinheiro que tem de Jardim e os 50$ rs do conde c o liquido dos pregos com n brcvillade poslvel a elijam de YM pode ser dinheiro a riseo ou asuqrcs visto () alto presso em que lacstuo c as muitas alcnbalas que pllgno. Em companhin de 3 lH\OS ingrezas que aqui tomarão por cl Rey e em que vay por cabo levallns !t Lix:büa lrês ~iio de França meu cunhado me embat·co obrigado das i\1solencias e cmjltstiçl\~ que nos 1\1\ feito este sendicante sobre a nao de Sam Tl10mc de que tirou agora nova devn~a cm que juramo muitas testemunhas ltlt~olut[\me\1te com anemo danado, avia meu pny recebido todos os asuqres alem de Olltrns multas COl\7,aS pOl'que nos puxam de !Contrabandos tudo emjustlllllcnte como sei~o COUZl\5 de tantll importuncia me embarco como diguo apl'Overalhe bom suces.~() que nosso setthor nos de pera que não vieramos sempre opremidos pegando mais dinheiro para alsnda.~ e menistros de justiça do ljue podemos ganhm· li demora ca espero sere breve no tempo que for prestmtdo para scrvir a YM em alguo ü\\"ey minha oubrignsuo ]lois he tmn gr..mdc üferesendose mzflo VM me rara favor recomendar n ~eus amigos naqucl1a cidade que talvos ~e\l favor sem l\e~~essario pan\ com algum menestro. Aos amigos Manoel Raiz Caldeira e aos denl<\is me I·ala VM dllr minhas I·ecomc\1dll~ÔeS Minha l\1ay se recomenda em VM nãn faltando de me recomendallo a mISso senhor que a VM goart!e com muito boas entradas do novo armo e as t"elicidadc~ que dezejo, O ~enhor conigo Simiío Gonça!vcz Cidrão e capitam Tristão de Fl"l\são l\vizey em CO\T1() vinhiío e o dnnd() () que YM llviza \10~ asuqtlres de panelln carregados na \1ao de bispo no

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pataxo C.. ) Ygnu.cio mestre Francisca Lopez Torrão que levandose deste ( .. ,) arribado a essa Bahia me avia carregado Manuel Martinz Medina hum saco com huns poucos de grãos e feijoins com a minha ( ... ) e hum Manuel Fernandez Bandeira huma bozeta com humn golilha ( ... ) dita largueza com o letreiro para mim se la ( ... ) /I Nn de outra couza VM a mande recolher em dito pataxe carregou mais dito medina 3 coartos de azeite per conta de hum particular amiguo meu chamado Francisco Mendes da Costa que nestn ocazião escreve a VM de lhe mfl!ldar sua precuração para que Ihl'o faça merce procurar o procedido do dito azeite e tirarlhe da mão dos l1uzenles que he que a elles aya hido toda a merce que VM nesta cobransa fizer ao dilo mctl amiguo a tcrey por propria

Senhor Antonio de Barros Bezerra

Funchal 26 de Dezembro 1650

Com o mestre Manuel Vieim que nosso senhor trouxe em paz a estn ylha em o mcs de Setembro recebi sua carta Le VM de 18 de Março 25 de Agosto estimando que pace com boa saude que seja por muitos annos. Diz VM a ruindade dos vinhos de Thomas Bt!amont, os que calhe carregarei os bons er1{o mas dito mestre foi velhaco em trocallos logo os castelhanos os abrrterão mais mas espro VM avera dado n todos fim que sendo asin sem servido fazermos o retorno e coando ao tempo que lhe receber esta nao aja navio para esta ilha e o haja por Lixboa remeterei IJ que meu tever em suas maos para nquelle (... ) em boa sem e courama a entregar a Manuel Marinz Medina auzente quem fizer seus negocias com contos de minha conta em cartn de fora e coando aja navio para esta ylha vira em bom asuqre de modo que para cOlllquer das p<utes asima que aja navio me fara VM merce mnndar a que tiver de minha conta que hindo de aquela navio para o anao, mandarey alguma couza Com o dito mestre Manuel Vieira recebi as 26 arrobas de asuqre que ficão abonadas cliguo em lembrança em as 42 arrobEIS carregadas com Gente lamberte com qul'o the prezente não aportou pra.a nem sabemos novas suas Deos nos cas manda boas e como VM me não aja mandado conta dos gestos desta carregaçam não sey seu valor e com a comta espero as de tudo o mais Com esta minha a VM precuração para que me faça melhor (lver o que nos deve Manuel Raiz Moreno que são 57$021 rs e como em ~eu testamento tlcusse declmwjo faei! sera a cobrança feita que seja na confonnidade do asima me remetere VM nas contas a parle /I em que declare fazer por conta dos erdeiros do senhor Dioguo Branco que Deos tem e para o que eu por aprestar lléln faltarey em o serviço de VM a que nosso senhor goul'de Com Thomas BeamorÚ farão com a contramarcada Martim 4 pipas de vinho e huma de vinagre que fazem por conta do senhor cappitam Tristuo de França que VM mandara seu procedido cm II primdru ocaziao de navio que aja para esta cidnde ou Lixboa em boa COllTama ou asuqre em falta letTll a entregar a Sebastião Nunes de Lixboa ltllZente fi quem fizer seus m~gocios cm Oltlm parle a seus procuradores.

Senhor Conde de Castel Milhar

Funchal 24 de Dezembro com o mestt'e Jollo Bautista de Miguel

A boa chegada de V. Senhoria fi esse eslado hey estimado com as veras que por capptivo de V. Senhoria 'me corria de obrigasão fazello nosso Senhor promita goze

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V. Senhoria nelle U~ felicidades que lhe dezejo com pIOspera saude, eu fi que. posuo emprcgarey em o serviço de V. Senhoria em toda a caza do que me ordenar tanto em esta ylha como em Lixboa para orde estou de prezr::nte de partida n ~ollcitllr bom despachIJ em huns piei tos que este sendicante que ne~ta ilha asiste movido de seu mao zelIa nos tem fulminado 1!ll\5 com o rayor devino espero em hreve tempo mostram a verdade a Sua Majestade que Deos gonrde e seus menistros para o que nessecito do favor de V. Senhoria fi quem peço mo conceda reeomendandome em a primeira ocasião de navio que deota cidade vier peru a corte a seus amigos de V. senhoria nda asistentes pam que com seu amparo me fique H1ena qualquer dcfecllldade coando me movlio. De João Velho Gondim não tenho cartas l1. dias ~speroas em fi frota com o emprego do, 100$ rs que espero Vossa Senhoria lhe avcra mandado emtrcgar nosso senhor goarde fi pessoa de V. Senhoria muitos annos,!/

Cupilno João Velho Gondim

Funchal 20 d~ Dezembro com () procurador João Velho Gondim

Serve esta cl.lbertn ao presente asinado pelo capitno Julio Marintc que o he da nau Nossa Senhora do emprovizo cm que vão carregados por millha conta dois llI:gw:; hum por nome Luis outro por nome Pedro que Icvando os nosso senho!' cm paz seta VM servido mandalos cobrar pcllo dito conto e vendelos com o avanço po"jvel e elles mercsen por nossos ladinos e oticiaes de alfaiate e sapateiro que sam c seu redimento mandara VM empregar em bom aSlrqre branco fino estando em preço comodo em falta dalo il rrisquo com o emteresse posiveJ a pessoas seguras e abonados pera que LJUllla e outra CO\l7.a venha cm os primeiros navios que Ollver para ôsta diguo Lixbou 11 entregur a Manuel Martinz Medina ou quem fizer seus negocios no porto II Bernardo Pereira Camello em Viannll AfrOl1ço Lopez Ortiz ilha Ter~ejra ao alferes Francisco Pcreira c Sam Miguel e 1llai.ç ilhas ao mcstre Moreira de Souza e nesta da Mad~ira. a min fazendu declamr nos contos que o carregado fas huma coarta parte por canta da Comfrnrin du Sunt1ssimo S~tramento da Cé de~ta cidade por esmola que lhe peço e quando se carreguem asuqres sem com n marca de fora As pessoas declaradas cm conta que receber estes pretos seguira a ordem asima ii quem nosso senhor guarde.l!

Senhor André Afonso

f:unchal 28 de Dezembro 1650 com o Sermcllho

Em esta ocnzião de navio me pareceu escrever a VM avizando o cm como as ilhas de baxo foi ter o pataxe do mestre Gonçalo Pereira de Carvalho com qu em VM itvÍit carregado hum a caixa de bnmco de 19.arrobas e hum felCO de mascavado com 6 arrobas que recebeu por minha hordem Antonio Pereira de SO\12!"! e como me n50 viesse carrcgllfit de sell CllstO não sey o coitnto ha sido para na ahonar a VM que me fara merce avizar e mandar {I reste de sua conta cm os navios que se orrere~erem pois he ja tempo de VM o fl1zCI', que lmubem temos novos empenhos para que o aver mister e para o que eu for de pre~t<lr com o serviço estou serto li que Dcos goarde,l!

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Senhor Antonio Moreira de Sousa

Funchal 17 de Fevereiro 1651 com Louren<;o SOllsa

A falta que Jm de trigo nesta illlfl obriga ~ ql!C nos valhamos dessa pem o que se resolvcriío 11 mandarem estes senhores eSle navio chamado N05s,a Senhom das Mer~c~ e Sam Mathcu!i mestre LOllrenço João e nele ( .. ,) ja de prasa ~om os coais me obriguey mnndalos carregar nessa ilha por mno de VM a que me peço me fllça merce mnndalos cam~­ gilr sendo servido pera sell valor do reste que em suas mande averem em a caixa e feeho de asuqre que do Rio de Janeiro recebido por conta desta cam e do que falta se valera VM de letra a Lisboa ~obre Manuel Martinz Medina que sera paga com toda a brevidade e puntualidade pelo que pesso a VM não aja falta em se mandar carregar estes coatro moios de trigo porque alem de aver':"lI1 COClll dellcs nessessidade !lEio quizera pagar passa de vazio e fical'ey a VM muy obrigado não t'altando na rcnumel'asam em qualquer ocaziam que me der de seu ~ervisso. A lleudir <t algumas sem justissa~ que hum sendicante tem feito a esta caza me embarco a Lixbon com pensamento de fllzer la breve demora e sendo Deos servido assim que qualquer letra que VM saque por conta do que asima digo lhe fnrcy dar a divida satisfasan e em toda a parte me tem muito a ~etl serviço a quem nosso senhor gourclcll

Para o senhor Diogo Fernandez Branco

Funchal 24 de Fevereiro 1651 pia ilha Terceira

Comfio cm nos~o senhor que com o bom tempo que athe o prczcnte tem paçnclo nesta ilha; nos fora merce l1ver reeolhielo a VM em pax nesse reino com grande melhoria de seus achaques e prefeita saude connto int'enito estimurey saber que VM a pesue que so lhe queira aument(! a VM a mesma senhora com largos annos de vida e Fclipc subseso1' coais ii VM Ihc~ dezejílr passo, Todos os senhores e mais longe de q\SíI prencipalmellte a senhol'!l Antonia Gonçalvez ( .. ,) com botl saude; deos louvado ( ...) aL:ompanbadas de: infinitas saudades que me pal'esse não tertlo tim que vejamos ave)' nel1e elle premita seia com ii brevidade que lodos dezejamos. Nesta ilha não IUI COUZIl de novo de que tl VM pOS~1l avhmr mais que aver chegado em ; 8 cio L:orrente hum pataxo flamengo de Smnalo deregido 11 Antonio Gonçalvez de Araujo com alguns generos de i'llzcnd,IS que aquy ham de ter gasto e azeite bacalhao cuido sem effejlos pera fazer casca nela recebi huma breve de Francisco ele Cmnara de 30 de Dezembro do anno paçado em que aviza da chegada do mestre David Thomas II abra de grassa mas qlle querendo cmtrar em dita abra deu em sequo o dito navio e a beira muita ugOil. por onde se avirlO molhado mais de 200 caixous de casca e que couza de 70 avião escapado bem acomdisiolludas e que elas J5 que VM lhas c(II'l'egnra por sua conta nvião recebido 12 bem ncondisiolludos e que as 3 i'a'l.endose deligencia us acharão com algum dano; mas que seria pouca!l perdida e que elaqul escapou se vendia a 4Q soldos arroha e nu bonelaue da di ta casca r.l'lo Itverão nada mais que o que asimn digo, Tumbcm lhe dão II VM agal'desimento dos 12 barris de sortes que VM lhes mandou com Herve Snutori~ que chegou em pax c estimarão, e em renumernssnm eleles mandarüo em dito navio a VM tres barris II sober um deles COIl 55 anateis de manteiga e os 2 o cuido que cle ostras mns pemntes por lhe não quererem dar prassa em dito navio pera humas poucas de fazendas que C]tlerii'io caregar nem ainda pem huma pesa de ( .. ,) que querião n VM remeter. Comtudo não dão espernnsas de mandar navio mais que dizerem fizeri'io grandes deligencias e que lhes

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nno quizcri{o dar prassôl. Ao segundo dia que vay partirão correu nova ne5C'1 cidade comu u p iram que andava a vista de..s le porto; VM~ o avião lomadu e assim o avialU o sargento mar d e MDchieo ao governador cliz.end olhe tumbem como ~ atirarão p es:L~ de artilhari a de parte a parle ; c q ue dD ly 1\ espaçio de pouco tempo fordfi todos e j untos com fi caravella fazendo ao Cilminho mu itos senhores facelilarão a cotIZa dizendo que II não hera mui to averelk> tomado porque bnsIílva hir em navios o lóCIlhor ca pitão Tris mo de Framm. M a1 nlio rultarilo outras que bem o e mcomtrari /W dizendo que hem impossive l e que por ndlU lO modo ta l avia aeom lesido e pero. que estas ficasem por hml1a barca que veio da ilha do Porto Santo se sou be do feli x ~ ubssesso da tomada do dilO p imlil; que bem dczemganados ficnr!io porque nos sertificou ser sertu a lem de que por cartas que leve goverfllldor e o vign ri o d o di ta il ha o esc reveu e que a sesta feiro oS vimo da d ita ilha hir todos juntos fazendo huma mesma derrota e que no sabado pe llil menhnjnnão forão vistos do dita ilha mns que se nüo sab!!! do dita navio ser lurcu se pechelingues queira nosso senhor mu nctamos OOOlS novas da chegi\dn de VM em pas que he o que tn ais e mp orm e tr~zemos no sentido entam ~om elas Iesct:ljaremos n tomado do dito navio. A ugoard enlo que ~o hatie carregar por conta de Jolio Thomas Vi!la se vny fnzendo, mas os novics dizen so vão com brcvidade c doiyido muito se lIcabe de fazer perfi o cempu comludo ns diligensias fElZenne el\:cesiavemente e muito mais se hum dI!) fazer pera que se carregue. De prC;l.ento co. fica osta ouza com gmncte sentimento pela morte da senhoru. Simo!! Duarte que nosso sen hor foy ~ervido levar pcra sy em 2i do corrente ele premitn ter lhe sua alma nn bem aven1Ltrtlnsn, o que nelle com fiamos pella morte que teve dita senhom fnles~eu e m todos os sncrl\mentos fah:mr.lo com todos porqllc dandolhe o senhor preguntaulhe o cura se qu eria comungnr disse que sym e depois de aver comungado daly a espacio de muy pouco tempo que lhe afirmo iI VM poderiu ser hum courto de hom deu alma a Dem;. ~vou hum fennoUl acompanhamento cllbido e m..is beneticiados d esta cid ade, Com a melhor gente que a via na fim e mserollSc em o <:omvenlo de S. Fran cisoo mas não eH o capitoJo. q ue e~la VOS!W.S canas dos senhores Antoni., Gonçalves e D iogo Felisia que não q uiuxão perder ii. OCQziam; devc n di la ~enhol1\ de a viznr n VM como (ieno cala as senhoras Margarida Ma rli nz. e Ànn n Pemandez po r h um de:<õgosco que tiverão com JoOO Moni,s a caU'llt deve d ila senhora de avizar n VM (. ..) lhe o prezel1te se me ofTerece que lIviz.1 r nOSSQ senhor me goa rde a VM felises ann a s (".) a felisidades que bons suçecos que lhe peço A cnna senhor An ton io G Ol1çalvez Pad~s/I

Para o s~n h or Diogo Fernandez Branco

FUllchnl 26 de r-everei ro 1651 jX)r ilha Terceiro

Detevesse esta nuo por falta de tcmpo mais alguns dias e $uçedeu que ne~te meio tempo chegaçe humu curnveh\ de Setuval com II dias de viaje por tro.zer sempre venlOS oestes e os noroestes nova que inl'inito estimamos pelo bom tempo que VMs devillo leva r de que já devem estar ne~ s e reino muy descançndos em a dita cnrnvella recebi huma carta purôl YM de AntoniO Mar!n de contia s~m [l dH[l mas cuido he em resposta da que YM lhe escreveu caln ( .. .) estimo que YM lhe aj!lo calTegauus as suas caixas de Ilsuqure pem o norte e que fi zera VM bem nfl.o carregar as 6 que mai8 UVtU ordenado, no vamen te ort1cnl1 que seos assuq res mascllvooos vE\lerem aquy a 16000 arroba ou mais a me!\o~ se lhe compren 10 cll.ixes e lhaS cnrregucn as pe1\,.'ioas que LeIO au tolldo e qu e yM ou quem ficase correndo com os seus negocias sflquase do CU!lto letrns sobre cLlas que se não limitam

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preços demse a execussno dita ordem, porque nao hande faltar navios e de prezente fica hum pera Sall1alo ql\e hc framengo; e vejo remetido a Antonio Gonçalvez de Anllljo, ao dito escrevo com resposta da sua cilrta aqtli vay CO\! esta que VM mandara ver se vay em forma; tambem avizrLi o dito que em huma nao da india lhe viemo cantidade de fazendas como sejno casas Beinares meyos beinares renjos canequis oJandilhas de toelas as cores que se for i~to llqUy de gasto mandará huns pouco tambem lhe avizo sobre isto; e o que he aquy ele gasto, suposto que não ha com muita brevidade q\lc eoando a queira mandnra e tratara de sua venda; juntamente pede !mma pipa dc vinho sem geço se pudcse ser em 4 coartoLas; avizo 111e que coando for navio cm direitma a mnndal'ey e que se rara deligencia por elle em falta do outro muito bastante agardessclhe a VM os favores que VM tos ao capitão João Bautista de Miguel. Ontem paresseu a vista deste porto 11l1ma charrua do porte dado de Antonio Thome mais que com a gurupcs: e com dois bocados dois bocados de maslros grandes e do triquete sem mezena nem mastro della mandou o governador dois barcos a conhesseln; chegarllo a bordo dclk, acha rente sem andara gente no mais que com hum galo trouxerão pem este posto aonde fica ao mais que com muito la~to de arca sen nchuma pesa nem ainda portinhola pera eJle~, como navio de mastros mais sem vella nehumas nem vergas mais que huma pouca de ( ... ) no porão prevenisse seu navio que !lia para Setuval carregar sal e que em algum tempo muy rico lhe quebrausse os mastros ficn aqui no porlo como digo u:; ditas II cORrtolas de llgaordente de conta de João Thomas Vi lia, ficno a bordo, e se o mestre me quizer assinar os contos deste navio se detiver hey de mandar huma via nelle. Custa posta a bordo 50$985 rs como constara da carregasão que como digo podem ser a manele en companhia dcsta em falta sera na primeim ocazião que se offeresser. A mulata do dito João Tllomas Villa levou nossos não pera;;y de que a pessoa que a trazia a seu cargo lhe deve avizaT conforme me disse. Oje chegou caravela de Setuval a este porto que he n que Martim Filler mnoda pera Sam Thome remeta a Francisco Soares, ndla receby huma carta do dito pera VM breve porque como espera por VM cada ora nao se alargou mandou alguns treslado~ de papeis que de Angola remeteu o capitão Vissente Pegado, e hum rol de que dcvo Pero Cesar que o n'ío avizo porque !':omfio em Doas sera VM ja sabeqor disso e qucja II dito () lhera como mais de VM não o vai e mais carta alguma em dita caravella para VM. o senhor conego recebeu carta do ~enhor Manuel Fernandez Branco em que lhe deu conta ela rematassão do morgado huma sertidão que o dito senhor lhe pediu para fazer que fiquo pronta primeira arre\l1ata.~siío hira na primeira ocaziam de modo que se puder a[cftnssnr não bade novo cauza de que a VM possa avizal'; o Padre Francisco Mendes não cocreve nesta ocnzião porque cuida nu primeira que se offeresser ~erá o mesmo portador, fiea ainda com alguma indisposição; e nos livre de imnginaçoins mandarlhe a VM contas lembransas o mesmo fazem as ~enhoras Viajante Nunes e dona Felipa, nosso senhor me goarde a VM. Felizes annos com 05 aumentos e bons subsessos que lhe dezejo. Por Al\tonio Gonça[vez Pades.

Senhor Antonio Maril\ de Cantina

Funchal, 27 de Fevereiro 1651 annos pella ilha Terceira

Como o seÍ1hor Diogo Fernandez Branco a poucos dias sc mebarcase pera essll. cidade me deixou nesta ilha de avizar caIU seus negocias serve esta de avizo como em 20 do corrente em carta que chegou a esta ilha de Setuv111 recebi sua carta de VM. suposto que sem clata mns feita em c~le mesmo mos e ue como se carregarão as 4 el\ixus de nsuqre de

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conta de VM em o navio do mestre Zequer Sibranse como a VM se avitl avizado cujo conto e carregaçan levou ditos em sua companhia que comtio cm deas estara em pus nesse reino de quem eu espero os avem VM reeebido. De novo ordena VM que se os ditos assuqres mascavados estiverem nesta ilha em preço de 1$500 rs arroba lhe comprem 10 cQixas e se carregual' pera o norte for II conta de VM as pessoas que VM aviza digo senhor que eon grande vontade se dera dita ordem a execussão se os a~suqres não estiverflo en tanta repartissi'io como de prezellte estão porque os brancos do Rio que são aqui lhe forlío valendo a 2$800 e em 2$900 rs arroba e os mascnvados e plmel!a.~ a raspas a coando VM seja servido que se comprem pIo cstado da terra ]lor seu !lyjzo thera dita ordem effeito que coando VM teve gosto porfiado do dito senhor Diogo Fernandez Branco meter VM nesta sua caza muy serto pera o servir. No particular das fazendas da india que VM Ilvera IlS que tem aqlly mais gasto suposto que não he eom muita brevidade ~no escassas e alguns canequins que de ordinario vai fi vara sendo tina e boa 380 e 400 rs canequins 220 e 240 rs oJnndilhas sendo bons e largas 130 e J40 o cavado o mais qllO lhe avizo não tem ~lqlly nehuma conta e conado VM aviza não tem aquy nehuma conta c coando VM queira mandar algutnns couza~ das que assima digo o pode fazer que sempre terão gasto. A pipa de vinho que VM pede para caza na primeira o=ião que ouver a mnndarey e farey deligenssia pera que seia sem geço em falta sera de outro muy excelente e pera o quc mais for do ter visto de VM me tem muito serto aquem nosso senhor goarde felises annos Por Antonio Gon!talvc1. Pades.

Senhor capitão Antonio de Barros Bezerm

Funchul30 de Abril 1651 com MtUlUel de Passos

Como o senhor Diogo Fernandez Branco se elllbflrcara pera Lixboa e me deixasse nesta sua falta como pessoa dela percendo com seu~ ncga~ios me paresscu dar a VM ilVizo da partida do dito senhor pera dita sidade e juntamente pedir a VM queil1l avendo navio pera esta ilha carregar o prossedido dos vinhos que farão eom Thomas Beamonte e o mais que VM tem recebido de conta do dito senhor em os generos que a VM se avi:wu; em falta de aver navio pera aquy e o ouver pera Lix:boa o fam VM sua comformidade qne o senhor Diogo Fernandez Branco avizou a VM como lambem o que/! tever em seu poder de conta do capitão Tristão de França que juntamente se embarcou em eompnnhia da dita Sl'lnhora a dita sidade. Tambem em outro navio de TIlOmas Bcamont forão 3 pipas de vinho de contll do Reverendo conego o licenciado Simão Gonçalvcz Cidrão ( ...) de VM mandarey a persedido deles para esta ilha em frutos dessa terra como sejiío assuqure chussinas sera com sua contn é pürte do rendimento delas. Neste navio do mestre Mmmel Gaspar carreguey hum pacotinho de cardos por conta do senhor Diogo Fernandez Branco leva duas cluzias e meia delas como consta do eonto junto que VM mandara doar c vender com o mllyor avanço pociveI ildivertindo a VM que humEl duzia delas que levão nesta como são dobrndo5 e -custarão muis deferentemente das outras VM como digo ns mandara receber seu procedido cElrregalldo ( ...) pera o que mais for dr:: serviço desta não faltarey ( ... ) a caravda que o vny com essa dobros forão e estava para hir em buroa caravela que foy pera essa ilha que eom pressa levantou e vay que pode servir pera seu governo de VM. Por Antonio Gonçalvcs Pades

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Senhor JolioThomas VilIa

Funchal 25 de Maio 1651

anno~

Coando o senhor Diogo Fernandez Branco se embarcou pera essa sidade que ordenou carreguasse em o navio do mestre Francisco Pires Correa: e a ordem de Manocl Luiz Raiz seis coartolas de agoardente a que fis em dito úavio muito exselente e a contento do dito Manoel Leme custamo postas a bordo 50$981 rs como consta da carregaçam e contos junto que vay com esta, os ditos 50$981 rs mandarem lhe cmtregar o dito com a brevidade poçivel ao dilo senhor Diogo Fernandez Branco porcoallto a pessoa que deu dita agoardcnte se vai nesta ocuzian da dita contia em llULlla letra que paça (, .. ) II Dias sobre o dito senhor. Como lambem $310 rs que paguey algum escrivão do judisial pelo protesto que tirotl da letra de Gaspur Francisco do Souto que sera com esta e pem o que for de serviço de VM me tem nesta Cllza muito a seu serviço a cuja pessoa nosso senhor goarde felises annos Antonio Gonçalvez Pades

Senhor Jaques Logan

Funchal I de Maio 1651 annos

Com o cnppitam Francisco Lopes que a esta ilha chegou em 1 do passado recebi sua carta de VM ( .. ,) ao senhor Diogo Fernandez Branco que como e embaT!1sso pera esta cidade me dcíxou nesta sua caza pera a cuidar a algumas couzas delas a que farey repostf1 e digo que fazendo deligencias por ver' se podia por alguns amigos ajuntar algumas que na prasa que vinha cornsinuda a que dilo Diogo Fernandez Branco, o não Ilchey nehltma~ porque como os vinhos estão em repartiss1\o e dão aquy 11 a 12$ rs como de prezente valem; os não querem arriscar; alem do dinheiro qlle dezembolço pem os emprcstimos o que me pezou infenito, erão tão somente isto scniio uindu hum mercador que veio cm dita nm com 120 pipas de prassa fiados que as acharia na ilha; ntio achou nehuma pera carregar de que o dito cappilam tem tido seus protestos e deve !lvi~llr como tambem como anda pura fazer hum fretamento e dlt dita prnssa a hum humem dcsta prussa por nome Antonio Pereira de Azevedo pam hir hum mancebo nela e senão tem abl'iguado; pIo pouco que lhe da de frete a catla tonelada mas creio se virão a comserlar; que se tome defeito em por li dita nao hire carregada o dito capitammantiga os 4 cascos que lhe tomey a entregar cheios de vinho levão 2 almudes mais de medida desta ilha e custarão postos a bordo 16$356 rs como consta da carregaçan e contos que vay com esta cntrcgueillos muy excdenles e ao dito eapitao me ot'rerecy pum tudo o que lhe fosse nessessario; em nada me tem este ocupado coando e fossa exprirnenl:ara o dezejo que tenho de servir a CUlll,uS de VM a quem nosso senhor goarde muitos annos,

Senhor Antonio Maria de Conlivn

Funchal 25 de Mayo 1651 nnnos

Em 27 de Fevereiro paçado escrcvy a VM por via da ilha Terceira em resposta da que avia recebido por via dCl Setuval; e em falta de que não aju chegado a mãos de VM servira a copia que vay com esta; pera que VM veja o que avia avi:wdo em reposta asserca ,dos uaGurqes que VM onlellil.Va se comprasse vindo de fora com os mesmos preços e o mais que nella avizo a que me reporto Nesta caravela por nome SãQ Joze mestre Pedro Raiz Velho carreguey a pipa de vi Ilho em coartolas que VM me pediu não batem geç5 porque por mais deligencias que ris a

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não achey sufióente pem o fazer; e estimarey seja li. gosto de VM custou posta a bordo da dita caravela corno ao pé da suavay expeceficado 13$863 rs que lhe mandara cmtregar ao senhor Diogo Fernandez Brauco, vão com a marca de fora; e com esta vay o dito do mestre por onde me as pode mandar cobrar e a min em muitas c.ouzas de seu serviço a cuja peçoa nosso scnhor goarde fclises annos. por Antonio Gonçalvez Pades item o caldo da pipa de vinho comprado te Manuel Lemoz de Santo Antonio 10$500 item 4 coartolas compradas n Baltazar Raiz amlerio II 600 courtola 2$400 item donativo às ditas coartollas $400 item pregos falhos batoques t',irreto a prasse barco a 400 rs coartolla ,~160 Item $403 13$863

Senhor Estevun Costa

Funchal 25 de Maio 1651 anilOs

Em 8 do paçado chegou a esta ilha a nao elo capitão Francisco Lopes nella receby a sua carta de VM de 2 do dito escrita ao senhor Diogo Fernandez Branco que como se embarcasse pera Lisboa emdoixasse a sua caza quando com suas couzas me corre obrigação fazer resposta a ella senhor Diogo Fernandez Branco eSCl·eVQ mesma caravela sobre o que VM lhe uvizava em dita carta, suposto que ja oje sem sabedor de tudo, pelo que VM lhe devia comoniqar, sobm sy letras c Estevão de Bruis de quc já foy devertido pera o qllC ao diante se puder offereser e sinto infenito o trabalho que VM tcm em a cobrunsa da que passou o dito senhor em favor de VM sobre o dito que premita Deos a tenha VM ja ernholsado como o dito se embarnçou pera esse reino foy em sua companhia mancebo que havia cte hi!" na nao do capitan Fmncisco Lope~ Senão !'I3im que não ouve lugflf desse ocupar a dita prassa prcmite nosso senhor levala em pas a Angola pera que VM tenhn grande avanço do muito que vay nelle ernteressado. Sobre a casca seca pera coando for tempo se dará cumprimento a ordem de VM suposto qllC devendo aver navio mais algum salvo algum fi·amengo que quanto fnmses que venha buscar c for genero nno querell dar prassa nem pera hum lhe que avcndo navius para as partes que VM aviza se rara alguma deligcnsia pem que se carregue c se farão os contos do modo que VM ordenamos e do que sussede durcy avizo a VM. Aserca de ['azenda que VM mandu carregar pem quaisquere navios que vão em direitura pera a Bahia ou Rio: avcndo os se precurarão ditas fazendas se carregnrão em ditos navio$ a emtregar as pessons que VM ordena e p'-:f1! o que mais for do serviço de VM metem muy pronto a seu serviço a cuja pessoa nosso senhor goarde.

Pera o senhor Diogo Fernandez Branco

Funchal 25 de Maio 1651 annos

Por VM da ilha Terceha em o navio de Duarte Zonmans escrevy a VM qlle espero uver1!o chegado, cm falta servirão ditas copeas, c de o manefesto a VM que cmmdo com mais alvoroço estaria esta caza esperando cada ora as novas da boa chegada de VMs a esse reino; então premitiu Deos que fosse tanto pio contrario coanto nos disse huma cllruvela que chegou a esse porto quinta feira de endoenssas, partindo de Setuval domingo de Ramos que

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VMs não berão chegados, nem mais que prezumir(!ffi ne~se reino per onde varo a arribar a esta ilha; que novas pera esta caZil tão triMe e de sentimento quoanto VM pode exprementar o sentcria minha senhora Antonia Gonçalvez lambem avia nela outro sentido mais que lamentar com choro a favor da coluna desta cnza sem aver rezão que a ademitisse pera que a tivesse algum refregeria e se (ilçe de derramar lagrimas no mais que continuadamenlc bradando ao seo que o cllstigam. Pelo mesmo modo a senhora dona Felisia; e eu C011 muita rezão neste tnmzc o devia senlir pois perdia o bem o amparo de pay. a honrra que ~ssuhia; os mais fazião sua obdgaçiia e creia VM que se no~sos senhores senão lembrara de nos com nos mandar ve:;porn da pnseOt\ as alegr~s novas da chegada de VMs pera nos aliviar destas penlls tudo a tempo. Que nos faHase ru; padcscriamos C01l\ as cartas que recebemos em a naa de Francisco Lop~z Serrão de VM nos .~ervirão não de aliviamos; cml11to com extremo forão festejados, suposlo que delas colhemos e das que recebemos em companhia do filho de Baltasar Vnrela ser com pOllca saude e qlLe com cauza da indisposissão com que se embarcou a molestin que teve no encontro das fragatlls e enl'ados de tão perlongada viage; tudo passou com VM chegar eom a vida que tanto lhe dezcjo que essa premeta nosso senhor aumentar a VM sempre com largos annos de vida e felises susessos pem que na primeira ocazião que seja prezcntc que VM li pc~slle tão prcfcita que todos dezejamos. Nesta flll'Cy repostll a carta de VM de 7 de Abril que recebi com o omeio de Blllt,\Zar VUl'Cla mas primeiro avizarey de algumas COUZllS que se han afl'essido depois que escl'evy a VM pbs ilhas e de tudo o su(,edido e he que paçados vinle e tanlos dias depois da partida de VM andou a vista de~te porto hum navio pirata ( ... ) que os mais daH somanas e dias nos fazem merce assistir ( ... ) II este andou por espaço de alguns dias; e tanto que com hum [~)uco de vento oeste garrou huma charrua namcnga que estava no porto e andou alguns dias a vella c falnndo com elle nos dise lhe disscra dilo navio quc hcm dunquerqul!s e o ml'lsmo que emcontrara com os navios ingrezes no porto e camvella que avino sahincJo deste porlO e que alguns dins couza de 8 ou 9 os r'ora sempTe seguindo athe o~ por em altura e dahy se voltare caminho das ilhas por não poder fazer deJozo ao ditos navios e como <I eamveJla se apartara huma noite deles por onde vimos a coregir que VMs não nverião tomado o navio pirata seja avizo em eopea; pelos sinais e rezoim que esta charrua deu lhe dera o dito navio; e pelo que disse a Duarte SonJUnns a qlLem veio derejida de Amslerclnm com grande cUlltidude de fazendas de Inglaterra, importante carregaçam em 10$ e tantos cruzados primeiro dinheiro veyo carregar de vinhos disseme Sonmnns que pera Londres pera onde fretou e levou mais de 200 pipas nhy nl10 fiz mereL! acomodar o nossos vinhos brancos; e lhas vendy 32 pipas cm que entrarão todos os de Loures e 1 pipa de 1/2 que acomodey li senhora D. FeJlisia por preço de 10$ rs o caldo de cada pipa de velhos em o mês de Março pagamento me dese que avia de ser alguma fazenda e com preços comodos e pio tempo adiante uvia de dar alguma letra pera Lixboa senhora Antonia Gonçulvcz c o senhor conego o ouverão nssim por bem e aprovamo esta venda; não lhe quis tomar fazendas lhe o prezente por dessem\llnr que me dem letra; e juntamente pera serem muito boas e per não avcr gasto em ;. nlll porque como o trigo vaI por 500 e senteyo 400 não gasta ninguem dinheiro seniio em compmr pão assim que nem e1l0 me tem falado pem que as reçeba nem eu hey de pedirlhas que milS dê; por vir o pouco gasto que oje ha de tudo em ti Rua. la avizey olhe em o cnzo com as 6 cOllrtollls de llgoardente de conta de João 1l1Omas ViJla ficavão carregadas e nesta oCllzirio lhe escrevo e matldo conto e canegaçatn como tambem o protesto de letra de Gaspar Francisco de Souto, que fcs de gasto 31$ rs qne juntos com os 50$ rs polas coartollas os enlrcgllc li ordem de VM e lhe digo que ti pessoa que deu dita agoardente se vai de VM ne~ta ocnzião cm huma letm que sobre VM passou

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pera que de o dito dinheiro com mais brevidade e ao duarte Sonman,s aboney 45$ rs do caldo de a dita agoardente a rezão de 30$ rs pipa que no tempo por muito que se procurava foy barata. Por via de Lixboa recebi cartas de vellva de Luis Alaire de 2 de Fevereiro com a conta da venda do~ nossos 8 caixons de casca se!';;:l renderno liquido 63$632 rs e que deles tinha II feito a VM t:rcdito em na sua conta por emcontro das sua~ fazendas em cuja companhia recebi lambem a earregaçan De Lisboa vierão com o lourenço de Lnfon e pede lhe queira mandar YM o reste (... ) com a conta ddlo~ e que avia recebido llS earta.~ que VM lhe avia escrito e com a eontiL da venda e efeito digo em fi qual não achou nehuma divida lTIas que de nenhuma perda e que não duvidava que YM o benefeseuria como conza sua agardessc fi VM oearregarlhe a VM em o navio de David Thomas 20 caixas de casca pera Ruão porque se venderião bem (... ) e eSSll venda que seria cauza de ml1ita~ pesoas mandarem este anno fazer algumas e que ella veria se podia llezempenhar hum navio seu (... ) 3 mezcs lhe tomarão e que o remeteu a VM com alguns (... ) ou de papel mas não dis ( ...) muita que mandnra coando venha e os mais daquelas partes llno sem nes~e~snrio em o aviamento deles a~sistencia de alguma pessoa e: fatey como que VM estivem prezente tambem receby carla de Luis de Jardim; dis muy rezulutamente que VM fasa nessa cidade suns deJigencias e pera que VM o veja mando ditas cartas. Em palaxe de Antonio Gonçalvez de Araujo escrevy n Francisco ele Lunar em reposta de sua curta e lhe ltvizcy os preços porque valião as fazendas e o mais da terça que cOElndo se quczcs,em servir de~ta eaza em o que se lhes oferese me tinh1l:0 nela mllito 11 seu serviço; E lhes llvizey ficará a VM sabedor dos mimos que mandarão; que coando aja nesse reino oealião VM lhos podera agardesser porcoanto de Francisco Lopes Serrão receby cartas de Estevão Costa ( ...) de 2 de Abríl em resposta de que VM lhe escreveu com Manuel Vieira e cstimoll que VM Quvesse remetido o pressa desta fazenda a Luis Huns ao mais altura de Luis Alllire qll<l tem useitudo as letras que YM lhe paçou em favor o tesoureiro mar do reino c paga a de 100$ ao dito Manuel Vieira, e o mesmo fura as outras indo se lhe pedir o dinheiro porque menistrou dei Rey núo esperiío que se acabe o tempo aposto que inda a que VM lhê avia paçndo sobre Estevão de Bruis da dita contia a não tinha inda cobrado nem sabia coando a cubraria e que o dilo estava naquela sidade e pedindo lhe o dinht'.iro lhe dissera que o não titlha senão ho po~to e adverte a VM que senão empenhe VM com eJle: ordena que coando for /1 tempo de casca lhe cnrregue em u navio que ouver para Runo dcllfl e o mesmo no primeiro ouvia que for para fi Rocheln avizo respondo a dila carta a que vai com esta j untamellte ordeoa que avendo navios pera a Bahia ou Rio de Janeiro em direitl1ra lhe carregue em hum 80 ou 100$ (... ) empregadns em boas bertanhas que vem de Amburgo Ruão e outrElS varias em .'IS que vcm de Samnlo e alguma de barbante as pessoas a qucm flviz,.1. vfllendosse dclle do custo pernlugar C,,) e sendo cazo que VM se l\ia embarcado para (...) como he avia nvizadll a pessoa que fure (... ) lljãodar cumprimento a dita carregação não duvido thera cffeita o carregarçc pera o Brnzil o que ordenarmos pcra Fransa se: nlío for em algum navio framengo que franses que vinba a casr.:a não hade querer dnr prassa pera que se carregue tambem em dita nno recebi carta de Jaques Logan e recomel1da a VM como mestre delfl e que quem YM quizcçe mandar nela a pessoa que lhe avia avizado com 100 pipns dela supostamente seria obrigado dalns a VM elle nno se arriscava de permetir que vejo nela emle:ressndo e que coando VM não mandasse nela nem quízesse o~upar dita prasa o mnndaçe dizer no dito mestre pera que ele a ocupasse. Logo eu lhe disse e de como él pC3.~oa que avia de hir nela se avia embnl'cado pera esse reino mas que faria deligcncia por algumas pipas por não hir a prassade vazio como 115 e não achey huma so quc todos cBtes senhores esperão que lhe dese por cada pipa clc vinho 15$000 nesta ocazit"lo se cmrcgllrão por 121$r5 fom gastos e não tão

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somente, não bastou hir com Mta prassa de vazio senão ainda hum mercador que trom,e de Lisboa por nome Damião dabreu em 120 pipas de pra~sa não lhe carregar nehuma por não achar quem lhas dese não trazendo credito nehum dese reino fiado que qua as acharia, nilo aparesse na rua o mestre tem feito seus protestos mas cuido anda pera se comchnvur com Antonio Fereire de Azevedo em 130 pipas pera mandar o sobrinho mas dalhe tan pOuco por tonelada que cuido senão comchavarão; eu me ofresy ao dito mestre o que lhe fosse nessessario}) lhe aprezente em nada me ocupou coando se fala não deixarei de o servir por recomendado de Jaques Loganc mandar remeter a conta de que importarfío 503 (7) arcos de ferro que avia carregado por conta delle que custamo 60$404 rs como tambem us 12$ qlle dara n Pedro Ferreira ao mandarlhe a VM 6$680 dns cOl1ftolas de vinho que lhe a"ia VM remetido; e que lhe tlzessem moree mandar dar ao dito me~tre 4 pipas de vi!1ho que fis em cascos que mandou o levamo J 2 almudes mais e lhe rcmeta em esta ocazião cunws e carregaçan de seu custo escrcvendolhe alguma vai com esta, Tumbem remete Antonio Maria de Contiva5 4 coartolas de vinho que me avia pedido e lhes pcsso que o custo que sno 16$862 rs o mande entregar n VM não na achey sem geço como elle a pedb, ma.~ "ay todo muito bastante ao qlle uvia comprado VM a Antonio Raiz do neguocio de Santo Antonio que lhe remeto seu conhesimento cstimey infenito VM nno avcr escrito en patnxc dos padres porque a vista deste porto o tomarão duas fragatas de pichelingues botando-os na costa desta ilhasem abitos e sem tunieas com hun~ trapos Velh03, O mesmo fizeram a huma cara"elinha na ponta de S~O Lourenço que vinha de Sesinbra com sal e sardinha, Em hum navio Que fica pera Cabo Verde e partira dentro de pouco dias escrevy a Anlonio de Barros Bezerra qujzes,~e remeter o que tinha de conta de VM para csta ilha em os generas que se lhe ,wino avizudo; em falta a Lixboa lhe mandey a copia da ultima carta que VM lhe eSCfCveu; ao dito remety em hum fardillho duas duzius e meia de fardas que avia em eaza como ha VM me ordenou o fizese avendo na"io fique devcrtido uvendo ocazião de vender alguns vinhos ele o não pcrder 11l<1..'l pezame infcnito de não me dar Duarte Sonmans nesla caravela nehuma letra das que lhe vendy desculpandose coanto que perdera na tomada de sua. sumaca e que VM muy bem sabia Q que hia emtere~sadQ nela e que depois não fora que dera toda a Que lhe fo~e passiveI, e qlle II VM o avia de avizar bem me paresseu que a turdanssa da caravela de avi:<:o ~e de"ja de goznr e mudar de viagc, e estou de l\cordo que coando o dono della oje João Tomas mande carregar alguma COUlft o não o fazer desculpf\lldome com o que se ofl'ereser c estimarey VM me avize os que pos,~o usscitar da~ pessoas desse reino conndo ~uceda "irem alguns pera que ao dettas 1/ não suceda como Luis de Gondim E coando o senhor Manuel Fernandes Bmnco escreva ao senhor carregarin na cnral'eln de Filter lhe pedia huma sertidam de tudo quoanto se vendia o morgado para que sc lhe arrematasse pJa primeira arrcmatuç1io hey com esta do modo que se pode a1cansSl1r como tambem a sentensa propria que VM mandou pedir ao senhor eonegü que deu o provedor sobre ilS fragatas ficando atras em poder do escrivão, se prezente não ha nesa caza elUO que de moles tia o mais que alglllls pagamentos que algulls acredores pedem como serão os vinhos que se comprou q\lC ja sc não deve dar mais que 10 ou 12$ rs pol'que os mais se foy pagando com os que me hião cahindo suposto que oje na rua pouco ou nada recebo para não tiver (?) venda e nada e por mc suportar hei delas com o pagamento foy nessessario pedir ao $l";nhor conego 10 ou 13$ que prestou he ser da!a t'oy hun jebe1ell o mais como digo e outros gasto~ se farão compondo como assima digo não deispaçndo de tlcar com alguns remoques ti que me sogestava pIo senão que tinham Diogo de Freitas lambem a escrito pio reste que se lhe ficou dcvendo porque como se embarca nesta caravcla . fas pagamento do que deve com os de"edore,~ andase lençundo de prezente pera se lhe dnr

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os mais de Gil Monteiro he posto que tambem pede dinheiro e Jorge Freire fazensse com suavidade e os escritos que pação sobre mim lhes vou dando cumprimento o melhor q\IC poço. Sinaes de Cl1ZU n~o hade se fazer VM eom molestarcc em mo emcomendar pnguc n minha conta tica faze.f minha obrigassão como de cn a senhora Antonio Gonçalvez o senhor conego nas que escreveu ne.sta companhia de quem recebo milhares de merces. Alberto Cordeiro ahy anda a algumas vezes vem a esta caza suposto que não a meudo alguma~ couzas que se lhe emcomendão falas e o que toca nelas me remeteo ao conego diselhe a lembrança qtle VM teve dele em minha carta deve de fazer sua obrigasão em o gardesscr de João Fernandez Pedra tive cartas de 28 de Outubro paçado aviza que não ha de novo melhoramento a nada nem em cobranssas nem em contflS como ladrão do mestre de eaminho estava para hir pera li plant!l.~são que comprou o dito pera ver se por ben se pode acomodar com eUe em falta tratar de pIei/os que se Illes der por subia he serro e:>a terça mais de 2 annos, Ser pouco ii essa fazenda que escapou pera os scguir, com Ludeman lhe escrevy largamente c mandey as courtolas e caixoll suposto que o dito navio tambem ao sahir deste porto correu de risquo 100 por hum porque lhe deu cas~a hum navio pirata que premetiu nosso senhor ser pechelongue pera qlle me não fouce dano, Na ilha não ha cOllza de novo nem novas que R. VM possa avizar vão cartas do mestre Diogo Fnmdsco (?) deve de o fazer a aparato com que se lenbrou seu sobrinho na Ruu aonde museu que ca o escuzo fazer porque me paresseu melhor não falar nelle nem tambem no Pe. Francisco Mendes por seu agora me di serão que não digo por serto que elle se embarcava nesta caravela cu o não pude crer porque coando me diserão que eUe nesa cidade inda me hn de paresser esta se em sua caza so lhe dircy lhe dar a VM que lha apresente onde bem emfadado com seu ( ... ) e novamente sangrado e purgaqo alcm de ter ja aberto huma fonte e onde se tem achado com muito me tem os ditos que deva ao mestre berão galantes as maginawins com que andava cada ou muito mais que pera as seneticar a VM me bera nese parco muito cantidade de dias pera o fazer. Deilhe a carta de VM mWi digo que se senão embarcar he por pouca vontade que tenha de fazer que ja a docnsa lhe da lugar a isso porque oje passa com mclhoruda sallde assim que se a não fazer deve responder a ella e de tudo daI' larga narração se for muito mdhor e assim que a ele me remeto. Em algumas cartas que alguns senhores escrcvcI'i'\o que farão embarcados nas naos não faBio mais que em vahl que VM teve na ocazião de seu emcontro de quc o capitão e tem mostrado em suas carIas muy obrigada em ( .. ,) mesmo posso dar· parabem pIo que nisso san cmteressado dmldo emfenitas gmsns a nosso senhor pias merces que nos fes de que VM escapase e o senhor capitão país herão os mais arriscados no perigo c enberessados na ocazião prezente com vida e livres das C.. ) ocazioins e aqude em contra que cssa premita nosso senhor aumentar a VM felises annos com melhorada saude que a todos dezejamos. A Manuel Palestre!o; tenho escrito a ilha Dezerta sobre as chassinas que VM pede e canareos e na pl"imeira ocazião que ouver farey por mundar o que passivei me for com a sevada, E nestn caravella leva n Li~boa duas If coartolas de vinho e hum barril de sapos ('?) de melado com a marCll dfl cuza não mandey mais vinho por VM o não pedir nem saC!lnnos se sem I\cssesslIrio que coando seja VM avizara pera que ·va 1111 ocaziam que se oforesse/" ficar u ~enhora Antonia Gonçalvez algum ~enlimento por não ser de prezente cotiza que pudesse encomenuur nessa cm'avela de que o deve beneficar em dita sua caza, Bcm comhery sempre a muita merce que VM me fes e bem premente me ne o trabalho que VM tama a sua conta de me amparar com me pcrcufIlr navio cO..1ndo for li tempo merces silo estas que emtrar a vidas saude de pagar alem de me considerar fazer de mcressimento (.,,) coando VM ponha isso por obra seja pera a parte diferente em onde for seu mais gasto pelo

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muito mais estimarey vir em companhia dc VM ~uc Deos premita trazer com a brcvidade que todos dezcjamos, .la assima digo corno me dise mestre Diogo de Freitas Correu hia nc~ta caravela pem levar huns papeis contm o ~cndicante que premita Nosso Sellhor digo mas int'onnlmclome clella me disse que se andava (wiando anda juntando seus papeis c permita nosso Senhor que se la for vende\a.~ porque lhe hade fazer mais mal do que bem tinha lhe o dilo sendicante sumido hum livro importante em hum conto e tantos mil Reis e que avia feito com que deles fi Diogo Lopes de Andmda nas contas que lhe tomou e sem lhos aver abonado o padre Diogo de Freitas mas que elte e o ladrão do monteiro averlhos sumido e agora novamente foy achar o dito dinheiro defora(?) em ( .. ,) o dito estuvfio buscando outros papeis dizendolhc que uquelle livro hera seu ~e lhe uvia abonado o que inportavu em sua conta pois diogo Lopes as avia recebido, lhe dise e agora o provedor lhas abonou novamente; ficasse aviando pera hir pera essa cidade; assim que senão for neste navio o deve fazer no primeiro que se oferesscl'; tanben diogo Lopes de Andrade ~abia disso mas gardou muy bem () segredo Do prezente anda os netos com pleito entendido provedor sobre os quintos pague lhos não quer dar; dizendo que Sua Majestade foy mal informado; tem aggmvudos do dito provedor; tambem Baltazar Varella nnda com o meSml) empesilho porque lhe nllo quer tambem dar quintos senão que primciro se ha de obrigar a que ho erngenho ho ade dar suficiente pnffi moer vinte annos tudo o dano lhe fas o matos porque se ele nno fora sempre o avi1'lo de favoresser; e ngora me disserão que dito Varela, com II paroser do plldre Francisco Mendes manda o filho Alvaro: Cllm este negocio suposto que dito padre Francisco Mendes 110 nao comonicou mas d~ fora escritos ( .... ) avizfmdo a VM. e SQ deve recomendar H VM tambem leva seus papeis pera se ordenar clerigo: mas o dito padre Francisco Mendes não tem nehuma tensão de se embarcar. Com estas vão cartas como atraís digo pera Estcvun Costa Jaques Logan Antonio Manuel Valentim Jono Tomll.'l Villa em reposta dessas que recebi e a alguns mando conhedmentos e carrcguçoins do que carreguey por suas contns como VM vera e indo em forma mandara vir quc se dem a seus donos, O Torrão tem feito fretamento com Antonio Pereira de azevedo em 120 piplls de pnlssn por 12$ tonelada netes e avarias pago em amgolll\ VM mandara dizer a Jaques Logam porqllC cu cuido lho nno avia ao sendicante alem de lhe ter ja escrito, Os vinhos de prezente t'it:ão valendo 12,~ e alguns muito mais por os ter em adega eu curreguey as 4 pipas de Jaques Logan por 10.$ O~ caldos que me pareseu estarem acomodados pois hera da Ribeir .. Brava somente c quaisquer navios qne vieren a carregalos não previdll que subão II mejor preço tem alhe aquy tinha escrito esta c nvi~ar.lo o que se me IIvia offeresido e como este bllrw se dillltacc lhe não tinlm posto data e susedeu neste meio tempo em se trazer nosso senhor cm pax: a esta ilha hum navio da Roterdam dercgido II Diogo Guerreiro nele recebi cartas de Guiraldo Been Jacob Bnrdcrduse Martin Bevere Bordes de Amburgo acompanhadas com os contos e carreg(\sons de 20 pessas de bllctas negras 4 barnis de estopinha fina e meude:.:ns que VM avia pedido pefl\ senhora Clara Martinz, as baetas vem 2 peslIs por conta do senhol' conego e as 18 ror emeontru de liquido de 6 pipas de nsuqure qne João Fernandez Pedra remeteo a a Martim Beume e o dito o fes a Gerlado Been em que a senhom Maria ben tambem herdando o liquido de 3 pipas de dito asuqure que dito João Fernandez Pedra remetera por sua conta e os coatro barris de estopinha por emcontrn do que avia cobrado ue Claudio Noles c pcrn que VM peça mais por cxtenço o assina de que eu () relato me paresscu !tsscrttldo mandai' llS trcslados das cartas que recebi em dito navio, a (;onta que mandou Maria Beverei caixúns que fes Geraldo Bean que vão com estas a que me rmneto, por ondc VM vim tudo ncllcs por extenço, e tno ben se lhe quizcr avizur aos ditos da chegndu do dito navio que ou o hey II de fazer mesmo neles por que tornou pera

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AmstercHio de novo carregado por o vender que mesmo lhe ltademitidos Diogo Guerreiro a quem vejo comsinado e trouxe 60 maios de trigo pois bem nessessita esta ilba delle e JOY festejado com repiques de 12 melheiros de madeira 700 que por 10 barris de manteigll cuntidade de peixe pera 6D barris de harellques de salmon e muito poucas fazendas suas que de prezente vai descarregando com o muito vagar por falta de barcos e jil the gora nuo ten vindo nada dos Ilo..çsos fardos nem seja pera se avcr como viercn tratarey de seu despacho . com o avanço que puder em dilo mtvio não receby cartas de Manuel ou Jono Viegas sobre nosso coarto de malavllZia que VM lhe remcteo li. 2 annos com Martin GervaTlseo nen Geralto been avera que lhe tem rendido o posto dele nem menos Franciseo Gomes da Costa com tudo não hey de deixar de lhes escrever e pedirlhe~ queirlio dnr cumprimento n ~ua obrigassmn. Nele recebi juntamente huma carta de hum Geraldo Somemltls morador em Vargen ( ... ) l;UjO treslado vay tambem est.:ritu do modo que la receby primeil'O custume estmnllei mandou lhe a VM dois valententes queijos e 1/1 e de semente de repolho de mesmo creio que li senhora Anlonia Gonçnlvcs manda fi VM hum deles may de Antonio Vi eira sobrinhos do capitlio Manuel Vieira da FonsequEI que li poucos tempos chegou a esta ilha e torna neste barco se nessa sidado ouver navio pera la VM pode responder li dita carta que eu no dito navio hey de fazer o mesmo das ma.is que nele recebi e preguntanc\o a Duarte Sonmans se sabia onde hera bergen o prover mc disse c;,ue bera hurna cidade junto a Anberes e que ben conhessia este homem e aonde VM lhe pode escrever e dissemo me que esta caravela se queria partir com brevidade por orden a faça mais largo ll(~m ter com sucedido de que avcra de w se oferesser farey cOI1la pio ( ... ) Antonio Oonçalvez passa com boa saude a mesma de nosso senhor a VM por felises annos com os aumentos e bons he breves que lhe dezejo e devertiaseme 11 dizer a VM como avcrn 3 dias (;hegou a esta ilha d~ Setuval humn setia franccza com sal e sardinha e nze.ite nela cscreveu Antonio Mnsh:1 da Fonscqua li sua mulher c 1l0~ não tivemos cartas de VM que nua deixou de nos dar cuidado, con estas Vt\O tambem algumas cartas de vndas pessoas pera YM que não quizer1io perder esta ocazião nosso senhor leve em pux e li V M de o que lhe pesgo e dezejo.ll

Senhor Diogo Fernandez Brnnco

FUllchallO Junho 1651 nnnos com a nao i'ranceza

Em huma caraveln que em 2B do mes paçado partiu para essn cidnde es(;revi ( ... ) n que se avia sentido que nosso senhor premitn aveia levado em pas e que VM receba as ditas cartas goznndo la senhor que esse lhe queira nosso senhor anmentar semprc por largos nnnos de vida (. .. ) pera ( ... ) gloria fassa felicidade e a bons subsessoli que lhe dezejo. Nâo quis p(;rder esta ocaziam desta nao francesa de escrever a VM suposto que duvido muito logu a mande VM porque como he navio piram e levantado prezumimos n1\o hia a esse reino os nossos h(;,nens da sua não quizertlo nrriscar nela nehuma hofença e hc que este não hem fnmces c estava em hum porto da co~ta Bcrberia ao relgaço a muito chegado outra franceza de que hera capitam o Pé de Pao e a falsamente ordenou alcm de não ter comissão pam a fazer e como a tivesse tendida com muita fnzenda ainda meteu nela o dito pé de pao hum ~etl irmão e a mandou pera esta ilhlLqt:e esperasse aqui por e!le e com alguns 5 ou 6 franceses inda da di ta naCl que anllos emviou pera o norte e como na Somnca do dito vierão novas por o dito capitão PI': de pao l'ora em Cadis por a sua gente se avel' levantado com elle e hiam la ter se recolheu o cnppitan destn que estava neste porto a pagala pera essa sidacle; e como digo partira ojc dese amenbam e não quis deixar de

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escrcver a VM que coando chegue o estimarey para que me fique por bem empregado o trabalho e tempo que gastcy em fazer estas sirva fi VM de flvizo como no patam frances que vcyo dessa cidade recebi ltS letras de Antonio de Albuquerque. A do sendicante sobre JlIseph Barbozaja fica. lIsseita em correr o tempo pera o pagamento ao dito cappitflln da fortaleza lhe fale tambem disseme que elle se avia comigo de vagar, e tomendo a buscar me disserão se avia hido ao campo e que avia de lormu- dentro de II de breve tempo não C..) pagam sem algumas ( .. ) sera i1esessario fazer a goarde u$sim que r;:spero chegue logo dever com e11e pera saber de ser se deu sam o tem bom sobre a prenda ( ...) do dito ao provedor parn que ( ...) na ilha de Porto Santo ( ... ) que aje !'it:a feito C.. ) dito conego o cuido qu~ira bem aprovcitill' de hir estar dI! caminho pera o fnzer ( •.. ) porquanto faço as COUZllS ( ..•) ao dito Albuquerque. Francisco Luis que veio (. .. ) com outros muitos soldados fogidos anda auzentl! pOl"que como (...) fi Madlico primeiro que a esta ddade ln derão ao pé CRUza por onde o govcrmK!or mandou prender ( ... ) o mestre e O levou na fortaleza mais de <í dias e (... ) com () piloto licar prezo coando for tempo se tornam de soltar o que deve como tambem os mais devedores . . Alberto Cordeiro fica !ln Ribeira Brnva nonde foy tomar do morgado peja conta de arrcmclusão que senhor concgo recebeu ( ... ) de que foy não ( ... ) asim que não sabemos o que ten dado porque toy não ( ... ) asim C .. ) que não sabemos e que tem feito todus as ml!ucler.as e como ( ... ) que vinhão no pataxe do mestre Domingos dias reccby e Heíio em caza parn ~e repnrtimm com a senhom donn Fdisin como VM uvizou. Athe ao prezcntc a~i~tirrlO u c~tn Cn1:.n os ~enhOl"e$ conego Manuel Vieim e Fern1io Tomas e como suhirão aos officios que se fizcn1u cm São [lmneisco e cuido se farão logo pcm as suas. como ditos senhores elcvclll uvjzur fizet"ilose com gmnde aparato e em lugar da1cutifas para onde o senhor conego mandou lcvllr humu preSfI pem se fazer deyll. por os conegos mandar o modo com que ficou alem de se l'azer em pedllços níio he nesesnrio manifcstalo 1\ VM !lsim que queil·a Dcos sc vendn por alguma COllza () que dovido muito nos ditos ameias fis minlln obriga';fto como a VM ilude ser prezcnle se fizerão em ambas as igrejas com muita solenidade. O senhor rnnigo e a senhora Antonia Gonçalves cuido escrevel1 nesta ocaziam como de feito o fuzen fica dita senhora acompanhada 11. senhora dona Felisia suposto que não livre de alguns nchaques que e~tH llOY~\ lhe cauzou n~o me parese ouvem alegria nesta Cala sem qtlc anos 11. VM I1cllll n que li dita senhom pederia II VM rasa com brevidade a nesta ilha nlio hl\de mm cauza lIe qtlO II VM rossa aviznr mas que fara mandando para pem a Ribeira Brava que deos senhor aja dllvicln pera que se page e que ( ...) nuquellugar aonde fazendas nilo estavão muito prospera o senhor ('I) fico com reputl1SSllm nosso senhor me goarde a VM fclbos anllos como dezejo. IXll· Antonio GOl\çalvcs Pades

i'llru. senhor Diogo Fet"lll\!ldez Branco

Fum:hal 23 de Julho 1651 annos com Man\lel Gonçnlvez

Não scy como possa dizer a VM o lTIodo qUe ja tem nesta ilha de partirem os navios deln COm tanto segredo e pcm partes que homem não sabe sel1110 depois de partidos. Digo isto porque o mês pasndo pnrlirão duns embarcaçoins de~te porto sen se saber coam.Io: nem pera onde, e hera '11l11lla delas humll setia frnncczlI que aquy avia chegado de Setuval, e toy pern e~~a cicjade frcladll [X>r .!.)[o Machado; que nellc se embarcou, e lhe custou o passnje 22()

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dessa corte 200$ rs que deu em dinheiro nesta ilha e me paresse levou huma carta minha que a VM escrevy cm 6 do paçado porque fazendo eu pera a mandar em huma nao francem pirata que aquy Yeyo da costa de Berberia e se tinha apregoado pera esta costa e precurando a quem desse 1l1~0 a da mais quiser prasa de Richarte Pichefort pela cOlllonicassão que tinha com o mc~trc da dita nao assim que a elle dei dita cattn não querendo arriscar nelas pIa inserteza que tínhamos de chegar a sua carta as copea~ da que mandey na caravela em que foy Baltezar Varela assim que partiu dita nao ao segundo dia sete de Junho e a mesma não se partiu dita setia, com tão bom tempo que me pnrcsse não poria na vinge mais que 5 dias /I e ao outro dia preguntando eu ao dito Piqueforte se me tinha feito merce de emviar a dita cnrta me dise que a mandaria na dita setia que tambem tinha partido pem e~sa sidade que descanse que se nosso senhor a livrar la em mãos de VM se avia de dar; outra foy hum navio que aquy Diogo Guerreiro cat·egou de vinhos para Olanda con vinhos que hia para as Barbadas; mas comtudo não deixou de levill" cartas minhllS pcra as pessoas de quem recebe cartas suas nauzcncia de VM nessa cidade; e agora esta caravela levou o sendicante que vay contanto segredo que me paresse muy poucas cnrtas leV!l.ra de particulares alem de que o mestre estn ja a bordo e parte depois da umenhan 5 dias o mestre que a fretou curo conssentimcnto do governador o prencipe Ruberto que tantos pecados chegou a esta ilha em dia de São João como a diante direy a VM deulhe 224$ por hir a esse reino o fim que senão sabe e como hum amigo meu me disse que hia em segredo foy a bordo da dita caravela assertifiearme do mestre que eslava junlo atracada a huma nao das do dito principe reçebendo o pagamento algum frete em trigo de sua preza que tomou a 200 rs alqueire indu me quis negar como não hia comludo apertey com elle que me dissesse; nno me quis negar; e logo lhe pedy prassa pera I caixon com 6 paens de assuqre pera VM e huma gaiola com 20 cnnados diseme que por ser pera VM a [evaria mas que ~inguem o avia de saber e os (lvia de embarcar amenha a naute, lissin que me ira pera caza dar arde fi eles e esperar estn que proveita nosso senhor chegl./e a mão delIe e que goze prefeita saude nosso senhol· aumente a VM sempre com as felessidades e bons susseços que fl VM dezejo todos as senhoras desta caza ticão com saude doos louvado e !l senhora Antonia OOllçalvez sahio de nchnques COIl melhorada saude da que alhe o prevato (?) teve passando alguns dias de cama e com algumas sangrias mas oje como deve a VM avizar; e ja alguns dias que fica de C·.) que premita nosso senhor seya pios antlos que todos VMs lhe dezejam. Foy logo falar com Duarte Sonmans pera que me desse alguma letra para mandar a VM dissemo logo mandariu// pedir a quem lhe devia e que fosse outra vist.a saber da resposta detremino bir amenha e do que susseder avizarcy a VM. Juntamente tambem me disse o dito que o anno pnssado no mes de Juni10 paçara hum credito sobre Abraham Dus em favor de Manuel Martim!. Medina de 200$ pl!ra arremataçno do morgado e que agora na ultima caravela que veio des~e reino lhe avizara o dito Abnli1alll Dues e lhc fes dereito em o canto corrcnte qlle juntamente lhe mandou de JQO arrobas que o dito Medina lhe pediu por conta do dito credito e que estimara ser do'dito seu pIo nno lomar a emteressc peru se pagar ganansia e qlICl" que fiquem poucos contra das 32 pipas de vinho avelbe vendy como tambem viere avizar li VM nesta mesma ocazião em hum palaxe que em 29 do passado chegou li esta ilha da da Terceira receby os dois maios de trigo em 22 sacos que carregou Miguel Levesqllc nno deixou devi r pol" alto preço por sua pouca bondudc, tambem correu seu risquo li vista desta ilha ocorrell hum navio e o fes meter em Iras delle aonde esteve alguns dia~ para que chegnce a esta cidade; puresseme tive por notissia viera nele huma peça de laçem que VM deixnra emcomendada em cnza do alferes Francisco Pereira e huns belotas de lenços e vejo tl1.do a poder do cappilam Manuel Vieira aonde deve estar em depozito, lhe VM despom

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como fora seu gosto, Neste porto ficão 2 patuxos de a Rochella que vem a fazer casca; hum deles he hum frances sobrinho mas mo servie que estava em caza de Piquefol'te outros he hum fulano frances que o anno pnssado lhe vejo mesmo remetido tl'ouxerão cantidnde de fazendas que por estarem inda muita parte delas nalfandega estão e empacadas a não avizo sua.,q faltalhe o melhor qlle o n1io achão quen queira com elas a troquo de casca, o assuquar anda the gora não tem preço por não avcr nehum sahido mas cuido passara de 3$ pera sima quer fnzer diligencia por ver se averia lugar de carregar as 100 arrobas de casca que me avi:zou Estevan Costa lhe emviasse para aRochcla a Francisco Be~ier não me paresse lhcra deito pera dita cidade que vem os mestres tão obrigados que o levarJ. hmna carta escrita de seu mercador perdemn a metade do seu fretel/ neles não recebi carta nehuma pera VM percurando as como devia nelas determino a mandar a que devia de Luis Alaíre a conta de suas fazendas e se antes disso se oferesser ocaziam tambem farey, Em huma sumaca que vejo de berberia em que vejo hum Jean Santin e fora em (;aza de Duarte Sonmans e logo mandou dita sumaca pera Olanda e em oulro navio escrevy a Gonçalo Veen Jacob Venderdosse; e Jemldo Mormans em reposta de suas cartas que recebi navio em que vierão as baetas e tambem o fis a Andre Jaques e João Viegas que quesessem pagar o que a VM devia queira Deos o fassa e que Jacob Branderdasse caregou em hum navio que espera Manuel Tomas o mestre Aguer Sobrance o reste da nossa conserva nos generos que VM lhe pediu, As baetas que recebi estno inda em ser sen aver gasto nehum a elas nem na rua se vender hum so covado a estopinha a mandey que por (",) escreve mais de 2 somanas sem se gastar huma so por manteiga abaixara a 80 rs vaisse gastando muito devagar. As sortes que VM me pediu farey a Barboza de Fal'ia pera mas fazer disseme que sim por falta de aver contia de asuqure senão tem comessado mas brevemente se dara prencipio a elas a dita fica de cama indisposta disse me recebera cartas de VM premita Deos dar!he a saude que dezejo para amparo de sua caza Tenho mandados este anno para a Ribeira Brava 100 cascos queira nosso senhor com os que la íicarão o anIlO passado (".) dos toneis aja vinho pera que se enchão pIo pouco que ha no dito morgado. O não mandar as cascas dos que a VM tenho escrito 11e cauza a brevidade con que se parte esta caravela e lambem o suseder emtrar oje de goarda sen minguem sahir outra ves para fora scnão com a companhia que depois que este principe chegou a esta ilha então cada dia 2 companhias de goarda 1 na prnssa outra em Santiago opreção ben grwlde pera ajcnte da terra. Aquy chegou huma caravela do porto mestre João Rolão não esteve mais que 24 oras disse que hia de avizo para Amgolla e que os navios pera /I aquele reino que avil'í.o de levar o governador partidão em muy breves dias. em toda ora se estavão esperando e eu por Martin Dantes pera saber novas de VM que a tantos tempos caressemos dellas, Com esta vay huma sertidam de hum escrivão de Santa Crus que o senhor conego,me mandou emviasse a VM de como Nuno da Costa foy herdeiro de seu pay e oje estão de posse de seus bens espera que he nessessal'io deve o dito senhor de avizar a VM. O principe Ruberto chegou a esta ilhll como atras digo em dia de São João com 15 navios de guerra em que entra a sua capitania almiranto e com mais 3 prezas huma nao flamenga nova de 30 e tanta,<; pessas que tomou no eSLreito carregada de trigO e centeio com mais de 100 moias de riquo arros gergelins e outras couzas que sem duvida devia ser navio que hia pera a esse reino outra he huma nao capithana carregada de asuqures e courama que hia de Santo Domingos pera Sevilha outra he huma suma~a que hia carregada de moleques do Algarve por conta dos homens do norte pl"ora as indias todos os generos trouxe em sua companhia o trigo e senteio e aros como ninguem lho quis tomar em partida por cuidarem ser dos homens do norte o esta vendendo abordo da dita preza o trigo a 200 rs alqueire a quem lho vay cOll'prar e esta caravela leva cantidade dele cm pagamento de seu

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frete e sentcio ti 11 rs c: o lmos a 30 rs lhe gnstn~se tudo e com muita pressa pois a ban\te;m do lugar a tudo o n$s uqure e coumma mantlou o di(o principc cham;u' Duarte Sonmnns n bordo e Jolio Srmtin pem lho compraren; lralnrdo de preço fosse Iilo DIto que rum cornchoviU'no assin que de prezenle esta em C~l\ ~em aver quem comprc, O! moleques não nos quer vender, e a dita somaca me tem des pes~ns com 50 homens e n mnndou ante hon te a nouto n1l:0 se Sllbc Donde e as 2 preUlS ja lhes lirou a <1.rt.elhnria tle lhls pcra Os fazer de fojc:, Ninguem ~abe pera onde iJi m suposto que mui to dizcn que es hlra aquy muim parte do verão o que n1l0 l1a duvida se nntes disso não vier o pnrlnmcnlarin em bmca dele por estas il h,lS de nosso senhor nos livre se cuidar com elle neSll\ pias desordens que ilade vir purque handc ser Ião atrevidos quer 05 111\11 de querer iI ir limr cio portu e ~uposl o me falte o tempo, comtl.ldo não hey de deixar de IIdi"cr a VM o modo com que foi recebido govcrnndor coando vinha emtfruldo mandou o governador coondo vinhll emtnllldo mandou o govcrnllctor a bordo c lodos os capitans emtcrtenidos por e~ tm doente c não poder hir reçChel)~ o prinçepe com 90 pe,qsas de artel hnrin e deu n dira não liando despararanssc l1a I'orllde:t.a de São LollrenÇ<l pcç!lS; lIa pralln de Santi ago e PiqlJo com sillco paçatlas hUlnll. ('I) cidle fes a rezão com 31 que tirou a nlmirante mund(m IIlirnr o governador da fnl1aleza de São Lourenço respondeu com eles e os novos navio~ de sua companh ia o fiz.cn.10 com II c 13 possas e cada hum mandarei o que juntar logo con grandes mimos que pera a breve IlOS farão de eomsedertlsll1n em cada ula lhe mundo. de j untnr a bOina om ronumerus>l10 mandou au dila governador hum emvol(orio com 8 corrinas de seda bordada de linho c hUlna pe.'1s.... com 20 e t3ntos e os de lella pnrn a mulhor e 2 pessas de seua preta pem vestido delle e de seu filho com humas riqas mos!\~ de seda Fo)' o procllrl1dot, n 4 dias Icvantalo TI bordo aeompnnhooo de todos 05 capit ai ll~ e ulferes d,) I ~rra os mnes dele, com suas ganus deu lhe cadeira entre si o seu irmão O almirante c coando veio lhe mlllldou rltirar 9 pe.!iSllS li rllmirnnte 7 e os mnis nnvios todos a 50 mandou fa"er a mesma rezão com IIS forlale....as veio o dito prencipe ontem dia de Santa Iznbel a lerra logo depois de jantar ao di~farce nn sua chalupa fo)' logo Il. CEl'Zl\ do govemlldor falou (;om sua mulher duhy fo)' com ele o govern!lclor alho Silo Francisco e Olhe as freirllli lIonde todas viel'1Io a grado ao corro de baixo mandllll o comisSIlrio que lhe contassem; nlgultlns cllIltigus ldlo dona Francisca da Santo Antonio e Antonio de Padun; bnSlnmemente e eom dona Frnncisca de Nflzaret que lIle toeaV;1 Ilrpa foyse dnl)' ate a Se o dahy ao emjellho do C..ram ujo velo moer; sempre o guvernadur acompanhando dtlhy se 1'0)' embarcnr e passnndo plll ofisinn de Piqucrrll'te lhe t\p orcs~ cu BaruoUl Velovy 11 jllne!la de sua il'mã muy enfeitada o oom suas plumas fes (".) :1.0 dilo principe tirou lhe o chnpeo e de tnl modo que logo lhe lJ1andou h um recado pUf hum p'lgcm de sua enmara qUI! dezejoll muito serviUn c que por hir com gente não fizem sua obrigru:s1l.o e que dezejava lhe desse ocazion pum o servir 1/ e Olltras COtizas isto ou\'}' dizer em cazn de Duarte Somam que bem lhe estranhou aparesser tl\o j>ubica n janella dahy ~e foy embun.::nr; mllndoulhe o governador mirar as forlalc'l.aJl como de..1ntes ellc chegtlndo 1\ burdo lhe fes 1\ mesma rez.1m e oje veio a terra seu imão do mesmo mudo que o prenci pc foy pera ;t rort nlezn dahy foy o dito govemndor elle acolllpflnhando o as mesma~ pntlcs ando o il'ml'lo tinha hido athe se embarcar; tambem lhe mandou desparar IIS fortalezas como o seu inniío fnzendo o m~mo de sua nau; uesse modo cstl'io as couzas tocantes ao dito prillcipe~ e do que muis se oferesser darey avizo a VM na primeiro ocazitlo, O co1ixon que lcva 6 ]Jaens de. asuqure dois deles que vão empapeladO!! com pnpel branco manda o senhor concgo a VM os precurey eu por VM mos pedir e na ]lrimcim O\.:aziiln com as sortes himm os lmd~ vüo tnmben 20 aallarios que the o prczente tem vindo da dezerl1l. cm cmreguejos ao moslrc Manuel GonçalVc:L \lera que ti vesse cd dado deles e os cmtregnsse c VM o que não.> duvido

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fassa com muito !.:uidado pio qlle lhe meresse o senhor MaJweJ Fernandez Brunco e nao me qui~ levar humn pipa de sevada nen chasinas pio segundo com que hia que fi levarme a caixon e passar os hera pem ser para VM assim que na primeira ocazian hire fi sevada chasinas e o mai~ que pedir- mandar. A carta de Antonio de Albuquerque que passou o sendicanle sobre Juzeph Barboza a tinha cobrado e nunca a~hey que não ma passasse nesta ocazino sem falta hira na primeira que se oferesser. Diogo Barboza dis que mande Antonio de Albuquerque a propria letra então que pagarão e que o dito lhe he devedor de mais de 200 patacas Por estar de goarda tomou o cOllego a sua conta falar com Duarte Sonmans pera lhe dar as letras que me avia prometido e cuido lhe deu duas de 30$ que o mesma manda no seu maço de que deve largar muito avizar a VM e agom me mandou dizer o capi!an Manuel Vieira que a caravela partia esta noute que levasse as cartas a bordo pias duvidas que lhe ven mo'Vendo os mesterios 1/ por levar mantimentos foro da terra a que acudiu o princepe Ruberto nosso.

Senhor Antonio Pedrozo

Funchal 24 de Setembro 1652 annos

Em carta que H esta sidade chegou a esta ilha em o mês de Julho passado recebi ~ua carta de VM de lhe as dado sendo ror boa fortuna quizer a VM ocupar em COllzas de seu scrvisso a que senpre me achara pronto dandome ocnzions em que o fassa Nesta não ha agoardente e vinagre lhe manda se lhe compre nesta ilha me peza infenito não poder dnr a exzecução a ordem de VM pia limitação desta terra porque eu fazendo en grandes deligencias pela agoardellte por todos os aguardenteiros que ha neJla não pude achar hlunu so coarlola dela porcoanto toda a que se fes este anno foy por conta dos admellistradores da companhia que o~ seus vinhos a mandarão fazer e a len em sy para a carregação em seus navios que ham de vir dessn sidade e como não ollvesse vinhos danados de que se fizesse não aver copea delles como os annos passados pio que se ashe a venda dos ditos navios eu achar alguma esteja VM serlo heyde fazer todas as deligencias pIa carregar em fala sentirey int1nito nno poder dar cunprimento a meu dezejo pOr ~er a primeira couza em que VM ocupou en seu captivo lambem ha muita falta delle por nehum preso se pode achar tenho já que lJUm amigo me larga parte do que VM ordene se carregue pio reste tenho mandado fazer diligencia por algoas vi1a~ para que VM conhessa que ser criado do senhor Diogo Fernandez Branco tenho dezejos de servir a VM que o farey em todas as ocazioins como tambem ainda algum navio do Brazil pIo que trQll)(Cr de conta de VM como ordenado. A carta para Manuel Lopes de Camara de Lobos lhe remety parte VM favor de me ocupar na reposta dela que os vay com esta e no mais que VM ordena de seu serviço me tem VM aqlly sentida a parte muy prestes a que Deos goanle muitos annos por Antonio Oonça[vcz Pades.

Para o senhor Diogo Fernandez Branco

Fnllchal25 de Selembro 1651 com Pero Feras

A VM escrevi em 8 de Agosto por via da.~ ilhas em huma caravela que aquy se paçou por lmlcio Fernandez Pinto que aneen chegou a esta ilha com algum triguo e nos di~se como dilas cartas ~e avião remetido para a cidade novamente recebi a de VM de 4 do passado que nalma estimey per saber que VM passava por gozllndo boa Sllude que he o que sempre

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procurava e lhe aumente nosso senhor !l VM por muitos unllos com os descanços e bons ~ubessos con que esta passada a VM dezeja todas merces desta caza principalmente por ordem pio enviey gente dela a que sejão Ocos louvado com boa saude e com os vinhos vão cartas da dita (... ) a que escrevy por via das ilhns daj rcpostll li que VM me escreveu de 7 de Julho nela me desculparia do que avia sussedido em rezão das queixas que a VM se fi:u:rão e porque o perdão do herro em que (... ) como agora llOVl1rnente o fas e por nfio lembrar couzas tam passadas não quis mandar a copea dclla mais qUI.': pedir a VM me ademita a sua grassa que he o quc mais dezejo e toda a vida o precurarei pera quando me aja chamarmo VM como de antes. Ia avizey a VM como receberei a conta das consservas que mandou Jacob Vanderdeje e por reste da parle de VM caregnra 3 barris deslopinha com 785$ mestre Somanos que a mais de mes e mejo que esta a vender a 80$ rs nno da para gastar nem a parte vay~e vendendo com esta dilaçfio pem que ha muito que veio em sua companhia e depois disse em alguma a 70$ rs e agom o toma muito com David Sornas receby carta de Gaspar de Vai em que dis como João Fernandez Pedrn lhe remeteria para as Barbadas 42.~ rs de asuqre e que nvia cobrado de Guert Lanbcrtesen que já a tinha vendido e no primeiro navio mandaran do retorno delles com a conla da venda premita Ocos levala com pas e livrarla dela alguns piratas. e Fuston (7) Mio quis tomar vinhos pIo muilo preço em que estno apartou lhe desse algum assuqre e como o niio ouvesse lhe lcvey 100$ rs em dinheiro que dei senhora Antonill Oonçalvez dinheiro que se [as no trigo c sevada de Antonio de Albuquerque de que o senhor conego deve sobm ella aviznr deu me recibo deles e fica em meu poder pera o entregar; lambem Manuel Thomas breve//mente apmtoll pio Diogo de Favella portanto que C,.) escreveu hum escrito em que dezia que Fernão Favella lhe escrevera huma carta e em hum capitolo que devia por mais palavras veio com hum a venda que dcvia achala nu sua C,.) dizcndo que o quanto Fernão Favella disesse que por mandado que lhe remeta cabras (?) com Antonio Gonçalves o dinheiro da sua tensa em falta que seus parentes tinhão por sua que lhes desse ordem para (... ) c outras cou7.a.~ que bem por carta que lhe escL"evi ao senhor conego sobre elle aclUllo em mentiras mas a elles lhes re~PQndeu O senhor conego b;jstantemente Vejo como VM não recebeu mais dos 20 (;unadns que lTIlmdey com Maria Gonçalvez que Cosmo Camelo não fez tneree por cauza que a VMs nffo encomendasse muito bem SdO marinheiros em que nlto ha que. fiar Pedro Perreira que vay nesta caravella leva em humn gaiola 24 canarios queira Doos tenha bom cuidado deles ou que lião cumpra (... ) alguma obrigação. Manuel Martinz Medina não mandou the gora carregar algumas sardinhas devendo o fazer em huma caravella que por ficava que.<:e espera por ella cada ora em vinda farey o que lhe ordenar em mandar huma a seu irmão. Coando o princepc Roberto esteve nesta ilha tratou de vender algum pape! de algumas pouca~ balas que havia. Pedia por coda resma 1$800 rs oje o menos 3 cruzados ningen lho quis comprar e o tornou a levar nno deixando em terra nehum por isto 8tmão du comprimento a ordem de E.~(evam Costa em que ordena se lhe comprem nem eu tive carta sua mais que o que VM me lwizn o dito principe foy a ilha Terceira como disse a carnvella que veio ontem vinda de Lisboa pera São Miguel tomou 2 naos das Indias de Castela de rejisto e foy com ena pera a dita ilha aonde vendeu milita cantidnde de sellos e seda do navio de Gcnoa por pouco mais ele nada Sobre o que VM ordena ~aiba do irmão da ( ... ) sC!"ia do tabaco VM cOlTIonique e depois lhe foi hum e~crito a que me respondeu nelle o que YM vem edis he toda a clare1.a que tem dos 28$ rs que VM lhe deu em dinllclro A festa de Santo Antonio na igreja de São Francisco se fes no mcs de Julho, Antonio Carvalho no dia de I'esta assestiu la e I'es huma obrigaçuo com mandar somente 3 pendiralinhos n~1/ mais pedy prestundos a alguns

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domingos e teve a igreja muito bnstrulte e a cauza porque Antonio Corrca nllo foi assestir no mai~ tempo devja ser porque como o senhor cooego não chegou la por pllrte de VM nem do senhor capitão que Dt:.cs aja essa devia ser a cauzl1. porque n1\o fuy Anto nio Pereirn rmrteiscu mu nllou 6 pivetes com a carou las f(!SC de gasto 14$ e tantos reis que senhorn Antonia GonHalvez quc lhe fes oUlrn vcs por mordomo e o meni no ( ...) Antonio COJ'TC<" n1\o quis e CIl ~e u lugar ficou Pero de Bitancor Henriques pare do morgndo Antonio Corre.ia que jfL aje ti ca recebido com sua bençl'io por cnuza de o n\lo apanharem entre portas tem ( ... ) donde se nno livrem Roque XioU Ygnacio de Souza fica aj e seu marido. A veuva de Luis Alui re tendo reme tido em navio que pura la foy em di rc:i lura a eanta de ve nda d e s u n.~ fazendas e se tiver lugur a mandllrcy a VM nes ta ocazinrn pera de ln tambem ~e lhe rem\! t~r Se ouver lugar ele treslndrrr e lhe heyde manelo.r a seguncla via em compunhül dt: uma sertiu que veio de Bordeos fi buscar CIlSca. O ~enhor conego IUllnda a -VM huma !eIra passada por Manuel Ferreira Mendes que me mandou pedi r pern manda r no seu ( ...) de CQnt a de 43$880 neles. Vay erdando Antonio de Albuquerque e por encontro d .. letra que cobrar do estnnqueiro 30$648 r~ de que dey 110 dito sMhor pio !\ver meste r com 16$9 15 rs que ja se re mcterno na letra q ue Antonio Pere ira de Azevedo fas SOlllll de 47$560 e que de lêl nlOs hera li. d im letra que cobrey do dito cstanq uei ro por conta do di to Albuquerque. eu já avizcy 'a VM como Diogo Barbosa pedin fi sua l~tra pra prin perfi dar logo di nheiro. Sobre as cotizas de Angola nfio achey mais no e.scritorio q ue hu ma obrigação que se fes quando fl quy e sreve o governador por semr de que mando o treslado em Lourenço de. ( ...) derulllQ que Deos aja não achey conta que pretemsseme a dita companhia mas que humn de que tnnbcn mando (J tre.slado ao pe da di tn obrigação hl: tudo que nchar pude pertensscnte n llila companhi ll. Antonio Pedrol.O me ordenou lhe comprase humas S COAlt ollllli de IIgoardenle e 3 pi pa.~ de vinagre para lhe ca.rregar em os navios que vierem na di ta bolsSII, agoanJente não/! ha nelmma nem querem pella pipa 60S rs porque n que se fes este 11l1no O tem e m sy os ademlnistradores da companhin vinagre lambem sen!.o acha eu tenho ja parte del1e pio maes tCllho mmxlado fazer delige ncia pias vill9.ll eu lhe -respondo II sua cllrta q ue V M mOlndur ver e enviatl he. Com esta vay II folha corrida (?) de VM pios cscrivains de ~ ta sidluJe suposto qu e ju tenho mandndo outra via por as ilhas queira Deos que aja chegado em fal ur e:ita. A re5licil:1 do padre Francisco Mendes q ue VM lhe mandou lha cmtreguey e le alho gom passou (.:o m mil achaques h ll n8lempo~ sem ouvir outros fac to~ de vista q\le não o lrurin com piqueno cuidado por remedia lhe abri rtto huma fonte em dilo bríIÇo e j á sam 2 e sta ( ... ) com all pmbanças agora tomou Jllunas untu ras como lhe VM uviz.'L premita Deos que. d eise e llas ten ha muita me lhori a porque ns vezes Vejo "io dezesperndo q ue nl'io sey como tcm tanta p a~sienss ia Este anno foy II caletll. com lucas II recol her aq uilo nvin cuido coube. n prezcnte 4 moios e nl'io sey coantos alq ueires desses mandou 2 para li sidllde mais truZiR em sua companl'tin no barco de Sabastil'io dias e vindo defro nte de Camam de Lobo.~ deu lhe hum vento leste tlio forte que n1lo fM pequena ( .. .) li esta ilha em dito barco que ( ... ) e ttld u ~c perdeu ( ... ) pera a mei a noul..; e ll1illlgrozall1ente esc~pou em hum batel que encont rou que hill pera /I Colheta e o botouu em Camarn de Lobos e se hiso não fora mnis seria a perda j n que nosso senhor o livro u de 1110 grande perigo prernitn ele ~eja parn o servir fit:Q d e pre:wnte en lugar dn Ribe ira Bl'o,vu llonde nssesLia em companhia lle Alberto Codeirn a s vondimas em e:ile UMO ouve ião poucas que nno deu Il ilha metade nem 1/3 parte dous quo deu o a llllO passado porque fll~enda de 20 pipas COlll 3 co.1 nos e cuido que naque le lugur senão fizcr1'i.o este nnno 50 pipils de vin ho MIre dividas e morgado pellas escrito~ que tenho

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do dito senhO[' Lucas aquem mandey preguntar ao serto coantfls pipas se recolherão pera avizar a VM inda não tive reposta coando o fasslto o avizarey aqui destas couzas deu foras 5 pipas Santa Luzia, assim a fazenda de Gonçalo Gonçalvez li Roque Gomes corno Fnlllcisco Fernandez darão 130 pipas indu estive muito arezoada a minh,t dizem que se COllproU a 8$ rs li bica e assim valem este anno. Como saibão os treslados das COI1tM de Martin Filter ja mandey outras per viu das ilhas ii Zonmans trouxe aesta caza pera ver o livro ( ... ) em que achou duvidas ( ... ) as ditas contas que Filter tem manda por huns apontamentos que he sobre huma conta corrente com o senhor defunto de que mando a VM o treslado delas e aquillo de que fas menção he nessessario quc VM o vcja no livro do dito Filter ja que Joüo Fernandez Pedra nesa sidade o não fas porque ningu(!m o devia Filter com mais certeza do que elle pio muito lume que tinha destas couzas e não foy fadiga tratou só de seu negocio e dar a VM este enfadamento Zonmans não achou nos seus livros couza que o avi:znsse porque achou as partidas ao justo de que disso fis menção com o di to Zonmans assim que as dividas que o dilo Sonmans acha he soment(! na conta particular do senhor defunto de algumas partidas que o dito acha maes carregadas c fns mcnsão em os seus apontamentos. Tambem Ias outra sobre humas advertensias que o dito João Fcrnandez Pedra fes ao dito Filter nessa sidade o que elle respundeu a nmrge de que tambem vay o treslado que VM vera e sobrc ( ... ) As contas da Dezerta tinha já comessudas a tiralas e como m~ dizem que o governador avia oje a caravella não vão contudo se houver mais dois dias a mtlllll;)rey com falta hirão na barca rota que oje das ilhas e tambem hade vir para esse reino, Nesta caravella vão as 2 coartolas de vinho são de nossos e todos coaize c~Hio por hum theor quem não der por eles 15$ rs ou 14.$500 e não os hade levar salvo se o senhor concgo os dcr por menos vão m(l)s 2 cnixons hum que manda o senhor concgo outra a senhora Ygnacia de seus com hum letreiro pera VM vay mais hum emvoltorio como chassinus tudo em hum conto não me quis o mestre assinar por menos de 3$100 r~ c de frete VM veja se se pode la abater alguma cotiza o dito vay com carta de fora parlell porque se este barco for a Setuval pera elle precurar tudo pela dita conta, Vay outro cuixon da senhora dona Francisca de que lhes tiz conta parte que lhe mandey porque me res merçe ocupar nisso e deve de o m'lfldar dentro na sua carta que vai com esta, Dis a senhora Antonio Gonaçalvez que SUp05to o senhor Manuel Vieira da afonsecn C... ) que YM venda o mulato Jaques e a cadeia que a servidos permitlío que ella pede a VM não rassa. Por ser o dito mulato Colaço do senhor Pero drL Silva e criado com elle que o traga VM e que coando russa alguma couza mal feita então que se fore dele o que se meresser e tambem porque ( ... ) d~ acompanhar a VM tambem pede li dita porque VM nessa sidade d