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Petru DUMITRIU

tiva e abrangente, centrada nos cinco “p” (pessoas, Planeta, prosperidade, passo e parceria), veremos. Não é ambição desta breve apresentação fazer previsões. Como diplomata, só posso ser otimista. De facto, as Nações Unidas são chamadas a enfrentar, com os seus próprios meios e à sua própria maneira holística, que inclui 17 Objetivos globais, muitos males do mundo contemporâneo, incluindo o terrorismo e outras formas de violência, inspiradas pela pobreza, pela injustiça social ou pela discriminação. Terrorismo: O Parágrafo 14 da Declaração diz que: “... os conflitos em aumento, o extremismo violento, o terrorismo e as crises humanitárias relacionadas, e o deslocamento forçado de pessoas ameaçam reverter grande parte do progresso de desenvolvimento feito em décadas recentes”. O Objetivo 16.a refere-se à necessidade de “reforçar as instituições nacionais relevantes, nomeadamente através da cooperação internacional, para aumentar as capacidades a todos os níveis, em especial nos países em vias de desenvolvimento, para evitar a violência e combater o terrorismo e o crime”. Religião: O Parágrafo 19 da Declaração enfatiza “as responsabilidades de todos os Estados [...] de proteger, de proteger e promover os Direitos Humanos e as liberdades fundamentais para todos, sem distinção de qualquer espécie quanto à raça, à cor, ao sexo, à língua, à religião, à opinião, à política ou outra, origem nacional ou social, propriedade, nascimento, incapacidade ou outro estatuto”. O Objetivo 10 inclui, entre outros, “... capacitar e promover a inclusão social, económica e política de todos, independentemente da idade, do sexo, da incapacidade, da raça, da etnia, da origem, da religião ou do estatuto económico ou outro.” Violência: A Declaração prevê “um mundo livre do medo e da violência”, enquanto o Parágrafo 35 menciona os “Fatores que dão origem à violência, à insegurança e à injustiça, como a desigualdade, a corrupção, a má governação e o fluxo ilícito de armas e financeiro...”. Em relação ao que esta Conferência quer, um catalisador para uma abordagem holística é o Objetivo 4: “... educação para... promoção de uma cultura de paz e de não-violência...” Visto da perspetiva das NU é óbvio que as organizações religiosas estão entre o que a Agenda chama “instituições relevantes”. Embora as referências específicas ao terrorismo e à violência, inspirados pelos novos falsos profetas de

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Consciência & Liberdade 30 (2018)  

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