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Leonard HAMMER

exemplo, os Estados Unidos da América e a maioria das nações europeias), a tentativa de, discursivamente, “reformular” a religião (como a tentativa da Administração Bush após o 11 de setembro, para distinguir entre a religião “real” do Islão por oposição às ideologias radicais que estavam a emergir a partir do Islão)27 foi mais eficiente do que as tentativas de atacar os atores religiosos em operações militares ou de impor restrições severas aos grupos religiosos. Em vez disso, ter como objetivo alcançar as comunidades Muçulmanas e cultivar relacionamentos com os representantes Muçulmanos provou ser mais eficaz.28 Com efeito, o que se demonstra é uma complexa interação entre o Estado e a sociedade em matéria de religião, de modo que uma política mais sólida tenha em conta as complexidades da relação entre a segurança e a Liberdade Religiosa, e não tente inibir automaticamente as liberdades religiosas de um grupo específico (alvo).29 Na verdade, o Estado não é a única figura central na interação entre segurança e Liberdade Religiosa, pois há outros membros sociais externos ao Estado que desempenham um papel crucial e que devem ser responsabilizados, juntamente com a importância de reconhecerem a igualdade religiosa (porque a igualdade pode aperfeiçoar melhor as limitações percebidas que estão a ser impostas).30 Além disso, uma ligação estratégica entre os interesses dos Direitos Humanos e os interesses da segurança, nas medidas de política externa, poderia, sem dúvida, aumentar a segurança através do fortalecimento dos Direitos Humanos (em vez de depender apenas de um equilíbrio entre os dois).31 Dada a correlação entre os abusos dos Direitos Humanos (geralmente com base na segurança nacional) e a propensão para a agressividade por parte dos Estados envolvidos em violações dos Direitos Humanos, parece uma atitude sábia os Estados criarem ligações mais fortes entre os Direitos Humanos e a segurança (onde as proteções dos Direitos Humanos são realmente intensificadas) como fundamento para o alívio a longo prazo de posições agressivas pelos Estados.32 Conclusão Evidentemente, o terror é um assunto importante para os Estados quando se trata de responsabilidade pela segurança nacional. A questão é se subjugar grupos 27 Bosco, p. 30. 28 Bosco, p. 43. 29 Murphy, p. 206. 30 Id.. 31 Murphy, p. 207. 32 Ver, em geral, William Burke-White, “Human Rights and National Security: The Strategic Correlation”, 17, Harvard Human Rights Journal, 249 (2004).

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Consciência & Liberdade 30 (2018)  

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