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2ª Edição 2019/2020

maio 2020

I

1,50 Estrelas

SUMÁRIO

Pág. 5

Vamos Dar o Nosso Melhor

No primeiro período, o 8.ºA deu o seu melhor e alcançou o 1.º lugar. Seguiram-se as turmas do 5.ºA e 7.ºA, com o 2.º e o 3.º lugares, respetivamente.

Editorial

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Projeto “Vamos Dar o Nosso Melhor”

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Atividades no Agrupamento

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Programa Integrado de Educação e Formação

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O que lemos...

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O que escrevemos...

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Para refletir “Igualdade de Género”

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Clube de Proteção Civil

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Clube de Teatro

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Desporto Escolar

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Sabia que…

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Formação Interna

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Pág. 3

Sabia que…

O contexto atual, com a pandemia Covid-19, obriga-nos ao isolamento e resguardo do contacto social. Este é um período diferente de todos aqueles pelos quais as nossas crianças e jovens já passaram, com uma alteração significativa das suas rotinas diárias e com maior isolamento social. Pág. 27

Ao longo do 2.º período, no espaço reservado ao funcionamento do clube, foram abordados os temas da segurança e respetivos comportamentos em diversas situações, como em caso de sismos, frio intenso, incêndios em casa, incêndios na escola. Pág. 21


Estamos a iniciar o terceiro período letivo e o tempo que vivemos configura uma situação absolutamente nova, atípica e difícil.

N.º 2 abril 2020 Propriedade

São muitos os desafios que se colocam aos professores, aos alunos e às famílias. Os especialistas do nosso Agrupamento elaboraram um Plano de Ensino a Distância (Plano E@D) que, sendo um documento dinâmico, porque pode ser atualizado e ir incorporando dados novos à me-

Largo das Flores 7885 Amareleja 

dida das necessidades, é o documento que norteia, a partir de agora e até final deste ano letivo, todo o nosso trabalho e toda a nossa missão educativa. E tal como escreveu o nosso maior épico no Canto I, “Em perigos e guerras esforçados/Mais do que prometia a força humana”, então também nós fomos chamados, agora, para ultrapassar estes novos obstáculos e levar a bom porto as naus da aprendi-

Carla Gomes

zagem e do ensino, à distância.

Miguel Almeida

Parafraseando o poeta: “Quem quer passar além do Bojador/Tem

jornalescolar

que passar além da dor.” Vivemos uma crise é certo. Foi forçada, mas os nossos alunos esperam o melhor de nós. E todos somos fundamentais para enfrentar

Docentes, Técnicos Especializa-

estes novos desafios que se colocam a todos nós, nomeadamente

dos, Assistentes Operacionais e

no que se refere à vertente social da nossa Escola que tem que se

Alunos do Agrupamento.

manter, mesmo à distância. É preciso continuar a acompanhar e a saber sobre o bem-estar das nossas crianças e dos nossos alunos em casa, de lhes dar força, ânimo e motivação para enfrentar este

Paginação e revisão

desafio das nossas vidas. Todos têm que continuar a ser pertença desta Escola/Família que o nosso Agrupamento de Escolas é e quer continuar a ser. Não queremos deixar ninguém para trás. Sabemos dos constrangi-

Trimestral

mentos, das desigualdades e das assimetrias, mas todos tentaremos, por todos os meios, esbatê-los. E no fim, quando nos perguntarem se “valeu a pena?”, respondere-

Impressão

mos que “Tudo vale a pena/Se a alma não é pequena.”

Reprografia do Agrupamento de Escolas de Amareleja Francisco Pereira (Diretor)

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Vamos Dar o Nosso Melhor

O projeto “Vamos Dar o Nosso Melhor” continua a incentivar os nossos alunos a desejarem ver a sua turma nos primeiros lugares. Para tal, o que têm de fazer é simplesmente cumprir com as suas responsabilidades no que diz respeito à assiduidade, ao comportamento e ao aproveitamento obtido no final de cada período. Além disso, a sua participação nas atividades que a escola proporciona através dos seus projetos e clubes, assim como a presença dos encarregados de educação na vida escolar dos seus educandos também são fatores que determinam os valores alcançados. O quadro que se encontra abaixo apresenta as três turmas com melhor classificação no primeiro período. Os alunos destas turmas estão de parabéns.

Deem todos o vosso melhor!

Ida ao cinema no ÉVORA PLAZA No dia 17 de janeiro de 2020, eu e a minha turma, o 6.ºB, fomos ao ÉVORA PLAZA. Este passeio aconteceu porque a nossa turma ganhou o “Vamos dar o nosso melhor”, no ano letivo de 2018/2019. Saímos de Amareleja, de autocarro, por volta das 9h50m e chegamos ao Centro Comercial ÉVORA PLAZA, em Évora, por volta das 11h00. Assim que chegamos, fomos comprar os bilhetes do filme “Frozen II – O Reino do Gelo” e, claro, as pipocas e as bebidas que não podiam faltar. Este filme é de animação e os seus realizadores são Chris Buck e Jennifer Lee. Eu gostei muito do filme porque foi muito divertido! Depois do cinema, fomos almoçar ao McDonald´s e, a seguir, regressamos a Amareleja. Érica Zambujeira 6.ºB

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ATIVIDADES NO AGRUPAMENTO Torneio de Boccia No dia 22 de janeiro, o grupo de alunos/as da Escola Básica de Amareleja, que frequenta a atividade desportiva Boccia, participou num torneio, em Moura. Esta atividade realizou-se no Pavilhão Municipal de Moura. Nos jogos em equipas, o grupo que representa a nossa escola ficou em 3.º lugar. Nos jogos individuais, o aluno Mário Machado também alcançou uma boa posição, o 4.º lugar. Foram uns bons jogos e divertimo-nos muito! Depois do almoço, regressamos a Amareleja! Luís Caeiro, 9.ºB

Pintura em tecido com Stencil

Por Silvy Ribeiro

Em resultado de uma ação de formação, a professora Silvy Ribeiro solicitou aos seus alunos do 5.ºA a aplicação de uma técnica de pintura em tecido.

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Foi com alegria, boa disposição, muita cor e ao som da música carnavalesca que, no dia 21 de fevereiro, o nosso agrupamento cumpriu mais um ano de tradição. As ruas encheram-se e nelas miúdos e graúdos puderam retratar a vida nos oceanos, tema aglutinador do Carnaval de 2020.

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Por Sandra Craveiro Crianças, educadoras, alunos, professores e assistentes operacionais percorreram as principais ruas da localidade mascarados a rigor. O Jardim de Infância retratou o “Fundo do mar” enquanto que o 1 .º Ciclo representou a atividade da “Pesca”. Foi uma ocasião bastante animada, vivida não só pelos participantes, mas também pela população em geral, que se deixou contagiar pela folia de miúdos e graúdos.

Por Maria Cola

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Sessão Distrital do Parlamento dos Jovens

Por Carla Vasconcelos e Lurdes Pato

No dia 2 de março, realizou-se a Sessão Distrital do Parlamento dos Jovens, em Beja. O nosso agrupamento esteve muito bem representado pelos deputados eleitos na Sessão de Escola: Beatriz Branquinho e Maria Clara Tiago, do 8.ºB, e Domingos Lucas e João Carapuça, do 8.ºA. Ao longo do dia, os deputados das diferentes escolas participantes do distrito de Beja debateram a temática “Violência doméstica e no namoro: da sensibilização à ação!”. Cada escola apresentou o seu Projeto de Recomendação e, posteriormente, foram debatidas medidas para prevenir esta problemática que, infelizmente, ainda é uma realidade no nosso país. As medidas sugeridas pelos nossos alunos foram: obrigatoriedade de os agressores frequentarem sessões de psicoterapia; aplicação de penas mais pesadas para os agressores e realização de ações de sensibilização nas escolas sobre violência no namoro. O projeto de recomendação da nossa escola foi o segundo mais votado na Sessão e a primeira medida proposta pelos nossos deputados foi selecionada para integrar o projeto do círculo de Beja, que será defendido na Sessão Nacional, na Assembleia da República, em maio. Apesar da nossa escola não ter nenhum deputado eleito para a Sessão Nacional, as docentes coordenadoras do projeto destacam o empenho, participação e postura dos alunos na Sessão Distrital. As docentes consideraram a participação dos alunos muito positiva, tendo sido privilegiados o debate, o espírito crítico e a participação cívica e democrática dos alunos, fundamentais para o nosso desenvolvimento enquanto indivíduos e cidadãos.

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Por Carla Reis

Jogos Matemáticos

Nos dias 3 e 10 de março, realizaram-se os Campeonatos de Jogos Matemáticos para apuramento dos alunos que iriam representar a Escola Básica de Amareleja na Final Nacional, em Aveiro. Os Campeonatos decorreram de forma bastante satisfatória, contando com a participação de 27 alunos do 2.º ciclo e 35 do 3.º ciclo. Depois de passarem várias eliminatórias, foram apurados os seguintes alunos: 2.º Ciclo - Mário Silva, 5.º C: Cães e Gatos; Miguel Ramos, 6.º A: Rastros; Matilde Caeiro, 6.º B: Produto. 3.º Ciclo - António Ruivo, 9.º B: Rastros; Henrique Nunes, 8.º A: Produto; António Acabado, 9.º A: Dominório. Todos os participantes estão de Parabéns! A final iria realizar-se no dia 20 de março, mas foi adiada devido à COVID-19.

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PROGRAMA INTEGRADO DE EDUCAÇÃO E FORMAÇÃO

Por Rita Martins

Dia Internacional do Obrigado No âmbito do Dia Internacional do Obrigado, as duas turmas do PIEF realizaram o “Mural do Obrigado” que tinha como objetivo fazer os colegas refletirem sobre a importância de agradecer. Para isso, contou com a colaboração dos professores Hélder Dias e Carla Vasconcelos da disciplina de Cidadania e Desenvolvimento e das professoras Carla Gomes e Elisabete Vogado da disciplina de Educação para a Cidadania, que, com os seus alunos, exploraram a importância dos valores e deram cor e agradecimentos ao nosso mural. Obrigada!

Dia Escolar da Não Violência e da Paz

A turma PIEF2 assinalou o Dia Escolar da Não Violência e Paz nas Escolas, realizando um cartaz com os valores que devem existir dentro da escola e apresentaram-no à comunidade educativa, colocando-o no portão da escola como forma de sensibilização.

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Sessão “Voltar à Escola” No dia 27 de janeiro, alguns encarregados de educação dos alunos do PIEF participaram na atividade “Voltar à Escola”, no âmbito do Dia da Comunidade Educativa. Esta atividade foi pensada pelo programa PESIM da Câmara Municipal de Moura.

Dia Internet Mais Segura Os alunos do PIEF 1 e 2, juntamente com a Técnica de Intervenção Local, refletiram sobre os perigos do uso da Internet, bem como os cuidados que devem ter. Depois, com a ajuda da professora Célia Ramos, em Educação Artística, realizaram um cartaz de sensibilização da comunidade educativa para a importância de utilizar a Internet de forma segura. Para além disto, na disciplina de Tecnologias de Informação e Comunicação, os alunos exploraram o site da SeguraNet e realizaram algumas atividades sobre o tema, com os objetivos de os alertar para os perigos da Internet, para as formas de se prevenirem, promover a reflexão sobre os comportamentos de risco na sua utilização, fomentar o sentido crítico e alertar para a necessidade de uma navegação segura e esclarecida na Internet.

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Dia dos Namorados Os alunos das turmas PIEF mobilizaram-se para organizar a sua “Banca do Amor”, no âmbito do Dia dos Namorados. Assim, realizaram decoração alusiva ao tema, criaram uma história intitulada “Amor cigano” e ilustraram-na, produziram ímanes e confecionaram bolachas e gomas. Estiveram envolvidas na atividade as diferentes disciplinas, nomeadamente Viver em Português, Expressão Artística e Formação Vocacional.

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Dia da Mulher

Os alunos do PIEF 1 pesquisaram a razão de se assinalar o Dia da Mulher e partilharam com os colegas, através de cartazes, no átrio da escola. Ao mesmo tempo, com a colaboração da professora Silvy Ribeiro, fizeram uma flor para cada uma das mulheres do Agrupamento de Escolas de Amareleja, de forma a assinalar o dia.

Dia da Proteção Civil Os alunos do PIEF 1 realizaram, na disciplina de Homem Ambiente e Ciências Naturais, uma pesquisa sobre a proteção civil, relativamente a quando se celebra, quando surgiu, quais as entidades responsáveis em Portugal e quais as suas funções. Posteriormente, utilizaram cartolinas como forma de comunicação aos colegas das informações recolhidas.

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Educação Artística

Os alunos do PIEF 1 realizaram os seguintes trabalhos na disciplina de Educação Artística, no âmbito do tema agregador da escola “Geração Azul e Verde”.

Carnaval

Na semana do Carnaval, os alunos do PIEF 2, com a ajuda da professora Ana Felgueiras, fizeram pinturas faciais aos alunos da nossa escola. A turma realizou as pinturas com profissionalismo.

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O QUE LEMOS...

Ao ler este livro, o que mais gostei foi de saber que, no meio de tanta maldade, ainda existem pessoas como aquele velho, que conseguem ser felizes com pouco. Trata-se de uma obra com uma mensagem muito bonita: devemos ter cuidado com as pessoas que nos rodeiam, pois, por vezes, somos induzidos a fazer coisas das quais nos podemos vir a arrepender, mais tarde. Clara Tiago, 8ºB

Trata-se de um livro escrito pela conhecida escritora Maria Teresa Maia Gonzalez. Eu optei por ler a Lua de Joana, porque me falaram muito bem deste livro. Tive curiosidade em ler e gostei bastante, principalmente pela mensagem que ele transmite e por retratar vários temas da adolescência. Joana perde a sua melhor amiga, Marta, que acaba por morrer devido ao consumo de drogas. Ao longo do livro, podemos ler as cartas que Joana escreve à sua amiga, contando-lhe tudo o que se passa ao longo do seu dia a dia. Laura Santos, 8.ºB

Eu optei por ler este livro, porque ele é baseado num romance. Uma das mensagens que retiramos com a sua leitura é a de que não se deve julgar as pessoas pela aparência. É importante conhecermos as pessoas antes de as julgarmos. Apreciei bastante este livro, principalmente por ter sido escrito por Linda Woolverton, uma roteirista, dramaturga e escritora. Esta foi a primeira mulher a escrever um filme de animação para a Disney. Encantou-me também pela beleza da sua história que nos permite ver que as pessoas nem sempre são como nós pensamos. Gostaria de compartilhar este livro com os meus colegas. Leonor Morais, 8.ºB

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O QUE ESCREVEMOS... As Alterações Climáticas As alterações climáticas têm sido um tema muito falado nos meios de comunicação social nos últimos tempos. O aquecimento global está ligado às alterações climáticas, manifestando-se na ocorrência de temperaturas continuamente elevadas. Este fenómeno ocorre devido aos gases existentes na atmosfera que prejudicam o efeito de estufa, que, por sua vez, protege o planeta. Estes gases têm causa humana, através da queima de combustíveis fósseis em veículos, nas fábricas e centrais elétricas. Também a desflorestação agrava este problema, na medida em que menos árvores ficam disponíveis para absorver o dióxido de carbono e produzir oxigénio. As consequências das alterações climáticas têm vindo a manifestar-se a vários níveis: social, económico e na saúde. Algumas consequências deste fenómeno são: os leitos de alguns rios e lagos podem secar; a agricultura pode ser prejudicada devido ao aumento das secas; o derretimento de glaciares levará ao aumento do nível do mar e, consequentemente, algumas cidades costeiras podem ficar inundadas; as reservas de água potável podem diminuir; muitas espécies de animais e vegetais podem ficar em extinção; podem ocorrer mais frequentemente furacões, tornados e outros fenómenos climáticos extremos. Todos nós, enquanto cidadãos, somos responsáveis pelas alterações climáticas, pois, no nosso dia a dia, temos atitudes conscientes ou inconscientes que prejudicam o planeta e nós poderíamos melhorar alguns desses comportamentos: fazer a separação dos lixos, reutilizar os sacos, as garrafas de água e outros produtos, andar a pé em vez de carro, aproveitar a luz solar, utilizar material escolar reciclado, entre outras ações. Diana Costa, 9.ºA

Viajar Antigamente, as viagens eram raras e bastante perigosas. As pessoas que necessitavam de viajar tinham de se deslocar a pé ou a cavalo, demorando muito tempo e correndo riscos variados. Nos dias de hoje, as viagens são muito mais rápidas e acessíveis, sendo, por isso, muito mais usuais. Assim, há, diariamente, várias pessoas a viajar pelos mais variados motivos. Há pessoas que viajam para passear, para passar férias, para visitar familiares ou, simplesmente, por razões profissionais. Tendo em conta os motivos das nossas viagens, poderemos optar por viajar sozinhos ou acompanhados. Há vantagens e desvantagens em ambos os casos. Na minha opinião, viajar acompanhado é uma experiência boa, porque estamos entre amigos/familiares, partilhando momentos e experiências novas num ambiente divertido e seguro. Por outro lado, se viajarmos sozinhos, poderemos visitar os lugares que quisermos, demorar o tempo que precisarmos, ao nosso ritmo, sem termos de estar dependentes da vontade dos outros. É também uma excelente forma de desenvolver a nossa autonomia e independência, bem como a nossa capacidade de integração noutras culturas. Há, no entanto, alguns cuidados essenciais, pois o facto de estarmos sozinhos poderá tornar-nos alvos fáceis: poderemos ser assaltados, enganados ou, até mesmo, raptados. Por isso, caso decidamos viajar sozinhos, teremos de ter cuidados redobrados. Concluindo, tudo dependerá dos nossos objetivos pessoais e da finalidade da nossa viagem. Maria Clara Tiago, 8.ºB 17


Por Alice Rocha

PARA REFLETIR

Igualdade de Género Em 1990, na obra História das Mulheres, Georges Duby e Michelle Perrot escreviam: “As mulheres foram, durante muito tempo, deixadas na sombra da História. O desenvolvimento da antropologia e a ênfase dada à família, a afirmação da história das mentalidades, mais atenta ao quotidiano, ao privado e ao individual, contribuíram para as fazer sair dessa sombra. E mais ainda o movimento das próprias mulheres e as interrogações que suscitou. «Donde vimos? Para onde vamos?», pensavam elas; e dentro e fora das universidades levaram a cabo investigações para encontrarem os vestígios das suas antepassadas e sobretudo para compreenderem as raízes da dominação que suportavam e as relações entre os sexos através do espaço e do tempo.” Com efeito, a visão que durante tantos séculos silenciou o papel das mulheres na sociedade e excluiu a sua participação na esfera política continua atual, ainda que com diversos matizes, de acordo com a região do mundo em que nos encontremos. Essa visão começa logo durante a gravidez ou à nascença. Na Índia, por exemplo, pratica-se com frequência o infanticídio e o feticídio femininos. As raparigas são consideradas um fardo para os pais. Muitas são enterradas vivas ou alvo de aborto antes de nascerem. E, se houver lugar ao nascimento de crianças do sexo feminino, este é visto com maus olhos. Muitas mulheres que dão à luz meninas são negligenciadas, maltratadas e até mesmo abandonadas pelos maridos. É que, para a sociedade indiana, a rapariga/mulher representa um grande encargo financeiro, pois, aquando do casamento, a família da noiva terá de efetuar um dote. Ainda que este seja considerado ilegal desde 1960, é uma prática corrente. Entretanto, as raparigas deixam a casa dos pais para integrarem o núcleo familiar dos maridos, como se de um bem se tratasse, ignorando-se completamente a sua identidade própria e os seus direitos fundamentais como a dignidade, a liberdade, a educação e a saúde, entre outros. Na mesma linha de pensamento, poderíamos dar exemplos sobre o modo como se vê a mulher na civilização muçulmana, na cultura cigana, nas culturas africanas, entre outras, e deparar-nos-íamos com situações semelhantes em que se nega a igualdade de direitos entre homens e mulheres. Na maior parte do mundo ainda há, pois, um longo caminho a percorrer no que se refere à igualdade de género. Não obstante, não se pense que no designado mundo ocidental o caminho está todo percorrido porque, de facto, não está. Se países há em que a mulher tem, na prática, os mesmos direitos do que os homens, noutros a situação é bem diferente. Para sustentar esta afirmação poderia dizer que há estudos que mostram que as mulheres trabalham em média cerca de dez horas semanais a mais do que os homens porque ao trabalho que exercem profissionalmente acresce o trabalho que realizam em casa, conhecido como tarefas domésticas (estender e recolher roupa, limpar a casa, passar a ferro, tratar dos filhos, etc.). Ou lembrar um estudo, citado pelo DN online, de 7 de março de 2019, que refere que segundo a OIT (Organização Internacional do Trabalho) os homens portugueses ganham em média mais 22,1% do que as mulheres. E só o Chile (com uma diferença de 23,7%) e a Estónia (de 25,7%) ultrapassam Portugal na tabela. A discrepância salarial em todo o mundo é, em média, de 18,8%. Outro estudo refere que a maioria das licenciaturas, dos mestrados e dos doutoramentos em Portugal são concluídos por mulheres. No entanto, apenas 9% das mulheres chegam aos lugares de decisão. E quando chegam recebem menos 29% do que os homens (artigo de Catarina Pires, publicado na revista Notícias Magazine). 18


Cont.

Outro estudo refere que mais de 60% das empresas tem menos de 30% de mulheres nos lugares de chefia (DN online de 22 de maio de 2019). Por outro lado, a sociedade mantém certos estereótipos tóxicos, legitimando, por exemplo, que os homens são menos sensíveis, que não choram ou que são naturalmente mais violentos. Ora, quando a sociedade aceita este tipo de preconceitos acaba por promover ou permitir chefes agressivos, parceiros hostis ou amigos desrespeitadores. Daí até à violência no namoro ou à violência doméstica vai um pequeníssimo passo. Na base desta desigualdade de género, entre rapazes e raparigas/homens e mulheres, está a família e, logo a seguir, a escola. Estas duas instituições são determinantes para a promoção da igualdade de género, que se refletirá, mais tarde, na sociedade. Assim, se queremos uma sociedade mais igual teremos que educar as crianças e as mães/pais das crianças nesse sentido. Os próprios programas curriculares e os manuais escolares ainda denotam uma visão muito patriarcal. Por isso, na área da História, por exemplo, pouca visibilidade dão a mulheres que se destacaram ao longo da História nas várias áreas (científica, artística, cívica, política, etc.). Os próprios brinquedos que se oferecem aos bebés e às crianças são indutores dessa desigualdade de género. Vejamos: os brinquedos de montagem de peças, de construção e de laboratórios (legos, oficinas, laboratórios de ciência, telescópios, etc.), que tradicionalmente se oferecem aos meninos, desenvolvem competências mais ligadas à abstração, ao pensamento lógico-matemático e à criatividade enquanto os brinquedos que, tradicionalmente, se oferecem às meninas (bonecas, eletrodomésticos, estojos de cabeleireiro, etc.) recriam situações do quotidiano pelo que não desenvolvem as competências acima referidas. Deste modo, ainda que de forma inconsciente, ou talvez não, a sociedade reproduz o modelo vigente, condicionando os futuros/as cidadãos/cidadãs: os meninos a desenvolverem o raciocínio lógico-matemático, que lhes vai ser muito útil quando chegarem à idade escolar, e as meninas a preparem-se para a maternidade e as tarefas domésticas, deparando-se mais tarde com mais dificuldades nas áreas da matemática, da física, das tecnologias… Urge, pois, estarmos atentos/as a todos os pequenos, grandes, pormenores que possam libertar as mulheres dos grilhões a que têm estado presas desde há vários milénios só porque a natureza lhes deu um determinado sexo e a sociedade impôs-lhe, através do género, um determinado papel. Afinal, na essência somos todos iguais e enquanto seres humanos que somos, independentemente do nosso corpo, sexo, cor, religião, ideologia e de todas as opções por nós feitas, sofremos com as mesmas coisas (dor física e dor psicológica da perda, da desilusão, da frustração, etc.) e aspiramos às mesmas coisas (igualdade, liberdade, felicidade…). Então, se somos todos iguais, apesar das diferenças, temos todos direito à igualdade, apesar das diferenças… E o slogan “todos diferentes, todos iguais”, por mais que a sua repetição o banalize, continua infinitamente belo. Cabe a todos nós torná-lo concretizável para toda a humanidade. O papel da escola deve ser fundamentalmente o de formar cidadãos/cidadãs autónomos, cooperativos, críticos, solidários, responsáveis, interventivos, respeitadores da diferença, inclusivos, criativos e felizes, que possam transformar o mundo num mundo melhor, mais solidário e mais humano. Omitir o papel das mulheres ao longo da História e nos dias que correm e continuar a perpetuar preconceitos e estereótipos é hipotecar a educação e a formação de crianças e jovens tendo em conta o seu importante papel na construção de uma sociedade mais justa, mais igualitária e mais tolerante para com a diferença.

19


Cont.

Sigamos, enquanto educadores/as, o pensamento de Adela Cortina e coloquemos em prática a sua ética cívica: uma ética de cidadãos e não de súbditos; a tolerância ativa, o respeito pelo Outro e a gratuitidade. Nos tempos conturbados e incertos em que vivemos sejamos, como ela, portadores/as de esperança... E não nos esqueçamos, tal como ela diz, que "no avanço ético da humanidade distanciamo-nos da lei da selva, aprendemos a necessidade da proteção do mais fraco". Reside aqui toda a nossa humanidade... A igualdade entre mulheres e homens é uma questão de direitos humanos e uma condição de justiça social, sendo igualmente um requisito necessário e fundamental para a igualdade, o desenvolvimento e a paz. A igualdade de género exige que, numa sociedade, mulheres e homens gozem das mesmas oportunidades, rendimentos, direitos e obrigações em todas as áreas. Devem ambos, homens e mulheres, beneficiar das mesmas condições no acesso à educação, nas oportunidades no trabalho e na carreira profissional, no acesso à saúde, no acesso ao poder e influência. Dos 17 Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS), estabelecidos pela ONU (Organização das Nações Unidas), a atingir até 2030, a igualdade de género é o quinto objetivo. Enquanto educadores, importa abordar todos os conteúdos programáticos segundo uma perspetiva de igualdade de género, não só dando ênfase à ação das mulheres como problematizando a desigualdade de género, que, de facto, existe, levando os alunos/alunas a refletir sobre esta questão e a desenvolver o seu espírito crítico com o objetivo de lutar por uma sociedade mais igual. Ora, para isso é necessário começar por crescer mais igual. E se, em casa, os alunos/alunas não crescem iguais, fruto de uma educação conservadoramente machista, é na escola que eles podem começar a ser mais iguais… Neste ano letivo, os alunos/as dos quinto, sétimo e nono anos e também do PIEF participaram em ações de sensibilização sobre igualdade de género e violência no namoro dinamizadas pela Moura Salúquia - Associação de Mulheres do concelho de Moura em articulação com o Plano Anual do nosso Agrupamento. Estamos, pois, no âmbito da nossa estratégia de Educação para a Cidadania a trabalhar para a mudança da sociedade. Uma mudança que será tanto mais rápida quanto maior for a ação individual de todos nesse sentido: mães, pais, famílias, educadores e professores. Para essa mudança se efetivar teremos também de ser críticos e interventivos. A sociedade não muda se nós individualmente não mudarmos. Para terminar, deixo duas frases para reflexão: “Ninguém nasce mulher: torna-se mulher” (Simone de Beauvoir) e “O feminismo nunca matou ninguém, o machismo mata todos os dias.” (Benoîte Groult)

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Por Elisabete Vogado

CLUBE DE PROTEÇÃO CIVIL

TORRE DE VIGIA Olá a todos Ao longo do 2.º período, no espaço reservado ao funcionamento do clube, foram abordados os temas da segurança e respetivos comportamentos em diversas situações, como em caso de sismos, frio intenso, incêndios em casa, incêndios na escola. Foi feito, também, o visionamento e análise de informação enviada pelo CDOS de Beja relativa à previsão meteorológica, bem como da página do IPMA. Além disso, elaboramos cartazes alusivos ao “Dia da proteção civil - 1 de março” e escrevemos informação para a página da nossa escola, bem como para ser projetada no LCD do corredor, para que todos os alunos possam ver. A comemoração desta data tem também como propósito sensibilizar para a relevância da proteção civil, promover a reflexão e o diálogo em torno dos riscos, a que territórios e populações estão sujeitos, assim como o papel que cabe a cada um de nós, cidadãos, no esforço coletivo de criação de comunidades resilientes, próprias das sociedades mais desenvolvidas. Assim sendo, o nosso Agrupamento realizou um simulacro de incêndio no dia 28 de fevereiro para lembrar este dia. Relembramos que a proteção civil é uma responsabilidade e um dever de todos!

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Por Alice Rocha

Para o segundo período, o Clube de Teatro tinha previsto apresentar as peças "O amor anda no ar/Love is in the air" e "Vamos salvar a floresta!". A primeira peça foi apresentada no dia 14 de fevereiro, Dia de S. Valentim, às turmas do 5.ºA e 9.º A. A peça abordou uma das lendas de S. Valentim, falou de poesia e valorizou as cartas/declarações/gestos de amor protagonizados por cada um de nós em detrimento dos postais e das prendas que se compram. Comprar postais e prendas poderá refletir uma atitude mais consumista e menos intimista. No final, foram declamados alguns poemas por um dos atores e também por alguns alunos que se encontravam a assistir à peça e que se voluntariaram para o fazer. Destaque-se ainda que esta peça tinha algumas falas em língua inglesa para reforçar a aprendizagem desta língua e promover a interdisciplinaridade. Eis um dos poemas declamados: Amor é fogo que arde sem se ver; É ferida que dói e não se sente; É um contentamento descontente; É dor que desatina sem doer; É um não querer mais que bem querer; É solitário andar por entre a gente; É nunca contentar-se de contente; É cuidar que se ganha em se perder; É querer estar preso por vontade; É servir a quem vence, o vencedor; É ter com quem nos mata lealdade. Mas como causar pode seu favor Nos corações humanos amizade, Se tão contrário a si é o mesmo Amor? Luís de Camões

A segunda peça "Vamos salvar a floresta!", prevista para o dia 20 de março - pois o dia 21 de março, Dia Mundial da Árvore, coincidia com um sábado - não foi apresentada devido à suspensão das aulas motivada pela pandemia do Covid-19. O balanço das atividades realizadas pelo Clube de Teatro durante o segundo período é bastante satisfatório, pois os pequenos atores e atrizes continuaram a revelar muito empenho, dedicação e responsabilidade, abdicando, muitas vezes, do tempo destinado ao intervalo da manhã para ensaiar. Por tudo isto, os nossos pequenos atores e atrizes estão de parabéns! #Fiquem em casa. Vai tudo correr bem! Ficha técnica da peça “O amor anda no ar” N.º

Ano/Turma

Nome

Personagem

3

5.ºA

António Martins

Declamador de poemas

13

5.ºA

João Torres

André

14

5.ºA

Laura Rosado

Marta

15

5.ºA

Leonor Mendes

Carolina

16

5.ºA

Maria Inês Monteiro

Lúcia

17

5.ºA

Miguel Fachadas

Rodrigo

8

5.ºB

Maria Inês Reis

Inês

22


DESPORTO ESCOLAR

Por Fernanda Branco e Sérgio Silva

Grupo Equipa – BTT / XCO

A equipa de Desporto Escolar de BTT teve a sua primeira participação no primeiro encontro/circuito regional da modalidade, em Borba, a 22 de janeiro, com seis dos nossos alunos distribuídos em vários escalões. Trata-se de uma prova que se realiza sob a forma de circuito regional e em que os betetistas pontuam simultaneamente para a taça distrital e para a taça regional. Em cada prova pontuam segundo uma escala de pontuação em função da respetiva classificação obtida e, no final dos três encontros do circuito regional, o somatório total de pontos atribuirá a classificação final. Os nossos alunos tiveram comportamentos e participações muito boas, conseguindo algumas belíssimas pontuações, apesar de ser para eles uma estreia. Classificações obtidas pelos participantes

Dorsal

Aluno

Pontuação Taça

Class.

Classif.

Pontuação

Distrital

Regional

Taça Distrital

Juvenil

5.º

10.º

23

13

Infantil B

3.º

10.º

27

13

Escalão

Regional

917

Miguel Ângelo Calado Pato

859

Miguel Monteiro Ramos

855

Daniel Prazeres Agulhas

Infantil B

4.º

11.º

25

11

835

Diogo Joaquim Carrilho

Infantil A

1.º

4.º

35

25

856

José Manuel Amaro Fontes

Infantil B

1.º

5.º

35

23

860

Vasco Mendes

Infantil B

2.º

9.º

30

15

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(Cont.) De realçar a brilhante prova do aluno Miguel Pato num grupo e escalão onde a maioria dos alunos em competição já fazem o circuito nacional da taça de Portugal da modalidade e com equipamentos e bicicletas de um nível muito superior. Salienta-se ainda a excelente prova do aluno Diogo Carrilho que, desde o princípio ao fim da prova, andou sempre com os três primeiros classificados, deixando, desde já, boas indicações para as provas que se avizinham. De um modo geral, todos os alunos deram o seu melhor e conseguiram perante as diferentes adversidades do dia, como o mau tempo que se fez sentir e os problemas que algumas bicicletas apresentavam, resultados bastante promissores para a nossa escola, elevando, assim, o nosso grupo escolar a um bom nível.

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III encontro de Badminton No dia 19 de fevereiro, realizou-se, no Agrupamento de Escolas de Amareleja, o 3.º encontro de Desporto Escolar na modalidade de Badminton. Neste grupo equipa, integram o quadro competitivo os Agrupamentos de Escolas de Moura (Escola Básica e Secundária), Barrancos e Amareleja. Os jogos tiveram início pelas 9h30. Os vários escalões distribuíram-se pelos seis campos de badminton. A maratona de jogos estava, assim, pronta para que se iniciasse a primeira fase da competição. Depois do almoço e durante a tarde, decorreu a 2ª fase da competição, tendo ficado apuradas as classificações de todos os alunos. Destacaram-se os alunos Fabiana Martins, do 5.ºA, que obteve o 2.º lugar; e Miguel Fachadas que obteve o 3.º lugar, escalão infantil A Feminino e infantil A Masculino, respetivamente. Nos Infantis B Masculinos, destaca-se o aluno Miguel Ramos, que obteve o 2.º lugar, ficando apurado para o Distrital a realizar-se em Santiago do Cacém. Os alunos André Castelhano e João Lavado, ambos do 9.ºA, obtiveram o 1.º e 2.º lugar, respetivamente, no escalão de Juvenis Masculinos. Todos os participantes estão de parabéns pela forma empenhada como competiram.

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Mega sprinter Regional Odemira Os alunos apurados para o Mega sprinter Regional participaram, no dia 6 de março, no Mega Sprinter Regional que veio a realizar-se nas pistas do Municipal de Odemira. De entre os vinte alunos que participaram em diferentes disciplinas do Mega Sprinter (mega velocidade, mega salto em comprimento, mega lançamento e mega km), temos a salientar a brilhante participação e esforço de todos os presentes, nomeadamente do aluno Salvador Ruivo que, por duas vezes, subiu ao segundo lugar do pódio regional. Conseguiu um 2.º lugar no mega salto, que o leva a participar no Nacional de Mega Sprinter, em Vagos, e um 2.º lugar no Mega Sprint, corrida de velocidade; destacou-se também o aluno João Carapuça, no escalão de iniciados, um escalão bem representado e recheado de atletas, tendo conseguido um brilhante 3.º lugar e subindo, assim, ao pódio. Contudo, destacam-se negativamente os meninos e meninas da escola que, embora apurados e convocados, só no dia ou na hora da partida é que comunicam que não vão e, muitas vezes, é por recado através dos colegas, inviabilizando, assim, a participação de outros em sua substituição. De lamentar a falta de respeito destes para com toda a comunidade educativa, assim como para com os professores que todos os dias se esforçam por um desporto ativo, diversificado, planeado e melhor na nossa escola, procurando, desta forma, que todos tenham mais oferta educativa. É de pensar, pois é um lugar que fica livre no autocarro e que é pago, um lanche que é pedido e que é pago e a hipótese negada de levar outro menos bom, mas de lhe poder proporcionar sensações de competição noutro patamar a que talvez nunca terá acesso.

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Por David Fialho

SABIA QUE...

O contexto atual, com a pandemia Covid-19, obriga-nos ao isolamento e resguardo do contacto social. Este é um período diferente de todos aqueles pelos quais as nossas crianças e jovens já passaram, com uma alteração significativa das suas rotinas diárias e com maior isolamento social. Tendo presente este período de resguardo e em complemento a outras informações já fornecidas pelo nosso agrupamento, temos vindo a fornecer, no espaço dedicado ao Gabinete de Apoio ao Aluno e à Família (GAAF) e ao Serviço de Psicologia e Orientação do site do nosso agrupamento, um conjunto de alertas e sugestões que poderão ajudar a ultrapassar esta fase de confinamento. Por outro lado, o confinamento e o contexto de pandemia podem, em conjunto, provocar alterações do foro psicológico. Quando estas alterações são frequentes e de maior intensidade devem ser alvo de avaliação e, possivelmente, de intervenção de um psicólogo. Nestas situações, deve alertar a Educadora de Infância, o Professor Titular de Turma ou o Diretor de Turma do seu educando, de modo a que este possa ser avaliado por um dos psicólogos do agrupamento. Entretanto, se algum Encarregado de Educação tiver necessidade de falar com um Psicólogo neste período, por ter alguma dúvida, questão ou preocupação, pode fazê-lo através dos emails: Dr. Djalma Henares: djalmajunior@aeamareleja.pt e Dr. David Fialho: davidfialho@aeamareleja.pt Deixe o seu contacto no email que os Psicólogos entrarão em contacto consigo. Em alternativa, pode ligar para a Escola Sede e pedir para que estes entrem em contacto consigo.

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Por David Fialho

FORMAÇÃO INTERNA

Desde o dia 16 de março que o nosso ano letivo se tornou diferente de todos os anteriores, estando estas alterações associadas ao contexto de pandemia e aos necessários confinamento e distanciamento social. Estas alterações tiveram um grande impacto em toda a rotina da nossa comunidade educativa e o plano de Formação Interna também percebeu esse impacto, tendo de se adaptar a esta nova realidade. Por este motivo, a Formação de Assistentes Operacionais só teve, até à data, duas sessões de formação que ocorreram em dezembro de 2019: uma sobre a Intervenção em Situação de Catástrofe que foi planificada e dinamizada pelo professor José Pinto e a outra com a temática da motivação e do Trabalho em Equipa que foi planificada e dinamizada pelo psicólogo Djalma Henares e que também contou com a presença das nossas assistentes técnicas.

Quanto às ações desenvolvidas no âmbito da Formação de Professores, realizaram-se três ações de formação de curta duração: a primeira, com a temática do Desenvolvimento de Competências Pessoais em Jovens, que teve como formador o Psicólogo David Fialho e foi direcionada para docentes do 2.º e 3.º ciclo, contando com a presença de 15 formandos; a segunda, sobre Metodologias Ativas para as Aprendizagens, foi preparada para Educadores de Infância, Professores Titulares de Turma e para Docentes de 2.º ciclo e a formadora desta ação foi a professora Alice Rocha. Esta ação contou com 17 formandos.

Já no segundo período, foi realizada a ação de formação com a temática da Observação e Análise das Práticas de Ensino que foi planificada e dinamizada pela professora Lurdes Pato. Esta ação contou com 20 formandos. No âmbito do Projeto Erasmus+, foi também desenvolvido o Workshop Ebru - Arte sobre Água - Disseminação de Boas Práticas. Este workshop, organizado em parceria com a equipa que coordena o projeto Erasmus+ no nosso Agrupamento, teve como dinamizadora a docente Célia Ramos e contou com 20 formandos.

Por fim, tem sido desenvolvida a oficina de formação DOVE - "Eu confiante". Esta oficina surge do desafio lançado pelos nossos parceiros da EPIS - Empresários Pela Inclusão Social - que nos desafiaram a implementar o programa DOVE - "Eu Confiante" junto dos nossos alunos de 3.º Ciclo. Este programa já foi implementado em vários países, tendo a DOVE como promotora e patrocinadora. Em Portugal, tem sido coordenado e avaliado pela Universidade de Psicologia do Porto e espera-se que este traga ganhos aos nossos jovens ao nível da imagem corporal, da confiança pessoal e da autoestima. Esta oficina de formação conta com a participação de 10 professoras e tem como formador o psicólogo David Fialho. Apesar das limitações decorrentes do Covid-19, continuamos a preparar a formação dos nossos professores, privilegiando, neste momento, ações de formação online.

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Jornal 5 estrelas mai2020  

Jornal do Agrupamento de Escolas de Amareleja

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