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SUM

EDITORIAL

Bons Tempos, Bons Ventos Há muitos anos não se vê uma conjunção tão positiva no oeste da Bahia. O bons preços das commodities e a safra recorde, vieram se juntar à realização da Bahia Farm Show, a maior feira de tecnologia agrícola do Nordeste, que acontece de 31 de maio a 4 de junho, em Luís Eduardo Magalhães, cresceu 16% em espaço físico e deve ter seu volume de negócios majorado em pelo menos 20%, em relação a feira do ano passado. Os revendedores de máquinas e implementos agrícolas estão esperando fechar bons negócios, sendo que as vendas devem ser bem superiores ao ano passado, o que já aconteceu na Agrishow de Ribeiro Preto (SP). Para os analistas do setor, os bons preços das commodities devem continuar em 2012 - até os estoques mundiais se aprumarem. Esta lufada de vento positivo criou uma trégua benfazeja para o setor agrícola já acostumado com os percalços do clima e da variação dos preços, e aqueceu a economia da região. A revista Agronews Oeste, nesta data, completa 7 anos de existência e, neste período acompanhou o desenvolvimento regional do setor e o crescimento do profissionalismo da classe, e também cresceu. Nesta edição, mostramos a pujança da feira e de seus expositores, além dos lançamentos de máquinas agrícolas. Também fizemos matéria com Lino Ruediger, produtor de soja com boa produtividade e pé-no-chão; e contamos com o artigo de Walter Horita, presidente da Aiba e da Feira, sobre o momento do algodão. O aquecimento do mercado imobiliário, impulsionado pelos bons preços das commodities, é outro tema da Agronews Oeste, e mostra os vários empreendimentos lançados na região. A 29ª Expobarreiras, encampada pela Acrioeste e que acontecerá entre 3 e 10 de julho próximo, é outro assunto desta edição, assim como a participação dos cafés brasileiros na 23ª Feira da Associação Americana de Cafés Especiais (SCAA), em Houston (EUA), entre outros assuntos. Boa leitura! Maria Dania Junges Editora

revistagronews@uol.com.br Capa: divulgação Revista Agronews Oeste - Ano 7 - Nº 25 - Junho de 2011

Publicação trimestral sobre o agronegócio da região oeste da Bahia da Editora Flor do Cerrado (MDJ Comunicação)

Editora (texto, fotos, projeto gráfico, criação): Maria Dania Junges (DRT- 3997-RS) Fotolitos: Yellow Fotolito Digital

Diagramação eletrônica e execução de arte final: Ricardo Alexandre Bonatto Impressão: Gráfica Charbel

Rua Rui Barbosa, qd. 39, lt. 16 - Centro - Luís Eduardo Magalhães (BA) - CEP- 47850-000

Fones: (77) 9993-2617 - (82) 3317-9073 / e-mail:

revistagronews@uol.com.br

* A revista não se responsabiliza pelas opiniões emitidas pelos articulistas e entrevistados

Foto: Ricardo Prado

Agronews Oeste - Junho

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Artigo

Walter Horita fala do bom momento do algodão


MÁRIO o de 2011 - Ano 7 - Nº 25

Divulgação

Notas

6 20

Café

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Sindicato

24

Mercado Imobiliário

30

Bahia Farm Show

38

Perfil

44

Sistema de Classificação

48

Galvani

50

Ovinos

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29ª Expobarreiras Acrioeste tomou a frente da feira

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Cafés brasileiros participaram de feira nos EUA O desenvolvimento tem que ser para todos Lançamentos de loteamentos e condomínios para todos os bolsos Feira tem as melhores perspectivas de vendas de sua história O produtor de soja, Lino Ruediger, conta sua história e comemora sua produtividade Aumenta comercialização

Empresa vai aumentar capacidade de estocagem Oportunidade de bons negócios

Geral

Prefeitura Municipal de São Desidério Prefeitura Municipal de LEM


tas notas notas notas notas notas notas Em Barreiras será construído um complexo industrial que gerará 300 empregos fixos Após dois anos de estudos de viabilidade econômica, o presidente do Chongqing Grain Group, Hu Julie, assinou protocolo de intenções em 11 de abril passado, em Pequim, com o governador Jaques Wagner e com o secretário da Agricultura, Eduardo Salles, para investir R$ 4 bilhões na Bahia, no município de Barreiras, onde construirá um complexo industrial. Único governador a fazer parte da delegação da presidenta Dilma Rousseff à China, Jaques Wagner chegou a Pequim momentos antes da cerimônia de assinatura do protocolo de intenções e visitou as dependências do Escritório de Negócios da Bahia, localizado dentro do Escritório da Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos, Apex, e conheceu a estrutura e a equipe que cuida dos negócios baianos na China. O Memorando de Entendimentos entre os governos baiano e da província de Chongqing foi assinado em Salvador, em maio, quando o governador de Chongqing, Huang Qi Fan, visitou a Bahia. Com a decisão do grupo chinês de investir no Estado, a Bahia terá uma das maiores indústrias processadoras de soja do mundo. O governador Jaques Wagner disse que "hoje nós já temos outras empresas que fazem todo o processo de beneficiando, extraindo da soja o óleo, a lecitina, a torta para alimentação animal, mas quanto mais gente vier investir melhor. O interesse nosso não é vender o produto in natura, mas agregar valor ao produto fazendo a verticalização da cadeia. O presidente do grupo, Hu Julie, 6

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Divulgação

Grupo Chongqing vai Investir R$ 4 bi na Bahia

explicou que o projeto contempla o processamento (beneficiamento) de alimentos, armazenagem de grãos e logística. "Vamos construir um pólo industrial em Barreiras com capacidade inicial de esmagar 1,5 milhão de toneladas de soja, (quase metade da produção anual da Bahia (3,3 milhões de toneladas), refinar 300 mil toneladas de óleo, e armazenar 400 mil toneladas de grãos". INVESTIMENTO DE R$ 300 MILHÕES O grupo vai investir também numa fábrica de fertilizantes e um porto seco, para armazenamento de grãos e integração com a rede de escoamento. Os produtos serão escoados pela Ferrovia Oeste-Leste, que está em construção e ligará a região oeste ao sul baiano. A exportação será feita pelo Porto Sul, que será instalado em Ilhéus. De acordo com o executivo do grupo chinês o investimento inicial na primeira fase do projeto será da ordem de R$ 300 milhões. A cerimônia de assinatura, realizada no Escritório de Negócios da

Bahia na China, foi um ato solene, que contou com as presenças do ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio, MDIC, Fernando Pimentel, do vice-ministro do MDIC, Alessandro Teixeira, do presidente da Apex, Maurício Borges, do superintendente de Atração de Investimentos da Seagri, Jairo Vaz, e do superintendente de Indústria e Mineração da SICM, Paulo Guimarães, além de dirigentes de empresas e diversos empresários do setor agroindustrial da Bahia e do Brasil. O local foi todo decorado com bandeiras da Bahia e da China, e não faltou o café baiano, nem o chocolate, produtos da agricultura familiar que já estão sendo comercializados na China. De acordo com a prefeita de Barreiras, Jusmari Oliveira, o município já disponibilizou uma área de 100 hectares para implantação do pólo industrial do grupo. A estimativa é que inicialmente sejam gerados 300 empregos diretos, número que na fase final do projeto deverá passar de mil. Os empregos indiretos deverão chegar à casa de sete mil. (Josalto Alves / Ascom Seagri)


tas notas notas notas notas notas notas ADAB organiza um dos maiores eventos do mundo em 2012 3ª Conferência Nacional de Defesa Agropecuária vai debater vigilância ativa no período da Copa do Mundo de Futebol e segurança de alimentos, dentre outros temas A 3ª Conferência Nacional de Defesa Agropecuária acontecerá entre 24 e 27 de Abril de 2012, no Centro de Convenções em Salvador. Com o objetivo de propiciar um espaço de integração entre os agentes do sistema brasileiro de defesa agropecuária, o evento deve reunir cerca de dois mil profissionais, visando a discussão das demandas do setor, identificando alternativas e soluções. Nesse contexto, o tema central da Conferência será "Responsabilidade Compartilhada". A Conferência é uma realização da Sociedade Brasileira de Defesa Agropecuária, (SBDA), Ministério da Agricultura (Mapa) e Secretaria da Agricultura do Estado da Bahia (Seagri), através da Agência de Defesa Agropecuária da Bahia (Adab). O evento conta com o apoio da Universidade Federal do Recôncavo Baiano, (UFRB), e da Embrapa. Fiscais agropecuários, pesquisadores, empresários do agronegócio, produtores rurais, agroindustriais, exportadores e importadores, extensionistas, representantes de órgãos de fomento à pesquisa e pós-graduação, além de representantes de entidades de classe terão a oportunidade de debater sobre a responsabilidade compartilhada sob diversos aspectos relacionados à Vigilância Ativa no período da Copa do Mundo de Futebol, Segurança de Alimentos, Rastreabilidade, Acesso a Mercados, Gestão e Educação na Defesa Agropecuária e o Fortalecimento da Carreira. "A idéia é fazer com que os participantes tenham a chance de discutir a Defesa Agropecuária, sem perder de vista os aspectos da sustentabilidade, da justiça social e da necessidade de cumprimento dos aspectos legais", ressaltou o diretor geral da Adab, Paulo Emílio Torres, durante a primeira reunião de trabalho para a organização da 3ª Conferência, ocorrida recentemente, na 8

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Secretaria da Agricultura. "Buscamos a pluralidade de opiniões para o desenvolvimento das ações de defesa no país", esclareceu a diretora geral da Seagri e presidente da comissão organizadora do evento, Jucimara Rodrigues. "Por

isso, durante o encontro, serão abordados também assuntos relacionados à saúde animal, sanidade vegetal, apoio laboratorial, inovações tecnológicas, capacitação para o setor e correta utilização de insumos agropecuários". (Ascom/Adab)


tas notas notas notas notas notas notas Breda Participa do Fórum Internacional DAKAR AGRICOLE Fotos: Divulgação

Procura Maior do que Oferta

A produtividade da lavoura da região oeste da Bahia depende do uso de sementes de qualidade, pois elas mantêm sua pureza genética. Em vista disso, Valmor Gazola, diretor da Sementes Líder, alerta os produtores: "como foi um ano difícil para produzir sementes nos estados de Mato Grosso, Goiás e Bahia por causa do excesso de chuva durante a colheita, os produtores devem efetuar suas compras o mais rápido possível nos seus fornecedores porque a oferta das variedades com maior potencial será menor neste ano". Outro problema, segundo Gazola, é que poderá haver oferta de sementes de baixa qualidade, o que é danoso para a lavoura e consequentemente para o bolso do produtor. 10

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Em 18 e 19 de maio passado, o secretário de Desenvolvimento Econômico e Agronegócios Celito Breda, representou Barreiras e o oeste da Bahia na segunda edição do Fórum Internacional Dakar Agricola, no Hotel Meridien President, em Dakar, Senegal. A indicação de Breda partiu do próprio presidente Abdoulaye Wade. O secretário fará uma apresentação do potencial da região com o objetivo de despertar o interesse do público presente em investir no oeste baiano. "É uma satisfação e também um reconhecimento ser convidado a palestrar em um evento desta dimensão", diz Breda. O tema de sua palestra foi: "modelo de agricultura das savanas/cerrado que deu certo, de forma sustentável". O evento reuniu chefes de estado, ministros, agricultores e especialistas de todo o mundo. Foi organizado em colaboração com a MOMAGRI Think-tank, (Mouvement pour une Organisation Mondiale de l'Agric ulture, para respon-

der a questões fundamentais atualmente enfrentadas pela comunidade internacional. Dentre as discussões está a busca por princípios que possam ser adotados para regular os mercados agrícolas afim de prevenir crises alimentares e, por instrumentos e cooperação internacional para melhorar a segurança alimentar e o combate à pobreza.

UNIDADE COACERAL A Associação do Comércio de Insumos Agrícolas (Aciagri) e o Instituto Nacional de Processamento de Embalagens Vazias (Inpev), inauguraram em 2011 mais um grande empreendimento : o Posto de Recebimento de Embalagens Vazias de Agrotóxicos - Unidade Coaceral, com capacidade de recolher 800 toneladas de em-

balagens vazias por ano, atendendo a uma reivindicação dos produtores rurais daquela região. Localizada no Loteamento Portal do Jalapão, perto da Unidade da Bunge - Coaceral, essa unidade recebe embalagens vazias de agrotóxicos de uma região que certamente nos próximos anos superará 1000 000 ha de área plantada.

Rua Glauber Rocha, s/n, qd. 12, lt. 1 - Jd. Paraíso - Fone/fax: (77) 3628-4929 Luís Eduardo Magalhães-BA - e-mail: aciagri@uol.com.br


tas notas notas notas notas notas notas Mª Dania Junges

Grupo Coringa: Há Mais de 40 Anos Produzindo no Nordeste

Em 1956 o empresário José Alexandre dos Santos começou a plantar e comercializar fumo em Arapiraca (AL). Em 1969 ele ampliou o comércio e surgiu a José Alexandre dos Santos e Cia. Ltda. Logo depois, com novas parcerias surgiu a Indústrias Reunidas Coringa Ltda., conhecida como Grupo Coringa. A empresa se tornou líder no mercado fumageiro e em pouco tempo já atuava na área de alimentos após adquirir uma fábrica de farinha de milho e café. O grupo posui também uma empresa de embalagens plásticas e outra de condimentos. Hoje, o Grupo Coringa é referência em seu ramo de atuação no Nordeste e tem se destacado no setor de alimentos. Seu parque fabril soma mais de 72.000 metros quadrados, localizado na Rodovia Al-220, no bairro Planalto, em Arapiraca. A empresa gera 800 empregos diretos e pelo menos 3000 indiretos. 12

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O Grupo Coringa está presente no mercado com diversos produtos, entre eles, o Flocão Coringa, Fubá Coringa, Farinha Flocada, Café Coringa Kent, Flocão de Arroz, Cuscuz, Flocão de milho e pipoca. Segundo o diretor comercial do grupo, Adelmo de Oliveira Nunes, a trajetória de crescimento da Coringa possibilitou a instalação de uma fábrica de derivados de milho no município de Luís Eduardo Magalhães (BA), em setembro de 2010, que custou R$ 50 milhões e gera 200 empregos diretos. Instalada numa área de 100 000 metros quadrados e tecnologia de primeiro mundo, a Unidade de Luís Eduardo Magalhães processa 200 mil toneladas de milho/ano, podendo chegar a 300 mil toneladas, para produzir farinha de milho, além de farelo para ração animal. "A proximidade do mercado produtor faz o grupo eliminar despesas com frete e abastecer outros centros com mais facilidade", ressalta e conclui Oliveira Nunes.

Nova Zelândia quer Investir na Agropecuária Baiana "A Bahia tem potencial para receber novos investimentos da Nova Zelândia. Visitamos vários estados, como São Paulo, Pernambuco e Paraíba, mas encontramos aqui na Bahia características especiais, a exemplo do clima favorável, para aplicarmos nossos investimentos, nosso capital", afirmou em 8 de abril passado, o embaixador da Nova Zelândia, Mark Trainor, ao ser recebido pelo secretário da Agricultura em Exercício, Jairo Carneiro, no salão de atos da governadoria. Participaram do encontro o superintendente de Desenvolvimento Agropecuário, Raimundo Sampaio, a diretora de Promoção e Atração de Agroinvestimentos da Seagri, Estela Ferraz, o diretor geral da Agência de Defesa Agropecuária da Bahia (Adab), Paulo Emílio Torres, e a superintendente Federal do Ministério da Agricultura na Bahia, Maria Delian. O embaixador revelou que seu país tem interesse em investir na Bahia nas cadeias do leite, da carne e grãos. O secretário em exercício, Jairo Carneiro, afirmou que o governo baiano recebe de braços abertos os empresários interessados em investir na Bahia, e lembrou que na Bahia, no município de Jaborandi, no oeste do Estado, já existe uma fazenda de leite produzindo e gerando empregos na região. Carneiro disse ainda que recentemente uma missão da agropecuária baiana esteve na Nova Zelândia, onde foi muito bem recebida, e demonstrou aos empresários as oportunidades de investimentos no estado. Um dos frutos dessa visita foi o entendimento para a realização de intercâmbios entre técnicos baianos e neozelandeses. (Denise Cristina / Ascom Seagri)


tas notas notas notas notas notas notas Investimentos Estrangeiros Bahia Busca na China Investimentos Para Agroindustrializar o Algodão Depois de atrair investimentos para a agroindustrialização da soja no oeste baiano, a Secretaria da Agricultura trabalha com o objetivo de agroindustrializar o algodão baiano e já vê a possibilidade de implantar uma indústria com esse objetivo. Em 12 de abril passado, em Pequim, o secretário da agricultura, engenheiro agrônomo Eduardo Salles, visitou a indústria Hopefull Group Grain Oil Food, e ouviu do seu presidente a promessa de ajudar nesse objetivo. Shi Kerong, presidente da Hopefull, disse ao secretário que "nosso foco é a soja, mas temos parcerias com a indústria têxtil e podemos ajudar a Bahia a industrializar o algodão". Celito Missio, vice-presidente da Associação Baiana dos Produtores de Algodão, Abapa, acompanhou o secretário na visita à Hopefull, localizada a 30 quilômetros de Pequim, onde foram recebidos também pelo presidente executivo do grupo. Os contatos iniciais com a indústria foi feita pelo escritório da Bahia em Pequim, que vem apresentando resultados positivos. Eduardo Salles lembrou que a Bahia é o segundo maior produtor nacional de algodão, atrás apenas do Mato Grosso, mas não possui uma grande indústria têxtil. "Nós queremos mudar essa realidade, agregando valor ao produto e gerando emprego e renda". O algodão baiano tem excelente produtividade, com 3.900 quilos por hectare, e para a safra 2010/ 2011, segundo estimativa da Conab no mês de março, é de 1,511 milhão de 14

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toneladas, o que representa crescimento de 48,6% em relação à safra 2009/2010, que foi de 1,017 milhão de toneladas. A área plantada cresceu também 48,6%, passando de 268,8 mil hectares para 387,5 mil hectares. Além de auxiliar a Bahia na industrialização do algodão, a Hopefull, uma indústria privada de esmagamento de soja que tem capital de 3 bilhões de dólares, deseja comprar soja da Bahia, importando navios fechados. A capa-

cidade instalada é de processar 3 milhões de toneladas/ano, equivalente a praticamente toda produção de soja do Oeste baiano, que é de 3,3 milhões de toneladas. O presidente da indústria, que tem uma ferrovia e fabulosa logística para escoar a produção, disse ao secretário que a intenção do grupo é industrializar e também comprar a soja baiana diretamente dos produtores, e investir em logística e portos na Bahia. SAMSUNG - No último dia 13 de abril, o secretário Eduardo Salles e o superintende de Atração de Investimentos, Jairo Vaz, seguiram para Seul,

na Coréia do Sul, para uma reunião com os executivos da Samsung e da AT Korea Agro-Fisheries Trade Corporation, também interessados em investir na Bahia, no segmento soja. Na reunião com os empresários coreanos, Salles e Vaz deram continuidade às conversações iniciadas em 16 de março passado, quando o presidente da AT, Young Je Ha, e executivos da Samsung estiveram na Bahia e visitaram fazendas de soja e de milho no município de Luís Eduardo MaDivulgação galhães. A Coréia do Sul é o sétimo maior importador de grãos do mundo e está com os olhos voltados para a Bahia diante da necessidade de importar alimentos e por encontrar no estado produtos agropecuários com qualidade e regularidade. RODADA DE NEGÓCIOS Ainda no dia 12 de abril passado, o secretário e os produtores baianos que fizeram parte da missão participaram de rodadas de negócios e de um dia de trabalho, que contou com a presença da presidenta Dilma Rousseff, do ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio, MDIC, Fernando Pimentel, do vice-ministro do MDIC, Alessandro Teixeira, e do presidente da Apex, Maurício Borges. Ao discursarem, tanto a presidenta Dilma Rousseff quanto o ministro Pimentel citaram Jaques Wagner, único governador a compor a comitiva presidencial, destacando as ações do governo baiano na China. (Josalto Alves / Ascom Seagri)


tas notas notas notas notas notas notas Bahia Terá Escritório de Negócios em Dubai Em 11 de abril passado o governador Jaques Wagner reuniu-se com executivos e dirigentes de três montadoras chinesas de veículos de passeio e utilitários, interessados em implantar fábricas na Bahia. Os contatos iniciais desses empresários com o governo baiano foram mantidos através do Escritório de Negócios da Bahia na China, criado no ano passado pela Secretaria da Agricultura, inicialmente como escritório do agronegócio baiano. Entusiasmado com o desempenho do escritório, o primei-

ro de um Estado brasileiro em Pequim, que com menos de um ano de implantado já apresenta resultados concretos para a atração de investimentos para a Bahia, o governador Jaques Wagner autorizou a implantação de um escritório de negócios do estado em Dubai, nos Emirados Árabes Unidos, mais importante centro de negócios do Oriente Médio. Na ocasião, o governador visitou, no Empório Casa Brasil, em frente à Embaixada do Brasil em Pequim, a mostra dos produtos da Agricultura Fami-

liar baiana, vendidos num projeto piloto da Seagri. À noite Jaques Wagner, com diversos convidados da comitiva da presidenta, Dilma Rousseff, recebeu a imprensa local e internacional, e empresários chineses, potenciais compradores de produtos da Bahia na abertura da Semana Gastronômica Sabores da Bahia, que aconteceu em Pequim. Os convidados puderam saborear quitutes da culinária baiana, elaborados em Pequim utilizando produtos da Agricultura Familiar Baiana. (Josalto Alves / Ascom Seagri)


tas notas notas notas notas notas notas Mapa oficializa Guia Eletrônica de Trânsito Animal Foi publicada em 4 de maio último, a Instrução Normativa nº 19, que determina as regras da Guia de Trânsito Animal Eletrônica (e-GTA). O GTA informatizado será adotado em todo território nacional para movimentação de animais vivos, ovos férteis e outros materiais de multiplicação animal. A IN foi assinada em 3 de maio passado, pelo ministro da Agricultura, Wagner Rossi, durante a abertura da 77ª ExpoZebu, em Uberaba (MG). O documento eletrônico terá dados sobre a carga a ser movimentada, tais como espécie; origem; destino; quantidade por sexo e faixa etária; finalidade do trânsito; identificação do emitente e do local de emissão; e datas de emissão e validade. Atualmente, existe um núcleo experimental da e-GTA em Alagoas que agora será estendido para o Brasil. O formato eletrônico da Guia de Trânsito Animal será expedido por sistema informatizado, utilizado pelo Ministério da Agricultura. As informações serão transmitidas à Base de Dados Única, em até 24 horas após a sua emissão, onde poderão ser consultadas e atestada a autenticidade do documento.

Fotos: Divulgação

O modelo de GTA em papel continuará sendo utilizado onde não for possível a adoção do formato eletrônico. Nesses casos, as informações referentes à movimentação deverão ser inseridas na base de dados do estado e enviadas, posteriormente, à Base de Dados Única. A Guia de Trânsito Animal (GTA) é o documento oficial e obrigatório para o transporte de animais no Brasil, exceto de cães e gatos. Nela, estão contidas informações sobre a

origem e o destino, bem como a finalidade do transporte animal. Cada espécie animal possui uma norma específica para a emissão da guia de trânsito, que é feita mediante o cumprimento de condições sanitárias. A GTA é um importante instrumento de defesa agropecuária, pois auxilia o Serviço Veterinário Oficial na tarefa de evitar a introdução e a disseminação de doenças que possam pôr em risco a população ou causar prejuízos aos produtores.

BNB na Bahia Farm Show O Banco do Nordeste do Brasil (BNB), estará disponibilizando recursos provenientes do FNE para financiamento da área

rural entre outros setores, durante os cinco dias da Bahia Farm Show. Na edição passada o BNB obteve volume de R$ 135 milhões em

contratações. Este ano este volume deverá ser ainda maior. Outra aposta do BNB é a linha Finame-PSI (Programa de Sustentação de Investimento) do Bndes, para aquisição de máquinas e equipamentos novos de fabricação nacional. Para Ticiano Alencar, gerente do BNB em LEM, “na Bahia Farm Show a gente consegue realizar negócios e ter ganhos de forma institucional”.


Brasil Expõe seus Cafés nos Estados Unidos Durante os dias 29 de abril e 1º de maio, em Houston, Estados Unidos, ocorreu a 23ª Feira da Associação Americana de Cafés Especiais (SCAA, na sigla em inglês). A entidade possui atuação mundial no ramo de cafés especiais e seus membros representam todos os segmentos da indústria, dos produtores aos torrefadores e varejistas, em mais de 40 países.O evento naturalmente reflete a imponência da Associação no segmento café, sendo o maior do ano em âmbito internacional, reunindo todos os envolvidos na cadeia produtiva do setor. FORTE PRESENÇA Para a edição 2011 da feira, o Brasil foi o grande patrocinador, marcando forte presença. A participação nacional foi coordenada pela Associação Brasileira de Cafés Especiais (BSCA, na sigla em inglês), que trabalhou no projeto em parceria com a Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (Apex-Brasil) e o Minis20

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tério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA). Com um estande de 130 metros quadrados, foi montada uma cafeteria para degustação dos cafés especiais de cada uma das regiões produtoras de Minas Gerais, São Paulo, Bahia, Paraná e Espírito Santo. Além disso, o público de mais de 4.000 pessoas, pode conheceras formas de cultivo e os atributos de qualidade e sustentabilidades ambiental, social e econômicado café brasileiro, por meio de painéis interativos.

O mérito desta feira foi a presença dos "Cafés do Brasil", sendo apresentadas as principais regiões produtoras, das quais os "Cafés da Bahia" estiveram presentes. Num esforço conjunto da Associação dos Cafeicultores do Oeste da Bahia (Abacafé), da Associação dos Produtores de Café da Bahia (Assocafé) e do Centro do Comércio de Café da Bahia, foi possível a presença dos cafés das regiões do estado, especialmente do Planalto e Cerrado. (Ivanir Maia / Abacafé)


O Desenvolvimento Tem que Ser para Todos Entidades e associações devem trabalhar pelo bem de seus associados e pela coletividade, deixando de lado a competição, o orgulho e a vaidade descabidos

O lema que sempre norteou desde menino o produtor, comerciante e hoje presidente do Sindicato dos Produtores Rurais de Luís Eduardo Magalhães, Vanir Antônio Kölln, foi dedicar boa parte do seu tempo pelo coletivo para que todos usufruam de uma vida melhor. Com a construção em tempo recorde do Centro de Treinamento de Luís Eduardo Magalhães, através de doações de produtores da região, mostrando uma ação coletiva, este lema ficará ainda mais evidente, pois será posto em prática, beneficiando através de cursos profissionalizantes, principalmente o 22

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mais humilde trabalhador, do qual tantos dependem. “Pois aprimorar a mão de obra rural da região vai estimular o agronegócio - que é responsável por um terço dos empregos do país e por 30% do PIB nacional – e o progresso de todo o oeste da Bahia”, enfatiza Vanir. Em vista disso, Vanir sempre defendeu a integração entre as várias entidades e associações da região oeste da Bahia que, segundo ele, devem trabalhar juntas pelo bem geral dos produtores e de todos os componentes do processo de desenvolvimento. "CENTRO DE INCLUSÃO SOCIAL" “A proposta do Sindicato é de não dar o peixe, mas de ensinar a pescar, através dos 189 cursos que o sistema Senar (Serviço Nacional de Aprendizagem Rural) tem a oferecer para os mais diversos setores: micros, pequenos, médios e grandes produtores rurais do


Mª Dania Junges

oeste da Bahia”, explica ele. Na mesa de negociação, segundo o presidente, “é preciso que tenhamos em mente o respeito para com o próximo e, principalmente, pelo mais humilde. Porque sem ele não há produção. A lição que ficou da construção do Centro de Treinamento, é que é possível fazer algo grandioso com a união de todos, através de um trabalho ordenado, planejado e respeitoso”.

“É preciso respeitar o próximo e, principalmente, o mais humilde, porque sem ele não há produção” O importante para Vanir é que “o Centro de Treinamento – já chamado de “centro de inclusão social”, seja uma pequena semente, um ambiente em que todos possam sonhar o sonho do conhecimento e onde deverá sempre prevalecer o coletivismo e não o individualismo“. Vanir: “o coletivismo deve prevalecer sobre o individualismo” Agronews

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Mercado Imobiliário Aquecido O alinhamento de três fatores: os bons preços para todas as commodities, a boa safra de grãos do oeste da Bahia e a realização da Bahia Farm Show, aqueceram os preços dos bens imóveis urbanos e rurais da região Loteamentos e condomínios estão sendo lança

Há alguns anos o estado da Bahia e com mais destaque a região oeste, vem apresentando um dos maiores potenciais de valorização imobiliária do país, tanto que tem atraído investidores do mundo inteiro. O mercado de terras, em vista disso, segundo Marcos César Oliveira, da Imobiliária Chapadão, nos primeiros meses de 2011 comportou-se de maneira semelhante ao ano de 2010, refletindo inicialmente a motivação de uma ótima safra com posterior queda de preços de algumas commodities. "O que sequenciou uma breve "puxada no freio de mão" dos negócios que vinham acontecendo, mas não perdendo a expectativa para o merca24

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do nos próximos meses dar um salto no volume de negociações", enfatiza. "Outro fator importante condicional nos negócios, foi a indefinição da votação do Código Florestal, discutido há vários anos (questão das APPs e moratória do desmatamento de novas áreas). Os preços das terras de cultivo também tiveram alta de aproximadamente 20% em relação ao ano passado, motivados pelo volume da safra de milho e soja e perspectiva de sucesso do algodão, sem falar no aumento da demanda mundial por alimento, justificando essa motivação do mercado de terras", explica Marcos. Fazendas que já estavam à

As vendas de áreas rurais estão em alta


Fotos: divulgação

ados na região

venda no ano passado tiveram seus preços significativamente elevados, segundo o corretor, deixando os compradores um tanto preocupados. Por outro lado, "a chegada de muitos investidores estrangeiros em função do atual cenário do agronegócio, também está sendo um alvoroço entre os vendedores de fazendas, que estão aproveitando a onda e mantendo os preços lá em cima", explica o corretor. Os imóveis rurais são o carrochefe da Imobiliária Chapadão, tanto no oeste da Bahia, quanto nos estados do Tocantins e Piauí. A maior procura é por casas para financiamento com preços até 80 mil reais. CASAS DE ATÉ 100 MIL REAIS LIDERAM VENDAS Para Pedro Gandolfi Polles, diretor da Líder Imóveis, em Luís Eduardo Magalhães, o que não vende bem são imóveis urbanos com valores a partir de 350 mil reais. Já em contrapartida, os imóveis com maior faixa de mercado são casas do Programa Minha Casa, Minha Vida (do governo federal), com valor de até 100 mil reais, que utilizam o crédito bancário da Caixa Econômica Federal. Em seguida, vêm os imóveis com valores até

280 mil reais, que além da Caixa, também são financiados pelo Banco do Brasil e HSBC. “Recentemente a Caixa Econômica Federal abriu uma linha de crédito para imóveis usados até 100 mil reais, com taxas de juros de pouco mais de 5% ao ano. A cidade está se expandindo, com loteamentos em aprovação na prefeitura”, explica Pedro, o que vai proporcionar mais opções de escolhas e vendas. “O preço do hectare rural está em alta devido a boa colheita e a alta das commodities, além da busca por terras na região que possui clima altamente favorável. Na região da Coaceral, no município de Formosa do Rio Preto, o preço de mercado do hectare em área bruta varia de 2.400 reais a 3.200 reais, enquanto o hectare em área já aberta alcança até 10 mil reais, especialmente em áreas onde as precipitações pluviométricas são melhores, onde as áreas já tem muitos anos de cultivo”, enumera o corretor de Mª Dania Junges

Marcos: “O atual cenário do agronegócio levantou o preço dos imóveis” Agronews

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Fotos: Mª Dania Junges

imóveis da Líder, Adir José Chiapetti. “Os valores mais comuns comercializados por hectare são na faixa de 200 a 250 sacas de soja, mas cada caso é um caso e também depende da região, explicaAdir, que acrescenta que a Líder conta com parceria de corretores no Piauí, Maranhão e Tocantins, onde existem várias áreas rurais a preços mais atrativos.

CASAS POPULARES VENDIDAS SEM ENTRADA

Desde 2004 no mercado imobiliário da região oeste, a Terramac Empreendimentos Imobiliários, de propriedade de Alexandre Ferreira de Carvalho, e seu irmão Marcos Antônio de Carvalho Filho,tem seu forte no lançamento e venda de loteamenCASAS DE ATÉ tos, na compra e venda 180 MIL REAIS de imóveis, na adminisVENDEM BEM tração de imóveis próPedro: “Imóveis urbanos com valor superior a 350 mil reais prios e de seus familianão vendem bem A Bahia Brasil Imóres e também investe veis, realiza seu trabalho com ven- fim. Mas também ressalta que o in- em construção com recursos pródas, locação e administração em vestimento tem que ser no imóvel prios. Além disso, vende casas poLuís Eduardo Magalhães. Rose de certo. pulares que podem ser financiadas Lucca, diretora da empelo Programa Minha presa, afirma que o merCasa, Minha Vida, no cado imobiliário de LEM valor de 60/90 mil reais, continua em crescimencom área de 52 a 60 to e desenvolvimento. metros quadrados. “Hoje existem imóveis As casas estão locaem várias localizações lizadas nos bairros Mipara qualquer tipo de moso II e no novo congosto e valor, confirmanceito "bosque" de condo que sempre é um bom domínios, em parceria investimento comprar com o Grupo Bosque, imóveis no município”, acima dos bairros Miconta. moso II e III. No que diz respeito As casas do Mimoao mercado de locação, so II são vendidas sem está extremamente aqueentrada e com parcelas cido e, sendo assim, ela a partir de 375 reais, no aconselha o investimensistema de amortização to de imóveis para este contínua, sendo que a última parcela vai custar 139 reais aproximadaRose: “O mercado de locação estã mente, dependendo de aquecido em LEM” 26

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aprovação cadastral do cliente junto à CAIXA. "O valor médio do metro quadrado de terreno residencial na cidade é de 120 reais. No centro da cidade o preço de lotes comerciais chega a 1000 reais o metro quadrado", explica Alexandre. As áreas rurais na região oeste da Bahia variam de preço. Uma área bruta custa em torno de 80 sacas de soja/hectare e uma fazenda aberta, produzindo, tem valor médio de 350 sacas de soja o hectare, segundo o diretor da Terramac.

Fotos: Mª Dania Junges

tas e as demais em fase bem adiantadas de construção). E, este ano, irá lançar dois empreendimentos em Luís Eduardo Magalhães: os loteamentos Campos Elíseos e o Alto dos Cerrados, em área nobre, próximo ao centro da cidade, com opções de venda de lotes e casas prontas. “Somados, os dois loteamentos contam com aproximadamente 1500 lotes, e terão pré-lançamento previsto durante a Bahia Farm Show, onde estarão sendo divulgaAlexandre: “Uma área aberta tem valor médio de 350 sacas dos. Assim como os prode soja o hectare” jetos já contemplados em Roda Velha, com lotes comer- em Roda Velha e os novos projeCASAS PARA ciais e residenciais e agora está lan- tos de Luís Eduardo Magalhães. TODOS OS çando o Condomínio Cidade Alta, Jeonasio ainda ressalta a importânBOLSOS com projeto de 100 casas (12 pron- cia de parcerias com os agentes financiadores como BanNum ano de boa saco do Brasil, HSBC, fra, segundo Jeonásio Caixa Econômica FedeCarvalho das Neves, ral, Bradesco e Itaú, que sócio gerente da Vista têm ajudado muito na Imóveis, empresa que conclusão dos negócios coordena as vendas dos imobiliários. “Os financiloteamentos da empreamentos são disponibisa Campos Belos Lotelizados com juros a paramentos, na região oestir de 4,5% ao ano para te da Bahia desde 2004, imóveis de baixa renda as pessoas fazem seus e de até 12% ao ano, investimentos compranpara imóveis de alto pado ou vendendo bens drão”, explica. imóveis. Pois são bens duráveis e sempre têm obtido bons índices de valorização. A Campos Belos, Jeonásio: lançou em 2008, o Lo“Vamos lançar dois empreendimentos teamento Campos Belos durante a feira” Agronews

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Artigo

2010/11: uma Safra pa Dizem que sorte é quando a opor- para uma alta de preços. Naquele tunidade encontra o preparo, no mo- momento, o algodão valia em torno mento certo. O que vimos aconte- de 80 a 90 centavos de dólar por licer no cenário agrícola brasileiro, es- bra-peso. Já era bom. Mas, especupecialmente da cotonicultura, nos lava-se que poderia se chegar a um últimos meses é a melhor ilustração dólar. Dito e feito. Os preços supepara este dito popular. Na agricultu- raram o recorde histórico de 1993, ra, há pelo menos três fatores cruci- quando chegaram a US$1,17 por liais para se afirmar que um ano foi bra-peso. Em janeiro, ultrapassaram bom ou mau para uma determinada os US$2, e ficaram assim por um cultura. São eles clima, produção e bom tempo. Uma explicação para esta alta preço. A coisa funciona mais ou menos assim: o clima às vezes aju- inusitada estava nos fundamentos da, outras, não, segundo os caprichos oferta apertada e demanda forte -, resultado de queda natureza. Os bra de safra no preços, por sua Paquistão e safra vez, obedecem a “Quando as menor que a que outros caprichos, os do mercado. E a circunstâncias de clima se esperava na China. Outra jusprodução, cada vez mais calcada em e mercado favoráveis tificativa estava um sistema moder- encontram o admirável na especulação, com a entrada de no e tecnológico, tende sempre ao know how brasileiro, o fundos de investicrescimento no resultado só pode ser mentos operando agressivamente Brasil, por mérito um espetáculo” na Bolsa de Nova do produtor, profisIorque, que, ao sional obstinado, contrário do que que mesmo quando não contava com sementes modifi- muitos acreditavam, continuaram cadas geneticamente, fazia bonito comprando acima de US$2. Mas, como sempre, o mercado frente à concorrência. Por isso, quando as circunstânci- se auto-regulou, e a alta, que era em as de clima e mercado favoráveis parte especulativa, desacelerou. É encontram o admirável know how bem verdade que pouquíssimos probrasileiro, o resultado só pode ser um dutores aproveitaram o pico dos preespetáculo. Essa convergência de ços, porque já não tinham algodão fatores positivos começou a se deli- para vender. Com preços estratosféricos, o near mais fortemente no último trimestre de 2010. Em outubro, o con- consumo se reduziu, a partir de abril. sumo estava forte, o estoque de pas- Hoje, está em torno de US$1,50 a sagem, apertado. Quem observou o libra-peso, mas, está precificado na mercado previu que havia espaço Bolsa de Nova Iorque, para 2012, na

Ricardo Prado

Walter Horita*

faixa de US$1,10. Para a safra que vai entrar, o mercado paga atualmente US$ 1,30. Entende-se que o mercado vai se regular sozinho. É a tal "mão invisível", um belo exercício de lógica: com os preços altos, todo mundo vai plantar mais algodão. Aumenta a oferta e baixa o preço. O que fica de lição é que, mais cedo ou mais tarde, quem cuida direito de suas lavouras, quem trabalha com afinco e dá o melhor de si, vai ser remunerado por isto. Com todas as dificuldades de logística, com a insegurança jurídica, com o custo Brasil desanimador, o produ-


ara Guardar na Memória

tor deste país dá exemplo para o mundo em qualidade e produtividade. Este ano, teremos mais uma safra recorde, que todo mundo exibe com orgulho, mas poucos sabem o quanto custa conquistar. Quando se fala de agronegócio, o Brasil está no jogo para valer. Em algodão, nossa produção está praticamente igual ou passando o Paquistão, quarto maior produtor mundial. Definitivamente, já somos um grande player mundial e podemos ser muito mais fortes. Eu estimo que tenhamos cerca de 15 milhões de hectares de área propícia para o plantio

de algodão no Brasil. Nas culturas, como um todo, plantamos 47 milhões de hectares na safra de verão, sendo 1,3 milhões de algodão. É menos de 10% do nosso potencial. Se chegarmos a ocupar 20% desta área potencial, teremos três milhões de hectares, suficientes para ameaçar o posto de terceiro produtor mundial que hoje cabe aos Estados Unidos. O que vai definir a escalada na produção será a infraestrutura e o mercado. Se não investirmos em logística, minimamente em construção e requalificação de portos, ficaremos para trás, pois será muito caro pro-

duzir no Brasil. A questão ambiental parece que caminha para um consenso, com a possível aprovação do Novo Código Florestal. Com regras claras, fica mais fácil e mais seguro trabalhar. Assim, quando vier de novo a oportunidade, com o alinhamento feliz de clima e mercado, teremos todas as condições de tirar o melhor proveito desse dom que aperfeiçoamos há tanto tempo: o de produzir muito, e bem. * Presidente da Aiba


MÂŞ Dania Junges

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Bahia Farm Show 2011

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Acima de Todas as Expectativas

Governador Jaques Wagner, que deverá abrir a feira deste ano, acompanhado do secretário da Agricultura, Eduardo Salles, do presidente da Aiba, Walter Horita e do prefeito de LEM, Humberto Santa Cruz, na abertura da feira passada Agronews

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Divulgação

Feira conta com 170 expositores que representam mais de 400 marcas

A Bahia Farm Show, tem início em 31 de maio e se estende até 4 de junho, em Luís Eduardo Magalhães e deverá ser a mais bem sucedida de todas as edições, pois pegou a alta de todas as commodities e a região colheu uma boa safra novamente. A feira é considerada um dos mais importantes eventos de tecnologia agrícola e negócios do país, pois dela fazem parte as maiores empresas mundiais de máquinas agrícolas, implementos, insumos e serviços, com representação no Brasil. O que torna a feira uma excelente oportunidade de realizar negócios, promover marcas e ficar em dia com o mercado agropecuário. Além de vitrine, a Bahia Farm Show também é palco da tomada de importantes decisões para o setor, já que ela faz parte do compromisso dos governantes e executivos públicos. Nas feiras anteriores já ganharam força iniciativas decisivas para 32

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a região, o estado e o país, como o Plano Oeste Sustentável, a Rodoagro, a Ferrovia Oeste/Leste e o Fundesis. Esta é a quarta edição da feira com nome e marca próprios. Ela começou como uma franquia da Agrishow que teve início em 2004 no município, mas evoluiu e ganhou indentidade própria. Na edição 2011 a Bahia Farm Show conta com 170 expositores, que representam mais de 400 marcas, espera receber mais de 40 mil visitantes e fechar um volume de negócios superior aos 316 milhões, obtidos em 2010. O Complexo Bahia Farm Show possui 200 hectares de área total , com 60 mil m etros quadrados destinados a exposição, vai contar com demonstrações de campo de máquinas e equipamentos agrícolas, plots agrícolas experimentais ocupando 12 mil metros quadrados, e também

acontecerão palestras, seminários e shopping de animais. A PUJANÇA DA REGIÃO A região oeste da Bahia, formada por 39 municípios e população de 941 mil habitantes, gera 6 bilhões de riqueza, sendo que destes, 40% provém da apropecuária. Nesta rica região se destaca o município de Luís Eduardo Magalhães, emancipado de Barreiras em 2000, hoje considerado a capital do agronegócio baiano. O município ocupa hoje a 10ª posição no ranking dos municípios baianos em relação ao Produto Interno Bruto (PIB) da Bahia e é o 29º do Nordeste. Todas as principais revendas de máquinas e implementos agrícolas têm representações no município. Em vista disso, a Bahia Farm Show não poderia ter endereço mais


LANÇAMENTOS Olmiro Flores de Oliveira (Chico), da Agrosul Máquinas, concessionária da John Deere, acredita que as vendas de máquinas e implementos agrícolas vão subir em 20%, pois o alinhamento de bons preços das commodities e da safra recorde, além dos juros mais baixos, vão impulsionar os produtores a comprar. "A John Deere está lançando na feira sua colheitadeira de algodão 7760, de 507 cv, que conta com uma nova tecnologia que vai revolucionar o sistema de colheita, pois ela faz o fardo e o embala com filme plástico", explica Chico. Para o diretor da Agrosul o produtor deve vir a feira mesmo que não seja para comprar. Pois ele precisa se inserir no meio. "Nós da John Deere acreditamos na feira e sempre trouxemos as tecnologias mais recentes em máquinas agrícolas com a expectativa de atender bem o cliente e vender máquinas", conclui. Alencar de Almeida Filho, diretor comercial da Missioneira Agra-

Fotos: Mª Dania Junges

oportuno. Para o prefeito Humberto Santa Cruz, é uma alegria para o município receber a feira. “A Bahia Farm Show é uma importante vitrine para o agronegócio do oeste baiano. Mais que isso, é uma exposição de tecnologia para o campo. É com satisfação que somos o município sede”, afirmou. O presidente da Aiba, Walter Horita, acredita que os números recém levantados da safra pelo Conselho Técnico da Aiba, que apontam um recorde de produção e de produtividade contribuirão decisivamente para o sucesso da feira. "Já detínhamos a maior produtividade do Brasil de algodão, e agora conquistamos a de milho e soja. A feira virá turbinada por tudo isso. Será de fato um evento memorável", diz Horita. Segundo Alex Rasia, coordenador da Bahia Farm Show, a feira cresceu 16% em espaço para expositores novos e também foi construído um restaurante de alvenaria, com 1,4 mil metros quadrados com capacidade para fornecer diariamente 1,5 mil refeições.

Chico, da Agrosul: “A John Deere vai lançar colheitadeira de algodão que enfarda e embala o produto”

REUNIÃO DA CÂMARA SETORIAL DO MILHO E SORGO Acontecerá em 1 de junho, das 9h às 12h, no auditório da feira, no Centro de Pesquisa e Tecnologia do Oeste Baiano (CPTO), o encontro entre os representantes dos vários elos da cadeia produtiva do milho e do sorgo no Brasil. Cerca de 20 representantes devem participar da reunião, que é restrita aos membros e convidados. A reunião durante a feira, atendeu ao pleito da Aiba, que argumenta a boa oportunidade de ter como cenário do encontro a feira de tecnologia agrícola e negócios que mais cresce no Brasil.

Alencar: “A Agrale vai mostrar o utilitário Marruá, entre outros lançamentos”

Felipe: “Teremos aumento de vendas da ordem de 20%” Agronews

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PROFISSIONALISMO, INVESTIMENTO E TÉCNICA EMBASAM SUCESSO DA FEIRA Se 2010 confirmou a força e a importância da Bahia Farm Show para o agronegócio brasileiro, 2011 tem tudo para ser a melhor de todas as edições já realizadas do evento, tanto na opinião dos organizadores, quanto dos expositores. No ano passado, a organização e a beleza da mostra chamaram a atenção de quem passou pelo Complexo Bahia Farm Show. Amplos investimentos foram feitos no parque, que ganhou benefícios duradouros, como pavimentação asfáltica nas principais vias, incremento nas re“O êxito da feira mostra que a Aiba des hidráulica e elétrica, Rasia: está no caminho certo” além de paisagismo. Em A Aiba trabalha em uma linha negócios, 2010 registrou R$316 padrão que envolve a identificação milhões. Para 2011, os prognósticos são ainda melhores, porque a da demanda, a pesquisa e elaboconsolidação do evento se dá em ração de um plano para solucionáum momento jamais visto no agro- la e o encaminhamento deste planegócio brasileiro. Um feliz alinha- no, com um possível caminho de mento de fatores, com clima fa- solução, seja para o governo, ou vorável, mercado aquecido, preços para a iniciativa privada. "Este trabalho se mostrou muiem alta para todas as principais to eficaz, e contribui para projetar commodities produzidas no cerrado baiano, e uma produção recor- a região positivamente muito além das suas fronteiras", diz Rasia, que de nas lavouras. Para o diretor executivo da elenca ainda algumas vitórias juríAiba, que também é coordenador dicas emblemáticas que a entidageral da feira, Alex Rasia, as con- de alcançou, ou que apontam para dições favoráveis só podem ser um final exitoso. Dentre elas, está revertidas em êxito para a Bahia o direito adquirido por seus assoFarm Show, graças a um trabalho ciados a não pagar o Funrural, uma que vem se sedimentando ano a luta de mais de 11 anos, que hoje ano. Segundo Rasia, o sucesso da já representa ganhos reais para feira reflete um modus operandi quem aderiu a ação, porque deique a Aiba vem aperfeiçoando ao xou de pagar o tributo e breve será longo de 20 anos. "Trata-se de es- ressarcidos de tudo o que foi pago colher os melhores quadros no indevidamente. Há, ainda, as ações mercado, profissionalizar a gestão, para obtenção de reconhecimento investir em conhecimento, e en- do direito à utilização dos créditos contrar o melhor caminho para a de ICMS originados de aquisições solução de problemas. Pensamos de óleo diesel, a do salário educae agimos para o produtor, mas os ção, dentre muitas outras. "Com a benefícios que conseguimos se es- Bahia Farm Show, não poderíamos tendem a todo o setor, e em última fazer de outra forma, e a feira instância, para a economia baia- comprova que estamos no caminho certo", diz o coordenador. na", afirma. Mª Dania Junges

le, Concessionária Agrale em Luís Eduardo Magalhães, informa que a linha de tratores e caminhões da Agrale, apresentada na feira trará grandes novidades, como a nova cabine da linha de tratores 6000, com mais conforto e maior funcionalidade, e a edição especial dos caminhões da linha 8000, além da grande sensação do momento o utilitário Marruá. “Este veículo até o momento era de uso exclusivo das forças armadas e agora a Agrale o disponibiliza para serviços de aplicação severa e uso urbano, apresentando suas principais características que são : robustez, durabilidade e baixa manutenção”, enumera Alencar. Para Celito Breda, secretário de Desenvolvimento Econômico e Agronegócios da prefeitura municipal de Barreiras, a Bahia Farm Show é um evento cada vez mais marcante. "Na feira serão efetivados negócios já em andamento (iniciados na Agrishow de Ribeirão Preto (SP)), além de outros e acredito que teremos o maior volume de negocios de nossa historia nesta edição", preconiza. " A feira está acontecendo justamente num momento histórico para nossa região, pois colhemos com a maior produtividade de soja do país: 56 sacas por hectares; melhor produtividade de milho do país: 160 sacas por hectare e talvez a segunda melhor produtividade de algodão do país (São Paulo tem a melhor produtividade devido a irrigação de 100% de sua lavoura). Tudo isso coincidindo com os bons preços de todas as commodities", enumera. Mas ele adverte: "Devemos lembrar que qualquer investimento em máquinas deverá ser pago e que nos próximos 5 anos poderemos ter novas crises. Por isso, só irão sobreviver os que forem mais profissionais e aqueles que trabalharem capitalizados e contarem com boa produtividade", conclui Breda. Para Felipe Francisco Faccioni, diretor comercial da Lavrobras e presidente da Assomiba, a Bahia Farm Show tem tudo para realizar


boas vendas. "Na Agrishow de Ribeirão Preto as vendas foram 30% superiores neste ano e, em vista disso o prazo de entrega das máquinas agrícolas passou de 30 dias para 45 dias. O que também deve acontecer aqui. Como os juros de 6,5% ao ano continuam atrativos e os preços das máquinas estão bons, a tendência é um aumento de vendas em torno de 20%", destaca Felipe, que também sugere que os produtores atualizem seus cadastros nas instituições bancárias para não deixar para a última hora. A prefeita de Barreiras, Jusmari Oliveira, diz que colaborar junto com Oziel Oliveira para implantar em Luís Eduardo Magalhães, a Bahia Farm Show, a deixou com um grande orgulho. "Esse processo não foi fácil, exigiu muita coragem e empenho de Oziel e sua equipe, quando ele era prefeito de LEM. Hoje, é muito bom ver que a feira cresceu e tomou toda essa dimensão, movi-

mentando a economia da região oeste da Bahia", enfatiza a prefeita. Essa é, segundo Jusmari, com certeza, uma das maiores feiras do agronegócio nacional. "Desejo a todos os expositores, produtores e visitantes o fechamento de excelentes negócios durante a Bahia Farm Show", conclui. Para Jaime Cappellesso, secretário de Agricultura de Luís Eduardo Magalhães, “a Bahia Farm Show vai crescer mais de 20% em todos os setores em relação à edição passada, destacando-se o setor pecuário que deve evoluir muito, assim como o setor de informações para os produtores”, destaca. ESTREANTES NA FEIRA A Agroimport, de Luís Eduardo Magalhães, distribuiu fertilizantes foliares e está confiante no sucesso

de vendas durante a feira. Com o produtor capitalizado e os bons preços das commodities, a tendência é aumentar a área e assim a compra de mais fertilizantes. É nisto que aposta a empresa estreante. Outra empresa que expõe pela primeira vez na feira é a Agrotecnologia, de Lapa (PR). Com máquinas para agricultura de precisão, a companhia acredita que o bom momento do agronegócio vai refletir na feira. Em sua primeira participação na feira, a Bandeirantes Cardans Agrícolas, de Guarulhos (SP), produtora de peças e componentes de aço para máquinas e implementos agrícolas quer fazer bons negócios no evento. AAgroimport, a Agrotecnologia e a Bandeirantes Cardans Agrícolas fazem parte de um seleto grupo de novos expositores da Bahia Farm Show, cuja área de expansão com a infraestrutura padrão do parque atingiu a capacidade máxima nesta edição. Divulgação

Espera-se mais de 40 mil visitantes em 2011


Fotos: divulgação

VETERANAS A Galvani, empresa produtora de fertilizantes, que possui uma unidade em Luís Eduardo Magalhães, desde 1992, é a única empresa de fertilizantes da região e uma veterana na B ahia Farm Show. Ela já participou de todas as edições da feira e nesta oportunidade vai mostrar toda sua linha de produtos , com destaque o fertilizante Phosmix. A Mercedez Benz vai apresentar seu lançamento no segmento de caminhões extrapesados. A montadora estará presente através de sua concessionária Brasília Motors, que possui filial em Barreiras, e vai mostrar aos visitantes da feira a linha Actros, lançada no Brasil no final de 2010.

A Massey Ferguson apresenta os tratores da série MF4200

SHOPPING DE ANIMAIS A Bahia Farm Show será palco de Exposição e Shopping de Animais, entre os dias 1º e 4 de junho, evento organizado pela prefeitura de Luís Eduardo Magalhães, através da secretaria de Agricultura e a Associação dos Criadores do Cerrado Baiano (ACCB). Os animais expostos nos currais do Complexo Bahia Farm Show serão bovinos Nelore de raça, além de equinos e ovinos. Também haverá lotes de touro Nelore PO para venda, assim como equinos, ovinos e outros animais de corte. Fotos: Mª Dania Junges

A nova colheitadira de algodão da John Deere enfarda o produto

Bovinos Nelore serão comercializados na feira

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A Valtra lança os tratores da linha GH Geração III

LANÇAMENTOS DE MÁQUINAS AGRÍCOLAS As maiores concessionárias de máquinas agrícolas da região participam da feira com seus últimos lançamentos e esperam vender ainda mais do que na feira anterior, por causa da boa safra e do preço recorde das commodities. A Massey Ferguson apresenta os tratores da série MF 4200, além de pulverizadores, como o lançamento do modelo MF 9030, e colheitadeiras MF 9790 ATR, que vem equipada com rotor de tecnologia avançada; a Case IH lança a nova colhei-

tadeira de grãos Axial-Flow 2566, a nova geração de plataformas de corte para colheitadeiras Terraflex 3020 e a nova geração de tratores Magnum; a John Deere lança a nova colhedora 7760 que muda o conceito da colheita de algodão. Ela enfarda o produto enquanto colhe e o entrega em fardos redondos, prontos para serem transportados; a New Holland apresenta a nova colheitadeira CR6080, de duplo rotor, que possui o motor New Holland Tier II e potência de 280 cv, atingindo até 300 cv, com tanque graneleiro de 9 mil litros; a Agrale está lançando os veículos Agrale Marruá, com carac-


PALESTRAS GANHAM ESPAÇO NA FEIRA

A New Holland apresenta a colheitadeira CR6080

A Case IH lança a nova colheitadeira de grãos Axial-Flow 2566

A Agrale apresenta os veículos Marruá

terísticas oriundas dos modelos militares, desenvolvidos para operar nas condições mais adversas; e a Valtra lança os tratores da linha BH Geração III: modelos BH 135i, com 137 cv, o modelo BH 200, com 200 cv e o BH 210i com 210cv. A Bahia Farm Show é promovida pela Associação de Agricultores e Irrigantes da Bahia (Aiba), Associação Baiana dos Produtores de Algodão (Abapa), Associação dos Revendedores de Máquinas e Implementos Agrícolas do Estado da Bahia (Assomiba), Fundação Bahia e Prefeitura Municipal de Luís Eduardo Magalhães.

O interesse crescente dos produtores a cada nova edição fez com que, este ano, a Bahia Farm Show dedicasse um novo espaço para as palestras, conferências e reuniões, que acontecem na feira. Além do tradicional auditório do Complexo Bahia Farm Show, localizado nas instalações do Centro de Pesquisa e Tecnologia do Oeste da Bahia (CPTO), o público também vai dispor da estrutura do Centro de Treinamento da Abapa, onde uma grade de explanações foi especificamente programada para a agricultura familiar, segmento que vem tomando corpo na Bahia Farm Show. Juntos, os dois auditórios comportam 150 pessoas, e a expectativa dos organizadores é que, ao final da feira, aproximadamente 2,5 mil pessoas tenham passado por eles. A programação, explica o assessor de agronegócios da Associação de Agricultores e Irrigantes da Bahia (Aiba) e coordenador dos eventos nos auditórios da feira, Alcides Viana, é formulada atendendo às demandas do produtor. "A cada ano, a freqüência aumenta. Mesmo que um produtor não compareça a uma palestra técnica, por estar cumprindo sua agenda de compras na feira, ele manda suas equipes, seu gerente. A consciência da importância da reciclagem

de conhecimentos é cada dia maior", diz Alcides. A grade é eclética. Na programação dos dois auditórios, serão cerca de 30 palestras e/ou reuniões e eventos. Dentre estes últimos, estão o Fórum Canal Rural/Bahia Farm Show, debate televisionado ao vivo, no dia 2 de junho, das 9h às 12h, e as reuniões da Câmara Setorial da Cadeia Produtiva do Milho e Sorgo (CSCMS) do MAPA, agendada para o dia 1º de junho, das 9h às 12h, e da Câmara Setorial dos Grãos do Estado da Bahia, cujas data e horário estão sendo definidos. O Fórum Canal Rural tratará da reformulação do Código Florestal, tema candente na agenda do governo e produtores. Os temas das palestras comportam ainda mercado, manejo, tributos, meio ambiente - com uma apresentação do secretário estadual de Meio Ambiente, Eugênio Spengler, sobre o Plano de Adequação e Regularização dos Imóveis Rurais do Estado da Bahia/ Oeste Sustentável às 14h do dia primeiro - além de muitos outros assuntos. Para a agricultura familiar haverá temas desde piscicultura, cadeia produtiva da mandioca, compras governamentais, produção de pupunha, abacaxi, suínos e outros. (Catarina Guedes / Imprensa Bahia Farm Show)

Espera-se que 2,5 mil pessoas assistam as palestras

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Tempo de Vacas Gor das O alinhamento dos bons preços das commodities e a boa safra de soja do oeste da Bahia estão fazendo a alegria de sojicultores como Lino Ruediger, que não podem esquecer que a agricultura é uma atividade instável 38

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Ruediger colheu 65 sacas de soja por hectare e 180 sacas de milho por hectare

O produtor Lino Ruediger, 59 anos, natural do município de Toledo (PR), onde plantava 25 hectares de soja e milho, foi um dos migrantes sulistas que aportaram nos idos de 1989 no oeste da Bahia com o intuito de plantar soja e milho, abrindo o Cerrado primitivo onde passaram todo tipo de necessidade. Quando chegou ao antigo Mimoso do Oeste, hoje município de Luís Eduardo Magalhães, emancipado de Barreiras em 2000 e já com 60 mil habitantes, ele comprou 1000 hectares de terra no Novo Paraná e uma casa sem forro, com piso queimado onde foi morar com a família. Em 1992, Ruediger vendeu as terras no Novo Paraná e comprou 1000 hectares em Alto Horizonte. Em 1998, adquiriu mais terras e hoje planta 1910 hectares com soja e 1020 hectares com milho na Fazenda Aquidauana, com um total de 3.700 hectares, e é testemunha e colaborador do desenvolvimento da região nos últimos 22 anos. "O começo foi difícil, pois não havia crédito na praça e a gente não tinha dinheiro. Em 1990 tive que vender meu carro para pagar o conserto do motor do meu caminhão que havia fundido", conta o agricultor que colheu 65 sacas de soja por hectare e 180 sacas de milho por hectare nesta safra. Da produção de grãos Ruediger já comercializou 50% antes da colheita e o restante armazena esperando preços ainda melhores que os atuais. Não reclama do custo

de produção de 1.400 reais por hectare, mas denuncia a falta de logística que encarece o frete e toma o dinheiro do bolso do produtor. O Brasil perde a cada safra R$ 5 bilhões devido a logística precária de estradas e portos e parece que este cenário vai demorar a mudar, infelizmente. O LUCRO DEVE SER APLICADO NA REGIÃO A região oeste da Bahia está atraindo cada vez mais investidores estrangeiros que chegam com a

“Quem faz as regras é gente de gabinete, que não conhece a realidade das diferentes regiões do país” promessa de criar agroindústrias e comprar grandes extensões de terra para plantar soja, algodão e milho. Muitos deles honram a palavra, outros esquecem a primeira parte e só compram terras, cujos lucros são levados para fora. Assim, quem deixa de lucrar é a região, cuja economia anual gira em torno de R$ 6 bilhões, sendo que 40% deste montante é gerado pela agropecuária. Ruediger gostaria que o governo do estado estivesse atenAgronews

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Na Fazenda Aquidauana, Ruediger planta 1910 hectares de soja e 1020 hectares de milho

to a isso, para que com o tempo, o comércio local não se esvazie. A região oeste da Bahia mais uma vez teve uma safra recorde. Colheu 3.628.800 toneladas de soja, enquanto a produção nacional ficou em 70,3 milhões de toneladas, crescimento de 2,3 % em relação à safra passada. A estimativa para a área plantada com soja no país é de 24 milhões de hectares, um aumento de 2,4% na comparação com o período anterior. As previsões apontam para um recorde nas exportações de soja deste ano. Segundo a Associação Brasileiras das Indústrias de Óleos Vegetais (Abiove), as receitas externas devem chegar a US$ 22,1 bilhões, um salto de 28% em relação aos embarques do ano passa40

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do Os motivos seriam a safra maior, a disparada dos preços internacionais e a demanda aquecida. E parece que este cenário deve se manter pelo menos até 2012. PRODUTORES NÃO SÃO BANDIDOS Ruediger também denuncia os problemas que os produtores enfrentam com a morosidade dos licenciamentos auferidos pelos órgãos ambientais e o excesso de exigências trabalhistas. "Quem faz as regras é gente de gabinete que não conhece a realidade das diferentes regiões do país. Os produtores são encarados como bandidos pelo governo federal e por isso vivemos com medo", lamenta.

O produtor destaca o papel do Sindicato Rural de Luís Eduardo Magalhães e da Aiba como responsáveis pelas muitas vitórias da classe produtora regional e conclama todos os produtores a participar da Bahia Farm Show para conhecer novas tecnologias e comprar máquinas e implementos agrícolas. Também dá um recado aos produtores em geral para que com o lucro da boa safra eles pensem primeiro em pagar as dívidas e depois invistam dentro da própria propriedade plantando com recursos próprios, mesmo que os juros continuem baixos. “Pois a agricultura é uma atividade instável, que alterna períodos de vacas gordas e magras. E é preciso se precaver”, conclui.


Modelo agroexportador: bom ou ruim?

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sindustrialização do país. No Brasil, por muito tempo se afirmou que as crescentes exportações agroindustriais - como se o agro não fosse um setor intensivo em capital e tecnologia - seriam uma das responsáveis caso a doença holandesa atingisse o nosso país. Atualmente, diante de contínua valorização do real e de crescente participação dos produtos básicos na pauta exportadora brasileira, o tema da desindustrialização voltou à baila. Embora a discussão atual não necessariamente seja dirigida às exportações do agro ela enfoca com maior vigor o setor de minérios e petróleo aqui, no Brasil -, os elevados preços internacionais das commodities agrícolas têm colocado o setor como alvo também. Estudos contendo análises sobre doença holandesa e regime cambial são unânimes em dois pontos. A valorização cambial pode provocar realocação de fatores de produção, que se movem dos setores industriais, que têm produtos transacionados internacionalmente, para setores da economia baseados em produtos não comercializáveis. No entanto, a apreciação cambial decorrente da doença holandesa não provoca redução do crescimento econômico, ou seja, a realocação pode afetar negativamente alguns setores industriais, mas não implica perda para a sociedade. Uma tentação quase irresistível dos defensores da tese da desindustrialização, que está ganhando força no Brasil, é atacar as exportações de commodities, ignorando o fato de que a doença holandesa não compromete crescimento e esquecendo que vários fatores não relacionados ao câmbio determinam a baixa competitividade de alguns setores industriais no país. Qualquer medida que venha a inibir o modelo agroexportador brasileiro, seja ela fundamentada em argumentos ambientais, sociais, de consumo de energia, baixo conteúdo tecnológico ou de desindustrialização do país, vai comprometer o desempenho de um dos poucos setores em que o Brasil é verdadeiramente competitivo. Divulgação

O Brasil vai crescer mais do que ou- alguma concentração da produção são tros exportadores, porque, a menos que sinônimas de eficiência e, em épocas de políticas erradas sejam adotadas, o agro preocupações com a segurança alimenbrasileiro responde mais rapidamente às tar mundial e os altos preços de produelevações de preço que o de outros pa- tos intensivos em recursos naturais, íses. Isso ocorre porque o agro brasilei- baixa eficiência é tudo o que não se deve ro combina três condições não encontra- almejar. das nos demais: disponibilidade de terra A tese de elevada intensidade enere água, estrutura produtiva que favorece gética não se aplica ao agro. De todos a expansão e alto nível tecnológico na pro- os setores, excluindo os de serviços, o dução. O modelo agroexportador brasilei- agropecuário é o de menor intensidade ro, portanto, vai ganhar força. energética (energia consumida por vaMesmo que de forma indireta, os lor de produto gerado). O setor de alibenefícios desse modelo têm sido pos- mentos e bebidas, que não faz parte do tos em dúvida, em diferentes frentes. A setor agropecuário, apesar de ter elevaprimeira afirma que os custos ambien- da intensidade energética, obtém 75% da tais da produção de commodities são energia consumida do bagaço de cana, muito elevados, já que elas são intensi- diferenciando-se dos demais setores invas em recursos naturais e sua produ- dustriais. Além disso, avaliando no temção consome muita energia. Essa crítica po, agropecuária e alimentos são os dois parte da premissa de que toda indústria intensiva em recursos naturais traz danos ao ambiente, que, num modelo exportador e com especialização, são maiores do que num modelo não exportador. Assume, também, que seus produtores, sendo países emergentes, possuem regulamentações ambientais mais fracas. Considera, ainda, que os benefícios sociais do aumento da produção são discutíveis, porque envolve setores que geram pouca renda e têm Brasil vai crescer mais do que outros exportadores baixo conteúdo tecnológico. Por fim, argumenta que os setores produtores de commodi- setores que apresentam o maior ganho ties requerem elevada intensidade ener- de produtividade no uso da energia. gética. A segunda crítica afirma que as cresTal crítica ignora diversos fatos. O centes exportações de commodities esprimeiro é que o "dano" ao ambiente não tão contribuindo para apreciar o câmprovém apenas do lado do uso dos in- bio, intensificando o processo de desinsumos, mas também dos produtos finais. dustrialização da economia brasileira. Ela No quesito emissões de gases de efeito se baseia na ideia da doença holandesa. estufa, o agro é o setor que mais capta A definição não dogmática de doença carbono da atmosfera. Em segundo lu- holandesa se refere a uma possível apregar, ignora que o Brasil é um dos países ciação na taxa de câmbio devida a deslíderes em regulamentações que se refe- cobertas ou choques nos preços de rem à responsabilidade ambiental e so- commodities, baseados em recursos naturais. Fortes incrementos nos fluxos cial do setor agropecuário. Ao contrário do que se pensa, o agro cambiais, tais como entrada de capitais tem um enorme efeito multiplicador de estrangeiros decorrentes, entre outras renda e gerador de empregos indiretos razões, de elevadas taxas de juros ou em regiões com setores industriais e de condições macroeconômicas específiserviços menos diversificados, ou seja, cas, também podem levar a situações de todos os municípios que não são gran- doença holandesa. A maior consequêndes capitais e estão espalhados pelo in- cia da apreciação da taxa de câmbio num terior do país. Por fim, especialização e quadro de doença holandesa seria a de-

(André Meloni Nassar - My Point)


Classificação Ajuda Comercialização Sistema de Classificação indica qualidade da safra e auxilia a comercialização de produtos da agricultura familiar

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Determinar a qualidade dos produ- vos, e se constitui em um serviço au- na, ou quando para importações", diz tos de origem vegetal, seus subpro- xiliar da comercialização. Ele informa o diretor. dutos e resíduos de valor econômico que a classificação beneficia a popupara auxiliar a comercialização e be- lação como um todo, desde o agriculSISTEMA ON LINE neficiar os agricultores baianos. Com tor, viabilizando preços dignos para as esta finalidade, a Secretaria de Agri- suas safras, a agroindústria, inibindo Para certificar os produtos classicultura, Irrigação e Reforma Agrária a fraude de mercado e possibilitando ficados, a EBDA utiliza o Sistema In(Seagri), através do Serviço de Labo- a concorrência leal, até o consumi- formatizado de Classificação (Sisclas), ratórios e Classificação (SLC) da Em- dor, disponibilizado produtos de qua- que permite mais agilidade na emispresa Baiana de Desenvolvimento lidade. são de laudos, certificados e relatóriAgrícola S.A., é a responsável pela Ferraz informa também que o go- os, via internet, e garante segurança classificação de produtos de origem verno é beneficiário deste serviço, pois contra possíveis fraudes. "O Sisclas vegetal, no Estado. embasa a política de formação de es- é o sistema de gestão do SLC, muito Segundo o diretor Executivo da toques reguladores, evitando a aqui- ágil e seguro, e pode ser acionado em EBDA, Elionaldo de Faro Teles, a clas- sição de produtos de níveis qualitati- qualquer ponto do país", explica a sificação de produtos de origem ve- vos inadequados para armazenagem chefe da Divisão de Informática da getal ajuda na empresa, Regina qualificação e Marinho, resmelhora do coponsável pela mércio agrícola. implantação do "Este serviço sistema. protege a quem O Sisclas foi produz, a quem desenvolvido compra a safra, pela Emater/RS, e, principalmencedido e adaptate, ao consumido para uso da dor final, que EBDA. Nesse passa a ter segutrabalho, a emrança quanto a presa conta qualidade do alicom a parceria mento adquirida Emater-RS e do", afirmou Teda Companhia les. De acordo A classificação dos produtos ajuda na qualificação e melhora o comércio agrí- de Processacom o diretor, a cola mento de Dados prestação desse serviço, em 2010, pro- prolongada, e auxiliando na preserva- da Bahia (Prodeb), onde o sistema está porcionou à EBDA uma receita da or- ção do conceito comercial do país, im- depositado no seu Datacenter. pedindo o subfaturamento e a evasão dem de R$2,46 milhões. Empresas empacotadoras, envasaCom o certificado de classificação, de divisas. doras e produtores de todo o país poNa Bahia, a EBDA é a empresa cre- dem utilizar os serviços de classificao agricultor ou embalador, conhece a qualidade do seu produto e, conse- denciada pelo Ministério da Agricul- ção da EBDA, enviando suas amosquentemente, o seu valor real, o que tura, Pecuária e Abastecimento tras via correio. Nesse processo, a lhe dá maior poder de barganha na (MAPA), para classificar e certificar: análise é feita e o certificado fica discomercialização. Na Bahia, a empre- arroz, farinha de mandioca, feijão, al- ponível para impressão on-line, com sa trabalha com Postos de Serviço em piste, fécula, tapioca, milho, soja, gi- a assinatura digital do técnico responSalvador, Feira de Santana, Barreiras, rassol, lentilha, mamona, sisal, trigo, sável pela avaliação. Para a confirmaIrecê, Itabuna e Luiz Eduardo Maga- farinha de trigo, óleos de soja, de gi- ção, a empresa compradora pode enrassol, de algodão, de canola e de mi- trar no site do Sisclas e confirmar a lhães. O chefe do SLC, engenheiro agrô- lho, algodão, sorgo, pera e maçã. "É validade do certificado. "Este sistema nomo Gernack Ferraz Souto, explica obrigatória a classificação de produ- garante total segurança contra frauque a classificação determina a quali- tos de origem vegetal nas aquisições de", assegura Marinho. dade dos produtos com base em pa- do governo para os produtos destina(Ascom / Seagri) drões físicos, químicos e/ou descriti- dos diretamente à alimentação huma44

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Comissão da OAB Avalia Núcleo de Prática Jurídica da FAAHF Fotos: divulgação FAAHF

O NPJ (Núcleo de Prática Jurídica) da FAAHF (Faculdade Arnaldo Horácio Ferreira), que atua juntamente com o BJC (Balcão de Justiça e Cidadania) recebeu no dia 11 de maio a visita de uma comissão avaliadora da OAB (Ordem dos Advogados do Brasil). Na equipe, estava o vice-presidente da OAB Seccional Barreiras, Luís Sérgio Porto do Carmo, a advogada Sara de Souza e a estagiária Maria Silnária de Oliveira. Eles foram recebidos pela coordenadora adjunta do curso de Direito da FAAHF e supervisora do BJC, Bruna Mizuki e pelas proEquipe FAAHF e comissão da OAB

Análise de documentos

fessoras orientadoras Regiane Ferrato e Raíssa Mourão. A visita visa ao credenciamento do NPJ junto à OAB, bem como verificar se atende às normas do MEC (Ministério da Educação). Assim, consistiu da avaliação de infraestrutura, análise de documentos, consulta de arquivos e acervo bibliográfico, além de entrevistas com usuários beneficiados e a aplicação de um questionário para

FAAHF Comemora a Recomendação de seu Curso de Direito pelo MEC com Conceito 4 (muito bom) O curso de Direito da FAAHF foi recomendado em abril pelo MEC (Ministério da Educação) com Conceito 4, que significa muito bom. Com essa conquista, a FAAHF passa a fazer parte do seleto e pequeno time das faculdades particulares do Brasil que obtiveram esta nota. Assim, confirma que a FAAHF cresce inovando a cada dia, com a credibilidade de sempre. Já foram recomendados também com Conceito 4 os cursos de Administração, Agronomia, Ciências Contábeis e Letras.

ACREDITE NOS SEUS SONHOS. A GENTE ACREDITA EM VOCÊ!

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os estagiários do NPJ. O resultado do trabalho desenvolvido pela instituição é significante e cresce a cada dia. Só este ano, já foram atendidas 565 pessoas. O Balcão de Justiça e Cidadania é conveniado ao Tribunal de Justiça da Bahia e oferece assistência gratuita na mediação de conflitos familiares, principalmente na área cível. (Assessoria de Comunicação/FAAHF)


Novo Plano Diretor traz Melhorias ao Complexo Industrial da Galvani em LEM O Complexo Industrial de Luís Eduardo Magalhães/BA (CILEM) redefiniu seu plano diretor e entre as várias melhorias estão: mudanças na capacidade de descarga e produção de matéria-prima, no manuseio de enxofre, na estocagem e expedição de produtos. Com essas ações, que estão em andamento, a Galvani visa preparar o complexo para o aumento da demanda que virá com o forte crescimento esperado para a agricultura da região nos próximos anos. "Vamos reorganizar o tráfego interno de caminhões, melhorar a logística da fábrica, reduzir custos, aumentar a capacidade de produção e armazenamento e oferecer maior agilidade no atendimento aos clientes", afirma Ronaldo Galvani Júnior, gerente geral do CILEM. CAPACIDADE DE ARMAZENAGEM VAI AUMENTAR Com a construção de mais dois armazéns graneleiros, a partir do próximo ano, que somam uma área coberta de 13.284 metros quadrados, o CILEM deve ampliar em 125 mil toneladas sua estocagem de graneis sólidos, 48

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Ações vão permitir maior capacidade de estocagem e melhor atendimento ao cliente

Empresa constrói mais dois armazéns

chegando a 300 mil toneladas de capacidade estática. Única fábrica de fertilizantes do Oeste da Bahia, a Galvani tem como principal vantagem competitiva a localização. Longe dos portos e próximo a lavouras com um consumo bastante sazonal, o CILEM precisa ter uma grande capacidade de armazenagem para formar estoques durante a entressafra, além de assegurar uma produção própria de fertilizante mais linear. "A empresa hoje tem condições de garantir uma entrega just in time

de fertilizantes na região. Os veículos das fazendas, que transportam os grãos para as indústrias de processamento, na volta levam o adubo às lavouras", explica Ronaldo. Entre os investimentos está programada também uma nova unidade de mistura de grânulos e ensaque, que aumentará a capacidade atual de embarque para 150 toneladas/hora, acelerando a expedição dos produtos. (Cristiane Pereira / Assessora de imprensa)


Ovinocultura:

Oportunidade de Negócio? colheita, na segunda e terceira, quando repentinamente os preços despencaram e os agricultores se depararam com dívidas de médio e longo prazo junto aos agentes financeiros devido à renovação de frota agrícola e pagamento comprometido com a queda dos preços. No setor leiteiro fato semelhante ocorreu, este mais recentemente. Investidores de profissões liberais da cidade montaram estruturas para a atividade impulsionada pelo bom momento do setor e, após um curto período o excesso de produção em algumas regiões fez o preço cair e aí vieram as frustrações.

oferta de produção suficientes para justificar determinados investimentos estruturais. Como iniciativa louvável o governo federal criou a Câmara Setorial de Ovinocultura, o que é um fato importante, porém, ainda faltam direcionamentos por parte das esferas estaduais para contribuir com o desenvolvimento da atividade nos Estados. Há 30 anos o setor de suinocultura e avicultura vivia experiência semelhante com grandes rebanhos, mas pouca articulação e, o primeiro setor com fortes restrições de consumo sob a imagem errônea de que a carne suína provocava malefícios a saúde. Graças à organização destas duas cadeias hoje há uma imagem positiva e um setor organizado e articulado. Com tudo isso, quero dizer que os interessados em entrar ou mesmo ampliar a atividade ovina, devem cuidar da empolgação deste momento e fazer seus investimentos mediante um planejamento técnico-econômico de forma a alcançar êxito no empreendimento. Direcionar recursos e esforços no sentido de formar pastagens de qualidade é muito mais vantajoso do que fazer instalações luxuosas. Ter conhecimento, amparo técnico e se atentar aos cuidados com verminose é muito mais necessário do que sair comprando genética e depois se deparar com problemas sanitários até então desconhecidos (especialmente para os criadores iniciantes). Enfim, com certeza a ovinocultura assumirá destaque no agronegócio nacional, mas devemos entender que não é tão simples assim colocar animais na propriedade e achar que com isso teremos resultados positivos. Há muito mais que isso a ser feito e, num cenário macro, temos que ter consciência que estamos investindo para colher os frutos a médio e longo prazo. Num artigo próximo devemos tratar também da questão da inserção da carne de cordeiro na mesa do consumidor, o que também é de suma importância para o aumento da escala de produção dentro da porteira. Mª Dania Junges

A ovinocultura vem sendo comentada em vários meios como leilões, feiras e eventos agropecuários como o "boom" do agronegócio nacional impulsionada por alguns fatores dentre os quais destaco: o interesse dos mercados interno e externo pela carne de cordeiro, a elevação dos preços pagos ao produtor especialmente no ano de 2010, provavelmente, resultado de movimentos decrescentes de rebanhos importantes como da Austrália e da Nova Zelândia, e também da diminuição das vendas externas do Uruguai, que reduziu seu abate em 42%.

Produção de ovinos gera bons negócios Hoje a oferta brasileira é inferior à demanda, mesmo nosso consumo sendo baixo, ou seja, de apenas 700 gramas de carne ovina/per capita/ano, enquanto em alguns países do Oriente Médio, por exemplo, o consumo chega a 15 kg/per capita/ano. A empolgação que gira em torno do setor é observada inclusive nos fóruns e debates proporcionados também por este site, onde criadores, técnicos e pessoas que têm gosto pela atividade externam a motivação vivida hoje pela cadeia produtiva. Se puxarmos em nossa memória, fato semelhante ocorreu na cadeia produtiva da soja no início da década de 2000 onde no estado do Paraná, mais precisamente no norte pioneiro, agricultores chegaram a plantar a cultura até em terrenos urbanos desocupados em função da forte cotação do grão. Foi um momento de investimentos na primeira

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ENTÃO, A OVINOCULTURA É UMA OPORTUNIDADE DE NEGÓCIO? Sem dúvidas que sim, uma ótima oportunidade inclusive, mas seus investimentos devem ser pautados em algumas questões básicas como vocação para a atividade, aptidão da propriedade e região em que ela se encontra, uma vez que temos poucas plantas frigoríficas para ovinos e muitas vezes o frete para longas distâncias compromete o resultado final da atividade. Voltamos a falar do país vizinho Uruguai, que coloca no mercado brasileiro um produto altamente competitivo a preços mais baixos que o nosso e, o produtor brasileiro, ainda não dispõe de know how suficiente para tocar a atividade com a máxima eficiência, pois não dispomos de plantas frigoríficas suficientes (como já citado) e não temos

(Nei Antonio Kukla / Técnico em agropecuária, administrador de empresas e com especialização em agronegócios)


São Desidério lidera agronegócio baiano

Fotos: Washington Luiz

GERAL

O município vai colher 700 mil toneladas de algodão e é o maior produtor brasileiro Soja, algodão e milho. Essas culturas são as principais responsáveis pelo reconhecimento de São Desidério como líder da produção agrícola nacional. O município é o maior produtor brasileiro de algodão e de grãos do Norte/Nordeste. Mas para conquistar estas posições foi preciso muito trabalho. Há cerca de 30 anos a história do agronegócio de São Desidério começava a se transformar com a chegada de investidores do Paraná, Rio Grande do Sul e São Paulo atraídos pelos preços acessíveis das terras, fator que impulsionou a expansão agrícola e trouxe visibilidade ao município. Em 2007 São Desidério esteve no ranking estadual como o maior Produto Interno Bruto (PIB) agropecuário, com R$ 659 milhões, segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Com a migração de culturas ano passado, dados da Secretaria Municipal de Agricultura mostram que nesta safra de 2010/2011 houve um crescimento da área ocupada pelo algodão em toda a região oeste da Bahia. O aumento é de 48% em relação à safra 2009/2010. A área plantada passou de 244.912 hectares para 362.723 hectares. Nas duas safras, São Desidério responde por quase a metade deste plantio, passando de 122 mil para 174 mil

hectares plantados. A estimativa é que por hectare seja produzido o equivalente a 270 arrobas, sendo que na última safra tinha-se 253 arrobas, um aumento de 6,7% na produtividade. O município deve colher, sozinho, mais de 700 mil toneladas de algodão. BOA LOCALIZAÇÃO GEOGRÁFICA O período de colheita começou em maio e segue até julho. O clima, a boa quantidade de chuvas e a tecnologia aplicada foram fatores determinantes para o crescimento da área plantada e para o aumento da produtividade. Diante destes números, São Desidério continua no topo da produção algodoeira pelo 4º ano consecutivo. Quanto ao milho e a soja, a expectativa é que sejam colhidas 487.252 mil toneladas e 852.642 mil toneladas, respectivamente. A estimativa do PIB agrícola para 2011 é de R$3,1 bilhões. A localização geográfica de São Desidério é um fator positivo para o escoamento dos produtos. Ligado às rodovias BR 242 (São Desidério / Salvador), BR 020 (São Desidério / Brasília) e BR 135 (São Desidério / Piauí), o município, com área de 14.876 km², tem mais de três mil quilômetros de estradas vicinais. “O setor do agronegócio precisa de um apoio muito grande. Os produ-

Zito: “Já investimos mais de R$ 4 milhões no Programa de Eletrificação Rural de Alta e Baixa Tensão”

tores têm feito a parte deles, o ‘know how’ da agricultura em nosso município é muito avançado, superando a maioria dos países desenvolvidos no mundo. Para apoiar e atender a demanda logística dos produtores criamos e mantemos o Programa Permanente de Manutenção de Estradas Vicinais com pelo menos mil quilômetros de estradas reformadas anualmente e já investimos mais de R$ 4 milhões no Programa de Eletrificação Rural de Alta e Baixa Tensão”, ressalta o prefeito Zito Barbosa. AGRICULTURA FAMILIAR O Programa Lavoura Produtiva Familiar – Prolavoura, criado em 2009 e mantido pela Secretaria municipal de Agricultura, só em 2010 atendeu a mais de 1050 famílias em 44 comunidades rurais. Análise de solo, destoca, adição gratuita de calcário e gradagem são ações do programa que disponibiliza também a orientação de técnicos agrícolas. Cerca de 9.000 mil toneladas de calcário e mais de cinco mil horas/máquina foram doados aos pequenos produtores rurais. Segundo a secretaria, neste período foi registrado um crescimento na colheita do feijão gurutuba e da mandioca, fator que além de suprir o consumo próprio das famílias, ajuda a produzir excedentes para comercialização. O Prolavoura é inteiramente (Jackeline Bispo) desenvolvido com recursos próprios do município. A colheita de algodão segue até julho


GER

Exposição de Barr Reserva Grandes No Presidente da Acrioeste fala sobre as mud e o papel da instituição na organiz Com data confirmada para o período de 3 a 10 de julho, a 29ª edição da Exposição Agropecuária de Barreiras (Expobarreiras), promete uma série de novidades para o público e expositores. A principal mudança é a parceria firmada entre Prefeitura Municipal e Associação de Criadores de Gado do Oeste da Bahia (Acrioeste), que estabelece autonomia para a associação de operacionalizar todo o setor de agropecuária da feira. "Nossa idéia é profissionalizar ainda mais o evento. O fato de estarmos à frente da exposição é seguir um modelo adotado pelas principais feiras do Brasil, onde as entidades representativas ficam responsáveis pela organização", diz o presidente da Acrioeste, Ricardo Barata. Ele acrescenta que com Mª Dania Junges

Feira manterá seu calendário festivo

exceção da parte de entretenimento da feira, as demais atividades serão de responsabilidade da instituição. Para garantir o sucesso do evento a Acrioeste está contatando expositores e criadores de gado de outras cidades e até de outros estados. "Montamos uma equipe exclusiva para visitar feiras como aconteceu com a Agrishow de Ribeirão Preto (SP), em busca de empresas Barata: “Haverá leilão de gado de corte na feira”

interessadas em participar da nossa feira. Com relação a criadores, estamos confirmando importantes nomes da pecuária nacional", fala Barata que destaca ainda a realização de um leilão de gado de corte. "Há pelo menos quatro anos não era realizado um leilão de gado de corte. E sabemos que existe uma demanda reprimida, onde a procura é muito maior que a oferta. Não tenho dúvidas que este evento deve atrair criadores de outros locais", cita.


RAL

reiras ovidades Fotos: divulgação

anças da feira zação

Jusmari assinando protocolo de intenções para captação de novas indústrias

MELHOR FEIRA DE AGROPECUÁRIA DA REGIÃO

LEILÕES Além do leilão de gado de corte, outros quatro farão parte da programação oficial. De forma inédita o tradicional leilão da Fazenda Jacarezinho, em Cotegipe, será incluído no cardápio oferecido aos criadores. Serão 70 lotes de touros Nelore e 1500 bezerros. O evento abrirá o ciclo de leilões no dia 4 de julho, véspera da abertura oficial da Expobarreiras.

Para Jusmari Oliveira, prefeita do município de Barreiras, a 29ª Expobarreiras, beneficiará muito o setor de agropecuária. "Neste ano temos como meta retomar o foco da Expobarreiras, tornando-a a maior feira agropecuária da região oeste da Bahia. Reforçamos a nossa parceria com a Acrioeste e vamos expor os melhores animais da região. Tenho certeza que serão fechados excelentes negócios, com um plantel da melhor qualidade genética. Os outros setores como os de automóveis, indústria e comércio também serão impulsionados", relata a prefeita. "O município de Barrei-

ras se tornou uma capital de serviços da região graças ao agronegócio, que a feira vai ajudar ainda mais a impulsionar. A instalação de novas fábricas, a atração de mais investimentos de grande porte estão fazendo a cidade retomar a posição de cidade pólo do oeste baiano. Nosso trabalho não tem sido fácil, mas já estamos obtendo grandes resultados”, relata. “A pujança das indústrias ligadas ao agronegócio em Barreiras vai fazer com que dentro de pouco tempo tenhamos um status ainda maior, deixando de ser uma capital regional para termos ainda mais força com a criação de um novo estado", preconiza Jusmari Oliveira. Agronews

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Fotos: Divulgação

A feira se consolida como a maior da pecuária regional

CINCO LEILÕES PROMETEM MOVIMENTAR EXPOBARREIRAS 2011 Faltando pouco mais de um mês para o início da 29ª edição da EXPOBARREIRAS, a Associação dos Criadores de Gado do Oeste Baiano - Acrioeste - que este ano está à frente da organização, divulga a programação oficial dos leilões realizados durante o evento. Cinco grandes leilões estão pautados e, pelo alto nível dos animais expostos e a confirmação de pecuaristas de renome nacional, a EXPOBARREIRAS já se consolida como a maior feira da pecuária regional.

"Já esperávamos atrair criadores de outras cidades e até de outros estados porque a oferta de animais está bastante diversificada e interessante. Um dos grandes chamarizes é o leilão de gado de corte que há pelo menos quatro anos não era realizado e, especificamente neste caso, há uma demanda reprimida", diz Ricardo Barata, presidente da Acrioeste. Haverá exposição de animais premiados na feira

LEILÕES NA 29ª EXPOBARREIRAS 2011

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GERAL

Com dois quilômetros de extensão, a pista principal do Aeroporto Internacional de Luís Eduardo Magalhães deve ficar pronta até meados de junho. No local, estão sendo feitos os últimos ajustes para a pavimentação asfáltica. “O município de LEM está no mapa dos grandes produtores mundiais de commodities agrícolas, por isso todos os esforços estão sendo feitos para vencer desafios e facilitar o escoamento da produção. O Aeroporto de LEM representa um grande passo para o fortalecimento do setor e de toda a economia local”, ressalta o prefeito Humberto Santa Cruz. Após a pavimentação asfáltica, a expectativa é o andamento de serviços como a estruturação do pátio, taxiwai e jardinagem, em data a ser definida. (Ascom / LEM)

Feira movimenta economia em LEM Fotos: divulgação

Aroporto de LEM pronto em junho

Prefeito ladeado por Walter Horita, presidente da Aiba, Eduardo Salles, secretário de Agricultura do estado e o governador Jaques Wagner

“Há uma expectativa muito grande porque, a cada ano, o movimento da economia é maior, devido à Bahia Farm Show. É uma roda econômica que se move a partir desse evento: os produtores rurais expõem, as empresas de máquinas e implementos ampliam as vendas, as universidades e institutos de pesquisas apresentam as novidades tecnológicas, os hotéis lotam e os visitantes aproveitam para conhecer nossa cidade, consumir por aqui e movimentar o turismo”, é com essa expectativa positiva que o prefeito Humberto Santa Cruz aguarda a 7ª edição da Bahia Farm Show. Este ano, a Bahia Farm será realizada de 31 de maio e 4 de junho de 2011, em Luís Eduardo Magalhães. A área destinada aos estandes foi aumentada em 16%. A Pre-

feitura Municipal terá um estande especial de onde o prefeito Humberto Santa Cruz despachará e atenderá agricultores, empresários e jornalistas. Segundo o prefeito, é uma alegria para o município receber a feira. “A Bahia Farm Show é uma importante vitrine para o agronegócio do Oeste baiano. Mais que isso, é uma exposição de tecnologia para o campo. É com satisfação que somos o município sede”, afirmou. O evento tem à frente a Aiba Associação de Agricultores e Irrigantes da Bahia. No ano passado a feira movimentou R$ 316 milhões em negócios e, de acordo com Humberto Santa Cruz, esses dados positivos se refletem também na economia, gerando emprego e renda. (Ascom / LEM)

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GERAL

Prefeito nos EUA Setor agrícola apoia empenho de LEM para criação do Plano de Logística do Oeste baiano Mª Dania Junges

O produtor rural e (PE), sendo que os presidente da Aiba primeiros trechos, Associação de Agrientre os quais a Rocultores e Irrigantes da doagro, as BA’s 461 Bahia, Walter Horita, e 462, além da Esapoiou o empenho do trada Timbaúba e prefeito de Luís EduarEstrada da Soja, em do Magalhães, Humfase de ajustes finais berto Santa Cruz, com para contratação das diretores e especialisobras. tas na sede do BIRD Segundo a Aiba, Banco Mundial. O enoutro grande desafio contro foi realizado em para viabilizar os Washington recenteprojetos é a captamente. ção dos recursos ne“Iniciativas como cessários. Pelo proesta denotam a visão tocolo, as obras sevanguardista do gestor rão construídas na público. O município modalidade de PPP de Luís Eduardo Ma- Parceria Público galhães está no mapa Privada, com a pardos grandes produtoticipação dos recurres mundiais de comsos na proporção de modities agrícolas, e 50% dos governo do todas as soluções para Santa Cruz foi a Washington discutir formas de estruturação fi- estado e 50% dos nanceira para viabilizar a logística da região superar as dificuldades produtores/usuários. nas etapas produtivas devem ser buscadas”, afirma Horita. PARCERIA PREFEITO De acordo com o vice-presidenEM WASHINGTON te da Aiba, Sérgio Pitt, a logística é A Associação explica que, vide fundamental importância para o sando melhorar esta condição na A reunião do prefeito em Wasetor agrícola. Insumos (fertilizan- região oeste, foi firmado em agosto shington, neste mês, aconteceu após tes) e a própria produção, são pro- de 2009, um protocolo de intenções a visita de uma missão do BIRD a dutos com pequeno valor agrega- com o estado da Bahia e o BNB - LEM, ainda em janeiro, quando os do, onde o frete passa a ser bas- Banco do Nordeste do Brasil, com executivos americanos reuniram-se tante representativo na composição o objetivo de mobilizar esforços com lideranças do agronegócio na dos custos e na competitividade da conjuntos a realização dos estudos sede do Centro de Pesquisa e Tecatividade. técnicos para a implantação, manu- nologia do Oeste da Bahia (CPTO). . Com essa visão, a Associação tenção e operação de um grande Na reunião em Washington, o prefeiapoia os assuntos discutidos por Programa de Construção e Pavi- to também discutiu, além de formas Santa Cruz. O destaque foi o Pla- mentação de Rodovias Estaduais no de estruturação financeira para viabino de Logística de Escoamento da oeste baiano, de extensão estima- lizar o projeto logístico, uma possível Safra do oeste da Bahia, com foco da em cerca de 800km. parceria para um projeto de estrutuna inclusão da pavimentação das esOs projetos executivos estão ração de transporte urbano na cidatradas vicinais que abrangem Luís sendo elaborados pela empresa de de Luís Eduardo Magalhães. Eduardo e municípios circunvizinhos. ATP Engenharia Ltda, de Recife (Ascom / PMLEM) 58

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www.bnb.gov.br

Ninguém melhor do que um banco que é da terra para apoiar os negócios que vêm dela.

Para quem quer investir no Agronegócio, não faltam oportunidades nem o apoio do Banco do Nordeste.

Com o Banco do Nordeste, empreendedores de diversos setores têm crédito com as melhores condições do mercado. São juros mais baixos, prazos mais longos e apoio técnico para implantar, ampliar ou modernizar negócios de todos os por tes. E se o investimento for no semiárido, as condições são ainda melhores. Então, f ique atento. No Nordeste, as oportunidades estão por todos os lados.

SAC Banco do Nordeste • Ouvidoria: 0800 728 3030



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