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editorial

expediente

CONSELHO ADMINISTRATIVO

Nelson Alexandrino Presidente da Agos

É em clima de agradecimento pelas conquistas da Agos durante 2017 que anuncio a última edição deste ano da Revista Supermercados. Uma das causas que merecem atenção de todo supermercadista não só goiano, mas brasileiro, é a Reforma Trabalhista, assinada pelo presidente Michel Temer no meio deste ano e que entrou em vigor em novembro. A lei atual é mais dinâmica, condizente com a realidade do Brasil, e permite uma série de negociações que antes não eram permitidas pela CLT. Nesta edição, você também confere a cobertura do Jantar Abras em comemoração pelo Dia Nacional do Supermercado, celebrado no dia 12 de novembro. Reunidos em São Paulo, empresários supermercadistas e da indústria confraternizaram e discutiram rumos para o futuro do setor varejista. A 16ª edição da SuperAgos também ganhou destaque, com reportagens especiais sobre o maior evento do Centro-Oeste voltado para supermercados e panificadoras. Conheça os principais destaques, os cursos e palestras que mais chamaram a atenção dos visitantes e qual a avaliação do público sobre a feira. Vamos tratar ainda sobre a expansão do Hiper Moreira, que pretende construir um complexo comercial no Setor Coimbra que inclui o hipermercado e um shopping com lojas e cinema. Outra novidade do Hiper Moreira é a implantação do sistema de autoatendimento e as vantagens que a novidade oferece tanto ao hipermercado quanto ao cliente. Além disso, a revista de número 176 traz ainda uma retrospectiva com tudo que aconteceu no Espaço de Eventos da Agos, a coluna Nas Gôndolas, com as novidades em produtos, e a página de Panificação, com dicas valiosas de como faturar mais, diminuir desperdício e lucrar com planejamento e criatividade.

Presidente – Nelson Antonino Alexandrino de Lima Vice-presidente – Sirlei Antônio do Couto Secretário – Renato Ranyelle de Melo Carvalhais 1º Conselheiro – Gilberto Soares da Silva 2º Conselheiro – Francisco Kaefio de Lima 3º Conselheiro – Irineu Marcolino Dumbra Júnior 4º Conselheiro – Onofre Silva 5º Conselheiro – Valdeci Luciano da Costa 6º Conselheiro – Wanderson Ferreira 7º Conselheiro – Luiz Carlos Gomes 8 Conselheiro – José Nakamura 9º Conselheiro – Givaldo Ribeiro Batista Junior 10º Conselheiro – Ronaldo Santos Amorim 11º Conselheiro – Fernando Viandelli Lopes 12º Conselheiro – José Elias de Paula 13º Conselheiro – Suail Alcântara 14º Conselheiro – Agnaldo Moreira da Costa Junior CONSELHO FISCAL - EFETIVOS Jaime Canêdo Júlio Penha Peres José Guilherme Schwam CONSELHO FISCAL - SUPLENTES Fernando Antônio de Oliveira Ricardo Pinheiro dos Santos Ulisses Jair dos Santos SUPERINTENDÊNCIA João Bosco Pinto de Oliveira DELEGADO JUNTO À ABRAS Antônio Henrique Rodrigues Xavier COMITÊ FEMININO Aldenice Vieira da Silva Alexandrino COMITÊ DE DESENVOLVIMENTO Glauskston Batista Rios REVISTA SUPERMERCADOS Jornalista Responsável • Yuri Lopes Publicidade • Clésida do Espírito Santo Marketing • Frederico Kessler Fotos • Agos / Shutterstock /Solimar de Oliveira Produção e Diagramação • Frederico Kessler Impressão • Poligráfica

Boa leitura a todos. Av. C-7, No 3144, Qd. 80, Lt. Área, St. Sudoeste, CEP 74.305-080, Goiânia-GO (62) 3254-8350 | 3215-2528 imprensa@agos.com.br | www.agos.com.br revista supermercados

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8 14 20 31 6 Panificação Presidente do ITPC, Márcio Rodrigues fala sobre a importância de aproveitar as oportunidades nas datas festivas

sumário

8 Jantar Abras 2017 Agos marca presença em evento em São Paulo que homenageou o Dia Nacional do Supermercado 14 Reforma Trabalhista Saiba como sua empresa precisa se preparar para seguir a nova legislação que regulamenta a relação de trabalho entre empregadores e funcionários 20 SuperAgos 2017 16ª edição do evento supera expectativas, movimenta mercado supermercadista e gera cerca de R$ 30 milhões em negócios 30 Hiper Moreira em expansão Hipermercado goiano prepara plano de crescimento até 2020, com abertura de oito novas lojas, um shopping e usina fotovoltaica 31 Almoço Unecs e Frente CSE Agos participa de evento em Brasília em agradecimento pela atuação dos deputados e senadores em favor de causas do varejo brasileiro 4

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Mercado de panificação perde oportunidades com datas festivas O fim de ano é o momento de maior rentabilidade para o comércio brasileiro. O período festivo e a chegada do décimo terceiro salário são grandes estímulos para o consumo. Para 2017, a Divisão Econômica da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC) prevê que o mercado movimente R$ 34,3 bilhões em vendas, um crescimento de 4,3% em relação ao ano passado, após dois anos seguidos de perdas. Nas empresas de panificação e confeitaria, o fenômeno se repete, mas essas datas ainda não são devidamente aproveitadas pelas empresas. “Dezembro é um mês com muitas possibilidades de negócios, como vender cestas de produtos, oferecer uma ceia pronta, entre outras ações. Muitas panificadoras ampliam sua atuação e leque de serviços para atender a demanda, mas isso não é a realidade da maioria das empresas”, explica o presidente do Instituto Tecnológico de Alimentação, Panificação e Confeitaria (ITPC), Márcio Rodrigues. Segundo levantamento histórico da entidade, com base na análise de performance de empresas parceiras, no fim de ano a média de incremento nas vendas é de aproximadamente 12% sobre a média do ano. “Os indicadores poderiam ser ainda melhores. Muitas lojas não aproveitam bem essas festividades. Falta profissionalismo e capacitação no setor para desenvolver ações eficientes”, analisa o especialista. Num momento turbulento para a economia do país, o mercado vê mais dificuldades em investir no fim do ano. Conforme o indicador da SPC Brasil, em parceria com a Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL), 66% dos micro e pequenos empresários afirma que não pretende fazer nenhum investimento para o Natal. Cerca de 95% das empresas de panificação e confeitaria se enquadram nesta categoria, segundo o ITPC. Problemas no planejamento A principal dificuldade das padarias é a falta de organização gerencial que impacta no planejamento, afirma Rodrigues. “A rotina desgastante do setor não permite planejar adequadamente. O foco é nas dificuldades diárias. A consequência é um resultado comercial e institucional muito abaixo do potencial das festividades”. Outro reflexo da falta de planejamento é o impacto no setor de produção. “Deixar para última hora receitas especiais sobrecarrega os profissionais e tira o foco da elaboração de produtos essenciais da loja. Uma panificadora organizada começa a se preparar antes, é possível elaborar esses itens no tempo livre do calendário de produção e deixá-los congelados para que sejam finalizados conforme a necessidade”, explica. (Conteúdo produzido pela Comunicação do ITPC) 6

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No Rio de Janeiro

Convenção da Abras passará a ser realizada em março a partir de 2018 Evento que reúne representantes do varejo de todo o Brasil está marcado para os dias 19, 20 e 21 de março Durante a 51ª edição da Convenção Abras, realizada de 12 a 14 de setembro no Bourbon Convention & Resort, em Atibaia (SP), foi anunciado que a partir da próxima edição, o evento será promovido em março, no Rio de Janeiro, entre os dias 19 e 21 de março, junto com a feira da associação de supermercados do estado (Asserj), a Super Rio Expofoods. Foi com otimismo que o evento deste ano foi aberto, resultado de conquistas recentes, como a reforma trabalhista e o reconhecimento dos supermercados como atividade essencial à sociedade brasileira, por meio de decreto presidencial assinado em 20 de agosto, o que estabelece regras, segundo o presidente da Abras,

João Sanzovo Neto, mais claras para a relação entre empregados e empregadores do setor. Com o tema “Mudanças — Vamos Juntos!”, a Convenção foi palco do anúncio de outra novidade. A Convenção Abras 2019 está marcada para ser realizada na cidade do Rio de Janeiro, e a partir de 2020, a expectativa é de que o evento passe a ser itinerante e feito em parceria com outras entidades estaduais do setor. Aberta pelo presidente da Abras, João Sanzovo, a solenidade contou com a presença do presidente da Agos, Nelson Alexandrino, e teve muitas homenagens e discursos, como o do

ministro da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), Blairo Maggi; do secretário de Comércio e Serviços do Ministério do Desenvolvimento Indústria e Comércio Exterior e Serviços (MDIC), Marcelo Maia, representando o ministro da pasta, Marcos Pereira; do secretário de Estado do Emprego e Relações do Trabalho, José Luiz Ribeiro, representando o governador de São Paulo, Geraldo Alckmin; do presidente da Assembleia Legislativa do Estado, Cauê Macris; do prefeito de São Bernardo do Campo, Orlando Morando, e do deputado federal e presidente da Frente Parlamentar do Comércio, Serviços e Empreendedorismo (Frente CSE), Rogério Marinho (PSDB-RN).

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Noite de reconhecimento

Abras promove jantar em homenagem pelo Dia do Supermercado Presidente da Agos, Nelson Alexandrino esteve no evento, que reuniu mais de 400 empresários supermercadistas e industriais

Para reconhecer o esforço dos supermercadistas de todo o Brasil, a Associação Brasileira de Supermercados (Abras) realizou no dia 8 de novembro, em São Paulo, um jantar em comemoração pelo Dia Nacional do Supermercado, celebrado no dia 12 de novembro. Mais de 400 empresários supermercadistas e da indústria marcaram presença no evento, como o presidente da Agos, Nelson Alexandrino. O encontro festivo contou ainda com cerimônia de entrega do troféu Supermercadista Honorário, ao ministro da Indústria, Comércio Exterior e Serviços, Marcos Antônio Pereira pelo trabalho a favor do setor, principalmente no reconhecimento da atividade supermercadista como essencial, e o troféu Ponto de Encontro, às personalidades da indústria, que fazem parte da história do setor. O presidente da Abras, João Sanzovo Neto (foto acima), disse em seu discurso que a força do setor e a garra dos empresários de supermercados são merecedores de destaque. “São guerreiros, que mesmo em um cenário econômico desfavorável, se esforçam para melhorar suas atuações, e aumentar as vendas e lucratividade. Há quase 50 anos, nós, da Abras trabalhamos para melhorar o ambiente de negócio no Brasil.” Para o presidente, o reconhecimento da atividade supermercadista como essencial, foi o 8

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melhor presente para o Dia Nacional de Supermercados deste ano. “Uma grande vitória, resultado de muita luta e persistência da Abras, que desde 1997 tentava este pleito. Enfim, conseguimos fazer justiça ao nosso setor, que sempre foi essencial.” Dia Nacional do Supermercado No dia 12 de novembro foi instituído como Dia Nacional do Supermercado porque nesta data, em 1968, a Lei 7.208 definiu e regulamentou a atividade supermercadista no País. Nesse mesmo ano, foi fundada a Associação Brasileira de Supermercados (Abras). Desde então, a

data passou a ser motivo de confraternização e homenagens a importantes personalidades do setor e do Brasil.


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Palco de comemorações

Confira os eventos realizados em 2017 no Espaço de Eventos Agos Local tem estrutura para sediar festas de gala, eventos corporativos e comemorações particulares Criado para ser um local pronto para receber os mais variados tipos de celebrações, o Espaço de Eventos Agos em 2017 foi palco de encontros corporativos, comemorações de aniversários, eventos internos da Agos, reuniões de empresas, confraternizações, treinamentos e uma das principais realizações da associação: o Carrinho de Ouro. Com estrutura completa, o Espaço de Eventos conta com área de 508 m², capacidade para até 450 pessoas, ambiente climatizado, pé direito de 3,8m, ganchos para lustres, estacionamento para 100 veículos e situado no Setor Sudoeste, uma região de fácil acesso em Goiânia. Com toda a estrutura completa para receber todos os tipos de evento, o espaço Você confere abaixo algumas das imagens dos eventos realizados no Espaço de Eventos Agos:

Prêmio Carrinho de Ouro 2017 e posse da nova Diretoria da Agos (25/04) 10

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novos associados agos

Palco de comemorações

Supermercado Varejão - Quirinópolis Supermercado Econômico - Quirinópolis Supermercado Tomatão - Aparecida de Goiânia 1

Supermercado Batista - Goianira Hiper Batista - Goianira Smart Supermercado - Crixás Leve Supermercado - Goiânia Supermercado Cerrado - Goiânia Supermercado Bem Vindo - Luziânia Atacadão - Aparecida de Goiânia Supermercado Morenta - Uruaçu Supermercado Oliveira - Senador Canedo

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Comercial 3 Irmãos - Nerópolis Super Amorim Alimentos - Goiânia O Atacadão - Av. Goiás - Goiânia (Sócio Colaborador) Supermercado Ribeiro - Pires do Rio Cristal Supermercado - Luziânia Supermercado Cristal - Cidade Ocidental

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Supermercados Cristal Araguari - Cidade Ocidental Cristal Supermercados - Cidade Ocidental Assaí Av. Independência - Goiânia Assaí Av. Milão - Goiânia

5 1 - Workshop Sustentabilidade, Rastreabilidade e Rama (2/2); 2 - Fórum Prevenção de Perdas (23/6); 3 - Assembleia Associados Agos (02/10) ; 4 - Assembleia Geral do Sicoob Crediadag (20/10); 5 - Aniversário de casamento Sr. Vicente Meirelles e Dona Orípia (16/9); 6 - Encontro de funcionários da Fokus (7/7); 7 - Encontro de fornecedores do Hiper Moreira (18/8)

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Assaí Parque Amazonas - Goiânia Assaí Perimetral Norte - Goiânia

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Tecnologia

Baixa Tensão Alta Tensão

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Diferenças tarifárias entre Grupo B e Grupo A

Conforme o porte e as características da região onde está localizada a instalação elétrica de sua organização, a concessionária pode lhe atender em diferentes níveis de tensão elétrica Se a sua unidade é atendida diretamente pela concessionária de energia, sem a utilização de um transformador individual, isto é, se seu empreendimento é alimentado nas tensões 220/380V, significa que você é um cliente conectado na baixa tensão. Neste caso, o transformador é compartilhado, está instalado em área pública e você será caracterizado consumidor do Grupo B. Por outro lado, se a sua unidade é atendida pela concessionaria de energia com a utilização de um transformador individual, localizado no seu terreno ou prédio, e a concessionária entrega a energia com tensão em torno de 13.800V, seu empreendimento é alimentado em média tensão. Neste caso o transformador (subestação) é de propriedade do empreendedor, que, por isso, pode usufruir de menores tarifas de energia, tendo, no entanto, que arcar com custos com a manutenção e conservação do equipamento. O que define em qual agrupamento o cliente irá se enquadrar, é qual a demanda calculada para as instalações em questão. O profissional habilitado para fazer esses cálculos, é um engenheiro eletricista, que utilizará das normas 12

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da concessionária e da ABNT para estimar a demanda que o empreendimento necessitará. Em caso de demandas superiores a 75KVA caracteriza-se que esse cliente deverá ter seu transformador próprio e será caracterizado como consumidor do Grupo A, para demandas inferiores a 75KVA o cliente será caracterizado como consumidor do Grupo B. Estrutura Tarifária é o conjunto de tarifas aplicadas aos quantitativos de consumo de energia elétrica (kWh) e/ou de demanda de potência ativa (kW), de acordo com a modalidade de fornecimento. As tarifas variam conforme a opção contratual firmada entre o órgão e a concessionária de energia elétrica. A estrutura tarifária das concessionárias para clientes do grupo B é definida pelo consumo medido em kWh multiplicado pela tarifa de consumo, neste caso fixa. Atualmente ainda tem que levar em consideração o acréscimo das bandeiras tarifárias. Já a estrutura tarifária para clientes do Grupo A é definida pelo valor da demanda contratada multiplicada pela tarifa da demanda, mais o valor do consumo medido nos diversos horári-

os (ponta, fora de ponta e reservado) multiplicados pelas respectivas tarifas, além de multa de demanda ultrapassada, caso exista. A existência de alternativas de enquadramento tarifário permite alguns consumidores escolherem o enquadramento e valor contratual de demanda que resultam em menores despesas com energia elétrica. A decisão, porém, só pode ser tomada após verificação dos padrões de consumo e demanda nos segmentos horários (ponta, fora ponta, reservado) e sazonais (períodos seco e úmido). A análise completa de uma conta de energia e desenvolvimento de um estudo de viabilidade requer experiência e conhecimento técnico. A SmartSET está desenvolvendo um estudo na Agos para mudança de grupo tarifário. Hoje a Agos está enquadrada como Grupo B, no entanto, a demanda atual está muito próxima ao limite suportável. A solução proposta envolve a mudança tarifária para Grupo A e a instalação de um transformador de uso exclusivo para atender as novas demandas do empreendimento.


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Legislação

Saiba como se preparar para a Reforma Trabalhista Sancionada pelo presidente Michel Temer, as novas regras já estão valendo. Entenda os principais pontos e saiba como adequar sua empresa para a legislação vigente Em vigor desde o início de novembro, a nova lei que altera 100 itens da CLT permite negociação mais maleável entre empregadores e funcionários. Para solucionar as principais dúvidas e esclarecer os principais pontos da legislação, o site Supermercado Moderno falou com os advogados Carolina Pignataro e Frank Ferreira, ambos do escritório Gomes & Pignataro, com ampla experiência no atendimento a empresas do comércio varejista de produtos alimentícios. Confira abaixo as respostas para os questionamentos mais comuns sobre a Reforma Trabalhista. A ideia da Reforma Trabalhista, segundo o legislador, foi de modernizar as Leis Trabalhistas, dando prioridade aos acordos entre empregado e empregador, prevalecendo o negociado sobre o legislado. Todavia, há alguns pontos que o RH deve ficar atento para não errar a mão na hora de constituir esses acordos com os trabalhadores.

O reajuste anual de salário está mantido?

Sim, o funcionário continua com direito a aumento anual de salário. O que deve mudar é a forma mais comum de negociação desse reajuste. Daniel Santos, consultor trabalhista da empresa de contabilidade Confirp, explica que atualmente tem sido mais comum a adoção da convenção coletiva entre sindicato dos empregados e sindicato patronal. Com a reforma trabalhista, a empresa discute diretamente com os funcionários uma proposta de reajuste e leva essa proposta ao sindicato. Esse acordo poderá ser validado, mesmo que proponha um reajuste menor do que o definido em convenção coletiva.

O que é o Contrato de Trabalho Intermitente?

Essa é uma das novidades da reforma trabalhista e permitirá a contratação de profissionais para prestar serviços com interrupções, em dias alternados ou apenas por algumas 14

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Fique atento

Lembre-se de que nenhum funcionário poderá ter remuneração inferior ao salário mínimo. horas na semana, por exemplo em momentos de maior movimento. O trabalhador terá direito a férias, FGTS, previdência e 13º salário proporcionais. O contrato, que deve ser celebrado por escrito, precisa estabelecer o valor da hora de trabalho, não podendo ser inferior ao valor-hora do salário mínimo ou ao valor-hora da remuneração dos demais empregados que exerçam a mesma

função. A convocação deve ser feita com, no mínimo, três dias corridos de antecedência. No período de inatividade, esse trabalhador pode prestar serviços a outros contratantes. Segundo a Confirp, a cada doze meses o empregado adquire direito a usufruir, nos doze meses subsequentes, de um mês de férias, período no qual não poderá ser convocado para prestar serviços pelo mesmo empregador. Lembrando que o empregado já recebeu os valores devidos de férias quando recebeu a remuneração referente ao período em que trabalhou. O trabalhador de regime intermitente terá direito a férias, FGTS, previdência e 13º salário proporcionais às horas trabalhadas. E o valor da hora não poderá ser inferior ao valor-hora do salário mínimo ou da remuneração de empregados na mesma função.


Legislação

Intervalo de almoço pode ser de 30 minutos?

A reforma trabalhista permite a alteração do intervalo para almoço, por acordo coletivo entre empresa e empregados, para o mínimo de 30 minutos, nas jornadas de trabalho superiores a seis horas diárias. Ou seja, a lei não impõe redução de almoço para 30 minutos, mas coloca essa possibilidade, mediante acordo entre as partes. Como contrapartida, o funcionário que fez apenas 30 minutos de intervalo no almoço terá sua saída ao final do expediente antecipada em 30 minutos. Fique atento: Carolina Pignataro e Frank Ferreira, da Gomes & Pignataro Advogados, alertam que, caso o empregador não conceda o intervalo para almoço ou conceda menos do que o tempo mínimo de 30 minutos, terá de pagar indenização de 50% do valor da hora normal de trabalho sobre o tempo não concedido.

O que muda no banco de horas?

Agora ele pode ser negociado sem intermediários, diretamente com o funcionário. Outra mudança importante é que o período para zerar o banco de horas passa para seis meses, sendo que ao final é preciso efetuar o pagamento ou dar folga aos funcionários. Com a livre negociação, a tendência é desonerar a folha de pagamento. No entanto, é necessária boa gestão para controlar as horas extras. Daniel Santos, consultor trabalhista da Confirp, lembra que esse trabalho não deve ficar apenas com o RH. “Os gestores diretos têm um papel importante, pois conhecem a rotina do setor e sabem, por exemplo, em quais dias um funcionário pode ser autorizado a chegar mais tarde ou sair mais cedo para reduzir seu banco de horas”, afirma. O ideal é manter esse controle ao longo de todo o período de seis meses, sem deixar para a última hora.

De que forma as férias podem ser divididas?

Os 30 dias de férias estão mantidos. O que muda é que agora esse período pode ser divi-

dido em até três etapas, desde que em comum acordo entre empresa e funcionário. Daniel Santos, da Confirp Contabilidade, explica que um dos períodos de férias não pode ser inferior a 14 dias e os outros dois não podem ser inferiores a 5 dias. O pagamento das férias continua tendo de ser feito até 2 dias antes de o empregado sair. O funcionário continua com a opção de vender 10 dias de férias. Férias não podem começar nos dois dias que antecedem um feriado ou o dia de descanso do empregado na semana. Exemplos: se o funcionário não trabalha aos sábados, as férias dele não podem começar na quinta ou na sextafeira. Se há um feriado na quinta-feira, as férias não podem começar na terça ou quarta-feira.

A Rescisão de contrato muda?

Com a nova legislação não há mais a necessidade de homologação por parte do sindicato ou do Ministério do Trabalho. A rescisão de contrato pode ser feita na própria empresa. No momento da rescisão, é direito do empregado levar um advogado ou alguém de sua confiança com conhecimento para conferir se os pagamentos das verbas indenizatórias estão corretos. A empresa não pode impedi-lo disso, conforme lembra Daniel Santos, da Confirp Contabilidade. “É uma garantia a mais para a própria empresa”, acredita. O consultor trabalhista lembra ainda que não significa que o sindicato não verá a rescisão, pois mesmo depois de assinar, o funcionário pode decidir levar os cálculos ao sindicato para checagem. Portanto, o RH deve certificar-se sempre de que os cálculos estão absolutamente corretos antes de apresentá-los ao funcionário, evitando assim incorreções e, claro, dores de cabeça: ações na Justiça que sempre envolvem riscos.

Quais as regras para demissão em comum acordo?

O texto da reforma trabalhista prevê que o contrato de trabalho poderá ser extinto de comum acordo, com pagamento de metade do

aviso prévio e metade da multa sobre o saldo do FGTS (ou seja, 20% de multa). O empregado poderá ainda movimentar até 80% do valor depositado pela empresa na conta do FGTS, mas, neste caso, não terá direito ao seguro-desemprego. Daniel Santos acredita que a rescisão consensual facilitará a resolução de situações como aquela em que o funcionário não está mais interessado, porém não deixa a empresa para não abrir mão de seus direitos trabalhistas, nem é demitido porque, no entendimento da companhia, isso seria um “prêmio” à sua apatia. O especialista acredita, porém, que uma empresa com número excessivo de demissões em comum acordo pode chamar a atenção da fiscalização, uma vez que o objetivo dessa norma não é facilitar demissões em massa, mas apenas acordos que favoreçam os dois lados.

Fique atento

A partir de agora, o período para zerar o banco de horas passa para seis meses, prazo para fazer o pagamento ou dar folga.

Há regras específicas para funcionários com altos salários?

Quem tem formação de nível superior e recebe salário igual ou maior do que o limite máximo dos benefícios do INSS (hoje em R$ 11.062,62) pode negociar uma série de aspectos individualmente, direto com o empregador, caso deseje. Entre várias possibilidades, a Confirp aponta: remuneração por produtividade, participação nos lucros, teletrabalho, trabalho intermitente, modalidade revista supermercados

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de registro de jornada de trabalho e troca do dia de feriado. Esses acordos individuais, assim como os demais, não podem alterar direitos previstos na Constituição Federal, como 13º salário, período de férias, FGTS, repouso semanal remunerado, licença maternidade, entre outros.

Ações trabalhistas podem diminuir

Atualmente as ações trabalhistas mais comuns no varejo alimentar estão vinculadas à jornada de trabalho e à questão da insalubridade, segundo Carolina Pignataro e Frank Ferreira, do escritório Gomes & Pignataro. Os advogados lembram que a reforma trabalhista não eliminará o problema, cabendo ao empregador a adoção de medidas a fim de diminuir tais incidências e seus reflexos. No entanto, ambos acreditam na possibilidade de redução do número total de ações trabalhistas, uma vez que a reforma traz novas responsabilidades ao trabalhador que move uma ação. Uma delas é que ele fica obrigado a comparecer a todas as audiências na Justiça do Trabalho. E, a principal: caso perca a ação, terá de arcar com as custas do processo. Para os honorários de sucumbência, aqueles devidos aos advogados da parte vencedora, quem perder a causa pagará entre 5% e 15% do valor da sentença. Em relação às perícias, comuns em casos como ações por alegação de insalubridade, doença profissional, entre tantos outros, o trabalhador com acesso à Justiça gratuita também estará sujeito ao pagamento de honorários periciais, caso tenha créditos em outros processos capazes de suportar a despesa. Segundo Frank Ferreira, o custo de uma perícia em São Paulo fica atualmente em torno de R$ 3 a 4 mil. De acordo com o advogado, há casos em que o juiz solicita três perícias, com isso os honorários periciais podem somar R$ 12 mil. Hoje, o Tribunal arca com essas despesas. Estão previstas ainda punições para quem agir com má-fé: multa de 1% a 10% da causa, 16

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além de indenização para a parte contrária. “Acreditamos que, se os juízes realmente aplicarem essas regras, teremos redução nas demandas trabalhistas”, afirma Frank Ferreira, da Gomes & Pignataro Advogados.

da tomadora de serviços nos últimos 18 meses. Justamente para evitar que a equipe atual seja transferida para uma terceirizada ou transformada em PJ (Pessoa Jurídica), livrando-se dos encargos trabalhistas.

O trabalhador fica obrigado a comparecer a todas as audiências na Justiça do Trabalho e, caso perca a ação, terá de arcar com os custos do processo. Há também punições para quem agir com má-fé.

Contar com profissionais terceirizados reduz custos, porém traz riscos. Um deles é o possível aumento de ações trabalhistas que buscam responsabilidade solidária do tomador de serviços. De acordo com a Gomes & Pignataro Advogados, isso ocorre quando a empresa de terceirização contratada não recolhe ou deixa de recolher encargos como o FGTS e o INSS. “Como muitas dessas empresas não têm sequer patrimônio, quem acaba responsabilizado é o tomador de serviços”, explica Frank Ferreira. Daí a importância de checar se a prestadora de serviços cumpre suas obrigações trabalhistas e tributárias, e se há incidência relevante de ações contra ela.

Fique atento

O contrato de trabalho poderá ser extinto de comum acordo com o pagamento de metade do aviso prévio e metade da multa sobre o saldo do FGTS

Terceirização interessa o setor, mas envolve riscos

Ouvidos pela nossa reportagem, dois consultores de varejo com projetos em redes de vários Estados do Brasil afirmaram ter notado interesse de empresários do setor em terceirizar parte da mão de obra a partir de novembro, quando a reforma trabalhista entra em vigor. A nova legislação permite a contratação de terceirizados para qualquer função, no entanto exige quarentena de 18 meses entre a demissão de um funcionário e sua recontratação como terceirizado, mesmo que por meio de uma empresa de prestação de serviços. Também não permite à companhia contratar como prestadora de serviços qualquer empresa que tenha como sócio alguém que foi funcionário

Há riscos também para o clima organizacional. Professora de sociologia do trabalho da Fundação Escola de Sociologia e Política de São Paulo (FESPSP), Carla Diéguez vê efeitos negativos na ausência de uma proximidade real entre funcionário e empresa. Segundo ela, funcionários terceirizados ou mesmo intermitentes não terão uma relação sólida a ponto de criar identidade com a empresa. A socióloga lembra que o comprometimento e o bom desempenho de um funcionário também dependem de valorização e reconhecimento por parte da empresa, da identificação com essa companhia e de se sentir bem em estar ali, o que demanda tempo. Carla Diéguez não concorda ainda com o argumento de que uma legislação menos protetora/paternalista incentivaria uma cultura de maior produtividade entre os empregados. “Aumento de produtividade requer qualificação do profissional”, lembra, citando o exemplo da Alemanha, principal potência econômica da Europa. Lá os trabalhadores são altamente qualificados e apresentam ótimos níveis de produtividade, mesmo sob uma legislação protetora, com jornada de trabalho inferior a 40 horas semanais.


Reconhecimento

Julio Penha Peres recebe título de Comendador do Estado de São Paulo Empresário também foi agraciado com Prêmio Excelência e Qualidade Brasil 2017 O empresário Julio Penha Peres, da Jotapepê, recebeu no dia 21 de novembro, no Clube Sírio Libanês, o título de Comendador pelo Estado de São Paulo. Na mesma noite, Julio Penha Peres foi agraciado com o Prêmio Excelência e Qualidade Brasil 2017, concedido pela Associação Brasileira de Lideranças (Braslíder), na categoria “Profissional do Ano – Destaque Nacional”.

“Quero agradecer a todos aqueles que com carinho indicaram o meu nome em uma categoria onde atuam dezenas de excelentes profissionais. Não me considero o melhor, por isso quero dividir com vocês as honrarias e a homenagem que recebi. Parabéns aos organizadores do evento pela magnitude de tudo que nos foi apresentado”, declarou Julio Penha Peres.

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“Gestão de pessoas”, “Comprador para supermercado”, “Confeitaria” e ”Gestão de açougue” foram temas de cursos na Agos Programação dos especialistas inclui conteúdo teórico e prático O curso “Gestão em Açougue de Supermercados”, foi realizado pela Escola Agos no dia 25 de outubro, na sede da Agos, com o especialista Devanildo Ribeiro. O especialista ensinou os interessados conceitos sobre importância do trabalho em equipe, técnicas de atendimento ao cliente, limpeza e higienização, recebimento e armazenamento, aproveitamento e transformação do produto, formação de custo de carne embalada, órgãos que fiscalizam o setor, principais geradores de perdas, entre outros. Um participante veio do Mato Grosso, e de Goiás vieram pessoas de Goiânia, Itumbiara, Bonfinópolis, Montividiu, Quirinópolis, Rio Verde, Ceres e Aparecida de Goiânia. A Escola Agos realizou no dia 10 de novembro o curso Estratégias em Gestão de Pessoas, ministrado pela psicóloga Maristela Monteiro, na sede da Agos. Participaram do curso, pessoas de Senador Canedo, Aparecida de Goiânia e Goiânia. O curso teve como objetivo preparar profissionais para liderar equipes em qualquer tamanho de empresa. A especialista repassou aos participantes do curso técnicas e estratégias para liderar pessoas e mostrar como ampliar a qualidade do relacionamento humano.

Curso de Confeitaria em Bolos Florais

A Escola Agos promoveu no dia 30 de novembro o Curso de Confeitaria em Bolos Florais, ministrado pelo chef Ricardo Figueredo, na sede da Agos. Entre as técnicas repassadas por Ricardo Figueredo estão como alisar, a forma correta de rechear os bolos, e decorações com vários modelos e cores de flores de chantilly. Participaram funcionários de supermercados de Brasília, Aparecida de Goiânia, Palmeiras de Goiás. De Goiânia vieram representantes do Pró Brazilian, Ponto Final, Panificadora Aliança e Super Santos. Já no dia 2 de dezembro foi a vez do curso Comprador Para Supermercado, no modulo Técnicas de Compras, com o especialista Rodrigo Rocha, do Grupo R&R. Participaram 18 pessoas, vindas de Goiânia, Morrinhos, Quirinópolis, Itaberaí e Edéia. A programação teórica contou com conceitos de análise do custo e preço, análise da quantidade, qualidade, eficiência, produtividade e índices financeiros e compras pela internet. 18

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Curso de Gestão de Açougue


Foto: Divulgação

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Bretas é eleito um dos melhores lugares para se trabalhar Premiação é concedida com base nas melhores práticas em gestão de pessoas O Bretas recebeu no dia 22 de novembro a premiação Great Place To Work (GPTW Novarejo), que elege as melhores empresas para se trabalhar, baseado em uma série de requisitos e nas melhores práticas em gestão de pessoas. A premiação foi recebida em São Paulo pelo gerente de Recursos Humanos do Bretas, Wanderson Ferreira. Em nota, o Bretas afirma que o resultado do prêmio é fruto do trabalho realizado pela equipe do Bretas, que visa a promover um

O gerente de RH do Bretas, Wanderson Ferreira (dir.) recebe premiação GPTW na categoria Varejo

bom ambiente profissional, no qual os colaboradores elaboram juntos, e com envolvimento das lideranças, um plano de ação para estimular o desenvolvimento e melhorias na comunicação, colaboração, equidade, justiça, orgulho, sentido de equipe e outros atributos que possibilitam que o ambiente de trabalho se torne mais humano e agradável. Sobre o Prêmio O Melhores Empresas para Trabalhar GPTW

categoria Varejo é uma parceria entre o Grupo Padrão e o Great Place to Work, que mostra, a partir de dados e conhecimento prático, a importância de uma estratégia eficaz de gestão de pessoas para a obtenção de um resultado expressivo para um negócio varejista. O resultado do prêmio é uma ferramenta que mede a gestão organizacional e se torna uma referência internacional no quesito “ambiente de trabalho”.

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Vitrine de negócios

Maior feira do Centro-Oeste para supermercados e panificadoras ofereceu uma enorme variedade de opções de produtos, serviços e novidades do varejo De cosméticos a produtos congelados, passando por sistemas de gerenciamento e equipamentos de autoatendimento, a SuperAgos 2017 cumpriu seu papel de ser a maior referência de novidades do varejo para supermercados e panificadoras de Goiás. De 26 a 28 de setembro, o Centro de Convenções de Goiânia foi palco de uma verdadeira vitrine de negócios que movimentou cerca de R$ 30 milhões em negócios. Os números do evento são grandiosos, como os mais de 130 expositores, a programação de cursos e palestras com mais de 40 atividades, todas gratuitas ao público visitante da feira, que neste ano recebeu mais de 10 mil pessoas. A SuperAgos foi realizada pela Agos, com cobertura completa da Revista Supermercados, apoio do Governo de Goiás, através da Secretaria de Desenvolvimento (SED), da Abras, do Sebrae, do Sindipão e do SindHorbs.

Rogério Shimura durante sua palestra na SuperAgos 2017.

Depoimentos de palestrantes sobre a feira O futuro da panificação está no passado, que é o resgate dos pães que foram perdidos no tempo. Para conseguir otimizar a produção, controlar estoque e evitar perdas, é importante utilizar técnicas de congelamento e resfriamento de massas, tanto para panificação quanto para confeitaria. Rogério Shimura, especialista em panificação

Uma tendência forte é se montar uma pizzaria dentro do supermercado, tudo automatizado, sendo que a maior dúvida dos empresários é sobre a mão de obra. Oferecemos aqui na SuperAgos consultoria, que envolve escolha do ponto, projeto, implantação, sistemas, desenvolvimento de cardápio, treinamento de funcionários e abertura do estabelecimento. Marcelo Dutchello, da MasterChef Pizzaiolo

Em todos os tipos de eventos e ocasiões em supermercados é possível usar esta técnica, como em inaugurações, para chamar a atenção para o setor de hortifruti. Aqui na SuperAgos, a maioria dos donos de supermercados estão pensando em qualificar seus funcionários para oferecer um diferencial ao cliente.

Quanto mais informação for passada para o público, mais ele terá chance de conhecer essas peças. Existe muito mais do que lombo, bisteca e pernil. A picanha suína tem ganhado destaque, mas é preciso que se conheça outros cortes, como paleta, coxão mole, alcatra, maminha de alcatra, entre outros. Além da informação, precisamos divulgar o valor nutricional dessa proteína e desmentir mitos do passado.

Dogival Alves, especialista em esculturas em frutas e legumes

Daniel Furtado, da Associação Brasileira dos Criadores de Suínos revista supermercados

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Foquei o curso aqui na SuperAgos sobre como bater o chantilly para chegar no ponto ideal para cada tipo de uso na confeitaria. Além de ter uma matéria prima de qualidade, é necessário ter o conhecimento e prática na feitura do chantilly. Também ensinei técnicas de salgados folhados, que foi um pedido dos alunos do curso.

Falamos sobre formação de custo de carcaça e precificação, com participação de cerca de 50 pessoas. A palestra focou em como compor o custo do produto servido no açougue. Acredito que houve grande participação por ser um assunto pouco abordado e pela grande necessidade do supermercadista, por isso eu parabenizo a Agos pela iniciativa de oferecer esse curso na SuperAgos.

Chef Ricardo Figueredo, especialista em confeitaria

Devanildo Ribeiro (foto), especialista em gestão de açougue

Galeria superAgos 2017

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realização

divulgação

apoio

SIND HORBS

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Inovação

Hiper Moreira investe em caixas de autoatendimento e planeja expansão com shopping Complexo comercial terá shopping center, novas lojas e usina fotovoltaica para geração de energia solar Os próximos anos da história do Hiper Moreira serão de constante movimentação. O estabelecimento, fundado em Goiânia há 34 anos, anunciou recentemente um ambicioso plano de expansão que inclui a construção de um shopping no local onde hoje é o hipermercado, no Setor Coimbra, com cinema e lojas. O projeto inclui ainda a inauguração de oito lojas, que se somarão às três atuais, sendo um hipermercado e dois supermercados, todas em Goiânia. Todo o processo de ampliação das operações do Hiper Moreira será de forma gradual e deverá ser concluído até 2020. O primeiro passo será a abertura de duas lojas já no primeiro semestre de 2018, sendo uma na Avenida T-4, no Bueno, e outra nas proximidades do condomínio Alphaville. Juntas, as duas unidades deverão gerar aproximadamente 160 empregos diretos. Sobre o shopping, a previsão da empresa é que a primeira fase já entre em funcionamento no primeiro semestre de 2019. As obras devem começar em 2018, ainda sem data definida. O projeto prevê que o hipermercado passe a ter apenas um piso e as lojas e serviços do shopping funcionem no segundo andar. A segunda fase do centro de compras será construída na quadra ao lado do atual hipermercado, onde atualmente funciona um estacionamento coberto. 30

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Geração de energia limpa O Hiper Moreira pretende construir uma usina fotovoltaica em uma fazenda do interior de Goiás, que deverá gerar energia a partir de placas de captação solar. A empresa espera que a energia gerada dê para suprir a demanda de consumo de todas as lojas em funcionamento do grupo, além dos postos de combustíveis e as lojas que serão inauguradas. Autoatendimento Uma das mais fortes tendências em supermercados nos Estados Unidos e em vários países da Europa, os caixas de autoatendimento se tornaram realidade em Goiânia desde outubro, com quatro equipamentos de self checkout, no Hiper Moreira. Com o objetivo principal de diminuir as filas, os novos caixas são totalmente operados pelos próprios clientes. Nos primeiros meses de adoção da novidade, funcionários do hipermercado ficam no local para orientar sobre como utilizar a ferramenta. Para garantir a segurança das transações, os equipamentos de autoatendimento possuem câmeras acopladas, que permitem um monitoramento em tempo real. A base que suporta os sacos plásticos possui uma balança embutida. Dessa forma, quando o cliente passa o produto pelo scanner e o coloca na sacola, o sistema compara o peso registrado naquele momento com o que consta no sistema, previamente cadastrado para cada item. Em caso

de divergências, o fiscal é acionado. Para Ronan Maia, vice-presidente de Distribuição e Varejo da TOTVS, empresa que forneceu os equipamentos do Hiper Moreira, o self checkout é um ótimo exemplo do uso de tecnologia a favor dos negócios. “As necessidades dos nossos clientes e de seus clientes finais são os direcionadores para a criação das nossas soluções. Por isso, estudamos os novos comportamentos do consumidor e aplicamos a tecnologia para atender esse anseio por melhores experiências de compra, resolvendo também um problema crítico para o supermercadista hoje. Afinal, com um dia a dia cada vez mais corrido, ninguém mais quer enfrentar filas e sim fazer suas compras da forma mais simples e conveniente possível. Nosso novo produto endereça diretamente este desejo”, comenta o executivo. A oferta de self checkout da TOTVS é totalmente preparada para essa nova realidade do varejo, com todos os registros necessários para a operação, como a leitura dos códigos de barras, a pesagem de hortifruti, os meios de pagamento para cartão de crédito e débito, entre outros. Além disso, a companhia utilizou técnicas de Design Thinking para desenvolver um layout único, disponibilizando uma interface 100% adaptada para o autoatendimento, em que o cliente consegue iniciar e finalizar a sua compra sem a necessidade de apoio.


Representatividade parlamentar

Agos participa de almoço com Michel Temer em Brasília, promovido pela Frente CSE e Unecs Associação organizou comitiva com supermercadistas goianos A Associação Brasileira de Supermercados (Abras), através de seu presidente, João Sanzovo Neto, organizou no dia 29 de novembro, um almoço de trabalho da Frente Parlamentar Mista em Defesa do Comércio, Serviços e Empreendedorismo (Frente CSE) e da União Nacional de Entidades do Comércio e Serviços (Unecs), em Brasília, que contou também com a presença do presidente da República, Michel Temer. Representando Goiás, foram a Brasília em comitiva organizada pela Agos, além de Nelson Alexandrino, o superintendente da Agos, João Bosco Pinto de Oliveira, Nelson José da Costa, Ancelmo Marques Pereira, Edimar Rodrigues da Silva. Alessandro Fonseca Cardoso, Davi José Rios, Gilberto Caetano Gonçalves, Antônio Henrique Rodrigues Xavier, Gilberto Soares da Silva e Fernando Ferreira Fontes. Na ocasião, foram apresentados o novo presidente da Frente CSE, o deputado Efraim Filho (DEM - PB), e o futuro coordenador da Unecs, Paulo Solmucci, que é também presidente da Associação Brasileira de Bares e Restaurantes (Abrasel). O coordenador da Unecs e presidente da

Confederação Nacional de Dirigentes e Lojistas (CNDL), Honório Pinheiro, destacou a importância do grupo de entidades que representa 15% do PIB nacional e 20% dos empregos formais no País. “Não há nada mais importante do que criar novas oportunidades de emprego e a estabilidade econômica. Por isso, assumimos com o Planalto o compromisso de apoiar as reformas estruturantes, principalmente a da Previdência, que não é só do governo mas também do Brasil”, afirmou Honório. O evento contou ainda com a participação do presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM - RJ), dos ministros: Antonio Imbassahy, da Secretaria de Governo da Presidência da República; Torquato Jardim, do Ministério da Justiça; Ronaldo Nogueira, do Ministério do Trabalho, além do presidente do Sebrae Nacional, Guilherme Afif, entre outras autoridades e convidados. Da Abras, também participaram o vice-presidente do Conselho Consultivo, José Humberto Píres de Araújo, o vice-presidente Mário Habka, os diretores Antônio Tadeu Perón, que é também presidente da Associação de Supermercados de Brasília (Asbra), e Nelson Alexan-

drino, que é presidente da Associação Goiana de Supermercados (Agos), que coordenou uma caravana de supermercadistas de Goiás, além do diretor de Relações Institucionais, Alexandre Seabra, entre outros supermercadistas do País.

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Peccin reforça portfólio com sete lançamentos

Talento lança três sabores de chocolates recheados

Uma das seis maiores fabricantes de guloseimas do Brasil, a Peccin ampliou o portfólio e aumentou a malha de distribuição pelo País. Entre os sete lançamentos de 2017 estão: os wafers recheados Trento Torta de Limão, Crock Roll Paçoca e Trento Massimo, além da Tri Bala Banana Caramelada, dos chicletes Vampirito nos sabores ácido e picante e o Blong Energy, no sabor energético.

A Garoto apresenta como novidade da marca Talento o lançamento de três sabores em versões recheadas e também apresenta a nova identidade visual da marca. Os novos sabores são: Morango, Torta de Maracujá e Cookies & Cream. Todos os sabores de Talento Recheado chegam às redes varejistas do país em embalagem de 90g, ao preço médio sugerido de R$ 5,49.

Coca-Cola lança água com gás aromatizada Crystal Sparkling A Coca-Cola Brasil amplia o portfólio da linha Crystal com o lançamento Crystal Sparkling, uma água gaseificada com aromas naturais, que chega em dois sabores: limão e camomila; e tangerina e capim limão. O produto será vendido nas embalagens PET de 510ml e latas sleek de 310ml. A Crystal Sparkling estará disponível em uma faixa de preço entre R$ 2,00 e R$ 4,50.

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Tuff lança versão concentrada com perfume que dura mais tempo A Start traz para os supermercados os novos amaciantes premium concentrados Tuff 500ml com cápsulas perfumadas. A fabricante garante que a fórmula possui aromas inspirados na perfumaria francesa, que duram por mais tempo. Por ser concentrado, garante até 22 lavagens. O produto está disponível em três versões: Le Jardin, Poeme e Splendor.


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