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INSTITUTO

HISTÓRICO I SlllIPIIl BRAZILEIRO

©rr^riaere/m <&o>

Río

DE JANEIRO

TYP, DO "JORNAL DO COMERCIO" DE RODRIGUES & C. It>02


O Instituto Histoiioo e Geegraphioo Brazüeiro foí fundado no Rio de Janeiro em 183S, com o fim de colligir, methodisar, publicar, ou archivar os documentos couc-rnentes íí Historia e geographia do Brazil, a" aicheologia, ethnographia e lingua dos seu» i n d í g e n a s . F o ¡ aetnpre a m p a r a d o com a I o i m e d i a t a P r o teceao de Sua Slagestade o Senbor D. P e d r o I I , como c o n s t a do livro organisado pelo l.° S e cretario Heni-i Raffard e publicadoem 1894, em homenagem a tao Augusto P r i n c i p e . Dos respectivos a n n a e 3 verifica-se quo O Inst i t u t o comparticipou sempre dos preitos que a Nacao Eraaileira julgou testemuDhar aos sena verdadeiios amigos. Quando em o eucouraeado Almirante Cochrane visitou, o porto do Rio de Janeiro, o Instituto Histórico e Geographico Braaileiro, a s sociando-se ao contentamento geral dos seus compatriotas, celebrou em 31 de outubro urna solemne sessao em honra á Nacao Chilena e consagrada á briosa officialidade do mesmo e n coui'acado. Dessa f esta foi publicada, sob o titulo Chile e Brazil, urna polyantbéa de 210 paginas. jSTao contente com isso organisou t a m b e m o I n s t i t u t o opulenta exposieao de obras chilenas, sobre todas as repartinoes do saber humano e de varios speoimens da sua riquisaima m i neralogía. O I m p e r a d o r q u e r e n d o dar mais urna prova de apreso e estima :t nacao amiga, franqueou os saloes do Paco Imperial e enviou de sua biblio-


n theca particular g r a n d e numero de obras sobre o Chile. E m Pessóa assistia com toda asaiduidade aos preparativos da exposicao, confiados por lembranea de Sua Magestade, ao socio Henri Raffard. A interferencia graciosa do inolvidavel Protector do Instituto fizerao <¡ue ta?s festas f o s sem as que mais seusibilisárao os coraeoe3 agradecidos dos arrojados mariuheiios do Almirante Cochrane. Annuuciaudo-se a próxima viuda dos nossos irmaos do Pacifico com o finí de conduzirem ao torrao n a t a l os restos mortaes de quatro illustreB compatriotas, o Instituto mais urna vez acompanhando o e n t h u s i a s m o da Patria B r a zileira na recepcao de trio dignos hospedes, resolveu dar nova prova tle affeeto ao generoso Paiz, ao qual o B r a n l de ha muito estit ligado por lacos da mais estreita e tradicional a m i a d e . E m sessao de 18 de Julho próximo passado presidida pelo Si'. Couselheiro Correia, foi apresentada a seguinte rnocáo assignada por todos o? socios presentes : ((Propomos para socio honoi'irio do I n s t i t u t o Histórico e Geo^raphico Brazileiro o S r . D r . Anselmo Hévia Etqueline. digno Empresentante do Chile no Brazil. Mnnoel Fi ancua Correa Márquez de Paranaauá, Bardo Homem de Mello, Henri fíii/jfurd, Max Fleiws, A. F. de Sjuza Pilanqn, Dr. Castro Carrcira, A . iI"'lton, Beliswio Ftrnarnbvco, M. A . Galvño, OUveira Catramhy, Thaumuturgo de Azevedo, José Aincrieo dos Santos, T. G. I'aranh'S Montenegro, Salvador Pires de C. Albvqucrque .» E m sessíío de 3H de Julho foi apresentado o p a r e c e r uestes t e r m o s : «A commissao de adinissao de socios informando sobre a proposta da Mesa, a p o s e n t a n d o o E x m . Sr. D r . Anselmo Hévia Riquelme, muito digno Ministro do Chile, para socio honorario do Instituto Histórico e Gengraphico Bnizileiro é de parecer que, nao só em relacíio á elevada representacao que exerce junto ao Governo do Brazil, como t a m b e m ao seu con-


ni suramado saber e ás n o t a r e i s h a b i l i t a r e s seientifií'as de que fcem dado pravas e x h u b e r a n t e s , acha-ae o Sr. D r . Hévia Riquelme rías c o n d i coes de fíizer p a r t e do quadro de socios h o n o rarios do Instituí o Hisiori'O e, p o r t a n t o , julga que a m e u o . o u a d a proposta est.i no caso de ser approvada. Sala lias sessoes em 30 de J u l h o —A. de Paula Freitas.— Manoü Correia.n

de 1902. Francisco

E m sessao de 8 do corrente foi u n á n i m e m e n t e approvado esse parecer e pelo S r . P r e s i d e n t e Cooselheiro Olegario proclamado o Sr. Dr. R i quelme socio h o i o r a r i o , em v i r t u d e do a r t . 10, § I que confere o titulo de socio honorario a p e s s o i s , que por eua idade provecta, c o n s u m ínado saber e di-tincta iepresentacao estejao em cireumstancias do justiiiear a eseolha. A' vista disto, em data de 11 de Agosto o S r . I" Secretario euviou ; o Sr. Ministro do Chile os seguintes offieios : o

íildm. E x u i . Senhor. Com a maior satisfacao cumi ro o dever, na qualidade 'le [° S e c r e t ' r i o do Instituto Histórico o G-eiU'aphico Brazileiro, i.e communic.ir a V. E x . que em sessao de 8 do corrente fui V. E x . eleito por u u a n i m i d a le de sufTragios e proclamado socio honorario do mesmo I n s t i t n t i . Congratulo-me com V . E x . pela a c e r t a d a distinecao q u e foi alvo por p a r t e da inais autiga corporaciío literaria do Br.izil e justamente no m o m e n t o em que vasos da m a r i n h a d e guerra chilena visitao o porto do Rio de Janeiro. J á teve ensejo o I n s t i t u t o em 1S8!), sob os auspicies de S. Magestidi: o I m p r a d o r o SrD. Pedro II, de patentear a grande estima que vota a* esclarecida p tria de V. E x . Aproveito a opportuuidade para tcstemunhar a V. E x . o m e u alto ¡ipreco. A' S. E x Dr. Anselmo Hévia R i q u e l m e , M. D . Enviad^ E x t r a o r d i n a r i o e Ministro P l e nipotenciario do Chile j u n i o ao Governo Bral e i r o , — H E N M RAFFARD, 1° Secretario.


IV «Illiu. E x m . Senlior. Cumpre-me cornrauuicar a V. E x . que a IS tío correute, ás 3 horas da tard<?, deve r e a l z a r - s e a sessao especial do Instituto Histórico e Geographioo Brazileiro p a r í o finí do ser e n t r e g u e a V E x . o diploma de socio honorario do mesmo I n s t i t u t o . ;

Esperando que V. E x . se dignará comparecer, t o l l o a liberdade de rogar a V . E x . se digne tornar extensivo ao c o m m a n d u n t e o ciernáis offieiaes da esquadrilha chilena surta ueste porto, além dos d i ^ i i ' 3 funccion-irios <fa representarao chilena, o convite que cm nome do Instituto dirijo para esta sessSo. Acccite V. E x . moas protestos de elevada estima e distineba consideraoao E x m o . S r . D r . Anselmo Hevía R i q u e l m e . M. D . Env ado Extraordinario e Miuistro Plenipotenciario do Chile junto ao Governo Brazileiro. H E N E I KAPEARD, 1° Secretario. Era res| osta o Sr. Dr Anselmo Hávia liiquelme dirigió ao Sr. 1° Secretario a caria abaixo : «Rio de Janeiro, II de Agosto -'-e 190'.!. Señor Secretario. Con fecha de hoi he recelado las a t t s . notas en que se sirve comunicarme que en la sesión del 8 de corriente fué clejido miembro del «Instituto Histórico e Jeographic > del Brazil'), por unanimidad de sufrajios ; e que el 1S del presente mes a lus t r e s de 11 t a r d e debe reuliziir-se la sesión extraordinaria del mismo Instituto en que me ha de ser entregado el diploma de socio honorario de esa i n s t i tución. T a m b i é n se digna en la misma nota invitar por m i intermedio a los funecionarios de la representación de Chile e a los oficiales de le. escuadrilla de guerra que debe entrar mañana a Rio de Janeiro. Al aceptar personalmente esa honrosa invitación, en nombre mió, de los secretarios de la Legación, da los Marinos de Guerra de mi pais, cumplo con e¡ grato deber de manifestar a usted


V loa s e n t i m i e n t o s de profunda i sincera g r a t i t u d , con que m e he impuesto de que el Instituto Histórico i Jeo^rafieo Brazileio desea h o n r a r mi nombre, agregándolo, al de loa m i e m b r o s de esa docta corporación, honra de este pais que tantas i tan r e i t e r a d a s muestras de aprer-io i de simpatía nos lia dado a l.-s chilenos. Conozco la hermosa historia de la corporación di; que habéis querido hacerme m i e m b r o h o n o r a r i o . S u prestigio histórico, BU justa fama continental hacen maa honrosa para mi la disiinciou de que se m e ha hecho objeto. No ignoro que el nombre de m i pais se c o noce i prestigia en el e s t e d o r , no solo por los hechos memorables de su historia, la grandeza de su suelo i el porvenir que le deparan sus justos de-tinos. El n o m b r e de sus sabios i de sus hijos consagrados al estudio va mas allá de tus mares i sus fronteras. El celebte Instituto Histórico i J e o graphico Brasilero se encuentra en este caso, estendiendo luminosamente, no solo en el c o n tineute, la fama do su n o m b r e . Como muestra de agradecimiento i de gratitud, .servios, señor, transmitir al Directorio de que sois digno Sec:etario la espresion de m i s votos mas fervientes porque airaves d e una historia próspera i venturosa el I n s t i t u t o Histórico i Jeograpbico Brazilero, continué colaborando con la obra propulsora de sus miembros al desarrollo cieutificc del Bra2ÍI. Con sentimientos de m i m a s distinguida consideración me suscribo. Al E x m o . Señor Don H e n r i llaffard, 1.° S e " cretario del lustitúto Histórico i Jeographico Brazilero. ANSELMO H É Y I A RIQUELME


Instituto Histórico e Geographico Brazileiro S e s s a o especial em 18 de A g o s t o de 1902

Presidencia do sr, Consellieiro Aojüno e Castro S e c r e t a r i o s os S r s . H e n r i q u e e

RafFard

Max Flciuss

A's 3 horas da t a r d e , presentes os Srs. Gonsolheiros Aquino e Castro, Manoel Francisco Correa, Márquez de Paranagua", commemlador Henrique Raffard, M a s Fleiuss, dezeinbargador Souza Pitanga, 1.). J o a q u i m , Areebispo do Rio de Janeiro; conselheiro Camelo Lampreia, D r . Susviela Guarch, conselheiro Visconde de Ouro Preto,coronel T h a u m a t u r g o de Azevedo,Drs.Aristides Milton,Párannos Montenegro, Affonso Celso, Contra-Almirante Cnlheiros da Graca, Barao de Lorelo, conselheiro Costa Barradas, D r . José Americo dos Santos, Luiz da Franca Almeida e S;í e Conde de Leopoldina, é aberta a sessao. E ' introduzido no recinto, com todas as formalidades, o S r . D r . Anselmo Hévia Riquelmc, Ministro do Chile, o qual é acompauhado de sen secretario, do Consul-Geral e do diversos officiaes da esquadrilha de guerra c h i l e n a . E m seguida, o Sr. Conselheiro Aquino e C a s tro, Presidente do I n s t i t u t o , profere o seguiute discurso : « l i s m . S r . D r . Anselmo Hévia R i q u e l m e . — E m respeitosa h o m e n a g e m á República do Chiie, dignamente representada no Brazil pelo uobre Ministro quo ora nos honra com a sua p r e s e n c a , celebra o Instituto Histórico e Geographico Brazileiro a solemne sessao em que nos aelia-


4 mos reunidos, offereceudo ao mesmo t e m p e no S r . Ministro o titulo de socio honorario desta douta associacao literaria, de longos anuos dedicada aos estudos históricos do Brazil e em oujos anuaes tém sido registrados com a d m i r a oáo e louvor os gloriosos feilos daquella a d i a n tada e valerosa República. Com rnuita satnfagao e desvauecimeuto é r e cebido no gremio do Instituto o novo e illustrado consocio, que ccm o prestigio de seu nome e reconheeidas habüitacoes vem a b r i l h a n t a r uossas ñleiras. Por disposicao regimental ó o titulo honorifico, que acaba de ser conferido, destinado especialmente ás pessoas que por seu consummado saber e elevada representacao se achao no caso de justificar a escullía feita. Estao p r e e n c h i d a s as coudieoes legaes; e o Instituto congratula-se com os aeus associados por contar com a valiosa cooperaeao de quem pelo seu mérito b e m corresponde ú confianca com que foi distinguido em nome da «ciencia pelos que a cultivao nesta associacao. Della tém feito parte notaveis literatos e e s tadistas da esclarecida República do Chile, semp t e lembrados pelo Instituto com veueracao o justo apreso; Andrés Bello, Gutiérrez, Domingos Santa Maria, Barros Arana, Manoel Sallas, Amunátegui, Lastarria, Maekenna, Errázuris, Villamil Blanco, Constantino Bañen e aínda outros, tao recommeudavcis pelas suas luzes como pelos servicos prestados i causa publica, tém inscriptos os seus nomes entre os dos mais estimaveis consocios desta ¡Ilustre corporacao. E' tradicional e sempre grata a lembranca da intima e cordial amizade que ha inais de 80 annos une o Brazil á República do Chile. Nao sao os chilenos ostrauhos ás nossas affeicoes, nem hospedes no seio da nacáo amiga, que nao ha muito tempo, recebeu com iudizivel prazer e sinceras rnauifestacoes de e s t i m a e gratidao a briosa officialidade do encouracado Almirante Ooohrane, correspondeudo assim ao cariuhoso e fraternal agazallio prestado em épocas diversas aos officiaes dos navios b r a z i -


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leiros Vital de Oliveira e Almirante Burrajo, quaudo ñas aguas territoriaes tía generosa R e pública do Chile. Será por certo agradavel ao S r . Ministro r e viver a memoria desse festivo acoutecimento, percorrendo as paginas do livro agora offereciilo e ahi encontrando a le.il expressao dos sentimentos dos Brazileiros quaudo affirmaváo que os Chilenos, pelas sympathias e adhesoes q u e conquietavao, encontrariao amigos por toda a parte, mas só no Brazil irmíioa. Perdurólo os affeutuosos seutimentos que eutao nos auimaváo ; e hoje nos é dado cora prazer assegurar ao digno Sr. Ministro e á brilhante olñcialidadc que o acompanlia a perfeita e s t i m a o alta consideraeao em que sao tidos os Chilenos pelos Brazileiros que aiuda urna vez saudiio jubilosos a heroica nacao que a justo titulo bem pode ser chamada a fina perola do Pacifico. » {Jfuito liem ; milito bem.) Logo depois o Sr. D r . Hévia Kiquelme levautou-se e pronuuciou o seguinte discurso: <f Señores — Los hombres como los pueblos tienen no solo templos en que orar, sino t a m bién sitios de retiro, hogares de trabajo en que hacer de la ciencia un culto. Vosotros, señores, que os dedicáis al cultivo de la ciencia, sabéis muí bien que la p r e p o n d e rancia futura será de los mejor preparados para la lucha económica, que acaso no tarde mucho en reemplazar al choque sangriento de las armas. Basta contemplar el espectáculo que nos ofrecen las Naciones que han alcanzado su m a y o r desarrollo, para convencerse que ya e-'-ta t r a b a d a la lucha de la competencia en que la deseada victoria pertenecerá, no al mas fuerte, sino al mejor preparado para ese combate multinle que se libra primero en la escuela que prepara buenos ciudadanos, útiles a si mismos y a la s o c i e dad en que viven, es decir, verdaderos soldados que van a librar la lucha decisiva del progresso nacional, no en los campos de batalla, sino en el taller, en el laboratorio de donde dia a dia eale el perfeccionamiento incesante que empuja


6 todas las manifestaciones d é l a vida industrial de nuestra época. Toea a nuestros dias asistir a los preámbulos de esta transformación de la economía jeneral del mundo, operada por los afiliados a las diversas manifestaciones de la ciencia. Felices los pueblos, señores, que tan hermosas inclinaciones cultivan ! El secreto de la portentosa transformación que Be ha operado en los países que van a la v a n guardia del progreso, no es otro que « l a voluntad, la unión y el espíritu científico de sus hijos, unido a la protección activa del E s tado». E's este un vasto plac cientifico desarrollado a amparo de um fuerte poder militar. H e r m a n a n d o en el eBpirítu estas dos m a n i festaciones de esos pueblos — ciencia y fuerza— siento, señores, gratos presentimientos del i n menso porvenir que para nosotros reserva el Destino, llegando a este apacible asilo del saber, de la meditación y del estudio, cuando acabo de ver flotar confundidas sobre los cañones do nuestros barcos las banderas del Bra/il y de Chile. En presencia de los primeros, siente el corazón los impetr.s patrióticos que llevan al sacrificio; aquí, a su turno, en este claustro del s a cerdocio del trabajo siente m i espíritu la cert i d u m b r e de que nada podrá apartarnos de la ancha y luminosa senda del progreso que n o s pertenece. Y, poderosamente, estoi cierto, habrá de c o n tribuir a ese progreso esta Institución que, inmerecidamente, hoi me ha distinguido haciéndo-me su m e m b r o h o n o r a r i o . Señores: Eu e3te mismo sitio han resonado las estrofas admirables de la Araucana del inmortal Alonso de Ercilla; hasta aqui han llegado los versos de nuestros poetas y el jcueroso recuerdo de nuestros dias d<- gloría. Habéis, pues, contribuido con ello a mantener vivo el sentimiento de simpatia que, asi eu la buena como eu la mala fortuua, ha s e n tido el gran pueblo de que sois hijos predilectos


cov aquel apartado país cuya solitaria estrella so enlaza y coufunde hoi cono las q u e relucen eu vuestro hermoso pabellón. Sabéis que en Chile h a i poetas q u e han cantado vuestras glorias y entonado himnos de unión que siempre vibran en el corazón d e l pueblo. Sois h o m b r e s de oiencia y por lo mismo sois hermanos de los que en m i país a la ciencia rinden culto. H a b é i s conocido de cerca a Lastarria, el peusador profundo que trajo ante vosotros el n o m bre de Chile empujado a una guerra dolorosa. Mas do una vez habereis consultado la Monum e n t a l Historia do Barros Arana, quien, como Lastarria, ha sido entre vosotros el prestijoso mantenedor de los afectos inestinguibles que para el Br.17.il guarda el corazón chileno. No ignoramos en Chile que en esta t i e r r a hermana no faltan espíritus distinguidos y cultos que han estudiado nuestra historia política y nuestro desarrollo intelectual. l í a s , sea eu esta ocasión solemne que junto com mis agradecimientos por la honrosa d i s tinción que me h a b é i s dispensado, h a g a , en n o m b r e do Chile mis mejores votos por que los conocimientos de la historia de las dos n a c i o nes sean difundidos en el corazón m i s m o de a m b o s pueblos, que si han simpatizado, casi sin conocerse, habrán de estrecharse y confundirse cuando a m b o s teugan el recuerdo de sus d i a s do sacrificios y de glorias.» (0 orador é muito applaudido.) O S r . Desembargado!' Souza P i t a n g a , orador do I n s t i t u t o , acto continuo, proferio a seguinte oraeao, q.ie ao t e r m i n a r foi muito applaudida : «Sr. Ministro.—Em seu notavel estudo sobre Leonardo da Viuci o eminente literato russo Dimitry do Merijcowski nos dá noticia de urna original c o u c e p c a o scientifica da forma da t é r r a que assaltiíra o espirito genial de Colcmbo em resultado de o b s e r v a r e s feifcas sobre a estrella polar no m e r i d i a u o dos Acores: no desvario de suas visoes de predestinado, afigurou-se ao descobridor do Novo Mundo que a térra n a o


8 tinha a forma espheriea que se lhe a t r i b u í a , m a s a de urna pera encimada pr-r urna bossa, de onde se d e s t a c a r a urna montanha que ia apoiarse na esphera lunar e que ahi era o Paraíso. O que t e r i a d e t e r m i n a d o esse desvio scientifieo naquelle cerebro ¡Iluminado, onde primetro se gerára a ido'a do continente occidental, coutravindo a orientacao que em bases m a t h e maticas lhe ministrava o grande astrónomo Paulo Toscauelli, e a toda corrente scientiliea da época ? Mysterioso apanagio do genio, que ató nos seus erros e ñas suas obsessoes entrevé descouliecidas verdades ! A m i m se me afigura que sobre o disco l u m i noso do astro director dos navegantes, ello presentirá a projeceao dessa formidavel mole granítica que como um marco occidental da Terra se estende em toda a zona austral do mundo que elle ia descobrir; em seu sonho de visionario elle divisara,invadiudo o infinito essa cordilbeira sem par em cujo seio refervem a s lavas que vao iuflammar as nuvecs pelas cráteras do Antisaua e do Cotopaxi e sobre ellas ainda aB cabecas altivas e serenas do Xitnborazo e desse gigantesco Aconcagua, cobertas de neves, de tchili, na linguagem harmonios a dos quixuas, cercados pela revoada dos condores que Ihes pousao ñas g r i m p a s . Pois Vem, S r . Ministro, essa i m m e n s a serra de dentes colossaes que parece dividir o espaco infinito, interpoe-se entre o nosso e o vosso paiz; mas essa monstruosa muralha que porvent u r a teria influido no espirito do descobridor da America para alterar a forma do globo, nao foi sufficiente para impedir a correute symnnfchica que, pelo mais espontaneo e pelo mais arraigado affecto, une o nosso ao vosso p a i z . Desde que esse bravo cond"ttirre dos mares que trouxe ao servico da libertacao dos povos americanos o concurso precioso de sua pericia e de sua bravura, chegííra ao t e r m i n o m e r i d i o nal do continente onde os dous océanos, em a m p í e s e de paz e de amor celebrao o consortium aquarum; e transpondo o estreito onde F e r -


9 liando de Magalhaes levara em t r i u m p b o as quinas hespauliolas, peuefcrou as aguas brazilicas, t r a z e u d o aiuda fresoas as impressóes do heroísmo chileno na c a m p a u h a de sua e m a n eipaeao, nasceu no eoracao brazileiro esse sentímento sympathico que nunca mais arrefeocu; e quando mais tarde Lastarria e Varnhagen forao incumbidos de estreitar e n t r e as duas n a coes as relacóes internaciouaes,fácil foi aos primorosos cultores fazer vieejar a semer.te síi em terreno fecundo. K o vico dessa allianca iunata ha de perpetuar-so na historia, porque sao immorredouras essas alliancas que surgem aqueridas pelo sol da l i b e r d a d e . Demais, sao garautias de firmeza e constancía os caracteres dos dous povos, que pela civiíisacao tem requintado as qualidades dos colunisadores, como dos a b o r i g é n e s : a nobreza fidalga do hespenhol apurando a bravura indom i t a dos Arancanios e dos Tuelches; a virtude e a lealdade portuguezas r e t e m p e r a d a s pela grandeza magnánima das tribus brazüeiras e pelo iulluxo de unía natureza excepcional, que b e m podería, pela sua a m e n i d a d e , confirmar o fantasioso sonho de Colombo; sao penhores seguros da sincerídade dessas afíectuosas relacoes. Esses vínculos moraes nao podem d e i x a r de crear entre os dous povos affinidades h i s t ó r i c a s , pela ideutidade de aspiracoes e de vistas no curso da vida nacional: e sao essas affinidades que vos couduzem hoje ao recinto deste Inst i t u t o , que, depositario das tradicoes da P a t r i a Brazileira, honra-se em continuar em vossa egregia pessoa a linha de aííectuoso culto á Nacao amiga, em n o m e da H i s t o r i a . Proclamando deste posto,que o lugar que ides occuparjíí foi honrado pelos vossos compatriotas Salas Carvalan, D . Andrés Bello, D . J u a n María G u t i é r r e z , D . Domingos de Santa Maria, D . Miguel Luiz Amuuategui, D . José Victorino Lastarria, 1). Benjamín Vicuña y Mackenna, D Frederíco Errasuríz e D . Diogo de Barros Arana, e outros, tenho vos feito comprehender a escrupulosa seleecao com que se t e m eouferido


10 essa distinccao e o alto valor em que teto o I n s t i t u t o o actual representante do C h i l e . E' sempre grato ao I n s t i t u t o dar testemunho do seu apreco ao mérito dos filhos dessa nacao amiga; e essa demonstracao sobe de importancia no m o m e n t o em que se transieren! para o seio da Patria os despojos preciosos de quatro eminentes Chilenos que a fntalidade cóga victimou em seus postos de honra; que estas affectuosas demonstraeoes vos sirvao de consoló e vos habilitem a dizer aos vossos conckladaos e aos bravos m e m b r o s da gloriosa m;vriuha chilena que. se elles nao exhalara o o ultimo suspiro no regaco abeneoado da m a i - p a t r i a , dormirao todavía o primeiro somno da morte no sólo de urna naeao que, pelos seus t r a d i cionaes sentimentos, deplora a sua morte como a de Beus proprios filhos.» P e d e , em seguida, a palavra o S r . M a x Fleiuss, 2" Secretario do Instituto, que diz : « S r . Ministro do Chile.—No dia em que chegárao os vasos da esquadrilha chilena, ora surta na formosa Guanabara, urna folha desta Capital, noticiando o facto, servio-se das s e g u i u t e 3 expressoes : « Sentimos a certeza de que o Chile 6 nosso amigo, como o Chile senté a certeza do que o Brazil é u m amigo seu.» Raras vezes u m jornal t e m sabido, assim, tao nítidamente, exprimir o sentimento publico. Com effeito, o que os Brazileiros nutrem pelos Chilenos nao é apenas a sympathia que a delicadeza impoe ou que as circumstancias obrigao : lia vínculos mais fortes uuindo os dous povos — o da amizade nascida do desinteresse reciproco, o da ainceridade na communhao dos objectivos, aem o risco i n m e d i a t o da concurrencia. Fatzes do mesmo continente, mas sem que dahi possa resultar a mais remota euiulacao, o Chile habituou-se a recouhecer no Brazil o -eu melhor a m i g o e os Brazileiros bao sempre encontrado nos Chilenos essa abundancia de s e n timentos generosos que constituem o apanagio dos grandes povos.


11 Alias, o Chile merece s e m restriegues o preito que todos lhe votao pois quom couhecer a sua historia desde os primeiros dias, as suas lutas, as suas victorias, a segura directriz que tem impresso SOB negocios públicos, nao pode, sem grávame de critica histórica, deixar de consideradlo urna grande nagao. Na e'poca de sua conquista pelo elemento europeo é o heroísmo gentílico do joven arancanio Lantaro q u e e m e r g e b r i l h a u t e m e n t e das pagiuas das prímeiras refregas ao lado do t r i u m p h a d o r Valdivia; sao os capitaes de Villagran pasmando a n t e o stoieismo de Caupolicau que na m a g n i t u d e da causa sabia achar a serenidade para o m a r l y r i o ! Ma¡3 t a r d e é o glorioso Bulues, que já occupara a principal m a g i s t r a t u r a do E s t a d o , yugulando rebellioes e s u b m e t t c n d o - s e nobremeute aos poderes constituidos que nelle deparavao o mais solido esteio. Vém depoís outras lutas em que os exemplos anteriores nao sao imitados, mas excedidos, p a tenteando aos olhos sorprezos de outros póvos o valor desses h o m e n s que se batiao para o b e m da patria, sem cogitar de proventos que pessoalm e n t e lheB pudessem advir da v i c t o r i a . Hoje ó a pujanea de suas forens militares, e mais do que isso, é o deseuvolvimento de suas luzes, o que t o m a a nacao chilena alvo de admiracao e e s t i m a . Antiga e firme ha sido a uossa amisade : do Chile nos tém viudo representantes como v<3s, S r . Ministro, do mais elevado mérito ; para lá o Brazil, por seu turno, tem nao raro enviado ¡Ilustres filhos o do aceórdo de opiuioes, isentas de qunlquer resaibo, surgió n a t u r a l m e n t e essa espoutaneidade affectiva que mais urna vez se derrama ñas justaa festas dedicadas aos briosos marinheiroB chilenos. Deveis ter a v a l i a d o , S r . Ministro, a intensidade da alegria que nos possue quando —velhos e mocos, sem distinccao de idoles, netn de classes — levantamos vivas ao C h i l e . E agora que acabáis de penetrar neste I n s t i tuto, onde ha m a i s d e sessenta annos ae a r c h i -


12 vao e processao dcsapaixonadamente oa suecessoB da liisfcoria deste paiz, tereis, por corto, experimentado nova e decisiva demonstracao do quauto amamos a vosea patria e do quañto s a bemos ser justos na apreciacao dos méritos iudividuaes. Áproveitando-me das palavras de E d u a r d o P r a d o , um dos nossos patricios mais d i s t i n c t o s por suns múltiplas v i r t u d e s e euja morte prematura aínda nos crucia, direi —> «nao é e s t a casa sómeute ura templo de patriotismo ; é urna escola de m u i t a a das virtudes que elle e x i g e . Se a lealdado e gratidao fossem de todo b a n i d a s do Brazil, deve-se dizer, para honra da raea humana, que encontrurao u m abrigo n o Instituto Histórico a Geogr.iphico Brazileiro. Pois b e m , S r . Ministro, essa lealdade e casa gratidao m a i s urna vez se affirmao oom a vossa entrada para a nossa compauhia. L e a l d a d e — n a correspondencia dos sentimeutos d o vosso povo e no julgamento de vossos predicados moraes e i n t e l l e c t u a e s . Gratidao—ao vosso paiz, que desde sempre se mostrou sincero e inquebrantavel amigo do Brazil. » {Muito

bem; muito

bem.)

O Sr. D r . AfTouso Celso diz que innúmeros e eloquentissimos discursos tem sido pronunciados, affirmaudo os sentimentos fraternaes do Brazil para com o Chile. Dispensa qualquer nova deinonstrncao a cordialidade rlesscs sentim e n t o s . Seria, portauto, peifeitamente escuaada mais urna manifestaeao no mesmo sentido e da p a r t e do o r a d o r . Mas ao pouco que vai dizer assiste significacao especial. Pedio por isso a p a l a v r a . Monarehista irreductivel, p e r t e n c e n t e ao grupo excluido de todas as posicoes officiaes e considerado lora da lei dos que nunca transigirao e tencionao jamáis transigir,—ergue t a m b e m euthuaiastica saudacao ao eminente plenipotenciario chileno e á sua n o b r e t é r r a , a gloriosa República t r a n s a n d i n a . Isto mostra que aiuda ha no Brazil unidade de pensamento o de affecto em algumas cousas


13 e n t r a as quaes avulta a sincera estima blica do Chile.

íí R e p ú -

A República do Chile e a monarchia brazileira cutretiverSo miutorruptarnenbe as mais amistosas relaeoos. O Goveruo de D . Joao VI foi dos primeiros a reoouheeer a independencia do Chile ; j á em 1S2I dava pussos para unir diplomáticamente os dous povos. E m 1837, só o Brazil na A m e r i c a do Sul mauifestou officialmento iudignacao e pezar pelo ussassiuato do Ministro Portales, perto do Valparaíso. Em lS51,tomou o Brazil a iniciativa de elevar a categoría de sua legacao em S a n t i a g o . E m 186G, quando o Almirante hespauhol Nuuez b o m b a r deou Valparaíso, aínda o Bruzil sósinho, apezar de m o n a r c h i a , a

deSDeito

de

arcar

com

im-

mensas ditficul ladea internas e externas, p r o testou enérgica e solemnemente contra o p r o c e dimento do Reino de Hospauha. Navios de guerra brazileiros visitárao os portos chilenos a n t e s que navios de guerra chilenos visitassem o Brazil , por exomplo : a Vital de OHvcira em 1880 e o Almirante Barroso em 18S9, o j m m a n d a d o este pelo s a u d o s o e galhardo Custodio José de Mello e levando a seu bordo um not i do I m p e r a d o r . O ultimo ministerio da monarchia concedeu urna estrada de ferro ligando Valparaíso a Pernambuco. O Imperio calilo uo meio de d e s l u m b r a n t e s fesbas aos chilenos do Almirante Corkrane, nome que representa urna gloria c o m m u m a ambas as nacoes. Sobresahio entrrj essas fesbas a exposicao de livros concernentes ao Chile, effectuada pelo Instituto Histórico. Reunírao-se mais de tres mil volumes, na mor parte remettidos por Sua Magestade o Sr. D . Pedro I I . Por seu turno, patentoou constantemente o Chile decidido peudor pelo Brazil. Quando, em 1808, D . Carlota Joaquina tentón fazer-se acolamar soberana da Amerioa Hespanhola, em


14 lugar de seu irmao F e m a n d o V I I , detido por Napoleao, 03 emissarios d a q u e l l a Priuceza, enviados do Rio de Janeiro, entao c a p i t a l da MonarcUia Portuguesa, recebéiao o melhor acol'.umenlo no Chile, onde se forcnou o partido Carlotino. E m 1819, o Senado chileno proclatnou a necessidade do cultivar o seu goveruo a amiaade do Brazll, e O' Iliggius declarou n u m a m e n sagem recouhecer essa neces-idude. Em 1825, recu30U o Chile associar-se a u;na colligaeao t r a m a d a entre o Governo de Pueuos-Aíres e Bolívar para d e r r u b a r D . Pedro 1. EstaLelecidas regularmente as relajaos diplomáticas, acrcditou o Chile perante a Corle Imperial seus liomeus mais notaveis : os L a s tarria, os Blest Gaua, os Barros Arana. Nunca deixou de tributar ao Sr. D . Pedro I I as mais reverentes homenageus. Quando este preclaro soberauo, denominado o Magn'inwio, pelo lustituto d e Franca, oxpirou em Paríz, no anuo de 1891, destacou-se o preito do Chile entre os rendidos ao glorioso morto por todo o universo culto, especialmente pela República F r a n c e z a . Um grupo de ¡Ilustres Chilenos, desterrados naquella Capital por forca dos aconte* cimentos políticos de sua Patria, grupo a cuja fronte so a c h a v a D . Joaquim Godoy, acompanhou piedosamente o portentoso proslito funer a r i o . Sobro o féretro coberto pela bandeira i m perial depositara 03te grupo soherba coróa, com as cures chilenas e em que se lia este d i s t i c o : Os exilados chilenos ao grande exilado ! NSo datao, poi?, do hoja as sym patinas reciprocas das d u a s nacoes : vem de longe, vém dos primordios do antigo régimen e sao superiores, no Brazil, ás correntes políticas, iudependentes da forma de goveruo. Nunca tivemos attrítos com o Chile. T o m o Ios tído com a Inglaterra, a Franca, a Hespanha, a Italia, Portugal, a Argentina, o Perrí, o Paraguay, o Uruguay, os Estados U n i d o s . Contra i n gleses, francezes, hespanhoe.3, portugueses, u r u guayanos, argentinos, paraguayos os brazileiros se tém b a t i d o .


15 Relativamente ao Chile, porém, s e m p r e n u trimos seutimentos de Ihaneza e afEeeto, sem u m resentimento, sem urna questao i r r i t a n t e . Provém isso nao tanto da diversidade de p r o ductos e de i n t e r e s s e 3 e de se nao toearem as fronteiras, o que difficulta os conflictos, como de mysteriosa attraecao existente entre as duas nacionalidades. Ha, além disso, pontos de s e meihanca nos caracteres e t e m p e r a m e n t o s dos doua povos. Somos, como o chileno, u m povo modesto, com tradicoes de o r d e m e p r o b i d a d e , cheio de botn senso, resignado e dócil, dotado de um patriotismo seguro, porém nSo e m p h a tlco, palavroso e theatral, capaz de demorado esforjo, qual o da guerra do Pacifico no Chile, qual, entre n o s , o da guerra do P a r a g u a y . A' seinelhanca do Chile, nunca soffremos d e r rota, nao reparada por urna victoria ; sabemos m a n t e r a integridade nacional ; repellimos o estrangeiro invasor ; defendemos denodadam e n t e o nosso direito,usando das armas,quando mistar. Expellimos os franceses do Rio de Janeiro e do Jlaranhao ; os hollandezes da Babia e de Pernambuco ; os paraguayos de Mato-Grosso e do Rio Grande do Su! ; 03 iuglszes da Guynna brazileira e da T r i n d a d e . Registramos esplendidos triumphos pacíficos como os do Amapii e das Missoes. O Acra ha de ser nosso, desde que nos convencermos ser essa a justica. O Chile que, no dizer de GervinuB, ocoupa lugar de primazia entre os povos bem equilibrados, o libertador do P e r ú , o desbravador do deserto de Atacama, reputado iuacessivel, a p r e senta, entre muitos, estes títulos ao geral r e s peito : Foi o primeiro a abolir a escravidao na America do S u l . Foi o primeiro a organisar nesse continente tribuuaos de arbitramento internacionaes, c u j a presidencia coube ao I m p e r a d o r representado suocessivamente por Lopes Ketto, Lafayette e Aguiar do Andrade. Foi o primeiro a oppor barreiras á corrente imperialista dos Estados


16 Unidos, quando Blaine pretendeu intervir na guerra do Pacifico. A política internacional do Brazil nao p o d e ser senao viver em paz e h a r m o n í a com todos os povos da A m e r i c a , sem a ueuhum especial, mente se p r e n d e r . Mas se a c a s o os acoutecimeutos nos acouselhassem urna alliauca, como a da AUemanha com a Italia e a Austria, como a da Franca com a Russia, como a da Inglaterra com o J a p a o , o nosso alliado natural, indicado pela tradiccao histórica, d e t e r m i n a d o pelo sentimento popular, seria a República do Chile. Applausos. Os nossos coraooes já s a o a l l i a d o s . E da uuiao da estrella solitaria com o C r u zeiro do Sul, s<5 poderia resultar um augmento de luz,» (O orador 6 muito felicitado e applaudido.) O Sr. Presidente levanta a sesslo ás 4 horas e 30 minutos da t:irJe.

A' entrada e sabida do Sr. Ministro, b e m como ao finalizar cada discurso, urna banda d e música do Exereíto tocou o Hymuo Chileno.


Tjp.

do Jornal do Commtrcio


Homenaje a Chile