Issuu on Google+

Veículo Leve sobre Trilhos pode aliviar o trânsito na capital

O Quinto Beatle

Conheça a Marca de Fantasia, uma editora que trabalha de forma artesanal na produção de seus livros

Os idosos na rede Do impresso ao Digital Novo fã-clube da Saga Crepúsculo na Paraíba

1

Edição

#

Consumo prematuro de álcool na Paraiba


Editorial

Índice Editorial

03

Tecnologia

04

Política

06

Saúde

07

Comportamento

09

Especial

11

VLT

12

Dicas

15

Cultura

17

Extra

18

O jornal plural nasceu do projeto de pesquisa da disciplina de produção de texto do curso de comunicação em mídias digitais da UFPB, mas ele é bem mais do que isso, a nossa equipe tem a garra e a vontade de fazer melhor, de trazer a notícia sob todos os olhares, um olhar “Plural” que mostra todas as faces do assunto com seriedade compromisso com você leitor. Na nossa primeira edição traremos um caderno especial com uma reportagem sobre o trânsito de João Pessoa e uma solução moderna e ecológica para os congestionamentos e uma matéria sobre a relação dos idosos com o mundo digital e quais os benefícios desta interação. Você poderá ler também uma matéria sobre a pesquisa de novas plataformas de leitura que está sendo desenvolvida na Paraíba, dicas de livros e uma matéria sobre o filme “O Quinto beatle” desenvolvido pelos alunos de Arte e Mídia na Universidade Federal de Campina Grande.Política, dicas de livros, CD’s e muito mais, tudo feito com muito carinho pra você. Jornal Plural, todas as faces da notícia pra você que não lê nada mais que a verdade.

DIRETORIA DE CRIAÇÃO: Marriett Albuquerque e Thales Lima DIRETORIA DE REDAÇÃO: Alana Beltrão e Emanuelle Cabral

Editorias Tecnologia: Marriett Albuquerque Política: Alana Beltrão Saúde: Emelyne Lisboa Comportamento: Emanuelle Cabral Especial: Thales Lima Dicas: Naiane Almeida Cultura: Thays Carvalho


Anterior - Capa - Próximo

Tecnologia

Anterior - Capa - Próximo

Tecnologia

A pesquisa editorial digital na Paraíba

Quem nunca ouviu a expressão “não julgar um livro pela capa”? Com as plataformas digitais cada vez mais populares hoje em dia, é provável que nos deparemos com uma derivação “não julgar um livro pelo seu formato”. Hoje o mercado editorial em todo o mundo se volta para a grande aposta do meio tecnológico: portabilidade. Com a recente revolução dos tablets, e a acirrada disputa pela preferência dos consumidores as editoras encontram um mercado promissor que já traz grandes resultados. São os Ebooks, os livros em formato digital. Há agora uma completa reconfiguração dos textos para agradar os leitores dessa plataforma. Esse formato, que hoje supera a venda de impressos nos Estados Unidos (aproximadamente 5%) , como anunciou no início deste ano a popular Amazon (noticiou O Estado de S. Paulo), líder de mercado nessa área editorial, que além do vasto catálogo conta com uma linha exclusiva de e-readers, os aparelhos especializados para a leitura deste formato de livros. No Brasil, esse nicho editorial ainda engatinha, mas começa a mostrar que temos um futuro promissor. A Paraíba vai aos poucos despertando para esse mercado, e mostra interesse na área principalmente para divulgação junto ao público acadêmico, por se tratar de um meio onde a relação diária com as plataformas digitais é mais comum. A dica é do pesquisador e produtor de Histórias em quadrinhos, Fanzines e Editoração Professor Doutor Henrique Magalhães, associado da Universidade Federal da Paraíba (UFPB), editor e diretor da Editora Marca de Fantasia, um selo independente e artesanal criado em 1995, com enfoque acadêmico e em cultura alternativa.

A relação da editora com os livros digitais começou em 2009 com o livro Discurso, poder e subjetivação: uma discussão foucaultiana, de J. J. Domingos, desde então a produção editorial de Ebooks passou a fazer parte do seu conceito, que mostra a preocupação com a adaptação das obras para o meio digital, o que as torna mais atrativas e de fácil leitura: Não transpomos simplesmente o projeto do livro impresso para o formato digital, salvando-o em pdf. Uma nova diagramação é feita para tirar proveito dos recursos da edição digital, como a mudança de formato, a inclusão de cores e, sobretudo, os links para navegação. Diz Henrique Magalhães. Um ponto decisivo na novela dos Ebooks ainda são os tablets ou e-readers, que embora venham se popularizando cada vez mais no país, ainda possuem preços elevados para o padrão de vida do brasileiro.

4

Os Ebooks ainda sofrem bastante preconceito a respeito da sua categorização enquanto livro. Os amantes do impresso ainda relutam em reconhecê-lo como livro no formato digital e mais ainda em aderir a esse tipo de leitura. Sobre isso, Henrique Magalhães assinala: Ainda temos no Brasil um público conservador, saudosista, romântico, que resiste a abrir mão da materialidade do livro impresso. Ainda na UFPB existe um projeto liderado pelo Professor Doutor Marcos Nicolau que é totalmente voltado ao estudo do mercado editorial digital e à experimentação de modelos editoriais que se encaixem neste novo segmento.

O projeto Para ler o digital existe há pouco mais de um ano e já ganhou um prêmio EXPOCOM, do INTERCOM pelos resultados obtidos, tem recebido críticas positivas por parte dos usuários que tiveram acesso às obras. Além de fazer esse estudo, afirma o Professor Marcos Nicolau, um dos principais objetivos do projeto é preparar os estudantes para esse novo mercado editorial, dando-lhes as ferramentas necessárias para que eles façam este segmento progredir. Um dos pontos que interessa nesse novo mercado é a democratização do acesso às obras: Você pode ter livros comerciais movimentando o mercado editorial, mas também você tem a produção e compartilhamento de milhares de livros gratuitos para aqueles que não podem comprar obras. A Paraíba já se insere nesse contexto. Sempre tivemos aqui grandes valores artísticos, culturais e até mesmo científicos, que podem ser mostrados para todas as demais culturas do mundo. Segue o Professor Nicolau. Falta ainda na UFPB um apoio mais concreto a fim de proporcionar aos seus estudantes e pesquisadores esse acesso dinâmico à informação. A Biblioteca Central da universidade ainda não conta com nenhum plano que forneça esse tipo de serviço. Mas a diretoria mostra-se a favor da implantação e adianta que uma negociação está em andamento com a ebrary Academic Complete, e com a concretização desse projeto, a UFPB ira tornar-se a pioneira no Nordeste a adquirir esse sistema. O Ebook não é outro produto que não um livro, o que muda entre ele e o impresso é a plataforma na qual está inserido. Com os experimentos que vem sendo feitos no estado, seus futuros profissionais produzirão material de alta qualidade e viabilidade que poderá competir sem medo com os produtos nacionais.

5


Política

Anterior - Capa - Próximo

Novo salário mínimo será de R$ 622,73

O valor será pago aos trabalhadores a partir de 1º de janeiro e contrariando a previsão anterior de R$ 619,21, houve um acréscimo de R$ 3,00 devido à revisão de índices de inflação. O governo anunciou o aumento através de ofício do Ministério do Planejamento nesta segunda feira (21) seguindo com a política de recuperação do salário mínimo que hoje é de do R$545. Haverá também aumento para os benefícios assistenciais e previdenciários para quem recebe acima de um salário mínimo, a projeção do reajuste nesses casos será de 6,3%.

Cássio reafirma aliança com governo Ricardo e lança Romero Rodrigues para prefeito de Campina O senador Cássio Cunha Lima confirmou apoio à candidatura de Romero Rodrigues a prefeitura de Campina Grande e reafirmou apoio ao governador Ricardo Coutinho. Foi a primeira vez que o senador falou das eleições majoritárias de 2012, até então Cássio afirmava que todos os postulantes ao cargo tinham iguais condições de disputar a vaga. Quanto a sua posição em relação as disputas para governador, Cássio afirmou que precisa consultar as bases e a cúpula do PDSB.

Candidato do PMDB será definido através de pesquisa O deputado Manoel Júnior e o ex governador José Maranhão afirmaram após reunião do partido que o nome que disputará o governo do estado pela legenda será definido através de pesquisa a ser contratada nos próximos dias. De posse dos dados, as principais lideranças do partido definirão o candidato do partido. Maranhão e Manoel Júnior saíram com o compromisso de envolvimento da campanha do escolhido após a pesquisa.

Anterior - Capa - Próximo

Consumo de álcool na Paraíba inicia em média aos 13 anos Quem costuma consumir bebidas alcoólicas não leva muito tempo para perceber que essa prática não se aplica apenas aos adultos, pelo contrário, atualmente os adolescentes e jovens tem consumido esse tipo de droga tanto quanto os pais. Por ser uma droga lícita, o álcool tem sido amplamente tolerado pela sociedade, e o jovem tem, muitas vezes, sua primeira experiência de consumo dentro da própria família, através de hábitos culturais ou sob a forma de diversão. O consumo de drogas regulamentadas como o álcool e o tabaco tem aumentado e contribuído, de maneira evidente, para a carga de doenças em todo o mundo. Embora o consumo do álcool tenha diminuído nos países desenvolvidos, está aumentando nos países em desenvolvimento. No estado da Paraíba não é diferente. Um estudo feito sobre o consumo de álcool entre estudantes de uma escola pública da cidade de Cajazeiras mostra que de 300 alunos, 71% já tinham usado álcool e 66,4% fizeram experimentação da droga entre 13-17 anos. Pesquisas mostram que o envolvimento com “drogas ilícitas e lícitas” ocorre principalmente entre os adolescentes e jovens adultos. Embora, na maioria das vezes, esse uso seja apenas experimental, é possível notar padrões de uso que irão perdurar até a vida adulta e que podem ser indicativos da necessidade de estabelecer medidas preventivas nessa fase do desenvolvimento humano.

Como Acontece A diversão e a curiosidade são os motivos mais citados entre os jovens ou adolescentes que são levados a experimen-

6

Saúde

tar esse tipo de bebida. A estudante de Relações Públicas, Laise de Lima, de 22 anos, diz que em seu ambiente social a maioria das pessoas prefere a bebida alcoólica, e que essa escolha é feita muito mais pela sensação que o álcool provoca do que pelo gosto da bebida. Laise, que experimentou a bebida alcoólica a partir dos 18 anos por ter curiosidade, hoje não bebe mais por acreditar que são inúmeras as desvantagens geradas por esse consumo. “Começando que não é todo mundo que sabe seu limite para bebida, e ainda assim é muito grande a chance de fazer algum tipo de besteira, algo que se arrependa depois, porque a pessoa no efeito do álcool perde mais a consciência”, diz. A influência social também é um agente que provoca a integração ao clube dos consumidores de álcool, Laise de Lima discorre sobre o assunto: “Geralmente quem bebe tenta influenciar quem não bebe a começar. Quando você bebe é sempre um ponto em comum com as outras pessoas que bebem, querendo ou não é mais fácil se enturmar e conhecer pessoas em diversas situações e lugares.” Para Carlos Salgado, psiquiatra presidente da Associação Brasileira de Estudo do Álcool e outras Drogas (Abead) as bebidas fermentadas, como a cerveja e o vinho, veiculadas indiscriminadamente, são justamente às quais os jovens são mais sensíveis. Carlos adianta que o comportamento começa em casa e depois se repete também na vida social. A influência dos amigos que já começaram a beber e fazem pressão para que os outros sigam o mesmo comportamento acontece tanto com meninos quanto com meninas, diz.

7


Anterior - Capa - Próximo Em uma experiência similar, a estudante de Geografia, Jéssica Jácome, de 20 anos, afirma que apesar de ter começado a beber a partir dos 18, só ingressou na bebida alcoólica devido à curiosidade gerada pelas pessoas com quem convive e que já faziam uso da bebida para se divertir.

No Brasil Dados divulgados pela Organização Mundial da Saúde (OMS) mostram que propaganda farta na TV e incentivo dos próprios familiares fazem com que o Brasil consuma 50% mais bebidas alcoólicas que a média mundial e que jovens comecem cada vez mais cedo a beber. Segundo a OMS, 320 mil jovens entre 15 e 29 anos morrem ao redor do mundo, todos os anos, de causas relacionadas ao uso do álcool.

Saúde O levantamento indica que os homens brasileiros bebem até 24,4 litros de álcool por ano, e as mulheres 10 litros em média. Entre os universitários das capitais brasileiras 80% dos menores de 18 anos já consumiram bebidas alcoólicas e quase metade consumiu algum tipo de droga. Segundo o Ministério da Saúde, o abuso do álcool é responsável por 30% das ocorrências policiais, 20% dos acidentes de trabalho e 75% dos acidentes de trânsito. Para a OMS, a elevação dos impostos sobre as bebidas alcoólicas é a melhor maneira de conter o abuso, principalmente entre os jovens. Outras medidas efetivas seriam o estrito cumprimento de regulamentos relativos à idade mínima para o consumo e à mistura de álcool e direção, somados a limitações para a publicidade e patrocínio de eventos pelos fabricantes.

Em São Paulo, uma nova lei antiálcool começou a valer na madrugada de 19 de novembro, a lei paulista determina sanções administrativas, além das punições civis e penais já previstas pela legislação brasileira a quem vende bebidas alcoólicas a menores de idade. Prevê a aplicação de multas de até R$ 87,2 mil, além de interdição por 30 dias, ou até mesmo a perda da inscrição no cadastro de contribuintes do ICMS, de estabelecimentos que vendam, ofereçam, entreguem ou permitam o consumo, em suas dependências, de bebida com qualquer teor alcoólico entre menores de 18 anos de idade em todo o Estado. O site da campanha (http://www.alcoolparamenoreseproibido.sp.gov.br) disponibiliza o aviso obrigatório para os donos de bares, restaurantes, padarias, supermercados, lojas de conveniência e outros estabelecimentos estaduais.

8

Anterior - Capa - Próximo

Comportamento

O idoso digital

Empurrãozinho Eliminar a fantasia de que o computador é algo para pessoas mais jovens que nasceram com o digital, é uma das formas de conectá-los à realidade tecnológica. Italmira Cabral, professora de informática da terceira idade que já formou mais de 900 idosos desde 2007, acredita que, muitas vezes, basta um empurrãozinho. “Eles vivem um mito de que não são capazes e muitos chegam aqui quase que empurrados pelos filhos e familiares. A maioria não tem esperança de que seja possível aprender a entender, lidar com o computador”, conta. Com uma média de 200 alunos por ano, Valdeci Costa, que administra a escola de informática para a terceira idade em João Pessoa que tem como professora Italmira, comenta o “empurrãozinho familiar” bem comum no ato da matrícula. Fala que no decorrer do curso o interesse aumenta, “eles ficam bem mais animados, descobrem afinidades, socializam, promovem festinhas, muitas vezes reencontram antigas amizades, quando não, formam novos círculos de amizade que por vezes se mantém em redes sociais

e principalmente por emails  “. Afirmou que a predominância nas salas de aula é feminina, havendo presença masculina sim, mas em menor escala. Para minimizar o medo de perguntar em sala de aula, essas turmas são montadas com pessoas da mesma faixa etária. Em um ano de aulas semanais, os novos internautas da terceira idade ganham mais do que coragem de se conectar. Eles aprimoram funções cognitivas, trocam a assinatura de jornais pela leitura das notícias online, fazem turmas, vão buscar velhos amigos e até recebem propostas para voltar ao mercado de trabalho. Valdeci não deixa de mencionar que já existem relatos de idosos que receberam propostas de emprego após término do curso. Mais uma amostra de que nunca é tarde para aprender a navegar.

Geração Hal Eles eram jovens, quando Stanley Kubrick lançou “2001: uma odisseia no Espaço”, ficção científica que tentou antecipar o futuro e teve entre os personagens centrais o computador Hal. Hoje, muitos

9


Anterior - Capa - Próximo

Comportamento

integrantes da geração Hal são usuários de internet. Com 65 anos ou mais, a terceira idade representa 1,6% dos 22,7 milhões de internautas residenciais. “Não parece muito, mas até pouco tempo, eles não eram expressivos no mundo digital. A adesão à banda larga é a explicação para a chegada desse grupo, que não deve parar de crescer’’, disse José Calazans, analista de mídia do IBOPE Nielsen Online, em entrevista à agência de conteúdos WNews, especializada em novas tecnologias. Assim como os usuários um pouco mais jovens, eles também usam a ferramenta, tanto para pagar contas, comprar, comunicar-se e acessar notícias, como participam de redes de relacionamento. A idade não é um impeditivo na internet. Pelo contrário, as pessoas com mais idade também estão presentes em comunidades de relacionamento, como é o caso da corretora de imóveis Edna Michiles, 54 anos, usuária do Orkut que comenta: “Adoro! Já encontrei várias amigas das antigas e muitas me acharam também. Troco muitas mensagens e estou sempre em contato com as pessoas”, conta.

Nova geração que se distrai na internet Engana-se quem pensa que a melhor distração para as pessoas da terceira idade é a hidroginástica, dança de salão e jogo de xadrez na praça local. O uso dos computadores e o acesso à internet por esse grupo já começou a roubar o tempo antes gasto nos programas tradicionais. A inclusão digital bateu definitivamente na porta da terceira idade, com representação significativa de internautas residenciais no Brasil segundo dados do IBOPE. “Usar a internet facilitou minha ida a mais lugares do que eu posso ir fisicamente”, diz a aposentada Maria Neide Ferrazoli Clemente, 68 anos, que usa cadeira de rodas e não consegue se locomover com facilidade. “Como a cidade não está prepara-

da para cadeirantes, a internet me permite ver resultado de exames, fazer compras de supermercado e pesquisar endereços com mais agilidade”, relata. O computador também facilita a comunicação com os parentes que moram longe. Depois que os idosos descobrem que usar a internet ajuda a economizar na conta de telefone, não querem saber de outra coisa. “Falo sempre com as minhas filhas que moram longe pelo MSN. Uso a webcam e posso ver como elas estão, uma delas vive em São Paulo e a outra na Europa. A tecnologia ajuda a encurtar distâncias e a reduzir as contas de telefone”, comenta a professora aposentada Neuza Fabiano, 64 anos. “Leio diariamente os sites de notícias mais importantes”, diz Neuza Fabiano. A corretora Edna tem o mesmo hábito. “Além de me manter informada, a internet é fundamental para usar serviços do governo eletrônico, que fazem parte do meu trabalho”, conta. Já para Maria Neide, a Web serve para fazer compras. “Compro livros, remédios e faço transações bancárias. Não tenho medo, sei como me proteger. Passo antivírus uma vez por semana e sempre apago os e-mails de pessoas que não conheço”, ensina. Para alcançar essa familiaridade com a tecnologia, os idosos tiveram de ultrapassar a barreira do medo. “Não é fácil vencer esse temor. A gente acha que vai estragar ou apagar tudo”, admite Maria Neide, que só conseguiu começar a usar o computador com a ajuda dos filhos. “Eu tenho essa sorte, mas escuto dizer que tem muito filho que não tem paciência”, lamenta. No caso de Neuza Fabiano, a saída foi fazer um curso. “Um dia tomei coragem e me matriculei. Me senti meio deslocada porque só tinha garotada. Mas segui adiante e hoje sei fazer tudo sozinha. Quando tenho dúvida recorro ao meu filho ou ate mesmo às netas de cinco e oito anos”, afirma a aposentada, que já ajudou muitas amigas a perderem o medo e virarem “experts em computação”.

10

Anterior - Capa - Próximo

Especial

A Marca do livro artesanal

Desde a evolução do impresso, os livros passaram a ser cada vez mais bem elaborados com ilustrações e designs mais ousados, exigindo encadernações e impressões de alta performance apenas possíveis graças a maquinas importadas e de ultima geração. Em João Pessoa, uma editora resgata a forma tradicional de se produzir livros. A Marca de Fantasia (MF) é uma editora independente, funciona como projeto de extensão do Programa de Pós-Graduação em Comunicação da UFPB ligada ao Namid (Núcleo de Artes Midiáticas) e é coordenado pelo professor Henrique Magalhães. A Marca de Fantasia sempre utilizou os métodos artesanais para confecção de seus livros. No início fazia uso do mimeógrafo, fotocópia, serigrafia, máquina de escrever até chegar ao computador, tornando sua produção menos artesanal. “ Já fiz também as capas de forma artesanal (com carimbo de linóleo, para aplicar outra cor além da preta), mas prefiro que seja feita numa gráfica, para dar à publicação um aspecto profissional” diz Henrique. A produção de fanzines, formato de livros e revistas com conteúdos diversos geralmente produzidos artesanalmente e de forma independente, começou no Brasil por volta da década de 1960. Henrique Magalhães conhecedor e referência nacional na área, trás de volta este conceito de fanzine para as publicações da Marca de Fantasia. Abrindo espaço para novos e antigos escritores, professores e

contadores de historias em quadrinhos publicarem suas obras. Com mais de 100 títulos produzidos, a Marca de Fantasia trabalha com um sistema de impressão sob demanda bastante comum hoje em dia. São tiragens de 20 e 10 exemplares, impedindo a perda de material e estoque desnecessário, abrindo espaço para novas publicações. Este sistema não era muito comum nem viável para pequenas publicações até a intervenção da informática que tornou isto possível, barateando o serviço e garantindo que livros que nunca são comprados tenham uma grande tiragem. Sites como clubedeautores.com.br e www. editoraschoba.com.br também trabalham com um sistema semelhante ao da MF. A migração dos livros impressos para o eletrônico é cada vez mais presente no mercado, pensando no futuro Henrique busca para a Marca de Fantasia adaptasse ao novo mercado editorial. Com 18 títulos e outros em produção, a MF vem produzindo e-books a princípio de livros teóricos que estão cada vez mais abandonando o impresso. “Alguns autores nem solicitam a edição do livro impresso, mas preferem a edição digital” conclui Henrique. Questionado quanto a invasão do eletrônico ao meio tradicional, Henrique acredita que o livro impresso como conhecemos não irá perder totalmente espaço para os e-books, mas sim, passará a ser um produto de elite, sofisticado e para certos tipos de publicações como livros de arte, catálogos e edições autorais.

11


VLT um meio viável para João Pessoa O início do ‘’Projeto Caminho Livre’’ despertou diversas discussões sobre o trânsito de João Pessoa. A cidade que passa por um crescimento desordenado tem suas estradas cada vez mais congestionadas e de difícil acesso, e com uma falta de planejamento evidente, os

moradores da capital aguardam descontentes o posicionamento de seus representantes. Não faltam exemplos para ilustrar a falta de planejamento no trânsito de João Pessoa. Entre eles está a autorização da Prefeitura em construir o super-

mercado Carrefour em um trecho dos Bancários que já sofria com constantes engarrafamentos, que foram intensificados com a construção do mesmo. Em entrevista concedida a alunos de Mídias Digitais da UFPB, o representante da Superintendência de Transporte e Trânsito (STTrans), Nilton Pereira, reforça que o planejamento da Prefeitura de João Pessoa é ausente ou ineficiente, não existindo interação entre a Secretaria de Planejamento e STTrans. O aumento descontrolado de veículos é um problema enfrentado em todo o pais. Com uma frota de mais de 237 mil automóveis e 517 ônibus e mais de 101 veículos particulares sendo licenciados por dia, João Pessoa necessita urgentemente de uma reestruturação em seu sistema de mobilidade urbana. Nilton, fala que os esforços para esta reestruturação estão voltados a parte da população que utiliza transporte público, assim a parte usuária de veículos particulares teriam que se adaptar, passando a utilizar transporte coletivo. O “Projeto Caminho Livre’’ visa melhorar a mobilidade e organizar o transporte público da capital, objetivando a rapidez e conforto, contemplando caminhos exclusivos para ônibus. Nilton Pereira expõe um orçamente de quase R$ 200 milhões para o que ele acredita ser a solução para o problema de mobilidade urbana da cidade. Este orçamento seria para a construção de um terminal de integração no Varadouro e mais três dentro da cidade. O dinheiro também será usado para a construção de um viaduto entre os bairros Cristo Redentor e Geisel, faixas exclusivas para ônibus, estações de parada e duplicação de avenidas. O objetivo é melhorar o sistema de transporte coletivo de massas, que segundo Nilton, representa 80% da população. Anterior - Capa - Próximo


Anterior - Capa - Próximo

Anterior - Capa - Próximo

Anterior - Capa - Próximo

Dicas

Leitores da série Crepúsculo criam fã-clube e destacam-se na Paraíba

O sistema de transporte coletivo de massas proposto é o BRT (Bus Rapid Transit ou trânsito rápido de ônibus) que prevê a utilização de corredores exclusivos ou preferenciais para a circulação do transporte coletivo; embarques e desembarques rápidos através de plataformas elevadas no mesmo nível dos veículos; sistema de pré-pagamento de tarifa; veículos de alta capacidade, modernos e com tecnologias mais limpas; transferência entre rotas sem incidência de custo; integração modal em estações e terminais; programação e controles rigorosos da operação; sinalização e informação ao usuário. Como meio de transporte seriam utilizados veículos articulados com capacidade média de 250 pessoas. O sistema BRT aparentemente parece ser uma solução imediata para o transporte coletivo de João Pessoa. Porém devemos avaliar muito bem outras características para que não ocorra um efei-

to contrário ao desejado. Os principais problemas encontrados no BRT é de que, mesmo utilizando o biocombustível ele é um meio de transporte com índices significantes de poluição do ar e sonora, sua manutenção é cara, o que a longo prazo poderá ocorrer o que já é visto hoje em dia, veículos sucateados rodando na cidade. Um sistema de transporte de massas que poderia ser implantado em João Pessoa para solucionar os problemas da cidade seria o VLT (Veículo Leve sobre Trilhos). Uma especie de bonde moderno movido a eletricidade. Com índice minimo de poluição, tanto atmosférica quanto sonora. Apesar de um custo maior para sua implantação, o VLT é um sistema pensado no futuro, com um novo conceito de transporte de massas, não poluente, baixo consumo de energia elétrica e com um custo de manutenção que compensa o investimento inicial.

14

Vida de fã não é fácil, estão sempre querendo saber o que se passa com seus ídolos. E quando estes ídolos são internacionais a curiosidade ultrapassa os limites geográficos e mesmo a distância eles sempre dão um jeitinho de saber o que anda acontecendo na vida de seus artistas preferidos. A idéia geral da criação de fã-clubes é reunirem pessoas com gostos parecidos para discutir suas preferências, suas diferenças de opinião ou ainda o simples prazer de conversar com pessoas que entendem o porquê de gostarmos de determinados atores, escritores ou cantores, sem demonstrar preconceitos ou julgamentos sobre essas escolhas, podendo inclusive surgir verdadeiras amizades.

A estudante de Relações Públicas Nathane Costa, 20 anos, é uma das fundadoras do fã-clube oficial de Crepúsculo na Paraíba (FC-CrepúsculoPB), criado no dia 23 de junho de 2008 e que hoje possui em média 434 membros na Comunidade Oficial do Orkut. Nathane afirma que “A idéia surgiu quando um grupo de amigas, fãs da série Crepúsculo, viu que em outros estados havia encontros para discutir os livros, escolha de elenco para o filme que na época estava para ser adaptado e decidiu que queriam fazer o mesmo. Queriam conhecer pessoas que também gostassem dos livros, para poder conversar por horas sem cansar e claro, fazer eventos em parceria com a editora responsável pela redistribuição no Brasil.” O grupo fundador do FC-CrepúsculoPB é formado por Nathane Costa, Marina Costa e Larissa Carvalho, mas atualmente contam com a colaboração Lígia Paulino e Andressa Soares na organização dos eventos realizados para os fãs e nas promoções que acontecem pelo twitter,(@ fctwipb). Inicialmente eram realizados pequenos encontros no Shopping Manaíra para discutir os livros da série escrita por Stephenie Meyer (Crepúsculo, Lua Nova, Eclipse, Amanhecer e A Segunda Breve Vida de Bree Tanner – Uma história de Eclipse, livro que conta a história da vampira Bree que faz uma rápida aparição no final do terceiro livro da série) antes de transformarem-se em filmes. A partir da parceria com a editora Intrínseca, responsável pela distribuição dos livros no Brasil, o fã-clube começou a organizar os lançamentos dos livros e também a realização de brincadeiras, distribuição de brindes e dinâmicas nas

15


Dicas

Anterior - Capa - Próximo salas de exibição nas estréias dos filmes da Saga.“O principal parceiro é a editora Intrínseca, que nos incentivou e enviou brindes da série para serem distribuídos nos eventos e foi o canal de comunicação entre a Paris Filmes, distribuidora dos filmes de Crepúsculo no Brasil, que também cedeu pôsteres e camisetas para serem sorteados.” diz Nathane. Mas como tudo na vida, no início, houve algumas dificuldades quanto à credibilidade dos encontros do fã-clube. A maioria dos fãs é jovem e como é normal, os pais temem pela segurança de seus filhos

e seu contato com pessoas estranhas, mas depois do lançamento do terceiro livro da série, Eclipse, que ocorreu na livraria Saraiva, a confiança foi brotando cada vez mais e o fã-clube oficial de Crepúsculo na Paraíba solidificando-se com o passar do tempo, tornando-se referência para a criação de outros, como o fã-clube de Campina Grande, pois a procura era muito grande e o FC-CrepúsculoPB não poderia estender seus eventos para outro estado.

Anterior - Capa - Próximo

O Quinto Beatle Liverpool e Campina Grande, no início do século XX, lutavam pelo status de maior produtora de algodão no mundo. É nesta época que o campinense João Buiú e o famoso Paul McCartney se conhecem. O encontro influenciou e mudou o rumo da história da mundialmente famosa banda, The Beatles. A história dessa amizade é contada no curta-documentário O Quinto Beatle produzido pelos alunos do 7º período do curso de Arte e Mídia na Universidade Federal de Campina Grande. O Quinto Beatle teve sua estréia no dia 30 de agosto de 2011, na Mostra Tropeiros do VI Comunicurtas.

A Saga Crepúsculo Crepúsculo

Lua Nova

Bella Swan acaba de se mudar para a cidadezinha de Forks onde se apaixona pelo charmoso e perigoso vampiro Edward Cullen com seus olhos dourados e mistérios sobrenaturais que o rodeiam, a vida que ela conhecia está para mudar completamente.

Depois da desastrosa festa de aniversario de Bella, Edward resolve abandoná-la. O perigo continua rondar a cidade e Bella se aproxima cada vez mais do lobisomem Jacob Black. Mas agora Edward está em perigo e Bella é a única que pode salvá-lo.

Eclipse

Amanhecer - Parte 1

Quando vampiros recém-nascidos rumam em direção a Forks, vampiros e lobisomens unem-se para proteger a cidade e em meio à batalha Bella terá um difícil escolha a fazer, seu amor pelo vampiro Edward ou sua amizade pelo lobisomem Jacob.

Bella e Edward se casam e vão passar a lua de mel no Rio de Janeiro, em meio ao calor, as praias, um fato impossível acontece. Bella está grávida de Edward! Mas como, se vampiros não podem ter filhos? E tem mais a criança está consumindo sua vida e os lobisomens acham que é uma ameaça e querem destruir-la.

16

Cultura

Bazófias de um cantador pai d´égua: o maior cordel do mundo. Obra onde é exposto o mundo da cultura popular em 384 páginas, com 1.400 versos em septilha, narrando as proezas de um cantador visionário, com temas que vão desde a pangeia até o apocalipse. O autor do cordel, Beto Brito, confessa que teve dificuldades em criar uma literatura tão longa e que fizesse sentido. “As estrofes não são, necessariamente, uma sequência, em que uma dependa da outra, mas sim, um complemento entre si. O leitor pode abrir em qualquer página e iniciar a leitura”, comenta. O livro foi lançado no dia 20 de janeiro de 2011, no Espaço Mundo, seguido por show de Beto Brito, na Praça Antenor Navarro, com os artistas convidados, Renata Arruda, Escurinho, Oliveira de Pane-

las, Totonho, Chico Correa, Kiko Guedes, Clã Brasil, Alex Madureira, Adeildo Viera e Guiraiz.

17


Extra

Anterior - Capa - Próximo

Olhos Verde Mar A garotinha estava sozinha no mar Olhava para aquela imensidão, Seu olhar era um triste verde mar. Olhos que viram muitas vidas, Olhos que enxergam a morte da lua caída. Lindos olhos verde mar, Perdidas esperanças no ar. Distantes os sonhos brilhantes, Invasiva lua minguante, Olhos que veêm, sem enxergar.

Anterior - Capa - Próximo

Extra

Misteriosos olhos verde mar, Desabrocha sem mudar. Gentil flor de primavera, Dama nascida em outra Era, Sobrevive a chorar. Criança de olhos verde mar A procura, do que não pode achar. O esquecimento de uma vida, Da ingenuidade, para sempre perdida. Naiane Almeida

18

19



Jornal Plural