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Na Viagem para a Paz, Cada Vida Conta!

objetivo de estabelecer uma plataforma internacional sobre “Religião, Paz e Segurança” em apoio dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável das Nações Unidas, em particular o Objetivo 16, sobre a “promoção de sociedades pacíficas e inclusivas”, e o Objetivo 17, sobre a revitalização de uma “parceria global” para um desenvolvimento sustentável. Em resumo, aqui ficam algumas propostas para alcançar uma compreensão autêntica, liberdade e paz: 1. Salientar o multiculturalismo e o respeito pelas diferenças, pelas minorias religiosas e a defesa da justiça, da democracia e da lei. A defesa da justiça é um desafio nos nossos dias. Uma das grandes dificuldades reside em reconciliar a identidade cultural e o respeito pelas diferenças numa sociedade onde crenças e culturas coexistem. O multiculturalismo requer o ensino sobre COMO viver com as diferenças. Tudo aquilo de que as pessoas necessitam para desenvolver uma compreensão mais profunda dos conceitos religiosos e filosóficos das outras culturas. A AIDLR insiste numa educação intercultural. É necessário estabelecer a comunicação e a interação entre todas estas culturas sem apagar a identidade específica de cada uma delas. 2. Esforços para alcançar objetivos comuns, evitando os princípios confusos. A base da pedagogia da paz, do respeito e da não-violência, está numa educação em esperança e no aumento da liberdade. Os Direitos Humanos foram degradados para beneficiar princípios confusos, interpretados de acordo com ideologias individualistas e arbitrárias. 3. Dignidade, factos diferenciados e direitos fundamentais. Serem pessoas é o que dá aos seres humanos uma dignidade peculiar, segundo a qual não podem ser trocados por um preço. As pessoas diferem umas das outras: pela comunidade política à qual aceitam pertencer, pela sua filiação religiosa, pelo seu contexto cultural, e por inúmeras dimensões, que, no seu conjunto, formam um ser pessoal completo. 4. Medidas de comunicação e interação entre as religiões e as culturas. É fácil acreditar que se é tolerante, apenas pelo facto de se ser diferente. Se não conhecemos as ideias, as emoções e as esperanças dos outros, não podemos conhecê-los ou respeitá-los. A boa notícia é que os seres humanos podem apreciar o facto de existirem juntos na sua igualdade e nas suas diferenças, e enriquecer-se mutuamente com essas mesmas diferenças. A UNESCO sublinhou numa das suas declarações: Se quisermos paz, temos de nos lembrar de que as comunidades de fé têm a responsabilidade de promover comportamentos caracterizados pela sabedoria, pela compaixão, pela

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Consciência & Liberdade 30 (2018)  

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