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Katrina LANTOS SWETT

ataques começam noutros lugares do mundo, incluindo nas ruas de Paris ou de Nova Iorque, ou, como vimos recentemente, com o assassinato de um homem Muçulmano na Grã-Bretanha. Quando os Cristãos Coptas são decapitados pelo ISIS no Norte de África, as pessoas correm risco de sucumbirem ao mesmo destino noutros lugares. Claramente, o que se passa no mundo diz-nos respeito, e é por isso que estamos aqui hoje; é por isso que estou aqui a falar convosco. Defender a Liberdade Religiosa não é apenas um imperativo moral, mas uma necessidade prática para qualquer país que procura proteger a sua segurança e a dos seus cidadãos – e isso inclui a América e todas as nações da Europa. Dito de forma simples, a Liberdade Religiosa merece um assento permanente na mesa das políticas externas dos nossos países, e a boa-nova é que estamos agora a ver um esforço sem precedentes para construir coligações globais para promover esta liberdade. A União Europeia emitiu fortes diretrizes para os seus diplomatas sobre a promoção da Liberdade Religiosa ou de Crença. No Reino Unido, o Ministro dos Negócios Estrangeiros e o Parlamento têm aguçado o seu foco com pessoas como a Baronesa Berridge, que trabalha incansavelmente sobre esta questão, e os Austríacos, os Holandeses, os Italianos, o Noruegueses e os Alemães também se concentraram especificamente na Liberdade Religiosa em anos recentes. Em novembro de 2014, servi na Comissão Americana sobre Liberdade Religiosa Internacional, e, trabalhando em conjunto com os Deputados do Brasil, do Canadá, da Noruega, da Turquia e do Reino Unido, ajudámos a lançar a plataforma Interparlamentar para a Liberdade Religiosa ou de Crença, no Centro Nobel da Paz, em Oslo, na Noruega. Mais de 30 membros de Parlamentos assinaram a Carta para a Liberdade Religiosa ou de Crença, comprometendo-se a promover a Liberdade Religiosa para todos, e esta iniciativa continuou a crescer aos trancos e barrancos, até cerca de 200 membros parlamentares em todo o mundo. Então, para resumir, tal como as violações de Liberdade Religiosa são um problema global, estamos, felizmente, a ver os contornos inconfundíveis de uma resposta global. Mas, enquanto trabalhamos para uma resposta mais global aos desafios globais enfrentados pela Liberdade Religiosa, nunca devemos perder de vista o facto de que, quando esta Liberdade Religiosa, ou de consciência ou de crença é atacada, são as pessoas reais que sofrem, e devemos sempre manter essas almas corajosas no topo do nosso coração e da nossa mente. Gostaria de encerrar as minhas observações hoje com uma história que penso que ilustra lindamente

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Consciência & Liberdade 30 (2018)  

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