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ED. 15 – abril/maio 2011 – www.alatur.com

Viagens Corporativas

O jogo de cintura e as histórias curiosas vividas pelos consultores em seu dia a dia

RARIDADES

Projetos incríveis de hotéis que irão surpreender o viajante nos próximos anos

LAZER

Roteiros em duas rodas pela Europa

MERCADO Com novos acordos de Open Skies, voos para o exterior ganham novas rotas

De olho no cliente Mauro Multedo, vice-presidente de marketing do McDonald’s, fala como a rede se tornou um sucesso mundial


A Alatur Magazine é uma publicação do Grupo Alatur, produzida pela Linhas Editora. Publishers: Fernanda Bulhões e Ederaldo Kosa

08 Perfil Mauro Multedo, vice-presidente de marketing do McDonald’s no Brasil, fala das boas lições aprendidas com os clientes e as empresas em seus 35 anos de profissão

Redação

14 Mercado A flexibilização das operações aéreas no Brasil está mudando o mapa das rotas dos voos internacionais

anchan

42 4 horas em Sugestões de passeios para fazer em Dubai durante uma conexão 44 sem mistério A praticidade dos audioguides, pura tecnologia em favor das viagens

12 Última Chamada As novidades que movimentaram o setor de viagens corporativas

Editora-chefe Sonia Xavier

48 raridades Atrás dos letreiros de Hollywood, em plataformas petrolíferas ou em dirigíveis, os projetos mais incríveis para a hotelaria nos próximos anos 51 mundo alatur Como foi a viagem de incentivo dos supervisores de venda da Sadia para a Disney. E os saborosos momentos do jantar promovido pelo Grupo Alatur e Amanresorts em São Paulo

24 Internacional Saiba como funciona a HRG Argentina

Colaboraram nesta edição Texto: Bárbara Barbosa, Bianca Azzari, Felipe Mazorca, Fernanda Callefo, Jorge Santana, Julia Corradi, Leonardo Costas, Pedro Nuin, Vinícius Novaes e Wesley Souza Fotos: Biofoto, Eduardo Marchesan e Yuri Zoubaref Revisão: Valdinei Dias Batista

28 viagens corporativas Gestores de viagens da Alatur fazem o impossível para atender as solicitações dos clientes 32 compras Itens que você precisa levar na mala

54 Ponto de vista Vice-presidente executivo do Grupo Alatur, Ricardo Ferreira, fala sobre mobilidade corporativa e as novas atribuições do gestor de viagens

38 embarque Com 11 anos de existência, o Aeroporto Internacional de Incheon, na Coreia de Sul, é um dos que mais recebem passageiros na Ásia

58 Foto Ibiza: muito além da badalação da vida noturna

Direção de Arte Rodrigo Figuerola Diagramação Livia Almeida e Philipe Aquino Projeto Gráfico Ricardo Viveiros Mathias Serviços administrativos Fabiana Steavnv

Mauro Multedo, vice-presidente de marketing do McDonald’s no Brasil, é o personagem da capa desta edição. Ele explica por que atrás das grandes marcas tem sempre um cliente satisfeito

www.linhascomunicacao.com.br

divulgação

Fale com a gente E-mail: revista@linhascomunicacao.com.br Cartas: Rua Diana, 701. São Paulo-SP. CEP: 05019-000. Fax: (11) 3873-5110

36 lazer Roteiros de tours de bicicleta pela Europa para todos os gostos e resistência física

40 SONHO Aromas e sabores inesquecíveis em viagens gastronômicas pelo mundo afora

sumário

H

oje em dia, quando se fala de gestão de viagens e das atribuições de um gestor, é preciso ter em mente que esse profissional não cuida apenas do vai e vem dos executivos ou dos colaboradores de uma empresa. Ele tem de ser um expert em mobilidade corporativa, ou seja, ter um amplo olhar sobre as viagens, óbvio, mas também gerenciar frotas, realização de eventos, fluxo dos expatriados, planos de comunicação mobile e, até mesmo, apresentar alternativas para não viajar (saídas como teleconferências, telepresença ou similares são bem-vindas). Esse tem sido o foco da atuação do Grupo Alatur, promover cada dia mais soluções que estejam sob o guarda-chuva da mobilidade corporativa. É um pouco dessa expertise que procuramos trazer nas matérias desta nova edição. Para começar, uma entrevista com o vice-presidente de marketing do McDonald’s no Brasil, Mauro Multedo. Um profissional bem-humorado que, em seus 35 anos de profissão, soube absorver as melhores lições de seus clientes. E ele entende de mobilidade, afinal, passou por várias grandes corporações. Já que falamos em movimentação de equipes, reparou na quantidade de novos destinos que surgiram no mapa de rotas do Brasil? Leia na seção Mercado como a flexibilização das operações aéreas está desenhando novas rotas e aproximando outros destinos de terras brasileiras. Graças a esse vai e vem, o time que cuida de eventos tem muito o que fazer. Então, damos uma força e apresentamos o pouco conhecido espaço de eventos da Amcham em São Paulo. O lugar é uma verdadeira joia escondida. E matérias não tem param por aí, saiba mais em nossas páginas. Boa leitura!

18 EVENTOS e incentivos O espaço de eventos da Amcham. Sustentabilidade na Roche e no Grupo Alatur

Shutterstock

editorial

Mobilidade sempre

Criada em 1991, a Alatur se transformou em um dos maiores grupos do mercado de viagens corporativas do País. Conta com mais de 1.100 colaboradores distribuídos em escritórios localizados nas cidades de São Paulo, Campinas, Rio de Janeiro, Belo Horizonte, Curitiba, Joinville e Jaraguá do Sul. Tem uma carteira de clientes com 880 empresas, como Grupo Santander, Camargo Corrêa, Promon, L'Oréal e Bimbo. www.alatur.com


perfil

Lições de

marketing Com pouco mais de 35 anos de carreira, Mauro Multedo, vice-presidente de marketing do McDonald’s no Brasil, tem muito a ensinar Por Sonia Xavier fotos: Eduardo Marchesan

Q

uando a primeira loja McDonald’s abria suas portas no bairro de Copacabana, Rio de Janeiro, Mauro Multedo era um jovem em início de carreira na área de propaganda e marketing. Estávamos em 1979. Enquanto a rede de fast-food expandia sua atuação no Brasil e também na América Latina, ele aprimorava sua trajetória profissional. Foram oito anos trabalhando no atendimento de contas em agências, antes de se tornar executivo de marketing e passar por grandes empresas. Coca-Cola, Ponto Frio e Telemar estão no currículo de Multedo. Há nove anos os caminhos dele e da rede de restaurantes se cruzaram e hoje, com pouco mais que 35 anos de carreira, ele é vice-presidente de marketing do McDonald’s. “Tive a sorte de aprender muito com bons clientes e bons profissionais. As lições foram muitas. São experiências que permitem ser ousado e corajoso na hora que você precisa”, ensinou o executivo durante entrevista em sua sala, na sede brasileira da empresa, em Barueri (São Paulo).

08 alatur abril/maio 2011


perfil

“originalidade tem o preço da ousadia, da novidade, do não percorrido. É nesse sentido que a experiência ajuda”

Como começou a sua carreira? Sempre trabalhei na área de propaganda e marketing com grandes clientes que tinham estruturas profissionais muito boas. Comecei como publicitário em agências, aprendi com grandes profissionais de criação, mídia e atendimento. Foi um período intenso. Passei oito anos como publicitário, trabalhando em agências e com contas significativas, como a da Coca-Cola, empresa para onde fui mais tarde.

Foto: Shutterstock

Foto: SXC.hu / angel gonzalez

Foto: SXC.hu / CNeal S.

Quais foram as principais lições aprendidas? Tive a sorte de aprender muito com bons clientes e bons profissionais. As lições foram muitas. São experiências que permitem ser ousado e corajoso na hora que você precisa. Em propaganda, muitas vezes, você não imagina que as coisas sejam repetições e, sim, originais. Mas originalidade tem o preço da ousadia, da novidade, do não percorrido. É nesse sentido que a experiência ajuda. Quanto mais experiente, mais seguro você se sente na hora de tomar decisões. No Ponto Frio eu tive uma linda lição de humildade profissional e de crescimento. A minha visão de marketing passava muito pela visão do discurso publicitário e lá aprendi a linguagem do varejo, que eu não dominava. Foi um aprendizado intenso, importante, o que mais me fortaleceu e me proporcionou amadurecimento e confiança. Ali foi o local onde pude usar tudo que eu havia aprendido. Foi muito marcante.

Expresso Oriente (acima), sonho de viagem de Mauro Multedo, Nova York e Buenos Aires, entre os destinos preferidos do executivo

10 alatur abril/maio 2011

Você agregou ao McDonald’s o traço criativo e ousado de suas experiências anteriores? Em marketing, a única coisa que você não quer é que o cara tenha medo. Caso contrário, ele pode – mesmo sem querer – jogar contra a companhia. Tem de ter uma visão descomprometida e desprendimento. Evidentemente, as empresas cultuaram certo conservadorismo e você não pode chegar e dizer: vamos ousar porque somos todos jovens, criativos e liberais. Não dá. Muitas vezes, a gente embarca em canoas que não duram; outras vezes, percebe que são tendências e que podem ser

oportunidades que o ajudam a chegar na frente e se posicionar bem.

A universidade do hambúrguer

Como profissional de marketing, como você vê as mídias sociais? A questão está em discutir se elas são meios de comunicação. Durante muito tempo a televisão andou na aba do rádio, depois passou a influenciar o rádio. O mesmo aconteceu com revistas e jornais etc. Então, o meio digital começa a ser avaliado da mesma forma. Só que não deve. Para mim, a internet é uma mídia sofisticadíssima. Ela fala para uma grande audiência, porém, existe a facilidade de falar one to one, ou seja, no nível de interesse de cada um. Dentro do meio internet, contudo, eu sou cético em relação ao uso das redes sociais. Por quê? Por exemplo, você diz que há 500 milhões de usuários no meio Facebook e como McDonald’s é uma marca global tem de falar com todos, correto? Isso é verdade até certo ponto. Por mais que as marcas sejam globais e os mercados se comportem globalizadamente, o consumidor é sempre local. Não tem jeito. Condições de preço, atendimento, exigências, legislação são características locais que tem de ser consideradas. É difícil compreender as redes sociais. Quando você tenta massificá-las, tenho a sensação que as pessoas recuam. Hoje, o que é eficiente para posicionar uma marca? Todo o processo de marca começa pelo produto. É decorrência de algo que interessou o consumidor. O produto ou serviço é que faz a diferença e tem de ser aceito. Costumo brincar e dizer que no dia em que foi aberto o primeiro McDonald’s, em Chicago, já com o Ray Kroc , outros dez restaurantes com a mesma proposta devem ter sido inaugurados. Qual foi a diferença que destacou aquele restaurante dos demais? O produto que os fundadores se empenharam em servir desde o primeiro dia.

Como em todas as empresas que valorizam a capacitação profissional de seus colaboradores, a rede McDonald’s também tem um local para desenvolver as aptidões e competências de seus funcionários, a Universidade do Hambúrguer. De acordo com o vice-presidente de marketing da empresa, Mauro Multedo, a grande unidade de treinamento é o restaurante, onde as coisas acontecem no dia a dia. “Na universidade são preparados os funcionários para seguir carreira, e isso acontece em todas as direções, não apenas no corporativo”, explica. Presente em cerca de 130 países, o restaurante tem sete universidades. Além da unidade no Brasil, está presente nos Estados Unidos, Alemanha, Grã Bretanha, Japão, Austrália e China. “A universidade brasileira atua também abrindo a possibilidade de treinamento em outros países, isso permite ser uma unidade de treinamento mais avançada. Isso é a cara do McDonald’s”, comenta Multedo.

E quais foram essas diferenças? Obsessão pela qualidade, bom atendimento, cliente, limpeza. O Ray Kroc entrevistava os clientes e perguntava o que eles achavam. Até hoje o McDonald’s faz isso. Ele conseguiu operacionalizar todo o procedimento correto para preparo de alimentos e desenvolveu equipamentos que o ajudaram a replicar o modelo em outros restaurantes. Quando você olha esses fenomenais sucessos que se transformam em marcas fantásticas, percebe que são empresas que têm um grau de acerto muito grande. Na Microsoft, Google, Coca-Cola e outras, verá que olham para o cliente o tempo todo. Essa é a diferença. Por trás de todas as marcas existe um cliente satisfeito com o produto. Hoje o mercado brasileiro representa quanto para o McDonald’s? É o sexto ou sétimo país do mundo. Ou seja, é muito importante. Na América Latina, temos outros 14 mercados também relevantes, como México, Argentina e Chile. Porém, a companhia Arcos Dourados (que administra os restaurantes na América Latina), é ainda mais importante. É provável que ele seja a maior operadora de McDonald’s do mundo.

E a rede tem planos de ampliar? Em qual direção? É a demanda que o mercado estabelece que nos orienta, e acompanhá-la é um plano ambicioso. Não temos números estabelecidos, eles são apenas para nos orientar. Hoje temos as classes C e D como alvo, em termos de target. Queremos ser sócios do desenvolvimento do Brasil. Para conhecer o mercado brasileiro, você viaja muito pelo país? Infelizmente, muito menos do que eu deveria, mas eu conto com a estrutura que a rede tem. De alguma forma, dentro da minha experiência profissional, eu conheço bem o país. E você viaja com mais frequência para onde? Viajo muito para fora do país para fazer visitas de mercado. Mas sempre tento aproveitar e conhecer o lugar. Qual é o lugar que você sempre que pode, vai? Búzios. Eu tenho uma casa lá e adoro. É muito agradável e me dá uma sensação de paz e tranquilidade. Sem contar que é pertinho. Brinco que o segundo melhor programa do mundo é ir para Búzios com chuva, e o primeiro, ir para lá com sol.

E fora do Brasil? Eu sou um homem urbano. Nasci, cresci e sempre vivi em grandes cidades. Acho que isso explica minha adoração por grandes centros. Veja só: gosto muito de Paris, Roma, Nova York, Londres, São Francisco e Chicago. E tem um lugar que a cada dia me atrai mais, que é Buenos Aires. Eu ia muito para lá. Porém, agora tenho motivos comerciais para ir mais. A cidade é bonita e eu acompanhei suas mudanças. Buenos Aires é encantadora. Você consegue tirar férias? Sempre que dá eu tiro. Não adianta ficar bancando o super-homem, não é produtivo nem criativo. Existe algum lugar onde você deseja muito ir? O meu sonho de viagem está se transformando em um delírio: pegar um trem em São Petersburgo (Rússia) e ir até Hong Kong (China). Passar uns sessenta dias atravessando um pedaço do planeta completamente diferente do que conhecemos. Não tenho nenhuma referência desse trecho do interior da Rússia e parte da Ásia Central, mas teria um enorme prazer em conhecê-lo. É um sonho de adolescência. abril/maio 2011 alatur 11


Croácia, por que não?

Fotos: Divulgação

O navio Splendour of the Seas chega ao Brasil para a temporada 2011/2012 com algumas mudanças. Entre elas estão os restaurantes Giovanni’s Table, uma clássica tratoria italiana; o Izumi Asian Cuisine, com deliciosos pratos asiáticos e sushi bar; e o Park Café, uma espécie de mercado gourmet que oferece saladas, sanduíches, sopas e bolos. Um dos maiores navios a atracar na costa brasileira, o Splendour terá também cabines renovadas e algumas ganharão varandas, além de serem equipadas com tevês de tela plana. Para as mamães, a embarcação terá berçário com ambiente interativo onde haverá atividades. O Splendour of the Seas foi inaugurado em 1996, tem sete andares e é considerado um dos navios mais luxuosos do planeta. Fotos: Divulgação

Cartão de viagem pré-pago Desde o início de abril o Bradesco oferece a seus clientes o American Express GlobalTravel Card – um cartão de viagem pré-pago e recarregável para ser usado em viagens ao exterior. De acordo com a vice-presidente das Américas para produtos pré-pagos da American Express, Rose Del Col, o cartão é resultado da expertise da empresa para oferecer meios de pagamentos a brasileiros que viajam ao exterior. “Os clientes hoje contam com um portfólio de produtos pré-pagos da American Express em moeda estrangeira que teve início há 120 anos com os cheques de viagem, nosso cartão segue o mesmo modelo de negócio de distribuição”. O American Express GlobalTravel Card pode ser adquirido nas lojas do Bradesco Exchange espalhadas pelo Brasil, incluindo nos aeroportos internacionais de São Paulo e Rio de Janeiro.

Situada no Sul da Europa, a Croácia é um país interessante e que merece a visita. E agora a rede de hotéis Sol Meliá ampliou a oferta de apartamentos no complexo Stella Maris Resort, em Umag, litoral do país, com a abertura do Sol Amfora. A dois quilômetros do centro da cidade, a nova unidade tem 134 habitações e excelente oferta gastronômica composta por três restaurantes de cozinha internacional, além de lanchonetes e cafés. Não é novidade o interesse da rede em expandir sua atuação naquele país, aliás, um destino em crescimento. Em 2010, a Sol Meliá investiu na conversão de dois hotéis à sua marca: o Meliá Coral e o Meliá Istrian Villas.

Negócios em Hong Kong O hotel Mandarin Oriental, em Hong Kong, montou um pacote especial para quem vai à China a negócio. Trata-se do Business on the Run, um programa feito sob medida para quem não pode perder tempo. Com ele, o hóspede tem uma série de benefícios à disposição, como internet grátis e até um exclusivíssimo serviço de alfaiates para eventuais emergências. Ou seja, o hóspede pode encomendar um terno, camisa ou vestido sob medida e tem a garantia de entrega no mesmo dia. Outro mimo é o café da manhã servido no charmoso Clipper Lounge. Tudo isso em uma das melhores e mais estratégicas localizações no distrito financeiro chinês.

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Fotos: Divulgação

Por Bianca Azzari

última chamada

novidade nos mares


mercado

Imagens: shutterstock

novas rotas 14 alatur abril/maio 2011

Companhias aéreas estrangeiras desembarcam no Brasil, passam o oferecer mais assentos e mudam o mapa dos voos internacionais Por Sonia Xavier

O

Brasil está sendo redescoberto pelos estrangeiros. Dessa vez, as vias utilizadas são as aéreas. A cada ano, mais e mais companhias internacionais são autorizadas a operar voos para o país e, como o eixo São Paulo – Rio está saturado, outras regiões do país saem ganhando. Segundo dados da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), o Brasil tem 933 voos diretos para outros países por semana, partindo de 16 aeroportos diferentes. Para o superintendente de relações internacionais da Anac, Bruno Dalcomo, à medida que se permite um número maior de voos, a tendência é que outras cidades os recebam, pois não será necessário concentrar um bem escasso em um mercado denso. “Isso beneficia os passageiros do Norte e do Nordeste. O desvio imposto a um morador de Fortaleza, por exemplo, que tinha de descer em São Paulo para depois ir à Europa é maior do que o feito por alguém de Porto Alegre”, afirma. Esse novo mapa de rotas para o exterior, com voos oferecidos por companhias estrangeiras, é resultado da flexibilização das operações aéreas no país, iniciada há três anos. Desde então, a Anac firmou vários acordos de Open Skies, ou céus abertos, com outros países. Até os primeiros dias de abril, a agência havia fechado com Estados Unidos, União Europeia, México, Canadá e Rússia. Assim, companhias aéreas destas regiões podem fazer quantos voos quiserem para o Brasil, desde que não saturem as rotas domésticas, território das companhias nacionais. Os acordos variam entre si, mas respeitam a legislação dos países e do Brasil. Uma das regras estabelecidas pelo nosso país é a resolução do Conselho de Aviação Civil (Conac) que não autoriza novos voos para São Paulo. No acordo fechado com os Estados Unidos, por exemplo, só a partir de 2013 serão permitidos novos voos para a capital paulista, desde que haja infraestrutura.

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mercado

Assim o mapa das rotas se redesenha. Rio de Janeiro e outras cidades brasileiras atraem companhias que buscam destinos alternativos. E para os brasileiros, as distâncias com outros países diminuem. Nos últimos anos, foram iniciados serviços para Tel Aviv (Israel), Doha (Catar), Istambul (Turquia), Charlotte (EUA) e Detroit (EUA). Além do começo da operação da Singapore Airlines para Cingapura com escala em Barcelona, na Espanha. Entre as companhias que enxergam a oportunidade de negócios na política de céus abertos está a British Airways. Ela anunciou que a partir de 30 de outubro vai operar seis voos semanais entre Rio de Janeiro e Londres. Para a vice-presidente da British Airways para a América Latina e Caribe, esse é um incremento signifi-

cativo para o transporte de passageiros e carga entre o Brasil e o Reino Unido. “O aumento do tráfego e da demanda por maior capacidade é claramente um resultado do crescimento da economia brasileira,” declarou Julie.  E as brasileiras? As empresas nacionais começam a se movimentar. Em abril, a TAM anunciou a oferta de voos internacionais saindo do Rio de Janeiro. A partir de maio terá uma nova saída para Nova York, nos Estados Unidos, além de negociar uma segunda e o aumento de três para seis voos semanais para Londres. Estes, se aprovados, começam em agosto.   De acordo com a assessoria de imprensa da TAM, a emoresa é favorável

à concorrência, desde que às companhias aéreas brasileiras possam competir com as congêneres estrangeiras em condições de igualdade. Já a GOL, que opera em 13 mercados internacionais na América Latina, está focada no mercado doméstico. Entretanto, a empresa observa a movimentação nos céus do país em busca de novas oportunidades de negócios. Segundo a assessoria da empresa, a estratégia adotada é prospectar mercados com mais de 1 milhão de habitantes em um raio de 200 quilômetros. Apesar do discreto interesse das empresas brasileiras dados da Anac apontam que o mercado dos voos internacionais operados por elas cresceu 13,28% em fevereiro. De fato, os céus estão abertos e sem nuvens.

céus abertos Os acordos mais recentes foram firmados com Estados Unidos e União Europeia. Veja lista completa abaixo:

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Alemanha Angola Argentina Aruba África do Sul Austrália Áustria Bahrein Barbados Bolívia Bélgica Cabo Verde Camarões Canadá Catar Chile China Cingapura Colômbia Coreia do Sul Costa do Marfim Costa Rica Cuba Egito Emirados Árabes Unidos Equador

Espanha Estados Unidos Etiópia França Gana Grécia Guiana Hong Kong Hungria India Iraque Israel Islândia Itália Jamaica Japão Jordânia Kuait Líbano Luxemburgo Macau Malásia Marrocos Moçambique México Nigéria

Nova Zelândia Omã Panamá Paraguai Países Baixos Países Escandinavos Peru Polônia Portugal Quênia Reino Unido República Dominicana Rússia Senegal Suiça Suriname Tailândia Tanzânia Trinidad e Tobago Turquia Ucrânia Uruguai Venezuela Zimbábue


eventos e incentivos

Preciosidade Sem a badalação de salas famosas, o espaço de eventos da Amcham tem tudo o que um gestor precisa para fazer um encontro de qualidade por Felipe Mazorca

Q

Fotos: amcham

uem passa em frente ao prédio da Câmara Americana de Comércio Brasil – Estados Unidos (Amcham), na Zona Sul de São Paulo, não imagina a joia que a construção esconde. Com mais de mil m², o Amcham Business Center está preparado para receber qualquer tipo de evento. “Muita gente não sabe que o prédio sede da Amcham Brasil é na verdade um centro de convenções, construído para abrigar tanto os eventos da Câmara Americana como os organizados por terceiros. As pessoas se assustam quando visitam o espaço”, afirma a gerente de eventos corporativos da Câmara, Daniela Aiach. O maior atrativo do lugar é sua área espaçosa e adaptável a qualquer tipo de evento. A maior, com mil m² de área, tem salas modulares que podem receber de 5 a 1.200 pessoas. A outra tem 300 m² de salas privativas e uma cozinha industrial completa, onde fica a Ker

Gastronomia, responsável pelos alimentos e bebidas que são servidos no local. “Tudo que se relaciona a eventos corporativos, é possível ser feito no Amcham Business Center. Há empresas que alugam uma sala para realizar entrevistas para uma nova posição, e outras que fazem seminários com estandes, como uma pequena feira”, conta Daniela. Para facilitar, a estrutura do local dispõe de sala de videoconferência, equipamentos diversos, estacionamento próprio, equipe de atendimento especializada, iluminação natural nas áreas de coffee break e ar-condicionado individual. É o único espaço de eventos no Brasil que tem link dedicado a internet com velocidade de conexão de 12 MB. “Já fizemos convenções de vendas, treinamentos, lançamentos de produtos, degustação de vinhos e produtos alimentícios e clínica de carros. Nós brincamos que somos uma fábrica de fazer eventos ainda desconhecida”, diz a gerente. O principal encontro realiza-

“NÓs brincamos que somos uma fábrica de fazer eventos ainda desconhecida”

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eventos e incentivos

FOTOS: divulgação

Daniela Aiach, gerente de eventos corporativos da Amcham

do recentemente na Amcham foi o Sun Tech Days, evento de tecnologia que acontece em 14 países simultaneamente, com transmissão de imagens e áudio a todos os participantes. Sustentabilidade O Amcham Business Center aposta no desenvolvimento sustentável no segmento de eventos. A Câmara está preparando o espaço para ser o primeiro centro de convenções de São Paulo com certificação Leed (Leadership in Energy and Environmental Design), assegurado a locais que investem na preservação ambiental em suas atividades profissionais. “Hoje fazemos coleta seletiva de lixo e abolimos o uso de garrafas e copos plásticos. Também vamos coletar água de chuva para uso na limpeza, trocar as luminárias por lâmpadas LED, instalar sanitários a vácuo com o menor uso de água possível, ar-condicionado inteligente para economizar energia, telhado verde e placas de energia solar”, revela Daniela.

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Personalidades e Histórias Anualmente, o Amcham Business Center recebe mais de 2 mil eventos, e alguns deles atraem personalidades do mundo político e empresarial. Essas passagens notórias acabam deixando recordações divertidas. Uma delas foi com Oscar Schimidt, ex-jogador brasileiro de basquete. “Ele era palestrante, e os organizadores não sabiam que, antes de qualquer palestra, ele come um pacote de bombons Sonho de Valsa. Na hora da apresentação, os convidados o aguardavam e, sem explicar o motivo, ele não saía da sala VIP. Como conhecíamos a história, fomos comprar os doces. Depois de comer uns dez, ele topou começar a palestra”, conta Daniela. Outra história inusitada foi vivida pelo físico quântico indiano Amit Goswami, no lançamento de um de seus livros. “Quinze minutos antes da apresentação, ele pediu para reunir todas as pessoas que trabalhavam no evento (recepção, organizadores, manobristas e as pessoas da nossa equipe) e iniciou uma espécie de oração coletiva. Pediu para que ninguém saísse da sala até que ele terminasse”, lembra Daniela. “Enquanto estávamos orando com ele, os convidados chegavam e não havia ninguém para recebê-los. Parecia que todos tinham desaparecido. Não havia recepcionistas, mas os crachás estavam sobre a mesa. Não havia técnicos, mas as projeções estavam rodando. Não havia garçons, mas o café estava servido. Parecia que as pessoas haviam sido abduzidas do evento. Mas no final deu tudo certo”, diz.

Como reservar: Em www.amcham.com.br há informações fotos, medidas e formato das salas do Amcham Business Center. Épossível solicitar orçamentos na central de atendimento: tel. (11) 5180-3730.


eventos e incentivos

Rosicler Rodriguez, gerente de sustentabilidade da Roche Brasil. Na página ao lado: Andrea Cachum, gerente de relacionamento do Grupo Alatur

Eventos

Sustentáveis Responsabilidade com a sociedade, funcionários e meio ambiente: valores dos grupos Roche e Alatur por leonardo Costas

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fotoS: eduardo marchesan

ão é de hoje que o Grupo Roche incorpora práticas sustentáveis em suas ações. Indicada, dois anos seguidos, como líder no ranking global do Supersetor de Saúde pelo Índice Dow Jones de Sustentabilidade, hoje a empresa é referência também na realização de eventos com esse foco. Segundo a gerente de sustentabilidade da Roche Brasil, Rosicler Rodriguez, uma das partes mais desafiadoras do processo é mapear os impactos do evento. “Temos que pensar em reciclagem de materiais utilizados, neutralização e redução de carbono, campanhas educativas integradas, entre outras ações”, explica. Para realizar um projeto focado em responsabilidade social ou ambiental é preciso formar parcerias com fornecedores com a mesma proposta. “Buscamos colaboradores que associam lucratividade e saúde financeira em favor da comunidade, que se preocupam em eliminar e reduzir possíveis danos ao meio ambiente. Neste ano, utilizaremos mais fornecedores que tenham o pilar da sustentabilidade em sua estrutura”, afirma Rosicler.

A iniciativa da Roche é alinhada ao projeto desenvolvido pelo Comitê de Sustentabilidade do Grupo Alatur. A gerente de relacionamento da agência, Andrea Cachum, acredita que a partir deste ano, a empresa deve iniciar suas atividades na organização de eventos sustentáveis. “É uma das metas para 2011”, ressalta. Ela diz que o alto custo e a falta de fornecedores são as principais dificuldades para colocar o projeto em prática. “A lista de parceiros com capacidade de atendimento sustentável é restrita e os valores cobrados são altos”, pondera.

A linha-mestra do trabalho social da Roche é o Programa Vizinho Legal, que atende a crianças, adolescentes e gestantes do bairro Jaguaré, zona oeste de São Paulo. A meta é transformar a comunidade em um lugar mais saudável, fortalecido com valores e conhecimentos que possibilitem o exercício pleno da cidadania. Em São Paulo, o programa tem três áreas de atuação: saúde na comunidade, na cultural e na esportiva.

Dia a dia sustentável Tanto a Alatur quanto a Roche têm certificação de carbono neutro e realizam trabalhos semelhantes ligados à sustentabilidade. O Grupo Roche, por exemplo, atua com um sistema de gestão de impacto ambiental, na qual o uso racional dos recursos naturais tem se incorporado ao processo cotidiano da companhia, que procura reduzir e compensar os impactos de suas operações. Isso inclui reutilização de água e metas para a redução do consumo de energia e da emissão de gases de efeito estufa.

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internacional

sucesso no vizinho

HRG investe em tecnologia para conquistar e manter clientes importantes na Argentina por Felipe Mazorca

Os principais e mais antigos clientes são a Disney e a ESPN. “Atendemos a ambos desde 1995. Há alguns anos eles decidiram fazer uma concorrência mundial e ainda assim a nossa oferta foi a vencedora”, explica Mercedes. A HRG Argentina tem outros 19 clientes, com destaque para Avon, Procter & Gamble, Credit Suisse, Lenovo, McDonald’s e Sadia. Para atender a todos com qualidade, conta com equipe qualificada. “Hoje temos mais de 150 colaboradores, divididos em três escritórios em Buenos Aires. Todos capacitados a exercer o trabalho que fazemos”, diz a executiva. Tecnologia é tudo No século XXI, tecnologia é a chave para o sucesso das empresas, seja qual for sua área de atuação. Em viagens corporativas, também. “Um dos diferenciais da atuação da HRG aqui

Shutterstock

hrg argentina As ações da HRG Argentina superam as exigências básicas dos clientes. A empresa conta com três unidades de negócios: Viagens Corporativas – com consultoria –, Eventos e Lazer. “Temos capacidade de suprir as necessidades de nossos clientes em quaisquer situações que ele precisar”, conta Mercedes del Castillo. A gerente comercial afirma que uma das maiores conquistas da empresa é a confiança depositada por seus clientes. “Em toda a história, a HRG Argentina apresenta uma taxa de retenção de 99% dos clientes”, diz. “Nossos funcionários também se mostram muito satisfeitos, já que apenas 2% deles decidiram deixar a empresa após começar a trabalhar conosco.”

é o investimento em tecnologia, procurando sempre agilizar os processos para os clientes”, afirma Mercedes. Nos últimos anos, a filial desenvolveu suas próprias soluções tecnológicas. “Temos uma ferramenta, chamada de ponto de venda, que nos permite acessar o perfil do cliente e do viajante, transações com companhias aéreas, política de viagens, passagens em aberto, remarcações, entre outras coisas. Queremos melhorar nossos relatórios on-line”, conta a gerente comercial. Outra aposta da empresa é a personalização para atrair novos clientes e manter os atuais. “Desenvolvemos um modelo para faturamento eletrônico que é carregado em um portal criado para o cliente. Em relação ao modelo existente no mercado interno, nosso pacote tecnológico é muito avançado”, atesta a executiva.

foto: SXc

foto: divulgação

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ão é novidade que a HRG Worldwide é uma das principais empresas de viagens corporativas do mundo. No Brasil, ao lado da Alatur, ela tem clientes do calibre de Pfizer, Camargo Corrêa e Votorantim. Na vizinha Argentina, a história não é diferente. Oficialmente, a empresa instalou-se naquele país a partir de 2006, mas sua tradição remonta ao século XIX. Suas origens estão nas empresas Furlong World Travel Service e Fox Tour. “A Furlong existia desde 1887, enquanto a Fox Tour foi criada quase 100 anos depois, em 1985. Em 2002, juntas, formaram a Furlong-Fox e se tornaram a maior companhia de viagens corporativas da Argentina. Quatro anos depois passou a fazer parte da família HRG”, conta a gerente comercial da HRG Argentina Mercedes del Castillo.

Mercerdes del Castillo, gerente comercial da HRG Argentina

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Café da manhã

Florianópolis

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Porto Alegre

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Gravataí

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Caxias do Sul

|

Gramado

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João Pessoa

|

Fortaleza


Viagens CORPORATIVAS

Enquanto clientes remarcam reuniões e mudam datas de viagens, consultores têm de se desdobrar para atender demandas quase impossíveis por pedro nuim

hora

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foto: shutterstock

Em cima da

telefone do consultor de viagens toca e do outro lado da linha está um empresário atrasado para pegar o voo, bem consciente de sua situação. O avião está prestes a decolar e ele está muito longe do aeroporto. O pedido feito ao consultor não é nada simples: segurar o avião. Não vendo outra saída, o funcionário liga para a companhia aérea e solicita que o avião seja parado. Resultado: a aeronave espera pelo empresário na pista por aproximadamente 30 minutos. A história acima é um case entre os consultores do Grupo Alatur e exemplifica muito bem os “milagres” que eles costumam operar em uma rotina sempre apertada. É claro que o em-

presário teve de arcar com uma multa altíssima, beirando os dez mil reais, mas o trabalho do consultor foi perfeitamente executado, afinal, o cliente precisava que o avião fosse parado. “Uma vez um empresário nos ligou e pediu que emitíssemos um bilhete aéreo em um minuto. O consultor de plantão que atendeu informou que seria difícil, mas mesmo assim conseguiu resolver o problema em um minuto e meio! No fim das contas o cliente disse que não precisava mais, porque havia conseguido no aeroporto”, relembra o consultor de viagens Douglas Neves, supervisor da Mckinsey. O esforço empreendido por um profissional para satisfazer o cliente é sempre muito grande, ainda mais quando o pedido vem em cima da hora. Como

acontece na maioria das vezes. A pressão faz parte da rotina dos consultores de viagens. “Quando assinamos um contrato, a empresa até começa com planos de fazer as viagens com antecedência, mas é muito difícil de manter essa dinâmica. A agenda dos clientes sempre muda, consequentemente a passagem tem de mudar de data também”, pontua a consultora Meire Riquete, do Grupo Votorantim. O consultor Antonio Amaral, que também atende o grupo Votorantim, diz que, assim como seus colegas, já passou por situações de aperto. Uma delas foi quando um executivo precisava embarcar para Porto Alegre, não importando de qual aeroporto de São Paulo o voo saísse. “Assim que o passageiro escolheu o horário, enviei o

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fotoS: EDUARDO

MARCHESAN

Viagens Corporativas

e-tkt eletrônico dele quase de imediato. Após poucas horas ele me ligou nervoso dizendo que eu enviei o bilhete errado, porque ele estava em Guarulhos e o voo partiria de Congonhas. Eu averiguei a emissão e vi que estava tudo certo. Então perguntei se ele havia conferido a informação no e-tkt e ele me respondeu: ‘Ah, tá. Agora eu tenho que ler o e-tkt também!?’”, revela. NO FIM DÁ TUDO CERTO A rotina agitada repleta de reuniões que os clientes têm de enfrentar é compreendida pelos agentes de viagens, sendo essa a principal razão para as emissões de bilhete com urgência. “Em um panorama geral acaba dando certo. Depende muito da urgência que nos é passada. Quem recebe mais esse tipo de demanda é a equipe do

De cima para a baixo: Douglas Neves (Mckinsey), Meire Riquete (Votorantim) e Antonio Amaral (Votorantim)

30 alatur abril/maio 2011

atendimento estendido. Eles são os que mais têm de atuar em situações emergenciais”, relata Douglas. Ainda assim, os desafios não se restrigem apenas ao embarque de pessoas. Meire conta que certa vez, cuidou do embarque de animais de estimação de um de seus clientes. “Um diretor de uma empresa para a qual eu trabalhava tinha duas filhas gêmeas e queria embarcá-las para que passassem as férias em Miami, nos Estados Unidos. Mas cada uma tinha um cachorrinho de estimação e meu cliente queria que elas viajassem com os animais. Como foi um pedido feito em cima da hora e o número de animais no voo excedeu, só um deles pôde ir” conta a consultora. Infelizmente, como a solicitação foi feita em cima da hora, o cachorrinho não pode embarcar. Se fosse passada com antecedência, com certeza não haveria problemas.

“Uma vez um empresário nos ligou e pediu que emitíssemos um bilhete aéreo em um minuto”


A vida moderna exige cada vez mais que as pessoas estejam sempre online. Ainda bem que a tecnologia está a nosso favor, oferecendo conexão, praticidade e interação em todos os momentos. por julia corradi Filmadora compacta A lente da Bloggie, da Sony, gira 270º e permite que o autor dos vídeos também apareça. Com Full HD 1920 x 1080, contém Face Detection: detecta os rostos no ambiente. R$ 719

Sem as mãos Integrado ao som do carro, o amplificador de áudio do CK-200, da Nokia, conecta-se diretamente ao sistema de alto-falante do veículo. Ainda sem preço disponível

Cinco dias no ar Segundo a fabricante, a Amazon, a bateria do Kindle 2 dura até 5 dias sem necessidade de ser carregada. Outro atrativo é o PDF Reader com acesso a dicionário, notas e destaques. US$ 139

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Praticidade O Toshiba Satellite P770 e Satellite P775 é um PC com videoconferência em 3D. A Toshiba, que já havia lançado o laptop com tela e óculos 3D, agora possibilitou a inclusão de uma webcam que tira fotos e faz vídeos. Ainda sem preço disponível

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Bem guardado A Speck produziu a CandyShell Card, uma capa de iPhone que além de proteger o aparelho serve para guardar cartões de crédito. R$ 40

Rapidex O HD externo Kingston HyperX Max 3.0 não é o mais fino do mercado. Porém, é muito veloz para transferir dados, isso graça às unidades internas SSD e às conexões US 3.0. Disponível com 64, 128 e 256 GB. € 170 (versão de 64GB)

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Lazer

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em duas rodas Passeios de bike pelas regiões mais lindas do Velho Continente Por Vinícius Novaes

no, sem morro e outras dificuldades. O challenge exige preparo físico do cicloturista, já o intermediário é um misto dos outros dois”, explica a diretora da Butterfield. O ideal é que o viajante escolha o passeio de acordo com o seu condicionamento físico. Afinal, a extensão dos percursos pode variar de 30 km a 60 km. Os passeios são acompanhados por guias especializados, que mostram as riquezas do caminho. “Nossos guias são dinâmicos, bem informados e selecionados por sua energia e capacidade de lidar com as pessoas e nível de educação. Além, é claro, de ser entusiasmado pelo idioma, pela cultura, pela história e pela culinária local”, afirmou. E não é apenas a beleza cênica dos roteiros que o viajante encontrará pela frente. A viagem se completa com uma degustação pelo universo gastronômico do lugar. A culinária local faz parte do pacote e pode incluir desde uma massa caseira em uma fazenda na Pu-

“Andar de bicicleta pela Europa proporciona alegria” foto: divulgação

Europa

E

xistem várias maneiras de aproveitar um fim de tarde ou um amanhecer na belíssima Toscana, Itália. Entretanto, tem aumentado o número de viajantes que opta por explorar o lugar de bicicleta. A razão dessa pequena mudança de comportamento é simples: a bordo de uma bike, dá para conhecer o Velho Continente em detalhes. Márcia Lucas, diretora da Butterfield, uma das empresas brasileiras que oferece esse tipo de viagem, define o passeio: “Andar de bicicleta pela Europa proporciona alegria e uma sensação de bemestar incrível. Você tem a oportunidade de ver e conhecer a região em detalhes, sentir o cheiro do local e interagir com o meio ambiente. É uma exploração cultural inesquecível”, afirmou. As pedaladas têm três níveis de classificação – fácil, intermediário e o challenge – que variam de acordo com o tipo de terreno do tour. “O fácil, por exemplo, é um percurso pla-

glia, uma degustação de fois gras na Dordogne, na França, ou uma mistura inigualável de comida vietnamita e francesa no Vietnã. É fato que comer é uma parte importante de qualquer experiência regional. “Nós saímos de um hotel e vamos pedalando pelos lugares mais bonitos da Itália. No caminho, paramos para degustação de vários produtos, como o vinho, por exemplo”, revelou a diretora da empresa, que já fez mais de 20 viagens à Europa. Números O proprietário da Auroraeco, que também realiza viagens de bicicleta ao Velho Continente, Guilherme Alvarez de Toledo Padilha, afirmou que o número de pacotes aumenta a cada ano. “Só em abril deste ano, por exemplo, já agendamos 82 viagens”, contou. Os principais destinos, de acordo com Padilha, são a Itália e a França. “Esses são os lugares mais procurados, mas também têm grupos que saem do Brasil à procura de aventuras na Áustria e na República Tcheca”, disse. Os preços para conhecer a Europa de bicicleta variam de US$ 3,6 mil a US$  4,4 mil e os roteiros geralmente são de cinco dias. “Independente do percurso que escolher, uma coisa posso garantir: todos são muito bonitos”, completou Guilherme.

opção latina Há passeios ciclísticos também por países da América do Sul. Um dos principais destinos da América do Sul é a região do sul do Chile, que sempre figura na lista dos destinos dos sonhos dos turistas. Desde Puerto Montt, a capital da região dos Lagos, até Villa O´Higgins, no pampa chileno, a mais famosa rota do Chile e uma das mais marcantes estradas da América do Sul apresenta opções a cada metro pedalado. Com trechos asfaltados e outros de chão, com aclives, declives e grandes extensões planas, a Carretera Austral, empresa que dispõe de pacotes de passeios de bicicleta, oferece variações àqueles que curtem vencer grandes distâncias só no pedal.

Para mais informações, fale com: lazer@alatur.com

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Por pedro nuin

embarque

beleza e modernidade Em 2011, o Aeroporto Internacional de Incheon, na Coreia de Sul, completa 11 anos de funcionamento. A recente história, no entanto, não diminui sua importância econômica para o país. Atualmente, é o mais movimentado da Coreia do Sul e um dos que mais recebe passageiros em todo o mundo. Em 2010, partiram dali 210 mil voos e foram transportados 33 milhões de passageiros.

Deck de observação No terminal de passageiros, 4o andar, há uma grande área com bares, restaurantes e galerias de arte. Dali é possível ter visão panorâmica dos pousos e decolagens. Enfermarias Infantis: Distribuídos no 1o e 4o há seis espaços, com enfermeiros capacitados, para atender passageiros com filhos. Museu da Cultura Coreana: Também no 4o andar, oferece aos passageiros um pouco da história e da cultura coreana. Destaque para a coleção de relíquias datadas de até 3,000 a.C. Hotéis: Ideais para quem deseja descansar enquanto espera para embarcar, os dois hotéis funcionam 24 horas e ficam no 3o andar. Salas de meditação: Dois ambientes, no 4o andar, reservados aos que desejam fazer suas orações. Achados e Perdidos: Perdeu algo? Provavelmente ele estará em uma das duas áreas destinadas aos itens perdidos no 1o andar. Kids-Zone: As crianças contam com seis áreas para se divertir nos 4o e 3o andares. Nelas, há babás para cuidar dos menores. Bookstore: Para longos períodos de espera ou entre voo, o aeroporto conta com três grandes livrarias com títulos em diversos idiomas. Todas ficam no 3o andar.


sonho

na boca

Um jeito diferente de conhecer uma cidade é por meio dos sabores de sua culinária. Embarque nessa

foto: divulgação

foto: divulgação

Para dar água

Daniela Hispagnol e Tatiana Simões, da Gouté. Agência monta roteiros gastronômicos e visitas a empórios charmosos (foto acima) mundo afora

Por Bárbara Barbosa

Shutterstock

C

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om a proposta de oferecer ao viajante muito mais do que passeios a pontos turísticos, os tours gastronômicos são uma opção para saborosa imersão na cultura do destino. É isso que a Gouté Travel Experience faz. Aberta há um ano e meio, a empresa é administrada pelas empresárias Daniela Hispagnol e Tatiana Simões e tem como diferencial montar roteiros gastronômicos alinhados com o estilo de vida e paladar do cliente. Para incrementar a viagem, a Gouté faz com que o viajante não receba apenas dicas de restaurantes premiados, mas também indicações de moradores. Assim, as viagens ganham uma pitada de exclusividade, com chances de conhecer lugares únicos, como charmosas lojas gourmets ou um aconchegante espaço para o chá da tarde acompanhado de quitutes típicos. É possível, também, agendar visitas a vinhedos, mercados e produtores locais. “Fazemos uma agenda gastronômica, que pode englobar dicas de restaurantes, lojas de utensílios, aulas de cozinha, livrarias especializadas, mercados, aulas, visitas a produções e tantos outros espaços”, detalha Daniela.

“Gastronomia ainda é novidade no Brasil, aos poucos as pessoas estão entendendo melhor sobre o assunto” O início Antes de montar a empresa, Daniela e Tatiana já eram usuais fontes de informações turísticas dos amigos. Por viajar muito, elas acabavam dando dicas originais e com toque de exclusividade de cada roteiro. Deste modo, enxergaram uma oportunidade de negócio. Afinal, tinham formação na área, Daniela estudou gastronomia e hotelaria na Suíça e nos Estados Unidos e foi sócia do premiado restaurante Toro. E Tatiana era formada em propaganda e marketing, pós-graduada em marketing de luxo e trabalhava como gerente de vendas e marketing da associação The Leading Hotels of the World. Segundo elas, o

mercado é restrito. “Gastronomia ainda é novidade no Brasil, aos poucos as pessoas estão entendendo melhor o assunto. De todo modo, ele agrada a qualquer viajante”, garante Daniela. A empresa elabora diversas opções de roteiros, alguns podem ser feitos na companhia de chefes, como Carla Pernambuco, Juliana Motter, Heloisa Bacellar, Andrea Kaufamann, Shin Koike e Juscelino Pereira. “Um pequeno grupo é levado a conhecer os endereços prediletos dos chefes ou descobrir a gastronomia de um país”, explica Daniela. Para conhecer mais sobre essa saborosa forma de viajar, consulte o site da Gouté: www.goute.com.br.

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shutterstock

Por julia corradi

4 horas em...

Hotel Transamérica Ilha de Comandatuba. Importamos tendências para as suas férias serem show de bola!

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dubai A capital que mostra a diversidade da cultura muçulmana tem edifícios gigantes, hotéis luxuosos e muita diversão. É a terra dos grandes projetos 1

Burj Khalifa

10 a 17/07

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InsCrIções aberTas!

Museu Dubai no Forte Al-Fahidi

Às margens do rio Creek, o museu a céu aberto proporciona uma boa noção da sociedade islâmica e da escrita e arquitetura arábica. Construído por volta de 1787, e reformado em 1971 para ser um museu, o estabelecimento mostra o passado dos marinheiros que exploravam o Golfo Pérsico em busca de peixes e pérolas. Ao lado das construções de sapé e barro, os turistas podem acariciar os camelos. No local há painéis explicativos, além de uma tenda, que revela como viviam os beduínos.

Compras – Gold Souk (Mercado de Ouro)

Para quem gosta de compras, o Gold Souk é uma excelente opção. Os reluzentes corredores no centro de Dubai atraem turistas tanto pelo brilho nas vitrines quanto pela isenção na cobrança de impostos. De ostensivos colares a discretos chaveiros, há uma infinidade de produtos (para todos os tipos de bolso), inclusive alguns feitos sob medida. A pechincha é condição primordial no mercado, já que a negociação do preço faz parte da transação comercial. Os vendedores podem ficar ofendidos se o comprador aceitar o valor inicial.

42 alatur abril/maio 2011

24 a 31/07

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Inaugurado em janeiro de 2010, o Burj Khalifa se tornou o edifício mais alto do mundo, com 828 metros. Novo ícone arquitetônico do mundo moderno, o arranha-céu foi construído na parte urbana mais nova da cidade. O projeto é assinado pela Skidmore, Owings and Merrill (renomada empresa de engenharia e arquitetura de Chicago). No 124º andar, o turista tem vista panorâmica. Com custo de 4,1 bilhões de dólares conta até com o Hotel Armani Dubai, além de várias opções de lazer ao redor, como hotéis e shoppings.

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escolinha de futebol do Milan em Comandatuba. Integração e ação para as crianças que amam esse esporte. seu filho sentirá o gostinho de ser campeão!

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Mesquita Jumeirah Única mesquita de Dubai aberta a não-muçulmanos. A arquitetura islâmica de estilo Fatimida impressiona. Antes de entrar, as mulheres devem colocar um lenço na cabeça e todos têm de tirar os sapatos. Guias explicam como é a religião islâmica.

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Diversão e entretenimento junto às tendências de moda. Desfiles de grifes infantis, gente famosa e muito mais. O vento soprará com mais estilo nestas férias!

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Guias

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Particulares

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Disponíveis na internet, audioguias viram febre mundial. Até a avenida Paulista tem um por Jorge Santana

O

alemão Torsten Peters sempre apreciou viajar e conhecer diferentes culturas. Entretanto, sentia-se incomodado por ter de usar guias impressos em suas viagens. “Enquanto eu lia as informações nos guias, deixava de observar os locais com a atenção que desejava”, conta ele, que encontrou a solução para o problema nos audioguias — gravações em áudio das informações turísticas. Em 2006, ele criou um site (www.iaudioguide.com) para oferecer, em parceria com outros, audioguias de mais de 50 cidades, dos quais 20 podem ser baixados gratuitamente (para MP3 players, Ipods, Iphones etc) e os outros custam € 5. Torsten é um dos pioneiros em um setor que tem se tornado febre entre os viajantes, por oferecer facilidade de acesso e quase a mesma atenção de um guia turístico particular. Hoje, já é possível encontrar audioguias das principais cidades do mundo (veja box ao lado) e eles estão cada vez melhores. Um exemplo são os produtos oferecidos no audisseyguides.com, que tem roteiros por Nova Orleans, Boston, Chicago, Miami e Seattle. Neles, as informações são narradas por pessoas nativas das cidades, o que deixa a apresentação bem mais interessante. O download do trajeto custa em torno de US$ 10 e também dá para baixar uma versão em PDF para usar no IPod. A secretaria de turismo de Buenos

Aires disponibiliza gratuitamente em seu site (www.buenosaires.gov.ar), 12 audioguias em formato MP3. Um detalhe interessante é que algumas pessoas ilustres do país, como Evita Perón, Jorge Luis Borges e Diego Maradona, apresentam pontos da capital da Argentina. O download é gratuito. Audioguia de rua Quando fazia mestrado em Londres, a produtora de dança Vanessa Lopes conheceu a obra When While London Burns, na qual o artista Jon Jordan guia o público pelo centro financeiro da cidade. “Fiquei fascinada com o passeio, principalmente por ter explorado de forma diferente um trajeto que fazia parte do meu cotidiano. Eununca tinha me questionado sobre o que haveria por trás daquelas grandes corporações financeiras de petróleo e seguradoras”, afirma.   De volta ao Brasil, ela decidiu implementar o primeiro audioguia turístico de rua da cidade de São Paulo. Batizado de Anônimos-SP, o projeto foi criado pela produtora Núcleo Corpo Rastreado, com apoio da Fundação Nacional das Artes (Funarte). O tour é pela avenida Paulista, um dos cartões-postais da cidade, dura 50 minutos, começando no Conjunto Nacional e terminando no jardim da Casa das Rosas. De acordo com Vanessa, a escolha da avenida Paulista levou em conta que o local apresenta elementos marcantes de transformação nos últi-

mos 50 anos. “Fica clara a transição de centro financeiro para um eixo mais cultural que se estabeleceu nos últimos anos”, explica. O audioguia está disponível na internet para download gratuito: basta baixar as 12 faixas seguindo as instruções do site www.corporastreado.com/ anonimos. Para quem não tem o aparelho, a produtora tem 20 MP3 players para empréstimo. É necessário apenas agendar pelo e-mail contato@corporastreado.com. De acordo com Vanessa, os acessos ao site superaram suas expectativas. “É muito bacana quando alguém faz o passeio e escreve comentando suas impressões”. O sucesso do projeto despertou o interesse de outras cidades brasileiras, que também estudam investir nesse tipo de linguagem. Vanessa diz que pretende, futuramente, criar outros audioguias, mas ainda aguarda patrocínio para iniciar o estudo de novos roteiros. •Nova York www.centralpark.com/pages/walking-tours.html •Europa http://www.turismito.com/continentes/ audioguias-de-viaje-gratis-para-las-principalesciudades-europeas •Londres www.andwhilelondonburns.com •Barcelona http://www.audioguiasonline.com/index.html •Audioguia Avenida Paulista www.corporastreado.com/anonimos

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Detalhes do projeto do hotel em plataformas petrolíferas

raridades

futuro

Hotéis do

Projetos ousados propõem instalações hoteleiras nos locais mais incríveis. Ideias inovadoras valorizam sustentabilidade e resgatam o passado Por Fernanda Callefo

J

fotos: divulgação

á pensou em se hospedar nos famosos letreiros de Hollywood? Ou então em uma plataforma petrolífera no Golfo do México? Parece difícil de imaginar, mas isso pode se tornar realidade em breve. Projetos audaciosos querem transformar locais inusitados em meios de hospedagem. Uma das ideias mais curiosas é o Hollywood Sign Hotel. A empresa dinamarquesa Bayarch planeja construir, por trás dos letreiros de Hollywood, um luxuoso e moderno hotel que segue o desenho das letras. Além de preservar um dos maiores ícones dos EUA, a intenção é atrair mais turistas e investidores a Los Angeles. O hotel deve contar com mais de 300 quartos, SPA, áreas com piscina, restaurantes, clubes, salas de conferência e de cinema, cafés e deque de observação para apreciar a vista da cidade. Já o escritório de arquitetura americano Morris Architects pretende transformar plataformas petrolíferas desativadas no Golfo do México em hotéis de luxo. É o Rig Resort. Normalmente, essas instalações são explodidas, prejudicando a vida marinha. Cada plataforma tem uma área útil de aproximadamente 1,9 mil m2, e seu aproveitamento é

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“o cliente do setor turístico e hoteleiro, em especial, deseja ter mais opções de escolha” uma alternativa sustentável. “Propomos ilhas autossuficientes para o turismo que serão exemplos de respeito ao meio ambiente”, dizem os idealizadores. O projeto do Rig Resort prevê espaço para lazer e atividades lúdicas na parte superior da plataforma, com praia artificial e piscina, e quartos inspirados em recifes. Nas montanhas ou em um dirigível Os alemães Philip Modest Schambelan e Anton Fromm, da Technische Universität de Dresden, projetaram um hotel para ser instalado em nada menos que o topo de uma montanha em Pregasina, norte da Itália. O Mountain Bike Hotel foi planejado especialmente para ciclistas e conta com rampas de acesso e estrutura que permite que os hóspedes entrem com suas bicicletas até nos quartos. Localizado em uma encosta no sudeste da vila, o hotel teria a fachada principal voltada para o nordeste, permitindo vista para o extremo norte do lago da Guarda. No último piso ficariam as áreas comuns, como cafés, snack bar, varanda comum e quiosque de imprensa para que a luz solar seja aproveitada. Parece cena de filme futurista, mas pode se tornar realidade. O Aircruise, uma nave abastecida com hidrogênio e energia solar, é um projeto da empresa de design Seymourpowell que chamou a atenção da Samsung Construction and Trading. A proposta do Aircruise é unir o prazer de viajar com o conforto oferecido por um hotel. Apesar de voar, a velocidade do dirigível varia de 100 a 150 km/h, equivalente à

de um carro. Desenvolvido para comportar no máximo 100 passageiros, o hotel voador tem bar, lounge, espaço para relaxamento, quatro apartamentos duplex, cinco apartamentos comuns e uma cobertura. Inovações e tendências A mestre em hospitalidade e professora do curso de hotelaria, turismo, design de interiores e arquitetura da Universidade Anhembi Morumbi, Vanessa Chimirra, diz que a hotelaria é um setor muito influenciado pelas inovações e tecnologias. Ela explica que o histórico dos meios de hospedagem possui a característica inovadora de sempre buscar a antecipação em relação à demanda mercadológica. “As últimas décadas mostraram que o cliente do setor turístico e hoteleiro, em especial, deseja ter mais opções de escolha e que, ao mesmo tempo, elas sejam inusitadas e completas. Esses projetos mostram exclusividade”, aponta. A professora destaca que o resgate do passado é algo que está presente em novos projetos, sinalizando uma tendência. “Veja o exemplo do Aircruise, que, numa associação despretensiosa, é um dirigível que já existiu em outra época, mas agora reaparece com tecnologia inovadora e recursos adicionais. Já em outros casos, ao darmos um novo uso à plataforma petrolífera como resort e aos letreiros de Hollywood, estamos mostrando a nosso cliente que nada é impossível. A nova tendência nascerá amanhã de algo que hoje está a nossa frente, só esperando uma oportunidade de se apresentar diferente.”


ALATUR

mundo Saiba quais foram os principais fatos que viraram notícia dentro do Grupo Alatur

Dias felizes na

vel. Que venham novas campanhas. Estamos motivados para superar os desafios e participar dando nosso melhor”, reforça Advaldo Stefanoski, da equipe de vendas da filial de Recife, um dos premiados, assim como José Camilo Mansor Neto, Jorge André da Silva Porto, Renata Franco Gomes, Murilo Cardozo, Sandro Giovani Moreda Bueno e Brenner Costa de Oliveira (foto abaixo). A organização da viagem ficou sob a responsabilidade da consultora de eventos internacionais da Alatur Eventos, Marina Emiko. “Operacionalizei o evento realizado entre 12 e 19 de março. Deu tudo muito certo e o grupo era muito agradável”, conta ela. De acordo com ela, sua única preocupação foi com o filho de um dos ganhadores, que tinha apenas seis meses de vida. “A programação prevista era de dias muito puxados de visitas aos parques, mas deu tudo muito certo”, diz. O grupo era formado por 22 premiados que, na companhia do coordenador da Alatur, Eduardo Marzano, participaram de tours de compras e visitas ao Magic Kingdom, ao Universal Studios & Island of Adventure, ao Epcot Center e ao Disney Hollywood Studios.

DIVULGAÇão

Disney Copyright

A cada três meses a Sadia realiza campanhas para motivar seus colaboradores a superar metas. Os supervisores que mais se destacam concorrem a diversos prêmios. Mas uma dessas ações realizadas em março deste ano está empolgando toda a empresa. Na ocasião, sete supervisores foram sorteados e puderam viajar com a família para a Disney, em Orlando, com um roteiro organizado pelo Grupo Alatur. “Foi a primeira vez que premiamos com uma viagem para lá. Escolhemos o destino porque é ideal para levar família”, conta José Rubens, do Trade Marketing da empresa. Segundo ele, os participantes adoraram a experiência e disseram que repetiriam o tour. Agora, por onde passa, percebe a empolgação dos supervisores. “Essa premiação ficou na mente e no coração de todos que fizeram parte. Foi simplesmente inesquecí-

disney

travel assistance by

Silvio Meira durante palestra promovida pela HRG Brasil

ABRIL/maIO 2011 alatur 51


foto: Yuri zoubaref

FOTO: DIVULGAÇão

Troca de experiência

ALATUR

mundo Club+ e Amanresorts recebem convidados em evento exclusivo em São Paulo

Equipe de Belo Horizonte, da esquerda para a direita: Wagner, Valmir, Ely, Polyana e Monica

Equipe de São Paulo, da esquerda para a direita superior: Simone, Camila, Alessandro (gerente de relacionamento), Emerson (gerente operacional), Henrique e Rafael. Inferior: Elisângela, Katarina, Adriana, Ivanilda e Vanessa

mudanças bem-vindas Grupo Usiminas inova e implanta o AR&B para gerir viagens

atendimento às solicitações, entre outros. A eficiência no processo de pesquisa, o tempo de atendimento e os gastos com telefone são reduzidos, permitindo que várias empresas ou filiais utilizem o sistema ao mesmo tempo. O sucesso da ferramenta garante a satisfação do cliente a Usiminas em relação aos serviços prestados pelo Grupo Alatur. “Hoje temos uma boa avaliação tanto no atendimento quanto na gestão e em tecnologia. Aprendemos muito, a Alatur soube superar as dificuldades surgidas com a descentralização do atendimento e o regionalismo e fez com que o cliente tenha o mesmo atendimento de qualidade em todo o país”, diz Alessandro.

Posto Ipatinga, da esquerda para a direita: Marcela, Adriana, Fabio e Glauciane 52 alatur abril/maio 2011

fotos: DIVULGAÇão

Cliente da Alatur desde 2009, o Grupo Usiminas superou os 50 mil processos utilizando a ferramenta AR&B. O número representa uma grande virada na política de viagens da empresa. “Os seis primeiros meses foram os mais críticos do processo. A Usiminas mudou a cultura e o sistema utilizado. Tivemos de conciliar todas as empresas do grupo para apresentar resultados consolidados”, diz o gerente de relacionamento da Alatur, Alessandro da Silveira. O Alatur Request e Self Booking Tool (AR&B) é uma ferramenta com tecnologia brasileira e desenvolvida nos padrões dos mercados mais exigentes do mundo. Com este sistema de monitoramento integrado, a Usiminas, com postos em Ipatinga, Belo Horizonte, Cubatão, São Paulo, Guarulhos e a unidade CEASP, sabe o volume de compra de cada unidade. Com o AR&B todas as demandas podem ser medidas, pois, ele possui módulos como requisição off-line para ter um workflow da empresa, gerenciamento para acompanhar o

Posto Guarulhos: Sheila

Para mais informações sobre o AR&B, fale com: heoler.ribeiro@alatur

Ana Fonseca, Chrissie Lincoln, Donald Wong, Miguel Guedes de Sousa e Carolyn Turnbull

correram a viagens para um dos destinos onde há unidades da Amanresorts. Criada em 1988, com a inauguração do Amanpuri (que em tailandês significa lugar de paz), em Phuket, na Tailândia, a rede hoje administra 24 pequenos resorts de luxo espalhados pelo mundo. Cada uma tem sua particularidade, oferecendo ao cliente experiências singulares, serviço de qualidade, exclusividade e localização de tirar o fôlego. Como a Alatur tem o Club+ que atende clientes com o perfil da Amanresort, o evento serviu para estreitar ainda mais o relacionamento entre as duas empresas. A recepção terminou com um delicioso jantar preparado pelo chefe Fritz Zwahlen, do Amanyara Turks e Caicos. “Preparei um cardápio com comida asiática, com opções como risoto e filé com especiarias”, explicou ele.

FOTO: biofoto

No início de abril, o Club+, do Grupo Alatur, e a Amanresorts, rede hoteleira de luxo, promoveram um jantar para um seleto grupo de convidados na sala panorâmica do Terraço Itália, em São Paulo. O evento contou com a presença de executivos de seis unidades da rede: Carolyn Turnbull (Cingapura), Chrissie Lincoln (Bali), Donald Wong (Índia-Butão), Miguel Guedes de Sousa (Marrocos) e Marco Franck (Turks e Caicos); além do vice-presidente da Alatur, Ricardo Ferreira, e personalidades, como a atriz Irene Ravache. “É fantástico estar em um lugar tão bonito quanto este”, declarou Carolyn Turnbull sobre a linda vista noturna do centro de São Paulo. Os convidados foram recebidos com um coquetel de boas-vindas, assistiram a uma apresentação de dança tailandesa e con-


ponto de vista

mobilidade 360

o

foto: biofoto

As atuais competências do gestor de viagens ultrapassam gerenciar idas e vindas de executivos Por ricardo ferreira*

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á alguns anos, o papel do gestor de viagens vem mudando. Hoje, o mercado quer um profissional que vá além do controle de reservas de passagens aéreas ou de hospedagem. Afinal, gerenciamento de viagens corporativas já é assunto dominado. Exige-se, sim, que seja alguém que tenha expertise em mobilidade corporativa. Esse é o profissional que o Grupo Alatur tem a oferecer a seus clientes, ou seja, pessoas capazes de olhar de forma ampla como os clientes movimentam seus times local, nacional e globalmente, buscando ganho de competitividade e segurança. Hoje, o gestor deve administrar viagens corporativas, eventos, fluxo dos expatriados, propor alternativas de substituição de viagens (ele precisa apresentar outras formas para a realização de reuniões ou encontros usando para isso teleconferência, telepresença ou similares), estabelecer planos de comunicação mobile corporativa e gerir treinamento e frotas.

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Para atuar em áreas tão distintas é essencial que esse profissional tenha habilidade em negociar com fornecedores. Só assim irá garantir o ganho de competitividade que o cliente quer e precisa. Por outro lado, o cliente terá a possibilidade de olhar sua despesa com mobilidade 360o, passando a conhecer outros gastos. Um exemplo prático é uma empresa pechinchar US$ 100 no custo de uma passagem aérea para Santiago, no Chile. Então, chegando lá o colaborador gasta algumas centenas de dólares ao transmitir arquivos pelo smartphone corporativo. Vendo a mobilidade desta forma, as oportunidades de uma empresa com o Grupo Alatur, antes restritas a viagens e eventos, ultrapassam fronteiras, se multiplicam, desde que mantenham o gestor de viagens como ponto focal de mobilidade corporativa. *Vice-presidente executivo do Grupo Alatur

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ibiza, uma das ilhas baleares da costa espanhola, 茅 mais do que vida noturna agitada. A cidade tem s铆tios hist贸ricos considerados patrim么nio da humanidade, pela unesco, como a fortaleza Dalt vila.

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