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jornalismo

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fotografia

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roteiro

fotonovela

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Agradecimentos especiais:

Jornalismo: Thompson Loiola Arte: Dalton Correa Roteiro: Pedro Felicio Design Gráfico: Edu Marin Fotografia: Kiko Ferrite

Orientadores

Adriano Alves, Alejandro “Lala” Ledezma, Aline Mariane, Ana Flávia Sá, Ana Luiza Dalbergaria, André Luís “Djow”, Barbara Stutz, Bira Barbosa, Brechó Caminho das Rosas, Bruna Mantese, Buffet Amazing Balls, Carlos César Allende, Carol ‘Dickinson’, Carolina de Andrade, Cecília Toloza, Ciro da Cunha Jarjura, Cléia Silveira, Daniele Prospero, David Hertz, Denis Mizne, Dirce Pranzetti, Dona Ângela, Dona Luzia, Dona Maria, Douglas Rocha, Dr. Carlos Artur Aguena, Dra. Adélia Sanchez, Dra. Maria de Fátima, Éder Brás, Edgar Gouveia Jr., Eliana Lacombe, Emília Vicente, Equipe do Programa VAI, Fabio Novo, Família Artemísia, Felipe Gonzalez, Fernanda Amarante, Fernanda Arantes, Fernanda Takai, FGV Jr. Pública, Flávio Yukio, Gabriel Pasin Rodrigues Pereira, Gabriel Vila, Gisela Gerotto, Helena Freire, Hernán Olmos, Ivy Moreira, Izabelle Gutierrez, José Garcia, Julia Ortega Toledo, Kelly Mitchell, Laura Albertini, Leda Lopes, Ligia Rechenberg, Lilian Gouvêa “Amita”, Lincon Kodi, Lorran Siqueira, Luciana Guimarães, Marcela Mondino, Marcelo Cavalcanti, Marcio Jappe, Marco Carnicelli, Marcus Vinícius De Oliveira Mesquital, Maria do Rosário Ramalho,

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Editor-Chefe: Luiz Flávio Lima Redatora: Aldrey Caroline Projeto Gráfico: Sylvia Sanchez/ Aiye Revisão: Thompson Loiola Conselho Consultivo: Gabriel Vila

equipe técnica

Mariana Caminotti, Mariana Montoro, Mark Van Loo, Marly Ramos, Mary Matsumura, Max Júnior, Melina Risso, Nicolas Augusto Teixeira Filho, Nicolas Olmos, Oscar Árias, Paulo César Dias “Paulinho”, Pieter Alexander, Rayssa Aguiar, Rodrigo Bandeira, Ronaldo Paixão, Roseana Nogueira, Rubens Rocha, SENAC São Paulo, Sheila Santos, Thiago Kevin, Thiago Vinicius, Uridéia Andrade, Vinicius Coelho, Viviana Cativelli

E a todos os leitores que estão nos ajudando a tornar real mais este sonho! Obrigado! Você faz parte desta conquista! Esta edição de Menisqüência! é dedicada à amiga, parceira e grande empreendedora Monalisa Stefani, que durante toda a sua vida lutou por um mundo melhor. Sentiremos sua falta.

nesta edição :: 1. Ana Paula 2. Luiz Flávio Lima 3. Ronaldo Araújo 4. Sheila dos Santos 5. Soninha 6. Thaís Kruse 7. Aldrey Caroline Riechel 8. Kléber Palmeira 9. Unilson Mangini Jr. 10. Alê Fernandes 11. Arthur Torres 12. David Galasse 13. Michael Pasquini 14. Sylvia Sanchez 15. Vitor Massao 16. Sheila Mara 17. Mellissa Gonçalves 18. Daniel Ferreira 19. Edson Santana 20. Giovani Contani 21. Ivan da Silva 22. Marlon Tenório 23. Laerte 24. Tikka (Carol) 25. Wander Gabriel 26. Marcel Zamarreño 27. Raimundo Macedo 28. Ronaldo Montalvão 29. Antonio Tadeu 30. Manfred Barbosa

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arte e arte final

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design

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contos, crônicas e poesia

Andréia Pinheiro - mtb 28102

jornalista responsável

Contos, Crônicas e Poesia: Manfred Souza Publicidade: Alexandre Mello Vendas: Luiz Flávio Lima

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contato imediato - entrevista

quadrinhos

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na pegada - opinião

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fala sério – por soninha “os inconseqüentes”

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pato fu: “sobre o tempo”

siga a letra: “pânico em sp” de repente: “a lágrima verdadeira”

menisqüência!: “porque a gente é assim!”

pirateando - por laerte revelações: “desfiladeiro azul”

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trampo: “empregando o entrevistado, entrevistando o empregado”

de repente: “viagem”

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mais seções

circuito menisqüência!

casos crônicos e poéticos

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na rede: “imersão em lygia clark”

liberdade e libertinagem, o encontro 37

morte de engarrafamento 24

licença poética: ávido

na ponta da língua: “não pode, mas recomendo!” 38

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interativo: “alerta!” 39

parceiros 40

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P

é assim!

fotos: Luiz Flávio Lima e Sheila Mara

porque a gente

texto: Luiz Flávio Lima

“Numa dessas andanças pelos bares da Rua Augusta, a mais plural da noite paulistana, me aparecem uns sujeitos com a mesma camisa que queriam mostrar o seu material aos freqüentadores. ’Vendedores de poesia?’, pensei. “Não, obrigado” seria a famosa resposta pronta. Porém, geralmente não resisto e vejo pelo menos do que se trata. De cara, me interessei por conta do visual, material gráfico de primeira. Aí, depois de um papo sobre afinidades editoriais, adquiri meu exemplar da Menisqüência! das mãos de seu próprio editor. Li com calma e percebi que o conteúdo também não fica por menos: recheada de crônicas, matérias, entrevistas e quadrinhos ‘da hora‘, pra ficar no paulistês.”

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A

ssim Rafael Adorján, jornalista carioca, descreveu seu primeiro contato com Menisqüência!, em seu site www.bagatelas.net. Como ele, milhares de outros em São Paulo, pelo Brasil – e por que não dizer mundo, já que Menisqüência! foi parar no Vietnã, Argentina, Estados Unidos e Austrália - conheceram a revista a partir das mãos dos jovens que a produziram. E a cada abordagem feita, um novo laço foi criado. toda história tem um início São infinitas as formas de contar essa história, mas todas convergem para o que temos hoje. Quando perguntada sobre a origem do projeto, Aldrey Caroline, 19 anos, estudante de jornalismo e redatora da revista, não pestaneja: “havia dois meninos que queriam desenhar, mas só um deles sabia. Para o outro, restou escrever. Então, os dois se juntaram”. A vereadora de São Paulo e apresentadora do Bate Bola da ESPN Brasil, Soninha Francine, 40 anos, conta mais: “Há cinco ou seis anos, conheci os meninos que iniciaram a revista. Ex-alunos de uma escola estadual na Brasilândia, criaram uma ONG para dar aulas de desenho e histórias em quadrinhos. Se não me engano, tiveram a idéia depois de uma oficina com o (cartunista) Laerte. Quando fomos apresentados, queriam alguém com algum conhecimento de mídia para ajudar a editar a revista”. Soninha, colunista e consultora de Menisqüência! desde os primeiros ’bonecos’, completa: “Eu queria uma sala para fazer atividades com o pessoal da favela ao lado do endereço onde eles se reuniam, que por coincidência eu freqüentava. Foi assim que comecei a dar aulas de inglês na Sala 5 - que, além de ser o número do espaço alugado em cima da padaria, virou também o nome da ONG: Instituto Sala 5. Em todo esse tempo a rapaziada se empenhou para fazer a revista sair – caminho que encontrei para evitar dizer ’viabilizar’”.

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Um dos “meninos” citados por Aldrey e Soninha era Ivan da Silva, hoje com 26 anos. Ivan lembra que a idéia surgiu de maneira bastante informal, em um “bate-papo” promovido pelo Instituto Sou da Paz com o cartunista Laerte e outros jovens desenhistas da Zona Sul. Quando perguntado sobre sua motivação, Ivan é direto: “Eu só sei desenhar, e o que queria quando pensei em fazer uma revista era espaço”. Ele não podia imaginar que dezenas de outros jovens estavam em busca justamente de espaço para desenhar, escrever, fotografar... fábrica de oportunidades O Instituto Sala 5, situado na região da Brasilândia (noroeste da cidade de São Paulo), foi criado para respaldar os trabalhos de Menisqüência! – das formações oferecidas aos jovens até as parcerias que viabilizassem a publicação. Desde sua criação, em setembro de 2001, a “Sala 5” gerou oportunidades de formação para mais de 1.500 jovens, não só nas áreas de produção de revista, mas também em idiomas, cinema, teatro, artes plásticas, música. A organização é gerida por jovens em todas as instâncias, da direção aos educadores voluntários. Só tem jovem por lá! Os processos de formação para quem queira integrar a Menisqüência! acontecem desde janeiro de 2002. Já passaram por eles mais de 150 jovens, em fotografia, jornalismo, contos, crônicas, poesia, fotonovela, design gráfico, roteiro e histórias em quadrinhos. A ênfase é prática, e todo o conteúdo produzido durante as oficinas vai para as publicações alternativas e site do projeto. Para Pedro Felício, 27 anos, artista plástico e orientador do núcleo de arte da revista, “o processo de orientação é principalmente em cima do que os jovens produzem. Faz parte também estimulá-los a produzir outras coisas, ou desenvolver o que já venham produzindo”. Pedro acredita que os orientadores têm que “apontar caminhos de coisas que a gente domina um pouco mais, mas sempre a partir do trabalho deles”. Responsável pela orientação do núcleo de jornalismo da revista, Thompson Loiola, 28 anos, acha que o mais interessante nos trabalhos em Menisqüência! é a diversidade das pessoas e habilidades que compõe o projeto. “Cada um tem um diferente método de trabalho dentro das áreas que compõem a revista, e tenta passar o que sabe de maneira muito prática, ligada ao dia-a-dia de quem está produzindo”. Em tom bem humorado, Thompson arremata: “é o caos tentando produzir algo”.

Inspirada no conceito internacional de publicações de rua - criado pela pioneiríssima britânica The Big Issue, vendida por pessoas em situação de rua - Menisqüência! é também distribuída nas ruas, mas com um diferencial importante: pelas mãos de seus próprios produtores.

“fazendo os corre” O desafio estava lançado: criar uma revista que manifestasse a expressão criativa de dezenas de jovens de uma região carente de iniciativas como essa, e que ao mesmo tempo permitisse aos integrantes que aperfeiçoassem suas habilidades técnicas e artísticas. O que faltava? Quem respondeu “dinheiro”, acertou em cheio! Sem dúvida era a isso que Soninha se referia ao usar o termo “fazer sair” no lugar de “viabilizar”. Por mais visionários que fossem os jovens, sem grana para imprimir a revista, não rolaria. O problema era ainda mais sério se pensássemos nos que não podiam participar das formações e da criação da revista por terem que se dedicar a “bicos”, para conseguir uns trocados e ajudar as famílias. O jeito foi botar a cabeça pra funcionar e pensar em como a própria revista poderia prover os recursos necessários para se manter nas ruas e ainda garantir a participação de seus aprendizes. A geração de renda para o jovem acontece no ato da venda, com 50% do valor de capa ficando para ele. Os outros 50% revertem-se na formação dos participantes e criação de uma nova edição. 9


consultando o Aurélio Não adianta! Você não vai encontrar o significado de ”menisqüência” em nenhum dicionário de língua portuguesa – nem mesmo nos editados em Portugal ou Angola –, pelo menos por enquanto. A gíria, como quase todas, surgiu nas ruas e foi incorporada ao vocabulário de jovens de diversas regiões da capital, sobretudo entre os das regiões periféricas como Capão Redondo, Campo Limpo, Guaianazes e Brasilândia. O mais peculiar é que a palavra não tem significado único. Na Brasilândia, por exemplo, é rebeldia, subversão, quebra de regras, paradigmas. Em outros lugares, pode ser: falta de grana; algo muito bacana; “pão-durice”; ou a mescla de um ou mais desses sinônimos, como quase define o aprendiz de jornalismo Unilson Mangini, 19 anos: “menisqüência é rebeldia, revolta... bem, na maioria das vezes é estar sem grana”. A galera desta revista resolveu dar um significado próprio para o termo. Para eles, Menisqüência é algo bom, como um estágio da vida de muitos, cheio de rebeldia, mas também com grande pró-atividade, atitude, poder de criação e mudança. Para Ivan, o fato de a gíria não ser conhecida do grande público não é um problema: “o mais bacana é que a revista está ficando conhecida em todos os lados, e ganhando cada vez mais espaço”. E é pra você, que neste momento tem um exemplar de Menisqüência! nas mãos, que lançamos um desafio: que tal visitar o site da publicação no www.menisquencia. com.br e tentar criar sua própria definição dessa palavrinha complicada? De uma coisa todos temos certeza: você também já pode ajudar a defini-la. Afinal de contas, mais um laço acaba de ser criado, certo? Nota: Se você chegou ao final de nossa matéria com dúvidas sobre a identidade do outro garoto que deu origem à iniciativa da revista - aquele mesmo “que não sabia desenhar” - não fique triste, pois hoje ele é o editor da revista e o jornalista que vos fala. 10

texto: Aldrey Caroline

foto: Sheila Mara

Para Sheila Mara, 22 anos, fotógrafa aprendiz, não é apenas o distribuidor que ganha com essa forma de comercialização da revista. “A Menisqüência! gera renda para jovens que precisam, e também oferece conteúdo de qualidade para os que têm interesse. Todos ganham com essa relação e isso para mim já faz uma grande diferença na sociedade”. Cada leitor é considerado um parceiro fundamental no processo de desenvolvimento dos jovens e publicação da revista. Em contrapartida, os produtores oferecem o melhor conteúdo que podem produzir e a garantia de que continuarão se desenvolvendo. Milhares de laços que se criam e que antes de tudo servem para nos lembrar que não estamos sozinhos.

Liberdade coleciona anúncios de “procura-se” com fotos de bandidos maus e faz uma estrelinha nos que ele ajudou a capturar. Libertinagem coleciona tarrachinhas... Mas algumas ela não sabe aonde foram parar. Perdeu também seu vestido vermelho que prometeu nunca usar.

Liberdade: Herói, vestido com sua armadura brilhante e montando em seu alazão branco! Já matou três dragões. Libertinagem: Mocinha, com dupla personalidade e também duas identidades (uma com a idade alterada para mais de 18 anos).

Vestido em sua armadura e cavalgando em seu cavalo, Liberdade viu que seu animal precisava de descanso e água... Decidiu pedir ajuda para a primeira casa que encontrasse quando entrasse na próxima cidade. Nossa mocinha mora na primeira casa da entrada da cidade. Nosso herói bate na porta! Libertinagem escuta, rapidamente esconde as garrafas e acende um incenso.

Nosso herói cavalgando pelos campos verdes da cidade de Escrúpulos, procurando por uma nova aventura e por novas recompensas.

Quando se olharam pela primeira vez, logo perceberam que era tudo lindo, que parecia um conto de fadas e cabia a eles decidir o final da historia. E que o cavalo com sede era só um joguete do destino. Sendo assim, Liberdade pede ajuda para nossa encantadora mocinha. Pede e espera ansioso pelo sim!

Nossa princesa na cidade vizinha: Harmonia, tentando lembrar como foram aparecer aquelas garrafas debaixo do seu colchão.

Liberdade, o herói, já havia sonhado com Libertinagem, e o cavalo era seu único parceiro, aquele que o entendia. Libertinagem era livre, e por isso cobrava pelos serviços. 11


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O guia “quase de bolso” dos bares que apóiam nossa revista!

mercearia são pedro há mais de 30 anos fazendo a cabeça de seus clientes É um daqueles bares de quem realmente gosta ou quer conhecer o estilo da antiga Vila Madalena. Primeiro, porque fica no lado “escondido” da região, longe das movimentadas ruas Harmonia, Wisard, Fidalga e Aspicuelta. Depois, porque seu público é daqueles que valoriza trabalhos intelectuais e artísticos. Exemplo disso está na decoração, feita de livros, jornais, revistas e filmes, conteúdo que está todo à venda e, pela sua diversidade, acaba sendo extremamente atrativo. Tanto quanto o cheiro das frituras na chapa e das porções, que acompanham a cerveja sempre gelada, o vinho ou a caipirinha, favoritos dos freqüentadores. Se a idéia é conhecer ou aproveitar a velha guarda da Vila, o lugar é passagem obrigatória. Até porque está há mais de 30 anos no mesmo local.

Mercearia São Pedro

Rua Rodésia, 34 – Vila Madalena - Tel.: 3815-7200 www.merceariasaopedro.com.br Seg. a sáb. das 9h da matina às 2h da madruga. Domingo, das 9h às 18h.

Santa Augusta Bar Novo point na velha rua Há quem diga que a rua Augusta é o ponto mais democrático de São Paulo. É mesmo. Nela, todas as tribos têm seus representantes, dos populares aos underground, numa convivência pra lá de desencanada. E o Santa Augusta Bar tem justamente essa proposta: a de não levantar bandeira alguma, reunindo uma galera que está a fim de se encontrar para uma breja gelada, ao som ambiente dos anos 80, rock, jazz, blues e por aí vai. Recém-chegado, o Santa Augusta é um point cultural, pronto para lançamentos de livros, revistas, exposições, apresentações diversas, enfim, tudo o que a boa imaginação quiser. Está localizado próximo ao Vegas, A Loca, Outs, Inferno. Vale a pena conhecer.

Santa Augusta Bar 16

Rua Augusta, 976 – Consolação (Estac. c/ manob.) Tel.: 3255-9905 - santa.augusta.bar@gmail.com Seg. a dom. a partir das 19h.

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avid

avido

aguardo em meu naufrágio deitar em teu líquido casto afogar meu passado vil âncora por qual me arrasto fui Sôfrego! abracei o primeiro copo agarrei o primeiro corpo amei? tive medo.

entreguei-me ao orgasmo beijo teu sexo e... amo incondicionalmente ó, Greluda do Mar

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texto: Kleber PaGon

o gozo está submerso

ilustração: Tikka

(paro com o poema, acendo um cigarro, hesito da esquerda pra direita, ajeito meu cabelo cortado, deixo o Ulisses Tavares em paz e sangro em ml’s exatas)

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sobre t o tempo fotos: Sheila Mara e Mellissa Gonçalves

texto: Kleber Palmeira, Aldrey Caroline e Luiz Flávio

ransitar por caminhos arriscados como o bom humor, a originalidade e a experimentação simultaneamente não é para qualquer banda. Poucas conseguem reunir em seu repertório todos os elementos que fazem do Pato Fu uma banda irreverente, ousada e respeitada no cenário musical brasileiro e internacional – sim, os japoneses veneram a banda! ‘Um pouco de tudo’ é a marca registrada desse coletivo mineiro que parece não cansar de se reinventar a cada novo trabalho lançado. Entrevistar o Pato Fu não foi tarefa fácil. Todas as perguntas parecem já ter sido feitas à banda, em diferentes fases dos seus 15 anos de carreira! Sim, já faz 15 anos que eles estão juntos, apesar da cara de meninos - de menina no caso da Fernanda. E é a própria Fernanda que aceitou falar com nossa equipe, em uma entrevista cheia de assuntos polêmicos como pirataria, liberdade criativa quando se trabalha em uma grande gravadora, ou quando a música se opõe às tendências mercadológicas, dentre outros assuntos superbacanas. Dá uma lida no que preparamos pra você, leitor de Menisqüência!

A internet hoje possibilita que bandas como a de vocês, já conhecidas e respeitadas pelo seu público, voltem às origens e partam para o tudo-ou-nada do trabalho independente, sem apoio de uma grande gravadora. Vocês alguma vez quiseram isso? Desde que a internet surgiu, não deixamos de considerá-la uma ferramenta importante para divulgar nossa música, mesmo quando éramos de uma grande gravadora. Temos página oficial desde 1996, uma das primeiras de artistas nacionais. O potencial sempre foi enorme e tem se mostrado assim a cada ano. Acho que o Pato Fu sempre quis ter a maior autonomia possível. Um dos aspectos fundamentais é ter a possibilidade de se produzir num estúdio próprio e não depender de nada pra ter nossa música pronta pra ser divulgada, de todas as formas possíveis. John hoje é produtor e nosso estúdio, embora pequeno, tem qualidade mais do que suficiente pra nos deixar bem confiantes quanto ao nosso futuro. Ter uma boa distribuição é importante, por isso ainda temos um contrato assim com um selo grande. O nome gravadora perdeu um pouco o sentido. O negócio hoje é divulgar e distribuir de forma eficiente!

pato fu 20

Sentem saudades da época em que eram independentes? Ué? Somos independentes de novo atualmente... Estivemos independentes entre 1992 e 1994. Ficamos na BMG por 10 anos e depois voltamos a gerenciar tudo sozinhos de novo, desde 2005. Olha, o mais importante é que ser independente não é ter um selo de qualidade assim, do nada. Tem um bocado de coisa independente ruim, assim como há artistas muito bons assinados com grandes selos... Quando o Pato Fu surgiu, não dava de jeito nenhum pra viver como banda independente. Todo mundo tinha que ter outro emprego. Hoje algumas bandas tentam viver do circuito independente, que aumentou e se organizou melhor. A gente tem uma situação um pouco diferente porque estivemos dos dois lados... De certa forma conquistamos as coisas boas dos dois mundos: a liberdade total e uma logística eficiente. No site da banda (www.patofu.com.br), vocês disponibilizam de Hino Nacional do Pato Fu a remix da Sinfonia n° 40 de Mozart. Por que medalhões como “Pinga” ou “Sobre o Tempo” também não estão lá? Porque estas músicas você encontra em qualquer busca de MP3 pela rede... Não tem graça colocar num site oficial o que as pessoas estão cansadas de ouvir. Esse espaço, além de divulgar as canções mais recentes, serve pra gente dar alguns presentes raros. No nosso site as pessoas já podem ouvir trechos de todas as canções de todos os discos. Tem muita gente que tem dúvida se essa ou aquela canção é de determinado álbum, aí vai lá e confere. A pirataria tira o sono de vocês? Não tira o sono, mas chateia. Principalmente essa pirataria física, de rua. Esse tipo de negócio envolve muita gente, um volume grande de dinheiro que vai pra poucos. A pirataria virtual é uma pirataria “homem-a-homem”, vamos dizer assim... As cópias em cd são coisa de crime organizado.

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Direitos autorais pra quê? Acreditam nas regras dos direitos autorais? Quem ganha com os direitos autorais de música no Brasil? Por incrível que pareça, mesmo com a arrecadação mal-feita e repasses atrasados, o direito autoral sustenta um bocado de gente. Quem deveria ganhar direitinho são os autores, principalmente. Há muito amadorismo de todos os lados. Ou são os autores que não se organizam de verdade ou é gente de má-fé que fica no meio do negócio. Temos que acreditar e fazer com que os direitos tenham algum tipo de prestação de conta. Por mais imaterial que pareça, é um trabalho intelectual, tem origem e deve ser respeitado. Quais são as vantagens que bandas independentes possuem em relação às bandas ligadas a grandes selos?

Tem gente que só acredita em carreiras grandes: vendas explosivas, aparição em programas dominicais, figurar na lista das mais tocadas por todo o Brasil. 22

Digo sempre que depende dos contratos... Há selos pequeninos que têm contratos ridiculamente leoninos. Os grandes selos têm um tipo de contrato padrão que você assina se quiser também. Ninguém é obrigado a ser “maltratado” numa maior. É importante que os acordos tenham prazo de validade, que você possa sair se quiser. O melhor é tentar chegar a algumas cláusulas importantes que só possam se realizar se o artista e a gravadora estiverem de comum acordo... Vantagens e desvantagens existem dos dois lados. Por exemplo: independentes têm pouca verba pra tudo; dependentes têm verba, mas não necessariamente a gastam como querem. Qual é o incentivo que o Pato Fu dá para novas bandas engrenarem em suas carreiras? Engrenar uma carreira é um termo bem subjetivo. Pra algumas pessoas, gravar discos e fazer apresentações legais é o suficiente, mesmo que esse artista ainda tenha que fazer outra coisa pra se sustentar. Tem gente que só acredita em carreiras grandes: vendas

explosivas, aparição em programas dominicais, figurar na lista das mais tocadas por todo o Brasil... A gente hoje tem uma carreira de 15 anos com 9 discos lançados e vivemos da música que sabemos fazer. O que um artista novo menos precisa é de alguém tentando apontar caminhos artísticos, quero dizer, a música é o mais importante e não o mercado. Nenhuma banda deveria tentar fazer o som do momento porque assim se abre mais portas. É preciso acreditar, no mínimo, em suas convicções criativas. Muitas histórias bacanas se desenvolveram a partir da diversão e da dedicação ao elemento fundamental: a música. Primeiro foi o Garfield, depois os Muppets. Agora é o Snoopy. Quais outros programas infantis influenciam o trabalho de vocês? Ou você vai nos dizer que “Amendoim” não é baseado na abertura do Snoopy? A gente pediu autorização pra usar a música do “Peanuts” mesmo, mas os caras que gerenciam a obra do autor do tema não liberam nada. Daí o Lulu fez uma nova linha que lembra a original sem tocar realmente as mesmas notas. Foi um truque limpo, digamos... Sim, somos fãs de alguns temas. No caso dos Muppets, a canção era bem antiga, anos 40, e eles nos autorizaram a usar uma amostra do áudio original. Refizemos o refrão com outra letra. Está lá no encarte. Eu sempre gostei do Sítio do Pica-Pau Amarelo, aliás o novo tema da Emília é nosso! Qual a trilha sonora de sua vida? Eu escolho discos diferentes pra ir ouvindo ao longo do dia. Basicamente escuto música o tempo todo. No carro, no computador, cuidando do jardim, viajando com a banda. Não conseguiria dizer uma trilha específica. Depende do humor, do tempo, de alguma canção que quero me lembrar. Eu escuto música de todos os tempos e de todas as partes do mundo. O Pato Fu ainda “toma pinga”? Depois de 15 anos, como vocês consideram o trabalho da banda? Bem, desde 2001 a gente não toca mais “Pinga” nos shows... O humor chama muito a atenção, em qualquer trabalho. Faz um tempo que tentamos colocar elementos divertidos de forma mais econômica. Também, eu tinha 21 anos quando comecei na banda, e hoje tenho 36. Alguma coisa tem que evoluir nesses anos todos e acho que o Pato Fu tem encontrado esse caminho de levar uma carreira a longo prazo, cultivando os ouvintes dos primeiros anos e ao mesmo tempo acreditando que há gente nova disposta a nos conhecer melhor! 23


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texto: Unilson Mangini Jr.

ilustraçþes: Edson Santana e Bruno Pastore


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texto: Unilson Mangini Jr.

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ilustrações: Daniel Ferreira

entrevistando o empregado empregando o entrevistado entrevistando o empregado magine um pobre sujeito encurralado, desconhecedor do ambiente hostil que o rodeia, sendo encarado friamente, submetido aos mais sádicos testes e respondendo cada pergunta como se fosse a última. Se você já passou por uma seleção de emprego, sabe bem do que estou falando. Demorei a notar as manobras dos entrevistadores. Foram necessários meses e meses de apertos de mão, gravata no pescoço, currículo na pastinha e bunda na cadeira. O pior é que nada disso de fato foi um diferencial. O “nós entramos em contato” é somente mais um engodo que eles usam para se divertir às nossas custas. Apesar de não ter conseguido nenhuma das vagas disputadas, sinto-me na obrigação de preparar você, amigo leitor, para os novos métodos empregados pelos gerentes de recursos humanos em processos de seleção. Antes de sair pra procurar um trampo, leia todas as dicas, engraxe bem os sapatos e se apegue a um santo bem forte. Nessas horas, toda ajuda é pouco, né não? ala das baianas Quem já fez dinâmicas de emprego sabe a doideira que é fingir-se de animal, dançar salsa, desenhar uma árvore, criar uma empresa fictícia que vende leite de dromedário, entre inúmeras outras. No final você se pergunta “Para que eu fiz esta merda? Por que tive que me vestir de baiana e girar pela sala?”. Bem, você nunca se perguntou por que o pessoal de Recursos Humanos está sempre sorrindo? Eles realmente se divertem exercendo a função.

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Até mesmo dinâmicas como essas já estão ultrapassadas. Novas áreas de trabalho surgiram e com elas novas maneiras dos profissionais de RH (que também, coincidentemente, pode ser lido como “Recursos Hilários”) se divertirem. Não duvidaria nada se eu ou você encontrássemos uma dessas novas dinâmicas em nossas próximas caçadas ao emprego! Veja só:

Para um bom entrevistador, nem sempre 20 perguntas bastam. Foi-se o tempo em que os encarregados de recursos humanos se atinham aos nossos defeitos e principais habilidades. Aliás, algumas dessas informações já estão em seu currículo ou nas referências anteriores. Hoje em dia eles querem mais, e estão prontos pra te pegar na curva! Uma vírgula no lugar errado e você já era, fique esperto!

Trocando os papéis: Você ficará no lugar do entrevistador e ele no seu lugar. Mas não se anime, pois não será tão divertido quanto pensa (não tanto). Pense bem no que vai perguntar e nas situações constrangedoras em que colocará o recrutador. Sua maldade poderá se voltar contra você. Dicas: A dinâmica do animal na floresta está fora de cogitação! Nem pense em tocar no assunto “dinheiro”. Há perguntas que acabam com a dinâmica, como “você é casado(a)?” ou “usa drogas?”. Bajulações são sempre bem-vindas. Michelangelo: Para mostrar a sua criatividade, você deve bancar o artista. Chega de desenhar uma casa, uma árvore. Para isso já tem até cursinho preparatório. Agora é mais simples. Você recebe um bloco de pedra, um martelinho e uma talhadeira. Basta fazer uma escultura demonstrando tudo o que há de bom em você. Dicas: Só não vale esculpir a si mesmo! Esculpir o entrevistador em pose de pensador é recomendado. E, por favor, nada de árvores. Babá: Para testar sua liderança e paciência, você deve simplesmente cuidar de 20 crianças durante 2 horas. Não pense que é como cuidar de um rebanho. E nem sonhe que são modelos contratados. São crianças comuns, e isso não melhora nada. As crianças de hoje em dia sabem xingar, usar o computador e se bobear uma ou outra pode até roubar seu cargo, portanto, cuidado! Fique feliz se sair vivo, pois será o primeiro. 30

Algumas das perguntas abaixo são minuciosamente preparadas para arrancar toda a verdade de seu cerne!

Quem já fez dinâmicas de emprego sabe a doideira que é fingir-se de animal, dançar salsa, desenhar uma árvore, criar

uma

empresa

fictícia que vende leite de dromedário, entre inúmeras outras.

1ª - Você chorou assistindo a”‘Titanic”? Percebam o peso desta pergunta! Normalmente ela é feita quando o cargo disputado requer certa frieza. Caso esteja sendo entrevistado para empregos como gerente-de-boteco, cafetão, segurança, advogado ou assassino de aluguel, diga que não conhece esse tal de ‘Titanic’ e que só assiste a sua coleção de clássicos em VHS do Steven Seagal. 2ª - Qual o sentido da vida? Se você souber o sentido da vida, decerto é alguma divindade encarnada em corpo mortal. Sendo assim, chegará à gerência facilmente e sua carreira subirá vertiginosamente. Caso pretenda seguir a carreira de mágico, basta usar aqueles velhos truques de multiplicar os pães ou transformar água em vinho que o cargo será seu!

3ª - Você vem sempre aqui? Provavelmente o entrevistador está dando em cima de você! É hora de pensar o quanto você quer a vaga. Hora também de pensar se está solteiro(a). Caso o entrevistador seja do mesmo sexo que você, relaxe! Não é hora de se apegar a preconceitos. Atente ao detalhe: dar em cima é diferente de teste do sofá. 4ª - Por acaso sofre de perda de memória de fatos recentes? Uma pergunta com uma conotação capciosa, para ser entendida somente na terceira ou quarta vez que for ouvida, mas não é recomendado que peça para repeti-la muitas vezes. Não se preocupe se sofrer deste mal, pois em muitas profissões como políticos, garçons, caseiros, criadores de gado, entre outras, é normal desenvolver essa perda peculiar de memória. 5ª - Você vê gente morta? Entenda a malícia da questão. Não basta dizer “sim” ou “não”. Tente trabalhar bem a sua resposta, usando argumentos tangíveis. Se pretende trabalhar como coveiro, ou num açougue, esta é uma pergunta crucial. Caso realmente veja pessoas mortas, seja empreendedor e monte seu próprio negócio de conexão entre o mundo material e o além! papai é quem manda! Dançar, sapatear, responder a perguntas irreverentes... Infelizmente seleções de emprego não são feitas somente disso. Bom senso é sempre um diferencial, a menos que você seja filho do gerente, quando isso deixa de importar. E não adianta responder a tudo corretamente e se portar muito bem se o seu sapato recém-engraxado não brilhar mais que constelações inteiras. Mas aí já estamos falando de aparência. E sobre esta questão, falaremos em um módulo futuro deste nosso curso, não perca!

Dicas: Normalmente elas ficam dias sem comer antes da dinâmica, então venha preparado. Há filhos de funcionários no meio, então escolha bem quem irá tratar mal. E lembre-se, se você odiar uma criança, ela te odiará muito mais. vai falando, vagabundo! Muito bem! Você se saiu bem nas dinâmicas, mas não pense que o martírio chegou ao fim. Agora é a hora de testar sua dissimulação e sangue frio em uma entrevista de vida ou morte! 31


texto: Soninha Francine

Foto: Sheila Mara

a faz er? Cla ro En tão nã o há na da Po r um lad o, r. ve ha qu e há . Tem de sm o: o co mb ao ref rão é aq ue le me a im pu nid ad e. te à im pu nid ad e. A tod com os – os? cem ue co s, em pre esq líti já – po icamos chocados Ba nd ido s, po lic iai s, pregada doem a es, mé dim sor ara fes anc pro esp s, e sár ios , mo tor ista cinco rapazes qu a um era ela e qu s – qu e sej am ram” (!?) co s, ad vo gad os, juí ze méstica porque “pensa . ...) ios tár en seu s ma us ato s, tod os pu nid os po r prostituta (dispensa com em cre sce em na me did a jus ta. Qu eles, viria tre en s ano faz em ma l e 18 de tos r no tan e um me io em qu Houvesse um só me iior ma da o uçã a idé ia de qu e fesa da red se dã o be m cri sta liz a um nova onda em de po r si, se tod o val e tud o, é cad a um dade penal. po sso zo ar. m mu nd o zo a eu tam bé nças na legisda mu r de fen de é O problema não ias isso... Todos temos idé para o respeito Por outro, a educação lação – eu vivo fazendo s do da de rtir pa é ma ble , pelo combate à vida. Que passa, sim diferentes, é normal. Pro ando Qu s. do oca uiv eq a conclusão de os e à impunidade, porqu distorcidos, diagnóstic s está envolvida ano 18 a um receba de s cad e no qu me um processo em uma pessoa com a fica e qu e qu sta tiva. Mas não tanto de a devida pena é educa em um crime, recebe eticom é s lito de s do ia era do crime ior se pode ficar só na esf impressão de que a ma me em cri o pri pró o e qu o da por menores (mesm

f

Por mais bêbados ou loucos que escomo tivessem, podem ter noção tão deturpada de certo e errado? Estavam só tirando onda.

s e t n e ü q e s n o c os in evira o respeito significa & punição; educar pa que la lência, mesmo aque tar toda forma de vio sde , ezo me. Todo despr não é considerada cri dém, indiferença.

de do com a participação questão tenha conta r ita ed acr il fác é . Assim, três ou quatro maiores) se te en ialm nc sta sub iria que a violência diminu estivessem sujeitos ao m bé tam s vo no is os ma ça ECA (Estatuto da Crian Código Penal e não ao e do Adolescente).

s já que o jovem de 16 ano Se alguém argumenta do ten en eu dez anos atrás, não é mais o que era não e qu sas coi (porque tem e concordo em parte mas de décadas e décadas, is po de o sm me mudam nsa pe r nisso agora). Mas se não vou me aprofunda tar evi de az islação seria cap que a mudança na leg . não do cor con s chocam, os crimes que mais no s que o os maiores de 18 ano Tanto os menores quant lhes vai não pensam que cometem barbaridades vai não vir, se ; ver guém vai acontecer nada. Que nin re sob m ina ioc rac não a, nad pegar. Ou não pensam babar a – ou não fariam um conseqüência nenhuma na vão parar na Febem ou e qu ridade... Não acham a com tam ma , am ram, arrast cadeia. Espancam, estup s. cia üên mais brutal das inconseq

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ia pensaram só que não Os cinco da Barra não o nã e qu eles. Pensaram acontecer nada com is ma r Po o. ad da de err estavam fazendo na e estivessem, como po qu s co lou ou bêbados aerr turpada de certo e dem ter noção tão de o, o onda – se divertind nd do? Estavam só tira e qu o nd nsa Pe porrada. enchendo alguém de oras. fosse uma prostituta,

tanto os menores quanto os maiores de 18 anos que cometem barbaridades pensam que não vai lhes acontecer nada.

um lugar em que tudo Quando alguém mora em vale nada – porque não faz crer que a vida não para viver com conforto, há as mínimas condições rque matar-ou-morrer po segurança e dignidade; fácil entender os fatores é corriqueiro – é mais es trágicas. que compõem as equaçõ = cordar - isso + isso (Entender, e não con em em viv criminosos aquilo). Mas quando os rie não é a norma, rbá ba a e qu um lugar em da bem que ficamos; ficamos perplexos. Ain mos com isso tamme tomara não nos acostu periferia já não choca bém. Afinal, chacina na mais ninguém. 33


ROTEIRO:

ARTE E CORES:

VIAGEM

lUIZ fLÁVIO

IVAN DA SILVA

Que merda,

Jean!

Existe algo que você saiba fazer bem?

Você é mesmo um incompetente!

Mas...

... só cinqüentinha!

Você é mesmo uma vergonha de namorado. Todos os namorados de minhas amigas têm bons carros...

Te devolvo quando conseguir um trampo.

Aliás, vou te devolver os 2 mil que peguei.

Que é isso, Jean?! Vai dar mancada com seus amigos?

Com licença, posso me sentar?

Prazer. Jean! Claro!

Cris. Encantada!

...enquanto você não tem nada na vida!

Minha mãe tem razão... ...ao dizer que não existe futuro ao seu lado.

Há tempos não via algo tão lindo!

Esse lugar é mesmo lindo!

Pro inferno todos vocês!

Não falava do lugar!

Pobrezinho...


NAREDE texto: Alê Fernandes & Cláudia Oliveira.

Com foco no estudo da artista e na relação das suas obras com a comunicação gráfica e digital, os designers Alê Fernandes e Cláudia Oliveira desenvolveram em 2007 uma amplo estudo em hipermídia (multimídia interativa), que hoje se encontra disponível na rede e aberto a curiosas participações de gente que se liga em arte e tecnologia.

Eu te amo tanto!

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Os designers buscam agora apoio, divulgação e convites a palestras e exposições sobre arte digital > contato@espacoperceptivo.net

Espaço Perceptivo

O objetivo do site é o convite ao conhecimento da artista pelas interações virtual e real, seguindo a impressão e montagem da sua própria obra, sua disponibilização no , e assim, enviar e receber comentários particulares de outros participantes; ampliando sua percepção sobre a acessibilidade da arte contemporânea.

espacoperceptivo .net

imagens: cortesia da Associação “O Mundo de Lygia Clark” e Art2.

relação obra-espectador pretendida pela artista plástica brasileira Lygia Clark entre 1954 e 1964, se dava através de um diálogo investigativo e interativo que acabasse por, naturalmente, libertar o indivíduo de sua passividade visual e contemplativa, seja através de sua participação ativa na recepção ou na própria realização de determinada obra, seja através da intensificação de suas faculdades de percepção e cognição através da descoberta de elementos subjetivos na linguagem artística utilizada.

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fotos: Melissa Gonçalves e Sheila Mara texto: Ana Paula e Thaís Cristina

Neste espaço você pode publicar seus textos, quadrinhos, fotos e outras imagens, nos gêneros que desejar. Além disso, poderá conferir os trabalhos enviados por outros jovens que, como nós, não ficam parados. Basta mandar o seu material para interativo@menisquencia.com. br e entrar você também para o time de Menisqüência! Aproveite também para interagir com o texto acima. Envie suas ilustras, fotos ou textos em resposta ou complementares ao artigo “Alerta” e aguarde as próximas edições do site www.menisquencia.com.br e revista Menisqüência!

falta de informação tem exposto muitas mulheres a uma desagradável moléstia. Diariamente, mulheres se descobrem portadoras de MANÉ®. muitas horas desperdiçadas e paixões equivocadas. A recuperação é lenta, dolorida e deve ser acompanhada, pois as recaídas são freqüentes. O tratamento também prescreve elevadas doses de AMIGA®, além da leitura diária de A forma mais comum de MANÉ® www.desassistidas.blogspot.com. pode ser encontrada à noite em bares e clubes noturnos. Menos Formas não óbvias de MANÉ® podem ser diagnosgrave por ser de fácil diagnósti- ticadas através dos seguintes sintomas: indecisão, co, essa manifestação de MANÉ® copos de cerveja utilizados como muletas e depencausa náuseas e dor de cabeça dência psíquico-motora de GALERA®. Também por alguns minutos, podendo es- são apresentadas as seguintes características: insetender-se de 3 a 4 horas. Uma gurança, parco vocabulário e, não raro, obviedade significativa parcela desses casos e babaquice aguda. ocorre em mulheres alcoolizadas ou que passaram por momento de É preciso informar que, bem administrado, o tratamento não deixa seqüelas, pois MANÉ® é inofensifragilização da auto-estima. vo e geralmente rende histórias divertidas. Na noite, MANÉ® se manifesta em puxões de cabelo, frases feitas e be- Escrito por Desassistidas liscões na região do abdome. Bas- Blog oficial: www.desassistidas.blogspot.com ta ignorar ou usar um amigo para afastar a possibilidade de contrair MANÉ®. Em caso de contágio, recomenda-se o abandono imediato do local e repouso, além da aplicação intensiva de HOMEM®. Estudos indicam que aproximadamente 97% das mulheres já contraíram MANÉ® em algum período de suas vidas.

texto: Fernanda, Roberta e Thaise (Criciúma-SC)

de

d eu n s me ma co re

y” s ça ão ga e p en N to Lo es o. s: pr oç en a ai é a m im m m l n a sa L o m ca ”. o z d a. Ca go in te n az l r u a f a a a f “ or !” or hi ça s .E n o m a t ad T an no za m an faz am el om uc b a n D an bo t o o Ed t u t at é faz, ido 19 se uan ui te M ? ib o r m Ar q a A e do and nto pro in en as é D a ol i riz ic qu , ta e é “B ra , m av At EN g z ús , u , e o D s a d M m z fa q r a a r ” o o ia po ani to za t t d re CO og Iv odu nos di isa tan tu liv ol RE Pr 8 a ”, co al em : ar oz sic al Ê r P 2 i o , er m n er C a e zm u u e b o u de sta i fa alq o qu a sa s VO o” ex Q te -v to e S nã do qu em de ar “S an n a i d an l , s A d í an ia z b io s p o L sS to da M stu n n a qu c fa íp ua a E do n é ên e inc s r E, 8 po !” a ü s 1 ar ir co D pr s à s do om seq e or re di o o sa” esu m Pe “B n is, do m in PO í o d J a n ra te o “c ema ndo , sa en pe de “N aia an s nã ÃO d o d rti e nd e a ” N u u d r l e t u i N e Pa saú Es 5 an ga E ep q re o, le D r o Fer à 1 U id “ é e t b la , i Q fa yce an es ro O ” p nt Jo d s o u t m é da de Es an u o s bo os ue é nd Re sa 20 a r g ua na c va ri sso e i ,i “Q lv d co od a er es R D ona os ab ra is D an em ei s pa liv 48 ir u m O se or lle e m ki “D sie nt se ic ra a a av G tud s ej K rv va Es ano ce Sil 8 ar a pr is d om Lu te “C rge an Jo tud os Es 4an 1

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a Lt ea r

Devido às diversas mutações em seu código genético, foram encontrados MANÉS® com aspecto e cheiro similares a HOMEM®. É necessária muita cautela e observação nas primeiras horas para diferenciar tais mutações. Mulheres abatidas por essa forma de MANÉ® apresentam severos danos à auto-estima,

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A Revista Menisqüência! quadrinhos* cultura* opinião* caracteriza-se como alternativa viável para o aperfeiçoamento das habilidades artísticas e empreendedoras de jovens com idade entre 16 e 24 anos. Além disso, oferece a eles a possibilidade de participarem da criação e venda de uma revista comportamental de qualidade, gerando trabalho e renda para todos os envolvidos.

PATROCÍNIO

A idéia...

O projeto da Revista Menisqüência! é desenvolvido pelo Instituto Sala 5, organização juvenil situada na Região Brasilândia - Zona Norte da Cidade de São Paulo -, que desde 2001 desenvolve formações e intervenções comunitárias com a finalidade de incentivar jovens a gerar suas próprias oportunidades.

www.artemisia.org.br

www.cultura.prefeitura.sp.gov.br

www.cultura.prefeitura.sp.gov.br

www.aprendizcomgas.com.br

Para conhecer mais sobre o Instituto Sala 5 e suas atividades, acesse www.sala5.org. www.fase.org.br

Gente que acredita! Não estamos sós na empreitada de produzir e distribuir uma revista! Somos felizes por poder contar com essa galera pró-ativa que apóia nosso projeto e várias outras iniciativas.

contatos da menisqüência! Para entrar em contato com a galera de Menisqüência! mande um e-mail para contato@menisquencia.com.br Para enviar seus trabalhos para o Interativo mande uma mensagem para interativo@menisquencia.com.br

APOIO institucional

realização:

Obrigado por acreditarem!

www.orappa.com

www.soudapaz.org

www.gastromotiva.org

www.papelsolidario.org.br

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Para anunciar em Menisqüência! escreva para publicidade@menisquencia.com.br Instituto Sala 5 11 3983-6789 [seg. a sex. das 13 às 18 horas] www.menisquencia.com.br

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Revista Menisqüência! | Edição 02  

1ª Edição da Revista Menisqüência! quadrinhos* cultura* opinião*

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