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Robinson Crusoé de Daniel Defoe Enquadramento histórico

Este livro foi escrito no século XVII, altura do chamado comércio triangular. Além de Portugal e Espanha, também a Holanda, a França e a Inglaterra passam a ter colónias na África e na América. Assuas rotas comerciais cruzam o Atlântico havendo uma troca de produtos entre os três continentes: Europa – África – América. Os principais destinos são: Terra Nova; Antilhas; Guiné e Cabo Verde e ainda Índias Orientais. Havia o tráfico de escravos que eram comprados ou capturados em África e levados para a América. Aqui trabalhavam nas plantações do açúcar, nas minas ou nos trabalhos domésticos. Quando os europeus entraram em contacto com os povos indígenas da África e da América, com


culturas tão diferentes da sua, consideraram que os negros e os índios eram “selvagens” e tratavam-nos como animais. Nesta obra também Robinson Crusoé via assim os Índios das Antilhas ou os negros de África. Nesta altura os marinheiros enfrentavam uma dificuldade: dependiam totalmente do vento. Quando não havia vento, o navio podia ficar parado dias e até semanas (denominavam-se por calmarias). É também no século XVII que as caravelas dão lugar ao galeão, maior, mais pesado e melhor armado. Há progressos na arte de navegar: o aparecimento da bússola, ampulhetas, astrolábio e quadrante. No entanto, existiam muitos perigos para os navegantes: doenças, fome, tempestades inesperadas, bancos de areia, incêndios ou ataques de piratas. Dois dos mais famosos piratas do século XVII pela sua crueldade são os franceses Mombars e L’Olonois, que pilhavam e assassinavam espanhóis nas Caraíbas e o inglês Henry Morgan.


Robinson Crusoé - Enquadramento histórico