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Lutar contra o Terrorismo na Mente dos Homens

algumas religiões, estejam a faltar, há bastantes pré-requisitos e pontos a esboçarem um papel para as organizações religiosas: a. Os objetivos são integrados e indivisíveis. b. A nova Agenda é centrada nas pessoas e vem com um conjunto de objetivos universais e centrados em pessoas. c. Os principais pilares das Nações Unidas devem ser integrados: paz e segurança, desenvolvimento e Direitos Humanos. d. Destina-se a fomentar a compreensão intercultural, a tolerância, o respeito mútuo e a cidadania ética global e a responsabilidade global. e. Parceria global: envolvimento global intensivo em apoio à implementação, reunindo Governos, sociedade civil, setor privado, Sistema das Nações Unidas e outros atores. E, acima de tudo, tendo como objetivo evitar a intolerância, o extremismo e a violência, temos o Objetivo nº 4, que talvez seja o mais importante de todos: educação. Na mente dos terroristas. O terrorismo em nome da religião é um crime monstruoso. A forma atual de terrorismo atingiu graus sem precedentes de irracionalidade e de crueldade. O terrorismo praticado por extremistas religiosos não afeta apenas a vida de pessoas inocentes, o funcionamento pacífico das sociedades, a jurisprudência e o desenvolvimento normal da juventude, afeta a reputação das religiões e distorce as suas mensagens. Aprendemos a entender que a religião faz parte de um aparato cultural e emocional, decorrente de antigos e profundos desejos universais de segurança psicológica. Ora, o novo tipo de terrorismo que temos de enfrentar agora está a provocar insegurança a todos os níveis: individual, nos grupos, nas comunidades, nas sociedades e no mundo como um todo. Integrar a ação contra o terrorismo, usando uma abordagem holística, através de uma mistura de decisões nas áreas política, económica e social, em particular na educação e na cultura, ou, nas palavras das Nações Unidas, uma abordagem integrada, deve ter em conta a interligação entre os seus três pilares: paz e segurança, desenvolvimento e Direitos Humanos. As instituições religiosas legítimas não devem permitir o uso e abuso político da fé que cultivam na política e na luta pelo poder. Elas têm a responsabilidade de proteger a livre escolha e a liberdade das várias formas de espiritualidade religiosa. Esta responsabilidade não deve ser deixada inteiramente apenas ao cuidado das autoridades, da sua justiça e dos seus elementos de repressão do crime.

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Consciência & Liberdade 30 (2018)  

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