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boletim informativo Outubro 2014 | n.º 1

Melhoria da qualidade da água Estão em curso 2 projetos de melhoria da qualidade da água - no Curral das Freiras e na Ribeira Brava e Câmara de Lobos, que visam melhorar o bem-estar das populações residentes nos concelhos da ARM. Pág. 1

Indicadores 1º semestre 2014

Notícias Ilhas Ecológicas

Pág. 8

A ARM disponibilizou 4 Ilhas Ecológicas, nos Munícipios de Câmara de Lobos, Machico, Ribeira Brava e Porto Santo.

Nr. Contratos Ativos

32 045 contratos

Quantidade Resíduos Recolhidos

13 188 toneladas 1 174 pedidos

Recolhas Resíduos Verdes e Monos

Este equipamento é novo na Região e tem vantagens em relação aos contentores tradicionais.

novas viaturas

1 922 392 m3

Quantidade Água Fornecida

5 512 contentores

Contentores Lavados

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A ARM adquiriu 20 novas viaturas de recolha de resíduos e 1 viatura de lavagem de contentores. A apresentação das viaturas foi no dia 4 de abril de 2014, no Concelho de Câmara de Lobos.

Controlo ativo de fugas

Papel e cartão

Plástico e metal

No Verao Pág. 13

No sentido de combater as perdas de água não visíveis na rede, a ARM efetuou campanhas de controlo ativo de perdas nas redes de distribuição em Machico e Ribeira Brava, com recurso a equipamentos de deteção acústica.

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T. 291 201020


redes de abastecimento de água e de saneamento na freguesia do Curral das Freiras Abastecimento de água potável O Curral das Freiras dispõe de um sistema de distribuição domiciliária de água deficitário devido à antiguidade do sistema, nomeadamente das origens de água e constituição da rede. Embora toda a população disponha de abastecimento domiciliária de água, a qualidade e quantidade não é a suficiente de acordo com as necessidades atualmente exigidas. Acresce que não existe qualquer registo dos consumos atuais da população, fruto da inexistência de monitorização das origens, assim como, de contadores no consumidor final. Ciente da atual situação, a ARM pretende dotar o Curral das Freiras de um novo sistema completo de abastecimento domiciliário de água, que cumpra integralmente as exigências técnicas e sanitárias previstas na regulamentação em vigor e que contribua de modo significativo para a melhoria da qualidade de vida, das condições sanitárias e do bem-estar das populações residentes.

Saneamento básico Com a construção da rede de coletores para drenagem das águas residuais domésticas pretende-se proporcionar um padrão sanitário, ambiental e de bem-estar elevado, aos residentes e visitantes desta freguesia. A conceção geral da rede de drenagem das águas residuais domésticas, obedeceu fundamentalmente a condicionantes de natureza topográfica e à localização prevista para a Estação de Tratamento de Águas Residuais (ETAR). Aos fatores supra mencionados juntou-se a preocupação de maximizar a parte da rede com escoamento gravítico, e também a de evitar, sempre que possível, a implantação de coletores fora dos arruamentos existentes ou previstos. O número de potenciais consumidores na área a dotar de rede coletora de esgotos será de cerca de 170, o que corresponderá a uma população aproximada de 500 habitantes. Prevê-se no decorrer da empreitada, sucintamente, a realização dos seguintes trabalhos: a) Construção da nova rede coletora de esgotos da freguesia do Curral das Freiras, num total de cerca de 2,5 km de coletores de PVC, PN 0,6 MPa em arruamentos e veredas, até à futura ETAR do Curral das Freiras, incluindo remoção e reposição de pavimentos betuminosos ou de betão, reconstituição de bermas, valetas, passeios, etc; b) Fornecimento e montagem de uma estação elevatória de águas residuais compacta, para cerca de 30 fogos. Esta obra é da responsabilidade da ARM – Águas e Resíduos da Madeira, S.A., está associada a um investimento público elegível de 2.998.156,14€, co-financiado pela União Europeia ao abrigo do Programa Operacional de Valorização do Potencial Económico e Coesão Territorial da RAM, designado por Programa Intervir+. 1


Melhoria da qualidade da água - câmara de lobos e ribeira brava Nos municípios de Ribeira Brava e Câmara de Lobos, aderentes ao Sistema Multimunicipal de Distribuição de Água e de Saneamento Básico em Baixa da Região Autónoma da Madeira, gerido pela ARM – Águas e Resíduos da Madeira, S.A., existem ainda diversos pequenos sistemas que por serem aduzidos por origens próprias ou porque a sua localização é pouco favorável, são abastecidos por água deficientemente tratada ou, inclusivamente, não sujeita a qualquer tipo de tratamento. Esta situação tem constituído uma preocupação constante para a ARM. Deste modo, pretende-se com o presente Projeto, resolver definitivamente aquele problema, de modo a que as populações afetadas passem a dispor de água que cumpra integralmente as exigências técnicas e sanitárias previstas na regulamentação em vigor e que contribua de modo significativo para a melhoria da qualidade de vida e das condições sanitárias e de bem-estar das populações residentes. Áreas de intervenção nos dois municípios integrantes da ARM, nomeadamente: Município da Ribeira Brava: nos sítios da Meia Légua, Eira do Mourão, Covas e Fajã da Ribeira; Município de Câmara de Lobos: na zona da Encosta dos Socorridos, nas veredas “Caminho da Fajã “, “Caminho da Fonte Serrão” e “Levada da Fonte Serrão”.

Esta obra é da responsabilidade da ARM – Águas e Resíduos da Madeira, S.A., está associada a um investimento público elegível de 569.000,00€, co-financiado pela União Europeia ao abrigo do Programa Operacional de Valorização do Potencial Económico e Coesão Territorial da RAM, designado por Programa Intervir+.

Consulte o Decreto-Lei 306/2007, de agosto de 2007 Pretende-se a disponibilização tendencialmente universal de água salubre, limpa e desejavelmente equilibrada na sua composição para todos.

Mantenha-se informado:

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outros projetos em curso 3ª Fase do Aterro Sanitário da ETRS da Meia Serra A construção da 3ª Fase do Aterro Sanitário configura uma solução técnica e ambientalmente correta, que resolverá o problema do destino final dos resíduos sólidos resultantes dos processos de tratamento instalados na ETRS da Meia Serra e dos que não podem ser tratados pelos métodos implementados, constituindo uma alternativa à instalação atualmente em utilização (2ª Fase B), e que, a curto prazo, atingirá a sua capacidade limite. A 3ª Fase do Aterro Sanitário cumprirá com os requisitos do Decreto-Lei n.º 183/2009, de 10 de Agosto, relativo à deposição de resíduos em aterro (que transpõe a Diretiva n.º 1999/31/CE, do Conselho, de 26 de Abril, alterada pelo Regulamento (CE) n.º 1882/2003, do Parlamento Europeu e do Conselho, de 29 de Setembro). Serão construídas células específicas para a deposição de escórias e de resíduos não passíveis de tratamento por incineração ou compostagem e para a deposição de cinzas provenientes das instalações de incineração e que são previamente inertizadas. A sua localização numa área adjacente ao local onde se encontra actualmente a ETRS constitui uma medida importante de minimização de impactes, dado que apresenta a vantagem de concentrar num mesmo local, todas as instalações que integram o sistema de tratamento de resíduos, tirando partido das sinergias existentes, nomeadamente em termos de minimização e monitorização de impactes, evitando-se, deste modo, uma intervenção mais pesada num outro local.

Área da 3ª Fase do Aterro da ETRS Meia Serra

Para além disso se fosse escolhido um outro local distanciado da ETRS da Meia Serra, surgiria um impacte adicional, relacionado com o transporte dos resíduos da Estação para esse local. Esta obra é da responsabilidade da Valor Ambiente – Gestão e Administração de Resíduos da Madeira , S.A., está associado a um investimento público da ordem dos 8.460.453,00€, co-financiado pela União Europeia ao abrigo do Programa Operacional Temático Valorização do Território (POVT).

Recuperação da Levada Machico-Caniçal Este projeto consiste na análise, dimensionamento e desenvolvimento das peças de projeto de execução, e contempla as seguintes intervenções: a) Recuperação da Levada Machico – Caniçal – 2ª Fase numa extensão de cerca de 550 metros. Nesta intervenção considera-se a demolição e execução de canal entre o ponto de chegada da Levada Machico - Caniçal ao caminho municipal até à vedação limite da zona Franca, duas saídas para regadeiras, bem como todos os elementos complemen-tares necessários à execução da obra; b) Adução da Levada Machico – Caniçal, através de uma conduta enterrada, em regime de escoamento em superfície livre que se desenvolve entre a caixa de decantação do reservatório da Portela e a linha de água a montante do reservatório das Fontes Vermelhas, numa extensão de cerca de 2 450 metros, e que posteriormente encaminha o caudal até à levada Machico- Caniçal. Esta intervenção inclui assim a instalação da conduta em regime de escoamento em superfície livre, as respetivas caixas de passagem, uma caixa de descarga, bem como a instalação de uma conduta em pressão numa zona intermédia em sifão. Esta obra é da responsabilidade da IGA – Investimentos e Gestão da Água, S.A., está associada a um investimento público elegível de 1.461.522,93€, co-financiado pela União Europeia ao abrigo do Programa de Desenvolvimento Rural para a Região Autónoma da Madeira (PRODERAM). 3


Sistema de Irrigação do Parque Agrícola do Porto Santo Com a reformulação do sistema de rega do Parque Agrícola do Porto Santo (PAPS), pretende-se constituir um sistema de filtração e de distribuição de água de rega necessários ao regadio. Prevê-se assim os trabalhos de remodelação de um reservatório, de fornecimento e instalação de um sistema elevatório, de montagem de um sistema de filtração, de execução de uma nova rede de distribuição com escoamento sob pressão, de construção de caixas de derivação e descargas de fundo e de hidrantes de rega e respetivos acessórios.

Esta obra é da responsabilidade da IGA – Investimentos e Gestão da Água, S.A., está associada a um investimento público elegível de 978.328,91€, co-financiado pela União Europeia ao abrigo do Programa de Desenvolvimento Rural para a Região Autónoma da Madeira (PRODERAM).

Recuperação da Levada da Calheta - Ponta do Sol A Levada da Calheta – Ponta do Sol tem origem imediatamente a jusante da câmara de restituição da Central Hidroeléctrica da Calheta, situada na Ribeira da Calheta a uma altitude de aproximadamente 658 relativamente ao nível médio do mar. O troço da Levada da Calheta – Ponta do Sol foi construído na década de 1950 pela Comissão Administrativa dos Aproveitamentos Hidráulicos da Madeira, tendo sido dimensionado para transportar um caudal de 300 l/s na origem.

O destino das águas que circulam na levada é o regadio agrícola, abastecendo cerca de 9029 regantes. A saída de água para a rega efetua-se ao longo do canal, existindo quatro caixas de repartição identificadas por Caixa divisória da Achada de Cima, da Cova do Arco, do Poço dos Moinhos e no final da levada a Caixa divisória da Fonte Coxo. Esta empreitada consistiu na execução, sobre a antiga caixa da levada, de um novo canal em betão armado, com o objetivo de reduzir o elevado volume de perdas que se registam atualmente ao longo desta levada, de forma a aumentar a disponibilidade de água aos agricultores, e também de conferir maior segurança à infra-estrutura através do seu reforço estrutural. Inclui-se a beneficiação de algumas captações de água existentes, a beneficiação do percurso pedestre da levada, a execução de descargas de limpeza e de descarregadores de superfície do canal e a remodelação/beneficiação das caixas divisórias e das casas de apoio aos levadeiros. Esta obra é da responsabilidade da IGA – Investimentos e Gestão da Água, S.A., está associada a um investimento público elegível de 2.029.679,12€, co-financiado pela União Europeia ao abrigo do Programa de Desenvolvimento Rural para a Região Autónoma da Madeira (PRODERAM). 4


Beneficiação do Lanço Sul dos Tornos Por se registarem ainda significativas perdas de água em canais secundários do Lanço Sul da Levada dos Tornos, nomeadamente nas regadeiras 61 à 78, situadas na zona dos Moinhos, entre as localidades de Santa Cruz e a Bemposta, estamos a proceder à reparação dos mesmos de forma a otimizar o recurso hidráulico (diminuir as perdas e garantir transporte de 60 l/s na levada principal e 15 l/s em cada regadeira). “Esta obra é da responsabilidade da IGA – Investimentos e Gestão da Água, S.A., ., está associada a um investimento público elegível da ordem de 3.750.000,00€, co-financiado pela União Europeia ao abrigo do Programa de Desenvolvimento Rural para a Região Autónoma da Madeira (PRODERAM).

Lagoa da Portela O projeto da Lagoa da Portela, que ocupará no total cerca de 3,7 ha, localiza-se no concelho de Machico e o terreno para onde está prevista a sua instalação, está inserido numa zona em que predomina a Floresta Exótica. A área de implantação da Lagoa da Portela, que se localiza sensivelmente, entre os 700 e os 800m de altitude, apresenta uma forte inclinação, sendo esta mais acentuada a montante do que a jusante. A margem direita condiciona significativamente a definição da lagoa, tendo que se recorrer essencialmente à escavação, para se obter um volume de armazenamento de água de cerca de 88 000 m3.

A Lagoa da Portela destina-se ao armazenamento de água captada na ribeira do Passa Remos e na Levada da Portela, com o objetivo de garantir a alimentação da rede de rega de Porto da Cruz sendo, por esse motivo, exclusivamente para uso agrícola. Esta será constituída pelas seguintes infra-estruturas: • Lagoa de armazenamento de água com uma capacidade de cerca de 87 800 m3; • Barragem de perfil em terra homogénea com uma altura de 19,5 m de altura máxima acima do talvegue do curso de água a jusante; • Açude de retenção de materiais sólidos, com uma capacidade de cerca de 50 m3 (correspondendo a cerca de 20% do valor estimado do volume anual de sedimentos afluente à albufeira); • Desvio provisório; • Obra de adução à Lagoa; • Descarregador de superfície; • Tomada de água e restituição dos caudais à Levada da Portela; • Descarga de fundo; • Cabine para o quadro elétrico e arrecadação. Esta obra é da responsabilidade da IGA – Investimentos e Gestão da Água, S.A. e representa um investimento público da ordem dos 5.481.520,63€, co-financiado pela União Europeia ao abrigo do Programa de Desenvolvimento Rural para a Região Autónoma da Madeira (PRODERAM). 5


Intempérie 28 e 29 de novembro de 2013 - Levada do Castelejo e da Serra do Faial A intempérie que assolou a Região Autónoma da Madeira nos dias 28 e 29 de novembro de 2013, de forma mais acentuada, nas freguesias do Porto da Cruz e Santo António da Serra, afetou severamente as infraestruturas de regadio público associadas à Levada do Castelejo e Levada da Serra do Faial, incluindo as próprias levadas, em extensões aproximadas de 12 km e 10,5 km, respetivamente, tendo destruído troços dos canais e condutas considerados essenciais para a manutenção do regadio que impossibilitam, desta forma, o regular e normal abastecimento de água.

No caso da Levada do Castelejo, localizada na freguesia do Porto da Cruz, concelho de Machico, os troços de canal afetados abrangeram, de uma forma geral, a extensão total da infraestrutura, ou seja, cerca de 12 km. Relativamente à Levada da Serra do Faial, cuja extensão total é de cerca de 60 km, servindo o regadio das freguesias de São Roque do Faial, Porto da Cruz, Santo António da Serra e zonas altas do concelho de Santa Cruz, as zonas afetadas pela intempérie localizam-se entre a ribeira do Poço do Bezerro (Km 8+300) e o Santo da Serra (Km 18+775), numa extensão aproximada de 10,5 km. Os diversos deslizamentos de terras ocorridos a partir dos taludes adjacentes aos canais provocaram a obstrução dos mesmos e do caminho pedonal confinante com este, sendo necessário proceder à limpeza destes materiais, bem como à reconstrução de muros de suporte em betão ciclópico e à reconstrução do canal e passagens hidráulicas em betão ligeiramente armado mantendo as características do cana existente. Tendo em consideração a significância destes sistemas hidráulicos no capital produtivo agrícola da Região, e o facto da época de regadio se iniciar nos meses de abril e,ou maio, revela-se necessário e urgente proceder à desobstrução e reconstrução de toda a rede de rega danificada, de modo a garantir o regadio das zonas servidas pelos canais, bem como asseverar a constituição de reservas de água para o período de verão, nomeadamente nas lagoas da Portela e do Santo da Serra (aduzidas pela Levada da Serra do Faial). De forma a atingir os objetivos acima propostos, a IGH, S.A. promoveu a realização da empreitada da “Intempérie de 28 e 29 de novembro de 2013 - Recuperação da Levada do Castelejo e da Levada da Serra do Faial” que, com base nas peças de projeto e demais requisitos fixados em caderno de encargos inclui, de forma sucinta, as seguintes intervenções: • • • • • •

Execução de muros de contenção em betão ciclópico ao longo de diversos troços da levada; Recuperação do açude de captação; Remoção de terras do interior do canal e passagem pedonal provenientes dos taludes; Execução de canal novo em betão armado. Execução de passagem pedonal e hidráulica (condutas e canal) em atravessamentos de ribeiras; Reparações de condutas.

Esta obra é da responsabilidade da IGH – Investimentos e Gestão Hidroagrícola, S.A. e representa um investimento público da ordem dos 820.673,80€, co-financiado pela União Europeia ao abrigo do Programa de Desenvolvimento Rural para a Região Autónoma da Madeira (PRODERAM). 6


Projetos concluídos Ampliação do Sistema de Filtração do Reservatório do Pico do Eixo A obra designada de “Ampliação do Sistema de Filtração do Reservatório do Pico do Eixo”, inserida no Projecto de “Melhoria da Qualidade da Água Distribuída pela ARM”, teve como objectivo principal a ampliação do sistema de filtração e desinfeção para o dobro da capacidade de tratamento instalada, ou seja passar de um caudal de 42 para 84 m³/h de água tratada para consumo humano, em conformidade com o DecretoLei n.º 306/2007, de 27 de Agosto. Com a ampliação e remodelação do sistema de filtração, duplicou-se a capacidade de tratamento da água captada à superfície e passouse a ter a possibilidade de filtrar as águas provenientes das origens subterrâneas, melhorando portanto a qualidade final da água tratada e fornecida à população. A água tratada no reservatório do Pico do Eixo é injectada na rede de distribuição que cobre toda a freguesia de Santana e parte do Faial, abastecendo diretamente uma população de 3.590 habitantes. A obra consistiu, no essencial: • Remodelação geral da câmara de manobras do Reservatório do Pico do Eixo; • Montagem de um Filtro de Areia de grande dimensão e respetivos equipamentos acessórios; • Instalação de equipamentos de monitorização de caudal, nível e controlo de qualidade da água; • Execução de instalações elétricas, eletromecânicas, de comando, de automação, supervisão e de telecomunicações • para permitir o funcionamento automático e a supervisão dos sistemas hidráulicos e de toda a instrumentação; Preparação do sistema para uma futura integração no Sistema de Telegestão a nível intermunicipal. Esta obra foi realizada sob a responsabilidade da ARM – Águas e Resíduos da Madeira, S.A. e representou um investimento público de 190.000 euros, co-financiado pela União Europeia ao abrigo do Programa Operacional de Valorização do Potencial Económico e Coesão Territorial da RAM, designado por Programa Intervir+.

Sistema de Secagem Solar de Lamas da ETAR da POnta - Porto Santo O Sistema de Secagem Solar de Lamas da Estação de Tratamento de Águas Residuais (ETAR) da Ponta no Porto Santo é um sistema pioneiro em Portugal. Insere-se no denominado “Sistema de Tratamento de Águas Residuais do Porto Santo” e visa otimizar o produto final proveniente da ETAR da Ponta. O sistema tem uma capacidade máxima de tratamento de 1.550 toneladas por ano de lamas desidratadas, o que equivale a 265 toneladas MS (matéria seca) por ano. A obra consistiu no essencial: • Construção de plataforma em betão armado para instalação de Estufa de Secagem Solar de Lamas; • Construção de armazém para as lamas secas (MS); • Construção de muros de suporte, de arruamentos, de rede de drenagem de águas pluviais, de rede de água e de arranjos exteriores; • Fornecimento e montagem de uma Estufa de Secagem Solar de Lamas, composta por uma estrutura metálica e de um revestimento/cobertura em material sintético, de forte transmitância com uma área coberta de 736 m² • Fornecimento e montagem de equipamentos: transportadores, máquina de revolvimento/escarificador, sistema de ventilação e estação meteorológica; • Execução de instalações eléctricas, electromecânicas, de comando, de automação, supervisão e de telecomunicações com interligação ao Sistema de Telegestão da IGA, SA. Esta obra foi da responsabilidade da IGA – Investimentos e Gestão da Água, S.A. e representou um investimento público da ordem dos 1.000.000€, co-financiado pela União Europeia ao abrigo do Programa Operacional de Valorização do Potencial Económico e Coesão Territorial da RAM, designado por Programa Intervir+. 7


Sistemas de Deposição de Resíduos Construção de Ilhas Ecológicas A ARM - Águas e Resíduos da Madeira, S.A. construiu, em 2013, as 4 primeiras Ilhas Ecológicas da Região - uma nova solução para a deposição de resíduos em centros urbanos, nos Munícipios de Câmara de Lobos, Machico, Ribeira Brava e Porto Santo. Ilhas Ecológicas nos 4 Munícipios pertences à ARM

Câmara de Lobos

Machico

Ribeira Brava

Porto Santo

Cada Ilha Ecológica é constituída por 2 divisões subterrâneas, cada uma composta por 1 câmara de betão armado, 1 plataforma elevatória e 3 contentores de 1 100 litros. À superficie ficam instalados um total de 6 marcos em chapa galvanizada com pintura eletrostática da cor cinzento-escuro (correspondentes a 6 contentores) - 3 para resíduos indiferenciados e 3 destinados aos resíduos de embalagens (papel/cartão, vidro e plástico/metal).

Vantagens

ilhas ecológicas

- Maior capacidade de deposição; - Redução da emissão de odores; - Menor impacto visual; - Menor ocupação da via pública, contribuindo para a requalificação dos espaços urbanos.

Esta obra foi da responsabilidade da ARM – Águas e Resíduos da Madeira, S.A., está associada a um investimento público elegível de 2.499.660,40€, co-financiado pela União Europeia ao abrigo do Programa Operacional de Valorização do Potencial Económico e Coesão Territorial da RAM, designado por Programa Intervir+.” Melhoria e reforço dos pontos de recolha De forma a otimizar a recolha de resíduos, a ARM, além de reestruturar e readaptar o sistema de recolha, procedeu ao ajuste da capacidade dos pontos de recolha de resíduos. Foram substituídos os contentores em mau estado de conservação, foram criados novos pontos de recolha e reforçados outros com contentores de maior capacidade.

Foram também criados nos pontos de recolha patamares e cais adequados, com barreiras protetoras. Estas obras também beneficiam a população, uma vez que melhoram o aspecto visual e as condições de segurança e higiene na via pública e reduzem os actos de vandalismo aos contentores. 8


Novas Viaturas - Recolha Resíduos e Lavagem de Contentores Viaturas de Recolha de Resíduos A ARM – Águas e Resíduos da Madeira dispõe agora de 20 novas viaturas de recolha de resíduos, indiferenciada e seletiva, nos municípios de Câmara de Lobos, Machico, Porto Santo, Ribeira Brava e Santana. A cerimónia de apresentação pública das viaturas decorreu no dia 4 de Abril de 2014, no centro de Câmara de Lobos, na presença de Sua Exª o Senhor Presidente do Governo Regional da Madeira, Dr. Alberto João Jardim. Esta aquisição representa um investimento público de cerca de 2 milhões de euros, co-financiado em 85% pela União Europeia ao abrigo do Programa Operacional de Valorização do Potencial Económico e Coesão Territorial da RAM, designado por Programa Intervir+. Nova frota de viaturas da ARM - Dia da Apresentação

Com esta aquisição, a ARM renova uma parte da sua frota operacional destinada ao transporte de resíduos, em particular as viaturas com tempo de utilização superior a 10 anos, com o objetivo de otimizar a recolha e aumentar a capacidade de recolha média por viatura, o que permitirá uma resposta mais eficiente no terreno, potenciando a melhoria contínua do serviço e a economia do combustível, reduzindo desta forma os custos de operação. As novas viaturas ao serviço da recolha de resíduos incluem 10 viaturas de maior dimensão, com capacidades de cerca de 20 e 16 m3, e 10 viaturas de menor dimensão, com capacidades entre os 6 e os 8 m3.

N.º Viaturas

9

7

3

6

1

2

1

Chassis

Volvo

Volvo

Mitsubishi

Mitsubishi

Mitsubishi

Mitsubishi

Potência

370 CV

330 CV

175 CV

175 CV

150 CV

150 CV

Superestrutura

Rosroca

Rosroca

Tecno

Tecno

Tecno

Tecno

Modelo

Olympus

Olympus

Kuni

Azimut

Kuni

Azimut

Capacidade de Recolha

20,6 m3

15,8 m3

7,2 m3

8,0 m3

7,2 m3

5,5 m3


Viatura de lavagem de contentores Foi também adquirida uma nova viatura de lavagem de contentores, de grande capacidade, para complementar o serviço atualmente prestado pela empresa, com recurso a uma viatura pequena. No 1º semestre de 2014, foram lavados 5 512 contentores. Com a entrada em operação desta nova viatura, prevê-se lavar os contentores dos centros urbanos com uma frequência bimestral (6 vezes ao ano). Superestrutura Volvo Superestrutura 330 CV Superestrutura Rosroca Modelo LCQ 7000 Lavagem A quente e a frio Quente P - 150 Bar e Q - 80 l/min Frio P - 120 Bar e Q - 122 l/min

Contentores lavados

Sistema Desinfeção Automático

5 512

Recolha de resíduos 1º semestre 2014

Resíduos recolhidos 1º semestre 2014

Toneladas

Durante o 1º semestre de 2014 a ARM recolheu no total: 11 965 toneladas de resíduos indiferenciados, 378 toneladas de papel e cartão, 353 toneladas de plástico e metal, 141 toneladas de vidro e 351 toneladas de resíduos verdes e monos.

Papel/Cartão

Plástico e Metal

Vidro

Resíduos Verdes e Monos

Produção de resíduos per capita (1º semestre 2014) Com base na recolha de resíduos, no 1º semestre do ano, calculou-se a percentagem de produção de resíduos ao quilo, por habitante ao mês, em cada um dos Munícipios pertencentes à ARM. Os concelhos com maior produção de resíduos indiferenciados por habitante são o Porto Santo e Machico, com a produção de 28 quilos por habitante/mês. 10


Porto Santo e Santana são os Municípios onde as pessoas mais separam. O primeiro evidencia-se claramente, com uma deposição nos ecopontos de 3,9 quilos de resíduos, por habitante, ao mês e o segundo com 2,4 quilos. Machico, Câmara de Lobos e Ribeira Brava separam em média, cerca de 1,4 quilos, por habitante/mês. No caso de Machico verifica-se que existe ainda muito potencial para aumentar deposição seletiva, atendendo à elevada produção de resíduos indiferenciados. Pese embora se tenha verificado um pequeno aumento na separação, ainda não se atingiu uma percentagem razoável de separação e correta colocação dos resíduos nos Ecopontos, neste Munícipio. Isto pode dever-se à falta de informação/sensibilização e atendendo a que apenas muito recentemente foram colocados mais Ecopontos junto à população. Pretende-se dar continuidade ao trabalho de educação ambiental, neste e outros Munícipios, de forma a aumentar mais os índices de separação. Para tal, contamos com o apoio, como se tem verificado até à data, dos próprios Municípios, Juntas de Freguesia, Casas do Povo, Centros de Dia, Escolas e outras entidades públicas ou privadas locais. Produção resíduos indiferenciados (kg/hab./mês)

Produção resíduos seletivos por Município (kg/hab./mês) 4,0

30

3,5

kg/hab/mês

kg/hab/mês

25

20

15

10

28

20

22

21

3,0 2,5 2,0 1,5

28

1,5

2,4

Machico

Santana

1,0 5

0

1,5

1,5

3,9

Câmara de Lobos

Ribeira Brava

Porto Santo

0,5

Machico

Santana

Câmara de Lobos

Ribeira Brava

0,0

Porto Santo

Recolhas a pedido de Resíduos Verdes e Monos A ARM disponibiliza aos seus clientes, um serviço gratuito de recolha de resíduos verdes e monos. Nos Municípios de Machico, Santana, Câmara de Lobos e Ribeira Brava os pedidos são feitos através do n.º verde 800 910 500 e na ilha do Porto Santo através do n.º 291 980 560. Durante o 1º semestre de 2014 a ARM já efetuou 1 174 recolhas a pedido, recolhendo desta forma cerca de 351 toneladas de resíduos verdes, monos e outros. O Porto Santo continua a ser o Munícipio em que as pessoas mais recorrem a este serviço. Nos restantes Concelhos a adesão tem sido baixa, o que se reflete nas imagens menos digificantes que se observam em determinadas zonas, onde as pessoas abandonam este tipo de resíduos (e outros, quando os contentores já se encontram cheios) junto aos contentores, na via pública. N.º pedidos de recolha por Munícipio (1º semestre 2014) Ribeira Brava

47

Cãmara de Lobos

157

Machico

144

Santana

36

Porto Santo

790 0

100

200

300

400

500

600

700

800

De modo a evitar a propagação de doenças e proliferação de pragas (baratas e ratos) apela-se à população para colocar os resíduos dentro dos contentores e apenas nos dias em que existe recolha na sua zona; para que mantenham as tampas destes fechadas e os espaços públicos limpos e utilizem este serviço gratuito de recolha de resíduos. 11


Ações de sensibilização A ARM desenvolve várias atividades de sensibilização ambiental junto de escolas, empresas e outras instituições sobre a temática da água e dos resíduos. No 1º semestre de 2014, realizaram-se 95 atividades: - Sobre o tema da água realizaram-se 26 visitas às estações da empresa e 9 ações de sensibilização realizadas em escolas. - Sobre o tema dos resíduos realizaram-se 34 visitas às estações da empresa e 26 ações em escolas, empresas e instituições. Participaram nas atividades 2 277 pessoas (805 com o tema da água e 1 472 com o tema dos resíduos) de diferentes faixas etárias. A maioria dos paricipantes pertencem à faixa etária dos 6 aos 17 anos a frequentar o ensino básico. Participantes Ações Sensibilização Água

4-5 anos 6-9 anos 10-13 anos 14-17 anos

Participantes Sensibilização Ações Resíduos

4-5 anos 6-9 anos 10-13 anos 14-17 anos 18-29 anos

18-29 anos

30-59 anos

30-59 anos

> 60 anos

Do total das atividades desenvolvidas, verifica-se que os grupos mais interessados são os grupos provenientes do Ensino Básico. No entanto, os organismos públicos relacionados com a população sénior, como por exemplo Casas do Povo, Centros Comunitários, Santas Casas da Misericórdia e Universidades Sénior, bem como algumas empresas de domínio público e privado, manifestam maior interesse de há uns anos a esta parte. Ação Resíduos e Água EB1 Ponta Sol

Ação Resíduos EB1/PE do Pedregal

Ação Resíduos Quinta do Lorde

Visita Empresa FrenteMar

Visita Escola Superior Enfermagem S. José Clunny

Visita Escola Sagrada Família - Santana

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Controlo ativo de fugas na rede de distribuição É essencial garantir a sustentabilidade na utilização da água, por forma a garantir a sua disponibilidade, em quantidade e qualidade, às gerações vindouras. Especialistas em alterações climáticas perspetivam, a médio prazo, uma redução, na RAM, da disponibilidade hídrica, pelo que, é imperativo tomar ações que visem a melhoria da eficiência na utilização deste recurso, como contributo para a sustentabilidade dos recursos naturais. As perdas de água na rede de distribuição de água são inevitáveis, contudo, devem ser as mais baixas possíveis, sendo comummente aceitável perdas da ordem dos 20%. A orografia, a idade das redes, a pressão e o tipo de material são fatores que contribuem para o nível de perdas de uma rede de distribuição de água. O Plano Regional da Água da Madeira (2002) identificou que as perdas no abastecimento urbano na ilha da Madeira eram da ordem dos 62%. Nesta conformidade, as perdas de água na rede de distribuição devem ser combatidas de forma a diminuir a pressão sobre os recursos hídricos, em especial na época de Verão. No sentido de combater as perdas de água não visíveis na rede, a ARM efetuou campanhas de controlo ativo de perdas nas redes de distribuição em Machico e Ribeira Brava com recurso a equipamentos de deteção acústica. A água, ao sair por um orifício da fuga, origina vibrações nas tubagens, às quais associa-se um ruído característico definido por uma determinada gama de frequências dominantes. Assim, as técnicas acústicas consistem em analisar as frequências e a intensidade da onda sonora proveniente da fuga de água na rede que, tendo por base expressões matemáticas, permitem determinar a localização da rotura. Colocação de sondas pré-localizadoras na rede de distribuição de água por técnicos da ARM.

Esta técnica desenvolve-se em duas fases, uma primeira fase que consiste na colocação de sondas pré-localizadoras que avaliam a probabilidade de existência de roturas na rede após um período de amostragem das frequências na rede. Após o período de amostragem, as sondas pré-localizadoras informam da probabilidade de existência de fugas de água nos locais onde foram colocadas. Nos locais em que foi identificada uma elevada probabilidade de fuga são colocadas sondas correladoras para a localização desta com um maior nível de precisão. A localização da fuga é efetuada através da correlação das frequências entre as várias sondas colocadas numa determinada área.

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Colocação de sondas correladoras na rede de distribuição – R5 de Machico

Equipamentos de deteção de fugas – sondas correladoras


Dicas para

Poupar Água Casa de banho: Tome duches rápidos Evite os banhos de banheira cheia Feche a torneira enquanto lava os dentes, a barba ou se ensaboa Reduza a quantidade de água no autoclismo, colocando uma garrafa com areia

Cozinha: Use as máquinas de lavar roupa e loiça com a carga completa Se lavar a loiça manualmente, encha a bacia do lava-loiça Pouca quantidade de roupa pode ser lavada à mão e a água aproveitada para lavar o chão Opte por eletodomésticos de menor consumo de água

Manutenção: Não deixe torneiras a pingar Mantenha em bom estado a canalização, torneiras e máquinas Contacte a ARM ou a Câmara se detectar uma fuga na via pública


Linhas de atendimento

Linha CLIENTE 291 950 500 Dias úteis 9h-18h

Linha telefónica para assuntos relacionados com o contrato (novo, alterações, etc.), a faturação ou a leitura do seu contador.

Contrato e faturação

Comunicação de leituras

O CONTRAT FATURA

98

Linha VERDE 800 910 500 Chamada grátis

Linha telefónica para assuntos relacionados com anomalias ou pedidos de serviços (distribuição de água, drenagem de águas residuais ou recolha de resíduos urbanos).

Comunicação de anomalias (águas/resíduos)

Pedidos de serviço (águas/resíduos)*

*Por exemplo: Verificação do contador Mudança de local do contador Verificação do ramal de água potável/residual/pluvial Limpeza de fossa sética Recolha de resíduos verdes e monos

Boletim informativo arm outubro2014  
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