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Katrina LANTOS SWETT

em todo o império soviético, ajudando a destruir o seu reinado ditatorial. E, é claro, a realidade brutal por trás do 11 de setembro confundiu os especialistas, quando 19 sequestradores mataram 3000 Americanos e se mataram a eles mesmos, sem outra razão a não ser a crença de que, de alguma forma, estavam a agradar a Deus. O veredicto é claro, vez após vez, ao longo da maior parte da nossa vida: as elites ocidentais simplesmente perderam o barco no que respeita à religião. Muitas vezes negaram, minimizaram ou, às vezes, até mesmo demonizaram o papel de toda e qualquer religião na sua influência sobre a vida das pessoas e, ao fazê-lo, francamente não compreenderam o que devia ser óbvio para todos. Não podemos fazer política externa com o resto do mundo, se não fizermos ideia do, ou se menosprezarmos o, papel das religiões no mundo; não podemos ter uma estratégia bem-sucedida contra os nossos inimigos, se não fizermos ideia das, ou se menosprezarmos as, suas motivações religiosas. E, como resultado, as elites ocidentais, juntamente com os líderes e os Governos de outras partes do mundo, não conseguiram desenvolver uma estratégia coerente ou consistente contra o extremismo religioso violento. Então, como vamos enfrentar o extremismo religioso violento? Fazemo-lo através de ideias e de crenças que não são nem violentas nem extremistas. Como é que combatemos as expressões de fé que desonram alguns povos? Encorajamos aqueles que honram todos os povos, mas só há uma maneira de fazer com que isto aconteça: devemos defender destemidamente o direito humano fundamental e universal da Liberdade Religiosa. Temos de defender energicamente o princípio de que todas as pessoas têm o direito de pensar como quiserem, de acreditar ou de não acreditar segundo os ditames da sua consciência e de praticar as suas crenças aberta e pacificamente, sem medo ou intimidação. Temos de defender firmemente a noção de que a maneira de derrotar más ideias religiosas não é com a ausência de ideias religiosas, mas com ideias tanto religiosas como não-religiosas que se lhes oponham. Operar num mercado de ideias livre e vibrante. Estudos após estudos mostram como é a ausência deste mercado, a ausência de Liberdade Religiosa que está relacionada com extremismo religioso violento e com outros males, e que é a presença de Liberdade Religiosa que está relacionada com mais estabilidade, mais segurança e mais harmonia. Em dezembro de 2012, o Instituto para a Economia e a Paz, uma organização sediada na Austrália, publicou a classificação dos países com base no número de ataques terroristas entre 2002 e 2011. Seis das nações no topo da classificação em termos de terrorismo – Iraque, Paquistão, Afeganistão, Índia, Nigéria e Rússia – encontram-se entre as nações

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Consciência & Liberdade 30 (2018)  

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