Revista Supermercados - Edição 195

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Editorial É

com muita satisfação que trago boas novas para o nosso segmento de autosserviço. É voz corrente que estamos vencendo, não obstante a variante Delta requerer cuidados, essa nova onda da Covid-19. A vacinação avança com celeridade em nossa população. Em Goiás, já somos pouco mais de 65% da população vacinada, com ao menos uma dose. Isso projeta um cenário de final de ano bem promissor, com ótimas perspectivas de vendas em nossas lojas. Confira uma matéria especial que preparamos sobre esse tema.

Gilberto Soares da Silva Presidente da Agos

Outro assunto que abordamos em nossa Revista Supermercados é sobre as vantagens da energia fotovoltaica. Em tempos de escassez hídrica, com aumento dos custos da energia elétrica e possibilidade de racionamento, é necessário ficarmos de olho na elevação dos custos deste item tão importante para o nosso funcionamento. Por isso é imprescindível buscarmos alternativas para impedir elevação em nossas despesas, que comprometam nossas margens. A energia fotovoltaica é um investimento de retorno garantido. E o que é melhor: em curto prazo. Também vamos tratar nessa edição sobre os cuidados que necessitamos adotar nas seções de perecíveis, que devem merecer atenção especial dos varejistas. Ao incorporar algumas soluções podemos diminuir perdas que comprometem nossas margens. Sabemos que os perecíveis levam tráfego para nossas lojas. Tratamos esse tema com a importância que ele requer. Por isso te convido para ler esta matéria que preparamos com muito carinho e que vai te auxiliar a lidar, da melhor forma possível, com essa questão. Atentos ao crescimento do segmento, vamos falar ainda sobre os produtos de beleza. O Brasil está entre os maiores mercados do mundo, disputando posições com Estados Unidos, China e Japão, que lideram esse ranking. Logo, não podemos deixar de ter uma atenção especial com esses produtos. Sabemos que o(a) brasileiro(a) considera a aparência física como importante fator para o sucesso. Não é à toa que tantas pessoas procuram investir em cosméticos. Entenda mais sobre esse assunto no texto em que abordamos esse tema. E trazemos ainda outro assunto que está ganhando cada vez mais atenção na mesa do brasileiro: o pescado. Mas será que esse segmento está explorando todo o seu potencial de crescimento? Os números asseguram que não. O incentivo ao consumo do pescado, com boas técnicas de marketing, pode contribuir para que essa proteína ganhe mais mercado e obtenha novos adeptos. Iniciativas como a 18ª Edição da Semana do Pescado, que aconteceu de 01 a 15 de setembro em todo o Brasil contribuem, com certeza, para essa popularização. Confira nossa matéria. Temas relevantes como esses que citei, entre tantos outros, você vai poder acompanhar nessa nova edição da Revista Supermercados que chega às suas mãos. Também tratamos de assuntos específicos da nossa querida Agos, como a mudança e atualização de nosso Estatuto. São questões de grande relevância para o nosso segmento. Por isso te convido a folhear e ler com muita atenção essa edição que está repleta de novidades. Uma boa leitura!

Av. C-7, No 3144, Qd. 80, Lt. Área, St. Sudoeste, CEP 74.305-080, Goiânia-GO (62) 3215-2528 / 3254-8350 secretaria@agos.com.br www.agos.com.br

PRESIDENTE Gilberto Soares da Silva VICE-PRESIDENTE Sirlei Antônio do Couto SECRETÁRIO Suail Alcântara CONSELHEIROS Fábio Mesquita Lima Ediran Carlos da Silva Walter de Paula Oliveira Valdeci Luciano da Costa Wanderson Ferreira Roney Rodrigues Fernandes José Nakamura Givaldo Ribeiro Batista Junior Ricardo Pinheiro dos Santos Júlio Penha Peres José Elias de Paula Murilo Moraes Agnaldo Moreira da Costa Jr. CONSELHO FISCAL - EFETIVOS Jaime Canêdo Nivaldo do Nascimento Araújo Fernando Viandelli Lopes CONSELHO FISCAL - SUPLENTES Ulisses Jair dos Santos Márcio Ronney Dantas de Sousa José Guilherme Schwam DELEGADO JUNTO À ABRAS Nelson Antonino Alexandrino Lima COMITÊ FEMININO Selma Messias Honório COMITÊ DE DESENVOLVIMENTO Glauskston Batista Rios

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Sumário 06

painel empresarial Para Assegurar um Natal 25% mais lucrativo: confira as dicas do especialista

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novo estatuto Agos aprova o seu novo Estatuto que prevê a descentralização de atividades

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perecíveis As seções de perecíveis aumentam o tráfego e proporcionam valor agregado

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final de ano Está se aproximando o Natal. Veja o que fazer para turbinar as suas vendas

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capa A Energia Fotovoltaica é alternativa viável para economizar na conta no final do mês

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pescado Com um bom marketing é possível aumentar o consumo de pescado. Veja como fazer

Editor • Francisco Barros Interativa Comunicação e Eventos (62) 3097-1406 / francisco@interativacomunica.com.br Publicidade • Clésida do Espírito Santo Marketing • Frederico Kessler Fotos • Agos / Shutterstock / Freepik Produção e Diagramação • Frederico Kessler

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PAINEL EMPRESARIAL

NATAL 25% MAIS LUCRATIVO Ações que você deve preparar para vender mais! A sua empresa precisa se preparar para esse final de ano, pois percebo como um potencial de se ter um dos melhores finais de ano da história.

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música que ecoa nesta época do ano não é Jingle Bells, como clássico natalino. Trocarmos por uma versão mais brasileira, com o samba “como será o amanhã? Responda quem puder. O que irá me acontecer? O meu destino será como Deus quiser - e como eu fizer”. A última frase é uma adaptação, mas desde já sugiro que mantenha o seu foco nela, pois suas ações serão determinantes para o sucesso. No que depender do mercado, as perspectivas são para lá de otimistas. Com base nos indicadores que compilamos na @consultideal, podemos esperar um Natal com vendas 25% superiores ao ano passado e faturamento melhor do que era antes da pandemia. Previsibilidade foi palavra rara nos últimos dois anos. A pandemia mudou comportamentos e impeliu de forma desafiadora novos modelos de gestão, mas, em contraponto, foi grande escola para os que dispuseram a aprender. Veja a indústria de turismo: por quase todo esse período acumulou prejuízos, foi marcada por fechamento de inúmeras agências, hotéis e empresas relacionadas. Mas agora o cenário é completamente diferente. Segundo a Associação Brasileira das Operadoras de Turismo, projetase uma recuperação com as viagens de fim e começo de ano (dezembro, janeiro e fevereiro), além de estimar que haja o retorno de pelo menos 30% do faturamento médio. Cifras tão animadoras são explicadas de forma muito simples. O cliente ficou por quase dois anos sem viajar, sem viver novas experiências positivas. Com o avanço da vacinação e boa parte da população adulta imunizada, as férias e viagens se tornaram reais (e não em casa!). Todos querem aproveitar e comemorar, porque o valor à vida nunca foi tão palpável. O mesmo raciocínio pode ser aplicado aos outros pequenos prazeres, como sair para jantar, encontrar os amigos para um vinho, café da manhã dos domingos na padaria etc. Por isso a sua empresa precisa se preparar para esse final de ano, pois percebo como um potencial de se ter um dos melhores finais de ano da história. A sensação de liberdade, ainda que comedida, provocada pela vacinação, reforça ainda mais a indulgência. As pessoas viveram com tantas limitações que agora vão buscar recompensar o “tempo perdido” de não terem encontrado com pessoas queridas e retomar a cultura do presentear, comum no final de ano. Todos querem expressar o sentimento acumulado e isso significa economia em alta!

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Por Emerson Amaral

CEO do Instituto de Desenvolvimento das Empresas de Alimentação (@consultideal)


PAINEL EMPRESARIAL

Se prepare para as dicas, mas é apenas o começo: elaborei e disponibilizarei a partir do dia 1º de outubro um ebook completo sobre as vendas de fim de ano. Você vai encontrar um material sobre a organização de encomendas, escala de horários, planejamento da produção para aproveitar a antecedência no pré-preparo de produtos, dicas de marketing e muito mais. É tudo gratuito e estará disponível no meu site www.consultideal.com.br. Além disso, vamos ter lives para te ensinar como preparar a sua loja para as vendas. Para aproveitar esse momento otimista de mercado, aposte no planejamento. Você já percebeu que estamos vivendo - e ainda há uma expectativa de viver isso com mais intensidade - a falta de matérias primas e embalagens no mercado, com índice elevado de rupturas e aumento de preços. Vale a lei da oferta e da procura, então essa escassez vai se intensificar com a proximidade do fim de ano e a demanda por esses itens. Quem se antecipar vai conseguir matéria prima e embalagens mais disputadas e com melhor preço. Os clientes já estão preocupados com maior antecedência dos encontros, mas é claro que vai haver uma preocupação também com os protocolos sanitários. Não descuide desse tópico! Se você já tem estrutura para espaços de confraternização, reforce os protocolos sanitários, pois assim seu espaço será um dos espaços utilizados para as pessoas confraternizarem com segurança. Coloque informativos com a chamada “confraternize com segurança aqui” e prepare-se para receber esse público. Há a necessidade e desejo de expressar o carinho por pessoas que estão próximas, então o consumidor vai presentear amigos e familiares. Tudo o que foi falado nos últimos anos se faz real, pois vamos vender presentes e não produtos. De acordo com sua estrutura disponível, transforme seus produtos em presentes. Use o poder do laço, pois um laço pode transformar qualquer produto gostoso em um presente inesquecível. Outro ponto de atenção é no levantamento de custos para a formação de preços adequados. Diante das altas de insumos e embalagens e do próprio custo operacional, aproveite o planejamento antecipado e apresente preços compatíveis. De nada adianta gastar toda a energia para fazer um trabalho maravilhoso e seu preço de venda não ser compatível com o custo - o que consequentemente te leva a não enxergar retorno. A sua competência precisa ser remunerada. Outro ponto é trabalhar a equipe. A escassez de mão de obra qualificada já é grande e com a proximidade do fim de ano a necessidade por esses profissionais fica ainda mais sensível. Reforce a equipe com capacitações, ensine as rotinas e processos e, principalmente, trabalhe na valorização dos profissionais competentes que você tem. Tire o foco daquelas pessoas que não são as mais habilidosas e foque em quem é bom. Para de falar de quem é ruim! Não existe um time de futebol com 11 jogadores do perfil Neymar, até porque as habilidades das pessoas são diferentes. Reconheça e enxergue na sua equipe as habilidades positivas de cada um e tenha a competência de posicioná-los onde eles podem lhe trazer resultado. Isso é ser gestor. Ainda sobre o tópico de equipe, vale ressaltar ainda a necessidade e a importância das dinâmicas de meritocracia. Sempre é importante que os profissionais sejam reconhecidos pelos seus esforços. Isso vai trazer uma equipe que vai vestir a camisa da empresa e preocupada com o cliente e suas necessidades. Não adianta nada preparar tudo e não se comunicar bem. Saiba comunicar com o cliente tudo o que você está fazendo para oferecer ao mercado e nesse momento tão importante na vida das pessoas. Não faça isso como uma imagem comercial, mas sim com o foco que você está resolvendo uma demanda

dele, para encantar as pessoas queridas, para encontrar e confraternizar com a família e os amigos. Comunique-se com o consumidor a mensagem que você está ali para entregar o que ele precisa. Tenha atenção à imagem da sua loja. Isso significa mais do que nunca reforçar os protocolos de segurança sanitária, mas também ter a loja como um ambiente agradável para as pessoas. Não precisa de grandes investimentos: um som ambiente agradável, se possível ligado ao tema de fim de ano, decorações temáticas e até seus produtos embalados de forma bonita. O seu próprio produto já é uma decoração. Com base então no planejamento, você precisa pensar também na gestão da produção, para que consiga atender a tempo e quantidade os produtos que serão ofertados. É importante ter estruturado a gestão de processos produtivos para que você não seja surpreendido com uma demanda e não tenha condições de entregar. Esse planejamento é essencial para que você faça muito com o esforço necessário, colocando a energia no lugar que é essencial. Espero que você aproveite esse momento e faça o dever de casa. O mercado não vai responder apenas pelo momento de consumo, ou seja, para a grana entrar no caixa é preciso correr atrás. A oportunidade é boa para quem está preparado! Espero-te com esse material incrível que será lançado no nosso site e desejo que tenha boas vendas!

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NOVO ESTATUTO

Novo Estatuto da Agos é Aprovado por Unanimidade O presidente da Agos, Gilberto Soares, destacou que a descentralização das atividades, com as regionais, visa tornar a associação mais forte e atuante

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o dia 15 de julho associados supermercadistas se reuniram em assembleia extraordinária para aprovar o novo estatuto da Associação Goiana de Supermercados (Agos). O presidente da entidade, Gilberto Soares, iniciou a reunião cumprimentando todos pela presença. Em seguida, antes das atividades, foi feito um minuto de silêncio em memória ao superintendente da Agos, João Bosco de Oliveira, pelos 22 anos de dedicação à entidade.

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ASSESSORIA DE IMPRENSA AGOS


NOVO ESTATUTO

A advogada Kamilla Batista, da Romanhol Advogados, apresentou as novidades e mudanças do novo documento, que prevê crescimento não apenas no Estado, como no Brasil. Um dos objetivos do projeto, que teve apoio da assessoria jurídica da Agos, por meio do advogado Reginaldo Vasconcelos, é criar regionais no Estado para dissociar as ações realizadas em Goiânia. “A descentralização das atividades, com as regionais, visa tornar a associação mais forte e atuante, com atividades que atinjam todo o Estado. Nossa meta é ser reconhecida como uma das associações mais ativas do segmento na federação”, destacou Gilberto. A aprovação do Novo Estatuto da entidade foi unânime. Posteriormente, a advogada Sandra Maya apresentou aos supermercadistas informações ligadas a Lei Geral de Proteção de Dados (LPGD). A Lei nº 13.709/2018 disciplina um conjunto de aspectos que estabelece regras sobre coleta, armazenamento, tratamento e compartilhamento de dados pessoais, inclusive nos meios digitais, com o objetivo de proteger os direitos fundamentais de liberdade e privacidade. “E quem ainda não se adequou precisa correr, pois a partir de 1º de agosto de 2021, as fiscalizações e as sanções previstas por esse marco legal passarão a ocorrer sob a ação da Autoridade Nacional de Proteção de Dados (ANPD)”, orientou a advogada.

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gôndolas Tio Jorge lança novos produtos e busca fortalecer a marca Os produtos Tio Jorge, marca de grande conhecimento do consumidor final, fortemente representada pelo arroz e pelo feijão, apresenta ao mercado as suas novidades. A CDA Alimentos, detentora da marca, está investindo em novos produtos para fortalecer cada vez mais a marca na cabeça do consumidor. Além do tradicional Arroz Tio Jorge e do feijão, a marca está lançando os novos Biscoitos Cream Cracker, Maizena, Recheados (morango e chocolate) Waffer (morango e chocolate), além das Rosquinhas de Coco. Ainda na linha Tio Jorge, chegam às prateleiras, temperos, condimentos e molhos diversos como de Pimenta, de alho entre outros. E em breve, novos itens serão lançados para agradar ainda mais o paladar de seus clientes.

Superbom anuncia repaginação de suas embalagens de mel A Superbom, marca pioneira na produção de alimentos saudáveis, anunciou novas embalagens para seus méis. Agora, elas contam com o selo do Superior Taste Award, concedido à Superbom pela International Taste Institute, premiação responsável por avaliar e certificar alimentos e bebidas, destacando produtos alimentícios de alta qualidade de empresas ao redor do mundo. A edição de 2021 do evento reconheceu o mel da empresa brasileira que, presente no mercado há mais de oito décadas, recebeu duas de três estrelas, performando com 84,6% na avaliação por parte da banca examinadora. Como forma de comemorar o feito, as embalagens produzidas a partir de junho receberam o selo que atestam sua qualidade, preferência por parte do público e distinção dos concorrentes.

Juliette estreia campanha da Super Picante da Seara Para lançar a nova linha Seara Super Picante, a Seara mais uma vez surpreende o público e convida Juliette Freire para ser a estrela da campanha da edição limitada, que será exibida a partir do dia 10 de setembro em todo o país. Em tom divertido, os filmes de 30 e 15 segundos apresentam a novidade ao consumidor e evidenciam a espontaneidade de Juliette. O primeiro mostra a paraibana gravando um comercial para Seara e experimentando um pedaço de pizza da nova linha. Ao ter que refazer uma cena, precisa comer novamente. Ela gosta tanto do toque apimentado que começa a brincar com a pronúncia dos nomes das pimentas, propositalmente, para continuar saboreando os pratos da linha.

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EFEITOS DA PANDEMIA

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pandemia de Covid-19 impactou a renda dos brasileiros. Mesmo com a prorrogação do auxílio emergencial, a quantidade das pessoas que receberam o benefício foi menor, assim como o valor, o que não trouxe um impacto positivo no consumo no último ano. E ainda que a taxa de desemprego esteja estável, 17% dos lares brasileiros contam com ao menos uma pessoa que perdeu o trabalho após o início da pandemia, segundo o estudo LinkQ Covid da Kantar. Dentro desse universo, 80% são lares da classe CDE. Quando o assunto é alimentação, as refeições voltaram ao básico, muito impactadas pelos aumentos de preços vistos nos últimos períodos. Só no primeiro semestre deste ano, o preço médio pago pelos consumidores subiu 11,8%. Sendo assim, pratos como arroz, feijão e bife ou filé com salada foram as opções de escolha dos consumidores entre os que mais cresceram ocasiões de consumo no almoço e jantar dentro de casa.

Alimentos básicos retomam seu espaço nas refeições caseiras por conta da inflação Análise da Kantar aponta que arroz e feijão foram os pratos campeões de consumo no segundo trimestre de 2021

Em contrapartida, a tendência do “preparo mais elaborado” desacelerou fortemente. Houve queda da busca pela farinha de trigo, que vinha se destacando nos últimos estudos e agora perdeu mais de 2,3 milhões de lares compradores. Como resultado, menos bolos (-11,7%) e pães (-9,8%) sendo preparados em casa. De acordo com o Consumer Insights, os brasileiros estão procurando categorias mais práticas e convenientes, como batatas congeladas e empanados, que se destacam em todas as classes sociais. Mas outra necessidade que volta a se destacar é a preocupação com a nutrição e saudabilidade. Em todas as refeições - café da manhã, almoço, lanches e jantar há um aumento da busca por saudabilidade. O estudo mostra que os consumidores mais maduros estão atentos à dieta (26,7%), enquanto lares com mais crianças e adolescentes focam a preocupação na nutrição (9,1%).

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PERECÍVEIS

PERECÍVEIS

Redobrar Cuidados Para Assegurar Lucros Certos As seções de perecíveis contribuem para aumentar o tráfego nas lojas e proporcionam alto valor agregado

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s produtos perecíveis devem merecer atenção especial do varejista, não apenas por suas características específicas e cuidados especiais, mas também porque são geradores de tráfego em lojas de todos os tamanhos. Eles são os mais procurados para alimentação e, quase sempre, carro-chefe do supermercado. As seções de perecíveis, por tais razões, demandam reposição e compras mais frequentes e mão de obra especializada para seu transporte, manuseio e, ainda, atendimento ao público. Não resta dúvida: existe um alto custo nessa operação. No entanto, quando as seções de perecíveis são bem administradas, contribuem para aumentar o tráfego na loja e proporcionar alto valor agregado para os produtos comercializados. O resultado dessa equação é bastante promissor: proporciona margens atraentes para o varejista. Trata-se de uma questão de saber fazer o investimento de maneira correta. Um item fundamental quando se trata de perecíveis é a boa gestão das quebras. O que o varejista deve fazer nesse caso? Elas devem ser computadas no custo da operação. Ou seja, isso deve estar previsto na política de prevenção de perdas. É isso que vai assegurar que se obtenha uma boa rentabilidade nessa área, uma vez que uma quebra excessivamente alta compromete a rentabilidade do varejista.

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PERECÍVEIS

Outro ponto fundamental: o treinamento e qualificação da mão de obra. Sabe-se que a maioria das perdas, no caso de hortifrútis, decorre da manipulação inadequada. A especialização é de suma importância no contato desse profissional na seção de frios. Além do atendimento de qualidade ser um diferencial na prestação de serviço, o preparo para operar os equipamentos e manusear os alimentos são imprescindíveis para preservar as suas características originais. Deve-se atentar, ainda, para os cuidados no controle de estoque. Ou seja, ficar vigilante aos processos, manipulação e acondicionamento dos produtos alimentícios. Isso implica em manter um bom nível de atenção no que se refere ao controle de estoque dos perecíveis. E claro que não se pode desconhecer a preocupação, em se tratando de estoque, da questão referente ao prazo de validade dos produtos. O controle do prazo de validade deve ser observado de acordo com o lote e o tipo de produto, seja ele carne, laticínio, enlatado, refrigerante, entre outros. A validade de cada item deve ser acompanhada com muita atenção. “Como é impossível fazer esse tipo de gestão de maneira manual, tendo em vista o grande volume de itens, é primordial que se tenha um sistema que tome conta de tudo de maneira eficiente. Afinal, é preciso conseguir rastrear cada lote e colocá-lo à venda antes que seja tarde demais”, adverte Nilo Meinchein, diretor comercial da Consistem, especializada nesse ramo. Nilo argumenta que “com um giro de vendas normalmente mais rápido do que outros tipos de produtos, os produtos perecíveis, como alimentos e bebidas, exigem uma gestão mais detalhista e profissional”. Por isso, conclui, “na hora de fazer o controle desses estoques, as empresas não podem abrir mão de soluções e rotinas de trabalho que reduzam riscos aos seus investimentos e também à saúde dos consumidores”.

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COMO CONSERVAR OS ALIMENTOS POR MAIS TEMPO? Acondicionar alimentos corretamente aumenta sua durabilidade e faz bem para o bolso

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limentos assados, cozidos e fritos podem ser congelados. É preciso refrigerar as sobras das refeições em pequenas porções individuais. Além disso, é relevante escolher o recipiente correto, já que as embalagens adequadas influenciam na durabilidade dos produtos. A diretora de Comércio Exterior e Marketing da Alpfilm, Alessandra Zambaldi, comenta que para congelar alimentos o mais indicado é utilizar sacos plásticos herméticos que impedem a entrada de ar e previnem a contaminação por fungos e bactérias. “Um fator determinante para garantir maior durabilidade dos alimentos na geladeira é escolher adequadamente os recipientes que serão utilizados. O ideal é fazer uso de recipientes para conservar o alimento e vedar com tampa ou caso não houver, com embalagens plásticas, como o plástico filme PVC Alpfilm Protect, material com micropartículas de prata com propriedade bactericida e fungicida. Assim, além de não ocorrer absorção de umidade, a embalagem também impedirá a entrada de bactérias e fungos. A proteção é ainda mais relevante por conta da pandemia em que estamos vivendo, pois este produto também possui capacidade de inativar o novo coronavírus”, informa a diretora. Além disso, o uso de etiquetas nas embalagens facilita a diferenciação dos alimentos. A identificação traz maior praticidade na hora de retirar o alimento do congelador. A diretora indica que seja anotado o prazo de validade para certificar-se de consumi-lo em bom estado. Outra dica: apesar do que muitas pessoas acreditam, não é necessário esperar que o alimento esfrie para inserir no congelador. “Esperar a comida esfriar para congelá-la pode reduzir o tempo consumo e isso acontece porque, quando em temperatura ambiente, o alimento fica mais exposto à contaminação por fungos e bactérias. Por isso, o ideal é não aguardar mais que duas horas para levar o prato ao freezer”, explica. Recongelar o alimento também não é indicado: depois de descongelar um alimento, não o leve de volta ao freezer. A diretora afirma que quando em contato com o ar em temperatura ambiente, o nível de proliferação de micro-organismos aumenta. Desse modo, quando recongelada, a comida possuirá uma carga microbiana muito maior, podendo causar intoxicações alimentares após o consumo.


ANUFOOD BRAZIL 2022

São Paulo sediará 1º Congresso Nacional de Supermercados de bairro e vizinhança O congresso acontecerá durante a 3ª edição da ANUFOOD, que será realizada entre os dias 12 e 14 de abril de 2022, no São Paulo Expo

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salto do setor de mercados de bairro ou vizinhança foi destaque em pesquisas recentes divulgadas pela consultoria Nielsen. No primeiro trimestre de 2021 os mercados de bairro, que não pertencem a grandes redes varejistas, cresceram 21,2% em valor e 9,4% em volume na comparação com o mesmo período de 2020.

prepara, em parceria com a feira ANUFOOD Brazil 2022 da alemã Koelnmesse, líder mundial na organização de feiras para o setor de alimentos e bebidas, o 1º Congresso Nacional de Supermercados de Vizinhança. O congresso acontecerá durante a 3ª edição da feira, que será realizada entre os dias 12 e 14 de abril de 2022, no São Paulo Expo.

“O supermercado cresce organicamente como produto do trabalho, mas chega um momento em que tem que se profissionalizar”, afirma Fabiano Polese, especialista em marketing para pequenos e médios negócios, e diretor da Expo Supermercados, evento de negócios especializado neste nicho, fundado há 21 anos em Porto Alegre.

“No Brasil, o segmento de supermercados de bairro e vizinhança representa um canal importante e estratégico para as indústrias de alimentos e bebidas. Durante a pandemia, vimos um crescimento ainda maior no volume de vendas desse canal devido à familiaridade e proximidade com o consumidor final para atender suas necessidades. Além disso, esse canal tem um papel primordial na cadeia de abastecimento do País. Por essas razões ficamos muito felizes com a parceria com a Expo Supermercados e com os projetos especiais que serão realizados na feira”, destaca Michael Fine, gerente da ANUFOOD Brazil.

Formado em administração e com pós-graduação em Marketing Estratégico pela PUC-RS, Polese tem acompanhado de perto a evolução destes supermercados que, em sua maioria, são empresas familiares. Ao longo do último ano, com o impacto da pandemia nos hábitos de consumo, Polese diz que os supermercadistas de vizinhança registraram o aumento de caixa, viram o potencial de expansão e perceberam a necessidade de se profissionalizar. O executivo observou um desempenho melhor entre os comerciantes que estavam mais organizados, que tinham mais informações sobre gestão, sobre as tendências do mercado, e as aplicavam. “Os que estavam estruturados, cresceram”, afirma. Para atender essa necessidade de profissionalização, que tem se tornado urgente com a pandemia, a Expo Supermercados

Durante os três dias da feira, a Expo Supermercados apresentará, pela primeira vez em São Paulo, um Supermercado Modelo em uma área dedicada de 150m2, com tecnologias, soluções e equipamentos de última geração, oferecendo uma experiência inovadora, que servirá também como um ponto de encontro, com muitas oportunidades de conhecimento e networking, para todos os profissionais do segmento de supermercados de bairro e vizinhança. Mais informações: https://www.anuga.com/trade-fair/anuga/industry-sectors/

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FINAL DE ANO

Natal e Final de Ano PREPARE-SE PARA VENDER MAIS Confira dicas essenciais para você preparar o seu negócio para essa data sazonal que deve ser a de maior faturamento em 2021

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FINAL DE ANO

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grande momento das vendas no varejo está chegando. Todos esperam com ansiedade esse período especial: Natal e Ano Novo. A questão a ser respondida: será que você está se preparando adequadamente para tirar o melhor proveito dessas vendas? Esta pergunta deve ser respondida de maneira objetiva e por isso mesmo não pode sair da mente do varejista. Pensando nisso, a Revista Supermercados preparou dicas essenciais para você não ser pego de surpreso e preparar o seu negócio para aproveitar esse momento. Vamos nessa? As vendas de Natal e Ano Novo representam aquele período em que todo varejista pretende fechar com chave de ouro o seu caixa. Em outras palavras: com saldo positivo. E nesse ano de 2021, quando a economia não se comportou de acordo com as expectativas dos mercados, é ainda mais crucial que nada saia do controle. E, por isso mesmo, pode até parecer óbvio, mas nunca é demais reforçar: para que as vendas aconteçam e o lucro apareça é necessário apostar no tripé: preparação, organização e estratégias (muito bem focadas).

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FINAL DE ANO

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FINAL DE ANO

A preparação está associada aos pedidos que você vai fazer para os seus fornecedores, que devem ser antecipados, pois nessa época do ano eles (como você sabe) aumentam exponencialmente. Não perca o time. Antecipe seus pedidos. Busque entender o comportamento do consumidor, que possui grande volatilidade, para saber identificar as principais tendências para as compras deste Natal. E desenvolva, também com antecedência, as principais ações promocionais que você pretende colocar em prática para explorar o espírito do Natal e, também, as vendas pósNatal e Ano Novo. Segundo os especialistas do Sebrae: “O natal é um dos eventos mais lucrativos do ano, uma celebração global que sempre trouxe grandes resultados de vendas para a maioria das empresas. A data, que acalenta o coração de muita gente, é a mais esperada do ano pelo comércio, pois as pessoas estão mais dispostas a gastar com presentes e lembrancinhas para os entes queridos. Mesmo com a situação financeira de diversas famílias abalada neste ano devido à pandemia do Coronavírus, estima-se que será ainda a data sazonal com mais venda no ano”. Uma coisa é certa: quem chega primeiro bebe da água limpa. Nesse período em que a concorrência está muito acirrada, os preços estão subindo, a renda das famílias está comprimida, é necessário adotar estratégias criativas para serem incorporadas ao planejamento da sua loja. Pensando nisso, confira ao lado as dicas dos especialistas do Sebrae para auxiliar nas suas vendas de Natal e Ano Novo.

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CAPA

Além de ações voluntárias para reduzir consumo, empresas também apostam na geração própria de energia.

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energia elétrica está pesando cada vez mais no bolso do pequeno empreendedor. O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo 15 (IPCA-15) passou por uma série de altas e subiu 0,89% em agosto frente a julho, o maior resultado para um mês de agosto desde 2002. Apenas neste ano, o indicador teve alta de 5,81% e, no período de 12 meses, de 9,30%. Para o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), esse resultado é proveniente da alta de 5% da energia elétrica, que exerceu a maior pressão na elevação do índice. Por conta da elevação, a eletricidade já vem sendo considerada a vilã dos custos em 2021. Além de ter ficado mais cara do que o esperado por economistas, há perspectiva de que a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) possa dobrar a taxa extra na conta de luz em setembro, de forma a bancar medidas contra o racionamento de energia elétrica. Novos cálculos internos do governo apontam para a necessidade de que a bandeira vermelha nível 2, hoje em R$ 9,49 a cada 100 quilowatts-hora (kWh), seja elevada para algo entre R$ 15,00 e R$ 20,00.

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Fonte: Site do Sebrae-SC


CAPA

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2022: preço pode mais que dobrar

E se a crise hídrica já deixou a conta de luz 7% mais cara em 2021, devido à taxa adicional pelo uso de termelétricas, a tendência para o próximo ano é de valores ainda mais altos. Cálculos preliminares da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) apontam que as tarifas podem subir, em média, 16,68% em 2022. Entre os principais fatores para a alta das tarifas estão encargos setoriais, despesas com compra e transporte de energia, efeitos do IGP-M (pois muitas distribuidoras têm contratos atrelados a esse índice de preços) e câmbio. Apesar do cenário, a Aneel está buscando meios de conter altas maiores, e aprovou um pacote de medidas para frear os reajustes – e estuda fazer o mesmo em 2022. São exemplos dessas ações o abatimento de créditos tributários cobrados de forma indevida dos consumidores, o adiamento do pagamento de indenizações às transmissoras e de remuneração das distribuidoras e o uso de recursos que seriam destinados a programas de pesquisa e desenvolvimento (P&D) e de eficiência energética.

Regras para redução voluntária

A fim de reduzir a pressão sobre o Sistema Interligado Nacional (SIN) de energia elétrica, o Ministério de Minas e Energia (MME) publicou a portaria 22/2021, no dia 23 de agosto, que define as diretrizes para apresentação de ofertas de Redução Voluntária de Demanda de Energia Elétrica (RVD). A ideia é permitir que o setor industrial e grandes consumidores reduzam voluntariamente a demanda de energia elétrica nos momentos de alto consumo. Poderão participar da oferta de RVD os consumidores livres, os agentes agregadores, os consumidores modelados sob agentes varejistas e os denominados consumidores parcialmente livres, o que será submetido à análise do Comitê de Monitoramento do Setor Elétrico (CMSE) para manifestação, conforme diretrizes estabelecidas no normativo.

Energia solar é alternativa

Frente à alta nos preços da energia elétrica, a geração de energia solar vem se mostrando uma boa alternativa para muitas empresas que buscam reduzir custos. Com a demanda crescente, o Brasil atingiu uma marca histórica na capacidade instalada dessa modalidade. Assim, o país se consolidou como o 14º com maior potência de geração desse tipo de energia no planeta, ultrapassando a marca de 10 gigawatts (GW) de potência operacional da fonte solar fotovoltaica. Toda essa energia é gerada em usinas de grande porte e em pequenos e médios sistemas instalados em telhados, fachadas e terrenos, segundo a Associação Brasileira de Energia Solar Fotovoltaica (Absolar). Além de diversificar o suprimento de energia elétrica no país, a geração de energia solar reduz a pressão sobre os recursos hídricos. De acordo com a Absolar, a fonte solar já trouxe ao Brasil mais de R$ 52,7 bilhões em novos investimentos desde 2012 e corresponde a 1,7% da matriz elétrica brasileira.

Marco legal: gerar energia própria

Apesar do avanço na geração própria de energia, como é o caso da energia solar, ainda não existe um conjunto definido de regras que regulamentem essa atividade. No dia 18 de agosto, a Câmara dos Deputados aprovou um projeto que estabelece um marco legal, proposta que agora segue para o Senado. O texto cria um período de transição para a cobrança de encargos e tarifas sobre esse sistema. Hoje, micro e minigeradores não pagam tarifas por distribuição – o projeto mantém essa garantia até 2045. Atualmente, a Aneel regula a geração própria de energia por meio de resoluções, o que gera insegurança jurídica. Por isso, parlamentares favoráveis ao texto dizem que o projeto deve levar mais segurança ao setor.

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Energia Fotovoltaica

investimento Assegura Retorno em Curto Prazo Especialistas ouvidos pela Revista Supermercados destacam as vantagens de investir nesse sistema Quais os principais benefícios da energia fotovoltaica para os supermercadistas? Vale a pena o supermercadista investir em energia fotovoltaica? Para responder estas questões a Revista Supermercados ouviu especialistas que discorreram sobre as vantagens desse sistema e os ganhos que eles podem proporcionar para os lojistas que investirem na energia fotovoltaica. O Gerente em energia solar da DCCO, Paulo Henrique Ferreira Campos, assegura que o principal benefício da energia fotovoltaica - nome correto do sistema -, é a economia no valor da conta de energia; o consumidor que passa a utilizar o sistema solar está muito menos sujeito às variações no preço da energia elétrica e, consequentemente, na conta no fim do mês. Para os supermercados já é uma vantagem e tanto. Segundo o especialista, os supermercados são privilegiados quando se trata do uso de energia fotovoltaica, porque dispõem de grande espaço nos telhados, local ideal para captar a luz solar que gera a energia e alimenta os freezers, lâmpadas; quase 100% dos gastos com energia elétrica, de um supermercado de médio porte, podem ser substituídos por energia fotovoltaica. Além disso, as lojas normalmente já têm uma fiação/rede que comporta a mudança. Paulo Henrique explica que, em princípio, o gasto com a estrutura da instalação até o funcionamento não é muito barato. No entanto, o investimento se paga em três ou quatro anos. Ou seja, para um supermercado que gasta R$ 30 mil mensais com energia elétrica, a fatura mensal passa a ser de R$ 6 mil (um quinto do valor). Já Paulo Henrique Ferreira da DCCO

Júlio Farias da JR Solar


CAPA

durabilidade dos equipamentos. “As fábricas dão garantia de 10 anos e nós, pela empresa, damos a garantia de 25 anos, sendo que com 25 anos de uso as placas devem estar gerando até 85% da sua capacidade. Então mais que se paga”, argumenta. Para gastar menos energia, orienta Paulo Henrique, seja qual for a modalidade utilizada, o supermercadista precisa fazer uma análise da conta de energia e verificar se a demanda está de acordo com o consumo. Após isso, fazer uma análise da rede elétrica da edificação e dos equipamentos utilizados na sua loja para verificar se não há nenhum gargalo como, por exemplo, um freezer mais antigo que gasta demais e necessita de substituição. O proprietário da Solar Jr, Júlio Rodrigues de Farias, comenta que o uso da energia fotovoltaica se tornou quase indispensável, tanto para diminuir drasticamente os gastos com energia elétrica quanto para se apresentar como uma solução em caso de racionamento. “Fora isso não tem investimento, hoje, que se pague tão rápido”, assegurou.

Exemplo da energia fotovoltaica no Supermercado Econômico, em Damolândia.

um supermercado de grande porte é possível economizar entre 50% a 70% do valor gasto com energia elétrica. O gerente da DCCO afirma que hoje as linhas de financiamento para esse fim estão atrativas e que a empresa faz a conexão direta entre o cliente, seja no Banco do Brasil ou do FCO. REVISTA_PROWATT1.pdf 10/09/2021 16:46:03 fotovoltaica interessante é a Outro fator que1 torna a energia

Por que investir em Energia Solar?

RETORNO DO INVESTIMENTO

Embora reconheça que os equipamentos exigem constante manutenção, Júlio observa que o processo não é muito complicado. Segundo ele, painéis sujos produzem até 20% de energia. Mas isso não afeta em nada o crescimento do setor que cada vez mais tem se popularizado. O especialista informa que de 2012 para cá o segmento cresceu a olhos vistos. E exemplifica: sua empresa com dois anos de funcionamento faturou, apenas no primeiro semestre de 2021, mais de R$ 1 milhão. “Estamos crescendo junto com o mercado aqui em Goiás e a nossa expectativa é muito grande”, finalizou.

PROTEÇÃO CONTRA BANDEIRAS TARIFÁRIAS E TUSD

Tendo por base outros investimentos praticados no mercado, o retorno financeiro de um sistema solar é rápido, normalmente gira em torno de 3 a 5 anos. Além disso, um sistema fotovoltaico tem vida útil média de 25 anos, ou seja, considerando um retorno sobre o capital investido em 5 anos, o sistema continuará gerando economia por pelo menos 20 anos.

A crise hídrica vivenciada pela população brasileira trouxe um aumento sem precedentes na conta de energia, em virtude da adoção da bandeira vermelha patamar dois e, recentemente, a bandeira escassez hídrica. No entanto, com a instalação de um sistema fotovoltaico, você ficará blindado e não será atingido por esses aumentos tarifários. No que diz respeito à Lei sobre cobranças de encargos e tarifas do uso do sistema de distribuição (TUSD), há fortes indícios de que o governo irá beneficiar as pessoas que aderirem ao sistema solar antes da promulgação da referida lei. Portanto, adquirir um sistema fotovoltaico o quanto antes, poderá ser sinônimo de benefícios tarifários.

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PRODUTOS DE BELEZA

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PRODUTOS DE BELEZA

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Brasil é o quarto maior mercado de beleza e cuidados pessoais do mundo. A informação é de uma pesquisa da Euromonitor International. Fica atrás apenas dos Estados Unidos, China e Japão. E na categoria fragrância, o país está em segundo lugar – perde apenas para os EUA. Para o varejista que deseja fazer bons negócios nesse segmento, é impossível ignorar um mercado tão pujante e promissor. Outra pesquisa recente apontou, ainda, que 61% dos brasileiros consideram a aparência física como o fator mais importante para o sucesso. Não é à toa que o Brasil apresenta um forte crescimento em vendas nesse segmento. O ranking não deixa margem a dúvidas: somos líderes mundiais em desodorantes e segundo colocados em produtos infantis, masculino, higiene oral, protetor solar, perfumaria e banho. E mais: terceiro em produtos para cabelos e cosméticos. Como fazer, então, para transformar esses números em vendas na minha loja? É necessário adotar algumas estratégias. A primeira delas: conheça profundamente o perfil do seu cliente. Se ainda não sabe, faça uma pesquisa para entende-lo. A partir disso você saberá qual o produto que ele deseja, como divulgar e como atende-lo de forma satisfatória. Procure saber: vou vender mais para homem ou para mulher? Qual a faixa etária? Qual a faixa de renda? Qual o nível educacional? No caso dos cosméticos, os especialistas em vendas orientam que se devem oferecer produtos e marcas para todos os públicos: feminino, infantil e masculino. Não pode faltar na gôndola produtos para cabelo e barba. Para o público feminino, não esqueça dos esmaltes, que são campeões de preferência e de vendas. O mais indicado é que as marcas sejam variadas, para atender um leque amplo de consumidores.

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PRODUTOS DE BELEZA

Produtos Orgânicos Uma tendência que está ganhando força junto aos consumidores que não pode ser desprezada é a dos produtos orgânicos e antialergênicos. Eles atendem pessoas alérgicas e com sensibilidade a cosméticos. Os produtos dessa linha são à base de óleos essenciais naturais e ervas aromáticas. E uma outra coisa: evitam utilizar animais nos testes de produção. Trata-se de um nicho que tende a se ampliar e ganhar novos adeptos. Na divulgação, reforce que a sua loja trabalha com produtos de procedência e de qualidade comprovadas. E por fim, invista em treinamento de pessoal. Já imaginou um profissional versado em estética e maquiagem? Ele/ela vai atrair e fisgar o cliente. Mais que isso: cativá-lo. Atuará como consultor e demonstrador dos produtos. Fará aplicações de acordo com os tipos de pele de cada cliente. Será um grande diferencial. O resultado, claro, você perceberá no seu caixa e nos lucros.

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PESCADO

Com Marketing é Possível Estimular o Consumo do Pescado O Brasil é um país com condições naturais extremamente favoráveis à produção, ao cultivo e ao consumo dos pescados

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xiste quase que um consenso a respeito da saudabilidade do pescado, num momento em que as pessoas estão se voltando cada vez mais para essa tendência de consumo. Agregado a isso, de acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o brasileiro consome apenas 9,5 kg de peixe por ano, o que está bem abaixo do que recomenda a Organização das Nações Unidas para Agricultura (FAO), que é um consumo de 12 kg por habitante/ano. A conclusão lógica: o segmento de pescado tem um grande espaço para crescer. O que fazer? Quem respondeu com propriedade a esta formulação foi o Diretor Executivo da Associação Nacional de Restaurantes (ANR), Alberto Lyra. Em artigo assinado na página da Sea Food Brasil, na internet, Lyra argumentou que “a piscicultura brasileira ainda tem um extenso potencial para ser explorado”. E acrescentou: “Ainda mais em um País com condições naturais extremamente favoráveis à produção, ao cultivo e ao consumo dos pescados”. O dirigente defendeu com muita convicção que falta para o setor apostar numa estratégica: o marketing. Lyra explicou que: “O Marketing, assim como em outros segmentos, é essencial para mostrar as ações em curso, ressaltar os benefícios do pescado, e educar o mercado de maneira geral sobre as boas práticas na produção, sobre novas políticas implementadas e outros tantos temas relacionados”. Ele citou como exemplo de marketing bem feito a Semana do Pescado (antiga Semana do Peixe), evento que chegou a sua 18ª. Edição neste ano de 2021 (veja matéria em anexo). Ele explicou que a Semana propiciou grande espaço na mídia e, com isso, permitiu “fomentar o mercado”. Outra ideia que surgiu foi a campanha “Coma Mais Peixe”, idealizada pela Peixe BR, em 2019. O mote foi o de garantir maior envolvimento da cadeia produtiva nacional. Lyra argumentou que a campanha não pode ficar presa exclusivamente ao marketing, mas deve avançar para um caráter educativo: “ sempre lembrando sobre a importância de atestar e monitorar a procedência do pescado, de respeitar os períodos de defeso, definidos pelo Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), e também, informar a respeito dos requisitos para efetuar uma pesca segura e dentro das normas estabelecidas. Isso tudo amplia a oferta de informação sobre a proteína para os compradores e para o consumidor final”. A produção brasileira de peixes de cultivo está em crescimento constante. Na média dos últimos 20 anos, supera – com folga – o avanço das demais proteínas animais (aves, suínos e bovinos). Mas claramente há um longo caminho a percorrer. Segundo levantamento da Associação Brasileira da Piscicultura (Peixe BR), em 2000 o país produzia menos de 200 mil toneladas de tilápia, peixes nativos e outras espécies e não participava do mercado internacional. “Em 20 anos, o Brasil será o maior produtor mundial de peixes de cultivo, com a liderança da tilápia”, diz Francisco Medeiros, presidente da Associação Brasileira

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PESCADO

Semana do Pescado incentiva consumo em todo o País

da Piscicultura (Peixe BR). “A hora de atrair investimentos é agora”, complementa. Quem está sentindo o avanço do consumo com as ações promocionais é o empresário Leandro César Francisco, diretor da Friocenter Pescados, de Goiânia, que atua como distribuidora para supermercados, peixarias e restaurantes. Leandro elogia a realização da 18º Edição da Semana do Pescado. Ele estima que em função dessa atividade deverá alcançar 35% de crescimento nas vendas. E já se prepara para outra atividade: o Festival Nacional Tambaqui da Amazônia, que também promete aquecer as vendas do produto.

A 18ª Semana do Pescado, evento que aconteceu de 1º a 15 de setembro, teve o objetivo de incentivar o consumo de pescado em todo o Brasil.Além de reunir a cadeia produtiva para fomentar e desenvolver o consumo de pescado no varejo e food service brasileiro, a campanha focou em consolidar uma época de grande consumo de pescado e instituir uma cultura duradoura de consumo de peixes e frutos do mar no Brasil. Segundo o presidente da Comissão Nacional de Aquicultura da CNA, Eduardo Ono, tratou-se de uma ação massiva de divulgação – que envolveu promoções e eventos gastronômicos – para fomentar o aumento e a diversidade do consumo. Além do grande varejo, participaram da campanha as redes de restaurantes, peixarias e até feiras.

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ARTIGO

Prevenção de perdas para além dos estoques: como reduzir os prejuízos? As perdas de estoque devem ser avaliadas em um contexto amplo e de geração efetiva de valor para a organização, refletida principalmente em aumento da rentabilidade

Por Rodrigo Castro

Diretor de BPI (Business Performance & Innovation) da ICTS Protiviti, empresa especializada em soluções para gestão de riscos, compliance, auditoria interna, investigação, proteção e privacidade de dados

A

s perdas de estoque no varejo brasileiro representaram, em 2020, cerca de 1,33% do faturamento bruto, ou seja, aproximadamente R$ 23,26 bilhões a menos na rentabilidade para as empresas, de acordo com 4ª Pesquisa Abrappe de Perdas no Varejo Brasileiro, realizada em parceria com a consultoria EY. Esses dados podem ser divididos entre quebras operacionais e perda desconhecida. As operacionais representam aproximadamente 30% do total das quebras, enquanto os outros 70% referem-se a perdas desconhecidas, estratificadas em algumas causas hipotéticas, já que o resultado decorre da diferença de inventário, no qual não se tem a precisão da causa. Porém, há outro indicador importante que deve ser monitorado e tratado pelas estruturas de prevenção de perdas: as rebaixas de preço e descontos em caixa, que, em resumo, são ferramentas utilizadas pelo varejista para gerar maior atração e demanda para itens por meio da redução dos preços. Existe uma série de motivos que podem disparar a rebaixa dos preços e, dentre eles, está a alta quebra operacional de alguns produtos pelo descompasso entre a oferta e demanda, por exemplo. Ou seja, produto parado estraga, é jogado fora e, para evitar, aplica-se desconto para forçar a venda. Logo, em um ambiente pressionado por redução de perdas de estoque, pode ser que a rebaixa de preço seja excessivamente utilizada, transferindo a perda de margem do custo para a receita. Afinal, as perdas de estoque sensibilizam o custo da mercadoria vendida, enquanto a rebaixa de preço sensibiliza a receita. No final das contas, ambos impactam a margem final. Em um projeto de prevenção de perdas focado em geração de valor, a estratégia adotada deve ser o ataque da perda de forma estendida. Ou seja, a avaliação das quebras operacionais e das perdas de margem. Com esse procedimento, é possível que haja uma redução sustentável nas quebras operacionais, sem que haja transferência das perdas para a margem. Esse resultado positivo ocorrerá porque o foco estará na causa raiz das quebras operacionais, que são geralmente os pedidos em excesso, o envio de itens promocionais forçados e os itens inadequados para o sortimento das lojas. Ao conectar as estruturas de prevenção de perdas, comercial e reabastecimento com indicadores que se conversam, há uma junção de forças para que o foco passe a ser a rentabilidade da organização e não só a redução das perdas de estoque. Diante desse cenário, o projeto de prevenção de perdas poderá configurar um dos maiores alavancadores de resultado do varejista, que sairá do prejuízo ao lucro em um ano. Logo, as perdas de estoque devem ser avaliadas em um contexto amplo e de geração efetiva de valor para a organização, refletida principalmente em aumento da rentabilidade. A prevenção, neste cenário, é uma poderosa aliada na transformação organizacional de empresas que buscam mais eficiência e valor, pois os resultados são rápidos e grande parte das ações dependem de esforços e ajustes internos da cadeia de abastecimento e das ações de vendas.

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Foto Marcos Souza

ATUAÇÃO PARLAMENTAR

Glaustin com oito prefeitos.

Prefeitos destacam atenção de Glaustin da Fokus a municípios menores Deputado federal convidou administradores de sete cidades goianas para trocarem experiências e traçarem estratégias de atração de investimentos

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ilhares de cidades brasileiras sequer arrecadam o suficiente para sustentar suas estruturas administrativas. Elas dependem de emendas parlamentares para investir em seu desenvolvimento e melhorar a vida de suas populações. Essa é a prioridade do deputado federal Glaustin da Fokus (PSC-GO) para diversos municípios de menor porte. Diante disso, ele reuniu nesta segunda-feira (13) sete prefeitos do Sul Goiano e da região da Estrada de Ferro para trocarem experiências e traçarem estratégias de atração de investimentos. “Percebo que os atuais prefeitos estão bastante dedicados a ajudar sua população”, disse Glaustin. “É uma mudança muito clara em relação aos mandatos anteriores e isso nos motiva a fazer bem-feito, a trabalhar diuturnamente em busca da perfeição, para honrar cada voto de confiança que recebemos no interior goiano, independentemente do tamanho do município.” O prefeito de Terezópolis de Goiás, Uiltinho Santos (PSC), comparou o momento atual com seus outros mandatos à frente da cidade da região metropolitana. “Naquela época, existia uma enorme dificuldade de se

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arrumar dinheiro em Brasília”, recordou. “Hoje, eu vejo que as coisas melhoraram demais porque o Glaustin tem uma dinâmica diferenciada. Os municípios pequenos recebem atenção agora. Esse deputado federal tem me ajudado a administrar a prefeitura e eu acredito muito nessa nova forma de fazer política.” Para o prefeito de Palmelo, Renato Damásio (Podemos), o deputado federal trata seu município “como se fosse uma cidade grande”, embora sua população estimada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) seja de 3 mil pessoas. “Glaustin tem sido uma bênção para a nossa região, que nunca teve uma ajuda de um parlamentar como está tendo agora”, comentou. Além de Uiltinho Santos e Renato Damásio, participaram do diálogo promovido pelo deputado federal o senador Luiz do Carmo (MDB-GO) e os prefeitos Ângelo da Paz (DEM), de Santa Cruz de Goiás, Diogo Rosa (Podemos), de Davinópolis, Kleber Marra (Republicanos), de Caldas Novas, Solimar Cardoso (PSC), de Marzagão, e Zé Carlos (Podemos), de Água Limpa. Durante o encontro, Glaustin expôs aos prefeitos a situação de suas emendas parlamentares destinadas a cada município e apresentou um levantamento acerca de recursos pendentes em ministérios. Parceiros políticos do anfitrião, os gestores ainda alinharam estratégias diante do cenário eleitoral de 2022, quando o parlamentar deve disputar seu segundo mandato na Câmara. Na visão do deputado federal, o encontro aproximou os prefeitos e possibilitou uma intensa troca de experiências, a partir de relatos tanto de dificuldades quanto de soluções. “Coletivamente, temos condições de buscar mais recursos e aplicá-los melhor”, afirmou o parlamentar, que, desde o início de seu mandato, indicou aos oito municípios quase R$ 8 milhões.

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ARTIGO

Cliente: O Alicerce “Invisível” da Economia Global Pouquíssimos consumidores sabem que no dia 15 de setembro foi celebrado o Dia do Cliente

Por Ulisses Cardinot

CEO da International School

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ão importa quão bela ou sofisticada seja uma casa, sua subsistência reside na qualidade do seu alicerce. São as cortinas, papéis de parede e móveis que figuram nas páginas das revistas de decoração, e, paradoxalmente, o verdadeiro responsável por todo o sustento daquela obra pouco é lembrado. Há uma infinita quantidade de livros, artigos e postagens em redes sociais sobre marketing, planejamento estratégico, tendências e afins, mas o alicerce que sustenta toda essa estrutura permanece, tal qual ocorre na arquitetura, parcialmente esquecido pela maioria: o consumidor. Embora ele seja o alvo de quase todas as ações executadas por uma empresa, não é exagero afirmar que seu ponto de vista permanece invisível aos olhos de muitos empreendedores. Ao longo da história, milhões de indústrias criaram produtos para tentar vendê-los aos clientes, mas somente grandes gênios olharam primeiro para as necessidades dos clientes e, então, criaram seus produtos. Pouquíssimos consumidores sabem que no dia 15 de setembro foi celebrado o Dia do Cliente. Não deixa de ser espantoso que uma data dedicada àquele que faz todo o ecossistema da economia global manter-se em funcionamento ainda não tenha se popularizado. Celebramos dezenas de datas, e não é mera coincidência que a única data exclusivamente dedicada àquele que mantém todo o sistema de pé esteja marginalizada. Sem cliente, não há capitalismo. Sem demanda, toda oferta é inútil. Sem o desejo do consumidor, o talento do fabricante é vão. Ou, se preferir: sem alicerce, não há bela mansão que paira em pé. Chavões como “O cliente tem sempre razão” sequer podem ser classificados como clichês, pois, apesar de muito repetidos, não foram absorvidos pela imensa maioria dos empreendedores. Uma pesquisa realizada no primeiro semestre de 2021 pelo portal E-commerce Brasil demonstrou que 70% dos clientes estão insatisfeitos com os serviços de SAC de autoatendimento e rejeitam tal modalidade. Eles não querem bots! Querem ser ouvidos por aqueles que receberam o seu dinheiro. De volta ao paralelo da construção civil, é comum participar de conversas sobre uma nova decoração, mas quantas conversas sobre manutenção dos alicerces você já presenciou? Muitas empresas estão sempre pensando em reformular seus logotipos, mas se esquecem do pilar que sustenta toda a estrutura: a satisfação dos seus consumidores. O consumidor não é mais (ou, provavelmente, nunca tenha sido) uma figura passiva que se limita a adquirir um produto que lhe é imposto. Ao contrário: ele tem sido uma voz ativa e legitimamente exigente em busca não apenas do melhor custo-benefício para a sua necessidade, mas de uma marca capaz de superar suas expectativas. Nenhuma reforma é estrutural se não atingir os alicerces. O mercado que tenta sobreviver à pandemia, à inflação recorde e à fortíssima desvalorização do real precisa estar disposto a solidificar sua relação com o único que é poderoso o suficiente para manter tudo isso de pé: o cidadão médio que um dia lhe honrou com sua preferência.

Artigo 34


ÍNDICE DE CONSUMO

NOVOS ASSOCIADOS AGOSTO E SETEMBRO

Supermercados Supermercado Pietrobon Aparecida de Goiânia Super Nobre Aparecida de Goiânia Supermercado Santo Cidade de Goiás Del Rio Supermercado Goiânia Hiper Sacola Cheia São Luís de Montes Belos Supermercado Campeão Alexânia

Fornecedores Smartset Goiânia DCCO Goiânia Multi Mais Representações Santa Bárbara de Goiás Speed Invest São Paulo (SP) 35


2 Agos se Reúne com Procon

Goiânia para Esclarecimentos

No final de julho, as assessorias jurídica e de relações institucionais da Agos, por meio do advogado Reginaldo Vasconcelos e do administrador Francisco Lopes, estiveram reunidas com o presidente do Procon Goiânia, Gustavo Cruvinel, e o chefe da fiscalização do órgão, Valternir Gonçalves, para tratarem sobre os trâmites legais referentes à Lei 20.948/20 que dispõe sobre a obrigatoriedade de os estabelecimentos comerciais do ramo alimentício informarem a substituição de queijo e/ou outros lácteos por produtos análogos, no âmbito do Estado de Goiás.

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Integrantes da Embaixada da Argentina Visitam a Agos

Os diretores da Associação Goiana de Supermercados (Agos), Sirlei Antônio do Couto (vice-presidente) e José Elias de Paula (conselheiro) estiveram, no dia 20 de agosto, com o presidente da Fecomércio, Marcelo Baiocchi, e diretor regional do Sesc e Senac, Leopoldo Veiga Jardim, para um almoço com representantes da Embaixada da Argentina: o ministro Rodrigo Bardoneschi, Chefe de Assuntos Econômicos e Comerciais, Maria Emilia Cortes – Conselheira/ Diplomata na Seção Econômica e Comercial e Ana Julia Gutierrez Tellería, Secretária/Diplomata na Seção Econômica e Comercial da Embaixada da Argentina. A reunião buscou estreitar o relacionamento entre as entidades e incentivar os empresários goianos a intensificarem negócios com o país do Cone Sul. Na sua passagem por Goiânia os integrantes da Embaixada da Argentina estiveram na sede da Agos na tarde do dia 20 de agosto. Na ocasião, foram recebidos pelo vice-presidente, o diretor da Agos Regional Aparecida de Goiânia, Mário Júnior de Farias, e os assessores administrativo, Júlio Reis, e de relações institucionais, Francisco Lopes. Na oportunidade, além de estreitar o relacionamento com os representantes do país vizinho, a Agos informou que o principal objetivo da entidade é representar e valorizar associados, parceiros e fornecedores brasileiros. E que, em uma possível negociação com os argentinos, é fundamental que as oportunidades sejam abertas também aos pequenos e médios supermercados de Goiás. 36

Em resumo, a legislação obriga a todos os estabelecimentos que comercializam e que utilizam esses produtos em suas preparações, a informar aos consumidores se os alimentos contêm amido e/ou gordura vegetal hidrogenada. Sendo assim, nesse caso o produto não é queijo e sim um produto análogo. O Procon Goiânia se comprometeu a fazer uma análise minuciosa da lei sobre quais produtos serão fiscalizados especificamente e se posicionará a respeito.

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Agos Integra Nova Federação de Entidades

A Associação Goiana de Supermercados (Agos), por meio do presidente Gilberto Soares, foi uma as entidades empossadas, no dia 2 de setembro, na diretoria da Federação das Associações Empreendedoras, Comerciais, Industriais, de Serviços, de Tecnologia, de Turismo e do Terceiro Setor do Estado de Goiás (FACIEST). A cerimônia aconteceu no Centro Cultural Oscar Niemeyer e contou com representantes de diversos segmentos, inclusive o governador do Estado, Ronaldo Caiado. Cerca de 50 diretores, membros de associações de várias partes do Estado de Goiás, integram a nova federação. O empresário Rubens Fileti, que está à frente da Associação Comercial, Industrial e de Serviços no Estado de Goiás (Acieg), assumiu o comando da nova entidade para o triênio de 2021-2023. Ele lidera a Federação com o objetivo de fortalecer as associações criadas para apoiar segmentos específicos da economia goiana. “Estaremos nos próximos 12 meses em pelo menos 70% dos municípios de Goiás. Já nascemos grandes, e com expressivas entidades de todo o Estado de Goiás, que representam vários empresários, sejam micro, pequenas, médias e grandes empresas”, afirma Rubens.


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5 Agos visita, em Itaberaí,

Parceria Agos e Sr. Food Safety Foca Alimento Seguro

a SSA alimentos

O presidente da Agos, Gilberto Soares, foi recebido pelo empresário goiano Zé Garrote, o rei do frango, na sexta-feira, 30 de julho, em Itaberaí. O encontro aconteceu em um dos parques industriais do grupo São Salvador Alimentos (SSA).

A preocupação com a segurança dos alimentos é uma questão que tem mobilizado a sociedade. Por isso, a Associação Goiana de Supermercados (Agos) tem buscado ações que vão refletir em benefícios ao associado e, consequentemente, ao consumidor. A entidade firmou parceria com a Sr. Food Safety, empresa especializada em consultoria para o setor de alimentos. Juntas, entidade e empresa estão desenvolvendo o projeto “Blitz do Alimento Seguro”, que irá assegurar aos supermercadistas associados da Agos um diagnóstico totalmente gratuito sobre as condições e boas práticas de manipulação de alimentos.

Além de apresentar números do segmento supermercadista ao anfitrião, Gilberto fez questão de ressaltar a importância do grupo para a economia e abastecimento dos supermercados. “Apesar da crise sanitária que vivenciamos, não nos faltou esforços para garantir que ações em prol do associado fossem realizadas. Nesse período, além de dobrarmos o número de associados junto a Agos, conseguimos deixar evidente a força do segmento, que garantiu o alimento na mesa da população”, afirma Gilberto.

No dia 4 de agosto a Sr. Food Safety inaugurou sua filial em Anápolis. A empresa, que tem sede em Goiânia, está sob a direção dos engenheiros de alimentos Wanderson Lima e Karla Morais. O conselheiro, Givaldo Júnior, e o assessor de relações institucionais, Francisco Lopes, estiveram presentes representando a Agos.

Em contrapartida, Garrote apresentou os últimos dados da empresa que está presente em 68 países com as marcas Super Frango e Boua. Com o propósito de deixar um legado para a sociedade, a empresa que iniciou suas atividades há 30 anos com 70 colaboradores, hoje emprega mais de 8 mil profissionais, de forma direta e indireta. Com Deus no topo do pilar, Garrote repete que é um elo da corrente que liga pessoas e valoriza o ser humano. “Não somos apenas uma empresa de vender frangos, mas de fazer network”, completa.

Conforme explica Wanderson, nesse diagnóstico “o associado terá uma visão geral sobre as condições de boas práticas de manipulação de alimentos em sua loja”. Por intermédio do programa “Blitz do Alimento Seguro”, o associado poderá se beneficiar de diversas formas. “Adequação para atender as normas sanitárias e com isso evita denúncias, multas, interdições, além de garantir a satisfação do consumidor”, enumera Wanderson.

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