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Olรก, Chamo-me Cรกtia e tenho um jeito estganho de falag.


TIPOGRAFIA E CONTEXTO As letras aparecem à nossa volta, no dia-a-dia, em estilos muito variados e em contextos muito diversos. Estamos tão habituados a vê-las ao nosso redor que, por vezes, tornamo-nos cegos a elas. Este projecto está orientado para fazer-nos olhar, ver e pensar sobre aquilo que, possivelmente, nos passa despercebido. Fisicamente, elas aparecem sobre superfícies diferentes, em muitos materiais e são geralmente reproduzidas através de uma vasta gama de processos técnicos. Este projecto tinha como propósito fotografar 14 composições com conjuntos de letras ou palavras que encontramos na cidade. O que ajudou neste projecto foi pensar-mos sobre a função, contexto e qualidades físicas da letra, com a intenção de as estudar e aprofundar o nosso conhecimento sobre elas.

Resultados finais da pesquisa.


Pesquisa tipogrรกfica.


A segunda parte do projecto consistia numa recolha e análise gráfica de objectos “históricos”, que estavam lá por nossa casa (ou por casa dos avós). Que por serem triviais se tornaram quase invisíveis. Mas que de invisíveis nada têm, contendo uma carga emotiva muito forte associada às suas características gráficas, muito presentes na memória colectiva e imediatamente reconhecíveis por todos. Objectos que se tornaram referência genérica, mas que agora se tornaram exóticos por nos contarem coisas sobre o passado. Este projecto visava aumentar a nossa percepção e consciência da variedade, contexto, utilização e representação de letras na nossa vida quotidiana e o significado que têm como parte da nossa cultura visual, passada e presente.


“As the saying goes, type is a beautiful group of letters, not a group of beautiful letters.”

Matthew Carter


BAIRRO TIPOGRAFICO Neste projecto começamos a investigar as possibilidades expressivas da tipografia, mas considerando as letras individualmente como formas gráficas e como elas, em conjunto, podem criar imagens e transmitir diferentes emoções.


Solicitava-se que ao escolher e combinar diferentes tipos de letra e estilos, elaborasse-mos uma composição ilustrativa de um conceito associado a um determinado bairro ou local da cidade. Da lista de bairros propostos escolhi São Bento onde se situa a estação de comboios, e a partir surgiu o meu conceito movimentação de pessoas. Depois, a partir de uma grande variedade de tipos de letra, escolhi exemplos que melhor identificassem o conceito que propus. A imagem gráfica foi a forma resultante

Elementos gráficos utilizados no poster.

da mistura, fusão ou sintetização de letras existentes que observei, considerando escalas e formas de fusão.O resultado final foi um cartaz bastante limpo, onde a tipografia e o elemento principal. Quis que este cartaz transparecesse um pouco a minha simplicidade, optando por deixar grandes áreas a branco. No geral foi uma proposta interessante e inspiradora devido ao método de trabalho aplicado, totalmente manual, e aos resultados obtidos, mais espontâneos do que mecanicistas.


Elementos grรกficos utilizados no poster.


“Simplicity is the ultimate sophistication�

Leonardo da Vinci


Resultado final do poster.


Frase final com espaรงamentos correctos.


O texto não é um elemento periférico na criação gráfica, é antes um elemento básico e fundamental, tanto no que diz respeito à mensagem, como do potencial gráfico de qualquer projecto.


ESPAÇAR E ALINHAR Ao ler um parágrafo, não lemos letras individuais, nem sequer as palavras individuais. O olho percorre cada linha de texto lendo grupos de palavras. No tratamento do texto existem factores que influenciam a facilidade de leitura e algumas regras estéticas. Este projecto visa esclarecer essas mesmas regras, e para isso foi dividido em dois exercícios. Com processos totalmente manuais deveríamos reconstruir, uma frase fornecida, com o correcto espaço entre letras e entre palavras. No segundo exercícios era proposto criar dois blocos de textos, um alinhado à esquerda e o outro justificado. Este projecto foi muito importante pois elucidou-nos para erros que raramente prestamos atenção quando feito num computador. O facto de ser completamente manual ajudou-nos a entender melhor que tipo de erros e regras temos que ter cuidado quando trabalhamos em digital.

Dois blocos de texto. Um justificado e outro alinhado à esquerda.


“ Things should be as simple as possible, but not simpler.� Albert Einstein


TIPOGRAFIA & LAYOUT

Capa e sub-capa final do livro Nunca me Esqueรงas.


Quando conhecemos o conteúdo de um livro quase palavra a palavra, não necessitamos de o abrir para sermos inundados por imagens e histórias. A capa é a pele da memória. Neste Projecto deveríamos aplicar conhecimentos tipográficos específicos, bem como testar capacidades de composição e criatividade. Neste projecto foi proposto conceber a capa, contra capa e lombada do meu livro favorito, bem como no interior criar a página de rosto, página de abertura de capítulo e de uma dupla página de texto. Quando me foi oferecido este livro fiquei desiludida, pois a capa indicava um romance muito aborrecido, até o título era lamechas. Mas ao ler apercebi-me da fascinante história de Mary que em nada condizia com a capa do livro. Achei muito interessante ter a oportunidade de re-desenhar a

capa deste livro que tanto gostei. Primeiramente realizamos uma pesquisa de vários trabalhos que poderíamos ter como referencia ou fonte de inspiração. Essa pesquisa continha desde trabalhos mais minimalistas bem como trabalhos mais texturados e ornamentados, tentei diversificar a minha escolha. Com a técnica realizada em aula de juntar fotocópias de dois ou mais trabalhos distintos tentando criar algo único que nos orienta-se no nosso projecto consegui encontrar o meu ‘fio


Interior do livro. Página de rosto, página de abertura de capítulo e dupla página de texto.


NUNCA ME ESQUEÇAS DE LESLEY PEARSE

condutor’. Esta junção resultou na base do meu trabalho: a silhueta de um rosto feminino com uma espécie de labirinto por traz. Decidi que sendo este um trabalho maioritariamente tipográfico era interessante transformar o que seria a minha ilustração numa ilustração tipográfica. Comecei pela pesquisa de rostos femininos de perfil e, após escolher o preferido, procedi à vectorização. Com a vectorização já pronta comecei a dispor as palavras das 2 primeiras páginas do livro de forma aleatória de maneira a criar uma espécie de labirinto, labirinto este que deverá significar a jornada de Mary desde que foi presa até que conseguiu a absolvição. Fiz várias experiências, quer com o tamanho do perfil, quer com a utilização de café para dar ilusão de sujidade por onde Mary passou. Desenvolvi diversas variantes da minha capa incluíndo capas em que as letras

estão em papel de engenharia, dando uma transparência para a ilustração. Essa transparência daria a ilusão da clareza com que esta história verídica foi contada e, de certa maneira, esta surge como obstáculo para a capa, tal como Mary teve na vida, essa barreira enclausura a ilustração de tudo o resto. Podemos interpretar esta simples folha de engenharia como a forma como Mary se sentiu ao chegar à nova terra, era ver a luz ao fundo do túnel mas não poder lá chegar, era uma nova esperança que não poderia alcançar por estar presa. Esta sub-capa surge também de encontro a um problema que apareceu aquando da colocação de título e afins. Já que pretendia um trabalho limpo e simples que, de forma ténue, transmitisse a história sem ser demasiado pesado para a vista, calculei que esta seria a forma mais adequada para cumprir esta linha de pensamento.


“Good design is obvious. Great design is transparent.” Joe Sparano


PROJECTO HYPERLINK Estará a internet a provocar uma ruptura nos padrões tradicionais do processo de ensinar e aprender?

Este projecto consistia na investigação, recolha e estudo de conteúdos teóricos (textos, entre¬vistas, etc) através da navegação na internet (através de hyperlinks). Deve centrar-se no tema design gráfico e mais especificamente tipografia. O resultado final do projecto foi ser apresentado à turma como parte dinamizadora de uma aula. O meu grupo foi constituído por mim a Yura Nunes e a Sandra Salgado em conversa sobre o assunto deci-

Tipografia de Alex Trouchut.


Trabalhos do designer Alex Trouchut.


dimos os temas dos hyperlinks e cada uma, individualmente, tratava de toda a informação da melhor forma. Por fim reunimo-nos para organizar toda a apresentação. Os temas que tratamos foram: tipografia experimental, Alex Trouchut e a fonte FF DIN. Para alem de entender-mos melhor o que é a tipografia experimental, percebe-mos o quão experimental é o trabalho de Alex Trouchut e o quão usada e versátil a FFDIN é.


IDENTIDADE DE EVENTO A tendência cada vez mais orientada para o visual é uma marca patente da sociedade contemporânea, somos uma geração de leitores movidos pelo hedonismo, pela pressa e pelo imediatismo. A motivação à leitu ra e compreensão de uma mensagem varia – diferentes arranjos gráficos provocam reacções diversas. Essa reacção determina o sucesso do trabalho do designer.


Este projecto consiste no desenvolvimento de propostas para a identidade visual e materiais de divulgação gráfica de um ciclo de cinema dedicado à obra do realizador norte-americano David Fincher. Deveríamos desenvolver diversos materiais, tais como: cartaz programa, desdobrável programa, telão e t-shirt. Após uma pesquisa sobre o director e os filmes associamos uma palavra e uma ima¬gem aos mesmos. Seguidamente a partir de um texto

informativo de uma revista tivemos que recolher o maior número de palavras associadas as anteriores criando uma espécie e esquema de ideias. Com uma pesquisa feita tentamos criar o 1º conceito de cartaz. O meu inicialmente seria a linha dos batimentos cardíacos. Através de alguns testes fui percebendo que o acto espontâneo era o caminho certo a seguir. Baseando me na intro do filme Seven, principalmente na técnica manual do corta e cola. Apesar de


Poster final do evento sobre David Fincher.


as cores dos filmes de Fincher serem mais escuras e quase sombrias, decidi apostar num am¬arelo que pretendi que simboliza-se as luzes do cinema. A tipografia que utilizei no nome do realizador foi feita a mão. Já a restante informação utilizei a Fedra Sans Std, uma fonte contemporânea não serifada e muito versátil. Este foi o projecto mais complexo até a data, para além de utilizarmos um método de geração de ideias diferente o que nos ajudou nos bloqueios criativos, pude-mos criar uma identidade e aprendemos a aplicarmo-la em diferentes suportes sem perder a coerência. No meu projecto achei que o desdobrável foi dos suportes que ficou melhor, embora o outdoor também tenha ficado mais interessante visualmente do que o cartaz principal.

Através de alguns testes fui percebendo que o acto espontâneo era o caminho certo a seguir.


Desdobrável, outdoor e aplicação em t-shirt da identidade do evento.


Aplicação do outdoor do evento.


“The essential part of creativity is not being afraid to fail.�

Edwin H. Land


Onde procuramos ideias para um design? Poder-se-á utilizar a mesma aproximação para todos os desafios? Como a utilização da tipografia, cor, fotografia, escala e materiais podem influenciar a mensagem?


CLIP GRÁFICO Neste projecto foi pedido que explorasse-mos de forma criativa a relação entre o conteúdo de uma mensagem e a forma visual que o expressa. A partir de uma das canções dos Joy Division, desenvolvemos uma banda visual ou clip gráfico original – sequência de palavras e imagens impressas, aberta a todas as possibilidades de experimentação e criação gráfica, organizadas numa sucessão ordenada de páginas, através da qual é desenvolvida uma ideia, um tema ou uma metáfora que acompanhe, amplifique ou mesmo antecipe a recepção da própria música. A definição de banda visual ou clip gráfico encontra-se bastante próxima da adaptação de uma definição de videoclip ou teledisco. Após uma pesquisa das músicas deste grupo escolhi a ‘They walked in line’ do álbum Still. Adorei o ritmo da música bem como a sua mensagem sobre a guerra. O álbum Still é uma compilação de músicas de estúdio bem como gravações de músicas ao vivo lançado um ano depois do fim da banda. Neste tema quis integrar 2 conceitos base, obviamente o da guerra e o de lin¬ha. Para o primeiro comecei por pes¬quisar imagens da 2ª guerra mundial, já o segundo baseei me tanto no grafismo do álbum ‘Unknown Pleasures’ como num cartaz publicitário á banda. Para o con¬ceito de linha pes¬quisei imagens mais urbanas com linhas rectas. Na parte tipográfica optei pela fonte Frutiger, encontrei nesta fonte tanto a rigidez da guerra como umas linhas rec¬tas perfeitas em relação ao conceito que escolhi. Esta fonte também se tornou muito versátil devido aos variados pesos que con-


tem podendo assim criar maior ou menor entoação na letra. Baseada nos 2 concei¬tos primordiais decidi dividir a música tanto pelas estrofes como pelo refrão. Nas estro¬fes decidi colocar ima¬gens fortes de guerra bem como algumas experiências com colagens. Já no refrão decidi abusar nas ima¬gens geométricas e urbanas. Para fazer as diversas transições de texto e imagens decidi utilizar uma plastici¬dade mais experimen¬tal com tintas, cola¬gens ou ainda páginas em branco, deixando o leitor descansar. Aproveitando a plás¬tica cromática dos Joy Division utilizei o branco da página em contraste com o preto acrescentando ainda o vermelho simbolizando o terror da guerra, o tema da música.


Dupla pรกgina do clip grรกfico


Capa e duplas pรกginas da musica dos Joy Division.


“The ugly can be beautiful. The pretty, never.”

Edwin H. Land


POSTER TIPOGRÁFICO Existem milhares de tipos de letras. Muitas são variações das outras. Mas, ainda assim, existem centenas de tipos originais que datam desde o séc. XV (da invenção da tipografia), até às fontes digitais do presente.


Pretendia-se criar um póster com o propósito de publicitar 3 tipos de letra de um ou vários autores. O design devia ilustrar as qualidades formais das letras, fazendo referência á biografia do autor e evocando o carácter do seu design. Para este projecto escolhi o Tipografo Matthew Carter bem como 3 tipografias dele: Verdana, Miller e Bell Centennial. Nascido em 1937, Matthew Carter, aprendeu a criar tipos à mão em 1959. Ao longo de 55 anos de carreira, esta lenda da tipografia, já trabalhou com prensas metálicas feitas à mão, fotocomposição tipográfica e ultimamente cria fontes digitais. Activo na Europa e nos E.U.A., Carter foi co-fundador de Bitstream, em 1981, uma pioneira fundição digital de tipos. Do seu portefólio destaca-se: a Big Fig-

gins de 1992/98 uma nova versão meticulosa de um estilo extrabold serif tradicional Inglês; a Verdana, criada em 1996 exclusivamente para a Microsoft tornando-se a fonte padrão para a internet e Windows; a Miller que teve muito sucesso entre os designers editoriais; e a Bell Centennial feita especificamente para as listas telefónicas. Actualmente é director de Carter & Cone Inc. , empresa onde tem desenhado fontes como a Sophia, a Miller e a Carter Sans. Este trabalho prendeu-se mais pelo facto de não termos tanto tempo quanto os anteriores, contudo foi muito interessante de se fazer, sendo que deu para conhecermos mais a fundo novas tipografias ou entender melhor a função para a qual cada uma foi feita.


Cartaz tipogrรกfico final.


“Practice safe design: Use a concept.�

Petrula Vrontikis


O design envolve o estudo das relações, tanto formais como conceptuais, que existem entre elementos visuais.

GRELHAS & PAGINAÇÃO

Duplas páginas do trabalho editorial realizado manualmente.


Trabalhar com tipografia implica estudar relações entre letras, entre palavras, entre linhas, entre colunas, entre diferentes tipos de texto, entre texto e imagem, entre espaço e mancha e entre forma e conteúdo. A Paginação é a consideração global destas relações num determinado espaço – a página. Neste trabalho devería-

mos criar uma grelha bem como através dela 2 spreads, isto tudo feito à mão através de recortes e colagens. Quanto ao meu trabalho penso que o meu primeiro spread ficou melhor e mais equilibrado, contudo este projecto pouco acompanhamento teve, então foi mais fácil errar.


“A conclusion is the place where you got tired of thinking.�

Steven Wright


Portfolio  

Portfolio 10/11

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