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EDITORIAL

Gilberto Soares da Silva Presidente da Agos

E de repente nos damos conta: já se passaram oito meses de Pandemia. A Covid-19 provocou uma crise global e continua causando muitas doenças, inclusive as psicológicas, mortes e retração econômica. Mas é preciso ser firme. Ter esperança. Continuar a luta. E é justamente o que estamos fazendo. O pior ficou para trás. O índice de contaminação e mortes está caindo com o passar do tempo. À frente da nossa querida Agos, temos enfrentado muitos desafios, mas procuramos todos os dias transmitir uma mensagem de fé, esperança e conforto para os nossos associados, parceiros, funcionários e consumidores que integram a extensa rede do nosso segmento empresarial. Com muita garra, as dificuldades estão sendo superadas e vencidas. Novos e melhores dias virão. Mas não é suficiente, nem mesmo prudente, aguardar que tudo se resolva. É necessário fazer a nossa parte. Como segmento essencial da economia, temos uma grande responsabilidade nesse momento crítico: abastecer a nossa população. E isto significa trabalhar para manter um equilíbrio nas relações de consumo e, se preciso for, denunciar elevações injustificadas de preços, que penalizam a população num período tão grave da nossa saúde pública. Também, devemos estar com atenção máxima voltada para assegurar a correta observância das legislações e das portarias dos órgãos públicos no que se referem às diversas práticas sanitárias, controle da saúde dos nossos colaboradores e as medidas mais adequadas para atender de forma segura os clientes quando estiverem em nossos estabelecimentos comerciais e, também, remotamente. Já estamos no quarto trimestre do ano. Todos sabem que este é, sempre, o período de nossas melhores venda. Agora não será diferente, mesmo passando por um momento de pandemia e turbulência econômica. Temos que nos preparar para este momento especial e aproveitar as oportunidades. Pensando nisso, esta edição da Revista Supermercados está repleta de dicas e sugestões de especialistas e consultores, que trazem recomendações preciosas para nossa atividade. Reserve um tempinho na sua agenda e confira com bastante atenção as reportagens, artigos e colunas desta edição da Revista Supermercados. O objetivo dos textos é contribuir para que você aprimore a experiência de compra do seu cliente, turbine o seu negócio e amplie os seus lucros. Por tudo isso, desejo a você ótimas vendas e uma boa leitura!

EXPEDIENTE

CONSELHO ADMINISTRATIVO Presidente – Gilberto Soares da Silva Vice-presidente – Sirlei Antônio do Couto Secretário – Suail Alcântara 1º Conselheiro – Fábio Mesquita Lima 2º Conselheiro – Wainer Neves Mendes 3º Conselheiro – Walter de Paula Oliveira 4º Conselheiro – Valdeci Luciano da Costa 5º Conselheiro – Wanderson Ferreira 6º Conselheiro – Roney Rodrigues Fernandes 7º Conselheiro – José Nakamura 8 Conselheiro – Givaldo Ribeiro Batista Junior 9º Conselheiro – Ricardo Pinheiro dos Santos 10º Conselheiro – Júlio Penha Peres 11º Conselheiro – José Elias de Paula 12º Conselheiro – Murilo Moraes 13º Conselheiro – Agnaldo Moreira da Costa Junior CONSELHO FISCAL - EFETIVOS Jaime Canêdo Nivaldo do Nascimento Araújo Fernando Viandelli Lopes CONSELHO FISCAL - SUPLENTES Ulisses Jair dos Santos Ancelmo Marques Pereira José Guilherme Schwam SUPERINTENDÊNCIA João Bosco Pinto de Oliveira DELEGADO JUNTO À ABRAS Nelson Antonino Alexandrino Lima COMITÊ FEMININO Selma Messias Honório COMITÊ DE DESENVOLVIMENTO Glauskston Batista Rios REVISTA SUPERMERCADOS Jornalista Responsável • Francisco Barros Reportagem e textos • Francisco Barros Interativa Comunicação e Eventos (62) 3097-1406 / francisco@interativacomunica.com.br Publicidade • Clésida do Espírito Santo Marketing • Frederico Kessler Fotos • Agos / Shutterstock / Freepik Produção e Diagramação • Frederico Kessler Impressão • Poligráfica

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SUMÁRIO

6 AGOS EM AÇÃO Presidente da Agos: Consumidor é Quem Controla Alta dos Preços 8 PAINEL EMPRESARIAL Ainda dá Tempo de Fazer de 2020 um Ano Rentável 10 ESCOLA AGOS Escola Agos Retoma Atividade Presencial com Curso de Cartazista 14 PREVENÇÃO E SEGURANÇA Em Tempos de Pandemia, Investir em Saúde e Segurança é Prioridade 16 MATÉRIA DE CAPA Cliente Prefere Fazer as Suas Compras no Comércio de Bairro 28 DE OLHO NAS PERDAS Como Driblar esse Fator Tão Comum nos Supermercados? 30 MIX DE PRODUTOS Aumentar o Mix de Produtos é uma Boa Maneira de Atrair e Fidelizar o Cliente 4 | REVISTA SUPERMERCADOS


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AGOS EM AÇÃO

CONSUMIDOR É QUEM CONTROLA A ALTA DOS PREÇOS, DIZ PRESIDENTE DA AGOS Em entrevista à RBC, Gilberto Soares comentou o aumento dos itens da cesta básica; ele ressaltou que o consumidor tem papel ativo, pois são a oferta e a procura que regulam o mercado O presidente da Associação Goiana dos Supermercados (Agos) comentou em 13 de outubro, durante participação no radiojornal “O Mundo em sua Casa”, a escalada de aumento dos preços de alguns itens da cesta básica, tais como arroz, feijão e óleo de soja. Ao ressaltar que os supermercadistas são prestadores de serviços e apenas repassam os preços, garantiu que os varejistas estão fazendo a média de custo para não repassar a alta diretamente para o consumidor, impactando no bolso dele. “A gente tem verificado realmente alta nesses produtos que compõem a cesta básica, e nos preocupa, lógico”, afirmou durante entrevista concedida aos entrevistadores Ernesto Fleury e Luzeni Gomes, das rádios Brasil Central AM e RBC FM. Ele contou que estava avaliando a questão de um produto que não está diretamente na cesta básica, mas que serve de exemplo, que é o queijo muçarela. O preço do produto saiu de R$ 16,50 em abril último para R$ 32,00. Muçarela E o que aconteceu: o consumidor reduziu a quantidade comprada de muçarela e o preço do produto já recuou 16%. Ou seja, complementou, o próprio consumidor acaba ajudando a regularizar o preço, a questão do mercado, porque é oferta e procura, “nada mais do que isso”, resumiu. Gilberto comentou ainda a entrevista concedida pelo superintendente do Procon Goiânia, Walter Pereira, à RBC, em que ele se referiu ao tomate, cujo preço foi de um extremo a outro. O presidente da Agos acrescentou: “Não adianta o supermercado colocar o preço além daquilo que permite o mercado, porque ele vai empacar aquela mercadoria e não vai vender, acaba perdendo. Então, o próprio mercado é que regula”, pontuou.

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Dólar Sobre a alta dos preços do arroz e do óleo de soja, Gilberto apontou a elevação da exportação, porque o produtor brasileiro achou melhor colocar esses produtos no mercado externo devido à alta do dólar, que está na casa dos R$ 5,00. Para ele, ocorreu uma falha do governo federal, no que se refere à Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), que deveria ter estoque regulador para suprir o mercado interno e equalizar o preço. A respeito da carne, o presidente argumentou que foi a sazonalidade. No período da estiagem não tem o boi no pasto, mas somente no confinamento, e a ração para esse gado é toda dolarizada – farelo de soja, milho, caroço de algodão e outros insumos, explicou. A mesma situação se repete com o leite, disse. “Queremos acreditar que, a partir de agora, com a chegada das chuvas, a tendência é normalizar.” Ele ressaltou que não há escassez de produtos e não houve desabastecimento nesse período, e que o mercado será regularizado em breve. Gilberto afirmou ainda que a Agos tem orientado os supermercadistas a procurar comprar sempre à vista e adquirir os produtos da cesta básica com descontos que possam ser repassados ao consumidor ou, então, até trocar de fornecedor. “Não tem outra situação que não seja essa: a negociação,” destacou. Conforme ele, é indicado, mais do que nunca, comprar uma quantidade, às vezes maior, para conseguir um desconto também maior. Fonte: Agência Brasil Central


cd - URUAÇU

cd - BRASÍLIA

cd - aparecida DE GOIÂNIA

cd - RIO VERDE

fábrica CATALÃO

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PAINEL EMPRESARIAL

AINDA DÁ TEMPO DE FAZER DE 2020 UM ANO RENTÁVEL Além das comemorações corporativas de fim de ano, temos ainda as férias e, claro, o Natal Vamos fazer uma breve retrospectiva: começamos janeiro com um mês tipicamente lento do ponto de vista econômico para as empresas; fevereiro, mês pequeno em número de dias, trouxe com ele o Carnaval, mas a data sazonal não foi suficiente para garantir um primeiro bimestre expressivo. E aí veio março, declaração de pandemia e o resto da história você conhece bem. Mas isso não significa que 2020 precisa terminar no vermelho para você e para sua empresa. Ainda dá tempo de reverter o cenário e finalizar o ano com rentabilidade. É inevitável dizer que as empresas que se despontaram até esse momento foram aquelas que entenderam as movimentações de mercado e reagiram de forma assertiva. E agora, último bimestre, essas ações de impacto são ainda mais relevantes. Além das comemorações corporativas de fim de ano, temos ainda as férias e, claro, o Natal. A começar pelas ações que posso te indicar para serem usadas nos contatos de empresas: ligue ou envie e-mail para os escritórios que ficam próximos ao seu negócio, incluindo aqueles que você fornece (ou fornecia antes da pandemia) encomendas, café da manhã etc. Proponha a elas kits de aniversariantes do mês sendo entregues a cada um dos colaboradores que estão em home office. Ofereça, também, kits para as comemorações de fim de ano, com os alimentos já fracionados e embalados individualmente, minimizando qualquer compartilhamento inadequado do ponto de vista das novas políticas de higienização. Tenha em mente que, possivelmente, a festa da firma terá outra conotação. Levar toda a equipe para um restaurante e manter um grupo razoável de pessoas não é a atitude mais recomendada neste momento. A insegurança ainda é grande e se seu negócio propor uma solução criativa, certamente as empresas a enxergarão com bons olhos. As comemorações on-line continuam muito fortes e devem crescer ainda mais. Ainda que o público já esteja ocupando os barzinhos e fazendo pequenas confraternizações, o ritmo mudou e muita gente ainda está curtindo as sextas-feiras de casa. Já vi que empresas têm enviado o tradicional happy hour para a casa dos colaboradores, em caixas surpresa com uma bebida alcoólica e petiscos. Crie a opção de personalizar as caixas com a logomarca da empresa em adesivo, garantindo ainda mais familiaridade ao presente.

Por Emerson Amaral 8 | REVISTA SUPERMERCADOS

Já para o verão e as férias, é preciso uma dose extra de ações de marketing. Apesar da estação convidar para o ar livre, como parques e praças, muitas pessoas ainda estão inseguras de sair de casa para ações de lazer. Por isso, os clássi-


AGOS EM AÇÃO cos sorvetes, sanduíches e sucos naturais, saladas de frutas e de legumes, açaí e qualquer outro alimento com apelo de frescor devem ser destacados. Lembre-se ainda de investir em embalagens adequadas, que permitam o transporte e a integridade dos alimentos por delivery. As encomendas para ceia, como assados, saladas e sobremesas, vinham em queda há alguns anos, mas 2020 parece ser o momento de reverter esse cenário. Com os encontros de família mais restritos, é possível que alguns encontros sejam adiados ainda mais, em contraponto que outros encontros serão mantidos uma vez que foram raros os momentos assim durante o ano. Por isso, praticidade é palavra de ordem nos dois cenários. As pessoas querem se ocupar de estar disponíveis e assar uma ave por cinco horas não está na lista de prioridades. Facilite, oportunize as compras e venda mais. Cestas de fim de ano e lembrancinhas, como caixinhas de cookies e docinhos, também ganham força nesses meses. O cliente corporativo é um excelente consumidor desse tipo de serviço, mas também há pessoas físicas que compram para presentear conhecidos e prestadores de serviço, como o porteiro do prédio e a diarista. Invista em kits personalizáveis e deixe algumas sugestões já montadas e precificadas, tanto nos aplicativos quanto no cardápio digital e na loja. Viu só que, com planejamento e criatividade, ainda é possível reagir e tornar 2020 um ano rentável? Inspire-se, desafie suas metas, erga a cabeça e vamos dar a volta por cima! Sei que até o momento tivemos dias desafiadores, mas melhores momentos chegaram e outros mais leves estão por vir. Mãos na massa e te desejo saúde, sucesso e boas vendas! Emerson Amaral, diretor do Instituto de Desenvolvimento das Empresas de Alimentação (@consultIdeal)

NOVOS ASSOCIADOS SETEMBRO E OUTUBRO

SUPERMERCADO PONTO CERTO APARECIDA DE GOIÂNIA SMART REAL ARAGOIÂNIA SUPER ÁVILA SMART ITAPURANGA SUPER MANANCIAL APARECIDA DE GOIÂNIA BONABOCA GOIÂNIA EXPRESS ETIQUETAS GOIÂNIA HASKELL GOIÂNIA FOCO CONSULTORIA GOIÂNIA FISCALE SOLUÇÕES EMPRESARIAIS GOIÂNIA REVISTA SUPERMERCADOS | 9


ESCOLA AGOS

ESCOLA AGOS RETOMA ATIVIDADE PRESENCIAL COM CURSO DE CARTAZISTA Para retomar a realização dos cursos presenciais a Agos seguiu todas as orientações de segurança em saúde no combate à Covid-19. Os participantes do curso de cartazista usaram máscaras, mantiveram o distanciamento e realizaram higienização A Escola Agos realizou nos dias 21 e 22 de outubro o curso de cartazista profissional ministrado pelo instrutor Luciano dos Santos, da empresa Varejo In (de comunicação promocional e sinalização indoor). Cartazista é uma profissão que exige técnica afiada, por isso é necessário investir em qualificação. A maioria dos inscritos veio buscar conhecimento e está dando os primeiros passos na profissão. O curso de dois dias despertou interesse de pessoas de Goiânia e também de várias cidades do interior do Estado. Juliana Alves é uma delas. Ela trabalha há oito anos no Supermercado Bretas de Senador Canedo, cidade vizinha de Goiânia. Juliana revela que procurou a Escola Agos para se aperfeiçoar na atividade e aumentar as suas habilidades profissionais. “Eu estou amando o curso. Ele

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é muito proveitoso, com muitas técnicas e sem falar que o antes e depois é inacreditável”, destaca. No começo do curso ela achou que apenas dois dias não seria o bastante para aprender, mas revela que conseguiu absorver todo o conteúdo. Outra aluna, Leidiane Domingas de Godoi, funcionária do Supermercado Castello, no Jardim Curitiba, trabalha na loja há quase quatro anos. Ela começou como fiscal, organizando preços. Leidiane comenta que procurou a Escola Agos para desenvolver melhor a função e aprimorar as técnicas. A aluna acredita que conseguiu alcançar esse objetivo. Mesmo o curso tendo sido realizado durante uma pandemia, ela opina que todos foram “muito bem instruídos, todo mundo respeitou o distanciamento, usou máscara e higienizou as mãos.”


O cartazista é o profissional responsável pela identidade visual dos anúncios em formato de cartazes, tanto na parte interna como externa de uma empresa. O profissional atua normalmente com banner, faixas, placas, painéis e cartazes. Tudo que expressa uma comunicação visual faz parte do trabalho desse profissional e vários são os estabelecimentos que precisam de um cartazista, como supermercados, açougues, mercearias, padarias, lojas de roupas e empórios. O instrutor Luciano dos Santos destaca que apesar de os cartazes finais terem um bom resultado, nenhum dos alunos que fizeram o curso tinha contato profissional com os cartazes e pincéis. “O aproveitamento é quase cem por cento. Eles já são capazes de fazer cartaz para anunciar e vender o produto. É muito bom ver esse crescimento”, comemora Luciano. O instrutor reconhece que a Agos é uma referência para cursos profissionalizantes voltados para o setor supermercadista. “A entidade busca profissionais com larga experiência no mercado com didática de grande eficácia. Além disso, fornece estrutura com sala climatizada confortável e materiais adequados.” finaliza.

Escola Agos investe na Capacitação de Líderes e na Preparação de Jovens para Sucessão Familiar

ESCOLA AGOS

Comunicação visual

A retomada da Escola Agos já dispõe de um cronograma recheado para o mês de novembro. Dois eventos estão previstos: o Curso de Formação e Desenvolvimento de Líderes e Gestores e a Palestra sobre Sucessão Familiar. O curso acontece nos dias 12 e 13 de novembro das 08h às 12h30, no Espaço de Eventos da Agos. Ele será ministrado pela multiplicadora Gisele Beatriz de Campos. A temática inclui a diferença e aplicações entre chefia, liderança e gerência. E, ainda, as características de um bom líder, a postura adequada, o melhor alinhamento, os valores, além de aprender a gerir uma equipe com motivação. Já a Palestra sobre Sucessão Familiar, que acontece no dia 18 de novembro, às 15h, também no Espaço de Eventos Agos, vai mostrar os desafios e as ferramentas necessárias para continuar tocando os negócios. Na ocasião, a Agos vai apresentar o Comitê Agos Jovem, voltado para filhos de supermercadistas que desejam seguir os passos dos pais. Quem vai abordar o tema é o palestrante Fábio Almeida. Vale lembrar que para se inscrever basta levar 5kg de alimentos não-perecíveis, e que todo o volume arrecadado será revestido em ação social.

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Bomlixo: Inovando Sempre No atual momento em que vivemos, a população está preocupada com o descarte correto dos detritos no meio ambiente. Pensando nisso, a Bomlixo, uma empresa genuinamente goiana, vem se destacando cada vez mais com os produtos inovadores na linha de sacos para lixo, sempre priorizando qualidade, atendimento e agilidade nas entregas. Um dos produtos em ascensão, neste ano, tem sido o saco para lixo Rolo Econômico Bomlixo. Com ótimo custo/benefício, além de a embalagem ser em rolo, ele ainda contém um maior número de unidades, trazendo praticidade ao consumidor.

SBP lança linha de produtos para apoiar ações de combate à dengue A marca de repelentes e inseticidas SBP, da RB Hygiene Comercial, está lançando uma edição especial dos produtos aerossol, repelente corporal spray e repelente elétrico líquido para apoiar ações de combate à dengue em parceria com a Cruz Vermelha Brasileira (CVB), principal instituição de ajuda humanitária do mundo, que existe há 157 anos. Os produtos “SBP Ajude Vidas e Proteja Sua Família”, cujas embalagens possuem uma tarja superior vermelha para identificar a edição especial beneficente, estarão à venda a partir do dia 1º de outubro. A cada produto vendido, R﹩1,00 será doado para que o Movimento “Juntos Contra O Mosquito”, projeto da parceria que existe entre SBP e a CVB desde 2017, amplie as iniciativas de combate à dengue em comunidades de todo o Brasil. A expectativa é que a iniciativa beneficie mais de 5 mil famílias.

Danone Nutricia lança produto para crianças de 1 a 3 anos É nos primeiros anos de vida da criança que ocorre o maior desenvolvimento do organismo e sistemas fisiológicos. Dessa forma, uma boa nutrição nesse período é fundamental para garantir benefícios à saúde a curto e, também, a longo prazo. Para complementar a oferta de soluções nutricionais adequadas a todas as idades, a Danone Nutricia anuncia o lançamento do Aptanutri, a primeira fórmula infantil da divisão de nutrição especializada da Danone, desenvolvida exclusivamente para as crianças brasileiras a partir de 1 ano. O propósito de Danone Nutricia é transformar vidas por meio da nutrição. Dessa forma, a disponibilidade de uma opção voltada à faixa etária de 1 a 3 anos e às suas necessidades nutricionais é importante para auxiliar o crescimento saudável e impactar, de forma significativa, todas as etapas de sua vida. 12 | REVISTA SUPERMERCADOS


CARRINHO DE OURO 2020 REVISTA SUPERMERCADOS | 13


PREVENÇÃO E SEGURANÇA

13 AÇÕES DE PREVENÇÃO E SEGURANÇA QUE PODEM SER IMPLANTADAS EM SUPERMERCADOS

EM TEMPOS DE PANDEMIA, INVESTIR EM SAÚDE E SEGURANÇA É PRIORIDADE Investir em prevenção é a forma mais segura e barata nesse momento de crise. Mas como fazer isso? A Revista Supermercados ouviu as orientações de um especialista no assunto As atenções da sociedade, em decorrência da crise sanitária que o mundo inteiro está vivendo, voltaram-se para a saúde e a segurança das pessoas. Nesse contexto, o ambiente do supermercado é um local que ganha muita importância e visibilidade porque é onde as famílias, que mantem o distanciamento social, se abastecem. Por isso, é uma atividade essencial. Em decorrência disso, até mesmo uma norma técnica específica foi editada pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) – a Nota Técnica Nº18/2020. Mas sobre o que mesmo fala essa Nota Técnica da Anvisa? Ela discorre sobre Boas Práticas de Fabricação e Manipulação de Alimentos. Cumprir o que determina essas normas, além de ser uma obrigação legal, é também uma maneira de evitar que a população se contamine. Mas existe outro elemento adicional: traz, ainda, efeitos econômicos favoráveis para o negócio. Como? Basicamente, três: mantém os colaboradores seguros e saudáveis; evita multas (gasto inesperado e desnecessário); evita o fechamento do negócio para descontaminação. 14 | REVISTA SUPERMERCADOS

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Capacitação e orientação dos colaboradores;

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Aplicações de triagem de investigação para reconhecimento de colaboradores considerados “Grupos de Risco”;

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Avaliação clínica para triagem de colaboradores sintomáticos e assintomáticos;

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Sinalização dos acessos e filas de atendimento;

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Implantação e registro dos Protocolos de Prevenção e Contingenciamento de acordo com cada Comitê Estadual;

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Readequação do estoque, entrega e orientação sobre o uso de Equipamentos de Proteção Individual (EPI´s);

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Implantação de totens de higienização e assepsia;

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Controle de quantidade de clientes de acordo com dimensão de cada loja;

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Aferição constante com registro da temperatura corporal de prestadores, clientes e colaboradores;

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Realização da testagem em todos os colaboradores;

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Implantação de barreiras de proteção acrílicas nos Check Outs e locais de atendimento ao público;

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Higienização e assepsia constante de todos os ambientes;

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Implantação de contingenciamento e novo fluxo para entregadores.

Fonte: Foco – Consultoria e Assessoria


O especialista acredita que o cliente está muito mais exigente e atento às questões sanitárias. Por isso, ele se sente mais seguro quando vê que o estabelecimento que ele frequenta “higieniza os carrinhos na frente dele, onde todos os colaboradores estão com máscaras de proteção, que tem na entrada pias com sabonetes líquidos, álcool gel e toalhas de papel para higienização das mãos.” Além dessas questões, observa Fernando, é muito importante que o lojista invista na capacitação de seus colaboradores. Com isso, eles poderão fazer com que “os check outs operam rápido, protegidos, com a atenção que este cliente merece, inclusive oferecendo um antisséptico para suas mãos pois ele tocou em vários

produtos dentro da loja, e se tem filas elas são sinalizadas para que cada cliente fique, no mínimo, a 1,5m de distância do outro.” Fernando cita outro aliado importante nesse processo: a comunicação. Ele explica o que isso significa, que seria basicamente investir em “Informação nas mídias da empresa, que possa repassar e comunicar todas as ações que foram tomadas e que se repetem através de placas e cartazes dentro da loja.” Outra medida que deve ser agregada: “Se tiver algum colaborador que pertence aos grupos de risco, este deve ficar de quarentena, em sua residência, e até a quantidade de clientes por vez deve ser controlada respeitando a área interna da loja.”, explica o especialista.

PREVENÇÃO E SEGURANÇA

Investir em prevenção é a forma mais segura e barata nesse momento de crise. Mas como fazer isso? A Revista Supermercados ouviu as orientações de um especialista no assunto: Fernando Pereira, que é diretor da Foco Consultoria e Assessoria, especializada em segurança e saúde ocupacional para o varejo. Ao analisar a situação atual do varejo, Fernando destaca que um ponto importante “é ganhar a confiança do cliente, que precisa ir até um ambiente adequado, preparado, protegido.”

Todas essas medidas e cuidados têm por objetivo assegurar ao cliente uma sensação de proteção e cuidado por parte do varejista. Mas, também é necessário “que a empresa cumpra mais do que o necessário para estar autorizada pelas autoridades sanitárias e que os colaboradores sejam devidamente protegidos.” Se o supermercadista não agir com essa consciência sobre os efeitos da Covid-19, “o seu cliente vai escolher o concorrente que investe em proteção, que o faça se sentir bem acolhido e seguro.”, finaliza Fernando.

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CLIENTE PREFERE COMPRAR DO COMÉRCIO DE BAIRRO Evitar aglomerações e grandes deslocamentos são as principais razões para a mudança de comportamento dos consumidores A pandemia do novo Coronavírus alterou o comportamento dos consumidores. E quem ganhou com isso foi o pequeno comércio de vizinhança ou mercadinhos de bairro. Foi isso o que revelou uma pesquisa da consultoria Kantar. Segundo os dados, no primeiro trimestre de 2020, mais de dois milhões de lares passaram a comprar em pequenos varejos. A pesquisa aponta que mais de 1,2 milhão incluiu os varejos tradicionais na rotina de compras e mais de 200 mil famílias passaram a frequentar supermercados perto de casa. Antes da pandemia, as compras se concentravam em atacarejos, de acordo com a Kantar. Com o medo de contaminação pelo novo Coronavírus,

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muitos consumidores mudaram os seus hábitos e passaram a frequentar esses estabelecimentos. Entre os motivos apontados pela pesquisa para apoiar os pequenos comércios locais estão: evitar aglomerações (60,2%), evitar grandes deslocamentos (59,6%) e procurar preços mais acessíveis (53,5%). O Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae) aponta alguns benefícios do apoio aos negócios locais, uma vez que ajuda a estabelecer um comércio mais justo, pois contempla desde o pequeno agricultor até o restaurante da esquina. Isso gera mais empregos e melhora distribuição de renda. Outras vantagens


para estimular o pequeno varejista: promove o desenvolvimento social; estimula a circulação local do dinheiro; e gera benefícios ao tráfego urbano, além de contribuir para o meio ambiente, uma vez que reduz a emissão de gases poluentes. A dona de casa Celma Rodrigues corrobora a pesquisa da Kantar. Ela só compra no mercadinho perto de sua casa. Motivo: medo de aglomerações. “Eu sempre comprei nas mercearias aqui perto de casa, com a pandemia eu cortei de vez a ideia de ir nesses hipermercados. Faço a minha lista e vou rapidamente, compro o que preciso e volto para casa”, explica. Celma comenta que prefere “ajudar o pequeno comércio nesse momento de dificuldade”. O presidente da Associação Goiana de Supermercados, Gilberto Soares, explica que com o advento da pandemia, as pessoas deixaram de comer fora e optaram por cozinhar mais em casa. “Desde o início da pandemia nós notamos que os consumidores passaram a visitar mais as próprias cozinhas de casa, o que não acontecia antes”, observa o presidente. Ele argumenta: “Com mais pessoas em casa, crianças que não saem para estudar, aumento do trabalho em home office, isso fez com que passassem a visitar mais os supermercados perto de casa para evitar grandes deslocamentos”. Isso acabou por aumentar o ticket médio e diminuiu o número de visitas aos supermercados. Para o deputado federal Glaustin da Fokus (PSC-GO), diretor executivo do Grupo Fokus e da Adoralle Alimentos, a pandemia do novo coronavírus reforçou a preferência dos consumidores pelo varejo de vizinhança porque, além da comodidade de fazer compras perto de casa, o segmento tornou-se uma alternativa para evitar as aglomerações de hipermercados e lojas de atacarejo. “Observamos que essa tendência de fato levou o mercadinho de bairro a ampliar seu mix de produtos, justamente para atrair e fidelizar aquela dona de casa que antes não tinha o hábito de frequentá-lo”, afirma Glaustin. Da parte dos Supermercadistas, ao perceberem essa mudança de comportamento do consumidor, muitos resolveram investir em lojas de vizinhança, seja na capital ou nas cidades do interior, reformando ou construindo novas lojas. É o caso do Hiper Moreira, que abriu uma loja de vizinhança, no Setor Bueno, em Goiânia. A loja mantém as características de um empório e visa a atender três necessidades específicas: os moradores de prédios, a grande movimentação da Avenida T-4 e um comércio com horário estendido. Ela possui seis Self-Checkout e contabiliza 800 metros. Está gerando 59 novos postos de trabalho. Ricardo Ferreira da Silva, diretor comercial, seguiu nessa mesma direção. Ele já administrava uma loja de bairro, o Supermercado Katitu, no Parque Santa Rita, em Goiânia, e resolveu apostar mais no negócio e decidiu abrir uma loja nova, com outra marca: Supermercado Kabutiá, no Residencial São Francisco, também em Goiânia. Na sua

O presidente da Associação Goiana de Supermercados,Gilberto Soares

avaliação, este foi um dos poucos segmentos que não sentiu os efeitos da grave crise provocada pelo Coronavírus. O investimento, revela Ricardo, foi de R$ 800 mil, com 400 metros, três Checkouts e está gerando 12 novos postos de trabalho. Inaugurada há pouco mais de um mês, Ricardo se mostra muito contente com o investimento, mas afirma: “Só monta uma nova loja quem ama muito o negócio”. Sobre o perfil do cliente de bairro, Ricardo diz que “é um público exigente, que prima pela qualidade do atendimento”. E vai além: “Os clientes são os mesmos e eles querem toda a atenção. Querem ser atendidos pelas mesmas pessoas, pelo mesmo açougueiro, pelo mesmo caixa. Eu digo para meus funcionários: a qualidade do atendimento é fundamental para criar vínculos, inclusive, de amizade. E isso você não vê nos hipermercados, onde o atendimento é mais frio.” Essa mesma compreensão do momento econômico teve o dono do Supermercado Ponto Certo, Wesley Beltrão da Silva, com uma em Aparecida. Ele resolveu investir na loja de Aparecida, situada no Jardim Miramar, e decidiu fazer a reforma e ampliação. Inicialmente, a loja era uma pequena mercearia de 70 metros. Com a ampliação e reforma foi para 546 metros, com investimento superior a R$ 200 mil. Wesley revela que priorizou o conforto dos seus clientes: as telhas são térmicas e o piso é laminado. E acrescentou um açougue. REVISTA SUPERMERCADOS | 17


CAPA

O Supermercado Kabutiá investiu no conforto dos clientes

Se ele está satisfeito com o investimento? Wesley sorri e já revela o seu próximo plano: investir na padaria. Ele entende que a alimentação não pode faltar para os seus clientes. Mas ele, sempre atento à demanda, caprichou na seção de Hortifrúti e procurou facilitar a vida do cliente: vende Gás de cozinha na loja e entrega água mineral em domicílio. Agora Wesley se prepara para as vendas de Natal. Ele está muito otimista porque os seus clientes aplaudiram as melhorias realizadas. “Me filiei a Agos e estou muito grato pelos conselhos do nosso presidente Gilberto.”, acrescenta. No interior, esse fenômeno também se repete. Em Itaberaí, o Supermercado Rio das Pedras sofreu um incêndio (abordamos o tema em nossa edição 189). Pouca coisa se salvou. A loja tinha 740m e seis Checkouts. Isso não desanimou os proprietários. Eles acreditam no potencial do segmento. Com um investimento de R$ 2,5 milhões decidiram reformar e ampliar a loja. “Estamos mais que dobrando de tamanho, pois agora terá 1.470 metros, e passaremos para nove Checkouts”, comenta a diretora administrativa Alessandra Cardoso B. Viana. A inauguração, segundo revela Alessandra, está programada para dezembro. Em Piracanjuba a Rede de Supermercados Brotas, que possui três lojas na cidade, também está ampliando a sua loja matriz, que vai saltar de 800m para mais de 2 mil metros quadrados, incluindo um estacionamento subterrâneo. Com 20 anos de mercado, a Rede comandada pelos três irmãos Aleir, Ailton e Aleni, prevê um investimento, segundo revelam, da ordem de R$ 2,5 milhões, com a geração de 50 novos empregos diretos. Mesmo com a pandemia, o faturamento está “acima das expectativas”, conforme revelam. Outros investimentos também estão acontecendo no

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Rio das Pedras, em Itaberaí, obra está a todo vapor


interior. É o caso da Rede Super Store, que está construindo duas novas lojas, uma em Trindade (inaugurada recentemente) e a outra está em obras em Rio Verde. O Super Couto é outro que segue a mesma trilha: construiu uma nova loja em Aparecida de Goiânia, com 500 m, cinco Checkouts e que gerou 31 empregos diretos. Segundo o proprietário, Sirlei Antônio do Couto, a reforma e compra de novos equipamentos foi um “grande sucesso” porque procurou atender a vizinhança que estava carente de um “ mix diversificado”. Voltando a Goiânia, os investimentos na capital estão a pleno vapor, para aproveitar o aquecimento das vendas de final de ano. É o caso do Supermercado Campos, localizado no Jardim Guanabara, do empresário Nivaldo do Nascimento Araújo. Ele está dobrando o tamanho da loja, que passará para 800m, com 20 novas vagas de estacionamento e vai gerar 25 novos postos de trabalho. Nivaldo se diz muito otimista com as vendas e está bancando o investimento de R$ 1,5 milhão com recursos próprios.

Interior do Supermercado Castelo com obra acelerada

Outro caso na capital é o do Supermercado Castelo, situado no Jardim Curitiba III, comandado por Carlos Carvalho, que pretende inaugurar uma nova loja nos próximos 30 dias. Ele também investiu na ampliação de sua outra unidade no bairro, que ganhou uma padaria. A nova loja terá 500 metros quadrados, com previsão de gerar 50 postos de trabalho. Carlos revela que “os investimentos que estou realizando estão correspondendo às minhas expectativas e o que desejamos é abastecer da melhor forma possível os consumidores da nossa região”.

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Em 2019 as perdas do setor supermercadista somaram 6,9 bilhões, a quebra operacional é responsável por 39% das perdas Num mundo marcado pela acirrada disputa de mercados, no qual pequenas vantagens operacionais são capazes de gerar grandes vantagens competitivas, fato especialmente marcante no varejo, os índices de perda tornaram-se fonte de grande preocupação por parte de executivos e empreendedores, que ainda hoje encontram dificuldades para identificar os impactos danosos nos resultados finais de seus negócios. É nesse sentido que a Associação Brasileira de Supermercados (ABRAS) atua na elaboração da Pesquisa de Avaliação de Perdas no Varejo, que estuda como e porque as perdas ocorrem, o que as empresas estão fazendo para evitá-las ou minimizá-las, quais são os investimentos na área de prevenção e controle, entre outros aspectos fundamentais. As perdas do autosserviço somaram R$ 6,9 bilhões no ano passado, o que corresponde a 1,82% do faturamento bruto do setor, de acordo com a 20ª Avaliação de Perdas no Varejo Brasileiro de Supermercados, apurada pelo Departamento de Economia e Pesquisa da ABRAS, e divulgada durante webinar no dia 22 de julho. Em 2019, os supermercados do país registraram faturamento de R$ 378,3 bilhões. A pesquisa foi realizada com 204 redes. Dentre as principais causas de perdas no setor citadas pelos participantes estão: quebra operacional, 39%, furto externo, 17%, erros de inventário, 12%, erros administrativos, 11%, e furto interno e fornecedores, com 7% cada. “Para quem é empresário, e precisa lidar diariamente com inúmeros desafios para empreender no Brasil, evitar qualquer prejuízo é muito significativo. Desde seu surgimento, a ABRAS se empenha na construção de um setor mais forte e produtivo, e diminuir as perdas das lojas está entre nossas prioridades. Por meio do Comitê de Prevenção de Perdas da ABRAS buscamos identificar problemas em comum entre as redes e estudar as melhores ações e soluções. Prevenir perdas não é gasto, e sim, investimento”, destacou o presidente da ABRAS, João Sanzovo Neto, durante a webinar. Em relação aos dados apresentados em 2020, o então coordenador do Comitê de Prevenção de Perdas da ABRAS, Carlos Peruzzi, ressalta a conscientização como um dos motivos. “Tivemos uma queda no índice de perdas de um ano para o outro. Resultado do aumento do investimento das empresas na prevenção de perdas e da conscientização dos empresários supermercadistas sobre a importância estratégica da área.” A Avaliação mostrou ainda os produtos com maiores perdas em valores nos supermercados: refrigerante, cerveja, cortes bovinos (exceto picanha), pilhas e bateria, chocolate em barra ou tablete, queijo, desodorante, azeite e sabão em pó. 20 | REVISTA SUPERMERCADOS


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DE OLHO NAS PERDAS

STARTUP GOIANA DESENVOLVE SOLUÇÃO PARA EVITAR AS PERDAS NOS SUPERMERCADOS Como resolver a questão das perdas? Esse foi um questionamento que sempre incomodou a Agos. Pensando diretamente no enfrentamento desse problema, a entidade firmou parceria com a startup goiana Total Strategy, que desenvolveu soluções para eliminar perdas, otimizar compras e aumentar o Market share. Para saber como isso se dá na prática, a Revista Supermercados entrevistou a diretora da Total Strategy, Cynara Bahia. A dor do mercado, segundo revela Cynara, é relacionada aos produtos que, na sua data de validade, estão nas gôndolas, nas prateleiras e nos estoques dos supermercados por falta de controle. A forma tradicional para evitar o problema é ter pessoas contratadas para percorrer a loja e identificar esse problema. “Mas isso não é eficiente porque depende da memória, do caderno de anotação, do olhar do ser humano, que é muitas vezes falho”, argumenta a diretora. Para não incorrer nesses problemas a Total Strategy criou uma solução que é dividida em três etapas. A primeira delas é o Box, que é um app (aplicativo) de controle de validade, no qual por intermédio da leitura do código de barras é feita a captura de todas as informações necessárias para que gere alertas e relatórios. Com isso, os lojistas podem tomar as suas decisões de forma mais assertiva. A segunda etapa é o Big, que é um conjunto de dashboards (painéis que mostram métricas e indicadores importantes para alcançar objetivos e metas traçadas) com relatórios dinâmicos, gerados por intermédios da ciência de dados e inteligência artificial. Eles criam insights, baseados nas informações integradas entre o PDV e o ERP. “Dessa forma, o cliente acompanha diariamente todas as informações que ele precisa, permitindo tomar decisões de compra, venda e controle e, até, de evolução do seu negócio”, argumenta. A terceira etapa, prossegue Cynara, é o ECO. Trata-se de um marketplace, um outlet, ou seja, uma loja on-line de produtos perecíveis. Como é que funciona? “Quando os produtos estão próximos a sua data de validade o cliente pode disponibilizar na loja on-line, caso ele tenha uma, ou na nossa. Ele oferece, com desconto, aqueles produtos que estão próximos da data de validade”, explica a diretora. Quando aplicadas as três soluções, comenta Cynara, “a gente consegue colaborar para que as perdas nas lojas

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sejam inferiores a 0,2%. Não só usando tecnologia, mas melhorando os processos internos”. Como se dá isso? “A gente lê a data de validade, desde a entrada da mercadoria na doca ou na recepção, controla a data no estoque, e depois controla essa data na gôndola até o momento em que ela passa no PDV para ir embora com o cliente”. A aceitação dessas soluções tem sido muito boa, avalia a diretora da Total Strategy. Aqui em Goiás, ela cita dois cases: os supermercados Nossa Senhora Aparecida e o Ponto Final, do presidente da Agos, Gilberto Soares. Em ambos, de acordo com Cynara, já é possível observar uma melhora significativa nos processos e na diminuição das perdas. Cynara está consciente de que a sua empresa desenvolveu uma “solução inovadora”. E ela explica essa convicção: “nós participarmos de vários projetos de fomento e de apoio, tanto do governo federal quanto do estadual. Atualmente, a gente participa de alguns projetos como Conecta Startup do Brasil, Programa Centelha, Programa IA2 do MCTI.” Além de participar de processos de aceleração, agora a empreendedora também vai participar de três processos internacionais. Ou seja, de Goiânia para o mundo. E ela finaliza: “essa dor que a gente resolve não é local, estadual ou nacional. Ela é global. O mundo precisa estar de olho nas perdas.”


ATUAÇÃO PARLAMENTAR

Foto: Marcos Souza

GLAUSTIN DA FOKUS É O RELATOR DA MP PARA FACILITAR CRÉDITO A EMPRESAS Deputado federal goiano assumiu a responsabilidade de elaborar parecer para viabilizar o Programa de Capital de Giro para Preservação de Empresas O Congresso Nacional designou o deputado federal Glaustin da Fokus (PSC-GO) como relator da Medida Provisória (MP) 992/2020, que criou em julho o Programa de Capital de Giro para Preservação de Empresas (CGPE), linha de crédito válida somente em 2020 para empreendimentos que faturam até R$ 300 milhões por ano, diante da crise decorrente da pandemia de coronavírus. “Sei muito bem dos inúmeros sacrifícios e da dificuldade de empreender no Brasil, ainda mais sob os efeitos desse vírus na economia. É triste ver tantas empresas fechando as portas ou mesmo demitindo gente para sobreviver a obrigações de curto prazo”, comentou Glaustin (20/10), em videoconferência com consultores legislativos da Câmara. “O presidente Jair Bolsonaro editou a MP 992 justamente para propiciar a microempresas e empresas de pequeno e médio porte melhores condições para obter crédito.” A MP 992 complementa outras medidas lançadas pelo governo federal para combater as sequelas econômicos da covid-19, como o Programa Nacional de Apoio às Microempresas e Empresas de Pequeno Porte (Pronampe). Na avaliação de Glaustin, tanto a União quanto os Estados ainda têm encontrado “dificuldades para fazer o crédito chegar na ponta, onde mais precisa”. O CGPE permite que um imóvel seja oferecido em garantia para mais de uma operação de crédito. Assim, novos empréstimos devem ser tomados com o mesmo credor, desde

que ele concorde. Em nota, o Banco Central afirmou que o compartilhamento da alienação fiduciária traz a vantagem de viabilizar financiamentos em prazos e juros mais favoráveis ao empreendedor. Outro ponto da MP 992 dispensa as empresas que venderem títulos privados para o Banco Central de apresentar certidões negativas de regularidade fiscal. As linhas de crédito poderão ser contratadas até 31 de dezembro de 2020, quando se encerra o estado de calamidade pública no Brasil. Os recursos saem dos próprios bancos que aderirem ao CGPE. Como estímulo à presença das instituições financeiras ao programa, a MP concede um benefício fiscal para que elas possam apurar, de 2021 a 2025, o crédito presumido sobre os valores desembolsados e sobre certas provisões que os bancos são obrigados a manter em caixa para cobrir eventuais despesas futuras. Cabe a Glaustin analisar a proposta do governo federal e as 116 emendas de deputados e senadores desde a edição da MP 992, em 17 de julho. O parecer seguirá para votação no Plenário da Câmara e, depois, no Senado, de acordo com o rito sumário de tramitação definido pelo Congresso Nacional durante o período de calamidade pública. Medidas provisórias têm força de lei a partir de sua publicação pelo prazo de 60 dias, prorrogáveis por mais 60.

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ARTIGO JURÍDICO

O IMPACTO DA LEI GERAL DE PROTEÇÃO DE DADOS NA ATIVIDADE SUPERMERCADISTA É preciso adotar estratégias para que o supermercadista entenda as intenções do cliente, sem invadir a privacidade e evitar abusos Fruto do advento do direito digital e da crescente preocupação com a privacidade informacional, a Lei Geral de Proteção de Dados – LGPD passa a regular o tratamento de dados de maneira abrangente, obrigando praticamente todas as empresas e ramos de atividades a se adequarem a ela. A adequação a LGPD exige mudanças nas empresas em relação ao tratamento de dados pessoais, envolvendo os aspectos legais, tecnológicos, de segurança da informação, processos de tratamento e privacidade. Aqueles que não seguirem as regras e diretrizes de coleta e utilização de informações particulares, estarão cometendo infração à legislação e estarão sujeitos a aplicação de penalidades. No ramo supermercadista não seria diferente. Os supermercados estão cada vez mais atuantes no ambiente digital, reunindo dados fundamentais para que a experiência de compra seja a mais positiva possível para o consumidor. Toda informação sobre cada cliente traz insights para as empresas e oportunidades de compras cada vez mais personalizadas para o consumidor. Apesar das ferramentas que hoje possibilitam uma coleta de dados com mais facilidade é preciso adotar estratégias para que o supermercadista possa entender as intenções do cliente com a empresa, sem invadir a privacidade alheia e evitar o cometimento de abusos. É necessário que as empresas revejam os processos internos, alterando os termos dos contratos com clientes, funcionários e fornecedores, além de providenciar tecnologias que garantam o sigilo e a confidencialidade das informações armazenadas e manipuladas. Assim, os supermercados deverão manter na base de dados dos clientes somente as informações realmente necessárias, além de instituir políticas corporativas de avisos de privacidade, deixando claro e evidente para o cliente que seus dados estarão sendo utilizados e, obviamente, garantir a total proteção e cumprimento da lei. Essa adequação trará benefícios para a empresa, pois além de evitar que penalidades sejam aplicadas, a empresa poderá demonstrar ao cliente que respeita a sua privacidade, ao apresentar de forma transparente como os dados pessoais são tratados, agregando, com isso, valor a marca, e obtendo a confiança do cliente. A não adequação à lei poderá resultar na aplicação de penalidades como advertência, multas de até R$50.000.000,00 (cinquenta milhões de reais), bloqueio ou eliminação dos dados pessoais tratados em desconformidade com a lei, suspensão ou proibição do exercício da atividade de tratamento por período de até 6 (seis) meses, dentre outras. Em suma, os supermercadistas deverão se adequar a essa nova realidade e ter total certeza que seus parceiros estão atuando dentro da Lei Geral de Proteção de Dados. A Associação Goiana de Supermercados – AGOS se disponibiliza a prestar todo o auxílio no fornecimento de informações sobre a LGPD aos seus associados.

Por Reginaldo Vasconcelos Assessor Jurídico da Agos 24 | REVISTA SUPERMERCADOS


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SEÇÃO DE COSMÉTICOS

PRODUTOS TURBINAM AS VENDAS NOS SUPERMERCADOS O Brasil é o quarto país que mais consome produtos de higiene pessoal, perfumaria e cosméticos no mundo. Em 2019 o setor faturou R$ 29,6 bilhões. Em Goiás, a indústria desse segmento está crescendo, em média, 10% ao ano Um supermercado, para agradar o seu cliente, não basta ter prateleiras cheias. É preciso investir na diversidade de marcas. O autosserviço registra um grande consumo de produtos do segmento de cosméticos. E, também, crescem os lançamentos, tanto dos nacionais quanto dos importados. Mas muitos consumidores sentem falta da linha Premium, especialmente destinada ao público feminino. Segundo a Associação de Brasileira da Indústria de Higiene Pessoal, Perfumaria e Cosmético (ABIHPEC), o Brasil tem o quarto maior mercado consumidor de produtos de higiene pessoal, perfumaria e cosmético no mundo, com faturamento anual de 29,6 bilhões de reais por ano. À frente do Brasil estão os Estados Unidos, China e Japão. Ainda, segundo a Associação, o Brasil ocupa o terceiro lugar no quesito lançamentos de produtos de beleza no mercado mundial. Ainda de acordo com dados da ABIHPEC, de janeiro a outubro de 2019, a Indústria de Higiene Pessoal, Perfumaria e Cosméticos (HPPC) registrou crescimento nominal de 5% em seu faturamento na comparação com o mesmo período de 2018. Itens de beleza e perfumaria foram responsáveis pelo faturamento de R$ 326 milhões apenas no e-commerce, durante o verão brasileiro (entre o final de 2019 e janeiro de 2020).

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Há 20 anos, nascemos com o propósito de levar beleza e autoestima às pessoas. Presente em todo território nacional e em 12 países, unimos a preciosidade dos ativos naturais com a alta tecnologia, e oferecemos a esse mercado uma gama de produtos que atendem aos mais diversos tipos de cabelos e belezas. Linhas originais e de sucesso, como Cavalo Forte, Mandioca e Murumuru, fazem parte do nosso portifólio, que está sempre atualizado com as tendências de mercado e com o nosso toque singular de inovação.

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COSMÉTICOS

Goiás acompanhou a média da tendência nacional. Segundo dados publicados pelo Sindquímica, o setor de cosméticos em Goiás (incluindo a indústria e o comércio) gerou quatro mil e quinhentos empregos diretos. Com isso, o Estado figurou em sétimo lugar no ranking nacional de produção. Outro dado: Goiás é responsável por 8% do faturamento nacional. Segundo o Sindquímica, em Goiás, a indústria de HPPC vem crescendo, em média, 10% ao ano. O diretor da FranceFarma Cosméticos, Eneias Leonardo Correia Borges, dá dicas para o supermercadista cativar o seu cliente. Segundo ele: “É muito importante que o consumidor possa experimentar o produto, seu sensorial e fragrância, e conhecer sua qualidade para que seja cativado, bem como conhecer as ações, benefícios e diferenciais do produto.” Ronaldo alerta para o fato de que, na prateleira, o consumidor tem acesso “apenas à apresentação estética e um mínimo de informação na embalagem.” Em sua opinião, “é muito importante promover ações de experimentação do produto na gôndola, disponibilizar amostra ou provador. Também é importante colocar promotores, que possam explicar sobre o produto e convidar o cliente a experimentar amostra, até mesmo quiosques para essa divulgação por experimentação.” Ele acrescenta, ainda, outro ponto que não pode ser esquecido: “colocar peças complementares que comuniquem melhor o produto como faixas de gôndola, wobblers e totens.” Ronaldo Camões, gerente comercial da Haskell Cosméticos, empresa que, desde 2010, atua na linha de produtos capilares e de esmaltes, comenta que os supermercados são os grandes responsáveis por boa parte das vendas

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dos produtos cosméticos. Ele explica que as pessoas aproveitam o recebimento do salário e fazem as compras do mês, incluindo os seus produtos de beleza. Além disso, acrescenta o gerente comercial, há uma tendência, não apenas local, mas também nacional, para que os supermercados ofereçam uma variada gama de opções de produtos para os clientes, especialmente nesse período da pandemia. “Os produtos têm um alto valor agregado por trazer uma satisfação para a mulher, uma vez que conseguem entregar o resultado prometido”, complementa Ronaldo. A seção dos cosméticos, ou seção da perfumaria, como é conhecida em muitos pontos do Brasil, é um espaço dentro das lojas que vem ganhando relevância. A explicação para o fenômeno: a seção influencia diretamente no ticket médio. “É por esse motivo que os supermercados investem para chamar a atenção para os produtos desta seção com ações como ‘Dia da Beleza’, ‘Compre e Aplique’, ‘Compre e Ganhe’. Com promotoras nas lojas e demonstradores, essas ações vendem o produto na hora.” E Ronaldo acrescenta “os produtos de boa qualidade fidelizam o cliente.” No Supermercado Bretas a seção de perfumaria responde, atualmente, por 7% de participação das vendas. Mas se a análise contemplar a participação no desempenho financeiro cresce a sua importância, uma vez que essa seção contribui para alavancar o resultado de outras seções. Hoje, o Bretas trabalha com todos os principais fornecedores de bens desse segmento, tais como: Unilever, Procter & Gamble, Colgate, L’Oreal e, também, com os fornecedores regionais.


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MIX DE PRODUTOS

AUMENTAR O MIX DE PRODUTOS É UMA BOA MANEIRA DE ATRAIR E FIDELIZAR O CLIENTE Comprar mais perto de casa é uma comodidade. Porém, com a pandemia da Covid-19, as pequenas lojas do autosserviço goiano se depararam com uma nova realidade: estar bem abastecidas para suprir a necessidade de alimentos das famílias. Para atrair o cliente e vender mais é necessário investir na diversificação do mix de produtos. Uma pesquisa realizada pelo GFK Brasil revelou que 6,6% dos mercados de bairro diversificaram o seu mix por causa da Pandemia do coronavírus. O momento favorável para o segmento contribuiu para os lojistas de bairro mostrar para os seus clientes que, além da comodidade de poder se abastecer próximo de sua casa, eles também podem obter satisfação em adquirir as suas marcas preferidas. A lucratividade é uma consequência quando as estratégias são desenhadas e desenvolvidas da forma correta. É necessário entender o desejo do consumidor. Quando ele encontra a marca que busca existe uma grande chance de as vendas aumentarem. Elciomar Cândido da Silva, gerente do Supermercado Rio de Sol, no setor Maísa, em Trindade, comenta que a loja em que trabalha possui cerca de 10 mil itens. O mix foi ampliado depois da pandemia. Elciomar explica o comportamento do consumidor local: “aqui no supermercado temos um grande fluxo de pessoas que fazem compras avulsas todos os dias. Mas no início do mês os carrinhos saem cheios”. Sirlei do Couto, vice-presidente da Agos, proprietário do SuperCouto, em Goiânia, com mais de 20 anos de mercado, comenta que na sua loja são ofertados cerca de seis mil itens. Com a pandemia ele percebeu que teria que aumentar a variedade de produtos. “Na verdade, uma vez instalada a dificuldade de encontrar alguns produtos, por causa da produção reduzida, houve a necessidade de procurar marcas alternativas para suprir a procura por determinados produtos, implicando assim, em um aumento no mix, mesmo que em pequeno grau,” explica Sirlei. O consumidor continua fiel a marcas? Sobre essa questão Sirlei observa que hoje o cliente não compra o produto apenas por sua marca, mas sim por seus benefícios, utilidade e qualidade. Isso significa, conforme argumenta, que o negócio deve acompanhar as aspirações e os desejos do consumidor para poder oferecer, por meio de produtos e serviços, um conjunto de benefícios funcionais e emocionais que o satisfaça. Para o deputado federal Glaustin da Fokus (PSC-GO), diretor executivo do Grupo Fokus e da Adoralle Alimentos, a pandemia do novo coronavírus reforçou a

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“Observamos que essa tendência de fato levou o mercadinho de bairro a ampliar seu mix de produtos, justamente para atrair e fidelizar aquela dona de casa que antes não tinha o hábito de frequentá-lo”, comenta Glaustin. “E tem acontecido bastante de compradores de mercearias ligarem para os nossos vendedores em busca de produtos pedidos por seus consumidores.” Segundo Glaustin, desde o início da pandemia, o supermercado de bairro quase dobrou a variedade de produtos demandados para o Grupo Fokus. Ampliou em média de 61 para 110 SKUs (unidades de manutenção de estoque, na sigla em inglês). O empresário alerta para a necessidade de manter um rigoroso controle da provisão nas gôndolas das pequenas lojas, para não frustrar os seus clientes fieis. Para isso, é importante manter parcerias com fornecedores de confiança.

Mix de produto na prática Amaury Pereira da Silva, representante comercial há 20 anos na área de supermercados, diz que a fidelização do cliente está estritamente ligada a diversos fatores, em especial a variedade de produtos que os supermercadistas apresentam nas gôndolas. Ele afirma que não tem como fazer isso se o supermercado não tiver um mix diversificado. “Se o cliente vai até uma loja para comprar arroz de determinada marca e não encontra, é pouco provável que o cliente volte a comprar naquele supermercado, afinal, ele já sabe que a sua marca preferida não é comercializada ali” argumenta.

MIX DE PRODUTOS

preferência dos consumidores pelo varejo de vizinhança porque, além da comodidade de fazer compras perto de casa, é uma alternativa para evitar as aglomerações comuns nos hipermercados e nas lojas de atacarejo.

Flávio Pereira de Souza, administrador de empresas, especialista em finanças, controladoria e auditoria, pós-graduado em logística, explica que o aumento do mix dos produtos dentro dos supermercados necessita ser feito para fidelizar o cliente, mas de forma segura. “Todas as lojas precisam ter um planejamento estratégico, quanto a compras e o faturamento, isso porque o estoque corre o risco de ficar superfaturado, se as prateleiras não necessitarem de reposição por falta de vendas”, afirma Flavio. Para o administrador, o ideal é que os mercados de bairro trabalhem com um estoque médio-moderado e tenham um estudo de longo prazo, para ter certeza que o estoque seja compatível com a saída de produtos.

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Agos Participa do Leilão Solidário do HCG em Inhumas O presidente da Agos, Gilberto Soares (que também é diretor no HCG), e a sua esposa Selma Messias, participaram, no dia 25 de outubro, no Vale do Boi Leilões, do II Grande Leilão Solidário de Inhumas e região. O objetivo da ação foi arrecadar fundos para a construção do Hospital de Câncer de Goiás (HCG), que está sendo erguido naquele município. O funcionário de uma fazenda, por iniciativa própria, resolveu doar uma franga para ser leiloada. A ave foi arrematada e, novamente, doada. Resultado: R$ 300 reais arrecadados, ou o equivalente a 30 tijolos para a construção. O coordenador do Leilão, emocionado, agradeceu o doador, pelo gesto solidário, que correspondia às suas posses. A atitude solidária tocou o sentimento dos participantes. Isso gerou uma reação em cadeia: várias pessoas se dispuseram a doar. Esse pequeno gesto simbólico contribuiu para a aquisição de um milheiro de tijolos (em espécie R$ 2.200 reais).

Presidente da Agos participa de live com a ABIC O presidente da Associação Goiana de Supermercados (Agos), Gilberto Soares, participou no dia 23 de outubro de uma live da regional Centro Oeste com a Associação Brasileira da Indústria do Café (ABIC). O presidente analisou a situação da economia, comentou sobre as expectativas e tendências do varejo para 2021, e vinculou com a categoria café.

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Agos abre canal de diálogo com a Enel

O presidente da Agos, Gilberto Soares, comandou a Segunda Reunião Extraordinária do Conselho Administrativo da entidade, em 29/10. Compareceram o deputado federal, Glaustin da Fokus, o vice-presidente da Agos, Sirlei Antônio do Couto e o assessor jurídico, Reginaldo Vasconcelos, além de diversos outros diretores (supermercadistas). A pauta abordou temas como: a decisão favorável do Tribunal Regional do Trabalho – CCT 2018/19, o andamento do Sindicato do Supermercadista, as eleições da Agos para o biênio 2021/2023 e o adiamento do recolhimento do ICMS (passou para o dia 10). A reunião adotou todos os protocolos de segurança em saúde para a prevenção da Covid-19.

Em reunião por vídeo conferência, o presidente da Agos, Gilberto Soares, conversou com diretores da Enel, companhia de abastecimento de energia em Goiás, para criar um canal de comunicação exclusivo para os supermercadistas. O objetivo é contribuir para melhorar o atendimento dos supermercados, que é um segmento essencial. Ficou acordado que cada região terá uma central de atendimento específica, de acordo com a unidade consumidora de cada supermercado. Entre os participantes estavam: o diretor institucional, Humberto Tavares; e os diretores André Luís Abrão, Gustavo Pereira e Marcos Henrique Araújo.

AGOS EM AÇÃO

Agos realiza segunda reunião de diretoria 2020

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PLANEJE AS FESTAS DE FIM DE ANO E ASSEGURE RETORNO PARA O SEU CAIXA Uma pesquisa da SA Varejo, com 110 das maiores redes varejistas do País, apontou que 83,2% acreditam que o faturamento será maior ou igual ao do ano passado Como será o Natal e o Réveillon dos brasileiros? É claro que não será igual aos anos anteriores, devido a continuidade das restrições às aglomerações. Mas os especialistas ouvidos da área do varejo garantem que estas celebrações não vão perder a magia, apenas será diferente, devido aos novos hábitos dos consumidores. As celebrações deverão resgatar o vínculo familiar, incluindo os amigos mais próximos. Diante desta nova conjuntura, é fundamental que os supermercadistas planejem as suas vendas. Uma sondagem recente realizada por SA Varejo com cerca de 110 varejistas das maiores redes do País apurou que as vendas do setor deverão ser favorecidas. Os números são bastante animadores: “83,2% acreditam que o faturamento no Natal e Ano-Novo será maior ou igual ao do ano passado. Entre os 59,8% que apontaram alta nas vendas, a média esperada é de 11,7% sobre o mesmo período de 2019”, anotou a publicação. Outra informação importante dessa mesma sondagem de SA Varejo: “para 84,4% dos varejistas otimistas com as vendas nas Festas, a Covid-19 contribuirá para o avanço. Isso porque a pandemia acelerou hábitos e fez com que o consumidor reaprendesse sua vida dentro de casa.” O consumo de alimentos deverá ser bem maior, uma vez que as viagens não poderão ser realizadas, inclusive, aquelas para o exterior. A tendência é de as famílias investirem numa ceia melhor, com uma maior variedade de comidas e bebidas. Do ponto de vista do cenário macroeconômico não se pode desconhecer que a crise do coronavírus vai afetar o PIB, que deverá cair em 2020, com efeitos diretos sobre a renda e o desemprego. No entanto, para contrabalançar essa situação foi instituída a ajuda emergencial do governo federal de R$ 600 reais. Ela tende a contribuir para amenizar momentaneamente as dificuldades das famílias de baixa renda.

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SEIS PASSOS PARA PLANEJAR AS VENDAS Defina o Seu Público-Alvo Ao definir o público-alvo você poderá focar as estratégias do seu comércio para se comunicar de forma mais eficaz com este grupo de pessoas. Ofereça o Mix Ideal de Produtos Atenda as expectativas e necessidades do seu público. Tenha produtos e serviços que lhe trarão maior receita, maior margem de lucro e que giram rapidamente. Desenvolva Ações Promocionais As ações promocionais podem ser dos mais variados tipos como “leve dois e pague um”, descontos progressivos, cupons de descontos, eventos temáticos na loja e outros tantos. É essencial definir as que melhor se relacionem com o seu público-alvo. Prepare a Equipe Por mais que os produtos sejam ótimos, a loja esteja muito bem organizada, a campanha seja criativa e atrativa, isso tudo pode ser literalmente desperdiçado por um mau atendimento. Fique atento para selecionar os profissionais de acordo com o perfil necessário para o atendimento e vendas em sua empresa e invista em treinamento constantemente. Organize o Ponto de Venda Organizar o ponto de venda refere-se a pensar na trajetória que o cliente faz ao chegar em seu estabelecimento e planejar o que fazer para que ele encontre o ambiente mais favorável ao estimulo de compras. Invista no visual da loja (fachada e vitrine), na exposição dos produtos e melhore a experiência do cliente nesse ambiente. Divulgue e Garanta o Sucesso Um bom trabalho de divulgação espera fixar a sua marca, nome e produtos oferecidos na mente do cliente, de forma que ele saiba que pode contar com seu estabelecimento quando uma determinada necessidade surgir. Fonte: Sebrae


Planejar para Não Errar

Durante a Páscoa o Varejo foi pego desprevenido. O subestimou a capacidade de consumo. Os ovos de Páscoa acabaram na semana anterior à data. Não dá para incorrer no mesmo erro. Faltou planejamento, até porque o cenário da época era novo e desafiador. Os especialistas acreditam que os supermercadistas devem dar atenção aos produtos de maior valor agregado, tais como as carnes especiais e as bebidas mais elaboradas, tais como o vinho. Um aspecto muito importante para o supermercadista é desenvolver um trabalho conjunto, que

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envolva toda a cadeia produtiva, incluindo a indústria e os fornecedores tendo em vista se planejar da melhor maneira possível para buscar suprir à demanda do final de ano. A preocupação é calcular a demanda para evitar ruptura e prejuízos para o varejo. Outro fator que tem que ser levado em conta: a logística. Quem não fizer os seus pedidos no tempo certo poderá não receber o produto. A SA Varejo chama atenção para outra questão que o supermercadista deve estar atento: “Adotar um planograma que atenda os critérios de escolha contribui para o shopper realizar a compra mais rapidamente. Um primeiro ponto, segundo a BRF, é que o consumidor deverá priorizar marcas preferidas e líderes de mercado e que, portanto, servem de referência a ele.” Nesse sentido, é importante “esses produtos iniciarem a exposição, contribuindo para uma melhor interação e visibilidade”, destaca.

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ARTIGO

RECOMENDAÇÕES PARA O PERÍODO QUE ANTECEDE O FINAL DE ANO Está se aproximando o período nobre de vendas, final do ano onde as vendas tradicionalmente crescem acentuadamente devido ao periodo de natal e reveillon. Evidentemente, as lojas devem serpreparadas para enfrentar esse pico de vendas, com atenção especial nas compras de produtos sazonais e naqueles que tem acrescimo de vendas nesta época do ano. O perigo reside justamente aí, pois os gestores de compras devem estar atentos ao crescimento coerente e baseado em históricos do sistema, pois é tão danoso a gestão a ruptura como o excesso,ambos com suas respectivas consequências nos resultados das lojas. Devemos lembrar que o espaço fisico das lojas permanece o mesmo, tanto na área de vendas para exposição, como nos depósitos para armazenagem. As negociações devem considerar os espaços físicos e tentar distribuir gradualmente as entradasnas lojas de modo evitar que grandes volumes acarretem avarias e quebras. A gestão moderna prevê que o objetivo mensal é atingir o resultado liquido planejado, o fato dasvendas aumentaraem não significa necessariamente que a margem de lucro liquido seja mantida, pelo contrario, esse aumento de vendas e excesso de promoções para atrair clientes e desovar estoques pode justamente puxar as margens para baixo além de que alguns custos serãoaumentados interferindo diretamente na liquidez. A estrategia mais recomendada é a de Planejar as vendas, Acompanhar seu andamento e atuar nos desvios diariamente. É necessario total integração entre os Gestores de Compras, Gerentes de Lojas e Equipe de Prevenção de Perdas que deverão unir esforços para que a Organização seja beneficiada por esta integração. A seguir, sugerimos alguns cuidados e ações que devem ser tomados com o objetivo de que as Vendas aumentem, mas as empresas tomem os devidos cuidados com Compras, evitando excessos Rupturas, Controles de Estoques, Organização nos Depósitos, Redução nas Perdas e Controle de Despesas.

Por João Carlos da Lapa

Sócio Diretor da Prátika Consultoria de Varejo, empresa com atuação nas áreas de Operação, Gestão Comercial e Prevenção de Perdas em Supermercados em diversas regiões do país. Trabalhou mais de 30 anos nas maiores empresas varejistas do país 36 | REVISTA SUPERMERCADOS

CONTROLE DAS COMPRAS Tanto nos produtos sazonais como nos produtos regulares mas que tem suas vendas aumentadas. As compras devem ser baseadas basicamente em 3 fatores: • Histórico de Vendas x Estoques registrados no Sistema de Automação Comercial • Considerar o planejamento de vendas e seu crescimento programado. • Analisar Sobras, Rupturas, Quebras e Desvios nas depesas do ano anterior • Analisar o Mercado atual, numero de lojas atual v””ersus ano anterior • Alinhamento total entre Gestores de Compras x Gerentes de Lojas x Equipe de Prevenção de Perdas


PRODUTOS SAZONAIS Pela alta significancia e grande participação nas vendas de final de ano, os produtos sazonais devem ser alvo de um controle rigoroso de seu desempenho ( quantidades recebidas, vendas, comportamento na concorrência e estoques). Para tanto, o ideal é criar uma Planilha especifica de Acompanhamento dos Produtos Sazonais de Final de Ano. Essa planilha deverá ser acompanhada diariamente pelo Departamento de Compras e pelas Gerencia das Lojas, evitando que os problemas se acumulem e gerem prejuizos aos resultados da loja. As soluções para os produtos que apresentem desvios, serão melhorar a exposição, pesquisar na concorrencia, transferencia para outras lojas, conferir estoque físico contra o virtual, envolver o fornecedor e até rebaixa de preço. INVENTARIOS O período de final de ano deve manter o Cronograma de Inventários, evitando a interrupção deste Controle, apesar do maior volume de trabalho rotineiro nas lojas os inventarios devem prosseguir como Planejamento anterior. Infelizmente algumas empresas adotam a rotina inadequada de paralizar alguns controles, dentre eles os inventários alegando a desculpa “de que não dá tempo” o que não é mais aceitável na gestão Moderna de varejo. ARMAZENAGEM SECA Os depósitos devem ser previamente reorganizados para abrir espaços nos racks dos depósitos para os produtos que serão recebidos para enfrentar as vendas planejadas para o final do ano. Durante essa reorganização, serão identificados excessos e mercadorias paradas, para ser resolvidas antes do natal. Na verdade, os depositos devem ser mantidos permanentemente organizados e controlados, mas neste período deve ser dada atenção especial devido ao aumento de volumes de vendas e consequemente de estoques. Os responsáveis pelos depositos devem estar atentos a organização de mercadorias no Racks e total controle sobre os produtos aguardando as trocas pelos fornecedores. ARMAZENAGEM FRIA Do mesmo modo que os depositos secos devem ser organizados para evitar avarias, as camaras. Refrigeradas devem ser organizadas e evitar os excessos e no caso de perecíveis, acentuar o Controle e acompanhamento das temperaturas dos produtos para evitar perdas. Algumas empresas terão necessidade de aumentar seu espaço fisico de camaras refrigeradas, nesses casos, a opção e locação de Containers Refrigerados para armazenar os produtos sazonais refrigerados. É uma negociação normal, como a de mercadoria de revenda, e deve ser considerada como uma Despesa no DRE – Demonstrativo de Resultado no Exercicio. O ideal é encurtar ao máximo essa locação, para não gerar custos desnecessários.

TREINAMENTO EQUIPE PREVENÇÃO DE PERDAS As equipes de Prevenção de Perdas deverão ser treinadas para enfrentar esse período especial de Vendas, devendo ser recicladas para estar preparadas para prevenir perdas e contribuir com o resultado da empresa neste período do ano, quando se não for devidamente controladas as perdas explodem seus percentuais afetando diretamente a rentabilidade da empresa. Atualmente a equipe de Prevenção de Perdas deve ser composta por colaboradores que tenham o mínimo de conhecimento básico de Gestão de Varejo, entendendo que a Perda é um fator que pode fazer a diferença entre um resultado liquido positivo ou negativo. Aproveitar o momento e reforçar todas as medidas anti-covid 19, como higienização, acessibilidade, uso de equipamentos de proteção individual e controle de aglomerações, dentro dessa nova realidada mundial de hoje. Se ainda não tiver, criar um Manual de Proteção Anti-Covid19. FURTOS ACENTUADOS Não é segredo que os dias de maior movimento, devido o alto fluxo de clientes na loja, desperda a cobiça de pesssoas mal intencionadas em cometer fraudes e furtos, Assim, as equipes de Prevenção de Perdas deverão estar ainda mais alertas para coibir a ação dos “amigos do alheio”. É uma pratica bem recomendada a previa revisão dos equipamentos de monitoramento e atenção especial aos setores e Produtos de Alto Risco, principalmente nos dias de maior fluxo de pessoas. DATAS DE VALIDADES Maiores estoques, maiores possibilidades de problemas com produtos vencidos, de modo que todos os procedimentos relativos ao controle e revisão de datas de validades deverão ser redobrados para evitar que a incidência dessa ocorrência que causa prejuizo além de atingir a imagem da empresa junto aos consumidores. CONTROLE DE DESPESAS O controle de despesas é fator fundamental para que o resultado liquido seja atingido, pois a maioria das despesas não deveriam crescer na mesma proporção do que as vendas.Ao elaborar o Planejamento de Despesas Anual, lançando-os mes a mes, devem ser consideradas. As oscilações mensais normais, entretanto o aumento das vendas de final de ano deve ser uma fator diferencial positivo para complementar a rentabilidade anual planejada. As despesas devem ser acompanhadas semanalmente, atuando-se nos desvios, para evitar surpresas desagradáveis ao final do Mes. Na verdade, o final de ano é uma época que pode ser prevista através de uma gestão profissional e considerando a realidade das lojas da rede.

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