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Peça de Teatro: Uma canção de Natal Personagens: 1. Velho Avarento 2. Criada do velho 3. Sobrinho 4. Neto 5. Neta 6. 1ªOrfã 7. 2ªorfã 8. Espirito do Passado 9. Espirito do Presente 10. Espirito do Futuro

1ª Cena Em casa do Velho Avarento Sentado no seu cadeirão, na noite de Natal, o velho avarento lia um livro, enquanto a sua criada limpava o pó. Nesse momento, tocaram à campainha. A criada foi abrir, e entraram duas órfãs. 1ªorfã – dê-nos uma esmola, estamos cheias de frio e com muita fome. Criada – Eu ajudava-vos mas se o meu patrão vos ouve…. É melhor irem-se embora 2ªorfã – Por favor ajude-nos. Hoe é véspera de Natal e não temos para onde ir. Criada – vá entrem lá… já sei que vou ter sarilhos. Velho – O que se passa ai. Não disse para não abrir a porta a estranhos? Eu é que mando nesta casa! Fora daqui! Criada – Eu sei senhor, mas estas meninas estão cheias de frio e é noite de Natal. Velho – Quero lá saber, o Natal é só um dia igual a tantos outros e põe-me essas fedelhas na rua. Criada – Desculpem meninas este velho avarento. Olhem vão ter com o sobrinho dele nesta morada, ele vai ajudar-vos. Um bom Ntal para vocês, meninas. (criada regressa à sala) Criada – Senhor, gostaria de lhe pedir um favor… Velho – Favores, Favores… todos me pedem favores… Criada – Eu gostaria de passar esta noite com a minha família. Velho – Porquê esta noite? Criada –Ora, e noite de Natal. As famílias reúnem-se e celebram o nascimento de Jesus. Velho- Palermices! Está bem, esta bem, mas amanhã quero o meu pequeno almoço na mesa as 7h! Criada – Certo…Apenas mais um favor, pode pagar-me o meu ordenado? Velho – Ora, ora isso já é abuso… nem estamos no fim do mês!


Criada – mas..mas… preciso de comprar comida para a ceia e os presentes de Natal. Velho – Nada de útil, só dinheiro mal gasto! Vá tome lá 20 euros e nem reclame. Criada- 20 euros? Que faço eu com este dinheiro? Não dá para nada… Velho – Mais vale este que nenhum e ponha-se a andar antes que eu mude de ideias…. (passado algum tempo, tocam à campainha e entra o sobrinho do velho com os netos ) Criada – Bom dia Sr. O seu tio está na sala. Entrem meninos. Velho- (diz lá de longe) Quem está ai? Não quero ser incomodado! Criada – (nem responde) Sobrinho – Boa noite tio. Netos – Boa noite avô. Já compraste os vossos presentes? (entusiasmados) Velho – Não, não comprei. Nem vou comprar. Bah! Não sei o que esta noite tem de bom… Sobrinho – Ora tio, é noite de Natal. Velho – o que é que isso me interessa? Nem me interessam cá presentes. Neta – oh que pena, eu gostava de um boneca deste tamanho. Neto – já sei avô!!! Tem rebuçados escondidos debaixo da sua mesa, não é? Velho – Não! Rebuçados fazem mal aos dentes! Nem comprei presentes, não gasto o meu dinheiro em presentes Sobrinho – Olhe tio, viemos para o convidar para jantar connosco na noite de Natal. Velho – Não vou. Isso é uma perda de tempo e tempo é dnheiro, Netos – ó vô, venha lá. Velho – Não. Não gosto do Natal Sobrinho – Estaremos na mesma à sua espera e gostaríamos muito de o ter connosco. Velho – Esperem sentados, porque não vou. (saem da sala) Neto – ó tio, porque é que o avô está tão zangado? Sobrinho – Porque o avô pensa que ninguém gosta dele. Neto – mas não é verdade. Mas nós gostamos muito dele, apesar de ele não nos comprar presentes. Sobrinho – o vosso avô teve uma infância triste e perdeu a pessoa de quem mais gostava no Natal passado. Têm de compreender. Não é fácil para ele. Neto – se ele passasse o Natal connosco, ele ficava contente e esquecia tudo isso. Sobrinho – Tenho uma sensação de que o vosso avô vai ter uma experiencia boa esta noite. Neto – o que tio?


Sobrinho – Não sei mas acho que será algo de bom. Vá, vamos embora, vamos preparar a nossa festa.

2ªcena – O Espírito do passado Depois da criada sair, o velho levantou-se desconfiado e foi verificar se todas as portas estavam bem fechadas. Sentou-se de novo no cadeirão e adormeceu. De repente ouviu um ruído e apareceu uma figura vestida de branco, trazia na mão um ramo de azevinho. O velho acordou assustado e escondeu-se atrás do cadeirão. Velho- Quuueeem quem és tu? Espirito- Eu sou o Espirito do Natal passado. Velho - como é que entraste? Fechei as portas todas Espirito – entrei pelo teto. Velho – (olhou para o teto e depois para a figura) o que , o que, o que queres de mim? Espirito – Ajudar-te a recordar os teus natais passados.Toma este álbum, vai ajudar-te a recordar o passado. Velho – (O velho aproximou-se e agarrou o álbum) Olha o meu primeiro Natal! Recebi um mealheiro…. (atrás uma mímica de uma família e de uma criança a abrir um presente) Velho – Olha a minha primeira namorada. Eu dei-lhe aquela flor! Foi um dia memorável. (Atrás uma mímica de um rapaz a entregar uma flor à rapariga) Velho – Onde estará ela? Espirito - Morreu no inverno passado. (Atrás uma mímica da rapariga deitada no chão com a flor ao peito ) Velho – Olha o meus netos, como brincam contentes (Atrás uma mímica da neta a brincar com uma boneca e neto com um carro) Velho- Tudo acabou. Nunca mais terei um Natal feliz. Continuou a ler e acabou por adormecer novamente.

3ªcena – Espírito do Presente O velho foi acordado pela batida do relógio e viu surgiu um vulto de um espírito com um cajado na mão. Velho – Que és tu? Agora já não me assusto! Já sei que és um espírito, não é? Espírito – Sou o Espírito do Natal presente!


Velho – Que queres tu de mim? deixa-me em paz! O Natal não me diz Natal. Tens algo de importante de importante para me dizer? Espírito – Ouve então. (coro canta lá atrás – noite feliz) Velho – embalado canta baixinho Espírito – Prepara-te que vou mostra-te o Natal da tua criada. (mímica : entra na sala com um saco na mão – distribui rebuçados pelos Criada – onde está a Zara? Zara- Estou aqui tia. Criada – Como está a minha menina. Tenho aqui os teus doces. Queres? Zara – ó sim . são os meus preferidos. Criada – (dirige-se à irmã) Como está ela? Irmã da criada – O forreta pagou-te o salário? Criada - Sim, deu-me 20 euros. Irmã da Criada – só isso? Como vamos comprar o remédio da Zara e os presentes? Criada – Olha como ficaram contentes com os rebuçados! Que Deus abençoe o velho. Não tem nada para dar. Mas sabes, custa-me que esteja sozinho. No Fundo é bom homem. (mímica: Zara senta-se ao colo da tia) Velho- Que vai acontecer à menina? Espírito – Se o futuro não se alterar, por certo, morrerá. Velho – (levanta-se e andade um lado para o outro) Isso não pode acontecer! Espírito – Vamos ver o Natal do teu sobrinho… (mímica: sobrinhos a brincar em volta da arvore) Neto – Será prefeito o natal, se o nosso querido avô estivesse cá. Sobrinho- O vosso avó é um bom homem, apenas rancoroso e agarrado a um passado triste. E continua teimoso e sozinho. Neto – mas o avô não é muito rico? Sobrinho – Que importa a riqueza, que uso faz dela? Está sozinho. Tenho pena que não tenha vindo. Sinto a sua falta. Velho – Ó! como eles se divertem e falam de mim com tanto carinho e afeto. Lembra-se de mim. Espírito – E tu podias estar com eles. Recusa a tua atitude egoísta. Temo que te espera um futuro terrível. Pensa nas tuas atitudes. Ainda estas a tempo de mudar. Agora tenho de partir. Lembra-te do que te disse


Velho – Espera, ajuda-me, como faço isso? (Pausa) Não me resta mais nada.

4ª cena: Espírito do Futuro O Velho acorda em sobressalto com as badaladas e aparece uma figura de negro. Velho- Quem és tu agora? Que queres de mim? Espirito- Vou mostrar te o teu futuro (mímica de crianças sentadas no chão tristes) Criança – tenho saudades da Zara. Ela brincava tanto comigo… se será d enós agora? Olha sabes, o velho também morreu. Já leiloaram a casa, venderam a roupa e até as cortinas. Se ao menos tudo tivesse sido diferente. Velho- A menina morreu? Então e quem é o velho? Espirito- Es tu! Velho- (Cai no chão)Eu, Eu, Eu não, não, não posso morrer!!! Eu faço tudo o que me disseres para alterar este meu triste destino. Diz-me, fala comigo, o que faço? Espirito- És tão egoísta! E a menina que morreu, não te importas com ela? Podias ter comprado os remédios para a criança. Nada fizeste e agora queres mudar? Velho – eu faço o que me disseres para fazer. Eu dou o meu dinheiro.. se ao menos me desses uma oportunidade para mudar. Diz-me que amanhã acordo e ainda vou aquela casa a tempo de dar o remédio, …. a tempo de abraçar os meus netos, …… a tempo de reviver o espírito de partilha e voltar a sentir paz …… Espirito –Está nas tuas mãos. Boa noite.

5ª cena – Manhã de Natal Quando olhou para o relógio viu que já eram 7h. tocou o sino e chamou a criada. Velho – Feliz Natal! Criada – Aqui está o pequeno almoço, senhor. Velho - Esquece o pequeno almoço. Toma dinheiro vai às compras para o almoço, compra o remédio da tua sobrinha e presentes para todos. Vou telefonar ao meu sobrinho para que venham cá almoçar. Traz também a tua família… acho que não me esqueci de nada. Bolas, não temos pinheiro! Vou comprar um.


Criada – O Senhor sente-se bem? Vou buscar um copo de água e as suas vitaminas. Quer sentar-se um bocadinho? Velho – Anda cá, Feliz Natal (abraça-a com força) e agora toca a trabalhar. Cântico de Natal e todos em palco cantam uma canção de Natal Em boca de cena: Velho – UFF, consegui dar a volta a isto a tempo. (passa a mão na testa) Feliz Natal!


Uma canção de Natal