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PARADA DA COPA

Após 13 anos de espera, o triathlon nacional masculino comemorou o título no Ironman Brasil Florianópolis. O triatleta Igor Amorelli, de Balneário Camboriú, garantiu o primeiro lugar depois de 3,8 km de natação, 180,2 km de ciclismo e 42,2 km de corrida. Ele marcou o tempo de 8h07min53seg, melhor marca de um atleta nacional na história do evento, deixando em segundo lugar o goiano Santiago Ascenço, com 8h11min45seg. O espanhol Macel Zamora terminou em terceiro, 8h16min15seg. Igor somou pontos no ranking da WTC e garantiu o prêmio de 15 mil dólares pela conquista. Entre as mulheres, uma nova campeã: a canadense Sara Gross. Além do primeiro lugar, ela quebrou o recorde da prova com 8h56min34seg, nada menos que 9min18seg abaixo da marca do ano passado, da norte-americana Amanda Stevens. A segunda colocação foi da belga Sofie Goos, 9h00min19seg, enquanto Ariane Monticelli repetiu o terceiro lugar de 2011, com o tempo de 9h02min42seg. Ao todo, cerca de dois mil triatletas, de 31 países, participaram da prova, que ainda distribui 50 vagas para os atletas da Faixa Etária para a final do Mundial de Ironman, no Havaí.

NORTE

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FL RIPA

ESPORTES

JORNAL

Ironman Brasil

FLORIANÓPOLIS, JUNHO DE 2014

Hora de repensar os times para tentar salvar o ano N unca uma parada de campeonato poderia chegar em melhor momento para os representantes catarinenses nos campeonatos brasileiros das séries A e B, como agora. A paralisação das competições, por conta da realização da Copa do Mundo, poderá servir para os clubes como a salvação de toda uma temporada. Mas para isso, é preciso ser inteligente e competente nas análises a respeito do que faltou para um melhor desempenho até agora. A situação é quase idêntica para Figueirense, Criciúma, Chapecoense e Avaí. Apenas o Joinville escapa desta comparação, mesmo assim é preciso estar em alerta à recaída que teve nos últimos jogos da série B. Mas as maiores atenções se voltam para a Série A do brasileirão. Pelo menos dois catarinenses devem passar a parada da copa buscando soluções para suas campanhas. Figuierense e Chapecoense vão precisar reunir muitas forças para se afastarem da parte debaixo da tabela. Os nove jogos antes da parada da copa não trouxeram dentro de campo os resultados almejados

para Figueirense e Chapecoense. Não que ambos sonhavam com a parte de cima da tabela, mas pelo menos esperavam estar numa situação mais tranquila, sem risco tão grande de rebaixamento. A parada para a Copa do Mundo aponta para uma nova realidade em julho, quando o campeonato recomeçar. O período será de aprimorar o coletivo das equipes e principalmente tentar corrigir os equívocos cometidos. Será a vez da direção dos clubes reforçar com inteligência os elencos e dar tempo ao treinador de encontrar o esquema certo para os resultados esperados. Se os clubes não possuem confiança suficiente em suas comissões técnicas, a parada abre a possibilidade de mudanças. O que não pode é promover as mudanças que são necessárias depois que o campeonato retornar. A saída é todos se unirem e lutarem pelo mesmo objetivo. Se o destino reservar algo que não seja o traçado, que todos também termimem abraçados a competição. Jogar a toalha, jamais.

Escoteiros atuam e fazem campanha durante Ironman

Uma das maiores provas de atletismo no Brasil, o Iron Man, que aconteceu em Florianópolis, teve uma participação especial: a dos jovens de Grupos Escoteiros da cidade, que atuaram na preservação da restinga durante a competição. Ao todo, foram mais de 130 voluntários, sendo 90 escoteiros (jovens de 11 a 14 anos); 18 seniores e guias (rapazes e garotas entre 15 e 17 anos) e mais 24 adultos voluntários. Os Grupos Escoteiros participantes foram Universo, Ipê Amarelo, Antônio Carlos, do Ar Major Brigadeiro Bins Neto, do Mar Ilhas Guará e do Ar Hercílio Luz. Esta não foi a primeira vez que os escoteiros atuam no Iron Man. Em 2013, mais de 70 jovens e adultos de três Gru-

pos Escoteiros trabalharam na conscientização dos espectadores que se aglomeravam junto à restinga e, ao mesmo tempo, proteger a vegetação durante a prova de natação. Aquela foi a primeira vez que houve uma preocupação com o meio ambiente local. Uma das linhas de ação dos escoteiros foi cuidar, mais uma vez, da vegetação. Como as pessoas que assistem a largada da natação buscam lugares mais altos, que é onde está a área de vegetação de restinga, foi no entorno destes bancos de areia que os 90 jovens entre 11 e 14 anos ficaram posicionados. O trabalho iniciou no clarear do dia e durou até que os últimos competidores sairam da água e os espectadores se deslocaram para assistir

a troca de modalidade para as bikes. A segunda parte do trabalho dos jovens foi no Ponto 7 da competição, onde atuaram na distribuição de alimentos durante a prova de ciclismo. Ali foram mais 24 jovens e adultos que estiveram em contato com mais de 2 mil atletas que participaram da maior prova de Triathlon do mundo em Florianópolis. Um dos organizadores da participação dos Grupos Escoteiros, João Calçada, que atua como chefe escoteiro, lembrou da importância do Escotismo estar presente em uma atividade esportiva como essa. “Além de propiciarmos uma atividade diferente para nossos jovens, aproveitamos para conscientizar sobre a preservação da vegetação nativa e divulgamos o trabalho do Movimento Escoteiro”, aponta o voluntário que atua no Grupo Escoteiro Universo. O Escotismo é a maior ONG do mundo, com mais de 32 milhões de participantes, em 210 países. Fundado pelo britânico Robert Stephenson Smyth Baden-Powell, em 1907, é um movimento educacional, voluntariado, apartidário e sem fins lucrativos, com o objetivo de formar melhores cidadãos. No Brasil, o Escotismo tem 104 anos e mais de 88 mil membros. Em SC, são 7,5 mil jovens e adultos registrados atuando em 110 Grupos Escoteiros.

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