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Violência, Terrorismo, Genocídio em Nome da Religião e Riscos para os Seguidores das Minorias Religiosas

Em segundo lugar, devemos lembrar-nos das pedras de toque da não-discriminação e de que não há hierarquias de “direito” aos direitos. Como o Comentário-Geral 22 sobre o artigo 18 do ICCPR nos lembra, não deve haver privilégios para as religiões tradicionais ou familiares, ou mesmo para as religiões de Estado, em nenhum país. Não há apenas três religiões, não existem apenas listas de religiões reconhecidas que não têm direito à Liberdade Religiosa ou de Crença; todos, sejam religiosos ou não-religiosos ou indecisos, devem ter direitos iguais e gozar da Liberdade Religiosa ou de Crença. A Liberdade Religiosa ou de Crença defende este direito e exige a criação de um ambiente onde cada ser humano, e todos, veja garantida a possibilidade contínua de seguir a sua própria consciência e de poder manifestar esse direito, juntamente com outros. Certamente é importante relembrar o papel da educação para contrariar os preconceitos e proteger as crianças de sofrerem lavagens cerebrais que as levem a ligar a intolerância com a sua religião ou crença, como as atas finais de Madrid ressaltaram tão bem. Em quarto lugar, há um papel crucial para os líderes políticos, religiosos ou das crenças, ou para os seus representantes, ao falarem com firmeza e prontamente contra o incitamento contra os outros, não só dos seus próprios crentes, mas também contra outros, e, em quinto lugar, precisamos de permitir que as minorias religiosas possam desfrutar de plenos direitos e liberdades para serem ouvidas e estarem envolvidas em decisões que lhes dizem respeito. Muito obrigada.

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Consciência & Liberdade 30 (2018)  

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