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“Renovação e manejo de pastagens”

Cruz das Almas (BA), 29 de agosto de 2007

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“Renovação e manejo de pastagens”

Cruz das Almas (BA), 29 de agosto de 2007

SUMÁRIO 2


1- APRESENTAÇÃO 2- INTRODUÇÃO 3- JUSTIFICATIVA 4- OBJETIVO 4.1-Objetivo fins 4.2- Objetivo meios 5- MATERIAIS E MÉTODOS 6- RESULTADOS E DISCURSÕES 7- CONCLUSÃO 8- REFERÊNCIAS

1- AGRADECIMENTOS

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Primeiramente gostaria de agradecer ao nosso Deus, a minha família, pois que me deu apoio emocional e financeira para a conclusão do curso e ao Oscar Villas Boas presidente da Associação Baiana dos Criadores de Cavalo, ABCC pela oportunidade de adquirir novos conhecimentos em convívio durante o período de estagio na Fazenda Alazão. 2- APRESENTAÇÃO O presente trabalho de “Renovação e Manejo de pastagem” pelo estagiário Dalmar de Sousa Miranda graduando do ultimo semestre do curso de engenharia agronômica não medindo esforços em adquirir conhecimentos e realização das diversas atividades na propriedade “Fazenda Alazão” monitorado pelo doutor em pastagem Benedito Marques da Universidade Federal do Recôncavo da Bahia. A substituição do Brachiaria decumbens que ocupa mais da metade da área total da pastagem dividida em 20 piquetes por outras forrageiras, neste particular, o gênero Stylosanthes cultivar Campo Grande consorciada com Panicum maximum cultivar Tanzania, apresentando inconvenientes sérios como a incompatibilidade entre as espécies forrageiras Tfton e Colonião implantado em anos anterior, ocasionando perda da fertilidade do solo, pragas e doenças a exemplo da alta suscetibilidade ao ataque de cigarrinhas das pastagens por apresentar adequada produção de matéria seco e alto valor nutritivo, além de adaptação a solos ácidos e de baixa fertilidade natural ou em processo de degradação de pastagens, situações bastante comuns no recôncavo baiano em particular, nas condições tropicais, cuidados especiais com a correção da acidez do solo com o fornecimento de cálcio e de magnésio e com a carência de fósforo constituem-se recomendações usuais na fase de implantação das pastagens, enquanto que um suprimento adequado de nitrogênio, potássio e enxofre é necessário para a manutenção da produtividade das forrageiras. A área total de pastagens cultivadas no Brasil soma cerca de 100 milhões de hectares que representa o dobro da área cultivada para a produção de grãos. Estima-se que 85% dessa área seja cultivada com espécies do gênero Brachiaria e presença de plantas invasoras, determinando grande vulnerabilidae da base alimentar. Estima-se também que cerca de 80% dessas áreas apresentam algum grau de degradação principalmente devido ao modelo extrativista da atividade pecuária onde não se repõem ao solo os nutrientes extraídos, principalmente fósforo e nitrogênio. A utilização de leguminosas tem sido preconizada como forma de diversificação de pastagem, de incorporar nitrogênio biológico no sistema e minimizar a perda da capacidade produtiva dos pastos, além de melhorar o desempenho animal com uma dieta de melhor qualidade. A disponibilidade de cultivares de leguminosas é ainda pequena no Brasil, entretanto espécies do gênero Stylosanthes spp, nativa do continente americano, são amplamente utilizadas na Austrália, China e Sudeste Asiático.

3- INTRODUÇÃO

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O Brasil possui condições climáticas favoráveis ao desenvolvimento de plantas forrageiras tropicais, porém utiliza muito mal o seu potencial forrageiro, utilizando uma pecuária extrativista onde se esgota a fertilidade natural do solo originando o processo de degradação, queda na produtividade e destruição dos recursos naturais. As pastagens por constituírem há milhares de anos o alimento natural dos eqüinos, seu complexo sistema digestivo adaptou-se anatômica e fisiologicamente para sua transformação em fonte de energia, proteína e para suprir suas necessidades de todos os nutrientes. A recuperação de pastagens não pode ser entendida como uma atividade isolada, mas sim fazendo parte de um conjunto de aplicações tecnológicas, ajustando o pastoreio dos eqüinos aos hábitos de crescimento das plantas, permitindo períodos de descanso e recuperação dos pastos. Implica maior número de subdivisões da área, tantos piquetes quanto forem necessários. Os animais neste sistema andam menos, pisoteiam menos o pasto e promovem uma distribuição mais uniforme das dejeções visando o aumento de produtividade, preservar o solo, consequentemente o ambiente, e ser viável economicamente. Com o incremento da estabulação e dos esportes eqüestres, os cavalos começaram a receber uma alimentação muitas vezes incompatível com sua capacidade de digestão e conversão, resultando como conseqüência mais grave a síndrome cólica, além das diarréias, aguamento, anemia etc. A respeito da fisiologia digestiva, enquanto nos bovinos (ruminantes) a assimilação de toda a energia dos carboidratos fibrosos dos vegetais ocorre no complexo “rúmen”; enquanto a dos eqüinos (não ruminantes) é no intestino grosso (ceco funcional), local de abrigo dos microorganismos, destinados a realizar a digestão desses alimentos volumosos. Por este motivo, toma-se importante a ingestão da fração fibra, responsável pelo equilíbrio e bom funcionamento do sistema digestivo. Como a forragem é a principal fonte de fibra da alimentação eqüina, associada ao bom valor nutritivo e ao custo mais baixo, não se deve desprezá-la nos mais diversos programas alimentares A oferta de alimentos de alta qualidade, tanto de forragens quanto de suplementação concentrada, possui seus benefícios comprovados, pois garante crescimento saudável e excelente condição física dos animais. Na avaliação das espécies forrageiras para formação das pastagens para os eqüinos, devemos considerar seu hábito de pastoreio e fisiologia digestiva, que são diferentes dos outros animais herbívoros. O pastoreio dos eqüinos consiste na apreensão dos alimentos pelo lábio superior, usando os dentes para o corte da forragem, auxiliado pelos movimentos da cabeça. Nos bovinos esta apreensão é realizada pela língua que enrola a vegetação prensando-a no palato superior (céu da boca) arrancando-a com um pequeno movimento da cabeça.

4- REVISÃO DE LITERATURA

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A facilidade que o capim brachiaria e as plantas invasoras têm de adaptar-se às mais diferentes condições (solos ácidos e de baixa fertilidade, clima, etc.) também facilitam sua competição com as pastagens devido um crescimento rápido desde os estágios iniciais até o florescimento.Os frutos e sementes disseminam-se para novas áreas por meio do vento, água, animais e até mesmo o homem, causando problemas de competição direta por espaço, luz, água e nutrientes, além de outros problemas indiretos que também justificam o seu controle. Segundo VELINI (1987), a competição por espaço é de difícil quantificação e compreensão, podendo-se contudo, admiti-la quando uma determinada planta é forçada a assumir uma arquitetura que não lhe é característica. Não se encontrou nenhuma referência na literatura sobre a importância da competição por espaço. No entanto, este é o tipo de competição mais percebido pelo pecuarista, pois onde está presente uma planta daninha, a gramínea forrageira não poderá tomar o seu lugar, causando uma diminuição no número de plantas desejáveis na pastagem. Neste aspecto a planta daninha também é muito favorecida pelo pastejo seletivo. A atividade fotossintética das plantas geralmente é bastante reduzida devido ao seu sombreamento. Assim, a habilidade de uma espécie em competir pela luz normalmente está bastante correlacionada com a sua capacidade de situar suas folhas acima das folhas de outras espécies; por conseqüência, normalmente ocorre uma correlação direta entre a habilidade de uma espécie competir por luz e o seu porte (VELINI, 1987). Assim fica fácil perceber que as plantas daninhas de folhas largas apresentarão maior facilidade em competir com a pastagem devido à sua arquitetura particular. A competição por água e nutrientes depende da espécie infestante, porém, aquelas com raízes superficiais muito desenvolvidas competem com maior agressividade com a gramínea forrageira, que apresenta sistema radicular fasciculado (VICTÓRIA FILHO, 1986). A competição será maior principalmente em situações em que a disponibilidade de água é limitada. Neste caso, as plantas daninhas de folhas largas infestantes de pastagens levariam vantagem sobre o pasto devido a sua maior capacidade de remoção de água do solo (sistema radicular mais desenvolvido). A baixa fertilidade natural da maioria dos solos ocupados por pastagens, aliada à não utilização de práticas de adubação para a reposição de nutrientes, faz com que a competição por nutrientes se torne uma das mais importantes provocando uma diminuição da produção de massa verde nas pastagens (quantidade de forragem disponível), consequentemente a quantidade de animais por área deverá ser menor para não acelerar a degradação das pastagens. A competição com as plantas daninhas provoca um atraso no estabelecimento das gramíneas forrageiras, atrasando o desenvolvimento da parte aérea, do sistema radicular e reduzindo o perfilhamento. Estudo realizado por Rosa et al. ( 2001 ) mostra que o uso de herbicida para controle de plantas daninhas em reforma de pastagem proporciona um maior número de perfilhos da gramínea forrageira quando comparado a uma reforma de pastagem onde as plantas daninhas não foram controladas e competiram com o capim. Isso explica a demora de até 1 ano para a plena utilização da capacidade de suporte da pastagem. As planta daninhas constituem importantes hospedeiros alternativos de pragas, moléstias, nematóides, ácaros, plantas parasitas e outros inimigos naturais das plantas forrageiras. Com isso, permitem as presenças de populações relativamente densas de inimigos naturais das forrageiras, mesmo em épocas em que as pastagens são destruídas pelo fogo, por estiagem ou por pastejo excessivo (PITELLI, 1989). Diversas espécies de plantas daninhas apresentam espinhos e a sua presença nas pastagens, além de não permitir que os eqüinos não se alimente do capim nas suas proximidades, ainda causam ferimentos nos animais, principalmente na boca das éguas. Como exemplo destas plantas poderíamos citar algumas do gênero Solanum (joá e 6


jurubeba), a Malícia ou Dormideira (Mimosa pudica) e o Arranha-Gato (Acacia plumosa). Trabalho realizado por Yabuta F.H. et al. ( 2003 ) demostrou haver redução da disponibilidade de capim para plantas invasoras sem espinhos, mas concluiu que a indisponibilidade de capim é muito maior em pastagens infestadas com plantas invasoras que apresentam espinhos, podendo afetar uma área de até 2 meros de raio a partir do caule principal da invasora. Algumas plantas daninhas são extremamente tóxicas e a sua presença nas pastagens traz muitos problemas para os pecuaristas devido à perda de animais intoxicados. São exemplos destas plantas a Palicourea marcgravii (erva-de-rato), a Pteridium aquilinum (samambaia) e a Baccharis coridifolia (mio-mio) que podem levar a morte um animal que ingira 700 mg de material vegetativo por quilo de peso vivo (no caso da erva-derato) e 1000 mg (no caso do mio-mio) (LORENZI, 1991). A competição das plantas daninhas com as pastagens, aliado ao super-pastejo, reduz a cobertura do solo, expondo-o à erosão, o que degrada a sua fertilidade e a sua capacidade potencial de produção de forrageiras, além dos problemas ambientais decorrentes da erosão. 5- JUSTIFICATIVA O problema dos capins do gênero brachiaria devem ser evitados na formação de pastagens para eqüinos, pois algumas espécies (brachiaria decumbens) são rejeitas pelos animais. Algumas causam fotossenbilização hepatógena principalmente nas partes despigmentadas dos animais (brachiaria humidicola), além de apresentarem alto teor de oxalato, que seqüestra o cálcio tornanndo-o indisponível para o animal. A doença conhecida como “cara inchada” (hiperparatireoidismo nutricional secundário), é caracterizada por um inchaço bilateral dos ossos da face, e é causada pelo alteração da relação Ca:P. Para tentar restabelecer a quantidade de cálcio no sangue o organismo libera o PTH (hormônio da paratireóide), que mobiliza o cálcio dos ossos para a corrente sanguínea. O cálcio retirado dos ossos é substituído por um tecido cicatricial fibroso, que provoca aumento de volume dos ossos da face. Embora irreversíveis, essas lesões podem ser controladas quando detectadas. O problema das plantas invasoras está ligado diretamente à grande capacidade que estas têm para competir com a pastagem. Por exemplo: as sementes das plantas daninhas germinam desuniformemente, dificultando seu controle e permitindo a sucessão de várias gerações durante o ano. Além disso, uma vez germinadas as sementes, as plântulas das plantas daninhas crescem mais rápido que as forragens das pastagens, desenvolvendo particularmente seu sistema radicular. Isto proporciona às plantas invasoras maiores facilidades para captar água e nutrientes durante os períodos críticos e aumentar sua área foliar rapidamente. Vale também lembrar que diversas espécies de plantas invasoras produzem sementes com habilidade de dormência, que conservam sua capacidade germinativa por dezenas de anos. Por essas características originais de solo e pelo processo de degradação contínuo das pastagens, se faz necessário a utilização de corretivos e fertilizantes, no intuito de melhorar a produtividade, melhor desenvolvimento do sistema radicular da forrageira que, assim, aprofunda-se no solo e absorve água a maiores profundidades, mantendo-se verde por mais tempo. A utilização de leguminosas forrageiras como bancos de proteína em consorciação com gramínea constitui uma importante prática para a suplementação protéica de 7


eqüinos, bem como para o fornecimento de nitrogênio ao solo e plantas, por meio da fixação biológica deste nutriente por bactérias do gênero Rhizobium associadas às raízes dessas plantas diminui o custo de produção das mesmas, já que se pode eliminar ou minimizar adubações nitrogenadas, ocorrendo aumentos no ganho de peso vivo. O município tem chuvas bem distribuídas e temperaturas favoráveis ao crescimento das forrageiras em sistema consorciado dispensa complementos como o feno e silagem reduzindo custos. Obviamente as preocupações com a estética da fazenda são bem menores do que a preocupação com os danos econômicos causados pelas plantas daninhas. Entretanto, pastagens limpas ajudam a valorizar a propriedade, aumentam a produtividade e lucratividade que pastagens degradadas ou infestadas por plantas invasoras. Portanto o projeto é viável pelo baixo custo de implantação, assistência técnica de qualidade e conclusão em curto tempo. 4- OBJETIVOS 4.1- Objetivos-fins: O objetivo do projeto é o de promover a utilização da leguminosa Stylosanthes, cultivar Campo Grande existente no mercado do gênero (Stylozanthes capitata + Stylozanthes macrocephala) consorciada coma a gramínea cultivar Tanzânia do gênero Panicum maximum para aumentar a diversidade de espécies nos sistemas de pastejo rotativos para eqüinos, minimizar a degradação de pastagens, aumentar a produtividade visando a diminuição de plantas invasoras e eliminação do capim brachiaria (Brachiaria decumbens) e plantas invasoras é de grande importância na alimentação eqüina.

4.2- Objetivos-meios: Qualificação da mão de obra com treinamento na execução da metodologia em campo, desenvolvendo práticas agronômicas de irrigação e adubação para favorecer o rápido crescimento inicial e minimizar a morte de plântulas na fase de estabelecimento. Espera-se que a adoção de consorcio cultivares desse gênero nos sistemas de produção propicie maior longevidade da capacidade produtiva da pastagem pela fixação biológica de nitrogênio, menores danos ao meio ambiente como a erosão e assoreamento de rios, menor vulnerabilidade das pastagens às pragas e doenças, melhor desempenho animal em sistemas que utilizam baixo insumo, como a agricultura de base familiar ou em sistema de produção ecológica de alimentos, melhor qualidade dos produtos da exploração pecuária, e maior sustentabilidade da atividade agropecuária.

5- MATERIAIS E MÉTODOS

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O projeto foi instalado em área de pastagem nativa pertencente a propriedade Fazenda Alazão com 36 hectares dividida em piquetes rotativos com predominância da cultivar Brachiaria decumbs no município de São Gonçalo dos Campos – Bahia, distância até a capital de 112 Km, mesorregião norte baiano, microrregião Feira de Santana, clima ameno, coordenadas geográficas 12° 25' 58" S 38° 58' 01" O de clima ameno, pluviosidade 48 mm, vegetação tropical, possui solos arenosos e arenoargilosos, profundos, leve e de média fertilidade. O primeiro passo foi a avaliação da quantidade da gramínea brachiaria e plantas invasoras a serem eliminadas, percorrendo toda propriedade coletando informações referentes ao uso de um trator e implementos agrícolas, arado e grade no preparo do solo com incorporação da vegetação, correções da acidez sem amostras e analises químicas do solo utilizando 2,5 ton/há de calcário dolomítico e adubações fosfatadas com super fosfato simples com mão de obra dois trabalhadores fixos na distribuição a pelo terreno com auxilio de uma carroça de tração animal e incorporado numa profundidade de 15 cm pelos implementos agrícolas nos piquetes 1, 2 e 3; pasto A e B; cada um com características distintas de percentagem de germinação nos plantios à lanço das cultivares implantadas no inverno: com mão de obra dois trabalhadores fixos na distribuição a pelo terreno com auxilio de uma carroça de tração animal e incorporado numa profundidade de 15 cm pelos implementos agrícolas nos piquetes 1, 2 e 3; pasto A e B; cada um com características distintas e baixa percentagem de germinação apresentando pontos descobertos devido ao mal plantio à lanço distribuído nas áreas acima, uma vez que as sementes usadas para o consorcio são devidamente certificadas e de boa qualidade, mas ocorreu alta germinação de planta daninhas. Se o controle destas plantas não for realizado, a gramínea forrageira será abafada atrasando o seu desenvolvimento, principalmente do sistema radicular, além de diminuir o perfilhamento e o número de plantas forrageiras por metro quadrado. Cultivar: Estilosantes Campo Grande Espécie: Stylo. Capitat/ Stylo Macrocephala Pureza: 95,70% Germinação: 69% EMBRAPA Analise: 02/01/06 Cultivar: Tanzânia Espécie: Panicum maximum Pureza: 93,40% Germinação: 60% EMBRAPA Analise: 01/05/06

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O pasto A tem área ha, era coberto com predominância pela gramínea perene brachiaria + capim nativo + capim furão havendo a necessidade de 1 aração e 2 gradagens totalizando 3 hs de serviço de preparo de solo + 4 hs de plantio utilizando 3Kg de sementes de cultivar Estilosantes Campo Grande + 10 Kg da cultivar Tanzânia. O pasto B tem área ha, é coberto com predominância pela gramínea perene brachiaria + Tifton 85 (Cynodon SP) + capim nativo havendo a necessidade de 1aração e 2 gradagens totalizando 2 hs de serviço de preparo de solo + 4 hs de plantio utilizando 2 Kg de sementes de cultivar Estilosantes Campo Grande + 10 Kg da cultivar Tanzânia. Os piquetes 1,2,3 tem área ha, era coberto com predominância pela gramínea perene brachiaria + cultivar Transvala havendo a necessidade de 1 aração e 1 gradagem 9


totalizando 2 hs de serviço de preparo de solo + 4 hs de plantio utilizando 2 Kg de sementes de cultivar Estilosantes Campo Grande + 10 Kg da cultivar Tanzânia. O segundo passo foi a decisão e estratégia adotada em duas fases da recuperação, seguindo um cronograma de execução definindo o modo e o tempo necessário para se reformar a pastagem especificando todas atividades realizadas pelo estagiário e um trabalhador nas seguintes atividades Primeira fase - utilizou-se o controle favorecendo o consorcio do período 17 de julho até 30 de julho totalizando 104hs; Controle manual através do uso de enxadão (arranquio): Mostrou-se lento e necessita grande quantidade de mão-de-obra, tornando-se caro e problemático. Deve ser realizado antes da floração e frutificação das plantas daninhas para evitar a multiplicação das sementes e, após a realização do trabalho, deve-se vedar o pasto para a recuperação do capim. Aplicação foliar: A aplicação foi feita utilizando-se um pulverizador costal manual ou pulverizador de 20litros e herbicida na dosagem de 300ml de randaph para 19,7 litros de água limpa molhando o capim brachiaria e a planta invasora até próximo ao ponto de escorrimento. Para que a absorção do herbicida seja satisfatória, as aplicações foram feitas com temperaturas inferiores a 32° C e a umidade relativa do ar superior a 60%. Evitando-se aplicações com chuvas previstas até 4 horas após a aplicação. Aplicação no toco: as plantas resistentes às aplicações foliares ou para plantas susceptíveis que tinham um porte muito elevado exigia grande quantidade de calda para molhá-la acarretando excesso de herbicida no solo e elevação de custo adotou-se a pratica de roçar a planta daninha o mais rente ao solo possível, rachando e/ou picando o toco sempre que possível. As aplicações de herbicida via toco podem ser feitas durante todo o ano, o que permite o aproveitamento da mão-de-obra que fica ociosa nas épocas mais secas do ano. Aplicação de herbicida: A competição das plantas daninhas atrasa o estabelecimento da leguminosa e da gramínea causando uma demora de até um ano para se atingir a plena capacidade de suporte da pastagem. A planta daninha não controlada completará seu ciclo, sementeando e podendo provocar um aumento da infestação nos anos seguintes. Segunda fase - período 01 agosto até 17 de setembro totalizando 136hs. A avaliação da fertilidade do solo e a realização de análises químicas de amostras de terra, tem por finalidade determinar os níveis e ou as concentrações dos diferentes nutrientes. As amostras de terra foram retiradas com auxílio de um trado ser o mais representativas possível da área em estudo, uma vez que servirão de base para todo o planejamento das adubações de correção, de manutenção e de produção que serão efetuadas. Aplicou-se ao solo Kg de nitrogênio granulado nos pastos em dias chuva e nos piquetes 1,2,3 dependentes do sistema de irrigação. Controle cultural Para tanto podemos favorecer o consorcio ajudando a competir e dominar as plantas daninhas. PEREIRA (1990) cita alguns cuidados no controle cultural adotado: • utilizando sementes de forrageiras livres da presença de sementes de plantas daninhas no replantio de áreas descobertas. • formando pastagens com espécies e/ou variedades adaptadas às condições locais. • promovendo o pastejo rotativo. • ajustando a carga animal de acordo com a disponibilidade de forragem do pasto. 10


• mantendo os eqüinos em local restrito por 48 horas quando este vinham de pastos com plantas daninhas sementeando. • efetuando adubação de manutenção de acordo com a análise do solo e recomendações técnicas para manejo cotidiano. Aplicação para limpeza de pastagens: plantas de Assa-Peixe (Vernonia polyanthes) com 2 metros de altura ou plantas durante o estádio de florescimento, recomenda-se fazer uma roçada antes da aplicação e esperar que os rebrotes formem uma boa área foliar (normalmente 30 a 60 dias após a roçada) para então aplicar o herbicida. Este manejo de aplicação permite uma redução na quantidade de herbicida utilizado além de garantir uma aplicação durante o estádio de desenvolvimento ideal da planta daninha. Aplicação de manutenção: após o controle das plantas daninhas através do uso de herbicidas, recomenda-se adotar técnicas de manejo que evitem a reinfestação, bem como a reposição de nutrientes através de práticas de adubação. No caso da pastagem apresentar alguma reinfestação, recomenda-se realizar uma aplicação de manutenção. 6- RESULTADOS E DISCURSÕES Certamente, afirmar que a área de pastagem nativa encontra-se degradada implica relatar que o ecossistema, responsável pela produção de forragem, está em desequilíbrio, sendo constatados manejo inadequado e presença de plantas invasoras. Com relação a primeira fase os resultados foram obtidos mediante muito esforço com realização positiva em relação a eliminação do braquiaria por arranquio e plantas tóxicas aos eqüinos por capinas, além da diminuição de plantas daninhas que já estavam se alastrando e cobrindo o solo deram lugar as novas plântulas da cultivar Aruana com um bom índice de germinação devido ao sistema de irrigação implantado. Neste caso, o uso de baixas doses do herbicida foi suficiente para o controle brachiaria mas não foi para as plantas daninhas. Facilitou seu arranquio para plantios de mudas de tfton 85 nas pastagens reformadas quando se fez aplicação deste na segunda fase, aproximadamente 40 dias após a germinação das plantas daninhas de folhas largas. Ao eliminar a competição das plantas daninhas, o herbicida permite um rápido estabelecimento da pastagem que se consolidará definitivamente em menor tempo permitindo a antecipação do pastejo pelos animais. A adoção destes tipos de reforma de pastagens aumenta a perenidade dos pastos para em torno de 8 a 10 anos, desde que se faça uma adubação de manutenção.Estes procedimentos atuarão sobre a produtividade e longevidade das pastagens e tem inicio na época da sua implantação até a sua utilização ao longo dos anos. O controle químico apresentou uma série de vantagens sobre os outros métodos descritos. Foi um método rápido e necessitou menor quantidade de mão-de-obra. A utilização do herbicida, ao acabar com a competição causada pelas plantas daninhas, ajudou no aumento da produção de massa verde na pastagem, com conseqüente aumento da capacidade de suporte alimentar aos eqüinos. Após a limpeza das pastagens, é fundamental que se utilize boas práticas de manejo das pastagens para evitar a sua reinfestação e mantê-la produtiva por um longo tempo a exemplo da rotação de culturas com milheto e guandu é uma prática que pode auxiliar a recuperação do solo, propiciando seu equilíbrio orgânico, favorecendo o controle da erosão e aumentando a produtividade, interropendo o ciclo de pragas, doenças e diminuindo a infestação de plantas invasoras.

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7- CONCLUSÃO O aumento da produtividade das pastagens está diretamente ligado ao uso de corretivos e fertilizantes, principalmente dos nitrogenados. Praticamente, 90% do aumento esperado de produção da forragem ocorreu durante o período de crescimento (águas). Portanto, quando se adubou as pastagens o aproveitamento da forragem foi maximizado através de altas taxas de desenvolvimento vegetativo. Com isto somente a adubação nitrogenada proporcionando nesta forragem um grande desenvolvimento vegetativo cobrindo todo solo e não permitindo a concorrência de plantas daninhas. Em um manejo de adubação de pastagens no qual os nutrientes estejam adequadamente balanceados, a expectativa é de aumento de produção de 30 kg de MS/ha/ano por kg de N aplicado. Entretanto, não se pode esquecer que este efeito é imediato, devendo portanto, corrigir os demais nutrientes principalmente o fósforo.

8- REFERÊNCIAS LORENZI, H. Plantas daninhas do Brasil: terrrestres, aquáticas, parasitas, tóxicas e medicinais. 2. Ed., Nova Odessa, SP, Plantarum, 1991. 440 p. PEREIRA, J.R. Plantas invasoras de pastagens. Curso de pecuária leiteira. Coronel Pacheco, MG, EMBRAPA-CNPGL, 1990. 31 p. PITELLI, R.A. Ecologia de plantas invasoras em pastagens. In: Anais do Simpósio sobre Ecossistemas de Pastagens. Ed. V. Favoreto, L.R.A. Rodrigues. Jaboticabal, FUNEP, 1989. p. 69-86. ROSA,B. Influência do Herbicida nos parâmetros de crescimento “Brachiaria brizantha” CV. Marandu em reforma de pastagem. Anais 38º SBZ Encontro da Sociedade Brasileira de Zootecnia, 2001 VELINI, E.D. Matobiologia e matocompetição. In: Semana do Herbicida, 8. R. Osipe, Coord. Fund. Faculd. de Agronomia “Luiz Meneghel”, Bandeirantes, PR. 1987. p. 281304. VICTORIA FILHO, R. Controle de plantas daninhas em pastagens. In: Pastagens na Amazônia. Ed. A.M. Peixoto, J.C. de Moura e V.P. de Faria. Piracicaba, FEALQ, 1986. p. 71-90.

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Projeto renovação e manejo de pastagens